Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10980.725748/2010-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 31/07/2010
.MULTA. REVOGAÇÃO.
A revogação da multa prevista no art. 74, §15, da Lei 9.430/96 afasta a sua exigência, forte no art. 116 do CTN.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-001.773
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
JOEL MIYAZAKI Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 10/12/2014
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carlos Alberto Nascimento e Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Data do fato gerador: 31/07/2010 .MULTA. REVOGAÇÃO. A revogação da multa prevista no art. 74, §15, da Lei 9.430/96 afasta a sua exigência, forte no art. 116 do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10980.725748/2010-66
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414638
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3201-001.773
nome_arquivo_s : Decisao_10980725748201066.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 10980725748201066_5414638.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator. EDITADO EM: 10/12/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carlos Alberto Nascimento e Daniel Mariz Gudiño.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
id : 5778951
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474780766208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1547; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 285 1 284 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.725748/201066 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.773 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de outubro de 2014 Matéria PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente CURTUME CENTRAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 31/07/2010 .MULTA. REVOGAÇÃO. A revogação da multa prevista no art. 74, §15, da Lei 9.430/96 afasta a sua exigência, forte no art. 116 do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI – Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 10/12/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carlos Alberto Nascimento e Daniel Mariz Gudiño. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 57 48 /2 01 0- 66 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Tratase de exigência de multa isolada, formalizada no Auto de Infração de fls. 003/006, cientificado à contribuinte em 23/12/2010, totalizando o crédito tributário de R$ 115.948.245,59. Segundo o exposto na folha de continuação do Auto de Infração (fl. 004), na execução de procedimento fiscal de verificação de cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo, foi identificado o indeferimento, em 10/09/2010, dos pedidos de ressarcimento associados aos processos nº 10912.000344/2010 70 e 10912.000345/201014, ensejando a aplicação da multa de 50% sobre o valor dos mesmos em face do art. 74, §15, da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com a redação dada pela Lei 12.249, de 11 de junho de 2010, lançada por meio do auto de infração originário do presente processo. A fiscalização ressalva que o mesmo pedido de ressarcimento já havia sido feito anteriormente em 10/10/2002, autuado no processo nº 10950.004979/200280, e havia sido indeferido pela DRF Maringá – PR em 11/04/2003, indeferimento confirmado posteriormente pela DRJ Porto Alegre RS, em 11/12/2003, e pelo Segundo Conselho de Contribuintes, em 05/05/2005, transitando em julgado administrativamente. A fundamentação legal para o lançamento consta dos autos às fls. 003/006. Inconformada com a autuação, a contribuinte, por intermédio de seu representante legal, protocolizou, em 08/01/2011, a tempestiva impugnação de fls. 036/053 e documentos anexos aduzindo em sua defesa as razões que se seguem. 1. Ataca os despachos decisórios que indeferiram os pedidos de ressarcimento afirmando que lhes faltaria fundamentação, pois não foi considerada na análise a Resolução nº 71/2005 do Senado Federal, que seria a base de sua fundamentação para o pedido, tanto no que tange à existência do direito como à tempestividade para o seu exercício. 2. Alega a impossibilidade de aplicação da multa isolada, pela ausência da intenção dolosa de evitar, protelar ou reduzir o valor do tributo, o que não ocorre, por se tratar de requisição de direito feita de boafé e fundamentada em Resolução do Senado Federal. Reforça suscitando a contradição entre a existência de dolo e o caráter de confissão de dívida, no caso da compensação, que imputa a falha da legislação tributária e atribui à multa caráter de sanção política. Traz jurisprudência. 3. Insurgese contra o valor atribuído à multa aplicada, que considera excessivo e característico de confisco do patrimônio do sujeito passivo. Acrescenta que o princípio da vedação ao confisco aplicase também às multas. Traz jurisprudência. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10980.725748/201066 Acórdão n.º 3201001.773 S3C2T1 Fl. 286 3 4. Cita a Súmula STF nº 476 para acentuar que compete à Administração rever seus atos quando eivados de vício que os torne ilegais. 5. Clama pela inconstitucionalidade da multa, cuja aplicação feriria o direito constitucional de petição da contribuinte. Conclui requerendo o recebimento da impugnação para julgar pela sua procedência, com o reconhecimento do direito ao créditoprêmio no período de 01/01/1983 a 05/10/1990 e a correspondente compensação, bem como o afastamento da multa aplicada. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto/CE indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/RPO n.º 34.677: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Data do fato gerador: 31/07/2010 INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. VEDAÇÃO. Não compete à autoridade administrativa manifestarse quanto à inconstitucionalidade ou ilegalidade das leis, por ser essa prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. VINCULAÇÃO DEPENDENTE DE DISPOSIÇÃO LEGAL EXPRESSA. A jurisprudência e a doutrina, mesmo quando administrativa, somente vinculam os julgadores de 1ª instância nas situações expressamente previstas na legislação. PEDIDO DE RESSARCIMENTO INDEFERIDO OU INDEVIDO. MULTA ISOLADA. Pedido de ressarcimento considerado indevido ou indeferido sujeita o requerente a multa de 50% sobre o valor do crédito, nos termos da legislação em vigor. CARÁTER CONFISCATÓRIO. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicá la, nos moldes da legislação que a instituiu. MULTA ISOLADA. PERCENTUAL. LEGALIDADE. A multa isolada por infração à legislação tributária é aplicada no percentual determinado expressamente em lei. INFRAÇÃO TRIBUTÁRIA. CARÁTER OBJETIVO. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES 4 Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Impugnação Improcedente. Em face da decisão, o contribuinte é intimado, interpondo recurso voluntário. Após, foi dado seguimento ao recurso interposto. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. O presente processo se refere a lançamento de multa isolada em face do indeferimento de pedido de ressarcimento, ensejando a aplicação da multa de 50% sobre o valor dos mesmos em face do art. 74, §15, da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com a redação dada pela Lei 12.249, de 11 de junho de 2010. A multa isolada por infração à legislação tributária é aplicada no percentual determinado expressamente em lei. No presente caso, o dispositivo aplicado é o art. 74, § 15, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) § 15. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. (Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010) Com a edição da MP n.º 656/2014, art. 56, a referida penalidade foi revogada. Assim, forte no art. 106 do CTN, esta disposição deve ser aplicada de imediato. Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso interposto, prejudicados os demais argumentos. Sala de sessões, 14 de outubro de 2014. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10980.725748/201066 Acórdão n.º 3201001.773 S3C2T1 Fl. 287 5 Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 10/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000207/2005-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 19 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
Ementa:CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS. DEDUÇÃO.
Os custos e despesas operacionais são dedutíveis na apuração do resultado da pessoa jurídica desde que devidamente comprovados com documentação hábil e idônea.
PASSIVO NÃO COMPROVADO.OMISSÃO DE RECEITAS.
A presunção de omissão de receitas como decorrência de passivo não comprovado tem previsão legal expressa embasando a formalização da exigência. Entretanto, devem ser deduzidos do montante tributável os valores justificados pelo sujeito passivo.
Numero da decisão: 1402-001.914
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência correspondente a omissão de receitas correspondente a passivo não comprovado no valor de R$ 1.397.578,97 junto ao Banco Sudameris (conta 2.1.2.01.003); e R$ 32.143,99 com o Fornecedor Renault (conta 2.1.1.01.001.0120).
LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Paulo Roberto Cortez, Fernanda Carvalho Álvares, Cristiane Silva Costa, Carlos Pelá e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 Ementa:CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS. DEDUÇÃO. Os custos e despesas operacionais são dedutíveis na apuração do resultado da pessoa jurídica desde que devidamente comprovados com documentação hábil e idônea. PASSIVO NÃO COMPROVADO.OMISSÃO DE RECEITAS. A presunção de omissão de receitas como decorrência de passivo não comprovado tem previsão legal expressa embasando a formalização da exigência. Entretanto, devem ser deduzidos do montante tributável os valores justificados pelo sujeito passivo.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 19 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 18471.000207/2005-16
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5428195
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 19 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1402-001.914
nome_arquivo_s : Decisao_18471000207200516.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : LEONARDO DE ANDRADE COUTO
nome_arquivo_pdf_s : 18471000207200516_5428195.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência correspondente a omissão de receitas correspondente a passivo não comprovado no valor de R$ 1.397.578,97 junto ao Banco Sudameris (conta 2.1.2.01.003); e R$ 32.143,99 com o Fornecedor Renault (conta 2.1.1.01.001.0120). LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Paulo Roberto Cortez, Fernanda Carvalho Álvares, Cristiane Silva Costa, Carlos Pelá e Leonardo de Andrade Couto.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2015
id : 5821609
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474805932032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2001; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.000207/200516 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 1402001.914 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 04 de fevereiro de 2015 Matéria IRPJ E OUTROS Recorrentes FAZENDA NACIONAL EIFFEL COMÉRCIO AUTOMOTIVO LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 Ementa:CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS. DEDUÇÃO. Os custos e despesas operacionais são dedutíveis na apuração do resultado da pessoa jurídica desde que devidamente comprovados com documentação hábil e idônea. PASSIVO NÃO COMPROVADO.OMISSÃO DE RECEITAS. A presunção de omissão de receitas como decorrência de passivo não comprovado tem previsão legal expressa embasando a formalização da exigência. Entretanto, devem ser deduzidos do montante tributável os valores justificados pelo sujeito passivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso para cancelar a exigência correspondente a omissão de receitas correspondente a passivo não comprovado no valor de R$ 1.397.578,97 junto ao Banco Sudameris (conta 2.1.2.01.003); e R$ 32.143,99 com o Fornecedor Renault (conta 2.1.1.01.001.0120). LEONARDO DE ANDRADE COUTO – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Paulo Roberto Cortez, Fernanda Carvalho Álvares, Cristiane Silva Costa, Carlos Pelá e Leonardo de Andrade Couto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 02 07 /2 00 5- 16 Fl. 4745DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 2 Relatório Trata o presente de autos de infração para cobrança do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins referentes ao anocalendário de 2000, no montante de R$ 4.908.671,08 aí incluídos juros de mora e multa de ofício a alíquota de 75%. Em síntese, as irregularidades apontadas pela autoridade lançadora foram: 1) Omissão de receita caracterizada pela manutenção no passivo de obrigação incomprovada: No valor de R$ 209.540,00 na conta 2.1.1.02.01.001.0326 em nome da Eiffel Comércio Automotivo Ltda., e pela falta de escrituração no ativo dos veículos recebidos nesse mesmo valor; e: Nas contas Fornecedor Renault (2.1.1.01.01.001.0120 R$ 32.143,99); Banco Sudameris (2.1.2.01.01.003 R$ 1.397.578,77); Banco Sudameris (2.1.2.01.01.010 – R$ 100.000,00); Adiantamento Cliente (2.1.5.01 R$ 198.452,68) e Outros Créditos (2.1.7.01.001 – R$ 944.452,68) 2) Omissão de receita no valor de R$ 1.555.335,55 decorrente da diferença de estoques, apurada em procedimento específico de auditoria, que a fiscalizada devidamente intimada não logrou comprovar; 3) Glosa de despesas com alugueis não comprovados no montante de R$ 726.410,84; e: 4) Glosa de despesas financeiras não comprovadas por documentação hábil e idônea referentes às contas: Encargos de Financiamento S/CPA Veículos Renault (6.2.1.01.01.005 – R$ 20.024,80); Taxa de Equalização sobre o Contrato e Financiamento (6.2.1.01.01.006 – R$ 114.001,33); Encargos sobre Obrigações Parceladas (6.2.1.01.01.007 – R$ 138.071,04) e Juros sobre financiamento Floor plan (6.2.1.01.01.011 – R$ 213.709,35) O sujeito passivo foi devidamente cientificado do lançamento e apresentou impugnação tempestiva alegando em apertada síntese o que se segue: Para a infração descrita na primeira parte do item 1 ratifica que o valor autuado corresponde a veículos usados recebidos como parte do pagamento de veículos novos e defende que escriturou as operações correspondentes dentro da melhor técnica contábil. Arremata dizendo que a parte da autuação referente à falta de registro dos bens no ativo não poderia prosperar uma vez que todos os veículos foram registrados no estoque de carros usados. Para as demais infrações descritas no item 1, aduz que a conta Fornecedor Renault justificase pela aquisição de veículos junto à Renault do Brasil S/A comprovadas pelas notas fiscais 105381, no valor de R$ 20.646,99 e 107646 no valor de R$ 23.764,19. Explica que a conta Banco Sudameris no valor de R$ 1.397.578,77 corresponde à operação de financiamento “Floor Plan”. Traz cópia do contrato celebrado com Fl. 4746DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.000207/200516 Acórdão n.º 1402001.914 S1C4T2 Fl. 3 3 o Banco Sudameris referente à financiamento para aquisição de veículos Renault e afirma que a dívida referese à 62 veículos. Sustenta que a conta Sudameris no valor de R$ 100.000,00 representa financiamento liberado pela instituição financeira. Acosta aos autos cópia do extrato bancário do dia 12/12/2000 para comprovar o argumento. Em relação à conta Adiantamento a Clientes, parte referese a adiantamentos efetuados pela Renault Brasil S/A, por conta de garantias realizadas pela concessionária, conforme notas fiscais apresentadas com a impugnação; e parte referese a adiantamento feito por Bianca de Felippes Oliveira para compra de veículo, de acordo com a nota fiscal 62.980, ora anexada. Quanto à infração mencionada no item 2, alega que a apuração do Fisco não levou em consideração as operações de consignação onde a entrada dos veículos não é registrada no inventário. Pela sistemática adotada, na venda o registro é feito diretamente na conta de custo das mercadorias vendidas. No que se refere às despesas com alugueis (item 3), apresenta o contrato de locação firmado com a Infraero e os comprovantes de pagamento. Para o item 4, defende que as contas Encargos de Financiamento e Juros sobre Financiamento referemse às operações de financiamento Floor Plan celebradas com o Banco Sudameris, a fim de obter créditos para aquisição de veículos da Renault do Brasil S/A A conta Encargos sobre Obrigações Parceladas teria origem em multas e juros devidos em função de parcelamento de débitos do PIS e da Cofins junto à Receita Federal, formalizado nos autos do processo 13706.000572/9805. Por fim, no caso da conta Taxa de Equalização, decorre de contratos firmados com diversas instituições financeiras. Afirma que na venda de veículos através de financiamento as instituições financeiras repassam parte do ganho obtido para a empresa e para o vendedor responsável pela operação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro prolatou o Acórdão 1221.934 acolhendo parcialmente a impugnação. Para a infração descrita no item 1 deste Relatório, cancelou a exigência referente à não escrituração de bens no ativo. Também cancelou parte da exigência concernente ao item 2, pela apresentação de algumas notas fiscais de consignação referentes aos modelos Kangoo e Laguna. Isso porque os veículos objetos dessas operações não foram lançados no estoque inicial o que distorceu os cálculos do Fisco quando foram vendidos. No caso do item 3 foi restabelecida a despesa no montante de R$ 719.444,98; considerada pela decisão como demonstrada com documentação hábil e idônea. Em relação às despesas financeiras (item 4) a decisão de primeira instância, a partir do exame da documentação apresentada pelo sujeito passivo, restabeleceu integralmente a dedução correspondente a Encargos sobre Obrigações Parceladas no valor de R$ 138.071,04; e parcialmente aquelas referente a Encargos de Financiamento S/CPA Veículos Renault, no montante de R$ 18.068,64 e Juros sobre financiamento Floor plan, no valor de R$ 193.427,82. Fl. 4747DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 4 Relativamente ao montante exonerado, o Órgão julgador de primeira instância recorreu de ofício da decisão a este Colegiado. Devidamente cientificado do Acórdão prolatado pela DRJ, o sujeito passivo apresenta recurso voluntário onde repisa em essência as razões expedidas na peça impugnatória. Traz aos autos cópias de algumas notas fiscais que, afirma, corresponderiam a operações de consignação tendo como objeto o automóvel Clio, o que demonstraria a diferença apurada pelo Fisco no levantamento de estoques para esse veículo. Em primeira apreciação, esta turma julgadora converteu o julgamento do recurso em diligência a fim de que fosse demonstrada a venda dos automóveis Clio que ingressaram na empresa via consignação, informação essa que poderia afetar na apuração fiscal concernente à irregularidade na apuração dos estoques. Realizada a diligência, retornaram os autos para apreciação. É o Relatório. Fl. 4748DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.000207/200516 Acórdão n.º 1402001.914 S1C4T2 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Leonardo de Andrade Couto RECURSO DE OFÍCIO A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento deu provimento parcial à impugnação nos seguinte termos: Cancelou parte da exigência descrita no item 1 do Termo de Constatação no montante de R$ 209.540,00; referente à omissão de receita pela falta de escrituração de bens no ativo; Restabeleceu parcialmente a dedução das despesas com aluguel (item 2 do Termo de Constatação) no valor de R$ 719.444,98; Restabeleceu parcialmente a dedução das despesas mencionadas no item 3 do Termo de Constatação: Encargos sobre obrigações parceladas (R$ 138.071,04), Juros sobre financiamento Floor plan (R$ 193.427,82) e Encargo de financiamento veículos Renault (R$ 18.068,64); e: Cancelou parcialmente a exigência referente ao item 4 do Termo de Constatação, entendendo como justificada integralmente a diferença em relação ao modelo Laguna (R$ 656.061,78) e parcialmente em relação ao modelo Kangoo (4 veículos – R$ 84.160,04). Pela natureza da autuação, o julgamento consistiu fundamentalmente num juízo de valoração probante frente aos elementos de prova apresentados pela autuada. Sob essa ótica, mostrase inquestionável o trabalho da decisão recorrida eis que baseado em meticulosa análise da documentação constante dos autos. Negase provimento ao recurso de ofício. RECURSO VOLUNTÁRIO O recurso é tempestivo, foi interposto por signatário devidamente legitimado e preenche as condições de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço no que couber. De imediato, importa delimitar a lide, tendo em vista dois pedidos de desistência interpostos pela interessada. Fl. 4749DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 6 Na primeira petição foi apresentada desistência parcial em relação ao item 5 do Termo de Constatação abrangendo o passivo junto ao Banco Sudameris no valor de R$ 100.000,0 (conta 2.1.2.01.01.010); parte do passivo referente a Adiantamento a Clientes no montante de R$ 43.864,57 (de um total de R$ R$ 198.982,03) e Outros Créditos (R$ 944.456,68). Posteriormente, nova petição de desistência foi apresentada abrangendo o restante da exigência referente ao passivo Adiantamento a Clientes (R$ 198.982,03), e parte da exigência referente ao item 3 do Termo de Constatação correspondente à Taxa de equalização sobre contrato e financiamento (R$ 114.001,33). Permaneceram no litígio, além das matérias submetidas ao recurso de ofício, as seguintes questões: 1) Omissão de receitas decorrente de passivo não comprovado (item 1 do Termo de Constatação) no valor de R$ 209.540,00; 2) Despesas de aluguel não comprovadas (item 2 do Termo de Constatação) no valor de R$ 6.965,86 (R$ 726.410,84 – R$ 719.444,98); 3) Despesas não comprovadas (item 3 do Termo de Constatação) referentes a Juros sobre financiamento Floor plan (R$ 20.281,33) e Encargo de financiamento veículos Renault (R$ 1.956,16); 4) Diferença de estoque (item 4 do Termo de Constatação) implicando em valor tributável no montante de R$ 810.113,73 (R$ 1.550.335,55 – R$ 656.061,78 – R$ 84.160,04). A redução do valor originalmente tributado corresponde à aceitação pela decisão recorrida, endossada por este julgador, dos comprovantes referentes aos veículos modelo Laguna (integralmente) e Kangoo ( 4 veículos); e: 5) Omissão de receitas decorrente de passivo não comprovado (item 5 do Termo de Constatação) referente a Fornecedor Renault (R$ 32.143,99) e Banco Sudameris (R$ 1.397.578,77). Ratificase aqui a observação feita na apreciação do recurso de ofício no sentido de que o julgamento consiste fundamentalmente num juízo de valoração probante frente aos elementos de prova apresentados pela autuada. Na seqüência estipulada temse: 1) Omissão de receitas decorrente de passivo não comprovado (item 1 do Termo de Constatação) no valor de R$ 209.540,00: De acordo com o sujeito passivo, o valor corresponde à contabilização dos veículos usados entregues como parte do pagamento do veículo novo. Registrase a crédito a receita da venda do veículo novo, pelo valor total da transação, é a contrapartida em créditos a receber. Além disso, fazse o registro no estoque do valor do veículo usado, tendo como contrapartida a conta de passivo denominada “ Outros Fornecedores”. Ainda de acordo com o sujeito passivo, em momento posterior é feita a baixa em créditos a receber no valor do veículo usado com a contrapartida na conta “Outros Fornecedores”. Tal procedimento corresponderia à conciliação contábil realizada periodicamente. Fl. 4750DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.000207/200516 Acórdão n.º 1402001.914 S1C4T2 Fl. 5 7 A defesa manifestase no sentido de que tanto a autoridade lançadora como o Órgão julgador de primeira instância teriam demonstrado um total desconhecimento da ciência denominada Contabilidade. Pois bem. Vou alinharme aos ignorantes e admitir também meu total desconhecimento da ciência denominada Contabilidade. Pelo menos essa utilizada pela interessada, na qual um direito transformase em dívida sem qualquer explicação. É absurdo entender que a utilização do carro usado como parte do pagamento do veículo novo criaria um passivo da concessionária junto ao cliente. Ora, a entrega do bem usado representa simplesmente a quitação, pelo cliente, de parte da dívida contraída junto à concessionária na aquisição do veículo novo. Se não houve pagamento à vista, bastaria simplesmente lançar em “Faturas a receber” o valor da venda deduzido daquele atribuído ao veículo usado. Não há qualquer fundamento na criação de uma conta de passivo nos moldes efetuados pela interessada. È irrelevante se o bem usado foi entregue antes ou depois da emissão da nota de venda. Se esse bem está vinculado à aquisição de um veículo novo, representa parte do pagamento. Nada mais. A recorrente argumenta ainda que os valores lançados nessa conta seriam baixados quando das conciliações contábeis realizadas periodicamente, sem maiores explicações quanto à periodicidade ou às razões que implicariam nessa conciliação. Do exposto, voto por negar provimento neste item. 2) Despesas de aluguel não comprovadas (item 2 do Termo de Constatação) no valor de R$ 6.965,86 (R$ 726.410,84 – R$ 719.444,98): O sujeito passivo não apresentou recurso contra a exigência remanescente neste item, que deve portanto ser mantida. 3) Despesas não comprovadas (item 3 do Termo de Constatação) referentes a Juros sobre financiamento Floor plan (R$ 20.281,33) e Encargo de financiamento veículos Renault (R$ 1.956,16); O sujeito passivo não apresentou recurso contra a exigência remanescente referente ao Encargo de financiamento veículos Renault (R$ 1.956,16), que deve portanto ser mantida. Em relação ao Juros sobre financiamento Floor plan (R$ 20.281,33), a recorrente sustenta que a ausência de extratos bancários ou comprovantes de dispêndios não impediria o reconhecimento da despesa. Na verdade, a decisão recorrida não acatou a defesa por entender que o documento apresentado para justificar o valor em comento não seria hábil a fazêlo, eis que de emissão da própria empresa, entendimento que acolho.Pelo exame do documento em questão constatase ainda que os valores ali mencionados referemse ao ano de 2001. Negase provimento ao recurso neste item. Fl. 4751DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 8 4) Diferença de estoque (item 4 do Termo de Constatação) implicando em valor tributável no montante de R$ 810.113,73: Nas razões de defesa quanto a essa matéria o sujeito passivo alegou que a Fiscalização considerou na apuração apenas as notas fiscais de venda, desconsiderando as operações de consignação. Explicou que no momento de entrada dos veículos em consignação debitava a conta contábil 1.9.01.01.001 (Veículos em Consignação – Ativo Compensado) e creditava a conta 2.9.01.01.001 (Veículos em Consignação – Passivo Compensado). Por serem contas exclusivamente de compensação não influenciaram o patrimônio da empresa e não foram registradas em inventário. Na venda do veículo faziase o lançamento a débito na conta 1.1.2.01.01.001 (Faturas a Receber) e a crédito na conta 3.1.1.01.01.001 (Receita de Veículos). Posteriormente era debitada a conta 5.1.1.01.01.002 (Custo de Vendas) e creditavase a conta 1.9.1.01.01.001 (Veículos em Consignação – Ativo Compensado). Por fim, era debitada a conta 2.9.01.01.001 (Veículos em Consignação – Passivo Compensado) tendo como contrapartida o crédito na conta 2.1.1.01.01.001 (Fornecedor Renault do Brasil). Assim, era realizado a baixa nas mencionadas contas de compensação, sem registro no livro de inventário e trânsito pelo estoque. Há o registro direto em conta de custo das mercadorias vendidas. A decisão recorrida acatou em parte as alegações do sujeito passivo. Não questionou a sistemática de lançamento das operações na contabilidade e acatou as notas de consignação como comprovantes, desde que identificada a venda dos veículos a elas referentes. Quanto ao modelo Clio o lançamento foi integralmente mantido pois as notas fiscais apresentadas não indicavam operação de consignação mas de venda de mercadorias. No recurso voluntário, a interessada reconheceu o equívoco nesse caso e trouxe aos autos cópia de várias notas fiscais de consignação referentes ao modelo Clio, quase todas emitidas em dezembro de 1999. Nos termos da decisão de primeira instância, a venda desses veículos no ano de 2000 teria reflexo na apuração efetuada pelo Fisco. Em primeira apreciação, não consegui identificar nas notas fiscais de venda, emitidas pela autuada e trazidas aos autos, os veículos Clio que ingressaram na empresa via consignação. Ratificase que apenas os veículos vendidos poderiam, em tese, influenciar na apuração do Fisco. O julgamento foi convertido em diligência para que a Unidade da RFB jurisdicionante intimasse o sujeito passivo a apresentar as notas fiscais de venda dos veículos a que se referem as notas fiscais de consignação trazidas aos autos no recurso voluntário, que demonstrassem a apropriação das receitas referentes àquelas operações. Em cumprimento, foram expedidas intimações nesse sentido à interessada que, após vários pedidos de prorrogação, não foram atendidas. Do exposto, nego provimento ao recurso neste item. 5) Omissão de receitas decorrente de passivo não comprovado (item 5 do Termo de Constatação) referente a Fornecedor Renault (R$ 32.143,99) e Banco Sudameris (R$ 1.397.578,77): Fl. 4752DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 18471.000207/200516 Acórdão n.º 1402001.914 S1C4T2 Fl. 6 9 Em relação à dívida com Fornecedor Renault, a decisão recorrida entendeu que caberia à autuada trazer aos autos os comprovantes de pagamentos das operações de que tratam as notas fiscais 105381 e 107646 geradoras do passivo, além do Livro Diário e Razão para demonstrar a quitação parcial, nos termos informados pela recorrente. A meu ver, o fato mais importante nessa questão é a comprovação de que houve a assunção de uma dívida que implicou no passivo. Nesse ponto, os registros do Diário confirmam os lançamentos de entrada dos bens a que se referem as notas fiscais e a contrapartida no passivo em favor da emitente dos documentos. Se a legitimidade do lançamento contábil que formalizou o passivo não foi questionada, a comprovação dos pagamentos a rigor mostrarseia irrelevante pois o saldo da conta ao final do período é representada pela dívida remanescente. Em outras palavras, a ausência de pagamentos – ou da comprovação deles – implicaria em considerar no saldo da conta o valor integral do passivo lançado, situação essa em tese mais favorável à recorrente. De qualquer modo, confirmada a realização dos pagamentos no Livro Diário trazido aos autos, deve ser provido o recurso nesse item. No que se refere à dívida com o Banco Sudameris, a decisão recorrida fez analise meticulosa e digna de respeito, mas não consigo vislumbrar o que mais poderia ser exigido do sujeito passivo para demonstrar o valor questionado. Os documentos trazidos aos autos demonstram a sistemática operacional nos termos explicitados pela recorrente. Através dos extratos bancários verificase a amortização do financiamento denominado Floor Plan, correspondente ao(s) veículo(s) vendidos pela concessionária. Ao mesmo tempo, permanece a dívida – valor questionado na autuação – no montante dos veículos adquiridos através da linha de crédito e ainda não comercializados. Numa verificação por amostragem feita nas planilhas apresentadas, extratos bancários, Livro Diário e Balancetes, constatei que os lançamentos corroboram as razões de defesa, motivo pelo qual voto por dar provimento ao recurso neste item. Resumo: Em resumo do exposto, considerandose exclusivamente as matérias que remanesceram na lide após a decisão de primeira instância e pedidos de desistência, conduzo meu voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para cancelar a autuação correspondente à omissão de receitas representada por passivo não comprovado junto a Fornecedor Renault (R$ 32.143,99) e Banco Sudameris (R$ 1.397.578,77). Leonardo de Andrade Couto Relator Fl. 4753DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO 10 Fl. 4754DF CARF MF Impresso em 19/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 13052.000144/2009-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PRESCRIÇÃO
O regramento estabelecido pela Lei Complementar 118/2005, de 09/02/2005, aplica-se aos pedidos de restituição formalizados após o decurso do vacatio legis, ou seja, a partir de 09/06/2005. Para solicitações formalizadas em data anterior, a contagem do prazo prescricional segue a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, conforme entendimento consolidado no STJ.
BASE DE CÁLCULO DO PIS. ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SÚMULAS DO STJ. PRECEDENTES.
A parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ.
SOBRESTAMENTO. ART.62-A DO RICARF. REVOGAÇÃO
Revogado o art. 62-A do Regimento Interno do CARF pela Portaria MF nº 545 de 18.11.2013, indevido o sobrestamento do feito, quando não sujeito ao regime do art. 543-C do CPC.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.705
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente.
(assinado digitalmente)
GILENO GURJÃO BARRETO Relator.
EDITADO EM: 30/12/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSÉ DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PRESCRIÇÃO O regramento estabelecido pela Lei Complementar 118/2005, de 09/02/2005, aplica-se aos pedidos de restituição formalizados após o decurso do vacatio legis, ou seja, a partir de 09/06/2005. Para solicitações formalizadas em data anterior, a contagem do prazo prescricional segue a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, conforme entendimento consolidado no STJ. BASE DE CÁLCULO DO PIS. ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SÚMULAS DO STJ. PRECEDENTES. A parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ. SOBRESTAMENTO. ART.62-A DO RICARF. REVOGAÇÃO Revogado o art. 62-A do Regimento Interno do CARF pela Portaria MF nº 545 de 18.11.2013, indevido o sobrestamento do feito, quando não sujeito ao regime do art. 543-C do CPC. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13052.000144/2009-49
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5420578
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3302-002.705
nome_arquivo_s : Decisao_13052000144200949.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : WALBER JOSÉ DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13052000144200949_5420578.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Relator. EDITADO EM: 30/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
id : 5794019
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474836340736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13052.000144/200949 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.705 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de agosto de 2014 Matéria COFINS RESTITUIÇÃO Recorrente INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS BG LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PRESCRIÇÃO O regramento estabelecido pela Lei Complementar 118/2005, de 09/02/2005, aplicase aos pedidos de restituição formalizados após o decurso do vacatio legis, ou seja, a partir de 09/06/2005. Para solicitações formalizadas em data anterior, a contagem do prazo prescricional segue a regra decenal com termo inicial na data do fato gerador, conforme entendimento consolidado no STJ. BASE DE CÁLCULO DO PIS. ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SÚMULAS DO STJ. PRECEDENTES. A parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ. SOBRESTAMENTO. ART.62A DO RICARF. REVOGAÇÃO Revogado o art. 62A do Regimento Interno do CARF pela Portaria MF nº 545 de 18.11.2013, indevido o sobrestamento do feito, quando não sujeito ao regime do art. 543C do CPC. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 05 2. 00 01 44 /2 00 9- 49 Fl. 453DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO – Relator. EDITADO EM: 30/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes, Paulo Guilherme Déroulède, Fabiola Cassiano Keramidas e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Adotase o relatório da decisão recorrida, por bem refletir a contenda. Trata se de pedido de restituição de valores a título de Cofins, formulado em meio papel (fl. 3), que, em face da natureza do crédito pleiteado, foi acolhido como pedido de ressarcimento de créditos. De acordo com os demonstrativos juntados às fls. 17/18, o suposto crédito monta a R$ 2.834.108,47 (valor atualizado com a aplicação de juros equivalentes à taxa Selic), abrangendo o período de apuração de janeiro de 2003 a outubro de 2008. No pedido formulado, a contribuinte alega que a incidência da Cofins sobre a parcela de ICMS embutida no preço da mercadoria afronta o artigo 195, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Assim, entende que o ICMS deveria ter sido excluído da base de cálculo da contribuição, o que provocaria o aumento de seu "Saldo Credor de Cofins". Cita e transcreve trechos do voto do Ministro Marco Aurélio de Mello no julgamento do Recurso Extraordinário n.° 240.7852 pelo STF que confortariam sua tese, no sentido de determinar a exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins, por entender que o ICMS não está abrangido pelo conceito de faturamento. Em 26 de novembro de 2009, a DRF/Santa Cruz do Sul emitiu o Parecer DRF/SCS/SAORT nº 169/2009, no qual considerou não formulada a petição em meio papel, no tocante ao período compreendido entre abril/2004 e outubro/2008, e, no tocante ao período compreendido entre janeiro/2003 e março/2004, indeferiu o pedido e não reconheceu o direito creditório, em razão de prescrição da pretensão. Em razão disso foi lavrado o Despacho Decisório DRF/SCS/SAORT n.º 460/2009. A contribuinte apresentou Recurso Administrativo contra o citado Despacho Decisório, o qual considerou não formulado o Pedido de Restituição apresentado pela recorrente. Contudo, a decisão foi mantida pela autoridade administrativa competente para tanto, conforme rito previsto no art. 56 e seguintes da Lei nº 9.784/99 (recurso administrativo hierárquico), pelos fundamentos já expostos no Parecer DRF/SCS/SAORT nº 169/2009. Apresentou também manifestação de inconformidade contra a decisão que indeferiu o direito creditório com base na ocorrência de prescrição, período de janeiro/03 a bril/04, a qual, pelos motivos a seguir expostos, não cabe aqui reproduzir. Fl. 454DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 4 3 Posteriormente, em 14 de dezembro de 2010, foi exarado o Parecer n° 105– SRRF10/Disit (ementa a seguir transcrita), que declarou nulo o Despacho Decisório DRF/SCS/Saort n° 460/2009, que aprovou o Parecer DRF/SCS/Saort n° 169/2009, restando prejudicados os atos praticados posteriormente e decorrentes da decisão anulada. A competência para decidir sobre pedido de restituição ou ressarcimento relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social é do titular da Delegacia da Receita Federal do Brasil, da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária ou da Delegacia Especial de Instituições Financeiras que, à data do reconhecimento do direito creditório, tenha jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. É nula a decisão proferida por autoridade diversa da acima especificada, estando prejudicados os atos praticados posteriormente e decorrentes da decisão anulada. Dispositivos Legais: Lei n° 9.784, de 1999, art. 53; Instrução Normativa RFB n° 900, de 2008, arts. 57 e 64. Em razão disso, foi emitido pela Delegacia de nova jurisdição da contribuinte o Despacho Decisório da SAORT/DRF/JFA n° 481/2011, no qual decidiuse pelo indeferimento do pedido da interessada tendo em vista a ocorrência da prescrição com fulcro no art. 1º da Decreto nº 20.910/32, isto em relação ao crédito apurado até o 1º trimestre de 2004, e pela inexistência de crédito apurado entre o 2º trimestre de 2004 e outubro de 2008, haja vista a legislação tributária regente não contemplar a exclusão de valores correspondentes ao ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins. Contra tal ato, a contribuinte se manifestou, alegando, em suma, que: a decisão relativa à prescrição partiu de uma premissa equivocada: a de que os pedidos formulados pela ora manifestante seriam pedidos de ressarcimento e não pedidos de restituição, como originalmente apresentados. Entende que os valores pleiteados são efetivos pagamentos indevidos ou a maior, quitados não por meio de DARF, é verdade, mas através de compensações administrativas. Em outras palavras, acaso não tivesse sido indevidamente incluído o ICMS na base de cálculo da COFINS no período em questão, teria a requerente apurado valores de contribuição inferiores, e, com isso, utilizado menos créditos para quitálas. Partindose da premissa que a compensação em excesso é nítido caso de pagamento indevido ou a maior, a forma que dispõe o contribuinte para reaver o valor na esfera administrativa é o Pedido de Restituição e não o Pedido de Ressarcimento, como entendeu a autoridade administrativa. E, por força desta equívoca interpretação, a autoridade administrativa acabou por declarar a ocorrência da prescrição indevidamente, utilizandose como base dispositivos legais aplicáveis aos ressarcimentos de créditos escriturais e não o prazo prescricional aplicável à restituição de tributos recolhidos de forma indevida ou a maior; Assim, passa a explanar sobre a sistemática da prescrição dos créditos decorrentes de pagamentos indevidos ou a maior. Cita jurisprudência do STJ e entende que os contribuintes poderão contar com o prazo de até 10 anos para entrar com o pedido de restituição de pagamento de tributos considerados indevidos até 2010; o ICMS não se inclui na base de cálculo da Cofins. Para tanto, cita jurisprudências do STF e do STJ e arrazoase nestas, na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional. por fim pede seja reformada a decisão proferida e assim sejam os valores de crédito solicitados declarados não prescritos. Fl. 455DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 5 4 Os membros da 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora MG, por unanimidade de votos, decidiram considerar improcedente a manifestação de inconformidade. Intimada do acórdão supra em 06/02/2012, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário em 24/02/2012. Encaminhado os autos para este E. Conselho foi proferida decisão no sentido de sobrestar o referido julgamento até que o E. Supremo Tribunal Federal julgasse o Recurso Extraordinário nº 240.785. Todavia, em face da revogação do artigo 62A do Regimento Interno do CARF pela Portaria MF nº 545 de 18.11.2013, os autos retornaram para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade, por isso dele conheço. DA PRESCRIÇÃO Com o advento da Lei Complementar nº 118/2005, a extinção do crédito tributário no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação ocorreria no momento do pagamento antecipado, conforme previsto no do inciso I, do art. 168, do CTN. Assim, nos termos dos dispositivos legais mencionados, o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo quinquenal contado a partir do pagamento indevido. O STF recentemente decidiu através do recurso extraordinário nº 566.621/RS acerca da questão do prazo prescricional para pleitear restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, nos seguintes termos: DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de Fl. 456DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 6 5 violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, as também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (STF/RE 566621/RS, sessão de 04/08/2011, DJ 11/10/2011). (grifos nossos) Assim, a regra a ser utilizada sob esse prisma é aquela definida pela data em que foi interposta a ação ou, no caso, o pedido administrativo de restituição. Sendo o pleito formalizado após 09/04/2009, a LC 118/2005 é aplicável em sua plenitude. Na presente situação o pedido foi formalizado em 09/04/2009, data posterior a 09/06/2005. Aplicarseá, portanto, o prazo quinquenal nos termos do julgado supracitado. Sob esse prisma, considerando que tratase de créditos de PIS/COFINS apurados no período compreendido entre janeiro/2003 a outubro/2008, temos que no período anterior a 09/04/2004 caracterizouse a prescrição. Neste particular considero prescrito o direito à restituição dos valores anteriores a 09/04/2004. BASE DE CÁLCULO DO PIS. ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SÚMULAS DO STJ. PRECEDENTES. De início cumpre esclarecer que a questão da inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS é objeto ao menos de dois processos judiciais sob a responsabilidade do STF, no caso, a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18 e o Recurso Fl. 457DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 7 6 Extraordinário (RE) nº 240.7852MG, sendo que, nenhuma das duas ações foi ainda julgada até a presente data. Relativamente à ADC nº 18, o STF reconheceu a repercussão geral da demanda e deferiu medida cautelar para determinar que, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF, juízos e tribunais suspendessem o julgamento dos processos em trâmite que envolviam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.718/98. A suspensão dos julgamentos deferida liminarmente foi prorrogada nas sessões plenárias realizadas em 04/02/2009, em 16/09/2009, e, finalmente, em 25/03/2010,quando o Tribunal, pela última vez, prorrogou por mais 180 dias a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Quanto ao RE nº 240.7852MG, este foi também suspenso até o julgamento do ADC nº 18. Por conta da suspensão dos julgamentos determinada pelo STF, os processos envolvendo a mesma matéria, pendentes de serem examinados por este Conselho, ficaram também suspensos, em sintonia com o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/07/2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, e na Portaria CARF nº 01, de 3/01/2012. Todavia, em 20 de novembro de 2013 foi publicada a Portaria MF nº 545 de 18.11.2013 que alterou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria nº 256, de 22 de junho de 2009, do Ministro de Estado da Fazenda, onde restou prescrito o que segue: “O Ministro de Estado da Fazenda, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e o art. 4º do Decreto nº 4.395, de 27 de setembro de 2002. Resolve: Art. 1º Revogar os parágrafos primeiro e segundo do art. 62A do Anexo II da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, publicada no DOU de 23 de junho de 2009, página 34, Seção 1, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.” Neste sentido, entendo por bem julgar o presente recurso voluntário, haja vista não haver mais óbice para sua suspensão. Pois bem, o E. Superior Tribunal de Justiça proferiu decisão monocrática e definitiva no Recurso Especial (REsp) nº 1.127.877/SP, recurso que foi recebido na origem segundo a sistemática do artigo 543C do CPC, conforme despacho proferido pelo Sr. relator, Min. Teori Zavascki, em 03/11/2009, (transitada em julgado em 20/06/2012), por força da ADC nº 18, à época com provimento cautelar no sentido de suspenderse todos esses julgamentos. Derrogada a cautelar, retornou a lide a julgamento, o que ocorreu, no entanto, inobservando o regime do 543C no caso concreto, até mesmo pela existência de duas Súmulas anteriores. Assim, em face da decisão proferida pelo E. STJ no REsp nº 1.127.877/SP, não há como reconhecer direito creditório favoravelmente à recorrente, visto que o E. STJ manteve seu entendimento no sentido de que o ICMS integra sim a base de cálculo da COFINS, conforme ementa do voto acima referenciado: Fl. 458DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 8 7 “1. Tratase de recurso especial interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, em mandado de segurança objetivando afastar a incidência do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, bem como o direito à compensação dos valores recolhidos, negou provimento à apelação, sob o fundamento de que o faturamento representa a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. Os embargos de declaração foram rejeitados. No recurso especial (fls. 719/726), a recorrente aponta ofensa aos seguintes dispositivos: (a) art.535, II, do CPC, pois, mesmo com a oposição dos embargos de declaração, não foram sanadas as omissões apontadas; e (b) arts. 2° e 3°, da Lei 9.718/98, alegando, em síntese, que, uma vez que o ICMS não é componente do faturamento previsto no art. 195 da CF, é indevida a sua inclusão na base de cálculo da COFINS. Contrarrazões às fls. 750/752. 2. Não há nulidade por omissão no acórdão que, mesmo sem ter examinado individualmente cada um dos argumentos trazidos pelo vencido, decide de modo integral e com fundamentação suficiente a controvérsia posta. No caso dos autos, o Tribunal de origem julgou, com fundamentação suficiente, a matéria devolvida à sua apreciação. 3. A jurisprudência deste Tribunal pacificouse no sentido de que "a parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e94 do STJ" (AgRg no REsp 1.121.982/RS, 2ª T., Min. Humberto Martins, DJe de04/02/2011). Nesse sentido, os seguintes julgados: AgRg no Ag 1.069.974/PR, 1ª T., Min.Francisco Falcão, DJe de 02/03/2009; REsp 1.012.877/PR, 2ª T., Min. Mauro Campbell Marques, DJe de 08/02/2011; AgRg no Ag 1.169.099/SP, 2ª T., Min. Herman Benjamin, Djede 03/02/2011; AgRg no Ag 1.005.267/RS, 1ª T., Min. Benedito Gonçalves, DJe de02/09/2009. 4. Pelo exposto, com fundamento no art. 557, caput, do CPC, nego seguimento ao recurso especial. Intimese.” Perfilome aos julgados anteriores, que ao longo do tempo têm se mantido na jurisprudência de todos os Tribunais, até que porventura o STF, ainda a julgar Recurso Especial específico além da própria ADC nº 18 decida ao contrário. Ante o exposto, conheço do recurso e negolhe provimento. É como voto. Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2014. (assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Relator Fl. 459DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13052.000144/200949 Acórdão n.º 3302002.705 S3C3T2 Fl. 9 8 Fl. 460DF CARF MF Impresso em 27/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 15/01/2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 16045.000069/2009-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005
COOPERATIVA. INCIDÊNCIA.
A Lei n° 8.212/91 dispõe, em seu artigo 22, IV, ser obrigação da empresa efetuar o recolhimento, a titulo de contribuição previdenciária, da alíquota de 15% incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho.
JUROS/SELIC
As contribuições sociais e outras importâncias, pagas com atraso, ficam sujeitas aos juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, nos termos do artigo 34 da Lei 8.212/91.
Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais diz que é cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Numero da decisão: 2301-003.870
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira - Presidente.
Manoel Coelho Arruda Júnior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Fábio Pallaretti Calcini, Luciana de Souza Espindola Reis, Manoel Coelho Arruda Júnior.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005 COOPERATIVA. INCIDÊNCIA. A Lei n° 8.212/91 dispõe, em seu artigo 22, IV, ser obrigação da empresa efetuar o recolhimento, a titulo de contribuição previdenciária, da alíquota de 15% incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. JUROS/SELIC As contribuições sociais e outras importâncias, pagas com atraso, ficam sujeitas aos juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, nos termos do artigo 34 da Lei 8.212/91. Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais diz que é cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 16045.000069/2009-01
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5423754
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2301-003.870
nome_arquivo_s : Decisao_16045000069200901.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 16045000069200901_5423754.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira - Presidente. Manoel Coelho Arruda Júnior - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Fábio Pallaretti Calcini, Luciana de Souza Espindola Reis, Manoel Coelho Arruda Júnior.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
id : 5801843
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474863603712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2086; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 289 1 288 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16045.000069/200901 Recurso nº 99.999 Voluntário Acórdão nº 2301003.869 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de janeiro de 2014 Matéria Cooperativa de trabalho médico Recorrente NOVAMETAL DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005 COOPERATIVA. INCIDÊNCIA. A Lei n° 8.212/91 dispõe, em seu artigo 22, IV, ser obrigação da empresa efetuar o recolhimento, a titulo de contribuição previdenciária, da alíquota de 15% incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. JUROS/SELIC As contribuições sociais e outras importâncias, pagas com atraso, ficam sujeitas aos juros equivalentes à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, nos termos do artigo 34 da Lei 8.212/91. Súmula do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais diz que é cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente. Manoel Coelho Arruda Júnior Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 04 5. 00 00 69 /2 00 9- 01 Fl. 289DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Fábio Pallaretti Calcini, Luciana de Souza Espindola Reis, Manoel Coelho Arruda Júnior. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 16045.000069/200901 Acórdão n.º 2301003.869 S2C3T1 Fl. 290 3 Relatório Adoto o relatório de fls. 224 e 225: Consoante Depreendese do Relatório Fiscal que o Auto de Infração AI DEBCAD AIOP n° 37.189.5200 referese a contribuições sociais devidas A Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa sobre a remuneração de empregados, de contribuintes individuais e para financiamento dos benefícios em razão de incapacidade laborativa, no valor de R$ 74.666,11(setenta e quatro mil seiscentos e sessenta e seis reais e onze centavos), consolidado em 30.03.2009 para o período de 01/2005 a 12/2005. O lançamento tem os seguintes levantamentos e fatos geradores: BCR BASE DE CÁLCULO RETENÇÃO 11% A MENOR (MO. CONSTRUÇÃO. CIVIL referese As contribuições previdencidrias, relativas A retenção de 11% (onze por cento), instituída pela Lei n. 9.711/98, incidentes sobre o valor total dos serviços executados mediante cessão de mãodeobra, sob a modalidade de EMPREITADA. Informa que a empresa procedeu A respectiva retenção e recolhimento da contribuição previdenciária em valor menor que o previsto legalmente. CTM e CTO BC NFS DE COOPERATIVAS DE TRABALHO MÉDICO E ODONTOLóGICA se referem a contribuições devidas pela empresa, incidentes sobre o percentual de 30,0 % (trinta por cento) do valor bruto da nota fiscal ou da fatura da cooperativa de trabalho da área de saúde. PCI PAGAMENTOS A CONTRIBUINTE INDIVIDUAL se refere a contribuições devidas A Seguridade Social, incidentes sobre os serviços executados por contribuinte individual (autônomos), conforme apurado na contabilidade (Livros Diário e Razão; documentos do CAIXA). Para estes fatos geradores incidem contribuições previdenciárias correspondentes a 20,0% (vinte por cento) para a Seguridade Social. Os valores de tais serviços não constam das Folhas de Pagamentos FP e das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço GFIP. DJ1 DESCONSIDERA CÃO DA CONTRA TACÃO PESSOA JURÍDICA e DJ2 DESCONSIDERAÇÃO DA CONTRA TACÃO PESSOA JURÍDICA — FRETES se referem a contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre os valores pagos através de Notas Fiscais de Serviço NFS ( DJ1 ) e sobre 30,0% (trinta por cento) dos valores pagos através de Fl. 291DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 4 "CONHECIMENTO DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS CTRC" ( DJ2 ) a trabalhadores tidos pela Contratante como empresários, porém considerados pela fiscalização como segurados empregados da empresa. Os valores considerados pela fiscalização como fatos geradores de contribuição previdenciária foram apurados na contabilidade (Livros Diário e Razão; documentos do CAIXA), e estão devidamente discriminados e relacionados no ANEXO do presente Relatório Fiscal e no Relatório de Lançamentos RL, parte integrante deste Levantamento / MOP. A autoridade fiscal instrui os autos com documentos As folhas 90/144. Inconformada com a autuação a empresa apresenta sua razões de defesa requerendo preliminarmente a aplicação da Sumula Vinculante 08 editada pelo Supremo Tribunal Federal considerando inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Segue defendendose que os levantamentos são improcedentes na seguinte ordem e com esses argumentos: que quanto As empresas que prestam serviços de transporte e representacdo comercial A Impugnante, jamais houve qualquer relação empregaticia entre os seus proprietários ou sócios e a autuada; que a relação empregaticia não pode ser estabelecida pelo conceito alegado pela fiscalização de nãoeventualidade ligada diretamente com o fim ou finalidade da empresa, pois se infere do objeto social da Impugnante que dentre as suas finalidades o transporte de mercadorias ou a representação comercial, não são as suas atividades principais; que não hi subordinação jurídica entre a lmpugnante e as empresas contratadas, já que, no caso do contrato de transportes os veículos deveriam ser da própria empresa contratada e por ela mantidos, e quanto ao contrato de representação comercial está consignado que as despesas necessárias ao exercício normal da representação ora pactuada, ligadas A locomoção, hospedagem, telegramas, porte mensal, selo, condução de mostruários, correrão por conta do Representante. que compete exclusivamente a Justiça do Trabalho realizar a vinculação empregatícia, sendo tal competência vedada A auditoria fiscal; que quanto aos contribuintes individuais a Impugnante não pode ser responsabilizada pelo recolhimento dos valores devidos pelos mesmos devendo o fisco proceder a uma verificação da situação dos mesmos se devedores da contribuição previdenciária, ou, ao contrario, na situação de credor, por Fl. 292DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 16045.000069/200901 Acórdão n.º 2301003.869 S2C3T1 Fl. 291 5 conta de outras retenções anteriormente efetuadas indevidamente; quanto aos serviços prestados pela Cooperativa de Trabalho Médico defende a tese de que a tributação instituída pela Lei n° 9.876/99 criou nova base de cálculo, que de acordo com a Lei Complementar n° 84/96, era o valor efetivamente repassado para o cooperado, e passou a ser o valor faturado pelas cooperativas antes do repasse a seus associados e; novo contribuinte, que era a cooperativa e passou a ser a empresa tomadora dos serviços prestados pelos cooperados; não se coaduna com a norma constitucional do art. 195, inciso 1, alínea "a", da Constituição Federal, e representa nova fonte de custeio da Seguridade Social, uma vez que, em razão da natureza da relação jurídica e econômica existente entre a cooperativa e seus associados, os pagamentos efetuados por terceiros As cooperativas de trabalho, em face de servi prestados por seus associados, não se confundem com o vai efetivamente pago ou creditado aos cooperados; sendo uma nova fonte de custeio, a tributação em comento somente poderia ser instituída por meio de lei complementar, o que não ocorreu na hipótese da Lei n° 9.876/99; e a tributação das atividades de trabalhadores reunidos em regime de cooperativa, de forma injusta e especialmente onerosa, é inconstitucional em razão da determinação contida no art. 174, parágrafo 2° da Carta Magna, segundo o qual a lei apoiará e estimulará o cooperativismo; que o assunto está sob discussão no Supremo Tribunal Federal, por intermédio Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela CNI Confederação Nacional da Indústria, tendo como relator o Ministro Cezar Peluso, contando, inclusive, com parecer favorável do ProcuradorGeral da República Dr. Antônio Fernando Souza; desse modo as empresas contratantes de serviços de cooperativas médicas e/ou odontológicas, não deverão fazer o recolhimento da contribuição social. quanto a cobrança da diferença da retenção de 11% pretendida pela fiscalização entende que uma eventual autuação da empresa contratante pelo fisco há de ser precedida do exame fiscocontábil da empresa contratada, para verificar se esta última estava na situação de devedora da contribuição previdencidria, ou, ao contrário, na situação de credora, por conta de outras retenções anteriormente efetuadas indevidamente. finalmente quanto aos juros e multa, pretende que sejam declarados indevidos juntamente com os demais valores sendo insubsistente o presente auto de infração. Fl. 293DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 6 Em 24 de agosto de 2011, a 8ª Turma da DRJ/CPS prolatou acórdão n. 05 34.854 [fls. 223 e ss] que julgou procedente em parte a impugnação oferecida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/12/2005 DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n.° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal , por meio da Súmula Vinculante n.° 8, publicada no Diário Oficial da União em 20/06/2008, o lapso de tempo de que dispõe a Secretaria da Receita Federal do Brasil para constituir os créditos relativos às contribuições previdenciárias, será regido pelo Código Tributário Nacional. DESCARACTERIZAÇÃO DO VÍNCULO PACTUADO. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO DO ATO NULIDADE DO LEVANTAMENTO. É atribuída A fiscalização previdenciária a prerrogativa de seja qual for a forma de contratação, desconsiderar o vinculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado, se constatar a ocorrência dos requisitos da relação de emprego. A motivação deficiente no lançamento fiscal gera a anulação do ato, visto que a Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, dispõe em seu art. 20 que a Administração Pública obedecerá, dentre outros, ao principio da motivação. ARGÜIÇÃO SOBRE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Não é de competência do julgador administrativo decidir sobre constitucionalidade de lei. CONTRATAÇÃO DE COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO. CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A NOTA FISCAL OU FATURA. Ê devida, pela empresa contratante, a contribuição de 15% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE REMUNERAÇÃO PAGA A CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Incidem contribuições devidas a Seguridade Social a titulo de quota patronal sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer titulo, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços. RETENÇÃO 11%. As empresas contratantes de serviços executados mediante cessão de mão de obra ou empreitada estão obrigadas a reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e a recolher a importância retida, no prazo legal, em nome da empresa contratada, nos termos do art. Fl. 294DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 16045.000069/200901 Acórdão n.º 2301003.869 S2C3T1 Fl. 292 7 31, "caput", da Lei n.° 8.212, de 1991, com a redação da Lei n.° 9.711, 1998, combinado com o art. 219 do RPS. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Irresignado com o decisum, o Contribuinte interpôs recurso voluntário apenas em relação a contribuição sobre a nota fiscal de cooperativa de saúde (UNIMED e UNIODONTO). É o relatório. Fl. 295DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 8 Voto Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior O recurso é tempestivo e não há óbice para seu conhecimento. Da análise do recurso apresentado verificase que a recorrente apenas quanto à incidência de contribuição previdenciária em face dos serviços prestados pela Cooperativa de Trabalho Médico. Defende a tese de que a tributação instituída pela Lei n° 9.876/99 criou nova base de cálculo, que de acordo com a Lei Complementar n° 84/96, era o valor efetivamente repassado para o cooperado, e passou a ser o valor faturado pelas cooperativas antes do repasse a seus associados e, mais: novo contribuinte, que era a cooperativa e passou a ser a empresa tomadora dos serviços prestados pelos cooperados; não se coaduna com a norma constitucional do art. 195, inciso 1, alínea "a", da Constituição Federal, e representa nova fonte de custeio da Seguridade Social, uma vez que, em razão da natureza da relação jurídica e econômica existente entre a cooperativa e seus associados, os pagamentos efetuados por terceiros As cooperativas de trabalho, em face de servi prestados por seus associados, não se confundem com o vai efetivamente pago ou creditado aos cooperados; sendo uma nova fonte de custeio, a tributação em comento somente poderia ser instituída por meio de lei complementar, o que não ocorreu na hipótese da Lei n° 9.876/99; e a tributação das atividades de trabalhadores reunidos em regime de cooperativa, de forma injusta e especialmente onerosa, é inconstitucional em razão da determinação contida no art. 174, parágrafo 2° da Carta Magna, segundo o qual a lei apoiará e estimulará o cooperativismo; que o assunto está sob discussão no Supremo Tribunal Federal, por intermédio Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela CNI Confederação Nacional da Indústria, tendo como relator o Ministro Cezar Peluso, contando, inclusive, com parecer favorável do ProcuradorGeral da República Dr. Antônio Fernando Souza; desse modo as empresas contratantes de serviços de cooperativas médicas e/ou odontológicas, não deverão fazer o recolhimento da contribuição social. Em que pese os argumentos colacionados pela Recorrente, entendo que esses não merecem acolhimento, conforme se verá abaixo. Fl. 296DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 16045.000069/200901 Acórdão n.º 2301003.869 S2C3T1 Fl. 293 9 I CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERATIVA DE TRABALHO A Lei n° 8.212/91 dispõe, em seu artigo 22, IV, ser obrigação da empresa efetuar o recolhimento, a titulo de contribuição previdenciária, da alíquota de 15% incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Esse dispositivo foi incluído pela Lei n° 9.876/99, com o permissivo constitucional do artigo 195, I, "a", estabelecendo como fato gerador a retribuição do serviço prestado pelo cooperado A tomadora. Assim, por estar amparada pela Constituição Federal, não há necessidade de lei complementar para sua instituição. Observase que a cooperativa é conceituada como uma sociedade de pessoas sem fins lucrativos, constituída com a finalidade de prestar serviços a seus associados na forma estabelecida pela Lei n° 5.764/71. A cooperativa de trabalho é uma das espécies de cooperativas previstas na legislação e tem como objetivo intermediar as relações entre seus associados e terceiros contratantes. Tratase, portanto, de mera agenciadora das atividades dos cooperados, não produzindo bens ou serviços próprios. Por não se tratar de trabalho subordinado, não se estabelece vinculo empregatício entre a cooperativa e seus cooperados, mantendo, esses últimos, a qualidade de contribuintes individuais (parágrafo único do artigo 284 da Instrução Normativa SRP n° 003/05). Portanto, a contribuição em tela incide sobre a contratação de serviços prestados por pessoas físicas, sendo este apenas intermediado pela cooperativa de trabalho. E a remuneração do segurado contribuinte individual filiado à cooperativa de trabalho decorre da prestação de serviços por intermédio da cooperativa às pessoas físicas ou jurídicas (artigo 285 da IN SRP n° 003/05). Ou seja, a nota fiscal ou fatura emitida pela cooperativa encontrase diretamente relacionada à remuneração do cooperado e por esse motivo, foi utilizada como base para cálculo da contribuição em tela. Convém ressaltar ainda, que o tratamento conferido pela Lei n° 8.212/91 As cooperativas não fere a isonomia ou se apresenta mais oneroso ao tomador, como sugere a impugnante. 0 inciso IV do artigo 22 da lei mencionada determina a aplicação da alíquota de 15% incidente sobre os serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho, ao passo que as demais empresas contratantes de serviços de contribuintes individuais estão sujeitas ao recolhimento de contribuição previdenciária A alíquota de 20%, nos termos do artigo 22, III, da Lei 8.212/91. Não obstante a Recorrente limitarse em defesa a argumentar sobre a impropriedade da responsabilização desta, pelo recolhimento dos valores devidos pelos contribuintes individuais vale consignar que, o artigo 28, inciso III, da Lei n°. 8.212/1991, define como salário de contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo do salário de contribuição desta categoria de segurado, sendo que, por remuneração, entendese todo pagamento, pactuado contratualmente ou não, visando valorar o serviço executado. Definidos os pagamentos com manutenção de gramado, de acordo com o Relatório de Lançamentos, como sendo de contribuinte individual cabe a autuada nos termos Fl. 297DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA 10 definidos em legislação o recolhimento previsto no art. 22, inciso III, da Lei n° 8.212/91, in verbis: Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer titulo, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei n°9.876, de 1999). Dessa forma, correto o procedimento da fiscalização que, no exame da escrituração contábil da autuada, ao constatar a existência de valores pagos e sobre os quais não incidiram contribuição, portanto, não oferecidos à tributação e sem o correspondente recolhimento, constituiu o crédito pertinente. II INCONSTITUCIONALIDADE E SELIC Em relação as demais matérias tratadas no Recurso Voluntário, devem ser aplicados os enunciados das Súmulas deste CARF: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. [...] Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. [...] III DISPOSITIVO Ante o exposto, VOTO no sentido de CONHECER o recurso voluntário e, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto Manoel Coelho Arruda Júnior – Relator Fl. 298DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 16045.000069/200901 Acórdão n.º 2301003.869 S2C3T1 Fl. 294 11 Fl. 299DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13820.001014/2002-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/08/2002 a 28/02/2007
IPI - CRÉDITO BÁSICO - LEI 9.826/99 - CRÉDITOS APURADOS EM DILIGENCIA - DEFERIMENTO
Constatada a existência de créditos em procedimento de diligência, devem ser deferidos os créditos pleiteados até o limite do crédito reconhecido. Os créditos glosados que não foram discutidos após intimação do contribuinte para tanto tornam-se incontroversos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3302-002.376
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA
Presidente
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/08/2002 a 28/02/2007 IPI - CRÉDITO BÁSICO - LEI 9.826/99 - CRÉDITOS APURADOS EM DILIGENCIA - DEFERIMENTO Constatada a existência de créditos em procedimento de diligência, devem ser deferidos os créditos pleiteados até o limite do crédito reconhecido. Os créditos glosados que não foram discutidos após intimação do contribuinte para tanto tornam-se incontroversos. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13820.001014/2002-17
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5403542
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-002.376
nome_arquivo_s : Decisao_13820001014200217.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
nome_arquivo_pdf_s : 13820001014200217_5403542.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5744502
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474866749440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1577; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 10 1 9 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13820.001014/200217 Recurso nº 137.166 Voluntário Acórdão nº 3302002.376 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2013 Matéria IPI Crédito Base Recorrente SCORPIOS DA AMAZÔNIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/08/2002 a 28/02/2007 IPI CRÉDITO BÁSICO LEI 9.826/99 CRÉDITOS APURADOS EM DILIGENCIA DEFERIMENTO Constatada a existência de créditos em procedimento de diligência, devem ser deferidos os créditos pleiteados até o limite do crédito reconhecido. Os créditos glosados que não foram discutidos após intimação do contribuinte para tanto tornamse incontroversos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 82 0. 00 10 14 /2 00 2- 17 Fl. 781DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Walber José da Silva, Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de retorno de diligência solicitada para que fossem analisados os documentos trazidos pelo Contribuinte em sede de impugnação administrativa e aferidos os valores efetivamente devidos (e se devidos) a título de IPI. Conforme já relatado nos termos da Resolução no 20100773, de 04 de setembro de 2008, verbis: “Tratase de pedido de ressarcimento de IPI com base nos termos do artigo 5º da Lei nº 9.826/99, referente ao período de apuração do 3º trimestre do ano de 2000. Parte dos produtos produzidos teriam sido remetidos a Zona Franca de Manaus e o restante destinados à fabricação de motocicletas. Por serem saídas com suspensão do IPI, a Recorrente teria direito a manter o creditamento e, conseqüentemente, ao ressarcimento de valores e compensação com tributos federais. Intimada a apresentar documentos que comprovassem o crédito pleiteado, a Recorrente não se manifestou, tendo sido indeferido seu pedido de ressarcimento (fls. 49). Inconformada, a Recorrente apresentou suas razões de inconformidade – fls. 51/234, oportunidade em que anexou o que seriam os documentos comprobatórios da existência do crédito, como notas fiscais de entrada e saída (amostragem), cópia da DIPJ e DCTFs, do livro de registro de apuração do IPI e do livro diário onde se registraram os créditos. Alegou a existência do crédito e a desnecessidade de apresentar os documentos requeridos pela autoridade administrativa. Foi apensado aos autos deste processo o de nº 13820.000251/200171, em que a Recorrente havia pleiteado os mesmos créditos sem obter êxito em razão da ausência dos documentos necessários, a despeito das intimações recebidas. Logo, extinguiuse o processo sem o que a Recorrente define como “julgamento do mérito”, posto que sequer foi apresentada manifestação de inconformidade contra o indeferimento do direito ao crédito. Fl. 782DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13820.001014/200217 Acórdão n.º 3302002.376 S3C3T2 Fl. 11 3 Após a análise dos documentos, a Segunda Turma da Delegacia de Julgamento de Ribeirão Preto proferiu o acórdão nº 11.773, em 29/03/06, fls. 239/245, por meio do qual manteve a negativa do despacho decisório sob os seguintes fundamentos: (i) a autoridade administrativa pode e deve solicitar a apresentação de documentos que comprovem a existência de créditos pleiteados pelos contribuintes e, pelas regras que regem o processo administrativo, é a Recorrente quem deve comprovar a existência de seu direito; (ii) a Recorrente apenas teria instruído o pedido de ressarcimento com uma planilha genérica, com os totais mensais do crédito pleiteado e cópia do livro de apuração do IPI; (iii) as cópias do livro de apuração trazidos divergem daquelas que foram apresentadas no processo de nº 13820.000251/2001 71; (iv) não teria constado do processo: a relação dos produtos fabricados pela empresa; a indicação de qual teria sido enviado a ZFM; a menção à classificação fiscal dos produtos fabricados; as notas fiscais de compra (insumos) ou as informações sobre o insumo utilizado na industrialização; (v) não teria havido comprovação do envio dos produtos a ZFM; (vi) os documentos apresentados posteriormente ao indeferimento do pedido de ressarcimento não podem ser analisados pela Delegacia na fase de julgamento, em razão de ser de competência da DRF; (vii) sem mencionar que o simples não atendimento à fiscalização já seria razão suficiente para o indeferimento do pleito. Indignada, a Recorrente opôs Recurso Voluntário por meio do qual reiterou suas razões de inconformidade e acrescentou as alegações de que teria apresentado toda a documentação necessária à comprovação de seu direito, a qual sequer foi analisada pela Delegacia de Julgamento, discorreu, ainda, acerca da possibilidade de serem aceitos documentos quando da apresentação de manifestação de inconformidade, inclusive se a autoridade administrativa não compareceu à sede da empresa para verificação dos documentos in locu. Rechaçou, ainda, o fato de a decisão ter se fundamentado na ausência de provas produzidas no processo de nº 13820.000251/200171, por se tratarem de procedimentos autônomos, sendo certo que o direito ao crédito estaria comprovado nestes autos. É o relatório.” A Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuinte converteu o julgamento em diligência com as seguintes determinações: Fl. 783DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 “Conforme relatado, a Recorrente utilizase deste procedimento administrativo para requerer o ressarcimento de valores a título de IPI. Realmente não apresentou as provas necessárias quando intimada para tanto, todavia, juntouas no momento da impugnação (no caso da manifestação de inconformidade). A questão é que os documentos trazidos à colação não foram analisados pela autoridade administrativa, seja ela julgadora (DRJ) ou fiscalizadora (DRF), o que inviabilizou que o contribuinte comprovasse seu direito. Concordo que o fato de a Recorrente não ter atendido a nenhuma das intimações recebidas em que se requeria a apresentação dos documentos não conta pontos a seu favor e, inclusive, pode levar à conclusão de máfé da empresa ou da inexistência dos créditos. Entretanto, ao trazer documentos ainda na fase da defesa administrativa de primeira instância, a Recorrente elide esta presunção, e as provas não podem ser simplesmente ignoradas. Dos documentos apresentados, verifico a plausibilidade do pedido, bem como da existência de algum crédito em favor da Recorrente. Efetivamente, as notas fiscais de saída (fls. 218/234) comprovam a saída de mercadorias para a Zona Franca de Manaus ou a ocorrência da suspensão do imposto em virtude da incidência do artigo 5º, da Lei nº 9.826/99. Não digo que tais notas são suficientes para a concessão do crédito, mas trazem, a esta julgadora, a dúvida de que o suporte contábil existe e assim, também, conseqüentemente, o direito ao ressarcimento. Em vista deste fato e da ausência de diligência in locu para verificação dos documentos, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para que o agente administrativo: (i) analise os documentos apresentados junto ao recurso de manifestação de inconformidade, para concluir se são suficientes para justificar o crédito pleiteado; (ii) não sendo suficientes, a autoridade administrativa deverá (a) intimar a Recorrente para apresentar documentação suporte hábil no prazo de 30 dias, (b) analisar tais documentos, (c) elaborar parecer conclusivo acerca da existência ou não de créditos e (d) intimar a Recorrente para manifestação, acerca do parecer, em 30 dias; (iii) sendo suficientes para a concessão do crédito a autoridade administrativa deverá (a) elaborar parecer conclusivo, (b) intimar a Recorrente para manifestação, acerca do parecer, em 30 dias.” Após realizar as devidas diligências, as autoridades fazendárias realizaram Termo de Informação Fiscal: “1. Primeiramente, cumpre esclarecer que o contribuinte deu saída a produtos tributados com destaque de IPI e a produtos tributados com suspensão de IPI, notoriamente em razão de Fl. 784DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13820.001014/200217 Acórdão n.º 3302002.376 S3C3T2 Fl. 12 5 transferências da filial em São Paulo/SP (estabelecimento sob análise) para a matriz em Manaus / AM, bem como em razão de vendas de produtos para estabelecimentos pertencentes à Zona Franca de Manaus. A existência de saídas de produtos com suspensão de IPI explica a existência de saldo credor de IPI na escrita fiscal do contribuinte. 2. Foram conferidas, por amostragem, as somas das notas fiscais de entrada indicadas em arquivos digitais de notas fiscais, tendo sido efetuadas a glosas de valores constantes no RAIPI que não apresentam respaldo em notas fiscais, conforme demonstrado na comparação entre os demonstrativos "Créditos Escriturados no RAIPI" e "Reconstituição da Escrita – RAIPI"; 3. Foram verificados, por amostragem, os produtos relacionados pelo contribuinte como sendo de sua produção, bem como os maiores destinatários de produtos, não tendo sido identificados produtos NT e constatandose a regularidade cadastral dos destinatários; 4. Constatouse, por amostragem, a regularidade parcial da escrituração dos créditos de IPI apurados pelo contribuinte no período, com as alterações efetuadas no demonstrativo "Reconstituição da Escrita – RAIPI" o que, em contraposição as saídas de produtos com suspensão de IPI, justifica a existência de saldo credor de IPI no período auditado; 5. A análise dos maiores fornecedores do contribuinte indicou que as empresas encontramse na situação Ativa e têm por objeto social a fabricação ou revenda por atacado produtos que se encaixam no conceito de insumos compatíveis com o processo produtivo do contribuinte; 6. O contribuinte efetuou estorno de crédito de IPI pleiteado. 7. Foram verificados, por amostragem, alguns comprovantes de internação de produtos na ZFM; todavia, o presente trabalho não se estendeu nessa verificação tendo em vista o transcurso do prazo decadencial do IPI aqui tratado; 8. Apesar da regularidade das operações do contribuinte, foram identificadas as seguintes situações que motivaram glosas parciais dos créditos de IPI escriturados e pleiteados pelo contribuinte, demonstradas na comparação entre os demonstrativos "Créditos Escriturados no RAIPI" e "Reconstituição da Escrita –RAIPI": a. não restaram comprovados os créditos decorrentes de documentos com CFOP 1.91, 1.97 e 1.99 que, em principio, não permitem a manutenção do crédito; em razão disso, foram glosados os créditos de IPI nessa condição; b. foram identificados créditos de IPI no RAIPI em montantes superiores à somatória de créditos constantes em notas fiscais presentes nos arquivos digitais, por CFOP; em de orrência, Fl. 785DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 6 foram glosadas, em cada CFOP, as diferenças a maior identificadas no RAIN não amparadas em notas fiscais. Os valores glosados estão detalhados no demonstrativo "Reconstituição da Escrita — RAIPI", podendo ser identificados através de comparação entre os demonstrativos "Créditos Escriturados no RAIPI" e "Reconstituição da Escrita — RAIPI". O resultado final da presente análise é o constante do demonstrativo "Reconstituição da Escrita — RAIPI". V — Do crédito apurado 1. Em face do exposto, opinamos pelo reconhecimento parcial da legitimidade do montante do crédito de IPI pleiteado, a ressarcir, em decorrência do excedente de crédito de IPI, conforme indicado no demonstrativo "Reconstituição da Escrita — RAIPI" e abaixo resumido, referente ao estimulo fiscal instituído pela Lei No. 9.779/99: (...) 2. Foram efetuadas compensações pelo contribuinte no processo sob análise; não foi objeto deste trabalho a análise da suficiência do saldo para as compensações ou a identificação de outras compensações realizadas pelo contribuinte; 3. Assim sendo: a. fica o contribuinte INTIMADO a tomar ciência do presente Termo de Informação Fiscal, ficando ainda ciente de que poderá apresentar manifestação acerca do presente e do que aqui consta no prazo de 30 (trinta) dias contados da data de ciência deste; b. Transcorrido o prazo, e juntada aos autos a eventual manifestação do contribuinte, deverá ser o presente processo devolvido CARF para prosseguimento do julgamento do feito.” A Recorrente foi intimada a se manifestar em 30 dias, sem apresentar qualquer manifestação. A seguir os autos foram remetidos a este Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF – para julgamento. É o relatório. Voto CONSELHEIRA FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, trata de retorno de diligência que foi determinada para que fosse procedida à análise dos documentos apresentados em sede de impugnação pela Recorrente, bem como para que fosse averiguada a existência de crédito tributário a ser restituído a título de IPI em vista da atividade incentivada do contribuinte com empresas sitas à Zona Franca de Manaus. Fl. 786DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13820.001014/200217 Acórdão n.º 3302002.376 S3C3T2 Fl. 13 7 De acordo com “Termo de Informação Fiscal”, a auditoria reconheceu que o contribuinte teria direito à R$ 15.693,50, dos R$ 16.293,30 pleiteados. Indicou, portanto, parra fins de glosa, o valor de R$ 599,80. Não houve discordância, por parte da Recorrente, sobre a indicação de glosa, o que a tornou incontroversa. Uma vez concordes fiscalização e contribuinte, entendo pela procedência parcial do pedido de ressarcimento em comento. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário apresentado para o fim de DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, reconhecendo o crédito apurado pela auditoria. É como voto. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Fl. 787DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 19/1 1/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
score : 1.0
Numero do processo: 19515.005664/2009-30
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
DECADÊNCIA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS.
Sujeitam-se ao regime referido no art. 173 do CTN os procedimentos administrativos de constituição de créditos tributários decorrentes do descumprimento de obrigações acessórias, uma vez que tais créditos tributários decorrem sempre de lançamento de ofício, jamais de lançamento por homologação, circunstância que afasta, peremptoriamente, a incidência do preceito tatuado no § 4º do art. 150 do CTN.
AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 69. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES.
Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com omissões ou contendo informações inexatas, incompletas ou incompletas relativas a dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplica-se o artigo 32, IV, § 6º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32-A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN.
RELEVAÇÃO DA MULTA
Em virtude da revogação do dispositivo regulamentar que a previa, a partir de 13/01/2009, não mais é possível a relevação da multas aplicadas a titulo de penalidade por descumprimento das obrigações acessórias estabelecidas na legislação previdenciária.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-003.530
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso voluntário do Auto de Infração de Obrigação Acessória lavrado no Código de Fundamento Legal 69, devendo a penalidade a ser aplicada ao sujeito passivo ser recalculada, tomando-se em consideração as disposições inscritas no art. 32-A, I, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso à recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, 'c' do CTN.
(assinado digitalmente)
LIEGE LACROIX THOMASI Presidente
(assinado digitalmente)
ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Leo Meirelles do Amaral e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 DECADÊNCIA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. Sujeitam-se ao regime referido no art. 173 do CTN os procedimentos administrativos de constituição de créditos tributários decorrentes do descumprimento de obrigações acessórias, uma vez que tais créditos tributários decorrem sempre de lançamento de ofício, jamais de lançamento por homologação, circunstância que afasta, peremptoriamente, a incidência do preceito tatuado no § 4º do art. 150 do CTN. AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 69. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES. Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com omissões ou contendo informações inexatas, incompletas ou incompletas relativas a dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplica-se o artigo 32, IV, § 6º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32-A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN. RELEVAÇÃO DA MULTA Em virtude da revogação do dispositivo regulamentar que a previa, a partir de 13/01/2009, não mais é possível a relevação da multas aplicadas a titulo de penalidade por descumprimento das obrigações acessórias estabelecidas na legislação previdenciária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 19515.005664/2009-30
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414743
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2302-003.530
nome_arquivo_s : Decisao_19515005664200930.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
nome_arquivo_pdf_s : 19515005664200930_5414743.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso voluntário do Auto de Infração de Obrigação Acessória lavrado no Código de Fundamento Legal 69, devendo a penalidade a ser aplicada ao sujeito passivo ser recalculada, tomando-se em consideração as disposições inscritas no art. 32-A, I, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso à recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, 'c' do CTN. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Leo Meirelles do Amaral e André Luís Mársico Lombardi.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
id : 5779056
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474919178240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2454; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 247 1 246 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.005664/200930 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302003.530 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 3 de dezembro de 2014 Matéria Auto de Infração: GFIP. Outros Dados Recorrente DACALA SEGURANCA E VIGILANCIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 DECADÊNCIA. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. Sujeitamse ao regime referido no art. 173 do CTN os procedimentos administrativos de constituição de créditos tributários decorrentes do descumprimento de obrigações acessórias, uma vez que tais créditos tributários decorrem sempre de lançamento de ofício, jamais de lançamento por homologação, circunstância que afasta, peremptoriamente, a incidência do preceito tatuado no § 4º do art. 150 do CTN. AUTO DE INFRAÇÃO. CFL 69. ENTREGA DE GFIP COM OMISSÕES OU INCORREÇÕES. Constitui infração à legislação previdenciária a entrega de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com omissões ou contendo informações inexatas, incompletas ou incompletas relativas a dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. No período anterior à Medida Provisória n° 448/2009, aplicase o artigo 32, IV, § 6º, da Lei nº 8.212/91, salvo se a multa no hoje prevista no artigo 32A da mesma Lei nº 8.212/91 for mais benéfica, em obediência ao artigo 106, II, do CTN. RELEVAÇÃO DA MULTA Em virtude da revogação do dispositivo regulamentar que a previa, a partir de 13/01/2009, não mais é possível a relevação da multas aplicadas a titulo de penalidade por descumprimento das obrigações acessórias estabelecidas na legislação previdenciária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 56 64 /2 00 9- 30 Fl. 247DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 2 referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso voluntário do Auto de Infração de Obrigação Acessória lavrado no Código de Fundamento Legal 69, devendo a penalidade a ser aplicada ao sujeito passivo ser recalculada, tomandose em consideração as disposições inscritas no art. 32A, I, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso à recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, 'c' do CTN. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI – Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Leo Meirelles do Amaral e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.005664/200930 Acórdão n.º 2302003.530 S2C3T2 Fl. 248 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedentes as impugnações da recorrente, mantendo o crédito tributário lançado. Adotamos trecho do relatório do acórdão do órgão a quo, que bem resume o quanto consta dos autos: 1. Tratase de Auto de Infração Debcad n° 37.180.0684, lançado pela fiscalização contra a empresa em epígrafe, procedimento fiscal instaurado pelo Mandado de Procedimento Fiscal MPF n° 0819000.2008.00965, no valor total de R$ 1.129,82 (um mil e cento e vinte e nove reais e oitenta e dois centavos), lavrado em 07/12/2009, apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei n° 8.212/91, art. 32, IV e parágrafo 3o, acrescentado pela Lei n° 9.528/97, com informações inexatas, incompletas ou omissas, em relação s dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme previam na Lei n° 8.212/91, 32, IV e parágrafo 6o, também acrescido pela Lei n° 9.528/97, combinado com o art. 225, IV e parágrafo 4o do Regulamento da Providência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. 2. Consoante o Relatório Fiscal da Infração, fls. 5, ficou constatado que a empresa informou incorretamente o código de recolhimento de Terceiros (066) na matriz, nas competências de 01/2004 a 12/2004 e na filial 002, nas competências 01,07,08,09 e 12/2004. Informa que a omissão se deu porque a empresa possuía mandado de segurança autorizando o não recolhimento ao SESC e ao SENAC, durante o ano de 2004 e, que com a ocorrência do trânsito em julgado da ação, de decisão desfavorável à mesma deixou de efetuar as devidas correções nas GFIP's. 2.1. Salienta a fiscalização que não ocorreram circunstância agravantes. (...) DA IMPUGNAÇÃO 3. Dentro do prazo legal, a Notificada contestou o lançamento através do instrumento de fls. 34/70 e 112/142 e, documentos de fls. 71/102 e 143/150, onde alega: (...) (destaques nossos) É de se considerar que a recorrente, no prazo de impugnação, apresentou requerimento de prorrogação de prazo de impugnação, justificando o pleito pelo fato de os documentos entregues à fiscalização não terem sido devolvidos. Após cerca de um ano do trâmite dos autos, em análise, à solicitação referida, a DRJ, Fl. 249DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 4 deferiu a solicitação, reabrindo o prazo de defesa por mais trinta dias, tendo sido apresentada nova impugnação. Após referido procedimento, como afirmado, as impugnações apresentadas pela recorrente foram julgadas improcedentes, tendo a recorrente apresentado, tempestivamente, recurso voluntário, no qual alega, em apertada síntese, que: * decadência de todos os fatos geradores ocorridos até 10 de dezembro de 2004 (art. 150, § 4°, do CTN); * nulidade por cerceamento de defesa, na medida em que os documentos indispensáveis à elaboração das peças de defesa permaneceram com a fiscalização quando já havia decorrido praticamente todo o prazo de impugnação. Durante a defesa, também não teve acesso ao processo administrativo; * as diferenças encontradas seriam decorrente de erro de preenchimento e foram corrigidas pela entrega de novas GFIP´s; os valores de valetransporte não poderiam sofrer incidência de contribuições previdenciárias; e os valores contabilizados como Serviço de Apoio ao Departamento Comercial não poderiam ser tributados como comissões; * que as multas sejam relevadas, nos termos do artigo 291 do Decreto n° 3.048/99; * ilegalidade e inconstitucionalidade da aplicação da Taxa Selic. É o relatório. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.005664/200930 Acórdão n.º 2302003.530 S2C3T2 Fl. 249 5 Voto Conselheiro Relator André Luís Mársico Lombardi Cerceamento de defesa. Assevera a recorrente que deve ser reconhecida a nulidade por cerceamento de defesa, na medida em que os documentos indispensáveis à elaboração das peças de defesa permaneceram com a fiscalização quando já havia decorrido praticamente todo o prazo de impugnação. Durante a defesa, também não teve acesso ao processo administrativo. Como destacado no relatório supra, a recorrente, no prazo de impugnação, apresentou requerimento de prorrogação de prazo de impugnação, justificando o pleito pelo fato de os documentos entregues à fiscalização não terem sido devolvidos. Após cerca de um ano do trâmite dos autos, em análise, à solicitação referida, a DRJ, deferiu a solicitação, reabrindo o prazo de defesa por mais trinta dias, tendo sido apresentada nova impugnação. Portanto, concluise que, com a reabertura do prazo de defesa, não se consolidou qualquer prejuízo à recorrente, razão pela qual a sua argumentação não merece prosperar. Decadência. Alega a recorrente a decadência parcial do lançamento, com base no artigo 173, I, do CTN, sendo que deveriam ser desconsiderados os fatos geradores ocorridos até 10 de dezembro de 2004 (art. 150, § 4°, do CTN). É sabido que se sujeitamse ao regime referido no art. 173 do CTN os procedimentos administrativos de constituição de créditos tributários decorrentes do descumprimento de obrigações acessórias, uma vez que tais créditos tributários originamse sempre de lançamento de ofício, jamais de lançamento por homologação, circunstância que afasta, peremptoriamente, a incidência do preceito tatuado no § 4º do art. 150 do CTN. Portanto, não assiste razão à recorrente quanto à contagem do prazo decadencial. Erros de preenchimento. Aduz a recorrente que as diferenças encontradas seriam decorrente de erro de preenchimento e foram corrigidas pela entrega de novas GFIP´s; que os valores de valetransporte não poderiam sofrer incidência de contribuições previdenciárias; e que os valores contabilizados como Serviço de Apoio ao Departamento Comercial não poderiam ser tributados como comissões. Todavia, tais argumentações em nada se relacionam com a presente autuação, razão pela qual não serão aqui refutadas. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 6 Relevação da Multa. A recorrente requer sejam as multas relevadas, nos termos do artigo 291 do Decreto n° 3.048/99. Dispunha o revogado art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99: Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto n° 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto n° 6.72 7, de 2009) § 1 ° A multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstancia agravante. (Redação dada pelo Decreto n° 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto n° 6.727, de 2009) § 2° O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. (Revogado pelo Decreto n° 6.727, de 2009) § 3°Da decisão que atenuar ou relevar multa cabe recurso de oficio, de acordo com o disposto no art. 366. (Redação dada pelo Decreto n° 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto n° 6.727, de 2009) O dispositivo referese exclusivamente às multas decorrentes do descumprimento de obrigação acessória, sendo de se considerar que não houve o preenchimento de seus requisitos por parte da recorrente. Ademais, em virtude da revogação de tal dispositivo, a partir da data publicação do Decreto 6.727/2009, ocorrida em 13/01/2009, não mais é possível a relevação da multas aplicadas a titulo de penalidade por descumprimento das obrigações acessórias estabelecidas na legislação previdenciária, como é o caso do presente lançamento. Taxa Selic. Aduz a recorrente a ilegalidade e inconstitucionalidade da aplicação da Taxa Selic Especificamente quanto à aplicação da Taxa Selic como juros moratórios temse a Súmula CARF n° 4: Súmula CARF n° 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Portanto, não há qualquer viabilidade jurídica para o acatamento, por esta instância recursal, do pleito da recorrente. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.005664/200930 Acórdão n.º 2302003.530 S2C3T2 Fl. 250 7 Multa. Retroatividade Benigna. Impõese a esta instância julgadora analisar questão referente à retroatividade benigna da multa aplicada. Consta dos autos que foi procedida a comparação das multas, sendo que a legislação anterior é mais benéfica ao contribuinte em todas as competências. Ocorre que a autoridade fiscal, a fim de apurar a multa mais benéfica, fez um somatório da multa moratória de vinte e quatro por cento pelo descumprimento da obrigação principal mais as multas pelo descumprimento da obrigação acessória (CFL´s 68 e 69) e comparouas com a multa de ofício de 75% da novel legislação mais a multa de obrigação acessória hoje prevista no artigo 32A, I, da Lei n° 8.212/91. Ou seja, misturou a legislação relativa à obrigação acessória com as disposições legais pertinentes aos acréscimos legais da obrigação principal. Vejamos nosso entendimento: Sabese que, uma vez apurado o descumprimento de obrigação acessória (obrigação de fazer/não fazer), compete à autoridade fiscal lavrar Auto de Infração, aplicando a penalidade correspondente, que se converterá em obrigação principal, na forma do § 3º do art. 113 do CTN. No presente caso, a obrigação acessória corresponde ao dever de informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, por intermédio de documento definido em regulamento (GFIP), dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. Ao deixar de informar fatos geradores dados não relacionados a fatos geradores, a recorrente infringiu o artigo 32, IV, § 6º, da Lei n.º 8.212/91; e o artigo 225, IV, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, pois é obrigada a informar, mensalmente, por intermédio da GFIP, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse, sendo que a apresentação do documento com dados não imprecisos sujeitava o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cinco por cento do valor mínimo previsto no art. 92 da Lei n° 8.212/91, por campo com informações inexatas, incompletas ou omissas, limitadas aos valores previstos no § 4º do artigo 32 da Lei n° 8.212/91. Entretanto, as multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória nº 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, já na redação da Lei n.º 11.941/2009, nestas palavras: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da Fl. 253DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 8 declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Como afirmado, no caso em tela, o Fisco ao aplicar a multa fez um somatório da multa moratória de 24% pelo descumprimento da obrigação principal mais as multas pelo descumprimento da obrigação acessória (CFL´s 68 e 69) e comparouas com a multa de ofício de 75%. Mas, quanto à aplicação de multa nos Autos de Infração de obrigação acessória, nosso entendimento é que, à luz da legislação vigente, as multas devem ser aplicadas de forma isolada, conforme o caso, por descumprimento de obrigação principal ou de obrigação acessória, da forma mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o disposto no artigo 106, do Código Tributário Nacional. Embora, em algumas vezes, a obrigação acessória descumprida esteja diretamente ligada à obrigação principal, isto não significa que sejam únicas para aplicação de multa conjunta. Pelo contrário, uma subsiste sem a outra e mesmo não havendo crédito a ser lançado, é obrigatória a lavratura de auto de infração se houve o descumprimento de obrigação acessória. As condutas são tipificadas em lei, com penalidades específicas e aplicação isolada. O art. 44 da Lei n º 9.430/96, traz que a multa de ofício de 75% incidirá sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Portanto, está claro que as três condutas não precisam ocorrer simultaneamente para ser aplicada a multa: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) (...) Fl. 254DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 19515.005664/200930 Acórdão n.º 2302003.530 S2C3T2 Fl. 251 9 Quando o contribuinte tiver recolhido os valores devidos antes da ação fiscal, não será aplicada a multa de 75% prevista no art. 44 da Lei n º 9.430; porém, se apesar do pagamento, não tiver declarado em GFIP, é possível a aplicação da multa isolada do art. 32A da Lei n º 8.212, justamente por se tratar de condutas distintas. Se o contribuinte tiver declarado em GFIP não se aplica a multa do art. 44 da Lei n º 9.430, sendo aplicável somente a multa moratória do art. 61 da Lei n º 9.430, pois os débitos já estão confessados e devidamente constituídos, sendo prescindível o lançamento. Portanto, a multa prevista no artigo 44 da Lei n º 9.430 somente se aplica nos lançamentos de ofício. Ocorre que pode ocorrer de o contribuinte não ter recolhido o tributo e tampouco ter declarado em GFIP. Nessa situação, temos duas infrações distintas e, conseqüentemente, duas penalidades de natureza diversa: por não recolher o tributo e ser realizado o lançamento de ofício, aplicase a multa de 75%; e, por não ter declarado em GFIP, a multa prevista no art. 32A da Lei n º 8.212. Pelo exposto, é de fácil constatação que as condutas de não recolher ou pagar o tributo e não declarar em GFIP não estão tipificadas no mesmo artigo de lei, no caso o art. 44 da Lei nº 9.430/96. Acrescentese que a lei, ao tipificar essas infrações em dispositivos distintos, denota estar tratando de obrigações, infrações e penalidades tributárias distintas, que não se confundem e tampouco são excludentes. Assim, no caso presente, há cabimento do art. 106, II, “c”, do Código Tributário Nacional, o qual dispõe que a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Destarte, o comparativo da norma mais favorável ao contribuinte deverá ser feito cotejando os arts. 32, § 5º e § 6°, com o art. 32A, I, ambos da Lei nº 8.212/1991, sendo aplicada a multa mais favorável ao contribuinte. Pelas razões ora expendidas, CONHEÇO do recurso para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO PARCIAL, devendo a penalidade a ser aplicada ao sujeito passivo ser recalculada, tomandose em consideração as disposições inscritas no art. 32A, I, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009, somente na estrita hipótese de o valor multa assim calculado se mostrar menos gravoso à recorrente, em atenção ao princípio da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, ‘c’ do CTN. Fl. 255DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 10 (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Fl. 256DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI
score : 1.0
Numero do processo: 12466.000344/2005-43
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 04 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3201-000.112
Decisão: RESOLVEM os membros da 2ª Câmara/1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 12466.000344/2005-43
conteudo_id_s : 6446464
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 12 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3201-000.112
nome_arquivo_s : 320100112_141082_12466000344200543_005.PDF
nome_relator_s : RICARDO PAULO ROSA
nome_arquivo_pdf_s : 12466000344200543_6446464.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os membros da 2ª Câmara/1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 04 00:00:00 UTC 2010
id : 5774131
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474923372544
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-02T12:14:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-02T12:14:58Z; Last-Modified: 2010-09-02T12:14:58Z; dcterms:modified: 2010-09-02T12:14:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:ce1e1ac2-e9ca-436c-be57-8a59377cf8df; Last-Save-Date: 2010-09-02T12:14:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-02T12:14:58Z; meta:save-date: 2010-09-02T12:14:58Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-02T12:14:58Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-02T12:14:58Z; created: 2010-09-02T12:14:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-09-02T12:14:58Z; pdf:charsPerPage: 892; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-02T12:14:58Z | Conteúdo => S3-C2T1 Ft 425 MINISTÉRIO DA FAZENDA t; * 1 1V: • ' t d t ' CONSELHO ADMINISTRATIV O DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO 1';";..ÁN-"- Processo n° 1246600034412005-43 Recurso n° 14L082 Resolução n° 3201-00.112 -- 2" Câmara / 1" Turma Ordinária Data 04 de fevereiro de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente CISA TRADING S/A Recorrida DRJ-FLORIANOPOL1S1'SC Vistos, relatadas e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros da 2' Câmara/1'. Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, converter o Julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. (71,A„...C-1"--01—• III II Ae á/lIA-1., MARCONDES ARMA O Pre i e t: Ir ; 1 ti C .,' koi . LOROSA - elator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajaria D'Amorim, Rosa Maria de Jesus da Silva C de Castro, Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes, i Processo n° 12466.00034/2005-43 S3-C211 Resolução n.° 3201-00,112 Fl 426 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que ernbasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo dos autos de inflação de lis. 01 a 05; 10 a 14; 19 e 20 por meio dos quais são feitas as seguintes exigências contra CISA Trading S/A, CNI)J no 39373.782/0001-40: fis. 01 a 05 1) R$ 1.488,38 (um mil quatrocentos e oitenta e oito reais e trinta e oito centavos) de Imposto sobre Produtos Industrializados (In), aplicados sobre os produtos importados; fls. 10 a 14 2) R$ 1.352,51 (mil trezentos e cinqüenta e dois reais e cinqüenta e um centavos) por infração administrativa ao controle das importações — importar mercadorias do exterior sem Guia de Importação ou documento equivalente, que não implique a falta de depósito ou falta de pagamento de quaisquer ônus financeiros ou cambiais nos termos do art. 169, I, "b", do Decreto —lei n°37 de 18/11/1966- DOU 21/11/1996; 3) R$ 450,84 (quatrocentos e cinqüenta reais e oitenta e quatro centavos) de multa por classificação incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos instituídos para a identificação da mercadoria, nos termos do art. 84 caput, I c § 1°, da Medida Provisória n°2,158-35 de 24/08/2001 DOU 27/08/2001; fls. 19 4) R$ 22,27 (vinte e dois reais e vinte e sete centavos) de Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços no Exterior — COFINS-Importação, nos termos dos arts 1', 3°, I; 4°, I; 5', 1; 7°, 1; 8', II; 13, 1; 19 e 20, da Lei 10 865 de 30/04/2004 — DOU 30/04/2004 ed.. Extra; 5) R$ 16,70 (dezesseis reais setenta centavos), de multa de lançamento de oficio da COFINS-Importação, no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto devido, nos termos do art. 44, I, da Lei 9.430 de 27/12/1996 — DOU 30/12/1996; 6) juros de mora; 11. 20 7) R$ 4,76 (quatro reais e setenta e seis centavos) de Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços — PIS/PASEP- Importação, nos termos dos arts l'; 3 0, I; 4°, I; 5', 1; 7°, I; 8°, I; 13, I; 19 e 20, da Lei 10,865 de 30/04/2004 —DOU 30/04/2004 — ed extra; 8) R$ 3,57 (três reais e cinqüenta e sete centavos) de multa de lançamento de ofício do PIS/PASEP-Importação, no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) do imposto devido, nos termos do art. 44, I, da Lei n° 9 430 de 27/12/1996 — DOU 30/12/1996; 2 Processo n 12466 000344/2005-43 83-C2T1 R esoluc110 n " 3201-00..112 F1 427 9) juros de mora Conforme constam nas Descrições dos Fatos e Enquadramentos Legais de fis. 02 e 11/12, nas importações realizadas pela autuada através da DI n° 04/1188689-9 registrada em 22/11/2004 (fia. 23 a 27) no item 01 das adições 001 e 002 (fia. 26/27) constavam produtos do tipo que já haviam sido submetidos à análise laboratorial outras importações Os produtos são: "Éden Elia de Parfinn" (descrição do produto pela importadora à fl. 27 e laudos às fls .30/31) Aplicando o permissivo contido no art 30 do Decreto rf 70,235/1992, ou seja, atribuindo eficácia para o presente processo do laudo elaborado em outro, em que o produto em questão é originário do mesmo fabricante com igual marca e especificação, a fiscalização entendeu que a mercadoria em questão não era água de colônia, mas sim perfume A classificação fiscal, segundo a autoridade fiscal, deveria ter sido feita no código NCM 3303,00,10, cuja aliquota do 1Fr era de 40% (quarenta por cento) A importadora declarou o código NCM 3303 00.20 (fi 26) — aliquota do 121 12% (doze por cento) Da alteração do código NCM decorreu não somente a exigência da diferença do fPI, mas todas as outras exigências deste processo. Lavrados os autos de inflação em tela e intimada a autuada em 25/01/05 (fia 01, 09, 10, 15, 19 e 20), em 23/02/05 ela ingressou com a impugnação de fls. 34 a 64 por meio da qual discorre sobre os motivos dos lançamentos e alega em síntese: - o lançamento é nulo porque não constam elementos que permitam à impugnante verificar o que lhe é cobrado e o porquê da referida cobrança (faz a defesa de sua tese transcrevendo à fi. 38 os arts 10 e 11 do Decreto n 70.235/1972 e 142 do CTN); - não se pode utilizar os laudos em questão para transformar "águas-de-colônia" em perfumes, assim classificadas pelo Ministério da Saúde, com fins puramente arrecadatórios Antes da efetivação da operação de importação em questão a COANA, em atendimento a pleito veiculado pela Divisão de Informação Comercial — Ministério das Relações Exteriores, expediu a Nota COANA/COTAC/DINOM n° 253 que faz a distinção entre perfumes e águas-de-colônia (transcreve a referida norma à fls. 41 a 43 e junta cópia às fls.. 1169/170). Com base no entendimento da COANA os produtos objeto dos Autos de Infração se enquadram no código NCM 3303 0020; deve ser realizada diligência e respondidos os quesitos que lista à fl. 44 (às fls. 44 a 57 procede à defesa de que o produto em litígio é água-de-colônia, apresentando várias legislações e explicações e transcrevendo à fl 47 ementa do Acórdão if 203- 01 939 do Egrégio Conselho de Contribuintes); - tendo em vista o acerto da classificação fiscal efetuada pela impugnante as exigências decorrentes não podem prosperar (faz a defesa da tese às Os.. 57 a 64). Pede a realização de diligência a fim de que seja feita nova análise laboratorial e a final sejam julgados insubsistentes os lançamentos Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, confirmando entendimento até aqui defendido no processo. a Processo e 12466 000344/2005-43 S3-C211 Resoluçâo n 3201-09.112 Fl 428 Voto Conselheiro RICARDO PAULO ROSA, Relator. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Conforme se depreende do relatório de auditoria fiscal (lis. 02), embora tenha sido retirada amostra da mercadoria importada, a exigência está respaldada em laudo técnico correspondente a outra declaração de importação, se não vejamos Foi retirada amostra do produto em questão, conforme Termo de Retirada de Amostra, em anexo (fls. 32), o qual foi encaminhado para análise laboratorial, sendo que foi utilizado laudo sobre produto exarado em outro processo administrativo fiscal, por tratarem de produto originário do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação, como reza o § 3' do Art. 30 do Decreto 70.235/72, como nova redação dada pelo art. 67 da Lei 9.532/97 "in verbis":" A utilização de laudo técnico "tomado por empréstimo" de outro processo é procedimento autorizado pela legislação acima referenciada, desde que observada a condição de que sejam produtos originários do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação, exatamente como relatado pela fiscalização. Reiteradas vezes discutiu-se no âmbito deste Tribunal Administrativo a condição de eficácia deste dispositivo legal, chegando-se finalmente ao consenso de que o processo deve ser necessariamente instruído com a declaração de importação paradigma, sob pena de não haver como atestar que os produtos sejam efetivamente originários do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação, uma vez que tais condições somente podem ser confirmadas se confrontadas as informações constantes numa e noutra declaração de importação. Por tratar-se de um meio de prova cuja exigência decorre de uma conclusão forjada em inúmeros debates, é perfeitamente compreensível que os processos cheguem normalmente à segunda instância sem a declaração de importação cujo laudo está sendo utilizado, pois não se poderia exigir da fiscalização a habilidade de prever exigências na instrução processual que só podem são definidas depois de o assunto ter sido exaustivamente discutido. O caso concreto não foge à regra Não há no processo a declaração de importação paradigma, conforme se constata da análise dos documentos carreados aos autos pela fiscalização (23 a 33). O processo foi instruído apenas com a declaração de importação n° 04/1188689-9, por meio da qual foi importada a mercadoria objeto do procedimento fiscal, \ , Processo n° 12466 000344/2003-213 53...C2TI i Resolução n ° 3201-00.112 Fl 429 Ante o exposto, VOTO POR CONVERTE O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que seja anexada a declaração de importação cujo laudo prestou-se à identificação pericial da mercadoria objeto de desclassificação na presente autuação. Sal iasas Sessões, em 04 de fevereiro de 2010 1 k TC . O át4k LO ROSA 5
score : 1.0
Numero do processo: 16682.721227/2013-23
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 29/11/2011, 16/12/2011, 21/12/2011
MULTA ISOLADA. RESSARCIMENTO INDEVIDO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
A superveniência de dispositivo legal que deixa de definir como infração a hipótese fática descrita no lançamento obriga o cancelamento da sanção punitiva anteriormente aplicada.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 3403-003.431
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 29/11/2011, 16/12/2011, 21/12/2011 MULTA ISOLADA. RESSARCIMENTO INDEVIDO. RETROATIVIDADE BENIGNA. A superveniência de dispositivo legal que deixa de definir como infração a hipótese fática descrita no lançamento obriga o cancelamento da sanção punitiva anteriormente aplicada. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 16682.721227/2013-23
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414426
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3403-003.431
nome_arquivo_s : Decisao_16682721227201323.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 16682721227201323_5414426.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
id : 5778739
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474978947072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1783; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 197 1 196 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16682.721227/201323 Recurso nº 16.682.721227201323 Voluntário Acórdão nº 3403003.431 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 10 de dezembro de 2014 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO MULTA ISOLADA RESSARCIMENTO INDEFERIDO OU INDEVIDO Recorrente VALE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 29/11/2011, 16/12/2011, 21/12/2011 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 29/11/2011, 16/12/2011, 21/12/2011 MULTA ISOLADA. RESSARCIMENTO INDEVIDO. RETROATIVIDADE BENIGNA. A superveniência de dispositivo legal que deixa de definir como infração a hipótese fática descrita no lançamento obriga o cancelamento da sanção punitiva anteriormente aplicada. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 12 27 /2 01 3- 23 Fl. 197DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16682.721227/201323 Acórdão n.º 3403003.431 S3C4T3 Fl. 198 2 Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório Vale S/a pleiteou, em 29/11/2011, 16/12/2011 e 21/12/2011 ressarcimento de créditos de PIS e de Cofins não cumulativos vinculados a operações de exportação, referentes ao período compreendido entre o 1o trimestre de 2008 e o 4o trimestre de 2010. A auditoria então realizada apurou que a interessada não tinha direito à parte dos créditos apropriados nos Demonstrativos de Apuração das Contribuições Dacon.. A seguir são relacionados os resultados encontrados: PER/DCOMP Crédito Pleiteado PAF Tributo Período de Apuração Crédito Reconhecido 03528.34407.291111.1.1.092305 108.961.892,35 16682.720422/201255 COFINS 1" Tri 2008 48.438.268,99 18052.55513.291111.1.1.093700 142.417.487,69 16682.720421/201219 COFINS 2° Tri 2008 77.006.729,33 23458.26025.291111.1.1.092507 125.543.467,42 16682.720420/201266 COFINS 3" Tri 2008 52.899.099,41 11222.66955.291111.1.1.092949 122.186.931,72 16682.720419/201231 COFINS 4° Tri 2008 52.047.277,22 26706.37347.161211.1.1.091033 135.997.296,41 16682.720418/201297 COFINS 1° Tri 2009 93.943.83S.17 42727.54549.161211.1.1.094422 142.817.778,59 16682.720417/201242 COFINS 2" Tri 2009 95.977.006,77 05507.22645.161211.1.1.090450 151.940.620,19 16682.720416/201206 COFINS 3" Tri 2009 86.709.072,74 27607.78148.161211.1.1.090064 134.626.768,69 16682.720415/201253 COFINS 4° Tri 2009 65.572.847,29 38746.64326.211211.1.1.090808 116.223.066,01 16682.720414/201217 COFINS 1° Tri 2010 16.361.901,65 3466.40655.211211.1.1.092598 151.964.637,76 16682.720413/201264 COF1NS 2" Tri 2010 42.371.095,21 11716.68257.211211.1.1.096780 210.311.854,56 166S2.720412/201210 COFINS 3" Tri 2010 74.772.063,30 37811.2470.211211.1.1.098050 225.630.124,52 16682.720411/201275 COFINS 4" Tri 2010 63.671.378,34 22186.06993.291111.1.1.082510 23.656.200,31 16682.720410/201221 PIS/PASEP 1°Tri 2008 10.514.900,50 23262.78536.291111.1.1.080653 30.919.586,14 16682.720409/201204 PIS/PASEP 2" Tri 2008 14.201.019,90 10721.97908.291111.1.1.087678 27.256.147,53 16682.720408/201251 PIS/PASEP 3" Tri 2008 15.771.494,17 18490.97373.291111.1.1.084005 26.527.425,96 16682.720407/201215 PIS/PASEP 4" Tri 2008 11.299.737,82 07142.04501.161211.1.1.085272 29.525.728,83 16682.720406/201262 PIS/PASEP 1" Tri 2009 20.395.701,71 05587.60394.161211.1.1.088856 31.006.491,40 16682.720405/201218 PIS/PASEP 2° Tri 2009 20.837.113,32 25840.97983.161211.1.1.086400 32.987.108,33 16682.720404/201273 PIS/PASEP 3" Tri 2009 18.824.996,08 06932.39444.161211.1.1.087070 29.228.180,05 16682.720403/201229 PIS/PASEP 4" Tri 2009 14.236.210,28 13821.99894.211211.1.1.080090 25.232.639,33 16682.720402/201284 PIS/PASEP 1°Tri 2010 2.733.591,79 25020.52622.211211.1.1.080724 32.992.322,67 16682.720401/201230 PIS/PASEP 2" Tri 2010 9.382.039,31 03197.72690.211211.1.1.089080 45.659.810,53 16682.720400/201295 PIS/PASEP 3" Tri 2010 16.446.575,78 42217.30665.211211.1.1.080299 48.985.487,56 16682.720441/201281 PIS/PASEP 4o Tri 2010 14.039.287,81 Em face desses indeferimentos, a DEMAC/RJO aplicou a penalidade cominada no art. 74, § 15, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, incluída pela Lei n.° 12.249, de 11 de junho de 2010, que assim dispõe: Art. 74 [...] § 15. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. O Auto de Infração das fls. 7 a 12 formalizou a aplicação da penalidade. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16682.721227/201323 Acórdão n.º 3403003.431 S3C4T3 Fl. 199 3 Sobreveio impugnação, fls. 30 a 69, por meio da qual o autuado combate a multa aplicada alegando, em síntese, a) Inobservância dos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e do devido processo legal/ b) A nulidade do tríplice apenamento com a multa no percentual de 1% sobre a receita bruta; a multa de 50% sobre as compensações não homologadas, prevista na Lei nº 9.430/96, art. 74, § 15; e a multa de mora de 20% em face das cobranças dos débitos cujas compensações não foram homologadas c) O caráter político da sanção e a confiscatoriedade da pena. Requereu o sobrestamento do processo até a decisão definitiva em relação aos pedidos de ressarcimento. A 2ª Turma da DRJ/CGE julgou a impugnação improcedente. O Acórdão nº 0435.796, de 25 de junho de 2014, fls. 107 a 116, teve ementa vazada nos seguintes termos. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2008, 2009, 2010 PRODUÇÃO DE PROVAS. A manifestação de inconformidade deverá ser formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. OBSERVÂNCIA DE PRINCÍPIOS. LEGALIDADE, RAZOABILIDADE, PROPORCIONALIDADE E SEGURANÇA JURÍDICA. Os princípios constitucionais são dirigidos ao legislador e, existente a norma, sua aplicação se impõe de forma objetiva, sem espaço para juízos discricionários por parte de quem a ela deve obediência. MULTA. SANÇÃO POLÍTICA. AFASTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A previsão legal da multa consta no § 15 do art. 74 da Lei nº 9.430/96, introduzido pelo art. 62 da lei nº 12.249/2010, não podendo ser afastada sob a alegação de consubstanciar em sanção política. INSUMO. CONCEITO. Para fins de ressarcimento de créditos do PIS/Pasep e Cofins, insumos são aqueles considerados como tais pelo Fisco, com base nas Instruções Normativas SRF nº 247/02 e SRF 404/04. QUESTÃO PREJUDICIAL. JULGAMENTO DOS PROCESSOS DE COMPENSAÇÃO ANTES DO DE MULTA. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16682.721227/201323 Acórdão n.º 3403003.431 S3C4T3 Fl. 200 4 Ocorrendo o julgamento do processo de multa posteriormente aos dos de compensação, não existe a possibilidade de conflito entre as decisões. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/CGE. O arrazoado de fls. 126 a 166, após síntese dos fatos relacionados com a lide, retoma as mesmas argüições oferecidas na impugnação e repete o pedido de sobrestamento do feito até que sejam processados e julgados os pedidos de ressarcimento de que se trata. Conclui, requerendo provimento e que o patrono da causa seja intimado pessoalmente a data e hora do julgamento do recurso. A numeração de folhas reportase à atribuída pelo processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 126 a 166 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCGE2ª Turma nº 0435.796, de 25 de junho de 2014. Pedido de intimação pessoal dos patronos da causa Com relação ao requerimento de que seja previamente intimado da realização deste julgamento, nas pessoas de seus patronos, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade Pedido de sobrestamento do feito A propósito dos pedidos de ressarcimento cujo indeferimento originou a autuação ora sub judice, constatei que os 24 processos já se encontram nesta segunda instância de julgamento administrativo e, à exceção do de nº 16682720441201281, todos já foram sorteados e aguardam inclusão em pauta de julgamento: Fl. 200DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16682.721227/201323 Acórdão n.º 3403003.431 S3C4T3 Fl. 201 5 O julgamento desses processos seria prejudicial do presente. Eventual modificação no valor do ressarcimento deferido provocaria alteração na base de cálculo da penalidade. Assim sendo, seria de rigor que se aguardasse o deslinde desses processos para que se decidisse o presente, conforme requerido no recurso. Nada obstante, a penalidade cominada no § 15 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, foi revogada pelo art. 56 da Medida Provisória nº 656, de 7 de outubro de 2014. Confirase: MEDIDA PROVISÓRIA Nº 656, DE 7 DE OUTUBRO DE 2014 Art. 56. Ficam revogados: I imediatamente, os arts. 44 a 53 da Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964, o art. 28 da Lei nº 10.150, de 21 de dezembro de Fl. 201DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16682.721227/201323 Acórdão n.º 3403003.431 S3C4T3 Fl. 202 6 2000, e os §§ 15 e 16 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996; e (grifouse) Ou seja, a conduta descrita no AI foi despenalizada. Incide, no caso, a norma de retroação do inc. II, alínea “a”, do CTN: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: [...] II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; (grifouse) b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A superveniência de dispositivo legal que deixa de definir como infração a hipótese fática descrita no lançamento impõe o cancelamento da sanção anteriormente aplicada. Conclusão À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. Sala de sessões, em 10 de dezembro de 2014 Fl. 202DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003475/2008-95
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 21 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
Ementa:
DESISTÊNCIA.
A desistência e renúncia ao direito, efetuado pelo contribuinte, quando ainda não existia trânsito em julgado no referido processo administrativo, provoca o retorno do crédito tributário à situação anterior à decisão administrativa não definitiva, uma vez que o que vale é o status quo processual no momento do requerimento.
Numero da decisão: 9101-002.094
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria dos votos, em dar provimento ao recurso da fazenda. Vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto (Conselheiro Convocado). Votou pelas conclusões o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Karem Jureidini Dias Relatora
Participaram da presente sessão os Conselheiros MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, VALMAR FONSECA DE MENEZES, KAREM JUREIDINI DIAS, LEONARDO DE ANDRADE COUTO (Conselheiro Convocado), ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO, RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, PAULO ROBERTO CORTEZ (Suplente Convocado), CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO (Presidente). Esteve presente e procedeu à sustentação oral o Patrono da Recorrida, Dr. Felipe Luckmann Fabio, OAB-SC 17.517.
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201501
camara_s : 1ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007 Ementa: DESISTÊNCIA. A desistência e renúncia ao direito, efetuado pelo contribuinte, quando ainda não existia trânsito em julgado no referido processo administrativo, provoca o retorno do crédito tributário à situação anterior à decisão administrativa não definitiva, uma vez que o que vale é o status quo processual no momento do requerimento.
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10920.003475/2008-95
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5424853
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9101-002.094
nome_arquivo_s : Decisao_10920003475200895.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : KAREM JUREIDINI DIAS
nome_arquivo_pdf_s : 10920003475200895_5424853.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria dos votos, em dar provimento ao recurso da fazenda. Vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto (Conselheiro Convocado). Votou pelas conclusões o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho. (ASSINADO DIGITALMENTE) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relatora Participaram da presente sessão os Conselheiros MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, VALMAR FONSECA DE MENEZES, KAREM JUREIDINI DIAS, LEONARDO DE ANDRADE COUTO (Conselheiro Convocado), ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO, RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, PAULO ROBERTO CORTEZ (Suplente Convocado), CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO (Presidente). Esteve presente e procedeu à sustentação oral o Patrono da Recorrida, Dr. Felipe Luckmann Fabio, OAB-SC 17.517.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 21 00:00:00 UTC 2015
id : 5809858
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474984189952
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1654; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 2 1 1 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10920.003475/200895 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9101002.094 – 1ª Turma Sessão de 21 de janeiro de 2015 Matéria IRPJ E OUTROS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado MICROJUNTAS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 Ementa: DESISTÊNCIA. A desistência e renúncia ao direito, efetuado pelo contribuinte, quando ainda não existia trânsito em julgado no referido processo administrativo, provoca o retorno do crédito tributário à situação anterior à decisão administrativa não definitiva, uma vez que o que vale é o status quo processual no momento do requerimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria dos votos, em dar provimento ao recurso da fazenda. Vencido o Conselheiro Leonardo de Andrade Couto (Conselheiro Convocado). Votou pelas conclusões o Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho. (ASSINADO DIGITALMENTE) Carlos Alberto Freitas Barreto – Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 34 75 /2 00 8- 95 Fl. 381DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10920.003475/200895 Acórdão n.º 9101002.094 CSRFT1 Fl. 3 2 Participaram da presente sessão os Conselheiros MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO, VALMIR SANDRI, VALMAR FONSECA DE MENEZES, KAREM JUREIDINI DIAS, LEONARDO DE ANDRADE COUTO (Conselheiro Convocado), ANTÔNIO CARLOS GUIDONI FILHO, RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO, JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR, PAULO ROBERTO CORTEZ (Suplente Convocado), CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO (Presidente). Esteve presente e procedeu à sustentação oral o Patrono da Recorrida, Dr. Felipe Luckmann Fabio, OABSC 17.517. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10920.003475/200895 Acórdão n.º 9101002.094 CSRFT1 Fl. 4 3 Relatório Cuidase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face do Acórdão de n° 120100.238, proferido em sessão de 07 de abril de 2010, pela 2ª Câmara, 1ª Turma Ordinária, da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Ficais. Originalmente, tratase de Pedido de Restituição (fls. 02) de empréstimo compulsório sobre a energia elétrica, protocolado no dia 23/10/2007, no montante de R$ 12.114.442,57, que originou o Processo Administrativo nº 10920.005950/200787. Posteriormente, o contribuinte realizou diversos Pedidos de Compensação do crédito com débitos próprios de PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e IPI. No Despacho às fls. 108/118, o Pedido de Restituição foi negado, sob o fundamento de que a Lei nº 4.156/62 e o Decreto nº 68/419/71 dispõe quem compete à Eletrobrás a arrecadação e administração do tributo, descabendo à Secretaria da Receita Federal proceder à sua restituição, conforme determina o art. 15, Instrução Normativa SRF nº 600/2005. Ainda, as compensações foram consideradas não declaradas, conforme § 12, art. 74, da Lei nº 9.430/96 (com redação dada pela Lei nº 11.051/2004), o que ensejou a execução desses valores, já que foram declarados em DCTF. O Despacho restou assim ementado: Ementa: RESTITUIÇÃO. OBRIGAÇÕES EMITIDAS PELA ELETROBRAS. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA. À Secretaria da Receita Federal do Brasil não compete restituir valores relativos a titulo emitido pela Eletrobrás. 0 art. 74 da Lei 9.430/1996 não alberga a compensação de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal com valor relativo a titulo de crédito decorrente de empréstimo compulsório sobre energia elétrica, por este não ser administrado por esse órgão. Adicionalmente, a Administração considerou que os pedidos foram realizados com intuito de fraude, aplicando a multa qualificada de 150%, prevista no §4º, do art. 18, da Lei nº 10.833/2003 (com redação dada pela Lei nº 11.051/2004), alegando que seria conhecida a vedação legal da compensação desses créditos. A Administração imputou ao Contribuinte, ainda, o crime previsto no art. 2º da Lei nº 8.137/90. Foi lavrado o Auto de Infração (fls. 130/150), no valor total de R$ 9.170.318,64, objeto da presente lide. O Contribuinte apresentou impugnação às fls. 154/176 e a Delegacia Regional de Julgamento proferiu decisão (fls. 180/197) em que acolheu parcialmente a Impugnação, apenas para reduzir a multa isolada para 75%, haja vista não ter ocorrido fraude. A decisão segue assim ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 23/10/2007, 22/11/2007, 27/12/2007, 23/01/2008, 14/03/2008 COMPENSAÇÃO. OBRIGAÇÕES DA ELETROBRAS. MULTA ISOLADA. APLICABILIDADE. PERCENTUAL. BASE DE CALCULO. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10920.003475/200895 Acórdão n.º 9101002.094 CSRFT1 Fl. 5 4 Considerada nãodeclarada a compensação em face de pretensão de utilização de créditos advindos de obrigações da Eletrobrás, cabível a aplicação da multa isolada, no percentual de 75%, sendo impingida a multa qualificada de 150% somente na hipótese de ser caracterizado o evidente intuito de fraude – referido pela legislação. MULTA DE OFÍCIO. NORMAS LEGAIS. EXAME DE VALIDADE. COMPETÊNCIA. A exigência de multa de oficio está prevista em normas regularmente editadas, não tendo o julgador administrativo competência para apreciar arguições de invalidade c/ou inconstitucionalidade contra a sua cobrança. Lançamento Procedente em Parte. Houve Recurso de Ofício, relativo à parte do crédito declarada improcedente pela Delegacia de Julgamento. Sobre a parte do lançamento julgada procedente, o Contribuinte interpôs Recurso Voluntário às fls. 203/233, em que, em síntese, argumentou que: (i) a Secretaria da Receita Federal é competente para proceder à devolução do crédito de empréstimo compulsório sobre a energia elétrica, conforme a solidariedade estabelecida no § 3º, do art. 4º, da Lei nº 4.156/62; (ii) não há no ordenamento jurídico a vedação à compensação; (iii) a multa isolada não pode permanecer, visto que o pedido de compensação não era vedado pela legislação; (iv) a multa de 75% é inconstitucional, haja vista sua natureza confiscatória e desrespeito à capacidade contributiva. No dia 26/02/2010, o Contribuinte apresentou petição de desistência parcial deste processo, tendo em vista a edição da Lei nº 11.941/2009, que instituiu uma nova modalidade de parcelamento, objeto de adesão pele Contribuinte. A desistência, contudo Sobreveio, então, o Acórdão nº 1201002.238, que negou provimento ao Recurso de Ofício e não conheceu do Recurso Voluntário, tendo em vista a sua desistência por parte do Contribuinte. O acórdão restou assim ementado: PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. PERD/COMP. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO ELETROBRÃS. Créditos decorrentes de indébitos do empréstimo compulsório para a Eletrobrás não são compensáveis com débitos de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Pedidos de compensação de tais tributos, formulado pelo contribuinte via PERDCOMP, não ensejam multa qualificada de 150%. Remessa ex officio a que se nega provimento. Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial (fls. 245/256), argumentando que o Contribuinte tinha conhecimento que não se poderia compensar os créditos referentes ao empréstimo compulsório sobre a energia elétrica, visto que a legislação vigente na época vedava tal procedimento. Apresentou o Acórdão nº 30239549 como paradigma e complementou afirmando que o r. paradigma julgou procedente a multa isolada de 150% quando da compensação indevida de crédito referente ao empréstimo compulsório sobre a energia elétrica. O Contribuinte apresentou Contrarrazões ao Recurso Especial às fls. 347/360, em que argumentou que não pode ser penalizado com multa isolada de 150% ao exercer um Fl. 384DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10920.003475/200895 Acórdão n.º 9101002.094 CSRFT1 Fl. 6 5 direito constitucional (o pedido de compensação). Adicionalmente, alegou que o empréstimo compulsório sobre energia elétrica, devido às evoluções na administração pública e seus órgãos, passou a ser administrado pela Secretaria da Receita Federal, quando da extinção do Departamento de Rendas Internas, assim, o Pedido de Compensação à Secretaria da Receita Federal era correto. Asseverou que não houve intuito de fraude e que, como cabia à Secretaria da Receita Federal administrar o tributo em questão, não há razão para considerar a compensação não declarada nos termos do inciso II, do § 12, do art. 74, da Lei nº 9.430/96, afastandose, consequentemente, a aplicação da multa isolada prevista no § 4º, do art. 18, da Lei nº 10.833/03. É o relatório. Fl. 385DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10920.003475/200895 Acórdão n.º 9101002.094 CSRFT1 Fl. 7 6 Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora O recurso é tempestivo e foi objeto de despacho de admissibilidade às fls. 343/344. Antes de analisar o Recurso Especial, necessário destacar que o Recurso Especial foi interposto pela Procuradoria após a alteração do Regimento Interno desta Câmara, que adicionou o § 11 ao art. 67, Anexo II, o qual autoriza a interposição de Recurso Especial contra decisão que negar provimento ao Recurso de Ofício, confirase: “§ 11. É cabível recurso especial de divergência, previsto no caput, contra decisão que der ou negar provimento a recurso de ofício. (alterações introduzidas pela Port. MF nº 446, de 27 de agosto de 2009–DOU de 31.08.2009)” Por essa razão, conhecese do Recurso Especial da Fazenda Nacional, mesmo sendo em face de decisão que negou provimento ao Recurso de Ofício. Delimitando a lide, a princípio, a controvérsia cingirseia a possibilidade de qualificação da multa isolada, em caso de compensação do empréstimo compulsório sobre a energia elétrica. A inaplicabilidade da multa isolada nessa compensação, supostamente indevida, não foi objeto de prequestionamento, tendo em vista que o contribuinte desistiu de seu Recurso Voluntário e a questão não foi analisada pela Câmara a quo. Antes, contudo, fazse necessário um esclarecimento sobre a desistência do contribuinte. Isto porque, conhecido o Recurso Especial da Fazenda quanto à multa qualificada, entendo que a mesma deve ser mantida, em face justamente da desistência do Processo Administrativo a que o contribuinte procedeu. Às fls. 236 dos autos está a referida petição de desistência, a qual não foi parcial. Peço vênia para transcrevêla: “MICROJUNTAS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., pessoa jurídica de direito privado, regularmente inscrita no CNPJ/MF sob o n. 80.976.483/0001 01, situada a Avenida Santos Dumont, n. 7255, Bairro Cubatão, em Joinville, Estado de Santa Catarina, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Senhoria, por meio do seu representante legal, expor para ao final requerer o quanto segue. Por meio da lei ordinária n. 11.941/2009, foi introduzido no sistema do direito positivo, nova modalidade de parcelamento de débitos tributários, tendo a Requerente aderido ao programa de parcelamento (doc. 1), cuja observância do artigo 6 2 da mencionada norma jurídica, bem como do artigo 2 2 da Portaria Conjunta SRFB e PGFN n. 13/2009, é medida que se impõe para o deferimento do parcelamento. POR TODO O EXPOSTO, a Requerente DESISTE do processo administrativo em testilha, por perda do interesse superveniente, na modalidade necessidade, bem como de todo e qualquer recurso administrativo Fl. 386DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10920.003475/200895 Acórdão n.º 9101002.094 CSRFT1 Fl. 8 7 interposto, requerendo, ao fim, que seja determinado o seu arquivamento com baixa do sistema de informações da Secretaria da Receita Federal do Brasil — SRFB.” (Destaquei.) Muito bem, considerando que o contribuinte não fez uma desistência parcial, mas desistiu do processo administrativo; considerando que a decisão exarada pela Delegacia de Julgamento, que ensejou o recurso de ofício, não era definitiva, porquanto à época ainda não havia sido o mesmo julgado – desistência protocolada em 26/02/2010 e decisão do recurso de oficio prolatada em abril de 2010 – foram restabelecidos os valores originalmente apurados no auto de infração, para efeito de inclusão no parcelamento de débitos tributários da Lei Ordinária nº 11.941/2009. Explico. Quando há desistência integral e o processo ainda não tem decisão administrativa definitiva, a situação que prevalece é a que retorna ao status quo anterior, vale dizer, quando do lançamento. Assim, em razão do pedido de desistência do contribuinte ter ocorrido contra acórdão ainda não transitado em julgado, vez que pendente de análise o Recurso de Ofício, não há que se aplicar a decisão exarada pela Delegacia de Julgamento, ficando restabelecidos os valores originalmente apurados no Auto de Infração. Somente se lhe aplicaria o controle de legalidade naquilo em que definitivamente decidido na esfera administrativa (sem pendência de recurso), o que não é o caso dos autos. Por essas razões, inclusive deve ser declarada a nulidade do Acórdão nº 120100.238, proferido pela 2ª Câmara, 1ª Turma Ordinária, da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Ficais, vez que, como o contribuinte realizou a desistência total da lide, não havia Recurso de Ofício a ser julgado. Pelo exposto, voto por conhecer e DAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, por reconhecer a desistência integral do contribuinte, esclarecendo que, se o processo foi devidamente apartado, a irregularidade deve ser suprida para considerar a desistência integral requerida e a inclusão de todo o valor no parcelamento, se em termos. Sala das Sessões, em 21/01/2015. (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Fl. 387DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS
score : 1.0
Numero do processo: 13976.000617/2007-24
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Sat Dec 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/02/2006 a 30/09/2007
PAF - PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. DELIMITAÇÃO DO OBJETO.
O conteúdo do Acórdão de Recurso Especial de Divergência deve se ater à matéria objeto do apelo, vedada a abordagem de matéria sequer suscitada pela Recorrente, mormente quando a inovação passa a constituir a própria razão de decidir.
ENSINO SUPERIOR. PARCELA INCIDENTE.
A verba relativa a reembolso a empregados de custos referentes ao ensino superior não está fora do campo de incidência das contribuições previdenciárias, não se aplicando o art. 28, § 9°, "t" da Lei n ° 8.212/1991 quando o plano de reembolso não se estende, indistintamente, a todos os empregados e dirigentes da empresa.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-003.400
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Relator). Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
(Assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Redatora-Designada
EDITADO EM: 24/11/2014
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior.
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/02/2006 a 30/09/2007 PAF - PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. DELIMITAÇÃO DO OBJETO. O conteúdo do Acórdão de Recurso Especial de Divergência deve se ater à matéria objeto do apelo, vedada a abordagem de matéria sequer suscitada pela Recorrente, mormente quando a inovação passa a constituir a própria razão de decidir. ENSINO SUPERIOR. PARCELA INCIDENTE. A verba relativa a reembolso a empregados de custos referentes ao ensino superior não está fora do campo de incidência das contribuições previdenciárias, não se aplicando o art. 28, § 9°, "t" da Lei n ° 8.212/1991 quando o plano de reembolso não se estende, indistintamente, a todos os empregados e dirigentes da empresa. Recurso especial negado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Sat Dec 06 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13976.000617/2007-24
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5404597
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 9202-003.400
nome_arquivo_s : Decisao_13976000617200724.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 13976000617200724_5404597.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Relator). Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Redatora-Designada EDITADO EM: 24/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
id : 5749786
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474992578560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1945; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 216 1 215 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13976.000617/200724 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.400 – 2ª Turma Sessão de 21 de outubro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado CAHDAM VOLTA GRANDE S.A ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2006 a 30/09/2007 PAF PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. DELIMITAÇÃO DO OBJETO. O conteúdo do Acórdão de Recurso Especial de Divergência deve se ater à matéria objeto do apelo, vedada a abordagem de matéria sequer suscitada pela Recorrente, mormente quando a inovação passa a constituir a própria razão de decidir. ENSINO SUPERIOR. PARCELA INCIDENTE. A verba relativa a reembolso a empregados de custos referentes ao ensino superior não está fora do campo de incidência das contribuições previdenciárias, não se aplicando o art. 28, § 9°, "t" da Lei n ° 8.212/1991 quando o plano de reembolso não se estende, indistintamente, a todos os empregados e dirigentes da empresa. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Relator). Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 6. 00 06 17 /2 00 7- 24 Fl. 216DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 217 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo RedatoraDesignada EDITADO EM: 24/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior. Relatório Tratase de auto de infração, decorrente da não informação pelo autuado, em GFIP, da totalidade dos valores correspondentes a fatos geradores de contribuições previdenciárias. Para fins de clareza, encontrase reproduzido, a seguir, a parte do relatório fiscal da infração relacionada com o presente recurso (fl. 06): 3. ESCLARECIMENTO ACERCA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS INDIRETOS. No anexo B deste relatório, foram elencados diversos pagamentos indiretos efetuados a segurados empregados pela autuada, os quais constam das folhas de pagamento, mas não das GFIPs apresentadas. Esses pagamentos indiretos referemse a ressarcimento de mensalidades de cursos superiores freqüentados por trabalhadores do setor administrativo da empresa e foram considerados como integrantes do saláriode contribuição, sendo assim, basedecálculo de contribuição previdenciária, por não estar conforme a inteligência da alínea t) do par.9 do art 28 da lei 8212/91,que dispõe: § 92 Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: Fl. 217DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 218 3 t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado, em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo. A propósito, apresenta a Fazenda Nacional a esta CSRF recurso especial de divergência (efls. 151 a 162), através de seu representante legal, com fulcro no art. 67, do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009, em face do acórdão no 240300.701, proferido pela 3a Turma Ordinária da 4a. Câmara da 2a Seção de Julgamento deste mesmo Conselho, na sessão plenária de 24 de agosto de 2011 (efls. 133 a 149). O recurso foi regularmente admitido consoante exame de efls. 188 a 191, com o acórdão guerreado assim ementado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2006 a 30/09/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO BOLSA DE ESTUDOS NÃO INCIDÊNCIA Não deve incidir contribuição previdenciária em relação à Bolsa de Estudo que vise a qualificação do funcionário, mesmo que destinada ao ensino superior, desde que haja impessoalidade. Recurso Voluntário Provido. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 219 4 Alega o representante da Fazenda, em sede recursal, divergência em relação aos colegiados da 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara e da 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara, ambos da 2ª Seção de Julgamento, que perfilharam entendimento divergente do recorrido, respectivamente, por ocasião dos acórdãos n.º 240100.759 e n.º 230200.031. Sustenta a Fazenda que a divergência afigurase clara, uma vez que, enquanto o recorrido, ao julgar o presente AI, estabeleceu que não incidiria contribuição previdenciária em relação à bolsa de estudo destinada ao ensino superior dos funcionários, dada sua natureza não salarial, ambos os paradigmas são claros em estabelecer que com fulcro no art. 28, § 9°, “t", da Lei n ° 8.212, de 24 de julho de 1991, quando combinado com os termos do art. 21, inciso I da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, não quis o legislador excluir da base de cálculo da contribuição previdenciária (do salário de contribuição) as verbas destinadas pelo empregador ao custeio do ensino superior de seus funcionários. Traz o recorrente, a propósito, a definição de salário de contribuição contida no caput e inciso I do mesmo art. 28, da Lei n° 8.212, de 1991, ressaltando que a exclusão contida no § 9°, “t" do mesmo artigo depende dos seguintes requisitos: a) devem visar à educação básica, a qual, conforme definição de contida no art. 21, I da Lei n° 9.394, de 1996, contempla somente a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; b) os cursos devem ser vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa; c) não podem ser utilizados em substituição à parcela salarial e d) devem ser estendidos a todos os empregados e dirigentes. Alega, ainda, que a definição de verba para efeito previdenciário não coincide com a verba para incidência de direitos trabalhistas, conforme se observa do art. 195, §11 da Constituição Federal, uma vez que, pelo teor daquele dispositivo constitucional, é possível afirmar que para efeitos previdenciários foi alargado o conceito de salário. Propugna assim, que, em não havendo dispensa legal para incidência de contribuições previdenciárias sobre tais verbas, deve persistir o lançamento, devendo ser reformado o vergastado, a fim de que se mantenha o teor da decisão de 1a. instância. Em sede de contrarrazões (efls. 198 a 212), o autuado alega se tratarem das verbas sob análise de cursos de capacitação e qualificação profissional vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, assim fazendo jus à sua não inclusão na base de cálculo da contribuição previdenciária, daí sua desnecessidade de inclusão em GFIP. Reproduz jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que sustentaria não só tal tese, mas também o fato de se tratar da verba para educação superior de verba “para o trabalho” e não “pelo trabalho”, descaracterizada assim sua natureza salarial, sendo assim imperativo que sejam consideradas isentas da contribuição previdenciária. Defende assim, a necessidade de manutenção do vergastado. A título informativo, consta o auto de infração de n° 37.124.5699, objeto do presente processo, formalizado às fl. 02 a 21 do presente, tendo o contribuinte sido cientificado do mesmo em 05/11/2007 (fl. 01). Impugnação do contribuinte constante às fls. 32 a 98, com decisão de 1a instância às fls. 100/101 e posterior Recurso Voluntário a este CARF constante das fls. 105 a 119. É o relatório. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 220 5 Voto Vencido Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator O recurso especial é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Uma vez conhecido o recurso, iniciase a análise reproduzindo os dispositivos legais de interesse aplicáveis à situação sob análise, a saber, o art. 28, caput, inciso I e § 9°, “t" da Lei n° 8.212, de 1991 e o art. 21, caput e inciso I da Lei n° 9.394, de 1996, verbis: Lei 8.212/91 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97): (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998).(g.n.) Lei 9.394/96 Art. 21. A educação escolar compõese de: I educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio (...). Fl. 220DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 221 6 Do teor dos dispositivos acima, é cediço concluir que a exclusão de valores relativos a plano educacional do conceito de salário de contribuição limitase a planos que atendam as seguintes condições, de forma cumulativa: a) sejam planos de educação básica ou, alternativamente, de capacitação e qualificação profissional; b) não sejam utilizados em substituição de parcela salarial e c) sejam planos a que todos os empregados e dirigentes tenham acesso. Esclareçase aqui que, em que pese o acórdão recorrido e os paradigmas se apegarem à condição de curso superior dos cursos relativos à verba em discussão, o auto de infração não restringiu a acusação a esse aspecto. Com efeito, foram identificados “pagamentos indiretos referemse a ressarcimento de mensalidades de cursos superiores freqüentados por trabalhadores do setor administrativo da empresa e foram considerados como integrantes do saláriodecontribuição, sendo assim, basedecálculo de contribuição previdenciária, por não estar conforme a inteligência da alínea t) do par.9 do art 28 da lei 8212/91” (grifos na transcrição). Repare que a referência à expressão “cursos superiores” é utilizada para fim de identificação das verbas glosadas, mas não para fundamentar a razão de sua tributação. Na verdade, a razão foi a não conformidade com a “inteligência da alínea t) do par.9 do art 28 da lei 8212/91”. Ora, a alínea t do § 9o do art. 28 da Lei nº 8.212/91 não trata apenas de cursos superiores, mas de três condições a serem atendidas de forma cumulativa para exclusão dos valores relativos a planos educacionais, já relacionados, repitase: a) sejam planos de educação básica ou, alternativamente, de capacitação e qualificação profissional; b) não sejam utilizados em substituição de parcela salarial e c) sejam planos a que todos os empregados e dirigentes tenham acesso. Analisando agora tais condições à luz dos documentos acostados ás fls. 12 a 26 e 50 a 88, verificase que: a) em que pese o fato de os valores reembolsados em questão não se referirem a cursos de educação básica, efetivamente referemse a cursos que podem ser considerados como de capacitação e qualificação profissional, uma vez que limitamse a cursos superiores de Direito, Administração, Ciências Contábeis e áreas afins, reembolsados a profissionais da área administrativa do autuado. b) Em linha com a jurisprudência apresentada emanada do STJ, também é de se entender que não se tratam tais cursos de verbas substitutivas de parcelas salariais, visto, inclusive se tratarem de reembolso, que não retribuem trabalho efetivo. c) Porém, notase que o plano educacional em questão instituído pela empresa, não é extensivo a todos os seus colaboradores indistintamente (limitandose àqueles que tenham um ano ou mais de vínculo funcional), restando, assim, violada uma das condições para que se pudessem considerar, no caso sob análise, os valores reembolsados Fl. 221DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 222 7 a título de educação superior como não integrantes da base de cálculo de contribuições previdenciárias, permanecendo assim, caracterizada a infração lançada de não informação de valores em GFIP referentes a todos os fatos geradores das referidas contribuições. Assim é que, ao considerar que tais valores de reembolso a título de educação superior, repitase, passíveis de concessão somente a parcelas do corpo funcional da empresa, deveriam integrar o cálculo salário de contribuição, entendo que deva ser dado provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, visto ter restado caracterizada a infração objeto de lançamento no presente feito, qual seja, a não informação em GFIP de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do Recurso da Fazenda Nacional para, no mérito, darlhe provimento. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 222DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 223 8 Voto Vencedor Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, Designada Discordo do voto do Ilustre Conselheiro Relator, apenas no que tange ao objeto do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional que, a meu ver, foi alargado indevidamente. O Auto de Infração assim especifica: “No anexo B deste relatório, foram elencados diversos pagamentos indiretos efetuados a segurados empregados pela autuada, os quais constam das folhas de pagamento , mas não das GFIPs apresentadas. Esses pagamentos indiretos referemse a ressarcimento de mensalidades de cursos superiores freqüentados por trabalhadores do setor administrativo da empresa e foram considerados como integrantes do saláriode contribuição, sendo assim, basedecálculo de contribuição previdenciária, por não estar conforme a inteligência da alínea t) do par.9 do art 28 da lei 8212/91 (...).” A alínea “t”, do § 9º, do art. 28, da Lei nº 8.212, de 1991, por sua vez, assim dispõe: “Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo;” Destarte, o dispositivo legal que ancorou a autuação prevê o atendimento a três condições cumulativas, para que o respectivo valor não integre a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias. Nesse sentido, o plano educacional: a) tem de contemplar a educação básica ou cursos de capacitação e qualificação profissional; b) não pode ser utilizado em substituição de parcela salarial; e c) tem de ser acessível a todos os empregados e dirigentes. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 224 9 Os requisitos acima são específicos e independentes, portanto o descumprimento de cada um deles demandaria o registro individualizado no relatório fiscal, bem como a colação de conjunto probatório também específico. No presente caso, o texto da autuação, acima reproduzido, não especifica com clareza qual teria sido o requisito descumprido, tampouco esclarece o motivo do descumprimento. Assim, a menção a “pagamentos indiretos” que se referem a “ressarcimento de mensalidades de cursos superiores”, sem maiores esclarecimentos, leva à conclusão no sentido de que a restrição seria o fato de tratarse de ressarcimento referente a cursos superiores. Nesse passo, o Anexo B, relacionando inúmeros pagamentos de mensalidades de cursos superiores, autoriza a conclusão de que efetivamente o requisito considerado descumprido fora o elencado no item “a”, acima. Assim, por mais que se analise a autuação, não se verifica qualquer indício de que a Fiscalização tenha apurado o desrespeito ao pressuposto especificado no item “c”, acima, e nesse sentido tenha concluído que o plano educacional não seria acessível a todos os empregados e dirigentes. Até porque não se trata de benefício compulsório e automático, de sorte que o fato de um empregado dele não participar, não autorizaria a conclusão de que o acesso lhe teria sido negado. Isso porque não participar do plano é uma opção do empregado, daí que seria necessário todo um conjunto probatório, no sentido de demonstrar que o acesso teria sido limitado pela empresa. Ressaltese que sequer consta da autuação intimação ao Contribuinte, no sentido de prestar esclarecimentos acerca de tal requisito. Nesse contexto, é de se perguntar como teria aportado aos autos a informação de que o plano educacional não seria acessível a todos os empregados e dirigentes, e a resposta corrobora o entendimento acima. Com efeito, tal informação não foi trazida ao processo pela Fiscalização, mas sim pelo próprio Contribuinte, que anexou à sua Impugnação a Carta Circular citada às fls. 46 e constante de fls. 84/85. E o conteúdo desse documento, acostado pela própria defesa, foi utilizado pela DRJ para agregar novos fundamentos à autuação, não ventilados pela Fiscalização. Confirase trecho do acórdão de Primeira Instância, às fls. 101: “Referidos pagamentos também não atendem à outra condição fundamental, que é a de abranger todos os empregados e dirigentes da empresa. Pela carta circular acostada às folhas 142 e 143, fica evidenciado que o benefício não abarca os colaboradores com menos de um ano de/ trabalho na empresa, os quais não têm direito ao reembolso dos dispêndios com educação. Além disso, também se observa a aplicação de diferentes percentuais de reembolso, de acordo com o tempo laborado na sociedade: os empregados com 1 ano ou mais de empresa recebem 25% das mensalidades, os com 2 ou mais anos, 37,5% e os com 3 ou mais, 50%. Procedendo dessa forma, a Candam acaba por premiar os trabalhadores com mais tempo na empresa, portanto condicionado o beneficio a um fator relacionado diretamente ao serviço prestado, caracterizando uma importância paga em retribuição pelo trabalho e não para o trabalho.” (grifei) Como se pode constatar, a DRJ agregou mais dois fundamentos para justificar a autuação, a saber: Fl. 224DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 225 10 o programa não abrangeria todos os empregados, uma vez que aqueles com menos de um ano na empresa não poderiam dele participar; o fato de os percentuais de reembolso serem variáveis denotaria retribuição pelo trabalho e não para o trabalho. Nenhum desses fundamentos, porém, integrou a autuação, de sorte que a DRJ claramente promoveu inovação no lançamento. Não se trata aqui do fornecimento de mero reforço de argumento para a mesma infração (item “a”, especificado do início do presente voto), mas sim na imputação ao Contribuinte de desrespeito aos outros dois pressupostos legais, sem que tal imputação tenha sido promovida na autuação: b) o plano educacional não pode ser utilizado em substituição de parcela salarial; e c) o plano educacional tem de ser acessível a todos os empregados e dirigentes. Ainda assim, o acórdão recorrido tratou da questão constante do item “c”, acima, o que forneceu o prequestionamento necessário à interposição de Recurso Especial, relativamente a esse pressuposto, caso a Fazenda Nacional assim o desejasse. Entretanto, compulsandose o Recurso Especial da Fazenda Nacional, constatase que nele a única questão suscitada é relativa ao pressuposto especificado no item “a” – o plano educacional tem de contemplar a educação básica ou cursos de capacitação e qualificação profissional. Com efeito, tanto os paradigmas indicados, como os argumentos tecidos, são no sentido de que as bolsas de estudo de ensino superior integrariam a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias. Ora, o Recurso Especial constitui apelo de cognição restrita à demonstração de divergência jurisprudencial. No presente caso, não foi suscitado dissídio interpretativo relativamente aos pressupostos “b” e “c”, elencados na alínea “t”, do § 9º, do art. 28, da Lei nº 8.212, de 1991, tampouco constam do recurso argumentos nesse sentido. Assim, entendo como impertinente qualquer consideração que não se restrinja ao pressuposto suscitado pela própria Recorrente, qual seja, o primeiro requisito previsto no dispositivo legal, ora tratado como item “a” – o plano educacional tem de contemplar a educação básica ou cursos de capacitação e qualificação profissional. E quanto a este pressuposto, concordo plenamente com o posicionamento do Ilustre Conselheiro Relator, que a seguir reproduzo: “a) em que pese o fato de os valores reembolsados em questão não se referirem a cursos de educação básica, efetivamente referemse a cursos que podem ser considerados como de capacitação e qualificação profissional, uma vez que limitamse a cursos superiores de Direito, Administração, Ciências Contábeis e áreas afins, reembolsados a profissionais da área administrativa do autuado.” Fl. 225DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13976.000617/200724 Acórdão n.º 9202003.400 CSRFT2 Fl. 226 11 Diante do exposto, tendo em vista que este foi o único requisito suscitado no apelo, nego provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 226DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/12/2 014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
score : 1.0
