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Numero do processo: 13819.000332/2007-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002
REPETIÇÃO DO INDÉBITO. PRAZO DE 5 ANOS PARA PEDIDOS FORMULADOS APÓS 09/06/2005
O prazo para repetição de indébito é de 5 (cinco) anos para os pedidos formulados após a vacatio legis da Lei Complementar nº 118/2005, 09 de junho de 2005, conforme posicionamento do plenário do STF no julgamento do RE nº 566621, em sede de repercussão geral.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3101-001.545
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso voluntário.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
Rodrigo Mineiro Fernandes - Relator.
EDITADO EM: 30/01/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, Mônica Garcia de los Rios (suplente), Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: RODRIGO MINEIRO FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/2002 a 31/03/2002 REPETIÇÃO DO INDÉBITO. PRAZO DE 5 ANOS PARA PEDIDOS FORMULADOS APÓS 09/06/2005 O prazo para repetição de indébito é de 5 (cinco) anos para os pedidos formulados após a vacatio legis da Lei Complementar nº 118/2005, 09 de junho de 2005, conforme posicionamento do plenário do STF no julgamento do RE nº 566621, em sede de repercussão geral. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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PRAZO DE 5 ANOS PARA PEDIDOS FORMULADOS APÓS 09/06/2005 O prazo para repetição de indébito é de 5 (cinco) anos para os pedidos formulados após a vacatio legis da Lei Complementar nº 118/2005, 09 de junho de 2005, conforme posicionamento do plenário do STF no julgamento do RE nº 566621, em sede de repercussão geral. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso voluntário. Henrique Pinheiro Torres Presidente. Rodrigo Mineiro Fernandes Relator. EDITADO EM: 30/01/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 00 03 32 /2 00 7- 04 Fl. 246DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/02 /2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDE S 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, Mônica Garcia de los Rios (suplente), Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório Trata o presente processo de pedido de restituição formulado em papel em 13/04/2007, referente a suposto crédito de PIS do período de apuração março/2002, decorrente de compensação, em seu entendimento, realizada a maior, com crédito vinculado ao processo n° 13819.001364/200212 anteriormente formulado. O referido pedido foi apreciado e indeferido pela unidade de origem, por entender não prevalecer a tese de que o ICMS não integraria o faturamento da empresa para fins de incidência da PIS, além de ter havido o transcurso do prazo decadencial de cinco anos previstos no art. 168 do CTN. Cientificada da decisão, a interessada apresentou sua manifestação de inconformidade, onde alega a ilegitimidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS, bem como a inexistência da decadência apontada. A 3ª Turma da DRJ em Campinas, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário onde reproduz o alegado na manifestação de inconformidade. A unidade de origem encaminhou o os autos a esse órgão julgador de segunda instância para apreciação. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes, Relator O recurso voluntário é tempestivo e, considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Tratase de pedido de restituição de PIS formulado pela recorrente relativamente ao mês de março de 2002, em razão da inclusão alegada como indevida, na base de cálculo dessa contribuição, de valores atinentes ao ICMS, que não configurariam, segundo seu entendimento, receita do vendedor. O r. acórdão não reconheceu do pedido em relação aos valores recolhidos há mais de cinco anos da data do pedido, sob a alegação de decadência do direito à restituição e, quanto ao mérito, por entender que o ICMS integra o faturamento da empresa para fins de incidência do PIS. Preliminarmente é necessário apreciar a questão quanto ao prazo para repetição do indébito tributário. O acórdão recorrido considerou extinto o direito em razão do transcurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da data de extinção do crédito tributário. Já a recorrente alega que o prazo aplicável seria 10 (dez) anos (cinco anos para a homologação mais cinco anos de prazo decadencial), para a formulação do pleito de restituição ou compensação. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/02 /2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDE S Processo nº 13819.000332/200704 Acórdão n.º 3101001.545 S3C1T1 Fl. 4 3 Seu pedido baseiase no inciso I do artigo 168 do CTN, cujo prazo para repetição é de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário. Visando definir o termo a quo do prazo para repetição do indébito foi editado o artigo 3º da Lei complementar nº 118/2005, definido pela própria norma como interpretativa: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150 da referida Lei. O referido artigo 3º da LC nº 118/2005 e seu caráter interpretativo foi levado à apreciação do poder judiciário, com decisão do Supremo Tribunal Federal em julgado realizado em sede de Repercussão Geral (art. 543B, §3º do CPC), nos seguintes termos: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas Fl. 248DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/02 /2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDE S 4 também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566.621, Relatora Ministra ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe195 DIVULGAÇÃO 10/10/2011 PUBLICAÇÃO 11/10/2011 EMENTA VOL0260502 PP00273) A respeito dos efeitos da Lei Complementar nº 118/2005, apesar do reconhecimento judicial de que seu art. 3º inovou no mundo jurídico quanto à definição do prazo para repetição de indébito, o STF definiu a data de 09/06/2005 como sendo o marco temporal a partir do qual seria aplicado o novo prazo para o pleito de restituição. Assim definido, o prazo de 10 (dez) anos para repetição do indébito aplicase somente aos pedidos formulados antes do término da vacatio legis da LC nº 118/2005, ou seja, somente até 09 de junho de 2005. Como a decisão do STF foi proferida em sede de Repercussão Geral (art. 543B do CPC), tornase obrigatória sua reprodução por esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, conforme expressamente determinado pelo art. 62A do Regimento Interno do CARF. Essa turma de julgamento, em sua composição anterior, já se manifestou nesse sentido no Acórdão 3101000953 da lavra do Conselheiro Luiz Roberto Domingo. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 15/01/2003 a 20/09/2007 REPETIÇÃO DO INDÉBITO. PRAZO DE 5 ANOS PARA PEDIDOS FORMULADOS APÓS 09/06/2005 O prazo para repetição de indébito é de 5 (cinco) anos para os pedidos formulados após a vacatio legis da Lei Complementar nº 118/2005, 09 de junho de 2005, conforme posicionamento do plenário do STF no julgamento do RE nº 566621, em sede de repercussão geral. No caso em julgamento, como o Pedido de Restituição foi protocolado em 13/04/2007, após o transcurso da vacatio legis fixada pelo STF (09/06/2005), não há dúvidas de que os eventuais indébitos somente poderiam ser reclamados no prazo de 5 (cinco) anos contados da data de pagamento e/ou crédito porventura existente . Portanto, como está correta a limitação temporal sobre o eventual direito de crédito levantada no Despacho Decisório atacado. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/02 /2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDE S Processo nº 13819.000332/200704 Acórdão n.º 3101001.545 S3C1T1 Fl. 5 5 Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. Sala das sessões, em 27 de novembro de 2013. Rodrigo Mineiro Fernandes – Relator Fl. 250DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 10/02 /2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDE S
score : 1.0
Numero do processo: 10680.907679/2011-72
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.772
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado
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ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 76 79 /2 01 1- 72 Fl. 66DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.907679/201172 Acórdão n.º 3801002.772 S3TE01 Fl. 67 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 930818858 emitido eletronicamente em 04/05/11, fls. 40, referente ao PER/DCOMP nº 31461.20942.200607.1.3.040000 (doc. de fls. 4145). A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS – Código de Receita 2172, no valor original na data de transmissão de R$ 2.825,86, representado por Darf recolhido em 14/10/04 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade (fl. 2), alegando que no período de 30/09/2004 o valor do imposto, código 2172 foi informado indevidamente através da DCTF de 11/11/2004; que o mesmo foi recolhido em 14/10/2004 no valor de R$ 3715,78; que posteriormente apurouse o valor correto de R$ 889,92, originando o crédito; que naquela época o contador não retificou a DCTF; que a empresa tentou retificar a DCTF, mas não obteve êxito. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Ano calendário: 2004 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.907679/201172 Acórdão n.º 3801002.772 S3TE01 Fl. 68 3 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual, alega, em síntese, que: · A Recorrente após verificação analítica em sua escrita fiscal percebeu que havia recolhido a maior valores devidos a título de contribuição para Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS. · Em momento algum do feito foi questionado pela Recorrida a existência do crédito, sua origem e legalidade. As decisões foram tomadas apenas com base no descumprimento de obrigação acessória.; · ausência de retificação da DCTF não retira do contribuinte o direito ao crédito, ele existe, e, em momento algum foi questionado. · A apropriação de créditos extemporâneos das contribuições ao Pis e a Cofins não pressupõe a retificação de obrigações acessórias e tampouco a observância do princípio jurídicocontábil da competência, o que implica afirmar que o entendimento adotado no r. acórdão não encontra respaldo legal. É o Relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.907679/201172 Acórdão n.º 3801002.772 S3TE01 Fl. 69 4 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da COFINS, do período de apuração de 30/09/2004, que teria sido paga a maior. Alega ainda que efetuou erroneamente o lançamento referente à esse débito na respectiva DCTF. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos em DCTF e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. Por certo, na sistemática da análise dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior, na qual é feito um batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não, não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. A alegação de erro na apuração dos débitos que teriam dado ensejo ao crédito de pagamento indevido ou a maior não foi acompanhada na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte. O entendimento predominante deste Colegiado é no sentido da prevalência da verdade material, sendo que a falta de apresentação de DCTF retificadora, por se tratar de prova indiciária, não excluiria o direito da recorrente à repetição do indébito, nos termos do art. 165 do CTN, caso acompanhado de documentos comprobatórios, o que inclusive poderia acarretar em eventual retificação de ofício. No entanto, o Recorrente não trouxe aos autos elementos suficientes para comprovar a origem do seu crédito ou que se pudesse ao menos considerar como prova indiciária. Não apresentou nenhuma prova do seu direito creditório, em especial, a escrituração fiscal e contábil do período de apuração em que se pleiteou o crédito. Se limitou, tãosomente, a argumentar que houve um erro de fato no preenchimento da DCTF original e que, por isso, faz jus ao reconhecimento do crédito. Para que se possa superar a questão de eventual erro de fato e analisar efetivamente o mérito da questão, deveriam estar presentes nos autos os elementos comprobatórios que pudéssemos considerar no mínimo como indícios de prova dos créditos alegados e necessários para que o julgador possa aferir a pertinência do crédito declarado, o que não se verifica no caso em tela. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10680.907679/201172 Acórdão n.º 3801002.772 S3TE01 Fl. 70 5 No mais, considerandose que as informações prestadas na DCTF situamse na esfera de responsabilidade do próprio contribuinte, cabe a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para NÃO HOMOLOGAR o pedido de compensação. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 70DF CARF MF Impresso em 24/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 18/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 36624.000831/2007-76
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1996 a 01/01/2000
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS.
DECADÊNCIA, INEXISTÊNCIA. NFLD SUBSTITUTIVA. ANULAÇÃO DA ANTERIOR POR ERRO FORMAL. DESNECESSIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS. EXAÇÃO EXCLUSIVA DE PARTE PATRONAL. PLR PAGO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.989
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
Eduardo de Oliveira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira do Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 01/01/2000 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS. DECADÊNCIA, INEXISTÊNCIA. NFLD SUBSTITUTIVA. ANULAÇÃO DA ANTERIOR POR ERRO FORMAL. DESNECESSIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS. EXAÇÃO EXCLUSIVA DE PARTE PATRONAL. PLR PAGO EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Eduardo de Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira do Santos, Oseas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 62 4. 00 08 31 /2 00 7- 76 Fl. 190DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 190 2 Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, 37.044.6607, é substitutiva da NFLD 35.435.7844, que foi anulada pela Segunda Câmara do Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS, conforme item 1 e 5, do Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC – NFLD, 48 a 50, e tem por objetivo exigir as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parte patronal incidente sobre a Participação nos Lucros ou Resultados – PLR. O período de apuração compreende as competências 01/1996 a 12/1999, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, fls. 15. O contribuinte foi cientificado deste lançamento fiscal, em 02/01/2007, Histórico de Objeto, de fls. 53. A empresa irresignada com a notificação apresentou impugnação, as fls. 58 a 77, tal impugnação foi acompanhada dos documentos, de fls. 78 a 121. A impugnação fora apresentada tempestivamente, em 17/01/2007, fls. 53 Histórico de Objeto, e fls. 57, extrato Sistema Informatizado de Protocolo das Previdência Social – SIPPS. O lançamento foi confirmado pelo Acórdão 1614.334 14ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento São Paulo I – SP, de fls. 125 a 135, que considerou o lançamento procedente. O sujeito passivo foi cientificado desta decisão, em 11/02/2008, AR, de fls. 139. O contribuinte interpôs recurso voluntário petição de interposição, recebida em 26/02/2008, de fls. 141 e 142, com razões recursais, as fls. 143 a 162, acompanhada do documento, de fls. 163. O recurso foi considerado tempestivo, fls. 164 e 165. O depósito recursal foi extinto pela MP 413/2008, convertida na Lei 11.727/2008, a contar de 03/01/2008. As razões recursais em resumidíssima síntese são as seguintes. Preliminarmente · que ocorreu nulidade da notificação, por ausência de identificação dos beneficiários da Participação nos Lucros ou Resultados – PLR, o que resulta em violação ao contraditório e ao devido processo legal; · que ocorreu a decadência da contribuição, inclusive a para terceiros; Mérito Fl. 191DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 191 3 · que o PLR não tem natureza salarial, pois o artigo 7, XI, da CF/88 diz que é desvinculado da remuneração, sendo que desta forma não integra o salário de contribuição, artigo 28, § 9 °, “j”, da Lei 8.212/92; · que antes mesmo da legislação a respeito a recorrente criou comissão e instituiu o pagamento do benefício; · que a expressão conforme definido em lei não se aplica a participação nos lucros ou resultado e, ainda, que se aplicasse isso não afetaria a desvinculação da remuneração; · que o PLR pago sem cumprimento das formalidades legais não perde a natureza não remuneratória, segundo o STJ e os TRF`s; · que apenas a parcela paga no intuito de fraudar o salário do trabalhador poderia ser considerada remuneratória, pois visaria a substituir àquele; · que a jurisprudência vem entendo que em negociações coletivas, convenções e acordos as partes são livres para pactuarem e que o não atendimento a mero requisito formal legal, não pode fundamentar a desnaturação da verba; · que em razão da desvinculação da verba em relação ao salário, não ocorre o fato gerador, sendo a notificação insubsistente; · que diferentemente do que diz a fiscalização o “termo de participação nos resultados” prevê critérios objetivos e delimita o programa PLR com precisão e que os empregados beneficiários compreenderam os critérios do programa; · que os critérios eram bem compreendidos pelos empregados e que nunca houve reclamação trabalhista a respeito destes; · que a plano adveio de entendimentos entre a empresa e os empregados com a negociação do sindicato e atendendo as formalidades da Lei 10.10/2000 que tem idêntica redação das MP`s que vigoravam à época; · que a recorrente impugna o valor total da notificação, devendo esta ser anulada; · Ao final pede: a) acolhimento do recurso; b) insubsistência do débito Os autos subiram ao 2° Conselho de Contribuintes, fls. 165. O autos foram baixados em diligência pela Resolução nº 280200.015 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, fls. 168 a 170. A diligência não foi cumprida da forma que solicitada, porém a EQREC/DICAT/DERAT/SP, as fls. 177, emitiu a IF, na qual justifica a substituição dos autos Fl. 192DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 192 4 da NFLD anulada pelos extratos LEVTPRO, fls. 173 a 175; CCADDOC e CCADPRO, fls. 175 e 176. A empresa recorrente foi cientificada da Diligência e da IF e seus anexos pelo AR, de fls. 180, recebido, em 13/05/2013. O contribuinte manifestouse quanto à diligência, as fls. 183 a 186, onde alega em síntese, o que segue abaixo. · que operouse a decadência, pois o lançamento foi realizado em 02/01/2007 e a competência lançada é 03/1998, assim decorridos mais de cinco anos, cita TRF5; · que a decisão que anulou o débito anterior é de 20/05/2005 e o mês lançado 03/1998, assim sendo quando da decisão definitiva de anulação o prazo de cinco anos estava esgotado, estando totalmente decaída a autuação; · pede e espera: a) acolhimento do recurso; b) que o débito seja julgado insubsistente. É o Relatório. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 193 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado. A autoridade fiscal que buscou atender a diligência informou sob sua responsabilidade, exclusiva, que o crédito original – NFLD 35.435.7484, anulado por decisão do CRPS, foi lavrado, em 29/05/2002, e, que o contribuinte foi cientificado da lavratura, em 04/06/2002, ou seja, nessa data deuse o lançamento, IF e anexos, as fls. 173 a 177. Podese observar do Discriminativo Analítico de Débito – DAD, de fls. 04, que a única competência lançada é 03/1998. O Relatório de Documentos Apresentados – RDA, de fls. 07 a 09, deixa claro a ocorrência de pagamento na competência 03/1998, cabendo aqui a contagem da regra decadencial pelo artigo 150, § 4º, da Lei 5.172/66, nos termos do excerto abaixo transcrito. RECURSO ESPECIAL Nº 970.947 SC (2007/01732916) Esta Corte tem firmado o entendimento de que o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário pode ser estabelecido da seguinte maneira: a) em regra, seguese o disposto no art. 173, I, do CTN, ou seja, o prazo é de cinco anos, contado "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado"; b) nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo é de cinco anos, contado do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Desta forma, verificase que a decadência não se operou quando do lançamento da NFLD 35.435.7484 crédito original, pois contandose cinco anos a partir do da data do fato gerador o prazo final para o lançamento do crédito seria 01/04/2003, como tal lançamento se deu, em 04/06/2002, indiscutível que a decadência não havia se operado. A decisão do CRPS que anulou a NFLD 35.435.7484 está datada de 21/01/2004, e, o novo crédito lançado NFLD 37.044.6607 foi notificado ao contribuinte, em 02/01/2007, fls. 53. Neste diapasão o artigo 173, II, da Lei 5.172/66 permite que novo lançamento seja feito no prazo de cinco anos a contar da definitividade da decisão administrativa de anulação do anterior. Evidente fica com esses esclarecimento que entre 21/01/2004 – data da anulação e 02/01/2007 – data do novo lançamento não decorreu cinco anos e assim sendo não ocorreu aqui, também, a decadência. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 194 6 Rejeito a alegação de decadência por qualquer das causas suscitadas. A preliminar suscitada pelo contribuinte de nulidade do lançamento em razão da não identificação dos beneficiários do PRL, o que resultaria em violação ao contraditório e ao devido processo legal, não tem suporte jurídico e deve ser afastada. A uma, porque para efeito de concessão dos benefícios previdenciários a arrecadação das contribuições em nada influência no cálculo daqueles, pois são as empresas por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, declaradas mensalmente, desde 01/1999, e que devem informar tais valores a Seguridade Social, § 2°, do artigo 32, da Lei 8.212/91 e alterações posteriores, e não a fiscalização. A duas porque, o nosso regime de previdência é o de (re)partição simples e não de conta de capitalização, ou seja, o que entre vai para o monte geral da previdenciária a ser distribuídos para aqueles que hoje são beneficiários do sistema, independe de quem aportou os recursos. A três, porque o agente notificante deixou claro no item 3 do Relatório Fiscal da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – REFISC – NFLD, de fls. 48 a 50, que não foram exigidas contribuições relativas aos trabalhadores, uma vez que todos os beneficiários do PLR já haviam contribuído sobre o teto máximo, isto é, a presente notificação só exige a parte da contribuição social previdenciária devida pela empresa, parte esta que não depende da identificação dos trabalhadores, mas sim da massa salarial, haja vista que a parte patronal incide sobre a folha de pagamento como um todo, conforme fica claro, também, no Relatório Discriminativo de Débito – DAD, de fls 06. Com esses esclarecimentos a preliminar deve ser rejeitada. Não há dúvidas de que o texto da Constituição diz que o PLR é desvinculado do salário, porém este texto remete a matéria aos contornos da lei, sendo norma de eficácia limitada. E a lei pode e deve determinar os critérios pelos quais o benefício será reconhecido, implementado e pago, foi o que vez a MP 794 e suas dezenas de reedições e finalmente a lei de conversão 10.101/2000. No presente caso entendeu o agente notificante que o ‘Termo de Participação no Lucros” não continha critérios objetivos para a concessão dos PRL, conforme consta no item 7 de seu relatório, pois tal benefício dependia exclusivamente da vontade da Diretoria, conforme a seguir transcrito: “As partes ajustam que o valor a ser pago a cada empregado, dependerá da análise de performance a ser atribuída pela Diretoria da EMPRESA,”(grifo do original). A MP 1.61940/98 que estava em vigor na data da assinatura do termo de participação dizia em seu artigo 2°, § 1° que: § 1° Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas, inclusive mecanismos de aferição das informações pertinentes ao cumprimento do acordado, periodicidade da distribuição, período de vigência e prazos para revisão do acordo, podendo ser considerados, entre outros, os seguintes critérios e condições: a) índices de produtividade, qualidade ou lucratividade da empresa; b) programas de metas, resultados e prazos, pactuados previamente. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 195 7 No citado termo de participação não constam os critérios e condições em que os empregados teriam direito ao citado benefício, ficando estas características ao livre arbítrio da Diretoria, em desrespeito a norma. Esse desrespeito a norma na visão do Superior Tribunal de Justiça – STJ, implica em atribuir a verba o caráter remuneratório, o que lhe atribui a característica de base de incidência da contribuição previdenciária, conforme excertos transcritos. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. REEMBOLSO POR USO DE VEÍCULO PRÓPRIO. OMISSÃO EXISTENTE. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. RETORNO DOS AUTOS. 1. A teor da jurisprudência desta Corte, somente a existência de omissão relevante à solução da controvérsia, não sanada pelo acórdão recorrido, caracteriza a violação do art. 535 do CPC, o que de fato ocorreu na hipótese em apreço. 2. A isenção tributária sobre os valores pagos a título de participação nos lucros ou resultados deve observar os limites da lei regulamentadora; no caso, a Medida Provisória 794/94 e a Lei n. 10.101/00, e também o art. 28, § 9º, "j", da Lei n. 8.212/91, possuem regulamentação idêntica. 3. Descumpridas as exigências legais, as quantias pagas pela empresa a seus empregados ostentam a natureza de remuneração, passíveis, pois, de serem tributadas. 4. Sobre o auxílio quilometragem, a contribuição previdenciária só incidirá se caracterizada a sua habitualidade, pois as verbas pagas por ressarcimento de despesas por utilização de veículo próprio na prestação de serviços a interesse do empregador têm natureza indenizatória. Precedentes. 5. Omisso o Tribunal de origem quanto à observância dos requisitos estabelecidos na Medida Provisória 794/94 e na Lei n. 10.101/00, como também quanto à habitualidade do uso do veículo próprio, apesar da oposição de embargos de declaração. Caracterizada a violação do art. 535 do CPC. Agravo regimental improvido.(AGRESP 201001062909, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 13/10/2010) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE DE CÁLCULO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. ATENDIMENTO AOS REQUISITOS LEGAIS. REEXAME. SÚMULA N. 7 DO STJ. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. HABITUALIDADE. PAGAMENTO EM PECÚNIA. INCIDÊNCIA. 1. Conforme assentado na jurisprudência desta Corte, não incide contribuição previdenciária sobre a verba paga a título de participação nos lucros e resultados das empresas, desde que realizadas na forma da lei (art. 28, § 9º, alínea "j", da Lei n. 8.212/91, à luz do art. 7º, XI, da CR/88). Precedentes. 2. Descabe, nesta instância, revolver o conjunto fáticoprobatório dos autos para confrontar a premissa fática estabelecida pela Corte de origem. É caso, pois, de invocar as razões da Súmula n. 7 desta Corte. 3. O STJ também pacificou seu entendimento em relação ao auxílioalimentação, que, pago in natura, não integra a base de cálculo da contribuição previdenciária, esteja ou não a empresa inscrita no PAT. Ao revés, pago habitualmente e em pecúnia, há a incidência da referida exação. Precedentes. 4. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 196 8 (RESP 201001007033, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS. ISENÇÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA À LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. 1. Embasado o acórdão recorrido também em fundamentação infraconstitucional autônoma e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, deve ser conhecido o recurso especial. 2. O gozo da isenção fiscal sobre os valores creditados a título de participação nos lucros ou resultados pressupõe a observância da legislação específica regulamentadora, como dispõe a Lei 8.212/91. 3. Descumpridas as exigências legais, as quantias em comento pagas pela empresa a seus empregados ostentam a natureza de remuneração, passíveis, pois, de serem tributadas. 4. Ambas as Turmas do STF têm decidido que é legítima a incidência da contribuição previdenciária mesmo no período anterior à regulamentação do art. 7º, XI, da Constituição Federal, atribuindolhe eficácia dita limitada, fato que não pode ser desconsiderado por esta Corte. 5. Recurso especial não provido. (RESP 200601182238, ELIANA CALMON, STJ SEGUNDA TURMA, 23/06/2009) O presente lançamento não se reportou ao entendimento que tinham ou não os trabalhadores da empresa sobre o PLR e de que este foi objeto de negociação pelas partes isso é irrelevante para o deslinde da questão, o que importa aqui é que o termo de participação não cumpriu as determinações legais, pois não continha critérios objetivos para a determinação das pessoas que teriam acesso ao benefício do PLR. O agente notificante deixou claro que a base de cálculo foi obtida nas folhas de pagamento da empresa, item 8, do REFISC, de fls. 49. O valor total desta notificação foi apurado, conforme consta, no relatório Instrução para o Contribuinte – IPC, de fls 02 e 03, conjugado com o Discriminativo Analítico de Débito – DAD, de fls. 04, o Discriminativo Sintético do Débito – DSD, de fls. 05, e o Fundamentos Legais do Débito – FLD, de fls. 10 a 12, e demais relatórios que compõe a notificação, estando este dentro das determinações legais. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR LHE PROVIMENTO, uma vez que os argumentos da recorrente não foram suficientes para elidir o lançamento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 36624.000831/200776 Acórdão n.º 2803002.989 S2TE03 Fl. 197 9 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10783.902208/2008-14
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/10/2002
DESCONTO PADRÃO. AGÊNCIA PUBLICIDADE. VEÍCULO DIVULGAÇÃO.
O desconto padrão pago pelo veículo de divulgação à agência de publicidade integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. Não se aplica o art. 19 da Lei nº 12.232/2010 nas relações entre particulares já que a lei disciplina a contratação de agências de publicidade pela administração pública.
Recurso Especial do Contribuinte Negado.
Numero da decisão: 9303-002.590
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial do contribuinte. Vencidas as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martínez López. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann votou pelas conclusões.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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AGÊNCIA PUBLICIDADE. VEÍCULO DIVULGAÇÃO. O desconto padrão pago pelo veículo de divulgação à agência de publicidade integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. Não se aplica o art. 19 da Lei nº 12.232/2010 nas relações entre particulares já que a lei disciplina a contratação de agências de publicidade pela administração pública. Recurso Especial do Contribuinte Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial do contribuinte. Vencidas as Conselheiras Nanci Gama e Maria Teresa Martínez López. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann votou pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 90 22 08 /2 00 8- 14 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10783.902208/200814 Acórdão n.º 9303002.590 CSRFT3 Fl. 0 2 Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Tratase de Declaração de Compensação transmitida pela Contribuinte com amparo em suposto pagamento a maior da COFINS. O alegado direito creditório é decorrente de haverem sido incluídos, na base de cálculo da contribuição recolhida, valores recebidos pelo veículo de comunicação, mas repassados às agências de publicidade. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório objeto da decisão recorrida, sintetizado pelos fragmentos a seguir transcritos: “A DRFB Vitória, por meio do despacho decisório, não homologou a compensação declarada, alegando a inexistência do crédito informado, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outros débitos da Contribuinte. Em 21/08/2008 a interessada foi cientificada do despacho e da cobrança dos débitos indevidamente compensados. Irresignada, apresentou, (...), a manifestação de inconformidade de fls. (...), na qual alega em síntese: Que é contribuinte de uma grande variedade de tributos, dentre os quais se destacam, o PIS e a Cofins, tendo em conta a incidência das mesmas por ocasião do faturamento mensal, assim entendido “o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil", conforme dispõe o artigo 1° das Leis n° 10.637/02 e 10.833/03. Que essa redação destacada é similar a da norma que a precedeu, que, embora não revogada, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, qual seja, o art. 30, §1°, da Lei n° 9.718/98. Tais contribuições, portanto, não podem nem devem incidir sobre receitas não auferidas pela pessoa jurídica, a exemplo do que ocorre com os valores recebidos pela cessão de seu espaço para agências de publicidade, tendo em vista que tais valores não permanecem em seu faturamento, pois são repassados às mencionadas agências. (...) Ao perceber a existência dos créditos existentes em função do pagamento a maior da COFINS, foi apresentado, por meio de PER/DCOMP, a Declaração de Compensação, a fim de aproveitar tais créditos para quitar débitos ainda existentes de COFINS. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10783.902208/200814 Acórdão n.º 9303002.590 CSRFT3 Fl. 0 3 (...) Por fim, protesta pela realização de diligência destinada à produção de prova pericial, e nomeia assistente técnico no intuito de ver respondidos os seguintes quesitos (...)” A DRJ indeferiu o pedido de perícia formulado e julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada. Ao recurso voluntário interposto foi negado provimento, nos termos do Acórdão 310201.293, que possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/10/2002 PEDIDO DE PERÍCIA. A perícia se reserva à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde de litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probando puder ser demonstrado por meio de documentos carreados aos autos. DESCONTO PADRÃO. AGÊNCIA PUBLICIDADE. VEÍCULO DIVULGAÇÃO. O desconto padrão pago pelo veículo de divulgação à agência de publicidade integra a base de cálculo do PIS e da COFINS. Não se aplica o art. 19 da Lei nº 12.232/2010 nas relações entre particulares já que a lei disciplina a contratação de agências de publicidade pela administração pública. Recurso Voluntário Negado Inconformada, a Contribuinte apresentou recurso especial, onde postula a reforma do acórdão em foco, para que lhe seja reconhecido o direito a excluir da base de cálculo da Cofins as receitas repassadas às agências de publicidade, e, com isso, seja homologada a compensação declarada. O especial do sujeito passivo foi, por mim, admitido. Em suas contrarrazões, a PGFN defende a manutenção do acórdão recorrido. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, dele conheço. A teor do relatado, a questão que se apresenta a debate diz respeito à base de cálculo da Cofins devida pelo veículo de divulgação. De um lado, a Fazenda entende que a Fl. 210DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10783.902208/200814 Acórdão n.º 9303002.590 CSRFT3 Fl. 0 4 contribuição incide sobre o total da receita proveniente do faturamento constante das Notas Fiscais emitidas pela reclamante, enquanto esta defende a exclusão do desconto padrão pago por ela às agências de propaganda. A meu sentir, não merece reparo o acórdão recorrido, pois a Cofins, diferentemente do que acontece com o IRPJ e a CSLL, à época da ocorrência dos fatos geradores objeto destes autos, incidia sobre o total do faturamento, assim entendido, as receitas provenientes da venda de mercadorias, de serviços ou de ambos, e não sobre o lucro ou a diferença entre as receitas e as despesas, como acontece com esses dois tributos. No caso sob análise, dúvida não há que a Fiscalização tributou, tãosomente, as receitas oriundas do faturamento realizado pela recorrente, com base nas Notas Fiscais de serviços por ela emitidas, como determinava a legislação dessa contribuição, vigente à época dos fatos geradores objeto do lançamento em análise. É incontroverso nos autos que os valores lançados correspondem aos das faturas emitidas pela Fiscalizada. A discórdia entre ela e o Fisco reside na pretensão de se excluir da base de cálculo os valores correspondentes aos pagamentos de desconto padrão às agências de propaganda. A defesa socorrese do art.19 da Lei 12.232/2010 que dispõe sobre a interpretação da legislação de regência sobre os valores correspondentes ao desconto padrão de agência. Acontece, porém, que essa lei, conforme explicitado linhas abaixo, aplicase, exclusivamente, às relações dos serviços de publicidade com a Administração Pública. Não dispõe sobre o tratamento tributário das pessoas que menciona, como não poderia ser. A incidência das contribuições devidas pelas agências publicitárias e pelos veículos de divulgação, à época dos fatos em análise, obedecia à regra geral das demais pessoas jurídicas, sem qualquer regalia ou diferenciação. No caso em exame, o veículo de divulgação recebeu o total do valor negociado, emitindo uma fatura comercial em nome do anunciante e, após, a agência de publicidade emitiu uma fatura comercial em nome do veículo de divulgação. São duas relações negociais que se formam. Uma entre o veiculo de divulgação e o anunciante e outra entre a agência de propaganda e o veículo de divulgação. E cada uma dessas relações negociais haverá repercussão financeira, e, por conseguinte, tributária. No caso específico dos autos, a relação entre anunciante e veiculo de divulgação gera receita para este, no valor total da fatura por ele emitida contra àquele. Já na relação estabelecida entre a agência de propagada e o veículo de divulgação, a receita gerada será da agência, também, no valor da fatura comercial emitida contra o veículo anunciante. Quanto à tributação dessas receitas em relação ao PIS e à Cofins, não há novidade: comporão o faturamento tanto da agência quanto do veículo de divulgação, e, por conseguinte, integrarão a base de cálculo dessas contribuições, devidas por essas duas pessoas jurídicas. Assim, a receita referente à fatura emitida pelo veículo de divulgação deverá ser, por ele, oferecida à tributação dessas duas contribuições. O mesmo procedimento é esperado da agência de publicidade, em relação à receita recebida do veículo de divulgação. Notese que as faturas emitidas, tanto pelo veículo de divulgação contra a anunciante, quanto a da agência contra o veiculo de divulgação, referemse a serviços prestados por duas pessoas jurídicas distintas, e cada uma delas foi remunerada pelo serviço prestado. Essa remuneração, qualquer que seja a classificação adotada, contábil, fiscal, econômica, não importa, representa faturamento da prestadora do serviço, e como tal está sujeita à incidência do PIS e da Cofins. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10783.902208/200814 Acórdão n.º 9303002.590 CSRFT3 Fl. 0 5 Poderseia argumentar, como de fato o fez a recorrente, que os valores correspondentes ao descontopadrão não seriam receitas do veículo de divulgação, a teor do disposto no 1art. 19 da Lei nº 12.232/2010. Acontece, porém, que, conforme pode ser visto nas razões de veto do parágrafo único desse dispositivo legal, a norma nele incerta somente disciplina as relações de publicidade com a Administração Pública, não se aplicando às relações entre particulares. MENSAGEM Nº 203, DE 29 DE ABRIL DE 2010. Senhor Presidente do Senado Federal, Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art. 66 da Constituição, decidi vetar parcialmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei no 197, de 2009 (no 3.305/08 na Câmara dos Deputados), que “Dispõe sobre as normas gerais para licitação e contratação pela administração pública de serviços de publicidade prestados por intermédio de agências de propaganda e dá outras providências”. Ouvido, o Ministério da Justiça manifestouse pelo veto ao dispositivo abaixo: Parágrafo único do art. 19 “Art. 19. ....................................................................... Parágrafo único. O disposto neste artigo se aplica inclusive à contratação de serviços entre particulares, observadas normas de orientação expedidas pelo Conselho Executivo das Normas Padrão CENP.” Razão do veto “O projeto de lei disciplina a contratação de agências de publicidade pela administração pública, não adentrando nas relações entre os particulares que exercem atividades publicitárias com fundamento na Lei nº 4.680, de 18 de junho de 1965.” Essa, Senhor Presidente, a razão que me levou a vetar o dispositivo acima mencionado do projeto em causa, a qual ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional. Diante disso, dúvida não há de que a norma trazida no art. 19 da Lei nº 12.232/2010, é inaplicável ao caso sob exame, por ser específica para as contratações com a Administração Pública, conforme explicado nas razões de veto do parágrafo único que previa a extensão para as relações entre os particulares. As atividades publicitárias entre particulares permanecem regidas com fundamento na Lei nº 4.680, de 18 de junho de 1965, que não dispõe sobre exclusão, da base de cálculo do PIS e Cofins, do descontopadrão pago às agências de publicidade pelos veículos de divulgação. 1 Art. 19. Para fins de interpretação da legislação de regência, valores correspondentes ao descontopadrão de agência pela concepção, execução e distribuição de propaganda, por ordem e conta de clientes anunciantes, constituem receita da agência de publicidade e, em consequência, o veículo de divulgação não pode, para quaisquer fins, faturar e contabilizar tais valores como receita própria, inclusive quando o repasse do desconto padrão à agência de publicidade for efetivado por meio de veículo de divulgação. (grifos meus) Fl. 212DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10783.902208/200814 Acórdão n.º 9303002.590 CSRFT3 Fl. 0 6 Em outro giro, o que a recorrente pretende, na realidade, é tributar apenas a receita líquida, deduzindo as despesas incorridas com a prestação dos serviços. Essa pretensão poderia encontrar abrigo se estivéssemos tratando de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou ainda da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, onde a incidência está associado ao conceito de lucro, grosso modo, receitas menos despesas, mas não sobre as contribuições incidentes sobre o faturamento, como é o caso da Cofins, que tem como base de cálculo as receitas oriundas da venda de bens, de serviços ou de ambos. As exclusões permitidas são somente aquelas listadas, numerus clausus, na lei instituidora da contribuição, in casu, a Lei Complementar 70/1991, e nas demais que alteraram o texto original, sobretudo a Lei 9.715/1998 e 9.718/1998. Dentre as exclusões legais não se encontra a pretendida pelo sujeito passivo. Assim, à mingua de previsão legal autorizativa para se proceder à exclusão da base de cálculo do PIS e Cofins do descontopadrão pago às agências de publicidade pelo veículo de comunicação, preditos valores devem, necessariamente, compor a base de cálculo das contribuições citadas. Além das razões enumeradas nas linhas precedentes, peço emprestado os argumentos da nobre relatora do acórdão recorrido, que deixo de transcrever porque já consta dos autos e a transcrição alongaria ainda mais este voto, mas fica o registro das merecidas homenagens à ilustre Conselheira. Com essas considerações, nego provimento ao recurso especial apresentado pelo sujeito passivo. Henrique Pinheiro Torres Fl. 213DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 16004.720615/2011-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1997 a 31/03/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA - INCONSTITUCIONALIDADE
Considerando que a fundamentação legal para a exação em questão está prevista no art.25, incisos I e II da Lei n 8.212/91 e que esses dispositivos foram reconhecidos como inconstitucional pelo STF no RE 596.177/RS, a responsabilidade da empresa adquirente de produção rural adquirida de pessoa física também desaparece, razão pela qual o Auto de Infração de Obrigação Principal - AIOP não poderá prosperar.
A contribuição para o SENAR veiculada no AIOP nº 37.361.763-1 (parte Terceiros - SENAR), embora não tenha sido objeto de reconhecimento de inconstitucionalidade no RE 596.177/RS, não pode ser exigida do sub-rogado, o caso a Recorrente, como conseqüência lógica da declaração de inconstitucionalidade do art. 25, Lei 8.212/1991, posto ser o fundamento para a constituição da base de cálculo da contribuição ao SENAR, na hipótese dos autos (art. 30, IV, lei 8212/1991 c/c art. 25, Lei 8212/1991).
No mesmo diapasão, descabe a exigência da obrigação acessória veiculada no AIOA nº 37.361.761-5 (Código de Fundamentação Legal - CFL 68) em função da insubsistência do AIOP principal, AIOP nº 37.361.762-3 (parte empresa e SAT).
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-002.274
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Freitas Souza Costa, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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A contribuição para o SENAR veiculada no AIOP nº 37.361.7631 (parte Terceiros SENAR), embora não tenha sido objeto de reconhecimento de inconstitucionalidade no RE 596.177/RS, não pode ser exigida do sub rogado, o caso a Recorrente, como conseqüência lógica da declaração de inconstitucionalidade do art. 25, Lei 8.212/1991, posto ser o fundamento para a constituição da base de cálculo da contribuição ao SENAR, na hipótese dos autos (art. 30, IV, lei 8212/1991 c/c art. 25, Lei 8212/1991). No mesmo diapasão, descabe a exigência da obrigação acessória veiculada no AIOA nº 37.361.7615 (Código de Fundamentação Legal CFL 68) em função da insubsistência do AIOP principal, AIOP nº 37.361.7623 (parte empresa e SAT). Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 00 4. 72 06 15 /2 01 1- 17 Fl. 781DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Freitas Souza Costa, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 782DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.720615/201117 Acórdão n.º 2403002.274 S2C4T3 Fl. 782 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, apresentado contra Acórdão nº 1438.810 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto SP, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigações tributárias legais principais e acessória: (a) AIOP nº 37.361.7623 (parte empresa e SAT) no montante original de R$ 25.544.265,33; (b) AIOP nº 37.361.7631 (parte Terceiros SENAR) no montante original de R$ 2.431.636,29; e (c) AIOA nº 37.361.7615 (Código de Fundamentação Legal – CFL 68) no montante original de R$ 1.173.811,10. Segundo a AuditoriaFiscal, o lançamento referese às contribuições devidas a Seguridade Social, correspondentes à comercialização de produtos rurais (bovinos e suínos para abate) adquiridos de produtores rurais pessoas físicas no período 01/2007 a 12/2008, não declarados em GFIP. No Relatório Fiscal são informados os códigos de Levantamento: 4.1.1 L1; L11; L2 AQUISIÇÃO DE PRODUTO RURAL PF: contribuições da empresa (2,0%), RAT (0,1%) e contribuições para terceiros (0,2%), incidentes sobre valores da comercialização de produtos rurais, adquiridos de produtores rurais pessoas físicas, pelos estabelecimentos: Filial "2" estrela D’ Oeste SP), Filial "4" (TupãSP), Filial "5" (Mineiros GO) e Filial "19" (Campo GrandeMS). Os valores comercializados foram extraídos das Notas Fiscais de Entrada, Livro de Registro de Entrada de Mercadorias e confirmadas através dos lançamentos contábeis nos Livros Diários e Razão, conforme planilhas anexas ao processo. Conforme o Relatório Fiscal, a fundamentação centra no art. 30, IV, Lei 8212/1991 c/c art. 25, I, II, Lei 8212/1991: Dispõe a Lei 8.212/91: (...) "Ari. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22. e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: (Redação dada pela Lei n" 10.256. de 9/7/2001) / 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; (Redação dada pela Lei n° 9.528. de 10/12/97) II 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. (Redação dada pela Lei n° 9.528. de 10/12/97)" Fl. 783DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 "Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n" 8.620, de 5/1/93) (...) IV a empresa adquirente, consumidora ou consignatória ou a cooperativa ficam subrogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei n" 9.528. de 10/12/97)" Observase também dos autos que consta a emissão de Representação Fiscal para Fins Penais – RFFP. Também foi elaborado um Quadro comparativo de Multas, de acordo com as alterações constantes da MP n° 449/08, convertida na Lei n° 11.941 de 27.05.2009, na multa aplicada foi observado o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inciso II, alínea "c"). Informa o Relatório Fiscal, que em 23/04/2010 a empresa impetrou mandado de segurança n° 000323786.2010.4.03.6106 1a Vara Federal Civil de São José do Rio Preto. Concedida liminar em 10/05/2010 para o fim de suspender a exigibilidade das contribuições previstas no artigo 25, I e II, da Lei n° 8.212/91. Em 20/10/2010 foi prolatada a sentença denegando a segurança e revogando os efeitos da liminar concedida. (Ver certidão às fls. 439/440). O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD, às fls. 08, é de 01/2007 a 12/2008. A Recorrente teve ciência das autuações no dia 02.01.2012, conforme Aviso de Recebimento – AR nº R0081696368BR, constante dos autos. A Recorrente apresentou IMPUGNAÇÃO tempestiva, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: a descrição dos fatos que originaram o lançamento é imprecisa, uma vez que a impugnante sequer sabe dizer quais as notas fiscais que deram lastro ao labor fiscal, ensejando o cerceamento de defesa. não consta no processo os critérios utilizados para o cálculo das multas (anterior e posterior à Lei n° 11.941/2009). não consta entre os fundamentos legais do débito o dispositivo que autoriza a multa de ofício. pelo volume de aquisições de produção rural de terceiros fica evidente que não se trata de uma agroindústria para fins de enquadramento do FPAS. a contribuição previdenciária decorrente da aquisição de bovinos e suínos de produtores rurais pessoas físicas é inconstitucional, uma vez a inconstitucionalidade da mesma foi Fl. 784DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.720615/201117 Acórdão n.º 2403002.274 S2C4T3 Fl. 783 5 reconhecida pelo Plenário do STF no RE 596.177, com determinação de repercussão geral. sozinha, a Lei n° 10.256/2001 é uma Lei sem eficácia, vez que não há definição da base de cálculo, do fato gerador e da alíquota. com a improcedência da cobrança do SENAR, não mais subsiste a hipótese de aparecimento da obrigação acessória. A Recorrida, conforme o Acórdão nº 1438.810 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto SP, analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIA Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 Debcad: 37.361.7615, 37.361.7623 e 37.361.7631 CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. SUBROGAÇÃO A empresa adquirente da produção do produtor rural pessoa física fica subrogada na obrigação de contribuição social do mesmo, independentemente de ser uma agroindústria ou não. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Acórdão Acordam os membros da 9a Turma de Julgamento, por unanimidade votos, julgar IMPROCEDENTE a impugnação, MANTENDO o crédito tributário. Encaminhese à Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para cientificar o contribuinte do inteiro teor deste Acórdão e demais providências. Sala de Sessões, em 26 de setembro de 2012. Outrossim, a decisão de primeira instância expõe a fundamentação pela qual não acolheu a argumentação em relação ao (STF) RE 596.177: Quanto às alegações de ilegalidade ou inconstitucionalidades de lei, as mesmas não serão analisadas, uma vez que o lançamento foi fundamentado em legislação vigente, conforme o anexo FLD Fundamentos Legais do Débito, e não cabe à este órgão julgador a análise de inconstitucionalidade de lei, conforme o art. 26A do Decreto n° 70.235/72. Portanto as alegações de ilegalidade e/ou inconstitucionalidade das contribuições referentes ao SENAR não será analisada, pois está Fl. 785DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 fundamentada em legislação vigente demonstrada no anexo FLD. (...) Esclarecese que as decisões do Supremo Tribunal Federal com repercussão geral não fazem parte das exceções previstas no §6° do art. 26A. Portanto a eventual decisão do STF no RE 596.177, não se aplica ao presente caso. Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, atacando a decisão de primeira instância e reiterando os argumentos deduzidos em sede de Impugnação, em apertada síntese: Em sede preliminar (i) Ilegalidade ou inconstitucionalidade da Lei Por outro lado, ao asseverar que os autos de infração se baseiam no art. 30, IV, da Lei 8.212/1991, ou subrrogação de obrigações do produtor rural pessoa física, evidenciase nova nulidade. É que, nos autos de infração, consta uma pletora de leis, o que já consiste em nulidade a ferir do lançamento. Não se sabe qual é especificamente o fundamento legal. Além de dificultar a defesa, a decisão se torna incerta e ilíquida. (ii) Declaração de inconstitucionalidade Ora, observandose que os Debcads se referem ao art. 30, IV, na redação dada pela Lei 9.528/97 , é imperioso perceber que o acórdão de fls. partindo de premissa equivocada, evolui para raciocínio e conclusão totalmente divorciados do mundo jurídico. É o CARF que registra que os lançamentos que envolvem a aplicação do art. 30, IV, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 9.528/07 , são totalmente nulos ante a decretação de sua inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2002. SUB ROGAÇÃO NA PESSOA DO ADQUIRENTE DAS CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO RURAL POR PESSOAS FÍSICAS E SEGURADOS ESPECIAIS.. O Supremo Tribunal Federal, em decisão plenária (RE n. 363.852/MG), declarou a inconstitucionalidade do art. 1.° da Lei n. 8.540/1992 e as atualizações posteriores até a Lei n. 9.528/1997, as quais, dentre outras, deram redação ao art. 30, IV, da Lei n. 8.212/1991, são Fl. 786DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.720615/201117 Acórdão n.º 2403002.274 S2C4T3 Fl. 784 7 improcedentes as contribuições previdenciárias exigidas dos adquirentes da produção rural da pessoa física e do segurado especial na condição de subrogado. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO STF MATÉRIA DE REPERCUSSÃO GERAL Nos termos do que d i s p õ e o i n c i s o I do art. 62 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de recursos fiscais , aprovado pela Portaria MF n.256/2009, as decisões sobre matérias objeto de Repercussão Geral no STF deverão ser observadas nos julgamentos administrativos. Recurso Voluntário Provido."Processo n° 36216.001640/200491, Recurso n° 241.716 Voluntário, Acórdão n° 240102.119 4a Câmara / Ia Turma Ordinária, Sessão de 27 de outubro de 2011, Cons. Rei. Marcelo Freitas de Souza Costa)” Constatase, portanto, que, ao contrário do que pretende o acórdão de fls., a matéria já foi submetida ao procedimento de repercussão geral no STF, e, assim, deveria ter sido observada pelo julgamento levado a efeito. (iii) Cerceamento de defesa Diz, a r. decisão, que nas fls. 485/489 estão os fatos geradores do lançamento e que, nas fls. 506/665, estão relacionadas as notas fiscais. No entanto, as notas fiscais foram tomadas na sua totalidade, sem que ocorresse discriminação quanto às pessoas físicas contribuintes individuais, às pessoas físicas empregadoras, às pessoas jurídicas A ora Recorrente não adquire produtos rurais de pessoas físicas não empregadoras. A ora Recorrente é empresa que processa grande quantidade de produtos; assim, inviável é a aquisição de pequenos produtores porque desse procedimento adviria excessivo número de fornecedores de pequeno porte, onerando por demais as operações de compra. A autuação, no entanto, promoveu autuação pela totalidade, sob a alegação de que se trata de contribuições sociais do produtor rural pessoa física. Nesse ponto já há o registro de contrariedade ao texto legal (embora inconstitucional) porque não é qualquer pessoa física que estaria incluída (fosse legítima) mas apenas aquela que não possua empregados. A decisão demonstra cabalmente que não poderia prosperar, por incluir os produtores rurais pessoas físicas empregadores. (iv) Da inconstitucionalidade do art. 25, I e II da Lei 8212/1991 Fl. 787DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Do Mérito A legislação mencionada, na autuação e na decisão de fls., se mostra evidentemente inconstitucional. O CARF, em várias decisões confirmou que a subrogação prevista no art. 30, IV, da Lei 8.212/91, tendo sido declarada inconstitucional pelo STF, leva à improcedência da exigência fiscal, por falta de fato gerador. 16. Além disso, nos autos de infração não houve o trabalho de separação, a de distinção, ou seja, foram computados valores referentes a aquisições de pessoas jurídicas e de pessoas físicas empregadoras, indistintamente, genericamente intitulados pessoas físicas produtoras, o que destoa completamente do sentido que se daria à legislação caso fosse ela válida, levando a um suposto débito totalmente incerto e ilíquido Todas as contribuições cobradas, inclusive aquelas relativas ao SENAR, ao RAT/SAT, são indevidas tendo em vista que não prevalece a subrogação em face da decretação da inconstitucionalidade do art. 30, IV, da Lei 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, já tendo sido reconhecida a aplicação dessa decisão do STF pelo CARF em inúmeras oportunidades, como se viu dos acórdãos mencionados. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 788DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.720615/201117 Acórdão n.º 2403002.274 S2C4T3 Fl. 785 9 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator (I) Em relação ao RECURSO VOLUNTÁRIO PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação nos autos. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares. DAS PRELIMINARES (i) Da inconstitucionalidade do art. 25, I, Lei 8.212/1991 – decisão do STF no RE 596.177/RS A contribuição do empregador rural pessoa física que deve incidir sobre a comercialização da produção rural encontra fundamento legal no art.25, da Lei n 8.212/91, in verbis: Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de: (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). I 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). II 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. Fl. 789DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 A contribuição incidente sobre a produção rural tem como responsável pelo pagamento a empresa adquirente da produção, conforme determinação da Lei n 8.212/91: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) (...) IV a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa ficam subrogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 desta Lei, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei 9.528, de 10.12.97) Entretanto, recente julgado do Supremo Tribunal federal – STF decidiu pela inconstitucionalidade do art.1º da Lei n 8.540/1992, que deu nova redação ao art. 25 da Lei 8.212/91. Na ocasião, o Recurso Extraordinário RE 596.177/RS, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, tinha como discussão a afronta direta do art.25 da Lei n 8.212/91 à Carta Magna, considerando que referida contribuição não tinha fundamento de validade na Constituição Federal, tendo em vista que sua criação ocorreu mediante lei ordinária, não obedecendo preceito constitucional elencado no art.195, parágrafo 4 combinado com o art.154, I. O Ministro Relator decidiu pela inconstitucionalidade do art.1o da Lei 8.540/92, que deu nova redação ao 25, I e II, da Lei n 8.212/91, conhecendo e dando provimento ao apelo extraordinário, acolhendo assim a tese da parte Recorrente de ser necessária, para a instituição e cobrança da contribuição do art.25 da Lei n 8.212/91, uma lei complementar em respeito ao art.195, parágrafo 4 da Constituição Federal. Segue a Ementa da decisão do STF, publicada em 29.08.2011: EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. INCIDÊNCIA SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. ART. 25 DA LEI 8.212/1991, NA REDAÇÃO DADA PELO ART. 1º DA LEI 8.540/1992. INCONSTITUCIONALIDADE. I – Ofensa ao art. 150, II, da CF em virtude da exigência de dupla contribuição caso o produtor rural seja empregador. II – Necessidade de lei complementar para a instituição de nova fonte de custeio para a seguridade social. III – RE conhecido e provido para reconhecer a inconstitucionalidade do art. 1º da Lei 8.540/1992, aplicandose aos casos semelhantes o disposto no art. 543B do CPC. Outrossim, embora o site do STF, em consulta realizada em 10.09.2013, aponte a existência de Embargos de Declaração nº 64572/2011, opostos pela PGFN em 26.09.2011, considero que, a par do art. 338 do Regimento Interno do STF RISTF, os Fl. 790DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16004.720615/201117 Acórdão n.º 2403002.274 S2C4T3 Fl. 786 11 Embargos se limitam a corrigir a inexatidão, ou a sanar a obscuridade, dúvida, omissão ou contradição. RISTF Art. 338. Se os embargos forem recebidos, a nova decisão se limitará a corrigir a inexatidão, ou a sanar a obscuridade, dúvida, omissão ou contradição, salvo se algum outro aspecto da causa tiver de ser apreciado como conseqüência necessária. Desta forma, não deve prosperar a hipótese de não se aplicar a decisão do STF no RE 596.177/RS na hipótese dos autos pois, a princípio, os Embargos de Declaração se limitam a corrigir a inexatidão, ou a sanar a obscuridade, dúvida, omissão ou contradição. Cumpre ressaltar que o art. 62A, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, dispõe que as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Desse modo, considerando que a fundamentação legal para a exação em questão está prevista no art.25, incisos I e II da Lei n 8.212/91 e que esses dispositivos foram reconhecidos como inconstitucional pelo STF no RE 596.177/RS, a responsabilidade da empresa adquirente de produção rural adquirida de pessoa física também desaparece, razão pela qual o AIOP nº 37.361.7623 (parte empresa e SAT) não poderá prosperar. Outrossim, não se pode deixar de destacar que embora haja uma linha de argumentação no sentido de que a redação dada pela Lei 10.256/2001 ao art. 25 da lei 8.212/1991 não se submeteria ao alcance do RE 596.177/RS, tal argumento não pode prosperar nesta instância administrativa porque recairia no ponto de apreciação de constitucionalidade no presente âmbito administrativo que é vedado pela Súmula 02, CARF. A contribuição para o SENAR veiculada no AIOP nº 37.361.7631 (parte Terceiros SENAR), embora não tenha sido objeto de reconhecimento de inconstitucionalidade no RE 596.177/RS, não pode ser exigida do subrogado, o caso a Recorrente, como conseqüência lógica da declaração de inconstitucionalidade do art. 25, Lei 8.212/1991 posto ser o fundamento para a constituição da base de cálculo da contribuição ao SENAR, na hipótese dos autos (art. 30, IV, lei 8212/1991 c/c art. 25, Lei 8212/1991). No mesmo diapasão, descabe a exigência da obrigação acessória veiculada no AIOA nº 37.361.7615 (Código de Fundamentação Legal – CFL 68) – apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores das contribuições previdenciárias relacionadas na autuação principal em função da insubsistência do AIOP principal, AIOP nº 37.361.7623 (parte empresa e SAT). Fl. 791DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do Recurso Voluntário, para DAR PROVIMENTO ao AIOP nº 37.361.7623, AIOP nº 37.361.7631 e AIOA nº 37.361.7615. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 792DF CARF MF Impresso em 10/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 08/01/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 08/01/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10865.900844/2008-00
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.378
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 65 .9 00 84 4/ 20 08 -0 0 Fl. 368DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, que manteve a negativa de homologação em relação a declaração de compensação apresentada pela Contribuinte, nos mesmos termos que já havia decidido anteriormente a Delegacia de origem. Os fatos que deram origem ao presente processo estão assim descritos no relatório da decisão recorrida, Acórdão nº 1429.151, às fls. 114 a 122: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (CSLL estimativa, código de arrecadação 2372, alocado em débito código 2484), concernente ao período de apuração 04/2003. Por despacho decisório, não foi reconhecido direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que os pagamentos informados foram integralmente utilizados para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: que no anocalendário de 2003 teria apurado saldo negativo de IRPJ e CSLL, no valor de R$ 556.671,88 e R$ 218.360,83, respectivamente, bem como retenções de IRRF sobre aplicações financeiras no valor de R$ 2.452,11, que teriam sido informadas em DIPJ/2004. Os saldos negativos assim apurados teriam sido utilizados para compensação de débitos próprios, mediante transmissão de diversos PER/DCOMP; que teria incorrido em equívoco “quanto ao preenchimento relativo ao campo 'Tipo do Crédito', selecionou 'Pagamento Indevido ou a Maior' ao invés de 'Saldo Negativo de IRPJ', bem como relacionou os DARF's relativos ao pagamento por estimativa mensal, como o presente”. Em que pese o erro, a requerente teria direito ao crédito declarado, como estaria a comprovar a documentação anexa à manifestação de inconformidade; que “desconsiderar os valores recolhidos a maior pela Requerente (apuração de saldo negativo de IRPJ e CSLL anocalendário/2003), seria o mesmo que tributar parcela não correspondente ao conceito de renda e de lucro líquido, hipótese, por óbvio, manifestamente inconstitucional”; Fl. 369DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 4 3 que os alegados créditos não teriam sido utilizados em qualquer outra compensação ou restituição, além daquelas informadas; Ao final, requer reconhecimento do direito creditório pleiteado e homologação integral das compensações efetuadas, bem como sejam as intimações dirigidas a seus procuradores (advogados). Como mencionado, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP manteve a negativa em relação à compensação, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2003 DCOMP. CRÉDITO. INDEFERIMENTO. Pendente, nos autos, a comprovação do crédito indicado na declaração de compensação formalizada, impõese o seu indeferimento. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 05/08/2010, a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 03/09/2010, onde reitera os mesmos argumentos de sua manifestação de inconformidade, conforme descrito nos parágrafos anteriores. Além disso, no intuito de afastar qualquer dúvida acerca do crédito pleiteado saldos negativos de IRPJ e CSLL, informa que está apresentando cópia de toda a documentação contábil mencionada pela decisão de primeira instância administrativa, que os originais destes documentos se encontram à inteira disposição para exame, e que se coloca à inteira disposição acerca de quaisquer outros documentos que venham a ser considerados como necessários. Na sessão realizada em 06/08/2013, esta 2ª Turma Especial da 1ª Seção de Julgamento do CARF proferiu a Resolução nº 1802000.292 (fls. 348 a 356), solicitando realização de diligência à DRF Limeira/SP, para onde os autos foram encaminhados. Fl. 370DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 5 4 O Processo foi devolvido ao CARF com a Informação Fiscal de fls. 365 a 366. Este é o Relatório. Fl. 371DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. Conforme mencionado, o julgamento do presente recurso voluntário foi iniciado na sessão de 06/08/2013, ocasião em que esta 2ª Turma Especial da 1ª Seção do CARF proferiu a Resolução nº 1802000.292 (fls. 348 a 356), solicitando realização de diligência à DRF Limeira/SP. No presente processo, a Contribuinte questiona decisão que não homologou declaração de compensação por ela apresentada em 15/07/2004, na qual utilizou um alegado crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior referente à estimativa de CSLL do mês de abril/2003, no valor de R$ 21.662,03. A Delegacia de origem não homologou a compensação, porque o referido pagamento havia sido integralmente utilizado para a quitação de débito da Contribuinte (quitação da própria estimativa declarada), não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A Contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando que o tipo de crédito da compensação deveria ser “Saldo Negativo” em vez de “pagamento indevido ou a maior” de estimativa. Informou ter apurado no anocalendário de 2003 saldos negativos de IRPJ e CSLL, nos valores de R$ 556.671,88 e R$ 218.360,83, respectivamente, bem como retenções de IRRF sobre aplicações financeiras no valor de R$ 2.452,11, conforme a Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ apresentada à Receita Federal. Registrou também que havia vários outros processos e outros PER/DCOMP pendentes de análise, os quais relacionou, consignando que todos eles possuiriam origem no mesmo direito creditório (saldos negativos de IRPJ e CSLL do anocalendário de 2003), e que seria oportuno que todos fossem analisados conjuntamente como saldo negativo. Na seqüência, a Delegacia de Julgamento (DRJ) manteve a negativa em relação à compensação. Em sua decisão, a DRJ fez uma série de considerações e enumerou requisitos para a caracterização de saldo negativo a ser restituído/compensado, concluindo que a Contribuinte não se desincumbiu do ônus de demonstrar a certeza e liquidez do alegado direito creditório. Na presente fase de recurso voluntário, a Contribuinte reiterou os mesmos argumentos de sua manifestação de inconformidade, e juntou documentos contábeis e fiscais, no intuito de ver homologada a pretendida compensação. Ao proferir a referida Resolução nº 1802000.292, em 06/08/2013, esta 2ª Turma Especial da 1ª Seção de Julgamento do CARF esclareceu as razões pelas quais normalmente desconsidera o erro formal de a Contribuinte indicar nos PER/DCOMP (como Fl. 372DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 7 6 crédito) os recolhimentos individuais de estimativa em vez de indicar o saldo negativo formado a partir do conjunto destas mesmas estimativas. Além disso, registrou que esse passo já tinha sido dado pela DRJ; que a decisão de primeira instância já havia admitido o exame do crédito sob a ótica de saldo negativo; e que o indeferimento da compensação fora mantido por falta de elementos comprobatórios do saldo negativo (e não mais porque o pagamento da estimativa estava alocado ao próprio débito de estimativa declarado em DCTF). Nesse contexto, e após tecer comentários sobre a dinâmica do PAF quanto à apresentação de elementos de prova, esta Turma julgadora elaborou a referida resolução, com o conteúdo final transcrito abaixo: [...] Na linha, então, do que apontou a Delegacia de Julgamento, a Contribuinte juntou ao recurso voluntário cópias dos seguintes documentos: DARF´s recolhidos ao longo de 2003; Demonstrativo de Rendimentos Financeiros e de Retenções de IR em 2003; Livro Razão contendo lançamentos nas contas “IRPJ pago por Estimativa”, “Contr. Soc. s/ Lucro pg. Estimat.” e “IRRF s/ Aplicação Financeira”; Livro Diário contendo lançamentos referentes aos pagamentos das estimativas de IRPJ e CSLL; Balanço de Suspensão de Novembro/2003; Balancetes de Verificação para cada um dos meses de 2003 (janeiro a dezembro); Balanço Anual de 2003; Demonstração de Resultado do Exercício; e Livro LALUR com registros em novembro e dezembro/2003. Pela DIPJ do anocalendário de 2003 (Ficha 17), às fls. 83, a Contribuinte apurou CSLL anual no valor de R$ 36.839,63 e realizou deduções a título de CSLL mensal paga por estimativa no montante de R$ 255.200,46, o que resultou em saldo negativo de CSLL no valor de R$ 218.360,83. Nos meses de janeiro a outubro de 2003, a Contribuinte realizou recolhimentos de estimativa com base na Receita Bruta e acréscimos. Já nos meses de novembro e dezembro, ela suspendeu o pagamento das estimativas mediante balancetes de suspensão. O quadro abaixo indica os valores das estimativas mensais constantes da DIPJ (Ficha 16) e os valores dos DARF´s apresentados: PA Estimativas de CSLL em 2003 DIPJ DARF jan/03 36.032,06 36.012,82 fev/03 28.466,83 25.613,77 mar/03 25.369,49 25.208,27 abr/03 21.814,26 21.662,03 mai/03 26.174,28 26.141,76 jun/03 16.482,89 16.469,48 Fl. 373DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 8 7 jul/03 27.325,85 27.327,01 ago/03 23.516,59 23.517,42 set/03 25.499,72 23.977,77 out/03 26.825,37 28.945,73 Total 257.507,34 254.876,06 Como mencionado, para a apuração do saldo negativo, foram deduzidos R$ 255.200,46 a título de estimativas mensais na Ficha 17 da DIPJ. A solução deste processo demanda uma instrução processual complementar. Embora a indicação seja de existência de saldo negativo, ainda não é possível apurar o seu exato valor, porque há divergências entre as estimativas constantes da Ficha 16 da DIPJ, os DARF´s correspondentes e o montante deduzido a esse título na Ficha 17 da DIPJ. Estas questões não foram dirimidas porque o despacho decisório não tratou do reivindicado crédito sob a ótica de saldo negativo, o que deverá ser feito agora. A condução do exame do PER/DCOMP fez com que a documentação contábil e fiscal só fosse apresentada nessa fase processual. É necessário, portanto, que os autos sejam encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Limeira/SP, para que aquela unidade à luz dos documentos contábeis e fiscais apresentados pela Recorrente, e de outros que se entenda necessários: 1) verifique e informe: a base de cálculo e a respectiva CSLL no anocalendário de 2003; o valor a ser considerado como dedução a título de estimativas mensais; 2) apresente relatório circunstanciado esclarecendo se há saldo negativo de CSLL a ser restituído/compensado, e qual o seu valor; 3) cientifique a Contribuinte deste relatório, para que ela possa se manifestar no prazo de 30 dias. Deste modo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a DRF Limeira/SP atenda ao acima solicitado. Em resposta à diligência que lhe foi demandada pelo CARF, a DRF/Limeira/SP prestou a Informação Fiscal de fls. 365/366, nos seguintes termos: Trata este processo da declaração de compensação n.º 16779.28852.150704.1.3.04 8659 em que o contribuinte utilizou o Fl. 374DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 9 8 pagamento da estimativa de CSLL do mês de abril de 2003, no valor de R$ 21.662,03 para compensação de débito próprio. A compensação não foi homologada, porque o pagamento encontrase totalmente vinculada ao débito correspondente e esta decisão foi mantida pela Delegacia de Julgamento. O contribuinte entrou com recurso alegando que havia se equivocada e que seu crédito era saldo negativo de CSLL e não pagamento indevido. O argumento foi acatado pela 2ª Turma Especial do CARF que baixou o processo para diligência. Em consulta aos sistemas da RFB, foi verificado que o contribuinte entregou em 23.06.2009, pedido de restituição do saldo negativo de CSLL do anocalendário 2003/exercício 2004, cuja via completa está sendo anexada a este processo. [...] O contribuinte induziu o nobre julgador a erro e provavelmente utilizou de máfé ao manter a alegação de que se tratava de saldo negativo quando já havia solicitado este mesmo crédito em outro procedimento. Não há dúvida de que a conversão do pedido feita pelo CARF implica a concomitância de pedidos do mesmo crédito, o que é extremamente temerário, principalmente porque entendimento semelhante foi proferido em outros processos do mesmo contribuinte ou seja, há o risco de se multiplicar indevidamente o crédito reconhecido para o contribuinte, ressaltando que há mais processos com esta mesma matéria a ser apreciado pelo CARF. Assim, proponho o retorno deste processo àquela instância de julgamento para que se manifeste sobre a manutenção deste entendimento e a necessidade de realização da diligência, sugerindose que a declaração de compensação n.º 31344.03323.230609.1.3.03 6500 seja examinada para que se confirme que o próprio contribuinte incluiu o pagamento da estimativa de CSLL do mês de abril de 2003, no valor de R$ 21.662,03 no rol dos pagamentos que geraram o saldo negativo de CSLL desse mesmo período, o que só vem confirmar que o pagamento não era não é e nunca foi indevido e este processo não pode ser convertido em saldo negativo. Em síntese, a DRF/Limeira/SP registra: que a Contribuinte apresentou em 23/06/2009 um pedido de restituição do saldo negativo de CSLL do anocalendário 2003 (PER/DCOMP nº 31344.03323.230609.1.6.036500, juntado aos autos); que a decisão do CARF implica na concomitância de pedidos do mesmo crédito; que a decisão do CARF em converter a compensação de estimativa em compensação de saldo negativo é temerária; Fl. 375DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 10 9 e que o pagamento de estimativa não pode ser convertido em saldo negativo. Diante destes comentários, a DRF/Limeira devolveu o processo ao CARF, para que este órgão se manifeste sobre a manutenção de seu entendimento e sobre a necessidade da realização da diligência. A resolução proferida por esta 2ª Turma Especial da 1ª Seção de Julgamento do CARF apresenta motivação adequada e suficiente. Quanto à solicitação de diligência, é oportuno relembrar que “na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”, e que quando “determinada, de ofício ou a pedido do impugnante, diligência ou perícia, é vedado à autoridade incumbida de sua realização escusar se de cumprilas”, conforme artigos 29 e 37 do Decreto 70.235/1972 (PAF), e artigo 36, § 3º, do Decreto 7.574/2011. Ao proferir a referida Resolução nº 1802000.292, em 06/08/2013, esta 2ª Turma Especial da 1ª Seção de Julgamento do CARF esclareceu as razões pelas quais normalmente desconsidera o erro formal de a Contribuinte indicar nos PER/DCOMP (como crédito) os recolhimentos individuais de estimativa em vez de indicar o saldo negativo formado a partir do conjunto destas mesmas estimativas. Não bastasse isso, esta Turma Julgadora também registrou que esse passo já tinha sido dado pela DRJ; que a decisão de primeira instância já havia admitido o exame do crédito sob a ótica de saldo negativo; e que o indeferimento da compensação fora mantido por falta de elementos comprobatórios do saldo negativo (e não mais porque o pagamento da estimativa estava alocado ao próprio débito de estimativa declarado em DCTF). Não que esse entendimento seja imutável, mas há meios formais para revertêlo, a exemplo dos embargos de declaração da Procuradoria da Fazenda Nacional, ou dos Recursos Especiais apresentados por aquele mesmo órgão. O fato é que ao servidor designado para o cumprimento de diligência não é dada a livre vontade para cumprir ou não as decisões do CARF. De qualquer modo, a resposta dada pela Delegacia de origem, embora não atendendo ao que lhe foi solicitado, trouxe aos autos uma informação adicional relevante, que merece ser analisada no contexto dos fatos que envolvem o presente processo. A Contribuinte ingressou em 2004 com vários PER/DCOMP referentes a pagamentos indevidos ou a maior de IRPJ e CSLL em 2003, entre eles o que configura objeto destes autos. Ela indicou que o crédito utilizado nestes PER/DCOMP decorreria de pagamentos individuais a título de estimativas mensais, em vez de indicar o saldo negativo do período anual (que é formado a partir do conjunto destas mesmas estimativas). Em meados de 2008 foram proferidos os despachos decisórios negando a compensação, porque cada um destes pagamentos já havia sido utilizado para a quitação de débito da Contribuinte (quitação da própria estimativa declarada em DCTF). Fl. 376DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 11 10 A Contribuinte apresentou manifestações de inconformidade, pleiteando que seu crédito fosse apreciado como saldo negativo, e não como pagamento indevido ou a maior de estimativa, e os processos vieram caminhando até a presente instância recursal. Nesse interregno, em 22/12/2008, a Contribuinte apresentou o pedido de restituição PER/DCOMP nº 07372.76811.221208.1.2.030666, retificado pelo PER/DCOMP nº 31344.03323.230609.1.6.036500, que foi mencionado na informação fiscal da Delegacia de origem. O fato de a Contribuinte ter apresentado o pedido de restituição acima referido, e continuar alegando que o crédito debatido nestes autos era mesmo referente a saldo negativo (o que implicava na concomitância de pedidos do mesmo crédito), foi entendido como uma provável máfé de sua parte. Mas é preciso considerar que caso não houvesse, nas instâncias de julgamento, a reversão da posição manifestada pela Delegacia de origem, uma nova solicitação do indébito (saldo negativo) somente após a conclusão dos processos de compensação certamente estaria prejudicada pelo prazo prescricional do art. 168, I, do Código Tributário Nacional, ainda que houvesse saldo negativo a ser restituído/compensado. Cabe registrar também que o PER/DCOMP mencionado na informação fiscal é referente a pedido de restituição. A Contribuinte não buscou a compensação de novos débitos com o mesmo crédito. Vêse que no contexto da decisão da Delegacia de origem, não havia outra maneira de a Contribuinte se resguardar da prescrição de seu alegado direito creditório (a não ser mediante a apresentação de um novo PER/DCOMP), principalmente porque depois de proferidos os despachos decisórios, os PER/DCOMP originais não podiam mais ser retificados (IN SRF 600/2005, art. 57). No recurso voluntário, a Contribuinte ainda destacou que havia vários outros processos envolvendo o mesmo crédito (saldo negativo em 2003), e que todos eles deveriam ser analisados em conjunto, sob a ótica de saldo negativo. Não vislumbro a alegada máfé da Contribuinte, e nem óbice de natureza procedimental ao seu pleito. Nesse sentido, cabe ainda mencionar que sempre existe a possibilidade de os contribuintes apresentarem vários PER/DCOMP a partir do mesmo direito creditório, ainda que se trate de saldo negativo. E nos casos em que os contribuintes vão utilizando em partes um único crédito, há sempre o risco de este crédito não ser suficiente para a quitação de todos os débitos, seja em razão de um simples erro matemático na evolução do crédito, ou por um inadequado cômputo dos acréscimos moratórios no encontro de contas, etc. Esta é uma das razões pelas quais a declaração de compensação “extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação”, conforme o § 2º do art. 74 da Lei 9.430/1996. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 12 11 Realmente, o ideal é que os PER/DCOMP que utilizam o mesmo crédito sejam examinados em conjunto. De todo modo, na medida em que o crédito vai sendo consumido em várias compensações, o resultado final dos PER/DCOMP posteriores (seja para fins de compensação ou de restituição) está sempre condicionado ao montante do crédito que remanesce dos PER/DCOMP anteriores, após a dedução das parcelas já restituídas ou compensadas. Isso é uma situação comum para o caso de vários PERDCOMP fundados no mesmo crédito. No caso, a DRF Limeira/SP informou que a Contribuinte ingressou com pedido de restituição do saldo negativo de 2003 (apresentado em 22/12/2008, e retificado em 23/06/2009), mas não esclareceu se houve algum exame sobre esse saldo negativo, se ele já foi restituído à Contribuinte, se a DRF está aguardando o desenrolar dos processos referentes às compensações, etc. Havendo algum saldo negativo a ser restituído/compensado, não entendo que a melhor decisão seja a de reconhecer o direito à restituição desse indébito e, por outro lado, insistir na exigência dos débitos que a Contribuinte pretende quitar por compensação com este mesmo direito creditório. Também não seria adequado condicionar a restituição do direito creditório (caso ele seja confirmado) ao pagamento dos débitos que poderiam ser com ele quitados por compensações declaradas pela própria Contribuinte. Por tudo o que já se disse sobre a relação entre as estimativas mensais e o saldo negativo que delas decorre, havendo confirmação de algum saldo negativo em 2003, a melhor solução é promover os encontros de contas pretendidos pela Contribuinte em seus PER/DCOMP, no limite do crédito reconhecido. Diante de todo esse contexto, é necessário que os autos novamente retornem à DRF Limeira/SP, para que aquela unidade: atenda ao já demandado na Resolução nº 1802000.292, proferida por esta 2ª Turma Especial da 1ª Seção de Julgamento do CARF em 06/08/2013; informe se houve algum exame sobre o valor e a disponibilidade do saldo negativo de CSLL em 2003, no contexto do PER/DCOMP nº 31344.03323.230609.1.6.03 6500; informe se houve restituição do crédito indicado no PER/DCOMP acima referido, relativo ao saldo negativo de CSLL em 2003. No caso de a DRF estar aguardando o resultado final do PER/COMP objeto destes autos (bem como dos demais relacionados à mesma apuração do anocalendário de 2003), para dar encaminhamento ao PER/DCOMP nº 31344.03323.230609.1.6.036500 (que é posterior aos demais), é importante que fique consignada esta informação. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10865.900844/200800 Resolução nº 1802000.378 S1TE02 Fl. 13 12 Deste modo, voto no sentido de novamente converter o julgamento em diligência para que a DRF Limeira/SP atenda ao acima solicitado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 379DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10380.722419/2009-99
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 06/10/2009
AUSÊNCIA DE LESÃO AO FISCO. A LESÃO AO FISCO PODE TER OUTRAS FORMAS, ALÉM DO PREJUÍZO FINANCEIRO. NO CASO EM TELA A INFORMAÇÃO INCORRETA, DESTINA O VALOR DO TRIBUTO A ENTIDADE ERRADA, PODENDO INVIABILIZAR A ATUAÇÃO DAQUELA SERVIÇO SOCIAL. TRAZENDO PREJUÍZO A TODA À SOCIEDADE. MULTA APLICADA NO PATAMAR LEGAL MÍNIMO PARA O TIPO DE FALTA PRATICADA.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.771
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, ausentes os Conselheiros Amílcar Barca Teixeira Júnior e Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, ausentes os Conselheiros Amílcar Barca Teixeira Júnior e Gustavo Vettorato.
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 06/10/2009 AUSÊNCIA DE LESÃO AO FISCO. A LESÃO AO FISCO PODE TER OUTRAS FORMAS, ALÉM DO PREJUÍZO FINANCEIRO. NO CASO EM TELA A INFORMAÇÃO INCORRETA, DESTINA O VALOR DO TRIBUTO A ENTIDADE ERRADA, PODENDO INVIABILIZAR A ATUAÇÃO DAQUELA SERVIÇO SOCIAL. TRAZENDO PREJUÍZO A TODA À SOCIEDADE. MULTA APLICADA NO PATAMAR LEGAL MÍNIMO PARA O TIPO DE FALTA PRATICADA. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oseas Coimbra Júnior, ausentes os Conselheiros Amílcar Barca Teixeira Júnior e Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 24 19 /2 00 9- 99 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.722419/200999 Acórdão n.º 2803002.771 S2TE03 Fl. 127 2 Relatório O presente Auto de Infração – AI DEBCAD 37.229.7730, CFL.78, objetiva a aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória, que consistiu em apresentar a empresa a declaração a que se refere a Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, e redação da MP 449, de 03.12.2008, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009, com informações incorretas ou omissas, conforme Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, fls. 02. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 26/10/2009, conforme AR, de fls. 80. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, petição com razões, acostada, as fls. 82 a 86, recebida, em 24/11/2009, estando acompanhada dos documentos, de fls. 87 a 100. A empresa impugnante foi intimada a regularizar a relação jurídico processual, fls. 101, AR, de fls. 102. A impugnante apresentou os documentos, de fls. 103 e 104. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 105 e 106. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 08021.802 5ª Turma da DRJ/FOR, em 22/09/2011, fls. 107 a 110, no qual a impugnação foi considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 23/04/2012, por intermédio da intimação e do AR, de fls. 176 e a 177. Irresignada a empresa apresentou o recurso voluntário petição de interposição, as fls. 117, recebido, em 10/05/2012, com razões recursais, as fls. 118 a 122, desacompanhado de qualquer documento. As razões recursais sumariadas estão a seguir expostas. Mérito. · que a recorrente preencheu campos de forma incorreta, mas este não se reveste de ilicitude, devido a ausência de lesão ao fisco, o que é reconhecido no REFISC, faz transcrição; · que a razoabilidade é aplicável no âmbito administrativo, ainda, que na seara tributária, pois o exercício de discrição da Administração deve obedecer critérios aceitáveis e racionais, não agindo assim viola se a Constituição, transcreve passagem desta, devendo a autuação ser invalidada; Fl. 127DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.722419/200999 Acórdão n.º 2803002.771 S2TE03 Fl. 128 3 · que a multa deve ser reduzida ao patamar mínimo previsto na Lei 8.212/91, artigo 32, §3º, I; · que a multa deve ser julgado invalida, pois desprovida de razão jurídica ou reduzida a R$ 200,00; · Por fim pede: a) conhecimento do recurso e total provimento; b) anular a decisão guerreada, pois não enfrentou os argumentos da impugnação; c) reconhecer a improcedência do auto; d) que as intimações sejam feitas na pessoa do causídico em seu endereço. O órgão preparador não se manifestou quanto a tempestividade do recurso, mas indicou sua ocorrência, fls. 125. Os autos subiram ao CARF, fls. 125. É o Relatório. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.722419/200999 Acórdão n.º 2803002.771 S2TE03 Fl. 129 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado Equivocase a recorrente ao dizer que sua conduta de preencher incorretamente a GFIP não traz prejuízos ao fisco, pois tais prejuízos não precisam ser exclusivamente de cunho patrimonial. O erro no código FPAS indica o fundo de previdência e assistência social incorreto, o que dificulta a aplicação dos recursos em políticas adequadas. O erro no código de terceiros 115 a empresa recolhe para o SEBRAE; SESC; SENAC; INCRA e SALÁRIO – EDUCAÇÃO em um total de 5,8 % da folha. No 079 o recolhimento vai para as entidades SEBRAE; SESI; SENAI; INCRA e SALÁRIO – EDUCAÇÃO em um total de 5,8% da folha. Assim sendo, o erro no código altera a política e a destinação das contribuições que deveriam ir para um determinado setor, mas vai para outro, isto por si só é prejuízo suficiente, pois determinado seguimento do Sistema “S” ficará prejudicado em sua atuação, por falta de recurso adequados. Na seara tributária não cabe discricionariedade, pois a lei 5.172/66, no artigo 142, parágrafo único veda tal possibilidade. A razoabilidade deve ser observada pelo legislador, pois uma vez criada a infração e estabelecido seu valor monetário para esta, nos termos do processo legislativo constitucional ao fisco só cabe aplicar a lei, artigo 37, caput, da CRFB/88 c/c o artigo 116, III, da Lei 8.112/91. A multa foi aplicada no mínimo legal para o tipo de infração praticada, basta ver o que diz o artigo 32 – A, caput, pois só existem dois tipos de infração. · deixar de apresentar a declaração no prazo fixado; · apresentar a declaração com incorreções ou omissões; O parágrafo 3º, do artigo 32 – A, que cuida das multas mínimas diz que: · será aplicada multa de R$ 200,00 para omissões · será aplicada multa de R$ 500,00 para outra situações Fl. 129DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.722419/200999 Acórdão n.º 2803002.771 S2TE03 Fl. 130 5 A falta praticada pela recorrente não é omissão, mas sim declaração com informação incorreta e desta forma não fica sujeito a multa mínima de R$ 200,00, mas sim a multa mínima de R$ 500,00 como aplicada. Indefiro o pedido de notificação em função e no endereço do causídico, pois no PAF a regra é a realização de notificações/intimações/comunicados em face do sujeito passivo e no domicílio tributário de eleição deste, salvo se este for rejeitado pelo fisco. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por conhecer do recurso para no mérito negarlhe provimento. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/12/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10880.721731/2013-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - SEGURADOS EMPREGADOS - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES - CARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - DESMEMBRAMENTO DO DÉBITO - RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVO - NÃO CONHECIDO
É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarrazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente, conforme descrito no art. 56 do Decreto 70.235/1972.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2401-003.233
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ryicardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO PRINCIPAL - SEGURADOS EMPREGADOS - DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES - CARACTERIZAÇÃO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - DESMEMBRAMENTO DO DÉBITO - RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVO - NÃO CONHECIDO É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarrazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente, conforme descrito no art. 56 do Decreto 70.235/1972. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ryicardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 17 31 /2 01 3- 19 Fl. 1267DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Carolina Wanderley Landim e Ryicardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 1268DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10880.721731/201319 Acórdão n.º 2401003.233 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório A presente AI de obrigação principal, lavrado sob o n. 37.313.7133, em desfavor da recorrente tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, incidentes sobre as remunerações pagas, de 12/2004 a 12/2006, aos seus segurados empregados, correspondentes à diferença apurada entre lançamentos contábeis e valores declarados nas suas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIPs, e aos montantes pagos a pessoas jurídicas, por suposta prestação de serviços à Fiscalizada, as quais tiveram sua personalidade jurídica desconsiderada para efeito de tributação previdenciária. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 203 a 209: • O procedimento fiscal na empresa é resultante de demanda requisitória da Procuradoria da República no Município de Bauru/SP, através do Oficio n° 1376/2009, no qual reitera a realização de auditoria fiscal no referido contribuinte. • A solicitação decorre do resultado da auditoria procedida pelo Ministério do Trabalho onde foi constatada a existência de empregados exercendo atividades irregulares para frustrar direitos trabalhistas mediante contratos de prestação de serviços como pessoas jurídicas. • Restou comprovado nos contratos firmados pela Autuada com prestadoras de serviço de informática, mesma área de sua atuação, cujos titulares eram, em muitos casos, pessoas físicas empregadas nela própria, que tais prestadoras, na verdade, escamoteavam o vínculo empregatício da mãodeobra utilizada pela Fiscalizada, pelo que desconsideroulhes a personalidade jurídica, tomando como saláriodecontribuição previdenciário de empregados os valores dos serviços pagos através das notas fiscais emitidas contra a Autuada. • A Fiscalização constatou, ainda, mediante exame dos Livros Diários da empresa, o lançamento contábil de montantes salariais superiores aos por ela declarados nas suas GFIPs, silenciando ao ser intimada a justificar tal divergência, que, então, foi considerada integrante da base de cálculo da Previdência Social; 1.3 Ausente o recolhimento tempestivo das contribuições sociais patronais correspondentes a tais valores, igualmente não declarados pela Impugnante nas suas GFIPs, procedeu o Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB ao seu lançamento de ofício 1.4. Informa ainda o Auditor autuante ter aplicado na ação fiscal o princípio da norma mais benéfica, expresso no art. 106, II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional – CTN, na apuração da multa exigível sobre a contribuição não recolhida tempestivamente, mediante cotejo, competência a competência, entre a soma da multa moratória incidente sobre a contribuição devida com a multa por descumprimento da obrigação acessória (nãodeclaração, em GFIP, da contribuição devida), calculadas de acordo com a legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores, e a multa de ofício de 75% sobre a contribuição devida, prevista no art. 35A da Lei 8.212/91, acrescido pela Lei 11.941/2009; dessa comparação, detalhada na planilha às fls. 831/833, deste processo, denominado processo Fl. 1269DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 4 principal, (Debcad n° 37.313.7133), resultou a aplicação das multas previstas na legislação de regência em todo o período fiscalizado. Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 20/12/2010, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 22/12/2010. Não conformada com a autuação a recorrente apresentou defesa, fls. 1027 a 1055, onde alegou: 2.1. Sob o título: “ Dos Fatos”, alega que: 2.1.1. a exigência referese a contribuições previdenciárias da empresa (e SAT), segurados, terceiros e multas regulamentares, conforme sustenta a fiscalização nos autos principais (PROC. 19515004618/201057— DEBCAD 37.313.7133): (1º) haver diferença de salário de contribuição entre o apurado na Contabilidade com o Salário de Contribuição declarado em GFIP, e (2°) desconsideração da personalidade jurídica considerando como salário de contribuição os pagamentos efetuados a sociedades tidas como fictícias. 2.2. Sob o título: “Da Decadência/Prescrição Reconhecimento de Oficio”, alega que: 2.2.1. tendo sido cientificada do presente lançamento em 22/12/2010, as parcelas referentes ao período anterior a dezembro de 2005 estão extintas pela decadência, nos termos do art. 173 do CTN, que prevalece sobre os art. 45 e 46 da Lei 8.212/91 desde que a Súmula nº 8 do Supremo Tribunal Federal – STF os declarou inconstitucionais; 2.2.2. a matéria, inconstitucionalidade, deve ser reconhecida de oficio nos termos do artigo 53 da Lei nº 11.941/09. 2.3. Sob o título: “Da exigência apurada mediante o levantamento referente à desconsideração da personalidade jurídica considerando como salário de contribuição os pagamentos efetuados a sociedades tidas como fictícias”, alega que: 2.3.1. a autuação baseiase em prova emprestada para exigir recolhimento de contribuições previdenciárias e demais rubricas independentemente de qualquer comprovação das alegações de terceiros (dos Auditores do Ministério do Trabalho), daí a fragilidade da peça acusatória; 2.4.Sob o título: “Da não comprovação de vínculo trabalhista entre os Sócios das pessoas jurídicas e a Impugnante”, alega que:. 2.4.1. não há nos autos prova suficiente que valide a desconsideração da personalidade jurídica das empresas listadas pela autoridade fiscal para que seja apurada exigência oriunda de eventual vinculo empregatício; 2.4.2. a determinação de eventual vínculo empregatício compete exclusivamente à Justiça Especializada do Trabalho, 2.4.3. os sócios das empresas contratadas pela Impugnante nunca foram empregados porque nunca foram preenchidos os requisitos dos artigos 2° e 3°, da CLT; 2.4.4. o contrato pactuado entre a Autuada e os prestadores é um negócio jurídico perfeito, plenamente validado Fl. 1270DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10880.721731/201319 Acórdão n.º 2401003.233 S2C4T1 Fl. 4 5 pela lei civil, no qual estão ausentes os requisitos fundamentais para a caracterização do vínculo de emprego dos sócios desses prestadores: não eventualidade, subordinação, onerosidade e pessoalidade; os contratados não obedecem à pessoalidade e nem à subordinação quanto ao modo, horário e local para cumprimento de suas atividades, limitandose à satisfação, da forma que lhes seja mais conveniente, do objeto do contrato; 2.4.5. o auto de infração é nulo haja vista que a autoridade fiscal não tem o poder de desconsiderar a personalidade jurídica das empresas contratadas e, arbitrariamente, exigir contribuição previdenciária a titulo de segurados, mesmo se fosse válida tal arbitrariedade, deveria haver distinção das verbas salariais. O auditor fiscal exigiu a totalidade dos valores, como se qualquer quantia creditada em conta de empregado fosse salário e, consequentemente, base de cálculo da contribuição previdenciária. 2.4.6. não foi cumprido o artigo 9° do Decreto 70.235/72, no que concerne à exigência do crédito tributário; à aplicação de penalidade isolada e, à formalização e instrução que comprovem o ilícito, sendo nulo o auto de infração. 2.5 Sob o título: “Diferença Contábil dos Salários de Contribuição e o Salário Declarado na Gfip”, alega que: 2.5.1. a autoridade fiscal não demonstrou documentalmente como chegou à diferença contábil dos salários de contribuição e o declarado em GFIP, pelo que requer a nulidade do lançamento nos termos do artigo 9º do Decreto 70.235/72; 2.5.2. após confronto do Balancete anexado e das planilhas apresentadas pela autoridade fiscal, observou que as diferenças que serviram de base ao auto de infração originamse de parcela objeto de anterior autuação. 2.6. Sob o título: “Da Dupla Exigência Com a Mesma Hipótese de Incidência Tributária”, alega que: 2.6.1. a diferença apontada já teve as respectivas contribuições exigidas e parceladas no Lançamento de Débito Consolidado – LDC nº 37.087.1766 (cópia anexa); 2.6.2. a autoridade fiscal lavrou multa com base na mesma diferença apurada através do auto de infração 37.087.1774, entrega da respectiva GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, o que caracteriza duplicidade das exigências ora formalizadas pela Fiscalização e, que não verificou a natureza salarial ou indenizatória das verbas pagas, daí a nulidade da presente autuação. 2.7. Sob o título: “Do Levantamento Referente a Contribuição dos Segurados Aferida Mediante Diferença de Salário de Contribuição Apurada na Contabilidade em Relação ao Declarado em Gfip”, alega que: Fl. 1271DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 6 2.7.1. forneceu durante certo tempo cartão de benefícios visando melhorar a qualidade de trabalho o que gerou o conflito de informações entre o declarado na GFIP e a folha de salário; 2.7.2. frisa que tal beneficio jamais teve o condão de ser considerado salário, logo, não há que se falar em recolhimento previdenciário. 2.7.3. o beneficio concedido pela Impugnante se assemelha ao salário mas, é uma prestação de natureza indenizatória isenta da contribuição previdenciária, consoante dispõe o item "e" do § 9º do art. 28 da Lei n° 8.212/91. 2.8. Sob o título: “Da Indevida Exigência a Título de Seguro de Acidente do Trabalho – Sat”, alega que: 2.8.1. a Lei n° 8.212/91 (que substituiu a Lei n° 7.787/89), estabeleceramse alíquotas diferenciadas de acordo com o grau de risco preponderante das empresas, o que é manifestamente inconstitucional; 2.8.2. é flagrante a inconstitucionalidade da sistemática adotada pela Lei n° 8.212/91 pelo uso de alíquotas diferenciadas de acordo com o grau de risco preponderante das empresas, uma vez que não definiu os conceitos de risco leve, médio e grave. 2.8.3. para suprir a omissão das leis, o Poder Executivo editou sucessivos decretos definindo a "atividade preponderante". No entanto, a edição de decretos para suprir lacunas de lei fere os princípios constitucionais da estrita legalidade e da tipicidade; 2.8.4. a cobrança do SAT pela Lei Ordinária nº 8.212/91, não tem eficácia, é a exigência totalmente inconstitucional devendo ser cancelada no auto de infração. 2.9. Sob o título: “Da Indevida Exigência do Adicional ao SEBRAE”, alega que: 2.9.1. a cobrança ao SEBRAE, instituída pela Lei n° 8.029/90, é inconstitucional em relação às médias e grandes empresas, sendo que o tributo foi instituído com o objetivo de tender a política de apoio às micro e pequenas empresas conforme as determinações contidas no Decreto n° 99.750, de 09.10.90 e para os fins pelos quais foi criado, o SEBRAE somente beneficia as micro e pequenas empresas devendo ser cobrado apenas destas, 2.9.2. é evidente a impropriedade da contribuição para o SEBRAE exigida das médias e grandes empresas, por afronta ao artigo 149 da Constituição Federal de 1988; 2.9.3. a contribuição ao SEBRAE não foi instituída por lei complementar e não foi recepcionada pelo art. 240 da C.F, sendo criado posteriormente à Constituição, conclui que o adicional é inconstitucional porque: (i) é uma instituição de contribuição sobre outras contribuições, configurando o bis in idem; (ii) falta de lei complementar para a sua criação, como exigido pelo art. 149 da Constituição Federal; 2.9.4. são indevidas as exigências a titulo de SEBRAE nos autos de infração apensos e, por conseqüência, devem ser expurgadas. Fl. 1272DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10880.721731/201319 Acórdão n.º 2401003.233 S2C4T1 Fl. 5 7 2.10. Sob o título: “Da CONSEQUENTE NULIDADE DOS AUTOS DE INFRAÇÃO APENSOS”, alega que: 2.10.1. como o Auditor Fiscal lavrou outros três autos de infração por descumprimento de obrigação principal (AI DEBCAD 37.313.7141; Al DEBCAD 37.313.7206 e, Al DEBCAD 37.313.7150 e, outros quatro autos de infração pelo descumprimento de obrigações acessórias (AI DEBCAD 37.313.7168, Al DEBCAD 37.313.7176, Al DEBCAD 37.313.7184 e Al DEBCAD 37.313.7192, além do processo nº 19515.004615/201013, a nulidade do principal enseja automaticamente a nulidade dos acessórios, requer que a decisão proferida no presente Auto tenha seus efeitos aplicados aos processos acima citados, 3. Ante o exposto, a Impugnante requer: 3.1. a anulação e o cancelamento do Auto de Infração face à ilegalidade de todas as exigências nele contidas bem como seja aplicado o instituto da decadência/prescrição dos valores exigidos até dezembro de 2005; 3.2. o encaminhamento de todas as intimações e notificações do presente processo aos seus patronos: Rafael Amâncio De Lima — OAB/SP 227.708 e Luis Roberto Vasconcellos de Moraes — OAB/SP 120.903, no endereço destes. Foi exarada a Decisão de 1 instância que confirmou a procedência do parcial do lançamento, fls. 1071 a 1094, tendo inclusive sido objeto de recurso de ofício. Face a revisão após baixa do processo em diligência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2004 a 31/12/2006 AUTO DE INFRAÇÃO (AI). FORMALIDADES LEGAIS. SUBSUNÇÃO DOS FATOS À HIPÓTESE NORMATIVA. O Auto de Infração (AI) que se encontra revestido das formalidades legais, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, apresentando, assim, adequada motivação jurídica e fática, bem como os pressupostos de liquidez e certeza, pode ser exigido nos termos da Lei. Constatado que os fatos descritos se amoldam à norma legal indicada, deve o Fisco proceder ao lançamento, eis que esta é atividade vinculada e obrigatória. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Com o entendimento sumulado da Egrégia Corte (Súmula nº 08/2008) e do Parecer PGFN/CAT no 1.617/2008, aprovado pelo Sr. Ministro de Estado da Fazenda em 18/08/2008, na contagem do prazo decadencial para constituição do crédito das contribuições devidas à Seguridade Social, na hipótese de Fl. 1273DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 8 lançamento de ofício, utilizase a regra geral do art. 173, I, do CTN. PERSONALIDADE JURÍDICA. DESCONSIDERAÇÃO. Constatados os requisitos da relação empregatícia, deve ser desconsiderada, para efeitos tributários, a personalidade jurídica de empresas constituídas para escamotear o vínculo trabalhista entre seus titulares e a contratante, enquadrandose tais pessoas físicas como segurados empregados, sujeitos ao recolhimento das respectivas contribuições previdenciárias, determinação contida no artigo 229, §§ 1º e 2º, do Decreto nº 3.048/99. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. EXCLUSÕES LEGAIS Considerase salário de contribuição a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas e os ganhos habituais sob a forma de utilidades. Os pagamentos de verbas em desacordo com as hipóteses taxativas de sua exclusão integram o salário de contribuição e sobre estes valores incidem as contribuições sociais. Artigo 28, I c/c § 9º da Lei 8.212/91 e art. 214, § 9º do Decreto 3.048/99. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS PATRONAIS. Tendo a empresa remunerado seus segurados com verbas integrantes do salário de contribuição previdenciário, tornase obrigada ao recolhimento das contribuições patronais incidentes sobre tais valores, conforme determina o art. 22, caput, e incisos I e II, letra “b”, da Lei 8.212/91. ARBITRAMENTO. Na recusa de apresentação de documento ou informação da qual tenha sido intimada, sujeitase a empresa ao arbitramento da contribuição que a Administração reputar devida, cabendolhe o ônus da prova em contrario. INTIMAÇÃO DIRIGIDA AO PATRONO DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. É descabida a pretensão de intimações, publicações ou notificações dirigidas aos advogados da empresa, em endereço diverso do domicílio fiscal do contribuinte, tendo em vista o § 4º do art. 23 do Decreto 70.235/72 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Foi emitido despacho de intimação às fls. 1099, datado de 18/12/2012. Foi lavrado termo de ciência, cuja data de ciência por decurso do prazo deu se em 02/01/2013. DESTINATÁRIO: Fl. 1274DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10880.721731/201319 Acórdão n.º 2401003.233 S2C4T1 Fl. 6 9 TERMO DE CIÊNCIA POR DECURSO DE PRAZO Foi dada ciência, ao Contribuinte, dos documentos relacionados abaixo, por decurso de prazo de 15 dias a contar da disponibilização destes documentos através da Caixa Postal, Modulo eCAC do Site da Receita Federal. Data da disponibilização na Caixa Postal: 18/12/2012 Data da ciência por decurso de prazo: 02/01/2013 Intimação de Resultado de Julgamento Acórdão de Impugnação Documentos Diversos Outros DADR empresa DATA DE EMISSÃO : 03/01/2013 Realizar Ciência / RECEITA FEDERAL PARA USO DO SISTEMA EQCOBDICATDERATSP DICATDERATSP SP SÃO PAULO DERAT Conforme documento constante do processo o contribuinte somente abriu o documento referente a ciência em 04/04/2013, conforme despacho: TERMO DE ABERTURA DE DOCUMENTO O Contribuinte tomou conhecimento do teor dos documentos relacionados abaixo, na data 04/04/2013 20:09h, pela abertura dos arquivos correspondentes no link Processo Digital, no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (Portal eCAC) através da opção Consulta Comunicados/Intimações. Intimação de Resultado de Julgamento Acórdão de Impugnação Documentos Diversos Outros DADR empresa Contribuinte: 59.057.992/000136 G&P PROJETOS E SISTEMAS LTDA. (ou seu Representante Legal) DATA DE EMISSÃO : 04/04/2013 À fls. 1128, conta informação que houve transferência de parte do credito apurado para o DEBCAD 37.399.6900, tendo em vista apresentação de defesa de parte do débito. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 1138 a 1159 e seguintes , contendo em síntese os mesmo argumentos da impugnação Fl. 1275DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 10 Após a apresentação do recurso foi emitido despacho nos seguintes termos: O contribuinte acima qualificado foi cientificado do Acórdão nº 1641.229 (fls. 1071/1095) em 02/01/2013 (fls.1100), no qual a 14ª Turma da DRJ/SPO I julgou procedente em parte o lançamento. Sendo assim, recorreuse de Ofício ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, tendo em vista que o valor exonerado atinge o limite de que trata o art. 1º, da Portaria MF nº 03/2008, de 03/01/2008 (R$ 1.000.000,00 um milhão de reais). Como o contribuinte não se manifestou, tempestivamente, apresentando Recurso Voluntário, tampouco efetuando pagamento ou parcelamento, o saldo mantido na decisão de primeira instância foi desmembrado para o DEBCAD 37.399.6900 (COMPROT 10880.721731/201319 ), para que fosse possível dar continuidade ao procedimento de cobrança. Para realizar o desmembramento, foi necessário retornar as fases do DEBCAD 37.313.7133, sendo que, atualmente, por problemas de sistema, o processo encontrase na situação de aguardando análise para expedição de DN (fls. 1129), quando o correto seria aguardando homologação de Recurso de Ofício. Informase, ainda, que o contribuinte apresentou, intempestivamente, Recurso Voluntário em 16/05/2013, chegando ao setor de cobrança em data posterior à execução do desmembramento citado acima. Isto posto, proponho o encaminhamento do presente processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para prosseguimento. Por meio do despacho e analisando os documentos que compõem o crédito identificamos, que no processo ora sob análise resta apenas a apreciação do Recurso de ofício, já que procedeu a DRFB o desmembramento do crédito considerando a não interposição de recurso voluntário até a data do desmembramento. A DRFB encaminhou o processo para julgamento no âmbito do CARF. É o relatório. Fl. 1276DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10880.721731/201319 Acórdão n.º 2401003.233 S2C4T1 Fl. 7 11 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Destacase, conforme descrito no relatório desse acordão, identificou após a inclusão do processo em pauta, que no processo ora sob análise resta apenas a apreciação do Recurso Voluntário, já que procedeu a DRFB o desmembramento do crédito restando no DEBCAD 37.313.7133, apenas a parcela do crédito exonerada. Quanto a apreciação do recurso voluntário observase que o mesmo foi interposto intempestivamente. De acordo com despacho da autoridade fiscal, fls. 1257, o qual foi devidamente conferido com os documentos constantes dos autos, o contribuinte acima qualificado foi cientificado do Acórdão nº 1641.229 (fls. 1071/1095) em 02/01/2013 (fls.1100). Assim, considerandose que o prazo para interposição do recurso era de 30 dias, bem como que na contagem é excluído o dia de início, o prazo venceria em 01/02/2013. A notificada interpôs o recurso no dia 16 de maio de 2013, fl. 1138, portanto fora do prazo normativo. Assim, dispõe o art. 305, § 1º do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: Dos Recursos Art. 305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento daquele Conselho. § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação alterada pelo Decreto nº 4.729/03) Contudo, considerando a data da lavratura do Auto de infração de obrigação principal a norma que rege a matéria é o Decreto 70.235/1972, que dispõe em seu artigo 56 acerca do prazo para interposição de recurso. Art. 54. O julgamento compete: III Em instância única, ao Coordenador do Sistema de Tributação, quanto às consultas relativas aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal e formuladas: (...) Fl. 1277DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 12 Art. 56. Cabe recurso voluntário, com efeito suspensivo, de decisão de primeira instância, dentro de trinta dias contados da ciência. (grifo nosso) Quanto a intimação ter si dado de forma eletrônica, a mesma seguiu o contido na legislação aplicável, qual seja Decreto 7574/2011, senão vejamos: Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011 Regulamenta o processo de determinação e exigência de créditos tributários da União, o processo de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal e outros processos que especifica, sobre matérias administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Das Intimações Subseção I Da Forma Art. 10. As formas de intimação são as seguintes: Ipessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, inciso I, com a redação dada pela Lei no9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67); IIpor via postal ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, inciso II, com a redação dada pela Lei no9.532, de 1997, art. 67); IIIpor meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: a)envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou b)registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, inciso III, com a redação dada pelaLei no11.196, de 2005, art. 113); ou IV por edital, quando resultar improfícuo um dos meios previstos nos incisos I a III do caput ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, publicado (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 1o, com a redação dada pelaLei no11.941, de 27 de maio de 2009, art. 25): a)no endereço da administração tributária na Internet; b)em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou c)uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. §1oA utilização das formas de intimação previstas nos incisos I a III não está sujeita a ordem de preferência (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 3o, com a redação dada pela Lei no11.196, de 2005, art. 113). Fl. 1278DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 10880.721731/201319 Acórdão n.º 2401003.233 S2C4T1 Fl. 8 13 §2oPara fins de intimação por meio das formas previstas nos incisos II e III, considerase domicílio tributário do sujeito passivo (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 4o, com a redação dada pela Lei no9.532, de 1997, art. 67): Io endereço postal fornecido à administração tributária, para fins cadastrais; e IIo endereço eletrônico atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 4o, inciso II, com a redação dada pela Lei no11.196, de 2005, art. 113). §3oO endereço eletrônico de que trata o inciso II do § 2osomente será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária informarlheá as normas e condições de sua utilização e manutenção (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 5o, com a redação dada pela Lei no11.196, de 2005, art. 113). (grifos nossos) §4oA Secretaria da Receita Federal do Brasil expedirá atos complementares às normas previstas neste artigo (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 6o, com a redação dada pela Lei no11.196, de 2005, art. 113). Subseção II Do Momento Art.11.Considerase feita a intimação (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 2o, com a redação dada pela Lei no11.196, de 2005, art. 113): Ise pessoal, na data da ciência do intimado ou da declaração de recusa lavrada pelo servidor responsável pela intimação; IIse por via postal, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 2o, inciso II, com a redação dada pela Lei no9.532, de 1997, art. 67); IIIse por meio eletrônico, quinze dias contados da data registrada (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 2o, inciso III, com a redação dada pelaLei no11.196, de 2005, art. 113): a)no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; ou b)no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; ou IVse por edital, quinze dias após a sua publicação (Decreto no70.235, de 1972, art. 23, § 2o, inciso IV, com a redação dada pela Lei no9.532, de 1997, art. 67, e pelaLei no11.196, de 2005, art. 113). Em sendo intempestivo o recurso, e não tendo sido demonstrado nos autos nenhum fato que impedisse o requerente de interpor recurso na data estabelecida, julgo por não conhecer do mesmo. Fl. 1279DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA 14 CONCLUSÃO Voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso, em virtude da intempestividade do mesmo. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 1280DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 20/11/2013 por ELAINE CRISTIN A MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.003054/2009-34
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Feb 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR TÉCNICOS A SERVIÇO DE ORGANISMO INTERNACIONAL. CONSULTORES. ISENÇÃO.
São isentos do imposto de renda os rendimentos do trabalho recebidos por técnicos a serviço de Organismo Internacional, contratados no Brasil para atuar como consultores.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-003.336
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada quanto à proposta de conversão do julgamento em diligência.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS POR TÉCNICOS A SERVIÇO DE ORGANISMO INTERNACIONAL. CONSULTORES. ISENÇÃO. São isentos do imposto de renda os rendimentos do trabalho recebidos por técnicos a serviço de Organismo Internacional, contratados no Brasil para atuar como consultores. Recurso Voluntário Provido.
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CONSULTORES. ISENÇÃO. São isentos do imposto de renda os rendimentos do trabalho recebidos por técnicos a serviço de Organismo Internacional, contratados no Brasil para atuar como consultores. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada quanto à proposta de conversão do julgamento em diligência. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 30 54 /2 00 9- 34 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/ 01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10166.003054/200934 Acórdão n.º 2801003.336 S2TE01 Fl. 60 2 Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6a Turma da DRJ/BSB (Fls. 34), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício 2006, por AFRFB da DRF/Brasília. O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: (em Reais) Imposto Suplementar (sujeito à multa de ofício) 9.389,82 Multa de Ofício (passível de redução) 7.042,36 Juros de Mora (cálculo até 28/11/2008) 2.908,96 Imposto Suplementar (sujeito à multa de mora) Multa de Mora (não passível de redução) Juros de Mora (cálculo até 28/11/2008) Total do Crédito Tributário 19.341,14 O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: Omissão de Rendimentos do Trabalho Recebidos de Fontes no Exterior: omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismo Internacional (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura IICA). Valor: R$ 47.600,00. A base legal do lançamento encontrase nos autos. A contribuinte apresentou Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL, que foi indeferida, conforme Resultado anexado à fl. 33. A ciência do Resultado da SRL ocorreu em 09/03/2009, conforme documento de fl. 29. Posteriormente, em 25/03/2009, o lançamento foi impugnado, em petição de fls. 02/11, acompanhada dos documentos de fl. 12. Alega, resumidamente, que era funcionária do Organismo Internacional e, de acordo com as leis internas e as convenções e tratados internacionais promulgados pelo Brasil, os rendimentos auferidos eram isentos e não tributáveis. Transcreve, em seu auxílio, doutrina pátria e jurisprudência judicial sobre a matéria. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/ 01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10166.003054/200934 Acórdão n.º 2801003.336 S2TE01 Fl. 61 3 Passo adiante, a 6ª Turma da DRJ/BSB entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO RECEBIDOS DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS. Sujeitamse à tributação os rendimentos recebidos por técnicos residentes no País decorrentes da prestação de serviços a Organismos Internacionais de que o Brasil faça parte. Cientificada em 22/02/2012 (Fls. 44), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 21/03/2012 (fls. 45 a 55), reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. O lançamento se refere a omissão de rendimentos do trabalho recebidos de Organismo Internacional (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura IICA). Valor: R$ 47.600,00. Segundo o Acórdão recorrido, “a contribuinte não goza de isenção do Imposto de Renda sobre os vencimentos recebidos, devido ao fato de ser técnica contratada residente no País e não funcionária do Organismo Internacional”. (pág. 36 dos autos) Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça, em recurso repetitivo, firmou o entendimento de que são isentos do imposto de renda os rendimentos do trabalho recebidos por técnicos de Organismos Internacionais, contratados no Brasil para atuar como consultores. Processo: REsp 1306393 / DF, RECURSO ESPECIAL 2012/00134760 Relator: Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141) Órgão Julgador: S1 – PRIMEIRA SEÇÃO Data do Julgamento: 24/10/2012 Data da publicação/fonte Dje 07/11/2012 EMENTA TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA (ART.543C DO CPC). ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE OS RENDIMENTOS Fl. 61DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/ 01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10166.003054/200934 Acórdão n.º 2801003.336 S2TE01 Fl. 62 4 AUFERIDOS POR TÉCNICOS A SERVIÇO DAS NAÇÕES UNIDAS, CONTRATADOS NO BRASIL PARA ATUAR COMO CONSULTORES NO ÂMBITO DO PNUD/ONU. 1. A Primeira Seção do STJ, ao julgar o REsp 1.159.379/DF, sob a relatoria do Ministro Teori Albino Zavascki, firmou o posicionamento majoritário no sentido de que são isentos do imposto de renda os rendimentos do trabalho recebidos por técnicos a serviço das Nações Unidas, contratados no Brasil para atuar como consultores no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD. No referido julgamento, entendeu o relator que os "peritos" a que se refere o Acordo Básico de Assistência Técnica com a Organização das Nações Unidas, suas Agências Especializadas e a Agência Internacional de Energia Atômica, promulgado pelo Decreto 59.308/66, estão ao abrigo da norma isentiva do imposto de renda. Conforme decidido pela Primeira Seção, o Acordo Básico de Assistência Técnica atribuiu os benefícios fiscais decorrentes da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto27.784/50, não só aos funcionários da ONU em sentido estrito, mas também aos que a ela prestam serviços na condição de "peritos de assistência técnica", no que se refere a essas atividades específicas. 2. Considerando a função precípua do STJ de uniformização da interpretação da legislação federal infraconstitucional , e com a ressalva do meu entendimento pessoal, deve ser aplicada ao caso a orientação firmada pela Primeira Seção. 3. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ n. 8/08. Acórdão Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA SEÇÃO do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento: "A Seção, por unanimidade, deu provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator." Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Eliana Calmon, Teori Albino Zavascki, Arnaldo Esteves Lima, Humberto Martins, Herman Benjamin e Napoleão Nunes Maia Filho votaram com o Sr. Ministro Relator. Licenciado o Sr. Ministro Ari Pargendler. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Castro Meira. Nota: Julgado conforme procedimento previsto para os Recursos Repetitivos no âmbito do STJ Tal entendimento é de aplicação obrigatória pelos Conselheiros do CARF, conforme disposto no art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria nº Fl. 62DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/ 01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10166.003054/200934 Acórdão n.º 2801003.336 S2TE01 Fl. 63 5 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações das Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010, in verbis: Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Deste modo, isento é o rendimento recebido pela recorrente. Por oportuno, esclareço que a isenção é estabelecida por lei, em seu sentido amplo, independentemente da forma estabelecida em contrato entre as partes; e que a decisão definitiva de mérito proferida pelo STJ em sede de recurso repetitivo prevalece sobre a Súmula CARF, em virtude da jurisdição una adotada pelo direito brasileiro. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/ 01/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 29/01/2014 por TANIA MARA PASCHOAL IN
score : 1.0
Numero do processo: 11020.720162/2012-98
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007, 2008, 2009, 2010
IMPUGNAÇÕES APRESENTADAS PELOS RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. NÃO APRECIAÇÃO. NULIDADE.
Os responsáveis tributários têm o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo tributário, devendo suas razões de defesa ser analisadas pelas instâncias julgadoras (incidência da Súmula CARF nº 71). A não apreciação das impugnações pela DRJ implica nulidade do acórdão proferido.
Numero da decisão: 1103-000.946
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar suscitada de ofício pelo Relator para declarar a nulidade do acórdão de primeira instância.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
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camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007, 2008, 2009, 2010 IMPUGNAÇÕES APRESENTADAS PELOS RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS. NÃO APRECIAÇÃO. NULIDADE. Os responsáveis tributários têm o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo tributário, devendo suas razões de defesa ser analisadas pelas instâncias julgadoras (incidência da Súmula CARF nº 71). A não apreciação das impugnações pela DRJ implica nulidade do acórdão proferido.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar suscitada de ofício pelo Relator para declarar a nulidade do acórdão de primeira instância. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva.
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NÃO APRECIAÇÃO. NULIDADE. Os responsáveis tributários têm o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo tributário, devendo suas razões de defesa ser analisadas pelas instâncias julgadoras (incidência da Súmula CARF nº 71). A não apreciação das impugnações pela DRJ implica nulidade do acórdão proferido. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar suscitada de ofício pelo Relator para declarar a nulidade do acórdão de primeira instância. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Marcos Shigueo Takata, André Mendes de Moura, Fábio Nieves Barreira, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 72 01 62 /2 01 2- 98 Fl. 3971DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.972 2 Relatório Tratase de autos de infração de PIS e Cofins, relativos aos anoscalendário 2007 a 2010, (fls.3.679/3.718), no valor original de R$ 873.027,04 (oitocentos e setenta e três mil, vinte e sete reais e quatro centavos), sobre o qual incidem multa de ofício no percentual de 150% (cento e cinquenta por cento) e juros de mora. A ciência do contribuinte efetivouse em 26/1/12 (fl.3.751). No campo “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, as infrações foram assim descritas, in verbis: “001 – INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA PADRÃO. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. Valor apurado conforme relatório fiscal em anexo. ..... 002 – GLOSA DE CRÉDITOS. CRÉDITO DE AQUISIÇÃO NO MERCADO INTERNO CONSTITUÍDO INDEVIDAMENTE. O sujeito passivo, acima identificado, constituiu os créditos do regime não cumulativo da Contribuição para o PIS/Pasep, relacionados nos demonstrativos anexos, em desacordo com os preceitos legais. ..... 001 – INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA PADRÃO. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS. Valor apurado conforme relatório fiscal em anexo. ..... 002 – GLOSA DE CRÉDITOS. CRÉDITO DE AQUISIÇÃO NO MERCADO INTERNO CONSTITUÍDO INDEVIDAMENTE. O sujeito passivo, acima identificado, constituiu os créditos do regime não cumulativo da Contribuição para o PIS/Pasep [sic], relacionados nos demonstrativos anexos, e no Termo de Verificação Fiscal, que é parte integrante deste auto, em desacordo com os preceitos legais.” Por sua vez, no “Relatório Fiscal” (fls.3.719/3.731) consta, em síntese: da análise das notas fiscais de entradas e de saídas, constatouse que no período de 01/2007 a 11/2008 não constaram valores de PIS/Cofins; após várias intimações e apreciação da documentação disponibilizada pelo contribuinte, concluiuse haver evidências suficientes para se afirmar que determinada Sociedade em Conta de Participação (SCP), constituída com a Polyaromas Preparados e Extratos Ltda (sócio ostensivo), tratavase de um simulado ajuste entre as sócias “...com o propósito de planejamento tributário, conforme detalhado no Relatório de Auditoria Fiscal do processo Fl. 3972DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.973 3 11020.003592/201080, que dado sua clareza e objetividade utilizamos para demonstrar tal operação”; o objeto social da SCP estaria dissociado da realidade, pois as vendas foram realizadas apenas para o contribuinte (sócio oculto); “...o fluxo da SCP assemelhase a uma espécie de ‘preço de transferência’, onde duas pessoas ligadas, neste caso a SCP de um lado e de outro a fiscalizada, combinam um custo ficto para os produtos comprados, de forma a ‘fabricar’ créditos de PIS/COFINS para abater os débitos dessas contribuições”; “Pela simulação apresentada, verificamos que o meio utilizado para reduzir ou suprimir tributos davase mediante o aumento ficto dos custos dos insumos, via compras realizadas pela figura societária criada entre a fiscalizada e POLYAROMAS, desta forma aumentando os créditos de PIS/COFINS por aquisições que foram utilizadas para reduzir o valor dessas contribuições”; são responsáveis solidários, por responsabilidade pessoal (artigos 135, III, e 137 do Código Tributário Nacional), os seguintes sócios administradores: Luisinho Panizzon, CPF nº 227.570.23004, Gelson Panizzon, CPF nº 227.575.38004, e Gilmar Panizzon, CPF nº 291.465.42000. A qualificação da multa de ofício foi assim fundamentada, in verbis: “72. Devido à constatação do conluio entre as empresas que constituíram uma SCP para, mediante fraude, reduzir ou suprimir tributos, enquadramse as ações destes contribuintes nos arts. 72 e 73 da Lei nº 4.502/64, para os fins penais e tributários conseqüentes, conduta minuciosamente descrita nos parágrafos 28 a 70 deste termo, os quais, para não sermos prolixos, deixamos de reproduzir neste tópico. 73. Portanto, nos termos do §1º do art.44 da Lei nº 9.430/96, o percentual da multa de ofício é duplicado, ou seja, 150%.” Os responsáveis tributários foram cientificados em 30/1/12 (fls.3.755/3.756). Os lançamentos foram mantidos pela Segunda Turma da DRJ – Porto Alegre (RS), conforme acórdão que recebeu a seguinte ementa (fls.3.903/3.918): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Exercício: 2007, 2008, 2009, 2010 INSUMOS. SIMULAÇÃO. GLOSA. É procedente a glosa de insumos cuja inexistência foi comprovada em auditoria fiscal. MULTA QUALIFICADA. Caracterizado o evidente intuito de fraude, em face de criação de empresa ficta, visando apenas a redução de tributo e a utilização indevida de insumos, deve ser aplicada a multa qualificada. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Aplicamse juros de mora por percentuais equivalentes à taxa SELIC por expressa previsão legal, sendo que os órgãos administrativos não podem se furtar de sua aplicação. Fl. 3973DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.974 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2007, 2008, 2009, 2010 INSUMOS. SIMULAÇÃO. GLOSA. É procedente a glosa de insumos cuja inexistência foi comprovada em auditoria fiscal. MULTA QUALIFICADA. Caracterizado o evidente intuito de fraude, em face de criação de empresa ficta, visando apenas a redução de tributo e a utilização indevida de insumos, deve ser aplicada a multa qualificada. TAXA SELIC. LEGALIDADE. Aplicamse juros de mora por percentuais equivalentes à taxa SELIC por expressa previsão legal, sendo que os órgãos administrativos não podem se furtar de sua aplicação. Devidamente cientificado do acórdão em 27/4/12 (fl.3.924), o contribuinte interpôs tempestivamente, conforme atestado pela RFB (fl.3.962), o recurso voluntário de fls.3.925/3.960) em que sustenta, em síntese: a Sociedade em Conta de Participação (SCP) existiria fática e juridicamente, nos termos do respectivo contrato social, o que não foi contestado pela fiscalização; não se poderia negar a licitude das operações entre o contribuinte e a Polyaromas; na legislação civil e tributária inexistiria vedação “...no tocante à sócia participante adquirir serviços ou produtos vinculados à SCP”; a sócia ostensiva da SCP teria realizado operações também com outras pessoas, conforme previsão da cláusula 2ª, §3º, do contrato social; seriam incontroversos os seguintes fatos: existência da SCP; fabricação e venda de kits (concentrados de refrigerante) pela SCP à recorrente; e compra e uso dos kits pela recorrente como insumos capazes de possibilitar créditos de PIS/COFINS; caberia ao Fisco a prova cabal da simulação supostamente ocorrida para fins de redução de tributos, devendo prevalecer na análise a presunção de boafé do contribuinte; conforme ensinamentos doutrinários, não teria havido simulação no caso concreto; todas as operações de industrialização e venda pela sócia ostensiva, bem como as aquisições pela recorrente teriam existido efetivamente, tendo o Fisco contestado unicamente, por meio de presunção, o valor da aquisição; “...não houve por parte da recorrente qualquer sonegação da real vontade ou finalidade quanto aos negócios jurídicos realizados [...]. Não se deve olvidar, ainda, que o sócio ostensivo realizou a apuração, declaração e recolhimento de todos os tributos ligados aos negócios da SCP, comprovante mais uma vez que a conduta transparente, verdadeira, lícita e com finalidade totalmente desconexa das alegações preconceituosas e sem prova do Fisco”; no contrato de constituição da SCP haveria previsão da possibilidade de aquisição dos kits, o que comprovaria a clareza e transparência dos negócios realizados; “Se a alegação do Fisco era de que o custo do insumo foi aumentado de forma fictícia com o fim de reduzir tributos, caberia a ele demonstrar que: (i) o valor é incompatível com o praticado pelo mercado; e (ii) analisar a contabilidade da empresa fabricante – POLYAROMAS , com o objetivo de constatar se, efetivamente, suas suspeitas decorrentes da Fl. 3974DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.975 5 ligação entre as empresas e a distribuição de resultados no percentual de 65% decorreriam de tal aspecto”; o Fisco deixara de realizar diligência ou pesquisa para apurar o preço médio praticado no mercado, especialmente os dos kits oriundos da Zona Franca de Manaus; “...a recorrente adquiriu tais kits ao valor médio de R$ 100,00 (cem reais) por kg, estando dentro dos padrões de mercado das produtoras localizadas na Zona Franca de Manaus, conforme dados abaixo obtidos do Sistema de Indicadores Industriais – COISE/CGPRO/SAP do Pólo Industrial de Manaus, que variam de R$ 100,00 a R$ 130,00”; caberia à fiscalização demonstrar o conluio entre a recorrente e a fabricante do insumo (Polyaromas); a “busca de melhor eficiência nas operações entre as empresas” é que teria justificado a “...realização da operação societária e culminou indiretamente uma redução tributária de PIS/COFINS”; a taxa SELIC não seria aplicável no cálculo dos juros moratórios; a multa de ofício seria improcedente, pois no auto de infração não se explicitou qual conduta praticada caracterizaria o evidente intuito de fraude, sendo necessário demonstrar claramente em qual dos artigos da Lei nº 4.502/64 a conduta do contribuinte enquadrouse; a qualificação da penalidade ofenderia os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e proibição do confisco; seria ilegal a incidência de juros de mora sobre multa de ofício. O Recorrente requereu ainda, subsidiariamente, a conversão do julgamento em diligência para a verificação dos preços praticados na comercialização, por todos os fabricantes de xarope (kits), “...para se confirmar se existiu algum superfaturamento com o objetivo de aumentar os créditos de PIS/COFINS”. Em 26/2/13, a Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento decidiu não conhecer do recurso voluntário e encaminhar os autos à Primeira Seção de Julgamento, nos termos do acórdão nº 3401002.132, que recebeu a seguinte ementa (fls.3.963/3.968): PIS E COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. PROCEDIMENTO DECORRENTE DE OUTRO, RELATIVO À LEGISLAÇÃO DO IRPJ. COMPETÊNCIA REGIMENTAL PARA O JULGAMENTO. PRIMEIRA SEÇÃO. É da Primeira Seção do Carf a competência do julgamento de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que verse sobre a aplicação da legislação de PIS/Pasep e de Cofins, quando se tratar de procedimento cuja exigência esteja lastreada em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Incompetência regimental para o julgamento. É o relatório. Fl. 3975DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.976 6 Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator. Especificamente quanto à competência para o julgamento, em que pese o auto de infração referirse a créditos tributários de PIS e Cofins, agiu bem a Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento, ao declinála para a Primeira Seção de Julgamento. Conforme art.2º, IV, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, com a redação conferida pela Portaria MF nº 586, de 21/12/10, à Primeira Seção de Julgamento cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: “IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ;” (destaquei) O voto condutor do acórdão nº 3401002.132, com o auxílio de excertos do relato fiscal, bem expôs que as exigências de PIS/Cofins estão lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação do IRPJ. In verbis: “Do Relatório Fiscal de fls 3.719/3.747, onde estão descritos os fatos que dão suporte à presente autuação, retirei os seguintes excertos: [...] 4. Em decorrência de levantamentos efetuados em procedimento fiscal realizado no sujeito passivo em tela referente aos anos de 2007 a 2009, formalizado no processo 11020.003592/201080, constatouse que o contribuinte simulou custos dos insumos, mediante aumento fictício, via compras realizadas pela figura societária criada entre a fiscalizada e a empresa Polyaromas Preparados e Extratos Ltda. 5. Como tais aquisições influenciam na apuração do IPI, do PIS e da COFINS, esta fiscalização tem por objetivo verificar se os simulados custos também foram utilizados para gerar créditos desses tributos. [...] 25. Da análise dos documentos apresentados durante a fiscalização, acumulouse evidências suficientes para se afirmar que simulada SCP tratavase de um ajuste entre as sócias com o propósito de planejamento tributário, conforme detalhado no Relatório da Auditoria Fiscal do Fl. 3976DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.977 7 processo 11020.003592/201080, que dado sua clareza e objetividade utilizamos para demonstrar tal operação, conforme segue. [...] 59. A tributação da SCP foi realizada sob o regime do lucro presumido, por exemplo, o IRPJ deuse à alíquota de 15%, mais acréscimo de 10%, quando cabível, sobre uma base de cálculo de 8% da Receita Bruta (RB), ou seja, no máximo, 2% da RB. 60. Todavia, valendose da possibilidade legal [...], distribuíram resultados pelo lucro contábil (ou melhor dizendo, pela simples utilização de um percentual de 65% sobre o valor comercializado entre a SCP e a sócia participante). 61. A vantagem tributária de que se valeram as empresas é perceptível pelos resultados. Por exemplo, em 2007, pelo regime de apuração adotado para fins tributários (LUCRO PRESUMIDO), poderiam distribuir R$ 362.723,09 (...), mas, pelo regime supostamente adotado para ‘distribuir lucros’ (simplesmente 65% das vendas), a soma é de R$ 1.945.000,00 (...). 62. Além de receber esse ‘lucro’ isento, utilizouo para gerar indevidamente crédito de PIS/COFINS os quais foram utilizados para abater os débitos devidos dessas contribuições. [...] 71. Desta forma, em que pese o regime de tributação adotado pela fiscalizada, glosamos a parcela de custo que se conclui simulada, tabela 3, consequentemente os créditos de PIS/COFINS utilizados indevidamente em resultantes dos simulados custos, no montante consolidado [...]. (sic) Resumindo o teor desses excertos, temse que a fiscalização considerou como ‘simulada’ parte da operação de compra e venda dos extratos e concentrados, por entender que o valor recebido pela autuada imediatamente após o pagamento das duplicatas correspondentes às aquisições das matériasprimas, não se tratava de ‘lucros distribuídos’, mas, sim, de ‘custos fictícios’. Tomando por exemplo a NF nº 110, de 27/02/2008, emitida pela Polyaromas para a autuada, no valor de R$ 150.000,00, em que aquela ‘devolveu’, sob a forma de ‘distribuição de lucros’ a importância de R$ 97.500,00 (65%), a fiscalização entendeu que, na verdade, o desembolso efetivo por parte da autuada [a título de aquisição de insumos] teria ocorrido no montante de apenas R$ 52.500,00 [R$ 150.000,00 – R$ 97.500,00]. Então, para fins de apuração do IRPJ, o Fisco considerou como custo os R$ 52.500,00, glosando os R$ 97.500,00, e, da mesma forma, para fins de apuração dos créditos da não cumulatividade de PIS/Pasep e de Cofins, admitiu somente os Fl. 3977DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.978 8 mesmos R$ 52.500,00, consequentemente, glosando R$97.500,00. Entendo, pois, que competência para o julgamento do presente processo é da Primeira Seção, visto que os fatos que ensejaram os dois autos de infração de PIS/Pasep e de Cofins deste processo são exatamente os mesmos que configuraram a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ e da CSLL, cujos respectivos lançamentos se deram no referido processo nº 11020.003592/201080. Isso, não obstante as autuações do IRPJ e da CSLL refiramse aos anos calendários de 2007 a 2009 e os do PIS/Pasep e da Cofins aos períodos de apuração compreendidos entre 2007 a 2010. Tal situação é aquela tratada pelo inciso IV do art. 2º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256, de 23/06/2009, com as alterações introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21/12/2010, segundo a qual, cabe à Primeira Seção processar e julgar Recurso Voluntário de decisão de primeira instância que verse sobre aplicação de legislação dos demais tributos, quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ.” Quanto ao referido processo nº 11020.003592/201080, relativo às exigências de IRPJ e CSLL, foi negado provimento ao recurso voluntário, tendo o acórdão nº 1402 00.827, de 23/11/11, recebido a seguinte ementa: CUSTOS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. GLOSA. PROCEDÊNCIA. Procedente a glosa de custos cuja inexistência foi comprovada em auditoria fiscal. MULTA QUALIFICADA. Caracterizado o evidente intuito de fraude, em face de criação de empresa ficta, visando apenas a redução do tributo devido, deve ser aplicada a multa qualificada. MULTA AGRAVADA. O não atendimento de intimação para apresentar elementos que sabidamente a fiscalizada deve possuir, a exemplo de contratos sociais, autoriza o agravamento da multa em 50%. Atualmente, conforme informação extraída do sítio do CARF na internet, aguarda análise de recurso especial na Quarta Câmara da Primeira Seção de Julgamento. Fixada a competência desta Primeira Seção de Julgamento e estando presentes os requisitos de admissibilidade, o recurso voluntário é conhecido. Da análise dos autos, fazse necessário suscitar de ofício a nulidade do acórdão recorrido, decorrente de cerceamento do direito de defesa dos responsáveis tributários. Fl. 3978DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11020.720162/201298 Acórdão n.º 1103000.946 S1C1T3 Fl. 3.979 9 Conforme relatório supra, foram arrolados como responsáveis solidários Luisinho Panizzon, CPF nº 227.570.23004, Gelson Panizzon, CPF nº 227.575.38004, e Gilmar Panizzon, CPF nº 291.465.42000, todos devidamente cientificados do auto de infração em 30/1/12 (fls.3.755/3.756). Em 17/2/12, o Sr. Luisinho Panizzon interpôs impugnação, em que ao final requereu a improcedência dos lançamentos “no tocante à imputação de responsabilidade tributária” (fls.3.761/3.782). Na mesma data, também foram apresentadas impugnações pelos Srs. Gilmar Panizzon (fls.3.786/3.807) e Gelson Panizzon (fls.3.811/3.832). Tais impugnações, contudo, não foram mencionadas no relatório do acórdão a quo, tampouco no respectivo voto condutor. Em suma, deixaram de ser apreciadas, o que caracteriza evidente cerceamento ao direito de defesa de tais pessoas físicas, não podendo subsistir o acórdão recorrido. A respeito da matéria, o CARF, em sessão de 10/12/12, aprovou o Enunciado nº 71 da súmula de sua jurisprudência dominante, com a seguinte redação: “Todos os arrolados como responsáveis tributários na autuação são parte legítima para impugnar e recorrer acerca da exigência do crédito tributário e do respectivo vínculo de responsabilidade”. Por óbvio, tendo impugnado a exigência ou apenas o vínculo de responsabilidade, imperiosa é a apreciação pelas instâncias de julgamento. Assim, cabe declarar a nulidade do acórdão recorrido, devendo o processo ser devolvido à DRJ – Porto Alegre (RS) para que profira nova decisão, agora com a apreciação das impugnações dos responsáveis tributários. Pelo exposto, voto no sentido de declarar de ofício a nulidade da decisão recorrida. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 3979DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 14/11/2013 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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