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Numero do processo: 10950.907459/2009-05
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Apr 06 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.327
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento o advogado Eduardo Borges, OAB/SP nº. 153.881.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento o advogado Eduardo Borges, OAB/SP nº. 153.881. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1724; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 605 1 604 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.907459/200905 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.327 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24 de fevereiro de 2015 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente USINA DE ACUCAR SANTA TEREZINHA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento o advogado Eduardo Borges, OAB/SP nº. 153.881. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama. Relatório Para melhor elucidação dos fatos, transcrevo o relatório do acórdão proferido pela DRJ/Curitiba: Trata o presente processo de Declaração de Compensação (Dcomp) de nº 19829.49247.101007.1.3.046817, por meio da qual a interessada extinguiu débito fiscal nela informado, valendose de um suposto indébito de R$ RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 50 .9 07 45 9/ 20 09 -0 5 Fl. 607DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/03/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/04/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10950.907459/200905 Resolução nº 3202000.327 S3C2T2 Fl. 606 2 32.601,66 (valor do crédito original na data da transmissão), advindo de DARF com as seguintes características: (a) código de receita: 9331; (b) período de apuração: 31/08/2003; (c) valor total: R$ 374.420,62; e (d) data de arrecadação: 15/09/2003. A DRF/Maringá emitiu despacho decisório (fls. 06/10) de não homologação da compensação, pelo fato de que o DARF discriminado na Dcomp fora integralmente utilizado para quitação de débito do mesmo tributo e período de apuração, não restando saldo credor disponível para a compensação pleiteada. Cientificada em 03/11/2009 (fl. 11), a interessada apresentou, em 02/12/2009, a Manifestação de Inconformidade de fls. 12/14, instruída com os documentos de fls. 15/30, a seguir, no essencial, sintetizada. Afirma que após examinar seus arquivos “não encontramos qualquer falha na operação que pudesse ter sido a causa da não homologação”; diz que apresentou DCTF retificadora (em 08/08/2007) na qual teria apresentado o débito real apurado de CIDE/combustível, relativo ao período de apuração agosto/2003, no montante de R$ 264.771,73, que retificaria um valor anteriormente informado, de R$ 374.420,62, que fora recolhido por meio do DARF informado na Dcomp, o que daria suporte ao indébito indicado na referida Dcomp. Em face do alegado, entende que o valor pago a maior permite a compensação declarada na Dcomp em causa, além de outras que relaciona em sua peça de defesa, pedindo pela reforma do despacho decisório, no sentido da homologação da compensação em litígio. À fl. 31, despacho da Seort/DRF/Maringá atestando a tempestividade da manifestação de inconformidade. É o relatório. A ementa do acórdão da DRJ/Curitiba é a seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO CIDE Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO INEXISTENTE. NÃOHOMOLOGAÇÃO DE DCOMP. Restando incomprovado o direito creditório, é de se considerar não homologada a compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com tal decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário, onde repisa os argumentos anteriormente apresentados. É o Relatório. Voto Fl. 608DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/03/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/04/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10950.907459/200905 Resolução nº 3202000.327 S3C2T2 Fl. 607 3 Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A decisão recorrida aponta que a Recorrente retificou a DCTF do 3º trimestre de 2003, feita em 08/08/2007, sendo que, ao tempo da emissão do despacho decisório, em 07/10/2009, verificase que estava ativa a DCTF retificadora nº 0000.100.2008.61968607, relativa ao 3º trimestre de 2003, que foi recepcionada em 28/01/2008. Ainda segundo a decisão recorrida, a pagamento de CIDEcombustível (código 9331), feito no vencimento, também foi realizado no montante dessa contribuição confessado na DCTF ativa, inexistindo, pois, o alegado pagamento a maior. A Recorrente, por sua vez, aponta que houve apuração maior de CIDE no montante de R$ 109.648,89, já que o valor correto de pagamento deveria ter sido R$ 264.771,73 e não R$ 374.420,62, pois a quantidade comercializada foi de 9.052,025 m3 de álcool, e que, por outro lado, não houve retificação da DCTF porque já havia se passado mais de cinco anos da declaração anterior. Diante da dúvida existente entre haver ou não crédito em favor da recorrente no montante de acima mencionado, não resta outra alternativa senão converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem verifique junto aos livros fiscais e documentos da Recorrente se realmente houve pagamento a maior de CIDE visàvis a quantidade comercializada de álcool no período anteriormente mencionada, independentemente de nova retificação de DCTF por parte da Recorrente, e produza relatório pormenorizado a fim de confirmara existência ou não do crédito alegado pela Recorrente. Após a realização da diligência, é mister que seja dado o prazo de trinta dias para que a fiscalização e Recorrente se manifeste acerca do tema. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 609DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/03/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 05/04/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11543.002466/00-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/09/1987 a 28/02/1996
PIS. RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA
Aplicam-se aos indébitos tributários os índices determinados judicialmente, com a inclusão dos expurgos inflacionários.
Os créditos tributários deverão ser corrigidos conforme a decisão judicial, com a inclusão dos expurgos inflacionários, conforme previsto no Ato Declaratório - PGFN nº 10 de 01.12.2008.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3301-002.537
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Luiz Augusto do Couto Chagas - Relator.
Participaram da sessão de julgamento, os conselheiros: Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas (relator), Fábia Regina Freitas, Andrada Márcio Canuto Natal, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
Nome do relator: LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/09/1987 a 28/02/1996 PIS. RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA Aplicam-se aos indébitos tributários os índices determinados judicialmente, com a inclusão dos expurgos inflacionários. Os créditos tributários deverão ser corrigidos conforme a decisão judicial, com a inclusão dos expurgos inflacionários, conforme previsto no Ato Declaratório - PGFN nº 10 de 01.12.2008. Recurso Voluntário Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. Luiz Augusto do Couto Chagas - Relator. Participaram da sessão de julgamento, os conselheiros: Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas (relator), Fábia Regina Freitas, Andrada Márcio Canuto Natal, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
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Recorrente DLD COMÉRCIO VAREJISTA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/09/1987 a 28/02/1996 PIS. RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA Aplicamse aos indébitos tributários os índices determinados judicialmente, com a inclusão dos expurgos inflacionários. Os créditos tributários deverão ser corrigidos conforme a decisão judicial, com a inclusão dos expurgos inflacionários, conforme previsto no Ato Declaratório PGFN nº 10 de 01.12.2008. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Luiz Augusto do Couto Chagas Relator. Participaram da sessão de julgamento, os conselheiros: Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas (relator), Fábia Regina Freitas, Andrada Márcio Canuto Natal, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 24 66 /0 0- 10 Fl. 542DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 543 2 Relatório Por economia processual adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) : Trata o presente processo do pedido de restituição de fl. 03, protocolado em 17/08/2000, acompanhado pelos pedidos de compensação de fls. 04/05. Às fls. 06 a 14 o contribuinte fundamenta seu direito creditório em pagamentos efetuados com base nos DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88, considerados inconstitucionais pelo STF e suspensos pela Resolução nº 49/95, do Senado, juntando os documentos de fls. 73 a 126 (Darf e guias de depósito judicial – Processo nº 92.00024785), relativos aos períodos de apuração set/1987 a fev/1996. Após diversas diligências junto ao contribuinte, a DRF/Vitória – ES elaborou o parecer de fls. 245 a 251, nos seguintes termos, em resumo: Como conseqüência da Resolução nº 49/95 do Senado, voltou a ser aplicada a sistemática de cobrança contida na LC nº 7/70, cujo artigo 3º estabeleceu a base de cálculo do PIS e o respectivo parágrafo único fixou o prazo de recolhimento, modificado pela legislação posterior; Assim, a sistemática adotada pela empresa quanto à apuração do PIS devido mensalmente, considerando o faturamento do 6º mês anterior à ocorrência do fato gerador, não deve prosperar; Considerando a documentação apresentada pela empresa, foram apurados os valores devidos de PIS com base na LC nº 7/70 e legislação posterior, concluindose que o contribuinte não possui crédito a seu favor, pois não ocorreu pagamento a maior de PIS, mas sim saldo a pagar; Ainda que existisse eventual direito creditório a favor do contribuinte, não seria possível a compensação pretendida, pois se operou o instituto da decadência para todos os períodos em questão (28/10/88 a 20/05/92), extinguindose o direito de a empresa pleitear restituição. Em conseqüência, o despacho decisório de fl. 252 indeferiu o pedido de restituição/compensação. Cientificado desta decisão em 13/09/2001 (fl. 252), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade tempestivamente em 15/10/2001 (fls. 256 a 276), alegando, em resumo, que: O parágrafo único do artigo 6º da LC nº 7/70 não trata de mero prazo de recolhimento, mas sim define a base de cálculo do PIS, elegendo o faturamento do 6º mês anterior à ocorrência do fato gerador como base de cálculo; Citase doutrina e jurisprudência administrativa sobre a questão; A inconstitucionalidade da exigência do PIS em valores superiores ao previsto na LC nº 7/70 já foi reconhecida pelo Poder Executivo, por meio da MP nº 1.175/95, do Decreto nº 2.194/97 e da IN/SRF nº 31/97; Tratandose de tributo sujeito a lançamento por homologação, o prazo decadencial somente se inicia, não ocorrendo a homologação expressa, após o Fl. 543DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 544 3 decurso de cinco anos da ocorrência do fato gerador, somados mais cinco, a partir da data da homologação tácita, totalizando dez anos; Citase jurisprudência judicial acerca da matéria; No caso concreto, a homologação se operou de forma tácita, na medida em que a Delegacia não certificou oportunamente a sua conformação ou o pagamento antecipado efetivado pelo contribuinte; Desta data, consideramse mais cinco anos, concluindose que o prazo decadencial foi respeitado. Às fls. 278 a 285 consta acórdão proferido pela DRJ/RJOII em set/2002, indeferindo a solicitação, com os seguintes fundamentos: Conforme dispõem os artigos 156, 165 e 168 do CTN, o direito de pleitear a restituição de contribuição paga espontaneamente, em valor maior que o devido, exaurese com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data do pagamento; O Parecer PGFN/CAT nº 1.538/99 corrobora tal entendimento, assim como o Ato Declaratório nº 96/99; No presente caso, concluise que ocorreu a decadência do direito de o contribuinte pleitear restituição; A LC nº 7/70 , em seu artigo 3º, dispõe sobre a base de cálculo do PIS, enquanto seu artigo 6º fixa o prazo de recolhimento da contribuição, modificado pela legislação posterior. O contribuinte interpôs recurso ao CARF (fls. 288 a 303), repisando os mesmos argumentos já trazidos na manifestação de inconformidade, apreciado por meio do acórdão nº 20177.621 (fls. 309 a 315), que deu provimento ao recurso, trazendo as seguintes ementas: PIS. COMPENSAÇÃO/RESTITUIÇÃO. É legitima a compensação de débitos da Cofins com créditos do PIS quando formulada nos termos do art. 12 da IN SRF nº 21/97. APURAÇÃO DO CRÉDITO DO PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. Consoante jurisprudência já pacificada neste Conselho de Contribuintes e no STJ, os eventuais pagamentos a maior a titulo de PIS apurados em razão da declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445 e 2.449, de 1988, devem ser calculados considerandose o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária. DECADÊNCIA DO DIREITO DE PEDIR COMPENSAÇÃO. Decai em cinco anos, a contar da Resolução do Senado nº 49/95, o direito de o contribuinte compensar pagamentos a maior da contribuição ao PIS efetuados em atendimento ao disposto nos DecretosLeis nºs 2.445 e 2.449, de 1988. Foi, ainda, interposto recurso especial pela PGFN (fls. 318 a 327), com fundamento em descumprimento da legislação tributária, o qual foi admitido pelo Fl. 544DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 545 4 CARF (fls. 329/330). Após a apresentação de contrarazões pelo contribuinte, tal recurso foi negado pela CSRF (fls. 363 a 371). Por fim, foi interposto recurso extraordinário pela PGFN, com base em divergência jurisprudencial (fls. 375 a 384), ao qual foi negado seguimento (fls. 389/390). Em conseqüência, o presente processo retornou à unidade local para nova apreciação, considerando a decisão final do CARF, correspondente ao acórdão cujas ementas são acima transcritas. Foi, então, proferido o despacho de fls. 399 a 414 pela DRF/Vitória – ES, nos seguinte termos, em resumo: Os Darf que interessam à presente análise são aqueles relativos aos fatos geradores ocorridos no período compreendido entre jul/1988 e set/1995, no qual estavam em vigor os DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88; A Fiscalização, durante o procedimento fiscal, com base nos livros apresentados pelo contribuinte, fez o levantamento das receitas auferidas por seus diversos estabelecimentos, conforme planilhas; Considerando o disposto na decisão do CARF e nas normas administrativas aplicáveis, foi apurado o valor do crédito, sendo o passo seguinte a sua comparação com os débitos para os quais foi solicitada a compensação; Após tal análise, solucionase o presente processo efetivando as compensações solicitadas e restituindo o valor remanescente ao contribuinte; Com relação ao processo nº 11543.003713/200101 (auto de infração), admitindose as compensações pleiteadas, os valores lançados ficam reduzidos conforme tabela; Entendese desnecessária nova manifestação do Delegado, cabendo a esta DRF apenas dar cumprimento ao decidido pelo CARF, ou seja, efetivar as compensações pleiteadas, restituir o valor remanescente e ajustar os valores lançados no auto de infração. Em 21/05/2012 foi encaminhada ao contribuinte intimação (fls. 445/446), com diversas solicitações, relativas ao cumprimento da decisão de fls. 399 a 414. O contribuinte apresentou, em decorrência, o requerimento de fls. 447/448, nos seguintes termos: De acordo com a intimação recebida, após a homologação da compensação ainda restou saldo no valor original de R$ 45.429,78, do qual o contribuinte discorda, pois não foram observados os critérios estabelecidos pelo STJ como parâmetro para a correção até janeiro de 1996; Tal incorreção decorre da utilização da Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº 8/1997; O crédito não apresentou a correção monetária nos termos pacificados pelo Poder Judiciário nos seguintes aspectos: os fatos geradores 07/89 a 12/90 foram indexados pelo BTNF do 1º ou 3º dia do mês seguinte ao fato gerador e convertido pelo dia do vencimento, os fatos geradores 01/92 a 05/92 foram indexados pela UFIR, não foram aplicados os expurgos inflacionários de jan/89, fev/89, mar/90, abr/90, mai/90 e fev/91; Aplicandose corretamente a correção monetária e abatidas as compensações, chegarseia ao valor originário de R$ 139.922,02, e não de R$ 45.429,78; Fl. 545DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 546 5 Tal valor deve ser utilizado para compensação com os débitos referentes ao auto de infração nº 11543.003713/200101 – Cofins. Em 18/06/2012 foi proferido pelo Seort/DRFVitória/ES o Parecer nº 1.441 (fls. 470 a 478), com a seguinte fundamentação: Tanto a decisão da DRF, como aquelas dos órgãos julgadores, girou em torno da decadência do direito à restituição, não tendo sido tratada a questão do valor do direito creditório; Como não foi exarado nenhum despacho decisório reconhecendo o direito creditório, e por se tratar de questão não discutida, nem decidida, cabe nova análise, seguida de manifestação do Delegado e abertura de novo prazo para manifestação do contribuinte, muito embora o despacho anterior já tenha tratado do valor do crédito; Em relação à possibilidade de manifestação de inconformidade quanto ao valor do crédito reconhecido, apurado após decisão administrativa final, tal opção do contribuinte ficou expressa no Parecer Cosit nº 13/2011, que também definiu que o rito aplicável seria o do Decreto nº 70.235/72, e não o da Lei nº 9.784/99; Poderseia pensar que a diferença entre o valor apurado pelo Fisco (R$ 170.096,05) e aquele apurado pelo contribuinte (R$ 263.232,51) decorreria apenas dos coeficientes utilizados, mas esse não é o caso; Comparandose os valores da tabela apresentada pelo contribuinte e as elaboradas pelo Fisco, constatamse divergências não apenas nos valores atualizados para 01/01/96, mas também em diversos valores referentes à diferença entre o pago e o devido; Confrontandose os valores das bases de cálculo apuradas pelo Fisco com os apurados pelo contribuinte, vêse que não existem divergências e, conseqüentemente, não haveria divergências entre o PIS apurado; Entretanto, a planilha apresentada pelo contribuinte não contempla uma coluna com esses valores; A partir da apuração do item “valor do PIS na data do pagamento” começam a surgir divergências; Nas células escurecidas da planilha constante do Anexo I deste Parecer estão registrados os valores em que não há divergências, as quais ocorrem nos períodos em que havia, por força de lei, atualização monetária dos tributos devidos, pagamentos realizados de out/89 a mar/91 e de fev/92 a jun/92; Com relação ao PIS de julho e outubro de 1988, os recolhimentos foram realizados após o vencimento, mas no próprio mês, cabendo a incidência da multa de mora de 10%; Os valores dos meses de outubro de 1988 a junho de 1989 foram alterados devido à mudança na moeda (cruzado para cruzado novo), em 16/01/89; As contribuições referentes a jul/89 a dez/90 foram atualizadas com base no BTNF, as de jul/89 a mar/90 com base no BTNF do 3º dia do mês seguinte ao do fato gerador, e as de abril a dezembro de 1990 com base no BTNF do 1º dia do mês subseqüente; Fl. 546DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 547 6 A reconversão para a moeda vigente consistia na multiplicação do valor da contribuição expressa em BTNF pelo valor deste na data do pagamento; As contribuições devidas referentes aos fatos geradores de janeiro a dezembro de 1991 não sofreram atualização monetária; A partir de janeiro de 1992, os valores devidos foram convertidos em UFIR diária, pelo valor desta no primeiro dia do mês subseqüente ao da ocorrência do fato gerador, e, quando do seu pagamento, seu valor, na moeda da época, foi determinado pela multiplicação da quantidade de UFIR pelo valor desta na data do pagamento; Os dispositivos das leis que determinavam as conversões e reconversões não foram declarados inconstitucionais, nem a metodologia estabelecida por elas foi objeto de questionamento; Assim, os valores da coluna “DIFERENÇA” do Anexo I são os que devem ser considerados na apuração do crédito; Não constou do acórdão do CARF qualquer menção a índices ou coeficientes de atualização monetária a serem observados na apuração do crédito, cabendo a utilização dos coeficientes da Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº 8/1997, vinculante no âmbito da RFB; Confrontandose os coeficientes de atualização monetária utilizados pelo contribuinte com os utilizados pelo Fisco, constatamse divergências em todos os períodos; Os coeficientes utilizados pelo contribuinte são superiores aos do Fisco e próximos àqueles da Justiça Federal, embora diferentes. A tabela da Justiça Federal contempla a aplicação dos expurgos; Pelo exposto, propõese o reconhecimento do direito creditório no valor de R$ 170.096,05; Havendo ou não manifestação de inconformidade pelo contribuinte, devese encaminhar o presente à DRJ para julgar o novo contraditório, por já haver manifestação anterior, contrária aos índices de correção utilizados. Em conseqüência, foi proferido o Despacho Decisório de fl. 479, nos termos em que proposto no parecer acima. O contribuinte tomou ciência desta decisão em 01/10/2012 (fl. 481), apresentando manifestação de inconformidade tempestiva em 30/10/2012 (fls. 482 a 484), com as seguintes alegações: O crédito apurado pelo Fisco foi corrigido monetariamente pela Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR nº 8/1997, não tendo sido utilizados os índices já pacificados pelo Poder Judiciário; Os fatos geradores 07/89 a 12/90 foram indexados pelo BTNF do 1º ou 3º dia do mês seguinte ao fato gerador e convertido pelo dia do vencimento, os fatos geradores 01/92 a 05/92 foram indexados pela UFIR, não foram aplicados os expurgos inflacionários de jan/89, fev/89, mar/90, abr/90, mai/90 e fev/91; A definição por aplicar tais expurgos restou pacificada pelo STJ no julgamento do EREsp 912359/MG, conforme ementa citada; Fl. 547DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 548 7 Ademais, o Parecer do Seort cotejou os coeficientes aplicados pela Justiça Federal com aqueles aplicados pela manifestante, concluindo estarem muito próximos; Logo, constatase que o Seort admite a utilização dos critérios da Justiça Federal, que é o que se busca para correção do indébito; Pelo exposto, requer o recálculo do crédito. A Delegacia Regional de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) indeferiu a Manifestação de Inconformidade do Contribuinte sob a justificativa de que os índices pretendidos pelo contribuinte são os aplicados às decisões proferidas no âmbito do Poder Judiciário. O contribuinte apresentou recurso voluntário ao CARF onde repete a mesma alegação acerca do índice de correção monetária a ser utilizado para a correção de seu crédito. É o relatório. Fl. 548DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 549 8 Voto O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. O processo percorreu todas as etapas possíveis do contencioso administrativo, tendo sido inclusive julgado pela Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF. No momento da execução do acórdão pela DRF de origem, o contribuinte não concordou com o índice de correção a ser aplicado em seu crédito e o processo recomeçou a sua tramitação. Portanto, o presente litígio se restringe aos índices de atualização monetária aplicáveis ao crédito em favor do contribuinte apurado pela unidade local, após acórdão proferido pelo CARF. O contribuinte entende que devem ser aplicados ao cálculo índices já pacificados pelo Poder Judiciário, conforme decisão do STJ citada. A única matéria a ser discutida por esse colegiado é a correção da restituição do PIS corrigida pelos expurgos inflacionários. Entendo assistir razão à recorrente. Tal entendimento já está pacificado neste colegiado no sentido de se conceder os expurgos inflacionários nas restituições concedidas pelo Poder Judiciário. A própria PGFN já emitiu o Ato Declaratório PGFN Nº 10/08 acerca do tema: AD PGFN 10/08 AD Ato Declaratório PROCURADOR GERAL DA FAZENDA NACIONAL PGFN nº 10 de 01.12.2008 D.O.U.: 11.12.2008 (Dispõe sobre a dispensa de apresentação de contestação de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante nas ações judiciais que visem a obter declaração de que é devida, como fator de atualização monetária de débitos judiciais, a aplicação dos índices de inflação expurgados pelos planos econômicos governamentais constantes na Tabela Única da Justiça Federal, aprovada pela Resolução nº 561 do Conselho da Justiça Federal, de 02 de julho de 2007). O PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2601 /2008, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 8/12/2008, DECLARA que fica autorizada a dispensa de Fl. 549DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.002466/0010 Acórdão n.º 3301002.537 S3C3T1 Fl. 550 9 apresentação de contestação de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: "nas ações judiciais que visem a obter declaração de que é devida, como fator de atualização monetária de débitos judiciais, a aplicação dos índices de inflação expurgados pelos planos econômicos governamentais constantes na Tabela Única da Justiça Federal, aprovada pela Resolução nº 561 do Conselho da Justiça Federal, de 02 de julho de 2007." JURISPRUDÊNCIA: AgRg no RESP 935594/SP (DJ 23.04.2008); EDcl no REsp 773.265/SP (DJ 21.05.2008); EDcl nos EREsp 912.359/MG (DJ 27.22.2008); EREsp 912.359/MG (DJ 03.12.2007). LUÍS INÁCIO LUCENA ADAMS Conclusão: Assim, há que se corrigir os créditos conforme a decisão judicial, com a inclusão dos expurgos previstos no Ato Declaratório acima transcrito. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. Conselheiro Luiz Augusto do Couto Chagas, Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS Fl. 550DF CARF MF Impresso em 10/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 10 /02/2015 por LUIZ AUGUSTO DO COUTO CHAGAS, Assinado digitalmente em 09/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10680.007147/2007-57
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Apr 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/1997 a 31/01/1999
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Entende-se como pagamento parcial o recolhimento da contribuição previdenciária sobre outras parcelas remuneratórias que compõem a folha de pagamento da empresa (Súmula CARF nº 99).
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2402-004.596
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Entendese como pagamento parcial o recolhimento da contribuição previdenciária sobre outras parcelas remuneratórias que compõem a folha de pagamento da empresa (Súmula CARF nº 99). Recurso Voluntário Provido AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 71 47 /2 00 7- 57 Fl. 304DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Luciana de Souza Espíndola Reis, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.007147/200757 Acórdão n.º 2402004.596 S2C4T2 Fl. 4.506 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou procedente em parte o lançamento realizado em 22/02/2007. O crédito é decorrente de responsabilidade solidária do contratante de serviços por cessão de mão de obra. A decisão recorrida reconheceu a decadência das contribuições pelo artigo 173, I do CTN. Informa a fiscalização se tratar de lançamento substitutivo de anterior, datado de 30/04/2004, anulado por vício formal em 20/06/2005. Seguem transcrições do acórdão recorrido: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/1997 a 31/01/1999. DECADÊNCIA QUINQUENAL. A decadência das contribuições previdenciárias operase em 05 (cinco) anos em face da declaração de inconstitucionalidade formal dos art. 45 e 46 da Lei 8.212/91 pelo Supremo Tribunal Federal. Lançamento Procedente em Parte ... Conforme Relatório Fiscal, tratase de lançamento em nome do sujeito passivo acima identificado, na condição de responsável solidário, e empresa prestadora de serviços TC MONTAGENS INDUSTRIAIS LTDA., CNPJ 01.137.3791000149, no montante de R$ 790.632,79( setecentos e noventa mil, seiscentos e trinta e dois reais e setenta e nove centavos), relativo a contribuições incidentes sobre a remuneração incluída em notas fiscais de serviços prestados mediante cessão de mãodeobra, no período agosto de 1997 a janeiro de 1998. Informa, ainda, o Relatório Fiscal que o lançamento foi efetuado em substituição à NFLD 36.612.4410, de 30/04/2004, julgada nula através do Acórdão do Conselho de Recursos da Previdência Social n° 1209/2005, de 20/06/2005. Contra a decisão, o recorrente interpôs recurso voluntário, onde se reiteram as alegações trazidas na impugnação: Decadência do lançamento nos termos do art. 150, parágrafo 4° combinado com art. 156, ambos do CTN. Necessidade de apensar aos autos a NFLD originária. Necessidade de excluir os diretores do rol de coresponsáveis, por falta de fundamento legal ou justificativa fática, bem como porque vários deles exerceram seu mandato em data bem anterior aos fatos geradores discutidos nos autos. Fl. 306DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Manutenção da nulidade anteriormente apontada por descumprimento da norma contida no art. 33, parágrafo terceiro da Portaria MPS 88/2004 e vício material insanável Acrescenta que novo lançamento é impossível nos termos do art. 156, IX do CTN. Nulidade da autuação por ausência de discriminação dos empregados envolvidos e da motivação do ato administrativo. Quanto ao mérito alega que não há cessão de ruãodeobra no caso dos autos, logo, imotivada a autuação. Necessidade da existência de débito para a exigência do crédito por solidariedade e impossibilidade de arbitramento na espécie discutida. Requer a produção de prova pericial para verificar se a prestadora de serviços está adimplente ou não e para comprovar a cessão de mãodeobra. Indica assistentetécnico e formula quesitos. É o Relatório. Fl. 307DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.007147/200757 Acórdão n.º 2402004.596 S2C4T2 Fl. 4.507 5 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Comprovado nos autos o cumprimento dos pressupostos de admissibilidade do recurso, passo ao exame das questões preliminares. Quanto ao procedimento da fiscalização e formalização do lançamento também não se observou qualquer vício. Foram cumpridos todos os requisitos dos artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235, de 06/03/72, verbis: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O recorrente foi devidamente intimado de todos os atos processuais que trazem fatos novos, assegurandolhe a oportunidade de exercício da ampla defesa e do contraditório, nos termos do artigo 23 do mesmo Decreto. Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, Fl. 308DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997) III por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II. (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) A decisão recorrida também atendeu às prescrições que regem o processo administrativo fiscal: enfrentou as alegações pertinentes do recorrente, com indicação precisa dos fundamentos e se revestiu de todas as formalidades necessárias. Não contém, portanto, qualquer vício que suscite sua nulidade, passando, inclusive, pelo crivo do Egrégio Superior Tribunal de Justiça: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993). “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NULIDADE DO ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. SÚMULA 188/STJ. 1. Não há nulidade do acórdão quando o Tribunal de origem resolve a controvérsia de maneira sólida e fundamentada, apenas não adotando a tese do recorrente. 2. O julgador não precisa responder a todas as alegações das partes se já tiver encontrado motivo suficiente para fundamentar a decisão, nem está obrigado a aterse aos fundamentos por elas indicados “. (RESP 946.447RS – Min. Castro Meira – 2ª Turma – DJ 10/09/2007 p.216). Portanto, em razão do exposto e nos termos das regras disciplinadoras do processo administrativo fiscal, não se identificam vícios capazes de tornar nulo quaisquer dos atos praticados: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Decadência Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Fl. 309DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.007147/200757 Acórdão n.º 2402004.596 S2C4T2 Fl. 4.508 7 Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua Fl. 310DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido da imprescindibilidade de pagamento parcial do tributo para que seja aplicada a regra decadencial do artigo 150, §4° do CTN; caso contrário, aplicase o artigo 173, I do CTN que transfere o termo a quo de contagem para o exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. Também atribuiu status de repetitivos a todos os processos que se encontram tramitando sobre a matéria. E, por força do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a decisão deve ser reproduzida nas turmas deste Conselho. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Este CARF sumulou o entendimento acerca do que se entende por pagamento parcial. De acordo com a Súmula nº 99, considerase que houve pagamento parcial quando os recolhimentos efetuados não se refiram à parcela remuneratória objeto do lançamento: Súmula CARF nº 99: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, §4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Assim, considerando o presente caso, deve ser aplicada a regra no artigo 150, §4º do CTN. No caso de lançamento por responsabilidade solidária na cessão de mão de obra, os fatos geradores de contribuição previdenciária continuam sendo os valores de remuneração pagas aos segurados empregados, aferida por percentual aplicado sobre o valor correspondente ao serviços prestados e constantes na nota fiscal emitida pelo contratado. Pela regra vigente à época o contratante era responsável solidário pelas contribuições previdenciárias devidas sobre a folha de salários do prestador de serviços. O valor da base de cálculo da obrigação era estimado sobre as notas fiscais de serviços: Lei nº 8.212/91: Fl. 311DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.007147/200757 Acórdão n.º 2402004.596 S2C4T2 Fl. 4.509 9 Art. 31. O contratante de quaisquer serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes desta Lei, em relação aos serviços prestados, exceto quanto ao disposto no art. 23, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. A fiscalização informa que não houve ação fiscal na prestadora de serviços com exame da contabilidade; contudo não se pronuncia sobre a falta de recolhimentos parciais de contribuições previdenciárias, seja pela contratada ou pela contratante: 10 — De acordo com as informações disponíveis no Sistema Informatizado da Previdência Social, não houve ação fiscal com exame da.contabilidade ria empresa prestadora de serviço TC Montagens Industriais Ltda., `portanto; os créditos inerentes à prestação ora tributada, não foram objeto de lançamento anterior. Por tudo, tendo o lançamento substituído sido lavrado em 30/04/2004 para fatos geradores ocorridos de 08/97 a 01/99, reconheço a decadência total do direito de constituição do crédito tributário. Voto pelo provimento ao recurso voluntário. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 312DF CARF MF Impresso em 02/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 13/03/ 2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10825.902145/2012-49
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009
COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS.
A partir do advento do art. 23, I e II, a, da Medida Provisória nº 1.858-6, de 26/06/1999 e reedições até a MP nº 2.158-35/2001, as receitas das cooperativas passaram a sofrer a incidência da contribuição ao PIS.
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3803-005.817
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso. Os conselheiros Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis e Belchior Melo de Sousa votaram pelas conclusões.
(Assinado Digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues., João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS. A partir do advento do art. 23, I e II, a, da Medida Provisória nº 1.858-6, de 26/06/1999 e reedições até a MP nº 2.158-35/2001, as receitas das cooperativas passaram a sofrer a incidência da contribuição ao PIS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2080; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 11 1 10 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10825.902145/201249 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803005.817 – 3ª Turma Especial Sessão de 25 de março de 2014 Matéria Compensação Recorrente UNIMED CENTRO OESTE PAULISTA FEDERAÇÃO INFRAFEDERATIVA DAS COOPERATIVAS MEDICAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS. A partir do advento do art. 23, I e II, “a”, da Medida Provisória nº 1.8586, de 26/06/1999 e reedições até a MP nº 2.15835/2001, as receitas das cooperativas passaram a sofrer a incidência da contribuição ao PIS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso. Os conselheiros Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis e Belchior Melo de Sousa votaram pelas conclusões. (Assinado Digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 90 21 45 /2 01 2- 49 Fl. 166DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado Digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues., João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório Sob a alegação de realização de pagamento a maior ou indevido de PIS/PASEP a contribuinte transmitiu Per/DComp em 30/11/2009, entretanto a compensação realizada restou não homologada, eis que por meio de despacho decisório eletrônico a autoridade administrativa declarou haver outros débitos e que o crédito informado foi integralmente utilizado para a quitação dos mesmos, não havendo saldo credor o suficiente para solver os débitos declarados na DComp aviada. Sobreveio a manifestação do inconformismo e com ela os argumentos de que: (i) a exigência da contribuição ao PIS foi restabelecida sob a égide da CF/88, notadamente nos termos do art. 2o, II, da Lei 9.715/98, sendo um ano após expressamente revogada em relação às entidades sem fins lucrativos, por meio da MP 1.85810/99, com a atual redação conferida pelo art. 93 da MP nº 2.15835/01, ainda assim algumas cooperativas permaneceram obrigadas ao recolhimento da contribuição ao PIS sobre a folha de salário, em vista de regra específica prevista no § 1º, do art. 2º, da Lei nº 9.715/98; (ii) a MP 2.15835/01 ao mesmo tempo em que revogou a exigência da contribuição ao PIS para as entidades sem fins lucrativos. Explicitou que as sociedades cooperativas de produção rural, contribuintes do PIS com base no faturamento, porém sujeitas às exclusões e deduções no art. 15 da referida MP, continuavam sujeitas à contribuição ao PIS com base na folha de salário, nos termos do seu art. 13; (iii) ratificando esse entendimento encontrase o art. 28 da IN SRF nº 635/06, que explicita quais as sociedades que continuam sujeitas a incidência da contribuição ao PIS com base na folha de salário, conforme se depreende da solução no processo de consulta nº 290/07; (iv) ainda que a redação do art. 15 da MP2.15835 seja genérica em relação às sociedades cooperativas e, portanto, não excetue as cooperativas de trabalho médico, isso não permite a conclusão de que essas cooperativas estariam entre as compreendias no alcance desse dispositivo, como também concluiu as autoridades fiscais, nos termos do art. 28 da IN SRF nº 635/06; (v) conclui aduzindo que se as sociedades cooperativas médicas não se sujeitam às exigências da contribuição ao PIS com base na folha de salários de seus empregados e, portanto, todo o recolhimento realizado a esse título deve ser entendido comore colhimento a Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902145/201249 Acórdão n.º 3803005.817 S3TE03 Fl. 12 3 maior ou indevido e, logo, passível de ser recuperado. Requereu, ainda, a reforma do julgado de primeira instância, a procedência integral da declaração de compensação, com vista a legitimidade do crédito tributário e o reconhecimento da extinção dos débitos compensados no PER/DECOMP. A decisão prolatada pela 14ª Turma da DRJ/RPO, de 11/09/13 (fls. /) por meio do Acórdão nº 1444.635, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, para manter o crédito tributário exigível, nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 FATURAMENTO E FOLHA DE SALÁRIOS. LEGALIDADE. Quando a sociedade cooperativa realiza as exclusões legais da base de cálculo do PIS Faturamento, é devido o PIS Folha concomitantemente, nos termos do art. 15, § 2º, da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, e do art. 32, § 4º, do Decreto nº 4.524, de 2002. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O voto condutor do acórdão adotou o pressuposto de que : (a) “Nos termos da regra consolidada na atual MP nº 2.15835, de 2001, a tributação das sociedades cooperativas segue a tributação das demais pessoas jurídicas em geral, calculando o PIS de acordo com o faturamento. No entanto, caso a cooperativa realize determinadas operações que não sofrem a incidência do PIS com base no faturamento, deverá, conforme disposição inscrita no art. 15, §2º, I da MP nº 2.15835, de 2001, apurar o PIS com base na folha de salários. Nesse caso, portanto, a cooperativa sujeitase cumulativamente à tributação com base no faturamento e com base na folha de pagamentos”. Consubstanciouse ainda no art. 13 da referida MP, e nos arts. 36 da MP 66/02; no art. 1º da MP nº 101/02, convertida na Lei nº 10.767/03; no art. 32 do Dec. 4.524/02 e nos arts. 9º e 33 da IN SRF nº 247/02. De acordo com os dispositivos mencionados não prevalece a tese de que as sociedades cooperativas outras que não de produção agropecuária, eletrificação rural, de Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 crédito e de transporte rodoviário, estariam fora do alcance do PIS sobre a folha de salários. E assim, nos períodos em que tenha procedido à exclusão das sobras líquidas da base de cálculo da contribuição, o PIS sobre a folha de pagamentos deve ser recolhido. Situação essa em que o sucesso da contribuinte em ver homologada a compensação declarada na primeira instância administrativa, condicionase à comprovação da liquidez e certeza do direito creditório, no caso, a de que não efetuou a exclusão em foco. No que se relaciona ao aspecto do elemento material de prova extraise excertos que sintetizam o posicionamento adotado pela decisão em questão, adiante: “Em se tratando de declaração eletrônica, a verificação dos dados informados pela contribuinte na DCOMP foi realizada também de forma eletrônica, cotejando os com os demais por ela informados à Receita Federal em outras declarações (DCTFs, DIPJ, etc), bem como com outras bases de dados desse órgão (pagamentos, etc), tendo resultado no Despacho Decisório em discussão. O ato combatido aponta como causa da não homologação o fato de que, embora localizado o pagamento apontado na DCOMP como origem do crédito, o valor correspondente fora utilizado para a extinção anterior de débito confessado pela interessada. Assim o exame das declarações prestadas pela própria interessada à Administração Tributária revela que o crédito utilizado na compensação declarada não existia.” De acordo com o Termo de Ciência por decurso de prazo, a data de disponibilização na caixa postal da contribuinte da decisão contida no Acórdão nº 1444.635, foi em 20/09/2013. Com isso a data da ciência se deu em 05/10/2013. O Termo de Solicitação de Juntada de recurso voluntário foi registrada pela repartição preparadora em 01/11/13. Ciente da decisão contida no acórdão retromencionado a contribuinte irresignada, em sede de recurso voluntário, reiterou de forma minudente acerca das razões de defesa apresentadas na exordial. Ressaltou que a MP 2.15835/01, em seu artigo 13, explicitou quais os tipos de entidades que se sujeitavam à contribuição ao PIS, calculada sobre a folha de salários, bem assim que as sociedades cooperativas não foram contempladas, de acordo com o elenco formulado nesse artigo, como o foram às Organizações das Cooperativas – OCB e as Organizações estaduais de Cooperativas, nos termos do inciso I, do art. 13, da MP nº 2.158 35/01, que não se identifica com as sociedades cooperativas propriamente ditas. Mencionou que na mesma senda segue o § 2º e incisos I a IV, do art. 15 dessa MP, eis que as cooperativas de trabalho médico não praticam as operações descritas nesses incisos do confuso enunciado do referido artigo da MP correspondente. Aduziu ademais disso que o art. 28 da IN SRF 635/06 identifica quais sociedades cooperativas se sujeitam à incidência da contribuição ao PIS com base na folha de Fl. 169DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902145/201249 Acórdão n.º 3803005.817 S3TE03 Fl. 13 5 salário, ou seja, as sociedades sujeitas às exclusões previstas no art. 15 da MP 2.15835/01,bem assim que a resposta à Consulta 290/07 ratifica este entendimento. Requer ao final o integral provimento do recurso, protestando pela apresentação de memoriais e sustentação oral das razões aduzidas. É relatório. Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Relator O recurso é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Duas foram às questões devolvidas para apreciação pelo Tribunal ad quem, a saber: (i) a verificação da certeza e liquidez do direito creditório alegado pela Recorrente; e (ii) a tributação das sociedades cooperadas de trabalho médico pelo PIS. O exame acerca da primeira questão resta prejudicado, eis que nenhum documento contábil ou fiscal hábil e idôneo foi colacionado aos autos, com o fim de corroborar as assertivas formuladas na exordial, ou mesmo no apelo sob exame, o que se faz em respeito aos dispositivos contidos no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, caput e § 4º. É cediço que quando da apresentação de Per/DComp à repartição fiscal, por se tratar de iniciativa do próprio contribuinte, cabe ao transmitente o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado em valores superiores ao débito informado na DComp. Por sua vez à autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. Resta, então, o enfrentamento da questão relacionada à tributação das sociedades cooperadas pelo PIS. O hodierno ordenamento jurídico tem a sua gênese na Constituição Cidadã de 1988. O seu artigo 146, III, ‘C’, dispõe que cabe à lei complementar estabelecer normas gerais me matéria de legislação tributária, especialmente sobre: adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 A Lei nº 5.764/71, que definiu a Política Nacional de Cooperativismo e instituiu o regime jurídico das cooperativas, por meio do seu artigo 4º, já havia atribuído à definição legal de “cooperativas”, como sendo: Art. 4º. As cooperativas são sociedades de pessoas, como forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados, distinguindose das demais sociedades pelas seguintes características: (...); VII – retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado, salvo deliberação em contrário da Assembléia Geral. Adiante, no caput e no parágrafo único do artigo 79 do mesmo mandamus, adveio a definição e a funcionalidade de “atos cooperativos”. Em outras palavras são tais atos jurídicos que criam, mantém ou extinguem relações cooperativas, não implicando, necessariamente, em atos de mercado. Acerca da tributação do PIS e da COFINS, inicialmente, foi a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, considerada isenta por força do disposto no caput e inciso I do art. 6º, da LC nº 70/91, instituidora da Cofins. Entretanto, com o advento da MP nº 1.8586/99, por meio de seu artigo 23, foram os incisos I e III do artigo 6º da LC nº 70/91, revogados. Ocorre que essa revogação se manteve por meio da MP nº 66/02 e também pela Lei nº 10.637/02, por meio dos seus artigos 1º e 2º, que atualmente regula esta matéria (cobrança do PIS/PASEP, cuja base de cálculo é o valor do faturamento). Do mesmo modo ocorreu com o PIS, cujas cooperativas estão sujeitas ao pagamento desse tributo, seja sobre a folha de salários, mediante a aplicação de alíquota de 1% sobre a folha de pagamento mensal de seus empregados. A outra forma de tributação incide sobre a receita bruta, mediante a alíquota de 0,65% (a partir de 01/11/1999, data fixada pelo Ato Declaratório SRF nº 88/99), com exclusões da base de cálculo prevista pela MP 2.11327/01, ou mesmo de acordo com a MP 107, com as exclusões da base de cálculo, de acordo com o disposto também no artigo 15 da MP 2.113 27/01. Por força do contido na Lei nº 10.637/02, a partir de 01/12/02, a alíquota do PIS foi majorada para 1,65%. Destarte, por meio da MP 107/03, de 10/022003, a alíquota do PIS que houvera sido majorada, retorna ao seu valor original de 0,65%, inclusive para as sociedades cooperativas. Foi a partir da MP nº 2.11329, de 27/03/01, DOU de 28/03/01, de suas reedições e alterações posteriores, até a MP 2.15835/01, através de suas disposições que se Fl. 171DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902145/201249 Acórdão n.º 3803005.817 S3TE03 Fl. 14 7 tornou possível para as sociedades cooperativas a exclusão da base de cálculo do PIS e da Cofins, de valores mencionados no artigo 15 desta MP, isto uma vez observado o disposto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/98. Portanto, a base de cálculo para as contribuições para o PIS e a Cofins, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, é o faturamento, correspondente à receita bruta. A respeito da exclusão de valores da base de cálculo do PIS e da Cofins das cooperativas vale mencionar as disposições da MP nº 101/02, litteris: Art. 1º. As sociedades cooperativas também poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, sem prejuízo do disposto no art. 15 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, as sobras apuradas na Demonstração de Resultado do Exercício, antes da destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971. § 1º. Omissis. § 3º O disposto neste artigo alcança os fatos geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória nº 1.85810, de 26 de outubro de 1999. Portanto, seja sob a ótica da MP nº 2.15835/01, ou segundo os dispositivos contidos na MP nº 101/02, posteriormente convertida na Lei 10.767/02 e, observados o disposto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/98, o que se percebe nitidamente, é a possibilidade de exclusão de elementos da base de cálculo do PIS e da Cofins, para as sociedades cooperativas. Confirase: Art. 1° Esta Lei aplicase no âmbito da legislação tributária federal, relativamente às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, de que tratam o art. 239 da Constituição e a Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, ao Imposto sobre a Renda e ao Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativos a Títulos ou Valores Mobiliários IOF. Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001). Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 172DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 (...); § 9o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I coresponsabilidades cedidas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição de provisões técnicas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidades. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001). (Grifei). De outra parte assim se pronunciou a Solução de Consulta COSIT nº 06, de 8 de novembro de 2010 (ação judicial): EMENTA: O disposto no inciso III do § 9º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, não permite que as operadoras de planos de assistência à saúde deduzam da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep as despesas e custos operacionais relacionados com os atendimentos médicos realizados em seus próprios beneficiários (clientes), por meio de estabelecimento próprio ou pela rede conveniada/credenciada de profissionais e empresas da área de saúde, visto que tais contribuições incidem sobre o faturamento (receita bruta) mensal e não sobre o resultado. O inciso III do § 9º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, somente autoriza as operadoras de planos de assistência à saúde a deduzirem da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep o valor correspondente às indenizações efetivamente pagas por uma operadora, referente aos atendimentos médicos efetuados em beneficiários (clientes) pertencentes à outra operadora de plano de assistência à saúde, deduzido das importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidade. O Poder Judiciário, aqui representado pelos Tribunais Superiores, também não se omitiu quando provocado a se pronunciar a respeito da tributação do PIS/PASEP e da Cofins, senão vejamos: O Julgamento da Questão no STJ – Sistemática do Recurso Repetitivo: RECURSO ESPECIAL Nº 1.164.716 MG (2009/02107185) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : COOPERATIVA DOS INSTRUTORES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E PROMOÇÃO SOCIAL RURAL LTDA COOPIFOR Fl. 173DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902145/201249 Acórdão n.º 3803005.817 S3TE03 Fl. 15 9 ADVOGADO : CAMILA COLARES SANTANA E OUTRO(S) DECISÃO (...) impõese, da mesma forma, a submissão do presente apelo extremo como representativo da controvérsia atinente à incidência da contribuição destinada ao PIS e da COFINS sobre a receita oriunda de atos cooperativos típicos realizados pelas cooperativas, à luz do disposto no artigo 79, parágrafo único, da Lei 5.764/71, a fim de se prevenir eventual óbice de conhecimento. (...) Brasília (DF), 24 de fevereiro de 2010. A discussão realizada pelo Supremo Tribunal Federal ainda não chegou a termo, entretanto o reconhecimento da repercussão geral a respeito do tema ora sob exame, já ocorreu. Confirase: REPERCUSSÃO GERAL EM RE N.672.215CE RELATOR: MIN. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA COFINS, DA CONTRIBUIÇÃO AO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL E DA CONTRIBUIÇÃO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO SOBRE O PRODUTO DE ATO COOPERADO OU COOPERATIVO. DISTINÇÃO ENTRE “ATO COOPERADO TÍPICO” E “ATO COOPERADO ATÍPICO”. CONCEITOS CONSTITUCIONAIS DE “ATO COOPERATIVO”, “RECEITA DE ATIVIDADE COOPERATIVA” E “COOPERADO”. COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS. VALORES PAGOS POR TERCEIROS À COOPERATIVA POR SERVIÇOS PRESTADOS PELOS COOPERADOS. LEIS 5.764/1971, 7.689/1988, 9.718/1998 E 10.833/2003. ARTS. 146, III, c, 194, par. ún., V, 195, caput, e I, a, b e c e § 7º e 239 DA CONSTITUIÇÃO. Tem repercussão geral a discussão sobre a incidência da Cofins, do PIS e da CSLL sobre o produto de ato cooperativo, por violação dos conceitos constitucionais de “ato cooperado”, “receita da atividade cooperativa” e “cooperado”. Discussão que se dá sem prejuízo do exame da constitucionalidade da revogação, por lei ordinária ou medida provisória, de isenção, concedida por lei complementar (RE 598.085RG), bem como da “possibilidade da incidência da contribuição para o PIS sobre os atos cooperativos, tendo em vista o disposto na Medida Provisória nº 2.158 33, originariamente editada sob o nº 1.8586, e nas Leis nºs 9.715 e 9.718, ambas de1998” (RE 599.362 RG, Rel. Min. Dias Toffoli). Como visto ainda não se vislumbra nos textos normativos, nem jurisprudenciais, a hipótese de isenção ou de não incidência tributária para as cooperativas. Tampouco de distinção entre cooperativas de trabalho médico, de crédito, enfim, entre as demais modalidades de sociedades cooperativas. Concluise, por conseguinte que, do texto legal, onde o legislador não faz distinção, não cabe ao operador do direito fazêlo, tampouco ao intérprete da lei. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 10 O PIS sobre a folha de pagamento constitui uma obrigação tributária principal devida por todas as entidades sem fins lucrativos, classificadas como Isentas, Imunes ou Dispensadas, e calculado sobre a folha de pagamento de salários, à alíquota de 1%. Quanto ao requerido pela Recorrente, no sentido de que o PIS/folha de pagamento não é cabível, portanto poderia ser compensado com tais débitos, considero inadequado o seu pedido. Isto porque ao manifestar o seu inconformismo a ora Recorrente destacou que a MP 2.15835/01 ao mesmo tempo em que revogou a exigência da contribuição ao PIS para as entidades sem fins lucrativos, explicitou que as sociedades cooperativas de produção rural, contribuintes do PIS com base no faturamento, porém sujeitas às exclusões e deduções no art. 15 da referida MP, continuavam sujeitas à contribuição ao PIS com base na folha de salário, nos termos do seu art. 13. Tema este reiterado no recurso voluntário. Há um equívoco nas assertivas formuladas pela Recorrente quanto à revogação da exigência da contribuição ao PIS para as entidades sem fins lucrativos, pela MP nº 2.158 35/01. Diversamente, com o advento dessa medida provisória tornouse concreta a possibilidade de exclusão de elementos previstos na legislação de regência, da base de cálculo do PIS e da Cofins, isto em conformidade com o disposto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/98. E mais, a Recorrente foi além ao mencionar que ratificando esse entendimento encontrase o art. 28 da IN SRF nº 635/06, que explicita quais as sociedades que continuam sujeitas a incidência da contribuição ao PIS com base na folha de salário, conforme se depreende da solução no processo de consulta nº 290/07; O fato de o art. 28 não relacionar expressamente a sociedade cooperativa de trabalho médico dentre aquelas cujo fato gerador para o PIS/PASEP incide sobre a folha de salários no percentual de 1%, não autoriza o contribuinte a dela se eximir, como se imune ou isenta fosse, o que não corresponde ao disposto nos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718/98, posto que as deduções permitidas em lei, se faz em observância desses dois artigos suso citados. O rol das exclusões mencionados no art. 15 da MP 2.15835/01, aplicável ao caso em comento, não é exaustivo, ou mesmo conclusivo, como também não o é aquele constante do artigo 28 da IN SRF nº 635/06, DOU de 17/04/2006, e ambos ensejam a incidência do PIS/Folha. Isto posto oriento o meu voto pelo não provimento do recurso voluntário. É como voto. Sala de sessões em 25 de março de 2014. Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 175DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902145/201249 Acórdão n.º 3803005.817 S3TE03 Fl. 16 11 Relator Relator Fl. 176DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10830.902056/2013-12
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Feb 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2007
RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece de Recurso Voluntário interposto que, além de inovar em relação ao inicialmente alegado em manifestação de inconformidade anteriormente apresentada, com preterição de instância, baseia-se na análise de Per/DComp estranho à lide, já findo administrativamente, e pleiteia o cancelamento daquela Per/DComp, matéria de exclusiva competência da DRF de origem.
Numero da decisão: 1803-002.535
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Cármen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Cármen Ferreira Saraiva, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Fernando Ferreira Castellani, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho e Arthur José André Neto.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2007 RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece de Recurso Voluntário interposto que, além de inovar em relação ao inicialmente alegado em manifestação de inconformidade anteriormente apresentada, com preterição de instância, baseiase na análise de Per/DComp estranho à lide, já findo administrativamente, e pleiteia o cancelamento daquela Per/DComp, matéria de exclusiva competência da DRF de origem. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 90 20 56 /2 01 3- 12 Fl. 260DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10830.902056/201312 Acórdão n.º 1803002.535 S1TE03 Fl. 261 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Cármen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Cármen Ferreira Saraiva, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Fernando Ferreira Castellani, Francisco Ricardo Gouveia Coutinho e Arthur José André Neto. Fl. 261DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10830.902056/201312 Acórdão n.º 1803002.535 S1TE03 Fl. 262 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 36 e 37): A Interessada transmitiu a Declaração de Compensação (DCOMP) de nº 20457.30648.191009.1.3.045673 na qual requer a compensação de débito com crédito referente a Pagamento Indevido ou a Maior no código 0220 (PJ obrigadas ao Lucro Real – Balanço Trimestral), período de apuração 30/09/2006, conforme DARF no valor total de R$ 530.451,90. 2. Foi emitido Despacho Decisório DD (fl. 70) que NÃO HOMOLOGOU a compensação declarada, visto que foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Utilização dos Pagamentos encontrados para o DARF Discriminado no PER/DCOMP Número do Pagamento Valor Original Total Processo/DCOMP/Débito Valor Original Utilizado 3.076.290.701 530.451,90 DCOMP: 03259.83620.310107.1.3.048085 443.794,52 DCOMP: 14069.54598.210909.1.3.044716 82.186,96 Débito: cód 0220 PA 30/09/2006 4.470,42 VALOR TOTAL 530.451,90 3. O contribuinte teve ciência do DD em 13/05/2013 (AR; fl. 32), e dele recorreu a esta DRJ, em 03/06/2013 (fl. 02). Após análise minuciosa do DD, constatou ter declarado no PER/DCOMP nº 20457.30648.191009.1.3.045673 utilização do crédito original R$ 230.541,89. Que devido à retificação no preenchimento da DCTF do mês de setembro 2006, foi apontado pagamento a maior de R$ 525.980,48. Foi utilizado R$ 295.439,59 na DCOMP 14069.54598.210909.1.3.044716. Por esta razão, solicitou a análise do processo e encaminhou planilha de correção pela Taxa Selic para utilização do crédito. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 35): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10830.902056/201312 Acórdão n.º 1803002.535 S1TE03 Fl. 263 4 O contribuinte tem direito à restituição e/ou compensação do tributo pago indevidamente, desde que faça prova de possuir crédito próprio, líquido e certo, contra a Fazenda Pública. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 DIREITO CREDITÓRIO. TERCEIRO TRIMESTRE. Foi reconhecido direito creditório no mesmo montante apurado no Despacho Decisório, visto que o crédito pleiteado fora parcialmente utilizado antes da transmissão da DCOMP sob análise, conforme declarações transmitidas pelo próprio contribuinte. Assim, mantémse a decisão recorrida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 08/01/2014 (fls. 44), a tempo, em 05/02/2014, apresenta a interessada Recurso de fls. 47 a 56, instruído com os documentos de fls. 57 a 257, nele argumentando, em síntese: a) que apresenta documentos que demonstram que não havia débito a ser compensado no PER/DCOMP nº 03259.83620.310107.1.3.048085, não sendo assim utilizado o crédito originário de R$ 443.794,52, relativo ao DARF no valor de R$ 530.451,90, no código 0220, período de apuração 30/09/2006, recolhido em 31/10/2006; b) que esses documentos estavam em outro setor da empresa, motivo pelo qual não foram apresentados na manifestação de inconformidade; c) que a prestação de provas em qualquer momento processual é francamente aceita na esfera administrativa, desde que esta ocorra antes da decisão final, ainda mais quando não é possível obtêlas anteriormente, em respeito ao princípio da verdade material, que rege o contencioso fiscal administrativo; d) que, com os documentos localizados recentemente, verificouse que, no quarto trimestre de 2006, a Recorrente apurou saldo negativo de imposto de renda; e) que, nas DCTFs relativas aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2006, originárias e retificadas, não foi declarado nenhum débito de IRPJ a ser pago no quarto trimestre de 2006 pela Recorrente; f) que o PER/DCOMP nº 03259.83620.310107.1.3.048085, do qual a Recorrente localizou uma cópia recentemente, foi transmitida indevidamente e deveria ter sido cancelada, pois conforme demonstrado acima, no quarto trimestre de 2006, a Recorrente não teve IRPJ a recolher ao Fisco; Fl. 263DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10830.902056/201312 Acórdão n.º 1803002.535 S1TE03 Fl. 264 5 g) que, sendo assim, não há débito de IRPJ para ser compensado, ou seja, o débito de IRPJ disposto no referido PER/DCOMP é inexistente, não havendo débito para ser compensado; h) que, assim sendo, não havendo débito a ser compensado, não há que se falar em homologação do PER/DCOMP nº 03259.83620.310107.1.3.04 8085, haja vista que o débito não existe; i) que a autoridade administrativa que analisou e homologou o referido PER/DCOMP, ao constatar a existência do crédito utilizado na compensação também tinha condições de verificar a não existência do débito de IRPJ, pois as DIPJs e as DCTFs referentes ao quarto trimestre de 2006 foram devidamente transmitidas ao Fisco, ficando à disposição da Autoridade Administrativas para análise, o que aparentemente não o fez; j) que, dessa forma, o erro cometido pela Recorrente poderia ter sido facilmente apurado pela Autoridade Administrativa que analisou e homologou a referida PER/DCOMP, que deveria ter intimado a Recorrente para se manifestar sobre tal incongruência ou simplesmente ter indeferido a compensação, haja vista a inexistência do débito; k) que, haja vista que resta comprovada a inexistência do débito declarado no PER/DCOMP nº 03259.83620.310107.1.3.048085, o mesmo deve ser cancelado, pois descabida a cobrança de débito inexistente em razão de PER/DCOMP indevidamente apresentada pelo contribuinte; l) que a Recorrente agiu de boafé ao utilizar, no PER/DCOMP nº 20457.30648.191009.1.3.045673, o crédito de R$ 230.541,89, para compensar os débitos nela indicados; e m) que, com a comprovada inexistência do débito disposto no PER/DCOMP nº 03259.83620.310107.1.3.048085, está demonstrado que a Recorrente possuía o crédito declarado para compensar com os débitos indicados no PER/DCOMP nº 20457.30648.191009.1.3.045673, motivo pelo qual a compensação declarada no mesmo deve ser homologada integralmente. Em mesa para julgamento. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10830.902056/201312 Acórdão n.º 1803002.535 S1TE03 Fl. 265 6 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Não conheço do Recurso Voluntário interposto. 4. A uma, por inovar em relação ao que havia sido inicialmente alegado na manifestação de inconformidade anteriormente apresentada. 5. Assim, conhecer do presente Recurso significaria, em última análise, preterição de instância, já que a decisão recorrida não se manifestou sobre a argumentação somente agora trazida à colação. 6. A duas, por se basear, aquele Recurso Voluntário, na análise de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) estranho à presente lide (de nº 03259.83620.310107.1.3.048085) e que, como reconhecido pela própria Recorrente, já foi devidamente homologado, findando, pois, administrativamente. 7. A três, por pretender a Recorrente o cancelamento daquele Per/DComp, matéria de exclusiva competência da DRF de origem, como consta do art. 62 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005, então vigente à época (grifouse): Art. 62. A desistência do Pedido de Restituição, do Pedido de Ressarcimento ou da compensação poderá ser requerida pelo sujeito passivo mediante a apresentação à SRF do Pedido de Cancelamento gerado a partir do Programa PER/DCOMP ou, na hipótese de utilização de formulário (papel), mediante a apresentação de requerimento à SRF, o qual somente será deferido caso o Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento ou a compensação se encontre pendente de decisão administrativa à data da apresentação do Pedido de Cancelamento ou do requerimento. Parágrafo único. O pedido de cancelamento da Declaração de Compensação será indeferido quando formalizado após intimação para apresentação de documentos comprobatórios da compensação. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10830.902056/201312 Acórdão n.º 1803002.535 S1TE03 Fl. 266 7 Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 266DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/02/2 015 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/02/2015 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 15540.000090/2009-45
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Apr 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.RECURSO INTEMPESTIVO
Não merece ser conhecido Recurso Voluntário interposto após decorrido o prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-002.919
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por sua intempestividade.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Ewan Teles Aguiar, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.RECURSO INTEMPESTIVO Não merece ser conhecido Recurso Voluntário interposto após decorrido o prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1593; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15540.000090/200945 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.919 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 10 de fevereiro de 2015 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente AUTO ONIBUS FAGUNDES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.RECURSO INTEMPESTIVO Não merece ser conhecido Recurso Voluntário interposto após decorrido o prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por sua intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Ewan Teles Aguiar, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 54 0. 00 00 90 /2 00 9- 45 Fl. 420DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/03 /2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face do acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, nº 1228.806, fls. 374/382, que julgou improcedente a impugnação apresentada para manter incólume o crédito tributário consubstanciado no DEBCAD 37.130.6442, referente ao período de 01/03/2004 a 31/12/2004, no valor de R$ 41.580,00 (quarenta e um mil, quinhentos e oitenta reais). A presente autuação almeja o recolhimento de multa pelo fato de o contribuinte ter apresentado GFIP com incorreções ou omissões, conforme Relatório Fiscal, fls. 8/14: 1. Esta ação fiscal, autorizada pelo Mandado de Procedimento Fiscal – MPF: 0710200.2008.00085, foi iniciada com o objetivo de lavrar os Autos de Infração Cabíveis, autorizada pelo MPF: 0710200.2008.001156 e encerrada em 19/12/2008. 2. No decorrer da ação fiscal atual, na empresa supra identificada, foram analisados nas competências 03/2004 a 12/2004, dentre outros documentos, as Guias de Folha de Pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP (vide item 3 abaixo), Folhas de Pagamento dos Empregados – FP e Livros Razão e Diário (sendo o último de número: 52, registrado na JUCERJA sob o nº. 198/04, em 12/08/04); sendo constatado na GFIP, incorreções ou omissões, conforme explicado abaixo: INCORREÇÕES OU OMISSÕES NAS REMUNERAÇÕES 2.1 DIFERENÇAS DE BASE: GFIP x FP >> Remunerações constantes da base do Inss apurada pela empresa na Folha de Pagamento, que foram declaradas a menor ou omitidas da Base do Inss da GFIP (Base GFIP < Base FP); algumas diferenças estão incluídas no Auto de Infração debcad: 37.130.6400 (obrigação principalpatronal) lavrado na ação fiscal anterior, anexamos neste auto, cópia do resumo de folhas de pagamento onde há diferença de base em confronto com a GFIP. 2.1.1 Consta anexada ao Termo de Início do Procedimento Fiscal – TIPF (também anexo) a Planilha: Diferença de Salário de Contribuição de Empregado (FP x GFIP); anexamos também ao AI, a resposta apresentada pela empresa (inclui planilha compondo a diferença) em atendimento aos esclarecimentos solicitados no TIPF. 2.2 INDENIZAÇÃO HORA/REFEIÇÃO >> A empresa não considerou na Base do Inss os valores referentes ao pagamento de verba remuneratória: Indenização Hora/Refeição, discriminada no resumo da Folha de Pagamento no código: 217; este fato gerador também foi incluído no Auto de Infração debcad: 37.130.6400 (patronal) lavrado na ação fiscal anterior; ... Fl. 421DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/03 /2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15540.000090/200945 Acórdão n.º 2403002.919 S2C4T3 Fl. 3 3 2.3 INDENIZAÇÃO UNIFORME >> A empresa não considerou na base do Inss os valores referentes ao pagamento da verba remuneratória: Indenização Uniforme, discriminada no resumo da Folha de Pagamento no código:51; este fato gerador também foi incluído no Auto de Infração debcad: 37.130.6400 (patronal) lavrado na ação fiscal anterior; ... INCORREÇÕES NO CADASTRO DA EMPRESA 2.4 A empresa declarou incorretamente na GFIP de 03 a 04/2004 da matriz, com FPAS: 612, a alíquota do Gilrat como 0%, quando o correto é 3%. 2.5 A empresa declarou incorretamente na GFIP de 11/2004 da filial (000250, a alíquota do Gilrat como 0%, quando o correto é 3%. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a autuação fiscal em epígrafe por meio do instrumento de fls. 322/341. DO ACÓRDÃO DA DRJ Após analisar os argumentos do então impugnante, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, DRJ/RJ1, prolatou o Acórdão nº 12 28.806 de fls. 374/382, a qual julgou improcedente a impugnação, conforme ementa a seguir: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/2004 a 31/12/2004 LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA – INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Apresentar a empresa a GFIP com informações incorretas ou omissas, conforme previsto no art. 32A da Lei 8.212/91. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformado, a recorrente, FRIBURGAUTO LTDA, interpôs, intempestivamente, Recurso Voluntário, contestando a autuação fiscal em epígrafe por meio de instrumento de fls. 386/390, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, utilizandose, para tanto, dos seguintes argumentos: 1) Que deve ser apreciado na literalidade da Lei o ressarcimento das despesas com uniformes na forma do art. 2, § 9º, letra “r”, da Lei 8.212/91; Fl. 422DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/03 /2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 2) Que a categoria de funcionários da recorrente seja enquadrada na exceção contida no art. 62, inciso I, da CLT. É o relatório. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/03 /2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15540.000090/200945 Acórdão n.º 2403002.919 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme AR de fls. 385, a recorrente tomou ciência da Decisão da DRJ em 26/04/2010 (segundafeira). O Recurso Voluntário, por sua vez, foi apresentado no dia 28/05/2010 (sextafeira). Nos termos do artigo 33 do Decreto n° 70.235/72 o contribuinte tem o prazo de 30 (trinta) dias da ciência da decisão de primeira instância para ingressar com o recurso voluntário: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Neste caso, o prazo para apresentação do Recurso Voluntário se iniciaria na terçafeira dia 27/04/2010, conforme art. 5º, do Decreto 70.235, e teria como prazo final o dia 26/05/2010 (quartafeira), tendo, no entanto, sido protocolado apenas na sextafeira, dia 28/05/2010, ou seja, dois dias após o prazo. CONCLUSÃO Do exposto, não conheço o Recurso Voluntário. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 424DF CARF MF Impresso em 06/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/03 /2015 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10073.720223/2008-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
NULIDADE. NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA. LEGALIDADE.
Prescinde de assinatura da autoridade administrativa competente a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. Inteligência art. 11 do Decreto nº 70.235/1972.
ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE.
A partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR, a apresentação do ADA passou a ser obrigatória (ou a comprovação do protocolo de requerimento daquele Ato, no Ibama, em tempo hábil), por força da Lei nº 10.165/2000.
ITR. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO.
Para aplicação do Sistema Integrado de Preços de Terras SIPT é imprescindível que o contribuinte tenha acesso aos critérios e parâmetros utilizados para arbitramento do VTN de modo a verificar o atendimento aos requisitos da legislação aplicável (art. 14 da Lei nº 9.393/1996 c/c art. 12, §1º, inciso II, da Lei nº 8.629/1993).
Numero da decisão: 2201-002.655
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer o VTN - Valor da Terra Nua declarado.
Assinado Digitalmente
EDUARDO TADEU FARAH Relator
Assinado Digitalmente
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), VINICIUS MAGNI VERCOZA (Suplente convocado), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, NATHALIA MESQUITA CEIA e EDUARDO TADEU FARAH. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ e GUSTAVO LIAN HADDAD.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2004 NULIDADE. NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA. LEGALIDADE. Prescinde de assinatura da autoridade administrativa competente a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. Inteligência art. 11 do Decreto nº 70.235/1972. ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE. A partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR, a apresentação do ADA passou a ser obrigatória (ou a comprovação do protocolo de requerimento daquele Ato, no Ibama, em tempo hábil), por força da Lei nº 10.165/2000. ITR. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. Para aplicação do Sistema Integrado de Preços de Terras SIPT é imprescindível que o contribuinte tenha acesso aos critérios e parâmetros utilizados para arbitramento do VTN de modo a verificar o atendimento aos requisitos da legislação aplicável (art. 14 da Lei nº 9.393/1996 c/c art. 12, §1º, inciso II, da Lei nº 8.629/1993).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer o VTN - Valor da Terra Nua declarado. Assinado Digitalmente EDUARDO TADEU FARAH Relator Assinado Digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), VINICIUS MAGNI VERCOZA (Suplente convocado), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, NATHALIA MESQUITA CEIA e EDUARDO TADEU FARAH. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ e GUSTAVO LIAN HADDAD.
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NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA. LEGALIDADE. Prescinde de assinatura da autoridade administrativa competente a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. Inteligência art. 11 do Decreto nº 70.235/1972. ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE. A partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR, a apresentação do ADA passou a ser obrigatória (ou a comprovação do protocolo de requerimento daquele Ato, no Ibama, em tempo hábil), por força da Lei nº 10.165/2000. ITR. VALOR DA TERRA NUA. ARBITRAMENTO. Para aplicação do Sistema Integrado de Preços de Terras SIPT é imprescindível que o contribuinte tenha acesso aos critérios e parâmetros utilizados para arbitramento do VTN de modo a verificar o atendimento aos requisitos da legislação aplicável (art. 14 da Lei nº 9.393/1996 c/c art. 12, §1º, inciso II, da Lei nº 8.629/1993). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer o VTN Valor da Terra Nua declarado. Assinado Digitalmente EDUARDO TADEU FARAH – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 72 02 23 /2 00 8- 52 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 26/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Assinado Digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), VINICIUS MAGNI VERCOZA (Suplente convocado), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA, NATHALIA MESQUITA CEIA e EDUARDO TADEU FARAH. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ e GUSTAVO LIAN HADDAD. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, exercício 2004, consubstanciado na Notificação de Lançamento (fls. 01/04), pela qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 5.885,10, relativo ao imóvel denominado “Fazenda Estrela” (NIRF 3.850.8958), com área total declarada de 85,9 ha, localizado no município de Angra dos Reis – RJ. A fiscalização glosou integralmente a área informada como de preservação permanente (85,9 ha), além de desconsiderar o VTN declarado de R$ 8.138,28 (R$ 94,74/ha), arbitrando o valor de R$ 128.850,00 (R$ 1.500,00/ha), com base no SIPT. Cientificada do lançamento, a autuada apresentou Impugnação, conforme se extrai do relatório de primeira instancia, verbis: em preliminar, requer a nulidade da notificação de lançamento, por ofensa ao art. 142 do CTN, ao art. 11 do Decreto nº 70.235/1972 e à ordem constitucional, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, já que foi emitida sem a assinatura da autoridade competente; houve violação do art. 14 da Lei 9.393/1996 e dos princípios constitucionais da estrita legalidade e da publicidade, por ausência de critérios válidos para o estabelecimento da base de cálculo do ITR com base no SIPT, pois a metodologia aplicada para coleta de seus dados não obedece às normas da ABNT; em relação às áreas isentas de tributação, a notificação de lançamento ignora sua localização no Parque Estadual da Ilha Grande, quase em sua totalidade acima da cota altimétrica de 100 metros, conforme comprovam planta e memorial descritivo, sendo legalmente desnecessário o ADA, para comprovar a área de preservação permanente declarada; cita e transcreve parcialmente a legislação de regência, a Constituição Federal, acórdãos do STJ e do antigo Conselho de Contribuintes, atual CARF, além de ensinamentos doutrinários, para referendar seus argumentos. Ao final, requer seja conhecida e provida a presente impugnação, para acolhimento da preliminar, e, no mérito, seja julgada improcedente e anulada a referida notificação de lançamento, bem como arquivado o procedimento administrativo. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 26/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10073.720223/200852 Acórdão n.º 2201002.655 S2C2T1 Fl. 3 3 A 1ª Turma da DRJ em Brasília/DF julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: DA NULIDADE POR VICIO FORMALNOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA A notificação de lançamento emitida por processo eletrônico prescinde de assinatura da autoridade administrativa competente. DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE Para ser excluída do cálculo do ITR, exigese que a área de preservação permanente, declarada para o ITR/2004 e glosada pela autoridade fiscal, tenha sido objeto de Ato Declaratório Ambiental ADA, protocolado tempestivamente no IBAMA. DO VALOR DA TERRA NUA VTN Para revisão do VTN arbitrado para o ITR/2004 pela autoridade fiscal, com base no SIPT, seria necessário laudo técnico de avaliação com ART, que atendesse aos requisitos das normas da ABNT e demonstrasse o valor fundiário do imóvel, à época do fato gerador do imposto, e as respectivas peculiaridades desfavoráveis, para justificar o valor declarado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada da decisão de primeira instância em 11/09/2012 (fl. 85), a Brasilcat Empreendimentos SA apresenta Recurso Voluntário em 03/10/2012 (fls. 88/136), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Como visto do relatório, a autoridade fiscal glosou integralmente a área informada como de preservação permanente (85,9 ha), além de desconsiderar o VTN declarado de R$ 8.138,28 (R$ 94,74/ha), arbitrando o valor de R$ 128.850,00 (R$ 1.500,00/ha), com base no SIPT. Antes de se entrar no mérito da questão, cumpre enfrentar a preliminar suscitada pela recorrente. Alega a suplicante que não houve assinatura na notificação de lançamento, portanto o lançamento é nulo, por afronta ao art. 142 do CTN e arts. 11 e 59 do Decreto nº 70.235/1972. De pronto, cumpre reproduzir o art. 11 do Decreto nº 70.235/1972: Fl. 142DF CARF MF Impresso em 26/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 4 Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. (grifei) Do exposto, verificase que a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico prescinde de assinatura, já que se trata de notificação procedente de trabalho de malha fiscal do ITR. Portanto, não identifico no lançamento qualquer infringência aos comandos do art. 142 do CTN, bem como e arts. 11 e 59 do Decreto nº 70.235/1972. No que tange à alegação de ausência de critérios válidos para estabelecimento da base de cálculo do ITR, conforme determina os art. 14 da Lei n° 9393/1996 e art. 30 do CTN, como a matéria se confunde com o mérito, será tratada adiante. No mérito, alega a recorrente que a propriedade seria isenta de tributação, por estar quase totalmente localizada acima da cota altimétrica de 100 metros e fazer parte do Parque Estadual da Ilha Grande, conforme planta e memorial descritivo, além das disposições contidas no Decreto nº 40.602/2007. Pois bem, conforme bem pontuado pela autoridade recorrida, a autuada não apresentou documentação hábil para comprovar que o imóvel estivesse total ou parcialmente inserido nos limites do Parque Estadual da Ilha Grande. Ademais, não se identifica nos autos a planta ou o memorial descritivo citados, nem qualquer outro comprovante da alegada inclusão da área do imóvel nos novos limites desse parque. Na verdade, a autoridade fiscal glosou a área ambiental declarada de preservação permanente (85,9 ha), por falta do Ato Declaratório Ambiental – ADA. Relativamente à glosa perpetrada pela autuante, cumpre registrar que a entrega do ADA tornouse obrigatória a partir do exercício de 2001, para os contribuintes que desejam se beneficiar da isenção da tributação do ITR, conforme determina a Lei n° 10.165/2000: Art. 17O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria. (NR) § 1oA. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA. (AC) Fl. 143DF CARF MF Impresso em 26/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10073.720223/200852 Acórdão n.º 2201002.655 S2C2T1 Fl. 4 5 § 1o A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (NR) (grifei) Pelo que se vê, o ADA é um dos requisitos legais para que algumas áreas especificadas na legislação não sejam tributadas pelo ITR. De acordo com a IN/SRF nº 435/2004, o prazo para a protocolização no Ibama do requerimento do ADA expirou em 30/03/2005, ou seja, seis meses após o prazo final para a entrega da DITR/2004 (30/09/2004). Dessarte, em razão da falta de apresentação do ADA, deve ser mantida a glosa da área declarada a título de preservação permanente. Quanto ao Valor da Terra Nua considerou a autoridade fiscal que o VTN declarado pela recorrente estava subavaliado, tendo em vista os valores constantes do Sistema de Preço de Terras (SIPT), instituído pela Receita Federal, em consonância ao art. 14, caput, da Lei n° 9.393/1996: Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1º As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. (grifei) Por sua vez, o art. 12, §1º, inciso II, da Lei no 8.629/1993, cuja redação vigente à época da edição da Lei no 9.393/1996 determina: Art. 12. Considerase justa a indenização que permita ao desapropriado a reposição, em seu patrimônio, do valor do bem que perdeu por interesse social. §1o A identificação do valor do bem a ser indenizado será feita, preferencialmente, com base nos seguintes referenciais técnicos e mercadológicos, entre outros usualmente empregados: I valor das benfeitorias úteis e necessárias, descontada a depreciação conforme o estado de conservação; II valor da terra nua, observados os seguintes aspectos: a) localização do imóvel; b) capacidade potencial da terra; c) dimensão do imóvel. § 2º Os dados referentes ao preço das benfeitorias e do hectare da terra nua a serem indenizados serão levantados junto às Prefeituras Municipais, órgãos estaduais encarregados de Fl. 144DF CARF MF Impresso em 26/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 6 avaliação imobiliária, quando houver, Tabelionatos e Cartórios de Registro de Imóveis, e através de pesquisa de mercado. (grifei) Pelo que se vê, o fisco dispõe da prerrogativa estipulada em Lei de não aceitar informações prestadas pelo sujeito passivo, sempre que tais valores não mereçam fé. Entretanto, consoante se infere da legislação precitada, impõese que o fisco ao fazêlo se precavenha, fazendo apoiar suas pretensões em parâmetros previstos pelo legislador, inclusive capacidade potencial da terra, informados pelas Secretarias de Agricultura dos Estados e Municípios. Entretanto, não há nos autos qualquer evidência dos critérios e parâmetros utilizados pela autoridade fiscal para arbitramento do VTN. Com efeito, não foi juntada aos autos a tela do SIPT que indica o valor do VTN considerado para fins de arbitramento e que possibilitaria a verificação da aplicação dos critérios previstos no art. 14 da Lei n. 9.393/1996 c/c art. 12, §1º, inciso II, da Lei no 8.629/1993. Ausente a demonstração do SIPT utilizado pela autoridade fiscal, tornase impossível aferir a legalidade do arbitramento, conforme entendimento sedimentado na CSRF: ITR VALOR DA TERRA NUA ARBITRAMENTO. Para aplicação do Sistema Integrado de Preços de Terras SIPT é imprescindível que o contribuinte tenha acesso aos critérios e parâmetros utilizados para arbitramento do VTN de modo a permitir verificar o atendimento aos requisitos da legislação aplicável (art. 14 da Lei n. 9.393/1996 c/c art. 12, §1º, inciso II, da Lei nº 8.629/1993). Acórdão n 9202003.144 de 27 de março de 2014) Isso posto, devese restabelecer o VTN informado pela contribuinte em sua DITR/2004. Ante ao exposto, voto por rejeitar a preliminar e, no mérito, dar parcial provimento ao recurso para restabelecer o VTN informado pela contribuinte em sua DITR/2004. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 145DF CARF MF Impresso em 26/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por EDUARDO TADEU FARAH
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Numero do processo: 10410.720037/2006-83
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1802-000.626
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em CONVERTER o julgamento em DILIGÊNCIA, nos termos do voto vencedor. Vencido o conselheiro relator que dava provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Correa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
(assinado digitalmente )
Ester Marques Lins de Sousa - Redatora designada.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Henrique Heiji Erbano, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel.
Relatório
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
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Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, em CONVERTER o julgamento em DILIGÊNCIA, nos termos do voto vencedor. Vencido o conselheiro relator que dava provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. (assinado digitalmente ) Ester Marques Lins de Sousa Redatora designada. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Henrique Heiji Erbano, José de Oliveira Ferraz Correa e Nelso Kichel. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 10 .7 20 03 7/ 20 06 -8 3 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 3 ___________ Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP), que por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Para descrever os fatos, por economia processual, transcrevo o suscinto relatório constante do acórdão 1626.552, in verbis: “A contribuinte transmitiu DCOMP de fls. 01/05, objetivando a utilização de pagamento indevido/maior, referente ao PA de 31/12/2002 (código de receita 2430), no valor de R$ 586.046,75, para a compensação de débitos. Em 08/10/2008, a Derat/SPO exarou DESPACHO DECISÓRIO (fls.12/13) NÃO homologando as compensações informadas em DCOMP. A não homologação das compensações deuse pelo motivo exposto a seguir: • O direito creditório da contribuinte foi integralmente absorvido pelo débito informado em DCTF. A contribuinte cientificada em 15/10/2008 (fl.18verso) e inconformada com a Decisão da Derat/SPO, recorreu a esta DRJ em 11/11/2008 (fls.19/25). As alegações da interessada são resumidas a seguir. • É detentora de direito a redução do IR no percentual de 75% em razão de beneficiária de incentivo à exportação, conforme se comprova pelo Laudo Constitutivo n° 0102/2003 (fls.73/76); • Recolheu DARF (código de receita n° 2430) no montante de R$ 2.888.014,17 em 31/03/2003, sendo que, na verdade, devia em razão do beneficio de incentivo à exportação apenas R$ 2.301.967,42, restando, dessa forma, crédito a seu favor de R$ 586.046,75; • Pede a improcedência da decisão ora combatida.” Em sua decisão, a DRJ em São Paulo (SP) por unanimidade de votos, houve por bem não reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte, conforme ementa transcrita abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO EM DCOMP. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 4 3 Não comprovada a existência de direito creditório vedase ao contribuinte efetuar as compensações em DCOMP. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com a improcedência da manifestação de inconformidade, a Recorrente pleiteia pela reforma do julgado, para que seja reconhecido o crédito contido na declaração de compensação submetida e, consequentemente, que seja homologada. Este é o Relatório Fl. 121DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 5 4 Voto Vencido Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade previstos na legislação ora em vigor, portanto dele tomo conhecimento. Compulsando os autos, observase que a DRF indeferiu o presente pleito em virtude de o montante de direito creditório declarado em DCOMP ter sido completamente absorvido pelo débito correspondente. Por sua vez a contribuinte alegou que houve recolhimento por DARF (código de receita n° 2430) de R$ 2.888.014,17, em 31/03/2003, sendo que, em razão do beneficio de incentivo à exportação devia apenas R$ 2.301.967,42, restando, portanto, crédito a seu favor de R$ 586.046,75. Em seguida entendeu a DRJ que a contribuinte deveria ter apresentado documentação comprobatória a qual respaldasse suas alegações entre elas a escrituração fiscal. Sustentou que sem a prova, documentada de forma hábil e idônea, a existência do mencionado direito creditório nada poderia ser reconhecido pela autoridade fiscal. Com isso teve por base o art.170 do CTN, onde apenas os créditos líquidos e certos, podem ser deferidos pela autoridade fiscal, não cabendo qualquer acréscimo no direito creditório sem a prova inequívoca de sua existência. "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação eni cada caso atribuir a autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública." Para a DRJ, o que foi apresentado com a finalidade de se comprovar que os valores questionados eram dotados de liquidez e certeza, não seriam suficientes, pois, na DIPJ consta como IR a pagar de R$ 7.881.193,93 somado ao adicional de R$ 5.230.129,29 (fl.72). Afirmou que o demonstrativo apresentado pela interessada não comprova o quantitativo supostamente pago a maior a que a Recorrente alega fazer jus. Não foi identificado pela contribuinte a base de cálculo do tributo devido em razão da concessão de incentivo fiscal bem como pelos elementos carreados aos autos não se vislumbra a comprovação de pagamento a maior de tributo. Citou ainda a legislação, a qual rege a matéria sobre incentivos fiscais, abaixo transcrita: Lei n° 4.239/1963: "Art 13. Os empreendimentos industriais ou agrícolas que se instala modernizarem, ampliarem ou diversificarem, nas áreas de atuação da SUDAM ou da SUDENE, até o exercício de 1982, inclusive, ficarão isentos do imposto de renda e adicionais não restituíveis incidentes sobre seus Fl. 122DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 6 5 resultados operacionais, pelo prazo de 10 anos, a contar do exercício financeiro seguinte ao ano em que o empreendimento entrar em fase de operação ou, quando for o caso, ao ano em que o projeto de modernização, ampliação ou diversificação entrar em operação, segundo laudo constitutivo expedido pela SUDAM ou SUDENE. (Redação dada pelo Decretolei no 1.564, de 1977) (Vide Decretolei no 1.898, de 1981 Lei o° 7.450, de 1985, Decretolei no 2.454, de 1988, Lei o° 8.874, de 1994 Lei n° 9.532, de 1997)" Lei n°9.532/1997 Art. 3° Os benefícios fiscais de isenção, de que tratam o art. 13 da Lei n° 4.239, de 27 de junho de 1963, o art. 23 do DecretoLei n° 756, de 11 de agosto de 1969 com a redação do art. I° do DecretoLei n° 1.564, de 29 de julho de 1977, e o inciso VIII do art. I° da Lei n° 9.440, de 14 de março de 1997, para os projetos de instalação, modernização, ampliação ou diversificação, aprovados pelo órgão competente, a partir de I° de janeiro de 1998, observadas as demais normas em vigor, aplicáveis a matéria, passam a ser de redução do imposto de renda e adicionais não restituíveis, observados os seguintes percentuais: (Vide Medida Provisória n°2.19914, de 2001) I 75% (setenta e cinco por cento), a partir de 1° de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2003; Assim a DRJ manteve a decisão administrativa por duplo fundamento: (i) a inexistência de crédito comprovado e (ii) pedido de restituição de benefício fiscal. Quanto ao primeiro fundamento esse Colegiado normalmente tem afastado o óbice por unanimidade. Isso porque as declarações não podem / devem ser tomadas em caráter absoluto, até porque existe sempre a possibilidade de erro no seu preenchimento. O dito princípio da verdade material é muito bem abordado pelo ilustre doutrinador James Marins em sua obra Direito Processual Tributário Brasileiro (Administrativo e Judicial), Dialética, 2001, p. 176. “A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalização através do lançamento tributário. A busca pela verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. Deve fiscalizar em busca da verdade material: deve apurar e lançar com base na verdade material. (grifos nossos)” E também através dos seguintes julgados: Fl. 123DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 7 6 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL CERCEAMENTO DE DEFESA NULIDADE PRINCÍPIO DA VERDADE REAL O processo administrativo fiscal regese pelo princípio da verdade material, devendo a autoridade julgadora utilizarse de todas as provas e circunstâncias de que tenha conhecimento. O interesse substancial do Estado é a justiça. Processo anulado, a partir da decisão de primeira instância, inclusive. (2º CC Proc. 10945.000309/200182 Rec. 121225 (Ac. 20178154) 1 a C. Rel. Antônio Mário de Abreu Pinto DOU 29.08.2005 p. 74)” “PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PRESSUPOSTOS BASILARES VERDADE MATERIAL. Sob o manto da verdade material, todo o erro ou equívoco deve ser reparado tanto quanto possível, de forma menos injusta tanto para o fisco quanto para o contribuinte. Erros e equívocos não tem o condão de se transformarem em fatos geradores de obrigação tributária. (Primeiro Conselho de Contribuintes, Quarta Câmara, Processo nº 10768.014567/9614, Acórdão n° 10417249, Relator Conselheiro Nelson Mallmann, julgamento em 10/11/99)” Especialmente nos processos iniciados pelo Contribuinte, como o aqui analisado, há toda uma dinâmica na apresentação de elementos de prova, uma vez que a Administração Tributária se manifesta sobre esses elementos quando profere os despachos e decisões com caráter terminativo, e não em decisões interlocutórias, de modo que não é incomum a carência de prova ser suprida nas instâncias seguintes. É por isso também que antes de proferir o despacho decisório, ainda na fase de auditoria fiscal, pode e deve a Delegacia de origem inquirir o Contribuinte, solicitar os meios de prova que entende necessários, diligenciar diretamente em seu estabelecimento (se for o caso), enfim, buscar todos os elementos fáticos considerados relevantes para que na seqüência, na fase litigiosa do procedimento administrativo (fase processual), as questões envolvam mais a aplicação das normas tributárias e não propriamente a prova de fatos. Tudo isso porque não há uma regra a respeito dos elementos de prova que devem instruir um pedido de restituição ou uma declaração de compensação. Pelas normas atuais, aplicáveis ao caso, nem mesmo há como anexar cópias de livros, de DARF, de Declarações, etc., porque os procedimentos são realizados por meio de declaração eletrônica PER/DCOMP. Na sistemática anterior, dos pedidos em papel, de acordo com o § 2º do art. 6º da IN SRF 21/1997, a instrução dos pedidos de restituição de imposto de renda de pessoa jurídica se dava apenas com a juntada da cópia da respectiva declaração de rendimentos, e a apresentação de livros e outros documentos poderia ocorrer no atendimento de intimações fiscais, se fosse o caso. Com efeito, o que realmente interessa é verificar se houve ou não pagamento indevido ou a maior de um determinado tributo em um determinado período de apuração. A questão do benefício fiscal, não analisada pela autoridade fiscal de origem e invocada pela DRJ em São Paulo não pode ser tomada por absoluto. Isso porque no momento do recolhimento do DARF a Recorrente ainda não tinha ciência do deferimento Fl. 124DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 8 7 Isso porque a Recorrente em períodos anteriores ao anocalendário de 2002, vinha gozando do beneficio da redução do imposto sobre a renda no percentual de 75% (setenta e cinco porcento), decorrente do incentivo fiscal do lucro da exploração. O beneficio em questão expirouse em 2001, de modo que no exercício de 2002, a Recorrente estaria sujeita ao recolhimento integral. Assim informou em suas DCTF's, trimestralmente, os valores que, por estimativa, eram devidos, sem considerar, até então, o beneficio da redução do imposto. Assim, a empresa apurou e recolheu, de imposto de renda para aquele exercício, o montante pe R$ 2.888.014,17 (dois milhões, oitocentos e oitenta e oito mil, quatorze reais e dezessete centavos), conforme guia DARF apresentado na defesa. Em 31 de março de 2003, a recorrente recebeu o Laudo Constitutivo n° 0102/2003 (efls. 76 e segs.), apresentado na manifestação de inconformidade, o qual concedeu a renovação do mencionado beneficio empresa retroativamente ao inicio do anocalendário de 2002. Assim, nos termos do Laudo Constitutivo n° 0102/2003, a empresa Cia. de Cimentos ATOL poderia continuar gozando do beneficio da redução do imposto de renda e adicionais não restituíveis no percentual de 75% (setenta e cinco por cento), com inicio no ano calendário de 2002. Portanto, o valor devido, considerando o beneficio concedido através, do Laudo Constitutivo n° 0102/2003, era de R$ 2.301.967,42 (dois milhões, trezentos e um mil, novecentos e sessenta e sete reais e quarenta e dois centavos), conforme podemos verificar do Recibo de Entrega da Declaração de Informações (DIPJ 2003 página 12, item 11) (efls. 114). A diferença entre o valor de R$ 2.888.014,17, e o valor devido foi de R$ 2.301.967,42 (com o beneficio concedido), restou, portanto, um crédito de R$ 586.046,75 (quinhentos e oitenta e seis mil, quarenta e seis reais e setenta e cinco centavos), passível de compensação. Não há portanto como considerar esse recolhimento de outra forma senão como recolhimento a maior de tributo indevido. Por todo o exposto voto no sentido de DAR provimento ao recurso apresentado. (documento assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 125DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 9 8 Voto vencedor Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, Redatora designada. Em que pesem as razões de decidir do eminente relator, peço vênia para dele divergir por entender que apesar da aparente liquidez e certeza do crédito tributário tratado no PER/DCOMP de fls. 01/05, objetivando a utilização de pagamento indevido/maior, referente ao período de apuração mensal de dezembro de 2002 (código de receita 2430), no valor de R$ 586.046,75, para a compensação de débitos, verifico a necessidade de alguns esclarecimentos para finalmente concluir se de fato houve pagamento indevido ou a maior de IRPJ em relação ao mês de dezembro de 2002 em face da dedução do alegado benefício de redução de 75% do imposto de renda. Cabe inicialmente registrar que a competência para reconhecer o direito da redução do imposto de renda é da unidade da Secretaria da Receita Federal a que estiver jurisdicionado o contribuinte nos termos do artigo 553 do RIR/99 (Lei nº 4.239, de 1963, art.16). Ademais, do Laudo Constitutivo consta que o mesmo fora emitido em Março de 2003. Nesse passo, cabe verificar: a existência do Ato de Reconhecimento do Direito a Redução de que trata o artigo 553 do RIR/99; o lucro da exploração e o benefício fiscal dele decorrente, inclusive, se calculado pela empresa no balanço anual de 31 de dezembro de 2002 ou no balanço utilizado para suspender/reduzir o pagamento mensal do imposto de dezembro/2002; o imposto de renda retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo até 31/12/2002; o imposto de renda pago em períodos de apuração anteriores (estimativas pagas deduzidos do IRPJ até 31/12/2002,); outros incentivos fiscais, acaso deduzidos: programa de Alimentação do Trabalhador, Doações aos Fundos da criança e do Adolescente, Atividades Culturais ou Artísticas e Atividades Audiovisuais, observados os limites e prazos para esses incentivos, consoante os artigos 475, 486, 581, e 591 do RIR/99 e Lei nº 8.981/95, art. 34. se o valor do incentivo fiscal (redução de 75% do IRPJ devido em 31/12/2002) constituiu reserva de capital nos termos do artigo 545 do RIR/99. Desse modo, fazse mister que sejam encaminhados os autos à Derat/SP para que sejam verificados, à luz da documentação fiscal, contábil DARFs e DIPJ/2003, os elementos acima descritos. Realizada a diligência, deve ser elaborado relatório circunstanciado, do qual deve ser dada ciência ao contribuinte para sua manifestação, se do seu interesse, no prazo de 30 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10410.720037/200683 Resolução nº 1802000.626 S1TE02 Fl. 10 9 (trinta dias). Apresentada a manifestação ou transcorrido o prazo, devem os autos retornar ao CARF para prosseguimento do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 24/03/2015 por GUSTAVO JUNQUEIRA C ARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 27/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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Numero do processo: 10855.001008/2004-28
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1101-000.058
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acórdão os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JOSE RICARDO DA SILVA
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Acórdão os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente designado para formalização de acórdão. JOSÉ RICARDO DA SILVA Relator JOSELAINE BOEIRA ZATORRE Relatora 'ad hoc' designada para formalização do acórdão. Participaram desse julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa (Presidente em exercício), José Ricardo da Silva (VicePresidente), Benedicto Celso Benício Júnior, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e Nara Cristina Takeda Taga. Ausente, justificadamente, o Presidente Valmar Fonseca de Menezes, substituído no colegiado pelo Conselheiro Plínio Rodrigues Lima RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 55 .0 01 00 8/ 20 04 -2 8 Fl. 301DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 04/03/ 2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZA TORRE Processo nº 10855.001008/200428 Resolução nº 1101000.058 S1C1T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário (fls. 133/180, v. 1) interposto pela CSM CARTÕES DE SEGURANÇA S/A, em face do acórdão 1416.840, proferido pela 4ª Turma da DRJ/POR, em 28 de janeiro de 2007 que, ao apreciar a Manifestação de Inconformidade da contribuinte, a indeferiu, por entender que incide a multa moratória nos recolhimentos efetuados a destempo, independente da espontaneidade da contribuinte, e que o prazo para repetição de indébito de tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de cinco anos contados da data do recolhimento. Consta dos autos que a contribuinte protocolou, em 20/04/2004, pedido de restituição/compensação da multa de mora paga sobre recolhimentos de tributos em atraso – Cofins, IRPJ, CSLL, IRRF e IPI , efetuados durante os anos de 1995 a 1999, por entender que a espontaneidade do pagamento do débito em aberto exclui a imposição de penalidades, nos termos do art. 138, do CTN (fls. 02/06, v. 1). Ao ser apreciado seu pleito, Delegacia da Receita Federal em Sorocaba/SP decidiu o indeferir, com a conseqüente não homologação das DCOMPs 11610.63661.300404.1.3.040800 e 13172.87850.300404.1.7.040283, por entender que a “denúncia espontânea, a que se refere o art. 138 do CTN, pressupõe não somente a confissão da dívida, mas também o pagamento do tributo devido”, e que “o direito de a contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos, contados da data do pagamento, inclusive nos casos de tributos sujeitos à homologação ou de declaração de inconstitucionalidade” (fls. 25/31, v. 1). Cientificada da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal em Sorocaba/SP, e com ela não se conformando, apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. fls. 39/70, v. 1), onde teceu considerações acerta da interpretação do art. 138 do CTN, no intuito de demonstrar não ser cabível a aplicação de penalidade de ´qualquer título nos casos em que a denúncia espontânea, alicerçandose em doutrina e jurisprudência. Conclui sua defesa a respeito do prazo para repetição do indébito, e que este deve ser contado cinco anos a partir da homologação do lançamento, e nos casos em que ocorre tacitamente, após a realização do fato gerador. Ao ser apreciada sua Manifestação de Inconformidade, a autoridade julgadora de primeira instância o julgou improcedente (fls. 124/130, v. 1), conforme se verifica sua ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1995 a 30/11/2000 RECOLHIMENTO EXTEMPORÂNEO. MULTA MORATÓRIA. Incide a multa moratória nos recolhimentos efetuados a destempo, independentemente da espontaneidade do contribuinte. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRAZO. O prazo para repetição de indébito de tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de cinco anos contados da data do recolhimento. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 04/03/ 2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZA TORRE Processo nº 10855.001008/200428 Resolução nº 1101000.058 S1C1T1 Fl. 4 3 Solicitação Indeferida Inconformada com a decisão proferida, apresentou Recurso Voluntário a este Egrégio Conselho, sob os seguintes fundamentos: a) é incabível a incidência da multa moratória sempre que ocorra a espontaneidade do recolhimento do tributo devido, entendimento este reforçado pela jurisprudência administrativa; b) cita decisões proferidas nos acórdãos CSRF/0103.523, CSRF/0104.259, 10705331, onde se entendeu que os valores recolhidos a título de multa de mora são passíveis de restituição; c) tece comentários a respeito da interpretação do art. 138, do CTN, acrescentando que, nos termos do art. 26, da IN 600/05, os créditos restituíveis são passíveis de compensação; d) a interposição tempestiva de Recurso Voluntário suspende a exigibilidade do tributo, nos termos do inciso III, do art. 151, do CTN; e) explana a respeito d prazo decadencial para se pleitear a restituição dos valores, e apresenta a tese dos cinco mais cinco; f) se pagou o tributo antes do lançamento, o termo inicial do prazo para a restituição é o do lançamento por homologação, e não ocorrendo este, considerase ocorrido após decorridos cinco anos da ocorrência do fato gerador; g) defenda a irretroatividade dos efeitos da Lei Complementar 118/05, por entender que esta Lei criou direito novo, sendo aplicável somente aos casos ocorridos após sua vigência; h) cita entendimento exarado pela 1ª Seção do STJ, onde entenderam os ministros que a LC 118/05 somente entraria em vigor, em sua integralidade, à partir do mês de junho de 2005; i) ao final, pede o provimento de seu recurso. É o relatório. VOTO Conselheiro José Ricardo da Silva O recurso é tempestivo e reúne as condições para sua admissibilidade. O pleito da recorrente é quanto à validação do seu pedido de ressarcimento de indébitos fiscais relativos a valores que teriam sido recolhidos indevidamente a título de multa de mora sobre obrigações não adimplidas no vencimento mas que o foram, em momento Fl. 303DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 04/03/ 2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZA TORRE Processo nº 10855.001008/200428 Resolução nº 1101000.058 S1C1T1 Fl. 5 4 posterior, de forma espontânea, sem que houvesse a interferência do órgão fazendário, ao argumento de que tal providência caracterizaria a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional. Outro ponto a ser analisado é quanto à prescrição qüinqüenal do pedido, porquanto o mesmo fora protocolizado em data que extrapolaria referido prazo, se contado a partir da data em que os pagamentos foram efetuados. Como essa seria uma questão preliminar, e que, de pronto, podese concluir que pela data da protocolização ao caso seria aplicável o prazo conhecido como 5+5, portanto 10 anos a partir do fato gerador da obrigação, porquanto a formalização do pedido foi efetuada em 20/04/2004, anterior a data de vigência da Lei Complementar nº 118/2005, e se refere ao pagamento da multa de mora paga sobre recolhimentos de tributos em atraso (Cofins, IRPJ, CSLL, IRRF e IPI) efetuados durante os anos de 1995 a 1999, o pedido não estaria alcançado pela prescrição. Mas, a apreciação do mérito supera qualquer discussão a respeito, conforme passo a expor. Sem embargo, quanto ao mérito da questão, entendo que ao caso não seria aplicável o instituto da denúncia espontânea, cabendome discorrer sobre o porquê desse meu entendimento. Os motivos do pedido de restituição em causa foi assim exposto na petição de fls. 01: O CONTRIBUINTE, vem, desde o ano de 1994 até o ano de 1999, recolhendo, eventualmente, tributos em atraso, acoplando a esses recolhimentos, espontaneamente, multas, como se devidas fossem. Ocorre, entretanto, que o Contribuinte que recolhe, espontaneamente, tributos de qualquer natureza, embora com atraso, está isento do pagamento de qualquer multa, via utilização do princípio da Denúncia Espontânea. (...). Da leitura dos excertos acima transcritos, verificase que no pedido considerou se que o mero recolhimento espontâneo de débito fiscal vencido seria suficiente para ao caso ser aplicado o instituto da denúncia espontânea. Diante deste contexto, resta necessário verificar se foram cumpridos os demais requisitos do Código de Processo Civil para configurar denúncia espontânea: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração Fl. 304DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 04/03/ 2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZA TORRE Processo nº 10855.001008/200428 Resolução nº 1101000.058 S1C1T1 Fl. 6 5 Além desse argumento, necessário analisar se o contribuinte efetuou a denúncia espontânea após ou concomitante a declaração parcial ou total do débito tributário, acompanhado do recolhimento total, como se impõe ante o que foi decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no REsp nº 1.149.022, no rito do art. 543C do Código de Processo Civil e, assim, de observância obrigatória por este Conselho, nos termos do art. 62A do RICARF: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 04/03/ 2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZA TORRE Processo nº 10855.001008/200428 Resolução nº 1101000.058 S1C1T1 Fl. 7 6 Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine . 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Nesses termos, necessário se faz averiguar se a contribuinte havia declarado os débitos recolhidos em atraso antes ou concomitante ao seu recolhimento. CONCLUSÃO Por tais razões, o presente voto é no sentido de CONVERTER o julgamento em diligência para que a autoridade fiscal que jurisdiciona a contribuinte informe em relação a cada recolhimento em atraso indicado nos pedidos em análise, se houve prévia declaração do débito ou retificação da declaração concomitante ao recolhimento em atraso. Ao final dos trabalhos a autoridade fiscal deverá produzir relatório circunstanciado acerca das análises promovidos, cientificandoo ao sujeito passivo com reabertura de prazo de 30 (trinta) dias para sua manifestação antes do retorno dos autos a este Conselho. É como voto. JOSÉ RICARDO DA SILVA – Relator JOSELAINE BOEIRA ZATORRE – Relatora ‘ad hoc’ designada para formalização de acórdão. Ressalto que não estou vinculado ao conteúdo dessa decisão. Fl. 306DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZATORRE, Assinado digitalmente em 04/03/ 2015 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JOSELAINE BOEIRA ZA TORRE
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Numero do processo: 10283.721006/2008-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 21 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
SOLICITAÇÃO DE RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. COMPETÊNCIA.
Não compete ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), em grau de recurso, a apreciação de pedidos de retificação de declaração.
RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. EFEITOS.
A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. (Súmula CARF nº 33, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009)
MULTA DE OFÍCIO. PRINCÍPIO DO NÃO-CONFISCO. EXAME DE CONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009)
JUROS MORATÓRIOS - SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula 1º CC nº 4, publicada no DOU, Seção 1, de 26, 27 e 28/06/2006).
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-003.236
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 09/02/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Bernardo Schmidt, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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COMPETÊNCIA. Não compete ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), em grau de recurso, a apreciação de pedidos de retificação de declaração. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. EFEITOS. A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. (Súmula CARF nº 33, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009) MULTA DE OFÍCIO. PRINCÍPIO DO NÃOCONFISCO. EXAME DE CONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009) JUROS MORATÓRIOS SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula 1º CC nº 4, publicada no DOU, Seção 1, de 26, 27 e 28/06/2006). Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 10 06 /2 00 8- 12 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10283.721006/200812 Acórdão n.º 2102003.236 S2C1T2 Fl. 583 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 09/02/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Bernardo Schmidt, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Relatório Contra MIL MADEIREIRA ITACOATIARA LTDA foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 81/85, para formalização de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) do imóvel denominado Fazenda Dois Mil, com área total de 27.000,0 ha (NIRF 3.051.4410), relativo ao exercício 2004, no valor de R$ 501.881,73, incluindo multa de ofício e juros de mora. A infração imputada à contribuinte foi o arbitramento do Valor da Terra Nua (VTN), com utilização de dados extraídos do Sistema de Preços de Terras (SIPT), conforme quadro a seguir: ITR 2004 Declarado Apurado na Notificação 20Valor da Terra Nua R$ 1,00 R$ 1.084.590,00 Inconformada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação, que foi considerada improcedente, pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme Acórdão DRJ/BSB nº 0339.366, de 29 de setembro de 2010, fls. 513/519. Registrese a referida decisão considerou o arbitramento do VTN matéria não impugnada. Cientificada da decisão de primeira instância, por via postal, em 13/12/2010, Aviso de Recebimento (AR), fls. 528, a contribuinte apresentou, em 12/01/2011, recurso voluntário, fls. 530/560, trazendo as seguintes alegações: Fl. 2DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10283.721006/200812 Acórdão n.º 2102003.236 S2C1T2 Fl. 584 3 Da retificação da área do valor do imóvel declarados na DITR/2004 – A extensão do imóvel quanto o seu valor declarado, pelo recorrente, na DITR/2004, foram erroneamente informados ao Fisco. A área do imóvel corresponde àquela declarada na DITR/2003, qual seja, 80.729,45 ha, posto que a matrícula da mencionada propriedade, registrada no Cartório do 1º Ofício de Itacoatiara, nos idos de 1997, é resultado da unificação de registros diversos, reunidos em matrícula nova. Existência de isenções fiscais atribuídas pela Lei nº 9.393, de 1996 – A matricula nº 10731 do Cartório do 1º Ofício de Itacoatiara contém expressamente a averbação da área de reserva legal de 66.117,01 ha e a área de preservação permanente de 9.320,35 ha está expressamente reconhecida na Autorização para Exploração (Autex), emitida pelo Ibama. A apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) não é necessário para o reconhecimento da isenção sobre as áreas de preservação permanente e de reserva legal. Correção da alíquota aplicada – A recorrente quando apresentou sua DITR/2004,.equivocadamente omitiu as informações a respeito. Das áreas do imóvel que foram utilizadas naquele exercício na exploração extrativista. Estas áreas, conforme se infere da anteriormente referida, Autex, correspondem a mais de 80% da totalidade do imóvel. Logo, tomando como parâmetro a tabela aprovada, pela Lei nº 9.393/1996, para um imóvel, com área superior a 5.000 ha (como é o caso do imóvel em questão) e que tem mais de 80% de suas áreas utilizadas, a alíquota aplicável é de 0,45% não 20% como pretende impor a autoridade fiscal. Da inconstitucionalidade da aplicação da Selic como taxa de juros moratórios – A aplicação da Selic é ilegal e inconstitucional quando utilizada para a aferição de juros de mora quanto aos tributos e contribuições sociais Do caráter confiscatório da multa aplicada – A multa de ofício deve ser reduzida para percentual equilibrado e razoável, em prestigio aos princípios constitucionais da capacidade contributiva, da isonomia, da vedação o confisco e da razoabilidade/proporcionalidade. Do pedido – Requerse a retificação de ofício da declaração, com a conseqüente revisão e desconstituição dos valore apontados a maior e na impossibilidade da retificação da DITR, que seja reconhecida a existência das áreas de preservação permanente e de reserva legal e seja afastada a taxa Selic como juros de mora e reduzida a multa de ofício. É o Relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10283.721006/200812 Acórdão n.º 2102003.236 S2C1T2 Fl. 585 4 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Inicialmente, cumpre dizer que já na impugnação, a contribuinte não se insurge contra o arbitramento do VTN, razão porque a decisão recorrida considerou referida matéria não impugnada. Assim, este voto não tratará do arbitramento do VTN, que foi levado a efeito pela autoridade fiscal a razão de R$ 40,17/ha, conforme extrato, SIPT, fls. 12. Todavia, a contribuinte contesta a diferença de ITR apurada no lançamento, dizendo ter incorrido em erro quando do preenchimento da DITR/2004. Assim, esclarece que era proprietária de quatro imóveis, cujas áreas são contínuas, matrículas nºs: 3.015, 603, 10.118 e 10.119, as quais foram unificadas na matrícula nº 10.731, em 06/06/1997, cuja área total é de 80.729,45 ha. Informa, ainda, que a propriedade possui área de preservação permanente de 9.320,35 ha e área de reserva legal de 66.117,01 ha. Ocorre que a contribuinte apresentou no exercício 2004, três declarações de ITR, conforme se infere do seguinte trecho extraído da decisão recorrida: Ademais, mesmo que houvesse possibilidade de retificação da DITR, em uma eventual hipótese de erro de fato, quanto a alteração da área total do imóvel, de 27.000,0 ha para 80.729,45 ha, não obstante constar dos autos a Certidão de Cadeia Dominial, as fls.127/129, com referência específica ao seu item "ad", as fls. 129, que confirmaria a fusão dos registros do imóvel do presente Processo com outros registros de imóveis, a Certidão de Inteiro Teor da Matricula n° 10.731 (Fazenda Dois Mil NIRF n° 3.051.4410), do Cartório do 1º Oficio de Itacoatiara, as fls. 131/132, a Sentença proferida nos autos da Ação de Retificação e Fusão de Registros Imobiliários, as fls. 133/135, fato é que, para o exercício de 2004, os imóveis foram declarados separadamente, assim como foram objeto de lançamento suplementar, nesse mesmo exercício, para cada imóvel, conforme autos dos Processos n° 10283.721005/200860 (NIRF n° 0.336.0458) e n° 10283.721007/200859 (NIRF n° 3.051.4428), julgados nesta mesma Sessão. É de se esclarecer, ainda, que a contribuinte declarou em separado os imóveis tanto nesse exercício quanto nos exercícios de 2005 e 2006, às fls. 503/504, e que nesses exercícios, também, houve lançamento suplementar para o imóvel do presente Processo e para os dois citados imóveis, que estariam englobadas na matrícula unificada. Situação diversa ocorreu no exercício de 2003, quando, realmente, a contribuinte fez uma DITR para o Fl. 4DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10283.721006/200812 Acórdão n.º 2102003.236 S2C1T2 Fl. 586 5 NIRF n° 3.051.4410, declarando uma área total de 80.729,5 ha, uma DITR para o NIRF n° 0.336.0458, declarando uma área total de 13.800,0 ha e uma DITR para o NIRF n° 3.051.442 8, declarando uma área total de 25.184,0 ha, conforme consta, respectivamente, dos autos dos Processos n° 10283.721002/200826, n° 10283.721001/200881 e 10283.721003/200871, julgados, juntamente, na Sessão de 22.09.2010, desta Turma de Julgamento, ocasião em que foi reconhecida a duplicidade de declaração e de lançamento para o mesmo objeto, no exercício de 2003, para os NIRF n° 0.336.0458 e nº 3.051.4428, o que não ocorreu no presente exercício, quando os imóveis foram declarados separadamente, não englobados no NIRF n° 3.051.4410. Dos esclarecimentos acima contidos, a contribuinte apresentou no exercício 2004, três DITR, as quais foram submetidas à revisão pela autoridade fiscal, culminando com três lançamentos distintos, que estão consubstanciados neste processo, de que ora se cuida e de dois outros processos, quais sejam: 10283.721005/200860 e 10283.721007/200859. Do recurso apresentado pela recorrente e dos demais elementos que compõe o processo verificase que a pretensão da defesa é de ver canceladas as três declarações apresentadas no exercício 2004 e que seja acolhida uma nova DITR/2004, desta feita contemplando a área total do imóvel, com os elementos e valores que fez constar de seu recurso, fls. 555/556. Todavia, tal pretensão não pode ser acolhida por este CARF, posto que falece competência a este órgão para examinar pedidos de retificação de declaração. Nesse sentido, oportuno observar o que diz a Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001. (...) Art.18. A retificação de declaração de impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, nas hipóteses em que admitida, terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, independentemente de autorização pela autoridade administrativa. Parágrafo único. A Secretaria da Receita Federal estabelecerá as hipóteses de admissibilidade e os procedimentos aplicáveis à retificação de declaração. (grifei) Considerando a legislação supra, cumpre dizer que o órgão julgador não é o fórum adequado para a apreciação de pedidos retificação de declaração, devendo tal solicitação ser apresentada ao órgão preparador, em procedimento administrativo próprio. E mais, conforme se infere da Súmula CARF nº 33, abaixo transcrita, a declaração retificadora apresentada depois de iniciado o procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Súmula CARF nº 33: A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. (Portaria MF n.º 383 DOU de 14/07/2010) Fl. 5DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10283.721006/200812 Acórdão n.º 2102003.236 S2C1T2 Fl. 587 6 Nestes termos, não há como acolher o pedido da contribuinte de retificação da DITR/2004. Já quanto à solicitação de ver reconhecidas as áreas de preservação permanente e de reserva legal, devese dizer que dos documentos acostados aos autos não é possível aferir se o imóvel objeto deste lançamento, que é composto pelas matrículas nºs: 603 (área de 21.000,0 ha) e 3.015 (área de 6.000,0 ha) possuem áreas de preservação permanente e de reserva legal e, em caso afirmativo, qual a dimensão das mesmas, posto que o ADA, fls. 58, apresentado em 30/09/2008, referese à área maior de 80.729,45 ha, objeto da matrícula nº 10.731, resultante da unificação das matrículas nºs. 3.015, 603, 10.118 e 10.119. Da mesma forma, a averbação da área de reserva legal, que consta na matrícula do imóvel também não está destacada para cada uma das matrículas unificadas, sendo indicada apenas a dimensão total da área de reserva legal no imóvel unificado. Assim, também não é possível acolher o pedido da defesa de ver reconhecidas as áreas de preservação permanente e de reserva legal, posto que dos autos não é possível aferir a existência das mesmas e as suas dimensões, no que se refere às matrículas nºs. 603 e 3.015, as quais são objeto do lançamento, de que ora se cuida. Nessa conformidade, considerando as impossibilidades de acolher o pedido de retificação de declaração e de reconhecimento das áreas de preservação permanente e de reserva legal e também levandose em conta que a contribuinte não contestou o arbitramento do VTN, perpetrado pela autoridade fiscal, deve ser mantida a alíquota do ITR e o correspondente imposto suplementar exigido no lançamento. Sobre o percentual de 75% da multa de ofício, que foi aplicada conforme disposto no art. 44 da Lei nº9.430, de 27 de dezembro de 1996, a recorrente afirma ser de caráter confiscatório. Vale dizer que o exame da obediência das leis tributárias aos princípios constitucionais é matéria que não deve ser abordada na esfera administrativa, conforme infere se da Súmula CARF nº 2, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Como se vê, os julgamentos administrativos não contemplam o exame de constitucionalidade de leis tributárias, de sorte que não será neste voto apreciada a alegação da recorrente de ofensa aos princípios constitucionais da capacidade contributiva, da isonomia, da vedação ao confisco e da razoabilidade/proporcionalidade. Quanto aos juros Selic, a matéria já foi pacificada neste colegiado, conforme Súmula nº 4, publicada no DOU, Seção 1, de 22/12/2009, que cristaliza o entendimento de que é legítima a sua aplicação: Súmula CARF nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10283.721006/200812 Acórdão n.º 2102003.236 S2C1T2 Fl. 588 7 Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 7DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2015 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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