Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,079)
- Primeira Turma Ordinária (16,582)
- Primeira Turma Ordinária (16,499)
- Primeira Turma Ordinária (16,374)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,098)
- Segunda Turma Ordinária d (14,576)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,567)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (86,067)
- Terceira Câmara (68,611)
- Segunda Câmara (57,558)
- Primeira Câmara (21,900)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (129,102)
- Segunda Seção de Julgamen (116,246)
- Primeira Seção de Julgame (78,191)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,426)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,618)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,281)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- HELCIO LAFETA REIS (3,929)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,938)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,877)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,802)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,962)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,676)
- 2010 (18,059)
- 2026 (17,170)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (21,392)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10925.907291/2012-32
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004
INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. DO CONTRIBUINTE.
O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa devidamente fundamentada, não infirmada com documentação hábil e idônea.
Numero da decisão: 3803-005.789
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. DO CONTRIBUINTE. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa devidamente fundamentada, não infirmada com documentação hábil e idônea.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10925.907291/2012-32
anomes_publicacao_s : 201507
conteudo_id_s : 5481928
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3803-005.789
nome_arquivo_s : Decisao_10925907291201232.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10925907291201232_5481928.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
id : 6015100
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888133619712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1906; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 63 1 62 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.907291/201232 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803005.789 – 3ª Turma Especial Sessão de 25 de março de 2014 Matéria COFINS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente TEVERE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 BASE DE CÁLCULO. ICMS. INCLUSÃO. O valor do ICMS compõe a estrutura de preço da mercadoria ou produto, que corresponde ao faturamento, não podendo ser excluído na apuração da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins sem expressa disposição legal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 INCONSTITUCIONALIDADE. ALEGAÇÕES NA ESFERA ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. A discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei não cabe na esfera administrativa, ressalvadas as exceções à regra. (Súmula CARF nº 2). ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 INDÉBITO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. DO CONTRIBUINTE. O ônus da prova recai sobre a pessoa que alega o direito ou o fato que o modifica, extingue ou que lhe serve de impedimento, devendo prevalecer a decisão administrativa devidamente fundamentada, não infirmada com documentação hábil e idônea. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 72 91 /2 01 2- 32 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Esta Contribuinte transmitiu Declaração de Compensação (DComp) de PIS apurado no regime cumulativo, no valor de R$ 14.323,11, relativo a pagamento indevido ou maior que o devido efetuado em 15/06/2004. Despacho Decisório do DRF/Joaçaba indeferiu a DComp, tendo em vista que a partir das características do DARF discriminado, foram localizados um ou mais pagamentos abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. Em manifestação de inconformidade apresentada, a Contribuinte alegou que: a) a DComp referese a crédito decorrente de pagamento a maior da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculos do PIS e da Cofins; b) os arts. 2º e 3º, da Lei nº 9.718/98, e o art. 195, I, “b”, da Constituição Federal, apenas admitem como base de cálculo de supraditas contribuições a receita ou o faturamento, não autorizando a inclusão do ICMS em citada base de cálculo, pois o valor deste imposto constitui ônus fiscal – e não faturamento; c) o valor do ICMS está embutido no preço das mercadorias por força da legislação deste imposto1, a qual determina que sua base de cálculo seja composta do próprio tributo, constituindo o destaque mera indicação para fins de controle; d) o faturamento “é decorrente, em essência, de um negócio jurídico, de uma operação, importando, por isso mesmo, o que é recebido por aquele que a realiza, considerada a venda de mercadoria ou mesmo a prestação de serviço” e que “a base de cálculo não pode extravasar, desse modo, sob o ângulo do faturamento, o valor do negócio, ou seja, a parcela recebida com a operação mercantil ou similar”; Pugnou, ainda, que se atentasse “para o princípio da razoabilidade, pressupondose que o texto constitucional se mostre fiel, no emprego dos institutos, de Expressões e vocábulos, ao sentido próprio que eles possuem, não merecendo outras interpretações” e transcreve o art. 110, do CTN. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10925.907291/201232 Acórdão n.º 3803005.789 S3TE03 Fl. 64 3 Em julgamento da lide a DRJ/Recife fez menção à regramatriz da base de cálculo das contribuições, disposta na norma dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718/98 e de outras disposições legais e concluiu não haver previsão para a exclusão do ICMS do faturamento. Buscou reforço em decisões do STJ e de tribunais regionais. Demais, mencionou a falta de anexação de provas da alegado indébito. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 TRIBUTO. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. RESTITUIÇÃO. RECONHECIMENTO. REQUISITOS. O direito ä restituição de tributo pago de acordo com o valor confessado em DCTF ativa quando da emissão do Despacho Decisório exige a comprovação, pelo sujeito passivo, de erro nesta confissão e de que referido pagamento é indevido ou a maior que o devido em face da legislação aplicável ou das circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. CONTRIBUIÇÃO. BASE DE CÁLCULO. ICMS. INCLUSÃO. O ICMS, devido por responsabilidade tributária própria, compõe o preço da mercadoria e integra a base de cálculo da contribuição, mesmo numa visão de faturamento estreita à receita de vendas de mercadorias e/ou serviços. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 DIREITO CREDITÓRIO. PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. Ressalvadas as hipóteses das alíneas “a” a “c”, do art. 16, do Decreto nº 70.235/72, as provas do direito creditório devem ser apresentadas por ocasião da interposição da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito de posterior juntada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Cientificada da decisão em 12 de outubro de 2013, irresignada, apresentou recurso voluntário em 4 de novembro de 2013, em que reiterou os termos da manifestação de inconformidade, acrescentando o pedido de sobrestamento do julgamento, por aplicação do art. 62A do Regimento Interno do CARF, em razão de a matéria se encontrar em apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A presente controvérsia cingese à inclusão dos valores de ICMS no faturamento como base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep. Destaco, inicialmente, que não se pode perder de vista que a carga valorativa a se aplicar na interpretação da legislação tributária relativa a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil no exercício da competência que cabe ao CARF , deve ser dosada no âmbito do controle de legalidade a que se limitam as decisões administrativas. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em apreciação da matéria aqui sob exame, sobresteve o julgamento do RE 240.785/MG, em 13/08/2008, em face da superveniência e da precedência da ADC nº 18/DF[1]. A propositura desta ação é do Presidente da República e o seu objeto é obter a declaração de legitimidade da inclusão na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep dos valores pagos título de ICMS e repassados aos consumidores no preço dos produtos ou serviços, pressuposta no art. 3º, § 2º, I, da Lei 9.718, de 27 de novembro de 1998[2]. Com a perda da eficácia da Medida Cautelar na dita ADC, em 21/9/2010, nada obsta o julgamento da matéria pelo CARF, razão porque não pode ser atendido o pedido de sobrestamento do presente processo. A instituição da Cofins pela LC 70/91[3] inaugurou a delimitação da palavra faturamento afirmando que o IPI não o integra, quando destacado em separado no documento fiscal. A alteração do PIS/Pasep pela MP nº 1.212/96, convertida na Lei nº 9.715/98[4], também o fez estabelecendo que nele não se incluem o IPI e o ICMS retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. 1 Decisão: O Tribunal sobrestou o julgamento do recurso, tendo em vista a decisão proferida na ADC 185/DF. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 13.08.2008. 2 § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; 3 Art. 2° A contribuição de que trata o artigo anterior será de dois por cento e incidirá sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Parágrafo único. Não integra a receita de que trata este artigo, para efeito de determinação da base de cálculo da contribuição, o valor: a) do imposto sobre produtos industrializados, quando destacado em separado no documento fiscal; b) das vendas canceladas, das devolvidas e dos descontos a qualquer título concedidos incondicionalmente. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10925.907291/201232 Acórdão n.º 3803005.789 S3TE03 Fl. 65 5 A Lei nº 9.718/98[5] unificou a base de cálculo das contribuições e o fez destacando as grandezas que devem ser excluídas da receita bruta, a teor do seu o parágrafo segundo, entre estas o IPI e o ICMS retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Sabese que o ICMS é imposto que via de regra incide na entrega de mercadorias e serviços e compõe a sua estrutura de preços. Ao definirem faturamento, a LC 70/91 informa que não o integra o IPI; a Lei nº 9.715/98 informa que não o integra o IPI e o ICMS do substituto tributário; a Lei nº 9.718/98 informa que se excluem da receita bruta o IPI e o ICMS do substituto tributário. Ora, se o ICMS normal está fora desse rol de não integração/exclusão da base de cálculo, o faturamento, não há como não se considerar que ficou definido implícitamente que ele (o ICMS) integra o faturamento. Aditese que o seu histórico cálculo “por dentro”, segundo o ditame do DecretoLei nº 406/686 reiterado pela LC Nº 87/96[7][8].endossam esta conclusão. Exemplificando: · ICMS por dentro Tenhase, por hipótese o valor de: Mercadorias em estoque = R$ 830,00 Alíquota do ICMS = 17% 4 Art. 3o Para os efeitos do inciso I do artigo anterior considerase faturamento a receita bruta, como definida pela legislação do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia. Parágrafo único. Na receita bruta não se incluem as vendas de bens e serviços canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, e o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias ICMS, retido pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. 5 § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; 6 Art 2º A base de cálculo do impôsto é: § 7º O montante do impôsto de circulação de mercadorias integra a base de cálculo a que se refere êste artigo, constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de contrôle. 7 Art. 13. A base de cálculo do imposto é: § 1o Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput deste artigo: (Redação dada pela Lcp 114, de 16.12.2002) I o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle; § 2º Não integra a base de cálculo do imposto o montante do Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos. 8 A LC nº 87/96, distintamente da LC nº 406/67, dispõe que integra a base de cálculo do ICMS além do próprio imposto o montante do IPI, exceto quando a operação, realizado entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Cálculo do preço de venda cujo montante final resultará no faturamento = R$ 830,00/83 % (100% 17%) = R$ 1.000,00 Valor do ICMS incluso no faturamento = 170,00 · Se o cálculo do ICMS fosse por fora O preço de venda seria o valor da mercadoria em estoque, que corresponderia ao faturamento Valor do ICMS: 830,00 x 17% = R$ 141,10; Na conformidade da formulação legal acima demonstrada o ICMS faz parte do preço da mercadoria como custo. E este é o desenho constitucional deste imposto após a declaração da constitucionalidade da LC 87/96 na decisão no RE nº 212.209/RJ, ementada na forma do transcrito abaixo: TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO VALOR DO IMPOSTO COMO ELEMENTO INTEGRATIVO DA BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. A base de cálculo dos tributos e a metodologia de sua determinação, porque constituem elementos de conhecimento indispensáveis para a definição do quantum debeatur, necessariamente, devem ser estabelecidas por lei, em obediência ao princípio da legalidade (CF, arts. 146, III, “a”, 150, I, e CTN, art. 97, IV). Inexiste inconstitucionalidade ou ilegalidade, se a própria lei complementar e a lei local permitem que entre os elementos componentes e formativos da base de cálculo do ICMS se inclua o valor do próprio imposto. É demais sabido que a ampliação do conceito de faturamento pelo § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98 foi foco da disputa que resultou na declaração da sua inconstitucionalidade pelo STF, prevalecendo a definição abrangente apenas das receitas provenientes das vendas de mercadorias e serviços pertinentes ao objeto social da atividade da pessoa jurídica. Em vista de subsistir uma definição legal de faturamento que permite considerar nele contido o ICMS normal segundo os dispositivos acima destrinçados , o Supremo Tribunal Federal ao fixar o seu conteúdo com a declaração de inconstitucionalidade do § 1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, poderia ter declarado a inconstitucionalidade, sem redução de texto, do § 2º do mesmo artigo, por deixar de inserir no rol das exclusões da receita bruta o ICMS normal. Se aquela Corte tinha a prerrogativa de fazêlo e não o fez, para tornar livres de mais questionamentos os seus contornos, o juízo que proferiu, tendo como alvo apenas o art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98, ao contrário de se reputálo omisso, endossa o entendimento de inclusão do ICMS no faturamento. Entender diferente está a depender de novo posicionamento daquele Tribunal. A idéia sobre a qual se funda o grito pela exclusão do ICMS do faturamento é a de que o imposto é ‘cobrado’ do comprador pelo vendedor, e, assim, representa um ônus tributário que é repassado ao Estado; logo, por não configurar circulação de riqueza, não Fl. 68DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10925.907291/201232 Acórdão n.º 3803005.789 S3TE03 Fl. 66 7 ingressa no patrimônio do alienante, não podendo ser considerado receita do vendedor. Esta é a suma da tese que sustenta o voto do Min. Marco Aurélio no RE nº 240.785/MG. A tese já foi contraposta com sólido argumento por Hugo de Brito Machado[9], ao qual me filio. Defende ele que o entendimento segundo o qual o valor do ICMS componente do preço é receita do Estado é um equívoco conceitual relacionado à sujeição passiva do ICMS. O vendedor é o contribuinte de direito, não atua como um intermediário entre o comprador e o Estado, e os custos com o pagamento do imposto são custos seus e não do adquirente. O ônus correspondente ao valor do imposto é suportado pelo adquirente somente por meio do pagamento do preço, que é a contrapartida do fornecimento de mercadorias e serviços. Resultante dessa continência, tal valor ingressa no patrimônio do alienante e compõe o seu faturamento[10]. Apesar de ser voto minoritário no julgamento do RE 240.785/MG o Ministro Eros Grau manifestouse nesse mesmo sentido, verbis: O Min. Eros Grau, em divergência, negou provimento ao recurso por considerar que o montante do ICMS integra a base de cálculo da COFINS, porque está incluído no faturamento, haja vista que é imposto indireto que se agrega ao preço da mercadoria. Ser o ICMS custo que se adere à estrutura do preço do produto ou de certos serviços e, via de consequência, integra o faturamento, e não um ônus tributário do adquirente do qual se desincumbe perante o Estado por intermédio do repasse a este feito pelo vendedor, é demonstrado por implicações de ordem sancionatória, segundo as hipóteses abaixo: a) a falta de inclusão do ICMS no valor da operação, com a subsequente falta de destaque do imposto e de posterior recolhimento, não afeta a relação jurídica de sujeição passiva tributária, havendo de ser exigido do vendedor o imposto e seus consectários; b) a inclusão do ICMS no valor da operação e a subsequente falta de emissão da nota fiscal não configura o crime de apropriação indébita, mas o de sonegação fiscal, 9 Citado por Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, in A inclusão do ICMS na Base de Cálculo da COFINS, disponível em http://jus.com.br/artigos/9674/ainclusaodoicmsnabasedecalculodacofins/2; data de acesso: 22.12.2013. 10 No ICMSST o empresário que promove a saída do produto é o contribuinte de direito. No entanto, a Lei de Normas Gerais do ICMS, LC 87/96, ao manter na relação jurídica tributária o adquirente, por legitimálo para repetir indébito ou pagamento a maior do imposto recolhido pelo substituto, subverte a lógica própria desse regime e faz com que o vendedor atue como intermediário entre o comprador e o Estado e torna de terceiro os custos com o pagamento do imposto e de natureza tributária o ônus correspondente ao valor do imposto suportado pelo adquirente. Penso que daí a sua legitimação para não integrar o faturamento o ICMS retido pelo vendedor. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 previsto art. 1º, V, da Lei nº 8.137/90 e no art. 71, I, da Lei nº 4.502/65, cujo procedimento fiscal terá como sujeito passivo o vendedor. Por fim, nesta segunda fase recursal, a Recorrente nenhum elemento anexa referente às provas, cujo ônus é seu. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 25 de março de 2014 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 70DF CARF MF Impresso em 07/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2015 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/03/20 15 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 02/07/2015 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.922645/2012-99
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jul 21 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO ALEGADO PELO CONTRIBUINTE.
Por mais relevantes que sejam as razões de direito aduzidas pelo contribuinte, no rito do pedido de ressarcimento é fundamental a comprovação da materialidade do crédito pleiteado.
Diferentemente do lançamento tributário, em que o ônus da prova compete ao fisco, é dever do contribuinte comprovar que possui a materialidade do crédito.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3802-004.273
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER do Recurso Voluntário pra NEGAR-LHE o provimento.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015).
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Bruno Maurício Macedo Curi (Relator).
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO ALEGADO PELO CONTRIBUINTE. Por mais relevantes que sejam as razões de direito aduzidas pelo contribuinte, no rito do pedido de ressarcimento é fundamental a comprovação da materialidade do crédito pleiteado. Diferentemente do lançamento tributário, em que o ônus da prova compete ao fisco, é dever do contribuinte comprovar que possui a materialidade do crédito. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 21 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10680.922645/2012-99
anomes_publicacao_s : 201507
conteudo_id_s : 5488479
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 21 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3802-004.273
nome_arquivo_s : Decisao_10680922645201299.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
nome_arquivo_pdf_s : 10680922645201299_5488479.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER do Recurso Voluntário pra NEGAR-LHE o provimento. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki - Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Bruno Maurício Macedo Curi (Relator).
dt_sessao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
id : 6053828
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888140959744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1672; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 41 1 40 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.922645/201299 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3802004.273 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de março de 2015 Matéria DECOMP COFINS Recorrente WAZ HARDWARE IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO DE SUPRIMENTOS DE INFORMÁTICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO ALEGADO PELO CONTRIBUINTE. Por mais relevantes que sejam as razões de direito aduzidas pelo contribuinte, no rito do pedido de ressarcimento é fundamental a comprovação da materialidade do crédito pleiteado. Diferentemente do lançamento tributário, em que o ônus da prova compete ao fisco, é dever do contribuinte comprovar que possui a materialidade do crédito. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER do Recurso Voluntário pra NEGARLHE o provimento. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente da 2ª Câmara/3ª Seção. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 92 26 45 /2 01 2- 99 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 21/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 21/07/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 2 Waldir Navarro Bezerra – Redator designado ad hoc (art. 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015). Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Bruno Maurício Macedo Curi (Relator). Relatório Preliminarmente, ressaltase que nos termos do artigo 17, inciso III, do anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF/2015, fui designado como redator ad hoc (fl. 40), para formalização do respectivo Acórdão, considerando o resultado do julgado, conforme o constante da ATA da respectiva sessão de julgamento. Tratase de recurso voluntário que chega a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em razão da insurgência do contribuinte em epígrafe contra Acórdão lavrado pela 2ª Turma da DRJ de Belo Horizonte, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela interessada. Em momento prévio à análise das motivações recursais, é conveniente que sejam revisitados os atos e fases processuais já superados. Por bem resumir a controvérsia até a respectiva fase processual, tomo emprestado a descrição fática lançada no acórdão da instância a quo acima referido: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 40910605 emitido eletronicamente em 05/12/12, referente ao PER/DCOMP nº 14467.04973.030112.1.7.048912. A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS –Código de Receita 5856, no valor original na data de transmissão de R$ 6.942,47, representado por Darf recolhido em 20/12/07 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Fl. 42DF CARF MF Impresso em 21/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 21/07/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10680.922645/201299 Acórdão n.º 3802004.273 S3TE02 Fl. 42 3 Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade alegando que o que ocorreu foram problemas com as Dacon, DCTF e DIPJ a que se vinculam as compensações glosadas. Que os documentos foram entregues com erro e alguns deixaram de ser entregues na época própria tendo sido necessária a apresentação das declarações faltantes e retificadoras. Afirma que juntamente com a manifestação de inconformidade juntou todos os documentos possíveis e que poderia apresentar todos os que a autoridade julgar necessários. Invoca o princípio da verdade material, a ampla defesa, o devido processo legal, a segurança jurídica e a oficialidade, discorrendo sobre eles. Que caberia ao julgador diligenciar para descobrir a verdade material. Que direito aos créditos de PIS e COFINS nascem de vendas tributadas à alíquota zero. Cita leis. Afirma que referidos créditos são comprovados pelos documentos pertinentes (demonstrativos de crédito, notas fiscais de aquisição e outros). Diante disso, pede que sejam realizadas diligências e perícias que a autoridade julgar necessárias e que seja reformado o despacho decisório com a homologação das compensações pleiteadas. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. Ao analisar a Manifestação de Inconformidade, a 2ª Turma da DRJ/BHE entendeu pela improcedência do pleito do sujeito passivo, mantendo a glosa do crédito requerido e proferiu o seguinte acórdão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Ano calendário: 2007 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O julgador de 1ª instância entendeu que, diante da divergência entre os valores de débito constantes na DCTF e no Dacon (formadores do direito creditório), o pleito careceu de materialidade do crédito, mormente ante a ausência de prova nos autos. Afirma a decisão recorrida que: Nesse ponto, cumpre assinalar que as contradições foram evidenciadas entre informações prestadas pelo próprio contribuinte (DCTF original, Dacon e Dacon retificadora), motivo pelo qual o manifestante deveria cuidar de provar efetivamente qual valor (informação) corresponde à realidade dos fatos, a fim de conferir a necessária certeza ao crédito pretendido, não cabendo à autoridade julgadora mandar sanar a insuficiência de prova por meio de realização diligência. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 21/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 21/07/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA 4 Em seu Recurso Voluntário, que ora é objeto de exame, o sujeito passivo se insurge contra o acórdão a quo, sob o argumento de que, ao contrário do indicado na decisão recorrida, o direito creditório existe, e para tanto acosta diversos documentos aos autos, eminentemente notas fiscais de aquisições e de saídas. Com base nos argumentos apresentados, a Recorrente pede a procedência do Recurso Voluntário para que seja reformada a decisão de 1ª instância e, consequentemente, homologadas as compensações efetuadas. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, redator ad hoc designado para formalizar a decisão (fl. 40), uma vez que o Conselheiro Relator Bruno Maurício Macedo Curi, não mais compõe este colegiado, retratando hipótese de que trata o artigo 17, inciso III, do Anexo II, do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 343, de 09 de junho de 2015. Ressalvado o meu entendimento pessoal, no sentido de dar a este e a outros processos nessa situação tratamento diverso. O presente recurso é tempestivo e, ausentes outras questões preliminares, passo à análise de mérito. Tratase de processo de revisão de compensação, em que o contribuinte embasa seu pleito na alegação de que teria, equivocadamente, apurado erroneamente o PIS e a COFINS, mas afirma que o direito de crédito decorre de vendas efetuadas com alíquota zero nos termos do art. 17 da lei 11.033/2004, “bem assim das diversas rubricas previstas no art. 3o das leis 10.637/2002 e 10.833/2003 que permitem o direito ao crédito das contribuições”. Ocorre que, nada obstante o Recorrente afirmar no Recurso Voluntário que acosta diversas notas fiscais comprobatórias do seu direito de crédito, estas não constam dos autos. Ora, no rito do processo de análise de pedidos de compensação ou ressarcimento, o sujeito passivo deve demonstrar a materialidade de seu crédito. No caso em tela, o Recorrente não me parece ter demonstrado, de modo cabal, a verdade material que lhe assiste. Vale repisar, diferentemente do processo de revisão do lançamento tributário, em que o ônus da prova compete ao fisco (demonstrando cabalmente as razões pelas quais o tributo deve ser exigido), no pedido de ressarcimento o contribuinte deve demonstrar cabalmente as razões pelas quais ele deve ser restituído no montante pleiteado. Destarte, oriento meu voto no sentido de que seja mantida a decisão de primeira instância, pois ausente demonstração cabal da origem dos créditos de PIS e da COFINS a serem compensados. Conclusão Fl. 44DF CARF MF Impresso em 21/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 21/07/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA Processo nº 10680.922645/201299 Acórdão n.º 3802004.273 S3TE02 Fl. 43 5 Isto posto, CONHEÇO do Recurso Voluntário para NEGARLHE o provimento. Formalizado o voto em razão do disposto no artigo 17, inciso III, do Anexo II do RICARF/2015, subscrevo o presente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra – Redator ad hoc. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 21/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA, Assinado digitalmente em 21/07/20 15 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 20/07/2015 por WALDIR NAVARRO BEZERRA
score : 1.0
Numero do processo: 15374.722484/2008-36
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2003,2004
PER/DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
A partir de 1º de outubro de 2002 para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação a legislação fixou o prazo de cinco anos, contados da data da entrega da declaração, para que os débitos sejam homologados tacitamente, o que privilegia o princípio da segurança jurídica.
Numero da decisão: 1803-001.888
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a prescrição dos débitos remanescentes, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Marcos Antonio Pires, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, Sergio Rodrigues Mendes e Roberto Armond Ferreira da Silva.
Nome do relator: VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2003,2004 PER/DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. A partir de 1º de outubro de 2002 para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação a legislação fixou o prazo de cinco anos, contados da data da entrega da declaração, para que os débitos sejam homologados tacitamente, o que privilegia o princípio da segurança jurídica.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15374.722484/2008-36
anomes_publicacao_s : 201508
conteudo_id_s : 5511260
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1803-001.888
nome_arquivo_s : Decisao_15374722484200836.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
nome_arquivo_pdf_s : 15374722484200836_5511260.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a prescrição dos débitos remanescentes, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Marcos Antonio Pires, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, Sergio Rodrigues Mendes e Roberto Armond Ferreira da Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
id : 6099953
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888178708480
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2323; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 2 1 1 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.722484/200836 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.888 – 3ª Turma Especial Sessão de 08 de outubro de 2013 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente O BICHO COMEU BIJOUTERIAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2003,2004 PER/DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. A partir de 1º de outubro de 2002 para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação a legislação fixou o prazo de cinco anos, contados da data da entrega da declaração, para que os débitos sejam homologados tacitamente, o que privilegia o princípio da segurança jurídica. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para reconhecer a prescrição dos débitos remanescentes, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Sergio Luiz Bezerra Presta. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 72 24 84 /2 00 8- 36 Fl. 137DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 15374.722484/200836 Acórdão n.º 1803001.888 S1TE03 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Marcos Antonio Pires, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, Sergio Rodrigues Mendes e Roberto Armond Ferreira da Silva. Relatório Em 11/08/2003, a Interessada transmitiu a Declaração de Compensação n° 35504.49126.110803.1.3.043749 (fls. 02/06), na qual é informado: crédito referente a pagamento indevido, em 31/10/2002 (DARF com período de apuração em 30/09/2002, código de receita 5993, vencimento em 31/10/2002, valor do principal R$ 314,83 e de zero o valor da multa e dos juros, sendo que a data de arrecadação se deu em 31/10/2002), de Estimativa mensal de IRPJ (código 59931), no valor de R$ 314,83 em 30/09/2002 para compensar débito informado de Estimativa mensal de IRPJ (código 59931), período de apuração de maio de 2003, vencimento em 30/06/2003, no valor de R$ 5.163,72. Em 25/08/2008 (fls. 07/08 e 10), a Interessada foi cientificada do Despacho Decisório de n° de rastreamento 781153207 (fl. 09), emitido em 12/08/2008, no qual a DERAT RJO, com fulcro no que dispõem os arts. 165 e 170, da Lei n° 5.172/1966 (CTN) e o art. 74 da Lei n° 9.430/1996, não homologou a referida compensação declarada diante da inexistência do crédito, uma vez que, a partir das características do DARF discriminado na Declaração de Compensação, foi localizado o pagamento n° 0596504679, arrecadado em 31/10/2002, no valor de R$ 314,83, integralmente utilizado para pagamento da Estimativa mensal de IRPJ apurada em setembro de 2002, com vencimento em 31/10/2002, tendo sido, portanto, indevidamente compensado o débito de Estimativa mensal de IRPJ de maio de 2003, com vencimento em 30/06/2003, no valor de R$ 5.163,72, o qual deverá ser pago até 29/08/2008, acrescido da multa de mora de R$ 1.032,72 e dos juros de mora de R$ 3.890,34 (calculado até 29/08/2008). Inconformada, a Interessada apresentou Manifestação de Inconformidade na qual insiste ter o crédito a compensar. Em sede de cognição ampla a DRJ manteve o despacho impugnado, resultando na interposição de Recurso Voluntário interposto pela empresa contribuinte, oportunidade em que reitera os argumentos quanto a insistência do crédito apontado. Cabe formalizar a presente decisão conforme apresentada em plenário, dado que o relator original não mais compõe o colegiado, nos termos do art. 17 e do art. 18 ambos do Anexo II do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF nº 343, 09 de junho de 2015, que em seu art. 6º extinguiu as turmas especiais. Está registrada na Ata da Reunião de Julgamento formalizada no processo nº 15169.000109/201162: Aos oito dias do mês de outubro do ano de dois mil e treze, às quatorze horas , reuniramse os membros da 3ªTE/4ªCÂMARA/1ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes WALTER ADOLFO MARESCH (Presidente), MARCOS ANTONIO PIRES, MEIGAN SACK RODRIGUES, SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA, VICTOR HUMBERTO DA SILVA Fl. 138DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 15374.722484/200836 Acórdão n.º 1803001.888 S1TE03 Fl. 4 3 MAIZMAN, SERGIO RODRIGUES MENDES, ROBERTO ARMOND FERREIRA DA SILVA e eu, MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. [...] Relator(a): VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN Processo: 15374.722484/200836 Recorrente: O BICHO COMEU BIJOUTERIAS LTDA EPP e Recorrida: FAZENDA NACIONAL Acórdão 1803001.888 Decisão: Por unanimidade de votos deram provimento ao recurso para reconhecer a prescrição dos débitos remanescentes. Ausência momentânea: SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA Votação: Por Unanimidade Questionamento: RECURSO VOLUNTARIO Resultado: Recurso Voluntário Provido Outros Valores Controlados É o Relatório. Voto Conselheiro André Mendes de Moura, Redator para Formalização do Voto. Em face da necessidade de formalização da decisão proferida nos presentes autos, e tendo em vista que o relator originário do processo não mais integra o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encontrome na posição de Redator, nos termos dos arts. 17 e 18, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (RICARF). Informo que, na condição de Redator, transcrevo literalmente a minuta que foi apresentada pelo Conselheiro durante a sessão de julgamento. Portanto, a análise do caso concreto reflete a convicção do relator do voto na valoração dos fatos. Ou seja, não me encontro vinculado: (1) ao relato dos fatos apresentado; (2) a nenhum dos fundamentos adotados para a apreciação das matérias em discussão; e (3) a nenhuma das conclusões da decisão incluindose a parte dispositiva e a ementa. A seguir, a transcrição do voto. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Comungo com os fundamentos da r. decisão no sentido de que a Recorrente utilizou o crédito informado de R$ 314,83, integralmente utilizado para pagamento da Estimativa mensal de IRPJ apurada em setembro de 2002, com vencimento em 31/10/2002. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 15374.722484/200836 Acórdão n.º 1803001.888 S1TE03 Fl. 5 4 Entrementes, a Recorrente se insurge apontando que há débito ainda a ser compensado. Pois bem, no momento do pedido de compensação houve a inequívoca confissão do débito, iniciandose assim, o prazo prescricional. Desse modo, considerando que decorreu o prazo legal para a exigência do crédito tributário (débito) é de ser reconhecido de ofício a prescrição. A pessoa jurídica que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 1º de outubro de 2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30 de dezembro de 2003, ficou estabelecido que a PERDCOMP constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação também fixou o prazo de cinco anos, contados da data da entrega da declaração, para que os débitos sejam homologados tacitamente, o que privilegia o princípio da segurança jurídica, embora não se possa inferir que este instituto tenha o efeito de fazer nascer qualquer direito creditório1. No presente caso verificase que o pedido formalizado pendente de apreciação se converteu em declaração de sorte que foi abrangido pelo efeito temporal da homologação tácita. A pretensão da defendente, por esta razão, tem cabimento. Em assim sucedendo voto por dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto 1 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A Constituição Federal, art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 15374.722484/200836 Acórdão n.º 1803001.888 S1TE03 Fl. 6 5 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA
score : 1.0
Numero do processo: 11065.101358/2007-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
PIS/PASEP e COFINS. BASE DE CÁLCULO. CESSÃO DE DIREITOS DO ICMS.
A receita decorrente de transferência onerosa a outros contribuintes de créditos de ICMS originados de operações de exportação deixou de integrar a base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS somente a partir de 1º de janeiro de 2009.
PIS/PASEP e COFINS. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. COMERCIAL EXPORTADORA
O artigo 6°, § 4°, da Lei n° 10.833/2003 veda expressamente o aproveitamento dos créditos decorrentes das aquisições de mercadorias por empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-01.106
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama e Álvaro Almeida Filho, que davam provimento parcial para excluir da base de cálculo os ingressos decorrentes da cessão de créditos do ICMS.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201107
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PIS/PASEP e COFINS. BASE DE CÁLCULO. CESSÃO DE DIREITOS DO ICMS. A receita decorrente de transferência onerosa a outros contribuintes de créditos de ICMS originados de operações de exportação deixou de integrar a base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS somente a partir de 1º de janeiro de 2009. PIS/PASEP e COFINS. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. COMERCIAL EXPORTADORA O artigo 6°, § 4°, da Lei n° 10.833/2003 veda expressamente o aproveitamento dos créditos decorrentes das aquisições de mercadorias por empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 11065.101358/2007-03
conteudo_id_s : 5514260
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 28 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-01.106
nome_arquivo_s : Decisao_11065101358200703.pdf
nome_relator_s : Ricardo Paulo Rosa
nome_arquivo_pdf_s : 11065101358200703_5514260.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama e Álvaro Almeida Filho, que davam provimento parcial para excluir da base de cálculo os ingressos decorrentes da cessão de créditos do ICMS.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 08 00:00:00 UTC 2011
id : 6109204
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888200728576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1886; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.101358/200703 Recurso nº 876.404 Voluntário Acórdão nº 3102001.106 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de julho de 2011 Matéria Ressarcimento COFINS Recorrente LG COMERCIAL DE PELES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PIS/PASEP e COFINS. BASE DE CÁLCULO. CESSÃO DE DIREITOS DO ICMS. A receita decorrente de transferência onerosa a outros contribuintes de créditos de ICMS originados de operações de exportação deixou de integrar a base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS somente a partir de 1º de janeiro de 2009. PIS/PASEP e COFINS. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. COMERCIAL EXPORTADORA O artigo 6°, § 4°, da Lei n° 10.833/2003 veda expressamente o aproveitamento dos créditos decorrentes das aquisições de mercadorias por empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama e Álvaro Almeida Filho, que davam provimento parcial para excluir da base de cálculo os ingressos decorrentes da cessão de créditos do ICMS. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 26/01/2012 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Paulo Sergio Celani, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Ausente justificadamente o Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra Despacho de Decisório proferido pela DRF Nova Hamburgo que glosou parcialmente o direito creditório relativo ao Cofins não cumulativo e homologou as compensações declaradas até o limite do direito creditório reconhecido. De acordo com o Relatório de Verificação Fiscal foram apuradas duas irregularidades na escrituração da empresa que resultaram na glosa efetuada. A primeira referese a falta de inclusão na base de cálculo do Cofins não cumulativo de créditos de ICMS cedidos e/ou transferidos a terceiros. A segunda diz respeito ao cálculo de créditos sobre aquisições de mercadorias com fim específico de exportação. A interessada adquiriu da empresa MR Couros Indústria e Comércio LTDA., situada no estado do Maranhão, "couros bovinos curtidos ao cromo, tipo wet blue", constando da nota fiscal (fls.48) a informação de remessa com fim específico de exportação (campo informações complementares) e ainda o código CFOP 6118 (venda para exportação). A mercadoria foi entregue diretamente para CMA CGM do Brasil Agência Marítima LTDA, situada na cidade de Belém do Pará, e exportada por meio do porto situado nessa cidade. A interessada insurgese contra a inclusão na base de cálculo do PIS não cumulativo de receitas referentes a cessão e/ou transferência de créditos de ICMS, por entender que tais valores não se enquadrariam no conceito de receita estabelecido pela Lei n° 10.637/2002. Discorda também da glosa dos créditos referente às compras de mercadorias com fim específico de exportação, defendendo o direito ao creditamento, uma vez que não preencheria os requisitos estabelecidos pela legislação (Decretolei n° 1.248/1972) para ser considerada uma empresa comercial exportadora. Acredita que se não houve o recolhimento da contribuição devida pela empresa vendedora (MR Couros Indústria e Comércio LTDA) esse deveria ser cobrado daquela empresa. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 CESSÃO DE ICMS INCIDÊNCIA DE PIS/PASEP E COFINS . A cessão de direitos de ICMS compõe a receita do contribuinte, sendo base de cálculo para o PIS/PASEP e a COFINS até a edição dos arts.7°, 8° e 9° da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008. COMERCIAL EXPORTADORA. São empresas que têm como objetivo social a comercialização, podendo adquirir produtos fabricados por terceiros para revenda no mercado interno ou destinálos à exportação, assim como importar mercadorias e efetuar sua Fl. 145DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11065.101358/200703 Acórdão n.º 3102001.106 S3C1T2 Fl. 2 3 comercialização no mercado doméstico, ou seja, atividades tipicamente de uma empresa comercial. NÃOCUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. A partir de 01 de fevereiro de 2004, é vedado às empresas comerciais exportadoras aproveitar os créditos relativos aos insumos adquiridos para fins de exportação, conforme se verifica na disposição constante do art. 6°, § 4° da Lei n° 10.833/2003. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na Manifestação de Inconformidade. Repete não estar constituída como uma trading company. Aduz que muitas vezes efetua a remessa de bens através de operações triangulares, onde o beneficiador faz a remessa diretamente para o embarque e desembaraço aduaneiro e que, por estas razões a recorrente não teria “como informar ao fornecedor o número de seu cadastro na DECEX, fato este indispensável para que o mesmo enquadrasse sua venda como sendo “à empresa comercial exportadora” ”. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Há duas questões que precisam ser enfrentadas. A primeira diz respeito à inclusão da receita decorrente da cessão de créditos do ICMS na base de cálculo dos tributos, e a segunda referese ao creditamento nas aquisições realizadas com o fim específico de exportação. Entendo que não assiste razão à recorrente no que se refere à exclusão da receita oriunda da cessão de créditos do ICMS na base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS. Em primeiro lugar, porque a disposições legais contidas nas Leis 10.833/03 e 10.637/02 são taxativas em determinar que toda receita, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, integram a base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS, excluindo, em caráter exaustivo, aquelas que não se enquadram neste conceito, se não vejamos. Lei 10.833/03 Art. 1º A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA 4 § 1 º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2 º A base de cálculo da contribuição é o valor do faturamento, conforme definido no caput. § 3 º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: I isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); II nãooperacionais, decorrentes da venda de ativo permanente; III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; V referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido computados como receita. Lei 10.637/02 DA COBRANÇA NÃOCUMULATIVA DO PIS E DO PASEP Art. 1 º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1 º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2 º A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. § 3 º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda de álcool para fins carburantes; V referentes a: Fl. 147DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11065.101358/200703 Acórdão n.º 3102001.106 S3C1T2 Fl. 3 5 a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita. VI – não operacionais, decorrentes da venda de ativo imobilizado. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) Por outro lado, foi a Lei 11.945/09, que veio trazer nova regulamentação à matéria, excluindo textualmente da base de cálculo das contribuições as receitas decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes de créditos de ICMS originados de operações de exportação; contudo, cuidou também de disciplinar os efeitos dessa modificação, nos seguintes termos. Lei 11.945/09 Art. 16. Os arts. 1o, 2o e 3o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1o .................................................................................. ............................................................................................. § 3o ...................................................................................... ............................................................................................. VII decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996.” (NR) (...) Art. 17. Os arts. 1o, 2o, 3o, 10, 58J e 58O da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1o ................................................................................. .............................................................................................. § 3o ...................................................................................... ............................................................................................. VI decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996.” (NR) Fl. 148DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA 6 (...) Art. 33. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos: I a partir de 1o de janeiro de 2009, em relação ao disposto: (...) c) no art. 16, relativamente ao inciso VII do § 3o do art. 1o da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002; d) no art. 17, relativamente ao inciso VI do § 3o do art. 1o e ao art. 58J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003; (...) Resta, portanto, incontroversa a intenção do legislador em excluir da base de cálculo as receitas sub examine apenas para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro do ano de 2009. A contrário senso, até então elas integraram a base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, o que se aplica ao presente caso. Resolvido isso, ocupome da questão atinente ao aproveitamento de crédito nas aquisições realizadas com o fim específico de exportação. Desde logo, rejeito as argumentações baseadas na descaracterização da empresa da condição de uma trading company. Todas as considerações trazidas aos autos em primeira instância são por demais esclarecedoras e não foram objetadas de maneira consistente pela recorrente, que limitouse apenas a repetir, sem nada acrescentar, que não é uma trading company. Inobstante, como fica claro no voto condutor da decisão recorrida, que adoto in totum neste particular, não é necessário que seja. Ainda mais, tratase de uma controvérsia que parece também poder ser resolvida pela leitura do teor do artigo 6º da Lei 10.833/03. Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: I exportação de mercadorias para o exterior; II prestação de serviços para pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior, com pagamento em moeda conversível; III vendas a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação. § 1o Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica vendedora poderá utilizar o crédito apurado na forma do art. 3º, para fins de: I dedução do valor da contribuição a recolher, decorrente das demais operações no mercado interno; II compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 2º A pessoa jurídica que, até o final de cada trimestre do ano civil, não conseguir utilizar o crédito por qualquer das formas previstas no § 1o poderá solicitar o seu ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 11065.101358/200703 Acórdão n.º 3102001.106 S3C1T2 Fl. 4 7 § 3º O disposto nos §§ 1o e 2o aplicase somente aos créditos apurados em relação a custos, despesas e encargos vinculados à receita de exportação, observado o disposto nos §§ 8o e 9o do art. 3o. § 4º O direito de utilizar o crédito de acordo com o § 1º não beneficia a empresa comercial exportadora que tenha adquirido mercadorias com o fim previsto no inciso III do caput, ficando vedada, nesta hipótese, a apuração de créditos vinculados à receita de exportação. (grifos meus) Finalmente, o argumento de que há ocorrência de operações triangulares, onde o beneficiador faz a remessa diretamente para o embarque e desembaraço aduaneiro e que a recorrente não teria como informar ao fornecedor o número de seu cadastro na DECEX, descaracterizando a operação como sendo de uma comercial exportadora, não foram de maneira nenhuma comprovadas. Conforme consta do relatório de fiscalização, a autoridade fiscal foi zelosa na formação de juízo a respeito do assunto, se não vejamos. Constatamos, mediante análise da memória de cálculo fornecida e declaração apresentada pelo contribuinte, que o mesmo incluiu na base de cálculo dos créditos de COFINS aquisições de mercadorias recebidas com fim especifico de exportação. Essas compras não estiveram sujeitas ao pagamento das contribuições pelo respectivo fornecedor, não gerando direito a crédito para a exportadora adquirente. O contribuinte realizou diversas aquisições de "couros bovinos curtidos ao cromo, tipo wet blue", da empresa MR COUROS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., CNPJ 04.030.554/000192, situada em Governador Edison Lobão, no Estado do Maranhão, as quais foram classificadas pela vendedora no CFOP 6118, como "Venda para Exportação". No corpo das Notas Fiscais destas operações consta a seguinte observação: "Mercadoria a ser entregue na CMA CGM do Brasil Agência Maritima Ltda., Sito à Av. Marechal Hermes, 397 — Umarisal, Belém — PA". Os couros adquiridos nessas operações foram exportados pelo contribuinte, classificados no CFOP 7501, como "Exportação de mercadorias recebidas para o fim especifico de exportação". Importante salientar que todas estas exportações foram embarcadas no porto de Belém — PA. Cabe lembrar aqui que o contribuinte está localizado em Novo Hamburgo — RS e as suas exportações de produtos por ele industrializados no período foram embarcadas no porto de Rio Grande — RS. Na planilha anexa, relacionamos as aquisições com fim específico de exportação realizadas no período, bem como as respectivas exportações de mercadorias recebidas com o fim específico de exportação, estabelecendo uma relação entre as Notas Fiscais de compra e as Notas Fiscais de exportação, através da quantidade, em pés quadrados (P2). Nela, podese ver que a mesma quantidade de couros recebida é imediatamente exportada, lembrando que tanto o recebimento quanto o embarque dos couros para o exterior são feitos em Belém — PA. Ou seja, diante de tais evidências, fica claro que trataramse, de fato, de exportações de mercadorias recebidas com o fim específico de exportação. Por todo o exposto, VOTO POR NEGAR provimento ao recurso voluntário apresentado pela recorrente. Sala de Sessões, 08 de julho de 2001. Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA 8 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 26/03/2012 por NAIARA WILKE DE SIQUEIRA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 10715.000693/2009-84
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004
REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, E DO DL 37/1966 (INs SRF 28/1994). INAPLICABILIDADE.
A expressão imediatamente após, constante da vigência original do art. 37 da IN SRF nº 28/1994, traduz subjetividade e não se constitui em prazo certo para o cumprimento da obrigação de registro dos dados de embarque na exportação.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9303-003.134
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (Relator), Henrique Pinheiro Torres e Joel Miyazaki, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Teresa Martínez López.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente.
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator.
Maria Teresa Martínez López Redatora designada
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo (Substituta convocada), Antonio Carlos Atulim (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento).
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, E DO DL 37/1966 (INs SRF 28/1994). INAPLICABILIDADE. A expressão imediatamente após, constante da vigência original do art. 37 da IN SRF nº 28/1994, traduz subjetividade e não se constitui em prazo certo para o cumprimento da obrigação de registro dos dados de embarque na exportação. Recurso especial negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10715.000693/2009-84
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473949
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9303-003.134
nome_arquivo_s : Decisao_10715000693200984.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : RODRIGO DA COSTA POSSAS
nome_arquivo_pdf_s : 10715000693200984_5473949.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (Relator), Henrique Pinheiro Torres e Joel Miyazaki, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Teresa Martínez López. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente. Rodrigo da Costa Pôssas - Relator. Maria Teresa Martínez López Redatora designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo (Substituta convocada), Antonio Carlos Atulim (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento).
dt_sessao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5959983
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888207020032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1805; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 10 1 9 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10715.000693/200984 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.134 – 3ª Turma Sessão de 24 de setembro de 2014 Matéria Multa Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado AMERICAN AIRLINES INC ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, “E” DO DL 37/1966 (INs SRF 28/1994). INAPLICABILIDADE. A expressão “imediatamente após”, constante da vigência original do art. 37 da IN SRF nº 28/1994, traduz subjetividade e não se constitui em prazo certo para o cumprimento da obrigação de registro dos dados de embarque na exportação. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao Recurso Especial. Vencidos os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (Relator), Henrique Pinheiro Torres e Joel Miyazaki, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Maria Teresa Martínez López. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente. Rodrigo da Costa Pôssas Relator. Maria Teresa Martínez López – Redatora designada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 06 93 /2 00 9- 84 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo (Substituta convocada), Antonio Carlos Atulim (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente à época do julgamento). Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela PGFN, contra acórdão proferido pela instância ordinária, nos seguintes termos: Relatora: Irene Souza da Trindade TorresAcórdão: 320200.547 Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/03/2004 a 02/04/2004 REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE NA EXPORTAÇÃO. MULTA DO ART. 107, IV, “E” DO DL 37/1966 (IN/SRF nºs. 28/1994 E 510/2005). VIGÊNCIA E APLICABILIDADE. A expressão “imediatamente após”, constante da vigência original do art. 37 da IN SRF no 28/1994, traduz subjetividade e não se constitui em prazo certo e induvidoso para o cumprimento da obrigação de registro dos dados de embarque na exportação. Para os efeitos dessa obrigação, a multa que lhe corresponde, instituída no art. 107, IV, “e” do Decretolei nº 37/1966, na redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833/2003, começou a ser passível de aplicação somente em relação a fatos ocorridos a partir de 15/2/2005, data em que a IN SRF nº 510/2005 entrou em vigor e fixou prazo certo para o registro desses dados no Siscomex. Recurso Voluntário Provido Usarei o relatório da DRJ, com as alterações e acréscimos que se fizerem necessários. O presente processo trata da exigência do valor de R$ 285.000,00 consubstanciada no auto de infração de fls. 01 a 20, referente à imposição da multa pela não prestação de informação sobre veículo ou carga transportada, ou sobre operações que executar, prevista na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decretolei 37/1966, com a redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003, regulamentada nas Instruções Normativas 28 e 510, expedidas, em 1994 e 2005, pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, respectivamente. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal, as autoridades lançadoras, ao verificar o cumprimento da obrigação acessória de que trata o artigo 37 da IN/SRF 28/1994, alterado pelo artigo 1º da IN/SRF 510/2005, constataram que a contribuinte acima identificada deixou de registrar no prazo regulamentar os dados de embarque referentes ao transporte internacional realizados no mês de março de 2004, iniciado no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro ALF/GIG, concernentes às cargas amparadas nas declarações de exportação DDE’s listadas no demonstrativo “Auto de Infração nº 00011/09 Anexo”, Fl. 162DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10715.000693/200984 Acórdão n.º 9303003.134 CSRFT3 Fl. 11 3 parte integrante do respectivo auto de infração, uma vez que de acordo com o inciso II do artigo 39 da mencionada IN/SRF 28/1994, considerase intempestivo o registro dos dados de embarque nos despachos de exportação efetuados pelo transportador em prazo superior a dois dias. A contribuinte apresentou, às fls. 28 a 31, impugnação administrativa, por discordar da exigência à qual foi intimada. Na referida peça de defesa, a autuada alega em preliminar que o auto de infração em apreço foi lavrado “com total carência de informações que possam relacionar as Declarações de Exportações com as alegadas datas de embarques”, o que impõe sua nulidade, “uma vez que dificulta, ou impede completamente, a defesa da Impugnante”. No mérito, aduz que as autoridades lançadoras equivocaramse ao impor a multa em apreço “com base das DEs ali informadas (Auto de Infração nº 00011/09 Anexo), e não com base nos embarques”. Logo, se fosse aplicado corretamente o critério legal a multa não poderia, no caso em análise, exceder a R$ 135.000,00. Sustenta também que o critério utilizado pelo fisco para a imposição da penalidade em comento números das declarações de exportação igualmente se apresenta equivocado, pois “tais números não são do conhecimento da empresa aérea, que, como é cediço, controla os seus embarques apenas e tãosomente através dos respectivos conhecimentos aéreos”. Por fim, argumenta que o auto de infração não faz “qualquer referência aos números dos conhecimentos aéreos, circunstância essa que fulmina a aplicação da multa objeto da autuação, lavrada com base em inexistentes fatos geradores”. A DRJ manteve o lançamento. Em sede de Recurso Voluntário foi dado provimento ao recurso sob a alegação que a falta de um prazo determinado na norma para o cumprimento da obrigação acessória impediria a aplicação da multa ali prevista. A PGFN apresentou recurso especial onde pede a aplicação da retroatividade benigna para manter a multa em relação às declarações que teriam sido entregues em prazo superior a sete dias, conforme preceitua a novel legislação acerca da referida obrigação acessória e respectivas penalidades. É o relatório. Voto Vencido O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. Esta matéria já foi, por diversas vezes, objeto de apreciação no CARF. Nos presentes autos a conselheira Irene Souza Trindade Torres, adotou, como razões de decidir, o voto do conselheiro José Luís Novo Rossari, que por sua vez, fez um minucioso e bem fundamentado voto. Porém ouso discordar do ilustre conselheiro. Eis parte do seu voto: Fl. 163DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 “A lide respeita à exigência feita pelo Fisco da multa prevista no art. 107, IV, “e”, do Decretolei no 37/1966, na redação que lhe deu o art. 77 da Lei no 10.833/2003, em razão de a recorrente ter registrado no Siscomex após o prazo de 2 (dois) dias fixado no art. 37 da IN SRF no 28/1994, com a redação dada pelo art. 1o da IN SRF no 510/2005, os dados de embarque de mercadorias em despachos de exportação. Para melhor compreensão a respeito da matéria, cumpre sejam transcritas as normas legais e administrativas pertinentes aos fatos. A Instrução Normativa SRF no 28, de 27/4/1994, estabeleceu em seus arts. 37, caput, e 44 que, verbis: “Art. 37. Imediatamente após realizado o embarque da mercadoria, o transportador registrará os dados pertinentes, no SISCOMEX, com base nos documentos por ele emitidos. (destaquei) Art. 44. O descumprimento, pelo transportador, do disposto nos arts. 37, 41 e § 3o do art. 42 desta Instrução Normativa constitui embaraço à atividade de fiscalização aduaneira, sujeitando o infrator ao pagamento da multa prevista no art. 107 do Decreto lei no 37/66 com a redação do art. 5o do Decretolei no 751, de 10 de agosto de 1969, sem prejuízo de sanções de caráter administrativo cabíveis.” O art. 107 do Decretolei no 37/1966, na redação do art. 5o do Decretolei no 751/1969, citado na transcrição acima, assim dispunha originalmente, tendo sido alterado apenas no tocante à atualização do valor da multa (última atualização constante do art. 646, I, do Decreto no 4.543/2002 – Regulamento Aduaneiro), verbis: “Art. 107 Aplicamse, ainda, as seguintes multas: I de 103,56 (cento e três reais e cinquenta e seis centavos) a quem, por qualquer meio ou forma, desacatar agente do Fisco, embaraçar, dificultar ou impedir sua ação fiscalizadora; (...)” (destaquei) O caput do art. 37 antes transcrito foi alterado pelo art. 1o da IN SRF no 510, de 14/2/2005, que lhe deu a seguinte redação, verbis: "Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque.” (destaquei) No caso ora sob exame, o Fisco aplicou à empresa transportadora a multa específica prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei no 37, de 1966, com a nova redação que lhe foi dada pelo art. 61 da Medida Provisória no 135, de 30/10/2003 (DOU de 31/10/2003), que veio a ser convertido no art. 77 da Lei no 10.833, de 29/12/2003, que estabeleceu, verbis: “Art. 77. Os arts. 1o, 17, 36, 37, 50, 104, 107 e 169 do Decreto Lei no 37, de 18 de novembro de 1966, passam a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as Fl. 164DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10715.000693/200984 Acórdão n.º 9303003.134 CSRFT3 Fl. 12 5 informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. (...) "Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...) c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e (...)” Feitas essas transcrições, impõese ressaltar que na vigência da IN SRF no 28/1994 a inobservância da obrigação estabelecida no seu art. 37 era entendida pela SRF como caracterizadora de embaraço à atividade de fiscalização aduaneira, conforme disposto em seu art. 44. No entanto, a partir da superveniência da Medida Provisória no 135/2003, convertida na Lei no 10.833/2003, foi estabelecida para o transportador a obrigação de “prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas”, como se verifica da redação retrotranscrita, emprestada ao art. 37 do Decretolei no 37/1966 pelo art. 77 da Lei no 10.833/2003. Destarte, com a entrada em vigor dessa nova norma legal, o descumprimento da obrigação de prestar à SRF, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, passou a ser cominada com a multa de R$ 5.000,00 prevista no inciso IV, “e”, do art. 107 do Decretolei no 37/1966, e não mais aquela prevista por embaraço, que veio a ser tipificada no inciso IV, “c”. Para a caracterização de ilícito sujeito à aplicação da referida multa, há que ser apurado o descumprimento da obrigação, o que implica, no caso, a inobservância de prazo fixado pela SRF para a apresentação dos dados relativos ao embarque. Verificase que, por ocasião dos fatos que geraram a aplicação das multas, vigia a redação original do art. 37 da IN SRF no 28/1994, que estabelecia que a obrigação devia ser satisfeita “imediatamente após realizado o embarque da mercadoria”. Ora, temse por evidente que, por não conter regramento certo e inequívoco que permita seu cumprimento sem a permanência de dúvidas, a imposição normativa constante desse ato administrativo é destituída de força cogente para a finalidade a que se propõe, de imposição de penalidade. A minha discordância se dá em relação à conclusão exposada no último parágrafo. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 Não há que se falar em falta de força normativa da IN 28/1994 para a imposição da multa, já que a norma fala em imediatamente após. Não é um prazo certo, porém não se autoriza a entrega da declaração dias após o embarque. A lei não contém palavras inúteis e se fosse a intenção de não se penalizar a conduta prescrita na norma, não haveria razão para a sua existência. Tampouco há que se falar em retroatividade benigna, já que não houve alteração da penalidade. O que ocorreu foi apenas uma mudança no prazo de entrega da declaração o que não altera em nada o fato típico e nem a penalidade. No meu entender, não há que se falar em ausência de penalidade pela falta de um prazo certo. O fato de a norma dizer "imediatamente após" não tem o condão de excluir a multa. Se assim fosse não era para a norma dizer nada. Existe um comando legal e uma penalidade. O descumprimento desse comando obrigação acessória enseja a aplicação da penalidade prevista na norma. Alterações posteriores na penalidade ensejaria a aplicação da retroatividade benigna, o que não ocorreu in casu. A princípio deverseia reformar o acórdão recorrido e reestabelecer a decisão proferida pela DRF. Ocorre que em seu pedido, o procurador pede que as declarações que em relação às declarações que foram entregues com mais de sete dias, se mantenha a multa. Como não podemos julgar fora do pedido, vamos nos ater ao que foi pedido pelo douto procurador. No presente caso temos centenas de embarque que foram alvo da lavratura do auto de infração porque a fiscalização considerou o prazo de dois dias fixado no art. 37 da IN SRF no 28/1994, com a redação dada pelo art. 1o da IN SRF no 510/2005. Apenas os superiores a sete dias serão mantidos os Autos de infração pelo motivo exposto acima. Ante o exposto, me atendo ao pedido do procurador, voto por dar provimento parcial ao Recurso Especial, para manter a penalidade aplicada pela autoridade fiscal em relação às mercadorias cujo o registro no Siscomex, dos dados pertinentes ao embarque da mercadoria, referentes aos Despachos de Exportação respectivos, com base nos documentos emitidos pela empresa, se deu no prazo superior a sete dias a contar do embarque das mercadorias. Rodrigo da Costa Possas Relator Fl. 166DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10715.000693/200984 Acórdão n.º 9303003.134 CSRFT3 Fl. 13 7 Voto Vencedor Ouso discordar das conclusões do ilustre Conselheiro Relator. Os fatos em discussão presente, ocorreram em 2004. Nessa época, a IN SRF n° 28/1994 estabelecia em seu art. 37 que o registro das exportações no SISCOMEX deveria ocorrer imediatamente. Posteriormente, em 2005, a IN SRF n° 510 estabeleceu prazo ao responsável pelo cumprimento da obrigação acessória. Vejamos: “Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque.” Posteriormente, em 2010, a IN SRF nº 1096 aumentou o prazo de 2 dias para sete dias. Vejamos: “Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias, contados da data da realização do embarque”. Defende a D. Procuradoria da Fazenda Nacional, ora recorrente, o que a seguir peço vênia para transcrever: Portanto, aplicandose o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, II, “c” do CTN, entendese que o novo prazo de sete dias, por ser maior e, consequentemente, beneficiar o autuado, deve disciplinar o registro das exportações. Pela análise dos autos, verificase que as mercadorias embarcadas foram registradas extemporaneamente no SISCOMEX. Desse modo, deve ser restabelecida a multa para os casos onde for ultrapassado o prazo de sete dias para registro. Primeiramente, oportuno observar que a contribuinte suscitou a nulidade do Auto de Infração, em grau recursal, mas que a mesma deixou de ser apreciada tendo em vista o disposto §3º do art. 59 do Decreto nº. 70.235/1972 (provimento ao recurso). Também, registro, ter sido a matéria já enfrentada, de forma favorável à interessada, nas Câmaras baixas. No caso presente, o recurso foi provido por unanimidade de votos sob o entendimento, ao qual me filio, de que: (...) No mérito, a matéria por diversas vezes foi objeto de apreciação por esta Turma, tendo sido muito bem enfrentada pelo então Conselheiro José Luís Novo Rossari, nos autos do processo nº. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 8 10715.004710/200952, Acórdão nº. 320200.359, cujo voto abaixo transcrevo e adoto como razões de decidir: (...) Verificase que, por ocasião dos fatos que geraram a aplicação das multas, vigia a redação original do art. 37 da IN SRF no 28/1994, que estabelecia que a obrigação devia ser satisfeita “imediatamente após realizado o embarque da mercadoria”. Ora, temse por evidente que, por não conter regramento certo e inequívoco que permita seu cumprimento sem a permanência de dúvidas, a imposição normativa constante desse ato administrativo é destituída de força cogente para a finalidade a que se propõe, de imposição de penalidade. Com efeito, não é próprio dos diplomas pátrios norma semelhante que tenha fixado prazo não revestido de certeza e não expresso em quantidade certa. A respeito, vêse que o Código Civil (Lei nº 10.406, de 2002) refere a prazos em horas, dias, meses e anos (arts. 132 et alia), o que traduz quantificação em números certos e induvidosos. Também a Lei nº 9.784, de 1999, que dispõe sobre o processo administrativo, expressa prazos em dias, meses e anos (art. 66), revelando quantificação certa. O Decreto nº 70.235, de 1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, estabelece todos os seus prazos em dias, também com quantificação certa. A matéria deve ser tratada com rigor ainda mais acentuado em se tratando de norma tributária penal, que deve obedecer ao princípio insculpido no art. 97, inciso V do CTN, devendo o elaborador usar, em sua redação legislativa, dos cuidados básicos pertinentes à matéria, de forma a evitar o surgimento de dúvidas e questionamentos elementares que venham a permitir a aplicação das regras mais benéficas ao autuado, previstas no art. 112 desse mesmo Código. O caso em exame é exemplo da falta desse cuidado, ao apontar prazo incerto para o cumprimento de norma, visto que “imediatamente após” não pode ser considerado como um prazo regulamentar. Daí que, na vigência original da IN SRF nº 28/1994, não havia norma que impusesse prazo para que as empresas aéreas procedessem ao registro no Siscomex, visto que a expressão “imediatamente após” não se traduz em prazo certo para o cumprimento de obrigação. Resta acrescentar, por oportuno, que a interpretação dada a essa expressão pela Notícia Siscomex nº 105/1994, no sentido de que deve ser entendida como “em até 24 horas da data do efetivo embarque da mercadoria”, não tem base legal para os efeitos da lide, visto não estar compreendida entre os atos normativos de que trata o art. 100 do CTN. Tratase, no caso, de veiculação destinada à orientação do Fisco e dos usuários do Siscomex, mas sem que possua as características essenciais de ato normativo, razão pela qual sequer foi referida na autuação. De outra parte, também cumpre acrescentar que o art. 37 da IN SRF no 28/1994 foi objeto de nova alteração pela IN RFB no 1.096, de 13/12/2010, que aumentou o prazo para a apresentação de dados pertinentes ao embarque para 7 (sete) dias. Ressaltese Fl. 168DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10715.000693/200984 Acórdão n.º 9303003.134 CSRFT3 Fl. 14 9 que esse ato normativo continua fazendo em seu art. 44 remissão ao art. 37, de forma a tratar a infração como de embaraço, o que bem demonstra a falta de atenção à legislação vigente, que desde a Medida Provisória nº 135/2003 tem tipificação legal distinta. Retornando à lide, resta que, em não havendo regra fixadora de prazo para que se implementasse a eficácia do art. 37 do Decretolei nº 37/1966, na redação que lhe deu a Lei no 10.833/2003, por ocasião de sua publicação, há que se concluir que o primeiro ato administrativo que veio a disciplinar esse artigo foi a IN SRF nº 510, de 14/2/2005, antes transcrita, que em seu art. 1o alterou a redação do art. 37 da IN SRF no 28/1994, de forma a fixar o prazo de 2 (dois) dias para o registro dos dados pertinentes ao embarque. Desse modo, há que se concluir que a multa objeto de lide somente tem aplicação nos casos em que a inobservância da prestação de informações refirase a fatos ocorridos a partir de 15/2/2005, data em que a IN SRF nº 510/2005 entrou em vigor e produziu efeitos. Como os fatos que originaram este processo ocorreram entre 3/8 e 15/8/2004, quando ainda não existia essa Instrução Normativa, são descabidas a sua arguição e a sua trazida ao mundo jurídico, de forma a alicerçar a caracterização de infrações e a legitimar a cominação de penalidades que lhe correspondam. Nesse sentido as regras estabelecidas pelo art. 150, III, “a”, da Constituição Federal e pelo art. 2o, parágrafo único, XIII, da Lei no 9.784, de 1999, que rege o processo administrativo. ...................................................................................................” Assim, uma vez que o art. 37 da IN/SRF nº. 28/1994, por meio da expressão “imediatamente após”, estabeleceu prazo indefinido para o registro dos dados de embarque no Siscomex, fundamentouse a Fiscalização na IN/SRF nº. 510/2005, que conferiu o prazo de 02 dias, a contar da data do embarque, para que fosse efetuado tal registro. Acontece, porém, que, no caso em apreço, conforme consta do Auto de Infração, os fatos geradores ocorreram entre 04/03/2004 e 02/04/2004, período anterior à vigência da IN/SRF nº. 510/2005, não sendo possível, portanto, a sua aplicação. Como os fatos que originaram este processo ocorreram entre 3/8 e 15/8/2004, quando ainda não existia as Instruções Normativas (posteriores) fixando prazo determinado, são descabidas as suas arguições e trazida ao mundo jurídico, de forma a alicerçar a caracterização de infrações e a legitimar a cominação de penalidades que lhe correspondam. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 10 Inaplicabilidade do art. 106, II, “c” do CTN, quando o novo prazo (7 dias) é mais gravoso ao contribuinte, segundo a interpretação sistemática1 dada à norma vigente à época dos fatos. Por todo o acima exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ 1 A interpretação de maneira sistemática analisa a lei atendose ao fato de que o direito é organizado em princípios informadores e hierárquicos, que subordinam as leis em um conjunto harmônico. Portanto, para que sejam as leis por esse modo interpretadas, há que se examinar a sua relação com as demais leis que integram o ordenamento jurídico. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 12/ 02/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO, Assinado digitalmente em 17/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 12897.000430/2009-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2006
MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. IRPJ.
Diante da falta de pagamento ou compensação das estimativas mensais, é devida a multa isolada.
CSLL. DECORRÊNCIA.
As conclusões do lançamento principal estendem-se ao lançamento decorrente.
Numero da decisão: 1401-001.187
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente para Formalização do Acórdão
(assinado digitalmente)
Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015.
Participaram do julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta e Karem Jureidini Dias.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2006 MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. IRPJ. Diante da falta de pagamento ou compensação das estimativas mensais, é devida a multa isolada. CSLL. DECORRÊNCIA. As conclusões do lançamento principal estendem-se ao lançamento decorrente.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 12897.000430/2009-18
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5518368
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1401-001.187
nome_arquivo_s : Decisao_12897000430200918.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
nome_arquivo_pdf_s : 12897000430200918_5518368.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente para Formalização do Acórdão (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015. Participaram do julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta e Karem Jureidini Dias.
dt_sessao_tdt : Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
id : 6120184
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888210165760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1740; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12897.000430/200918 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1401001.187 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 06 de maio de 2014 Matéria IRPJ Recorrente HALLIBURTON SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 PRELIMINARES DE NULIDADE. DECISÃO RECORRIDA. REJEIÇÃO Rejeitamse as preliminares de nulidade, uma vez comprovada a inocorrência de quaisquer vícios na decisão recorrida. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. IRPJ. Diante da falta de pagamento ou compensação das estimativas mensais, é devida a multa isolada. CSLL. DECORRÊNCIA. As conclusões do lançamento principal estendemse ao lançamento decorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente para Formalização do Acórdão (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 89 7. 00 04 30 /2 00 9- 18 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 12897.000430/200918 Acórdão n.º 1401001.187 S1C4T1 Fl. 3 2 Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015. Participaram do julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Fernando Luiz Gomes de Mattos, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta e Karem Jureidini Dias. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 12897.000430/200918 Acórdão n.º 1401001.187 S1C4T1 Fl. 4 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto e transcrevo o relatório que consta da decisão de piso, fls. 131: Tem origem o presente processo nos autos de infração de fls. 29/33 e 35/38, lavrados pela DRF Rio de Janeiro RJ, contra Halliburton Serviços Ltda, para exigir as multas isoladas de R$ 3.138.358,96 e R$ 1.112.826,65. Conforme consta dos autos de infração e do Termo de Verificação e Constatação Fiscal de fls. 21/24, as multas foram motivadas pela falta de pagamento ou declaração em DCTF (DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS) das estimativas mensais de IRPJ e CSLL informadas na DIPJ (DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES ECONÕMICO FISCAIS DA PESSOA JURíDICA) relativa ao ano calendário 2006. Cientificado do lançamento em 09.07.2009 (fl. 42), o autuado apresentou, em 07.08.2009, a impugnação de fls. 44/49, alegando, em síntese, que: a) É credora do fisco federal, em virtude das retenções que sofre por força do art. 64 da Lei no 9.430196, e a compensação integral é inviável por serem seus débitos inferiores aos créditos; b) Assim sendo, as compensações realizadas, ainda que não declaradas, devem ser consideradas como válidas; c) Obteve, por via judicial, créditos de PIS e Cofins decorrentes da Lei no 9.718/98, mas não pôde usálos para compensar os débitos de 2006 porque a falta da comprovação da desistência da execução impediu o deferimento da habilitação dos créditos, sem a qual não são sequer recepcionados os Per/dcomp; d) "Uma vez deferido o pedido em tela, as devidas Per/dcomp seriam transmitidas e, consequentemente, os respectivos números de controle seriam gerados para que a sociedade pudesse informálos nas DCTF's ora em discussão, o que foi devidamente regularizado logo após o deferimento do pedido (...), bem como depois de sanada a vedação imposta à transmissão dos Per/dcomp's nas compensações de recolhimentos por estimativa por força da MP 449108, cuja conversão na Lei no 11.941109 eliminou tal vedação'; e e) Deve ser declarada a nulidade do auto de infração, primeiro, porque "contraria expressamente dispositivos legais existentes", e, segundo, porque aplica multa de natureza arrecadatória e não punitiva, haja vista que a cobrança é demasiadamente excessiva e injusta. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 12897.000430/200918 Acórdão n.º 1401001.187 S1C4T1 Fl. 5 4 A 6ª Turma da DRJ/RJ1, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, por meio de Acórdão que recebeu a seguinte ementa, fls. 102: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURíDICA IRPJ Anocalendário: 2006 MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS. IRPJ. Diante da falta de pagamento ou compensação das estimativas mensais, é devida a multa isolada. CSLL. DECORRÊNCIA. As conclusões do lançamento principal estendemse ao lançamento decorrente. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O contribuinte foi devidamente cientificado do aludido Acórdão em 27/05/2010, conforme AR de fls. 139 e apresentou recurso voluntário em 28/06/2010 (v. fls. 140149, reiterando os argumentos de defesa apresentados na fase impugnatória. É o relatório. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 12897.000430/200918 Acórdão n.º 1401001.187 S1C4T1 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator O recurso apresentado atende aos requisitos legais, razão pela qual deve ser conhecido. Preliminar de nulidade O recorrente argüiu a nulidade da decisão recorrida, pelo fato de a mesma supostamente apresentar “insanáveis vícios e insubsistência dentro do nosso universo jurídico”. Afirmou que a decisão de piso “contraria expressamente dispositivos legais existentes” e “infringe princípios específicos do direito público, qual seja a aplicação de multa de natureza arrecadatória e não punitiva”. Não assiste razão à recorrente. O recorrente não apontou quais os vícios supostamente contidos na decisão recorrida. No que tange à afirmativa de que a multa é excessiva e possui natureza arrecadatória, cumpre frisar que a autoridade administrativa não possui competência para se manifestar sobre a inconstitucionalidade ou a validade de ato legislativo formalmente editado. A atividade administrativa vinculase ao princípio da legalidade. As leis regularmente editadas pelo Legislativo gozam de presunção de validade, competindo exclusivamente ao Poder Judiciário declarar a sua inconstitucionalidade. No presente caso, a cobrança da multa está em perfeita consonância com o disposto no art. 44, II, da Lei n° 9.430/96. Pelo exposto, rejeito as preliminares de nulidade argüidas pela recorrente. Mérito De plano, convém destacar que o autuado não contestou o valor das estimativas mensais que ele próprio havia informou na DIPJ. Em sua peça recursal, repetindo o que alegou na fase impugnatória, limitou se a explicar por que não havia compensado o valor das aludidas estimativas mensais. Independentemente dos justificativas elencadas pelo recorrente, constitui fato inquestionável que as estimativas em questão não foram pagos, nem compensadas, nem declaradas em DCTF. É desprovida de prova a afirmação do recorrente, no sentido de que, após habilitar seus créditos judiciais, teria compensado e declarado as estimativas em DCTF. Afinal, o relatório informatizado das DCTF, juntado aos autos pelo colegiado julgador recorrido (fls. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 12897.000430/200918 Acórdão n.º 1401001.187 S1C4T1 Fl. 7 6 95/101) não apresenta qualquer registro a título de IRPJ ou CSLL no período. Também não foram trazidas provas de inclusão dos débitos em Per/dcomp. Mais do que isso, seja por meio de PER/DCOMP, seja por meio de processo administrativo, o contribuinte deveria provar ser detentor de eventual direito creditório para fins de compensação de seus débitos fiscais. Não consta dos autos, contudo, qualquer comprovação da existência do direito creditório alegado. Conforme bem mencionado pela decisão de piso, fls. 132, para afastar as multas ora exigidas, as compensações alegadas pela recorrente deveriam ter sido formalizadas antes de 07/05/2009, que foi a data de início do procedimento de fiscalização. Diante da impossibilidade de compensação, a interessada também poderia ter pagado as estimativas, o que também não foi feito. Conclusão Por todo o exposto, voto no sentido de rejeitar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Fl. 159DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 11128.006715/2006-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 22/09/2004
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Em atenção à RGI nº 1, classificam-se nas posições NCM 2936.27.10 e 2936.28.12, respectivamente, as mercadorias conhecidas como ROVIMIX C-EC e ROVIMIX E 50SD, uma vez que são destinadas à administração oral em animais, sem perder as características essenciais das suas matérias de origem (vitaminas).
Numero da decisão: 3201-001.907
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
DANIEL MARIZ GUDINO - Relator.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Redator designado para formalizar o acórdão (Despacho de designação emitido pelo Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF).
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOEL MIYAZAKI (Presidente), CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, WINDERLEY MORAIS PEREIRA, LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES e DANIEL MARIZ GUDINO.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 22/09/2004 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Em atenção à RGI nº 1, classificam-se nas posições NCM 2936.27.10 e 2936.28.12, respectivamente, as mercadorias conhecidas como ROVIMIX C-EC e ROVIMIX E 50SD, uma vez que são destinadas à administração oral em animais, sem perder as características essenciais das suas matérias de origem (vitaminas).
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 11128.006715/2006-50
anomes_publicacao_s : 201508
conteudo_id_s : 5499477
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3201-001.907
nome_arquivo_s : Decisao_11128006715200650.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : DANIEL MARIZ GUDINO
nome_arquivo_pdf_s : 11128006715200650_5499477.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI - Presidente. DANIEL MARIZ GUDINO - Relator. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Redator designado para formalizar o acórdão (Despacho de designação emitido pelo Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOEL MIYAZAKI (Presidente), CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, WINDERLEY MORAIS PEREIRA, LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES e DANIEL MARIZ GUDINO.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
id : 6087866
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888277274624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1981; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 513 1 512 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.006715/200650 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.907 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de março de 2015 Matéria CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Recorrente DSM PRODUTOS NUTRICIONAIS BRASIL S/A (INCORPORADORA POR SUCESSÃO DE DSM PRODUTOS NUTRICIONAIS BRASIL LTDA.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 22/09/2004 CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Em atenção à RGI nº 1, classificamse nas posições NCM 2936.27.10 e 2936.28.12, respectivamente, as mercadorias conhecidas como ROVIMIX C EC e ROVIMIX E 50SD, uma vez que são destinadas à administração oral em animais, sem perder as características essenciais das suas matérias de origem (vitaminas). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI Presidente. DANIEL MARIZ GUDINO Relator. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Redator designado para formalizar o acórdão (Despacho de designação emitido pelo Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF). Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOEL MIYAZAKI (Presidente), CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, WINDERLEY MORAIS PEREIRA, LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES e DANIEL MARIZ GUDINO. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 67 15 /2 00 6- 50 Fl. 513DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006715/200650 Acórdão n.º 3201001.907 S3C2T1 Fl. 514 2 Relatório Em cumprimento ao despacho de designação emitido pelo Presidente da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF, eu, Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, transcrevo voto depositado e não formalizado, realizado pela 1ª Turma da 2ª Câmara da Terceira Seção do CARF dado que o Relator, Conselheiro Daniel Mariz Gudino, não mais compõe o Colegiado. Tratase de recurso voluntário interposto por DSM PRODUTOS NUTRICIONAIS BRASIL S/A (incorporadora por sucessão de DSM PRODUTOS NUTRICIONAIS BRASIL LTDA.), doravante apenas Recorrente, em razão do Acórdão nº 17 35.801, de 27/10/2009, proferido pela 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em São Paulo II (SP). Por bem descrever os fatos ocorridos até o julgamento da instância a quo, transcrevese abaixo o relatório do acórdão recorrido: O importador, através das declarações de importação DI no 04/09494946, registrada em 22/09/2004 submeteu a despacho os seguintes produtos, entre outros: 1. adição 02: "ACIDO LASCORBICO ROVIMIX CEC USO: ANIMAL QUALIDADE: INDUSTRIAL APLICAÇÃO: ALIMENTAÇÃO ANIMAL REG. M.A SP03509005199", classificando na NCM 2936.27.10, com alíquotas de II e IPI de 0%. 2. adição 02: "ACETATO DE DLATOCOFEROL ROVIMIX E50 SD USO: ANIMAL QUALIDADE: INDUSTRIAL APLICAÇÃO: ALIMENTAÇÃO ANIMAL REG. M.A SP035509 002998", classificando na NCM 2936.28.12, com alíquotas do II e IPI de 0%. No ato da conferência física, foi solicitada a retirada de amostras dos produtos relacionados para análise laboratorial pelo laboratório de Análises — Funcamp. Segundo a fiscalização, diante dos laudos apresentados, a classificação fiscal correta para os produtos é a 2309.90.90. Através do Auto de Infração de fls. 01 a 30, cobraramse as diferenças de imposto de importação, PIS/COFINS, juros, multa de mora, multa pela falta de guia de importação e multa pela classificação fiscal incorreta. Intimada do Auto de Infração, a interessada apresentou impugnação e documentos em 15/07/2004, juntados as folhas 73 e seguintes, alegando em síntese: 1. Alega ser incabível a multa por falta de guia de importação por entender que descreveu corretamente o produto importado. Cita o ADN COSIT 12/97. Fl. 514DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006715/200650 Acórdão n.º 3201001.907 S3C2T1 Fl. 515 3 2. Alega que os excipientes encontrados São substancias inertes, admitidas pelas NESH do Capitulo 29. 3. Cita a Decisão COANA no 2/99 que segundo a impugnante suporta a classificação do produto ROVIMIX E50 na NCM 2936.28.12 4. Cita a INSRF no 99/99 que internaliza os Pareceres de Classificação da OMA e a INSRF n° 123/98 que altera os textos das NESH. 5. Alega que em função da manutenção das classificações fiscais, fica prejudicada a multa pelo erro de classificação. 6. Requer por fim que seja considerada improcedente a autuação. A instância a quo julgou improcedente a impugnação nos termos do já citado acórdão, que restou assim ementado: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 22/09/2004 RECLASSIFICAÇÃO FISCAL Havendo a reclassificação fiscal com alteração para maior da alíquota do II e do IPI, é exigível a diferença de impostos. Idem para o PIS/COFINS. PERÍCIA TÉCNICA. MERCADORIA DIVERSA. FALTA DE LICENCIAMENTO: MULTA POR INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. Comprovado que o licenciamento automático, expresso na declaração de importação, não diz respeito à mercadoria de fato importada, o importador fica sujeito ao recolhimento da multa por falta de guia ou documento equivalente (LI). Os laudos ou pareceres do Laboratório Nacional de Análises, do Instituto Nacional de Tecnologia e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada, pela impugnante, a improcedência desses laudos ou pareceres, o que não ocorreu no presente caso. MULTA POR ERRO DE CLASSIFICAÇÃO A infração capitulada no art. 84 da Medida Provisória n° 2.158 35, de agosto de 2001, inserese no plano da responsabilidade objetiva, não reclamando, portanto, para sua caracterização, a presença de intuito doloso ou máfé por parte do sujeito passivo. Demonstrado o erro de classificação, impõese a aplicação da multa. Impugnação Improcedente Fl. 515DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006715/200650 Acórdão n.º 3201001.907 S3C2T1 Fl. 516 4 Crédito Tributário Mantido Inconformada com o resultado do julgamento, a Recorrente interpôs recurso voluntário tempestivamente, reiterando, em suma, os argumentos suscitados em sua defesa original. O processo foi distribuído e sorteado a este Conselheiro, seguindo o rito regimental. Em 08/12/2010, a composição antiga deste colegiado houve por bem converter o julgamento em diligência, nos termos da Resolução nº 320100.185 (efls. 361/369), a fim de obter os seguintes quesitos respondidos pela FUNCAMP: 1 Quais são as concentrações dos excipientes identificados nos Laudos nº 3265.01 e 3265.02, todos emitidos em 16.12.2004, relativamente às vitaminas contidas nos produtos importados pela Recorrente? 2 — As concentrações identificadas no quesito anterior são suficientes para desnaturar as características essenciais das vitaminas contidas nos produtos importados pela Recorrente? Em resposta à NOTIFICAÇÃO GRALT N°44/2011 (efl. 384), a L. A. Falcão Bauer C. T. C. Q. Ltda. elaborou o PARECER TÉCNICO 024/2011 (efls. 385/387), no qual esclarece os quesitos formulados na Resolução nº 320100.185, de 08/12/2010, bem como quesitos adicionais formulados pela Equipe de Auditoria e Fiscalização da SEFIA SERVIÇO DE FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA. Devidamente intimada acerca do resultado da diligência, a Recorrente limitouse a informar que sofreu uma alteração societária. É o relatório. Voto O recurso voluntário atende os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores, razão pela qual deve ser conhecido. A despeito de a diligência não ter sido direcionada a quem deveria, o objetivo da mesma é esclarecer aspectos que o julgador considera necessários à formação da sua convicção sobre o caso. Desse modo, considerando que as dúvidas do relator foram esclarecidas, e em respeito à celeridade processual, este relator abre mão de uma nova diligência à FUNCAMP. Conforme se depreende do relatório, o crédito tributário ora discutido originouse das seguintes infrações supostamente cometidas pela Recorrente: (i) declaração inexata de mercadoria, (ii) importação desamparada de guia de importação ou documento equivalente, e (iii) mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul. Fl. 516DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006715/200650 Acórdão n.º 3201001.907 S3C2T1 Fl. 517 5 A divergência que diz respeito à classificação fiscal decorre do fato de a Recorrente ter enquadrado as mercadorias comercialmente conhecidas como ROVIMIX CEC e ROVIMIX E 50SD nas posições NCM 2936.27.10 e 2936.28.12, respectivamente. Para a fiscalização e as autoridades julgadoras de primeira instância, a classificação correta seria na posição NCM 2309.90.90, dado que não seriam vitaminas aptas ao uso geral. No voto do relator da Resolução nº 320100.185, reconheceuse a importância da destinação da mercadoria para fins de classificação fiscal das mercadorias em tela. Contudo, entendeu o colegiado de segunda instância que, além da destinação, seria necessário analisar se a matéria de origem dessas mercadorias teria perdido as suas características essenciais. As dúvidas do colegiado teriam surgido em razão de uma aparente antinomia entre as notas do Capítulo 23, a seguir transcritas: Nota do Capítulo 23 1 – Incluemse na posição 23.09 os produtos dos tipos utilizados para alimentação de animais, não especificados nem compreendidos em outras posições, obtidos pelo tratamento de matérias vegetais ou animais, de tal forma que perderam as características essenciais da matéria de origem, excluídos os desperdícios vegetais, resíduos e subprodutos vegetais resultantes desse tratamento. Nota da Posição 23.09 Excluemse da presente posição: [...] e) As vitaminas, mesmo de constituição química definida, misturadas entre si ou não, mesmo apresentadas em um solvente ou estabilizadas por adição de agentes antioxidantes ou antiaglomerantes, por adsorção em um substrato ou por revestimento, por exemplo, com gelatina, ceras, matérias graxas (gordas*), desde que a quantidade das substâncias acrescentadas, substratos ou revestimentos não modifiquem o carater de vitaminas e nem as tornem particularmente aptas para usos específicos de preferência à sua aplicação geral (posição 29.36). Produzido a partir da resolução supracitada, o PARECER TÉCNICO 024/2011 esclarece que, segundo a literatura técnica, as mercadorias analisadas são vitaminas destinadas à administração oral em animais, não servindo para uso geral. Confirase: Respostas aos Quesitos do SENHOR RELATOR anexo à Notificação GRALT N°044/2011 Quesito 1 Segundo Literatura Técnica Especifica a vitamina com a denominação comercial ROVIMIX CEC (referente ao Laudo Fl. 517DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006715/200650 Acórdão n.º 3201001.907 S3C2T1 Fl. 518 6 3265.01) é constituída de Vitamina C (mínimo de 500.000UI por grama) compactada com Etilcelulose. A vitamina com a denominação comercial Rovimix E5OSD (referente ao laudo 3265.02) é constituída de Vitamina E (mínimo de 50%) dispersa em uma matriz de Lignossulfonato e compactado com pequena quantidade de Dióxido de Silício. Quesito 2 A presença dos excipientes e os tratamentos sofridos pelas Vitaminas evidenciam que se encontra finalizada, pronta para uso especifico. Não há mais fases de industrialização a serem implementadas antes de seu consumo. Resposta aos Quesitos ADICIONAIS DA FISCALIZAÇÃO anexo à Notificação GRALT N° 044/2011 Quesito 1 Da forma como foi preparado o produto, a sua utilização ficou restrita A administração oral; e, ainda os excipientes utilizados visaram a sua utilização especificamente aos animais. Da forma como foi preparada, as Vitaminas perderam seu caráter geral de uso. Quesito 2 Da forma como foi preparado o produto, a sua utilização fiéou restrita á administração oral; e, ainda os excipientes utilizados visaram a sua utilização especificamente aos animais. Da forma como foi preparada, as Vitaminas perderam seu caráter geral de uso. Quesito 3 Sim. Os produtos em análise foram preparados a partir de princípios ativos e excipientes, visando a sua administração oral aos animais. A mistura do produto As rações visa simplificar o seu processo de administração, pois seria impraticável fazêlo individualmente. Quesito 4 Sim. Os produtos em análise foram preparados a partir de princípios ativos e excipientes, visando apenas a sua administração oral aos animais. Verificase, pois, que as mercadorias importadas pela Recorrente são vitaminas misturadas com excipientes, que não perderam as suas características essenciais, mas as tornaram aptas para uso específico em animais. Logo, as mercadorias em tela não se amoldam à nota do Capítulo 29 transcrita acima, devendo ser classificadas na posição 2936. Considerando, pois, o teor da RGI nº 1, é de se concluir que a classificação fiscal adotada pela Recorrente está correta, merecendo reforma a decisão recorrida. Em consequência, não é legítima a cobrança das diferenças de tributos apuradas pela fiscalização, Fl. 518DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11128.006715/200650 Acórdão n.º 3201001.907 S3C2T1 Fl. 519 7 bem como as multas lançadas por importação desamparada de guia de importação ou documento equivalente, e por classificação inexata. Por oportuno, convém esclarecer que recentemente a Câmara Superior de Recursos Fiscais ratificou a classificação realizada pela Recorrente em outra vitamina ROVIMIX, a saber: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Rovimix B2 80 SD, produto constituído de vitamina B2 (riboflavina), com teor de pureza de 80%, e de polissacarídeos com propriedades antipoeira e de estabilidade, classificase no código 2936.23.10 da NCM. (Acórdão nº 9303003.064, Rel. Cons. Júlio César Alves Ramos, Sessão de 13/08/2014) Diante do exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário, exonerando o crédito tributário em discussão. Conselheiro Daniel Mariz Gudino relator Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Redator designado para a formalização do acórdão Fl. 519DF CARF MF Impresso em 11/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 04/08/2015 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 11/08/2015 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 10510.000364/2005-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
null
A multa isolada reporta-se ao descumprimento de fato jurídico de antecipação, o qual está relacionado ao descumprimento de obrigação principal. O tributo devido pelo contribuinte surge quando o lucro real é apurado em 31 de dezembro de cada ano. Se a imputação de penalidade é feita após o encerramento do ano-calendário, o balanço final do exercício é prova suficiente para determinar o limite da multa - cuja base não pode ultrapassar o valor do tributo, quando devido - sob pena de descaracterizar sua natureza de multa imputada em razão de descumprimento de obrigação principal. Esse entendimento aplica-se exclusivamente às multas lançadas após o encerramento do respectivo ano-calendário.
Numero da decisão: 1201-001.180
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DERAM provimento PARCIAL ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Marcelo Cuba Netto acompanhou o relator pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO - Presidente.
(assinado digitalmente)
ANDRÉ ALMEIDA BLANCO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rafael Vidal de Araujo (Presidente), Marcelo Cuba Neto, Rafael Correia Fuso, Roberto Caparroz de Almeida, André Almeida Blanco (Suplente convocado) e Luis Fabiano Alves Penteado.
Nome do relator: ANDRE ALMEIDA BLANCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ null A multa isolada reporta-se ao descumprimento de fato jurídico de antecipação, o qual está relacionado ao descumprimento de obrigação principal. O tributo devido pelo contribuinte surge quando o lucro real é apurado em 31 de dezembro de cada ano. Se a imputação de penalidade é feita após o encerramento do ano-calendário, o balanço final do exercício é prova suficiente para determinar o limite da multa - cuja base não pode ultrapassar o valor do tributo, quando devido - sob pena de descaracterizar sua natureza de multa imputada em razão de descumprimento de obrigação principal. Esse entendimento aplica-se exclusivamente às multas lançadas após o encerramento do respectivo ano-calendário.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 29 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10510.000364/2005-14
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5474213
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1201-001.180
nome_arquivo_s : Decisao_10510000364200514.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : ANDRE ALMEIDA BLANCO
nome_arquivo_pdf_s : 10510000364200514_5474213.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DERAM provimento PARCIAL ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Marcelo Cuba Netto acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO - Presidente. (assinado digitalmente) ANDRÉ ALMEIDA BLANCO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rafael Vidal de Araujo (Presidente), Marcelo Cuba Neto, Rafael Correia Fuso, Roberto Caparroz de Almeida, André Almeida Blanco (Suplente convocado) e Luis Fabiano Alves Penteado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
id : 5960247
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888298246144
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-04-13T16:23:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-04-13T16:23:31Z; Last-Modified: 2015-04-13T16:23:31Z; dcterms:modified: 2015-04-13T16:23:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:bff986c3-af8f-4e3c-93c7-74fd7706d77c; Last-Save-Date: 2015-04-13T16:23:31Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-04-13T16:23:31Z; meta:save-date: 2015-04-13T16:23:31Z; pdf:encrypted: true; modified: 2015-04-13T16:23:31Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-04-13T16:23:31Z; created: 2015-04-13T16:23:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 25; Creation-Date: 2015-04-13T16:23:31Z; pdf:charsPerPage: 2188; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-04-13T16:23:31Z | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10510.000364/200514 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1201001.180 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2015 Matéria IRPJ Recorrente BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999, 2000,2001, 2002, 2003 IRPJ MULTA ISOLADA FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA A multa isolada reportase ao descumprimento de fato jurídico de antecipação, o qual está relacionado ao descumprimento de obrigação principal. O tributo devido pelo contribuinte surge quando o lucro real é apurado em 31 de dezembro de cada ano. Se a imputação de penalidade é feita após o encerramento do anocalendário, o balanço final do exercício é prova suficiente para determinar o limite da multa cuja base não pode ultrapassar o valor do tributo, quando devido sob pena de descaracterizar sua natureza de multa imputada em razão de descumprimento de obrigação principal. Esse entendimento aplicase exclusivamente às multas lançadas após o encerramento do respectivo anocalendário. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DERAM provimento PARCIAL ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Marcelo Cuba Netto acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO Presidente. (assinado digitalmente) ANDRÉ ALMEIDA BLANCO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rafael Vidal de Araujo (Presidente), Marcelo Cuba Neto, Rafael Correia Fuso, Roberto Caparroz de Almeida, André Almeida Blanco (Suplente convocado) e Luis Fabiano Alves Penteado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 03 64 /2 00 5- 14 Fl. 1080DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório O presente Processo Administrativo é oriundo de Auto de Infração lavrado para a exigência de Multa Isolada no valor de R$2.787.202,77 (dois milhões setecentos e oitenta e sete mil duzentos e dois reais e setenta e sete centavos), pelo recolhimento a menor das antecipações mensais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica devido pelo lucro real. Nos termos do Auto de Infração: “:foram constatadas divergências entre os valores declarados e os valores escriturados gerando falta de pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, incidente sobre a base de calculo estimada em função da receita bruta e acréscimos e/ou balanços de suspensão ou redução”. A Recorrente, em sua Impugnação, argumentou que teria verificado flagrante divergência entre os valores consignados na tabela do demonstrativo elaborado pelo Auditor Fiscal e os valores verdadeiros e legítimos encontrados nas DIPJ dos anoscalendário de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e demonstrativo de apuração do ano de 2004 e na escrituração comercial. Além disso, alegou que a divergência seria conseqüência da metodologia de análise dos dados ofertados e disponíveis para a fiscalização, sendo certo que o procedimento contábil e fiscal adequado consideraria a apuração com base nos balancetes de suspensão, ou seja, a apuração das antecipações deveria levar em consideração os resultados acumulados mensalmente, e não isoladamente. Por fim, sustentou que não inexistiria qualquer irregularidade. Pelo contrário, a Recorrente possuiria, em determinados períodos, créditos de IRPJ, que foram objeto de restituição. Às fls. 499/502 foi determinado pela DRJ a realização de diligência fiscal, nos seguintes termos: na apuração das diferenças que serviram de base para a incidência da multa isolada foram consideradas como estimativas mensais de IRPJ escrituradas as provisões mensais de IRPJ efetuadas na conta de passivo n° 55751 (fls. 20/33), sem qualquer evidência de que tivessem sido verificados os valores apurados nos balanços e balancetes de redução/suspensão que a contribuinte, em suas DIPJ, informa ter se baseado para o cálculo das estimativas mensais de IRPJ referentes aos anoscalendário autuados, ou, os valores obtidos com base na receita bruta e acréscimos, caso a contribuinte não tivesse elaborado os referidos balancetes na forma preconizada na legislação supracitada. Deste modo, voto pela conversão do julgamento em diligência, nos termos dos arts. 18 e 29 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972 (PAF), para que a autoridade fiscal competente: a) esclareça os seguintes pontos: 1. a contribuinte possuía balancetes de suspensão/redução escriturados na forma da legislação de regência? Fl. 1081DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 4 3 2. caso a resposta ao item anterior seja afirmativa, quais os valores das estimativas de IRPJ escriturados nos aludidos balancetes? Os valores das estimativas de IRPJ apontados no Auto de Infração coincidem com aqueles apurados nos balanços e balancetes de suspensão/redução? 3. caso a contribuinte não possua balanços e balancetes de suspensão, na forma da legislação de regência, quais os valores das estimativas de IRPJ eram devidos com base na receita bruta e acréscimos? Os valores das estimativas de IRPJ apontados no Auto de Infração coincidem com aqueles apurados com base na receita bruta e acréscimos? 4. o mencionado demonstrativo no Excel com os valores apurados em sua escrituração a titulo de IRPJ a pagar, solicitado na ação fiscal e que a contribuinte diz ter entregue à autoridade fiscal reflete as estimativas de IRPJ escrituradas nos balanços e balancetes de redução/suspensão? Ou traduzem os valores das estimativas devidas com base na receita bruta e acréscimos? Por que tais demonstrativos não foram utilizados e/ou anexados aos autos? Nesse contexto, foi lavrado o Termo de Diligência Fiscal de fls. 556/557, no qual esclareceu o AuditorFiscal que: O contribuinte foi intimado, através do Termo de Diligência Fiscal/Solicitação de Documentos (fl. 494), a apresentar os Livros Diário onde constem os balancetes de suspensão/redução escriturados na forma da legislação de regência dos meses de dez/99, dez/00, out/01, dez/01, mai/02, jun/02, jul/02, ago/02, out/02 dez/02, jan/03, fev/03, out/03, dez/03, jul/04 e ago/04. Apesar do contribuinte relacionar no documento de entrega dos livros (fl. 496) o nome "Livro Diário", o que foi apresentado foi "Livro de Balancetes Diários e de Balanços" referentes aos meses solicitados, conforme as copias dos Termos de Abertura, Termos de Encerramento e páginas onde constam os valores lançados do IRPJ e CSLL, nas contas 5575 e 5578, respectivamente (fls. 503 a 544). Em relação aos pontos a esclarecer temos a informar o seguinte: 1. a contribuinte possuía balancetes de suspensão/redução escriturados na forma da legislação de regência? Resp: como explicitado acima o contribuinte foi intimado a apresentar os balancetes de suspensão/redução e apresentou os Livro de Balancetes Diários e de Balanços cujas cópias encontramse as fls. 503 a 544. 2. caso a resposta do item anterior seja afirmativa, quais os valores das estimativas de IRPJ escriturados nos aludidos balancetes? Os valores das estimativas de IRPJ apontados no Auto de Infração coincidem com aqueles apurados nos balanços e balancetes de suspensão/redução? Resp: em confronto dos valores apurados no Demonstrativo apresentado pela autoridade fiscal com os Livros de Balancetes constatase que os valores estão iguais e não teriam como ser Fl. 1082DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 5 4 diferentes, uma vez que o Demonstrativo se baseou no Livro Razão e se este estivesse em desacordo com os Balancetes a escrituração seria imprestável. 3. Caso o contribuinte não possua balanços e balancetes de suspensão, na forma da legislação de regência, quais os valores das estimativas de IRPJ eram devidos com base na receita bruta e acréscimos? Os valores das estimativas de IRPJ apontados no Auto de Infração coincidem com aqueles apurados com base na receita bruta e acréscimos? Resp: a operação programada para essa fiscalização foi "Verificações Obrigatórias: correspondência entre os valores declarados e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, em relação aos tributos e contribuições administrados pela SRF, nos últimos cinco anos e no período de execução deste Procedimento Fiscal" e conforme o Titulo 1, Capitulo 1, Seção 1, do Manual de Fiscalização (fls. 499 a 501), "não faz parte do escopo das verificações obrigatórias a conferência da correta apuração da base de cálculo dos tributos e contribuições, devendo, se for o caso, ser programada em operação especifica, a critério da unidade responsável pelo procedimento de fiscalização", logo, não caberia, em diligência, apurar estimativa com base na receita bruta e acréscimos caso o contribuinte não tivesse apresentado os balanços. 4. o mencionado demonstrativo no Excel com os valores apurados em sua escrituração a titulo de IRPJ a pagar, solicitado na ação fiscal e que a contribuinte diz ter entregue à autoridade fiscal reflete as estimativas de IRPJ escrituradas nos balanços e balancetes de redução/suspensão? Ou traduzem os valores das estimativas devidas com base na receita bruta e acréscimos? Por que tais demonstrativos não foram utilizados e/ou anexados aos autos? Resp: o demonstrativo no Excel aqui comentado (fl. 502) não acrescenta nem esclarece nada além do que foi demonstrado pela autoridade fiscal em seu demonstrativo embasado na escrituração do contribuinte (Livro Razão), por esta razão não foi colocado nos autos quando da preparação do processo, como é de praxe, por economia processual, não se coloca documentos que não corroboram com a decisão dos julgados. Por fim, na operação proposta para a fiscalização, Verificações Obrigatórias, o que tinha que ser levantado e o foi é se os valores escriturados pelo contribuinte foram declarados em DCTF e, caso divergisse, lançada a multa isolada. Em julgamento realizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Salvador restou decidido que: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 1999 IRPJ. DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PAGAMENTO ANTECIPADO. Fl. 1083DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 6 5 No caso do imposto de renda das pessoas jurídicas, tributo sujeito ao lançamento por homologação, confirmada a existência de pagamento antecipado, decai o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário com o transcurso do prazo de cinco anos contados a partir da data da ocorrência do fato gerador. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA MENSAL. MULTA ISOLADA. Cabível a multa isolada, uma vez que a impugnante não conseguiu infirmar as diferenças de estimativas mensais do imposto não recolhidas, apuradas com base na escrituração contábil. MULTA DE OFICIO ISOLADA. PERCENTUAL APLICÁVEL. Ê de se reduzir o percentual da penalidade imposta para 50% (cinquenta por cento), em função de legislação superveniente e em obediência ao principio da retroatividade da lei mais benigna. Lançamento Procedente em Parte Contra referida decisão apresentou a Recorrente Recurso Voluntário, sustentando, em síntese, que: 1 – Seria nula a autuação fiscal em razão da ausência de previsão legal exigência de multa isolada com base em valores apresentados na escrituração contábil da Recorrente, bem como por violação ao artigo 142 do CTN e ao Princípio da Verdade Material; e 2 – Seria improcedente o lançamento fiscal por inexistência das divergências apontadas pela fiscalização; demonstrando as razões relativas a cada período autuado. São elas: IV.1. — Da equivocada exigência relativa à competência de dezembro de 2000 Na competência de dezembro de 2000, a autoridade administrativa apura uma "suposta" diferença a menor no valor de R$ 1.397,83 (um mil, trezentos e noventa e sete reais e oitenta e três centavos), entre o valor escriturado de R$ 125.917,18 (cento e vinte e cinco mil, novecentos e dezessete reais e dezoito centavos) e o montante recolhido de R$ 124.520,35 (cento e vinte e quatro mil, quinhentos e vinte reais e trinta e cinco centavos) a titulo de estimativa mensal de IRPJ. Contudo, "suposta" divergência não deve prevalecer, na medida em que o valor de R$ 1.397,83 se refere ao valor deduzido pela Recorrente a titulo de Imposto de Renda Retidos na Fonte na apuração da estimativa mensal do IRPJ, com base no artigo 9°, II c/c artigo 3°, §§ 8° e 9°, todos da Instrução Normativa n° 93, de 24 de dezembro de 1997, abaixo transcritos: (...) Vale dizer, conforme demonstram o comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (Doc. 04), a conta contábil 55751 denominada "Provisões para Imposto de Renda" do Livro Razão (fls. 107 destes autos), a "suposta" divergência referese ao valor deduzido pela Recorrente a titulo de imposto retido na fonte na Fl. 1084DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 7 6 apuração da estimativa mensal relativa a competência de 2000, o qual foi simplesmente ignorado pela autoridade administrativa quando da autuação da multa isolada. Assim, considerado os valores de Imposto de Renda Retido na Fonte na competência de dezembro de 2000 e devidamente registrado na escrita contábil da Recorrente, restará inexistente a suposta divergência e por conseguinte improcedente a autuação impugnada." IV.2 — Da equivocada exigência relativa à competência de outubro de 2001 Na competência de outubro de 2001, a Fiscalização destaca que a Recorrente não teria recolhido o valor de R$ 382.409,77 (trezentos e oitenta e dois mil, quatrocentos e nove reais e setenta e sete centavos), lançado em seu registro contábil, consoante Livro Razão juntado á fl. 118 destes autos. Ocorre que, a suposta divergência está fundamentada exclusivamente no valor apresentado na escrita contábil da Recorrente, o qual não confere com o correto valor efetivamente devido a titulo de IRPJ em outubro de 2001, conforme apresentado pela Recorrente em sua DIPJ retificadora. Senão vejamos. A "suposta" divergência relativa à competência de outubro de 2001 demonstra a flagrante arbitrariedade cometida pela d. autoridade administrativa ao lavrar a presente autuação com base tão somente nos valores escriturados, ignorando dessa forma os valores constituídos pela Recorrente na DIPJ retificadora e recolhimentos realizados no período. Isto porque, em 18/12/2002, a Recorrente promoveu a retificação da DIPJ relativa ao anocalendário de 2001 (fls.241/279), constituindo na ocasião como valor devido a titulo de IRPJ estimada do mês de competência de outubro o valor de R$ 272.293,32 (duzentos e setenta e dois mil, duzentos e noventa e três reais e trinta e dois centavos). Portanto, completamente insubsistente a aplicação da multa isolada Sobre um valor provisionado/contabilizado à época (R$ 382.409,77), o qual sequer corresponde ao valor devido a titulo de estimativa mensal no período (R$ 272.293,32), em cumprimento ao principio da estrita legalidade, com base no qual o tributo somente é devido nos estritos termos previstos em lei. Ademais, é fato inconteste que a Recorrente PAGOU INTEGRALMENTE o valor devido de R$ 272.293,32, por ocasião da retificação da DIPJ, através de pagamento de Darf no valor de R$ 183.781,80 (cento e oitenta e três mil, setecentos e oitenta e um reais e oitenta centavos) e compensação dos valores pagos a maior indevidamente nas competências de julho de 2001 e agosto de 2001 no valor de R$ 88.511,52 (oitenta e oito mil, quinhentos e onze reais e cinqüenta e dois centavos), conforme demonstra tabela abaixo: (...) De acordo se extrai do referido demonstrativo, em julho e agosto de 2001, a Recorrente pagou os valores de R$ 566.436,63 e R$ Fl. 1085DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 8 7 475.830,05, enquanto que o valor devido declarado para aqueles mesmos períodos base era de R$ 365.066,91 e R$ 371.170,60, respectivamente, gerando, assim, um pagamento a maior no valor de R$ 306.029,17. Este pagamento a maior, por sua vez, foi compensado em parte com o valor devido em setembro de 2001 (R$ 217.517,65) e outubro de 2001 (R$ 88.511,52), em total consentâneo com as Leis n's 8.383/1991 e Lei n° 9.430/1996 e Instrução Normativa SRF n°21, de 10 de março de 1997, "in verbis"(...) Verificase assim que em relação a competência de outubro de 2001 não há qualquer insuficiência de pagamento relativo ao valor efetivamente devido de R$ 272.293,32 que fundamente a aplicação de multa isolada, nos termos do artigo 957, parágrafo único, inciso IV do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/99). Inclusive, é fato inconteste que a autoridade fiscal quando da lavratura do auto de infração ora combatido, TINHA PLENO CONHECIMENTO DE QUE A RECORRENTE TINHA PAGO EM DETERMINADOS MESES VALORES SUPERIORES AO DEVIDO E, CONSEQÜENTEMENTE, REALIZADO AS COMPENSAÇÃO NOS MESES SUBSEQÜENTES, entretanto, ainda sim, numa atitude completamente questionável, a mesma houve por simplesmente desconsiderar o procedimento legitimo adotado pela Recorrente. Tal afirmação decorre do fato da Recorrente ter esclarecido, em atendimento ao Termo de Intimação Fiscal n° 0520100/00213/2004, que "(...) as DIPJ's e DCTF's referentes aos anos de 1999 a 2002 foram retificadas, gerando por conseguinte, divergência entre valores provisionados/contabilizados à época e valores efetivamente recolhidos após ditas retificações. (...)"(fls. 18 — destaques nossos). Acrescentase ainda que durante o ano calendário de 2001, a Recorrente recolheu aos cofres públicos a importância de R$ 1.840.647,61 (um milhão, oitocentos e quarenta mil, seiscentos e quarenta e sete reais e sessenta e um centavos), consoante comprovam os DARF'S em anexo (Doc. 05), ao tempo que apurou para o anocalendário o valor de R$ 1.625.270,04 (um milhão, seiscentos e vinte e cinco mil, duzentos e setenta reais e quatro centavos), o que gerou para a Recorrente um saldo de IRPJ pago a maior no valor de R$ 215.377,57 (duzentos e quinze mil, trezentos e trinta e sete reais e cinqüenta e sete centavos), o que demonstra, por outro ângulo, a completa ilegalidade da cobrança de multa isolada por "suposta" insuficiência de recolhimento durante o anocalendário de 2001, conquanto tudo que se recolheu antes da ação fiscal foi suficiente para quitação da obrigação total. Nesse sentido, importa colacionar jurisprudência deste próprio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, antigo Conselho de Contribuintes: (...) Numa situação como a presente em que o valor efetivamente devido após o encerramento do períodobase de apuração já estava totalmente pago quando da autuação, abusiva é a Fl. 1086DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 9 8 exigência de uma suposta multa baseada no não recolhimento – o que é inverídico de um valor a titulo de antecipação, já efetuada. Conforme o entendimento do Conselho de Contribuintes a multa somente é admitida antes do término do anocalendário, se a ação fiscal se der no curso do ano calendário e as demonstrações financeiras do período investigado estiverem indisponíveis em toda a sua extensão e profundidade (1° CC 10320.662/01). Dessa forma, não reúne condições de prosperar o lançamento da multa isolada sobre o valor de R$ 382.409,77, tendo em vista que a Recorrente, nos termos da lei, incontestavelmente pagou integralmente o valor devido a titulo da estimativa de IRPJ de outubro de 2001 no valor correto de R$ 272.293,32. IV.3 — Da equivocada exigência relativa as competências de junho, julho e agosto/2002 Nas competências de junho, julho e agosto de 2002, a Fiscalização destaca que a Recorrente teria declarado e recolhido valores a titulo de estimativa inferiores ao montante registrado em sua escrita fiscal (Livro Razão As fls. 127/129 destes autos), nas seguintes proporções: (...) Ocorre, que durante o ano calendário de 2002, a Recorrente espontaneamente reviu as provisões inicialmente apresentadas, procedendo ao estorno de R$ 122.497,83 (cento e vinte e dois mil, quatrocentos e noventa e sete reais e oitenta e três centavos), em setembro de 2002 e R$ 748.807,99 (setecentos e quarenta e oito mil, oitocentos e sete reais e noventa e nove centavos), em novembro de 2002, consoante livro razão As fls.131 e 133 destes autos, conforme abaixo demonstrado: (...) Verificase assim que os estornos realizados na escrituração contábil da Recorrente no anocalendário de 2002 anularam quase por completo, as divergências existentes entre os valores registrados e os valores corretamente declarados pela Recorrente na sua DIPJ (fls. 288/289), sendo que a diferença de apenas R$ 171,95 apurada entre o valor escriturado e o montante declarado, não deve prevalecer conquanto o valor correto e devido no período é aquele declarado e confessado pela Recorrente na DIPJ. Vêse, portanto, que considerando os estornos realizados pela Recorrente, as provisões para pagamento das estimativas nos meses de junho, julho e agosto de 2002 possuem quase completa identidade com os valores efetivamente declarados pela Recorrente na DIPJ transmitida, restando totalmente improcedente a autuação impugnada. IV.4 Da equivocada exigência relativa às competências de outubro e dezembro de 2002 No ano calendário de 2002, a Fiscalização destaca que a Recorrente teria declarado e recolhido valores a titulo de estimativa inferiores ao montante registrado em sua escrita contábil (Livro Razão As fls. 132 e 134 destes autos), nas seguintes proporções: (...) Fl. 1087DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 10 9 Ocorre, que a suposta divergência está fundamentada em informações equivocadas, posto que desconsideram os valores corretamente constituídos pela Recorrente através da retificação da DIPJ, em 15/07/2004, bem como os recolhimentos e pagamentos realizados à época. Logo, em relação às competências de outubro e dezembro de 2002 não deve prevalecer a aplicação de multa isolada, conquanto os valores devidos pela Recorrente foram corretamente declarados na DIPJ retificadora e pagos através do procedimento de compensação, conforme demonstram a planinha abaixo: (...) De acordo com referido demonstrativo, evidenciase que em outubro e dezembro de 2002, a Recorrente apurou os valores de R$ 404.491,63 e (R$ 985.699,26), sendo que foi pago mediante o procedimento de compensação o valor exato de R$ 404.491,63, conforme DComp n° 35223.56189.060704.1.3.573797 juntada ás fls 424/434 destes autos, o que demonstra total ausência de insuficiência de pagamento nas competências ora analisadas. Além disso, cumpre observar que durante o ano calendário de 2001, a Recorrente recolheu aos cofres públicos a importância de R$ 3.588.692,65 (três milhões, quinhentos e oitenta e oito mil, seiscentos e noventa e dois reais e sessenta e cinco centavos), consoante comprovam os DARF's (Doc. 06) e Declarações de Compensação As fls. 394/434 e em anexo (Doc. 07), bem como Comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (Doc. 08). Considerandose que na apuração do IRPJ anual foi apurado um valor de R$ 2.450.624,45 (dois milhões, quatrocentos e cinquenta mil, seiscentos e vinte e quatro reais e quarenta e cinco centavos), R$ 1.625.270,04 (um milhão, seiscentos e vinte e cinco mil, duzentos e setenta reais e quatro centavos), tudo o que se recolheu antes da ação fiscal foi suficiente para quitação integral da obrigação apurada, não sendo cabível qualquer afirmação no sentido de que houve insuficiência de recolhimento no anocalendário de 2002. Dessa forma, não reúne condições de prosperar o lançamento da multa isolada sobre os valores de R$ 654.577,19 e R$ 608.332,13, tendo em vista que a Recorrente, nos termos da lei, incontestavelmente pagou integralmente os valores devidos a titulo da estimativa de IRPJ de outubro e dezembro de 2002. IV.5 — Da equivocada exigência relativa as competências de janeiro e fevereiro de 2003 Nas competências de janeiro e fevereiro de 2003, a Fiscalização destaca que a Recorrente teria declarado e recolhido valores a titulo de estimativa inferiores ao montante registrado em sua escrita fiscal (Livro Razão As fls. 135/136 destes autos), nas seguintes proporções (...)Ocorre, que a divergência apontada foi regularizada pela Recorrente desde março de 2003, quando procedeu ao ajuste contábil das provisões registradas a maior para os meses de janeiro e fevereiro de 2003, consoante planilha abaixo detalhada: (...) Fl. 1088DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 11 10 Logo, a Recorrente, muito antes do lançamento aqui impugnado, já tinha identificado a divergência entre as provisões inicialmente apresentadas e os valores efetivamente apurados e, ESPONTANEAMENTE, procedido ao seu ajuste na escrita contábil, consoante lançamento no livro razão à fl. 137 destes autos, anulando as supostas divergências existentes entre os valores registrados e declaradas pela Recorrente. Por oportuno a Recorrente destaca que a o montante integral estimado a titulo de IRPJ na competência de março de 2003, ou seja, R$ 494.638,54 (quatrocentos e noventa e quatro mil, seiscentos e trinta e oito reais e cinqüenta e quatro centavos) foi devidamente recolhido pela Recorrente, consoante Declarações de Compensação n°s DCOMPs 28840.53230.23050.3103.04.47 92 e 11309.96766.23050.31304.1290, em anexo (Doc. 09) Vêse, portanto, que considerando os ajustes realizados pela Recorrente, as provisões para pagamento das estimativas nos meses de janeiro e fevereiro de 2003 possuem identidade com os valores efetivamente declarados pela Recorrente na DIPJ transmitida, restando totalmente improcedente a autuação impugnada, inclusive, neste aspecto. IV.6 — Da equivocada exigência relativa à competência de outubro de 2003 Alega a autoridade administrativa que a Recorrente, em relação a estimativa de IRPJ do mês de outubro de 2003 no valor de R$ 217.444,29 (duzentos e dezessete mil, quatrocentos e quarenta e quatro reais e vinte e nove centavos), teria recolhido valor de imposto a menor no montante de R$ 162.906,20 (cento e sessenta e dois mil, novecentos e seis reais e vinte centavos), motivo pelo qual promoveu ao lançamento de multa isolada sobre a diferença de R$ 54.538,09 (cinqüenta e quatro mil, quinhentos e trinta e oito reais e nove centavos) razão de 75% (setenta e cinco por cento). Todavia, a autoridade administrativa não se atentou para o fato de que a Recorrente pagou até setembro de 2003, valor acumulado (R$ 3.527.784,34) superior ao devido (R$ 3.473.246,25) exatamente no montante de R$ 54.538,09, o qual não foi considerado na apuração do valor de outubro de 2003. Com efeito. De acordo com o artigo 35 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e artigo 2° da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede ao valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso e pelo artigo 7°, §3° da Lei n° 9.430/96 incluindose os saldos negativos de anos anteriores. Entretanto, a autoridade fiscal quando da determinação do valor supostamente devido a titulo de multa isolada, desconsiderou a escorreita sistemática de apuração da base de cálculo do IRPJ com base na estimativa, conquanto não considerou para fins de dedução do IRPJ devido, o valor acumulado relativo aos meses anteriores no montante de R$ 3.527.784,34, conforme planilhas abaixo: (...) Fl. 1089DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 12 11 Portanto, não existe a "suposta" diferença no valor R$ 54.538,09 entre o valor escriturado e o valor declarado pela Recorrente, conforme acima demonstrado e balancetes de redução e suspensão juntados às fls. 63 e 64 destes autos e devidamente transcritos em seu livro Diário de Balanços e Balancetes. Por fim, importa repetir nesta ocasião o que já foi amplamente discutido na preliminar de nulidade do auto de infração ora combatido: caso as autoridades administrativas tivessem realizado seu trabalho de fiscalização nos termos do que preceitua o Código Tributário Nacional (artigo 142), teriam verificado que não existem créditos tributários de IRPJ não recolhidos pela Recorrente e, via de conseqüência, não teria sido lavrado o presente auto de infração que se mostra nulo e totalmente improcedente! Mas não, preferiram trilhar um caminho estranho ao disposto expressamente na lei, apurando créditos tributários inexistentes e invertendo o ônus da prova á Recorrente que está a se defender de acusação completamente improcedente, conforme está sendo exaustivamente demonstrado. IV.7. — Da equivocada exigência relativa à competência de dezembro de 2003 Na competência de dezembro de 2003, a Fiscalização destaca que a Recorrente, apesar de escriturar o montante de R$ 1.365.025,27 (um milhão, trezentos e sessenta e cinco mil e vinte e cinco reais e vinte e sete centavos) a titulo de estimativa de IRPJ, apenas recolheu o equivalente a R$ 1.248.492,82 (um milhão, duzentos e quarenta e oito mil, quatrocentos e noventa e dois reais e oitenta e dois centavos), resultando numa suposta diferença de R$ 116.532,45 (cento e dezesseis mil, quinhentos e trinta e dois reais e quarenta e cinco centavos). Contudo, "suposta" divergência não deve prevalecer, na medida em que o valor de R$ 116.532,45 se refere ao valor deduzido pela Recorrente a titulo de Imposto de Renda Retidos na Fonte na apuração da estimativa mensal do IRPJ, com base no artigo 64 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, abaixo transcrito: (...) Vale dizer, conforme demonstram o comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (Doc. 10), a conta contábil 55751 denominada "Provisões para Imposto de Renda" do Livro Razão (fl. 148 destes autos), a "suposta" divergência referese ao valor deduzido pela Recorrente a titulo de imposto retido na fonte na apuração da estimativa mensal relativa a competência de dezembro de 2003, o qual foi simplesmente ignorado pela autoridade administrativa quando da autuação da multa isolada. Assim, considerado os valores de Imposto de Renda Retido na Fonte na competência de dezembro de 2003 e devidamente registrado na escrita contábil da Recorrente, restará inexistente a suposta divergência e por conseguinte improcedente a autuação impugnada. Fl. 1090DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 13 12 IV.8 — Da equivocada exigência relativa às competências de julho e agosto de 2004 Finalmente, no ano calendário de 2004, a autoridade administrativa destaca que a Recorrente teria declarado e recolhido valores a titulo de estimativa inferiores ao montante registrado em sua escrita fiscal (Livro Razão ás fls. 132 e 134 destes autos), nas seguintes proporções: (...) Todavia, a autoridade administrativa não se atentou para o fato de que a Recorrente efetivamente pagou, em julho e agosto de 2004, créditos tributários a maior, nos valores de R$ 610.291,05 (seiscentos e dez mil, duzentos e noventa e um reais e cinco centavos) e R$ 36.598,66 (trinta e seis mil, quinhentos e noventa e oito reais e sessenta e seis centavos), fato este que demonstra que a multa isolada apurada no valor de R$ 323.444,85 (trezentos e vinte e três mil, quatrocentos e quarenta e quatro mil e oitenta e cinco centavos), não é devida pela Recorrente. Com efeito, a autoridade administrativa quando da apuração do valor devido a titulo multa isolada devida sobre supostos valores não recolhidos, nos termos previstos no artigo 44 da Lei n° 9.430/96, considerou cada um dos meses em que supostamente houve falta de recolhimento, como sendo fatos isolados e independentes, sem qualquer relação entre si; deixando, por seu turno, de promover à dedução dos valores já efetivamente pagos a titulo de IRPJ em relação aos períodos anteriores. Conforme já mencionado em item anterior, a legislação de regência determina que a pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede ao valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso e pelo artigo 7°, §3° da Lei n° 9.430/96 incluindose os saldos negativos de anos anteriores. Todavia, a autoridade administrativa, quando da determinação do valor supostamente devido a titulo de multa isolada, não observou a escorreita sistemática de apuração. da base de cálculo do IRPJ com base na estimativa, e desconsiderou para fins de dedução do imposto a pagar, o valor relativo ao IRPJ efetivamente pago) em meses anteriores, conforme planilhas abaixo: (...) Portanto, não existe a "suposta" diferença no valor R$ 610.291,05 e 36.598,66 entre o valor escriturado e o valor declarado pela Recorrente nos meses de julho e agosto de 2004, conforme acima demonstrado e balancetes de redução suspensão juntados ás fls. 72 a 74 destes autos e devidamente transcritos em seu livro Diário de Balanços e Balancetes. Ao analisar o Recurso Voluntário em 28/06/2010, entendeu o ilustre Relator por converter o julgamento em diligência, nos seguintes termos: Como resumido nos itens 01 a 25 anteriormente relatados, sustenta a pessoa jurídica em seu recurso que não existem as insuficiências no recolhimento de estimativas apontadas pela fiscalização. Fl. 1091DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 14 13 Os documentos juntados aos autos não permitem o julgamento a respeito do recurso, visto ser necessário o confronto de informações constantes da escrituração contábil e fiscal da recorrente, principalmente seus balancetes de suspensão/redução nos períodos autuados, com os controles eletrônicos da Receita Federal do Brasil: DCTFs, Dcomps e DIPJ, para confirmar as alegações apresentadas pela recorrente. Assim, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, entendo deva ser realizada diligência, com o retorno do processo à repartição de origem para que seja proferido parecer conclusivo a respeito das alegações da recorrente em relação à insuficiência no recolhimento das estimativas.(fls. 727) Em Manifestação Fiscal de fls. 734/743, esclareceu o Auditor Fiscal que: O IR Fonte no valor de R$ 1.397,83, pertencente à competência de dezembro/2000, escriturado em janeiro/2001, foi utilizado pelo contribuinte para reduzir o valor a pagar da estimativa do mês de janeiro/2001, como pode ser constatado a partir das informações do próprio contribuinte e das folhas nº 106 e 107 do presente processo; Uma vez que este valor foi escriturado somente em janeiro/2001, por opção do contribuinte, não cabe à Receita Federal contestar esta opção, sendo, o valor referente a dezembro/2000 o efetivamente escriturado na sua contabilidade e cobrada a multa sobre a diferença efetivamente existente e apurada. Com efeito, se o contribuinte utilizou o IR Fonte de competência de dezembro/2000 escriturado em janeiro/2001, para reduzir o valor a pagar da estimativa de janeiro/2001, não cabe se beneficiar do mesmo imposto retido na fonte para reduzir o valor a pagar em dezembro/2000. 2.2 A multa por estimativa decorre do descumprimento da obrigação do contribuinte de recolher pagamentos estimados ou determinados (balancetes) de imposto de renda durante o ano calendário, os quais podem ser compensados com o imposto de renda devido no encerramento do período de apuração anual. É o equivalente ao carnêleão da pessoa física. 2.3 O que a fiscalização compara é o recolhimento ou a confissão do débito em DCTF com a escrituração, não consistindo a DIPJ elemento a ser considerado neste lançamento. 2.4 Cabe salientar que o imposto antecipado, conforme previsão legal, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir, o que não ocorreu, motivo pelo qual foi lançada a multa sobre a diferença entre o valor escriturado e a paga ou declarada em DCTF. 3.1 O contribuinte efetivamente escriturou e utilizou o valor de R$ 122.497,83 e R$ 748.807,99, só que como estorno nos meses Fl. 1092DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 15 14 de setembro e novembro de 2002, respectivamente, se beneficiando destes valores para reduzir o valor a pagar da estimativa desses meses, quando poderia ter escriturado a partir do mês de junho/2002 o valor de R$ 122.497,83 e, em relação ao valor de R$ 748.807,99, falta informação na contabilidade para se saber a que mês se refere o estorno deste último valor, como pode ser constatado a partir das informações do próprio contribuinte e das folhas nº 131 a 133 do presente processo; 3.2 Uma vez que estes valores foram escriturados somente em setembro e novembro/2002, por opção do contribuinte, não cabe à Receita Federal contestar esta opção, sendo, os valores referentes a junho, julho e agosto/2002, os efetivamente escriturados na sua contabilidade e cobrada a multa sobre as diferenças efetivamente existentes e apuradas; 3.3 Se o contribuinte já se beneficiou em setembro e novembro/2002, reduzindo o valor a pagar da estimativa, não cabe se beneficiar dos mesmos valores nos meses de junho, julho e agosto/2002; 4.1 O contribuinte, mais uma vez, vem alegar uma Retificação de Declaração feita em 15/07/2004 para justificar valores referentes a outubro e dezembro de 2002 e que essa declaração poderia novamente jogar por terra a sua escrituração contábil, como também uma Declaração de Compensação datada de 06/07/2004 para provar quitação de uma estimativa que deveria ter sido paga em novembro/2002 e janeiro/2003, pois se referem a outubro e dezembro/2002, respectivamente; 4.2 A alegação de que o contribuinte já havia pago, no ano de 2002, valor além do que era devido, por esta razão não devia IRPJ por estimativa em dezembro de 2002, não prospera, já que o valor da estimativa de dezembro de 2002 seria calculado com base na receita bruta ou com base em balanços/balancetes de suspensão/redução efetuados até 31/01/2003, data limite para o pagamento da estimativa de dezembro/2002, este último, sim, calcularia o correto imposto de renda devido no ano e poderia reduzir ou suspender o imposto do mês de dezembro/2002, porém o contribuinte não o fez, sendo o valor escriturado, na contabilidade, o valor que foi utilizado pela autoridade fiscal no lançamento da multa isolada. 5.1 Verificandose o razão de março/2003 à fl. 137 não se encontra qualquer ajuste referente a janeiro e fevereiro/2003 como alegado pelo contribuinte e mesmo que isto fosse feito, cairia no mesmo caso já detalhado acima, onde o contribuinte, por opção, faz ajuste em mês posterior, utilizando o ajuste para abater o devido no mês, quando poderia utilizar anteriormente no próprio mês, mas não utilizou. 6.1 Primeiramente cabe esclarecer que o que consta nas fls. 63 e 64 do presente processo não se trata de balanço/balancete de suspensão/redução e apesar do contribuinte afirmar que tais balanços/balancetes estão transcritos em seu livro Diário, até o Fl. 1093DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 16 15 momento não nos foi apresentado apesar de diversas vezes solicitado como acima já exposto. 7.1 O contribuinte escriturou o valor de R$ 116.532,45, em fevereiro/2004, como “IRRF S/SERV REST SRF E INSS 2001/2002, se beneficiando deste valor para reduzir o valor a pagar da estimativa deste mês, porque haveria de ser considerado para abater também os valores devidos de dezembro? 8.1 Primeiramente, o que vemos às fls. 72 a 74 não são balancetes de redução/suspensão como alegado pelo contribuinte, assim, a estimativa no período se faz com base na receita bruta mensal, inexistindo, portanto, prova do pagamento a maior alegado. Às fls. 745/762 a Recorrente suscita inicialmente a nulidade da Diligência Fiscal realizada, nos seguintes termos: Consoante destacado acima, a presente diligência foi determinada pelo E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais objetivando a análise das declarações e escritas fiscais do Requerente, para afastar supostas divergências existentes entre os valores do IRPJ escrituradas e aqueles declarados/pagos. A despeito disso, a d. Autoridade Administrativa, mais uma vez, desconsiderou as informações prestadas pelo Requerente através de sua DCTF e de sua DIPJ, sob o frágil fundamento de que não caberia, “através de mera Declaração Retificada em 18/12/2002, como alegado pelo contribuinte, jogar por terra todas as informações contábeis escrituradas no livro apresentado”. Ocorre que, ao contrário do quanto alegado pela administração fazendária, não pretende o Requerente “jogar por terra todas as informações contábeis escrituradas no livro apresentado”, na medida em que a eventual falta de retificação das provisões lançadas em sua escrita fiscal, no caso, não importou em recolhimento insuficiente do tributo, o que, por sua vez, somente poderia ter sido verificado pela administração se esta tivesse, efetivamente, analisado todos os demais documentos/elementos referentes à apuração e recolhimento do IRPJ da competência de outubro/99 a novembro/2004. Neste contexto, oportuno destacar que, no processo administrativo, deve imperar o Princípio da Verdade Material. Isto, pois, segundo o referido princípio basilar do nosso Direito Administrativo, para “determinar a matéria tributável”, “calcular o montante de tributo devido” e “calcular o crédito tributário” as autoridades administrativas devem sempre verificar os procedimentos de apuração adotados pelo contribuinte, examinando toda e qualquer documentação suporte fornecida e, se for o caso, promover o lançamento de ofício e eventuais diferenças ou da multa isolada. Fl. 1094DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 17 16 Com relação aos argumentos apresentados pelo Auditor Fiscal, refutou pontualmente cada um deles, retornaram os autos para julgamento. Tendo em vista o encerramento do mandato do ilustre Conselheiro Relator Nelson Lósso Filho, os processos foram redistribuídos, sendo sorteados para minha relatoria. Analisando os autos, notadamente os argumentos apresentados e os pedidos de diligência de fls. 499/502 (DRJ) e fls. 721/727 (CARF), esta Turma entendeu que os esclarecimentos e informações solicitados à Fiscalização não foram devidamente cumpridos, decidindo pela conversão do julgamento em diligência, para os seguintes esclarecimentos: 1 – Ser realizado o confronto entre as informações constantes da escrituração contábil e fiscal da Recorrente nos períodos autuados, com os controles eletrônicos da Receita Federal do Brasil: DCTFs, Dcomps e DIPJ, para confirmar as alegações de insuficiência de recolhimento de estimativas; 2 – Informar quais os valores das estimativas de IRPJ seriam devidos com base nos balancetes de verificação mensais da Recorrente. 3 – Apresentar o demonstrativo no Excel com os valores apurados em sua escrituração a titulo de IRPJ a pagar entregue à autoridade fiscal que refletiria as estimativas de IRPJ escrituradas nos balanços e balancetes de redução/suspensão. A Delegacia da Receita Federal em Aracaju atendeu acostou aos autos DCTFs (fls. 801/814) e DIPJs (fl. 815/1033), apresentando Termo de Diligência às fls. A Recorrente foi intimada para se manifestar a respeito do resultado de diligência, apresentando manifestação, reiterando as razões expostas em recurso voluntário, acima reproduzidas. É o relatório. Fl. 1095DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 18 17 Voto Conselheiro André Almeida Blanco Sendo tempestivo o Recurso Voluntário, passo à sua apreciação. Inicialmente, é necessário avaliar a forma de apuração da diferença de estimativas como procedido pelo agente fiscal da Receita Federal. Para tanto, reproduzo descrição pela DRJ às fls. 561 destes autos: Consoante descrito e demonstrado no Auto de Infração, as diferenças de estimativas de Imposto de Renda Pessoa Jurídica apontadas como não recolhidas no demonstrativo fiscal, de fls. 19, foram apuradas mediante o confronto dos valores das provisões de IRPJ, registrados na conta contábil 55751, do Livro Razão, intitulada “Prov p/Imp e Contrib s/ Lucros – IRPJ 2319”referentes aos períodos de apuração objeto da autuação (fls. 20/33), com os valores declarados em DCTF, sob o referido código 23191, ou com os valores pagos, constantes dos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), para os períodos de apuração em que não haviam débitos confessados sob o mencionado código. O agente fiscal, portanto, extraiu o valor indicado como provisão para pagamento das estimativas de Imposto de Renda, lançado no Livro Razão da Recorrente, comparandoo com valores declarados em DIPJ e DCTF, para concluir pela existência de diferença não recolhida de IR a título de estimativas mensais. Sobre tal diferença apurada em alguns meses nos anos de 1999 a 2004, foi calculada multa no percentual de 75%, reduzido a 50% pela DRJ em acórdão recorrido. Primeiro ponto que se coloca, portanto, é se a existência e provisão relativa às estimativas mensais de IRPJ é suficiente para justificar seja reconhecido o recolhimento a menor das estimativas, ou se seria necessário aprofundamento pelo agente fiscal autuante. Entendo que o procedimento adotado pelo agente fiscal comprova a existência de estimativas mensais apuradas pelo próprio contribuinte na forma do artigo 2º, da Lei n. 9.430/1996. Não é demais lembrar o que sejam provisões, conforme “Perguntas e Respostas” do sítio da Receita Federal do Brasil (questão 413): “Provisões são expectativas de obrigações ou de perdas de ativos resultantes da aplicação do principio contábil da Prudência. São efetuados com o objetivo de apropriar no resultado de um período de apuração, segundo regime de competência, custos ou despesas que provável ou certamente ocorrerão no futuro.” A informação se confirma se analisado o Pronunciamento Técnico CPC 25, que conceitua provisão da seguinte forma: “Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos.” O mesmo Pronunciamento Técnico define passivo como “uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos”. Fl. 1096DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 19 18 Vale consignar que a existência de provisões em documentos fiscais da Recorrente demonstra a existência de estimativa em valor equivalente. Tal fato até poderia ser questionado pela contribuinte – como de fato procedido em alguns casos – para se demonstrar o equívoco na mensuração da estimativa mensal. Mas sem a prova pela Recorrente de que o procedimento adotado pelo Auditor Fiscal tenha causado distorção no valor de suas estimativas mensais, não há como se reconhecer a nulidade alegada. Portanto, rejeitar a preliminar de nulidade do Auto de Infração, reconhecendo do lançamento levado a termo. Tendo superado a arguição de nulidade do Auto de Infração, passo a tratar da inexigibilidade de multa por estimativas mensais, na medida em que encerrado o ano calendário e ausente qualquer prejuízo ao fisco, como também aprecio os demais argumentos da Recorrente. A multa isolada exigida nestes autos foi lançada após o encerramento do anos de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004, sem que nestes períodos tenha sido apurada diferença a exigir a título de IRPJ. Vale lembrar o valor de multas definidas pela decisão da DRJ, ora em debate (planilha às fls. 563): Data de Referência Multa Isolada Lançada Valor exonerado Multa Isolada Mantida 31/12/1999 30.477,13 30.477,13 0,00 31/12/2000 1.048,37 349,45 698,92 31/10/2001 288.807,33 95.602,45 191.204,88 30/06/2002 244.268,51 81.422,83 162.845,68 31/07/2002 207.059,99 69.019,99 138.044,00 31/08/2002 202.279,82 67426,6 134.853,22 31/10/2002 490.932,89 163.644,29 327.288,60 31/12/2002 456.249,10 152.083,04 304.166,06 31/01/2003 145.751,75 48.583,92 97.167,83 28/08/2003 108.857,68 36.285,90 72.571,78 31/10/2003 40.903,57 13.634,53 27.269,04 31/12/2003 87.399,34 29.133,12 58.266,22 31/07/2004 457.718,29 152.572,77 305.145,52 31/08/2004 27.449,00 9.149,67 18.299,33 TOTAL 2.787.202,77 949.385,69 1.837.817,08 A jurisprudência atual da Câmara Superior de Recursos Fiscais é no sentido da possibilidade de cobrança da multa por estimativa mensal após o encerramento do ano calendário, limitada a base de tal penalidade ao valor do tributo devido no momento do ajuste: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2004 MULTA ISOLADA FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA A multa isolada reportase ao descumprimento de fato jurídico de antecipação, o qual está relacionado ao descumprimento de obrigação principal. O tributo devido pelo contribuinte surge quando o lucro real é apurado em 31 de dezembro de cada ano. Se a imputação de penalidade é feita após o encerramento do anocalendário, o Fl. 1097DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 20 19 balanço final do exercício é prova suficiente para determinar o limite da multa cuja base não pode ultrapassar o valor do tributo, quando devido sob pena de descaracterizar sua natureza de multa imputada em razão de descumprimento de obrigação principal. Esse entendimento aplicase exclusivamente às multas lançadas após o encerramento do respectivo ano calendário. (10980.005827/200590, Acórdão 9101001.916, sessão de maio de 2014) Passamos a avaliar se as citadas multas foram aplicadas em observância a este limite máximo, ano a ano; como também a analisar as demais alegações da Recorrente. Ano de 2000 Como acima mencionado, foi mantida pela DRJ multa no importe de R$ 698,92. Naquele ano calendário, a Recorrente apurou Imposto sobre a Renda no importe de R$ 1.524.418,46 (resultante da somatória do imposto calculado à alíquota de 15% e o adicional de 10%). O teto para a imposição de multa por estimativas mensais, que se entende não recolhidas, seria de R$ 762.209,23. A multa de R$ 698,92 quanto ao ano calendário de 2000 não atinge o referido limite. À ocasião do lançamento, o AuditorFiscal da Receita Federal vislumbrou diferença quanto à estimativa mensal de dezembro de 2000 no importe de R$ 1.397,83, efetuando lançamento de multa no valor de R$ 1.048,37 (reduzida para 698,92 pela DRJ). A Recorrente alega que tal estimativa foi deduzido do IRRF. De fato, consta às fls. 107 dos autos lançamento contábil na conta 55751 débito relativo à compensação do IRRF do mês de dezembro de 2000. Considerando que entendo que a conta contábil 55751 (denominada “Prov p/Imp e Contrib s/ Lucros – IRPJ2319”) faz prova suficiente em desfavor do contribuinte, como tratado no trecho inicial deste voto, coerentemente admito que a dedução indicada às fls. 107 dos autos é suficiente à prova do débito de compensação do IRRF naquele mês. O Auditor Fiscal, às fls. 737, afirma que “se o contribuinte utilizou o IR Fonte da competência de dezembro/2000 escriturado em janeiro/2001 para reduzir o valor a pagar de estimativa de janeiro/2001, não cabe se beneficiar do mesmo imposto retido na fonte para reduzir o imposto a pagar em dezembro/2000”. De fato, o lançamento contábil foi feito em 31/01/2001, mas menciona expressamente que é relacionado à competência de dezembro/2001, sendo de rigor seja reconhecido. Assim, acolho o Recurso Voluntário neste ponto, para reconhecer a inexistência de diferença de quanto ao mês de dezembro de 2000, sendo a prova contábil apresentada suficiente para o acolhimento do recurso. Ano de 2001 No ano de 2001, a DRJ manteve a seguinte multa: R$ 191.204,88. Com relação a este ano calendário, entretanto, a Recorrente apurou IRPJ de R$ 0,00. Diante disso, e da jurisprudência da Câmara Superior deste Conselho, acolho o recurso voluntário para afastar a multa de R$ 191.204,88 quanto ao ano de 2001. Fl. 1098DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 21 20 Por tais razões, quanto à competência de outubro de 2001, acolho o Recurso Voluntário para cancelar integralmente a multa por estimativa considerando que sua base supera o valor devido de IRPJ devido no ajuste. Ano de 2002 No ano calendário de 2002, foram mantidas pela DRJ as multas a seguir discriminadas, totalizando R$ 1.067.197,56 quanto a este período: Data de Referência Multa Isolada Mantida 30/06/2002 162.845,68 31/07/2002 138.044,00 31/08/2002 134.853,22 31/10/2002 327.288,60 31/12/2002 304.166,06 Analisando a DIPJ da Recorrente verificamos a apuração de IRPJ a pagar no final do ano calendário no importe de R$ 526.298,05, aferindose que o limite máximo para imposição da multa por estimativas mensais não recolhidas seria no importe de. Diante disso, acolho parcialmente o Recurso Voluntário para reduzir a multa total do ano de 2002 de 1.067.197,56 para R$ 526.298,05, já que a multa de 50% (R$ 533.598,78) ultrapassa o limite do lucro verificado. Feita tal limitação inicial, analiso as demais alegações da Recorrente a seguir: Junho a Agosto de 2002 O Auditor Fiscal da Receita Federal lançou multa equivalente a R$ 244.268,51, R$ 207.059,99 e 202.279,82 quanto aos meses de junho, julho e agosto de 2002. Tais penalidades foram reduzidas pela DRJ para os valores de 162.845,68, R$ 138.044,00 e R$ 134.853,22. A Recorrente alega que foram efetuados estornos em setembro e novembro de 2002, no importe de R$ 122.497,83 e R$ 748.807,99, restando diferença inexpressiva de R$ 171,95. Após a baixa em diligência, concluiu o quanto a seguir descrito (fls. 718): “3.1. O contribuinte efetivamente escriturou e utilizou o valor de R$ 122.497,83 e R$ 748.807,99, só que como estorno nos meses de setembro e novembro de 2002, respectivamente, se beneficiando destes valores para reduzir o valor a pagar da estimativa desses meses, quando poderia ter escriturado a partir do mês de junho/2002 o valor de R$ 122.497.83 e, em relação ao valor de R$ 748.807,99 falta informação da contabilidade para se saber a que mês se refere o estorno deste último valor, como pode ser constatado a partir das informações do próprio contribuinte e das folhas n. 131 a 133 do presente processo.” Consta do Livro Razão às fls. 131, efetivamente lançado em setembro de 2002, estorno devidamente discriminado como correspondente à provisão de julho de 2002 no valor de R$ 122.497,83. Assim, como admiti no início deste voto que o lançamento de provisão seja suficiente à consideração do valor de estimativa mensal devida pelo contribuinte, também considero que os estornos indicados pela Recorrente são válidos à prova em seu favor. Fl. 1099DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 22 21 Portanto, acolho o Recurso Voluntário para reduzir a multa quanto ao mês de julho de 2002 considerando o estorno de provisão no valor acima referido (R$ 122.497,83). Quanto à alegação de estorno no importe de R$ 748.807, 99, no entanto, não consta efetivamente a informação sobre o mês a que se refere, não merecendo acolhida o Recurso Voluntário nesta parte. Assim, do crédito lançado (R$ 1.067.197,56) de rigor a dedução do comprovado estorno da provisão no valor acima referido R$ 122.497,83, encontrandose uma diferença de recolhimentos no valor de R$944.699,73. Mas para analisar o limite decorrente do IR devido em face do ajuste fiscal ao final do ano calendário necessário seja realizado o cálculo de toda a diferença de IR recolhido ao longo do ano para cotejo com referido limite. Outubro e Dezembro de 2002 Quanto aos meses de outubro de dezembro de 2002 a Recorrente sustenta que foi desconsiderada retificação em sua DIPJ e, além disso, que “a Recorrente apurou os valores de R$ 404.491,63 e (R$ 985.699,26), valores pagos mediante o procedimento de compensação (...) conforme DComp n. 35223.56189.060704.1.3.573797 juntada às fls. 424/434 destes autos” (trecho extraído do Recurso Voluntário). Lembrese que constava no Livro Diário da Recorrente que as estimativas mensais seriam de R$ 1.059.068,82 (outubro/2002) e R$ 608.332,13 (dezembro/2002). Em seu Termo de Diligência (fls. 1035) o Auditor Fiscal confirma tais lançamentos. Além disso, é pertinente lembrar que na DIPJ retificadora efetivamente a Recorrente lançou como estimativas os valores de R$ 404.491,63 e (R$ 985.699,26), valores também constantes de sua DCTF (R$ 404.491,63 em outubro e zerada no mês de dezembro), informações que também constam do Termo de Diligência Fiscal às fls, 1035/1037. A diferença identificada em Auto de Infração (entre a escrituração de provisão e os pagamentos reconhecidamente feitos pela Recorrente) eram no importe de R$ 490.932,89 (outubro/2002) e R$ 456.249,10 (dezembro/2002) O Auditor Fiscal da Receita Federal, em sua baixa em diligência (fls. 719) menciona que: “4.1. o contribuinte, mais uma vez, vem alegar uma Retificação de Declaração feita em 15/07/2004 para justificar valores referentes a outubro e dezembro de 2002 e que essa declaração poderia jogar por terra a sua escrituração contábil, como também uma Declaração de Compensação datada de 06/06/2004 para provar quitação de uma estimativa que deveria ter sido paga em novembro/2002 e janeiro/2003, pois se referem a outubro e dezembro/2002, respectivamente”. Após nova baixa em diligência, o Ilustre Auditor da Receita Federal confirma a existência de Dcomp acima referida que se encontra às fls. 812 do processo administrativo (fls. 1036 – tabela do “Termo de Diligencia Fiscal”). Com efeito, as compensações no valor de R$ 404.491,63, devidamente comprovadas pela Recorrente às fls. 812, apenas demonstram parcialmente a quitação da estimativa mensal, correspondente ao valor devidamente declarado em DIPJ. Mas tal compensação não comprova a quitação da diferença verificada pelo Auditor Fiscal. Fl. 1100DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 23 22 Diante disso, rejeito a alegação de suficiência desta compensação (de R$ 404.491,63) para quitar a integralidade da estimativa indicada pelo Auditor Fiscal autuante relacionada aos meses de outubro e dezembro de 2002, considerando que a DIPJ retificadora não é suficiente à prova da alteração da base das estimativas mensais. Com efeito, tendo este Relator decidido que os valores de provisão identificados em Livro Diário da Recorrente deveriam ser recolhidos como estimativas mensais, apenas lançamentos em Livros Fiscais poderiam afastar tal exigência. Assim, do crédito lançado (R$ 1.067.197,56) deve ser feita a dedução do comprovado valor da compensação efetivada (conforme relatório da diligência) de R$ 404.491,63, além do valor de R$ 122.497,83 indicado acima (julho a agosto/02) encontrando se uma diferença no valor de R$540.208,10 e reduzindose a multa imposta para R$270.104,05, dentro do limite do IR devido em face do ajuste já efetivado. Por tais razões, acolho parcialmente o Recurso Voluntário para reduzir a multa relativamente ao ano calendário de 2002 para de R$ 526.298,05 Ano de 2003 Quanto ao ano calendário de 2003, a DRJ manteve as multas que, somadas, alcançam o valor de R$ 255.247,87: Data de Referência Multa Isolada Mantida 31/01/2003 97.167,83 28/08/2003 72.571,78 31/10/2003 27.269,04 31/12/2003 58.266,22 O IRPJ apurado ao final do ano calendário totaliza R$ 462.600,25, concluindose que esse é o limite máximo para a imposição de multa de ofício por estimativa não recolhida no ano calendário de 2003. Quanto às demais alegações da Recorrente, analiso os meses do ano de 2003: Janeiro e Fevereiro de 2003 Nestes meses, o Auditor Fiscal da Receita Federal indicou diferença, sem recolhimento, nos valores de R$ 145.751,75 e R$ 108.857,68. Também é relevante lembrar que as provisões para pagamento das estimativas constantes no Livro Diário da Recorrente apontavam serem devidos os valores de R$ 645.785,50 e R$ 481.811,91, informação confirmada no Termo de Diligência às fls. 1035. Tanto na DIPJ quanto na DCTF, que constam do sistema da Receita Federal do Brasil, são identificados os valores de R$ 451.449,84 (janeiro/2003) e R$ 336.668,34 (fevereiro/2003), informações também extraídas do Termo de Diligência às fls. 1037. A Recorrente alega em seu recurso que antes mesmo do lançamento procedeu ao ajuste na escrita contábil em marco de 2003 (fls. 137) e que o montante integral estimado no importe de R$ 494.638,54 foi quitado por compensações formalizadas pelas DComps 28840.53230.23050.3103.04.4792 e 11309.96766.23050.31304.1290. Fl. 1101DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 24 23 Em baixa em diligência, o Auditor fiscal menciona que: “Verificando o razão de março/2003 à fl. 137 não se encontra qualquer ajuste referente a janeiro e fevereiro/2003 como alegado pelo contribuinte e mesmo que isto fosse feito, cairia no mesmo caso já detalhado acima, onde o contribuinte, por opção, faz ajuste em mês posterior, utilizando o ajuste para abater o devido no mês, quando poderia utilizar anteriormente no próprio mês e não utilizou” (fls. 720). Efetivamente, como o Ilustre Auditor Fiscal, não vislumbro o citado “ajuste” alegadamente efetuado em março de 2003 (fls. 137 dos autos), razão pela qual rejeitamos tal argumento da Recorrente. Ressaltese que os valores indicados na DIPJ e DCTF foram compensados por 4 DCOMPS diferentes daquelas apontadas pelo Recorrente (quais sejam: 32476.03127.23050.31304.8591, 23273.79608.23050.31304.4308, 42085.51006.23050.31304.0623 e 18027.444472.23050.31304.3706), segundo informações do Auditor Fiscal (fls. 1036). Com efeito, tais compensações são suficientes à comprovação do pagamento dos valores declarados na DIPJ e DCTF, mas insuficientes para comprovar o pagamento da diferença identificada pelo Auditor Fiscal da Receita Federal. Nesse contexto, rejeito o Recurso Voluntário no que se refere às alegações relacionadas aos recolhimentos de estimativas referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2003. Outubro de 2003 Quanto à competência de outubro de 2003, o Auditor Fiscal identificou diferença no importe de R$ 40.903,57, tendo a Recorrente escriturado como estimativa mensal o valor de 217.444,29. Alega a Recorrente que “não existe a "suposta" diferença no valor R$ 54.538,09 entre o valor escriturado e o valor declarado pela Recorrente, conforme acima demonstrado e balancetes de redução e suspensão juntados às fls. 63 e 64 destes autos e devidamente transcritos em seu livro Diário de Balanços e Balancetes.” Como mencionado pelo Auditor Fiscal em Termo de Diligência às fls. 720: “o que consta nas fls 63 e 64 do presente processo não se trata de balanço / balancete de suspensão / redução e apesar do contribuinte afirmar que tais balanços estão transcritos em seu livro Diário, até o momento não nos foi apresentado apesar de diversas vezes solicitado como acima já exposto.” Com efeito, não foram apresentados balanços de suspensão e redução, razão pela qual nego provimento ao Recurso Voluntário relativamente à alegação referente à competência de outubro de 2003. Dezembro de 2003 No Auto de Infração, consta a diferença de R$ 87.399,34 entre os valores provisionados para pagamento de estimativa e aqueles declarados pela Recorrente em DIPJ. A Recorrente sustenta que: “a ‘suposta’ divergência não deve prevalecer, na medida em que o valor de R$ 116.532,45 se refere ao valor deduzido pela Recorrente a titulo Fl. 1102DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 25 24 de Imposto de Renda Retidos na Fonte na apuração da estimativa mensal do IRPJ, com base no artigo 64 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (...). Vale dizer, conforme demonstram o comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (Doc. 10), a conta contábil 55751 denominada "Provisões para Imposto de Renda" do Livro Razão (fl. 148 destes autos), a "suposta" divergência referese ao valor deduzido pela Recorrente a titulo de imposto retido na fonte na apuração da estimativa mensal relativa a competência de dezembro de 2003, o qual foi simplesmente ignorado pela autoridade administrativa quando da autuação da multa isolada. Efetivamente consta do Livro Razão da Recorrente a compensação de R$ 116.532,45 no mês de fevereiro de 2004 (fls. 148 dos autos). Entretanto, não há qualquer referência ao mês de dezembro/2003, como acertadamente indica o Auditor Fiscal às fls. 721: “o contribuinte escriturou o valor de R$ 116.532,34, em fevereiro/2004, como “IRRF S/SERV PREST SRF E INSS 2001/2002, se beneficiando deste valor para reduzir o valor a pagar de estimativa deste mês, porque haveria de ser considerado para abater também os valores devidos em dezembro?” Diante disso, rejeito as alegações da Recorrente relativamente ao ano calendário de 2003 e mantenho a multa imposta no valor de R$255.247,87, dentro dos limites do IR devido em face dos ajuste efetivado. Ano de 2004 A DRJ manteve multa por estimativas mensais relativas ao ano calendário de 2004 no valor de R$ 323.444,85: Data de Referência Multa Isolada Mantida 31/07/2004 305.145,52 31/08/2004 18.299,33 O IRPJ devido no final do ano calendário de 2004 é no valor de R$ 337.064,57, sendo o limite máximo para multa por não pagamento ou pagamento a menor das estimativa. Diante disso, acolho parcialmente o recurso voluntário quanto ao ano calendário de 2004 para reduzir a exigência das multas ao limite de R$ 323.444,85. Quanto a estas estimativas, o Auditor Fiscal apurou diferença nos importes de R$ 610.291,05 e R$ 36.598,66. A Recorrente sustenta que o Auditor Fiscal “desconsiderou, para fins de dedução do imposto a pagar, o valor relativo ao IRPJ efetivamente pago em meses anteriores”. E continua: “Portanto, não existe a suposta diferença no valor de R$ 610.291,05 e R$ 36.598,66 entre o valor escriturado e o valor declarado pela Recorrente nos meses de julho e agosto de 2004, conforme acima demonstrado e balancetes de redução suspensão juntados às fls. 72 a 74 destes autos e devidamente transcritos em seu livro Diário de Balanços e Balancetes” Pondero que, a despeito da afirmação de que foram juntados “balancetes de redução” as fls. 72 e que estes foram transcritos em livro Diário, tal informação não se confirma pelos documentos dos autos. Efetivamente, às fls. 72 não constam balancetes de suspensão, mas planilhas com supostos cálculos de imposto devidos mês a mês. Nesse sentido, também se manifestou o Auditor Fiscal da Receita Federal às fls 722. (“Termo de Diligência Fiscal”): “8.1. Primeiramente, o que vemos às fls. 72 a 74 não Fl. 1103DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO Processo nº 10510.000364/200514 Acórdão n.º 1201001.180 S1C2T1 Fl. 26 25 são balancetes de redução / suspensão como alegado pelo contribuinte, assim, a estimativa no período se faz com base na receita bruta mensal, inexistindo, portanto, prova do pagamento a maior alegado”. Como não foram apresentados balanços de suspensão e redução, não se sustenta a alegação da contribuinte, de modo que rejeito os argumentos relacionados ao ano calendário de 2003 e acolho parcialmente o Recurso Voluntário neste ponto, para reduzir a multa para o limite do IR devido em razão do ajuste em R$ 323.444,85. Em conclusão, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário para: Reconhecer a inexistência de diferença de R$ 1.397,83 quanto ao mês de dezembro de 2000, cancelando a multa respectiva a multa respectiva; Cancelar integralmente a multa por estimativa referente à competência de outubro de 2001, em razão do prejuízo verificado no período; Reduzir a multa relativa ao ano de 2002 para R$526.298,05; Manter a redução efetivada pela DRJ relativa ao ano de 2003 ao limite de R$255.247,87; Reduzir a multa relativa ao ano de 2004 ao limite de R$ R$ 323.444,85. O valor exonerado pela DRJ não alcança o valor de R$ 1.000.000,00, não tendo sido interposto recurso de ofício. Nesse panorama, deixo de tomar conhecimento da matéria acolhida pela DRJ para redução do montante tributável. É como voto. (Documento assinado digitalmente) André Almeida Blanco Fl. 1104DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 15/04 /2015 por ANDRE ALMEIDA BLANCO, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002402/2006-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. INCOMPETÊNCIA DO CARF, SÚMULA N° 02.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para analisar inconstitucionalidade de normas, conforme orientação da Súmula n.° 2, do CARF.
TAXA SELIC, CABIMENTO. SUMULAS N°3 E N°4, DO CARF.
Pacifico e sumulado o entendimento quanto à aplicação da Taxa SELIC para tributos federais.
PERÍCIA. PEDIDO GENÉRICO. INDEFERIMENTO.
A formulação genérica de pedido de perícia, esbarra no comando do Decreto n.° 70.235/72.
Numero da decisão: 1102-000.261
Decisão: Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Silvana Rescigno Guerra Barreto
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201007
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. INCOMPETÊNCIA DO CARF, SÚMULA N° 02. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para analisar inconstitucionalidade de normas, conforme orientação da Súmula n.° 2, do CARF. TAXA SELIC, CABIMENTO. SUMULAS N°3 E N°4, DO CARF. Pacifico e sumulado o entendimento quanto à aplicação da Taxa SELIC para tributos federais. PERÍCIA. PEDIDO GENÉRICO. INDEFERIMENTO. A formulação genérica de pedido de perícia, esbarra no comando do Decreto n.° 70.235/72.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 19515.002402/2006-71
conteudo_id_s : 5484692
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1102-000.261
nome_arquivo_s : Decisao_19515002402200671.pdf
nome_relator_s : Silvana Rescigno Guerra Barreto
nome_arquivo_pdf_s : 19515002402200671_5484692.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiada, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 06 00:00:00 UTC 2010
id : 6034108
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888307683328
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-22T13:59:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-22T13:59:28Z; Last-Modified: 2010-09-22T13:59:28Z; dcterms:modified: 2010-09-22T13:59:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:7912e3fc-772a-4123-8d53-f36575bb7500; Last-Save-Date: 2010-09-22T13:59:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-22T13:59:28Z; meta:save-date: 2010-09-22T13:59:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-22T13:59:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-22T13:59:28Z; created: 2010-09-22T13:59:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-09-22T13:59:28Z; pdf:charsPerPage: 1228; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-22T13:59:28Z | Conteúdo => SI-CIT2 Fl 1 003 »V*Á4.:' ";42'â' :g."`.1.."-•. MINISTÉRIO DA FAZENDAC Si'fik_ Oii - CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 19515,002402/2006-71 Recurso n" 166181 Voluntário Acórdão n" 1102-00.261 — 1' Câmara / 2' Turma Ordinária Sessão de 06 de julho de 2010 Matéria 1RP.I Recorrente EXIMIA RECURSOS HUMANOS E ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA. Recorrida 4" TURMA /DRI-SÃO PAULO/SP I EMENTA: INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. INCOMPETÊNCIA DO CARI, SÚMULA N° 02. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para analisar inconstitucionalidade de normas, conforme orientação da Súmula n.°2, do CARF. TAXA SELIC, CABIMENTO. SUMULAS N.° .3 E N°4, DO CARF. Pacifico e sumulado o entendimento quanto à aplicação da Taxa SELIC para tributos federais. PERÍCIA. PEDIDO GENÉRICO. INDEFERIMENTO. A formulação genérica de pedido de perícia, esbarra no comando do Decreto n.° 70.2.35/72.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordám os membros do colegiada, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. , IV TE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO - Presidente. WA'' SILVANA RESCIGIO GUERRA BARRETTO - Relatar, EDITADO EM: 02/09/2010 1 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos De Lima Júnior (Vice-Presidente), José Sérgio Gomes, Silvana Rescigno Guerra Barretto (Relatora), João Otávio Opperman Thomé E Manoel Mota Fonseca (Suplente Convocado), 2 Processo n" 19515002402/2006-71 SI-C1T2 Acórdão " 1102-00261 Fl. 1.004 Relatório Trata-se de Autos de Infração relativos ao IRPJ, PIS, COFINS e CSLL, referentes ao ano-calendário de 2002, em razão da constatação omissões de receitas, caracterizada pela divergência entre o valor declarado da receita bruta (RS 2,807.778,55) e o valor total das notas fiscais emitidas (R$7.143.089,02), conforme Termo de Verificação Fiscal de fi. 834. Cientificada do lançamento, a Recorrente apresentou Impugnação, aduzindo, em síntese, que: i) exerce atividade de prestação de serviços de locação de mão-de-obra temporária e terceirização em geral; ii) o auto de infração seria absolutamente imotivado e inconsistente para fundamentar a imposição de tributos e penalidades; iii) seria indevida a aplicação da Taxa SEL1C, porquanto contrária aos preceitos constitucionais da segurança jurídica, da isonomia e da tipicidade; iv) não haveria fundamento para a cobrança de juros, porquanto não restou caracterizada a utilização de dinheiro público pelo contribuinte, mas a utilização de seu próprio bem; v) a multa de 75% seria confiscatória e divorciada da realidade e do ordenamento jurídico, que autorizaria multas variáveis de 2% a 10%; vi) a base de cálculo utilizada pela fiscalização não teria utilizado os valores corretos; A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I (SP) manteve integralmente o lançamento, por entender que não houve insurgência expressa quanto às infrações descritas nos Autos de Infração, bem como por ser vedada a apreciação de constitucionalidade de norma no âmbito do processo administrativo, Inconformada com o acórdão de fis, 934/942, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário repetindo as razões da Impugnação e acrescentando o seguinte: i) o auto de infração teria considerado precariamente apenas algumas notas fiscais, deixando de considerar outros registros contábeis, que apontariam falhas na autuação; ii) deveria ser feita análise entre as notas fiscais emitidas para averiguar se houve casos de cancelamento, de não consumação do objeto ou do respectivo pagamento; iii) a confirmação do qztantum tributável seria necessária à concretização dos princípios da ampla defesa, do contraditório e da busca à verdade material; iv) seria necessária a realização perícia contábil; É o relatório 3 Voto O recurso é tempestivo, dele tomo conhecimento. Não merece reparos a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo 1/SP, haja vista que a Recorrente insurgiu-se de forma genérica contra o lançamento, não houve negativa quanto à infração descrita nos Autos de Infração, mas apenas requerimentos para realização de perícia e indicação de que o quantum não estaria correto. Por outro lado, a Recorrente invoca dispositivos constitucionais para refutar o pagamento dos tributos, multa e juros, o que é vedado no âmbito deste Conselho, consoante determina a Súmula n.° 2, do CARF, ver bis: "SÚMULA N" 2 do CAIU' O CARP.' não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária No que tange à insurgência especifica quanto à Taxa Selic, invoco as Súmulas n.° 3 e n.° 4, do CARF que impõem a exigência de juros na forma em que efetuada pelos Autos de Infração, verbis: "SÚMULA N" .3 do GARE: A partir de 1" de abril de 1995, o.s juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos-, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - &MC para títulos federais "SÚMULA N" 4 do CART São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral." Finalmente, quanto ao pedido de perícia formulado de forma genérica, afasto de plano, considerando que não obedecidos os requisitos do Decreto n.° 70235/72, além de baseado o lançamento entre diferenças apuradas entre notas fiscais efetivamente emitidas e valores declarados pela Recorrente. Forçoso, portanto, o reconhecimento da procedência do lançamento quando o contribuinte não se insurge diretamente contra a infração e, ainda limita-se a fazer assertivas genéricas, baseadas em supostas afrontas a dispositivos constitucionais. É como voto, Silvaria Reseign Guerra Barreto 4
score : 1.0
Numero do processo: 11080.000770/2007-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62-A DO RICARF.
O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543-C do CPC. Aplicação do art. 62-A do RICARF (Portaria MF nº 256/2009).
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. FALTA DE RETENÇÃO. APÓS O PERÍODO DE ENTREGA DA DECLARAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO CONTRIBUINTE. MATÉRIA SUMULADA
Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. (Súmula CARF nº 12)
Recurso Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 2201-002.698
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para que sejam aplicadas aos rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas progressivas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos ao Contribuinte. Vencido o Conselheiro GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ (Relator), que deu provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA.
(Assinado Digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Eduardo Tadeu Farah Redator ad hoc.
(Assinado Digitalmente)
Francisco Marconi de Oliveira - Redator do voto vencedor.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ (Relator), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), MARCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA e NATHALIA CORREIA POMPEU (Suplente convocada). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros EDUARDO TADEU FARAH, NATHÁLIA MESQUITA CEIA e GUSTAVO LIAN HADDAD.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62-A DO RICARF. O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543-C do CPC. Aplicação do art. 62-A do RICARF (Portaria MF nº 256/2009). IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. FALTA DE RETENÇÃO. APÓS O PERÍODO DE ENTREGA DA DECLARAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO CONTRIBUINTE. MATÉRIA SUMULADA Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. (Súmula CARF nº 12) Recurso Parcialmente Provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 11080.000770/2007-19
anomes_publicacao_s : 201508
conteudo_id_s : 5512196
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2201-002.698
nome_arquivo_s : Decisao_11080000770200719.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 11080000770200719_5512196.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para que sejam aplicadas aos rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas progressivas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos ao Contribuinte. Vencido o Conselheiro GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ (Relator), que deu provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA. (Assinado Digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente. (Assinado Digitalmente) Eduardo Tadeu Farah Redator ad hoc. (Assinado Digitalmente) Francisco Marconi de Oliveira - Redator do voto vencedor. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ (Relator), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), MARCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA e NATHALIA CORREIA POMPEU (Suplente convocada). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros EDUARDO TADEU FARAH, NATHÁLIA MESQUITA CEIA e GUSTAVO LIAN HADDAD.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
id : 6104141
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047888313974784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2344; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 119 1 118 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.000770/200719 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.698 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 11 de março de 2015 Matéria IRPF Recorrente ALMIRO BORDIN Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF. O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543C do CPC. Aplicação do art. 62A do RICARF (Portaria MF nº 256/2009). IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. FALTA DE RETENÇÃO. APÓS O PERÍODO DE ENTREGA DA DECLARAÇÃO. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO CONTRIBUINTE. MATÉRIA SUMULADA Constatada a omissão de rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na declaração de ajuste anual, é legítima a constituição do crédito tributário na pessoa física do beneficiário, ainda que a fonte pagadora não tenha procedido à respectiva retenção. (Súmula CARF nº 12) Recurso Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para que sejam aplicadas aos rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas progressivas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos ao Contribuinte. Vencido o Conselheiro GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ (Relator), que deu provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 07 70 /2 00 7- 19 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 2 (Assinado Digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. (Assinado Digitalmente) Eduardo Tadeu Farah – Redator ad hoc. (Assinado Digitalmente) Francisco Marconi de Oliveira Redator do voto vencedor. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ (Relator), GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), MARCIO DE LACERDA MARTINS (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA e NATHALIA CORREIA POMPEU (Suplente convocada). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros EDUARDO TADEU FARAH, NATHÁLIA MESQUITA CEIA e GUSTAVO LIAN HADDAD. Relatório Em sessão plenária do dia 11 de março de 2015 foi julgado no CARF o processo nº 11080.000770/200719, porém até o momento o Conselheiro Relator não formalizou o respectivo acórdão, razão pela qual foi necessária a designação de Redator ad hoc, nos termos do art. 17, inciso III, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 2015, conforme Despacho de fl. 274. Transcrevese a minuta do relatório lida em sessão e disponibilizada pelo Conselheiro Relator no repositório institucional de minutas de acórdãos (Pasta "P"): O recorrente supra identificado omitiu rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista no valor de R$112.101,19 e compensado o Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF sobre os valores omitidos no montante de R$438,76. A omissão referese a valores informados incorretamente como rendimentos isentos e nãotributáveis na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda e no Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF da Massa Falida de Hermes Macedo S/A. Segundo a fonte pagadora o valor de R$167.203,84 seria isento do imposto de renda por constituirse em indenização por rescisão de contrato de trabalho. Todavia, conforme Descrição dos Fatos da notificação (fl.228), somente o FGTS pode ser considerado isento, nos termos do artigo 6 da Lei n° 7.713/88. O notificado apresentou impugnação tempestiva em 31/01/2007 alegando que os valores informados como isentos e nãotributáveis decorrem de informação da fonte pagadora, conforme descrito no relatório de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal. Aduz que acatou a decisão judicial e o entendimento da Massa Falida manifestado nos cálculos judiciais e, respectiva homologação. Anexa os cálculos de liquidação (doc. II) atualizados em 31/08/1996 onde constam verbas não tributadas como diárias, juros e correção monetária. Discorda do procedimento fiscal, tanto pela inclusão de parcelas que entende nãotributáveis como por lhe atribuir responsabilidade que seria da fonte pagadora. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 11080.000770/200719 Acórdão n.º 2201002.698 S2C2T1 Fl. 120 3 Aduz ainda falta de previsão legal para a atitude fiscal e, conseqüente, improcedência do presente lançamento. Afirma, com base nos artigos 717, 718 e 722 do Regulamento do Imposto de Renda RIR, que a responsabilidade e obrigação do recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF é da fonte pagadora, na condição de substituta tributária, nos moldes do artigo 128 do Código Tributário Nacional CTN. Cita pareceres normativos e atos da COSIT (fls.6/7) para justificar seu entendimento, assim como acórdãos do Primeiro Conselho de Contribuintes (fls.8/9) e decisões judiciais (fls.9/10) com manifestações sobre o sujeito passivo da obrigação tributária e sobre a correção monetária e juros aplicados ao lançamento. Requer que, além da exclusão do FGTS, sejam consideradas nãotributáveis as verbas pagas a título de diárias e respectivos juros e correção monetária e, alternativamente, seja o lançamento declarado nulo por erro na indicação do sujeito passivo da obrigação. A DRJ julgou, por unanimidade de votos, improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido (fls. 238 / 243). Inconformado, o recorrente interpôs Voluntário tempestivo (fls. 254 / 265) com vistas a obter a reforma do julgado, reafirmando os argumentos já trazidos por ocasião da Impugnação. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Eduardo Tadeu Farah, Redator had doc para formalizar o acórdão. Transcrevese a minuta do voto lida em sessão e disponibilizada pelo Conselheiro Relator no repositório institucional de minutas de acórdãos (Pasta "P"): Por tempestivo e pela presença dos pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. Versa a presente lide recursal sobre acusação fiscal de omissão de rendimentos recebidos acumuladamente em decorrência de condenação judicial, a ser decidido, necessariamente, à luz do recurso especial representativo de controvérsia n. 1.118.429∕SP . Explico e fundamento. É de se ver que a tributação desses valores se deu pelo regime de caixa, ou seja, pela aplicação da alíquota sobre a totalidade dos rendimentos recebidos, em desacordo com o decidido pelo STJ, em sede de repetitivo (Resp 1.118.429∕SP) e atualmente sob repercussão geral no STF (Tema 368). Nos termos do artigo 62A do RICARF: Fl. 277DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 4 As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Diante do dispositivo regulamentar acima transcrito, cuja observância é obrigatória aos membros do CARF, o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de repetitivo deve ser necessariamente o fundamento decisório nas situações nas quais a tributação de rendimentos acumulados seja objeto de lide. A Primeira Seção do STJ ao julgar o REsp 1.118.429∕SP (Rel. Min. Herman Benjamin, DJe de 14.5.2010), de acordo com o regime de que trata o art. 543C do CPC, assim decidiu: "O imposto de renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente." O julgado, apesar de se referir ao pagamento a destempo de benefícios previdenciários, não se restringiu, conforme se depreende da leitura da ementa acima transcrita, a afastar somente a tributação pelo regime de caixa naquela hipótese. O debate foi além da situação fática em julgamento e abordou expressamente as demais situações nas quais o recebimento de rendimentos acumulados decorrentes de condenações judiciais sem observância da tabela progressiva vigente à época dos rendimentos, implicaria em desprestígio à capacidade contributiva e isonomia tributária. Não por outra razão, ambas as Turmas da Primeira Seção do STJ, já se pronunciaram favoravelmente à tese de que o decidido em repetitivo no Resp n. 1.118.429∕SP, deve ser aplicado no âmbito das verbas trabalhistas. Nesse sentido: AgRg no AgRg no REsp 1.332.443/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 8/2/2013, AgRg no Agravo em Recurso Especial nº 434.044/SP e Recurso Especial nº 1.376.363 – PE, cuja ementa segue abaixo: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. VERBAS RESCISÓRIAS. VIOLAÇÃO DO ART. 535. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF. FGTS. JUROS DE MORA. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA COM BASE NO MONTANTE GLOBAL. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DAS TABELAS E ALÍQUOTAS VIGENTES À ÉPOCA EM QUE AS VERBAS DEVERIAM TER SIDO PAGAS. PRECEDENTES.(...) 2. Este Superior Tribunal de Justiça já decidiu que não incide Imposto de Renda sobre o recebimento do FGTS e dos juros de mora correlatos. Precedentes. 3. O entendimento de que o imposto de renda incidente sobre os benefícios previdenciários pagos em atraso e acumuladamente deve observar as tabelas e alíquotas vigentes à época em que essas verbas deveriam ter sido pagas, vedandose a utilização do montante global como parâmetro, também se aplica ao contexto das verbas trabalhistas. (destaques meus).. Por fim, é de ressaltar que a discussão ainda pendente no STF, no RE 614406, sob repercussão geral (Tema 368), em nada afeta a definitividade da decisão em repetitivo proferida pelo STJ. Isso em razão do distinto enfoque dado pelo STF ao tema, eminentemente em razão da superveniência de decisão do TRF da 4 Região, Fl. 278DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 11080.000770/200719 Acórdão n.º 2201002.698 S2C2T1 Fl. 121 5 pela inconstitucionalidade do artigo 12 da Lei n. 7.713/88, o que em tese, poderia violar a isonomia e o princípio da uniformidade geográfica. No caso dos autos, é incontroverso que o lançamento do IRPF se deu pela aplicação da alíquota sobre o total dos rendimentos recebidos, em desconformidade com o decidido pelo STJ; vale dizer, sem observância da alíquota aplicável se os valores tivessem sido recebidos à época própria. De outro lado, não há nos autos elementos suficientes para saber se os rendimentos foram por acaso tributados pela alíquota correta, se observado o regime de competência, ou se se tratavam de rendimentos isentos. Ademais, mesmo se presentes tais elementos, por se tratarem de rendimentos sujeitos a ajuste anual, é possível, ainda que tributáveis, não gerassem imposto a pagar, dadas as dedutibilidades permitidas na legislação. Ademais, além de se tratar de novo lançamento, ato de competência privativa da autoridade lançadora, nos termos do artigo 142 do CTN, a aplicação das alíquotas vigentes à época, sem oportunizar ao contribuinte a retificação das informações prestadas por ocasião da entrega da DIRPF referentes aos respectivos anos calendários, poderia gerar pagamento de imposto a maior, dadas as dedutibilidades permitidas na legislação e não incluídos por opção do contribuinte à época. Ademais, o vício contido no lançamento não pode ser resumido em um mero erro na aplicação da alíquota, sanável em sede contenciosa administrativa. Ao adotar outra interpretação do dispositivo legal diversa daquela reconhecida como correta pelo STJ, ficou reconhecido que a autoridade fiscal se utilizou de critério jurídico equivocado, o que afetou substancialmente a constituição do crédito tributário. A adoção do regime de caixa em detrimento do regime de competência prejudicou a correta quantificação da base de cálculo, a identificação das alíquotas aplicáveis e por consequência, o valor do tributo devido, caracterizandose em insanável vício material. O próprio Parecer PGFN/CAT Nº 815/2010 que no intuito de solucionar inúmeras dúvidas expostas pela RFB, indicou a forma de cálculo que o Fisco deveria adotar à época em que vigoraram os Pareceres da PGFN que autorizavam as revisões de ofício com base na jurisprudência do STJ, reconheceu a necessidade de oportunizar aos contribuintes a retificação das informações prestadas, como único meio de se chegar ao valor tributável correto do IRPF: 100. Temse, assim, nos termos acima fixados, conjunto de soluções para implemento concreto das decisões do Superior Tribunal de Justiça em âmbito de rendimentos acumulados. Concluise: a) Deve a Administração proceder aos cálculos de imposto de renda incidente sobre os rendimentos acumuladamente recebidos segundo o regime de competência, seguindose às decisões do Superior Tribunal de Justiça, bem como se levando em conta a negativa do Supremo Tribunal Federal em conferir repercussão geral à matéria, a par de recente decisão do Tribunal Regional da 4ª Região, que definiu pela inconstitucionalidade de regra que possibilitaria utilização de regime de caixa, no cômputo dos valores de que trata a presente manifestação; b) A recomposição do valor tributável à época deve ser aplicada apenas na hipótese de a RFB possuir os dados necessários devendo por sua vez disponibilizar os referidos dados ao contribuinte para que este espontaneamente possa também verificar o valor do imposto devido. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 6 c) Nesses casos, devese somar os valores originalmente reconhecidos com os valores posteriormente recebidos, de uma única vez, de modo que se tenha uma nova base de cálculo. d) Nas situações em que a RFB não disponha dos referidos dados para recomposição da base de cálculo, devese tãosomente aplicar as tabelas da época em face de valores supervenientemente recebidos. e) Assim, simplesmente, desprezandose o que no passado foi recebido pelo interessado, contabilizamse, exclusivamente, valores posteriormente recebidos, à luz de tabelas originais.; f) O valor do imposto deve ser calculado resgatandose o valor original da base de cálculo declarada pelo sujeito passivo em sua Declaração de Ajuste Anual relativa ao ano a que o rendimento corresponde (A), e adicionandose o valor do rendimento recebido acumuladamente (excluídos as atualizações monetárias e juros, conforme item 83, e as parcelas mencionadas nos itens 84 e 85) (B), e chegandose ao valor da base de cálculo que seria declarada se o rendimento tivesse sido percebido na época própria (C). Sobre esta base de cálculo e, tomando se em conta a tabela progressiva vigente na época a que o rendimento corresponde, calculase o imposto correspondente (D). g) Os juros moratórios devem ser tributados, quando da recomposição dos valores resultar em imposto a pagar, devendose os cálculos serem efetuados com base no período de recebimento e juntamente com outros rendimentos do período. Pelo conjunto de razões acima expostas, entendo que determinar a aplicação das alíquotas vigentes à época, representaria novo lançamento com outro critério jurídico, o que é expressamente vedado pelo artigo 146 do CTN. Ademais, não compete a este órgão de julgamento, ainda mais em adiantada fase recursal, refazer o lançamento com critérios jurídicos distintos daqueles utilizados à época, mas tão somente exercer o controle de legalidade em sede contenciosa, caracterizado pelas suas limitações quanto à alteração de alguns aspectos da hipótese de incidência, base de cálculo e alíquotas. Nesse sentido, alguns precedentes deste E. Sodalício: (...) PIS – LEI COMPLEMENTAR 7/70 – BASE DE CÁLCULO – O parágrafo único do art. 6° da LC 7/70 estabeleceu que a base de cálculo correspondia ao faturamento do 6° mês anterior. Se o lançamento desrespeitou essa norma, e como ao julgador administrativo não é permitido refazer o lançamento, então resta apenas cancelar a exigência. (...).( CSRF/0105.163, de 29/11/2004) (grifos meus) Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2008 DESPESA DE AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO. NATUREZA JURÍDICO CONTÁBIL. Equivocase o lançamento que considera a despesa de amortização do ágio como despesa com provisão, pois o ágio é a parcela do custo de aquisição do investimento (avaliado pelo MEP) que ultrapassa o valor patrimonial das ações, o que não se confunde com provisões expectativas de perdas ou de valores a desembolsar. MUDANÇA DE CRITÉRIO JURÍDICO. A instância julgadora pode determinar que se exclua uma parcela da base tributável e que se recalcule o tributo devido, ou mesmo determinar que se recalcule a base de cálculo considerando uma despesa dedutível ou uma receita como não tributável, mas não Fl. 280DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 11080.000770/200719 Acórdão n.º 2201002.698 S2C2T1 Fl. 122 7 pode refazer o lançamento a partir de outro critério jurídico que o altere substancialmente. (Acórdão 1302001.170, de 11/09/2013) (grifos meus). NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INALTERABILIDADE DO CRITÉRIO JURÍDICO DO LANÇAMENTO EM RELAÇÃO AO MESMO SUJEITO PASSIVO. Na fase contenciosa, não é admissível a mudança do critério jurídico adotado no lançamento contra o mesmo sujeito passivo em relação aos fatos geradores já concretizados. (...) (Acórdão 2802002.489, de 17/09/2013) (grifos meus). Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1996 LANÇAMENTO FISCAL. REDUÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL. REDUÇÃO DE SALDO NEGATIVO. DIFERENÇA. No lançamento fiscal, a irregularidade de se lançar sem reduzir o prejuízo fiscal implica em erro na formação da própria base tributável, o que não é passível de correção por parte do julgador administrativo, que não pode alterar o lançamento. Neste sentido, a jurisprudência do CARF é tranqüila no sentido de se cancelar o auto de infração por inteiro. (...) 1401001.086, de 07/11/2013) (grifos meus) Logo, não cabe a este órgão de julgamento o refazimento do lançamento nesta fase recursal, cujo vício material de origem se encontra na incorreta aplicação da alíquota sem observância do regime de competência, a resultar na indeterminação da matéria tributável, requisitos mínimos para atestar a validade do lançamento tributário, nos termos do artigo 142 do CTN. Pelo exposto, conheço e dou provimento ao recurso voluntário. É o meu voto. (Assinado digitalmente) Eduardo Tadeu Farah Redator ad hoc para formalização do acórdão (Despacho de efl. 274) Voto Vencedor Conselheiro Francisco Marconi de Oliveira – Redator designado. Reportome ao relatório e voto de lavra do ilustre Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, de quem ouso divergir da tese que sustenta, na qual a aplicação das tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos significaria o refazimento do lançamento nesta fase recursal. Como descrito no relatório, o recorrente omitiu rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista. Nestes casos, tenho adotado nas decisões mais recentes que à situação deve aplicarse, por força do art. 62A do Fl. 281DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH 8 Regimento Interno do CARF, o REsp nº 1.118.429/SP, julgado sob o rito do art. 543C do CPC, do STJ, no qual se decidiu que a tributação desses rendimentos deve ser calculada de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos. Assim determinou o STJ: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AÇÃO REVISIONAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS DE FORMA ACUMULADA. 1. O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Precedentes do STJ. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008. Resp. 1.118.429/SP, julgado em 24/03/2010. (grifos nossos) Isto posto, voto em dar provimento parcial ao recurso voluntário para aplicar aos rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Francisco Marconi de Oliveira – Relator Fl. 282DF CARF MF Impresso em 26/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 25/08/2015 por FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIR A, Assinado digitalmente em 21/08/2015 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
