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Numero do processo: 10675.720676/2011-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007
Ementa:
CUSTOS E DESPESAS NÃO COMPROVADOS. GLOSA.
Não tendo sido comprovados, há que se manter a glosa operada em face dos custos/despesas operacionais assim escriturados. Por outro lado, afasta-se a glosa dos respectivos valores comprovados.
LANÇAMENTOS REFLEXOS. CSLL. PIS. COFINS.
O decidido quanto ao IRPJ aplica-se à tributação dele decorrente.
Recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 1402-001.896
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer a dedução da despesas no montante de R$ 2.463.135,93; conforme discriminado na tabela constante da parte final do voto condutor
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto Presidente
(assinado digitalmente)
Carlos Pelá - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Fernanda Carvalho Alvares, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Cristiane Silva Costa, Paulo Roberto Cortez e Carlos Pelá.
Nome do relator: CARLOS PELA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007 Ementa: CUSTOS E DESPESAS NÃO COMPROVADOS. GLOSA. Não tendo sido comprovados, há que se manter a glosa operada em face dos custos/despesas operacionais assim escriturados. Por outro lado, afasta-se a glosa dos respectivos valores comprovados. LANÇAMENTOS REFLEXOS. CSLL. PIS. COFINS. O decidido quanto ao IRPJ aplica-se à tributação dele decorrente. Recurso voluntário parcialmente provido.
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GLOSA. Não tendo sido comprovados, há que se manter a glosa operada em face dos custos/despesas operacionais assim escriturados. Por outro lado, afastase a glosa dos respectivos valores comprovados. LANÇAMENTOS REFLEXOS. CSLL. PIS. COFINS. O decidido quanto ao IRPJ aplicase à tributação dele decorrente. Recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer a dedução da despesas no montante de R$ 2.463.135,93; conforme discriminado na tabela constante da parte final do voto condutor (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto – Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Fernanda Carvalho Alvares, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Cristiane Silva Costa, Paulo Roberto Cortez e Carlos Pelá. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 72 06 76 /2 01 1- 03 Fl. 3028DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratamse de autos de infração de IRPJ e CSLL (fls. 547/561), apurados pela sistemática do Lucro Real, cumulados com juros e multa de ofício, referentes a fatos geradores ocorridos no anocalendário de 2007, lavrados em virtude da glosa de custos e despesas não comprovadas, em razão (i) da ausência de documentos fiscais que as suportassem; e (ii) da divergência entre valores escriturados e consignados nos documentos fiscais, conforme Termo de Verificação fiscal às fls. 539/546. A contribuinte apresentou impugnação às fls. 567/575, acompanhada dos documentos de fls. 576/2878. Suas razões de defesa foram resumidas pela DRJ, conforme trecho a seguir transcrito: A) DA PRIMEIRA GLOSA [...] Na planilha em que a fiscalização aponta quais documentos não foram encontrados, ela aponta como o "Resultado da Conferência Documental" os seguintes vícios: 1) Nota fiscal de entrada sem origem nota fiscal de origem; 2) Documento fiscal não localizado; 3) Divergência da Declaração de Importação. Quantos as notas fiscais do item 1 [...] temse que a seguinte situação: Tratase de notas fiscais de entrada emitidas em razão da compra de arroz de produtores rurais pessoas físicas. A Fiscalização afirma, no entanto, que não encontrou as notas fiscais dos produtores rurais, somente as notas fiscais de entrada emitidas pela Impugnante. Tal fato, porém, não encontra respaldo na realidade, tanto é que se junta a presente impugnação o original das notas fiscais de entrada e das notas fiscais dos produtores rurais que embasam referidas notas fiscais de entrada, provando assim o lastro documental desses lançamentos contábeis. Quanto as notas fiscais do item 2 (Documento fiscal não localizado), temse a mesma situação, a Fiscalização afirma que não encontrou as notas fiscais que amparam os lançamentos contábeis constantes dessa rubrica. Tal fato, também, não encontra respaldo na realidade, tanto que se junta a presente impugnação o original das notas fiscais não encontradas pela Fiscalização, provando assim o lastro documental desses lançamentos contábeis. Fl. 3029DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 4 3 Fazse aqui uma explicação, conforme afirmado para a Fiscalização, esses documentos estavam em poder do Serviço de Fiscalização Aduaneira da Inspetoria [...] e somente foram restituídos à Impugnante após a lavratura do auto de infração ora impugnado, motivo pelo qual a Fiscalização não encontrou tais documentos. Quanto a divergência do item 3 (Divergência da Declaração de Importação) temse o seguinte cenário: Em relação às divergências nas declarações de importação, a Fiscalização considerou somente o valor declarado na DI (declaração de importação), desconsiderando o valor efetivamente pago a empresa que vendeu a mercadoria e efetuou o transporte da mesma até a sede da Impugnante. A diferença entre o valor efetivamente pago e o valor declarado na DI é exatamente o custo do transporte nacional da mercadoria. Em outras palavras, na DI era declarado o valor de compra acrescido do frete internacional, do seguro e dos impostos (conforme determina a lei). Quando do pagamento da mercadoria para o fornecedor, no entanto, era feito o pagamento do mesmo acrescido do custo do frete nacional, que era de responsabilidade do fornecedor da mercadoria. Em outras palavras, a combinação entre o comprador e fornecedor era a entrega da mercadoria na sede do comprador. Logo, além do preço da mercadoria, era exigido do Impugnante (comprador) o valor do transporte nacional. Por tal razão há diferença entre o valor da DI e o valor efetivamente pago. Tal diferença foi glosada pela Fiscalização a título de "Divergência da DI". Não há qualquer divergência, mas sim pagamento de um valor adicional pelo transporte nacional da mercadoria. Tanto assim é que os contratos de câmbio dessas operações comprovam que o valor efetivamente pago era aquele constante da nota fiscal de entrada da mercadoria importada e não o valor declarado na DI em razão da diferença acima apontada. Em razão da justificativa de tal divergência não se deve impor sua glosa, como quer a fiscalização, pois o valor lançado na contabilidade foi aquele efetivamente pago pelo Impugnante, que suportou aquele custo e tem direito a ter ele abatido da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Quanto às notas fiscais da empresa Central Sul Transportes Ltda., as mesmas não foram localizadas pela Impugnante no prazo de impugnação, pois ainda há documentos em poder da Fiscalização Aduaneira já citada. No entanto, foi solicitada a empresa Central Sul Transportes Ltda. que forneça cópia de tais documentos para que sejam juntados a esse processo. Motivo pelo qual se requer, desde já, a juntada posterior dos documentos faltantes (que não estão em poder da Impugnante Fl. 3030DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 5 4 em razão da Fiscalização Aduaneira), nos termos da alínea "a" do parágrafo quarto, do art. 16 do Decreto 70.235 de 1972. Pelo exposto, juntado aos autos [...] os originais dos documentos fiscais não encontrados pela fiscalização e justificada a divergência encontrada, mister se faz a anulação do auto de infração em relação a esses valores. B) DA SEGUNDA GLOSA (...) Nessa segunda glosa, alegouse o seguinte: 1) Imprecisão dos documentos fiscais da empresa Prit Sul Transportes Nacionais e Internacionais Ltda.; 2) Em relação ao frete internacional, que o mesmo compõe o valor aduaneiro e a base de cálculo do imposto de importação, motivo pelo qual não pode ser considerado como despesa incorrida; 3) Quanto aos lucros e perdas, a ausência de comprovação das perdas impôs a glosa de tais valores. Na planilha em que a fiscalização aponta quais documentos não foram encontrados, ela aponta como o "Resultado da Conferência Documental" o seguinte vício: "Documento fiscal não localizado/identificado”. (...). No que se refere às despesas glosadas referentes a fretes e carretos fazse as seguintes observações: As duas principais empresas que prestavam serviço de transporte ao Impugnante eram as empresas brasileiras Jovinter Transporte Nacional e Internacional Ltda. e Prit Sul (...). Referidas empresas prestavam o serviço de transporte internacional (até a fronteira com o Brasil) e transporte nacional (da fronteira até a sede da Impugnante). Para documentar a realização dos fretes, eram emitidos Conhecimentos de Transporte Internacional por Rodovia onde consta o valor total do frete nacional (em dólares) e o valor total do frete externo (internacional) também em dólares. O valor do frete externo já é computado no valor aduaneiro, motivo pelo qual não pode ser novamente deduzido pela Impugnante. No entanto, o valor do frete nacional, constante do Conhecimento de Transporte Internacional por Rodovia pode ser integralmente aproveitado pelo Impugnante como despesa de fretes e carretos. Fl. 3031DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 6 5 Logo, uma vez juntados aos autos os Conhecimentos de Transporte Internacional por Rodovia, que são documentos fiscais para fins de acobertamento do transporte nacional das mercadorias importadas, mister se faz a anulação do auto de infração pela ausência de localização ou identificação desses documentos fiscais. Sendo assim, para sepultar de uma vez o auto de infração, se junta a presente impugnação os Conhecimentos de Transporte Internacional por Rodovia supostamente não localizados/identificados pela Fiscalização que demonstram as despesas realizadas com o transporte interno (nacional) do arroz importado. Com a juntada de tais documentos, provase que os registros contábeis estão perfeitamente amparados por documentos fiscais idôneos, sendo que, em razão da apresentação de tais documentos, a autuação fiscal deve ser considerada insubsistente. Em relação às perdas decorrentes de inadimplemento de clientes, temse que as mesmas estão amparadas nos seguintes documentos: a) Em cheques devolvidos que somam a importância de R$ 141.836,60. São diversos cheques oriundos de diversas operações de valores inferiores a R$ 30.000,00 vencidos a mais de um ano de sua contabilização como perda em que se mantêm sua cobrança administrativa; b) R$ 201.550,82 (duzentos e mil, quinhentos e cinqüenta reais e oitenta e dois centavos) relativos à apropriação indébita feita por funcionários da Impugnante em que há queixa crime apresentada a autoridade policial pela Impugnante, nos termos do art. 364 do RIR/99 (...). A 2ª Turma da DRJ/JFA, por unanimidade de votos, considerou procedente em parte a impugnação da contribuinte para afastar as preliminares argüidas e, no mérito, em virtude dos documentos fiscais anexados à peça impugnatória, (i) exonerar as exigências nos valores principais de R$ 279.104,40 e R$ 167.462,64, a título de IRPJ e CSLL, respectivamente, além dos encargos de juros de mora e de multa de ofício; e (ii) manter a exigência dos valores remanescentes. Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 2941/2952) repisando as razões de mérito sustentadas em sua peça impugnatória. Neste CARF, o julgamento do recurso foi convertido em diligência à repartição de origem (Resolução n.º 1402 000.140 4ª Câmara, 2ª Turma Ordinária, 1ª Seção, fls. 2960/2968), para que a autoridade jurisdicionante adotasse providências no sentido de permitir a formação da convicção do julgador em relação a parte dos argumentos apresentados na defesa, especificamente quanto à glosa de custos lançados à conta contábil 3.2.01.00012 – Fretes e carretos e à perda escriturada na conta contábil 5.2.09.00003 – Lucros/Perdas, no valor Fl. 3032DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 7 6 de R$ 406.880,13, tendo por contrapartida crédito na conta contábil 1.1.05.00002 – cheques devolvidos em fundos. O relatório de diligência foi anexado às fls. 3006/3008. A manifestação da contribuinte foi anexada às fls. 3010/3016. Cumpridas as determinações contidas na Resolução nº. 1402 000.140 (fls. 2960/2968), o processo retornou a este órgão julgador. É o Relatório. Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator O recurso atende a todos os pressupostos de admissibilidade. Deve, pois, ser conhecido. As autoridades fiscais afirmam que todos os custos e despesas deduzidos na apuração do IRPJ e da CSLL devem estar necessariamente lastreados em documentação comprobatória hábil e idônea que permita aferir sua necessidade e normalidade para a manutenção da fonte produtora. Com base nisso, procedeu à glosa dos valores lançados na contabilidade da Recorrente cujos documentos apresentados não foram suficientes para comprovar os respectivos custos e despesas, nos termos exigidos pela legislação tributária. Notese, ainda, que a Recorrente não anexou ao recurso voluntário novos documentos que suportassem suas alegações, limitandose a apontar os documentos já analisados pela DRJ, anexados aos autos por ocasião da apresentação de sua peça impugnatória (fls. 576/2878). Assim, passo a avaliar se os documentos de fls. 576/2878 estão aptos a comprovar os custos e despesas glosados pela fiscalização e mantidos pela decisão recorrida. CONTA CONTÁBIL 3.2.01.00003 COMPRAS A PRAZO A Recorrente anexou à impugnação notas fiscais de produtores rurais comprovando a origem de diversas notas fiscais de entrada, de forma que o custo/despesa referente à tais notas foi aceito pela DRJ, tendo sido exonerada a glosa do montante de R$ 1.860.695,99 (fl. 2935). No recurso voluntário a Recorrente repisou os argumentos de sua peça impugnatória, mas não apresentou novos documentos que comprovassem os lançamentos contábeis, de forma que nenhum valor adicional merece ser exonerado. Portanto, do valor total glosado para a referida conta contábil (R$ 2.165.122,42,fl.521), excluemse os valores exonerados pela DRJ (R$ 1.860.695,99) e mantémse a glosa de R$ 304.426,43 (= R$ 2.165.122,42 – R$ 1.860.695,99). Fl. 3033DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 8 7 CONTA CONTÁBIL 3.2.01.00012 FRETES E CARRETOS Conforme decisão a quo, os Conhecimentos de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC) apresentados e referentes ao mês de fevereiro têm datas posteriores às da escrituração, enquanto aqueles relativos aos demais meses correspondem a fretes a prazo e não a fretes à vista, como é o caso da conta em apreço. A Recorrente afirma que é irrelevante que o custo tenha sido lançado na conta contábil incorreta. Uma vez suportado pela Recorrente, esse custo deveria reduzir a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. A esse respeito foi solicitada diligência para que a autoridade de origem analisasse os registros contábeis da Recorrente, com o objetivo de verificar se os custos escriturados na conta contábil em referência, lastreados nos CTRC’s apresentados pela contribuinte e anexados às fls. 1319/1325, foram apropriados e deduzidos em duplicidade na apuração dos resultados, reduzindo indevidamente o IRPJ e a CSLL. O Relatório de Diligência informa que o exame da escrituração abrangeu as contas do grupo 3 (custos) e do grupo 5 (despesas), buscando informações coincidentes nos históricos de lançamento, contendo obrigatoriamente os dados pertinentes ao número do CTRC, à razão contábil das empresas prestadoras dos serviços de frete e ao valor dos serviços prestados. Ao final da conferência, não foi detectada apropriação contábil em duplicidade dos CTRC’s juntados às fls. 1319/1325. Sendo assim, uma vez que não houve contabilização e aproveitamento em duplicidade desses custos, merece razão a Recorrente, devendo ser excluída a glosa de R$ 10.867,60 e mantida a dedução. CONTA CONTÁBIL 3.2.01.00014 FRETES E CARRETOS A PRAZO Alega a fiscalização que, embora a Recorrente tenha apresentado CTRC’s, DI’s, Manifesto de Carga, Invoices (Faturas comerciais internacionais), contratos de câmbio, etc, não merece reparos o lançamento, uma vez que: Alguns CTRC’s não possuem o número da nota fiscal das mercadorias transportadas, ainda que façam menção a importações de arroz, referentes à conta contábil 3.2.01.00003 COMPRAS A PRAZO. Nos demais casos, para os quais os CTRC’s apontam o número da nota fiscal, essas não foram apresentadas. Não houve comprovação documental da contribuinte, com espelho em sua escrituração, que desse lastro às suas alegações no sentido de que a diferença entre o valor efetivamente pago e o valor declarado na DI fosse correspondesse ao custo do transporte nacional da mercadoria. Não prosperam as alegações no sentido de que as notas fiscais da Central Sul Transportes Ltda. não foram localizadas no prazo de impugnação, já que ainda haveriam documentos em poder da Fiscalização Aduaneira, uma vez que tais documentos não compuseram os autos do processo administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais Aduaneiro de n.° 10611.001472/200991, conforme esclarecido no TVF. Fl. 3034DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 9 8 Ora, nenhum documento foi anexado aos autos que afastasse as conclusões expostas, causando estranheza que após o longo decurso de prazo a Recorrente não tenha obtido sequer cópia dos documentos supostamente em posse da Fiscalização Aduaneira. A essa altura, sustenta a Recorrente que as eventuais irregularidades na emissão das CTRC’s não tem o condão de impedir que ela considere como custo o valor despendido a título de frete e carretos a prazo. Contudo, concordo com a decisão de primeira instância, pois não há como considerar como custo os CTRC’s desacompanhados das notas fiscais das mercadorias transportadas. O CTRC é o documento emitido pela transportadora, baseado nos dados da nota fiscal, que informa o valor do frete e acompanha a carga. Na ausência de indicação da nota fiscal ou na falta desta, não é possível comprovar a efetiva realização dessa despesa. Ademais, o argumento de que seria impossível transportar toda a mercadoria sem a contratação de fretes e carretos, não supre a necessidade de comprovação de que o custo de tal transporte foi efetivamente suportado pela Recorrente. A Recorrente aduz, ainda, quanto à diferença entre valores pagos e declarados em DI, que os contratos de câmbio dessas operações estão aptos a comprovar que o valor efetivamente pago era aquele constante da nota fiscal de entrada da mercadoria importada e não o valor declarado na DI, em razão do valor adicional pago pelo transporte nacional. Nesse ponto, também corroboro a assertiva da decisão recorrida no sentido de que os contratos de câmbio não estão aptos a comprovar que o custo dos transportes foi suportado pela Recorrente. Logo, não merece reparos aqui a decisão recorrida, devendo ser mantida a glosa no valor total de R$ 381.109,00. CONTA CONTÁBIL 5.2.05.00006 FRETES E CARRETOS Para justificar a manutenção da glosa referente aos custos/despesas em referência, a decisão recorrida utilizou os mesmos fundamentos expostos acima, ressaltando trataremse de fretes internacionais e que parte das despesas já foi levada em consideração pela fiscalização. A Recorrente afirma que o valor dos fretes nacionais pode ser integralmente deduzido, enquanto o valor dos fretes internacionais não pode ser deduzido por ser computado no valor aduaneiro. Procedem as afirmações da Recorrente. No entanto, como exposto na decisão de primeira instância, o valor despendido com fretes nacionais não foi comprovado pelos documentos anexados aos autos, devendo ser mantida a glosa no valor total de R$ 3.859.147,72. CONTA CONTÁBIL 5.2.09.00003 LUCROS/PERDAS Fl. 3035DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 10 9 Relativamente a tal conta, os argumentos da decisão recorrida encontramse reproduzidos a seguir: Relativamente aos dois lançamentos contábeis de 1º/10/2007, no montante de R$ 64.630,13 (R$ 1.160,10 + R$ 63.470,03), trata se de débitos a título de perda, em contrapartida a créditos de contas contábeis “Construção em Andamento”, cujos históricos sugerem o estorno de lançamentos que teriam sido indevidos, em referência aos meses de janeiro e fevereiro de 2006. Malgradas as oportunidades, restou demonstrado que a glosa é pertinente, em razão da falta de comprovação e do desapreço com o dever de escriturar a que alude o art. 251 do Decreto nº 3.000/1999. No que tange à perda do valor de R$ 406.880,13, tendo por contrapartida crédito em conta de “Cheques Devolvidos sem Fundos”, as cópias dos anversos dos cheques apresentados como prova (Anexo V da peça impugnatória, contida nas provas 12 e 13) não têm o condão de por si sós desautorizarem a glosa operada, por não serem comprovantes de registro de perda com cheques devolvidos. Quando pouco, deveria a contribuinte ter trazido aos autos pelo menos o verso daqueles títulos de crédito, para que se pudesse constatar ali que, efetivamente, as respectivas instituições financeiras (sacado) disseram da frustração por parte dos titulares das contas bancárias (emitente/sacador) das respectivas ordens de pagamento dos valores neles constantes a favor da contribuinte (tomador/beneficiário). Renovese, mais uma vez, que é desarrazoada a fala passiva de que tais elementos probantes encontramse retidos na Inspetoria da RFB/BHE. Concernente aos demais argumentos passivos, não vejo como a notícia crime (fl. 13 da prova 13), que serviria, ao olhos da contribuinte, para comprovar a defendida apropriação indébita de seus funcionários, poderia em consciência isenta, comprovar documentalmente o objeto da glosa a perda escriturada a título de cheques devolvidos sem fundo. Nessa situação, resta incólume a glosa operada, amparada ainda pelo disposto no artigo 340 do Decreto nº 3.000/1999, integrante do enquadramento legal declinado pelo fisco. A Recorrente não trouxe aos autos novos documentos que afastassem as conclusões acima. Nada obstante, a respeito das alegações da Recorrente sobre os cheques devolvidos sem fundo, foi determinada a baixa à origem para extração de cópia dos versos dos cheques, buscando constatar a frustração, por parte dos titulares das contas bancárias, das respectivas ordens de pagamento a favor da Recorrente. Fl. 3036DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 11 10 Em 27/06/2013, a Recorrente foi intimada pela autoridade de origem a apresentar os versos dos cheques invocados como prova no Anexo V da peça impugnatória (fls. 2789/2814). Os cheques foram individualmente identificados na intimação, bem como foram anexadas cópias dos anversos dos mesmos ao Termo de Diligência Fiscal. Contudo, transcorrido o prazo para atendimento a Recorrente não se manifestou. Em 18/07/2013 foi lavrado Termo de Reintimação Fiscal, cuja ciência se deu por via portal em 22/07/2013, concedendo à Recorrente nova oportunidade para apresentar tais documentos. Novamente, transcorrido o prazo concedido, a Recorrente permaneceu inerte. Lavrado o Relatório de Diligência, intimada a se manifestar, a Recorrente finalmente apresentou cópia do verso de alguns cheques (fls. 3013/3016), informando que os originais foram anexados aos autos e que as cópias então apresentadas eram as únicas que estavam em seu poder. Os cheques cujos versos foram apresentados demonstram que houve a frustração, por parte dos titulares das contas bancárias, das respectivas ordens de pagamento a favor da Recorrente, à exceção do cheque de R$ 1.000,00 do Banco Bradesco, cujas informações estão ilegíveis. Destarte, não procede o argumento da Recorrente no sentido de que os originais dos cheques foram juntados aos autos. Portanto, uma vez comprovada que a obrigação de tais títulos foi frustrada, é de se excluir a glosa e manter a perda do valor de R$ 8.912,52. Em contrapartida, deve ser mantida a glosa de despesa não comprovada no valor de R$ 132.924,08 (= R$ 141.836,60 – R$ 8.912,52). No que toca ao segundo ponto, vale observar que, consoante art. 364 do RIR/99, serão dedutíveis como despesas os prejuízos por desfalque, apropriação indébita e furto, por empregados ou terceiros, quando houver inquérito instaurado nos termos da legislação trabalhista ou quando apresentada queixa perante a autoridade policial (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, § 3º). Assim, diante dos documentos apresentados pela Recorrente às fls. 2816/2824 – queixa crime apresentada à autoridade policial , deve ser considerada dedutível a despesa no valor de R$ 201.550,82, relativa à apropriação indébita operada por funcionários da Recorrente. Concluise, dessa forma, que do total de R$ 406.880,13, glosado à título de perdas decorrentes do inadimplemento com clientes, deve ser exonerado o montante de R$ 210.463,34 (= 406.880,13 (R$ 8.912,52 + 201.550,82)). CONCLUSÃO Fl. 3037DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 10675.720676/201103 Acórdão n.º 1402001.896 S1C4T2 Fl. 12 11 Posto isso, encaminho meu voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Conta contábil Valores glosados Valores exonerados Valores mantidos 3.2.01.00003 COMPRAS A PRAZO R$ 2.165.122,42 R$ 1.860.695,99 R$ 304.426,43 3.2.01.00012 FRETES E CARRETOS R$ 10.867,60 R$ 10.867,60 R$ 0,00 3.2.01.00014 FRETES E CARRETOS A PRAZO R$ 381.109,00 R$ 381.109,00 R$ 0,00 5.2.05.00006 FRETES E CARRETOS R$ 3.859.147,72 R$ 0,00 R$ 3.859.147,72 5.2.09.00003 LUCROS/PERDAS R$ 406.880,13 R$ 210.463,34 R$ 196.416,79 R$ 6.823.126,87 R$ 2.463.135,93 R$ 4.359.990,94 Consolidação das despesas glosadas Fl. 3038DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2015 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 10283.909819/2009-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005
DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM.
Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-001.582
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 08/05/2001 a 12/12/2005 DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO PENDENTE DE NOVA DECISÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. COMPENSAÇÃO. RETORNO DOS AUTOS À UNIDADE DE ORIGEM. Em situações em que se indeferiu a compensação em face da inexistência do crédito que se pretendia compensar, uma vez ultrapassada a questão jurídica que impossibilitava a apreciação do montante do direito creditório, a unidade de origem deve proceder a uma nova análise do pedido de compensação, após verificar a existência, a suficiência e a disponibilidade do crédito pleiteado, permanecendo os débitos compensados com a exigibilidade suspensa até a prolação de nova decisão. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Participou do julgamento o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcelo Reinecken, OAB/DF nº. 14874. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 98 19 /2 00 9- 13 Fl. 377DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A interessada apresentou pedido eletrônico de compensação de débitos próprios com crédito oriundo de pagamento a maior de Imposto de Importação – II e de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, com origem no período de 08/05/2001 a 12/12/2005. A compensação não foi homologada, ao fundamento de que o DARF a indicado no PER/DCOMP não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. Alegado pela contribuinte o cometimento de um equívoco no preenchimento do DARF, os autos foram baixados em diligência pela DRJ, quando se constatou que o presente processo é conexo ao de nº 10283.007613/200604, por meio do qual se requereu a restituição do crédito que se pretende compensar. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza julgou improcedente a manifestação de inconformidade, sob o argumento de inexistência do direito creditório objeto do processo nº 10283.007613/200604. No prazo legal, a contribuinte apresentou recurso voluntário, cujas razões de defesa não serão relatadas em vista do que se passa a expor no voto. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. A Recorrente apresentou PER/DCOMP objetivando a compensação de débito próprio com crédito oriundo de pagamento indevido de II e de IPI vinculado que são objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604. Como o direito à restituição foi negado, também aqui negouse o direito à compensação. Contudo, nesta mesma sessão de julgamento consideraramse indevidas as razões adotadas pela DRF de origem, e mantidas pela instância de piso, para denegar o pedido de restituição, motivo pelo qual determinouse que os autos do processo administrativo n.º 10283.007613/200604 devem retornar à DRF para que, ultrapassada a questão decidida no julgamento, estime os valores a serem restituídos. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para que a DRF de origem, após a análise do direito creditório objeto do processo administrativo n.º 10283.007613/200604, profira nova decisão quanto ao pedido de compensação. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10283.909819/200913 Acórdão n.º 3202001.582 S3C2T2 Fl. 378 3 É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 379DF CARF MF Impresso em 26/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 4/03/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11618.001303/2005-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 10 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2102-000.073
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em SOBRESTAR o julgamento, já que se trata de controvérsia sobre tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, matéria em debate no Supremo Tribunal Federal no rito da repercussão geral (art. 62-A, §§, do Anexo II, do RICARF).
Assinado digitalmente.
Giovanni Christian Nunes Campos - Presidente.
Assinado digitalmente.
Rubens Maurício Carvalho - Relator.
EDITADO EM: 11/09/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho..
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em SOBRESTAR o julgamento, já que se trata de controvérsia sobre tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, matéria em debate no Supremo Tribunal Federal no rito da repercussão geral (art. 62-A, §§, do Anexo II, do RICARF). Assinado digitalmente. Giovanni Christian Nunes Campos - Presidente. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho - Relator. EDITADO EM: 11/09/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho..
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Numero do processo: 18471.001544/2006-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2001
PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESISTÊNCIA DA MATÉRIA DE IMPUGNAÇÃO.
Não impugnada toda a matéria submetida ao debate no Lançamento Fiscal, considera-se admitido a parte do crédito tributário não contestado pelo Contribuinte, na melhor aplicação do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, conforme desistência expressa nos autos.
IRPF - ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. DECADÊNCIA.
O prazo de decadência do Imposto de Renda de Pessoa Física - IRPF nos lançamentos por Acréscimo Patrimonial a Descoberto regem-se conforme as regras do imposto sujeito ao ajuste anual, considerando-se ocorrido o fato gerador no dia 31 de dezembro de cada ano.
Não ultrapassado o prazo de cindo anos definido no art. 150, § 4º do CTN, entre a data do fato gerador e a momento em que o contribuinte ou responsável tributário foi intimado do imposto complementar apurado em procedimento fiscal, não há que se falar em decadência da exigência fiscal.
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
São tributáveis as quantias correspondentes ao acréscimo patrimonial da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributados exclusivamente na fonte ou objeto de tributação definitiva.
PERÍCIA E DILIGÊNCIA - DESNECESSIDADE.
O pedido de diligências e/ou perícias pode ser indeferido pelo órgão julgador quando desnecessárias para a solução da lide.
No caso, os documentos imperativos para fazerem prova em favor do contribuinte não são supridos mediante a realização de diligências/perícias, mormente quando já foram dadas oportunidades para produção e apresentação pelo Contribuinte/Requerente.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2101-002.723
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
EDUARDO DE SOUZA LEÃO - Relator.
EDITADO EM: 24/03/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (presidente da turma), DANIEL PEREIRA ARTUZO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS e EDUARDO DE SOUZA LEÃO.
Nome do relator: EDUARDO DE SOUZA LEAO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. EDUARDO DE SOUZA LEÃO - Relator. EDITADO EM: 24/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (presidente da turma), DANIEL PEREIRA ARTUZO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS e EDUARDO DE SOUZA LEÃO.
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DESISTÊNCIA DA MATÉRIA DE IMPUGNAÇÃO. Não impugnada toda a matéria submetida ao debate no Lançamento Fiscal, considerase admitido a parte do crédito tributário não contestado pelo Contribuinte, na melhor aplicação do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, conforme desistência expressa nos autos. IRPF ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. DECADÊNCIA. O prazo de decadência do Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF nos lançamentos por Acréscimo Patrimonial a Descoberto regemse conforme as regras do imposto sujeito ao ajuste anual, considerandose ocorrido o fato gerador no dia 31 de dezembro de cada ano. Não ultrapassado o prazo de cindo anos definido no art. 150, § 4º do CTN, entre a data do fato gerador e a momento em que o contribuinte ou responsável tributário foi intimado do imposto complementar apurado em procedimento fiscal, não há que se falar em decadência da exigência fiscal. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. São tributáveis as quantias correspondentes ao acréscimo patrimonial da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributados exclusivamente na fonte ou objeto de tributação definitiva. PERÍCIA E DILIGÊNCIA DESNECESSIDADE. O pedido de diligências e/ou perícias pode ser indeferido pelo órgão julgador quando desnecessárias para a solução da lide. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 15 44 /2 00 6- 10 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 No caso, os documentos imperativos para fazerem prova em favor do contribuinte não são supridos mediante a realização de diligências/perícias, mormente quando já foram dadas oportunidades para produção e apresentação pelo Contribuinte/Requerente. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. EDUARDO DE SOUZA LEÃO Relator. EDITADO EM: 24/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (presidente da turma), DANIEL PEREIRA ARTUZO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS e EDUARDO DE SOUZA LEÃO. Relatório Em princípio deve ser ressaltado que a numeração de folhas referidas no presente julgado foi a identificada após a digitalização do processo, transformado em meio eletrônico (arquivo.pdf). Tratase de Recurso Voluntário onde o Recorrente objetiva a reforma do Acórdão de nº 1328.293 da 3ª Turma da DRJ/RJ2 (fls. 250/257), que, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte a Impugnação, referente ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, em face de acréscimo patrimonial a descoberto, cujo montante histórico, após o julgado, corresponde a R$ 6.192,34 de imposto, e R$ 4.644,26 de multa (os juros não foram calculados na decisão). Fl. 329DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001544/200610 Acórdão n.º 2101002.723 S2C1T1 Fl. 3 3 No caso, o Contribuinte/Autuado teria omitido rendimentos recebidos de pessoas jurídicas e deixado acréscimo patrimonial a descoberto, em face de aquisição de imóvel sem comprovação de rendimentos. Os argumentos trazidos na Impugnação foram sintetizados pelo Órgão Julgador a quo nos seguintes termos: “6. Cientificado do Auto de Infração em 12/12/2006 (fl. 37), o contribuinte protocolizou impugnação em 11/01/2007 (fls. 94 a 111), em que apresenta as seguintes razões. 7. Preliminarmente, afirma a tempestividade de sua impugnação e, com base nos arts. 145, 147, 148, 149, 150 e 173 do CTN, ensinamentos de José Souto Maior Borges e julgados do Conselho de Contribuintes, e chamando atenção para o fato de que o próprio Fisco lançou fatos geradores mensais, aventa decadência do direito de o Fisco efetuar o lançamento, posto que somente foi cientificado do Auto de Infração em 12/12/2006 e o crédito tributário referese a fatos geradores ocorridos até 31/11/2001 em tributo cujo lançamento se dá por homologação. 8. No mérito, com relação à omissão de rendimentos recebidos da Full House Club Ltda, afirma que não tinha relação de vinculo empregatício, tendo sido o montante recebido a titulo de distribuição de lucros, que seria isento de tributação. 9. Com relação ao acréscimo patrimonial a descoberto, afirma que o Fisco não considerou receitas obtidas e despesas realizadas desde o inicio do ano de 2001. A autoridade deveria ter levantado, mês a mês, desde janeiro, a diferença entre as receitas e as despesas do impugnante e levando para o mês seguinte a eventual diferença. 10 Nesse sentido, citando julgados do Conselho de contribuintes, afirma que apresentou os extratos bancários do ano de 2001, sendo que, aparentemente, o saldo existente em 1º de janeiro em suas contas não teria sido levado em consideração, posto que os extratos não teriam sido sequer anexados ao processo. 11. Além disso, reclama que não foi considerado um mútuo realizado pelo Unibanco em novembro de 2001 no valor de R$ 12.000,00 para a compra do apartamento nº 1049, sito à rua João Afonso, nº 49, Humaitá, Rio de Janeiro/RJ, não tendo sido também considerada a alienação do automóvel Pajero Mitsubishi, embora tenha o contribuinte apresentado todos os elementos de que dispunha sobre este negócio jurídico. Entende, assim, que caberia ao Fisco circularizar junto ao Detran ou à concessionária Mirage para que apresentassem o suporte material, exatamente Fl. 330DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 como foi feito com o seu pai e as empresas Full House Club Ltda e Carol Lines Café Ltda. 12. Afirma que, após tomar conhecimento do teor da autuação, requereu ao Detran uma segunda via dos documentos de alienação dos citados veículos, não tendo resposta até o momento de sua impugnação. Assim sendo, requer que seja realizada diligência junto ao Detran para que este órgão forneça toda a documentação sobre a alienação do referido veiculo, bem como seja admitida ajuntada de novas provas ao longo da fase instrutória do processo. 13. Ao final, diante do que expõe, requer que seja acolhida a preliminar suscitada e, caso não acolhida, que seja julgada improcedente a autuação.” (fls. 252). Considerando os argumentos de defesa acostados, a 3ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro II (RJ) proferiu decisão que restou assim ementada: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 2001 IRPF. DECADÊNCIA. FATO GERADOR COMPLEXIVO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Sendo o IRPF devido no ajuste anual tributo cujo fato gerador é complexivo e não havendo prova da ocorrência de dolo, fraude ou simulação, o inicio do prazo decadencial dáse após 31 de dezembro de cada ano, data em que se conclui a hipótese de incidência. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. PROLABORE. A isenção a que se refere o art. 10, da Lei n° 9.249, de 1995, alcança apenas os lucros distribuídos, estando os demais rendimentos pagos aos sócios, inclusive a titulo de prólabore, sujeitos a incidência do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. São tributáveis os valores correspondentes ao acréscimo do patrimônio da pessoa física, quando esse acréscimo não for justificado por rendimentos tributáveis declarados, não tributáveis ou já tributados exclusivamente na fonte. DILIGÊNCIA. ÔNUS DA PROVA. Fl. 331DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001544/200610 Acórdão n.º 2101002.723 S2C1T1 Fl. 4 5 Sendo do contribuinte o ônus da prova na presunção estabelecida pela lei, não é aceitável que se transfira à Administração Tributária, mediante pedido de diligência, o encargo de trazer aos autos provas de sua exclusiva responsabilidade. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” Após o julgamento, foram juntados aos autos petição denominada de “Razões Aditivas à Impugnação”, onde foi informada a desistência da discussão relativa, EXCLUSIVAMENTE, à omissão de rendimentos tributáveis recebidos da empresa "Full House Club Ltda." (CNPJ/MF nº 04.005.837/000184), a titulo de prólabore, durante os meses de agosto a novembro de 2001, no montante total de R$ 8.1000,00. No Recurso Voluntário disposto às fls. 284/302, o Recorrente repisou sua argumentação de Defesa, destacando inicialmente a decadência do lançamento referente ao anocalendário de 2001, insistindo na inexistência de acréscimo patrimonial a descoberto, em razão da desconsideração dos valores auferidos durante todo o exercício fiscal. Ao final, requereu o reconhecimento da decadência de todos os fatos geradores ocorridos antes de dezembro de 2001, e a exclusão da exigência fiscal referente ao acréscimo patrimonial a descoberto. Distribuído o feito para nossa Relatoria, coloco em pauta para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Relator EDUARDO DE SOUZA LEÃO O recurso atende os requisitos de admissibilidade.. Em princípio, conforme se verifica nos autos, importa salientar que no Recurso Voluntário em análise, restou questionado apenas parte dos fundamentos que serviram de base à tributação, de forma genérica e pouco objetiva. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 No caso, houve desistência expressa quanto a uma das matérias dispostas no Auto de Infração, considerandose admitido a parte do crédito tributário não contestado pela Contribuinte, na melhor aplicação do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, in verbis: “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997)” Avulta da norma transcrita que são reputadas verdadeiras as matérias objeto de autuação que não forem contestadas expressamente pelo contribuinte, ou forem admitidas, como no caso de desistência, salvo questões de ordem publica e clara percepção do defeito na constituição do crédito tributário. De todo modo, conforme se verifica nos autos, importa salientar que na Defesa e no Recurso Voluntário em julgamento, o Recorrente se esforça em arguir preliminarmente a decadência do crédito tributário decorrido no anocalendário de 2001. Para a apreciação do feito, inicialmente devemos atentar que a tributação do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF em face de acréscimos patrimonial a descoberto diante da incapacidade do contribuinte em justificar a legalidade da disponibilidade econômica por meio de documentação hábil e idônea, está fundada nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, in verbis: “Art. 1º Os rendimentos e ganhos de capital percebidos a partir de 1º de janeiro de 1989, por pessoas físicas residentes ou domiciliados no Brasil, serão tributados pelo imposto de renda na forma da legislação vigente, com as modificações introduzidas por esta Lei. Art. 2º O imposto de renda das pessoas físicas será devido, mensalmente, à medida em que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos. Art. 3º O imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, ressalvado o disposto nos arts. 9º a 14 desta Lei. (Vide Lei 8.023, de 12.4.90) § 1º Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões Fl. 333DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001544/200610 Acórdão n.º 2101002.723 S2C1T1 Fl. 5 7 percebidos em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados. § 2º Integrará o rendimento bruto, como ganho de capital, o resultado da soma dos ganhos auferidos no mês, decorrentes de alienação de bens ou direitos de qualquer natureza, considerandose como ganho a diferença positiva entre o valor de transmissão do bem ou direito e o respectivo custo de aquisição corrigido monetariamente, observado o disposto nos arts. 15 a 22 desta Lei. § 3º Na apuração do ganho de capital serão consideradas as operações que importem alienação, a qualquer título, de bens ou direitos ou cessão ou promessa de cessão de direitos à sua aquisição, tais como as realizadas por compra e venda, permuta, adjudicação, desapropriação, dação em pagamento, doação, procuração em causa própria, promessa de compra e venda, cessão de direitos ou promessa de cessão de direitos e contratos afins. § 4º A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda, e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título.” (grifamos) Por sua vez, o Regulamento do Imposto de Renda disposto no Decreto nº 3.000/1999, prevê expressamente: “Art. 37. Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados (Lei nº 5.172, de 1966, art. 43, incisos I e II, e Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 1º). (...) Art. 55. São também tributáveis (Lei nº 4.506, de 1964, art. 26, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, e Lei nº 9.430, de 1996, arts. 24, § 2º, inciso IV, e 70, § 3º, inciso I): Fl. 334DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 8 (...) XIII as quantias correspondentes ao acréscimo patrimonial da pessoa física, apurado mensalmente, quando esse acréscimo não for justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis, tributados exclusivamente na fonte ou objeto de tributação definitiva; (...) Parágrafo único. Na hipótese do inciso XIII, o valor apurado será acrescido ao valor dos rendimentos tributáveis na declaração de rendimentos, submetendose à aplicação das alíquotas constantes da tabela progressiva de que trata o art. 86. Art. 807. O acréscimo do patrimônio da pessoa física está sujeito à tributação quando a autoridade lançadora comprovar, à vista das declarações de rendimentos e de bens, não corresponder esse aumento aos rendimentos declarados, salvo se o contribuinte provar que aquele acréscimo teve origem em rendimentos não tributáveis, sujeitos à tributação definitiva ou já tributados exclusivamente na fonte.” Avultam das normas transcritas que o Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, incidirá sobre o acréscimo patrimonial, compreendido como rendimento bruto do Contribuinte, que não corresponda ao seu rendimento declarado. E a presunção legal da omissão de rendimentos representada pelo acréscimo patrimonial a descoberto, decorre da constatação lógica de que ninguém aumenta seu patrimônio sem a obtenção dos recursos para isso necessários. Neste sentido, para que seja desconstituída a presunção fiscal, caberia ao Contribuinte/Fiscalizado justificar o acréscimo patrimonial verificado nos autos com provas e/ou documentos satisfatórios, que apontassem a disponibilidade financeira por meio de rendimentos tributáveis, isentos ou não tributáveis ou, ainda, tributáveis exclusivamente na fonte. Ocorre que, como o referido Imposto sobre a Renda em decorrência de acréscimo patrimonial a descoberto é ofertado a tributação pelo contribuinte sem prévio exame da Administração Tributária, tal procedimento figura na modalidade de lançamento por homologação. Nestes casos, entregue a Declaração de Ajuste Anual, antecipado o pagamento, mesmo que parcial, e inexistindo dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial Fl. 335DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001544/200610 Acórdão n.º 2101002.723 S2C1T1 Fl. 6 9 para a constituição do crédito tributário é de cinco anos contados do fato gerador – que se perfaz em 31 de dezembro de cada ano –, nos termos do art. 150, § 4º, do CTN. Neste sentido: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2005, 2006, 2007 PAF. CERCEAMENTO AO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não há cerceamento ao direito de defesa do contribuinte quando constatado que as infrações apuradas foram adequadamente descritas nas peças acusatórias, e que o contribuinte, demonstrando ter perfeita compreensão delas, exerceu plenamente o seu direito de defesa. IRPF. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. DECADÊNCIA. O prazo de decadência do Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF nos lançamentos por Acréscimo Patrimonial a Descoberto regemse conforme as regras do imposto sujeito ao ajuste anual, considerandose ocorrido o fato gerador no dia 31 de dezembro de cada ano. (...)” (Acórdão nº 2201002.573, Processo nº 15504.013036/200904, Relator Cons. EDUARDO TADEU FARAH, 1ª TO/ 2ª CÂMARA/ 2ª SEJUL/ CARF/MF, Data de Publicação: 02/12/2014 grifamos); “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2006 ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. DECADÊNCIA. Apesar da apuração do acréscimo patrimonial a descoberto ser apurada mensalmente, o fato gerador somente se perfaz no dia 31 de dezembro do anocalendário. (...)” (Acórdão nº 2802002.854, Processo nº 10945.720969/201155, Relator Cons. GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, 2ª TE/ 2ª CÂMARA/ 2ª SEJUL/ CARF/MF, Data de Publicação: 21/08/2014); “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2007 (...) IRPF. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. TERMO INICIAL DO PRAZO DE DECADÊNCIA. O acréscimo patrimonial a descoberto deve ser apurado em bases mensais e tributado na Declaração de Ajuste Anual. Nos casos de lançamento por homologação, em que ocorre a antecipação do pagamento do imposto, deve se aplicar o Recurso Especial nº 973.733/SC c/c art. 543C do CPC c/c art. Fl. 336DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 10 62A do RICARF, conforme prevê § 4º do art. 150 do CTN. O termo inicial do prazo de decadência contase a partir do encerramento do anocalendário. (...)” (Acórdão nº 2201002.341, Processo nº 19515.721216/201100, Relator Cons. EDUARDO TADEU FARAH, 1ª TO/ 2ª CÂMARA/ 2ª SEJUL/ CARF/MF, Data de Publicação: 13/05/2014). Apenas na hipótese em que não há qualquer pagamento ou evidenciada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o prazo decadencial deve ser apurado nos termos do inc. I do art. 173, do CTN, conforme entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial nº 973.733SC, nos termos do art. 543C do CPC. De todo modo, ultrapassado o prazo sem ter sido intimado o contribuinte do lançamento de ofício, considerase homologada tacitamente a atividade exercida pelo contribuinte e extinto o crédito tributário, nos termos do artigo 156, inc. V do CTN. No caso em análise, diante do arcabouço legislativo e da realidade fática, verificamos que fato gerador do Imposto de Renda em face do acréscimo patrimonial a descoberto do anocalendário 2001, ocorreu em 31 de dezembro daquele ano, e o Recorrente findou intimado da autuação em 12/12/2006 (fls. 74), portanto, dentro do prazo de 5 (cinco) anos entre a ocorrência do fato gerador e a intimação do contribuinte, não havendo de se falar em decadência do crédito tributário. Por outro lado, embora seja ônus do contribuinte desconstituir o lançamento fiscal com documentos hábeis e idôneos, eis que a realidade fática anunciada desde o começo do procedimento fiscal quanto ao acréscimo patrimonial a descoberto, não foi combatida satisfatoriamente. De todo modo, foi admitido na Decisão combatida a comprovação de uma parte dos valores que justificaram parcialmente a aquisição de um imóvel, restando excluídos tais quantias da base de cálculo do tributo, reduzido o respectivo crédito tributário. Contudo, quanto aos valores remanescentes, as conclusões proferidas pela Fiscalização não foram superadas no Recurso, sendo ônus do contribuinte desconstituir o lançamento fiscal com documentos hábeis e idôneos, conforme sistema de repartição do ônus probatório adotado pelo Decreto nº 70.235/1972, norma que rege o processo administrativo fiscal, no seu artigo 16, inciso III, e de acordo com o artigo 333 do Código de Processo Civil, aplicável à espécie de forma subsidiária –, eis que deveria apresentar elementos de convicção satisfatórios quanto à inocorrência de fato gerador do imposto. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 18471.001544/200610 Acórdão n.º 2101002.723 S2C1T1 Fl. 7 11 Ora, em nenhum momento a Recorrente conseguiu comprovar a origem dos recursos que legitimassem o acréscimo patrimonial questionado em face da aquisição do imóvel, de modo que os valores envolvidos conformam uma disponibilidade econômica injustificada. De fato, as alegativas trazidas na Impugnação e no Recurso carecem do mínimo de prova, não havendo como serem admitidos, assim como a mera declaração de terceiro, sem que haja uma confrontação entre custos/obrigações envolvidos e os valores pagos, também não possuem força de convicção. Destarte, verificase que todas as provas e documentos produzidos no procedimento fiscal foram consideradas no lançamento fiscal, tanto para afastar como para confirmar a conclusão do acréscimo patrimonial a descoberto, e os argumentos trazidos na Impugnação e no Recurso da Contribuinte/Recorrente não conseguiram aferir a justa obtenção de recursos disponibilizados, restando íntegra a decisão recorrida. Por fim, quanto às diligências requeridas pelo Recorrente junto ao DETRAN e uma agência concessionária de veículos, estas devem ser indeferidas pelo órgão julgador quando desnecessárias para a solução da lide. É que os documentos imprescindíveis para fazer prova em favor do contribuinte não serão supridos mediante a realização de novas diligências, mormente quando já foram dadas oportunidades para produção e apresentação pelo Contribuinte/Requerente, que não demonstrou intenção de comprovar suas alegativas pelos meios idôneos disponíveis. Ora, a diligência somente é necessária quando a providência seja imperativa a conclusão do julgado, não implicando em qualquer nulidade, tão somente, porque o julgador não acatou os argumentos de solicitação postos pelo Contribuinte. Neste sentido, entendo que não cabem novas diligências, tendo em vista que foi oportunizado mais de uma vez ao Recorrente a juntada das provas que estavam ao seu alcance, visando obter informações precisas sobre a verdade material no caso. Não tendo o Contribuinte/Recorrente conseguido produzir outras provas além das já juntadas aos autos, não compete a Administração Tributária promover tais providências, sob pena de afronta ao ordenamento jurídico em vigor. Fl. 338DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 12 Em face de todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo a Decisão recorrida em todos os seus termos. É como voto. Relator EDUARDO DE SOUZA LEÃO Fl. 339DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2015 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 24/03/201 5 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 11516.001589/2007-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2003
TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO ANTERIOR À ENTREGA DA DCTF. COMPENSAÇÃO EQUIPARADA AO PAGAMENTO. NOTA COSIT Nº 01/2012. EXCLUSÃO DE MULTA E JUROS. CABIMENTO.
Admite-se a denúncia espontânea nos tributos lançados por homologação desde que haja pagamento integral do tributo e juros anteriormente à ação fiscal (art. 138, do CTN). Se o contribuinte envia Declaração de Compensação posteriormente ao vencimento e anteriormente à transmissão da DCTF, deverá ser afastada a multa de mora, pois está caracterizada a denúncia espontânea, uma vez que a Declaração de Compensação equivale a pagamento, nos termos do art. 28, da Lei 11.941 e da Nota Técnica COSIT nº 01/2012.
RecursoVoluntário Parcialmente Provido
Numero da decisão: 3402-002.530
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a multa de mora, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, PEDRO SOUSA BISPO (Suplente), FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (Suplente), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2003 TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO ANTERIOR À ENTREGA DA DCTF. COMPENSAÇÃO EQUIPARADA AO PAGAMENTO. NOTA COSIT Nº 01/2012. EXCLUSÃO DE MULTA E JUROS. CABIMENTO. Admite-se a denúncia espontânea nos tributos lançados por homologação desde que haja pagamento integral do tributo e juros anteriormente à ação fiscal (art. 138, do CTN). Se o contribuinte envia Declaração de Compensação posteriormente ao vencimento e anteriormente à transmissão da DCTF, deverá ser afastada a multa de mora, pois está caracterizada a denúncia espontânea, uma vez que a Declaração de Compensação equivale a pagamento, nos termos do art. 28, da Lei 11.941 e da Nota Técnica COSIT nº 01/2012. RecursoVoluntário Parcialmente Provido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a multa de mora, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, PEDRO SOUSA BISPO (Suplente), FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (Suplente), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2003 TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO ANTERIOR À ENTREGA DA DCTF. COMPENSAÇÃO EQUIPARADA AO PAGAMENTO. NOTA COSIT Nº 01/2012. EXCLUSÃO DE MULTA E JUROS. CABIMENTO. Admitese a denúncia espontânea nos tributos lançados por homologação desde que haja pagamento integral do tributo e juros anteriormente à ação fiscal (art. 138, do CTN). Se o contribuinte envia Declaração de Compensação posteriormente ao vencimento e anteriormente à transmissão da DCTF, deverá ser afastada a multa de mora, pois está caracterizada a denúncia espontânea, uma vez que a Declaração de Compensação equivale a pagamento, nos termos do art. 28, da Lei 11.941 e da Nota Técnica COSIT nº 01/2012. RecursoVoluntário Parcialmente Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para afastar a multa de mora, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 15 89 /2 00 7- 54 Fl. 784DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 2 (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’EÇA, PEDRO SOUSA BISPO (Suplente), FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (Suplente), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Fl. 785DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 11516.001589/200754 Acórdão n.º 3402002.530 S3C4T2 Fl. 785 3 Relatório Versa este processo de Declaração de Compensação eletrônica, formalizada por meio de PER/DCOMP, enviada em 13/07/2004, no valor originário de R$ 1.190.994,60 (um milhão, cento e noventa mil, novecentos e noventa e quatro reais e sessenta centavos), referente ao pagamento a título de PIS efetuado a maior ou indevidamente, sobre o período de apuração de 12/2003, a ser compensado com débitos deste mesmo tributo relativos ao período de apuração de 05/2004. Conforme despacho decisório, a compensação foi parcialmente homologada, até o montante de R$ 1.170.791,78, restando saldo não homologado (devedor, portanto), de R$ 119.345,57, nela já incluídos os acréscimos moratórios até a prolação da referida decisão, sendo que como fundamento principal, extraise que o entendimento da Administração centrouse no seguinte fato: “Apesar do crédito pleiteado ter sido reconhecido integralmente, a não homologação de parte das compensações declaradas resulta do fato do contribuinte ter compensado débitos sem considerar o valor da multa de mora devida e da utilização de índice de atualização divergente da taxa Selic acumulada no período, para atualização do crédito.” DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do despacho decisório em 01/08/2007, conforme AR de fls. 25, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 26 a 103), aduzindo essencialmente que apesar de ter realizado a declaração de compensação após a data de vencimento dos débitos, não adicionou a multa de mora, tendo em vista a aplicação do instituto da denúncia espontânea. Quanto à divergência da taxa de atualização concordou expressamente com o índice aplicado pelo despacho decisório, fazendo juntar à sua manifestação comprovante de recolhimento do valor de R$ 229,00 (duzentos e vinte e nove reais) supostamente relativo à diferença que entende devida. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Em análise aos argumentos sustentados pelo contribuinte em sua defesa, a 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (DRJ/FNS), houve por bem em homologar parcialmente a compensação, proferindo Acórdão nº. 0716.503, ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 Fl. 786DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 4 ARGUIÇÃO DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO As autoridades administrativas estão obrigadas observância da legislação tributária vigente no País, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. Compensação Homologada em Parte Em apertada síntese a DRJ competente para o julgamento entende que é cabível a imputação de multa de mora e juros de mora sobre os débitos não recolhidos nos prazos legalmente estabelecidos, já que é decorrência direta das disposições legais vigentes. DO RECURSO Cientificado do Acórdão supracitado em 17/07/2009, conforme AR de fls. 111 – n.e., o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 112 a 120) em 14/08/2009, repisando os fatos e fundamentos alegados na sua Manifestação de Inconformidade. DO JULGAMENTO DA 2ª INSTÂNCIA Através da Resolução n° 3402000.564, esta 2ª TO da 4ª Câmara da 3ª Seção deste Conselho, ao apreciar o recurso interposto pelo contribuinte, entendendo que o processo não reunia condições de receber um justo julgamento, houve por bem em converter o mesmo em diligência para que fossem adotadas as providências transcritas abaixo: Para que a Autoridade Preparadora acoste aos autos a DCTF, original e retificadora(s) – esta última, se for o caso , na(s) qual(is) conste o débito de PIS do período de maio/2004, bem como a(s) respectiva(s) data(s) de transmissão. Em atendimento à Resolução retro mencionada, a Autoridade Preparadora encaminhou a relação de DCTF referentes ao segundo trimestre de 2004 com suas datas de transmissão (folha 137 – n.e), original e retificadoras, bem como suas cópias integrais (nº 100.0000.2004.1720180563, folha 138 a 267; nº 100.0000.2005.1710434757, folha 268 a 439 – n.e.; nº 100.0000.2006.1780450739, folha 440 a 609 – n.e.; nº 100.0000.2009.1790467579, folha 610 a 781 – n.e.). DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 01 (um) Volume, numerado até a folha 783 (setecentos e oitenta e três), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 787DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 11516.001589/200754 Acórdão n.º 3402002.530 S3C4T2 Fl. 786 5 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. O recurso atende os pressupostos de admissibilidade e tempestividade, portanto, dele tomo conhecimento, passando a análise dos fatos articulados pela recorrente. Retornam os autos de diligência determinada pela Resolução nº. 3402 000.564, na qual, em sessão de julgamento ocorrida em 13/08/2013, foi determinado à Autoridade Preparadora o esclarecimento de fatos que possibilitam o julgador à efetiva análise e deslinde da causa. Conforme se extrai da diligência promovida pela autoridade preparadora, as consultas informam que a declaração original foi transmitida em 13/08/2004, retificada em 23/06/2005, retificada novamente em 07/04/2006 e por fim, retificada pela 3ª vez em 16/06/2009 (DCTF ativa). O pagamento foi realizado em 13/07/2004 (fls. 04/06), portanto em data que inexistia DCTF. Tratase nestes autos acerca da possibilidade de aplicação de multa de mora sobre tributos declarados por meio de DCTF e pagos após o seu vencimento. A DCTF é meio de confissão de dívida, remetida pelo contribuinte à autoridade administrativa, pelo qual é o ato de lançamento transferido para o contribuinte. Após transmitido, a Autoridade Administrativa poderá homologar, expressa ou tacitamente o “autolançamento” realizado pelo contribuinte, ou então, constatando divergências entre os valores declarados e os demais elementos da regra de incidência tributária, inscreverá a diferença não paga na dívida ativa e realizará a execução do crédito já lançado. Portanto, a partir da transmissão da DCTF, assume o contribuinte a dívida para com a Fazenda Pública, devendo, portanto, realizar o pagamento do tributo dentro do prazo estabelecido pela norma regulamentadora, igualmente conforme a legislação de regência. Se, porventura, não efetivar o recolhimento do tributo declarado em DCTF dentro do prazo legal, incidem nos encargos moratórios legalmente previstos, quais sejam, os juros de mora pela incidência da SELIC, e a multa moratória de 0,33% ao dia de atraso, limitado a 20%, nos termos da Lei nº 9.430/96, e suas alterações posteriores. Acerca de ser a DCTF instrumento suficiente para a constituição do crédito tributário, permitindo desde logo a inscrição do crédito tributário não pago em dívida ativa para execução fiscal, sem que seja necessário que a Fazenda Pública proceda ao lançamento de juros e multa, assim como, dando os limites do cabimento da denúncia espontânea, é plenamente aplicável ao caso em concreto, o julgamento assentado pelo STJ em sede de Recurso Repetitivo, assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS Fl. 788DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 6 A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, [...] (REsp 1149022/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/06/2010, DJe 24/06/2010) No caso dos autos a Recorrente apresentou prova de extinção do crédito tributário principal referente ao período de maio de 2004 com vencimento em 15/06/2004, acrescido de juros de mora, cujo pagamento foi realizado no dia 13/07/2004, antes de qualquer providência fiscalizatória, por meio do PER/DCOMP de fls. (fls. 04/06 – n.e.), e cópia da DCTF originária de fls. 138 a 267 – n.e., transmitida em 13/08/2004. Uma vez estar claro que a Recorrente realizou o “pagamento” antes de confessar a dívida perante o Fisco através da DCTF originária, resta saber se a forma de extinção do crédito tributário, que ocorreu mediante compensação realizada nos termos do art. 74, da Lei nº 9.430/1996, equivale a “pagamento” para os fins de denúncia espontânea. Quanto a esta particularidade, entendo que a forma utilizada pela Recorrente não afasta a aplicação do instituto da denúncia espontânea, uma vez que a PER/Dcomp tem efeito de pagamento antecipado, que extingue o crédito tributário até posterior homologação. Fl. 789DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 11516.001589/200754 Acórdão n.º 3402002.530 S3C4T2 Fl. 787 7 Como bem se sabe, o artigo 138 do Código Tributário Nacional reza que a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Apesar de o dispositivo supracitado falar em pagamento ou depósito, o art. 28 da Lei nº 11.941/09, ao dar redação ao art. 6º da Lei nº 8.212/91, equiparou compensação ao pagamento para fins de denúncia espontânea. Tanto é que a própria Receita Federal, através da Nota Técnica nº 1 COSIT de 18/01/2012, com fundamento no Ato Declaratório PGFN nº 4 de 2011 e Ato Declaratório PGFN nº 8 de 2011, reconheceu tal equiparação, in verbis: Aplicabilidade da denúncia espontânea no caso de compensação 18. Com relação à aplicação da denúncia espontânea na compensação de tributos, não se pode perder de vista que pagamento e compensação se equivalem; ambos apresentam a mesma natureza jurídica, seus efeitos são exatamente os mesmos: a extinção do crédito tributário. Como consequência, a compensação também é instrumento apto a configurar a denúncia espontânea. 18.1 Tanto é assim que o art. 28 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, ao dar nova redação ao art. 6º da Lei nº 8.212, de 29 de agosto de 1991, conferiu à compensação o mesmo tratamento dado ao pagamento para efeito de redução das multas de lançamento de ofício. 18.2 Essa equiparação do pagamento e compensação na denúncia espontânea resulta da aplicação da analogia, prevista como método de integração da legislação pelo art. 108, I, do CTN. 18.3 Dessa forma, respondendo às indagações formuladas nas letras h e i do item 3 desta Nota Técnica: a) se o contribuinte não declara o débito na DCTF, porém efetua a compensação desse débito na Dcomp, sendo os atos de confessar e compensar concomitantes, aplicase o mesmo raciocínio previsto no item 10, ou seja, neste caso resta configurada a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN; b) se o contribuinte declara o débito na DCTF, e efetua a compensação posteriormente por meio da Dcomp, a situação é semelhante à dos tributos declarados, mas pagos a destempo (subitem 9.1), requerendo, em consequência, o mesmo tratamento ali previsto, ou seja, a incidência da multa de mora. Na mesma esteira desse entendimento o Superior Tribunal Justiça já enfrentou o assunto, quando do julgamento do Agravo Regimental em Recurso Especial nº 1136372/RS, em 18/05/2010, vejamos: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO. CARACTERIZAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INOCORRÊNCIA. Fl. 790DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 8 EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA OU PUNITIVA. POSSIBILIDADE. IMPROVIMENTO. [omissis] 2. Caracterizada a denúncia espontânea, quando efetuado o pagamento do tributo em guias DARF e com a compensação de vários créditos, mediante declaração à Receita Federal, antes da entrega das DCTFs e de qualquer procedimento fiscal, as multas moratórias ou punitivas devem ser excluídas. 3. Agravo regimental improvido. Assim sendo, uma vez que no caso dos autos a recorrente efetuou o pagamento integral fora do prazo, acompanhado dos juros antes de qualquer procedimento fiscalizatório do Fisco, bem como antes de confessar o débito através da transmissão da DCTF, caracterizada está à denúncia espontânea devendo ser a Recorrente premiada com a exclusão da multa. Apesar de reconhecer não incidir a multa de mora, a efetiva homologação é atividade que cabe a autoridade executora este julgado. Na esteira das considerações acima, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário apenas para afastar a incidência/exigência da multa de mora, no PER/DCOMP referenciado. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 791DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/0 2/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 28/01/2015 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
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Numero do processo: 10410.721534/2010-85
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECLARAÇÃO EM GFIP. OBRIGATORIEDAE. BASE DE CÁLCULO DO LANÇAMENTO. AJUSTES E ADEQUAÇÃO. MULTA. APLICAÇÃO DE ACORDO COM A MP 449/2008. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO SUPLEMENTAR. IMPOSSIBILIDADE.
Conforme dispõe a decisão recorrida, as contribuições em discussão foram calculadas sobre os valores das remunerações pagas pela empresa aos segurados empregados a seu serviço, entre 01/2006 a 12/2006. As remunerações do período, bem como as correlatas contribuições não foram declaradas pelo contribuinte em suas GFIP`s.
Ainda de acordo com a decisão recorrida, não se trata de não entrega de GFIP, mas da entrega de GFIP sem todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias.
No que pertine ao valor devido, há que se observar o minucioso detalhamento relativamente à base de cálculo utilizada para justificar o lançamento, consubstanciado na tabela contida às fls. 434 / 435 do acórdão recorrido.
O percentual da multa aplicada está em conformidade com as novas regras introduzidas pela MP 449/2008.
O pedido de apresentação de documentação complementar não se adequa às disposições do art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972. A documentação deve ser apresentada junto com a impugnação e não depois desse momento.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-004.205
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECLARAÇÃO EM GFIP. OBRIGATORIEDAE. BASE DE CÁLCULO DO LANÇAMENTO. AJUSTES E ADEQUAÇÃO. MULTA. APLICAÇÃO DE ACORDO COM A MP 449/2008. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO SUPLEMENTAR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Conforme dispõe a decisão recorrida, as contribuições em discussão foram calculadas sobre os valores das remunerações pagas pela empresa aos segurados empregados a seu serviço, entre 01/2006 a 12/2006. As remunerações do período, bem como as correlatas contribuições não foram declaradas pelo contribuinte em suas GFIP`s. 2. Ainda de acordo com a decisão recorrida, não se trata de não entrega de GFIP, mas da entrega de GFIP sem todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. 3. No que pertine ao valor devido, há que se observar o minucioso detalhamento relativamente à base de cálculo utilizada para justificar o lançamento, consubstanciado na tabela contida às fls. 434 / 435 do acórdão recorrido. 4. O percentual da multa aplicada está em conformidade com as novas regras introduzidas pela MP 449/2008. 5. O pedido de apresentação de documentação complementar não se adequa às disposições do art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972. A documentação deve ser apresentada junto com a impugnação e não depois desse momento. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 41 0. 72 15 34 /2 01 0- 85 Fl. 457DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10410.721534/201085 Acórdão n.º 2803004.205 S2TE03 Fl. 3 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti. Fl. 458DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10410.721534/201085 Acórdão n.º 2803004.205 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) lavrado em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente às contribuições previdenciárias, parte dos segurados, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas a segurados empregados, nas competências janeiro de 2006 a dezembro de 2006, inclusive o 13º (competência 13/2006). O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 07 de novembro de 2013 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 CONTRIBUIÇÕES. DECLARAÇÃO. GFIP. Descabe a lavratura de auto de infração para lançamento de contribuições previdenciárias cujos fatos geradores tenham sido declarados em GFIP. GFIP. SUBSTITUIÇÃO. A nova GFIP enviada com a mesma “chave”, isto é, com os mesmos CNPJ/CEI do empregador/contribuinte, competência, código de recolhimento e código FPAS, substitui inteiramente a anterior. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 MULTA E JUROS. A inclusão de contribuições em lançamento fiscal dá ensejo à incidência de multa e juros equivalentes à Selic. MULTA MAIS BENÉFICA. É cabível a incidência retroativa da multa de ofício de 75%, sobre o valor das contribuições apuradas, quando mais favorável ao contribuinte. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Preliminar – Insta esclarecer que ao buscar junto à RFB a consulta de valores a Recolher x Valores Recolhidos (CCORGFIP) referente ao exercício de 2006, observou que os valores estavam divergentes da planilha apresentada no Acórdão proferido pela RFB, cuja recorrente tomou ciência em 11/12/2013. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10410.721534/201085 Acórdão n.º 2803004.205 S2TE03 Fl. 5 4 Motivo pelo qual para a recorrente restou mais do que demonstrada a insubsistência do auto que deu origem ao presente processo, pois qual a confiabilidade que este Órgão pode dar ao contribuinte? Cada sistema utilizado indica uma base de cálculo divergente com valores absurdamente contraditórios inexistindo qualquer segurança jurídica que resguarde o contribuinte. Basta observar o referido documento ora anexado, bem como as planilhas de cálculos constantes nos acórdãos proferidos pela RFB. Desta feita, havendo divergência entre os valores apontados no julgamento do qual ora se recorre, bem como do documento apresentado pela própria Receita Federal em 17/12/2013, cuja cópia segue em anexo, vem requere o arquivamento do presente processo, ante a sua insubsistência. Mérito – Apresentada a impugnação ao auto de infração, bem como toda a documentação atinente a GFIP do CEI 394900024578, restou demonstrada que de fato a empresa apresentou tempestivamente a GFIP assim como recolheu as contribuições previdenciárias devidas, com exceção dos casos já citados na impugnação quanto aos funcionários: Maria do Socorro Ângelo Fidélis, Mércia Mary Pereira de Souza, Carlos Alberto de Oliveira Silva e Giselda Soares da Silva, o que de certo reduziu bastante os valores decorrentes do referido auto de infração. Porém, como já dito a empresa recorrente já está buscando administrativamente a retificação da GFIP do ano de 2006 para incluílos, agindo assim dentro dos trâmites legais, demonstrando assim sua boafé. Em relação às competências de janeiro a julho de 2006 e novembro e dezembro de 2006 foram excluídos do lançamento todos os fatos geradores que haviam sido declarados em GFIP, entretanto, quanto às competências de agosto a outubro de 2006 não foi considerado nenhum pagamento, pois foi observado no sistema GFIPWEB que a recorrente havia apresentado para estas três competências em 07/12/2006 novas GFIPs que substituíram integralmente as anteriores. Os valores mencionados foram recolhidos utilizandose a base de cálculo de R$13.459,40 na competência 08/2006, R$13.766,16 para a competência 09/2006 e, por fim, R$14.003,59 referente a competência 10/2006. Tudo devidamente documentado às fls. 376, 383 e 390 do processo administrativo, respectivamente. Ora, ainda que a recorrente tenha deixado de cumprir com a obrigação acessória, a mesma cumpriu com a obrigação principal e não pode nem deve pagar duas vezes o mesmo valor, sob pena de enriquecimento sem causa da União, o que é vedado pelo ordenamento jurídico pátrio. Ora nobre julgadores, não se pode permitir que por um erro procedimental da empresa, não seja considerado qualquer valor recolhido pela mesma, ainda porque tais valores constam no documento fornecido pela própria Receita, através do sistema de Arrecadação Dataprev. É inaplicável a cobrança de juros e da multa de ofício. À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim Fl. 460DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10410.721534/201085 Acórdão n.º 2803004.205 S2TE03 Fl. 6 5 ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado, ou, alternativamente seja reduzido o valor do débito principal, bem como das obrigações acessórias, especialmente quanto ao exercício 08/2006, 09/2006 e 10/2006, sob pena de enriquecimento sem causa da administração, que seja observado ainda o princípio da retroatividade benigna (art. 106 do CTN), aplicandose a legislação que onere em menor valor o contribuinte, bem como sejam levadas em consideração as circunstâncias atenuantes da penalidade, conforme prvê o Decreto 3.048/99 que vigorava a época do fato gerador. Requer ainda a recorrente prazo para apresentação de documentação complementar. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 461DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10410.721534/201085 Acórdão n.º 2803004.205 S2TE03 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Conforme dispõe a decisão recorrida, as contribuições em discussão foram calculadas sobre os valores das remunerações pagas pela empresa aos segurados empregados a seu serviço, entre 01/2006 a 12/2006. As remunerações do período, bem como as correlatas contribuições não foram declaradas pelo contribuinte em suas GFIP`s. Ainda de acordo com a decisão recorrida, não se trata de não entrega de GFIP, mas da entrega de GFIP sem todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. Inconformado com o lançamento, o contribuinte afirma, desde a primeira defesa, que os empregados e respectivas remunerações, foram, com algumas exceções, declarados nas GFIP`s da matrícula CEI nº 39.490.002.4578, vinculada ao CNPJ nº 03.656.804/000131, e concernente à construção da loja. Apesar de a decisão recorrida ter mantido em parte o lançamento, o contribuinte afirma que restou mais do que demonstrada a insubsistência do auto que deu origem ao presente processo, pois qual a confiabilidade que este órgão pode dar ao contribuinte? Sendo que cada sistema utilizado indica uma base de cálculo divergente com valores absurdamente contraditórios inexistindo qualquer segurança jurídica que resguarde o contribuinte. Ora, não se pode dar crédito a esse tipo de argumentação, pois tudo que a autoridade administrativa executa, no cumprimento de seu mister, é feito em bases legais, não existindo, pois, vontade própria do servidor, notadamente no sentido de prejudicar quem quer que seja. No que pertine ao valor devido, há que se observar o minucioso detalhamento relativamente à base de cálculo utilizada para justificar o lançamento, consubstanciado na tabela contida às fls. 413 do acórdão recorrido. Feitos os ajustes em relação à correta base de cálculo, assim se expressou o julgador a quo, in verbis: Em anexo, vejase a planilha “SaláriodeContribuição Mantidos após a Apropriação dos Valores Declarados nas GFIPS entregues na Matrícula CEI nº 39.490.002.4578”, em que a tabela acima é detalhada, identificandose, por competência e por trabalhador, as bases de cálculo consideradas no lançamento, as bases de cálculo declaradas em GFIP e as bases de cálculos mantidas no lançamento. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 10410.721534/201085 Acórdão n.º 2803004.205 S2TE03 Fl. 8 7 Notase, pois, que houve adequação em relação ao lançamento original, mantendose como devido somente o que realmente não havia sido pago pelo contribuinte, situação que afasta, portanto, qualquer alegação de insubsistência do lançamento. No que se refere à multa e juros, está mais do evidenciado que tais institutos foram corretamente aplicados, não restando nada a acrescentar. O percentual da multa aplicada está em conformidade com as novas regras introduzidas pela MP 449/2008. O pedido de apresentação de documentação complementar não se adequa às disposições do art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972. A documentação deve ser apresentada junto com a impugnação e não depois desse momento. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 463DF CARF MF Impresso em 17/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 6/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 10711.000736/2004-57
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: null
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Numero da decisão: 3802-004.088
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidiu a Turma conhecer e acolher os embargos da unidade de origem (ALF/Porto do Rio de Janeiro, para anular o acórdão proferido pela Turma em vista da concomitância entre as matérias discutidas nas vias administrativa e judicial. Ausente justificadamente o conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Acompanhou o julgamento pela recorrente o Dr. Walace Heringer, OAB/DF 34.138.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi. Ausente justificadamente Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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OMISSÃO. ACOLHIMENTO. ANULAR JULGAMENTO ANTERIOR E PROFERIR A CONCOMITÂNCIA. Os embargos declaratórios são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omisso ponto sobre o qual devia a pronunciarse a turma. Havendo divergência entre o resultado do julgamento, o acórdão anterior deve ser anulado e proferir a concomitância. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, decidiu a Turma conhecer e acolher os embargos da unidade de origem (ALF/Porto do Rio de Janeiro, para anular o acórdão proferido pela Turma em vista da concomitância entre as matérias discutidas nas vias administrativa e judicial. Ausente justificadamente o conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Acompanhou o julgamento pela recorrente o Dr. Walace Heringer, OAB/DF 34.138. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi. Ausente justificadamente Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 07 36 /2 00 4- 57 Fl. 626DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório A ALF/Porto do Rio de Janeiro opõe Embargos de Declaração, com fulcro no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009. em face do acórdão nº 3802002.346 (fls. 498 e ss.), que negou provimento ao recurso voluntário, para que o mesmo seja anulado e declarada a concomitância. Reproduzo todos os fatos para entendimento dos embargos: Inicialmente, como já historiado, às fls. 586/589 (pdf), no Despacho de Devolução, que aqui se reproduz: O importador, por meio da Declaração de Importação (DI) no 00/08232851, adição 01, registrada em 31/08/2000, submeteu a despacho 4.000 kg da mercadoria descrita como: “hexamethylene 1,6 –bis (thiosulphate), disoblun falt, dihydrate – Nome comercial: Duralink HTSPDRDS”, classificando na TEC no código NCM/SH 2930.90.99. A fiscalização reclassificou o produto, tendo em vista, análise laboratorial, pelo LABOR, cuja análise resultou no Laudo no 3.335/00, concluiuse que a mercadoria importada tratavase de “Preparação à base de hexametileno 1,6 bis (tiosulfato) dissódico, apta para uso como acelerador de vulcanização, classificando na TEC no código NCM/SH 3812.10.00. Por ter declarado corretamente a mercadoria, nos termos do Ato Declaratório (Normativo) COSIT n° 10/97, não foi cobrada a multa de ofício e sim a multa de mora. O processo foi convertido em diligência, a pedido do CARF, através da Resolução n° 310200.003, em 25/03/2009; tendo em vista o uso do produto em questão como estabilizador pós vulcanização, para que fosse providenciado outro laudo técnico, pelo IPTInstituto de Pesquisas Tecnológicas da USPUniversidade de São Paulo ou pelo INTInstituto Nacional de Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia com sede no RJ/RJ, para pronunciamento sobre a verdadeira natureza do produto em análise; inclusive com observância do laudo oficial à fl. 16 e documentação anexada pela recorrente (já traduzida) às fls. 95 a 209, inclusive conforme pleito da própria recorrente. Consta à fl. 376 (pdf), laudo do Labor, da coleta e identificação do produto como: pó branco “Duralink HTS P DR D S”, com os respectivos resultados dos ensaios e conclusão que se trata de preparação à base de hexametileno 1,6bis (tiosulfato) dissódio, apta para uso como acelerador de vulcanização.Coleta hábil para expedição de novo laudo, conforme resolução do CARF. Enfim, foi preparada material para contraprova e encaminhado ao INT Instituto Nacional de Tecnologia, que por sua vez, conclui sobre valor do orçamento para realização de laudo por aquele órgão. Por várias tentativas, intimou a recorrente para decidir sobre o aceite do orçamento do INT para análise da contraprova do produto Duralink em atenção ao solicitado pelo Carf. No entanto, não houve retorno pela Fl. 627DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10711.000736/200457 Acórdão n.º 3802004.088 S3TE02 Fl. 626 3 recorrente, daí o processo foi devolvido para sequência no julgamento por este CARF. O processo foi redistribuído a esta Conselheira para prosseguimento, em novembro/2013. O processo foi posto em pauta, julgado e emitido acórdão de n° 3802 002.346, em 29/01/2014, que por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso voluntário. Intimada a recorrente do resultado do citado acórdão, a mesma em 02/04/2014 (fl. 515pdf), afirma que o processo está em discussão através da ação anulatória de n° 001162423.2013.4.02.5101 (referente a este processo e outros) em trâmite perante a 15 ª Vara Federal de Seção Judiciária no Rio de Janeiro com exigibilidade suspensa com o depósito judicial no montante integral. A ação referida foi deferida em parte, para suspender a exigibilidade, no entanto, a autoridade fazendária deve aferir a integralidade do crédito deste processo. A referida ação ordinária com pedido de tutela antecipada data de 19/04/2013. À fl. 578 (pdf), há esclarecimento que o depósito ajuizado é de valor total e se refere a este processo/auto de infração, bem como à fl. 580, consta informação que o depósito cobre o crédito deste processo. O processo foi encaminhado ao CARF, à fl. 584, avisando sobre os documentos de fls.514/576 (pdf) e a existência da ação anulatória, conforme art. 151, II do CTN. Pelo todo exposto, considerase a petição da recorrente, ora embargante, como embargos declaratórios, com fundamento nos arts. 64, I, 65 e ss. do Regimento Interno, em face do acórdão nº 3802002.346 (fls. 498 e ss.), que negou provimento ao recurso voluntário, nos termos seguintes: Assunto: CLASSIFICAÇÃO FISCAL Data do fato gerador: 31/08/2000 Produto importado, identificado pelo LABOR como sendo preparação à base de hexametileno 1,6 bis (tiosulfato) dissódico, apta para uso como acelerador de vulcanização, é classificado no código tarifário NCM/SH 3812.10.00 . TAXA SELIC. APLICAÇÃO SÚMULA CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos no período da inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e CustódiaSELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Fl. 628DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Registrese que a informação acerca do ajuizamento, pela Recorrente, de ação anulatória do auto de infração não altera o resultado do julgamento do recurso voluntário, uma vez que, antes da inclusão em pauta do recurso voluntário, esta relatora, bem como a Turma desconheciam a existência da lide. Compulsei as folhas deste processo, observei, apenas, que à fl. 485 (pdf) (vol. II) o auditor Paulo Lima perguntava ao INTInstituto Nacional de Tecnologia sobre a evolução do assunto referente aos ofícios (por conta da diligência), visto que a Michelin entrou com ação anulatória ao auto de infração. Assim como, à fl. 581, consta o aviso que o PAJ n° 10711.727797/2013/56 foi encaminhado ao CARF em 25/11/2013, por conta do Ato Declaratório n° 3/96. Pois bem, se foi enviado ao CARF, o processo de acompanhamento judicial, esta relatora, repitase desconhecia a tal ação judicial e nunca a mim, foi distribuído tal processo (PAJ). Destarte, entendese, contudo, que os embargos são incabíveis na hipótese dos autos, porque, consoante informado pela unidade de origem (fls. 584 pdf), o recorrente/embargante ajuizou ação anulatória em face do auto de infração impugnado. Com efeito, de acordo com a Súmula CARF nº 01, “importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial”. Portanto, ao renunciar à instância administrativa, o embargante praticou ato incompatível com a vontade de recorrer, que, como se sabe, configura preclusão lógica, na linha do que ensina a doutrina de Arruda Alvim: “Dizse lógica a preclusão quando um ato não mais pode ser praticado, pelo fato de se ter praticado outro ato que, pela lei, é definido como incompatível com o já realizado, ou que esta circunstância deflua inequivocamente do sistema. A aceitação da sentença envolve uma preclusão lógica de não recorrer. Assim, quando a parte toma conhecimento da sentença, vindo até a pedir sua liquidação, aceitaa tacitamente, não mais lhe sendo dado recorrer.’ (Manual de Direito Processual Civil: parte geral. 8. ed. São Paulo: RT, v. 1, p. 536540). Assim, NÃO CONHEÇO os presentes Embargos de Declaração. Cientifiquese a Embargante. Fl. 629DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10711.000736/200457 Acórdão n.º 3802004.088 S3TE02 Fl. 627 5 Portanto, devolvase os autos à unidade de origem, para cumprimento do Acórdão nº 3802002.346 (fls. 498 e ss.). Em caso de dúvida quanto aos efeitos de eventual decisão judicial no âmbito administrativo, deve ser consultada a Procuradoria da Fazenda Nacional. Em resumo, a solução dada, a princípio, foi do cumprimento do julgamento, pelos motivos expostos, do acórdão, bem como, de não conhecer os tias embargos, se forem considerados como embargos pela empresa/embargante, e por fim, que se consultasse à Procuradoria da Fazenda Nacional –PGFN quanto aos efeitos de decisão judicial. Pois bem, com objetivo, de registros, bem como de entendimento, observa se, à fl, 579 (pdf), no PAJ (processo de n° 10711.727797/201356), onde Inspetor da ALF/Rio de janeiro informava sobre ação anulatória e que se referia aos seguintes processos (informação após julgamento por esta turma dp acórdão em referência): 1) este 10711.000736/200457 (Auto de InfraçãoAI 021/04) 2) 10711.005578/200774 (AI 438/07) 3) 10711.005029/200708 (AI 403/07) 4) 10711.003308/200729 (AI 260/07) 5) 10711.000321/200483 (AI 010/04) 6) 10711.005829/200982 (AI 172/09) Em pesquisa ao sítio do CARF, observei os resultados dos processos referidos acima, que estariam 3 deles, então, na mesma situação (julgados), e 1 deles, prestes a ser julgado, como veremos a seguir: 1) Quanto ao processo de n° 10711.005578/200774, de relatoria do Conselheiro Solon Sehn, o qual resultou no acórdão de n° 3802001.450, de 29/22/2012, cuja ementa é a seguinte: Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 04/11/2005 PROVA PERICIAL. DISPENSABILIDADE. PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INDEFERIMENTO. No processo administrativo fiscal, vigora o princípio da persuasão racional ou do livre convencimento motivado, o que garante ao julgador, nos arts. 18 e 29 do Decreto nº 70.235/1972, a liberdade para formar a sua convicção, deferindo as diligências que entender necessárias ou indeferilas, quando prescindíveis ou impraticáveis. Logo, se a prova contida nos autos é suficiente para a compreensão da natureza da mercadoria e para a sua adequada classificação fiscal, não cabe o deferimento da perícia requerida. DURALINK HTS. ADITIVO PARA BORRACHA. BEM DECORRENTE DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO ESPECÍFICO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO QUÍMICA. NCM 3812.30.19 De acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh), aprovadas pela Instrução Normativa RFB nº 807/2008, a Posição 2930 não se aplica aos bens decorrentes de um processo de fabricação específico. Em se tratando de mistura intencional, aditivo para Fl. 630DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 borracha, incide a Posição 3812, mais precisamente a NCM 3812.30.19 (“Outros”), por exclusão das Subposições anteriores, uma vez que o produto Duralink não constitui “acelerador de vulcanização” (38.12.10) nem “plastificante composto” (3812.20). ERRO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA REGULAMENTAR. ART. 84, I, MP 2.15835/2001. MULTA DE OFÍCIO. DIFERENÇA DO IPI INCIDENTE NA IMPORTAÇÃO. CABIMENTO. Uma vez demonstrada a classificação incorreta de mercadoria importada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), deve ser mantida a exigência da multa prevista no art. 84, I, da Medida Provisória n° 2.158 35/2001, bem como da diferença do crédito tributário relativo IPI incidente na importação, acrescido da multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Em pesquisa ao eprocesso, o mesmo está localizado na SERCD, na atividadeacompanhar processo. 2) Da mesma forma, o processo de n° 10711.005029/200708, que resultou no acórdão de n° 3802001.449, de 29/11/2012, também de relatoria do Conselheiro Solon Sehn, com a seguinte ementa: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 19/05/2006 PROVA PERICIAL. DISPENSABILIDADE. PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INDEFERIMENTO. No processo administrativo fiscal, vigora o princípio da persuasão racional ou do livre convencimento motivado, o que garante ao julgador, nos arts. 18 e 29 do Decreto nº 70.235/1972, a liberdade para formar a sua convicção, deferindo as diligências que entender necessárias ou indeferilas,quando prescindíveis ou impraticáveis. Logo, se a prova contida nos autos é suficiente para a compreensão da natureza da mercadoria e para a sua adequada classificação fiscal, não cabe o deferimento da perícia requerida. DURALINK HTS. ADITIVO PARA BORRACHA. BEM DECORRENTE DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO ESPECÍFICO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO QUÍMICA. NCM 3812.30.19 De acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh), aprovadas pela Instrução Normativa RFB nº 807/2008, a Posição 2930 não se aplica aos bens decorrentes de um processo de fabricação específico. Em se tratando de mistura intencional, aditivo para borracha, incide a Posição 3812, mais precisamente a NCM 3812.30.19 (“Outros”), por exclusão das Subposições anteriores, uma vez que o produto Duralink não constitui “acelerador de vulcanização” (38.12.10) nem “plastificante composto” (3812.20). ERRO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA REGULAMENTAR. ART. 84, I, MP 2.15835/2001. MULTA DE OFÍCIO. DIFERENÇA DO IPI Fl. 631DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10711.000736/200457 Acórdão n.º 3802004.088 S3TE02 Fl. 628 7 INCIDENTE NA IMPORTAÇÃO. CABIMENTO. Uma vez demonstrada a classificação incorreta de mercadoria importada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), deve ser mantida a exigência da multa prevista no art. 84, I, da Medida Provisória n° 2.15835/2001, bem como da diferença do crédito tributário relativo IPI incidente na importação, acrescido da multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Em consulta ao eprocesso, encontrase na SERCD, na atividadeacompanhar processo. 3) O mesmo para o processo de n° 10711.005029/200708, acórdão de n° 3802001.449, de 29/11/2012, de relatoria de Solon Sehn, com a seguinte ementa: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 01/12/2004 PROVA PERICIAL. DISPENSABILIDADE. PRINCÍPIO DA PERSUASÃO RACIONAL OU DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. INDEFERIMENTO. No processo administrativo fiscal, vigora o princípio da persuasão racional ou do livre convencimento motivado, o que garante ao julgador, nos arts. 18 e 29 do Decreto nº 70.235/1972, a liberdade para formar a sua convicção, deferindo as diligências que entender necessárias ou indeferilas,quando prescindíveis ou impraticáveis. Logo, se a prova contida nos autos é suficiente para a compreensão da natureza da mercadoria e para a sua adequada classificação fiscal, não cabe o deferimento da perícia requerida. DURALINK HTS. ADITIVO PARA BORRACHA. BEM DECORRENTE DE PROCESSO DE FABRICAÇÃO ESPECÍFICO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO QUÍMICA. NCM 3812.30.19 De acordo com as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (Nesh), aprovadas pela Instrução Normativa RFB nº 807/2008, a Posição 2930 não se aplica aos bens decorrentes de um processo de fabricação específico. Em se tratando de mistura intencional, aditivo para borracha, incide a Posição 3812, mais precisamente a NCM 3812.30.19 (“Outros”), por exclusão das Subposições anteriores, uma vez que o produto Duralink não constitui “acelerador de vulcanização” (38.12.10) nem “plastificante composto” (3812.20). ERRO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. MULTA REGULAMENTAR. ART. 84, I, MP 2.15835/2001. MULTA DE OFÍCIO. DIFERENÇA DO IPI Fl. 632DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 8 INCIDENTE NA IMPORTAÇÃO. CABIMENTO. Uma vez demonstrada a classificação incorreta de mercadoria importada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), deve ser mantida a exigência da multa prevista no art. 84, I, da Medida Provisória n° 2.15835/ 2001, bem como da diferença do crédito tributário relativo IPI incidente na importação,acrescido da multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Em consulta ao eprocesso, encontrase na SECAM, 2ªCâmara,3ª Seção, na atividadeverificar procedimento. 4) O processo de n° 10711.000321/200483 foi convertido o julgamento em diligência, através da Resolução de n° 320100.124, de 29/04/2010, de relatoria do Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes. Em consulta ao eprocesso, encontrase com o mesmo, na atividaderelatar. 5) Já o processo de n° 10711.005829/200982, em consulta ao eprocesso, encontrase no Secatcontencioso ALF/RJO. E, por fim, o processo (PAJ) 10711.727797/201356, encontrase na SECAM/2ª Câmara, 3ª Seção, na atividadeverificar procedimento. Consta à fl. 582 (pdf), despacho ao CARF, para que se avaliasse a conveniência e oportunidade de rever o acórdão de fls. 498/504, com intuito de aplicar o Ato Declaratório Cosit n° 03/96, que foi revogado pelo Parecer Normativo Cosit n° 07/2014. Às fls. 586/589 (pdf), consta Despacho de Devolução pelo CARF, o qual já foi totalmente reproduzido no início deste. Continuando, às fls. 605/606 (pdf), a Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário/ Secat se pronunciou desse modo: ............................... Ocorre que, o Acórdão nº 3802002.346 da 2ª Turma Especial, de 29/01/2014 (fls. 498/504), não levou em consideração a existência da Ação Anulatória nº 001162423.2013.4.511, mencionada às fls. 514/515, ajuizada pela autuada, face à União Federal, perante o Juízo da 15ª Vara Federal/RJ, objetivando ver declarada a nulidade dos créditos tributários objeto dos Autos de Infração nºs 021/04; 438/07; 403/07; 260/07; 010/04 e 172/09, tendo a impetrante obtido a antecipação de tutela deferida em parte para suspender a exigibilidade dos créditos em questão, nos termos do artigo 151, II do CTN, na exata medida dos depósitos judiciais efetuados. No que pese a não apreciação da Ação Anulatória interposta pela autuada, o Parecer Normativo COSIT/RFB nº 07, de 22 de agosto de 2014, assinala em seus itens 18 e 19 que: Fl. 633DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10711.000736/200457 Acórdão n.º 3802004.088 S3TE02 Fl. 629 9 18. A competência para declarar a concomitância de instâncias e seus efeitos é da autoridade competente para decidir sobre a matéria na fase processual em que se encontra o processo administrativo, qualquer que seja o rito a que esteja submetido. Assim, até a admissibilidade da impugnação, da manifestação de inconformidade ou do recurso administrativo (hierárquico), as autoridades competentes para declarar a concomitância são o Delegado ou InspetorChefe da RFB. Admitido o recurso hierárquico e não reconsiderada a matéria, a competência para declaração da concomitância passa a ser do Superintendente da RFB. Após a admissibilidade da impugnação ou da manifestação de inconformidade, encontrandose o processo administrativo em fase de julgamento ou diligência, ou, ainda, depois do julgamento e durante a execução do acórdão, a autoridade competente para tanto é o Delegado da DRJ em primeira instância e o Presidente do CARF em segunda instância. 18.1 Se, no ato da impugnação do lançamento, o interessado não informar que a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, em desobediência ao disposto no inciso V, do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, e ficar constatada a concomitância total ou parcial com processo judicial, deverá o Delegado ou o InspetorChefe da RFB negar o seguimento da impugnação quanto ao objeto coincidente por não atendimento a requisição legal, nos termos do art. 302, inciso XIII, do Regimento Interno, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012. O mesmo se aplica a manifestação de inconformidade e recurso voluntário. 18.2 Na hipótese do item 18.1, não se constatando a concomitância total ou parcial com processo judicial no ato da impugnação ou da manifestação de inconformidade, e vindo o processo administrativo a ser julgado pela DRJ ou pelo CARF mediante decisão proferida sem conhecimento da concomitância, esta deve ser reportada ao órgão julgador tão logo seja identificada, para que declare a nulidade de sua decisão. Por oportuno, esclarecemos que os créditos tributários encontramse na condição de devedor no sistema de controle, tendo em vista estar sendo verificada a suficiência dos depósitos junto à PFN. Diante do exposto, propomos o encaminhamento do presente processo ao CARF, para apreciação. Às fls. 607/608 (pdf), há a consulta do Inspetor da Alfândega do Porto do Rio à PRFN/RJ sobre a suspensão do crédito tributário deste referido processo, nos termos do art. 151, inc. II do CTN. Retornou o processo a esta relatora para verificar procedimento, como embargos declaratórios, tendo em vista o Parecer Normativo COSIT/RFB nº 07, de 22 de agosto de 2014, que prevê a devolução dos autos ao CARF para a declaração de nulidade da decisão. Não obstante, repiso, entender que não houve omissão, pois a ação judicial era desconhecida nos autos, quando do julgamento, no entanto, o Parecer mencionado prevê o contrário. Fl. 634DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 10 Pelo exposto, nesta sessão de julgamento, os embargos opostos pela ALF/Porto do Rio de Janeiro, devem ser apreciados e analisados em conjunto, com a turma de julgamento, para discutirmos, registrarmos eventuais diferenças e enfim, seja para anular ou manter o decidido com intuito de devolver os autos à origem para as providências cabíveis. Voto Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Os embargos devem acolhidos. Com efeito, nos termos do art. 65, Anexo II, do Regimento Interno, os embargos declaratórios são cabíveis “quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omisso ponto sobre o qual devia a pronunciarse a turma”. No presente caso, tendo em vista o Parecer Normativo COSIT/RFB nº 07, de 22 de agosto de 2014 (revogou o Ato Declaratório de n° 3/96), e por todo o relato acima, o citado parecer prevê a devolução dos autos ao CARF para a declaração de nulidade da decisão do julgamento anterior, ou seja, do acórdão de n° 3802002.346, por conta de omissão, pois já se encontrava sob a égide de ação judicial, quando do julgamento do mesmo por esta turma. Logo, a opção realizada pelo contribuinte de discutir crédito tributário via judicial importa em desistência da instância administrativa. Feitas as considerações supra, voto no sentido de conhecer e acolher provimento aos Embargos de Declaração opostos pela Alf/Porto do Rio de Janeiro, no sentido de anular o acórdão 3802002.346 e declarar a concomitância, tendo em vista a concomitância entre as matérias discutidas nas vias administrativa e judicial. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Relator Fl. 635DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 2/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10940.001558/99-31
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Mar 31 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. PROVIMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DO JULGAMENTO. SEM ALTERAÇÃO DE RESULTADO.
Os embargos declaratórios são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omisso ponto sobre o qual devia a pronunciar-se a turma. Caracterizada obscuridade, o acórdão deve ser colmatado com o fim de complementar o julgamento, sem, todavia, alterar seu resultado.
Embargos Acolhidos.
Direito Creditório Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-004.095
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. PROVIMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DO JULGAMENTO. SEM ALTERAÇÃO DE RESULTADO. Os embargos declaratórios são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omisso ponto sobre o qual devia a pronunciar-se a turma. Caracterizada obscuridade, o acórdão deve ser colmatado com o fim de complementar o julgamento, sem, todavia, alterar seu resultado. Embargos Acolhidos. Direito Creditório Reconhecido.
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OBSCURIDADE. PROVIMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DO JULGAMENTO. SEM ALTERAÇÃO DE RESULTADO. Os embargos declaratórios são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omisso ponto sobre o qual devia a pronunciarse a turma. Caracterizada obscuridade, o acórdão deve ser colmatado com o fim de complementar o julgamento, sem, todavia, alterar seu resultado. Embargos Acolhidos. Direito Creditório Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 00 15 58 /9 9- 31 Fl. 256DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Tratase de embargos declaratórios tempestivamente opostos pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, com base no art. 65, § 1º, V, da Anexo 2, do Regimento Interno, em face do Acórdão nº 3802003.645 (fls. 238 e ss.), assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996 PIS/PASEP. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. CONVERSÃO EM DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. RECONHECIMENTO. A Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, unificou o regime de compensação, extinguindo a compensação realizada na Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), na escrituração contábil ou condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Todas essas modalidades foram substituídas pelo regime autocompensação, que ressaltadas as contribuições previdenciárias compensadas na GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. Desconto desse escopo de uniformização, foi realizado um corte temporal, em função do qual todos os pedidos compensação apresentados à luz da legislação pretérita foram convertidos em declaração de compensação, desde o seu protocolo, sujeitos ainda ao prazo de cinco anos para homologação tácita previsto no §12 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, na redação da Medida Provisória nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003: Solução de Consulta Interna no 01/2006. Precedentes do CARF. Recurso Voluntário Provido. Direito Creditório Reconhecido. O Embargante alega ocorrência de omissão, porquanto o acórdão teria mencionado apenas à homologação tácita das declarações de compensação apresentadas em 21/09/1999, por meio de formulários em papel. Assim, não há clareza no julgado no tocante à apreciação dos PER/Dcomps eletrônicos transmitidos em 15/07/2004, 28/07/2004, 13/08/2004 e 30/09/2004, causando dúvidas na execução do julgado (fls. 249 e ss.). Os embargos declaratórios foram conhecidos por decisão da Presidente da Turma (fls. 668 e ss.), na forma do art. 65, caput, Anexo II, do Regimento Interno. Foi determinada, assim, a inclusão do processo em pauta para julgamento do Colegiado. É o breve relato. Voto Conselheiro Solon Sehn, Relator Tratase de embargos de declaração tempestivamente opostos pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, na qualidade de titular da unidade de administração tributária encarregada da liquidação e execução do acórdão 3802003.645, e que atendem aos demais pressupostos para o seu cabimento. Os embargos devem acolhidos. Com efeito, nos termos do art. 65, Anexo II, do Regimento Interno, os embargos declaratórios são cabíveis “quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omisso ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma”. Ao apreciar a manifestação de inconformidade de fls. 44, apresentada em face do Despacho Decisório n° 211/2007 (fls. 40), a autoridade competente proferiu uma segunda decisão Fl. 257DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10940.001558/9931 Acórdão n.º 3802004.095 S3TE02 Fl. 257 3 (Despacho Decisório nº 430/2007, fls. 99), por meio da qual foi revisto o primeiro. Foi determinado ainda o sobrestamento do exame da compensação no processo administrativo fiscal nº 16403.000023/200704, bem como o apensamento ao processo de restituição nº 10940.001558/9931, para efeitos de apreciação conjunta: [...] Isto posto, com base na competência delegada através da Portaria DRF/PTG nº 85/2007, publicada no DOU de 28/08/2007 e tendo em vista os fundamentos acima expostos, revejo a decisão tomada às fls. 40 a 42, tornandoa insubsistente, sobrestandose a análise do presente processo, o qual dever [sic.], após os acertos nos sistemas, ser encaminhado, nos termos da Portaria SRF nº 6.129/2005, à equipe PAJ desta DRF para ser juntado por anexação ao processo de restituição nº 10940.001558/9931, sendo com ele analisado em conjunto. (g.n.). No processo nº 10940.001558/9931, por sua vez, foi proferido o Despacho Decisório nº 415/2011 (fls. 93), com o seguinte teor: De acordo com o parecer retro, faço uso da competência delegada pelo art. 295, VI, do Regimento Interno da RFB, aprovado pela Portaria MF ns 587, de 21 de dezembro de 2010, subdelegada pelo art. 9º da Portaria DRF/PTG n3 21/2011, para declarar a homologação por disposição legal das compensações efetuadas pela contribuinte através do pedidos de compensação feitos via processo administrativo 10940.001558/9931, nos termos da IN/SRF 21/1997, e através das PER/DCOMPs relacionadas neste Despacho Decisório, até limite do Pedido de Restituição, cujo direito creditório reconheço, no valor de R$ 138.732,05 (cento e trinta e oito mil, setecentos e trinta e dois reais e cinco centavos), em agosto de 1999, conforme Pedido de Restituição processo 10940.001558/9931. (g.n.). O despacho decisório, portanto, reconheceu o direito creditório pleiteado, homologando parcialmente as compensações, até o limite de R$ 138.732,05 em agosto de 1999. Em razão disso, os débitos remanescentes após o encontro de contas controlados no processo administrativo fiscal nº 16403.000023/200704, em apenso foram atualizados e encaminhados ao contribuinte para fins de cobrança. Essa decisão foi mantida pela DRJ no julgamento da manifestação de inconformidade, que afastou a alegação de homologação tácita no processo principal, mantendo, por conseguinte, os débitos no processo em apenso, consoante teor da Carta de Cobrança nº 89/2014 de fls. 198: Pela presente cientificamos vossa senhoria do teor do Acórdão no 16 54.753, prolatado pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I (Sp), no âmbito do processo nº 10940.001558/9931. Nos termos do mencionado acórdão, os débitos não alcanca̧dos pela compensação realizada, homologada até o limite reconhecido pela autoridade administrativa (DRF), são exigíveis, vez que no caso não ocorreu a homologação tácita de tal encontro de contas. Os débitos não extintos pela compensação estão sendo tratados no procedimento administrativo nº 16403.000023/200704. Desta forma, deverá o sujeito passivo efetuar o recolhimento do débito em aberto tratado pelo procedimento, conforme demonstrativo que segue a Fl. 258DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 presente, no prazo de 30 dias, contados do recebimento desta (assinatura do “AR”). No julgamento do recurso voluntário, por sua vez, a 2ª Turma Especial reconheceu a procedência da alegação de homologação tácita da compensação. Isso porque, consoante destacado no voto condutor, “[...] o pedido de compensaçaõ foi protocolizado em papel, no dia 21/09/1999 (fls. 08). Portanto, considerando qualquer dos despachos decisórios proferidos (o primeiro, de 22/05/2007 e o segundo, que declarou o primeiro insubsistente, de 03/09/2007), não resta dúvidas da homologaçaõ tácita da compensação pelo decurso in albis do prazo de cinco anos previsto no § 12 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, na redação da Medida Provisória nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003” (fls. 243). Portanto, considerando a apreciação conjunta determinada no Despacho Decisório nº 430/2007 (fls. 99), mantida pela decisão da DRJ, sendo reconhecida a homologação tácita no processo no âmbito do processo principal, encontramse extintos os débitos tratados no procedimento administrativo nº 16403.000023/200704, em apenso. Embora o alcance do julgado possa ser compreendido a partir da leitura do Relatório, notadamente na parte em que reproduz a decisão da DRJ, cumpre reconhecer que, efetivamente, há obscuridade nesse particular. Assim, voto pelo conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios, para esclarecer que, em razão da homologação tática reconhecida no presente feito, encontramse extintos pela compensaçaõ os débitos tratados no procedimento administrativo no 16403.000023/200704, em apenso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Fl. 259DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 10380.906714/2009-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2003
COFINS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § Iº, DA LEI n.º 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. EFEITOS.
Já é do domínio público que o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei n° 9.718/98 (RREE n°s 346.084; 357.950, 358.273 e 390.840, Marco Aurélio, Pleno, 09/11/2005 - Inf/STF 408), proclamando que a ampliação da base de cálculo da Cofins por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente ao ser editada a mencionada norma legal. A inconstitucionalidade é vício que acarreta a nulidade ex tunc do ato normativo, que, por isso mesmo, já não pode ser considerado para qualquer efeito e, embora tomada em controle difuso, a decisão do STF tem natural vocação expansiva, com eficácia imediatamente vinculante para os demais tribunais, inclusive para o STJ (CPC, art. 481, parágrafo único), e com a força de inibir a execução de sentenças judiciais contrárias (CPC, arts. 741, parágrafo único; e 475-L, § Iº, redação da Lei n° 11.232/2005). Afastada a incidência do § 1º do art. 3º da Lei n° 9.718/98, que ampliara a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, é ilegítima a exação tributaria decorrente de sua aplicação.
Numero da decisão: 3401-002.901
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
Júlio César Alves Ramos - Presidente.
Eloy Eros da Silva Nogueira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima.
Nome do relator: ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2003 COFINS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § Iº, DA LEI n.º 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. EFEITOS. Já é do domínio público que o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei n° 9.718/98 (RREE n°s 346.084; 357.950, 358.273 e 390.840, Marco Aurélio, Pleno, 09/11/2005 Inf/STF 408), proclamando que a ampliação da base de cálculo da Cofins por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente ao ser editada a mencionada norma legal. A inconstitucionalidade é vício que acarreta a nulidade ex tunc do ato normativo, que, por isso mesmo, já não pode ser considerado para qualquer efeito e, embora tomada em controle difuso, a decisão do STF tem natural vocação expansiva, com eficácia imediatamente vinculante para os demais tribunais, inclusive para o STJ (CPC, art. 481, parágrafo único), e com a força de inibir a execução de sentenças judiciais contrárias (CPC, arts. 741, parágrafo único; e 475L, § Iº, redação da Lei n° 11.232/2005). Afastada a incidência do § 1º do art. 3º da Lei n° 9.718/98, que ampliara a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, é ilegítima a exação tributaria decorrente de sua aplicação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. Júlio César Alves Ramos Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 90 67 14 /2 00 9- 04 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 2 Eloy Eros da Silva Nogueira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson José Bayerl, Jean Cleuter Simões Mendonça, Eloy Eros da Silva Nogueira, Angela Sartori e Bernardo Leite de Queiroz Lima. Relatório Trata o presente de pedido de compensação informado em PER/DCOMP que não foi homologado, e que percorre as instâncias julgadoras pela persistente inconformidade do contribuinte, nos termos da legislação que disciplina a matéria. A Autoridade Administrativa, consoante despacho decisório, entendeu por não homologar a compensação pleiteada pela Requerente, através da PER/DCOMP referenciada em epígrafe, sob os seguintes fundamentos: "Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: R$ 632,25. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” [...] Diante da inexistência do crédito, NAO HOMOLOGO a compensação declarada O contribuinte contestou essa decisão. Explicou que seu direito creditório para realizar a compensação provinha da redefinição da base de calculo do Pis e da COFINS conforme constava no texto legal, mas que havia deixado de registrar esse valor nas DCTF e DIPJ, razão porque o sistema informatizado de controle identificou falta de crédito e não homologou a compensação. Mas que providenciou a DCTF e a DIPJ retificadora. Sua argumentação, in verbis: · Consoante exposto nas razões de fato, a Requerente quando da definição da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, incluiu, no conceito de faturamento, além das receitas decorrentes das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza, outras receitas nãooperacionais, tais como receitas financeiras, decorrentes de descontos obtidos, juros ativos, variação monetária, rendimentos de aplicações, recuperação de despesas e reversão de provisões, conforme comprovam os balancetes elaborados à época (DOC. 04), a seguir descritos · Sobre o montante acima identificado, apurou os valores a pagar das referidas Contribuições, cujas informações foram devidamente prestadas à Receita Federal, através das declarações entregues à época, quais sejam DIPJ's e DCTF's. Ato contínuo, efetuou o recolhimento dos valores supostamente devidos, através de Documento de Arrecadação de Receitas Federais DARF, Fl. 162DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906714/200904 Acórdão n.º 3401002.901 S3C4T1 Fl. 3 3 bem como efetuou a vinculação de outros créditos, decorrentes de compensações outrora realizadas. · Ocorre que, por força da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, a Requerente passou a ser detentora de créditos oriundos dos recolhimentos efetuados a maior, a título das referidas Contribuições, relativamente à parcela calculada sobre outras receitas, ... : · A Requerente, todavia, não obstante ter identificado a existência desses créditos em seu favor, não efetuou as retificações necessárias das Declarações originalmente transmitidas à Receita Federal DIPJs e DCTF's motivo pelo qual o Fisco, ao cruzar os valores declarados e os DARF's pagos, não identificou o recolhimento realizado a maior, entendendo que os pagamentos localizados teriam sido integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. · Por ocasião da presente manifestação de inconformidade, a Requerente procedeu às retificações necessárias das declarações apresentadas à Receita Federal, devidamente transmitidas DIPJ's e DCTF's (DOC. 05), aptas a comprovar o montante do crédito existente, este amparado na contabilidade e demais documentos da Requerente. · Vislumbrando a documentação acostada, fácil constatar que houve pagamento a maior do. período, visto que, a partir das Declarações Retificadoras, o valor efetivamente devido a título de COFINS em 30/11/2003 perfazia originalmente R$ 17.650,30 (dezessete mil, seiscentos e cinqüenta reais e trinta centavos), ao passo que foi efetuada a vinculação de créditos ^pagamentos e compensações) no montante de R$ 18.451,57 (dezoito mil, quatrocentos e cinqüenta e um reais e cinqüenta e sete centavos), remanescendo saldo credor original de R$ 801,27 (oitocentos e um reais e vinte e sete centavos), valor este parcialmente utilizado nesse Pedido de Compensação. Em sede de apreciação do pedido do contribuinte a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza(CE) exarou o Acórdão 0818.230– 4ª Turma, em 15 de junho de 2010, ponderando que: "(...) cabe vincar que a declaração retificadora redutora de tributo deve ser considerada legítima se apresentada no período de espontaneidade legal. No entanto, para que se atribua eficácia às informações nela contidas, especificamente em relação àquelas que implicam a caracterização do pagamento a maior ou indevido, é mister que a retificadora tenha sido entregue antes do decisório, pois a comprovação da disponibilidade de crédito deve ser aferida no momento da decisão exarada pela autoridade recorrida. Se entregue depois do decisório, incumbe ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito creditório mediante a juntada, com a manifestação de inconformidade, não somente da declaração retificadora, mas também de documentos (contábeis e fiscais) que fundamentam a retificação." A respeitável 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza CE apreciou a contestação da contribuinte, mas concluiu pelo indeferimento do seu pedido. Em suma, entendeu que não havia direito liquido e certo quando do pedido de Fl. 163DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 4 compensação, e que a declarações retificadoras não poderiam produzir efeito para sanear o fato, representado pela exigência relacionada à não homologação. A ementa do Acórdão 0818.230 ficou assim redigida: ASSUNTO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. DCTF. RETIFICAÇÃO. DECISÓRIO. ESPONTANEIDADE. REDUÇÃO DE TRIBUTO. CONFIGURAÇÃO DE PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. E legítima a declaração retificadora que reduzir ou excluir tributo se apresentada por contribuinte em espontaneidade legal. No entanto, para que se atribua eficácia às informações nela contidas, especificamente em relação àquelas que suportam a caracterização do pagamento a maior ou indevido de tributo, é mister que a retificadora tenha sido entregue antes do decisório. Se entregue depois, incumbe ao contribuinte o ônus de comprovar o seu direito creditório mediante ajuntada, com a manifestação de inconformidade, não somente da declaração retificadora, mas também de documentos que fundamentam a retificação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O contribuinte ingressou com Recurso Voluntário, onde, além das razões presentes na impugnação, acrescenta outras adicionais porque pede a reforma da decisão de 1º grau: · Seu direito creditório provem do recolhimento indevido de Pis e Cofins face a inconstitucionalidade reconhecida do § 1º do art. 3º da Lei n. 9.718/1998. o “Preliminarmente, antes de adentrar nas razões que levaram à improcedência da Manifestação de Inconformidade em comento, importa destacar que o direito creditório diz respeito à possibilidade de compensação dos valores indevidamente recolhidos pela Recorrente a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, sob a égide do inconstitucional § I o do art. 3 o da Lei n° 9.718/98.” o “Com a declaração de inconstitucionalidade do referido dispositivo legal, pelo Plenário do Egrégio Supremo Tribunal Federal, restaram reconhecidas como indevidas as majorações da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS decorrentes da ampliação de suas bases de cálculo, assim entendidas como faturamento, deixando de ser considerado como a totalidade das receitas da pessoa jurídica, para voltar a ser entendido como as receitas advindas da venda de mercadorias e/ou prestação de serviços.” Fl. 164DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906714/200904 Acórdão n.º 3401002.901 S3C4T1 Fl. 4 5 · Em sua opinião, a legislação que rege as DIPJ E DCTF prevê o direito do contribuinte retificar as declarações por ele prestadas, inclusive para louvar os princípios de justiça e da verdade material que devem orientar os procedimentos das relações tributárias: o “Ocorre que mesmo reconhecendo a possibilidade de devolução dos valores recolhidos a maior pela Recorrente, a Ilustre Turma entendeu por julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, sob o fundamento da impossibilidade de análise das retificações de declarações apresentadas após o despacho decisório que não homologara as compensações, o que, a seu ver, impossibilitaria a análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado.” o “No caso em comento, a Autoridade Administrativa afirma que o despacho decisório (de não homologação das compensações) levara em conta as informações prestadas em DCTF original, e que o manifestante retificou a DIPJ e a DCTF depois de cientificado do decisório impugnado, o que impossibilitaria a análise das referidas retificações, a não ser que a defesa administrativa fosse acompanhada de provas inequívocas da existência do crédito.” o “ Ocorre que o procedimento de retificação da DCTF, na forma em que fez a Recorrente, não incorre em qualquer vedação, motivo pelo qual merece ser acatado, senão vejase. (...) A Instrução Normativa RFB n°. 903, de 30 de dezembro de 2008, vigente à época da retificação das DCTF's que albergam o crédito pleiteado, dispõe, em seu art. 11, sobre os efeitos da referida retificação” (...) E o item ‘c’ desse artigo 11 não pode ser interpretado como restrição para a retificação e seus efeitos pois o contribuinte não havia sido intimado do inicio de procedimento fiscal, mas apenas cientificado do despacho eletrônico de não homologação de seu pedido de compensação. o O princípio da verdade material impõe às autoridades administrativas o dever de apurar todos os fatos que lhe são apresentados na busca da verdade real, não se limitando a emitir juízo acerca dos documentos analisados a partir de mera presunção. o Desta forma, a autoridade administrativa competente para decidir não está limitada às provas produzidas pelas partes, nem está restrita às suas alegações, devendo obrigatoriamente buscar todos os elementos que julgar necessários e suficientes ao seu livre convencimento. o Assim, dada à importância desse princípio, a busca da verdade material não é uma faculdade da autoridade administrativa, mas sim um dever, de modo que esta deve solicitar e analisar todos os documentos que entender necessários à elucidação do caso, principalmente quando o contribuinte apresenta documentação amplamente comprobatória do deu direito. · Não é verdade, como afirmaram os Julgadores que o contribuinte não comprovou seu direito ao crédito e à compensação: o Neste diapasão, afirmou a Autoridade Administrativa que a Recorrente "não se desincumbiu do ônus de comprovar o indébito ao instruir a sua manifestação apenas com a DCTF retificadora." o Ocorre que basta uma análise perfunctória da manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente, para verificar que a Fl. 165DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 6 mesma não instruiu referida impugnação "apenas com a DCTF retificadora", como afirmado pela Autoridade Administrativa. o Quando da apresentação da manifestação de inconformidade por parte da Recorrente, a mesma apresentou diversas PLANILHAS contendo o histórico da formação e utilização do crédito, acostando ainda como documentos, não só a referida DCTF retificadora, como também os BALANCETES do mês em questão com o detalhamento das receitas auferidas, acompanhados ainda da DIPJ devidamente retificada. o Dessa forma, o entendimento exarado no acórdão recorrido, pela não homologação da compensação declarada deve ser modificado, levandose em conta a documentação já apresentada pela Recorrente e já acostada aos autos, quando da apresentação de manifestação de inconformidade, que devem ser objeto de apreciação da Autoridade Administrativa, em obediência aos princípios da verdade material e da instrumentalidade. Este processo chegou à apreciação da Egrégia 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e foi submetido a apreciação, ocasião em que ela proferiu decisões e determinou diligência, tudo isso através da Resolução n.º 3402 000.168. Os Respeitáveis Conselheiros, ao analisarem as manifestações do contribuinte aduziram que: "De fato, há nos autos diversos documentos, coerentes entre si, que demonstram o indébito. Mas nenhum deles é, ao menos comprovadamente, documento contábil cuja validação seja exigida legalmente. Entendo, por isso, que o acatamento do recurso requer a verificação, que já deveria ter sido feita em primeiro grau, da veracidade das informações apostas, primeiro, na planilha integrante da própria manifestação de inconformidade, depois, na peça intitulada "balanço" e referida no recurso como "balancete", e por fim, na DIPJ entregue. Repisese que há perfeita consonância entre as diversas "demonstrações". Para baixar o processo em diligência para que a fiscalização aponte qual é o valor devido da contribuição o Colegiado decidiu que a autoridade da unidade de jurisdição levasse em conta apenas o conceito de faturamento reconhecido pelo STF como apto a constituir a base de cálculo da contribuição, ou seja, considerando apenas receitas de prestação de serviços e/ou de vendas de mercadorias, e que ela indicasse se há indébito no período de apuração em discussão e qual o seu montante, com base nos livros contábeis exigidos pela legislação (Diário e Razão). A autoridade fiscal, como resultado no atendimento da diligência solicitada pelo CARF, de posse das informações apresentadas pelo contribuinte (Livro Razão), finaliza seu parecer informando: O crédito objeto do PER/DCOMP e tratado neste processo referese a COFINS do período de apuração NOVEMBRO/2003. Após os procedimentos de auditoria, chegase ao seguinte valor de crédito a que faz jus o contribuinte: Base de cálculo COFINS apurada COFINS Crédito da Fl. 166DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906714/200904 Acórdão n.º 3401002.901 S3C4T1 Fl. 5 7 paga/retida COFINS R$ 593.985,29 R$ 17.819,56 R$ 18.620,83 R$ 801,27 Apesar de cientificada desse relatório fiscal e da possibilidade de se manifestar, o contribuinte nada apresenta a ser juntado ao processo. Assim, o processo retorna ao CARF. É o relatório. Voto Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira. Há tempestividade do Recuso Voluntário e atendimento dos requisitos de admissibilidade. Tratase de recurso interposto contra decisão que indeferiu pedido de compensação declarado por meio do PER/DCOMP n° 27498.14433.311006.1.3.049960. O pedido de compensação objetiva compensar o alegado pagamento a maior de Cofins, referente ao mês de novembro de 2003 e efetuado em 15/12/2003, com débito de estimativa de CSLL, respeitante ao mês de SETEMBRO de 2006. Aliome aos que valorizam a busca da verdade material como concorrente à realização dos mais elevados propósitos do julgamento das lides na esfera administrativa. Há acórdãos proferidos em o Conselho de Contribuinte e no atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que representam essa orientação de que a busca da verdade material deve ser fortemente considerada nas relações tributárias e nas soluções dos contenciosos entre o Fisco e o Contribuinte: IRPJ FALTA DE CARACTERIZAÇÃO DA INFRAÇÃO Em respeito à legalidade, verdade material e segurança jurídica não pode subsistir lançamento de crédito tributário quando não estiver devidamente demonstrada e provada a efetiva subsunção da realidade factual à hipótese descrita na lei como infração à legislação tributária. ÔNUS DA PROVA Na relação jurídicotributária o ônus probandi incumbit ei qui dicit. Compete ao Fisco, ab initio, investigar, diligenciar, demonstrar e provar a ocorrência, ou não, do fato jurídico tributário ou da prática de infração praticada no sentido de realizar a legalidade, o devido processo legal, a verdade material, o contraditório e a ampla defesa. O sujeito passivo somente poderá ser compelido a produzir provas em contrário quando puder ter pleno conhecimento da infração com vista a elidir a respectiva imputação. PROCESSOS REFLEXOS PIS COFINS IRF CSLL Respeitandose a materialidade do respectivo fato gerador, a decisão prolatada no processo principal será aplicada aos processos tidos como decorrentes, face a íntima relação de causa e efeito. Recurso provido. (Primeiro Conselho de Contribuintes, 3° Câmara, Relatora Mary Elbe Gomes Queiroz, Recurso n°. 124737, Processo n°. 10283.002174/9774, Acórdão n°. 10320594,sessão de 22/05/2001) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 1999 EXCESSO NA DESTINAÇÃO AO FINOR Fl. 167DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 8 Como cediço, no processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que, buscase descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação, é de se levar em conta, que a preclusão temporal, em razão dos princípios da busca da verdade material, da legalidade e da eficiência pode vir a ter sua aplicação mitigada nos julgamentos administrativos. Recurso Voluntário Provido. (1° Conselho de Contribuintes, 8 Turma Especial, Relator Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Recurso n°.156170, processo n°. 10820.002086/200366, Acórdão n°. 19800116, sessão de 30/01/2009). Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/1994 a 30/04/2004 PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOBRE A REMUNERAÇÃO PAGA PARA EXECUÇÃO DE OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. ELEMENTOS PARA COMPROVAÇÃO DA DECADÊNCIA. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O princípio da verdade material, tão caro no processo administrativo fiscal, deve prevalecer, de modo que sejam considerados documentos hábeis a comprovar a decadência das contribuições vinculadas à realização de obra de construção civil, ainda que não expressamente previstas nas normas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Provido. (2° Conselho de Contribuintes, 6ª Turma Especial, Relator Kleber Ferreira de Araújo, Recurso n°. 246754, processo n°. 12045.000374/200772, Acórdão n°. 296 00078, sessão de 10/02/2009). IRRF DCTF ERRO DE PREENCHIMENTO Comprovados os recolhimentos de IRRF, mediante apresentação das guias respectivas, acompanhadas da regular retificação e complementação da DCTF e dos respectivos lançamentos contábeis, afastase o lançamento. Recurso provido. (Iº Conselho de Contribuintes, 2ª Câmara, processo n°. 10665.000668/200267, Recurso n°. 147364, Relatora Silvana Mancini Karam, Acórdão 10247820, Sessão de 16/08/2006) A meu sentir, correta foi a decisão e orientação dada pelo E. Relator na Resolução n.º 3402000.168 que originou o pedido de diligência, em suas palavras: “Não partilho, como já tive oportunidade de afirmar em outros julgados, a tese da Administração segundo a qual a homologação de compensações declaradas pelo sujeito passivo dependa de prévia retificação de sua DCTF quando nesta conste valor condizente com o pagamento realizado . O que é necessário, a meu ver, é que o alegado indébito esteja provado. E é por isso que não se pode ainda decidir o recurso.” “De fato, há nos autos diversos documentos, coerentes entre si, que demonstram o indébito. Mas nenhum deles é, ao menos comprovadamente, documento contábil cuja validação seja exigida legalmente.” “Entendo, por isso, que o acatamento do recurso requer a verificação, que já deveria ter sido feita em primeiro grau, da veracidade das informações apostas, primeiro, na planilha integrante da própria manifestação de inconformidade, depois, na peça intitulada “balanço” e referida no recurso como “balancete” e, por fim, na DIPJ entregue. Repisese que há perfeita consonância entre as diversas “demonstrações”. Sou, por isso, pela baixa do processo em diligência para que a d. fiscalização aponte qual é o valor devido da contribuição, argüida neste processo, levando em conta apenas o conceito de faturamento reconhecido pelo STF como apto a constituir a base de cálculo da contribuição. Mais especificamente: considerando apenas receitas de prestação de serviços e/ou de vendas de mercadorias, indique se há indébito no mês em discussão e qual o seu montante, com base nos livros contábeis exigidos pela legislação (Diário e Razão) a serem exibidos pelo Fl. 168DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA Processo nº 10380.906714/200904 Acórdão n.º 3401002.901 S3C4T1 Fl. 6 9 contribuinte. Dos resultados da diligência, seja cientificada a ora recorrente, abrindoselhe prazo de trinta dias para eventual contestação.” Portanto, não procede deixar de apreciar as retificações das declarações prestadas pelo contribuinte, nem de se verificar a sua correspondência com os próprios registros contábeis. E nessa direção, é que a verificação dos valores que seriam devidos do tributo é procedimento essencial para a apreciação e conclusão da lide. Como já exposto anteriormente, entendo que o Colegiado pode apreciar o mérito da lide, parcial ou totalmente, em sessões que não resultem em Acórdão final, mas, sim, em Resoluções. Entendo que, neste caso, o Colegiado apreciou e decidiu o mérito, no que concerne à não inclusão, na base de tributação do PIS e da COFINS, das receitas apontadas pela contribuinte em sua petição original e indeferida pela autoridade de jurisdição e pelos julgadores a quo. O processo retorna ao CARF para apreciar o resultado da diligência, tendo como válidas as decisões que conduziram e condicionaram a sua realização. Respeitando essa decisão, há que se reconhecer o teor das bases do direito creditório pleiteado. Esta posição adotada pelo Colegiado com relação aos efeitos da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n. 9.718/1998 tem respaldo em entendimento firmado neste Tribunal Administrativo. Há julgamentos do CARF que consolidam, nos casos concretos, a definição de que a ampliação do conceito de faturamento às receitas financeiras pela Lei n° 9.718, de 1998, foi inconstitucional, afastando a aplicação da referida Lei, o que corresponde à tese do recorrente, conforme julgados a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/04/2002, 31/05/2002, 31/08/2002 BASE DE CALCULO. LEI Nº 9.718, DE 1998. RECEITAS FINANCEIRAS. A ampliação do conceito de faturamento às receitas financeiras pela Lei n° 9.718, de 1998, é inconstitucional, segundo decisão definitivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Recurso voluntário provido. (Segundo Conselho de Contribuintes, Ia Câmara, Acórdão 20181.260, de 03.07.08, Relator: José Antonio Francisco). COFINS E PIS RECEITA FINANCEIRAS INAPLICABILIDADE DA LEI 9.718/98 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RE 380840 MG Conforme decisão transitada em julgado no RE 390840MG, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o § Iº, do artigo 3°, da Lei 9.718. A extensão dos efeitos dessa decisão definitiva beneficia a ambas as partes, estancando custos desnecessários. Por conseqüência, não compõem a base da contribuição em apreços as receitas financeiras. Recurso provido. (Primeiro Conselho de Contribuintes, Ia Câmara, Processo n". 10120.003831/200381, Recuso n°. 140629, Acórdão 10195764, Relator Mário Junqueira Franco Júnior, Sessão de 21/09/2006). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/P ASEP Período de apuração: 01/01/1999 a 31/07/1999 PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3o, § Iº, DA LEI Nº 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF. EFEITOS. Já é do domínio público que o Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade do art. 3o, § Iº, da Lei n° 9.718/98 (RREE n°s 346.084, 357.950, 358.273 e 390.840, Marco Aurélio, Pleno, 09/11/2005 Inf/STF 408), proclamando que a ampliação da base de cálculo da Cofins por lei ordinária violou a redação original do art. 195, I, da Constituição Federal, ainda vigente Fl. 169DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA 10 ao ser editada a mencionada norma legal. A inconstitucionalidade é vício que acarreta a nulidade ex tune do ato normativo, que, por isso mesmo, já não pode ser considerado para qualquer efeito e, embora tomada em controle difuso, a decisão do STF tem natural vocação expansiva, com eficácia imediatamente vinculante para os demais tribunais, inclusive para o STJ (CPC, art. 481, parágrafo único), e com a força de inibir a execução de sentenças judiciais contrárias (CPC, arts. 741, parágrafo único; e 475L, § Iº, redação da Lei n° 11.232/2005). Afastada a incidência do § º do art. 3o da Lei n° 9.718/98, que ampliara a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, é ilegítima a exação tributaria decorrente de sua aplicação. [...] Recurso voluntário provido. (Segundo Conselho de Contribuintes, Iª Câmara, Processo n°. 10980.011343/200318, Recurso nº 139409, Acórdão 20181235,Relator Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Sessão de 01/07/2008). Além disso, a contribuinte tem como objeto social os serviços de diagnóstico médico, e as receitas financeiras aqui em discussão não resultam de suas atividades empresariais operacionais. A autoridade fiscal, em seu relatório em atendimento à diligência confirma a suficiência do crédito para a compensação requerida pela contribuinte. Proponho a este colegiado que seja reconhecido o valor de saldo credor calculado pela autoridade fiscal na resposta á diligência efetuada. Observado este limite, e por todos esses elementos, concluo que deve se dar provimento ao recurso. Eloy Eros da Silva Nogueira Relator Fl. 170DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 10/ 03/2015 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 05/03/2015 por ELOY EROS DA SILVA NOGU EIRA
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Numero do processo: 19515.004525/2010-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2000 a 30/11/2001
Ementa:. RECURSO VOLUNTÁRIO. ADESÃO AO PARCELAMENTO DA LEI 12.996/14. PERDA DO INTERESSE EM AGIR. Tendo em vista que o parcelamento tributário se constitui em situação na qual o contribuinte renuncia de forma expressa o direito sobre o qual se funda a autuação, com a sua adesão ao programa de parcelamento, mitigado está o seu interesse de agir. Precedentes.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-004.573
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário e homologar a desistência do recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2000 a 30/11/2001 Ementa:. RECURSO VOLUNTÁRIO. ADESÃO AO PARCELAMENTO DA LEI 12.996/14. PERDA DO INTERESSE EM AGIR. Tendo em vista que o parcelamento tributário se constitui em situação na qual o contribuinte renuncia de forma expressa o direito sobre o qual se funda a autuação, com a sua adesão ao programa de parcelamento, mitigado está o seu interesse de agir. Precedentes. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário e homologar a desistência do recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes - Presidente Lourenço Ferreira do Prado - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1350; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 1.021 1 1.020 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.004525/201022 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402004.573 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de fevereiro de 2015 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO.MULTA Recorrente XPLOD CONSULTORIA EM INFORMÁTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2000 a 30/11/2001 Ementa:. RECURSO VOLUNTÁRIO. ADESÃO AO PARCELAMENTO DA LEI 12.996/14. PERDA DO INTERESSE EM AGIR. Tendo em vista que o parcelamento tributário se constitui em situação na qual o contribuinte renuncia de forma expressa o direito sobre o qual se funda a autuação, com a sua adesão ao programa de parcelamento, mitigado está o seu interesse de agir. Precedentes. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 45 25 /2 01 0- 22 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário e homologar a desistência do recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 19515.004525/201022 Acórdão n.º 2402004.573 S2C4T2 Fl. 1.022 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por XPLOD CONSULTORIA EM INFORMÁTICA LTDA, em face do acórdão que manteve parcialmente o Auto de Infração n.37.313.4525, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente deixado de prestar esclarecimentos devidamente requeridos pela fiscalização por meio de TIAD. Consta do relatório fiscal que a recorrente deixou de esclarecer a quais sócios eram dirigidas as transferências bancárias da rubrica pagamentos de salários, constante em sua contabilidade O lançamento compreende o período de 01/2006 a 12/2006, tendo sido o contribuinte cientificado em 30/11/2010 (fls. 01). Fora apresentada impugnação requerendo exclusivamente o apensamento do presente processo ao PAF n. 19515.004529/201019, processo este do qual originouse o presente lançamento, por ser reflexo ao mesmo. Devidamente intimado do julgamento em primeira instância, a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que o presente processo deve aguardar o julgamento do processo administrativo n. 19515.004529/201019, do qual originouse como lançamento reflexo, tanto que o julgador de primeira instância analisou os argumentos de defesa constantes na impugnação ofertada naqueles autos, mesmo que de forma indireta, já que ao presente processo fora juntada com a impugnação cópia dos argumentos de defesa utilizados naquele processo. 2. que o processo n. 19515.004529/201019 trata de lançamento de omissão de receitas, por depósitos bancários de origem não comprovada, motivo pelo qual possui irrestrita necessidade do reconhecimento da conexão com o presente caso; 3. que em tendo sido apurada omissão de rendimentos, a fiscalização previdenciária entendeu que tais valores deveriam ser atribuídos aos sócios na condição de prólabore lançado no presente processo; 4. que a exigência fiscal, baseada na suposta distribuição de lucros acima dos limites legais previstos na legislação fiscal/tributária, dando origem, por reflexo, a outros procedimentos fiscais (PT 19515.004520/201008, 19515.004521/201044, 19515.004523/201033 e 19515.004525/201022, é totalmente improcedente porquanto os lucros distribuídos pela Impugnada estão respaldados em seus assentamentos contábeis;: 5. que conforme Demonstrativo de Resultado Econômico do Exercício e o Balanço Patrimonial, no ano calendário de 2006, auferiu receitas no montante de R$ 384.029,20 que subtraído das despesas necessárias à manutenção de Fl. 222DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 suas atividades operacionais na quantia de R$ 103.063,72 gerou o lucro contábil de R$ 280.965,48. 6. que se analisando as demonstrações contábeis acima, verificase que a Impugnante acusou em seu Patrimônio Liquido lucros de exercícios anteriores no montante de R$ 23.211,91, que somados ao lucro do na calendário de 2006, após a dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido, na quantia de R$ 280.965,48 perfazem o total de R$ 304.177,39. 7. que a fiscalização, conforme consta dos itens 2.4.3 do Termo de Verificação Fiscal, apurou que no curso do ano calendário de 2006, distribuiu lucros no montante de R$446.681,62 (quatrocentos e quarenta e seis mil, setecentos e oitenta e um reais e sessenta e dois centavos), portanto em valor inferior aos lucros acumulados constantes nos demonstrativos contábeis anexos; 8. que, portanto, o ilustre julgado de primeira instância não poderia desconsiderar as apurações constantes no balanço anual de 2006, equivocandose a afirmar que o balanço patrimonial e demonstração de resultado do exercício social não são instrumentos legais para comprovar o montante de lucro efetivo da sociedade; 9. que a inexistência de empregados não permite ao intérprete inferir que os serviços não possam ser prestados, pois no centro da organização estão os sócios/técnicos habilitados para a realização do objeto social da empresa, que no caso é a prestação de consultoria em informática; 10. nada impede que os sócios abdiquem ao seu direito de retirada de pró labore, optando, somente, pela distribuição dos lucros; 11. que se os sócios não tiverem direito a remuneração via distribuição dos lucros, fica prejudicada a sua remuneração pelo capital investido na empresa, o que não pode ser acatado por este Eg. Conselho; 12. ilegalidade da taxa SELIC; 13. deve ser suspensa a incidência dos juros moratórios durante o período em que perdurar o processo administrativo. Mas, às fls. 218, existe a informação da autoridade fiscal, dando notícia de que a recorrente aderiu ao parcelamento do débito tributário apurado. Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 19515.004525/201022 Acórdão n.º 2402004.573 S2C4T2 Fl. 1.023 5 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado Relator CONHECIMENTO Da análise dos autos, verifico, à fl.218, reposta à Resolução nº 2402000.382 (fls.207/212), da forma que se segue: “PROCESSO: 19515.004525/201022 INTERESSADO: XPLOD CONSULTORIA EM INFORMATICA LTDA.CPF/CNPJ: 06.246.422/000128 DEBCAD: 37.313.4525 ASSUNTO: AUTO DE INFRACAOASSUNTOS PREVIDENCIÁRIOS Em resposta à resolução nº 2402000.382 (fls.207/212), informo que o processo 19515.003425/201089 foi incluído em parcelamento, como se pode verificar por meio de extrato de fls.214/217. Sendo assim, retorno o processo ao CARF para prosseguimento.” Assim, em virtude da informada adesão ao parcelamento administrativo (fls. 218), pela autoridade fiscal, tenho que o contribuinte agiu de forma a reconhecer expressa e irrevogavelmente a procedência do lançamento em questão, motivo pelo qual, a meu ver não havendo matérias de ordem pública que pudessem ser tratadas na presente assentada, tenho não mais subsiste o interesse processual da parte ao julgamento do presente Recurso Voluntário. A propósito, cito o art. 78 do RICARF: “ Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1° A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso.” Sobre o assunto, já se manifestou a Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme se percebe do precedente a seguir, de relatoria do Em. Conselheiro Marcelo Oliveira: “Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 30/10/2006 RECURSO ESPECIAL. DESISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE. No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se Fl. 224DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse.” Ante todo o exposto, NÃO CONHEÇO do recurso voluntário. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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