Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,801)
- Primeira Turma Ordinária (16,326)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,173)
- Primeira Turma Ordinária (16,159)
- Segunda Turma Ordinária d (15,885)
- Segunda Turma Ordinária d (14,478)
- Primeira Turma Ordinária (13,059)
- Primeira Turma Ordinária (12,482)
- Segunda Turma Ordinária d (12,422)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,434)
- Quarta Câmara (85,076)
- Terceira Câmara (67,622)
- Segunda Câmara (56,324)
- Primeira Câmara (20,556)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,303)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,160)
- Segunda Seção de Julgamen (114,852)
- Primeira Seção de Julgame (76,802)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,969)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,614)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,885)
- HELCIO LAFETA REIS (3,799)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,763)
- WILDERSON BOTTO (2,640)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,493)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,592)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2026 (15,531)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10283.902811/2009-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 28 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Aug 09 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/03/2006
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO.
Comprovada a liquidez e certeza do direito creditório, reconhece-se a homologação da declaração de compensação, nos termos do artigo 170 do CTN e artigo 74 da Lei nº 9.430/1996.
Recurso Voluntário Provido.
Direito Creditório Reconhecido.
Numero da decisão: 3302-004.639
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède
Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Walker Araújo, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e José Renato Pereira de Deus.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/03/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO. Comprovada a liquidez e certeza do direito creditório, reconhece-se a homologação da declaração de compensação, nos termos do artigo 170 do CTN e artigo 74 da Lei nº 9.430/1996. Recurso Voluntário Provido. Direito Creditório Reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 09 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10283.902811/2009-18
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5755257
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3302-004.639
nome_arquivo_s : Decisao_10283902811200918.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10283902811200918_5755257.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Walker Araújo, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e José Renato Pereira de Deus.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 28 00:00:00 UTC 2017
id : 6883320
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466627424256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1413; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 517 1 516 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.902811/200918 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302004.639 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2017 Matéria Compensação Recorrente SONOPRESS RIMO DA AMAZÔNIA INDÚSTRIA E COMÉRCIOFONOGRÁFICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/03/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO CREDITÓRIO. Comprovada a liquidez e certeza do direito creditório, reconhecese a homologação da declaração de compensação, nos termos do artigo 170 do CTN e artigo 74 da Lei nº 9.430/1996. Recurso Voluntário Provido. Direito Creditório Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), José Fernandes do Nascimento, Walker Araújo, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo Paes de Souza e José Renato Pereira de Deus. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 28 11 /2 00 9- 18 Fl. 517DF CARF MF Processo nº 10283.902811/200918 Acórdão n.º 3302004.639 S3C3T2 Fl. 518 2 Por bem retratar a realidade dos fatos, transcrevese o relatório da Resolução de nº 330200.165: "Tratase de declaração de compensação transmitida em 31/03/2006 pela contribuinte acima identificada, na qual indicou o crédito de R$ 14.961,08, resultante de pagamento indevido ou a maior originário de DARF relativo à receita de código 6912, do período de apuração de 04/2005, no valor originário de R$ 41.004,74. A Delegacia de origem, em análise datada de 25.03.2009 (fl. 06), constatou que "a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP (...) foram localizados um ou mais pagamentos (...), mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Assim, não homologou a compensação declarada. Cientificada em 02/04/2009, a interessada apresentou, em 04.05.2009, manifestação de inconformidade na qual alega (fls. 10/17): "A ora peticionária apurou (...) equivocadamente, um débito de PIS (...) conforme DCTF transmitida à Receita Federal do Brasil (...). Com base no referido equívoco, a peticionária promoveu o recolhimento do montante supostamente devido, conforme se verifica do DARF ora apresentado (...). (...) Desta forma, verificase que a peticionária agiu devidamente, conforme determina a legislação, uma vez que, após ter reconhecido o pagamento indevido, retificou a DCTF e promoveu a devida compensação de um crédito seu, com um débito próprio. Entretanto, a peticionária recebeu, com surpresa, o despacho decisório o qual não reconheceu a compensação dos valores devidos (...). (...) Nesse sentido, é forçoso que a Receita Federal do Brasil reconheça o direito creditório da peticionária e homologue a compensação efetuada, tendo em vista que a apuração do débito de PIS originouse de um equívoco, o qual não pode perpetuar em nome da verdade material que deve prevalecer no processo administrativo. É o que se vê, aliás, da jurisprudência pacifica do antigo Conselho de Contribuintes (...). (...) Fl. 518DF CARF MF Processo nº 10283.902811/200918 Acórdão n.º 3302004.639 S3C3T2 Fl. 519 3 Negarlhe o direito a compensação ou impedir a restituição de pagamento indevido efetuado constituiria apropriação indébita por parte do Fisco Federal. Diante do exposto, requer a ora peticionária (...) seja conhecida e provida a presente manifestação de inconformidade (...)." Vistos, relatados e discutidos os autos, acordaram os membros da Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém/PA, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 CREDITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. 0 crédito tributário também resulta constituído nas hipóteses de confissão de divida previstas pela legislação tributária, como é o caso da DCTF. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ÔNUS DA PROVA. Considerase não homologada a declaração de compensação apresentada pelo sujeito passivo quando não reste comprovada a existência do crédito apontado como compensável. Nas declarações de compensação referentes a pagamentos indevidos ou a maior o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimada em 11/08/2010, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário em 10/09/2010, alegando nulidade da decisão recorrida por não ter considerado o Dacon apresentado como documento hábil e idôneo a provar o valor devido objeto da DCTF retificadora e, no mérito, reiterou a correção da compensação efetuada, em vista do princípio da verdade material. Na sessão de 31/08/2011, foi proferida a Resolução nº 330200.165, que converteu o julgamento em diligência para autoridade fiscal verificasse a veracidade das informações prestadas e dos créditos alegados pelo Recorrente em suas DCTF e DACON retificadoras, especificamente, a existência dos créditos alegados, informando se o “quantum” apurado é suficiente para fazer frente às compensações efetuadas. Em cumprimento da diligência, a autoridade fiscal elaborou a informação fiscal de efls. 491/494, na qual reconheceu que o valor pleiteado pela recorrente era inferior ao valor a ser restituído de acordo com a contabilidade. Em manifestação sobre o resultado da diligência, a recorrente reiterou as alegações de recurso voluntário, confirmadas pela informação fiscal. Na forma regimentar, o processo foi distribuído a este relator. Fl. 519DF CARF MF Processo nº 10283.902811/200918 Acórdão n.º 3302004.639 S3C3T2 Fl. 520 4 É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède. O recurso interposto atende aos pressupostos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Em preliminar a recorrente alegou nulidade da decisão recorrida, em razão de que não se considerou o Dacon como prova hábil e idônea, para a certificação do indébito tributário. De fato, a decisão recorrida entendeu ser necessária a apresentação da escrita fiscal e contábil e respectiva documentação de suporte, conforme excerto abaixo: "... Ou seja, para ilidir a presunção de legitimidade do crédito tributário vinculado ao pagamento antecipado (lançamento por homologação), não se mostra suficiente que o contribuinte promova a redução do débito confessado em DCTF, fazendo se necessário, notadamente, que demonstre, por intermédio de sua escrita contábil e fiscal e respectiva documentação de suporte, que o pagamento foi realmente indevido." No caso, a decisão está fundamentada nos termos do artigo 31 do Decreto nº 70.235/1972 e o inconformismo com seu conteúdo decisório não leva a sua nulidade, mas em eventual reforma, se fosse o caso. Assim, afasto a nulidade arguida. Quanto ao mérito, a informação fiscal produzida na diligência reconheceu que o valor devido informado pela recorrente em Dacon de R$ 26.043,66 era superior ao valor devido apurado em sua contabilidade, confirmando, portanto, o indébito tributário pleiteado de R$ 14.961,08. Diante do exposto, voto para dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 520DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001463/2005-18
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2002 SUPRIMENTO DE CAIXA. O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de terceiros deve ser comprovado por documentação que deve lastrear o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores e bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação. INEXATIDÕES MATERIAIS. Alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal do procedimento. LANÇAMENTOS DECORRENTES. PIS. COFINS. CSLL. Tratando-se de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ.
Numero da decisão: 1801-000.670
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraiva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2002 SUPRIMENTO DE CAIXA. O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de terceiros deve ser comprovado por documentação que deve lastrear o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores e bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação. INEXATIDÕES MATERIAIS. Alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal do procedimento. LANÇAMENTOS DECORRENTES. PIS. COFINS. CSLL. Tratando-se de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 11516.001463/2005-18
conteudo_id_s : 5784377
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1801-000.670
nome_arquivo_s : Decisao_11516001463200518.pdf
nome_relator_s : Carmen Ferreira Saraiva
nome_arquivo_pdf_s : 11516001463200518_5784377.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
id : 6970031
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:07:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466633715712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1724; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 616 1 615 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.001463/200518 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 180100.670 – 1ª Turma Especial Sessão de 03 de agosto de 2011 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Recorrente CAITE INDÚSTRIA TEXTIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2002 SUPRIMENTO DE CAIXA. O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de terceiros deve ser comprovado por documentação que deve lastrear o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores e bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação. INEXATIDÕES MATERIAIS. Alegações desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal do procedimento. LANÇAMENTOS DECORRENTES. PIS. COFINS. CSLL. Tratandose de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Fl. 951DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11516.001463/200518 Acórdão n.º 180100.670 S1TE01 Fl. 617 2 Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 153/157, com a exigência do crédito tributário no valor de R$790.122,16, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional apurado pelo regime de tributação com base no lucro real do anocalendário de 2001. O lançamento se fundamenta na omissão de receitas apurada a partir da efetividade da entrega e a origem dos recursos não comprovadamente demonstradas, a título de operação de mútuo, em conformidade com as informações constantes no Termo de Verificação, Constatação e Encerramento da Ação Fiscal, fls. 178/198, nos seguintes valores: Meses Ano Calendário 2001 Valdir Silva CPF 221.437.93987 Valor R$ A Nunes & Cia Ltda CNPJ 86.434.727/000100 Valor R$ Campeiro Produtos Alimentícios Indústria e Comércio Ltda CNPJ 79.508.616/000170 Valor – R$ Janeiro 0,00 52.000,00 0,00 Fevereiro 135.000,00 56.816,34 35.024,50 Março 0,00 74.049,82 43.490,03 Abril 0,00 50.068,37 14.304,32 Maio 0,00 243.790,47 0,00 Junho 0,00 41.862,97 502,14 Julho 0,00 204.359,51 33.509,13 Agosto 0,00 189.336,65 1.000,00 Setembro 0,00 259.491,72 87.167,24 Outubro 0,00 233.862,47 10.342,20 Novembro 0,00 216.305,90 44.524,66 Dezembro 0,00 298.081,48 22.000,00 Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, inciso II do art. 249, parágrafo único do art. 251, art. 279, art. 282 e art. 288 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR, de 1999). Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foram constituídos os seguintes créditos tributários pelos lançamentos formalizados neste processo: Fl. 952DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11516.001463/200518 Acórdão n.º 180100.670 S1TE01 Fl. 618 3 II O Auto de Infração às fls. 158/164 com a exigência do crédito tributário no valor de R$36.712,38 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º e art. 3º da Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 2º e art. 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998 e inciso I do art. 2º, inciso I do art. 8º e art. 9º da Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998. III – O Auto de Infração às fls. 165/171 com a exigência do crédito tributário no valor de R$169.442,64 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, art. 2º, art. 3º e art. 8º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, § 2º do art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, Medida Provisória nº 1.858, de 24 de setembro de 1999, e Medida Provisória 1.807, de 25 de fevereiro de 1999. IV – O Auto de Infração às fls. 172/177 com a exigência do crédito tributário no valor de R$301.399,42 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: §§ do art. 2º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 19 e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 1º da Lei nº 9.316, de 22 de novembro de 1996, bem como art. 29 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e art. 6º da Medida Provisória nº 1.8586, de 29 de junho de 1999. Cientificada em 14/06/2005, fls. 155, 162, 170 e 174, a Recorrente apresentou as impugnação em 13/07/2005, fls. 205/220, com aditamento em 12/09/2008, fls. 503/504 com as alegações abaixo sintetizadas. Suscita que os rendimentos provenientes de mútuo entre pessoas jurídicas controladas, controladoras, coligadas ou interligadas não são tributáveis, em conformidade com o art. 77 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro se 1995, cujo conteúdo foi ratificado pelo art. 5º da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999. Defende que, de forma ilegal, a Instrução Normativa SRF nº 7, de 03 de fevereiro de 1999, ampliou o campo de incidência do IRRF sobre os rendimentos auferidos de operações de mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas controladoras e controladas, coligadas ou interligadas, em confronto com o disposto no art. 77 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro se 1995. Argúi que deve prevalecer a isenção prevista no art. 77 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro se 1995 (art. 43 e art. 178 do Código Tributário Nacional, bem como art. 5º, art. 143 e 153 da Constituição Federal). Argumenta 27. Em síntese, temse que não ocorreram as irregularidades mencionadas no "Termo de Verificação, Constatação e Encerramento da Ação Fiscal", bem como nos "Demonstrativos de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal" constantes do auto de infração e, destarte, improcedente o crédito tributário apurado, ou seja, a incidência do Imposto de Renda e seus reflexos: Imposto de Renda de Pessoa Fl. 953DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11516.001463/200518 Acórdão n.º 180100.670 S1TE01 Fl. 619 4 Jurídica, Contribuição do PIS, Contribuição Social sobre Lucro Liquido e Contribuição para o Financiamento Social. Com o objetivo de fundamentar seus argumentos interpreta a legislação que rege a questão litigiosa, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e cita entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Colaciona um caso concreto que entende semelhante à matéria tratada nos presentes autos. Conclui 32. Diante do exposto, requer: a). seja a presente recebida e juntada aos autos para, cumpridas as formalidades legais, acatadas as teses acima, com a improcedência da respectiva autuação; b). todos os meios de provas em direito admitidas, especialmente a juntada de documentos; depoimentos de testemunhas; perícias; que o demonstrativo anexado, seja tomado como parte integrante desta. P. deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/FNS/SC nº 0714.435, de 31/10/2008, fls. 580/586: “Lançamento Procedente em Parte” ficando esclarecido que em relação à pessoa jurídica A Nunes & Cia Ltda, CNPJ 86.434.727/000100 houve a comprovação de uma parcela da efetividade da entrega e a origem dos recursos objeto da operação de mútuo. Restou ementado ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 IRPJ. OMISSÃO DE RECEITAS. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO. O suprimento de valores pelos administradores ou sócios da sociedade está sujeito à comprovação de requisitos essenciais, cumulativos e indissociáveis, no tocante à origem e à efetivamente da respectiva entrega dos recursos, cujas operações deverão ser coincidentes em datas e valores. Caso o sujeito passivo não consiga comprovar a efetividade do suprimento configurase a hipótese como a presunção legal juris tantum de omissão de receitas. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2001 LANÇAMENTOS DECORRENTES. Em razão da vinculação entre o lançamento principal e os decorrentes, devem as conclusões relativas àquele prevalecer na apreciação destes, desde que não presentes argüições especificas ou elementos de prova novos. Notificada em 21/11/2008, fl. 601, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 19/12/2008, fls. 602/612, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de Fl. 954DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11516.001463/200518 Acórdão n.º 180100.670 S1TE01 Fl. 620 5 admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Conclui A vista do exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência parcial da decisão de primeira instância, requer que seja dado provimento ao presente Recurso reformandose decisão, declarando totalmente improcedente a autuação e excluindo a totalidade dos lançamentos que foram mantidos apesar da comprovação da origem e efetividade da entrega dos recursos e da apresentação de provas suficientes para a exclusão. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. A legislação pertinente ao processo administrativo fiscal estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. A Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência, embora tenha sido previamente notificada para solucionar as pendências tributárias. Assim, a realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. Assim, a solicitação deve ser indeferida. A Recorrente diz que os rendimentos provenientes de mútuo entre pessoas jurídicas controladas, controladoras, coligadas ou interligadas não são tributáveis. Sobre a matéria, o RIR, de 1999, determina: Art.281. Caracterizase como omissão no registro de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção, a ocorrência das seguintes hipóteses (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 12, § 2º, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 40): I a indicação na escrituração de saldo credor de caixa; II a falta de escrituração de pagamentos efetuados; Fl. 955DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11516.001463/200518 Acórdão n.º 180100.670 S1TE01 Fl. 621 6 III a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. Art.282.Provada a omissão de receita, por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova, a autoridade tributária poderá arbitrála com base no valor dos recursos de caixa fornecidos à empresa por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual, ou pelo acionista controlador da companhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 12, § 3º, e DecretoLei nº 1.648, de 18 de dezembro de 1978, art. 1º, inciso II). Diferentemente do entendimento da Recorrente, o objeto dos presentes autos não é a tributação sobre os rendimentos decorrentes de mútuo, cujo sujeito passivo é a mutuante emprestadora e sim a omissão de receitas decorrente de suprimento de caixa (art. 282 do RIR, de 1999). O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de terceiros deve ser comprovado por documentação que deve lastrear o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores e bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação. O intuito da norma é coibir a existência de recursos que transitem à margem da escrituração contábil. Analisando a situação fática temse que: em relação a Valdir Silva, CPF 221.437.93987, a Recorrente não comprovou a origem do crédito, uma vez que para tanto apresentou cópias da nota promissória sem data, do cheque de Argemiro Antônio Nunes e do recibo de Valdir da Silva todos no valor de R$ 175.000,00, cópias de cheques, cópias de depósitos e cópias de documentos de controle interno de mútuo, de modo que não demonstrou o seu desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidente em datas e valores, nem a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação, fls. 83/84 e 229/274; ademais, consta nos autos a sua Declaração de Isento no anocalendário de 2001, fls. 85; atinente a A Nunes & Cia Ltda, CNPJ 86.434.727/000100, com exceção da parcela improcedente do lançamento, conforme consta no Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/FNS/SC nº 0714.435, de 31/10/2008, fls. 580/586, a Recorrente apresentou cópias de cheques, cópias de depósitos, cópias de extratos bancários e cópias de documentos de controle interno de mútuo, de modo que não demonstrou o seu desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores, nem a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação, fls. 276/449; ressaltese que os documentos verificados pela autoridade fiscal e que fundamentam o lançamento constam às fls. 02/119 do Anexo I; no que diz respeito a Campeiro Produtos Alimentícios Indústria e Comércio Ltda, CNPJ 79.508.616/000170, a Recorrente apresentou cópias de cheques, cópias de depósitos, cópias de extratos bancários e cópias de documentos de controle interno de mútuo, de modo que não demonstrou o seu desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores, nem a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação, fls. 451/479; destaquese que os documentos verificados pela autoridade fiscal e Fl. 956DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11516.001463/200518 Acórdão n.º 180100.670 S1TE01 Fl. 622 7 que fundamentam o lançamento constam às fls. 120/196 do Anexo I e às fls. 02/24 do Anexo II. Verificase que as alegações da Recorrente desprovidas de comprovação efetiva de sua materialidade não são suficientes para ilidir a motivação fiscal do exame da matéria, tendo em vista que as provas já constantes nos autos constituem um conjunto probatório robusto de que o procedimento de ofício está correto nesta parte. Por conseguinte, este argumento não pode prosperar. No que se refere à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados na peça recursal, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso (art. 100 do Código Tributário Nacional). Em relação aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe transcrever o enunciado da Súmula CARF n° 2, que é de adoção obrigatória (art. 72 do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e que assim determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Logo, este argumento não pode prosperar. Atinente ao PIS, à Cofins e à CSLL, tratandose de lançamentos decorrentes, a relação de causalidade que informa os procedimentos leva a que os resultados do julgamento dos feitos reflexos acompanhem aqueles que foram dados ao lançamento principal de IRPJ. Em face do exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 957DF CARF MF Emitido em 14/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 11/08/2011 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 14/08/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
score : 1.0
Numero do processo: 15536.000031/2007-74
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Aug 30 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1994 a 31/12/2003
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. ERRO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES E NA BASE DE CÁLCULO. VÍCIO MATERIAL DO LANÇAMENTO. NULIDADE.
Com relação aos autônomos, constatou-se a ausência de descrição correta do fato gerador, no relato da fiscalização e seus anexos, diante da incidência da contribuição previdenciária sobre a compra de ardósia, a compra de estrume, a compra de grama, a remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas, e a compra de materiais diversos.
No que se referem aos empregados, houve erro na base de cálculo, em razão da consideração de valores que não integram a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias, decorrente de diferenças constatadas entre as folhas de pagamentos e os registros contábeis contidos nos livros diários.
Numero da decisão: 2201-003.792
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora.
EDITADO EM: 25/08/2017
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201708
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1994 a 31/12/2003 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. ERRO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES E NA BASE DE CÁLCULO. VÍCIO MATERIAL DO LANÇAMENTO. NULIDADE. Com relação aos autônomos, constatou-se a ausência de descrição correta do fato gerador, no relato da fiscalização e seus anexos, diante da incidência da contribuição previdenciária sobre a compra de ardósia, a compra de estrume, a compra de grama, a remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas, e a compra de materiais diversos. No que se referem aos empregados, houve erro na base de cálculo, em razão da consideração de valores que não integram a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias, decorrente de diferenças constatadas entre as folhas de pagamentos e os registros contábeis contidos nos livros diários.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 30 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 15536.000031/2007-74
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5764297
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 30 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.792
nome_arquivo_s : Decisao_15536000031200774.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
nome_arquivo_pdf_s : 15536000031200774_5764297.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora. EDITADO EM: 25/08/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 08 00:00:00 UTC 2017
id : 6911236
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:05:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466649444352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1659; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15536.000031/200774 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201003.792 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 8 de agosto de 2017 Matéria Contribuições Sociais Previdenciárias Recorrente SOCIEDADE ESPÍRITA FRATERNIDADE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1994 a 31/12/2003 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS. ERRO NA DESCRIÇÃO DOS FATOS GERADORES E NA BASE DE CÁLCULO. VÍCIO MATERIAL DO LANÇAMENTO. NULIDADE. Com relação aos autônomos, constatouse a ausência de descrição correta do fato gerador, no relato da fiscalização e seus anexos, diante da incidência da contribuição previdenciária sobre a compra de ardósia, a compra de estrume, a compra de grama, a remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas, e a compra de materiais diversos. No que se referem aos empregados, houve erro na base de cálculo, em razão da consideração de valores que não integram a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias, decorrente de diferenças constatadas entre as folhas de pagamentos e os registros contábeis contidos nos livros diários. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora. EDITADO EM: 25/08/2017 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 53 6. 00 00 31 /2 00 7- 74 Fl. 1332DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão primeira instância que julgou improcedente a impugnação apresentada pelo sujeito passivo. Nesta oportunidade, utilizome trechos do relatório produzido em assentada anterior, eis que aborda de maneira elucidativa os fatos objeto dos presentes autos, nos termos seguintes: Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra a associação acima identificada que, de acordo com o Relatório Fiscal de f s. 78/78 e anexos A e B, fls. 80/106, teve como fato gerador remunerações pagas ou creditadas a empregados o contribuintes. 2. Informa o relatório fiscal que os salários de contribuição lançados nos, Livros Diários 5 n° 1 (registro n2 3957, em 26/09/2002), 2 (registro n° 36/84, em 17/05/84) e 3 ( re /N° 271/03, em 12/01/96), mostramse superiores àqueles existentes nas folhas de pagamento e RAIS. Foi efetuado quadro demonstrativo (Anexo A), onde verificouse diferenças entre os salários, de contribuição para os quais houve o recolhimento, extraídos das guias de recolhimentos e os salários de contribuição extraídos dos Livros Diários. 3. Informa ainda que as remunerações dos prestadores de serviços para os quais não houve recolhimento, encontramse relacionadas no Anexo B. DA IMPUGNAÇÃO 4. Dentro do prazo regulamentar, a notificada contestou o lançamento através do instrumento de fls. 111/118 e anexou xerox de Portaria ri g 958, de 15108/2002 de Utilidade Pública Federal, do Ministério da Justiça, fls. 120, e Certidão de Manutenção do Título, fls. 121, alegando em síntese: 4.1. Os salários de contribuição das competências 01 a 06/94, expressos em Cruzeiros reais, foram convertidos para Real, sem a utilização do fator de conversão; • 4.2. reclama que o Auditor Fiscal tomou como fonte para apuração da contribuição, o Caixa da Instituição, o que gera diferenças inexistentes, já que o caixa apropria todas modalidades de pagamentos; 4.3. Argüi "prescrição" com base no disposto no art. 173 do Código Tributário Nacional.; Fl. 1333DF CARF MF Processo nº 15536.000031/200774 Acórdão n.º 2201003.792 S2C2T1 Fl. 3 3 4.4. Entende que sendo considerada de utilidade pública federal está isenta dos recolhimentos das contribuições previdenciárias de que tratam os art. 22 e 23 da Lei 8212/91 e ainda não caberia a aplicação de qualquer multa mas sim, advertência por eventual descumprimento de formalidade regulamentar. t 5. É o relatório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Niterói (RJ) julgou improcedente a impugnação, conforme a seguinte ementa: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LANÇAMENTO DO CRÉDITO. FORMA. DECADÊNCIA. ISENÇÃO. REQUISITO. MATÉRIA DE FATO ÔNUS DA PROVA. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição do outra importância devida, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgão competentes. É de 10 anos o prazo decadencial das contribuições previdenciárias, conforme art. 145 da Lei 8212/91 e Parecer/CJ/ N° 2.291/00. Ser portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada 3 anos, é um dos requisitos do art. 55, I a V, da Lei 8.212191 para o beneficio da isenção das contribuições previstas nos art. 22 e 23. Cabe ao contribuinte a prova dos fatos que tenha alegado. O ato administrativo possui presunção de legalidade, veracidade e legitimidade. Não sendo afastada, mantémse de 'pleno direito, os efeitos do lançamento. Inteligência do art. 36 da Lei 9784/99. LANÇAMENTO PROCEDENTE Posteriormente, foi interposto recurso voluntário, no qual o contribuinte teceu os seguintes argumentos: a) há omissão, no relatório fiscal, da descrição clara e precisa dos fatos geradores por ele considerados no lançamento. Tal omissão não se deu por mero esquecimento, mas porque efetivamente não houver perquirição da ocorrência do fato gerador, haja vista a consideração do auditor,hipótese de incidência da contribuição previdenciária, dos fatos: compra de ardósia, compra de estrume, compra de grama, remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas, compra de materiais diversos; b) na impugnação, constam cópias dos recibos que provam as alegações supracitadas, para que fique comprovada a inegável autenticidade da argumentação de erro na identificação do fato gerador; Fl. 1334DF CARF MF 4 c) erro da base de cálculo, no caso dos serviços prestados aos autônomos, devese promover a exata apuração do quanto destinouse à remuneração pelos serviços prestados, objetivando delimitar com precisão a base de cálculo, excluindo dela os valores referentes à aquisição de material, ou utilização de equipamentos, a fim de se apurar com exatidão o valor devido referente à remuneração contida no lançamento; d) quando efetuou o lançamento decorrente de diferenças constatadas entre as folhas de pagamentos e os registros contábeis contidos nos livros diários, o auditor não se ocupou de delimitar a base de cálculo, mais uma vez, deixando de observar o art. 142 do CTN, pois, nas diferenças constatadas, foram considerados valores que não integram a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias; e) houve erro na fixação da base de cálculo das contribuições, uma vez que estão sendo exigidas contribuições previdenciárias sobre INSS, FGTS, PIS, vale transporte e parcelas indenizatórias por rescisão de contrato de trabalho; f) não foram observadas as variações monetárias decorrentes da URV, pois o lançamento dos salários de contribuição no diário estavam em cruzeiros reais e o valor do recolhimento em URV, conforme demonstrado no documento n.º 02; g) no documento intitulado DAD — Discriminativo Analítico de Débito não foram informadas as alíquotas e base de cálculo das contribuições. Em outro documento que faz parte integrante dos autos, intitulado Relatório de Lançamentos, às fls. 057 a 063, referente às competências 01/94 a 12/99 informase a alíquota de 100% (CEM POR CENTO), indicandose como valor lançado e apropriado a totalidade do salário de contribuição em cada competência. E nas folhas 49 a 56 informa como valor lançado a remuneração do contribuinte individual, com alíquotas que variam: 15%, nas competências 01/99 a 02/2000; 20%, nas competências 03/2000 a 03/2003 e 31%, nas de 04/2003 em diante, e como valor apropriado a contribuição apurada por meio da aplicação da alíquota ao salário de contribuição. Posteriormente, foi apresentada Informação fiscal (fls. 248 e seguintes segundo volume), na qual o auditor busca esclarecer os pontos argüidos pela contribuinte, em sede de recurso. Em seguida, a Seção do Contencioso Administrativo do MPS determinou ao auditor responsável a elaboração de esclarecimentos sobre os pontos obscuros da autuação, conforme se extrai dos trechos seguintes ( fls 253 e seguintes segundo volume): 11 Assim, entendemos necessário verificar as folhas de pagamento, guias de recolhimentos, documentos do FGTS e Vale transporte e demais que possam ter sendo lançados como "Despesas Com Pessoal', confrontando com dados do sistema informatizado, a fim de confirmar os documentos apresentados e outros que mesmo não tendo sido apresentados no recurso, fizeram parte do lançamento, para verificar a procedência do argumento da empresa de que o lançamento contábil estaria englobando parcelas que não são bases de cálculo. Fl. 1335DF CARF MF Processo nº 15536.000031/200774 Acórdão n.º 2201003.792 S2C2T1 Fl. 4 5 12 Em que pese à possibilidade de ter havido descumprimento de obrigação acessória quando de sua escrituração contábil, o erro cometido não pode ser fonte de constituição de crédito, se comprovado que há parcelas não integrantes da .base de cálculo de contribuições previdenciárias no lançamento contábil. 13 Quanto ao lançamento de. serviços prestados por pessoa físicas, solicitamos esclarecer se os valores constantes no Anexo B, estão lançados na contabilidade 11 como serviços prestados por pessoa física ou denominação semelhante pelo valor total, tanto nos recibos que contém serviços e materiais, quanto naqueles somente de material. Para os levantamentos "AU1 Autônomo ri declar. GFIP" e "AU3 I II, Autônomo anterior a GFIP", não consta do processo, informação clara da fonte lionde foram encontrados os valores lançados no Anexo B. Após, foi emitida nova Informação Fiscal com uma série de esclarecimentos, consoante constam das fls. 257 a 263 do segundo volume. Assim, em síntese: 5.1. Em 12/09/2005 foi interposto recurso (fls.149/157). 5.2. Em 30/09/2005 o Serviço do Contencioso (fls.483/484) requisitou diligência para a análise dos documentos acostados pela recorrente e possível retificação do lançamento. 5.3. A diligência manifestouse pela manutenção do lançamento (fls.543/546). 5.4 Em 23/12/2006, a seção do contencioso reiterou o pedido de diligência para novos esclarecimentos, tendo como resposta a Informação Fiscal prestada em 14/02/2007, fls551/558. Com a chegada do processo ao CARF, foram determinadas mais duas diligências, para ciência e manifestação do contribuinte sobre as Informações Fiscais e para, nos levantamentos referentes a serviços prestados por autônomos, identificar os pagamentos que se referem a material e/ou equipamentos e para, os levantamentos relativos a diferenças salariais, identificar quais verbas compõe a diferença lançada e se a alegação da recorrente é verdadeira. Em 05/07/2016, a fiscalização lavrou o Termo de Intimação Fiscal de fls. 1.221, no qual solicita a apresentação de documentos referentes a janeiro de 1998 a dezembro de 2003. Em 23/08/2016, foi apresentado Relatório sobre a diligência, fls. 1238 a 1241, com a seguinte conclusão: Fl. 1336DF CARF MF 6 Manifestase a recorrente, às fls. 1322, sustentando, em resumo, que: não foi atendida a íntegra da diligência determinada pelo Conselho, pois faltou a avaliação pontual dos recibos, posto que a autoridade recursal não indicou que fosse a recorrente instada a realizar e sim que a fiscalização assim procedesse. É o relatório. Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz Conheço do recurso, pois se encontra tempestivo e com condições de admissibilidade. 1. Da Preliminar Consoante consta do Relatório Fiscal, a base de cálculo da presente autuação foi extraída da seguinte forma: 3.1. EMPREGADOS 3 11 Os salários de contribuição lançados nos Livros Diários N°2 (registro N°36/84 em 17/05/84), N° 3(REG. N' 271/03 em 12/01/96), e N°1 (REGISTRO 3957 em 26/09/2002), mostramse superiores àqueles existentes nas folhas de pagamento e RAIS. 3.1.2. A diferença entre os salários de contribuição para os quais houve o recolhimento (extraídos [A1]das guias de recolhimento), e os salários de contribuição extraídos dos Livros Diário, geram uma diferença na base de cálculo, que é demonstrada no ANEXO A [A21deste relatório. Fl. 1337DF CARF MF Processo nº 15536.000031/200774 Acórdão n.º 2201003.792 S2C2T1 Fl. 5 7 3.2. SEM VÍNCULO EMPREGATÍCIO 3.2.1. As remunerações de autônomos, para os quais não houve recolhimento, estão relacionados no ANEXO B deste relatório. Como narrado, foram realizadas algumas diligências nos autos, tendo em vista que o relatório fiscal juntamente com seus anexos indicaram a existência de incidência das contribuições previdenciárias sobre compra de ardósia, compra de estrume, compra de grama, remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas e compra de materiais diversos, no que se referem aos autônomos; bem como incidência sobre as contribuições para o INSS + FGTS + PIS + Vale Transporte + Parcelas indenizatórias +Primeira parcela do 13º salário, no que se referem aos empregados, sendo que a resposta a última diligência solicitada pelo CARF assim dispôs, fls 1.238 e seguintes: Sobre o salário de contribuição dos autônomos, a resposta à diligência assim considerou: Fl. 1338DF CARF MF 8 Fl. 1339DF CARF MF Processo nº 15536.000031/200774 Acórdão n.º 2201003.792 S2C2T1 Fl. 6 9 Manifestouse o contribuinte, às fls. 1322, sustentando, em resumo, que: não foi atendida a íntegra da diligência determinada pelo Conselho, pois faltou a avaliação pontual dos recibos, posto que a autoridade recursal não indicou que fosse a recorrente instada a realizar e sim que a fiscalização assim procedesse. De fato, assiste razão à recorrente, pois constou da diligência a seguinte conclusão, fls. 1212: CONCLUSÃO Voto por baixar o processo em diligência para, nos levantamentos referentes a serviços prestados por autônomos, identificar os pagamentos que se referem a material e/ou equipamentos e para, os levantamentos relativos a diferenças salariais, identificar quais verbas compõe a diferença lançada e se a alegação da recorrente é verdadeira. Observase, pelas várias diligências realizadas, nos presentes autos, que o Relatório Fiscal se omitiu na descrição clara e precisa dos fatos geradores considerados no lançamento (no caso concreto, houve dúvida sobre a incidência da contribuição previdenciária sobre compra de ardósia, compra de estrume, compra de grama, remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas, compra de materiais diversos); existiu, conforme conclusão da diligência, erro na base de cálculo, quando a autoridade efetuou o lançamento decorrente de diferenças constatadas entre as folhas de pagamentos e os registros contábeis contidos nos livros diários, pois, nas diferenças constatadas, foram considerados valores que não integram a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias. Portanto, pelo teor das diligências constantes dos autos, verificamse claras dúvidas sobre aspectos relevantes da autuação (fato gerador e base de cálculo), tais dúvidas, em parte, foram esclarecidas pela última diligência, constatandose o erro na base de cálculo; mas Fl. 1340DF CARF MF 10 ainda permanecem dúvidas no que se referem aos recibos apresentados, tendo em vista que a resposta a diligência não solucionou a controvérsia, como se extrai do trecho abaixo transcrito: 3.2.2. Pelo exame dos recibos apresentados, verificamos que tanto os valores quanto a argumentação do auditor são procedentes, posto que, nos recibos, não há separação entre material e mão de obra e não cabe ao fisco fazer uma distinção que não consta nos documentos apresentados. Diante desse contexto, mostrase evidente o vício material do lançamento. A fim de elucidar a matéria, cabe destacar que o lançamento, como ato administrativo de caráter vinculado, é constituído por cinco elementos essenciais de validade: competência, finalidade, motivo, objeto e forma. Para análise da preliminar ventilada, interessanos o exame do objeto e da forma. O objeto, como ensina José dos Santos Carvalho Filho, consiste na alteração no mundo jurídico que o ato administrativo se propõe a processar. Especificamente sobre o objeto do lançamento fiscal, o art. 142 do Código Tributário Nacional dispõe: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” No que se refere à forma, o art. 10 do Decreto 70.235/72 assim determina: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Fl. 1341DF CARF MF Processo nº 15536.000031/200774 Acórdão n.º 2201003.792 S2C2T1 Fl. 7 11 Portanto, a descrição equivocada dos fatos utilizados na demonstração da ocorrência do fato gerador se refere ao conteúdo do lançamento, pois exige a interpretação e aplicação da legislação de regência do tributo para verificar a ocorrência do fato gerador. Assim, a ausência de descrição correta pela autoridade do fato gerador (a incidência da contribuição previdenciária sobre compra de ardósia, compra de estrume, compra de grama, remessa de Sedex, produtos e serviços fornecidos por pessoas jurídicas, compra de materiais diversos, não se resume a um vício formal do lançamento, ou seja, a exteriorização do conjunto de caracteres descritivos do fato. Além disso, houve também erro da base de cálculo identificado na resposta a diligência, em razão de terem sido considerados valores que não integram a base de cálculo das Contribuições Previdenciárias, quando a autoridade efetuou o lançamento decorrente de diferenças constatadas entre as folhas de pagamentos e os registros contábeis contidos nos livros diários. A necessidade de realização de diversas diligências buscando esclarecimentos acerca dos fatos geradores e das base de cálculo indicam o erro na adequada descrição dos fatos, que deveria constar do Relato inicial, de modo claro, para que ao contribuinte fosse oportunizado o contraditório e à ampla defesa. Para ajudar na distinção entre vício formal e material, basta identificar o erro existente, se ocorreu erro de fato, o vício será considerado formal, contudo, se ocorreu erro de direito, o vício será material. Para Paulo de Barro Carvalho, o erro de fato é um desajuste interno da estrutura do enunciado, nos termos seguintes: O erro de fato é um problema intranormativo, um desajuste interno na estrutura do enunciado, por insuficiência de dados lingüísticos informativos ou pelo uso indevido de construções de linguagem que fazem às vezes de prova. Esse vício na composição semântica do enunciado pode macular tanto a oração do fato jurídico tributário como aquela do conseqüente, em que se estabelece o vínculo relacional. Ambas residem no interior da norma e denunciam a presença do erro de fato. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 22ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 485). O erro de direito, na visão de Paulo de Barros caracterizase como um descompasso de feição externa, conforme abaixo transcrito: Já o erro de direito é também um problema de ordem semântica, mas envolvendo enunciados de normas jurídicas diferentes, caracterizandose como um descompasso de feição externa, internormativa. (...) Quer os elementos do fato jurídico tributário, no antecedente, quer os elementos da relação obrigacional, no consequente, quer ambos, podem, perfeitamente, estar em desalinho com os enunciados da hipótese ou da conseqüência da regra matriz do tributo, acrescendose, naturalmente, a possibilidade de inadequação com outras normas gerais e abstratas, que não a Fl. 1342DF CARF MF 12 regra padrão de incidência. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 22ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 486). Nesse sentido, acrescenta Mizabel Derci que: "erro de fato resulta da inexatidão ou incorreção dos dados fáticos, situações, atos ou negócios que dão origem à obrigação. Erro de direito é concernente à incorreção dos critérios e conceitos jurídicos que fundamentaram a prática do ato.” Desse modo, o erro de direito está atrelado ao plano da interpretação e aplicação das normas jurídicas ao caso concreto, na valoração jurídica dos fatos, enquanto o erro de fato recai sobre as circunstâncias do caso em exame. Com efeito, o equívoco na descrição dos fatos pode caracterizar tanto um vício material quanto um vício formal, a depender do caso concreto. No caso dos autos; tendo em vista que o erro ocorreu na identificação jurídica dos fatos descritos, no que se referem aos anexos do relatório, bem como considerando a resposta à ultima diligência, sendo o relato da fiscalização pouco detalhado, o que ocasionou prejuízos à defesa; houve erro de direito. Melhor elucidando, a ausência da perfeita descrição dos fatos que dão ensejo ao tributo lançado malfere os ditames do artigo 142 do CTN, anteriormente transcrito, determinando a nulidade material do ato administrativo. O art. 59 do PAF determina serem nulos os atos lavrados por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Já o art. 60 dispõe que meras irregularidades, incorreções e omissões não importarão em nulidades, mormente quando não influírem na solução do litígio. Acerca do tema, temse a seguinte conclusão: irregularidades, incorreções ou omissões que não acarretem prejuízo à defesa do sujeito passivo não geram nulidade do lançamento; ocorre vício material, quando o equívoco decorre de erro na subsunção do fato à regra matriz de incidência; e há vício formal quando o erro na identificação ocorre no suporte físico do lançamento. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso voluntário e, acolhendo a preliminar de nulidade por vício material, darlhe provimento. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora Fl. 1343DF CARF MF Processo nº 15536.000031/200774 Acórdão n.º 2201003.792 S2C2T1 Fl. 8 13 Fl. 1344DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10120.001359/90-49
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Jul 08 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: CSRF/01-00.083
Decisão: RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Wilfrido Augusto Marques
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199607
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10120.001359/90-49
conteudo_id_s : 5777768
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 28 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : CSRF/01-00.083
nome_arquivo_s : Decisao_101200013599049.pdf
nome_relator_s : Wilfrido Augusto Marques
nome_arquivo_pdf_s : 101200013599049_5777768.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 1996
id : 6950490
ano_sessao_s : 1996
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466656784384
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-10-22T12:21:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 3; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-10-22T12:21:35Z; Last-Modified: 2013-10-22T12:21:35Z; dcterms:modified: 2013-10-22T12:21:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:a255ab63-5b0d-484c-a86c-181b7b7f02ab; Last-Save-Date: 2013-10-22T12:21:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-10-22T12:21:35Z; meta:save-date: 2013-10-22T12:21:35Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-10-22T12:21:35Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-10-22T12:21:35Z; created: 2013-10-22T12:21:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-10-22T12:21:35Z; pdf:charsPerPage: 1154; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-10-22T12:21:35Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N°. : 10120/001.359/90-49 SESSÃO DE : 08 de julho de 1996 RECURSO N°. : RP/201-0.319 MATÉRIA : PIS FATURAMENTO RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : la CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: DIVINO MACEDO PINHO CALÇADOS S/A RESOLUÇÃO CSRF/01-0.083 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. RESOLVEM os Membros da Camara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 7,"ON PE " N PRESIDE E FORMALIZADO EM 2 8 AG O 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: CELSO ALVES FEITOSA, ANTONIO DE FREITAS DUTRA, MARIA CLELIA PEREIRA DE ANDRADE, CANDID° RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, REMIS ALMEIDA ESTOL, VERINALDO HENRIQUE DA sruvA, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, DIMAS RODRIGUES DE OLIVEIRA, MARIA lLCA DE CASTRO LEMOS DINIZ, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS E LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10120/001.359/90-49 RECURSO N° : 201-0.319 RESOLUÇÃO N° : CSRF/O 1 -0 . 083 RECORRENTE : DIVINO MACEDO PINTO CALÇADOS S/A RECORRIDA : PRIMEIRA CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ACÓRDÃO RECORRIDO N° 201-68.836 INTERESSADA : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO 0 Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto à la Camara do 2° Conselho de Contribuintes recorre da decisão daquele Colegiado, proferida através do Acórdão n° 201-68.836, de 24 de março de 1993, onde por maioria de votos deu se provimento ao recurso de Divino Macedo Pinho Calçados S/A, relativo ao PIS/Faturamento, decorrente da Processo 10120.001354/90-25 que trata do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Exercícios de 1987 e 1988, períodos base de 1986 e 1987. 2. Importante ressaltar que a decisão da autoridade julgadora de 1 0 Grau assim decidiu: "Contribuição para o PIS. Decorrência. Exercício(s) financeiro(s) de 1988, período-base de 1987. Ao se decidir de forma exaustiva matéria tributável, no processo matriz, contra a pessoa jurídica, resta abrangido o litígio quanto aos processos decorrentes. Ação Fiscal procedente em parte." 3. 0 Acórdão prolatado pela Primeira Camara do E. Segundo Conselho de Contribuintes, que serviu de motivo para o Recurso do Procurador da Fazenda Nacional, deu provimento, por maioria de votos, ao recurso do sujeito passivo, tendo a decisão sido assim ementada: "PIS/FATURAMENTO - Declaração de fornecedores que atestam a quitação de obrigações no exercício posterior - Recurso provido." 4. 0 recurso especial do Procurador da Fazenda Nacional limita-se a transcrever o voto vencido da lavra do Conselheiro Aristófanes Fontoura de Holanda, o qual conclui que "a existência de saldo de caixa suficiente , não ilidiria o indicio de omissão de receita representado pelo "passivo fictício" levantado pela fiscalização..." -0-7/f MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10120/001.359/90-49 5. 0 processo relativo ao IRPJ, do qual este é recorrente, Recurso n° 100.829, julgado pela P Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes, recebeu a seguinte ementa: "IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURÍDICA MODIFICAÇÃO DO LANÇAMENTO INICIAL - A modificação do lançamento inicial pela autoridade administrativa, implica na reabertura de prazo, para nova impugnação por parte do sujeito passivo. 6. Como resumo da decisão ficou decidido o seguinte: "Por unanimidade de votos, acolher a preliminar de supressão de instância, para devolver os autos à repartição de origem, a fim de que a autoridade de primeira instância aprecie o recurso como se impugnação fora, em obediência ao duplo grau de jurisdição. Acórdão 101.83.740" 7. Como informação sobre a trainitação do processo consta que o mesmo encontra-se arquivado desde 27.02.96, na Repartição. o Relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10120/001.359/90-49 VOTO Conselheiro Wilfrido Augusto Marques - Relator. Verifica-se do relatório que a decisão da autoridade julgadora de Primeiro Grau considerou a matéria discutida nos autos deste processo como decorrente daquela discutida no processo n° 10120.001354/90-25, Recurso 100.829, Acórdão n° 101.83740, relativo ao IRPJ, apreciado pela la Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. 2. Ocorre que a Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes converteu o julgamento do processo ern diligência A Repartição de origem, considerando para tanto, que não existe processo principal e processo secundário, solicitando A repartição de origem que nos termos do art. 60 do Decreto n° 70.235/72, esclareça as razões da divergência entre a Decisão de Primeira Instância e a Informação Fiscal, bem como explicite quais os documentos apresentados pela Autoridade, A titulo de comprovação dos itens mencionados." 4. Após as informações prestadas pela fiscalização As fls. 72/73, a Primeira Câmara do Segundo Conselho julgou o recurso, considerando as referidas informações, não vinculando sua deliberação, e, tampouco, referindo-se a matéria constante dos autos do processo-matriz. Diante dessa divergência quanto a ser ou não este processo decorrente daquele apreciado pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho, entendo, por cautela, já que o processo matriz encontra-se arquivado desde 27.02.96, ser indispensável a juntada do chamado "processo-matriz" aos presente processo, para que após sua detida análise, esta Camara Superior de Recurso Fiscais possa, de maneira inequívoca, deliberar. Assim sendo, proponho, preliminarmente, a conversão deste processo em diligência à Repartição de origem para a providência acima preconizada. Brasilia-DF, 08 de julho de 1996 rido A gusto frtarqqks - Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 10680.021819/99-01
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997
NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO.
Não se conhecem dos argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, dada a configuração da preclusão processual.
Numero da decisão: 9303-005.413
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Demes Brito - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Charles Mayer de Castro Souza, Demes Brito, Luiz Augusto do Couto Chagas, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: DEMES BRITO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Não se conhecem dos argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, dada a configuração da preclusão processual.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 19 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10680.021819/99-01
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5771063
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 19 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9303-005.413
nome_arquivo_s : Decisao_106800218199901.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : DEMES BRITO
nome_arquivo_pdf_s : 106800218199901_5771063.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Demes Brito - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Charles Mayer de Castro Souza, Demes Brito, Luiz Augusto do Couto Chagas, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
id : 6934220
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466692435968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1430; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 403 1 402 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10680.021819/9901 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303005.413 – 3ª Turma Sessão de 25 de julho de 2017 Matéria RESSARCIMENTO IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado VALE S/A (Sucessora de FERTECO MINERAÇÃO S/A) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Não se conhecem dos argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, dada a configuração da preclusão processual. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Demes Brito Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Charles Mayer de Castro Souza, Demes Brito, Luiz Augusto do Couto Chagas, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 02 18 19 /9 9- 01 Fl. 403DF CARF MF Processo nº 10680.021819/9901 Acórdão n.º 9303005.413 CSRFT3 Fl. 404 2 Relatório Tratase de Recurso Especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional com fundamento no artigo 67 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, contra acórdão nº3302002.018, proferido pela 3º Câmara/2º Turma Ordinária do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que decidiu em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito à incidência de juros Selic de 26/10/1999 até a data da ciência da decisão definitiva deste CARF. Transcrevo, inicialmente, excerto do relatório da decisão de primeiro grau: "Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI (Portaria MF nº 38/97), apresento em agosto de 1999, relativo ao 1º trimestre de 1997. O pedido foi indeferido, sem exame de mérito, porque os produtos exportados pela recorrente são NT. Inconformada, a empresa apresenta manifestação de inconformidade e recurso voluntário que restaram sendo indeferidos. Contra a decisão do Segundo Conselho de Contribuintes (Acórdão nº 20308.669), a empresa interessada apresentou recurso especial perante a CSRF, que restou sendo provido para reconhecer o direito, em tese, ao ressarcimento e determinar o exame de mérito pela DRJ, nos seguintes termos: Frente a todo o exposto, ratifico os termos do despacho que analisou a admissibilidade do recurso para definitivamente estabelecer que o processo limitase a definir se o contribuinte tem o direito ou não ao crédito presumido do IPI em razão de produzir mercadoria amparada pela não tributação do IPI. Este é o exato limite da decisão a ser proferida. Frente a tal, passo a decidir. [...] Frente ao exposto, dou provimento ao recurso especial interposto para reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido do IPI relativo ao PIS e à COFINS, cabendo à autoridade fiscal verificar se os valores requeridos se afeiçoam à legislação de regência. (Acórdão CSRF/0201.870, de 11/04/05). A DRJ em Juiz de Fora MG examinou o mérito do pedido tendoo deferido em parte. Do valor pleiteado (R$ 665.209,88) foi reconhecido R$ 527.563,56 (quinhentos e vinte e sete mi, quinhentos e sessenta e três reais e cinqüenta e seis centavos). Ciente da decisão e tempestivamente, a interessada apresenta recurso voluntário para pleitear a atualização monetária com base na Taxa SELIC, no qual alega que apesar do V. Acórdão DRJ nº 0919.061 não ter se pronunciado sobre a matéria, a correção monetária foi objeto de prequestionamento no item “d” do Recurso Especial provido pela V. Acórdão CSRF/0201.870, que devolveu todas as demais matérias à Instância Inferior de Julgamento. Fl. 404DF CARF MF Processo nº 10680.021819/9901 Acórdão n.º 9303005.413 CSRFT3 Fl. 405 3 Quanto ao mérito do recurso voluntário, alega que matéria consta da Súmula nº 411, do STJ, cuja aplicação é obrigatória por parte do CARF, por força do disposto no art. 62A do seu Regimento Interno. O acórdão recorrido restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1197 a 31/03/1997 RESSARCIMENTO. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA. OPOSIÇÃO DO FISCO. Havendo oposição do Fisco para utilização do crédito presumido do IPI por uma das formas permitidas na legislação, incidem juros calculados pela taxa Selic desde a data da decisão que impediu a utilização do crédito até a data da ciência da decisão que, definitivamente, afastou a oposição do Fisco. Recurso Voluntário Provido em Parte". Inconformada com tal decisão, a Fazenda Nacional interpõe o presente Recurso, sustentando que: "O acórdão recorrido concedeu o direito de correção do crédito presumido de IPI pela Selic, sem a devida manifestação do contribuinte em sede ordinária. Opera‑ se, em casos tais, por conta de preclusão, a definitividade da matéria que não foi objeto de questionamento pela parte. No caso, a incidência dos juros Selic sobre o crédito incentivado, não foi objeto de manifestação especifica pelo contribuinte em sua peça preliminar de defesa. Tal matéria, portanto, restou preclusa, não podendo ser rediscutida na fase recursal. requer que seja conhecido e provido o presente recurso especial, para reformar o acórdão recorrido, na parte objeto de irresignação, afastando‑ se a incidência da taxa Selic sobre o crédito presumido de IPI". Para respaldar a dissonância jurisprudencial, a Fazenda Nacional aponta como paradigma o acórdão nº 3401001.555. Em seguida, por sido comprovada a divergência jurisprudencial, o Presidente da 3º Câmara da 3º Seção de Julgamento deu seguimento ao recurso. A Contribuinte apresentou contrarrazões, defendendo que a União Federal não pode tentar reformar o acórdão recorrido para obstar o direito de correção monetária da Recorrida (direito substantivo) com base exclusivamente em argumento de forma procedimental, tendo em vista o disposto no art. 62A do seu Regimento Interno. É o relatório. Fl. 405DF CARF MF Processo nº 10680.021819/9901 Acórdão n.º 9303005.413 CSRFT3 Fl. 406 4 Voto Conselheiro Demes Brito Relator O Recurso foi tempestivamente apresentado e atende os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. As matérias divergentes posta a esta E.Câmara Superior, diz respeito há duas controvérsias: (i) versa se houve ou não preclusão quanto a manifestação da Contribuinte sobre a Taxa Selic; (ii) trata da incidência ou não da taxa SELIC sobre o cálculo de crédito presumido de IPI, (Portaria MF nº 38/97), relativa ao PIS e à COFINS. Com efeito, a discussão original do presente processo girava em torno do direito de aproveitamento do crédito presumido de IPI na exportação de produtos NT. Após percorrer todas as instâncias administrativas, a Contribuinte teve reconhecido o direito na CSRF, a qual determinou o retorno dos autos à DRJ para análise da pertinência dos créditos. Procedida nova análise o crédito solicitado pela Contribuinte foi deferido quase que na sua totalidade, e o novo recurso voluntário apresentado pela Contribuinte foi referente somente à aplicação da taxa Selic nos valores ressarcidos. A decisão recorrida concedeu taxa Selic sobre a parte resistida e posteriormente concedida, com incidência a partir da decisão da DRF que indeferiu o pleito do contribuinte. Contra esta decisão, a Fazenda Nacional apresentou o presente recurso especial, defendendo que a incidência de juros Selic sobre os valores ressarcidos nunca tinha sido objeto de pedido do contribuinte em todas as suas manifestações de defesa anteriores e, por isso, seria matéria preclusa que não deveria ter sido conhecida pela decisão recorrida. De fato, esta matéria nunca havia sido questionada e foi inaugurada somente em sede do segundo recurso voluntário apresentado pela Contribuinte. É flagrante a inovação operada em sede de recurso, tratandose de matéria preclusa em razão de sua não exposição na primeira instância administrativa, não tendo sido examinada sequer pela autoridade julgadora de piso, o que contraria o princípio do duplo grau de jurisdição, bem como o do contraditório e o da ampla defesa. Deste modo, a preclusão processual é um elemento que limita a atuação das partes durante a tramitação do processo, imputandolhe celeridade, numa seqüência lógica e ordenada dos fatos, em prol da pretendida pacificação social. Neste sentido, Humberto Theodoro Júnior1, leciona que a preclusão é “a perda da faculdade ou direito processual, que se extinguiu por não exercício em tempo útil”. Ainda segundo o mestre, com a preclusão, “evitase o desenvolvimento arbitrário do processo, que só geraria a balbúrdia, o caos e a perplexidade para as partes e o juiz”. 1 HUMBERTO, Theodoro Júnior. Curso de direito processual civil. vol. 1. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p. 225 226. Fl. 406DF CARF MF Processo nº 10680.021819/9901 Acórdão n.º 9303005.413 CSRFT3 Fl. 407 5 O princípio da preclusão conectase ao princípio do impulso processual e destinase “não apenas a proporcionar uma mais rápida solução do litígio, mas bem ainda a tutelar a boafé no processo, impedindo o emprego de expedientes que configurem litigância de máfé” 2. Tal princípio busca garantir o avanço da relação processual e impedir o retrocesso às fases anteriores do processo, encontrandose fixado o limite da controvérsia, no Processo Administrativo Fiscal (PAF), no momento da impugnação/manifestação de inconformidade. De acordo com o art. 16, inciso III, do Decreto nº 70.235, de 1972, os atos processuais se concentram no momento da impugnação, cujo teor deverá abranger “os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância, as razões e provas que possuir", considerandose não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante (art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972). Não é lícito inovar no recurso para inserir questão diversa daquela originalmente deduzida na impugnação/manifestação de inconformidade, Recurso Voluntário e Especial, devendo a inovação ser afastada por se referir a matéria não exposta no momento processual devido. Neste sentido, não se conhecem os argumentos trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, dada a configuração da preclusão processual, restando, portanto prejudicada a segunda matéria. Nestes termos, voto no sentido de dar provimento ao Recurso da Fazenda Nacional. É como voto. (assinado digitalmente) Demes Brito 2 GRINOVER, Ada Pelegrini. " Interesse da União, preclusão e o orgão judicial". Marcha do Processo Judicial. Rio de Janeiro. Forense, 2000, p.230. Fl. 407DF CARF MF Processo nº 10680.021819/9901 Acórdão n.º 9303005.413 CSRFT3 Fl. 408 6 Fl. 408DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11065.100323/2006-68
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006
NÃO-CUMULATIVIDADE. CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS ACUMULADOS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL VINCULANTE, NA FORMA REGIMENTAL.
Havendo decisão definitiva do STF, com repercussão geral, no sentido da não-incidência da Contribuição para o PIS e da Cofins na cessão onerosa para terceiros de créditos de ICMS acumulados, originados de operações de exportação, ela deverá ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, por força regimental, para fatos geradores anteriores à produção de efeitos da Lei nº 11.945/2009, que expressamente previu a sua exclusão da base de cálculo das contribuições.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-005.363
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Charles Mayer de Castro Souza (Suplente convocado), Demes Brito, Luiz Augusto do Couto Chagas (Suplente convocado), Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 NÃO-CUMULATIVIDADE. CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS ACUMULADOS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL VINCULANTE, NA FORMA REGIMENTAL. Havendo decisão definitiva do STF, com repercussão geral, no sentido da não-incidência da Contribuição para o PIS e da Cofins na cessão onerosa para terceiros de créditos de ICMS acumulados, originados de operações de exportação, ela deverá ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, por força regimental, para fatos geradores anteriores à produção de efeitos da Lei nº 11.945/2009, que expressamente previu a sua exclusão da base de cálculo das contribuições. Recurso Especial do Procurador Negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 11065.100323/2006-68
anomes_publicacao_s : 201709
conteudo_id_s : 5779129
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 29 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9303-005.363
nome_arquivo_s : Decisao_11065100323200668.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : RODRIGO DA COSTA POSSAS
nome_arquivo_pdf_s : 11065100323200668_5779129.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Charles Mayer de Castro Souza (Suplente convocado), Demes Brito, Luiz Augusto do Couto Chagas (Suplente convocado), Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 25 00:00:00 UTC 2017
id : 6957657
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:06:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466695581696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1828; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 2 1 1 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11065.100323/200668 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303005.363 – 3ª Turma Sessão de 25 de julho de 2017 Matéria PIS/COFINS. INCIDÊNCIA. CESSÃO ONEROSA DE CRÉDITOS DO ICMS. EXPORTAÇÃO. Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado RITZEL COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2006 a 31/03/2006 NÃOCUMULATIVIDADE. CESSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS ACUMULADOS DECORRENTES DE EXPORTAÇÕES. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL VINCULANTE, NA FORMA REGIMENTAL. Havendo decisão definitiva do STF, com repercussão geral, no sentido da nãoincidência da Contribuição para o PIS e da Cofins na cessão onerosa para terceiros de créditos de ICMS acumulados, originados de operações de exportação, ela deverá ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, por força regimental, para fatos geradores anteriores à produção de efeitos da Lei nº 11.945/2009, que expressamente previu a sua exclusão da base de cálculo das contribuições. Recurso Especial do Procurador Negado. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Charles Mayer de Castro Souza (Suplente convocado), Demes Brito, Luiz Augusto do Couto Chagas (Suplente convocado), Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 10 03 23 /2 00 6- 68 Fl. 359DF CARF MF Processo nº 11065.100323/200668 Acórdão n.º 9303005.363 CSRFT3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Especial de Divergência interposto pela Fazenda Nacional contra o Acórdão 380302.442. Na parte de interesse ao presente litígio, o colegiado a quo decidiu que a cessão onerosa de créditos do ICMS não compõe a base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS. A Fazenda Nacional requer a reforma do acórdão argumentando, em síntese, que a cessão onerosa de créditos de ICMS é uma operação que equiparase a verdadeira alienação de direitos a titulo oneroso, originando receita tributável, devendo compor a base de cálculo da PIS/ COFINS, conforme dispõe o art. 1° §§ 1º e 2º da Lei nº 10.637/2002, bem como o art. 1° da Lei nº 10.833/2003. Mediante Despacho do Presidente da Câmara competente, foi dado seguimento ao recurso interposto. O contribuinte não apresentou contrarrazões. É o Relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 9303005.319, de 25/07/2017, proferido no julgamento do processo 13016.000004/200401, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 9303005.319): "Os requisitos para se admitir o Recurso Especial foram cumpridos e foram respeitadas as formalidades regimentalmente previstas. A matéria tratada no presente litígio restringese ao fato de se as receitas decorrentes da transferência onerosa de créditos de ICMS, acumulados em razão de exportação para o exterior, devem, ou não, ser excluídas da base de cálculo da Contribuição para o PIS e da Cofins. O tema não é mais passível de discussão no CARF, haja vista que o Supremo Tribunal Federal já decidiu a questão posta, com a devida declaração de repercussão geral, nos termos do artigo 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, antigo Código de Processo Civil. Fl. 360DF CARF MF Processo nº 11065.100323/200668 Acórdão n.º 9303005.363 CSRFT3 Fl. 4 3 O Recurso Extraordinário nº 606.107/RS, que trata da matéria, foi interposto pela Fazenda Nacional, contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que considerou inconstitucional a inclusão, na base de cálculo da Contribuição para o PIS e da Cofins não cumulativas, dos valores dos créditos do ICMS provenientes de exportação que fossem cedidos onerosamente a terceiros. Em julgamento realizado pelo pleno do STF, em 22/05/2013, sob a relatoria da Ministra Rosa Weber, foi julgado o mérito, cuja decisão possui a seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. HERMENÊUTICA. CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS. NÃO INCIDÊNCIA. TELEOLOGIA DA NORMA. EMPRESA EXPORTADORA. CRÉDITOS DE ICMS TRANSFERIDOS A TERCEIROS. I Esta Suprema Corte, nas inúmeras oportunidades em que debatida a questão da hermenêutica constitucional aplicada ao tema das imunidades, adotou a interpretação teleológica do instituto, a emprestarlhe abrangência maior, com escopo de assegurar à norma supralegal máxima efetividade. (...) VI O aproveitamento dos créditos de ICMS por ocasião da saída imune para o exterior não gera receita tributável. Cuidase de mera recuperação do ônus econômico advindo do ICMS, assegurada expressamente pelo art. 155, § 2º, X, “a”, da Constituição Federal. VII Adquirida a mercadoria, a empresa exportadora pode creditarse do ICMS anteriormente pago, mas somente poderá transferir a terceiros o saldo credor acumulado após a saída da mercadoria com destino ao exterior (art. 25, § 1º, da LC 87/1996). Porquanto só se viabiliza a cessão do crédito em função da exportação, além de vocacionada a desonerar as empresas exportadoras do ônus econômico do ICMS, as verbas respectivas qualificamse como decorrentes da exportação para efeito da imunidade do art. 149, § 2º, I, da Constituição Federal. VIII Assenta esta Suprema Corte a tese da inconstitucionalidade da incidência da contribuição ao PIS e da COFINS não cumulativas sobre os valores auferidos por empresa exportadora em razão da transferência a terceiros de créditos de ICMS. (...) Recurso extraordinário conhecido e não provido, aplicandose aos recursos sobrestados, que versem sobre o tema decidido, o art. 543B, § 3º, do CPC. O acórdão foi publicado em 25/11/2013 e o trânsito em julgado deu se em 05/12/2013. Fl. 361DF CARF MF Processo nº 11065.100323/200668 Acórdão n.º 9303005.363 CSRFT3 Fl. 5 4 Por força da disposição, a seguir transcrita, do § 2º do art. 62 do RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015, a mencionada decisão do STF deve ser reproduzida por este relator: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (...) § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 – Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Registrese ainda, a título de observação, que, na forma da Lei nº 10.522/2002, art. 19, § 5º, com a redação dada pelo art. 21 da Lei nº 12.844/2013, também estão vinculadas a este entendimento as Delegacias de Julgamento e as Unidades de Origem da RFB, com a manifestação da PGFN na Nota transcrita parcialmente a seguir, no que interessa a esta discussão: NOTA /PGFN/CRJ/Nº 1.486/2013 (...) 2. Em razão de os referidos julgados terem repercussão na esfera administrativa e requerer atuação efetiva da RFB, e em observância do que foi definido na Nota PGFN/CRJ nº 1114/2012, que cumpre o disposto no Parecer PGFN/CDA nº 2025/2011, estas CRJ examina, infra, os itens referidos no parágrafo anterior, realizando a delimitação do tema ali tratado, nos seguintes termos: (...) 98 – RE 606.107/RS (...) Resumo: não incide PIS e COFINS sobre a cessão a terceiros do crédito presumido do ICMS decorrente de exportação. Data da inclusão:13/12/2013 DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA DECIDIDA: as verbas referentes à cessão a terceiro de crédito presumido do ICMS decorrente de exportação não constituem base para incidência do PIS e da COFINS. Pelo exposto, voto por dar provimento ao Recurso Especial interposto pelo contribuinte." Fl. 362DF CARF MF Processo nº 11065.100323/200668 Acórdão n.º 9303005.363 CSRFT3 Fl. 6 5 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 363DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19647.014861/2009-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Oct 10 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 30/09/2004 a 03/01/2005
LIMITE DE ALÇADA VIGENTE NA DATA DA APRECIAÇÃO DO RECURSO. NOVEL LEGISLAÇÃO. CABIMENTO. RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. SÚMULA CARF. APLICAÇÃO.
Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Numero da decisão: 3302-004.773
Decisão: Recurso de Ofício Não Conhecido
Sem Crédito em Litígio
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício.
[assinado digitalmente]
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente.
[assinado digitalmente]
Maria do Socorro Ferreira Aguiar - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, José Renato Pereira de Deus, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Cassio Schappo, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
Nome do relator: MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201709
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 30/09/2004 a 03/01/2005 LIMITE DE ALÇADA VIGENTE NA DATA DA APRECIAÇÃO DO RECURSO. NOVEL LEGISLAÇÃO. CABIMENTO. RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. SÚMULA CARF. APLICAÇÃO. Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 10 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 19647.014861/2009-44
anomes_publicacao_s : 201710
conteudo_id_s : 5785365
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3302-004.773
nome_arquivo_s : Decisao_19647014861200944.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR
nome_arquivo_pdf_s : 19647014861200944_5785365.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso de Ofício Não Conhecido Sem Crédito em Litígio Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício. [assinado digitalmente] Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. [assinado digitalmente] Maria do Socorro Ferreira Aguiar - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, José Renato Pereira de Deus, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Cassio Schappo, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 27 00:00:00 UTC 2017
id : 6973219
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:07:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466718650368
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1473; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 466 1 465 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.014861/200944 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 3302004.773 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de setembro de 2017 Matéria AI.PIS.COFINS.VALOR ADUANEIRO Recorrente CIL COMÉRCIO DE INFORMÁTICA LTDA E OUTROS Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 30/09/2004 a 03/01/2005 LIMITE DE ALÇADA VIGENTE NA DATA DA APRECIAÇÃO DO RECURSO. NOVEL LEGISLAÇÃO. CABIMENTO. RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. SÚMULA CARF. APLICAÇÃO. Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Recurso de Ofício Não Conhecido Sem Crédito em Litígio Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício. [assinado digitalmente] Paulo Guilherme Déroulède Presidente. [assinado digitalmente] Maria do Socorro Ferreira Aguiar Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Paulo Guilherme Déroulède, José Fernandes do Nascimento, José Renato Pereira de Deus, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Cassio Schappo, Charles Pereira Nunes, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 01 48 61 /2 00 9- 44 Fl. 1263DF CARF MF 2 Relatório Trata o presente processo se de Recurso de Ofício em face da decisão da DRJ em Recife que julgou a impugnação procedente em parte, para: (i) manter o Crédito Tributário, quanto ao sujeito passivo HiTech do Brasil S.A – CNPJ – 05.463.639/000127, por configurar nos autos do presente processo como Importadora, mantendose a multa qualificada.; (ii) exonerar da responsabilidade solidária e da sujeição passiva os demais contribuintes arrolados, CIL Comércio de Informática Ltda., as pessoas físicas Marco Antônio Mansur, Marco Antônio Mansur Filho, Antonio Carlos Barbeito Mendes, e Alessandra Salewski; e (iii) exonerar o correspondente a R$ 1.099.927,46 (Um milhão, noventa e nove mil, novecentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos) da multa em face da exclusão dos sujeitos passivos solidários. Por bem descrever os fatos ocorridos até o presente momento processual, os quais foram relatados de forma minudente, adoto parcialmente o relatório da r. decisão recorrida, conforme a seguir transcrito: Em desfavor dos contribuintes CIL — Comércio de Informática Ltda —CNPJ — 24.073.694/000155 HITech do Brasil S/A — CNPJ — 05.463.639/000127, Marco Antônio Mansur — CPF — 36515345968, Marco Antônio Mansur Filho — CPF — 256747268 17, Antônio Carlos Barbeito Mendes — CPF — 02093845733, Alessandra Salewski — CPF — 001 — FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PIS/PASEP— IMPORTAÇÃO DI 0 importador (HITECH DO BRASIL S/A), em conluio com o real adquirente (CIL), por meio da DI abaixo discriminada, submeteu a despacho aduaneiro de importação mercadorias com valor declarado abaixo do valor real de transação. Conforme restou comprovado no Relatório de Fiscalização, as autuadas praticaram ação dolosa tendente a modificar as características essenciais do fato gerador da obrigação tributária principal, alterando indevidamente, para menor, a base de cálculo dos direitos aduaneiros, de modo a reduzir o montante dos tributos devidos. Sendo assim, é lançada a diferença entre o valor do PIS efetivamente devido, na importação realizada, e o recolhimento a menor efetuado, juntamente com os seus devidos acréscimos legais. Fl. 1264DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 467 3 Termo de encerramento; Da referida ação fiscal foi apurado o Crédito Tributário abaixo descrito. Consta no presente processo As fls. 28 a 131 o Relatório de Auditoria que entre outros temas, trata da operação Dilúvio, do Grupo MAM, do esquema fraudulento, do modus operandi, da sujeição passiva, do valor aduaneiro dos contribuintes envolvidos na suposta organização criminosa objeto da investigação em apreço. Passaremos a transcrever resumidamente os principais trechos do referido relatório: "A investigação realizada pela Receita Federal, em conjunto com a Policia Federal, de uma organização controlada por MARCO ANTÔNIO MANSUR — CPF 365.153.45968, doravante nomeada Grupo MAM, que se dedicava ã prática de diversas fraudes, muitas delas em operações do comércio exterior, resultou na constatação do envolvimento de várias empresas que, mesmo não fazendo parte da referida organização, participavam de várias empresas que, mesmo não fazendo parte da referida organização, participavam da prática das infrações e beneficiavamse dos produtos dos crimes realizados." "Da Operação Dilúvio — — consiste em conjunto de procedimentos adotados pela Policia Federal e pela Receita Federal, devidamente amparados por autorizações judiciais, com vistas a identificar as pessoas e empresas envolvidas na Fl. 1265DF CARF MF 4 prática de fraudes aduaneiras e tributárias cometidas pelo grupo MAM." (...) "Dentre as apreensões realizadas nos estabelecimentos da CIL COMÉRCIO DE INFORMÁTICA LTDA, verificase a existência de meios probantes do envolvimento desta em fraudes de comércio exterior praticas em conluio com a HITECH DO BRASIL S/A — com outras empresas fortemente vinculadas ao Grupo MAM, que tinham sido alvo das investigações. Os elementos apreendidos durante a Operação foram todos remetidos a Curitiba/PR, tendo sido imediatamente disponibilizados A Receita Federal, pela Justiça Federal daquela cidade, para fins de procedimentos fiscais. A equipe Especial de Análise e Preparo de Ação Fiscal, constituída para esta especifica finalidade, procedeu à triagem e seleção dos documentos e arquivos magnéticos de interesse fiscal, assim como à formalização de dossiê para serem remetidos As unidades de fiscalização através de Representações Fiscais. Foi deste trabalho que resultou a representação aludida na introdução deste Relatório, acarretando o inicio dos procedimentos fiscais levados a efeito nas fiscalizadas." 1.1.5 Do grupo MAM; "Podese caracterizar o Grupo MAM como sendo uma organização empresarial, engendrada por MARCO ANTÔNIO MANSUR, constituída por empresas importadoras, exportadoras, distribuidoras e financeiras/patrimoniais que atuavam em todas as etapas do fluxo operacional e logístico das importações realizadas por conta e ordem de empresas adquirentes de mercadorias estrangeiras, beneficiandose do cometimento de fraudes aduaneiras e tributárias. Para esse fim, o Grupo dispunha de várias empresas que operavam sob o controle centralizado, como se fossem departamentos de uma única empresa. Havia, portanto, as empresas constituídas no exterior para atuar como se fossem agentes de carga e exportadores, as empresas importadoras (denominadas tradings) e as empresas distribuidoras (adquirentes fictícios). Os controladores desta organização, ou seja, MARCO ANTÔNIO MANSUR — CPF — 365.153.45968, MARCO ANTÔNIO MANSUR FILHO (MARQUITO) — CPF — 256.747.26817, ANTÔNIO CARLOS BARBEITO MENDES (TONY), CPF —020.938.45733 e ALESSANDRA SALEWSKI, CPF — 103.112.92860, e seus gerentes operacionais determinavam todos os procedimentos, tais como: a forma de embarque das mercadorias; como os documentos deveriam ser emitidos (quando não eram eles mesmos que os emitiam); como seria elaborada a Declaração de Importação; como seriam emitidas as notas fiscais de entrada e de saída por todas as empresas utilizada no fluxo, até que a mercadoria fosse colocada A disposição do seu cliente. Proporcionavam, assim, amplo suporte documental, cambial, logístico e jurídico aos clientes da organização." Fl. 1266DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 468 5 As fls. 038 a 044 a Fiscalização descreve a suposta engenharia da organização e em seguida se esclarece como se dava o fluxo das mercadorias e o fluxo financeiro. Descrição dos fatos e enquadramento legal — COFINS — Importação —fls 15 a 26; "Em fiscalização realizada para apurar a prática de fraudes no comércio exterior pelo contribuinte denominado CIL Comércio de Informática Ltda — CNPJ —24.073.694/000155 em conluio com a empresa HITECH DO BRASIL S/A CNPJ — 05463639/000127, em decorrência de investigações realizadas, em conjunto, pela Receita Federal e pela Policia Federal, sob a denominação OPERAÇÃO DILÚVIO, foram apuradas as infrações abaixo descritas, aos dispositivos legais mencionados. 001 — FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS DI 0 importador (HITECH DO BRASIL S/A), em conluio com o real adquirente (CIL), por meio da DI abaixo discriminada, submeteu a despacho aduaneiro de importação mercadorias com valor declarado abaixo do valor real de transação. Conforme restou comprovado no Relatório de Fiscalização, as autuadas praticaram ação dolosa tendente a modificar as características essenciais do fato gerador da obrigação tributária principal, alterando indevidamente, para menor, a base de cálculo dos direitos aduaneiros, de modo a reduzir o montante dos tributos devidos. Sendo assim, é lançada a diferença entre o crédito tributário devido e o recolhimento a menor efetuado, juntamente com os seus devidos acréscimos legais. Descrição dos fatos e enquadramento(S) legal(S) — PIS/PASEP —Importação — fls. 04 a 14 . "Em fiscalização realizada para apurar a prática de fraudes no comércio exterior pelo contribuinte denominado CIL COMÉRCIO DE INFORMÁTICA LTDA — CNPJ— 24.073.694/000155 em conluio com a empresa HITECH DO BRASIL S/A CNPJ —05463639/000127, em decorrência de investigações realizadas, em conjunto, pela Receita Federal e pela Policia Federal, sob a denominação OPERAÇÃO Fl. 1267DF CARF MF 6 DILÚVIO, foram apuradas as infrações abaixo descritas, aos dispositivos legais mencionados. As fls. 047 a 058 a Fiscalização faz um resumo das principais empresas envolvidas no suposto esquema de fraude fiscal. São elas: 2.3.2.1 A Exportadora: Feca Internacional Corporation — CNPJ 07038833/000190 — durante as investigações efetuadas quando da OPERAÇÃO DILÚVIO, constatouse que o principal exportador utilizado pelo Grupo MAM era a Feca Internacional Corporation. Constituída em 04/10/2001 com capital inicial equivalente ã módica quantia de US $ 50,00 — cinqüenta dólares — e sediada na 6124 NW 74 th Avenue, em Miame, Flórida —EUA tinha como presidente o brasileiro Adilson Tadeu Soares — CPF 045.344.99809 — que informava possuir o mesmo endereço da empresa no exterior. (..) 2.3.2.2 A Importadora: HITech do Brasil S/A — CNPJ — 05463639/000127 — A HITech do Brasil S/Afoi constituída em 05/12/2002 e está sediada na Av. Presidente Vargas, no 387, no bairro do Pontal em Ilhéus/BA. Está em situada ativa no CNPJ e possui uma filial na cidade do Rio de Janeiro. 2.3.2.3 A Distribuidora (suposta adquirente): Ghats Comércio Exterior Ltda. CNPJ — 68758218/000143. (...) Desde 08/07/2004 tinha em seu quadro societário constituído pela empresa CEMDA — Consultoria Empresarial Ltda, CNPJ — 05122933/000175, com 95% de participação e Mauro Lima — CPF — 099.423.27720, com 5%. Este, sócio gerente da Chats, é contador e possui participações societárias em outras empresas vinculadas ao Grupo MAM, apresentando se, inclusive, como diretor de algumas delas, como a importadora HiTech do Brasil Ltda S/A, sediada m Ilhéus/BA. Reside em Nova Iguaçu também, 6 Rua Madressilva, n°. 63, no Bairro Margarida. 2.3.2.4 — A Distribuidora: Control Comércio Exterior Ltda — CNPJ —02.069.249/000189. Possui endereço cadastral na Rua Madressilva, n°. 19, Margarida, em Nova Iguaçu/RJ, com filiais sediadas n Rua Guilherme Maxwell, n°. 250, Conjunto 202, Bonsucesso, Rio de Janeiro/RJ e na Av. Brasil n°. 19.001, Pavilhão 42, Box 22, Irajd, também no Rio de Janeiro/RJ. (...) 2.3.2.5 A empresa responsável pela assessoria e controle das operações: Interlogistic Consultoria Empresarial Ltda — CNPJ — 06974682/000110. A empresa Interlogistic Consultoria Empresarial Ltda — CNPJ —06974682/000110, sediada na Rua Buenos Aires, no 68, 11 0 andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ, foi constituída em 03/09/2004 e está registrada com CNAE 7119799 (Atividades Técnicas Relacionas 6. Arquitetura). Fl. 1268DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 469 7 Também segundo a Fiscalização em relatório às fls. 061 em seu item 2.3.2.6 consta como empresa responsável pela logística das operações, nos EUA a InTime Shipping Logística Ltda — CNPJ — 05767921/000106. As fls. 061 a 066 a Fiscalização descreve o suposto esquema fraudulento e às fls. 066 a 077 a Fiscalização justifica a Sujeição Passiva dos contribuintes e/ou responsáveis tributários na figura de: Da Conclusão — As fls. 130 a 131. Por fim a Fiscalização conclui que: "Concluise diante de todo o exposto que a CIL COMÉRCIO DE INFORMÁTICA LTDA atuou como verdadeiro comprador na operação comercial analisada por essa fiscalização, sem nem sequer ser habilitada para operar no comércio exterior. A empresa agiu em conluio com o denominado GRUPO MAM, num esquema de simulação em que este, através de suas várias empresas, sob o comando de MARCO ANTÔNIO MANSUR, MARCO ANTÔNIO MANSUSR FILHO, ANTÔNIO CARLOS BARBEITO MENDES e ALESSANDRA SALEWSKI, atuava como exportador, importador, transportador, distribuidor, etc, ocultando os reais personagens da operação de comércio exterior. Não bastasse a ocultação, as infratoras ainda promoveram o subfaturamento na importação. (...) A Fiscalização concluiu_ pela_ responsabilidade — solidária —dos supostos envolvidos e pela Representação Fiscal para fins Penais em consonância com o § 4° do Art. 1° da Portaria RFB n° 665, de 24 de Abril de 2008. As fls. 132 a 134 consta cópia da Denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em 04 de Julho de 2007 nos autos do processo n°. 2007.70.00.00111062, para os supostos envolvidos nos crimes em tese: Halim Nagem Neto — CPF — 233.112.904 53, Carlos André Gomes Nagem — CPF 834.153.35453, Valdir Nagem Junior — CPF 427.422.69487, na condição de sócio e efetivos administradores a empresa CIL comércio de Fl. 1269DF CARF MF 8 informática ltda, nome de fantasia NAGEM INFORMÁTICA, José Eduardo de Azevedo Martins — CPF — 682.331.83849, Karina Andrea Parraquez Bustamante — CPF — 301.522.668 10, Cristiane Maria Miguel de Sousa — CPF 782.481.83491, Marco Antônio Mansur — CPF —365.153.45968, Marco Antônio Mansur Filho — CPF — 256.747.26817, Antônio Carlos Barbeito Mendes — CPF — 020.938.45733, Alessandra Salewski — CPF — 103.112.92860. Foi lavrado o auto de infração As fls. 001 a 027, para lançamento do Crédito Tributário referente a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social —COFINS — Importação, Juros e Multa. PIS — Importação, Juros de Mora e Multa proporcional sobre o PIS Importação, no valor total de R$ 1.099.927,46 — (Um milhão, noventa e nove mil, novecentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos) Cientificada do lançamento em 14 de Dezembro de 2009, através de Edital às fls. 539, a empresa HITech do Brasil S.A apresentou sua defesas às fls. 597 a 609. a CIL COMÉRCIO E INFORMÁTICA LTDA foi cientificada em 15/12/2009 protocolou tempestivamente, em 13/01/2010, a impugnação cujo inteiro teor se encontra às fls.543 a 578, de onde se extraem, em resumo, os seguintes argumentos de defesa: Alega a impugnante que os supostos fatos geradores relativos a importações foram realizadas pela HITech do Brasil S.A, cujos bens importados foram adquiridos no mercado interno pela empresa ora impugnante, por meio de operações pautadas na legislação pertinente. Alega que ao longo de 106 laudas, os AuditoresFiscais, autores do lançamento, argumentaram de todas as formas tendentes a imprimir um caráter criminoso, fraudulento, à conduta e ao histórico da ora defendente. (...) Passa a expor que: I Principio do contraditório e da ampla defesa, condenação prévia e sumiria. Alega a impugnante que, hão de ser desconsideradas, por absoluta impertinência ao que foi apurado durante a fiscalização, as alegações de que as relações comerciais havidas entre a CIL e as indigitadas empresas do grupo MAM serviriam para "..fabricação de débitos tributários em 'empresas de fachadas' interpostas, incapazes de promoverem os respectivos recolhimentos...'(fis. 39), ou de que a suposta ocultação "...normalmente vem atrelada ou desencadeia a prática de outros crimes, direta ou indiretamente, tais como remessa ilegal de divisas, a ocultação de receita, a lavagem de dinheiro, etc."( fls. 39). Afirmações desse cariz não encontram ressonância nos elementos coligidos aos presentes autos, e não passam de conjecturas absurdas e maldosas, dissociadas por completo dos fatos. Merece relevo o fato de que nenhuma falha foi apurada na contabilidade e nos registros fiscais da empresa. As receitas todas foram devidamente escrituradas e tributadas. Fl. 1270DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 470 9 Nesse sentido vale remeter às possíveis razões que justificariam (em tese) buscarse a ocultação do real importador, segundo apontam os Auditores que subscrevem os autos impugnados, em como os esclarecimentos ora aduzidos sobre a importância de tais considerações: "impossibilidade de comprovar a procedência legal dos recursos empregados": todas as compras foram devidamente contabilizadas, assim como os recursos utilizados, como, aliás, apurouse na fiscalização; "falta de habilitação dos interessados perante a Receita Federal do Brasil pra operar no comércio exterior": nem a empresa, e tampouco seus sócios, contam com óbice de qualquer natureza para o cadastramento nos sistemas de comércio exterior. Simplesmente não era e continua não sendo, o objeto social da pessoa jurídica. E, principalmente, a quase totalidade das aquisições dos produtos para a distribuição são feitas junto às próprias fabricantes instalas no território nacional, como se explicará seguir; “pelo ‘afastamento’ da responsabilidade pelas operações realizadas”: o “Relatório de Auditoria” invoca elementos vindos de outras fiscalizações, em que um “laranja” é interposto, sendo que a importadora, in casu, HITech, tem estrutura econômica para responsabilizarse pelas operações de importação que promove como inclusive é relatado no que tange ao capital social devidamente registrado. “quebra da cadeia tributária do IPI”: como será demonstrado, não procede a imputação de subfaturamento que, inexistente, remete à irrelevância a cadeia do IPI, que já foi pago pela importadora; SIMPLES: a argumentação dos i. Fiscais em nada se relaciona com os autos, pois a impugnante não é empresa participante do SIMPLES, e tampouco a importadora o é também. II Das Nulidades: II1.1 Da Ausência de indicação de todos os Sujeitos Passivos; A impugnante invoca o art. 142, § único do CTN, o art. 53, da Lei n° 9.784/94 e o art. 10º, incisos I, III, IV e V, do Decreto n° 70.235/72 para enfatizar que: “Consoante se depreende dos mencionados autos de infração, as atuações ora vergastadas foram formalizadas apenas contara a ora impugnante ( CIL – Comércio de Informática Ltda.) a HITech do Brasil S/A, bem como contra as seguintes pessoas naturais:Marco Antônio Mansur, Marco Antônio Mansur Filho e Alessandra Salewski. No entanto, estranhamente, foram excluídas da autuação as empresas Ghats Comércio Exterior Ltda., Control Comércio Exterior Ltda., e Interlogistic Consultoria Empresarial Ltda.. Vêse, portanto, que, assim como a ora Impugnante foi indevidamente alçada à condição de responsável solidário, com Fl. 1271DF CARF MF 10 fundamento nas alíneas ‘c’ e ‘d’, do § único, do art. 32 do Decreto 37/66, razão alguma justifica a exclusão antecipada das empresas Ghats, Control e Interlogistic, haja vista que também figuraram como adquirentes de mercadorias de procedência estrangeira. A atuação não poderia, de forma temporã, excluir a sujeição passiva de empresa que, segundo se apurou, “... praticou atos de comércio internacional, comprando no exterior as mercadorias estrangeiras.” II.1.2. Da ausência de autorização judicial para o compartilhamento de documentos e informações sob sigilo – Consta do Relatório de Auditoria que: (i) “... os elementos utilizados nesta fiscalização são decorrentes, em sua maior parte, de documentos e arquivos apreendidos em 16 de Agosto de 2006 pela Polícia Federal em cumprimento de diversos Mandados de Buscas e Apreensões (MBA) emitidos pela Justiça Federal em Paranaguá/PR...” (.– destacouse); (ii) “A OPERAÇÃO DILÚVIO consiste em um conjunto de procedimentos dotados pela Policia Federal e pela Receita Federal, devidamente amparados por autorizações judiciais, com vistas a identificar as pessoas e empresas envolvidas na prática de fraudes aduaneiras e tributárias cometidas pelo Grupo MAM” (fl. destaque no original); e (iii) “Os elementos apreendidos durante a operação foram todos remetidos a Curitiba/PR, tendo sido imediatamente disponibilizados à Receita Federal, pela Justiça Federal daquela cidade, para fins de procedimentos fiscais. A Equipe Especial de Análise e Preparo de Ação Fiscal, constituída para esta finalidade, procedeu à triagem e seleção de documentos e arquivos magnéticos de interesse fiscal, assim como à formalização de dossiês para serem remetidos às unidades de fiscalização através de Representações Fiscais. Foi deste trabalho que resultou a Representação Fiscal aludida na introdução deste Relatório, acarretando o inicio dos procedimentos fiscais levados a efeito nas fiscalizadas” (fl. 42/43 negrito e grifos acrescidos). A impugnante alega que: “Todavia, antes de se manifestar sobre cada um dos elementos de prova constantes dos autos, é de se perguntar, num primeiro momento, pelos indigitados mandados de busca e apreensão emitidos pela Justiça Federal da Subseção Judiciária de Paranaguá/PR, os quais serviram de lastro legal para coleta licita dos documentos e arquivos apreendidos pela Policia Federal. Indagase, ainda, pelos relatórios produzidos depois de realizadas as aludidas operações de busca e apreensão, nos quais devem constar a lista de documentos e arquivos colhidos em cumprimento a cada um dos mandados emitidos pela Justiça Federal. Sem tais peças não há como se averiguar se, de fato, as ordens judiciais de busca e apreensão foram fielmente cumpridas pelo órgão estatal executor das medidas deferidas Fl. 1272DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 471 11 pelo Poder Judiciário. Não basta evocar a existência de mandados judiciais autorizando a realização de busca e apreensão nos domicílios, sedes e filiais das pessoas físicas ou jurídicas, é necessário, ainda que se proceda ao controle do resultado obtido em tais diligencias, para que se examine se houve ou não excessos ou desmandos nos atos executórios. Como, afinal, saber se os elementos “elementos utilizados nesta fiscalização” têm como fonte as ordens judiciais da Justiça Federal da Subseção Judiciária de Paranaguá/PR, se tais pegas não existem nos presentes autos. Tal ausência inviabiliza o crivo sobre a licitude das referidas ações policiais de busca e apreensão. À mingua de elementos concretos para a realização da sindicabilidade dos procedimentos realizados no bojo da propalada “Operação Dilúvio”, os quais a ora impugnante desconhece por completo, não há como proceder ao exame da licitude do conjunto probatório coligido aos autos, quando perscrutado à luz dos direitos individuais consagrados nos incisos X, XI e XII, do art. 5° da CF. A impossibilidade de se averiguar se os elementos de prova produzidos pela “Operação Dilúvio” são compatíveis com o texto constitucional gera como conseqüência direta a inadmissibilidade de sua utilização no presente procedimento fiscal. Por outro lado, admitindose, por hipótese, que as requisições de busca e apreensão foram adequadamente requeridas a órgão competente do Poder Judiciário, e que este as deferiu na exata extensão horizontal e vertical em que solicitadas; ou, admitindo se, em tese, que as diligências realizadas para cumprimento dos mandados foram executadas em total respeito às ordens judiciais, e que o material levantado em tais procedimentos são os mesmos que foram compartilhados com a Receita Federal, mesmo assim resta uma questão a ser analisada: em qual ato formal foi materializada a requisição feita pela Receita Federal â Justiça Federal da Subseção judiciária de Paranaguá, com vistas a obter o compartilhamento doa acervo documental e arquivos colhidos pela Policia Federal no curso da “Operação Dilúvio”. E mais, qual ato judicial autorizou esse compartilhamento para fins de procedimentos fiscais. Em verdade, tais atos não existem, ou, se existentes, não constam nos presentes autos. É dizer, tanto a requisição quanto a autorização judicial dada pela autoridade judiciária competente são atos pressupostos para o compartilhamento legitimo dos documentos e arquivos aprendidos pela Policia Federal durante a “Operação Dilúvio”. A inexistência desses atos tem como conseqüência a inadmissibilidade de sua utilização como elementos de prova no presente procedimento fiscal. São, portanto, provas obtidas ou compartilhadas ilicitamente, sem prévio e imprescindível controle e autorização judiciais. Fl. 1273DF CARF MF 12 Se a ordem constitucional vigente exige, para superação pontual e legítima das inviolabilidades asseguradas os incisos X, XI e XII do art. 5º, prévia determinação judicial nesse sentido, a fortiori, também os elementos colhidos em decorrência de ordem judicial, com relativização das supramencionas inviolabilidades constitucionais, somente poderão ser compartilhados a outro órgão do aparato estatal se houver requisição formal do órgão interessado e prévia autorização judicial franqueando sua utilização para o fim ao qual foi solicitada. Transcreve a posição do Eg. STF no HC n°. 93.050/RJ, 2a Turma, Rel. Min. Celso de Mello, publicado no DJ de 01.08.2008, v.u – destacou se; III – Alega a aplicação cumulativa da multa, que não houve subfaturamento. Por fim, requer seja apreciada com vistas a que seja julgada improcedente a ação fiscal, declarandose insubsistentes os lançamentos. Defesa de Alessandra Salewski – fls. 430 a 456; Resumidamente a alegação da impugnante retro, é de que não tem nenhum vinculo com a suposta importadora HITECH DO BRASIL S/A CNPJ–05463639/000127, que houve violação da Lei de interceptação telefônica em consonância com HC – Habeas Corpus n° 142045 PR, no qual figura os pacientes Marco Antônio Mansur e Marco Antônio Mansur Filho, pois os Ministros do C. STJ houveram por bem conceder a ordem de habeas corpus para declarar a nulidade das provas obtidas por meio das interceptações telefônicas e meios telemáticos e a mesma é beneficiária deste HC. Por fim requer a impugnante que a presente impugnação seja julgada procedente, para o fim de reconhecer a inexistência de sua responsabilidade solidária e determinar a sua exclusão do rol de responsáveis solidários que constou no Auto de Infração e, por conseqüência, não sejam exigidos quaisquer valores relativos ao auto de infração. Defesa de Marco Antônio Mansur fls. 631 a 662. Resumidamente a alegação do impugnante retro, é de que não tem nenhum vinculo com a suposta importadora HITECH DO BRASIL S/A CNPJ–05463639/000127, que houve violação da Lei de interceptação telefônica em consonância com HC – Habeas Corpus n°142045 PR, no qual figura como paciente e Marco Antônio Mansur Filho, pois os Ministros do C.STJ houveram por bem conceder a ordem de habeas corpus para declarar a nulidade das provas obtidas por meio das interceptações telefônicas e meios telemáticos. Por fim requer o impugnante que a presente impugnação seja julgada procedente, para o fim de reconhecer a inexistência de sua responsabilidade solidária e determinar a sua exclusão do rol de responsáveis solidários que constou no Auto de Infração e, por consequência, não sejam exigidos quaisquer valores relativos ao auto de infração. Defesa de Marco Antônio Mansur Filho fls.667 a 698; Fl. 1274DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 472 13 Resumidamente a alegação do impugnante retro, é de que não tem nenhum vínculo com a suposta importadora HITECH DO BRASIL S/A CNPJ–05463639/000127, que houve violação da Lei de interceptação telefônica em consonância com HC Habeas Corpus n°142045 PR, no qual figura como paciente e Marco Antônio Mansur, pois os Ministros do C. STJ houveram por bem conceder a ordem de habeas corpus para declarar a nulidade das provas obtidas por meio das interceptações telefônicas e meios telemáticos. Por fim requer o impugnante que a presente impugnação seja julgada procedente, para o fim de reconhecer a inexistência de sua responsabilidade solidária e determinar a sua exclusão do rol de responsáveis solidários que constou no Auto de Infração e, por conseqüência, não sejam exigidos quaisquer valores relativos ao auto de infração. Defesa de Antônio Carlos Barbeito Mendes fls.614 a 628. Resumidamente a alegação do impugnante retro, é de que não tem nenhum vinculo com a suposta importadora HITECH DO BRASIL S/A CNPJ–05463639/000127, que as acusações são genéricas e improcedentes, que não há nenhuma prova consistente que demonstre quaisquer relações com as empresas supostamente envolvidas no Auto de Infração em apreço. Por fim requer o impugnante que a presente impugnação seja julgada procedente, para o fim de reconhecer a inexistência de sua responsabilidade solidária e determinar a sua exclusão do rol de responsáveis solidários que constou no Auto de Infração e, por conseqüência, não sejam exigidos quaisquer valores relativos ao auto de infração. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento sintetizou, na ementa a seguir transcrita , a decisão proferida. Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 30/09/2004 a 03/01/2005. COFINS — IMPORTAÇÃO. A importadora alterou indevidamente, para menor, a base de cálculo dos direitos aduaneiros, de modo a reduzir o montante dos tributos devidos.Sendo assim, é lançada a diferença entre o crédito tributário devido e o recolhimento a menor efetuado, juntamente com os seus devidos acréscimos legais. PIS — IMPORTAÇÃO. A importadora alterou indevidamente, para menor, a base de cálculo dos direitos aduaneiros, de modo a reduzir o montante dos tributos devidos. Fl. 1275DF CARF MF 14 Sendo assim, é lançada a diferença entre o crédito tributário devido e o recolhimento a menor efetuado, juntamente com os seus devidos acréscimos legais. SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA. COMPETÊNCIA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO PARA SE PRONUNCIAR. Nos casos de impugnação a auto de infração, as Delegacias da Receita Federal de Julgamento são competentes para julgar tudo aquilo que for relativo 5 matéria atinente As infrações apuradas. Inclusive, sobre sujeição passiva solidária quando ficar demonstrado com provas licitas o interesse comum de terceiros envolvidos. INCIDÊNCIA DE MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. COMPROVAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. A autuada praticou ação dolosa tendente a modificar as características essenciais do fato gerador. A fraude consiste em declarar valores a menor, resultando no subfaturamento. Em face da exoneração referente ao montante de R$ 1.099.927,46 (um milhão, noventa e nove mil, novecentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos) e da exclusão do pólo passivo do lançamento da empresa CIL Comércio de Informática Ltda. e das pessoas físicas Marco Antônio Mansur, Marco Antônio Mansur Filho, Antonio Carlos Barbeito Mendes, e Alessandra Salewski, a DRJ em Recife recorreu de ofício, nos termos do art. 34 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações introduzidas pela Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e Portaria MF n° 3, de 3 de janeiro de 2008. Devidamente cientificadas da decisão de primeira instância, seja por AR e por via editalícia, conforme AR de fls. 832/833, 838/839, 840/841, 842/843 e edital de fls. 851/852 os sujeitos passivos acima identificados não apresentaram recurso voluntário relativamente à parte mantida pela DRJ/ Recife. Através da Resolução Carf nº 3102.000.283, de 21/08/2013, o julgamento foi convertido em diligência nos seguintes termos: Ou seja, há, com efeito, que se perquirir acerca do efeito da decisão que anulou parte das escutas telefônicas, proferida nos autos do habeas corpus. Nessa esteira, com vistas à compreensão do alcance da decisão que decretou a nulidade parcial das provas, este Relator consultou o sítio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e obteve cópia da sentença proferida nos autos da Ação Penal nº 2007.70.00.0111062/ PR. Da referida decisão extraise o seguinte excerto2: (...) Reforça essa convicção a decisão proferida nos autos do Habeas Corpus 2007.70.00.0160267/ PR, onde o Poder Judiciário rejeitou a proposta de extensão dos efeitos da decisão proferida nos autos do Habeas Corpus que decidiu pela absolvição. Fl. 1276DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 473 15 Desnecessário, ademais, tecer maior comentários acerca independência das esferas administrativa e judicial e dos poderes de instrução do Fisco. Ou seja, a autoridade fiscal não se sujeita às conclusões do Ministério Público Federal. Por outro lado, tratandose de prova colhida na esfera criminal, é preciso ter em mente o que diz o art. 157, caput e §§ do Código de Processo Penal, segundo a redação fornecida pela Lei 11.690/2008, que, relembrese, possui a seguinte redação: (...) Assim, nos mesmos moldes adotados pelo magistrado que presidiu o processo criminal, entendo prudente que seja conferida oportunidade para que as autoridades que assumem posição análoga à do autor daquela ação, ou seja, os autuantes, analisem as provas colacionadas aos autos e segreguem, além das interceptações em si, os elementos que na sua opinião, não possuam nexo de causalidade com as interceptações ou, ainda que possuam, poderiam ser enquadradas como fonte independente daquela declarada nula, nos termos do que dispõe o § 1º acima transcrito. Deverá ser elaborado parecer conclusivo elencando os elementos de prova que a autoridade considera não maculados e a razão pela qual os considera regularmente produzidos, sendo ponto de partida para tanto as interceptações realizadas no período de 60 dias, consideradas válidas pelo Poder Judiciário. Assim, se requer que a Fiscalização responda, em parecer fundamentado, às seguintes questões: 1 Identifique e relacione os documentos obtidos a partir de fonte independente, ou seja, independentemente da autorização consubstanciada no Mandado de Busca e Apreensão e dos documentos e arquivos magnéticos apreendidos em seu cumprimento. 2 Especifique a relação entre os documentos elencados no item 1 e a acusação que recai sobre os devedores, principal e solidários. Concluído tal parecer, deverá ser franqueado o prazo de 30 dias para que as pessoas físicas e jurídicas apontadas como devedoras principal e solidárias teçam suas considerações. Concluído tal prazo, com ou sem a apresentação de manifestação, devem os autos retornar a este Colegiado para prosseguimento do julgamento. Em decorrência da diligência foi emitido o Relatório de Diligência Fiscal de fls.1.079/1.087. Foram cientificados do Relatório de Diligência Fiscal, em 18/05/2015 a empresa CIL Comércio de Informática Ltda e as pessoas físicas de Marco Antônio Mansur, Fl. 1277DF CARF MF 16 Antônio Carlos Barbeito Mendes e Alessandra Salewski, conforme AR de fls. 1088, 1093, 1.100 e 1.102, respectivamente. Restando improfícua a citação do referido relatório por AR da empresa HI Tech do Brasil S/A e da pessoa física de Marco Antônio Mansur Filho, conforme documentos e AR de fls. 1.090/1.091 e 1095/1098, respectivamente, ambos foram citados via editalícia, fls. 1092 e 1099. Apresentaram Manifestação de Inconformidade os seguintes sujeitos passivos: Antonio Carlos Barbeito Mendes, fls. 1.106/1.122, em 19/06/2015, conforme Termo de Solicitação de Juntada, fl.1.105; Marco Antônio Mansur, fls. 1.125/1.145, em 16/06/2015, conforme Termo de Solicitação de Juntada, fl.1.124; Alessandra Salewski, fls. 1.148/1.187, em 09/06/2015, conforme Termo de Solicitação de Juntada, fl.1.147; CIL Comércio de Informática Ltda, fls. 1.190/1.217, em 29/05/2015, conforme Termo de Solicitação de Juntada, conforme Termo de Solicitação de Juntada, fl.1.189. É o relatório. Voto Conselheira Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Relatora: RECURSO DE OFÍCIO Conforme relatado, em face da exoneração referente ao montante de R$ 1.099.927,46 (um milhão, noventa e nove mil, novecentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos) pela exclusão do pólo passivo do lançamento da empresa CIL Comércio de Informática Ltda. e das pessoas físicas Marco Antônio Mansur, Marco Antônio Mansur Filho, Antonio Carlos Barbeito Mendes, e Alessandra Salewski, a DRJ em Recife recorreu de ofício, nos termos do art. 34 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações introduzidas pela Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e Portaria MF n° 3, de 3 de janeiro de 2008, vigente à época da interposição do referido recurso de ofício. Ocorre que a Portaria MF nº 63, de 09/02/2017, assim dispôs: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. Fl. 1278DF CARF MF Processo nº 19647.014861/200944 Acórdão n.º 3302004.773 S3C3T2 Fl. 474 17 § 2º Aplicase o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. Art. 3º Fica revogada a Portaria MF nº 3, de 3 de janeiro de 2008. A matéria em tela já foi sumulada neste E. Conselho conforme a seguir ementado: Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.(grifei). Ante o exposto, tendo em vista que o valor do crédito exonerado de R$ 1.099.927,46 (um milhão, noventa e nove mil, novecentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos) pelo afastamento do pólo passivo do lançamento dos sujeitos passivos acima identificados é inferior ao limite estabelecido pela Portaria MF nº 63, de 09/02/2017, aplicase a Súmula CARF nº 103, no sentido de NÃO CONHECER O RECURSO DE OFÍCIO. [Assinado digitalmente] Maria do Socorro Ferreira Aguiar Fl. 1279DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13603.905797/2012-38
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Aug 02 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2007
COFINS. DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. TRATAMENTO MASSIVO x ANÁLISE HUMANA. AUSÊNCIA/EXISTÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DE DCTF. VERDADE MATERIAL.
Nos processos referentes a despachos decisórios eletrônicos, deve o julgador (elemento humano) ir além do simples cotejamento efetuado pela máquina, na análise massiva, em nome da verdade material, tendo o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF.
Numero da decisão: 3401-003.952
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário apresentado, acolhendo a informação prestada em diligência.
ROSALDO TREVISAN Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente).
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201707
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2007 COFINS. DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. TRATAMENTO MASSIVO x ANÁLISE HUMANA. AUSÊNCIA/EXISTÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DE DCTF. VERDADE MATERIAL. Nos processos referentes a despachos decisórios eletrônicos, deve o julgador (elemento humano) ir além do simples cotejamento efetuado pela máquina, na análise massiva, em nome da verdade material, tendo o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 02 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 13603.905797/2012-38
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5750203
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 02 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3401-003.952
nome_arquivo_s : Decisao_13603905797201238.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN
nome_arquivo_pdf_s : 13603905797201238_5750203.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário apresentado, acolhendo a informação prestada em diligência. ROSALDO TREVISAN Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 27 00:00:00 UTC 2017
id : 6877573
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466727038976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1586; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 281 1 280 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.905797/201238 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401003.952 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de julho de 2017 Matéria COMPENSAÇÃOCOFINS (DDE) Recorrente PETRONAS LUBRIFICANTES BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 COFINS. DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. TRATAMENTO MASSIVO x ANÁLISE HUMANA. AUSÊNCIA/EXISTÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DE DCTF. VERDADE MATERIAL. Nos processos referentes a despachos decisórios eletrônicos, deve o julgador (elemento humano) ir além do simples cotejamento efetuado pela máquina, na análise massiva, em nome da verdade material, tendo o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário apresentado, acolhendo a informação prestada em diligência. ROSALDO TREVISAN – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 90 57 97 /2 01 2- 38 Fl. 294DF CARF MF 2 Relatório Versa o presente sobre PER/DCOMP utilizando créditos de COFINS, no valor total de R$ 34.619,33. Por meio de Despacho Decisório Eletrônico, a compensação não foi homologada, visto que o pagamento foi localizado, mas integralmente utilizado na quitação de débitos do contribuinte. Cientificada da decisão de piso, a empresa apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, basicamente, que: (a) o crédito se refere a COFINSimportação de serviços recolhida indevidamente, e que a informação de que o valor foi utilizado integralmente para quitar débito da empresa se deve a ter sido originalmente informado em DCTF valor igual ao total do recolhimento; (b) que foi retificada a DCTF, após o despacho decisório, sendo que o valor não era devido por tratarse de remessa ao exterior em pagamento de licença de uso de marca, a título de royalties, não caracterizando contrapartida de serviços provenientes do exterior, conforme Solução de Consulta RFB no 263/2011; e (c) a DCTF retificadora não foi recepcionada pela RFB tendo em vista ter se esgotado o prazo de cinco anos para a apresentação. A decisão de primeira instância foi, unanimemente, pela improcedência da manifestação de inconformidade, sob o fundamento de carência probatória a cargo do postulante, que não apresenta contrato que discrimine os royalties dos serviços técnicos e de assistência técnica, de forma individualizada, e de que a prazo para retificação de DCTF já havia se esgotado quando da apresentação de declaração retificadora pela empresa. Após ciência da decisão da DRJ, a empresa apresenta tempestivamente Recurso Voluntário, afirmando que: (a) celebrou contrato exclusivamente referente a licenciamento para uso de marcas, não envolvendo a importação de quaisquer serviços conexos, e que em 52 despachos decisórios distintos, a autoridade administrativa não homologou as compensações, por simples cotejo com DCTF, e que a DRJ manteve a decisão sob os fundamentos de ausência de apresentação de contrato e de retificação extemporânea de DCTF; (b) há necessidade de reunião dos 52 processos conexos para julgamento conjunto; (c) deve o CARF receber de ofício a DCTF retificadora, em nome da verdade material; e (d) o crédito foi documentalmente comprovado, figurando no contrato celebrado, anexado aos autos, que o objeto é exclusivamente o licenciamento de uso de marcas, sem quaisquer serviços conexos, aplicandose ao caso o entendimento externado na Solução de Divergência no 11, da COSIT, como tem entendido o CARF em casos materialmente e faticamente idênticos (Acórdão no 3801001.813). No CARF, o julgamento foi convertido em diligência por meio da Resolução no 3803000.506, para que a autoridade local da RFB informasse “...acerca dos valores devidos pela recorrente na data de transmissão da DComp, bem assim se o valor reconhecido a título de direito creditório (original ou atualizado) é o bastante para solver os débitos existentes nessa data, mediante o confrontamento de valores ou, informar acerca da diferença encontrada” (sic). Em resposta a fiscalização informa que o pagamento objeto do direito creditório não se encontra disponível, uma vez que utilizado para quitação de débito declarado em DCTF, e que, relativamente ao confronto de valores, restou demonstrado “... ser bastante o valor do pagamento pleiteado nestes autos para extinção do débito declarado pela Fl. 295DF CARF MF Processo nº 13603.905797/201238 Acórdão n.º 3401003.952 S3C4T1 Fl. 282 3 contribuinte por meio de compensação”, não havendo necessidade de se dar ciência ao contribuinte da informação. O processo foi a mim distribuído, mediante sorteio, em maio de 2017. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O cumprimento dos requisitos formais de admissibilidade já foi verificado na conversão em diligência, passandose, então, aqui, à análise de mérito. De fato, não se tem dúvidas de que, ao tempo da análise massiva, por sistema informatizado, das DCOMP apresentadas, os débitos declarados em DCTF correspondiam aos pagamentos efetuados, ainda que estes fossem eventualmente indevidos. Daí os despachos decisórios eletrônicos, limitados a cotejamento entre dados declarados em DCOMP e DCTF, e pagamentos efetuados com DARF, terem sido pelo indeferimento. No entanto, também não se tem dúvidas de que a empresa já entendia, na data de protocolo dos PER/DCOMP, serem indevidos os pagamentos efetuados, independente de ter ou não retificado as respectivas DCTF. Não há que se falar, assim, em decurso de prazo para repetir o indébito, visto que os PER/DCOMP foram transmitidos dentro do prazo regular para repetição. Após o indeferimento eletrônico da compensação é que a empresa esclarece que a DCTF foi preenchida erroneamente, tentando retificála (sem sucesso em função de trava temporal no sistema informatizado), e explica que o indébito decorre de serem os pagamentos referentes a COFINSserviços incabíveis pelo fato de se estar tratando, no caso, exclusivamente de licenciamento de uso de marcas, sem quaisquer serviços conexos. No presente processo, como em todos nos quais o despacho decisório é eletrônico, a fundamentação não tem como antecedente uma operação individualizada de análise por parte do Fisco, mas sim um tratamento massivo de informações. Esse tratamento massivo é efetivo quando as informações prestadas nas declarações do contribuinte são consistentes. Se há uma declaração do contribuinte (v.g. DCTF) indicando determinado valor, e ele efetivamente recolheu tal valor, o sistema certamente indicará que o pagamento foi localizado, tendo sido integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Houvesse o contribuinte retificado a DCTF anteriormente ao despacho decisório eletrônico, reduzindo o valor a recolher a título da contribuição, provavelmente não estaríamos diante de um contencioso gerado em tratamento massivo. A detecção da irregularidade na forma massiva, em processos como o presente, começa, assim, com a falha do contribuinte, ao não retificar a DCTF, corrigindo o valor a recolher, tornandoo diferente do (inferior ao) efetivamente pago. Esse erro (ausência de retificação da DCTF) provavelmente seria percebido se a análise inicial empreendida no despacho decisório fosse individualizada/manual (humana). Fl. 296DF CARF MF 4 Assim, diante dos despachos decisórios eletrônicos, é na manifestação de inconformidade que o contribuinte é chamado a detalhar a origem de seu crédito, reunindo a documentação necessária a provar a sua liquidez e certeza. Enquanto na solicitação eletrônica de compensação bastava um preenchimento de formulário DCOMP (e o sistema informatizado checaria eventuais inconsistências), na manifestação de inconformidade é preciso fazer efetiva prova documental da liquidez e da certeza do crédito. E isso muitas vezes não é assimilado pelo sujeito passivo, que acaba utilizando a manifestação de inconformidade tãosomente para indicar porque entende ser o valor indevido, sem amparo documental justificativo (ou com amparo documental deficiente). O julgador de primeira instância também tem um papel especial diante de despachos decisórios eletrônicos, porque efetuará a primeira análise humana do processo, devendo assegurar a prevalência da verdade material. Não pode o julgador (humano) atuar como a máquina, simplesmente cotejando o valor declarado em DCTF com o pago, pois tem o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF. Nesse contexto, relevante passa a ser a questão probatória no julgamento da manifestação de inconformidade, pois incumbe ao postulante da compensação a prova da existência e da liquidez do crédito. Configurase, assim, uma das três situações a seguir: (a) efetuada a prova, cabível a compensação (mesmo diante da ausência de DCTF retificadora, como tem reiteradamente decidido este CARF); (b) não havendo na manifestação de inconformidade a apresentação de documentos que atestem um mínimo de liquidez e certeza no direito creditório, incabível acatarse o pleito; e, por fim, (c) havendo elementos que apontem para a procedência do alegado, mas que suscitem dúvida do julgador quanto a algum aspecto relativo à existência ou à liquidez do crédito, cabível seria a baixa em diligência para sanála (destacandose que não se presta a diligência a suprir deficiência probatória a cargo do postulante). Em sede de recurso voluntário, igualmente estreito é o leque de opções. E agregase um limitador adicional: a impossibilidade de inovação probatória, fora das hipóteses de que trata o art. 16, § 4o do Decreto no 70.235/1972. No presente processo, o julgador de primeira instância não motiva o indeferimento somente na ausência de retificação da DCTF, mas também na ausência de prova do alegado, por não apresentação de contrato. Diante da ausência de amparo documental para a compensação pleiteada, chegase à situação descrita acima como “b”. Contudo, no julgamento inicial efetuado por este CARF, que resultou na baixa em diligência, concluiuse pela ocorrência da situação “c”, diante dos documentos apresentados em sede de recurso voluntário. Entendeu assim, este colegiado, naquele julgamento, que o comando do art. 16, § 4o do Decreto no 70.235/1972 seria inaplicável ao caso, e que diante da verossimilhança em relação a alegações e documentos apresentados, a unidade local deveria se manifestar. E a informação da unidade local da RFB, em sede de diligência, atesta que os valores recolhidos são suficientes para saldar os débitos indicados em DCOMP, entendendo a fiscalização, inclusive que, diante do exposto, não haveria necessidade de se dar ciência ao contribuinte da informação, apesar de ainda estarem os pagamentos alocados à DCTF original. Resta pouco, assim, a discutir no presente processo, visto que o único obstáculo que remanesce é a ausência de retificação da DCTF, ainda que comprovado o direito Fl. 297DF CARF MF Processo nº 13603.905797/201238 Acórdão n.º 3401003.952 S3C4T1 Fl. 283 5 de crédito, como se atesta na conversão em diligência, mediante o respectivo contrato, acompanhado da invoice correspondente. Atribuir à retificação formal de DCTF importância superior à comprovação do efetivo direito de crédito é típico das máquinas, na análise massiva, mas não do julgador, humano, que deve ir além do simples cotejamento efetuado pela máquina, na análise massiva, em nome da verdade material, tendo o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF. Como atesta a Solução de Divergência COSIT no 11/2011: “Não haverá incidência da CofinsImportação sobre o valor pago a título de Royalties, se o contrato discriminar os valores dos Royalties, dos serviços técnicos e da assistência técnica de forma individualizada. Neste caso, a contribuição sobre a importação incidirá apenas sobre os valores dos serviços conexos contratados. Porém, se o contrato não for suficientemente claro para individualizar estes componentes, o valor total deverá ser considerado referente a serviços e sofrer a incidência da mencionada contribuição.” (grifo nosso) E a cópia do contrato de licença apresentada e analisada, e de seus adendos, atesta que o contrato se refere “exclusivamente a licenciamento de uso de marcas”, não tratando de serviços. Assim, é indevida a COFINS, não havendo qualquer manifestação em sentido contrário pela própria unidade diligenciante. Aliás, efetivamente apreciou turma especial do CARF assunto idêntico, no Acórdão no 3801001.813, de 23/04/2013, acordando unanimemente pela não incidência de COFINSserviços em caso de contrato de “knowhow” que não engloba prestação de serviços: “CONTRATO DE “KNOW HOW”. REMESSAS AO EXTERIOR RELATIVAS A ROYALTIES E DIREITOS PELO USO DE MARCAS E TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO E TECNOLOGIA. NÃO INCIDÊNCIA DA COFINS IMPORTAÇÃO. Uma vez discriminados os valores dos Royalties dos demais serviços, de forma individualizada, não incidirá a COFINSImportação.” Há ainda outros precedentes recentes e unânimes deste tribunal, no mesmo sentido, e com características adicionais em comum com o presente processo: “NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Não é nulo o despacho decisório que se fundamenta no cotejo entre documentos apontados como origem do crédito (DARF) e nas declarações apresentadas que demonstram o direito creditório (DCTF). APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA. POSSIBILIDADE. DEMONSTRAÇÃO DE INDÍCIO DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO ANTERIORMENTE AO DESPACHO DECISÓRIO. VERDADE MATERIAL. Indícios de provas apresentadas anteriormente à prolação do despacho decisório que denegou a homologação da compensação, consubstanciados na apresentação de DARF de pagamento e DCTF retificadora, ratificam os argumentos do contribuinte Fl. 298DF CARF MF 6 quanto ao seu direito creditório. Inexiste norma que condiciona a apresentação de declaração de compensação à prévia retificação de DCTF, bem como ausente comando legal impeditivo de sua retificação enquanto não decidida a homologação da declaração. ROYALTIES. REMUNERAÇÃO EXCLUSIVA PELO USO DE LICENÇA E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA. INEXISTÊNCIA DE SERVIÇOS CONEXOS. NÃO INCIDÊNCIA DE PIS/COFINSIMPORTAÇÃO. A disponibilização de "informações técnicas" e "assistência técnica", por intermédio de entrega de dados e outros documentos pela licenciadora estrangeira, para utilização na fabricação de produtos licenciados no País, não configura prestação de serviços conexos ao licenciamento para efeitos de incidência de Contribuições para o PIS/Pasepimportação e Cofinsimportação. À luz do contrato de licenciamento e dos efetivos pagamentos realizados ao exterior, não incidem as Contribuições para o PIS/Pasepimportação e Cofins importação, pois tais pagamentos, cujos cálculos baseiamse nas vendas líquidas de produtos licenciados, referemse, exclusivamente, à remuneração contratual pela transferência de tecnologia, com natureza jurídica de royalties. (grifo nosso) (Acórdãos no 3201002.404 a 420, Rel. Cons. Windereley Morais pereira, sessão de 28 set. 2016) Deve, então, ser acolhido o pleito da empresa, removido o derradeiro obstáculo indevido ao reconhecimento do direito creditício e à compensação. Resta, por fim, tecer comentários sobre o pleito da recorrente para análise conjunta dos 52 processos referentes a suas DCOMP, visto que este relator recebeu, em sorteio, apenas 44 dos referidos processos. Em nome da verdade material, efetuei consulta ao sistema eprocessos, sobre a situação dos oito processos restantes, verificando o que se resume na tabela abaixo: N. do processo Situação atual Observações 13603.905762/201207 CARF – “Distribuir/Sortear” (indevidamente) Julgamento convertido em diligência, nas mesmas circunstâncias do presente, mas ainda não enviado à unidade local, para diligência, tendo em vista necessidade de saneamento (erro na anexação do arquivo contendo a Resolução de conversão em diligência). 13603.905764/201298 Idem Idem 13603.905772/201234 Idem Idem 13603.905785/201211 Idem Idem 13603.905790/201216 Idem Idem Fl. 299DF CARF MF Processo nº 13603.905797/201238 Acórdão n.º 3401003.952 S3C4T1 Fl. 284 7 13603.905775/201278 CARF – SEDIS/GECAP – Verificar Processo Processo sequer apreciado pelo CARF ainda, nem para converter o julgamento em diligência. 13603.905793/201250 Idem Idem 13603.905794/201202 Idem Idem Assim, há efetivamente apenas 44 processos maduros para julgamento, visto que os 8 restantes, por falhas processuais (5 deles com juntada incorreta de arquivos e 3 com pendência de verificação de procedimentos pelo setor competente do CARF) acabaram não chegando à unidade local, para realização da diligência. E os 44 processos, prontos para julgamento, serão efetivamente julgados conjuntamente, nesta sessão. Pelo exposto, e acolhendo a informação prestada em sede de diligência, voto por dar provimento ao recurso voluntário apresentado. Rosaldo Trevisan Fl. 300DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10314.005072/2003-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 17/05/2002 a 16/06/2003
VALOR DE ALÇADA PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE OFÍCIO - SÚMULA CARF 103
O Ministro da Fazendo, consoante os termos do art. 1º da Portaria MF 63, de 09/02/2017, estabeleceu que só haverá recurso de ofício de Turma julgadora de DRJ quando a decisão exonerar o sujeito passivo de pagamento de tributo e encargos de multa em valor total superior a R$ 2.500.000,00. Sendo inferior o valor exonerado, não se conhece do recurso de ofício, uma vez que a aferição do valor de alçada se dá na data do julgamento do mesmo (Súmula CARF 103).
Recurso de ofício não conhecido.
Numero da decisão: 3402-004.208
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício.
assinado digitalmente
Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente em exercício e relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Olmiro Lock Freire, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo e Carlos Augusto Daniel Neto.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201706
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 17/05/2002 a 16/06/2003 VALOR DE ALÇADA PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE OFÍCIO - SÚMULA CARF 103 O Ministro da Fazendo, consoante os termos do art. 1º da Portaria MF 63, de 09/02/2017, estabeleceu que só haverá recurso de ofício de Turma julgadora de DRJ quando a decisão exonerar o sujeito passivo de pagamento de tributo e encargos de multa em valor total superior a R$ 2.500.000,00. Sendo inferior o valor exonerado, não se conhece do recurso de ofício, uma vez que a aferição do valor de alçada se dá na data do julgamento do mesmo (Súmula CARF 103). Recurso de ofício não conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10314.005072/2003-14
anomes_publicacao_s : 201708
conteudo_id_s : 5752338
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3402-004.208
nome_arquivo_s : Decisao_10314005072200314.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
nome_arquivo_pdf_s : 10314005072200314_5752338.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício. assinado digitalmente Jorge Olmiro Lock Freire - Presidente em exercício e relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Olmiro Lock Freire, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo e Carlos Augusto Daniel Neto.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 27 00:00:00 UTC 2017
id : 6877838
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466743816192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1561; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10314.005072/200314 Recurso nº 2 De Ofício Acórdão nº 3402004.208 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de junho de 2017 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente FORT KNOX TECNOLOGIA DE SEGURANCA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 17/05/2002 a 16/06/2003 VALOR DE ALÇADA PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE OFÍCIO SÚMULA CARF 103 O Ministro da Fazendo, consoante os termos do art. 1º da Portaria MF 63, de 09/02/2017, estabeleceu que só haverá recurso de ofício de Turma julgadora de DRJ quando a decisão exonerar o sujeito passivo de pagamento de tributo e encargos de multa em valor total superior a R$ 2.500.000,00. Sendo inferior o valor exonerado, não se conhece do recurso de ofício, uma vez que a aferição do valor de alçada se dá na data do julgamento do mesmo (Súmula CARF 103). Recurso de ofício não conhecido. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício. assinado digitalmente Jorge Olmiro Lock Freire Presidente em exercício e relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Olmiro Lock Freire, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Waldir Navarro Bezerra, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo e Carlos Augusto Daniel Neto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 00 50 72 /2 00 3- 14 Fl. 124DF CARF MF Processo nº 10314.005072/200314 Acórdão n.º 3402004.208 S3C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso de ofício interposto pela autoridade julgadora de primeira instância, nos termos do Acórdão 1733.775, que ao julgar a impugnação cancelou a exação objeto dos autos em montante que, à época da decisão, ultrapassou o limite de alçada. O valor exonerado (principal + multa de ofício), contudo, é inferior ao limite atualmente vigente, estabelecido pela Portaria MF nº 63, de 09/02/2017. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402004.199, de 26 de junho de 2017, proferido no julgamento do processo 10410.720607/201445, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3402004.199): "Como relatado, o valor exonerado objeto do recurso de ofício foi inferior à R$ 2.500.000,00. A Portaria MF nº 63, de 09/02/2017 (DOU 10/02/2017), estabeleceu que: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. § 2º Aplicase o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. Por seu turno, a Súmula CARF, abaixo transcrita, explicita o direito intertemporal para aplicação do teor da transcrita Portaria Ministerial, consoante o brocardo que é princípio do direito adjetivo, qual seja, tempus regit actum. Fl. 125DF CARF MF Processo nº 10314.005072/200314 Acórdão n.º 3402004.208 S3C4T2 Fl. 4 3 Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Com efeito, sendo o valor de alçada nesta data inferior à R$ 2.500.000,00, o presente recurso não pode ser conhecido. Diante do exposto, não conheço do recurso de ofício". Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, não conheço do recurso de ofício. assinado digitalmente Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 126DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13899.000396/2006-73
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOME A RENDA DE PESSOA JURÍDICA. - IRPJ
Data do faro gerador: 31/12/2001
OMISSÃO DE RECEITAS - PASSIVO FICTÍCIO
A falta de comprovação da exigibilidade de obrigações mantidas no Passivo enseja a imputação de omissão de receitas por tbrça de presunção legal, nos termos do art. 40 da Lei 9.430/1996.
MULTA - EFEITO DE CONFISCO
O acolhimento das alegações sobre o percentual da multa de oficio implicaria no afastamento de norma legal vigente (artigo 44 da Lei 9.430/96), por suposto vicio de inconstitucionalidade, e faleee a. esse órgão de julgamento administrativo competencia para provimento dessa natureza, que esta a cargo do Poder Judiciatio, exclusivamente.
Numero da decisão: 1802-000.782
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201101
ementa_s : IMPOSTO SOME A RENDA DE PESSOA JURÍDICA. - IRPJ Data do faro gerador: 31/12/2001 OMISSÃO DE RECEITAS - PASSIVO FICTÍCIO A falta de comprovação da exigibilidade de obrigações mantidas no Passivo enseja a imputação de omissão de receitas por tbrça de presunção legal, nos termos do art. 40 da Lei 9.430/1996. MULTA - EFEITO DE CONFISCO O acolhimento das alegações sobre o percentual da multa de oficio implicaria no afastamento de norma legal vigente (artigo 44 da Lei 9.430/96), por suposto vicio de inconstitucionalidade, e faleee a. esse órgão de julgamento administrativo competencia para provimento dessa natureza, que esta a cargo do Poder Judiciatio, exclusivamente.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13899.000396/2006-73
conteudo_id_s : 5750272
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 03 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.782
nome_arquivo_s : Decisao_13899000396200673.pdf
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA
nome_arquivo_pdf_s : 13899000396200673_5750272.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2011
id : 6877581
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:04:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713049466745913344
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:10:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:10:15Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:10:15Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:10:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:e65ebf50-dd63-4bda-9f8a-92c78d4c4673; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:10:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:10:15Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:10:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:10:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:10:15Z; created: 2011-03-10T13:10:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2011-03-10T13:10:15Z; pdf:charsPerPage: 1550; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:10:15Z | Conteúdo => E02 Fl 166 MINISARLO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIME IRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n 0 13899.000396/2006-73 Recurso n" 500240 Voluntãrio Acórdão II" 1802-00382 — 2" Turma Especial Sessão de 26 de janeiro de 2011 Matéria IRPJ F OUTROS Recorrente GERBEUAD INDÚSTRIA E COMkCIO LIDA. Recorrida 3a TURMA/DRJ-CA M.PINAS/SP ASSUNTO: IMPOSTO SOME A RENDA DE PESSOA JURÍDICA. - IRPJ Data do faro gerador: 31/12/2001 OMISSÃO DE RECEITAS - PASSIVO FICTÍCIO A .thlta de comprovação da exigibilidade de obrigações mantidas no Passivo enseja a imputação de omissão de receitas por tbrça de presunção legal, nos termos do art. 40 da Lei 9.430/1996. MULTA - EFEITO DE CONFISCO O acolhimento das alegações sobre o percentual da multa de oficio implicaria no afastamento de norma legal vigente (artigo 44 da Lei 9.430/96), por suposto vicio de inconstitucionalidade, e faleee a. esse órgão de julgamento administrativo competencia para provimento dessa natureza, que esta a cargo do Poder Judiciatio, exclusivamente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. EstericiTarqirócl ins dZrSousa - de Oliveira Ferraz CorieLi- ator EDITADO E Participaram da sessa de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, :Iodo Francisco Bianco, Jose .de Oliveira Ferraz Correa, Edwal. Casoni de Paula .Fernandes junior, Nelso .Kichel e Andre Almeida Blanco. Processo r!" S99 000396/2006-73 SI- II:02 AcOai5o '-' 1802-00:782 11 167 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, que considerou parcialmente procedente o lançamento realizado para a constituição de credito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa da Jurídica 1RPJ, a Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, à Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COHNS, conform.e autos de in fração de fls. 22 a 38, nos valores de R$ 13..578,91, R$ 588,4 -1, R$ 8,147,30 e R.$ 2.715,78, respectivamente, incluindo-se nesses montantes a multa de 75% e os juros moratorios, 0 lançamento está fundamentado eui presunção legal de omissão de receitas, pela manutenção no passivo de obrigações cuja exigibilidade não restou comprovada, conforme registrado no Termo de Verificação Fiscal de Ils. 20/21: Das (*memos (20100,11es da 0.11"..1/2002 intimamos a fiscalizada, conforme Termos lavradas em 11/01/06, 27/01/06 e 06/03/2006 comprovar, com documentos hábeis e idôneo.s, o .saldo em 31..12.01 na conta Fornecedores, o montante de R$ /63..365,69; empréstimos de sócios no montante de R$ 279 312,99 e outras contas no montante de R$ 101 390,68. Na conta de despesas operacionais - fie//a 05 A - linha 30 - outra.s dc.spesas operacionais no montaine de 11$ 274 433.53 Ncs to oportunidade, a fiscalizada cotnprovou com documentação hábil as contas supracitadas, conforme planilhas anexas Na mama oportunidade, a mesma deixou de comprovar parte do .saldo da coin°. de "fornecedores T, no montante de R$ 36 357,36, conforme planilha apresentada. A nat.) comprovaçao pelo contribuinte de parte do saldo da conta de fornecedores con.stitui PRESUNOO DE 011.41S,.S'A-0 DE RECEITAS a titulo de Passim qual .seja, a inanutencao no Passivo Coca/ante de obrigações cunt exigibilidade ru'io seja comprovada. ) O valor tribtnável no ano calendário de 2001 é de R$ 36 357,36. Instaurada , a rase litigiosa., corn a impugnação de fls, 40/41, a Contribuinte alegou que após ter sido encontrado o Livro Razão referente ao Ano de 2001, foi feito uma conciliação na conta de fornecedores corn o contas a pagar, e que, deste modo, estaria comprovando, por meio de planilhas e xerox dc toda a documentação, o montante de R$ 39.919,95, que corresponderia à parte do saldo faltante na verificação Fiscal. Corno mencionado, a DIU Campinas/SP, ao proferir o Acórdão if) 05-25.552 (fls. 128 a 130), considerou parcialmente procedente o lanyamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO.. IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURTD.K.7A I.'rocesso n 13899 000396/2006-73 S 1 -TE02 Acórao n." 1802-00.782 Fl 168 Data do fat° get ador. 31/12/2001 ANÇAMENIO DE, OFÍCIO 0101S,Sii0 DE RECLTIAS PASSIM E1C11C10 A ta/ta de comprovação de obi igações mantidas no Passivo enseja U imputação de OnliSsiio de reeeitas por força de presunção legal Exclui-se do montante exigido as parcelas comprovadas pelo sujeito passim na impugnação LANÇAMENTO DE OFICIO CONMSTACia ONUS DA PRO V4 Cabe c`i autoridade. lançadora ptovar a ocorténeia do fato constitutivo do direito de lançar do fisco Comprovado o do direito de lançar cube ao sqleito passivo alegar. .latos impeditivos, modificativos ou extintivos e além de alegá-los, comprovq-los el'clivamente, nos termos do C6digo de Processo Civil, que estabelece as regras de distribuição do Onus- da prova aplieãveis ao PAI, subsidiariamente. Lançamento Procedente em Parte Inconformada coin essa decisão, da qual tomou ciôncia ern 25/05/2009, a. Contribuinte apresentou em 24/06/2009 o recurso voluntário de Es, 138 a 150, onde desenvolve argumentos sobre os tópicos abaixo„ Comprovações documentais realizadas: - a Recorrente, através da análise do Livro Razão referente ao ano de 2001, conciliou a conta dc Fornecedores com a Contas a Pagar, e comprovou o montante de R$ 39.919,95, da parte do saldo faltante na Veri fiend° Fiscal, através de planilhas e xerox de toda a documentação que complementou a diferença lançada no Auto de Infração; - do total dos R$ 39.919,95 comprovados pela Recorrente, R$ 22.828,77 referem-se a notas fiscais de vendas (inclusive aquelas pertinentes sobre vendas it prazo) e comprovantes dos depósitos das vendas realizadas, e o valor rcstante de R$ 17.091,18 refere-se a descontos obtidos dos fornecedores; - o valor imputado pela fiscalização como sendo omisso restou devidamente comprovado mediante a juntada de notas fiscais, comprovantes de depósitos das vendas e os descontos concedidos pelos fornecedores, tudo materialmente comprovado e registrado contabilmente; deve ser afitsta.da a subjetividade do ilustre „julgador de primeira instancia, onde o mesmo estabeleceu um critério próprio, fuse-se, sem qualquer amparo legal, para desqualificar parte dos demonstrativos trazidos â. baila pela Recorrente. Do caráter confiscatório da multa aplicada.: - o montante que lhe está sendo exigido a titulo de multa é totalmente confiscatório, excessivo e ilegal; 1 rocess° 13899 000396/2006-73 Ac-6rd3o n " 1802-00..782 ti 1- 1 E02 169 - as multas tiscais devem também observar os princípios e as limitacOes ao poder estatal de imposição de tributos, sob pena da possibilidade de haver violação de direitos e garantias dos contribuintes pela via obliqua da imposição de penalidades nibutarias extremamente excessivas; - o argumento de que multa não á tributo e por essa razão não se sujeita aos princípios constitucionais tributários não procede, sob pena de inobservância por via obliqua da própria Lei Maior; - o Egrégio Supremo Tribunal Federal já se posicionou acerca da aplicabilidade do artigo 150, inciso IV, da Carta Magna, nos casos de aplicação de multa em patamares elevados que coa -figuram o efeito confiscatório; - a capacidade contributiva atua, inicialmente, como critério de graduação dos impostos e como limite da tributação, permitindo a manutenção do "mínimo Obstando, desta firma , que a tributação atinja níveis de confisco ou de cerceamento de outros direitos constitucionais. Este (1; o Relatório. 1 Proccso 11" 13899 009396/2006-73 S11-I E02 Acôr(rio n "1802-00.782 1:1 179 Voto Conselheiro Relator, José de Oliveira Ferraz Cor -rar 0 recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.. Conforme relatado, a controvérsia submetida a esse Conselho diz respeito ã exigência. de IR.PJ e reflexos, por omissão de receitas apurada cam base em presunção legal. De acordo earn a Fiscalização, a Contribuinte mantinha em seu passivo obrigações corn exigibilidade não comprovada, o que caracterizou a hipótese de presunção de omissão de receitas prevista no a.rt. 40 da Lei 9.430/1996. Em suas peças de defesa, a Contribuinte pretendeu comprovar as diferenças \Teri ficadas na conta de fornecedores, no valor de R$ 39,919,95, que corresponderia A. soma de R$ 22.828,77, caracterizado pelos diversos documentos por ela. apresentados, e R$ 17.091,18, correspondentes aos descontos obtidos, conforme demonstrativo all.. 98.. Da parcela de R.$ 22.828,77, a DRI considerou wino comprovado o valor de R$ 17.980,32, e determinou que tal montante fosse deduzido da base de cálculo dos tributos lançados.. Para examinar o valor dos débitos a. pagar em 31/12/2001, a DRJ considerou os comprovantes que tinham como referência , o mês de dezembro de 2001 e os meses anteriores a este, cuja quitação se deu a partir de janeiro de 2002. 0 não acolhimento integral dos R$ 22.828,77 foi motivado pelos seguintes Fatos consignados na decisão de primeira instancia: a) Nota Fiscal de 85, no valor de R$ 531,70 (item 27 da planilha): emitida em 17/12/2001, não há comprovação de que sua quitação tenha se dado cm 2002. 0 recibo 84, apesar de ter o niesmo valor, ado indica a data do pagamento e se refere a outro ¡dinky() de Nola Fiscal, b) Nota Fiscal de /1 87, no valor de R$ 482,35 (item 28 da planilha): as mesmas nota anterior impedem a achnissão desta, conjuntamente com o recibojumado à IT 86, e) Recibo 92, no valor de R$ 300,00 (item 33 da planilha,); embora liquidado em janeiro de 2002, não há indicação do período de competência da obrigação, impedindo a verificação se corresponderia a dezembro de 2001 ou antes,. cl) Comprovante de depósito de 95, no valor de R$ 734,40 (item 36 da planilha). datado de 12/0.3/2002, traz indicação de que tratar-se-ia de parte da NF n° 2589. No entanto, não há comprovação de que a referida nota seria anterior a 31/12/200],' Process() n" 13899.000396/20(i6-73 Sl-TE02 Acôrffio n '1802-110.782 Fl 171 e) Comprovante de depósito de tl. 95, no valor de R$ 1.500,00 (item 37 da planilha)• datado de 11/03/2002, traz indicaçiio dc que trator-.se-ia da NE n" 2577 No cruanto, Mio ha comprovaecio de que a referida nota seria anterior a .31/12/2001; Comprovante de depósito de ti 95, no va/or de R$ 1 300,00 (item 40 da planilha) datado de 18/02/2002, traz indica (do de que tratar-se-ia de parte da NP n° 2.969 No entanto, nao há comprovação de que a referida nota seria ontem jar a 31/12/2001 Quanto aos descontos obtidos, que complementariam a comprovação das di ferenças veriticadas pela Fiscalização, a URI registrou que o demonstrativo apresentado pela Contribuinte, além de indicar que a maior parte dos alegados descontos não havia sido contabilizada, também estava desacompanhado de outros documentos, inclusive dos relatórios que mencionava, e por essa razão ele Fbi considerado inepto para o lim a que se propôs, ou seja, comprovar a composição e a natureza do saldo da conta Fornecedores em 31/12/2001 Sede de recurso voluntário, a Contribuinte não trouxe qualquer argumento capaz de refutar as conclusões resultantes da detalhada análise implementada pela 'DWI sobre os documentos apresentados, pelo que a decisão de primeira instancia ado merece qualquer reparo. Adoto, portanto, na presente decisão os mesmos fundamentos mencionados acima. No que toca à alegação da Recoil:cute sobre a desproporcionalidade e o efeito de confisco da multa de oficio, cujo acolhimento implicaria no afastamento de nouna legal vigente (art, 44, I, da Lei 9.430/96), por suposta inconstitucionalidade, cabe ressaltar que lalece a esse orgão de julgamento administrativo competência para provimento dessa natureza, que está a cargo do Poder Judiciário, exclusivamente. Oportuno lembrar que apenas de modo excepcional, havendo prévia decisão por parte do Supremo Tribunal Federal, e cumpridos os requisitos do Decreto n" 2:346/97 au do aft: 103-A da Constituição, o que não ocorre no presente caso, é que a Administração Pública deixaria de aplicar a referida norma.legaL Essa matéria, inclusive, já foi sumulada pelo antigo Primeiro Conselho de Contribuintes: &milder 1" n" 2 - 0 Primeiro Conselho de Conti ihuinies nua competente. para .se pronunciar sobre a inconstitucionahdade dc lvi tributaria. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso: SC de Oliveira Fenazr-leorrêa PIOCCT;SO T1' 13199 000396/2006-73 S (-TE02 Ac(ir&o ii " 1802-00.782 Fl 172 7
score : 1.0
