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Numero do processo: 10830.001758/2011-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2007 a 31/12/2007
PARCELAMENTO - CONFISSÃO DE DÍVIDA - DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO ADMINISTRATIVA
A inclusão de valores objeto de lançamento em parcelamento implica na confissão de dívida e desistência da discussão administrativa da matéria.
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO - INFRAÇÃO
Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa:
1. Deixar de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social
2. Apresentar a GFIP - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
3. Deixar de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização
AUTO DE INFRAÇÃO. CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO PRINCIPAL.
Uma vez que o contribuinte incluiu em parcelamento as autuações relativas às obrigações principais, as autuações pelo descumprimento das obrigações acessórias correlatas subsistirão, uma vez que com a confissão da dívida houve o reconhecimento da ocorrência dos fatos geradores
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO - BOA FÉ - AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO ERÁRIO
O descumprimento da obrigação acessória se configura independente de qualquer circunstância que caracterize má fé por parte do contribuinte ou prejuízo ao erário.
LEGISLAÇÃO POSTERIOR - MULTA MAIS FAVORÁVEL - APLICAÇÃO
A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-003.456
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação ao artigo 32-A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica, da multa aplicada por omissões e incorreções na GFIP.
Júlio César Vieira Gomes Presidente
Ana Maria Bandeira- Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2007 a 31/12/2007 PARCELAMENTO - CONFISSÃO DE DÍVIDA - DESISTÊNCIA DA DISCUSSÃO ADMINISTRATIVA A inclusão de valores objeto de lançamento em parcelamento implica na confissão de dívida e desistência da discussão administrativa da matéria. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO - INFRAÇÃO Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa: 1. Deixar de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social 2. Apresentar a GFIP - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. 3. Deixar de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização AUTO DE INFRAÇÃO. CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO PRINCIPAL. Uma vez que o contribuinte incluiu em parcelamento as autuações relativas às obrigações principais, as autuações pelo descumprimento das obrigações acessórias correlatas subsistirão, uma vez que com a confissão da dívida houve o reconhecimento da ocorrência dos fatos geradores OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - DESCUMPRIMENTO - BOA FÉ - AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO ERÁRIO O descumprimento da obrigação acessória se configura independente de qualquer circunstância que caracterize má fé por parte do contribuinte ou prejuízo ao erário. LEGISLAÇÃO POSTERIOR - MULTA MAIS FAVORÁVEL - APLICAÇÃO A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DESCUMPRIMENTO INFRAÇÃO Consiste em descumprimento de obrigação acessória a empresa: 1. Deixar de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social 2. Apresentar a GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. 3. Deixar de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização AUTO DE INFRAÇÃO. CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO PRINCIPAL. Uma vez que o contribuinte incluiu em parcelamento as autuações relativas às obrigações principais, as autuações pelo descumprimento das obrigações acessórias correlatas subsistirão, uma vez que com a confissão da dívida houve o reconhecimento da ocorrência dos fatos geradores OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA DESCUMPRIMENTO BOA FÉ AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO ERÁRIO AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 17 58 /2 01 1- 15 Fl. 817DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 O descumprimento da obrigação acessória se configura independente de qualquer circunstância que caracterize má fé por parte do contribuinte ou prejuízo ao erário. LEGISLAÇÃO POSTERIOR MULTA MAIS FAVORÁVEL APLICAÇÃO A lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação ao artigo 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica, da multa aplicada por omissões e incorreções na GFIP. Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 818DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.001758/201115 Acórdão n.º 2402003.456 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Os presentes autos contemplam o lançamento de obrigações principais e acessórias, as quais estão divididas nas seguintes autuações, de acordo com o Relatório Fiscal: AI 37.314.6264 Contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa incidentes sobre valores pagos a contribuintes individuais. AI 37.314.6272 Contribuição do contribuinte individual, cuja arrecadação e recolhimento passou a ser responsabilidade da empresa após a vigência da Lei nº 10.666/2003. AI 37.314.6280 Aplicação de multa por infração ao disposto no art. 32, inciso I da Lei nº 8.212/1991 c/c art. 225, inciso I e § 9º do Decreto nº 3.048/1999, que consiste em a empresa deixar de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. A multa aplicada foi elevada em três vezes em razão da reincidência específica verificada pela auditoria fiscal AI 37.314.6299 Autuação em razão de a empresa ter deixado de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização, conforme previsto no inciso III do art. 32 da Lei nº 8.212/91, combinado com o art. 225, inciso III e § 22 (acrescentado pelo Decreto nº 4.729/2003) do Regulamento da Previdência Social. A multa aplicada foi elevada em três vezes em razão da reincidência específica verificada pela auditoria fiscal. AI 37.314.6302 Infração por inobservância da obrigação tributária acessória prevista na Lei nº 8.212/1991, no art. 32, inciso IV e § 5º, acrescentados pela Lei nº 9.528/1997 c/c o art. 225, inciso IV e § 4º do Decreto nº 3.048/1999, que consiste em a empresa apresentar a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. O Relatório Fiscal argumenta que toda remuneração paga ou creditada a segurados empregados ou contribuintes individuais, seja sob a forma de prêmios por vendas ou Fl. 819DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 produtividade, comissões, dentre outras, independente do título que recebam, integram o conceito de salário de contribuição. A auditoria fiscal observou que a indústria farmacêutica ora autuada efetuava pagamento de prêmios a contribuintes individuais, no caso, balconistas de farmácias e vendedores de distribuidoras de medicamentos, intermediados pelas próprias farmácias ou distribuidores por meio de depósitos a estes ou por meio de abatimento em duplicadas devidas por eles. A empresa foi intimada a prestar esclarecimentos sobre os valores contabilizados na conta contábil nº 0004155081 – INVESTIMENTO PROMOCIONAL, a informar o nome e o CNPJ/CPF dos beneficiários do pagamento, a apresentar os documentos que comprovassem os lançamentos contábeis e os fatos relatados, como notas fiscais, recibos e contratos e outros documentos. Em resposta, a autuada informou que os lançamentos efetuados na referida conta são provenientes de acordos comerciais com os distribuidores atacadistas e grandes redes de farmácia, visando o aumento das vendas baseado em metas para cada tipo de produto, podendo ser realizado através de campanhas, de acordo com o regulamento estabelecido pela empresa. Não obstante as informações prestadas, a autuada não apresentou documentos hábeis para a efetiva comprovação dos lançamentos contábeis. Limitouse a apresentar formulários e telas de sistemas internos da empresa que apontam os valores lançados, o nome do suposto cliente, a forma de pagamento e a mera citação de que se trata de campanhas promocionais com clientes. Segundo a auditoria fiscal, de acordo com a documentação apresentada, não é possível identificar os termos dos acordos, não há comprovação de quem são os beneficiários, não há documento fiscal, recibo, contrato entre as partes ou qualquer outro elemento que comprovasse os lançamentos contábeis e os esclarecimentos prestados. Por essa razão, foi lavrado o auto de infração AI 37.34.6299. É informado que na mesma data em que foi iniciado o procedimento fiscal na EMS Sigma Pharma Ltda, também foi iniciada ação fiscal na empresa EMS S/A, do mesmo grupo econômico. A auditoria fiscal verificou que nas duas empresas a fiscalização foi atendida pelas mesmas pessoas e que ambas as empresas têm sede no mesmo complexo industrial de Hortolândia. Apurouse várias semelhanças na contabilidade das duas empresas, como os planos de contas (números e nomes de contas), distribuição das contas, mesmo padrão na contabilização de despesas. Além disso, as duas empresas utilizavam o mesmo formulário denominado “Solicitação de Investimento Promocional.” Ocorre que na ação fiscal realizada na EMS S/A foram apresentados e juntados aos autos outros elementos, além do citado formulário de “Solicitação de Investimento Promocional”, que permitiram melhor identificação dos fatos contábeis lançados na conta 4155081. Haja vista a semelhança na escrituração contábil das duas empresas, a auditoria fiscal concluiu que a origem dos lançamentos na referida conta era a mesma tanto na Fl. 820DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.001758/201115 Acórdão n.º 2402003.456 S2C4T2 Fl. 4 5 empresa EMS S/A como na EMS SIGMA PHARMA LTDA, motivo pelo qual o Relatório Fiscal no lançamento efetuado contra a primeira empresa foi juntado aos presentes autos. Na ação fiscal realizada na empresa EMS S/A foi verificado que parte dos pagamentos efetuados aos contribuintes individuais balconistas e vendedores era repassado pelas redes de farmácia e distribuidores de medicamentos, que recebiam por intermédio de operadoras de cartões. Uma segunda situação também foi verificada, no caso, o pagamento era repassado pelas redes de farmácias e distribuidoras de medicamentos, porém, sem a intermediação de operadoras de cartões. Neste caso, a EMS S/A fazia o pagamento para o cliente ou deduzia as importâncias de pagamentos feitos por eles (abatimento em duplicada). Tal forma de pagamento foi denominada pela auditoria fiscal como “Outras formas de pagamento” e é a que compõem o lançamento dos presentes autos. Assim, a auditoria fiscal efetuou o lançamento com base no § 3º do art. 33 da Lei nº 8.212/1991. Com a edição da Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, que alterou as multas aplicadas tanto no caso de descumprimento de obrigações acessórias como principais, a auditoria fiscal, sob o argumento de apurar a situação mais benéfica ao sujeito passivo com base no disposto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, efetuou o cálculo da multa pela legislação anterior e pela legislação superveniente, a fim de verificar a melhor situação para o contribuinte. Para tanto, efetuou a soma da multa pelo descumprimento da obrigação acessória de declarar os fatos geradores em GFIP, prevista no art. 32, inciso IV e §§ 3º e 5º, Lei n° 8.212/1991, com a multa de mora do art. 35 da Lei nº 8.212/91 e comparou o resultado com a multa de ofício prevista na Lei nº 9.430/1996, art. 44, inciso I, que passou a ser aplicada por força do art. 35A da Lei nº 8.212/1991, incluído pelo art. 26 da Lei nº 11.941/2009. Da comparação, resultou que nas competências, 06/2007, 10/2007 e 12/2007, a multa mais benéfica foi a multa de ofício e nas competências 02/2007 e 11/2007 a multa mais benéfica foi a multa de mora em conjunto com a multa aplicada no AI 37.314.6302 (CFL 68). Além dos autos de infração por descumprimento de obrigações acessórias informados, a empresa foi autuada por não ter incluído em folha de pagamento os valores pagos aos segurados contribuintes individuais, beneficiários dos prêmios. A autuada teve ciência do lançamento em 10/02/2011 e apresentou defesas para cada auto de infração alegando o que se segue: AI 37.314.6264 (Contribuição Patronal) A autuada alega a impossibilidade de aferição indireta com base em presunções, uma vez que em momento algum, a autoridade fiscal utilizou as bases de cálculo legalmente previstas, partindo de presunções sobre documentos fornecidos pela empresa, deduzindo um montante arbitrário e sem qualquer amparo fático e legal, para imputar as alíquotas de 20% (vinte por cento) para os pagamentos, cujos beneficiários foram tidos como contribuinte individual e/ou trabalhador avulso. Fl. 821DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Considera que a autoridade fiscal não atuou conforme prescreve o ordenamento jurídico e deixou de lato a persecução da verdade real. Assim, entende imperiosa a análise da documentação apresentada nos autos, com o objetivo de afastar as conclusões consignadas, uma vez que no presente caso não restaram preenchidos os requisitos legais para a aplicação do instituto da aferição indireta. Alega que a auditoria fiscal efetuou o lançamento a partir de valores meramente provisionados que, em momento algum, se consubstanciaram em despesas/pagamentos que pudessem se enquadrar em fato gerador da contribuição previdenciária em questão. No mérito, argumenta que o marketing de incentivo pode ser direcionado para os funcionários de uma empresa, como também para pessoas que com ela tenham outros tipos de vinculação, como revendedores de bens, prestadores de serviços, franqueados ou colaboradores alocados em pontos de vendas de terceiros, dentre outras hipóteses de divulgação da marca/produto. Afirma que a conta contábil nº 0004155081 – Investimento Promocional referese a acordos comerciais com distribuidores atacadistas e grandes redes de farmácias visando aumento de vendas, baseado em metas para cada tipo de produto, podendo ser realizados através de campanhas, de acordo com o regulamento estabelecido pela empresa. Quanto à natureza das premiações distribuídas, pagas por meio das Solicitações de Investimentos Promocionais (abatimento de duplicadas), considera imperioso consignar que os investimentos promocionais pagos não se confundem com os salários e/ou remunerações pagas pelo serviço prestado. Argumenta que as premiações conferidas a quem cumpriu metas previamente estabelecidas, nada mais são do que incentivos ao bom desempenho no trabalho, vantagens esporádicas, estímulos à disputa leal entre clientes, conferidos por simples liberalidade da empresa e que de nenhum modo remuneram o serviço prestado. Ressalta que todos os pagamentos foram efetuados a pessoas jurídicas e que não seria possível a incidência de contribuição previdenciária sobre esse tipo de pessoa. Aduz que os acordos comerciais e pagamentos realizados entre pessoas jurídicas, impróprias para uma relação de trabalho, uma vez que não existem pessoas físicas subordinadas à impugnante e esta sequer possui quaisquer dados e informações dos supostos beneficiários dos prêmios entregues às drogarias e distribuidoras de medicamentos. Menciona a Lei nº 8.212/1991, art. 28, § 9º, item 7, que dispõe que não integram o salário de contribuição as importâncias recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário. Alega que a multa aplicada tem caráter confiscatório e restritivo e a impossibilidade de utilização da taxa de juros SELIC. Quanto à autuação por não apresentar esclarecimentos, no caso, a relação dos beneficiários dos incentivos, informa que cumpriu com o dever de colaborar com a fiscalização, mas em razão de certos procedimentos adotados no arquivamento da documentação fiscal, se viu impossibilitada de apresentar toda a documentação em tempo hábil. Fl. 822DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.001758/201115 Acórdão n.º 2402003.456 S2C4T2 Fl. 5 7 Conclui que não se trata de situação de recusa ou sonegação, mas de atuação arbitrária e desfocada da autoridade fiscal não busca por informações/dados que, em sua maioria, não estavam sob os cuidados da impugnante, o que torna nula a multa capitulada. Ressalta sua boa fé e a ausência de prejuízo ao erário, uma vez que houve a possibilidade de constituição do crédito referente à obrigação principal. Assim, considera que devem ser observados os princípios da razoabilidade e proporcionalidade que norteiam as atividades administrativas. AI 37.314.6272 (Contribuição dos Segurados) Além das argumentações já apresentadas na defesa do AI 37.314.6264, a recorrente tece considerações a respeito da contribuição do Seguro de Acidente de Trabalho – SAT, especificamente quanto ao cálculo da alíquota levando em conta a atividade que congrega o maior número de segurados da empresa como um todo. Questiona ser obrigada ao recolhimento com base em uma alíquota de 2% inclusive para empregados que não laboram em área correspondente a este risco. AI 37.314.6280 (CFL 30) A autuada alega a inexistência de obrigatoriedade no cumprimento de obrigações acessórias em razão da inexistência dos fatos geradores que ensejaram o lançamento da obrigação principal. No mais, repete as argumentações já apresentadas quanto ao AI 37.314.626 4. AI 37.314.6299 (CFL 35) A autuada repete as alegações apresentadas na defesa do AI 37.314.6280 e, ao final, requer que a multa confiscatória seja reduzida a percentuais condizentes com a situação, considerando a boa fé da impugnante, como também requer a inaplicabilidade da taxa SELIC. AI 37.314.6302 (CFL 68) A autuada repete as alegações já apresentadas nas demais impugnações. Pelo Acórdão nº 0538.468 (fls. 753/777), a 6ª Turma da DRJ/Campinas considerou os lançamentos procedentes. Contra tal decisão, a autuada apresentou recurso tempestivo onde informa que os AIs nº 37.314.6264 e 37.314.6272 encontramse inseridos no parcelamento da Lei nº 11.941/2009, já homologados pela Receita Federal, razão pela qual requer seja reconhecida essa adesão como a exclusão dos citados AIs do presente processo. No mais efetua a repetição das alegações de defesa. É o relatório. Fl. 823DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. O lançamento em questão compreende obrigações principais (AI 37.314.626 4 e 37.314.6272), como também multa pelo descumprimento de obrigações acessórias (AIs 37.314.6280, 37.314.6299 e 37.314.6302). Em sua peça recursal, a autuada informa que os AIs nº 37.314.6264 e 37.314.6272, relativos à contribuição patronal e a dos segurados, respectivamente, encontram se inseridos no parcelamento da Lei nº 11.941/2009, já homologados pela Receita Federal, razão pela qual requer seja reconhecida essa adesão como a exclusão dos citados AIs do presente processo. A recorrente junta cópias de documentos que confirmam a inclusão dos referidos AIs no parcelamento especial. Entendo que o que se demonstrou foi a desistência da discussão administrativa relativamente às contribuições objeto dos citados autos de infração. Tal desistência leva ao não conhecimento das matérias relacionadas àquelas autuações. Entretanto, não cabe a esta instância de julgamento excluir os autos de infração do presente lançamento, mas à DRF de origem verificar se o parcelamento dos valores correspondentes foi devidamente homologado, para então efetuar a retificação do lançamento. Observase, ainda, que mesmo tendo informado que solicitou a inclusão dos autos de infração correspondentes à obrigação principal no parcelamento instituído pela Lei nº 11.941/2009, a recorrente mantém as alegações contra tal lançamento, insistindo na incorrência do fato gerador. A meu ver, o que permanece em discussão é a subsistência ou não dos autos de infração relativos às obrigações acessórias, uma vez que a inclusão em parcelamento das obrigações principais se consubstancia em confissão de dívida. Portanto, não serão conhecidos os argumentos que tentam demonstrar a inocorrência do fato gerador da obrigação principal e só serão tratadas as questões relativas às autuações por descumprimento de obrigações acessórias. AI 37.314.6280 (CFL 30) Tratase de aplicação de multa por infração ao disposto no art. 32, inciso I da Lei nº 8.212/1991 c/c art. 225, inciso I e § 9º do Decreto nº 3.048/1999, que consiste em a empresa deixar de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social. A multa aplicada foi elevada em três vezes em razão da reincidência específica verificada pela auditoria fiscal. Fl. 824DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.001758/201115 Acórdão n.º 2402003.456 S2C4T2 Fl. 6 9 A recorrente argumenta que não teria ocorrido o fato gerador das contribuições previdenciárias, razão pela qual, a autuação pelo descumprimento da obrigação acessória correlata não poderia prevalecer. Ocorre que, conforme já argüido, a recorrente reconheceu a ocorrência dos fatos geradores quando incluiu as autuações correspondentes às obrigações principais em parcelamento. Deste modo, se a obrigação principal subsiste, a acessória dela decorrente também deve subsistir. AI 37.314.6299 (CFL 35) A autuação em razão de a empresa ter deixado de prestar ao órgão todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. A empresa foi intimada a prestar esclarecimentos sobre os valores contabilizados na conta contábil nº 0004155081 – INVESTIMENTO PROMOCIONAL, a informar o nome e o CNPJ/CPF dos beneficiários do pagamento, a apresentar os documentos que comprovassem os lançamentos contábeis e os fatos relatados, como notas fiscais, recibos e contratos e outros documentos. A autuada informou que os lançamentos efetuados na referida conta são provenientes de acordos comerciais com os distribuidores atacadistas e grandes redes de farmácia, visando o aumento das vendas baseado em metas para cada tipo de produto, podendo ser realizado através de campanhas, de acordo com o regulamento estabelecido pela empresa. Entretanto, a autuada não apresentou documentos hábeis para a efetiva comprovação dos lançamentos contábeis. Limitouse a apresentar formulários e telas de sistemas internos da empresa que apontam os valores lançados, o nome do suposto cliente, a forma de pagamento e a mera citação de que se trata de campanhas promocionais com clientes. Assim, não foi possível à auditoria fiscal, de acordo com a documentação apresentada, identificar os termos dos acordos e os beneficiários. Como também, não foram apresentados documento fiscal, recibo, contrato entre as partes ou qualquer outro elemento que comprovasse os lançamentos contábeis e os esclarecimentos prestados. Quanto à esta autuação, a recorrente alega que em razão de certos procedimentos adotados no arquivamento da documentação fiscal, se viu impossibilitada de apresentar toda a documentação em tempo hábil, além disso, alega que não agiu de má fé e não houve prejuízo ao erário. As razões acima não são suficientes para desconstituir a autuação, uma vez que o descumprimento da obrigação acessória se configura independente da boa ou má fé do contribuinte e da existência ou não de prejuízo ao erário. Fl. 825DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 AI 37.314.6302 (CFL 68) A recorrente apresentou a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no caso, os valores das premiações. Conforme já argüido, uma vez confessada pela recorrente a obrigação principal, a acessória a ela correlata deve prevalecer. No que tange à multa aplicada, observase que a Lei nº 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” No caso em tela, tratase de infração que agora se enquadra no art. 32A, inciso I. Fl. 826DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10830.001758/201115 Acórdão n.º 2402003.456 S2C4T2 Fl. 7 11 Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. A fim de evitar futuros embargos, esclarecese que o procedimento que vem sendo utilizado pela auditoria fiscal para calcular a situação mais benéfica ao sujeito passivo de considerar multas de naturezas diversas (de mora, por descumprimento de obrigação acessória e de ofício) não encontra respaldo no arcabouço jurídico existente. A meu ver, a retroação se dá apenas quanto à multa pelo descumprimento da obrigação acessória. Nos lançamentos de obrigação principal, devese cumprir o que dispõe o artigo 144 do CTN, segundo o qual o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Portanto, não há que se falar que a decisão deixou de observar o art. 35A, também introduzido pela Lei nº 11.941/2009 que inovou no âmbito previdenciário ao prever a aplicação da multa de ofício prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/1996 Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, qual a situação mais benéfica ao contribuinte. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para que no AI 37.314.6302 seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A da Lei nº 8.212/1991 e comparado ao cálculo anterior, para que seja aplicado o valor mais benéfico ao sujeito passivo. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 827DF CARF MF Impresso em 22/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 17/04/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10680.009735/2007-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 21/11/2006 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. AUTO DE INFRAÇÃO – APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM INFORMAÇÕES INEXATAS EM RELAÇÃO AOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Conversão em diligência .
Numero da decisão: 2301-002.701
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a)
em acolher os embargos de declaração; b) acolhidos os embargos, em anular o acórdão proferido; c) anulado o acórdão proferido, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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FATOS GERADORES Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado ROBERTO REZENDE Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 21/11/2006 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. AUTO DE INFRAÇÃO – APRESENTAÇÃO DE GFIP/GRFP COM INFORMAÇÕES INEXATAS EM RELAÇÃO AOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Conversão em diligência . – Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos de declaração; b) acolhidos os embargos, em anular o acórdão proferido; c) anulado o acórdão proferido, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). MARCELO OLIVEIRA Presidente. BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relator. Fl. 17DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por MARCELO OLIVEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 18DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10680.009735/200725 Acórdão n.º 2301002.701 S2C3T1 Fl. 2 3 Relatório Tratase de embargos opostos tempestivamente pela Delegada Da Receita Federal Do Brasil Em Belo Horizonte, contra Acórdão 230100.910, que deu provimento por unanimidade ao recurso voluntário. A embargante alega, em apertada síntese, que o acórdão embargado foi contraditório, pois o Relator do aresto fez constar, em seu relatório, de forma equivocada, que o autuado interpôs recurso voluntário contra a decisão a ele desfavorável, o que não ocorreu. Observa que há, nos autos, apenas recurso de ofício, tendo em vista que a decisão da primeira instância, proferida por meio do Acórdão n° 0215.542, da 8a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, julgou o auto procedente com relevação de multa, recorrendo de ofício a este Conselho. Reitera que não consta dos autos qualquer recurso voluntário protocolizado pelo sujeito passivo, mas apenas recurso de ofício. É o relatório. Fl. 19DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por MARCELO OLIVEIRA 4 Voto Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, Relatora A Delegada da Receita Federal do Brasil em Belo Horizonte opôs Embargos de Declaração contra o Acórdão 230100.910, por entender que houve contradição no relatório e no voto condutores do aresto. Alega que, em que pese a decisão da primeira instância, proferida por meio do Acórdão n° 0215.542, da 8a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, ter sido no sentido de julgar o lançamento procedente com relevação de multa, nos termos do parágrafo 1o, do artigo 291 do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, recorrendo de ofício a este Conselho, consta do Relatório do Acórdão embargado, de forma equivocada, que o autuado interpôs recurso voluntário contra a decisão a ele desfavorável, o que não ocorreu. De fato, verificase, da leitura do acórdão embargado, que foi dado provimento ao recurso voluntário. Contudo, da análise dos autos, constatase que não há qualquer recurso voluntário protocolizado pelo sujeito passivo, mas apenas recurso de ofício. Ou seja, o Acórdão embargado tratou o recurso como sendo voluntário, quando, na verdade, tratase de recurso de ofício. Assim, são procedentes as alegações da embargante. Observase que o Acórdão n° 02.15.542/2007, prolatado pela DRJ/BHE, considerou procedente o Auto de Infração, relevando a multa aplicada, nos termos do parágrafo 1o, do artigo 291 do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, e recorreu a este CARF, tendo em vista que o valor revelado foi superior ao previsto no inciso II do artigo 1° da Portaria MPS n° 158/2007, vigente à época. No entanto, constatase que o contribuinte não foi intimado da decisão de primeira instância, que deu procedência à autuação. Assim, o interessado não foi oportunizado a apresentar recurso em relação à manutenção da autuação pelos julgadores de primeira instância, o que configura desrespeito ao contraditório e à ampla defesa. Assim, por serem procedentes as alegações da embargante, entendo que devam ser acolhidos os embargos opostos pela Fazenda Pública, para suprir a contradição apontada, anulando o Acórdão 230100.910, da 1a Turma, 3a Câmara, da Segunda Seção de Julgamento, deste CARF, e convertendo o julgamento em diligência, para que seja dada ciência ao sujeito passivo do teor Acórdão 02.15.542, da 8a Turma da DRJ/BHE, que julgou o Auto de Infração procedente com multa relevada, e aberto prazo para apresentação de recurso.. CONCLUSÃO Fl. 20DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10680.009735/200725 Acórdão n.º 2301002.701 S2C3T1 Fl. 3 5 Nesse sentido, voto em acolher os embargos opostos, para anular o Acórdão, 230100.910, e converter o julgamento em diligência, para que seja aberto prazo para apresentação de recurso contra a decisão que manteve o auto de infração lavrado contra ROBERTO REZENDE, em respeito ao contraditório e à ampla defesa. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros Relatora Fl. 21DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 25 /05/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 29/05/2012 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10240.000870/2006-11
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2002
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS ANTES DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. NECESSIDADE.
Para ser possível a dedução da área de reserva legal da base de cálculo do ITR, é necessária sua averbação à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, antes da ocorrência do fato gerador do tributo.
Hipótese em que a averbação não foi efetuada e a área não foi comprovada por meio de laudo técnico.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.238
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS ANTES DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. NECESSIDADE. Para ser possível a dedução da área de reserva legal da base de cálculo do ITR, é necessária sua averbação à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, antes da ocorrência do fato gerador do tributo. Hipótese em que a averbação não foi efetuada e a área não foi comprovada por meio de laudo técnico. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 10240.000870/200611 Acórdão n.º 920202.238 CSRFT2 Fl. 226 2 (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator EDITADO EM: 14/08/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório O Acórdão nº 280100.484, da 1a Turma Especial da 2a Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 157 a 161v), julgado na sessão plenária de 11 de maio de 2010, pelo voto de qualidade, negou provimento ao recurso voluntário do contribuinte, considerando necessária a apresentação tempestiva de Ato Declaratório Ambiental ADA para dedução das áreas de preservação permanente e de reserva legal, e de averbação tempestiva para dedução das áreas de reserva legal da base de cálculo do Imposto Territorial Rural ITR no exercício de 2002. Transcrevese a ementa do julgado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2002 NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos qualquer uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235, de 1972. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL. OBRIGATORIEDADE. A partir do exercício de 2001, para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, por expressa previsão legal, em se tratando de áreas de preservação permanente e utilização limitada, é indispensável que se comprove que houve a comunicação, tempestivamente, ao órgão de fiscalização ambiental, por meio de documento hábil. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 10240.000870/200611 Acórdão n.º 920202.238 CSRFT2 Fl. 227 3 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. As áreas de reserva legal, para fins de redução no cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, devem estar averbadas no Registro de Imóveis competente até a data de ocorrência do fato gerador. ÁREA UTILIZADA. EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. PROVA. Incabível considerar como área utilizada na exploração extrativa aquela que veio desacompanhada de elemento hábil de prova da efetividade do uso declarado. Preliminar rejeitada. Recurso negado. Cientificado dessa decisão, o contribuinte manejou recurso especial de divergência (fls. 167 a 188), onde defende não ser necessária a apresentação de ADA para a dedução de áreas de preservação permanente e de reserva legal da base de cálculo do ITR, nem de averbação tempestiva da área de reserva legal na matrícula do imóvel para ser possível a exclusão das áreas de reserva legal. Entretanto, os despachos de fls. 193 a 195v somente admitiram o recurso relativamente à averbação da área de reserva legal, negando seguimento para a discussão sobre a necessidade de ADA. Devidamente cientificada do recurso (196), a Fazenda Nacional apresentou contrarrazões (fl. 200 a 224), onde pugna pela manutenção do decidido. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator Pelo que consta no processo, o recurso atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço na parte admitida. A discussão trata apenas da necessidade de averbação da área de reserva legal na matrícula do imóvel até a ocorrência do fato gerador para se permitir a dedução dessa área da base de cálculo do ITR no exercício de 2002, uma vez que a parte do recurso que se insurgia contra a obrigação de apresentação tempestiva de Ato Declaratório Ambiental – ADA não foi admitida. No caso concreto, a área de reserva legal não foi averbada no registro de imóveis. O contribuinte também não apresentou laudo técnico que comprovasse a existência da área, alegando que o imóvel estava invadido, o que impossibilitava a produção dos documentos solicitados. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS Processo nº 10240.000870/200611 Acórdão n.º 920202.238 CSRFT2 Fl. 228 4 Particularmente, entendo que, para fins de dedução da base de cálculo do ITR, a área de reserva legal deve estar averbada às margens da inscrição do registro de imóvel antes da ocorrência do fato gerador. Isso porque o art. 10, §1º, inciso II, alínea “a”, da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, permite a exclusão, da área tributável do ITR, das áreas de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei nº 7.803, de 18 de julho de 1989. E a Lei nº 4.771, de 1965, em seu art. 16, §8o, na redação vigente por ocasião da ocorrência do fato gerador, determinava que a reserva legal deveria ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas naquela lei. Assim, entendo que a averbação na matrícula do imóvel é ato constitutivo da área de reserva legal, sendo somente possível se admitir sua dedução da base de cálculo do ITR após essa data. Não estando averbada a área de reserva legal, esta não pode ser deduzida da base de cálculo do ITR. Recordese que a existência dessa área também não foi comprovada por meio de laudo técnico. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, negar provimento ao recurso especial do contribuinte. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 4DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/08/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 11/09/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 21/08/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SA NTOS
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Numero do processo: 10920.000207/2007-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3101-000.221
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade, converter o
julgamento do recurso em diligência à repartição de origem.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência à repartição de origem. Henrique Pinheiro Torres Presidente Tarásio Campelo Borges Relator Formalizado em: 05/03/2012 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Tarásio Campelo Borges e Vanessa Albuquerque Valente. Ausente, momentaneamente, o conselheiro Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Fl. 968DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 2 _________ Relatório Cuidase de recurso voluntário contra acórdão unânime da Quarta Turma da DRJ Florianópolis (SC) [1] que rejeitou manifestação de inconformidade [2] contra indeferimento de pedido de ressarcimento de contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), regime nãocumulativo, atrelado a declaração de compensação com débitos de natureza tributária administrados pela RFB [3]. Apuração efetuada no 3º trimestre de 2004. Origem dos créditos alegados no pedido de ressarcimento: Lei 10.637, de 30 de dezembro de 2002, artigo 3º [4] [5] [6]. Indeferido o pedido pela Delegacia da Receita Federal competente [7], a interessada tempestivamente manifestou sua inconformidade com as razões de folhas 290 a 321 (volume II), assim sintetizadas no relatório do acórdão recorrido: 1 Inteiro teor do acórdão recorrido às folhas 887 a 897 (volume V). 2 Manifestação de inconformidade acostada às folhas 290 a 321 (volume II). 3 Pedido de ressarcimento e declaração de compensação acostados às folhas 1 a 8. 4 Lei 10.637, de 2002, artigo 1º: A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. (§ 1º) Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. (§ 2º) A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. (§ 3º) Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: [...]. 5 Lei 10.637, de 2002, artigo 2º, caput: Para determinação do valor da contribuição para o PIS/Pasep aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1o, a alíquota de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento). (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010). 6 Lei 10.637, de 2002, artigo 3º, caput: Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) [...]. 7 Parcial indeferimento do pedido às folhas 262 a 285 (volume II). Ementa: “PIS/PASEP NÃO CUMULATIVO. CRÉDITOS. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. É permitido o ressarcimento, em dinheiro, de créditos da contribuição para o PIS/PASEP, apurados sob o regime da nãocumulatividade, decorrentes das operações da pessoa jurídica com o mercado externo, que, ao final de um trimestre do ano civil, tenham remanescido tanto das deduções do valor da contribuição a recolher, concernentes As demais operações no mercado interno, e das compensações de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a outros tributos e contribuições administrados pela SRF, observada a legislação especifica aplicada A matéria. PIS/PASEP NÃOCUMULATIVO. DIREITO AO CREDITAMENTO. MP, PI E ME UTILIZADOS COMO INSUMOS NA PRODUÇÃO OU FABRICAÇÃO DE PRODUTOS. Do valor da contribuição apurada, a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados A venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no Pais. PIS/PASEP NÃO Fl. 969DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 3 _________ No tópico "II. Da inexistência de obrigatoriedade relacionada a [sic] emissão de Nota Fiscal por conta da realização de operação de locação de bem móvel" a contribuinte inicialmente discorre sobre "o correto tratamento tributário dispensado pela legislação e pelos Tribunais pátrios com relação à locação de bens móveis", e alega: (...) resta consolidado no ordenamento jurídico brasileiro a não incidência do ISS sobre as atividades de locação relacionadas aos bens móveis. (...) Assim sendo, notase na legislação que a obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal está intimamente vinculada ao controle do calculo do ISS sobre o preço dos serviços de contribuintes sujeitos ao seu pagamento. Logo, se o tributo em tela não incide sobre determinada atividade, ou seja, sobre o seu preço, não se mantem a obrigatoriedade de emitir Nota Fiscal à empresa que a realiza. (...) Se irregularidade alguma houve, aplicável ao caso a pena pelo descumprimento da obrigação tributária acessória de emissão de nota fiscal e não o indeferimento do crédito, que encontra amparo na legislação tributária federal e foi apropriado com base em uma operação efetivamente ocorrida, documentada... Ressaltese que o ilustre auditor fiscal da Receita Federal do Brasil em seu relatório não põe em dúvida a validade dos contratos de locação dos bens e nem a efetiva realização das operações, limitandose o mesmo a desconsiderar as operações do contribuinte com base em suposta simulação e caracterização de distribuição disfarçada de lucros... Ademais, os vícios de simulação e distribuição disfarçada de lucros nem sequer [sic] foram imputados à operação de locação de empilhadeiras realizada entre a Contribuinte e a empresa Rochatop Terminais e Operadores Portuários Ltda. tendo o Auditor Fiscal da RFB desconsiderado os créditos de PIS/COFINS sobre estas despesas simplesmente pela ausência de notas fiscais, como se a despesa não tivesse ocorrido e fosse necessária às atividades da contribuinte. Nos tópicos "III. Da inexistência de fraude ou simulação", "IV. Não Caracterização de Distribuição Disfarçada de Lucros" e "V. Ainda Sobre a Simulação: Sua Distinção de Negócio Jurídico Indireto Histórico do CUMULATIVO. DIREITO AO CREDITAMENTO. ALUGUÉIS DE PRÉDIOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. Poderão ser calculados créditos sobre os valores pagos a titulo de aluguel de prédios, máquinas e equipamentos, desde que pagos a pessoa jurídica e utilizados nas atividades da empresa. DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO PARCIALMENTE”. Fl. 970DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 4 _________ Negócio Havido entre as Partes Contratantes da Locação" a interessada traz argumentos de variada ordem tanto no sentido de demonstrar a irregularidade do feito fiscal como em defesa da regularidade das operações de locação de equipamentos utilizados em sua atividade produtiva a fim de demonstrar que não houve qualquer tipo de simulação de sua parte no intuito de beneficiarse indevidamente de créditos da nãocumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, criação de despesas dedutíveis na apuração do IRPJ e CSLL e distribuição disfarçada de lucros. Em relação aos insumos aplicados na prestação de serviços, titulo VI, a interessada inicialmente lista os bens e serviços adquiridos e seus respectivos fornecedores, abaixo reproduzida, a fim de que "possam ser analisados os argumentos": Fornecedor Notas Fiscais Produtos/serviços (insumos) Distribuidora Meridional de Motores Cummins LTDA. 29270 Mangueira lisa, filtro de combustível, filtro d'água, filtro lubrificante, óleo, arruela pressão, bujão expansão, aneis, mola do filtro, mangueira, juntas, braçadeira, jogo de juntas, graxa azul para rolamentos, porca, jogo bronzina, tampa coletor, kit maxi força, bloco cilindro, torneira drenas, vedante para escapamento, silicone megagrey, biela do motor, parafuso, tubo, amorteedor, manivelas kit comandobronzina de die, arruela lisa, vareta de válvula, anel de vedação, porca de biela; Equiport Equipamento para Portos LTDA. 3148 Mola. Retentor, eletroválvula, mola elevação, relé, fusível, lâmpada; Demag Cranes e Componentes LTDA. 121.710, 121.650 Solenoide coupling, hoist repe; CDM – CIA Distribuidora de Motores Cummins 8062 Motor básico Segue, então, argumentando que em todos estes documentos fiscais evidenciase que a empresa adquiriu bens ou contratou serviços os quais foram totalmente aplicados em suas atividades, as quais se relacionam à operação portuária e envolvem o maquinário utilizado para a sua realização, o que em nenhum momento foi impugnado pela autoridade fiscal. Afirma que a glosa dos créditos de PIS/COFINS ocorreu, portanto, conforme se infere da invocação ao artigo 301 do RIR/99 pela autoridade fazendária, pelo fato de esta ter considerado todas as aquisições de produtos como enquadráveis no ativo imobilizado e não enquanto insumos. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 5 _________ Com base nesse entendimento, argumenta que os produtos adquiridos o foram com a finalidade exclusiva de manter os seus ativos em condições operacionais e que, quando incorporados as respectivas máquinas e equipamentos, possuem vida útil inferior a um ano e/ou não aumentam a vida útil dos bens do seu ativo imobilizado em prazo superior a um ano, razão pela qual não se justifica a sua incorporação ao ativo permanente, para que seja então depreciado ou amortizado. Aduz que o elevado custo de aquisição de um bem não impõe sua classificação no ativo imobilizado e acrescenta que a prova do aumento da vida útil do bem para além de um ano, para fins de sua inclusão no ativo imobilizado, cabe ao fisco, a teor de várias decisões do Conselho de Contribuintes que elenca. Por fim, em relação aos outros valores/operações com direito a crédito argumenta que, ao contrário do que afirma a autoridade fiscal, forneceu à fiscalização todos os documentos necessários, como comprovam as cópias em anexo dos protocolos prestados pelo Auditor Fiscal, indicando o recebimento dos documentos solicitados, e a consignação que consta do recebimento dos documentos solicitados no Termo de Verificação e Encerramento da Análise Fiscal. Aduz que, por não haver qualquer impugnação especifica quanto aos documentos apresentados por esta contribuinte, tornase impossível à mesma exercer seu direito de defesa nos termos assegurados pela Constituição Federal de 1988. Pugna então pelo afastamento da glosa em vista de não ser verdadeira a informação de que a contribuinte deixou de se manifestar quando lhe foram solicitados documentos e informações. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANOCALENDÁRIO: 2004 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito credit6rio. PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. Inexiste cerceamento de defesa quando ao contribuinte é oportunizado contestar, por meio da Manifestação de Inconformidade, a razão dada pela autoridade fiscal para não reconhecer o crédito pleiteado. Fl. 972DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 6 _________ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2004 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Dão direito a crédito, no âmbito do regime da nãocumulatividade, custos e despesas com bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no Pais, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade, só são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: aqueles utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda; as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no Pais, aplicados diretamente na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ciente do inteiro teor desse acórdão, recurso voluntário foi interposto às folhas 900 a 923 (volume V). Nessa petição, as razões iniciais são reiteradas noutras palavras. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa [8] os autos posteriormente distribuídos a este conselheiro e submetidos a julgamento em cinco volumes, ora processados com 934 folhas. É o relatório. 8 Despacho acostado no verso da folha 934 determina o encaminhamento dos autos para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Fl. 973DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 7 _________ Voto Conselheiro Tarásio Campelo Borges (Relator) Para definir qual a Seção de Julgamento do CARF é competente para o enfrentamento das razões do recurso voluntário (Primeira ou Terceira Seção de Julgamento), fazse necessário saber se o feito fiscal ora avaliado está lastreado “em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ” [9]. É certo que “a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional” [10]. Também resta indubitável que consta do termo de verificação e encerramento da análise fiscal, folha 275, quinto parágrafo (volume II). Todos os fatos acima descritos levam esta auditoria a acreditar que todo o mecanismo utilizado foi simulado, visando a elisão fiscal, mascarando a operação real de aquisição pela WRC dos equipamentos como locação de terceiros, tendo como intuito a geração de créditos das contribuições objeto desta analise, e, possivelmente, criação de despesas dedutíveis na apuração do IRPJ e CSLL e distribuição disfarçada de lucros visto que se tratam na verdade das mesmas pessoas. Nada obstante, como o auditorfiscal anuncia a possibilidade de ter se deparado com fatos caracterizadores de infração à legislação do IRPJ, mas não é conclusivo neste particular, não é possível concluir se a competência para o enfrentamento deste tema é da Primeira Seção ou da Terceira Seção de julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Por conseguinte, voto pela conversão do julgamento do recurso em diligência à repartição de origem para que a autoridade competente esclareça se os fatos descritos no termo de verificação e encerramento da análise fiscal que antecede o indeferimento do pedido de ressarcimento estão lastreados, pelo menos em parte, “em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ” [11]. 9 Regimento Interno do CARF aprovado na forma do Anexo II da Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações da Portaria MF 586, de 21 de dezembro de 2010, artigo 2º, inciso IV. 10 Código Tributário Nacional, artigo 142, parágrafo único. 11 Regimento Interno do CARF aprovado na forma do Anexo II da Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações da Portaria MF 586, de 21 de dezembro de 2010, artigo 2º, inciso IV. Fl. 974DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10920.000207/200731 Resolução nº 310100.221 S3C1T1 Fl. 8 _________ Posteriormente, após facultar à recorrente oportunidade de manifestação quanto ao resultado da diligência, providenciar o retorno dos autos para este colegiado. Tarásio Campelo Borges Fl. 975DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 05/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 28/05/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 19515.001444/2007-75
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PIS E COFINS
Período de apuração: Janeiro/2002 e Abril/2002
DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. SÚMULA VINCULANTE nº 8, do STF.
Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n.º 8.212/91 por meio da Súmula Vinculante n.º 8, do Supremo Tribunal Federal, o prazo decadencial para constituição das contribuições sociais é de cinco anos, nos casos em que houve a antecipação de pagamento, é de cinco anos nos termos do que dispõe o artigo 150, parágrafo 4º, do Código Tributário Nacional. Período de apuração: Agosto/2002
LANÇAMENTO. DÉBITO QUITADO.
Comprovado o pagamento de parte dos débitos, mediante DARF, devem ser exonerados os valores correspondentes lançados de oficio.
Período de apuração: Dezembro/2002.
ERRO. ESTORNO DE PROVISÃO DE COFINS NÃO CONSIDERADO. Comprovado que a fiscalização não considerou o estorno de provisão de COFINS para a apuração da contribuição devida, há que se exonerar o valor correspondente.
Recurso de Ofício negado.
Numero da decisão: 3202-000.559
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PIS E COFINS Período de apuração: Janeiro/2002 e Abril/2002 DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. SÚMULA VINCULANTE nº 8, do STF. Declarada a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n.º 8.212/91 por meio da Súmula Vinculante n.º 8, do Supremo Tribunal Federal, o prazo decadencial para constituição das contribuições sociais é de cinco anos, nos casos em que houve a antecipação de pagamento, é de cinco anos nos termos do que dispõe o artigo 150, parágrafo 4º, do Código Tributário Nacional. Período de apuração: Agosto/2002 LANÇAMENTO. DÉBITO QUITADO. Comprovado o pagamento de parte dos débitos, mediante DARF, devem ser exonerados os valores correspondentes lançados de oficio. Período de apuração: Dezembro/2002. ERRO. ESTORNO DE PROVISÃO DE COFINS NÃO CONSIDERADO. Comprovado que a fiscalização não considerou o estorno de provisão de COFINS para a apuração da contribuição devida, há que se exonerar o valor correspondente. Recurso de Ofício negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. Fl. 308DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES 2 Irene Souza da Trindade Torres – Presidente (assinado digitalmente) Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Rodrigo Cardozo Miranda, Charles Mayer de Castro Souza e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório O presente litígio decorre de lançamentos de ofício, veiculados através de autos de infração (PIS fls. 121/ss e COFINS 128/ss) lavrados em 05/06/2007 e com ciência ao contribuinte em 06/06/2007, para a cobrança do PIS e da COFINS em relação aos seguintes períodos de apuração: Janeiro/2002, Abril/2002, Agosto/2002, Dezembro/2002 e Agosto/2005. Por bem descrever os fatos, transcrevese o Relatório constante da decisão de primeira instância administrativa, verbis: Relatório 5. Trata o presente processo de Autos de Infração de fls. 121 a 124 e de fls. 128 a 131, lavrado contra o sujeito passivo em epígrafe, ciência em 06.06.2007 (fls. 133), constituindo crédito tributário de: i) COFINS (fls. 128 a 131) no valor total de R$ 4.494.634,15, incluindose tributo, multa proporcional e juros de mora, estes calculados até 31.05.2007, referente aos períodos de 01.2002, 04.2002, 08.2002, 12.2002 e 08.2005, com enquadramento legal exposto As fls. 127 e 130; ii) PIS (fls. 121 a 124) no valor total de R$ 973.530,38, incluindose tributo, multa proporcional e juros de mora, estes calculados até 31.05.2007, referente aos períodos de 01.2002, 04.2002, 08.2002, 12.2002 e 08.2005, com enquadramento legal exposto As fls. 120, 123 e 124. 6. No Termo de Verificação Fiscal de fls. 112 a 115 a autoridade fiscal autuante informa, em síntese, que: a) A empresa BANKAMERICA COMERCIAL E PARTICIPAÇÕES LTDA, CNPJ 92.791.813/000165, foi incorporada por Bank of América Brasil Holdings Ltda, CNPJ 89.538.581/000123; b) O contribuinte apresentou planilhas mensais com a apuração dos tributos federais referente ao período fiscalizado. Estes valores foram comparados com os declarados em DCTF, em DIPJ e principalmente com os valores constantes no Livro Razão. Foram constatadas algumas divergências. Os casos em que os valores da contabilidade foram superiores aos declarados em Fl. 309DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 19515.001444/200775 Acórdão n.º 3202000.559 S3C2T2 Fl. 2 3 DCTF foram inseridos na planilha "Diferenças Apuradas — Verificações Obrigatórias", e o contribuinte foi intimado e re intimado a explicar as diferenças apuradas. Não houve atendimento às intimações; c) Os valores tributados encontramse na planilha de fls. 118. Inconformada com os lançamentos, a interessada interpôs 10.07.2007 a impugnação de fls. 135 a 156, acompanhadas de documentos de fls. 157 a 252, onde alega, em síntese, o que se segue: 7.1 O impugnante sofreu a lavratura do presente auto de infração em virtude de fiscalização ocorrida na empresa BANKAMERICA COMERCIAL E PARTICIPAÇÕES (CNPJ 92.971.813/000165), por ela incorporada; 7.2 A fiscal autuante constatou algumas situações em que "os valores da contabilidade foram superiores aos declarados nas Declarações (DCTF)", e como o impugnante não teve tempo hábil para levantar as razões de referidas diferenças, lavrou os respectivos autos de infração; 7.3 Quanto às contribuições lançadas relativamente aos fatos geradores ocorridos em janeiro e abril de 2002, o crédito está extinto em razão da decadência (art. 150, §4° do CTN); 7.4 Diferença de PIS e COFINS — Janeiro de 2002: 0 impugnante reconstituiu a memória de cálculo do valor constante do seu Razão, verificando que o valor da provisão constante da contabilidade está incorreto, estando correto o valor declarado em DIPJ; 7.5 Diferença de PIS e COFINS — Abril de 2002: Tratase de débito pago mediante compensação devidamente registrada na sua escrita contábil; 7.6 Diferença PIS — Agosto de 2002: A diferença de PIS no valor de R$ 18.073,38 foi objeto de pagamento efetuado em 09.10.2002, não considerado pela fiscalização, registrado contabilmente no lote 200, lançamento contábil n° 412 (fls. 226). O lançamento é improcedente, estando extinto o crédito tributário nos termos do art. 156, I do CTN (DARF anexo — fls. 227); 7.7 Diferença PIS — Dezembro de 2002: 0 valor lançado de R$ 58.651,95 referese a estorno de provisão efetuado, não considerado no levantamento fiscal. Referido estorno foi realizado no dia 31.12.2002, lote 209, lançamento contábil n° 03 (fls. 229), demonstrandose, assim, a improcedência do lançamento efetuado. A análise do razão demonstra que embora a fiscalização tenha considerado a provisão contabilizada de PIS para o mês de dezembro no valor de R$ 1.787.043,48, esqueceu se, certamente por equívoco, do estorno realizado pelo impugnante relativamente a esta provisão no valor de R$ 58.651,95; Fl. 310DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES 4 7.8 Diferença COFINS — Agosto de 2002: A diferença de COFINS no valor de R$ 83.415,60 foi objeto de pagamento efetuado em 09.10.2002, não considerado pela fiscalização, registrado contabilmente no lote 200, lançamento contábil n° 412 (fls. 226). O lançamento é improcedente, estando extinto o crédito tributário nos termos do art. 156, I do CTN; 7.9 Diferença COFINS — Dezembro de 2002:0 valor lançado de R$ 270.701,31 referese a estorno de provisão efetuado, não considerado no levantamento fiscal. Referido estorno foi realizado no dia 31.12.2002, lote 209, lançamento contábil n° 04 (fls. 229), demonstrandose, assim, a improcedência do lançamento efetuado. A análise do razão demonstra que embora a fiscalização tenha considerado a provisão contabilizada de COFINS para o mês de dezembro no valor de R$ 8.247.892,98, esqueceuse certamente por equívoco, do estorno realizado pelo impugnante relativamente a esta provisão no valor de R$ 270.701,31; 7.10 Diferença de PIS e COFINS não cumulativo de Agosto de 2005: Quanto a estes lançamentos, o impugnante não logrou identificar a razão da diferença apontadas pela fiscalização dos valores de R$ 576,43 e R$ 3.373,57, relativo ao PIS e à COFINS respectivamente. De todo modo pugna desde logo pela posterior juntada de eventual documento que comprove ou justifique referidas diferenças; 7.11 Como o Fisco vem exigindo em outros casos juros de mora sobre multa de oficio e para que não se alegue posteriormente que esta matéria não pode ser objeto de exame porque não foi abordada na defesa apresentada, cabe afirmar que a legislação somente autoriza a incidência de multa e juros sobre o valor atualizado do tributo ou contribuição, conforme já decidiu o Conselho de Contribuintes ao julgar o Recurso n° 151.401 e proferir os Acórdãos 20216397, 20178718 e 10196008; 7.12 Se a expressão "crédito tributário" prevista no caput do artigo 161 do CTN não se referisse somente à obrigação principal, não haveria necessidade da ressalva no sentido de que a incidência de juros se dá "sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis"; 7.13 Além disto, se se admitisse que a palavra "débitos" contida no caput do artigo 61 da Lei n° 9.430/1996 incluísse o principal e multa de oficio terseia que admitir que as multas de oficio, quando não pagas no vencimento, sofreriam também o acréscimo de multa de mora, e também sobre os juros de mora, que se incluiriam nos "débitos para com a Unido decorrentes de tributos e contribuições", pudessem ser exigidos juros (juros sobre juros) e multa de mora, o que evidencia a improcedência desta interpretação; 7.14 Se a expressão "débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições" constante no "caput" do artigo 61 da Lei n° 9.430/1996 contemplasse também a multa de oficio, não haveria necessidade da previsão do parágrafo único do artigo 43 da mesma Lei n° 9.430/1996, já que a incidência dos juros Fl. 311DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 19515.001444/200775 Acórdão n.º 3202000.559 S3C2T2 Fl. 3 5 sobre multa de oficio lançada isoladamente nos termos do "caput" do artigo já decorreria diretamente do citado artigo 61 7.15 Os juros de mora não podem ser exigidos na dimensão pretendida, porque estão sendo calculados com base na taxa SELIC, que além de ser figura híbrida, composta de correção monetária, juros e valores correspondentes a remuneração de serviços das instituições financeiras, é fixada unilateralmente por órgão do Poder Executivo e extrapola muito o percentual de 1% previsto no artigo 161 do CTN. 8. É o relatório. A 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I julgou o lançamento parcialmente improcedente, nos termos do Acórdão n.º 1620.668 de 9 de março de 2009 (folhas 271/ss), o qual recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002. LANÇAMENTO. DÉBITO QUITADO. Comprovado o pagamento de parte dos débitos, mediante DARF, devem ser exonerados os valores correspondentes lançados de oficio. ERRO. ESTORNO DE PROVISÃO DE COFINS NÃO CONSIDERADO. Comprovado que a fiscalização não considerou o estorno de provisão de COFINS para a apuração da contribuição devida, há que se exonerar o valor correspondente. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002. LANÇAMENTO. DEBITO QUITADO. Comprovado o pagamento de parte dos débitos, mediante DARF, devem ser exonerados os valores correspondentes lançados de oficio. ERRO. ESTORNO DE PROVISÃO DE PIS NÃO CONSIDERADO. Comprovado que a fiscalização não considerou o estorno de provisão de PIS para a apuração da contribuição devida, há que se exonerar o valor. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE TRIBUTÁRIO Fl. 312DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES 6 Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002 DECADÊNCIA. Declarada a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91 por meio de Súmula Vinculante n° 08, o prazo decadencial para constituição das contribuições sociais é de cinco anos, conforme regras previstas no CTN. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. LEGALIDADE. A multa de oficio, sendo parte integrante do crédito tributário, está sujeita à incidência dos juros de mora a partir do primeiro dia do mês subsequente ao do vencimento. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. Procede a cobrança de encargos de juros com base na Taxa SELIC, visto estar amparada em lei. ASSUNTO: PROCESSO ADN1INISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2002 a 31/01/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002 JUNTADA DE NOVAS PROVAS DOCUMENTAIS. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, ressalvado o disposto nas alíneas "a" a "c" do § 4° do artigo 16 do Decreto n° 70.235/1972. Lançamento Procedente em Parte Conforme planilhas demonstrativas de folha 286, o Acórdão recorrido exonerou o crédito tributário em relação ao PIS (tributo = R$ 376.642,84 e multa = R$ 282.482,11) e à COFINS (tributo = R$ 1.738.352,48 e multa = R$ 1.303.764,34) para os seguintes períodos de apuração: Janeiro/2002, Abril/2002, Agosto/2002, Dezembro/2002; manteve o crédito tributário em relação ao PIS (tributo = R$ 576,43 e multa = R$ 432,32) e à COFINS (tributo = R$ 3.373,57 e multa = R$ 2.530,17) para o período de apuração de Agosto/2005. Desta decisão foi apresentado Recurso de Ofício, nos termos do que dispõe o inciso II, art. 25 do Decreto n.º 70.235/72, com a redação dada pela n.º 11.941/2009, assim como ao que dispõe a Portaria do Ministério da Fazenda (MF) n.º 3/2008. A interessada foi cientificada do Acórdão da DRJ – São PauloI em 04/05/2009 (folha 290) e não interpôs Recurso Voluntário. O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório Fl. 313DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 19515.001444/200775 Acórdão n.º 3202000.559 S3C2T2 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator. O Recurso de Ofício apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. O Recurso não deve ser provido pelos motivos que passamos a elencar. Período de apuração: Janeiro/2002 e Abril/2002 Os Autos de Infração foram lavrados em 05/06/2007 e a ciência ao contribuinte ocorreu em 06/06/2007, portanto, em relação aos períodos de apuração de janeiro/2002 e abril/2002 o Fisco perdeu o direito de lançar em razão do decurso de prazo de 5 anos, nos termos do que dispõe o artigo 150, parágrafo 4º, do CTN e, assim sendo, o crédito tributário deve ser extinto em decorrência da decadência – artigo 156, inciso V, do CTN. Conforme informou o votocondutor do Acórdão recorrido, em consulta efetuada ao sistema SINAL08 (fls. 262 a 265) confirmaramse pagamentos de PIS e COFINS (códigos de receita 4574 e 7987) para os períodos de apuração de janeiro/2002 e abril/2002, deste modo, restou configurada a antecipação de pagamento para fins de aplicação da regra para contagem do prazo decadencial contida no § 4º do art. 150, afastandose aquela contida no artigo 173, I, CTN. Registrese, ainda, que o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o artigo 45 da Lei n° 8.212, de 1991, que disciplinava prazo decadência de 10 anos para as contribuições destinadas a financiar a seguridade social, por violação ao artigo 146, III, "b" da Constituição. Por conseguinte, foi publicada, em 20/06/08, a Súmula Vinculante n° 8, nos seguintes termos: "São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do DecretoLei n°1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n°8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário." Período de apuração: Agosto/2002 Em relação ao período de apuração de agosto/2002, a interessada afirmou que as diferenças do PIS e da COFINS (PIS: R$ 18.073,38; COFINS: R$ 83.415,60) foram pagas em 09.10.2002. O votocondutor do Acórdão recorrido confirmou esta informação trazida pelo contribuinte, nos seguintes termos: 22. Conforme demonstrativo integrante do Termo de Verificação Fiscal (fls. 118), verificase que os valores apurados pela fiscalização de PIS e COFINS devidos de agosto de 2002, com base no livro Razão são, respectivamente, R$ 1.619.736,41 e R$ 7.475.707,41. Fl. 314DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES 8 23. No entanto, de acordo com o Razão dos meses de agosto, setembro e outubro de 2002 (fls. 78 a 79) verificase que o valor de COFINS devida de agosto de 2002 é o valor da provisão de ago/2002 (fls. 78: R$ 8.607.235,84 — lote 201, linha 31) menos o estorno parcial da provisão de ago/2002 (fls. 79: R$ 1.214.944,93 — lote 201, linha 100) mais o complemento de provisão de ago/2002 (fls. 80: R$ 83.415,60 — lote 200, linha 582), totalizando o valor de R$ 7.475.706,51 (R$ 8.607.235,84 — R$ 1.214.944,93 + R$ 83.415,60). 24. Portanto, o valor correto de COFINS devido de agosto de 7.475.706,51 e não R$ 7.475.707,41, como consta da planilha de fls. 118. 25. No Razão dos meses de setembro e dezembro de 2002 (fls. 79 e 80) constam registros de recolhimentos relativos ao mês agosto de 2002 nos valores de R$ 8.986.563,32 (13.09.2002 — lote 200, linha 30) e de R$ 108.876,60 (09.12.2002 — lote 200, linha 412). 24. Conforme consulta ao sistema SINAL08 (fls. 266 a 269) constatase a existência dos seguintes pagamentos de PIS e COFINS relativos ao período de apuração de agosto de 2002: DT.ARREC PIS (Cod. Receita 4574) COFINS (Cod. Receita 7987) 13/09/2002 R$ 1.600.346,89 R$ 7.386.216,43 09/10/2002 R$ 19.389,52 R$ 89.490,08 Total R$ 1.619.736,41 R$ 7.475.706,51 25. Os valores recolhidos pelo contribuinte correspondem exatamente aos valores devidos de PIS e COFINS de ago/2002, apurados com base no livro Razão. 26. Cabe observar, ainda, que os valores de PIS e COFINS de agosto de 2002 pagos em atraso, em 09.10.2002, foram recolhidos com os devidos acréscimos legais (fls. 268, 269 e 270). 27. Portanto, comprovado o pagamento dos débitos lançados de PIS e COFINS de agosto de 2002, mediante DARF, devem ser exonerados os valores correspondentes lançados de oficio. Assim sendo, não há reparos a fazer na decisão de primeira instância administrativa. Confirmados os pagamentos (extratos de consultas ao sistema SINAL08 anexados aos autos fls. 266 a 270) o crédito tributário está extinto, nos termos do artigo 156, I, CTN. Período de apuração: Dezembro/2002 Em relação ao período de apuração de dezembro/2002, a interessada afirmou que as diferenças do PIS e da COFINS (R$ 58.651,95 e R$ 270.701,31) referemse aos estornos de provisão efetuados, e não considerados no levantamento fiscal. Os referidos estornos foram realizados no dia 31.12.2002, lote 209, linhas n° 03 e n° 04 (fls. 229), demonstrandose, assim, a improcedência dos lançamentos efetuados. E que, embora a fiscalização tenha considerado as provisões contabilizadas de PIS e COFINS para o mês de dezembro nos valores de R$ 1.787.043,48 e R$ 8.247.892,98, esqueceuse dos estornos realizados pelo impugnante relativamente a estas provisões nos valores de R$ 58.651,95 e R$ 270.701,31. Fl. 315DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 19515.001444/200775 Acórdão n.º 3202000.559 S3C2T2 Fl. 5 9 O votocondutor do Acórdão recorrido também confirmou esta informação trazida pelo contribuinte, nos seguintes termos: 29. De acordo com o demonstrativo de Diferenças Apuradas de fls. 118, verificase a fiscalização apurou o valor devido de PIS e COFINS com base no Livro Razão, conta n° 4.9.4.20.90.03 (fls. 73 a 81). Conforme observações constantes dos quadros demonstrativos do PIS e COFINS do ano calendário 2002 (fls. 118), constatase que a fiscalização considerou na apuração das contribuições devidas, além do valor da provisão da contribuição para o PIS e COFINS, os complementos de provisão, as transferências da filial Rio, e os estornos de provisão. 30. Conforme os lançamentos constantes do livro Razão (fls. 73 a 80), relativo aos períodos de apuração de janeiro, abril e agosto de 2002, apurase os seguintes valores devidos de PIS e COFINS: jan/02 abr/02 ago/02 A – Provisão PIS 334.218,18 265.137,65 1.864.901,10 B – Complemento provisão PIS 1.638,10 191.802,92 18.073,38 C – Transferência filial RIO PIS 92.200,35 D – Estorno Provisão PIS 3.430,87 263.238,07 A + B + C D 424.625,76 456.940,57 1.619.736,41 jan/02 abr/02 ago/02 A – Provisão COFINS 1.542.545,46 1.223.712,29 8.607.235,84 B – Complemento provisão COFINS 7.560,45 885.244,21 83.415,60 C – Transferência filial RIO COFINS 425.540,07 D – Estorno Provisão COFINS 15.834,77 1.214.944,93 A + B + C D 1.959.811,21 2.108.956,50 7.475.706,51 31. Os valores de PIS e COFINS acima obtidos são exatamente os apurados pela fiscalização com base no livro Razão conta n° 4.9.4.20.90.03 (fls. 118), com a devida ressalva contida nos itens 23 e 24 do presente Voto. 32. Assim, constatase que a fiscalização considerou na apuração do PIS e da COFINS devidos os estornos de provisão das respectivas contribuições. 33. Porém, conforme alegado pela impugnante, constatase que a fiscalização não considerou os estornos de provisão de PIS e COFINS de dezembro de 2002 (fls. 81: lançamentos do dia 31.12.2002, lote 209, linhas n° 03 e n° 04). Os valores de PIS e COFINS de dezembro de 2002 apurados pela fiscalização, com base no livro Razão conta n° 4.9.4.20.90.03 (fls. 118), correspondem exatamente aos valores da provisão de PIS e COFINS de dez/2002 constante do livro Razão (fls. 81: lançamentos do dia 31.12.2002, lote 209, linhas n° 07 e n° 08), sem os devidos ajustes dos respectivos estornos de provisão. Os valores lançados de PIS e COFINS de dezembro de 2002 correspondem exatamente aos valores dos respectivos estornos de provisão. 34. Assim, conforme os lançamentos do livro Razão de dezembro de 2002 (fls. 81), os valores devidos de PIS e COFINS são os seguintes: Fl. 316DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES 10 Dezembro de 2002 PIS COFINS A Provisão 1.787.043,48 8.247.892,98 B Estorno de Provisão 58.651,95 270.701,31 Contribuição Devida: A B 1.728.391,53 7.977.191,67 35. Como os valores devidos de PIS e COFINS de dezembro de 2002 correspondem exatamente aos valores declarados em DCTF (fls. 118), devem ser exonerados os valores lançados de oficio deste período de apuração. Correta, portanto, também neste item a decisão de primeira instância administrativa. Confirmados que os valores devidos de PIS e COFINS para o período de apuração de dezembro de 2002 correspondem aos valores declarados em DCTF (fls. 118), devem ser exonerados os valores lançados de ofício para este período de apuração. Período de apuração: Agosto/2005 Em relação ao PIS e COFINS (R$ 576,43 e R$ 3.373,57, respectivamente) referente ao período de agosto/2005, a empresa não identificou a razão das diferenças apontadas pela fiscalização, assim como não apresentou recurso contra a decisão de primeira instância que manteve a exigência fiscal. Portanto, não será objeto de análise neste voto, devendo ser mantida a cobrança dos valores lançados. Conclusão Ante ao exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso de Ofício. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 317DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 27/08/2012 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10925.002071/2007-53
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS - LIMITE LEGAL A regra que afasta o limite para a compensação de prejuízos somente é aplicável aos resultados efetivamente decorrentes da exploração da atividade rural. O fato de constar no contrato social que a empresa se dedica à atividade rural não afasta o referido limite para toda e qualquer operação que ela venha praticar. Quanto à compensação de prejuízos de períodos anteriores, os resultados não operacionais também estão submetidos ao limite legal de 30% do resultado apurado.
Numero da decisão: 1802-001.305
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS - RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS - LIMITE LEGAL A regra que afasta o limite para a compensação de prejuízos somente é aplicável aos resultados efetivamente decorrentes da exploração da atividade rural. O fato de constar no contrato social que a empresa se dedica à atividade rural não afasta o referido limite para toda e qualquer operação que ela venha praticar. Quanto à compensação de prejuízos de períodos anteriores, os resultados não operacionais também estão submetidos ao limite legal de 30% do resultado apurado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS LIMITE LEGAL A regra que afasta o limite para a compensação de prejuízos somente é aplicável aos resultados efetivamente decorrentes da exploração da atividade rural. O fato de constar no contrato social que a empresa se dedica à atividade rural não afasta o referido limite para toda e qualquer operação que ela venha praticar. Quanto à compensação de prejuízos de períodos anteriores, os resultados não operacionais também estão submetidos ao limite legal de 30% do resultado apurado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 256DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, que considerou procedente o lançamento para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, no valor de R$ 13.697,37, incluindose nesse montante a multa de ofício de 75% e os juros moratórios. O relatório constante da decisão recorrida, Acórdão nº 0726.246, às fls. 233 a 235, descreve os fatos que antecederam o recurso sob exame: Em procedimento de revisão interna, a autoridade fiscal constatou “[...] erro de transferência de valores entre a Ficha 09 A Demonstração do Lucro Real e as Fichas 11 Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa e Ficha 12 A Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real, todas da DIPJ do ano calendário 2003.” (Termo de Encerramento de Ação fiscal, à f. 132), de que resultou a emissão do Auto de Infração de f. 2/3 e 130/131, pela prática da infração descrita à f. 3, abaixo reproduzida, com destaque, tendo como enquadramento legal os arts. 247, 249 e 250 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99): 001 BASE DE CÁLCULO APURAÇÃO INCORRETA DO IMPOSTO Imposto de renda recolhido a menor pela empresa em virtude da adoção de base de cálculo menor que a apurada na sua escrituração contábil e fiscal, conforme dados extraídos do LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL LALUR e demonstrados abaixo: Lucro Real do Período 56.915,88 Compensação de Prejuízos Anteriores 17.074,76 Lucro Real Após Compensação 39.841,12 Imposto de Renda Calculado 5.976,17 (...) Pelo documento de f. 64, foi o sujeito.passivo intimado por via postal com Aviso de Recebimento (AR), juntado à f. 65, a “[:..] prestar os esclarecimentos necessários quanto às ocorrências constatadas, apresentando ou remetendo a devida documentação comprobatória (escrituração contábil, cópia do LALUR e outros documentos que entender necessários) [...]”. Junto à resposta (f. 66), a contribuinte apenas encaminha cópias do LALUR e dos balancetes mensais de 2003. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 3 3 O sujeito passivo foi intimado do lançamento por via postal com Aviso de Recebimento (AR), juntado à. f. 135, em 6 de novembro de 2007 e, inconformado com o lançamento, impugnouo pela petição de f. 137 a 141 (e anexos), em que alega: f. 137: A Impugnante, conforme sua própria denominação social dá a entender, dedicase à exploração de atividade eminentemente rural, estando expresso em seu contrato social, art. 4°: [...]. f. 138: Na Ficha 09 A foi devidamente apurado o lucro real apurado no exercício [sic] de 2003 R$ 59.615,00. Do mesmo modo, a informação constante na Ficha 12ª [sic], que calculou o Imposto de Renda sobre o Lucro Real corresponde ao imposto de renda real apurado no exercício, ou seja, ausência de imposto a recolher. f. 139: As imprecisões contam [sic] efetivamente no campo 11, posto que o cálculo do imposto de renda por estimativa foi alimentado com bases equivocadas. Estamos juntando o Livro Registro de Lucro Real do exercício [sic] de 2003, no qual consta, ao final o prejuízo acumulado no exercício imediatamente anterior. A cópia da Parte “B” do LALUR, anexada, informa que no ano de 2002 a Impugnante apurou Prejuízo Fiscal na ordem de R$ 62.208,93. O erro levado a efeito na DIPJ foi, ao preencher a Ficha 11 não expressar de forma adequada a compensação que se observou entre os lucros estimados apurados no mês e o prejuízo fiscal do exercício anterior. Um aspecto legal importantíssimo a ser considerado é que, por se tratar de empresa que explora a atividade rural, o prejuízo dessa atividade é integralmente compensável, não se aplicando a limitação de 30%, senão vejamos os seguintes dispositivos do RIR/99: [...] f. 140: Portanto, a Impugnante não apurou base de cálculo de Imposto de Renda no ano de 2003, conforme demonstra a Fica [sic] 12 A da DIPJ, justamente em função do direito integral à compensação dos prejuízos acumulados em 2002 (R$ 62.208,93) com o lucro apurado em 2003 (R$ 56.915,88). Conforme já asseverado, a imprecisão reside justamente na Ficha 11 da DIPJ, na qual se deixou de demonstrar adequadamente essa compensação. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 4 4 Sendo assim, ao proceder a apuração do Imposto a Recolher, a autoridade fiscal utilizou o limitador de 30% do lucro real previsto no art. 510, supra citado, sem atentar para a exceção prevista no artigo 512, pelo qual as empresas rurais estão autorizadas a proceder à compensação dos prejuízos na sua integralidade. Apurada a base de cálculo do imposto sem a indigitada limitação, não há imposto a recolher no período, razão pela qual merece ser anulado o auto de infração. III DO PEDIDO Ante o exposto, requerse seja recebida a presente impugnação, processada e, ao final, julgada procedente, diante dos fundamentos de ordem constitucional e legal apresentados, para anular o auto de infração em face do esclarecimento das divergências observadas na DIPJ, bem como a ausência de base tributável pelo IRPJ, pela ausência de limitador de compensação dos prejuízos fiscais em relação às empresas rurais. Como mencionado, a DRJ Florianópolis/SC considerou procedente o lançamento, conforme os fundamentos abaixo: Em procedimento de revisão interna da DIPJ constatouse a “[...] adoção de base de cálculo menor que a apurada na sua escrituração contábil e fiscal, conforme dados extraídos do LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL LALUR [...]” , como relatado (f. 3). De fato, ao contrário do que alega, a impugnante declarou na Ficha 01 da DIPJ relativa ao anocalendário de 2003, “Atividade Rural: NÃO” (f. 4) e mais, o total de suas receitas brutas declaradas constitui “43. OUTRAS RECEITAS NÃO OPERACIONAIS ... 92.000,00” (f. 9). Assim, além de declarar não desenvolver atividade rural no período, as únicas receitas, no valor de R$ 92.000,00, foram nãooperacionais. As informações constantes em DIPJ não discrepam das constantes nos balancetes e no LALUR apresentados durante o procedimento fiscal. Além disso, nem quando especialmente intimada a apresentar os documentos em que ancorados os registros contábeis, nem em sede de impugnação, não trouxe a pessoa jurídica quaisquer elementos de prova (como seriam, p. ex., notas fiscais de saídas de produtos rurais de produção própria) em apoio de sua alegação de atividade rural. Ressaltese que os prejuízos fiscais decorrentes da atividade rural poderão ser utilizados para compensar, sem limite, os lucros da mesma atividade. Por outro lado, no mesmo período de apuração, o prejuízo fiscal da atividade rural pode ser utilizado para compensação, sem limite, do lucro real das demais atividades. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 5 5 É o que dispõe a Instrução Normativa SRF n.° 257, de 11 de dezembro de 2002, em seus arts. 8 e 17, adiante transcritos com destaque: (...) Além da inconsistência das informações declaradas em DIPJ, como não tendo atividade rural (f. 4), visavis o objeto da pessoa jurídica descrito em seu Contrato Social (f. 146), constatase que às f. 11 a 14, Ficha 11 da DIPJ, a impugnante preencheu com valores negativos a linha 01 de cada mês, providência apenas prevista para o caso de apuração de prejuízo no balanço/balancete de suspensão/redução do período, mas não para compensação de lucro apurado. Destarte, há que ser julgada improcedente a impugnação e mantida a exigência do IRPJ e dos consectários legais de multa de oficio de 75% e dos juros de mora com base na taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia Selic, em razão da não observância, pela pessoa jurídica, no anocalendário de 2003, do limite de trinta por cento na compensação de lucro real com prejuízo fiscal de período(s) de apuração pretérito(s). Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 23/11/2011, a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 13/12/2011, reiterando os mesmos argumentos de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. Quanto às considerações da decisão recorrida sobre a ausência de comprovação do exercício da atividade rural no ano de 2003, argumenta que sua atividade, que está descrita no contrato social, é totalmente voltada à atividade rural, sem exploração de qualquer outro ramo negocial, o que lhe asseguraria o direito à compensação integral dos prejuízos fiscais. Este é o Relatório. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 6 6 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, o presente processo tem por objeto lançamento a título de IRPJ, realizado em decorrência de trabalho de revisão interna sobre a declaração DIPJ do ano calendário de 2003. Embora tenha apurado Lucro Real na Ficha 09A da DIPJ, no valor de R$ 56.915,88, a Contribuinte nada declarou de imposto a pagar nas Fichas 11 (IR/Estimativa) e 12A (IR/Lucro Real) desta mesma declaração. Ao realizar o lançamento, a Fiscalização compensou o lucro real apurado na DIPJ com prejuízos anteriores, limitando, contudo, essa compensação a 30% do lucro real. A Contribuinte alega que por explorar atividade rural, os prejuízos anteriores seriam integralmente compensáveis, não se aplicando o referido limite de 30%, conforme o art. 512 do RIR/1999. A controvérsia, portanto, envolve as regras sobre compensação de prejuízos fiscais de exercícios anteriores. Em sua decisão, a Delegacia de Julgamento demonstrou não desconhecer as regras sobre a compensação de prejuízos na exploração de atividade rural, reconhecendo que “os prejuízos fiscais decorrentes da atividade rural poderão ser utilizados para compensar, sem limite, os lucros da mesma atividade”, mas manteve o lançamento pelos seguintes motivos: a Contribuinte fez constar na Ficha 01 da DIPJ relativa ao anocalendário de 2003 a seguinte informação: “Atividade Rural: NÃO”; o total das receitas brutas declaradas constitui “43. OUTRAS RECEITAS NÃO OPERACIONAIS ... 92.000,00”; além de a Contribuinte declarar que não desenvolveu atividade rural no período, as únicas receitas, no valor de R$ 92.000,00, foram nãooperacionais; a Contribuinte foi intimada pela Fiscalização a apresentar os documentos em que ancorados os registros contábeis, mas não trouxe, nem em sede de impugnação, quaisquer elementos de prova (como seriam, p. ex., notas fiscais de saídas de produtos rurais de produção própria) em apoio de sua alegação de atividade rural. A DRJ também registrou que a Contribuinte preencheu as Fichas 11 da DIPJ, relativas às estimativas mensais, nos campos referentes à base de cálculo do IR com base em balanço e balancete de suspensão ou redução, com valores negativos, o que seria cabível no caso de apuração de prejuízo nos balanços/balancetes de suspensão/redução do período, mas Fl. 261DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 7 7 não para compensação dos lucros apurados ao longo do ano com prejuízos de anos anteriores (o que só é feito no ajuste anual). Em sede de recurso, a Contribuinte reiterou os mesmos argumentos de sua impugnação, alegando ainda, quanto à ausência de comprovação do exercício da atividade rural em 2003, que sua atividade, conforme descrito no contrato social, é totalmente voltada à atividade rural, sem exploração de qualquer outro ramo negocial, o que lhe asseguraria o direito à compensação integral dos prejuízos fiscais. Não procedem os argumentos da Recorrente. A regra que afasta o limite para a compensação de prejuízos somente é aplicável aos resultados efetivamente decorrentes da exploração da atividade rural. O fato de constar no contrato social que a empresa se dedica à atividade rural não afasta o referido limite para toda e qualquer operação que ela venha praticar. Não só os campos já mencionados pela decisão recorrida, como também as Fichas da DIPJ relativas aos custos e despesas indicam que o resultado apurado em 2003 não foi decorrente da exploração da atividade rural. Aliás, a própria Contribuinte informa em sua DIPJ que o resultado apurado decorreu de “outras receitas não operacionais”, no valor de R$ 92.000,00. E quanto à matéria de compensação de prejuízos, os resultados não operacionais também sofrem restrições, conforme o art. 31 da Lei 9.249/1995: Art. 31. Os prejuízos não operacionais, apurados pelas pessoas jurídicas, a partir de 1º de janeiro de 1996, somente poderão ser compensados com lucros de mesma natureza, observado o limite previsto no art. 15 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. Não posso deixar de registrar que a atividade rural possui contornos particulares atinentes à delimitação dos resultados operacionais e não operacionais, conforme evidencia a IN SRF nº 257/2002: Resultado da atividade rural Art. 11. Considerase resultado da atividade rural a diferença entre os valores das receitas auferidas e das despesas incorridas no período de apuração, correspondentes a todas as unidades rurais exploradas pela pessoa jurídica rural. § 1º O resultado na alienação de bens utilizados exclusivamente na produção, com exceção da terra nua e observado o disposto no § 5º do art. 14 e nos arts. 20 e 22, compõe o resultado da atividade rural. (...) Prejuízos não operacionais Art. 18. Os prejuízos não operacionais, apurados pelas pessoas jurídicas que exploram atividade rural, somente poderão ser Fl. 262DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 8 8 compensados, nos períodos subseqüentes ao de sua apuração, com lucros de mesma natureza, observado o limite de redução do lucro de, no máximo, trinta por cento previsto no art. 15 da Lei nº 9.065, de 1995. Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, consideramse não operacionais os resultados decorrentes da alienação de bens e direitos do ativo permanente não utilizados exclusivamente na produção rural, incluída a terra nua, exceto as perdas decorrentes de baixa de bens ou direitos do ativo permanente, em virtude de teremse tornado imprestáveis, obsoletos ou caído em desuso, ainda que posteriormente venham a ser alienados como sucata. Mas a Contribuinte não trouxe qualquer elemento ou esclarecimento que pudesse ensejar o reconhecimento da receita auferida como sendo resultante de atividade rural. Aliás, se a receita em 2003 fosse decorrente de atividade rural, considerando essa ótica mais abrangente de receita operacional (que inclui a venda de bens do ativo permanente), a própria Contribuinte não a teria declarado como “outras receitas não operacionais”. Vêse pelos balancetes juntados aos autos, que os R$ 92.000,00 a título de “outras receitas não operacionais” foram formados por sucessivos lançamentos no decorrer do ano, na conta intitulada “Venda do Imobilizados”: jan fev 4.000,00 mar 24.000,00 abr 4.000,00 mai 4.000,00 jun 4.000,00 jul 4.000,00 ago 4.000,00 set 4.000,00 out 4.000,00 nov 4.000,00 dez 32.000,00 Total 92.000,00 Contudo, embora estes lançamentos tenham se sucedido uniformemente ao longo de todo o ano, os mesmos balancetes indicam um único registro de baixa na conta Permanente/Imobilizado realizado no mês de junho/2003, no valor de R$ 1.678,57. Tais registros, portanto, não militam a favor da Contribuinte, porque não há sequer uma correlação temporal mínima entre as receitas auferidas e a baixa do permanente. As informações contidas nos autos realmente não apresentam qualquer evidência de que o resultado tributável em 2003, formado a partir das mencionadas “outras receitas não operacionais”, seja decorrente da exploração de atividade rural. Deste modo, é cabível a aplicação do limite de 30% para a compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10925.002071/200753 Acórdão n.º 180201.305 S1TE02 Fl. 9 9 Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 264DF CARF MF Impresso em 06/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 31/07/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13891.000069/00-61
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/03/1990 a 30/03/1995
PIS. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), bem como àquelas proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação - formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005 - o prazo para o sujeito passivo pleitear restituição/compensação, será de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN), somado a 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo Código.
Numero da decisão: 9900-000.533
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2050; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 2 1 1 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13891.000069/0061 Recurso nº 130.653 Extraordinário Acórdão nº 9900000.533 – Pleno Sessão de 29 de agosto de 2012 Matéria Restituição/Compensação Recorrente PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL PGFN Recorrida MOFATO & CIA DELGADO LTDA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/03/1990 a 30/03/1995 PIS. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), bem como àquelas proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005 o prazo para o sujeito passivo pleitear restituição/compensação, será de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN), somado a 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo Código. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 1. 00 00 69 /0 0- 61 Fl. 320DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão. Fl. 321DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13891.000069/0061 Acórdão n.º 9900000.533 CSRFPL Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Extraordinário, fls. 0206 interposto dentro do prazo regimental pela nobre Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0198, que decidiu negar provimento ao recurso especial. O acórdão em questão possui as seguintes ementa e decisão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 30/01/1990 a 30/09/1995 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL REPETIÇÃO DE INDÉBITO. O prazo de decadência/prescrição para requererse restituição/compensação de valores relativos a indébitos referentes à legislação que, em sede de controle incidental, o STF declarou inconstitucional, começa a fluir . para todos os contribuintes a partir do momento em que a decisão do Excelso Tribunal passou a ter efeitos erga ~es, in casu, 10 de outubro de 1995, data de publicação da resolução do Senado da República que suspendeu o dispositivo inquinado de inconstitucionalidade. Recurso Especial Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Em seu recurso extraordinário a PGFN alega, em síntese, que: 1. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência mantida pela Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF/0400.810); 2. No acórdão recorrido foi decidido que o prazo prescricional para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição e/ou compensação de valor pago indevidamente somente começa a fluir após a publicação da Resolução do Senado que reconhece e dá efeito erga omnes à declaração de inconstitucionalidade de lei ou a partir do ato da autoridade administrativa que concede ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição por considerar que somente a partir desta data é que surge o direito a repetição do valor pago indevidamente; Fl. 322DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 3. Porém, a Quarta Turma da CSRF, no acórdão paradigma, perfilhou entendimento diverso; 4. A Quarta Câmara decidiu que o direito de pleitear a restituição de tributo indevido, pago espontaneamente, perece com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário, considerado este como a data do pagamento, sendo irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro; 5. O acórdão recorrido diverge das determinações do CTN (Art. 156 e 168) e da Lei Complementar 118/2005 (Arts. 3º e 4º); 6. Em razão do exposto, roga pelo conhecimento e pelo provimento do seu recurso. Por despacho, fls. 0269, deuse seguimento ao recurso extraordinário. O sujeito passivo, devidamente intimado, apresentou suas contra razões, fls. 0274, argumentando, em síntese, que a decisão recorrida deve ser mantida. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13891.000069/0061 Acórdão n.º 9900000.533 CSRFPL Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator. Acerca da admissibilidade do recurso extraordinário constatase que ao apreciar regra de norma geral acerca do prazo para repetição de indébito (art. 165, incisos I e II , e 168, inciso I, do CTN), ao contrário do decidido no acórdão recorrido, o acórdão paradigma considerou ser irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro. Portanto, demonstrado o dissídio jurisprudencial e preenchidas as demais formalidades, conheço do recurso extraordinário interposto pela Fazenda Nacional. Inicialmente, cabe salientar que, embora não esteja previsto no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, o Recurso Extraordinário, referente a acórdão prolatado em sessão de julgamento ocorrida até 30/06/2009, será, nos termos do artigo 4º do RICARF, processado de acordo com o rito previsto no Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007. A divergência entre os acórdãos recorrido e paradigma cingese, basicamente, à fixação da data inicial para a contagem do prazo decadencial para o contribuinte pleitear restituição/compensação de valores. Para esclarecimento da questão, o(s) fato(s) geradores ocorreram em 03/1990 a 09/1995, fls. 004, e o pedido de restituição ocorreu em 15/06/2000, fls. 001. A Fazenda Nacional pede que seja aplicado o prazo de cinco anos contados a partir da data de cada pagamento indevido eventualmente comprovado. No que tange ao objeto do presente recurso, houve pronunciamento do STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como do STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, com efeito repetitivo, ao qual o CARF deve se curvar, conforme expressa disposição regimental. Conforme o artigo 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, esta Corte Administrativa deve reproduzir as decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como aquelas proferidas pelo STJ em sede de Recurso Especial repetitivo. O entendimento exarado pelas Cortes Superiores é no sentido de que o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação será, para os pedidos de compensação protocolados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. O acórdão do Supremo Tribunal Federal restou assim ementado: Fl. 324DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO –VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastando se as aplicações inconstitucionais e resguardando se, no mais, a eficácia da norma, permite se a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando se válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13891.000069/0061 Acórdão n.º 9900000.533 CSRFPL Fl. 5 7 Aplicação do art. 543B, §3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” Assim, no caso em apreço, como o contribuinte protocolou seu pedido de restituição/compensação no dia 15/06/2000, fls. 001, concluise que os pagamentos relativos aos fatos geradores que ocorreram após 15/06/1990 são passíveis de restituição e/ou compensação. CONCLUSÃO: Diante do exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional, para afastar a decadência relativamente aos pagamentos referentes aos fatos geradores que ocorreram após 15/06/1990 e determinar o retorno dos autos à Autoridade Administrativa, para julgamento das demais questões objeto do pedido. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 326DF CARF MF Impresso em 30/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 10735.720063/2007-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 2003
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. Para a exclusão da tributação sobre áreas de preservação permanente é necessária a comprovação da existência efetiva
dessa área no imóvel rural, nos termos da lei.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2101-001.572
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canário da Silva, Ewan Teles Aguiar
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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EXCLUSÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. Para a exclusão da tributação sobre áreas de preservação permanente é necessária a comprovação da existência efetiva dessa área no imóvel rural, nos termos da lei. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canário da Silva, Ewan Teles Aguiar (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Jose Evande Carvalho Araujo, Ewan Teles Aguiar, Eivanice Canario da Silva e Alexandre Naoki Nishioka. Relatório Fl. 120DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1127.895, proferido pela 1ª Turma da DRJ Recife (fl. 83), que, por unanimidade de votos, considerou procedente em parte a impugnação, para reduzir o VTN, com base em Laudo Técnico apresentado pela defesa, mantendo a glosa da área de preservação permanente, tendo em vista a apresentação intempestiva do Ato Declaratório Ambiental ADA. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Não restando comprovada a ocorrência de preterição do direito de defesa nem de qualquer outra hipótese expressamente prevista na legislação, não há que se falar em nulidade do lançamento. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de área declarada como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento pelo Ibama ou por órgão estadual competente, mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA), ou comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, até o prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. EXIGÊNCIA DO ADA. DETERMINAÇÃO LEGAL. Com a alteração da Lei 6.938/1981 pela Lei 10.165/2000, torna se incabível a alegação de ilegalidade da exigência de ADA para fins de redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas proferidas pelos órgãos colegiados não se constituem em normas gerais, posto que inexiste lei que lhes atribua eficácia normativa, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. VALOR DA TERRA NUA. Aceitase novo valor da terra nua apresentado pelo contribuinte quando devidamente embasado em laudo de avaliação onde constem os elementos necessários para a sua comprovação. PEDIDO DE PERÍCIA E DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de realização de perícia e diligência. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10735.720063/200720 Acórdão n.º 2101001.572 S2C1T1 Fl. 2 3 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Em seu apelo ao CARF a recorrente reitera no mérito as mesmas questões suscitadas perante o juízo a quo, em relação à exclusão da tributação da área de preservação permanente indicada no Laudo Técnico, nos termos do artigo 10, § 1º, II, “a” da Lei n° 9.393/96: Enfatizese então, uma vez mais, que exatamente como nos julgados acima transcritos, o recorrente fez prova cabal — por meio de Laudo Técnico devidamente firmado por profissional habilitado, com ART registrada no CREA — no sentido de que o imóvel rural em tela possui 60,7 ha de área de preservação permanente, a qual deve ser excluída da base de cálculo do ITR devido conforme a legislação de regência. É o relatório. Voto Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Segundo dispõe o § 7°, do artigo 10, da Lei n° 9.393/96, na redação dada pela Medida Provisória n° 2.16667, de 24/08/01 (DOU de 25/08/01), “a declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas ‘a’ e ‘d’, do inciso II, § 1°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte da declarante”. Ao dispensar a prévia comprovação das áreas de preservação permanente e de reserva legal, para fins de gozo da isenção, o dispositivo não inovou, o que é próprio do lançamento por homologação, conforme disposto no caput do artigo. Quando necessário, a comprovação das condições para fruição de benefício fiscal será feita posteriormente, mediante intimação da fiscalização. Como todos os demais tributos sujeitos ao lançamento por homologação, as informações prestadas na DITR estarão sujeitas à verificação. O que podemos entender da leitura desse parágrafo é que está dispensada a apresentação dos documentos comprobatórios simultaneamente com a Declaração do ITR, porém, não está o contribuinte dispensado de comprovar, quando assim solicitado pelo Fisco, o que foi declarado. E, se as informações forem inexatas, ficará ele sujeito ao pagamento do imposto suplementar, com os devidos acréscimos legais, que não podem ser afastados por falta de previsão legal e devido ao caráter vinculado da atividade fiscal. A decisão recorrida manteve como tributável as áreas de preservação permanente por não ter sido apresentado ao IBAMA o Ato Declaratório Ambiental – ADA, no prazo de seis meses da entrega da DITR/2003. Não há dúvida de que a partir da redação dada pelo artigo 1º da Lei nº 10.165, de 2000, ao artigo 17O da Lei 6.938/81, a apresentação do ADA deixou de ser opcional, especialmente para as áreas de preservação permanente, para a qual não há exigência de ato específico para a concessão deste benefício fiscal, sendo, portanto, indispensável o requerimento do ADA ao IBAMA, no prazo de seis meses a partir da entrega da DITR. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 Art. 17O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria (Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) GRIFEI. § 1oA. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA (incluído pela Lei nº 10.165, de 2000). § 1º A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória. (grifouse) Neste sentido, superada a jurisprudência administrativa colacionada no recurso. A 2ª Turma da CSRF deste CARF tem decidido que após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, tornouse imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal (Acórdão nº 920200.194, sessão de 18/08/2009). No caso em exame, o requerimento do ADA somente foi protocolizado em 09/03/2005 (fl. 77), quando o prazo já havia expirado em 30/03/2004, após seis meses da data para apresentação da DITR/2003. A apresentação de Laudo Técnico é ineficaz para o fim de substituir este requisito legal, necessário para a obtenção do benefício fiscal. Com efeito, a protocolização do ADA marca a data em que o interessado comunica ao órgão oficial de fiscalização ambiental a existência de áreas de interesse ambiental em seu imóvel rural e, em última análise, solicita que tais áreas sejam reconhecidas como tal pelo Poder Público, inclusive para fins de redução do valor do ITR. Tratase de norma amplamente favorável ao contribuinte do ITR, pois pelo simples protocolo do ADA, até prova em contrário – vistoria pelo órgão competente – o contribuinte já usufrui do benefício fiscal. O protocolo do ADA, portanto, deve ser contemporâneo aos fatos e tempestiva em relação às informações da DITR. Pelo mesmo motivo, o Laudo Agronômico apresentado pela defesa, datado de 29/11/2007 (fl. 61), é extemporâneo aos fatos. Como restou demonstrado, o contribuinte não comprovou o reconhecimento por órgão ambiental federal ou estadual da área de preservação permanente informada em sua DITR do exercício de 2003, nem mesmo o requerimento tempestivo do ADA. Convém citar, aqui, decisão judicial favorável que confirma este entendimento. Em sentença denegatória de segurança, datada de 15 de dezembro de 2005, no âmbito do MS nº 2005.36.00.0087250, impetrado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso – FAMATO, o Dr. Jeferson Schneider, Juiz da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, asseverou pela legalidade da exigência do ADA, sob a égide do art. 17O da Lei 6.938/81, com a redação dada pelo art. 1º da Lei 10.165, de 27/12/2000, vigente à época do fato gerador do tributo (DITR/2002): “(...) Seguem os dois artigos para perfeita análise da questão controvertida: (transcreve art. 17O da Lei n° 6.938/81 e art. 10, § 7º, da Lei n° 9.393/96) Os dois dispositivos acima colacionados são perfeitamente compatíveis, ao contrário do que sustenta a impetrante. A Receita Federal em nenhum momento está exigindo previamente a declaração, para fins de isenção do ITR, a comprovação dessa declaração por meio do ADA – Ato Declaratório Ambiental. Como estatui a Lei n° 9.393/96, que trata do Imposto Territorial Rural – ITR, com a redação da Medida Provisória n° 2.16667/01, a Fl. 123DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10735.720063/200720 Acórdão n.º 2101001.572 S2C1T1 Fl. 3 5 apuração e o pagamento do ITR são efetuados pelo contribuinte independentemente de prévio procedimento administrativo. (..) Assim, nenhum óbice há em que a administração exija do contribuinte o ADA, no prazo razoável de até em seis meses após o pagamento do tributo, pois é a partir desse Ato que poderá definir a exata dimensão da área tributada, assim como o acerto do valor pago. O que a impetrante pretende é que seja permitido aos substituídos reduzirem as áreas de tributação, mediante a exclusão das áreas de preservação permanente e reserva legal do total da área, sem que a administração tenha qualquer espécie de controle sobre essa redução. Ora, qual o problema que existe para o contribuinte em declarar ao IBAMA a dimensão da área de preservação permanente e a área de reserva legal mediante o ADA. Nenhum. (...) Daí a necessidade de apresentação do Ato Declaratório Ambiental para verificação posterior pelo Fisco, por tratarse de lançamento por homologação (...)” (grifamos) Por fim, conforme dispõe o artigo 15, do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, o interessado deve apresentar no prazo de impugnação os elementos de prova a dar suporte aos argumentos de defesa, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada uma das situações indicadas no § 4º do artigo 16 do mesmo diploma legal. Neste passo, não se pode conceber o uso da prova pericial para suprir material probatório ao encargo do impugnante, determinada pela Lei n° 6.938/1981, art. 17O, § 1º, com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, art. 1°, que torna indispensável a utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR. Em face ao exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 124DF CARF MF Impresso em 22/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 08/0 5/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 04/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
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Numero do processo: 12269.000114/2008-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2006 a 31/05/2007 GLOSA. COMPENSAÇÃO. FUNRURAL. Lançamento que viola o artigo 142 do CTN, já que ao deixar de observar a relação jurídica fixada em decisão judicial transitada em julgado não apurou, nos exatos termos da lei, o encontro de contas levado a efeito pelo sujeito passivo. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. Fato não comprovado pela Fiscalização ante a análise das GFIPs entregues pelo sujeito passivo. PAGAMENTO EM ATRASO. DIFERENÇAS LEGAIS Não sendo possível identificar os valores que efetivamente deixaram de recolhidos, como assinalou a decisão recorrida não há, a meu ver, como permanecer a multa e os juros, acessórios do principal.
Numero da decisão: 2301-002.808
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator; b) em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2006 a 31/05/2007 GLOSA. COMPENSAÇÃO. FUNRURAL. Lançamento que viola o artigo 142 do CTN, já que ao deixar de observar a relação jurídica fixada em decisão judicial transitada em julgado não apurou, nos exatos termos da lei, o encontro de contas levado a efeito pelo sujeito passivo. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DIFERENÇAS DE REMUNERAÇÃO. Fato não comprovado pela Fiscalização ante a análise das GFIPs entregues pelo sujeito passivo. PAGAMENTO EM ATRASO. DIFERENÇAS LEGAIS Não sendo possível identificar os valores que efetivamente deixaram de recolhidos, como assinalou a decisão recorrida não há, a meu ver, como permanecer a multa e os juros, acessórios do principal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator; b) em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira Presidente. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 Adriano Gonzales Silvério Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Relatório Tratase de NFLD nº 37.147.6330, a qual exige contribuições previdenciárias sobre as seguintes rubricas: i) glosa de compensação indevida referente a valores pagos a título de Funrural; ii) contribuições da empresa sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados; iii) contribuições para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados, bem como aquelas que são destinadas a terceiros (SEBRAE e FNDE). Informa o Relatório Fiscal de fls. 122 a 124 que: “Os fatos geradores da obrigação previdenciária foram levantados com base em glosa de compensação indevida referente a valores pagos a título de Funrural, nas remunerações dos segurados empregados lançadas em folhas de pagamento e nas informações contidas nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP e contabilidade.” Relata ainda que foram efetuados os seguintes levantamentos: I. “FP Folha Pagamento Remunerações, descontos e deduções de segurados empregados lançados em folhas de pagamentos, declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP.” II. “DAL Diferença de acréscimos legais, em GPS recolhidas em atraso, identificadas através do Relatório Diferenças de Acréscimos Legais.” Por meio desses levantamentos, a Fiscalização apurou as seguintes situações fáticas: a) “As bases de cálculo, as contribuições lançadas, as deduções efetuadas, os créditos considerados e as alíquotas aplicadas encontramse especificados, por levantamento e competência, no anexo Discriminativo Analítico do Débito — DAD.”; Fl. 2DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 12269.000114/200853 Acórdão n.º 230102.808 S2C3T1 Fl. 1.953 3 b) As divergências existentes entre os CNPJs constantes nos arquivos digitais das Folhas de Pagamento e os informados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP, mesmo período, resultou campo vazio para CNPJ, desta forma os valores referentes a estas remunerações de segurados empregados foram acrescentados no CNPJ da matriz (92.715.812/000131), conforme discriminamos no Anexo I. Em última análise, a Autoridade Fiscal registra que: “11 A empresa tem o direito a compensar as parcelas relativas ao pagamento de Funrural (2,4%) somente com referência aos valores recolhidos nas competências de julho e agosto/1989, nos exatos termos do Acórdão Proferido pelo TRF4. A fiscalização utilizou esta compensação conforme determina a decisão Judicial até o valor total corrigido de R$ 230.489,72, conforme Planilha de Cálculos, Anexo I. Para atualização do valor a ser compensado referente às competências de julho e agosto de 1989, foi utilizado o critério de Restituição do INSS, art.89 de Lei 8212/91 e art. 247 do RPS aprovado pelo Decreto 3.048/99 . Os valores, objeto da compensação, foram atualizados até a competência de abril/2006 (primeira competência onde a empresa efetuou compensação).” Diante desse cenário, o sujeito passivo apresentou impugnação sustentando, em síntese, que a Fiscalização, ao restringir o direito à restituição do Funrural devidamente reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, glosou equivocadamente esse crédito utilizado na compensação das contribuições previdenciárias em cobrança, na medida em que lhe foi assegurado judicialmente o direito à compensação durante o período que vai desde a edição da Lei nº 7.787/1989 até o advento da Lei nº 8.212/1991. Além disso, alegou também que todas as contribuições previdenciárias declaradas em GFIPs foram recolhidas fora do prazo, em decorrência da mudança dos empregados para o outro estabelecimento. A instância a quo julgou procedente a impugnação declarando a nulidade da glosa relativa à compensação, bem como em relação ao levantamento intitulado FP – Folha de Pagamento e, considerando que o sujeito passivo não se contrapôs aos valores lançados a título de diferenças de acréscimos legais, manteve o crédito incontroverso remanescente cujo valor corresponde a R$ 1.596,22, conforme DADR – Discriminativo Analítico do Débito. Objetivando a reforma da decisão a quo o sujeito passivo interpôs recurso voluntário a esse Conselho, o qual reitera os argumentos já despendidos anteriormente. Tendo em vista o valor ultrapassar o limite de alçada, a DRJ recorreu de ofício ao presente CARF. É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério Fl. 3DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 4 Os recursos são tempestivos e não há óbice para seus respectivos conhecimentos. Funrural Crédito glosado O relatório fiscal de fls. 1318 a 1343 informa que o crédito previdenciário foi constituído em decorrência da glosado do crédito oriundo do pagamento indevido do Funrural durante o período de janeiro de 1988 a maio de 1993, reconhecido judicialmente em decisão transitada em julgado nos autos do mandado de Segurança nº 98.00262687. Segundo a D. Fiscalização, o débito previdenciário deveria ser lançado, uma vez que “A empresa tem o direito a compensar as parcelas relativas ao pagamento de Funrural (2,4%) somente com referência aos valores recolhidos nas competências de julho e agosto/1989, nos exatos termos do Acórdão Proferido pelo TRF4.” Como se vê, o fundamento principal que culminou na lavratura da NFLD em questão, foi o fato da D. Fiscalização ter compreendido que o sujeito passivo apenas faria jus à restituição/compensação de valores recolhidos a título de Funrural durante o período de julho e agosto de 1989, sendo, no seu entender, indevido qualquer crédito não abrangido neste período para efeitos de compensação das contribuições previdenciárias. Ocorre, no entanto, que, conforme análise efetuada pelo órgão julgador de primeira instância administrativa na ação judicial foi assegurado ao sujeito passivo o direito de restituir/compensar todos os valores indevidamente pagos a titulo de Funrural no período compreendido entre janeiro de 1988 a maio de 1993, consoante se apura do voto da r. decisão proferida em sede de Recurso de Apelação interposto pelo sujeito passivo, nos autos do Mandado de Segurança nº 98.00262687 (embora tenham sido interpostos recursos à Instâncias Superiores, não, no entanto, modificação desse julgado). Confirase: “As contribuições ao FUNRURAL questionadas pela impetrante dizem respeito ao período de janeiro de 1988 a maio de 1993, conforme os documentos juntados. (...) Nessas condições, dou parcial provimento à apelação para, reformando a sentença hostilizada, conceder em parte a segurança e reconhecer inexigíveis tãosomente os valores recolhidos a título de FUNRURAL após a edição da Lei n” 7787/89, declarando o direito da impetrante de compensar as parcelas recolhidas indevidamente com contribuições previdenciárias vincendas a cargo da empresa, obedecendo as limitações vigentes na data do encontro de contas.” Em que pese a r. decisão supramencionada tenha registra o período de janeiro de 1988 a maio de 1993, como aquele em que o sujeito passivo pleiteava a restituição do Funrural, a D. Fiscalização, entretanto, entendeu equivocadamente que o sujeito passivo somente teria o direito de proceder a compensação dos valores pagos indevidamente a esse título, em relação ao período de julho a agosto de 1989, efetuando, assim, a glosa do crédito não abrangido por este período. A r. decisão recorrida assim dirimiu a controvérsia: “O acórdão do TRF4, que acabou mantido em todas as instâncias superiores, informa que as contribuições ao Funrural Fl. 4DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 12269.000114/200853 Acórdão n.º 230102.808 S2C3T1 Fl. 1.954 5 questionadas pela impetrante dizem respeito ao período de janeiro de 1988 a maio de 1993. Diversamente do julgado, a fiscalização previdenciária entendeu que o contribuinte apenas teria direito a compensarse das parcelas de Funrural (2,4%) relativas às competências julho e agosto de 1989, recolhidas respectivamente em agosto e setembro de 1989, e glosou as compensações realizadas pelo contribuinte cujos valores excederam aos recolhidos nestas competências. Considerando que efetivamente poderiam ser objeto de glosa as compensações efetivadas pelo contribuinte que excedessem os valores de seu crédito; Considerando que neste lançamento fiscal não há qualquer referência aos créditos que efetivamente este contribuinte tem direito a compensarse (recolhimentos a título de Funrural a partir da competência 09/1989); Considerando que as planilhas (Anexos II e III do Relatório Fiscal), elaboradas pela fiscalização demonstram apenas os valores recolhidos pela CEEE a título de Funrural, relativo às competências julho e agosto de 1989, as quais não foram alcançadas pela decisão judicial e, portanto, não podem ser objeto de compensação; Considerando que a matéria tributável não restou demonstrada no lançamento, qual seja, os valores indevidamente recolhidos, no período reconhecido na decisão judicial, bem como sua atualização e o quantum foi objeto de glosa pela fiscalização, ferindo assim as disposições do art. 142 do CTN e, por consequência, o sagrado direito ao contraditório e à ampla defesa do contribuinte Declaro nulo este lançamento, no concernente às glosas de compensação, uma vez que, na forma como constituído, reconhece como crédito do contribuinte período não abrangido pela decisão judicial e não traz qualquer informação quanto aos efetivos valores que este contribuinte teria recolhido indevidamente a título de Funrural e os correspondentes períodos.” Compulsando as planilhas I e II anexas à NFLD, o Fisco apenas demonstrou recolhimento dos valores referentes à apuração do crédito relativo ao período de julho a agosto de 1989, sem, contudo, analisar o quantum do montante pago a título de Funrural, durante o período de 01/1988 a 05/1993, objeto de julgamento da r. decisão judicial transitada em julgado, cujo teor reconheceu o direito a compensação do Funrural. Diante desse cenário, correta se mostra a r. decisão recorrida eis que flagrante o descumprimento do artigo 142 do CTN, uma vez que não restou demonstrado a quantum da matéria tributável no momento da lavratura da NFLD, já que em momento algum demonstrou, no período abrangido pela decisão judicial, o direito creditório do sujeito passivo e se os valores compensados faziam frente aos débitos declarados. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 6 Diferenças de remuneração Em relação a essa rubrica a r. decisão recorrida apontou o seguinte: A fiscalização, em seu relatório fiscal, declara que as diferenças de remuneração apuradas entre os arquivos digitais das folhas de pagamento e as informações prestadas em GFIP, quando declaradas a maior nas GFIPs, foram acrescentadas, para fins do lançamento fiscal, ao CNPJ da matriz (Anexo I, fls. 1.322 e 1.323). Ocorre que tal procedimento não encontra respaldo na legislação, a qual determina que cada segurado deve ser declarado na GFIP do estabelecimento a que pertencer e tanto as guias de recolhimento à Previdência Social ou, na falta de pagamento, a constituição • do crédito previdenciário, devem corresponder aos dados declarados na GFIP de cada estabelecimento. Por outro lado, analisando as GFIPs anexadas aos autos pelo impugnante, constatase que os empregados relacionados no Anexo I estão declarados em GFIP de estabelecimento diverso da matriz e, em muitos casos com remuneração idêntica à demonstrada naquele Anexo, levando à conclusão que efetivamente podem haver valores que estão sendo cobrados no estabelecimento matriz mas foram declarados em GFIP das filiais. Exemplificando, em consulta ao sistema CNISTrabalhador, verifiquei que: (...) Pelos elementos dos autos não é possível a esta julgadora identificar quais valores efetivamente deixaram de ser recolhidos em cada estabelecimento de forma a poder posicionarse frente às alegações do contribuinte. Deste modo, por não ter havido discriminação clara e precisa dos fatos geradores por estabelecimento, e por não restar comprovado o ilícito, entendo que a constituição do crédito não atendeu às disposições do art. 37 da Lei n° 8.212/91, combinado com o art. 90 do Decreto n° 70.235/1972 devendo ser declarada a nulidade do lançamento concernente a diferenças de remuneração. Assim sendo, deve ser declarado integralmente nulo o levantamento intitulado FP — Folha de Pagamento, relativo ao período de 03/2006 a 05/2007, para que a fiscalização, se assim o entender, refaça o lançamento concernente aos valores que este contribuinte por ventura tenha deixado de recolher à Seguridade Social em cada estabelecimento, inclusive por compensações de importâncias a que não teria direito (por inexistência de crédito a seu favor e/ou por não ter obedecido aos limites legais conforme determinado na decisão judicial transitada em julgado). Dentro desse contexto, é de se manter também a nulidade decretada pela r. decisão a quo, em relação às divergências decorrentes de pagamentos atrasados, já que não houve a discriminação precisa dos fatos geradores por cada estabelecimento, o que revela, Fl. 6DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 12269.000114/200853 Acórdão n.º 230102.808 S2C3T1 Fl. 1.955 7 assim como ocorreu no caso do crédito glosado, a não houve comprovação do ilícito, nos termos artigo 142 do CTN. Acréscimos legais Sustenta a recorrente que declarados nulos os lançamentos acima os acréscimos legais deveriam trilhar o mesmo caminho, eis que acessórios. No caso concreto, a rubrica DAL referese a GPS recolhidas em atraso no período de 06/2006 a 11/2006, período esse albergado na rubrica FP acima analisada, da qual, como restou demonstrado, não foi possível identificar os valores efetivamente deixaram de recolhidos, como assinalou a decisão recorrida. Ora não sendo possível identificar o que deixou de ser recolhido, não há, a meu ver como permanecer a multa e os juros, acessórios do principal. Ante o exposto, VOTO no sentido de CONHECER os recursos de ofício e voluntário e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao primeiro e DAR PROVIMENTO ao segundo, de modo a excluir do lançamento a rubrica DAL. Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 7DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 18/07 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/07/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Numero do processo: 11020.720134/2009-75
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
INSUMOS. CRÉDITOS. UTILIZAÇÃO NO PROCESSO PRODUTIVO.
Somente os insumos utilizados no processo produtivo poderão ser utilizados para compor créditos da Cofins e não os bens ou serviços que devem ser ativados no permanente ou aqueles que por suas características não são utilizados no processo de produção, além daqueles que são utilizados em atividades que ainda não estão em fase de produção.
Numero da decisão: 3803-004.121
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Presidente em exercício e Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e os Suplentes Paulo Guilherme Delourede e Adriana Oliveira e Ribeiro. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 PROVA. FATOS CONSTITUTIVOS DO DIREITO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte o ônus da prova dos fatos constitutivos do direito aos créditos apurados cujo saldo é objeto do pedido de ressarcimento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 INSUMOS. CRÉDITOS. UTILIZAÇÃO NO PROCESSO PRODUTIVO. Somente os insumos utilizados no processo produtivo poderão ser utilizados para compor créditos da Cofins e não os bens ou serviços que devem ser ativados no permanente ou aqueles que por suas características não são utilizados no processo de produção, além daqueles que são utilizados em atividades que ainda não estão em fase de produção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente em exercício e Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e os Suplentes Paulo Guilherme AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 72 01 34 /2 00 9- 75 Fl. 179DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Delourede e Adriana Oliveira e Ribeiro. Ausente justificadamente o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Relatório Esta Contribuinte transmitiu o nº 17489.3512 9.160608.1.1.110541, pleiteando o ressarcimento de Cofins não cumulativa relativa ao segundo trimestre de 2006, no valor de R$ 17.319,07. Às fls. 69/77 consta o Relatório de Verificação Fiscal em que a AuditoriaFiscal se manifestação sobre diversos pedidos de ressarcimento. Para o pedido que constituiu este processo Despacho decisório da DRF/Caxias do SulRS, de 03 de fevereiro de 2010, reconheceu o direito creditório na importância de R$ 349,71, e efetuou a compensação de ofício de débitos de PIS e de Cofins em aberto nos sistemas da RFB e PGFN, conforme Notificação de fl. 97. Tratase de uma empresa agrícola que se dedica à produção e comercialização de maçãs. A empresa foi intimada a: a) descrever o processo produtivo; b) a listar e descrever a utilização de máquinas e equipamentos e outros bens nele utilizados; c) a apresentar a respectiva conta contábil do ativo permanente em que se encontravam lançados esses bens; d) as notas fiscais de entrada e saída em arquivos digitais e os arquivos contábeis digitais. Do confronto entre a memória de cálculo, o Dacon, o arquivo de notas fiscais e os valores constantes dos pedidos de compensação/ressarcimento foram efetuadas as glosas a seguir: a) custos e despesas relativas a bens que não podem ser considerados insumos à luz da legislação vigente de PIS/Cofins não cumulativos, por não atenderem aos requisitos do inciso II, do artigo 3º, das leis 10.637/2002 e 10.833/2003; b) despesas com óleo diesel e manutenção de máquinas, que são aplicados indiscriminadamente em pomares produtivos e ainda não produtivos, quando, segundo os termos do TVF, deveriam estar segregados, cabendo às culturas em formação ter todos os seus custos e despesas escrituradas em conta do ativo imobilizado, até a sua primeira produção; c) despesas com recauchutagem de pneus, embreagem, bicos injetores, pistões, blocos e cabeçotes (reforma de motores), câmbio, amortecedores, motor de partida, freios e pneus, que, aplicados na manutenção de máquinas e equipamentos, aumentam a vida útil desses bens em mais de um ano; d) gastos com palanques, estacas, proteção contra lebres, âncoras, fitilhos, arame farpado e arame galvanizado, itens não considerados insumos. Em manifestação de inconformidade apresentada, a Contribuinte alegou, em síntese, que: Fl. 180DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11020.720134/200975 Acórdão n.º 3803004.121 S3TE03 Fl. 180 3 a) ante a exaustiva fiscalização por que passou foi apresentada ao Auditor a segregação de contas; b) os tratores foram utilizados na produção de maçãs que é o objetivo social da requerente, sendo as despesas com estes, bem como com as empilhadeiras, necessários à produção; c) são também necessários à produção os gastos com manutenção, peças e serviços utilizados nas máquinas e equipamentos utilizados na produção; d) o entendimento do Auditor é contrário a decisões administrativas que em casos análogos foram julgados favoráveis ao contribuinte, demonstrando que seu entendimento pessoal não é o mesmo entendimento de outras Superintendências da Receita Federal e muito menos do Conselho de Contribuintes. Em julgamento da lide, a DRJ/Campo GrandeMS refutou todos os argumentos da manifestante e considerou improcedente a manifestação de inconformidade, em decisão ementada como segue: Assunto: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2006 CRÉDITO DE COFINS. INSUMOS UTILIZADOS NO PROCESSO PRODUTIVO. Somente os insumos utilizados no processo produtivo poderão ser utilizados para compor créditos da COFINS e não os bens ou serviços que devem ser ativados no permanente ou aqueles que por suas características não são utilizados no processo de produção, além daqueles que são utilizados em atividades que ainda não estão em fase de produção. Cientificada da decisão em 13 de julho de 2012, irresignada, apresentou recurso voluntário, em 7 de agosto de 2012, em que reiterou os mesmos termos trazidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Consta do Relatório de Verificação Fiscal, fls. 69/77 ter a Auditoria verificado no plano de contas o grupo 132 Ativo Imobilizado o registro das contas abaixo: 13202 Bens em operação Fl. 181DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 o 132020001 Imóveis o 132020002 Máquinas e Equipamentos 132020003 Moveis e Utensílios o 132020006Veículos o 132020007 Embalagens (BINS) • 13205 Depreciações acumuladas Imobilizado o 132050006 Máquinas e Equipamentos o 132050007 Moveis e Utensílios o 132050009Veículos o 132050010Embalagens Da análise dos lançamentos efetuados na conta 132020002 a Auditoria encontrou diversos lançamentos de créditos relativos a recauchutagem de pneus, embreagem, bicos injetores, pistões, blocos e cabeçotes (reforma de motores), câmbio, amortecedores, motor de partida, freios e pneus, insumos que acrescentam vida útil superior a um ano aos bens, cujos créditos foram glosados. Outras aquisições, também não foram consideradas como insumos aplicados na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; são estes estacas e palanques, proteção contra lebre, âncoras, fitilhos, arame farpado e arame galvanizado, ao motivo de que agregamse ao Ativo Imobilizado. Não obstante tenha a Fiscalização evocado o texto do § 5º do art. 66 da Instrução Normativa SRF n° 247/2002 (com as alterações da Instrução Normativa SRF n° 358, de 2003) e do § 4º do art. 8º da Instrução Normativa SRF n° 404/2004, segundo o transcrito deste abaixo, para fixar o conceito de insumo apto ao creditamento da Contribuição para o PIS e da Cofins, o enfoque dele extraído não foi o traço que o vincula ao creditamento do IPI, mas a norma de proibição contida na ressalva na letra “a”, in fine, a obstar a sua inclusão na base de cálculo dos créditos: § 4º o Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entende se como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado;[grifo na cita original] Constou ainda que a Contribuinte considerou créditos referentes a despesas de manutenção, incluindo óleo diesel, aplicadas em tratores e implementos agrícolas utilizados tanto em pomares em produção, próprios e de terceiros, quanto em pomares ainda não produtivos, bem despesas de manutenção das propriedades de terceiros. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11020.720134/200975 Acórdão n.º 3803004.121 S3TE03 Fl. 181 5 A decisão recorrida contestou com clareza, e pontualmente, que: “a) A afirmação de que todos os tipos de segregação foram apresentados quando da verificação fiscal não encontra guarida nem na fase preliminar quanto na fase impugnatória sendo que nessa última fase a impugnante poderia demonstrar a segregação daquilo que lhe seria favorável quanto às despesas e custos utilizados em fase de produção. O fato de que a contabilidade não traduz a situação dos DACON’s somente confirma a regularidade do procedimento da autoridade fiscal que não pode identificar em relação à parte produtiva da parte em fase de implantação e ainda não produtiva. O excesso de informações apresentadas segundo informa a impugnante somente serviram para que a autoridade identificasse aquilo que era passível de compensação de forma indubitável, tanto que parte das compensações foi homologada, daquilo que não era passível de homologação por não cumprir o disposto na legislação para tanto; [grifo aqui] b) Conforme bem detalhada a motivação das glosas de despesas com tratores, foi pelo fato que dentre as diversas utilizações com referidas máquinas, muitas delas não poderiam ser aproveitadas no crédito da contribuição, por serem despesas a serem ativadas no permanente da empresa até que os pomares próprios e de terceiros passem a produzir, enquanto que, não existe qualquer contabilização no permanente, segundo a autoridade fiscal, e, ainda, o fato de que não há qualquer segregação da utilização dos tratores e máquinas agrícolas em áreas próprias, de terceiros em arrendamento e de terceiros, e de áreas em formação, o que impede a possibilidade de aceitação de parte dessas despesas que poderiam estar sendo aplicadas em áreas em produção. Quanto às empilhadeiras, a que se refere a impugnante, embora pelas características somente pudessem ser utilizadas no processo produtivo não identificou quais seriam, com documentos para tanto; [grifo aqui] c) A afirmação de que todos os gastos com diesel, manutenção de máquinas e equipamentos são necessários à produção do produto não leva em conta que para efeito de utilização dos créditos oriundos desses gastos devem estar perfeitamente enquadrados no inciso II do artigo 3º da lei10.833/2003, ou seja, bens e serviços utilizados como insumo na produção e fabricação de bens ou produtos destinados à venda, o que não inclui bens que deveriam ser ativados no permanente, nem despesas ou custos de implantação de pomares que ainda não estejam em produção nem atividades em áreas de terceiros; [grifo aqui] d) O conceito de insumos não são os próprios do IPI, mas, conceito que identifica em sentido mais amplo a combinação de fatores de produção, e, o que se discute aqui não é essa conceituação que é mais ampla a favor do contribuinte, ao contrário do conceito utilizado no IPI. O que se discute é que não pode aproveitar ao contribuinte, os créditos que ou não são bens utilizados na produção, pois, em áreas de formação, ou Fl. 183DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 bens que deveriam estar ativados no permanente e não utilizados no processo produtivo; [grifo aqui] Ao pontuar que os motivos dos créditos atinamse com a falta de segregação contábil das despesas com os bens utilizados na produção e os utilizados na formação dos pomares, bem como a aquisição de bens que deveriam estar ativados, a matéria a ser devolvida a esta instância convolouse em questão fática, a exigir da Recorrente a demonstração contábil que fizesse frente aos óbices opostos ao seu direito ao crédito. Somente assim instrumentada haveria de estar apta a defesa ao provimento do seu pleito. No entanto, disso não se desincumbiu a Recorrente, cuidando o seu argumento de não fazer a distinção entre os pomares em formação e os em atividade, de não demonstrar a propriedade e legalidade do cômputo de créditos sobre bens ativáveis, e, por fim, de colacionar inúmeras soluções de consulta e decisões, que, a teor do já decidido na primeira instância atesto corroboram o acerto da Autoridade Administrativa em sua decisão. Recoloco que as segregações eram necessárias e os bens glosados, com efeito, deveriam estar ativados. As provas desses eventos deveriam ter comparecido aos autos, ou, ao reverso, o argumento da Recorrente deveria ter demonstrar a desnecessidade de tais provas, a ilegalidade do feito fiscal e a insustentabilidade da decisão recorrida. Não tendo seguido esta trilha, a Recorrente não logrou desconstruir as razões de decidir do acórdão guerreado. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 23 de abril de 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 184DF CARF MF Impresso em 03/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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