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Numero do processo: 10467.001527/90-85
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Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Numero do processo: 10380.001536/91-06
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 104-10153
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Recorrida : DRF EM FORTALEZA (CE) IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA INTEGRALI- ZAGA() DE CAPITAL - Infradao perfeita mente caracterizada e provada no; autos, por não estar devidamente com provada, por documentação hibil idSnea, coincidente em datas e valo- res, a efetiva entrada no dinheiro como, também, sua origem. Perícia realizada da qual não resultaram com provadas as alegações da parte. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes au tos de recurso interposto por SANTA CLARA COMERCIAL LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Cãmara do Primei— ro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões, em 06 de janeiro de 1993 / J, EVANDRO PrDRO P • O PRESIDENTE ma0001111b ^rir --MO' wnmip.,41/ 4ATOR OP II° V -7T49,;1/7 ptfly-// dr avie; „di VISTO EM LA•titr--,'ReCURADOR DA SESSÃO DE: 1 B F 1993 FAZENDA NACIONAL v.v. 454:11rli etelN.,P -e SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO NP 10380/001.536/91-06 RECURSO Wi : 102.745 ACORDA00: 104-10.153 RECORRENTE: SANTA CLARA COMERCIAL LTDA. RELATÓRIO Contra a empresa foi lavrado o auto de infração de fls. 02, relativo ao imposto sobre a renda pessoa jurídica, pe- ríodo-base de 1987/exercício de 1988, com fundamento na constata - ção de omissão de receita, caracterizada pela falta de comprovação da origem e do efetivo ingresso dos suprimentos efetuados pelos só" cios da empresa para aumento de capital. Dentro do prazo prorrogado nos termos do arti- go 69 do Decreto n9 70.235/72, a contribuinte apresenta a impugna- -. çao ao lançamento (doc. de fls. 18/22) sustentando que os recursos para aumento de capital, no valor de Cz$ 4.090.000,00, foram efe- tivamente entregues pelos sécios integralizantes. Diz que a empre sa não dispunha da referida quantia e que os depOsito foram reali zados no BANFORT, conforme documento de fls. 27. Aduz que se tra ta de fato presumido e cita jurisprudincia do Conselho de Contribu intes (Acérdãos n9s 101-76.720/88 e 101-76.725/88) no sentido de que a omissão de receita hé que ser comprovada. Argumenta, também, que a legislação do imposto' sobre a renda não determina que as pessoas físicas mantenham escri turação de um livro Caixa a fim de estabelecer a existãncia de de- terminada quantia em poder das mesmas, para ue possa justificar a .1 uffinco plmomFwmm PROCESSO N9 10380/001.536/91-06 3. AcOrdão n9 104-10.153 sua aplicação, apenas exige a apresentação de suas declarações de rendimentos e de bens para que se verifique se o seu acréscimo pa trimonial esta justificado pelo auferimento de receitas suficien- tes para cobri-1o. Uma vez constatado o lançamento corresponden- te à entrada do dinheiro na empresa e seu respectivo uso ou desti- no, não há mais o que se perquirir quanto a pessoa física, a não ser a apresentação de sua declaração de rendimentos. Finalmente, requer a realização de perícia. A folha 28, o pedido de perícia é deferido. As fls. 32/33 e 36, respectivamente, os quesi- tos formulados pela impugnante e pela União, As folhas 44/46 os laudos periciais conjuntos, com as respostas aos quesitos formulados pelas partes. Em Informação Fiscal, és folhas 48/49, os au- tuantes opinam pela manutenção integral do feito. A autoridade julgadora de 14 instancia mantém o lançamento, sob os seguintes fundamentos, resumidos: O resultado do laudo deixou mais do que paten- te a ausãncia de provas da efetiva entrega e origem dos recursos registrados no aditivo do contrato social como aportados pelos sócios para integralização do capital. A autuada, também não pos sui livros contábeis e fiscais e seus sócios subscritores 'lio jus tificam a procedéncia dos recursos através das declarações de IR referentes ao ano-base de 1987. Quanto ao extrato bancário anexado à fl. 27, o mesmo não se presta como prova da efetiva entrega, visto que os dados nele contidos Lao coincidem em datas e valores com os do contrato socialsocial de folhas 11/12. s~co pueucc~m PROCESSO N9 10380/001.536/91-06 4. Acórdão n9 104-10.153 Cientificada da decisão em 20.02.92, a contri- buinte apresenta o recurso de folhas 61/62, protocolizado em 20.03.92, reiterando os argumentos da impugnação. ‹tE o relatório. ummomucom" PROCESSO N9 10380/001.536/91-06 5. AcOrdão n9 104-10.153 VOTO Conselheiro WALDYR PIRES DE AMORIM, Relator. Estão atendidos os pressupostos de admissibili_. dade do recurso, que é tempestivo, devendo-se tomar conhecimento do mesmo. No mérito, entendo que a decisão recorrida de- ve ser mantida em todos os seus termos, pois apreciou devidamente os fatos e aplicou corretamente a legislação que rege a espécie. A parte não conseguiu provar a efetividade da entrega e a origem dos recursos, conforme, no meu entender, ficou exuberantemente demonstrado dela perícia realizada, cujos laudos não apresentam nenhuma divergancia entre o perito representan- te do contribuinte e aquele da Secretaria da Receita Federal. Em assim sendo, tem total procedãncia o arbitramento da omissão de receita feita com base no artigo 181 do regulamento baixado pelo Decreto n9 85.450/80. Por todo o exposto, voto no sentido de que se tome conhecimento do recurso para, no mérito, negar provimento. Brasília-DF., em 065/ aneiro de 1993 41,2-1(....-órPES •" RI- RELATOR"e7 Page 1 _0028000.PDF Page 1 _0028100.PDF Page 1 _0028200.PDF Page 1 _0028300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10875.001722/91-84
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DE 1989 e 1990 Recorrente: CASARÃO MUSICAL LTDA. Recorrida : DRF EM GUARULHOS (SP) CONTRIBUICAO SOCIAL - DECORRENCIA - Aplica-se ao processo decorrente a mesma sorte do processo principal, em razão da íntima relação de causa e efeito. Exclui-se, no entanto, a tributação referente ao Exercício de 1989 por acatamento à decisão do STF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CASARRO MUSICAL LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta C2mara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessbes, em 08 de dezembro_de 1993 01/4111-2Za LEILA MARIA ERRE- LEITÃO - PRESIDENTE 4'1 AOW9 _ MIGUtt_ REN0V e - RELATOR CLAAALÂC' 444> VISTO EM CARMELLIO MANTUANO 1);3kIVA - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE: 25 ASO Pfl4 ZENDA NACIONAL PagliCURIrt-aMtZEMAJWI(9h; "414W-Ne 'uj lgamento, os seguintes Conselheiros: Waldyr Pires de Amorim, Evandro Pedro Pinto, AntOnio Lisboa Cardoso e Carlos Walberto Chaves Rosas. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Célio Salles Barbieri Júnior, Iraci Kahan. SERVICO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N9 10875/001.722/91-84 AC6RDA0 N9 104-11.065 RECURSO N2: 76.615 RECORRENTE: CASARAO MUSICAL LTDA. RELATÓRIO Contra o sujeito passivo CASARA° MUSICAL LTDA. está a DRF em Guarulhos (SR) movendo cobrança de crédito tributário referente a CONTRIBUIÇA0 SOCIAL correspondendo a exigáncia aos exercícios de 1989 e 1990. 2. A razão do lançamento está formalizada e descrita às fls. 04/06, a saber: ((Lançamento decorrente da fiscalização do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, na qual foi apurada omissão de receita e/ou demais procedimentos que implicaram redução no lucro líquido do exercício, nos termos do artigo 22 e seus parágrafos da Lei 7.689/88. O cálculo do imposto, a atualização monetária, as penalidades aplicáveis e os respectivos enquadramentos legais constam de demonstrativos anexos, os quais fazem parte integrante deste Auto.» 3. Inconformado, o autuado se manifesta contra o feito fiscal na forma da impugnação de fls. 09/14, contestando com os seguintes argumentos, em resumo: irretorquivel, no entanto, ainda que altamente prejudicial, o enquadramento da empresa dentro do 'Lucro Arbitrado' se não houver condiçbes de registrar suas operaçbes normais, pois um levantamento da forma com que o fisco está exigindo e o de uma verdadeira escrita contábil e, nesse caso, dispor-se-ia a empresa a apresentar seus lançamentos em Diários reenche o o 'Formulário I' que lhe seria mais justo. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ 10875/001.722/91 -84 ACÓRD(40 NQ 104 - 11.065 Nessa conclusão não se nega a impugnante a apresentar os documentos e livros fiscais que se encontram à disposição para verificações, mas e impossível ante os fatos mencionados, reocnstituir a contabilidade com os saldos reais de contas que o fisco quer utilizar, mas que, inadvertidamente, foram obtidos de demonstrações irreais. Em suma, não tem qualquer fundamento ou documento comprobatório que possa indicar a existência real de receitas omitidas e justificar a tributação em pauta, estando certa a requerente de que as razões e provas apresentadas são suficientes para considerar totalmente improcedente essa parcela da Auto de infração, pelos motivos de fato e de direito aqui expostos.» 4. Manifestou-se, a seguir, a fiscalização sobre as - razões da defesa às fls. 16/17, posicionando-se contrariamente quanto - ao alegado. 5. A autoridade julgadora de primeira instãncia, por sua vez, ao apreciar o presente processo, decidiu à fl. 26/28, finalizando com a seguinte ementa: (<ÇONTRIBUICAO SOCIAL - Procedente a sua exigência, face ao arbitramento do lucro e a constatação da ocorrência de omissão de receita, em procedimento fiscal. Impugnação DEFERIDA PARCIALMENTE.» 6. Usando do direito que lhe outorga o Decreto n2 70.235/72, de recorrer a este Conselho da decisão de primeiro grau, veio o contribuinte em causa formalizar seu recurso voluntário, tempestivamente, na forma da peça de fls. 32/36, onde em resumo diz: «Não se negou a empresa a apresentar os documentos e livros fiscais, colocando-os à disposição para verificações onde reforçaria os argumentos e provas apresentadas de que os elementos que serviram de base a autuação estão incorretos. 14111 ~CO PALIO ~AL 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Ng 108751001.722/91-84 ACóRDA0 NQ 104- 11.065 Insiste a recorrente em seu caso específico que, como destaca a própria decisão, não estar contestando o arbitramento. Não concorda e com a omissão apurada, por não estar corroborada com provas e documentação suficientes para demonstrar a ocorrència do fato gerador. Os valores que o fisco tomou são inexistentes e, utilizá-los como base para a presunção em pauta e uma demonstração cabal de ilegalidade. Não pode prosperar um lançamento tributário em que não esteja presente a liquidez e certeza da infração cometida. Ante o exposto, confiando no espírito de justiça desse Conselho de Contribuintes, aguarda o reconhecimento do presente recurso.» É o Relatóri &Mel 2 ; suvicmpusuconomm 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ 10875/001.722/91-84 ACORDA0 N2 104-11.065 VOTO Conselheiro MIGUEL RENDY, Relator O recurso foi apresentado dentro do prazo regulamentar, devendo ser conhecido. O presente processo é decorrente de lançamento efetuado contra a pessoa jurídica CASARAO MUSICAL LTDA. em relação ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, cujo Processo n2 10875/001.718/91-15 já foi apreciado por este Conselho em sessão de julgamento, na forma do Recurso n2 104.885, quando lhe foi negado provimento, gerando o Acórdão n 12 104-11.015/9. Conforme consta dos autos, a recorrente do processo principal teve seu lucro tributável retificado ex officio pela fiscalização em razão de omissão de receitas, gerando neste uma tributação reflexa em relação a CONTRIBUIÇA0 SOCIAL. Na presente situação, em sendo o lançamento ora discutido derivado de lançamento anterior para cobrança de IRPJ, conforme já acima referenciado, há que se observar a regra básica a ser adotada para julgamento dessa espécie que vincula decisões e determina que ao processo decorrente se aplica a mesma sorte do processo matriz, em razão da íntima relação de causa e efeito. Entretanto, considerando decisão favorável do STF, adotado o procedimento em diversos julgados semelhantes nesta CÃmara, é de ser dado provimento quanto ao exercício de 1989. Assim, ante o exposto e estando os procedimentos adotados nestes autos em consongincia com o que determinam as normas 2 et( ci SEMVICO "MILICO FEDERAL 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Ng 10875/001.722/91-84 AGSRDAO NO 104-11.065 inerentes ao processo fiscal, tomo conhecimento do pedido por tempestivo, para, no mérito, DAR parcial provimento ao recurso para excluir da tributaçào o valor referente ao exercício de 1989. Brasília (DF), em 08 de dezembrode 1993 (MIGUEL RENDY - RELATOR7.t. L/e , _ _ .. - r : _ _ - - _ _ _ _ _ _ . -.= - i Page 1 _0066700.PDF Page 1 _0066900.PDF Page 1 _0067100.PDF Page 1 _0067300.PDF Page 1 _0067500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10280.004516/93-79
Data da sessão: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
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JUROS DE MORA - SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO - EXIGÊNCIA MORATÓRIA - O crédito tributário não pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da fatia (art. 161 do CTN). Assim, os juros de mora são devidos mesmo durante a suspensão da exigibilidade do crédito tributário. O ato administrativo de lançamento apenas formaliza a pretensão da Fazenda Pública, acrescentando à obrigação tributária, surgida com a ocorrência do fato gerador, o atributo da exigibilidade. VIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA - INCIDÊNCIA DA TRD COMO JUROS DE MORA - Por força do disposto no artigo 101 do CTN e no parágrafo 4° do artigo 1° da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, a Taxa Referencial Diária - TRD só poderá ser cobrada, como juros de mora, a partir do mês de agosto de 1991 quando entrou em vigor a Lei n°8.218/91. Recurso a que se dá provimento parcial. a «0›,y, 4,..„4", MINISTÉRIO DA FAZENDA .4WSkt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •-www0. PROCESSO N°. :10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. :10.4-13.836 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TEREZA DE JESUS ROCHA MONTEIRO - FIRMA INDIVIDUAL ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência fiscal: I) - as importâncias lançadas no exercício de 1989, período- base de 01/01/88 a 31/12188; II) - o encargo da TRD relativo aos meses de fevereiro a julho de 1991. Nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Defendeu a recorrente, seu advogado, Dr. ALDEBARO CAVALEIRO MACEDO KLAUTAU, OAB/PA 3757. 141‘{a LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE N E L A"1" FORMALIZADO EM: 1 4 NOV 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: RAIMUNDO SOARES DE CARVALHO, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, ELIZABETO CARREIRO VARÃO, LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA e REMIS ALMEIDA ESTOL. 2 17 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10280.004516193-79 ACÓRDÃO N°. :104.13.83:6 RECURSO N°. : 06.468 RECORRENTE : TEREZA DE JESUS ROCHA MONTEIRO - FIRMA INDIVIDUAL RELATÓRIO TEREZA DE JESUS ROCHA MONTEIRO - FIRMA INDIVIDUAL, contribuinte inscrito no CGC/MF 05.143.383/0001-70, com sede na cidade de Paragominas, Estado do Pará, à Rua do Gonçalves Ledo, n° 76 - Centro, jurisdicionado à DRF em Belém - PA, inconformado com a decisão de primeiro grau prolatada pela DRJ em Belém - PA, recorre a este Conselho pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 75/138. Contra a contribuinte acima mencionada foi lavrado, em 16/08/93, o Auto de infração de Contribuição Social de fls. 01/06, exigindo-se o recolhimento do crédito tributário no valor total de 25.859,85 UFIR (referencial de indexação de tributos e contribuições de competência da União - padrão monetário fiscal da época do lançamento do crédito tributário), a título de Contribuição Social, acrescidos da TRD como Juros de mora no período de 04/02/91 a 02101/92; da multa de lançamento de oficio de 50% para os exercidos de 1989 a 1991 e da multa de lançamento de oficio de 100% para o exercício de 1992; e dos juros de mora de 1% ao mês, excluído o perlodo de incidência 3 etagr4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. : 104-13.834 da TRD, calculados sobre o valor da contribuição, relativo aos exercícios financeiros de 1989 a 1992. A exigência fiscal em exame decorre da autuação contida no processo administrativo fiscal n.° 10280.004514/93-43, no qual foram apuradas irregularidades que levaram o Fisco a arbitrar o lucro que, por conseqüência, geraram base de cálculo para a Contribuição Social. A autuação fiscal decorrente, relativa a Contribuição Social, tem como fundamento legal o disposto nos artigos 6 0, parágrafo único da Lei n.° 7.689/88. Em sua peça impugnatória de fls. 11/37, instruída pelos documentos de fls. 38/63, apresentada, tempestivamente, 29/09/93 ( concessão de prorrogação de prazo), a autuada, após historiar os fatos registrados no Auto de Infração, se indispõe contra parte da exigência fiscal, com base nos argumentos de que o presente é reflexo do Auto de infração de IRPJ, concernente aos mesmos exercícios, argui a Defendente que se projetam os valores da exigência ora refutada todas as implicações resultantes das razões que visam a redução da base de cálculo do crédito tributário de IRPJ, bem como se aplicam os demais argumentos então oferecidos, todos eles, nesta oportunidade, ratificados e incorporados a esta impugnação especifica para o fim de, se acolhidos, refletirem na quantificação da Imposição que ora se contesta. Especialmente, mais, tem a impugnante a opor que deve ser totalmente excluída a exigência de Contribuição Social sobre o lucro apurado em 31/12/88, desde que o Colendo Supremo Tribunal Federal Já decretou, o que é notório e vem sendo pacificamente observado, por agressão aos princípios constitucionais de anualidade e anterioridade, a Inconstituclonalidade da cobrança dessa contribuição sobre os resultados atinentes ao aludido ano-base de 1988. Não houve a manifestação dos autuantes em razão do preceito estabelecido no artigo 19 do Decreto n° 70.235/72, ter sido revogado pelo art. 7° da Lei n° 8.748, de 09/12/93. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante, a autoridade singular conclui pela procedência da ação 4 .. 1. a4::::á MINISTÉRIO DA FAZENDAasti PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10280.004516193-79 ACÓRDÃO N°. :10413.83:6 fiscal e pela manutenção Integral do crédito tributário lançado, cuja decisão encontra-se assim ementada: «CONTRIBUIÇÃO SOCIAL As decisões judiciais produzirão seus efeitos apenas em relação às partes que integrarem o processo judicial e com estrita observância do conteúdo dos julgados Não compete às autoridades julgadoras, no âmbito administrativo, apreciar alegação de Inconsfituclonaliciade. A falta ou insuficiência de recolhimento do tributo devido sujeita a contribuinte aos encargos legais correspondentes. A não exibição ao Fisco da escrita contábil da empresa autoriza a que se proceda ao arbitramento do lucro tributável. Nos casos de lançamento por decorrência, o decidido no processo principal constitui prejulgado em relação à exigência reflexa dada a Intima relação de causa e efeito que os une. AÇÃO FISCAL TOTALMENTE PROCEDENTE." Cientificada da decisão em 25/05/95, conforme Termo constante às fls. 73/74, e, com ela não se conformando, a Interessada interpôs, em tempo hábil (22106195), o recurso voluntário de fls. 751138, no qual se reporta as mesmas razões expendidas na fase Impugnatória. É o Relatório. 5 .. rildit44: 1 - :::: a MINISTÉRIO DA FAZENDA C - 1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. :104-13.836 VOTO CONSELHEIRO NELSON MALLMANN, RELATOR: O recurso é tempestivo e preenche as demais formalidades legais, dele tomo conhecimento. Não há argüição de qualquer preliminar. Trata-se de reflexo do processo principal n° 10280.004514/93-43 julgado por esta Câmara, em Sessão realizada em 15 de outubro de 1996, através do Acórdão n° 104-13.761, no qual, por unanimidade de Votos, deu-se provimento parcial ao recurso a fim de se excluir da exigência tributária o encargo da TRD, relativo ao período de fevereiro a Julho de 1991. Como se vê, a princípio, não caberia a recorrente outra sorte senão a do processo matriz, ou seja, deveria se calcular a Contribuição Social, nos exercidos de 1989 e 1992, sobre o lucro arbitrado para fins do cálculo do IR!'. Contudo, o assunto sob exame merece uma análise mais profunda, tendo em vista o posicionamento dos 6 At-PjIL4t4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4-1:›44-Ç:a PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. : 104-13.836 tribunais superiores que, embora não vinculando as decisões administrativas na forma do Decreto n° 73.529174, fornecem luzes seguras que devem ser consideradas na amplitude de sua lógica, racionalidade e jurisdicidade. A suplicante é pessoa jurídica contribuinte do imposto de renda que teve o seu lucro arbitrado no ano-base de 1988. Com o advento da Medida Provisória n° 22, posteriormente transformada na Lei n° 7.689, de 15/12/88, a suplicante ficou obrigada ao recolhimento de 8% (oito por cento) sobre a base de cálculo do Imposto de renda devido na declaração referente ao período-base de 1988, a título de Contribuição Social, devendo tais recolhimentos serem efetuados em até 6 (seis) parcelas mensais, com vencimento no último dia útil de cada mês, vencendo-se a primeira no dia 28/04/89. Em decorrência disso, encontrava-se sujeita à Contribuição Social Instituída pela Lei n°7.689, de 15/12/88. Todavia, frente à inconstitucionalidade desta exação, que desatendeu aos preceitos constitucionais que estabelecem os requisitos específicos para sua instituição, Insurge-se a suplicante contra tal pagamento. A figura da Contribuição Social foi criada com fulcro no artigo 195, inciso I da Constituição Federal de 05110/88, que dispõe: "Art. 195 - A seguridade Social será financiada por toda a Sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da Lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - dos empregadores, incidente sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro." 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA 1/44-U, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. :104-13.836 Todavia, a incidência da Contribuição Social calculada sobre o lucro apurado no ano-base de 1988, é de todo Inconstitucional, em decorrência do disposto no parágrafo 6° desse mesmo artigo 195 da Constituição Federal, verbis: "As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. III, "b".. Muito embora a exceção prevista na parte final desse dispositivo constitucional, há que se reconhecer que a vigência da Lei n° 7.689188 iniciou após o encerramento do ano-base de 1988, e, portanto, não pode atingir fatos pretéritos, como previsto no art. 150, inc. III, "a" da Constituição Federal, que dispõe: "Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver Instituído ou aumentado;" Essa inconsfitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal com base no principio consagrado no art. 195 parágrafo 6° da Constituição Federal, conforme decisão prolatada no Processo n° 135.003-2, "verbis': °EMENTA - Contribuição Social sobre o lucro (Lei n.° 7.689/88): constítucionalidade de sua instituição, fundada no art. 195, I CF; incontitucionalidade, porém, de sua exigência sobre o lucro apurado em 31/12188, à vista do art. 195, parágrafo 6°, da Constituição (STF, RREE 146.733 E 138.284)." (Diário da Justiça da União, de 02/04/93, n.° 63). 8 att MINISTÉRIO DA FAZENDA 444-544 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10280.004516193-79 ACÓRDÃO N°. :104-13.836 Diante disto, os julgadores singulares da Justiça Federal, vêm decidindo sistematicamente pela condenação da União à restituição dos valores pagos indevidamente em relação ao exercício de 1989- ano-base de 1988, como se depreende da decisão que segue: `... EX POSITIS, e considerando tudo mais que dos autos consta, JULGO PROCEDENTE, EM PARTE, O PEDIDO, a fim de, reconhecida incidenter tantum a inconstitucionalidade do artigo 8°, da Lei n.° 7.689/88 e do artigo 2° da Lei n.° 7.856189, condenar a União a restituir à autora o montante referente à Contribuição Social sobre o lucro recolhida no exercício de 1989, ano-base de 1988..? Declarada pelo Supremo Tribunal Federal - seja em Ação Direta seja incidentalmente em qualquer outro processo - a inconstitucionalidade de Lei, tal declaração passa imediatamente a ter validade para todos os cidadãos, por se tratar de decisão final, irrecorrivel e imutável. Não existe a possibilidade de o artigo 8° da - Lei 7.689188 ser inconstitucional para determinado contribuinte e ser constitucional para qualquer outro cidadão brasileiro. Já não há mais como se manter tal Ônus para o contribuinte, primeiro porque a Corte Máxima já se pronunciou pela inconstitucionalidade da Contribuição Social ano-base de 1988 e, de outro lado o próprio Conselho de Contribuintes já vem acolhendo a tese esposada pelo STF, por razões de economia processual, da qual cito algumas decisões; 'ACÓRDÃO N°101-84-84.717. SESSÃO DE 28101/94 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Exercício de 1989 - Face o julgamento do Supremo Tribunal Federal que acolheu a arguição de Inconstitucionalidade do art. 8° da Lei n° 7.689, de 15/12188, por ferido o principio da anterioridade consagrado na Constituição Federal, ineidste base legal para a cobrança da Contnbuição no exercício de 1989, período- base de 1988. 9 .,t̀Ciai MINISTÉRIO DA FAZENDA yritt¡it PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4'4*-trtir PROCESSO N°. : 10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. :104-13.836 ACÓRDÃO N° 101-84.725 - SESSÃO DE 28101/93 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PROCEDIMENTO DECORRENTE - Tendo em vista o disposto no artigo 150, inciso iii, da Constituição Federal, a Contribuição Social instituída pela Lei n°7.689, de 15112188, não incide sobre os resultados apurados em 31 de dezembro de 1988, uma vez que mencionada lei só entrou em vigor após ocorrido o fato gerador da obrigação tributária. ACÓRDÃO N° 101-84.733 - SESSÃO DE 28/01/93 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Tendo em vista que a Lei n° 7.689/88 foi publicada no Diário Oficial em 16 de dezembro de 1988, a Contribuição Social não pode ser exigida no Exercício de 1989, face ao estatuído no parágrafo 6° do artigo 195 da Constituição Federal de 1988? Do exposto, observa-se que não só na esfera judicial foi acolhida a tese de inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Social sobre o lucro líquido apurado em 31/12188, mas também já na própria esfera administrativa, o que, inclusive, redunda em economia processual, pois evita o recurso dos contribuintes ao Judiciário para haver seus direitos. O despacho proferido pelo ilustre presidente do Egrégio Tribunal Federal da 1° Região, publicado no Diário da Justiça da União de 12 de novembro de 1993, dispensa qualquer comentário a respeito da vinculabilidade das decisões terminativas do Colendo Supremo Tribunal Federal In verbis': "Por outro lado, embora em nosso sistema jurídico a jurisprudência não obrigue além dos limites objetivos e subjetivos da coisa julgada, sem vincular os Tribunais inferiores aos julgamentos dos Tribunais Superiores, em casos semelhantes ou análogos, os precedentes desempenham, nos Tribunais ou na Administração, papel de significativo relevo no desenvolvimento do Direito. É usual, apesar de desobrigados, os juizes orientarem suas decisões pelo pronunciamento reiterado e uniforme dos Tribunais Superiores. A própria Administração Federal, através do seu io MINISTÉRIO DA FAZENDA 141 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. :104.13.836 órgão próprio - a antiga Consultoria Geral da República -, tem reafirmado ao longo dos tempos o posicionamento de que a orientação administrativa não há de estar em conflito com a jurisprudência dos Tribunais em questão de direito? Conquanto a decisão do STF não tenha efeitos 'erga omnes-, ela é definitiva, porque exprime o entendimento do Guardião Maior da Constituição. Oportuno se faz transcrever o ensinamento lapidar de LEOPOLDO CÉSAR DE MIRANDA LIMA FILHO, Consultor- Geral da República, no período de 20110160 a 06102161, recomendando não prosseguisse o Poder Executivo 'a vogar contra a torrente de decisões judiciais' - Parecer C-15, de 13/12163: 'O precedente não obriga a decisão igual, mas apenas a insinua; não impõe a sua observância em casos análogos ou semelhantes se evidente a sua desconformidade com a lei. Ao aplicador da lei, administrador ou juiz, corre o dever de catar-te respeito, que não às decisões proferidas em hipóteses iguais non exemplis sed regibus judicandum est. Sem dúvida, os precedentes, administrativos ou Judiciários, devem-se ter em conta, como subsidio prestimoso, no exame de casos semelhantes, merecendo considerados os argumentos, os raciocínios que deram na conclusão que expressam ou sintetizam. Não se hão de desprezar sem razões sérias, meditadas. Ainda que reiterados, constantes, devem considerar-se, sim, mas não obedecer-se cegamente, e menos ver-se com força de obrigar, de afastar a variação criteriosa e fundamentada da orientação que espelham. Se expressam errónea compreensão da lei, forçoso será abandoná-los para lhe restabelecer o império. Não dão, à mente que emprestam à lei, o condão de infalibilidade, o selo de irrecorribilidade. O Poder Judiciário não decide sobre as consequências ou efeitos possíveis de uma lei considerada em abstrato, mas exclusivamente em face do caso individual 11 r r:IihèR MINISTÉRIO DA FAZENDA .35):343,4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10280.004516193-79 ACÓRDÃO N°. : 10413.836 levantado ao seu exame. Declara a lei entre as partes; aplica-se no caso concreto, definido. Dal que os preceitos estabelecidos no julgado se circunscrevem aos litigantes para os quais a sentença 'terá força de lei nos limites das questões decididas' (art. 287 do Código de Processo A decisão judicial em dado pleito, portanto, ainda que do Pretório Máximo, não obriga a Administração além do seu exato cumprimento em relação àquele ou àqueles que o suscitaram. Apesar dela, quando chamada a decidir hipóteses iguais, em que outros os interessados, livre será de permitir na orientação adotada, em que pede a opinião contrária do Poder Judiciário. Ante um ou alguns raros julgados, salvo se convencida do acerto, da excelência dos seus fundamentos, a lhe recomendarem adote a orientação judicial, abandonando a que esposaram até então, razão inexistirá para ceder a Administração no sentido que emprestou à lei, passando a perfilhar, ao decidir casos iguais, o que lhe deu o Poder Judiciário. Muito ao contrário, deve insistir no seu ponto de vista, recorrendo, inclusive, aos meios que lhe propiciam as leis para tentar fazê-lo vitorioso nos tribunais. Se, entanto, através de sucessivos julgamentos, uniformes, sem variação de fundo, tomados á unanimidade ou por significativa maioria, expressam os Tribunais a firmeza de seu entendimento relativamente a determinado ponto de direito, recomendável será não renita a Administração, em hipóteses iguais, em manter a sua posição, adversando a jurisprudência solidamente firmada. Teimar a Administração em aberta oposição a norma jurisprudencial firmemente estabelecida, consciente de que seus atos sofrerão reforma, no ponto, por parte do Poder Judiciário, não lhe renderá mérito, mas desprestigio, por sem dúvida. Fazê-lo será alimentar ou acrescer litígios, inutilmente, roubando-se, e à Justiça, tempo utilizável nas tarefas ingentes que lhes cabem como Instrumento da realização do interesse coletivo. 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4-4ktftár: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10280.004516/93-79 ACÓRDÃO N°. : 10413.83 6 • A citada decisão do Supremo Tribunal Federal interpretou, em caráter definitivo, a legislação vigente sobre a matéria de que aqui se trata, de modo que, adotar a decisão antes referida, não caracteriza a extensão dos efeitos da mesma contrários à orientação estabelecida pela administração a que se refere o art. 1° do Decreto n° 73.529/74. Adotar a decisão do STF, significa, apenas, Interpretar a lei na conformidade da interpretação dada pelo mais alto tribunal do País. Quanto aos exercícios financeiros de 1990 a 1992, correspondente, respectivamente, aos períodos-base de 1989 a 1991, por se tratar de tributação decorrente, o julgamento daquele apelo há de se refletir no presente julgado, eis que o fato econômico que causou a tributação é o mesmo e já está consagrado na jurisprudência administrativa que a tributação por decorrência deve ter o mesmo tratamento dispensado ao processo principal em virtude da intima earrelnad eleito. Quanto a exclusão dos juros moratórios, também não prospera os argumentos da recorrente, pois os Juros de mora são devidos inclusive durante o período em que a cobrança do lançamento estiver suspenso, ou seja, são devidos desde o momento do vencimento da obrigação tributária até o seu respectivo pagamento e a adoção de medidas recursais não suspende a sua exigência. Aliás, a incidência de juros moratórtos, Inclusive no período de suspensão da exigibilidade, vai de encontro com as disposições do Código Tributário Nacional. Este conceitua dois momentos da fenomenologia temporal tributária. A obrigação nasce com o fato gerador. Converte-se em crédito pelo lançamento. Após o vencimento do crédito passam a incidir juros moratórios. É esse o sentido do art. 181. Convém, ainda, ressaltar que não cabe a cobrança do encargo da TRD como juros de mora no período relativo ao fevereiro a julho de 1991, pois já é entendimento manso e pacífico da Câmara Superior de Recursos Fiscais que somente cabe a sua exigência a partir do mês de agosto de 1991, conforme o Acórdão n° CSRF/01.1.773, de 17 de outubro de 1994, adotado por unanimidade nesta Quarta Câmara, cuja ementa é a seguinte: 13 cotkimett MINISTÉRIO DA FAZENDA 43,-7Z PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10280004516/93-79 ACÓRDÃO N°. :104-13.836 "VIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA - INCIDÊNCIA DA TRD COMO JUROS DE MORA - Por força do disposto no artigo 101 do CTN e no § 40 do artigo 1° da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, a Taxa Referencial Diária - TRD só poderia ser cobrada, como juros de mora, a partir do mês de agosto de 1991 quando entrou em vigor a Lei n°8.218. Recurso Provido.. Diante do exposto, e por ser de justiça, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência fiscal mantida pela declsáo recorrida: I - as importências lançadas no exercício financeiro de 1989, período-base de 1988; II - o encargo da TRD relativo ao período de fevereiro a Julho de 1991. Sala das Sessões - DF, em 11 de novembro de 1996. •/Verei 14 Page 1 _0050500.PDF Page 1 _0050700.PDF Page 1 _0050900.PDF Page 1 _0051100.PDF Page 1 _0051300.PDF Page 1 _0051500.PDF Page 1 _0051700.PDF Page 1 _0051900.PDF Page 1 _0052100.PDF Page 1 _0052300.PDF Page 1 _0052500.PDF Page 1 _0052700.PDF Page 1 _0052900.PDF Page 1
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RECORRIDA : DRJ EM SÃO PAULO(SP) SESSÃO DE : 28 DE FEVEREIRO DE 1997 ACÓRDÃO N". : 1 0 1 — 9 0 . 7 7 2 FINSOCIAL/FATURAMENTO - TRIBUTAÇÃO REFLEXA - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz é aplicável ao julgamento do processo decorrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NESTLÉ INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Con- tribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. IS°. -e IN—~DRIGUES P' S 1. ENTE 411 KAZ S RE ATOR FORMALIZADO EM: 31 MAR 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMEN- TEL, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL e CELSO ALVES FEITOSA. Ausen- te, justificadamente, a Conselheira SANDRA MARIA FARONI. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10880.029711/92-43 ACÓRDÃO N° : 101-90.772 RECURSO N°. : 06.632 RECORRENTE : NESTLÉ INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA. RELATÓRIO No presente processo a NESTLÉ INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA. inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes sob n° 60.409.075/0001-52, inconformada com a decisão de 10 grau proferida pelo Delegado da Receita Federal de Julgamento em São Paulo(SP), apresenta recurso voluntário objetivando a reforma da decisão recorrida. A exigência se refere a crédito tributário de FINSOCIAL/FATURAMENTO e seus acréscimos legais, cuja incidência sobre o faturamento está prevista no artigo 1°, parágrafo 2° do Decreto-lei n° 1.940/82 e artigo 23, parágrafo 10 do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n° 92.698/86. No recurso, a recorrente reitera os argumentos apresentados no processo matriz sem aduzir quaisquer argument s relacionados com a exigência de Finsocial. É o relatório. .. . ' , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10880.029711/92-43 ACÓRDÃO N° : 101-90.772 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relator O recurso preenche os requisitos legais. No recurso juntado ao presente processo, o contribuinte reporta-se às razões ex- postas no recurso do processo matriz de n° 10880.029710/92-81, cujos argumentos foram apreciados pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Ao recurso interposto no processo matriz, julgado no dia 25 de fevereiro de 1997, em Acórdão n° 1 O 1-9 . 689 , foi dado provimento parcial por este Colegiado para excluir da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica as parcelas de Cz$ 140.537.411,77 e Cz$ 1.718.976.065,14, respectivamente, nos exercícios de 1988 e 1989 e cancelou a incidência da TRD, como juros de mora no período de fevereiro a julho de 1991. Outrossim, a parcela tributável que deu origem a tributação de FINSOCIAL/FATURAMENTO, nos presentes autos de tributação reflexa foi provida na sua totalidade. Assim, de acordo com o princípio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitui prejulgado aplicável ao julgamento do processo de- corrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto. Sala das Sessões 11‘1 ), em 28 de fevereiro de 1997 _ KAZ 11 '; Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Con- tribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário para limitar a alíquota em 0,5% e afastar a incidência da TRD, como juros de mora no período anterior ao mês de agosto de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado --,-:.n, ,-:.-- Ei, ON 17̀ ,P"' I '' á 'i 11 RJGUES PASIDENTE ... ,- KAZUU SHIOB ARA RELATOR FORMALIZADO EM 22 1N-3R 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros' JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL PIMENTEL, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL, SANDRA MARIA FARONI e CELSO ALVES FEITOSA. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° • 10980.015693/92-85 ACÓRDÃO N° 101-90.841 RECITRS O N° • 00 .34.5 RECORRENTE ' ORLANDO BERTOLDI & CIA. LTDA RELATÓRIO No presente processo a empresa ORLANDO BERTOLDI & CIA. LTDA., inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes sob n° 76 538 412/0001-41, inconformada com a decisão de 10 grau proferida pelo Delegado da Receita Federal em Curitiba(PR), apresenta recurso voluntário objetivando a reforma da decisão recorrida. A exigência se refere a crédito tributário de FINSOCIAL/FATURAMENTO e seus acréscimos legais, cuja incidência sobre o faturamento está prevista no artigo 1°, parágrafo 2° do Decreto-lei n° 1.940/82, alterado pelo artigo 22 do Decreto-lei n° 2 397/87, artigo 28 da Lei n° 7.738/89, Instrução Normativa SRF n° 41/89, artigo 1° da Lei n° 8.147, de 28/12/90 e Ato Declamatório (Normativo) CST n° 01/91 No recurso, a recorrente reitera os argumentos apresentados no processo matriz e acrescenta que a aliquota a ser aplicada deve ser de 0,5%, face a decisão da Suprema Corte no RE 150.764-PE e que a TRD - Taxa Referencial Diária só pode ser cobrada a partir de 1° de agosto de 1991 É o relatório /1 ,tI ... ,-, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° . 10980.015693/92-85 ACÓRDÃO N° , 101-90.841 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relator O recurso preenche os requisitos legais. No recurso juntado ao presente processo, o contribuinte reporta-se às razões ex- postas no recurso do processo matriz de n° 10980015689/92-16, cujos argumentos foram apreciados pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes Ao recurso interposto no processo matriz, julgado no dia 2 10 de março de 1997, em Acórdão n° 1 0 1 90 941 , foi dado provimento parcial por este Colegiado para afastar a incidência da TRD, como juros de mora, no período anterior ao mês de agosto de 1991 Quanto a aplicação da alíquota de 0,5%, tem razão a recorrente, porquanto o Supremo Tribunal Federal vem confirmando a alíquota mencionada, inclusive para as pessoas jurídicas prestadoras de serviços. Assim, de acordo com o princípio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitui prejulgado aplicável ao julgamento do processo de- corrente, dada a relação de causa e efeito que vincula um ao outro, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário interposto para limitar a alíquota em 0,5% e excluir a incidência da TRD - Taxa Referencial Diária, no período de fevereiro a julho de 1991 Sala das Sessões ( n F), em 20 de março de 1997 \ 4 r KAZ SISOBARA Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ADELAR MENEGAZZO - ME ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves e José Pereira do Nascimento que proviam o recurso. • LEI A.ASCH RRER LEITÃO PRESIDENTE • • LUI RLOS DE LIMA FRANCA RE • OR FORMALIZADO EM: 1 1 JUL 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, ELIZABETO CARREIRO VARÃO e REMIS ALMEIDA ESTOL. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 11030.002957/95-21 Acórdão n°. : 104-14.766 Recurso n°. : 112.549 Recorrente : ADELAR MENEGAZZO - ME RELATÓRIO A empresa acima identificada impugnou tempestivamente o lançamento formalizado pela Notificação de Lançamento de fls. 01, pela qual lhe é exigido o recolhimento de 500 UFIR's, a título de multa por atraso na entrega da declaração de rendimentos IRPJ/95. O mencionado lançamento baseia-se na aplicação da multa prevista no art. 88, inciso II, da Lei 8.981/95, observado o valor mínimo previsto no parágrafo primeiro, alínea "h" da citada lei, em virtude do Contribuinte ter apresentado sua declaração de Rendimentos, do exercício financeiro de 1995, ano-base de 1994, fora do prazo fixado pela legislação. Em sua impugnação o Contribuinte solicita o cancelamento da notificação de lançamento, alegando em síntese que não haviam formulários disponíveis até o prazo estabelecido para a entrega da referida declaração. Aduz ainda que, em obediência ao princípio da anterioridade, a Lei n° 8.981/95 só seria aplicável a partir do exercício de 1996. Às fls. 16/18 a autoridade de Primeira Instância julgou procedente o lançamento alegando que a falta de entrega de declaração no prazo estipulado em lei, enseja a aplicação da multa de ofício prevista no inciso II, §1°, alínea "b" do artigo 88 da Lei n° 8.981/95. Às fls. 21/22, o Contribuinte tempestivamente interpôs Recurso a este Conselho de Contribuintes alegando as mesmas razões expostas em sua impugnação 2 ccs - MINISTÉRIO DA FAZENDAw ..t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 11030.002957195-21 Acórdão n°. : 104-14.766 Às fls. 26/29, a Procuradoria Seccional relatou o caso e. opinou pela improcedência do Recurso interposto. É o relatório. 3 ccs MINISTÉRIO DA FAZENDA . • tik PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 11030.002957/95-21 Acórdão n°. : 104-14.766 VOTO Conselheiro LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA, Relator O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A argumentação constante da peça recursal do contribuinte não merece respaldo. A partir de janeiro de 1995, encontrava-se em pleno vigor a Lei 8.981, que em seus artigos 87 e 88 prescreve: "Art. 87 - Aplicar-se-ão as microempresas, as penalidades previstas na legislação do imposto de renda para as demais pessoas jurídicas. Art. 88 - A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica: II - à multa de duzentos UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração que não resulte imposto devido." É de se observar que o enquadramento legal dado ao lançamento para a exigência da multa de 500,00 UFIR é o previsto no RIR/94 com as alterações introduzidas pelo artigo 88, incisos I e II, parágrafos 10 e 3°, da Lei 8.891, de modo que a exigência fiscal está plenamente amparada em lei, atendendo assim o prescrito no artigo 112 do Código Tributário Nacional. Desta forma, considerando tudo que no processo existe, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 17 de abril de 1997 LUIZ ' ARLOS DE LIMA FRANCA 4 ccs Page 1 _0044800.PDF Page 1 _0044900.PDF Page 1 _0045000.PDF Page 1
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MINISTÉRIO DA FAZENDA "%IP !kl': PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -;ittrt> PROCESSO N°. : 13683/000.300/94-16 RECURSO N°. : 110.903 MATÉRIA : MULTA - EX. DE 1994 RECORRENTE: MARINHO CONFECÇÕES LTDA. RECORRIDA : DRJ EM JUIZ DE FORA (MG) SESSÃO DE : 10 de julho de 1996 ACÓRDÃO N°. : 104-13.558 MICROEMPRESA - APRESENTAÇÃO INTEMPESTIVA DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - MULTA - Aplicação de penalidade decorre exclusivamente de lei. A apresentação espontânea mas fora do prazo da declaração de rendimentos de microempresa, no exercício de 1994, não dá ensejo à aplicação da multa prevista no artigo 984 do RIR/80. Somente a partir de 10 de janeiro de 1995, por força dos artigos 87 e 88 da Lei n° 8.981, a apresentação extemporânea da declaração de rendimentos de que não resulte imposto devido é passível da multa fixada no inciso II do mencionado artigo 88. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MARINHO CONFECÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. LEILA MARIA SCHE R LEITÃO PRESIDENTE E RELATORA FORMALIZADO EM: 12 JUL 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NELSON MALLMANN, RAIMUNDO SOARES DE CARVALHO, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO e REMIS ALMEIDA ESTOL. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros, ELIZABETO CARREIRO VARÃO e LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA. 4fia. ' • • MINISTÉRIO DA FAZENDA---; •1/4'irr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 136831000.300194-13 ACÓRDÃO N°. : 104-13.558 RECURSO N°. : 110.903 RECORRENTE : MARINHO CONFECÇÕES LTDA. RELATÓRIO Contra a empresa acima identificada foi emitida a Notificação de Lançamento, exigindo-lhe o crédito tributário no valor de 97,50 UFIR, relativo à multa prevista no artigo 984 c/c o artigo 999, inciso II, alínea "a" do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto 1.041, de 1994, em decorrência da apresentação fora do prazo regulamentar da declaração do imposto de renda - pessoa jurídica (Formulário II). Em sua defesa inicial, a contribuinte solicita o cancelamento da notificação de lançamento, alegando, em síntese, que os artigos citados na peça fiscal, não esclarecem se a microempresa, sem excesso de receita, sujeita-se àquela penalidade, tendo a agência da Receita Federal recebido a declaração sem exigir o recolhimento da multa porque a mesma não é devida. A autoridade julgadora de primeira instância mantém o lançamento sob os seguintes fundamentos, em síntese: - por força do artigo 52 da Lei n° 8.541, de 1992, as microempresas devem apresentar, até o último dia útil de abril do ano calendário seguinte, a Declaração Anual Simplificada de Rendimentos e Informações; - a Instrução Normativa SRF n° 105, de 1993, estabelece que as microempresas utilizarão o formulário II e este deverá ser entregue até o dia 31.05.94; - por força do artigo 999, inciso II, alínea "a" c/c o artigo 984 do RIR194, é de se aplicar a multa de 97,50 UFIR às microempresas que apresentarem a declaração fora do prazo fixadho. 2 Ims1 • 61 L • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';eiliti>----; . PROCESSO N°. : 13683/000.300/94-13 ACÓRDÃO N°. : 104-13.558 - pelos dispositivos legais citados é perfeitamente aplicável a multa exigida, visto tratar-se de penalidade imputável pelo descumprimento de prazos fixados; - quanto ao momento do lançamento da multa, tem-se que este foi efetuado tendo em vista o art. 113, §§ 2° e 3° e art. 142, ambos do Código Tributário Nacional que dispõem, respectivamente, sobre a ocorrência das obrigações tributárias acessória e principal, cuja atividade administrativa é "vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Ciente dessa decisão em 31.07.95, recorre o contribuinte a este Primeiro Conselho de Contribuintes, protocolizando sua defesa em 23.08.95. Como razões recursais, a contribuinte, em síntese, afirma que a sua declaração de rendimentos, embora entregue a destempo, foi apresentada espontaneamente, antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, o que o exime da respectiva responsabilidade, nos termos previstos no artigo 138 do Código Tributário Nacional, conforme tem tratado esse l_ Conselho em diversas oportunidades. É o Relatório. 3 lmsl MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 13683/000.300/94-13 ACÓRDÃO N°. : 104-13.558 VOTO CONSELHEIRA LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, RELATORA O recurso é tempestivo. Dele, portanto, conheço. Quanto ao argumento do recorrente em eximir-se da multa aplicável em face do disposto no artigo 138 do Código Tributário, entendo não merecer guarida. O que ali se cogita é a dispensa da multa punitiva, no caso de denúncia espontânea, em relação a obrigação tributária principal, ligada diretamente ao imposto. Este, entretanto, não é o caso dos autos, visto que a multa lhe é exigida em decorrência do descumprimento de obrigação acessória. Não obstante ao fato, há de se analisar a legitimidade do lançamento. Inicialmente, é de se esclarecer que este Conselho de Contribuintes havia firmado o entendimento de que as microempresas não estavam sujeitas à multa pela entrega intempestiva da declaração, ou, ainda, pela falta de sua apresentação, uma vez que, por expressa disposição legal, estava desobrigada do cumprimento de obrigações tributárias acessórias, sendo a entrega da declaração de rendimentos uma delas. Assim, entendeu este Conselho não ser aplicável qualquer multa pela falta da entrega de declaração ou a sua entrega intempestivamente. Entretanto, por força do artigo 52 da Lei n° 8.541, de 1992, as microempresas tornaram-se obrigadas à apresentação da declaração de rendimentos.a,_ 4 Ims1 --tra '• Ir MINISTÉRIO DA FAZENDAawitze't.: 1.),R2-- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 13683/000.300/94-13 ACÓRDÃO N°. : 104-13.558 A partir de 1° de janeiro de 1995, a Lei n° 8.981, através de seus artigos 87 e 88, instituiu, in verbis: "Art. 87. Aplicar-se-ão às microempresas, as mesmas penalidades previstas na legislação do imposto de renda para as demais pessoas jurídicas. Art. 88. A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa fisica ou jurídica: II - à multa de duzentas UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração de que não resulte imposto devido." Vê-se que o enquadramento legal do lançamento para a exigência da multa de 97,50 UFIR é o artigo 999, II, "a" do RIIU94, que dispõe que, nos casos de apresentação da declaração de rendimentos fora do prazo, é de se aplicar a multa prevista no artigo 984 desse mesmo Regulamento. Dispõe o artigo 984 do RIR194, que tem como fulcro legal o artigo 22 do Decreto-lei n°401, de 1968 e o artigo 3°, Ida Lei n°8.383, de 1991, in verbis: "Art. 984 - Estão sujeitas à multa de 97,50 a 292,64 UFIR todas as infrações a este Regulamento sem penalidade específica." Em face das transcrições acima, pode-se chegar às seguintes conclusões: Primeiro, a multa prevista no artigo 984 do RIR/94 só pode ser aplicável quando não houver penalidade especifica para a infração detectada pelo fisco. Segundo, no caso de falta ou entrega intempestiva de declaração, por força legal, a penalidade aplicável é aquela estabelecida na alínea "a" do inciso I do artigo 999 do RIR/94, que assim estatui: "Art. 999 - Serão aplicadas as seguintes penalidades", 5 Ims1 MINISTÉRIO DA FAZENDA •p. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,;CziteXst)> PROCESSO N°. : 136831000.300194-13 ACÓRDÃO N°. : 104-13.558 I - multa de mora: a) de um por cento ao mês ou fração sobre o valor do imposto devido, nos casos de apresentação da declaração de rendimentos ou de sua apresentação fora do prazo fixado, ainda que o imposto tenha sido integralmente pago (Decretos-lei IN 1.967/82, art. 17, e 1.968/82, art. 1°)". (Grifou-se). Terceiro, se o dispositivo legal acima transcrito prevê a aplicação de multa especifica para a entrega intempestiva da declaração de rendimentos, essa é a multa a ser aplicável. Quarto, se no caso de microempresas não há imposto devido na declaração, é óbvio que não há base de cálculo para a multa, Logo, é de se perceber que a multa não há de ser exigida. Quinto, somente a lei pode dispor sobre penalidades (Art. 112 do CTN). Assim, entendo que um dispositivo regulamentar, como é o caso da alínea "a", do inciso II, do artigo 999 do RIR194, não poderia dispor sobre nova hipótese de penalidade. Sexto, somente a partir de 1° de janeiro de 1995, por força dos artigos 87 e 88, II, é que as microempresas estariam sujeitas à penalidade especifica por falta ou atraso na entrega da declaração de rendimentos, ainda que não haja apuração de imposto devido. Em face do exposto, entendo não ser aplicável ao caso a multa exigida no lançamento. Voto, pois, pelo provimento do recurso. Sala das Sessões - DF, em 10 de julho de 1996. .1 r csta LEIA MARIA S HERRER LEITÃO 6 Ims1 Page 1 _0008300.PDF Page 1 _0008500.PDF Page 1 _0008700.PDF Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-17T12:41:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-17T12:41:33Z; Last-Modified: 2009-08-17T12:41:33Z; dcterms:modified: 2009-08-17T12:41:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-17T12:41:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-17T12:41:33Z; meta:save-date: 2009-08-17T12:41:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-17T12:41:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-17T12:41:33Z; created: 2009-08-17T12:41:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-17T12:41:33Z; pdf:charsPerPage: 1262; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-17T12:41:33Z | Conteúdo => MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 10725/000.508/91-33 SessWo de 04 de maio de 1994 ACORDA0 No. 104-11.389 Recurso no: 75.891 - IRPF - EXS: DE 1986 e 1987 Recorrente: ANTONIO CARLOS RIBEIRO CORREIA Recorrida: DRF EM CAMPOS - R3 IRPF - Decorrência - Pelo principio da decor- rência, o resultado do julgamento do proces- so matriz reflete no do processo decorrente, em face da inquestionável relação de causa e efeito existente entre as matérias de fato e de direito que informam os dois procedimen- tos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTONIO CARLOS RIBEIRO CORREIA. ACORDAM os membros da Quarta Cmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do. Sala das Sessffes em 04 de maio de 1994. ~41:7-el LEILA IARIA SCHERRER LEITno - PRESIDEME E RELATORA VISTO EM EDSO :1 DA COSTA - PROCURADOR DA FAZENDA SESSA0 DE: 0 r3 M A I 111 NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Waldyr Pires de Amorim, Paulo Roberto de Castro (Suplen- te Convocado), Evandro Pedro Pinto, Miguel Rendy, Sérgio Murilo Marel- lo (Suplente Convocado) e Carlos Walberto Chaves Rosas. - MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 10725/000.508/91-33 RECURSO No: 75.891 ACORDO No.: 104-11.389 RECORRENTE : ANTONIO CARLOS RIBEIRO CORREIA RELATORIO O contribuinte supra-identificado recorre, a este Conselho, da decisWo da autoridade julgadora de primeiro grau que julgou proce- dente a exigéncia fiscal formalizada no Auto de Infraa de fls. 18. Trata-se de tributaçWo reflexa de outro processo instaurado contra a empresa da qual o contribuinte é sócio, na área do imposto de renda/ pessoa jurídica, protocolizado na repartia local sob o no. 10725/000.502/91-57. Nestes autos, cogita-se da cobrança do imposto de renda - pessoa física, nos exercícios de 1986 e 19e7, em decorrencia de omis- so de receita da pessoa jurídica e que, por força dos arts. 29, pará- grafo 7, 34, IV e 396 e 403 do RIR/80, se presume que o lucro seja distribuído em favor dos sócios ou titular da respectiva empresa. Mantida a tributaa no processo matriz em primeira instãn- cia, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdia, con- forme decisWo de fls. 31/32 írs_ • - MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 10725/000.508/91-33 3. ACORDAI] No.: 101-11.369 Dessa decis'ao o contribuinte fui cientificado em 0 ,1.06.92 e, inconformado, ingressou a fls. 35/37 com a copia do recurso voluntário apresentado no processo principal hntio consta carimbo com a data de recepçao da peça recursal nem despacho indicando a data em que o mesmo j oi juntado aos autos. Como raz.ffes de recurso, o contribuinte se reporta aos Minda- b0e1 mentos apresentados no processo principal. E o relatório. e MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 10725/000.508/91-33 4. ACORD40 No.: 10g-11.389 VOTO Conselheira LEILA MARIA SCHERRER LEITO - Relatara Considerando que não consta no recurso de fls. o carimbo com a data de sua recepçao mas apenas juntou-se cópia do recurso apresen- tado no processo principal e que o mesmo foi considerado tempestivo por ocasião de seu julgamento neste Colegiado, a este, para não preiu- dicar o contribuinte, recebe-o como tempestivo e dele tomo conhecimen- to. Conforme relatado, a tributação obi•to deste processo é de- corrente da exigancia fiscal formalizada na área do IRPd, objeto do processo de no. 10725/000.502/91-57, cujo recurso foi protocolizado neste Conselho sob o no. 103.369. Tratando-se de triOutaçao reflexa, o seu suporto fâtico é o - mesmo que embasou a exigencia procedida no processo principal, não _ comportando, por isso mesmo, uma apreciação desvinculada levada a efeito naquele processo. Isto porque, segundo remansosa iurisprifflancia _ deste Colegiado, o decidido no processo da pessoa Jurídica, quanto a 2 matéria que, por sua natureza ou decorrancia de lei acarrete reflexo na tributaçâo das pessoas físicas, na fonte ou contribui0ess ' Faz coi- sa iulgada nos procossos decorrentes, eis que, houvesse possibilidade de novo pronunciamento sobro os m esmos Jatos, poder-se-iam estabelecer eventuais tontradiforios desaconselháveis sob o ponto de vista social - e 1egal. Gret MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 10725/000.506/91-33 5. ACORDO Na.: 104-11.389 Como o processo principal foi objeto de deliberaçao deste Colegiada em sessao realizada em 16.11.92, no cabe nestes autos rea- brir a discussao em torno da existencia do suporte tático da exigen- cia, uma vez que a matéria lá foi amplamente debatida e examinada na- quela ocasiao. Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de votos, ne- gou provimento ao recurso, como faz certo o Acareia(' de no. 104-10.036, de 18.11.92. Assim, considerando a decisao prolatada no processo princi- pal através do Acórdao supramencionado, observado, ainda, o principio da decorrencia, outra nal-) poderá ser a decisao neste processo. Nesta ordem de juizos, nego provimento ao recurso. . Brasilia - DF, em 04 de maio de 1994. barLica LEILA MARIA SCHERRER LEITO - RELATORA Page 1 _0050700.PDF Page 1 _0050800.PDF Page 1 _0050900.PDF Page 1 _0051000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10840.002274/93-12
Data da sessão: Tue Jan 10 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87737
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Recorrida : DRF EM RIBEIRO PRETO(SP) IRPJ - LUCRO INFLACIONARIO - Se o con tribuinte ofereceu à tributação, no exercício de 1988, o lucro inflacionário que poderia ter sido diferido e inexis- tindo lucro inflacionário nos dois exer- cícios subsequentes, não há que cogitar- se de realização do lucro inflacionário no exercício de 1990. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por SANTA MARIA AGRICOLA LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Camara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provi- mento parcial ao recurso voluntário interposto para excluir da matéria tributável a parcela de Cr$ 8.612.997,00 no exercício de 1990, nos termos do voto do relator. lors Sess'es, em 10 de janeiro de 1995 °11 dt;Yorrfi•tdn .(ç - Presidente , KAZÀ 1 -;.I S . . l' . . * KA 4f,, - Relator :40 . - LUIZ FERNANDO OL k IRA DE MORAES - Procurador da Fazen- da Nacional VISTO EM 24 F..V1Q95 (rjSESSA0 DE: ' L- Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes 'Conselhei ros: Francisco de Assis Miranda, Celso Alves Feitosa, Raul Pimen- tel e Roberto William Gonçalves. Ausentàs júStificadamente os Con- selheiros: Jezer de Oliveira Cândido e Sebastião Rodrigues Cabral. Áj ¡ (1$ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10840.002274/93-12 RECURSO N2: 106.879 ACORDO N2: 101-87.737 RECORRENTE: SANTA MARIA AGRICOLA LTDA. RELATORI O A empresa SANTA MARIA AGRICOLA LTDA. inscrita no Cadas tro Geral de Contribuintes sob 02 50.495.688/0001-04, inconforma- da com a decisão de 12 grau proferida pelo Chefe da Divisão de Tributação, por delegação de competncia do Delegado da Receita Federal em São José do Rio Preto(SP) apresenta recurso voluntá- rio ao Primeiro Conselho de Contribuintes objetivando a reforma da decisão recorrida. A exiTé-ncia tem origem na Notificação de Lançamento de fls. 10/12 através da qual foi apontada a irregularidade que te- ria sido cometido pelo declarante, sintetizada nos seguintes ter- mos: a) custos não dedutíveis de Cr$ 12.613,00, informado a menor no quadro 11 3 item 82, com infração do artigo 387, inciso I do RIR/80; b) lucro inflacionário realizado a menor que o apurado, no montante de Cr$ 8.612.997,00, com infração dos artigos 363 e 387, inciso II do RIR/80, artigos 22 e 23 do Decreto-lei n2 2.341/87, alterados pelo artigo 92 do Decreto-lei n2 2.429/88 e artigos 22 e 23 da Lei n2 7.799/89. A SRLS - Solicitação de Retificação de Lançamento Su- plementar foi indeferida conforme despacho de fl. 04-verso, com fundamento no indef rimento do Pedido de Retificação de Declara- ção de Rendimeritq1s do exercício de 1988, no processo n2 10840.001026/89-51. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10840.002274/93-12 Acórdão n2 10187.737 A impugnação interposta, às fls. 01/02, também foi in- deferida pelo mesmo motivo, de conformidade coma decisão de 12 grau, anexada às fls. 50/51. No recurso voluntário de fls. 56/69, a recorrente rei tera os argumentos já expendidos na impugnação, no sentido de que no exercício de 1990, objeto de lançamento, inexistia lucro in- flacionário diferido que pudesse propiciar realização compulsória do mesmo. Justifica o fato, sob o argumento de que a declaração de rendimentos do exercício de 1988, apresentada, inicialmente em 29.04.88, com lucro inflacionário diferido, foi retificado em 14.06.89, com a realização integral do lucro inflacionário que poderia ter sido diferido. Assim, embora o pedido de declaração de rendimentos te- nha sido indeferido, o lucro foi integralmente oferecido para compor o lucro real e tributado regularmente motivo porque não procede nova exig'é'ncia sobre a mesma base de cálculo já tributa- do. Em reforço a sua tese, cita doutrina predominante sobre a correção do seu procedimento e que não procede o procedimento adotado pelo fisco de que o contribuinte deve pagar e depois pe- dir restituição, se indev - do foi o pagamento. ' É o relatório. .44 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ 10840.002274/93-12 Acórdão n2 101-87,.737 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relator O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissi- bilidade. O Pedido de Retificação da Declaração de Rendimentos do exercício de 1988 foi indeferido e facultada a apresentação do novo pedido, sob o seguinte fundamento: , "A empresa acima identificada solicita reti- ficação de sua declaração de rendimentos do exercício de 1988, ano-base de 1987, com vis- tas a alterar os ítens "Lucro Inflacionário", "Incentivo às Atividades Rurais" e "Correção Monetária do Balanço". No entanto, além deste(s) a interessada alte- rou outros Itens, sem que os mencionasse na sua petição e, principalmente, os justificas- se." Pelo teor do despacho supra, constata-se que o pedido de retificação foi indeferida sem exame do mérito mas sim pela preliminar e, portanto, não houve qualquer manifestação da auto- . ridade administrativa sobre a procedgncia ou não da realização do lucro inflacionário no exercício de 1988. Assim, embora não caiba o reexame do Pedido de Retifi- cação da Declaração de Rendimentos porque o recurso voluntário cabível no referido processo n2 10840.001026/89-51, não foi pro- videnciado pelo contribuinte no prazo legal, tenho convição que relativamente ao exercício de 1990, a matéria pode e deve ser examinado em profundidade. De fato, ainda, no exercício de 1988, na declaração original, o contribuinte declarou no QUADRO 14, ITEM 12 - LUCRO INFLACIONARIO DO PERIODO-BASE - Cr$ 62.565.705,00 correspondente a exclusão do lucro real, face a opção pelo 4DIFERIME TO DO LUCRO INFLACIONARIO e nesta declaração de rendimentos apuouo um lucro 6 real de Cr$ 13.485.643,00 ou 25.785,66 OTN (-ris 18). I) . / 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10840.002274/93-12 Acórdão n2 101-87.737 Por outro lado, na declaração retificadora excluiu o montante de Cr$ 62.565.705,00 a título de LUCRO INFLACIONARIO DO PERIODO-BASE no mesmo QUADRO 14, ITEM 12 e apresentou um lucro real de Cr$ 29.270.463,00 ou 55.967,53 OTN (fl. 26-verso). Não há dúvida, pois, que o lucro inflacionário que po. deria ter sido diferido pelo contribuinte no exercício de 1988, foi tributado integralmente e, portanto, não restava lucro infla- cionário diferido a ser realizado nos exercícios subsequentes. Tanto é verdade que na declaração de rendimentos do exercício de 1989, período-base de 1988 como no exercício de 1990, período-base 1989, não foi apurado lucro inflacionário que pudesse propiciar o diferimento. Assim, tem razão a recorrente porquanto o lançamento suplementar incorre em tributação de uma parcela já tributada e não pode prosperar a exigência. Quanto ao custo indedutivel, a recorrente não traz qualquer argumento aos autos, fato que permite presumir que tenha concordado com o lançamento, vez que trata-se de falta de trans- posição de valores declarados. De todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário para excluir da matéria tributável a parcela de Cr$ 3.612.997,00, no exercício de 1990. Brasília(DF- 10 de janeiro de 1995 VAZ MT. ,Y SHiá, Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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