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Numero do processo: 10380.007329/2003-89
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998
LANÇAMENTO. AUDITORIA INTERNA DE DCTF. PRESSUPOSTO DE FATO. MOTIVO. INEXISTENTE. ALTERAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
Demonstrada pelo contribuinte a inexistência do suporte fático que sustenta o auto de infração, deve-se reconhecer a nulidade do lançamento e determinar-se o seu cancelamento. O órgão julgador não pode aperfeiçoar lançamento, transbordando sua competência, e manter a exigência fiscal por outros fatos e fundamentos, que não aqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes.
Numero da decisão: 3803-000.026
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Terceira Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis e Ivan Allegretti.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998 LANÇAMENTO. AUDITORIA INTERNA DE DCTF. PRESSUPOSTO DE FATO. MOTIVO. INEXISTENTE. ALTERAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Demonstrada pelo contribuinte a inexistência do suporte fático que sustenta o auto de infração, deve-se reconhecer a nulidade do lançamento e determinar-se o seu cancelamento. O órgão julgador não pode aperfeiçoar lançamento, transbordando sua competência, e manter a exigência fiscal por outros fatos e fundamentos, que não aqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis e Ivan Allegretti.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1863; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 119 1 118 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.007329/200389 Recurso nº 140.728 Voluntário Acórdão nº 3803000.026 – 3ª Turma Especial Sessão de 06 de julho de 2009 Matéria PIS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente SANNY CONFECÇÕES FEMININAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998 LANÇAMENTO. AUDITORIA INTERNA DE DCTF. PRESSUPOSTO DE FATO. MOTIVO. INEXISTENTE. ALTERAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Demonstrada pelo contribuinte a inexistência do suporte fático que sustenta o auto de infração, devese reconhecer a nulidade do lançamento e determinar se o seu cancelamento. O órgão julgador não pode aperfeiçoar lançamento, transbordando sua competência, e manter a exigência fiscal por outros fatos e fundamentos, que não aqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Terceira Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern – Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Maurício Fedato, Hélcio Lafetá Reis e Ivan Allegretti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 00 73 29 /2 00 3- 89 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10380.007329/200389 Acórdão n.º 3803000.026 S3TE03 Fl. 120 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0810.110, de 07 de fevereiro de 2007, da DRJFortaleza/CE, fls. 96/100, que, em face da impugnação apresentada, fls. 01/02, julgou o lançamento parcialmente procedente. O lançamento é decorrente de auditoria interna de DCTF. Foram lançados os períodos de apuração: janeiro de 1998, por não ter sido localizada a ação judicial indicada pela Contribuinte; e os meses de abril e maio de 1998, por não terem sido localizados os pagamentos. Em procedimento de revisão a DRF/Fortaleza exonerou do lançamento os débitos dos PAs abril e maio de 1998 por ter localizado os pagamentos indicados na DCTF, restando o débito de janeiro de 1998, no valor de R$ 841,11, com exigibilidade suspensa em razão da liminar deferida na Ação Cautelar nº 96.00279438. Na impugnação, a Autuada aponta para a nulidade do lançamento, eis que a Autoridade Lançadora laborou em desatendimento à decisão judicial na ação acima citada. Em julgamento da lide a DRJ/Fortaleza sustentou a legalidade do lançamento enquanto dever de ofício, e foi lavrado para prevenir a decadência do direito de lançar da Fazenda. Por considerar a superveniência da norma modificadora de procedimento atinente ao lançamento fiscal na presente matéria, veiculada pelo art. 18, da Lei nº 10.833/2003, aplicou a retroatividade benigna para cancelar a multa de ofício, nos termos do art. 106, inciso II, letra “c” do Código Tributário Nacional. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Anocalendário: 1998 Ação Judicial. Prevenção da Decadência. O crédito tributário deve ser constituído pelo lançamento em razão do dever de ofício e da necessidade de serem resguardados os direitos da Fazenda Nacional, prevenindose contra os efeitos da decadência. Multa Vinculada. Retroatividade Benigna. Tendo em conta a nova redação dada pelo art. 25 da Lei 11.051, de 2004, ao art. 18 da Lei 10.833, de 2003, em combinação com o art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN, cancelase a multa de ofício vinculada aplicada. Lançamento Procedente em Parte Cientificada da decisão em 20 de abril de 2007, irresignada, a interessada apresenta recurso voluntário, fls. 106 a 114, em 21 de maio de 2007, por meio do qual afirma que a Administração Tributária não poderia instaurar qualquer procedimento fiscal durante a Fl. 120DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10380.007329/200389 Acórdão n.º 3803000.026 S3TE03 Fl. 121 3 vigência de medida judicial que determinara a suspensão da cobrança do crédito tributário, fundamentando sua queixa no art. 62, do Decreto nº 70.235/721. Após a Ação Cautelar nº 96.00279438, a Contribuinte declara ter impetrado a Ação Ordinária nº 96.00433151, cujo objeto tratou do direito de compensar PIS e COFINS com pagamentos a maior de PIS efetuados sob a regência do DecretosLeis nº 2.445 e 2.449/88. Ao fim, requer a total insubsistência do auto de infração. É o relatório. 1 Art. 62. Durante a vigência de medida judicial que determinar a suspensão da cobrança, do tributo não será instaurado procedimento fiscal contra o sujeito passivo favorecido pela decisão, relativamente, à matéria sobre que versar a ordem de suspensão. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo, e preenche as demais condições de admissibilidade, portanto, dele conheço. O que se controverte nestes autos é a exigência de PIS do mês de janeiro de 1998, no valor de R$ 841,66. No auto de infração a descrição dos fatos é feita de forma genérica, indicando apenas e exclusivamente a ocorrência de “Proc jud não comprovad”. Isso expressa que o auto de infração foi lavrado em virtude de acreditar a fiscalização que o referido processo judicial, nº 96.00279438, não existia. Ocorre que a petição e a sentença no processo judicial, peças processuais apresentadas pela Contribuinte por ocasião da impugnação, demonstram que tal processo existia (fl. 16/88). A existência da ação foi reconhecida pelo órgão julgador de primeira instância, conforme os seus termos: Dos elementos acostados aos autos, verificase que o contribuinte ajuizou Ação Cautelar, Processo n° 96.279438, e tem por objeto à compensação de créditos do PIS, decorrentes de pagamentos indevidos efetuados de acordo com os Decretos lei n° 2.445 e 2.449/88, com o próprio PIS e a Cofins, conforme se infere pelo teor da Sentença n° 1271/98 de fls. 18/23. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10380.007329/200389 Acórdão n.º 3803000.026 S3TE03 Fl. 122 4 A liminar no bojo da citada ação determinava à União que se abstivesse “de exigir, direta ou indiretamente, tãosomente a contribuição do PIS e do COFINS até o limite do crédito da requerente, nos moldes do pedido.” Na planilha de créditos que instruiu a ação principal o valor apurado, R$ 296.546,95, zera com a compensação do débito de janeiro de 1998, correspondente ao valor exigido no presente auto de infração, fl. 03. O mapa de compensação elaborado pela Contribuinte e que subsidiou a Ação Cautelar Inominada nº 96.00279438, à fl. 5, esgota o valor de 296.546,85 UFIRs nos débitos de PIS e COFINS a partir de fevereiro de 1995 culminando com os débitos do mês de janeiro de 1998, alcançando o valor sob exigência no presente auto de infração, R$ 841,66. Este valor de crédito, de 296.546,85 UFIRs foi requerido e deferido na liminar e na ação principal, contendo a sentença a determinação para que a Fazenda se abstivesse de exigir débitos de PIS até esse limite. O auto de infração arrimase singularmente na inexistência do processo judicial indicado pela Contribuinte na DCTF, e após demonstrada a existência do processo, o Colegiado a quo suscitou outro motivo de fato e de direito para sustentar a manutenção da exigência, configurandose a sua invalidade, pois o motivo que lhe deu causa na verdade não subsiste. De acordo com a teoria dos motivos determinantes, o ato administrativo deve estar forçosamente vinculado aos fatos concretos apurados e aos fundamentos legais que lhe dão suporte. Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso para cancelar o lançamento por falta do amparo fático que o sustenta. Sala das sessões, 06 de julho de 2009 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 122DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 20/08/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13896.903432/2008-44
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004
PER/DCOMP. IDENTIFICAÇÃO EQUIVOCADA DO CRÉDITO COMPENSADO. NÃO APERFEIÇOAMENTO DA COMPENSAÇÃO.
A declaração do sujeito passivo - denominada PER/Dcomp - veicula a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Sem a identificação do crédito e dos débitos compensados, não se aperfeiçoa o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3802-001.956
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, [Tabela de Resultados]
(assinado digitalmente)
REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 PER/DCOMP. IDENTIFICAÇÃO EQUIVOCADA DO CRÉDITO COMPENSADO. NÃO APERFEIÇOAMENTO DA COMPENSAÇÃO. A declaração do sujeito passivo - denominada PER/Dcomp - veicula a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Sem a identificação do crédito e dos débitos compensados, não se aperfeiçoa o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, [Tabela de Resultados] (assinado digitalmente) REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 PER/DCOMP. IDENTIFICAÇÃO EQUIVOCADA DO CRÉDITO COMPENSADO. NÃO APERFEIÇOAMENTO DA COMPENSAÇÃO. A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp veicula a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Sem a identificação do crédito e dos débitos compensados, não se aperfeiçoa o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, [Tabela de Resultados] (assinado digitalmente) REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 34 32 /2 00 8- 44 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 48): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), com indicação equivocada do Darf (Documento de Arrecadção de Receitas Federais) materializor o pagamento indevido. No julgamento da manifestação de inconformidade, por sua vez, a DRJ entendeu que o ônus da demonstração da liquidez e da certeza do direito de crédito seria do sujeito passivo e que não havia nos autos prova suficiente nesse sentido. O sujeito passivo, nas razões recursais de fls. 58 e ss., alega que que, embora tenha retificado a declaração, cometeu novo equívoco no PER/Dcomp retificadora, indicando data de arrecadação (15/03/2004, ao invés de 15/09/2004) e valor do crédito inicial equivocados (de R$ 3.410,30, quando o correto seria R$ 3.911,64). Sustenta que este lapso não pode afastar o direito à repetição do indébito, porque a verdade material deve prevalecer sobre a verdade formal. Cita jurisprudência do Carf e requer, ao final, o provimento do recurso. É o Relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 14/12/2011 (fls. 54), interpondo recurso tempestivo em 28/12/2011 (fls. 55). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. Inicialmente, cumpre destacar que a Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, promoveu a unificação do regime de compensação, extinguindo as compensações realizadas na Dctf, na escrituração contábil e a condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Tais modalidades foram substituídas pela autocompensação, que ao Fl. 88DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13896.903432/200844 Acórdão n.º 3802001.956 S3TE02 Fl. 88 3 lado da compensação deofício e ressaltadas as contribuições para a seguridade social compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do Fgts e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, a extinção do crédito tributário ocorre por iniciativa do sujeito passivo, mediante entrega de declaração contendo informações relativas aos créditos e aos débitos compensados, que, por sua vez, fica sujeita à posterior homologação pela autoridade competente no prazo de até cinco anos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp revestese de especial importância no mundo jurídico, porquanto representa a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Tratase, consoante destaca Paulo de Barros Carvalho, do veículo introdutor da norma individual e concreta que positiva o fato jurídico extintivo: “O fato extintivo da compensação será positivado por norma individual e concreta que promova o encontro das relações, extinguindoas no quantum em que se equivalerem. Os sujeitos habilitados a expedir a norma individual e concreta da compensação, formalizando o mencionado ‘encontro de contas’, são a autoridade administrativa e a autoridade judiciária. Há hipóteses em que a lei autoriza ao próprio particular a efetivação da compensação tributária. Esta, todavia, somente é utilizada quando o ato do particular for homologado pela Administração, de maneira tácita ou expressa. Dito de outro modo, o aplicarse da norma de compensação gera a extinção do crédito tributário e do débito do Fisco. Mas, para que esta se concretize, necessário o relato em linguagem competente não apenas das relações que se pretende compensar, mas também do fato da compensação. Apenas se descrito no antecedente de norma individual e concreta irradiará os efeitos previstos no consequente normativo, operandose extinção dos vínculos obrigacionais.” (CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2008, p. 480481). Fl. 89DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Em razão disso, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, a PER/Dcomp pressupõe a correta identificação do crédito e dos respectivos débitos compensados. Do contrário, não há como se aperfeiçoar juridicamente o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Nesse sentido, destacase o seguinte julgado da Turma: “[...] PER/DCOMP. NÃO IDENTIFICAÇÃO DO CRÉDITO COMPENSADO. NÃO APERFEIÇOAMENTO DA COMPENSAÇÃO. A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp veicula a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Sem a identificação do crédito e dos débitos compensados, não se aperfeiçoa o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido.”(Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.339. Rel. Solon Sehn. S. 27/09/2012). No presente feito, notase que o sujeito passivo, em duas oportunidades, indicou inadequadamente a origem do direito de crédito, sendo a última por ocasião da transmissão do PER/Dcomp retificadora. Nesta, por sua vez, foram indicadas a data de arrecadação do Darf (15/03/2004, ao invés de 15/09/2004) e valor do crédito inicial equivocados (de R$ 3.410,30, quando o correto seria R$ 3.911,64). Houve, portanto, equívoco na identificação do direito de crédito, fato que inviabiliza o aperfeiçoamento do encontro de contas pretendido pelo Recorrente, uma vez que nem a manifestação de inconformidade nem o recurso voluntário têm efeito retificador. Votase, assim, pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 90DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 13899.002172/2002-72
Data da sessão: Mon Apr 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1994
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL.
A ausência de intimação, cientificando o contribuinte do lançamento, constitui-se em vício material tornando inaplicável o inciso II do art. 173 do CTN.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.653
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Francisco Assis de Oliveira Júnior
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Numero do processo: 13808.007062/97-69
Data da sessão: Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/11/1991 a 31/12/1991
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Omissão Demonstrada a omissão no enfrentamento dos pontos sob re os quais se alicerçou o acórdão, impõe-se o suprimento da falha, Inteligência do art. 65, caput e §§, do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Piscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 2009.
LIMITES
Apesar de, regra geral, não ser possível conferir efeitos modificativos aos embargos, forçoso e admitir que, excepcionalmente, o suprimento da omisssão interfira no conteúdo da decisão.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/11/1991 a 31/12/1991
EINSOCIAL. LANÇAMENTO. DECADÊNCIA.
A decretação da inconstitucionalidade dos arts, 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 1991, impõe a aplicação do regime decadencial do Código Tributário Nacional, fixado, conforme o caso, de acordo com o art. 150, §4º ou 173, I, conforme se verifique ou não a antecipação de pagamento e a prestação de informação a serem homologados. Sem a presença desses dois requisitos, a regra a ser aplicada é a do art. 173, I.
Embargos Acolhidos
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3102-00.730
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar os embargos de declaração e sanear a omissão do Acórdão 3201-00.203, de 18 de junho de 2009. No mérito, por maioria de votos, deu-se parcial provimento ao recurso voluntário pata reconhecer a decad8ncia relativamente ao mês 11/1991. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Games e Helder Massaaki Kanamaru, que declaravam a decadência integralmente. Ausente, justificadarnente, a Conselheira Nanci Gama, que foi substituída pelo Conselheiro Helder Massaaki Kanamaru.
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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Processo n° Recurso n° Acórdão n° Sessão de Matéria Embargante Interessado MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO 13808.007062/97-69 140.952 Embargos 3102-09.730 — P Câmara / 20 Turma Ordinária 26 de agosto de 2010 Finsocial - Falta de Recolheimento FAZENDA NACIONAL SEMP TOSHIBA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/1991 a 31/12/1991 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Omissão Demonstrada a omissão no enfrentamento dos pontos sob re os quais se alicerçou o acórdão, impõe-se o suprimento da falha, Inteligência do art. 65, caput e §§, do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Piscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 2009. LIMITES Apesar de, regra geral, não ser possível conferir efeitos modificativos aos embargos, forçoso e admitir que, excepcionalmente, o suprimento da omisssão interfira no conteúdo da decisão. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/1991 a 31/12/1991 EINSOCIAL. LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. A decretação da inconstitucionalidade dos arts, 45 e 46 da Lei n° 8,212, de 1991, impõe a aplicação do regime decadencial do Código Tributário Nacional, fixado, conforme o caso, de acordo com o art. 150, § ou 17.3, I, conforme se verifique ou não a antecipação de pagamento e a prestação de informação a serem homologados. Sem a presença desses dois requisitos, a regra a ser aplicada d a do art, 173, I. Embargos Acolhidos Recurso Voluntário Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Asinndo digitalMente wn 07/10/2010 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Autentioado digitalmente em 00/I 00010 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASIRO Emitido cn'n 30/12000 Wt) MinistOrio da Fazwdo DF CARY Nil' Fl 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar os embargos de declaração e sanear a omissão do Acórdão 3201-00.203, de 18 de junho de 2009. No mérito, por maioria de votos, deu-se parcial provimento ao recurso voluntário pata reconhecer a decad8ncia relativamente ao mês 11/1991. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Games e Helder Massaaki Kanamaru, que declaravam a decadência integralmente. Ausente, justificadarnente, a Conselheira Nanci Gama, que foi substituida pelo Conselheiro Helder Massaaki Kanamaru, Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Jose. Fernandes do Nascimento, Ricardo Paulo Rosa, Beatriz Verissimo de Sena, Luciano Pontes de Maya Gomes, Nanci Gama, Helder Massaaki Kanamaru e Luis Marcelo Guerra de Castro. RelatOrio Cuidam-se de embargos de declaração tempestivamente manejados contra o Acórdão 3201-00.203, de 18 de junho de 2009, em cuja ementa se le: ASSUNTO.. OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/11/1991 a 31/03/1992 Decadência Finsocial Súmula Vinculante n° 8, Aplicação. Conforme manifèstação do Pr etória Excelso, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8212/1991 encontram-se maculados de incorzstitucionalidade Como consequência, há que se aplicar, quando da contagem do prazo a'ecadencial, os arts. 150, §" 40 ou 173 doCTN, conforme o caso. Nesse novo contexto, se o lançamento foi concluído após decorridos mais de 5(cinco) anos do pagamento ou do 1' ano do exercício seguinte ao que poderia ser lançado, fatalmente, foi o mesmo realizado quando já extinto o direito a sua realização. RECURSO VOLUNTÁRIO PROV1D0 Aduz o D. Representante da Fazenda Nacional que o acórdão embargado omisso, na medida em que afasta a aplicação da regra decadencial insculpida no att. 45 da Lei n° 8.212, de 1991, face A sua exclusão do Ordenamento Jurídico pela Súmula Vinculante n° 8, determina a aplicação das regras do CTN, mas não identifica se o prazo decadencial deveria considerar o comando do parágrafo 4 0 do art. 150, ou o inciso Ido art. 173 deste diploma. Segundo sustenta, a omissão dessa definição impede a apresentação do competente recurso especial de divergência, cm face da decretação da decadência do direito de lançar o Finsocial correspondente à competência 12/1991. A5$illodo digitalinenle cm 07/1012010 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Aulentwado digitnfirkome em 011i .1012010 poi LUIS MAÍ7CEL O G1JF2I1A DE CAS 1140 2 Emiliclo on 30/12/2010 pelo MititroFazoildn 1 -.)17 c. ARV ME 11 3 Processo if 13808.007062/97-69 S3-C1T2 Acórclfto n,* 3102-00.730 pi 2 Sustenta, nesse diapasão, que, se aplicada a regra do art. 173, I, a decadência somente se operaria em 31/12/1998: como o pagamento daquela competência somente deveria ocorrer em janeiro de 1992 e não foi efetuada qualquer antecipação, a contagem do prazo decadencial somente se iniciara em 01/01/1993. o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Preliminarmente Razão assiste à embargarite, o acórdão recorrido foi omisso, pois deixou de analisar os efeitos da ausência de recolhimento na competência 12/1991 e, o que mais grave, não considerou a data de vencimento da exação. Ou seja, apesar de alertar, na respectiva ementa, que, conforme o caso, a decadência deve ser calculada segundo a regra do art. 150, § 4° ou 173, I do CTN, equivocadamente, não enfrentou os pressupostos que fariam aplicar cada um dos dispositivos. De se aplicar, a hipótese, o comando do art. 65, caput e §§, do Anexo II do Regimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 2009, que diz: Artigo 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. § 1 0 Os embargos de declaração poderão ser interpostos por conselheiro da turma, pelo Procurador da Fazenda Nacional, pelos Delegados de Julgamento, pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou pelo recorrente, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Câmara, no prazo de 5 (cinco) dias contado da ciéncia do acórdão. Acolho, portanto, os embargos de declaração para sanear a omissão Mérito Como já restou explicitado, para efeito do reconhecimento da decadência do direito de lançar relativo à competência 11/1991, fixar se houve ou não recolhimento parcial do tributo, bem assim, a data em que deveria ocorrer o recolhimento da exação não faria qualquer diferença para julgamento do mérito. Assinado dignahnonlo on 07i1 012010 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Aolooucado dig ■ lalmeole ern 001 1012010 poi 1.1.11S MARCI-la GUERRA DE CAS1 RO 3 om 30!12,1 2010 polo MinistOrio i Fazonclo c ARF •l, 4 Com efeito, nos termos do art. 2°, IV, "a", da Lei n° 8.218, de 1991 1 , o Finsocial relativo aos fatos geradores ocorridos a partir de agosto de 1991 deveria ser recolhido ate o quinto dia útil do mês subsequente, ou seja, ate 06/12/1991. Nessa esteira, se considerados 5 anos ininterruptos a partir do dia 30/11/1991, pela aplicação do art. 150, § 4°, do CTN, operar-se-ia a decadência em 30/11/1996. Já se considerado o mesmo intervalo de tempo, só que contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte, pela aplicação do art. 173, I do mesmo código, o direito de lançar encontrar-se-ia fulminado em 31/1211996. Sendo certo que o lançamento alvo do litígio somente se aperfeiçoou em 19/12/1997 2, efetivamente, qualquer que fosse o dispositivo considerado, face A. inconstitucionalidade dos arts, 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 1991, fulminado está o lançamento na fiação relativa à competência 11/1991. Ocorre que, de fato, tal raciocínio não pode ser replicado com relação competência 12/1991, que deveria ter sido recolhida ate 06/01/1992 e que, efetivamente, não foi alvo de qualquer recolhimento. Neste caso, se aplicada a regra do art. 173, 1 3, o prazo decadencial só começaria a fluir em 1° de janeiro de 1993 e somente se encerraria em 31 de dezembro de 1997. Já se considerado o comando do art. 150, § 4 04, teria inicio em 31/12/1996 e se encerraria em 31/12/1996, data significativamente anterior A do lançamento. Enfrentando tal discussão, não vejo como aplicar, no presente litígio, o cornando do art. 150, § 4', eis que não se verificam quaisquer das circunstâncias exigidas par a a homologação ali prevista: a antecipação do pagamento ou a apresentação de declaração acerca desses fatos geradores. Aliás, a própria recorrente admite a inaplicabilidade, no presente processo, do pre-falado art. 150, § 4 0, confira-se trecho do recurso voluntário A fl. 07: Embora a contribuição sujeite-se a homologação do fisco e o artigo 150 refira-se ao regime de lançamento por homologação, tal tributa não foi pago antecipadamente e, portanto, não houve homologação, I Art. 2° - Em relação aos fatos geradores que vierem a ocorrer a partir do primeiro dia do mês de agosto de 1991, as pagamentos dos tributos e contribuiç5es relacionados a seguir deverão ser efetuados nos seguintes prazos: IV - ContribuictSes para o FINSOCIAL, o P1S-PASEP e sobre o Açúcar e o Álcool: a) até o quinto dia útil do mês subseqiiente ao de ocorrência dos fatos geradores, ressalvado o disposto na alínea seguinte; ' Termo de ciência à II, 13 3 Art. 173, 0 direito de a Fazenda Pública constituir o credito tributário extingue-se após 5 (cinco) anus, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; 4 Art, 150, 0 lançamento por homologaçao, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a hoinologa. ( • .) § 4° Se a lei não fixer prazo a homologação, sera ele de cinco anos, a canter da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o credito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. At->sinride cligitalmente em 0711012010 per LUIS MARCELO GUERRA OE CASTRO Atlenocado digitalmente em 061101, 2010 pas LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 Emitida cm 30112/2010 pate Moisterio da Fazapdo Di CARL- MIL 1:1, 5 Processo n° 13808.007062/97-69 S3-C112 AcOrdao n..° 3102-00.730 Fl. 3 sabido que quando no há pagamento antecipado, não ha lançamento a ser homologado pelo fisco. O presente lançamento passa a ser de oficio e, por esta raztio, aplica-se apenas o artigo 173, inciso .4 do CTN. Não se pode esquecer, finalmente, que tal raciocínio está alinhado com o assentado pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do REsp 973733/SC, sujeito ao regime do art. 543-C, do Código de Processo Civil, 3-Conclusão Ante ao exposto, voto no sentido de acolher os embargos de declaração, para suprir a omissão do acórdão embargado e, uma vez suprida essa omissão, atribuir-lhes efeitos infringentes, para reformar o o acórdão 3201-00.203, de 18 de junho de 2009. Por conta de tal reforma, ao invés de dar integral provimento ao recurso para reconhecer a decadência das competências 11/1991 e 12/1991, reconhecer decaído exclusivamente o direito de lançar relativo à competência 11/1991 e, consequentemente, declarar higido o lançamento no que se refere à competência 12/1991. Sala das Sessaes, em 26 de agosto de 2010 Luis Marcelo Guerra de Castro Assinado digitalmente cm 07/1012010 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Autenticado digitalmente eui 06;10/3010 poi LUIS MARCH..0 GUERRA DE CAS11.20 Emitido oni 3W12/2010 polo Minizderio da Fazonrin MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção 1 4 Camara Processo 13808A)07062/97-69 Interessado(a) : SEMP TOSHIBA TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3 0 do art. 81 anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto ao CARF, a tomar ciência do Despacho. Brasilia, 18 de janeiro de 2011. Chefe da.TOneira Câmara da Terceira Seção Ciente, corn a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador(a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 10215.000609/90-19
Data da sessão: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS FATURAMENTO DECORRENCIA - Tratando-se de
lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo
matriz é aplicável ao julgamento do processo
decorrente, dada a relação de causa e efeito que
vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-29.754
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para ajustar a exigência ao decidido no processo principal, através do acórdão N° 102-27.882, de 17/02/93, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Julio Cesar Gomes da Silva
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Numero do processo: 10675.004851/2004-84
Data da sessão: Thu Mar 26 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Data do fato gerador: 19/03/1969
COMPENSAÇÃO. TÍTULOS ELETROBRÁS. SÚMULA Nº 6 DA 3ª TURMA DA CSRF.
Não compete à Secretaria da Receita Federal promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários, devendo a Terceira Seção, nos casos que versem sobre esta matéria, aplicar a súmula n° 6 da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3102-000.062
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, aplicando-se a súmula n° 6 do Terceiro Conselho de Contribuintes.
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 19/03/1969 COMPENSAÇÃO. TÍTULOS ELETROBRÁS. SÚMULA Nº 6 DA 3ª TURMA DA CSRF. Não compete à Secretaria da Receita Federal promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários, devendo a Terceira Seção, nos casos que versem sobre esta matéria, aplicar a súmula n° 6 da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso voluntário negado.
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Recorrida DRJ-JUIZ DE FORA/MG ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 19/03/1969 COMPENSAÇÃO. TÍTULOS ELETROBRÁS. SÚMULA N" 6 DA 3 a TURMA DA CSRF. Não compete à Secretaria da Receita Federal promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários, devendo a Terceira Seção, nos casos que versem sobre esta matéria, aplicar a súmula n° 6 da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da l CÂMARA / 2* TURMA ORDINÁRIA da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, aplicando-se a súmula n° 6 do Terceiro Conselho de Contribuintes. RCI CCErtTRA-JANO D'AMORIM PLesidente h I \ CM,CL-avq^, AsuAn,' • MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA Relator Processo n° 10675.004851/2004-84 S3-C 1 T2 Acórdão n.° 3102-00.062 Fl. 297 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Judith do Amaral Marcondes Armando, Beatriz Veríssimo de Sena, Ricardo Paulo Rosa e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. 2 Processo n° 10675.004851/2004-84 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.062 Fl. 298 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o presente processo do pedido de restituição (ft 01) de R$ 117.236,54, cujo direito creditório seria relativo a título emitido pela Eletrobrás, no âmbito do Empréstimo Compulsório sobre Energia Elétrica instituído pela Lei 4.156, de 1962. A DRF (fls. 214/219), após transcrição de trechos de acórdão proferido na DRJ/Curitiba, conclui que a Secretaria da Receita Federal não tem competência para apreciação de pedidos de restituição de Empréstimo Compulsório da Eletrobrás com tributo e contribuição sob sua administração, por falta de previsão legal. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, às fis. 224/253, na qual alega, em síntese, que: essa deverá ser recebida em seu duplo efeito (devolutivo e suspensivo), sendo suspensa a exigibilidade do suposto crédito tributário, nos moldes do art. 151, III, do CTN c/c art. 17, § 11, da Lei 10.833/2003; a responsabilização solidária da União está expressa no § 3 0 do art. 4' da Lei 4.156/62, fundamento que se confirma pela natureza tributária das obrigações em questão, sendo que é responsabilidade da Receita Federal a cobrança de tributos e contribuições federais. Cita o art. 275 do CCB e 125 do CT1V; empréstimo compulsório tem natureza tributária, conforme pacífica doutrina e jurisprudência. Disserta sobre o tema; o Si'] entende ser vintenária a prescrição que tem início vinte anos após a aquisição compulsória das obrigações emitidas (prazo para resgate). Após esse prazo inicia-se a contagem do prazo prescricional, que também é de 20 anos, implicando na consumação da prescrição transcorrido o lapso temporal de 40 anos contados da aquisição compulsória das obrigações (data de sua emissão); o crédito solicitado é suficiente para atender aos pedidos de compensação efetuados e amparados na legislação civil, como se verifica no artigo 368 e 369 da Lei I 0.426/2002.Destaca o art. 37 da CF; as DCOMP apresentadas seguem regulamentação contida na IN SRF 323/2003; o Conselho de Contribuintes, no acórdão 202-10883, já determinou sua competência para o julgamento de empréstimo compulsório; o entendimento da autoridade administrativa está em desacordo com a IN SRF 210/2002, art. 13. Nesse dispositivo cita-se arrecadação mediante Darf, criado somente em 1996. A IN SRF 3 Processo n°10675.004851/200444 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.062 Fl. 299 323/2003 vem mais uma vez validar o procedimento efetuado autorizando a compensação com os referidos créditos. A quitação de créditos tributários não se faz unicamente pela via da moeda vigente (art. 3 0 do CTA), sendo razoável a presunção de que qualquer título representativo de dinheiro possa quitar o tributo, ainda mais com crédito de origem tributária como o empréstimo compulsório; o art. 156 do C77V c/c arts 73 e 74 da Lei 9430/1996 e art. I° e parágrafo único do Decreto 2.138/1997 trazem a admissão de restituição ou ressarcimento ao contribuinte para fins de quitação de pagamentos de tributos e contribuições federais. O legislador admitiu a utilização de créditos do contribuinte para fins de compensar débitos vencidos e vincendos sem exigir que decorressem de pagamento efetuado a maior ou indevidamente. Cita posicionamento de juíza da l a Vara Federal de São Paulo. A compensação tem lastro em pelo menos cinco fundamentos insertos em nossa constituição: Cidadania, justiça, isonomia, propriedade e moralidade; a União Federal e a Eletrobrás vêm praticando reiteradamente compensações, acertos contábeis e societários (MP 2181- 45/2001 e Ata de Assembléia Geral das Centrais Elétricas/I988). Portanto, a certeza e liquidez do crédito é reconhecida pela União que aceitou aumento de capital social da Eletrobrás, mediante conversão do referido empréstimo compulsório. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 19/03/1969 Restituição. Título Emitido pela Eletrobrás. Competência. A Secretaria da Receita Federal não tem competência para apreciar pedido de restituição estribado em título emitido pela Eletrobrás. Embora a relação jurídica constituída quando da exigência de empréstimo compulsório seja Tributária, a relação advinda de sua devolução não o é. Solicitação indeferida. O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental. Tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n°41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 4 Processo n° 10675.004851/2004-84 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.062 Fl. 300 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator Entendo que o recurso é tempestivo e atende aos requisitos legais. A matéria debatida no presente recurso é bastante conhecida por este Colegiado e está atualmente sumulada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, através da Súmula n° 6 do antigo Conselho de Contribuintes: Súmula 3°CC n° 6 - Não compete à Secretaria da Receita Federal promover a restituição de obrigações da Eletrobrás nem sua compensação com débitos tributários. Sendo as súmulas da Terceira Turma da CSRF de observação obrigatória a este Conselho e versando o mérito deste recurso sobre a admissibilidade de compensação de tributos federais devidos com obrigações da Eletrobrás, VOTO, por conhecer do recurso para negar-lhe provimento, aplicando ao caso o teor da Súmula n° 6 acima transcrita. Sala das Sessões, DF, 26 de março de 2009. 9..4rt"..""r. C3r3 • MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA 5 Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1
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Numero do processo: 13656.000214/90-80
Data da sessão: Tue Aug 22 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL FATURAMENTO - 1987/1968
DECORRÊNCIA
Tratando-se de lançamento reflexivo, a
decisão proferida no processo matriz se
aplica ao julgamento do processo decorrente,
dada a intima relação de causa e efeito que
vincula um ao outro.
Numero da decisão: 102-30.078
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Ursula Hansen
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Ví)stcm , telatado4 e cUis aui.do4 o4 ionuenteA autm de necun6 íntetpo-to pot TOGNI S/A MATERIAIS RE FRATÃRI OS. ACORDAM cps Mernbtm da Segunda Camata cio Pilíme-Lito Con/selho de Cowtfulbuínte pot unanímídade de voto4, negan piwvímento ao tecutso. Sala daé. , 22 de agmto de 1995. \ WALDEVM Á V.S D OLIVEIRA - VI CE-PRESIDENTE , U UL - RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA PROCURADOR DA FAZENDA NACI ONAL . SESSÃO DE: 2 .2 SET 1995 Pcultíctipatarn, aixdct, do pite)sente julgamento, o 4eguívite)s Con6elheíno4: Joú: ikeveÁ , Mcvd.a Clé-2,La de Andtade Fígueedo, _TaLLo Ce;scvz. Gorne)s da Sílva e J04E Cateo3 Pads4ue.eio. a ! MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02 PROCESSO a 13656/000.214/90-80 RECURSO n. 80.459 ACORDA° n. 102-30. 0 7 8 RECORRENTE TOON! S/A MATERIAIS REFRATÁRIOS RELATÓRIO Versa o presente processo do Auto de Infração de fls. 04 e anexos, lavrado contra TOGNI S/A MATERIAIS REFRTÁRIOS, CGC n. 23.637.093/0001-65, jtirisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Varginha, MG, formalizando a exigência de FINSOCIAL Faturamento, relativa aos exercícios de 1987 e 1988, no valor de 494,14 BINF e correspondentes gravames legais. O lançamento, com base no parágr. primeiro do art. 1 o. do Decreto Lei 1940/82 e artigos 16,.80 e 83 do Regulamento do FINSOCIAL, e artigo 28 da Lei 7738/89, decorreu de procedimento de fiscalização sendo apuradas irregularidades - omissão de receita operacional, ocasionando insuficiência na determinação da base de cálculo da Contribuição, e lançado Imposto do Renda - Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no processo 13656/000.209/90-40. Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte apresentou, em 17/10/90, sua impugnação de fls. 05, com os anexos de fls. 6/102, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz, e quitando parcialmente o débito. Reaberto o prazo faze à retificação do cálculo, é apresentada nova impugnação de fls. 107/119. A decisão de primeira instância, de número 115/91, foi proferida às fls. 132/135, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado parcialmente procedente. Ciente da decisão singular em 06/04/91 (fls.137), a contribuinte interpôs recurso voluntário em 02/05/91, reiterando, em suas Razões, anexadas às fls. 138/146 e anexos de fls. 147/155, os argumentos formulados na fase impugnatória.. O recurso é lido integralmente em Plenário. É o relatély7 2 , 1 , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CON1R1BUINTES 03 PROCESSO n. 13656/000.214/90-80 ACÕRDÃO n. 102- 30.078 VOTO Conselheira Ursula Hansen - Relatora Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A exigência fiscal constante deste processo é decorrente da que foi apurada no processo matriz de n. 13656/000.209/90-40. I Considerando que o recurso referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ao ser apreciado por esta Câmara em sessão realizada em 07 de julho de 1993, foi julgado improcedente, conforme faz certo o Acórdão n. 102-28.341; Considerando que, nas Razões de recurso voluntário acostadas aos presentes autos, a Recorrente revela seu reconhecinento de que a exigência fiscal decorre daquela formalizada no processo principal, não tendo apresentado qualquer nova razão ou prova que infirmasse o acerto da decisão proferida; Considerando o princípio adotado neste Conselho de Contribuintes, de que o decidido no processo matriz constitue relação de causa e efeito que vincula um ao outro; Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. BRASÍLIA-g) , 22 de ago4 to de 1995. 1-URSULA i - - Relatora 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 18471.000764/2004-56
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Exercício: 2000, 2001
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SUSPENSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECORRÊNCIA. PROVIMENTO NO PROCESSO MATRIZ. DECISÃO APLICÁVEL NOS PROCESSOS DECORRENTES.
Tratando-se de auto de infração lavrado como decorrência de suspensão de imunidade tributária, a cujo recurso foi dado provimento, mantendo-se incólume a referida imunidade, cancela-se o lançamento de crédito tributário constituído em decorrência do ato de cassação de imunidade.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9101-001.634
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Especial do Procurador.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente Substituto
(Assinado digitalmente)
Marcos Vinícius Barros Ottoni Redator Ad Hoc - Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres Presidente (Substituto), Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Jorge Celso Freire da Silva, Suzy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado), Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima. Ausentes, justificadamente os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Valmar Fonseca de Menezes e Valrair Sandri.
Nome do relator: JOSE RICARDO DA SILVA
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SUSPENSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. DECORRÊNCIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SOCIEDADE BRASILEIRA DE EDUCACAO E OUTROS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Exercício: 2000, 2001 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SUSPENSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. DECORRÊNCIA. PROVIMENTO NO PROCESSO MATRIZ. DECISÃO APLICÁVEL NOS PROCESSOS DECORRENTES. Tratandose de auto de infração lavrado como decorrência de suspensão de imunidade tributária, a cujo recurso foi dado provimento, mantendose incólume a referida imunidade, cancelase o lançamento de crédito tributário constituído em decorrência do ato de cassação de imunidade. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Especial do Procurador. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (Assinado digitalmente) Marcos Vinícius Barros Ottoni – Redator Ad Hoc Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres Presidente (Substituto), Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Jorge Celso Freire da Silva, Suzy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado), Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), José AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 07 64 /2 00 4- 56 Fl. 413DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 3 2 Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima. Ausentes, justificadamente os Conselheiros Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Valmar Fonseca de Menezes e Valrair Sandri. Relatório Cientificada da decisão de Segunda Instância, em 12/08/2009 (fls. 350), a Fazenda Nacional, por seu procurador, legalmente habilitado, junto a Turma Julgadora, apresenta, tempestivamente, em 12/08/2009, seu Recurso Especial (fls. 353/363), para a 1ª Turma de Julgamento da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pleiteando a reforma da decisão proferida pela então Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, através do Acórdão nº 10323.068, de 14/06/2007 (fls. 330/338) cuja decisão, por maioria votos, deu provimento recurso, suscitado através do recurso voluntário interposto, em 22/09/2006, pela contribuinte Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social ANEAS (fls. 330/338). O pleito da Fazenda Nacional busca amparo no então art. 7º, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 2007 (Recurso Especial privativo do Procurador), combinado com o art. 4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações introduzidas pelas Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010. Consta dos autos, que contra a contribuinte, Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social ANEAS, foi lavrado, em 03/08/2004, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fiscalização no Rio de Janeiro RJ, o Auto de Infração de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) (fls. 07/12), com ciência pessoal, em 05/08/2004 (fls. 07) exigindose o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 14.331.693,55, a título de contribuição, acrescidos dos juros de mora de, no mínimo, de 1% ao mês, calculados sobre o valor da contribuição, referente aos exercícios de 2000 e 2001, correspondentes aos anoscalendário de 1999 e 2000, respectivamente. Observando, que não houve lançamento da multa de ofício em razão da exigibilidade suspensa por força de Medida Liminar concedida nos autos do processo nº 2003510101700650 da Sétima Vara Federal do Rio de Janeiro RJ. A exigência fiscal em exame teve origem em procedimentos de fiscalização externa, onde a autoridade fiscal lançadora constatou diferença, apurada entre o valor escriturado e o declarado/pago de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Infração capitulada no art. 19 da Lei nº 9.249, de 1995; art. 10 da Lei n° 9.316, de 1996; art. 28 da Lei n° 9.430, de 1996; e art. 6° da Medida Provisória n° 1.858, de 1999 e suas reedições. O AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil responsável pela constituição do crédito tributário lançado esclarece, através do próprio Auto de Infração, datado de 03/08/2004 (fls. 07/12), as irregularidades apuradas. Observase, que a presente autuação foi lavrada como decorrência dos mesmos fatos que implicaram na exigência do IRPJ formalizada nos autos do processo n° 18471.000765/200409. Em resumo, as infrações apuradas são: Fl. 414DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 4 3 1 Omissão de receita decorrente da não contabilização de valores recebidos a título de aluguel que teriam sido equivocadamente apropriados pela empresa intermediária da negociação a título de corretagem. 2 Omissão de receita concernente ao valor das benfeitorias realizadas pela locatária no imóvel locado que deveriam ser apropriadas como receita de alugueis, tendo em vista que o dispêndio com a realização das benfeitorias implicou em correspondente isenção do pagamento da locação. 3 Glosa de despesas com doações, apropriadas sem respeitar o limite legal de 2% do lucro operacional. 4 Dedução indevida a título de Assistência Educacional, por ausência de previsão legal, dos valores correspondentes às bolsas de estudos concedidas e às bolsas de estudo pagas em dinheiro. 5 Falta de adição ao lucro líquido, para efeito de apuração da CSLL nos anoscalendário de 1999 e 2000, de valores relacionados no LALUR que não foram originalmente adicionados pelo fato da entidade apresentar DIPJ na condição de isenta. 6 Também pelo fato de apresentar DIPJ na condição de isenta, a instituição não recolheu a CSLL incidente sobre o resultado operacional apurado como decorrência da suspensão da isenção tributária nos anoscalendário de 1999 e 2000. Impugnado, tempestivamente, o lançamento, em 03/09/2004 (fls. 34/116), instruído pelos documentos de fls. 117/230 e após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante a 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ I, em 17/08/2006, decide julgar procedente em parte o lançamento, mantendo parcialmente o crédito tributário lançado (fls. 263/277), lastreado, em síntese, nos seguintes argumentos básicos: que suspensa a imunidade tributária pela autoridade competente, a instituição é inserida na regra geral de tributação das pessoas jurídicas, sujeitas aos tributos e contribuições sociais, devendo ter todo o seu resultado tributado dentro de uma das modalidades previstas na legislação, bem como, a dedução das despesas autorizadas pela legislação fiscal na apuração do resultado tributável; que a utilização de informações das DIPJ elaboradas com base no lucro real apresentadas pela Interessada quando da ação fiscal, é meio legítimo para que se conclua com segurança e certeza quanto à efetiva ocorrência ou não do fato gerador, bem como, da exatidão da base de cálculo do IRPJ e da CSLL; que decorrendo o lançamento da CSLL de infração constatada na autuação do IRPJ, e reconhecida a procedência do lançamento deste, procede também o lançamento daquela, em virtude da relação de causa e efeito que os une. Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 24/08/2006, conforme Termo constante às fls. 279/280, e com ela não se conformando, a contribuinte interpôs, tempestivamente, em 22/09/2006, o seu Recurso Voluntário (fls. 281/305), instruído pelos documentos de fls. 306/324, o qual, ao ser apreciado pela então Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, através do Acórdão nº 10323.068, de 14/06/2007 (fls. 330/338), Fl. 415DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 5 4 acordaram os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário em decorrência com o decidido no Acórdão n° 10323.066, de 14/06/2007, vencidos os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto (Relator) e Aloysio José Percinio da Silva que votaram pelo enfrentamento do mérito, conforme se verifica em sua ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Tratandose de auto de infração lavrado como decorrência de quebra de imunidade tributária, a cujo recurso foi dado provimento, mantendose incólume a referida imunidade, cancelase o lançamento. Cientificada, formalmente, da decisão de Segunda Instância, em 09/10/2007, conforme Termo constante às fls. 339, a Fazenda Nacional interpôs, de forma tempestiva (17/10/2007), Embargos de Declaração (fls. 341/343), amparado no art. 57 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 1998, que foram rejeitados pelo presidente da Câmara, através do Despacho nº 12000.272/2009, de 06/08/2009 (fls. 350), ciente, em 12/08/2009, a Fazenda Nacional interpõe o seu Recurso Especial (fls. 353/363), com amparo no art. 7º, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 2007 combinado com o art. 4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações introduzidas pelas Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas seguintes considerações: que, preliminarmente, convém ressaltar que o presente recurso voltase contra acórdão cuja sessão de julgamento ocorreu em 14/06/2007. Dessa forma, aplicase o art. 4º0 do RICARF, aprovado pela Portaria n o 256/09 (Art. 4º Os recursos com base no inciso I do.art. 713 e do art. 90 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25 de junho de 2007, interpostos em face de acórdãos proferidos nas sessões de julgamento ocorridas em data anterior à vigência do Anexo II desta Portaria, serão processados de acordo com o rito previsto nos arts. 15 e 16 e nos arts. 43 e 44 daquele Regimento), permitindose a fundamentação recursal com base na violação à lei e/ou às provas dos autos; que é preciso esclarecer, inicialmente, que a decisão proferida no Acórdão n o 103 23.066 foi no sentido de, pelo voto de qualidade, afastar a suspensão de imunidade havia sido perpetrada em desfavor do contribuinte. Ocorre, entretanto, que a referida decisão não transitou em julgado na esfera administrativa. Com efeito, conforme extrato de andamento processual em anexo, bem como de acordo com registros internos desta Procuradoria, a referida decisão foi objeto de Recurso Especial, assinado pela Procuradora da Fazenda Dra. Leila Barreiro Prado, protocolizado em 01/11/2007; que, dessa forma, com o devido respeito, é deveras precipitada a decisão do presente processo que, fundamentandose unicamente em decisão passível de reforma, afasta determinado lançamento tributário; que, dessa forma, o presente recurso merece ser acolhido, sob pena de, reformada a decisão quanto à suspensão de isenção (proc. 18471.000221/200277), não ser mais possível o lançamento fiscal decorrente, em clara ofensa à ampla defesa e ao contraditório, aplicáveis, da mesma forma, à Fazenda Nacional; Fl. 416DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 6 5 que de acordo com o art. 7º, I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, caberá, privativamente ao Procurador da Fazenda Nacional, recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, de "decisão não unânime da Câmara, quando for contrária à lei ou à evidência da prova". O voto condutor do aresto não foi acompanhado pela unanimidade da e. Câmara aquo; que urge salientar que a autuação é decorrência direta da tributação do IRPJ, tal como vislumbrado pelo d. Relator Leonardo de Andrade Couto (fls. 335), razão pela qual a insurgência recursal nos autos do processo n o 18471.000765/200409 também se aplicam ao presente caso; que, dessa forma, é preciso observar que a Fiscalização glosou despesas com doações feitas nos anos de 1999 e 2000, em virtude das mesmas terem excedido o limite de 2% do lucro operacional previsto na legislação do IRPJ, conforme demonstrado às fls.102 e consolidado às fls. 86 do processo no 18471.000765/200409, assim como se depreende das fls. 15/16 dos presentes autos; que é de se notar, que a Contribuinte Recorrida não contestou os valores referentes às doações realizadas. Tendo contestado tãosomente o cálculo; que no demonstrativo de cálculos do auto de infração às fls.86 do processo nº 18471.000765/200409 (fls. 13/16 do presente processo), constatase que, apesar de o valor referente à letra "C" corresponder à aplicação do percentual de 2% sobre o Lucro Operacional, (letra "B"), a Fiscalização calculou corretamente o excesso de doação, uma vez que, o "Excesso", (letra "D"), para os dois anos calendários foi calculado aplicandose o percentual de 2% sobre a soma do Total das doações, (letra "A"), com o Lucro Operacional, (letra "B"). Registrese que o demonstrativo da Contribuinte Recorrida de fls.68, tem o mesmo resultado do demonstrativo do auto de infração no que se refere ao excesso de doações. Portanto, não houve violação, pela Fiscalização, ao citado dispositivo; que, como demonstrado, o não acolhimento do presente recurso implica grave ofensa à ampla defesa e ao contraditório assegurados, sem dúvidas, à Fazenda Nacional, na medida em que a decisão ora atacada acolheu as pretensões da Contribuinte Recorrida utilizandose de decisão (Acórdão 10323.066) não transitada em julgado na esfera administrativa. Após o Exame de Admissibilidade do Recurso Especial da Fazenda Nacional o Presidente da 2ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais exarou o Despacho nº 12000.432/2009, de 01/12/2009 (fls. 365/366), dando seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, por satisfazer aos pressupostos regimentais. Ciente, em 30/12/2009 (fls. 369/370), nos termos regimentais, do Acórdão recorrido e do Despacho de Exame de Admissibilidade, a contribuinte apresenta, em 03/02/2010, de forma intempestiva, as suas contrarrazões (fls. 371/385), baseado, em síntese, nas seguintes considerações: que cabe ressaltar que pontos levantados pela Fazenda Nacional foram superados no acórdão recorrido, pois foram pontos em que a questão foi decidida de forma favorável à entidade, de modo que devem ser desconsiderados tais argumentos da Fl. 417DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 7 6 Procuradoria, tendo em vista que o fundamento utilizado para o Recurso permite apenas a discussão de matéria que foi objeto de divergência em votação não unânime; que a Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social — ANEAS é instituição de educação e assistência social sem fins lucrativos, declarada de utilidade Pública Federal pelo Decreto n. 892, publicado no DOU em 13.04.1962, com validade garantida por certidão expedida pelo Ministério da Justiça. Possui também registro e certificado do Conselho Nacional de Assistência Social, declaração de Utilidade Pública Estadual, Utilidade Pública Municipal, certificados dos Conselhos Municipais de Assistência Social, fornecidos pelos diversos Municípios onde sua presença é referendada por suas filiais e outros títulos, fls. 195 a 202; que a Fiscalização autuou a falta de adição ao lucro liquido nos anos de 1999 e 2000 de valores relacionados no LALUR. Conforme a d. Procuradoria, teria agido corretamente a Fiscalização ao utilizar os valores referentes à soma de adições do LALUR, reproduzidos na DIPJ, como base para o lançamento do IRPJ; que, ademais foi lançado também o valor correspondente ao lucro operacional escriturado, mas não declarado, nos anos de 1999 e 2000, uma vez que a Contribuinte Recorrida no período de 1998 a 2000 apresentou DIPJ como isenta; que com relação a ambas as alegações acima, devem ficar pendentes de análise, pois estão totalmente vinculadas ao fato de a Recorrida ter a suspensão de imunidade/isenção confirmada ou não. Confirmandose a condição de entidade beneficente de assistência social da Recorrida, não há que se falar em tributação do lucro da entidade. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Vinícius Barros Ottoni, Redator Ad Hoc Designado Em face da necessidade de formalização da decisão proferida nos presentes autos, de competência da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais e, tendo em vista que o Conselheiro José Ricardo da Silva, relator do processo, não mais integra o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, este Conselheiro foi designado Redator Ad Hoc pelo Presidente da 1ª Turma da CSRF, nos termos do item III, do art. 17, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 (RICARF). Depreendese do relatado, que a Fazenda Nacional ingressou com Recurso Especial de Divergência, com amparo no art. 7º, inciso I, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 2007 (Recurso Especial Privativo do Procurador) e que, atualmente, esta previsão foi excluído do Regimento, conforme pode ser observado nos arts. 64, II e 67, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, com as alterações introduzidas pelas Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 8 7 Tendo a Fazenda Nacional tomado ciência do decisório recorrido em 12/08/2009 (fls. 350) e protocolizado o presente apelo em 12/08/2009 (fls. 353/363), isto é, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, evidenciase a tempestividade do mesmo nos termos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Da análise dos autos verificase que, após o Exame de Admissibilidade do Recurso Especial da Fazenda Nacional o presidente da 2ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais exarou o Despacho nº 12000.432/2009, de 01/12/2009 (fls. 365/366), dando seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, por satisfazer aos pressupostos regimentais. É de se observar que a Fazenda Nacional cumpriu com os requisitos previstos na legislação de regência da época em que foi prolatada a decisão recorrida para interpor Recurso Especial do Procurador, conforme previsto no então art. 7º, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovada pela Portaria MF nº 147, de 2007, já que a decisão da câmara recorrida não foi unânime e demonstrou que a decisão conflita, em tese, com o contido no artigo 365 do RIR de 1999 e as seguintes provas constantes nos autos: demonstrativo excesso de doações (fls. 16), representação fiscal — não comprovação de doações (fls. 116 do Processo 18471.000765/200409), Lalur 1999 e 2000 (fls. 17 e 18) e as declarações retificadoras (fls. 06 a 80 do Processo 18471.000765/200409). Tendo em vista que a presente autuação é decorrência direta da suspensão de imunidade tributária, cujo recurso foi julgado procedente, nos autos do processo n° 18471.000221/200277, o presente lançamento, tornouse insubsistente, haja vista que a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais decidiu, tãosomente, restabelecer a suspensão da imunidade tributário relativo ao anocalendário de 1998 e manter incólume a imunidade tributária da recorrente relativo aos anoscalendário de 1997, 1999 e 2000. É de se ressaltar que o processo nº 18471.000221/200277 envolve a contestação ao Ato Declaratório n° 05G, de 13 de maio de 2003 de lavra do Senhor Delegado da Defic/RIO, pelo qual essa autoridade suspendeu o beneficio da isenção tributária para a interessada, concernente ao IRPJ para os anoscalendário 1997, 1998, 1999 e 2000. Digno de destaque que, nos presentes autos, a discussão envolve Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativa aos anoscalendário de 1999 e 2000. Na Sessão de Julgamento de 08 de novembro de 2010, acordaram os membros da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, não conhecer a preliminar suscitada pelo relator, vencido o Conselheiro Valmir Sandri (Relator). Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Susy Gomes Hoffmann, no mérito, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso da Fazenda Nacional, para restabelecer a suspensão da imunidade relativa ao ano calendário de 1998, determinando o retorno dos autos à câmara de origem para apreciação do mérito das autuações fiscais, consubstanciado no Acórdão nº 9101000.702, com as seguintes ementas: IRPJ SUSPENSÃO DE IMUNIDADE ADI N° 1802 E N° 4021 SUSPENSÃO DO ARTIGO 14 DA LEI N° 9.532/97 NÃO EXTENSÃO AO ARTIGO 32 DA LEI N° 9430/96. Não se pode considerar suspenso o artigo 32 da Lei no 9.430/96, tãosomente pela suspensão liminar da vigência do artigo 14 da Lei no 9.532/97, cujo texto se refere aquele. Primeiro porque a suspensão deste dispositivo somente se deu por não subsistir sem Fl. 419DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 9 8 os demais dispositivos sobrestados, no âmbito da ADI 1820. E segundo porque já existe ADI especifica questionando o artigo 32 da Lei n° 9430/96, cuja medida cautelar ainda não foi analisada, e em relação a qual não se reconheceu conexão com a ADI 1802. IMUNIDADE TRIBUTARIA PROCEDIMENTO DE SUSPENSÃO Restando preservado o objetivo maior da exigência quanto à exatidão da escrituração, qual seja, possibilitar ao Fisco o conhecimento da integralidade das operações realizadas pela instituição, pequenos erros materiais na escrituração não desnaturam o direito ao gozo da imunidade. Para efeitos de gozo da imunidade, a jurisprudência atual não aceita restrições à fonte de recursos da instituição. A prova do desvio na aplicação de recursos da instituição a justificar a suspensão de sua imunidade tributária, deve ser evidente e cabal, eis que pequenas irregularidades formais, não são capazes de desnaturar a sua condição. DOAÇÕES 1998 Verificado o descumprimento de condição necessária fruição do beneficio da imunidade tributária, procedente se torna a suspensão do beneficio. Diante desta decisão, verificase que para o presente processo, a Câmara Superior de Recursos Fiscais houve por bem restabelecer a imunidade tributária do contribuinte, relativa aos anoscalendário de 1997, 1999 e 2000. Ora, em observância ao princípio da decorrência e a relação de causa e efeito existente entre o suporte fático em ambos os processos, o julgamento daquele apelo principal, ou seja, o processo de Suspensão da Imunidade Tributária (processo nº 28471.000221/200277) deve, a princípio, se refletir no presente julgado, eis que o fato jurídico que causou a tributação por decorrência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é o mesmo. Outrossim, já está consagrado na jurisprudência administrativa que a tributação decorrente/reflexa deve ter o mesmo tratamento dispensado ao processo principal em virtude da íntima correlação de causa e efeito. Considerando que, no presente caso, a autuada conseguiu elidir a totalidade das irregularidades apuradas para os anoscalendário de 1999 e 2000, mantendo a sua imunidade tributária, devese excluir o presente lançamento, uma vez que ambas as exigências quer a formalizada no processo principal quer as dele originadas (lançamentos decorrentes) repousam sobre o mesmo suporte jurídico tributário. Nestas condições, conheço do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional e, no mérito, voto no sentido de negarlhe provimento. (Assinado digitalmente) Marcos Vinícius Barros Ottoni Fl. 420DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI Processo nº 18471.000764/200456 Acórdão n.º 9101001.634 CSRFT1 Fl. 10 9 Fl. 421DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, Assinado digitalmente em 1 1/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por MARCOS VINICIUS BARR OS OTTONI
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Numero do processo: 11516.000323/2003-61
Data da sessão: Wed Apr 07 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2001
IRPJ. SALDO NEGATIVO.
Os recolhimentos mensais em bases estimadas efetuadas pela empresa optante do regime de tributação do lucro real anual, bem assim o imposto de renda retido por fontes pagadoras (IRRF), caracterizam meras antecipações do tributo devido no final do período de competência e, tomadas isoladamente, são inservíveis para eventual compensação tributária que não na composição do próprio IRPJ do período. Em regra, o reconhecimento de direito creditório a título de saldo negativo de IRRI reclama efetividade no pagamento das antecipações calculadas por estimativa, a apresentação do comprovante de retenção do IRRF emitido pela fonte pagadora, a comprovação da oferta à tributação da receita que ensejou a retenção e, ainda, a apresentação dos elementos indicadores dos resultados contábil e fiscal (balanço patrimonial, demonstrativo de resultado do exercício - DRE e o Livro de Apuração do Lucro Real - Lalur), de sorte a aferir a plena identidade entre estes e o teor informado na Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIN). Na ausência do comprovante de retenção do IRRF faz-lhe as vezes os registros constantes do banco de dados da Receita Federal, extraídos da Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora.
NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2001
DCOMP. RETIFICAÇÃO DO DÉBITO APÓS DECISÃO QUE NEGOU HOMOLOGAÇÃO À COMPENSAÇÃO.
A manifestação de inconformidade contra a decisão da autoridade fiscal que não homologa a compensação declarada pelo sujeito passivo, ou mesmo o recurso voluntário que fustiga decisão de primeiro grau que manteve o entendimento não-homologatório, não constituem meios adequados para veicular a retificação do débito indicado na Declaração de Compensação.
Numero da decisão: 1102-000.174
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório no valor de R$75348,47, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: José Sergio Gomes
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2001 IRPJ. SALDO NEGATIVO. Os recolhimentos mensais em bases estimadas efetuadas pela empresa optante do regime de tributação do lucro real anual, bem assim o imposto de renda retido por fontes pagadoras (IRRF), caracterizam meras antecipações do tributo devido no final do período de competência e, tomadas isoladamente, são inservíveis para eventual compensação tributária que não na composição do próprio IRPJ do período. Em regra, o reconhecimento de direito creditório a título de saldo negativo de IRRI reclama efetividade no pagamento das antecipações calculadas por estimativa, a apresentação do comprovante de retenção do IRRF emitido pela fonte pagadora, a comprovação da oferta à tributação da receita que ensejou a retenção e, ainda, a apresentação dos elementos indicadores dos resultados contábil e fiscal (balanço patrimonial, demonstrativo de resultado do exercício - DRE e o Livro de Apuração do Lucro Real - Lalur), de sorte a aferir a plena identidade entre estes e o teor informado na Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIN). Na ausência do comprovante de retenção do IRRF faz-lhe as vezes os registros constantes do banco de dados da Receita Federal, extraídos da Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora. NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2001 DCOMP. RETIFICAÇÃO DO DÉBITO APÓS DECISÃO QUE NEGOU HOMOLOGAÇÃO À COMPENSAÇÃO. A manifestação de inconformidade contra a decisão da autoridade fiscal que não homologa a compensação declarada pelo sujeito passivo, ou mesmo o recurso voluntário que fustiga decisão de primeiro grau que manteve o entendimento não-homologatório, não constituem meios adequados para veicular a retificação do débito indicado na Declaração de Compensação.
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JULGAMENTO Processo n" 11516,00032.3/2003-61 Recurso n" 165.024 Voluntário Acórdão n° 1102-00.174 — i a Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 07 de abril de 2010 Matéria Saldo negativo de IRPJ - compensação Recorrente Santinvest S/A Santa Catarina Empreendimentos e Participações, Recorrida •3" Turma da DRJ em Florianópolis ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2001 IRP.I. SALDO NEGATIVO.. Os recolhimentos mensais em bases estimadas efetuadas pela empresa optante do regime de tributação do lucro real anual, bem assim o imposto de renda retido por fontes pagadoras (IRRF), caracterizam meras antecipações do tributo devido no final do período de competência e, tomadas isoladamente, são inservíveis para eventual compensação tributária que não na composição do próprio IRPJ do período. Em regra, o reconhecimento de direito creditório a título de saldo negativo de IRRI reclama efetividade no pagamento das antecipações calculadas por estimativa, a apresentação do comprovante de retenção do IRRF emitido pela fonte pagadora, a comprovação da oferta à tributação da receita que ensejou a retenção e, ainda, a apresentação dos elementos indicadores dos resultados contábil e fiscal (balanço patrimonial, demonstrativo de resultado do exercício - DRE e o Livro de Apuração do Lucro Real - Lalur), de sorte a aferir a plena identidade entre estes e o teor informado na Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIN). Na ausência do comprovante de retenção do IRRF faz-lhe as vezes os registros constantes do banco de dados da Receita Federal, extraídos da Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) apresentada pela fonte pagadora. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2001 DCOMP, RETIFICAÇÃO DO DÉBITO APÓS DECISÃO QUE NEGOU HOMOLOGAÇÃO À COMPENSAÇÃO, \ A manifestação de inconformidade contra a decisão da autoridade fiscal que ' não homologa a compensação declarada pelo sujeito passivo, ou mesmo o recurso voluntário que fustiga decisão de primeiro grau que manteve o , i entendimento não-homologatório, não constituem meios adequados para veicular a retificação do débito indicado na Declaração de Compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos,dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório no valor de R$75348,47, nos termos do relatório e voto ue integram o presente julgado .. ,,,,, Iftli -IVE i i • A UIAOESSOA MONTEIRO - Presidente. (lii JOSÉ ' ÉRGI e -0 ES - Relator. EDITADO EM: n11 7 JUL ?MO Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), João Carlos de Lima Júnior (Vice-Presidente), José Sérgio Gomes, Silvana Rescigno Guerra Barreto, João Otávio Opperman Thomé e Manoel Mota Fonseca. , , ,, 1 , I 2 , Processo n" 11516.000323/2003-61 S1-C1T2 Acórdão n " 1102-00.174 Fl 456 Relatório Em foco recurso voluntário contra a decisão da 3" Turma de Julgamento da DRJ em Florianópolis/SC que negou provimento à solicitação de reforma do despacho decisório do Chefe da Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em Florianópolis/SC que, por sua vez, indeferiu a compensação de apontado indébito fiscal de imposto de renda retido na fonte (IRRF), afeto a juros sobre o capital próprio, ocorrente em dezembro de 2001, com débitos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRP1) concernentes ao ajuste do ano- calendário de 2002. A declaração de compensação (Deomp), protocolada em 12/02/2003 e emendada em 14/09/2004, fls. 01/02 e 27, se fez acompanhada de cópia do estatuto social, recibo da declaração de rendimentos do ano-calendário de 2001 e dos recolhimentos (Documentos de Arrecadação de Receitas Federais-DARF) efetuados por Santinvest S/A Crédito, Financiamento e Investimentos e Santinvest S/A Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Analisando-a, a Delegacia da Receita Federal em Florianópolis/SC inicialmente registrou que o imposto de renda retido na fonte constitui antecipação do devido na declaração de rendimentos do período de apuração trimestral ou anual, segundo a opção do contribuinte, na forma de saldo negativo do imposto e, após, decidiu não homologar a compensação declarada sob o seguinte pressuposto: Segundo ir?formação no sistema IRPJ, o contribuinte incluiu os rendimentos que originaram as retenções antes citadas na apuração anual do IRPI com base no lucro real, compensando o IRRF respectivo (fls. 29/30), (negrito acrescido) Inconformada, a contribuinte ingressou com manifestação de inconformidade onde argüiu, em síntese, que os débitos indicados na compensação são indevidos e que ocorrera erro no preenchimento da Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIPJ), motivo pelo qual procedeu a sua retificação, bem como, das DIP.Js dos anos-calendário de 1999, 2000, 2002 e 2003. Ao final, requereu o reconhecimento dessas retificações, bem como, a declaração de inexistência dos débitos cobrados. Aquela 3" Turma de Julgamento admitiu o inconformismo e concluiu pela improcedência das razões da contribuinte ao fundamento de que originariamente a razão do pleito se prendia ao IRRF incidente sobre juros relativos ao capital próprio, ao passo que a inconformidade se relaciona a valores resultantes da retificação das DIRI dos últimos cinco anos-calendário alterando, assim, os valores e a causa de pedir, com isso produzindo uma outra Dcomp, não submetida à apreciação da autoridade administrativa competente Consignou, também, que os artigos 55 e seguintes da Instrução Normativa SRF n° 460, de 18 de outubro de 2004, preconizam que a Dcomp somente poderá ser retificada pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. Ciente do decisório em 30 de novembro de 2007, fi. 80, a contribuinte apresentou em .21 do mês seguinte o recurso voluntário de fls. 85/96 alegando que o débito do IRPJ informado na Dcomp não existe, eis que extinto diante das retificações das DIPJs dos \ 3 anos-calendário de 1999 a 2002, sendo certo que a retificação da declaração independe de autorização da autoridade administrativa, consoante previsto no artigo 1° da Instrução Normativa SRF n" 166/99, salvo se iniciado procedimento fiscal ou pretender-se alterar o regime de tributação anteriormente adotado. Também diz que o débito da CSLL informado na Dcomp foi originariamente indicado com código de receita n" 2484, atinente a estimativa mensal, mas que percebeu o equívoco e apresentou declaração retificadora alterando para o código 6773, condizente ao ajuste anual, sendo que a Receita Federal entendeu como um novo pedido, ou uma nova Dcomp, até o momento ainda não a analisou. Já em 28/10/2004 também retificou sua declaração de imposto de renda, fazendo agora constar na apuração anual os valores de 'RIU não informados até essa data, o que gerou saldo negativo de IRPI suficiente para compensar o débito em questão. \\ \ Ao final, requereu a homologação total das compensações.\ '1/4 . É o relatório, em apertada síntese. 4 Processo n" 11516.000323/2003-61 SI-cru Acórdão o " 1102-00.174 F1 457 Voto Conselheiro Relator JOSÉ SÉRGIO GOMES - Relator Observo a legitimidade processual e o aviamento do recurso no trintídio legal. Assim sendo, dele tomo conhecimento. Cediço que a regra de apuração do IRPJ com base no lucro real deva se dar nos trimestres civis do ano calendário mediante o levantamento de balanços patrimoniais e elaboração de demonstrativos de resultados nos dias .31 de março, 30 de junho, .30 de setembro e .31 de dezembro, consoante dispõe o artigo 220 do Regulamento do Imposto de Renda — RIR, aprovado pelo Decreto ri' .3,000, de 26 de março de 1999. Há, também, a alternativa dada pelos artigos 222 e 223 do RIR199 para que o tributo seja apurado anualmente, em balanço patrimonial levantado em 31 de dezembro, cujo exercício se dá com pagamentos mensais calculados sobre base de cálculo estimada, isto é, determinados mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, sendo certo que em determinados tipos de atividade econômica dito percentual poderá ser de um inteiro e seis décimos por cento; dezesseis por cento ou trinta e dois por cento. Apurado o imposto devido no trimestre ou no ano, mediante o levantamento do balanço patrimonial, permite-se deduzir, entre outros elementos, as antecipações efetuadas, quais sejam, as parcelas do imposto de renda retido por fontes pagadoras de rendimentos e as estimativas, estas no caso de empresas optantes pelo lucro real anual. Acaso a somatória dessas quantias ultrapassar o valor do tributo devido estará exteriorizada a figura do saldo de imposto a ser compensado (RIR, art. 231), também chamado de saldo negativo de IRPJ, este sim passível de restituição ou compensação com o próprio IRPJ ou outros tributos e sobre o qual incidirão juros à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados entre o mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1')/0 relativamente ao mês em que for restituído ou em que foi entregue a declaração de compensação. Inversamente, é dizer, em sendo o valor das antecipações inferior ao do tributo apurado no balanço, afigura-se o saldo de imposto a pagar. Bem se vê, portanto, ser inapropriado falar em repetição de imposto de renda retido na fonte e/ou de estimativas. Nada obstante, eventuais pleitos desse quilate não podem ser indeferidos, pura e simplesmente, em razão do equívoco na formulação, e sim tratados sob a ótica de saldo negativo de IRPJ, fruto da contraposição das antecipações que se pretendeu repetir com o imposto de renda apurado no final do período de apuração. No caso dos autos a autoridade fiscal que primeiro conheceu da matéria (DRF em Florianópolis) não homologou a compensação à vista da declaração de imposto de renda indicar saldo negativo igual a zero, e isso justamente pelo fato das antecipações (IRRF), pretendidas repetidas na integralidade, já terem sido deduzidas do IRPJ apurado em ‘31/12/2001, ti 30. Ocorre que o valor das antecipações feito constar na declaração de compensação de fis 01/02 soma a quantia de R$ 180.181,67, enquanto a importância utilizada 5 na declaração do imposto de renda limitou-se a R$ 166,405,01, Nesse contexto, entendo que ao menos a diferença já poderia ter sido apreciada como crédito da contribuinte na ocasião da decisão da autoridade fiscal, mormente quando a própria já reconhecera que os rendimentos a título de juros sobre o capital próprio, que originaram as retenções, foram incluídos na apuração anual. Releva também consignar que as duas autoridades da Receita Federal que apreciaram a matéria não questionaram a exatidão do valor do imposto de renda e adicional (R$ 114,336,00 e R$ 52.224,00) feitos constar na DIPJ, isto é, admitiram que referidas cifras consubstanciam espelho do constante nos registros da contribuinte (balanço patrimonial, demonstrativo de resultado do exercício - DRE e o Livro de Apuração do Lucro Real - Lalur). Em suas razões recursais a contribuinte pugna pelo direito ao crédito de saldo negativo estampado na DIR1 retificadora apresentada em 28/10/2004, na ordem de R$ 75,755,12, fl, 280, aí também computadas outras espécies de retenções na fonte, agora incidentes sobre remuneração de serviços prestados por pessoa jurídica e rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa.. Não se pode perder de vista que a tratativa é de saldo negativo IRPI, independentemente das espécies de antecipações que compõem sua formação, dai porque não entendo presente a figura da inovação na causa de pedir, o que ocorreria se a pretensão trazida após a decisão administrativa adentrasse em questões não afetas a antecipações, em período diverso e em valor superior àquele inserto na Dcomp o que, como visto, não é o caso na medida em que a contribuinte reclama outras espécies de antecipações, as quais dizem respeito ao ano-calendário originariamente indicado e fez constar no documento de fis. 01/02 a importância de R$ 180,181,67. Resta, então, aferir se a contribuinte atendeu ao estatuído no artigo 2', § 4', inciso III da Lei n" 9.430, de 27 de dezembro de 1996, é dizer, se ofertou à tributação as receitas geradoras das antecipações (IRRF). Sirvo-me, no particular, das exposições do julgador Sidnei de Sousa Pereira, integrante da Turma Recorrida, em sua declaração de voto, 11, 77v,: 'Em consulta à Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), extratos . fls. 60 a 63, constata-se que a interessada também sofreu retenções na fbnte nas importáncias de R$ 11)93,32 e R$ 60.878,49, relativas, respectivamente, a Remuneração de Serviços Prestados (código 1708), receitas de .R$ 72 888,00, e Aplicações Financeiras de Renda Fixa (código $426), receitas de R$ 304.392,68. Registre-se que na Ficha 43 da DIPJ/2002 a contribuinte declarou o valor de R$ 1.093,32, a titulo de IRRE sobre Remuneração de Serviços Profissionais Prestados por PJ, e o valor de R$ 67.820,39, como 1RRF incidente sobre rendimentos de aplicações .financeiras de renda fixa (este valor diverge do informado em Dir 0. Na Ficha 06A (Demonstração do Resultado), .fbram declaradas receitas de prestação de serviços no valor de R$ 72,888,00 (Linha 08) e outras receitas financeiras no valor de R$ 363.388,11 (Linha 24), o que indica ter a interessada oferecido à tributação as receitas correspondentes às retenções de imposto na fonte dos valores de .R$ 1 093,32 e R$ 60 878,49, declarados em DOI. Sendo assim, é fbrçoso concluir que a contribuinte sofreu, no .‘. ano-calendário de 2001, a titulo de antecipação do IRPJ devido\ \ ao final do periodo de apuração, retenções de imposto na fonte 1/4: \-.' no montante de R$ 242.153,48 (R$ 180.18.1,67 -I- R$ 1.093,32 -1- 6 Processo n" 11516 000323/2003-61 SI-C1T2 Acórd5o n " 1102-00A74 Fl 458 R$ 60.878,49), devidamente iniebrmadas em Dirf (extratos de jls 60 a 63), tendo oferecido à tributação as correspondentes receitas que serviram de base para as retenções, conforme Ficha 06A, Linhas 08, 23 e 24, da DIPJ/2002 01. 29). ................ . „„.. ........... Grifos e negritos do original Assim, considerando que o imposto de renda apurado no final do ano- calendário de 2001 monta em R$ 166,405,01, já deduzida a parcela por conta do programa de alimentação do trabalhador, remanesce que o saldo negativo de IRPJ expressa-se na ordem de R$ 75.748,47. No que diz respeito ao equívoco na indicação do débito do IRPJ do ano- calendário de 2002 para o encontro de contas entendo acertado o entendimento esposado pela decisão recorrida já que a Dcomp retificadora, a qual cuidou de excluir referida dívida, só foi apresentada após a ciência da decisão da Delegacia da Receita Federal em Florianópolis, de sorte que esta matéria não pode ser originariamente apreciada pelas instâncias julgadoras, seja pela supressão de instância, seja porque a manifestação de inconformidade e o recurso voluntário aviados contra a não-homologação do encontro de contas não se constituem meios adequados para veicular a hipótese do alegado erro.. Além disso, há expressa disposição legal (artigo 74, § 3', inciso V, da Lei n° 9..430, de 1996) estatuindo que o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada não poderá ser objeto de compensação mediante entrega de nova Dcomp. Significa, pois, que na seara da declaração de compensação a dívida se consolidou. O fato da legislação permitir a retificação da DIP.I independentemente da autorização da autoridade fiscal não interfere nesse raciocínio, ainda mais quando se leva cru conta que dito instrumento sequer possui conotação de confissão de dívida. Em relação ao débito da CSLL indicado na compensação, igualmente do ano- calendário de 2002, há equívoco na assertiva recursal de que a mudança no código de receita informado teria sido interpretado como um novo pedido, até o momento não analisada. Ao contrário, essa específica retificação, por ter sido apresentada antes da decisão da autoridade fiscal, foi devidamente levada em conta, tanto que expressamente registrada na decisão de fi. 32, especificamente no campo "débitos compensados". Ademais, a Dcomp retificadora não alterou essa dívida, seja no que afeta ao código de receita, seja em sua expressão monetária. Com tais razões, VOTO pela procedência parcial do recurso voluntário para reconhecer o direito creditório contra a Fazenda Nacional, relativo ao saldo credor de IRPJ do ano-calendário de 2001, na importância de R$ 75.748,47, e homologar a compensação até esse limite, •RGIO GOMES 7 Processo n" 11516 000323/2003-61 S1-C1T2 Acórdão n " 1102-00.174 El 459 1 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art.. 81, § 3 0 , do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, JOSÉ ANTONIO DA SILVA Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ apenas com ciência; [ } com Recurso Especial; [ com Embargos de Declaração; [ 9
score : 1.0
Numero do processo: 10865.900729/2008-27
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 14/11/2001
PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. PROVA.
As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, a; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, a; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Direito Creditório Reconhecido em Parte.
Numero da decisão: 3802-003.545
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 14/11/2001 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, a; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, a; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 14/11/2001 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃOINCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 07 29 /2 00 8- 27 Fl. 599DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 600 2 (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra e Bruno Mauricio Macedo Curi. Ausente justificadamente o Conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 14/11/2001 BASE DE CÁLCULO. COMPOSIÇÃO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS. As bonificações em mercadorias configuram descontos incondicionais, podendo ser excluídas da receita bruta para efeito de apuração da base de cálculo da Cofins, apenas quando constarem da Nota Fiscal de venda dos bens e não dependerem de evento posterior à emissão desse documento. Dispositivos legais: arts. 2º e 3º, § 2º, I, da Lei nº 9.718, de 27/11/1998; e IN SRF nº 51, de 03/11/1978. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em sede de manifestação de inconformidade, o Recorrente alegou que o crédito seria decorrente do recolhimento indevido de PIS/Pasep e de Cofins, resultante da inclusão de bonificações na base de cálculo das contribuições. Após a conversão do julgamento em diligência, a DRJ entendeu que a documentação apresentada pelo contribuinte seria insuficiente para o reconhecimento do direito. Isso porque as bonificações não constaram da nota fiscal de venda dos bens, tendo sido objeto de nota fiscal própria, o que impede a exclusão da base de cálculo, à medida que não poderiam ser consideradas descontos incondicionais. Fl. 600DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 601 3 O Recorrente, nas razões de fls. 552 e ss., alega que, embora as bonificações tenham sido objeto de nota fiscal separada, as mesmas eram emitidas conjuntamente às notas fiscais de venda, de forma sequencial, o que comprovaria a sua vinculação às operações de venda e a incondicionalidade do desconto concedido. Sustenta que as bonificações tanto podem ser concedidas mediante abatimento do preço ou com entrega de mercadorias em quantidade superior à paga pelo comprado, como na hipótese dos autos. Aduz não ter havido o recebimento de qualquer valor decorrente das notas fiscais de bonificação. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn, Relator O Recorrente teve ciência da decisão no dia 30/03/2010 (fls. 597), interpondo recurso tempestivo em 28/04/2010 (fls. 597). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. O contribuinte, ao transmitir o PER/Dcomp, deixou de retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) do período correspondente, o que fez com que a mesma continuasse atrelada à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em circunstâncias dessa natureza, a Turma tem interpretado que o contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. Fl. 601DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 602 4 REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). “COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da Fl. 602DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 603 5 verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o contribuinte apresentou como prova da liquidez e da certeza do direito de crédito as notas fiscais de bonificação. A DRJ, entretanto, após a Fl. 603DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 604 6 conversão do julgamento em diligência, entendeu que tais documentos seriam insuficientes porque a nota fiscal em separado, sem vínculo com outra nota de venda de produto que lhe daria suporte, não caracteriza o desconto incondicional concedido. Entendo, no entanto, que as notas fiscais, mesmo isoladas ou emitidas em separado, são suficientes para a demonstração da liquidez e da certeza do direito de crédito, porque denotam claramente que se trataram de bonificação. Cumpre considerar que há, na verdade, dois tipos de bonificação: as bonificações vinculadas e as desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço de venda e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto (condição), têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. Nesse sentido, cumpre destacar o entendimento da Solução de Consulta nº 130, de 3 de maio de 2012, da SRRF 8ª Região Fiscal/SP (D.O.U. de 26.06.2012): “Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS VINCULADAS A OPERAÇÃO DE VENDA. As bonificações em mercadorias, quando vinculadas à operação de venda, concedidas na própria Nota Fiscal que ampara a venda, e não estiverem vinculadas à operação futura, por se caracterizarem como redutoras do valor da operação, constituemse em descontos incondicionais, previstos na legislação de regência do tributo como valores que não integram a sua base de cálculo e, portanto, para sua apuração, podem ser excluídos da base cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES EM MERCADORIAS A TÍTULO GRATUITO, DESVINCULADAS DE OPERAÇÃO DE VENDA. A base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e definida legalmente como o valor do faturamento, entendido este como o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Nos casos em que a bonificação em mercadoria é concedida por liberalidade da empresa vendedora, sem vinculação a operação de venda e tampouco vinculada a operação futura, não há como caracterizála como desconto incondicional, pois não existe valor de operação de venda a ser reduzido. Por não haver atribuição de valor, pois que a Nota Fiscal que acompanha a operação tem natureza de gratuidade, natureza jurídica de Fl. 604DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 605 7 doação, não há receita e, portanto, não há que se falar em fato gerador do tributo, pois a receita bruta não será auferida. Dessa forma, a bonificação em mercadorias, de forma gratuita, não integra a base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep. Dispositivos Legais: Artigo 195 da CF/88; Artigo 1º Lei nº 10.637, de 2002 e Parecer CST/SIPR nº 1.386, de 1982.” Registrese ainda o Acórdão nº 3802002.410, decidido por unanimidade pela Turma, em sessão de 27 de fevereiro de 2014: “Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1998 a 31/07/2003 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. BONIFICAÇÕES. MODALIDADES. NATUREZA JURÍDICA. DESCONTO INCONDICIONAL. DOAÇÃO. EXCLUSÃO. NÃO INCIDÊNCIA. PROVA. As bonificações podem ser vinculadas ou desvinculadas de operações de venda. As primeiras são redutoras do preço e, quando concedidas sem vinculação a evento futuro e incerto, têm natureza de desconto incondicional. As segundas, por serem desvinculadas da venda, são transferidas por liberalidade da empresa, apresentando natureza de doação. Em ambos os casos não há incidência dos PIS/Pasep e da Cofins, uma vez que os descontos incondicionais são excluídos da base de cálculo (Lei nº 10.833/2003, art. 2º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.718/1998, art. 3º, § 2º, I; Lei nº 10.637/2002, art. 1º, § 3º, V, “a”; Lei nº 9.715/1998, art. 3º, parágrafo único) e porque, ao bonificar por liberalidade, a empresa promove uma doação de mercadoria, não auferindo qualquer receita desta operação. A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda, por sua vez, somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, basta a apresentação das notas fiscais e dos contratos que lhe servem de suporte, provas estas devidamente acostadas aos autos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.” A exigência de prova de ligação com uma concomitante operação de venda somente faz sentido para a primeira espécie de bonificação1. Para as bonificações desvinculadas de operações de venda, as notas fiscais, mesmo isoladas, são suficientes para a demonstrar a liquidez e a certeza do direito, sobretudo quando descrevem claramente a natureza da operação. 1 Isso não significa que todos as bonificações vinculadas à operações de venda devam ser concedidas na mesma nota fiscal. Há casos em que, mesmo em operações subsequentes, a bonificação redutora de custo de aquisição pode estar vinculada a uma ou mais vendas anteriores. Fl. 605DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10865.900729/200827 Acórdão n.º 3802003.545 S3TE02 Fl. 606 8 Votase, assim, pelo conhecimento e provimento parcial do recurso, apenas para reconhecer o direito de crédito no tocante às notas fiscais de bonificação acostadas aos autos do processo administrativo fiscal. (assinado digitalmente) Solon Sehn Fl. 606DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 29/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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