Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 11634.001005/2009-66
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 29 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2008
COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTO RURAL ADQUIRIDO DE SEGURADO ESPECIAL. SUB-ROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES.
A inconstitucionalidade do artigo 1º, da Lei 8.540/92, declarada com repercussão geral pelo STF no RE 596.177/RS, de 2011, não se estende á Lei 10.256/01, sobre a qual foi declarada a constitucionalidade, por meio do RE 718.874/RS, de 2017.
Numero da decisão: 2402-007.408
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Mauricio Nogueira Righetti - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mauricio Nogueira Righetti, Denny Medeiros da Silveira (presidente) Fernanda Melo Leal (suplemente convocada), João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Junior e Paulo Sergio da Silva.
Nome do relator: MAURICIO NOGUEIRA RIGHETTI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201907
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2008 COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTO RURAL ADQUIRIDO DE SEGURADO ESPECIAL. SUB-ROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES. A inconstitucionalidade do artigo 1º, da Lei 8.540/92, declarada com repercussão geral pelo STF no RE 596.177/RS, de 2011, não se estende á Lei 10.256/01, sobre a qual foi declarada a constitucionalidade, por meio do RE 718.874/RS, de 2017.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 29 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 11634.001005/2009-66
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6039019
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2402-007.408
nome_arquivo_s : Decisao_11634001005200966.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : MAURICIO NOGUEIRA RIGHETTI
nome_arquivo_pdf_s : 11634001005200966_6039019.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (assinado digitalmente) Mauricio Nogueira Righetti - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mauricio Nogueira Righetti, Denny Medeiros da Silveira (presidente) Fernanda Melo Leal (suplemente convocada), João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Junior e Paulo Sergio da Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2019
id : 7837090
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:49:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121525387264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1492; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 511 1 510 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11634.001005/200966 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402007.408 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 9 de julho de 2019 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Recorrente CAFEEIRA SIENI LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2005 a 28/02/2008 COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTO RURAL ADQUIRIDO DE SEGURADO ESPECIAL. SUBROGAÇÃO DA EMPRESA ADQUIRENTE. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES. A inconstitucionalidade do artigo 1º, da Lei 8.540/92, declarada com repercussão geral pelo STF no RE 596.177/RS, de 2011, não se estende á Lei 10.256/01, sobre a qual foi declarada a constitucionalidade, por meio do RE 718.874/RS, de 2017. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente (assinado digitalmente) Mauricio Nogueira Righetti Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mauricio Nogueira Righetti, Denny Medeiros da Silveira (presidente) Fernanda Melo Leal (suplemente convocada), João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Junior e Paulo Sergio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 63 4. 00 10 05 /2 00 9- 66 Fl. 512DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 512 2 Relatório Cuida o presente de Recurso Voluntário em face do Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, que julgou improcedente a Impugnação apresentada pelo sujeito passivo. O lançamento referiuse às contribuições sociais devidas pelo sujeito passivo à previdência social (empresa e RAT), por subrogação, no período de 1/2/05 a 28/2/08, incidentes sobre a comercialização da produção rural de produtores pessoas físicas. O Relatório Fiscal encontrase às fls. 29/39. O lançamento foi impugnado às fls. 361/399. Como já dito, a DRJ julgoua improcedente às fls. 417/424, em acórdão assim ementado: Fl. 513DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 513 3 Contra o decisum acima, interpôs Recurso Voluntário às fls. 453/486, no qual aduziu, em síntese: Após ter iniciado o recurso noticiando o julgamento do RE 363.852, aduzindo que a DRJ deveria curvarse sobre a decisão, passou a sustentar a inconstitucionalidade e ilegalidade do FUNRURAL por ter sido instituído por lei ordinária e não por Lei Complementar LC e por possuir a mesma base de cálculo do PIS e da COFINS, tornandose tributação em cascata. Que a obrigação principal é do produtor rural, sendo que o recorrente apenas retém o FUNRURAL, caso o produtor não se oponha. Logo, o lançamento seria nulo por erro na indicação do sujeito passivo. Que todas as compras foram pagas sem retenção. Logo, a cobrança deve recair sobre o produtor. Que o STF julgou pela inconstitucionalidade do FUNRURAL. Que deve ser dado ao caso o mesmo tratamento previsto no Parecer Normativo SRF nº 1/2002. Que seria inconstitucional o artigo 30 da Lei 8.212/91. É o relatório. Voto Conselheiro Mauricio Nogueira Righetti, Relator O requerente tomou ciência do acórdão recorrido em 8/4/10, consoante se denota de fl. 427 e apresentou, tempestivamente, seu Recurso Voluntário em 23/4/10 (fl.453). Preenchidos os demais requisitos, dele passo a conhecer. Sustenta o recorrente a nulidade do lançamento por suposto erro na identificação do sujeito passivo, na medida em que não seria ele, mas sim o produtor rural o contribuinte a ser autuado, sobretudo por que recebera integralmente os valores relativos às vendas. Não é bem assim. O artigo 25 da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei 10.256/2001, estabeleceu que a contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 daquela mesma lei, Fl. 514DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 514 4 destinada à Seguridade Social, incidiria sobre a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. Por sua vez, o inciso IV do artigo 30 da Lei 8.212/91 determinou que empresa adquirente ficaria subrogadas nas obrigações da pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e do segurado especial pelo cumprimento das obrigações do art. 25 daquele mesmo diploma, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com o produtor ou com intermediário pessoa física, exceto no caso do inciso X deste artigo, na forma estabelecida em regulamento. Não há que se falar, desta feita, em antecipação do tributo devido a ensejar a aplicação do disposto no Parecer Normativo Cosit nº 1/2002, que é voltado, digase de passagem, ao Imposto de Renda Retido na Fonte. Destaquese aqui, como bem colocou a decisão recorrida, que o caput do artigo 121 do CTN dispõe expressamente que o sujeito passivo é o responsável pelo pagamento do tributo. Já o artigo 128 do mesmo diploma determina que: Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindoa a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação. Percebase que os dispositivos acima deslocaram, para a figura do adquirente, a responsabilidade pelo recolhimento daquelas contribuições devidas pelos produtores rurais, não havendo que se falar, assim sendo, em erro na identificação do sujeito passivo, tampouco na possibilidade de eximirse dessa obrigação em função da alegada não concordância do produtor rural em sofrer qualquer desconto quando do recebimento pela comercialização de sua produção rural. Na sequência, no que toca às alegações de inconstitucionalidade e ilegalidade do FUNRURAL por ter sido instituído por lei ordinária e não por LC e por possuir a mesma base de cálculo do PIS e da COFINS, tornandose tributação em cascata, cumpre destacar que aos membros deste colegiado é vedado pronunciarse sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, por força da Súmula CARF nº 2, do artigo 26A do Decreto 70.235/72, e dos artigos 62 e 72, ambos do RICARF. Por fim, no que tange à inconstitucionalidade declarada pelo STF no julgamento daquele RE 363.852, peço vênia para transcrever o voto condutor no acórdão nº 9202007.044, de 24/7/18, da lavra da Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, que negou provimento ao Recurso Especial daquele contribuinte, por bem destrinçar o caso: Fl. 515DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 515 5 Fl. 516DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 516 6 Fl. 517DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 517 7 [...] Somese aos fundamentos acima, o posicionamento da Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, no julgamento do acórdão 9202007280, de 23/10/18, abaixo parcialmente transcrito e que também negou provimento ao Recurso Especial daquele contribuinte, especialmente ao tratar da aplicabilidade do artigo 30, IV, da Lei 8.212/01: Fl. 518DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 518 8 [...] [...] Fl. 519DF CARF MF Processo nº 11634.001005/200966 Acórdão n.º 2402007.408 S2C4T2 Fl. 519 9 Nesse rumo, forte nas fundamentações acima, as quais adoto como razões suficientes para decidir, concluo neste ponto por não assistir razão ao recorrente. Face ao exposto, VOTO no sentido de CONHECER do recurso para REJEITAR a preliminar suscitada e, no mérito, NEGARLHE provimento. (assinado digitalmente) Mauricio Nogueira Righetti Fl. 520DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.009528/2008-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2005
NÃO APRESENTAÇÃO DE NOVAS RAZÕES DE DEFESA PERANTE A SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA.
Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adota-se a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 - RICARF.
LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES A PARTIR DE 01/01/1997.
A Lei n° 9430/96, que teve vigência a partir de 01/01/1997, estabeleceu, em seu art. 42, uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente quando o titular da conta bancária não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores depositados em sua conta de depósito ou investimento.
RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. FALTA DE RECOLHIMENTO. CARNÊ-LEÃO. MULTA SIOLADA.
É devida a multa isolada quando o contribuinte, embora informe em DIRPF o rendimento sujeito à tributação mensal (carnê- leão), deixa de recolher o respectivo imposto em seu vencimento.
Numero da decisão: 2402-007.368
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Gregório Rechmann Junior - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Luis Henrique Dias Lima, João Victor Ribeiro Aldinucci, Paulo Sérgio da Silva, Gabriel Tinoco Palatnic (Suplente Convocado), Maurício Nogueira Righetti, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Junior.
Nome do relator: GREGORIO RECHMANN JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201906
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2005 NÃO APRESENTAÇÃO DE NOVAS RAZÕES DE DEFESA PERANTE A SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adota-se a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 - RICARF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES A PARTIR DE 01/01/1997. A Lei n° 9430/96, que teve vigência a partir de 01/01/1997, estabeleceu, em seu art. 42, uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente quando o titular da conta bancária não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores depositados em sua conta de depósito ou investimento. RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. FALTA DE RECOLHIMENTO. CARNÊ-LEÃO. MULTA SIOLADA. É devida a multa isolada quando o contribuinte, embora informe em DIRPF o rendimento sujeito à tributação mensal (carnê- leão), deixa de recolher o respectivo imposto em seu vencimento.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10935.009528/2008-12
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6024266
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2402-007.368
nome_arquivo_s : Decisao_10935009528200812.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : GREGORIO RECHMANN JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10935009528200812_6024266.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (documento assinado digitalmente) Gregório Rechmann Junior - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Luis Henrique Dias Lima, João Victor Ribeiro Aldinucci, Paulo Sérgio da Silva, Gabriel Tinoco Palatnic (Suplente Convocado), Maurício Nogueira Righetti, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Junior.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2019
id : 7800415
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121527484416
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-06-24T21:04:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-06-24T21:04:00Z; Last-Modified: 2019-06-24T21:04:00Z; dcterms:modified: 2019-06-24T21:04:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-06-24T21:04:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-06-24T21:04:00Z; meta:save-date: 2019-06-24T21:04:00Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-06-24T21:04:00Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-06-24T21:04:00Z; created: 2019-06-24T21:04:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2019-06-24T21:04:00Z; pdf:charsPerPage: 1899; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-06-24T21:04:00Z | Conteúdo => S2-C 4T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10935.009528/2008-12 Recurso Voluntário Acórdão nº 2402-007.368 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de junho de 2019 Recorrente ANTONIO RAMPAZZO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2005 NÃO APRESENTAÇÃO DE NOVAS RAZÕES DE DEFESA PERANTE A SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adota-se a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 - RICARF. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. FATOS GERADORES A PARTIR DE 01/01/1997. A Lei n° 9430/96, que teve vigência a partir de 01/01/1997, estabeleceu, em seu art. 42, uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente quando o titular da conta bancária não comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores depositados em sua conta de depósito ou investimento. RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. FALTA DE RECOLHIMENTO. CARNÊ-LEÃO. MULTA SIOLADA. É devida a multa isolada quando o contribuinte, embora informe em DIRPF o rendimento sujeito à tributação mensal (carnê- leão), deixa de recolher o respectivo imposto em seu vencimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (documento assinado digitalmente) Gregório Rechmann Junior - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 00 95 28 /2 00 8- 12 Fl. 245DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Denny Medeiros da Silveira, Luis Henrique Dias Lima, João Victor Ribeiro Aldinucci, Paulo Sérgio da Silva, Gabriel Tinoco Palatnic (Suplente Convocado), Maurício Nogueira Righetti, Renata Toratti Cassini e Gregório Rechmann Junior. Relatório Trata-se de recurso voluntário em face da decisão da 7ª Tuma da DRJ/CTA, consubstanciada no Acórdão nº 06-21.591 (fl. 210) que julgou improcedente a impugnação apresentada pelo sujeito passivo. Por bem descrever os fatos, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Trata-se de Auto-de-infração lavrado em virtude do contribuinte ter omitido rendimentos em DIRPF - Declaração de Ajuste Anual do IRPF, exercício 2006, ano- calendário 2005, caracterizados por valores creditados em contas de depósito mantidas em instituições financeiras na importância de R$ 273.434,99. O contribuinte, após devidamente intimado para tanto, não comprovou, mediante documentação idônea, a origem dos respectivos recursos. O autuado deixou, ainda, de recolher em carne-leão imposto incidente sobre rendimentos no valor de R$ 26.720,00 a título de honorários recebidos de pessoa física. O crédito tributário perfaz o montante de R$ 155.900,56, assim considerado, o valor o imposto de renda pessoa física suplementar (R$ 74.377,62) acrescido de multa de oficio (R$ 55.783.21), juros de mora (R$ 22.983.41) e multa isolada (R$ 3.441.32). Intimado, o contribuinte apresentou defesa tempestiva, alegando que depósitos bancários não caracterizam fatos geradores de imposto de renda (disponibilidade de renda e proventos), nos termos do art.43 do CIN. Os depósitos bancários são apenas registro escritural de recursos e não a sua origem. Aduz que não houve nenhuma comprovação de qualquer vínculo entre os valores depositados com a suposta omissão de rendimentos. Acrescenta que a Súmula 182 do extinto TFR dispõe que ilegítimo o lançamento do imposto de renda arbitrado apenas com base em extratos bancários. Segundo o defendente, é nulo o procedimento de apuração anual do tributo, vez que a regra prevista no § 4º do art. 42 da Lei 9430/96 é clara no sentido de que o cálculo do imposto de renda deve ser realizado mensalmente. Aponta que no mês de janeiro os depósitos que totalizam a importância de R$45.700,00 decorreram de valores recebidos na condição de representante legal. Para tanto, acosta escritura pública de compra e venda e escritura pública de cessão onerosa de direitos hereditários em que participou como procurador de uma das partes envolvidas nos negócios. Em 25/01/2005 houve levantamento da importância de R$ 24.373,23 por meio de alvarás judiciais de fls.143 e 144 (autos n° 16/02- Comarca de Palmas). No mês de fevereiro, parte dos depósitos bancários são oriundo de valores (R$ 2.889,66) recebidos a título de pareceria agrícola mantida com o Sr. Nelson de Souza. Acrescenta que da sobra de recursos do mês de janeiro (R$ 24.373,23) depositou em sua conta corrente R$ 700,00, restando, ainda, no mês de fevereiro o valor de R$ 23.673,23. Segue explicando que da sobra de recursos do mês de fevereiro, realizou 3 depósitos no mês de março no valor de R$ 3.500.00, restando-lhe R$ 20.173,23. Aponta que a sobra do mês março foi integralmente depositada no mês seguinte, ficando, segundo a defesa, praticamente comprovado o deposito de R$ 25.000,00 efetuado no mês de abril. Fl. 246DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 A origem dos depósitos do mês de maio decorreram de parceria agrícola realizada com o Sr. Nelson de Souza no valor de R$ 5.042,29 e de R$ 24.814,05 recebido em nome de um cliente em razão de execução de título extrajudicial (Autos do processo nº 213/2005), consoante documento de fls. 124-128. Ainda, no mês de maio, esclarece que recebeu em nome de sua cliente Catarina Antonelli a quantia de R$ 20.142,29 decorrente da realização de compra e venda de imóvel avaliado na importância de R$ 45.000,00, que participou como procurador. Desse valor, recebeu R$ 3.700,00 do Sr. Holdovair Antonelli para pagamento de despesas, em face do acompanhamento de diversas execuções na Comarca de Chopinzinho. Em agosto, afirma o defendente que recebeu, mediante alvará judicial (Autos do processo n° 213/1997 — Comarca de Palmas), em nome de Jorge Ribeiro a importância de R$ 8.245,25 (fls. 129-136) cujo valor foi depositado parte na conta corrente do Banco do Brasil e parte na Caixa Econômica Federal. Consta que recebeu, igualmente, a importância de R$ 17.000,00, em razão de contrato de compra e venda em que figurou novamente como procurador, consoante fls. 151-152. Continua sua defesa, argumentando que parte da sobra de recursos do me de agosto (R$ 37.145,25) foi depositada em setembro nas contas do Banco do Brasil (R$ 21.250,00), Caixa Econômica Federal (R$ 4.032,00) e Santander (R$ 5.900,00), havendo ainda, sobra de recursos no valor de R$ 5.963,25. Aduz que no mês de outubro recebeu R$ 49.274,30 em nome da Sra. Elizandra Grassi decorrente de ação de cobrança (Autos do processo n°419/2003 — Comarca de Chopinzinho). No referido mês, houve inclusive sobras no valor de R$ 24.313,92, depositado parte no mês de novembro no Banco do Brasil e Santander. Houve, novamente, sobras de recursos no valor de R$ 9.813,92. Quanto ao mês de dezembro, o autuado informa que recebeu R$ 7.500,00 em razão de um contrato de compra e venda em que participou como procurador de uma das partes negociantes, consoante fls. 151/152. Houve ainda um depósito no Banco do Brasil de R$ 34.465,54, realizado por Daniel R. Cardoso para pagamento de dívidas de espólio, consoante escritura de cessão onerosa de direitos hereditários juntada As fls. 147-150. Por fim, recebeu, mediante alvará judicial (Autos do processo 333/2002-Comarca de Mangueirinha) a importância de R$ 23.500,00 (fls. 153 - 161). Houve, ao final, sobra em espécie de R$ 12.011,36. Por derradeiro, faz objeção quanto à multa isolada, visto que os va1ores correspondentes ao carnê-ledo foram oferecidos a tributação na Declaração de Ajuste Anual. Assim diante da espontaneidade do pagamento do tributo, a cobrança em tela acaba por violar a norma do art. 113 do CTN. Diante do exposto, pede o cancelamento da exigência fiscal. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba - PR julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 06-21.591 (fl. 210), conforme ementa abaixo reproduzida: PRESUNÇÃO. RECEITA OMITIDA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS RECURSOS. Caracterizam-se omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de deposito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA FÍSICA. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO OPORTUNO. CARNÊ-LEÃO. É devida a multa isolada quando o contribuinte, embora informe em DIRPF o rendimento sujeito à tributação mensal (carnê- leão), deixa de recolher o respectivo imposto em seu vencimento. Fl. 247DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 Cientificado dessa decisão, o contribuinte interpôs recurso voluntário de fl. 224, reiterando os termos da impugnação apresentada. É o relatório. Voto Conselheiro Gregório Rechmann Junior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade. Deve, portanto, ser conhecido. Conforme se infere do relatório supra, trata-se, o presente caso, de lançamento fiscal em decorrência da apuração, pela fiscalização, de omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta(s) de depósito ou de investimento, mantida(s) em instituição(ões) financeira(s), em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, além da exigência de multa isolada por falta de recolhimento do IRPF a título de carnê-leão. O Recorrente, reiterando os termos da impugnação apresentada, sustenta, em síntese, (i) a nulidade do lançamento por erro na identificação do período-base, (ii) improcedência do lançamento tendo em vista que os valores depositados em conta bancária não caracterizam fato gerador do imposto de renda, (iii) comprovação da origem dos depósitos bancários e (iv) inexigibilidade da multa isolada. Analisando-se o recurso voluntário apresentada pelo Contribuinte, em cotejo com a impugnação e com a decisão de primeira instância, verifica-se que não foram apresentadas novas razões de defesa perante esta segunda instância administrativa, pelo que, em vista do disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF, adoto os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição do inteiro teor de seu voto condutor. Antes, porém, impõe-se destacar alguns pontos relativos as teses defensivas da contribuinte. No que tange à preliminar nulidade do feito por erro na identificação do período- base, aduz o Recorrente que ao contrário dos fundamentos da decisão a quo, o modus faciendi da autuação em apreço não se coaduna com a tributação mensal prevista no § 4° do art. 42 da Lei n° 9.430/96, pois a tributação mensal submete-se à tabela progressiva mensal do imposto de renda, conforme previsto no art. 620 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n°3.000, de 26/03/1999 (art. 1° da Lei n° 11.119/95). E concluiu sua linha de raciocínio afirmando que, ao contrário do previsto no § 4º do art.42 da Lei nº 9.430/96, a tributação em apreço foi formalizada mediante aplicação da tabela progressiva anual. Razão não assiste ao Recorrente. Isto porque, o próprio dispositivo citado pelo Recorrente para amparar suas pretensões recursais neste particular evidencia a exatidão do procedimento adotado pela fiscalização. Vejamos: Fl. 248DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 LEI Nº 11.119, DE 25 DE MAIO DE 2005. Art. 1º O imposto de renda incidente sobre os rendimentos de pessoas físicas será calculado de acordo com as seguintes tabelas progressivas mensal e anual, em reais: (Vide Medida Provisória nº 280, de 2006) Tabela Progressiva Mensal Base de Cálculo em R$ Alíquota % Parcela a Deduzir do Imposto em R$ Até 1.164,00 - - De 1.164,01 até 2.326,00 15 174,60 Acima de 2.326,00 27,5 465,35 Como se vê, de acordo com o dispositivo legal em destaque – no qual, registre-se, o contribuinte se amparou para sustentar a nulidade da autuação em análise – tem-se que os rendimentos mensais acima de R$ 2.326,00 serão tributados à alíquota de 27,5%, com dedução de R$ 465,35. E foi justamente isso que a fiscalização fez no presente caso. De fato, analisando-se o Auto de Infração (fl. 128 e seguintes), verifica-se (i) que todos os valores mensais são superiores a R$ 2.326,00; (ii) que a fiscalização aplicou a alíquota de 27,5% em todos os meses e (iii) deduziu um montante de R$ 5.584,20, que corresponde a doze parcelas mensais de R$ 465,35. Sem razão o contribuinte, portanto, neste particular. No que tange à argumentação do Recorrente no sentido de que os valores depositados em conta bancária não caracterizam fato gerador do imposto de renda, melhor sorte não lhe assiste. Sobre o tema, deve ser esclarecido que o que se tributa não são os depósitos bancários, como tais considerados, mas a omissão de rendimentos por eles representada. Os depósitos bancários são apenas a forma, o sinal de exteriorização, pelos quais se manifesta a omisso de rendimentos objeto de tributação. Depósitos bancários se apresentam, num primeiro momento, como simples indício da existência de omissão de rendimentos. Entretanto, esse indício, por expressa disposição legal, se transforma na prova da omissão de rendimentos, quando o contribuinte, tendo a oportunidade de comprovar a origem dos recursos aplicados em tais depósitos, se nega a fazê-lo, ou não o faz satisfatoriamente. A Lei n° 9.430, de 1996, que embasou o lançamento, com as alterações introduzidas pelo art. 4° da Lei n° 9.481, de 13 de agosto de 1997, e pelo art. 58 da Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, assim dispõe acerca dos depósitos bancários: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa, física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1° O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferida ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. Fl. 249DF CARF MF http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.119-2005?OpenDocument http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Mpv/280.htm#art1 Fl. 6 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 §2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação especificas previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. § 3° Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II - no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$12. 000, 00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse o valor de R$80.000, 00 (oitenta mil reais). O dispositivo estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos, que autoriza o lançamento do imposto correspondente sempre que o titular da conta bancária, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. A presunção transfere ao contribuinte o ônus de elidir a imputação, mediante a comprovação, no caso, da origem dos recursos. Trata-se, afinal, de presunção relativa, passível de prova em contrário. Assim, ao fazer uso de uma presunção legalmente estabelecida, o Fisco fica dispensado de provar o fato alegado, qual seja omissão de rendimentos, cabendo ao contribuinte, para afastar a presunção, provar que o fato presumido não existiu. Cabe ao Fisco comprovar apenas o fato definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção. Ocorrida a situação fática, no caso depósitos bancários de origem não comprovada, evidenciada está a infração. Ao contribuinte incumbe demonstrar a exata correlação entre cada valor depositado em sua conta bancária e a correspondente origem do recurso. Sem razão, portanto, o Recorrente também neste particular. Feitos estes breves esclarecimentos iniciais, estando as conclusões alcançadas pelo órgão julgador de piso em consonância com aquelas vislumbradas por este Relator, adota- se, como já dito, os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição do inteiro teor de seu voto condutor, in verbis: Aspectos procedimentos — ausência de nulidade Consiste a controvérsia na possibilidade de se caracterizar omissão de receitas, em face da ausência de provas de valores depositados pela pessoa física em instituição financeira. O art. 42 da Lei n° 9.430/96, com redação dada pelo artigo 4° da Lei 9.481, de 13 de agosto de 1997, dispõe a respeito do tema: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idónea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1° O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: Fl. 250DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 I - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II -no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a RS12.000,00 (doze mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse o valor de e RS80.000,00 (oitenta mil reais). § 4º Tratando-se de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. § 5º Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. (Incluído pela Lei n° 10.637 de 2002) Como se observa do texto supra, a presunção legal de omissão de receitas é cabível diante inexistência de comprovação pelo contribuinte da origem de recursos movimentados em sua conta bancária. Salienta-se que a presunção estabelecida pela norma em momento algum alterou o fato gerador do tributo em debate. Fato gerador do Imposto de Renda não é, de fato, os depósitos bancários, mas sim o valor dos rendimentos por eles representados, sem comprovação da origem; expressão última, portanto, de disponibilidade econômica, conforme conceito dado pelo art. 43 do Código Tributário Nacional. (...) Por outro giro, mostra-se inaplicável ao caso concreto a Súmula 182 do extinto TFR a que se reporta o defendente. Isso porque, o Tribunal Federal de Recursos negava a presunção de receita omitida quando baseada unicamente em depósitos bancários, sem oportunizar ao sujeito passivo a apresentação de documentos que justifiquem o motivo pelo qual os valores depositados extrapolam a renda declarada. O que não é, visto que a presunção ocorrida com base no art. 42 da Lei 9430/96 dispõe que a intimação do sujeito passivo para comprovar a origem de recursos deve preceder o lançamento. Tanto assim o é que, conforme consta do relatório fiscal (fls.168-173), o contribuinte foi devidamente intimado pela Receita Federal do Brasil para apresentar a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física relativa ao ano-calendário de 2005 e a comprovar a origem dos recursos dos depósitos bancários efetuados em suas contas correntes no mesmo ano, que totalizaram uma movimentação financeira de R$ 273.434.99. O contribuinte esclareceu ao Fisco, na ocasião, que os valores movimentados em sua conta corrente foram recebidos na qualidade de representante legal de seus clientes em demandas judiciais/extrajudiciais. Não obstante, deixou de apresentar elementos suficientes que comprovassem suas alegações, atraindo a aplicação do dispositivo questionado (art. 42 da Lei 9430/96). A jurisprudência é pacifica quanto à possibilidade de lançamento baseado em omissão de receita apurado por meio de depósitos bancários sem demonstração de sua origem. (...) Desta feita, não há falar em nulidade, visto que o emprego da presunção relativa de omissão de rendimentos é licito. Outrossim, a alegação de nulidade quanto à sistemática de apuração do tributo mostra- se descabida. A apuração mensal, pleiteada pelo contribuinte, nos moldes do art. 42, § 4º da Lei 9430/96, foi rigorosamente observada pela autoridade fiscalizadora, consoante se extrai do "Demonstrativo de Apuração" de fls. 174. Inexiste, portanto, qualquer irregularidade no cálculo do crédito tributário que possa motivar a sua invalidação. Mérito Segundo o contribuinte, ainda que a presunção de omissão de rendimentos fosse válida, ela não se sustentaria, visto que os valores objeto da autuação foram paulatinamente depositados, o que explica o numerário de suas contas bancárias. Fl. 251DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 O argumento não convence. Analisando detidamente os valores justificados pela defesa, verifica-se que tais importâncias, em nenhum dos meses, encontram correspondência nos depósitos constantes de suas contas bancárias. Ademais, mesmo se comprovasse que os montantes dos diversos valores creditados englobassem, de fato, os depósitos objeto do lançamento, imperioso seria a demonstração da efetiva transferência das quantias recebidas para os respectivos beneficiários; haja vista que alegou as ter recebido apenas na qualidade de procurador dos clientes que representou judicial e extrajudicialmente. Ônus do qual, contudo, o impugnante não se desincumbiu. Por outro lado, as escritura públicas de compra e venda e de cessão onerosa de direito hereditários (fls. 145-146; 147-150; 121-123; 151-152) em que figurou o contribuinte como causídico em nada lhe socorre, visto que os citados documentos apresentam valores de negócios jurídicos sem qualquer nexo causal com os depósitos realizados nas competências em que se vinculam. O que ocorre, por exemplo, na escritura pública de cessão onerosa de direitos hereditários, na qual consta a importância de R$ 360.000,00 como preço convencionado da transferência dos direitos envolvidos. O montante não guarda nenhuma correspondência com origem dos depósitos realizados nos dias 31/01/2005 (R$32.500,00) e 16/12/2005 (R$34. 65.54) que supõe justificar. Quanto às importâncias depositadas de R$ 2.889,66 (17/02/2005) e R$ 5.042,29 (23/05/12005) não há como aceitar o argumento de que se tratam de quantias recebidas em decorrência de parceria agrícola. Os contratos dessa natureza devem ser provados documentalmente, nos termos do art.13 da Lei 8.023/90. Ademais, as receitas de atividade rural precisam ser relacionadas no anexo da DIRPF - Demonstrativo da Atividade Rural. Inobstante, nenhuma prova foi constituída pelo interessado, nos autos, nesse sentido. Aliás, diga-se de passagem, numa tentativa desastrada de explicar a origem dos crédito bancários, o impugnante acabou por se contradizer, afirmando que existiram sobras que foram depositadas ao longo de vários meses. Ora, as sobras de recursos nada mais representam que receitas, sujeitas, portanto, a apuração tributária. Destarte, se o sujeito passivo não apresenta documentos que comprovem que os depósitos são proveniente de outras fontes não tributáveis ou cuja origem já foi submetida ao cálculo do imposto de renda, caracterizada fica a omissão de receita. Multa isolada Sustenta o impugnante que a penalidade que lhe fora aplicada (multa isolada) deve ser afastada com base no instituto da denúncia espontânea, visto que os valores sujeitos a recolhimento de carnê-leão foram devidamente informados em sua Declaração de Rendimentos. Acrescenta, que depois da entrega da DIRPF a aplicação da multa não teria sentido principalmente se dela não decorre imposto a recolher. A espontaneidade arguida não convalesce. A inclusão dos rendimentos, subordinado a modalidade de tributação mensal, em DIRPF - Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda Pessoa Física, pressupõe que o pagamento do imposto (in casu, por meio de carnê-leão) seja realizado no seu respectivo mês de vencimento. Nesse sentido, o contribuinte só se beneficiaria da denúncia espontânea se houvesse efetuado o pagamento em atraso do imposto sujeito a carnê-ledo com todos os acréscimos previstos, antes de iniciada a ação fiscal, nos termos do artigo 138, do Código Tributário Nacional. (...) No caso em tela, o autuado informou em sua declaração de rendimentos, como pago, imposto que não havia sido recolhido oportunamente no mês de ocorrência do fato gerador. Com efeito, a multa isolada pela falta do recolhimento antecipado do imposto mostra-se cabível, como determina a Instrução Normativa SRF n°46/1997. (...) Fl. 252DF CARF MF Fl. 9 do Acórdão n.º 2402-007.368 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10935.009528/2008-12 Assim, a apresentação da declaração de rendimentos não exime o contribuinte da penalidade decorrente do descumprimento de obrigação tributária mensal, nos termos do art. 44, § 1°, inc. III, da Lei 9.430 de 1996. Conclusão Ante o exposto, concluo o voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Gregório Rechmann Junior Fl. 253DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13884.001855/2008-67
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2005
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. DEDUÇÕES.
Poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda as despesas necessárias ao recebimento de rendimentos recebidos em decorrência de ação judicial que tenham sido suportadas pelo reclamante, inclusive os honorários advocatícios, desde que devidamente comprovadas.
Numero da decisão: 2002-001.182
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário para cancelar a omissão de rendimentos no valor parcial de R$18.500,00.
(assinado digitalmente)
Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
Nome do relator: CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201906
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2005 RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. DEDUÇÕES. Poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda as despesas necessárias ao recebimento de rendimentos recebidos em decorrência de ação judicial que tenham sido suportadas pelo reclamante, inclusive os honorários advocatícios, desde que devidamente comprovadas.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13884.001855/2008-67
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6027867
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2002-001.182
nome_arquivo_s : Decisao_13884001855200867.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : CLAUDIA CRISTINA NOIRA PASSOS DA COSTA DEVELLY MONTEZ
nome_arquivo_pdf_s : 13884001855200867_6027867.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário para cancelar a omissão de rendimentos no valor parcial de R$18.500,00. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil.
dt_sessao_tdt : Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2019
id : 7812432
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121531678720
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1370; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T2 Fl. 79 1 78 S2C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13884.001855/200867 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2002001.182 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 17 de junho de 2019 Matéria IRPF. OMISSÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Recorrente LUIS FERNANDO RIBEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2005 RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. DEDUÇÕES. Poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda as despesas necessárias ao recebimento de rendimentos recebidos em decorrência de ação judicial que tenham sido suportadas pelo reclamante, inclusive os honorários advocatícios, desde que devidamente comprovadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário para cancelar a omissão de rendimentos no valor parcial de R$18.500,00. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 4. 00 18 55 /2 00 8- 67 Fl. 79DF CARF MF Processo nº 13884.001855/200867 Acórdão n.º 2002001.182 S2C0T2 Fl. 80 2 Relatório Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (fls. 4/8), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu a alterações na declaração de ajuste anual do contribuinte acima identificado, relativa ao exercício de 2005. A autuação implicou na alteração do resultado apurado de saldo de imposto a restituir declarado de R$7.528,13 para saldo de imposto a restituir de R$2.028,13. A notificação noticia omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, no valor de R$20.000,00 (fl.6). Impugnação Cientificada ao contribuinte em 22/8/2008, a NL foi objeto de impugnação, em 8/9/2008, às fls. 2/12 dos autos, na qual o contribuinte alegou que o rendimento tido por omitido teria sido pago a título de honorários advocatícios para o patrono da ação judicial correspondente. Previamente ao julgamento, a autoridade julgadora intimou o contribuinte a juntar recibo dos honorários pagos, bem como de sua vinculação aos rendimentos acumulados recebidos (fl.28). Em resposta, o contribuinte informou que apresentara anteriormente o documento em uma Unidade da RFB, juntando documentos relativos à ação judicial (fls.32/57). A impugnação foi apreciada na 3ª Turma da DRJ/SPOII que, por unanimidade, julgou a impugnação improcedente, em decisão assim ementada (fls. 60/62): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Que se mantém por não lograr o contribuinte comprovar tratar se o valor omitido de honorários advocatícios pagos e que foram deduzidos da verba recebida e declarada. Recurso voluntário Ciente do acórdão de impugnação em 24/7/2009 (fls. 73 e 77), o contribuinte, em 31/7/2009 (fl. 65), apresentou recurso voluntário, às fls. 65/69, no qual indica a juntada da segunda via do recibo emitido por sua advogada. Alega que não teria havido omissão de rendimentos, mas informações contraditórias por parte do profissional contratado para elaborar sua declaração de ajuste. Fl. 80DF CARF MF Processo nº 13884.001855/200867 Acórdão n.º 2002001.182 S2C0T2 Fl. 81 3 Voto Conselheira Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Relatora Admissibilidade O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, assim, dele tomo conhecimento. Mérito O litígio recai sobre rendimentos auferidos pela recorrente, os quais ele alega que teriam sido repassados a título de honorários advocatícios para a advogada responsável pela ação. A possibilidade de dedução dos honorários advocatícios dos rendimentos tributáveis recebidos pelo contribuinte em conseqüência da ação judicial, quando devidamente comprovados documentalmente, está prevista no artigo 56 do Decreto nº 3.000/1999 (RIR/1999). Na apreciação da defesa apresentada, a decisão recorrida consigna: Em que pese os documentos apresentados pelo impugnante, não logrou o mesmo apresentar as comprovações solicitadas. Por outro lado, tendo em vista alegação do contribuinte de que o recibo dos honorários pagos foram entregues no posto fiscal de São José dos Campos foi a Sefis/DRF/São José dos Campos contatada via email, sendo, no entanto, negativa a resposta obtida. É certo que, também dessa alegação, o contribuinte não fez prova. Agora em seu recurso voluntário o recorrente junta a segunda via do recibo emitido por sua advogada (fl. 67), no valor de R$18.500,00. Em sede de recurso voluntário o contribuinte juntou novo documento aos autos. O art. 16, § 4º, c do Decreto 70.235/72 prevê que a prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que a nova prova se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Verificase que os documentos apresentados pela parte encaixamse nesta previsão, visto que destinamse a contrapor razões trazidas aos autos pela DRJ que fundamentou sua decisão de improcedência da impugnação na falta de comprovação dos honorários pagos. Registro ainda que o colegiado de primeira instância buscou informações junto à Unidade da RFB acerca da alegação do contribuinte, mas não o intimou da resposta obtida de forma a lhe proporcionar seu direito de defesa. Considerando que resta confirmada a atuação da profissional emitente do recibo na ação judicial correspondente (fl. 38) e que o contribuinte informou o pagamento em sua declaração de ajuste anual, ainda que no valor errado (fl.15), entendo que deve ser acatado Fl. 81DF CARF MF Processo nº 13884.001855/200867 Acórdão n.º 2002001.182 S2C0T2 Fl. 82 4 o valor comprovado de R$18.500,00, sendo de se cancelar a omissão de rendimentos parcialmente nesse valor, mantendose a inclusão da diferença de R$1.500,00. Esclareço que o fato de o profissional contratado ter cometido equívoco no preenchimento de sua Declaração de Ajuste não afasta a infração atribuída ao recorrente. A responsabilidade pela veracidade das informações nela contidas é do contribuinte, não podendo transferir a outro a responsabilidade que lhe é atribuída por lei (artigos 113 e 122 do CTN). Conclusão Pelo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário para cancelar a omissão de rendimentos no valor parcial de R$18.500,00. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Fl. 82DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10860.720218/2015-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2015
SIMPLES NACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS. COMPROVAÇÃO. OPÇÃO DEFERIDA.
Deve ser deferida a opção pelo Simples Nacional formulado pelas pessoas jurídicas que comprovem a quitação de todos os seus débitos junto ao INSS ou, junto às Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, antes da data limite estipulada para formular a opção.
Numero da decisão: 1401-003.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para deferir a opção pelo Simples Nacional da Recorrente em relação ao ano-calendário de 2015.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Eduardo Morgado Rodrigues - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Abel Nunes de Oliveira Neto, Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Eduardo Morgado Rodrigues, Letícia Domingues Costa Braga, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
Nome do relator: EDUARDO MORGADO RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2015 SIMPLES NACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS. COMPROVAÇÃO. OPÇÃO DEFERIDA. Deve ser deferida a opção pelo Simples Nacional formulado pelas pessoas jurídicas que comprovem a quitação de todos os seus débitos junto ao INSS ou, junto às Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, antes da data limite estipulada para formular a opção.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10860.720218/2015-01
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6027997
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1401-003.485
nome_arquivo_s : Decisao_10860720218201501.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : EDUARDO MORGADO RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 10860720218201501_6027997.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para deferir a opção pelo Simples Nacional da Recorrente em relação ao ano-calendário de 2015. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (documento assinado digitalmente) Eduardo Morgado Rodrigues - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Abel Nunes de Oliveira Neto, Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Eduardo Morgado Rodrigues, Letícia Domingues Costa Braga, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu May 16 00:00:00 UTC 2019
id : 7812562
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121552650240
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-06-28T17:05:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-06-28T17:05:32Z; Last-Modified: 2019-06-28T17:05:32Z; dcterms:modified: 2019-06-28T17:05:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-06-28T17:05:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-06-28T17:05:32Z; meta:save-date: 2019-06-28T17:05:32Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-06-28T17:05:32Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-06-28T17:05:32Z; created: 2019-06-28T17:05:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-06-28T17:05:32Z; pdf:charsPerPage: 1739; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-06-28T17:05:32Z | Conteúdo => S1-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10860.720218/2015-01 Recurso Voluntário Acórdão nº 1401-003.485 – 1ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2019 Recorrente IMOBILIARIA DINIZ LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2015 SIMPLES NACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS. COMPROVAÇÃO. OPÇÃO DEFERIDA. Deve ser deferida a opção pelo Simples Nacional formulado pelas pessoas jurídicas que comprovem a quitação de todos os seus débitos junto ao INSS ou, junto às Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, antes da data limite estipulada para formular a opção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para deferir a opção pelo Simples Nacional da Recorrente em relação ao ano- calendário de 2015. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (documento assinado digitalmente) Eduardo Morgado Rodrigues - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Abel Nunes de Oliveira Neto, Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Eduardo Morgado Rodrigues, Letícia Domingues Costa Braga, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls. 47 a 88) interposto contra o Acórdão nº 03- 70.375, proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF (fls. 35 a 39), que, por unanimidade, julgou improcedente a manifestação de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 72 02 18 /2 01 5- 01 Fl. 117DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1401-003.485 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10860.720218/2015-01 inconformidade apresentada pela ora Recorrente, decisão esta consubstanciada na seguinte ementa: "ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2015 OPÇÃO. EXISTÊNCIA DE DÉBITOS. INDEFERIMENTO. É cabível o indeferimento da opção pelo Simples Nacional formulado pelas pessoas jurídicas que tenham débitos, sem exigibilidades suspensas, junto ao INSS ou, junto às Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, na data limite estipulada para formular a opção. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio " Por sua precisão na descrição dos fatos que desembocaram no presente processo, peço licença para adotar e reproduzir os termos do relatório da decisão da DRJ de origem: " Trata o presente processo de manifestação de inconformidade em face do indeferimento, constante do “Termo de Indeferimento de Opção pelo Simples Nacional” de fl. 05 (data de registro em 10/02/2015), que não acatou a solicitação de opção pelo Simples Nacional formalizado pelo contribuinte em 26/01/2015. A opção foi indeferida em virtude de existirem os débitos inscritos em Dívida Ativa da União (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN) abaixo relacionados; os quais não se encontravam com as exigibilidades suspensa, com fundamento no inciso V, artigo 17 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006: 1. débito de CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (código 1804) nº de inscrição 80613053149-93, constante do processo nº 10860.501751/2013-03 e, 2. débito de IRPJ (código 3551) nº de inscrição 80213023530-77, constante do processo nº 10860.501752/2013-40. Cientificada dessas pendências a pessoa jurídica interessada teve protocolada em 13/02/2015 a manifestação de inconformidade de fl. 03 protestando, em síntese, que os débitos estão sendo objetos de ‘Revisão de Débitos Inscritos em Dívida Ativa da União e Extinção da Dívida Ativa’, conforme protocolos que menciona em sua defesa. Apresenta documentos e solicita o seu enquadramento no Simples Nacional. " Inconformada com a decisão de primeiro grau, que julgou improcedente a sua manifestação de inconformidade, a ora Recorrente apresentou Recurso Voluntário alegando que os débitos fiscais que obstaram a sua opção haviam sido pagos tempestivamente e foram objetos de pedido de revisão deferido pela PGFN. Em sessão de 05/06/2018, a 1ª Turma Extraordinária da 1ª Seção de Julgamento deste CARF resolveu baixar o feito em diligência. Após a realização do quanto fora determinado, retornaram os autos para seguimento nesta Turma Ordinária. Fl. 118DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1401-003.485 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10860.720218/2015-01 É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues, Relator. O presente Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Conforme narrado, a opção da Recorrente pelo Simples foi obstada pela suposta existência de débitos inscritos em divida ativa, sem exigibilidade suspensa, no termo final do prazo para a realização da opção. Já em sede de Manifestação de Inconformidade alegou a Contribuinte que tais débitos haviam sido quitados em momento anterior ao final do prazo e por equívoco teriam sido inscritos em dívida. Igualmente informou que já teria providenciado o pedido de revisão junto à PGFN e estaria aguardando análise. Por sua vez, a decisão de piso considerou que o pedido de revisão por si só não possuía o condão de suspender a exigibilidade do crédito, portanto indeferiu a Manifestação, vez que á época do julgamento os requerimentos ainda pendiam de resposta. Já em Recurso Voluntário, a contribuinte traz que a PGFN deferiu todos os seus Pedidos de Revisão, reconhecendo que os débitos que obstaram a opção haviam realmente sido quitados em data anterior ao fim do prazo para regularização. Diante destes fatos fez-se necessária a baixa do feito em diligência, nos seguintes termos: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade fiscal competente proceda à análise de todos os documentos, em especial os Requerimentos de Revisão de Dívida Ativa, trazidos pelo Contribuinte (fls. 4788), e elabore relatório circunstanciado esclarecendo se: (i) todos os débitos listados no Termo de Indeferimento de Opção (fl. 5) restaram quitados após os Requerimentos deferidos em 25/01/2016; e (ii) se o pagamento de algum desses débitos ocorreu após a data de 06/02/2015, termo final para regularização neste ano-calendário. A Autoridade Fiscal responsável pela realização da diligência determinada juntou às fls. 96 a 105 a resposta que abaixo transcrevo, bem como telas dos sistemas informatizados da RFB e PFN que corroboram a suas conclusões: "(...) Fl. 119DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1401-003.485 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10860.720218/2015-01 Foram juntadas pela Saort/DRF/TAU as pesquisas de fls. 96/104. O CARF solicita duas informações: 1 – Se todos os débitos foram quitados após os Requerimentos deferidos em 25/01/2016. Conforme pesquisas de fls. 96/99 e 101/103, as inscrições referentes aos processos de nº 10860.501751/2013-03 (inscrição 80613053149-93) e 10860.501752/2013-40 (inscrição 80213023530-77), foram extintas em 25/01/2016 em razão da inclusão dos pagamentos efetuados em 24/01/2014, com códigos incorretos e retificados para os códigos corretos em 24/03/2014 (fls. 100 e 104). 2 – Se o pagamento de alguns desses débitos ocorreu após a data de 06/02/2015. Das pesquisas efetuadas no portal PGFN e anexadas às fls. 96/99 e 101/103, observa- se que não houve alocação de nenhum pagamento efetuado após 06/02/2015. (...)" Cientificada da diligência, a Contribuinte apresentou manifestação de fl. 110 apenas concordando com as informações obtidas pela Fiscalização. Pois bem, da resposta apresentada, incluindo a documentação anexada, tem-se expresso que os débitos que haviam sido inscritos em dívida ativas e servido como fundamento para o indeferimento ora combatido, em verdade, já estavam quitados antes do termo final da opção, em 06/02/2015. Desta forma, resta comprovado que o Indeferimento da Opção pelo Simples se deu por conta de equivocada, e já retificada, inscrição em dívida ativa de débitos que já eram inexistentes, igualmente, resta claro o direito da Recorrente ao deferimento de sua Opção. Diante de todo o exposto, VOTO por DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para deferir a Opção pelo Simples Nacional da Recorrente em relação ao Ano- Calendário de 2015. É como voto. (documento assinado digitalmente) Eduardo Morgado Rodrigues Fl. 120DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 1401-003.485 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10860.720218/2015-01 Fl. 121DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10920.900988/2006-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-002.055
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira - Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Tatiana Josefovicz Belisário - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado em substituição ao conselheiro Charles Mayer de Castro Souza), Tatiana Josefovicz Belisário, Laércio Cruz Uliana Junior e Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente em Exercício). Ausente o conselheiro Charles Mayer de Castro Souza.
Nome do relator: TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201904
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10920.900988/2006-84
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6020044
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 11 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-002.055
nome_arquivo_s : Decisao_10920900988200684.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
nome_arquivo_pdf_s : 10920900988200684_6020044.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira - Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Tatiana Josefovicz Belisário - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado em substituição ao conselheiro Charles Mayer de Castro Souza), Tatiana Josefovicz Belisário, Laércio Cruz Uliana Junior e Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente em Exercício). Ausente o conselheiro Charles Mayer de Castro Souza.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 25 00:00:00 UTC 2019
id : 7778641
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:47:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121575718912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1578; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 96 1 95 S3C2T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.900988/200684 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201002.055 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 25 de abril de 2019 Assunto PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente DOBREVE PARTICIPACOES S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência. (assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Tatiana Josefovicz Belisário Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcos Roberto da Silva (suplente convocado em substituição ao conselheiro Charles Mayer de Castro Souza), Tatiana Josefovicz Belisário, Laércio Cruz Uliana Junior e Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente em Exercício). Ausente o conselheiro Charles Mayer de Castro Souza. Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado pelo Contribuinte em face do acórdão nº 07.21.894, proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC), que assim relatou o feito: Trata o presente processo de Declaração de Compensação — Per/Dcomp, transmitida em 15/10/2003, onde foi verificado que o valor RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 20 .9 00 98 8/ 20 06 -8 4 Fl. 96DF CARF MF Processo nº 10920.900988/200684 Resolução nº 3201002.055 S3C2T1 Fl. 97 2 contido no DARF lá discriminado, objeto do pedido de compensação, já teria sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, não restando créditos disponíveis para compensação com os débitos informados. Inconformada com a não homologação de sua compensação, a contribuinte encaminhou a presente manifestação de inconformidade, na qual aduz que o Per/Dcomp objeto do Despacho Decisório, foi preenchido incorretamente, tendo faltado a informação nos campos "Informado em Processo Administrativo Anterior" e "Número do Processo" (n°. 13973.000286/200329). Informa, ainda, que a DCTF do período de apuração foi preenchida incorretamente, tendo a retificação sido efetuada de acordo com a Intimação n°. 73/2008 do referido processo. Termina por afirmar que estão anexadas as fotocópias do Despacho Decisório do Processo n°. 13973.000286/200329 e da intimação n°. 73/2008, protocolada em 22/02/2008, e que resta demonstrado o erro no preenchimento e a suficiência de saldo. Requer, por fim, que seja retificada a Per/Dcomp e acolhida a impugnação. Após exame da defesa apresentada pelo Contribuinte, a DRJ proferiu acórdão assim ementado: Assumo: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITO DE VALIDADE A compensação de créditos tributários depende da comprovação da liquidez e certeza dos créditos contra a Fazenda Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário reiterando os argumentos de defesa apresentados quanto ao crédito tributário mantido. Após os autos foram remetidos a este CARF e distribuídos por sorteio à então Conselheira Mércia Helena Trajano DAmorim. Em primeiro exame do feito, esta Turma Julgadora deliberou, por maioria, pela conversão do feito em diligência, tendo sito esta Conselheira designada para a redação do voto vencedor, nos seguintes termos: Por meio de Despacho Decisório eletrônico, a unidade de origem indeferiu o pleito, ao fundamento de que, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos realizados pela Recorrente, mas integralmente utilizados para quitação de débitos dela própria, não restando, assim, crédito disponível para compensação. Fl. 97DF CARF MF Processo nº 10920.900988/200684 Resolução nº 3201002.055 S3C2T1 Fl. 98 3 Não houve, todavia, antes de prolatada a decisão, intimação da Recorrente para apresentar esclarecimentos sobre o pedido que formulou, muito embora, como se sabe, a Lei n.º 9.784, de 1999, que rege o Processo Administrativo Federal, aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal PAF por força do disposto em seu art. 69, determina que o administrado tem, entre outros direitos perante a Administração Pública, o de formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais devem ser objeto de consideração pelo órgão competente (inciso III do art. 3º). Pelo exposto, voto por CONVERTER O FEITO EM DILIGÊNCIA para determinar que a unidade de origem promova a intimação da Recorrente para apresentar esclarecimentos e documentos que se fizerem necessários e, sendo o caso, profira novo Despacho Decisório a partir dos esclarecimentos e documentos apresentados. A Contribuinte, intimada, reiterou os argumentos de defesa apresentados, notadamente quanto ao Despacho Decisório proferido no Processo n°. 13973000287/200373, reconhecendo a totalidade do crédito postulado. .É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário Relatora Em exame do feito, observo que a Resolução anterior redigida por esta Relatora não se mostrou suficientemente clara para que a Autoridade Preparadora efetuasse o adequado exame das questões a serem apuradas em diligência. Isso porque, ao afirmar que a Recorrente não foi intimada a prestar esclarecimentos sobre pedido formulado, diz respeito ao Processo nº 13973.000287/200373, em sede do qual apresentou petição esclarecendo o cometimento de equívoco no preenchimento da DCTF relativa ao período do crédito postulado. Esclareceu, nessa mesma oportunidade, que ao crédito lá controlado, foram vinculados diversos Pedidos de Compensação, dentre os quais aquele analisado no presente feito. Como se verifica pelo relato dos fatos tratase, basicamente, de Declaração de Compensação não homologada em decorrência da constatação de insuficiência do crédito informado. De acordo com a DRF e a DRJ, "o valor contido no DARF lá discriminado, objeto do pedido de compensação, já teria sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, não restando créditos disponíveis para compensação dos débitos informados." No PER/DCOMP examinado a Recorrente indicou como "Valor Original do Crédito Inicial" o montante de R$119.976,00 (fl. 3), oriundo de DARF no valor de R$532.393,50, Código de Receita 2172, PA 30/11/2002, Vencimento e recolhimento em 12/12/2002. (fl. 4) Fl. 98DF CARF MF Processo nº 10920.900988/200684 Resolução nº 3201002.055 S3C2T1 Fl. 99 4 O despacho decisório de fl. 7 informa a não homologação da compensação uma vez que, segundo constava nos sistemas da RFB, o valor originário do DARF (R$532.393,50) havia sido integralmente utilizado para pagamento de débito em igual montante. Pois bem, em sua impugnação a Recorrente informa a ocorrência de 2 equívocos que ocasionaram o não reconhecimento do crédito, quais sejam: (i) Deixou de informar no PER/DCOMP enviado que o crédito ali pleiteado havia sido informado em Processo Administrativo Anterior, que seria o Processo nº 13973.000287/200373; (ii) Que em sua DCTF relativa ao Período de Apuração 30/11/2002 (PA do crédito utilizado) teria informado o valor equivocado do débito apurado a título de COFINS. Que, embora tenha originariamente informado um débito no valor de R$532.393,50, vinculando a este o pagamento do DARF, também no valor de R$532.393,50, posteriormente efetuou a retificação da DCTF para registrar um débito de COFINS no período no montante de R$ 413.412,48., sendo esta diferença, portanto, a origem do valor do crédito informado no PER/DCOMP de R$119.976,00. Na impugnação junta cópias de petições protocoladas nos autos do referido Processo inicial nº 13973.000287/200373, por meio das quais esclarecia os erros cometidos, informando estarem ali anexados os documentos comprobatórios dos equívocos cometidos, tanto da DCTF, quando no PER/DCOMP, bem como acosta cópia da DCTF retificadora. É incontroverso que a apresentação da DCTF retificadora, por meio da qual ocorreu a "liberação" do crédito postulado pela Recorrente, foi feita posteriormente à prolação do despacho decisório. E foi esse fato que acarretou a prolação de decisão negativa pela DRJ e que também fundamente o voto proferido pela d. Relatora original do feito. Trago o seguinte trecho do acórdão DRJ: Em que pese o fato da interessada ter retificado o documento no sentido de identificar o recolhimento que diz ter sido indevido, este procedimento foi feito após a análise do .Per/Dcomp que resultou na decisão pela nãohomologação, conforme descrito no Despacho Decisório. Ou seja, o procedimento compensatório, objeto da análise, foi realizado quando ainda não estava configurada a existência do pagamento indevido por meio da respectiva DCTF, documento este em que o sujeito passivo formalmente apura e declara a contribuição devida à Receita Federal. ' Como se constata nos autos, a contribuinte retificou a DCTF em momento posterior ao pleito compensatório, por conseguinte, a compensação teria sido formalizada quando o crédito alegado no Per/Dcomp, objeto do Despacho Decisório, ainda não possuia a liquidez e certeza para que pudesse ser objeto de repetição. Não se trata aqui de invalidar as retificações efetuadas pela contribuinte tanto em sua forma quanto em seu conteúdo mas simplesmente de afirmar que a compensação ora pleiteada so poderia ser validada no caso em que, à data da apresentação do Per/Dcomp sob análise, já tivesse a contribuinte retificado a DCTF e, com isso, conformada juridicamente a existência do pagamento indevido. Fl. 99DF CARF MF Processo nº 10920.900988/200684 Resolução nº 3201002.055 S3C2T1 Fl. 100 5 Ou seja, nem a DRJ, e tampouco a d. Relatora sorteada chegam a adentrar ao mérito no que diz respeito à existência ou não do crédito, mas, apenas, invalidam o procedimento de correção das informações prestadas pretendido pela Recorrente. Todavia, reputo necessário o exame das alegações trazidas pelo Recorrente quanto à existência de erro manifesto no preenchimento de suas declarações. A jurisprudência deste CARF e especialmente desta turma é tranqüila no sentido de afirmar que a correção de erros no preenchimento de declarações pelos contribuintes é possível em sede de procedimento administrativo de revisão do crédito tributário, quando devidamente comprovado o direito pelo contribuinte. Tanto em sua Manifestação de Inconformidade, quanto em em seu Recurso Voluntário, a Recorrente apresentou cópias do Processo Administrativo nº 19973.000287/200373, que demonstram que o crédito utilizado pela Recorrente no valor original de R$119.976,00 foi devidamente reconhecido pela Receita Federal do Brasil. Tratase da Intimação nº 74/2008 de 06/02/2008 (fl. 68) e do Despacho Decisório datado de 24/06/2008 (fls. 69/71), cuja decisão transcrevo: DECISÃO De acordo com o parecer retro, que aprovo, no uso da competência definida pelo artigo 243, II do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF n“ 95/2007, e delegada pelo art. 4° da Portaria DRF/Joinville n“ 48/2007, DECIDO deferir o pedido, reconhecendo o direito creditório no valor originário do R 119.976,00 (cento e dezenove mil, novecentos e setenta e seis reais centavos), correspondente ao recolhimento além do devido de COFINS, efetuado em 13/l 2/2002 (fl. 18), acrescido de juros, nos termos do art. 52, § 1°, III, “c", da Instrução Normativa SRF nº 600/2005, bem como homologando, até o limite deste crédito, a Declaração de Compensação, nos moldes do anexo VI da IN SRF 210/2002, entregue cm 05/05/2003 (fls. 01/02) e retificada em 19/03/2003 (fls. 03 a 05) e as Declarações Eletrônicas de Compensação listadas na primeira folha do presente despacho decisório. Ou seja, pelas cópias apresentadas, me parece incontroverso que a própria Delegacia da Receita Federal de jurisdição do contribuinte houve por bem acatar a integralidade do crédito informado pela Recorrente em seu PER/DCOMP, e que seria decorrente da retificação do erro no preenchimento de sua DCTF, não havendo falar em ausência de liquidez do crédito pleiteado. Nesse sentido, trago à colação os termos do Parecer Normativo COSIT nº 8, de 3 de setembro de 2014: REVISÃO DE DESPACHO DECISÓRIO QUE NÃO HOMOLOGOU COMPENSAÇÃO, EM SENTIDO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE. A revisão de ofício de despacho decisório que não homologou compensação pode ser efetuada pela autoridade administrativa local para crédito tributário não extinto e indevido, na hipótese de ocorrer erro de fato no preenchimento de declaração (na própria Declaração de Compensação – Dcomp ou em declarações que deram origem ao débito, como a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Fl. 100DF CARF MF Processo nº 10920.900988/200684 Resolução nº 3201002.055 S3C2T1 Fl. 101 6 – DCTF e mesmo a Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ, quando o crédito utilizado na compensação se originar de saldo negativo de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ ou de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL), desde que este não esteja submetido aos órgãos de julgamento administrativo ou já tenha sido objeto de apreciação destes. Lado outro, é certo que este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não detêm competência para examinar a suficiência do crédito informado para a quitação da totalidade dos débitos declarados, sendo inviável, assim, o julgamento de procedência do Recurso Voluntário apresentado, também consoante citado Parecer COSIT nº 8/2014: COMPETÊNCIA PARA EFETUAR A REVISÃO DE OFÍCIO. Compete à autoridade administrativa da unidade da RFB na qual foi formalizada a exigência fiscal proceder à revisão de ofício do lançamento, inclusive para as hipóteses de tributação previdenciária. REVISÃO DE OFÍCIO – ATO INSTRUMENTO DA REVISÃO. O despacho decisório é o instrumento adequado para que a autoridade administrativa local efetue a revisão de ofício de lançamento regularmente notificado, a retificação de ofício de débito confessado em declaração, e a revisão de ofício de despacho decisório que decidiu sobre reconhecimento de direito creditório e compensação efetuada. Logo, ao deslinde da presente controvérsia, basta averiguar, diante do crédito já reconhecido nos autos do Processo Administrativo nº 19973.000287/200373, se tal montante é suficiente para a extinção dos débitos declarados nos presentes autos (10920.900006/200816), assim como dos demais processos analisados conjuntamente (10920.900010/200884; 10920.900018/200841; 10920.900028/200886; 10920.900986/200695 e 10920.900988/200684). E, em caso positivo, efetuar a devida vinculação entre crédito reconhecido e débitos declarados. Desse modo, fazse necessário o retorno dos presentes autos ao órgão de origem para que sejam realizadas as providências de verificação do crédito reconhecido no Processo Administrativo nº 19973.000287/200373, bem como a suficiência deste para a extinção dos débitos controlados pelos Processos 10920.900006/200816, 10920.900010/200884; 10920.900018/200841; 10920.900028/200886; 10920.900986/200695 e 10920.900988/200684). Poderão ser solicitados ao contribuinte demais documentos reputados necessários. Pedese, ainda, a anexação de cópia do Processo Administrativo nº 19973.000287/200373 aos presentes autos. Ao final, seja proferido relatório conclusivo, do qual deve ser dado vista ao contribuinte para se manifestar no prazo de 30 dias. Concluído, retornemse os autos para julgamento. É como voto. Fl. 101DF CARF MF Processo nº 10920.900988/200684 Resolução nº 3201002.055 S3C2T1 Fl. 102 7 Tatiana Josefovicz Belisário Fl. 102DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10660.721696/2016-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2011
DECADÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Intimação do espólio é necessária para cientificação do lançamento. Intimação do espólio feita quando já estava decaído o lançamento, a decadência deve ser decretada. Embargos acolhidos sem efeitos infringentes para sanar o vício apontado.
Numero da decisão: 2201-005.150
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos formalizados pela representação da Fazenda Nacional para, sem efeitos infringentes, sanar a vício apontado no Acórdão 2201-004.697, de 12 de setembro de 2018, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Douglas Kakazu Kushiyama - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Débora Fófano Dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernanda Melo Leal (suplente convocada), Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DOUGLAS KAKAZU KUSHIYAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201905
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2011 DECADÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Intimação do espólio é necessária para cientificação do lançamento. Intimação do espólio feita quando já estava decaído o lançamento, a decadência deve ser decretada. Embargos acolhidos sem efeitos infringentes para sanar o vício apontado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10660.721696/2016-67
anomes_publicacao_s : 201906
conteudo_id_s : 6020611
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-005.150
nome_arquivo_s : Decisao_10660721696201667.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : DOUGLAS KAKAZU KUSHIYAMA
nome_arquivo_pdf_s : 10660721696201667_6020611.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos formalizados pela representação da Fazenda Nacional para, sem efeitos infringentes, sanar a vício apontado no Acórdão 2201-004.697, de 12 de setembro de 2018, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Débora Fófano Dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernanda Melo Leal (suplente convocada), Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu May 09 00:00:00 UTC 2019
id : 7782475
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:47:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121584107520
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-06-11T17:12:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-06-11T17:12:53Z; Last-Modified: 2019-06-11T17:12:53Z; dcterms:modified: 2019-06-11T17:12:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-06-11T17:12:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-06-11T17:12:53Z; meta:save-date: 2019-06-11T17:12:53Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-06-11T17:12:53Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-06-11T17:12:53Z; created: 2019-06-11T17:12:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2019-06-11T17:12:53Z; pdf:charsPerPage: 1717; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-06-11T17:12:53Z | Conteúdo => S2-C 2T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10660.721696/2016-67 Recurso Embargos Acórdão nº 2201-005.150 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 9 de maio de 2019 Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado PEDRO DE ALMEIDA CESAR FILHO ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2011 DECADÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Intimação do espólio é necessária para cientificação do lançamento. Intimação do espólio feita quando já estava decaído o lançamento, a decadência deve ser decretada. Embargos acolhidos sem efeitos infringentes para sanar o vício apontado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos formalizados pela representação da Fazenda Nacional para, sem efeitos infringentes, sanar a vício apontado no Acórdão 2201-004.697, de 12 de setembro de 2018, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Débora Fófano Dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernanda Melo Leal (suplente convocada), Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório Tratam-se de Embargos de Declaração opostos pela União Federal de fls. 96/100, em face do Acórdão nº 2201-004.697, fls. 89/93 proferido em sede de Recurso de Ofício exarado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 72 16 96 /2 01 6- 67 Fl. 108DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-005.150 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10660.721696/2016-67 pela 1ª Turma Ordinária da 2ª Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2011 DA DECADÊNCIA No caso de falta de pagamento ou pagamento em atraso da quota única ou da 1ª quota do ITR, após o exercício de apuração do imposto, aplica-se a regra geral prevista no art. 173, I, do CTN, para efeito de contagem do prazo decadencial. Crédito tributário constituído após o prazo quinquenal Recebidos os autos, a União Federal apresentou embargos de declaração formalizados pela petição de fls. 96/100: No entender da União (Fazenda Nacional) há necessidade de uma apreciação mais detida da matéria relativa ao prazo decadencial para constituição do crédito tributário, por constituir omissão/contradição passível de saneamento. Explique-se. Acerca da decadência, cumpre observar que a jurisprudência do CARF, seguindo entendimento do STJ (Recurso Especial nº 973.733/SC, julgado na sistemática do art. 543-C do CPC), adota a regra de contagem do prazo decadencial constante do art. 150, §4º, do CTN, diante da existência de pagamento parcial do tributo devido, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Por outro lado, a inexistência de pagamento parcial ou a constatação das situações mencionadas na parte final do § 4º, do art. 150, do CTN, enseja a aplicação da regra de contagem constante do art. 173, I, do CTN. No presente caso, o i. conselheiro relator entendeu pela ausência de antecipação parcial do pagamento e aplicação do referido art. 173, porém, considerou decaído o lançamento, tendo em vista que a cientificação ocorreu após o referido prazo, nos seguintes termos: “Assim, considerando que o pagamento do ITR/2011, cuja quota única ou 1ª parcela venceu em 30.09.2011, não foi realizado e sabendo-se que o fato gerador do ITR do exercício de 2011 ocorreu em 1º.01.2011, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial, no caso, desloca-se para o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido realizado, (regra geral do art. 173, I, do CTN), ou seja, 1º.01.2012, estendendo-se o direito de a Autoridade Fiscal expressamente homologar o pagamento feito ou constituir crédito tributário suplementar até 31 de dezembro de 2016. Em sendo caso de lançamento, é sabido que o mesmo apenas se torna perfeito e acabado com a ciência, ao sujeito passivo, do seu instrumento materializador, qual seja, a Notificação de Lançamento, como no caso, ou o Auto de Infração. Tendo em vista que o lançamento só foi concretizado, com a ciência do autuado, em 21 de junho de 2017, às fls. 20 e 64, ou seja, após o término do prazo referido.” (grifos no original) O trecho foi extraído do acórdão de primeira instância, proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, e ratificado pelo colegiado do CARF em sua inteireza. Fl. 109DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-005.150 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10660.721696/2016-67 Com todas as vênias ao voto do ilustre conselheiro, entendo que há um ponto relevante que merece a devida análise, sob pena de persistir grave omissão/contradição no julgado. Ocorre que a premissa de que a ciência do autuado deu-se em 21 de junho de 2017 encontra-se, salvo melhor juízo, equivocada. Tal constatação altera diamentralmente o resultado do julgamento. A análise dos documentos juntados aos autos permite concluir que o sujeito passivo foi devidamente intimado por edital em setembro de 2016, conforme atestado às fls. 14/15: (...) Não obstante a menção à data de 21 de junho de 2017 no julgado, fato é que os documentos acima analisados são aptos a demonstrar que a perfeita cientificação ocorreu muito antes, em setembro de 2016, dentro do prazo para constituição do crédito tributário. Observe-se, inclusive, que os mencionados documentos de fls. 20 e 64 não foram sequer encontrados nos autos, havendo inúmeros despachos de desentranhamento, o que possivelmente deve ter ensejado o presente equívoco. Nesse contexto, entende a União (Fazenda Nacional) ter havido omissão/contradição na conclusão do voto acerca da matéria, mostrando-se relevante esclarecimentos do colegiado acerca de quais documentos respaldam o entendimento para desconsiderar a intimação feita por edital nos termos da legislação e as razões de que houve ciência apenas em junho de 2017. Se entender cabível, requer a alteração do entendimento do acórdão 2201- 004.697. Ante o exposto, requer a União (Fazenda Nacional) que sejam conhecidos e acolhidos os presentes Embargos de Declaração, com efeitos infringentes. Após apresentar as considerações e fundamentos legais que julgou pertinentes, requereu o acolhimento e provimento dos Embargos de Declaração, para reformar, se julgar pertinente, o Acórdão nº 2201-004. 697. É o relatório do necessário, passo ao Voto Conselheiro Douglas Kakazu Kushiyama, Relator. De fato, no caso, houve uma intimação, ficta, por edital, constante à fl. 14, mas que não cumpriu os requisitos do artigo 23, do Decreto nº 70.235/1972: Art. 23. Far-se-á a intimação: (...) II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) (...) Fl. 110DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9532.htm#art67 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9532.htm#art67 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9532.htm#art81ii Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-005.150 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10660.721696/2016-67 § 1 o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) II - em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) (...) IV - 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) Não há prova de que restou improfícua a intimação por via postal. Apenas consta a informação de que houve uma correspondência devolvida em 12/08/2016 (fl. 11). Tal documento não serve a justificar a intimação por Edital nos termos do Decreto nº 70.235/1972. Entretanto, conforme se verifica dos autos, da informação constante à fl. 12 e também na fl. 46, o sujeito passivo faleceu no dia 24 de março de 2005: No caso em questão, desde 24 de março de 2005, nos termos da legislação civil, pelo princípio da saisine, a posse dos bens do de cujus se transmite aos herdeiros imediatamente na dada de sua morte: Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. Fl. 111DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11941.htm#art25 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art113 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art113 Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-005.150 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10660.721696/2016-67 Sendo assim, e havendo inventário em curso, a cientificação do lançamento deveria ser, como de fato, foi feita ao inventariante. Neste sentido, o espólio é o conjunto de bens e direitos e obrigações da pessoa falecida e é representado pelo inventariante e a representação em juízo ou fora, deve ser feito pelo inventariante, nos termos do disposto no artigo 618, inciso I, do Código de Processo Civil, verbis: Art. 618. Incumbe ao inventariante: I - representar o espólio ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, observando-se, quanto ao dativo, o disposto no art. 75, § 1º; Este fato é evidenciado pela exclusão do termo de revelia que constava à fl. 17, que determinou o retorno de fase para ciência ao inventariante, de modo que o edital, conforme ressaltado anteriormente, não estava em conformidade com o Decreto ou o edital não se presta para intimar o autuado, de modo deveria ser intimado o inventariante. Sendo assim, deveria haver a intimação do inventariante, o que só veio a ocorrer, efetivamente, no dia 21 de junho de 2017. Assim, considerando que o pagamento do ITR/2011, cuja quota única ou 1ª parcela venceu em 30.09.2011, não foi realizado e sabendo-se que o fato gerador do ITR do exercício de 2011 ocorreu em 1º.01.2011, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial, no caso, desloca-se para o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido realizado, (regra geral do art. 173, I, do CTN), ou seja, 1º.01.2012, estendendo- se o direito de a Autoridade Fiscal expressamente homologar o pagamento feito ou constituir crédito tributário suplementar até 31 de dezembro de 2016. Em sendo caso de lançamento, é sabido que o mesmo apenas se torna perfeito e acabado com a ciência, ao sujeito passivo, do seu instrumento materializador, qual seja, a Notificação de Lançamento, como no caso, ou o Auto de Infração. Tendo em vista que o lançamento só foi concretizado, com a ciência do autuado, em 21 de junho de 2017, às fls. 20, ou seja, após o término do prazo referido anteriormente (31.12.2016), não restam dúvidas de que o direito de efetuar o lançamento já havia decaído. Conclusão Pelos motivos expostos, acolho os embargos formalizados pela representação da Fazenda Nacional para, sem efeitos infringentes, sanar a vício apontado voto por conhecer e negar provimento. (documento assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama Fl. 112DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art75§1 Fl. 6 do Acórdão n.º 2201-005.150 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10660.721696/2016-67 Fl. 113DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10380.723585/2010-46
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Jul 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
INSUMOS. CONCEITOS PARA FINS DE CRÉDITOS DO PIS/PASEP E COFINS. ESSENCIALIDADE E RELEVÂNCIA.
Em razão da ampliação do conceito de insumos, para fins de reconhecimento de créditos do PIS/Pasep e da Cofins, decorrente do julgado no REspnº1.221.170/PR, na sistemática de recursos repetitivos, adotam-se as conclusões do Parecer Cosit nº 05 de 17/122018.
No caso, as embalagens de transporte caracterizam insumo por serem itens necessários à produção, por determinação normativa.
Numero da decisão: 9303-008.781
Decisão:
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201906
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 INSUMOS. CONCEITOS PARA FINS DE CRÉDITOS DO PIS/PASEP E COFINS. ESSENCIALIDADE E RELEVÂNCIA. Em razão da ampliação do conceito de insumos, para fins de reconhecimento de créditos do PIS/Pasep e da Cofins, decorrente do julgado no REspnº1.221.170/PR, na sistemática de recursos repetitivos, adotam-se as conclusões do Parecer Cosit nº 05 de 17/122018. No caso, as embalagens de transporte caracterizam insumo por serem itens necessários à produção, por determinação normativa.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Jul 12 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10380.723585/2010-46
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6031929
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 12 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-008.781
nome_arquivo_s : Decisao_10380723585201046.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : RODRIGO DA COSTA POSSAS
nome_arquivo_pdf_s : 10380723585201046_6031929.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
dt_sessao_tdt : Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2019
id : 7819918
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121589350400
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-07-12T11:28:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-07-12T11:28:25Z; Last-Modified: 2019-07-12T11:28:25Z; dcterms:modified: 2019-07-12T11:28:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:39180344-7433-4b29-bece-054f8b848443; Last-Save-Date: 2019-07-12T11:28:25Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-07-12T11:28:25Z; meta:save-date: 2019-07-12T11:28:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-07-12T11:28:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-07-12T11:28:25Z; created: 2019-07-12T11:28:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2019-07-12T11:28:25Z; pdf:charsPerPage: 1694; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-07-12T11:28:25Z | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 2 1 1 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10380.723585/201046 Recurso nº 1 Especial do Procurador Acórdão nº 9303008.781 – 3ª Turma Sessão de 13 de junho de 2019 Matéria PIS/COFINS Insumos Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado DEL MONTE FRESH PRODUCE BRASIL LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 INSUMOS. CONCEITOS PARA FINS DE CRÉDITOS DO PIS/PASEP E COFINS. ESSENCIALIDADE E RELEVÂNCIA. Em razão da ampliação do conceito de insumos, para fins de reconhecimento de créditos do PIS/Pasep e da Cofins, decorrente do julgado no REspnº1.221.170/PR, na sistemática de recursos repetitivos, adotamse as conclusões do Parecer Cosit nº 05 de 17/122018. No caso, as embalagens de transporte caracterizam insumo por serem itens necessários à produção, por determinação normativa. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Demes Brito, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 35 85 /2 01 0- 46 Fl. 331DF CARF MF Processo nº 10380.723585/201046 Acórdão n.º 9303008.781 CSRFT3 Fl. 0 2 Relatório Este processo trata de pedido de ressarcimento de saldo de crédito de COFINS, combinado com declaração de compensação de débitos. Em decorrência da análise do pedido, a unidade de origem exarou despacho decisório, no qual não reconheceu integralmente o crédito pleiteado. Cientificada do Despacho Decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, requerendo sua reforma e o consequente reconhecimento da totalidade do direito creditório pleiteado. A manifestação de inconformidade foi apreciada pelo colegiado de primeira instância que negou provimento à manifestação, para manter o Despacho Decisório. Irresignada, a contribuinte, interpôs recurso voluntário, no qual, em resumo: (a) refuta o conceito de insumo objeto da Instrução Normativa SRF n° 247, de 2002; (b) afirma que os pallets, cantoneiras e demais produtos de embalagem deveriam se enquadrar no conceito de matéria prima ou produto intermediário, discordando da diferenciação entre “embalagem de apresentação” de “embalagem de transporte” utilizada pela decisão recorrida; (c) alega que a legislação do PIS e da COFINS autoriza, no caso, o creditamento das embalagens utilizadas por sua imprescindibilidade para conservação dos produtos exportados; (d) considera que depreciação teria sido objeto de Manifestação de Inconformidade, dada a inconformidade do contribuinte com a totalidade das glosas; e) com relação aos insumos de produtos com alíqutoa zero para vendas no mercado interno, defende a existência do direito creditório mesmo antes da edição da Medida Provisória n° 206, de 2004, entendendo que a MP seria elucidativa, tendo apenas clarificado direito anteriormente vigente. O recurso voluntário foi apreciado pela 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, resultando no acórdão nº 3802001.430. Nessa decisão, o colegiado reconheceu o direito creditório sobre os gastos com embalagens (pallets, cantoneiras, e demais produtos utilizados para acomodação das caixas de frutas). Recurso especial de Fazenda Fl. 332DF CARF MF Processo nº 10380.723585/201046 Acórdão n.º 9303008.781 CSRFT3 Fl. 0 3 Intimada para ciência do acórdão, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência, para rediscutir o creditamento de embalagens utilizadas para transporte. Tomando por base o acórdão paradigma nº 20312.448, o Procurador afirmou que a divergência se estabeleceu quanto ao critério de reconhecimento dos valores passíveis de creditamento, asseverando que, ao contrário do recorrido, o paradigma somente reconhece créditos para valores referentes a elementos que se enquadrem na categoria de insumo, de acordo com a legislação do IPI. O Presidente da Câmara, com base no art. 67 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256 de 22/06/2009, deu seguimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional Contrarrazões da contribuinte A contribuinte apresentou contrarrazões ao recurso especial de divergência da Procuradoria da Fazenda Nacional, pleiteando que fosse negado provimento ao recurso, para manutenção da decisão recorrida, quanto à matéria. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 9303008.775, de 13 de junho de 2019, proferido no julgamento do processo 10380.723552/201004, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 9303008.775): "Conhecimento O recurso especial de divergência é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, conforme exame realizado pelo Presidente da Câmara recorrida, com o qual concordo. Portanto, tomo conhecimento do recurso. Mérito Para fins de delimitação da lide, cumpre referir que, no presente recurso, discutese a possibilidade de aproveitamento de créditos da não cumulatividade do PIS/Pasep, relativamente a embalagens de transporte. Fl. 333DF CARF MF Processo nº 10380.723585/201046 Acórdão n.º 9303008.781 CSRFT3 Fl. 0 4 Entendo que, na análise do conceito de insumo para fins de reconhecimento de créditos do PIS/Pasep nãocumulativo, não se alcance todos os gastos da empresa. Contudo, há que se aferir a essencialidade e a relevância de determinado bem ou serviço para o desenvolvimento da atividade econômica exercida pela contribuinte visando conceituar o insumo para fins dessas contribuições. Para tanto, me amparo no que foi balizado pelo Parecer Cosit RFB n° 05, de 17/12/2018, que buscou assento no julgado do Recurso Especial nº 1.221.170/PR, consoante procedimento para recursos repetitivos. Do voto da Ministra Ministra Regina Helena Costa para aquele acórdão, foram extraídos os conceitos: (...) temse que o critério da essencialidade diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço, constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço, ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência. Por sua vez, a relevância, considerada como critério definidor de insumo, é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja pelas singularidades de cada cadeia produtiva (v.g., o papel da água na fabricação de fogos de artifício difere daquele desempenhado na agroindústria), seja por imposição legal (v.g., equipamento de proteção individual EPI), distanciandose, nessa medida, da acepção de pertinência, caracterizada, nos termos propostos, pelo emprego da aquisição na produção ou na execução do serviço. Desse modo, sob essa perspectiva, o critério da relevância revelase mais abrangente do que o da pertinência.” (fls 75, e 79 a 81 da íntegra do acórdão) Ressalvo não comungar de todas as argumentações postas no citado Parecer, entretanto, concordo com suas conclusões. Feita a ressalva, apresento o meu voto sobre o recurso especial de divergência da contribuinte na ordem numérica em que aparecem os bens e serviços no tópico em que anteriormente foi relatado. Observese que no referida Parecer Cosit nº 05/2018, em seu item 56, não se consideram insumos as embalagens para transporte de mercadorias acabadas, conforme abaixo se observa: 56. Destarte, exemplificativamente não podem ser considerados insumos gastos com transporte (frete) de produtos acabados (mercadorias) de produção própria entre estabelecimentos da pessoa jurídica, para centros de Fl. 334DF CARF MF Processo nº 10380.723585/201046 Acórdão n.º 9303008.781 CSRFT3 Fl. 0 5 distribuição ou para entrega direta ao adquirente6, como: a) combustíveis utilizados em frota própria de veículos; b) embalagens para transporte de mercadorias acabadas; c) contratação de transportadoras. Contudo, a contribuinte trabalha com produtos alimentícios, devendo cumprir normas exaradas pela Vigilância Sanitária, especialmente no tocante à estocagem das frutas, de forma a impedir sua contaminação, bem como a ocorrência de alteração ou danificação dos produtos. Por isso, há ainda que se considerar que os itens 57 e 58 do já referido Parecer Cosit nº 05/2018 traria a seguinte exceção: 57. Nada obstante, devese salientar que, por vezes, a legislação específica de alguns setores exige a adoção pelas pessoas jurídicas de medidas posteriores à finalização da produção do bem e anteriores a sua efetiva disponibilização à venda, como ocorre no caso de exigência de testes de qualidade a serem realizados por terceiros (por exemplo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro), aposição de selos, lacres, marcas, etc., pela própria pessoa jurídica ou por terceiro. 58. Nesses casos, considerando o quanto comentado na seção anterior acerca da ampliação do conceito de insumos na legislação das contribuições efetuada pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça em relação aos bens e serviços exigidos da pessoa jurídica pela legislação específica de sua área de atuação, concluise que tais itens são considerados insumos desde que sejam exigidos para que o bem ou serviço possa ser disponibilizado à venda ou à prestação. Assim, tendo em vista a determinação da ANVISA, como exceção, há que se admitir os gastos com as embalagens para transporte como insumos para geração de créditos. (Negritei) Dessarte, penso que se deva reconhecer a natureza de insumos para as embalagens para transporte. Conclusão Por todo o exposto, voto por conhecer do recurso interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, para negar lhe provimento." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por Fl. 335DF CARF MF Processo nº 10380.723585/201046 Acórdão n.º 9303008.781 CSRFT3 Fl. 0 6 conhecer do Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 336DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003327/2002-85
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS LNDUS—ITZLÉrLIZADOS — IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002.
CRÉDITO PRESUMIDO. CUSTOS COMI ENERGIA ELÉTRICA E
SERVIÇO DE INDUSTRIALIZAÇ Ã- O POR ENCOMENDA. INCLUSÃO NO CÁLCULO. POSSIBILIDADE.
A inclusão dos custos de energia elétrica e sei-viço de industrialização por encomenda, no cálculo do crédito presumido do IPI, pode ser feita na forma estatuída na Lei ri2 10.276/01. O que não é o caso dos autos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-000.177
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: WALBER JOSÉ DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200906
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS LNDUS—ITZLÉrLIZADOS — IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002. CRÉDITO PRESUMIDO. CUSTOS COMI ENERGIA ELÉTRICA E SERVIÇO DE INDUSTRIALIZAÇ Ã- O POR ENCOMENDA. INCLUSÃO NO CÁLCULO. POSSIBILIDADE. A inclusão dos custos de energia elétrica e sei-viço de industrialização por encomenda, no cálculo do crédito presumido do IPI, pode ser feita na forma estatuída na Lei ri2 10.276/01. O que não é o caso dos autos. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10920.003327/2002-85
conteudo_id_s : 6029825
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-000.177
nome_arquivo_s : Decisao_10920003327200285.pdf
nome_relator_s : WALBER JOSÉ DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10920003327200285_6029825.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 04 00:00:00 UTC 2009
id : 7816020
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121605079040
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-15T17:53:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-15T17:53:36Z; Last-Modified: 2009-10-15T17:53:36Z; dcterms:modified: 2009-10-15T17:53:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-15T17:53:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-15T17:53:36Z; meta:save-date: 2009-10-15T17:53:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-15T17:53:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-15T17:53:36Z; created: 2009-10-15T17:53:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-10-15T17:53:36Z; pdf:charsPerPage: 1235; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-15T17:53:36Z | Conteúdo => I -SEGUNDO CCM rEÇCO.NT,RIBUINTES • 1S2—C1T2 •?-21 (97 Fl. 201 i MINISTÉRIO DA FAZENDÀ 4\T:: • '7= p„,,,(3 CONSELHO ADMINISTRATTVID DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10920.003327/2002-85 Recurso n° 156.400 Voluntário Acórdão n° 2102-00.177 — 1' Câmara / 2' Turma Ordinária Sessão de 04 de junho de 2009 Matéria Ressarcimento de Crédito Presumido do EPI Recorrente ALBRECHT EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP ASSU/sITTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS LNDUS —ITZLÉrLIZADOS — IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002. CRÉDITO PRESUMIDO. CUSTOS COMI ENERGIA ELÉTRICA E SERVIÇO DE INDUSTRIALIZAÇ -ÃO POR ENCOMENDA. INCLUSÃO NO CÁLCULO. POSSIBILIDADE. A inclusão dos custos de energia elétrica e sei-viço de industrialização por encomenda, no cálculo do crédito presumido do IPI, pode ser feita na forma estatuída na Lei ri2 10.276/01. O que não é o caso dos autos. Recurso Voluntário Negado. Vistos relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA da PRIMEIRA CÂMARA da SEGUNDA SEÇÃO do CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. 4 4 mktLCL' JÁ/Lbtajti e SE A COELHO MARQUE l S Presidente _ , , WALBER JOSE DA ( Relator • Processo n° 10920.003327/2002-85 ! - SEGUNDO LRIBUINTES • S2-C 1 T2 Acórdão n.° 2102-00.177 ct•Fl. 202 ,-6.,„dtfr Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mauricio Taveira e Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, José Antonio Francisco e Alexandre Gomes. Ausente o Conselheiroe Gileno Gurjão Barreto. Relatório No dia 19/12/2002 a empresa ALBRECHT EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA, já qualificada nos autos, ingressou com o pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI (Portaria MF n2 38/97) relativo ao terceiro trimestre de 2002. Após a realização das verificações fiscais no estabelecimento da recorrente, a DRF em Joinville - SC reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado, nos termos do Despacho Decisório de fls. 140/141. A autoridade competente não reconheceu a atualização monetária pela taxa Selic glosou as seguintes parcelas da base de cálculo do beneficio pleiteado, por não se enquadrar no conceito de matéria-prima, produtos intermediários ou de material de embalagem: a) gastos com industrialização por encomenda; b) gastos com energia elétrica usada no estabelecimento industrial. Inconformadas com esta decisão, a empresa ingressou com a manifestação de inconformidade, cujo resumo das alegações constam do relatório da decisão recorrida, que leio em sessão. A 2 Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto - SP indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão n' 14-18.381, de 13/02/2008, cuja ementa abaixo transcrevo: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. INSUMOS. Os conceitos de produção, matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem são os admitidos na legislação aplicável ao IPI, não abrangendo as despesas com energia elétrica e combustível. CRÉDITO PRESUMIDO. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA. MÃO-DE-OBRA. A parcela de mão-de-obra destacada na nota fiscal de retorno de industrialização por encomenda, com suspensão de IPI e sem a incorporação de insumos adquiridos ou importados pelo executor da encomenda, constitui mera cobrança a título de prestação de serviços, não abrangida pelo conceito de matéria- prima, produto intermediário e material de embalagem, e é excluída do cálculo do beneficio fiscal. RESSARCIMENTO DE IN. DVCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. 2 I - 5-'7GUNnO CON q 'Tt.P.0 CONTR2LINTE5 Processo n° 10920.003327/2002-85 a53 ' S2-C1T2 • Acórdão n.° 2102-00.177 Fl. 203 j\04.rawd.Â3k Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC a valores objeto de ressarcimento de crédito de IN. Desta decisão a empresa interessada tomou ciência no dia 18/03/2008, conforme AR de fl. 180, e, no dia 11/04/2008, ingressou com o recurso voluntário de fls. 181/196, onde reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade defendendo o enquadramento dos gastos com energia elétrica, combustíveis e industrialização por encomenda no conceito de matérias-primas, materiais de intermediários e material de embalagem para fins do crédito presumido do IPI, bem como a aplicação da taxa Selic nos ressarcimentos de crédito presumido do IPI, citando jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído no dia 04/11/2008, conforme despacho exarado na última folha dos autos - fl. 200. É o Relatório do essencial. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais. Dele conheço. A recorrente está pleiteando a inclusão, no cálculo do crédito presumido do IPI, dos dispêndios realizados com energia elétrica e com industrialização por encomenda, além da atualização do crédito pela taxa Selic. Sem razão a recorrente. Este Colegiado tem reiteradamente decidido no sentido de que a energia elétrica e o serviço de industrialização por encomenda não podem compor o custo de aquisição de matérias-primas ou produtos intermediários porque, legalmente, tais dispêndios não se classificam como matérias-primas ou produtos intermediários. Neste sentido, ratifico e adoto os fundamentos da decisão recorrida, acrescentando que o pedido da recorrente se refere ao 3 2 trimestre de 2002 e, para este trimestre, já estava em vigor a Lei n2 10.276/2001 que determina, alternativamente ao disposto na Lei n2 9.363/96, uma formula diferente para calcular o crédito presumido do IPI, nela incluindo os insumos e os custos de produção com energia elétrica e com serviço de industrialização por encomenda, conforme dispõe seu art. 1 2, abaixo reproduzido. Art. 12 Alternativamente ao disposto na Lei n2 9.363, de 13 de dezembro de 1996, a pessoa jurídica produtora e exportadora de mercadorias nacionais para o exterior poderá determinar o valor do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Qff • 3 • 1 M- SEGUNDO CONSaHO DE CONTR!EUINTES CONFE't?.E O Z);IG n NAL Processo n° 10920.003327/2002-85 ir1 2-C1T2sn3 . Acórdão n.° 2102-00.177 L f F1.204 -1-- Industrializados apo, como ressarcimento relativo às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e para a Seguridade Social (C0F1NS), de conformidade com o disposto em regulamento. § 1.2 A base de cálculo do crédito presumido será o somatório dos seguintes custos, sobre os quais incidiram as contribuições referidas no caput: 1- de aquisição de insumos, correspondentes a matérias-primas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo; II - correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contribuinte do IPI, na forma da legislação deste imposto. § 2O crédito presumido será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo referida no § 1', do fator calculado pela fórmula constante do Anexo. § 3" Na determinação do fator (F), indicado no Anexo, serão observadas as seguintes limitações: 1- o quociente será reduzido a cinco, quando resultar superior; II - o valor dos custos previstos no § 1' será apropriado até o limite de oitenta por cento da receita bruta operacional. § 4" A opção pela alternativa constante deste artigo será exercida de conformidade com normas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal e abrangerá, obrigatoriamente: 1- o último trimestre-calendário de 2001, quando exercida neste ano; II - todo o ano-calendário, quando exercida nos anos subseqüentes. § 5' Aplicam-se ao crédito presumido determinado na forma deste artigo todas as demais normas estabelecidas na Lei n° 9.363, de 1996. (grifei). Mais ainda. A redação do inciso I do § 1 2 do art. 12 da Lei n2 10.276/01, acima reproduzido, não deixa nenhuma dúvida de que a energia elétrica e o serviço de industrialização por encomenda não são matérias-primas ou produtos intermediários para a legislação do IPI. Isto fica claro quando este dispositivo afirma que a base de cálculo do beneficio será formada pelo custo "de aquisição de insumos, correspondentes a matérias- primas, a produtos intermediários e a materiais de embalagem, bem assim de energia elétrica e combustíveis, adquiridos no mercado interno e utilizados no processo produtivo" mais o custo "correspondentes ao valor da prestação de serviços decorrente de industrialização por encomenda, na hipótese em que o encomendante seja o contribuinte do IPI, na forma da legislação deste imposto", numa clara demonstração de que energia elétrica e serviço de 4ttk- 4 I MF SECUNDO CON.S ri1Y-;0 OS CONTRIBUINTES 1 Processo n° 10920.003327/2002-851 CONç'r S2-C1T2 Acórdão n.° 2102-00.177 n-n-:.;, Oti 1_0-9 - Fl. 205 1 ç41),Ckk industrialização por encomenda não são male—fià.".imas ou produtos intermediários, mesmo compondo o custo de produção. Relativamente à atualização monetária pela taxa Selic, que a recorrente está pleiteando, entendo que, ante à ausência de previsão legal para atualização monetária, os mesmos são indevidos, como bem disse a decisão recorrida. É que a Lei n2 9.250/95, em seu art. 39, § 42, quando estabelece que a compensação ou restituição será acrescida dos juros de mora calculados com base na taxa Selic, ela não incluiu os ressarcimentos. E não poderia ser diferente, vez que o ressarcimento tem lugar quando a lei institui um beneficio fiscal, ao passo que a compensação ou restituição ocorrem na hipótese de pagamento indevido ou a maior que o devido, isto é, houve efetivamente um pagamento anterior, inexistente no caso do crédito presumido do IPI, porque, como o próprio nome sugere, o crédito é "presumido", nada foi recolhido a titulo de IPI, e o que foi pago como contribuição ao PIS e Cofins foi encargo do fornecedor daquele que pretende se aproveitar do beneficio, e, além disso, corresponde a valores efetivamente devidos, e não a indébitos. No mais, com fulcro no art. 50, § 1, da Lei n 9.784/1999 1 , adoto os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, que reputo suficientes ao deslinde, ainda que outras tenham sido alinhadas, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em '4 de junho de 2009 I Vn '/A : • JOSÉ DA r ILVA Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (• • -) § l a A motivação deve ser explicita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. 5
score : 1.0
Numero do processo: 16349.000311/2010-58
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.837
Decisão:
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidas as Conselheiras Maysa de Sá Pittondo Deligne e Thais De Laurentiis Galkowicz que entendiam pelo cancelamento do despacho decisório face a inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98 que lhe serviu de fundamento, mantidas as parcelas reconhecidas pela DRJ.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Marcos Antonio Borges (Suplente convocado), Cynthia Elena de Campos e Thais de Laurentiis Galkowicz. Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201903
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 16349.000311/2010-58
anomes_publicacao_s : 201907
conteudo_id_s : 6027966
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3402-001.837
nome_arquivo_s : Decisao_16349000311201058.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : WALDIR NAVARRO BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 16349000311201058_6027966.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidas as Conselheiras Maysa de Sá Pittondo Deligne e Thais De Laurentiis Galkowicz que entendiam pelo cancelamento do despacho decisório face a inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98 que lhe serviu de fundamento, mantidas as parcelas reconhecidas pela DRJ. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Marcos Antonio Borges (Suplente convocado), Cynthia Elena de Campos e Thais de Laurentiis Galkowicz. Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2019
id : 7812531
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:48:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052121607176192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1542; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16349.000311/201058 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402001.837 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 28 de março de 2019 Assunto PIS/COFINS Recorrente ARLÍQUIDO COMERCIAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidas as Conselheiras Maysa de Sá Pittondo Deligne e Thais De Laurentiis Galkowicz que entendiam pelo cancelamento do despacho decisório face a inconstitucionalidade do art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/98 que lhe serviu de fundamento, mantidas as parcelas reconhecidas pela DRJ. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Marcos Antonio Borges (Suplente convocado), Cynthia Elena de Campos e Thais de Laurentiis Galkowicz. Ausente o conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão proferido Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que por unanimidade de votos, reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado no Pedido de Restituição, conforme Ementa abaixo: (...) RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 49 .0 00 31 1/ 20 10 -5 8 Fl. 382DF CARF MF Processo nº 16349.000311/201058 Resolução nº 3402001.837 S3C4T2 Fl. 3 2 PIS/PASEP. COFINS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. RECEITAS NÃO OPERACIONAIS. Consoante manifestação da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, proferida nos termos do § 5º do art. 19 da Lei nº 10.522, de 2002, as contribuições devidas ao PIS e à Cofins devem incidir somente sobre as receitas operacionais das empresas, escapando da incidência as receitas não operacionais. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Intimada desta decisão, a Contribuinte apresentou Recurso Voluntário requerendo a reforma parcial da decisão de primeira instância, com o reconhecimento do direito integral à restituição da contribuição PIS/COFINS calculada sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, diante da inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei nº 9.718, bem como diante de alegada liquidez e certeza do direito creditório. Em síntese, o Recurso Voluntário está fundamentado nos seguintes argumentos: i) Os montantes que compõem o crédito pleiteado se referem à inclusão indevida, na base de cálculo daquela contribuição, de receitas estranhas ao conceito de faturamento, o que implicou pagamento indevido ou a maior, efetuado com base no art. 3º, parágrafo 1º, da Lei nº 9.718/1998; ii) Ao analisar o montante pleiteado, o v. acórdão manteve parcialmente o indeferimento do despacho decisório, sob a alegação de que as "receitas diversas", as "receitas de comissões" e as "receitas com indenizações" não podem ser excluídas da tributação da contribuição ao PIS e da COFINS; iii) Não há controvérsia acerca do mérito do direito creditório pleiteado relativo inconstitucionalidade do parágrafo 1º, do art. 3º da Lei nº 9.718, restando controvertido somente o cálculo apresentado, única parcela cuja reforma se pretende. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3402001.829, de 28 de março de 2019, proferido no julgamento do Processo nº 16349.000306/201045. Portanto, transcrevese como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3402001.829): "1. Pressupostos legais de admissibilidade Fl. 383DF CARF MF Processo nº 16349.000311/201058 Resolução nº 3402001.837 S3C4T2 Fl. 4 3 Nos termos do relatório, verificase a tempestividade do recurso, bem como o preenchimento dos demais requisitos de admissibilidade, resultando em seu conhecimento. 2. Da necessidade de diligência para julgamento do litígio 2.1. Conforme relatado, a decisão recorrida aplicou a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998, afastando o fundamento do despacho decisório, reconhecendo o direito postulado e quantificando o valor que teria sido recolhido a maior com base na documentação acostada aos autos até aquele momento. Para tanto, considerou a planilha de fls. 76/79, pela qual foi demonstrado que o valor recolhido a maior é decorrente do cálculo do PIS/COFINS sobre as seguintes receitas: Todavia, a Autoridade Julgadora a quo não aceitou a totalidade dos valores apresentados pela Contribuinte por concluir como receitas não operacionais as “Receitas Diversas”, “Receitas de Comissões” e “Receitas com Indenizações”, as quais foram excluídas da base de cálculo do PIS/COFINS. Não obstante as demais receitas contestadas pela Contribuinte, com relação às "Receitas Diversas", o ilustre Julgador de Primeira Instância concluiu que "pela análise do Livro Razão Acumulado, não é possível se saber, em específico, a que tipo de receita elas se referem, razão pela qual não é possível avaliar se são operacionais ou não." Para demonstrar seu direito creditório, a Recorrente argumenta em defesa que os valores em referência são decorrentes de contratos de fornecimentos pactuados com as empresas Mineração Serra de Fortaleza ("MSF") e Celpav Celulose e Papel Ltda. ("Celpav"), os quais detém a cláusula de demanda obrigatória, pela qual a contratante deve pagar um valor mínimo a título de compensação da pessoa jurídica responsável pelo fornecimento do produto por ocasião da dispensabilidade parcial da quantidade previamente estabelecida pela contratante, como forma de suprir os investimentos necessários. Fl. 384DF CARF MF Processo nº 16349.000311/201058 Resolução nº 3402001.837 S3C4T2 Fl. 5 4 Alega que tais valores não se revestem da natureza operacional inerente às receitas passíveis de oferecimento à tributação pela contribuição ao PIS e COFINS, visto que não advém de prestação de serviços ou venda de mercadorias. Da análise do processo, em especial dos documentos de fls. 285 a 360, constatase que foram trazidos aos autos em sede recursal os Contratos de Fornecimento dos Gases Industriais informados pela defesa, os quais têm por previsão a cláusula de demanda obrigatória, denominadas de "Cláusulas Taky or Pay". Cabe observar pela possibilidade de recepção de tais documentos, uma vez configurar a previsão do artigo 16, § 4º, alínea "c" e § 6º do Decreto nº 70.235/721, bem como em razão da necessária busca pela verdade material diante do indício do direito invocado. O princípio da verdade material determina que as decisões tenham por base os fatos tais como se apresentam na realidade, devendo ser carreados para o processo todos os dados, informações e documentos a respeito da matéria tratada, sem limitação às provas colacionadas pelos sujeitos. Para tanto, o Decreto 70.235/72 prevê a liberdade na busca das provas necessárias à formação da convicção do julgador no processo administrativo, conforme prescrevem os artigos 18 e 29. Vejamos: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Por sua vez, impera reiterar que o único fundamento utilizado em despacho decisório para indeferir o pedido de restituição foi sobre a ausência de competência do Auditor Fiscal para apreciar a inconstitucionalidade do §1º do artigo 3º da Lei n° 9.718/1998, sem qualquer menção sobre as receitas que deram origem ao crédito pleiteado pela Contribuinte. 2.2. Considerando que o despacho decisório não analisou a origem dos respectivos créditos, bem como em razão dos documentos trazidos pela Recorrente em fase recursal para comprovar as receitas não acatadas pela DRJ e, para possibilitar melhor conclusão deste Colegiado acerca do direito creditório pleiteado neste processo, proponho a conversão do julgamento em diligência, nos termos do artigo 29 do Decreto nº 1 Art. 16. A impugnação mencionará: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. Fl. 385DF CARF MF Processo nº 16349.000311/201058 Resolução nº 3402001.837 S3C4T2 Fl. 6 5 70.235/72 e artigo 63 do Decreto nº 7.574/2011, para que a Unidade de Origem proceda às seguintes providências: a) Analisar os documentos trazidos aos autos, bem como intimar a Recorrente para apresentar esclarecimentos e outros documentos que se fizerem necessários para comprovação do direito pleiteado através do Pedido de Restituição (PER) de nº 40920.38117.130606.1.2.04 2078; b) Proceder à análise da natureza das receitas informadas pela Recorrente, em especial quanto às “Receitas Diversas”, as “Receitas de Comissões” e as “Receitas com Indenizações”, afastando o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, nos moldes definidos pelo Supremo Tribunal Federal; c) Apurar o valor de eventual direito creditório da Contribuinte. Observo que devem ser mantidas as parcelas reconhecidas através do Acórdão nº 0657.011, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba/PR; d) Elaborar Relatório Conclusivo com a manifestação da fiscalização acerca dos fatos, provas e fundamentos trazidos ao processo na diligência, acrescentando eventuais observações que entenda pertinentes; e) Intimar a Contribuinte para, querendo, apresentar manifestação sobre o resultado no prazo de 30 (trinta) dias. Cumpridas a providência acima, com ou sem resposta da parte, retornem os autos a este Colegiado para julgamento. É a proposta de resolução." Importante frisar que as situações fática e jurídica presentes no processo paradigma encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por determinar a realização de diligência para que a Unidade de Origem proceda às seguintes providências: a) Analisar os documentos trazidos aos autos, bem como intimar a Recorrente para apresentar esclarecimentos e outros documentos que se fizerem necessários para comprovação do direito pleiteado através do presente Pedido de Restituição (PER); b) Proceder à análise da natureza das receitas informadas pela Recorrente, em especial quanto às “Receitas Diversas”, as “Receitas de Comissões” e as “Receitas com Indenizações”, afastando o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, nos moldes definidos pelo Supremo Tribunal Federal; Fl. 386DF CARF MF Processo nº 16349.000311/201058 Resolução nº 3402001.837 S3C4T2 Fl. 7 6 c) Apurar o valor de eventual direito creditório da Contribuinte. Observo que devem ser mantidas as parcelas reconhecidas pela DRJ; d) Elaborar Relatório Conclusivo com a manifestação da fiscalização acerca dos fatos, provas e fundamentos trazidos ao processo na diligência, acrescentando eventuais observações que entenda pertinentes; e) Intimar a Contribuinte para, querendo, apresentar manifestação sobre o resultado no prazo de 30 (trinta) dias. Cumpridas a providência acima, com ou sem resposta da parte, retornem os autos a este Colegiado para julgamento. É a proposta de resolução. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 387DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10183.720137/2006-31
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2003
NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA.
Quando a decisão de primeira instância, proferida pela autoridade competente, está fundamentada e aborda todas as razões de defesa suscitadas pela impugnante, não há se falar em nulidade.
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA (RESERVA LEGAL). OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA.
A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) como condição para o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação.
ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA.
Somente pode ser considerada área de exploração extrativa, sem aplicação de índices de rendimento por produto, a área do imóvel rural explorada com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado aprovado pelo EBAMA até o dia 31 de dezembro do ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte.
VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO.
O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBR-ABNT 14653-3.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-000.497
Decisão: Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância e no, merito,negar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201003
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2003 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INOCORRÊNCIA. Quando a decisão de primeira instância, proferida pela autoridade competente, está fundamentada e aborda todas as razões de defesa suscitadas pela impugnante, não há se falar em nulidade. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA (RESERVA LEGAL). OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DO ADA. A partir do exercício de 2001 é indispensável a apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) como condição para o gozo da redução do ITR em se tratando de áreas de reserva legal, tendo em vista a existência de lei estabelecendo expressamente tal obrigação. ÁREA DE EXPLORAÇÃO EXTRATIVA. Somente pode ser considerada área de exploração extrativa, sem aplicação de índices de rendimento por produto, a área do imóvel rural explorada com produtos vegetais extrativos, mediante plano de manejo sustentado aprovado pelo EBAMA até o dia 31 de dezembro do ano anterior ao de ocorrência do fato gerador do ITR, e cujo cronograma esteja sendo cumprido pelo contribuinte. VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O arbitramento do VTN, apurado com base nos valores do Sistema de Preços de Terra (SIPT), deve prevalecer sempre que o contribuinte deixar de comprovar o VTN informado no DIAT, por meio de laudo de avaliação, elaborado nos termos da NBR-ABNT 14653-3. Recurso Voluntário Negado
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 10183.720137/2006-31
conteudo_id_s : 6036096
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-000.497
nome_arquivo_s : Decisao_10183720137200631.pdf
nome_relator_s : NUBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 10183720137200631_6036096.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância e no, merito,negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
id : 7828472
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:49:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-10-16T17:00:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-10-16T17:00:15Z; created: 2013-10-16T17:00:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2013-10-16T17:00:15Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-10-16T17:00:15Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713052121629196288
score : 1.0
