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Numero do processo: 10840.000881/2007-13
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA POR OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1)
Recurso Voluntário não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.345
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA POR OPÇÃO PELA VIA JUDICIAL. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1) Recurso Voluntário não Conhecido.
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Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF nº 1) Recurso Voluntário não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por renúncia à instância administrativa. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10840.000881/200713 Acórdão n.º 280102.345 S2TE01 Fl. 44 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 3ª Turma da DRJ/SP2/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: “Trata o presente processo sobre autuação contra a contribuinte acima qualificada, conforme auto de infração de fls. 04/08, para cobrança da exigência tributária relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física Exercício 2003, anocalendário 2002, no valor de R$ 5.596,16 (cinco mil, quinhentos e noventa e seis reais e dezesseis centavos), a ser acrescido de multa de ofício de 75% e de juros de mora, calculados de acordo com a legislação de regência. 2. A autuação decorreu de revisão de sua Declaração, tendo sido glosado o valor de R$ 11.867,02, a título de imposto de renda retido na fonte, em face de ter sido depositado judicialmente em processo n° 2000.34.000080652. 3. Irresignada, a contribuinte apresenta sua impugnação de fls. 01/02, onde informa o seguinte: a) fez a sua Declaração de Rendimentos dentro do prazo e incluiu todos os rendimentos e respectivas retenções da sua fonte pagadora, como discriminado no informe de rendimentos de fl. 11; b) faz parte de grupo de associados da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil que possuem ação judicial, onde o imposto de renda retido na fonte foi depositado em juízo; c) referido processo judicial ainda não foi julgado.” A impugnação não foi conhecida, conforme Acórdão de fls. 27/31, que restou assim ementado: NORMAS PROCESSUAIS CONCOMITÂNCIA DE DISCUSSÕES NA VIA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. Prevalece na instância administrativa a discussão intentada na via judicial, mesmo antes do lançamento de ofício, de tal maneira que a submissão da matéria tributável ao âmbito do Poder Judiciário antes da anunciação do crédito tributário é suficiente para formar a concomitância de discussões e assim impedir à instância administrativa de conhecer da matéria diretamente submetida à discussão judicial. AÇÃO JUDICIAL. ACRÉSCIMOS LEGAIS. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10840.000881/200713 Acórdão n.º 280102.345 S2TE01 Fl. 45 3 Não cabe a exigência de multa de ofício em lançamento para prevenir a decadência, tampouco a exigência de juros de mora quando há depósito integral do crédito tributário. Regularmente cientificada daquele Acórdão em 02/09/2009 (fl. 34), a interessada interpôs o recurso de fls. 36/37, em 16/09/2009, no qual sustenta os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. Cuida o presente lançamento de glosa de imposto de renda retido na fonte, cujo valor de R$ 11.867,02 foi depositado judicialmente em conta vinculada ao juízo da 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, por força de decisão prolatada nos autos do Mandado de Segurança nº 200034.00.0080652/DF. Salientese que à autoridade administrativa cabe constituir o crédito tributário pelo lançamento nos termos do art. 142 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 e alterações, Código Tributário Nacional (CTN). O lançamento, mesmo que a exigibilidade do crédito esteja suspensa, deve ser formalizado para prevenir a decadência, cujo prazo não se interrompe. De acordo com os documentos constantes dos autos, não há dúvida de que o contribuinte fez opção pela via judicial, importando em renúncia à instância administrativa, relativamente à matéria concernente à exigência do imposto de renda em questão. Portanto, há de se corroborar a decisão recorrida no que se refere a este aspecto, conforme posição já sumulada no âmbito deste Conselho, in verbis: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.(Súmula CARF nº 1) Importa esclarecer, ainda, que na intimação de fls. 33/34, somente se está exigindo o valo principal. Ou seja, não há cobrança de multa de ofício e juros, cuja cobrança foi exonerada pela decisão recorrida, em face da existência do depósito judicial do montante integral. A recorrente reconhece que não há como se decidir administrativamente o presente litígio, e que se deve seguir a orientação do acórdão recorrido no que tange ao crédito tributário (original de sua declaração) e a não cobrança da multa de ofício e dos juros de mora. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso, por renúncia à esfera administrativa. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10840.000881/200713 Acórdão n.º 280102.345 S2TE01 Fl. 46 4 Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 53DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 11080.008938/2008-15
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. EXTINÇÃO DA CURATELA.
REPRESENTAÇÃO. INVENTARIANTE.
A morte do curatelado põe termo à curatela, incumbindo ao inventariante e não ao curador a representação do espólio.
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DO SUJEITO PASSIVO.
Não se conhece de Recurso Voluntário interposto por quem não comprova estar legalmente capacitado para representar o sujeito passivo na relação processual.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.144
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. EXTINÇÃO DA CURATELA. REPRESENTAÇÃO. INVENTARIANTE. A morte do curatelado põe termo à curatela, incumbindo ao inventariante e não ao curador a representação do espólio. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DO SUJEITO PASSIVO. Não se conhece de Recurso Voluntário interposto por quem não comprova estar legalmente capacitado para representar o sujeito passivo na relação processual. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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EXTINÇÃO DA CURATELA. REPRESENTAÇÃO. INVENTARIANTE. A morte do curatelado põe termo à curatela, incumbindo ao inventariante e não ao curador a representação do espólio. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DO SUJEITO PASSIVO. Não se conhece de Recurso Voluntário interposto por quem não comprova estar legalmente capacitado para representar o sujeito passivo na relação processual. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.008938/200815 Acórdão n.º 2801002.144 S2TE01 Fl. 69 2 Relatório Mediante Notificação de Lançamento, às fls. 05/08, formalizouse exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2005, no valor total de R$ 7.876,83, sendo o valor de R$ 3.925,66 correspondente ao imposto, R$ 2.944,24 referente à multa de ofício, e R$ 1.006,93 a título de juros de mora, estes calculados até 30/06/2008. Por bem resumir os fatos, transcrevese, a seguir, excerto do Relatório constante da decisão recorrida (fl. 44 dos autos): (...) Foram glosadas, as deduções das despesas médicas, relativas a Residencial Rio Branco, CNPJ n° 01.501.776/000158, no valor de R$ 19.200,00, e as deduções das despesas relativas a IPERGS PAMES, CNPJ n° 92.829.100/000143, no valor de R$ 459,00, totalizando o valor de R$ 19.659,00. Conforme a Notificação de Lançamento, mais especificamente no campo Complementação da Descrição dos Fatos, não foram aceitas as deduções relativas ás despesas realizadas com Residencial Rio Branco, por ausência de previsão legal para dedução de despesas com residenciais e as despesas relativas ao IPERGS PAMES, por falta de comprovação através de documentos. A Notificação de Lançamento foi cientificada em 30/06/2008, fl. 12, no endereço fornecido pela contribuinte ou pelo responsável à época da entrega da Dirpf, fl. 15, tendo sido apresentada impugnação tempestiva em 23/07/2008, fl. 01. Informa a pega impugnatória que a contribuinte faleceu em 23/09/2006. Aduz que, embora o Residencial Rio Branco não seja um hospital, possui características paramédicas, voltado principalmente ao atendimento de pessoas portadoras de doenças degenerativas, como foi o caso da contribuinte, com atendentes especializadas e orientadas por enfermeira padrão, recebendo regularmente a visita de um médico geriatra. Quanto ao valor pago ao IPERGSPAMES, afirma não possuir os contracheques da autuada, a qual se tratava de pessoa aposentada, e por este motivo os contracheques não eram disponibilizados. Entende que esta informação pode ser solicitada junto ao IPERGS pela Receita Federal. Solicita a reconsideração da decisão que originou a Notificação de Lançamento, colocandose à disposição para prestar outros esclarecimentos. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.008938/200815 Acórdão n.º 2801002.144 S2TE01 Fl. 70 3 Anexa às fls. 02/04, cópia da resposta a intimação fiscal de fl. 18, cópias do atestado de óbito da contribuinte e de Certidão relativa a sua interdição. (...)” A 7a Turma de Julgamento da DRJ/Porto Alegre (RS), em decisão unânime, considerou improcedente a impugnação, mantendo a exigência do crédito tributário, nos termos do Acórdão DRJ/POA n° 1026.976, de 19/08/2010, às fls. 61/64. Transcrevese, a seguir, o ementário constante da decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2005 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Cabe ao contribuinte ou ao responsável comprovar as despesas informadas na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física, através da apresentação de documentação hábil e idônea. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A ciência do Acórdão da DRJ ocorreu em 28/10/2010, conforme AR – Aviso de Recebimento à fl. 51. Em 26/11/2010, o Sr. Luiz Osório Menezes de Moraes, na qualidade de “excurador” de Helena Telles de Menezes, apresentou a petição às fls. 52/53, solicitando a reconsideração da decisão de primeira instância. É o Relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. De proêmio, após análise da documentação às fls. 01/08, verificase que a ciência do lançamento objeto do presente processo se deu após o falecimento da contribuinte, Sra. Helena Telles de Menezes. Deste modo, cediço que, a partir de então, o espólio passaria a ser legalmente representado por inventariante nomeado no curso de processo de inventário porventura instaurado. No caso, observase que a peça recursal (documento às fls. 52/53) tem como signatário o Sr. Luiz Osório Menezes de Moraes, na qualidade de “excurador” da Sra. Helena Telles de Menezes. É oportuno neste ponto esclarecer que o representante legal do sujeito passivo, em processo administrativo, pode subscrever recursos, desde que demonstrado estar legalmente capacitado para atuar como representante da parte. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 11080.008938/200815 Acórdão n.º 2801002.144 S2TE01 Fl. 71 4 O instituto da curatela encontrase elencado nos artigos 1.767 e seguintes do Código Civil/2002, e visa amparar ou proteger pessoas especiais, que não disponham de discernimento necessário para os atos da vida civil. No entanto, a morte do curatelado põe termo à curatela, incumbindo ao inventariante e não ao curador a representação do espólio. Portanto, não demonstrado nos autos que o signatário da petição às fls. 52/53 está legalmente capacitado para representação processual da parte interessada, não há como serem apreciadas, por esta instancia julgadora, as questões de mérito trazidas à colação. Registrese que a regularidade da representação processual do sujeito passivo constitui condição inarredável para o julgamento de processos administrativos fiscais, a teor do Decreto nº 70.235/1972. Ante o exposto, VOTO por não conhecer do recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 73DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 27/02/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
score : 1.0
Numero do processo: 13874.720153/2017-96
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 09 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2014
ARGÜIÇÕES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. MATÉRIA VEDADA À ANÁLISE DO CARF.
Não compete à autoridade administrativa a apreciação de constitucionalidade e legalidade das normas tributárias, cabendo-lhe observar a legislação em vigor.
ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2014
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. INCIDÊNCIA.
Comprovada a sujeição do contribuinte à obrigação, o descumprimento desta ou seu cumprimento em atraso enseja a aplicação das penalidades previstas na legislação de regência.
Numero da decisão: 1002-002.321
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, deixando de conhecer as alegações de violação a dispositivos constitucionais, e no mérito, na parte conhecida, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa.
Nome do relator: Ailton Neves da Silva
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2014 ARGÜIÇÕES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. MATÉRIA VEDADA À ANÁLISE DO CARF. Não compete à autoridade administrativa a apreciação de constitucionalidade e legalidade das normas tributárias, cabendo-lhe observar a legislação em vigor. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2014 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. INCIDÊNCIA. Comprovada a sujeição do contribuinte à obrigação, o descumprimento desta ou seu cumprimento em atraso enseja a aplicação das penalidades previstas na legislação de regência.
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MATÉRIA VEDADA À ANÁLISE DO CARF. Não compete à autoridade administrativa a apreciação de constitucionalidade e legalidade das normas tributárias, cabendo-lhe observar a legislação em vigor. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano-calendário: 2014 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DCTF. INCIDÊNCIA. Comprovada a sujeição do contribuinte à obrigação, o descumprimento desta ou seu cumprimento em atraso enseja a aplicação das penalidades previstas na legislação de regência. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, deixando de conhecer as alegações de violação a dispositivos constitucionais, e no mérito, na parte conhecida, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Fellipe Honório Rodrigues da Costa. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 32) interposto contra o Acórdão n 11- 66.418, proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife (e-fls. 20), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação apresentada pelo ora Recorrente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 4. 72 01 53 /2 01 7- 96 Fl. 46DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-002.321 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13874.720153/2017-96 Por economia processual, peço vênia para transcrever e adotar o relatório produzido pela instância a quo no acórdão de impugnação: Versa o presente processo sobre a Notificação de lançamento mediante a qual é exigido da contribuinte acima identificada crédito tributário relativo à multa por atraso na entrega da DCTF do mês de novembro de 2014, no valor de R$ 22.488,10. Ciente do lançamento, a contribuinte ingressou com impugnação na qual alega primeiramente que o valor dos tributos declarados em DCTF foram pagos/recolhidos. Em seguida refere-se aos princípios que devem ser seguidos pela administração pública, em especial os da proporcionalidade e da eficiência, e que a multa aplicada fere estes princípios. Também alega acerca da inconstitucionalidade da obrigatoriedade da apresentação da DCTF, pois quebra o princípio da legalidade, destacando que a obrigação de apresentar a DCTF foi estabelecida por Instrução Normativa . Por fim, considera que a multa aplicada tem efeito confiscatório. Irresignado, o Recorrente apresenta Recurso Voluntário, no qual reproduz ipsis litteris os argumentos apresentados em sede de impugnação. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator. Tempestividade Constata-se que o sujeito passivo tomou ciência acórdão recorrido em 09/03/2020 (e-fls. 29), apresentando recurso voluntário no dia 16/09/2020 (e-fls. 31). Em condições normais, o presente recurso não seria considerado tempestivo, por ter sido apresentado após o decurso do prazo de trinta dias corridos previstos no PAF (Decreto nº 70.235/72). Ocorre que, em razão da pandemia do Covid-19, os prazos para a prática de atos processuais e procedimentos administrativos efetuados perante as Unidades da Receita Federal do Brasil foram prorrogados até o dia 31 de agosto de 2020, por meio da Portaria RFB nº 543/2020, com última redação dada pela Portaria RFB n° 4.105/2020. Desse modo, reconhece-se a tempestividade do presente recurso, uma vez que protocolado durante a vigência da suspensão dos prazos processuais instituída pela legislação administrativa supra. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 2° e do art. 23-B do Anexo II da Portaria MF n° 343/2015 (Regimento Interno do CARF), atualizada pela Portaria MF n° 329/2017. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, entretanto, dele conheço parcialmente, eis que guarda no seu bojo alegação de violação aos princípios constitucionais da legalidade, eficiência e da vedação ao confisco. Fl. 47DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-002.321 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13874.720153/2017-96 Alegações de violação a princípios constitucionais não podem ser apreciadas pelos órgãos de julgamento integrantes do CARF, conforme reza a Súmula CARF nº 02: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Em razão disso, a matéria relacionada ao tema não será conhecida pelo colegiado. Mérito Quanto ao mérito, o Recorrente alega que “o tributo (obrigação tributária principal) foi devidamente recolhido dentro do prazo legal”. No caso dos autos, não tem relevância o fato de o tributo ter sido recolhido dentro do prazo legal, eis que o auto de infração refere-se a descumprimento de obrigação acessória, consistente na aplicação de multa por atraso na entrega DCTF. Como bem apontado no acórdão recorrido, a multa aplicada encontra fundamento de validade no art.7º da Lei nº 10.426/02, com redação do art.19 da Lei 11.051/04: “Art. 7º O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte - DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal - SRF, e sujeitar-se-á às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (...omissis...) § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I - à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II - a 75%(setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.” § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: I - R$ 200,00 (duzentos reais), tratando-se de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996; II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (...omissis...)”. Nesse quadro, o não provimento do recurso é medida que se impõe ao colegiado. Dispositivo Pelo exposto, conheço parcialmente do recurso, deixando de conhecer as alegações de violação a dispositivos constitucionais e no mérito, na parte conhecida, nego provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Fl. 48DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-002.321 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 13874.720153/2017-96 Aílton Neves da Silva Fl. 49DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 15471.001297/2007-36
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. DEDUÇÃO.
Na declaração de ajuste anual poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.371
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso para acatar o valor de R$ 3.909,43 a título de dedução com pensão alimentícia judicial, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. DEDUÇÃO. Na declaração de ajuste anual poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Recurso Voluntário Provido.
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DEDUÇÃO. Na declaração de ajuste anual poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para acatar o valor de R$ 3.909,43 a título de dedução com pensão alimentícia judicial, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 47DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 15471.001297/200736 Acórdão n.º 2801002.371 S2TE01 Fl. 39 2 Trata o presente processo de Notificação de Lançamento, às fls. 02/04, formalizada para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 6.750,49, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF (suplementar), multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 31/05/2007. A autuação decorreu da revisão efetuada na declaração de ajuste anual retificadora apresentada pelo contribuinte, relativa ao exercício 2005, anocalendário 2004, em que foi apontada a omissão de rendimentos recebidos da pessoa jurídica Universidade Federal Fluminense (CNPJ nº 28.523.215/000106) no valor de R$ 11.910,96. Cientificado do lançamento, o interessado apresentou impugnação, à fl. 01, alegando tãosomente o fato de não terem sido consideradas no acerto de sua Declaração os valores relativos à Contribuição à Previdência Oficial e pensão alimentícia judicial. Anexou à sua defesa a cópia do Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção na Fonte da Universidade Federal Fluminense do ano base 2004, à fl.05, solicitando, ao final, que fossem aceitas tais deduções. Após apreciar o litígio, a 7a Turma de Julgamento da DRJ/Rio de Janeiro II/RJ, ao exarar sua decisão, julgou procedente em parte a impugnação, para acatar como dedução do imposto a Contribuição à Previdência Oficial no valor de R$ 1.426,00, nos termos do Acórdão DRJ/RJOII nº 1325.292, de 23/06/2009, às fls. 29/30. Reproduzida, a seguir, a ementa constante da peça decisória: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2004 INADMISSIBILIDADE DE DEDUÇÃO DE DESPESAS PÓS LANÇAMENTO EXCETO PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL E CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA OFICIAL. Inadmissível, depois de lavrada a Notificação de Lançamento, a inclusão de dedução de despesas sem pleito na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda, excetuados os casos de valores pagos a título de pensão judicial que estiverem nos exatos termos homologados em juízo ou escritura pública, o que deve ser comprovado pela juntada do acordo, ou sentença, ou escritura pública aos autos; e os valores pagos a título de contribuição previdenciária oficial, sempre que provada a retenção na fonte incidente sobre os rendimentos omitidos. Lançamento Procedente em Parte A ciência do resultado do julgamento a quo se deu em 20/09/2010, conforme faz prova o Aviso de Recebimento – AR à fl. 32/v. O contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 15/10/2010, à fl. 33, colacionando ao processo cópia de determinação judicial (Oficio nº 1.371/2003, emitido pelo Juízo de Direito da 7a Vara de Família da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro), como prova de que faz jus à dedução de pensão alimentícia judicial informada em Comprovante de Rendimentos, posto que se enquadra em uma das hipóteses contidas na alínea “f” do inciso II do art. 8º da Lei 9.250/95. É o relatório. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 15471.001297/200736 Acórdão n.º 2801002.371 S2TE01 Fl. 40 3 Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Diante da ausência de questão preliminar, passo à análise do mérito, que, como se observa do relatório, restringese à discussão em torno do valor de R$ 3.909,43 pleiteado pelo recorrente a título de dedução com pensão alimentícia judicial. Ao apreciar a impugnação apresentada pelo autuado o órgão julgador de primeira instância concluiu que: (fls. 29/30 dos autos) “(...) Em pesquisa no sistema informatizado da Receita Federal do Brasil, verificase que a fonte pagadora Universidade Federal Fluminense emitiu DIRF retificadora para o Anocalendário 2004, em 29/04/2005 (cópia juntada aos autos, fl. 27), onde constavam R$ 7.879,43 de deduções. O Interessado trouxe aos autos a cópia do Comprovante de Rendimentos e de Retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte Anocalendário 2004 da UFF; onde constam as importâncias destinadas à Contribuição à Previdência Oficial e à Pensão Alimentícia. Tais despesas pleiteadas na impugnação não constaram na Declaração de Ajuste Anual, cumprindo esclarecer que, enquanto os rendimentos são de declaração obrigatória, as deduções constituem faculdade concedida ao contribuinte, devendo ser pleiteadas no ato da apresentação da declaração, ocasião em que é apurada a base de cálculo do imposto devido, subtraindose dos rendimentos tributáveis as deduções requeridas. É esta a sistemática descrita no art. 8° da Lei n° 9.250, de 26/12/1995. O pleito de novas deduções após a entrega da declaração configura retificação da declaração apresentada, a qual só é admitida antes do início de qualquer procedimento administrativo, ou medida de fiscalização, correspondentes à infração, na forma do art. 138, § único do Código Tributário Nacional CTN combinado com o art. 7°, § 1° do Decreto 70.235/72, que rege o processo administrativo fiscal federal. Especialmente no tocante à pensão alimentícia, admitese a sua dedução no cálculo do Imposto de Renda, ou na sua revisão, quando se dá em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, ou, ainda de escritura pública, na forma prevista pelo art. 8°, inciso II, alínea "f' da Lei n° 9.250, de 1995,(...) No caso em questão, o Impugnante não traz prova de que a pensão alimentícia informada no Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte Ano calendário 2003 (sic) se enquadraria em uma das hipóteses Fl. 49DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 15471.001297/200736 Acórdão n.º 2801002.371 S2TE01 Fl. 41 4 contidas na alínea “f” do inciso II do art. 8° da Lei n° 9.250/ 95, (...) E quanto à contribuição para a Previdência Oficial de R$ 1.426,00, retida pela fonte pagadora UFF, a sua natureza tributária e a sua vinculação inequívoca com os rendimentos impõem a observância do art. 145, I do CTN e do art. 4°, IV da Lei n° 9.250/ 1995, os quais fundamentam a retificação do Lançamento (...)” Assim, face à ausência nos autos de prova de que a pensão alimentícia informada no Comprovante de Rendimentos emitido pela fonte pagadora Universidade Federal Fluminense se enquadraria em uma das hipóteses contidas na alínea “f” do inciso II do art. 8° da Lei n° 9.250/ 95, ou seja, que os valores pagos a esse título estivessem nos exatos termos homologados em acordo ou decisão judicial, ou mesmo em escritura pública (a que se refere o art. 1.124A do Código de Processo Civil), não havia como aquele Colegiado firmar convicção quanto à procedência de tal dedução, decidindo, então, a DRJ/Rio de Janeiro II, por não acatar o pleito do contribuinte. Todavia, nesta fase recursal, entendo que o interessado supre a deficiência documental apontada no julgamento a quo, colacionando aos autos (fl. 35) documento extraído do processo n° 2003.001.0456551 (Oficio nº 1.371/2003), que trata da ação de oferecimento de alimentos movida pelo recorrente em favor de suas filhas menores. Por meio do referido expediente o Juízo de Direito da 7a Vara de Família da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro determina o desconto de 40% (quarenta por cento) na folha de pagamento do contribuinte junto à Universidade Federal Fluminense, “a titulo de pensão alimentícia definitiva, acrescida de saláriofamília, se houver, a ser entregue e/ou depositada na conta corrente bancária indicada ou que vier a ser indicada, em nome do(s), favorecido(s)”, ou ainda, do(a) representante legal, neste caso, Márcia Jaqueline Brucker da Silva, genitora das beneficiárias. Registrese que, na determinação da base de cálculo do imposto, serão admitidas, dentre outras, a dedução da pensão alimentícia paga em face das normas do Direito de Família, desde que correspondente ao rendimento declarado, a teor do art. 8º, inciso II, alínea “f”, da Lei nº 9.250/95. Cabe ser considerada, portanto, a dedução com pensão alimentícia judicial no valor indicado no Comprovante de Rendimentos emitido pela Universidade Federal Fluminense (fonte pagadora), à fl. 05, relativo ao anocalendário em exame (2004). Isto posto, VOTO em dar provimento ao recurso para acatar o valor de R$ 3.909,43 a título de dedução com pensão alimentícia judicial. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 50DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA Processo nº 15471.001297/200736 Acórdão n.º 2801002.371 S2TE01 Fl. 42 5 Fl. 51DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente e m 26/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA
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Numero do processo: 10860.001530/2007-83
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE.
Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão.
Súmula CARF n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-002.160
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
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INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Súmula CARF n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10860.001530/200783 Acórdão n.º 280102.160 S2TE01 Fl. 121 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros:Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 3ª Turma da DRJ/SPOII (Fls. 98), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o presente processo sobre autuação contra a contribuinte acima qualificada, conforme auto de infração de fls. 22/29, para cobrança do Imposto de Renda Pessoa Física Exercício 2003, anocalendário 2002, no valor de R$ 5.051,72 (cinco mil, cinqüenta e um reais e setenta e dois centavos), a ser acrescido de multa de oficio e juros de mora, calculados de acordo com a legislação de regência. 2. A autuação decorreu de revisão de sua Declaração de Ajuste Anual, tendo a fiscalização reclassificado os rendimentos informados na Declaração de Ajuste Anual como de tributação definitiva, no total de R$ 36.831,37, para rendimentos tributáveis. 3. No campo da descrição dos fatos (fls. 24/25) a fiscalização informa que a contribuinte, ao ser intimada a comprovar tais rendimentos, apresentou livros contábeis e a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica Exercício 2003 da empresa Nascimento e Nascimento Advogados Associados, CNPJ 04.742.048/000126. 4. Aduz a fiscalização que a legislação tributária ampara a distribuição de lucros aos sócios, sem incidência de Imposto de Renda Pessoa Física, já tributados na pessoa jurídica, no valor correspondente ao lucro presumido, diminuído de todos os impostos e contribuições (inclusive adicional do IR, CSLL, Cofins e Pis) a que estiver sujeita a pessoa jurídica. 4.1. Igualmente, a pessoa jurídica poderá distribuir valor maior que o lucro presumido, também sem incidência de imposto de renda, desde que demonstrado, via escrituração contábil feita de acordo com as leis comerciais, que o lucro contábil efetivo é maior que o lucro presumido. Acrescenta à fl. 25 que "A legislação apresentada retira do cômputo dos rendimentos tributáveis aqueles rendimentos decorrentes dos lucros pagos ou creditados, ou seja: é necessário que os rendimentos tenham se tornado economicamente ou juridicamente disponíveis para a pessoa física; entretanto, a documentação apresentada pelo contribuinte demonstra exatamente o contrário. Os rendimentos, ao final do anocalendário 2002, permaneceram no Patrimônio Líquido da empresa." Fl. 130DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10860.001530/200783 Acórdão n.º 280102.160 S2TE01 Fl. 122 3 5. Cientificada da exigência tributária em 17/08/2007, por via postal, conforme cópia do Aviso de Recebimento — AR de fl. 59, a autuada apresenta impugnação às fls. 01/02, de onde se extrai os seguintes argumentos: a) é sócia da empresa Nascimento e Nascimento Advogados Associados, CNPJ 04.742.048/000126, e, em 31/12/2002, a empresa apresentou lucro a distribuir de R$ 379.627,91; b) na sua Declaração de Ajuste Anual Exercício 2003, ano calendário 2002, foi informado indevidamente como rendimentos sujeitos à tributação definitiva o valor de R$ 36.831,37, quando o correto seria informar como rendimentos isentos e não tributáveis; c) o lançamento é indevido, pois se trata de lucros distribuídos pela aludida pessoa jurídica, já que sua participação societária era de 10% do total das quotas; d) por equívoco, não houve a informação na DIPJ do Exercício 2003 da referida empresa; e) ao final, alega que fica demonstrado que não houve qualquer irregularidade na sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física, devendo ser cancelado o lançamento. Passo adiante, a 3ª Turma da DRJ/SPOII entendeu por bem julgar o lançamento procedente em parte, em decisão que restou assim ementada: DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS DE EMPRESA TRIBUTADA COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO. Lucros ou dividendos distribuídos, em valor excedente ao lucro presumido, diminuído dos impostos e contribuições, ficam sujeitos a tributação, quando não restar comprovado o excedente na escrituração contábil. Cientificada em 11/08/2009 (Fls. 106), a Recorrente, não apresentou Recurso no prazo de trinta dias. Em 29/09/2009 foi lavrado termo de perempção (Fls. 108) por ter transcorrido o prazo regulamentar sem a apresentação de Recurso. Em 02/10/2009 a Recorrente foi intimada por AR (Aviso de Recebimento) de carta cobrança (Fls. 111), vindo a interpor Recurso Voluntário em 19/10/2009 (fls. 112), iniciando com um pedido preliminar de devolução de prazo, em seguida reforçando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação e alegando basicamente que: Tais revisões efetuadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, na Declaração de Ajuste Anual apresentada pelo Contribuinte ora Recorrente, não observaram corretamente a legislação tributária vigente. É o Relatório. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10860.001530/200783 Acórdão n.º 280102.160 S2TE01 Fl. 123 4 Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Do exame dos autos verificase que existe uma questão prejudicial à análise do mérito da presente autuação, relacionada com a preclusão do prazo para interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A decisão de Primeira Instância foi encaminhada ao endereço da contribuinte, via correio, tendo sido recebida em 11/08/2009, conforme atesta o Aviso de Recebimento de fls. 106. A peça recursal, somente, foi protocolizada em 19/10/2009, conforme atesta documento de fls. 112, portanto, fora do prazo fatal. Não há como acatar o argumento da recorrente de que não teria tomado ciência do julgamento, posto que não teria sido a sua pessoa que assinou o Aviso de Recebimento. Realmente, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, através da Súmula CARF n° 9, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros, já firmou o entendimento da validade da ciência da intimação entregue no endereço do contribuinte, mesmo não sendo assinada pelo próprio contribuinte; in verbis: Súmula CARF n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Caberia à recorrente adotar medidas necessárias ao fiel cumprimento das normas legais, observando o prazo fatal para interpor a peça recursal. Nestes termos, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário, por intempestivo. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 132DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10860.001530/200783 Acórdão n.º 280102.160 S2TE01 Fl. 124 5 Fl. 133DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
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Numero do processo: 13063.000243/2002-25
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Recurso voluntário somente admissível quando instaurada a fase de
impugnação, tendo sido o mérito foi discutido na primeira instância.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.008
Decisão: ACORDAM os membros da lªTurma Especial da Terceira Sessão de
Julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Ivan Allegretti, que entendeu por bem converter o julgamento em diligência
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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score : 1.0
Numero do processo: 10945.009630/2004-75
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE - SIMPLES
Data do fato gerador: 01/01/2002
SIMPLES. INCLUSÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE JARDINAGEM
E PAISAGISMO.
Não sendo a atividade prestada pela recorrente especifica de engenharia ou assemelhada a esta, não podendo se caracterizar, nem de longe, atividade de construção civil, especialmente diante qualificação das sócias da empresa, que não têm conhecimentos técnicos de profissional de engenharia, não pode ensejar sua exclusão do SIMPLES.
É plausível que serviços de paisagismo englobem atividades que nada têm de assemelhadas também com arquitetura, tais como comércio de gramas, de plantas, preparação e manutenção de jardins em residências, sítios, etc.
Outrossim, pela evidente falta de especialização profissional dos sócios da empresa, não se pode afirmar que "prestam atividade de profissão regulamentada". Em verdade, os documentos dos autos demonstram que a Recorrente efetivamente executa os serviços de manutenção de jardins, o qual não guarda complexidade.
Numero da decisão: 3803-000.060
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2002 SIMPLES. INCLUSÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE JARDINAGEM E PAISAGISMO. Não sendo a atividade prestada pela recorrente especifica de engenharia ou assemelhada a esta, não podendo se caracterizar, nem de longe, atividade de construção civil, especialmente diante qualificação das sócias da empresa, que não têm conhecimentos técnicos de profissional de engenharia, não pode ensejar sua exclusão do SIMPLES. É plausível que serviços de paisagismo englobem atividades que nada têm de assemelhadas também com arquitetura, tais como comércio de gramas, de plantas, preparação e manutenção de jardins em residências, sítios, etc. Outrossim, pela evidente falta de especialização profissional dos sócios da empresa, não se pode afirmar que "prestam atividade de profissão regulamentada". Em verdade, os documentos dos autos demonstram que a Recorrente efetivamente executa os serviços de manutenção de jardins, o qual não guarda complexidade.
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"... r :/.?? "tt.' •-•" .•.:5 ir CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS‘*; • ? 0 1 "54' - TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO-.. 441....:,..- Processo n° 10945.009630/2004-75 Recurso n° 141.598 Voluntário Acórdão n° 3803-00.060 — 3' Turma Especial Sessão de 17 de março de 2009 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente GRAMEIRA COSTA OESTE LTDA Recorrida DRJ-CURITIBA/PR ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Data do fato gerador: 01/01/2002 SIMPLES. INCLUSÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE JARDINAGEM E PAISAGISMO. Não sendo a atividade prestada pela recorrente especifica de engenharia ou assemelhada a esta, não podendo se caracterizar, nem de longe, atividade de construção civil, especialmente diante qualificação das sócias da empresa, que não têm conhecimentos técnicos de profissional de engenharia, não pode ensejar sua exclusão do SIMPLES. É plausível que serviços de paisagismo englobem atividades que nada têm de assemelhadas também com arquitetura, tais como comércio de gramas, de plantas, preparação e manutenção de jardins em residências, sítios, etc. Outrossim, pela evidente falta de especialização profissional dos sócios da empresa, não se pode afirmar que "prestam atividade de profissão regulamentada". Em verdade, os documentos dos autos demonstram que a Recorrente efetivamente executa os serviços de manutenção de jardins, o qual não guarda complexidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 3 Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de vot s, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. 07 1 Processo n° 10945.009630/2004-75 S3-TE03 Acórdão ri.° 3803-00.060 Fl. 132 LUIS L GUERRA DE CASTRO Pré .idente \kik 1\111 • 4 cá!! i4 AN t1/4 E - UIZ BONAT Cs • DEIRO Relatio Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda e Jorge Higashino. 2 Processo n° 10945.009630/2004-75 S3-T E03 Acórdão n.• 3803-00.060 Fl. 133 Relatório Trata-se de Impugnação a Ato de Exclusão do SIMPLES, lavrado em 24/08/2004, visando se assegurar os beneficios do Sistema para a Recorrente. A DRF indeferiu o pedido, sob o pressuposto de que a atividade de paisagismos seria vedada à opção pelo SIMPLES, nos termos do art. 9, XIII, da Lei 9317/96. Em sua Impugnação, a Contribuinte asseverou que: (a) sua atividade não se insere dentre as constantes do art. 9, XIII, da Lei 9317/96, nem mesmo é assemelhada a elas; (b) Serviços de jardinagem não se confundem com construção civil, nem são complementares a ela. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba — PR indeferiu a solicitação do contribuinte, conforme decisão assim ementada (fls. 85): PRODUÇÃO, FORNECIMENTO E COLOCAÇÃO DE GRAMAS. OBRAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL. LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA. A empresa que, além de produzir, fornecer e colocar gramas, também executa obras agregadas ao solo e subsolo que configuram construção civil, e que loca mão-de-obra, está vedada ao Simples. Solicitação indeferida. Cientificado da mencionada, o contribuinte apresentou o presente Recurso Voluntário tempestivo, insistindo nos pontos objeto de sua impugnação. É o relatório 3 Processo n° 10945.009630/2004-75 83.TE03• Acórdão n°3803-00.060 Fl. 134 Voto Conselheiro ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário por conter matéria de competência deste Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes. No presente recurso, a questão apresentada limita-se a verificar se o contribuinte em razão das atividade que desenvolve pode ser incluído no regime simplificado de tributação. Conforme se verifica dos autos, o contribuinte foi excluído do SIMPLES sob o o pressuposto de que exerce atividades de consultoria em jardinagem e de paisagismo, que seria vedada pelo art. artigo 9°, XIII, da Lei n°9.317/96. Ocorre que no caso em apreço, considerando os documentos dos autos, observa-se, sem grande esforço, que as atividades do contribuinte não podem ser consideradas, nem de longe, como assemelhadas às que geram impedimento, que seriam de engenharia e/ou arquitetura. É inegável que a atividade de jardinagem (mesmo que sob a rubrica paisagismo) é uma arte de manusear plantas, folhas, árvores, nada exigindo de conhecimentos técnicos de profissional regulamentado e fiscalizado por órgãos de classe, salvo se existir — o que não se tem conhecimento — um "órgão de classe dos jardineiros". Mesmo nessa hipotética e absurda situação, seria bastante questionável o aguçado conhecimento técnico exigido pela referida atividade, sem desmerecimento dos que nela atuam e que embelezam imóveis e logradouros públicos espalhados pelas cidades brasileiras. Vê-se que já na qualificação dos sócios da empresa (fls. 53) se observa a profissão de ambos como "agricultores". Também as Notas Fiscais de fls. corroboram o exercício de típicas funções de jardinagem, nas quais o conhecimento técnico especifico de engenharia é absolutamente desnecessário. Inclusive, este Conselho já tem posição pacificada no sentido de que a atividade de jardinagem, paisagimo e trabalho com plantas, nao veda à opção pelo SIMPLES. Confira-se: Número do Recurso: 303-125949 Turma . TERCEIRA TURMA Número do Processo: 13882.00048812001-28 4. R- g R CUR O D DIV RG NCIA Matéria: SIMPLES - INCLUSA° Recorrente: FAZENDA NACIONAL Interessado a : INEZ PAISAGISMO LTDA. - ME. Data da Sessão: 13102/2007 15:30:00 Relator a Luis Antonio Flora Acórdão: CSRF/03-05.316 Decisão- NPU - NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE 11,47 Processo n° 10945.009630/2004-75 83-TE03 Acórdão o.° 3803-00.060 Fl. 135 Texto da Decisão Por unanimidade de votos, NEGAR •rovimento ao recurso es•ecial. Ementa SIMPLES. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PAISAGISMO. - A atividade de paisagismo não consta do rol de atividades impeditivas, nem se assemelha à do arquiteto. Não há, na espécie, fundamento 'ara a exclusão da sistemática do Sim eles Recurso es•ecial ne•ado. Número do Recurso: 125016 Câmara: TERCEIRA CAMARA Número do Processo: 13706.003585/2001-47 Ti 'o do Recurso: VOLUNTARIO Matéria: SIMPLES Recorrida/Interessado: DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ Data da Sessão:16/06/2004 08:30:00 Relator:ZENALDO LOIBMAN Decisão: Acórdão 303-31450 Resultado: DPU - DADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE — Texto da Decisão: Por unanimidade de votos deu-se •rovimento ao recurso voluntário Ementa: SIMPLES. ATIVIDADE NAO IMPEDIDA. PAISAGISMO.E plausível que serviços de paisagismo englobem atividades que nada têm de assemelhadas com arquitetura, tais como comércio de gramas, de plantas, preparação e manutenção de jardins em residências, sítios, etc. Ademais, a fiscalização não trouxe aos autos nenhuma evidência de que a empresa praticasse efetivamente atividade impedida pelo SIMPLESO fato de um dos sócios ser formado em arquitetui•a não implica necessariamente que se trate de empresa de arquitetura ou que preste serviço assemelhado. A atividade, no caso, poderia ser feita por jardineiro prático, profissional não habilitado. O serviço de paisagismo não é exclusivo de arquitetura, nem é necessariamente assemelhado. Não comprovada nos autos a efetiva prestação de, serviços de consultoria, ou assessoria, ou programação visual, ou de qualquer atividade que pudesse caracterizar semelhança com ar, uiteturaRECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO • Número do Recurso: - 114983 - Câmara: SEGUNDA CAMARA Número do Processo: 10980.011526/99-78 Ti.° do Recurso: VOLUNTARIO Matéria: SIMPLES - IMPOSTO UNICO SIMPLES Recorrente: GRASSTECNO GRAMADOS PAISAGISMO E SERVI OS LTDA Recorrida/Interessado: • DRJ-CURITIBAIPR Data da Sessão: 06/1212000 15:00:00 Relator: Luiz Roberto Domin • o Decisão: ACORDA° 202-12658 . Resultado: DPU - DADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso. Ausente justificadamente, o Conselheiro Antônio Carlos Bueno Ribeiro Ementa* SIMPLES - EXCLUSÃO - I - O Ato Administrativo que determina a exclusão da empresa do simples deve estar motivada em fatos que dêem suporte à decisão, não podendo embasar-se em presunções. II - O fato de um dos sócios, da empresa que presta serviços de manutenção de gramados e comercializa grama e adubos, ser engenheiro florestal, não implica na automática conclusão de que seja uma empresa de engenharia ou que tenha serviço assemelhado, uma vez que, no caso, a manutenção de gramados e venda de adubos pode ser feita por profissional não habilitado. Recurso •rovido. Processo n° 10945.009630/2004-75 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00.060 Fl. 136 Número do Recurso: 125949 Câmara: TERCEIRA CAMARA Número do Processo: 13882.000488/2001-28 D.o do Recurso: VOLUNTARIO Matéria: SIMPLES - INCLUSA° Recorrida/Interessado: DRJ-CAMPINASISP Data da Sessão:17/06/2004 08:30:00 Relator:NILTON LUIZ BARTOLI Decisão: Acórdão 303-31486 Resultado: DPU - DADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE Texto da Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se rovimento ao recurso voluntário , Ementa: SIMPLES - EXCLUSÃO.A exclusão de pessoa jurídica que tenha por objetivo ou exercício, uma das atividades econômicas relacionadas no art. 9°, inciso XIII, da Lei n°9.317/96, ou atividades assemelhadas a uma delas, tem sua aplicabilidade adstrita à comprovação de que sua atividade seja impeditiva ou que encontre plena similitude com as que sejam.0 serviço de paisagismo não é exclusivo de arquitetura, nem é necessariamente assemelhado. Não comprovada nos autos a efetiva prestação de serviços de consultoria, ou assessoria, ou projetos, ou de qualquer atividade que pudesse caracterizar semelhança com arquitetura, descabida a exclusão do contribuinte. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Diante do exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao presente Recurso Voluntário, para tomar sem efeitos o Ato de Exclusão da Recorrente do Simples. Sa idas Sessões, em 17 de março de 2009 de A (0r1,11 " .. BO AT •RDEIRO - Relatorwe (1:5761 Page 1 _0029700.PDF Page 1 _0029800.PDF Page 1 _0029900.PDF Page 1 _0030000.PDF Page 1 _0030100.PDF Page 1
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Numero do processo: 13055.000088/2006-70
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
CONTRIBUIÇÃO AO PIS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO.
CRÉDITOS GERADOS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS
COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA
BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO.
NECESSIDADE DE LANÇAMENTO.
A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição.
Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.251
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 CONTRIBUIÇÃO AO PIS NO REGIME NÃO-CUMULATIVO. CRÉDITOS GERADOS. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. A sistemática de creditamento da COFINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão da apuração da base de cálculo da contribuição. Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de ofício, não podendo fazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido.
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CRÉDIITOS GERADOS, PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DOS CRÉDITOS COM OUTROS TRIBUTOS. FISCALIZAÇÃO PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCU1 ,0 DA CONTRIBUIÇÃO NO MESMO PERÍODO„ NECESSIDADE DE LANÇAMENTO, A sistemática de creditamento da COF1NS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedido de compensação, seja sumariamente subtraída, do montante a ressarcir, a diferença de valores que a fiscalização considerar como recolhidos a menor, decorrentes da revisão) da apuração da base de cálculo da contribuição.. Se a fiscalização entende que valores como o de transferências de créditos de ICMS devem sofrer a incidência da Contribuição, tem de promover a sua exigência necessariamente por meio de lançamento de oficio, não podendo jazer a subtração sumária do crédito que o contribuinte utilizou para o pagamento de outros tributos, que ficariam a descoberto. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros da 3'. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso AL r, N ti, K1-RN - Presidente O" II) -% f--- f i, IVA 1:' Á EU Z:1-_ITI - Relator 1 1 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros &chim' Melo de Souza, Meio Lafetá Reis, Daniel Mauricio Fedato. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos .11.enrique Martins de Lima.. Relatório Trata-se de Declaração de Compensação (DCOM) transmitida pelo contribuinte em 27/04/2006, na qual utiliza créditos de Contribuição ao P1S não-cumulativa apurados no 4" trimestre de 2004 (fls. 01106). A DRF-Novo Hamburgo/RS reconheceu a existência do valor do crédito pleiteado pelo contribuinte, mas recusou ao contribuinte o direito de aproveitamento integral do saldo de créditos, entendendo por bem reduzir este saldo, fazendo-o a titulo de "irregularidade fiscal", por ter verificado que "no período dc outubro de 2004 a dezembro de 2005, a .fiscalilada efttuou cessão de créditos do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e _sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Circulação (1.01.5) a terceiros" e que "embora tais operações se equiparem a verdadeira alienação de direitos a título oneroso. originando, portanto, receitas tributáveis, que devem compor a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pascp„ confbrme determina o art.. I", I" e 2" da Lei n" 10..637/2002, tais cessões de crédito de [CIVIS não foram oferecidas à tributação" (lis. 51/56). Assim, a Fiscalização apurou o valor que entendeu que seria devido de PIS em relação à receita de venda de créditos de ICMS, e reduziu este valor do saldo de créditos apresentado na declaração de compensação. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 70/89) argumentando que a glosa seria indevida porque não foi feita como preceitua o artigo 142 do CTN, que seu direito de crédito decorre da sistemática não cumulativa da COFINS e que não pode haver a incidência da COHNS sobre a venda de créditos de ICMS, visto que a incidência da COFINS deve ser limitada às receitas das vendas de ben.s e serviços, conforme doutrina e jurisprudência que cita.. A DRJ-Porto .A.legre/RS manteve o entendimento da D.R.F, no sentido da homologação parcial da compensação, conforme se confere da ementa do Acórdão n° 10- .15..414, de 1.0 de julho de 2008 (lis,. 98/100): Assunto Contribuição para o PIS/Pasci) Período de apuração.. 01/10/2004 a 31/12/2004 Ementa RASE DE (.ÁLCULO CRÉDITOS DE ICMS' TRANSFERI:1)05' A POI?NECEDORES Incide Pis e Cofins ces.são de créditos de ICAIS, ante a existência de alienação de direitos classificadas no ativo circulante. INCONSMTUCIONALIDADE ILEGALIDADE. VIOLAÇÃO A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. A autoridade julgadora de instância administrativa não é competente para apreciar a legalidade ou constitucionalidade da normas tributárias regularmente editadas • • Solicitação Indeferi(' 4111(• 2 Processo ri" 13055 .000088/2006-70 53-1 E03 Acórdão n." 3803-00.251 1,1 161 O contribuinte interpôs recurso voluntário (lls„ 103/1 -16) argumentado que a questão pode ser analisada na via administrativa, inclusive no que se refere à constitucionalidade dos dispositivos envolvidos, bem como reiterando os mesmos fundamentos da manifestação de inconformidade. É o relatório.. Voto Conselheiro IVAN ALLEG R ETTI, Relator O recurso é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço. A DRF reconheceu a existência do crédito de Contribuição ao PIS não- cumulativa pleiteado pelo contribuinte, mas recusou a homologação da compensação por entender que o contribuinte teria recolhido a Contribuição ao PIS correspondente àquele mesmo período de apuração em valor menor que o devido. Assim, por entender que o contribuinte teria deixado de fazer incidir a Contribuição ao PIS em relação aos valores correspondentes à. venda de créditos de 1CMS, a DR.F utilizou parte do saldo de créditos para o pagamento do valor que corresponderia ao débito de PIS relativo à venda de créditos de ICMS, Na linha de manifestações anteriores deste Conselho, entendo que o procedimento é equivocado, A sistemática não cumulativa da Contribuição ao PIS e da COFINS não funciona tal como a sistemática de apuração do IPI, como parece pretender a Fiscalização. No caso do IPI se promove a escrituração de créditos e débitos para, no final do período de apuração, mediante o balanço entre tais valores, obter-se (a) ou um saldo credor que é transferido para aproveitamento no período subseqüente — (b) ou um saldo devedor — que implica em recolhimento do tributo. No caso do PIS e da COFINS a incidência e a apuração não dependem do confronto entre créditos e débitos. Sua incidência se dá sobre a receita ou o faturamento, determinando o valor devido, independente da existência de créditos que possam ser usados Iara redução deste valor.. Com efeito, a única diferença da sistemática não cumulativa reside em • permitir que "Do valor apurado na . fbrina do art. 2" a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação (...)" (art., 3" da Lei n° 10.637/2002 e da Lei n" 10..833/2003). É nítido, portanto, que os créditos gerados no sistema não cumulativo da COFINS e do ris não compõem nem interferem na apuração da base de cálculo destas mesmas Contribuições. No âmbito do pedido de compensação que utiliza créditos de PIS não - cumulativo não é cabível que a Fiscalização utilize parte do crédito — a título de "irregularidade", reduzindo o saldo de créditos — como meio indireto para promover a revisão e 3 ampliação da base de cálculo da Contribuição, para o efeito de cobrança dos valores que entende devidos. Sc a Fiscalização entende que determinado valor recebido .pelo contribuinte configura receita sujeita às referidas Contribuições, de modo que o contribuinte teria declarado e recolhido tributo menor que o devido, é imprescindível que promova a constituição do credito pelo meio próprio: o lançamento. Confira-se, ademais, que o presente entendimento reitera a jurisprudência deste Conselho em julgamentos anteriores: PEDIDO DE RESSARCIMENTO CO FINS NÃO CUMULATIVA BASE DE CÁLCULO DOS DÉBITOS. DIPERENÇA A EXIGIR. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO DE OFICIO A. sistemática de ressarcimento da COEINS e do PIS não-cumulativos não permite que, em pedidos de ressarcimento, valores como o de transferências de créditos de 1CMS, computados pela fiscalização no fiauramento, base de cálculo dos. débitos, .sçjani subtraídas do montante a ressarcir. Em tal hipótese, para a exigência das Contribuiçõe.s carece .seja etuado lançamento de oficio RESSARCIMENTO. COHNS NÃO-CUMULATIVA JUROS SELAI' INAPLICABILIDADE Ao ressarcimento não se aplicam os juros inconfindivel que é com a restituição ou compen.sação, .sendo que no caso do PIS e COHNS não- cumulativos os anis. 13 e 15, VI, da Lei a' 10833/2003, vedam expres.samente tal aplicação. Recurso provido em parte. (Acórdão 203-11852, Recurso Voluntário n' 130.611, Conselheiro EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, D O.U. de 06/06/2007, Seção 1, pág 49) PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LANÇAMENTO. Constatado que, na apuração do tributo devido, no âmbito do lançamento por homologação, O .sujeito passivo não oferecera à tributação, matéria que a „fiscalização julga tributável. impõe-.se O lançamento para .formalização da exigência tributária, pois a mera glosa de créditos legítimos do sujeito passivo configura irreg,ular compensação de ofício com crédito tributário ainda não constituído e, portanto, destituído da certeza e da liquidez imprescindíveis a .sua cobrança. NORMAS GERAIS DE DIREITO IRIBUTÁRIO. PIS NÃO- CUMULATIVO. ATUALIZAÇÃO MONETA ' RIA. In/CABÍVEL incabível a atualização monetária do saldo credor do PIS não- cumulativo objeto de ressarcimento Recurso Voluntário Provido em Parte. (Recurso Voluntário n" 140.760, PA n" 11065.002884/20 1, Conselheira SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, j" 22/07/2008) 4 Processo n" 13055.000088/2006-70 S3-1 E03 Acórdão n.' 3803-00.251 F I 165 Pelas razões expostas, voto no sentido de dar provimento ao recurso do contribuinte, para o efeito de reconhecer-lhe o direito de utilizar na sua declaração de compensação a integralidadeA do saldo de créditos, sem glosas, assim homologando integralmente a sua 5.R mpen a ll4), ficando ressalvada a possibilidade de a Fiscalização apurar as diferenças de trib (i IA s que, e tender devidas pela via própria do lançamento ) _. r\ . IV à . 1,I_ '. GR Cr1"11 I s
score : 1.0
Numero do processo: 10283.003508/86-19
Data da sessão: Mon Aug 22 00:00:00 UTC 1988
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ZONA FRANCA DE MANAUS. Bens importados com benefício fiscal. Diferenças verificadas entre os estoques escritural e físico. Caso em que, com base em novo exame de escrita realizado pela Fiscalização, através de diligência, as diferenças apuradas foram admitidas como quebras ou perdas consideradas razoáveis,
ocorridas no processo industrial.
Numero da decisão: CSRF/03-01.554
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Su perior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencido o Cons. Helio Loyolla de Alencastro.
Nome do relator: PAULO CESAR DE AVILA E SILVA
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Bens importados com benefício fiscal. Diferenças veri- ficadas entre os estoques escritural e físico. Caso em que, com base em novo exame de escrita realizado pela Fisca- lização, através de diligência, as di- ferenças apuradas foram admitidas como quebras ou perdas consideradas razoá- veis, ocorridas no processo industrial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Su perior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, nos ter- mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, ven cido o Cons. Helio Loyolla de Alencastro. Sala das Sessões (DF), 22 de : agosto de 1988. --- , f" 1 URG PEREI:,1 400;-•,,,,,p?‘" - PRESIDENTE 411P,- fy 0111.101~~--r A, 4 er PAULO ' SAR P, "-A E SILVA - RELATOR -10 L URO 41 • IMBERG - PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL - Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSÉ FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA e SEBASTIÃO RODRIGUES CA- BRAL. /N SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N19 10283/003.508/86-19 RECURSO N9: RP/303-0.954 ACORDÃOW CSRF/03-01.554 RECORRENTE FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: PHILCO DA AMAZÔNIA LTDA RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, Dor seu Procurador jun to ã 3 Câmara do E. Terceiro Conselho de Contribuintes, objeti- vando a reforma do Acórdão n9 303-25.052, da mesma Câmara, prola- tado em sessão de 22 de outubro de 1987 (fls. 425/429), lido na ín tegra em sessão (1e) e assim ementado: "ZONA FRANCA DE MANAUS - Desvio de bens importados com benefício fiscal. Diligencia. Levantamento con siderando quebra no processo industrial. Aceitabi- lidade. Ação fiscal procedente, em parte". Em seu arrazoado de fls. 430/433, que tambem leio em sessão (lã), arrima-se o douto recorrente no voto vencido do ilustre rela tor, Conselheiro Helio Loyolla de Alencastro, em que é sustentada a tese de que "as perdas apuradas nos estoques ou verificadas no processo de industrialização tem que se ater aos limites de tole- rância previamente justificados e admitidos pela autoridade fis- cal". Nas contra-razões de fls. 445/446, igualmente li- das na íntegra em sessão (1e), o sujeito passivo pede o improvitnen 4t.n DM F - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10283/003.508/86-19 2. Acórdão n9-CSRF/03-01.554 to do recurso especial, sustentando que o acórdão recorrido, "face ao direito e prova constantes dos autos, reconheceu, de forma in- contestável, que as diferenças de quantidades entre o estoque es- criturai e o estoque físico resultaram dequebras de insumos ocorri- das no processo industrial (quebras de produção É o relatório. , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10283/003.508/86-19 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.554 VOTO Conselheiro PAULO CÉSAR DE ÁVILA E SILVA, relator. Trata-se, como visto no relatório, supra, de per- das ocorridas no processo industrial, e verificadas pela Fiscaliza ção, através de exame de escrita, em cumprimento a diligência de- terminada pela c. Câmara recorrida, cujas conclusões constam de in formação fiscal de fls. 22 (lê), e foram acolhidas pela mesma Cãma ra. Entendo não merecer reparos o r. acórdão recorri- do, ao decidir que as exigências tributárias devem ser limitadas às diferenças apuradas pela citada diligência, as quais foram conside radas aceitáveis, uma vez que não consta dos autos terem sido fixa dos limites prévios de tolerância de quebra, por parte da autorida de fiscal. Isto posto, nego provimento ao recurso especial. "0 1,2/ , , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10380.100831/2008-72
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS NO EXTERIOR. PROVAS.
Para caracterizar a omissão de rendimentos recebidos no exterior deve restar comprovado que o contribuinte recebeu rendimentos no exterior, transferidos ou não para o Brasil, decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 2801-001.996
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Relator) e Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que davam provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária tão-somente a multa isolada por falta de recolhimento do Carnê- leão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS NO EXTERIOR. PROVAS. Para caracterizar a omissão de rendimentos recebidos no exterior deve restar comprovado que o contribuinte recebeu rendimentos no exterior, transferidos ou não para o Brasil, decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior. Recurso voluntário provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Relator) e Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que davam provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária tão-somente a multa isolada por falta de recolhimento do Carnê- leão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1922; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 342 1 341 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.100831/200872 Recurso nº 883.873 Voluntário Acórdão nº 280101.996 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de outubro de 2011 Matéria IRPF Recorrente RENATO MATOS DE FREITAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS NO EXTERIOR. PROVAS. Para caracterizar a omissão de rendimentos recebidos no exterior deve restar comprovado que o contribuinte recebeu rendimentos no exterior, transferidos ou não para o Brasil, decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães (Relator) e Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que davam provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária tãosomente a multa isolada por falta de recolhimento do Carnê leão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Redatora Designada. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 363DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 343 2 Relatório Tratase de Auto de Infração, às fls. 02/09, para exigência de crédito tributário no valor total de R$ 296.631,58, relativo ao anocalendário 2003, sendo R$ 81.603,37 a título de Imposto de Renda Pessoa Física, R$ 122.405,05 relativo à multa qualificada (150%), R$ 42.298,37 de multa exigida isoladamente, e R$ 50.324,79 referente a juros de mora calculados até 30 de setembro de 2008. Segundo a descrição dos fatos e enquadramento legal constantes da peça de autuação, bem como do Termo de Verificação Fiscal às fls. 10/20, que é parte integrante do auto de infração, a autoridade fiscal apurou infração à legislação tributária, em face da omissão de rendimentos tributáveis recebidos do exterior no ano de 2003. O rendimento apontado como omitido foi no valor de R$ 309.163,00, materializado em um depósito bancário feito em 13/08/2003, referente a um contrato de câmbio realizado junto ao Banco Industrial e Comercial. Segundo esclarece o autuante, o recurso veio do exterior (cidade de Montevidéu, no Uruguai) e foi enviado pela empresa Ticemill Sociedad Anonima, de cujo capital o contribuinte era possuidor de ações ao portador. O relatório da decisão recorrida bem resumiu os fatos, conforme trecho a seguir reproduzido: “(...) 1) o contribuinte foi selecionado a partir da análise da documentação arrecadada pela Polícia Federal, em procedimento de busca e apreensão judicial empreendida nos autos dos processos n° 2006.81.00.0188850 e 2006.81.00.0171072, relacionada à irregularidade de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal por parte de pessoas jurídicas pertencentes ao Grupo Empresarial Marcelo Freitas. A documentação apreendida foi disponibilizada à fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil por decisão da Justiça Federal; 2) o contribuinte foi intimado a comprovar a origem de um depósito bancário em sua conta corrente no Banco Industrial do Ceará, feito em 13/08/2003, no valor de R$ 309.163,00; 3) em resposta, o contribuinte informou que o depósito correspondia a um recebimento pela alienação de sua participação societária na empresa Freitas Empreendimentos Ltda. Esclareceu que os sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. (Juliana Matos de Freitas, Eveline Teixeira de Freitas, Renato Matos de Freitas, Raquel Matos de Freitas e Felipe Teixeira de Freitas) alienaram em conjunto à empresa Ticemill Sociedad Anônima, situada na cidade de Montevidéu no Uruguai, suas quotas de capital. Informou, ainda, que recebeu o valor de R$ 309.163,00, em 13/08/2003, conforme o 6° Aditivo ao Contrato Social, pela alienação de suas quotas de capital; Fl. 364DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 344 3 4) em resposta, ainda, à intimação, o contribuinte informou que o ingresso do recurso em moeda estrangeira se deu através de Contrato de Câmbio, feito com o Banco Industrial do Ceará, e que apresentou à Secretaria de Receita Federal do Brasil o Demonstrativo de Apuração de Ganho de Capital. A operação de alienação das quotas de capital foi também informada na Declaração de Bens da Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2004, anocalendário 2003; 5) a justificativa da origem do depósito bancário apresentada pelo contribuinte foi acompanhada dos seguintes documentos: Aditivo ao Contrato Social da empresa Freitas Empreendimentos Ltda., Contrato de Câmbio, explicitando a origem e a causa, Demonstrativo de Apuração de Ganho de Capital, Declaração de Ajuste Anual do exercício financeiro de 2004, anocalendário 2003; 6) a fiscalização aceitou a origem do depósito bancário, no valor de R$ 309.163,00 (...), como sendo proveniente do exterior. Entretanto, a fiscalização descaracterizou a operação de alienação de quotas de capital; 7) a descaracterização da operação de alienação de quotas de capital foi fundamentada nos fatos e documentos, objeto do Mandado de Busca e Apreensão, relacionado aos processos judiciais n°(s) 2006.81.00.0199950 e 2006.81.00.0171072; 8) os fatos e documentos, objeto do Mandado de Busca e Apreensão, dizem respeito à empresa Freitas Empreendimentos Ltda. (sucessora das pessoas jurídicas Scala Factoring Fomento Comercial Ltda., Fortbrasil Fomento Comercial Ltda., Ticemill do Brasil Ltda. e Venopell Fomento Comercial Ltda. e a duas pessoas jurídicas situadas na cidade de Montevidéu, no Uruguai, que são: Ticemill Sociedad Anonima e Venopell Sociedad Anonima; 9) a fiscalização verificou que as pessoas físicas Juliana Matos de Freitas, Eveline Teixeira de Freitas, Renato Matos de Freitas, Raquel Matos de Freitas e Felipe Teixeira de Freitas, todos sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda., eram acionistas e proprietários das pessoas jurídicas Ticemill Sociedad Anonima e Venopell Sociedad Anonima. Em poder do contribuinte e dos demais sócios foram encontrados Títulos Representativos das Ações ao Portador e Certificados de Custódia, relacionados ao capital da empresa Ticemill Sociedad Anonima e ao capital da empresa Venopell Sociedad Anonima; 10) a fiscalização verificou ainda que Luciano Faria Bezerra, sócio minoritário de empresa ligada ao Grupo Empresarial Marcelo Freitas, José Marcelo Matos de Freitas, administrador do grupo empresarial Marcelo Freitas, e Juliana Matos de Freitas, sócia da empresa Freitas Empreendimentos Ltda., possuíam procuração, outorgada pelo presidente da empresa Ticemill Sociedad Anonima e procuração outorgada pelo presidente da empresa Venopell Sociedad Anonima, para participar em negócios jurídicos em que a empresa Ticemill Fl. 365DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 345 4 Sociedad Anonima fosse parte e em que a empresa Venopell Sociedad Anonima fosse parte; 11) pelo fato dos Títulos Representativos das Ações ao Portador e dos Certificados de Custódia, relacionados às pessoas jurídicas Ticemill Sociedad Anonima e Venopell Sociedad Anonima, se encontrarem em poder de cada sócio da empresa Freitas Empreendimentos e pelo fato de haver intervenção administrativa nas pessoas jurídicas uruguaias por pessoas físicas ligadas ao Grupo Empresarial Marcelo Freitas (Luciano Faria Bezerra, Juliana Matos de Freitas e José Marcelo Matos de Freitas), a fiscalização descaracterizou a operação de alienação de quotas de capital; 12) descaracterizada a operação de alienação de quotas de capital, formalizada, 05/03/2003, no 6° Aditivo ao Contrato Social, o depósito bancário na conta corrente do contribuinte, no valor de R$ 309.163,00, feito em 13/08/2003, foi considerado como rendimento de capital do exterior e tributado como omissão de rendimentos, com fundamento no artigo 55, inciso VII, do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999. (...)” Cientificado do lançamento em 07/10/2008, conforme documento à fl. 118, o contribuinte apresentou impugnação em 05/11/2008, às fls. 122/145, por meio de seu representante (doc. procuração às fls. 147/151, argumentando, basicamente, que: Decadência. Reportandose à constituição das pessoas jurídicas Ticemill Sociedad Anonima e Venopell Sociedad Anonima que se deu em 31/12/2001, os empréstimos obtidos no exterior pela empresa Scala Factoring Fomento Comercial Ltda., que se deram em 04/10/2001, 17/10/2001 e 24/10/2001, o contribuinte com base no Termo de Verificação Fiscal, vem defendendo que o fato gerador relacionado à omissão de rendimentos ocorreu quando do envio dos recursos para o exterior, que teria ocorrido nos anoscalendário de 2001 e 2002, e não quando do retorno que se deu no anocalendário de 2003, através de alienação de quotas de capital; Legalidade da alienação e ausência de fraude. A alienação das quotas de capital ocorreu de fato, e que o contribuinte e os demais sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. não eram proprietários da empresa Ticemill Sociedad Anonima, situada na cidade de Montevidéu, no Uruguai, não possuindo Ações ao Portador dessa empresa, mas tãosomente a guarda dos certificados de custodia das ações, em garantia de pagamento pela alienação das quotas de capital, que de se deu, em 13/08/2003, data posterior, ao evento da alienação, que ocorreu em 05/03/2003. As ações ao portador estavam custodiadas na empresa C.H.T. AUDITORES Y CONSULTORES, situada na cidade de Montevidéu, Uruguai. Na seqüência, expôs o impugnante acerca da matéria de mérito posta em discussão, cujos principais trechos encontramse bem resumidos às fls. 192/196 dos autos. Fl. 366DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 346 5 Ao final, solicitou o recorrente que fosse recebida sua impugnação, juntamente com os documentos que a instruem, para em sede de prejudicial de mérito, fosse reconhecida e pronunciada a decadência do direito de lançar, e no mérito, não sendo reconhecida a decadência, reconhecida a ilegalidade e a improcedência das autuações fiscais, para os fins de declarálas nulas. Visando comprovar que não havia relação de propriedade entre os sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. e às pessoas jurídicas Ticemill Sociedad Anonima e Venopell Sociedad Anonima, situadas na cidade de Montevidéu, no Uruguai, o interessado colacionou a seguinte documentação ao processo: cópias das atas de reunião relacionadas com a empresa Ticemill Sociedad Anonima, fls. 151/164 (documentos escritos em língua espanhola, não se verificando tradução juramentada); cópia de correspondência do senhor Luciano Faria Bezerra, representante legal da empresa Freitas Empreendimentos Ltda., para a empresa C.H.T. Auditores & Consultores, situada na cidade de Montevidéu, Uruguai, e cópia das respostas, em língua espanhola às fls. 165/169. Ao apreciar o litígio, a 1a Turma de Julgamento da DRJ/Fortaleza decidiu, por unanimidade de votos, por considerar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido (Acórdão DRJ/FOR nº 0816.098, de 01/09/2009, às fls. 190/204). Transcritas a seguir as ementas que fundamentaram a decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Anocalendário: 2003 FATO GERADOR. RECURSO DO EXTERIOR DEPOSITADO EM CONTA CORRENTE BANCÁRIA. A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. Verificandose que o depósito bancário é originário do exterior e que o contribuinte é titular de empresa, sediada no exterior, o depósito bancário é tido como rendimento tributável na Declaração de Ajuste Anual, salvo a comprovação de que o rendimento se sujeita à tributação específica. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITO BANCÁRIO. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. Comprovada a origem do depósito bancário, como sendo rendimento de capital existente no exterior, e verificandose que o rendimento não foi oferecido à tributação, farseá o lançamento de ofício conforme as regras de tributação do rendimento. RENDIMENTOS DE CAPITAL DO EXTERIOR. Os rendimentos recebidos de fontes situadas no exterior por residente no Brasil, transferidos ou não para o País, estão sujeitos à tributação sob a forma de recolhimento mensal Fl. 367DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 347 6 obrigatório (carnêleão), no mês de recebimento e na Declaração de Ajuste Anual. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 RENDIMENTO DO EXTERIOR. DECADÊNCIA. DATA DO FATO GERADOR. Comprovado que o depósito bancário originouse do exterior e que o contribuinte é titular de empresa no exterior, é lícito ao fisco considerar que o depósito bancário seja rendimento tributável oriundo do exterior e que o fato gerador ocorreu na data do depósito bancário, mormente se o fato alegado pelo contribuinte como causador da remessa do exterior foi descaracterizado pela fiscalização. O lançamento de tributo é procedimento exclusivo da autoridade administrativa. Tratandose de lançamento de ofício o prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário é contado do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 MEIOS DE PROVA. DOCUMENTO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA. Não se admitem como meios de prova no processo administrativo fiscal documentos redigidos em língua estrangeira, desacompanhados de tradução firmada por profissional juramentado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 20/10/2009, nos termos do Aviso de recebimento AR à fl. 210, o contribuinte interpôs, em 17/11/2009, o Recurso Voluntário às fls. 211/304, reiterando as razões de fato e de direito postas na impugnação, e sustentando ainda que: com relação à decadência, a impugnação demonstrou, a partir das peças pelo fisco trazidas aos autos, que os fatos econômicos ocorridos no ano de 2003 são oriundos de operações anteriores, de 2001 e 2002 e, por isto mesmo, com mais de cinco anos à data do lançamento, e assim, a internação daquela disponibilidade anterior a 2003 não pode ser tributada em 2008, pelo Imposto de Renda, pois a internação de bens (dinheiro, títulos, mercadorias), o seu transporte do exterior para o Brasil, não constitui fato gerador do Imposto de Renda, que incide, sim, sobre a aquisição da disponibilidade, não sobre a sua movimentação intercontas ou interterritórios; diante da verdade material como princípio a nortear o art. 43 do CTN, reafirma que há dúvidas nos autos quanto ao momento em que o contribuinte auferiu rendimentos de fontes situadas no exterior; Fl. 368DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 348 7 internar capital no País não constitui, por si só, a hipótese do art. 43 do CTN, pois o fato gerador do imposto de renda é aquisição da disponibilidade, e não a movimentação dessa disponibilidade; aquisições de disponibilidades (art. 43 do CTN) ocorridas em 2001 e 2002 (empresa e sócios), não podem ser revalidada como fato gerador novo em 2003, pois não há, no direito brasileiro, a figura da “novação” do fato gerador; inaceitável qualquer restrição quanto à compreensão do idioma dos documentos expedidos pelos países integrantes do MERCOSUL, em face dos princípios que norteiam a cooperação internacional entre os países membros; era o caso de no máximo determinar a notificação do recorrente para a apresentação de versão do documento em tradução juramentada, até mesmo em homenagem à garantia da ampla defesa (abrangente do direito à prova) que deve nortear qualquer processo administrativo, mas rejeitar a prova, porém, demonstra medida extrema e ofensiva ao direito de defesa; não houve nenhuma simulação destinada à “internação” de recursos, os quais pertenciam de fato a empresa existente, regularmente constituída segundo as leis uruguaias; não há prova de que o recorrente integrava o quadro societário da empresa no momento da venda das quotas, salientando que a posterior aquisição dos títulos (ações) ao portador se deu exatamente como garantia de pagamento das quotas vendidas; solicita a juntada de cópia do Laudo de Exame de Dispositivo de Armazenamento Computacional Laudo nº 287/2009 Setor TécnicoCientífico do Departamento de Polícia Federal do Ceará (cujo original está presente nos autos 2006.81.00.00171072 – 11ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará), como documento de prova quanto à regularidade das operações fiscalizadas e à inexistência de qualquer ilícito fiscal. Posteriormente, em 21/12/2009, o recorrente requereu a juntada, às fls. 305/338, da tradução juramentada de documentos já presentes nos autos. Ao final de sua defesa, o recorrente entende ter demonstrado a insubsistência e improcedência da ação fiscal, e assim, espera e requer seja acolhido o recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Fl. 369DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 349 8 Preliminarmente, o recorrente alega que o crédito tributário teria sido alcançado pela decadência. No entanto, é preciso considerar o fato de que o lançamento operouse com multa qualificada, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constante do item 1.3 do Termo de Verificação Fiscal às fls. 10/19 do processo, além do demonstrativo às fls. 08, o que, como se sabe, acaba por ter reflexos na definição do termo inicial de contagem do prazo decadencial. Face ao que sustenta o recorrente, esclareçase que o fato gerador da obrigação tributária ocorre no momento da disponibilidade econômica ou jurídica, nos termos do artigo 43 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, CTN, portanto, no presente caso, o fato gerador se deu quando da realização do depósito bancário na conta corrente do contribuinte, em 13/08/2003. Deste modo, conforme ressaltado no acórdão recorrido, na ação fiscal em apreço “não se está tributando fatos geradores ocorridos nos anoscalendário de 2001 e 2002, anos de provável envio do recurso para o exterior. Também não se está tributando a internação de recursos mantidos no exterior, pelo fato desses recursos terem sido enviados para o exterior sem autorização do Banco Central do Brasil (...)”, e ainda, igualmente não se pode considerar como momento de ocorrência do fato gerador a data de constituição da empresa Ticemill S/A, em 31/12/2001, pois, repisese, diante do que consta dos autos, o que se apura é que o fato gerador da obrigação tributária ocorreu em 13/08/2003 quando da efetivação do depósito em conta bancária do recorrente de rendimento oriundo do exterior. Nesse sentido, conforme a parte final do § 4° do art. 150 do CTN, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64, não ocorre a homologação após cinco anos do fato gerador. Portanto, havendo as hipóteses de dolo, fraude ou simulação, não deve ser aplicado o artigo 150 do CTN, passando a regra de contagem a ser aquela estipulada pelo art. 173, inciso I, do CTN, in verbis: “Art. 173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;” Deste modo, diferentemente da tese do recorrente, em 07/10/2008, data da ciência do auto de infração, o lançamento foi efetuado tempestivamente, posto que, conforme será explicitado a seguir, quando da análise do mérito, restou configurado nos autos o apontado “evidente intuito de fraude”, vez que o contribuinte visou ocultar o fato gerador do imposto. Aplicandose as disposições do art. 173, inciso I, do CTN, tratandose de omissão de rendimentos ocorrida no anocalendário 2003, temse 01/01/2005 como termo inicial do prazo decadencial, primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido efetuado, e 31/12/2009 como termo final. Rejeito, portanto, a preliminar de decadência do direito de a Fazenda constituir crédito tributário relativo ao anocalendário albergado pela autuação. Fl. 370DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 350 9 No mais, registrese que não restou configurado o cerceamento de direito de defesa alegado pelo recorrente, posto que a decisão recorrida de forma escorreita e fundamentada apresentou a razão pela qual rejeitou a documentação redigida em língua estrangeira acostada aos autos na impugnação, pelo que também rejeito essa preliminar. Quanto ao mérito, diante da análise das peças processuais, entendo suficientes as provas elencadas na autuação para descaracterizar a operação de alienação de quotas de capital alegada pelo recorrente, mas sim, verificouse o recebimento de rendimento de capital situado no exterior sem tributação. Deste modo, havendo esta comprovação, ou seja, em face das provas produzidas que atestam não haver a alienação de quotas de capital alegada, a autoridade fiscal não somente tem o poder de efetuar de ofício o lançamento, como também o dever. Conforme destacado pela autoridade lançadora, não obstante a pessoa jurídica Ticemill S/A tenha domicílio no Uruguai e ser tida no negócio jurídico de compra e venda das cotas de capital da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. como terceiro independente, ocupando a posição de adquirente (compradora), apurouse que o contribuinte e os demais sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. participavam do capital da empresa Ticemill S/A, e, deste modo, apesar dos atos formais de transferência de quotas de capital, a empresa Freitas Empreendimentos Ltda. permanecia com os mesmos sócios, sem que, na verdade, tivesse ocorrido qualquer substituição, fato comprovado pela efetiva titulação de Ações ao Portador da empresa Ticemill S/A. Demonstrou a fiscalização, portanto, tratarse de uma operação “ficta” visando a internação de recursos, mantidos no exterior, pelo conjunto de alienantes (referidos sócios), visto que, essas pessoas físicas não se retiraram, de fato, da condição de titulares majoritários das cotas de capital da empresa Freitas Empreendimentos Ltda.. Os Títulos Representativos das Ações ao Portador, fls. 93/103, e os Certificados de Custódia, fls. 104/113, foram obtidos através do Mandado de Busca e Apreensão efetuado nas pessoas físicas dos sócios da empresa Freitas Empreendimentos, e apontam que os sócios da empresa Freitas Empreendimentos possuíam Ações ao Portador, emitidas pela empresa Ticemill S/A. Os referidos Certificados, como se pode verificar da tradução juramentada, às fls. 104/108, atestam as custódias das ações ao portador do capital da empresa Ticemill S/A por conta e ordem de cada sócio da empresa Freitas Empreendimentos Ltda., todavia, o atestado no Certificado de Custódia não coaduna com o argumento de que as ações ao portador foram dadas em garantia do pagamento pela alienação das quotas de capital. Deste modo, como demonstrado pelo Fisco, o recorrente percebeu em 13/08/2003, através de crédito em sua conta bancária, rendimento de capital mantido no exterior. Assim, quanto à alegada natureza do rendimento, ressaltese que a infração de omissão de rendimentos foi enquadrada no inciso VII do artigo 55 do Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999. Seria ocioso mencionar que todos os valores recebidos são passíveis de comprovação. E, no tocante a adiantamentos, doações, dinheiro em espécie, empréstimos, ou mesmo quaisquer recebimentos de créditos, os quais, eventualmente, justifiquem acréscimos Fl. 371DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 351 10 patrimoniais, sua comprovação se processa mediante observação de uma conjunção de procedimentos que permitam a livre formação de convicção do julgador. Na espécie, não há dúvidas de que a responsabilidade pela apresentação das provas a descaracterizar a omissão apontada pelo Fisco compete ao contribuinte que praticou a irregularidade fiscal. O Código Tributário Nacional prevê na distribuição do ônus da prova nos lançamentos de ofício que sempre recairá sobre o Fisco o ônus da comprovação dos fatos constitutivos do direito de efetuar o lançamento (artigo 149, inciso IV). É ao Fisco que cabe a comprovação da falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória. Deste modo, havendo esta comprovação, ou seja, em face das provas produzidas que atestam não haver ocorrido a operação de ganho de capital como declarado pelo contribuinte, a autoridade fiscal efetuou o devido lançamento de ofício. Deveras, não vejo reparos a ser feito na decisão recorrida, pelos quais adoto os fundamentos ali esposados, os quais, peço vênia para transcrevêlos em excertos a seguir: fls. 202/204 dos autos (...) Os fatos e documentos demonstram, ainda, que as empresas situadas no Uruguai eram administradas, gerenciadas e representadas por sócios ou representantes de empresas pertencentes ao grupo Empresarial Marcelo Freitas, tal como os senhores: Luciano Faria Bezerra, José Marcelo Matos de Freitas e Juliana Matos de Freitas, conforme Atas de Assembléias redigidas por cada uma das pessoas jurídicas situadas no Uruguai, documentos anexados às fls. 69/91. (...) A argumentação do contribuinte de que os sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda pediram transferência de custódia (relativamente às ações ao portador da empresa uruguaia Ticemill Sociedad Anonima, da empresa C.H.T. Auditores Y Consultores para a empresa Greencross Corporation) reforça o entendimento da fiscalização e não sustenta o argumento da impugnação, uma vez que esse tipo de pedido somente seria admitido se feito por parte do detentor e proprietário das Ações ao Portador, ou seja, pelos acionistas originários, Daniel Angel Perez Blanco e Mansa Cristina Gonzalez Silvestri ou pelos sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. Ademais, não se verifica nos autos documento que demonstre que os fundadores ou o presidente da empresa Ticemill Sociedad Anonima tenham repassado a custódia para os sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda em garantia de pagamento pela camuflada aquisição de quotas de capital. Fl. 372DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 352 11 O fato de ter havido um espaço de tempo de mais de cinco meses entre os atos formais, feitos para materialização das transferências de quotas de capital dos sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda para a empresa Ticemill Sociedad Anonima, que se deu em 05/03/2003, e a efetivação do pagamento pela aquisição das quotas, que se deu em 13/08/2003, não implica que tenha havido garantia pelo pagamento com repasse de Títulos Representativos de Ações ao Portador. Os Títulos Representativos de Ações ao Portador, acostados aos autos, fls. 98/103, e correspondente tradução juramentada, acostada aos autos, fls. 93/97, demonstram que os títulos foram emitidos no mês de julho de 2002, denotando que os sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda. possuíam ações ao portador, desde 2002. Os Certificados de Custódia, documentos anexados às fls. 109/113, e correspondente tradução juramentada, documento anexado às fls. 104/107, emitidos pela empresa uruguaia C.H.T. — Auditores e Consultores, demonstram que os sócios da empresa Freitas Empreendimentos possuíam Ações ao Portador da empresa Uruguaia Ticemill Sociedad Anonima. No Contrato de Cessão de Quotas de Freitas Empreendimentos Ltda não se verifica cláusula de que haveria posse de ações ao portador em garantia de pagamento. Por tudo isso, portanto, remanesce o entendimento da fiscalização de que, embora a empresa Ticemill Sociedad Anonima, sediada no Uruguai, apresentese, pelos atos formais, como sócia da empresa Freitas Empreendimentos Ltda, sediada no Brasil, os sócios da empresa Freitas Empreendimentos Ltda são de fato as pessoas físicas Juliana Matos de Freitas, Eveline Teixeira de Freitas, Renato Matos de Freitas, Raquel Matos de Freitas e Felipe Teixeira de Freitas, por serem proprietários da empresa Ticemill Sociedad Anonima, possuindo titularidade de ações ao portador, em custódia no Uruguai. Assim, não merecem aceitação os atos de alienação de quotas de capital, notadamente o Contrato de Cessão de Quotas de Freitas Empreendimentos Ltda.. (...)” No entender deste Relator, a ausência de elementos factuais que possam elidir a infração apontada na autuação persiste nesta fase recursal. As conclusões advindas do Laudo n° 287/2009 – SETEC/SR/DPF/CE, cuja cópia foi anexada pelo recorrente às fls. 277/282, não vinculam o presente julgamento, tampouco afastam a fundamentação posta no trabalho fiscal que resultou no presente lançamento. Pelo que se denota, o referido exame pericial referese à analise do conteúdo de material apreendido em face de Relatório emitido pela RFB, não fazendo, assim, o Fl. 373DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 353 12 mencionado Laudo, referência ao procedimento fiscal em apreço. Além disso, como indicado no item 5 deste documento pericial, a análise ali desenvolvida indicou a possibilidade de necessidade de realização posterior de outros exames, face os arquivos protegidos por senhas e extração de informações de bases de dados, entre outros, o que, segundo estes, demandaria um procedimento pericial específico. Assim, não vejo tal documentação colacionada pelo recorrente como elemento suficiente a desconstituir o lançamento. Voltando à questão da materialidade da infração, cabe salientar que a regra básica é que a percepção de rendimentos pode gerar a obrigação de ser pago o tributo correspondente; para tanto, a legislação ordinária fixa os parâmetros que, uma vez atingidos, dão lugar ao nascimento da obrigação tributária. Dentre as regras traçadas pela lei tributária, está a que marca o momento em que se considera ocorrida à disponibilidade da renda ou dos proventos e, conseqüentemente, em que nasce a obrigação tributária correspondente. Dada a riqueza de informações das diversas peças dos autos, me afigura legítima a decisão do órgão julgador a quo, já que sobre a matéria em discussão, aplicase o disposto no art. 30, § 4°, da Lei n° 7.713/88, segundo o qual a tributação independe, entre outros motivos ali elencados, da denominação dos rendimentos e da forma de sua percepção, bastando para a incidência do imposto, o benefício ao contribuinte, de qualquer maneira e a qualquer título, ressalvadas apenas as hipóteses de isenção e não incidência expressamente definidas em lei, acompanhadas de provas irrefutáveis. E mais, é fato inconteste que em momento algum o legislador excepcionou o rendimento recebido pelo recorrente de fonte situada no exterior, até porque se assim o fizesse, o autuado estaria imune do recolhimento do imposto de renda. Assim, interpretar em matéria de leis, quer dizer não só descobrir o sentido que está por detrás da expressão, como também, dentre as várias significações que estão cobertas pela expressão, eleger a verdadeira e decisiva. Não há, pois, previsão legal sustentável para esta alegação apresentada na defesa, sendo o valor R$ 309.163,00 percebido, pelo contribuinte, tributável de imediato à época do recebimento. Quanto à multa qualificada, os fatos e os documentos acostados aos autos demonstram conduta de evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. A fundamentação da multa qualificada encontrase no Termo de Verificação Fiscal, às fls. 10/20. Como se denota, os fatos e provas levantados pelo Fisco revelam que a conduta perpetrada pelo recorrente revela uma intenção implícita de impedir o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, ocultando, por meio de uma “ficta” operação de alienação de quotas de capital, a verdadeira causa de ingresso de rendimentos no País. Verificase legítima, portanto, a aplicação da multa qualificada de 150%. Por fim, quanto à multa isolada relativa ao carnêleão, não pode ser exigida concomitantemente com a multa de oficio vinculada ao imposto, conforme vasta jurisprudência deste Egrégio Conselho. A título de exemplo, mencionase o Acórdão n° CSRF/0104.987 (sessão de 15/06/2004), da lavra da ilustre Conselheira Leila Maria Scherrer Leitão, que restou assim ementado: Fl. 374DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 354 13 MULTA ISOLADA E MULTA DE OFICIO. CONCOMITÂNCIA. MESMA BASE DE CÁLCULO. A aplicação concomitante da multa isolada (inciso III, do § 1°, do art. 44, da Lei n°. 9.430, de 1996) e da multa de oficio (incisos I e II, do art. 44, da Lei n 9.430, de 1996) não é legitima quando incide sobre uma mesma base de cálculo. Portanto, no tocante às multas lançadas, cabível, neste caso, apenas a multa de ofício de 150% exigida juntamente com o tributo. Ante ao acima exposto, VOTO por rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, por dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência tributária tãosomente a multa isolada por falta de recolhimento do carnêleão. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Voto Vencedor Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Redatora designada. Com a devida vênia do nobre relator, Conselheirob Antonio de Pádua Athayde Magalhães, permitome divergir de seu voto, diante dos fatos constantes deste processo. Entendo que antes mesmo de se analisar as questões trazidas pela defesa no recurso, vale examinar se restou comprovada nos autos a ocorrência do fato gerador do imposto de renda exigido no lançamento. Ou seja, se constam dos autos elementos suficientes para comprovar que a contribuinte, de fato, auferiu rendimentos de fontes situadas no exterior. O inciso VII do art. 55 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999) determina que são também tributáveis os rendimentos recebidos no exterior, transferidos ou não para o Brasil, decorrentes de atividade desenvolvida ou de capital situado no exterior. Do dispositivo acima mencionado inferese que para caracterizar a omissão de rendimentos recebidos no exterior devem restar comprovadas duas hipóteses: (i) que o contribuinte recebeu rendimentos no exterior e (ii) que tais rendimentos sejam decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior. Este não é o caso que se apresenta. Ainda que se considere que as provas juntadas aos autos sejam suficientes para comprovar que a contribuinte recebeu recursos provenientes do exterior, bem como descaracterizar a alienação de quotas de capital, pelo fato de não ter havido transferência das quotas de capital, haja vista que o alienante e o adquirente se confundem em uma única pessoa, não se pode, por presunção, considerar comprovado que os recursos movimentados nas referidas operações sejam fruto de rendimentos decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior. Fl. 375DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 355 14 Ressaltese que não existem nos autos nenhuma prova que conduza à conclusão de que a contribuinte recebeu rendimentos decorrentes de atividades desenvolvidas no exterior ou de capital situado no exterior. Aliás, não restou demonstrado pelo Fisco o motivo da transação ou a que título se deu o depósito questionado. Isto é, não ficou comprovada a natureza dos rendimentos creditados do Banco Industrial e Comercial – BIC, em 13/08/2003, de modo a evidenciar a omissão de rendimentos recebidos no exterior. Na descrição dos fatos, à fl. 04, o autuante afirma que se trata de omissão de rendimentos de capital mantido no exterior. Entretanto, sequer identifica a espécie dos rendimentos, se lucros distribuídos, juros, dividendos, etc. Nos casos de omissão de rendimentos, provas específicas devem ser produzidas. Indícios veementes de cometimento de ilícitos coletados no decorrer da ação fiscal não têm o condão de, por si sós, comprovar a omissão de rendimentos da forma como proposta no auto de infração. Importa observar que não se trata, na espécie, de lançamento baseado em presunção legal ou com base em provas indiretas, como, por exemplo, é o lançamento com base em demonstrativos de evolução patrimonial, em que deve restar devidamente comprovado o acréscimo não justificado por rendimentos declarados, e do lançamento fundamentado por depósitos bancários de origem não comprovada. Nessa conformidade, não pode prosperar a infração de omissão de rendimentos recebidos de fontes no exterior, dada a inexistência de documentação hábil e idônea que comprove a natureza da percepção dos recursos transferidos ao Brasil, para que fosse possível aferir, se, de fato, referemse a rendimentos tributáveis recebidos de fontes no exterior. Nesse mesmo sentido, é o entendimento manifesto nos Acórdãos 2102 00.379 e 210200.547 da 2ª Turma Ordinária da 2ªSeção do CARF, conforme se extrai dos excertos a seguir transcritos: Acórdão 210200.379, de 30/10/2009, relatora a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. “Para ilustrar o entendimento esposado na decisão recorrida quanto à omissão de rendimentos recebidos do exterior, e então analisar seu acerto (ou não), é importante que se transcreva o trecho abaixo, o qual ilustra com perfeição o que motivou os membros da DRJ em São Paulo a exonerar esta parcela do lançamento, verbis: No caso em exame, a tese a ser demonstrada é, necessariamente, a “Omissão de Rendimentos” e, data vênia, tal demonstração não foi feita. Seguindo as palavras do professor Alfredo Augusto Becker, poderseia dizer que “não houve a realização integral da hipótese de incidência” pela demonstração nos autos de “todos os fatos nela previstos e que formam a composição específica àquela hipótese de incidência”. Ou, no dizer de Paulo de Barros Carvalho, não houve a demonstração da “ocorrência da vida real, descrita no suposto da norma individual e concreta expedida pelo órgão competente”, pois há necessidade de que satisfaça “a todos os critérios identificadores tipificados na hipótese da norma geral e abstrata”. Ora, imputar a alguém a infração tributária de omissão de rendimentos pressupõe que o sujeito passivo tenha auferido rendimentos tributáveis e não os Fl. 376DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 356 15 tenha oferecido à tributação. Para demonstrar que o contribuinte não ofereceu rendimentos à tributação basta uma breve comparação entre os rendimentos comprovadamente recebidos e à declaração de ajuste. Por outro lado, a comprovação da percepção destes rendimentos é que requer provas específicas. No caso de omissão de rendimentos, seja recebido de pessoa física ou de pessoa jurídica, tem que ser identificada a fonte dos pagamentos, a natureza destes rendimentos, e comprovada a efetiva percepção dos valores recebidos. Neste caso, a prova é direta e os autos devem trazer todas estas demonstrações de forma clara. Operase de maneira diferente a demonstração da incidência tributária quando o lançamento se dá com base em presunção legal ou com base em provas indiretas. São os casos, por exemplo, do lançamento com base em demonstrativos de evolução patrimonial, em que deve restar devidamente comprovado o acréscimo não justificado por rendimentos declarados, e do lançamento fundamentado por depósitos bancários de origem não comprovada. Para cada caso de omissão detectada no procedimento fiscal, estas específicas demonstrações devem vir descritas seja no auto de infração, seja no Termo de Verificação Fiscal, e os documentos que a fundamentam devem estar juntados aos autos. São elementos necessários que devem obrigatoriamente subsidiar o lançamento tributário. No caso em questão, data vênia, não se encontram os elementos que permitam concluir pela omissão de rendimentos recebidos do exterior, porquanto, não foram identificadas a natureza e a fonte dos rendimentos. Não se pode garantir sequer que estes rendimentos foram pagos por fonte no exterior. O fato de as transações terem sido feitas entre contas mantidas no exterior não é suficiente para se afirmar que os rendimentos tenham como origem fonte situada no exterior. Conforme Termo de Verificação Fiscal (fls. 747/753), a autoridade lançadora relata que “o contribuinte é identificado como beneficiário final das transações, valores estes considerados como rendimentos brutos recebidos, transferidos ou não para o Brasil, decorrentes de atividade desenvolvida ou de capital situado no exterior”. Não se vislumbra o nexo causal entre constar o contribuinte como beneficiário final de transferências financeiras e a omissão de rendimentos atribuída. Notese que no citado Termo, expressamente, se admite o desconhecimento acerca da natureza e da fonte dos rendimentos, uma vez que menciona tratarse de rendimentos decorrentes de atividade exercida ou de capital situado no exterior. Em que pese haver em tais operações indícios veementes de cometimento de ilícitos não só fiscais como também cambiais, não há como se concluir pela omissão de rendimentos da forma como proposta no auto de infração. Como visto acima, nos casos de omissão de rendimentos, provas específicas devem ser produzidas. Indícios coletados no decorrer da ação fiscal não têm o condão de, por si sós, comprovar este tipo de infração. Entendo que ordens de pagamento entre contas no exterior, ainda que os titulares sejam terceiras pessoas, e cuja origem dos recursos restou não comprovada pelo real beneficiário da transferência, poderiam servir como subsídios para se apurar eventual omissão de rendimentos com base na presunção contida no art. 42, da Lei 9.430/96. No entanto, tal não foi o caso do presente lançamento. Dessa forma deverão ser retirados da base de cálculo os seguintes valores: (...) Fl. 377DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10380.100831/200872 Acórdão n.º 280101.996 S2TE01 Fl. 357 16 Como se vê, o fundamento para a exoneração destes valores do lançamento foi a falta de provas da ocorrência do fato gerador na hipótese, já que a autoridade fiscal deixou de comprovar a efetiva omissão de rendimentos da qual o Recorrente é acusado.” Acórdão 210200.547, de 15/04/2010, relatora a Conselheira Núbia Matos Moura. “O inciso VII do art. 55 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999) determina que são também tributáveis os rendimentos recebidos no exterior, transferidos ou não para o Brasil, decorrentes de atividade desenvolvida ou de capital situado no exterior. Do dispositivo acima mencionado inferese que para caracterizar a omissão de rendimentos recebidos no exterior devem restar comprovadas duas hipóteses: (i) que o contribuinte recebeu rendimentos no exterior e (ii) que tais rendimentos sejam decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior. Este não é o caso que se apresenta. Ainda que se considere que as provas juntadas aos autos sejam suficientes para comprovar que o contribuinte realizou as operações de remessas de recursos ao exterior, não se pode extrapolar tal conclusão para considerar comprovado que os recursos movimentados nas referidas operações sejam fruto de rendimentos decorrentes de atividade desenvolvida no exterior ou de capital situado no exterior.” Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 378DF CARF MF Excluído Documento de 16 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP07.1019.16144.1HIU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por TANIA MARA PASCHOALIN em 23/11/2011 15:39:35. Documento autenticado digitalmente por TANIA MARA PASCHOALIN em 23/11/2011. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 24/11/2011 e TANIA MARA PASCHOALIN em 23/11/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 07/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP07.1019.16144.1HIU Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 292F37E791EBF0AC52CA64F89100BC91E1837937 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10380.100831/2008-72. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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