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Numero do processo: 12963.000857/2010-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009.
O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.335
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerandose o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 181 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CONDOMÍNIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING contra Acórdão nº 0937.580 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.312.0494, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 38.537,43. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente às contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, as quais devem ser arrecadas e recolhidas pela empresa, do período de 09/2006 a 08/2009. O Relatório Fiscal, às fls. 39 a 43, informa que os valores consolidados neste AIOP encontramse relacionados no anexo Discriminativo do Débito DD, e referemse ao Levantamento FP e FP2: 1) FP e FP2 – FOLHA DE PAGAMENTO: Diferenças entre as contribuições apuradas na Folha de Pagamento apresentada pela empresa e as contribuições declaradas em GFIP, excluídos os pagamentos efetuados a título de bonificação; Informa ainda o Relatório Fiscal que foram examinados os seguintes elementos: 7. Os elementos analisados no Procedimento Fiscal foram, entre outros, os Livros Diários LD com respectivos Livros Razão LR dos anos de 2006 (analizado a partir da competência setembro, sendo o LD n° 02 protocolizado, registrado, microfilmado e digitalizado sob o n° 248757 e LR n° 2 sob on° 248758); 2007 (LD n° 03 registrado sob o n° 81010 e LRs n° 03 e 04); 2008 (LDs n° 05 registrado sob o n° 247965 e n° 06 – registrado sob o n° 247966 e LR n° 05 registrado sob o n° 247967) e 2009 (LD registrado sob o n° 248847 e LR sem número, de janeiro a junho registrado sob o n° 248880 e LR sem número, de julho a dezembro registrado sob o n° 248881), além de Folhas de Pagamento, GFIPs (últimas GFIPs transmitidas pela empresa até a data de início do Procedimento Fiscal, de cada competência conforme Anexo IV coluna 8), documentos que fundamentaram os lançamentos contábeis, etc. 8. Em razão da falta de informação dos pagamentos efetuados aos Contribuintes Individuais (Levantamento Cl) e das Fl. 130DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 remunerações pagas aos segurados empregados que compõem os Levantamentos AL, BO, FP, e FF nas GFIPs está sendo feita Representação Fiscal para Fins Penais RFFP que será remetida ao Ministério Público Federal para as providências cabíveis, j á que estas omissões encontramse tipificadas no artigo 337A, inciso I e III do Código Penal, incluído pela Lei 9.983 de 14.07.2000, o que constitui, em tese. Crime de Sonegação de Contribuição Previdenciária. Como elementos de prova foram anexados a este Relatório Fiscal, por amostragem, cópias dos resumos das Folhas de Pagamento dos meses de setembro de 2006 e agosto de 2009, acompanhados das telas das informações contidas nas respectivas GFIPs (tendo sido consideradas as últimas GFIPs transmitidas pela empresa relativas a estas competências até a data do início do Procedimento Fiscal 21.05.2010); cópias dos recibos emitidos em 09.04.07 (com lançamento contábil em 11.04.07 conta 416010011) referentes as remunerações pagas aos segurados Antonio Domingos Nicolau e Ana Lima da Silva; cópia do recibo relativo ao pagamento do segurado Denilson Capanzo Souza datado de 16.11.09 (lançamento contábil em 17.11.09 conta contábil 416010003) (Anexos V A a 1) Outrossim, informa o Anexo do Relatório Fiscal – SAFIS: Comparação de Multas às fls. 14 a 16, que para as infrações com fato gerador anterior a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP no 449/2008, a multa aplicada deve observar o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inc. II, c), para tanto está sendo efetuada a comparação pelo Sistema, por competência, da multa aplicada acima (revogada) e da multa atualmente em vigor (Multa de oficio de 75%, no mínimo, conforme art. 44 da Lei 9.430/96): 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferentes situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "Al 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 2 4% ou 12% e mais o Al 78, porém desprezandose os valores dos Al 68 ou 69, mesmo que listados; d) "Al 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por Fl. 131DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 182 5 compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o Al 78. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0611200.2010.00161. A Recorrente teve ciência deste AIOP em 27.11.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº SR392390492BR. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, é de 09/2006 a 12/2009. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva. Houve solicitação de Diligência Fiscal no processo principal AIOP nº 37.273.2500, através do Despacho nº 102 da Turma de Julgamento da DRJ Juiz de Fora, às fls. 160 a161, para que a autoridade fiscal esclarecesse se os valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram incluídos no parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009. Ainda, em razão da contestação do valor de R$ 940,00 lançado como bonificação na competência 03/2009, solicitouse a explicitação do documento utilizado na apuração da contribuição e sua juntada aos autos. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 162 a 163, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, informa que os valores apurados no procedimento fiscal não foram declarados em GFIP até o início da ação fiscal e não foram incluídos na base de cálculo apurada nas Folhas de Pagamento, não sendo assim reconhecidos pela empresa. Informa ainda que, não obstante o exposto, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02, de 03/02/2011, caberá às pessoas jurídicas optantes pelas modalidades de parcelamento previstas nos artigos 1º ou 3º da Lei nº 11.941, de 2009, ou pelos artigos 1º e 3º da MP Nº 449, de 2008, prestar informações necessárias à consolidação, tais como selecionar os débitos parceláveis e indicar o número de prestações no período compreendido entre os dias 06 a 29 de julho de 2011, conforme consta nas Orientações sobre as regras para consolidação dos débitos, disponíveis no site da RFB na internet (fls. 164/166). Relativamente ao valor de R$ 940,00 lançado na competência 03/2009, esclarece que, conforme descrito no Relatório Fiscal, tal valor foi verificado na Folha de Pagamento, como pagamento de “bonificação” nos códigos indicados. Anexa a Folha de Pagamento da referida competência (fl. 167). O contribuinte foi cientificado da Informação Fiscal e se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação. Houve, no processo principal AIOP nº 37.273.2500, uma nova solicitação de Diligência Fiscal para o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário SACAT, conforme Despacho nº 144, às fls. 178 a182, para que a autoridade competente se manifestasse acerca ses valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram ou não incluídos no Parcelamento Especial da Lei nº 11.941, de 2009. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa Fl. 132DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. O contribuinte foi cientificado desta Informação Fiscal se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação, no sentido de que cumpriu todas as etapas previstas para a efetivação do parcelamento especial, tendo acessado o site da Receita Federal do Brasil para cumprir o disposto na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02/2011, a qual fixou o período de 06/07 a 29/07/2011, a fim de consolidar seus débitos, mas “perante o sistema da RFB o mesmo acusou que não haviam débitos a consolidar, situação em que o contribuinte nada pode fazer. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0937.580 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/08/2009 DEBCAD 37.312.0494 CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS. A empresa deve reter e recolher, mediante desconto da remuneração, as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. PARCELAMENTO CANCELADO. DISCUSSÃO. A discussão acerca do cancelamento de parcelamento não cabe a esta instância administrativa de julgamento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 133DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 183 7 Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário,, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da RFB. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOP nº 37.312.0494 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura do AIOP nº 37.312.0494) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 184 9 IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. RDA – Relatório de Documentos Apresentados. f. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); Fl. 136DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 g. REPLEG Relatório de Representantes Legais (Este relatório lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação.); h. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); i. TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal; j. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. k. TEPF Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal;. lk. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose o AIOP nº 37.312.0494, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000857/201019 Acórdão n.º 240301.335 S2C4T3 Fl. 185 11 DO MÉRITO (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Analisemos. A Recorrente alega que em razão de ter optado pelo parcelamento Especial instituído pela Lei 11.941/2009 não poderia ter ocorrido o lançamento dos valores no presente AIOP. Outrossim, a Informação Fiscal, às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN / RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Portanto, conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e NO MÉRITO NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 139DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 16041.000087/2007-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1995 a 30/06/2005
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ÔNUS DA PROVA. MULTA DE MORA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
À Recorrente cabe o ônus de comprovar as alegações de adimplemento das competências lançadas.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.264
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até 01/1995 a 08/2000, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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DECADÊNCIA. ÔNUS DA PROVA. MULTA DE MORA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. À Recorrente cabe o ônus de comprovar as alegações de adimplemento das competências lançadas. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas Preliminares por unanimidade de voto, em dar provimento parcial ao recurso reconhecendo a decadência das competências até 01/1995 a 08/2000, inclusive, com base no art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que seja recalculada a multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Fl. 0DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto – Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Cid Marconi Gurgel de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 16041.000087/200753 Acórdão n.º 2403001.264 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD (DEBCAD n. 35.766.0358), emitida em 27/09/2005, cuja notificação ocorreu em 29/09/2005 (fl. 1), lavrada em face da NORTRES INDUSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS LTDA, no valor de R$ 102.115,15 (cento e dois mil, cento e quinze reais e quinze centavos), relativa às remunerações pagas aos segurados empregados contidas em folhas de pagamento, as declaradas em GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social e em Guia de Recolhimento Rescisórios do FGTS e Informações à Previdência Social — GRFP (até 27/09/2001), bem como pagamentos efetuados a Contribuintes Individuais através de recibos (sócios, autônomos e carreteiros) que prestaram serviço à empresa, no período acima mencionado. O período de apuração corresponde às competências: 01/1995 a 06/2005. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a Recorrente apresentou, tempestivamente, Impugnação de fls. 155/164. DA DILIGÊNCIA Após apresentação da impugnação, a DRJ, na fl. 213, solicitou manifestação da Fiscalização autuante acerca do valor de R$ 1.021,71, referente à competência 05/2001, em relação à possibilidade de recolhimento previdenciário em campo incorreto. DO ATENDIMENTO À DILIGÊNCIA A Fiscalização, em atendimento à diligência, na fl. 215, esclareceu que o valor de R$ 1.021,71, foi lançado indevidamente no campo “atualização Monetária/Juros”, quando o correto seria lançar em “terceiros”. Diante disso, procedeu a retificação da GPS 05/2001, alterando o valor acima para a rubrica “terceiros”, conforme fl. 216. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 7a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DF) – DRJ/BSA, prolatou o Acórdão n° 0323.256, de fls. 222/228, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 30/06/2005 COMPENSAÇÃO A compensação de contribuições previdenciárias recolhidas indevidamente deve ser efetuada diretamente pelo contribuinte, Fl. 2DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 observandose o prazo prescricional e as condições impostas pelo art. 89 da Lei nº 8.212/91, assim como as demais normas em vigor. ÔNUS DA PROVA Ao contestar fatos geradores declarados em GFIP/GRFP, bem como aqueles apurados em folha de pagamento, cabe ao impugnante o ônus da prova de suas alegações Lançamento Procedente em Parte DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 254/265, com os mesmos argumentos da impugnação, além dos seguintes, em suma: Do Depósito Recursal O STF já declarou a inconstitucionalidade da exigência do depósito prévio para a apresentação do Recurso Voluntário. Preliminarmente A Recorrente reitera os argumentos da impugnação, destacando que seus argumentos e documentos juntados não foram bem analisados pela DRJ. No Mérito Sustenta a Recorrente que a diligência realizada apenas analisou e retificou a competência 05/2001. Ocorre que não se manifestou sobre as outras competências, que são casos análogos. Em relação ao SAT, a Recorrente não está questionando a alíquota aplicada de 3%, vez que está correta, mas a consideração parcial em relação aos valores pagos a título do SAT, por parte da Fiscalização. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 16041.000087/200753 Acórdão n.º 2403001.264 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 275, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: Fl. 4DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. A antecipação no pagamento a título de Contribuição Previdenciária pode ser comprovada através do Discriminativo Analítico de Débito – DAD, constante nas fls. 02/30. Razão pela qual se aplica o prazo decadencial com base no art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração compreendeu as competências 01/1995 a 06/2005. A notificação ocorreu em 29/09/2005 (fl. 1). Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 01/1995 a 08/2000, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. A decadência é matéria de ordem pública e deve ser declarada até mesmo de ofício. DO MÉRITO Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, relativa às remunerações pagas aos segurados empregados contidas em folhas de pagamento, as declaradas em GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social e em Guia de Recolhimento Rescisórios do FGTS e Informações à Previdência Social — GRFP (até 27/09/2001), bem como pagamentos efetuados a Contribuintes Individuais através de recibos (sócios, autônomos e carreteiros) que prestaram serviço à empresa, no período acima mencionado. A Recorrente, por sua vez, impugna o lançamento aos argumentos, em suma, de ausência de clareza, divergências entre os fatos geradores e o relatório fiscal e desconsideração das GPS apresentadas, principalmente em relação aos pagamentos do SAT. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 16041.000087/200753 Acórdão n.º 2403001.264 S2C4T3 Fl. 4 7 Ocorre que o lançamento está instruído com todas as informações necessárias para a sua perfeita compreensão. Em contrapartida, a impugnação não está instruída com nenhum elemento probatório necessário para comprovar o alegado pela Recorrente. Explico: Primeiramente, mister destacar que não serão analisados os períodos compreendidos entre 01/1995 a 08/2000, vez que abrangidos pela decadência parcial. Na fl. 187, a Recorrente junta uma GPS comprovando o pagamento de uma GPS no valor de R$ 6.597,90, referente à competência 02/2002. Ocorre que, analisando o Discriminativo Analítico de Débito – DAD, nas fls. 13/14, cumulado com o Discriminativo Sintético de Débito, na fl. 35, não se verifica o lançamento em relação à competência 02/2002. Esse mesmo fato se aplica às competências 04/2002 (fl. 188); 10/2003 (fls. 189/190), 08/2004 (fls. 191/192), 04/2004 (fl. 193). Como se verifica, a Recorrente apenas comprovou períodos decaídos (não analisados), ou períodos em que não houve lançamentos. Diante da ausência de provas do correto adimplemento das competências lançadas, não deve prosperar o Recurso Voluntário. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Fl. 6DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 8 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, julgo procedente em parte o recurso para reconhecer a decadência em relação ao período compreendido entre 01/1995 a 08/2000, nos termos do art. 150, § 4º do CTN; assim como para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 7DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 16/06/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10140.720006/2011-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO TAXA SELIC APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC
para títulos federais.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL AIOP ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES
DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART.
106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava
sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito
lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica.
Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos
legais mais benéficos ao contribuinte.
CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AIOA ARTIGO
32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº 8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32-A, LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART.
106, II, C, CTN
Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se
de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32,
inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32-A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.302
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para que: (I) em relação aos AIOP nº 37.299.5430 e nº 37.299.5446, se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. (II) em relação ao AIOA nº 37.299.5454, se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32-A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO TAXA SELIC APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL AIOP ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E Fl. 239DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AIOA ARTIGO 32, IV, §§ 4º e 5º, LEI Nº 8.212/91 APLICAÇÃO DO ART. 32, IV, LEI Nº 8.212/91 C/C ART. 32A, LEI Nº 8.212/91 PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO ART. 106, II, C, CTN Conforme determinação do art. 106, II, c do Código Tributário Nacional CTN a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Desta forma, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c art. 32, §§ 4º e 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que: (I) em relação aos AIOP nº 37.299.5430 e nº 37.299.5446, se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. (II) em relação Fl. 240DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 171 3 ao AIOA nº 37.299.5454, se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 241DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado contra Acórdão nº 0426.007 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande MS que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigações principais AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.299.5430, nº. 37.299.5446 bem como por descumprimento de obrigação acessória AIOA – Auto de Infração de Obrigação Acessória nº. 37.299.5454 com ciência da Recorrente em 24.01.2011, com valor inicial consolidado total de R$ 2.406.751,50: O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social incidentes sobre a remuneração de pessoas físicas (contribuintes individuais) pagas a título de comissões: 1 Contribuição Previdenciária a cargo da Empresa – AIOP nº 37.299.543 0, no valor total de R$ 1.602.452,61. 2 Contribuição Previdenciária a cargo do Segurado AIOP nº 37.299.5446, no valor total de R$ 706.790,41. 3 Multa por Descumprimento de Obrigação Acessória AIOA nº 37.299.5454, no valor total de R$ 97.508,48 – CFL – 68 lavrada em razão da apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições devidas à Previdência Social, decorrente da falta de declaração da remuneração dos contribuintes individuais devidas a título de comissão. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 172 5 O Relatório Fiscal aponta em relação ao procedimento de Auditoria: O Anexo de Comparação de Multas do Relatório Fiscal, discrimina a partir da lei 11.941/2009, com fulcro no art. 106, II, c, CTN, um quadro comparativo com a aplicação da multa mais benéfica ao contribuinte: 1. INTRODUÇÃO A edição da MP 449, de 03 de dezembro de 2008, posteriormente convertida na Lei 11941/09, de 27 de maio de 2009, provocou efeitos tributários a todos os fatos geradores ocorridos imediatamente após a sua vigência. Entretanto, o Código Tributário Nacional CTN prevê, em seu art. 106, inciso II, c, que a lei se aplica a fato pretérito quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Assim sendo, embora o período de apuração ora auditado seja anterior à data da edição da MP 449, fazse necessário verificar qual penalidade de multa é a menos onerosa ao contribuinte, ou seja, a oriunda da legislação ao tempo da prática ou da legislação atual, razão pela qual apresentamos, a seguir, a planilha comparativa de cálculo. 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferentes situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; Fl. 243DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "AI 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 24% ou 12% e mais o AI 78, porém desprezandose os valores dos AI 68 ou 69, mesmo que listados; d) "AI 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o AI 78. O período objeto dos AIOPs e AIOA, conforme o Relatório Discriminativo de Débito DD, bem como o Relatório Fiscal, é de 01/2007 a 12/2007. A Recorrente teve ciência dos AIOPs e AIOA no dia 24.01.2011, conforme fls. 01. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva. Após análise, a primeira instância emitiu o Acórdão nº 0426.007 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande MS, fls. 126 a 130, julgando procedente a autuação, conforme a Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 MULTA E JUROS A multa e os juros que encontram embasamento legal, por conta do caráter vinculado da atividade fiscal, não pode ser alterada ou excluída administrativamente se a situação fática verificada enquadrase na hipótese prevista pela norma. DA ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE Cabe à autoridade administrativa cumprir a determinação legal, aplicando o ordenamento vigente às situações concretamente constatadas, não sendo sua competência discutir constitucionalidade de atos legais. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 244DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 173 7 Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, na qual alega em síntese que: (i) Da inaplicabilidade e inconstitucionalidade da Taxa SELIC. (ii) Da cobrança de multa com efeito confiscatório Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O Recurso Voluntário relativo aos AIOP nº. 37.299.5430 e nº. 37.299.5446 bem como ao AIOA nº. 37.299.5454 foi interposto tempestivamente, conforme informação do sistema RFB/SICOB colacionado aos autos. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS PRELIMINARES (a) violação a preceitos constitucionais. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 246DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 174 9 § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (b) Da regularidade do lançamento Analisemos. Não obstante a argumentação da Recorrente, não confiro razão à Recorrente pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento dos AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.299.5430, nº. 37.299.5446 bem como do AIOA – Auto de Infração de Obrigação Acessória nº. 37.299.5454. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social incidentes sobre a remuneração de pessoas físicas (contribuintes individuais) pagas a título de comissões: 1 Contribuição Previdenciária a cargo da Empresa – AIOP nº 37.299.543 0, no valor total de R$ 1.602.452,61. 2 Contribuição Previdenciária a cargo do Segurado AIOP nº 37.299.5446, no valor total de R$ 706.790,41. 3 Multa por Descumprimento de Obrigação Acessória AIOA nº 37.299.5454, no valor total de R$ 97.508,48 – CFL – 68 lavrada em razão da apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições devidas à Previdência Social, decorrente da falta de declaração da remuneração dos contribuintes individuais devidas a título de comissão. Da regularidade da lavratura do AIOP Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foram lavrados dos AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.299.5430, nº. 37.299.5446 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura da NFLD nº 37.178.3798) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início de Procedimento Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a Fl. 248DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 175 11 competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DD Discriminativo do Débito; c. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); d. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); e. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. f. TEPF Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal;. g. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose os AIOPs nº 37.299.5430, nº. 37.299.5446, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Da regularidade da lavratura do AIOA Conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOA nº 37.299.5454 que, conforme definido nos artigos 460, 467 e 468 da IN RFB n° 971/2009, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela RFB, apuradas mediante procedimento fiscal: Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto de infração ou notificação de lançamento. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). IN RFB n° 971/20095 Art. 460. São documentos de constituição do crédito tributário relativo às contribuições de que trata esta Instrução Normativa: I Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), é o documento declaratório da obrigação, caracterizado como instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário; II Lançamento do Débito Confessado (LDC), é o documento por meio do qual o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; Fl. 250DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 176 13 III Auto de Infração (AI), é o documento constitutivo de crédito, inclusive relativo à multa aplicada em decorrência do descumprimento de obrigação acessória, lavrado por AFRFB e apurado mediante procedimento de fiscalização; IV – Notificação de Lançamento (NL), é o documento constitutivo de crédito expedido pelo órgão da Administração Tributária; V Débito Confessado em GFIP (DCG), é o documento que registra o débito decorrente de divergência entre os valores recolhidos em documento de arrecadação previdenciária e os declarados em GFIP; e Art. 467. Será lavrado Auto de Infração ou Notificação de Lançamento para constituir o crédito relativo às contribuições de que tratam os arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457, de 2007. Art. 468. A autoridade administrativa competente para a lavratura do Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação principal ou acessória, nos termos dos arts. 142 e 196 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), e art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, é o AFRFB que presidir e executar o procedimento fiscal. Parágrafo único. Considerase procedimento fiscal quaisquer das espécies elencadas no art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 1972, observadas as normas específicas da RFB. (grifo nosso) Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991, os artigos 232 e 233 do decreto 3.048/1991, bem como dos artigos 113, 115 e 122 do Código Tributário Nacional. O artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 2o A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Fl. 251DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Os arts. 232 e 233, Decreto 3.048/1999: Art. 232. A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento. Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. O art. 113, CTN, estabelece que: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. O art. 115, CTN, estabelece que: Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 177 15 O art. 122, CTN, estabelece que: Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, bem como a intimação para que o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); c. REFISC – Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 Desta forma, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento por preterição aos direitos de defesa, pela imprecisão e erros de capitulação da infração e da multa. DO MÉRITO. (iii) da inconstitucionalidade da taxa SELIC. Analisemos. Insurgese a recorrente contra a aplicação da taxa SELIC ao argumento de que seria inaplicável e inconstitucional. Registrese, porque importante, que a legislação de regência, sobretudo a Lei nº 8.212/91, afasta literalmente os argumentos erguidos pelo recorrente. De fato, as contribuições sociais arrecadadas estão sujeitas à incidência da taxa referencial SELIC Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, nos termos do artigo 34 da Lei nº 8.212/91: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Neste sentido, há a Súmula nº 4 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente estabelece a aplicação da taxa SELIC. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Nesse contexto, correta a aplicação da taxa SELIC como juros de mora, com fulcro no artigo 34 da Lei nº 8.212/91, na redação anterior à dada pela Lei 11.941/2009. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 178 17 (iv) Da multa de mora AIOP Analisemos. Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com Fl. 255DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. (v) Da multa AIOA O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social incidentes sobre a remuneração de pessoas físicas (contribuintes individuais) pagas a título de comissões: 1 Contribuição Previdenciária a cargo da Empresa – AIOP nº 37.299.543 0, no valor total de R$ 1.602.452,61. 2 Contribuição Previdenciária a cargo do Segurado AIOP nº 37.299.5446, no valor total de R$ 706.790,41. 3 Multa por Descumprimento de Obrigação Acessória AIOA nº 37.299.5454, no valor total de R$ 97.508,48 – CFL – 68 lavrada em razão da apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições devidas à Previdência Social, decorrente da falta de declaração da remuneração dos contribuintes individuais devidas a título de comissão. Conforme o Relatório Fiscal, o Auto de Infração AIOA nº. 37.299.5454, Código de Fundamentação Legal – CFL 68, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter apresentado GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, nas competências 01/2007 a 12/2007. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inc. IV e §§ 3º e 5º, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, combinado com art. 225, IV e § 4°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, §5°, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 284, inc. II, e art. 373. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: Fl. 256DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10140.720006/201117 Acórdão n.º 240301.302 S2C4T3 Fl. 179 19 “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, Auto de Infração AIOA nº. 37.299.5454, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por Fl. 257DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que: (i) em relação aos AIOP nº 37.299.5430 e nº 37.299.5446, se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. (ii) em relação ao AIOA nº 37.299.5454, se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 258DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10831.000692/90-60
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Apr 27 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Mon Apr 27 00:00:00 UTC 1992
Ementa: ISENÇÃO. REDUÇÃO.
1. Carta de Credenciamento é documento hábil para o processamento de importação, de caráter genérico.
2. Conforme informação do DECEX ((ADCEX/SEIMP /SEGIM-SÃO PAULO)
a carta de credenciamento, neste caso, não refletiu em operação específica, não sendo equivalente a uma Guia de Importação.
3. Negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-26.927
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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Sessão de Z}..deabril de 19.92 . ACORDÃO N.'.,)..OJ..::'..2..9..,..\!.2.z. 1 Recurso n." 112.481 - Processo nº l08~1.000692/90-60 Recorrente FEPASA - FERROVIA PAULISTA S/A Recorrid IRF - VIRACOPOS-SP ISENÇÃO. REDUÇÃO. 1. Carta de Credenciamento é documento hábil para o processa mento de importação, de caráter genérico. - 2. Conforme informação do DECEX ((ADCEX/SEIMP /SEGIM-SÃO PAULO) a carta de credenciamento, neste caso, não refletiu .em operação específica, não sendo equivalente a uma Guia de Importação. 3. Negado provimento ao recurs~ Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro = Cpnselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento_ ao .re curso, ,~~~rma do relatório e voto que passam a integrar o.' presente jUlgadOr _ Brasília-D , 27 e abril de 1992. VISTO EM SESSÃO DE: o 5 OSTA - Presidente e Relator Nacional Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Con- selheiros: Luiz Antonio Jacques, José Theodoro Mascarenhas Menck, Ota cílio Dantas Cartaxo, Fausto de Freitas e Castro Neto e João Baptista Moreira. Ausentes os Conselheiros: Sandra Miriam de Azevedo Mello e Ronaldo Lindimar José Marton. 2 . suwtÇO PUDlICO '-[O[IlAl MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N9 112.481 - ACÓRDÃO Nº 301-26.927 RECORRENTE FEPASA - FERROVIA PAULISTA S/A RECORRIDA IRF - VIRACOPOS RELATOR Conselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA R E L A T d R.I O Retorna o processo de diligência determinada por esta cãmara através da Resolução n9 301-632/91, cujo relatório e voto transcrevo e a este incorporo, verbis: "RELATdRIO: A empresa submeteu a despacho aduanei- ro, através da Declaração de Importação-Dls n9s. 3451,3452 e 3453, todas registradas em 17.04.90, diversos produtos e solici- tou redução do Imposto de Importação e Imposto Sobre Produtos In- dustrializados com base na Lei n9 7810/89. A fiscalização consta- tando que o citado benefício fiscal, encontrava-se revogado pela MP n9 158 (DOU - 16.03.90), convertida rta Lei n9.8032/90 (D.O.U.- 13.04.90), lavrou. o Auto de Infração. de fls ..Q1;.para exigir os tributos, com os acréscimos legais, no total de Cr$ 304.052 ,22 (tr~ zentos e quatro mil, cinqUenta e dois cruzeiros e vinte e dois centavos) ou 7.285,48 BTNs. Em 21.05.90, a autuada apresentou, tempestivamente, a impugnação de fls. 41/61, ao mesmo tempo, que solicita a liber~ ção da mercadoria através da Portaria MF 389/76, com dispensa de fiança, de acordo com item 04 da citada Portaria. Na impugnação, a autuada alega basicamente que: a) para manutenção de seu parque operacional, proc~ deu a importação de peças sobressalentes para locomotivas GE se- rie 3800 U128 e U20C; b) a ferrovia fora tradicionalmente beneficiada pe- la isenção ou redução de impostos, quando da importação de máqui- nas e equipamentos necessários à manutenção do seu parque opera- cional, mencionando vários dispositivos legais, que acolhiam ora especificamente, ora genericamente, benefício ao transporte ferr~ viário nacional; c) entre os dispositivos legais citados, destaca a Lei n9 8032 de 12.04.90, que é por excelência didática sobre a-ma ",ie , 'ovoP" fine!i"e", ,ogi""~ , Rec. n'? 112.481 Ac. 301-26.927 SHlVlCO P\JDlICO 'W(/lAt d) o Art. 1'?da Lei n'? 8032/90, trata das isenç6es e reduç6es e nao ~e aplica as .reduç6es concedidas ati 13.04.90; e) a ferrovia já possuía a Carta de Credenciamento da SRF, junto a CACEX desde 26.01.90, com prazo de validade ati 31.12.90 e fora concedida sob a vigência da Lei n'? 7810/89 que concedia a redução de 80% do Imposto de Importação e IPI, concl~ indo que a importação está amparada pelas reduç6es preconizadas' pela citada Lei; f) cita obra "Estudos de Problemas e Casos Tributá rios", Edição Josi Bushsky - 1969: tratando-se de um direito,fu~ dado na obrigatoriedade de suas normas, devem estas ser interpre tadas com a maior atenção ao fim do direito, que i a justiça,não s6 quanto aos interesses do Estado, na obtenção de sua receita, para a consecução de seus objetivos, como na pessoa do contribu- inte, para não onerá-lo demasiadamente, sem base real e sem que importe a imposição tributária, um verdadeiro confisco; g) o CTN, quando trata da interpretação e integra- ção da legislação tributária, dispõe em seu Art. 112, que a lei tributária que define infraç6es, ou lhes comina penalidades, in- terpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dfi- vida quanto à capitulação legal do fato, à natureza ou às .cir- cunstãncias materiais do fato ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; h) sobre a matiria, com propriedades manifestou-se J. MOTTA MAIA (Comentário ao CTN), que a lei tributária permite uma abertura em favor do contribuinte, por. via de interpretação, quando se trata de beneficiá-lo, ou seja, como na lei penal, há de adotar-se a interpretação mais favorável ao acusado, o contri buinte; i) do ponto de vista, estritamente jurídico, há que destacar-se o que disp6e a Carta de Credenciamento da CACE X "A Caxex, concede ao importador acima, registrado no Cadastro de Exportadores e Importadores sob o n'? 3-0018/60-02059, a presente carta de credenciamento para importar partes e peças, componen- tes e acess6rios para seu uso pr6prio, sem guia de importação com base no item 4.3 do Comunicado Cacex n'? 204 de 02.09.88, ati o limite anual de US$ 100.000,00 (cem mil d6lares americanos) FOB ou seu equivalente em outras moedas. Rebatendo os argumentos da interessada, os autuan- tes dizem que (fls. 72/73): a) a impugnação apresentada, está assentada no literal RA),não , Rec. n9 112.481 Ac. 301-26.927 SERVIÇO PUBLICO rr;O[nAt dispõe o Art. 10, Inciso I, da Lei n9 8032/90, isto é , que a revo gação das isenções e reduções, contidas no Art. 19 da mesma Lei, não alcançaria os casos de isenções e reduções concedidas, até a data em que a mencionada Lei, entrou em vigor; b) o favor fiscal sob exame, previsto na Lei n9 .... 7810/89, e concedido pela Autoridade Aduaneira, em cada caso, ind~ pendente de concessão prévia de outros órgãos, portanto, não há co mo falar em redução já concedida, pois tal redução ainda seria apr~ .ciada pela Repartição e ao apreciar os pedidos formulados nas Dls objeto do Auto de Infração, constatou que na data da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação, a Lei n9 7810/89 já estava' revogada pela Lein9 8032/90; c) a alegação da interessada, de que estava ampara- da em Carta de Credenciamento, concedida pela Cacex, durante a vi- gência da Lei n9 7810/89, em.nada lhe favorece, porque o IncisolI, do Art. to da Lei 8032/90, ressalva os casos amparados em Guia de Importação; d) como a interpretação da lei, há que ser quando trata de outorga de isenção ou redução (Art. 129 do, pode estender essa ressalva as cartas de credenciamento; e) com relação ao Art. 112 do CTN, citado pela autu ada, nao se aplica ao caso em exame, pois a interpretação mais fa- vorável ao acusado, somente deve ser seguida na interpretação das leis tributárias, que definem infrações ou cominam penalidades,não sendo o caso, nas tratadas no presente Auto de .Infração. A ação fiscal foi julgada procedente em l' .Insfãn- cia,conforme Decisão n9 65/90 (fls. 79); Inconformada, a empresa recorre a este Colegiado, tempestivamente, aduzindo, em resumo, que (fls. 83/87): fa) obteve uma Carta de Credenciamento expedida pela Secretaria da Receita Federal concedenddAutorização para importar partes, peças, componentes e acessórios para uso próprio, sem gUia de importação, que nos expressos termos da CACEX substitui de ple- no direito as guias de importação (vide verso Carta de Credencia- mento Desembaraço Porto de Santos) ..A Carta de Credenciamento foi expedida em 26 d~ janeiro de 1990. sob a viiência da Lei 7810/90 e Decreto 96.760/88. Com o advento da Medida Provisória 158 transfor mada na Lei 8032/90, foram revogadas essas legislações anteriores, ficando ressalvado, entretanto àqueles que já possuiam Guias de Im portações emitidas anteriormente. a Lei 8032/90, o direito de se be n:::.::~~~m pelo prazo e condições neles fixadosi~ 5 . Rec. 112.481 srnv:ço PUBLICOfW(IlAI Ac. 301- 26 . 927 b) partindo da premlssa que a Carta de Credenciamen- to, nos termos da CACEX, é um documento substitutivo da Guia de Im portação, temos que a Carta de Credenciamento = Guia de Importação e que o Inciso 11, artigo 10 da Lei 8032/90, ampara com muita clare za a isenção e redução concedidas à Fepasa; c) a Carta de Credenciamento, acostada aos autos subs titui "In Totum" todas as guias de importação, como se expedidas.fo~ sem, até 31.12.90, e no montante estabelecido de US$ 100.000,00 ... (cem mil dólares). d) a concessao para importação de peças, L componen- tes, acessórios e máquinas com redução de Imposto de Importação e isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados, não foi conced~ da aleatoriamente, e Slm por prazo certo, que se estende até o tér- mino da execução do Projeto de Infraestrutura na área de transpor- te, no período determinado pela. Carta de Credenciamento, 26 de _ja- neiro de 90 a 31 de dezembro de 90, com a condição de que a merca- doria objeto de importação fosse adquirida por orgaos ou entidades da Administração Pública, direta e indireta ou concessionárias de Serviços Públicos e no total de US$ 100.000,00 (cem mil dÓlares); e e) trata-se de isenção e redução condicionada e con- cedida por prazo certo, o que torna aplicável a hipótese o .àrtigo 178 do CTN. Assim pelas condiç6es de sua outorga, conduziu a Recor- rente a atividade que não empreenderia se estivesse sujeita aos tri butos da epoca.,y VOTO: A Lei n9 8032/90 trata de Isenções e reduç6es, dispõe em seu art. 10, inciso 11: "Art. 10 - O disposto no art. 19 desta aplica: lei- nao se 11 - aos bens importados, a título definitivo, amparados por isenção ou redução na forma da legislação anterior, cujas gUlas de importação tenham sido emitidas até a da- ta da entrada em vigência desta lei." Conforme se depreende da leitura do texto legal, nao está contemplado o termo "Carta de Credenciamento", expedida confor- me disp6e a Resolução CACEX 204/88. Assim sendo, voto para ligência ao DECEX-CIC, órgão sucessor q,u.._a._nt"o__.,,,~._",,dúvida levantada~ transformar o julgamento em d~ da CACEX, para pronunciar-se \ SEAI,(ICO PUBLIca FEDEnAL Quesito formuldao pela l~ Câmara: Rec. Ac. 6 . 112.481 301-26.927 - O termo GUIA DE IMPORTAÇÃO descrito no art. 10, inciso 11 da Lei 8.032/90, abrange~setambém as importações amparadas por Carta de Credeciamento, emitida nos termos da resolução CACEX 204/88? E o relatório. SERViÇO PUBLICO fEOE"Al v O T O Conselheiro Itamar Vieira da Costa,~rêlàtor A recorrente, em seu recurso, alegou que: 7. Rec. 112.481 Ac. 301-26.927 a) para manutenção de seu parque operacional, a importação de peças sobressalentes para vas GE série 3800 U128 e U20c; procedeu locomoti b) a ferrovia fora tradicionalmente beneficiada pela isenção ou redução de impostos, quando da import~ ção de máquinas e equipamentos necessários a manu tenção do seu parque operacional, mencionando vári- os dispositivos legais, que acolhiam ora especific~~ mente, ora genericamente, benefício aO," transporte ferroviário nacional; c) entre os dispositivos legais citados, destaca a Lei n9 8 032 de 12.04.90, que é por excelência didática sobre a matéria e teve por finalidade legislar; d) o art. 19 da Lei n9 8 032/90, trata das isenções e reduções e não se aplica as reduções concedidas até 13.04.90; e) a ferrovia já possuía a Carta de Credenciamento da SRF, junto ã CACEX desde 26.01.90, com prazo de va~ lidade até 31.13.90 e fora concedida sob a vigência da Lei n9 7 810/89 que concedia a redução de 80% do Imposto de Importação e IPI, concluindo que a impo~ tação está amparada pelas reduções preconizadas pe- la citada Lei. Realmente, a empresa fez alegações consistentes, depe~" dendo, apenas, do pronunciamento do órgão competente (DECEX) para melhor elucidar a controvérsia. Com efeito. A diligência determinada por esta Câmara .centrou.~seu objetivo na seguinte questão: - O termo Guia de Importação descrito no art. 10, in- ciso 11 da Lei n9 8 032/90, abrange também as lmpo~ tações amparadas por Carta de Credenciamento, emiti da nos termos da Resolução CACEX n9 204/88 Eis a resposta da GECEX/SEGIM -446 - São paullo/ • SERViÇO PUBLICO FEDEI1Al 8 . Rec. 112.481 Ac. 301-26.927 Referindo-nos ao seu ofício n9 0110831/GI-033/91, de 16.04.91, referente ao processo n9 10831-000692/90-60, informamos que a carta de credenciamento é documento hábil para o processamento de lmportações; .contudo, por revestir-se de caráter generlco, não reflete uma operação específica, e sim uma expectativa de realiz! ção de negócios, que podem vir ou nao a ser concreti- zados, portanto, nao equivale a uma guia de _ importa. .- çao. 2. Sendo assim, os bens importados ao amparo de carta de credenciamento até o início da vigência do aludido normativo - 16.3.90-, correspondem às transações.efe~ tivadas, por isso, desfrutam do benefício fiscal pr~ visto na lei anterior. Após essa data, não mais terão direito a isenção ou redução de que tratava o diploma legal revogado. Com a resposta acima e devidamente esclarecida -a questãõ, ve-se que foi correta a autuação. Por todo o exposto e por tudo o mais que do processo consta, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 27 de abril de 1992. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000853/2007-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2000 a 31/01/2006
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PAGAMENTO A MENOR.
Quando o lançamento estiver perfeitamente constituído, o ônus de comprovar o adimplemento integral da contribuição previdenciária cabe ao contribuinte.
MULTA DE MORA.
Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.565
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, dar provimento parcial ao recurso, reconhecendo a decadência das competências em relação ao período compreendido entre 03/2000 a 04/2001, nos termos do Art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2000 a 31/01/2006 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PAGAMENTO A MENOR. Quando o lançamento estiver perfeitamente constituído, o ônus de comprovar o adimplemento integral da contribuição previdenciária cabe ao contribuinte. MULTA DE MORA. Recálculo da multa de mora para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, dar provimento parcial ao recurso, reconhecendo a decadência das competências em relação ao período compreendido entre 03/2000 a 04/2001, nos termos do Art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora Fl. 3163DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 3164DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11330.000853/200719 Acórdão n.º 2403001.565 S2C4T3 Fl. 190 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD (DEBCAD n° 37.004.4053), consolidada em 04/05/2006 (fl. 2 da numeração digital), cuja notificação ocorreu em 10/05/2006 (fl. 217), no valor de R$ 228.482,86 (duzentos e vinte e oito mil, quatrocentos e oitenta e dois reais e oitenta e seis centavos), referente às contribuições destinadas ao custeio da seguridade social, além das contribuições destinadas a outras entidades e fundos, denominadas “terceiros”. Segundo Relatório Fiscal de fls. 210/212, as contribuições exigidas na NFLD em tela correspondem aos seguintes levantamentos: • Contribuições incidentes sobre remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, a seus segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestaram serviço (código de levantamento “FP”); • Contribuição prevista no art. 22, IV da Lei n. 8.212/91, com redação dada pela Lei n. 9.876/99, incodente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho (códigos de levantamento “COP” – valores informados na GFIP e “CO1” – valores pendentes de informação na GFIP). DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a Recorrente contestou a presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito por meio da Impugnação de fls. 222/224 e anexos de fls. 225/1.700. DA DILIGÊNCIA FISCAL Em face da vasta documentação juntada pela Recorrente na Impugnação, os autos foram encaminhados ao AFPS autuante para sua manifestação. Assim se manifestou o AFPS nas fls. 1.717/1.716, em suma: • O lançamento foi preciso, pois teve como base os documentos apresentados pela Recorrente, quais sejam: folhas de pagamento, notas fiscais de serviços prestados por cooperativas e GFIP, essas últimas supostamente erradas face ao crédito apurado; • O AFPS informa que retornou à Recorrente, em diligência fiscal, ocasião em que a intimou a apresentar os livros contábeis relativos ao período em discussão. Como já havia ocorrido durante a ação fiscal e que motivou a lavratura ao auto de infração, novamente a Recorrente deixou de exibir a sua escrituração contábil; Fl. 3165DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 • Acrescenta que, tanto na planilha de fls. 236 como no arrazoado de fls. 237/240, equivocase a Recorrente quando alega imprecisão do lançamento, pois parte do pressuposto que teria pago os valores ali indicados. Contudo, não existe recolhimento em GPS efetuado com o código específico para a contribuição devida pela contratação de cooperativas de trabalho. Logo, todas as GPS apresentadas foram apropriadas de acordo com a ordem de prioridade citada no item 6.5 do Relatório Fiscal; • Assevera que eventual retificação nas competências em que o sujeito passivo alega erro só poderia ocorrer, caso fosse possível a confrontação dos dados das GFIP com a contabilidade; • Reconhece, contudo, os argumentos da Recorrente quanto a necessidade de retificação apenas nas seguintes competência, a saber: • Comp. 13/2003 R$ 128,69 (dedução de salário maternidade); • Comp. 13/2005 R$ 2.121,61 (dedução de salário maternidade); • Finalmente, informa que os recolhimentos efetuados na competência 01/2006, após o encerramento da ação fiscal (e da lavratura da NFLD), não são passíveis de retificação, mas de apropriação direta no credito em exame, a ser efetuado em momento oportuno pelo Serviço de Recuperação de Créditos desta Delegacia. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal Previdenciária RJNorte, prolatou a DecisãoNotificação n° 17.402.4/0333/2006, de fls. 1.718/1.721, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL. INADIMPLEMEN,TO. Constatandose o nãorecolhimento, total ou parcial, de contribuições arrecadadas pela Secretaria da Receita Previdenciária, cabe ao AuditorFiscal da Previdência Social efetuar o lançamento do crédito tributário correspondente, bem como promover os devidos ajustes no lançamento, em caso de prova material de fato modificativo. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 1.755/1.764), requerendo a reforma da Decisão. Após informar que efetuou o depósito no valor de R$ 67.708,08, referente a 30% da exigência fiscal, assim como demonstrar a tempestividade do Recurso, sustenta, em suma: Fl. 3166DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11330.000853/200719 Acórdão n.º 2403001.565 S2C4T3 Fl. 191 5 Das Preliminares Da prescrição Para a Recorrente a Fiscalização não respeitou o período prescricional, ultrapassando o lapso temporal pertinente. O procedimento iniciou em 10/01/2006 e retroagiu até a competência de 03/2000. Processamento do Recurso com Comprovação do Depósito para Compensação do Débito Sustenta a inconstitucionalidade do art. 126 da Lei n. 8.213/91 que exige o depósito de 30%. Traz jurisprudências nesse sentido. Retificação da Base de Cálculo do Valor da Exigência Fiscal Referente ao Período de 10/05/2006 a 30/10/2007 Sustenta que foi impertinente a correção aplicada pela decisão que corrigiu o valor de R$ 225.693,61, citado na DADR, pág. 21 em 04/05/2006, para R$ 251.736,56, inserido na consulta dados identificadores de processo – CCADPRO, em 30/10/2007. Em decorrência da inexatidão de valores, requer a compensação do débito que vem a ser apurado dele, excluindo o valor de R$ 7.810,36, oriundo da diferença do valor cobrado em 30/10/2007 (R$ 75.520,36), abatendose o valor R$ 67.710,00. A Reforma da Decisão “exoficio” Para a Recorrente, houve cerceamento na sua defesa, uma vez que houve inexatidão material ou equívoca no lançamento, assim como a autoridade fiscal não deferiu o pedido de perícia formulado. Requer, portanto, a aplicação do parágrafo 3o do art. 305 do Decreto n. 3.048/99. Do Efeito Suspensivo A Recorrente, com base no art. 308 do Decreto n. 3.048/99, requer aplicação do efeito suspensivo do recurso; requer o acolhimento total as preliminares arguidas ou, se não for esse o entendimento, que embase o préquestionamento inserido nos pressupostos de impetração de mandado de segurança. Do Mérito A Recorrente sustenta que o Relatório Fiscal da NFLD n. 37.004.4053 não mencionou de forma precisa, clara e objetiva os fatos geradores das contribuições exigidas. A Recorrente entende que efetuou de forma correta o recolhimento, seja por meio de pagamento, seja por meio de compensação, em relação às seguintes competências: 01/2006; 10/2005; 10/2000; 09/2001; 04/2003; 03/2003; 11/2003; 12/2005; 10/2000; 11/2003; 06/2002; 07/2002; 08/2002; 09/2002; 10/2002. Ao final requer a exclusão parcial das competências impugnadas assim como a realização da prova técnica contábil, indicando o perito e formulando quesitos. Fl. 3167DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 6 É o relatório. Fl. 3168DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11330.000853/200719 Acórdão n.º 2403001.565 S2C4T3 Fl. 192 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 3.162, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINAR DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: Fl. 3169DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 8 CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Da análise do Discriminativo Analítico de Débito – DAD, constante nas fls. 6/31, verificase que houve recolhimento parcial em quase todas as competências, fato esse suficiente para a aplicação da decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. O período de apuração corresponde às competências compreendidas entre 03/2000 a 01/2006. A notificação ocorreu em 10/05/2006 (fl. 217). Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 03/2000 a 04/2001, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. Como a decadência é matéria de ordem pública, deve ser declarada de ofício quando verificada. DO MÉRITO DA INCIDÊNCIA DAS CONTRIBUIÇÕS SOBRE AS VIAGENS REALIZADAS POR FAMILIARES DE FUNCIONÁRIOS A Recorrente foi autuada por não ter recolhido de forma integral a contribuição previdenciária em relação às remunerações pagas ou creditadas a seus segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestaram serviços, assim como em relação aos valores pagos a cooperativas de trabalho que lhe prestaram serviços, esses nos termos do art. 22, IV da Lei n. 8.212/91. Em sede de Recurso Voluntário, a Recorrente entende que pagou a contribuição devida em relação as competências a seguir (já excluídas as competências decaídas): 09/2001; 06/2002; 07/2002; 08/2002; 09/2002; 10/2002; 03/2003; 04/2003; 11/2003; 10/2005; 12/2005 e 01/2006. Fl. 3170DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11330.000853/200719 Acórdão n.º 2403001.565 S2C4T3 Fl. 193 9 Ocorre que, analisando os autos, verificase que a Recorrente, seja na Impugnação, seja no Recurso Voluntário, não apresentou nenhum documento que já não tenha sido analisado pela Fiscalização. No Relatório de Documentos Apresentados – RDA de fls. 72/98, com base na numeração digital, em relação às competências não decaídas, consta todas as GPS que a Fiscalização analisou para fazer o lançamento, assim como no Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA, de fls. 104/127, consta como foram apropriadas as contribuições previdenciárias. Logo, não tendo a Recorrente comprovado que o lançamento contém insubsistências, assim como não tendo comprovado que pagou a contribuição previdenciária devida, não há como prosperar as suas alegações. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, preliminarmente, reconheço a decadência em relação ao período compreendido entre 03/2000 a 04/2001, nos termos do art. 150, § 4º do CTN; no mérito dou Fl. 3171DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 10 provimento parcial para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no caput do art. 35 da Lei n. 8.212/91, na redação dada pela Lei n. 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 3172DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
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Numero do processo: 10845.008026/88-79
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 20 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Thu Aug 20 00:00:00 UTC 1992
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIA - Inexistindo amostra do material para realização de diligência determinada pela Câmara para análise do mesmo, para esclarecer dúvidas para sua classificação fiscal, é de ser mantida a classificação proposta na D.I. pela Recorrente.
Numero da decisão: 301-27.164
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, vencido o Cons. Ronaldo Lindimar José Marton, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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score : 1.0
Numero do processo: 10814.002907/90-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Apr 30 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Fri Apr 30 00:00:00 UTC 1993
Ementa: Importação, classificação. Máquina ferramenta para corte, que
também procede a solda, classifica-se no código TAB 8515.80.9900.
Recurso provido.
Numero da decisão: 301-27.394
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA - Ralator ad hoc
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IRF - AEROP. INTERNACIONAL DE SÃO PAULO-SP Importação, classificação. Máquina ferramenta para corte, que também procede a solda, classifica-se no código TAB 8515.80.9900. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado., abril de 1993 £ulz {]tt,IQ o (15;;Oei'" Jt .:M'. "". Procur éS« d~nda Nacional VISTA EM '1'7 p' I I I ",dI-, Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: Fausto de Freitas e Castro Neto, Ronaldo Lindimar José Marton, José Theodoro Mascarenhas Menck, Miguel Calmon Villas Boas e Maria de Fátima Pessoa de Mello Cartaxo. Ausente o Conselheiro Luiz Antonio Jacques. mfc/112899 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) seqs, ut infra: 112.899 301-27.394 TAUNUS PRODUTOS ESPECIAIS LTDA. IRF - AEROP. INTERNACIONAL DE SÃO PAULO-SP JOÃO BAPTISTA MOREIRA RELATÓRIO Adoto o Relatório integrante da Decisão Recorrida, de fls. 67 et Através da Declaração de Importação nO 016966/90, amparada pela Guia de Importação nO 0191-89/004540-2 e aditivos nOs 000282 e 000289, ambos de 1990, a empresa Taunus Produtos Especiais Ltda importou uma máquina de corte "laser", classificando-a no código TAB nO 8515.80.9900, com alíquota de 40% para o Imposto de Importação. Ao proceder a conferência física da mercadoria, a fiscalização reclassificou-a para o "Ex" do código TAB 8456.10.0100, com alíquota de 65 % para o Imposto de Importação por entender que tratar-se de máquina ferramenta para corte, conforme descrição na própria Guia de Importação e com base no Laudo Técnico de fls. 21 a 23 por ele requisitado, exigindo a diferença de Imposto de Importação, no valor de Cr$ 5.537.974,11 e a multa da Lei nO 7.738/89, no valor de Cr$ 553.797,41. Como o importador discordou do crédito exigido, lavrou-se o Auto de Infração de fl. 01. No Laudo Pericial, às fls. 22, o técnico informa que trata-se de uma máquina ferramenta para corte e que existem condições da mesma ser preparada para solda. O sistema "laser" pode trabalhar materiais em processos de corte, perfuração, solda, etc. Finalizando, o parecer conclusivo é pela predominância da função de corte. Tempestivamente, a empresa impugnou o lançamento, alegando, em síntese, em sua defesa que: as Notas Explicativas da classificação tarifária 8515 enquadram nesta a mercadoria importada, porquanto no referido código estão as máquinas de cortar, que ao mesmo tempo servem para soldar; tal fato é corroborado pelo próprio Laudo Pericial quando afirma que a máquina também pode operar para solda. Argumenta, ainda, que as Notas Explicativas esclarecem que as máquinas- ferramentas do código 8456 devem satisfazer a condição de trabalhar por desbaste da matéria, o que não ocorre nas operações com "laser", em que há evaporação do material, e que o fato de ter omitido a expressão atinente à operação de solda não significa, por si só, que o equipamento importado não é de corte e de solda. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 112.899 301-27.394 Com fundamento na Portaria MF nO389/76, solicitou a interessada a liberação das mercadorias anteriormente ao julgamento do Auto de Infração, sendo autorizados pelo Sr. Chefe da Tributação os respectivos desembaraços. A autoridade fiscal autuante, manifestando-se sobre a impugnação, diz às fls. 54/55 que a máquina foi importada com função primordial de efetuar corte e não solda; a D.I. e a G.I. mencionam que ela é para corte; o folheto apresentado pelo importador, fls. 52/53, mostra somente a máquina em operação de corte; que na G.I. não consta nenhum acessório para operação de solda, fato esse que comprova que a função da máquina é de executar corte, tanto que foram importados cinco bicos de corte, conforme descrito no anexo 3 da G.I., fls. 33. Às fls. 56 e seguintes a interessada novamente comparece aos autos reiterando os argumentos já apresentados e juntando Laudo Técnico emitido pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais da Faculdade de Engenharia Industrial, às fls. 59, que examinando o equipamento concluiu ser o mesmo máquina de corte e solda, anexando exemplares de chapas de aço, às fls. 60, em que foram executados trabalhos de corte e solda, bem como carta do exportador, às fls. 62, informando que o equipamento em questão, quando exportado para outros países, é enquadrado no item tarifário 8515. A Autoridade "a quo", às fls. 72, assim decidiu: Máquina ferramenta de corte "laser", podendo após as devidas alterações operar com solda, classifica-se no código TAB 8456. Amparo de Laudo Técnico. Característica essencial da máquina - corte. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE. Houve laudo do Engenheiro certificante às fls. 21 e 22: I) Trata-se de máquina ferramenta para corte ou de um aparelho de solda com capacidade de corte? 2) Outros esclarecimentos julgados de interesse. Em resposta aos quesitos formulados pelo Senhor Auditor Fiscal, a respeito da mercadoria em pauta, apresento o meu laudo referente a D.I. nO 016966-8. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 112.899 301-27.394 Respostas dos Quesitos. R.OI. Trata-se de uma máquina ferramenta para corte. Há também condições da máquina ser preparada para solda. R.02 A máquina examinada tem a função de executar cortes em chapas pelo processo laser do tipo COz em operação contínua. Em linhas gerais, ela é uma estrutura de forma de mesa plana que além de dar sustentação as chapas a serem trabalhadas, como também comporta certos dispositivos, que não a acompanharam, mas servem para ampliar os recursos de trabalho da máquina. Uma estrutura maior e que fica paralela à máquina isto é a mesa; sustenta o "cabeçote" e o ressonador. Um outro gabinete é o comando da máquina bem como outros equipamentos próprios ao seu funcionamento. O cabeçote tem movimento em 3 eixos, que possibilita a execução de inúmeras formas de cortes complexos: CONSIDERAÇÕES GERAIS As máquinas ferramentas trabalham por deformação ou por separação de material (desbaste, acabamento etc,) sendo este último, de forma sólida, líquida ou gasosa. No caso de corte a laser, esta forma é de fusão ou vaporização. O trabalho que a máquina vai realizar também poderá ser feito por métodos convencionais - evidentemente sem os recursos do lazer - e por fim é uma operação de corte a laser por fusão com gás reativo, satisfazendo pois as condições de máquina ferramenta (NESH). O sistema laser pode trabalhar materiais em processos de corte, tratamento térmico, perfuração, solda etc. Para que isto ocorra com rendimento e qualidade necessária, exige-se determinadas características específicas para cada processo. Estas são fornecidas pelo fabricante de máquina, de forma que o usuário possa operar e obter melhores rendimentos, e são compiladas em catálagos e principalmente em manuais. No caso em tela, foram apresentados os folhetos "BYFLEX 3103 CNC Laser Centre", sendo que a máquina importada é "YLAS 3012(confere com a D.I. e a Guia) mas cujo folheto e o manual do usuário não foi localizado e nem apresentado. O importador informa também que não existe similar no país. Através das especificações do ressonador e do cabeçote, seria possível detalhar para este caso, as funções que esta máquina poderia executar além da função de corte. Por exemplo: executar o processo de solda nos padrões exigidos. Os dois cabeçotes que acompanham a máquina são de focos de 2,5" e 5, mas são cabeçotes de CORTE, conforme descrição da D.I. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO NO 112.899 301-27.394 PARECER CONCLUSIVO Uma máquina de corte é uma máquina ferramenta. O processo laser tem aplicações além do corte, também em solda. No presente caso e através dos dados disponíveis, há uma predominância para a função e aplicação principal da máquina para ser de corte. Note-se que a qualquer tempo, comas devidas alterações ela poderá operar com solda. A empresa apresentou laudo particular, em desacordo com o preceituado no Decreto 70.235/72. Com tempestividade, foi interposto o recurso de fls. 76 et seqs, que leio para meus pares. É o relatório. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 112.899 301-27.394 VOTO Retoma os presentes autos de diligência, junto ao INT através da repartição de origem, determinada pela resolução nO301.649, de fls. 95 ut seqs. O relatar da época perguntava ao prestigioso Instituto de Análises, para dirimir dúvidas sobre a fiança do produto importado, se: 1°) Que alterações se fazem necessárias para que a máquina possa ser utilizada em trabalho de solda? Resposta: - As únicas alterações que sofre o processo para que a máquina possa executar as operações de corte ou de soldagem são a alteração da distância focal da lente que converge o raio laser para a peça em trabalho e a utilização do gás de corte quando a máquina está realizando a operação de corte. Cabe ressaltar que a máquina não sofre nenhuma alteração física para se alterar o processo, isto ê, não ê necessário introduzir, substituir ou retirar nenhum componente da máquina para se alterar a operação. 2°) Se no estado em que se encontra, a máquina pode realizar tarefas de "desbaste". Resposta - não 3°) Se "desbaste" é ou não uma forma de "corte". Resposta - Devemos primeiramente definir de que se trata uma operação de desbaste. A terminologia desbaste é utilizada quando se executa uma operação de arrancar cavaco de uma peça para aproximar a dimensão bruta para uma dimensão de acabamento. Pode-se exemplificar a operação de desbaste de um corpo de revolução, ou seja, um eixo em usinagem em um tomo, quando se deseja diminuir seu diâmetro bruto para um diâmetro com tolerâncias pré-determinadas que será a medida final para uma montagem que requer ajustagem. Outro exemplo pode ser dado quando se quer reduzir a espessura de 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRlMEIRA CÂMARA RECURSO N° ACÓRDÃO N° 112.899 301-27.394 uma chapa para outra de medida estabelecida previamente no projeto para uma determinada aplicação. Neste caso executa-se uma operação de fresamento, em máquina apropriada denominada de fresadora, que possui uma ferramenta com movimento circular contínuo que contém arestas cortantes em seu topo, e, desta forma, arrancará cavaco em toda a superfície da chapa na área que o operador do equipamento direcionar a ferramenta. Pode-se citar também como uma operação de desbaste o ato de se arrancar cavaco em uma peça com uma ferramenta denominada de brocha, normalmente utilizada com um movimento retilíneo contínuo, onde no início da ferramenta estão posicionadas as arestas cortantes para desbaste e, na sua extremidade final as arestas cortantes de acabamento, sendo o produto da operação uma dimensão com perfíl designado em projeto e com forma idêntica ao contorno da brocha, na sua seção transversal, na região de acabamento. neste caso a máquina utilizada denomina-se brochadeira. De tudo visto pode-se deduzir que no caso em questão, isto é, simples corte de chapa que visa a divisão de uma peça em duas ou mais, não pode ser aplicada a terminologia de desbaste como uma forma de corte. Tendo este último laudo concluído que a máquina pode desempenhar as duas funções, quais sejam, a de corte e solda, bastando afastar ou aproximar a distância focal da lente que converge o raio laser para a peça trabalhada e que não pode, in caSII, ser aplicada a terminologia de desbaste como uma forma de corte, cabe razão à Recorrente. Destarte dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 30 de abril de 1993 7 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
score : 1.0
Numero do processo: 13629.000920/2010-72
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2007
DEIXAR DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS.
Constitui infração à legislação deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço.
Numero da decisão: 2403-001.484
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda
SEÇÃO DE JULGAMENTO, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2007 DEIXAR DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS PELOS SEGURADOS. Constitui infração à legislação deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados a seu serviço.
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Numero do processo: 12269.004469/2008-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2007
EXCLUSÃO DO SIMPLES. RE 627543. SOBRESTAMENTO.
OCORRÊNCIA.
Ocorrendo uma das situações previstas nos parágrafos 1o e 2o do art. 62-A, deve o processo ficar sobrestado até julgamento do Recurso Extraordinário pelo STF.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2403-001.552
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso em razão da Súmula 1 do RICARF. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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RE 627543. SOBRESTAMENTO. OCORRÊNCIA. Ocorrendo uma das situações previstas nos parágrafos 1o e 2o do art. 62A, deve o processo ficar sobrestado até julgamento do Recurso Extraordinário pelo STF. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso em razão da Súmula 1 do RICARF. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 336DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI nº 37.203.1544 lavrado no valor de R$ 417.670,23 (quatrocentos e dezessete mil, seiscentos e setenta reais e vinte e três centavos), no período de 08/2004 a 06/2007, por ter deixado de recolher Contribuições da empresa sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes individuais e contribuições para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos de ambientais do trabalho sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados. No Relatório Fiscal consta transcrito, in verbis: “Tais créditos foram constituídos em decorrência da exclusão do contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, com efeitos a partir de 01/01/2002 pelo ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO DRF/POA nº123, de 05/06/2007. O fato gerador da obrigação previdenciária foi levantado com base na remuneração dos segurados empregados e contribuintes individuais, lançados nas folhas de pagamento. Foram apropriadas as DARFs do SIMPLES, com código da Receita "6106", nas competências 01/2005 a 07/2005, 09/2005, 09/2006 e 03/2007, após confirmados seus lançamentos na Contabilidade do Contribuinte . Os valores aproveitados para dedução foram aqueles relativos ao percentual apropriado para o INSS nas respectivas Guias, conforme Planilha Guias dos Simples Deduzidas.” À infração foi aplicada juros, multa de mora e multa de ofício. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente auto de infração através do instrumento de fls. 79/87. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 6ª turma da Delegacia da Receita do Brasil de julgamento em Porto AlegreRS, prolatou o ACÓRDÃO N° 1031.315, de fls. 227/232, mantendo procedente lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUICOES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2007 AI DEBCAD n° 37.203.1501 AUTO DE INFRACAO. OBRIGACAO PRINCIPAL. EXCLUSAO DO SIMPLES. CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. GILRAT. ACRESCIMOS LEGAIS. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 12269.004469/200811 Acórdão n.º 2403001.552 S2C4T3 Fl. 2 3 O contribuinte esta sujeito às normas de tributação aplicáveis as demais pessoas jurídicas a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão do Simples. Não há que se falar em cerceamento de defesa quando o procedimento fiscal obedece ao princípio da legalidade, sendo prestadas todas as informações necessárias ao sujeito passivo, possibilitando que este exerça plenamente o seu direito a defesa. Não cabe a instância administrativa pronunciarse acerca da legalidade e/ou da constitucionalidade das normas inseridas no ordenamento jurídico. A cobrança da contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho tem previsão na Lei n° 8.212/1991, que definiu todos os elementos necessários à sua exigência. As contribuições sociais pagas com atraso ficam sujeitas a juros e multa, ambos de caráter irrelevável. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 244/250, requerendo a reforma total do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Preliminar de suspensão do processo A recorrente lança preliminar de suspensão do processo em face de existir processo judicial de matéria idêntica da travada nos autos aguardando julgamento no STF, qual seja a manutenção no regime do simples nacional. Alega o processo estar jub judice no STF através do RE 637277, aguardando reconhecimento em sede de repercussão geral do processo nº 627543. Que caso seja julgado procedente, cairá por terra à impugnação proposta e solucionará a lide. Empresa do simples Alega a empresa que preencheu a GFIP como optante do simples por não ter ciência que havia sido excluído de tal regime tributário e dessa forma teria sido violado os princípios da ampla defesa e contraditório, bem como do devido processo legal. A recorrente acrescenta que a fundamentação da autuação não esclarece o porquê da exclusão da empresa do regime do SIMPLES, apenas mencionando “pendências não resolvidas”, bem como não haveria ocorrido a discriminação dos débitos ensejadores da exclusão do referido regime. Multa confiscatória Que pelo que se verifica foi aplicada multa não razoável, desproporcional ao ato infringido, capaz de prejudicar a capacidade econômica e financeira da Recorrente. Que é vedado o confisco pela Constituição Federal em seu art. 150, IV, ou seja, inconstitucional. Fl. 338DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 Traz decisão do STF sobre a relevação ou redução da multa, quando esta assumir efeito confiscatório. Alega que o valor acrescido pelas multas é excessivamente oneroso e que poderia haver a redução desde que demonstrado a desproporcionalidade entre a penalidade aplicada e sua consequência jurídica. Assim evidencia o princípio da proporcionalidade ante à vedação do confisco. Do Pedido Requer seja dado provimento o recurso para julgar improcedente o auto de infração em sua totalidade, ou, ao menos para reduzir o percentual de multa aplicada. É o relatório. Fl. 339DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 12269.004469/200811 Acórdão n.º 2403001.552 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme fls. 242 e 244 o Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE Em sede preliminar a Recorrente requer a suspensão do feito ao argumento de que a questão relativa ao Simples Nacional está sendo discutida no STF por meio do RE 637277, atualmente suspenso em face do reconhecimento da Repercussão Geral da matéria no RE 627543. Consultando o RE 627543, que teve reconhecida a sua Repercussão Geral pelo STF, verificase a seguinte ementa verbis: EMENTA TRIBUTÁRIO. MICROEMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE TRATAMENTO DIFERENCIADO. SIMPLES NACIONAL. ADESÃO DÉBITOS FISCAIS PENDENTES LC nº 123/06. A controvérsia relativa à constitucionalidade das normas contidas no inciso V do artigo 17 da LC nº 123/06 as quais impedem o recolhimento de impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que possua débito com o Instituto do Seguro Social (INSS) ou com as fazendas públicas federal, estadual ou municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa possui densidade constitucional e extrapola os limites subjetivos das partes. Existência de repercussão geral.(RE 627543 RG, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 03/02/2011, DJe117 DIVULG 17062011 PUBLIC 2006 2011 EMENT VOL0254702 PP00187) O RE 637277, que foi a ação interposta pela Recorrente, foi devolvida pelo STF nos termos do art. 543B do CPC, em face da análise da Repercussão Geral do RE 627543. No que se refere ao sobrestamento, mister se faz que sejam observados os preceitos contidos no § 1o do art. 62A do RICARF, verbis: Art. 62A. (...) § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Fl. 340DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 6 Logo, restou comprovada que a matéria é a mesma, razão pela qual, o processo em tela deve ficar sobrestado até o julgamento do RE 627543. CONCLUSÃO Do exposto, voto pelo sobrestamento do processo até o julgamento do RE 627543 pelo Supremo Tribunal Federal – STF. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 341DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
score : 1.0
Numero do processo: 10845.003056/90-77
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 11 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.677
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem (DRF-Santos-SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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