Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,954)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,944)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,302)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,525)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 14041.000412/2008-33
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004
MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS
O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
Numero da decisão: 2403-000.840
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão
da multa de mora.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 09 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201110
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14041.000412/2008-33
anomes_publicacao_s : 201110
conteudo_id_s : 4889973
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.840
nome_arquivo_s : 2403000840_14041000412200833_201110.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 14041000412200833_4889973.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
id : 4751727
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 09 09:55:44 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1729624173950533632
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1768; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 91 1 90 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.000412/200833 Recurso nº 000 Voluntário Acórdão nº 2403000.840 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 26 de outubro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CITY SERVICE SEGURANÇA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2004 MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Fl. 91DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 92DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000412/200833 Acórdão n.º 2403000.840 S2C4T3 Fl. 92 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, Acórdão 0329.711, 5ª Turma, que julgou procedente o lançamento da obrigação principal. Segundo o Relatório Fiscal, o lançamento cujo montante consolidado em 09/06/2008 é de R$ 386.556,53, compreendendo as competências: 01/2003 a 12/2004, refere se a contribuições previdenciárias devidas pelos segurados arrecadadas, não arrecadadas e não recolhidas pelo contribuinte, incidentes sobre as remunerações pagas a título de remuneração de segurados empregados e contribuintes individuais apuradas em Folhas de Pagamentos, Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e na Contabilidade da Empresa que não foram declaradas nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP. Contribuições previdenciárias devidas pelos segurados arrecadadas, não arrecadadas e não recolhidas pelo CONTRIBUINTE (EMPRESA / EMPREGADOR), incidentes sobre as remunerações pagas a título de remuneração de segurados empregados e contribuintes individuais apuradas em Folhas de Pagamentos, Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e na Contabilidade da Empresa que não foram declaradas nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP. Acrescenta o Relatório Fiscal, que da análise das folhas de pagamento normal resultou a conclusão de que a empresa efetuou o pagamento de remuneração aos seus empregados a titulo de AuxilioAlimentação, em pecúnia, no período compreendido entre as competências 03/2004 a 06/2004, cujos valores foram considerados como base de cálculo de contribuições previdenciárias. Informa ainda que a existência do crédito previdenciário é indicio de ocorrência , em tese, de prática de crime contra a Seguridade Social, de acordo com a alínea "d" do art. 95, da Lei n° 8.212/91, verificado no período objeto da autuação. No entanto a autoridade fiscal confirma que não ocorreu o crime de apropriação indébita previdenciária, de acordo com o art. 168A, inciso I , do Código Penal Decretolei n° 2.848, de 07/12/40, com a redação dada pela Lei n° 9.983, de 14/07/00, verificado no período de 01/2003 a 12/2004, pois as GPS recolhidas ultrapassam os valores retidos dos segurados. 1. A existência do crédito previdenciário que ora se constitui por meio deste lançamento fiscal é indício da ocorrência, em tese, de crime contra a Seguridade Social, de acordo com a alínea "d" do art. 95, da Lei n° 8.212, de 24/07/91, verificado no período de 01/2003 a 12/2004, não houve o crime de apropriação indébita previdenciária, de acordo com o art. 168A, inciso I, do Código Penal — Decretolei n° 2.848, de 07/12/40, com a redação dada pela Lei n° 9.983, de 14/07/00, verificado no período de 01/2003 Fl. 93DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 a 12/2004; pois, as GPS recolhidas ultrapassam os valores retidos dos segurados. Não existem recolhimentos apropriados ao débito lançado. Considerando que os fatos geradores e sua base de cálculo foram contemplados nas folhas de pagamento, DIRF e Lançamentos contábeis, e não foram informados por meio das GFIP/SEFIP (Auto de Infração 37.150.8649), as GPS — Guia de Recolhimento da Previdência Social não foram consideradas; pois, este Auto de Infração referese aos valores não declarados em GFIP's. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Noticia a decisão recorrida que o auditor fiscal verificou, em tese, que ocorreu a hipótese do tipo penal Sonegação de Contribuição Previdenciária, com previsão no artigo 337A, inciso I do CP, com redação dada pela Lei 9.983/00 e, procedeu, por meio de Representação Fiscal para Fins Penais, comunicação ao ministério Público. • O auxílio alimentação foi pago em cumprimento ao determinado na Convenção Coletiva. É o Relatório. Fl. 94DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000412/200833 Acórdão n.º 2403000.840 S2C4T3 Fl. 93 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Inexistência de conduta típica e antijurídica A atividade do Fisco é vinculada e prevê a comunicação, por meio de Representação Fiscal párea Fins Penais, ao Ministério Público Federal, que é o órgão competente para intentar a possível ação penal na Justiça Federal, de situações onde entende a presença de conduta antijurídica. Quanto ao Processo Administrativo Fiscal, conforme súmula 28 do CARF, este não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. MATÉRIA NÃO CONTESTADA Registra a decisão de primeira instância que a tributação do auxílioalimentação pago em pecúnia não foi questionada quando da impugnação e que portanto, não se instalou o contencioso sobre esse assunto. A autoridade fiscal registra ainda que da análise das folhas de pagamento normal resultou a conclusão de que a empresa efetuou o pagamento de remuneração aos seus empregados a título de AuxilioAlimentação, em pecúnia, no período compreendido entre as competências 03/2004 a 06/2004, no entanto, o contribuinte não questiona tal levantamento, e de acordo com o art. 8° da Portaria RFB n° 10.875, de 16/08/2007, que disciplina o processo administrativo fiscal relativo às contribuições sociais "Considerarse á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada." Esse entendimento, com o qual concordo, segue o estabelecido no artigo 17 do decreto 70.235/72. Fl. 95DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Conclusão À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 96DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14041.000412/200833 Acórdão n.º 2403000.840 S2C4T3 Fl. 94 7 Fl. 97DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 0 3/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13856.000933/2007-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2002 a 31/12/2003
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. RECEITA DECORRENTE DE EXPORTAÇÃO. ATO COOPERATIVO. IMUNIDADE. POSSIBILIDADE.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º, havendo antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
Não incide na base de cálculo da contribuição previdenciária a receita decorrente de exportação devidamente destacada e oriunda de venda intermediada por Cooperativa, caracterizando o Ato Cooperativo.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.063
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, I) Por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. II) por unanimidade de votos, em determinar a decadência das competências até 10/2002, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de votos em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2002 a 31/12/2003 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. RECEITA DECORRENTE DE EXPORTAÇÃO. ATO COOPERATIVO. IMUNIDADE. POSSIBILIDADE. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º, havendo antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Não incide na base de cálculo da contribuição previdenciária a receita decorrente de exportação devidamente destacada e oriunda de venda intermediada por Cooperativa, caracterizando o Ato Cooperativo. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13856.000933/2007-62
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4896888
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.063
nome_arquivo_s : 2403001063_13856000933200762_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 13856000933200762_4896888.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, I) Por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. II) por unanimidade de votos, em determinar a decadência das competências até 10/2002, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de votos em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4749782
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387635761152
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2012; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 1 1 0 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13856.000933/200762 Recurso nº 260.661 Voluntário Acórdão nº 2403001.063 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente USINA SANTA ADÉLIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2002 a 31/12/2003 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. RECEITA DECORRENTE DE EXPORTAÇÃO. ATO COOPERATIVO. IMUNIDADE. POSSIBILIDADE. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º, havendo antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Não incide na base de cálculo da contribuição previdenciária a receita decorrente de exportação devidamente destacada e oriunda de venda intermediada por Cooperativa, caracterizando o Ato Cooperativo. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, I) Por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os conselheiros Ivacir Julio de Souza e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. II) por unanimidade de votos, em determinar a decadência das competências até 10/2002, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito, por maioria de votos em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 192DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Assim relatou a DRJ, verbis: “Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD DEBCAD 37.049.4679, consolidada em 30/11/2007, atinente às contribuições devidas pela empresa, as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho RAT e aquelas destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (SENAR), no montante de R$ 3.669.493,30 (três milhões, seiscentos e sessenta e nove mil, quatrocentos e noventa e três reais e trinta centavos). Nos termos do Relatório Fiscal, a notificada é uma agroindústria do setor sucroalcooleiro, sendo devidas as contribuições lançadas incidentes sobre o valor da comercialização da produção destinada ao mercado externo, vez que a mesma não se dá diretamente, mas por intermédio da Copersucar — Cooperativa de Produtores de Canadeaçúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo. A notificada apresentou impugnação tempestiva, relatando os fatos que ensejaram a notificação e alegando, em síntese, que: estão fulminadas pela decadência as contribuições lançadas após mais de 05 (cinco) anos da ocorrência dos respectivos fatos geradores; nos termos da Constituição Federal, a lei apoiará e estimulará o cooperativismo (artigo 174, parágrafo 2°), obrigando o administrador a observar em relação ao ato cooperativo uma forma de tributação adequada e menos onerosa, o que impossibilita o agravamento da incidência tributária como pretende a fiscalização; as operações efetuadas entre a notificada e a Copersucar representam atos cooperativos, sendo que a Cooperativa confundese com os cooperados, inclusive ao vender a produção destes; a entrega da produção à Copersucar e a posterior exportação configuram uma única operação, a qual se enquadra na imunidade prevista na Constituição Federal, artigo 149, parágrafo 2°, I, devendo ser afastada a recusa fiscal com relação ao reconhecimento desta imunidade com fundamento no artigo 245, parágrafo 1° da IN 03/2005; o entendimento adotado pela fiscalização também contraria o sentido econômico contido na norma concessiva da imunidade, sendo que a legislação nacional tradicionalmente tem assegurado às exportações realizadas mediante interposição de Fl. 194DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 terceira pessoa, os mesmos benefícios concedidos às exportações diretas; é irrelevante o preenchimento da DIPJ com a opção ‘NÃO’ no campo ‘OPERAÇÕES COM O EXTERIOR’, vez que a mera informação de dados cadastrais não pode modificar a natureza jurídica das operações realizadas. Além disso, a informação prestada não está equivocada, pois, a impugnante não realiza operações diretamente com o exterior, mas sim por intermédio de Cooperativa; a impugnante está amparada por decisão proferida no Mandado de Segurança Coletivo 2005.61.00.0251305 (8a Vara Federal em São Paulo), para o fim de ser reconhecida a inconstitucionalidade e ilegalidade dos parágrafos 1° e 2° do artigo 245 da IN MPS/SRP 03/2005, existindo recurso pendente de apreciação pelo Tribunal Regional da 3a Região ao qual foi concedido efeito suspensivo, obstando, ao menos, a multa lançada. Ao final, pugna pela improcedência da ação fiscal e cancelamento da NFLD e traz aos autos os documentos de fls. 57/141. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar aos argumentos da impugnante, a 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto – SP DRJ/RPO, emitiu o Acórdão n° 14 19.136, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 157/171), com os mesmos argumentos de sua defesa. DO PEDIDO DE PARCIAL DE DESISTÊNCIA DO RECURSO Na petição de fls. 178/179, a recorrente desiste parcialmente do recurso em relação à contribuição destinada ao SENAR, com referência ao período compreendido entre 11/2002 a 12/2003, por ter parcelado a dívida. É o relatório. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 3 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 155 e 157, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos Fl. 196DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Tratase de NFLD lavrada em razão da não inclusão na base de cálculo da contribuição previdenciária a receita auferida de exportação, vez que realizada através de Cooperativa. O presente caso importa a aplicação do prazo previsto no art. 150, § 4º do CTN, pois, conforme destacado pelo próprio fiscal no item “7”, da fl. 31, a recorrente chegou, inclusive, a incluir na base de cálculo as verbas objeto de autuação, o que comprova que foram feitos pagamentos, mesmo que parciais. O período de apuração compreendeu a competência 07/2002 a 12/2003. A notificação ocorreu em 30/11/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre: 07/2002 a 10/2002, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. DO PARCELAMENTO Diante do comprovado parcelamento, através da petição de fls. 178/180, no que concerne à contribuição previdenciária destinada ao SENAR, referente às competências não abrangidas pela decadência, quais sejam, o período compreendido entre 11/2002 a 12/2003, não mais está contida nesse lançamento. DO MÉRITO Tratase de NFLD, lavrada em face da recorrente, atinente às contribuições devidas, destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho – RAT e àquelas destinadas a outras entidades e fundos – Terceiros (SENAR). Essas decaídas em parte e suspensas em razão do parcelamento. A recorrente pleiteia que seja aplicada a imunidade prevista no art. 149, § 2º, I da CF, verbis: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 4 7 § 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: I não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; (grifo nosso) A DRJ não considerou a supracitada imunidade, por entender que a receita referente ao caso em tela tem origem nas “operações no mercado interno, ainda que representem operações intermediadas à exportação”, ou seja, decorrem de exportação indireta. Da análise do Discriminativo Analítico de Débito – DAD, cumulada com a documentação juntada pela recorrente nas fls. 94/120, verificase que toda a receita obtida por meio da exportação, originase da produção entregue à Copersucar. Em outras palavras, é um ato praticado entre a cooperativa e um dos seus associados, ato este que não implica operação de mercado, nem de compra e venda de mercadoria, nos termos do art. 79, parágrafo único da lei n. 5.764/71, verbis: Art. 79. Denominamse atos cooperativos os praticados entre as cooperativas e seus associados, entre estes e aquelas e pelas cooperativas entre si quando associados, para a consecução dos objetivos sociais. Parágrafo único. O ato cooperativo não implica operação de mercado, nem contrato de compra e venda de produto ou mercadoria. (grifo nosso) Dessa forma, restou comprovada a alegação da recorrente de que entrega toda a sua produção para que a Copersucar realize a venda, seja para o mercado externo, seja para o mercado interno, devidamente destacadas pela Cooperativa. É inegável que essa não é uma relação comercial e sim uma relação de “Ato Cooperativo”, conforme destacado acima. É fato incontroverso que a recorrente é Cooperada da Copersucar, conforme afirmação do fiscal autuante, no item “2” da fl. 30 do Relatório Fiscal, que se transcreve, verbis: “2. Tratase de Agroindústria do setor sucroalcooleiro tendo como objeto social a ‘indústria e comércio de açúcar e álcool, produtos afins e derivados, bem como o plantio de canade açúcar e demais atividades agrícolas’. É uma empresa cooperada da Copersucar – Cooperativa de Produtores de CanadeAçúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo.” (grifo nosso) Nesse diapasão, é pacífico o atual entendimento do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que não são tributados os Atos Cooperativos, tanto que nem conhece Recurso Especial em sentido contrário, nos termos da Súmula n. 83 do STJ, verbis: AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A INADMISSÃO DE RECURSO ESPECIAL. Inafastável na hipótese a incidência do verbete n. 83 da Súmula desta Corte, uma vez que a jurisprudência do STJ Fl. 198DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 firmouse no mesmo sentido do aresto recorrido, ou seja, de que os atos cooperativos típicos são isentos de tributos. Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1254695/SC, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/12/2010, DJe 16/02/2011) Registrese o teor da Súmula n. 83 do STJ, verbis: Súmula n. 83 do STJ. Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida. Ademais, ficou comprovada a repartição na contabilidade entre as vendas destinadas ao mercado interno e externo. O CARF já manifestou entendimento de que deve incidir tributação quando a Cooperativa não mantém escrituração contábil. Mutadis mutandis, quando ela mantém essa contabilidade, não deve incidir tributo, verbis: Processo: 10380011503200631 Recurso atual 161179 REGISTRO NÚMERO 67 Contribuinte: COOPRESERV COOPERATIVA DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS TERC. DO CE Recurso original/ Conselho / Câmara original : 161179 / 1CC /QUINTA CÂMARA Tipo Recurso RECURSO VOLUNTÁRIO (RV) Tributo / Matéria IRPJ E OUTROS Data Julgamento 04/02/2009 No. do acórdão 10517390 Cons. Relator ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA Decisão do colegiado: : Por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso Ementa: Ementa: COOPERATIVA RECEITAS DE ATOS COOPERATIVOS E DE ATOS NÃO COOPERATIVOS – AUSÊNCIA DE ESCRITA FISCAL TRIBUTO DEVIDO Quando a cooperativa não mantém escrituração contábil que permita a identificação de receitas e despesas decorrentes de atos cooperativos, impossibilitando a sua segregação, deve a totalidade das receitas sujeitarse à tributação. Recurso Voluntário negado. Nesse sentido, mister destacar outro Acórdão do CARF com entendimento semelhante ao caso em tela, verbis: Processo: 16327001215200518 Recurso atual 158035 REGISTRO NÚMERO 1830 Contribuinte: SICRED CENTRAL SP Recurso original/ Conselho / Câmara original : 158035 / 1CC /QUINTA CÂMARA Fl. 199DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 5 9 Tipo Recurso RECURSO VOLUNTÁRIO (RV) Tributo / Matéria IRPJ E OUTRO Data Julgamento 18/09/2008 No. do acórdão 10517222 Cons. Relator ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA Decisão do colegiado: Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso. Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2002 e 2003 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO COOPERATIVA DE CRÉDITO APLICAÇÕES FINANCEIRAS ATOS COOPERATIVOS NÃO INCIDÊNCIA DE IRPJ Em virtude do peculiar regime jurídico aplicável às cooperativas, o IRPJ não incide sobre os resultados dos atos cooperativos. As receitas obtidas pelas cooperativas de crédito por meio da aplicação financeira de recursos de seus cooperados não são passíveis de tributação pelo IRPJ, vez que decorrentes de atos cooperativos. Ademais, como toda a receita obtida no mercado financeiro é, posteriormente, repassada aos cooperados, não há de se falar em renda por parte da cooperativa central e sim de seus associados. CSLL NÃO INCIDÊNCIA SOBRE ATOS COOPERATIVOS RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO COM O LANÇAMENTO DE IRPJ O lançamento de CSLL guarda estreita relação de causa e efeito com o lançamento de IRPJ, porquanto é dele decorrente. Assim, julgado improcedente o lançamento de IRPJ, o lançamento de CSLL, também, será. Recurso voluntário provido. Logo, sendo destacada a receita decorrente de exportação, bem como tendo ocorrida integralmente por intermédio de Cooperativa, não há que se falar em incidência de contribuição previdenciária, vez que decorrente de Ato Cooperativo. CONCLUSÃO Do exposto, voto, preliminarmente, pelo reconhecimento da decadência parcial do período compreendido entre 07/2002 a 10/2002, com base no art. 150, § 4º do CTN e, no mérito, pelo provimento do recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 200DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Fl. 201DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 6 11 Declaração de Voto De plano é de grande relevância observar que, conforme o Relatório Fiscal de fls. 30, a empresa foi autuada conforme determinam os artigos 2° e 3° da Lei n°. 11.457 de 16/03/2007, incidentes sobre o valor da comercialização da produção realizada por Agroindústria no 'MERCADO EXTERNO, que deveriam ter sido recolhidas nos prazos legais e não o foram. Os Auditores Fiscais fundamentaram, ainda,a autuação no preceituado nos §1° e 2° do artigo 245 da Instrução Normativa SRP n° 03, de 14 de julho de 2005 : " Art. 245. Não incidem as contribuições sociais de que trata este Capítulo sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos, cuja comercialização ocorra a partir de 12 de dezembro de 2001, por força do disposto no inciso I do § 2° do art. 149 da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional n° 33, de 11 de dezembro de 2001. §1°. Aplicase o disposto neste artigo exclusivamente quando a produção é comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior. §2°. A receita decorrente de comercialização com empresa constituída e em funcionamento no País é considerada receita proveniente do comércio interno e não de exportação, independentemente da destinação que esta dará ao produto." (grifei). Desse modo, a notificação ocorreu em face das contribuições lançadas incidentes sobre o valor da comercialização da produção destinada ao mercado externo, vez que a mesma não ocorreu diretamente, mas por intermédio da Copersucar Cooperativa de Produtores de Canadeaçúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo. Na petição de impugnação a Recorrente entendendo estar amparada por liminar com proferida no Mandado de Segurança Coletivo n° 2005.61.00.0251305 (8 Vara Federal em São Paulo), impetrado para o fim de ser reconhecida a inconstitucionalidade e a ilegalidade dos parágrafos 1° e 2° do art. 245 da IN MPS/SRP n° 3/2005, declarandose a inexigibilidade da contribuição incidente sobre as exportações realizadas de forma indireta , justo o motivo da Notificação em apreço, e assim se manifestou: “Finalmente, não bastasse o quanto alegado, cumpre notar que a Impugnante, na qualidade de associada da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo Única, está amparada pela decisão proferida no Mandado de Segurança Coletivo n° 2005.61.00.0251305 (8 Vara Federal em São Paulo), impetrado para o fim de ser reconhecida a inconstitucionalidade e a ilegalidade dos parágrafos 1° e 2° do art. 245 da IN MPS/SRP n° 3/2005, declarandose a inexigibilidade da contribuição incidente sobre as exportações realizadas de forma indireta (doc.04). Fl. 202DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 De fato, apesar de ter sido proferida sentença denegatória da segurança, restou assegurada a suspensão da exigibilidade do crédito tributário em discussão por força da decisão proferida pelo Juiz Federal Convocado Ferreira da Rocha, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que concedeu o efeito suspensivo pleiteado nos autos do Agravo de Instrumento n° 2007.03.00.0184863 (doc.04). Desse modo, quando menos, a existência de medida suspensiva da exigibilidade do crédito tributário obstaria a exigência da multa lançada na Notificação em acréscimo à obrigação principal, devendo ser cancelada de pronto.” A Instrução Normativa SRP n° 03, de 14 de julho de 2005, combatida, a que se refere o Mandado de segurança dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária SRP, estabelece em seu artigo 245, , também revela o mesmo objeto "verbis": " Art. 245. Não incidem as contribuições sociais de que trata este Capítulo sobre as receitas decorrentes de exportação de produtos, cuja comercialização ocorra a partir de 12 de dezembro de 2001, por força do disposto no inciso I do § 2° do art. 149 da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional n° 33, de 11 de dezembro de 2001. §1°. Aplicase o disposto neste artigo exclusivamente quando a produção é comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior. §2°. A receita decorrente de comercialização com empresa constituída e em funcionamento no País é considerada receita proveniente do comércio interno e não de exportação, independentemente da destinação que esta dará ao produto." (grifei). Na peça recursal às fls. 159 diferente e contraditoriamente do afirmado na impugnação a Recorrente assim se pronunciou : “A decisão recorrida reconhece, ainda, que a matéria em discussão (imunidade das exportações realizadas por intermédio de cooperativa) não é idêntica àquela que é objeto do mandado de segurança n° 2005.61.00.0251305, no qual se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre a receita decorrente das exportações realizadas por meio de trading companies.” Ocorre que na ação onde é litisconsorte o pedido requer a concessão de ordem não somente para as tradings como acima se afirma contradizendo o que dissera na impugnação mas também para as empresas comerciais condição da recorrente : “declarar a inexigibilidade da obrigação tributária relativa às contribuições previdenciárias incidentes sobre as vendas procedidas pelos impetrantes à empresas comerciais exportadoras e tradings com o fim especifico de exportação, já realizadas e a realizar enquanto viger a imunidade tributária contemplada pelo art. 149, §2.°, I, da CF, afastando, portanto, o Fl. 203DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 7 13 justo receio de que venham a ser praticados atos coatores em decorrência da IN MPS/SRP n.° 3/2005" Às fls. 134, na decisão, a autoridade judicial deferiu conforme abaixo: “Ante o exposto, defiro o efeito ativo requerido, a fim de determinar à agravada que se abstenha de adotar qualquer ato tendente a obrigar a agravante ao pagamento de contribuições previdenciárias incidentes sobre receitas decorrentes de exportação realizada por empresas comerciais exportadoras ou "tradings companies. Intimese a agravada para resposta nos termos e prazo legais. Publiquese. São Paulo, 15 de dezembro de 2005.” A recorrente afirma que é : “empresa que se dedica à produção e comercialização de subprodutos da canadeaçúcar, notadamente o açúcar e o álcool. Na qualidade de cooperada da Copersucar Cooperativa de Produtores de Canade Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, a Impugnante remete a totalidade de sua produção àquela cooperativa, que se incumbe de promover a venda tanto no mercado interno quanto no mercado externo. ” Afirma ainda que : “Destinase a cooperativa, fundamentalmente, a orientar e assessorar seus associados na produção de referidos produtos (quanto à constante evolução técnica das condições de plantio, colheita e industrialização), a comercializálos no mercado interno e externo e a obter e repassar a seus cooperados recursos advindos de financiamentos para a produção ” Destaque também deve ser dado que é na condição de associada da ÚNICA União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo – impetrante do Mandado de Segurança Coletivo, que a recorrente afirma ter sido beneficiada pela decisão. Logo, por não se tratar de tranding, afirma sua condição de empresa comercial exportadora. Desse modo, pelo até aqui exposto, entendo que assiste razão à recorrente na medida em que a ação judicial interposta de fato a beneficia por ter o mesmo objeto da notificação e deve ser respeitada enquanto não ocorrer o trânsito em julgado em desfavor. Também assiste razão aos Auditores posto que é indeclinável proceder ao lançamento para que seja evitada hipótese decadencial. O Julgador de primeira instância, na condução do voto guerreado, afirmou equivocadamente – que a questão sub judice tem objeto diverso daquele integrante da presente Fl. 204DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 14 lide administrativa muito embora existirem pontos comuns nos objetos mas não a perfeita identidade. Sem revelar quais pontos eram comuns, analisou a integralidade da impugnação: “A análise dos documentos acostados às fls. 122/141 dos autos demonstra que a questão sub judice tem objeto diverso daquele integrante da presente lide administrativa, pois, enquanto aqui se analisa a exportação da produção rural por intermédio de Cooperativa, nos autos judiciais discutese a imunidade em relação às vendas a empresas comerciais exportadoras (ou Tradings Companies) com o fim especifico de exportação. Assim sendo, embora existam pontos comuns nos objetos em discussão nas diferentes esferas (judicial e administrativa), não existe a perfeita identidade entre os mesmos, motivo pelo qual, não se aplica à presente NFLD as disposições contidas no artigo 35 da Portaria RFB 10.875/2007, não havendo também que se falar na exclusão da multa lançada.” Não bastasse a obrigação de a autoridade administrativa ter que sucumbir ao aludido Mandado de Segurança, detalhe sutil e de máximo relevo posto que crucial para evidenciar o equívoco “ad quo”, é que conforme entendeu e destacou o Julgador : “nos autos judiciais discutese a imunidade em relação às vendas a empresas comerciais exportadoras (ou Tradings Companies) com o fim especifico de exportação” ( grifei) Como se nota , grifei as expressões “a ” e o fato de ter sido colocada entre parêntesis a expressão “( ou tradings companies)” porque em razão disso o Julgador de primeira instância cometeu o equívoco a que me refiro. Na decisão da Autoridade Judicial às fls. 134 não é este o entendimento: “ (...) “Ante o exposto, defiro o efeito ativo requerido, a fim de determinar à agravada que se abstenha de adotar qualquer ato tendente a obrigar a agravante ao pagamento de contribuições previdenciárias incidentes sobre receitas decorrentes de exportação realizada por empresas comerciais exportadoras ou "tradings companies. Intimese a agravada para resposta nos termos e prazo legais. Publiquese. São Paulo, 15 de dezembro de 2005.” Na decisão supra, ficou liminarmente assente que não deve sofrer incidência as receitas decorrentes de exportação realizada por e não à empresas comerciais exportadoras ou "tradings companies”. Aduz que o termo ou “trading companies ”, na decisão, quer significar outro tipo de entidade que , concomitante às empresas comerciais, também atua no mercado exportador, por isso não vem entre parêntesis como o fez o i. Julgador “äd quod” permitindo assim entendimento diverso do sentenciado. DA IDENTIDADE DE OBJETOS A súmula 1 do carf afirma que é cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial: Fl. 205DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13856.000933/200762 Acórdão n.º 2403001.063 S2C4T3 Fl. 8 15 “Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” Assim, se na ação judicial as impetrantes solicitam imunidade tributária para as empresas comerciais exportadoras, condição da recorrente e da Copersucar, para não serem alcançadas pela mesma Lei e instrução Normativa que sustentou a autuação e na impugnação a recorrente afirma estar amparada pela decisão proferida no mesmo Mandado de Segurança Coletivo n° 2005.61.00.0251305 (8 Vara Federal em São Paulo), impetrado para o fim de ser reconhecida a inconstitucionalidade e a ilegalidade dos parágrafos 1° e 2° do art. 245 da IN MPS/SRP n° 3/2005, declarandose a inexigibilidade da contribuição incidente sobre as exportações realizadas de forma indireta (doc.04), motivo do lançamento em apreço, não resta dúvida da ocorrência da identidade de objeto entre a ação judicial e a impugnação bem como do recurso às instâncias administrativas. Desse modo, em razão da ocorrência de identidade de objetos entre a ação judicial interposta pelo represente de classe que beneficiou a recorrente e o processo administrativo em comento, voto pelo não conhecimento do Recurso na forma da súmula n◦ 1 do CARF em razão da recorrente ter renunciado tacitamente às instâncias administrativas. Aduz que ao abrigo do artigo 151, V, do Código Tributário Nacional – CTN, deva ficar suspensa a exigibilidade do crédito até o trânsito em julgado da ação judicial do Mandado de Segurança Coletivo n° 2005.61.00.0251305 (8 Vara Federal em São Paulo) referida: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: (...) IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança” É como voto. Ivacir Júlio de Souza. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/03 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10510.003484/2007-27
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/07/2002
Documento: NFLD n° 37.087.8710
lavrada em 29/08/2007
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91.
SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.060
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 23 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1997 a 31/07/2002 Documento: NFLD n° 37.087.8710 lavrada em 29/08/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10510.003484/2007-27
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4896804
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 18 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-001.060
nome_arquivo_s : 2403001060_10510003484200727_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
nome_arquivo_pdf_s : 10510003484200727_4896804.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4749779
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 23 09:37:36 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1730891387651489792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1682; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 150 1 149 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10510.003484/200727 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.060 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 08 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇOES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente PEIXOTO GONÇALVES S/A IND E COM Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1997 a 31/07/2002 Documento: NFLD n° 37.087.8710 lavrada em 29/08/2007 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marthius Sávio Cavalcante Lobato Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 349DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 2 Relatório Adoto integralmente o relatório de fls.272/273: Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, Debcad n° 37.087.871 0 lavrada em 29/08/2007 para constituição do crédito tributário correspondente ás contribuições sociais previdenciárias a cargo do contribuinte identificado em epígrafe e aquelas arrecadadas mediante desconto da remuneração paga aos seus segurados empregados, relativas ao período de 01/07/1997 a 31/07/2002, com consolidação em 29/08/2007, no montante de R$ 182.451,68 (cento e oitenta e dois mil quatrocentos c cinqüenta e um reais e sessenta e oito centavos). A ação fiscal se procedeu sob o Mandado de Procedimento Fiscal — MPF — Fiscalização n° 09383254E00 (11. 26) com ciência inaugurada em 15/03/2007. O lançamento foi efetuado com base na contabilidade, folha de pagamento e recibos de pagamento. O contribuinte foi cientificado pessoalmente da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFI,D sob julgamento em 29/08/2007 (fl. 1) e apresentou impugnação em 13/09/2007. O sujeito passivo apresentou peça impugnatória, às fls. 207 a 221, alegando, em síntese, decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários do período além do qüinqüenal retroativos a 29/08/2007, data na qual tomou ciência do lançamento. A Fazenda Nacional julgou procedente o lançamento, afastando a decadência requerida em defesa, aplicando a decadência decenal. Desta decisao, apresentou recurso a demandante, reiterou a Decadencia quinquenal e no merito, insiste em seus fundamentos. É o relatório. Fl. 350DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI Processo nº 10510.003484/200727 Acórdão n.º 2403001.060 S2C4T3 Fl. 151 3 Voto Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato relator DA TEMPESTIVIDADE Recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Conheço. DA DECADÊNCIA A decisão recorrida afastou a decadência argüida pelo recorrente sob o fundamento de que a mesma seria decenal, nos termos dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional. CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 351DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI 4 In casu, contase o prazo decadencial nos termos do artigo 150, § 4º, c/c artigo 173, I , ambos do CTN. Conforme Relatório Fiscal de fls. o período das irregularidades compreendeu a competência 01/07/1997 a 31/07/2002, NFLD n° 37.087.8710 lavrada em 29/08/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período total, compreendido entre: 01/07/1997 a 31/07/2002 (nos termos do art. 150, § 4º, c/c artigo 173, I, ambos do CTN), conforme explicado. Acolho a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso voluntário, extinguindose o crédito tributário. CONCLUSÃO Ante todo o exposto e do mais que nos autos consta, conheço do recurso para no mérito DARLHE PROVIMENTO aplicando a Sumula Vinculante n. 8 do STF, reconhecendo a Decadencia total, com base no artigo 150, § 4º c/c artigo 173, I , ambos do CTN, extinguindose o crédito tributário, nos termos dos fundamentos supra. Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 352DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 16/03/2012 por CARLOS ALBERTO MEES S TRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11020.001844/2007-31
Data da sessão: Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 3801-000.027
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora
Nome do relator: MAGDA COTTA CARDOZO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200909
numero_processo_s : 11020.001844/2007-31
conteudo_id_s : 5519833
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3801-000.027
nome_arquivo_s : Decisao_11020001844200731.pdf
nome_relator_s : MAGDA COTTA CARDOZO
nome_arquivo_pdf_s : 11020001844200731_5519833.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora
dt_sessao_tdt : Mon Sep 14 00:00:00 UTC 2009
id : 6123085
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:27 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282484143063040
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-17T10:32:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-17T10:32:00Z; Last-Modified: 2009-11-17T10:32:01Z; dcterms:modified: 2009-11-17T10:32:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-17T10:32:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-17T10:32:01Z; meta:save-date: 2009-11-17T10:32:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-17T10:32:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-17T10:32:00Z; created: 2009-11-17T10:32:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-11-17T10:32:00Z; pdf:charsPerPage: 1462; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-17T10:32:00Z | Conteúdo => S3-TE01 Fl. 298 of, e !,.# ., , MINISTÉRIO DA FAZENDA N,,, :.. • . :,;»,. 41.¡:,z.tzw„... CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ,Orer TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11020.001844/2007-31 , Recurso n° 362.543 1 Resolução n° 3801-00.027 — Turma Especial / 1' Turma Especial Data 14 de setembro de 2009 il Assunto Solicitação de Diligência Recorrente B&Z EXPORT LTDA Recorrida DREPORTO ALEGRE - RS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora. g, 04 MA D il // • COTTA CARDOZO - Presidente e Relatora 3—?1 EDITADO EM: 29 de setembro de 2009 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Andréia Dantas Lacerda Moneta, Mônica Monteiro Garcia de los Rios (Suplente), Robson José Bayerl (Suplente) e Magda Cotta Cardozo. , , Ausentes os Conselheiros Amo Jerke Júnior e Renata Auxiliadora Marcheti. 1 , RELATÓRIO E VOTO , Conselheira MAGDA COTTA CARDOZO, Relatora Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ recorrida, abaixo transcrito: "O estabelecimento acima identificado transmitiu, em 31 de janeiro de 2007, pedido de ressarcimento de créditos, básicos de IPI, correspondente ao 2° trimestre de 2006, autorizado pelo art. 11 da Lei n o 9.779, de 19 de janeiro de 1999, no valor de R$ 30.130,46. 2. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Caxias do Sul, pelo despacho decisório da fl. 156, de 15 de janeiro de 2008, com suporte 1 no relatório das fls. 137/156, não reconheceu o direito creditório pleiteado, pelos motivos relatados na seqüência: 2.1 O interessado deixou de cumprir os requisitos necessários ao uso do beneficio da suspensão do IPI, na venda de produtos para empresa comercial exportadora. 2.2 Pelo não cumprimento desses requisitos, os produtos constantes das notas fiscais foram considerados como vendas para o mercado interno, tendo sido elaborado cálculo de todo o valor do IPI (lh. 151/153) que deixou de ser destacado nas operações de "vendas com fim especifico de exportação". 2.3 O total de débitos de IPI calculados foi superior aos valores dos créditos de IPI destacados nas notas fiscais de aquisição de matérias-primas (ME), produtos intermediários (PI) e material de embalagem (ME), o que ocasionou o não reconhecimento do direito creditório. 3. Cientificado da decisão em 27 de fevereiro de 2008 158), o interessado apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, fls. 161/174, instruída com os documentos das fls. 175/261, alegando, em síntese, o que segue: 3.1 Após breve relato dos fatos, diz que, embora a existência de pequenos vícios formais, a documentação apresentada é suficiente para comprovar as exportações realizadas através de empresas comerciais exportadoras. 3.2 Prosseguindo, diz que preencheu os requisitos expressos no art. 42, inciso V, alínea a e parágrafo 1° do Decreto n° 4.544/02, que transcreve, para a utilização do beneficio da suspensão do IPI na saída dos produtos vendidos para empresa comercial exportadora. Acrescenta que o destino da mercadoria pode ser o recinto alfandegado, a comercial exportadora ou outro local que se processe o despacho aduaneiro. 3.3 Afirma que a ausência de informações complementares nas notas fiscais não tem o condão de desvirtuar as operações de exportação realizadas e impedir o ressarcimento dos créditos fiscais. Nesse sentido, transcreve decisões administrativas e judiciais. 3.4 Ressalta que em momento algum houve fraude ou sonegação de informações, e sua conduta não acarretou prejuízos a terceiros ou ao fisco, tampouco as informações inexistentes nas notas fiscais impediram a incidência tributária. 3.5 Entende oportuno e conveniente oficiar a autoridade alfandegária para confirmação da remessa dessas mercadorias para o exterior. 3.6 Ao final, requer seja reformada a decisão recorrida, reconhecendo-se como válido o ressarcimento solicitado." A DRJ — Porto Alegre/RS manteve o indeferimento do pedido (fls. 269 a 271)5 conforme ementa abaixo transcrita: RESSARCIMENTO. APURAÇÃO DE SALDO DEVEDOR NA RECONSTITUIÇÃO DA ESCRITA FISCAL. 2 Processo n° 11020.001844/2007-31 S3-TE01 Resolução n.° 3801-00.027 Fl. 299 O pedido de ressarcimento de créditos básicos não pode ser deferido quando, na reconstituição da escrita fiscal, em lançamento de oficio, os créditos foram totalmente absorvidos pelos débitos O contribuinte apresentou, tempestivamente, recurso voluntário (fls. 276 a 292), trazendo as mesmas alegações já mencionadas na impugnação, acrescentando, preliminarmente, que: 1. Na decisão recorrida não houve uma efetiva apreciação das razães de defesa colocadas na manifestação de inconformidade, limitando-se a aplicar a decisão proferida no processo n° 11020.00001312008-22, sem apreciar os fundamentos da referida manifestação; 2. Á decisão recorrida não rebateu as questães de m e' rito suscitadas pela recorrente, a/em de violar seu direito à produção de prova pericial; 3. Tal procedimento conkura evidente cerceamento de defesa, contrariando princípios processuais que obrigam o julgador a apreciar e fundamentar sua decisão sobre todos os pontos e matérias argüidas pela defesa, sob pena de ofensa ao artigo 5• LV da Constituição: 4, Assim, deve ser julgada nula a decisão recorrida, por não ter se manifestado sobre toda a defesa elaborada, ' além de não ter sido permitida a realização da prova pericial requerida. Considerando o acima exposto, proponho o encaminhamento do presente processo à DRF/Caxias do Sul — RS, a fim de que se aguarde a decisão administrativa definitiva a ser prolatada nos autos do processo n° 11020.000013/2008-22 (auto de infração de IPI), juntando a este a respectiva cópia. Após, retornar a este CARF para apreciação do recurso voluntário. . GASOD.- MA D COTTA CARDOZO 3
score : 1.0
Numero do processo: 10120.900454/2006-73
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3801-000.119
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à DRF de origem para apurar o valor devido do IOF no período objeto do pedido, à luz dos documentos constantes dos autos e outros que entender necessários.
Matéria: IOF- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IOF- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10120.900454/2006-73
conteudo_id_s : 5525741
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3801-000.119
nome_arquivo_s : Decisao_10120900454200673.pdf
nome_relator_s : JOSE LUIZ BORDIGNON
nome_arquivo_pdf_s : 10120900454200673_5525741.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à DRF de origem para apurar o valor devido do IOF no período objeto do pedido, à luz dos documentos constantes dos autos e outros que entender necessários.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
id : 6135107
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:32 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282484634845184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1200; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 1 1 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.900454/200673 Recurso nº 268708 Resolução nº 3801000.119 – Turma Especial / 1ª Turma Data 7 de abril de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente BANCO BEG S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à DRF de origem para apurar o valor devido do IOF no período objeto do pedido, à luz dos documentos constantes dos autos e outros que entender necessários. (assinado digitalmente) Magda Cotta Cardozo Presidente. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. EDITADO EM: 14/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Magda Cotta Cardozo (Presidente), Flávio de Castro Pontes, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, Leonardo Mussi da Silva e José Luiz Bordignon. Fl. 109DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON Assinado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 10120.900454/200673 Resolução n.º 3801000.119 S3C1T1 Fl. 2 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: “Tratase o presente processo da Declaração de Compensação (DCOMP) de n° 21991.65881.081003.1.3.049041 (fls. 1/5), transmitida eletronicamente em 8/10/2003, com base em créditos de Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários — IOF, tendo a contribuinte vinculado débitos no montante total de R$ 6.474,65. Em 16/6/2008, foi emitido eletronicamente o Despacho Decisório (fl. 6), fundamentado, nos termos dos artigos 165 e 170 do Código Tributário Nacional, e do artigo 74 da Lei n° 9.430, 27 de dezembro de 1996, cuja decisão não homologou a compensação declarada, por inexistência de crédito. Cientificado, via postal, dessa decisão em 27/6/2008, bem como da cobrança dos débitos compensados na Dcomp (fls. 47/48), o sujeito passivo apresentou em 25/7/2008, manifestações de inconformidade às fls. 10/18, acrescida de documentação anexa. Cabe destacar que foram juntadas aos autos duas manifestações de inconformidade referentes ao presente processo, com igual teor. A manifestação de inconformidade, contém, em síntese, as seguintes alegações: • Cerceamento do Direito de Defesa: que a nãohomologação eletrônica impediria a contribuinte de exercer o direito constitucional de ampla defesa, pois faltaria ao despacho decisório a demonstração das razões que teriam levado a nãohomologação da compensação, como por exemplo, quais valores teriam sido utilizados em outros pagamentos; que o fisco teria trazido ao processo somente a descrição dos valores apurados; que o despacho decisório não teria sido necessariamente motivado; cita a Constituição Federal e doutrinadores; • Erros na DCTF: que a contribuinte teria, por erro, declarado na DCTF do 1° trim/02, "1ª semana de janeiro”, o valor de R$ 47.483,95, como DARF vinculado a débito do período. Afirma que tal valor corresponderia a pagamento parcialmente efetuado a maior. Indica como documentos que comprovariam essa alegação o Per/Dcomp transmitido em 8/10/2003 (fls. 1/5), a DCTF do 1º trimestre de 2002 (fls. 37/39) e o comprovante de arrecadação (fl. 40); Fl. 110DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON Assinado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 10120.900454/200673 Resolução n.º 3801000.119 S3C1T1 Fl. 3 3 apresenta DCTF do 4º trimestre de 2003 (fls. 41/45), contendo a vinculação do crédito informado na presente Per/Dcomp, no valor de R$ 6.474,65, à extinção do débito apurado na 1ª semana de outubro de 2003, que totalizou R$ 40.254,44, antes de efetuadas as compensações. Ao final requer que seja julgado improcedente o despacho decisório, reconhecendose o direito de compensação, bem como o cancelamento da cobrança através do processo administrativo n° 10120.902035/200676 (fl. 46). Delegacia de Julgamento em Brasília proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 02/02/2002 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA DO CITADO VÍCIO. O despacho decisório deverá conter, entre outros requisitos formais, obrigatoriamente, a capitulação legal e a descrição dos fatos. Somente a ausência total dessas formalidades é que implicará na invalidade do despacho nãohomologatório, por cerceamento do direito de defesa. Ademais, se a Pessoa Jurídica revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendoas, uma a uma, de forma meticulosa, mediante defesa, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. NÃO COMPROVAÇÃO DE EQUÍVOCO DE PREENCHIMENTO DA DCTF. O julgador deve buscar analisar as razões e provas apresentadas pelo impugnante, em confronto com as documentações e fatos (comprovados) que serviram de base ao lançamento. A contribuinte não logrou trazer aos Autos material probatório que comprovasse as alegações feitas, o que permitiria a este colegiado formar convicção sobre as mesmas alegações. Solicitação Indeferida”. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme petição de fls. 73 a 79, reproduzindo, na essência, as razões apresentadas por ocasião da manifestação de inconformidade, acrescentando, em síntese: Fl. 111DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON Assinado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 10120.900454/200673 Resolução n.º 3801000.119 S3C1T1 Fl. 4 4 1. Que em 13.06.2003, a recorrente recebeu correspondência do cliente COOPERATIVA INDUSTRIAL DE CARNES E DERIVADOS DE GOIÁS LTDA — GOIÁS CARNE (doc. 05), requerendo a devolução de valores de IOF incidentes sobre operações de crédito, sob alegação de que foram retidos indevidamente de sua conta, no período de abril de 2001 a abril de 2002. 2. Que tal requerimento fundamentavase no art. 8º, inciso I, do Decreto n.° 2.219/97, então vigente na época dos fatos geradores, segundo o qual as operações de crédito, em que a cooperativa figurasse como tomadora, estavam sujeitas à alíquota zero do IOF. 3. Que após analisar o pedido do cliente e verificar sua procedência, a recorrente apurou o montante de R$ 47.595,65, conforme relação dos débitos de IOF indevidos (doc. 06), que foi atualizado até outubro de 2003, perfazendo a quantia de R$ 65.924,95 (doc. 07). Tal valor foi devolvido em 09.10.2003, mediante crédito na conta corrente de titularidade da Cooperativa (Agência 190— Caldazinha, C/C 038087 — doc. 08). 4. Que a recorrente assumiu o ônus do recolhimento indevido do IOF, passou, então, a ter um crédito de R$ 65.924,95 para ser compensado (conforme Razão Auxiliar da conta contábil onde foi contabilizado o valor de ressarcimento do IOF para o cliente — doc. 09). 5. Que na DCTF do 4º trim/03, 1ª semana de out/03, código 3467 IOF consta declarado corretamente o valor de R$ 6.474,65 (doc. 08 anexo à manifestação de inconformidade), que corresponde ao crédito pleiteado pelo Recorrente. É o relatório. Fl. 112DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON Assinado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 10120.900454/200673 Resolução n.º 3801000.119 S3C1T1 Fl. 5 5 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator Conforme relatório acima, o motivo que fundamentou o indeferimento do pedido formulado pelo contribuinte e a conseqüente não homologação da compensação por ele pretendida foi a falta de comprovação de liquidez e certeza do crédito do sujeito passivo. Em outros termos, o pagamento informado como origem do crédito, alegadamente indevido, estava indisponível em razão de estar vinculado a débito declarado em DCTF e, portanto, já tendo sido utilizado para quitação deste no sistema conta corrente. É o que se depreende da leitura do Despacho Decisório Eletrônico de fls. 06. Tal fundamentação, por certo, decorre de análise superficial, realizada nos limites de sistema informatizado de informações (batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não), no qual não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. Considerando a referida fundamentação, a recorrente explica que cometeu um equívoco ao vincular o débito apurado na DCTF do 1° trimestre de 2002, “1ª semana/jan/02” ao DARF correspondente, o que levaria a existência de um suposto crédito no valor de R$ 6.474,65 (R$ 4.833,99 x 33,94%) referente a esse período. Em resposta, a DRJ/Brasília/DF concluiu pela manutenção do indeferimento do pedido, sob o fundamento de que: “(i) a contribuinte não trouxe aos autos material probatório que comprovasse o erro cometido na DCTF do 1° trimestre de 2002, o que demonstraria a existência do crédito alegado, bem como a possibilidade de utilizálo para quitar os débitos apurados na DCTF do 3° trimestre de 2003 e, (ii) a apresentação apenas das cópias do DARF e das DCTF referentes ao 1° trimestre 2002 e ao 4° trimestre de 2003, anexadas aos autos, não pode ser considerada como prova suficiente de que a mesma cometeu erro ao vincular o Darf aos débitos apurados no 1° trimestre de 2002. Por seu turno, a recorrente, contrapondose as razões argüidas pela autoridade julgadora, carreou aos autos, com o objetivo de comprovar o crédito alegado, os seguintes documentos: • Declaração da Cooperativa Industrial de Carnes e Derivados de Goiás Ltda – Goiás Carnes, que, para efeito da aplicabilidade da alíquota reduzida a zero de que trata o inciso I, art. 8°, do Decreto nº 2.219, de 02 de maio de 19971, é uma sociedade cooperativa 1 Art. 8º A alíquota é reduzida a zero na operação de crédito: I em que figure como tomadora cooperativa, observado o disposto no art. 39, inciso I; Art. 39. Para efeito de reconhecimento da aplicabilidade de isenção ou alíquota reduzida, cabe à instituição responsável pela cobrança e recolhimento do IOF exigir, no ato da realização das operações: I no caso de cooperativa, declaração por ela firmada de que atende aos requisitos da legislação cooperativista (Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971). Fl. 113DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON Assinado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 10120.900454/200673 Resolução n.º 3801000.119 S3C1T1 Fl. 6 6 constituída e operando em observância a todos os requisitos da Lei n° 5.764, de 16 de dezembro de 1971. (fls. 98). • Quadro demonstrativo dos valores retidos de IOF no período de 03/04/2001 a 06/04/2002. (fls. 100). • Quadro demonstrativo do IOF pago a maior e compensado. (fls.101). • Ficha Contábil Eletrônica – consulta histórica. (fls. 102). • Lançamentos contábeis de outubro de 2003 – Contas do Ativo. (fls. 103). Desse modo, considerando o disposto no art. 8º, inciso I, do Decreto nº 2.219, de 1997 e o art. 16, §4º, letra “c”, do Decreto nº 70.235, de 1972 2, encaminho meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência à DRF de origem, a fim de: 1. Apurar o valor devido do IOF para o período 101/2002, à luz dos documentos de fls. 98 a 103 e demais documentos que entender necessário; 2. Cientificar a interessada do resultado da diligência, abrindo prazo para manifestação, se assim desejar; 3. Retornar o processo a este CARF para julgamento. É assim que voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon 2 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (...) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Fl. 114DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON Assinado digitalmente em 14/04/2011 por JOSE LUIZ BORDIGNON, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 11831.002140/2007-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/1999 a 30/11/1999
DECADÊNCIA – ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 –
INCONSTITUCIONALIDADE – STF – SÚMULA VINCULANTE
De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2402-002.934
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/1999 a 30/11/1999 DECADÊNCIA – ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 – INCONSTITUCIONALIDADE – STF – SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11831.002140/2007-31
conteudo_id_s : 5225776
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2402-002.934
nome_arquivo_s : Decisao_11831002140200731.pdf
nome_relator_s : ANA MARIA BANDEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11831002140200731_5225776.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4577655
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:18 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282484769062912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1738; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 270 1 269 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11831.002140/200731 Recurso nº 000000 Voluntário Acórdão nº 2402002.934 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO Recorrente HQS CONSULTORIA ASSESSORIA E COMÉRCIO EM INFORMÁTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/1999 a 30/11/1999 DECADÊNCIA – ARTS 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 – INCONSTITUCIONALIDADE – STF – SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência o que dispõe o § 4º do art. 150 ou art. 173 e incisos do Código Tributário Nacional, nas hipóteses de o sujeito ter efetuado antecipação de pagamento ou não. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso Júlio César Vieira Gomes – Presidente Ana Maria Bandeira Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 543DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2012 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição da empresa e a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, na competência 11/1999. Segundo o Relatório Fiscal (fls. 16/19), as contribuições lançadas incidem sobre valores pagos a segurados empregados e contribuintes individuais apurados na folha de pagamento e GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. A autuada teve ciência do lançamento em 21/03/2007 e apresentou defesa (fls. 31/52) onde alega a inconstitucionalidade da taxa de juros SELIC e solicita a inclusão do valor lançado no Parcelamento Especial – PAES. Pelo Acórdão nº 1615.811 (fls. 191/195) a 14ª Turma da DRJ/São Paulo I considerou o lançamento procedente. Contra tal decisão, a autuada apresentou recurso tempestivo (fls. 203/227), onde efetua a repetição das alegações de defesa e inova no argumento de que teria ocorrido a decadência. Os autos foram encaminhados a este Conselho para apreciação do recurso interposto. É o relatório. Fl. 544DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2012 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11831.002140/200731 Acórdão n.º 2402002.934 S2C4T2 Fl. 271 3 Voto Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A recorrente apresenta preliminar de decadência que merece acolhida. O lançamento em questão foi efetuado com amparo no art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar os Recursos Extraordinários nº 556664, 559882, 559943 e 560626, negou provimento aos mesmos por unanimidade, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei n. 8212/91. Na oportunidade, os ministros ainda editaram a Súmula Vinculante nº 08 a respeito do tema, a qual transcrevo abaixo: Súmula Vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário” É necessário observar os efeitos da súmula vinculante, conforme se depreende do art. 103A, caput, da Constituição Federal que foi inserido pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (g.n.) Da leitura do dispositivo constitucional, podese concluir que, a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Da análise do caso concreto, verificase que o lançamento em tela referese à competência 11/1999 e efetuado em 21/03/2007, data da intimação do sujeito passivo. O Código Tributário Nacional trata da decadência no artigo 173, abaixo transcrito: Fl. 545DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2012 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 “Art.173 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva à decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo Único O direito a que se refere este artigo extingue se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Por outro lado, ao tratar do lançamento por homologação, o Códex Tributário definiu no art. 150, § 4º o seguinte: “Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ..................................... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Entretanto, tem sido entendimento constante em julgados do Superior Tribunal de Justiça, que nos casos de lançamento em que o sujeito passivo antecipa parte do pagamento da contribuição, aplicase o prazo previsto no § 4º do art. 150 do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos passa a contar da ocorrência do fato gerador, uma vez que resta caracterizado o lançamento por homologação. Se, no entanto, o sujeito passivo não efetuar pagamento algum, nada há a ser homologado e, por conseqüência, aplicase o disposto no art. 173 do CTN, em que o prazo de cinco anos passa a ser contado do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Para corroborar o entendimento acima, colaciono alguns julgados no mesmo sentido: "TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. TERMO INICIAL. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 173, I, E 150, § 4º, DO CTN. 1. O prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo é, em regra, o do art. 173, I, do CTN, segundo o qual 'o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após Fl. 546DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2012 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 11831.002140/200731 Acórdão n.º 2402002.934 S2C4T2 Fl. 272 5 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado'. 2. Todavia, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação —que, segundo o art. 150 do CTN, 'ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa' e 'operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa' —,há regra específica. Relativamente a eles, ocorrendo o pagamento antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4º do art. 150 do CTN. Precedentes jurisprudenciais. 3. No caso concreto, o débito é referente à contribuição previdenciária, tributo sujeito a lançamento por homologação, e não houve qualquer antecipação de pagamento. É aplicável, portanto, conforme a orientação acima indicada, a regra do art. 173, I, do CTN. 4. Agravo regimental a que se dá parcial provimento." (AgRg nos EREsp 216.758/SP, 1ª Seção, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 10.4.2006) "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. PRAZO QÜINQÜENAL. MANDADO DE SEGURANÇA. MEDIDA LIMINAR. SUSPENSÃO DO PRAZO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN), que é de cinco anos. 2. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Omissis. 4. Embargos de divergência providos." (EREsp 572.603/PR, 1ª Seção, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 5.9.2005) No caso em tela, quer seja pela aplicação do art. 150, § 4º, quer seja pela aplicação do art. 173, inciso I, ambos do CTN, o lançamento encontrase totalmente abrangido pela decadência. Fl. 547DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2012 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO, face à decadência total do lançamento. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 548DF CARF MF Impresso em 29/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2012 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 11444.001052/2010-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2007 a 30/11/2008
RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-002.941
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2007 a 30/11/2008 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11444.001052/2010-81
conteudo_id_s : 5217944
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2402-002.941
nome_arquivo_s : Decisao_11444001052201081.pdf
nome_relator_s : NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
nome_arquivo_pdf_s : 11444001052201081_5217944.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4567558
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:11 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282485697052672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1558; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 112 1 111 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11444.001052/201081 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240202.941 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente MUNICÍPIO DE POMPÉIA CÂMARA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2007 a 30/11/2008 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio César Vieira Gomes Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Relatório Tratase da auto de infração lavrado em 28/07/2010, para exigir multa em razão da Recorrente ter apresentado as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/02/2007 a 30/11/2008. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 69/80) requerendo a total improcedência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto – SP julgou o lançamento procedente (fls. 83/88), entendendo que: (i) é segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, como empregado, o exercente de mandato eletivo municipal que não esteja vinculado a um regime próprio de previdência social, como previsto no art. 12, inc. I, alínea “j”, da Lei nº 8.212/91; (ii) não houve impugnação quanto à diferença de SAT/RAT apurada; e (iii) a nova sistemática do lançamento de ofício, trazida pela MP nº 449/08, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/08, impõe uma análise conjunta das penalidades que seriam aplicadas nas autuações conexas. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 93/108) argumentando que: (i) a Recorrente não providenciou a entrega das GFIPs, porque não tinha e não tem a obrigação de cumprir a obrigação principal; e (ii) o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o vereador não é contribuinte obrigatório da Seguridade Social. É o relatório. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 11444.001052/201081 Acórdão n.º 240202.941 S2C4T2 Fl. 113 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Ao analisar o recurso interposto pela Recorrente, verificase que o mesmo não preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Isto porque, a Recorrente tomou ciência da decisão de 1ª instância em 25/05/2011 (fl. 91) e protocolou o recurso voluntário apenas em 27/06/2011 (fl. 93), ou seja, após o prazo fatal, que ocorreu em 24/06/2011, conforme destacado no termo de juntada de documento de fl. 109. Como é cediço, o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, contados do primeiro dia subsequente à data da ciência da decisão, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, abaixo transcrito: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” Assim, resta evidente que a Recorrente interpôs o referido recurso depois do transcurso do prazo de 30 dias, motivo pelo qual a r. decisão recorrida se torna definitiva, nos termos do art. 42, inc. I, do Decreto nº 70.235/1972: “ Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; (...)” Diante disso, entendo que o recurso voluntário não deve ser conhecido, por não preencher a todos os requisitos de admissibilidade. Ante todo o exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 114DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10166.901260/2006-69
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins
Data do fato gerador: 14/03/2003
PER/DCOMP. COFINS. PAGAMENTO EM VALOR SUPERIOR AO DEVIDO. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL.
Comprovada documentalmente a ocorrência de pagamento em valor superior ao devido, cabível o reconhecimento do direito creditório decorrente e a homologação da compensação, até o limite do valor a restituir.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-001.470
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Matéria: Diligência CARF/DRJ
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Diligência CARF/DRJ
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Data do fato gerador: 14/03/2003 PER/DCOMP. COFINS. PAGAMENTO EM VALOR SUPERIOR AO DEVIDO. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. Comprovada documentalmente a ocorrência de pagamento em valor superior ao devido, cabível o reconhecimento do direito creditório decorrente e a homologação da compensação, até o limite do valor a restituir. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 10166.901260/2006-69
conteudo_id_s : 5220512
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3801-001.470
nome_arquivo_s : Decisao_10166901260200669.pdf
nome_relator_s : JOSE LUIZ BORDIGNON
nome_arquivo_pdf_s : 10166901260200669_5220512.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4573880
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282485733752832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1467; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 130 1 129 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.901260/200669 Recurso nº 868.622 Voluntário Acórdão nº 3801001.470 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de agosto de 2012 Matéria COFINS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente BBTUR VIAGENS E TURISMO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Data do fato gerador: 14/03/2003 PER/DCOMP. COFINS. PAGAMENTO EM VALOR SUPERIOR AO DEVIDO. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. Comprovada documentalmente a ocorrência de pagamento em valor superior ao devido, cabível o reconhecimento do direito creditório decorrente e a homologação da compensação, até o limite do valor a restituir. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. EDITADO EM: 31/08/2012 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Jose Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Fábio Miranda Coradini e Adriana Oliveira e Ribeiro. Ausência momentânea da Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10166.901260/200669 Acórdão n.º 3801001.470 S3TE01 Fl. 131 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: “Tratase de Declaração de Compensação — Dcomp n°23588.31449.301003.1.7.046319, transmitida em 30/10/2003, com base em crédito de Cofins oriundo de pagamento indevido ou a maior no montante de R$ 8.634,04 (Darf Cofins arrecadado em 14/03/2003, no valor de R$ 126.000,00), vinculandose débito de Cofins referente ao período de apuração agosto/2003, no valor total de R$ 9.689,98 (fls. 09/14). Em 29/01/2008 foi emitido despacho decisório de não homologação da compensação, por inexistência do crédito, já que o Darf em questão encontrase integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte (débito 2172 período de apuração 08/02/ 2003, R$ 126.000,00 — fls. 06). Cientificado desse despacho em 22/02/2008 (fls.47/48), o interessado apresentou manifestação de inconformidade em 12/03/2008 (fls. 01/05), alegando, em síntese e fundamentalmente, erro no preenchimento da DCTF. Explica que recolheu o valor de R$ 126.000,00 de forma estimada para o período março/2003, e que o valor efetivamente apurado foi de R$ 117.365,96, como constou de sua DIPJ, e de cópia de planilha que anexa. Ao final, requer a retificação de oficio de sua DCTF, a homologação total da Dcomp, e a extinção da cobrança do presente processo”. A Delegacia de Julgamento em Brasília proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE ERRO MATERIAL. O erro de preenchimento da DCTF, de cuja correção resulte crédito ao sujeito passivo, precisa ser comprovado mediante documentos contábeis e fiscais. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo, deve ser demonstrada a liquidez e certeza de crédito de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido”. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme reclamação de fls. 55 a 63 reproduzindo, na essência, as razões apresentadas por ocasião da manifestação de inconformidade. Apresenta, em anexo, o expediente CONTADORIAGETRI/REFIS nº 2010/000614, de 05.05.2010; Razões Contábeis e Balancetes Contábeis do mês de fevereiro de 2003, comprovando a existência e movimentação financeira, fls. 74/86. Em 02 de MARÇO de 2011, por meio da Resolução 3801000.088, da Primeira Turma Especial da Terceira Seção, o julgamento foi convertido em diligência à DRF de origem, a fim de: 1. Apurar o valor devido da Cofins para o período fevereiro/2003, à luz dos documentos acostados aos autos e da escrita contábil e fiscal; 2. Cientificar a interessada do resultado da diligência, abrindo prazo para manifestação, se assim desejar; 3. Retornar o processo a este CARF para julgamento. Em atendimento ao solicitado, a Unidade de Origem elaborou o documento intitulado “RELATÓRIO DE DILIGÊNCIA”, fls. 126/127, onde consta, em síntese: “[...] 4. Levantamento no Livro Diário, balancete patrimonial, e demonstrativo da base de cálculo que veio a confirmar o valor apurado pela contribuinte, fls. 16 e 52, da COFINS a pagar de R$ 117.365,96. 5. Considerando que o recolhimento em 14/03/2003 foi de R$ 126.000,00, fls. 124 e 125, tal recolhimento a maior gerou pagamento indevido de R$ 8.634,04, período de apuração fevereiro de 2003 [...]” É o relatório. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10166.901260/200669 Acórdão n.º 3801001.470 S3TE01 Fl. 132 5 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Conforme relatório acima, o motivo que fundamentou o indeferimento do pedido formulado pelo contribuinte e a conseqüente não homologação da compensação por ele pretendida foi a falta de comprovação de liquidez e certeza do crédito do sujeito passivo. Em outros termos, o pagamento informado como origem do crédito, alegadamente indevido, estava indisponível em razão de estar vinculado a débito declarado em DCTF e, portanto, já tendo sido utilizado para quitação deste no sistema conta corrente. É o que se depreende da leitura do Despacho Decisório Eletrônico de fls. 06. Convém ressaltar que o direito à repetição de indébito está previsto no artigo 165 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; (...) Em sua defesa, a recorrente explica que recolheu o valor de R$ 126.000,00 de forma estimada para o período fevereiro/2003, por constatar que não seria possível apurar o valor efetivo a ser recolhido no prazo legal previsto, em razão das peculiaridades de sua da atividade fim, e que o valor efetivamente apurado foi de R$ 117.365,96, como constou de sua DIPJ e de cópia de planilha que anexa. Por seu turno, em resposta a diligência requerida, a autoridade preparadora atesta no documento intitulado “RELATÓRIO DE DILIGÊNCIA”, em 27 de junho de 2012, que “o recolhimento a maior gerou pagamento indevido de R$ 8.634,04, período de apuração fevereiro de 2003”. Por conseguinte, entendo que efetivamente restou comprovada nos autos a ocorrência de pagamento de Cofins em valor superior ao devido, relativamente ao PA 02/2003, sendo devido o valor de R$ 117.365,96 e recolhido o valor de R$ 126.000,00, caracterizando se como indevido o valor original de R$ 8.634,04. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 Desse modo, diante do acima exposto, encaminho meu voto no sentido de julgar procedente o recurso voluntário para reconhecer o direito creditório no valor original de R$ 8.634,04, na data de 14/03/2003, homologando a compensação requerida até o limite do crédito a restituir. É assim que voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 135DF CARF MF Impresso em 18/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 31/08/2012 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 11060.003757/2007-41
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3801-000.121
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Delegacia de origem:
a) informe o andamento processual do Mandado de Segurança n°
2007.71.02.0081338/RS, com ajuntada das principais decisões judiciais;
b) informe o resultado do julgamento do processo administrativo nº 11060.001116/200752 no âmbito do CARF. Caso não tenha sido julgado o recurso voluntário aguardar o seu julgamento;
c) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestar-se no prazo de dez dias.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201104
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
numero_processo_s : 11060.003757/2007-41
conteudo_id_s : 5526272
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 26 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3801-000.121
nome_arquivo_s : Decisao_11060003757200741.pdf
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 11060003757200741_5526272.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) informe o andamento processual do Mandado de Segurança n° 2007.71.02.0081338/RS, com ajuntada das principais decisões judiciais; b) informe o resultado do julgamento do processo administrativo nº 11060.001116/200752 no âmbito do CARF. Caso não tenha sido julgado o recurso voluntário aguardar o seu julgamento; c) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestar-se no prazo de dez dias.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
id : 6135129
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:32 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282486178349056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1551; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 172 1 171 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11060.003757/200741 Recurso nº 265.293 Despacho nº 3801000.121 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 07/04/2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente FERTILIZANTES MULTIFÉRTIL IND. E COM. LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) informe o andamento processual do Mandado de Segurança n° 2007.71.02.0081338/RS, com ajuntada das principais decisões judiciais; b) informe o resultado do julgamento do processo administrativo nº 11060.001116/200752 no âmbito do CARF. Caso não tenha sido julgado o recurso voluntário aguardar o seu julgamento; c) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. (assinado digitalmente) Magda Cotta Cardozo Presidente. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Magda Cotta Cardozo, Flávio de Castro Pontes, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, Leonardo Mussi da Silva e José Luiz Bordignon. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Assinado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 11060.003757/200741 Despacho n.º 3801000.121 S3TE01 Fl. 173 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: A contribuinte supra identificada foi autuada por ter a fiscalização apontado falta/insuficiência de recolhimento da contribuição ao Programa de Integração Social – PIS/Pasep referente aos períodos de apuração correspondentes aos meses de agosto de 2000 a novembro de 2002. De acordo com o Relatório de Fiscalização que se encontra às fls. 92 e 93, o lançamento foi formalizado em virtude de ter a contribuinte ingressado com medida judicial visando a suspensão da exigibilidade dos valores inscritos em Dívida Ativa da União, que haviam sido declarados em DCTF, em relação aos quais foi informada a realização de compensações que não foram aceitas pela Administração Tributária, e ter sido concedida liminar no Mandado de Segurança n° 2007.71.02.0081338/RS, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário e determinando que a autoridade impetrada se abstenha de incluir o nome da impetrante no CADIN. Cientificada do lançamento, a contribuinte apresentou, por meio de seu procurador, a impugnação que se encontra às fls. 99 a 118, contendo seus argumentos de defesa, que podem ser assim resumidos: A impugnante ingressou em juízo através do processo autuado sob o n° 1999.71.02.0029780, buscando a declaração de seu direito de recolher o PIS, no período de vigências dos Decretoslei n° 2.448 e n° 2.449, ambos de 1988, que foram declarados inconstitucionais, com base na Lei Complementar n° 07/1970, tendo obtido sentença integralmente procedente em primeiro grau e parcialmente procedente no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF/4), que determinou a compensação apenas com parcelas vincendas do próprio PIS. O acórdão transitou em julgado em 26/09/2000. Com base nas decisões judiciais a impugnante procedeu à compensação dos valores pagos a maior com parcelas vincendas do PIS, compensação essa que foram rejeitadas pela autoridade fiscal, por concluir que, nos termos das decisões judiciais, não haviam créditos a serem compensados. Entretanto, entende a impugnante que o decidido pelo Poder Judiciário foi no sentido de que o PIS deveria ser recolhido tendo como fato gerador o faturamento e como base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior e que a correção monetária somente poderia incidir após a ocorrência do fato gerador e não sobre a base de cálculo, conforme entendeu a autoridade administrativa, em vista da determinação judicial de que fossem aplicadas as disposições da Lei n° 7.691, de 1988. Houve a decadência do direito de efetuar o lançamento, visto que transcorreu lapso temporal superior a cinco anos entre a data de ocorrência do fato gerador e o lançamento. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Assinado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 11060.003757/200741 Despacho n.º 3801000.121 S3TE01 Fl. 174 3 Requereu a impugnante que seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário; que seja declarado nulo o lançamento em decorrência das compensações realizadas; e que, alternativamente, que seja declarada a decadência. A tempestividade da impugnação foi atestada à fl. 124. Às fls. 125 a 128, foi anexada cópia do Acórdão n° 187.596, proferido por esta Turma de Julgamento em 17 de agosto de 2007, no processo administrativo n° 11060.001116/200752. A DRJ em Santa Maria (RS) julgou procedente em parte o lançamento, fls. 129 a 137, nos termos da ementa abaixo transcrita: PRELIMINAR. NULIDADE. Os casos de nulidade absoluta são os previstos na legislação. PRELIMINAR. DECADÊNCIA. O direito de constituir o crédito tributário em relação à contribuição ao PIS/Pasep decai em cinco anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, se houver antecipação do pagamento e contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser realizado, se não houver antecipação do pagamento. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MEDIDA JUDICIAL. O crédito tributário considerado, pelo Poder Judiciário, como não confessado, mesmo em decisão não definitiva, deve ser objeto de lançamento de ofício para resguardar os interesses da Fazenda Nacional. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, fls. 141 a 159, instruído com os documentos de fls. 160 a 170. Em síntese, apresentou as mesmas alegações suscitadas na impugnação, acrescentando basicamente que: merece reforma a decisão ora recorrida, eis que a decadência estendese também aos fatos geradores ocorridos nos anos de 2001 à agosto de 2002, eis que transcorridos mais de 5(anos) entre a ocorrência do fato gerador e o lançamento. Por fim, requereu que fosse recebido e processado o presente recurso: a) para que seja declarada a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na forma do artigo 151, III do Código Tributário Nacional, bem como a liberação de CPDEn na forma do art. 206 do CTN; b) seja declarado nulo o presente lançamento, em decorrência da legalidade das compensações levadas à efeito pelo contribuinte; c) alternativamente, a declaração da operação do instituto da decadência, de acordo com a fundamentação supra referida. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Assinado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 11060.003757/200741 Despacho n.º 3801000.121 S3TE01 Fl. 175 4 Voto O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Segundo o Relatório de Fiscalização, fls. 92 e 93, o crédito tributário foi constituído em face de decisão judicial proferida no Mandado de Segurança n° 2007.71.02.0081338/RS. A decisão judicial provisória, fls. 04 e 05, deferiu a liminar requerida e suspendeu a exigibilidade do crédito tributário que havia sido declarado em DCTFSs. Do exame dos elementos comprobatórios deste processo administrativo, constatase que não há notícias do andamento processual do aludido Mandado de Segurança, em especial se a decisão judicial continua tendo eficácia. Desta forma, é essencial verificar o andamento processual dos autos de nº 2007.71.02.0081338/RS. Quanto ao suposto direito creditório com base na ação judicial nº 1999.71.02.0029780 é importante salientar que esta discussão está concentrada no processo nº 11060.001116/200752, segundo Parecer DRF/STM nº 268/2007, fls. 77 a 78, e respectivo Despacho Decisório de fls. 79. Destarte, a solução deste processo administrativo está na dependência do resultado do processo administrativo nº 11060.001116/200752, em especial, se o contribuinte possui crédito suficiente para compensar os débitos constituídos de ofício neste processo administrativo. A propósito, como bem assentou a decisão recorrida: A discussão sobre se o que foi decidido pelo Poder Judiciário foi corretamente interpretado pela Administração Tributária e se os débitos de PIS/Pasep informados em DCTF, no período de 01/08/2000 a 30/11/2002, se encontram extintos por compensação, já foi proposta pela contribuinte no processo administrativo n° 11060.001116/2007 52, que trata da apreciação das compensações que a contribuinte informou ter realizado. Naquele processo já foi proferida decisão por esta Turma de Julgamento, conforme se verifica pela cópia do Acórdão n° 187.596, de 17 de agosto de 2007, que se encontra às fls. 125 a 128, que indeferiu a solicitação da contribuinte e manteve o despacho decisório que indeferiu o pedido de homologação das compensações. Portanto, em relação à validade ou não da compensação realizada pela contribuinte e da interpretação do que foi decidido pelo Poder Judiciário no processo n° 1999.71.02.0029780 não cabe a discussão no presente processo. (grifouse) Fl. 4DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Assinado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO Processo nº 11060.003757/200741 Despacho n.º 3801000.121 S3TE01 Fl. 176 5 Anotese, por oportuno, que o processo administrativo nº 11060.001116/2007 52 não foi distribuído a esse relator e nestes autos não consta qualquer referência ao seu desfecho. Assim sendo, a mesma matéria não pode ser objeto de julgamento em 2 (dois) processos administrativos distintos, portanto é imprescindível que a unidade de origem informe o resultado do processo administrativo nº 11060.001116/200752 no âmbito do CARF. Por último, é importante salientar que não é necessário o pedido da requerente acerca da suspensão da exigibilidade do crédito tributário, pois este efeito decorre de dispositivo legal, art. 151, inciso III, do CTN, e não depende de apreciação por parte dessa instância administrativa. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) informe o andamento processual do Mandado de Segurança n° 2007.71.02.0081338/RS, com ajuntada das principais decisões judiciais; b) informe o resultado do julgamento do processo administrativo nº 11060.001116/200752 no âmbito do CARF. Caso não tenha sido julgado o recurso voluntário aguardar o seu julgamento; c) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 23/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Assinado digitalmente em 14/04/2011 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, 15/04/2011 por MAGDA COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 11444.001050/2010-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/11/2007
RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-002.939
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 29 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2005 a 30/11/2007 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11444.001050/2010-91
conteudo_id_s : 5218155
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2402-002.939
nome_arquivo_s : Decisao_11444001050201091.pdf
nome_relator_s : NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
nome_arquivo_pdf_s : 11444001050201091_5218155.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4567634
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Jan 29 09:56:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1723282486472998912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1563; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 154 1 153 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11444.001050/201091 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240202.939 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria REMUNERAÇÃO DE SEGURADOS: PARCELAS EM FOLHA DE PAGAMENTO Recorrente MUNICÍPIO DE POMPÉIA CÂMARA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2005 a 30/11/2007 RECURSO PROTOCOLADO APÓS O TRANSCURSO DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. OCORRÊNCIA. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário dentro do prazo legal. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio César Vieira Gomes Presidente. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Relatório Tratase da auto de infração lavrado em 28/07/2010, decorrente do não recolhimento dos valores referentes à contribuição incidente sobre a remuneração dos segurados empregados, no período de 01/07/2005 a 30/11/2007. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 90/110) requerendo a total improcedência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto – SP julgou o lançamento procedente (fls. 113/120), entendendo que: (i) é segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, como empregado, o exercente de mandato eletivo municipal que não esteja vinculado a um regime próprio de previdência social; (ii) a decisão judicial não abarca o período da presente autuação, uma vez que esta tem lastro no art. 12, inc. I, alínea “j”, da Lei nº 8.212/91; (iii) a instância administrativa não é competente para se manifestar sobre a constitucionalidade de dispositivos legais com plena vigência; (iv) deve ser indeferido o pedido de perícia formulado que não atenda os requisitos legais e, ainda, quando desnecessários ao esclarecimento da situação; e (v) consolidase administrativamente a matéria não impugnada pela Recorrente. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 125/150) argumentando que: (i) somente a partir de 2007 que ficou devidamente normatizado e recomendado pelo Tribunal de Conta do Estado de São Paulo que a Recorrente procedesse com o recolhimento das contribuições previdenciárias dos vereadores; (ii) a Recorrente possui decisão judicial determinando a nãoincidência das contribuições previdenciárias; (iii) a Lei nº 10.887/2004 incidiu no mesmo erro cometido pela Lei nº 9.506/1997 ao equiparar os vereadores a empregados; (iv) houve violação ao princípio da segurança jurídica; e (v) o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o vereador não é contribuinte obrigatório da Seguridade Social. É o relatório. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 11444.001050/201091 Acórdão n.º 240202.939 S2C4T2 Fl. 155 3 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Ao analisar o recurso interposto pela Recorrente, verificase que o mesmo não preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Isto porque, a Recorrente tomou ciência da decisão de 1ª instância em 25/05/2011 (fl. 123) e protocolou o recurso voluntário apenas em 27/06/2011 (fl. 125), ou seja, após o prazo fatal, que ocorreu em 24/06/2011, conforme destacado no termo de juntada de documento de fl. 151. Como é cediço, o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, contados do primeiro dia subsequente à data da ciência da decisão, nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, abaixo transcrito: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.” Assim, resta evidente que a Recorrente interpôs o referido recurso depois do transcurso do prazo de 30 dias, motivo pelo qual a r. decisão recorrida se torna definitiva, nos termos do art. 42, inc. I, do Decreto nº 70.235/1972: “ Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; (...)” Diante disso, entendo que o recurso voluntário não deve ser conhecido, por não preencher a todos os requisitos de admissibilidade. Ante todo o exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 156DF CARF MF Impresso em 17/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 08/08/2012 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
score : 1.0
