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Numero do processo: 10670.000797/2008-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005
MATÉRIA ESTRANHA À EXIGÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO.
Deixa-se de conhecer do recurso nas matérias suscitadas em recurso mas estranhas à exigência.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4).
Numero da decisão: 1402-001.618
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso na parte em que contém matéria estranha aos autos e negar provimento na parte conhecida, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente
(assinado digitalmente)
FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 MATÉRIA ESTRANHA À EXIGÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. Deixa-se de conhecer do recurso nas matérias suscitadas em recurso mas estranhas à exigência. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4).
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NÃO CONHECIMENTO. Deixase de conhecer do recurso nas matérias suscitadas em recurso mas estranhas à exigência. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF nº 4). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso na parte em que contém matéria estranha aos autos e negar provimento na parte conhecida, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 0. 00 07 97 /2 00 8- 71 Fl. 1897DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 17/04/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10670.000797/200871 Acórdão n.º 1402001.618 S1C4T2 Fl. 1.684 2 Relatório Tratase de autos de infração para exigência de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, e Programa de Integração Social – PIS. O contribuinte foi excluído do Simples Federal por supostamente ser resultante da cisão da empresa “Cerâmica Salinas Ltda” (vedação contida no art. 9º, inciso XVII, da Lei 9.317, de 1996). Os efeitos da exclusão retroagiram a 01/01/2002, tendo como base legal o art. 15, inciso II, da Lei nº 9.317, de 1996, e alterações posteriores, uma vez que a referida cisão ocorreu durante o anocalendário de 2001. A discussão sobre a correição de tal procedimento foi tratada no bojo dos autos nº 10670.001222/200612, restando no presente processo a lide sobre a constituição do crédito tributário resultante da adoção de outra forma de tributação. Além da incorreção na opção pelo Simples, constatouse ainda omissão de receitas. Em razão de inúmeros vícios apresentados na escrituração do contribuinte, além da ausência de livros obrigatórios para apuração do lucro real (livro registro de inventário e Lalur), a autoridade fiscal procedeu ao arbitramento de lucros, apurando o IRPJ e a CSLL com base no lucro arbitrado e, por decorrência, as contribuições para o PIS e para a Cofins com base na sistemática cumulativa de apuração. Aplicouse multa qualificada de 150% (art. 44, II, da Lei nº 9.430, de 1996, conforme redação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores e da lavratura dos autos de infração), sob a justificativa de ocorrência de fraude (art. 72 da Lei nº 4.502, de 1964). O interessado apresentou sua impugnação questionando a legalidade da exclusão do SIMPLES, afirmando que “deve ser aplicada a legislação vigente à época dos fatos”, qual seja, o inciso II do art. 15 da Lei 9.732/1998, em seu texto original, não podendo, portanto, o Fisco utilizarse da IN 608/2006. Alega que a exclusão do Simples não poderia ter sido realizada retroativamente, o que levaria ao cancelamento integral da exação. Aduziu ainda que a SELIC “não é índice juridicamente válido para ser aplicado a título de juros moratórios, uma vez que possui indisfarçável natureza financeira...” Por fim, combate a aplicação de multa regulamentar “tendo em vista que não houve descumprimento de obrigação acessória”, tecendo ainda comentários sobre possível efeito confiscatório de tal penalidade. A decisão recorrida julgou improcedente a impugnação. Em resumo, assim decidiu: Fl. 1898DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 17/04/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10670.000797/200871 Acórdão n.º 1402001.618 S1C4T2 Fl. 1.685 3 a discussão sobre exclusão do Simples foi travada no âmbito de outro processo administrativo, e, tendo sido mantidos os efeitos do ato declaratório, não há como se rediscutir a correição do procedimento nos presentes autos; a aplicação da taxa Selic é legal, sendo alvo, inclusive, de Súmula no âmbito do CARF; não tendo havido de ataque a omissão de receitas e o arbitramento de lucros levados a efeito pela Fiscalização, tais exigências foram consideradas definitivas; deixouse de analisar a questão da aplicação das penalidades regulamentares em razão de as mesmas não comporem o processo em análise, tendo sido formalizadas em autos distintos. O interessado foi cientificado da decisão (fl. 1.656) e apresentou recurso voluntário às fls. 1.6571681. Reproduziu os argumentos utilizados em sua impugnação, acrescentando somente que: (i) a multa de ofício, o arbitramento de lucros e a omissão de receitas foram alvo de ataque em sua impugnação como consequência mediata da irresignação quanto à pretensa exclusão indevida do Simples; (ii) a multa regulamentar compõe a presente lide, devendo ser exonerada. É o relatório. Fl. 1899DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 17/04/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10670.000797/200871 Acórdão n.º 1402001.618 S1C4T2 Fl. 1.686 4 Voto Conselheiro FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Relator. O recurso voluntário preenche os requisitos legais de admissibilidade. Contudo, deve ser conhecido parcialmente em razão de abordar temas estranhos à exigência. O cerne do recurso do contribuinte é sua inconformidade com a exclusão do Simples Federal. Contudo, conforme bem asseverou a decisão recorrida, tal procedimento foi analisado no âmbito do processo n° 10670.001222/200612, sendo mantidos os efeitos do ato declaratório de exclusão, conforme acórdão nº 19.976, datado de 24/07/2008, assim ementado: “EXCLUSÃO DO SIMPLES. É vedado optar pelo Simples empresa resultante de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento da pessoa jurídica, de conformidade com artigo 9º, inciso XVII da Lei 9317/96. EFEITOS DA EXCLUSÃO DO SIMPLES O efeito da exclusão das pessoas jurídicas que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001 darseá a partir de 1º de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002. Em consulta ao andamento processual de tal lide, constatase que não houve a interposição de recurso voluntário, tornandose definitiva a decisão sobre a exclusão do Simples Federal. Desse modo, não há como rediscutir nos presentes autos supostas irregularidades no procedimento adotado pelo Fisco acerca da exclusão do Simples Federal a que foi submetido o interessado. Nesse ponto, deixase de conhecer o recurso. A respeito da infração referente a omissão de receitas, do arbitramento do lucro e da multa qualificada, tais temas não foram, de forma direta, alvo de impugnação ou recurso voluntário. Somente se restasse frutífero o questionamento quanto à exclusão do Simples tais exigências e procedimentos restariam também cancelados. No que tange ao questionamento da aplicação da taxa Selic, a matéria encontrase absolutamente pacificada no âmbito do CARF, tendo sido alvo, inclusive de súmula, cujo enunciado número 4 recebeu a seguinte redação: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 1900DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 17/04/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 10670.000797/200871 Acórdão n.º 1402001.618 S1C4T2 Fl. 1.687 5 Conforme determina o caput do art. 72 do Regimento Interno do CARF, os enunciado da súmula CARF são de observância obrigatória por parte de seus membros. Desse modo, correta a aplicação da taxa Selic sobre os tributos apurados. No que tange à suposta exigência de multa regulamentar, basta se observar à fl. 8 dos autos que, no presente processo, não se exige qualquer penalidade regulamentar. Conforme esclarecido pela decisão recorrida, a exigência de tais penalidades deuse em processos distintos, a saber: 10670.000794/200838 e 10670.000796/200827. Portanto, em relação ao tema, deixase de conhecer do recurso por ser matéria estranha ao feito. CONCLUSÃO Isso posto, voto por não conhecer do recurso quanto às matéria estranhas ao feito, e, na parte conhecida, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO – Relator Fl. 1901DF CARF MF Impresso em 27/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 11/04/2014 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 17/04/2014 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 10830.005231/98-13
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 11 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3802-000.217
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Delegacia de Julgamento- DRJ se pronuncie sobre o recurso (manifestação de inconformidade) acostado aos autos do processo apenso (10830.005928/2003-12).
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano DAmorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn , Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
RELATÓRIO
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn , Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. RELATÓRIO O interessado acima identificado recorre a este Conselho de Contribuintes, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: Trata o presente processo de pedido de restituição/compensação da Contribuição para o Fundo de Investimento Social – Finsocial, apresentado em 08/09/1998 (fls. 1/4), relativo à parcela recolhida acima da alíquota de meio por cento, referente ao período de apuração de setembro/1989 a março/1992 (fls. 17/32). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .0 05 23 1/ 98 -1 3 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.005231/9813 Resolução nº 3802000.217 S3TE02 Fl. 301 2 A autoridade fiscal indeferiu o pedido (fl. 97), sob a alegação de que o direito do contribuinte pleitear a restituição ou compensação do indébito estaria decaído, pois o prazo para repetição de indébitos relativo a tributo ou contribuição pagos com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no exercício do controle difuso de constitucionalidade das leis, seria de cinco anos, contados da data da extinção do crédito, nos termos do disposto no Ato Declaratório SRF n.º 96, de 26 de novembro de 1999. A contribuinte impugnou o despacho decisório em 12/01/2001 (fls. 99/104), alegando, em síntese, que o prazo para pedir a restituição seria de dez anos e o pedido deveria ser apreciado sob a égide do Parecer Cosit nº 58, de 1998, em vigor quando de sua formalização. Esta DRJ Campinas, por meio do Acórdão nº 34, de 28/09/2001 (fls. 108/117), indeferiu o pedido, sob a fundamentação de que o direito a pleitear restituição de indébito tributário extinguese no prazo de cinco anos a contar dos pagamentos. Por sua vez, a Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes acolheu o recurso da interessada, afirmando que o pedido foi protocolizado na vigência do Parecer Cosit nº 58, de 1998, e dentro dos cinco anos seguintes à edição da Medida Provisória nº 1.110, de 31 de agosto de 1995, razão pela qual acordaram em afastar a decadência, retornando os autos a esta DRJ, para que fossem analisadas as demais questões (fls. 139/148). A 5ª Turma de Julgamento desta DRJ decidiu, então, por meio do Acórdão nº10.188, de 03/08/2005, que, afastada pelo Conselho de Contribuintes a questão da decadência, caberia à autoridade jurisdicionante do domicílio da contribuinte prosseguir na análise do pedido, encaminhando novamente o processo à DRF. A DRF em Campinas, por meio do despacho decisório de fls. 190/194, datado de 25/07/2007, considerou que o pleito da interessada dizia respeito tãosomente ao reconhecimento do direito creditório: 10. Preliminarmente, cumpre observar que não foram listados débitos nos dois pedidos de compensação apresentados pela contribuinte, fls. 5 e 79, ela apenas informou compensação, em DCTF, vide fls. 134/137 e 155/164, do crédito postulado através destes autos com débitos da Cofins entre os períodos de apuração de julho a dezembro de 1998. Tal procedimento adotado, compensação sem petição administrativa, não encontrava respaldo na legislação compensatória vigente na época, pois era necessário que os sujeitos passivos interessados em proceder à compensação de créditos da contribuição para o Finsocial com débitos da Cofins o fizessem respeitando os ditames impostos pela IN SRF nº 21/97, mediante requerimento, já que não se tratavam de contribuições da mesma espécie. (...) Fl. 298DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.005231/9813 Resolução nº 3802000.217 S3TE02 Fl. 302 3 12. Conforme visto acima, necessário que a interessada apresentasse pedido de compensação perfeitamente preenchido para que houvesse a possibilidade de compensar a contribuição para o Finsocial com a Cofins, já que a pretensão compensatória objeto dos autos se deu após a publicação da IN SRF nº 32/97, DOU de 10/04/1997. 13. E indevidas as compensações informadas, como exposto, os respectivos débitos foram objeto de lançamento de ofício, segundo a previsão legal vigente na época, passando a ser controlados através do processo administrativo nº 10830.005928/200312. Ao final, a DRF reconheceu parcialmente o direito creditório no montante de R$45.288,53, atualizado até 31/07/2007. Cientificada do despacho decisório em 02/08/2007 (fl. 198), a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 03/09/2007 (fls. 199/205), na qual alega que: a autoridade administrativa desconsiderou equivocadamente a compensação alegando que os débitos que se pretendia compensar não haviam sido discriminados nos pedidos de compensação. Como poderia indicar o que ainda não existia, o recorrente não tinha a época débitos para com a Receita Federal, tinha apenas e tão somente créditos a serem compensados, por isso, informou que compensaria com débitos futuros, vincendos, o que realmente fez e indicou nas DCTFs mensais; a DCTF tem como fundamento legal o art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984, e tem natureza de confissão de dívida, formalizando o crédito tributário e conferindo ao Fisco um instrumento hábil para a imediata inscrição em Dívida Ativa;há uma inversão de valores, sob a ótica do débito, fazse prevalecer a forma sobre a essência, todos os valores compensados foram devidamente informados em DCTF e, nesse ponto, é possível sua cobrança imediata, caso houvesse uma compensação indevida, mas sob a ótica do crédito prevalece o disposto em Instrução Normativa, in casu a IN SRF 21/97 com as alterações procedidas pela IN SRF 73/97, através do chamado pedido de compensação, que nem obrigação acessória é. Assim, para a cobrança de eventual compensação indevida utilizase a DCTF, mas, por outro lado, para se homologar a compensação exigese o denominado “pedido de compensação”, sendo que sua ausência é utilizada para fundamentar o afastamento da compensação e considerar apenas pedido de restituição, mesmo que tenha sido indicado, inicialmente, que a compensação se efetuaria com débitos vincendos. Embora seja esse o entendimento do Fisco, a recorrente entende que preencheu todos os requisitos exigidos pela IN SRF 21/97 com as alterações procedidas pela IN SRF 73/97. Ao final, a interessada pede: a reforma do Despacho Decisório proferido pelo Serviço de Orientação e Análise Tributária da DRF/CampinasSP, que reconheceu apenas parcialmente o pedido de restituição e, como Fl. 299DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.005231/9813 Resolução nº 3802000.217 S3TE02 Fl. 303 4 conseqüência, parcialmente o direito creditório, desconsiderando as compensações efetuadas via DCTF; uma vez reformada a Decisão supracitada, pleiteiase a homologação da compensação efetivada legalmente através das DCTFs com a conseqüente extinção do crédito tributário, nos termos do inciso II, do art. 156, do Código Tributário Nacional.” O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/CPS no 0521.975, de 20/05/2008, proferida pelos membros da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP,às fls. 260/262, cuja ementa dispõe, verbis: “Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 Compensação. DCTF. Não Apreciação. Não existindo nos autos pedidos de compensação ou declarações de compensação vinculadas ao direito creditório, descabe apreciar compensações que apenas tenham sido informadas pelo contribuinte em DCTFs. Solicitação Indeferida.” Como ressaltado no relatório, através do acórdão deste Conselho de n°302 36.644 de 27/01/2005, da lavra da relatora Elizabeth Echieregatto, foi afastada a decadência e determinava o retorno dos autos à DRJ para se pronunciar sobre as demais questões. Logo, o acórdão de 1ª instância mencionado acima, foi no sentido de indeferir a solicitação, tendo em vista, não existir previsão legal para homologação de compensação apenas informada em DCTF. Todavia, o mesmo acórdão, argumenta que como o processo administrativo não tratava das compensações efetuadas, mas tãosomente do direito creditório e não houve manifestação contra os cálculos efetuados pela DRF, que resultou no reconhecimento do direito creditório de R$ 45.288,53, não havendo, pois, litígio quanto a esse aspecto. Assim sendo, o voto foi para ratificar a decisão da DRF, reconhecendo em parte o direito creditório no montante de R$ 45.288,53, valores atualizados até 31/07/2007. Regularmente cientificado do Acórdão proferido (AR em 03/07/2008), o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário(em 04/08/2008), no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Numa primeira análise dessa nova questão pelo CARF, este, através da resolução nº 310200.042, de 21/05/2009, proferida pela 2a Turma Ordinária / 1a Câmara / 3a Seção (fls. 273/277), converteu o julgamento em diligência para que fossem acostados aos autos o processo nº 10830.005928/200312, no qual foram lançados de ofício as “compensações” realizadas via DCTF. Através do despacho de fls. 280 a DRF Campinas informou que aludido processo já se encontrava neste CARF desde 14/05/2009. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.005231/9813 Resolução nº 3802000.217 S3TE02 Fl. 304 5 Em consulta aos autos do processo nº 10830.005928/200312, vêse que às fls. 14/23 do aludido processo está acostado o auto de infração nº 0007458, que corresponde a lançamento eletrônico para exigência de débitos declarados nas DCTF do terceiro e do quarto trimestres de 1998, no valor total (principal) de R$ 19.807,55 (conf. fls. 20 e 22), acrescido de multa de ofício e de juros de mora. Do referido lançamento o sujeito passivo foi cientificado em 07/07/2003, conforme AR de fls. 73. Este, pois, o relato dos fatos envolvendo os litígios em exame. O processo digitalizado foi redistribuído a esta Conselheira. VOTO Numa primeira análise, quanto à legitimidade do lançamento, antes de nos debruçarmos sobre o mérito, é necessário examinar se, à época em que foi constituído o lançamento, ainda subsistia o direito de a Fazenda Pública fazêlo. Tal exame se faz necessário por envolver questão de ordem pública, qual seja, a decadência. O caso presente envolve a exigência da COFINS de competência do período de julho a dezembro de 1998. Segundo o demonstrativo dos créditos tributários não confirmados (fls. 18/19 do processo nº 10830.005928/200312), em todos os meses correspondentes não houve nenhum recolhimento confirmado. Conforme já ressaltado, o litígio objeto do processo nº 10830.005928/2003 12 (processo acostado) envolve a exigência da COFINS de competência do período de julho a dezembro de 1998. Já o lançamento foi formalizado em 07/07/2003 (ciência do auto de infração – fls. 73). Considerando que não houve nenhum recolhimento confirmado, o dies a quo para contagem do prazo decadencial corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo poderia ter sido lançado (regra do artigo 173, inciso I, do CTN), de sorte que o lançamento foi formalizado ainda dentro do prazo de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário. Releva destacar que nos termos do art. 90 da Medida Provisória n° 2.158 35/2001, os débitos declarados em DCTF vinculados a créditos não comprovados ou indevidos deveriam ser objeto de lançamento de oficio: Art. 90. Serão objeto de lançamento de oficio as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e as contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Assim, na época da ocorrência dos eventos, somente o saldo a pagar declarado em DCTF – ou seja, aquele declarado como devido, não vinculado a nenhum crédito – era objeto de confissão de dívida. Portanto, as diferenças apuradas deveriam ser objeto de lançamento de oficio. Do afastamento da multa de ofício Quanto à exigência da multa de ofício, transcrevo, abaixo, o disposto no artigo 18 da Lei nº 10.833/2003: Fl. 301DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.005231/9813 Resolução nº 3802000.217 S3TE02 Fl. 305 6 Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada em razão de nãohomologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007) (Vide Medida Provisória nº 472, de 15 de dezembro de 2009). Como se vê, o lançamento da multa de ofício foi dispensado pelo citado preceito legal. Assim, a exclusão da aludida multa se impõe, por se tratar de matéria de ordem pública, devendo referida penalidade, por conseguinte, ser afastada, consoante interpretação da CoordenaçãoGeral de Tributação na Solução de Consulta Interna n° 3, de 08 de janeiro de 2004: No julgamento de processos pendentes, cujo crédito tributário tenha sido constituído com base no art. 90 da MP n° 2.15835, as multas de oficio exigidas juntamente com as diferenças lançadas devem ser exoneradas pela aplicação retroativa do caput do art. 18 da Lei n° 10.833, de 2003, desde que essas penalidades não tenham sido fundadas nas hipóteses versadas no caput desse artigo. Ressaltese que as questões acima traçadas em relação à legitimidade do lançamento e à exigência da multa de ofício só fazem sentido em relação ao processo nº 10830.005928200312, correspondente ao lançamento dos débitos declarados em DCTF. Em conclusão, diante de tudo o que foi acima exposto, entendo que a lide requer sejam adotados as seguintes providências: em relação ao recurso objeto do processo nº 10830.005231/9813 (processo em pauta), sugiro que o recurso não deverá ser conhecido e fique sob efeito suspensivo; já que as compensações são objeto do processo nº 10830.005928/200312, onde as compensações informadas em DCTF não foram aceitas, o que redundou no lançamento de ofício; e, em relação ao processo nº 10830.005928/200312 (lançamento de ofício dos débitos declarados em DCTF/processo apenso a este), muito embora o mesmo não esteja em pauta, mas já proferindo meu entendimento sobre o mesmo dada sua conexão com o de nº 10830.005231/9813, considerando que o sujeito passivo, em 05/08/2003 (fls. 01), apresentou tempestiva impugnação (fls. 01/13 – processo nº 10830.005928/200312) – já que a ciência do auto de infração nº 0007458 (fls. 14/23) se deu em 07/07/2003 (fls. 73) – e que não há nos autos de nenhum dos processos nenhuma manifestação da DRJ sobre o recurso em tela, entendo que os mesmos deverão ser devolvidos para a primeira instância a fim de que esta se manifeste sobre a contenda à luz dos documentos acostados pelo sujeito passivo. Assim sendo, decido, converter o julgamento em diligência para que (processo referente ao AI de nº 10830.005928/200312), a primeira instância (DRJ) se manifeste sobre a contenda à luz dos documentos acostados pelo sujeito passivo e rito processual, daí subseqüente. E o da pauta prossiga junto ao outro, mas com efeito suspensivo. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10830.005231/9813 Resolução nº 3802000.217 S3TE02 Fl. 306 7 .Após diligência solicitada, retornem os autos para apreciação deste Conselho. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Fl. 303DF CARF MF Impresso em 11/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 3 0/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 13807.010416/2003-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Sep 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/09/1993 a 31/12/2000
PRESCRIÇÃO. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO.
Tratando-se de tributo sujeito à sistemática do lançamento por homologação e tendo o contribuinte formulado o pedido administrativo antes de 09 de junho de 2005, aplica-se o prazo prescricional de dez anos, nos termos do que restou decidido pelo STF com caráter de repercussão geral no RE nº 566.621.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3101-001.039
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para afastar a prejudicial de prescrição, e determinar o retorno dos autos ao órgão julgador de primeira instância para examinar as demais questões suscitadas na manifestação de inconformidade apresentada pelo sujeito passivo
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado.
EDITADO EM: 23/09/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Hélio Eduardo de Paiva Araújo (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1993 a 31/12/2000 PRESCRIÇÃO. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Tratando-se de tributo sujeito à sistemática do lançamento por homologação e tendo o contribuinte formulado o pedido administrativo antes de 09 de junho de 2005, aplica-se o prazo prescricional de dez anos, nos termos do que restou decidido pelo STF com caráter de repercussão geral no RE nº 566.621. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. Tratandose de tributo sujeito à sistemática do lançamento por homologação e tendo o contribuinte formulado o pedido administrativo antes de 09 de junho de 2005, aplicase o prazo prescricional de dez anos, nos termos do que restou decidido pelo STF com caráter de repercussão geral no RE nº 566.621. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para afastar a prejudicial de prescrição, e determinar o retorno dos autos ao órgão julgador de primeira instância para examinar as demais questões suscitadas na manifestação de inconformidade apresentada pelo sujeito passivo (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) RODRIGO MINEIRO FERNANDES Redator designado. EDITADO EM: 23/09/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 01 04 16 /2 00 3- 53 Fl. 213DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/09 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13807.010416/200353 Acórdão n.º 3101001.039 S3C1T1 Fl. 107 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tarásio Campelo Borges, Hélio Eduardo de Paiva Araújo (Suplente), Corintho Oliveira Machado, Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida (fls. 161 a 162): O contribuinte acima identificado requer, por meio do presente processo administrativo, a restituição/compensação de valores recolhidos a título de PIS para os períodos de apuração de setembro de 1993 a dezembro de 2000 (cópia de DARF às fls. 07 a 58). 2. Mediante o Despacho Decisório datado de 16/06/2008 (fls. 99 a 101) e cientificado em 27/08/2008 (AR à fl. 102), a autoridade competente da Delegacia da Receita Federal em São Paulo decidiu que: Decadência: Descabe a restituição dos pagamentos da contribuição ao PIS efetuados em data anterior a 15/09/1998, uma vez que o respectivo direito foi alcançado pela decadência, que se operou pelo transcurso do prazo de 5 anos contados da extinção do crédito tributário através do pagamento. A apuração da contribuição para o PIS/PASEP passou a ser feita com base no faturamento do mês a partir da publicação da Medida Provisória n.° 1.212 de 28/11/95, convertida posteriormente na Lei n.° 9.715/98. Assim, as declarações de compensação não foram homologadas. 3. Inconformado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte protocolou em 26/09/2008, a manifestação de inconformidade de fls. 112 a 131, alegando: 3.1. O Ato Declaratório SRF 096/99, natimorto em razão das inúmeras decisões do Poder Judiciário em não acatar normas administrativas da RF delimitadoras ou inibidoras do direito do sujeito passivo como no caso em questão. 3.2. A Recorrente entende pelo princípio de isonomia tributária consubstanciado em nossa Magna Carta, que se ao FISCO e dada a possibilidade de, nos casos de impostos cujo lançamento se verifica por homologação, que é o tema vertente, incontestavelmente, não se operou, como pretende os eméritos julgadores "a quo" a prescrição de seus créditos, posto que na verdade tratase de prazo decadencial do contribuinte a exemplo do fisco, nesses casos pleitear o que indevidamente pagos no prazo de 10 ou porque não dizer de até 11 anos contados a partir do referido fato gerador. 3.3.1. Desta forma, no mínimo, estaria legalmente assegurada ao Recorrente a restituição de todas as exações por ele recolhidas a partir de setembro de 1993 a setembro de 1998. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/09 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13807.010416/200353 Acórdão n.º 3101001.039 S3C1T1 Fl. 108 3 3.3.2. Se considerando a tese dos cinco mais cinco, consolidado pelo STJ, ou seja, o contribuinte tem até 10 anos para pleitear a restituição dos tributos pagos indevidamente. 3.4. Quanto ao MP 1212/95, fica patente após exames dos acórdãos de meridiana clareza que, permaneceu a semestralidade do PIS até 29/02/1996, o que torna, segundo a tese dos cinco mais cinco anos, tempestivo, e em muito, todo o pleito da ora Recorrente. 3.5. O assunto está "sub judice" administrativo e nos termos do artigo 151 do CTN suspensa a exigibilidade do crédito tributário encenado na declaração de compensação. 3.6. Por fim, requer acolhimento in totum a presente manifestação de Inconformidade. A DRJ competente manteve o indeferimento do pleito e o contribuinte recorreu a este Conselho. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes – redator ad hoc Por intermédio do Despacho de fls. 212, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101001.039, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pelo relatora original e pelos demais integrantes do colegiado. O órgão julgador a quo rejeitou a aplicação do prazo decenal para a compensação pleiteada pela contribuinte, alegando que se encontrava extinto o direito de pleitear o indébito relativo a quaisquer recolhimentos efetuados antes de 15/09/1998, indeferindo o pedido. O Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário n° 566.621/RS colocou um ponto final a discussão acerca da contagem do prazo prescricional para requerer a restituição/compensação de indébitos relativos a tributos sujeitos ao lançamento por homologação. O Pretório Excelso reconheceu a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando válida a aplicação do prazo quinquenal exclusivamente às ações ajuizadas a partir de 9 de junho de 2005 (após a vigência da Lei Complementar n° 118/2005). Aos casos anteriores àquela data, deve ser aplicado o prazo decenal. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/09 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13807.010416/200353 Acórdão n.º 3101001.039 S3C1T1 Fl. 109 4 Desse modo, à luz do que determina o art. 62A do RICARF, reproduzo a ementa da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, sob a sistemática do art. 543A do CPC, Recurso Extraordinário nº 566.621, verbis: DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR N° 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4o, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sita natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamenlo quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/09 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 13807.010416/200353 Acórdão n.º 3101001.039 S3C1T1 Fl. 110 5 Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4° segunda parte, da LC 118/05, considerandose vá/ida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, §3°, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Diante desta decisão do STF e do disposto no art. 62A do RICARF, os Conselheiros estão vinculados à interpretação fixada pela Suprema Corte no sentido de que o prazo prescricional de cinco anos aplicase somente a pleitos formalizados a partir de 09 de junho de 2005. Desse modo, aplicandose o que foi decidido pelo STF com caráter de repercussão geral, fica afastada a preliminar de prescrição. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário para afastar a preliminar de prescrição, com retorno dos autos ao órgão julgador de primeira instância para a apreciação das demais questões. E essas são as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Rodrigo Mineiro Fernandes – Redator ad hoc Fl. 217DF CARF MF Impresso em 30/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 25/09 /2014 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 10935.906323/2012-63
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 10/05/2011
Recurso Voluntário não conhecido
A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
Numero da decisão: 1802-003.289
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: Relator
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 63 23 /2 01 2- 63 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3a Turma da DRJ/CTA, a qual, por unanimidade de votos julgou pelo não acolhimento da manifestação de inconformidade apresentada. Em ato contínuo, o despacho decisório pela DRF de Cascavel/PR, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do PER/DCOMP, devido à inexistência de crédito pleiteado, já que o pagamento de PIS/PASEP, do período acima indicado, estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte o mesmo fato gerador, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/05/2011 PIS/PASEP. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PERD/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE NORMAS VIGENTES JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da COFINS, sem a exclusão do ICMS da base de cálculo, já que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998 não pode ser alargado ao ponto de abranger o conceito de ingresso. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que a matéria posta para análise – inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, não está afeta à competência desse Fl. 54DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA Processo nº 10935.906323/201263 Acórdão n.º 1802003.289 S1TE02 Fl. 12 3 colegiado, já que não é permitido aos Conselheiros do CARF se pronunciarem sobre os aspectos constitucionais de lei tributária. É de rigor a aplicação da Súmula CARF nº 02 que determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Precedentes: Acórdão nº 10194876, de 25/02/2005 Acórdão nº 10321568, de 18/03/2004 Acórdão nº 10514586, de 11/08/2004 Acórdão nº 10806035, de 14/03/2000 Acórdão nº 10246146, de 15/10/2003 Acórdão nº 20309298, de 05/11/2003 Acórdão nº 201 77691, de 16/06/2004 Acórdão nº 20215674, de 06/07/2004 Acórdão nº 20178180, de 27/01/2005 Acórdão nº 20400115, de 17/05/2005. Portanto, pelas razões por mim aqui expostas, NÃO CONHEÇO do recurso ora interposto (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 55DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10855.722588/2011-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2008
VTN. SIPT. FUNDAMENTAÇÃO. O arbitramento do valor da terra nua com base no SIPT está previsto no art. 14 da lei 9363/96 e Portaria SRF 447/2002.
VTN. REVISÃO. A revisão do VTN arbitrado está condicionada à apresentação de laudo de avaliação conforme Norma ABNT NBR 14653, que contemple os métodos de avaliação e as fontes de informações pesquisadas, além de comprovar o valor da terra nua à época do fato gerador.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2101-002.512
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
MARIA CLECI COTI MARTINS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka, Heitor de Souza Lima Junior, Maria Cleci Coti Martins, Eivanice Canario da Silva, Eduardo de Souza Leao.
Nome do relator: MARIA CLECI COTI MARTINS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2008 VTN. SIPT. FUNDAMENTAÇÃO. O arbitramento do valor da terra nua com base no SIPT está previsto no art. 14 da lei 9363/96 e Portaria SRF 447/2002. VTN. REVISÃO. A revisão do VTN arbitrado está condicionada à apresentação de laudo de avaliação conforme Norma ABNT NBR 14653, que contemple os métodos de avaliação e as fontes de informações pesquisadas, além de comprovar o valor da terra nua à época do fato gerador. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. MARIA CLECI COTI MARTINS - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka, Heitor de Souza Lima Junior, Maria Cleci Coti Martins, Eivanice Canario da Silva, Eduardo de Souza Leao.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2008 VTN. SIPT. FUNDAMENTAÇÃO. O arbitramento do valor da terra nua com base no SIPT está previsto no art. 14 da lei 9363/96 e Portaria SRF 447/2002. VTN. REVISÃO. A revisão do VTN arbitrado está condicionada à apresentação de laudo de avaliação conforme Norma ABNT NBR 14653, que contemple os métodos de avaliação e as fontes de informações pesquisadas, além de comprovar o valor da terra nua à época do fato gerador. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. MARIA CLECI COTI MARTINS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka, Heitor de Souza Lima Junior, Maria Cleci Coti Martins, Eivanice Canario da Silva, Eduardo de Souza Leao. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 72 25 88 /2 01 1- 10 Fl. 137DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 06/08/ 2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Relatório Trata o presente recurso voluntário da reforma do acórdão 0429.577 da 1a. Turma da DRJ/CGE que manteve o crédito tributário do auto de infração, julgando improcedente a impugnação do contribuinte, e para considerar o valor arbitrado pela autoridade fiscal baseado no SIPT. Este processo se refere ao imóvel rural NIRF 0.758.4890, denominado FB003 Conquista, com área de 1452,0 ha., localizado no município de Itaporanga/SP. O recorrente reproduz o acórdão atacado e repisa os mesmos argumentos da impugnação que, em apertada síntese são: 1. o arbitramento do valor da terra nua não deveria ter sido utilizado porque apresentou laudos conforme solicitado pelo fiscal para corroborar o valor utilizado na DITR; 2. o SIPT, por ter sido definido em norma inferior, não estaria em acordo com o CTN art. 97, vez que é uma das facetas importantes do tributo, a base de cálculo; 3. o princípio constitucional do contraditório não foi observado tendo em vista o arbitramento do VTN pelo SIPT cujas informações são ocultas; 4. tal arbitramento fere vários princípios do direito pátrio, como por exemplo, tipicidade cerrada, igualdade, generalidade, uniformidade, vedação de confisco, capacidade contributiva, etc. Conclui ratificando o pedido de que a pretensão fiscal seja rechaçada, por total falta de legitimidade, arbitrariedade e ainda cerceamento do direito de defesa. É o relatório. Voto Conselheira Maria Cleci Coti Martins O recurso é tempestivo, atende aos requisitos legais e deve ser conhecido. No Termo de Intimação Fiscal à fls. 23, o contribuinte foi cientificado dos valores da terra nua(VTN), por tipo e por hectare, constantes no Sistema de Preços de Terra. Também foi informado que a não apresentação de laudo pericial válido acarretaria o arbitramento do VTN por aqueles valores. Desta forma, foi dada possibilidade de defesa mesmo antes do término da constituição do crédito tributário, i.e., antes de instaurada a fase litigiosa. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 06/08/ 2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10855.722588/201110 Acórdão n.º 2101002.512 S2C1T1 Fl. 3 3 O Sistema de Preços de Terras utilizado para fazer o arbitramento do VTN do imóvel foi aprovado pela Portaria SRF 447/2002, em atendimento ao disposto no art. 14 da lei 9363/96, a seguir transcrito. Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1º As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. Assim, entendo que a implementação do SIPT, decorreu de determinação legal e, portanto, não está em desacordo com o artigo 97 do Código Tributário Nacional(CTN). Mais ainda, o parágrafo 2o. desse mesmo artigo esclarece que “não constitui majoração de tributo,…, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo”. Assim, não assiste razão o recorrente ao argumentar que o SIPT estaria em desacordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional. Muito embora a autoridade fiscal tenha possibilitado alternativas de comprovação do VTN, tais alternativas, conforme especificado no termo de intimação, devem conter argumentos bastantes para consubstanciar o valor informado. Assim a autoridade fiscal destacou características de aceitabilidade do laudo de avaliação alternativo, sobretudo no que se refere a especificação dos “métodos de avaliação e as fontes de informação pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel. Mais ainda, os documentos devem comprovar o VTN na data de 1/01/2007, a preço de mercado”. O atendimento da intimação ficou prejudicado, visto que não foi atendido nesse quesito. O contribuinte juntou aos autos à fls. 5052 um “levantamento de utilização de solo”. O relatório contém informações vagas sobre o imóvel, utilizando termos como “em sua maioria”, “em torno de”, “muitas nascentes”, “pequenas áreas”, “algum tipo de utilização”, etc. Foi comprovado que o referido laudo foi feito por um profissional habilitado, contudo, não atende ao que foi solicitado na intimação da autoridade fiscal. O referido laudo foi feito por um profissional habilitado, contudo, não atende ao que foi solicitado na intimação do fiscal. Mais grave ainda, o laudo não traz qualquer avaliação do imóvel. Desta forma o arbitramento foi a alternativa legal utilizada pela autoridade fiscal diante da impossibilidade de se usar a declaração apresentada pelo sujeito passivo. O lançamento é válido e não pode ser repelido, pois atende aos requisitos legais de competência conforme decreto 70235/72. O contencioso administrativofiscal tem início com a impugnação do sujeito passivo ao Auto de Infração. Até a lavratura do auto de infração o crédito tributário ainda não existe. Após a constituição do crédito tributário é dado ao contribuinte o direito de se defender com todos os meios legais permitidos, inclusive apresentando conteúdo probatório que julgar Fl. 139DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 06/08/ 2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 pertinente. É nesse momento que se instaura a fase contenciosa do processo administrativo fiscal e então todos os direitos constitucionais são devidamente assegurados às partes. Assim, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa. Considerando que, no curso do processo, o contribuinte não apresentou documentação comprobatória bastante que justifique a revisão do VTN do imóvel, considero não provido o recurso voluntário. Maria Cleci Coti Martins Relatora Fl. 140DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 06/08/ 2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 11065.002498/2009-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 11/04/2009 a 30/07/2009
AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF Nº 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1).
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-004.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por concomitância com processo judicial.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes,Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Luciana de Souza Espíndola Reis e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 11/04/2009 a 30/07/2009 AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF Nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1). Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por concomitância com processo judicial. Julio César Vieira Gomes - Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes,Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Luciana de Souza Espíndola Reis e Lourenço Ferreira do Prado.
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RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF Nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1). Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por concomitância com processo judicial. Julio César Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 00 24 98 /2 00 9- 53 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/08/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes,Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Luciana de Souza Espíndola Reis e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/08/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES Processo nº 11065.002498/200953 Acórdão n.º 2402004.104 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de auto de infração constituído em 27/10/2009 (fl. 79), para impor multa em razão da não apresentação de arquivos digitais – MANAD – no período de 11/04/2009 a 30/07/2009. A Recorrente interpôs impugnação (fl. 83/221), requerendo a total improcedência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre – DRJ/RS julgou improcedente a impugnação e manteve o crédito tributário exigido (fl. 227/231), entendendo, em suma, que: (i) a empresa foi intimada a entregar até 10/04/2009 o MANAD, no entanto, somente entregou os arquivos digitais em 30/07/2009, o que constitui infração e culminou na incidência de multa; (ii) “a autuação foi lavrada em razão do descumprimento da obrigação acessória prevista na legislação tributária de apresentar os arquivos digitais e sistemas no prazo determinado, sendo irrelevante para o deslinde da questão a alegação da impugnante quanto a não ter deixado de pagar nenhum valor de contribuição previdenciária”; (iii) “a alegação de que não houve empecilho à fiscalização, já que apresentou arquivos físicos e arquivos digitais (GFIP) do período, não ilide o fato de que houve descumprimento da obrigação acessória de apresentar os arquivos digitais no prazo estabelecido pela fiscalização”; (iv) “a argumentação quanto a ofensa a princípios constitucionais e legais não pode ser oposta na esfera administrativa”; (v) não se verifica a ocorrência do bis in idem na incidência das multas imputadas nos DEBCADs nº 37.216.5087 e nº 37.216.5079, posto que oriundas de fatos geradores diversos; (vi) não se conhece do protesto da impugnante pela produção de provas, além daquelas já arroladas no presente processo; (vii) o caráter confiscatório ou não da multa deve ser observado pelo legislador, cabendo à autoridade administrativa aplicar a multa nos moldes da legislação que a instituiu. O Recorrente interpôs recurso voluntário (fl. 236/255), no qual esclarece inicialmente que (i) a multa aplicada teve caráter confiscatório; (ii) o STF entende que cabe a aplicação do artigo 150, IV da Constituição Federal, referente às multas, entendimento da ADIn 552RJ; (iii) a ilegalidade da incidência da multa; (iv) independentemente da obrigatoriedade de entrega dos arquivos MANAD, a multa é ilegal pois a entrega não serviu para nada uma vez que o tributo é calculado com base na GFIP e, portanto, não houve prejuízo para a administração pública. Requer ao final seja dado integral provimento ao presente recurso voluntário, com a anulação da multa e desconstituição do crédito tributário. A Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Canoas informou que o débito nº 37.216.5095 está sob discussão judicial (fls. 258/294), na ação ordinária nº 5008257 27.2013.404.7112, em trâmite perante a 2ª Vara Federal de Canoas. É o relatório. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/08/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Considerando a existência da mencionada ação judicial proposta pela Recorrente, não é possível a apreciação do presente processo administrativo, sendo o caso de aplicação da Súmula CARF nº 1, a qual determina: “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” A Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Canoas anexou aos presentes autos a peça inicial da referida Ação Ordinária sob nº 500825727.2013.404.7112. Analisando a peça vestibular, anexada aos presentes autos às fls. 262/294, é possível verificar que a Recorrente pleiteia na ação judicial tutela jurisdicional idêntica à discutida em sede administrativa, conforme se vê do excerto abaixo: “O objeto desta lide é o AI nº 37.216.508 7, lavrado porque houve atraso na entrega das informações constantes da folha de pagamento (em meio físico e eletrônico) no leiaute (formato) do Manad, relativamente às competências 10/2004 a 13/2008, no valor de R$ 1.431.982,86.” Assim, entendo que os argumentos de defesa apresentados no recurso voluntário não devem ser objeto de análise, uma vez que já são discutidos na ação judicial proposta pelo Recorrente. CONCLUSÃO Diante de todo o exposto, voto pelo NÃO CONHECIMENTO do recurso nos termos da fundamentação acima. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 22/08/20 14 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GO MES
score : 1.0
Numero do processo: 11020.912630/2012-59
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/02/2008
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3803-006.437
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negou-se provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/02/2008 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negou-se provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa e Jorge Victor Rodrigues.
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negouse provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 91 26 30 /2 01 2- 59 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/09/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa e Jorge Victor Rodrigues. Relatório A autoridade administrativa, por meio de despacho decisório, havendo analisado a regularidade do direito creditório informado em declaração de compensação transmitida pela contribuinte, como fito de compensar créditos de IPI com débitos do mesmo tributo apurados, verificou que os créditos alegados como resultantes de pagamento a maior ou indevido, foram integralmente utilizados para a quitação de outros débitos, não restando saldo credor para a compensação dos débitos declarados. Assim deixou de homologálos. Manifestando o seu inconformismo aduziu sucintamente que a fiscalização deveria intimar a contribuinte para que prestasse informações acerca da origem de seu crédito, bem como o seu fundamento de validade, todavia a intimação não ocorreu, outrossim procedeuse a despacho decisório, desprovido da necessária fundamentação que deve conter o ato administrativo, notadamente relacionado à motivação, finalidade e moralidade, conforme disposto no art. 37, CF/88, mencionando doutrina nesse sentido. Alegou que ocorreu desvio de finalidade na prolação do despacho ora combatido, pois não se presta a dar início ao contraditório administrativo; que a fiscalização buscou interromper o prazo de homologação da compensação declarada pela contribuinte, prevista no § 5º, art. 74, da Lei nº 9.430/96; porquanto deu azo à interrupção do prazo de decadência do direito fazendário é apenas consequência do ato decisório, jamais podendo ser seu objeto; do exposto resultou em prejuízo ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Concluiu, preliminarmente, que o despacho decisório está maculado por ausência de fundamentação para a não homologação, por desvio de finalidade, por prejudicar o exercício ao contraditório e à ampla defesa, e deve ser anulado. Quanto ao mérito, evocou o princípio da verdade material como norteador do processo administrativo, que a busca dessa verdade pela autoridade fiscal lhe permite amealhar fatos e a produção de provas, trazendoas aos autos, quando sejam capazes de influenciar na decisão, cabendo o ônus da prova ao fisco, bem assim possibilitado à contribuinte a colação de provas e de documentos que comprovem as alegações trazidas na presente manifestação, eis que o direito creditório pode ser comprovado a qualquer tempo. Protestou ainda pela inaplicabilidade de multa de ofício, em face do princípio constitucional do não confisco, e dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e, mais, pela inaplicabilidade da Taxa Selic como juros moratórios, em razão da limitação de juros pelo CTN, para requerer a nulidade do despacho decisório em comento e o cancelamento de qualquer cobrança que advenha desse despacho. Conclusos foram os autos para apreciação da 2ª Turma da DRJ/RPO, que por meio do Acórdão nº 1444.388, de 28/08/13, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, não reconhecendo o direito creditório alegado pela contribuinte. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/09/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11020.912630/201259 Acórdão n.º 3803006.437 S3TE03 Fl. 6 3 O voto condutor desse acórdão afastou as nulidades suscitadas, sob o fundamento de que o despacho decisório encontrase devidamente fundamentado, portanto regularmente válido; que a homologação de compensação declarada requer créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional, o que efetivamente não ocorreu, eis que não demonstrado e não comprovada a regularidade dos créditos alegados; que os acréscimos moratórios deuse de acordo com a legislação cabível e, finalmente, que a vedação ao confisco é dirigida ao legislador, cabendo a autoridade administrativa apenas aplicalas nos moldes da legislação que a instituiu. Acerca do momento de apresentação de provas mencionou o art. 16 do Dec. Nº 70.235/72 e quanto ao ônus da prova citou o art. 333, como referências adotadas a título de fundamentação no julgado. No que pertine à aplicação da Taxa Selic como juros moratórios em face de dívidas tributárias, a motivação deuse de acordo com a Lei 9.065/95, c/c o art. 61 da Lei nº 9.430/96. Cientificada da decisão prolatada no Acórdão nº 1444.388, em 16/10/13, consoante atesta o AR (fl.), irresignada com o teor do decidido, contra o mesmo interpôs recurso voluntário em 13/11/13, conforme consta de carimbo da repartição preparadora, aduzindo os mesmos argumentos expendidos na exordial, de forma minudente, para requerer o provimento do recurso, para a homologação das compensações declaradas e reforma do acórdão recorrido. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Conheço do recurso que é tempestivo e preenche os demais pressupostos à sua admissibilidade. O cerne da questão devolvida para apreciação por este colegiado reside na comprovação da existência ou do direito creditório alegado pela contribuinte, por conseguinte de sua homologação. A recorrente assinalou, preliminarmente, que o despacho decisório está maculado de vício de nulidade por ausência de fundamentação para a não homologação. Destarte a não homologação se deu por comprovação, devido à busca da verdade material pela autoridade administrativa, da inexistência de crédito o bastante para satisfação da compensação declarada pela própria contribuinte. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/09/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Justamente em razão da busca da verdade material relativamente à comprovação da alegação formulada pela contribuinte, a autoridade administrativa, utilizandose dos sistemas de consulta do órgão fiscalizador ao qual a contribuinte é jurisdicionada, comprovou a inexistência de saldo credor para a compensação declarada, portanto em face desse procedimento administrativo não cabe se alegar desvio de finalidade. Tampouco cabe à alegação de óbice ao exercício do contraditório e à ampla defesa, eis que as alegações formuladas pela recorrente acerca da existência do direito creditório não lograram êxito, pois inexistente a comprovação material dos aludidos créditos. Rejeitadas, pois, as alegações da contribuinte como ensejadoras de nulidade, eis que inexistentes. Com isto examino às demais questões. A compensação é uma medida extintiva dos débitos tributários, com previsão no art. 156, II, do CTN, utilizada para ajuste de contas entre os créditos do contribuinte e os débitos em prol da União. A compensação relacionase a um direito subjetivo e unilateral do sujeito passivo. Assim sendo a transmissão da DComp pressupõe a existência de direito creditório o bastante para à satisfação dos débitos anteriormente declarados à Receita Federal do Brasil pela própria contribuinte. Portanto cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado, para fim de obtenção da homologação pretendida para a compensação declarada. De outra parte cabe à autoridade administrativa a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação e posterior homologação do direito creditório. Assim, baseado nas informações prestadas pela contribuinte ao Fisco a título de adimplemento de seu dever jurídico, veio a fiscalização a constatar a insuficiência de saldo credor para satisfação da compensação declarada. Por sua vez a recorrente não fez colação aos autos de nenhum documento contábil ou fiscal hábil e idôneo capas de confrontar às alegações formuladas no despacho decisório. Há que se concluir em relação a este aspecto, com fulcro no art. 333 do CPC, que não assiste razão à recorrente. Outra questão suscitada pela recorrente foi o momento adequado para apresentação de provas. Em relação a este tema o art. 16 do Dec. Nº 70.235/72, com as devidas alterações, dispõe que os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Por fim temse a questão da aplicação da taxa Selic, como fator de atualização incidente sobre os tributos devidos e não pagos no vencimento, cuja alegação de confisco foi arguida pela recorrente. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/09/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11020.912630/201259 Acórdão n.º 3803006.437 S3TE03 Fl. 7 5 Neste sentido a decisão recorrida reportou às disposições prescritas de acordo com a Lei 9.065/95, c/c o art. 61 da Lei nº 9.430/96, portanto encontrase escorreita, não merecendo reparo. Ante todo o exposto NEGO provimento ao recurso interposto. É como voto. Jorge Victor Rodrigues – Relator. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/09/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 23/09/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10235.721002/2011-05
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
Ementa:
IRPF. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. REGRAS DE TRIBUTAÇÃO. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62-A DO RICARF.
O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543-C do CPC. Aplicação do art. 62-A do RICARF (Portaria MF nº 256/2009).
IRPF. VENCIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. RECOMPOSIÇÃO SALARIAL. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO.
Não tendo caráter indenizatório, a verba recebida a título de recomposição salarial é tributável.
MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE.
É exigível a multa de ofício no percentual de 75% na forma do art. 44, § 1º, I da Lei nº 9430/1996, por expressa determinação legal.
Numero da decisão: 2201-002.475
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para que sejam aplicadas aos rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas progressivas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos ao Contribuinte, bem como para excluir da base de cálculo da exigência os valores correspondentes a férias indenizadas, acompanhados dos respectivos juros de mora.
Assinado Digitalmente
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
Assinado Digitalmente
EDUARDO TADEU FARAH - Relator.
EDITADO EM: 28/08/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), EDUARDO TADEU FARAH, GUSTAVO LIAN HADDAD, GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA e NATHALIA MESQUITA CEIA.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
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PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS ACUMULADAMENTE. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. REGRAS DE TRIBUTAÇÃO. TABELA MENSAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF. O imposto de renda incidente sobre os rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente deve ser calculado com base nas tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, conforme dispõe o Recurso Especial nº 1.118.429/SP, julgado na forma do art. 543C do CPC. Aplicação do art. 62A do RICARF (Portaria MF nº 256/2009). IRPF. VENCIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. RECOMPOSIÇÃO SALARIAL. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO. Não tendo caráter indenizatório, a verba recebida a título de recomposição salarial é tributável. MULTA DE OFÍCIO. LEGALIDADE. É exigível a multa de ofício no percentual de 75% na forma do art. 44, § 1º, I da Lei nº 9430/1996, por expressa determinação legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para que sejam aplicadas aos rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas progressivas vigentes à época em que os AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 23 5. 72 10 02 /2 01 1- 05 Fl. 700DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH 2 valores deveriam ter sido pagos ao Contribuinte, bem como para excluir da base de cálculo da exigência os valores correspondentes a férias indenizadas, acompanhados dos respectivos juros de mora. Assinado Digitalmente MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. Assinado Digitalmente EDUARDO TADEU FARAH Relator. EDITADO EM: 28/08/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), EDUARDO TADEU FARAH, GUSTAVO LIAN HADDAD, GUILHERME BARRANCO DE SOUZA (Suplente convocado), FRANCISCO MARCONI DE OLIVEIRA e NATHALIA MESQUITA CEIA. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, anocalendário 2008, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 03/11, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 1.109.182,82. A fiscalização apurou rendimentos classificados indevidamente na DIRPF (fls. 05/08). Cientificado do lançamento, o interessado apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, verbis: 1) Em Junho de 1993, foi exonerado arbitrariamente do cargo de Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Amapá. Em Dezembro de 1996, por força de decisão do STJ nos autos do Mandado de Segurança nº 7.105/96AP, foi reintegrado ao cargo. Nesse intervalo de 03 anos e seis meses ficou sem poder exercer o cargo de Procurador e, sem receber suas vantagens e vencimentos; 2) Após sua reintegração, ingressou com uma ação judicial contra o Estado do Amapá, requerendo indenização salarial do período no qual ficou afastado do cargo. Alicerçado na Lei Orgânica Nacional do Ministério Público (Lei nº 8.625/94), obtendo decisão favorável em primeira instância, confirmada pelo Tribunal de Justiça do Amapá, STJ e STF; 3) Em 31 de maio de 2006, o Tribunal de Justiça do Amapá deferiu a requisição para pagamento de Precatório, explicitando em sua decisão “que os cálculos deste precatório possuem natureza alimentícia, vez que provenientes de pagamentos de Fl. 701DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.721002/201105 Acórdão n.º 2201002.475 S2C2T1 Fl. 3 3 verbas salariais assegurados através de Mandado de Segurança.”; 4) O valor de R$ 2.022.580,08 foi recebido a título de indenização e compreende vencimentos e demais vantagens salariais como férias, auxíliomoradia, etc. Por ter caráter indenizatório, o referido valor é isento de cobrança do Imposto de Renda; 5) Inexiste fato gerador que justifique o lançamento efetuado; 6) Ao proceder o lançamento de ofício o Fisco incorreu em ilegalidades; 7) De forma equivocada, ao arrepio da lei e na contramão do que vem entendendo a jurisprudência e a doutrina, a autoridade lançadora ignorou que os valores recebidos são verba indenizatória e que sobre eles não pode incidir a cobrança do Imposto de Renda. Entendeu, ainda, que os rendimentos recebidos acumuladamente são passíveis de tributação, fazendo o cálculo de forma errada pelo regime de caixa convencional, aplicando o imposto sobre o montante global no mês do recebimento; 8) Cita doutrina e jurisprudência dos tribunais superiores; 9) A lei não instituiu que sobre verbas indenizatórias há incidência do Imposto de Renda. Inexiste fato gerador e nulo deve ser considerado o auto de infração combatido; 10) Cita os arts. 43 e 114 do CTN; 11) Sobre o montante de férias indenizadas não incide Imposto de Renda. Para reforçar sua argumentação apresenta, fls. 615/617 diversas planilhas demonstrativas; 12) Sobre o valor dos vencimentos, juros moratórios e do auxíliomoradia não há incidência do Imposto de Renda, por se tratar de verba indenizatória; 13) O Conselho Nacional do Ministério Público firmou entendimento, através da Resolução nº 09, de 05/06/206, que auxíliomoradia é verba indenizatória; 14) Não houve Imposto de Renda Retido na Fonte. Se o valor fosse tributável, a fonte pagadora teria retido o montante ao imposto devido; 15) Se coubesse à Receita Federal a cobrança dos referidos créditos tributários não poderia agir de forma abusiva. aplicando juros e multas exorbitantes; 16) Argüi a nulidade do Auto de Infração; 17) Solicita diligências e perícias; Fl. 702DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH 4 18) A autuação fiscal foi realizada fora dos parâmetros legais. O Fisco além de ignorar que os recursos recebidos pelo sujeito passivo são verba indenizatória, ainda fez o cálculo de forma errada pelo regime de caixa convencional, aplicando o imposto sobre o montante global no mês do recebimento, aplicando juros descabidos e multas exorbitantes de 75% sobre o valor do imposto apurado; 19) Ao se amparar no art. 12 da Lei nº 7.713/88 o Fisco tributou os rendimentos recebidos em base correntes , ou seja no mês do efetivo recebimento (regime de caixa); 20) Requer a anulação do lançamento de ofício já que o lançamento foi atingido na forma de tributação e na elaboração dos cálculos dos pretensos critérios; 21) Requer também, sejam levadas em consideração, no cálculo do imposto de renda incidente sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais rendimentos. A 2ª Turma da DRJ em Belém/PA julgou integralmente procedente o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADE. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. A autoridade administrativa não possui atribuição para apreciar a argüição de inconstitucionalidade ou ilegalidade de dispositivos legais. As leis regularmente editadas segundo o processo constitucional gozam de presunção de constitucionalidade e de legalidade até decisão em contrário do Poder Judiciário. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O auto de infração deverá conter, obrigatoriamente, entre outros requisitos formais, a capitulação legal e a descrição dos fatos. Somente a ausência total dessas formalidades é que implicará na invalidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa. Ademais, se o sujeito passivo revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendoas, uma a uma, de forma meticulosa, mediante defesa, abrangendo não só outras questões preliminares como razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. Comprovada a legitimidade do lançamento efetuado de ofício e cumpridas as formalidades legais dispostas em lei para sua efetivação, afastamse, por improcedentes, as preliminares argüidas. RENDIMENTOS ACUMULADOS. REGRAS DE TRIBUTAÇÃO. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá no mês do recebimento, sobre o total dos rendimentos, inclusive juros e atualização monetária. RESPONSABILIDADE DA FONTE PAGADORA. A responsabilidade pelas informações prestadas em sua declaração de ajuste anual independe da intenção do Fl. 703DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.721002/201105 Acórdão n.º 2201002.475 S2C2T1 Fl. 4 5 contribuinte. Nesse passo, não procede a alegação de que não houve omissão. ISENÇÃO. Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. ENCARGOS LEGAIS. MULTA DE OFÍCIO. ASPECTO CONFISCATÓRIO. A cobrança dos acessórios juntamente com o principal decorre de previsão legal nesse sentido, não merecendo prosperar a tese de que é confiscatória, por estar a autoridade lançadora aplicando tão somente o que determina a lei tributária. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais, quando comprovado que o contribuinte não figurou como parte na referida ação judicial. DOUTRINA. ENTENDIMENTO DOMINANTE DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. VINCULAÇÃO DA ADMINISTRATIVA. A autoridade julgadora administrativa não se encontra vinculada ao entendimento dos Tribunais Superiores, pois não faz parte da legislação tributária de que fala o art. 96 do Código Tributário Nacional, desde que não se traduzam em súmula vinculante nos termos da Emenda Constitucional n° 45, DOU de 31/12/2004. Da mesma forma, não há vinculação do julgador administrativo à doutrina jurídica. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimado da decisão de primeira instância em 01/06/2012 (fl. 653), Joel Sousa das Chagas apresenta Recurso Voluntário em 29/06/2012 (fls. 654/695), sustentando, exatamente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Tadeu Farah O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade. Fl. 704DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH 6 Como visto do relatório, cingese a controvérsia na classificação indevida de rendimentos na Declaração de Ajuste/2009. De acordo com a autoridade fiscal, o contribuinte considerou como isentos os rendimentos tributáveis recebidos de Pessoa Jurídica, decorrentes de Ação Judicial, no valor de R$ 2.022.580,08 (fls. 13/19). Antes de se entrar no mérito, cumpre enfrentar a preliminar de nulidade suscitada pelo contribuinte. Quanto à alegação de suposta ofensa ao principio constitucional da capacidade contributiva, cumpre deixar assentado que a exigência foi constituída de acordo com a legislação de regência, que não pode deixar de ser aplicada com base em juízo subjetivo da administração tributária a respeito da capacidade contributiva. Na verdade, a compatibilização da carga tributária ao princípio da capacidade contributiva deve ser considerada pelo legislador, ao criar os impostos de sua competência, e, por conseguinte, não pode ser suscitado administrativamente. O professor Bernardo Ribeiro de Moraes, em sua obra Compêndio de Direito Tributário, Forense, V.2, 3ª ed., p.122123, leciona: A regra (princípio da capacidade contributiva) tem eficácia jurídica perante o legislador ordinário, devendo este, ao escolher os fatos geradores da obrigação tributária (as hipóteses de incidência da regra jurídica criadora do imposto), verificar fatos presuntivos de capacidade contributiva (...). O problema é eminentemente político legislativo. Portanto, aprovada a lei, presumese que suas regras estejam de acordo com os princípios constitucionais vigentes. Sobre as demais inconstitucionalidades (nãoconfisco e dignidade da pessoa humana, entre outros), é entendimento pacífico deste Conselho que os órgãos julgadores não são competentes para apreciarem esse tipo de arguição, consoante se infere da simples leitura da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Rejeitamse, pois, as preliminares. No mérito, alega o suplicante que tais rendimentos possuem caráter indenizatório e, portanto, não poderiam ser alcançados pela tributação. Afirma ainda que a tributação deve ocorrer de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos. Por fim, informa que do montante recebido o valor de R$ 396.134,91 foi relativo a férias indenizáveis; o montante de R$ 735.270,17 referese a juros sobre os vencimentos e a quantia de R$ 267.352,50 é atinente a auxílio moradia. Pois bem, de acordo com a sentença proferida na Ação de Execução, fl. 148, os valores devidos ao contribuinte pelo estado do Amapá referemse a “... vencimentos e vantagens não percebidas ao longo do período de afastamento do serviço público estadual...”, ou seja, tais valores se referem a salários (vencimentos) não recebidos ao longo dos anos. Nesse passo, o objetivo da ação judicial foi simplesmente pagar ao recorrente aquilo que antes deixou de ser pago. E o que antes deixou de ser pago é salário. Assim, o que veio a ser posteriormente pago é salário. Nessa ordem de idéias, penso que a verba trazida à discussão configura acréscimo patrimonial e, consequentemente, sujeita à incidência do IR, consoante dispõe o art. 43 do CTN: Fl. 705DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.721002/201105 Acórdão n.º 2201002.475 S2C2T1 Fl. 5 7 Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Dessarte, por não constituir isenção legal, como é o caso das hipóteses do art. 39 do RIR/1999, a verba recebida deve ser tributada. Em outra passagem, alega o contribuinte que o valor recebido a título de férias indenizadas deve ser excluído da tributação, conforme consta às fls. 84/85pdf. De pronto, entendo que assiste razão ao recorrente, na exata concepção da Solução de Divergência nº 1, de 2 de Janeiro de 2009, assim como em razão da jurisprudência dominante deste Órgão Administrativo. Vejase: SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL COORDENAÇÃOGERAL DE TRIBUTAÇÃO SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA Nº 1, DE 2 DE JANEIRO DE 2009 ASSUNTO: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF EMENTA: FÉRIAS NÃOGOZADAS CONVERTIDAS EM PECÚNIA Rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria ou exoneração. As verbas referentes a férias integrais, proporcionais ou em dobro, ao adicional de um terço constitucional, e à conversão de férias em abono pecuniário compõem a base de cálculo do Imposto de Renda. Por força do § 4º do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, a Secretaria da Receita Federal do Brasil não constituirá os créditos tributários relativos aos pagamentos efetuados por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou exoneração, sob as rubricas de férias nãogozadas integrais, proporcionais ou em dobro convertidas em pecúnia, de abono pecuniário, e de adicional de um terço constitucional quando agregado a pagamento de férias, observados os termos dos atos declaratórios editados pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional em relação a essas matérias. A edição de ato declaratório pelo ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, desobriga a fonte pagadora de reter o tributo devido pelo contribuinte relativamente às matérias tratadas nesse ato declaratório. Fl. 706DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH 8 DISPOSITIVOS LEGAIS: Art. 19, II, e § 4º, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; Arts. 43, II, e 625 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999; Atos Declaratórios Interpretativos SRF nº 5, de 27 de abril de 2005 e nº 14, de 1º de dezembro de 2005; Atos Declaratórios PGFN nºs 4 e 8, ambos de 12 de agosto de 2002, nº 1, de 18 de fevereiro de 2005, nºs 5 e 6, ambos de 16 de novembro de 2006, nº 6, de 1º de dezembro de 2008, e nº 14, de 2 de dezembro de 2008; e Parecer PGFN/PGA/Nº 2683/2008, de 28 de novembro de 2008. (grifei) Citase, outrossim, entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais: IRPF. INDENIZAÇÕES. NÃO INCIDÊNCIA. As férias indenizadas não devem sofrer tributação do IRPF, por repararem um dano, já que já havia sido configurado o direito. (Acórdão nº 9202002.871 Processo nº 11060.000950/200135) Ante a esses argumentos, devese excluir da tributação o valor relativo às férias indenizadas recebidas pelo recorrente. Sobre a alegação de que recebeu R$ 267.352,50 a título de auxílio moradia, analisando detidamente os autos, mais precisamente a planilha de cálculo, fls. 84/85pdf, verificase que não houve individualização do valor recebido a esse título, razão pela qual não há como excluir o citado valor da exigência. No tange à alegação de que recebeu a título de juros o valor de R$ 735.270,17, cumpre esclarecer que no julgamento do REsp 1.227.133/RS, sob o rito do art. 543C do CPC, o STJ fixou orientação no sentido de que somente é inexigível o imposto de renda sobre os juros de mora decorrentes do pagamento a destempo de verbas trabalhistas de natureza indenizatória, oriundas de condenação judicial. Vejase: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. JUROS DE MORA. CARÁTER REMUNERATÓRIO. TEMA JULGADO PELO STJ SOB A SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. 1. Por ocasião do julgamento do REsp 1.227.133/RS, pelo regime do art. 543C do CPC (recursos repetitivos), consolidou se o entendimento no sentido de que "não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais em decorrência de sua natureza e função indenizatória ampla." Todavia, após o julgamento dos embargos de declaração da Fazenda Nacional, esse entendimento sofreu profunda alteração, e passou a prevalecer entendimento menos abrangente. Concluiuse neste julgamento que "os juros de mora pagos em virtude de decisão judicial proferida em ação de natureza trabalhista, devidos no contexto de rescisão de contrato de trabalho, por se tratar de verba indenizatória paga na forma da lei, são isentos do impo sto de renda, por força do art. 6º, V, da Lei 7.713/88, até o limite da lei". 2. Na hipótese, não sendo as verbas trabalhistas decorrentes de despedida ou rescisão contratual de trabalho, assim como por terem referidas verbas (horas extras) natureza remuneratória, deve incidir o imposto de renda sobre os juros de mora. Agravo regimental improvido. Fl. 707DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10235.721002/201105 Acórdão n.º 2201002.475 S2C2T1 Fl. 6 9 (AgRg no REsp 1235772 RS – julgado em 26/06/2012) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA. JUROS DE MORA DECORRENTES DO PAGAMENTO EM ATRASO DE VERBAS TRABALHISTAS. NÃO INCIDÊNCIA. MATÉRIA JÁ PACIFICADA PELA PRIMEIRA SEÇÃO. RECUR SO ESPECIAL REPETITIVO 1.227.133/RS. 1. A Primeira Seção, por ocasião do julgamento do REsp 1.227.133/RS, sob o rito do art. 543C do CPC, fixou orientação no sentido de que é inexigível o imposto de renda sobre os juros de mora decorrentes do pagamento a destempo de verbas trabalhistas de natureza indenizatória, oriundas de condenação judicial. 2. Agravo regimental não provido.” (AgRg nos REsp 1163490 SC – julgado em 14/03/2012) Da análise do julgamento do Recurso Repetitivo 1.227.133/RS, constatase que apenas é isento do imposto de renda os juros de mora incidentes sobre verba principal isenta ou fora do campo de incidência do IR, conforme a regra do “accessorium sequitur suum principale”. Assim, conforme amplamente abordado neste voto, apenas os vencimentos recebidos pelo recorrente a título de férias indenizadas se subsume ao REsp 1.227.133/RS e, por essa razão, é inexigível o imposto de renda sobre os juros de mora, relativamente às citadas verbas. No que tange aos cálculos do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos acumuladamente, a autoridade lançadora aplicou à espécie o art. 12 da Lei n° 7.713/1988: Art. 12. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá, no mês do recebimento ou crédito, sobre o total dos rendimentos, diminuídos do valor das despesas com ação judicial necessárias ao seu recebimento, inclusive de advogados, se tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização. (grifei) Contudo, de acordo com o art. 62A do RICARF (Portaria MF nº 256/2009), devese aplicar à espécie o REsp nº 1.118.429/SP, julgamento sob o rito do art. 543C do CPC. Na ocasião, o STJ decidiu que a tributação dos rendimentos recebidos acumuladamente deve ser calculada de acordo com as tabelas e alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos. Vejase: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AÇÃO REVISIONAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PARCELAS ATRASADAS RECEBIDAS DE FORMA ACUMULADA. 1. O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e Fl. 708DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH 10 alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado. Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global pago extemporaneamente. Precedentes do STJ. 2. Recurso Especial não provido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008. Resp 1.118.429/SP, julgado em 24/03/2010. (grifei) Pelo que se vê, o Resp nº 1.118.429/SP versa exatamente sobre o caso dos autos, ou seja, rendimentos recebidos acumuladamente em decorrência de decisão judicial. Nesse caso, a incidência do imposto de renda deve levar em consideração as alíquotas vigentes à época em que os rendimentos deveriam ter sido pagos. Ressaltese que a autoridade lançadora deduziu proporcionalmente o valor pago pelo recorrente a título de honorários advocatícios, conforme “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal” (fl. 14). Portanto, neste ponto, não há qualquer reparo a fazer ao lançamento. Por fim, em se tratando de falta de pagamento ou recolhimento de tributo, apurada em procedimento de ofício, a autoridade lançadora deve aplicar as multas de lançamento de ofício, previstas no art. 44 da Lei no 9.430/1996, não podendo deixar de aplicá la ou reduzir seu percentual ao seu livre arbítrio. Assim sendo, correta a imposição da multa de ofício. Ante ao exposto, voto por rejeitar as preliminares e, no mérito, dar parcial provimento ao recurso para aplicar sobre rendimentos recebidos acumuladamente as tabelas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido pagos, bem como excluir da base de cálculo os valores recebidos a título de férias indenizadas, acompanhadas dos respectivos juros de mora. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 709DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por EDUARDO TADEU FARAH
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Numero do processo: 10660.721875/2013-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/2009 a 30/09/2009
AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF N° 1.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Súmula CARF nº 1.
RECLAMAÇÕES E RECURSOS. DEPÓSITO. EFEITO SUSPENSIVO.
As reclamações e recursos, bem como o depósito do montante integral, suspendem a exigibilidade do crédito tributário. Art. 151, II e III, do CTN.
CONTRIBUIÇÃO NÃO DECLARADA EM GFIP. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
O crédito tributário correspondente a contribuição social previdenciária cujos elementos não tenham sido declarados em GFIP deve ser lançada de ofício por não restar constituído por meio daquela declaração.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-003.285
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LIEGE LACROIX THOMASI Presidente
(assinado digitalmente)
ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/2009 a 30/09/2009 AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF N° 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Súmula CARF nº 1. RECLAMAÇÕES E RECURSOS. DEPÓSITO. EFEITO SUSPENSIVO. As reclamações e recursos, bem como o depósito do montante integral, suspendem a exigibilidade do crédito tributário. Art. 151, II e III, do CTN. CONTRIBUIÇÃO NÃO DECLARADA EM GFIP. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O crédito tributário correspondente a contribuição social previdenciária cujos elementos não tenham sido declarados em GFIP deve ser lançada de ofício por não restar constituído por meio daquela declaração. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2009 a 30/09/2009 AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. SÚMULA CARF N° 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Súmula CARF nº 1. RECLAMAÇÕES E RECURSOS. DEPÓSITO. EFEITO SUSPENSIVO. As reclamações e recursos, bem como o depósito do montante integral, suspendem a exigibilidade do crédito tributário. Art. 151, II e III, do CTN. CONTRIBUIÇÃO NÃO DECLARADA EM GFIP. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. O crédito tributário correspondente a contribuição social previdenciária cujos elementos não tenham sido declarados em GFIP deve ser lançada de ofício por não restar constituído por meio daquela declaração. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 72 18 75 /2 01 3- 51 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 2 LIEGE LACROIX THOMASI – Presidente (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 10660.721875/201351 Acórdão n.º 2302003.285 S2C3T2 Fl. 160 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação da recorrente, mantendo os créditos tributários lançados. Adotamos trechos do relatório do acórdão do órgão a quo (fls. 143 e seguintes), com destaques nossos, que bem resumem o quanto consta dos autos: Tratase de crédito tributário constituído pela fiscalização e materializado por meio dos seguintes Autos de Infração (AI) contra o sujeito passivo acima identificado, consolidados em 03/07/2013, verificados nos estabelecimentos de CNPJ nº 18.780.254/0001 35, 18.780.254/000569 e 18.780.254/000720 desse contribuinte, lançados em 04/07/2013 e com a ciência pessoal ao contribuinte em 09/07/2013 (fls. 003 e 008): Constituíram fatos geradores das contribuições lançadas a aquisição de produção rural de pessoas físicas não declarada em GFIP, no período de 08/2009 a 09/2009, resultando nas correspondentes contribuições sociais previdenciárias e destinadas ao SENAR. Conforme informado pela fiscalização em seu Relatório Fiscal (fls. 014/015), as contribuições sociais aqui tratadas são objeto do processo judicial nº 2009.34.00.0172356 de iniciativa do contribuinte, em trâmite no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por meio da qual o contribuinte propugna pela inexistência da obrigatoriedade de recolher as contribuições previstas no art. 25, incisos I e II, e a retenção instituída no art. 30, todos da Lei nº 8.212, de 24/07/1991, e o lançamento efetuado teve por finalidade garantir os referidos créditos previdenciários. As contribuições encontramse com exigibilidade suspensa por força de depósitos judiciais vinculados ao referido processo. Não foram aplicados multa ou juros aos valores lançados em decorrência do depósito judicial associado às contribuições lançadas. O contribuinte apresentou impugnação, em 01/08/2013, às fls. 053/054, considerada tempestiva pela unidade de origem, nos Fl. 161DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 4 termos do Despacho de fl. 140, com as considerações a seguir descritas. (...) Como afirmado, a impugnação apresentada pela recorrente foi julgada improcedente, tendo a recorrente apresentado, tempestivamente, o recurso voluntário de fls. 153 e seguintes, nos quais alega, em apertada síntese, que: * o lançamento teria sido efetuado tãosomente para evitar a decadência, na medida em que o impugnante está discutindo a constitucionalidade e legalidade das contribuições por meio da Ação Declaratória nº 2009.34.00.0172356, em trâmite perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária de Brasília; * os créditos foram objeto de depósito judicial, restando suspensa sua exigibilidade; * insurgese contra a alegação da fiscalização de que as bases de cálculo correspondentes às contribuições não teriam sido declaradas em GFIP, sustentando que todas as obrigações acessórias teriam sido devidamente cumpridas, inclusive o preenchimento e entrega da GFIP, conforme documentos que anexa. Em conseqüência, os autos de infração deveriam ser anulados. Encerra requerendo a anulação dos autos de infração ou, alternativamente, a manutenção da suspensão da exigibilidade do crédito neles lançados até o julgamento final da ação judicial. É o relatório. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 10660.721875/201351 Acórdão n.º 2302003.285 S2C3T2 Fl. 161 5 Voto Conselheiro Relator André Luís Mársico Lombardi Matérias Não Contestadas e Renúncia ao Contencioso Administrativo. É de se consignar que a própria recorrente deixou de impugnar diretamente e tampouco recorreu quanto à existência dos fatos geradores ou do crédito tributário deles decorrente. E, a teor dos arts. 16, III, e 17, do Decreto nº 70.235/92, no processo administrativo fiscal, somente são apreciadas as matérias que foram expressamente contestadas. Todavia, ainda que tivessem sido contestadas, extraise dos autos e a própria recorrente confirma que o lançamento foi efetuado tãosomente para evitar a decadência, na medida em que o impugnante está discutindo a constitucionalidade e legalidade das contribuições por meio da Ação Declaratória nº 2009.34.00.0172356, em trâmite perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária de Brasília. Portanto, houve renúncia ao contencioso administrativo quanto às matérias submetidas à apreciação judicial. Com efeito, o artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal, veda que seja afastada da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Quem se sentir ameaçado ou violado em seus direitos pode recorrer ao Judiciário e este não pode furtarse da apreciação e solução da matéria. As decisões deste Poder sobrepõemse às decisões administrativas, pelo que, tendo sido proposta ação judicial na qual são discutidas as mesmas questões de mérito suscitadas em defesa administrativa, encerrandose o processo judicial, a decisão administrativa seria substituída pela sentença. É por essa razão que ocorrerá renúncia ao contencioso quando a ação judicial tiver por “o mesmo objeto” ou “pedido” do processo administrativo. É o que dispõem a Súmula CARF n° 1; o artigo 126, § 3º, da Lei no 8.213/91; o artigo 38 da Lei n° 6.830/80; e o artigo 87 do Decreto 7.574/11: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Lei n° 8.213/91: Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social INSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Fl. 163DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 6 Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) (...) § 3º A propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto. (Incluído pela Lei nº 9.711, de 20.11.98) “(sem grifos no original) Parágrafo único. Se na impugnação houver matéria distinta da constante do processo judicial, o julgamento limitarseá à matéria diferenciada” (sem grifos no original) Lei n° 6.830/80: Art. 38 A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. Parágrafo Único A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto Decreto 7.574/2011: (Regulamenta o processo de determinação e exigência de créditos tributários da União, o processo de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal e outros processos que especifica, sobre matérias administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil) (...) Art. 87. A existência ou propositura, pelo sujeito passivo, de ação judicial com o mesmo objeto do lançamento importa em renúncia ou em desistência ao litígio nas instâncias administrativas (Lei n° 6.830, de 1980, art. 38, parágrafo único). Parágrafo único. O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação à matéria diferenciada. (Todos destaques são nossos) Fl. 164DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 10660.721875/201351 Acórdão n.º 2302003.285 S2C3T2 Fl. 162 7 Assim, além de a própria recorrente não ter contestado diretamente a existência dos fatos geradores ou do crédito tributário deles decorrente, devese reconhecer a renúncia ao contencioso administrativo quanto à legalidade ou constitucionalidade das exações, eis que matéria submetida à apreciação judicial. Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário. Quanto ao efeito suspensivo pleiteado, cabe esclarecer à contribuinte que, nos temos do art. 151, incisos II e III, do CTN, tal comando é obedecido pela administração sem necessidade de que haja requerimento especial por parte da impugnante: Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento. Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes. Logo, tanto o recurso como o depósito do montante integral têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, impedindo, portanto, a Fazenda Pública de exigilo até que a lide instaurada com a apresentação da contestação tenha desfecho favorável ao ente tributante. Inexistência de Declaração dos Fatos Geradores em GFIP. Alega a recorrente que todos os fatos geradores teriam sido declarados em GFIP, porém, como destacado na decisão a quo, não é o que se verifica a partir dos autos ou de consulta aos sistemas da RFB: Os fatos geradores do lançamento em tela são as aquisições de produção rural de pessoas físicas, cujo montante total em cada competência deve ser declarado na GFIP correspondente. No caso concreto, os fatos geradores foram os descritos na tabela a seguir, que também mostra os valores declarados nas GFIPs ativas nas competências correspondentes, conforme consulta aos sistemas da RFB (GFIPWeb) em 24/10/2013: Fl. 165DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 8 Portanto, constatase que nenhum dos valores lançados de ofício foi declarado em GFIP. Em reforço, a única GFIP para a qual consta algum elemento nos autos, no caso apenas o recibo de entrega, que foi anexado pelo contribuinte a fl. 122, consiste em GFIP referente ao CNPJ 18.780.254/000135 e à competência 08/2009, situação para a qual não há lançamento de ofício efetuado e GFIP essa que não possui fato gerador e que apresenta marca de exclusão no sistema. Logo, nenhum dos valores lançados de ofício encontrase declarado em GFIP e, portanto, inatacável na forma o lançamento efetuado. Portanto, não procede a irresignação da recorrente. Pelos motivos expendidos, CONHEÇO DO RECURSO VOLUNTÁRIO para, NO MÉRITO, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Fl. 166DF CARF MF Impresso em 28/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 27/ 08/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI
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Numero do processo: 10283.720934/2010-76
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006, 2007
DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA APLICÁVEL ÀS EXPORTAÇÕES NACIONAIS REALIZADAS PARA CONSUMO NA ZONA FRANCA DE MANAUS.
Uma vez recepcionada pela Constituição Federal (CF) o Decreto-Lei 288/67, que em seu art.4º equipara à exportação toda exportação de produto nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, incide sobre tais operações a imunidade tributária que cuida o art. 149, §2º, da CF.
DA MULTA QUALIFICADA.
Caracteriza a intenção dolosa do contribuinte de fraude ou sonegação pode existir a qualificação da multa em 150%.
Numero da decisão: 1302-001.425
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR (Presidente), EDUARDO DE ANDRADE, HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, MARCIO RODRIGO FRIZZO, WALDIR VEIGA ROCHA, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006, 2007 DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA APLICÁVEL ÀS EXPORTAÇÕES NACIONAIS REALIZADAS PARA CONSUMO NA ZONA FRANCA DE MANAUS. Uma vez recepcionada pela Constituição Federal (CF) o DecretoLei 288/67, que em seu art.4º equipara à exportação toda exportação de produto nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, incide sobre tais operações a imunidade tributária que cuida o art. 149, §2º, da CF. DA MULTA QUALIFICADA. Caracteriza a intenção dolosa do contribuinte de fraude ou sonegação pode existir a qualificação da multa em 150%. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR (Presidente), EDUARDO DE ANDRADE, HELIO EDUARDO DE PAIVA AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 09 34 /2 01 0- 76 Fl. 799DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 ARAUJO, MARCIO RODRIGO FRIZZO, WALDIR VEIGA ROCHA, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA Relatório Tratase de recurso voluntário. Na origem foi lavrado auto de infração em razão da suposta omissão de receitas por parte da recorrente por ter sido verificada divergência entre as receitas declaradas à RFB e à SEFAZ/AM referente aos anoscalendários de 2006 e 2007, fato que motivou a constituição do auto de infração de IRPJ (R$ 245.296,99), CSLL (R$ 245.297,00), PIS (R$ 179.496,41), COFINS (R$ 721.035,27) e Contribuição para a Seguridade Social – INSS (R$ 2.086.688,77), já acrescidos da multa de 150%, e ainda multa regulamentar (R$ 14.184,59) (fl. 20/75). Em resumo, na origem do presente processo administrativo, o AFRFB convenceuse pela ocorrência dos seguintes fatos, consoante narra o Termo de Verificação Fiscal (fl. 76/86): (i) Que a Recorrente estava incrita no SIMPLES no ano calendário de 2006 e 2007 na condição de empresa de pequeno porte (EPP); (ii) Que a tentativa de intimação da Recorrente do Termo de Início de Fiscalização pela via postal foi infrutífera, sendo a empresa intimada por edital (Termo de Edital nº. 034/2010 – fl. 90), com efeitos a partir de 16/04/2010; (iii) Que foram solicitados através do Termo de Início de Fiscalização os livros e documentos contábeis da Recorrente dos anos calendários 2006 e 2007, assim como o Contrato Social e suas alterações, mas tais documentos não foram apresentados pela contribuinte; (iv) Que para suprir a falta dos livros e documentos o AFRFB solicitou à SEFAZ/AM (fl. 92) “informações sobre as obrigações tributárias do contribuinte relacionadas com o fisco estadual no período sob fiscalização (...)”; (v) Que através dos resumos de Declaração de Apuração Mensal (DAM) – fls. 93/138 – entregue pela Recorrente à SEFAZ/AM foi verificado que esta declarou em 2006 receitas ao fisco estadual no valor de R$ 9.133.465,88, contudo a Recorrente declarou à RFB no mesmo exercício a importância de apenas R$ 1.139.961,56 como receita bruta para tributação pelo SIMPLES; (vi) Esclareceu, ainda, o AFRFB que em relação ao anoexercício de 2007 a Recorrente declarou receita de vendas ao fisco estadual no valor de R$ 7.323.376,00, mas declarou à RFB a importância total de R$ 1.431.220,66, através do regime do SIMPLES no período do primeiro semestre do exercício e do Lucro Presumido a partir do segundo semestre; Fl. 800DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.720934/201076 Acórdão n.º 1302001.425 S1C3T2 Fl. 799 3 (vii) Que, em consequência de tais constatações, foi formalizada Representação Fiscal ao Delegado da RFB – Manaus para exclusão da Recorrente do SIMPLES, sendo publicado em 22/07/2010 o Ato Declaratório de Exclusão n.º 128, surtindo seus efeitos a partir de 01/01/2007; (viii) Que em 27/08/2010 foi enviado Termo de Intimação (fls. 90) por via postal para Adriana Pinheiro Mendonça para esclarecimentos sobre as atividades da Recorrente, uma vez que é sua titular responsável (empresária individual); (ix) Que em 14/09/2010 compareceu à RFB o procurador da Adriana Pinheiro Mendonça apresentando resposta escrita (fls. 145) ao Termo de Intimação. Esclareceu também que os Livros Contábeis da empresa recorrente foram extraviados após o óbito do seu antigo contador, apresentando Boletim de Ocorrência que registraram a ocorrência e a certidão de óbito. (x) Que, também em 14/09/2010, foi entregue novo Termo de Intimação (fls. 142) para a recorrente esclarecer as divergências entre os valores das receitas informadas ao Fisco Estadual e à RFB, no que toca aos anosexercícios de 2006 e 2007; (xi) Que em resposta à intimação a recorrente declarou que sua titular, Adriana Pinheiro Mendonça, desconhecia essas divergências, alegando ainda falta de conhecimento técnico para se manifestar sobre tais diferenças; (xii) Logo, o AFRFB classificou como omissão de receita os valores a maior declarados à SEFAZ/AM, mas que não foram informados à RFB. Esclarece que foram deduzidos do valor total do lançamento tributário os valores correspondentes aos tributos dos exercícios fiscalizados já pagos; (xiii) Foi aplicado o agravamento da multa em 150%, entendendo o AFRFB que houve configuração de ilícito doloso de sonegação pela Recorrente “com o nítido propósito de suprimir ou reduzir o pagamento de tributos federais” (art. 44, I, §1º, da Lei n.º 9.430/96 c/c art. 71, da Lei n.º 4.502/64); (xiv) A empresária individual ADRIANA PINHEIRO MENDONÇA foi declarada responsável solidária pelos créditos tributários formalizados no ato de lançamento, por responsabilidade ilimitada de empresário individual solidária e, também, com fundamento no art. 137, inc. I e II, do CTN. Encerrada a fiscalização, a recorrente teve ciência do auto de infração em 05/01/2011 (fls. 20, 30, 40, 50, 60, 69, 70 e 74) por meio de seu procurador. Na sequência, apenas a empresa apresentou impugnação em 28/01/2011 (fl. 252/317), a qual foi julgada totalmente improcedente, nos termos da ementa do acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamentos (DRJ) que adiante segue transcrita (fl. 656/669): ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES Ano calendário: 2006, 2007 Fl. 801DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 EMENTA OMISSÃO DE RECEITA Aplicamse à microempresa e à empresa de pequeno porte todas as presunções de omissão de receita existentes nas legislações de regência dos impostos e contribuições incluídos no Simples SOLIDARIEDADE São solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. PROVA EMPRESTADA. ADMISSIBILIDADE. É lícito ao Fisco Federal valerse de informações colhidas por outras autoridades públicas para efeito de lançamento tributário, desde que estas guardem pertinência com os fatos cuja prova se pretenda oferecer. IMPOSTO DE RENDA. ARBITRAMENTO DO LUCRO. RECEITA CONHECIDA. A falta de apresentação de livros comerciais e fiscais, bem como de documentação hábil, sem a tentativa de reconstituição da escrita torna válida a adoção do arbitramento do lucro da pessoa jurídica. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido. Intimada da decisão supratranscrita em 17/09/2013 (fl. 680), a recorrente apresentou, então, recurso voluntário em 14/08/2013 (fl. 681/698), no qual ventila as seguintes razões, em resumo: (i) Preliminarmente, que a recorrente está situada na área geográfica da Zona Franca de Manaus (DecretoLei nº 288/1967), sendo que todas as receitas auferidas são oriundas de vendas de mercadorias de origem nacional; (ii) Que as operações relativas a vendas de mercadorias nacionais realizadas dentro da ZFM são equiparadas a uma venda do Brasil para o estrangeiro, devendo ter o mesmo tratamento fiscal dado às receitas oriundas de exportação; (iii) Que os benefícios fiscais concedidos pela ZFM têm vigência até 05/10/2023 (arts. 40 e 92 da ADCT); (iv) Que as receitas decorrentes de vendas de mercadorias efetuadas dentro da ZFM devem ter o mesmo tratamento fiscal dado ao PIS e à COFINS em face das receitas oriundas de operações de exportação; (v) Que as receitas decorrentes de vendas para o exterior passaram a ser imune de incidência do PIS e da COFINS (art. 149, CF, com a redação dada Fl. 802DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.720934/201076 Acórdão n.º 1302001.425 S1C3T2 Fl. 800 5 pela EC nº 33/01), o que deve ser aplicado para as vendas realizadas na ZFM por aplicação do princípio da isonomia; (vi) Que deve ser assegurado à recorrente o mesmo tratamento de imunidade tributária do PIS e da COFINS concedido a outros Estados da Federação; (vii) Que o Supremo Tribunal Federal já pacificou jurisprudência no sentido de que há isenção do PIS e da COFINS para empresa localizada na Zona Franca de Manaus. Juntou jurisprudência; (viii) No mérito, que há necessidade de redução da multa de ofício lançada pela RFB de 150% para 75%, por não ter sido comprovado o ilícito doloso de sonegação no caso; (ix) Que a súmula 14 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF estabelece que a omissão de receitas sem origem comprovadas por si só não enseja a existência de dolo, fraude ou dissimulação por parte do contribuinte; (x) Que a jurisprudência do CARF é no sentido de que em casos nos quais houve a exclusão do SIMPLES por omissão de receitas, constatada por meio de comparação dos fiscos estudual e federal, as multas de ofício foram fixadas em 75%. Juntou entendimentos; (xi) Por fim requereu a procedência dos pedidos formulados no Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 803DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 Voto Conselheiro Marcio Rodrigo Frizzo. O recurso voluntário apresentado é tempestivo e apresenta todos os requisitos de admissibilidade, então dele conheço. 1. Da Delimitação da Matéria Controvertida. Compulsando os autos, é possível verificar que o lançamento tributário realizado em desfavor da recorrente foi de IRPJ (R$ 245.296,99), CSLL (R$ 245.297,00), PIS (R$ 179.496,41), COFINS (R$ 721.035,27) e Contribuição para a Seguridade Social – INSS (R$ 2.086.688,77) e multa regulamentar (R$ 14.184,59) (fl. 20/75 – do auto de infração). Entretanto, após ter sua impugnação julgada totalmente improcedente, a recorrente apresentou o recurso voluntário que ora se analisa, no qual apenas se insurge contra o lançamento do PIS e da COFINS, bem como contra a qualificação da multa aplicada (fls. 698 – Recurso Voluntário). Desta maneira, NÃO será objeto de manifestação por este Conselho o lançamento tributário correspondente ao IRPJ, a CSLL, a Contribuição para a Seguridade Social – INSS e, também, a multa regulamentar, pois entendo como matéria não recorrida. 2. Da Imunidade Tributária Aplicável às Operações de Compra e Venda Destinadas à Zona Franca de Manaus. Da Equiparação à Exportação. A recorrente argumenta de forma preliminar em seu recurso voluntário pela incidência da norma constitucional de imunidade tributária, em relação ao PIS e à COFINS, sobre as receitas decorrentes de vendas realizadas dentro da Zona Franca de Manaus. Muito embora tais assertivas apenas tenham sido arguidas em sede do recurso voluntário, entendo que são cabíveis de apreciação por este Conselho em face de precípua finalidade deste Órgão de verificação do estrito cumprimento da legislação tributária com relação aos lançamentos (atos administrativos) realizados pela RFB, como bem preceitua o art. 3, II da Lei 9.784 e o art. 1º, do seu Regimento Interno, in verbis: Lei n.º 9.784/99 DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS Art. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: III formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; Fl. 804DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.720934/201076 Acórdão n.º 1302001.425 S1C3T2 Fl. 801 7 RICARF (Portaria n.º 256/09) Art. 1°. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, tem por finalidade julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância, bem como os recursos de natureza especial, que versem sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (grifo não original) Ademais, entendo que alegação de existência de imunidade e de erro quanto à sistemática de apuração do lucro tributável são matérias de ordem pública, passíveis de conhecimento a qualquer tempo no processo administrativo. Portanto, afasto os efeitos do instituto da preclusão sobre tal matéria, uma vez necessária sua apreciação por este colegiado diante da demonstração de aplicação incorreta da legislação tributária. Como é cediço, a Constituição Federal institui através de seu art. 149, §2º, imunidade tributária em relação às contribuições sociais e de intervenção de domínio econômico sobre as receitas oriundas da exportação, nos seguintes termos: Art. 149. §2º. As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: I não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; A respeito das imunidades tributárias, o respeitável doutrinador Hugo de Brito Machado define de forma sublime os efeitos do instituto sobre as normas de incidência tributária, como se destaca: Imunidade é o obstáculo decorrente de regra da Constituição à incidência de regra jurídica de tributação. O que é imune não pode ser tributado. A imunidade impede que a lei defina como hipótese de incidência tributária aquilo que é imune. É limitação da competência tributária. (MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 31ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2010, p. 300). Portanto, por força da regra constitucional esposada no art. 149, §2º, da Constituição Federal, não pode haver incidência de PIS/COFINS sobre as vendas decorrentes de exportação, entendimento este já assente neste Conselho: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. IMUNIDADE DAS RECEITAS DE EXPORTAÇÃO. O art. 149, §2º, inciso I da Constituição Federal concede imunidade para as receitas decorrentes de exportação em relação às contribuições sociais. Recurso Voluntário Provido. (CARF. Acórdão n.º 2301003.257. Rel. Bernadete De Oliveira Barros. Sessão de 23/01/2014) ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. A destinação de mercadorias para a Zona Franca de Manaus equivale à exportação de produto brasileiro para o estrangeiro segundo disposto no Decretolei 288/67. Tendo o artigo 40 do ADCT mantido as características de área de livre comércio, de Fl. 805DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 exportação e importação, e de incentivos fiscais, por vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 e, ainda, considerando que a receita de exportações de produtos nacionais para o estrangeiro é desonerada do PIS e da COFINS, nos termos do artigo 149, § 2º, I, da Constituição Federal, enquanto não alterado ou revogado o artigo 4º do DL n.º 288/67, sobre elas não incide o PIS e a COFINS. (CARF. Acórdão n.º 3801002.029. Rel. Sidney Eduardo Stahl. Sessão de 20/09/2013) ZONA FRANCA DE MANAUS. RECEITAS DE EXPORTAÇÃO. IMUNIDADE. ART. 149, § 2º, I, DA CF. As receitas provenientes da comercialização de produtos para a Zona Franca de Manaus são equiparadas a receitas de exportações por força do art. 4º do DecretoLei nº. 288/67, razão pela qual são imunes à incidência da contribuição previdenciária nos termos do art. 149, § 2º, I, da Constituição Federal. (...) (CARF. Acórdão n.º 2403002.238. Rel. Marcelo Magalhães Peixoto. Sessão de 15/08/2013) (...) TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. BASE DE CÁLCULO. VARIAÇÃO MONETÁRIA ATIVA. A incidência de PIS sobre as receitas decorrentes de variações cambiais positivas deve ser afastada em face da regra de imunidade do art. 149, § 2º, I, da Constituição Federal, estimuladora da atividade de exportação, e da expressa isenção prevista nas normas instituidora daquela contribuição. (...) (CARF. Acórdão n.º 3201000.901. Rel. Luciano Lopes De Almeida Moraes. Sessão de 20/02/2012) Neste mesmo raciocínio, analisando a legislação que cuidou de implementar os benefícios fiscais aplicáveis à Zona Franca de Manaus (ZFM) – DL n.º 288/67, observase que, em seu art. 4º, há a previsão de que qualquer venda de produto nacional para consumo ou industrialização na ZFM será equivalente a uma exportação para fins tributários, nos seguintes termos: DL n. 288/72 – Art. 4º. A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Vale ressaltar, ainda, que os benefícios fiscais concedidos à ZFM através do DL n.º 288/67 foram recepcionados e mantidos pela atual Constituição Federal, consoante se verifica através dos artigos 40 e 92, ambos da ADCT, que atualmente possuem a seguinte redação: Art. 40. É mantida a Zona Franca de Manaus, com suas características de área livre de comércio, de exportação e importação, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulgação da Constituição. Parágrafo único. Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. Fl. 806DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.720934/201076 Acórdão n.º 1302001.425 S1C3T2 Fl. 802 9 Art. 92. São acrescidos dez anos ao prazo fixado no art. 40 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. (Vide EC 42/2003) Ademais, o art. 506 do atual Código Aduaneiro (Decreto n.º 6.759/09) corrobora o preceito legal expresso no art.4º, do DL n.º 288/67, aduzindo o seguinte: Art. 506. A remessa de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou posterior exportação, será, para efeitos fiscais, equivalente a uma exportação brasileira para o exterior. Nestes termos também já decidiu o Superior Tribunal de Justiça, como se verifica das ementas que se destacam abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL.ART. 535, II, DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF. ARTS. 110, 111, 176 E 177, DO CTN. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. DESONERAÇÃO DO PIS E DA COFINS. PRODUTOS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS. ART. 4º DO DL 288/67. INTERPRETAÇÃO. EMPRESAS SEDIADAS NA PRÓPRIA ZONA FRANCA. CABIMENTO. (...) 5. As operações com mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus são equiparadas à exportação para efeitos fiscais, conforme disposto no art. 4o do DecretoLei 288/67, de modo que sobre elas não incidem as contribuições ao PIS e à Cofins. Precedentes do STJ. 6. O benefício fiscal também alcança as empresas sediadas na própria Zona Franca de Manaus que vendem seus produtos para outras na mesma localidade. Interpretação calcada nas finalidades que presidiram a criação da Zona Franca, estampadas no próprio DL 288/67, e na observância irrestrita dos princípios constitucionais que impõem o combate às desigualdades sócioregionais. (STJ. REsp n.º 1.276.540/AM. Rel. Min. Castro Meira. DJe05/03/2012) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AÇÃO DECLARATÓRIA. ADITAMENTO À INICIAL (PEDIDO COMPENSATÓRIO) RECUSADO. PRESCRIÇÃO. ISENÇÃO. PIS E COFINS. PRODUTOS DESTINADOS À ZONA FRANCA DE MANAUS E À AMAZÔNIA OCIDENTAL. (...) 10. O art. 4º do DL 288/67 e o art. 40 do ADCT "preserva a Zona Franca de Manaus como área de livre comércio, estendendo às exportações destinadas a estabelecimentos situados naquela região os benefícios fiscais presentes nas exportações ao estrangeiro". Consectariamente, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Sob esse enfoque, é assente nas Turmas de Direito Público que: "O conteúdo do art. 4º do Dec.lei 288/67, foi o de atribuir às operações da Zona Franca de Manaus, quanto a todos os tributos que direta ou indiretamente atingem exportações de mercadorias nacionais para essa região, regime igual ao que se aplica nos casos de exportações brasileiras para o exterior." (...) Fl. 807DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 10 12. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, inferese que a isenção relativa à COFINS e ao PIS é extensiva à mercadoria destinada à Zona Franca (Precedentes do STJ: RESP 677.209/SC, Relator Ministro Luiz Fux, DJ de 28.02.2005; RESP 223.405/MT, Relator Min. Humberto Gomes de Barros, DJ de 01.09.2003; RESP 144.785/PR, Relator Min. Paulo Medina, DJ de 16.12.2002). (...) (STJ. REsp n.º 859.745/SC. Rel. Ministro Luiz Fux. DJe 03/03/2008) Logo, entendo como incontroverso que a remessa de mercadoria originada em qualquer lugar do território nacional para consumo ou industrialização na ZFM tem natureza jurídica de exportação para fins de incidência tributária, portanto, abrangida pela imunidade tributária em relação às contribuições sociais, nos termos do art. 149, §2º, da CF. Entretanto, voltando ao presente caso, fazse necessário a constatação efetiva de que as vendas realizadas pela Recorrente tiveram como fim o consumo ou a industrialização na própria ZFM, como alegado, pois somente estas operações são equiparadas a exportações, nos termos do art. 4º, do DL n.º 288/67, supratranscrito, e, por consequência, usufruem da imunidade tributária em comento. Compulsando os autos, constatase que a Recorrente não junta quaisquer notas fiscais correlatas às operações que alega ter realizado para consumo ou industrialização na ZFM, ou outros documentos que pudessem demonstrar a destinação de suas mercadorias, vez que os Resumos das DAMs (Declarações de Apuração Mensal) – fls. 93/138 – entregues pela Receita Estadual apenas apontam os valores totais das receitas declaradas àquele Órgão. Em outras palavras, é impossível diante do conjunto probatório existente no processo administrativo que se conclua que as vendas realizadas pela Recorrente estão amparadas pela imunidade tributária prevista no art. 149, §2º, da CF c/c art. 4º, do DL n.º 288/67. Aplicado subsidiariamente no âmbito administrativo, o art. 333, II, do CPC, preceitua o seguinte: Art. 333. O ônus da prova incumbe: (...) II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Portanto, entendo que a Recorrente não se desincumbiu do seu ônus probatório, uma vez não demonstrado que suas operações de vendas eram realizadas para consumo ou industrialização dentro da própria ZFM. Assim, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário para manter o lançamento tributário do PIS e da COFINS sobre as vendas realizadas pela recorrente. 3. Da Multa Qualificada A aplicação da multa qualificada no presente caso foi decorrente da omissão de receitas em grande monta, verificada quando da comparação das receitas declaradas à SEFAZ/AM e as declaradas à RFB nos anos calendários de 2006 e 2007, créditos estes omitidos na declaração do SIMPLES em 2006 e no primeiro semestre de 2007 e DIPJ no segundo semestre de 2007, bem como outras Declarações (DCTF e DACON no ano de 2007). Fl. 808DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.720934/201076 Acórdão n.º 1302001.425 S1C3T2 Fl. 803 11 Ademais, ressaltou o AFRFB que mesmo intimada diversas vezes, inclusive na pessoa de sua sócia, responsável solidária pelo presente lançamento tributário, a empresa contribuinte não apresentou os livros contábeis e demais documentos solicitados durante o procedimento fiscal, nem esclareceu as divergências verificadas entre os valores das receitas informadas ao Fisco estadual e à RFB. Assim, entendeu o AFRFB pela configuração do ilícito doloso de sonegação, conforme Termo de Verificação Fiscal (fl. 80/83), realizando o lançamento da multa qualificada de 150%, com fulcro no art. art. 44, I, §1º, da Lei n.º 9.430/96 c/c art. 71, da Lei n.º 4.502/64, in verbis: L. n.º 9.430/96 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (...) § 1º. O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (grifo não original) L. n.º 4.502/64 Art . 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I – da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II – das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. (grifo não original) Analisando os autos, entendo que restou comprovado no procedimento fiscal o ato volitivo da contribuinte de cometer o ilícito doloso fiscal de sonegação. Explico. Consoante restou cabalmente demonstrado nos autos, a Recorrente, de maneira reiterada durante os anoscalendários fiscalizados, deixou de informar à RFB a integralidade de suas receitas auferidas, apresentando sempre declaração a menor nos fechamentos mensais e trimestrais (2º semestre de 2007) dos exercícios. Intimada diversas vezes a apresentar seus livros contábeis e esclarecer as diferenças apontadas pelo fiscal, a recorrente mantevese inerte, alegando apenas o extravio dos livros e falta de conhecimento técnico para se manifestar sobre tais apontamentos. Destaco, também, as seguintes observações consideradas pela autoridade fazendária quando da lavratura do auto de infração (fls. 82/83), nos termos seguintes: Fl. 809DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 12 Quanto às justificativas apresentadas pelo contribuinte em resposta aos Termos de Intimação de 27/08/2010 e 14/09/2010, às quais nos referimos acima (no item 1), consideramos inconsistentes para merecerem crédito. O Boletim de Ocorrência sobre o extravio dos livros e documentos fiscais foi lavrado em 11/09/2010, data posterior à da primeira intimação, e relacionado a evento ocorrido em 2008. O contador, por sua vez, não teria nenhum interesse em sonegar receitas do contribuinte à RFB se não auferisse alguma vantagem com esse ilícito. Além do mais, em ação fiscal sobre outro contribuinte, cujo contador era o mesmo, constatamos idêntico modo de agir referente às condutas ilícitas, ou seja, as receitas declaradas à RFB sofriam uma considerável redução, comparadas às receitas declaradas à SEFAZ/AM (processo administrativo n° 10283720.846/2010 74). Outra informação que deve ser levada em conta na análise dos ilícitos é a grande diferença entre o valor da movimentação financeira em contas bancárias de titularidade do contribuinte (R$ 5.404.416,30 conforme registros nos sistemas de dados da RFB) e o valor da receita declarada à SEFAZ/AM nos dois anos fiscalizados (R$ 16.456.841,88). Considerando os vultosos valores das compras e vendas efetuadas pelo contribuinte nesses dois anos, a maior parte de sua movimentação financeira foi realizada à margem de contas bancárias de sua titularidade. Portanto, no rol de ilícitos cometidos encontramos: omissão de receitas comprovada mediante a comparação das receitas declaradas à SEFAZ/AM, com as receitas declaradas à Receita Federal na declaração do SIMPLES em 2006 e no primeiro semestre de 2007, e na DIPJ no segundo semestre de 2007; a redução de pagamento dos tributos desses períodos em decorrência da sonegação das receitas; omissão de informações sobre as receitas ou débitos tributários em outras Declarações (DCTF e DACON no ano de 2007); ocultação de livros e documentos; extinção irregular da atividade empresarial. Todos esses ilícitos estão diretamente vinculados com a intenção de impedir ou retardar que a autoridade fazendária tomasse conhecimento da ocorrência do fato gerador das obrigações tributárias principais. Não se pode perder de vista as vultosas diferenças encontradas entre as receitas declaradas ao Fisco estadual e à RFB, como apontado na tabela abaixo (fls. 78/79): RECEITAS – ANOCALENDÁRIO 2006 DAM – SEFAZ SIMPLES RFB DIFERENÇA TOTAL R$ 9.133.465,88 R$ 1.139.961,56 R$ 7.993.504,32 RECEITAS – ANOCALENDÁRIO 2007 DAM – SEFAZ SIMPLES (1º Sem.) / DIPJ RFB DIFERENÇA TOTAL R$ 7.323.376,00 R$ 1.431.220,66 R$ 5.892.155,34 Assim, é clarividente que a Recorrente omitiu dolosamente o valor real de suas receitas a fim de aproveitarse indevidamente do regime simplificado de tributação em boa parte do período fiscalizado – todo o anocalendário de 2006 e 1º semestre de 2007 –, bem Fl. 810DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.720934/201076 Acórdão n.º 1302001.425 S1C3T2 Fl. 804 13 como buscou a todo instante reduzir o montante do imposto devido, caracterizando de maneira inegável o intuito volitivo de sonegação. Dessa forma, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário para manter o lançamento da multa qualificada no percentual de 150% (cento e cinquenta por cento). 3. Da Conclusão Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo incólume o lançamento, nos termos do relatório e voto. (assinado digitalmente) Márcio Rodrigo Frizzo Relator Fl. 811DF CARF MF Impresso em 03/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/08/2014 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 13/08/201 4 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 03/09/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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