Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13819.003024/2001-37
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1996
EMENTA
Ementa:
PIS E COFINS. DECADÊNCIA TERMO INICIAL - Conforme decisão do STJ em Acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I, do CTN), nos casos em que não ocorreu o pagamento antecipado da exação e inexista declaração prévia do débito. Não configurada a hipótese ausência de pagamento, prevalece o termo inicial previsto no § 4º do art. 150 do CTN.
Recurso Extraordinário Negado
Numero da decisão: 9900-000.866
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Pleno, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Redator designado
Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais), Marcos Aurélio Pereira Valadão, Antônio Carlos Guidoni Filho, Rafael Vidal de Araújo, João Carlos de Lima Júnior, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Júnior, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Joel Miyasaki, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, Júlio César Alves Ramos (Conselheiro Convocado), Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva e Antonio Lisboa Cardoso (Conselheiro Convocado).
Nome do relator: VALMIR SANDRI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201412
camara_s : Pleno
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1996 EMENTA Ementa: PIS E COFINS. DECADÊNCIA TERMO INICIAL - Conforme decisão do STJ em Acórdão submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I, do CTN), nos casos em que não ocorreu o pagamento antecipado da exação e inexista declaração prévia do débito. Não configurada a hipótese ausência de pagamento, prevalece o termo inicial previsto no § 4º do art. 150 do CTN. Recurso Extraordinário Negado
turma_s : PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13819.003024/2001-37
anomes_publicacao_s : 201510
conteudo_id_s : 5534562
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9900-000.866
nome_arquivo_s : Decisao_13819003024200137.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : VALMIR SANDRI
nome_arquivo_pdf_s : 13819003024200137_5534562.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO - Presidente. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Redator designado Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais), Marcos Aurélio Pereira Valadão, Antônio Carlos Guidoni Filho, Rafael Vidal de Araújo, João Carlos de Lima Júnior, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Júnior, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Joel Miyasaki, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, Júlio César Alves Ramos (Conselheiro Convocado), Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva e Antonio Lisboa Cardoso (Conselheiro Convocado).
dt_sessao_tdt : Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014
id : 6155389
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122255474688
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1848; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 653 1 652 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13819.003024/200137 Recurso nº Extraordinário Acórdão nº 9900000.866 – Pleno Sessão de 8 de dezembro de 2014 Matéria IRPJ Recorrente Procuradoria da Fazenda Nacional Recorrida Bacardi Martini do Brasil Indústria e Comércio Ltda ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1996 EMENTA Ementa: PIS E COFINS. DECADÊNCIA TERMO INICIAL Conforme decisão do STJ em Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I, do CTN), nos casos em que não ocorreu o pagamento antecipado da exação e inexista declaração prévia do débito. Não configurada a hipótese “ausência de pagamento”, prevalece o termo inicial previsto no § 4º do art. 150 do CTN. Recurso Extraordinário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Presidente. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Redator designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 00 30 24 /2 00 1- 37 Fl. 4500DF CARF MF Impresso em 08/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 6/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 06/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 2 Participaram do julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais), Marcos Aurélio Pereira Valadão, Antônio Carlos Guidoni Filho, Rafael Vidal de Araújo, João Carlos de Lima Júnior, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Júnior, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Joel Miyasaki, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, Júlio César Alves Ramos (Conselheiro Convocado), Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva e Antonio Lisboa Cardoso (Conselheiro Convocado). Relatório A Procuradoria da Fazenda Nacional, irresignada com o decidido no Acórdão CSRF/016.069, proferido na sessão de 11/11/2007, apresentou recurso extraordinário ao Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF, com fulcro no artigo 9° do Regimento Interno da CSRF, aprovado pela Portaria MF 147/2007, vigente à época da aludida decisão. A matéria recorrida referese à data inicial para contagem do prazo de decadência, estando o julgado ora recorrido assim ementado: DECADÊNCIA. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o termo inicial para a contagem do prazo quinquenal de decadência para constituição do crédito tributário é a ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, §4° do CTN. Precedentes da CSRF. Recurso especial não provido. A Recorrente aponta como paradigma o Acórdão CSRF/0202.288, de 25/04/2006 que na questão em debate traz como ementa: PIS. DECADÊNCIA. Por ter natureza tributária, na hipótese de ausência de pagamento antecipado, aplicase ao PIS a regra de decadência prevista no art. 173, I, do CTN. Recurso especial negado O Presidente do CARF admitiu o Recurso Extraordinário ancorado na seguinte motivação: "(...), na análise da decisão e dos fundamentos dos arestos confrontados, observase que há divergência entre os Acórdãos julgado e paradigma, pois enquanto o recorrido embasase no artigo 150, caput e § 4.° do CTN, independente ou não de ter havido pagamento antecipado do tributo, o paradigma entende que a contagem do prazo decadencial deve observar a regra prevista no artigo 173, I, do CTN, na hipótese de ausência de pagamento antecipado." É o relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho – Redator Designado. Fl. 4501DF CARF MF Impresso em 08/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 6/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 06/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13819.003024/200137 Acórdão n.º 9900000.866 CSRFPL Fl. 654 3 Preliminarmente, ressalto que o conselheiro Valmir Sandri, relator original, não é mais conselheiro do CARF. Não obstante, deixou o voto confeccionado, apenas não pode assinálo. Diante desse quadro, fui designado como redator ad hoc. Reproduzo as razões de decidir do relator original, verbis: O recurso extraordinário se legitima diante de interpretações divergentes dadas à mesma matéria por diferentes turmas da Câmara Superior de Recursos Fiscais. No presente caso, a Fazenda Nacional postula a reforma do Acórdão CSRF/016.069, ao argumento de que ele teria interpretado as normas referentes à decadência de maneira divergente da interpretação dada à mesma matéria pela 2a Turma da Câmara Superior, que entendeu que, na hipótese de ausência de pagamento antecipado, a regra aplicável para a decadência é a do art. 173, I, do CTN. Portanto, a questão controvertida, cuja interpretação se busca uniformizar, diz respeito à relevância do pagamento antecipado para fins de determinação do termo inicial para a contagem do prazo de decadência do direito de a Fazenda Pública de proceder ao lançamento de ofício, no caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação. A tese de irrelevância do fato de ter ou não havido pagamento encontrase totalmente superada pela recente jurisprudência deste CARF que, em comprimento ao art. 62A do Regimento, acolhe o entendimento expressado no item 1 da ementa da decisão do STJ, na apreciação do REsp n° 973.333SC, na sistemática de recursos repetitivos, no sentido de que "O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito". Contudo, não obstante o voto condutor tenha se referido à irrelevância do pagamento antecipado como tese, não se materializou a alegada divergência de interpretação, como se observa da transcrição dos excertos abaixo do relatório e voto: “Relatório: (...) No que interessa a esta instância recursal, o acórdão mencionado reconheceu a decadência do direito do Fisco de constituir créditos de PIS e de COFINS (reflexos) relativos a fatos geradores ocorridos até 30.11.1996, em vista do fato de a ciência do lançamento pela Recorrida ter se dado em 27.12.2001. Os elementos dos autos indicam a existência de recolhimento (insuficiente) de tributos federais nas respectivas competências, considerada a natureza e os fundamentos da autuação fiscal (i)não comprovação de devoluções de mercadorias vendidas; (ii) insuficiência na contabilização referente ao valor Fl. 4502DF CARF MF Impresso em 08/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 6/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 06/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 4 apurado através do confronto entre as remessas e ingressos de mercadorias; (iii) não comprovação do efetivo reingresso de mercadorias na transferência da filial localizada em Recife para a Matriz). Sustenta a Fazenda Nacional, em síntese: (i) que não caberia ao Conselho de Contribuintes negar vigência ao art. 45 da Lei n. 8.212, de 1991, ante os limites de competência deste órgão administrativo para conhecer de questões de índole constitucional; e (ii) que o citado dispositivo seria constitucional e legal, conforme doutrina e precedentes jurisprudenciais que colaciona; (iii) a divergência entre o acórdão recorrido e arestos proferidos pelos Conselhos de Contribuintes, os quais assentam o entendimento de que o art. 45 da Lei n.° 8.212, de 1991, seria também aplicável para delimitar o prazo decadencial para constituição de créditos relativos ao PIS. Pede, ao final, a reforma do acórdão recorrido para que seja afastada a decadência sobre parte dos lançamentos de PIS e COFINS objeto do processo. O recurso especial foi admitido pelo Sr. Presidente do Colegiado a quo (Despacho Pres n. 108033/2007 (fls. 4019)), ante a suposta contrariedade do acórdão recorrido ao disposto no art. 45 da Lei n. 8.212, de 1991 e a caracterização do alegado dissenso jurisprudencial. Voto (...) Cingese a controvérsia ao acolhimento pelo acórdão recolhido da preliminar de decadência para a constituição de créditos de contribuições previdenciárias, cujos fatos geradores ocorreram em data posterior ao decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da ciência do lançamento pelo contribuinte. O recurso não merece provimento. O tema em referência não comporta divagações, em vista da edição da Súmula Vinculante de n. 08 pelo C. Supremo Tribunal Federal [que reconhece, com efeitos erga omnes, a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91] e da remansosa jurisprudência deste Colegiado sobre o tema [segundo a qual se reconhece a decadência do direito de o Fisco constituir créditos referentes a fatos geradores ocorridos anteriormente a 5 (cinco) anos contados da ciência do respectivo lançamento (CTN, artigo 150, § 4o), independentemente de ter sido realizado (ou não) o pagamento antecipado do tributo) Verbis: (...)" Por tais fundamentos, e consideradas as datas dos fatos geradores das exigências lançadas e de ciência pelo contribuinte do auto de infração (citadas no relatório), voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, negarlhe provimento." Portanto, uma vez não configurada a hipótese "ausência de pagamento", que daria ensejo ao deslocamento do termo inicial para o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nego provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Foram esses os fundamentos jurídicos e legais utilizados pelo relator original para negar provimento ao recurso extraordinário. Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 4503DF CARF MF Impresso em 08/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 6/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 06/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13819.003024/200137 Acórdão n.º 9900000.866 CSRFPL Fl. 655 5 Fl. 4504DF CARF MF Impresso em 08/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 6/10/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 06/10/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 10480.901234/2006-78
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 3201-000.640
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer Castro Souza Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Cassio Schappo, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisario.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 01 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10480.901234/2006-78
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5570787
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3201-000.640
nome_arquivo_s : Decisao_10480901234200678.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10480901234200678_5570787.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Charles Mayer Castro Souza Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Cassio Schappo, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisario.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
id : 6294659
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122265960448
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1551; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 93 1 92 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.901234/200678 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201000.640 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 26 de janeiro de 2016 Assunto DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CIA. HIDRO ELÉTRICA RIO SÃO FRANCISCO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Charles Mayer Castro Souza – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Cassio Schappo, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Tatiana Josefovicz Belisario. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 80 .9 01 23 4/ 20 06 -7 8 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLA RISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 10480.901234/200678 Resolução nº 3201000.640 S3C2T1 Fl. 94 2 Relatório Versa o presente litígio sobre declaração de compensação não homologada. Para bem relatar os fatos, transcrevese o relatório da Delegacia de Julgamento: Trata o presente processo de pedidos de restituição da C0F1NS, cumulados com pedidos de Compensação formalizados por meio das PER/DCOMP ns. 12672.65891.300603.1.3.048072 e 16017.76528.300603.1.3.049063 de fls.07/11 e 38/43, nos processos administrativos n°s 10480.901234/200678 e 19647.015967/200701, juntados por anexação à fl.13. 2. Os pleitos foram indeferidos nos Despachos Decisórios Eletrônicos de ns. 733297064, à fl.01, e 733297078, A. fl.31, emitidos pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Recife, com base nas seguintes constatações, in verbis: "Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no Per/Dcomp: R$ 14.377,87 e R$ 66.359,33 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para a compensação dos débitos informados no PER/DCOMP." 3. Cientificada de tais negativas em 03/12/2006 conforme "AR" de fl. 05, a contribuinte, por meio do seu Superintendente de Execução e Controle EconômicoFinanceiro assim identificado no documento de fl.28, apresentou manifestação de inconformidade, fls. 14/15, na data de 28/12/2006, em que contesta os indeferimentos sob os seguintes argumentos, em síntese: I o crédito relativo à PER/DCOMP 12672.65891.300603.1.3.048072 referese a um Darf cód. receita 8109, período de apuração 08/2002 no valor de R$ 2.628.860,74 e que desse valor, apenas R$ 2.132.257,78 está vinculado à competência de agosto/2002 e R$ 482.225,09 está vinculado a competência de 09/2002, restando, assim um saldo de R$ 14.377,87, conforme demonstrado na DCTF do 3° trimestre de 2002; II no entanto, quando do preenchimento da PER/DCOMP, no campo detalhamento do Darf pago a maior, foi informado por equivoco o Darf da competência 09/2002, no valor de R$ 1.188.830,69, onde deveria ter sido informado o Darf pago da competência 08/2002; III também em relação à PER/DCOMP 16017.76528.300603.1.3.04 9063 há um erro na indicação do Darf (09/2002), no valor de R$ 12.133.203,43, período de competência de agosto/2002, uma vez que desse valor, apenas R$9.841.189/75 está vinculado A. competência de 08/2002 e R$ 2.225.654,36 está vinculado à. competência de 09/2002, restando assim um saldo de R$66.359,32, conforme demonstrado na DCTF do 3° trimestre de 2002. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLA RISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 10480.901234/200678 Resolução nº 3201000.640 S3C2T1 Fl. 95 3 A Delegacia de Julgamento não conheceu da manifestação de inconformidade, em decisão assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/09/2002 a 30/09/2002 RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO A retificação do PER/DECOMP é da competência exclusiva dos Delegados da Receita Federal do Brasil, não cabendo, portanto, a sua apreciação em sede de impugnação, pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Impugnação não Conhecida Na decisão ora recorrida, afirmase que as alegações da Recorrente implicam em pedidos de retificação de declaração, os quais somente poderiam ser efetuados por meio de uma PER/DCOMP retificadora, único instrumento legal para tal procedimento, obedecidas as regras estabelecidas pelos arts. 56 a 59 da IN SRF n° 600, de 28/12/2005, por meio do Programa PER/DCOMP ou elaborada mediante utilização de formulário (papel) nas hipóteses em que for admitida e apreciada pela autoridade competente, o Delegado da Receita Federal do Brasil. A apreciação de processos relacionados a retificações de declaração não estariam contempladas dentre as atribuições das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento, conforme se depreende da leitura do art.212, do Regimento Interno da RFB, aprovado pela Portaria MF no 125, de 04.03.2009 DOU de 06.03.2009. O recurso voluntário foi apresentado às fls. 94 e ss. Não obstante, verificase que apenas foram juntadas aos autos as fls. 94 e 95, faltando as fls. 96 e 97 do recurso voluntário, passando a sequência dos autos, para as fls. 98. É o relatório. ] Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora Voto Conforme relatado, o presente recurso voluntário não pode ser apreciado, pois não foi acostado o seu inteiro teor. Portanto, voto por converter o julgamento em diligência, para que sejam providenciadas as fls. 96 e 97 dos autos, correspondentes às faltantes, do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 129DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLA RISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO Processo nº 10480.901234/200678 Resolução nº 3201000.640 S3C2T1 Fl. 96 4 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 02/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 29/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLA RISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANT OS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 10880.941647/2012-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 2010
IPI. SOLICITAÇÃO DE ANÁLISE EM CONJUNTO DE DOIS PEDIDOS DISTINTOS DE RESSARCIMENTO. INAPLICABILIDADE DO DECRETO 70.235/72.
Não se aplica os ritos do Decreto 70.235/72 à solicitação de cunho eminentemente processual que dizem respeito a atividades administrativas da Receita Federal e que não envolve discussões sobre a efetiva materialidade do direito apresentado em pedido de ressarcimento.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3201-001.957
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não se conhecer do recurso voluntário.
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
Winderley Morais Pereira - Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Mércia Helena Trajano Damorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Tatiana Josefovicz Belisario.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201512
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Ano-calendário: 2010 IPI. SOLICITAÇÃO DE ANÁLISE EM CONJUNTO DE DOIS PEDIDOS DISTINTOS DE RESSARCIMENTO. INAPLICABILIDADE DO DECRETO 70.235/72. Não se aplica os ritos do Decreto 70.235/72 à solicitação de cunho eminentemente processual que dizem respeito a atividades administrativas da Receita Federal e que não envolve discussões sobre a efetiva materialidade do direito apresentado em pedido de ressarcimento. Recurso Voluntário Não Conhecido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10880.941647/2012-21
anomes_publicacao_s : 201601
conteudo_id_s : 5559050
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3201-001.957
nome_arquivo_s : Decisao_10880941647201221.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10880941647201221_5559050.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não se conhecer do recurso voluntário. Charles Mayer de Castro Souza - Presidente. Winderley Morais Pereira - Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Mércia Helena Trajano Damorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Tatiana Josefovicz Belisario.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
id : 6254761
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:44:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122276446208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1789; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 1.337 1 1.336 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.941647/201221 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.957 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de dezembro de 2015 Matéria COFINS Recorrente JBS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2010 IPI. SOLICITAÇÃO DE ANÁLISE EM CONJUNTO DE DOIS PEDIDOS DISTINTOS DE RESSARCIMENTO. INAPLICABILIDADE DO DECRETO 70.235/72. Não se aplica os ritos do Decreto 70.235/72 à solicitação de cunho eminentemente processual que dizem respeito a atividades administrativas da Receita Federal e que não envolve discussões sobre a efetiva materialidade do direito apresentado em pedido de ressarcimento. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não se conhecer do recurso voluntário. Charles Mayer de Castro Souza Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Mércia Helena Trajano Damorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Winderley Morais Pereira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Tatiana Josefovicz Belisario. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 94 16 47 /2 01 2- 21 Fl. 1337DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 Relatório Por bem descrever os fatos adoto, com as devidas adições, o relatório da primeira instância que passo a transcrever. "Tratase de Pedido de Ressarcimento, PER/DCOMP nº 16948.90042.270412.1.5.090434, transmitido em 27/04/2012, e de Declarações de Compensações de crédito da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), no valor de R$ 55.675.260,33, decorrente de operações de exportação ocorridas no terceiro trimestre de 2010. Do despacho decisório Conforme despacho decisório, o crédito reconhecido – decorrente do PER nº 16948.90042.270412.1.5.090434, no valor de R$ 22.888.456,23 foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo nas compensações a este vinculadas. Do despacho decisório consta que não há crédito a ser ressarcido e que o valor devedor consolidado corresponde aos débitos indevidamente compensados. Consta da informação fiscal, fls. 461 a 506, – referente ao Pedido de Ressarcimento, PER/DCOMP nº 16948.90042.270412.1.5.090434 que os exames do crédito pleiteado foram conduzidos pela verificação das receitas do mercado interno, de exportação,diretas e indiretas, bem como dos valores que deram origem ao crédito pleiteado informados nas rubricas dos Dacon. Da base de cálculo do crédito declarado foram glosados valores informados a título de: Bens para Revenda, Bens Utilizados com Insumo, Serviços Utilizados como Insumos, Despesas de Armazenagem e Fretes nas operações de venda, Despesas de Energia Elétrica, Despesas de Aluguéis de Prédios Locados de Pessoa Jurídica, Outras Operações com Direito a Crédito. A autoridade fiscal relata que procedeu a análise conjunta dos valores informados nas rubricas dos Dacon “02.Bens Utilizados como Insumos” e “CRÉDITOS PRESUMIDOS – ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS 25. Calculados sobre Insumos de Origem Animal” a fim de verificar se não houve apropriação indevida de créditos calculados a alíquotas regulares sobre as aquisições de bovinos para abate. Nesta análise verificou que a contribuinte informou os créditos presumidos na rubrica correta dos Dacon, sem adicionar as bases de cálculo de créditos presumidos à rubrica “02.Bens Utilizados como Insumos”. No entanto, verificou que no Pedido de Ressarcimento os montantes dos créditos mensais informados na ficha de detalhamento do crédito do PER/DCOMP são resultantes da soma aproximada dos créditos integrais e dos créditos presumidos. Concluiu, portanto, que a contribuinte aumentou indevidamente o crédito pleiteado, adicionando os créditos presumidos ao Pedido de Ressarcimento. Fl. 1338DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10880.941647/201221 Acórdão n.º 3201001.957 S3C2T1 Fl. 1.338 3 Nesse sentido, pontua que apesar de o art. 33 da lei 12.058/2009 permitir o ressarcimento dos créditos presumidos para as pessoas jurídicas que produzam mercadorias classificadas nos códigos 02.01, 02.02, 0206.10.00, 0206.20, 0206.21, 0206.29, 0210.20.00, 0506.90.00, 0510.00.10 e 1502.00.1 da NCM, não existe no programa PGD PER/DCOMP a possibilidade de se formalizar um Pedido de Ressarcimento de créditos presumidos. Menciona que na ficha de detalhamento do crédito, somente existe opção para Ressarcimento de créditos da Cofins não cumulativa com fundamentação na Lei 10.833/2003 a qual, a partir da publicação da Lei 10.925/2004, deixou de disciplinar o crédito presumido, quando teve revogado o § 5º do art. 3º pela referida Lei. Ante esta impossibilidade da utilização do software PGD PER/DCOMP para pleitear ressarcimento de créditos presumidos, concluiu que a permissão legal para o contribuinte solicitar o ressarcimento é somente por meio de formulário, nos termos do artigo 32 da Instrução Normativa RFB 1.300 de 2012. Diante disso, efetuou a glosa dos valores dos créditos presumidos, referentes aos montantes das compras de bovinos vivos para abate, adicionados indevidamente no pedido de ressarcimento. Da manifestação de inconformidade Em sua manifestação de inconformidade, a recorrente, inicialmente, informa: que requereu, junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, Crédito Presumido da Cofins vinculado às Receitas de Exportação, referente ao 3º Trimestre de 2010, decorrente da aquisição de bovinos para abate, no valor total de R$ 7.923.221,59, originando o Processo Administrativo n° 18186.010036/201016 (Doc. 01); que recebeu em 08/05/2012, o indeferimento de seu pleito, com o despacho de "NÃO FORMULADO" (Doc. 02), com a argumentação de não ter apresentado a documentação de suporte que demonstrasse a falha do programa gerador que impedisse a formalização através do Pedido de Ressarcimento eletronicamente; que, no entanto, a formulação da petição via papel ocorreu regularmente ante a impossibilidade de formular o pedido de ressarcimento por via eletrônica, o que foi reconhecido tardiamente através de despacho decisório retificador (Doc. 03), de 14/02/2013. Aduz que, “No intervalo de tempo até 14 de fevereiro de 2013 a JBS ficou impedida de utilizar crédito desse processo para qualquer tipo de compensação” e que “Durante este ínterim, o contribuinte questionou como poderia então requerer o direito ao crédito presumido, e recebeu a orientação para adicionar o crédito indeferido ao pedido de ressarcimento eletrônico, o que foi feito”. Menciona, então, que a RFB chegou à conclusão que a metodologia adotada anteriormente estava correta (pedido via formulário em papel), mas que, no entanto, foi surpreendido com a análise em separado dos créditos, recebendo os seguintes documentos: o Fl. 1339DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 Relatório de Informação Fiscal (Doc. 04), que originou o presente processo (n° 10880.941647/201221) através do qual foi analisado o crédito CofinsEXPORTAÇÃO, decorrente do PER/DCOMP n° 16948.90042.270412.1.5.09043, onde o crédito pleiteado de R$ 55.675.260,33 teve deferido parcialmente o valor de R$ 22.888.456,24, sendo glosado integralmente o crédito presumido que havia sido adicionado ao Pedido Eletrônico (item 30 a 33 do Doc. 04); o Despacho Decisório Retificador (Doc. 03) referente ao Processo n° 18186.010036/201016, ressuscitando o Pedido formulado através de Petição (Doc. 02), homologando o crédito de R$ 27.861.792,01, correspondente ao crédito presumido de Cofins 3° trimestre/2010, vinculado às receitas de exportação. Reclama, então, que foi prejudicada considerando que o débito exigido no presente processo somente foi constituído em razão do indeferimento temporário do Processo n° 18186.010036/201016, que impediu que o crédito correspondente fosse utilizado na compensação manual via formulário, forçandoo a efetuar uma compensação eletrônica. Diante do exposto, requer que o saldo do débito considerado indevidamente compensado no Despacho Decisório referenciado seja compensado de ofício, sem incidência de multa e juros, por quem de direito, ante aos créditos homologados através do Processo n° 18186.010036/201016. Despacho decisório complementar Despacho Decisório Complementar foi prolatado para decidir sobre a Dcomp n° 4910.04984.240812.1.3.091680 (fls. 961/964), vinculada ao crédito em questão, que não foi relacionada no Despacho Decisório anterior. Deste, no “detalhamento da compensação”, à fl. 971, constava erroneamente na tabela relativa à Dcomp 14910.04984.240812.1.3.091680 a menção “situação: homologada”, quando no entanto há saldo devedor. Assim foi prolatada a decisão nos termos que seguem: Considerando o exposto, proponho a HOMOLOGAÇÃO PARCIAL, ATÉ O LIMITE DO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO no Despacho Decisório emitido em 03/05/2013 (n° rastreamento 050920528), da Declaração de Compensação n° 14910.04984.240812.1.3.091680 vinculada ao processo em epígrafe, referente ao saldo credor da COFINS não cumulativa – exportação do 3° trimestre de 2010. A interessada foi cientificada, em 20/07/2013, do novo despacho e apresentou, em 16/08/2013, manifestação de inconformidade, nos mesmos termos da anteriormente apresentada, apenas incluindo o pedido para que o débito da Dcomp n° 4910.04984.240812.1.3.091680 também seja compensado de ofício, sem incidência de multa e juros, ante aos créditos homologados através do Processo n° 18186.010036/201016." A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, manteve integralmente o despacho decisório. A decisão foi assim ementada: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Fl. 1340DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10880.941647/201221 Acórdão n.º 3201001.957 S3C2T1 Fl. 1.339 5 Anocalendário: 2010 DESPACHO DECISÓRIO. MATÉRIA INCONTESTE. DEFINITIVA NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. O julgador administrativo é impedido de manifestarse em relação a matéria posta no despacho decisório contra a qual o contribuinte não se manifestou expressamente, pelo que se reputa definitivo, na esfera administrativa, o feito fiscal na parte relacionada a tal matéria. DRF. DECISÃO. LIMITES. A análise da compensação pela DRF limitase ao escopo do que dela consta, nos exatos termos em que foi declarada pelo contribuinte/pleiteante. DRJ. DECISÃO. LIMITES. À DRJ somente cabe analisar e decidir sobre matérias que integrem o litígio. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido.” Inconformada com a decisão da DRJ, foi interposto Recurso Voluntário repisando as alegações e o pedido constante da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. Recurso Voluntário O recurso é voluntário e tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. A teor do relatado, a lide da questão versa sobre a possibilidade do pedido de compensação realizado pela Recorrente utilizar créditos constantes de processo distinto daquele registrado para a PERDCOMP em análise. Para a solução da demanda faço um breve resumo das disposições legais disciplinadoras da compensação como modalidade de extinção dos débitos tributários. Inicialmente o artigo 170, do Código Tributário Nacional – CTN definiu o instituto da compensação. “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos Fl. 1341DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 6 tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento”. A efetiva de utilização do instituto da compensação deuse a partir da edição da Lei nº 8.383/91, que somente permitia a compensação de tributos da mesma espécie, dispensando a autorização administrativa, sendo efetivada, por iniciativa do contribuinte com assentamentos na contabilidade. Posteriormente, o art. 49 da Medida Provisória nº 66, de 30 de agosto de 2002, (convertida na Lei nº 10.637/2002), alterou o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, permitindo a compensação entre tributos diversos, desta feita, com autorização administrativa, por meio de entrega obrigatória de Declaração de Compensação, inicialmente apresentada a Receita Federal utilizando formulários em papel. A Instrução Normativa SRF nº 320, de 11 de abril de 2003, instituiu o Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e da Declaração de Compensação (PER/DCOMP), A extinção do crédito tributário, objeto de compensação realizase conforme determina o art. 170 do CTN, no momento em que acontece a compensação. A partir da existência no mundo jurídico da Declaração de Compensação e depois do seu instrumento eletrônico a PER/DCOMP, temse como compensado o tributo, com o registro da PER/DCOMP. Portanto, não assiste razão a Recorrente, quando pretende considerar a informação da compensação na DCTF como extinção do débito. A Lei nº 9.430/96, ao legislar sobre o mesmo assunto revogou tacitamente, a compensação feita diretamente na contabilidade sem a utilização da declaração de compensação. Qualquer pedido de compensação, a partir da edição da MP nº 66/2002, somente ocorre por meio da Declaração de Compensação. O histórico apresentado no relatório informa que a Recorrente protocolou inicialmente pedido de ressarcimento referente a crédito presumido do IPI no Processo Administrativo nº 18186.010036/201016 que foi indevidamente negado pela Receita Federal, posteriormente a própria Receita Federal reconheceu o erro e fez novo despacho revogando o despacho anterior e homologando o direito creditório da Recorrente no valor de R$ 27.861.792,01. Ocorre que a Recorrente na tentativa de buscar o ressarcimento do crédito adicionou o valor referente que estava originalmente registrado no Processo Administrativo nº 18186.010036/201016 ao presente pedido de ressarcimento. Ainda informa o relatório, que quando da análise do presente pedido de ressarcimento a Fiscalização em despacho decisório não reconheceu o direito creditório em razão de tratarse de crédito distinto daquele informado no pedido. A situação que se apresenta é por demais tormentosa, pois não existe questionamento quanto ao direito creditório, o que esta em litígio é a possibilidade do Fl. 1342DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10880.941647/201221 Acórdão n.º 3201001.957 S3C2T1 Fl. 1.340 7 aproveitamento do crédito concedido no Processo Administrativo nº 18186.010036/201016 para compensação dos créditos declarados no presente processo. O problema enfrentado no pedido apresentado na impugnação e reapresentado no recurso voluntário é que não existe o direito creditório de ressarcimento para os valores afastados no presente processo, o despacho decisório que negou parcialmente o direito creditório esta corretamente fundamentado e não existe nenhuma mácula ou reparo a fazer na decisão. A questão a ser enfrentado é se a decisão do CARF pode rever a posição da Receita Federal que não traz no seu corpo nenhum ilegalidade ou erro de procedimento. O despacho que analisou o presente pedido de ressarcimento, como já dito, esta perfeito e tanto assim, que não mereceu do ponto de vista material e formal nenhum questionamento por parte da Recorrente, o seu pleito diz respeito a uma decisão administrativa e não tributária, mas um procedimento adotado pela Receita Federal. Para proceder a análise a partir deste ponto, faço a seguir uma análise dos recursos administrativos, previstos na legislação. Em regra geral, aplicase aos processos administrativos, os procedimentos previstos na Lei nº 9.784/99, que disciplina de forma ampla o processo administrativo no âmbito da administração pública federal. A priori, todos os processos tratando de matérias administrativas afeitas a administração pública federal deveriam submeterse aos ditames da Lei nº 9.784/99. Entretanto, para certos processos em especial, entendeu o Estado ter ritos diferenciados, o que se aplica àqueles processos submetidos aos ritos do Decreto nº 70.235/72. A Lei nº 9.784/99, enxergou esta situação e a fez constar no seu art. 69, determinando que os processos administrativos específicos continuam a regerse por lei própria. "Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a regerse por lei própria, aplicandoselhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei." Esta disposição manteve integralmente os processos administrativos fiscais sob a égide do Decreto nº 70.235/72. O art 1º deste Decreto delimita os processos a serem controlados. "Art. 1° Este Decreto rege o processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da União e o de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal." Portanto, os processos administrativos que tratam da exigência de créditos tributário da União e de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal, estarão obrigatoriamente sujeitos aos ritos previstos no PAF. Adicionando novas matérias a serem tratadas pelo Decreto nº 70.235/72, foi editada a Lei nº 10.833/2003, que alterou o art. 74 da lei nº 9.430/96, incluindo os processos que tratem de restituição, ressarcimento e compensação de tributos ou contribuição administrados pela Receita Federal. Fl. 1343DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 8 "Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. .... § 9o É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003)" Com a unificação da Secretaria da Receita Federal e da Secretaria da Receita Previdenciária, as discussões sobre as contribuições previdenciárias também passaram a ser tratadas pelo Decreto nº 70.235/72, conforme previsto no art. 25 da Lei nº 11.457/2007. "Art. 25. Passam a ser regidos pelo Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972: I a partir da data fixada no § 1o do art. 16 desta Lei, os procedimentos fiscais e os processos administrativofiscais de determinação e exigência de créditos tributários referentes às contribuições de que tratam os arts. 2o e 3o desta Lei; II a partir da data fixada no caput do art. 16 desta Lei, os processos administrativos de consulta relativos às contribuições sociais mencionadas no art. 2o desta Lei. § 1o O Poder Executivo poderá antecipar ou postergar a data a que se refere o inciso I do caput deste artigo, relativamente a: I procedimentos fiscais, instrumentos de formalização do crédito tributário e prazos processuais; II competência para julgamento em 1a (primeira) instância pelos órgãos de deliberação interna e natureza colegiada. § 2o O disposto no inciso I do caput deste artigo não se aplica aos processos de restituição, compensação, reembolso, imunidade e isenção das contribuições ali referidas. § 3o Aplicamse, ainda, aos processos a que se refere o inciso II do caput deste artigo os arts. 48 e 49 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996." Fl. 1344DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10880.941647/201221 Acórdão n.º 3201001.957 S3C2T1 Fl. 1.341 9 Com estes adendos ao art. 1º do Decreto 70.235/72, criase uma lista exaustiva dos processos administrativos que estariam sujeitos aos ritos do PAF. Em que pese, os argumentos apresentados pela Recorrente não vislumbro como matéria afeita ao Processo Administrativo Fiscal PAF a discussão quanto aos procedimentos adotados pela Receita Federal quando da análise de pedido de compensação e a possibilidade de se utilizar a compensação dos créditos de forma conjunta do Processo Administrativo nº 18186.010036/201016 e o presente processo, seria uma decisão procedimental da Receita Federal e não poderia ser determinado por força deste Conselho nos ritos do PAF. Tal posição de que o pedido da Recorrente esta fora dos limites estreitos do PAF, consta do voto condutor da decisão da primeira instância, do qual extraio o trecho abaixo. Consoante a legislação de regência, a compensação de créditos representa uma faculdade do contribuinte, sendo que este deve informar no ato de sua formalização (apresentação do PER/DCOMP) os créditos e os débitos que pretende que sejam compensados. E é a partir dessas informações que a autoridade fiscal competente para tanto, no caso a DRF, deve proceder a análise do pedido formulado, considerando que o direito à compensação pressupõe a existência de créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública (art. 170 do CTN). Portanto, a análise da compensação pela DRF limitase ao escopo do que dela consta, nos exatos termos em que foi declarada pelo contribuinte/pleiteante. Assim, à Delegacia de Julgamento – DRJ, por seu turno, cabe analisar as razões de contestação postas contra os motivos dados pela DRF para o não reconhecimento do crédito informado na declaração de compensação. No caso em tela, o crédito informado nas compensações não homologadas, inclusive na Dcomp n° 4910.04984.240812.1.3.091680, homologada parcialmente, é o decorrente do pedido de ressarcimento nº 16948.90042.270412.1.5.090434. Este é o crédito que foi analisado pela DRF no âmbito do presente processo, tendo sido indeferido o ressarcimento de parte do crédito pretendido, pelas razões que constam da informação fiscal presente nos autos, as quais como visto, não foram contestadas expressamente pela recorrente. O crédito reconhecido no processo nº 18186.010036/201016, embora tenha sido mencionado pela recorrente em sua manifestação de inconformidade, não foi informado nas Dcomp em tela e nem analisado pela DRF no âmbito do presente processo, razão pela qual, à evidência, não integra a presente lide. Desta feita, como não cabe à DRJ analisar e decidir sobre matérias que não integrem o litígio, não pode declarar homologadas as compensações, tendo em conta um crédito que dela não consta. Salientese que não se está aqui afirmando que Fl. 1345DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 10 o crédito reconhecido no âmbito do processo nº 18186.010036/201016 não possa ser utilizado pela interessada por meio de declarações de compensação ou de ofício pelo fisco, mas que não pode ser utilizado para fins de homologar as compensações vinculadas ao pedido de ressarcimento ora em análise, no âmbito do presente julgamento." Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso interposto pela Recorrente, por não se revestir da matéria afeita a discussão no Processo Administrativo Fiscal PAF. Winderley Morais Pereira Fl. 1346DF CARF MF Impresso em 19/01/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/01/ 2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 11/01/2016 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10630.720330/2007-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Mar 14 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
ITR. NÃO INCIDÊNCIA. USINA HIDRELÉTRICA E RESERVATÓRIO. Não incide ITR sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2401-004.021
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os Embargos, com efeitos infringentes para reconhecer como isenta de ITR a área de 519,5703ha, por se tratar de área desapropriada pela União, para instalação da Usina Hidrelétrica Cachoeira do Emboque e respectivo reservatório.
Maria Cleci Coti Martins
Presidente Substituta e Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Maria Cleci Coti Martins, Carlos Alexandre Tortato, Miriam Denise Xavier Lazarini, Arlindo da Costa e Silva, Carlos Henrique de Oliveira, Luciana Matos Pereira Barbosa e Rayd Santana Ferreira.
Nome do relator: MARIA CLECI COTI MARTINS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2004 ITR. NÃO INCIDÊNCIA. USINA HIDRELÉTRICA E RESERVATÓRIO. Não incide ITR sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. Embargos Acolhidos
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 14 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10630.720330/2007-37
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5574001
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 14 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2401-004.021
nome_arquivo_s : Decisao_10630720330200737.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARIA CLECI COTI MARTINS
nome_arquivo_pdf_s : 10630720330200737_5574001.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os Embargos, com efeitos infringentes para reconhecer como isenta de ITR a área de 519,5703ha, por se tratar de área desapropriada pela União, para instalação da Usina Hidrelétrica Cachoeira do Emboque e respectivo reservatório. Maria Cleci Coti Martins Presidente Substituta e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Maria Cleci Coti Martins, Carlos Alexandre Tortato, Miriam Denise Xavier Lazarini, Arlindo da Costa e Silva, Carlos Henrique de Oliveira, Luciana Matos Pereira Barbosa e Rayd Santana Ferreira.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
id : 6308239
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122314194944
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1734; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.720330/200737 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2401004.021 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2016 Matéria IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Embargante COMPANHIA FORÇA E LUZ CATAGUASESLEOPOLDINA (ENERGISA MINAS GERAIS DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A. ) Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 ITR. NÃO INCIDÊNCIA. USINA HIDRELÉTRICA E RESERVATÓRIO. Não incide ITR sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os Embargos, com efeitos infringentes para reconhecer como isenta de ITR a área de 519,5703ha, por se tratar de área desapropriada pela União, para instalação da Usina Hidrelétrica Cachoeira do Emboque e respectivo reservatório. Maria Cleci Coti Martins Presidente Substituta e Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Maria Cleci Coti Martins, Carlos Alexandre Tortato, Miriam Denise Xavier Lazarini, Arlindo da Costa e Silva, Carlos Henrique de Oliveira, Luciana Matos Pereira Barbosa e Rayd Santana Ferreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 72 03 30 /2 00 7- 37 Fl. 262DF CARF MF Impresso em 14/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 23/02/ 2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS 2 Relatório Trata este processo do lançamento tributário de ITR para o exercício 2004, na propriedade USINA HIDRELÉTRICA CACHOEIRA DO EMBOQUE, NIRF 5.460.1380, localizada no município Raul Soares, Minas Gerais, com área declarada de 718,1ha. O contribuinte apresentou Embargos Declaratórios relativamente ao Acórdão 210100.631 1a. Câmara, 1a. Turma Ordinária que proveu em parte o Recurso Voluntário do Contribuinte para excluir da base de cálculo do ITR a área de 371,00 hectares, de um total de 718,10ha. Os embargos questionam a decisão quanto ao restante da área da propriedade, de 347,10ha. que o contribuinte havia declarado como de preservação permanente e que fora glosada pela autoridade lançadora. Entende que essa área teria sido questionada no Recurso Voluntário e também o VTN. O embargante alega que um dos argumentos do recurso voluntário (para a não cobrança de ITR) é a falta de base de cálculo por inexistir valor de mercado para o bem de domínio público afetado ao patrimônio da União. Conforme o art. 9, VIII, da Instrução Normativa SRF 256/2002, alterada pela IN/SRF 861/2008, está clara a não incidência do ITR em áreas alagadas para fins de reservatório de usinas hidrelétricas. Argumenta que o Acórdão embargado somente se manifestou com relação às terras que se encontravam alagadas pelo reservatório, se omitindo de examinar os fundamentos expressa e exaustivamente consignados no Recurso Voluntário em relação ao restante da área como bem afetado ao patrimônio da união, caracterizado como bem fora do comércio, conforme Código Civil. Muito embora a decisão embargada tenha considerado a área de 371,00 ha. como área alagada aonde não ocorre a incidência de ITR, não ficou claro no processo qual das áreas declaradas na DITR contém a área alagada, se a Área de Preservação Permanente que foi glosada pela autoridade fiscal (347,10ha.) ou se a área definida pelo contribuinte como aproveitável (i.e. tributável) de 371,00ha. É necessário esclarecer através de laudo técnico de constatação quais áreas são relativas às áreas alagadas e seu entorno, que poderiam ser beneficiadas com a não tributação do ITR conforme a Súmula CARF n. 45, a seguir transcrita. Súmula CARF nº 45: O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural não incide sobre áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidroelétricas. O processo foi baixado em diligência para esclarecimento de questão de fato, quanto à existência de documentos relativos à área de 341,10 ha., nos termos do voto da relatora. Assim, o contribuinte foi solicitado a apresentar o ato administrativo de desapropriação das terras ocupadas pela barragem, ou Laudo Técnico de Constatação (ou Vistoria), elaborado por profissional habilitado de acordo com as normas da ABNT, para comprovar a dimensão das áreas alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas e, eventualmente, a existência de área de preservação permanente, descrevendoas Fl. 263DF CARF MF Impresso em 14/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 23/02/ 2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS Processo nº 10630.720330/200737 Acórdão n.º 2401004.021 S2C4T1 Fl. 3 3 e quantificandoas objetivamente de acordo com a classificação estabelecida no Código Florestal, e outras passíveis de exclusão que não estejam inseridas nas áreas alagadas. É o relatório. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 14/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 23/02/ 2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS 4 Voto Conselheira Maria Cleci Coti Martins Relatora Conforme informação à efl. 4 dos autos, o contribuinte declarou como área total da propriedade 718,1ha. Não foi apresentado Ato Declaratório Ambiental, motivo pelo qual a área de 347,1ha, declaradas como de preservação permanente foram glosadas. Também não foi apresentado laudo que possibilitasse a revisão do Valor da Terra Nua, tendo em vista que o contribuinte entende que, como o bem é da União, não tem valor de mercado. O Decreto de 18 de Junho de 1997, disponível no endereço de internet www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/Anterior%20a%202000/1997/Dnn5457.htm, juntado aos autos pelo embargante, declara de utilidade pública, para fins de desapropriação em favor da Companhia Força e Luz CataguazesLeopoldina a área de terra que menciona. O artigo 1o. do Decreto estabelece: Fica declarada de utilidade pública, para fins de desapropriação, em favor da Companhia Força e Luz CataguazesLeopoldina, a área de terra de propriedade particular, no total de 519,5703ha, necessária à instalação da Usina Hidrelétrica Cachoeira do Emboque e respectivo reservatório, nos Municípios de Raul Soares e Abre Campo, no Estado de Minas Gerais, de acordo com o projeto e planta constantes do Processo n. 48100.003803/9577. Entendo que, conforme a Súmula 45 deste CARF, a área de 519,5703ha. pertencentes à propriedade estaria isenta de tributação de ITR. Voto por acolher os Embargos, com efeitos infringentes para reconhecer como isenta de ITR a área de 519,5703ha, por se tratar de área desapropriada pela União, para instalação da Usina Hidrelétrica Cachoeira do Emboque e respectivo reservatório. Maria Cleci Coti Martins. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 14/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 23/02/ 2016 por MARIA CLECI COTI MARTINS
score : 1.0
Numero do processo: 15956.000672/2010-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997)
RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃODEOBRA.
A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância assim retida em nome da empresa cedente da mão-de-obra.
A retenção por parte do responsável pelo recolhimento sempre se presumirá feita, oportuna e regularmente, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximir da obrigação, tornando pelo recolhimento das importâncias que deixar de reter.
MULTA DE MORA
As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91.
Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.
MULTA MAIS BENÉFICA.
Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea c, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar o artigo 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação.
Numero da decisão: 2403-001.345
Decisão: Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em preliminar, em relação à EMURJA, negar provimento à questão da solidariedade. Vencido o Relator. Designado o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari para redigir o voto vencedor. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator Designado.
Ivacir Júlio De Souza
Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Jhonatas Ribeiro de Souza.
Nome do relator: Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente e Relator
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃODEOBRA. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância assim retida em nome da empresa cedente da mão-de-obra. A retenção por parte do responsável pelo recolhimento sempre se presumirá feita, oportuna e regularmente, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximir da obrigação, tornando pelo recolhimento das importâncias que deixar de reter. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea c, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar o artigo 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15956.000672/2010-83
anomes_publicacao_s : 201510
conteudo_id_s : 5537444
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2403-001.345
nome_arquivo_s : Decisao_15956000672201083.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente e Relator
nome_arquivo_pdf_s : 15956000672201083_5537444.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em preliminar, em relação à EMURJA, negar provimento à questão da solidariedade. Vencido o Relator. Designado o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari para redigir o voto vencedor. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Designado. Ivacir Júlio De Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Jhonatas Ribeiro de Souza.
dt_sessao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
id : 6163038
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122319437824
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2326; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15956.000672/201083 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.345 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 17 de maio de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente MUNICÍPIO DE JABOTICABAL PREF.MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ( Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) RETENÇÃO. CESSÃO DE MÃODEOBRA. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãode obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância assim retida em nome da empresa cedente da mãodeobra. A retenção por parte do responsável pelo recolhimento sempre se presumirá feita, oportuna e regularmente, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximir da obrigação, tornando pelo recolhimento das importâncias que deixar de reter. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigos 35, I, II, III da Lei 8.212/91. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar o artigo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 95 6. 00 06 72 /2 01 0- 83 Fl. 586DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 35A, se mais benéfico ao contribuinte, na forma da Lei 11.941/2009 que revogou o art. 35 da Lei 8.212/1991 e lhe conferiu nova redação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em preliminar, em relação à EMURJA, negar provimento à questão da solidariedade. Vencido o Relator. Designado o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari para redigir o voto vencedor. No mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Designado. Ivacir Júlio De Souza Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Jhonatas Ribeiro de Souza. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório A instância “ad quod” produziu o Relatório abaixo que, li, compulsei com os autos e tendo corroborado, com grifos de minha autoria, o transcrevi na íntegra : “ Relatório Tratase de Auto de Infração a obrigação principal 37.268.123 9, lavrado em face do contribuinte acima identificado, constitutivo de contribuições devidas à Seguridade Social correspondentes à retenção de 11 % (onze por cento) incidente o valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços, executados mediante cessão ou empreitada de mãode obra, importando em R$ 444.831,74 (Quatrocentos e quarenta e quatro mil, oitocentos e trinta e um reais e setenta e quatro centavos), valor consolidado em 08/12/2010. Segundo o relato fiscal, o lançamento constituiuse pagamentos a empresas prestadoras de serviços relativos a construção civil e prestados por empresas contratadas e pagas pelo contribuinte acima qualificado, contratante e nessa condição responsável pela retenção das citadas contribuições que, no entanto, não logrou comprovar a integralidade dos respectivos recolhimentos. O contribuinte interessado apresentou impugnação na qual contesta o lançamento fiscal estribado nas seguintes razões, em síntese: i) Levantamento EM EMURJA: esclarece que a Empresa Municipal de Urbanização de Jaboticabal EMURJA tratase de um ente da Administração Pública Municipal e a retenção deixou de ser realizada tendo em vista que a responsabilidade pela contribuição, em última análise, é do Município de Jaboticabal; no entanto, argumenta, o Município, por meio da EMURJA, que efetuou os recolhimentos devidos, conforme comprovariam os documentos anexados (GFIPs e GPS); ii) Levantamentos BT. CA. FC, LE. MB, SP. VÊ, VI: afirma que efetuou regularmente as retenções das contribuições previdenciárias relativas aos contratos relacionados em epígrafe, pelo quê anexa, a título de amostragem, Notas de Empenho devidamente liquidadas; aduz que a Impugnada deve revisar todos os levantamentos apresentados, uma vez que foi disponibilizada pela Administração toda a documentação solicitada e que o ônus da prova cabe à Receita, de maneira que fica impugnada toda a matéria relativa à retenção de contribuição social nos contratos de cessão de mão de obra. Posto nesses argumentos requer a anulação do presente Auto de Infração nos pontos abordados e, a título de cautela, requer o Fl. 588DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 parcelamento de eventuais resíduos subsistentes resultantes da retificação a que faz j u s a Impugnante. É a síntese do necessário.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.470, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Ribeirão Preto– SP DRJ/ POR, em 28 de junho de 2011, exarou o Acórdão n° 1434.360, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.488, onde guerreou a decisão da instância “ad quod ” Fl. 589DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Ivacir Júlio de Souza DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.169, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO DO LANÇAMENTO EM EMURJA Às fls. 301 do Relatório Fiscal, a Autoridade Fiscal justificou o levantamento na forma do abaixo : “ 3.4 L e v a n t a m e n t o EM 3.4.1 O valor originário do débito apurado corresponde a este levantamento, referese ao montante das contribuições sociais devidas, mediante a aplicação da alíquota de 11% sobre os valores brutos das notas fiscais de serviço NFS, emitido pela empresa contratada Empresa Municipal de Urbanização de Jaboticabal EMURJA, não recolhido pela empresa FISCALIZADA (contratante dos serviços) à seguridade social até o dia dez do mês subseqüente ao da emissão destas NFS, em nome da contratada, relativo aos meses de 01 a 12/2007. 3.4.2 No Relatório de Lançamentos RL consta o valor lançado (valor bruto da NFS), o percentual de 100%, resultando o valor apropriado, e no campo "observação" consta os números da NFS ou nota de liquidação e pagamento, bem como consta o total do valor apropriado por competência. No Discriminativo do Débito DD consta base de cálculo por competência que corresponde ao total do valor apropriado por competência citado no RL. 3.4.3 A prestação de serviço foi executada mediante empreitada na área de limpeza e conservação, com apresentação de contrato de prestação de serviço, enquadrandose na normalização contida no inciso I do art. 145 da Instrução Normativa/SRP n° 03, de 14.07.2005 DOU. 15/07/2005. A obtenção da base de cálculo através de 100% dos valores brutos das NFS espelhamse na descrição do serviço contido nestas NFS, que define "fornecimento de mão de obra para execução de serviços...", aplicandose o art. 140 da IN acima citada (fls. 75 a 127).” Fl. 590DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Em sede de impugnação os argumentos trazidos à colação foram diferentes. Naquela instância a impugnante tivera entendimento de que sendo a contratada ente municipal não haveria que se efetuar as retenções exigidas. Em sede recursal alegou que : “ Oportuno ainda salientar, que não obstante o entendimento firmado pela turma julgadora relativo ao fato de que a Empresa contratada tem autonomia administrativa e apesar de se constituir como empresa pública sujeitase a retenção mesmo quando contratada por órgãos públicos municipais, não havendo qualquer dispositivo legal ou normativo que as excetue, ignorou a questão da solidariedade exposta na impugnação apresentada, a qual não se referia as disposições contidas no artigo 31 da Lei n° 8.212/91, mas sim à solidariedade decorrente das disposições contidas no inciso IX do art. 30 da Lei n° 8.212/91, por integrarem a contratante e a contratada o mesmo grupo econômico, qual seja grupo de empresa e entidade estatal, de âmbito municipal, que estão, respectivamente, vinculadas, direta ou indiretamente, a um mesmo Município.” Eis o enunciado do exortado inciso IX do Artigo 30 da Lei n° 8.212/91: Art. 30 – (...) (...) IX as empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações decorrentes desta lei. A norma supratranscrita não trouxe o conceito de grupo econômico, motivo pelo qual tal significado deve ser buscado em outras fontes legais. CLT O Art. 2°, § 2°, da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), estatui o seguinte: § 2° Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,comercial ou de que qualquer outra atividade econômica serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. Na esteira do dispositivo legal retro, a Instrução Normativa/MPS/SRP n°03 de 14/07/2005 estabeleceu: Art. 748. Caracterizase grupo econômico quando duas ou mais empresas estiverem sob a direção, o controle ou a administração de uma delas, compondo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica. . Portanto, para a configuração de grupo econômico, não há a necessidade de as empresas formalizarem juridicamente essa união, nem manterem uma relação de Fl. 591DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 5 7 subordinação (controle), bastando a relação de coordenação (coligação) entre as mesmas, sem que exista uma posição predominante. Há ainda a possibilidade de caracterização de grupo econômico quando detectada a incidência a conjuminância de recursos ou esforços para a realização de projetos ou atividades comuns. Às fls.406, consta colacionada a Lei Municipal n° 1.962, de 28 de dezembro de 1990 que na forma do artigo 1° , criou sob a forma de empresa pública a Empresa Municipal de Urbanização de Jaboticabal – EMURJA , motivo do lançamento em comento. No artigo 6° da referida Lei, define a participação do Poder Executivo na integralização do capital social da nova empresa. De fato, na forma do exposto percebese a configuração de grupo econômico diante da participação societária comum. Assim, estando claramente demonstrada a existência de grupo econômico a infração poderia ser capitulada sob a égide do sobredito artigo, de modo que o cumprimento da obrigação pudesse ser exigida de todas as participantes do grupo econômico, de acordo com o IX do Artigo 30 da Lei n° 8.212/91 em razão da SOLIDARIEDADE. Relevante destacar que a lavraturas do gênero, a PORTARIA SRP/DEFIS Nº 018, DE 10 DE OUTUBRO DE 2006, vigente à época do lançamento, determinava em se tratando de lançamento por solidariedade deveria fazer constar no relatório Fiscal a informação de que foram analisadas as informações disponíveis relativas ao devedor solidário, de que não houve ação fiscal com exame de contabilidade contra este e que os créditos referentes a prestação de serviço ora tributada não foram objeto de lançamento anterior. Muito embora o contrato de prestação de serviços tenha sido pactuado, aduz que em se tratando de empresas do mesmo grupo econômico tal pacto se reveste das características de mútuo da espécie onerosa com previsão e amparo legal . Vingando a tese de prestação de serviços com retenção, impõese que as empresas de um mesmo grupo ao se reunirem em mútuo para levar à termo projeto capitaneado por suas holdings verão estabelecidas inusitada responsabilidade tributaria circular com efetiva e improdutiva majoração de seus custos . Entendo que é paradoxal impor que o coproprietário de ambas empresas promova retenção dos serviços que ele mesmo lhe presta. No caso presente não se observa stricto sensu o necessário binômio tomador/prestador posto que se estabelece a figura denominada confusão. Confusão, de acordo com o artigo 381 da Lei n 10.406/2002, é quando "...Extinguese a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor..." À semelhança do presente trago à lume o Julgado de relatoria do Ministro Ari Pargendler onde o sujeito passivo se confunde com o ativo sendo flagrante o fato inibidor da obrigação tributária : “ TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO. ESBULHO POSSESSÓRIO PRATICADO PELO PRÓPRIO MUNICÍPIO QUE EXIGE O TRIBUTO. Os litígios Fl. 592DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 possessórios entre particulares não afetam a obrigação de pagar o IPTU, resolvendose entre eles a indenização acaso devida a esse título; já quem, sendo contribuinte na só condição de possuidor, é esbulhado da posse pelo próprio Município, não está obrigado a recolher o tributo até nela ser reintegrado por sentença judicial, à mingua do fato gerador previsto no art. 32 do Código Tributário Nacional, confundindose nesse caso o sujeito ativo e o sujeito passivo do imposto. Agravo regimental provido” – (voto do Ministro relator: “Na espécie, todavia, o esbulho foi praticado pelo próprio Município (...), sujeito ativo do tributo, que, imitindose na posse, confundiuse com o sujeito passivo – não se compreendendo que o esbulhado deve recolher imposto indevido, para depois reavêlo em ação própria sob a forma de indenização, sendo o flagrante o fato inibidor da obrigação tributária, vale dizer, a posse pelo próprio Poder Público. (...)”. (2ª T, AgRg. 117/895/MG, rel. Ministro Ari Pargendler, v. u., 10/10/96. DJU 29/10/96, p.41.639 ” A tomadora do grupo é ao mesmo tempo obrigada a reter valores da prestadora da qual faz parte como sócia que mais tarde os reclamará para efeito de compensação ou restituição ao tempo em que à prestadora deva se imputar solidariedade pelo eventual crédito de responsabilidade do sujeito passivo – a tomadora sua sócia – por integrar seu grupo econômico. Aduz que a recorrente juntou cópias dos recolhimentos da prestadora dos serviços asseverando que a mesma estaria adimplente com suas obrigações junto ao fisco e na oportunidade assim se manifestou: “ Com efeito, em sendo a retenção uma garantia do fisco de adiantamento da arrecadação pretendida, bem como de efetivo recebimento, a ausência de retenção do contratante acarretaria além de sanção pelo não cumprimento da obrigação, a responsabilidade de adimplemento da contribuição devida e eventualmente não paga pelo contratado, mas nunca, como pretendido no caso dos autos, a duplicidade de pagamento da referida contribuição que já foi efetivamente arrecadada por quem de direito.” Levantando hipótese de pagamento em duplicidade alegou ainda que : “ nem lícita a cobrança em duplicidade, arbitrada aleatoriamente, sem a liquidez e certeza que deve anteceder a cobrança, notadamente em sendo demonstrada, como no caso dos autos, o efetivo adimplemento da contribuição pretendida. (...) ....notadamente levandose em consideração o fato de que a empresa contratada que já efetuou o devido recolhimento não poderá valerse do direito a compensação e restituição da diferença que lhe é inerente por força do disposto nos §§ l ° e 2 ° do artigo 31 da Lei 8.212/91. ” Fl. 593DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 6 9 Decidindo pela retenção, resta que a fundamentação seria inadequada posto que não fora permitido que o prestador/devedor solidário se manifestasse impondo cerceamento de defesa razão pela qual haveria que se considerar nulo o lançamento. Assim, por tudo que foi exibido, descabendo a hipótese de retenção e não tendo sido constituído crédito típico de solidariedade, decido pela nulidade do lançamento. QUANTO AOS DEMAIS LANÇAMENTOS DAS MATÉRIAS NÃO IMPUGNADAS A Recorrente alegou em sede Recursal que : “ Sequer socorre a decisão prolatada a argüição de os referidos descontos apontados foram utilizados para abater os débitos tributários constituídos nos próprios levantamentos já que ao contrário do alegado não se vislumbra no mencionado discriminativo do débito os apontamentos detalhados relativos aos números das notas fiscais levadas em consideração para a respectiva apuração e tão pouco a discriminação das guias e datas relativas as retenções e recolhimentos considerados, o que inviabiliza inclusive o contraditório e a ampla defesa por trazer o mencionado discriminativo do débito valores totalizados e não discriminados por lançamento individualizado.” E ainda que : “ Para tanto, necessário se faz que a fiscalização aponte os elementos de convicção necessários para a construção do auto de infração. Trazer informações generalizadas, sem individualização dos lançamentos e sem ter percorrido o adequado caminho legal de verificar todos os efetivos recolhimentos previdenciários ocorridos, é o mesmo que impossibilitar a defesa do sujeito passivo É mais do que sabido que o poder de taxar não pode destruir o contribuinte (STF RE n° 18.331, Rei. Min. Orosimbo Nonato, in "Revista Forense 145, Ed. Forense,1953, ps. 164 e seguintes). ” Para efeito de demonstração da forma como foram relatados os débitos , destaquei os levantamentos 3.1 Levantamento BT e 3.2 Levantamento CA , que à exemplo dos demais guardam o mesmo “ modus operandi” onde se verifica que o Autuante tomou as devidas providenciais quanto à motivação exigida fazendo constar a informação e os documentos probantes e a norma que originaram o lançamento : ‘ 3.1 Levantamento BT 3.1.1 O valor originário do débito apurado corresponde a este levantamento, referese ao montante das contribuições sociais devidas, mediante aplicação da alíquota de 11% sobre 50% dos valores brutos das notas fiscais de serviço NFS, emitido pela Fl. 594DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 empresa contratada B. Tobace Construções e Serviços Ltda, não recolhido pela empresa FISCALIZADA (contratante dos serviços) à seguridade social até o dia dez do mês subseqüente ao da emissão destas NFS, em nome da contratada, relativo aos meses 01 e 04/2007, abatidas às contribuições sociais recolhidas mediante Guia da Previdência Social GPS. 3.1.2 No Relatório de Lançamentos RL consta o valor lançado (valor bruto da NFS), o percentual de 50%, resultando o valor apropriado, e no campo "observação" consta os números da NFS, bem como consta o total do valor apropriado por competência. No Discriminativo do Débito DD consta base de cálculo por competência que corresponde ao total do valor apropriado por competência citado no RL. 3.1.3 A prestação de serviço foi executada mediante empreitada na área de construção civil, com apresentação de contrato de prestação de serviço,' enquadrandose na normalização contida no inciso III do art. 145 da Instrução Normativa/SRP n° 03, de 14.07.2005 DOU. 15/07/2005. A obtenção da base de cálculo através de 5 0% do valor bruto da NFS espelhase na descrição do serviço contido no contrato de prestação de serviço, que define com fornecimento de material e mãodeobra, para a execução de obras de Instalação de Rede de Energia Elétrica errj Baixa Tensão 220/127V...", aplicandose o inciso I do art. 150 da IN acima citada (fls. 39 a 54). 3.2 Levantamento CA 3.2.1 O valor originário do débito apurado corresponde a este(levantamento, referese ao montante das contribuições sociais devidas, mediante a aplicação da alíquota de 1 1% sobre os valores brutos das notas fiscais de serviço \ NFS, emitido pela empresa contratada Carregari e Giangrecco Construção Civil Ltda ME, não recolhido pela empresa FISCALIZADA (contratante dos serviços) à seguridade social até o dia dez do mês subseqüente ao da emissão destas NFS, em nome da contratada, relativo aos meses de 04, 07 e 08/2007. " Do exposto, na forma do procedimento da Autoridade fiscal, todos os elementos exigíveis para o lançamento foram observados e relatados ao contribuinte que, em desejando, poderia sem grande esforço, compulsálos e do confronto argüir expressamente eventuais divergências. Assim, na forma genérica como apresentou a impugnação reiterada em recurso, é lícito concluir que a Recorrente, “ ab initio ” incorreu no preceituado do artigo 17 do Decreto 70.235/72 , verbis: “ Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997)” DA MULTA. Fl. 595DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 7 11 É compulsório observar que o artigo 144 do Código Tributário Nacional CTN aduz que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada : “ Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Na hipótese de novos critérios de apuração ou de novos processos de apuração é que se aplica a previsão do § 1º deste artigo: “ § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios ” O presente lançamento não está submetido à novos critérios de apuração. Assim, ainda que estivesse não implica inobservar o preceituado no caput do artigo 144 CTN: “ O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada ” Na forma do registro de fls.25, no Relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD e Acréscimos Legais da Multa, o cálculo do valor teve por base os parâmetros estabelecidos pelo art. 35, I, II, II . Entretanto o artigo supra foi alterado pela Lei 11.941/2009, estabelecendo não novos critérios de apuração mas determinando que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%: “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator) Lei 9.430/96: “ Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto Fl. 596DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o §3° do art. 5°, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.( Vide Lei n° 9.716, de 1998)” MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, impõese, portanto, o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 de modo que comparando o resultado com o valor da multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 prevaleça a multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa. Expurgados os lançamentos apontados, a definição do cálculo se observará quando a liquidação do crédito for postulado pelo contribuinte, de acordo com o artigo 2° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n°14, de 4 de dezembro de 2009: “Art. 2° No momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte, o valor das multas aplicadas será analisado e os lançamentos, se necessário, serão retificados, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos da alínea "c" do inciso II do art. 106 da Lei n ° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN.” CONCLUSÃO Fl. 597DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 8 13 Conheço do recurso para NO MÉRITO LHES DAR PROVIMENTO parcial determinando que sejam excluídos os lançamentos que constituíram os créditos lançados com denominação EM EMURJA. Devese também ser concedido os benefícios do principio da retroatividade benigna no sentido de aplicar o comando do artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n °11.941/2009, multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% , critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. É como voto. Ivacir Júlio de Souza Relator Voto Vencedor Apresento divergência com relação ao voto do ilustre relator na questão do levantamento EM EMURJA. Entendo não ser caso de solidariedade nem, por conseqüência, de nulidade do lançamento. O Relatório Fiscal, com base no contrato, nas notas fiscais de serviço e nas notas de liquidação e pagamento classificou o serviço prestado como sendo empreitada de limpeza e conservação. 3.4 Levantamento EM 3.4.1 O valor originário do débito apurado corresponde a este levantamento, referese ao montante das contribuições sociais devidas, mediante a aplicação da alíquota de 11% sobre os valores brutos das notas fiscais de serviço NFS, emitido pela empresa contratada Empresa Municipal de Urbanização de Jaboticabal EMURJA, não recolhido pela empresa FISCALIZADA (contratante dos serviços) à seguridade social até o dia dez do mês subseqüente ao da emissão destas NFS, em nome da contratada, relativo aos meses de 01 a 12/2007. 3.4.2 No Relatório de Lançamentos RL consta o valor lançado (valor bruto da NFS), o percentual de 100%, resultando o valor apropriado, e no campo "observação" consta os números da NFS ou nota de liquidação e pagamento, bem como consta o total do valor apropriado por competência. No Discriminativo do Débito DD consta base de cálculo por competência que Fl. 598DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 corresponde ao total do valor apropriado por competência citado no RL. 3.4.3 A prestação de serviço foi executada mediante empreitada na área de limpeza e conservação, com apresentação de contrato de prestação de serviço, enquadrandose na normalização contida no inciso I do art. 145 da Instrução Normativa/SRP n° 03, de 14.07.2005 DOU. 15/07/2005. A obtenção da base de cálculo através de 100% dos valores brutos das NFS espelham se na descrição do serviço contido nestas NFS, que define "fornecimento de mão de obra para execução de serviços...", aplicandose o art. 140 da IN acima citada (fls. 75 a 127). No lançamento, relatório DD Discriminativo do Débito, o levantamento em questão é apresentado como retenção de 11% por serviço prestado pela empresa Emurja, referente a empreitada na área de limpeza e conservação. LEV: EM RETENÇÃO 11 POR CENTO Classificação: Dispensado de declarar em GFIP / Órgão Público Período de Apuração: 01/2007 a 12/2007 Período do Débito: 01/2007 a 12/2007 FPAS: 5820 Prestador de Serviço: 65.633.414/000101 EMURJA EMPRESA MUNIC URBAN DE JABOTIC Observação: EMPREITADA NA ÁREA DE LIMPEZA E CONSERVAÇÃO O relatório FLD Fundamentos Legais do Débito, especifica a obrigatoriedade da retenção pela tomadora de serviços mediante cessão de maodeobra ou empreitada e apresenta a fundamentação baseada na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 31, parágrafos 1. e 2., (com as alterações da MP n. 1.66315, de 23.10.98, convertida na Lei n. 9.711, de 21.11.98); Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 219, parágrafos 1., 2., 3., 4. e 7. Fundamentos Legais das Rubricas 226 RETENÇÃO PELA TOMADORA DE SERVIÇOS MEDIANTE CESSÃO DE MAODEOBRA OU EMPREITADA 226.01 Competências : 01/2007 a 12/2007 Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 31, parágrafos 1. e 2., (com as alterações da MP n. 1.66315, de 23.10.98, convertida na Lei n. 9.711, de 21.11.98); Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 219, parágrafos 1., 2., 3., 4. e 7.. Fl. 599DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 9 15 Lei 8.212/91 Art.31.A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5odo art. 33.(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). §1oO valor retido de que trata o caput, que deverá ser destacado na nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, será compensado pelo respectivo estabelecimento da empresa cedente da mãodeobra, quando do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos segurados a seu serviço.(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). §2oNa impossibilidade de haver compensação integral na forma do parágrafo anterior, o saldo remanescente será objeto de restituição.(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). §3oPara os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação.(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). §4oEnquadramse na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços:(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998). Ilimpeza, conservação e zeladoria;(Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). IIvigilância e segurança;(Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). IIIempreitada de mãodeobra;(Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998). Decreto 3.048/99 Art.219.A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5ºdo art. 216.(Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) Fl. 600DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 §1ºExclusivamente para os fins deste Regulamento, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei nº6.019, de 3 de janeiro de 1974, entre outros. §2ºEnquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: Ilimpeza, conservação e zeladoria; IIvigilância e segurança; IIIconstrução civil; IVserviços rurais; Vdigitação e preparação de dados para processamento; VIacabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; VIIcobrança; VIIIcoleta e reciclagem de lixo e resíduos; IXcopa e hotelaria; Xcorte e ligação de serviços públicos; XIdistribuição; XIItreinamento e ensino; XIIIentrega de contas e documentos; XIVligação e leitura de medidores; XVmanutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos; XVImontagem; XVIIoperação de máquinas, equipamentos e veículos; XVIIIoperação de pedágio e de terminais de transporte; XIXoperação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou subconcessão;(Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) XXportaria, recepção e ascensorista; XXIrecepção, triagem e movimentação de materiais; XXIIpromoção de vendas e eventos; XXIIIsecretaria e expediente; XXIVsaúde; e XXVtelefonia, inclusivetelemarketing. Fl. 601DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.000672/201083 Acórdão n.º 2403001.345 S2C4T3 Fl. 10 17 §3ºOs serviços relacionados nos incisos I a V também estão sujeitos à retenção de que trata o caput quando contratados mediante empreitada de mãodeobra. §4ºO valor retido de que trata este artigo deverá ser destacado na nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços, sendo compensado pelo respectivo estabelecimento da empresa contratada quando do recolhimento das contribuições destinadas à seguridade social devidas sobre a folha de pagamento dos segurados. §5ºO contratado deverá elaborar folha de pagamento e Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social distintas para cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante do serviço. §6ºA empresa contratante do serviço deverá manter em boa guarda, em ordem cronológica e por contratada, as correspondentes notas fiscais, faturas ou recibos de prestação de serviços, Guias da Previdência Social e Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com comprovante de entrega. §7ºNa contratação de serviços em que a contratada se obriga a fornecer material ou dispor de equipamentos, fica facultada ao contratado a discriminação, na nota fiscal, fatura ou recibo, do valor correspondente ao material ou equipamentos, que será excluído da retenção, desde que contratualmente previsto e devidamente comprovado. Conforme visto acima, não consta do lançamento o instituto da solidariedade. Ademais, confirmo a obrigatoriedade da retenção visto que a Emurja configurase como uma empresa como as demais visto que é empresa pública, com personalidade jurídica de direito privado, patrimônio próprio e autonomia administrativa. Assim, voto pela impropriedade de discutir solidariedade neste lançamento e pela manutenção do crédito tributário do levantamento EM EMURJA. É como voto. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 602DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 Fl. 603DF CARF MF Impresso em 20/10/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 0/10/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13702.000323/2006-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 17 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Mar 03 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. ERRO NA DIRF.
Deve ser cancelada a exigência fiscal de omissão de rendimentos quando, em procedimento de diligência, fica comprovado o erro da fonte pagadora na apresentação da DIRF.
Numero da decisão: 2202-003.185
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente e Relator.
Composição do Colegiado: participaram da sessão de julgamento os Conselheiros MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA.
Nome do relator: MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. ERRO NA DIRF. Deve ser cancelada a exigência fiscal de omissão de rendimentos quando, em procedimento de diligência, fica comprovado o erro da fonte pagadora na apresentação da DIRF.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 03 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13702.000323/2006-31
anomes_publicacao_s : 201603
conteudo_id_s : 5571630
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 03 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 2202-003.185
nome_arquivo_s : Decisao_13702000323200631.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 13702000323200631_5571630.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente e Relator. Composição do Colegiado: participaram da sessão de julgamento os Conselheiros MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 17 00:00:00 UTC 2016
id : 6297146
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122343555072
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1674; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 150 1 149 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13702.000323/200631 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202003.185 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de fevereiro de 2016 Matéria IRPF Omissão de rendimentos recebidos de PJ Recorrente HENRIQUE DOS SANTOS VIEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. ERRO NA DIRF. Deve ser cancelada a exigência fiscal de omissão de rendimentos quando, em procedimento de diligência, fica comprovado o erro da fonte pagadora na apresentação da DIRF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Presidente e Relator. Composição do Colegiado: participaram da sessão de julgamento os Conselheiros MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA (Presidente), JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO, PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO, EDUARDO DE OLIVEIRA, JOSÉ ALFREDO DUARTE FILHO (Suplente convocado), MARTIN DA SILVA GESTO, WILSON ANTÔNIO DE SOUZA CORRÊA (Suplente convocado) e MÁRCIO HENRIQUE SALES PARADA. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 2. 00 03 23 /2 00 6- 31 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 2 Foi lavrado contra o contribuinte HENRIQUE DOS SANTOS VIEIRA notificação de lançamento em virtude de uma omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, no valor de R$28.921,26, decorrente do trabalho com vínculo empregatício. A infração foi apurada na revisão da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física DIRPF do exercício de 2003, anocalendário 2002, quando foram identificadas inconsistências entre os valores informados na Declaração de Ajuste Anual do IRPF e aqueles declarados pela fonte pagadora, o que resultou em uma alteração do valor dos rendimentos tributáveis do IRPF para R$38.883,99 e do IRRF para R$620,24. O autuado apresentou impugnação tempestiva alegando que os valores foram indevidamente declarados pela fonte pagadora no seu CPF, pois foram recebidos pela sua esposa, a qual efetua declaração em separado. Afirma que tal fato ocorre desde 1995 e, mesmo comunicando à fonte pagadora que o rendimento é de Helena Macedo Vieira, CPF n° 021.681.91727, não foi efetuada a correção. Portanto, atribui a autuação a erro na informação da Secretaria Estadual de Administração e Reestruturação do Estado, CNPJ n° 42.498.634/000166. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Santa Maria (RS) DRJ/STM julgou improcedente a impugnação, cuja decisão foi assim ementada. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURID1CA FALTA DE COMPROVAÇÃO Considerase omissão de rendimentos ter o declarante deixado de informar rendimentos recebidos de PJ decorrente de trabalha assalariado. Não há como aceitar alegações de erro sem prova ou correção da falta. O contribuinte foi cientificado da decisão em 18 de novembro de 2009, por via postal (A.R. à fl. 50), tendo interposto recurso voluntário em 2 de dezembro de 2009 (fls. 51 e 52), no qual alega que os rendimentos informados pela fonte pagadora pertencem a sua esposa e pede o cancelamento da infração. Anexa o seguintes documentos: “Declaração de Ajuste Anual Simplificada” (fls. 57/58); “Comprovante de rendimentos pagos e de retenção do imposto de renda na fonte” (fls. 60/61), “Declaração de Ajuste Anual Simplificada” da esposa Helena de Macedo Vieira (fl. 62), “Declaração de aluguéis recebidos” (fl. 63), “Comprovante de rendimentos pagos” (fl. 64); “Comprovante de situação cadastral no CPF” (fl. 69). Em sessão de 7 de fevereiro de 2012, esta Turma do CARF converteu o julgamento em diligência, para que a Secretaria Estadual de Administração e Reestruturação do Estado, CNPJ n° 42.498.634/000166, fosse intimada a informar a que título e a quem foram pagos R$28.921,26 (código 0561), no anocalendário 2002, conforme declarado em DIRF (fl. 42), anexando cópia de documento que comprovasse o efetivo pagamento, assim como para se manifestar quanto ao comprovante de rendimentos pagos, anexado à fl. 64, tendo como beneficiária a Sra. Helena de Macedo Vieira. Em resposta à diligência, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Estado do Rio de Janeiro informou que o contribuinte Henrique dos Santos Vieira, CPF nº 046.216.03787, não recebeu rendimentos daquela secretaria, CNPJ 42.498.634/000166, esclarecendo que na base de dados da servidora Helena de Macedo Vieira constava o CPF dele, Fl. 151DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Processo nº 13702.000323/200631 Acórdão n.º 2202003.185 S2C2T2 Fl. 151 3 mas que já fora retificado (fl. 102). Em anexo à resposta, enviou cópias das fichas financeiras da servidora Helena de Macedo Vieira (fls. 106 a 113). Cientificado do resultado da diligência, o contribuinte ratifica que o valor de R$28.921,26 for pago a Helena de Macedo Vieira e não a ele, o que elimina qualquer divergência, não restando nenhum valor a ser recolhido da sua parte (fl. 136). Os autos, então, retornaram ao CARF para julgamento, tendo sido sorteado para minha relatoria. É o relatório. Voto MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Conselheiro Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, devendo ser conhecido. Tratase de notificação de lançamento contra o contribuinte HENRIQUE DOS SANTOS VIEIRA, em virtude de uma omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, no valor de R$28.921,26, decorrente do trabalho com vínculo empregatício. O recorrente alegou que os rendimentos informados pela fonte pagadora, Secretaria Estadual de Administração e Reestruturação do Estado, CNPJ n° 42.498.634/0001 66, pertencem a Helena de Macedo Vieira, sua esposa, e pede o cancelamento da infração. A diligência efetuada pela autoridade fiscal concluiu que ocorreu um erro da fonte pagadora ao informar o contribuinte, HENRIQUE DOS SANTOS VIEIRA, CPF nº 046.216.03787, como beneficiário dos rendimentos relativos ao anocalendário 2002, no valor de R$28.921,26, uma vez que a verdadeira beneficiária foi a sra. Helena de Macedo Vieira, servidora daquele órgão. Dessa forma, constatado o erro da fonte pagadora na informação prestada em forma de DIRF à Receita Federal do Brasil, deve ser cancelado o auto de infração de omissão de rendimentos, lavrado com base unicamente naquela declaração. Ante o exposto, voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA BARBOSA Relator. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA 4 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 03/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 26/02/2016 por MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.721202/2011-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Fri Feb 19 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007, 2008
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO.
É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02.
NULIDADE. EMISSÃO DE RMF.
Não há nulidade na expedição de RMF se comprovada sua indispensabilidade, por meio de relatório circunstanciado, no qual o auditor-fiscal motiva a solicitação de expedição da requisição.
OMISSÃO DE RECEITA. PRESUNÇÃO. CONSUMO DA RENDA.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.
ARBITRAMENTO. LIVROS NÃO ENTREGUES.
Justifica-se o arbitramento, não fornecidos os livros diário e razão ou o livro caixa, contendo toda movimentação financeira, inclusive bancária, nos termos do art. 530, III, c/c parágrafo único do art. 527,do RIR/99.
MULTA AGRAVADA.
Justifica-se o agravamento da multa pela não prestação de esclarecimentos.
Numero da decisão: 1302-001.779
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: 1) por unanimidade de votos, em rejeitar a arguição de nulidade do lançamento; e 2) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Rogério Aparecido Gil e Daniele Souto Rodrigues Amadio.
(assinado digitalmente)
Edeli Pereira Bessa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Eduardo de Andrade - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Eduardo de Andrade, Paulo Mateus Ciccone (Suplente Convocado), Rogério Aparecido Gil. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Talita Pimenta Félix. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ana de Barros Fernandes Wipprich. Julgamento realizado na tarde de 04/02/2016.
Nome do relator: EDUARDO DE ANDRADE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201602
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007, 2008 ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO. É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02. NULIDADE. EMISSÃO DE RMF. Não há nulidade na expedição de RMF se comprovada sua indispensabilidade, por meio de relatório circunstanciado, no qual o auditor-fiscal motiva a solicitação de expedição da requisição. OMISSÃO DE RECEITA. PRESUNÇÃO. CONSUMO DA RENDA. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. ARBITRAMENTO. LIVROS NÃO ENTREGUES. Justifica-se o arbitramento, não fornecidos os livros diário e razão ou o livro caixa, contendo toda movimentação financeira, inclusive bancária, nos termos do art. 530, III, c/c parágrafo único do art. 527,do RIR/99. MULTA AGRAVADA. Justifica-se o agravamento da multa pela não prestação de esclarecimentos.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 19 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10166.721202/2011-11
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5568166
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 22 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1302-001.779
nome_arquivo_s : Decisao_10166721202201111.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : EDUARDO DE ANDRADE
nome_arquivo_pdf_s : 10166721202201111_5568166.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: 1) por unanimidade de votos, em rejeitar a arguição de nulidade do lançamento; e 2) por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Rogério Aparecido Gil e Daniele Souto Rodrigues Amadio. (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa - Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Eduardo de Andrade, Paulo Mateus Ciccone (Suplente Convocado), Rogério Aparecido Gil. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Talita Pimenta Félix. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ana de Barros Fernandes Wipprich. Julgamento realizado na tarde de 04/02/2016.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 03 00:00:00 UTC 2016
id : 6283632
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122346700800
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2090; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.434 1 1.433 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.721202/201111 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.779 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 03 de fevereiro de 2016 Matéria OMISSÃO DE RECEITA Recorrente TAGUAFORT COMERCIO E INDUSTRIA DE MADEIRAS E TRANSPORTE DE CARGAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007, 2008 ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.VEDAÇÃO. É vedado o afastamento pelo CARF de dispositivo prescrito em lei com base em alegação de inconstitucionalidade. Aplicação da Súmula CARF nº 02. NULIDADE. EMISSÃO DE RMF. Não há nulidade na expedição de RMF se comprovada sua indispensabilidade, por meio de relatório circunstanciado, no qual o auditor fiscal motiva a solicitação de expedição da requisição. OMISSÃO DE RECEITA. PRESUNÇÃO. CONSUMO DA RENDA. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. ARBITRAMENTO. LIVROS NÃO ENTREGUES. Justificase o arbitramento, não fornecidos os livros diário e razão ou o livro caixa, contendo toda movimentação financeira, inclusive bancária, nos termos do art. 530, III, c/c parágrafo único do art. 527,do RIR/99. MULTA AGRAVADA. Justificase o agravamento da multa pela não prestação de esclarecimentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: 1) por unanimidade de votos, em rejeitar a arguição de nulidade do lançamento; e 2) por unanimidade de votos, em negar provimento ao AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 12 02 /2 01 1- 11 Fl. 1434DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 2 recurso voluntário. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alberto Pinto Souza Junior, Rogério Aparecido Gil e Daniele Souto Rodrigues Amadio. (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa Presidente. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa (presidente da turma), Alberto Pinto Souza Júnior, Eduardo de Andrade, Paulo Mateus Ciccone (Suplente Convocado), Rogério Aparecido Gil. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Talita Pimenta Félix. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ana de Barros Fernandes Wipprich. Julgamento realizado na tarde de 04/02/2016. Fl. 1435DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.435 3 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 2ª Turma da DRJ/BSB, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar PROCEDENTE EM PARTE a impugnação, mantendo parcialmente o crédito tributário impugnado, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2007, 2008 REQUISIÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. EMISSÃO. Não tendo o sujeito passivo atendido à intimação para apresentar os extratos de sua movimentação financeira, é cabível à autoridade tributária providenciar a emissão de RMF, visando obter essas informações diretamente das instituições bancárias. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. No âmbito do processo administrativo fiscal, aos órgãos judicantes administrativos é vedada a apreciação de argüições contra inconstitucionalidade de lei. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. EMISSÃO E PRORROGAÇÕES. CIÊNCIA. Nos termos do ato administrativo que rege a matéria, a notificação do MPF e suas alterações considerase feita com a disponibilização desses instrumentos na internet, na página da RFB. OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Por presunção legal, consideramse receitas omitidas os valores dos depósitos/créditos efetuados na conta bancária do sujeito passivo, quando este, regularmente intimado, não comprova documentalmente a origem desses valores. TRANSFERÊNCIA ENTRE CONTAS. INCLUSÃO INDEVIDA. Ficando demonstrado, pelo próprio histórico das operações, que valores correspondentes a transferências entre contas da pessoa jurídica foram incluídos indevidamente no rol dos depósitos/créditos de origem não comprovada, cabe excluir essas parcelas e refazer o cálculo das exigências. ARBITRAMENTO DO LUCRO. CABIMENTO. Cabe o arbitramento do lucro da pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido quando esta não atende à intimação para apresentar sua escrituração, na forma das leis comerciais e Fl. 1436DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 4 fiscais, ou pelo menos, o Livro Caixa com a escrituração de sua movimentação financeira, inclusive bancária. MULTA DE OFÍCIO. AGRAVAMENTO. A lei expressamente autoriza o agravamento da multa de ofício quando o sujeito passivo deixa de atender, no prazo marcado, a intimação para prestar esclarecimentos. CSLL. PIS. COFINS. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Aplicase o decidido em relação ao IRPJ em relação às contribuições sociais exigidas a partir da mesma matéria fática da exigência principal. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foram lavrados os auto de infração às fls. 03/49, formalizando lançamento de ofício do crédito tributário abaixo discriminado, relativo aos anoscalendário de 2007 e 2008, incluindo juros de mora calculados até 31/03/2011 e multa proporcional agravada de 112,5%, totalizando R$ 10.508.359,31: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ 3.396.699,26 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL 1.512.259,50 Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS 997.153,18 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins 4.602.247,37 De acordo com a descrição dos fatos, que remete ao Termo de Verificação Fiscal (TVF) anexado às fls. 183/185, integrante dos autos de infração, a contribuinte apurou o IRPJ e a CSLL, nos anoscalendário fiscalizados, segundo as regras do Lucro Presumido, conforme informações das DIPJ, e, tendo em vista que instada pela fiscalização a apresentar os livros e documentos de sua escrituração, em 29/04/2010, 17/09/2010 e 02/12/2010, não o fez, teve o lucro arbitrado para fins de apuração da base de cálculo do IRPJ, na forma do art. 530, inciso III, do RIR/99. Por repercussão, foram formalizados os lançamentos de ofício de CSLL, Pis e Cofins. No TVF anteriormente mencionado, consta que a ação fiscal foi iniciada em 29/04/2010, com a ciência do Termo de Início de Fiscalização, no qual foi requerido à contribuinte a apresentação de seus assentamentos contábeis e extratos bancários de sua movimentação financeira. Em 13/05/2010 a fiscalizada solicitou prorrogação do prazo inicialmente fixado para atendimento da intimação inaugural, alegando que os bancos ainda não haviam fornecido os extratos solicitados, com o que a fiscalização aquiesceu, prorrogando o citado prazo até 17/06/2010. Em 18/06/2010 a fiscalizada voltou a comparecer aos autos, solicitando nova prorrogação de prazo, a pretexto de que seus livros contábeis estariam em processo de registro na Junta Comercial do DF, tendo a fiscalização concedido o prazo de três dias, a contar da ciência do termo recebido pelo sujeito passivo em 23/06/2010. Esgotado esse prazo, a RFB socorreuse do disposto no art. 6º da Lei Complementar nº. 105, de 2001, regulamentado pelo Dec. nº. 3.724, de 2001, formalizando Requisição de Movimentação Financeira às instituições em que a contribuinte mantinha a titularidade de contascorrentes nos anos de 2007 e 2008. De posse desses dados, a fiscalização endereçou novo Termo de Intimação à Fl. 1437DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.436 5 contribuinte, recepcionado em 17/09/2010, reiterando as solicitações anteriores, bem como requerendo a comprovação, no prazo de dez dias, da origem dos créditos efetuados nas contas bancárias do sujeito passivo, que não atendeu à intimação, a qual foi reiterada em novo Termo de Intimação, recepcionado em 02/12/2010, também não respondido. Diante dos fatos narrados e invocando o disposto nos arts. 527; 530, inciso III e 845, inciso III, todos do RIR/99, foi arbitrado o lucro da contribuinte, a partir dos depósitos bancários de origem não comprovada discriminados nos anexos 1 a 10, deduzidos dos valores exigíveis os débitos declarados em DCTF. A multa de ofício foi agrava, nos termos do art. 959, inciso I, do precitado RIR/99, em vista do não atendimento às intimações endereçadas pela fiscalização ao sujeito passivo. Cientificada das exigências por via postal, em 26/04/2011 (AR reproduzido à fl 1.006), a autuada apresentou em 25/05/2011 a petição impugnativa acostada às fls. 1.008/1.032, atacando o procedimento fiscal com os argumentos a seguir expostos. a) DAS PRELIMINARES DE NULIDADE A emissão da RMF não observou os procedimentos determinados pela legislação, por não existir o ato da Autoridade Fiscal que justifique os “motivos determinantes” da quebra do sigilo bancário, na forma determinada pelo Dec. nº. 3.724, de 2001, art. 4º., § 6º., tendo em vista que os esclarecimentos prestados no procedimento fiscal não atendem à norma posta. Além dessa deficiência apontada, a quebra do sigilo bancário afronta o princípio constitucional de que é o Poder Judiciário o detentor da competência para essa quebra, mediante solicitação justificada da Autoridade Fiscal. Os prazos concedidos nas notificações para esclarecer a movimentação bancária são insuficientes para a utilização do pleno exercício de defesa, dada a grande quantidade de operações. O MPF não foi devidamente notificado à contribuinte em suas emissões e prorrogações. b) DAS QUESTÕES DE MÉRITO b.1) DA INCONSISTÊNCIA NA APURAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA. O demonstrativo da movimentação bancária que serviu de base para a autuação, embora tenha expurgado alguns valores, ainda assim incluiu e tributou outros, que, pela legislação, não são passíveis de tributação. Nos extratos, encontramse valores de “transferência entre contas” que se referem a movimentação da autuada, e, no entanto, constam nos demonstrativos utilizados para extrair a base de cálculo dos lançamentos, como os casos citados no corpo da petição e os listados na planilha anexa à impugnação (fl. 25 apensa à peça de defesa). Por outro lado, não foi observado o limite mínimo de depósitos a serem considerados para a tributação, conforme determina a legislação, tendo sido tributados quaisquer valores, inclusive de pequena monta. Também foram considerados “cheques desbloqueados” que são resultantes dos créditos de “cheques depositados”, gerando com isso uma duplicidade do Fl. 1438DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 6 mesmo valor, além do que há outras movimentações que também não são passíveis de tributação, como transferências entre empresas, que não constituem receitas, mas mero repasse de valores ou pagamento de ativos que são receitas que já foram tributadas. b.2) DOS VALORES TRIBUTADOS QUE NÃO SÃO RECEITA Os valores autuados em decorrência de créditos na conta corrente não são receitas da empresa, mas mera movimentação de ativos e passivos. Existem nas referidas movimentações valores que decorrem de operações de “consignação” que não correspondem a receitas, mas valores de terceiros movimentados nas referidas contas. Numa simples leitura dos Anexos 1 a 10 da fiscalização, podem ser observados valores que são meros ativos, como recebimento de cartão de crédito, de empresas de factoring, de cheques prédatados, de TED entre empresas, ou seja, já compõem a receita tributada pela empresa e agora se realiza apenas o recebimento. Embora autuando a empresa por receitas de “revenda de mercadorias”, em nenhum momento o procedimento fiscal demonstra a “conta de mercadorias”, com apresentação das compras, estoques e o lucro comercial. Tampouco a fiscalização demonstra qualquer outra evidência de que haveria omissão de revenda de mercadorias, o que pode ser conseguido por outros meios disponíveis, com o aprofundamento do trabalho fiscal, como assinala a jurisprudência. Não existe amparo legal para considerar o depósito bancário como “receita conhecida”, porque este conceito é próprio das operações faturadas ou negócios que constituem receita, porém não foram tributados pelo contribuinte. Aqui caberia, se fosse o caso, outra capitulação autorizada no RIR/99, mas não essa utilizada pela autuação. b.3) DO LUCRO PRESUMIDO – ESCRITURAÇÃO SIMPLIFICADA Nos períodos autuados, a empresa optou pela tributação com base no lucro presumido, e, neste caso, a legislação lhe possibilita fazer uma contabilidade simplificada, com registros no livro Caixa. Portanto, a exigência de apresentar a contabilidade na forma da legislação comercial e fiscal, própria da tributação pelo lucro real, não encontra amparo, e, por conseguinte, a autuação fiscal e o arbitramento não podem prevalecer. b.4) DO ARBITRAMENTO Não se vislumbra o cumprimento de todos os requisitos exigidos para o lançamento por arbitramento, razão porque o mesmo é descabido. Como frisa o próprio Termo de Verificação Fiscal, a empresa informou à fiscalização que estava procedendo a uma regularização em seus livros e lhe foi dado um exíguo prazo de três dias para o cumprimento do solicitado, e, de forma precipitada e sem nenhuma outra intimação, foi formalizada a RMF que foi base para o arbitramento fiscal, medida para a qual a legislação exige algumas cautelas formais. No caso, a contribuinte autuada nunca se negou a fornecer os livros fiscais, mas apenas requereu um prazo razoável para sua regularização, o que, aliás, não foi concedido pela fiscalização em seu pedido específico. b.5) DA TRIBUTAÇÃO DE EXTRATOS BANCÁRIOS Ainda que se diga que com o advento do art. 42 da Lei nº. 9.430, de 1996, estaria revogada a legislação e a jurisprudência anterior, o conceito de renda do art. Fl. 1439DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.437 7 43 do CTN continua o mesmo, bem como as regras tributárias da Constituição Federal em relação ao imposto de renda, de forma que depósito bancário continua não sendo renda e a presunção da não justificativa pelo contribuinte continua frágil, pois a verdade real, em Direito Tributário, sobrepõese às formas e às ficções jurídicas, pois estas podem ser destruídas a qualquer tempo, porque nunca são absolutas. Certamente a matéria da quebra do sigilo, assim como a transformação presuntiva de depósitos bancários em renda, chegará à Suprema Corte do País para a palavra final e, no caso, a matéria ficará melhor delineada. Diante da verdade real, essa forma de procedimento fiscal não encontra amparo em nossas leis e na jurisprudência administrativa e judicial, por contrariar o conceito de renda do art. 43 do CTN, além do que a ilegitimidade dessa espécie de autuação ficou consagrada na Súmula 182 do TFR e em julgados do Conselho de Contribuintes. Além de não poder derrogar dispositivo de Lei Complementar, como é o CTN, a Lei nº. 9.430, de 1996, transforma a arrecadação em punição, o que é vedado pelo art. 150, IV, da CF/88 e pelo art. 3º. do próprio CTN. Ressalta ainda que o Fisco, ao tipificar o fato gerador como “omissão de receita”, não pode valerse de mera presunção iuris, mas de “prova efetiva” e cabal dos elementos que configurariam referida omissão. b.6) DA MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA NÃO É RECEITA Como argumento adicional, acrescenta que o lançamento baseado em depósito bancário é tão desprovido de sustentação que o Dec. nº. 2.471, de 1988, em seu art.9º. determinou o cancelamento de todos os créditos fiscais constituídos em base nesse fato. Além deste Decreto e da Súmula 182 do TFR, a jurisprudência do Conselho de Contribuintes, expressa em diversos acórdãos, também é peremptória em anular essa irregularidade fiscal. b.7) DA INEXISTÊNCIA DE ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A renda definida no art.. 43 do CTN, tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, sempre decorre de um ganho ou lucro que geram um acréscimo ao patrimônio. No caso, a autuação não resulta de qualquer lucro ou acréscimo, pois o depósito bancário não tem característica desta natureza e o processo, em nenhum momento, demonstra qualquer nexo causal entre os valores autuados e a situação patrimonial da contribuinte. b.8) DA QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO Para proceder ao lançamento, o Fisco se valeu do recurso da RMF, quebrando o sigilo da contribuinte, utilizando uma legislação que, por si, só, se encontra eivada de vícios de ilegalidade, por afrontar princípios de nossa ordem jurídica, a começar pelo art. 6º da LC nº. 105, de 2001, que padece do vício de inconstitucionalidade, por violar sigilo protegido pela fundamental, pois somente o Poder Judiciário está autorizado a assim proceder, conforme dispõe o art. 5º., XIII, da CF/88. Os dados obtidos com a quebra do sigilo bancário pelo Fisco, sem amparo em ordem judicial, constituem prova ilícita, nula de pleno direito, conforme entendimento jurisprudencial, e, dessa forma, não tem qualquer valor probante em Fl. 1440DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 8 nosso direito, não podendo servir de base para arrecadação fiscal, conforme rezam o art. 332 do CPC e o art. 5º., LVI, da CF/88. b.9) DA MULTA AGRAVADA DE 112,5% O arbitramento em si é um procedimento agravado em 20% sobre a base de cálculo normal, constituindose, pois, em uma penalidade justificada pela ausência de elementos para o lançamento fiscal. Assim, o agravamento da multa pelo mesmo motivo é um bis in idem punitivo penal que não pode prevalecer, pois o direito não ampara duas punições pelo mesmo fato. Ainda mais, no caso, a contribuinte não criou qualquer obstáculo ao trabalho fiscal, mas apenas necessitava de prazo para apresentar seus livros, que estavam em fase de regularização, além do que a multa no percentual aplicado, superior ao valor do tributo, é excessiva e tem efeitos confiscatórios, desrespeitando o art. 150, IV, da CF/88. A jurisprudência veda tal procedimento, em decisões consubstanciadas em diversos Acórdãos. b.10) DO PEDIDO A contribuinte impugna integralmente o procedimento fiscal e os levantamentos e dados nele consignados, bem como os documentos e relatórios a ele anexados, protestando pelo aditamento da impugnação e pela juntada de outros esclarecimentos ou documentos adicionais para o deslinde da questão. DA DILIGÊNCIA FISCAL Em vista da deficiência das informações prestadas na impugnação, insuficientes para permitir ao julgador verificar a pertinência da alegação e formar sua convicção a respeito das parcelas contestadas, que, segundo a defesa, não deveriam ter sido incluídas no levantamento fiscal, o julgamento foi convertido em diligência, consoante despacho de imagem reproduzida à fl. 1034 dos autos, exarado em 02/08/2011, para intimar a contribuinte a apresentar planilha discriminando todas essas parcelas, com identificação do banco, data e valor. Isto porque, em relação às operações indicadas no corpo da petição, com as informações do anexo correspondente (banco), data e valor, é factível ao julgador firmar juízo a respeito; já no que concerne aos demais casos, tal avaliação não é possível, pela falta de identificação do anexo, data e valor. A listagem juntada à impugnação contém somente datas e valores, sem identificação do anexo correspondente ao banco, e, quanto às demais operações que, na versão da impugnante, estariam indevidamente incluídas no levantamento fiscal, é invocada apenas a sua natureza, genericamente. A diligência requerida foi iniciada com a emissão do Termo de Intimação à fl. 1.035, em 14/09/2011, concedendo o prazo de vinte dias para atendimento pelo sujeito passivo, que compareceu aos autos em 10/10/2004 (fls. 1.036/1.067), trazendo planilha e documentos que, segundo afirma, comprova que o ingresso de valores se refere a recebimentos de ativos, por venda de veículos, destacando por amostragem os valores de R$ 5.010,36 e R$ 17.138,16, informando que os demais depósitos são da mesma natureza. Novo Termo de Intimação foi lavrado em 21/03/2012 (fls. 1.295/1.297), esclarecendo à interessada que pelo teor das informações anteriormente prestadas, os valores ali reportados se referem a receita proveniente de atividade operacional da empresa, sujeita a tributação. Neste mesmo Termo de Intimação, novamente foilhe concedido o prazo de vinte dias para identificar e comprovar documentalmente os valores computados na autuação e que não representam receitas operacionais, como alegado na inicial pela impugnante, que respondeu ao novo Termo de Intimação em Fl. 1441DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.438 9 17/04/2012 (fls. 1.292), alegando exigüidade do prazo e solicitando mais trinta dias para apresentar os elementos requeridos. Estes detalhes estão enfocados na Informação Fiscal lavrada em 14/06/2012 (fls. 1.298/1.300), o qual ressalta que, esgotado o prazo de prorrogação pleiteado em sua última manifestação, a interessada não mais compareceu aos autos, em razão do que o processo retornou a este órgão para o julgamento da lide (fls. 1.301.1.302). A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: a) como a matéria relativa ao sigilo bancário é objeto de recurso com repercussão geral reconhecida pelo STF, requer o exame da constitucionalidade da quebra do sigilo; b) é inconstitucional a quebra do sigilo bancário com base na LC 105/01; c) não foram justificados os motivos determinantes para a quebra do sigilo; d) a DRJ não eliminou todas as transferências entre contas; e) não se provou o consumo da renda; f) o arbitramento é indevido, pois a recorrente nunca se recusou a entregar os livros fiscais; g) a autuação viola a súmula TFR 182; h) a multa agravada (112,5%) é um bis in idem e tem efeitos confiscatórios. É o relatório. Fl. 1442DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 10 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. a) Quebra do sigilo bancário A constitucionalidade da requisição de informações financeiras pelas autoridades tributárias sem autorização judicial, com base na LC 105/2001 foi objeto de reconhecimento de repercussão geral pelo STF no julgamento do RE 601.314. Todavia, não há, até o momento, decisão definitiva de mérito tomada por aquela Colenda Corte. Neste sentido, não há decisão a ser reproduzida pelos conselheiros do Carf no julgamento aqui proferido. Relativamente ao exame da constitucionalidade cumpre dizer que tal matéria não está sujeita à apreciação do julgador administrativo vinculado ao Poder Executivo. A matéria é pacífica, estando sumulada por meio da Súmula CARF nº 02, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Idêntica decisão cabe no que tange à alegação de que a tributação da movimentação bancária ofende o conceito de renda e a alegação de que a multa agravada aplicada é confiscatória. b) Motivação e indispensabilidade da expedição do RMF No relatório circunstanciado da Solicitação de Emissão de RMF, de 30/06/2010, a autoridade fiscal atesta que nos anos de 2007 2008 a recorrente havia apresentado movimentação financeira, respectivamente, de R$31.608.970,36 e de R$50.025.439,00, enquanto as receitas declaradas foram de R$2.359.888,37 e R$2.899.391,10. Com isto, demonstrou a incompatibilidade da movimentação financeira à vista da receita declarada. Em seguida, informou que por três distintas oportunidades (Termo de Início de Fiscalização, de 27/04/2010, Termo de Ciência de Prorrogação de Prazo, com prorrogação de prazo concedida até 17/06/2010, Termo de Ciência de Prorrogação de Prazo, de 20/06/2010, com prorrogação de prazo concedida de três dias) intimou a fiscalizada a apresentar os extratos bancários relativos à sua movimentação financeira, o que não foi feito. Desta forma, a motivação da expedição de RMF, recaiu sobre a disparidade entre a movimentação financeira e a receita declarada, e o fato de que, intimado, o contribuinte não apresentou os extratos bancários necessários para a apuração do fato. Desta forma, ficou Fl. 1443DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.439 11 demonstrada, também, a indispensabilidade da emissão do RMF, porquanto, após várias prorrogações concedidas por meio de vários termos fiscais, ainda assim, a fiscalizada relutava em apresentar os referidos documentos bancários. Além disso, notase que foram expedidas as RMF no curso de procedimento fiscal, e foram subscritas por autoridade competente (fls.337/343). Assim, não há nulidade no que tange ao procedimento seguido, relativamente à solicitação de emissão de RMF. Do mérito c) Eliminação das transferências entre contas de mesma titularidade Não é procedente a alegação de que a DRJ não eliminou as transferências entre contas de mesma titularidade. Com efeito, o acórdão proferido pela DRJ exonerou parcialmente o crédito lançado, eliminando as transferências entre contas devidamente identificadas, o que o fez após converter o julgamento em diligência. Ressaltese que a fase de diligência foi marcada com a concessão de prazos dilatados à recorrente, e com sucessão de termos fiscais, que didaticamente orientavam a forma de prestação das informações. Não basta, porém, mera alegação. É dever do contribuinte justificar a origem dos rendimentos por meio de documentação hábil e idônea, ainda que para lastrear a exclusão por transferências internas, o que não foi feito, nem na fase de impugnação nem na fase do recurso voluntário. Neste sentido, peço venia para reproduzir o trecho do acórdão recorrido, em que se demonstra que foram eliminadas todas as transferências bancárias possíveis, diante das informações prestadas. Reclama a impugnante, primeiramente, que o demonstrativo da movimentação bancária que serviu de base para a autuação, embora tenha expurgado alguns valores, ainda assim computou “transferências entre contas” que se referem a movimentação da própria autuada, como por exemplo, a título de amostragem, destaca as operações identificadas na tabela do corpo da petição e na planilha anexa à impugnação. Em seguimento, afirma que foram computados “cheques desbloqueados”, resultantes dos créditos de “cheques depositados”, gerando duplicidade de valor, além do que há outras movimentações não passíveis de tributação, como transferências entre empresas, que não constituem receitas, mas mero repasse de valores ou pagamento de ativos já tributadas. Como foi exposto no item próprio do relatório, em vista da precariedade das informações trazidas pela defesa, o julgamento foi convertido em diligência, oportunizando à impugnante pormenorizar todas as operações de cuja inclusão discorda, identificando data, valor e banco, para que o julgador possa firmar convicção a respeito. Diante das respostas trazidas às intimações, o trabalho de diligência foi encerrado com a lavratura da Informação Fiscal encartada às fls. 1.298/1.300, Fl. 1444DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 12 cujo conteúdo, ao lado das informações prestadas pelo sujeito passivo, serão apreciados em seguida. Em relação às alegadas inclusões de valores que seriam oriundos de transferências entre contas de titularidade da impugnante, há que se reconhecer que, até por uma questão de lógica, o mandamento contido no inciso I do § 3º da Lei nº. 9.430, de 1996, anteriormente transcrito, determina que os valores decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa jurídica não devem ser considerados no levantamento fiscal dos créditos/depósitos suscetíveis da comprovação de sua origem. Segundo a impugnante, seriam dessa natureza os seguintes valores que cita por amostragem no corpo da petição impugnativa: ANEXO 5 03/01/2007 300,00 Doc. Taguafort 28/06/2007 20.000,00 cc. Taguafort 31/07/2007 34.543,08 Idem 30/08/2007 86.863,91 " 17/09/2007 23.000,00 " 19/09/2007 12.600,00 " 20/09/2007 10.000,00 " 24/09/2007 150.000,00 " 18/10/2007 15.183,18 " 17/12/2007 5.450,00 " 07/01/2008 7.200,00 " 25/01/2008 90.145,25 " 28/01/2008 14.400,00 " 07/02/2008 4.500,00 " 21/02/2008 150.000,00 " 19/03/2008 20.000,00 " 19/03/2008 5.327,00 " 27/03/2008 40.000,00 " ANEXO 7 19/05/2008 7.741,56 Madefort (nome de fantasia) Em relação a essas parcelas, suficientemente identificadas desde o corpo da inicial (com anexo, data e valor), foi possível localizálas nos anexos que instruem o auto de infração e constatar, a partir do próprio histórico das transações retratado nas listagens geradas pelo autor do feito, que, sem nenhuma dúvida, constituem transferências entre contas de titularidade da impugnante, e, por conseqüência, indevidamente computadas no cálculo dos valores tributáveis. Por outro lado, no tocante ao rol das parcelas discriminadas na planilha anexa à inicial (fl. 25 apensa à peça de defesa), envolvendo 25 operações, as quais, na versão da impugnante, seriam de idêntica origem (transferência entre contas de sua titularidade), a interessada não identificou o anexo respectivo (banco), obstaculizando a localização daqueles valores e a verificação da alegação, tal como no item anterior, daí porque, na diligência requerida, ofereceuse à impugnante a oportunidade de complementar as informações trazidas na inicial de forma incompleta, inclusive no que diz respeito aos demais argumentos (cheques desbloqueados, recebimento de ativos, etc.). Fl. 1445DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.440 13 Neste particular, embora o Termo de Intimação de Diligência (fl. 1.035) tenha orientado didaticamente de que forma a interessada deveria apresentar as informações requeridas, de modo a dar suporte às suas alegações, verificase que, em sua resposta, o sujeito passivo ignorou aquela orientação, limitandose a trazer uma planilha na qual estaria demonstrado ingresso de valores referentes a recebimento de ativos, por venda de veículos (fls. 1.036 a 1.291). Em vista das informações insuficientemente prestadas, foilhe endereçada reintimação (fls. 1.295/1.297), esclarecendo as imperfeições contidas na resposta ao pedido inicial e concedendo o prazo de vinte dias para prestação de novas informações de forma satisfatória., com suporte em documentação probatória, ao que a interessada se manifestou nos termos da resposta escrita datada de 11/04/2012 (fls. 1.292), na qual pleiteou o prazo de mais trinta dias para atendimento do solicitado, tendo esse interregno decorrido sem que a interessada trouxesse quaisquer informações adicionais aos autos, que, nesta circunstância, retornaram a esta DRJ em 26/06/2012 (fl. 1.302). Em suma, dos protestos expendidos pela impugnante contra a ocorrência de erros materiais no levantamento fiscal, somente foi possível constatar, com convicção, a inclusão indevida das transferências entre contas identificadas no demonstrativo constante do corpo da petição impugnativa, detalhados anteriormente, o que implica excluir das omissões apuradas os seguintes valores: PA VALOR IRPJ/CSLL PIS/COFINS jan/07 300,00 300,00 1º TRIM/07 300,00 300,00 jun/07 30.000,00 30.000,00 2º TRIM/07 30.000,00 30.000,00 jul/07 34.543,08 34.543,08 ago/07 86.863,91 86.863,91 set/07 45.600,00 45.600,00 3º TRIM/07 167.006,99 167.006,99 out/07 15.183,18 15.183,18 dez/07 5.450,00 5.450,00 4º TRIM/07 20.633,18 20.633,18 jan/08 111.745,25 111.745,25 fev/08 154.500,00 154.500,00 mar/08 65.327,00 65.327,00 1º TRIM/08 331.572,25 331.572,25 mai/08 7.741,56 7.741,56 2º TRIM/08 7.741,56 7.741,56 Conseqüentemente, no cálculo das exigências lançadas nos períodos acima mencionados, com as exclusões dos valores indevidamente computados, devem ser procedidas as seguintes alterações no quantum das receitas omitidas (para base de cálculo da CSLL, PIS e Cofins) e do lucro arbitrado a 9,6% (para base de cálculo do IRPJ): Fl. 1446DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 14 PA APURAÇÃO EXCLUSÃO OMISSÃO LUCRO ARBITRADO jan/07 1.476.561,21 300,00 1.476.261,21 1º TRIM/07 4.721.364,68 300,00 4.721.064,68 453.222,21 jun/07 1.556.730,63 300,00 1.556.430,63 2º TRIM/07 5.691.975,15 30.000,00 5.661.975,15 543.549,61 jul/07 3.732.243,00 30.000,00 3.702.243,00 ago/07 2.012.003,70 86.863,91 1.925.139,79 set/07 2.787.924,68 45.600,00 2.742.324,68 3º TRIM/07 8.532.171,38 167.006,99 8.365.164,39 803.055,78 out/07 3.251.772,17 167.006,99 3.084.765,18 dez/07 2.077.820,15 5.450,00 2.072.370,15 4º TRIM/07 7.488.221,74 20.633,18 7.467.588,56 716.888,50 jan/08 3.248.164,89 20.633,18 3.227.531,71 fev/08 1.999.175,91 154.500,00 1.844.675,91 mar/08 3.240.200,75 65.327,00 3.174.873,75 1º TRIM/08 8.487.541,55 331.572,25 8.155.969,30 782.973,05 mai/08 2.806.137,26 331.572,25 2.474.565,01 2º TRIM/08 8.820.394,75 7.741,56 8.812.653,19 846.014,71 Em decorrência dessas alterações, as exações exigíveis a partir da receita omitida com base em depósitos bancários de origem não comprovada assumem os valores demonstrados a seguir: IRPJ PA L. ARBITRADO IMPOSTO ADICIONAL DCTF() IRPJ MANTIDO 1º TRIM/07 453.222,21 67.983,33 39.322,22 6.143,39 101.162,16 2º TRIM/07 543.549,61 81.532,44 48.354,96 6.231,97 123.655,43 3º TRIM/07 803.055,78 120.458,37 74.305,58 7.569,64 187.194,31 4º TRIM/07 716.888,50 107.533,28 65.688,85 8.373,66 164.848,47 1º TRIM/08 782.973,05 117.445,96 72.297,31 8.570,30 181.172,96 2º TRIM/08 846.014,71 126.902,21 78.601,47 9.053,77 196.449,91 CSLL PA OMISSÃO B. CÁLCULO(12%) CSLL (9%) DCTF() CSLL MANTIDA 1º TRIM/07 4.721.064,68 566.527,76 50.987,50 5.529,05 45.458,45 2º TRIM/07 5.661.975,15 679.437,02 61.149,33 5.608,77 55.540,56 3º TRIM/07 8.365.164,39 1.003.819,73 90.343,78 6.812,67 83.531,11 4º TRIM/07 7.467.588,56 896.110,63 80.649,96 7.536,29 73.113,67 1º TRIM/08 8.155.969,30 978.716,32 88.084,47 7.713,27 80.371,20 2º TRIM/08 8.812.653,19 1.057.518,38 95.176,65 8.129,03 87.047,62 PIS/COFINS PA REC. OMITIDA PIS (0,65%) COFINS(3%) jan/07 1.476.261,21 9.595,70 44.287,84 jun/07 1.556.430,63 10.116,80 46.692,92 jul/07 3.702.243,00 24.064,58 111.067,29 ago/07 1.925.139,79 12.513,41 57.754,19 set/07 2.742.324,68 17.825,11 82.269,74 Fl. 1447DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.441 15 out/07 3.084.765,18 20.050,97 92.542,96 dez/07 2.072.370,15 13.470,41 62.171,10 jan/08 3.227.531,71 20.978,96 96.825,95 fev/08 1.844.675,91 11.990,39 55.340,28 mar/08 3.174.873,75 20.636,68 95.246,21 mai/08 2.474.565,01 16.084,67 74.236,95 Assim, mantenho o quantum eliminado, relativo a transferências entre contas. d) Limite mínimo de depósitos a serem considerados Com relação à inobservância do limite mínimo de depósito a ser considerado receita, cabe asseverar que não há limites mínimos a serem considerados para a tributação de pessoa jurídica, sendo que o limite individual de R$1.000,00 e anual de R$12.000,00 é aplicável tão somente a pessoas físicas (Lei nº 9.430/96, art. 42, §3º, II), verbis: Art. 42 (...) § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). (grifo nosso) e) Não comprovação de que as receitas tributáveis são receita Receitas omitidas provadas por meio da presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9430/96 são passíveis de integrar a base de cálculo do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sem que se prove o consumo da renda. A matéria já está pacificada na instância administrativa pela Súmula CARF nº 26, verbis: Súmula CARF nº 26 A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. f) Arbitramento com base em depósitos bancários de origem não comprovada Fl. 1448DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 16 A ação fiscal foi iniciada em 29/04/2010 e os autos de infração foram notificados em 26/04/2011, após outras intimações intermediárias, reiterando a inicial, e, nesse interregno de quase um ano, a impugnante não logrou apresentar sua escrituração, nem mesmo na forma simplificada admitida pela legislação para o livro Caixa, anteriormente destacada. O prazo para o sujeito passivo apresentar as informações e documentos que digam respeito a fatos que devam estar escriturados em sua escrituração contábil e fiscal é de cinco dias úteis, nos termos do art. 19 e § 1º da Lei nº. 3.470, de 1958, com as alterações introduzidas pela Medida Provisória nº. 2.15834, de 2001, verbis: Art. 19. O processo de lançamento de ofício será iniciado pela intimação ao sujeito passivo para, no prazo de vinte dias, apresentar as informações e documentos necessários ao procedimento fiscal, ou efetuar o recolhimento do crédito tributário constituído. § 1º Nas situações em que as informações e documentos solicitados digam respeito a fatos que devam estar registrados na escrituração contábil ou fiscal do sujeito passivo, ou em declarações apresentadas à administração tributária, o prazo a que se refere o caput será de cinco dias úteis. Isto porque, além deste dever, a legislação impõe ao contribuinte também o dever de escriturar e de manter a escrituração pelo prazo legal. Mas a recorrente sequer apresentou o livro Caixa, com a escrituração de toda a sua movimentação financeira, inclusive bancária, (parágrafo único do precitado art. 527 do RIR/99). Assim, na falta de apresentação da escrituração requerida, correta a aplicação do art. 530, inciso III, do RIR/99, verbis: Art. 530. O imposto, devido trimestralmente, no decorrer do ano calendário, será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando (Lei nº 8.981, de 1995, art. 47, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 1º): [...] III o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese do parágrafo único do art. 527; Justificase, assim, o arbitramento realizado. g) Súmula 182 do antigo TRF Relativamente à aplicação da Súmula 182 do antigo TRF, datada de 01/10/1985, e contrária ao arbitramento do IRPJ com base em depósitos bancários, cumpre asseverar que após a vigência do art. 42 da Lei nº 9.430/96 ela perdeu sentido, face à inovação legislativa introduzida, que atingiu pontos basilares nos quais se fundava. A jurisprudência do Carf orientase neste sentido, senão vejamos: “OMISSÃO DE RECEITAS – DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO ESCRITURADOS. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA nº 182/TRF – Na hipótese de existência de depósitos bancários não Fl. 1449DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA Processo nº 10166.721202/201111 Acórdão n.º 1302001.779 S1C3T2 Fl. 1.442 17 escriturados, se a empresa não provar, mediante razoável correlacionamento individualizado, que sua origem é a escrita regularmente contabilizada e que os saldos de caixa englobam os montantes em depósito, tornase correta a ação fiscal que adiciona à receita bruta contabilizada os depósitos bancários cuja origem não foi comprovada. (Acórdão 10319781, publicado no D.O.U de 17/03/1999) Da mesma forma, não há falar na aplicação do art. 9º do DecretoLei nº 2471/88, vez que o art. 42 da Lei nº 9.430/96 disciplinou a matéria, dandolhe diferentes contornos, em relação aos quais o referido decretolei não pode tocar, nos períodos a partir do qual o referido art. 42 passou a ter eficácia, como é o caso dos autos. h) Multa agravada (112,5%) A fiscalização aplicou a multa agravada pela não prestação de esclarecimentos. Tendose em vista que o lançamento foi feito por arbitramento, evidentemente hão de ser eliminadas da infração as negativas que não resultaram em prejuízo dos trabalhos fiscais, na linha investigativa adotada pela fiscalização, que, após verificar a não entrega dos livros optou pelo arbitramento. Todavia, o arbitramento, no caso vertente, foi realizado com base na receita bruta conhecida, advinda da receita omitida, derivada dos depósitos bancários cuja origem não restou comprovada. Ocorre que na hipótese dos autos os extratos não foram fornecidos pela recorrente, sendo que a fiscalização teve que expedir RMF e requisitálos às instituições financeiras. Desta forma, mesmo na linha investigativa adotada após a opção pelo arbitramento, ainda assim houve não prestação de esclarecimentos pelo sujeito passivo, ensejando a exasperação da multa, pela presença de circunstância agravante, ao patamar de 112,5%. Relativamente à cumulação entre multa agravada e arbitramento, não há falar em bis in idem, porquanto o arbitramento não é penalidade, mas tão somente forma de apuração do lucro. Assim, voto para negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 1450DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA 18 Fl. 1451DF CARF MF Impresso em 22/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 p or EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por EDELI PEREIRA BESSA
score : 1.0
Numero do processo: 13804.003655/2005-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
Numero da decisão: 3201-000.580
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o(a) advogado(a) Cássio Stokfisz, OAB/SP nº 257324.
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Cassio Shappo, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto e Tatiana Josefovicz Belisario.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 13804.003655/2005-49
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5568514
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3201-000.580
nome_arquivo_s : Decisao_13804003655200549.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 13804003655200549_5568514.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o(a) advogado(a) Cássio Stokfisz, OAB/SP nº 257324. Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Cassio Shappo, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto e Tatiana Josefovicz Belisario.
dt_sessao_tdt : Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2016
id : 6285972
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122356137984
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2140; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 320 1 319 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13804.003655/200549 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201000.580 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 25 de janeiro de 2016 Assunto Solicitação de diligência Recorrente BRF BRASIL FOODS S/A (SUCESSORA POR INCORPORAÇÃO DE PERDIGÃO AGROINDUSTRIAL S/A CNPJ 86.547.619/000136) Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o(a) advogado(a) Cássio Stokfisz, OAB/SP nº 257324. Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira, Cassio Shappo, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto e Tatiana Josefovicz Belisario. Relatório A interessada apresentou pedido de compensação de débito próprio com crédito da Contribuição para o Programa de Financiamento da Seguridade Social Cofins apurado no regime não cumulativo, com origem em julho de 2005. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: 4. O caso submetido à apreciação desta DRJ versa sobre duas declarações de compensação apresentadas pela empresa Perdigão Agroindustrial S/A (incorporada posteriormente por BRF — Brasil Foods S/A), com o objetivo de compensar débitos próprios com supostos créditos de Cofins oriundos de operações de exportação, os RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 04 .0 03 65 5/ 20 05 -4 9 Fl. 321DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 9/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 13804.003655/200549 Resolução nº 3201000.580 S3C2T1 Fl. 321 2 quais teria apurado no mês de julho de 2005 pelo regime não cumulativo e com fundamento no art. 6°, § 1°, da lei n° 10.833/2003. 5. A primeira declaração, apresentada em 30/08/2005, deu origem ao processo em exame e a segunda, entregue em data posterior, ao processo apenso (13807.006903/200583). Ambas as declarações ocupam as duas primeiras folhas dos respectivos autos. 6. Dada a complexidade da matéria e a necessidade de apurar a liquidez e certeza dos créditos informados pela requerente, a Divisão de Orientação e Análise Tributária (DIORT) da DERAT/SPO, em despacho de 22/08/2007 (fls. 21/22), determinou o envio do processo principal e seu apenso à DEFIS/SP para a realização de auditoria fiscal. 7. As autoridades tributárias incumbidas da diligência elaboraram em 22/07/2009 a informação fiscal anexa às fls. 35/37, na qual declaram em síntese que o sujeito passivo não apresentou a documentação mencionada no Termo de Início de Ação Fiscal (fls. 25/30), reiterado pelo Termo de Reintimação constante nas fls. 32/33, o que as impediu de analisar os créditos reivindicados. 8. Retornando os autos à DERAT/SP, a DIORT emitiu em 07/10/2009 o Parecer Decisório anexo às fls. 38/41, no qual se exprime nos seguintes termos: "Diante do exposto, indefiro o pedido de restituição e, como conseqüência, não homologo as compensações constantes das declarações de compensação vinculadas aos processos em tela, pela falta de comprovação dos créditos pleiteados, nos termos da legislação tributária vigente."(fl. 42) 9. Intimado da decisão por via postal em 02/12/2009 (fls. 46 – v); a interessada apresentou em 30/12/2009 a manifestação de inconformidade anexa às fls. 456/74, cujo teor resumo a seguir, acompanhada de diversos documentos de (fls. 75/126). Resumo I. Apresenta inicialmente um quadro demonstrativo na fl. 57, no qual expõe minuciosamente o conteúdo da declaração de compensação ora examinada, informando a natureza do débito a compensar, bem como o respectivo valor, código e período de apuração. II. Afirma que o "histórico do objeto" emitido pelos Correios e anexo à fl. 31 indica meramente a data de entrega do Termo de Início de Fiscalização, não contendo o aviso de recebimento com o nome e assinatura do recebedor. Acrescenta que o setor responsável da empresa não recebeu o aludido documento, o que a levou a solicitar aos Correios informações acerca do nome do recebedor no intuito de averiguar se teria havido extravio no interior de suas dependências. III. Assevera que, ao receber o Termo de Reintimação, entrou em contato com os auditores fiscais por intermédio de seu patrono, a fim de obter cópia do Termo de Início de Fiscalização e solicitar prorrogação do prazo de 5 dias concedido para a entrega dos arquivos Fl. 322DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 9/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 13804.003655/200549 Resolução nº 3201000.580 S3C2T1 Fl. 322 3 magnéticos, tendo em vista que o art. 2° da IN SRF n° 86/2001 lhe facultava prazo de 20 dias para cumprir tal exigência. IV. Observando que, além de indeferir o pedido de prorrogação, os auditores fiscais não aceitaram os arquivos magnéticos que lhes foram apresentados após o decurso do prazo de 5 dias, assinala que o prazo de atendimento da segunda intimação também deveria ser de 20 dias, visto que, embora possuam discricionariedade para decidir se devem reintimar ou não o contribuinte, não podem as ditas autoridades fixar o prazo a ser cumprido, quando este se encontra previsto em diploma legal. Entende portanto que a fixação do referido prazo constitui ato vinculado, diferentemente do envio de nova intimação, a seu ver ato discricionário da autoridade administrativa. V. Ressalta ademais ser desnecessária a verificação dos arquivos magnéticos pertinentes à contabilidade da empresa, alegando que, para atestar a existência e a validade dos créditos de Cofins apurados, bastaria analisar seus documentos fiscais, que sempre estiveram à disposição do Fisco, consistindo basicamente em DIPJ, DCTF, DACON, notas fiscais, livros de registro de entradas e saídas, etc. VI. Salienta a impossibilidade de apresentar no exíguo prazo de 5 dias os documentos requisitados, em virtude de seu volume expressivo, o qual se deve à quantidade de informações solicitadas e de lançamentos correspondentes. VII. No tocante ao item "6" do Termo de Início de Fiscalização, afirma que as notas fiscais de entrada e saída nele mencionadas sempre estiveram à disposição do Fisco e continuam a sua disposição. VIII. Esclarece que os créditos de Cofins pleiteados, como consta no demonstrativo anexo à fl. 2, provêm de custos, despesas e encargos vinculados receitas de exportação e que os apurou na forma da lei n° 10.833/2003 (na verdade, Lei 10.637/2002, conforme se lê no dito demonstrativo), declarandoos devidamente na DIPJ e no DACON. IX. Ressalta que as autoridades fiscais, além de não abordar nenhum aspecto relativo à inexistência do direito creditório ou do seu quantum, não comprovaram que ele seja ficto ou inventado. X. Voltando a mencionar o DACON, o demonstrativo de créditos de PIS anexo à fl. 2, a DCTF e a DIPJ, assinala que os auditores fiscais não lhes questionaram a veracidade ou validade. Xl. Declara que, ao não apreciar os arquivos magnéticos, a DIPJ (fichas 24 e 25), o DACON, a DCTF, as notas fiscais de saída e de entrada e os livros fiscais, que sempre estiveram à disposição do Fisco, o autor do parecer decisório impugnado feriu os princípios da instrumentalidade processual e da verdade material. XII. Afirma haver juntado aos autos 1 DVD contendo os arquivos magnéticos solicitados, assim como cópia física dos seguintes documentos: DACON, Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON, e Demonstrativo do Crédito de PIS ("Anexo 2"). Fl. 323DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 9/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 13804.003655/200549 Resolução nº 3201000.580 S3C2T1 Fl. 323 4 XIII. Finalmente, estribada em diversos julgados do Conselho de Contribuintes transcritos nas fls. 88/98, requer que — na linha desses precedentes e em nome do princípio da verdade material — este órgão judicante anule o presente processo a partir do despacho decisório e determine que a autoridade a quo analise o pedido de restituição à luz dos documentos e arquivos magnéticos trazidos aos autos, "deferindo se, por conseguinte, o pedido de restituição e homologandose as compensações declaradas vinculadas ao presente processo" (fl. 98/99). 10. É o relatório. A 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I julgou improcedente a manifestação de inconformidade, proferindo o Acórdão DRJ/SPI n.º 16 25.645, de 10/06/2010 (fls. 1689 e ss.), assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. A falta de comprovação do crédito informado não permite a homologação das compensações declaradas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte apresentou, no prazo legal, recurso voluntário, por meio do qual, depois de relatar os fatos, basicamente repisa os mesmos argumentos já delineados em sua manifestação de inconformidade. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. O litígio versa sobre pedido de compensação de débito próprio com crédito da Cofins apurada sob o regime não cumulativo oriundo de operações de exportação de mercadorias para o exterior. Indeferido o pleito e mantida a decisão pela instância a quo, a Recorrente comparece a este Colegiado Administrativo alegando, preliminarmente, a nulidade do Despacho Decisório, ao fundamento de cerceamento ao seu direito de defesa. Fl. 324DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 9/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 13804.003655/200549 Resolução nº 3201000.580 S3C2T1 Fl. 324 5 Argumenta que, através do Termo de Início de Ação Fiscal de fls. 28/29, teria sido intimada a apresentar, no prazo de 5 (cinco) dias, uma série de documentos e arquivos magnéticos referentes a compensações de débitos seus com créditos de PIS/Cofins, solicitação que, no entanto, sustenta jamais ter chegado ao seu conhecimento, embora conste nos autos extrato dos Correios indicando que a entrega se deu em 17/04/2009 (fl. 34). Posteriormente, em 29/05/2009, foi reintimada a apresentar, também no prazo de 5 (cinco) dias, os documentos e arquivos antes solicitados (Termo de Reintimação de fls. 34/35), que foi recebido em 24/06/2009, conforme cópia do Aviso de Recebimento AR de fls. 37. Assevera que, em face do exíguo prazo para a apresentação dos documentos e arquivos magnéticos, o que estaria em desacordo com o disposto no art. 2° da Instrução Normativa – IN SRF n° 86, de 2001, solicitou a dilação de prazo à fiscalização, pedido que, todavia, foi indeferido, “não tendo sido aceita a apresentação de qualquer documento à fiscalização após 29 de junho de 2009 (5 dias após o recebimento do Termo de Reintimação)”. Em seguida, a unidade de origem prolatou a sua decisão, negando, por falta de comprovação do crédito vindicado, o pedido formulado pela Recorrente. Pois bem. De início, verificamos existir uma irregularidade na intimação que teria ocorrido por meio do primeiro Termo de Início de Ação Fiscal: não há nos autos prova de que tenha sido recebido no endereço cadastral da Recorrente, uma vez que não anexado aos autos o AR correspondente, mas apenas informação unilateral, extraída do site dos Correios, de que a entrega teria ocorrido em 17/04/2009. A lei processual, contudo, exige a prova do recebimento, vale dizer, a assinatura do recebedor, que não necessariamente precisa ser o representante legal do contribuinte, sendo perfeitamente válida a intimação mesmo que o AR tenha sido firmado por membro de sua família ou pelo porteiro do prédio onde mora ou onde funciona o seu estabelecimento. É o que estabelece o art. 23 do Decreto nº 70.235, de 1972, na redação dada pelo Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997: Art. 23. Farseá a intimação: (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo;” (g.n.) Considerar, tal como considerou a decisão recorrida, que o simples histórico da entrega do AR, extraído do sítio eletrônico dos Correios, constituiria documento oficial dotado de fé pública, demandando, para que se o infirme, prova em contrário, significa exigir da Recorrente apresentar prova negativa do fato da intimação, algo absolutamente impossível de ser realizado. Ante o exposto, voto por CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a unidade de origem anexe aos autos cópia do AR correspondente à primeira intimação cuja data de realização consta do extrato dos Correios de fl. 34. Ao término do procedimento, devem os autos retornar a este Colegiado para julgamento. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 325DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 9/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA Processo nº 13804.003655/200549 Resolução nº 3201000.580 S3C2T1 Fl. 325 6 Fl. 326DF CARF MF Impresso em 23/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 1 9/02/2016 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 10680.907401/2008-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Feb 16 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
EXCLUSÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO - CRÉDITOS RECUPERADOS.
As receitas contabilizadas somente podem ser excluídas do lucro líquido para apuração do lucro real se expressamente autorizadas pela legislação de regência. Devem ser computados na determinação do lucro real o montante dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados, em qualquer época ou a qualquer título.
SELIC - JUROS DE MORA
A partir de 1º de abril de 1995, os juros de mora incidentes sobre débitos tributários administrados pela Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais.
Numero da decisão: 1401-001.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGARAM provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Marcos de Aguiar Villas Boas, Ricardo Marozzi Gregorio, Fernando Luiz Gomes de Souza, Aurora Tomazini e Antonio Bezerra Neto.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 EXCLUSÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO - CRÉDITOS RECUPERADOS. As receitas contabilizadas somente podem ser excluídas do lucro líquido para apuração do lucro real se expressamente autorizadas pela legislação de regência. Devem ser computados na determinação do lucro real o montante dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados, em qualquer época ou a qualquer título. SELIC - JUROS DE MORA A partir de 1º de abril de 1995, os juros de mora incidentes sobre débitos tributários administrados pela Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia - Selic para títulos federais.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 16 00:00:00 UTC 2016
numero_processo_s : 10680.907401/2008-08
anomes_publicacao_s : 201602
conteudo_id_s : 5567414
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 16 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 1401-001.485
nome_arquivo_s : Decisao_10680907401200808.PDF
ano_publicacao_s : 2016
nome_relator_s : ANTONIO BEZERRA NETO
nome_arquivo_pdf_s : 10680907401200808_5567414.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGARAM provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. . (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Marcos de Aguiar Villas Boas, Ricardo Marozzi Gregorio, Fernando Luiz Gomes de Souza, Aurora Tomazini e Antonio Bezerra Neto.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 19 00:00:00 UTC 2016
id : 6277849
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:45:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122359283712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 67 1 66 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.907401/200808 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 1401001.485 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de janeiro de 2016 Matéria DCOMP Recorrente BANCO RURAL S A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 EXCLUSÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO CRÉDITOS RECUPERADOS. As receitas contabilizadas somente podem ser excluídas do lucro líquido para apuração do lucro real se expressamente autorizadas pela legislação de regência. Devem ser computados na determinação do lucro real o montante dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados, em qualquer época ou a qualquer título. SELIC JUROS DE MORA A partir de 1º de abril de 1995, os juros de mora incidentes sobre débitos tributários administrados pela Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGARAM provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. . AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 74 01 /2 00 8- 08 Fl. 504DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 68 2 (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Marcos de Aguiar Villas Boas, Ricardo Marozzi Gregorio, Fernando Luiz Gomes de Souza, Aurora Tomazini e Antonio Bezerra Neto. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 69 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra Acórdão da 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro IRJ. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP), mediante utilização de pretenso "Pagamento Indevido/a Maior''' de IRPJ no valor de R$ 1.368.389,39. 2. A compensação declarada pelo contribuinte, sinteticamente: Dcomp Crédito utilizado Soma débitos DCOMP Data . Orige Valor compensados 28828.77798.310804.1.3.049552 31/08/2004 . Pagto. Indevido RS 1.368.389,39 R$ 2.031.784,57 3. A análise do documento protocolizado pelo contribuinte foi efetuada pela DRF através do Despacho Decisório n° 775485085 anexado à fl. 06, exarado aos 18/07/2008, de onde se extrai: "A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". 3.1 Ou seja, o fisco localizou o pagamento identificado pelo contribuinte na DCOMP mas apurou que tal recolhimento foi integralmente utilizado na extinção de débitos declarados pelo próprio contribuinte em DCTF. 3.2 Neste contexto, considerando a inexistência do indébito, a DRF NÃO HOMOLOGA as compensações declaradas. 4. O contribuinte foi cientificado do procedimento aos 30/07/2008, conforme documento anexado à fl. 26. Irresignado, o contribuinte apresenta em 29/08/2008 a manifestação de inconformidade anexada às fls. 01 a 04, onde resumidamente alega: 4.1 A tempestividade da apresentação da manifestação de inconformidade. 4.2 Que "em decorrência do recebimento do presente Despacho Decisório, efetuou levantamento dos dados consignados na PER/DCOMP em confronto com as DCTF's que declaravam débitos através das compensações realizadas com o crédito objeto da análise. Em decorrência do levantamento efetuado, detectou inconsistência de informação consignada indevidamente em DCTF." informa que o equívoco cometido foi sanado com a simples retificação da mencionada DCTF 4.3 "Com isso, o lançamento no valor de R$ 3.544.244,99(. )," ja' acrescido dos encargos moratórios, (...) não se justifica, devendo, pois, ser anulado." 4.4 Para amparar suas alegações apresenta planilha demonstrativa da retificação promovida na DCTF, ratificando que "através da simples retificação da DCTF, Fl. 506DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 70 4 remanesceu o crédito consignado na PER/DCOMP". Neste contexto, acrescenta que "não há, pois, recolhimento suplementar algum a ser efetuado após a retificação da DCTF”. 4.5 Contesta ainda a aplicação da multa e dos juros de mora, argumentando que "os encargos moratórios são devidos apenas quando do atraso, da delonga, do retardamento da obrigação, o que não ocorreu". 4.6 Por fim, requer a procedência da manifestação de inconformidade, a fim de que "seja desconstituído e anulado o referido lançamento tributário indevidamente efetuado". 5. Para comprovar suas alegações anexa ao processo o recibo de entrega da DIPJ EX 2002/AC 2001Retificadora, a "ficha 12B" desta declaração, o recibo de entrega da DCTF Io Trimestre 2002Retificadora, a página 3 desta declaração (apuração do IRPJ AC 2001) e a DCOMP em litígio neste processo. 6. Considerando a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte, a DRF encaminha o processo à esta DRJ para julgamento da lide (fl. 27). 7. Diante das alegações apresentadas pelo impugnante e as informações constantes das declarações apresentadas pelo sujeito passivo à RFB, o presente processo foi convertido em diligência, no intuito de se esclarecer as alterações efetuadas pelo contribuinte em sua DIPJ, que resultaram na redução do IRPJ originalmente apurado (fls. 57 a 59). 7.1 Considerando que as divergências entre DIPJoriginal e DIPJretificadora limitaramse às "exclusões" do lucro líquido, o contribuinte foi intimado a identificar a origem destas exclusões e a apresentação das páginas do livro LALUR contendo a apuração do lucro real do período em análise. 8. Em resposta, o contribuinte apresentou os documentos anexados às fls. 62 a 85. A DRJ INDEFERIU a SOLICITAÇÃO, nos termos da ementa abaixo: As s u n t o : I m p o s t o s o b r e a R e n d a d e P e s s o a J u r í d i c a I R P J Data do fato gerador: 31/01/2002 EXCLUSÃO INDEVIDA DO LUCRO LÍQUIDO CRÉDITOS RECUPERADOS. As receitas contabilizadas somente podem ser excluídas do lucro líquido para apuração do lucro real se expressamente autorizadas pela legislação de regência. Devem ser computados na determinação do lucro real o montante dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados, em qualquer época ou a qualquer título. SELIC JUROS DE MORA A partir de 1º de abril de 1995, os juros de mora incidentes sobre débitos tributários administrados pela Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia Selic para títulos federais Fl. 507DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 71 5 Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. A Recorrente antes do julgamento, apresentou petição solicitando que o Julgador tomasse ciência de documentos importantes que demonstrariam a efetiva reversão contábil: Doc. anexo n° 01: Procuração, estatuto e ata da instituição financeira, bem como cópia da carteira de identidade dos procuradores; • Doc.. anexo n° 02: Decisão recorrida; • Doc. anexo n° 03: DIPJ Retificadora 2002/2001; • Doc. anexo n° 04: Relatório de dedutibilidade/indedutibilidade Exercício 2001; • Doc. anexo n° 05: Movimento acumulado dos créditos baixados a menos de cinco anos (controle do cliente); • Doc. anexo n° 06: Livro Razão da conta "recuperação de créditos baixados como prejuízo" base 2001. O Presidente da turma deferiu a anexação dos documentos e imediatamente abriu vistas desses documentos para que a Procuradoria da Fazenda Nacional também pudesse se manifestar a respeito. Na petição, a Recorrente requereu a juntada e a apreciação dos documentos em nome do princípio da verdade material, nos seguintes termos: Assim, mostramse essenciais para o devido exame da presente controvérsia os documentos oferecidos cm anexo, os quais demonstram detalhadamente a composição de cada valor declarado, restando, deste modo, plenamente comprovada a efetiva reversão contábil das provisões mencionadas, anteriormente constituídas, para perdas de estoque. Estes documentos (todos interrelacionados e compostos por partes do Lalur, telas do SAP demonstrando os estornos procedidos e partes da DIPJ, dentre outros) mostramse plenamente hábeis para comprovar, de modo completo e definitivo, a efetiva constituição da provisão e. especialmente, sua reversão contábil. Desta forma, uma vez comprovada a legalidade do procedimento contábil adotado, a glosa da exclusão importaria tributar duplamente a mesma receita (já oferecida à tributação no ano anterior).' Deve ser reconhecido como válido, portanto, o procedimento adotado pela Recorrente, o qual encontra respaldo nas orientações da própria Receita Federal do Brasil , bem como na jurisprudência desse Egrégio Conselho (...) A PFN, por sua vez, tomou vista das provas trazida aos autos e pronunciouse no sentido de baixar o feito em diligência para análise das mesmas. O feito foi baixado em Diligência. Fl. 508DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 72 6 Consta Informação Fiscal, no retorno de diligência, concluindo pela falta de êxito da Recorrente em demonstrar através de provas o seu pleito. A Recorrente foi intimada da Informação Fiscal, não contestandoa. É o relatório. Fl. 509DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 73 7 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade. Tratase de pedido de compensação de débitos de IRPJ e CSLL, apurados em julho de 2004, com créditos decorrentes de pagamento a maior de IRPJ referente ao recolhimento do ajuste anual apurado na declaração do anocalendário de 2001, cujo pagamento foi realizado supostamente em valor superior ao devido, em 31 de janeiro de 2002. A Receita Federal do Brasil não homologou a compensação declarada pelo contribuinte através de Pedido Eletrônico gerado a partir do Programa PER/DCOMP, e enviada em meio magnético em 31/08/2004, sob o argumento de inexistência do crédito a ser compensado. Segundo a Receita Federal o saldo credor que se pretendia compensar já estava totalmente consumido por outras compensações. Por outras palavras, a Receita Federal até confirmou o DARF identificado pelo contribuinte na DCOMP, porém verificou que o referido DARF já havia sido alocado na extinção de débitos declarados em DCTF. A Recorrente acusa, então, o cometimento de erro em informações prestadas na DCTF referente ao 1º trimestre de 2002. No caso, retificou o IRPJ apurado no ajuste anual de 2001 do valor de R$ 4.500.610,18 para o valor de R$ 3.132.220,80 (4.500.610,18 3.132.220,80 = 1.967.734,51) para justificar um pagamento indevido a maior de R$ 1.368.389,39. A diferença na retificação adveio de várias exclusões feitas na Ficha 06B Demonstração de resultado, especificamente na linha 27 – OUTRAS EXCLUSÕES . No caso retificou essa rubrica de R$ 65.924.704,22 para R$ 71.499.208,50. Eis a situação fática de forma mais detalhada e bem retratada pela decisão de piso: 27. O contribuinte em questão apresentou a DIPJ/EX 2002/AC2001 original em 27/06/2002, apurando um Lucro Real no importe de R$ 88.788.462,89 e um IR a pagar no valor de R$ 4.500.610.18: efetuou o recolhimento da importância de R$ 5.099.955,31. Utilizou como indébito a importância de R$ 672.465,24 na compensação espontânea (informada na DCTF) referente ao IRPJ apurado em setembro/2002 (fl. 88), nos moldes do art. 14 da IN SRF n°21,de 1997. 28. Posteriormente, aos 25/06/2004, o contribuinte alterou a apuração do Lucro Real para este mesmo período, encontrando o valor de R$ 83.180.309,69, reduzindo o IR a pagar para R$ 3.032.220.80. utilizando a diferença recolhida como moeda de troca na DCOMP em litígio neste processo. (...) 31. Tal como já mencionado anteriormente, a redução do "IRPJ a pagar" consignada pelo sujeito passivo na DIPJretificadora tem origem na "exclusão" da Fl. 510DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 74 8 importância de R$5.574.504,28 (Recuperação de créditos baixados como prejuízo) quando da apuração do lucro real. À míngua de maiores detalhes do porquê dessa retificação a DRJ baixou o feito em diligência para que o contribuinte fizesse os seguintes esclarecimentos: a) Qual a origem das "exclusões'' consignadas na FICHA 09B da DIPJ EX 2002/AC 2001retificadora, sob o título "outras exclusões" (linha 27), no importe de R$71.499.208,50. b) Cópia das páginas do livro LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real) que contêm a apuração do Lucro Real apurado no AC de 2001. No caso, a Recorrente justificou a exclusão na apuração do lucro real, através do aumento do valor anteriormente declarado de "Recuperação de créditos baixados como prejuízo”. Entretanto, a DRJ manteve a decisão que não homologou a compensação, por considerar que: (1) não seria possível a retificação da DCTF realizada em 27 de agosto de 2008, tendo em vista de acordo com o art. 147, § Iº do Código Tributário Nacional, o Recorrente apenas poderia retificar a declaração visando a redução do tributo devido, antes da notificação do lançamento; (2) a redução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica não estaria em consonância com a legislação vigente, e ainda que, de acordo com o art. 12 da Lei n° 9.430/96, os créditos recuperados implicariam uma adição ao cálculo do lucro real, sendo indevida a exclusão deste tipo de receita. Em síntese, a DRJ além de afirmar que a Recorrente não deveria computar a receita obtida com créditos recuperados como uma exclusão quando da apuração do lucro real, conforme preconizado pelo art. 343 dor RIR/99, justificou ainda o indeferimento por falta de comprovação documentação "acerca da possível adição anterior dos créditos recuperados já baixados como prejuízo e nem mesmo acerca do seu cômputo na determinação do lucro real do período em análise. " Com relação ao primeiro motivo de indeferimento, bem se vê que a retificação foi feita já sob procedimento de ofício e, portanto, não espontânea. Conforme previsto no art. 147, § 1º do CTN, a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado do lançamento. Porém, desde que bem comprovado o erro em que se funde, a referida retificação pode ser aceita. Como se disse, segundo a Recorrente, tais valores foram excluídos da base de cálculo das referidas exações, posto que relativos à reversão de provisões para recuperação de créditos baixados como prejuízo. A Recorrente assim reforçou a sua justificativa no recurso, nos seguintes termos: Fl. 511DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 75 9 (...) Ocorre que, deve ser salientado, que por determinação do Banco Central do Brasil, o Recorrente é obrigado a realizar a provisão integral dos créditos não recebidos, cujos valores estejam vencidos a mais de 6 (seis) meses. Assim, nessa hipótese, os valores provisionados a título de créditos não recebidos se não atingirem os critérios de dedutibilidade determinados pelo art. 9o da Lei n° 9.430/96 não podem ser excluídos da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Pois bem. Para determinar os valores que constituirão as exclusões da base de cálculo dos tributos, a Instituição possui um Sistema denominado "Dedutibilidade/Indedutibilidade da Lei n° 9.430/1996", que segrega todos os créditos objeto de provisão que tornaramse dedutíveis durante o período, e aqueles que ainda não atingiram a dedutibilidade, adicionando integralmente todos os valores de provisão, e deduzindo apenas aqueles relacionados pelo Sistema como dedutíveis. Os valores excluídos da base de cálculo pela Recorrente referemse a créditos a receber dos clientes Carlos Antonio Xerfan e Cia Ltda, no valor de R$ 2.429.412,26 (dois milhões e quatrocentos e vinte e nove mil e quatrocentos e doze reais e vinte e seis centavos), e Mineração do Rosário, no montante de R$ 4.838.704,00 (quatro milhões e oitocentos e trinta e oito mil e setecentos e quatro reais), que por já estarem a mais de 6 (seis) meses vencidos foram objeto de registro de provisão integral para a perda (R$ 1.849.534,08 e 3.724970,20, respectivamente), sendo essas quantias transferidas para "Prejuízo". Em razão de não terem atingido os critérios de dedutibilidade previstos pelo art. 9o da Lei n° 9.430/96, conforme demonstra os documentos anexos ao presente Recurso (doc. n° 04 constam no Relatório de Indedutibilidade), a provisão constituída foi integralmente adicionada à base de cálculo do IRPJ e da CSLL à época da constituição e ainda não deduzida como "perda no recebimento de crédito" até a data da retificação da DIPJ. Com efeito, os referidos valores não tendo atingido todos os critérios de dedutibilidade e, portanto, constando no Relatório de Indedutibilidade (doc. n° 04 Relatório de Indedutibilidade até dezembro/2001), não foram deduzidos da base de cálculo dos tributos a título de "perda no recebimento de crédito". Posteriormente, tais valores foram objeto de renegociação durante o ano de 2001. Tendo em vista que os referidos valores não haviam sido deduzidos da base de cálculo dos tributos (já haviam sido tributados através da constituição da provisão) e foram registrados como Recuperação de Créditos baixados como Prejuízo (Doc. n° 06) Receita, não poderiam novamente compor a base de cálculo destes tributos. Portanto, demonstrado está que não tratase de Recuperação de Créditos já deduzidos, conforme preconiza o art. 12 da Lei n° 9.430/96, devendo ser deduzidos da base de cálculo do IRPJ/CSLL, conforme realizado pelo Recorrente. Vêse, portanto, que o Recorrente ratifica a comprovação, por meio da juntada de novos documentos ao presente recurso, que a provisão para "perdas com operação de créditos" não foi anteriormente excluída da apuração do lucro real, pois esse montante não poderia ser deduzido, ante as limitações impostas pela Lei n° 9.430/96. Repitase, o Recorrente não procedeu à exclusão dessas perdas, a fim de possibilitar uma redução da base de cálculo do IRPJ a pagar, e sim adicionou o valor quando da apuração do lucro real. Fl. 512DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 76 10 Posteriormente, quando da renegociação do crédito, o Recorrente constituiu uma nova receita, e de maneira correta, excluiu esse montante da base de cálculo do IRPJ. Concluise, portanto, que o crédito recuperado, que já havia sido adicionado à base de cálculo do IRPJ, foi devidamente excluído. Diante do exposto, fazse imprescindível a reforma in totum da decisão que não homologou a compensação efetuada pelo contribuinte, sendo imperioso o reconhecimento integral do crédito decorrente do pagamento a maior de IRPJ apurado no ano de 2002, exercício de 2001.” Como se vê, o seu recurso foi robustecido por uma argumentação que colocou em dúvida a conclusão chegada pela DRJ, bem assim por novos documentos contábeis e extracontábeis trazidos aos autos (Relatório de dedutibilidade/indedutibilidade – Exercício 2001; Movimento acumulado dos créditos baixados a menos de cinco anos (controle do cliente); Livro Razão da conta "recuperação de créditos baixados como prejuízo" base 2001. Ou seja, foram juntados aos autos uma série de novos documentos: visando demonstrar a correção da referida exclusão Porém, porque os dados estavam dispersos e não conclusivos e alguns documentos até ilegíveis, necessitando assim de uma melhor investigação, baixouse o feito em diligência, para que fossem adotadas as seguintes providências pela Fiscalização: Verificar na contabilidade da Recorrente se os documentos trazidos são autênticos espelham sua afirmativa de que: (...) a provisão para "perdas com operação de créditos" não foi anteriormente excluída da apuração do lucro real, pois esse montante não poderia ser deduzido, ante as limitações impostas pela Lei n° 9.430/96. Repitase, o Recorrente não procedeu à exclusão dessas perdas, a fim de possibilitar uma redução da base de cálculo do IRPJ a pagar, e sim adicionou o valor quando da apuração do lucro real.. Porém, a Recorrente não logra êxito em fazer a prova devida, apesar das várias prorrogações que o fiscal proporcionou por ocasião da diligência. Eis os exatos temos da Informação Fiscal: Sr. Contribuinte, Em continuidade ao trabalho de diligência fiscal determinado pelo CARF Conselho Administrativo de Recursos Fiscais no sentido de se verificar a procedência das alegações da empresa no âmbito do Processo Administrativo Fiscal n° 10680.907401/200808, solicitamos alguns esclarecimentos adicionais em relação aos documentos constantes do referido processo: 1. Em sua petição de 06 de fevereiro de 2013, a empresa justificou que efetuou adição ao lucro real apurado no anocalendário de 1999 do valor registrado como "Despesa de provisão de operação de crédito de liquidação duvidosa" de R$ 5.574.504,28, relativo às parcelas de R$ 3.724.970,20 referente ao crédito não recebido de Mineração do Rosário S/A e R$ 1.849.534,08 referente ao crédito não recebido de Carlos Antônio Xerfan S/C. Fl. 513DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 77 11 2. E a empresa afirmou que procedeu a adição do valor referente aos créditos não recebidos, que no referido ano totalizou o montante de R$ 45.223.910,53. De fato, na memória de cálculo de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL é possível identificar a adição no referido montante, conforme registro abaixo transcrito: Despesa do período com operações de crédito de liquidação duvidosa: R$ 45.223.910,53 No entanto, não nos é possível identificar que a parcela de R$ 5.574.504,28 está inserida no montante adicionado. Dessa forma, pedese que a empresa apresente relatório detalhando a composição das rubricas e valores que compõem o montante de R$ 45.223.910,53, juntamente com documentação idônea que comprove suas alegações. 3. Além da ocorrência mencionada, identificamos outra pendência que necessita esclarecimento. Na petição mencionada no item 1 da presente intimação fiscal, a empresa alega que não "obstante os créditos não recebidos estarem vencidos a mais de seis meses, o Recorrente não aproveitou da dedutibilidade, haja vista que os créditos não atingiram os critérios especificados no art. 9° da Lei n° 9.430/96. Logo, de acordo com os relatórios de dedutibilidade acostados nos autos tornase simples a comprovação de que o montante de R$ 5.574.504,28 configurava como indedutível em 31 de dezembro de 2001." 4. Ocorre que, verificando os relatórios de dedutibilidade/indedutibilidade relativos aos meses de 2001 apresentados pela empresa, apuramos que o crédito de Carlos Antônio Xerfan só começou a constar dos relatórios de indedutibilidade a partir do mês de agosto de 2001 (consta dos meses de agosto a dezembro e não consta dos meses de janeiro a julho) e o crédito de Mineração do Rosário só começou a constar dos relatórios de indedutibilidade a partir de setembro de 2001 (consta dos meses de setembro a dezembro e não consta dos meses de janeiro a agosto). Tal fato nos leva a crer que o valor já havia sido aproveitado como dedutível em período anterior e, quando da renegociação, houve um novo registro do crédito, com novos critérios de dedutibilidade. Outro fato que reforça esse entendimento é uma informação constante do relatório "Movimento acumulado dos créditos baixados a menos de 5 anos", que se refere ao controle de cliente segundo informação da empresa. Constam dois relatórios para cada um dos clientes, onde encontramos as seguintes informações: Mineração do Rosário: 1° Relatório: Código: 037004786 Inscrição/Despesas CL: 18/01/1999 Dedutibilidade em 27/07/2000 2° Relatório: Código: 037005571 Inscrição/Despesas CL: 19/09/2001 Dedutibilidade em 20/01/2003 Carlos Antônio Xerfan: 1° Relatório: Código: 017004970 Fl. 514DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 78 12 Inscrição/Despesas CL: 19/04/1999 Dedutibilidade em 27/11/2000 2° Relatório: 5. Diante das informações acima apontadas, o entendimento é de que tais créditos adquiriram a condição de dedutibilidade em 2000 e, portanto, devem ter sido computados na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL do referido ano. Reforça tal entendimento o fato de tais créditos não constarem dos relatórios de indedutibilidade dos primeiros meses de 2001. E quando da renegociação dos mesmos em 2001, eles foram incluídos novamente nos relatórios da empresa, adquirindo novas condições de dedutibilidade (em 2003). Se os mesmos, ao preencherem a condição de dedutibilidade em 2000, afetaram o lucro e a base de cálculo da CSLL do referido ano, não cabe nova exclusão em 2001. Em virtude do exposto, pedese que a empresa se manifeste a respeito de tal constatação e prove, de forma inequívoca, que tais créditos não afetaram a apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL do ano de 2000. 5. As constatações acima apontadas foram obtidas dos documentos a seguir relacionados: "Relatório de dedutibilidade/indedutibilidade Exercício 2001" documento anexo ao Recurso voluntário, de 05 de outubro de 2011; "Movimento acumulado dos créditos baixados a menos de 5 anos (controle do cliente)" documento anexo ao Recurso voluntário, de 05 de outubro de 2011; "Memória de cálculo para apuração do IRPJ, anocalendário 1999" (DOC. ANEXO N° 06) documento anexo ao requerimento de juntada de documentação, de 06 de fevereiro de 2013. 6. Em documentos datados de 13 de fevereiro de 2015 e 05 de março de 2015, a empresa pediu duas prorrogações de prazo para atendimento ao Termo de Intimação Fiscal n° 02, cujo conteúdo foi transcrito no item 4 do presente Termo, que foram devidamente atendidas, concedendose o prazo adicional de 15 (quinze) dias em cada uma delas. 7. Em documento datado de 20 de março de 2015, a empresa assim se manifestou: "Em atendimento ao que foi solicitado, a Requerente informa, por meio do presente, que TODOS os documentos aptos a responderem os questionamentos supramencionados já foram disponibilizados à Vossa Senhoria em 23/10/2014, quando do seu comparecimento à sede da Instituição Financeira. Assim, no intuito de evitar fornecer documentos em duplicidade, a Requerente não irá apresentar novamente os mesmos documentos que Vossa Senhoria já possui." 8. Sobre as alegações da empresa em sua resposta de 20 de março de 2015, temos a relatar que, na visita à empresa, nos limitamos à análise dos documentos anexados ao processo, efetuando a comparação entre os originais e as cópias constantes do processo, conforme foi relatado no Termo de Intimação Fiscal n° 01, transcrito no item 1 do presente Termo, onde solicitamos que a empresa Fl. 515DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 79 13 disponibilizasse os documentos originais em sua sede ou em outro endereço por ela indicado. Não houve entrega de novos documentos. Caso tivesse ocorrido a apresentação de novos documentos, teria sido aposto carimbo e assinatura no protoloco de entrega ou então teria sido lavrado Termo de Retenção de Documentos, no caso de documentos originais, como é de praxe do nosso trabalho. Da análise de tais documentos, que são os mesmos já constantes do processo, em nosso trabalho de auditoria fiscal, não os consideramos suficientes para corroborar as alegações da empresa no referido processo, restando pendentes os pontos indicados no Termo de Intimação Fiscal n° 02 e, por essa razão, a empresa foi regularmente intimada, dentro de um processo normal de diligência fiscal em que se busca a verdade material dos fatos. Além disso, foram concedi das duas prorrogações de prazo para atendimento à referida intimação fiscal. 9. Em virtude do exposto, temos a informar que o contribuinte não logrou comprovar que era cabível a exclusão da receita de recuperação de créditos baixados como perda no anocalendário 2001 no montante de R$ 5.574.504,28, uma vez que não esclareceu os relevantes questionamentos abordados no Termo de Intimação Fiscal n° 02, transcrito no tem do presente Termo. Como se vê, o Fiscal trouxe relevantes inconsistências na tese levantada pela Recorrente que precisariam ser necessariamente infirmadas, ou combatidas com nova documentação. Preferiu a Recorrente silenciarse e responder ao fiscal com evasivas de que já entregara ao fiscal toda a documentação necessária. Da Prova Por oportuno, cabe observar que o direito pátrio adotou o princípio de que a prova compete ou cabe à pessoa que alega o fato, conforme se depreende do transcrito do artigo 16, III, do Decreto n° 70.235, de 1972, que regulamenta o processo administrativo fiscal no âmbito federal, e do artigo 333, do Código de Processo Civil: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.(g.n) . A contribuinte, apesar de alertado precisamente pelo fiscal encarregado da diligência a respeito do ponto relevante da questão, novamente não trouxe a prova adequada que tivesse o condão de contrariar a infração fiscal a ela imputada ou que justificasse o afastamento da exigência, limitouse a alegar que entregou todos os dados necessários à compreensão, esquecendose de responder/combater a constatação extremamente simples colocado pelo fiscal na diligência: Que os referidos créditos preencheram a condição de dedutibilidade em 2000 e afetaram o lucro e a base de cálculo da CSLL do referido ano, logo não caberia nova exclusão em 2001, na recuperação desses créditos. Assim, apesar de ter feito uma retificadora não espontânea, em que o ônus da prova se eleva mais ainda e de ter tido uma outra oportunidade quando da diligência efetuada Fl. 516DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10680.907401/200808 Acórdão n.º 1401001.485 S1C4T1 Fl. 80 14 pela DRJ e outra pelo CARF, mesmo assim esquivase de provar de forma analítica o cerne da questão, conforme colocado retro.. Ademais, abriuse o prazo de 30 (trinta) dias para combater a informação fiscal e a Recorrente também preferiu silenciarse, sem trazer qualquer contraargumentação, o que demonstra cabalmente a sua concordância tácita com resultado de diligência que lhe foi desfavorável. Por todo o exposto, nego provimento a esse item. Multa e juros de mora A Recorrente insurgese ainda quanto à exigência da multa e dos juros de mora, aplicados sobre o débito indevidamente compensado. Os débitos exigidos foram apurados e declarados pelo próprio contribuinte, nos moldes do lançamento por homologação, quando da apresentação da DCOMP. Assim, os débitos declarados pelo contribuinte e não extintos dentro do vencimento, serão acrescidos de multa e juros de mora, ex vi art. 61 da Lei nº 9.430/96. Considerando que compensação utilizada pelo contribuinte na DCOMP não se confirmou (crédito inexistente), até a presente data os débitos, já vencidos, ainda não foram extintos, de modo que, submetemse aos acréscimos moratórios em comento. Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 517DF CARF MF Impresso em 16/02/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/02/2016 por ANTONIO BEZERRA NETO
score : 1.0
Numero do processo: 11060.001795/2002-55
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Sep 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados -
IPI
Exercício: 1999, 2000, 2001
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
DECISÃO ESTRANHA AO PROCESSO.
ANULAÇÃO.
Deve-se anular decisão da DRJ que julgou matéria
estranha ao processo, deixando de apreciar as
matérias efetivamente afeitas ao mesmo.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-18.352
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para anular a decisão de primeira instância.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: Gustavo Kelly Alencar
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200709
ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 1999, 2000, 2001 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO ESTRANHA AO PROCESSO. ANULAÇÃO. Deve-se anular decisão da DRJ que julgou matéria estranha ao processo, deixando de apreciar as matérias efetivamente afeitas ao mesmo. Recurso provido.
turma_s : Segunda Câmara
numero_processo_s : 11060.001795/2002-55
conteudo_id_s : 5553180
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 14 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 202-18.352
nome_arquivo_s : 20218352_136902_11060001795200255_003.PDF
nome_relator_s : Gustavo Kelly Alencar
nome_arquivo_pdf_s : 11060001795200255_5553180.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES,por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para anular a decisão de primeira instância.
dt_sessao_tdt : Fri Sep 21 00:00:00 UTC 2007
id : 6227914
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:43:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048122364526592
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-06T19:06:50Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-06T19:06:49Z; Last-Modified: 2009-08-06T19:06:50Z; dcterms:modified: 2009-08-06T19:06:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-06T19:06:50Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-06T19:06:50Z; meta:save-date: 2009-08-06T19:06:50Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-06T19:06:50Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-06T19:06:49Z; created: 2009-08-06T19:06:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-06T19:06:49Z; pdf:charsPerPage: 1303; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-06T19:06:49Z | Conteúdo => CCO2/CO2 Fls. I MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESn\•w - SEGUNDA CÂMARA Processo n° 11060.001795/2002-55 • Recurso n° 136.902 Voluntário dth cottito,tes cnnselocuaMatéria IPI of....acto-sego Dihdo Acórdão n° 202-18.352 d'en--1-12.2(--- •amo' Sessão de 21 de setembro de 2007 Recorrente BIOAGRO INDÚSTRIA E COMÉRCIO AGROPECUÁRIO LTDA. Recorrida DRJ em Ribeirão Preto - SP Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Exercício: 1999, 2000, 2001 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO ESTRANHA AO PROCESSO. ANULAÇÃO. Deve-se anular decisão da DRJ que julgou matéria estranha ao processo, deixando de apreciar as matérias efetivamente afeitas ao mesmo. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os Presentes autos. ACORDAM -os — Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CO RIBUINTES, 'Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para anular a d isão de primeira instância. é cetg MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESO OR/GINAL ANTONIO CARLOS AndLIM CONFERE COM Presidente araselia. Oq n ipt f_122— Nana Cláudia Silva Castro Mat. Siape 92136 G AVO a ALENCAR Rel or Parti 'param, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero, Antonio Zomer, Ivan Allegretti (Suplente), Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez L6pez. Processo n.° 11060.001795/2002-55 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.352 Fls. 2 " BUI"E St. 1F—SEG UCNODNOF EC Bratailla. ..k:ii 2- ROENSCEOrO ORIGINAL CONTRIBUINTES • Ivana Claudia Silva Castro Relatório "Mat. SISPe 92136 A interessada em epígrafe pediu o ressarcimento do saldo credor do IPI, acumulado no período em epígrafe, a ser utilizado na compensação dos débitos declarados. O pedido foi parcialmente deferido, sendo que a parcela glosada do crédito se deu por não existir base legal para o aproveitamento de créditos oriundos de insumos isentos, imunes ou tributados à aliquota zero, de qualquer natureza. Tempestivamente, a contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade basicamente alegando que a Lei n2 9.779/99 deve ser interpretada de acordo como princípio constitucional da não-cumulatividade, o qual não admitiria restrições infraconstitucionais, assim permitindo o creditamento em questão, conforme jurisprudência que cita. Para provar o alegado, pediu a realização de perícia que demonstre serem, os fertilizantes em questão, produtos industrializados, ainda que classificados na TIPI como NT. Encerrou solicitando o reconhecimento de seus créditos e o deferimento integral de seu pedido. Remetidos os autos à DRJ em Ribeirão Preto - SP, foi o indeferimento mantido, em decisão assim ementada: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2001 DIREITO AO CRÉDITO. INSUMOS ISENTOS, NÃO TRIBUTADOS OU TRIBUTADOS À ALIQUOTA ZERO. É inadmissível, por total ausência de previsão legal, a apropriação, na escrita fiscal do sujeito passivo, de créditos do imposto alusivos a insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero, uma vez que inexiste montante do imposto cobrado na operação anterior. INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para declarar a inconstitucionalidade da lei e dos atos infralegais." Inconformada, apresenta recurso no qual requer a anulação da decisão da DRJ, por tratar de tema estranho à lide, notadamente, pois o que se requer é o creditamento de insumos tributados aplicados em produtos classificados como NT na TIPI. Além disso, os produtos são industrializados e por tal há o direito ao reconhecimento dos créditos relativos à aquisição de insumos. É o Relatório. r' Processo n.° 11060.001795/2002-55 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-18.352 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Fls. 3 Brasilla, „Saadi 2, , ON- Ivana Cláudia Silva Castro -- Mat. Slape 92136 Voto Conselheiro GUSTAVO KELLY ALENCAR, Relator Preenchidos os requisitos de admissibilidade, do recurso conheço. Assiste razão à contribuinte. A decisão da DRJ cuida da impossibilidade de creditamento do LPI incidente na aquisição de insumos isentos, imunes, tributados à aliquota zero e não tributados, matéria estranha ao presente feito, porque o pedido de ressarcimento se refere ao creditamento de insumos tributados e aplicados na industrialização de produtos classificados na TIPI como NT. Assim, dou provimento ao recurso para anular a decisão da DRJ, devendo ser proferida outra em seu lugar. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2007. Ák G L LENCAR Page 1 _0030100.PDF Page 1 _0030200.PDF Page 1
score : 1.0
