Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10166.728906/2011-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2301-000.465
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado em: I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Wilson Antonio de Souza Corrêa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Mauro Jose Silva e Leo Meirelles Amaral.
Relatório
Nome do relator: WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10166.728906/2011-14
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5399699
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-000.465
nome_arquivo_s : Decisao_10166728906201114.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10166728906201114_5399699.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Wilson Antonio de Souza Corrêa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Mauro Jose Silva e Leo Meirelles Amaral. Relatório
dt_sessao_tdt : Wed Sep 10 00:00:00 UTC 2014
id : 5730675
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251041910784
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1359; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.728906/201114 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2301000.465 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 10 de setembro de 2014 Assunto Contribuição Previdenciária Recorrente JORLAN SA VEICULOS AUTOMOTORES IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado em: I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Wilson Antonio de Souza Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Daniel Melo Mendes Bezerra, Mauro Jose Silva e Leo Meirelles Amaral. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 66 .7 28 90 6/ 20 11 -1 4 Fl. 11454DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por MARCELO OLIVE IRA Processo nº 10166.728906/201114 Resolução nº 2301000.465 S2C3T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário aviado contra Acórdão sob n° 0947.671 exarado pela 5ª Turma da DRJ/JFA onde julgou procedente o lançamento efetuado nos AI’s acima identificados, sendo eles: 1)AIOP DEBCAD nº 51.016.7578, contendo a cobrança de contribuições sociais, destinadas ao custeio das outras entidades e fundos – SALÁRIOEDUCAÇÃO; INCRA; SENAC; SESC, SEBRAE incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados. Os fatos geradores segundo o Discriminativo de Debito DD de fls. 6001/6004 foram identificados nos levantamentos: EI2EMPRESA INTERPOSTA onde se exigiu a contribuição social patronal DE 5,8%, incidente sobre a remuneração dos segurados empregados no período de 01/2009 a 12/2010 com a multa de ofício qualificada de 150%. 2) AIOA DEBCAD nº 51.016.7519, no Código de Fundamentação Legal 30, por infração ao disposto no art. 32, I, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com o art. 225,I §9º do Regulamento da Previdência Social –RPS, aprovado pelo Decreto 3.048 de 06.05.1999, em razão de a empresa ter deixado de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos p elo órgão competente da Seguridade Social. 3) AIOA DEBCAD nº 51.016.7527, no Código de Fundamentação Legal 34, por infração ao disposto no art. 32, II, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, combinado com o art. 225,II §§ 13 e 17 do Regulamento da Previdência Social –RPS, aprovado pelo Decreto 3.048 de 06.05.1999, em razão de a empresa ter deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. 4) AIOA DEBCAD nº 51.016.7535, no Código de Fundamentação Legal 35, por infração ao disposto no art. 32, III, e §11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, com redação da MP nº 449, de 03/12/2008, convertida na Lei nº. 11.941 de 27/05/2009, combinado com o art. 225,III do Regulamento da Previdência Social –RPS, aprovado pelo Decreto 3.048 de 06.05.1999, em razão de a empresa ter deixado de prestar a Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse da mesma, na forma estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. 5) AIOA DEBCAD nº 51.016.7543, no Código de Fundamentação Legal 59, por infração ao disposto no art. 30, inciso I, alínea “a” da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e/ou dos segurados contribuintes individuais conforme o disposto na Lei 10.666, de 08/05/2003 art. 4º. “caput”; combinado com o art. 216,I, alínea “a” do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048 de 06.05.1999, em razão de a empresa ter deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados. Fl. 11455DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por MARCELO OLIVE IRA Processo nº 10166.728906/201114 Resolução nº 2301000.465 S2C3T1 Fl. 4 3 Diz a Fiscalização que a Recorrente e outras empresas do grupo contrataram a EGAVE, pessoa Jurídica interposta para que esta prestasse serviço de consultoria, sendo que esta intermediava pagamento aos segurados empregados e contribuintes individuais das empresas do Grupo JORLAN. A Recorrente foi intimada para apresentar NF e contratos, sendo certo que as apresentou, bem como os contratos de consultoria em gestão executiva, administrativa e de vendas. Novamente a Fiscalização a intimou para que esclarecesse cada NF emitida pela EGAVE onde deveria aclarar quanto: i) relação de pessoal administrativo prestador de serviço da EGAVE com indicação de período trabalhado, local e número de horas trabalhadas; ii) relatório de sócios e empregados da EGAVE que prestaram serviços; iii) orçamento e documentos probatórios que deram origem aos reembolsos de despesas (viagens, passagens, alimentação etc..); iv) outros relatos da contratante dos serviços dos empregados da contratada. Informou a Recorrente que contratou a EGAVE para os fins dos contratos e que não tem domínio sobre os seus funcionários e que não tinha relatórios da contratada que pudessem esclarecer a Fiscalização. Nova intimação à Recorrente para que esclarecesse a relação societária com outras empresas do grupo econômico que integra, devendo apresentar: i) atos de assembléia; ii) organograma da empresa com relação a todos os empregados que ocupam cargos; iii) relação de todas as pessoas que ocuparam cargos de gerência desde 2008; iv) arquivos digitais com as folhas de pagamento; v) atas de reuniões e conselho fiscal; vi) relatório de auditoria interna e externa; vi) atas de reuniões com a EGAVE par demonstrar definições de metas e ou de resultados; vii) relação de pessoas que prestaram serviços pela EGAVE. Do que foi requerido a Recorrente somente não apresentou as atas de reuniões com a EGAVE para definição de metas e ou demonstração de resultados, bem como não acudiu as desejadas informações da relação de pessoas da EGAVE que lhes prestaram serviços, pois informou que não realizou reuniões e tão pouco tem o controle dos funcionários da EGAVE. Quanto ao grupo econômico da JORLAN a Fiscalização descreveu os seus sócios e o organograma, bem como assim procedeu na EGAVE, concluindo que i) os sócios das empresas são praticamente os mesmos ou são parentes; ii) que a EGAVE prestou serviços somente para o grupo da JORLAN; iii) que a contratada era uma empresa de ‘fachada’ utilizada pelo grupo da contratante para o fim de simular contratação de serviços de consultoria, cujo fim era a redução da carga tributária. Impugnou a Recorrente negando tratarse a contratada de pessoa jurídica interposta refalsária, pois ela não estabeleceu relação contratual com fim de maquiar pagamento de prólabore e tão pouco para remunerar seus funcionários sem recolhimento de contribuição previdenciária. Na peça defensiva diz que o contrato celebrado respeitou todos os requisitos de legalidade, inclusive a licitude do serviço prestado. Fl. 11456DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por MARCELO OLIVE IRA Processo nº 10166.728906/201114 Resolução nº 2301000.465 S2C3T1 Fl. 5 4 Que o fato de alguns poucos sócios da EGAVE terem, anteriormente, mantido vinculo empregatício com a JORLAN ou outra empresa do grupo não implica em subordinação e tão pouco caracteriza alguma ilicitude na relação estabelecida. Que não há dispositivo de lei que impeça uma empresa prestar serviço a somente um grupo empresarial e tão pouco comprova qualquer relação fraudulenta. Por fim combate as multas aplicadas. Todavia, a decisão de piso julgou improcedente as suas razões, mantendo o lançamento em sua totalidade. Em 25.NOV.2013 foi intimada e no dia 26 de dezembro do mesmo ano aviou o presente recurso voluntário com as mesmas alegações. É a síntese do necessário. Fl. 11457DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por MARCELO OLIVE IRA Processo nº 10166.728906/201114 Resolução nº 2301000.465 S2C3T1 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Wilson Antonio de Souza Corrêa Relator O Recurso aparentemente acode os pressupostos de admissibilidade, sobretudo quanto a tempestividade, eis que há nos autos a seguinte questão: comprovadamente foi notificada da decisão de piso em 25 de novembro de 2013; há um envelope da Empresa de Correios e Telégrafos com carimbo datado de 27 de dezembro de 2013, onde teria sido aviado o Recurso Voluntário, o que desaguaria em intempestividade, conforme certificou a autoridade fiscal; todavia, a Recorrente, através de embargos de declaração juntou uma certidão exarada pela Empresa de Correios e Telégrafos, demonstrando ocorrência de erro no carimbo do envelope, eis que a data correta do protocolo é o dia 26 de dezembro de 2013, o que demonstraria a tempestividade. Finalmente, de acordo com nova certidão da SRF/DRJ de Brasília, o Recurso Voluntário aviado é tempestivo, pelas suas palavras às fls. 11.453 que assim pronunciou: ‘... 2. O prazo para interposição de recurso voluntário venceu no dia 26/12/2013, portanto o recurso apresentado pelo contribuinte na mesma data foi Tempestivo. Notese que apesar de constar no envelope da correspondência encaminhada e no formulário de AR como sendo enviada em 27/12/2013, a empresa apresentou uma 2ª via de postagem emitida pelos correios e registrada em cartório, constando que o recebimento pela ECT ocorreu no dia 26 fls 11.405 a 11410. ...’ Todavia, restou dúvidas quanto a fidedignidade da certidão de fls. 11.419 da ECT, razão pela qual convertese em diligência que ela confirme o teor desta certidão. CONCLUSÃO Assim, convertese em diligência para que a autoridade fiscal oficie a Empresa de Correios e Telégrafos com objetivo de ela exarar uma declaração confirmando a fidedignidade da certidão de fls.11.419, cujo registro da Carta Registrada é JG805630827BR. WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA – Relator (assinado digitalmente) Fl. 11458DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 14/10/2014 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por MARCELO OLIVE IRA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.013927/2007-55
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. NECESSIDADE DE RETORNO DOS AUTOS À DELEGACIA DE JULGAMENTO PARA O ENFRENTAMENTO DAS RAZÕES DE DEFESA DO CONTRIBUINTE QUE RESTARAM INAPRECIADAS EM FUNÇÃO DO NÃO CONHECIMENTO DA IMPUGNAÇÃO NO PARTICULAR OBJETO DO PRESENTE LITÍGIO.
Verificada a inexistência da concomitância que impediu o órgão judicante a quo de conhecer a impugnação ofertada pelo recorrente no particular que é objeto de litígio perante este Colegiado, é de se determinar o retorno dos autos à instância de origem, para que esta se manifeste sobre o mérito das razões de defesa ofertadas.
Numero da decisão: 2802-002.986
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade conhecer o recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à primeira instância para que a Delegacia de Julgamento conheça a impugnação no particular em que trata da dedução do IRRF no valor de R$ 16.748,74, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 11/11/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas de Mello (Relator), Ronnie Soares Anderson, German Alejandro San Martin Fernandez e Jaci de Assis Junior. Ausente justificadamente a Conselheira Juliana Bandeira Toscano.
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. NECESSIDADE DE RETORNO DOS AUTOS À DELEGACIA DE JULGAMENTO PARA O ENFRENTAMENTO DAS RAZÕES DE DEFESA DO CONTRIBUINTE QUE RESTARAM INAPRECIADAS EM FUNÇÃO DO NÃO CONHECIMENTO DA IMPUGNAÇÃO NO PARTICULAR OBJETO DO PRESENTE LITÍGIO. Verificada a inexistência da concomitância que impediu o órgão judicante a quo de conhecer a impugnação ofertada pelo recorrente no particular que é objeto de litígio perante este Colegiado, é de se determinar o retorno dos autos à instância de origem, para que esta se manifeste sobre o mérito das razões de defesa ofertadas.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10166.013927/2007-55
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5401869
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2802-002.986
nome_arquivo_s : Decisao_10166013927200755.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 10166013927200755_5401869.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade conhecer o recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à primeira instância para que a Delegacia de Julgamento conheça a impugnação no particular em que trata da dedução do IRRF no valor de R$ 16.748,74, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello - Relator. EDITADO EM: 11/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas de Mello (Relator), Ronnie Soares Anderson, German Alejandro San Martin Fernandez e Jaci de Assis Junior. Ausente justificadamente a Conselheira Juliana Bandeira Toscano.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
id : 5738136
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251044007936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1944; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 137 1 136 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.013927/200755 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802002.986 – 2ª Turma Especial Sessão de 17 de julho de 2014 Matéria IRPF Recorrente DAVI DUARTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE CONCOMITÂNCIA. NECESSIDADE DE RETORNO DOS AUTOS À DELEGACIA DE JULGAMENTO PARA O ENFRENTAMENTO DAS RAZÕES DE DEFESA DO CONTRIBUINTE QUE RESTARAM INAPRECIADAS EM FUNÇÃO DO NÃO CONHECIMENTO DA IMPUGNAÇÃO NO PARTICULAR OBJETO DO PRESENTE LITÍGIO. Verificada a inexistência da concomitância que impediu o órgão judicante a quo de conhecer a impugnação ofertada pelo recorrente no particular que é objeto de litígio perante este Colegiado, é de se determinar o retorno dos autos à instância de origem, para que esta se manifeste sobre o mérito das razões de defesa ofertadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade conhecer o recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à primeira instância para que a Delegacia de Julgamento conheça a impugnação no particular em que trata da dedução do IRRF no valor de R$ 16.748,74, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 11/11/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 01 39 27 /2 00 7- 55 Fl. 138DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2014 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 11/ 11/2014 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas de Mello (Relator), Ronnie Soares Anderson, German Alejandro San Martin Fernandez e Jaci de Assis Junior. Ausente justificadamente a Conselheira Juliana Bandeira Toscano. Relatório Tratase de Auto de Infração de fls.47 e ss., por supostas omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas e dedução indevida de imposto de renda retido na fonte, relativamente ao exercício 2003. Inconformado com o lançamento, o contribuinte apresenta impugnação, de fls. 1 e ss., alegando, em síntese, que o montante de R$3.110,40, recebido da Caixa Econômica Federal, não seria tributável, uma vez que se trata de pagamento de licença prêmio não gozada por necessidade de serviço, assim reconhecida em sentença transitada em julgado; que na DIRF apresentada pela Caixa Econômica Federal, constaria que o valor da remuneração paga ao contribuinte é idêntico ao montante informado na Declaração de Ajuste, ou seja, R$139.906,73; que, no que tange aos valores recebidos da ADVOCEF, os valores teriam sido informados como rendimentos recebidos de pessoa fisica, portanto já tributados; que o valor do imposto retido na fonte está incluído no montante de R$139.906,73, total informado por ele na Declaração de Ajuste, juntamente com o imposto retido na fonte, assim, o valor de R$62.443,00, que gerou este imposto, integra a base tributada; que entende que teria que informar o respectivo IRRF para que não efetuasse pagamento em duplicidade, uma vez que o resultado da ação judicial em nada afetará a Declaração de Ajuste, dado que, se o contribuinte vencer a demanda judicial, receberá o valor depositado, e se a Unido vencer, o depósito será convertido em renda, uma vez que o valor está depositado em juízo. A impugnação foi julgada pela 3ª Turma da DRJ/BSB, por unanimidade, pela procedência parcial do lançamento, aos seguintes fundamentos: que a omissão de rendimentos demonstrouse não ocorrida com base nos argumentos expendidos a fls.99, quanto a ambas as fontes pagadoras apontadas no auto de infração; que não se conhece da impugnação no tocante à glosa de IRRF objeto de depósito judicial, em razão da concomitância de ação judicial. Não satisfeito com o resultado do julgamento, do qual foi intimado (fl.101), o contribuinte interpôs tempestivamente recurso voluntário (fl. 105 e ss.), arguindo que correndo o depósito judicial do tributo, sua exigibilidade fica suspensa, não incidindo encargos de mora, mas a remuneração que serviu de base ao depósito não deve integrar a base de cálculo oferecida à tributação na DIRPF, pois o tributo é devido apenas uma vez. Prosseguindo, aduz o recorrente que que valor do IRRF depositado judicialmente (R$ 16.748,74), objeto da glosa contra a qual se irresigna, não está adstrito a uma discussão judicial, eis que inexistente a identidade de causa de pedir e pedido. É o relatório. Fl. 139DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2014 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 11/ 11/2014 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10166.013927/200755 Acórdão n.º 2802002.986 S2TE02 Fl. 138 3 Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, por tempestivo, nos limites de seu objeto, isto é, na impugnação da decisão que não conheceu de sua impugnação quanto à glosa de dedução de IRRF. A existência da ação judicial não é negada pelo contribuinte, ajuizada na Vara da Seção Judiciária de Porto Alegre, com o objetivo de ver reconhecido do direito a isenção sobre rendimentos recebidos a título de indenização por horas extraordinárias. Afirma ainda em seu recurso, verbis (fls.109): que “o AI não deveria ter sido lavrado, já que o tema estava sob o crivo do Judiciário desde 2002”. Entretanto, a matéria em litígio no presente processo é evidentemente diversa daquela que é objeto de apreciação judicial, conforme se depreende da leitura do documentos de fls. 40, eis que a pretensão do ora recorrente é ver reconhecida a natureza indenizatória de determinada verba que percebeu, o que é diferente da discussão não enfrentada pela DRJ quanto à possibilidade de dedução da retenção do IRRF respectivo, no valor de R$ 16.748,74, eis que não menos evidente foi a retenção do mesmo. Desta forma, entendo que cabe à DRJ enfrentar as alegações do contribuinte quanto à infração que lhe foi imputada às fls. 48, eis que o mérito de suas alegações, bem como da própria motivação do lançamento, é matéria distinta da constante de processo judicial. Isto posto, sou pelo provimento ao recurso voluntário, para determinar o retorno dos autos à primeira instância para que a Delegacia de Julgamento conheça a impugnação no particular em que trata da dedução do IRRF no valor de R$ 16.748,74. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 27/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2014 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 11/ 11/2014 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 19647.012773/2007-46
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. ILEGALIDADE NA BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DO RIR. IMPOSSIBILIDADE. DECADÊNCIA DE PARTE DO LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA.
Em seu recurso o contribuinte continua alegando a ilegalidade da base de cálculo utilizada pela NFLD, tendo em vista que diversas despesas realizadas pela empresa foram ilegalmente qualificadas como fato imponível à incidência de contribuição previdenciária. Suas alegações, no geral, estão fundamentadas nas disposições do regulamento do Imposto de Renda - RIR.
No ponto, correta as afirmações contidas no acórdão recorrido de que as contribuições previdenciárias são reguladas por legislação própria, sendo, portanto, inservível para o caso em comento, a aplicação de legislação que disciplina outro tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Vê-se, pois, não haver nenhuma ilegalidade em relação aos fundamentos legais utilizados para embasar o lançamento.
No concernente ao pleito relativo à decadência de parte do lançamento, com razão o contribuinte. Considerando que a discussão abrange os meses de janeiro de 2002 a fevereiro de 2004 e tendo o lançamento ocorrido em 30 de outubro de 2007, as competências referentes ao mês de setembro de 2002 e anteriores foram alcançadas pela decadência, de acordo com a regra prevista no § 4º do art. 150 do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2803-003.687
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. As competências de setembro de 2002 e anteriores foram atingidas pela decadência, consoante a regra estabelecida no § 4º do art. 150 do CTN e Súmula CARF nº 99.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - NFLD. ILEGALIDADE NA BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DO RIR. IMPOSSIBILIDADE. DECADÊNCIA DE PARTE DO LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA. Em seu recurso o contribuinte continua alegando a ilegalidade da base de cálculo utilizada pela NFLD, tendo em vista que diversas despesas realizadas pela empresa foram ilegalmente qualificadas como fato imponível à incidência de contribuição previdenciária. Suas alegações, no geral, estão fundamentadas nas disposições do regulamento do Imposto de Renda - RIR. No ponto, correta as afirmações contidas no acórdão recorrido de que as contribuições previdenciárias são reguladas por legislação própria, sendo, portanto, inservível para o caso em comento, a aplicação de legislação que disciplina outro tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Vê-se, pois, não haver nenhuma ilegalidade em relação aos fundamentos legais utilizados para embasar o lançamento. No concernente ao pleito relativo à decadência de parte do lançamento, com razão o contribuinte. Considerando que a discussão abrange os meses de janeiro de 2002 a fevereiro de 2004 e tendo o lançamento ocorrido em 30 de outubro de 2007, as competências referentes ao mês de setembro de 2002 e anteriores foram alcançadas pela decadência, de acordo com a regra prevista no § 4º do art. 150 do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19647.012773/2007-46
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5391698
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.687
nome_arquivo_s : Decisao_19647012773200746.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 19647012773200746_5391698.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. As competências de setembro de 2002 e anteriores foram atingidas pela decadência, consoante a regra estabelecida no § 4º do art. 150 do CTN e Súmula CARF nº 99. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
id : 5673439
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:30:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251045056512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2386; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.012773/200746 Recurso nº 19.647.012773200746 Voluntário Acórdão nº 2803003.687 – 3ª Turma Especial Sessão de 07 de outubro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente TRÓPICOS ENGENHARIA E COMPERCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO NFLD. ILEGALIDADE NA BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO DO RIR. IMPOSSIBILIDADE. DECADÊNCIA DE PARTE DO LANÇAMENTO. OCORRÊNCIA. 1. Em seu recurso o contribuinte continua alegando a ilegalidade da base de cálculo utilizada pela NFLD, tendo em vista que diversas despesas realizadas pela empresa foram ilegalmente qualificadas como fato imponível à incidência de contribuição previdenciária. Suas alegações, no geral, estão fundamentadas nas disposições do regulamento do Imposto de Renda RIR. 2. No ponto, correta as afirmações contidas no acórdão recorrido de que as contribuições previdenciárias são reguladas por legislação própria, sendo, portanto, inservível para o caso em comento, a aplicação de legislação que disciplina outro tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 3. Vêse, pois, não haver nenhuma ilegalidade em relação aos fundamentos legais utilizados para embasar o lançamento. 4. No concernente ao pleito relativo à decadência de parte do lançamento, com razão o contribuinte. Considerando que a discussão abrange os meses de janeiro de 2002 a fevereiro de 2004 e tendo o lançamento ocorrido em 30 de outubro de 2007, as competências referentes ao mês de setembro de 2002 e anteriores foram alcançadas pela decadência, de acordo com a regra prevista no § 4º do art. 150 do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 01 27 73 /2 00 7- 46 Fl. 966DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 19647.012773/200746 Acórdão n.º 2803003.687 S2TE03 Fl. 3 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. As competências de setembro de 2002 e anteriores foram atingidas pela decadência, consoante a regra estabelecida no § 4º do art. 150 do CTN e Súmula CARF nº 99. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti. Fl. 967DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 19647.012773/200746 Acórdão n.º 2803003.687 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD lavrada em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente a pagamento de pró labore indireto (cartão de crédito e plano de previdência privada), bem como sobre as remunerações de segurados empregados e contribuintes individuais, inclusive, entre estes últimos, pelos serviços prestados por intermédio de cooperativas de trabalho, devidamente declaradas em GFIP. Conta do lançamento também, os valores pagos pela empresa em reclamações trabalhistas, valores pagos aos empregados a título de auxílioferramenta, auxíliopassagem e auxíliocreche, além de anuidades do CREA assumidas pela empresa em favor de alguns de seus empregados. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 12 de junho de 2008 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2002 a 28/02/2004 GANHOS HABITUAIS. REMUNERAÇÃO INDIRETA. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIODECONTRIBUIÇÃO. A empresa, ao assumir, com habitualidade, despesas dos segurados, sem qualquer comprovação de terem caráter de reembolso, ou entabular pagamentos a título de auxílio, sem prova dos gastos efetivados por seus beneficiários, está, na realidade, remunerando os trabalhadores que, do contrário, teriam de desembolsar os respectivos valores pagos, constituindose, assim, em um plus, verdadeira remuneração indireta que integra, para fins previdenciários, os respectivos salários de contribuição devidos à Seguridade Social. Dedução de GPS Lançamento Procedente em Parte Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: A recorrente foi fiscalizada pela RFB por meio do MPF n. 09376124/02, que abrangeu o período de janeiro de 1996 a fevereiro de 2004. Em sua impugnação, a recorrente aduziu a ilegalidade na base de cálculo utilizada pela NFLD, uma vez que diversas despesas realizadas pela recorrente foram ilegalmente qualificadas como fato imponível à incidência de contribuição previdenciária. Fl. 968DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 19647.012773/200746 Acórdão n.º 2803003.687 S2TE03 Fl. 5 4 O Acórdão recorrido, contudo, deixou de acolher as razões expostas pela recorrente, uma vez que a farta documentação trazida aos autos sequer restou devidamente apreciada, o que fez resultar na manutenção de lançamento absolutamente ilegal. Por essa razão, vem a recorrente interpor o presente recurso voluntário perante esse Conselho de Contribuintes, para que seja integralmente reformado o acórdão proferido pela Delegacia de Julgamento e, assim, anulada a NFLD aqui combatida. Decadência evidente. A NFLD objeto do presente PAF compreendeu as competências de janeiro de 2002 a fevereiro de 2004, tendo o lançamento ocorrido em 30 de outubro de 2007, mediante a intimação da recorrente. Impõese a reforma da NFLD recorrida em razão da manifesta decadência operada sobre o direito de a Administração constituir parte dos dos créditos previdenciários por ela lançados. Despesas com Cartão de Crédito (CC2). Constatase que o acórdão recorrido incorreu em grave ilegalidade ao manter o lançamento, uma vez que as provas produzidas pela recorrente demonstram a correta qualificação jurídica das despesas por ela realizadas. Caso esse Conselho não entenda pela correta apropriação de todas as despesas aqui tratadas, requer alternativamente a recorrente que sejam consideradas todas as despesas com viagens, incluindo passagens aéreas, hospedagem, alimentação e combustível, excluindo tãosomente os gastos com assinaturas de jornais e revistas, bem como alimentação na cidade do Recife, que pouco representa do total ignorado pelo acórdão recorrido. Despesas com Registro Profissional (CE2). A NFLD entendeu que configurariam salárioindireto despesas incorridas pela recorrente no pagamento de anuidade de determinados funcionários junto ao CREA. Ocorre que o registro de profissionais nesse conselho de classe é condição necessária à atividade econômica da recorrente, sendo tais pagamentos despesas operacionais nos termos do art. 299 do RIR. Esse ônus, contudo, jamais passou a ser habitual, uma vez que seus funcionários respondem normalmente pelos pagamentos de quaisquer cobranças dos seus respectivos conselhos profissionais. Despesas com auxílios ferramenta, passagem e creche (EX2). O pagamento dessas despesas decorre de convenção coletiva acordada entre o sindicato patronal da recorrente e o sindicato dos seus empregados, como se constata na documentação anexada aos autos. Em relação ao auxíliotransporte, o acórdão recorrido afirma que, por haver sido pago em pecúnia, e não por meio de vale, ele deve ser integrado ao saláriode contribuição, o que não se observa nesta hipótese. Previdência Privada (PRI). A NFLD considerou como base de cálculo para incidência de contribuição previdenciária os pagamentos realizados pela recorrente com previdência privada de um dos seus sócios, sob o argumento de que esse benefício não estaria disponível à totalidade dos seus empregados. Fl. 969DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 19647.012773/200746 Acórdão n.º 2803003.687 S2TE03 Fl. 6 5 Processos Trabalhistas (TR2). A respeito dos valores relativos a contribuições incidentes em processos trabalhistas, o acórdão observa a quitação realizada pela recorrente após a lavratura da NFLD. Contudo, o julgador determinou apenas a exclusão da competência 13/2002 relativamente à obra CEI 37.170.01300/72, embora a recorrente tenha realizado o pagamento de todos os créditos como demonstram as respectivas guias (doc. 03). Dessa forma, vem requerer a recorrente a exclusão integral dos valores por ela pagos, retificandose o lançamento aqui recorrido. Por todo o exposto, vem a recorrente requerer que este recurso seja julgado inteiramente procedente, para reformar o acórdão recorrido e anular o lançamento realizado pela NFLD 37.043.4595. Requer, outrossim, que o nome do advogado signatário desta defesa conste nas futuras intimações do presente processo. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 970DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 19647.012773/200746 Acórdão n.º 2803003.687 S2TE03 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em seu recurso o contribuinte continua alegando a ilegalidade da base de cálculo utilizada pela NFLD, tendo em vista que diversas despesas realizadas pela empresa foram ilegalmente qualificadas como fato imponível à incidência de contribuição previdenciária. Suas alegações, no geral, estão fundamentadas nas disposições do regulamento do Imposto de Renda – RIR. No ponto, correta as afirmações contidas no acórdão recorrido de que as contribuições previdenciárias são reguladas por legislação própria, sendo, portanto, inservível para o caso em comento, a aplicação de legislação que disciplina outro tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Vêse, pois, não haver nenhuma ilegalidade em relação aos fundamentos legais utilizados para embasar o lançamento. No concernente ao pleito relativo à decadência de parte do lançamento, com razão o contribuinte. Considerando que a discussão abrange os meses de janeiro de 2002 a fevereiro de 2004 e tendo o lançamento ocorrido em 30 de outubro de 2007, as competências referentes ao mês de setembro de 2002 e anteriores foram alcançadas pela decadência, de acordo com a regra prevista no § 4º do art. 150 do CTN. Em relação à decadência, dada a especificidade do caso, entendo perfeitamente aplicável também os comandos da Súmula CARF nº 99, in verbis: Súmula CARF nº 99: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4º, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Os auxílios pagos aos segurados empregados, denominados auxíliocreche, auxílioferramenta e auxíliopassagem não possuem caráter meramente indenizatório como afirma o contribuinte. Tais auxílios, como bem fundamentado na decisão recorrida, são considerados saláriodecontribuição, a teor do inciso I do art. 28 da Lei nº 8.212, de 1991. Seguindo o mesmo princípio em relação aos auxílios referidos no parágrafo anterior, o pagamento de anuidade do CREA também se enquadra no conceito de saláriode contribuição, sendo, portanto, devido. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 19647.012773/200746 Acórdão n.º 2803003.687 S2TE03 Fl. 8 7 Em relação ao pagamento de plano de previdência privada em desacordo com a regra disposta na alínea “p” do § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 1991, melhor sorte não assiste ao contribuinte. Não existem provas nos autos de que a empresa cumpriu a determinações da lei de regência. Desse modo, a verba deve ser também considerada como saláriodecontribuição. Deixo de apreciar os levantamentos FP2 e TR2, tendo em vista o que já foi decidido pelo julgador a quo. Diante do exposto, excetuando as verbas já excluídas pelos julgadores que me antecederam, bem como o período atingido pela decadência, mantenho o lançamento pelos seus próprios fundamentos. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO. As competências de setembro de 2002 e anteriores foram atingidas pela decadência, consoante a regra estabelecida no § 4º do art. 150 do CTN e Súmula CARF nº 99. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 972DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 14751.000113/2006-21
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2002
ASSUNTO: COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. REQUISITOS.
Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação
tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional.
ASSUNTO: DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO.
Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas
hábeis, da composição e a existência do crédito líquido e certo.
Recurso Voluntário Não Provido. Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 1802-002.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
ESTER MARQUES LINS DE SOUSA - Presidente.
LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, (Presidente), Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Nelso Kichel, José de Oliveira Ferraz Correa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente justificadamente o conselheiro Marciel Eder Costa.
Nome do relator: LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2002 ASSUNTO: COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. REQUISITOS. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito líquido e certo. Recurso Voluntário Não Provido. Crédito Tributário Mantido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 14751.000113/2006-21
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5400064
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1802-002.325
nome_arquivo_s : Decisao_14751000113200621.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 14751000113200621_5400064.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ESTER MARQUES LINS DE SOUSA - Presidente. LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, (Presidente), Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Nelso Kichel, José de Oliveira Ferraz Correa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente justificadamente o conselheiro Marciel Eder Costa.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5731090
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251047153664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1803; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14751.000113/200621 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 1802002.325 – 2ª Turma Especial Sessão de 27 de agosto de 2014 Matéria Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Recorrente FRIOINOX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE REFRIGERAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2002 ASSUNTO: COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. REQUISITOS. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito líquido e certo. Recurso Voluntário Não Provido. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Presidente. LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, (Presidente), Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Nelso Kichel, José de Oliveira AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 75 1. 00 01 13 /2 00 6- 21 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por E STER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Ferraz Correa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente justificadamente o conselheiro Marciel Eder Costa. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por E STER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14751.000113/200621 Acórdão n.º 1802002.325 S1TE02 Fl. 3 3 Relatório Foi lavrado em face da contribuinte Auto de Infração pela DRF João Pessoa/PB, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Referido Auto pautouse na falta de recolhimento do IRPJ referente ao terceiro e quarto trimestres de 2002. Em sua defesa, a contribuinte informa que o valor do IRPJ daquele período fora compensado com retenções efetuadas sobre notas fiscais de serviços prestados ao Hospital da Universidade Federal da Paraíba, através da DIPJ apresentada à Receita Federal, e pede o acolhimento da impugnação apresentada. Em sessão de 15 de maio de 2008, a 3ª Turma da DRJ/REC proferiu o Acórdão de nº 11 22.249, julgando procedente o lançamento para manter o crédito tributário exigido no auto de infração, sob os seguintes argumentos: Que o lançamento decorreu da falta de recolhimento do imposto declarado em DIPJ no terceiro e quarto trimestres do anocalendário de 2002. Que a contribuinte apurou os valores de R$ 1.633,84 e de R$ 5.849,26 para pagamento, referente ao período acima mencionado. Que não há na declaração nenhuma informação relativa ao alegado imposto retido na fonte, bem como nenhuma prova ou indício da suposta retenção. Que a impugnação deve estar instruída com as devidas provas, em consonância com o disposto no art. 16 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. Inconformada, a contribuinte apresentou recurso voluntário, limitandose a repetir os argumentos de sua impugnação, e requerendo a improcedência da ação fiscal e o cancelamento do débito. Em 09 de agosto de 2012 a 2ª Turma Especial resolveu, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, pelas seguintes razões: A recorrente alega que o imposto apurado no terceiro e quarto trimestre de 2002 não foi recolhido devido a compensação com o imposto de renda retido na fonte, quando do recebimento de valores do Hospital Universitário Lauro Wanderley. Essas retenções não foram informadas na respectiva DIPJ de 2002, nem foi apresentada a respectiva DIRF, comprovando as ditas retenções. Juntamente ao Recurso Voluntário, a recorrente apresentou um documento denominado “Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte”, ano calendário de 2002. Em homenagem ao princípio da verdade material, o referido comprovante fora aceito, embora apresentado com atraso. O documento juntado como prova atende às premissas de comprovação das retenções informadas, porém, os montantes retidos na fonte indicados pelo órgão emitente do documento probatório, nos períodos questionados pela Receita Federal do Brasil, não se mostram, a princípio, suficientes para afastar a integralidade da autuação, uma vez que os valores lançados no auto de infração, referente àquele período, são R$ 1.633,84 e R$ 5.849,26, respectivamente, e os valores dos tributos retidos, informados em cada um dos meses no terceiro e quarto trimestre, são idênticos em R$ 396,96, sob o código de recolhimento de 6190, que engloba o imposto de renda na fonte, a contribuição social sobre o lucro, o PIS e a COFINS. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por E STER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Diante dos valores apontados, há indícios de que apenas uma parcela do montante total retido referese ao imposto de renda retido na Fonte que poderá ser considerado como crédito a ser abatido quando da apuração dos valores nos encerramentos dos terceiro e quarto trimestre de 2002. Não é possível assegurar qual é o valor do crédito e se o mesmo basta para compensar os débitos, ou até mesmo se referidos créditos já foram usados em outras compensações. Para a apuração dessas questões é necessária a conversão do julgamento em diligência para que a Receita Federal informe: (i) qual o valor exato do crédito do IRRF, em relação ao valor total do crédito alegado pela Contribuinte às fls. 57; (ii) se as receitas relativas a essas retenções compuseram a base de cálculo do tributo devido; (iii) se o Contribuinte não utilizou tais créditos em outras compensações. A Receita Federal do Brasil, em diligência, informa que intimou o Hospital Universitário da Universidade Federal da Paraíba para apresentar os comprovantes das retenções na fonte, a título de imposto de renda da pessoa jurídica, incidentes sobre os pagamentos efetuados à recorrente, no período de janeiro a dezembro de 2002. Em resposta, o Hospital apresentou as telas de consulta dos Documentos de Arrecadação Financeira (DARF) relativos aos recolhimentos dos valores retidos no código de receita 6190, sobre os serviços prestados pelo contribuinte diligenciado. Em análise da documentação apresentada, o Auditor Fiscal da Receita Federal apurou os seguintes fatos: i) Os valores retidos no terceiros e quarto trimestre totalizaram R$ 604,89 em cada período; ii) Não foi possível verificar se as receitas de serviços prestados ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Paraíba, nos 3º e 4º trimestre de 2002, foram oferecidas à tributação do IRPJ, tendo em vista que a contribuinte não apresentou os livros fiscais e as notas fiscais respectivas; iii) As consultas realizadas nos sistemas SiefPerdcomp e Comprot Web, apontaram a inexistência de processos ou pedidos de compensação relativos ao IRPJ para o contribuinte diligenciado. Intimada a se manifestar, a recorrente alega que através da diligência realizada foram comprovados os valores das retenções de IR, bem como a inexistência de pedidos de compensação de IRPJ, restando demonstrado o direito à utilização dos valores retidos. Que a tributação dos valores das receitas referentes às retenções é clara, como se depreende das informações constantes no livro diário 20, onde se demonstra que as notas fiscais emitidas para o Hospital foram contabilizadas e tributadas. Que todas as notas fiscais possuem o mesmo valor – R$ 4.200,62, resultando numa retenção mensal de R$ 396,96 (9,45%), sendo que R$ 201,63 corresponde ao IRF retido mensalmente, tudo conforme constatado na diligencia, que apurou um total de R$ 2.419,63 de retenção no decorrer do ano de 2002. Por fim, requer seja julgado improcedente o lançamento. Esse o Relatório. Segue o Voto. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por E STER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 14751.000113/200621 Acórdão n.º 1802002.325 S1TE02 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira DA TEMPESTIVIDADE O Recurso Voluntário foi apresentado tempestivamente e preencheu os demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO As defesas apresentadas pelo contribuinte autuado devem estar instruídas com todos os documentos e provas que possam fundamentar as suas razões. Meras alegações não têm o condão de provar os fatos narrados, quando estes dependerem de prova para a sua verificação. Embora este Conselho prestigie o princípio da verdade material, e tenha aceito a juntada fora de prazo dos documentos probatórios, não é possível confirmar, mesmo com referidos documentos, que o valor do IRPJ do período apurado fora compensado com retenções efetuadas sobre notas fiscais de serviços prestados ao Hospital da Universidade Federal da Paraíba. Isso porque a recorrente deixou de juntar os livros fiscais e as notas fiscais respectivas, sob a alegação de não possuir mais tais documentos. Ainda que a documentação juntada fora de prazo tenha sido acolhida por esta Corte, é imprescindível que tal prova demonstre e comprove a certeza e liquidez do crédito pleiteado, para que o mesmo seja reconhecido pela autoridade julgadora, situação a qual não se verifica nem se comprova nos presentes autos. Diante do exposto, voto pelo recebimento do Recurso, por tempestivo, e no mérito, nego provimento para manter integralmente o crédito tributário lançado no auto de infração. Esse o meu Voto. Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Relator Fl. 152DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 31/10/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por E STER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 15771.720767/2012-47
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 06/01/2012
CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUB JUDICE. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA.
É lícito ao Fisco, visando prevenir a decadência, lavrar auto de infração para constituir crédito tributário cuja exigibilidade encontrava-se suspensa por força de liminar em mandado de segurança. O crédito assim constituído deve permanecer com a exigibilidade suspensa enquanto não modificados os efeitos da medida judicial.
Numero da decisão: 3803-006.488
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração e em não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 06/01/2012 CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUB JUDICE. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. É lícito ao Fisco, visando prevenir a decadência, lavrar auto de infração para constituir crédito tributário cuja exigibilidade encontrava-se suspensa por força de liminar em mandado de segurança. O crédito assim constituído deve permanecer com a exigibilidade suspensa enquanto não modificados os efeitos da medida judicial.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15771.720767/2012-47
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5386264
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-006.488
nome_arquivo_s : Decisao_15771720767201247.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 15771720767201247_5386264.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração e em não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
id : 5650236
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:29:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251051347968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2127; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 285 1 284 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15771.720767/201247 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803006.488 – 3ª Turma Especial Sessão de 17 de setembro de 2014 Matéria II/IPI/PISCOFINSIMPORTAÇÃO AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente SOC BENEFICIENTE DE SENHORAS HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 06/01/2012 MATÉRIA SUBMETIDA AO JUDICIÁRIO. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 06/01/2012 CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUB JUDICE. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. É lícito ao Fisco, visando prevenir a decadência, lavrar auto de infração para constituir crédito tributário cuja exigibilidade encontravase suspensa por força de liminar em mandado de segurança. O crédito assim constituído deve permanecer com a exigibilidade suspensa enquanto não modificados os efeitos da medida judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração e em não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 77 1. 72 07 67 /2 01 2- 47 Fl. 285DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma. Relatório O presente processo é constituído de autos de infração, lavrado para exigência de crédito tributário referente a Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados, CofinsImportação e PISImportação, incidentes sobre a importação de equipamentos de procedência estrangeira destinados, conforme declarado pela Interessada, à utilização nas atividades essenciais da entidade. Conforme a descrição dos fatos, os desembaraços das Declarações de Importação (DIs), foram efetuados sem o recolhimento dos tributos incidentes na importação, em cumprimento da decisão nos autos do processo judicial 2004.61.00.0289717, aviado na 22ª Vara Federal de São Paulo, em que foi determinado que se procedesse ao desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas por esta pessoa jurídica. O objeto da ação judicial é a declaração da inexistência da relação jurídico tributária que a obrigue a recolher impostos e contribuições sociais federais devidos na importação, tendo como fundamento a imunidade de que goza em relação aos impostos e isenção às contribuições. Houve decisão favorável ao deferimento de tutela antecipada, e, posteriormente, a confirmação por meio de sentença, sem decisão definitiva transitada em julgado até a data das autuações. Ante este provimento, os autos de infração foram lavrados com o fito de prevenir a decadência, sendo informando que a exigibilidade estava suspensa até a decisão final. Em impugnação apresentada, a Autuada arrazoou, em síntese, que: a) o Auto de Infração é meio que se configura inadequado à constituição do crédito tributário, nas circunstâncias do caso. Se não houve prática de infrações por parte do contribuinte, não se trata o caso de aplicação de penalidade, decorrendo disso que o instrumento jurídico correto é a Notificação de Lançamento; b) os juros moratórios devem ser afastados, pois inexistem os pressupostos de fato que autorizariam a sua imposição; c) é uma entidade de assistência social, que atua na área da saúde, tendo sido declarada de utilidade pública federal, fazendo jus, portanto, à imunidade prevista na Constituição Federal; d) o Ato Declaratório n° 9/06 do Procurador Geral da Fazenda Nacional reconhece a imunidade de entidades como a da Impugnante, encerrando qualquer discussão; Em julgamento da lide, a DRJ/Florianópolis assentou, em síntese, que: Fl. 286DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 15771.720767/201247 Acórdão n.º 3803006.488 S3TE03 Fl. 286 3 a) a interessada indicou na declaração de importação não haver valor de crédito tributário a ser recolhido. O benefício que pleiteou não foi reconhecido pela Autoridade Aduaneira; b) a lavratura de Auto de Infração não pode ser considerada inadequada, visto que sob a ótica da Fazenda a interessada deixou de recolher, por ocasião do registro da declaração de importação, os tributos em questão; c) dos dispositivos do art. 9º e 10º do Decreto n° 70.235/72 tanto a exigência do crédito tributário quanto a aplicação de penalidade isolada podem ser formalizados por Auto de Infração ou Notificação de Lançamento; visto que a redação do dispositivo legal não permite estabelecer limites ao alcance de cada espécie de instrumento para formalização; d) a formalização do presente crédito tributário mediante a lavratura de Auto de Infração assegura maior benefício ao exercício do direito de defesa e do contraditório à Interessada, pois este instrumento possui não apenas a Disposição Legal Infringida, mas a Descrição do Fato; Quanto ao mérito: a) da incidência dos tributos na importação, em face de imunidade não conheceu do recurso, por ter sido a matéria levada à apreciação do Judiciário, o que implica em renúncia às instâncias administrativas. b) da incidência dos juros de mora no lançamento sustentou que mesmo inexigível o crédito tributário, o prazo de pagamento do tributo não é alterado, prevalecendo tal prazo para fins de sua incidência no caso de decisão judicial final desfavorável ao contribuinte. Considerou que, a rigor, os juros de mora não precisam ser indicados na autuação para serem exigidos, porque, como acessório, seguem o principal. O destaque dos juros de mora incidentes até a data da lavratura da autuação é apenas demonstrativo. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 06/01/2012 AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS. LANÇAMENTO DESTINADO A PREVENIR DECADÊNCIA. FORMALIZAÇÃO CABÍVEL. A discussão da matéria tributável na esfera judicial não elide o dever da autoridade administrativa de constituir o crédito tributário. A propositura de qualquer ação judicial anterior, concomitante ou posterior a procedimento fiscal, com o mesmo objeto da autuação, importa em renúncia ou desistência à apreciação da mesma matéria na esfera administrativa, porém a matéria divergente terá prosseguimento normal. Cientificada da decisão em 16/10/2013, irresignada, a Interessada apresentou recurso voluntário, em 30/10/2013, em que reitera os termos da impugnação. É o relatório. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, dele conheço. Preliminar de Nulidade Auto de Infração como meio inadequado à constituição do crédito tributário A Recorrente apela para a nulidade da constituição do crédito tributário, em virtude de ter sido formalizada por meio de Auto de Infração e não Notificação de Lançamento, uma vez que o crédito constituído encontrase com a exigibilidade suspensa, não tendo cometido qualquer infração à legislação. Vista unicamente sob o seu ângulo, tem razão a Defendente quando afirma não ter cometido infração, considerando que se encontra amparada pelo provimento judicial provisório antecipatório da tutela, obtido em 29//11/2004. Sob o olhar do Fisco, porém, a subsistência da lide, o mérito da controvérsia em aberto e a possibilidade (não importa em que medida) de resultado favorável à Fazenda, são os eventos que motivaram a constituição do crédito tributário. Neste prisma, o campo Descrição dos Fatos do Auto de Infração consigna o registro tanto do fato jurídico tributário como do fato jurídico da ocorrência da infração consistente na falta de recolhimento, ao desamparo da imunidade invocada. 001 IMPORTAÇÃO NÃO AMPARADA POR IMUNIDADE II 001 IMPORTAÇÃO NÃO AMPARADA POR IMUNIDADE IPI 001 FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS IMPORTAÇÃO DI 001 FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PIS/PASEP IMPORTAÇÃO DI 0 importador submeteu a despacho aduaneiro de importação, pleiteando IMUNIDADE TRIBUTARIA para o Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e para as contribuições sociais (PIS e COFINS) incidentes na importação das mercadorias descritas e amparadas pelas declarações de importação no 09/02330394 e 10/12642404 (anexo I). Cumpre observar que a alegada imunidade abrange apenas os impostos sobre patrimônio, renda e serviços das entidades previstas na alínea "c", do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Este entendimento tem como fundamento o disposto na alínea "a" do inciso III do art. 146 da Constituição Federal, que remete a Lei Complementar a definição das diversas espécies de tributos. Esta definição, por sua vez, é tratada pelo Código Tributário Nacional (aprovado pela Lei no 5.172/66 e recepcionado pelo atual texto constitucional) em seu Titulo III. [...] Fl. 288DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 15771.720767/201247 Acórdão n.º 3803006.488 S3TE03 Fl. 287 5 Além de todo o exposto acerca da não extensão da imunidade constitucional, o importador ao pleitear a imunidade dos tributos não apresentou, no curso do despacho, documentação que atestasse o cumprimento dos requisitos necessários para obtenção da renuncia fiscal dos tributos bem como Certificado de Entidade de Assistência Social válido, documento que atesta seu caráter de assistência social, pleiteando a liberação das mercadorias com base na ação judicial preventiva supracitada. Portanto, entende esta fiscalização que o beneficio fiscal da imunidade não pode ser concedido à autuada. [...] A multa prevista no art. 44, inciso I da Lei no 9.430/96 não foi aplicada em cumprimento ao disposto no § 1º do artigo 63 do mesmo dispositivo Legal (a Decisão Judicial suspendeu a exigibilidade do crédito tributário em 29/11/2004, anterior ao registro das DI's). O registro do fato jurídico tributário implicou no lançamento, que corresponde ao valor dos tributos que deveriam ter sido recolhidos no desembaraço aduaneiro. O registro do fato jurídico da ocorrência da infração, traz na esteira a sustação do seu efeito que corresponderia à imposição da multa de ofício, em face da tutela antecipada obtida na ação judicial aviada sob o nº 2004.61.00.0289717[1]. Assim, não obstante descrita a infração, o Auto de Infração deixa de fixar apenas a relação jurídica quanto à imposição da penalidade. Dado o contorno sob o qual se lavra Auto de Infração para prevenção de decadência quando sua materialidade encontrase em discussão na esfera judicial e presente a infração, ante o não reconhecimento do direito pleiteado, pela Autoridade aduaneira , podese sustentar que este instrumento não é impróprio para a constituição do crédito tributário, pelo fato de seu conteúdo estar adstrito unicamente ao lançamento. Este entendimento encontrase bem ajustado ao que dispõe o art. 9º do Decreto nº 70.235/72, que não distingue os usos do Auto de Infração e da Notificação de Lançamento seja para tributo ou penalidade, verbis: Art. 9o A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. (Grifos acrescidos) Entre os requisitos obrigatórios do Auto de Infração está a descrição do fato, ausente das exigências para a Notificação de Lançamento, ao tempo em que o seu inciso III aponta para a necessidade de indicação da disposição legal infringida (ainda que na condição de "se for o caso"), denotando que este instrumento pode veicular também penalidade: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: 1 Em cumprimento ao art. 63, § 1º, da Lei nº 9.430/96. Fl. 289DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. A doutrina, por sua vez, apenas identifica o uso indistinto de um ou outro instrumento de que as Administrações Tributárias tem se servido para introduzir suas imposições, tanto tributárias como sancionatórias. Assim, esclarece James Marins: "O auto de infração, no âmbito da Receita Federal e a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD), utilizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), são espécies de documentos fiscais elaborados pela Administração para corporificar atos de imposição. O auto de infração ou a NFLD frequentemente engloba no mesmo suporte físico vários atos impositivos referentes a diversas relações jurídicas, ora não sancionatórias, como o lançamento, ou relações jurídicas sancionatórias, como aplicação de multa por Paulo de Barros Carvalho, na mesma vertente, noticia o uso do auto de infração como peça portadora não só do ato de imposição de penalidade: Em súmula, dois atos administrativos, ambos introdutores de norma individual e concreta no ordenamento positivo: um, de lançamento, produzindo regra cujo antecedente é fato lícito e o consequente uma relação jurídica de tributo; outro, o auto de infração, veiculando u'a norma que tem, no suposto, a descrição de um delito e, no consequente, a instituição de liame jurídico sancionatório, cujo conteúdo da prestação tanto pode ser um valor pecuniário (multa) como uma conduta de fazer ou não fazer. Tudo seria simples, realmente, se o auto de infração apenas conduzisse para o ordenamento a mencionada regra individual e Fl. 290DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 15771.720767/201247 Acórdão n.º 3803006.488 S3TE03 Fl. 288 7 concreta que mencionei. Nem sempre é assim. Que, de vezes, sob a epígrafe "auto de infração", deparamonos com dois atos: um de lançamento, exigindo o tributo devido; outro, de aplicação de penalidade, pela circunstância de o sujeito passivo não ter recolhido, em tempo hábil, a quantia pretendida pela Fazenda. Dáse a conjunção, num único instrumento material, sugerindo até possibilidades híbridas. Mera aparência. Não deixam de ser normas jurídicas distintas postas por expedientes que, por motivos de comodidade administrativa estão reunidas no mesmo suporte físico. Pela frequência com que ocorrem essas conjunções, falam alguns, em "auto de infração" em sentido largo (dois atos no mesmo instante) e "auto de infração"stricto sensu", para denotar a peça portadora de norma individual e concreta de aplicação de penalidade a quem cometeu ilícito tributário. A lição acima destaca a natureza distinta dos atos administrativos do lançamento e da imposição sancionatória e a decorrente autonomia destes. Uma vez autônomos e, via de regra, postos no mesmo instrumento de constituição das exigências, o Auto de Infração, não se deve ver inadequação se vier veicular apenas um desses atos: a formalização da relação jurídica tributária tendente a prevenir decadência, mesmo que inexista a penalidade. Pelo exposto, rejeito a preliminar. Mérito Da incidência dos tributos na importação, em face de imunidade Travase no processo judicial nº 2004.61.00.0289717 discussão sobre a in/existência de relação jurídica tributária que obrigue a Recorrente ao pagamento de tributos tais como os lançados no presente Auto de Infração , que não estejam classificados no rol dos impostos obre o patrimônio, na acepção restrita que dá a Fazenda a esta classe de tributos. Corroboro o entendimento já assentado na decisão recorrida, segundo o que este debate não pode ser travado no âmbito deste processo administrativo. O provimento que aqui se der ou negar tornarseá sem efeito ante decisão superveniente em rumo diverso no aludido processo. Logo, de raso, devese aplicar a Súmula CARF nº 1, eis que presente a conexão de matérias[2]. Pelo exposto, voto por rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração e por não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Judiciário. 2 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 291DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 292DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/09/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 07/10/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 15983.001250/2009-64
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA. AGENTE INCOMPETENTE. NULIDADE.
Cancela-se lançamento de ofício procedido por servidor incompetente.
Recurso de Ofício Negado
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 3403-003.262
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Paulo Roberto Stocco Portes (suplente convocado), Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA. AGENTE INCOMPETENTE. NULIDADE. Cancela-se lançamento de ofício procedido por servidor incompetente. Recurso de Ofício Negado Crédito Tributário Exonerado
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 02 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15983.001250/2009-64
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5384698
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 02 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3403-003.262
nome_arquivo_s : Decisao_15983001250200964.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 15983001250200964_5384698.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Paulo Roberto Stocco Portes (suplente convocado), Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
id : 5645329
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:29:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251056590848
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1836; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 1.478 1 1.477 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.001250/200964 Recurso nº 15.983.001250200964 De Ofício Acórdão nº 3403003.262 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 17 de setembro de 2014 Matéria PIS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente PRESIDENTE DA 2ª' TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM CAMPINAS Interessado INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO SANTA CECÍLIA ISESC ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA. AGENTE INCOMPETENTE. NULIDADE. Cancelase lançamento de ofício procedido por servidor incompetente. Recurso de Ofício Negado Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Paulo Roberto Stocco Portes (suplente convocado), Domingos de Sá Filho, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório O Presidente da 2ª Turma da DRJ/CPS recorre de ofício do Acórdão nº 05 34.055, de 21 de junho de 2011, fls. 1.459 a 1.466, assim ementado: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 12 50 /2 00 9- 64 Fl. 1478DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/09/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por ALEXANDRE KERN 2 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003, 2004 Nulidade. Sendo os lançamentos de PIS efetuados por servidor que já se encontrava aposentado por ocasião da lavratura dos autos de infração e da ciência pela contribuinte, impende declarar nulos referidos lançamentos, cancelandose os autos de infração respectivos, consoante artigos 10 e 59, I, do PAF e artigo 142, do CTN. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado A 2ª Turma da DRJ/CPS anulou o lançamento de ofício da Contribuição ao PIS/Pasep sobre o faturamento total escriturado, mas não declarado para fins de tributação, consubstanciado no Auto de Infração das fls. 7 a 19, no valor total de R$ 2.087.947,85, por ter sido lavrado por agente incompetente. A numeração de folhas reportase à atribuída pelo processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Admissibilidade A decisão recorrida julgou o lançamento de ofício improcedente, para excluir os valores de principal e multa de lançamento de ofício montantes a R$ 1.457.414,28. Exonerado o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa em valor superior ao fixado pela Portaria MF nº 03, de 2008, conheço do recurso de ofício impetrado pelo Presidente da 2ª Turma da DRJ/CPS. Mérito O AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil Eráclito de Oliveira Jordão, subscreveu o Auto de Infração em 23/12/2009. O sujeito passivo do ato pela via postal em 29/12/2009. Consta dos autos que a Portaria nº 573, de 10/12/2009, do Gerente Regional de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo, publicada na Seção 2 do D.O.U. de17/12/2009, concedeu aposentadoria ao servidor Eráclito de Oliveira Jordão. Assim, constatado que, na data da lavratura do AI, o servidor em questão já não mais estava no pleno e regular exercício das atribuições inerentes ao cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil e, portanto, não dispunha de competência legal para proceder a lançamentos de ofício e constituir créditos tributários, é nulo, nos termos do art. 59, inc. I, do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 PAF, o Auto de Infração por ele lavrado. Fl. 1479DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/09/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15983.001250/200964 Acórdão n.º 3403003.262 S3C4T3 Fl. 1.479 3 Nada a reparar na decisão da 2ª Turma da DRJ/CPS. Conclusão Nego provimento ao recurso de ofício. Sala de sessões, em 17 de setembro de 2014 Fl. 1480DF CARF MF Impresso em 02/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/09/2014 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 19515.005855/2009-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 30/04/2004
DECADÊNCIA. SÚMULA CARF 99.
Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Como a fiscalização declarou ter verificado os recolhimentos no período fiscalizado, deve ser aplicada a regra do art. 150,§4º do CTN.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2301-004.015
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva - Relator.
Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriano González Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 30/04/2004 DECADÊNCIA. SÚMULA CARF 99. Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Como a fiscalização declarou ter verificado os recolhimentos no período fiscalizado, deve ser aplicada a regra do art. 150,§4º do CTN. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.005855/2009-00
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5399731
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-004.015
nome_arquivo_s : Decisao_19515005855200900.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 19515005855200900_5399731.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva - Relator. Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriano González Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 16 00:00:00 UTC 2014
id : 5730960
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251068125184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2019; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 415 1 414 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.005855/200900 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301004.015 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de abril de 2014 Matéria CONT PREV. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS GFIP Recorrente CLARO S.A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 30/04/2004 DECADÊNCIA. SÚMULA CARF 99. Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Como a fiscalização declarou ter verificado os recolhimentos no período fiscalizado, deve ser aplicada a regra do art. 150,§4º do CTN. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriano González Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 58 55 /2 00 9- 00 Fl. 415DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/09/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.005855/200900 Acórdão n.º 2301004.015 S2C3T1 Fl. 416 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação apresentada pela(o) interessada(o). O processo teve início com o lançamento do Auto de Infração nº 37.235.062 3, lavrado em 09/12/2009, que constituiu crédito tributário relativo a contribuição previdenciária incidente sobre remunerações, no período de 01 a 04/2004, tendo resultado na constituição do crédito tributário de R$ 36.392,11, fls. 04. Após tomar ciência pessoal da autuação em 14/12/2009, a recorrente apresentou impugnação na qual apresentou argumentos similares aos constantes do recurso voluntário. A 12ª Turma da DRJ/São Paulo I no Acórdão de fls. 184/192, julgou a impugnação improcedente, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 15/06/2012, 199 O recurso voluntário, apresentado em 17/07/2012, fls. 202/217, apresentou argumentos conforme a seguir resumimos. Pleiteia a exclusão do lançamento de fatos geradores atingidos pela decadência, tendo esta prazo de cinco anos e dies a quo aquele do art. 150, §4º do CTN. É o relatório. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/09/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.005855/200900 Acórdão n.º 2301004.015 S2C3T1 Fl. 417 3 Voto Conselheiro Mauro José Silva Reconhecemos a tempestividade do recurso apresentado e dele tomamos conhecimento. Decadência. Súmula CARF 99. Com fundamento no art. 72, §4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), com relação à decadência aplicamos o conteúdo do Súmula CARF 99, in verbis: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. Observamos que a fiscalização declarou no Termo de Encerramento de Procedimento Fiscal (TEPF), fls. 29 ter analisado comprovantes de recolhimento no período fiscalizado, logo, conforme acima explanado, é de ser aplicada a regra do art. 150, §4º do CTN. Tendo sido o lançamento cientificado em 14/12/09, o fisco poderia efetuar o lançamento para fatos geradores posteriores a 11/2004. Todos ao fatos geradores anteriores a tal competência, inclusive esta, estão atingidos pelo prazo de caducidade. Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER e DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 417DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/09/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.005855/200900 Acórdão n.º 2301004.015 S2C3T1 Fl. 418 4 Fl. 418DF CARF MF Impresso em 21/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/09/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2014 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 13882.000153/2009-67
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
A falta de comprovação por documentação hábil e idônea dos valores informados a título de dedução de despesas médicas na Declaração do Imposto de Renda importa na manutenção da glosa.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.391
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin
Presidente do Colegiado na data de formalização da decisão (21/11/2014), em substituição ao Presidente Antônio de Pádua Athayde Magalhães, e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (21/11/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 A falta de comprovação por documentação hábil e idônea dos valores informados a título de dedução de despesas médicas na Declaração do Imposto de Renda importa na manutenção da glosa. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13882.000153/2009-67
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5400077
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-002.391
nome_arquivo_s : Decisao_13882000153200967.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
nome_arquivo_pdf_s : 13882000153200967_5400077.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente do Colegiado na data de formalização da decisão (21/11/2014), em substituição ao Presidente Antônio de Pádua Athayde Magalhães, e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (21/11/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
id : 5731103
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251070222336
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1718; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 105 1 104 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13882.000153/200967 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801002.391 – 1ª Turma Especial Sessão de 19 de abril de 2012 Matéria IRPF Recorrente DANIELA OTONI VIEIRA BORGES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 A falta de comprovação por documentação hábil e idônea dos valores informados a título de dedução de despesas médicas na Declaração do Imposto de Renda importa na manutenção da glosa. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente do Colegiado na data de formalização da decisão (21/11/2014), em substituição ao Presidente Antônio de Pádua Athayde Magalhães, e Redatora ad hoc na data de formalização da decisão (21/11/2014), em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 2. 00 01 53 /2 00 9- 67 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13882.000153/200967 Acórdão n.º 2801002.391 S2TE01 Fl. 106 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em procedimento de revisão interna da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física DIRPF do contribuinte supra citado, referente ao Exercício de 2005, Ano Calendário 2004, a Auditoria Fiscal efetuou o presente lançamento de ofício, nos termos do Decreto 3.000/99 Regulamento do Imposto de Renda RIR/99, tendo em vista a apuração de Dedução Indevida de Despesas Médicas, Dedução Indevida de Instrução e Omissão de Rendimento do Trabalho com ou sem vínculo empregatício. O enquadramento legal, descrição, demonstrativo do fato gerador e valor tributável foram registrados no Lançamento, às fls. 38/43. O contribuinte apresenta impugnação parcial, às fls.01/05 e 73/76, alegando, em síntese: Atendeu a intimação conforme anexo contendo o visto da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Uberaba MG; Que a despesa com instrução foi devidamente comprovada com recibos; Quanto às despesas médicas os recibos apresentados foram cobertos com as exigências da lei e novamente anexados sendo que todos os atendimentos foram em benefício próprio. Quanto ao valor de R$ 144,07, referente a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de SP, só não foi apresentado por considerar plano de saúde e nesta oportunidade anexada juntamente com o valor de R$ 600,00 referentes ao Laboratório do Centro de Diag. Anatomia Pat. Dr. Gillis Landman; Requer cancelamento de parte da notificação de lançamento, notificando unicamente o valor referente ao rendimento não declarado e a despesa com instrução no valor de R$ 1.200,00 referente a compra de um livro; Reitera todas as manifestações e impugnações e ratifica os seus termos, requerendo o cancelamento da parte indevida do débito fiscal reclamado e notificando os valores devidos, a saber: R$ 1.200,00 de despesa com instrução e R$ 4.188,07 de rendimentos omitidos, totalizando R$ 5.388,07. A decisão de primeira instância julgou procedente em parte a impugnação, conforme acórdão de fls. 82/87, que restou assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 2004 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13882.000153/200967 Acórdão n.º 2801002.391 S2TE01 Fl. 107 3 DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS. As deduções de despesas médicas estão sujeitas à comprovação através de documento hábil. Restabelecese a dedução na parte comprovada. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Não são dedutíveis como despesas com instrução os valores pagos a pessoa jurídica que não se enquadra no conceito de instituição de ensino ou que não esteja credenciada junto ao Ministério da Educação para ministrar curso de especialização. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DO TRABALHO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitivamente constituído o crédito tributário correspondente à parte acatada pelo contribuinte ou não contestada expressamente. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Cientificada em 05/04/2011, a Recorrente, interpôs Recurso Voluntário em 20/04/2011, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator: Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Inexistem preliminares suscitadas pelo contribuinte/recorrente. O presente recurso analisado restringese a atacar a glosa das despesas médicas no valor de R$ 15.144,07. DEDUÇÃO INDEVIDA A TÍTULO DE DESPESAS MÉDICAS A Autoridade lançadora, quando da análise dos documentos apresentados pelo contribuinte, glosou as deduções dos profissionais MARIO HIROSHI HAMADA (R$ 2.000,00), SANDRA MARIA ESTEVES DE OLIVEIRA (R$ 4.500,00) e CÉLIA VASBICH IGNÁCIO (R$ 2.600,00), em todos os casos (fls. 24 e 28), por não haverem sido apresentados nos recibos o número de registro no correspondente conselho profissional. Destaquese que, referentemente aos documentos de fls. 24 e 28, não preenchem o requisito específico apontado desde os primórdios do procedimento fiscal, qual Fl. 107DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13882.000153/200967 Acórdão n.º 2801002.391 S2TE01 Fl. 108 4 seja, informar o número de inscrição dos respectivos prestadores de serviço nos seus respectivos conselhos profissionais. Ora, se dos recibos apresentados ou mesmo dos autos, constassem elementos suficientes para comprovar que referidos prestadores são realmente profissionais da área (médico, fisioterapeuta e psicóloga) certamente nenhum problema haveria em aceitálos, por este motivo de negação, melhor sorte não lhes assistindo mesmo com o preenchimento de tais elementos haja vista que o contribuinte, apesar de regularmente intimado não trouxe aos autos comprovantes, através de documentos hábeis e idôneos, da efetividade da prestação dos serviços, nem do efetivo desembolso. Não apresentando referidos dados básicos, nem comprovando a efetividade dos serviços e do desembolso, apesar de devidamente intimado pela fiscalização, dão azo a glosa fiscal, que entendo devam ser mantidas, quanto aos profissionais MARIO HIROSHI HAMADA (R$ 2.000,00), SANDRA MARIA ESTEVES DE OLIVEIRA (R$ 4.500,00) e CÉLIA VASBICH IGNÁCIO (R$ 2.600,00), em todos os casos (fls. 24 e 28). Quanto ao documento de fl. 29, qual seja, recibo apresentado por Tereza Camargo Souza Batista (R$ 4.900,00), apesar de preencherem todos os requisitos formais exigidos, o recorrente não trouxe aos autos comprovantes, através de documentos hábeis e idôneos, da efetividade da prestação dos serviços, nem do efetivo desembolso. De se destacar que durante todo o processo fiscal, foi contribuinte intimado, para apresentar provas da efetividade dos serviços prestados, bem como do efetivo desembolso, tais como “cópia de cheques, ordens de pagamento, transferências bancárias, saques coincidentes em datas e valores com a prestação dos serviços, entre outros.”, bem como quem teriam sido os beneficiários dos referidos serviços, se limitando o contribuinte ora recorrente a apresentar recibos dos prestadores de serviços. De se destacar ainda que, até mesmo pelo montante das despesas médicas pretendidas face aos seus rendimentos tributáveis (em torno de 30%) e sendo a recorrente profissional da área de saúde (médica), não deveria existir dificuldades em solicitar prontuários de atendimentos, cópias de todos os exames, número dos profissionais junto aos conselhos de classe respectivos e especialmente prova dos efetivos desembolsos realizados, mister da qual a ora recorrente não se desincumbiu. No processo administrativo fiscal, em especial quanto as comprovações de deduções de despesas médicas é o contribuinte quem deve comprovar perante a Autoridade Fiscal, por documentação idônea e inequívoca, a realização de tais despesas, bem como da efetividade dos pagamentos. Ademais as exigências fiscais têm em todos os casos embasamento legal constante do art. 8° da Lei n 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim determina, in verbis: “Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no ano calendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos a tributação definitiva; Fl. 108DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13882.000153/200967 Acórdão n.º 2801002.391 S2TE01 Fl. 109 5 II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais,bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos,aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2° O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem Como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV omissis; V omissis” Ora, o normativo legal acima é por demais claro e aplicável a todos os contribuintes, devendo ser seguido in litteris por todos aqueles que, a exemplo do recorrente, pretenderem efetuar deduções de despesas médicas da base de cálculo do imposto de renda a ser recolhido a Receita Federal do Brasil, prevendo inclusive o inciso III, de forma alternativa, que na ausência da documentação exigida, a possibilidade de ser apresentada indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Este procedimento não foi observado pelo contribuinte, comprovou perante a Autoridade Fiscal o efetivo pagamento, tampouco a efetiva realização de tais procedimentos. Por esta razão, a fim de explicitar perante a Autoridade Fiscal, que já havia apontado as falhas desde os primórdios do processo, caberia ao contribuinte comprovar de forma esmiuçada e através de documentos hábeis e inequívocos, o efetivo desembolso e a efetiva realização de tais procedimentos, que presumemse serem importantes, até mesmo pelos valores envolvidos. Quanto aos pagamentos efetuados à Unimed Paulistana, no valor de R$ 144,07, referente a despesas com plano de saúde do recorrente, não pode ser considerado apto a afastar a glosa fiscal, por não preencher os mais mínimos requisitos formais (emitida em papel timbrado e assinada por exemplo). Conclusão Fl. 109DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13882.000153/200967 Acórdão n.º 2801002.391 S2TE01 Fl. 110 6 Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Redatora ad hoc, em substituição ao Conselheiro Relator Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/11/201 4 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10805.000179/2006-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Nov 07 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3401-000.807
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Por maioria, converteu-se o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Julio Cesar Alves Ramos.
JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente.
RELATOR ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA - Relator.
EDITADO EM: 17/10/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros JULIO CESAR ALVES RAMOS (PRESIDENTE), ROBSON JOSE BAYERL, FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA, ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, ANGELA SARTORI.
Relatório:
Nome do relator: ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 07 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10805.000179/2006-97
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5395591
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3401-000.807
nome_arquivo_s : Decisao_10805000179200697.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10805000179200697_5395591.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por maioria, converteu-se o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Julio Cesar Alves Ramos. JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente. RELATOR ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA - Relator. EDITADO EM: 17/10/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros JULIO CESAR ALVES RAMOS (PRESIDENTE), ROBSON JOSE BAYERL, FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA, ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, ANGELA SARTORI. Relatório:
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5698789
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:31:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251110068224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1866; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 281 1 280 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10805.000179/200697 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401000.807 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 27 de maio de 2014 Assunto RESTITUIÇÃO DE IPI Recorrente general tintas e vernizes ltda. Recorrida fazenda nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por maioria, converteuse o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Julio Cesar Alves Ramos. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. RELATOR ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA Relator. EDITADO EM: 17/10/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros JULIO CESAR ALVES RAMOS (PRESIDENTE), ROBSON JOSE BAYERL, FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA, ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, ANGELA SARTORI. Relatório: O presente processo tem como origem o pedido de restituição de IPI, fls. 02 a 07, no valor de R$ 2.848.075,24 apresentado pelo contribuinte em 31/01/2006 referente ao suposto crédito presumido desse tributo proveniente da aquisição de matérias primas isentas, de alíquota zero e não tributadas do IPI no período de novembro de 2000 a agosto de 2005. Ele ingressou com Pedido de Compensação através de PER/DCOMP de nº 05832.74087.310106.1.3.045298, fls. 165 a 184, pretendendo compensar esse suposto crédito com débitos de diversos tributos. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 05 .0 00 17 9/ 20 06 -9 7 Fl. 281DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2014 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 17/ 10/2014 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10805.000179/200697 Resolução nº 3401000.807 S3C4T1 Fl. 282 2 Na decisão de fls. 190 a 193, em 10/02/2006, a autoridade competente da Delegacia da Receita Federal em Santo André, São Paulo, não reconheceu o direito creditório da interessada em virtude de inexistir previsão legal que ampare o crédito pretendido, bem como, por entender que o pedido deveria ter sido feito por meio eletrônico, e também não homologou o pedido de compensação objeto da DCOMP n.º 05832.74087.310106.1.3.045298. O contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade argumentando que o creditamento de insumos não onerados seria possível em razão do princípio constitucional da não cumulatividade. Encaminhado à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto, a 2ª Turma de Julgamento, após apreciação da impugnação e demais elementos constantes do processo administrativo, em 27/02/2012, declarou a correção do despacho decisório que não reconheceu o direito creditório da interessada, pois em nenhum momento o requerente pagou o imposto, nas aquisições dos produtos por ele indicadas na instrução do pedido de restituição neste processo, condição necessária para o creditamento do IPI. Entenderam os Respeitáveis Julgadores que não existe previsão legal para a pretensão do requerente, ao contrário, o seu atendimento implicaria em desobedecer a legislação que disciplina a matéria. A Ementa dessa decisão ficou assim redigida: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração:01/11/2000 a 31/08/2005 DIREITO A CRÉDITO DE INSUMOS NÃO ONERADOS IMPOSSIBILIDADE. É inadmissível, por total ausência de previsão legal, a apropriação, na escrita fiscal do sujeito passivo, de créditos do imposto alusivos a matérias primas não oneradas pelo imposto. Foi enviada intimação para ciência dessa decisão e para cobrança do valor referente ao Pedido de Compensação não homologado no endereço da empresa conforme consta no cadastro do CNPJ, qual seja: Rua Rio Grande do Sul, 325, Jardim Alvorada, Jandira, São Paulo, CEP 066120220. A intimação retornou com a informação de que o número é inexistente. Também foi enviada intimação a/c de seu sócio administrador Sr. Moacir Tadeu Gondim, conforme consta do cadastro de CPF, qual seja: Via Acesso João de Goes, 2677, Jardim Alvorada Jandira, São Paulo, CEP 06612000. A Intimação retornou com a informação de que o número é inexistente. Também foi publicado Edital intimando o contribuinte dessa decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto (fls. 238). Também foi enviada intimação a/c de sócio minoritário Sr. Vicente Martinez Soriano conforme consta dos cadastros do CNPJ e do CPF, qual seja: Rua Samambaia, 438, ap. 91, Saúde, São Paulo, SP, CEP 04136111. Em 27/06/2013 o Sr. Vicente Martinez Soriano, através de seu representante, apresenta sua defesa neste processo em resposta à intimação recebida. Em síntese, alega que: Que a empresa General Tintas e Vernizes Ltda. tem atualmente sua sede na Via de Acesso João de Goes, n. 3001, Jardim Alvorada, Fl. 282DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2014 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 17/ 10/2014 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10805.000179/200697 Resolução nº 3401000.807 S3C4T1 Fl. 283 3 Jandira, SP, e para lá se deve encaminhar as intimações contra a empresa. Que o sócio administrador é o Sr. Moacir Tadeu Gondim, sócio também da empresa Milflex Industrias Químicas Ltda., que detém 95% do capital votante; Que foi sócio minoritário para exercer a função técnica de químico e sua atribuição não era a de administrador do empreendimento; que se retirou da sociedade em 17/11/2206. Que não pode ser responsabilizado pelo que a empresa General Tintas possa ter de pendências tributárias. Requer que se notifique a empresa General Tintas no endereço por ele indicado e a exclusão do seu nome do cadastro do CNPJ como sócio dessa empresa e não mais ser intimado com relação a pendencias dessa empresa. É o relatório. VOTO Conselheiro Relator Eloy Eros da Silva Nogueira Verifico que o pedido de restituição de fls. 01 a 10 e a Intimação de fls. 194 (dando ciência do Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição e não homologou o pedido de compensação vinculado) e a Manifestação de Inconformidade de fls. 198 a 205, encaminhadaS à Delegacia de Julgamento, trazem expressamente como endereço do contribuinte: Avenida Industrial, n. 780, Santo André, SP. CEP 09080500. A Defesa apresentada pelo Sr. Vicente Martinez Soriano não é propriamente um Recurso Voluntário, uma vez que ele não trata de nenhum dos elementos de mérito da lide. De fato, sua intenção é esclarecer sua desvinculação da empresa em comento e afirmar seu entendimento de que não pode ser considerado responsável pelas pendências eventualmente existentes em nome dessa empresa que ele se afastou em 2006. Devido à aparente inconsistência de endereços onde se possa notificar o contribuinte, proponho a realização de diligência para a reabertura de prazo para defesa. Que a Delegacia da Receita Federal de Barueri, SP, providencie intimação da decisão do Acordão 1436.427 da 2ª Turma da Delegacia de Julgamento de Ribeirão Preto, em substituição à Intimação DRF/BRE SEORT n.º 228/2013: (a) no endereço informado pelo peticionário às fls. 01 a 10; (b) no endereço informado à Receita Federal como endereço e sede da pessoa juridica e endereço eletrônico, se for o caso; e ( c) intimação via Edital, caso necessário. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 07/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/10/2014 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 17/ 10/2014 por ELOY EROS DA SILVA NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/10/2014 por JULIO CESAR ALVES R AMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10640.720088/2007-82
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE.
A divergência interpretativa somente se caracteriza quando, em face de situações fáticas similares, são adotadas soluções diversas. Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial.
Numero da decisão: 9202-003.443
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso.
OTACILIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Relatora.
EDITADO EM: 18/11/2014
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. A divergência interpretativa somente se caracteriza quando, em face de situações fáticas similares, são adotadas soluções diversas. Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10640.720088/2007-82
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5401080
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 9202-003.443
nome_arquivo_s : Decisao_10640720088200782.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARIA HELENA COTTA CARDOZO
nome_arquivo_pdf_s : 10640720088200782_5401080.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. OTACILIO DANTAS CARTAXO - Presidente. MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Relatora. EDITADO EM: 18/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
id : 5734081
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251147816960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1810; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 132 1 131 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10640.720088/200782 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.443 – 2ª Turma Sessão de 22 de outubro de 2014 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado JOEL MAURÍCIO PASCHOALIN ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. A divergência interpretativa somente se caracteriza quando, em face de situações fáticas similares, são adotadas soluções diversas. Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. OTACILIO DANTAS CARTAXO Presidente. MARIA HELENA COTTA CARDOZO Relatora. EDITADO EM: 18/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad e Elias Sampaio Freire. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 72 00 88 /2 00 7- 82 Fl. 243DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO 2 Relatório Em sessão plenária de 18/08/2010, foi julgado o Recurso Voluntário 341.943, prolatandose o Acórdão nº 280100.852 (fls. 117 a 119), assim ementado: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2003 VALOR DA TERRA NUA (VTN). ARBITRAMENTO. O lançamento de oficio deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer. Recurso Voluntário Provido.” Cientificada do acórdão em 13/06/2012 (fls. 120), a Fazenda Nacional interpôs, em 29/06/2012 (fls. 122), o Recurso Especial de fls. 122 a 125, com fundamento no art. 67, Anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, visando rediscutir a validade do arbitramento do VTNValor da Terra Nua tendo por base o SIPTSistema de Preços de Terras, utilizandose o VTN médio das DITR, sem informações sobre aptidão agrícola. Como paradigma foi indicado o Acórdão 210200.609. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme despacho s/n de 19/02/2013 (fls. 241/242). Cientificado do acórdão, do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional e do despacho acima em 20/05/2013 (AR de fls. 129), o Contribuinte quedouse silente (Despacho de fls. 131). Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo, restando perquirir acerca dos demais pressupostos de admissibilidade. Em seu apelo, a Fazenda Nacional visa rediscutir a validade do arbitramento do VTNValor da Terra Nua tendo por base o SIPTSistema de Preços de Fl. 244DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO Processo nº 10640.720088/200782 Acórdão n.º 9202003.443 CSRFT2 Fl. 133 3 Terras, utilizandose o VTN médio das DITR, sem informações sobre aptidão agrícola. Como paradigma foi indicado o Acórdão 210200.609. Antes de proceder à análise do paradigma, importa salientar que se trata de Recurso Especial de Divergência, e que esta somente se caracteriza quando existe similitude fática entre as situações apreciadas no acórdão recorrido e no paradigma indicado. Assim, tornase imprescindível a análise das situações fáticas contidas nos acórdãos recorrido e paradigma, a ver se haveria similitude entre elas. No caso do acórdão recorrido, a motivação do restabelecimento do VTN declarado pelo Contribuinte foi o fato de a autoridade lançadora ter arbitrado aquele valor com base no VTN médio das DITRs entregues no município, e não na aptidão agrícola. Assim, tal arbitramento não foi aceito, por não ter cumprido as exigências determinadas pela legislação de regência. Confirase a respectiva ementa: “O lançamento de oficio deve considerar, por expressa previsão legal, as informações constantes do Sistema de Preços de Terra, SIPT, referentes a levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios, que considerem a localização do imóvel, a capacidade potencial da terra e a dimensão do imóvel. Na ausência de tais informações, a utilização do VTN médio apurado a partir do universo de DITR apresentadas para determinado município e exercício, por não observar o critério da capacidade potencial da terra, não pode prevalecer.” Quanto ao paradigma indicado – Acórdão 210200.609 – a Fazenda Nacional colaciona o seguinte trecho, visando demonstrar o alegado dissídio jurisprudencial: “No caso aqui em debate , para o exercício 2001, tomando por base os valores do SIPT (fl. 15), podese arbitrar o valor da terra nua com base na aptidão agrícola da terra ou com base no valor médio das DITR , sempre lembrando que o SIPT detém uma média global do valor da terra nua do município . Não há uma avaliação específica do imóvel auditado. Considerando a dupla possibilidade de arbitramento , pela aptidão agrícola ou pelo valor médio da DITR, entendo que se deve utilizar esta última, que detém o valor mais benéfico para o recorrente.’ (fl. 8)” (destaques da Recorrente) A leitura dos trechos em negrito, pinçados do voto condutor do aresto, levaria à conclusão de que efetivamente teria sido demonstrada a alegada divergência jurisprudencial. Entretanto, o exame do paradigma, em sua integralidade, permite conhecer o contexto em que ele foi proferido. Nesse passo, verificase que, além de retratar uma situação distinta daquela analisada no recorrido, não se pode afirmar que nesse paradigma estarseia defendendo a tese de que o SIPT, somente com a média das DITR, seria válido. Confirase os principais trechos da ementa e do voto vencedor desse paradigma: “ARBITRAMENTO DO VALOR DA TERRA NUA. INFORMAÇÃO EXTRAÍDA DO SISTEMA DE PREÇO DE TERRAS SIPT. HIGIDEZ PROCEDIMENTAL. SOMENTE LAUDO TÉCNICO QUE ANALISA PORMENORIZADAMENTE O IMÓVEL RURAL, SEGUNDO A NORMA DA ABNT Fl. 245DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO 4 VIGENTE NA DATA DA PRODUÇÃO DO LAUDO, PODE CONTRADITAR 0 VALOR DO SIPT. Caso o contribuinte não apresente laudo técnico com o valor da terra nua, pode a autoridade fiscal se valer do preço constante do SIPT, como meio hábil para arbitrar o valor da terra nua que servirá para apurar o ITR devido. Somente laudo técnico que segue a norma vigente da ABNT na data da produção dele, assinado por profissional competente e secundado por Anotação de Responsabilidade Técnica ART, é meio hábil para contraditar o valor arbitrado a partir do SIPT. Recurso provido (...) Agora, passase a apreciar a defesa do item II (no tocante ao valor da terra nua, "os valores indicados no Sistema de Preços de Terra não podem ser adotados, pois não há a "imprescindível publicidade das fontes e valores que alimentam o sistema, bem como, a realização de verificação física das áreas existentes na propriedade para viabilizar a incidência do VTN, segundo a classificação adotada para a diversidade de áreas cadastradas " (Recurso n° 135.528, Primeira Câmara, unânime, 07.11.2007)" (fls. 218 e 219). Além disso, o recorrente agora junta Laudo Técnico complementar, no qual se demonstra que o valor do SIPT referese ao preço de terras comercializadas e não da terra nua, como inclusive se pode ver pelos formulários preenchidos pela EmaterMG, atendendo à solicitação da Fundação Getúlio Vargas (fls. 291 a 293), com os mesmos valores do SIPT, os quais tem a mesma fonte de informação, qual seja, a EmaterMG. Por fim, caso o valor do SIPT seja considerado hábil para quantificar o valor da terra nua, mister reduzir o valor do exercício 2001 para R$ 1.053,04, o menor dos valores do SIPT.). Como se pode constatar, no caso do paradigma o contribuinte se insurge contra o arbitramento pelo SIPT, alegando falta de publicidade das fontes e valores que alimentam o sistema, bem como por se referir a preços de terras comercializadas, e não da terra nua. Ao final, pede que, caso seja mantido o arbitramento, que para o exercício de 2001 seja adotado o menor dos valores do SIPT. Assim, no intuito de enfrentar os argumentos de defesa, o Relator assim se manifesta quanto ao SIPT: “No tocante ao pretenso cerceamento do direito de defesa perpetrado pela autoridade fiscal, com a utilização do valor da terra nua constante no SIPT, não assiste razão ao recorrente, já que a possibilidade do arbitramento do preço da terra nua consta especificamente no art. 14 da Lei n° 9.393/96, a partir de sistema a ser instituído pela Secretaria da Receita Federal. Utilizando tal autorização legislativa, a Secretaria da Receita Federal, pela Portaria SRF n° 44712002, instituiu o Sistema de Preços de Terras — SIPT, o qual seria alimentado com informações das Secretarias de Agricultura ou entidades correlatas, bem como com os valores da terra nua da base de declarações do ITR. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO Processo nº 10640.720088/200782 Acórdão n.º 9202003.443 CSRFT2 Fl. 134 5 A instituição do SIPT está prevista em lei, não havendo qualquer violação ao princípio da legalidade tributária, sendo certo que, no caso vertente, a autoridade fiscal utilizou o valor da terra nua constante no sistema, conforme tela do SIPT de fls. 15 e 16 (valores informados pela Secretaria Estadual de Agricultura), já que o contribuinte havia utilizado o valor da terra nua para o município de Inhaúma — MG de 1996, valor que teria sido aceito pela Secretaria da Receita Federal quando da expedição da notificação de lançamento do ITR respectivo (conforme declaração prestada pelo próprio autuado nestes autos — fl. 27), e não apresentara o laudo técnico de avaliação da área rural. A informação declarada pelo contribuinte era assaz antiga e justificava o procedimento da autoridade fiscal. No ponto, sem razão o recorrente. A decisão recorrida ratificou o arbitramento perpetrado pela autoridade autuante, já que o Laudo Técnico não tinha seguido a atual norma da ABNT reguladora da avaliação de imóveis rurais (NBR 14.6533) e pela discrepância entre o valor declarado pelo contribuinte e aqueles do SIPT. (...) Primeiramente, os valores da terra nua dos municípios mineiros, dos exercícios 2000 a 2004, foram informados pelo Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a partir de levantamento dos extensionistas da Emater, como se pode ver pelo Oficio n° 1.036/2004/GAB.SEC, de 30 de novembro de 2004 (cópia deste oficio se encontra no recurso voluntário n° 342.587 — fl. 124 , em pauta nesta mesma sessão de julgamento). Tal oficio referese ao valor da terra nua por hectare e não ao valor de venda dos imóveis. Por outro lado, os formulários da FGV preenchidos pela EmaterMG, referentes aos exercícios 2001 e 2002, do município de Inhaúma, não indicam que os valores se referem ao preço de comercialização do imóvel com benfeitorias, como se pode ver em tais formulários de fls. 291 a 293. Dessa forma, aqui não se acata a defesa de que os valores do SIPT se referiam ao valor total do imóvel. Ainda se deve anotar que o contribuinte não apresentou laudo técnico de avaliação do imóvel rural na forma da Norma ABNT 14.6533, vigente desde 30106/2004, data esta anterior à produção dos laudos acostados ao presente processo. Somente o laudo produzido em conformidade com tal Norma seria meio hábil para contraditar o valor do SIPT. Ademais o valor da terra nua declarado estava defasado, já que o próprio contribuinte confessou que utilizara o mesmo valor de 1996 (para os exercícios 2001 e 2002). Mais uma razão para rejeitar a defesa do recorrente. Por fim, quanto ao pedido para reduzir o valor do exercício 2001 para 1.053,04, o menor dos valores do SIPT, entendo que o contribuinte tem razão. Explico. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO 6 É de conhecimento de todos que, em arbitramento, havendo possibilidades diversas, utilizase a modalidade que mais favorece ao contribuinte . Inclusive , no âmbito da tributação da pessoa fisica, tal regra está positivada no art. 6°, § 6°, da Lei n° 8.021/90, verbis: (...) No caso aqui em debate , para o exercício 2001, tomando por base os valores do SIPT (fl. 15), podese arbitrar o valor da terra nua com base na aptidão agrícola da terra ou com base no valor médio das DITR , sempre lembrando que o SIPT detém uma média global do valor da terra nua do município . Não há uma avaliação específica do imóvel auditado. Considerando a dupla possibilidade de arbitramento , pela aptidão agrícola ou pelo valor médio da DITR, entendo que se deve utilizar esta última, que detém o valor mais benéfico para o recorrente (VIN de R$ 1.053,04 por hectare no exercício 2001).” (grifei) Destarte, verificase que em momento algum o paradigma defende, de forma genérica, que o arbitramento pelo SIPT pode ser efetuado com base apenas no valor médio das DITR. O que fica claro no voto condutor do aresto é que, naquele caso específico, em que estão presentes os dois critérios de arbitramento – pela média das DITR e pela aptidão agrícola – não há óbice ao atendimento do pleito do Contribuinte, no sentido de utilizarse o VTN de menor valor que, nesse caso específico, é o VTN apurado pela média das DITR. Assim, as situações fáticas são distintas, a saber: no acórdão recorrido, o arbitramento pelo SIPT foi feito com base apenas no valor médio das DITR, sem levar em conta a aptidão agrícola, e é esta a motivação que levou à sua desqualificação; no paradigma, o arbitramento pelo SIPT foi feito com base nas duas modalidades – média das DITR e aptidão agrícola – e em nenhum momento o Relator defende que ele seja levado a cabo apenas com base na média das DITR; o que ocorre é que existe um pedido do Contribuinte para que se adote, dentre os diversos valores constantes do SIPT, o menor deles, que no caso é o da média das DITR, daí que nos trechos citados pela Recorrente o Relator tãosomente fundamenta o atendimento a esse pleito. Destarte, o paradigma indicado não se presta a demonstrar a alegada divergência jurisprudencial, já que, diferentemente do que ocorreu no recorrido, o arbitramento não se limitou ao VTN médio das DITR. Tampouco no caso do julgado guerreado houve pedido do Contribuinte, no sentido da adoção de valor específico, até porque, repitase, só havia um valor, qual seja, o da média das DITR. No presente caso, o dissídio interpretativo somente restaria demonstrado com a colação de acórdão em que, efetuado o arbitramento com base no SIPT, levandose em conta apenas o valor médio das DITR, sem considerarse a aptidão agrícola, dito arbitramento fosse mantido. Com efeito, o paradigma indicado não retrata tal situação fática, portanto não resta demonstrada a alegada divergência jurisprudencial. Diante do exposto, não conheço do Recurso Especial, interposto pela Fazenda Nacional, por não atender aos pressupostos de admissibilidade. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO Processo nº 10640.720088/200782 Acórdão n.º 9202003.443 CSRFT2 Fl. 135 7 Maria Helena Cotta Cardozo Relatora Fl. 249DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/11/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/1 1/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTA XO
score : 1.0
