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Exercício: 2022
RECURSO VOLUNTÁRIO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO PROCESSUAL. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO.
Com a apresentação da impugnação pelo contribuinte é que instaurada a fase litigiosa do procedimento fiscal, momento no qual o contribuinte deve aduzir todas suas razões de defesa, conforme dispõe os artigos 14 e 16, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo inovações nas matérias apresentadas em sede recursal mas não alegadas em sede de primeira instância, pela defesa, não há que se admitir o Recurso Voluntário apresentado, sob pena de supressão de instância, salvo nas hipóteses de fato superveniente ou questões de ordem pública. Não configurada hipótese que autorize a apresentação de novos fundamentos na fase recursal, deve ser reconhecida a preclusão consumativa, com o não conhecimento do respectivo Recurso, no que diz às matérias com inovação recursal.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por não conhecer do recurso voluntário.

Assinado Digitalmente
Roberto Junqueira de Alvarenga Neto – Relator

Assinado Digitalmente
Mário Hermes Soares Campos – Presidente

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Cleber Ferreira Nunes Leite, Wesley Rocha, Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, Joao Mauricio Vital (substituto[a] integral), Ana Carolina da Silva Barbosa, Mario Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Antonio Savio Nastureles, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Mauricio Vital.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  19613.734576/2023-99  

ACÓRDÃO 2101-003.019 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA    

SESSÃO DE 30 de janeiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE EDIO BERGAMO 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF 

Exercício: 2022 

RECURSO VOLUNTÁRIO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 

PRECLUSÃO PROCESSUAL. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO.  

Com a apresentação da impugnação pelo contribuinte é que instaurada a 

fase litigiosa do procedimento fiscal, momento no qual o contribuinte deve 

aduzir todas suas razões de defesa, conforme dispõe os artigos 14 e 16, do 

Decreto nº 70.235/1972. Havendo inovações nas matérias apresentadas 

em sede recursal mas não alegadas em sede de primeira instância, pela 

defesa, não há que se admitir o Recurso Voluntário apresentado, sob pena 

de supressão de instância, salvo nas hipóteses de fato superveniente ou 

questões de ordem pública. Não configurada hipótese que autorize a 

apresentação de novos fundamentos na fase recursal, deve ser 

reconhecida a preclusão consumativa, com o não conhecimento do 

respectivo Recurso, no que diz às matérias com inovação recursal. 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por não conhecer 

do recurso voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Roberto Junqueira de Alvarenga Neto – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

Fl. 112DF  CARF  MF

Original




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ACÓRDÃO  2101-003.019 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  19613.734576/2023-99 

 2 

Mário Hermes Soares Campos – Presidente 

 

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Cleber Ferreira Nunes Leite, 

Wesley Rocha, Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, Joao Mauricio Vital (substituto[a] integral), 

Ana Carolina da Silva Barbosa, Mario Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente(s) o 

conselheiro(a) Antonio Savio Nastureles, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Joao Mauricio Vital. 
 

RELATÓRIO 

Trata-se de recurso voluntário em face do acórdão nº 104-015.676, que manteve a 

exigência de IRPF relativamente ao ano calendário de 2021, exercício 2022, no valor de R$ 

419.778,74, conforme ementa abaixo:  

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF  

Exercício: 2022  

OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE RESGATES DE SEGURO DE VIDA OU PLANO DE 
PREVIDÊNCIA VGBL. Sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte e 
ajuste na DIRPF os rendimentos decorrentes de resgates relativos a planos de 
seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência - VGBL, que não 
tenham efetuado a opção de que trata o art. 1º da Lei nº 11.053, de 2004.  

Impugnação Improcedente  

Crédito Tributário Mantido 

O lançamento decorreu de procedimento de revisão interna da declaração de 

rendimentos do ano calendário de 2021, que apurou uma omissão de rendimentos sujeitos à 

tabela progressiva, no valor de R$ 1.844.467,02, recebidos do Safra Vida e Previdência S/A, com 

base na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – Dirf apresentada pela fonte pagadora. 

Na apuração do imposto devido, foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os 

rendimentos omitidos no valor de R$ 276.670,05.  

Cientificada da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs em recurso 

voluntário, no qual alega em síntese:  

-  isenção fiscal decorrente do óbito do titular participante;  

- isenção fiscal decorrente de doença grave – “NEOPLASIA MALIGNA – carcinoma 

pulmonar de pequenas células”;  

É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheiro Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, Relator 

Fl. 113DF  CARF  MF

Original



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ACÓRDÃO  2101-003.019 – 2ª SEÇÃO/1ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  19613.734576/2023-99 

 3 

1. Admissibilidade  

O Recurso Voluntário é tempestivo, e não atende aos requisitos de admissibilidade 

previstos no Decreto n° 70.235/72. Portanto, não deve ser conhecido. 

Em sede de impugnação, o Requerente limitou-se a alegar questões relacionadas ao 

erro na identificação do CNPJ da fonte pagadora, argumentando que o recolhimento do imposto 

foi devidamente realizado e que apenas houve equívoco ao indicar o CNPJ do Banco Safra 

(58.160.789/0001-28) ao invés do CNPJ específico do Safra Vida e Previdência (30.902.142/0001-

05). 

Contudo, em seu recurso voluntário, o Requerente inova em sua argumentação, 

trazendo duas teses que não foram submetidas à apreciação da DRJ: i) a isenção do imposto de 

renda em razão do óbito da participante titular do VGBL, com fundamento no art. 6º, VII, da Lei nº 

7.713/88; e ii) a isenção do imposto de renda em decorrência de doença grave (neoplasia maligna) 

do beneficiário. 

Como cediço, nos termos dos arts. 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72, considera-se 

não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Por 

conseguinte, questões não provocadas a debate em primeira instância constituem matérias 

preclusas, das quais não pode este Tribunal conhecer, sob pena de violação ao princípio do duplo 

grau de jurisdição a que está submetido o processo administrativo fiscal. 

A jurisprudência deste Conselho é pacífica no sentido de que não podem ser 

conhecidas as razões/alegações constantes do recurso voluntário que não foram suscitadas na 

impugnação, tendo em vista a ocorrência da preclusão processual e o princípio da não supressão 

de instâncias. 

No caso em tela, as teses de isenção - seja pelo falecimento da titular, seja pela 

doença grave do beneficiário - constituem matérias inteiramente novas, não submetidas ao crivo 

da primeira instância administrativa. O conhecimento neste momento processual violaria o 

princípio da não supressão de instância, pois as matérias abordadas no recurso voluntário não 

foram apreciadas pela DRJ de origem. 

 

2. Conclusão  

Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Roberto Junqueira de Alvarenga Neto 

 
 

 

 

Fl. 114DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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