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Numero do processo: 11030.904994/2009-41
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004
COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA RECORRENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
A falta da apresentação de prova, que se mostre inequívoca mediante documentação idônea da existência de crédito líquido e certo utilizado na compensação, implica no não reconhecimento do direito creditório e a não homologação da declaração declarada.
Numero da decisão: 3803-003.931
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Presidente substituto e Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Jorge Victor Rodrigues e o suplente José Luiz Feistauer de Oliveira.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA RECORRENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta da apresentação de prova, que se mostre inequívoca mediante documentação idônea da existência de crédito líquido e certo utilizado na compensação, implica no não reconhecimento do direito creditório e a não homologação da declaração declarada.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA RECORRENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. A falta da apresentação de prova, que se mostre inequívoca mediante documentação idônea da existência de crédito líquido e certo utilizado na compensação, implica no não reconhecimento do direito creditório e a não homologação da declaração declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente substituto e Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Jorge Victor Rodrigues e o suplente José Luiz Feistauer de Oliveira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 03 0. 90 49 94 /2 00 9- 41 Fl. 39DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/03/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de n° 1528.991, de 18 de novembro de 2011, da DRJ/Salvador, fls. 24 a 26, que considerou a manifestação de inconformidade improcedente. A Contribuinte transmitiu a DComp nº 06666.12619.130106.1.3.044493, em que utilizou crédito a título de pagamento a maior da Cofins, período de apuração maio/2004. Despacho Decisório eletrônico da DRF/Passo Fundo não homologou a compensação declarada, em virtude do crédito apontado ter sido utilizado integralmente para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para esta compensação. Em manifestação de inconformidade, fls. 11/12, a Interessada alegou, em síntese, que efetuou a opção pelo regime não cumulativo e refez a apuração da Cofins Faturamento, referente ao mês de maio/2004, em virtude das disposições da lei nº 10.892/2004, que, no seu art. 4º, facultava às cooperativas de produção agropecuária adotarem antecipadamente o regime de incidência não cumulativo da Cofins, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o prazo de até o décimo dia do mês subseqüente ao da publicação da referida lei. Após a retificação da apuração do referido mês, o débito que havia sido apurado deixou de existir. E retificou a DCTF do período. Em julgamento da lide a DRJ/Salvador verificou, por meio dos sistemas de controle da Receita Federal, que, de fato, a interessada apresentou diversas DCTFs referentes ao 2º trimestre de 2004, e, em 22/05/2009, transmitiu a última DCTF retificadora excluindo o débito de PIS de maio/2004, no valor de R$ 76.562,42. Contudo – aduziu só foi apresentada após a transmissão da DComp nº 06666.12619.130106.1.3.044493, e da ciência do despacho decisório, inexistindo o alegado crédito quando da transmissão e análise da DComp em tela. Considerou a alegação carente de comprovação, referindo que deveria ter sido feita à luz dos registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, a permitir a análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria a contribuição devida e comparála ao pagamento efetuado. Apontou que, conforme disposto no art. 36 da Lei nº 9.784, de 1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, da mesma forma como incumbe ao autor o ônus da prova quanto ao fato constitutivo de seu direito, de acordo com o disposto no inciso I do art. 333 do Código de Processo Civil. Cientificada da decisão em 23 de dezembro de 2011, irresignado, a Interessada apresentou recurso voluntário em 10 de janeiro de 2012, em que tece os mesmos argumentos trazidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/03/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 11030.904994/200941 Acórdão n.º 3803003.931 S3TE03 Fl. !Configuração não válida de caractere 3 A controvérsia destes autos diz respeito à falta de comprovação da alegação da Defendente, mediante a apresentação da escrita contábil fiscal, de que procedera a nova apuração da Cofins de maio/2004, dessa feita com base na sua opção pelo regime não cumulativo. Este, o cerne da questão em que se fundou o Colegiado a quo como razão de decidir. No recurso voluntário a Recorrente sustenta o mesmo argumento de sua defesa anterior e aponta para a precipitação da decisão recorrida e equívoco quanto ao contexto probatório, e destaca que o colegiado “tinha plena ciência de que os demais dados para a solução do caso, afora os que foram trazidos aos autos administrativos, estariam registrados em documentos existentes na própria Administração”. Disso decorre a desnecessidade de colacionar outros documentos de comprovação. Não obstante o argumento, afirma que “traz aos autos a documentação referida na decisão recorrida.”. Não é razoável referir que os sistemas de controle da RFB possuem todos os dados relativos aos créditos da Contribuinte, a permitir uma aferição e um ateste automáticos do seu saldo credor da contribuição. Vejo que está corretamente fundamentada a decisão recorrida ao colocar que a Manifestante teria que demonstrar as bases sobre as quais efetuara a apuração da contribuição, no novo regime, sendo este ônus de prova, com efeito, da Contribuinte. Compulsando o anexo do recurso voluntário, constato que a Recorrente não se desincumbe de aderir à peça recursal os documentos que afirma estarem a ele acostados. De rigor, nenhum documento contábil/fiscal acompanhou a peça recursal. Desse modo, é irretocável a decisão de primeira instância, na cabendo a sua reforma. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 26 de fevereiro de 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 41DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/03/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10640.908642/2009-13
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2006
DIREITO CREDITÓRIO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.
O direito creditório pleiteado, de pagamento indevido ou a maior, está limitado ao valor efetivamente disponível, na razão em que declarado em DCTF: valor devido menos o valor pago ou compensado relativo ao débito. In casu, atesta-se ser o crédito disponível, merecendo assim a devida homologação.
Numero da decisão: 1802-001.607
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2006 DIREITO CREDITÓRIO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. O direito creditório pleiteado, de pagamento indevido ou a maior, está limitado ao valor efetivamente disponível, na razão em que declarado em DCTF: valor devido menos o valor pago ou compensado relativo ao débito. In casu, atesta-se ser o crédito disponível, merecendo assim a devida homologação.
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NÃO HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. O direito creditório pleiteado, de pagamento indevido ou a maior, está limitado ao valor efetivamente disponível, na razão em que declarado em DCTF: valor devido menos o valor pago ou compensado relativo ao débito. In casu, atestase ser o crédito disponível, merecendo assim a devida homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 86 42 /2 00 9- 13 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente da turma), Marciel Eder Costa, Marco Antonio Nunes Castilho, Nelso Kichel, Jose de Oliveira Ferraz Correa e Gustavo Junqueira Carneiro Leao. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.908642/200913 Acórdão n.º 1802001.607 S1TE02 Fl. 150 3 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação cujo crédito pleiteado referese a suposto recolhimento a maior de CSLL do período de apuração de dezembro de 2006. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente recurso voluntário, colaciono a seguir o relatório proferido pela 2a Turma da DRJ/JFA, através do Acórdão n° 09.36.965, constante às efls 107: O interessado transmitiu a Dcomp no 31992.22474.180407.1.3.044105, visando compensar os débitos nela declarados, com crédito oriundo de pagamento a maior CSLL, efetuado em 31/01/2007; A DRFJuiz de Fora/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual não homologa a compensação pleiteada; A empresa apresenta manifestação de inconformidade (fl. 01), na qual alega que efetuou pagamento de estimativa de dezembro de 2006 a maior e não retificou a DCTF; É o breve relatório. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu por julgar pela improcedência da Manifestação de Inconformidade apresentada, conforme sintetizado pela seguinte ementa constante às efls 106: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Anocalendário: 2006 ESTIMATIVA CSLL. COMPENSAÇÃO. Pagamento efetuado a titulo de estimativa de CSLL não pode ser objeto de compensação, devendo ser usado para dedução da contribuição anual devida ou na composição do saldo negativo respectivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada com a manutenção da exigência, da qual foi intimada em 04/01/2012, apresentou recurso voluntário em 03/02/2012, alegando em apertada síntese que o crédito pleiteado é de pagamento a maior de estimativa, fato comprovado pela declaração DCTF Fl. 151DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, os presentes autos são decorrentes de despacho decisório que não homologou o pedido de compensação da recorrente, por suposta indisponibilidade do crédito pleiteado. A recorrente junta a DCTF retificadora apresentada em 11/03/2009 (efls 33/48), onde apresenta como valor devido de CSLL do período de dezembro de 2006 o montante de R$ 682.230,64. Junta ainda a DIPJ do anocalendário de 2006 apresentada em 11/03/2009, (efls 9/32), onde apresenta como valor devido de CSLL para a competência de Dezembro de 2006 o montante de R$ 682.230,64. Neste ínterim, o Despacho Decisório (efls 4) foi emitido em 23/10/2009, ou seja, depois da entrega das declarações retificadoras que alteraram o valor devido da CSLL para a competência de Dezembro de 2006. Assim, o Despacho Decisório emitido é equivocado, eis que na data de sua emissão, o crédito pleiteado estava disponível pelas obrigações acessórias entregues em face do valor pago. Contudo, a autoridade julgadora entendeu pela manutenção da não homologação, sob o entendimento de que o valor pago não poderia servir de objeto como pagamento indevido ou a maior, mas deveria compor o saldo negativo do final do período. Assim discorreu em seu voto a autoridade julgadora (efls): A empresa apurou estimativa de CSLL para o período de apuração 12/2004 (sic) e em 31/01/2005 (sic) efetuou o pagamento de estimativa para o período correspondente no valor de R$ 709.162,82. Posteriormente transmitiu a Dcomp no 31992.22474.180407.1.3.044105 na qual utiliza parte do pagamento como crédito a ser compensado. No entanto, se o total de estimativa pago for maior que o valor do imposto e/ou contribuição devido no exercício, o excesso deve compor o saldo negativo do período e poderá ser objeto de pedido de restituição pela empresa ou ser usado para compensação, ou seja, devese apurar o saldo negativo e esse valor é que será usado para compensação, não se podendo usar pagamentos isolados de uma ou outra estimativa. Com fulcro no parágrafo 14, do artigo 74, da Lei 9.430/1996, que prevê que "a Secretaria da Receita Federal SRF disciplinará Fl. 152DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.908642/200913 Acórdão n.º 1802001.607 S1TE02 Fl. 151 5 o disposto neste artigo, inclusive quanto a fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação", foi emitida a Instrução Normativa SRF n° 460/2004, cujo artigo 10 estabelece que "a pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período". Tal Instrução Normativa foi revogada pela de n° 600/2005, que manteve a mesma disposição. Como se vê, se a empresa efetuou pagamento total de estimativa de CSLL que foi maior que a devida no exercício, ela deveria utilizar tal pagamento quando da apuração da CSLL anual, seja para dedução da CSLL devida ou na composição do respectivo saldo negativo e valor é que seria o crédito passível de compensação. Salientese que não retificação de Dcomp depois emitido o é possível a Despacho Decisório respectivo. Ora, o caso remete ao clássico pagamento indevido ou a maior de tributo, tendo a própria apuração da recorrente demonstrado através da DIPJ entregue que o valor devido para a CSLL de dezembro de 2006 era de R$ 682.230,64. Assim, o valor pago de R$ 709.162,82 não teria como compor o saldo negativo do período, eis que o mesmo não é o valor devido. Portanto, a compensação merece ser levada a efeito, eis que o valor pago de R$ 709.162,82 claramente foi recolhido a maior no exato montante em que pleiteado através da Declaração de Compensação n° 31992.22474.180407.1.3.044105, de R$ 26.932,18, ficando evidente que o valor devido para o período de apuração de 12/2006 era de R$ 682.230,64. Ante o exposto, voto no sentido de DAR provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 153DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 08/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 25/04/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 07/05/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.913750/2009-71
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon May 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/08/2006
TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. INOVAÇÃO. PRECLUSÃO. MATÉRIA TRAZIDA SOMENTE NO RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO.
Não são conhecidas, por consumação temporal, as matérias que não foram objeto de discussão na instância a quo, trazidas tão somente em sede de Recurso Voluntário.
Numero da decisão: 3803-003.781
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
[assinado digitalmente]
Alexandre Kern - Presidente.
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
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PROCESSO ADMINISTRATIVO. INOVAÇÃO. PRECLUSÃO. MATÉRIA TRAZIDA SOMENTE NO RECURSO VOLUNTÁRIO. NÃO CONHECIMENTO. Não são conhecidas, por consumação temporal, as matérias que não foram objeto de discussão na instância a quo, trazidas tão somente em sede de Recurso Voluntário. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 37 50 /2 00 9- 71 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 06/ 12/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Tratase de PER/DCOMP (fls. 22/24) no 31801.96874.080906.1.3.043533, que busca compensar credito de COFINS alegadamente pago indevidamente ou a maior de período de apuração jan/2002 no valor original de R$ 110,47 com débitos de IRRF de período de apuração ago/2006 no valor de R$ 195,38. A DRF em Campinas não homologou a declaração prolatando o Despacho Decisório de fls.17 alegando que “foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas Integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos Informados no PER/DCOMP.” Irresignada a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 29/08/2009 (fls. 2 a 3) onde alega, em suma, que o credito é oriundo de um pagamento indevido ou a maior e que “houve excesso de sanha arrecadat6ria por parte da Autoridade Fiscal e pouco empenho quer na análise do direito creditório quer no lastreamento com qualquer PERD/COMP” e pede o cancelamento por nulidade da decisão administrativa, pela obscuridade e confusão. A DRJ em Campinas negou o pedido da manifestante em acórdão (fls. 31 a 34) pela inexistência de nulidade do Despacho Decisório. Ressaltou que o referido despacho é eletrônico e se faz com as informações disponíveis nos sistemas da Receita Federal, destaca que o credito informado já havia sido declarado em DCTF e que os valores declarados e não compensados são passiveis de cobrança. Inconformada a contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 37 a 41) onde reconhece o erro no preenchimento da DCTF e que estaria impossibilitada de retificála pelo lapso temporal. Alega que o credito advêm de medida judicial que declarou a inexistência de relação tributaria que a obrigasse a recolher PIS e COFINS com base de calculo determinado pela lei no 9.718/98, nos períodos de julho/2001 a novembro/2002 e de julho/2001 a janeiro/2004, respectivamente, e que autorizou o sujeito passivo a compensar o credito. Anexa sentença favorável publicada no D.O.E(SP) em 1/11/2006. Alega que resta claro pela DIPJ do período e das demais informações a que tem acesso a Receita Federal a existência do credito. Pede a homologação do PER/DCOMP apresentado. É o Relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo, porem dele não tomo conhecimento, em vista da novação na peça recursal uma vez que os argumentos do recurso voluntário foram trazidas tão somente nesta instância recursal, os quais não podem ser conhecidos por força do disposto no artigo 17 do Decreto no 70.235/72, segundo o qual “considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante” A contribuinte apresentou PER/DCOMP que não foi homologada devido a inexistência do credito apontado, o valor já havia sido declarado em DCTF como apontou o acórdão da DRJ/CPS e ratificado pelo próprio sujeito passivo em Recurso Voluntário. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 06/ 12/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10830.913750/200971 Acórdão n.º 3803003.781 S3TE03 Fl. 11 3 Verificamos que o sujeito passivo em Manifestação de Inconformidade questiona apenas a validade do despacho decisório que negou provimento ao seu pedido de compensação, como já dito em relatório supra. A contribuinte, em sede de recurso voluntario, afirma ter direito ao crédito apontado, por força medida judicial que recebeu decreto de provimento declarando a inexistência de relação tributaria que a obrigasse a recolher PIS e COFINS com base de calculo determinado pela lei no 9.718/98, nos períodos de julho/2001 a novembro/2002 e de julho/2001 a janeiro/2004, respectivamente, e autoriza o sujeito passivo a compensar o credito. Ocorre que a sentença judicial anexada aos autos foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 1/11/2006, ou seja, quando da apresentação da Manifestação de Inconformidade (29/09/2009), o sujeito passivo já tinha ciência da decisão judicial. Esta omissão de argumentos por parte do sujeito passivo torna esta turma julgadora impossibilitada de tomar conhecimento do recurso, pois resta caracterizada a inovação processual pela mudança na causa de pedir. Além de não ter feito menção à existência de processo judicial na sua Manifestação de Inconformidade, antes disso, a análise do PER/DCOMP apresentado (fls. 22), demonstra que a resposta à informação de tratarse de crédito oriundo de Ação Judicial é negativa. Ressaltamos que mesmo se tomássemos conhecimento do recurso apresentado, não haveria como provêlo, visto que a recorrente não o fez acompanhar de provas suficientes a atestar o seu crédito. A contribuinte anexa tão somente extrato do processo judicial e afirma estarem erradas as informações apresentadas em DCTF, porém, não traz nenhuma prova a confirmar o alegado crédito, nem mesmo a cópia de suas declarações ou mesmo do processo judicial mencionado. Pelo exposto voto por NÃO CONHECER o recurso e manter decisão da DRF de origem. É como voto. João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 62DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 06/ 12/2012 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 12/05/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13896.902420/2008-01
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004
Ementa:
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO.
Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
Numero da decisão: 3803-004.063
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
ALEXANDRE KERN - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
EDITADO EM: 07/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), BELCHIOR MELO DE SOUSA, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, e JORGE VICTOR RODRIGUES.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 Ementa: MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN - Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator. EDITADO EM: 07/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), BELCHIOR MELO DE SOUSA, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, e JORGE VICTOR RODRIGUES.
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 24 20 /2 00 8- 01 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN 2 ALEXANDRE KERN Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 07/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), BELCHIOR MELO DE SOUSA, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, e JORGE VICTOR RODRIGUES. Relatório A contribuinte apresentou Declaração de Compensação (DComp) com suposto aproveitamento de pagamento a maior de PIS à repartição fiscal, que emitiu despacho decisório eletrônico de não homologação da compensação, em razão de o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do próprio contribuinte. Irresignada a contribuinte manifestou a sua inconformidade na qual alegou que a DCTF referente ao 2o trimestre/2004 havia sido retificada a posteriori, tendo em vista que na sua versão original os valores haviam sido informados incorretamente, portanto não havendo falta de cumprimento da obrigação principal. Conclusos vieram os autos para a apreciação pela 9a Turma de Julgadores da DRJ/CPS, quando em 14/10/11, proferiram decisão por meio do acórdão nº 0535.426, nos termos seguintes: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 DCOMP. CREDIT° INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. 0 reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Fl. 314DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13896.902420/200801 Acórdão n.º 3803004.063 S3TE03 Fl. 6 3 O voto condutor do acórdão em questão entendeu que a contribuinte não laborou em demonstrar a liquidez e a certeza do direito creditório, eis que a retificadora por si só, não tem o condão de fazer nascer o direito de crédito e de comprometer a decisão que não homologou a declaração de compensação. Aduziu o relator que no caso concreto, a contribuinte não apresentou qualquer razão ou documento que comprove o seu direito, ou mesmo nenhuma apuração, documentação ou outro indicio que indicasse o pagamento indevido ou a maior e desse suporte ao crédito tributário aproveitado. Nenhum demonstrativo capaz de justificar a alegação de erro na declaração trabalhada pelos sistemas da administração tributária. Nenhum comparativo que discriminasse a formação da base de cálculo que serviu ao pagamento a maior e a base pretensamente correta , para concluir que o chamado ônus da prova é da contribuinte no que tange à existência e regularidade do crédito com que pretendeu extinguir a obrigação tributária. Ciente da decisão de primeira instância em 24/11/11 (vide AR) e insurgindo se contra a mesma a contribuinte protocolou o seu recurso voluntário em 23/12/11, conforme atesta o carimbo de recibo da DRF/BRE/CAC. A contribuinte reitera em seu recurso os argumentos expendidos na peça inaugural, minudentemente, dando ênfase aos cálculos elaborados para a apuração da base de cálculo do PIS em maio de 2004, anexando aos autos memória de cálculo e DARF (doc. 2), cópia da DIPJ/ , e cópia de partes do Livro de Registro de ICMS a título de comprovação do direito creditório alegado. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como dito, o contribuinte pretendeu compensar crédito indevido ou a maior, com débitos próprios no período de apuração de maio/2004, não logrando êxito nesse desiderato perante o juízo a quo, que concluiu a partir de análise efetuada nos autos pela insuficiência de crédito, considerando, inclusive que o sujeito passivo não acostou aos autos documentos que demonstrassem inequivocamente a comprovação de sua existência. O deslinde da querela circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. Fl. 315DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN 4 É cediço que a DCOMP tem a finalidade de informar acerca do encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, bem assim que a responsabilidade da emissão desse documento é de exclusividade da contribuinte, de igual modo o sendo em relação à liquidez e certeza dos créditos e créditos informados por meio de Per/DComp. De outra parte cabe à autoridade tributária a necessária verificação da documentação e da origem desses débitos/créditos e correspondente validação e, se for o caso, sobrevém a homologação confirmando a extinção da obrigação tributária. A questão da prova na atividade administrativotributária resolvese ante o discernimento acerca da responsabilidade de quem deve provar o alegado. Para esclarecer esta questão buscase a orientação no Código de Processo Civil, subsidiariamente utilizado nos julgamentos dos processos administrativos fiscais pelo CARF, em seu art. 333, assim alude: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo, ou extintivo do direito do autor. É inconteste que coube ao contribuinte a iniciativa de transmitir eletronicamente DCOMP, tendo em vista a homologação do crédito alegado. Neste sentido a autoridade fiscalizadora, no cumprimento do dever legal, após verificar a existência de fato impeditivo/extintivo ao reconhecimento do crédito informado na DCOMP, decidiu por não homologálo. De acordo com a legislação fiscal caberia ao contribuinte por ocasião da interposição da manifestação de inconformidade, apresentar todos os elementos materiais probantes do alegado às autoridades julgadoras do feito com vista à sua pacificação, restando demonstrado nos autos pelo próprio contribuinte que tal medida não foi adotada, oportunamente. De sorte que assistiu razão ao juízo de primeira instância ao concluir que a retificação da DCTF simplesmente não tem o condão de fazer nascer o direito de crédito e de comprometer a decisão que não homologou a declaração de compensação. A ausência de apresentação de Livros Diário e Razão, além de outros que pudessem demonstrar cabalmente a existência de liquidez, certeza e disponibilidade do direito creditório alegado impede a revisão de ofício e enseja a não homologação da compensação declarada. Os demais elementos de prova colacionados aos autos com a interposição do recurso voluntário (cópias de DARF, da DIPJ e de partes do Livro de Registro de ICMS) não se revelaram o bastante suficiente a demonstrar o crédito alegado, já que nenhuma nota fiscal probante da realização de operações de vendas de mercadoria/obtenção de receitas foi apresentado à fiscalização, nem mesmo os Livros Diários e Razão, por exemplo. Com a intenção de suprir a lacuna causada pela ausência de documentos probantes do direito creditório a contribuinte investiu na retificação da base de cálculo do PIS através da DCTF retificadora, a título de justificativa à existência de erro material contido na DCTF original, e através de planilha (memória de cálculo) tentou explicitar acerca do saldo credor, para alegar possuir convicção que não mais restaria dúvidas acerca da comprovação do seu direito ao crédito, conforme alegado na peça inaugural. No mais os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê Fl. 316DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 13896.902420/200801 Acórdão n.º 3803004.063 S3TE03 Fl. 7 5 lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, sendo certo que a recorrente não esclareceu as razões de apresentação de prova complementar em momento extemporâneo. Ante o exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 317DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 10/05/2013 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 11020.004770/2007-94
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2005
EMARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA.
Devem ser rejeitados os embargos quando restar não comprovada a existência de omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado.
DCTF. ENTREGA INTEMPESTIVA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AUTÔNOMA. MULTA PECUNIÁRIA APLICADA, EM CONCRETO, POR AUTO DE INFRAÇÃO (LEI Nº 10.426/2002, ART. 7º). LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. INAPLICÁVEL.
As multas do art. 57 da MP 2.158-35, com alteração de redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/2012, por serem específicas do Sistema Público de Escrituração Digital -SPED, não se aplicam para a DIRF, DACON, DIPJ e DCTF que são reguladas pelo art. 7º da Lei nº 10.426 de 24/04/2002.
Numero da decisão: 1802-001.605
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR os embargos, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa, Marco Antônio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: NELSO KICHEL
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OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. Devem ser rejeitados os embargos quando restar não comprovada a existência de omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado. DCTF. ENTREGA INTEMPESTIVA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA AUTÔNOMA. MULTA PECUNIÁRIA APLICADA, EM CONCRETO, POR AUTO DE INFRAÇÃO (LEI Nº 10.426/2002, ART. 7º). LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. INAPLICÁVEL. As multas do art. 57 da MP 2.15835, com alteração de redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/2012, por serem específicas do Sistema Público de Escrituração Digital SPED, não se aplicam para a DIRF, DACON, DIPJ e DCTF que são reguladas pelo art. 7º da Lei nº 10.426 de 24/04/2002. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR os embargos, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 47 70 /2 00 7- 94 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL 2 (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa, Marco Antônio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Relatório A Contribuinte, inconformada com o decidido no Acórdão nº. 1802001.195, de 12/04/2012, opôs os presentes Embargos de Declaração de fls. 91/94 com fundamento no artigo 64 e seguintes do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº. 256/2009. O Acórdão embargado tem a seguinte ementa (fls. 74/75), in verbis: (...) ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. DESCRIÇÃO COMPLETA DOS FATOS E CAPITULAÇÃO LEGAL PERTINENTE. INEXISTÊNCIA DE VÍCIO. PRELIMINAR REJEITADA. O auto de infração deverá conter, obrigatoriamente, entre outros requisitos formais, a capitulação legal e a descrição dos fatos. Somente a ausência total dessas formalidades é que implicará na invalidade do lançamento, por cerceamento do direito de defesa. Ademais, se a Pessoa Jurídica revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendoas, uma a uma, de forma meticulosa, mediante defesa, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. INSTITUIÇÃO DA DCTF. INSTRUÇÃO NORMATIVA. ILEGALIDADE NÃO CARACTERIZADA. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. IMPOSIÇÃO DE MULTA PECUNIÁRIA. PREVISÃO LEGAL. A obrigação acessória entrega de DCTF está prevista legalmente, sendo apenas regulamentada em instruções normativas da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 11020.004770/200794 Acórdão n.º 1802001.605 S1TE02 Fl. 112 3 O atraso na entrega da declaração é considerado como sendo o descumprimento de uma atividade fiscal exigida por lei, não se confundindo com o não pagamento do tributo. A imposição de multa pecuniária, por descumprimento de prazo atinente à DCTF, tem amparo na lei em sentido estrito. A infração, entrega em atraso ou não entrega da DCTF, configura violação de obrigação acessória autônoma. A denúncia espontânea não tem o condão de afastar a multa decorrente do atraso na entrega de declarações ao fisco, uma vez que os efeitos do artigo 138 do CTN não se estendem às obrigações acessórias autônomas. Inaplicável o instituto da denúncia espontânea quando se trata de multa isolada imposta em face de descumprimento de obrigação acessória autônoma. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar suscitada e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (...) A Embargante tomou ciência do Acórdão embargado em 05/02/2013 (fl. 89). Os Embargos de Declaração foram protocolizados em 08/02/2013 (fls. 91/94). Portanto, dentro do prazo de 05 (cinco) dias fixado no § 1º do artigo 65 do RICARF. A Embargante interpôs os Embargos, invocando, genericamente, o art. 64, I, e seguintes do RICARF (Portaria MF nº 256/2009), cujos dispositivos transcrevo: Art. 64. Contra as decisões proferidas pelos colegiados do CARF são cabíveis os seguintes recursos: I Embargos de Declaração; e II – (...) Parágrafo único. Das decisões dos colegiados não cabe pedido de reconsideração. Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL 4 § 1° Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de cinco dias contado da ciência do acórdão: I por conselheiro do colegiado; II pelo contribuinte, responsável ou preposto; III pelo Procurador da Fazenda Nacional; IV pelos Delegados de Julgamento, nos casos de nulidade de suas decisões; V pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da liquidação e execução do acórdão. § 2º O presidente da Turma poderá designar conselheiro para se pronunciar sobre a admissibilidade dos embargos de declaração. § 3° O despacho do presidente será definitivo se declarar improcedentes as alegações suscitadas, sendo submetido à deliberação da turma em caso contrário. § 4° Do despacho que rejeitar os embargos de declaração será dada ciência ao embargante. § 5° Os embargos de declaração opostos tempestivamente interrompem o prazo para a interposição de recurso especial. § 6° As disposições deste artigo aplicamse, no que couber, às decisões em forma de resolução. Art. 66. As inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão serão retificados pelo presidente de turma, mediante requerimento de conselheiro da turma, do Procurador da Fazenda Nacional, do titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou do recorrente. § 1° Será rejeitado de plano, por despacho irrecorrível do presidente, o requerimento que não demonstrar com precisão a inexatidão ou o erro. § 2° Caso o presidente entenda necessário, preliminarmente, será ouvido o conselheiro relator, ou outro designado, na impossibilidade daquele, que poderá propor que a matéria seja submetida à deliberação da turma. § 3° Do despacho que indeferir requerimento previsto no caput, darseá ciência ao requerente. A Contribuinte aduziu as seguintes razões nos Embargos apresentados (fls.91/94), in verbis: (...) ADVENTO LEGISLATIVO APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI 12.766/12 QUE REDUZIU AS Fl. 114DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 11020.004770/200794 Acórdão n.º 1802001.605 S1TE02 Fl. 113 5 PENALIDADES POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS (...) No julgamento do Recurso Voluntário apresentado, o Acórdão consignou a legitimidade da penalidade aplicada em face da legislação de regência, além da impossibilidade de enfrentamento do vício de inconstitucionalidadc pelo CARF, consoante a Súmula n° 2 do Tribunal. Ocorre que restou publicada em 28/12/2012 a Lei 12.766 que, dentre outras medidas, reduziu as penalidades aplicáveis ao descumprimento de obrigações tributárias acessórias. No presente, debatese a exigência de multa pela apresentação intempestiva de DCTF no confiscatório patamar de 20% sobre o montante dos tributos informados. A novel legislação trouxe referida multa ao patamar de R$ 1.500,00 por mês de atraso, configurando medida salutar à equalização da penalidade ao agravo, em atendimento ao clássico princípio da proporcionalidade/razoabilidade. Eis a redação do artigo 57 da MP 2.15835 com redação pela Lei 12.766/12: Art. 57. O sujeito passivo que deixar de apresentar nos prazos fixados declaração, demonstrativo ou escrituração digital exigidos nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, ou que os apresentar com incorreções ou omissões será intimado para apresentálos ou para prestar esclarecimentos nos prazos estipulados pela Secretaria da Receita federal do Brasil e sujeitarseá às seguintes multas: I por apresentação extemporânea: a) R$ 500.00 (quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro presumido; b)R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) por mês calendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro real ou tenham optado pelo autoarbitramento; (grifouse) Resta evidente que o dispositivo contemporâneo é mais benéfico aos contribuintes por importar em penalidade pecuniária muito inferior ao dispositivo revogado. Com efeito, Nobres Conselheiros, o CTN em seu art. 106 assim determina: "Ari. 106. A lei aplicase a ato ou falo pretérito: I (...) Fl. 115DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL 6 II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. " Nos termos acima expostos, inequívoco haver determinação expressa da aplicação da nova lei tributária a ato ou fato pretérito quando esta comine penalidade menos severa que na lei vigente ao tempo de sua prática. Nesse sentido, considerando ainda que o lançamento da penalidade encontrase em debate, é imperiosa a aplicação retroativa da lei mais benéfica no presente caso. Quer dizer, a multa debatida no presente, apesar de legítima, pelo menos no entendimento exposado no Acórdão ora embargado, perdeu completamente sua suposta validade quando da publicação da Lei 12.766/12. Digase que referido entendimento é aritmético e já consagrado por este Digno Conselho em diversos casos de todo análogos ao presente, conforme, inclusive os precedentes jurisprudenciais em anexo. Consignase que os Acórdãos anexos restaram juntados, também, para cumprimento da norma regimental de pré questionamento do artigo 106, II, “c”, do CTN. DO PEDIDO Pelo exposto, requer a Recorrente sejam recebidos os presentes embargos, tudo de modo a garantir a retroatividade da Lei 12.766/12 para o presente; não sendo este o entendimento, requerse expressa manifestação acerca da norma do artigo 106, II, “c”, do CTN, para fins de apresentação de recurso especial conforme o Regimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. É o relatório. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 11020.004770/200794 Acórdão n.º 1802001.605 S1TE02 Fl. 114 7 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator Os Embargos de Declaração foram protocolizados tempestivamente. Portanto, deles não conheço. Conforme relatado, a Embargente, nas razões do recurso, argumentou, em síntese: a) que, entre a data em que foi proferido o Acórdão embargado e a data de ciência desse decisum, houve a publicação da Lei nº 12.766, de 28/12/2012 (art.8º), que reduziu, em abstrato, as penalidades por descumprimento de obrigação acessória autônoma previstas no art. 57 da MP 2.15835; b) que os presentes autos tratam da exigência de crédito tributário pela aplicação, em concreto, de penalidade pecuniária pela imputação da infração “descumprimento de obrigação acessória autônoma”, ou seja, apresentação de DCTF em atraso (perda de prazo para apresentação tempestiva da DCTF do 2º semestre/2005); c) que, por se tratar de ato administrativo de lançamento tributário ainda não definitivamente julgado na órbita administrativa, impõese, em matéria de penalidade, a aplicação dessa lei superveniente mais benéfica para fato ou ato pretérito ainda não definitivamente julgado, ou seja, a aplicação do princípio da retroatividade benigna de que trata o CTN (art. 106, II, “c”). Como visto, nas razões do presente recurso, a Embargante, em momento algum, demonstrou ou comprovou a existência de omissão, contradição ou obscuridade no Acórdão embargado; pelo contrário, apenas pretendeu a aplicação de legislação superveniente, ou seja, buscou a aplicação de lei publicada, após a data desse decisum, que reduziu, em abstrato, penalidades (multas pecuniárias) por descumprimento de obrigação acessória autônoma. A pretensão da Embargante não merece guarida. Na verdade, a Embargante laborou em erro crasso, pois a Lei nº 12.766, de 28/12/2012, é inaplicável à lide objeto dos autos, conforme será demonstrado a seguir. Primeiro, convém relembrar os fatos imputados no auto de infração. Quanto aos fatos imputados no auto de infração e respectiva fundamentação legal, trancrevo, nessa parte, o relatório da decisão recorrida, in verbis: (...) Quanto aos fatos: Fl. 117DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL 8 consta do auto de infração (fl. 22), lavrado em 24/10/2007, que a contribuinte entregou a DCTF do 2º semestre/2005 com atraso de 15 (quinze) meses. Ou seja: a) prazo limite para entrega tempestiva: 07/04/2006; b) data de entrega: 13/06/2007 – extrato (fl. 32). montante dos tributos informados na DCTF: R$ 1.082.485,43; multa de 2% ao mês por atraso, limitada a 20% sobre o montante de tributos informados na DCTF; cálculo da multa: 20% x R$ 1.082.485,45 = R$ 216.497,08; redução da multa em 50% (entrega espontânea e a destempo da DCTF) = R$ 216.487,08 x 50% = R$ 108.248,54. Descrição dos fatos: A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais fora do prazo fixado enseja a aplicação de multa correspondente a 2% (dois por cento) sobre o montante de tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, por mês calendário ou fração, respeitado o percentual máximo de 20% (vinte por cento) (...) A multa aplicada foi reduzida em 50% (cinqüenta por cento) em virtude da entrega espontânea da declaração(...) Fundamentação Legal: Art. 113, § 3º, 160 da Lei nº 5.172, de 26/10/1966 (CTN); art. 11 do Decretolei nº 1968, de 23/11/1982, com redação dada pelo art. 10 do Decretolei nº 2.085, 26/10/1983; art. 30 da Lei nº 9.249, de 26/12/1995; art.1º da Instrução Normativa SRF nº 18, de 24/02/2000; art. 7º da Lei nº 10.426, de 24/04/2002. (...) Como demonstrado, a multa pecuniária aplicada, em concreto, no caso, decorreu do descumprimento de obrigação acessória autônoma (perda de prazo para apresentação tempestiva da DCTF do 2º semestre/2005, ainda que entregue de forma espontânea, porém a destempo), cuja sanção aplicada em concreto, está capitulada, cominada, no art. 7º, I, da Lei nº 10.426/2002, in verbis: Art. 7oO sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas:(Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) Fl. 118DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 11020.004770/200794 Acórdão n.º 1802001.605 S1TE02 Fl. 115 9 I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; II (...) § 1o Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I, II e III do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração.(Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: Ià metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II – (...) § 3ºA multa mínima a ser aplicada será de:(Vide Lei nº 11.727, de 2008) IR$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº9.317, de 1996; IIR$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. (...) Já, os valores das penalidades (multas pecuniárias) por descumprimento de obrigações acessórias autônomas, previstas no art. 57 da MP nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, com redação dada pelo art. 8º da Lei nº 12.766, de 28/12/2012 (resultado da conversão da MP nº 575, de 07/08/2012), diversamente do entendimento da Embargante, não se aplicam à entrega intempestiva de DCTF, mas apenas para escrituração digital, no âmbito do SPED Sistema Público de Escrituração Digital, ou seja: Sped Contábil, Sped Fiscal, Fcont e EFD Contribuições. A propósito, transcrevo o art. 8º da Lei nº 12.766: Art. 8o O art. 57 da Medida Provisória no2.15835, de 24 de agosto de 2001, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 57.O sujeito passivo que deixar de apresentar nos prazos fixados declaração, demonstrativo ou escrituração digital exigidos nos termos do art. 16 da Lei no9.779, de 19 de janeiro de 1999, ou que os apresentar com incorreções ou omissões será intimado para apresentálos ou para prestar esclarecimentos nos prazos estipulados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e sujeitarseá às seguintes multas: I por apresentação extemporânea: Fl. 119DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL 10 a) R$ 500,00 (quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro presumido; b) R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) por mêscalendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que, na última declaração apresentada, tenham apurado lucro real ou tenham optado pelo autoarbitramento; Portanto, essas multas do art.57 da MP 2.15835, com alteração de redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/2012, por serem específicas do SPED, não se aplicam para a DIRF, DACON, DIPJ e DCTF que são reguladas pela Lei nº 10.426 de 24/04/2002 (artigo 7º.) Por conseguinte, a pretensão da Embargante de aplicação do art. 8º da Lei nº 12.766/2012, invocando ainda o artigo 106, II, “c”, do CTN, é totalmente descabida. Por todas essas razões, voto para rejeitar os Embargos de Declaração. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 120DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL
score : 1.0
Numero do processo: 13149.001499/2010-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2006
Ementa: IRPF. ISENÇÃO. CONTRIBUINTE PORTADOR DE MOLÉSTIA
GRAVE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. Para gozo da isenção do
imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios(Súmula CARF no. 63).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2201-001.624
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA
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ISENÇÃO. CONTRIBUINTE PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios(Súmula CARF no. 63). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO– Presidente (assinado digitalmente) RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA – Relatora EDITADO EM: 11/07/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Relatório Fl. 63DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO 2 Contra o contribuinte acima identificada, foi lavrado Notificação de Lançamento (fls.15/21) relativo ao IRPF, exercício 2006, para exigir crédito tributário no montante de R$24.873,07, incluído multa e juros pertinentes, originado da omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica no valor total de R$ 55.287,40 e compensação indevida de IRRF no valor de R$ 13,35. Intimado do lançamento, o contribuinte apresentou impugnação, a qual analisada pelos Membros da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS, acordaram, por unanimidade de votos, em julgála procedente em parte, nos termos do Acórdão DRJ/CGE n° 0424.580 de 20/05/2011, fls. 34/37, pelas conclusões a seguir transcritas: “Os documentos trazidos aos autos são aptos a conferir ao contribuinte a isenção referida no dispositivo acima transcrito, entretanto apenas em parte. Relativamente aos rendimentos recebidos do FAPEM da Prefeitura Municipal de Barra do Garças, não há dúvidas de que se tratam de proventos de aposentadoria. Tendose em vista, ainda, o laudo emitido pelos coordenadores da perícia médica do município, atestando a moléstia grave desde fevereiro de 2004, os referidos rendimentos devem ser excluídos da tributação. Contudo, não há provas de que os rendimentos recebidos do Estado de Mato Grosso refiramse a proventos de aposentadoria. Não há nos autos nenhum comprovante de rendimentos emitido pelo Governo do Estado de Mato Grosso relativamente ao ano calendário em questão (o anexado referese ao anocalendário 2008), pelo qual se possa verificar o valor dos rendimentos, das deduções e do IRRF.” Cientificado da decisão da DRJ em 08/06/2011 (“AR” fls.42 PDF), o contribuinte apresentou na data de 26/06/2011, Recurso Voluntário Tempestivo de fls.4548, alegando argumentos a seguir sintetizados: O credito tributário constituído teve como fato gerador, a presumível omissão de rendimentos do Governo do Estado do Mato Grosso, no valor de R$ 16.287,40 com retenção de R$ 364,62. Em relação essa suposta omissão, o Recorrente discorda pelo fato gozar de isenção para o referido rendimento, com fundamento na condição de aposentado por invalidez permanente, com base nos documentos ora juntados ao presente com fulcro na Lei n° 7.713/88. É aposentado desde 2000 do Estado do Mato Grosso e desde 2004 da Prefeitura Municipal de Barra do Garças/MT, quando lhe foi concedida aposentadoria por motivo de “Doença Grave”, atestado por Laudo Pericial, firmado por 03 (três) Médicos Peritos da Coordenadoria de Perícia Médica do Município, cuja cópia foi anexada ao recurso. Para comprovar seu direito apresenta "Comprovante de Rendimento Pagos e Retenção de Imposto de Renda na FonteAno Calendário 2005", emitido pela Secretária de Administração – SAAD do Estado de Mato Grosso, onde comprova que seus rendimentos no ano calendário2005, são referentes a proventos de aposentadoria. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 13149.001499/201010 Acórdão n.º 2201001.624 S2C2T1 Fl. 2 3 É o relatório. Voto Conselheira Rayana Alves de Oliveira França Relatora O Recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. Não há argüição de preliminar. A matéria em questão – isenção do IRPF sobre proventos de aposentadoria ou reforma e pensão por ser o contribuinte portador de moléstia grave – está disciplinada no artigo 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88, com a redação dada pelo artigo 47, da Lei nº 8.541/92. Pelos documentos acostados na impugnação, restou incontestável que o contribuinte era portador de moléstia grave, para fins de isenção do IRPF, nos termos do inciso XIV, do artigo 6º, da Lei nº 7713/88, matriz legal do artigo 39, do RIR/99, inciso XXXIII, aprovado pelo Decreto nº 3000/99: “Artigo 39 Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: XIV os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço, e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma;" A divergência restou sobre a natureza dos rendimentos recebidos do Estado do Mato Grosso. O contribuinte para comprovar que esses rendimentos eram proventos de aposentadoria trouxe aos autos Comprovante de Rendimento Pagos e Retenção de Imposto de Renda na Fonte do anocalendário 2005. Ocorre que nesse documento, no campo relativo a natureza do rendimento está expressamente descrito a informação: Rendimentos Trabalho Assalariado. Efetivamente há uma parcela de Rendimentos Isentos e Nãotributáveis no montante de R$13.968,00 referente a 01.Parcela Isenta dos Proventos de Aposentadoria, Reserva, e Pensão. Entretanto o valor lançado de R$16.287,40, objeto do lançamento, refere se a Rendimentos Tributáveis, Deduções e Impostos Retido na Fonte. Dessa forma, verificase que o documento apresentado pelo contribuinte não comprovou sua pretensão. Assim não há reparos a fazer a decisão de primeira instância que já afastou da tributação os rendimentos comprovadamente referente a proventos da aposentadoria. Diante do exposto, NEGO provimento ao recurso. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO 4 (assinado digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Relatora Fl. 66DF CARF MF Impresso em 23/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 13820.000347/2004-82
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS/Pasep Período de apuração: 01/05/2003 a 31/05/2003 Não Cumulatividade. Insumos. Rateio. Vendas ao exterior. Receitas de produtos sujeitos ao regime Monofásico. Inexistência de direito a crédito. Em relação aos fatos geradores ocorridos anteriormente à vigência da nova redação do inciso IV do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637, de 2002, dada pelo art. 37 da Lei nº 10.865, de 2004, não dão direito a crédito da contribuição para o PIS/Pasep, nos termos do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, os custos, despesas ou encargos vinculados à receita de vendas, no mercado interno ou externo, e produtos de que trata a Lei nº 10.485, de 2002. Recurso Negado.
Numero da decisão: 3403-001.459
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho. Designada a Conselheira Liduína Maria Alves Macambira. Esteve presente ao julgamento a Dra. Fernanda Ramos Pazello. OAB/SP nº 195.745.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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Insumos. Rateio. Vendas ao exterior. Receitas de produtos sujeitos ao regime Monofásico. Inexistência de direito a crédito. Em relação aos fatos geradores ocorridos anteriormente à vigência da nova redação do inciso IV do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637, de 2002, dada pelo art. 37 da Lei nº 10.865, de 2004, não dão direito a crédito da contribuição para o PIS/Pasep, nos termos do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, os custos, despesas ou encargos vinculados à receita de vendas, no mercado interno ou externo, e produtos de que trata a Lei nº 10.485, de 2002. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Domingos de Sá Filho. Designada a Conselheira Liduína Maria Alves Macambira. Esteve presente ao julgamento a Dra. Fernanda Ramos Pazello. OAB/SP nº 195.745. Antonio Carlos Atulim Presidente Domingos de Sá Filho Relator Liduína Maria Alves Macambira – Relatora Designada Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Liduina Maria Alves Macambira, Robson José Bayerl, Raquel Motta Brandão Minatel e Marcos Tranchesi Ortiz. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela empresa General Motors do Brasil S/A contra a decisão que homologou parcialmente o pedido de compensação e restituição de crédito de PIS/PASEP decorrrentes de exportação de produtos industrializados relativo ao período de Extraíse do Despacho Decisório que o motivo do indeferimento decorre de irregularidades no tocante ao critério adotado, vez que, a Interessada fez incluír no cálculo receitas de exportação de veículos automotores, as quais estão sujeitas a incidência cumulativa do PIS e da COFINS. Assim, encontra empresso na decissão ora hostilizada de que a Recorrente não pode incluir no cálculo da determinação do crédito receita de exportação de veículos automotores por estar sumbmetida a sistemática cumulativa, de modo que, há irregularidade na apuração dos valores utilizados no que diz respeito ao critério de rateio dos montantes de PIS/Pasep a que teria direito, relativos aos insumos aplicados nos produtos em relação a totalidade das exportações realizadas no período de apuração. Assim sendo, adoto como relatório o consignado no Acórdão recorrido por revelar a situação dos autos, vejamos: “Em 28/01/2004 a contribuinte protocolou Declaração de Compensação —DCOMP de fl. 01, compensando debito próprio com crédito de PIS originado da sistemática não cumulativa, apurado em operações de exportação e não aproveitado na dedução da contribuição devida, como indicado à fl. 02. Abriuse procedimento fiscal com o objetivo de averiguar a regularidade da compensação declarada. Do procedimento, resultou o TERMO DE VERIFICAÇÃO PARCIAL que integra os autos, no qual a autoridade responsável pela auditoria aponta o que constatou do exame da documentação apresentada pela empresa, bem como se posiciona a respeito da existência do crédito utilizado em compensação: 1) DIFERENÇAS ENTRE OS DEMONSTRATIVOS ANALÍTICOS ELABORADOS PELO PRÓPRIO CONTRIBUINTE E OS DACON: Comparandose os demonstrativos com os Dacon, constatouse algumas diferenças, especialmente na linha 03 das fichas 04. Essas diferenças, por si só, já ensejariam a reconstituição dessas fichas no intuito de se apurar os valores corretos dos créditos. 2) DISTORÇÕES NOS CÁLCULOS DOS PERCENTUAIS DE RATEIO: Fl. 217DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 2 3 No entanto, apurouse ainda irregularidades no tocante ao critério de rateio dos créditos relativos aos insumos aplicados em produtos exportados. [...] na apuração dos percentuais de rateio dos créditos relativos a insumos aplicados em produtos, mercadorias e serviços exportados, o contribuinte o fez com base na relação percentual das receitas. No entanto, no caso das exportações, o contribuinte considerou a receita da totalidade dos produtos exportados de forma incorreta. Isto porque, durante o período fiscalizado, a maior parte de suas receitas de exportação foram de veículos automotores, os quais eslavani sujeitos a incidência cumulativa do PIS e da Cofins. Neste sentido, confirase o parágrafo 7° do art. 3º das Leis n° 10.637/02 (PIS) e 10.833 (COFINS): § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da contribuição para o PIS/Pasep, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. A fim de apurar o correto percentual de rateio dos insumos, solicitamos [...] que o contribuinte nos informasse os valores das exportações de veículos separadamente dos demais produtos, mercadorias e serviços. A resposta se deu pelo fornecimento de planilhas [.] Com base nessas planilhas, elaboramos demonstrativo de recalculo dos percentuais de rateio a serem aplicados nos insumos utilizados em produtos exportados. 0 Termo de Verificação segue com tabela de recálculos dos percentuais de mos para fins de apuração dos créditos da sistemática da não cumulatividade. O fiscal, referindose a irregularidades constatadas quanto aos montantes de fls. 3) FRETES 3.1) CRÉDITO INDEVIDO DE PIS SOBRE FRETE EM JAN/04 Constatouse que o contribuinte informou valores de fretes [.] no Dacon de forma indevida. A Lei 10.637/02, que introduziu a sistemática da não cumulatividade para o PIS a partir de 01/12/02 não permitia o creditamento sobre fretes. O creditamento de valores de frete passou a ser permitido pela Lei 10833/03, que introduziu a sistemática da não cumulatividade para a Cofins a partir de 01/02/04 e estendeu esse beneficio também para o PIS. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 4 Referido valor foi por nós glosado. 3.2) CRÉDITO INDEVIDO DE PIS SOBRE FRETE EM FEV/04 E MAR/04: Solicitouse que o contribuinte explicasse as diferenças entre os valores da linha 13 informados nas fichas 04 (PIS) e 06 (Cofins) do Dacon nos meses de fev/04 e mar/04, visto que, em principio, os valores deveriam ser iguais. Em resposta, o contribuinte apresentou demonstrativos analíticos mais detalhados dessas linhas, onde se verifica que houve o creditamento indevido de PIS (ficha 04, linha 13) sobre fretes incorridos em 2003. 0 mesmo não se verificou com relação à Cofins (Ficha 06, linha 13). Igualmente, referidos valores foram por nós glosados. Ante todo o exposto, reconstituímos os preenchimentos das fichas 04 e 06 dos Dacons do período fiscalizado, utilizandose dos percentuais de rateio por nós recalculados e das bases de cálculo informadas nos demonstrativos analíticos fornecidos pelo contribuinte bem como os demonstrativos detalhados das PIS (linhas 13 fichas 04 e 06 dos meses de fev/04 e mar/04). Continuando o TERMO, a autoridade fiscal inclui os demonstrativos de recálculo dos valores dos créditos sobre insumos aplicados em produtos exportados, apurando diferenças nos montantes de R$ 10.521.817,05 para o PIS e R$ 3.460.613,03 em relação Cofins. Parte dos créditos de PIS apurados a maior pela contribuinte (R$ 907.512,82), esclarece o auditor, foi indevidamente utilizada como dedução do PIS devido sobre operações no mercado interno. Na sequência, afirma o fiscal que: A diferença de RS 9.614.304,23 foi utilizado mediante compensação, assim resumida (...) No final, conclui a auditoria: Ante todo o exposto, ratificamos a glosa de todas as diferenças apuradas devendo as compensações indevidas serem objeto de não homologação expressa por parte do Setor de Orientação e Análise Tributária (Seort) desta Delegacia. O Seort da unidade de origem, por sua vez, no Despacho Decisório que segue ao Termo de Verificação Fiscal, orientandose pela recomendação dada pela auditoria, não homologou a compensação declarada que se utilizou de crédito acima do valor como recalculado pela fiscalização. Notificada do teor do despacho decisório em 27/05/2009, em 26/06/2009 a protocolou manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese o que Ao impugnar os percentuais de rateio utilizados pela contribuinte dos créditos sobre insumos a autoridade fiscal deixou de observar que, por pertencer motivo, a Requerente está sujeita a uma sistemática de PIS e de Cofins especifica, denominada incidência monofásica, para a qual não há qualquer vedação para a utilização de abatimento na Fl. 219DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 3 5 apuração da base de cálculo de tais exações no caso de exporta cão de um produto (veículos, por exemplo). Diz que, por pertencer ao setor automotivo, sujeitavase às disposições da Lei n° 10.485, de 2002, na questão da tributação do PIS e da Cofins. Prossegue afirmando que nos termos do art. 10 da Lei n° 10.485, de 2002, os veículos acabados sujeitamse à alíquota zero para o PIS e a Cofins, sendo devidas apenas nas saídas efetuadas pelas montadoras para o mercado interno, as alíquotas de 1,47% e 6,79% respectivamente para o PIS e a Cofins. Continua: Entretanto, importante destacar que, no presente caso, não estamos lidando com a venda de produtos acabados para o mercado interno, mas com receitas decorrentes de veículos que são objeto de exportação e, portanto, imunes a incidência do PIS e da Cofins, nos termos do art. 149, §2°, inciso I da CF/88 (imunidade tributária as receitas de exportação). Assim, não havendo incidência do PIS e da Cofins na operação de exportação dos veículos acabados, não há que se falar em sujeição ao regime de recolhimento monofásico previsto na Lei n° 10.485/02, ou mesmo em sistemática cumulativa ou não cumulativa, como pretendeu a D. Autoridade Fiscal por intermédio do Termo de Verificação Fiscal. Em outras palavras, pelo fato de não haver recolhimento de PIS e COFINS na saída dos veículos exportados (e, portanto, não ocorrer a incidência monofásica, cumulativa ou não cumulativo), resta evidente a inaplicabilidade da regra prevista no art. 3°, §7°, da Lei n° 10.637/2002, como pretenderam fazer as DD Autoridades Fiscais. Nos casos como de que ora se cuida, tendo em vista que a Lei n° 10.485/2002 não trata expressamente da hipótese (de produto destinado à exportação, é evidente a necessidade de aplicação da regra prevista no artigo 5°, §1°, da Lei n° 10.637/02, que trata especificamente dos casos de exportação de produtos (onde não há incidência das contribuições sociais) e que reconhece, nessas hipóteses, o direito do contribuinte a manter e aproveitar os créditos decorrentes das etapas anteriores da cadeia produtiva. Frisese que, enquanto o art. 3°, §7°, da Lei n° 10.637/02 é uma regra geral, que dispõe que nas saídas para o mercado interno só darão direito a créditos as operações compreendidas na sistemática não cumulativa do PIS, o §1° do artigo 5° desse mesmo dispositivo é unia regra específica (ou seja, prevalente), que trata do direito a manutenção e aproveitamento dos créditos nos casos de exportação, como é o caso da Requerente (apuração de créditos de PIS/COFINS decorrente de receitas auferidas com as operações de exportação de veículos). A esse respeito, a Requerente anexa a presente decisão proferida nos autos do Processo Administrativo 13820.000358/200462, Fl. 220DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 6 ocasião que restou homologada à compensação de créditos com COFINS apurados sobre as exportações realizadas em fevereiro c/c 2004. Ou seja, pela interpretação sistemática dos artigos 3°, §7°c 5°, §1°, ambos da Lei n° 10.637/02, percebese que, no caso com exportação de veículos acabados, deve ser aplicada a regra específica que trata da exportação de produtos e que, portanto, a Requerente, ao fazer o rateio proporcional dos valores a serem, creditados, deverá considerar a totalidade das receitas auferidas com as operações de exportação. Em outra vertente de sua manifestação a contribuinte argumenta que obstar o aproveitamento dos créditos dos insumos utilizados na fabricação dos produtos exportados é ir contra a desoneração das exportações que está na base da imunidade constitucional inscrita no art. 149, §2°, inciso I da CF de 1988. Alega, ainda, que o impedimento ao direito do crédito da sistemática não cumulativa não se coaduna com a racionalidade em que se funda esse regime de apuração. Nesse contexto, reitera que, por pertencer ao setor automotivo, estava sujeita a regras de tributação especificas dispostas na Lei n° 10.485, de 2002. Lembra que os produtos relacionados nos anexos I e II da referida norma estavam sujeitos à alíquota zero de PIS e de Cofins, sendo essas contribuições devidas apenas nas saídas dos veículos acabados das montadoras para o mercado interno sofrendo as alíquotas de 1,47% e 6,79% respectivamente para o PIS e a Cofins. Portanto, prossegue a contribuinte, passou a se sujeitar a uma alíquota global de 8,26% a titulo de PIS e Cofins sem qualquer direito à redução da base de cálculo dessas contribuições, o que invalida o modelo concebido para a não cumulatividade do PIS e da Cofins. E conclui: Ora. DD. Autoridades Julgadoras, resta evidente que a vedação do abatimento constante do artigo 3°, §7°, das Leis n° 10.637/02 (PIS) e 10.833/03 (COFINS), o qual em nenhum momento foi excepcionado pela legislação especifica aplicável Requerente (Lei n° 10.485/2002), implica majoração da alíquota do PIS e COFINS. Da análise da decisão transcrita acima, no que interessa a presente, depreendese que, a partir da instituição do que se denominou "regime não cumulativo" para a apuração do PIS/COFINS, a elevação das alíquotas dessas contribuições só faz sentido se vier acompanhada de abatimentos legais ("créditos') que neutralizem o impacto econômico sofrido pelos contribuintes, sob pena de haver acréscimo de ônus tributário sendo o correspondente aumento da capacidade contributiva. Desta forma, não restam dúvidas de que a limitação ao aproveitamento dos créditos de PIS e COFINS em razão da incidência monofásica (entendimento da r. decisão recorrida), em respeito a própria finalidade para que foram promulgadas, jamais poderia restringir o aproveitamento integral dos créditos. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 4 7 ASSIM, revelase inválida, além de incompatível com a técnica da nãocumulatividade do PIS e da COFINS, a vedação aos créditos nessas circunstancias, sob pena de implicar majoração da alíquota do PIS e da COFINS e inconstitucional imposição de um ônus fiscal ao contribuinte. Passa então a contestar a glosa efetuada pela fiscalização quanto aos valores despendidos com frete. Primeiramente, discorre sobre o conceito de insumos, concluindo que nele se incluem as despesas com frete. Depois, cita haver formulado Consulta Administração Tributária com o objetivo de indagar a respeito da correta aplicação da legislação federal no tocante à apuração de créditos de PIS e de COFINS relacionados contratação de serviços de transporte na aquisição dos insumos destinados ao seu processo produtivo (processo n° 13820.000524/200421). Referida consulta resultou favorável contribuinte no sentido de que o valor do frete pago pelo adquirente à pessoa jurídica para transportar bens adquiridos para serem utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda compõe o custo do bem, podendo, portanto ser utilizado como crédito a ser descontado do PIS/Pasep e da Coluna nãocumulativos. Ressalta o efeito vinculante da consulta em relação ao contribuinte e as autoridades fiscais e observa que a auditoria contrariou o entendimento disposto na solução de consulta pela administração tributária ao não acatar os créditos da contribuinte calculados sobre fretes. Por fim, alega que a não homologação das declarações de compensação não pode ser acompanhada de multa e de juros moratórios, em razão da comprovada suspensão da exigibilidade do crédito no caso de apresentação de recurso administrativo”. Assim, o debate se refere a possibilidade de incluir as receitas de exportações de produtos do setor automotivo no cálculo para determinar o crédito em decorrência das disposições da Lei nº 10.485/02, incidência monofásica do PIS/COFINS, de aproveitamento créditos decorrentes de aquisição de insumos das etapas anteriores da cadeia produtiva sujeitos a nãocumulatividade. Em razões recursais reprisa os argumentos tecidos em sua impugnação de inconformidade. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 8 Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, em sendo assim, tomo conhecimento. A irresignação demonstrada no presente recurso se refere à exclusão das receitas de exportação de veículos do cálculo na determinação do crédito da contribuição, bem como, possível crédito de frete e incidência de multa e juros em relação à falta de pagamento dos créditos indevidamente compensados. A questão central colocada neste caderno processual administrativo concentra em saber se as pessoas jurídicas contribuintes do PIS e COFINS que exercem atividade mista, isto é, parte de suas receita sujeitas ao regime não cumulativo e outra ao cumulativo, no caso essa indagação se estende a determinado produto que o legislador ordinário submeteu à incidência monofásica da Contribuição do PIS/COFINS. O Contribuinte que comercialize mercadorias ou produtos cuja receita de venda esteja sujeita ao modelo monofásico de apuração das contribuições do PIS e COFINS pode apurar créditos tãosomente em relação aos demais custos/despesas elencadas nos arts. 3º das Leis nº 10.637/02 10.833/03. No caso vertente as receitas provenientes de comercialização de produtos, veículos automotores, no mercado interno encontram submetidos à sistemática cumulativa de apuração sujeitas à tributação concentrada. O fisco entendeu que as receitas provenientes de exportação de veículos automotores deveriam ser afastadas da determinação do rateio em razão de que esse produto encontra submetido à incidência monofásica. Há de se indagar se as receitas de exportação estão sujeitas à incidência de tributos, no caso específico deste caderno em relação ao PIS e COFINS. É de sabença comum que as receitas provenientes de exportação de produtos industrializados foram alçadas à imunidade constitucional pelo art. 149, § 2º, I., inexistindo qualquer dispositivo infraconstitucional a fazer incidir tributos sobre as receitas. Se admitir à impossibilidade de creditamento de PIS e COFINS de aproveitamento de créditos decorrentes de aquisição de insumos das etapas anteriores da cadeia produtivos sujeitos a nãocumulatividade estarseia indiretamente onerando as receitas provenientes de exportação. O Legislador constitucional buscou por meio de imunidade assegurar a desoneração ampla das receitas provenientes da exportação, garantindo a maior competividade dos produtos nacionais no mercado externo. É sempre bom lembrar que o Supremo Tribunal Federal já assentou entendimento de que critérios de classificação previstos na legislação infraconstitucional não podem ser usados na definição do âmbito de incidência das imunidades tributárias. A desoneração das exportações antes da Emenda Constitucional nº 33/01 já assegurava que as receitas decorrentes de exportação, em geral, estão imunes a contribuições sociais bem como a contribuições de intervenção no domínio econômico conforme redação da Lei 9.004/95 que alterou a Lei nº 7.714/88, que excluiu da base de cálculo da contribuição ao PIS à receita da exportação de mercadorias nacionais. Em sendo assim, a legislação infraconstitucional não possui o condão de onerar as receitas provenientes de exportação, negando o direito ao creditamento das contribuições incidentes sobre os insumos nas etapas anteriores. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 5 9 As regras contidas na Lei nº 10.485/02 em relação à incidência do PIS e COFINS se referem ao comércio de veículos automotores no mercado interno, tratandose de comércio exterior impõe a observância das normas fixadas pelos artigos 5º, § 1º da lei nº 10.637/02 em relação ao PIS e 6º, § 1º, da Lei 10.833/03 referente ao COFINS. Se as operações de exportação não estão sujeitas à incidência das contribuições sociais não cumulativas, vedar a utilização dos créditos apurados oriundo dos insumos em relação a custos, despesas e encargos vinculados à receita de exportação, desde que, observados critérios de apuração do crédito, adquiridos na compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da receita Federal do Brasil, verdadeiramente implicam em majoração indireta da carga tributária já fixada mediante Lei. O crédito presumido é assegurado a toda empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais como ressarcimento das contribuições, o qual se estende a operação de venda a empresa comercial exportadora, desde que seja com o fim específico de exportação para o exterior. Em sendo assim, as vendas realizadas para exterior não estão submetidas às regras da Lei nº 10.485/02, mas, sim, as normas das Leis nºs 10.637/02 e da Lei 10.833/03, que assegura o direito ao crédito. Arcabouço legal infraconstitucional construído é no sentido de desonerar as receitas de exportação com um único objetivo, tornar os produtos industrializados no Brasil competitivos no mercado externo. De modo que, a regra instituída para o mercado interno não interfere com a modalidade desenhada para o produtor exportador de mercadorias nacionais, para tanto, desenvolveuse instituto próprio cujo crédito fiscal se dá por meio do ressarcimento destinado a compensar o custo representado pelas contribuições sociais. Não há qualquer dúvida de que a determinação constitucional direcionada à desoneração das exportações afasta incidência das contribuições para o PIS e a COFINS sobre as exportações, existindo norma legal, há de reconhecer a inclusão das receitas de exportação de veículos na determinação do cálculo, mesmo estando o contribuinte sujeito à sistemática monofásica no mercado interno. Assim, tenho como certo o direito da recorrente de incluir no cálculo a totalidade das receitas provenientes da exportação de veículos automotores, e, acolho os argumentos tecidos em defesa ao instituto do credito fiscal destinados ao produtor exportador de mercadorias nacionais. No que tange ao direito ao cálculo de crédito de não cumulatividade sobre frete cabe destacar que a mesma não foi objeto de glosa, portanto, não encontra em debate nestes autos. Não assiste razão a recorrente quanto ao argumento de que é ilegítima a cobrança de multa e de juros de mora sobre o débito cuja compensação deixou de ser homologada. O fato de impugnar tempestivamente não afasta o direito da Fazenda Nacional de exigir multa e juros de mora sobre possível diferença apurada decorrente de Fl. 224DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 10 homologação parcial de compensação, constatando insuficiência de recolhimento impõe a exigência de encargo conforme prevê a legislação inerente. Diante do exposto, conheço do recurso dou provimento parcial para reconhecer o direito da recorrente de incluir a totalidade das receitas de vendas externas de veículos automotores no cálculo da determinação do crédito das contribuições sociais referentes às aquisições de insumos. É como voto. Domingos de Sá Filho Voto Vencedor Com o devido respeito, discordo do voto do conselheiro relator em reconhecer o direito de a recorrente de incluir a totalidade das receitas de vendas externas de veículos automotores no cálculo da determinação do crédito das contribuições sociais referentes às aquisições de insumos. A pretensão da recorrente não pode ser acolhida. A recorrente, empresa pertencente ao setor automotivo, submetiase conforme previsão legal, a incidência monofásica para as Contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público(PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), prevista na Lei nº 10.485, de 03 de julho de 2002, durante o período do crédito aqui discutido. O crédito aqui discutido tem sua formação anterior a vigência de lei da Lei nº 10.865, de 2004, já que se trata de crédito referente a período anterior a 01 de maio de 2004, portanto, antes de surtir efeito as disposições da Lei nº 10.865, de 2004. Mencionada norma legal, como aponta o voto condutor da decisão recorrida, em seus artigos 21 e 37, alterou dispositivos das Leis nº10.637, de 2002, nº 10.833, de 2003 e nº 10.485, de 2002, de modo que as receitas das vendas dos produtos de que trata a Lei nº 10.485, de 2002, passaram a se submeter à incidência dessas contribuições segundo o regime nãocumulativo a partir da vigência dessas alterações, no caso 1º de agosto de 2004, conforme o art. 46, incisos I e IV, da Lei nº 10.865, de 2004, se não houver opção pela antecipação para 1º de maio de 2004, prevista no seu art. 42. A pretensão da recorrente já encontrava óbices no inciso IV do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637, de 2002, e, igualmente, o inciso IV do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833, de 2003, expressamente excluíam do regime cumulativo as receitas decorrentes das vendas dos produtos submetidos à incidência monofásica da contribuição, como é o caso dos veículos automotores, tratados na Lei nº 10.485, de 2002. Portanto, havia previsão legal expressa dizendo que as receitas decorrentes das vendas dos produtos submetidos à incidência monofásica das contribuições PIS/Pasep e Cofins não integrariam a base de calculo do regime da não cumulatividade. Por sua vez, o art. 8º, inciso VII, alínea "a", da Lei nº 10.637, de 2002, e o art. 10, inciso VII, alínea "a”, da Lei nº 10.833, de 2003, determinavam que as receitas das vendas Fl. 225DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 6 11 dos produtos listados nesses incisos, nos quais se incluiu as vendas dos produtos da recorrente, permaneciam sujeitas às normas da legislação da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins vigentes anteriormente a essas leis. Ademais, embora a recorrente argumente como fundamento para inclusão das receitas das vendas no regime não cumulativo, por se tratar de saídas para o externo não seriam disciplinadas pela Lei nº 10.485, de 2002, não há como prevalecer essa tese. Não prevalece porque o foco da norma não é a destinação do produto, mas natureza do produto vendido. A pretensão da recorrente é vedada por lei. O § 7º do art. 3º, das Lei nº 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003, estabelece que, na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da contribuição, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. Sem razão a recorrente, como bem fundamentou o voto condutor da decisão recorrida que adoto e tomo a liberdade de transcrevêlo parcialmente: Anteriormente às alterações promovidas pela Lei nº 10.865, de 2004, o inciso IV do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.637, de 2002, e, igualmente, o inciso IV do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833, de 2003, expressamente excluíam do regime cumulativo as receitas decorrentes das vendas dos produtos submetidos à incidência monofásica da contribuição, como é o caso dos veículos automotores, tratados na Lei nº 10.485, de 2002: Lei nº 10.637, de 2002 Art. 1o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. [...] § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: IV de venda dos produtos de que tratam as Leis no 9.990, de 21 de julho de 2000, no 10.147, de 21 de dezembro de 2000, e no 10.485, de 3 de julho de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; [...] Lei nº 10.833, de 2003: Art. 1o A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. [...] Fl. 226DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 12 § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: [...] IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; [...] Assim, já no desenho tributário formatado por essas leis as receitas decorrentes das vendas de veículos já estavam fora do regime da não cumulatividade. Coerentemente com essas disposições, o art. 8º, inciso VII, alínea "a", da Lei nº 10.637, de 2002, e o art. 10, inciso VII, alínea "a”, da Lei nº 10.833, de 2003, determinavam que as receitas das vendas dos produtos listados nesse inciso permaneciam sujeitas às normas da legislação da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins vigentes anteriormente a essas leis. Lei nº 10.637, de 2002: Art. 8o Permanecem sujeitas às normas da legislação da contribuição para o PIS/Pasep, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 6o: [...] VII – as receitas decorrentes das operações: a) referidas no inciso IV do § 3o do art. 1o; [...] Lei nº 10.833, de 2003: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o: [...] VII as receitas decorrentes das operações: a) referidas no inciso IV do § 3o do art. 1o; [...] Com base no que até aqui foi exposto, é possível concluir que já no próprio desenho legal traçado pelas Leis nºº10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, ficaram excluídas do regime da não cumulatividade da contribuição ao PIS e da Cofins, as receitas decorrentes das vendas de veículos acabados produzidos pelas montadoras. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 7 13 Anotese, dessa forma, o equívoco da contribuinte em pretender que a inclusão no regime tome por base a destinação das mercadorias –no caso, vendas ao exterior– e não, ao contrário do que estabelecido pela legislação, a natureza das receitas– decorrentes, na situação dos autos, de vendas de produtos excluídos expressamente do regime da não cumulatividade. As Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, ao estipularem que as receitas de vendas dos produtos de que trata Lei nº 10.485, de 2002, não integram a base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins e permanecem sujeitas às normas anteriores à sua vigência, referemse tanto às vendas no mercado interno quanto no mercado externo. É evidente que o que importa, no contexto dessas leis, é o produto vendido, e não a destinação do produto (mercado interno ou externo). As receitas decorrentes de sua venda, portanto, quer se trate de venda no País ou de exportação, não seguem as normas da cobrança nãocumulativa. Desse modo, os insumos vinculados à produção das receitas decorrentes das vendas dos produtos assinalados na Lei nº 10.485, de 2002, não dão direito à apuração de créditos do regime não cumulativo, de que tratam os art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002 e nº 10.833, de 2003. Essa vedação fica clara pela leitura do que diz, em ambas as leis, o § 7º do art. 3º. O dispositivo estabelece que, na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da contribuição, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas: Lei nº 10.637, de 2002: Art. 3º ............................ § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da contribuição para o PIS/Pasep, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. (...) Lei nº 10.833, de 2003: § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. [...] Nesse contexto, as receitas decorrentes da exportação de veículos acabados não podem compor o montante das receitas não cumulativas para efeito de definição de percentual de rateio Fl. 228DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA 14 dos insumos passives de geração de créditos da não cumulatividade. (...) Em resumo, correto o recálculo do percentual de rateio promovido pela fiscalização, diante da constatação de que a contribuinte incluiu indevidamente no montante das receitas da não cumulatividade, receitas decorrentes da exportação de veículos prontos, as quais estavam expressamente fora do regime da não cumulatividade no período de formação dos créditos aproveitados em DCOMP. Cabe destacar, ainda, que a argumentação construída com o objetivo de evidenciar supostas incoerências ou injustiças fiscais no sistema da não cumulatividade pela vedação à apropriação de créditos sobre insumos utilizados na fabricação de produtos exportados não se sobrepõe às disposições das Leis nº 10.637, de 2002 e nº 10.833, de 2003. Reiterese, tais diplomas excluem do regime não cumulativo as receitas com origem em exportação de veículos acabados e vedam a geração de créditos sobre insumos utilizados na fabricação de produtos que não se sujeitam a essa sistemática. Por oportuno trago à colação oportunas lições do professor Celso Antônio Bandeira de Mello [1], in verbis: (...) o princípio da legalidade é o da completa submissão da Administração às leis. Esta deve tão somente obedecêlas, cumprilas, pôlas em prática. Daí que a atividade de todos os seus agentes, desde o que lhe ocupa a cúspide, isto é, o Presidente da República, até o mais modesto dos servidores, só pode ser a de dóceis, reverentes, obsequiosos cumpridores das disposições gerais fixadas pelo Poder Legislativo, pois esta é a posição que lhes compete no Direito brasileiro. (...) O princípio da legalidade, no Brasil, significa que a Administração nada pode fazer senão o que a lei determina. Ao contrário dos particulares, os quais podem fazer tudo o que a lei não proíbe, a Administração só pode fazer o que a lei antecipadamente autorize. Donde, administrar é prover aos interesses públicos, assim caracterizados em lei, fazendoo na conformidade dos meios e formas nela estabelecidos ou particularizados segundo suas disposições. Seguese que a atividade administrativa consiste na produção de decisões e comportamentos que, na formação escalonada do Direito, agregam níveis maiores de concreção ao que já se contém abstratamente nas leis. Com essas considerações, nego provimento ao recurso voluntário. Liduína Maria Alves Macambira 1 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 26. ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2009, p. 101 e 105. Fl. 229DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA Processo nº 13820.000347/200482 Acórdão n.º 340301.459 S3C4T3 Fl. 8 15 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 12/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 21/05/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/05/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado d igitalmente em 28/05/2012 por LIDUINA MARIA ALVES MACAMBIRA
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Numero do processo: 13876.000996/2003-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/1995 a 28/02/1999
INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA.
Em se tratando de pagamento indevido ou maior que o devido, nos termos do art. 165, I, c/c art. 168, I, do CTN, cujos pedidos de restituição ou compensação tenham sido efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar nº LC 118/05 (09.06.2005), relativamente aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, aplica-se o prazo previsto na legislação anterior, no caso, a tese dos 5+5 consagrada pelo E. STJ.
SEMESTRALIDADE DA BASE DE CALCULO DO PIS/PASEP. SÚMULA CARF Nº 15. De acordo com a Súmula nº 15, do CARF, o art. 6º da LC nº 7/70, trata de base de cálculo e não prazo de pagamento:(Súmula CARF nº 15: A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária).
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO
Reconhecidos créditos financeiros a favor do contribuinte, cabe à autoridade administrativa competente homologar a compensação dos débitos fiscais, até o limite do montante dos créditos financeiros apurados.
Recurso Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3301-001.806
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, a fim de reconhecer o direito à repetição/compensação do indébito relativo aos fatos geradores ocorridos em 01/10/1995 até 28/02/1996, inclusive, reconhecendo-se a semestralidade da base de cálculo do PIS/Pasep, nos termos do art. 6º da Lei Complementar nº 7/70, sem correção monetária, devendo ser homologadas as compensações até o limite do crédito apurado pela Unidade de Origem.
[assinado digitalmente]
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente
[assinado digitalmente]
Antônio Lisboa Cardoso Relator
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/1995 a 28/02/1999 INDÉBITO FISCAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Em se tratando de pagamento indevido ou maior que o devido, nos termos do art. 165, I, c/c art. 168, I, do CTN, cujos pedidos de restituição ou compensação tenham sido efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar nº LC 118/05 (09.06.2005), relativamente aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, aplica-se o prazo previsto na legislação anterior, no caso, a tese dos 5+5 consagrada pelo E. STJ. SEMESTRALIDADE DA BASE DE CALCULO DO PIS/PASEP. SÚMULA CARF Nº 15. De acordo com a Súmula nº 15, do CARF, o art. 6º da LC nº 7/70, trata de base de cálculo e não prazo de pagamento:(Súmula CARF nº 15: A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária). DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO Reconhecidos créditos financeiros a favor do contribuinte, cabe à autoridade administrativa competente homologar a compensação dos débitos fiscais, até o limite do montante dos créditos financeiros apurados. Recurso Parcialmente Provido.
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RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. Em se tratando de pagamento indevido ou maior que o devido, nos termos do art. 165, I, c/c art. 168, I, do CTN, cujos pedidos de restituição ou compensação tenham sido efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar nº LC 118/05 (09.06.2005), relativamente aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, aplicase o prazo previsto na legislação anterior, no caso, a tese dos 5+5 consagrada pelo E. STJ. SEMESTRALIDADE DA BASE DE CALCULO DO PIS/PASEP. SÚMULA CARF Nº 15. De acordo com a Súmula nº 15, do CARF, o art. 6º da LC nº 7/70, trata de base de cálculo e não prazo de pagamento:(Súmula CARF nº 15: A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária). DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO Reconhecidos créditos financeiros a favor do contribuinte, cabe à autoridade administrativa competente homologar a compensação dos débitos fiscais, até o limite do montante dos créditos financeiros apurados. Recurso Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, a fim de reconhecer o direito à repetição/compensação do indébito relativo aos fatos geradores ocorridos em 01/10/1995 até 28/02/1996, inclusive, reconhecendose a semestralidade da base de cálculo do PIS/Pasep, nos termos do art. 6º da Lei Complementar nº 7/70, sem correção AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 6. 00 09 96 /2 00 3- 57 Fl. 236DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 2 monetária, devendo ser homologadas as compensações até o limite do crédito apurado pela Unidade de Origem. [assinado digitalmente] Rodrigo da Costa Pôssas Presidente [assinado digitalmente] Antônio Lisboa Cardoso Relator Relatório Cuidase de reurso em face da decisão da DRJ de Ribeirão PretoSP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da Contribuinte, ora Recorrente, relativamente ao pedido de restituição de valores indevidamente recolhidos com base na MP nº 1.212/95, a título de Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS/Pasep, do período de apuração de 01/10/1995 a 28/02/1999, requerido em 19/08/2003 (fl. 2), pelos motivos sintetizados na ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/1995 a 28/02/1999 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRAZO PARA PLEITEAR. O direito de pleitear restituição e/ou compensação de tributo ou contribuição pago a maior ou indevidamente extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário. INCONSTITUCIONALIDADE. MP 1.212/95 E SUAS REEDIÇÕES, CONVERTIDA NA LEI N° 9.715/98. O STF afastou apenas a regra específica que pretendia dar aplicação retroativa às disposições da MP 1.212/95. Decorrido o prazo nonagesimal, as demais normas contidas na Medida Provisória n° 1.212/95, e suas reedições, convalidadas pela Lei n° 9.715/98, aplicamse aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de março de 1996. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Cientificada em 17/05/2011 (AR – fl. 189), a interessada interpôs recurso voluntário em 16/06/2011 (fls. 190/199), aduzindo, em síntese, que, a decisão recorrida merece ser reformada, vez que a LC nº 118, de 2005, só deve ser aplicada aos fatos geradores ocorridos após a sua vigência, devendo ser aplicado ao caso o prazo de 10 anos (tese do STJ, denominada cinco mais cinco), com a inconstitucionalidade dos DecretosLeis nº 2.445/88 e Fl. 237DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 13876.000996/200357 Acórdão n.º 3301001.806 S3C3T1 Fl. 237 3 2.449/88, deve ser considerada, para fins de cálculo do PIS/Pasep do período requerido, 10/95 a 02/99, a semestralidade da base de cálculo, conforme previsto no art. 6º da LC nº 7/70. É o relatório. Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e encontrase revestido das demais formalidades legais, devendo o mesmo ser conhecido. Em relação ao prazo decadencial destinado à repetição do indébito de PIS/Pasep, entendo assistir razão à Recorrente, porquanto, o pedido de restituição ocorreu em 19/08/2003 (fl.02), sobre os fatos geradores ocorridos nos períodos de apuração de 01/10/1995 a 28/02/1999, cujos recolhimentos se deram por força dos inconstitucionais Decretosleis nº 2.445/88 e 2.449/88, cabendo ao contribuinte recolher o PIS/Pasep com base Lei Complementar n° 07/70. No caso o prazo decadencial contase de acordo com a tese dos “cinco mais cinco” consolidada pelo Superior Tribunal de Justiça e confirmada pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE nº 566.621, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, no qual foi declarada a inconstitucionalidade do art. 4º da Lei Complementar nº 118, de 2005, que determinava a aplicação retroativa do seu artigo 3º – norma que, ao interpretar o artigo 168, I, do Código Tributário Nacional (CTN), fixara em cinco anos, desde o pagamento indevido, o prazo para o contribuinte buscar a repetição de indébitos tributários relativamente a tributos sujeitos a lançamento por homologação, e, em relação aos pleitos anteriores à vigência da novel LC, deve ser aplicada a sistemática anterior, qual seja, 10 (dez) anos contados da data do fato gerador. A decisão do E. STF, é assim ementada: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e Fl. 238DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO 4 reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe 195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL0260502 PP00273) Logo, como a novel Lei Complementar entrou em vigor em 09/06/2005, por força do art. 4º da LC, na data do pedido de repetição/compensação ainda era aplicável a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador (“tese dos cinco mais cinco”). Outro ponto que enseja uma decisão, é quanto à semestralidade da base de cálculo do PIS/Pasep, em face da inconstitucionalidade dos Decretosleis nº 2.445/88 a 2.449/88, para os fatos geradores ocorridos até 28/02/1996, devendo ser aplicada a Súmula CARF nº 15, nos seguintes termos: Súmula CARF nº 15: A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária. Assim sendo, deve ser assegurado o direito à Recorrente, quanto ao indébito decorrente da aplicação da sistemática da semestralidade da base de cálculo do PIS/PASEP, relativamente aos fatos geradores ocorridos no período de até 10 (dez) anos anteriores ao pedido de restituição. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, a fim de reconhecer o direito à repetição/compensação do indébito relativo aos fatos geradores ocorridos em 01/10/1995 até 28/02/1996, inclusive, reconhecendose a semestralidade da base de cálculo do PIS/Pasep, nos termos do art. 6º da Lei Complementar nº 7/70, sem correção monetária, devendo ser homologadas as compensações até o limite do crédito apurado pela Unidade de Origem. Sala das Sessões, em 21 de março de 2013 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 239DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO Processo nº 13876.000996/200357 Acórdão n.º 3301001.806 S3C3T1 Fl. 238 5 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 20/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/04/2013 por ANTONIO LISBOA CARDOSO
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Numero do processo: 15979.000199/2007-71
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo CARF, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vício apontado.
COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO.
Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementá-lo, retificando o Acórdão.
Embargos Acolhidos em Parte.
Numero da decisão: 2803-002.261
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração em parte para corrigir apenas a redação do texto da decisão do Acórdão 2803-00.663 que passa a ter a seguinte conclusão: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso. A multa a ser aplicada será a do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento (art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 9.876/99, fl. 48 dos autos digitalizados), prevalecendo a que for mais favorável ao contribuinte.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Embargante UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Interessado TRANS PORTO TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo CARF, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vício apontado. COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO. Constatada a falta de clareza no julgado cabe complementálo, retificando o Acórdão. Embargos Acolhidos em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração em parte para corrigir apenas a redação do texto da decisão do Acórdão 280300.663 que passa a ter a seguinte conclusão: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso. 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(Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 97 9. 00 01 99 /2 00 7- 71 Fl. 10DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15979.000199/200771 Acórdão n.º 2803002.261 S2TE03 Fl. 130 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Relatório Tratase de embargos contra o Acórdão 280300.663 3ª Turma Especial, Segunda Seção de Julgamento, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, sessão de 14 de abril de 2011, interposto pela União (Fazenda Nacional), alegando contradição/obscuridade na aplicação da retroatividade benigna no cálculo da multa a ser aplicado, de modo que reste explicitada a comparação entre o art. 35A da Lei 8.212/91 e a soma das duas multas anteriores (art. 35, II, e 32, IV, da norma revogada) e não apenas entre o art. 35A da Lei 8.212/91 e a multa do lançamento (art. 35, II da norma revogada). É o relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator Tratase de embargos de declaração em razão de haver contradição/obscuridade entre o texto do acórdão e o texto do voto do relator, quanto à aplicação da retroatividade benigna no cálculo da multa a ser aplicado para o lançamento fiscal. O Regimento Interno do CARF, Portaria MF/GM 256, de 22 de junho de 2009, prevê no art. 65 e seguintes o manejo de embargos declaratórios contra seus julgados que restarem omissos, obscuros ou contraditórios em algum de seus termos, sendo estes os requisitos indeclináveis para seu acatamento. Assim sendo, reconhecese a contradição apontada e passase à análise dos autos no sentido de sanar a contradição/obscuridade apontada. Consta da decisão do Acórdão 280300.663, quanto à aplicação da retroatividade benigna no cálculo da multa aplicada pela fiscalização: As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação nos termos do art. 150 do CTN. Corrobora com o entendimento o Superior Tribunal de Justiça STJ, REsp 289181/MG. Fl. 11DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15979.000199/200771 Acórdão n.º 2803002.261 S2TE03 Fl. 131 3 A multa aplicada pela Lei nº 8.212/91, na redação introduzida pela Lei nº 11.941/2009, estabelece a distinção entre multa de mora (art. 35) e a multa de ofício (art. 35A). Suas aplicações devem seguir formas distintas, aplicandose para a multa de mora o art. 61 da Lei nº 9.430/96, e para a multa de ofício o art. 44 da Lei nº 9.430/96. Este entendimento, também, é corroborado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ no Processo AGRESP 200601560547. A multa de mora, art. 35 da Lei nº 8.212/91, deve ser aplicada para pagamento fora do prazo previsto na legislação e será calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso limitada a 20% (vinte por cento), nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430/96. A multa de ofício, art. 35A da Lei nº 8.212/91, deve ser aplicada nos termos do art. 44 da Lei no9.430/96 (I 75% sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II 50%, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal). O lançamento de ofício está previsto no art. 149 do CTN: Outrossim, o Supremo Tribunal Federal – STF fixou entendimento no sentido de que as cominações impostas por meio de lançamento de ofício decorrem do fato de omissão na declaração e recolhimento intempestivos da contribuição, nos termos do Processo REAgR 241087. O julgado é acompanhado pelo STJ, REsp 330519/RS, e Tribunais Federais TRF3 ª Região, AC 94.03.0108363/ SP, e TRF1 ª Região, AC 1997.01.00.0475312/ DF; que compreendem que deve ser efetuado o lançamento de ofício quando constatadas diferença a menor, ou inexistência de pagamento, ou irregularidades na declaração de tributos sujeitos a lançamento por homologação (omissão ou inexatidão). As alterações trazidas pela Lei nº 8.212/91 quanto à aplicação da multa devem ser observadas no caso objeto de análise, buscando o disposto nos artigos 106, inciso II, e 112, ambos do CTN, no sentido de se analisar e aplicar a norma que for mais benéfica ao contribuinte. A análise dos valores das multas para verificação e aplicação da regra que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante entendimento trazido pela Portaria Conjunta PGFN/RFBnº14, de 4 de dezembro de 2009, DOU de 8.12.2009, bem como, demais normativos sobre o assunto. A análise será realizada pela comparação entre a soma dos valores das multas aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal, conforme o art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e de obrigações Fl. 12DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15979.000199/200771 Acórdão n.º 2803002.261 S2TE03 Fl. 132 4 acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e da multa de ofício calculada na forma do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. Ante ao exposto, por se tratar de valores não declarado em GFIP (omissão na declaração) e de diferenças não recolhidas na época própria (recolhimento intempestivo da contribuição), referese a lançamento de ofício. Assim, a multa a ser aplicada será a do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento, prevalecendo a que mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso. A multa a ser aplicada será a do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento, prevalecendo a que mais favorável ao contribuinte. De fato, a decisão apresenta contradição/obscuridade entre o texto do acórdão e o texto da conclusão do relator, quanto à aplicação da retroatividade benigna no cálculo da multa constante do lançamento fiscal. Houve um erro de grafia no seguinte parágrafo: A análise dos valores das multas para verificação e aplicação da regra que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante entendimento trazido pela Portaria Conjunta PGFN/RFBnº14, de 4 de dezembro de 2009, DOU de 8.12.2009, bem como, demais normativos sobre o assunto. A análise será realizada pela comparação entre a soma dos valores das multas aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal, conforme o art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e de obrigações acessórias, conforme §§ 4º e 5º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941, de 2009, e da multa de ofício calculada na forma do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, acrescido pela Lei nº 11.941, de 2009. Não deveria constar o termo “a soma dos valores” no parágrafo acima, sendo a grafia correta: A análise dos valores das multas para verificação e aplicação da regra que for mais benéfica, se cabível, será realizada no momento do pagamento ou do parcelamento, consoante entendimento trazido pela Portaria Conjunta PGFN/RFBnº14, de 4 de dezembro de 2009, DOU de 8.12.2009, bem como, demais normativos sobre o assunto. A análise será realizada pela comparação entre os valores das multas: a) aplicadas nos lançamentos por descumprimento de obrigação principal, Fl. 13DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15979.000199/200771 Acórdão n.º 2803002.261 S2TE03 Fl. 133 5 conforme o art. 35 da Lei nº 8.212/1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941/2009; b) por descumprimento de obrigações acessórias, conforme §§ 4o e 5o do art. 32 da Lei nº 8.212/1991, em sua redação anterior à dada pela Lei nº 11.941/2009; e c) de ofício calculada na forma do art. 35A da Lei nº 8.212/1991, acrescido pela Lei nº 11.941/2009. Ante ao exposto, por se tratar de valores não declarado em GFIP (omissão na declaração) e de diferenças não recolhidas na época própria (recolhimento intempestivo da contribuição), referese a lançamento de ofício. Assim, a multa a ser aplicada será a do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento, prevalecendo a que for mais favorável ao contribuinte. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso. A multa a ser aplicada será a do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento (art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 9.876/99, fl. 48 dos autos digitalizados), prevalecendo a que for mais favorável ao contribuinte. O lançamento fiscal se refere a descumprimento de obrigação principal e não de obrigação acessória. Assim, não há motivo para se acrescentar ao cálculo da multa valores decorrentes de obrigação acessória como que a embargante. A obrigação principal e a acessória possuem lançamentos fiscais distintos e fatos geradores distintos. Desse modo, o Acórdão 280300.663 sofre alteração apenas no seu texto redacional sem alteração do resultado do julgamento. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em acolher os embargos de declaração em parte para corrigir apenas a redação do texto da decisão do Acórdão 280300.663 que passa a ter a seguinte conclusão: Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso. A multa a ser aplicada será a do art. 35A da Lei nº 8.212, de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, que deve ser comparada à multa do lançamento (art. 35 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 9.876/99, fl. 48 dos autos digitalizados), prevalecendo a que for mais favorável ao contribuinte. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 14DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15979.000199/200771 Acórdão n.º 2803002.261 S2TE03 Fl. 134 6 Fl. 15DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/ 04/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 26515.400019/88-89
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 1991
Data da publicação: Thu Oct 24 00:00:00 UTC 1991
Ementa: CONTRIBUIÇÃO AO IAA - Falta de recolhimento não contestada. O foro é inadequado para o questionamento de supostas inconstitucionalidades. Competência do Conselho Monetário Nacional. Recurso improvido.
Numero da decisão: 201-67489
Nome do relator: SELMA SANTOS SALOMÃO WOLSZCZAK
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O. u._ !)e. / té.:J / 19 Cti/ 1 C j 1~ •44W- MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUMTES, Processo N.° 26515.400019/88-89 eaa 1 . Sessão de 24 de outubro de 1991 ACORDA() N.° 201- 6 7 . 48 9 Recurso n.. 86 . 834 Recorrente AÇOCAR E ÁLCOOL BANDEIRANTES s /A . Recorrid a DRF - LONDRINA - PR CONTRIBUIÇÃO AO IAA -Falta de recolhimento não con- testada. O foro é inadequado para o questionamento de supostas inconstitucionalidades. Competência do Conselho Monetário Nacional. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AÇOCAR E ÁLCOOL BANDEIRANTES S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, porunanimidade de votos, em negar pro- vimento ao recurso. Sala das Sessões, em 24 de outubro de 1991. ROBERT C/, Lty /BARBOSA DE CASTRO - PRESIDENTE SELMA ANTO S Á OMÃO WOLSZCZAK - RELATORA 1 .1 ANTO • lAr • ÁRGO - PRFN VISTA EM SES Á O EM 06 DEZ 1991 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros LINO DE AZEVEDO MESQUITA,HENRIQUE NEVES DA SILVA, DOMINGOS ALFEU COLEN . CI DA SILVA NETO, ANTONIO MARTINS CASTELO BRANCO, ARISTÓFANES FOIT TOURA DE HOLANDA e SÉRGIO GOMES VELLOSO. ,._„ Wt3 Aegr5-%fr MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo N19 26.515-400019/88-89 Recurso N-q: 86.834 Acordão No2: 201-67.489 Recorrente: AÇUCAR E ALCOOL BANDEIRANTES S/A RELATóRIO A empresa foi autuada por falta de recolhimento da contribuição ao IAA, prevista no Decreto-Lei n2 308/67, regula- mentada pela Resolução 2.005/68, e do adicional previsto no De- creto-Lei n2 1.952/82. Dados como infringidos o artigo 32, gg 22 e 42, art. 62 do DL 308/67, artigo 12, gg 12 e 22 do DL 1.952/82, c.c/ o artigo 42 e seus parágrafos do Decreto 62.388/88, e artigo 52 da Resolução 2.005/68. Em defesa tempestiva, disse a empresa que o IAA não é eficiente, mas sim prejudicial ao setor, e que a cobrança do adicional instituido pelo Decreto-lei 1952/82 é inconstitucio- nal. Assinala que o ordenamento jurídico-constitucional não de- fesa competência ao Conselho Monetário Nacional para fixação dos percentuais de contribuições e adicionais de natureza para- fiscal. A decisão de primeiro grau confirmou a exigência ini- cial, fundamentando-se em que a contribuição está emburida nos -segue- 1 SERVIÇO PIJULICO FEDERAL Processo no_ 26515.400019/88-89 Acórdão n9_ 201-67.489 preços, sendo a empresa mera arrecadadora, e em conseqüência, admitir o não recolhimento desse valor equivaleria a legitimar apropriação indébita. Quanto à competência do Conselho Monetá- rio Nacional, sustentou-se a decisão condenatória'em que o pa- rágrafo 22 do artigo 12 do DL 1.952 estabelece claramente que os percentuais do adicional deveriam ser estabelecidos por aquele Conselho, mediante proposta do Ministro da Indústria e do Comércio. Ainda inconformada, a empresa recorre tempestivamente a este Colegiado, fls. 32, argumentando, em síntese e substân- cia, que, com a extinção do IAA, não se tem sequer a indicação do destino da contribuição, que constituiria verdadeiro confis- co. Leio em sessão o inteiro teor da peça recursal. o relatório. VOTO DA RELATORA, CONSELHEIRA SELMA SANTOS SALOMAO WOLSZCZAK A matéria versada no presente recurso é bem conhecida por esse Colegiado, que reiteradamente tem-se pronunciado no sentido de que o fi5ro é impróprio para o questionamento de su- postas inconstitucionalidades. Cabe, porém, lembrar que o Egré- gio Tribunal Federal de Recursos (AMS-103.484 e 103.485), con- cluiu no sentido da legalidade da cobrança do adicional em te- la. Quanto à competência do Conselho Monetário Nacional, proce- de a fundamentação da decisão recorrida, que adoto aqui, para de igual forma concluir. 2 -segue- OMF/RJ • GRÁFICA 22.060/81 SERVIÇO PUt3i1C0 .EDERni Processo no. 26515.400019/88-89 Acórdão 11(2 201=67.489 Por fim, a extinção do IAA, anos após os fatos in- fringentes objeto do presente litígio, não é matéria pertinente ao feito. A falta de recolhimento da contribuição não foi con- testada pela Recorrente, e, por conseqüência, entendo deva ser mantida a exigência fiscal pertinente . Sala de Sessões, em 24 de outubro de 1991 SELMA SANTOSSANTOS SALOMAO WOLSZCZAK 3 DMF/RJ GRÁFICA 22.060/81
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