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Numero do processo: 11516.008281/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006, 2007
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS RECEBIDOS POR DEPENDENTE.
Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração de ajuste anual.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.760
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração de ajuste anual. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 82 81 /2 00 8- 11 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.008281/200811 Acórdão n.º 2801002.760 S2TE01 Fl. 73 2 Tratase de Auto de Infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF por meio do qual se exige crédito tributário no valor de R$ 11.870,79, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. O crédito tributário foi constituído em razão de ter sido apurado, nas Declarações de Ajuste Anual do contribuinte, exercícios 2006 e 2007, os seguintes fatos: Omissão de rendimentos nos valores, respectivamente, de R$ 6.027,70 e R$ 9.382,35, recebidos da pessoa jurídica Agência de Viagem e Turismo Açoriana Ltda, pelo dependente Antonio de Souza Flora Júnior, decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, conforme DIRF apresentadas pela fonte pagadora. Dedução indevida do dependente André Makowieski Flora, no exercício de 2006, por este ter optado por apresentar declaração de ajuste anual em separado, em modelo simplificado. Dedução indevida de despesas médicas, exercício 2006, no valor de R$ 3.250,00. Dedução indevida de despesas com instrução dos dependentes Antonio de Souza Flora Júnior e André Makowieski Flora, exercício 2006, no valor de R$ 2.103,56. O interessado apresentou a impugnação de fls. 34/36 deste eprocesso, instruída com os documentos de fls. 37/53, a qual foi julgada improcedente. O acórdão recorrido considerou: não impugnado o IRPF no valor de R$2.900,08; procedente a multa de ofício no valor de R$2.175,06, calculada sobre o IRPF Suplementar não impugnado; procedente o IRPF de R$3.025,15, referente aos anoscalendário 2005 e 2006, acrescido da multa de ofício de 75% e juros de mora. Cientificado da decisão de primeira instância em 22/02/2011 (fl. 65), o interessado interpôs, em 24/03/2011, o recurso de fls. 66/68. Nas razões recursais aduz que: O filho menor Antônio de Souza Flora Júnior entregou declaração de isento nos respectivos exercícios, cabendo tão somente sua glosa como dependente, que implicará em cobrança menor do que a tributação de seus rendimentos. As despesas médicas constantes de sua declaração decorrem de descontos em folha de pagamento e deve ser acolhido o pedido de reinclusão de tais despesas como dedutível para apurar o valor devido a titulo de imposto de renda. No período da intimação residia em sua casa de veraneio. Portanto, não teve conhecimento de tal intimação. Ao fim, requer o acolhimento do presente recurso para que se cancele parte do débito fiscal reclamado e lhe seja possibilitado o pagamento por meio de parcelamento do Fl. 73DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.008281/200811 Acórdão n.º 2801002.760 S2TE01 Fl. 74 3 saldo devido, mediante a apresentação dos valores recalculados, bem como a imputação da multa espontânea por ser menos gravosa ao contribuinte. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presente os requisitos de admissibilidade. Observo, inicialmente, que o litígio se restringe às questões relacionadas ao dependente Antônio de Souza Flora Júnior, porquanto as demais matérias suscitadas pelo Recorrente não foram impugnadas em época oportuna, encontrandose preclusas em face do disposto no art. 17 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim descrito: Art. 17.Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. O acórdão recorrido já havia delimitado os lindes da controvérsia, nos seguintes termos: Antes de qualquer coisa, cumpre precisar os limites do litígio posto a esta Delegacia de Julgamento. Como do relatório se viu, a impugnação é parcial, o contribuinte se manifesta apenas em relação às omissões referentes ao dependente Antônio de Souza Flora Júnior. Requer que se exclua os rendimentos lançados e se proceda, então, à glosa da dedução com o dependente, o que lhe seria mais vantajoso. Nas declarações apresentadas para os exercícios 2006 e 2007 o Recorrente incluiu, entre seus dependentes, o filho Antonio de Souza Flora Júnior, nascido em 29/04/1987. A autoridade fiscal, à vista das DIRF apresentadas pela Agência de Viagem e Turismo Açoriana Ltda (fls. 10/11), apurou omissão de rendimentos recebidos pelo referido dependente nos valores de R$ 6.027,70 e R$ 9.382,35, respectivamente nos anoscalendário 2005 e 2006, e efetuou o lançamento. O Recorrente alega que o filho Antônio de Souza Flora Júnior entregou declaração de isento nos mencionados exercícios, cabendo, desta forma, tão somente a glosa do dependente, por ser menos onerosa que a omissão dos rendimentos por ele auferidos. Anoto que o objetivo da Declaração Anual de Isento – DAI não se confunde com o objetivo da declaração de ajuste anual de rendimentos: esta é obrigação acessória cujo objetivo (dentre outros) é apurar o real valor do imposto em determinado anocalendário, podendo resultar em restituição ou em valor suplementar de imposto a recolher; aquela foi instituída com o objetivo de manter atualizado o Cadastro de Pessoas Físicas CPF. Na espécie, entendo que o Recorrente deveria ter observado o que dispõe a legislação tributária em relação aos rendimentos de dependentes. Em consonância com o § 8º do art. 38 da Instrução Normativa SRF nº 15, de 6 de fevereiro de 2001: Art. 38.Podem ser considerados dependentes: Fl. 74DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.008281/200811 Acórdão n.º 2801002.760 S2TE01 Fl. 75 4 (...) III a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; (...) § 8º Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração. Assim, optando o Recorrente por incluir o filho Antonio de Souza Flora Júnior, menor de 21 anos, como seu dependente nas declarações de ajuste anual relativas aos exercícios 2006 e 2007, deveria também ter lançado, nas referidas declarações, os rendimentos por ele percebidos. Quanto ao pedido de parcelamento, reitero a informação constante do acórdão recorrido no sentido que o interessado deve dirigirse à unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB de seu domicílio, a quem compete apreciar tal pleito. Face ao exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 75DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES
score : 1.0
Numero do processo: 44021.000265/2007-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIPSSEM A INFORMAÇÃO DE TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA. CABIMENTO. RELEVAÇÃO. ART. 291 DO DECRETO 3.048/99. CUMPRIMENTO.AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que a falta imputada não foi corrigida, dentro ou fora do praz de defesa, há que se rejeitado o pedido de relevação da multa aplicada.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32-A da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-002.993
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32-A da Lei 8.212/91, caso mais benéfica.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIPSSEM A INFORMAÇÃO DE TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA. CABIMENTO. RELEVAÇÃO. ART. 291 DO DECRETO 3.048/99. CUMPRIMENTO.AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que a falta imputada não foi corrigida, dentro ou fora do praz de defesa, há que se rejeitado o pedido de relevação da multa aplicada. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32-A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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FATOS GERADORES Recorrente POLICOLOR PINTURAS EM EDIFICACOES LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIPS’SEM A INFORMAÇÃO DE TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA. CABIMENTO. RELEVAÇÃO. ART. 291 DO DECRETO 3.048/99. CUMPRIMENTO.AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que a falta imputada não foi corrigida, dentro ou fora do praz de defesa, há que se rejeitado o pedido de relevação da multa aplicada. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32 A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 44 02 1. 00 02 65 /2 00 7- 10 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei 8.212/91, caso mais benéfica. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000265/200710 Acórdão n.º 2402002.993 S2C4T2 Fl. 92 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por POLICOLOR PINTURAS LTDA, em face de acórdão que manteve parcialmente o Auto de Infração n. 37.075.7424, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente informado incorretamente em GFIP o enquadramento como SIMPLES, nas competências 05.1999; 06.1999 e 03.2001; informou erroneamente a alíquota de RAT no percentual de 2%, quando o correto é de 3% nas competências 01.2003 a 06.2003 a 11.2003; omitiu a informação do valor referente ao Pró Labore, nas competências 01.1999 a 03.2001; 11.2004; 12.2004 e 03.2005 e finalmente, deixou de informar a totalidade do salário de contribuição nas competências 02.1999 a 06.1999; 10.1999; 11.1999; 12.1999; 01.2000; 01.2002; 03.2002; 04.2002; 09.2002; 11.2002; 12.2002; 01.2003; 11.2003;01.2004; 04.2004; 06.2004; 09.2004; 11.2004; 12.2004; 01.2005 a 12.2005. Tal fato omitiu valores devidos a título de contribuição previdenciária pela recorrente. O contribuinte cientificado em 24/04/2007 (fls. 01). Em sua impugnação a recorrente apenas sustentou a decadência e requereu a relevação da multa, requerendo prazo suplementar de 60 (sessenta ) dias para retificação de toda a documentação. Fora determinada a realização de diligência para a elaboração de relatório fiscal complementar que contemplasse o reajuste do valor da multa aplicada pelas Portarias do INSS, de cujo resultado a contribuinte fora devidamente intimada. Em continuidade ao processo administrativo, foi proferido o v. acórdão recorrido (fls. 66). No julgamento de primeira instância foram excluídos do lançamento as competências atingidas pela decadência e as relativas ao erro no preenchimento do campo SAT/RAT. Fora, então, interposto o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que a multa aplicada deve sujeitarse aos efeitos do art. 32A da Lei 8.212/91, por força do art. 106 do CTN; 2. que a multa aplicada deve ser relevada, já que seu pedido de prorrogação do prazo para apresentação da documentação retificada veio a ser indeferido, sem que esta pudesse apresentar tais documentos, situação que causoulhe prejuízo, sendo o julgamento convertido em diligência para concessão de novo prazo para apresentação de documentos; Fl. 93DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000265/200710 Acórdão n.º 2402002.993 S2C4T2 Fl. 93 5 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente, cumprenos asseverar que ao apresentar sua impugnação, o contribuinte não se insurgiu quanto aos dados que a fiscalização imputoulhe não terem sido informados em GFIP. Dessa forma, a autuação é incontroversa. Além disso, os lançamentos principais relativamente ao presente Auto de Infração já foram objeto de julgamento por esta Turma, sendo que, em todos eles, o lançamento foi mantido, à exceção dos períodos tidos por decadentes quando proferidos os respectivos acórdãos de primeira instância. Dito isso, tenho que o pedido de relevação da multa não deva ser acatado. Rezava o art. 291 do Decreto 3.048/99, à época da defesa apresentada: Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. Em momento algum a falta veio a ser corrigida, seja dentro ou fora do prazo de defesa, situação, que a meu ver, por si só, já tem o condão de afastar os argumentos constantes no recurso voluntário. A dilação de prazo requerida em sede de impugnação somente veio a ser indeferida quando proferido o julgamento a quo, sendo que tal fato, em hipótese alguma tem o condão de determinar a reabertura do prazo para apresentação dos documentos retificados, ou mesmo cercear o direito de defesa da recorrente. Ademais, a realização de diligência neste momento processual não se faz necessária, até porque, em momento algum, sequer restou comprovada a existência dos documentos retificados. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Por fim, há que se considerar aquilo o que determinado pelas invações trazidas pela Lei 11.941/09, que acrescentou na Lei 8.212/91 os artigos 32A e 35A, os quais dispõem o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. “Art. 35A Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996”. Por sua vez, o art. 35A faz remição ao art. 44 da Lei 9.430/96, que assim dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ No caso dos autos, tratase de auto de infração no qual fora lançada multa pelo descumprimento de obrigação acessória relativa a apresentação de GFIP’s com informações inexatas relativamente a todos os fatos geradores de contribuições previdenciarias a que estaria sujeito o contribuinte. A meu ver, sobre o assunto não resta outra conclusão, senão acatar a tese sustentada no Recurso Voluntário. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000265/200710 Acórdão n.º 2402002.993 S2C4T2 Fl. 94 7 Das alterações levadas a efeito, a disposição contida no art. 32A da Lei 8.212/91, é específica para os casos de GFIP com informações inexatas ou mesmo omissões, assim devendo ser consideradas as informações relativas aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, motivo pelo qual entendo deva ser, no presente caso, o dispositivo legal aplicável, conforme determinado pelo art. 106, III, “c” do Código Tributário Nacional, que determina a aplicação retroativa da Lei nova, quando dispuser sobre penalidades e que possa vir a ser mais benéfica ao acusado, no caso o contribuinte. Ante todo o exposto voto no sentido de rejeitar a preliminar de decadência suscitada, e, no mérito, em DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja efetuado o cálculo e comparação da multa mais benéfica a ser aplicada com base no disposto no art 32A da Lei 8.212/91. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 18471.001318/2005-40
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 2002
PAGAMENTO SEM CAUSA - DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS Havendo lucros acumulados em valor suficiente a justificar a distribuição descaracterizado está o suposto pagamento sem causa.
Numero da decisão: 2201-001.487
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade negar provimento ao recurso de ofício. FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JÚNIOR - Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. (assinatura digital) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente).
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 PAGAMENTO SEM CAUSA DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS Havendo lucros acumulados em valor suficiente a justificar a distribuição descaracterizado está o suposto pagamento sem causa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade negar provimento ao recurso de ofício. FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JÚNIOR Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. (assinatura digital) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 13 18 /2 00 5- 40 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 2 Tratase de recurso de oficio em face do acórdão 1218.380 – 3ª Turma da DRJ/RJOI que deu provimento à impugnação interposta pelo contribuinte em face do Auto de Infração de fls. 42/46, para a exigência de crédito tributário de IRRF, no valor de R$73.949,25, acrescido de multa de 75% e de juros de mora. O crédito tributário total lançado monta a R$163.523,96 (fi. 2). O lançamento foi efetuado por ter a fiscalização apurado falta de recolhimento de IRRF sobre pagamentos sem causa ou de operação não comprovada, uma vez que o lucro do exercício não suportaria o valor efetivamente distribuído. O interessado apresentou, tempestivamente, a impugnação de fls. 54/59. Em sua defesa, alega, em síntese, que: a fiscalização não acatou a informação de se tratar de distribuição de lucros por não haver encontrado, no Lalur, valores que suportassem tal distribuição, sem se dar ao trabalho de checar qualquer outro documento; possui lucros acumulados que não só suportam (nos termos da IN 93/1997) como ultrapassam os valores distribuídos em 2002, conforme comprova. Requer a improcedência do lançamento. A DRJ houve por bem dar É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Relator Rodrigo Santos Masset Lacombe O v. acórdão recorrido não merece reparos. A fiscalização efetuou o lançamento por ter constatado falta de recolhimento de IRRF sobre pagamento sem causa ou de operação não comprovada. Na Descrição dos Fatos, a fiscalização aponta que: Regularmente intimado (fl. 04/08) a "justificar a origem do lucro distribuído em 2002, constante do seu Livro Razão, Conta 2411100000, no valor de R$221.658,84, acompanhados dos seus respectivos documentos suportes", o contribuinte informou na sua resposta de fl. , que somente distribuiu o valor de R$137.334,34, conforme Livro Razão (cópia de fl. 36/41). Ressalva que, "conforme Livro Lalur (cópia de fl. 09/35), não haveria lucro disponível que suporte o valor que foi pago a titulo de distribuição de lucro". Ocorre que, a distribuição de lucros, no montante de R$137.333,34, foi escriturada no Razão (fls. 38/39) e informada na DIPJ/2003 (fl. 82). A fiscalização por sua vez não levou em conta o lucro contábil do Período (Lalur — fl. 31). Também não considerou o saldo de Lucros Acumulados informado na DIPJ/2003 (fl. 82), no montante de R$633.903,55. E não fundamenta porque deixou de considerálos. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001318/200540 Acórdão n.º 2201001.487 S2C2T1 Fl. 106 3 É de se notar que no Lalur o Contribuinte apurou lucros em todos os anos e a simples conferência com a DIPJ já seria suficiente para afastar qualquer possibilidade de autuação uma vez que o art. 10, da Lei 9.249, de 26/12/1995, dispõe que os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no Pais ou no exterior. Na hipótese de, no encerramento do balanço em 31 de dezembro, o lucro contábil do ano calendário ser menor que o montante dos lucros ou dividendos distribuídos antecipadamente, a diferença deve ser imputada na conta de lucros acumulados ou reservas de lucros de exercícios anteriores e a tributação deve, nestes casos, ser feita de acordo com a legislação aplicável ao ano da apuração dos resultados. Assim, pelo que dos autos consta a decisão de primeira instância não merece reparos. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 107DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI
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Numero do processo: 10725.003268/2007-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS COMPROVADAS. RESTABELECIMENTO.
Deve-se restabelecer a dedução de despesas médicas, quando encontram-se elementos suficientes para se formar a convicção que os serviços foram efetivamente prestados com ônus do contribuinte.
Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
Numero da decisão: 2101-001.834
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Redator designado.
EDITADO EM: 16/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Redator designado. EDITADO EM: 16/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage.
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DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS COMPROVADAS. RESTABELECIMENTO. Devese restabelecer a dedução de despesas médicas, quando encontramse elementos suficientes para se formar a convicção que os serviços foram efetivamente prestados com ônus do contribuinte. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Redator designado. EDITADO EM: 16/11/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 00 32 68 /2 00 7- 66 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 60/70) interposto em 15 de fevereiro de 2011 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ), (fls. 49/55), do qual o Recorrente teve ciência em 25/01/2011 (fls.59), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento de fls. 11/16, lavrado em 19 de novembro de 2007, em decorrência de deduções indevidas de despesas médicas e omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, verificada no ano calendário de 2004. O acórdão teve a seguinte ementa: Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação hábil e idônea que preencha todos os requisitos estabelecidos em lei, mantendose a glosa sobre a parte não comprovada. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 60/70), fazendo anexar novos recibos da lavra dos profissionais Gerusa de Moraes Menezes e José Ricardo de Moraes Menezes. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Fl. 74DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10725.003268/200766 Acórdão n.º 2101001.834 S2C1T1 Fl. 74 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte apresentou a declaração de ajuste do exercício de 2005 e foi autuado sofrendo glosas relativas à deduções indevidas de despesas médicas e omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, verificada no ano calendário de 2004. O julgador a quo manteve a glosa relativa às despesas médicas, no valor de R$ 15.144,41 (Quinze mil, cento e quarenta e quatro reais e quarenta e um centavos). Para fazer jus a deduções na Declaração de Ajuste Anual, tornase indispensável que o contribuinte observe todos os requisitos legais, sob pena de ter os valores pleiteados glosados. Afinal, todas as deduções, inclusive as despesas médicas, por dizerem respeito à base de cálculo do imposto, estão sob reserva de lei em sentido formal, por força do disposto na Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), art. 97, inciso IV. Por oportuno, confirase o estabelecido na Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, a propósito de dedução de despesas médicas: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Fl. 75DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Por sua vez, o Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, art. 73, dispõe: Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). Verificase, portanto, que a dedução de despesas médicas na declaração da contribuinte está, sim, condicionada ao preenchimento de alguns requisitos legais. Observese que a dedução exige a efetiva prestação do serviço, tendo como beneficiário a declarante ou seu dependente, e que o pagamento tenha se realizado pelo próprio contribuinte. Assim, havendo qualquer dúvida em um desses requisitos, é direito e dever da Fiscalização exigir provas adicionais da efetividade do serviço, do beneficiário deste e do pagamento efetuado. E é dever do contribuinte apresentar comprovação ou justificação idônea, sob pena de ter suas deduções não admitidas pela autoridade fiscal. Sobre a questão vejamse as ementas dos seguintes acórdãos exarados por este Conselho: Acórdão nº : 10248789 DESPESAS MÉDICAS RECIBOS REQUISITOS ESSENCIAIS Quanto aos requisitos essenciais que devem constar do recibo, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda, o valor, a natureza da prestação dos serviços, o nome de quem pagou e a assinatura identificando quem recebeu são pressupostos essenciais à sua validade. O endereço, o CPF do profissional e a identificação do beneficiário dos serviços, caso ausentes, podem ser completados, posteriormente, pelo tomador dos serviços, adotandose procedimento semelhante ao do pagamento com cheque nominal. Acórdão nº : 10616.890 DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO DAS DESPESAS COM RECIBOS ACOSTADOS AOS AUTOS FISCALIZAÇÃO NÃO LOGROU INFORMAR A HIGIDEZ DOS RECIBOS CABIMENTO DA DEDUÇÃO O único óbice aventado pela fiscalização para rejeitar os recibos das despesas médicas foi a ausência do número de inscrição do profissional emitente no seu órgão de classe. Na via recursal, o recorrente trouxe recibo emitido em ano precedente com o número de inscrição referido. Superado o óbice, é de se deferir a dedução das despesas médicas na declaração de renda do recorrente. O problema consiste em saber até que ponto são razoáveis as exigências da autoridade fiscal para comprovação das despesas médicas. Em muitos casos, a fiscalização termina por demandar a apresentação de pagamento diretamente correlacionado com débito, como cheque utilizado para liquidar a despesa, ou saque de valor exato na mesma data. Mas os contribuintes replicam que ninguém é obrigado a pagar suas despesas com cheques nem efetuar saques individuais para cada dispêndio. Penso que a dificuldade já surge quando da informação das despesas na declaração de ajuste. A cada ano, as indicações da Receita Federal são pela possibilidade de comprovação das despesas médicas mediante recibos. A título de exemplo, transcrevo orientações contidas nas Perguntas e Respostas do IRPF, exercício 2006, pergunta 337: A dedução dessas despesas é condicionada a que os pagamentos sejam especificados, informados na Relação de Pagamentos e Doações Efetuados da Declaração de Ajuste Anual, e comprovados, quando Fl. 76DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10725.003268/200766 Acórdão n.º 2101001.834 S2C1T1 Fl. 75 5 requisitados, com documentos originais que indiquem o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu. Admitese que, na falta de documentação, a comprovação possa ser feita com a indicação do cheque nominativo com que foi efetuado o pagamento. Assim, a própria Receita Federal orienta que a comprovação, se necessária, pode ser feita com a apresentação de recibo ou nota fiscal originais, podendo ser dar, caso o contribuinte não tenha esse documento, com a apresentação de cheque nominativo. Observese que a opção do cheque nominativo é dada a favor do contribuinte, nos casos em que o profissional se recuse a dar recibo. Verifiquei que essa orientação foi repetida em todos os Perguntas em Respostas dos exercícios seguintes. Apenas no documento do exercício de 2011 foi acrescentada a seguinte informação: Conforme previsto no art. 73 do RIR/1999, a juízo da autoridade fiscal, todas as deduções estarão sujeitas a comprovação ou justificação, e, portanto, poderão ser exigidos outros elementos necessários à comprovação da despesa médica. Não se pode ignorar, no entanto, que é bastante comum o expediente de se declarar despesas médicas inexistentes, ou majorar o valor das ocorridas, com o objetivo de diminuir o imposto devido. Contando com a ineficiência da Administração Pública, e com a nefasta idéia, corrente em nosso país, de que a sonegação é um crime aceitável devido à alta carga tributária, alguns contribuintes declaram deduções expressivas, e buscam justificálas com recibos que não refletem o realmente ocorrido. Situação inaceitável que precisa ser coibida pela Administração Pública. Diante desse quadro, os julgamentos administrativos neste CARF são bastante diversos. Existem aqueles que julgam que, uma vez comprovada a despesa mediante recibos, é dever do Fisco provar que a informação é falsa. Por outro lado, é forte a corrente que pensa que, caso a autoridade fiscal exija comprovação adicional do contribuinte, invertese o ônus da prova, sendo função do sujeito passivo produzir a comprovação exigida. Filiome ao segundo grupo, tanto pelas determinações do art. 73 do RIR/99, acima transcrito, que exige que as deduções sejam justificadas a juízo da autoridade lançadora, quanto pelo disposto no art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil, que atribui a quem declara o ônus de demonstrar fato constitutivo do seu direito. Restame agora demonstrar o efetivo atendimento aos preceitos estabelecidos na legislação aplicável, onde, nos quadros abaixo, sintetizamse os dados constantes nos recibos ora acostados nos autos pelo Recorrente: QUADRO I Fl. 77DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO Data do Recibo CONSELHO/Nº Valor R$ Natureza da Prestação Nome do paciente Nome de Quem Pagou CPF de quem Recebeu pelo tratamento Gerusa de Moraes Menezes 30/01/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 27/02/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/03/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 29/04/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/05/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 29/06/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/07/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 29/08/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/09/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 28/10/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 TOTAL 5.000,00 Documentos de folhas: 66/70 Verificase que nos recibos acima listados não constam o endereço do prestador dos serviços, requisito formal exigido no artigo 80, § 1º, Inciso II do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, requisito esse apontado no voto à quo, porém não atendido pelo interessado. QUADRO II BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO Data do Recibo CONSELHO/Nº Valor R$ Natureza da Prestação Nome do paciente Nome de Quem Pagou CPF de quem Recebeu pelo tratamento José Ricardo de M. Menezes 15/03/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 José Ricardo de M. Menezes 15/05/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 José Ricardo de M. Menezes 15/07/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 José Ricardo de M. Menezes 15/09/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10725.003268/200766 Acórdão n.º 2101001.834 S2C1T1 Fl. 76 7 José Ricardo de M. Menezes 15/11/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 TOTAL 10.000,00 Documentos de folhas: 61/65 Verificase que os novos documentos do profissional José Ricardo de M. Menezes apensados atendem a todos os requisitos formais de que trata o artigo 80, § 1º, Inciso II do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999. Assim, o contribuinte carreou aos autos os documentos comprobatórios apenas do profissional José Ricardo de M. Menezes (Recibos) capazes de preencherem os requisitos necessários ao acolhimento pleiteado, não havendo, portanto, óbice à dedução. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer deduções de despesas médicas no valor de R$ 10.000,00 (Dez mil reais). Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 79DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 11516.001589/2010-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.341
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira - Presidente
Adriano Gonzales Silvério - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Tratase de Auto de Infração nº 37.279.9426, o qual exige multa do sujeito passivo por ter sido constatado falta de retenção das contribuições previdenciárias, referente a segurados individuais a seu serviços, caracterizando, dessa forma, o descumprimento de obrigação acessória prevista no inciso I, artigo 30 da Lei n 8.212/91. Registra o relatório fiscal fls. 5/6 que “O presente Auto de Infração foi lavrado com fundamento na Lei n° 8.212, de 24/07/91, arts. 30,1, em virtude de a empresa ter deixado de descontar do segurado contribuinte individual a seu serviço Sr. Marcos Noberto Linsweyer, as contribuições por este devidas, a partir de 03/2007 a 11/2009, nos termos do Art. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 16 .0 01 58 9/ 20 10 -5 0 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 11516.001589/201050 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.341 S2C3T1 Fl. 3 2 4° da Lei n° 10.666/2003, conforme pode ser comprovado nas cópias das folhas de pagamento das competências 03/2007, 05/2007, 09/2007, 02/2008, 08/2008, 06/2008, 11/2008, 02/2009, 04/2009, 10/2009 juntadas ao presente por amostragem:” Diante dessa autuação, o sujeito passivo, regularmente intimado, apresentou impugnação alegando em síntese que o auto de infração é nulo, devido adesão ao parcelamento dos débitos previdenciários apurados antes de 2008, não haveria que se falar na aplicação dessa multa, uma vez que a dívida fora confessada com o parcelamento. A 14ª Turma de Julgamento da DRJ em Florianópolis/SC julgou a impugnação improcedente, mantendo, assim, o crédito tributário. Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou recurso voluntário, reiterando os argumentos expedidos na impugnação. Diante da alegação genérica de que houve adesão ao REFIS, em relação a fatos geradores ocorridos antes da 2008, foi necessária a conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência, para averiguar quais autos de infração foram realmente parcelados, motivo pelo qual os autos do presente processo foram encaminhados à Receita Federal do Brasil em São José/SC para prestar tal informação. Em resposta de fls. 87, a RFB informou o quanto segue: “1. O processo foi baixado em diligência para informar se débito referente ao Auto de Infração 37.279.9426 foi incluído ou não no parcelamento da Lei 11.941/2009. 2. Efetuada consulta ao sistema de cobrança foi constatado que a empresa fez adesão aos parcelamentos da Lei 11.941, modalidade Art. 1º PGFN – Débitos Previdenciários com inclusão dos débitos 36.651.3750 e 36.426.2656, e Art.1º RFB – Débitos Previdenciários com inclusão dos débitos 37.279.9388, 37.279.9396, 37.279.9400 e 37.279.9418, cfme extratos em anexo. 3. Em consulta ao sistema de acompanhamento de processos, não consta pedido de revisão da Lei 11.941/2009. 4. Portanto o débito relativo ao AI nº 37.279.9426 não foi incluído no parcelamento da Lei 11.941/2009. 5. Diante ao exposto sugiro encaminhamento ao CARFMFDF para as devidas providências.” É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Da análise do Auto de Infração nº 37.279.9426, verificase que se trata de lançamento de multa, lavrada contra o sujeito passivo acima indicado, por não ter arrecadado, Fl. 90DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 11516.001589/201050 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.341 S2C3T1 Fl. 4 3 mediante desconto das remunerações, as contribuições de segurado individual (Sr. Marcos Roberto Linsweyer) a seu serviço. Defendese o recorrente sustentando que a lavratura do auto de infração é indevida, uma vez que os débitos fiscais ensejadores da incidência da multa foram parcelados, o que ocasionou, à época da adesão ao REFIS, a confissão de dívida, a ponto de afastar a necessidade do lançamento tributário ora questionado. Convertido o julgamento em diligência, a Receita Federal do Brasil em São José/SC informou que o auto de infração nº 37.279.9426, objeto do presente processo administrativo, não foi incluído no parcelamento da Lei nº 11.941/2009. Contudo, dessa informação não foi intimada para se manifestar o sujeito passivo, em desrespeito ao contraditório inserto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Destaques para a doutrina de JAMES MARINS, em sua obra Direito Processul Tributário Brasileiro, Dialética, 6ª ed., pag. 167, que assim afirma: “Além da formulação da impugnação administraiva à pretensão fiscal – iniciado o processo, portanto – assiste ao contribuinte o direito de manifestarse, na oportunidade prevista em lei, sobre as informações, pareceres, decisões, perícias e documentos formulados ou apresentados pelo órgão exator ou pela procuradoria, conforme o caso. O direito a ser ouvido revelase como uma das mais importantes manifestações do princípio da ampla defesa.” Pelo exposto, VOTO no sentido de converter o julgamento em diligência, para que o sujeito passivo seja intimado a se manifestar sobre a informação e documentação trazida aos autos pela autoridade fiscal. Adriano Gonzales Silvério Fl. 91DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 10768.001068/2009-34
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2006
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI N° 8.852/94. INCIDÊNCIA DO IR.
A exclusão do conceito de remuneração, por si só, não é condição suficiente e necessária para isentar determinado rendimento do imposto de renda. Higidez da tributação sobre o adicional por tempo de serviço. Precedentes deste Sodalício e do Poder Judiciário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2802-001.953
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 28/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI N° 8.852/94. INCIDÊNCIA DO IR. A exclusão do conceito de remuneração, por si só, não é condição suficiente e necessária para isentar determinado rendimento do imposto de renda. Higidez da tributação sobre o adicional por tempo de serviço. Precedentes deste Sodalício e do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 28/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 00 10 68 /2 00 9- 34 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de fls. 4/7, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física, ano calendário 2006, exercício 2007, na qual foi constatada omissão de rendimentos no valor de R$ 20.360,52, recebidos da Marinha do Brasil. Apreciada a Impugnação de fls. 1/2, acompanhada dos documentos de fls. 8/20, a decisão de 1ª instância (fls. 28/29) manteve o lançamento fiscal, sob fundamento de que os rendimentos omitidos pelo Recorrente não estariam contemplados por hipóteses de isenção ou de não incidência do imposto de renda da pessoa física. Inconformado, o Recorrente interpôs Voluntário (fls. 36/37), com vistas a obter a reforma do julgado, argumentando que os rendimentos referentes ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS) regulado pela Lei 8.852/94, art. 1º, inciso III, não estariam no campo de incidência do imposto. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Por tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Sem preliminares, passo ao mérito. O cerne da controvérsia se cinge à incidência do imposto de renda pessoa física sobre os rendimentos pagos ao Recorrente, servidor público federal, no valor de R$ 20.360,52, recebidos da Marinha do Brasil à título de adicional por tempo de serviço (ATS). Este E. Sodalício já decidiu pela tributação dos rendimentos recebidos a título de adicional por tempo de serviço, por se tratar de rendimento não enquadrado em nenhuma das hipóteses desonerativas previstas na legislação respectiva. ACÓRDÃO 210201.184 CARF 2a. Seção / 2a. Turma da 1a. Câmara / ACÓRDÃO 210201.184 em 18/03/2011 RENDIMENTO REFERENTE AO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI FEDERAL Nº 8.852/94. RENDIMENTO NÃO ENQUADRADO NO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO. A EXCLUSÃO DO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO, POR SI SÓ, NÃO É CONDIÇÃO SUFICIENTE E NECESSÁRIA PARA ISENTAR DETERMINADO RENDIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA. HIGIDEZ DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10768.001068/200934 Acórdão n.º 2802001.953 S2TE02 Fl. 46 3 Somente as verbas não enquadradas no conceito de remuneração, com caráter indenizatório, reconhecidas por lei tributária específica, são isentas do imposto de renda da pessoa física. A Lei nº 8.852/94 regula a estrutura remuneratória do Poder Público Federal, definindo as verbas que devem ser consideradas como vencimento, vencimentos e remuneração, excluindo desse último conceito um conjunto de verbas, algumas isentas, pois de caráter indenizatório, como as diárias ou a ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte, e outras tributáveis, como a gratificação natalina, o terço de férias, o pagamento das horas extraordinárias ou o adicional por tempo de serviço. A Lei nº 8.852/94, em si mesma, não outorga qualquer isenção no âmbito do imposto de renda. Entendimento cristalizado na Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso negado. No mesmo sentido TRF da 2ª Região, APELRE 200651010049654, 3ª Turma Especializada, Relatora Desembargadora Federal Geraldine Pinto Vital de Castro, publicado 10/07/2012. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário e no mérito lhe nego provimento. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 15504.000924/2008-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Tendo a recorrente deixado de apresentar os documentos que lhe foram solicitados pela fiscalização por meio de TIAD, resta caracterizada a infração ao disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.019
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Tendo a recorrente deixado de apresentar os documentos que lhe foram solicitados pela fiscalização por meio de TIAD, resta caracterizada a infração ao disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado.
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NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Tendo a recorrente deixado de apresentar os documentos que lhe foram solicitados pela fiscalização por meio de TIAD, resta caracterizada a infração ao disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 09 24 /2 00 8- 78 Fl. 1727DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por PROSEGUR BRASIL CURSO DE SEGURANCA LTDA, em face de acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.136.5554, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente prestado deixado de apresentar documentos solicitados pela fiscalização por meio de TIAD. De acordo com o relatório fiscal, a recorrente deixou de apresentar os seguintes documentos: a) Folha de pagamento, recibos de pagamentos, dos segurados empregados e Contribuintes Individuais –RPM (Autônomos), no período de 01 a 03/1997 de todos os estabelecimentos da empresa; b) Todas as GPRS pagas das competências 01 a 04/1997 e 01/1998 estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/000176; c) GPS de 11/2000 e GRPS de 01/1997 a 03/1997, 01/1998 e GPS de 05/1999 e 01/2000 (valor de R$ 546,78) do estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/000508; d) GPS de 04/1999 e 05/1999 do estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/0002 57; e) Folhas de Pagamento e Recibos de Pagamento a Autônomo RPA , efetuados a todos os segurados Contribuintes Individuais a seu serviço, no período de 01/1997 a 12/1998 dos estabelecimentos de CNPJ n. 25.299.785/000176, 25.299.785/000508, e 25.299.785/000680; f) Recibos e folhas de pagamento nas competências 02 e 04/1997, 11 e 12/1998 e 04/1999 dos estabelecimentos do CNPJ n. 25.299.785/000257 e 05/1999 e 09/2000 do CNPJ n. 25.299.785/000419; g) Livro registro de empregados do estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/000680 contendo registro dos empregados que prestaram serviços neste estabelecimento no período de 12/2001 a 08/2004; h) Relatório relativo aos depósitos bancários de pagamentos efetuados a todos segurados a seu serviço (empregados e contribuintes Individuais); i) Acordos, convenções e dissídios coletivos; Da análise dos autos, verificase que além da recorrente, outras empresas, na qualidade de responsáveis solidárias pela configuração de grupo econômico também impugnaram o presente Auto de Infração. São elas: C.T.P. CENTRO DE TREINAMENTO PROSEGUR LTDA, juntada As fls. 841/1091, PROSEGUR SISTEMAS DE SEGURANÇA LTDA, juntada As fls. 1.342/1.590, Prosegur Brasil S/A Transp. De Valores e Segurança, juntada As fls. 1.092/1.341 e TSR PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS S/A, juntada às fls. 594/840. Fl. 1728DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.000924/200878 Acórdão n.º 2402003.019 S2C4T2 Fl. 1.728 3 O lançamento compreende o período de 01/1997 a 08/2004, tendo sido o contribuinte cientificado em 28/12/2007 (fls. 01). Devidamente intimados do julgamento em primeira instância (fls.1.670/1.676), somente a PROSEGUR BRASIL CURSO DE SEGURANÇA LTDA interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: que ao deixar de reconhecer a decadência sob o argumento de que a multa aplicada é única, o v. acórdão não aplicou o devido direito à espécie, uma vez que a seu reconhecimento teria o condão de reduzir o montante da multa de R$ 11.951,21 para o seu patamar mínimo de R$ 6.371,63; que além da decadência, o fato do v. acórdão ter reconhecido que alguns documentos não apresentados não o deveriam ser também teria o condão de diminuir o valor da multa aplicada; que o que pretendeu e pretende a Recorrente com seus argumentos que mencionam a Constituição Federal não é que os órgãos de julgamento da Receita Federal do Brasil afastem a aplicação desta ou daquela lei, decreto, etc., mas sim que apliquem, primeiramente, a Constituição Federal naquilo que for cabível e, só então, partam para a aplicação das normas infraconstitucionais, sendo certo que, se tais normas colidirem com as normas constitucionais, estas últimas deverão prevalecer, motivo pelo qual equivocouse o v. acórdão ao afastar os argumentos da impugnação com base em tal fundamento; que os fatos em discussão no processo administrativo da NFLD n. 37.136.5538 têm, sim, influência na aplicação da multa destes autos, isso porque, só se poderia considerar que a Recorrente teria deixado de apresentar o Livro de Registro de Empregados à d. Fiscalização, para efeitos de sanção, se ela entendesse que seus professores/instrutores eram seus empregados; por fim, requer a anulação do julgamento de primeira instância para que seja analisados todos os seus argumentos de impugnação. Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 1729DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Conforme já relatado, apesar de ter sido caracterizado um grupo econômico de empresas, tal fato não é matéria discutida nos autos, seja pelo fato do contribuinte contra ela não insurgirse, seja pelo fato do relatório de caracterização não estar juntado aos autos. Inobstante, todas as envolvidas terem sido devidamente intimadas do julgamento de primeira instância, somente uma delas recorre. E na oportunidade argumenta que num primeiro momento o v. acórdão de primeira instância equivocouse ao manter a multa aplicada em valor que não fosse o seu patamar mínimo. Ao analisar os argumentos da decisão verificase que, ao contrário da pretensão recursal, o valor da multa aplicado está correto. A infração imputada ao contribuinte devese ao fato de ter deixado de apresentar documentos solicitados pela fiscalização. Cumprenos apontar que a discussão acerca da condição ou não de segurado empregado ou contribuinte individual de alguns segurados não altera, em qualquer grau a imputação levada a efeito no presente Auto de Infração, eis que aqui se discute o fato da recorrente ter descumprido obrigação de fazer, concernente na apresentação de documentação que lhe fora solicitada pela fiscalização por meio de TIAD. De fato alguns dos documentos que constaram no relatório fiscal não justificariam a imputação da multa, todavia, outros sim. E a sua não apresentação não foi alcançada pelo prazo decadência, a exemplo da falta de apresentação do livro de registro de empregados, relativo ao período de 12/2001 a 08/2004. Tais fatos, da forma em que restou decidido pelo v. acórdão recorrido, por si só já possuem o condão de manter a multa aplicada que é única, independentemente do número de documentos não apresentados. Quanto ao seu valor, tenho que o mesmo foi aplicado no patamar mínimo previsto na legislação, todavia, acompanhada da devida atualização de seu valor pelas Portarias que regulam tal necessidade. Fl. 1730DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.000924/200878 Acórdão n.º 2402003.019 S2C4T2 Fl. 1.729 5 Sobre a multa aplicada, assim dispôs o art. 283, II, “b”, do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social, vejamos: DAS INFRAÇÕES Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores:(Nova Redação pelo Decreto nº 4.862 de 21/10/2003 DOU DE 22/10/2003) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: Nota: Valor atualizado para R$ 9.910,20 (nove mil novecentos e dez reais e vinte centavos), a partir de 1º de junho de 2003, por força do reajuste de 19,71% concedido aos benefícios da Previdência Social pelo Decreto nº 4.709, de 29/05/2003. [...] j) deixar a empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento ou apresentálos sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação verdadeira; O valor da multa, fora, portanto, atualizado de acordo com o disposto na Portaria MPAS Nº 142, de 11 de abril de 2007, (DOU DE 12/04/2007) , a seguir: Art. 9º A partir de 1º de abril de 2007: [...] VI o valor da multa indicado no inciso II do art. 283 do RPS e de R$ 11.951,21 (onze mil novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos); Logo, a multa aplicada o foi em seu patamar mínimo, de sorte que, uma vez que restou devidamente caracterizada a infração imputada, a multa foi corretamente aplicada. Fl. 1731DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 1732DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 13807.009599/2001-01
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Dec 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/06/1990 a 30/11/1995
PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS CINCO MAIS CINCO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ.
Nos termos do artigo 62-A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.
No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543-C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos cinco mais cinco (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009).
DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO. VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62-A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL PELO STF.
O Supremo Tribunal Federal, ao seu turno, declarou a inconstitucionalidade do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos para restituição tão-somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. (RE 566621, Rel. Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe-195 DIVULG 10/10/2011).
Recurso Especial do Contribuinte Provido em Parte.
Numero da decisão: 9303-002.081
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso especial para afastar a decadência do período de 1º/6/1990 a 17/8/1991.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/06/1990 a 30/11/1995 PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TESE DOS “CINCO MAIS CINCO”. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO PELO STJ. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, entendeu, quanto ao prazo para pedido de restituição de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), que o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a chamada tese dos “cinco mais cinco” (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009). DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. DESCABIMENTO. VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. APLICAÇÃO DO ARTIGO 62A DO RICARF. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL PELO STF. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 95 99 /2 00 1- 01 Fl. 294DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 O Supremo Tribunal Federal, ao seu turno, declarou a inconstitucionalidade do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos para restituição tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. (RE 566621, Rel. Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe195 DIVULG 10/10/2011). Recurso Especial do Contribuinte Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso especial para afastar a decadência do período de 1º/6/1990 a 17/8/1991. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo Cardozo Miranda Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Gileno Gurjão Barreto e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Cuidase de recurso especial interposto pelo contribuinte, ora Recorrente (fls. 226 a 235), contra o v. acórdão proferido pela Colenda Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes (fls. 219 a 221) que, pelo voto de qualidade, negou provimento ao recurso voluntário para declarar decaído o direito de compensação da Recorrente em relação aos créditos pleiteados, entendendo que o pleito relativo às compensações realizadas já se encontrava decaído por ter transcorrido mais de cinco anos da data do pagamento. Por bem resumir a controvérsia, adoto o relatório do acórdão a quo, cujo teor, no que interessa às questões ora trazidas ao especial, é o seguinte, in verbis: “Trata o presente processo de pedido de compensação da COFINS e do PIS de novembro de 2000 a julho de 2002 (fl.170) com créditos do PIS supostamente pagos indevidamente, no período de janeiro de 1990 a abril de 1996, em decorrência da declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis n°s 2445/88 e 2449/88, conforme petição (fls.01/04) e cópias das DARFs (fls.22/169) apresentadas pela contribuinte. Fl. 295DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13807.009599/200101 Acórdão n.º 9303002.081 CSRFT3 Fl. 261 3 A petição e formulário de pedido de compensação foram protocolados em 17/08/2001, sem apresentação de pedido de restituição ou ressarcimento. O Parecer da Equipe de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em São Paulo/SF (fls.128/135), sugeriu o indeferimento do pedido da contribuinte, por falta de liquidez e certeza do credito e por ter decaído o direito de pedir o ressarcimento dos pagamentos indevidos. O parecer foi aprovado no Despacho Decisório que indeferiu o pedido de homologação de compensação da contribuinte (f1.136). Inconformada, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls.153/160) argumento o seguinte, em resumo: 1. O presente processo administrativo não trata de pedido de compensação ou ressarcimento, mas sim de pedido de homologação de compensação já efetuada com base no art: 170 do CTN, art. 58 da Lei n° 9.069/95, art.39 da Lei n° 9.250/95, Lei no 9.430/96 e Decreto n° 2.138/97; 2. Não houve decadência para a compensação, pois o prazo é de dez anos. 3. Despacho decisório nulo de pleno direito; A DRJ I em São Paulo/SP, julgou da seguinte forma (fls.179/189). 1 A compensação prevista no art. 170 do CTN depende de certeza e liquidez do crédito, que só se tem com a apreciação do direito credito, que, por sua vez, é feito pela análise do pedido, tempestivamente e cabimento da restituição; 2A autocompensação é permitida somente em caso de tributos da mesma espécie, no entanto, a contribuinte pediu compensação da COFINS com créditos do PIS, que são tributos de espécie diferente, portanto, não se pode considerar a aplicação do art. 66 da Lei nº 8.383/91, devendo ser aplicado o art. 74 da Lei n° 9.430/96, que não dispensa o pedido de restituição; 3O Despacho Decisório não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art.59 do Decreto n° 70.235/72, portanto, não ha nulidade; 4 O prazo decadencial é de cinco anos, contados do pagamento antecipado, pois a partir dele já são produzidos todos os efeitos da extinção do crédito, inclusive a permissão para pleitear a repetição do indébito. Assim a DRJ não acolheu a Manifestação de Inconformidade da contribuinte. A contribuinte foi intimada do acórdão da DRJ em 15/01/2007 (fl. 190) e interpôs Recurso Voluntário em 08/02/2007 (fls. 191/208). Fl. 296DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 No Recurso Voluntário, a contribuinte corroborou seus argumentos utilizados na Manifestação de Inconformidade e acrescentou que não deve prevalecer o entendimento da DRJ de que o prazo decenal do art. 10 do Decreto nº 2.052/83 serve apenas para contagem decadencial para a União constituir crédito, pois, pelo princípio da isonomia, tal prazo deve ser o mesmo para os créditos da contribuinte. Ao fim, a recorrente requereu o seguinte: “seja dado integral provimento ao presente Recurso, reformandose a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo – I – SP, para que seja reconhecida a legitimidade do procedimento compensatório realizado pela Recorrente, através de sua homologação expressa”. É o relatório.” (grifos e destaques nossos) A ementa do julgado ora recorrido, que bem resume os seus fundamentos, é a seguinte: PRAZO PARA A CONTRIBUINTE PLEITEAR RESSARCIMENTO DE TRIBUTOS PAGOS INDEVIDAMENTE É DE CINCO ANOS. O art. 168, inciso III do CTN dispõe o seguinte: “Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I – nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário”. Recurso negado. Irresignada, insurgese a Recorrente contra o acórdão a quo pela via especial. Junta a Recorrente julgados deste Colegiado, bem assim de nossos Tribunais Superiores, satisfazendo, assim, os requisitos para viabilizar seu apelo. Aponta, em síntese, que o prazo decadencial para a repetição de indébito deve contarse através da interpretação conjunta dos artigos 150, §4º e 168, I do Código Tributário Nacional (CTN), de modo que, somados os 5 (cinco) anos para o Fisco homologar o crédito, mais 5 (cinco) anos para o contribuinte pleitear a restituição, o prazo total para se pleitear a repetição de indébito seria de 10 (dez) anos, conforme pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De seu turno, a Fazenda Nacional, ora Recorrida, apresentou contrarrazões (fls. 248 a 257), alegando, em síntese, que ao presente caso deve ser aplicado o disposto nos artigos 3° e 4° da Lei Complementar n° 118/2005, e artigos 168, caput e inciso I e 156, I, do CTN, os quais determinam que o prazo decadencial para a repetição de indébito, no caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação, é de apenas 5 (cinco) anos, contandose o referido prazo a partir da data do pagamento indevido. Verificase, assim, que a matéria trazida a debate diz respeito apenas ao prazo decadencial para a repetição de indébito tributário, se de 5 (cinco) (artigo 168, I do CTN) ou 10 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13807.009599/200101 Acórdão n.º 9303002.081 CSRFT3 Fl. 262 5 (dez) anos (tese dos 5 mais cinco, soma dos prazos decadenciais dos artigos 150, §4º e 168, I do CTN). O recurso foi admitido através do r. despacho de fls. 259. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do recurso. No tocante ao prazo para restituição de indébito, é de se destacar, inicialmente, que o Egrégio Superior Tribunal de Justiça já se posicionou quanto à matéria na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, ou seja, através da análise dos chamados “recursos repetitivos”. O precedente proferido tem a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC 118, de 9 de fevereiro de 2005, aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, posto norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação correspectiva. 2. O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 3. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 4. Deveras, a norma inserta no artigo 3º, da lei complementar em tela, indubitavelmente, cria direito novo, não configurando lei meramente interpretativa, cuja retroação é permitida, consoante apregoa doutrina abalizada: "Denominamse leis interpretativas as que têm por objeto determinar, em caso de dúvida, o sentido das leis existentes, sem introduzir disposições novas. {nota: A questão da caracterização da lei interpretativa tem sido objeto de não pequenas divergências, na doutrina. Há a corrente que exige uma declaração expressa do próprio legislador (ou do órgão de que emana a norma interpretativa), afirmando ter a lei (ou a norma jurídica, que não se apresente como lei) caráter interpretativo. Tal é o entendimento da AFFOLTER (Das intertemporale Recht, vol. 22, System des deutschen bürgerlichen Uebergangsrechts, 1903, pág. 185), julgando necessária uma Auslegungsklausel, ao qual GABBA, que cita, nesse sentido, decisão de tribunal de Parma, (...) Compreensão também de VESCOVI (Intorno alla misura dello stipendio dovuto alle maestre insegnanti nelle scuole elementari maschili, in Giurisprudenza italiana, 1904, I, I, cols. 1191, 1204) e a que adere DUGUIT, para quem nunca se deve presumir ter a lei caráter interpretativo "os tribunais não podem reconhecer esse caráter a uma disposição legal, senão nos casos em que o legislador lho atribua expressamente" (Traité de droit constitutionnel, 3a ed., vol. 2o, 1928, pág. 280). Com o mesmo ponto de vista, o jurista pátrio PAULO DE LACERDA concede, entretanto, que seria exagero exigir que a declaração seja inseri da no corpo da própria lei não vendo motivo para desprezála se lançada no preâmbulo, ou feita noutra lei. Encarada a questão, do ponto de vista da lei interpretativa por determinação legal, outra indagação, que se apresenta, é saber se, manifestada a explícita declaração do legislador, dando caráter interpretativo, à lei, esta se deve reputar, por isso, interpretativa, sem possibilidade de análise, por ver se reúne requisitos intrínsecos, autorizando uma tal consideração. (...) ... SAVIGNY coloca a questão nos seus precisos termos, ensinando: "tratase unicamente de saber se o legislador fez, ou quis fazer uma lei interpretativa, e, não, se na opinião do juiz essa interpretação está conforme com a verdade" (System des heutigen romischen Rechts, vol. 8o, 1849, pág. 513). Mas, não é possível dar coerência a coisas, que são de si incoerentes, não se consegue conciliar o que é inconciliável. E, desde que a chamada interpretação autêntica é realmente incompatível com o conceito, com os requisitos da verdadeira interpretação (v., supra, a nota 55 ao n° 67), não admira que se procurem torcer as conseqüências inevitáveis, fatais de tese forçada, evitandose lhes os perigos. Compreendese, pois, que muitos autores não aceitem o rigor dos efeitos da imprópria interpretação. Há quem, como GABBA (Teoria delta retroattività delle leggi, 3a ed., vol. 1o, 1891, pág. 29), que invoca MAILHER DE CHASSAT Fl. 299DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13807.009599/200101 Acórdão n.º 9303002.081 CSRFT3 Fl. 263 7 (Traité de la rétroactivité des lois, vol. 1o, 1845, págs. 131 e 154), sendo seguido por LANDUCCI (Trattato storicoteorico pratico di diritto civile francese ed italiano, versione ampliata del Corso di diritto civile francese, secondo il metodo dello Zachariæ, di Aubry e Rau, vol. 1o e único, 1900, pág. 675) e DEGNI (L'interpretazione della legge, 2a ed., 1909, pág. 101), entenda que é de distinguir quando uma lei é declarada interpretativa, mas encerra, ao lado de artigos que apenas esclarecem, outros introduzido novidade, ou modificando dispositivos da lei interpretada. PAULO DE LACERDA (loc. cit.) reconhece ao juiz competência para verificar se a lei é, na verdade, interpretativa, mas somente quando ela própria afirme que o é. LANDUCCI (nota 7 à pág. 674 do vol. cit.) é de prudência manifesta: "Se o legislador declarou interpretativa uma lei, devese, certo, negar tal caráter somente em casos extremos, quando seja absurdo ligála com a lei interpretada, quando nem mesmo se possa considerar a mais errada interpretação imaginável. A lei interpretativa, pois, permanece tal, ainda que errônea, mas, se de modo insuperável, que suplante a mais aguda conciliação, contrastar com a lei interpretada, desmente a própria declaração legislativa." Ademais, a doutrina do tema é pacífica no sentido de que: "Pouco importa que o legislador, para cobrir o atentado ao direito, que comete, dê à sua lei o caráter interpretativo. É um ato de hipocrisia, que não pode cobrir uma violação flagrante do direito" (Traité de droit constitutionnel, 3ª ed., vol. 2º, 1928, págs. 274275)." (Eduardo Espínola e Eduardo Espínola Filho, in A Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, Vol. I, 3a ed., págs. 294 a 296). 5. Consectariamente, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada."). 6. Desta sorte, ocorrido o pagamento antecipado do tributo após a vigência da aludida norma jurídica, o dies a quo do prazo prescricional para a repetição/compensação é a data do recolhimento indevido. 7. In casu, insurgese o recorrente contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que não houve menção, nas instância ordinárias, acerca da data em que se efetivaram os recolhimentos indevidos, mercê de a propositura da ação ter Fl. 300DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 8 ocorrido em 27.11.2002, razão pela qual forçoso concluir que os recolhimentos indevidos ocorreram antes do advento da LC 118/2005, por isso que a tese aplicável é a que considera os 5 anos de decadência da homologação para a constituição do crédito tributário acrescidos de mais 5 anos referentes à prescrição da ação. 8. Impende salientar que, conquanto as instâncias ordinárias não tenham mencionado expressamente as datas em que ocorreram os pagamentos indevidos, é certo que os mesmos foram efetuados sob a égide da LC 70/91, uma vez que a Lei 9.430/96, vigente a partir de 31/03/1997, revogou a isenção concedida pelo art. 6º, II, da referida lei complementar às sociedades civis de prestação de serviços, tornando legítimo o pagamento da COFINS. 9. Recurso especial provido, nos termos da fundamentação expendida. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009) Com isso, restou consolidado no âmbito do Egrégio Superior Tribunal de Justiça a chamada tese dos “cinco mais cinco”. Importante destacar, por outro lado, quanto a eventual alegação de aplicação retroativa da Lei Complementar nº 118/2005, que o Excelso Supremo Tribunal Federal entendeu recentemente que referida norma é aplicável apenas a partir de 09 de junho de 2005, conforme decidido em sede recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Referido julgado tem a seguinte ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de Fl. 301DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13807.009599/200101 Acórdão n.º 9303002.081 CSRFT3 Fl. 264 9 indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL0260502 PP00273) (grifos e destaques nossos) O Regimento Interno do CARF, por sua vez, na redação dada recentemente pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, tem os seguintes comandos nos seus artigos 62 e 62 A: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou Fl. 302DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 10 c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B.} § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. (grifos e destaques nossos) Verificase, assim, que referidas decisões proferidas respectivamente pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça e pelo Excelso Supremo Tribunal Federal deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Conforme relatado acima, a presente hipótese trata de pedido homologação das compensações já realizadas, formulado em 17/08/2001 (fls. 1/127), de parcelas de PIS (DLs nºs 2.445/88 e 2.449/88) indevidamente pagas nos períodos de janeiro de 1990 a abril de 1996 (fls. 17 a 10) compensado com PIS e COFINS de períodos subsequentes. Aplicandose a tese dos “cinco mais cinco”, depreendese que o termo final para a formulação do direito de compensação seria em 2000 e 2006, respectivamente. Como o pedido de homologação ora em apreço foi apresentado em 17/08/2001, considerando a tese dos “cinco mais cinco”, ele afigurase tempestivo apenas quanto às parcelas recolhidas após 17/08/1991. Por conseguinte, em face de todo o exposto e com arrimo no artigo 62A do RICARF, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso especial interposto pelo contribuinte para considerar o pedido de restituição tempestivo apenas quanto às parcelas recolhidas após 17/08/1991. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 303DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA, Assinado digitalmente em 04/12/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 16327.002038/2007-59
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003, 2004
NULIDADE.
Anula-se o auto de infração eivado de vício na motivação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3403-001.786
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a nulidade do auto de infração por vício na motivação. Vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho (Relator) e Robson José Bayerl, quanto à preliminar de nulidade. Designado o Conselheiro Antonio Carlos Atulim. Sustentou pela recorrente a Dra. Karoline Athademos Zampani, OAB/DF nº 204.813. Julgado na tarde do dia 26/09/2012 a pedido da recorrente.
Antonio Carlos Atulim Presidente e Redator designado.
Domingos de Sá Filho - Relator .
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a nulidade do auto de infração por vício na motivação. Vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho (Relator) e Robson José Bayerl, quanto à preliminar de nulidade. Designado o Conselheiro Antonio Carlos Atulim. Sustentou pela recorrente a Dra. Karoline Athademos Zampani, OAB/DF nº 204.813. Julgado na tarde do dia 26/09/2012 a pedido da recorrente. Antonio Carlos Atulim Presidente e Redator designado. Domingos de Sá Filho - Relator . Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
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Anulase o auto de infração eivado de vício na motivação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a nulidade do auto de infração por vício na motivação. Vencidos os Conselheiros Domingos de Sá Filho (Relator) e Robson José Bayerl, quanto à preliminar de nulidade. Designado o Conselheiro Antonio Carlos Atulim. Sustentou pela recorrente a Dra. Karoline Athademos Zampani, OAB/DF nº 204.813. Julgado na tarde do dia 26/09/2012 a pedido da recorrente. Antonio Carlos Atulim – Presidente e Redator designado. Domingos de Sá Filho Relator . Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Domingos de Sá Filho, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 20 38 /2 00 7- 59 Fl. 1403DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em razão do Acórdão que manteve o lançamento referente à contribuição social para a COFINS, relativo ao período de 01/2003 a 12/2004. A constituição do crédito tributário deuse com arrimo no parágrafo 5o do Art. 3o da Lei n. 9.718/1998 que dispõe que na hipótese das pessoas jurídicas referidas no parágrafo 1o do artigo 22 da Lei n. 8.212/91 serão admitidas, para os efeitos da COFINS, as mesmas exclusões e deduções para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS. Consta da descrição dos fatos do relatório fiscal que há divergências de valores entre a planilha de base de cálculo e os balancetes mensais da Instituição Financeira fiscalizada, bem como, exclusões e deduções indevidas, de acordo com a IN SRF 247/2002 em relação apuração da base de cálculo apresentada pela contribuinte. Preliminarmente a recorrente sustenta a nulidade da autuação, alegando, para tanto, ausência da adequada motivação, em seu entendimento configura cerceamento do direito de defesa e ao contraditório. Sustenta também a ausência de investigação da verdade material, em razão da superficialidade das diligências realizadas. O inconformismo dáse em razão da fiscalização simplesmente cortejar as planilhas elaboradas pela recorrente e concluir que exclusões e deduções eram indevidas. No mérito alega erro material, e, o faz tãosó em relação algumas contas contábeis cuja identificação foi possível, pois não conseguiu identificar a totalidade da matéria tributável. A decisão de piso rejeitou as preliminares, a primeira sob o fundamento de que a fiscalização baseouse em informações extraídas dos registros contábeis da contribuinte. E a segunda, de que não existiu qualquer óbice ao pleno exercício do direito de defesa da Impugnante, visto que, as infrações apuradas estariam perfeitamente identificadas e os elementos dos autos são bastante para que o sujeito passivo pudesse se defender. Essa turma entendeu por bem transformar o julgamento em diligência conforme Acórdão nº 3403.00.034 de 28 de abril de 2010, para que fosse apurado: “As planilhas elaboradas pela fiscalização deixou de especificar (Para o período a partir de 01/2003 a 12/2004, as divergência de valores entre a planilha de base de cálculo e os balancetes mensais da instituição financeira fiscalizada, assim como, há exclusão e dedução indevidas, de acordo com a IN SRF 247/2002 na apuração da base de cálculo para a COFINS no sentido de que a Autoridade Fiscal demonstre por meio de planilha todas as exclusões e deduções incluídas por ela à base de calculo, seja identificado as divergências entre as planilhas apresentadas pela contribuinte e as do auditor fiscal, identificando as contas contábeis por titulo e o número adotado no plano de contas, a natureza da receita e o mês do fato gerador. Fl. 1404DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 20 3 Deixando claro quais deduções e exclusões que a fiscalização entendeu indevida. Prestar outras informações que julgar necessárias ao deslinde da questão. Após seja dado vista a contribuinte, querendo, manifestarse”. Concluído a diligência foram juntadas as planilhas e cópias dos balancetes apontando as divergências, fls. 1286/1296. Aberto vista a Recorrente, se manifestou às fls. 1297/1306, reprisando seu inconformismo, em síntese: “fls 65 / 225 /470 Os valores considerados como tributáveis registrados nas contas nºs 7.1.5.90.006 TVM — AJUSTE POSITIVO AO VALOR DE MERCADO Subtítulo 7.1.5.90.109 —TÍTULOS PARA NEGOCIAÇÃO foram assim destacados no Termo de Diligencia: 2003 Exclusão do valor ref a Título p/negociação 7.1.5.90.109 Tributado Rec. cf. Balancete 7 01.265,53 701.265,53 60458 37.690.888,56 37.690.888,56 64471 Receitas não incluídas na base da Cofins. Tributado Conta Cosif Fls. 17.690.000,00 TVM ajuste pos vr. mer. 7.1.590.00 6 43 126 410 Outras Exclusões R$ 6.019.019,00 TVM Ajuste negativo a valor de mercado 2004 Exclusão do valor ref a Titulo p/negociação – 7.1.5.90.109 fls. 25.504.510,00 75x151x234 5.128,48 111x187x253 10. Entretanto, referidos valores não poderiam ser de forma alguma tributados pela COFINS. 11. Isso porque, os ajustes positivos ao valor de mercado relacionado a títulos de valores mobiliários devem ser computados na apuração do PIS e da COFINS somente em sua respectiva alienação, conforme determinam o art. 1o da IN/SRF 334/2003 e §2o. do art. 35 da Lei 10.637/2002. 12. Com base nisso, tanto na peça impugnatória, como no recurso voluntário, o contribuinte se dedicou em demonstrar que os títulos que originaram a referida receita de marcação ao valor de mercado ("MTM") ainda não havia sido realizada com a venda (liquidação) dos títulos, pois estavam ao final de 2004 ainda registradas no ativo do Contribuinte. Tanto é que o aludido ajuste a valor de mercado foi registrado na conta COSIF Fl. 1405DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 "7.1.5.90.006 TVM Ajuste positivo ao valor de mercado" (doc. 2), que justamente é destinada para registro de ajustes positivos em títulos que ainda não foram definitivamente alienados. 13. 0 titulo objeto da atualização em tela referese à debenture adquirida pelo Contribuinte no valor nominal de R$ 23.100.000,00. 14. Conforme relatório gerencial (doc. 3), verificase que foi calculado em junho de 2003 o valor de ajuste "MTM" de R$ 17.690.000,00, que foi devidamente registrado contabilmente (doc.2) e divulgado na Demonstração Financeira (doc.4) do Contribuinte do período encerrado em 30.06.2003, especificamente em seu tópico 5, transcrito a seguir: 15. Dos documentos 03 e 04 acostado constatase que o titulo em referência ainda era tratado como "Titulo para negociação" ao passo que, se disponível para venda, estaria designado no campo "Títulos disponíveis para venda", o que evidencia ainda mais a premissa do Contribuinte de que o titulo não havia sido negociado em 2003 e 2004. Razão pela qual, em hipótese alguma poderia ser os ajustes positivos em questão submetidos à tributação, ex vi do que determinam os art. lu da IN/SRF 334/2003 e §2o. do art. 35 da Lei 10.637/2002, alhures mencionado. 16. Para que não se repouse dúvidas sobre a correta não tributação dos valores de "MTM" (marcação de titulo a mercado) das debêntures em questão, o Contribuinte comprova que durante todo o ano de 2003 e 2004 os títulos permaneceram no seu ativo, mediante a juntada dos relatórios enviados pela Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos ("CETIP") que tem por função controlar as negociações de títulos de renda fixa e valores mobiliários entre seus participantes (doc. 05). 17. Dos relatórios emitidos pela CETIP (doc. 05), verificase que os títulos em questão foram somente alienados em dezembro de 2004 e junho de 2005, conforme quadro abaixo ilustrativo das operações de aquisição e liquidação: 18. As operações acima tiveram o seguinte tratamento contábil e fiscal: a) Em janeiro de 2003, verificase que o valor das debêntures, no balancete contábil (doc. 6), especificamente na conta COSIF1. 3.1.00.00 7 subconta 1.3.1.10.657 — Debêntures" era R$ 48.899.348,75, que também consta no relatório de valorização dessas operações (doc. 3); b) Em abril/2004, face às aquisições efetuadas, o valor contábil das debêntures se elevou para R$ 143.454.972,52 considerando os ajustes a valor de mercado (Vide doc. 7); c) Em dezembro/2004, onde as debêntures tiveram sua primeira alienação. 0 valor dos títulos em comento sofreu uma diminuição para R$ 70.309.966,12 (doc.8), oportunidade em que foi apurado ganho de capital na venda desses títulos. Por conta disso, tal ganho foi contabilizado na conta COSIF 7.1.5.75.007 Fl. 1406DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 21 5 — Lucros com Títulos de Renda Fixa" (doc.8) no montante de R$ 12.192.897,52 e devidamente tributado pela COFINS em dezembro de 2004 (doc. 9); e d) Finalmente, em junho 2005, tevese a liquidação total dos títulos em tela, o que resultou em saldo "zero" na conta COSIF "# 1.3.1.00.007 subconta 1.3.1.10.657 — Debentures" (doc.10). Sendo que, o ganho de capital no valor de R$ 10.568.299,94 (doc.10)., inerente a operação em questão, também foi oferecido à tributação da COFINS (doc.11). Note que no mês imediatamente anterior (doc. 12) a conta de Ativo relacionada às debentures ainda possuía valor monetário, o que corrobora ainda mais a assertiva de que os títulos não foram liquidados em 2003 e 2004, mas somente em 2005. 19. Do todo o exposto e da documentação acostada, resta de claro que o lançamento neste particular não pode subsistir, visto que, ao contrário do afirmado pela fiscalização, os valores registrados na contabilidade (7.1.5.90.109, 7.1.590.006) a titulo de ajuste positivo a valor mercado (MTM) foram corretamente excluídos da apuração do PIS e COFINS, uma vez que não se trata de resultado positivo na alienação, mas tão somente de marcação a valor de mercado que não é tributável, pois não representa ingresso de nova receita. 20. Do mesmo modo, para a exigência incidente sobre a glosa das exclusões de valores com reversões de provisões não pode o lançamento prosperar. No Termo de Diligência essa matéria foi assim indicada: 21. Novamente, a d. Autoridade Fiscal incorreu em flagrante erro material, posto que glosou, com base tão somente nos balancetes de verificação apresentados no curso do procedimento fiscalizatório, as exclusões da base de cálculo dos valores registrados a titulo reversão de provisões. 22. Essas reversões de provisões não são consideradas para fins de incidência das contribuições ao PIS e COFINS, visto que a sua natureza é de mera recomposição de uma despesa outrora incorrida pelo Contribuinte com a constituição de provisão contábil para riscos fiscais, civeis, trabalhistas ou contratuais, por exemplo. 23. Devido a essa característica, é que a própria Lei 9.718/98 expressamente determinou que referida importância fosse EXCLUÍDA na base de cálculo do PIS e COFINS, in verbis: 24. Com esteio no artigo retro, a própria Receita Federal do Brasil normalizou essa exclusão quando editou o art. 23 da IN SRF 247/2002: 25. Dessa forma, conforme amplamente mencionado pelo con tribuinte nos autos, a glosa da exclusão das importâncias registradas como reversão de provisões (Cosif 7.1.9.90.008) deve ser cancelada, por se chocar com as disposições normativas que de forma clara autorizam a sua exclusão no computo da base de cálculo do PIS e COFINS. Fl. 1407DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 6 26. Sobre a glosa das exclusões com variação monetária ativa sobre depósitos judiciais Cosif 7.1.9.99.009 e 7.1.9.00.005, o presente Termo de Diligência a destacou da seguinte forma: 27. Novamente, insta repisa que a variação monetária dos depósitos judiciais não configura ingresso de receita tributável, na medida em que estão atreladas ao definitivo deslinde determinado pelo Poder Judiciário. 28. Se o Poder Judiciário der provimento à pretensão do Contribuinte no feito judicial, tal depósito sera levantado e a variação monetária ativa percebida no período sera submetida à tributação do PIS e COFINS. 29. Ao passo que, se o Poder Judiciário condenar o Contribuinte a desembolsar o valor envolvido, os depósitos judiciais serão convertidos em favor da parte contrária e não haverá que se falar em receita tributável, pois é claro o seu caráter de despesa. 30. Logo, os juros de depósito judicial não são receita pelo regime de competência, mas sim de caixa por ocasião do levantamento do depósito judicial em favor do Contribuinte. Não havendo que se falar, portanto, em glosa da não inclusão destas importâncias no computo do PIS e COFINS. 31. 0 Termo de Diligência também aponta como tributáveis as importâncias registradas nas rubricas 7.1.9.99.00.092 — Result. Empr. Incorp e 7.3.9.99.00.006 — Recuperação Perdas. 32. Entretanto, a tributação de tais importâncias não pode prosperar, notadamente porque, conforme comprovado nos autos, as receitas reconhecidas na conta 7.1.99.00.092 já foram tributadas pela COFINS pela sua incorporada (doc. 03, 04 e 05 do recurso voluntário). As receitas contabilizadas n° 7.3.9.99.00.006 não podem ser tributadas por expressa disposição do inciso II, §2º, do artigo 3º da Lei 9.718/98, pois toda reversão ou recuperação de perda outrora baixada como prejuízo não pode ser considerada materialidade do PIS e da COFINS. 33. 0 Termo de Diligência aponta também as seguintes rubricas como tributáveis: 35. Sobre este ponto, o Contribuinte destaca que o Termo de Diligencia errou ao apontar para o período de apuração março de 2003 o valor de R$ 4.160.144,36 (7.1.8.00.002 — Rendas de Participação). Visto que, conforme balancete já acostado aos autos, o valor correto é negativo em R$ 913.961,15. Devendo, portanto, o presente Termo de Diligência ser corrigido no quanto retro indicado. 36. Por fim, cabe ao Contribuinte discordar dos valores tributados outrora registrados nas contas 7.17.99.00.242 — Taxa participação exterior VISA e 7.17.99.00.232 — Taxa participação exterior MASTER. 37. Posto que os valores apontados referemse a receitas advindas da contraprestação de serviços destinados ao exterior, cuja exclusão da base de cálculo da COFINS determinada pelo Fl. 1408DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 22 7 artigo 46 da IN SRF 247/02 4 e cuja matriz legal é o artigo 149, I, da CF/885 . 38. Deste modo, tal como os demais pontos autuados, o presente também não deve prosperar, haja vista o claro desrespeito à legislação atinente perpetrado pela Fiscalização. 39. Do todo o exposto, resta evidente que, apesar de o Termo de Diligência apresentar quais foram as importâncias autuadas e os períodos de apuração, o lançamento em questão a toda evidência deve ser declarado insubsistente por patente falta de juridicidade e porque contraria as provas carreadas aos autos”. Extraíse, assim, que celeuma gira em torno de: 1) Ajuste Positivo ao Valor de Mercado Subtítulo 7.1.5.90.109 —Títulos para Negociação; 2) Glosa das Exclusões de Valores com Reversões de Provisões; 3) Glosa das Exclusões com Variação Monetária Ativa sobre Depósitos Judiciais Cosif 7.1.9.99.009 e 7.1.9.00.005; 4) Tributação das Importâncias Registradas nas rubricas 7.1.9.99.00.092 — Result. Empr. Incorp e 7.3.9.99.00.006 — Recuperação Perdas; 5) Incidência sobre Rendas de Participação período de apuração março de 2003, valor incluído à R$ 4.160.144,36 (7.1.8.00.002 — Valor negativo em R$ 913.961,15; 6) Discordância dos valores tributados outrora registrados nas contas 7.17.99.00.242 — Taxa Participação Exterior VISA e 7.17.99.00.232 — Taxa Participação Exterior – MÁSTER ( referente a receitas advindas da contraprestação de serviços destinados ao exterior) É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. O recurso é tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, assim sendo, tomo conhecimento. Inicialmente cabe examinar a sustentação de nulidade do lançamento. Preliminar de Nulidade do auto de infração. O inconformismo demonstrado não deve prosperar por total ausência de fundamento capaz de sustentar a tese. Acolher a sustentação de que a motivação descrita no auto de infração configura cerceamento do direito de defesa e do contraditório, bem como, o princípio da necessidade de investigação da verdade material é afastar todo e qualquer parâmetro de controle do ato administrativo, por mais que me debruce sobre a alegação, não vislumbro vício capaz de justificar nulidade pretendida. A motivação consignada no auto de infração é o suficiente para justificar o lançamento, assim como, análises dos documentos se revelam o bastante, vez que as exclusões e deduções foram efetivadas em conformidade com a documentação apresentada, não há como impingir ao agente fiscal raciocínio idêntico ao do interprete. Fl. 1409DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 8 Além do que, exauriu o seu exame ao confrontar os elementos das planilhas fornecidas pela Interessada e os balancetes colocados à disposição da fiscalização. Tanto é verdade que a recorrente ao elaborar sua impugnação discorre sobre contas contábeis. De modo que, é de ser rejeitar a preliminar de nulidade suscitada sob os argumentos de motivação inadequada e ausência de investigação da verdade material. No mérito. Ao compulsar os autos constatei que o lançamento decorre de interpretação dos fatos e atos registrados na contabilidade. É de conhecimento comum que o cenário contábil é uma ciência nitidamente social quanto às suas finalidades, no entanto, como metodologia de mensuração, abarca tanto o social quanto o quantitativo. Neste raciocínio estaríamos diante do princípio da oportunidade a abarcar dois aspectos distintos, a integridade e a tempestividade. Como se sabe a integridade diz respeito à necessidade de as variações serem reconhecidas na sua totalidade, mesmo nos casos em que não há certeza definitiva da sua ocorrência. A tempestividade obriga a que as variações sejam registradas no momento em que ocorrerem, mesmo na hipótese de alguma incerteza, sem tal registro no momento da ocorrência restaram incompletos os registros sobre o patrimônio. É desses acréscimos patrimoniais, receita sem uma efetiva entrada de ingresso pecuniário, que trata esses autos. Cabe a esse Colegiado decidir se a valorização ou atualização dos ativos a preço de mercado importa em receita passível da incidência da contribuição para a COFINS e o PIS. A doutrina ao longo do tempo vem construindo os conceitos, ainda, não pacificados. O insigne professor Orlando Gomes, Introdução ao estudo do direito civil, 13ª ed. Rio de Janeiro, forense, 1996, p. 210, ensina que o patrimônio compreende: “Todas as relações jurídicas de conteúdo econômico das quais participe a pessoa ativa ou passivamente”. Outros renomados autores definem como “o conjunto de relações jurídicas ativas e passivas (direitos e obrigações) avaliáveis em dinheiro de que uma pessoa é titular”. Segundo os ensinamentos do professor José Artur Lima Gonçalvez: “Para que haja renda, deve haver um acréscimo patrimonial – aqui entendido como incremento (material ou imaterial, representado por qualquer espécie de direito ou bens, de qualquer natureza – o que importa é o valor em moeda do objeto desses direitos) – ao conjunto líquido de direitos de um dado sujeito”. Segundo a interpretação de José Minatel, receita é o conteúdo material qualificado pelo ingresso de recursos financeiros no patrimônio da pessoa jurídica, em caráter definitivo, proveniente dos negócios jurídicos que envolvam o exercício da atividade empresarial, que corresponda à contraprestação pela venda de mercadorias, pela prestação de serviços, assim como pela remuneração de investimentos ou pela cessão onerosa e temporária de bens e direitos a terceiros, aferindo instantaneamente pela contrapartida que remunera cada um desses eventos. (Minatel, José Antonio, O conceito de receita..., Op. Cit. P. 536). Fl. 1410DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 23 9 Nessa esteira é o oportuno trazer à baila o entendimento de Edmar Oliveira Andrade Filho, para quem, somente a receita efetivamente percebida poderia ser considerada auferida: “O valor tributável deve corresponder ao montante das receitas auferidas. O adjetivo auferido traduz idéia de algo que é percebido, ou seja, que é transformado em dinheiro ou bem econômico equivalente, vale dizer, imediatamente conversível em dinheiro. Receita auferida é, portanto, um acréscimo patrimonial juridicamente qualificado; é aquele em que a prestação já está satisfeita. {...} Nem decorrência, para fins de incidência às contribuições ao PIS/PASEP e a Cofins, não basta que a pessoa jurídica tenha receita; é imprescindível que aufira os efeitos do negócio jurídico que lhe deu causa. Um dos efeitos das obrigações em geral é o pagamento; para a caracterização da receita auferida é necessário que ocorra o pagamento em dinheiro ou bem com função imediatas equivalentes”. (Andrade Filho, Edmar Oliveira, Imposto de Renda das empresas, São Paulo, Atlas, 2004, p. 510). O regime de reconhecimento da receita para efeitos da tributação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, disposto no art. 251 do RIR/99, com base no lucro real deve manter escrituração com observâncias das leis comerciais e fiscais, enquanto o art. 274 do mesmo diploma legal dispõe que o lucro líquido do períodobase deverá ser apurado com observância das disposições da Lei nº 6.404/76, o § 1º do art. 187 da referida lei, por sua vez, dispõe o seguinte: “§ 1º Na determinação do resultado de exercício serão computados”: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos”. Como se vê, a legislação do imposto de renda adota o regime de competência para tributação dos resultados das empresas. Portanto, diferente, impõe a existência de disposição legal expressa em sentido contrário, senão, as receitas, os rendimentos e ganhos terão que ser reconhecidos pelo regime de competência, isto é, independente de recebimento em dinheiro. Historicamente o parágrafo 3º da Lei nº 9.718, de 1998, dispunha que nas operações realizadas em mercados futuros, considerase receita bruta na determinação da base de cálculo de PIS COFINS o resultado positivo dos ajustes diários ocorridos no mês, o que implica no pagamento das contribuições sobre um ganho não concretizado. Com advento da Lei nº 11.051, de 2004, dispôs em seu art. 32 que para efeito de determinação da base de cálculo do PIS e COFINS, bem como do IRPJ e da CSLL, os resultados positivos e negativos apurados nas operações realizadas em mercados de liquidação futura, inclusive sujeitos a ajustes de posições passaram a serem reconhecidos por ocasião da liquidação do contrato, cessão ou encerramento da posição. Fl. 1411DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 10 Finalmente, dispõe o art. 35 da Lei nº 10.637/2002: “Art. 35. A receita decorrente da avaliação de títulos e valores mobiliários, instrumentos financeiros, derivativos e itens objeto de hedge, registrada pelas instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, instituições autorizadas a operar pela Superintendência de Seguros Privados Susep e sociedades autorizadas a operar em seguros ou resseguros em decorrência da valoração a preço de mercado no que exceder ao rendimento produzido até a referida data somente será computada na base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição para o PIS/Pasep quando da alienação dos respectivos ativos”. Cabe examinar a luz das posições doutrinárias e de ordem legal a incidência das contribuições para o PIS e a Cofins ao caso concreto. 1. Aduz o contribuinte que avalorização do ativo decorre de necessidade que esse expresse o valor real do mercado mobiliário, para tanto, impõe que se faça em determinado momento, independemente de sua negociação no mercado. As exclusões efetivadas pela contribuinte foram interpretadas pela fiscalização como indevidas, motivo pelo qual foram desconsideradas e passaram a compor a base de cálculo. A descrição sucinta da motivação do lançamento não informa que os ativos tenham sido comercializados, apenas se extraí das informações da diligência que os valores contabilizados a título de receitas em determinadas contas. Inexistindo controvérsia de que o valor contabilizado a título de receita não é proveniente de alienação dos títulos, impõe acolher o argumento de que se refere à valoração a preço de mercado. Os títulos para negociação contabilizados em conta do Ativo representam um produto a ser negociado, inexistindo prova de operação de venda, o ajuste a preço de mercado mesmo que represente uma receita deve ser reconhecido em momento oportuno, isto é, quando efetivamente ocorrer o recebimento em moeda ou de outro modo que importe em liquidação da operação. A luz do que dispõe o art. 35 da Lei nº 10.637/2002, o legislador ordinário postergou o momento do reconhecimento da avaliação de títulos e valores mobiliários quando da efetiva comercialização. Não bastasse a Lei nº 11.051, de 2004, também dispõe no mesmo sentido, conforme normatiza o art. 32, para efeito de determinação da base de cálculo do PIS e COFINS, bem como do IRPJ e da CSLL, os resultados positivos e negativos apurados nas operações realizadas em mercados de liquidação futura, inclusive sujeitos a ajustes de posições passaram a serem reconhecidos por ocasião da liquidação do contrato, cessão ou encerramento da posição. Em sendo assim, os ajustes positivos ao valor de mercado contabilizados em conta contábil titularizada “Título para Negociação” deve ser afastado da base de cálculo na determinação da apuração da contribuição diante da existência de legislação específica que reconhece que esses ajustes são considerados receitas auferidas somente quando de sua comercialização. Fl. 1412DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 24 11 A fiscalização também fez incluir à base de cálculo da Cofins os valores relativos a “Glosa das Exclusões de Valores com Reversões de Provisões”. No entender do Fisco as reversões de provisões configuram receita, e, sendo assim, deve compor a base de cálculo. Provisão como se sabe significa reserva de determinada importância para atender a uma eventualidade. Mormente a contrapartida de sua contabilização implica em custo ou despesa. Sendo assim, a reversão jamais será considerada receita auferida. É de conhecimento comum que a reversão é o ato ou efeito de reverter uma situação, isto é, o regresso ao estado ou o tipo primitivo. Em resumo a meu sentir a provisão e a reversão são em sua essência ajustes técnico ou contábil com objetivo de fazer refletir a exatidão da situação patrimonial e financeira das empresas. Tanto é verdade que no caso das Instituições Financeiras em relação à constituição de provisão mensal para férias, 13º salário, licençasprêmio e demais encargos conhecidos ou calculáveis por determinação da CartaCircular nº 2.294, de 30.06.92, devem incluir os valores decorrente de aumento salarial futuro previsto em Lei e na política interna da instituição. De modo que, seguindo determinação do Banco Central as empresas contabilizam essa provisão como despesas ou custo, no entanto, para os efeitos fiscais deve se nortear pelas normatizações oriundas da Receita Federal. Normatizando esse tipo de provisão a Receita Federal expediu o PN nº 7/80 que definiu a constituição da provisão para férias dos empregados. A Portaria nº 609, de 27.07.79, por outro lado, dispõe que a interpretação da legislação tributária promovida pela Receita Federal, por meio de atos normativos expedido por suas coordenações, só poderá ser modificada por ato expedido pelo Secretário da Receita Federal. Como se vê em regra a provisão é uma despesas ou custo, portanto, sua reversão não pode configurar receita a fazer incidir contribuição de que trata esse caderno processual. Razão pela qual acolho os argumentos sustentados pela recorrente para afastar à inclusão dos valores referentes à reversão de provisão da base de cálculo. 2. Glosa das Exclusões com Variação Monetária Ativa sobre Depósitos Judiciais Cosif 7.1.9.99.009 e 7.1.9.00.005; Assiste razão a recorrente quanto ao inconformismo relativo a inclusão dos valores referentes à variação monetária ativa incidente sobre os depósitos judiciais. A precedente do antigo Primeiro Conselho de Contribuinte que decidiu pelo Acórdão nº 10193.103/00, publicado no DOU de 18.10.00, que o fato gerador dáse no momento da disponibilidade jurídica, não podendo ser entendido o trânsito em julgado, mas sim a efetiva liquidação. Fl. 1413DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 12 Não há dúvida de que essa regra vale para as ações judiciais de restituição ou compensação de tributos, pois o trânsito julgado não obriga o contribuinte a reconhecer de pronto a receita em razão de que enquanto não houver a possibilidade de efetiva liquidação não há disponibilidade jurídica. Tenho como certo que a inclusão dos valores a base de cálculo deve operarse no momento da efetiva realização do direito, no caso concreto, no momento que o depósito judicial, principal e seus acréscimos forem disponibilizados para o depositante, até lá o reconhecimento dos acréscimos (juros) mês a mês não implica em receita auferida. Embora descordando das Soluções de Consultas nºs 209 e 210 publicadas no Dou de 12.03.2002, em razão de que disciplinam que o crédito contra a União deve ser reconhecido quando do transito em julgado da sentença não se coadunar com o meu pensamento, no entanto, servem para ilustrar no caso vertente, que o momento do reconhecimento da hipótese de incidência da contribuição dáse diferentemente do entendimento da fiscalização, que fez incidir sobre os valores contabilizados mês a mês, independemente do transito em julgado, no caso sob examine, da contabilização dos acréscimos financeiros. Diz as Soluções de Consultas nºs 209 e 210: “A pessoa jurídica que obtenha o reconhecimento, em seu favor, de créditos conta a União, mediante sentença judicial transitada em julgado, deve escriturálos conforme o regime de competência. Esses créditos constituem hipótese de incidência dos tributos federais sobre a receita ou lucro no momento do trânsito em julgado da sentença judicial, devendo ser considerados ganhos, para efeito de tributação, no período de apuração correspondente de cada um dos tributos de que sejam fato gerador”. De modo que, impõe corrigir o procedimento fiscal e afastar da base de cálculo os valores referentes variação monetária ativa sobre depósitos judiciais contabilizados nas contas acima mencionadas. 3. Tributação das Importâncias Registradas nas rubricas 7.1.9.99.00.092 — Resultado de Empresa Incorporada – conta 7.3.9.99.00.006 — Recuperação Perdas. A impugnação de fls. 290/315 não tratou de incidência sobre as importâncias contabilizadas nas rubricas 7.1.9.99.00.092 — Resultado de Empresa Incorporada – conta 7.3.9.99.00.006, bem como, Incidência sobre Rendas de Participação, período de apuração março de 2003, valor incluído à R$ 4.160.144,36 (7.1.8.00.002 — Valor negativo em R$ 913.961,15). Examinando a peça impugnatória constatase que o assunto ali tratado se limitou a: “Improcedência de Glosa de Exclusão de Receita registrado conta 7.1.5.90.006 – TVM – AJUSTE POSITIVO AO VALOR DE MERCADO – subtítulo 7.1.5.90.109 – TITULO PARA NEGOCIAÇÃO”; Improcedência de Glosa de Despesas Registrada em conta nº 8.1.5.80.10.9 – TVM AJUSTE NEGATIVO AO VALOR DE MERCADO ““; Improcedência de Glosa s/ Exclusão das Reversões de Provisão Operacionais Registradas na Conta Cosif nº 7.1.9.90.008 – Reversão de Provisões Operacionais – subtítulo 7.1.9.90.99.8 – OUTRAS ““; Improcedência de Glosa s/Exclusão das Receitas de Lucro na Alienação de Bens do Ativo Imobilizado Registrado em conta Cosif nº 7.3.1.00.009 – subtítulo 7.3.1.50.004 – Fl. 1414DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 25 13 LUCROS NA ALIENAÇÃO DE VALORES e BENS “, e, Da Improcedência da Glosa da Exclusão das Receitas Decorrentes da Prestação de Serviço no Exterior Registradas na Conta Cosif n° 7.1.9.99.009 – Subtítulos Nº. 7.1.9.00.242 e 7.1.9.00.232. — TAXA DE PARTICIPAÇÃO”. EXTERIOR VISA e TAXA DE PARTICIPAÇÃO EXTERIOR MASTER. No entanto, ao examinar o voto da decisão de piso, fls. 810/870, o julgador enfrentou o assunto, daí a meu ver viabilizou o conhecimento e deliberação dessa matéria a esse Colegiado diante da irresignação demonstrada no recurso voluntário, de modo que passo a examinar. Resultado de Empresa Incorporada – conta 7.3.9.99.00.006 — Recuperação Perdas. O julgador de piso examinou o assunto e ao decidir assim fundamentou: “Em decorrência da supressão da conta contábil 7199900092 Result empr incorp, o saldo da conta 7.0.0.00.009 Contas de Resultado Credoras no balancete apresentado na impugnação foi de R$ 115.469.798,20 e não de R$ 117.533.972,03, como constou do primeiro balancete e do demonstrativo da fiscalização. No entanto, ao analisarmos o balancete anexado na impugnação relativo ao mês de maio de 2003, verificamos que consta na conta 7.0.0.00.009 o saldo anterior de R$ 117.533.972,03 (fls. 395). Como a contribuinte não apresentou nenhuma justificativa para a supressão da conta contábil 7199900092 Result empr incorp, e no próprio balancete anexado na impugnação, o saldo anterior relativo ao mês de abril é de R$ 117.533.972,03, não há como referendar o demonstrativo da contribuinte (fls. 301), que suprimiu o valor de R$ 3.837.321,84 da conta Cosif 7.1.9.00.00 5 — Outras receitas operacionais”. Inexiste dúvida de que ocorreu o exame da matéria. Inferese do voto que a motivação restringese ao fato da inexistência de justificativa para a supressão da conta contábil, suprimiu o valor de R$ 3.837.321,84 da conta Cosif 7.1.9.00.005 — Outras receitas operacionais. Como é de conhecimento comum a contabilidade faz prova a favor do contribuinte, cabe a autoridade fiscal diligenciar no sentido de apurar a verdade real. Compete ao titular do procedimento fiscal produzir as provas suficientes para esclarecer e imputar o ilícito tributário. Os planos de conta contábil das instituições financeiras seguem rigorosamente o plano determinado pelo Banco Central, atualizandoo em conformidade com as Resoluções baixadas. Ademais, a contabilidade é uma ciência exata, qualquer valor suprimido importa em diferença no Ativo ou no Passivo, mesmo tratando de conta de resultado (despesas e receitas). Portanto, é inaceitável que se lance ao argumento do suposto sumiço do saldo da conta contábil, transferindo o ônus da prova ao contribuinte. Fl. 1415DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 14 Além do que, reconhecido pelo julgamento de piso que essa conta registra o Resultado de empreendimento incorporado, não vejo como manter o lançamento por não se tratar de receita sujeita a incidência das contribuições para o PIS e a Cofins. 4. O outro ponto se refere à Incidência sobre Rendas de Participação, período de apuração março de 2003, valor incluído R$ 4.160.144,36 (7.1.8.00.002 — Valor negativo em R$ 913.961,15). O demonstrativo elaborado pelo Contribuinte consta que o valor de R$ 4.160.144,36 é receita e faz parte da base de cálculo. No entanto, a Fiscalização com base nos balancetes informa que o valor correto é de R$ 5.074.105,51, gerando uma diferença de R$ 913.961,15. Aduz em suas razões recursais que além da diferença acima apontada foi incluida à base de cálculo o valor de R$ 4.160.144,65. Neste caso tenho que não assiste razão a Recorrente. Extraíse do demonstrativo tratarse de receita, se o balancete aponta receita maior daquela informada nos demonstrativos elaborados pelo contribuinte, impõe a fiscalização incluir a diferença apurada, o que pode ser feito simplesmente pelo valor encontrado e não declarado, assim como, pelo total, no caso examinado fez incluir à base de cálculo a diferença. Nesse ponto com razão a fiscalização, motivo pelo qual mantenho o lançamento. Deixo de acolher os argumentos de que o valor apurado, isto é, o valor de R$ 913.961,15 encontrados é negativo, daí não poder compor a base de cálculo. 5. Receitas de Lucro na Alienação de Bens do Ativo Imobilizado Registrado em conta Cosif nº 7.3.1.00.009 – subtítulo 7.3.1.50.004 – LUCROS NA ALIENAÇÃO DE VALORES e BENS. Consta da decisão hostilizada: “Por fim, verificamos que há valores registrados na conta Cosif n° 7.3.1.00.009 —Subtítulo no 7.3.1.50.004 — Lucros na alienação de valores e bens — bens não de uso próprio, no montante de R$ 55.400,00 (fls. 725). De fato, a lei permite a exclusão da receita da venda de bens do ativo permanente. No entanto, ao analisarmos o balancete anexado pela contribuinte (fls. 725), constatamos que a receita não operacional de R$ 55.400,00 não foi contabilizada como lucro na venda de bens do ativo permanente (subtítulo 7315000001), mas sim no subtítulo 7315000006 — BNDU PRÓPRIO. Não é possível identificarmos perfeitamente a natureza da receita escriturada a titulo de "BNDU próprio", sendo certo que tal receita não foi escriturada como venda de bens de ativo permanente”. Importa ressaltar que a decisão de piso afastou as incidências relativas as receitas decorrentes de venda de bens do ativo permanente com arrimo no inciso IV, do art. 3º da Lei nº 9.818/98, especificamente, referentes aos meses de janeiro de junho de 2004. Fl. 1416DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 26 15 Entretanto, em outros meses, março de 2004, constase à incidência da contribuição, portanto, pelos mesmos fundamentos da decisão recorrida reconheço o direito do contribuinte excluir da base de cálculo todos os valores contabilizados a esse título, conta Cosif n° 7.3.1.00.009 —Subtítulo no 7.3.1.50.004 — Lucros na alienação de valores e bens. 6 . Discordância dos valores tributados registrados nas contas 7.17.99.00.242 Taxa Participação Exterior VISA e 7.17.99.00.232 — Taxa Participação Exterior – MÁSTER (referente a receitas advindas da contraprestação de serviços destinados ao exterior). Restou demonstrado que a taxa de participação no exterior se refere comissão paga pelo cartão de crédito no exterior (a Recorrente recebe um "fee" (comissão) decorrente de tarifa de participação cobrada pelas bandeiras Visa e Mastercard dos estabelecimentos credenciados localizados no exterior, quando da utilização dos cartões de crédito da Recorrente pelos seus clientes). A prestação de serviço no exterior recebe o mesmo tratamento dispensado a exportação e encontra albergada pela regra de isenção do art. 6º, I, da Lei Federal nº 10.833/2003. “Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações: (...) – exportação de mercadorias para o exterior”. Ao interpretar norma do art. 6º da Lei 10.883/2003, impõe fazela de modo extensivo, não restritivo como se dá pela Receita Federal, em consonância com regra do art. 149, § 2º, I, da Carta Política de 1988, Emenda Constitucional nº 33/2001, que ao tratar da matéria dispensou conceito mais abrangente em relação às receitas decorrentes de exportação. Com razão a recorrente quando afirma que a fiscalização se equivocou ao fundamentar a glosa no art. 46 da IN SRF nº 247/2002, vez que a referida norma estabelece: “Art. 46. São isentas do PIS/Pasep e da Cofins as receitas”: (...)III dos serviços prestados a pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas”; Assim, acolho as razões aduzidas para afastar da base de cálculo as receitas provenientes da prestação de serviços do exterior. Diante do exposto, conheço do recurso e voto no sentido dar provimento parcial ao recurso para afastar da base de cálculo: 1. à inclusão dos valores referentes à reversão de provisão da base de cálculo; 2. lucro na alienação de imóveis; 3. da base de cálculo os valores referentes variação monetária ativa sobre depósitos judiciais contabilizados nas contas especificados neste voto; Fl. 1417DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 16 4. manter a exclusão da base de cálculo dos valores referente a Resultado de empreendimento incorporado; 5. da base de cálculo todos os valores contabilizados a esse título, conta Cosif n° 7.3.1.00.009 —Subtítulo no 7.3.1.50.004 — Lucros na alienação de valores e bens 6. para afastar da base de cálculo as receitas provenientes da prestação de serviços no exterior. É como voto. Domingos de Sá Filho Voto Vencedor Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Redator designado. No que tange à preliminar de nulidade do auto de infração, ao contrário do que entendeu o ilustre Relator, a mera contraposição de planilhas por parte da fiscalização sem a indicação das razões pelas quais as exclusões procedidas pelo contribuinte foram indevidas, configura sim defeito na motivação e acarreta o cerceamento do direito de defesa do contribuinte. O art. 59 do Decreto nº 70.235/72 estabelece que são nulos os atos praticados por agente incompetente ou com cerceamento do direito de defesa. Segundo o dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “cerceamento” significa o ato ou o efeito de cercear. E “cercear” significa restringir, coartar. Assim, para que a regra do art. 59 do Decreto nº 70.235/72 incida sobre determinada situação de fato não é preciso que ocorra a supressão do direito de defesa do contribuinte, basta que exista uma restrição a esse direito. Se o ato administrativo praticado pelo Fisco diminuir ou reduzir a oportunidade de defesa, já será passível de ser anulado com base no artigo 59 do PAF. Por outro lado, o art. 10 do Decreto nº 70.235/72 exige, nos seus incisos III e IV, que o auto de infração contenha obrigatoriamente a descrição do fato jurígeno do direito do Fisco e a disposição legal infringida pelo contribuinte. No termo de verificação o AuditorFiscal motivou o auto de infração da seguinte forma (ver folhas 191 a 193): “DOS FATOS O § 5° do artigo 3° da Lei n° 9.718/1998 dispõe que na hipótese das pessoas jurídicas referidas no § 1° do artigo 22 da Lei n° 8.212/1991 serão admitidas, para os efeitos da COFINS, as mesmas exclusões e deduções para fins de determinação da base de calculo da contribuição para o PIS. A contribuição para a COFINS é calculada sobre o faturamento, conforme determina a Lei 9.718 de 1998 e Medida Provisória 2158 de 2001. Fl. 1418DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 27 17 As instituições financeiras deverão apurar a COFINS de acordo com a planilha de cálculo constante do Anexo Único da IN SRF nº 37/1999, e Anexo I da IN SRF n° 247/2002. Intimada, a empresa apresentou demonstrativo da base de cálculo da COFINS para o período de 02/1999 a 12/2004, juntamente com as cópias dos balancetes mensais. Em análise a documentação apresentada, verificamos que não há divergências de valores, entre as bases de cálculo da COFINS, para o período de 02/1999 a 12/2002. Entretanto, para o período a partir de 01/2003 a 12/2004, há divergências de valores entre a planilha de base de cálculo e os balancetes mensais da instituição financeira fiscalizada, assim como, há exclusão e dedução indevidas, de acordo com a IN SRF 247/2002 na apuração da base de cálculo apresentadas pelo contribuinte. Dessa forma, foram elaboradas novas planilhas de cálculo para a COFINS (anexas a este Termo), conforme Anexo I da IN SRF nº 247/2002. • DA ANÁLISE DOS FATOS A partir de 01/02/1999, a base de cálculo da contribuição para a COFINS das pessoas jurídicas com fins lucrativos é determinada pela Lei n° 9.718/1998. A Lei nº 9.718 de 27 de novembro de 1998, em seus artigos 2° e 3° assim estabelecem: "2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. Art. 3° 0 faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. § 1º Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas." ... O Decreto nº 4.524, de 17.de dezembro de 2002 regulamenta a COFINS, para o período fiscalizado de 01/2003 a 12/2004, e assim dispõe em seu artigo 1°: " Art. 1° A Contribuição para o PIS/PASEP (PIS/PASEP), instituída pelas Leis Complementares n° 7, de 7 de setembro de 1970, e nº 8, de 3 de dezembro de 1970, e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), instituída pela Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, serão cobradas e fiscalizadas de conformidade com o disposto neste Decreto." A IN SRF n° 247, de 21 de novembro de 2002 e a IN SRF nº 358, de 09 de setembro de 2003 estabelecem a base de cálculo, com as exclusões e deduções permitidas da receita bruta. • DA BASE DE CÁLCULO Assim sendo, tendo o contribuinte apresentado demonstrativo de base de cálculo da COFINS, porém composto com algumas divergências de valores conforme acima já Fl. 1419DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 18 descritos, foram elaboradas novas planilhas, conforme folhas anexas, e que abaixo reproduziremos: (Segue uma tabela comparando os valores apurados pelo contribuinte e pela fiscalização) Desse modo, então, estão sendo lançadas de oficio as diferenças da COFINS acima descritas. Esta fiscalização se ateve somente aos fatos acima descritos, ressalvando da Fazenda Nacional de proceder novos exames acerca da COFINS em questão, no caso em que novos fatos ocorram que os justifiquem. E, para surtir os efeitos legais, lavramos o presente termo em 03(três) vias de igual forma e teor, ficando uma via, em poder do contribuinte.” Esse texto da fiscalização não atendeu aos requisitos dos incisos III e IV do art. 10 do Decreto nº 70.235/72, pois a fiscalização não apontou os motivos das divergências apuradas, não indicou quais foram as exclusões e deduções indevidas e nem o motivo pelo qual foram indevidas. Também não foram indicados os dispositivos legais que desautorizam as deduções utilizadas pelo contribuinte. A fundamentação deste auto de infração se resumiu a uma comparação entre as planilhas do contribuinte e as do Fisco, sem nenhuma justificativa jurídica para a exigência dos valores que a fiscalização considerou devidos. A fiscalização tinha o ônus processual (art. 10, III e IV do PAF) de indicar as divergências e o dispositivo legal que o contribuinte violou ao efetuar a exclusão ou a dedução. E isso é assim porque o lançamento é ato administrativo vinculado, que exige motivação para que se possa efetuar o controle de sua legalidade (art. 142 do CTN). Leciona Hely Lopes Meirelles: “(...) A teoria dos motivos determinantes fundase na consideração de que os atos administrativos, quando tiverem sua prática motivada, ficam vinculados aos motivos expostos, para todos os efeitos jurídicos. Tais motivos é que determinam e justificam a realização do ato, e, por isso mesmo, deve haver perfeita correspondência entre eles e a realidade. Mesmo os atos discricionários, se forem motivados, ficam vinculados a esses motivos como causa determinante de seu cometimento e se sujeitam ao confronto da existência e legitimidade dos motivos indicados. Havendo desconformidade entre os motivos e a realidade o ato é inválido. (...)” ( in: Curso de Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 25 ed., pp. 186/187). Na tentativa de complementar a fundamentação do lançamento, o Relator originário propôs a realização de uma diligência, que foi aprovada por maioria de votos. Na ocasião ficou vencido apenas o Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz, que já vislumbrava a nulidade do auto de infração. De minha parte, na época, votei a favor da diligência porque tendo o Relator compulsado o processo, ele estava em melhor condição de avaliar se a providência seria capaz de trazer subsídios ao julgamento do recurso. Somente com o pedido de vista da Conselheira Liduína Maria Alves Macambira na sessão do mês de abril de 2012, quando também examinei o processo, é que meu convencimento se formou no sentido da nulidade do auto de infração e da desnecessidade da diligência. Fl. 1420DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.002038/200759 Acórdão n.º 3403001.786 S3C4T3 Fl. 28 19 Pois bem, realizada a diligência, o processo voltou praticamente na mesma situação, pois o termo de diligência (fls. 1286 a 1296) se limitou a tabular as diferenças por rubrica, sem indicar a razão jurídica das glosas efetuadas. A fiscalização não diz porque o contribuinte não pode fazer as exclusões e as deduções da base de cálculo e também não diz por que tais deduções e exclusões devem ser incluídas. Toda fundamentação do voto do Relator está calcada em elementos trazidos pelo contribuinte, que tentou “adivinhar” qual seria a irregularidade por ele cometida. O termo é exatamente esse: “adivinhar”. Tratandose de ato administrativo vinculado, o lançamento tributário reclama não só a indicação dos fatos jurígenos de rendem ensejo ao seu cometimento, mas também dos dispositivos legais que lhe dão lastro, o que sem sombra de dúvidas não foi observado pelo auto de infração albergado neste processo. Com essas considerações, divirjo o ilustre Relator para votar no sentido de que o auto de infração seja anulado por vício na motivação (violação do art. 10, III e IV do PAF), defeito que inegavelmente cerceou o direito de defesa do contribuinte. Antonio Carlos Atulim Fl. 1421DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO
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Numero do processo: 10283.901002/2009-99
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2005
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. PLEITO DE CONSIDERAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS. MATÉRIA ESTRANHA.
Trata-se de matéria estranha aos autos em que se discute Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), não se comportando em seus estreitos limites, pleito de consideração de eventuais benefícios fiscais a que faça - ou venha a fazer - jus o sujeito passivo.
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. ESTIMATIVA MENSAL. SALDO NEGATIVO. REEXAME.
O pagamento de estimativa mensal, indicado como direito creditório no correspondente Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), compõe o saldo negativo apurável, devendo, a esse título, ser apreciado pelo órgão jurisdicionante.
Numero da decisão: 1803-001.568
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo de IRPJ, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes - Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman e Sérgio Rodrigues Mendes. Ausente, justificadamente, a Conselheira Viviani Aparecida Bacchmi.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. PLEITO DE CONSIDERAÇÃO DE BENEFÍCIOS FISCAIS. MATÉRIA ESTRANHA. Tratase de matéria estranha aos autos em que se discute Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), não se comportando em seus estreitos limites, pleito de consideração de eventuais benefícios fiscais a que faça ou venha a fazer jus o sujeito passivo. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. ESTIMATIVA MENSAL. SALDO NEGATIVO. REEXAME. O pagamento de estimativa mensal, indicado como direito creditório no correspondente Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), compõe o saldo negativo apurável, devendo, a esse título, ser apreciado pelo órgão jurisdicionante. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 10 02 /2 00 9- 99 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.901002/200999 Acórdão n.º 1803001.568 S1TE03 Fl. 111 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo de IRPJ, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman e Sérgio Rodrigues Mendes. Ausente, justificadamente, a Conselheira Viviani Aparecida Bacchmi. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.901002/200999 Acórdão n.º 1803001.568 S1TE03 Fl. 112 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 71verso e 72): Tratase de declaração de compensação transmitida em 31/10/2005 pela contribuinte acima identificada, na qual indicou crédito de R$ 368.464,03 resultante de pagamento indevido ou a maior originário de DARF relativo à receita de código 2362, do período de apuração de 30/09/2004, no valor originário de R$ 601.072,46. A Delegacia de origem, em análise datada de 18/02/2009 (fl. 06), asseverou que “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Assim, não homologou a compensação declarada. Cientificada em 05/03/2009, a interessada apresentou, em 03/04/2009, manifestação de inconformidade na qual alega (fls. 10/16): a) O equívoco decorre do fato de que a Manifestante apurou erroneamente o valor do tributo a pagar, o que será corrigido através desta manifestação com a disponibilidade dos documentos comprobatórios do crédito. b) Após têlo apurado e efetuado o pagamento, foi detectado pelo setor de contabilidade do contribuinte o pagamento a maior, bem como saldo credor decorrente de saldo negativo da CSLL (sic), que resultara no pedido de compensação, na forma prevista na legislação que trata do assunto. c) Inadvertidamente, não houve a retificação da DCTF na qual deveria constar o valor do crédito a ser compensado e o efetivo valor do imposto apurado pela Manifestante. (Demonstrativo Anexo). Pelo demonstrativo que segue anexo à manifestação de inconformidade constatase o valor do tributo pago a maior, conforme DARF, sendo o crédito, objeto de compensação, decorrente de saldo negativo da contribuição social sobre o lucro líquido (sic). d) Além do saldo credor da CSLL (sic), a manifestante possui ainda crédito originário de benefício fiscal amparado no Ato Declaratório nº 58, de 04 de abril de 2005, e no DecretoLei nº 756/69, o primeiro expedido pelo Sr. Delegado da Receita Federal, com efeito retroativo ao ano de 2004. e) Enquanto aguardava a expedição do ato declaratório, a requerente apurou e efetuou o pagamento do imposto, o que gerou crédito passível de compensação após a publicação do documento. f) Para aferição do crédito e até mesmo do débito, é indispensável que a autoridade administrativa autorize a realização de diligência nos livros fiscais e contábeis do contribuinte. Todos os valores objeto do pedido de ressarcimento/restituição e compensação dizem respeito ao exercício de 2005 – ano calendário de 2004, abrangendo todo o ano de 2004 e, por esse motivo, fica inviável anexar a esta manifestação todos os livros e documentos que comprovam a apuração do crédito. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.901002/200999 Acórdão n.º 1803001.568 S1TE03 Fl. 113 4 Diante do exposto, requer: a) seja dado efeito suspensivo à presente Manifestação de Inconformidade, na forma do artigo 151, inciso II, do CTN, possibilitando a obtenção da Certidão Conjunta Positiva de Débito com Efeito de Negativa, prevista no artigo 206 do Código Tributário Nacional; b) a reforma total do despacho decisório, a fim de determinar a realização da diligência para comprovação efetiva do crédito alegado pelo contribuinte; c) o reconhecimento do crédito, amparado nos documentos anexos a esta Manifestação de Inconformidade e naqueles examinados por ocasião da diligência, autorizando a compensação do crédito reconhecido com o débito informado pelo contribuinte; d) pedese finalmente a Vossa Senhoria autorização para juntada de documentos, antes da decisão dessa augusta Câmara. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 71): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. OBJETO. CRÉDITO. LIMITE. A análise da Declaração de Compensação efetuase em relação à data de sua transmissão, encontrandose vinculada também aos exatos limites do crédito originalmente identificado pelo contribuinte como compensável. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 23/02/2011 (fls. 78 numeração digital – ND), apresenta a interessada, em 24/03/2011, Recurso de fls. 79 (ND) a 86 (ND), instruído com os documentos de fls. 87 (ND) a 106 (ND), nele argumentando, em síntese: a) que, ainda que seja de competência da autoridade administrativa deferir ou não a diligência requerida, deve ser levado em consideração que se trata de um direito do litigante, em processo administrativo ou judicial (CF/88, art. 5º, inciso LV), merecendo tal pleito ser mais bem analisado pelos ilustres Conselheiros; b) que a exibição de documentos e a juntada destes aos autos administrativos depende do sujeito passivo, mas o exame, a verificação e a análise para atestar a veracidade das informações é ato discricionário da administração tributária, ao qual devem ser aplicados os princípios do devido processo legal, previstos no Decretolei nº 70.235/72, na Lei nº 9.784/99 e na Instrução Normativa nº 900/09, art. 65; c) que é dever da administração realizar as diligências, no estabelecimento do sujeito passivo, para constatar a exatidão das informações; Fl. 113DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.901002/200999 Acórdão n.º 1803001.568 S1TE03 Fl. 114 5 d) que, do mesmo modo que o contribuinte não pode negar a exibição dos livros, o fisco também não pode negarse a examiná los para que se detecte a verdade material dos fatos alegados e efetivamente ocorridos, tanto no interesse da arrecadação e daquele que efetua o pagamento dos tributos; e) que não é prudente que a Administração negue ao contribuinte o exame de documentos para demonstrar a existência do crédito apontado no PER/DCOMP; f) que, no ano de 2004, houve pagamento do imposto de renda, nascendo o crédito objeto de restituição e informado no PER/DCOMP, não podendo ser negado pela autoridade administrativa sem antes fazer o exame dos documentos comprobatórios do pagamento e do registro dos créditos na contabilidade do contribuinte; e g) que resta demonstrado, de forma cristalina, que a Recorrente tem o direito de ver os seus livros contábeis e fiscais examinados para aferir a existência do crédito e, ao depois, depararse com a decisão da autoridade administrativa reconhecendo ou não o direito creditório e a homologação da compensação. 4. É o que importa relatar. Em mesa para julgamento. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.901002/200999 Acórdão n.º 1803001.568 S1TE03 Fl. 115 6 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Objeto de julgamento 5. De início, cumpre deixar claro que é objeto do Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp), de fls. 1 a 5, pleito de compensação de suposto crédito de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a título de “pagamento indevido ou a maior”, decorrente de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), no valor de R$ 601.072,46 (código de receita: 2362; período de apuração: 30/09/2004; data de arrecadação: 29/10/2004). 6. Dessa forma, eventuais benefícios fiscais a que faça ou venha a fazer jus a Recorrente, e que poderiam vir a reduzir o montante do imposto a pagar, não serão aqui analisados, por se constituírem em matéria estranha aos estreitos limites destes autos. 7. Nesse sentido, concordase inteiramente com a decisão recorrida (fls. 72 verso – destacouse): Constatase, dessa forma, que, com tal mudança de sistemática, a compensação deixou de ser um pedido submetido à apreciação da autoridade administrativa, tratandose, antes, de procedimento efetivado pelo próprio contribuinte, sujeito apenas à posterior homologação pelo Fisco, de forma expressa ou tácita. Por decorrência, a análise de procedência da declaração de compensação deve ser efetuada em relação à data de sua transmissão, encontrandose vinculada, também, aos exatos limites do crédito identificado originalmente pelo contribuinte como compensável. Resulta, pois, que não se faz possível, em sede de declaração de compensação, pretenderse inovar o seu conteúdo, também sendo irrelevante a existência de outros créditos do sujeito passivo em tese oponíveis à Receita Federal do Brasil, os quais, nesta qualidade, dependeriam da apresentação de Pedido de Restituição/Ressarcimento cumulado com nova DCOMP. 8. Por conseguinte, é irrelevante toda a discussão encetada pela Recorrente com relação ao Ato Declaratório nº 58, de 4 de abril de 2005 [redução de 75% do imposto de renda das pessoas jurídicas e adicionais não restituíveis, incidente sobre o lucro da exploração, relativo ao projeto de modernização de empreendimento da empresa, na área da atuação da extinta SUDAM, pelo prazo de 9 (nove) anos a partir do anocalendário de 2004], como também a referência feita pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) acerca desse ato. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 10283.901002/200999 Acórdão n.º 1803001.568 S1TE03 Fl. 116 7 Pedido de compensação 9. No presente caso, admite a própria Recorrente que deveria ter indicado o pagamento de estimativa mensal na dedução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) devido ao final do período de apuração, compondo o saldo negativo correspondente. 10. Assim, aquele pagamento de estimativa mensal, indicado como direito creditório na correspondente Per/DComp, compõe o saldo negativo apurável, devendo, a esse título, ser apreciado pelo órgão jurisdicionante, em conjunto com outras Per/DComp que porventura tenham a mesma origem de crédito. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para que o direito creditório pleiteado seja apreciado, pela DRF de origem, como saldo negativo de IRPJ. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 116DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 14/11/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
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