Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,419)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,202)
- Terceira Câmara (67,872)
- Segunda Câmara (56,642)
- Primeira Câmara (20,751)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,714)
- Segunda Seção de Julgamen (115,210)
- Primeira Seção de Julgame (77,082)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,551)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,615)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,690)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10640.720120/2007-20
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO.
Existindo omissão quanto à apreciação de argumentos do contribuinte, acolhem-se os embargos de declaração.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 3403-001.863
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração sem efeito modificativo para excluir do acórdão embargado a menção às declarações de compensação nº 29212.65555.301104.1.3.578893 e 24384.58441.301104.1.3.570189, por terem sido anteriormente homologadas pela autoridade administrativa.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Existindo omissão quanto à apreciação de argumentos do contribuinte, acolhem-se os embargos de declaração. Embargos acolhidos.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10640.720120/2007-20
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177643
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 17 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3403-001.863
nome_arquivo_s : Decisao_10640720120200720.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ANTONIO CARLOS ATULIM
nome_arquivo_pdf_s : 10640720120200720_5177643.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração sem efeito modificativo para excluir do acórdão embargado a menção às declarações de compensação nº 29212.65555.301104.1.3.578893 e 24384.58441.301104.1.3.570189, por terem sido anteriormente homologadas pela autoridade administrativa. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4418638
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216913801216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 5 1 4 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.720120/200720 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3403001.863 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 29 de novembro de 2012 Matéria PIS e COFINS Embargante COMPANHIA INDUSTRIAL CATAGUASES Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. Existindo omissão quanto à apreciação de argumentos do contribuinte, acolhemse os embargos de declaração. Embargos acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração sem efeito modificativo para excluir do acórdão embargado a menção às declarações de compensação nº 29212.65555.301104.1.3.578893 e 24384.58441.301104.1.3.570189, por terem sido anteriormente homologadas pela autoridade administrativa. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de embargos de declaração opostos pelo contribuinte ao Acórdão 3403001.297, por meio do qual este colegiado desproveu o recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 72 01 20 /2 00 7- 20 Fl. 909DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/12/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 A conclusão do voto condutor do acórdão foi redigida da seguinte maneira: “Portanto, as Declarações de Compensação Dcomp nº 14843.95992.141103.1.7.576240, 07692.79518.121104.1.3.578657, 29212.65555.301104.1.3.578893, 24384.58441.301104.1.3.570189 não podem homologadas nos moldes formulados, porque o crédito indicado não existe, pois o mesmo foi utilizado em outras declarações de compensações. Sendo assim, não cabe reforma a decisão recorrida. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário.” Alegou o embargante a existência de omissão na apreciação de argumento contido no recurso voluntário, pois antes mesmo da prolação da decisão de primeira instância, a autoridade administrativa efetuou revisão de ofício visando adequar o cálculo do indébito ao que restou decidido no processo judicial 2000.38.00.0163732, que reconheceu a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo das contribuições. Após a revisão, a própria autoridade administrativa excluiu os débitos decorrentes da não homologação das declarações de compensação 29212.65555.301104.1.3.578893 e 24384.58441.301104.1.3.570189. Apesar desse fato ter sido alegado no recurso voluntário, o acórdão embargado manteve a não homologação das compensações, cujos débitos já haviam sido considerados compensados pela repartição. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Relator ad hoc. Tendo em vista a aposentadoria da Conselheira Liduína Maria Alves Macambira, relatora originária deste processo, passo a relatar os embargos de declaração. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Conforme se pode constatar nas fls. 745 a 748, a autoridade administrativa revisou de ofício os cálculos antes de encaminhar o processo à DRJ e excluiu desta exigência o PIS do mês 10/2002 e a Cofins dos meses de 10/2002 a 03/2003. Entretanto, nem o acórdão da DRJ e nem o acórdão ora embargado levaram em consideração essa exclusão e acabaram por não homologar todas as declarações de compensação tratadas neste processo. Houve omissão no acórdão embargado, pois a alegação do contribuinte em sede de recurso voluntário não foi analisada pela relatora. Desse modo, os embargos de declaração do contribuinte devem ser acolhidos para sanar a omissão apontada, excluindose do acórdão embargado a menção às declarações de compensação nº 29212.65555.301104.1.3.578893 e 24384.58441.301104.1.3.570189, por terem sido homologadas pela autoridade administrativa antes da prolação da decisão de primeira instância. Antonio Carlos Atulim Fl. 910DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/12/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10640.720120/200720 Acórdão n.º 3403001.863 S3C4T3 Fl. 6 3 Fl. 911DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/12/201 2 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10283.900146/2009-28
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL. VALORAÇÃO DAS PROVAS.
A comprovação de efetivo erro de fato, no preenchimento da PER/DCOMP exige em homenagem ao princípio da verdade material e adequada valoração das provas, que se aprecie o pedido, afastando óbices formais que supostamente preconizam a intangibilidade das informações prestadas.
Numero da decisão: 1803-001.591
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, a fim de que seja analisado o mérito do pedido, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, relator, que negava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walter Adolfo Maresch.
(assinado digitalmente)
Selene Ferreira de Moraes - Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch - Redator Designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Cristiane Silva Costa. Ausente justificadamente a Conselheira Viviani Aparecida Bacchmi.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201212
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2006 PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL. VALORAÇÃO DAS PROVAS. A comprovação de efetivo erro de fato, no preenchimento da PER/DCOMP exige em homenagem ao princípio da verdade material e adequada valoração das provas, que se aprecie o pedido, afastando óbices formais que supostamente preconizam a intangibilidade das informações prestadas.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10283.900146/2009-28
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5185762
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1803-001.591
nome_arquivo_s : Decisao_10283900146200928.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SERGIO RODRIGUES MENDES
nome_arquivo_pdf_s : 10283900146200928_5185762.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, a fim de que seja analisado o mérito do pedido, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, relator, que negava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walter Adolfo Maresch. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes - Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch - Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Cristiane Silva Costa. Ausente justificadamente a Conselheira Viviani Aparecida Bacchmi.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
id : 4487259
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216917995520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1231; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 117 1 116 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.900146/200928 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.591 – 3ª Turma Especial Sessão de 4 de dezembro de 2012 Matéria IRPJ COMPENSAÇÃO Recorrente AROSUCO AROMAS E SUCOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL. VALORAÇÃO DAS PROVAS. A comprovação de efetivo erro de fato, no preenchimento da PER/DCOMP exige em homenagem ao princípio da verdade material e adequada valoração das provas, que se aprecie o pedido, afastando óbices formais que supostamente preconizam a intangibilidade das informações prestadas. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 01 46 /2 00 9- 28 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 18/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/02/201 3 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 18/02/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10283.900146/200928 Acórdão n.º 1803001.591 S1TE03 Fl. 118 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, a fim de que seja analisado o mérito do pedido, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, relator, que negava provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Walter Adolfo Maresch. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Cristiane Silva Costa. Ausente justificadamente a Conselheira Viviani Aparecida Bacchmi. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 18/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/02/201 3 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 18/02/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10283.900146/200928 Acórdão n.º 1803001.591 S1TE03 Fl. 119 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 49verso): Tratase de declaração de compensação transmitida em 31/03/2005 pela contribuinte acima identificada, na qual indicou crédito no valor de R$ 411.445,61 resultante de pagamento indevido ou a maior originário de DARF relativo à receita de código 2362, do período de apuração de 31/03/2004, com arrecadação em 30/04/2004, no valor originário de R$ 734.467,75. A Delegacia de origem, em análise datada de 18/02/2009 (fl. 06), constatou que “a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP (...) foram localizados um ou mais pagamentos (...), mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Assim, não homologou a compensação declarada. Cientificada, a interessada apresentou, em 03/04/2009, manifestação de inconformidade (fls. 12/15), na qual requer o cancelamento do PER/DCOMP ora analisado, uma vez que apurou equivocadamente o valor do tributo a pagar e, do mesmo modo, informou valor de crédito inferior ao efetivamente calculado por ocasião do ajuste da DIPJ e apuração do lucro real, e, que não há, portanto, crédito nem débito para compensar (neste processo). É o relatório. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 49): Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2005 IMPUGNAÇÃO. REQUISITOS. Nos termos do art. 16, III, do Decreto nº 70.235, de 1972, a impugnação deverá conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir, sob pena de não ser conhecida. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 11/04/2011 (fls. 51), a tempo, em 05/05/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 57 (numeração digital ND) a 65ND, instruído com os documentos de fls. 66ND a 102ND, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. 4. É o que importa relatar. Em mesa para julgamento. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 18/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/02/201 3 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 18/02/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10283.900146/200928 Acórdão n.º 1803001.591 S1TE03 Fl. 120 4 Voto Vencido Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Conforme foi salientado no Relatório deste Acórdão, limitase a interessada a alegar a inexistência do crédito e do débito informados no Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) apresentado. Assim, embora intitulada a petição de fls. 11 a 16, indevidamente, de “manifestação de inconformidade”, tratase, ela, na realidade, de um “pedido de cancelamento de declaração de compensação”, matéria alheia à competência da Delegacia de Julgamento jurisdicionante. Nesse sentido, pronunciouse a CoordenaçãoGeral de Tributação (Cosit), no Parecer nº 53, de 29 de junho de 2011, ao analisar o rito processual do pedido de retificação ou cancelamento de DComp: 15. Os §§ 9º e 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, são cristalinos no sentido de que o sujeito passivo pode apresentar manifestação de inconformidade contra decisão da autoridade administrativa que não tenha homologado compensação efetuada, e que esta contestação deve seguir o rito processual do Decreto nº 70.235, de 1972. [...]. 16. Convém, porém, salientar que a petição apresentada pelo sujeito passivo deve possuir um aspecto de contestação, de inconformismo, de insatisfação contra as razões que conduziram a autoridade administrativa a decidir de determinada forma. Daí o termo “manifestação de inconformidade”. Não basta o contribuinte manifestarse, mediante petição qualquer. É necessário haver uma expressa discordância da decisão prolatada, ou seja, deve estar presente um litígio, um enfrentamento. 17. O fato de, no despacho decisório, constar a informação de que o contribuinte pode apresentar manifestação de inconformidade contra a decisão, não autoriza concluir que qualquer petição, apresentada no prazo estabelecido de trinta dias, deva ser recebida como peça de contestação. Tal medida visa simplesmente a alertar o sujeito passivo de um direito que lhe é garantido por lei, o qual pode ser ou não exercido. Dessa forma, e inexistindo qualquer litígio a ser dirimido por aquela DRJ no presente processo, correta a decisão daquele Colegiado, de não conhecer da “manifestação de inconformidade” apresentada. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 18/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/02/201 3 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 18/02/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10283.900146/200928 Acórdão n.º 1803001.591 S1TE03 Fl. 121 5 Menciono, a respeito, o seguinte precedente administrativo: Acórdão nº 110200.620 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 24 de novembro de 2011 DCOMP. CANCELAMENTO OU RETIFICAÇÃO DO DÉBITO APÓS DECISÃO QUE NEGOU HOMOLOGAÇÃO À COMPENSAÇÃO. O cancelamento ou a retificação do PERDCOMP somente são admitidos enquanto este se encontrar pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador ou do pedido de cancelamento, e desde que fundados em hipóteses de inexatidões materiais verificadas no preenchimento do referido documento. A manifestação de inconformidade e o recurso voluntário contra a não homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo não constituem meios adequados para veicular a retificação ou o cancelamento do débito indicado na Declaração de Compensação. Não obstante, recomendase à DRF de origem proceder à revisão de ofício da exigência objeto do despacho decisório de fls. 6, em face de se tratar ao que tudo indica de compensação de estimativa com ajuste do mesmo anocalendário (fls. 3 e 4), cuja compensação já é feita na Ficha 12A da Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 121DF CARF MF Impresso em 18/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/02/201 3 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 18/02/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES Processo nº 10283.900146/200928 Acórdão n.º 1803001.591 S1TE03 Fl. 122 6 Voto Vencedor Conselheiro Walter Adolfo Maresch, Redator Designado Conforme o ilustre conselheiro relator reconheceu em seu voto, existem fundadas razões em se acreditar que o pleito da recorrente tem procedência em afirmar a existência de erro de fato e que se conhecida a manifestação de inconformidade. Com efeito, conforme se observa dos documentos que embasam o pedido inicial, manifestação de inconformidade e recurso voluntário, temse evidência de que houve efetivamente erro de fato no preenchimento da PER/DCOMP pois inexiste saldo de imposto a pagar relativo ao ajuste do período de apuração encerrado em 31/12/2004. Não havendo o débito constante da PER/DCOMP irrelevante qualquer discussão em torno do suposto crédito informado nessa declaração. Desta forma, não se apresenta razoável considerando a robusta prova material existente no processo desconhecer pura e simplesmente a manifestação de inconformidade, sob o pretexto de preclusão do direito em retificar a PER/DCOMP ignorando totalmente o conjunto probatório apresentado. Destarte, em nome do princípio da verdade material e da adequada valoração das provas, deve ser conhecida a manifestação de inconformidade para que a unidade de origem aprecie e analise a existência do erro de fato, acolhendo a retificação da PER/DCOMP confirmandose os elementos apresentados pela recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para que a unidade de origem aprecie os argumentos e documentos da manifestação de inconformidade, retificando à vista dos elementos apresentados, a PER/DCOMP apresentada com erro de fato. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Fl. 122DF CARF MF Impresso em 18/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/02/201 3 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assi nado digitalmente em 18/02/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES
score : 1.0
Numero do processo: 10469.903950/2009-91
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2001
Ementa:
IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida.
As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
Numero da decisão: 1802-001.446
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001 Ementa: IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 13 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10469.903950/2009-91
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5175077
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 13 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 1802-001.446
nome_arquivo_s : Decisao_10469903950200991.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10469903950200991_5175077.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4368285
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216921141248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2085; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.903950/200991 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1802001.446 – 2ª Turma Especial Sessão de 8 de novembro de 2012 Matéria PERDCOMP Recorrente CLINORT SERVIÇOS MÉDICO HOSPITALAR E LABORATORIAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 Ementa: IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 90 39 50 /2 00 9- 91 Fl. 44DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.18) que a seguir transcrevo: A interessada acima qualificada apresentou Declaração de Compensação —DCOMP de fls. 11/15, por meio da qual compensou credito do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ código 2089 com débitos de sua responsabilidade. 0 crédito informado, no valor de R$ 3.865,10 seria decorrente de pagamento indevido ou a maior do imposto apurado no 1° trimestre do anocalendário 2001. Através do despacho de fl.01, emitido eletronicamente, a Delegacia da Receita Federal em Natal — DRF/Natal identificou integral utilização anterior do pagamento para quitação de debito do IRPJ, em face do que não homologou a compensação declarada. A interessada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 03/07),fazendo, em síntese, as seguintes alegações: que o crédito é fruto da redução da base de cálculo do IRPJ para sociedades que desenvolvem atividades hospitalares de 32% para 8%, descreve sobre a matéria as lis. 04/06; não procedeu à retificação da DCTF por ocasião da compensação pleiteada, para deixar patente que seu pagamento foi a maior, porque já havia transcorrido o tempo hábil para retificação, o sistema da Receita Federal não aceita retificação "após cinco anos da data prevista"; o crédito subsiste porque o descumprimento de obrigação acessória, não interfere na principal; requer a procedência da manifestação de inconformidade, homologação das compensações e a retificação de oficio das DCTFs corn base no art. 149, inciso II do CTN. A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Recife/PE) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1135.362, de 31 de outubro de 2011 (fls.18/21), cientificado ao interessado em 27/01/2012. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.18): Fl. 45DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.903950/200991 Acórdão n.º 1802001.446 S1TE02 Fl. 3 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Mantémse o despacho decisório que não homologou a compensação quando constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 10/02/2012. Eis a defesa da Recorrente: ... O presente Recurso tem por escopo sanar defeito correspondente a uma formalidade do procedimento das compensações, não se pretendendo, pois, discutir o mérito dos crédito tributários respectivos. Não há que se falar em inexistência dos créditos, isto pelo fato de que os tributos pagos forma a maior resultado de recolhimento do 1o. Trimestre do ano calendário 2000, ao qual a empresa tem créditos e, por via de conseqüência, poderia utilizá los para posteriores compensações. Entretanto, efetuados os pagamentos, a contribuinte, não oferecera retificação da DCTF para restar patente o pagamento a maior, o que aparentemente demonstraria que não haveria crédito para a citada compensação. Quando a recorrente realizou as compensações em tela, já havia transcorrido o tempo hábil para retificar as DCTFs e, por esta razão, não mais poderia ser feito, ainda que intempestivamente, porque o sistema da Receita Federal não opera as retificações após cinco anos da data prevista. Nesse contexto, a obrigação de apresentar a DCTF é uma obrigação tributária acessória que, ainda quando descumprida, não interfere na obrigação principal, ou seja, ainda que não se tenha procedido às retificações, o crédito subsiste. Observase que as compensações não foram homologadas somente em virtude do mero descumprimento de obrigação Fl. 46DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 acessória, havendo crédito suficiente para legitimar as compensações. IIIDO PEDIDO: À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, fundada na lavratura do auto de infração, espera e requer a Recorrente que seja acolhido o presente Recurso Administrativo, homologandose as compensações administrativas realizadas e cancelando os débitos ora determinados. Para tanto, requer à Receita Federal que retifique as DCTFs de ofício, em conformidade com o art. 149, II, do CTN, que prevê o lançamento de ofício pela autoridade administrativa quando "a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária". Finalmente, requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 41344.44847.150705.1.3.042980 (fls.11/15), transmitido em 15/07/2005, em que a contribuinte pretende compensar débito de Cofins: R$ 1.324,94, código 2172 e PIS: R$ 282,76, código 8109, relativos a junho/2005, com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ (DARF: código – 2089; Período de Apuração: 31/03/2001; Vencimento: 30/04/2001, Valor: R$ 5.468,45). Conforme relatado, por intermédio do despacho decisório de fl.01, emitido em 25/05/2009 não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no PER/DCOMP, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Em sede de primeira instância, a manifestação de inconformidade apresentada em 02/07/2009(fls.03/07), foi julgada improcedente mediante o Acórdão nº 1135.362, de 31 de outubro de 2011(fls.18/21) mantendo o despacho decisório que não homologou a compensação porque constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.903950/200991 Acórdão n.º 1802001.446 S1TE02 Fl. 4 5 A Recorrente diz que não pretende discutir o mérito do crédito tributário e que, não há falar em inexistência do crédito, pelo fato de que o tributo pago a maior foi resultado de recolhimento do 1o. Trimestre do ano calendário 2000, ao qual a empresa tem créditos e, por via de conseqüência, poderia utilizálos para posteriores compensações. A defesa não pode prosperar, pois, como explicado acima, nos presentes autos se discute a compensação de débito de Cofins e PIS com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ (DARF: código – 2089; Período de Apuração: 31/03/2001; Vencimento: 30/04/2001, Valor: R$ 5.468,45). Verificase que a Recorrente se reporta a crédito relativo ao 1º trimestre de 2000, portanto, distinto do constante no PER/DCOMP em comento relativo ao 1º trimestre/2001, o que por si só já desqualifica o objeto do Recurso. Sobre o pagamento a maior, a Recorrente aduz que efetuados os pagamentos, a contribuinte, não oferecera retificação da DCTF para restar patente o pagamento a maior, o que aparentemente demonstraria que não haveria crédito para a citada compensação.E, quando a recorrente realizou as compensações em tela, já havia transcorrido o tempo hábil para retificar as DCTFs e, por esta razão, não mais poderia ser feito, ainda que intempestivamente, porque o sistema da Receita Federal não opera as retificações após cinco anos da data prevista. Ainda que se admita como equívoco da Recorrente ao se reportar ao 1º trimestre de 2000 e não ao 1º trimestre de 2001, depreendese de suas alegações que, a contribuinte pretende que o indébito se exteriorize tão somente com os dados declarados na DCTF comparados com o PER/DCOMP. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Registrese que, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus da prova dos fatos constitutivos do seu direito. Logo, o indébito tributário deve ser necessariamente comprovado sob pena de pronto indeferimento do pleito. No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido, pois, no presente caso somente a contribuinte detém em seu poder os registros de prova necessários para a elucidação da verdade dos fatos. Com efeito, os registros contábeis e demais documentos fiscais, acerca da base de cálculo do IRPJ, são elementos indispensáveis para que se comprove a certeza e a liquidez do direito creditório aqui pleiteado. Nesse sentido, na declaração de compensação apresentada, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Fl. 48DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. É cediço que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Repisese que o ponto nodal da lide reside no fato de que o contribuinte pretende a restituição de valor na ordem de R$ 1.607,70, adotando a via do PER/DCOMP no qual pretende utilizar crédito de IRPJ relativo ao 1º trimestre do ano calendário de 2001. A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria, em tese, à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. Cabe ao Fisco exigir a comprovação do crédito pleiteado, desde que não tenha ocorrido a homologação tácita da compensação, nos moldes do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que assim dispõe: § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Conforme dito acima, o PERDCOMP, foi transmitido pela pessoa jurídica em transmitido em 15/07/2005, tomou ciência do despacho decisório expedido em 25/05/2009, e apresentou a manifestação de inconformidade em 02/07/2009 (fls.03/07). Portanto, o despacho decisório se deu antes do prazo de 05 (cinco) anos da entrega do PERDCOMP. É dever do Fisco proceder a análise do crédito desde a sua origem até a data da compensação e, o contribuinte que reclama o pagamento indevido tem o dever de comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado. No tocante à revisão de ofício da DCTF, aventada pela interessada, como bem ressaltado na decisão recorrida, não se aplica ao caso a determinação do inciso II do art. 149 do Código Tributário Nacional (CTN), uma vez que não se discute no presente processo lançamento de ofício de crédito tributário decorrente de lavratura do auto de infração como aduzido pela Recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.903950/200991 Acórdão n.º 1802001.446 S1TE02 Fl. 5 7 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 11/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10980.008059/2003-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/1998 a 31/12/1998
AUDITORIA INTERNA DE DCTF. COMPROVADA A COMPENSAÇÃO REALIZADA. EXTINÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
É improcedente o lançamento de ofício de parcela apurada a título de falta de recolhimento em auditoria de informações prestadas em DCTF, cuja extinção do correspondente débito por compensação restar confirmada.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 3102-001.668
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
Winderley Morais Pereira - Relator.
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira, Helder Massaaki Kanamaru e Nanci Gama.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/1998 a 31/12/1998 AUDITORIA INTERNA DE DCTF. COMPROVADA A COMPENSAÇÃO REALIZADA. EXTINÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É improcedente o lançamento de ofício de parcela apurada a título de falta de recolhimento em auditoria de informações prestadas em DCTF, cuja extinção do correspondente débito por compensação restar confirmada. Recurso de Ofício Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.008059/2003-64
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5189664
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3102-001.668
nome_arquivo_s : Decisao_10980008059200364.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10980008059200364_5189664.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente. Winderley Morais Pereira - Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira, Helder Massaaki Kanamaru e Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
id : 4513384
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216925335552
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1678; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 510 1 509 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.008059/200364 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 3102001.568 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de novembro de 2012 Matéria COFINS Recorrente VOLVO DO BRASIL VEICULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1998 a 31/12/1998 AUDITORIA INTERNA DE DCTF. COMPROVADA A COMPENSAÇÃO REALIZADA. EXTINÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. É improcedente o lançamento de ofício de parcela apurada a título de falta de recolhimento em auditoria de informações prestadas em DCTF, cuja extinção do correspondente débito por compensação restar confirmada. Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Winderley Morais Pereira, Helder Massaaki Kanamaru e Nanci Gama. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 80 59 /2 00 3- 64 Fl. 510DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 13/02/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 2 Relatório Por bem relatar os fatos, adoto com as devidas adições e exclusões, o relatório da primeira instância. “Trata o presente processo de Auto de Infração de nº 0007021, anexado às fls. 09/20, decorrente de procedimento de auditoria interna nas DCTF, relativa aos quatro trimestres de 1998. Consoante descrição dos fatos à fl. 12 e anexos, de fls. 13/20, são exigidos os débitos, abaixo listados, de Cofins, 2172, por “FALTA DE RECOLHIMENTO OU PAGAMENTO DO PRINCIPAL, DECLARAÇÃO INEXATA”, no valor de R$ 7.515.301,61, além dos valores devidos a título de multa de ofício e juros de mora. ... Segundo os demonstrativos integrantes do presente Auto de Infração (fls. 15/17), constam das DCTF auditadas valores informados a título de “VALOR DO DÉBITO APURADO DECLARADO”, cujos créditos vinculados, informados como “Comp s/DARF – Ressarcimento de IPI” e “Comp s/DARF – Outros PAF”, não foram confirmados, sob a ocorrência “Proc inexist no Profisc”. O quadro abaixo demonstra as vinculações não consideradas pelo Fisco. ... Cientificada da exigência fiscal em 21/07/2003 (fl. 09), apresentou tempestivamente a impugnação em 20/08/2003 (fls. 03/08), cujo teor será a seguir sintetizado. Preliminarmente, alega que já decaiu o direito de a Fazenda Pública lançar créditos tributários relativos aos meses de fevereiro, abril, maio e junho de 1998. Diz que a contagem do prazo decadencial para a Fazenda Pública proceder ao lançamento obedece à regra do art. 150, § 4°, do CTN, que define tal prazo como sendo de cinco anos contados a partir da ocorrência do fato gerador. Afirma que é a partir do momento em que se consolida o fato gerador da Cofins que se inicia a contagem do prazo decadencial, o que ocorreu, no caso concreto, em cada mês: fevereiro, abril, maio e junho de 1998. Desse modo, argumenta que o prazo máximo do Fisco lançar tais períodos de apuração seria 30/06/2003. No que tange ao mérito, diz que o Auto de Infração trata, basicamente, da desconsideração pelo Fisco das compensações regularmente efetuadas. Alega, entretanto, que protocolou pedidos de compensação dos débitos de Cofins dos respectivos períodos de apuração cobrados com diversos processos de créditos de IPI. Diz que a grande maioria dos processos já foi Fl. 511DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 13/02/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10980.008059/200364 Acórdão n.º 3102001.568 S3C1T2 Fl. 511 3 arquivada e alguns ainda estão localizados na “Eq. Rest. CompensaçõesDRFCTAPr”. Tais situações foram demonstradas pela contribuinte em documentos anexos a sua impugnação – doc 1 a doc. 10. Argumenta, então, que resta comprovado pelos documentos juntados ao presente feito, que as compensações foram regularmente efetuadas, sendo totalmente improcedente a medida fiscal. Por fim, diz que “como medida de cautela, caso seja julgada procedente ou mesmo parcialmente procedente a autuação, fator que deve ser observado, diz respeito à aplicação dos juros de mora, que têm como parâmetro para seu cálculo a taxa SELIC”. Afirma que taxa mostrase em total descompasso com a Constituição Federal (art. 192, § 3o), Código Civil (art 1.062), Lei de Usura (Decreto n° 22.626/33) e o próprio CTN que prevêem, todos, que a taxa de juros moratórios deve ser de, no máximo, 12% ao ano, o que não ocorre com a taxa SELIC. Traz aos autos Acórdão do STJ que corrobora seu entendimento, pedindo que o mesmo seja aplicado ao caso concreto. Requer que sejam reconhecidos os efeitos da decadência tributária para os fatos geradores de fevereiro, abril, maio e junho de 1998 e, no mérito, a improcedência da exigência, no seu todo.” Antes de enviar os autos à Delegacia de Julgamento, a DRF Curitiba procedeu a verificação de ofício das alegações apresentadas na impugnação, produzindo relatório fiscal confirmando a alegações apresentadas na impugnação. Enviado os autos a Delegacia de Julgamento, a turma resolveu baixar os autos em diligência para confirmar se a revisão realizada pela DRFCuritiba afastava integralmente a exigência constante do presente lançamento. Em resposta a diligência foi lavrado o termo de informação fiscal (fls. 496 a 497), informando que os débitos foram totalmente compensados, conforme declarado em DCTF pelo contribuinte. Retornaram os autos a Delegacia de Julgamento, que deu provimento a impugnação cancelando o lançamento. A Decisão da DRJ foi assim ementada: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1998 a 31/12/1998 AUDITORIA INTERNA DE DCTF. FALTA DE RECOLHIMENTO. EXTINÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Fl. 512DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 13/02/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA 4 É improcedente o lançamento de ofício de parcela apurada a título de falta de recolhimento em auditoria de informações prestadas em DCTF, cuja extinção do correspondente débito por compensação restar confirmada. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado.” Diante dessa decisão, cuja exoneração do sujeito passivo ultrapassou o limite de alçada, foi apresentado pela turma julgadora o competente recurso de ofício. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso é voluntário e tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. A teor do relatado, o lançamento teve origem em auditoria eletrônica de DCTF, que após a impugnação, foi objeto de revisão de ofício por parte da Delegacia da Receita Federal e posteriormente esclarecimentos adicionais em diligência determinada pela Delegacia de Julgamento. Em atendimento a diligência determinada pela autoridade de primeira instância a Delegacia da Receita Federal informou que analisando novamente os autos deu razão as alegações da impugnação confirmando as compensações declaradas em DCTF, não existindo nenhum débito a ser exigido no presente processo. Desta informação fiscal extraio o trecho abaixo que detalha a posição quanto as compensações declaradas. “a. Os débitos de Cofins, código de receita 2172, relacionados no despacho da DRJ/Curitiba (fl. 486), perfazendo o valor total de R$ 7.515.301,61 e constantes do Auto de Infração de nº. 0007021, de 18/05/2003, foram totalmente compensados conforme declarado em DCTF pelo contribuinte. As fls. do presente processo onde se encontram anexados os respectivos Despachos de Deferimento e Documentos Comprobatórios de Compensação seguem relacionadas na planilha anexa denominada ‘Relação das Compensações’ (fl. 490). b. Efetuamos as alocações das compensações aos respectivos débitos e encerramos a revisão por recálculo com a devida confirmação da revisão no Sief Fiscel (opção ‘Recálculo’). Para todos os efeitos, anexamos extrato do Sief Fiscel denominado ‘Créditos Tributários Impugnados com Revisão de Lançamento Fl. 513DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 13/02/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA Processo nº 10980.008059/200364 Acórdão n.º 3102001.568 S3C1T2 Fl. 512 5 – Demonstrativo da Análise do Lançamento e Vinculações Comprovadas’ (fls. 491 a 495 , emitido após o encerramento da referida revisão.” Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício. Winderley Morais Pereira Fl. 514DF CARF MF Impresso em 06/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 13/02/ 2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 27/12/2012 por WINDERLEY MORAIS PER EIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13502.001018/2010-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2007 a 31/12/2008
AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTOS DECORRENTES DO BATIMENTO DE GFIP E FOLHAS DE PAGAMENTO E APURAÇÃO DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO. LANÇAMENTO INCONTROVERSO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. ALEGAÇÕES RECURSAIS GENÉRICAS. PROCEDÊNCIA. Tendo em vista que a recorrente deixou de impugnar expressamente o fato de ter apresentado as GFIPs com a ausência de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, o lançamento é incontroverso, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72.
PARCELAMENTO ESPECIAL DA LEI 11.941/09 E LEI 11/196/05. DESCONTO DA MULTA APLICADA NÃO AUTOMÁTICO. NECESSIDADE DE ADESÃO. Para que a recorrente faça jus ao desconto e/ou anistia das multas dispostas na sistemática do parcelamento proposto pela Lei 11.941/09 e 11.961/05 é necessária sua adesão ao programa, não podendo usufruir de sua benesses automaticamente.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.164
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTOS DECORRENTES DO BATIMENTO DE GFIP E FOLHAS DE PAGAMENTO E APURAÇÃO DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO. LANÇAMENTO INCONTROVERSO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. ALEGAÇÕES RECURSAIS GENÉRICAS. PROCEDÊNCIA. Tendo em vista que a recorrente deixou de impugnar expressamente o fato de ter apresentado as GFIPs com a ausência de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, o lançamento é incontroverso, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. PARCELAMENTO ESPECIAL DA LEI 11.941/09 E LEI 11/196/05. DESCONTO DA MULTA APLICADA NÃO AUTOMÁTICO. NECESSIDADE DE ADESÃO. Para que a recorrente faça jus ao desconto e/ou anistia das multas dispostas na sistemática do parcelamento proposto pela Lei 11.941/09 e 11.961/05 é necessária sua adesão ao programa, não podendo usufruir de sua benesses automaticamente. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13502.001018/2010-08
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5179671
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-003.164
nome_arquivo_s : Decisao_13502001018201008.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LOURENCO FERREIRA DO PRADO
nome_arquivo_pdf_s : 13502001018201008_5179671.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Julio César Vieira Gomes - Presidente Lourenço Ferreira do Prado - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4430393
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216940015616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1885; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 144 1 143 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13502.001018/201008 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.164 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de outubro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente MUNICÍPIO DE POJUCA PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. LANÇAMENTOS DECORRENTES DO BATIMENTO DE GFIP E FOLHAS DE PAGAMENTO E APURAÇÃO DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS PELO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO. LANÇAMENTO INCONTROVERSO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. ALEGAÇÕES RECURSAIS GENÉRICAS. PROCEDÊNCIA. Tendo em vista que a recorrente deixou de impugnar expressamente o fato de ter apresentado as GFIP’s com a ausência de todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, o lançamento é incontroverso, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. PARCELAMENTO ESPECIAL DA LEI 11.941/09 E LEI 11/196/05. DESCONTO DA MULTA APLICADA NÃO AUTOMÁTICO. NECESSIDADE DE ADESÃO. Para que a recorrente faça jus ao desconto e/ou anistia das multas dispostas na sistemática do parcelamento proposto pela Lei 11.941/09 e 11.961/05 é necessária sua adesão ao programa, não podendo usufruir de sua benesses automaticamente. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 00 10 18 /2 01 0- 08 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Julio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13502.001018/201008 Acórdão n.º 2402003.164 S2C4T2 Fl. 145 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por PREFEITURA MUNICIPAL DE POJUCA em face do acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n 37.285.0804, lavrado para a cobrança de contribuições previdenciárias parte dos segurados, descontadas e não repassadas aos órgãos públicos, incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados empregados e contribuintes individuais Consta do relatório fiscal que os levantamentos foram os seguintes: LEVANTAMENTO FP – DIFERENÇA ENTRE FOLHA E GFIP – MULTA ANTERIOR: no qual estão inseridas as contribuições incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados, apuradas pela fiscalização através das diferenças entre as bases de INSS constantes na folha de pagamento e as declaradas em GFIP, nas competências de 04/2008 e 11/2008, aplicandose a multa mais benéfica ao contribuinte, no caso aquela anterior à MP 449/08. LEVANTAMENTO FP1 – DIFERENÇA ENTREF OLHA E GFIP – MULTA ATUAL – semelhante ao descrito no item anterior, sendo que nestas competências, 01/2007, 02/2007 e 03/2008, 05/2008 e 08/2008, a multa de 75% se mostrou mais benéfica. LEVANTAMENTO ST DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÃO PARA O GILRAT – MULTA ANTERIOR: Nestas competências o lançamento o foi apenas da diferença de 1%, em razão da superveniência do Decreto 6.402/07, que alterou o grau de risco da atividade exercida pela recorrente, relativamente as competências de 04/2008 e 11/2008. LEVANTAMENTO ST1 – DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÃO PARA O GILRAT – MULTA ATUAL: semelhante ao descrito no item anterior, sendo que nestas competências, outubro a dezembro de 2007; janeiro a março, maio a outubro de 2008, a multa de 75% se mostrou mais benéfica. LEVANTAMENTO ST2 – DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÃO PARA O GILRAT – MULTA ATUAL: semelhante ao descrito no levantamento ST, alcançando somente a competência de dezembro de 2008, tendo sido aplicada a nova penalidade, sem a necessidade de comparação da multa. LEVANTAMENTO TC – DIVERGÊNCIA DE VALORES COM TCM – MULTA ANTERIOR: Este levantamento é resultante da divergência entre a despesa anual efetuadas pela prefeitura a título de pagamento de pessoal apurada pelo Tribunal de contas do Município e as assumidas pela Prefeitura. O órgão foi devidamente intimado a tomar conhecimento de tais informações e a se manifestar quanto a exatidão, conforme Termo de Intimação Fiscal n. 02. Como as discrepâncias não foram devidamente refutadas apurouse a diferença entre o gasto anual com pessoal, apurado pelo TCM, e a remunerações declaradas em GFIP. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 LEVANTAMENTO TC1 – DIVERGÊNCIA DE VALORES COM TCM – MULTA ATUAL: semelhante ao item anterior, compreendendo as competências de 01/2006 a 10/2008, nas quais a aplicação da multa de 75% fora considerada mais benéfica. LEVANTAMENTO TC2 – DIVERGÊNCIA DE VALORES COM TCM – SEM COMPARAÇÃO DE MULTA: semelhante ao descrito no levantamento TC, dele diferenciandose pela ausência de comparação das multas, pois referese apenas a competência de 12/2008. O contribuinte foi cientificado do lançamento em 28/09/2010 (fls. 108) e o lançamento compreende as competências de 01/2006 a 13/2008. Devidamente intimado do julgamento em primeira instância, foi interposto recurso voluntário, através do qual sustenta a recorrente: que o lançamento deve ser anulado, tendo em vista que foram tributadas parcelas do salário que não poderiam ser consideradas como base de cálculo das contribuições previdenciárias, contudo, sem apontar quais seriam estas parcelas, a teor do disposto no art. 28, 9o da Lei 8.212/91; que deve ser anulada a multa em razão da existência de parcelamento especial previdenciário através do qual, os débitos originários de contribuição sociais e obrigações acessórias, referentes a fatos geradores ocorridos até a competência dezembro de 2008, constituídos ou não, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, poderão ser parcelados com redução de 100% das multas, seja moratória, seja de oficio. que a multa imposta inserese na hipótese legal de anistia prevista no art. 95 da Lei n° 11.196, de 2005. Isto porque os fatos geradores apurados na discutida Autuação Fiscal referemse às competências de abril e novembro de 2008, as quais já foram objeto de comentado parcelamento especial, com inclusão da obrigação principal. Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13502.001018/201008 Acórdão n.º 2402003.164 S2C4T2 Fl. 146 5 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Da leitura da impugnação da recorrente percebese que esta apenas insurgiu se quanto ao lançamento alegando em seu favor não ter informado todos os pagamentos em GFIP com fundamento nas disposições do art. 28 da Lei 8.212/91, que engloba parcelas não consideradas como base de cálculo das contribuições previdenciárias. Todavia, sequer especificou quais seriam tais parcelas, se ajudas de custo, abonos, etc. Além disso, requereu lhe fossem reconhecidas as benesses de desconto da multa aplicada com base nas opções de parcelamento concedidos a quitação de tributos pela Lei 11.941/09. Pretendeu a aplicação do desconto de 100%. Tais argumentos foram repetidos in totum no recurso voluntário ora sob análise. A meu ver, bem decidiu a questão o v. acórdão de primeira instância, até porque no presente lançamento não constaram parcelas consideradas como salário indireto, pagas em forma de outros benefícios aos empregados, seja a título de ajuda de custo, abono, previdência privada, bolsas, e qualquer outra que por algum motivo possa não se constituir como base de cálculo das contribuições previdenciárias, com fundamento nos parágrafos do art. 28 da Lei 8.212/91. Além disso, a alegação é formulada de forma genérica, sem mesmo identificar quais as parcelas do salário que a recorrente entende não deveriam incidir as contribuições previdenciárias. Entendo, desta forma, que a própria motivação do lançamento deixou de ser pontualmente infirmada, situação que enseja o reconhecimento da procedência da exigência fiscal, pela ausência de impugnação, na forma prescrita pelo art. 17 do Decreto 70.235/72, a seguir: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) Logo, os argumentos expostos no recurso voluntário são imprestáveis a determinar qualquer modificação das conclusões adotadas pelo julgamento de primeira Fl. 153DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 instância, ainda mais com relação aos lançamentos de diferenças apuradas pelo Tribunal de Contas do Município e demais penalidades aplicadas, contra as quais sequer se insurgiu a recorrente. Quanto ao desconto referente ao que determina a lei 11.941/09, não cabe ao julgador, nesta oportunidade, reconhecer tal direito à recorrente. Ao contrário, caso tivesse a real intenção de usufruir da benesse legal, deveria a recorrente ter observado as demais disposições constantes na Lei 11.941/09 e ter formalizado o seu pedido de parcelamento dentro das condições e prazos impostos em Lei. Tal pedido constante no recurso não se adequa com a via da impugnação do presente Auto de Infração nem com o procedimento determinado em Lei para adesão ao parcelamento. Pelos mesmos motivos não cabe o reconhecimento à recorrente do direito de anistia da multa aplicada com base nas disposições da Lei 11.196/05. Vejamos o que reza referida Lei; Art. 96. Os Municípios poderão parcelar seus débitos e os de responsabilidade de autarquias e fundações municipais relativos às contribuições sociais de que tratam as alíneas a e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, com vencimento até 31 de janeiro de 2009, após a aplicação do art. 103A, em: (Redação dada pela Lei nº 11.960, de 2009) I – 120 (cento e vinte) até 240 (duzentas e quarenta) prestações mensais e consecutivas, se relativos às contribuições sociais de que trata a alínea a do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, com redução de 100% (cem por cento) das multas moratórias e as de ofício, e, também, com redução de 50% (cinquenta por cento) dos juros de mora; e/ou (Incluído pela Lei nº 11.960, de 2009) II – 60 (sessenta) prestações mensais e consecutivas, se relativos às contribuições sociais de que trata a alínea c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e às passíveis de retenção na fonte, de desconto de terceiros ou de subrogação, com redução de 100% (cem por cento) das multas moratórias e as de ofício, e, também, com redução de 50% (cinquenta por cento) dos juros de mora. (Incluído pela Lei nº 11.960, de 2009) Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É com voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 154DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10166.720126/2010-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007
CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Não ocorre cerceamento de defesa quando ao contribuinte é estendido tempo necessário para apresentar documentos, oportunidade de apresentar impugnação e interpor recurso voluntário.
DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RESPONSABILIDADE.
O contribuinte é responsável pelas informações constantes na DIRPF, mormente quanto à inserção de despesas relativas a pagamentos comprovadamente inexistentes.
SUMULA CARF Nº 2.
Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 2202-002.038
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Rafael Pandolfo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
Nome do relator: RAFAEL PANDOLFO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não ocorre cerceamento de defesa quando ao contribuinte é estendido tempo necessário para apresentar documentos, oportunidade de apresentar impugnação e interpor recurso voluntário. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RESPONSABILIDADE. O contribuinte é responsável pelas informações constantes na DIRPF, mormente quanto à inserção de despesas relativas a pagamentos comprovadamente inexistentes. SUMULA CARF Nº 2. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10166.720126/2010-45
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5178191
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2202-002.038
nome_arquivo_s : Decisao_10166720126201045.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : RAFAEL PANDOLFO
nome_arquivo_pdf_s : 10166720126201045_5178191.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann - Presidente. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
id : 4421221
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216943161344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1657; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 427 1 426 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.720126/201045 Recurso nº 921.154 Voluntário Acórdão nº 2202002.038 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de outubro de 2012 Matéria IRPF; Recorrente ELIZABETH MACHADO DE MATTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não ocorre cerceamento de defesa quando ao contribuinte é estendido tempo necessário para apresentar documentos, oportunidade de apresentar impugnação e interpor recurso voluntário. DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. RESPONSABILIDADE. O contribuinte é responsável pelas informações constantes na DIRPF, mormente quanto à inserção de despesas relativas a pagamentos comprovadamente inexistentes. SUMULA CARF Nº 2. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 01 26 /2 01 0- 45 Fl. 427DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO 2 Rafael Pandolfo Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 428DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 10166.720126/201045 Acórdão n.º 2202002.038 S2C2T2 Fl. 428 3 Relatório 1 Do Início da Ação Fiscal O presente processo fiscal teve início em investigação levada a cabo pelo setor de pesquisa e investigação da Receita Federal do Brasil, que identificou esquema fraudulento operado através de escritório de contadoria, que modificava as declarações de seus clientes, inserindo despesas falsas para receber restituição a maior de imposto de renda retido na fonte, ou reduzir o ônus fiscal. Após ação em conjunto com o Ministério Público Federal, foi deferido Mandado de Busca e Apreensão pela juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal. A partir dos computadores e documentos apreendidos nas residências e nos escritórios dos envolvidos, foram obtidos dados que auxiliaram na identificação de suspeitos de terem se beneficiado pelo esquema de dedução indevida, dentre os quais figurava a recorrente, motivo pelo qual foi emitido Mandado de Procedimento Fiscal em face desta. 2 Procedimento de Fiscalização A recorrente foi intimada, em 05/05/09, a apresentar os documentos que comprovassem as despesas informadas em suas declarações de ajuste anual para os anos calendário de 2004 a 2008, exercícios de 2005 a 2009. Em decorrência da demora da recorrente em apresentar os documentos, a Fiscalização intimou as empresas Bradesco Vida e Previdência S/A, Afinidade Consultoria e Benefícios Ltda, Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados e Instituto de Saúde ASCADE, solicitando a confirmação da participação da recorrente e de seus dependentes em planos de saúde e/ou previdência administrados por aquelas empresas. As respostas obtidas, nos termos da Fiscalização (fl. 3 do Termo de Verificação Fiscal), foram as seguintes: 1 – a empresa Bradesco Vida e Previdência S/A encaminhou correspondência à folha 60, onde informou não ter localizado pagamento a título de previdência privada, efetuados pelo contribuinte, nos anoscalendário de 2004 a 2008; 2 – a empresa Afinidade Consultoria e Benefícios Ltda encaminhou correspondência à folha 63, onde informou que o pagamento das mensalidades referente ao plano de saúde da contribuinte é feito por meio de desconto em folha de pagamento. Por ser o desconto de responsabilidade da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados, a empresa Afinidade declarou não ter acesso aos pagamentos realizados; 3 – A Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados, em correspondência à folha 67, declarou que as informações solicitadas por esta Delegacia da Receita Federal do Brasil Fl. 429DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO 4 foram atendidas, conforme documento datado de 18/09/09, encaminhado pelo Instituto de Saúde Ascade; 4 – O Instituto de Saúde Ascade encaminhou documentação solicitada por esta fiscalização, conforme folhas 71 a 152, tendo informado que, a partir de setembro de 2007, a Ascade fechou convênio com o Grupo Afinidade/Unimed para administração conjunta do plano de saúde oferecido aos conveniados; Em 19/10/09, a recorrente apresentou parte da documentação probatória das deduções lançadas em suas DIRPF’s relativas aos exercícios de 2005 a 2009. A recorrente foi então intimada, em 19/10/09, a apresentar comprovação do vínculo de seus dependentes declarados para os anoscalendário de 2004 a 2008. A resposta à intimação foi instruída com certidão de nascimento de seu filho, Luis Filipe Mattos Campelo, e com a carteira de identidade de sua mãe, Joaquina Machado de Mattos. Em 19/01/10, o Instituto de Saúde ASCADE apresentou documentos (fls. 271273) que demonstram que a integralidade dos pagamentos efetuados ao Instituto são referentes ao plano de saúde do Sr. Iwar Fonseca Mattos, pai da recorrente, cujo nome não figura como dependente em sua declaração. A recorrente apresentou DIRPF’s retificadoras após o início da ação fiscal. 3 Auto de Infração Com base nas informações coletadas, foi lavrado auto de infração em face da recorrente, constituindo crédito tributário no montante de R$ 253.129,77, incluídos imposto, multa de ofício qualificada de 150% e juros de mora. A recorrente foi cientificada do auto em 25/01/10. As infrações apuradas foram: a) dedução indevida de dependente: dedução indevida com despesas com a Sr.ª Joaquina Machado Mattos, mãe da recorrente, que não foi declarada em nenhuma DIRPF como sendo dependente dela; b) dedução indevida de despesa médica: todas as despesas médicas declaradas e não comprovadas foram glosadas. Por outro lado, comprovantes de despesas não declaradas na DIRPF foram aceitos e deduzidos da base de cálculo do imposto de renda nos respectivos anos calendário (lista às fls. 56 do Termo de Verificação Fiscal); c) dedução indevida de despesa com instrução: foram glosadas as despesas com instrução própria, pois não foram apresentados comprovantes. As despesas com a instrução do dependente Luis Filipe Mattos, nos anos de 2004 a 2007, foram aceitas, pois foram comprovadas; d) dedução indevida de previdência privada/FAPI: foram glosadas as despesas com previdência privada, pois não foram apresentadas provas do dispêndio. A Bradesco Vida e Previdência S/A informou que não foram realizados pagamentos a título de previdência privada pela recorrente no período; e Fl. 430DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 10166.720126/201045 Acórdão n.º 2202002.038 S2C2T2 Fl. 429 5 e) dedução indevida de pensão judicial: foram glosadas as despesas declaradas com pagamento de pensão judicial, posto não terem sido comprovados tanto a existência de determinação judicial de pagamento de pensão, quanto o efetivo pagamento das supostas pensões. A Fiscalização entendeu que a multa lançada deveria ser qualificada, em virtude de evidente intuito de fraude, configurado pelos seguintes fatores: falta de comprovação das despesas declaradas, tentativa de retificação da DIRPF após o início da ação fiscal, documentos encaminhados pela Polícia Federal, e Termo de Apensamento elaborado pela Superintendência Regional da Receita Federal no Distrito Federal. Anexo ao auto de infração encontrase demonstrativo de deduções pleiteadas, indicando os valores comprovados e as glosas efetuadas. 4 Impugnação A recorrente apresentou impugnação, tempestiva, em 23/02/10, alinhando os seguintes argumentos: a) houve cerceamento de defesa, pois em nenhum momento o auto de infração comprovou que a recorrente era partícipe do esquema comandado por Luis Joubert dos Santos Lima; b) a multa é confiscatória; e c) devem ser considerados, para fins de anulação do auto de infração, os documentos juntados na impugnação, quais sejam: i) recibos de despesas médicas; ii) informes de rendimentos financeiros; iii) comprovantes de recebimento de dividendos; iv) extrato de financiamento de imóvel; v) relação de despesas educacionais com seu dependente Luis Filipe Mattos Campelo; e vi) comprovantes de rendimentos. 3 Acórdão de Impugnação A impugnação foi julgada pela 3ª Turma da DRJ/BSB, por unanimidade, pela improcedência da impugnação (fls. 394407) – sendo o crédito tributário mantido no patamar constituído na notificação de lançamento. Os fundamentos foram os seguintes: a) as glosas a título de despesa com instrução própria, Previdência Privada/FAPI e Pensão Judicial não foram contestadas, motivo pelo qual foram consideradas não impugnadas e deixaram de ser analisadas; Fl. 431DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO 6 b) não ocorreu nulidade no procedimento, pois seguiu todos os ditames legais: a recorrente foi intimada do início do processo de fiscalização, foi intimada a apresentar documentos e esclarecimentos, as infrações estão amplamente descritas e demonstradas no auto de infração e foi aberto prazo regular para a defesa contra o auto de infração. Sendo assim, não ocorreu qualquer cerceamento à defesa da recorrente; c) a materialidade do delito fiscal está demonstrada pela operação efetuada em conjunto com o Ministério Público Federal, na qual foi autorizada a busca e apreensão de documentos e computadores dos acusados, bem como a quebra de sigilo fiscal. A partir destes dados foram encontrados indícios de fraude fiscal da qual a recorrente beneficiouse. O fato de terceiro elaborar a declaração não exclui a punibilidade do verdadeiro responsável pela entrega da declaração: a recorrente. Ademais, os valores e despesas declarados divergiam muito da realidade, o que demonstra o dolo; d) acerca das despesas impugnadas, todas as provas carreadas aos autos já foram consideradas para o lançamento, mesmo as que não haviam sido declaradas originalmente. A única prova rejeitada foi a de orçamentos de tratamento odontológico, pois mero orçamento não é hábil para comprovar a efetividade do pagamento do tratamento; e) a multa é adequada, uma vez que foi demonstrada a materialidade do ilícito tributário. Ademais, há posicionamento jurisprudencial no sentido de que as multas não podem ser consideradas confiscatórias; e f) o controle de constitucionalidade está além da competência da instância administrativa, sendo impossível a declaração de inconstitucionalidade da multa, posto que existe previsão legal de sua aplicação. 4 Recurso Voluntário O recorrente apresentou recurso voluntário, em 28/07/11, após ter sido notificado do acórdão de impugnação, em 12/07/11. Em seu recurso, limitase a repisar os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 432DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 10166.720126/201045 Acórdão n.º 2202002.038 S2C2T2 Fl. 430 7 Voto Conselheiro Relator Rafael Pandolfo O recurso atende a todos os requisitos legais do Decreto nº 70.235/72, motivo pelo qual merece conhecimento. Os únicos aspectos do lançamento frontalmente impugnado são a multa e o cerceamento de defesa. 1 PRELIMINAR: Do Cerceamento de Defesa O direito à ampla defesa é um dos pilares do devido processo legal, princípio estruturante do Estado Democrático de Direito, e está explicitado na Constituição Federal em diversos incisos do art. 5º, reforçandose os seguintes: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXXIV são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; LIV ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Ainda, no âmbito do processo administrativo federal, tal direito tem seu conteúdo mínimo definido na Lei nº 9.784/99, que consolida institutos identificados pela doutrina como: o direito de petição, a razoável duração do processo, o direito à ampla defesa, instrumentalidade das formas, dentre outros: Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: II ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter Fl. 433DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO 8 cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; III formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; IV fazerse assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. § 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. § 2º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Como se observa, o princípio do devido processo legal possui como núcleo mínimo o respeito às formas que asseguram a dialética a respeito dos fatos e imputações jurídicas enfrentadas pelas partes. A forma está ligada a uma finalidade (contraditório, ampla defesa, imparcialidade, etc.) da qual constitui instrumento. Assim, é assentado da doutrina o entendimento de que o descumprimento de determinada forma, desde que não cause prejuízo ao contribuinte, não acarreta nulidade do procedimento (princípio da instrumentalidade). No caso em análise, conforme acertadamente manifestou o voto da DRJ, o procedimento fiscal seguiu todos os ditames legais: A impugnante alega a existência de vícios de ilegalidade insanável e cerceamento do direito de defesa pelo fato de não restar comprovada a sua participação nas irregularidades praticadas com a intenção de se beneficiar de restituições indevidas. Fl. 434DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO Processo nº 10166.720126/201045 Acórdão n.º 2202002.038 S2C2T2 Fl. 431 9 Cumpre esclarecer que, sendo o procedimento de lançamento privativo da autoridade lançadora, não há qualquer cerceamento do direito de defesa pelo fato de a fiscalização lavrar o Auto de Infração se dispunha dos elementos necessários e suficientes para a caracterização da infração. Vale ressaltar que a autoridade lançadora, no decorrer da ação fiscal, depois da ciência do Termo de Início da Fiscalização, intimou várias vezes o sujeito passivo a apresentar documentos e esclarecimentos sobre as declarações dos exercícios autuados, contudo, nenhuma resposta foi obtida. Ademais, à recorrente foi estendido prazo para manifestação durante o procedimento de fiscalização, efetuada intimação regular do auto de infração com todos os elementos legalmente exigidos, proporcionado prazo para interposição de impugnação, conhecidas e analisadas as provas anexadas na impugnação, e, por último, possibilitada a interposição de recurso voluntário. Ou seja, não ocorreu, em momento algum, desrespeito à forma, nem prejuízo ao direito de defesa da recorrente. Sendo assim, não procede a arguição da recorrente de que o processo deveria ser nulo por cerceamento de defesa. 2 MÉRITO: Da Multa Aplicada A recorrente alega que não deveria ser responsabilizada pelas infrações, já que as declarações foram efetuadas por terceiro (Dr. Santos). Tal argumento não procede. A legislação é clara ao estabelecer o contribuinte como responsável pela entrega da declaração anual de ajuste: Lei 9.250/95 Art. 7º A pessoa física deverá apurar o saldo em Reais do imposto a pagar ou o valor a ser restituído, relativamente aos rendimentos percebidos no anocalendário, e apresentar anualmente, até o último dia útil do mês de abril do ano calendário subseqüente, declaração de rendimentos em modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal. A recorrente, ao delegar tal tarefa, não pode se desonerar da responsabilidade, uma vez que assume os riscos pelas declarações prestadas pelo terceiro. O acordo entre o responsável pela declaração e terceiro é uma obrigação de direito privado, que não surte efeitos perante a Fazenda. O auto de infração e o relatório fiscal demonstram claramente a existência da situação qualificadora da multa de 150%. As despesas da recorrente – conforme ratificado pelas entidades por ela alinhadas como destinatárias do pagamento correspondente à dedução eram manifestamente falsas, em alguns casos decorrentes de negócios jurídicos comprovadamente inexistentes (como as deduções de FAPI/Previdência Social). Enfim, a quase totalidade das despesas declaradas pela recorrente foi glosada, e grande parte das despesas comprovadas — e acolhidas pela Fiscalização — nem sequer foram informadas pela recorrente em suas DIRPF’s. A reiteração e a diversidade dos erros afasta a possibilidade de que as inexatidões fossem meros equívocos interpretativos. Fl. 435DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO 10 O elemento que evidencia o dolo não é a simples existência de proveito diante das inexatidões, mas sim a natureza dessas. Não é necessário conhecimento técnico especializado para constatar equívocos reiterados como declaração de plano de previdência comprovadamente inexistente, pensões judiciais cujos beneficiários mudam ao longo dos anos, e sobre as quais não existe qualquer prova. Portanto, correta a aplicação da multa qualificada prevista no art. 44, §1º, da Lei 9.430/96 (art. 44, inciso II, da redação original). 3 Dos Princípios Constitucionais Violados e das Demais Inconstitucionalidades A recorrente alega violação ao princípio da isonomia, da razoabilidade e do não confisco. A assertiva não procede. A um, porque a multa, no presente caso, é proporcional à ilicitude constatada pela Fiscalização, conforme acima alinhado, revelando que a aplicação do dispositivo sancionatório contestado pela recorrente não se revela incompatível com a interpretação conforme a Constituição. A dois, porque elucidado o conceito de fato, o afastamento da multa a partir de uma pretensa incompatibilidade do patamar percentual com o Texto Maior exigiria o reconhecimento da inconstitucionalidade do respectivo dispositivo legal, abordagem vedada ao presente Conselho, conforme entendimento já sumulado: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Com base no acima exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Rafael Pandolfo Fl. 436DF CARF MF Impresso em 26/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO, Assinado digitalmente em 20/12/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por RAFAEL PANDOLFO
score : 1.0
Numero do processo: 10768.000747/2002-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2201-000.088
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente
(assinado digitalmente)
RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente).
Nome do relator: RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10768.000747/2002-10
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5175573
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2201-000.088
nome_arquivo_s : Decisao_10768000747200210.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA
nome_arquivo_pdf_s : 10768000747200210_5175573.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente (assinado digitalmente) RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4382929
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216947355648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2008; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 178 1 177 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.000747/200210 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2201000.088 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 18 de setembro de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente JOSE FRANCISCO GOUVEA VIEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO– Presidente (assinado digitalmente) RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANÇA – Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). RELATÓRIO O presente processo versa sobre pedido de compensação de crédito do recorrente, pessoa física, com débito de pessoa jurídica da qual é sócio, Escritório de Advocacia Gouvêa Vieira. Para sintetizar a lide, transcrevo o relatório de primeira instância por bem traduzir o pedido de compensação, as razões de indeferimento e a manifestação de inconformidade apresentada: Trata o presente processo de Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiros formulado por José Francisco Gouvêa Vieira, CPF 011.531.10768, onde requer que o crédito tributário no valor de R$ 3.121,96, seja compensado com débitos vincendos devidos pelo Escritório de Advocacia Gouvea Vieira, CNPJ n° RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 68 .0 00 74 7/ 20 02 -1 0 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10768.000747/200210 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2201000.088 S2C2T1 Fl. 179 2 33.369.646/000108, conforme discriminado no formulário de fl. 01, protocolizado em 08/01/2002. Às fls. 37 consta que o presente processo foi desapensado do de n° 10768.006374/9970. Às fls. 38 consta despacho para que o interessado fosse intimado a apresentar o pedido de acordo com a IN SRF n° 21/97, acompanhado de demonstrativo de cálculos e fundamentação legal. Já às fls. 41/46, o interessado presta esclarecimentos a respeito do crédito, em 09/08/2001, informando que o débito a ser compensado é de R$ 5.659,80 e que em 05/02/99 formulou o pedido junto com os demais sócios do Escritório de Advocacia Gouveia Vieira. A DIORT da DERAT/RJ proferiu Parecer e Despacho Decisório (fls. 58/60), indeferindo o pleito por falta de comprovação documental e principalmente, de previsão legal, com base, em síntese, na seguinte apreciação: segundo o interessado, na qualidade de sócio do escritório de advocacia teria direito ao crédito não utilizado pela pessoa jurídica do IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa, com fundamento no art. 76 da Lei 8981/95, §1° c/c art. 1°,2° e §§1°,2° e 3° do Decretolei 2397/87; os dispositivos citados autorizavam o escritório a compensar o imposto retido por ocasião do pagamento dos rendimentos aos sócios beneficiários com aquele incidente sobre os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa; o Recorrente argumentou que o escritório — sociedade civil não exerceu essa faculdade, porém tal não foi demonstrado por documentação; mesmo que ficasse demonstrada a efetiva aplicação financeira em renda fixa e respectiva retenção na fonte e o não exercício do direito de compensação, o pedido não poderia prosperar, de plano, pois as pessoas físicas dos sócios e jurídica da sociedade não se confundem, são juridicamente distintas; o art. 76, § 1° da Lei 8981/95 aponta o sujeito de direito da faculdade prevista a sociedade civil e não os seus sócios; inexiste previsão legal para reconhecer em nome dos sócios direito à compensação, o qual a pessoa jurídica seria a titular e deixou de exercêlo no momento oportuno; caso se aceitasse a tese de que as pessoas físicas tivessem suportado o ônus do IRRF sobre os rendimentos de aplicações financeiras ao invés da sociedade, ele seria definitivo, não sujeito a compensação ou restituição, conforme inciso II do art. 76 da Lei n° 8981/95. Inconformado com o indeferimento do pedido, o interessado apresentou manifestação de inconformidade em 13/05/2008, fls. 66/80, com os anexos de fls. 82 e 84, contra o Despacho Decisório, na qual fundamenta sua defesa com os argumentos a seguir descritos: os pedidos formulados pelas pessoas físicas sócias do escritório de advocacia Gouveia Vieira fundamentaram seu crédito no §1° do art. 76 da Lei n° 8981/95, tendo em vista a retenção da fonte do IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável auferidos pela sociedade civil de prestação de serviços, não está sujeita ao IRPJ nos termos do art. 10 do DecretoLei n° 2397/87; o pedido inicial protocolizado sob n° 10768.006374/9970 foi desmembrado para a formação de processos individualizados, sem que tenham sido trasladados para Fl. 179DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10768.000747/200210 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2201000.088 S2C2T1 Fl. 180 3 os novos autos os documentos que comprovam a retenção na fonte do IR sobre aplicações financeiras que deram origem ao crédito, anexados ao processo originário, que foi encaminhado posteriormente para arquivamento; preliminarmente, o pedido de compensação encontrase homologado tacitamente desde 16/04/2004, pelo decurso do prazo de 5 (cinco) anos da data de sua apresentação, ocorrida em 16/04/1999, nos termos do art. 74, §§2°,4° e 5° da Lei 9.430/96, redação das Leis 10637/2002 e 10.833/2003, sendo nulo o Despacho Decisório uma vez que somente foi cientificado em 08/05/2008; o regime de compensação previsto nos §§2° a 11 do art. 74 da Lei 9430/96 se aplica à compensação com débito de terceiro porque o pedido foi formalizado em 16/04/1999 sob a égide do art. 15 da IN SRF 21/97, muito antes da vedação à compensação com débito de terceiro estabelecida na IN SRF n° 41/2000; a homologação ocorreu antes do advento da Lei 11051/2004, que deu nova redação ao §12 e incluiu o §13, passando a considerar não declaradas as compensações em que o crédito seja de terceiros; o status de não declaradas aplicase apenas às DCOMP apresentadas após a publicação da MP 219/2004 ( DOU de 01/10/2004) ou quando muito aos pedidos apresentados após a entrada em vigor da IN SRF n° 41/2000, considerando que a Lei previu o reconhecimento dos pedidos desde o protocolo e quando empregou a expressão "será considerada não declarada"; esse parece ser o entendimento do parecerista ao ressalvar o direito a interposição de manifestação de inconformidade perante a DRJ/RJ, conforme art. 48 da IN SRF 600/2005; cita acórdão do Conselho de Contribuintes reconhecendo a suspensão da exigibilidade de débitos objeto de compensação com créditos de terceiros; quanto ao mérito, conforme art. 10 ,2°, §3° do DecretoLei n° 2397/87, a sociedade civil de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada não era contribuinte do IRPJ, recaindo a tributação sobre as pessoas físicas de seus sócios; o IRRF das aplicações financeiras no ano de 1995 do Escritório de Advocacia, cuja documentação se encontra nos autos do Processo 10768.006374/9970 poderia ser compensado com o IRRF que a sociedade reteve e recolheu em nome de seus sócios quando da distribuição automática dos lucros ao final do anocalendário, nos termos do art. 76 da Lei 8981/95, §1°; não tendo efetuado a compensação do crédito reconhecido por lei, os sócios pagaram IRRF tanto no momento em que foram auferidos os rendimentos financeiros quanto no momento da distribuição do lucro(que incluiu as receitas financeiras já tributadas), sendo descabido cogitar tratarse de rendimento sujeito à tributação definitiva, conforme art. 17,§1° da IN SRF n° 43/95; demonstrado o total de IRRF pelas instituições financeiras no anocalendário de 1995 e a participação do sócio no resultado da sociedade, resta comprovado o direito creditório; se correta a premissa de que o direito creditório pertence à sociedade civil, deveria a autoridade reconhecer "exofficio" o direito em favor dela, diante do requerimento conjunto, em respeito aos princípios da finalidade, moralidade, eficiência, Fl. 180DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO Processo nº 10768.000747/200210 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2201000.088 S2C2T1 Fl. 181 4 razoabilidade e proporcionalidade do art. 37 da CF e art. 2° da Lei 9784/99, bem como art. 1° da Lei 4155/62, vigente à época, que previa a restituição "exofficio". A Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro/RJ ao apreciar as razões da contribuinte, indeferiu a solicitação de compensação, nos termos da ementa a seguir: COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO CREDITÓRIO. Não há previsão legal de compensação de possível crédito da Pessoa Jurídica, solicitada diretamente pela pessoa física, na qualidade de sócio, com débitos da Pessoa Jurídica. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE.Impossibilidade. As disposições do caput do artigo 74 da Lei 9.430/1996, condicionam a interpretação de seu parágrafo 11, razão pela qual somente poderá falarse em suspensão da exigibilidade do crédito tributário a ser compensado na existência do crédito. Solicitação Indeferida Ao tomar ciência dessa decisão em 17/04/2009, (“AR” fls. 170) e, com ela não se conformando, o contribuinte interpôs, na data de 30/04/2009, o Recurso Voluntário de fls. 105/123, reiterando todos os seus argumentos. É o relatório. VOTO Conselheira Rayana Alves de Oliveira França Relatora O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Conforme se observa do relatório acima, o presente processo é desmembrando do Processo n° 10768.006374/9970, em nome do Escritório de Advocacia Gouvêa Vieira, no qual o contribuinte alega, entre outros argumentos, contém os documentos que comprovam a retenção na fonte do IR sobre aplicações financeiras que deram origem ao crédito ora discutido. De fato, constam dos autos apenas dois pedidos posteriores, já em nome do Recorrente, pleiteando a compensação, após ter sido intimado pela Receita Federal para retificar o pedido com base na IN 21/97. Assim, para melhor deslinde da questão, é imprescindível a análise do pedido original, feito em nome da pessoa jurídica, bem como, dos demais documentos que integram aquele processo. Por todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência para determinar à autoridade fiscal que traga aos autos cópia integral do Processo Administrativo n° 10768.006374/9970. Caso o mesmo não esteja mais arquivado, devido ao lapso temporal, que seja solicitada a cópia ao interessado, ora recorrente. (assinado digitalmente) Rayana Alves de Oliveira França Fl. 181DF CARF MF Impresso em 21/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, Assinado digitalmente em 14/11/2012 por MARIA HELEN A COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 10166.908077/2009-37
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Oct 31 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A PRETENSÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO.
Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado.
PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO
A prova documental deve ser produzida até o momento processual da reclamação, precluindo o direito da parte de fazê-lo posteriormente, observadas as ressalvas legais.
PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL.
A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que tenha deixado de apresentar, no momento processual apropriado, as provas necessária à comprovação dos créditos alegados.
Numero da decisão: 3803-003.614
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE KERN - Presidente
(assinado digitalmente)
BELCHIOR MELO DE SOUSA - Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A PRETENSÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO A prova documental deve ser produzida até o momento processual da reclamação, precluindo o direito da parte de fazê-lo posteriormente, observadas as ressalvas legais. PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que tenha deixado de apresentar, no momento processual apropriado, as provas necessária à comprovação dos créditos alegados.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 31 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10166.908077/2009-37
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5174580
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 01 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3803-003.614
nome_arquivo_s : Decisao_10166908077200937.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10166908077200937_5174580.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN - Presidente (assinado digitalmente) BELCHIOR MELO DE SOUSA - Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4353044
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216949452800
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1877; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 55 1 54 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.908077/200937 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803003.614 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de outubro de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente BAR E WISKERIA BRASILIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desprovidos dos atributos de liquidez e certeza. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A PRETENSÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado. PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO A prova documental deve ser produzida até o momento processual da reclamação, precluindo o direito da parte de fazêlo posteriormente, observadas as ressalvas legais. PROVA DOCUMENTAL. PRINCÍPIO PROCESSUAL DA VERDADE MATERIAL. A busca da verdade real não se presta a suprir a inércia do contribuinte que tenha deixado de apresentar, no momento processual apropriado, as provas necessária à comprovação dos créditos alegados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 90 80 77 /2 00 9- 37 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN 2 ALEXANDRE KERN Presidente (assinado digitalmente) BELCHIOR MELO DE SOUSA Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0347.853, da DRJ/Brasília, de 16 de abril de 2012, fls. 19/22 do processo digitalizado, como doravante se registrará, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. Os autos são processados a partir da análise da Declaração de Compensação transmitida por esta pessoa jurídica, em 28 de novembro de 2006, nº 35015.32836.281106.1.3.041251, em que se serviu de suposto crédito de pagamento indevido ou a maior. A DRF de origem emitiu despacho decisório eletrônico de não homologação fundamentado na inexistência de crédito, face à utilização integral do pagamento. Em manifestação de inconformidade apresentada, a Interessada alegou, em síntese, que: a) atua no ramo de restaurante, com grande volume de venda de chopp, cervejas e refrigerantes e alegou que, de janeiro de 2004 a fevereiro de 2006 foram pagos Pis e Cofins sobre toda a receita de venda de mercadorias, sem a devida exclusão da base de cálculo da receita de venda dos produtos com tributação monofásica, razão pela qual entende ter pago Cofins a maior; b) apresentou Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa JurídicaDIPJ retificadora do período, corrigindo as informações referentes ao PIS e Cofins, passando a compensar os valores pagos a maior na quitação do PIS e Cofins dos meses seguintes, a partir de março/2006, por meio de PeR/DComp, e, após a ciência do referido DDE, apresentou também DCTF retificadora. A DRJ/Brasília julgou a manifestação de inconformidade improcedente e em decisão ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2005 APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS DCTF RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE PARA COMPROVAR EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Para se comprovar a existência de crédito decorrente de pagamento a maior, comparativamente com o valor do débito Fl. 56DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.908077/200937 Acórdão n.º 3803003.614 S3TE03 Fl. 56 3 devido a menor, é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábilfiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A simples entrega de DCTF retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido ou a maior. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários (débitos do contribuinte) só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo, sendo que a compensação somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. Cientificada da decisão em 29 de maio de 2012, irresignada, a Interessada apresentou recurso voluntário, fl. 27/33, em 28 de junho de 2012, em que: a) lembra que o processo administrativo fiscal é informado pelos princípios da legalidade e da verdade material, transcrevendo ementa de julgados que ilustrariam essa orientação processual; b) resume a técnica de tributação concentrada dos produtos que comercializa (água, cerveja, chopp e refrigerante), explicando que, em decorrência da incidência da norma do art. 50 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, os mesmos são tributados à alíquota zero; c) ilustra sua explanação com ementa de jurisprudência. Diz anexar ao recurso cópia de notas fiscais e os livros Registro de Entrada e Registro de Saída do período de interesse, que demonstraria o enquadramento dos produtos nessa situação especial; d) reitera a alegação de erro na apuração da contribuição social devida, ao calculála sobre toda a receita, sem a segregação da receita oriunda da comercialização dos referidos produtos. Acrescenta que o erro foi contornado mediante apresentação de DCTF e DIPJ retificadoras. Insiste no existência de direito creditório compensável, nos termos da Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro e 2005, e conforme jurisprudência que transcreve. e) as Planilhas de Levantamento que instruem a peça recursal demonstrariam: i) a entrada do produto (bebidas) sujeito à tributação monofásica do Pis e da Cofins; ii) a saída desta mercadoria com alíquota zero; e iii) o direito creditório apurado com base na diferença entre a DIPJ/DCTF Original (tributação e pagamento sobre a totalidade das receitas auferidas) e a DIPJ/DCTF Retificadora (excluídas as receitas sujeitas a alíquota zero). Fl. 57DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Pede provimento, para o efeito de reconhecimento do direito creditório e homologação da compensação declarada. É o Relatório. Voto Fl. 58DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.908077/200937 Acórdão n.º 3803003.614 S3TE03 Fl. 57 5 Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. O fato que deu origem à controvérsia estabelecida nestes autos é o mesmo que está subjacente nos demais processos de compensação desta pessoa jurídica e já julgados nesta Turma com integral convergência de entendimentos. Isso implica aplicarse ao presente caso o brocardo latino "ubi eadem ratio, idem jus". Vejo ser despiciendo prover uma nova construção jurídica na modelagem deste voto para alcançar o mesmo fim a que chegou a análise daqueles outros processos. No voto condutor no julgamento precedente, o i. Relator, Conselheiro Alexandre Kern, pôs o princípio da verdade material alegado inicialmente pela Recorrente, como aqui no seu devido campo de gravitação, demonstrando, em ponderação com o princípio da preclusão temporal, sua inaplicabilidade na hipótese em que o processo movese precipuamente no interesse do Administrado, vale dizer, nos processos de repetição de indébito ou ressarcimento. Ancorouse em conceito de boa doutrina com vistas a fixar o conteúdo e alcance do comando legal que inquina de precluso o direito à prática de ato processual não provido no momento legalmente determinado, o art. 16 do Decreto nº 70.235/721. Respaldase, com legitimidade, no dispositivo legal que atribui o ônus da prova a quem faz as alegações, seguramente enquadrável à circunstância da defesa desta Recorrente. E concluiu pelo não provimento do recurso. Assim, o seu voto foi desenvolvido, segundo minha óptica, em perfeita consonância com o direito aplicável ao caso, pelo que, o adoto, doravante, como se meus fossem os seus termos, verbis: 1 Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9/12/93) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9/12/93) V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela LEI Nº 11.941, DE 27 DE MAIO DE 2009 DOU DE 28/5/2009) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 9/12/93) § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscálas. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 9/12/93) § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 9/12/93) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 10/12/97). Fl. 59DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN 6 O recorrente, in limine, invoca o princípio processual da verdade material. O que deve ficar assente é que o referido princípio destinase à busca da verdade que está para além dos fatos alegados pelas partes, mas isto num cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido do cumprimento do seu ônus probandi. Em outras palavras, o principio da verdade material autoriza o julgador a ir além dos elementos de prova trazidos pelas partes, quando tais elementos de prova induzem à suspeita de que os fatos ocorreram não da forma como esta ou aquela parte afirma, mas de uma outra forma qualquer (o julgador não está vinculado às versões das partes). Mas isto, à evidência, nada tem a ver com propiciar à parte que tem o ônus de provar o que alega/pleiteia, a oportunidade de produzir algo que, do ponto de vista estritamente legal, já deveria compor, como requisito de admissibilidade, o pleito desde sua formalização inicial. Dito de outro modo: da mesma forma que não é aceitável que um lançamento seja efetuado sem provas e que se permita posteriormente, em sede de julgamento ou por meio de diligências, tal instrução probatória, também não é aceitável que um pleito repetitório seja proposto sem a minudente demonstração e comprovação da existência do indébito e que posteriormente, também em sede de julgamento, se oportunize tais demonstração e comprovação. Com essa introdução, pretendo afastar a insinuação recursal, implícita no brado pelo princípio da verdade material, de que esta Turma Recursal esteja constrangida a conhecer dos documentos que instruem o recurso: há evidente limite temporal para a apresentação de provas no rito instituído pelo Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 – PAF: o momento processual da apresentação da reclamação. A decisão recorrida não acolheu a exceção de erro na apuração da contribuição social, nem a simples retificação da DIPJ para efeito de alterar valores originalmente declarados, porque o declarante, em sede de reclamação administrativa, não se desincumbiu do ônus probatório que lhe cabia. No recurso voluntário, o interessado aporta aos autos novos documentos, que não haviam sido oferecidos à autoridade julgadora de primeira instância. A possibilidade de conhecimento desses novos documentos, não oferecidos à instância a quo, deve ser avaliada à luz dos princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal. O PAF, assim dispõe, verbis: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. [...] Art. 16. A impugnação mencionará: [...] Fl. 60DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.908077/200937 Acórdão n.º 3803003.614 S3TE03 Fl. 58 7 III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997): b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997); c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) [...] Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.(Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997). De acordo com as normas processuais, com aplicação analógica determinada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008, é no momento processual da reclamação que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. Antônio da Silva Cabral, no seu livro “Processo Administrativo Fiscal” (Ed. Saraiva: São Paulo, 1993, p. 172), assim se manifestou sobre o assunto: ‘O termo latino é muito feliz para indicar que a preclusão significa impossibilidade de se realizar um direito, quer porque a porta do tempo está fechada, quer porque o recinto onde esse direito poderia exercerse também está fechado. O titular do 2 Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. O titular do direito achase impedido de exercer o seu direito, assim como alguém está impedido de exercer o seu direito, assim como alguém está impedido de entrar num recinto porque a porta está fechada.’ Na página seguinte, o mesmo autor, reportandose aos órgãos julgadores de segunda instância, completa: Fl. 61DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN 8 ‘Se o tribunal acolher tal espécie de recurso estará, na realidade, omitindo uma instância, já que o julgador singular não apreciou a parte que só é contestada na fase recursal.’ Cintra, Grinover e Dinamarco, no livro Teoria Geral do Processo, assim se posicionam sobre a preclusão: ‘o instituto da preclusão ligase ao princípio do impulso processual. Objetivamente entendida, a preclusão consiste em um fato impeditivo destinado a garantir o avanço progressivo da relação processual e a obstar o seu recuo para as fases anteriores do procedimento. Subjetivamente, a preclusão representa a perda de uma faculdade ou de um poder ou direito processual; as causas dessa perda correspondem às diversas espécies de preclusão[..]’ Ensinam, também, estes doutrinadores que: ‘A preclusão não é sanção. Não provém de ilícito, mas de incompatibilidade do poder, faculdade ou direito com o desenvolvimento do processo, ou da consumação de um interesse. Seus efeitos confinamse à relação processual e exauremse no processo.’ As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do PAF, supratranscrito, só é lícito deduzir novas alegações em supressão de instância quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. O § 5º do mesmo dispositivo legal exige que a juntada dos documentos deve ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. No caso desses autos, o recorrente não se preocupou em produzir oportunamente os documentos que comprovariam suas alegações, ônus que lhe competia, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): Fl. 62DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10166.908077/200937 Acórdão n.º 3803003.614 S3TE03 Fl. 59 9 Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. O recorrente tampouco comprovou a ocorrência de qualquer das hipóteses das alíneas “a” a “c” do § 4º do art. 16 do PAF, que justificasse a apresentação tão tardia dos referidos documentos. Desta forma, deixo de considerálos no julgamento da presente lide. A propósito dos documentos que instruem a peça recursal (planilha de levantamento do direito creditório pleiteado, cópia de extrato dos livros Registro de Entrada e Registro de Saída e cópia de 5 (cinco) notas fiscais que caracterizaria o auferimento de receita sujeita a alíquota zero), devese sublinhar que os mesmos não são suficientes para atestar liminarmente a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação declarada e demandariam a reabertura da dilação probatória, o que, de regra, como já visto, não se admite na fase recursal do processo. A comprovação do valor do tributo efetivamente devido (e, por conseqüência, do direito à restituição de eventual parcela recolhida a maior) no caso concreto deveria ter sido efetuada mediante apresentação de documentos contábeis e/ou fiscais que patenteassem que o valor da contribuição do período de apuração de interesse (01/10/2005 a 31/10/2005) não atingiu o valor informado na DCTF vigente quando da emissão do Despacho Decisório aqui analisado, mas apenas o valor informado na DCTF retificadora (que no presente caso sequer efeitos surte quanto à redução deste débito) e na DIPJ retificadora, de caráter meramente informativo. Como tal documentação não foi juntada no momento processual oportuno, quedou sem comprovação a certeza e liquidez dos créditos do contribuinte contra a Fazenda Pública, atributos indispensáveis para a homologação da compensação pretendida, nos termos do art. 170 do CTN. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 24 de outubro de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 63DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN 10 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10166.908077/200937 Interessada: BAR E WISKERIA BRASILIA LTDA Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.614, de 24 de outubro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 24 de outubro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 64DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10875.003415/95-80
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/05/1992 a 30/09/1995
NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO.
Presente no julgado contradição entre a sua parte dispositiva e os fundamentos expendidos, devem-se admitir os embargos. Flagrante o equívoco na redação do dispositivo, deve este ser corrigido para registrar o correto resultado a que chegou o colegiado. O acórdão nº 9303-001.633 deve passar a conter em seu dispositivo:
ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO.
Numero da decisão: 9303-002.187
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conheceram e acolher os embargos de declaração para retificar a decisão do Acórdão nº 9303-01.633 para Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente em exercício.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator.
EDITADO EM: 19/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez López e Luiz Eduardo De Oliveira Santos. Ausentes justificadamente o Presidente Otacílio Cartaxo e a Conselheira Susy Gomes Hoffman. O Presidente Otacílio Cartaxo foi substituído pelo Presidente da Segunda Seção na forma regimental.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: JULIO CESAR ALVES RAMOS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/05/1992 a 30/09/1995 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. Presente no julgado contradição entre a sua parte dispositiva e os fundamentos expendidos, devem-se admitir os embargos. Flagrante o equívoco na redação do dispositivo, deve este ser corrigido para registrar o correto resultado a que chegou o colegiado. O acórdão nº 9303-001.633 deve passar a conter em seu dispositivo: ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10875.003415/95-80
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5189922
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9303-002.187
nome_arquivo_s : Decisao_108750034159580.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JULIO CESAR ALVES RAMOS
nome_arquivo_pdf_s : 108750034159580_5189922.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conheceram e acolher os embargos de declaração para retificar a decisão do Acórdão nº 9303-01.633 para Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente em exercício. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Relator. EDITADO EM: 19/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez López e Luiz Eduardo De Oliveira Santos. Ausentes justificadamente o Presidente Otacílio Cartaxo e a Conselheira Susy Gomes Hoffman. O Presidente Otacílio Cartaxo foi substituído pelo Presidente da Segunda Seção na forma regimental.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
id : 4515278
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216953647104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1784; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 2 1 1 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10875.003415/9580 Recurso nº Embargos Acórdão nº 9303002.187 – 3ª Turma Sessão de 06 de fevereiro de 2013 Matéria CONTRADIÇÃO Embargante AÇOS GROTH LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/05/1992 a 30/09/1995 NORMAS PROCESSUAIS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. Presente no julgado contradição entre a sua parte dispositiva e os fundamentos expendidos, devemse admitir os embargos. Flagrante o equívoco na redação do dispositivo, deve este ser corrigido para registrar o correto resultado a que chegou o colegiado. O acórdão nº 9303001.633 deve passar a conter em seu dispositivo: ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conheceram e acolher os embargos de declaração para retificar a decisão do Acórdão nº 9303 01.633 para “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial”. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS – Presidente em exercício. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 00 34 15 /9 5- 80 Fl. 340DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS 2 EDITADO EM: 19/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez López e Luiz Eduardo De Oliveira Santos. Ausentes justificadamente o Presidente Otacílio Cartaxo e a Conselheira Susy Gomes Hoffman. O Presidente Otacílio Cartaxo foi substituído pelo Presidente da Segunda Seção na forma regimental. Relatório Em sessão de julgamento realizada em 31 de agosto de 2011, este Colegiado examinou recurso especial interposto pela sociedade empresária acima identificada em cuja disposição do acórdão constou: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Processado regularmente, emitiu a unidade preparadora intimação à empresa para pagamento do valor exigido na autuação, o que a motivou a interpor os presentes embargos de declaração, em que aponta contradição entre a decisão como acima indicada e os fundamentos do voto, todos conducentes ao provimento de seu recurso. Efetivamente, consignei no voto: Com razão o recorrente. De fato, as telhas metálicas produzidas a partir de perfis laminados constituemse em elementos estruturais para edificações e se destinam, precipuamente, à construção de telhados e fechamentos laterais. Como tal, classificamse na posição 7308.90.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul como, aliás, já reconhecido pela própria Administração tributária (Solução de Consulta nº 09 da Coordenação do Sistema Aduaneiro da Secretaria da Receita Federal, publicada no DOU em 12 de novembro de 2003). Ao contrário, não procede o argumento aposto no voto vencedor do acórdão recorrido, e repetido em contrarazões da PFN, segundo o qual tais produtos não se destinam à construção civil e como tal deveriam se enquadrar em posições do capítulo 72. (...) Todo o restante do voto leva, coerentemente, à conclusão exposta em seus dois últimos parágrafos: Diante do quanto exposto, e em consonância com a própria definição dada pela Coordenação Aduaneira da SRF, voto pelo provimento do recurso especial do contribuinte de modo a reconhecer que as telhas metálicas por ele produzidas classificamse na posição 7308.90.90 da Nomenclatura Comum Fl. 341DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS Processo nº 10875.003415/9580 Acórdão n.º 9303002.187 CSRFT3 Fl. 3 3 do Mercosul, sujeita, no período, à alíquota zero. Em conseqüência, por reformar a decisão, afastando a pretendida exigência fiscal. É o voto. Tendo este voto sido acolhido por unanimidade, dúvida não há de que este Relator cometeu flagrante equívoco na redação do dispositivo da decisão. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS A contradição é patente, como admiti no Relatório. Com efeito, o julgamento foi no sentido de DAR PROVIMENTO por unanimidade ao recurso e não por negarlhe provimento. Acolho, portanto, os embargos, para, desculpandome junto ao contribuinte e ao colegiado, votar para que seja corrigido o resultado constante do acórdão 9303001.633 cujo dispositivo deve passar a registrar, coerentemente com o voto acolhido pelo colegiado,: ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, EM DAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO. É como voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 342DF CARF MF Impresso em 07/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 22/02/2 013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por JULIO CESAR ALVES R AMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10855.002514/2006-04
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004
NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO DE ARGUMENTOS E DOCUMENTOS.
A falta de apreciação de argumento e documentos juntados à impugnação, caracteriza cerceamento do direito de defesa e dá causa a nulidade da decisão de primeira instância, devendo os autos retornarem à instância a quo para que seja proferida nova decisão.
Numero da decisão: 2202-002.003
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, para determinar o retorno dos autos a autoridade julgadora de primeira instância para que aprecie os argumentos relacionados à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, e, conseqüentemente, a unidade preparadora apense o processo no 16020.000357/2009-36 ao presente processo e tome as demais providências de sua alçada para fins de desfazer o desmembramento indevido do crédito tributário consignado no presente Auto de Infração.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente
(Assinado digitalmente)
Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga - Relatora
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Odmir Fernandes, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Helenilson Cunha Pontes e Rafael Pandolfo.
Nome do relator: MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2004 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO DE ARGUMENTOS E DOCUMENTOS. A falta de apreciação de argumento e documentos juntados à impugnação, caracteriza cerceamento do direito de defesa e dá causa a nulidade da decisão de primeira instância, devendo os autos retornarem à instância a quo para que seja proferida nova decisão.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10855.002514/2006-04
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5173532
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2202-002.003
nome_arquivo_s : Decisao_10855002514200604.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA
nome_arquivo_pdf_s : 10855002514200604_5173532.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, para determinar o retorno dos autos a autoridade julgadora de primeira instância para que aprecie os argumentos relacionados à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, e, conseqüentemente, a unidade preparadora apense o processo no 16020.000357/2009-36 ao presente processo e tome as demais providências de sua alçada para fins de desfazer o desmembramento indevido do crédito tributário consignado no presente Auto de Infração. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann Presidente (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga - Relatora Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Odmir Fernandes, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Helenilson Cunha Pontes e Rafael Pandolfo.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4324838
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041216964132864
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2158; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 695 1 694 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.002514/200604 Recurso nº 917.306 Voluntário Acórdão nº 2202002.003 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2012 Matéria Depósitos Bancários Recorrente MAURO FIAMMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO DE ARGUMENTOS E DOCUMENTOS. A falta de apreciação de argumento e documentos juntados à impugnação, caracteriza cerceamento do direito de defesa e dá causa a nulidade da decisão de primeira instância, devendo os autos retornarem à instância a quo para que seja proferida nova decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, para determinar o retorno dos autos a autoridade julgadora de primeira instância para que aprecie os argumentos relacionados à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, e, conseqüentemente, a unidade preparadora apense o processo no 16020.000357/200936 ao presente processo e tome as demais providências de sua alçada para fins de desfazer o desmembramento indevido do crédito tributário consignado no presente Auto de Infração. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Relatora Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Odmir Fernandes, Antonio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 00 25 14 /2 00 6- 04 Fl. 695DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 696 2 Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Júnior e Nelson Mallmann. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Helenilson Cunha Pontes e Rafael Pandolfo. Fl. 696DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 697 3 Relatório Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 290 a 294, integrado pelos demonstrativos de fls. 287 a 289, pelo qual se exige a importância de R$753.287,43, a título de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, acrescida de multa de ofício de 75% e juros de mora, referente ao anocalendário 2004, além de Multa Isolada no valor de R$323.977,51, referente à falta de recolhimento do IRPF relativo ao carnêleão devido no anocalendário 2004. Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 292 a 294), foram apuradas as seguintes infrações: 1. Omissão de rendimentos recebidos do exterior; 2. Omissão de rendimentos caracterizado por depósitos bancários de origem não comprovada; e 3. Multa Isolada relativo ao carnêleão devido e não pago. DA AÇÃO FISCAL O procedimento fiscal encontrase descrito no Termo de Constatação Fiscal nº 001 de fls. 277 a 286, no qual o autuante esclarece que: · em 19/06/2006, o contribuinte foi intimado a apresentar os extratos bancários de conta corrente e de aplicações de todas as instituições financeiras no Brasil e no exterior; assim como a documentação comprobatória de todos os valores lançados a título de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, no montante de R$2.363.892,50 e toda a documentação de aquisição e/ou alienação de seus bens; · analisando a documentação apresentada pelo fiscalizado, o autuante concluiu que o aumento real dos bens do contribuinte foi de R$1.356.961,41, suportado pelo prólabore recebido da ItaBrasp Italo Brasileira Participações Ltda., no valor de R$3.120,00, e por rendimentos isentos e não tributáveis por ele declarados, no montante de R$2.363.892,50; · em resposta a intimação fiscal, o contribuinte afirmou que os rendimentos isentos não tinham origem na distribuição de lucros das empresas brasileiras, e sim, na remessa de euros da Itália para o Brasil, conforme documentos do Bradesco de compra de câmbio de taxas flutuantes em operações de transferências, cujos valores foram creditados na conta corrente do referido banco, no 222.1152, agência no 00850. Informou, ainda, que a origem dessas remessas foi a venda de uma participação societária na Itália, em abril de 2001, tributada naquele país; Fl. 697DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 698 4 · nas declarações apresentadas pelo contribuinte, referentes aos exercícios 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005, não constou quaisquer bens ou direitos fora do território nacional e, neste período, não houve entrega de Declaração de Saída definitiva do Pais, caracterizandoo como residente no Brasil, nos termos da legislação vigente; · examinando os documentos apresentados pelo fiscalizado, a fiscalização concluiu que não foi possível identificar a origem dos recursos provenientes da Itália, tributando o valor das remessas como rendimentos recebidos de fonte no exterior; · analisando os extratos bancários do Banco Bradesco relativos à conta corrente no 25.1550, agência no 03646, e à conta corrente no 222.1152, agência no 00850, e as justificativas apresentadas pelo contribuinte, a fiscalização considerou comprovados os depósitos efetuados nos dias 19/11/2004 e 17/12/2004, tributando os demais como omissão de rendimentos, nos termos do art. 42 da Lei no 9.430, de 1996. DA IMPUGNAÇÃO Inconformado, o contribuinte apresentou a impugnação de fls. 302 a 308, instruída com os documentos de fls. 310 a 339, cujo resumo se extraí da decisão recorrida (fls. 450 a 454): Inconformado com a exigência, da qual tomou ciência em 14/09/2006, fls. 296, o contribuinte apresentou impugnação em 11/10/2006, fls. 302/308, mediante instrumento procuratório, fls. 310 e 351, apresentando as alegações a seguir parcialmente transcritas: Tratase de lançamento efetuado de ofício, imputando ao Impugnante a prática de três condutas: a) classificação como isentos e não tributáveis, de rendimentos recebidos de fonte no exterior; b) depósitos bancários de origem não comprovada (omissão de rendimentos) e; c) falta de recolhimento do imposto de renda pelo carnêleão, pois recebeu rendimentos tributáveis de fontes no exterior, sujeitos a este regime de pagamento. [...] I DA ORIGEM DO DINHEIRO TRAZIDO DO EXTERIOR Por primeiro, o Impugnante assevera que, ainda que a documentação apresentada aos autos realmente não esteja em consonância com a legislação pátria, mormente pelo fato de grande parte não estar traduzida para o vernáculo, é possível verificarse a lisura da origem do dinheiro remetido para o nosso país. Todavia, para que não reste dúvida alguma, o Impugnante que se encontra na Itália, requer a concessão do prazo de 30 (trinta) dias, para colacionar aos autos os documentos já apresentados, porém com a devida tradução para o vernáculo e, quando possível, chancelados pelo Consulado Brasileiro na Itália, bem como outros que se fizerem necessários aos esclarecimentos dos fatos. Fl. 698DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 699 5 Seguindo nessa linha, o documento acostado à fls. 253/256 dos autos, demonstra claramente que o Impugnante em data de 11 de abril de 2001, cedeu parte de suas cotas sociais (4.000.000 de liras) da empresa "2D INTERMEDIARIA IMMOBILIARE — Società a responsabilità limitata", pela quantia de 2.975.000.000 (dois milhões, novecentos setenta e cinco milhões de liras italianas). Este documento foi elaborado e registrado por Notário (Tabelião) em Roma, na Itália, goza portanto, de fé pública. Esse documento está sendo providenciado junto ao Notário italiano e será entregue devidamente traduzido para o vernáculo, por tradutor juramentado. Assim, o Impugnante cumprindo com suas obrigações tributárias em seu país de origem, apresentou declaração ao Imposto de Renda, ano base 2001, exercício 2002, o instrumento da cessão de suas cotas sociais. Nesse sentido, podese verificar pelo documento devidamente traduzido, acostado à fls. 77/85, mais especificamente à fls. 85 no Quadro RT (Mais valia sujeita a imposto substituto), RT 21 (total dos correspondentes: 2.975.000.000), RT 22 (total dos custos ou dos valores de aquisição:4.000.000), o resultado demonstrado no quadro RT 23 (mais valia sujeitas a imposto), com o valor de 2.971.000.000, sendo devido o imposto de 371.375.000. Todos esses valores são em liras italianas. A simples confrontação dos documentos supramencionados demonstra a efetiva cessão das cotas sociais da empresa do Impugnante, por valor à época equivalente a EUR 1.535.674,09 (...). Referida quantia foi apurada da divisão do valor da cessão em liras italianas pela taxa de conversão em euros, sendo um euro equivalente a 1.937,26 liras italianas (resultado de 2.975.000.000 : 1.937,26). II DO PAGAMENTO DO TRIBUTO NO EXTERIOR Além do valor decorrente da cessão das cotas, o Impugnante no ano base 2001, exercício 2002, declarou ter recebido 622.146.000 liras italianas (conforme se infere à fls. 79 — Rendimentos Quadro RN — item RN1 Renda Total), quantia equivalente a EUR 321.147,39 (...),à razão de 622.146.000: 1.937,26. Assim, no ano em questão o Impugnante recebeu o importe de EUR 1.856.821,48 (...) de rendimentos, representado pela somatória dos quadros RN e RT (fls.79 e 85). Outrossim, o Impugnante firmou acordo de parcelamento com o Fisco Italiano, tendo por objeto os impostos devidos no ano de 2001. Nesta oportunidade, apresenta o mencionado documento, cujo parcelamento alcança o valor de EUR 305.753,26 (...), dividido em 57 (...) parcelas, demonstrando ainda, que está em dia com as prestações perante o Fisco Italiano, consoante comprovam o recibo de entrega da declaração exercício 2002 (doc. 02), a intimação do órgão fiscalizador (doc. 03) e o pacto de parcelamento (doc. 04) e os comprovantes de recolhimento das parcelas (doc. 05), todos devidamente traduzidos para o vernáculo. Ademais, pela análise dos referidos documentos, depreendese tanto a inclusão do valor constante do quadro RN (622.146.000), como a do quadro RT (371.375.000: 1.937,26 = 191.799,18 euros). Fl. 699DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 700 6 Assim, data máxima vênia:, resta claro que o Impugnante obteve ganho na Itália, de quantia mais do que suficiente para transferir o total de R$2.363.892,50 (...) para nosso país, estando comprovado que declarou seus rendimentos e ganhos de capital, e esta pagando os respectivos tributos junto ao Governo Italiano. III DOS CONTRATOS DE CÂMBIO FIRMADOS Tendo em vista a quantia angariada pelo Impugnante em seu país, este optou por investir no Brasil, sendo que para tal mister, efetuou as seguintes operações de câmbio para remessa de numerário (fls. 42/47; 265/270): Data Valor em euros Taxa cambial Valor em R$ 14/06/04 EUR 10.000 3,806 38.060,00 20/07/04 EUR 20.000 3,708 74.160,00 28/07/04 EUR 100.000 3,679 367.900,00 24/08/04 EUR 300.000 3,5780 1.073.400,00 17/11/04 EUR 100.000 3,610 361.000,00 01/12/04 EUR 114.500 3,6050 412.772,50 15/12/04 EUR 10.000 3,660 36.600,00 Valor Total 2.363.892,50 Assim, concessa vênia, demonstrou o Impugnante por documentos hábeis (contratos de câmbio) que trouxe para o Brasil de maneira regular a quantia total de R$2.363.892,50(...) Ademais, consoante se infere pela análise da movimentação financeira entregue voluntariamente pelo Impugnante (fls.119/135), os valores constantes dos contratos de câmbio foram efetivamente depositados em sua contacorrente (fls. 128,129, 130,131,133 e 134). A simples confrontação dos extratos e datas de depósitos são suficientes para comprovar a origem e licitude dos volumes de recursos constantes nas contas correntes do Impugnante, ou seja, o numerário enviado da Itália foi distribuído nas contas bancárias do Impugnante no Brasil, possuindo a mesma origem lícita. III DAS IMPOSIÇÕES CONSTANTES NO AUTO DE INFRAÇÃO REFERENTES AOS RENDIMENTOS DO EXTERIOR (itens 01 e 03) No item 01 do Auto de Infração, esta DD Autoridade Fiscal tributou todos os valores que foram objeto dos contratos de câmbio firmados pelo Impugnante. De igual maneira, o item 03 também teve como origem os mesmos valores. Assim, no tocante a estes tributos, conforme bem lembrado pelo DD Fiscal, de se verificar o teor do Decreto n° 85.985/81, que promulgou a Convenção Destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Imposto sobre a Renda, entre o Brasil e Itália. Pela análise preliminar da documentação apresentada pelo Impugnante, o DD Fiscal entendeu ser aplicável o art. 22 da Convenção, tratandose de rendimentos não expressamente mencionados nos artigos precedentes, sendo assim, tributáveis em ambos os Estados Contratantes. Todavia, consoante comprovado, o rendimento do Impugnante adveio de efetiva cessão de cotas sociais e ganhos de capital, o bastante, concessa vênia, para se afastar a incidência do art. 22 em questão. Demais disso, o Fl. 700DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 701 7 valor da cessão foi declarado ao Fisco Italiano e o imposto está sendo pago naquele país. Portanto, a Convenção é aplicável ao caso, consoante art. 98 do Código Tributário Nacional (CTN), que consiste na introdução e modificação da legislação tributária interna. O art. 100 do mesmo diploma legal é o que deve incidir sobre a hipótese, porquanto os atos normativos inferiores (instruções normativas, decretos etc.) à Legislação Complementar (Código Tributário Nacional) a esta são subordinados. (...) Com relação à aplicação do Tratado Internacional Brasil Itália (Estados Contratantes), os dispositivos legais correspondentes à hipótese de incidência prevista na normatização são os contidos nos arts. 2°, item 1, alínea b (Dos Impostos Visados, o imposto sobre a renda das pessoas físicas – “imposta sul reddito delle persone fisiche”); art. 10, item 4 (Dividendos — rendimentos provenientes de ações ou direitos sobre lucros ou capital assemelhados, tributados no Estado Contratante em que a sociedade distribuidora seja residente); art. 13, item 1 (ganhos provenientes de alienação de imóveis são tributados no Estado em que os bens estiverem situados); o art. 23, item 1 (Dupla Tributação — os rendimentos tributáveis na Itália, devem ser deduzidos do valor a ser pago a título do tributo correspondente no Brasil), e entre outros, o art. 24 (não discriminar estrangeiros quanto a tributação ou obrigação mais onerosa). Cumpre ressaltar que, neste art. 23, item 1, existe uma ressalva de que o abatimento do tributo no Brasil não poderá exceder à fração do Imposto de Renda, calculado antes da dedução. A simples análise dos cálculos efetuados sobre os rendimentos e a aplicação das alíquotas do imposto italiano sobre a renda, verificamos que o montante alcança o patamar de 40% (...), muito superior à maior alíquota do imposto de renda brasileiro (27,5%). Se não fosse a citada ressalva, o Impugnante deveria perceber do Fisco brasileiro o correspondente ao percentual resultante da aplicação das alíquotas no Brasil e na Itália. Portanto, configurada a subsunção da hipótese de incidência ocorrida sobre os rendimentos do Impugnante no território italiano, devidamente discriminados e comprovados pelas declarações de renda entregues ao Fisco da Itália, resta clarividente a imposição do Tratado Internacional Brasil Itália visando a não bitributação dos mesmos rendimentos, objeto de exação naquele país. Requer o Impugnante, caso seja necessário ao deslinde do feito, a concessão do prazo de 30 (...) dias para complementação de documentos e traduções juramentadas para justificar e comprovar as alegações e corroborar com os documentos anteriormente exibidos. Requer ainda, a concessão do prazo de 15 (...) dias para a juntada do instrumento de mandato original, consoante inserto no art. 5°, § 1° e art. 7°, da Lei n°8.906/94. Pelo exposto, e por mais que dos autos constam, requer se dignem Vossas Senhorias determinar o CANCELAMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO imposto ao Impugnante, como homenagem ao Direito e por ser medida de Justiça! Fl. 701DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 702 8 Requer afinal, provar o alegado por todos os meios em Direito admitidos, sem exceção. Em 26/10/2006, o contribuinte apresentou a petição de fl. 350, requerendo a juntada aos autos dos seguintes documentos de fls. 351/421 (procuração original, Instrumento de Cessão de Quotas, chancelado pelo Consulado Brasileiro na Itália e traduzido para o vernáculo e declarações de rendimentos dos anos 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004 apresentadas ao Fisco italiano e traduzidoas para o vernáculo). Em 08/05/2007 (fl. 426), o interessado acostou aos autos cópia das Declarações de Ajuste Anual Simplificadas, referente aos anoscalendário 2002, 2003, 2004 e 2005 (fls. 427 a 447). DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Apreciando a impugnação apresentada, a 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza (CE) manteve integralmente o lançamento, proferindo o Acórdão no 0815.804 (fls. 449 a 457), de 30/06/2009, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE FONTES SITUADAS NO EXTERIOR. Prevalece o lançamento de ofício de rendimentos recebidos de fontes situadas no exterior não oferecidos à tributação na Declaração de Ajuste Anual. A decisão a quo considerou não impugnada a parcela do crédito tributário referente à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, nos termos do art. 17 do Decreto no 70.235, de 1972. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Encontrase anexado aos autos Recuso Voluntário interposto pelo contribuinte, em 28/10/2009, às fls. 473 a 483, firmado por seu procurador (vide instrumento de mandato de fl. 351), no qual, após breve relato dos fatos, ele expõe as razões de sua irresignação a seguir sintetizadas. 1. O contribuinte alega que a decisão recorrida entendeu que não foi impugnada a matéria concernente à infração de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, acarretando a preclusão na esfera administrativa, desmembrando o crédito tributário e permanecendo a parte tida por impugnada nos autos em questão (rendimentos recebidos de fontes do exterior e falta de recolhimento a titulo de carnêleão) e, o outro valor (depósitos bancários de origem não comprovada), transferido para o Processo no 16020.000357/200936. 2. Alega, contudo, que embora tenha se detido com mais vigor na demonstração da regularidade (isenção de tributo) do numerário trazido do exterior, a questão tida por não impugnada foi na realidade efetivamente combatida, reportando ao último parágrafo da folha 4 e a primeiro parágrafo da folha 5 de sua impugnação. Defende que alegou Fl. 702DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 703 9 taxativamente que os valores constantes das contas correntes nacionais tiveram por origem o numerário enviado da Itália, ou seja, as quantias objeto das transferências foram distribuídas e diluídas nas contas bancárias de titularidade do Recorrente no Brasil, possuindo assim, a mesma origem lícita. 3. Cita decisão do Conselho de Contribuinte segundo a qual se admite a possibilidade de impugnação genérica às imputações do Auto de Infração, fato que não caracteriza preclusão e não afasta a apreciação da matéria pela segunda instância recursal. 4. Sustenta que a manutenção do entendimento da decisão a quo privará o recorrente de exercer na plenitude os princípios do devido processo legal, contraditório, ampla defesa e duplo grau de jurisdição, com a supressão de instância indevida. 5. Conclui, assim, que toda a matéria objeto do Auto de Infração foi impugnada na esfera administrativa, sendo de rigor o seu reexame pela instância superior, como observância e respeito aos princípios constitucionais que regem o processo administrativo. Até porque, para comprovar que os depósitos bancários de origem não comprovada correspondem a parte do dinheiro trazido do exterior, basta a análise dos extratos bancários fornecidos espontaneamente pelo contribuinte. 6. Em seguida, passa a questionar o mérito do lançamento com argumentos que não serão aqui minudentemente relatados em razão do que se prolatará no voto deste Acórdão. 7. Ao final requer (fl. 483): a) que o processo administrativo n° 16020.000357/200936 ("valores não impugnados"), seja apensado ao processo em epígrafe e enviado para o julgamento do presente recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em Brasília; b) seja julgado procedente o recurso, com a anulação in totum do crédito tributário constante do Auto de Infração lavrado contra o Recorrente, tendo em vista que o imposto pago na Itália foi a maior do que seria devido no Brasil; c) caso ainda restem dúvidas acerca do pleito do Recorrente, requer se digne esta DD Conselho Administrativo determinar que a Receita Federal com base nos documentos apresentados, proceda à compensação dos tributos pagos na Itália, com o que seria devido em nosso país quando da remessa do dinheiro; d) a juntada de outros documentos necessários e indispensáveis ao exercício da ampla defesa, do contraditório e da busca da verdade real. Conforme despacho da autoridade preparadora de 24/11/2009 (fl. 674), no recurso o contribuinte se insurgiu contra a matéria considerada não impugnada pela decisão de primeira instância (omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada), entendendo que os autos deveriam retornar à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza (CE) para que Presidente da 1ª Turma daquela unidade se manifestasse. Fl. 703DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 704 10 Em 06/01/2010, assim se manifestou a presidente do Colegiado de primeiro grau (fl. 546): Considerando que na petição apresentada pelo contribuinte às fls. 473/483, o contribuinte não demonstra ter qualquer dúvida quanto ao conteúdo do Acórdão no 0815804, de 30/06/2009, proferido pela 1ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Brasil em Fortaleza, fls. 449/457, não há como acolher a referida petição como embargos de declaração, conforme sugerido pelo despacho de fls. 545. Encaminhese o presente processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para as providências a seu cargo. DA DISTRIBUIÇÃO Processo que compôs o Lote no 02, inicialmente distribuído para esta Conselheira na sessão pública da Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais de 25/07/20011. DA DILIGÊNCIA Em sessão de 18/01/2012, a Segunda Turma Ordinária da Segunda Sessão Conselho Administrativo de Recursos Fiscais decidiu converter o julgamento em diligência, por meio da Resolução no 220200.144 (fls. 678 a 686), cujo voto reproduzo a seguir: A apreciação do presente recurso por este Colegiado encontrase prejudicada por uma questão preliminar. Inicialmente, importa salientar que não se encontra acostado aos autos o Aviso de Recebimento referente à ciência da decisão de primeira instância, prolatada em 30/06/2009 (fls. 449 a 457), gerando dúvidas quanto à tempestividade do recurso protocolado em 28/10/2009 (fls. 473 a 483). Dessa forma, a fim de que se possa formar convicção acerca da tempestividade do presente recurso, voto no sentido de CONVERTER o julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora esclareça qual a data da ciência da decisão de primeira instância, juntando os documentos comprobatórios. Ao final, antes da devolução dos autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, a recorrente deve ser cientificada do resultado da diligência para que se manifeste, se assim o desejar. Ressaltese que as cópias de documentos a serem anexadas ao presente processo deverão ser autenticadas a vista do original, com a devida identificação do servidor responsável. Em resposta, a unidade de origem informa que a ciência da decisão de primeira instância ocorreu em 28/09/2009, conforme AR de fl. 689, comprovando a tempestividade do Recurso Voluntário, apresentado em 28/10/2009. O presente processo retornou de diligência, veio digitalizado até à fl. 6941. 1 Processo digital. Numeração do eprocesso. O processo físico foi numerado até a fl. 546 (fl. 675 da digitalização). Fl. 704DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 705 11 Voto Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A análise do mérito do lançamento em pauta encontrase prejudicada por uma questão preliminar. Explicase. Conforme relatado, o contribuinte alega que a decisão recorrida entendeu que a infração relativa à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada não teria sido por ele questionada, contudo, afirma que expressamente se manifestou quanto à mesma. Para o deslinde da questão, importa transcrever o seguinte trecho da impugnação (fls. 305 e 306): Assim, concessa venia, demonstrou o Impugnante por documentos hábeis (contratos de câmbio) que trouxe para o Brasil de maneira regular a quantia total de R$ 2.363.892,50 (dois milhões, trezentos e sessenta e três mil, oitocentos e noventa e dois reais e cinqüenta centavos). Ademais, consoante se infere pela análise da movimentação financeira entregue voluntariamente pelo Impugnante (fls. 119/135), os valores constantes dos contratos de câmbio foram efetivamente depositados em sua contacorrente (fls. 128, 129, 130, 131, 133 e 134). A simples confrontação dos extratos e datas de depósitos são suficientes para comprovar a origem e licitude dos volumes de recursos constantes nas contas correntes do Impugnante, ou seja, o numerário enviado da Itália foi distribuído nas contas bancárias do Impugnante no Brasil, possuindo a mesma origem lícita. Como se percebe, o contribuinte expressamente impugnou a omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários e, portanto, seu pleito não foi examinado em sua totalidade, uma vez que a decisão recorrida considerou como não impugnada tal infração, apartando o crédito tributário considerado não impugnado e transferindoo para o processo no 16020.000357/200936. Dessa forma, entendo que o Acórdão de primeiro grau é nulo, por cerceamento do direito de defesa, nos termos do art. 59, inciso II, do Decreto no 70.235, de 26 de março de 1972, uma vez que deixouse de apreciar os argumentos do contribuinte, conforme disposto no art. 31 do mesmo decreto. Fl. 705DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA Processo nº 10855.002514/200604 Acórdão n.º 2202002.003 S2C2T2 Fl. 706 12 Diante do exposto, voto por ACOLHER a preliminar de nulidade da decisão de primeira instância, para determinar o retorno dos autos a autoridade julgadora de primeira instância para que aprecie os argumentos relacionados à omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, e, conseqüentemente, a unidade preparadora apense o processo no 16020.000357/200936 ao presente processo e tome as demais providências de sua alçada para fins de desfazer o desmembramento indevido do crédito tributário consignado no presente Auto de Infração. (Assinado digitalmente) Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga Fl. 706DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MONIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA, Assinado di gitalmente em 28/09/2012 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por MARIA LUCIA MO NIZ DE ARAGAO CALOMINO ASTORGA
score : 1.0
