Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10680.017813/2007-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde são documentos hábeis para comprovar a dedução de despesas médicas. Contudo, não se admite a dedução de despesas médicas, quando presente a existência de indícios de que os serviços a que se referem os recibos não foram de fato executados, mormente quando o alvará de licença para estabelecimento, apresentado pela defesa, para comprovar o endereço onde o serviço fora prestado somente foi emitido em data posterior a data dos recibos.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-002.579
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 25/06/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Atilio Pitarelli, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Ausente, justificadamente, a conselheira Acácia Sayuri Wakasugi.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde são documentos hábeis para comprovar a dedução de despesas médicas. Contudo, não se admite a dedução de despesas médicas, quando presente a existência de indícios de que os serviços a que se referem os recibos não foram de fato executados, mormente quando o alvará de licença para estabelecimento, apresentado pela defesa, para comprovar o endereço onde o serviço fora prestado somente foi emitido em data posterior a data dos recibos. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10680.017813/2007-65
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285820
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2102-002.579
nome_arquivo_s : Decisao_10680017813200765.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NUBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 10680017813200765_5285820.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 25/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Atilio Pitarelli, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Ausente, justificadamente, a conselheira Acácia Sayuri Wakasugi.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5032251
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176803061760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1678; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 143 1 142 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.017813/200765 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.579 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria IRPF Despesas médicas Recorrente BARTOLOMEU MOREIRA BARROSO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde são documentos hábeis para comprovar a dedução de despesas médicas. Contudo, não se admite a dedução de despesas médicas, quando presente a existência de indícios de que os serviços a que se referem os recibos não foram de fato executados, mormente quando o alvará de licença para estabelecimento, apresentado pela defesa, para comprovar o endereço onde o serviço fora prestado somente foi emitido em data posterior a data dos recibos. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 25/06/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 78 13 /2 00 7- 65 Fl. 143DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/07/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10680.017813/200765 Acórdão n.º 2102002.579 S2C1T2 Fl. 144 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Atilio Pitarelli, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Ausente, justificadamente, a conselheira Acácia Sayuri Wakasugi. Relatório Contra BARTOLOMEU MOREIRA BARROSO foi lavrado Auto de Infração, fls. 07/12, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2002, exercício 2003, no valor total de R$ 11.088,73, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até setembro de 2007. A infração apurada pela autoridade fiscal foi dedução indevida de despesas médicas, no valor de R$ 16.500,00 e está assim descrita: Calcado no art. 73 do Dec. 3000/99 e atualizações, onde se acha explicitado que deduções exageradas estão sujeitas à efetiva comprovação a juízo da autoridade lançadora e que, nos termos do Acórdão CSRF/01 1.458/92 (DOU de 19/01/95) para gozar de abatimento pleiteado com base em despesas médicas não basta a disponibilidade de simples recibos, sem vinculação dos efetivos pagamentos, o contribuinte foi Intimado em 05/12/2006 a apresentar Recibos e Notas Fiscais de Prestação de Serviço e comprovar os efetivos pagamentos das despesas realizadas com Adriana Reis Silveira; Roberta Sasdelli e Juliana Cristina. Contribuinte não compareceu para apresentar a documentação solicitada. Por falta de recibos e comprovação do efetivo pagamento não foram acatadas as deduções de despesas médicas em nome dos profissionais acima mencionados. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 01/05, que foi considerada improcedente pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme Acórdão DRJ/BHE nº 0231.105, de 24/02/2011, fls. 82/85. Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 13/09/2011, Aviso de Recebimento (AR), fls. 89, o contribuinte apresentou, em 11/10/2011, recurso voluntário, fls. 111/119, no qual traz, em apertada síntese, as seguintes alegações: que em momento algum os dispositivos legais que tratam da dedução de despesas médicas para fins de cálculo do IRPF determina ou exige que exista correlação entre saques da contacorrente do contribuinte com os pagamentos de despesas de saúde por ele efetivados. que o fato de as despesas terem sido pagas em espécie não é motivo para afastar a validade dos recibos apresentados. É o Relatório. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/07/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10680.017813/200765 Acórdão n.º 2102002.579 S2C1T2 Fl. 145 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Cuidase de glosa de despesas médicas, no valor de R$ 16.500,00, representadas por recibos emitidos pelos seguintes profissionais: Adriana Reis Silveira – psicoterapeuta R$ 8.000,00 Roberta Sasdelli – fisioterapeuta R$ 3.500,00 Juliana Cristina Santos Costa – odontóloga R$ 5.000,00 No recurso, assim como na impugnação, o contribuinte insiste em afirmar que os pagamentos foram realizados em espécie. Para o exame da questão transcrevemse a seguir os dispositivos que regulam a matéria: Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 Art.8º – A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I – de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II – das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Fl. 145DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/07/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10680.017813/200765 Acórdão n.º 2102002.579 S2C1T2 Fl. 146 4 Conforme se depreende dos dispositivos acima transcritos, verificase que cabe ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução. É bem verdade que, em princípio, admitese como prova idônea de pagamentos, os recibos fornecidos por profissional competente, legalmente habilitado. Entretanto, existindo, por parte do Fisco, dúvida quanto ao efetivo pagamento das quantias consignadas nos recibos de tratamento médico, outras provas podem ser solicitadas. E este é caso dos autos. Veja que o contribuinte, em sua Declaração de Ajuste Anual (DAA), anocalendário 2002, exercício 2003, pleiteou dedução de despesas médicas, no valor total de R$ 25.319,68, que corresponde a 38% dos rendimentos tributáveis líquidos (rendimentos tributáveis menos previdência e imposto de renda na fonte), que foram de R$ 66.807,01. Ou seja, os gastos com despesas médicas foram exagerados, fato que justifica a exigência da comprovação do efetivo pagamento, sendo certo que o comprometimento da ordem de 38% dos rendimentos com despesas médicas, somente se justificaria caso restasse comprovado que o contribuinte ou algum de seus dependentes padecessem de grave doença, o que em nenhum momento ficou demonstrado nos autos. Ressaltese que o imposto de renda tem relação direta com os fatos econômicos. Quando a um ato jurídico se segue a tributação, não quer dizer que se tribute aquele, mas sim o fenômeno econômico que está por detrás dele. Não pode o contribuinte alegar simples forma jurídica, pleiteando a aceitação de simples recibos, como comprovação de despesas médicas pleiteadas, se o fenômeno econômico não ficar provado. É oportuno citar o art. 333 do Código de Processo Civil: Art. 333 O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Concluise, portanto, que o ônus da prova recai sobre aquele que aproveita o reconhecimento do fato. Insta dizer que a apresentação de extratos bancários, por si só, não demonstram a efetividade do pagamento das quantias consignadas nos recibos, mormente quando não se verifica nenhuma correlação entre os saques efetivados nas contas bancárias do contribuinte e os valores indicados nos recibos. Nestes termos, considerando que os documentos trazidos aos autos não demonstram a efetividade dos pagamentos dos valores consignados nos recibos, devese manter a autuação. Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 146DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/07/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10680.017813/200765 Acórdão n.º 2102002.579 S2C1T2 Fl. 147 5 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 31/07/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10880.961558/2008-14
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2003
IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. COMPENSAÇÃO DE ESTIMATIVA.
Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PER/DCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado
Numero da decisão: 1802-001.859
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PARCIAL provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2003 IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. COMPENSAÇÃO DE ESTIMATIVA. Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PER/DCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10880.961558/2008-14
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5301525
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.859
nome_arquivo_s : Decisao_10880961558200814.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
nome_arquivo_pdf_s : 10880961558200814_5301525.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PARCIAL provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
id : 5126995
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176807256064
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1819; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 36 1 35 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.961558/200814 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.859 – 2ª Turma Especial Sessão de 12 de setembro de 2013 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente ZIM DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. COMPENSAÇÃO DE ESTIMATIVA. Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PER/DCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PARCIAL provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marco Antonio Nunes Castilho, Marciel Eder Costa, José de Oliveira Ferraz Correa, Nelso Kichel. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 96 15 58 /2 00 8- 14 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 37 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento São Paulo I (SP), que por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Para descrever os fatos, por economia processual, transcrevo o relatório constante do acórdão 16028.476, in verbis: “Tratase de Despacho Decisório, com ciência em 05/01/2009, que não reconheceu o direito creditório, cujo valor inicial original seria de R$ 264.881,84, pleiteado por meio de PER/DCOMP retificador de n.° 40145.59035.150305.1.7.04 7194, transmitido em 15/03/2005. O crédito decorreria de pagamento indevido ou a maior no código de receita 2362 (IRPJ PJ OBRIGADAS AO LUCRO REAL ENTIDADES NÃO FINANCEIRAS ESTIMATIVA MENSAL) por meio do DARF referente ao período de apuração de 30/06/2003 com data de arrecadação de 19/12/2003, no valor total de R$ 337.538,92 (incluindo multa de mora e juros de mora), pois o valor do DARF em tela, discriminado no PER/DCOMP, já havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, e portanto, não homologou a compensação com débito no valor total original de R$ 3.309,85 (mais multa de mora e juros de mora) declarado no mesmo PER/DCOMP (fls. 1 a 8). A manifestação de inconformidade, protocolizada em 16/01/2009 (fl. 9), foi apresentada pelos procuradores da empresa (fls. 9 e 11 a 18), acompanhada de copias de Despacho Decisório, DARF, PER/DCOMP e DIPJ (fls. 10 e 19 a 35). Alega que errou no preenchimento do PER/DCOMP classificando o Tipo de Crédito como "Pagamento Indevido ou a Maior" quando o correto seria "Saldo Negativo de IRPJ". É o relatório.” Em sua decisão, a DRJSP1, houve por bem não reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Anocalendário: 2003 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ESTIMATIVA. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 38 3 Não é possível compensar estimativa por meio de PER/DCOMP entre 29/10/2004 e 31/12/2008, nos termos da legislação tributária. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Inconformada com a improcedência da Manifestação de Inconformidade, a Recorrente pleiteia pela reforma do julgado, para que seja reconhecido o crédito contido na declaração de compensação submetida e, consequentemente, que seja homologada. Este é o Relatório. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 39 4 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. O presente processo tem origem no PER/DCOMP retificador de n.° 40145.59035.150305.1.7.047194, transmitido em 15/03/2005., que teve por objetivo ver reconhecida a compensação de crédito decorrente de pagamento indevido e/ou a maior de IRPJ (código 2362), no valor original de no valor de R$ 337.538,92, com débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal. Sobre a análise do PER/DCOMP pela autoridade administrativa originária da Derat/São Paulo/SP, consta que: “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 211.996,93. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexustência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Sanadas as inconsistências entre as declarações a DRJ/SP1, manteve a decisão em desfavor da Recorrente alegando que: “ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Anocalendário: 2003 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ESTIMATIVA. Não é possível compensar estimativa por meio de PER/DCOMP entre 29/10/2004 e 31/12/2008, nos termos da legislação tributária. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Fl. 138DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 40 5 O referido decisório está arrimado no artigo 10 da Instrução Normativa SRFn° 460, de 2004, abaixo transcrito: Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do IRPJ ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. A decisão de primeira instância proferida no acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo/SP encontra escora no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005. Desse modo concluiu que, somente o saldo negativo do IRPJ ou da CSLL, apurado no encerramento do anocalendário, constitui valor passível de restituição/compensação, não sendo cabível, portanto, a solicitação decorrente de eventuais valores relativos a recolhimentos efetuados por estimativa no decorrer do anocalendário. Sobre os mencionados atos normativos, nos termos do artigo 106 do Código Tributário Nacional, deve ser admitida a retroatividade benéfica da revogação da Instrução Normativa SRF n° 600/05, pelo artigo 100 da Instrução Normativa RFB n° 900/08 que, inclusive, não mais veda a compensação de créditos relativos a pagamentos de IRPJ e CSLL por estimativa, conforme previsto em seu artigo 11. De fato a restrição contida no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005 não mais se repete na IN SRF nº 900/2008 e alterações posteriores. Com efeito, ressalvadas as situações do parágrafo 3º (créditos não compensáveis) do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que disciplina a matéria relativa à compensação no âmbito federal, o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo e/ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos vencidos ou vincendos próprios do contribuinte, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração do mencionado órgão administrativo, vejamos: “Artigo 74 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. (...) Fl. 139DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 41 6 § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV os créditos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com o débito consolidado no âmbito do Programa de Recuperação Fiscal Refis, ou do parcelamento a ele alternativo; e (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) V os débitos que já tenham sido objeto de compensação não homologada pela Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) VIIos débitos relativos a tributos e contribuições de valores originais inferiores a R$ 500,00 (quinhentos reais); (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) VIIIos débitos relativos ao recolhimento mensal obrigatório da pessoa física apurados na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 1988; e (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) IXos débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto sobre a Renda da Pessoa JurídicaIRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro LíquidoCSLL apurados na forma do art. 2o. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Fl. 140DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 42 7 Sobre essa matéria, o próprio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais editou a Súmula nº 84, em 10.12.2012, com o seguinte teor: “Súmula 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação.” Como visto os fundamentos para o indeferimento do PER/DCOMP, por si só, não encontram amparo na norma legal que rege a matéria. A questão é saber se de fato resta caracterizado o indébito do pagamento de estimativa, comprovado mediante escrituração contábil e fiscal, para que se possa aferir a certeza e liquidez do crédito tributário como dispõe o artigo 170 da Lei nº 5.172/1966 (Código Tributário NacionalCTN). Não constando dos autos a DIPJ, a DCTF e os balancetes de suspensão/redução do anocalendário em questão para se verificar se o pagamento efetuado à titulo de estimativa mensal, relativo ao período de apuração em tela é maior que o devido e acumulado até o fechamento, e ainda se, o requerente não compôs o alegado pagamento indevido de estimativa no ajuste anual e não compensado com outros débitos, tornase inviável, nessa fase processual, a análise quanto ao crédito alegado e conseqüente compensação pleiteada. Porém, a motivação para o indeferimento do pleito tanto pela autoridade administrativa da Delegacia de Julgamento restringese ao teor da IN SRF no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004, e como visto extrapolam o conteúdo da Lei nº 9.430/96. Assim, não havendo análise quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado objeto do PER/DCOMP e, afastado o óbice escorado apenas no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005, que serviu de fundamento para a não homologação da compensação pleiteada, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar ou não o direito creditório alegado. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso voluntário, para que sejam devolvidos os autos à DRF de origem (Derat/São Paulo/SP) para análise do PERDCOMP em comento e proferido outro despacho decisório que deverá ser cientificado ao interessado para sua manifestação se for o caso. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 141DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA Processo nº 10880.961558/200814 Acórdão n.º 1802001.859 S1TE02 Fl. 43 8 Fl. 142DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 20/10/2013 por ESTER MARQU ES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11075.720789/2012-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2008, 2009, 2010
OMISSÃO DE RECEITA. DECLARAÇÕES ZERADAS. NOTAS CALÇADAS.
Sendo comprovado por meio de notas fiscais de prestação de serviços que o contribuinte auferiu renda tributável em anos-calendários que forneceu declarações de rendimentos zeradas, flagrante se mostra a omissão de receita. O mesmo ocorre no caso em que for evidenciada a ocorrência de nota fiscal calçada por parte do contribuinte.
LANÇAMENTOS TRIBUTÁRIOS. REFLEXOS
Sendo mantida a omissão de receita no litígio principal e não alegando o contribuinte fatos ou fundamentos novos capazes de mudar o entendimento exposto no litígio principal, mantem-se os lançamentos reflexos.
MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICADA. DECLARAÇÕES ZERADAS. CABIMENTO.
A prestação de declarações zeradas, por mais de um ano-calendário, em que se vislumbra movimentação financeira do contribuinte no mesmo período autoriza a qualificação da multa de ofício. Conforme precedentes deste E. Conselho.
Numero da decisão: 1302-001.155
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
EDUARDO DE ANDRADE - Presidente.
(assinado digitalmente)
MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator.
EDITADO EM: 19/08/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente em Exercício), MARCIO RODRIGO FRIZZO, CRISTIANE SILVA COSTA, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA.
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2008, 2009, 2010 OMISSÃO DE RECEITA. DECLARAÇÕES ZERADAS. NOTAS CALÇADAS. Sendo comprovado por meio de notas fiscais de prestação de serviços que o contribuinte auferiu renda tributável em anos-calendários que forneceu declarações de rendimentos zeradas, flagrante se mostra a omissão de receita. O mesmo ocorre no caso em que for evidenciada a ocorrência de nota fiscal calçada por parte do contribuinte. LANÇAMENTOS TRIBUTÁRIOS. REFLEXOS Sendo mantida a omissão de receita no litígio principal e não alegando o contribuinte fatos ou fundamentos novos capazes de mudar o entendimento exposto no litígio principal, mantem-se os lançamentos reflexos. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICADA. DECLARAÇÕES ZERADAS. CABIMENTO. A prestação de declarações zeradas, por mais de um ano-calendário, em que se vislumbra movimentação financeira do contribuinte no mesmo período autoriza a qualificação da multa de ofício. Conforme precedentes deste E. Conselho.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11075.720789/2012-11
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5289199
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1302-001.155
nome_arquivo_s : Decisao_11075720789201211.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCIO RODRIGO FRIZZO
nome_arquivo_pdf_s : 11075720789201211_5289199.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE - Presidente. (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator. EDITADO EM: 19/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente em Exercício), MARCIO RODRIGO FRIZZO, CRISTIANE SILVA COSTA, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5051569
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176855490560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2027; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 3.578 1 3.577 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11075.720789/201211 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.155 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 6 de agosto de 2013 Matéria Normas Gerais de Direito Tributário Recorrente CLAIR E. ZENNI & CIA. LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2008, 2009, 2010 OMISSÃO DE RECEITA. DECLARAÇÕES ZERADAS. NOTAS CALÇADAS. Sendo comprovado por meio de notas fiscais de prestação de serviços que o contribuinte auferiu renda tributável em anoscalendários que forneceu declarações de rendimentos zeradas, flagrante se mostra a omissão de receita. O mesmo ocorre no caso em que for evidenciada a ocorrência de “nota fiscal calçada” por parte do contribuinte. LANÇAMENTOS TRIBUTÁRIOS. REFLEXOS Sendo mantida a omissão de receita no litígio principal e não alegando o contribuinte fatos ou fundamentos novos capazes de mudar o entendimento exposto no litígio principal, mantemse os lançamentos reflexos. MULTA DE OFÍCIO. QUALIFICADA. DECLARAÇÕES ZERADAS. CABIMENTO. A prestação de declarações zeradas, por mais de um anocalendário, em que se vislumbra movimentação financeira do contribuinte no mesmo período autoriza a qualificação da multa de ofício. Conforme precedentes deste E. Conselho. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 5. 72 07 89 /2 01 2- 11 Fl. 3578DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE 2 EDUARDO DE ANDRADE Presidente. (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO Relator. EDITADO EM: 19/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente em Exercício), MARCIO RODRIGO FRIZZO, CRISTIANE SILVA COSTA, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA. Fl. 3579DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 11075.720789/201211 Acórdão n.º 1302001.155 S1C3T2 Fl. 3.579 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto porCLAIR E ZENNI & CIA LTDA, em face do acórdão n. 10041.535 (fls. 3527/3535) proferido pela DRJ/POA em processo administrativo fiscal, que julgou totalmente improcedente a impugnação apresentada. O processo teve início com o procedimento de verificação do cumprimento das obrigações tributárias do IRPJ, PIS, COFINS e da CSLL, no qual a recorrente foi autuada mediante Auto de Infração (fls. 02/99), a recolher ou impugnar os créditos tributários nos montantes totais de: (i) IRPJ no valor de R$ 2.276.641,64; (ii) PIS no valor de R$ 174.870,92; (iii)COFINS no valor de R$ 807.101,29 e; (iv) CSLL no valor de R$ 777.209,31. Em tais valores já se encontram incluídos a multa e os juros de mora calculados até 01/05/2012. Ao compulsar o Relatório do Procedimento Fiscal (fls. 100/114) elaborado pelo AFRFB, encontramse as seguintes ponderações: (i) Detectouse omissão de receitas apurada com base em notas fiscais de prestação de serviços. Uma parte das receitas não oferecidas à tributação foi levantada com base na segunda via dos talonários de notas fiscais apresentados pelo próprio contribuinte: outra parte, foi identificada com base em segundas vias obtidas junto a clientes do contribuinte. Na circularização realizada junto aos clientes do contribuinte detectouse divergência de valores entre as duas vias de notas fiscais, entendendo a autoridade fiscal ter havido a utilização de “notas fiscais calçadas”; (ii) Houve arbitramento de lucros nos anoscalendário de 2008 a 2010. No primeiro ano, o contribuinte, optante pelo Simples Nacional, deixou de apresentar escrituração contábil ou livro caixa. Nos dois últimos, tendo optado pelo Lucro Real, não apresentou sua escrituração contábil. Intimado a apresentar a escrituração pertinente, quedouse inerte; (iii) O contribuinte não havia declarado, tampouco recolhido, qualquer valor a título de Simples Nacional, IRPJ e CSLL. A fiscalizada apresentou a Declaração Anual do Simples Nacional – DASN – para o anocalendário de 2008 sem informação de valores para receita bruta auferida. Do mesmo modo, apresentou as Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ – para os anoscalendário de 2009 e 2010 sem qualquer informação de receita auferida. Fl. 3580DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE 4 (iv) Concluiu a Fiscalização ter agido o contribuinte com dolo, caracterizando sonegação e fraude, o que ensejou a aplicação da penalidade 150% prevista no art. 44, I, c/c §1º, da Lei nº 9.430/96. A recorrente no curso da verificação fiscal foi intimada a apresentar livro caixa (anocalendário de 2008) e escrituração contábil (anoscalendário de 2008 a 2010), todavia, quedouse inerte. A recorrente foi optante do Simples Nacional no anocalendário de 2008, tendo sido excluído desse sistema simplificado de tributação com base no art. 29, inciso VIII, e seu §1º, da Lei Complementar LC nº 123/2006, bem como art. 76, inciso IV, alínea “g”, da Resolução CGSN nº 94/2011 (falta de escrituração do livrocaixa ou não permitir a identificação da movimentação financeira, inclusive bancária). Tal exclusão deuse retroativamente a 1º de janeiro de 2008, conforme dispõe os mesmos dispositivos legais retrocitados (v.Ato Declaratório Executivo DRF/URA/SEFIS Nº 002/2012, de 16 de março de 2012 – fl. 118). Nessa esteira, formalizouse o processo nº 11075.720243/201252, apenso aos presentes autos, para instrução do processo de exclusão do Simples Nacional. Por outro giro, intimada a se manifestar sobre qual forma de tributação pretenderia optar em razão da exclusão do Simples Nacional (art. 32 da LC 123/2006), a recorrente optou pelo lucro real trimestral, tal qual optara relativamente a todos os trimestres dos anoscalendário de 2009 e 2010. Contudo, intimada a apresentar a escrituração contábil de todo o período sob procedimento fiscal, quedouse inerte, deixando de atender às exigências fiscais. Sendo assim, por ausência de apresentação da escrituração contábil por parte da ora recorrente, o AFRFB entendeu pelo arbitramento dos lucros de todo o período sob exame (2008 a 2010), nos termos do art. 530, III, do Decreto nº 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda de 1999 – RIR/99). Conforme também pode ser observado no Relatório do Procedimento Fiscal (fls. 100/114) elaborado pelo AFRFB, a recorrente havia apresentado DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) relativa ao anocalendário de 2008 assinalando a informação de “inatividade” durante o período, não tendo recolhido qualquer valor relativo ao Simples Nacional. A recorrente transmitiu em branco as Declarações de Informações EconômicoFiscais (DIPJ) relativas aos anoscalendário de 2009 e 2010. Nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF’s) relativas aos mesmos períodos, não houve indicação de qualquer débito. De igual forma, não houve também qualquer recolhimento de IRPJ e CSLL relativo a tais períodos de apuração. Contudo, relativamente ao PIS e COFINS dos meses de agosto, setembro e novembro de 2010, a recorrente efetuou recolhimentos, o que foi levado em consideração pelo AFRFB para apurar o quantum devido dessas contribuições. Os valores de IRRF constante das notas fiscais também foram alvo de dedução nos autos de infração lavrados. Cientificada do feito em 16/05/2012 (fls. 3471), a pessoa jurídica, por meio de seu representante, apresenta em 14/06/2012, impugnação (fls. 3485/3509). Assim, a DRJ/POA na posse dos fundamentos utilizados pelo AFRFB para elaboração do presente auto de infração, assim como, na posse dos fundamentos da defesa da Fl. 3581DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 11075.720789/201211 Acórdão n.º 1302001.155 S1C3T2 Fl. 3.580 5 ora recorrente, proferiu em data de 28/11/2012 acórdão n. 10041.535 (fls. 3527/3535) julgando improcedente a impugnação nos seguintes termos: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2008, 2009, 2010 RECEITAS ESCRITURADAS E NÃO OFERECIDAS À TRIBUTAÇÃO. NOTAS FISCAIS CALÇADAS. OMISSÃO DE RECEITAS. A constatação de que o contribuinte auferiu receitas, deixando de declarar e recolher os tributos incidentes sobre essas, impõe o lançamento de ofício. Comprovada a utilização de nota fiscal calçada mediante circularização junto aos tomadores de serviços, tributase o valor efetivamente praticado na operação. LANÇAMENTOS DECORRENTES. CSLL. PIS. COFINS. A solução dada ao litígio principal, relativo ao IRPJ, aplicase, no que couber, aos lançamentos decorrentes, quando não houver fatos ou argumentos a ensejar decisão diversa. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. SONEGAÇÃO. FRAUDE. Comprovada condutas dolosas e reiteradas que caracterizam sonegação e fraude, correta a aplicação da multa de 150%. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. EXIGÊNCIA NÃO FORMULADA NO AUTO DE INFRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE PRONUNCIAMENTO PELA DRJ. Os juros de mora incidiram unicamente sobre os tributos lançados e não tendo o auto de infração formulado exigência de juros sobre a multa de ofício lançada, inexiste a respeito qualquer contraditório suscetível de apreciação pela turma de julgamento da DRJ. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido De tal acórdão, originouse este recurso voluntário, (fl. 3546/3559) com alegações nos seguintes termos: (i) Não restaria comprovada a omissão de receitas imputada pela autoridade fiscal e o ônus probatório caberia ao Fisco. Tal mácula teria cerceado seu o direito ao contraditório e à ampla defesa; (ii) Não haveria conduta dolosa que caracterizasse sonegação, desautorizandose a aplicação da multa qualificada de 150%. É o relatório. Fl. 3582DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE 6 Voto Conselheiro Marcio Rodrigo Frizzo. O recurso voluntário apresentado é tempestivo e apresenta todos os requisitos de admissibilidade, então dele conheço. 1. DA OMISSÃO DE RECEITA A recorrente, nos fundamentos de seu recurso voluntário, dispõe que não existem elementos probatórios no presente auto de infração capazes de configurar a omissão de receita lhe imputada pelo AFRFB. Afirma o seguinte: Analisando o contexto probatório dos autos se verifica que não há elementos que franqueassem o reconhecimento da existência da omissão de receitas, pelo menos não no montante apurados no relatório de fiscalização e corroborados pela DRJ. (fl. 3548). Dispõe ainda, que a prova da infração (omissão de receita) deve ser realizada pela Fiscalização e que o procedimento adotado pelo AFRFB feriria o princípio da verdade material, do contraditório e da ampla defesa. Todavia, os argumentos não prosperam. Conforme ficou expressamente asseverado nos presentes autos, a omissão de receitas por parte da recorrente ficou comprovada. Pois. Conforme ficou asseverado no presente processo, o AFRFB encontrou divergência entre os valores da 1ª via e a 2ª via das notas fiscais emitidas pela recorrente a título de prestação de serviço (fls. 109/110). Vale dizer, os valores dispostos na 1ª via eram maiores que os valores dispostos na 2ª via. Por exemplo, a recorrente apresentou a 2ª via da nota fiscal n. 727 relativa aos serviços prestados ao Cond. Agropecuário Ceolin com valor de R$ 1.800,00 (fl. 1181). De outro lado, a tomadora do serviço apresentou a 1ª via da mesma nota fiscal com valor de R$ 10.000,00 (fl. 1191). Nessa esteira, o AFRFB deparouse com o expediente conhecido como "nota fiscal calçada”, expediente este que por si só já se enquadra nos casos de omissão de receita, conforme vem entendendo a jurisprudência deste E. Conselho: OMISSÃO DE RECEITA. NOTA CALÇADA. A emissão de notas fiscais cujos valores constantes das primeiras vias são maiores do que os das terceiras vias, expediente vulgarmente conhecido como "nota calçada",representa omissão de receita. (CARF – Acórdão 180300.498 – Conselheiro: Sérgio Rodrigues Mendes Data da sessão: 09/07/2010) (grifo não original) Notase que a recorrente em seu recurso voluntário (fls. 3546/3559) não traz a lume qualquer fundamentação que confrontasse a existência de “notas fiscais calçadas”, Fl. 3583DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 11075.720789/201211 Acórdão n.º 1302001.155 S1C3T2 Fl. 3.581 7 dispondo apenas que a omissão de receita não foi comprovada pelo AFRFB, em que pese as notas fiscais tenham sido juntadas aos autos. Desse modo, cristalina se mostra a omissão de receita por parte da recorrente, haja vista a emissão de “notas fiscais calçadas”. Por outro lado, importante observar que a recorrente apresentou declarações de rendimentos (DASN e DIPJ) ao fisco nas competências de 2008 a 2010 em branco (zeradas), mesmo auferindo rendimentos. É o que comprovam as notas ficais de prestação de serviços emitidas pela própria recorrente (relatório de notas fls. 115/152). Vale lembrar que a falta de informações por parte da recorrente não se deu apenas no que diz respeito às declarações de rendimentos, ela se deu por diversas vezes no presente processo, pois, ao compulsar o Relatório do Procedimento Fiscal (fls. 100/114) elaborado pelo AFRFB, vêse que a recorrente deixou de apresentar/entregar documentação fiscal requerida pelo AFRFB, mesmo tendo sido intimada por diversas vezes. E foi por causa da não apresentação/entrega da documentação fiscal que o AFRFB realizou o arbitramento do lucro no presente processo fiscal em face da recorrente. Logo, mantemse o arbitramento do lucro. Visto o exposto, cristalina se mostra a omissão de receita por parte da recorrente. Logo, deve ser mantido o crédito tributário em lide, não existindo razão aos fundamentos levantados pela recorrente em seu recurso voluntário no que diz respeito à omissão de receita. 2. DOS LANÇAMENTOS REFLEXOS (CSLL, PIS e COFINS) A recorrente, conforme pode ser observado ao compulsarmos o presente recurso voluntário, não suscitou em momento algum, especificamente, os lançamentos tributários reflexos ao IRPJ. Todavia, por serem os lançamentos decorrentes da omissão de receita encontrada pelo AFRFB, consideramse atacados também os lançamentos decorrentes da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, do Programa de Integração Social – PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS. Nessa esteira, sendo mantida a omissão de receita em lide e não alegando a recorrente fatos ou fundamentos novos que pudessem modificar o entendimento deste julgador, entendo pela manutenção das exigências reflexas. 3. DA MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA Quanto à aplicação da multa qualificada de 150%, cabe esclarecer que no caso em tela a aplicação desta multa de ofício tem como base legal o art. 44, inciso I, e §1°, da Lei n. 9.430/1996: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: Fl. 3584DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE 8 I – de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; [...] § 1º O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. [...] O AFRFB imputou a recorrente as condutas dispostasnos arts. 71 e 72 da Lei n. 4.502/1964, in verbis: Art. 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pagamento. Entendeu o AFRFB que a recorrente, ao apresentar declarações zeradas, incorreu em flagrante sonegação, pois impediu o conhecimento do fato gerador. De outro lado, seria conduta fraudulenta a emissão de “notas fiscais calçadas”. De fato, tais condutas se enquadram na previsão do art. 71 e 72 da Lei n. 4.502/64. Assim, a aplicação da multa de ofício qualificada em 150% é legal e deve ser mantida. No caso concreto, além da recorrente realizar a emissão de “notas fiscais calçadas”, a mesmaapresentou declarações zeradas de apuração do simples nacional – DASN no ano calendário de 2008; entretanto, auferiu receita bruta conforme se comprova nas notas fiscais de prestação de serviços (fls. 115/152). Situação que não modificou nos anoscalendários de 2009 e 2010, quando a recorrente fez a opção pela apuração do IRPJ e CSLL pelo lucro real trimestral. Todavia, novamente apresentou declarações zeradas – DIPJ; entretanto, auferiu receita bruta conforme novamente se comprova ao compulsar as notas fiscais de prestação de serviços. Nessa esteira, ressalto que somente mantenho a multa majorada em virtude de todas as declarações terem sido entregues em branco (zerada). Estivessem elas preenchidas, mesmo que parcialmente, entendo que seria o caso de afastamento da multa qualificada, por caracterizar simples omissão. Porém neste caso, nos anos de 2008, 2009 e 2010, a recorrente auferiu receita bruta, entretanto, apresentou as declarações que se obrigava zerada à administração pública federal, quando na verdade tinha operações comerciais a serem declaradas, ou seja, dolosamente omitiu renda, tendo evidente intuito de impedir o conhecimento da autoridade Fl. 3585DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 11075.720789/201211 Acórdão n.º 1302001.155 S1C3T2 Fl. 3.582 9 fiscal federal da ocorrência do fato gerador da incidencia tributária (Simples Nacional ou PIS, COFINS, IRPJ e CSLL). Nesse sentido vem se posicionando a jurisprudência deste E. Conselho pela manutenção da multa de ofício qualificada. Senão, vejamos: MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. CABIMENTO. A prestação de declaração zerada, por mais de um ano calendário, em descompasso com alta movimentação financeira do contribuinte no mesmo período autoriza a qualificação da multa de ofício. (CARF – Acórdão 1302000.960 –Conselheiro: Eduardo de Andrade Data da sessão: 08/08/2012) MULTA QUALIFICADA. CABIMENTO.Cabível a multa qualificada quando, reiteradamente são apresentadas declarações zeradas ou com valores aquém dos devidos, não havendo justificativa plausível para esse procedimento, e tendo sido a omissão de receitas apurada de forma direta, e não por presunção legal. (CARF – Acórdão 180300.853 Conselheiro: Sérgio Rodrigues Mendes Data da sessão: 24/02/2011) MULTA QUALIFICADA, OMISSÃO DE RECEITAS, CABIMENTO.Comprovadas nos autos condutas que evidenciam o intuito de impedir o conhecimento da Autoridade Fazendária do fato gerador da obrigação principal tributária, é de se manter a multa qualificada no percentual de 150%. No caso concreto, o contribuinte declarouse inativo à Receita Federal por dois anos, apresentou declarações com valores de receitas zeradas por outros dois anos, não apresentou DCTFs nem efetuou qualquer recolhimento de algum dos tributos objeto de lançamento em todo o período fiscalizado, ao mesmo tempo em que se mantinha em plena atividade empresarial.(CARF – Acórdão 130100.370 Conselheiro: Waldir Veiga Rocha Data da sessão: 05/08/2010) Portanto, tratase de evidente caso de fraude e sonegação, pois a recorrente além de emitir “notas fiscais calçadas” de maneira fraudulenta, entregou declarações zeradas, mesmo tendo movimentação, prestando falsa declaração à autoridade fiscal, visando dolosamente impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador. Logo, constato a presença de elementos suficientes, para declarar cabível e legal a aplicação de multa de ofício qualificada em 150%. (assinado digitalmente) Marcio Rodrigo Frizzo Relator Fl. 3586DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE 10 Fl. 3587DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2013 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 19/08/201 3 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por EDUARDO DE ANDRADE
score : 1.0
Numero do processo: 13864.000164/2007-01
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2003
Compensação.
RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE.
Não se conhece de recurso especial quando as premissas fáticas do acórdão recorrido e do aresto paradigma são diversas, não possibilitando o confronto analítico da divergência jurisprudencial.
Recurso Especial do Procurador Não Conhecido.
Numero da decisão: 9303-002.236
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso especial, por falta de divergência. Vencido o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Rodrigo Cardozo Miranda - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Ausente, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: RODRIGO CARDOZO MIRANDA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2003 Compensação. RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE. Não se conhece de recurso especial quando as premissas fáticas do acórdão recorrido e do aresto paradigma são diversas, não possibilitando o confronto analítico da divergência jurisprudencial. Recurso Especial do Procurador Não Conhecido.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13864.000164/2007-01
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5304712
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9303-002.236
nome_arquivo_s : Decisao_13864000164200701.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RODRIGO CARDOZO MIRANDA
nome_arquivo_pdf_s : 13864000164200701_5304712.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso especial, por falta de divergência. Vencido o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Rodrigo Cardozo Miranda - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausente, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
id : 5154284
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176873316352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1788; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.666 1 1.665 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13864.000164/200701 Recurso nº 250.544 Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.236 – 3ª Turma Sessão de 07 de maio de 2013 Matéria COFINS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado CERVEJARIAS KAISER BRASIL S.A ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/1999 a 30/11/2003 Compensação. RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE. Não se conhece de recurso especial quando as premissas fáticas do acórdão recorrido e do aresto paradigma são diversas, não possibilitando o confronto analítico da divergência jurisprudencial. Recurso Especial do Procurador Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso especial, por falta de divergência. Vencido o Conselheiro Marcos Aurélio Pereira Valadão. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Rodrigo Cardozo Miranda Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 4. 00 01 64 /2 00 7- 01 Fl. 1727DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 2 Ausente, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama. Relatório Cuidase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional (fls. 1634 a 1638) contra o v. acórdão proferido pela Colenda Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção do CARF (fls. 1629 a 1631) que, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência em relação aos períodos de apuração ocorridos entre abril de 1999 e dezembro de 2001 incluídos no lançamento. O relatório apresentado na Colenda Turma a quo, que bem resume os termos da presente controvérsia, é o seguinte, verbis: Em exame recurso interposto pela contribuinte acima qualificada em 08 de novembro de 2007 contra decisão desfavorável da DRJ Campinas que lhe fora cientificada em 13 de outubro do mesmo ano. A decisão recorrida considerara integralmente procedente autuação que visa à exigência de diferenças de COFINS devidas entre os meses de abril de 1999 até novembro de 2003, com descontinuidades. Tais diferenças decorrem dos questionamentos quanto constitucionalidade dos dispositivos da Lei 9.718/98 que alargavam a base de cálculo (art. 3°) e ampliavam a alíquota (art. 8°) da contribuição. Tendo a empresa obtido sentença que a desobrigava de tais recolhimentos, recolheu a contribuição apenas à alíquota de 2% sobre o faturamento conforme definido na Lei Complementar 70/91. Posteriormente, buscando aproveitar as benesses instituídas pela Medida Provisória 303/2006 efetuou, em 14 de setembro de 2006, o recolhimento da diferença devida ao diferencial de alíquota, fazendoo, em relação aos débitos dos fatos geradores fevereiro de 1999 a fevereiro de 2003, com as reduções previstas na MP. A fiscalização discordou desse entendimento, sustentando não ter a empresa cumprido todos os requisitos estabelecidos no art. 1° do ato concessivo, na medida em que no período de abril de 1999 a dezembro de 2001 não havia incluído tais diferenças em suas DCTF. Além dos meses acima, a autuação engloba diferenças devidas no ano de 2003, igualmente por não terem sido incluídas em DCTF. Quanto a elas, o recurso limitase a repetir já ter efetuado o recolhimento. Informa que dito recolhimento foi promovido enquanto sob procedimento fiscal, pelo que incluiu a multa de oficio reduzida à metade. Com relação ao crédito tributário do período de abril de 1999 a dezembro de 2001, o recurso, repetindo a impugnação, aduz, em primeiro lugar, que o requisito do art. 1° da MP (confissão em divida do débito a recolher) teria sido cumprido. Isso porque os valores, embora não incluidos em DCTF, o foram na DIPJ entregue. Fl. 1728DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 13864.000164/200701 Acórdão n.º 9303002.236 CSRFT3 Fl. 1.667 3 Caso assim não se entenda e se afirme que o débito não fora confessado, afirma terse operado a decadência do direito do fisco ao lançamento, então tornado indispensável. Isso porque ele somente lhe foi cientificado em 19 de julho de 2007, já se tendo expirado o prazo previsto no art. 150 e mesmo no art. 173 do CTN. A decisão atacada enfrentou ambos os argumentos e os repeliu sob a seguinte fundamentação. Inicialmente, reiterou que a DIPJ, a partir de 1999, não é mais instrumento de confissão em divida, também não possuindo tal condão o mero recolhimento nem a propositura da ação judicial. Quanto à decadência, rejeitou a tese da empresa por dois motivos: a) o prazo a ser aplicado seria o do art. 45 da Lei 8.212/91; b) a decisão judicial obtida pela empresa impediria a constituição do crédito tributário, situação que somente se teria alterado com o julgamento desfavorável do recurso extraordinário do contribuinte, já em fevereiro de 2007. No que tange ao segundo período da autuação, a decisão reitera que não houve discordância por parte da empresa, cujo recolhimento deve ser considerado quando da execução do julgado. É o Relatório. (grifos nossos) O v. acórdão recorrido possui a seguinte ementa: NORMAS GERAIS. DECADÊNCIA. Mesmo com respeito às contribuições destinadas ao financiamento da Seguridade Social é de cinco anos o prazo de que dispõe a Administração para efetuar o lançamento de oficio de que trata o art. 149 do CTN, consoante dispõe a Súmula Vinculante n° 08 do e. Supremo Tribunal Federal. Tal prazo não se interrompe ou suspende em conseqüência de concessão de medida judicial, mas apenas por força de comando legal expresso (grifos e destaques nossos) A Turma a quo entendeu, em síntese, na esteira do voto proferido pelo Ilustre relator, Conselheiro Júlio César Alves Ramos, que a decisão judicial que impõe a abstenção da autoridade impetrada de, verbis, absterse da tomada de quaisquer medidas administrativas contra as impetrantes em desconsideração a este decisório, não impede a prática do ato de lançamento pela administração, notadamente porque não há nesse comando determinação expressa proibitiva do lançamento. Irresignada, a Recorrente interpôs o já mencionado Recurso Especial, invocando dissídio jurisprudencial no que se refere à suspensão do prazo decadencial quando da existência de obstáculo judicial. A ementa do v. acórdão paradigma é a seguinte: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1998, 2000 Fl. 1729DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 4 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OMISSÃO comprovada a existência de omissão no Acórdão embargado há que serem acolhidos os embargos de declaração opostos. DECADÊNCIA SUSPENSÃO DO PRAZO ORDEM JUDICIAL havendo ordem judicial expressa, impeditiva da constituição do crédito tributário, fica suspenso o prazo decadencial até a supressão daquela ordem. O período no qual a Fazenda Nacional esteve impedida de proceder ao lançamento, deverá ser acrescido ao prazo decadencial original. Embargos Acolhidos. (grifos nossos) Contrarrazões às fls. 1651 a 1661 em que se sustentou, inicialmente, a não admissibilidade do Recurso Especial em razão das premissas fáticas do v. acórdão recorrido e do v. aresto paradigma serem diversas e, no mérito, a a manutenção da r. decisão recorrida. O Recurso Especial foi admitido através do r. despacho de fls. 1662 a 1663. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda, Relator Inicialmente, no tocante à admissibilidade, entendo que o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional não reúne condições de ser conhecido. Com efeito, verificase no v. acórdão recorrido que a sua premissa foi de que a r. decisão judicial não impediu expressamente o lançamento. O dispositivo dessa r. decisão judicial, transcrito no v. acórdão recorrido, é cristalino: Diante de todo o exposto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para CONCEDER A SEGURANÇA no efeito de desobrigar a impetrante do recolhimento. da COFINS segundo o regramento tragado pela Lei 9718/98, permanecendo devida essa exação nos termos da Lei Complementar 70/91 e alterações posteriores, notadamente a MEDIDA PROVISORL4 N°2.15835, DE 24 DE AGOSTO DE 2001, em vigência na data deste decisório, bem como para declarar incidente, tantum a inconstitucionalidade dos artigos 3° e 8° da Lei 9718/98, devendo a autoridade impetrada absterse da tomada de quaisquer medidas administrativas contra as impetrantes em desconsideração a este decisório. (grifos nossos) Conforme se verifica acima, em nenhum momento se afirmou na r. decisão judicial que a autoridade administrativa estava impedida de efetuar o lançamento. Ao revés, afirmouse apenas e tãosomente que a autoridade impetrada deveria absterse da tomada de quaisquer medidas administrativas contra as impetrantes, o que, por certo, somente pode dizer respeito quanto à suspensão da exigibilidade do crédito tributário e eventual recusa de fornecimento de certidão positiva com efeito de negativa. Fl. 1730DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 13864.000164/200701 Acórdão n.º 9303002.236 CSRFT3 Fl. 1.668 5 O v. aresto paradigma, por outro lado, tem como premissa fática a existência de pedido e respectiva decisão judicial a impedir expressamente a prática do ato de lançamento. Isso é o que se depreende da seguinte passagem, verbis: No caso sob julgamento o que se tem é que, ainda durante a vigência do prazo para a constituição do crédito tributário pela Fazenda Nacional, a recorrente ingressou em juízo com Mandado de Segurança visando impedir o Fisco Federal de constituir o crédito tributário com base nos extratos bancários questionados, o que foi deferido pelo Poder Judiciário em 05 de novembro de 2003 (fls. 1193/1195), em agravo de instrumento em Mandado de Segurança que havia indeferido liminar para a suspensão do MPF n° 09.1.02.00 200300229.3, nos seguintes termos: "Frente ao exposto, defiro o pedido de efeito suspensivo ativo no presente recurso para conceder a liminar, determinando a imediata suspensão do Mandado de Procedimento n° 09.1,02.00200300229.3 1, bem como qualquer ato da autoridade impetrada, no que diz respeito obtenção e utilização de documentos e informações bancárias da impetrante, em relação aos anoscalendário de 1998 a 2001, 2002 e janeiro a junho/2003, além de impossibilitar que a Receita Federal efetue qualquer lançamento tributário com utilização dos extratos bancários em questão". Por conseguinte, não merece conhecimento o Recurso Especial interposto, até mesmo porque, sendo diversas as premissas fáticas do v. acórdão recorrido e do v. aresto paradigma, não há possibilidade de realização do confronto analítico da divergência jurisprudencial. Assim, voto no sentido de NÃO CONHECER do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Caso fique vencido quanto ao conhecimento, entendo que, no mérito, o recurso não merece melhor sorte. Nesse sentido, aliás, peço vênia para adotar os fundamentos apresentados pelo Ilustre relator do v. acórdão recorrido, Conselheiro Júlio César Alves Ramos, que, partindo do dispositivo judicial transcrito acima, apresenta as seguintes conclusões, verbis: (...) Parece que é na parte final do dispositivo (por mim negritada) que pretende a Administração buscar suporte para a segunda conclusão. Assim porém não penso. É que não há aí determinação expressa proibitiva do lançamento. O que há é impedimento da adoção de medidas que desconsiderem o decidido. Para mim, tudo o que ele obsta é a constituição do crédito de modo a ser exigido do contribuinte o tributo, até aí considerado indevido. De todo modo, a meu sentir, quando muito caberia à Administração inquirir o i. magistrado acerca daquele alcance, de forma a se certificar quanto às providências a adotar. Tais providências, também a meu sentir, consistiriam ou no manejo do remédio judicial apropriado para fazer revisto o entendimento de que a autuação estava Fl. 1731DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA 6 impedida, ou simplesmente a lavratura do auto com exigibilidade suspensa, caso a resposta a isso fosse mesmo favorável. O que, peremptoriamente, não poderia a Administração era deixar fluir o prazo decadencial sem nada fazer. E isso porque não partilho a corrente que o pressupõe passível de interrupção ou suspensão por força de decisão judicial. A possibilidade genérica de interrupção daquele prazo, até o advento do novo Código Civil, podia ser vista como matéria de principio. Com efeito, havia os que rejeitavam tal possibilidade, ainda que nenhum ato escrito o dissesse, entre os quais sempre me incluí, e aqueles, mais tolerantes, a exemplo do Professor Marco de Santi citado no voto condutor da decisão atacada. Após a edição do novo Código, pareceme, a discussão desaparece. É que dispõe o seu artigo 207: Art. 207. Salvo disposição de lei em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. Claro está, pois, que a possibilidade teórica existe. Mas está também claramente disposta a natureza da exceção: somente a lei pode definir quais das cláusulas impeditivas, interruptivas ou suspensivas da prescrição se aplicarão à decadência. É fora de dúvidas, e ainda mais após a edição da Súmula Vinculante n° 08 acima mencionada, que, no âmbito tributário, somente a lei complementar poderia trazer as hipóteses que interrompessem ou suspendessem a decadência. Na redação da Lei 5.172 somente o tão discutido parágrafo único do art. 173 a isso se poderia equiparar. Não há outro dispositivo que sequer se aproxime de prever alguma hipótese parecida, assim como também não o há em ato legislativo complementar posterior. Nesses termos, ainda que se entendesse ter havido proibição ao lançamento, o seu efeito não seria a interrupção do prazo decadencial. E como já deixei registrado, nem mesmo quanto a tal proibição partilho do entendimento fiscal. De sorte que é imprescindível o reconhecimento de que se operou a decadência em relação aos períodos de apuração ocorridos entre abril de 1999 e dezembro de 2001 incluídos no lançamento, que é, quanto a eles, improcedente. Voto, por isso, pelo provimento do recurso, sem passar à análise de mérito a respeito do cumprimento das condições para fruição da anistia prevista na Medida Provisória. (grifos e destaques nossos) Além disso, cumpre ressaltar, apenas, que a jurisprudência consolidada do CARF, cristalizada na sua Súmula nº 48, aprovada pelo Pleno na sessão de 29/11/2010, também impede o acolhimento da pretensão da Fazenda Nacional veiculada no seu recurso especial: Súmula CARF nº 48: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário por força de medida judicial não impede a lavratura de auto de infração. Fl. 1732DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA Processo nº 13864.000164/200701 Acórdão n.º 9303002.236 CSRFT3 Fl. 1.669 7 Por conseguinte, em face de todo o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. Caso fique vencido quanto ao conhecimento, voto no sentido de lhe NEGAR PROVIMENTO. Rodrigo Cardozo Miranda Fl. 1733DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 08/10/2013 por RODRIGO CARDOZO MIRANDA
score : 1.0
Numero do processo: 13971.003191/2010-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2005 a 30/11/2008
DESCARACTERIZAÇÃO DE SERVIÇO PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA -ENQUADRAMENTO COMO SEGURADO EMPREGADO.
Presentes os requisitos previstos no art. 12, inciso I, alínea a da Lei 8.212/91, regular e legal se mostra a descaracterização de pessoa jurídica com o efetivo enquadramento como segurados empregados, nos termos do §2º, do artigo 229, do Decreto n.º 3.048/99. É ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, formando-se o vínculo diretamente com o tomador. (Enunciado n.º 331 do TST)
AUTO-DE-INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES.
Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5º, da Lei nº 8.212/91.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA N º 449. REDUÇÃO DA MULTA.
As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n º 8.212. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2302-002.596
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em conceder provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições do art. 32-A, inciso I, da Lei n º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/07/2005 a 30/11/2008 DESCARACTERIZAÇÃO DE SERVIÇO PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA -ENQUADRAMENTO COMO SEGURADO EMPREGADO. Presentes os requisitos previstos no art. 12, inciso I, alínea a da Lei 8.212/91, regular e legal se mostra a descaracterização de pessoa jurídica com o efetivo enquadramento como segurados empregados, nos termos do §2º, do artigo 229, do Decreto n.º 3.048/99. É ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, formando-se o vínculo diretamente com o tomador. (Enunciado n.º 331 do TST) AUTO-DE-INFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5º, da Lei nº 8.212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA N º 449. REDUÇÃO DA MULTA. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n º 8.212. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Mantido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13971.003191/2010-14
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285153
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2302-002.596
nome_arquivo_s : Decisao_13971003191201014.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LIEGE LACROIX THOMASI
nome_arquivo_pdf_s : 13971003191201014_5285153.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em conceder provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições do art. 32-A, inciso I, da Lei n º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009. Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5019906
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176876462080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2137; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 115 1 114 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.003191/201014 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302002.596 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2013 Matéria Auto de Infração: GFIP. Fatos Geradores Recorrente LAIBEL CONFECÇÕES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2005 a 30/11/2008 DESCARACTERIZAÇÃO DE SERVIÇO PRESTADO POR PESSOA JURÍDICA ENQUADRAMENTO COMO SEGURADO EMPREGADO. Presentes os requisitos previstos no art. 12, inciso I, alínea “a” da Lei 8.212/91, regular e legal se mostra a descaracterização de pessoa jurídica com o efetivo enquadramento como segurados empregados, nos termos do §2º, do artigo 229, do Decreto n.º 3.048/99. É ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, formandose o vínculo diretamente com o tomador. (Enunciado n.º 331 do TST) AUTODEINFRAÇÃO. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES A TODOS OS FATOS GERADORES. Constitui infração a apresentação de GFIP com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme artigo 32, Inciso IV e §5º, da Lei nº 8.212/91. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. MEDIDA PROVISÓRIA N º 449. REDUÇÃO DA MULTA. As multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 31 91 /2 01 0- 14 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em conceder provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. A multa deve ser calculada considerando as disposições do art. 32A, inciso I, da Lei n º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13971.003191/201014 Acórdão n.º 2302002.596 S2C3T2 Fl. 116 3 Relatório Trata o presente de autodeinfração, lavrado em 07/07/2010, em desfavor do sujeito passivo acima passivo acima identificado, com ciência em 12/07/2010, em virtude do descumprimento do artigo 32, inciso IV, §5º, da Lei n.º 8.212/91 e artigo 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, com multa punitiva aplicada conforme dispõe o artigo 32, § 5º da Lei n.º 8.212/91 e artigo 284, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, por não ter informado nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP’s do período de 07/2005 a 11/2008, os segurados que lhe prestaram serviço, frente à desconsideração da prestação de serviço por interposta pessoa jurídica, no período citado. O relatório fiscal da aplicação da multa diz que em virtude da edição da MP449/2008, transformada na Lei n.º 11.941/2009, foi efetuado comparativo entre as multas com a legislação anterior e a atual e assim foi aplicada para as competências 01/2008 e 09/2008 a 11/2008. Nas competências de 07/2005 a 12/2007 e 02/2008 a o8/2008, foi aplicada a multa de ofício de 76%. A recorrente impugnou a autuação e Acórdão de fls. 54/58, julgou a autuação procedente. Inconformado o contribuinte apresentou recurso voluntário, requerendo que, pela conectividade deste processo com os PAF’s 13971.003189/201037 e 13971.003190/201061, os resultados daqueles sejam considerados em relação a autuação aqui contestada. É o relatório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Cumprido o requisito de admissibilidade, gente à tempestividade, conheço do recurso e passo ao seu exame. O recorrente solicita que seja considerado neste auto de infração o que for decido nos processos conexos. Com efeito o Auto de Infração que contém a obrigação principal, AIOP 13971.00189/201037, da qual este Auto de Infração de Obrigação Acessória é decorrente, foi julgado por esta mesma relatora, de forma que vou me reportar aquele julgamento nas questões de fato e de direito que foram enfrentadas. Faço apenas uma ressalva quanto ao período contido no PAF 13971.003189/201037, que abarca as competências de 07/2005 a 12/2009, enquanto este auto de infração corresponde ao período de 07/2005 a 11/2008, o que não altera o teor do julgamento. Ao se examinar o bem detalhado relatório fiscal do AIOP 13971.00189/2010 37, referente à cota patronal das contribuições previdenciárias, é de se ver da existência de duas empresas, a recorrente e a PIJAMA & COMPANY CONFECÇÕES LTDA.EPP, esta inscrita no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, até 06/2007 e no SIMPLES NACIONAL a partir de 07/2007, que exercem suas atividades de forma complementar ficando a mão de obra necessária ao processo produtivo alocada na empresa optante pelo SIMPLES desonerandose da cota patronal das contribuições previdenciárias, enquanto a receita pela produção se dá na autuada com sistema de apuração pelo Lucro Real. Os elementos de convencimento expostos pela auditoria fiscal explicitam que as empresas são interdependentes o que se comprova pela dependência financeira e operacional, onde as instalações, maquinários, água, energia elétrica são cedidos pela autuada à prestadora de serviço, que trabalha exclusivamente para a autuada. Há unicidade na linha de comando, a composição societária das sociedades empresárias se dá com parentes próximos, como marido, mulher, pais, filhos, sogros, ambas exploram a mesma atividade econômica no mesmo parque fabril, no mesmo endereço, com quadro único de empregados, restando comprovado, inclusive por diligência fiscal, Termos de Verificação Física às fls. 148/157, do AIOP 13971.00189/201037, que todos os empregados trabalham de fato para a autuada. Os sócios da prestadora de serviços estão diretamente ligados à LAIBEL, tanto por relação empregatícia ou de parentesco, trazido como exemplo o caso da sócia Valdete Maria Mafra que afirmou em depoimento na Ação Trabalhista Processo n°: AT 029962003 01812001 Audiência em 01/06/2004 (cópia Anexo VI) que no período de 1997 a 2002 prestou serviços nas dependências da LAIBEL.. Porém verificase que ela não estava registrada como empregada e sim compunha o quadro social da PIJAMA & COMPANY. No anexo V do relatório fiscal constam os Termos de Verificação Física – TVF, anteriormente referidos, devidamente assinados pelos funcionários das duas empresa, que foram entrevistados pela fiscalização. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13971.003191/201014 Acórdão n.º 2302002.596 S2C3T2 Fl. 117 5 As empresas estão situadas no mesmo estabelecimento, sendo que no mezanino do prédio se encontra a LAIBEL, com seus seis (6) empregados registrados e fazendo os serviços nas áreas de compra, financeiro, coordenação de PCP, faturamento e vendas, enquanto no andar de baixo estão os empregados da PIJAMA & COMPANY, por volta de cem (100), no setor de desenvolvimento de produtos e demais áreas operacionais como talhação, almoxarifado, depósito de malhas e expedição, entre outros. Consta ainda do relatório, que o Sr. Décio Luiz Severino, administrador da LAIBEL, negocia com os clientes, fecha pedidos e encaminha para o setor de criação da PIJAMA & COMPANY, que efetua a produção. A matéria prima e o material de expediente são adquiridos pela tomadora dos serviços LAIBEL, que guarda a mercadoria e somente a libera quando o setor PCP da LAIBEL libera a ordem de produção, então a matéria prima (malha) é enviada à talharia para ser cortada e depois enviada à ordem da LAIBEL para empresas terceirizadas promoverem a costura/tingimento/bordado. O faturamento destas empresas terceirizadas vão contra a LAIBEL, apesar de teoricamente prestarem serviço à PIJAMA & COMPANY. Existe motorista contratado pela PIJAMA&COMPANY, mas a sociedade empresária não possui veículos. Os veículos utilizados são de propriedade da LAIBEL. Os produtos prontos quando retornam são revisados pelos empregados da PIJAMA & COMPANY que os embalam e remetem diretamente para os clientes com as notas fiscais da LAIBEL CONFECÇÕES LTDA. O faturamento da empresa prestadora de serviços PIJAMA & COMPANY advém totalmente da autuada, conforme quadro discriminativo constante das fls.46, do relatório fiscal, do AIOP 13971.00189/201037. A empresa não possui qualquer patrimônio necessário ao desenvolvimento de suas atividades, tampouco apresentou contratos de prestação de serviços com a autuada ou contratos de aluguel de máquinas, prédio ou equipamento, limitandose a dizer que a autuada lhe cede equipamentos e máquinas. Ainda, pela análise da contabilidade das empresas efetuada pelo fisco, nota se que a PIJAMA & COMPANY, possui um reduzido capital social incapaz de suportar uma empresa com quase cem empregados, além do que obteve resultados negativos em nos exercícios de 2005 e 2006, resultando num patrimônio negativo, ou passivo a descoberto. Não possui despesas na área produtiva além da mão de obra e encargos dela decorrentes, enquanto a tomadora dos serviços LAIBEL CONFECÇÕES LTDA, apesar de possuir apenas poucos empregados nas áreas administrativas, arca com elevadas despesas de produção. Às fls. 50, do AIOP 13971.00189/201037, temos um quadro comparativo do faturamento das sociedades empresárias versus o número de empregados, onde fica bastante evidente que a autuada possui um grande faturamento e um diminuto número de empregados, enquanto a outra empresa, possui um pequeno faturamento, que lhe permite ser optante do SIMPLES e um elevado número de empregados. Ademais, às fls. 51, do AIOP 13971.00189/201037, se vê que, em especial, nos anos de 2005 e 2006 o faturamento da empresa PIJAMA & COMPANY foi insuficiente para cobrir suas despesas com a mão de obra empregada na produção, já que nem despesas operacionais ela detém. O fisco aduz também que, inclusive nas fichas registro de empregados da empresa prestadora, há o encaminhamento do candidato recrutado à empresa autuada, mas o efetivo registro é efetuado na PIJAMA & COMPANY CONFECÇÕES LTDA.EPP. (fls Fl. 95DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 51/53), que também nas reclamatórias trabalhistas é representada por empregada da LAIBEL CONFECÇÕES LTDA. Na área financeira da mesma forma, restou demonstrado no relatório fiscal que a responsabilidade recai apenas nos funcionários da LAIBEL CONFECÇÕESLTDA., que autorizam pagamentos, liberações de crédito, pagamentos de salários, controlando diretamente a prestadora de serviços PIJAMA & COMPANY CONFECÇÕES LTDA.EPP. Pelo explanado é de se ver que a cadeia produtiva é única entre as duas sociedades empresárias que juntas operam para a obtenção de seus objetivos sociais, ficando uma com o faturamento pelas vendas efetuadas e possuindo um reduzido número de funcionários, enquanto a outra participa ativamente do processo produtivo, arca com o pagamento dos salários advindos da linha de produção, mas não possui faturamento o que a permitiu optar pelo sistema SIMPLES , de forma que recolhe aos cofres previdenciários apenas a cota referente ao segurado empregado, configurandose com isso uma simulação de atos negociais visando elidirse do pagamento da cota patronal das contribuições previdenciárias. Assim, por todos os dados constantes do processo é possível concluir que os serviços são prestados por empresa interposta na contratação formal de mão de obra, servindo para a recorrente se elidir do pagamento da cota patronal da contribuição previdenciária. Desta forma, correta está a constituição do crédito previdenciário na empresa tomadora dos serviços, porque foi desconsiderada a prestação de serviço através da empresa interposta, por todas as circunstâncias, motivos e evidências relatadas pelo fisco, para considerar toda a mão de obra empregada no processo produtivo da recorrente como de sua responsabilidade quanto ao recolhimento das contribuições previdenciárias. A capacidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil em desconsiderar contratos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo é muito clara na leitura da legislação previdenciária em conjunto com o Código Tributário Nacional CTN. Vejamos o disposto no parágrafo único do artigo 116 do CTN: Art. 116. (...) Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. Pela leitura do artigo 33 da Lei n.º 8.212/91 e do parágrafo 2º do artigo 229 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, também fica claro que o Auditor Fiscal da Previdência Social, hoje Receita Federal do Brasil, pode desconsiderar o contrato pactuado, quando o segurado preencher as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º do Decreto. LEI N.º 8.212/91 Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas a tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11, as contribuições incidentes a título de substituição e as devidas a outras entidades e fundos. Alterado pela Fl. 96DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13971.003191/201014 Acórdão n.º 2302002.596 S2C3T2 Fl. 118 7 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2008 – DOU DE 4/12/2008 DECRETO N.º 3.048/99 Art. 229. (...) § 2º Se o Auditor Fiscal da Previdência Social constatar que o segurado contratado como contribuinte individual, trabalhador avulso, ou sob qualquer outra denominação, preenche as condições referidas no inciso I do caput do art. 9º, deverá desconsiderar o vínculo pactuado e efetuar o enquadramento como segurado empregado (grifei). O referido art. 9º traz o rol de segurados obrigatórios da Previdência Social. No inciso I estão as situações de enquadramento dos segurados empregados, sendo que a relação pactuada nos contratos desconsiderados nessa notificação pode ser observada na alínea "a" (idêntica redação do art. 12, inciso I, alínea "a", da Lei n.º 8.212/91): Art. 9º São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: I como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; No mesmo sentido, também o Tribunal Regional Federal da 4ª Região já vinha decidindo, não deixando dúvidas quanto a essa possibilidade: PREVIDENCIÁRIO. NOTIFICAÇÃO. RECONHECIMENTO DE RELAÇÃO DE EMPREGO. RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. 1 A competência da Justiça do Trabalho não exclui a das autoridades que exerçam funções delegadas para exercer a fiscalização do fiel cumprimento das normas de proteção do trabalho, entre as quais se incluem o direito à previdência social. 2 No exercício de suas funções, o fiscal pode tirar conclusões diferentes das adotadas pelo contribuinte, sob pena de se consagrar a sonegação. Exigese, contudo, que a decisão decorrente da fiscalização seja fundamentada, quer para que não se ofenda ao princípio da legalidade, ou para que o contribuinte possa exercer o seu direito de defesa. 3 Apelação a que se nega provimento. (AMS n.º 89.04.079543PR, Ac. TRF 400003018, de 20/02/92, 1ª Turma, Rel. Juiz Hadad Viana, DJ de 18/03/92, pág. 5937). A desconsideração da empresa prestadora de serviços, decorreu da realidade fática encontrada pela fiscalização, qual seja, a existência de relação de emprego entre as pessoas físicas e a empresa ora autuada. E, diante de tal situação, a fiscalização previdenciária tem o poderdever de perquirir acerca da real natureza da relação de trabalho para fins de Fl. 97DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 cobrança da contribuição previdenciária devida. Este é também o entendimento do Egrégio Tribunal Regional Federal da 5ª Região: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AÇÃO RESCISÓRIA. EQUÍVOCO NA INDICAÇÃO DA DECISÃO RESCINDENDA. PRELIMINAR SUPERADA. OBJETO DA AÇÃO ORIGINÁRIA: ANULAÇÃO DE NOTIFICAÇÃO FISCAL EM RAZÃO DA INCOMPETÊNCIA DO INSS PARA CARACTERIZAR RELAÇÃO DE EMPREGO. FUNDAMENTO DA SENTENÇA E DO ACÓRDÃO (RESCINDENDO) DE PROCEDÊNCIA DO PEDIDO: INCONSTITUCIONALIDADE DA EXPRESSÃO "AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES" (ART. 3O, DA LEI N.º 7.787/89). CARACTERIZAÇÃO DE ERRO DE FATO (ART. 485, IX, DO CPC). DESCONSTITUIÇÃO DA DECISÃO RESCINDENDA E NOVO JULGAMENTO. DETENÇÃO PELO INSS DE PODERES PARA RECONHECER RELAÇÃO DE EMPREGO PARA FINS PREVIDENCIÁRIOS. RELAÇÃO DE EMPREGO CARACTERIZADA. INEXISTÊNCIA DE PROVA ACERCA DA CONDIÇÃO DE TRABALHADOR AUTÔNOMO, A INFIRMAR A AUTUAÇÃO FISCAL. PROCEDÊNCIA. ... 6 .A FISCALIZAÇÃO DO INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL DETÉM PODERES PARA PERQUIRIR ACERCA DA NATUREZA DA RELAÇÃO DE TRABALHO QUE VINCULA DUAS OU MAIS PESSOAS, PARA FINS DE COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DEVIDA, CONFORME SEJA O CASO. A ATUAÇÃO INVESTIGATIVA DOS FISCAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL ESTÁ VOLTADA AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA, À PERFECTIBILIDADE DE EFEITOS PREVIDENCIÁRIOS. O RECONHECIMENTO DA RELAÇÃO EMPREGATÍCIA, PARA ESSA FINALIDADE ESPECÍFICA, NÃO TRANSBORDA PARA ALCANÇAR A GERAÇÃO DE EFEITOS TRABALHISTAS, DA MESMA FORMA QUE NÃO PODE FICAR ATRELADO AOS RESULTADOS QUE DECORRERIAM DE EVENTUAL CONTENDA NA JUSTIÇA ESPECIALIZADA, ALTERCAÇÃO ESTA CUJO AJUIZAMENTO FICA NA DEPENDÊNCIA DA VONTADE DO EMPREGADO. A IDENTIFICAÇÃO DA RELAÇÃO DE EMPREGO, NA VIA ADMINISTRATIVA, CONSTITUI UMA FASE PRÉVIA E INDISPENSÁVEL AO LANÇAMENTO DO TRIBUTO PELO AGENTE ARRECADADOR. 7 .HOMENAGEM AO PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DA REALIDADE SE, DA REALIDADE FÁTICA, EMERGE CARACTERIZADA A RELAÇÃO DE EMPREGO, NÃO HÁ COMO DEIXAR DE SE RECONHECER OS EFEITOS QUE DELA DECORREM PELO FATO DE NÃO ESTAR, A RELAÇÃO EMPREGATÍCIA, DOCUMENTALMENTE REGISTRADA COM ESSA CONFIGURAÇÃO. 8 .DEMONSTRADA A RELAÇÃO DE EMPREGO, PELAS PROVAS COLIGIDAS AOS AUTOS, NÃO INFIRMADAS PELA PARTE RÉ. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13971.003191/201014 Acórdão n.º 2302002.596 S2C3T2 Fl. 119 9 9 .PROCEDÊNCIA DO JUDICIUM RESCISSORIUM. (AR 2675 PE, Ac. TRF 500066668, Pleno, dec. unân. De 25/09/2002, DJ de 02/12/2002, pág. 575, Rel. Des. Fed. Francisco Cavalcanti). Impossível negarse a existência de "prejuízo" para a Previdência Social, advindo com a prestação de serviços nos moldes em que feitos, já que não há recolhimento de contribuições previdenciárias na relação havida entre duas pessoas jurídicas. Por derradeiro, é de se ressaltar que a autoridade lançadora não se baseou em meros indícios, mas sim em um conjunto de documentos e outros elementos observados durante a fiscalização. Salientamos, ainda, que não ocorreu a despersonificação da pessoa jurídica, mas a análise conjunta da situação fática e de todos os elementos colhidos durante a ação fiscal que permitiu caracterizar os vínculos com a Previdência Social dos segurados que prestavam serviço através da empresa interposta para com a recorrente. Podese verificar que os serviços prestados estão ligados à atividade meio e fim da notificada, são efetuados nas dependências dessa, mediante remuneração mensal, com caráter não eventual. Também, o Tribunal Superior do Trabalho já se pronunciou pela ilegalidade da contratação de trabalhadores por empresa interposta, formandose o vínculo diretamente com o tomador, quando existente a pessoalidade e subordinação, como no presente caso. Enunciado do TST Nº 331 Contrato de prestação de serviços. Legalidade Revisão do Enunciado nº 256 O inciso IV foi alterado pela Res. 96/2000 DJ 18.09.2000 I A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formandose o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6019, de 3.1.74). Reitero que a desconsideração da pessoa jurídica não está declarando nula a personificação, mas quer dizer que a mesma é ineficaz para a prática de determinados atos como a prestação de serviços que aqui se evidenciou. Quanto à autuação por descumprimento de obrigação acessória, matéria deste Auto de Infração, temse que em decorrência da relação jurídica existente entre o contribuinte ou o responsável (sujeito passivo) e o fisco (sujeito ativo), tem aquele duas obrigações para com este. Uma obrigação denominada principal, que é a de verter contribuições para a Seguridade Social; outra denominada acessória que tem por objeto a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. O descumprimento da obrigação principal, acarreta a constituição do crédito da Seguridade Social, através do Auto de Infração de Obrigação Principal E, o descumprimento da obrigação acessória, que decorre da legislação tributária e tem por objeto prestações positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização Fl. 99DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 dos tributos (art. 113, § 2º, do CTN), acarreta a lavratura do Auto de Infração de Obrigação Acessória. A obrigação se diz acessória, quando se tem por objeto o fazer ou não fazer algo no interesse da fiscalização ou da arrecadação. A obrigação acessória surge do descumprimento de dever instrumental a cargo do sujeito passivo, consistindo numa prestação positiva (fazer), que não seja o recolhimento do tributo, ou negativa (não fazer). Descumprida obrigação acessória (obrigação de fazer/não fazer) possui o Fisco o poder/dever de lavrar o AutodeInfração. A penalidade pecuniária exigida dessa forma convertese em obrigação principal, na forma do § 3º do art. 113 do CTN. No presente caso, a obrigação acessória corresponde ao dever de informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, por intermédio de documento definido em regulamento (GFIP), TODOS os dados relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras informações de interesse do INSS. Ao não informar os valores relativos aos pagamentos efetuados a todos os segurados que lhe prestaram serviço, frente à desconsideração da prestação através de empresa interposta, a recorrente infringiu o artigo 32, inciso IV, § 5º, da Lei n.º 8.212/91 e artigo 225, inciso IV do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, pois é obrigada a informar, mensalmente, ao INSS, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações do interesse do Instituto, sendo que a apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente a cem por cento dos valores não declarados. A multa referente ao descumprimento da obrigação acessória, que originou este auto de infração, estava contida no artigo 32, § 5º da Lei n.º 8.212/91 e artigo 284, inciso II, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99: Art.284. A infração ao disposto no inciso IV do caput do art. 225 sujeitará o responsável às seguintes penalidades administrativas: I valor equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no caput do art. 283, em função do número de segurados, pela não apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, independentemente do recolhimento da contribuição, conforme quadro abaixo: 0 a 5 segurados ½ valor mínimo 6 a 15 segurados 1 x o valor mínimo 16 a 50 segurados 2 x o valor mínimo 51 a 100 segurados 5 x o valor mínimo 101 a 500 segurados 10 x o valor mínimo 501 a 1000 segurados 20 x o valor mínimo 1001 a 5000 segurados 35 x o valor mínimo Fl. 100DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13971.003191/201014 Acórdão n.º 2302002.596 S2C3T2 Fl. 120 11 Acima de 5000 segurados 50 x o valor mínimo II cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, ou do valor que seria devido se não houvesse isenção ou substituição, quando se tratar de infração cometida por pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social em gozo de isenção das contribuições previdenciárias ou por empresa cujas contribuições incidentes sobre os respectivos fatos geradores tenham sido substituídas por outras; e (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) III cinco por cento do valor mínimo previsto no caput do art. 283, por campo com informações inexatas, incompletas ou omissas, limitada aos valores previstos no inciso I, pela apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores. § 1º A multa de que trata o inciso I, a partir do mês seguinte àquele em que o documento deveria ter sido entregue, sofrerá acréscimo de cinco por cento por mês calendário ou fração. § 2º O valor mínimo a que se refere o inciso I será o vigente na data da lavratura do autodeinfração. Era considerado, por competência, o número total de segurados da empresa, para fins do limite máximo da multa, que era apurada por competência, somandose os valores da contribuição não declarada, e seu valor total será o somatório dos valores apurados em cada uma das competências. Entretanto, as multas em GFIP foram alteradas pela Medida Provisória n º 449 de 2008, que beneficiam o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, já na redação da Lei n.º 11.941/2009, nestas palavras: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” No caso em tela, o Fisco ao aplicar a multa fez um somatório da multa moratória de 24% pelo descumprimento da obrigação principal mais a multa de cem por cento relativas as contribuições não declaradas e comparouas com a multa de ofício de 75%. Mas, quanto a aplicação de multa nos autos de infração de omissão de fatos geradores em GFIP, meu entendimento é que à luz da legislação vigente, as multas devem ser aplicadas de forma isolada, conforme o caso, por descumprimento de obrigação principal ou de obrigação acessória, da forma mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o disposto no artigo 106, do Código Tributário Nacional. Embora, em algumas vezes, a obrigação acessória descumprida esteja diretamente ligada à obrigação principal, isto não significa que sejam únicas para aplicação de multa conjunta. Pelo contrário, uma subsiste sem a outra e mesmo não havendo crédito a ser lançado, é obrigatória a lavratura de auto de infração se houve o descumprimento de obrigação acessória. As condutas são tipificadas em lei, com penalidades específicas e aplicação isolada. O art. 44 da Lei n º 9.430/96, traz que a multa de ofício de 75% incidirá sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento , de falta de declaração e nos de declaração inexata. Portanto, está claro que as três condutas não precisam ocorrer simultaneamente para ser aplicada a multa: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) (...) Quando o contribuinte tiver recolhido os valores devidos antes da ação fiscal, não será aplicada a multa de 75% prevista no art. 44 da Lei n º 9.430; porém, se apesar do pagamento não tiver declarado em GFIP, é possível a aplicação da multa isolada do art. 32A da Lei n º 8.212, justamente por se tratar de condutas distintas. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13971.003191/201014 Acórdão n.º 2302002.596 S2C3T2 Fl. 121 13 Se o contribuinte tiver declarado em GFIP não se aplica a multa do art. 44 da Lei n º 9.430, sendo aplicável somente a multa moratória do art. 61 da Lei n º 9430, pois os débitos já estão confessados e devidamente constituídos, sendo prescindível o lançamento. A multa do art. 44 da Lei n º 9.430 somente se aplica nos lançamentos de ofício. Desse modo, se o contribuinte tiver declarado em GFIP, mas não tiver pago, o art. 44 da Lei 9.430 não é aplicado pelo motivo de o contribuinte não ter recolhido, mas ter declarado.Neste caso, não se aplica o art. 44 em função de não haver lançamento de ofício, pois o crédito já está constituído pelo termo de confissão que é a GFIP. E nas hipóteses em que o contribuinte não tiver recolhido e não tiver declarado em GFIP, há duas condutas distintas: por não recolher o tributo e ser realizado o lançamento de ofício, aplicase a multa de 75%; e por não ter declarado em GFIP a multa prevista no art. 32A da Lei n º 8.212. Conforme já foi dito, a multa será aplicada ainda que o contribuinte tenha pago as contribuições, conforme previsto no inciso I do art. 32 A. Pelo exposto, é de fácil constatação que as condutas de não recolher ou pagar o tributo e não declarar em GFIP não estão tipificadas no mesmo artigo de lei, no caso o art. 44 da Lei nº 9.430/96. A lei ao tipificar essas infrações, inclusive em dispositivos distintos, demonstra estar tratando de obrigações, infrações e penalidades tributárias distintas, que não se confundem e tampouco são excludentes. Assim, no caso presente, há cabimento do art. 106, inciso II, alínea “c” do Código Tributário Nacional, o qual dispõe que a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A multa , então, deve ser aplicada na forma do art.32 A, I da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei n.º 11.941/2009: Pelo exposto, Voto pelo provimento parcial do recurso para que a multa seja aplicada de acordo com o disposto pelo artigo 32 A, inciso I, da Lei n.º 8.212/91, na redação da Lei n.º 11.941/2009. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 103DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 13963.000464/2007-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2101-000.137
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para esclarecimento de questões de fato, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 13963.000464/2007-64
conteudo_id_s : 6374196
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 04 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2101-000.137
nome_arquivo_s : 210100137_13963000464200764_201308.pdf
nome_relator_s : CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
nome_arquivo_pdf_s : 13963000464200764_6374196.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para esclarecimento de questões de fato, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
id : 5062951
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176887996416
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-02-27T14:15:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2020-02-27T14:15:53Z; Last-Modified: 2020-02-27T14:15:53Z; dcterms:modified: 2020-02-27T14:15:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:e5e3eb37-aa02-4da5-a4c3-e048ccc3e2d1; Last-Save-Date: 2020-02-27T14:15:53Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-02-27T14:15:53Z; meta:save-date: 2020-02-27T14:15:53Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-02-27T14:15:53Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2020-02-27T14:15:53Z; created: 2020-02-27T14:15:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2020-02-27T14:15:53Z; pdf:charsPerPage: 1665; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2020-02-27T14:15:53Z | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 2 1 1 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13963.000464/200764 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2101000.137 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 14 de agosto de 2013 Assunto IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física Recorrente João Dal Pont Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para esclarecimento de questões de fato, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) _______________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) __________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Francisco Marconi de Oliveira, Eivanice Canário da Silva, Alexandre Naoki Nishioka, e Celia Maria de Souza Murphy (Relatora). Ausente o Conselheiro Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa. Relatório Trata o presente processo de lançamento de imposto sobre a renda de pessoa física decorrente de dedução indevida de imposto sobre a renda retido na fonte no valor de R$ 6.278,77. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 15/ 08/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 13963.000464/200764 Error! Reference source not found. n.º 2101000.137 S2C1T1 Fl. 3 2 O contribuinte apresentou Solicitação de Retificação de Lançamento, que foi indeferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis (SC). Impugnou o lançamento, alegando que ocorreu um erro e, no anocalendário 2004, auferiu rendimentos de Scremin & Cia no total de R$ 12.172,43, com retenção na fonte de R$ 39,95. Complementou que a fonte pagadora de seus rendimentos apresentou DIRF retificadora em 16.5.2007, que comprovaria seus argumentos. A DRJ em Florianópolis (SC) julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário, no qual reitera suas razões. É o relatório. Voto Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos legais. Ressaltase, primeiramente, que, apesar de a Delegacia da Receita Federal do Brasil ter se manifestado pela intempestividade do recurso (fls. 43, numeração eletrônica), observamos que a contagem de 30 dias para a sua interposição, que se iniciou em 15 de abril de 2011, encerrouse no dia 14 de maio do mesmo ano, um sábado, e, por esse motivo, é tempestivo o recurso interposto no dia 16 de maio de 2011, segundafeira, tal como ocorreu na hipótese. Trata o presente processo de notificação de lançamento, na qual foi apurado imposto sobre a renda de pessoa física em decorrência de compensação indevida, pelo contribuinte, de imposto retido na fonte por Scremin & Cia, no anocalendário 2004, no valor de R$ 6.278,77 (diferença entre o montante declarado pela fonte pagadora, em DIRF, R$ 39,95 e o declarado pelo contribuinte me sua Declaração de Ajuste Anual do exercício, R$ 6.318,72). No mérito, o contribuinte alega que houve erro no preenchimento de sua declaração de ajuste anual, que os rendimentos por ele auferidos no anocalendário 2004 seriam de R$ 12.172,43, e a retenção na fonte de R$ 39,95 e que a própria pessoa jurídica pagadora dos rendimentos reconheceu o erro, eis que apresentou DIRF retificadora do ano calendário 2004 em 16.5.2007, conforme fls. 3 a 5. A fim de melhor fundamentar sua alegação, anexa ainda declaração da fonte pagadora, às fls. 6, na qual a empresa afirma ter incorrido em erro na DIRF correspondente ao anocalendário 2004, razão pela qual a citada declaração teria sido retificada. O recorrente junta ainda cópia da RAIS, às fls. 7 e 8, além de contracheques de janeiro a agosto de 2004, emitidos em seu nome por Scremin & Cia., além de Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho havido com a referida empresa, nos quais consta ter auferido rendimentos compatíveis com os que alega ter recebido em 2004 (R$ 12.172,43). O recorrente não contesta o valor de imposto retido na fonte considerado pela Fiscalização no lançamento (R$ 39,95), tal como se observa de sua defesa, tanto na Fl. 45DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 15/ 08/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 13963.000464/200764 Error! Reference source not found. n.º 2101000.137 S2C1T1 Fl. 4 3 impugnação quanto no recurso. Insurgese contra o total dos rendimentos tributáveis utilizados pela Fiscalização no cômputo do imposto sobre a renda (R$ 36.135,77). Em sede de recurso, juntou aos autos Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte referente ao anocalendário 2004, emitido por Scremin & Cia em 13.5.2011. Na hipótese, a partir da DIRF apresentada por Scremin & Cia, foi constatado pela Fiscalização que o contribuinte auferiu, dessa pessoa jurídica, no anocalendário 2004, rendimentos de R$ 36.135,77, mas o contribuinte sustenta ter recebido da fonte pagadora somente R$ 12.172,43, e que isso se comprova por meio da DIRF retificadora apresentada pela empresa em 2007. Tendo em conta que a Fiscalização promoveu o lançamento em data anterior à da entrega da DIRF retificadora, caso tenha ocorrido erro, tal como o recorrente alega ter havido, ele pode ser verificado a partir das DIRF retificada e retificadora da pessoa jurídica Scremin & Cia, em confronto com a Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, tudo referente ao anocalendário 2004 (exercício 2005), documentos que devem ser disponibilizados para análise. Por essa razão, entendo por bem converter o julgamento em diligência, a ser realizada pela repartição de origem. Para esse fim, os autos devem ser encaminhados à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis (SC), para que junte aos autos (i) cópia da declaração anual de ajuste do recorrente, correspondente ao anocalendário 2004 e (ii) cópias das DIRF retificada e retificadora da empresa Scremin & Cia., referentes ao mesmo anocalendário 2004, de modo a permitir a identificação tanto do total dos rendimentos pagos ao recorrente, mês a mês, quanto o valor do imposto sobre a renda retido na fonte. Finda a diligência, deve ser elaborado relatório circunstanciado, e de tudo deve se dar ciência ao contribuinte, para, querendo, manifestarse no prazo de 30 dias. Feito isso, os autos devem retornar a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para julgamento. (assinado digitalmente) _________________________________ Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 46DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 15/ 08/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 27/08/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10675.902594/2009-52
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
PAGAMENTO A MAIOR. IRPJ OU CSLL DETERMINADO SOBRE A BASE DE CÁLCULO ESTIMADA. COMPOSIÇÃO DO SALDO NEGATIVO DO PERÍODO.
Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação ou para fins de homologação da compensação pleiteada de saldo negativo apurado no encerramento do período.
PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA.
No caso de o sujeito passivo produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, cabe reconhecer o direito creditório a partir da comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior.
Numero da decisão: 1801-001.602
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Cláudio Otavio Melchiades Xavier.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2006 PAGAMENTO A MAIOR. IRPJ OU CSLL DETERMINADO SOBRE A BASE DE CÁLCULO ESTIMADA. COMPOSIÇÃO DO SALDO NEGATIVO DO PERÍODO. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação ou para fins de homologação da compensação pleiteada de saldo negativo apurado no encerramento do período. PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA. No caso de o sujeito passivo produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, cabe reconhecer o direito creditório a partir da comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10675.902594/2009-52
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5287980
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.602
nome_arquivo_s : Decisao_10675902594200952.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 10675902594200952_5287980.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Cláudio Otavio Melchiades Xavier. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
id : 5046883
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176916307968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1811; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 107 1 106 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.902594/200952 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.602 – 1ª Turma Especial Sessão de 08 de agosto de 2013 Matéria PER/DCOMP Recorrente VIEIRA & SILVA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 PAGAMENTO A MAIOR. IRPJ OU CSLL DETERMINADO SOBRE A BASE DE CÁLCULO ESTIMADA. COMPOSIÇÃO DO SALDO NEGATIVO DO PERÍODO. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação ou para fins de homologação da compensação pleiteada de saldo negativo apurado no encerramento do período. PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA. No caso de o sujeito passivo produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, cabe reconhecer o direito creditório a partir da comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Cláudio Otavio Melchiades Xavier. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 90 25 94 /2 00 9- 52 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 108 2 Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otavio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) nº 11171.63226.230606.1.3.043603 em 23.06.2006, fls. 0206, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior de R$382,82 do valor total R$3.249,53 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada, referente ao fato gerador ocorrido em setembro de 2005, código nº 2484, efetuado em 28.10.2005. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 07, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 02.04.2009, fl. 08, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 04.05.2009, fls. 0917, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Suscita que a apresentação da peça de defesa tem o efeito de suspender a exigibilidade dos débitos confessados (inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional). Defende que o somatório dos recolhimentos efetuados a título de CSLL determinada a partir da base de cálculo estimada no anocalendário ultrapassa o valor devido de CSLL no seu encerramento. Argui que houve erro de fato no preenchimento da Per/DComp uma vez que informou que se tratava de pagamento indevido ao invés de saldo negativo de CSLL. Indica valores de saldos negativos de CSLL e de IRPJ dos anoscalendário de 2005 e 2006. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, requer acolhida a presente manifestação de inconformidade com efeito suspensivo, determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 109 3 Nos moldes da Lei nº 9.532, artigo 67, protesta a juntada de novas provas a serem obtidas no curso deste processo administrativo. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 0936.328, de 11.08.2011, fls. 5356:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO A MAIOR. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de IRPJ ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ou CSLL ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Notificada em 21.09.2011, fl. 58, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21.10.2011, fls. 5965, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Diante do exposto, requer acolhida o presente Recurso Voluntário com efeito suspensivo determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática com o escopo de privilegiar o principio da verdade material. Por esta razão, o julgamento do feito foi convertido na realização de diligência em conformidade com a Resolução da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.110, de 10.05.2012, fls. 6871, para que a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdicione a Recorrente: analisar a origem e a procedência saldo negativo anual de CSLL, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que comprovada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, bem como com os registros internos da RFB. Também devem ser examinados conjuntamente os Per/DComp que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas, se for o caso1. A Recorrente foi intimada do resultado da diligência em 29.11.2012, fl. 103, e permaneceu silente. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. 1 Fundamentação legal: art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 110 4 É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. A Recorrente suscita que as compensações formalizadas no Per/DComp devem ser homologadas. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30.12.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. O procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais2. Instaurada a fase litigiosa do procedimento, cabe à Recorrente detalhar os motivos de fato e de direito em que se basear expondo de forma minuciosa os pontos de discordância e suas razões e instruindo a peça de defesa com prova documental préconstituída imprescindível à comprovação das matérias suscitadas. Por seu turno, a autoridade julgadora, orientandose pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. Para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os 2 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 111 5 documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. Desta forma, a comprovação, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do valor pleiteado a título de restituição gera direito à compensação de débito até o valor reconhecido 3. A pessoa jurídica pode deduzir do tributo devido o valor dos incentivos fiscais previstos na legislação de regência, do tributo pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real, bem como o IRPJ ou a CSLL determinado sobre a base de cálculo estimada no caso utilização do regime com base no lucro real anual, para efeito de determinação do saldo de IRPJ ou de CSLL a pagar ou a ser compensado no encerramento do anocalendário, ocasião em que se verifica a sua liquidez e certeza4. O regime de tributação com base no lucro real anual, prevê que a pessoa jurídica que efetuar pagamento de tributo a título de estimativa mensal pode utilizálo ao final do período de apuração na dedução do devido ou para compor o saldo negativo, ocasião em que se verifica a sua liquidez e certeza. A partir de 30.11.2009, foi expressamente afastada a vedação de utilização do crédito proveniente de pagamento mensal a maior de estimativa do IRPJ e da CSLL, para fins de compensação com débitos tributários, cuja matéria é tratada em sede de norma complementar. Sobre a retroatividade de seus efeitos, vale ressaltar que a legislação tributária abrange as normas complementares que incluem os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas superiores, necessários à perfeita execução das leis. Como têm caráter meramente elucidativo e explicitador, apresentam nítida feição interpretativa, podendo operar efeitos retroativos para atingir fatos anteriores ao seu advento. Assim, em relação à compensação tributária, temse que o permissivo regulamentar de utilização do crédito proveniente de pagamento mensal a maior de estimativa do IRPJ e da CSLL alcança o Per/DComp formalizado antes da sua vigência5. O pedido inicial da Recorrente referente ao reconhecimento do direito creditório pleiteado do valor de IRPJ ou de CSLL determinado sobre a base de cálculo estimada, pode ser analisado, uma vez que o “pagamento indevido ou a maior a título de estimativa pode caracterizar indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação”, desde que comprovado erro, em conformidade com a Súmula CARF nº 84. E isso porque, em verdade, há possibilidade de aproveitamento de valores decorrentes de recolhimentos estimados na formação do saldo negativo anual de IRPJ ou de CSLL. Necessária se faz a apreciação pela autoridade administrativa da efetiva existência do crédito decorrente de IRPJ ou de CSLL determinado sobre a base de cálculo estimada para fins de homologação da compensação pleiteada de saldo negativo apurado no encerramento do período6. 3 Fundamentação legal: art. 37 da Constituição Federal, art. 14, art. 15, art. 16, art. 17, art. 26A e art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e inciso i do art. 333 do Código de Processo Civil. 4 Fundamentação legal: art. 170 do Código Tributário Nacional, art. 34 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e art. 2º da Lei nº 9.430, 27 de dezembro de 1996. 5 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Código Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, art. 73 da Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 4º da Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004, art. 30 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, art. 96, inciso I do art. 100, inciso I do art. 106 do Código Tributário Nacional, Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20 de novembro de 2012, art. 269 do Código de Processo Civil, Lei Complementar nº 118, de 9 de fevereiro de 2005 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF e art. 83 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. 6 Fundamentação legal: art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 e Instrução Normativa RFB 973, de 27 de novembro de 2009. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 112 6 Tem cabimento a análise da situação fática. Consta na Informação Fiscal DRF/UBL/MG, fls. 99101, a qual deve ser acolhida como correta na sua integralidade nessa segunda instância de julgamento: PROCESSO Nº PER/DCOMP RES. CARF 10675.902588/200903 28737.76627.280306.1.3.044600 180100.104/2012 10675.902589/200940 28866.87613.280306.1.3.040747 180100.105/2012 10675.902591/200919 30176.21042.250406.1.3.048500 180100.107/2012 10675.902593/200916 13781.82468.250506.1.3.045101 180100.109/2012 10675.902590/200974 35267.21125.250406.1.3.048594 180100.106/2012 10675.902594/200952 11171.63226.230606.1.3.043603 180100.110/2012 10675.902596/200941 20375.69676.210706.1.3.045002 180100.112/2012 10675.902595/200905 09118.82525.210706.1.3.045471 180100.111/2012 10675.902597/200996 40908.87659.280806.1.3.040372 180100.113/2012 10675.902599/200985 22341.86147.220906.1.3.046019 180100.096/2012 10675.902598/200931 04232.24444.220906.1.3.043411 180100.095/2012 10675.902600/200971 19981.00959.251006.1.3.043580 180100.097/2012 10675.902601/200916 18527.19549.301106.1.3.044569 180100.098/2012 A presente Informação Fiscal abrange os processos acima identificados, os quais tiveram o julgamento convertido em diligência pela 1ª Turma Especial do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, através das Resoluções citadas. A diligência solicitada tem como objeto a análise da origem e procedência do saldo negativo anual de CSLL, do anocalendário 2005, devendo ser examinados em conjunto todos os PER/DCOMP que tiverem por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas. Os processos relacionados referemse a DCOMP não homologadas, relativas a créditos de pagamentos indevidos ou a maiores de estimativas de CSLL (código 2484), do anocalendário 2005, totalizando o valor pleiteado de R$12.920,70, conforme abaixo detalhado. Segundo as alegações do contribuinte o crédito solicitado corresponderia na verdade ao saldo negativo de CSLL do exercício 2006, indevidamente requerido como crédito de pagamento indevido ou a maior de estimativa. CRÉDITO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR PROCESSO Nº PER/DCOMP VALOR(R$) TRIB. COD DATA PGTO PA 10675.902588/200903 28737.76627.280306.1.3.044600 964,68 CSLL 2484 28/09/2005 31/08/2005 10675.902589/200940 28866.87613.280306.1.3.040747 810,29 CSLL 2484 28/09/2005 31/08/2005 10675.902591/200919 30176.21042.250406.1.3.048500 769,20 CSLL 2484 28/09/2005 31/08/2005 10675.902593/200916 13781.82468.250506.1.3.045101 1.361,67 CSLL 2484 28/10/2005 30/09/2005 10675.902590/200974 35267.21125.250406.1.3.048594 229,46 CSLL 2484 28/10/2005 30/09/2005 10675.902594/200952 11171.63226.230606.1.3.043603 382,82 CSLL 2484 28/10/2005 30/09/2005 10675.902596/200941 20375.69676.210706.1.3.045002 1.153,98 CSLL 2484 28/10/2005 30/09/2005 10675.902595/200905 09118.82525.210706.1.3.045471 322,32 CSLL 2484 29/11/2005 31/10/2005 10675.902597/200996 40908.87659.280806.1.3.040372 1.776,54 CSLL 2484 29/11/2005 31/10/2005 10675.902599/200985 22341.86147.220906.1.3.046019 1.528,58 CSLL 2484 29/11/2005 31/10/2005 10675.902598/200931 04232.24444.220906.1.3.043411 769,61 CSLL 2484 29/12/2005 30/11/2005 10675.902600/200971 19981.00959.251006.1.3.043580 2.771,38 CSLL 2484 29/12/2005 30/11/2005 10675.902601/200916 18527.19549.301106.1.3.044569 80,17 CSLL 2484 29/12/2005 30/11/2005 TOTAL DO CRÉDITO CSLL 12.920,70 Fl. 112DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 113 7 Conforme se verifica na DIPJ Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, nº 059432658, regularmente apresentada pelo contribuinte, relativa ao exercício 2006, anocalendário 2005, a empresa apurou na ficha 17 a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido devida de R$21.024,11, que deduzida das estimativas pagas no decorrer do período de apuração (no total de R$34.178,15) resultou no saldo negativo anual de CSLL no valor de R$13.154,04. Os débitos de estimativas informados na DIPJ/2006 foram devidamente confessados em DCTF e liquidados pelos pagamentos relacionados a seguir, conforme extrato do Sistema SIEF/Fiscel anexado aos processos. Na última coluna do demonstrativo abaixo estão destacados os valores referentes aos pagamentos de estimativas que foram objeto das declarações de compensação entregues pelo contribuinte, totalizando o crédito pleiteado de R$12.920,70. . Nº PAGAMENTO CÓDIGO DATA ARRECADAÇÃO VALOR(R$) VALOR OBJETO DCOMP 4919701808 2484 28/02/2005 2.373,19 0208825446 2484 28/03/2005 3.002,78 0209761896 2484 29/04/2005 2.868,03 5072607938 2484 31/05/2005 3.555,15 5116278968 2484 28/06/2005 2.854,66 5167127538 2484 26/07/2005 2.605,28 1892652981 2484 26/08/2005 3.032,74 1987428871 2484 28/09/2005 3.228,07 2.544,17 2076652671 2484 28/10/2005 3.249,53 3.127,93 2133582661 2484 14/11/2005 111,74 2133582841 2484 14/11/2005 48,38 2155698461 2484 29/11/2005 3.627,44 3.627,44 2246085561 2484 29/12/2005 3.621,16 3.621,16 [TOTAL DO CRÉDITO CSLL] 34.178,15 12.920,70 Uma vez confirmada a existência do crédito de saldo negativo de CSLL para o período 01/01/2005 a 31/12/2005 no valor declarado na DIPJ/2006 de R$13.154,04 (treze mil cento e cinqüenta e quatro reais e quatro centavos), entendo que o contribuinte faz jus ao crédito de saldo negativo no valor de R$12.920,70 correspondente ao total pleiteado nas DComp em análise. Ademais, tratandose de crédito de saldo negativo, a correção pela taxa Selic aplicarseá a partir do dia seguinte ao do encerramento do período de apuração (01/01/2006). Assim, efetuando por meio do sistema NEOSAPO, aplicativo homologado pela RFB, a simulação do encontro de contas entre o crédito de saldo negativo de CSLL no valor de R$12.920,70 e os débitos compensados nas respectivas DComp em análise, verificase nos demonstrativos de cálculo anexados aos processos que o crédito não foi suficiente para homologação de todas as declarações de compensação transmitidas pelo contribuinte, conforme detalhado no quadro a seguir. DÉBITO PROCESSO Nº PER/DCOMP Cod. PA VENC. Valor SITUAÇÃO DCOMP 10675.902588/200903 28737.76627.280306.1.3.044600 2484 01/2006 24/02/06 943,69 Homologada Total 10675.902589/200940 28866.87613.280306.1.3.040747 2484 02/2006 31/03/06 873,82 Homologada Total Fl. 113DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 114 8 10675.902591/200919 30176.21042.250406.1.3.048500 2484 03/2006 28/04/06 840,43 Homologada Total 10675.902593/200916 13781.82468.250506.1.3.045101 2484 04/2006 31/05/06 1483,27 Homologada Total 10675.902590/200974 35267.21125.250406.1.3.048594 2484 03/2006 28/04/06 247,47 Homologada Total 10675.902594/200952 11171.63226.230606.1.3.043603 2484 05/2006 30/06/06 421,91 Homologada Total 10675.902596/200941 20375.69676.210706.1.3.045002 2484 06/2006 31/07/06 1285,42 Homologada Total 10675.902595/200905 09118.82525.210706.1.3.045471 2484 06/2006 31/07/06 354,58 Homologada Total 10675.902597/200996 40908.87659.280806.1.3.040372 2484 07/2006 31/08/06 1975,16 Homologada Total 10675.902599/200985 22341.86147.220906.1.3.046019 2484 08/2006 29/09/06 1718,74 Homologada Total 10675.902598/200931 04232.24444.220906.1.3.043411 2484 08/2006 29/09/06 854,04 Homologada Total 10675.902600/200971 19981.00959.251006.1.3.043580 2484 09/2006 31/10/06 3104,78 Homologação Parcial 10675.902601/200916 18527.19549.301106.1.3.044569 2484 10/2006 30/11/06 90,69 Não Homologada Concluindo, remanesceria como saldos devedores os débitos abaixo discriminados, a serem exigidos do sujeito passivo, com os acréscimos legais devidos até a data do pagamento. Cód. P. A Venc. Vr. original do débito (R$) Vr .extinto por compensaçã o (R$) Saldo devedor (R$) Processo nº PER/DCOMP Nº 2484 09/2006 31/10/2006 3.104,78 2.930,27 174,51 10675.902600/200971 19981.00959.251006.1.3.043580 2484 10/2006 30/11/2006 90,69 0,00 90,69 10675.902601/200916 18527.19549.301106.1.3.044569 Estas as informações prestadas em atendimento à diligência solicitada. Examinando todas essas informações comprovase a existência saldo negativo de CSLL no valor de R$382,82 do anocalendário de 2005. Por essa razão cabe reconhecer o direito creditório correspondente. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, se comprova. Em assim sucedendo, por dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer direito creditório correspondente ao saldo negativo de CSLL no valor de R$382,82 do anocalendário de 2005 para fins de homologar da compensação dos débitos até o limite do crédito reconhecido. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 114DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.902594/200952 Acórdão n.º 1801001.602 S1TE01 Fl. 115 9 Fl. 115DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11065.900740/2008-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/10/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO
O reconhecimento da certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Dcomp implica homologação da compensação do débito tributário declarado.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3301-001.829
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente
(assinado digitalmente)
José Adão Vitorino de Morais - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/10/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO O reconhecimento da certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Dcomp implica homologação da compensação do débito tributário declarado. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11065.900740/2008-75
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5290178
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3301-001.829
nome_arquivo_s : Decisao_11065900740200875.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
nome_arquivo_pdf_s : 11065900740200875_5290178.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira.
dt_sessao_tdt : Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
id : 5053416
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176934133760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 148 1 147 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.900740/200875 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301001.829 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2013 Matéria IPI DCOMP Recorrente PAPELSUL EMBALAGENS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 SALDO CREDOR TRIMESTRAL. RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO. O saldo credor apurado trimestralmente é passível de ressarcimento e/ compensação, mediante a transmissão de Declaração de Compensação (Dcomp), com débito tributário vencido, ambos do mesmo contribuinte. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/10/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). HOMOLOGAÇÃO O reconhecimento da certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Dcomp implica homologação da compensação do débito tributário declarado. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 90 07 40 /2 00 8- 75 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Márcio Canuto Natal e Bernardo Motta Moreira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Porto Alegre que julgou procedente, em parte, manifestação de inconformidade apresentada contra o despacho decisório que não homologou a compensação do débito tributário declarado na Declaração de Compensação (Dcomp) às fls. 40/88, transmitida em 31/10/2003, com ressarcimento de saldo credor do IPI, apurado para o 4º trimestre do ano calendário de 2002. A DRF em Novo Hamburgo, RS, por meio do Despacho Decisório às fls. 01, não reconheceu o ressarcimento declarado como crédito financeiro na Dcomp e não homologou a compensação declarada sob o fundamento os créditos aproveitados foram considerados indevidos e glosados. Inconformada com a aquela decisão, a recorrente interpôs manifestação de inconformidade, insistindo na homologação da compensação do débito declarado, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “...o saldo credor do período anterior ao do trimestre em discussão deve ser alterado, em função do litígio instaurado no Processo nº 11065.900742/200864, sobre DDE envolvendo o terceiro trimestre de 2002, e que a glosa de créditos ressarcíveis se deveu à informação incorreta, no PER/DCOMP em causa, do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do emitente de notas fiscais de aquisição de insumos, tendo constado, indevidamente, o nº 89.217.061/000119, sendo que deveria ter constado o nº 83.056.804/000210. Esse erro, explica o manifestante, aconteceu devido à falha no cadastro mantido pelo estabelecimento, no tocante ao número do CNPJ do fornecedor. Para comprovar o equívoco, juntou, por cópias, as notas fiscais de aquisição com créditos glosados.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua procedente, em parte, apenas para reconhecer o direito de a recorrente retificar o erro no CNPJ, mantendo a não homologação da compensação declarada, conforme Acórdão nº 1034.066, datado de 01/09/2011, às fls. 95/98, sob a seguinte ementa: “PER/DCOMP. VERIFICAÇÃO ELETRÔNICA. RESSARCIMENTO DO IPI. IMPOSSIBILIDADE. UTILIZAÇÃO DO SALDO CREDOR PASSÍVEL DE RESSARCIMENTO NA ESCRITA FISCAL. A constatação de que o saldo credor passível de ressarcimento, apurado no final do trimestrecalendário a que se refere o pedido, foi utilizado, na escrita fiscal do IPI, até o período imediatamente anterior ao da transmissão do PER/DCOMP, para abater débitos do referido imposto, impede o reconhecimento do direito creditório alegado para ressarcimento/compensação.” Cientificada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 114/118), requerendo a sua reforma a fim de que se homologue a compensação do débito tributário declarado, alegando, em síntese, que tem direito ao ressarcimento, declarado como crédito financeiro na Dcomp, cujo valor foi assim apurado: saldo inicial no 3º trimestre de Fl. 149DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11065.900740/200875 Acórdão n.º 3301001.829 S3C3T1 Fl. 149 3 2002, no valor de R$16.796,88, mais os créditos deste trimestre, no valor de R$36.072,28, menos débitos, no valor de R$39.067,16, resultou um saldo credor de R$13.802,00, para este trimestre, passível de ressarcimento, sendo que deste valor, R$13.164,46 foram utilizados na Dcomp (5288), remanescendo saldo de R$637,54. Assim, as compensações nos valores de R$13.164,46, no 3º trimestre de 2002, e de R$5.388,16, no 4º trimestre de 2002 (Dcomp em discussão) não ultrapassam os créditos existentes na escrita fiscal até o final deste quarto trimestre que foi de R$18.552,62. Para comprovar suas alegações anexou cópia do Livro de Apuração do IPI (RAIPI) para o período objeto do ressarcimento declarado como crédito na Dcomp em discussão. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. Nesta fase recursal se discute a certeza e liquidez do crédito financeiro declarado na Dcomp, no valor de R$5.388,16, que é parte do saldo credor do IPI apurado para o 4º trimestre de 2002. Na manifestação de inconformidade, quando se instaurou o litígio, a recorrente alegou que a glosa dos créditos ressarcíveis se deveu à informação incorreta, na Dcomp, do número do CNPJ do emitente das notas fiscais que geraram os créditos e que as notas fiscais anexadas provam o erro e o número correto. A autoridade julgadora de primeira instância aceitou as notas fiscais apresentadas, restabeleceu os valores glosados, apurando saldo credor ressarcível de R$5.388,16 para o 4º trimestre de 2004, conforme “Demonstrativo de Apuração do Saldo Credor Ressarcível” às fls. 99, Anexo I à sua decisão. Contudo, não homologou a compensação declarada sob o fundamento de que refeito o demonstrativo de créditos, o menor saldo credor apurado para o trimestre anterior ao da transmissão da Dcomp foi de R$0,00, conforme demonstrativo, denominado Anexo 2, às fls. 100. As normas legais que tratam de ressarcimento de IPI assim dispõem: Lei nº 9.779, de 19/01/1999: “Art. 11. O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, acumulado em cada trimestrecalendário, decorrente de aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização, inclusive de produto isento ou tributado à alíquota zero, que o contribuinte não puder compensar com o IPI devido na saída de outros produtos, poderá ser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei nº 9.430, Fl. 150DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 de 27 de dezembro de 1996, observadas normas expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda.” Em cumprimento a este dispositivo legal, foi expedida a IN SRF nº 210, de 30/09/2002, que assim dispôs: “Art. 14. Os créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), escriturados na forma da legislação específica, poderão ser utilizados pelo estabelecimento que os escriturou na dedução, em sua escrita fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados. § 1º Os créditos do IPI que, ao final de um período de apuração, remanescerem da dedução de que trata o caput poderão ser mantidos na escrita fiscal do estabelecimento, para posterior dedução de débitos do IPI relativos a períodos subseqüentes de apuração, ou serem transferidos a outro estabelecimento da pessoa jurídica, somente para dedução de débitos do IPI, caso se refiram a: I créditos presumidos do IPI, como ressarcimento das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), previstos na Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e na Lei nº 10.276, de 10 de setembro de 2001; II créditos decorrentes de estímulos fiscais na área do IPI a que se refere o art. 1º da Portaria MF nº 134, de 18 de fevereiro de 1992; e III créditos do IPI passíveis de transferência a filial atacadista nos termos do item 6 da IN SRF nº 87/89, de 21 de agosto de 1989. § 2º Remanescendo, ao final de cada trimestrecalendário, créditos do IPI passíveis de ressarcimento após efetuadas as deduções de que tratam o caput e o § 1º, o estabelecimento matriz da pessoa jurídica poderá requerer à SRF o ressarcimento de referidos créditos em nome do estabelecimento que os apurou, mediante utilização do “Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI”, bem assim utilizálos na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa. § 3º São passíveis de ressarcimento apenas os créditos presumidos do IPI a que se refere o inciso I do § 1º, apurados no trimestrecalendário, excluídos os valores recebidos por transferência da matriz, e os créditos relativos a entradas de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem para industrialização, escriturados no trimestre calendário. § 4º Os créditos presumidos do IPI de que trata o inciso I do § 1º somente poderão ter seu ressarcimento requerido à SRF, bem assim serem utilizados na forma prevista no art. 21, após a entrega, pela pessoa jurídica cujo estabelecimento matriz tenha apurado referidos créditos, do(a): (Redação dada pela IN SRF 323, de 24/04/2003) Fl. 151DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11065.900740/200875 Acórdão n.º 3301001.829 S3C3T1 Fl. 150 5 I Demonstrativo de Crédito Presumido (DCP) do trimestre calendário de escrituração, na hipótese de créditos escriturados após o terceiro trimestrecalendário de 2002; ou (Incluído pela IN SRF 323, de 24/04/2003) II Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do trimestrecalendário de escrituração, na hipótese de créditos escriturados até o terceiro trimestrecalendário de 2002. (Incluído pela IN SRF 323, de 24/04/2003) § 5º O disposto no § 2º não se aplica aos créditos do IPI existentes na escrituração fiscal do estabelecimento em 31 de dezembro de 1998, para os quais não havia previsão de manutenção e utilização na legislação vigente àquela data. Art. 15. No período de apuração em que for encaminhado à SRF o ‘Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI’, bem assim em que forem aproveitados os créditos do IPI na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa, o estabelecimento que escriturou referidos créditos deverá estornar, em sua escrituração fiscal, o valor pedido ou aproveitado.” Ora, segundo estes dispositivos legais, o saldo credor do IPI apurado trimestralmente é passível de ressarcimento/compensação. No presente caso, a própria autoridade julgadora de primeira instância apurou saldo credor passível de ressarcimento, para o 2º trimestre de 2002, objeto da Dcomp em discussão, no valor de R$5.388,16, conforme “Demonstrativo de Apuração do Saldo Credor Ressarcível”, às fls. 99, Anexo I. A homologação da compensação de débito fiscal vencido com crédito financeiro contra a Fazenda Nacional está prevista na Lei nº 9.430, de 27/12/1996, art. 74, que assim dispõe: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão”.(Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). “§ 1º. A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados”.(Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). § 2º. A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Redação dada pela MP nº 66, de 29/08/2002, convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002). [...].” Fl. 152DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 Conforme se verifica deste dispositivo legal, a compensação, mediante a entrega e/ ou a transmissão de Dcomp, assim como a sua homologação, depende da certeza e liquidez dos créditos financeiros declarados. No presente caso, a recorrente faz jus ao ressarcimento/compensação do crédito financeiro declarado na Dcomp em discussão, referentes ao saldo credor do IPI, apurado para o 4º trimestre de 2002. Em face do exposto, dou provimento ao recurso voluntário, cabendo a autoridade administrativa competente homologar, na íntegra, a compensação declarada na Dcomp em discussão. (assinado digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 153DF CARF MF Impresso em 11/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 09 /06/2013 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10640.902902/2009-47
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
Ementa:
Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PERDCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado
Numero da decisão: 1802-001.740
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Nunes Castilho Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 Ementa: Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PERDCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10640.902902/2009-47
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5292447
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.740
nome_arquivo_s : Decisao_10640902902200947.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10640902902200947_5292447.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
id : 5065390
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176938328064
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1567; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 80 1 79 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.902902/200947 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.740 – 2ª Turma Especial Sessão de 9 de julho de 2013 Matéria IRPJ Recorrente Rosagas Comercio de Gas Ltda Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 Ementa: Afastado o óbice que serviu de fundamento legal para a não homologação da compensação pleiteada e, não havendo análise pelas autoridades a quo, quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado e a compensação objeto do PERDCOMP, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar o direito creditório alegado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 29 02 /2 00 9- 47 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora – RJ (DRJJFA), que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: Trata o presente processo da Declaração de Compensação Eletrônica — Dcomp n° 27716.35110.310106.1.3.040910 (fls. 26 a 28), transmitida em 31/01/2006, de débito de IRRF, código 1708, período de apuração 1º Sem./julho/2004, no valor original de R$26,10, com crédito relativo a pagamento indevido ou a maior de IRPJ (estimativa), efetuado por meio do DARF abaixo discriminado: Código da Receita Data de Arrecadação Período de Apuração Principal Multa Juros Valor Total de DARF 5993 27.02.2004 31.01.2004 800,00 800,00 O valor do crédito original utilizado nesta Dcomp é de R$27,26. A DRF/JFA/MG, em 09/04/2009, emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, em virtude de o pagamento efetuado por meio do DARF indicado na Dcomp estar totalmente alocado ao débito de IRPJ, código 5993, período de apuração 31/01/2004, não restando crédito disponível para compensação ora declarada (fl. 29). A empresa contribuinte foi cientificada, em 30/04/2009, da não homologação da declaração de compensação (fl. 33), e apresentou, em 27/05/2009, a manifestação de fls. 1 e 2, na qual alega que juntou cópia do correto lançamento, demonstrando o valor real devido para o mês de janeiro de 2004, que cotejado com o pagamento, efetuado em 27/02/2004, comprova cabalmente o pagamento indevido ou a maior. É o relatório. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.902902/200947 Acórdão n.º 1802001.740 S1TE02 Fl. 81 3 Em sua decisão, a DRJJFA houve por bem não reconhecer o direito creditório pleiteado pelo contribuinte através do Acórdão n° 9 36.532, Sessão de 25 de agosto de 2011, conforme ementa transcrita abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 27/02/2004 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ do período. DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. Comprovada a improcedência do direito creditório, deixase de homologar a compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou, em 23/12/2011, Recurso Voluntário (fls. 44/74) no qual aduziu, em síntese, que a existência do recolhimento a maior da estimativa mensal de IRPJ, seria suficiente para embasar o pedido de compensação. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Relator Marco Antonio Nunes Castilho Admissibilidade do Recurso Voluntário A recorrente foi cientificada da decisão da DRJ, em 25.11.2011, conforme aviso de recebimento às fls. 43 e, apresentou o recurso, tempestivamente, no prazo de 30 dias, em 23.12.2011, atendendo aos demais pressupostos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 4 Mérito Durante a construção da sua tese de defesa o Recorrente alega que restou comprovado nos documentos apresentados perante a Delegacia Regional de Julgamento de Juiz de Fora a existência do crédito tributário, decorrente do pagamento a maior de estimativa mensal de IRPJ, referente ao período de janeiro de 2004, sendo assim, não haveria motivo para não homologação da Per/Dcomp nº 27716.35110.310106.1.3.040910. A DRJ manteve a não homologação da compensação efetuada, sob o argumento de que o pagamento efetuado a título de estimativa de IRPJ não pode ser objeto de compensação, devendo ser usado para dedução da contribuição anual devida ou na composição do saldo negativo respectivo. Em seu recurso voluntário, a Recorrente alega que a existência do recolhimento a maior da estimativa mensal de IRPJ, seria suficiente para embasar o pedido de compensação. Assim, a decisão da DRJ concluiu que, somente o saldo negativo do IRPJ apurado no encerramento do ano calendário constitui valor passível de restituição/compensação, não sendo cabível, portanto, a solicitação decorrente de eventuais valores relativos a recolhimentos efetuados por estimativa no decorrer do ano calendário. À época em que a compensação foi processada encontravase em vigor a Instrução Normativa nº 460/2004, que em seu artigo 10 previa a impossibilidade de compensação em caso de pagamento a maior ou indevido de estimativa mensal e, quando do julgamento se encontrava em vigor a Instrução Normativa nº 600/2005, que em seu artigo 10, reproduzia de forma integral o preceito da Instrução Normativa nº 460/2004, também vedando a possibilidade de compensação do pagamento a maior efetuado a título de estimativa. Sobre os mencionados atos normativos deve ser admitida, nos termos do artigo 106 do Código Tributário Nacional, a retroatividade benéfica da revogação da Instrução Normativa SRF n° 600/05, pelo artigo 100 da Instrução Normativa RFB n° 900/08 que, inclusive, não mais veda a compensação de créditos relativos a pagamentos de IRPJ e CSLL por estimativa, conforme previsto em seu artigo 11. De fato a restrição contida no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005 não mais se repete na IN SRF nº 900/2008 e alterações posteriores. Portanto, ressalvadas as situações do parágrafo 3º (créditos não compensáveis) do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que disciplina a matéria relativa à compensação no âmbito federal, o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo e/ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos vencidos ou vincendos próprios do contribuinte, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração do mencionado órgão administrativo, vejamos: Artigo 74 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão. ... Fl. 82DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.902902/200947 Acórdão n.º 1802001.740 S1TE02 Fl. 82 5 § 3o Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo ou contribuição, não poderão ser objeto de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração referida no § 1o: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) I o saldo a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física; (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) II os débitos relativos a tributos e contribuições devidos no registro da Declaração de Importação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) III os débitos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal que já tenham sido encaminhados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União; (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV os créditos relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com o débito consolidado no âmbito do Programa de Recuperação Fiscal Refis, ou do parcelamento a ele alternativo; e (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) IV o débito consolidado em qualquer modalidade de parcelamento concedido pela Secretaria da Receita Federal SRF; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) V os débitos que já tenham sido objeto de compensação não homologada pela Secretaria da Receita Federal. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) V o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa; e (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004). VI o valor objeto de pedido de restituição ou de ressarcimento já indeferido pela autoridade competente da Secretaria da Receita Federal SRF, ainda que o pedido se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) VIIos débitos relativos a tributos e contribuições de valores originais inferiores a R$ 500,00 (quinhentos reais); (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) VIIIos débitos relativos ao recolhimento mensal obrigatório da pessoa física apurados na forma do art. 8o da Lei no 7.713, de 1988; e (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) IXos débitos relativos ao pagamento mensal por estimativa do Imposto sobre a Renda da Pessoa JurídicaIRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro LíquidoCSLL apurados na forma do art. 2o. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Fl. 83DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO 6 Sobre essa matéria, o próprio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais editou a Súmula no. 84, em 10.12.2012, com o seguinte teor: Súmula 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Como visto, os fundamentos para o indeferimento do PERDCOMP, por si só, tanto pela DRF, quanto pela DRJ, não encontram amparo na norma legal que rege a matéria. A questão é saber se de fato resta caracterizado o indébito do pagamento de estimativa, comprovado mediante escrituração contábil e fiscal, para que se possa aferir a certeza e liquidez do crédito tributário como dispõe o artigo 170 da Lei nº 5.172/1966 (Código Tributário NacionalCTN). Nesse sentido, ante a documentação acostada dos autos, não fora possível aferir qual valor das estimativas levado para compor o ajuste final. Desta forma, tornase inviável, nessa fase processual, a análise quanto ao crédito alegado e conseqüente compensação pleiteada. Porém, a motivação para o indeferimento do pleito tanto pela autoridade administrativa da Receita Federal, quanto pela Delegacia de Julgamento restringese ao teor da IN SRF no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004, e como visto extrapolam o conteúdo da Lei nº 9430/96. Assim, não havendo análise quanto ao aspecto quantificativo do direito creditório alegado objeto do PERDCOMP e, afastado o óbice escorado apenas no artigo 10 da IN SRF n° 460, de 2004 e da IN SRF n° 600, de 2005, que serviu de fundamento para a não homologação da compensação pleiteada, deve ser analisado o pedido de restituição/compensação à luz dos elementos que possam comprovar ou não o direito creditório alegado. Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso voluntário, para que sejam devolvidos os autos à DRF de origem (Juiz de Fora) para análise do PERDCOMP no. 27716.35110.310106.1.3.040910 e, proferido outro despacho decisório que deverá ser cientificado ao interessado para sua manifestação se for o caso. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 84DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10640.902902/200947 Acórdão n.º 1802001.740 S1TE02 Fl. 83 7 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 16 /09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.726371/2011-43
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2009
MULTA ATRASO NA ENTREGA DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
A teor da Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração.
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI TRIBUTÁRIA.
Conforme entendimento da Súmula CARF nº 2, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1803-001.854
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Sérgio Luiz Bezerra Presta.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2009 MULTA ATRASO NA ENTREGA DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A teor da Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI TRIBUTÁRIA. Conforme entendimento da Súmula CARF nº 2, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10980.726371/2011-43
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5298375
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 14 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1803-001.854
nome_arquivo_s : Decisao_10980726371201143.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : WALTER ADOLFO MARESCH
nome_arquivo_pdf_s : 10980726371201143_5298375.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Sérgio Luiz Bezerra Presta.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
id : 5108973
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046176967688192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1713; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 82 1 81 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.726371/201143 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.854 – 3ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2013 Matéria MULTA ATRASO DCTF Recorrente COTRANS LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2009 MULTA ATRASO NA ENTREGA DCTF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A teor da Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI TRIBUTÁRIA. Conforme entendimento da Súmula CARF nº 2, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Marcos Antonio Pires e Sérgio Luiz Bezerra Presta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 63 71 /2 01 1- 43 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Relatório COTRANS LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDA, ,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ Curitiba (PR), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Trata o presente processo de notificação eletrônica de lançamento (fl. 35) emitida em virtude de entrega intempestiva da DCTF. Alega a impugnante a nulidade da ação fiscal e do auto de infração, capitulação legal equivocada, decadência e cobrança abusiva dos juros de mora. A DRJ CuritibaPR , através do acórdão nº 0640.006, de 27 de março de 2013 (fls. 47/51), julgou procedente o lançamento, ementando assim a decisão: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/08/2009 a 31/08/2009 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS DCTF. A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF após o prazo previsto pela legislação tributária sujeita a contribuinte à incidência da multa moratória correspondente. NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. DECADÊNCIA. O prazo para o lançamento da multa por atraso na apresentação da DCTF é de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte ao da data prevista para a entrega da respectiva declaração. Ciente da decisão em 25/04/2013, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 55), apresentou o recurso voluntário em 21/05/2013, onde pugna pela improcedência do lançamento alegando estar albergada pelo instituto da denúncia espontânea e o caráter confiscatório da multa aplicada. É o relatório Fl. 83DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10980.726371/201143 Acórdão n.º 1803001.854 S1TE03 Fl. 83 3 Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de multa por atraso na entrega de DCTF. Alega a recorrente que estaria albergada pelo instituto da denúncia espontânea preconizada no art. 138 do CTN, pois entregou a DCTF antes de qualquer procedimento fiscal. Alude também quanto ao caráter confiscatório da multa de ofício aplicada, o que ensejaria a sua inconstitucionalidade e conseqüente desconstituição do lançamento. Não assiste razão à interessada. As matérias alegadas no recurso voluntário não foram objeto de prequestionamento na impugnação, mas em homenagem ao amplo direito de defesa serão apreciadas no presente voto. Com relação ao caráter confiscatório da multa de ofício aplicada, temse que é defeso ao colegiado julgador administrativo enveredar na análise da constitucionalidade da lei tributária, conforme entendimento cristalizado na Súmula CARF nº 02: Súmula CARF nº 2: o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Melhor sorte não colhe a recorrente no que tange ao instituto da denúncia espontânea (art. 138 do CTN). Com efeito, o acolhimento da tese da denúncia espontânea quando presentes seus pressupostos, somente se aplica em relação à multa de mora incidente sobre tributos pagos em atraso e não sobre obrigações acessórias (multa pelo atraso na entrega de declarações por exemplo). Neste sentido, a Súmula CARF nº 49: Súmula CARF nº 49, a denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 84DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 14/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 02/10/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
