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Numero do processo: 12709.000371/2003-54
Data da sessão: Tue Sep 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 01/08/2003
INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DE IMPORTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA ERRÔNEA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 633, II, ‘a’, do REGULAMENTO ADUANEIRO/02 (ARTIGO 526, INCISO II, DO RA/85). PRINCÍPIO DA TIPICIDADE.
Não se subsume a multa prevista no art. 633, II, ‘a’, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 4.543, de 26/12/02 (art. 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 05/03/1985), quando o fato não está devidamente tipificado.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-001.152
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Adão Vitorino de Morais e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Maria Teresa Martinez Lopes
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ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 01/08/2003 INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DE IMPORTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA ERRÔNEA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 633, II, ‘a’, do REGULAMENTO ADUANEIRO/02 (ARTIGO 526, INCISO II, DO RA/85). PRINCÍPIO DA TIPICIDADE. Não se subsume a multa prevista no art. 633, II, ‘a’, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 4.543, de 26/12/02 (art. 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n.º 91.030, de 05/03/1985), quando o fato não está devidamente tipificado. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, José Adão Vitorino de Morais e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões. Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto Maria Teresa Martínez López Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López e Henrique Pinheiro Torres. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional contra decisão que, por maioria de votos, deu provimento para excluir a multa do art. 633, II, “a”, do RA/2002. Consta do relatório da decisão recorrida o que a seguir transcrevo: Tratase de Auto de Infração às fls. 01/08, decorrente de processo de verificação fiscal, no qual constatouse “importação desamparada de guia de importação ou documento equivalente”e não recolhimento de multa prevista no artigo 633, II, “A”, do Regulamento Aduaneiro, referente à utilização de classificação fiscal errônea e descrição incorreta de mercadoria. Consta do item ‘descrição dos fatos’ (fls. 02), em suma, que: a empresa submeteu a despacho serras manuais de metal comum, utilizando a classificação fiscal 8202.99.90; quando da conferência aduaneira, constatouse que a mercadoria tratavase de lâminas de serra de aço, com a classificação fiscal 8202.20.00, constante, inclusive, do certificado de origem das mercadorias; como o contribuinte não atendeu corretamente às exigências que foram feitas, efetuouse a exigência de recolhimento da multa prevista no artigo 633 II ‘a’ do RA, para a qual o interessado manifestou discordância; a multa exigida durante o despacho de importação e neste AI devese ao fato do importador ter utilizado classificação fiscal errônea e descrição incorreta da mercadoria e tem como base legal o artigo 633, II, ‘a’, do RA. Fundamentouse a infringência no artigo 490 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 4.543/02. Infração disciplinada pelos Atos Declaratórios COSIT nº 5, de 09/01/97 e nº 12, de 21/01/97, Portaria Secex nº 21/96. Capitulouse a multa no art. 169, inciso I, alínea “b” do DecretoLei nº 37/66, alterado pelo art. 2º da lei nº 6.562/78, regulamentado pelo art. 633, inciso II, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº 4.543/02. Ciente do Auto de Infração, o contribuinte interpôs tempestiva Impugnação de fls. 50/54, na qual alega, em síntese, que: como representante da marca Snadvik Argentina S/A, efetuou a importação de lâminas de serra de aço, a pedido da empresa Braspine Madeiras S/A, recolhendo os respectivos impostos, entretanto, classificou equivocadamente a classificação de mercadorias como “serras manuais de metal comum” ao invés de “lâminas de serra de aço”, no extrato de Declaração de importação; Fl. 2DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12709.000371/200354 Acórdão n.º 930301.152 CSRFT3 Fl. 422 3 a despeito de ambas as classificações possuírem a mesma alíquota para fins de tributação, tal equívoco originou multas referentes aos artigos 633, II, ‘A’ e 636, I, do Regulamento Aduaneiro, das quais apenas a primeira mencionada foi recolhida; efetuou apenas o recolhimento da multa relativa ao artigo 636, I, do RA, por reclassificação de mercadoria, porém não efetou o recolhimento da multa a que alude o art. 633, II, a, por entender que tal dispositivo não se aplica ao caso, afinal, basta uma simples leitura do dispositivo para verificar que trata de situação diversa, sendo inaplicável ao presente; o equívoco cometido está tipificado pelo artigo 636, I, e a aplicação do art. 633, II, referente a importação de mercadoria sem licença de importação, não se aplica ao caso em questão; não houve a alegada ‘importação de mercadoria sem licença de importação ou documento de efeito equivalente’, mas simples equívoco quanto à nomenclatura Utilizada para descrever a mercadoria importada, cuja respectiva multa já foi recolhida. Diante do exposto, requer o acolhimento de suas alegações e extinção da referida multa. Encaminhados os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis/SC, esta consubstanciou sua decisão às fls. 99/102, na seguinte ementa: “Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 01/08/2003 Ementa: FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. O registro de Declaração de Importação discriminando mercadoria diversa daquela efetivamente importada dá ensejo à aplicação da multa por falta de guia de importação ou documento equivalente (LI). PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. No processo administrativo fiscal as provas devem ser apresentadas na impugnação, precluído o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razoes posteriormente trazidas aos autos. Lançamento Procedente” Cientificado da decisão proferida (AR de fl. 125), o contribuinte apresentou Recurso Voluntário ás fls. 129/127, no qual reitera os argumentos já apresentados e acrescenta os seguintes: foi impetrado Mandado de Segurança requerendo a liberação das mercadorias em questão, o qual foi deferido e confirmado pelo TRF, mencionando a boafé do importador; Fl. 3DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 a aplicação de multa mais severa se refere a ilegalidades e prática de ilícitos em prejuízo do erário publico, o que não ocorreu. A fim de corroborar tais alegações, menciona entendimento favorável do STJ e do TRF. Ante o exposto, requer acolhimento do referido recurso e reforma da decisão “a quo”. Trouxe aos autos documentos de fls. 139/355, entre os quais, cópias do Mandado de Segurança mencionado e Relação de Bens e Direitos para Arrolamento. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro em 11/09/2007, em dois volumes, constando numeração até a fl. 371, última. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF nº. 314, de 25/08/99. Por meio do Acórdão nº 303137636, os Membros da então 3ª Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos deram provimento ao recurso. A ementa dessa decisão possui a seguinte redação: Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 01/08/2003 Ementa: INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DE IMPORTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA ERRÔNEA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 633, II, ‘a’, do REGULAMENTO ADUANEIRO/02 (artigo 526, inciso II, do RA/85). Não se subsume a multa prevista no art. 633, II, ‘a’, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 4.543, de 26/12/02 (art. 526, inciso II do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n.º 91.030, de 05/03/1985), quando o fato não está devidamente tipificado, uma vez que segundo o que dispõe o Ato Declaratório Cosit nº 12, de 21/01/1997, não constitui infração administrativa ao controle das importações classificação tarifária errônea. Recurso Voluntário Provido A Fazenda Nacional, por meio de seu I. procurador, interpõe Recurso especial de divergência, alegando contrariedade à legislação tributária. Segundo a PGFN, a mercadoria importada diferente daquela descrita na DI é equivalente a importação desamparada de Guia de importação. Pede a manutenção da multa excluída. Por meio do Despacho nº 136/2008 (fls. 394 e 395), o recurso especial foi admitido sob o entendimento de terem sido preenchidos os requisitos de sua admissibilidade. É o relatório Fl. 4DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12709.000371/200354 Acórdão n.º 930301.152 CSRFT3 Fl. 423 5 Voto Conselheira Maria Teresa Martínez López, Relatora O recurso especial preenche aos requisitos de sua admissibilidade e dele tomo conhecimento. Tratase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional contra decisão que, por maioria de votos, deu provimento para excluir a multa administrativa por importação desamparada de Guia de Importação ou documento equivalente, prevista no art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 05/03/1985, atualmente capitulada no artigo 633, II, aliena ‘a’, do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 4.543, de 26/12/02. Conforme relatado, em ato de conferência aduaneira, a autoridade constatou que as mercadorias importadas tratavamse de ‘lâminas de serra de aço’, classificadas no código NCM 8202.20.00, razão pela qual determinouse de ofício que a importadora providenciasse a retificação da DI e recolhesse as multas capituladas art. 633, II, ‘a’, e no art. 636, I, ambas do Decreto nº 4.543/02, das quais a ora interessada recolheu apenas esta última. Penso não assistir razão à Fazenda Nacional. Sabese que o lançamento é um ato jurídico administrativo, praticado pela autoridade fiscal para fazer incidir a norma tributária, onde a capitulação legal da multa é de suma importância, assim como a tipificação da conduta do contribuinte. Penso que o fato de a interessada ter se equivocado quando a nomenclatura utilizada para descrever as mercadorias importadas não constitui infração administrativa ao controle das importações, prevista no art. 633, II, ‘a’, do RA/02 (artigo 526, inciso II, do RA/85). O respeito ao princípio da tipicidade, implica necessariamente na correlação entre a tipologia legal da obrigação acometida ao contribuinte (norma primária) e a tipologia da penalidade pelo descumprimento da obrigação (norma secundária). Não bastasse a regra expressa contida no art. 10 do Decreto nº 70.235/72, o fato de a autoridade fiscal ter tão somente descrito a conduta da recorrente no RIPI/98, não é suficiente para que haja a subsunção do fato à norma jurídica correta, ou seja, não é capaz de alçar o simples fato à categoria de fato jurídico, instituidor de direitos e obrigações. Isto porque, o fenômeno lógico da subsunção do conceito do fato ao conceito da norma somente pode ocorrer entre estruturas lógicas iguais, ou seja, o conceito do fato existe no ato de aplicação. Não ocorrendo a subsunção lógica não se pode falar no estabelecimento da relação jurídica e na constituição da obrigação e do dever legal acometido ao sujeito passivo. Para que isso ocorra, é necessário verificar se o fato em concreto é identificado na hipótese contida na norma jurídica específica, verificar se esse fato do mundo fenomênico é o mesmo que a norma elegeu para compor o rol dos fatos jurídicos. E para tanto é imprescindível identificar a norma jurídica de forma inconfundível. Como conseqüência, o que se verifica dos Fl. 5DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 autos é a capitulação da multa imposta indevida quando a mesma é analisada com a conduta jurídica que levou à imposição da penalidade. Tal condição, mais do que ser um direito do autuado, é pressuposto de validade da própria existência do Direito, da preservação do Sistema Jurídico e, ainda, do dever de ofício da autoridade administrativa que está sujeita ao cumprimento do Princípio da Legalidade. Não nos olvidemos de que a expressão hipótese de incidência, ainda que de obrigação acessória se trate, designa com maior propriedade a descrição, contida na lei, da situação necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária, enquanto a expressão fato gerador diz da ocorrência, no mundo dos fatos, daquilo que está descrito na lei. A hipótese é simples descrição, é simples previsão, enquanto o fato é a concretização da hipótese, é o acontecimento do que fora previsto. Em casos como este, a jurisprudência dos então Conselhos de Contribuintes, tem entendido que a cobrança da “multa de controle aduaneiro” não deve prosperar, uma vez que o que se verificou foi a classificação tarifária errônea, o que, a teor do Ato Declaratório COSIT (Normativo) nº 12, de 21/01/1997 (D.O.U. de 22/01/1997), não pode ensejar a imposição desta penalidade. Vejase alguns exemplos: “Acórdão 30327984 Indicação incorreta do código tarifário não enseja a aplicação da multa prevista no art. 526, II, do RA, se a mercadoria estiver especificada com exatidão na G. I. Recurso Provido. Acórdão 30232544 Não caracterizada a divergência entre a mercadoria importada e a efetivamente licenciada na G.I., não há como apenar o importador com a multa prevista no art. 526, II, do R.A.” Com efeito, dispõe o Ato Declaratório COSIT (Normativo) nº 12, de 21/01/1997 (D.O.U. de 22/01/1997), que: “O Coordenador Geral do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o item II da Instrução Normativa nº 34, de 18 de setembro de 1974, e tendo em vista o disposto no inciso II do art. 526 do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto nº 91.030, de 05 de março de 1985, e no art. 112, inciso IV, do Código Tributário Nacional – Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que não constitui infração administrativa ao controle das importações, nos termos do inciso II do art. 526 do Regulamento Aduaneiro, a declaração de importação de mercadoria objeto de licenciamento no Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX, cuja classificação tarifária errônea ou identificação indevida de destaque “ex” exija novo licenciamento, automático ou não, desde que o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento Fl. 6DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 12709.000371/200354 Acórdão n.º 930301.152 CSRFT3 Fl. 424 7 tarifário pleiteado, e que não se constate, em qualquer dos casos, intuito doloso ou má fé por parte do declarante.” (grifei) Assim, o fato da interessada ter se equivocado quando a nomenclatura utilizada para descrever as mercadorias importadas não constitui infração administrativa ao controle das importações, prevista no art. 633, II, ‘a’, do RA/02 (artigo 526, inciso II, do RA/85), nos termos da supra mencionada norma (Ato Declaratório Cosit nº 12/97). Neste particular, não há que se fazer maiores divagações, posto que se não há infração administrativa, não há que haver a cobrança da multa exigida no art. 633, II, ‘a’, do RA/02 (art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro Decreto 91.030, de 05/03/1985), já que este dispõe que: “Art. 633. Aplicamse, na ocorrência das hipóteses abaixo tipificadas, por constituírem infrações administrativas ao controle das importações, as seguintes multas: (...) II de trinta por cento sobre o valor aduaneiro: a) pela importação de mercadoria sem licença de importação ou documento de efeito equivalente, inclusive no caso de remessa postal internacional e de bens conduzidos por viajante, desembaraçados no regime comum de importação; e” Assim, a norma em questão somente seria aplicável nos casos em que há infração administrativa, o que não é o caso dos autos. Inaplicável portanto, a multa do art. 526, II, do Regulamento Aduaneiro (Decreto 91.030), quando em confronto com o declarado e o verificado em despacho, deparase com apenas de descrição indevida ou imprecisa da mercadoria, ou mesmo indicação incorreta do código tarifário. Desta feita, como erro na classificação da mercadoria não configurase infração administrativa, não é aplicável a penalidade disposta no art. 633, II, ‘a’, do RA/02 (artigo 526, inciso II, do RA/85), por falta de fato típico descrito na norma. A hipótese descrita na lei não pode ser aplicada ao fato e o artigo 108 do CTN veda expressamente a utilização da analogia que resulte na exigência do tributo. Assim, evidenciase que no caso sob exame não se observou o princípio da tipicidade na aplicação da penalidade, portanto, impossível a cobrança da multa realizada através desse processo sob o aspecto da absoluta falta de compatibilidade entre o tipo descrito na lei e a suposta infração a ser punida. Conclusão: Diante do acima exposto VOTO no sentido de negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Maria Teresa Martínez López Fl. 7DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 Fl. 8DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 10715.005050/2009-27
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 10/10/2004, 12/10/2004, 16/10/2004, 17/10/2004, 19/10/2004, 26/10/2004, 28/10/2004, 31/10/2004, 02/11/2004
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-005.259
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Cássio Shappo e Flavio de Castro Pontes.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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AVIANCA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/10/2004, 12/10/2004, 16/10/2004, 17/10/2004, 19/10/2004, 26/10/2004, 28/10/2004, 31/10/2004, 02/11/2004 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplicase o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Redator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 50 50 /2 00 9- 27 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 14 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Cássio Shappo e Flavio de Castro Pontes. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 15 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo nº 10715.005050/200927, contra o acórdão nº 0722.510, julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Florianópolis (DRJ/FNS), na sessão de julgamento de 03 de dezembro de 2010, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou: O presente processo trata da exigência do valor consubstanciada no auto de infração referente à multa regulamentar pela não prestação de informação sobre veículo ou carga transportada, ou sobre operações que executar, prevista no artigo 107, inciso IV, alínea “e”, do Decretolei 37/66, com a redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/03 e nas Instruções Normativas 28 e 510, expedidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil em I994 e 2005, respectivamente. De acordo com a descrição dos fatos e enquadramento legal, a autuada não registrou no prazo os dados de embarque referentes aos transportes internacionais realizados no Aeroporto Intemacional do Rio de Janeiro ALF/GIG, concementes às cargas amparadas nas declarações de exportação DDE's listadas no demonstrativo “AUTO DE INFRAÇÃO, descumprindo, portanto, a obrigação acessória de que trata o artigo 37 da IN/SRF 28/94, alterado pelo artigo 1° da IN/SRF 510/05, uma vez que de acordo com o inciso II do artigo 39 da mencionada IN/SRF 28/94, considerase intempestivo o registro dos dados de embarque nos despachos de exportação efetuados pelo transportador em prazo superior a dois dias. Não se conformando com a exigência à qual foi intimada, a autuada apresentou impugnação às fls. 14 a 23, acompanhada dos documentos para alegar, em síntese, que: a autoridade lançadora utilizou norma posterior à ocorrência dos fatos geradores para aplicar a multa ora impugnada; a manutenção da cobrança da multa vai de encontro aos princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da isonomia, que devem ser observados pela Administração Pública, uma vez que a própria impugnante prestou todas as informações devidas e de forma espontânea; o voo foi devidamente informado no sistema Mantra antes da efetiva chegada da aeronave, logo as respectivas cargas e desconsolidações foram registradas dentro do prazo estabelecido na legislação de regência, mediante a confecção do Termo de Entrada; Fl. 232DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 16 4 não obstante tenha efetuado tempestivamente todos os respectivos registros, sua averbação ocorreu efetivamente depois do prazo legal de dois dias, tendo em vista a ocorrência de problemas práticos quando da inserção dos dados no Siscomex, seja porque não obteve acesso imediato ao referido sistema, por se encontrar “fora do ar” no momento da inserção dos referidos dados, obrigandoa a diversas tentativas; ou porque houve a necessidade de respectivos dados serem retificados, ocasionando 0 atraso nas suas respectivas averbações; em diversos embarques de mercadorias, as informações (dados) foram inseridas tempestivamente no Siscomex no primeiro ou segundo dia útil subsequente ao fim de semana, conforme referidos embarques tenham sido efetuados na quintafeira, sextafeira, sábado ou domingo da semana imediatamente anterior ou em curso; conforme acima verificado, o sistema constantemente apresenta irregularidades, razão pela qual se toma imperioso o cancelamento dos lançamentos constantes do Auto de Infração, porquanto, a impugnante não pode se responsabilizar por problemas e/ou falhas alheias a sua vontade, ainda mais que procedeu com todos os registros referentes aos embarques, dentro do prazo legal, sob pena de violar o ordenamento jurídico, notadamente, o princípio da razoabilidade, bem assim, aos demais princípios que norteiam os atos administrativos em geral, dandolhes legitimidade e validade; a manutenção dos presentes lançamentos também importará na violação ao princípio da isonomia, uma vez que estará a impugnante em situação de desvantagem em relação a demais empresas que efetuaram os registros e não enfrentaram os mesmos problemas existentes no sistema de registro de informações (Siscomex); pelo fato de nunca ter deixado de cumprir com suas obrigações principais e acessórias, notadamente as relacionadas à obrigatoriedade da realização dos referidos registros, a manutenção da penalidade, igualmente, viola o princípio da boa fé; ainda que os registros dos embarques constem no sistema com data posterior ao prazo de dois dias do embarque, tal circunstância não invalida o fato de que a impugnante efetivamente os efetuou, razão pela qual não há falar em infrações cometidas, e tampouco, aplicar a multa do artigo 107, inciso IV, alínea “e”, do Decretolei 37/66. Por todo exposto, requer seja acolhida a presente defesa e, por conseguinte, seja reconhecida a insubsistência das infrações lavradas, declarandose o cancelamento do Auto de Infração e, por conseguinte, desconstituído o crédito tributário apurado. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 17 5 A DRJ de Florianópolis (DRJ/FNS) decidiu pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito. Colaciono a ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DI: DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/10/2004, 12/10/2004, 16/10/2004, 17/10/2004, 19/ 10/2004, 23/ 10/2004, 26/10/2004, 28/10/2004,31/10/2004, 02/11/2004 INFRAÇÕES DE NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente. PROVA. ÔNUS. Alegação prestada pelo autuado, na fase impugnatória, constitui simples enunciação de fato dependente de prova, feita por meio regular, cujo ônus em produzila compete ao interessado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 10/10/2004, 12/10/2004, 16/10/2004, 17/10/2004, 19/ 10/2004, 23/ 10/2004, 26/10/2004, 28/10/2004,31/10/2004, 02/11/2004 ARGU1ÇÓES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. INCO1VRI>ETENCIA DAS 1NSTANCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇAO. Não compete às autoridades administrativas proceder à análise da constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias que regem a matéria sob apreço, posto que essa atividade é de competência exclusiva do Poder Judiciário; logo resta incabível afastar sua aplicação, sob pena de responsabilidade funcional. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 10/10/2004, 12/10/2004, 16/10/2004, 17/10/2004, 19/ 10/2004, 23/ 10/2004, 26/10/2004, 28/10/2004,31/10/2004, 02/11/2004 PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. DENUNCIA ESPONTANEA. OERIGAÇÃO ACESSORIA AUTONOMA. NATUREZA OBJETIVA DA INFRAÇÃO. O instituto da denúncia espontânea, não alcança as penalidades aplicadas em razão do descumprimento de obrigações acessórias autônomas, como é o caso da informação dos dados de embarque de mercadoria destinada à exportação, prestada fora do prazo estabelecido normativamente pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, infração essa que tem natureza objetiva e cuja sanção colima disciplinar o cumprimento tempestivo da obrigação acessória por parte dos transportadores e seus representantes. DADOS DE EMBARQUE. INFORMAÇÃO INTEMPESTIVA. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 18 6 PENALIDADE APLICADA POR VIAGEM EM VEICULO TRANSPORTADOR. A penalidade que comina a prestação intempestiva de informação referente aos dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação é aplicada por viagem do veículo transportador. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com improcedência de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, expondo que: 1 O ordenamento jurídico veda ao Poder Público o poder de tributar patrimônio, de modo a impossibilitar a sua manutenção pelo particular ao inviabilizar o uso econômico a que se destine, ressalvadas as exceções previstas constitucionalmente; 2 Se os lançamentos efetuados, pela Recorrida, forem considerados válido, ocorrerá também a violação ao princípio da isonomia; 3 Ocorrerá a violação do princípio da boa fé que deve sempre ser preservado, ainda mais considerando que a recorrente, nunca deixou de cumprir com as suas obrigações principais e acessórias; 4 Mesmo que os registros referentes as informações dos embarques pareçam no Sistema, com data posterior ao prazo de dois dias da realização daqueles, isso não invalida o fato de que a Recorrente realmente realizou todos os registros ; 5 Não há que se falar em infrações cometidas e tampouco na aplicação de multa, imposta pela recorrida, conforme disposto no art. 107, inciso IV, alínea “e” do Decreto –Lei nº 37/66 ; 6 A lei aplicável deve sempre ter sido publicada anteriormente a ocorrência do Fato Gerador para que possa surtir efeitos no ordenamento jurídico, razão pela qual não poderá ser aplicada a IN/SRF nº 510/2005; 7 A Receita Federal se manifestou no sentido de que “a alteração dos dados de registro de embarque no Siscomex não constitui hipótese de aplicação de multa por embaraço à atividade de fiscalização aduaneira”. É o sucinto relatório. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 19 7 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço, portanto. Denúncia Espontânea A questão em debate cingese à incidência da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66. Muito embora compartilhe do entendimento que as agências de carga não possam ser sujeitas da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66, devendo ser estas serem impostas somente ao transportador, tenho que deve ser adotado o entendimento deste egrégio Conselho, já exposto em diversos acórdãos, como, v.g., o de nº 3401002.443, julgado na sessão de 26 de novembro de 2013. Ocorre que diversos são os julgados deste Conselho onde foi compreendido que a obrigação do transportador, de prestar as informações à RFB, encontrase estabelecida no art. 37 do DecretoLei nº 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833, de 2003, in verbis: Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. § 1º O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. Todavia, entendo que a penalidade não deve ser aplicada no presente caso. Ocorre que embora não tenha sido objeto de defesa no presente recurso voluntário, entendo que por ter a Recorrente apresentado as declarações, mesmo que fora do prazo, passou a existir o instituto da denúncia espontânea, matéria de ordem pública que deve ser ponderada. Assim, muito embora típica e perfeitamente subsumido o fato à norma, no caso em tela se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Consultados os autos, nas planilhas apresentadas pela fiscalização é possível verificar que as declarações foram entregues, todavia em atraso de no máximo 03 (três) dias, não configurando dano algum ao Erário. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea: Fl. 236DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 20 8 “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. No presente caso temse que o pedido de retificação prestado pela recorrente foi anterior lavratura do Auto de Infração, bem como de qualquer outra intimação da RFB. Deste modo, aplicase ao presente caso o instituto da denúncia espontânea. O Código Tributário Nacional disciplina no art. 138 a exclusão da responsabilidade quando a denúncia espontânea for acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, restringindo tal hipótese quando caracterizado o início do procedimento administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) No presente caso, temos, portanto que a retificação foi apresentada antes de qualquer procedimento de fiscalização, caracterizando a denúncia espontânea, devendo ser Fl. 237DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 21 9 excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do artigo 102 do DecretoLei nº 37/66. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento, consoante se verifica pelos arestos abaixo: DENÚNCIA ESPONTÂNEA CONFIGURAÇÃO A retificação de informação prestada em registro de conhecimento de carga antes de qualquer procedimento da fiscalização aduaneira, está amparada pela denúncia espontânea prevista no art. 102, do mesmo diploma legal (Acórdão 3101001.138, 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 22/05/2012, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO AS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A alteração do art. 102 do DecretoLei nº 37/66 promovida pela Medida Provisória nº 497/2010, posteriormente convertida na Lei nº 12.350/2010, que incluiu as penalidades de natureza administrativa, dentre aquelas alcançadas pela denúncia espontânea é aplicada aos casos ainda pendentes de julgamento, em razão da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. (Acórdão 3102001.663, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, sessão de 25/10/2012, Relator Conselheiro Álvaro Arthur L. de Almeida Filho) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA ADMINISTRATIVA ADUANEIRA ISOLADA. DENUNCIA ESPONTÂNEA. Por força de dispositivo legal, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização. (Acórdão 3301001.691, 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 30/01/2013, Relator Conselheiro Jose Adão Vitorino de Morais) Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, entendo pelo provimento do recurso e passo a analisar as demais matérias, não obstante prejudicadas, para fins de privilégio do devido processo legal. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 22 10 Nulidade do auto de infração Entendo que não assiste razão o recorrente na sua insurgência sobre a nulidade do auto de infração por não bem comprovar a conduta da recorrente. A fiscalização apresentou a planilha contendo o número das declarações, a data do embarque a data em que foi enviada a declaração e a que voo pretendia, não se olvidando que estas informações são feitas de forma eletrônica e pelo próprio recorrente. Nestes termos, não havendo o recorrente comprovado que de fato as datas de envio não seriam aquelas que apontados pelo fisco, não logrou êxito em desincumbirse do ônus de comprovar a tempestividade das emissões, por força do art. 333, II, do CPC. Ausência de Dano ao Erário Em que pese não tenha ocorrido dano pecuniário do ente público, o entendimento no caso é por embaraçar a fiscalização do fisco. As declarações a que as empresas de transporte são obrigadas a apresentar são obrigações acessórias com finalidade exclusiva de auxiliar a fiscalização das importações e exportações, possibilitando a ciência do que cada empresa que utiliza a transportadora tem transportado, para onde vai e se foi recolhido o tributo a que esta operação está sujeita. Nestes termos, entendo que há o embaraço da fiscalização, quando as transportadoras não cumprem o prazo de emissão da declaração, não obstante entenda que não deve incidir a multa regulamentar neste caso, apenas nos casos de omissão. Multa Singular e o Princípio da Proporcionalidade e Razoabilidade A recorrente se insurge contra a aplicação da multa regulamentar contra as declarações expedidas as destempo em cada uma das viagens de voo declarações de forma extemporânea, evocando o princípio da razoabilidade de proporcionalidade. Neste ponto, entendo que não há maculas o julgado da DRJ, posto que determinou que em cada voo cujas declarações tenham sido expedidas com atraso deveria ser aplicada multa apenas na proporção de viagens, respeitando a proporcionalidade e razoabilidade ao contrario do que afirma o recorrente. Neste sentido, entendo por interpretar a norma de forma mais favorável sem infringir a legalidade ao contribuinte quando esta determina penalidade ao tipo de conduta, conforme resta estabelecido no art. 112, do Código Tributário Nacional – CTN, segundo o qual “a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto”: à capitulação legal do fato; à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza d penalidade, aplicação, ou à sua gradação. Sobre o tema em comendo, temse decidido nas sessões deste Conselho a interpretação da norma em favor do infrator. Vejamos: Fl. 239DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 23 11 Assunto: Obrigações Acessórias Anocalendário: 2006 ILEGIMITIDADE PASSIVA. MULTA. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. EXPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. É legitimo para figurar no polo passivo da autuação, o transportador que registou os dados de embarque fora do prazo estabelecido no art. 37, §2º, da Instrução Normativa SRF nº 28/94. Inteligência dos arts. 107, inciso IV, alínea “e” e 37 do DecretoLei nº 37/66 c/c arts. 37, §2º, 44 e 46 da Instrução Normativa SRF nº 28/94. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. PENALIDADE APLICADA POR VIAGEM EM VEÍCULO TRANSPORTADOR. Ocorrendo dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza da penalidade aplicação, ou à sua gradação, deve ser aplicada a interpretação mais favorável ao acusado (art. 112, CTN). A multa prescrita no art. 107, inciso IV, alínea “e”, do DecretoLei nº 37/66 referente ao atraso no registro dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação no Siscomex é aplicada por viagem do veículo transportador e não por carga (Declaração para Despacho de Exportação). DUPLICIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não comprovada documentalmente o alegado bis in idem, improcedente a alegação de duplicidade da cobrança e a consequente identidade de objetos entre dois processos administrativos fiscais. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138, CTN. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INAPLICABILIDADE. Não alegado em momento oportuno, o argumento está precluso, pelo que não merece ser conhecido, ex vi dos arts. 16, inciso III e 17, do Decreto nº 70.235/72. (Recurso Voluntário nº 11968.001039/200717, Relator Bruno Mauricio Macedo Curi, da 2ª Câmara da 3ª Sessão de Julgamento do Carf, Publicada em 11/09/2013) Nestes termos, entendo que a penalidade do art. 107, IV, alínea “e” do Decreto Lei nº 37/66, deve ser aplicada por viagem e não por declaração de carga, conforme julgou a primeira instância. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Em face do exposto, encaminho o voto para dar provimento ao recurso voluntário, no sentido de reconhecer que uma vez apresentada a declaração está explicita a denúncia espontânea, motivadora da exclusão da multa regulamentar. (assinatura digital) Fl. 240DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.005050/200927 Acórdão n.º 3801005.259 S3TE01 Fl. 24 12 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator Fl. 241DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 25/05/2 015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELL OSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13841.000188/2002-14
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002
COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO FUNDADO NA INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 8º DA LEI Nº 9.718/98 QUE MAJOROU A ALÍQUOTA DE 2% PARA 3%. IMPROCEDÊNCIA.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento, ao julgar os Recursos Extraordinários nº357.950/RS, 390.840/MG, 358.273/RS e 346.084/PR, pela desnecessidade de lei complementar para a majoração de contribuição cuja instituição se dê com base no artigo 195, inciso I, da Constituição Federal.
Numero da decisão: 3201-001.333
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Paulo Sergio Celani, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002 COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO FUNDADO NA INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 8º DA LEI Nº 9.718/98 QUE MAJOROU A ALÍQUOTA DE 2% PARA 3%. IMPROCEDÊNCIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento, ao julgar os Recursos Extraordinários nº357.950/RS, 390.840/MG, 358.273/RS e 346.084/PR, pela desnecessidade de lei complementar para a majoração de contribuição cuja instituição se dê com base no artigo 195, inciso I, da Constituição Federal.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002 COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO FUNDADO NA INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 8º DA LEI Nº 9.718/98 QUE MAJOROU A ALÍQUOTA DE 2% PARA 3%. IMPROCEDÊNCIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal sedimentou o entendimento, ao julgar os Recursos Extraordinários nº357.950/RS, 390.840/MG, 358.273/RS e 346.084/PR, pela desnecessidade de lei complementar para a majoração de contribuição cuja instituição se dê com base no artigo 195, inciso I, da Constituição Federal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 84 1. 00 01 88 /2 00 2- 14 Fl. 271DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 11/07/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Paulo Sergio Celani, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño. Relatório Tratase de pedido de restituição de Cofins, de 9/04/2002, relativos aos períodos de apuração fevereiro/1999 a janeiro/2002, com fundamento na inconstitucionalidade da elevação da alíquota da contribuição de 2% para 3%, pela Lei n° 9.718/98. O despacho decisório às fls. 171 negou o pedido de restituição, por força da aplicação da Lei 9718/98, uma vez que a manifestação sobre a constitucionalidade das normas legais regularmente editadas seria reservada constitucionalmente ao Poder Judiciário. Apresentada tempestivamente a manifestação de inconformidade, seu pedido foi julgado improcedente pelo Acórdão 0521.972 da 1a Turma da DRJ/CPS, conforme se verifica da ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 31/01/2002 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 0 controle de constitucionalidade da legislação que fundamenta o lançamento é de competência exclusiva do Poder Judiciário e, no sistema difuso, centrado em última instância revisional no STF. Rest/Ress. Indeferido Comp. não homologada Em sede de recurso voluntário, afirmou a Recorrente que: i. lei ordinária .°9718/98 alterou lei complementar 70/91 no que tange à abrangência da incidência do COFINS sobre certos fatos geradores e o valor da alíquota de recolhimento em 1%, de maneira indevida; ii. lei ordinária não pode alterar lei complementar, já que há diferença entre o quorum determinado para a aprovação de cada tipo de lei, determinando, o Art. 69 da Constituição Federal, que a provação da matéria veiculada através de lei complementar depende da maioria absoluta; iii. houve alargamento do alcance do termo “faturamento”, que resultou na alteração da base de cálculo do tributo, o que não pode ser realizado em dissonância com o sistema constitucional, violandose o princípio da hierarquia das leis, valendose da alteração por emenda constitucional posterior à elaboração do texto legal; iv. houve desrespeito ao princípio da igualdade, pela inconstitucionalidade da quebra da hierarquia das leis, do estatuto do contribuinte e do Princípio Republicano; Fl. 272DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 11/07/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13841.000188/200214 Acórdão n.º 3201001.333 S3C2T1 Fl. 94 3 v. o artigo 165 do CTN prescreve que o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição total ou parcial do tributo; vi. aplicação do prazo de dez anos, para a repetição; vii. requer a impugnante apreciação da matéria inconstitucional, que instituiu os dispositivos constantes da Lei 9718/98, afastando a sua aplicação do ordenamento jurídico e devendo ser reconhecidos os créditos da COFINS, por força do Princípio da Economia Processual. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a Recorrente fundamenta o seu direito creditório na inconstitucionalidade da majoração da alíquota da contribuição de 2% para 3% pela Lei n° 9.718/98. Não obstante, o acolhimento de seu pedido não encontra guarida, uma vez que no âmbito do contencioso administrativo fiscal, não é possível a apreciação de constitucionalidade das leis, como bem fundamentado na decisão recorrida. O sistema jurídico brasileiro opera com a reserva do Poder Judiciário para exercer esse desígnio, no contexto de tripartição de poderes que estruturam o Estado brasileiro, sendo que somente a esse Poder caberá a produção de decisões que serão acobertadas pela coisa julgada material. E por essa razão, o Conselho Administrativo de Recursos editou enunciado com esse teor: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Cumpre observarse que, no que tange à majoração da alíquota de COFINS, pela Lei n. 9718/98, o Plenário do Supremo Tribunal Federal sedimentou o seu entendimento, ao julgar os Recursos Extraordinários nº357.950/RS, 390.840/MG, 358.273/RS e 346.084/PR, pela desnecessidade de lei complementar para a majoração de contribuição cuja instituição se dê com base no artigo 195, inciso I, da Constituição Federal. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 11/07/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 274DF CARF MF Impresso em 23/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 11/07/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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Numero do processo: 13984.000868/2003-86
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
NÃO CONHECIMENTO. RECURSO ESPECIAL QUE TRATA DE MATÉRIA SUMULADA NÃO DEVE SER CONHECIDO.
SIMPLES - EXCLUSÃO - MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS, - MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSERTO EM MÁQUINAS INDÚSTRIAIS.
Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal
Numero da decisão: 9101-001.751
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos não conhecer do Recurso Especial, vencidos os Conselheiros, Marcos Aurélio Pereira Valadão e José Ricardo da Silva.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo
Presidente
(assinado digitalmente)
Susy Gomes Hoffmann
Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e eu Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 NÃO CONHECIMENTO. RECURSO ESPECIAL QUE TRATA DE MATÉRIA SUMULADA NÃO DEVE SER CONHECIDO. SIMPLES - EXCLUSÃO - MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS, - MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSERTO EM MÁQUINAS INDÚSTRIAIS. Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos não conhecer do Recurso Especial, vencidos os Conselheiros, Marcos Aurélio Pereira Valadão e José Ricardo da Silva. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e eu Susy Gomes Hoffmann.
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RECURSO ESPECIAL QUE TRATA DE MATÉRIA SUMULADA NÃO DEVE SER CONHECIDO. SIMPLES EXCLUSÃO MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS, MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSERTO EM MÁQUINAS INDÚSTRIAIS. Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos não conhecer do Recurso Especial, vencidos os Conselheiros, Marcos Aurélio Pereira Valadão e José Ricardo da Silva. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 4. 00 08 68 /2 00 3- 86 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 13984.000868/200386 Acórdão n.º 9101001.751 CSRFT1 Fl. 101 2 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior e eu Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de Recurso Especial, interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, que visa desconstituir acórdão proferido pela Terceira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que determinou a manutenção da Contribuinte no SIMPLES. Por intermédio de Representação Fiscal Administrativa (fls.02/03) realizada por Auditor Fiscal da Previdência Social, foi expedido pela Secretaria da Receita Federal de Lages/SC, o Ato Declaratório Executivo nº7 de 21 de janeiro de 2004, (fls.16) excluindo a Contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte ( SIMPLES). A exclusão se deu sob o fundamento de exercer a Contribuinte atividade econômica vedada para o regime tributário, nos termos do artigo 9º, XII, f, da Lei 9.317/96 e do artigo 20, XI da Instrução Normativa SRF 34/2001. Inconformada, a Contribuinte apresentou impugnação (fls.27/33) junto a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em FlorianópolisSC, que a indeferiu nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRII3UIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 Ementa: Opção pelo Simples — Condição Vedada Impossibilidade. Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. Solicitação Indeferida. Não obstante a negativa em primeira instância administrativa, a Contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls.69/76) perante a Terceira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que por maioria de votos deu provimento ao recurso, com respaldado no seguinte entendimento(fls. 81/84).: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS Fl. 112DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 13984.000868/200386 Acórdão n.º 9101001.751 CSRFT1 Fl. 102 3 MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES. Anocalendário: 2002 Ementa SIMPLES. INCLUSÃO. LOCAÇÃO DE MÃODE OBRA. DESCARACTERIZAÇÃO. MERA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSERTO DE MÁQUINAS INDUSTRIAIS. Não sendo a atividade prestada pela recorrente considerada locação de mãodeobra, posto que carente de qualquer dos requisitos próprios, nem mesmo sendo especifica de profissional de engenharia ou assemelhada a esta, bem como não exigindo o emprego de conhecimentos técnicos de profissional de engenharia, já que de baixa complexidade, não pode ensejar sua exclusão do SIMPLES. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, interpôs o presente Recurso Especial, aduzindo em apertada síntese, que: Nos termos do artigo 9º, XIII, da Lei 9.317/1996, a recorrida não pode ser incluída no SIMPLES, devendo prevalecer o ato declaratório de exclusão expedido pela autoridade fazendária. Devidamente processado, foi proferido despacho de admissibilidade (fls.96/97) que reconheceu a existência de contrariedade à lei e à evidência de prova. Cientificada, a Contribuinte não apresentou contrarrazões Este é o relatório. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann O presente Recurso Especial é tempestivo, porém não deve ser conhecido, vez que referese a matéria já sumulada por este Conselho. Com efeito, dispõe a súmula CARF 57: Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal. Como se pode aferir, pelos documentos colacionados aos autos, às fls.05, Declaração de Firma Individual, a atividade econômica desenvolvida pela Contribuinte constituise em: Conserto de máquinas industriais; Fl. 113DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 13984.000868/200386 Acórdão n.º 9101001.751 CSRFT1 Fl. 103 4 Rebubinamento de motores; Comércio varejista de peças para máquinas industriais e Manutenção e instalações industriais. Portanto, nos termos do que dispõe a súmula supra, não pode a atividade da Contribuinte ser equiparada a serviços profissionais prestados por engenheiros. Ademais, os documentos de fls. 07/10 (notas fiscais de serviço), demonstram de forma clara e precisa que os serviços realizados pela empresa, constituemse em pequenos reparos que são compatíveis com o sistema diferenciado de tributação e com a atividade descrita na Declaração de Firma Individual. Desta feita, nos termos da Súmula CARF nº 57 e com fundamento no artigo 72, do Regimento Interno deste Conselho, voto no sentido de não conhecer do presente Recurso Especial. Sala das Sessões em, 18 de setembro de 2013. (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora Fl. 114DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 17/10/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN
score : 1.0
Numero do processo: 13830.000656/2003-52
Data da sessão: Thu Oct 09 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
SÚMULA N°10
A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e
• material de embalagem tributados à aliquota zero não gera crédito
de IPI.
IPI; CRÉDITOS RELATIVOS ÀS AQUISIÇÕES DE
INSUMOS ISENTOS E NÃO TRIBUTADOS PELO IP'.
O Principio da não-cumulatividade do IPI é implementado pelo
sistema de compensação do débito ocorrido na saída de produtos
do estabelecimento do contribuinte com o crédito relativo ao
• imposto que fora cobrado na operação anterior referente à entrada
de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de
embalagem. Não havendo exação de IPI nas aquisições desses
insumos, por serem eles tributados isentos ou não estarem dentro
• do campo de incidência do imposto, não há valor algum a ser
creditado.
Recurso negado.
Numero da decisão: 203-13.451
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO
CONSELHO DE CONTRIBUINTES Por maioria de votos, em negar provimento ao recurso.
Vencido o Conselheiro Dalton Cesar Cordeiro de Mirada que, que conhecia o crédito referente aos insumos isentos.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: Eric Moraes de Castro e Silva
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 SÚMULA N°10 A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e • material de embalagem tributados à aliquota zero não gera crédito de IPI. IPI; CRÉDITOS RELATIVOS ÀS AQUISIÇÕES DE INSUMOS ISENTOS E NÃO TRIBUTADOS PELO IP'. O Principio da não-cumulatividade do IPI é implementado pelo sistema de compensação do débito ocorrido na saída de produtos do estabelecimento do contribuinte com o crédito relativo ao • imposto que fora cobrado na operação anterior referente à entrada de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem. Não havendo exação de IPI nas aquisições desses insumos, por serem eles tributados isentos ou não estarem dentro • do campo de incidência do imposto, não há valor algum a ser creditado. Recurso negado.
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IPI; CRÉDITOS RELATIVOS ÀS AQUISIÇÕES DE INSUMOS ISENTOS E NÃO TRIBUTADOS PELO IP'. O Principio da não-cumulatividade do IPI é implementado pelo sistema de compensação do débito ocorrido na saída de produtos do estabelecimento do contribuinte com o crédito relativo ao • imposto que fora cobrado na operação anterior referente à entrada de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem. Não havendo exação de IPI nas aquisições desses insumos, por serem eles tributados isentos ou não estarem dentro • do campo de incidência do imposto, não há valor algum a ser creditado. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONT IB INTES sor m. • .• 'a de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselhe' ton . Co eirt • e Mirada que, que reconhecia o crédito referente aos insumo - I • s. • 10,- 9/ SON ,erfrio t • OSENBURG FILHOj resid7te MF-SEG0N00 CONSELHO DE CONTRiBuracs CONFERE COM O ORIGINAL Brasília. n2,6. j] lo O Marlidegtino de °Mira Mal Slape 91650 PTOCCSSO rt0 13830.000656/2003-52 CCO2/CO3 Acórdão n.° 203-13.451 Fls. 141 / Pr. • ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA Relator Participaram, ainda, do pres te julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, JeajCleuter Simões Mendonça, José Adão Vitorino de Morais e Fernando Marques Cleto Duart MF-SEGUNDO CONSELHO DE C.ONTRISUINIES - CONFERE COM O ORIGINAL Grasno n2 eg / /// 1 dg Madlde Ct da Ofiveira Mal Sapo 91650 II 2 I s . • Processo n• 13830.000656/2003-52 CCO2/CO3 Acórdão n ° 203-13.451 Fls. 142 • Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o acórdão que manteve o indeferimento do pedido de ressarcimento de créditos, protocolado em 06/05/2003, de Imposto sobre • Produtos Industrializados (IPI), de fl. 01, acumulados e oriundos da aquisição de insumos isentos, imunes e não tributados, utilizados em seu processo produtivo, no valor total de R$ 11.062,11, e apurados no primeiro trimestre do ano de 2001. A decisão recorrida foi vazada nos seguintes termos: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI • Período de apuração; 01/01/2001 a 31/03/2001 Ementa: CRÉDITOS DE IPL INSUMOS NÃO TRIBUTADOS OU TRIBUTADOS A ALiQUOTA ZERO. Somente os créditos relativos a insumos onerados pelo imposto são suscetíveis de escrituração, apuração e aproveitamento. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. COMPENSAÇÃO DE • CRÉDITOS DE IPI COM DÉBITOS DE OUTROS TRIBUTOS. • ADMISSIBILIDADE. É incabível a homologação da compensação se o direito creditório reclamado não for admitido à luz da legislação tributária". Inconformada, vem a contribuinte no seu Recurso aduiir que o não reconhecimento dos créditos viola o principio da não-cumulatividade do IPI, aduzindo, • especificamente em relação aos insumos adquiridos com isenção, precedente do Supremo Tribunal Federal quanto ao tema. Ainda colaciona doutrina e jurisprudência sobre o tema. Por fim, na eventualidade de reconhecimento dos créditos, pede que os mesmos • sejam atualizados pela taxa Selic. • É o Relatório. , 4,1E-SEGUNDO CONSELHO DE CON11216UIN !ES CONFERE COM O ORIGINAL • ;Emala. 4'6. Marlde cu7e Oliveira Mat. Stage 91650 • 0< _ Processo n° 13830.000656/2003-52 CCO2/CO3 Acórdão e.° 203-13.451 LIF-SEGUNDO CONSELHO DE CONIPcibUINIES Fls. 143• CONFERE COM O ORIGINAL • Brasília, (32,6 / 63 Marilde Curstde Magra Mat Siape 91650 • Voto CONSELHEIRO ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA, Relator O Recurso satisfaz os seus requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço e adentro no mérito. Insumos Adquiridos à Aliquota Zero do IPI: — Quanto ao direito ao crédito nas aquisições de insumos tributados à aliquota zero, o entendimento deste Conselho já se encontra sumulado, nos seguintes termos: SÚMULA N°10 A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à aliquota zero não gera crédito de 21. Insumos Isentos ou não tributados pelo IPI: O 1PI, por determinação constitucional é tributo não cumulativo, compensando- • se o imposto devido em cada operação com o cobrado nas anteriores. Para atender esse • mandamento constitucional, o legislador ordinário criou o sistema de créditos que permite os estabelecimentos industriais e o que lhes são equiparados fazer o encontro entre os débitos pertinentes às saídas de produtos industrializados do estabelecimento com o imposto pago nas entradas dos insumos utilizados na fabricação de tais produtos. Há, ainda, previsão legal para que os contribuintes apropriem-se a titulo de crédito do IPI de outros valores não relacionados à entrada de insumos, mas em qualquer caso, por tratar-se de exceção à regra geral, a legislação do imposto elenca numerus clausus as hipóteses permitidas. A não-cumulatividade do IPI nada mais é do que o direito de os contribuintes abaterem do imposto devido nas saídas dos pródutos do estabelecimento industrial o valor do IPI que incidira na operação anterior, isto é, o direito de compensar o imposto que lhe foi cobrado na aquisição dos insumos (matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem) com o tributo referente aos fatos geradores decorrentes das saídas de produtos • tributados de seu estabelecimento. A Constituição Federal de 1988, reproduzindo o texto da Carta Magna anterior, assegurou aos contribuintes do IPI o direito a creditarem-se do imposto cobrado nas operações • antecedentes para abater nas seguintes. Tal princípio está insculpido no art. 153, § 3 0, inc. II, verbis: Art. 153. Compete à União instituir imposto sobre: • 1 - omissis IV - produtos industrializados; (.) (510-"1 4 .i-SEGUNDO CONSELHO DE CONTÉ:BUINTES _ CONFERE COM O ORIGINAL Processo e 13830.00065612003-52 , CCO2/CO3 Acórdão n.• Brama 203-13.451 Fls. 144 Marade Cut de rabeira Mal Siape 91650 f 300 imposto previsto no inciso IV: I - Omissis - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores; (grifo não constante do original) Para atender à Constituição, o C.T.N. estabelece, no artigo 49 e parágrafo único, as diretrizes desse princípio, e remete à lei a forma dessa implementação. Art. 49. O imposto é não-cumulativo, dispondo a lei de forma que o _ _ montante devido resulte da diferença a maior, em determinadir -perioiro,_ entre o imposto referente aos produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados. Parágrafo único. O saldo verificado, em determinado período, em favor do contribuinte, transfere-se para o período ou períodos seguintes. O legislador ordinário, consoante essas diretrizes, criou o sistema de créditos que, regra geral, confere ao contribuinte o direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações anteriores (o IPI destacado nas Notas Fiscais de aquisição dos produtos entrados em seu estabelecimento) para ser compensado com o que for devido nas operações de saída dos produtos tributados do estabelecimento contribuinte, em um mesmo período de apuração, • sendo que, se em determinado período os créditos excederem aos débitos, o excesso será transferido pano período seguinte. • A lógica da não-cumulatividade do PI, prevista no art. 49 do CTN, e reproduzida no art. 81 do RIPI/82, posteriormente no art. 146 do Decreto n° 2.637/1998, é, • pois, compensar do imposto a ser pago na operação de saída do produto tributado do estabelecimento industrial ou equiparado o valor do IPI que fora cobrado relativamente aos produtos nele entrados (na operação anterior). Essa é a regra trazida pelo artigo 25 da Lei n° 4.502/64, reproduzida pelo art. 82, inc. I, do RIPI/82 e, posteriormente, pelo art. 147, inc. I, do RIPI/1998 c/c art. 174, Inc. I, alínea "a", do Decreto n°2.637/1998, a seguir transcrito: Art. 82. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se: I- do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, exceto as de alíquota zero e os isentos, • incluindo-se, entre as matérias-primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente. (grifo não constante do original) •De outro lado, a mesma sistemática vale para os casos em que as entradas foram desoneradas desse imposto, isto é, as aquisições das matérias-primas, dos produtos intermediários ou do material de embalagem não foram onerados pelo IPI, pois não há o que • compensar, porquanto o sujeito passivo não arcou com ônus algum. "g" 5 _ 4F-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRiLLUNTES CONFERE COM O ORIGINAL _ _ _ Processo rt. 13830.000656/2003-52 Brasília N.24 I /1 CCOVCO3 Acórdão n.• 203-13.451 Fls. 145 • Markt. Comino de °Mora Mat. Sino 91650 A premissa básica da não-cumulatividade do IPI reside justamente em se compensar o tributo pago na operação anterior com o devido na operação seguinte. O texto • constitucional é taxativo em garantir a compensação do imposto devido em cada operação com o montante cobrado na anterior. Ora, se no caso em análise não houve a cobrança do tributo na operação de entrada da matéria-prima em razão de sua tributação à aliquota zero, não • há falar-se em direito a crédito, tampouco em não-cumulatividade. • É de notar-se que a tributação do IPI, no que tange à não-cumulatividade, está • centrada na sistemática conhecida como "imposto contra imposto" (imposto pago na entrada contra imposto devido a ser pago na saída) e não na denominada "base contra base" (base de cálculo da entrada contra base de cálculo da saída) como pretende a reclamante._ _ _ _ Esta sistemática (base contra base), é adotada, geralmente, em países nos quais a tributação dos produtos industrializados e de seus insumos são onerados pela mesma aliquota, o que, absolutamente, não é o caso do Brasil, onde as aliquotas variam de 0 a 330%. Havendo coincidência de aliquotas em todo o processo produtivo, a utilização desse sistema de base contra base caracteriza a tributação sobre o valor agregado, pois em cada • etapa do processo produtivo a exação fiscal corresponde exatamente à da parcela agregada Assim, se a aliquota é de 5%, por exemplo, o sujeito passivo terá de recolher o valor correspondente à incidência desse percentual sobre o montante por ele agregado. Isso já não ocorre quando há diferenciação de aliquotas na cadeia produtiva, pois essa diferenciação descaracteriza, por completo, a chamada tributação do valor agregado, vez que a exação efetiva de cada etapa depende da oneração fiscal da antecedente, isto é, quanto maior for a exação do IPI incidente sobre os insumos menor será o ônus efetivo desse tributo sobre o produto deles resultantes. O inverso também é verdadeiro, havendo diferenciação de aliquotas nas várias fases do processo produtivo, quanto menor for a taxação sobre as entradas (matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem) maior será o ônus fiscal sobre as saldas (produto industrializado). Exemplificando: a fase "a" está sujeita à aliquota de 10% e nela foi agregado $ 1.000,00. Havendo, portanto, uma exação efetiva de $ 100,00. Na etapa seguinte, a aliquota é de 5%, e agregou-se, também, $ 1.000,00. A tributação efetiva dessa fase é de 0%, pois, embora a aliquota do produto seja de 5%, o crédito da fase anterior vai compensar integralmente o valor da correspondente exação e o sujeito passivo não terá nada a recolher. De outro lado, se os produtos da fase "a" forem taxados em 5% e o da "b" em 10%, mantendo-se os valores do exemplo anterior, a tributação efetiva nesta fase, na realidade, é de 15%, como mostrado a seguir. Fase "a": valor agregado $ 1.000,00, aliquota 5%, imposto calculado $ 50,00, crédito $ 0,00, imposto a recolher $50,00. Fase "b": valor agregado $ 1.000,00, aliquota 10%, imposto calculado $ 200,00, ($ 2.000 x 10%), crédito $ 50,00, imposto a recolher $ 150,00. Tributação efetiva 15% sobre o valor agregado. Como se pode ver do exemplo acima, o gravame fiscal efetivo em uma fase da • cadeia produtiva é inverso ao da anterior. Por conseguinte, nessa sistemática de imposto contra • imposto adotada no Brasil, se uma fase for completamente desonerada, em virtude de aliquota • zero ou de não tributação pelo IPI (produtos NT na TM), o gravame fiscal será deslocado • integralmente para a fase seguinte. Não se alegue que essa sistemática de imposto contra imposto vai de encontro • ao principio da não-cumulatividade, pois este não assegura a equalização da carga tributária ao longo da cadeia produtiva, tampouco confere o direito ao crédito relativo às entradas (operações anteriores) quando estas não são oneradas pelo tributo em virtude de aliquota neutra cp6 _ — Processo e 13830.000656/2003-52 CCO2/033 Acórdão n.° 203-13.451 Fls. M6 (zero) ou não ser o produto tributado pelo IPI. Na verdade, o texto constituciona garante tão- somente o direito à compensação do imposto devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, sem guardar qualquer proporção entre o exigido nas diversas fases do processo produtivo. Assim, com o devido respeito aos que entendem o contrário, o fato de insumos isentos ou não tributados comporem a base de cálculo de um produto tributado à alíquota positiva não confere ao estabelecimento industrial o direito a crédito a eles referente, como se onerados fossem. Até porque, em caso contrário, ter-se-ia que, para estabelecer o quantum a ser creditado, atribuir a tais produtos alíquotas diferentes das estabelecidos por lei. Em outras palavras, o aplicador da lei estaria legislando positivamente, usurpando funções do legislador. -- -_ _ Repise-se que a diferenciação generalizada de aliquotas do IPI adotada no Brasil gera a desproporção da carga tributária entre as várias cadeias do processo produtivo, hora se concentrando nos insumos hora se deslocando para o produto elaborado, e o princípio da não- cumulatividade não tem o escopo de anular essa desproporção, até porque, a variação de alíquotas decorre de mandamento constitucional: o princípio da seletividade em função da essencialidade. Desta forma, a impossibilidade de utilização de créditos relativos a esses produtos tributados não constitui, absolutamente, afronta ou restrição ao princípio da não- cumulatividade do IPI ou a qualquer outro dispositivo constitucional. Por todo o exposto, nego provimento ao Recurso, mantendo a decisão recorrida. Sala das Sessões, em 09 de outubro de 2008 ER C M RAES DE CASTRO E SILVA‘- MF-SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUNTES CONFERE COM O ORIGINAL Mate Cuitelo Oliveira Mal Sielm sies° 7 Page 1 _0025600.PDF Page 1 _0025700.PDF Page 1 _0025800.PDF Page 1 _0025900.PDF Page 1 _0026000.PDF Page 1 _0026100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10680.006007/91-24
Data da sessão: Fri Jul 07 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS/FATURAMENTO - Tratando-se de lançamento reflexivo,
a decisão proferida no processo matriz se
projeta no julgamento do processo decorrente recomendando
o mesmo tratamento, dada a íntima relação
de causa e efeito.
Numero da decisão: 102-30.063
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Maria Clelia de Andrade Figueiredo
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Sessão de 07 de julho de 1995 ACORDAO Na. 102-30.053 RECURSO Na. 86,294 - PIS-FATURAMENTO EXS.: 1987 a 1989 RECORRENTE : COMERCIAL TIO PATINHAS LTDA RECORRIDA : DRF - BELO HORIZONTE - MG PIS/FATURAMENTO - Tratando-se de lançamento refle- xivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente reco- mendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMERCIAL TIO PATINHAS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala .4 „2 07 de julho de 1995 rj:21 - CARLOS , DerrOge . :,ANTOS PAIVA - PRESIDENTE - MAR ' - ELIn E ANDRADE FIGUEIREDO - RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA Fâ SE3SA0 DE: . ZENDA NACIONAL. Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Waldevan Alves de Olivera, José Clóvis Alves, Ursula Hansen, Jú- lio César Gomes da Silva e José Carlos Passuello. 2. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. 10680/006.007/91-24 REMOO tk,! ac,204 ACORDA° 142,1 102-30.063 RECORRENTE : COMERCIAL TIO PATINHAS LTDA COMERCIAL TIO PATINHAS LTDA, jurisdicionado pela Dele- gacia da Receita Federal em BELO HORIZONTE - MG, notificada da exigên- S4 a tributária de fls. 01, no valor de Cr$ 151.526,17, de contribuição para o PIS e demais acréscimos legais, relativo aos exercícios de 1987 a 1989. Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, culminando com a lavratura do Auto de Infração de fls. 05 do seguinte teor: "DESCRIÇA0 DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL - Con- tribuição ao Programa de Integração Social (PIS) devida sobre a receita operacional, tal como defi- nido no artigo 179 do RIR/80, aprovado pelo Decre- to Na 85.450/80, recolhida com insuficiência no período fiscalizado. ANEXOS: Demonstrativos de cálculo do PIS e dos acréscimos legais respecti vos, que são partes integrantes deste Auto de In- fração". Notificada do lançamento, a empresa apresentou impugna- ção tempestiva às fls. 15, representada por cópia da defesa oferecida no processo principal. A decisão da autoridade monocrática foi proferida às fls. 25/26, indeferindo a impugnação apresentada pela contribuinte, cujos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: "PIS - RECEITA BRUTA - Constatada a omissão de re- ceita na pessoa jurídica, é legitima a exigência da contribuição para o PIS, na modalidade de PIS - Receita B./.ta, incidente sobre as importãncias omitidas Y 3. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NQ. 10680/006.007/91-24 ACORDA() Na 102-30.063 Não se conformando com a decisão retro, a interessada interpôs recurso voluntfirio a este colegiado, cujas razões são lidas na integra em sessão, / E o relatório. 1 j j , 4. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. 10680/006.007/91-24 ACORDA() Na 102-30.063 1 YQ1C1 Conselheira Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Relatora: F A matéria submetida ao julgamento desta Câmara decorre de lançamento "ex-offieio" levado a efeito contra a pessoa jurídica no processo matriz NQ 10680/006.005/91-07, relativamente a imposto de renda, resultando daí o lançamento decorrente nos termos do auto de infração de fls. 01. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do conhe- cimento da recorrente, revelado tanto na peça impugnatória como no presente recurso, onde insiste na vinculação deste processo ao julga- [ mento do processo principal. 1 1 Ocorre, todavia, que o recurso interposto pela pessoa 1 jurídica, a propósito do imposto de renda foi objeto de julgamento por 1 esta Câmara, em sessão realizada em 28/01/1993, que, por unanimidade de votos, negou-lhe provimento ao recurso, conforme faz certo o Acór- dão NQ 102-27.773. 1 Destarte, em se tratando de lançamento decorrente, a 1 decisão proferida nos autos do processo principal se projeta neste 1 processo reflexivo, recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima re- lação de causa e efeito. 1 Em face do exposto, nego provimento ao recurso. 1 1 1 Brasília, 07 de julho de 1995. 4115:% n Maria Clélia de Andrade Figueiredo - Relatora. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13876.000016/89-61
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1985
Concomitância. Renúncia à Esfera Administrativa:
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF n º 1.)
Numero da decisão: 1801-001.813
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Marcos Vinicius de Barros Ottoni e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1985 Concomitância. Renúncia à Esfera Administrativa: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF n º 1.)
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1985 CONCOMITÂNCIA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (Súmula CARF n º 1.) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Marcos Vinicius de Barros Ottoni e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 6. 00 00 16 /8 9- 61 Fl. 414DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Cuidase de recurso voluntário interposto contra decisão proferida pela DRF em Sorocaba que não tomou conhecimento da impugnação apresentada pela interessada contra a exigência de IRPJ consubstanciada nos autos, por considerála intempestiva. 1 Dos Fatos Através da Notificação a que se refere o documento de fls. 28 , foi a empresa, em epígrafe, intimada a recolher o IRPJ no valor equivalente a 848,02 OTN que, acrescido da multa de 50% (424,01 OTN) c dos juros de mora até 31.0l.89 (271,36 OTN), constituiuse em crédito tributário no montante de 1.543,39 OTN, relativamente ao exercício de 1986 , anobase de 1985, em virtude da constatação de omissão de receita decorrente do confronto dos valores referentes à receita com revenda de mercadorias e às compras, constantes da declaração de rendimentos, com os dados informados pelos fornecedores, nos termos dos artigos 153 a 157, 179 e 387II, do RIR aprovado pelo Decreto n º 85.450/80. O lançamento decorre de procedimento de auditoria fiscal no âmbito da operação denominada FISGAS, conforme notificação de fls. 26 a 28 e relatórios que a acompanham – Relatório de Compras e Respectivos Valores de Vendas. No referido procedimento foram confrontados os dados constantes da DIRPJ da empresa contribuinte e as informações prestadas pelos seus fornecedores, resultando na apuração de omissão de receitas, resultando na exigência de IRPJ. Como reflexo da exigência principal, também foram lavradas notificações para exigência de IRF – (25%) pela caracterização de lucros automaticamente distribuídos aos sócios (decorrente de omissão de receita na pessoa jurídica) (art. 6o. Decreto 2065/83); e de PIS – Dedução e PIS – Faturamento (Lei Complementar 7/70 e 17/73), que foram foram apartadas do presente feito para terem seguimento em processos distintos e autônomos. A interessada foi cientificada da notificação, em 14/01/89, como demonstra a cópia do AR à fl. 62 e ingressou com impugnação, em 16/02/89, refutando, através de vasta argumentação, o procedimento adotado pela Secretaria da Receita Federal, na apuração da omissão de receita da empresa. A autoridade administrativa não tomou conhecimento da impugnação, por considerála intempestiva, nos termos do artigo 15 do Decreto n º 70.235, de 1972 – PAF. Notificada da decisão, em 28/04/89 (AR fl. 67), apresentou, em 04/05/89, recurso voluntário (fls. 68/75). Nas razões recursais alegou, em preliminares, que as devoluções de mercadorias por motivos diversos seriam essenciais não só para fins do IRPJ, mas vitais para o PIS, onde ressalvado o PISdedução só o faturamento é a base de cálculo.Assim, se por qualquer motivo a mercadoria não é entregue, não seria possível admitir que a mesma gerou um fato econômico perfeito e acabado. Afirma que diante da dificuldade em demonstrar as falhas e equívocos praticados pelo SERPRO – que teria feito as vezes da fiscalização – teria conseguido através de outros autuados pelo mesmo Sistema FISGAS, prova de que a distribuidora Esso Brasileira de Petróleo S.A., emitiu várias "Notas Fiscais de Entrada", por motivos vários, tornando sem efeito a pretendida entrega da mercadoria. Conclui, assim, que não tendo o ordenador de dados do SERPRO detectado tais devoluções, em virtude da não ordenação dessas informações, teria simplesmente acolhido Fl. 415DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13876.000016/8961 Acórdão n.º 1801001.813 S1TE01 Fl. 3 3 índices que não traduziriam a realidade, baseado num processo indiciário destituído de valor probante legal para os fins de direito. Aduz ter anexado aos autos Notas Ficais Fatura devidamente acompanhadas das Notas Fiscais de Entrada da mencionada distribuidora no aludido período do levantamento FISGAS, com observações que provariam que não houve a entrega daquelas mercadorias. Observa que a fiscalização não teria provado a entrega das mercadorias e que sua escrituração, mantida de acordo com as leis comerciais e fiscais, faria prova a seu favor, dos fatos nela registrados. E prossegue, em suas palavras: “ É fato notório, corriqueiro, saberse que quando um posto atinge sua quota de combustível, previamente prevista em contrato, o combustível continuará sendo entregue ao mesmo, contra pagamento é óbvio, mas lançada em nome de terceiros. Dessa forma, quem paga o suposto fato neste tipo de processo por lançamento indiciário, são os terceiros que ainda não atingiram suas quotas, mas que as distribuidoras lançam para proteger os que já excederam não ficarem sem o combustível e os que precisam atingir a sua quota, não ficarem sujeitos às severas penalidades, previstas nos famosos contratos de CVM Contrato de Venda Mercantil. Como pode a fiscalização ter certeza que o Recorrente recebeu determinada quantidade de combustível, se não comprovou a real e efetiva entrega do mesmo, algo foi descarregado em seu nome só para atender a quota de alguém!” No mérito inicialmente tece considerações a respeito da possível nulidade da notificação, eis que o Coordenador do Sistema de Fiscalização não teria competência para lavrála, assim como o SERPRO não teria competência para fiscalizar e autuar. Prossegue no sentido de que a questão nuclear, in casu, seria o conceito jurídico de renda, na demonstração do patrimônio líquido da empresa e na análise de suas mudanças e que somente a avaliação direta do lucro do exercício é que poderia discernir o acréscimo patrimonial tributável, em outras palavras, 'renda' (C.T.N., art. 43, inc. I ). Afirma que a unilateralidade dos elementos computados pela Fiscalização Fazendária (dados fornecidos pelas Distribuidoras) teria ignorado, sem nenhum embasamento jurídico plausível, a bilateralidade ínsita ao negócio comercial entre Fornecedora e Posto de Revenda, e que o simples levantamento de notas fiscais de venda, nos estabelecimentos das Distribuidoras, seria insuficiente para deduzir pela omissão de receita, uma vez que não consultados, por exemplo, os respectivos canhotos daquelas notas, de posse dos Postos autuados. Tece considerações a respeito dos conceitos jurídicos que envolvem as expressões “fato gerador”, “presunção”, e “tributação indireta”, para concluir que a exigência foi desmedida, também porque resultou em tributação reflexa nas pessoas dos sócios. Ao final pediu pelo acolhimento do recurso e conseqüente reforma da decisão de 1a. instância. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Pelo Acórdão n º 10179.005, de 15/08/89, o então 1o. Conselho de Contribuintes confirmou a intempestividade da impugnação. Constou do julgado que, como no recurso apresentado a interessada não recorreu dessa questão à instância superior, declarou a perempção das razões de defesa e não conheceu do recurso (fls. 131/133). Cientificada da decisão, em 22/09/89 (AR. Fl. 135) e, inconformada, a interessada apresentou pedido de "Retificação de Acórdão", fls. 136/143, sendo a petição indeferida pelo Presidente da 1a. Câmara, "por inexistência do pretendido erro material, o que importa dizer que nada há a retificar no acórdão questionado", conforme despacho de fls. 233/234. Diante do indeferimento do pedido de retificação de acórdão, a contribuinte apresentou "Pedido de Reconsideração", fls. 238/246, igualmente indeferido, nos termos do despacho de fls. 331. Sobreveio, em 04/02/2013, o despacho da DRF em Sorocaba (fls. 369 e verso) que tem o seguinte teor: 1. O presente processo administrativo trata de impugnação a Notificação de Lançamento, de Oficio, referente a Imposto de Renda Fonte, declarados na DPJ de 1986, conforme fls. 26 destes autos. 2. Impugnação apresentada pelo contribuinte não foi conhecida por intempestividade, fls. 65/66, assim como, por Acórdão proferido pelo Primeiro Conselho de Contribuintes, não se tomou conhecimento do Recurso Voluntário apresentado, vide fls. 131/134. 3. Inconformado, o interessado apresentou pedido de "Retificação de Acórdão", fls. 136/143, sendo a petição indeferida pelo Presidente da 1a. Câmara, "por inexistência do pretendido erro material, o que importa dizer que nada há a retificar no acórdão questionado", conforme despacho de fls. 233/234. 4. Diante do indeferimento do pedido de retificação de acórdão, o contribuinte apresentou"Pedido de Reconsideração", fls. 238/246, o qual foi indeferido nos termos do despacho de fls.331. 5. Objetivando dar seguimento ao seu recurso, o interessado impetrou Mandado de Segurança, autuado sob o n° 90.00030269, que tramitou na 4aVara Cível da Justiça Federal de São Paulo. 6. Nesta Ação houve concessão de medida liminar para que o recurso voluntário apresentado pelo autor fosse encaminhado à instância superior. 7. Sobreveio sentença de mérito concedendo a Ordem e confirmando medida liminar deferida. 8. Recurso de Apelação apresentado pela União, bem como a remessa oficial não foram conhecidos pelo TRF 3a Região. Também não foi admitido Recurso Especial interposto pela União, e, finalmente, o Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao Agravo apresentado pela União. Esta decisão transitou em julgado, e os autos retornaram ao Juízo de origem. 9. Intimados da baixa dos autos, ambas as partes nada requereram. 10. Compulsando os autos do Processo Administrativo de Acompanhamento da Ação Judicial respectiva, processo n° 10855.000094/9059, verifiquei que houve manifestação da Procuradoria da Fazenda Nacional, por meio de Parecer, fls. 59/62, concluindo pela impossibilidade de seguimento do Pedido de Reconsideração de Fl. 417DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13876.000016/8961 Acórdão n.º 1801001.813 S1TE01 Fl. 4 5 Acórdão apresentado pelo contribuinte. Houve, ainda, orientação da PFN para que fossem suspensos os processos administrativos respectivos, apensandoos ao PAJ em comento, para aguardar decisão judicial no âmbito do Mandado de Segurança citado, o que foi providenciado em 13/03/1990. 11. Em razão dessa juntada, os processos administrativos n°s 13876.000016/8961, 13876.000037/8931 e 13876.000036/8978 ficaram sem cadastramento no sistema de controle de débitos da época (PROFISC), o que dificultou, a identificação dos mesmos nesta Equipe, onde chegaram em novembro de 1992. 12. Da análise das Decisões proferidas no âmbito do Mandado de Segurança em questão e, considerando que ocorreu o trânsito em julgado da ação, concluo que o presente processo administrativo, deve ser encaminhado ao atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, para apreciação do Pedido de Reconsideração de Acórdão apresentado pelo contribuinte, ainda que o interessado não tenha manifestado interesse em dar seguimento ao referido recurso após a baixa dos autos ao Tribunal de origem, nos termos do despacho judicial de 01/08/2008. 13. v Registro, ainda, que os créditos tributários objetos da Impugnação e do Recurso Voluntário do contribuinte estão sendo discutidos no âmbito da Ação Judicial n° 001065327.1990.403.6100, ação esta que, por desmembramento, deu origem à Ação n° 001081380.2012.403.6100, em face da delimitação de litisconsórcio determinado pelo Juízo competente. Vide cópia do andamento processual respectivo, bem como das principais decisões extraídas no Sítio do TRF 3a Região. 14. O estágio atual destas ações é o de saneamento dos processos para prolação de sentença de Primeiro Grau, uma vez que as sentenças prolatadas anteriormente foram canceladas pela Instância Superior. 15. Frente ao exposto, encaminho o presente processo administrativo ao setor responsável para cadastramento dos débitos no sistema de controle adequado (SIEF ou PROFISC), e remessa ao CARF, em cumprimento à determinação Judicial. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. Em cumprimento a expressa determinação judicial, transitada em julgado, como constou do relatório acima, e, unicamente por tal razão, tomo conhecimento da petição denominada “Pedido de Reconsideração”, admitindoa como Recurso Voluntário, para o fim de apreciar as razões de defesa nela deduzidas. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 2 Preliminarmente. Nesse contexto a recorrente insurgese contra o julgado que considerou intempestiva a impugnação, afirmando, em suas palavras, que: a) a autoridade julgadora de primeira instancia não observou o disposta no art. 23, II do Decreta n º 70.235/72, isto é, a mesma não observou a data da prova do recebimento da intimação, somente a data da expedição da intimação, conforme determina a referido dispositiva legal a saber: art. 23 Farseá a intimação: II Por via postal ou telegráfica, COM PROVA DE RECEBIMENTO b) A autoridade julgadora de 1a. instancia não só deixou de observar esta providencia legal, como também não exigiu a exibição da referida prova de recebimento no processo. Deu por cumprida a intimação, com a simples expedição, contrariando frontalmente o dispositivo legal, não podendo dessa forma alegar intempestividade. c) outro fato, somente "ad argumentandum tantum" tendo a Requerente postado não na dia 16/02/89, mas no dia 15/02/89 (vide docs. anexos ns 1 e 2), por si só já estaria dentro do prazo, seguindo a mesma raciocínio da autoridade de 1a. instancia. d) Ad Argumentandum tantun", a Requerente passa também a relatar o Acórdão proferido pelo Egrégio 1o. Conselho de Contribuintes, confirmado pela CSRF, a saber: "PRAZO DE IMPUGNAÇÃO CONTAGEM. Se a contribuinte é notificada em um sábado, dia em que não ha expediente na repartição fiscal, a contagem do prazo para impugnação só se inicia na terçafeira seguinte, porque o dia do início foi a segundafeira (se de expediente normal) e está excluído da contagem" (Art. 210 e paragrafo único do CTN). (Ac. Recorrido n9 1041.990, de 040581, da 4 ª Camara do 1o. CC e Ac. na CSRF/010.188, de 261181 ) . Como se verifica dos autos a recorrente foi cientificada das Notificações de Lançamento do IRPJ, IRRF e PIS, em 14/01/89, como demonstra a cópia do AR à fl. 62. 14/01/89 foi a data em que a notificação foi recepcionada no endereço cadastral da empresa, foi aposta a mão e assinada pelo recebedor, Sr. João Camargo, como pode ser visto com clareza cristalina. Á época da ciência das Notificações de Lançamento, os artigos 5o. e 23 do Decreto n º 70.235, de 1972, que regulamenta o PAF, tinham a seguinte redação: Dos Prazos Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Fl. 419DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13876.000016/8961 Acórdão n.º 1801001.813 S1TE01 Fl. 5 7 Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Da Intimação Art. 23. Farseá a intimação: I pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II por via postal ou telegráfica, com prova de recebimento; III por edital, quando resultarem improfícuo os meios referidos nos incisos I e II. § 1º O edital será publicado, uma única vez, em órgão de imprensa oficial local, ou afixado em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação. § 2º Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II na data do recebimento, por via postal ou telegráfica; se a data for omitida, quinze dias após a entrega da intimação à agência postaltelegráfica; III trinta dias após a publicação ou a afixação do edital, se este for o meio utilizado. No caso sob exame o dia 14/01/89 recaiu num sábado. Como os prazos do PAF somente se iniciam em dia de expediente normal no órgão em que corra o processo, não se considera, para efeitos de contagem do prazo, nem o sábado, dia 14/01/89, nem o domingo, dia 15/01/89. O primeiro dia útil seguinte ao domingo, segundafeira, dia 16/01/89 deve ser excluído da contagem, porque foi o dia do início. Assim, o dia 17/01/89, terçafeira, é o dia 1o. do prazo e o dia 15/02/89, é o 30o. e, portanto, último dia do prazo para apresentação tempestiva da impugnação, nos exatos termos do artigo 5o. do PAF, acima reproduzido . De acordo com carimbo da agencia dos correios constante do envelope remetido à repartição contendo a impugnação (fl. 63 e verso), a peça de defesa foi postada em 16/02/89, quartafeira, fora, portanto, do prazo de 30 (trinta) dias determinado pelo Decreto n º 70.235, de 1972, para sua apresentação. A impugnação apresentada é, portanto, intempestiva e, nessas condições, acertadamente não foi conhecida pela autoridade julgadora de 1a. instância. A recorrente alega, ainda em sede inicial, a nulidade das Notificações de Lançamento ao argumento de que o agente signatário não seria competente para sua lavratura. Eis os argumentos da defesa: Fl. 420DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 8 e) "Ad Argumentandum Tantum" nos termos da art. 7o., I do Decreto n º 70.235/72, a autoridade que efetuou a autuação o Coordenador do Sistema de Tributação não tinha poderes para tal, sendo conseqüentemente nula e irrita de pleno direito o auto lavrado a saber: art. 79 0 procedimento fiscal tem inicio com: I o primeiro ato de oficio escrito, praticado par servidor competente... Em que pese a afirmação, a recorrente não expôs os motivos pelos quais considerou que o agente fiscal – Coordenador do Sistema de Tributação – não teria competência para lavrar as notificações combatidas. De todo modo, este órgão colegiado de julgamento já possui sólido entendimento, no sentido de que o Auditor Fiscal, independentemente da função que ocupe, é competente para constituir, mediante lançamento, o crédito tributário, nos termos do disposto no artigo 142 do Código Tributário Nacional – Lei n º 5.172, de 1966: Art. 142.Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. 3 Mérito. Muito embora a impugnação apresentada pela recorrente tenha sido claramente intempestiva, incapaz, assim, de instaurar o contencioso administrativo fiscal, como prescrevem os artigos 14 e 15 do Decreto n º 70.235, de 1972 – PAF abaixo reproduzidos o que implicaria no não conhecimento das razões recursais há, como foi consignado anteriormente, determinação judicial expressa, transitada em julgado, com ordem para que o recurso seja conhecido na esfera administrativa. Art. 14.A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15.A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Entretanto, após o transito em julgado da ação que determinou o conhecimento das razões de defesa – preclusas na esfera administrativa – Mandado de Segurança – a recorrente ingressou com a ação judicial de rito ordinário n° 0010653 27.1990.403.6100 que, por desmembramento, deu origem à ação ordinária n° 0010813 80.2012.403.6100 (litisconsórcio), com o fim de discutir, naquela esfera judicial, o mérito das autuações de que tratam as Notificações de Lançamento do IRPJ (objeto dos presentes autos), Fl. 421DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13876.000016/8961 Acórdão n.º 1801001.813 S1TE01 Fl. 6 9 IRF e PIS, como demonstram as pesquisas anexadas às fls. 355, verso a 368, em especial decisão de fls. 365. Esse novo fato impede , agora por outro motivo, o conhecimento das razões meritórias de defesa, já que as ações judiciais tem por objeto as mesmas razões de fato e de direito que também são tratadas nas notificações de lançamento combatidas. Nesse sentido, este Órgão Colegiado de Julgamento já possui sólido e pacifico entendimento no sentido de não ser possível apreciar as razões recursais que forem objeto de ação judicial, uma vez que à Esfera Judicial caberá a última palavra e é o poder que, de fato, irá decidir sobre o assunto em discussão na esfera administrativa. À propósito, transcrevo a seguinte súmula, que, de acordo com o artigo 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF – é de observação obrigatória pelos seus membros: Súmula CARF n º 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. RICARF – Portaria MF 256, de 2009 ( e alterações): Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Em face do exposto voto por tomar conhecimento do recurso e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 422DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 10 Fl. 423DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 23/01/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 28/01/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 13819.002955/2001-18
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/07/1991 a 30/04/1995
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO.
Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada na impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em momento posterior.
PRAZO PRESCRICIONAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPENSAÇÃO. RESSARCIMENTO. RESTITUIÇÃO. LEI 118/05. APLICAÇÃO. DECISÃO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL.
As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, reconhecidas como de repercussão geral, sistemática prevista no artigo 543-B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62-A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito é de 10 anos contados do seu fato gerador para as ações ajuizadas antes do decurso da vacatio legis de 120 dias da Lei Complementar nº 118/05, finda em 9 de junho de 2005, e de cinco anos para as ações ajuizadas após essa data.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3102-001.546
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para afastar a prescrição e devolver o processo à delegacia de julgamento para julgamento das demais questões de mérito, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2170; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 2 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.002955/200118 Recurso nº 521.797 Voluntário Acórdão nº 3102001.546 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2012 Matéria Restituição PIS Recorrente FERRO ENAMEL DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/07/1991 a 30/04/1995 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. PRECLUSÃO. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada na impugnação, precluindo o direito de fazêlo em momento posterior. PRAZO PRESCRICIONAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPENSAÇÃO. RESSARCIMENTO. RESTITUIÇÃO. LEI 118/05. APLICAÇÃO. DECISÃO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, reconhecidas como de repercussão geral, sistemática prevista no artigo 543B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito é de 10 anos contados do seu fato gerador para as ações ajuizadas antes do decurso da vacatio legis de 120 dias da Lei Complementar nº 118/05, finda em 9 de junho de 2005, e de cinco anos para as ações ajuizadas após essa data. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para afastar a prescrição e devolver o processo à delegacia de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 00 29 55 /2 00 1- 18 Fl. 780DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 2 julgamento para julgamento das demais questões de mérito, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 11/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes de Maya Gomes, Winderley Morais Pereira e Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. O contribuinte acima identificado ingressou com o pedido de fl. 01, protocolado em 12/12/2001, complementado pelas fls. 03/09, solicitando a restituição do montante de R$ 2.173.527,46 (dois milhões cento e setenta e três mil quinhentos e vinte e sete reais e quarenta e seis centavos), a valores de 31/12/2001, decorrente de recolhimentos a maior, a título de contribuição para o PIS, nos termos dos Decretoslei nº 2.445 e nº 2.449, ambos de 1998, efetuados no período de 08/01/1992 a 11/10/1995, conforme planilhas de fls. 10 a 17, cumulado com o pedido de compensação de fl. 02. 2. Os autos foram instruídos com cópias (fls. 181207) de documentos constantes da ação declaratória nº 95.00333074, na qual é pleiteada a declaração de inexistência de relação jurídicotributária relativamente ao recolhimento do PIS com base nos DecretosLei n°s 2.445/88 e 2.449/88. Pedese, ainda, o reconhecimento do direito à compensação dos valores indevidamente recolhidos com débitos vincendos de imposto de renda ou, sucessivamente, com débitos vincendos de PIS. Como pedido sucessivo, é requerida a repetição do indébito tributário. 2.1. Posteriormente, foram anexados aos autos os pedidos de compensação de fls. 252, 258, 271, 279, 289, 295, 304 e 311, protocolados a partir de 06/02/2002. 2.2. Em face do disposto na Lei nº 9.430, de 1996, art. 74, § 4º, a DRF em Limeira, SP, converteu os pedidos de compensação em Declaração de Compensação (Dcomp) e por meio do Despacho Decisório às fls. 473/477, datado de 17/11/2006, da qual a interessada tomou ciência em 11/01/2007, indeferiu o pedido de restituição e não homologou as compensações dos débitos fiscais, declaradas pela interessada, sob o argumento de que a decisão judicial transitada em julgado não contemplou os indébitos decorrentes dos recolhimentos efetuados no período de janeiro de 1992 a dezembro de 1993 por falta de interesse de agir da interessada. Assim, segundo seu entendimento, aplicase a este pedido administrativo o disposto no Código Tributário Nacional (CTN), arts. 165, I, e 168, I, que prevê o prazo de 05 (cinco) anos para repetição/compensação de indébitos tributários, contados a partir da data da extinção do crédito tributário pelo pagamento a maior e/ ou indevido que os originou. 3. Inconformado com a decisão, o contribuinte interpôs a manifestação de inconformidade de fls. 480/497, na qual deduz as alegações a seguir resumidamente discriminadas: Fl. 781DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13819.002955/200118 Acórdão n.º 3102001.546 S3C1T2 Fl. 3 3 3.1. Equivocadamente, o chefe da Seção de Orientação e Análise Tributária (Saort) da DRF em Limeira entendeu que a ação judicial julgada extinta não suspenderia o prazo prescricional da restituição dos indébitos pleiteados por ela, contrariando o disposto no Código Civil, art. 202, I, c/c o CTN, art. 174, parágrafo único, inciso I. Não levou em consideração que o prazo prescricional para se pleitear a restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação tem início na data da homologação do pagamento, expressa ou tácita, realizada pela Receita Federal, e não na data do seu efetivo recolhimento. Ignorou o pedido de retificação do darf, solicitado em 18/05/1994, dentro ainda do mês em que ocorreu o pagamento (docs. 1 e 2, fls. 509/510). 3.2. Interpôs a ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária, cumulada com repetição de indébitos nº 95.00333074, visando à compensação, com outros tributos federais, de valores de PIS, recolhidos a maior, nos termos dos Decretoslei nº 2.445 e nº 2.449, ambos de 1988. Em 17 de setembro de 1996, a ação foi julgada procedente e autorizada a compensação do PIS com débitos relativos a outras contribuições sociais. Na oportunidade, o MM Juiz Federal julgou inconstitucional a Instrução Normativa (IN/SRF) nº 67, de 1992, relativamente à determinação de incidência de correção monetária somente a partir de janeiro de 1992, aspecto este confirmado no acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF). Ambas, União Federal e interessada, apelaram da sentença, sendo que a impugnante recorreu tão somente para que seus créditos fossem atualizados com base na variação do IPC e da TR. Julgadas as apelações, o TRF da 3ª Região decidiu: I) a interessada tem direito de compensar os valores de PIS recolhidos até dezembro de 1991 com quaisquer tributos administrados pela Receita Federal; II) a interessada não tem direito de atualizar seus créditos com base na variação do IPC e da TR; III) em face da edição da IN SRF nº 21, de 1997, a interessada não mais teria interesse de agir, porque a própria Receita Federal, a partir de março de 1997, reconhecia o direito de compensação dos créditos consolidados a partir de 1992. Conseqüentemente, julgou a impugnante carecedora de ação, relativamente à compensação dos créditos constituídos a partir de janeiro de 1992, nos termos do Código de Processo Civil, art. 267, VI. Alegou, ainda, que teria ficado assentado no acórdão do TRF da 3ª Região que a Instrução Normativa nº 67, de 1992, que havia dado ensejo à propositura da ação judicial, era ilegal, ou seja, foi reconhecido que havia necessidade da propositura da ação, relativamente à recuperação dos créditos posteriores a 1992. O acórdão transitou em julgado em 19 de novembro de 1998, sendo que em 12 de dezembro de 2001, a interessada ingressou com o presente pedido de restituição, cumulado com pedido de compensação à fl. 02, protocolado naquela mesma data e, posteriormente, com os pedidos de compensação protocolados a partir de 06/02/2002, para os indébitos resultantes de recolhimentos indevidos a partir de 1992. 3.3. A citação válida da União, no processo judicial nº 95.00333074, interrompeu a fruição do prazo prescricional, que somente voltou a correr com o trânsito em julgado da sentença, conforme determina o art. 202, I, do Código Civil e o art. 174, parágrafo único, I, do CTN. Assim, em 14/07/95, quando foi determinada a expedição de mandado de citação na ação ordinária 95.00333074, foi interrompida a contagem do prazo prescricional, que somente voltou a correr em 19/11/98, quando transitou em julgado o acórdão proferido no referido processo. Conforme reconhece a jurisprudência, a prescrição é suspensa com a citação válida, independentemente de eventual extinção do processo, com ou sem julgamento do mérito. 3.4. A contagem do prazo prescricional para se repetir indébito tributário decorrente de tributo sujeito a lançamento por homologação, como a contribuição Fl. 782DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 4 para o PIS, deve ser contado a partir da extinção do crédito tributário pela homologação expressa ou tácita do pagamento efetuado pelo sujeito passivo, por parte da Autoridade Administrativa competente. Não tendo ocorrido a homologação expressa, como no presente caso, a tácita se deu depois de cinco anos, contados do fato gerador, nos termos do CTN, art. 150, §§ 1º e 4º, quando então se iniciou a contagem do prazo decadencial qüinqüenal, resultando prazo total de 10 (dez) anos, contados do respectivo fato gerador, ou seja, cinco para a extinção tácita e mais cinco para a prescrição. O art. 3º da Lei Complementar 11/2005 somente pode ser aplicado a fatos geradores ocorridos após a sua instituição, considerando que se trata de lei modificativa e não interpretativa do dispositivo em vigor, de modo que sua aplicação retroativa violaria o art. 150, III, “a”, da Constituição Federal. 3.5. Pede, por fim, que seja integralmente reformada a decisão recorrida. 4. Em sessão realizada nesta DRJ/RPO em 25/06/2007, o julgamento foi convertido em diligência, vencido o relator que votou pelo indeferimento da solicitação, por entender que à data da formalização do pleito, já havia transcorrido o prazo decadencial. A diligência foi determinada com o fim de se apurar, para os recolhimentos de PIS realizados após 11/06/93 com base nos DecretosLeis 2.445/88 e 2.449/88, o montante do crédito remanescente após a dedução dos valores devidos com base na Lei Complementar n° 7/70. 4.1. Como resultado da diligência, foram anexados aos autos os demonstrativos de fls. 539544, no qual são indicados os saldos remanescentes de PIS que supostamente compõem o crédito do contribuinte. A autoridade responsável pela diligência afirma, à fl. 565, que, em análise dos valores calculados pelo contribuinte, nada há a se opor. 5. O contribuinte apresenta, às fls. 545562, recurso ao Conselho de Contribuintes, na qual alega, em suma, que: 5.1. O despacho decisório recorrido foi parcialmente reformado, autorizando a compensação dos valores de PIS recolhidos a maior a partir de junho de 1993 e negando a compensação dos valores recolhidos antes de 11/06/93. A decisão da DRJ/RPO deve ser reformada, pois foram equivocadamente aplicadas as regras relativas à suspensão do prazo prescricional e não as da interrupção. A contagem do prazo prescricional deveria ser reiniciada a partir do trânsito em julgado do acórdão prolatado na ação ordinária 95.00333074. Porém, equivocadamente, a contagem foi retomada. O art. 174, parágrafo único, I, do CTN contempla hipótese de interrupção do prazo prescricional, no caso de citação pessoal feita ao devedor. Também o art. 202 do CC prescreve que a prescrição se interrompe por despacho do juiz que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual. Assim, em 14/07/95, com a determinação para a expedição de mandado de citação da União, na ação ordinária 95.00333074, foi interrompida a prescrição, cujo prazo reiniciouse em 19/11/98, quando transitou em julgado o acórdão proferido no referido processo. Em conclusão, à data da protocolização do presente processo (12/12/2001) não havia transcorrido o prazo prescricional. Conforme reconhece a jurisprudência, a prescrição é interrompida com a citação válida, independentemente de eventual extinção do processo, com ou sem julgamento do mérito. 5.2. A contagem do prazo prescricional para se repetir indébito tributário decorrente de tributo sujeito a lançamento por homologação, como a contribuição para o PIS, deve ser contado a partir da extinção do crédito tributário pela homologação expressa ou tácita do pagamento efetuado pelo sujeito passivo, por parte da Autoridade Administrativa competente. Não tendo ocorrido a homologação expressa, como no presente caso, a tácita se deu depois de cinco anos, contados do fato gerador, nos termos do CTN, art. 150, §§ 1º e 4º, quando então se iniciou a contagem do prazo decadencial qüinqüenal, resultando prazo total de 10 (dez) anos, Fl. 783DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13819.002955/200118 Acórdão n.º 3102001.546 S3C1T2 Fl. 4 5 contados do respectivo fato gerador, ou seja, cinco para a extinção tácita e mais cinco para a prescrição. O art. 3º da Lei Complementar 11/2005 somente pode ser aplicado a fatos geradores ocorridos após a sua instituição, considerando que se trata de lei modificativa e não interpretativa do dispositivo em vigor, de modo que sua aplicação retroativa violaria o art. 150, III, “a”, da Constituição Federal. 5.3. Por fim, pede o contribuinte que seja julgado procedente o recurso para deferir o direito à restituição/compensação dos valores de PIS recolhidos a maior no período de 01/92 a 05/93. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/07/1991 a 30/04/1995 RESTITUIÇÃO. AÇÃO JUDICIAL. TERMO INICIAL. O prazo para pleitear a restituição de indébitos tributários reconhecidos por ação judicial iniciase a partir do trânsito em julgado da decisão. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA Decai em cinco anos o direito de pleitear a restituição de indébitos decorrentes de pagamento indevido ou a maior, contados da extinção do crédito tributário. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na Manifestação de Inconformidade. Sustenta que, “conforme reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, o prazo prescricional do contribuinte para requerer a devolução do tributo pago a maior não se inicia na data do pagamento indevido, mas no momento em que extingue o direito de homologação dos pagamentos pela Receita Federal”. Acrescenta reclamação dirigida aos cálculos do processo, nos seguintes termos. Independentemente da discussão do tópico anterior, os cálculos da Receita Federal merecem ser reformados, porque estão em desacordo com as regras do instituto da compensação, (...) A Receita Federal, também, indevidamente, arbitrou as receitas da Ferro Enamel do Nordeste, empresa que foi incorporada à recorrente, reduzindo o seu crédito, quando, na verdade, havia receita conhecida e recolhimento de contribuição a maior comprovado, não justificando o referido arbitramento. Fl. 784DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 6 É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Preambularmente, há que se esclarecer que a discussão envolvendo metodologia de cálculo e determinação de base tratase de assunto não contemplado na Manifestação de Inconformidade, razão pela qual, nos termos do artigo 17 do Decreto 70.235/72, não será apreciado. Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. No que diz respeito à prescrição do direito de requerer a restituição dos valores da Contribuição para o PIS/PASEP pagos a maior, entendo que o assunto deva ser decidido à luz das disposições contidas no Regimento deste Conselho. O artigo 62A, alteração introduzida pela Portaria 586/2010, dispõe que as matérias de repercussão geral deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. "Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543 B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes."(AC) No dia 04 de agosto de 2011 foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal o Recurso Extraordinário 566.621, prolatando sentença sobre a aplicação do prazo de cinco anos definido pela Lei Complementar nº 118/05, nos seguintes termos. RE 566621 / RS RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. ELLEN GRACIE Julgamento: 04/08/2011 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação DJe195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL0260502 PP00273 DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS Fl. 785DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13819.002955/200118 Acórdão n.º 3102001.546 S3C1T2 Fl. 5 7 AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. É dos autos a informação de que o protocolo do pedido de restituição sub judice data de 12 de dezembro de 2001, quando o prazo para repetição do indébito era, conforme decisão acima transcrita, de dez anos. Transcrevo a seguir trecho final do voto vencedor da decisão recorrida. Assim, ocorrido em 19/11/1998 o trânsito em julgado da sentença judicial, que reconheceu o direito creditório do contribuinte, relativamente a todos os DARF colacionados aos autos, o termo final do prazo previsto no art. 168 do CTN ocorreria em 19/11/2003, data posterior a do protocolo do processo – 12/12/2001. Os recolhimentos que não integraram a ação judicial sujeitamse ao prazo decadencial previsto no inciso I, do art. 168, do CTN. Assim, fulminados pela decadência todos os pagamentos anteriores a 12/12/1996 – 5 anos anteriores à data do protocolo do processo. Do exposto, voto no sentido de deferir parcialmente o pedido do contribuinte, no sentido de se apurar o direito creditório, reconhecido judicialmente, relativamente aos recolhimentos efetuados a partir de janeiro de 1992, somente em relação aos DARF juntados ao processo judicial, efetuando as compensações com os débitos relacionados no quadro contido no item 10, do voto vencido, acima, e as Fl. 786DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA 8 compensações declaradas pelo interessado, cujos débitos estão controlados no presente processo. Embora não fique claro se não devidamente contextualizado, levandose em conta às demais questões discutidas nos autos, a decisão de apurar o direito creditório, reconhecido judicialmente, relativamente aos recolhimentos efetuados a partir de janeiro de 1992, somente em relação aos DARF juntados ao processo judicial, opõese a outro entendimento considerado nos autos, de não reconhecer o direito a partir desta data, na medida em que incontroverso o direito em relação aos pagamentos realizados em data anterior e contemplados na ação judicial. Disso, somente resta decidir sobre os pagamentos cujos DARF não foram juntados ao processo judicial. Segundo leitura da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, estavam fulminados pela decadência todos os pagamentos anteriores a 12/12/1996 – 5 anos anteriores à data do protocolo do processo. Quanto a esses, prevalecendo entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal, o prazo é de dez e não de cinco anos, razão pela qual a data acima, 12 de dezembro de 1996, deve retroagir para 12 de dezembro de 1991. VOTO POR DAR PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, para afastar, nos termos do parágrafo precedente, a preliminar de prescrição do direito à repetição do indébito e determinar o retorno do processo à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de origem para apreciar os demais aspectos inerentes ao mérito do pedido. Sala de Sessões, 17 de julho de 2012. Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 787DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/12/2012 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 16327.001727/2007-46
Data da sessão: Tue May 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
PERC. VERIFICAÇÃO DA SITUAÇÃO FISCAL DA REQUERENTE.
O Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC), por não representar pleito de concessão ou de reconhecimento de incentivo ou de beneficio fiscal - mas, tão somente, pedido de revisão de decisão administrativa -, não se subsume à norma trazida como fundamento para a verificação da situação fiscal da requerente (artigo 60 da Lei n° 9.069/95).
Não admitir tal postulação, preliminarmente, com base na alegação de surgimento de débitos supervenientes ao exercício da opção - não possibilitando, assim, a revisão dos motivos que levaram às alterações da eleição engendrada -, representa supressão de instância e frontal violação ao contraditório. Em consequência, deve ser declarada a nulidade de todos os atos processuais praticados a partir do despacho decisório que indeferiu o PERC, inclusive.
De toda forma, certo é que, para fins de concessão do pleito, a exigência de comprovação de regularidade fiscal deveria se ater, acaso lídima fosse, ao período a que se referisse a DIPJ na qual se deu a opção pelo incentivo. Admitir-se-ia, nesse caso, prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 1101-000.735
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, votando pela conclusões os Conselheiros Edeli Pereira Bessa e Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro. Fez declaração de voto a Conselheira Edeli Pereira Bessa.
(assinado digitalmente)
VALMAR FONSECA DE MENEZES
Presidente
(assinado digitalmente)
BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR
Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Benedicto Celso Benício Júnior, Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e João Carlos de Figueiredo Neto. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Nara Cristina Takeda Taga e José Ricardo da Silva.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 PERC. VERIFICAÇÃO DA SITUAÇÃO FISCAL DA REQUERENTE. O Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC), por não representar pleito de concessão ou de reconhecimento de incentivo ou de beneficio fiscal - mas, tão somente, pedido de revisão de decisão administrativa -, não se subsume à norma trazida como fundamento para a verificação da situação fiscal da requerente (artigo 60 da Lei n° 9.069/95). Não admitir tal postulação, preliminarmente, com base na alegação de surgimento de débitos supervenientes ao exercício da opção - não possibilitando, assim, a revisão dos motivos que levaram às alterações da eleição engendrada -, representa supressão de instância e frontal violação ao contraditório. Em consequência, deve ser declarada a nulidade de todos os atos processuais praticados a partir do despacho decisório que indeferiu o PERC, inclusive. De toda forma, certo é que, para fins de concessão do pleito, a exigência de comprovação de regularidade fiscal deveria se ater, acaso lídima fosse, ao período a que se referisse a DIPJ na qual se deu a opção pelo incentivo. Admitir-se-ia, nesse caso, prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72.
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(SUCESSORA POR INCORPORAÇÃO DE BANCO MERCANTIL DE SÃO PAULO S.A.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 PERC. VERIFICAÇÃO DA SITUAÇÃO FISCAL DA REQUERENTE. O Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC), por não representar pleito de concessão ou de reconhecimento de incentivo ou de beneficio fiscal mas, tão somente, pedido de revisão de decisão administrativa , não se subsume à norma trazida como fundamento para a verificação da situação fiscal da requerente (artigo 60 da Lei n° 9.069/95). Não admitir tal postulação, preliminarmente, com base na alegação de surgimento de débitos supervenientes ao exercício da opção não possibilitando, assim, a revisão dos motivos que levaram às alterações da eleição engendrada , representa supressão de instância e frontal violação ao contraditório. Em consequência, deve ser declarada a nulidade de todos os atos processuais praticados a partir do despacho decisório que indeferiu o PERC, inclusive. De toda forma, certo é que, para fins de concessão do pleito, a exigência de comprovação de regularidade fiscal deveria se ater, acaso lídima fosse, ao período a que se referisse a DIPJ na qual se deu a opção pelo incentivo. Admitirseia, nesse caso, prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 17 27 /2 00 7- 46 Fl. 428DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 2 Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, votando pela conclusões os Conselheiros Edeli Pereira Bessa e Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro. Fez declaração de voto a Conselheira Edeli Pereira Bessa. (assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES Presidente (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Benedicto Celso Benício Júnior, Edeli Pereira Bessa, Carlos Eduardo de Almeida Guerreiro e João Carlos de Figueiredo Neto. Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Nara Cristina Takeda Taga e José Ricardo da Silva. Fl. 429DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 16327.001727/200746 Acórdão n.º 1101000.735 S1C1T1 Fl. 3 3 Relatório Tratam os presentes autos de Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC (fl. 02), relativo ao anocalendário de 2004, apresentado, em 13.09.2007, pelo contribuinte acima identificado. Conforme dados constantes da Ficha 36 Aplicações em Incentivos Fiscais da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ/2005 (fl. 40), o contribuinte optou por destinar parcela do IRPJ, no montante de R$ 2.705.275,18 (dois milhões, setecentos e cinco mil, duzentos e setenta e cinco reais e dezoito centavos), para aplicação no Fundo de Investimentos da Amazônia – FINAM. O direito ao incentivo fiscal em questão, todavia, acabou não sendo reconhecido, consoante extrato de fl. 03. Esse fato motivou a apresentação do PERC citado, indeferido por meio do despacho decisório de fls. 138/142, em razão da constatação de irregularidades fiscais do contribuinte perante a Receita Federal do Brasil – RFB e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, nos moldes dos relatórios de fls. 106/125. Outrossim, constatouse que o sujeito passivo estava inscrito no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal – CADIN, segundo extrato de fls. 126/127. Cientificado dessa decisão em 19.12.2008 (AR de fl. 144), o contribuinte protocolizou, em 20.01.2009, a manifestação de inconformidade de fls. 145/149, acompanhada dos documentos de fls. 150/277. Foi alegado, na ocasião, que o extrato obtido no sistema da Receita Federal do Brasil não poderia ser tomado como infalível. Teceramse, então, argumentações específicas sobre as diversas pendências apontadas, de modo a se comprovar a regularidade fiscal da pessoa jurídica. Requereu se, então, a revisão do despacho decisório e a expedição da Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais. A 10ª TURMA DA DRJ EM SÃO PAULO – SP I, ao julgar a manifestação de inconformidade protocolada, houve por bem manter incólume o despacho decisório de fls. 138/142, consoante aresto (fls. 296/302) assim ementado: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Anocalendário: 2004 INCENTIVO FISCAL. FINAM. REQUISITOS. A falta de comprovação da quitação de tributos e contribuições federais pelo contribuinte, bem como Fl. 430DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 4 sua inscrição no CADIN, impedem o reconhecimento ou a concessão de benefícios ou incentivos fiscais. Manifestação de Inconformidade Improcedente Outros Valores Controlados” Cientificada desse acórdão em 13.10.2009 (fl. 304), a interessada interpôs o Recurso Voluntário sob análise (fls. 305/311), buscando demonstrar, de um lado, episodicamente, a inexistência de situações que pudessem ensejar conclusão de irregularidade fiscal, e tentando argumentar, de outro lado, que a verificação de débitos fiscais exigíveis deveria ter se reportado à data de transmissão da DIPJ/2005 – átimo de opção pelo incentivo –, e não ao tempo da emissão dos extratos de fls. 106 e 107/125. É o relatório. Voto Conselheiro BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR, Relator: O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. O remédio recursal sob perscrutação desafia o despacho decisório de fls. 138/142, responsável por denegar o Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC de fl. 02, exarado sob o fundamento de que o contribuinte estaria em situação de irregularidade fiscal perante a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), na forma dos extratos de situação entranhados às fls. 106 e 107/125. A operada denegação do PERC exordial calcou suposto fundamento legal, nesse sentido, no artigo 60 da Lei nº 9.069/95, in verbis: “Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo Fl. 431DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 16327.001727/200746 Acórdão n.º 1101000.735 S1C1T1 Fl. 4 5 contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais.” Na instância de julgamento presente, buscou o sujeito passivo elucidar, especificamente, que as contingências tributárias aventadas não constituiriam óbice para a concessão do pedido – quer porquanto já extintas, quer porque suspensas as correlatas exigibilidades, quer, ainda, em razão de estarem elas sendo discutidas em sede judicial. Parece, contudo, a nós, que o cerne do debate está sendo enfrentado de maneira completamente equivocada. Os incentivos fiscais atrelados ao FINAM são operacionalizados segundo distintas e sucessivas etapas. Em primeiro lugar, as pessoas jurídicas ou os grupos de empresas de que trata o artigo 9º da Lei nº 8.167/91, detentoras de cinquenta e um por cento do capital votante de sociedade titular de projetos com pleitos aprovados, no órgão competente, até 02.05. 2001, enquadrados em setores da economia considerados prioritários para o desenvolvimento regional, podem, mediante opção manifestada em DIPJ, aplicar parcela do IRPJ devido em incentivos fiscais atrelados ao FINAM. A parcela do IRPJ passível de alocação nesses benefícios está restrita, em todo caso, aos percentuais máximos elencados pela legislação – mais especificamente, para o caso do FINAM, em relação ao anobase de 2004, pelo artigo 601, § 1º, inciso II, do Decreto nº 3.000/99, de uma banda, e pelo artigo 110, inciso II, da Instrução Normativa SRF nº 267/02, de outra: “Art. 601. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão manifestar a opção pela aplicação do imposto em investimentos regionais (arts. 609, 611 e 613) na declaração de rendimentos ou no curso do ano calendário, nas datas de pagamento do imposto com base no lucro estimado (art. 222), apurado mensalmente, ou no lucro real, apurado trimestralmente (Lei nº 9.532, de 1997, art. 4º). § 1º A opção, no curso do anocalendário, será manifestada mediante o recolhimento, por meio de documento de arrecadação (DARF) específico, de parte do imposto sobre a renda de valor equivalente a até (Lei nº 9.532, de 1997, art. 4º, § 1º): II doze por cento para o FINOR e FINAM e dezessete por cento para o FUNRES, a partir de janeiro de 2004 até dezembro de 2008; (...)” “Art. 110. Sem prejuízo do limite específico para cada incentivo, o conjunto das aplicações em favor do Finor e do Finam não poderá exceder, em cada período de apuração, Fl. 432DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 6 os percentuais do imposto devido a seguir indicados, incluídas as deduções compulsórias, no montante de doze por cento, em favor do Programa de Integração Nacional (PIN), de que trata o art. 5º do Decretolei nº 1.106, de 16 de junho de 1970, e do Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e do Nordeste (Proterra), de que trata oart. 6º do Decretolei nº 1.179, de 6 de julho de 1971. II vinte por cento, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2004 até 31 de dezembro de 2008; (...)” No caso, a opção pela aplicação de parte do IRPJ nos benefícios fiscais vinculados ao FINAM fora efetivada, pela recorrente, na Ficha 36 Aplicações em Incentivos Fiscais da DIPJ/2005 (fl. 40), até o limite máximo permitido, de R$ 2.705.275,18 (dois milhões, setecentos e cinco mil, duzentos e setenta e cinco reais e dezoito centavos), correspondente a 12% (doze por cento) do IRPJ do período, desconsiderado o adicional da exação e excluídos as deduções e reduções pertinentes. Transmitida a DIPJ, os dados nela constantes são, em regra, processados e tratados, para averiguação da correção da cifra a ser aplicada no FINAM. Nesse momento, a autoridade fazendária averigua, também, a observância dos demais requisitos postos à fruição do incentivo – dentre os quais, no que nos interessa, a constatação da regularidade fiscal do contribuinte, nos exatos termos do artigo 60 Lei nº 9.069/95, alhures transcrito. Realizados os devidos ajustes, o órgão de análise responsável emitirá, ao contribuinte, Extrato das Aplicações em Incentivos Fiscais, no qual jazerá pormenorizado o montante reconhecido para versão no fundo regional. Simultaneamente, será gerada e encaminhada, ao FINAM, as Ordens de Emissão de Incentivos Fiscais, via arquivo magnético, indicativas da situação do contribuinte e do valor da aplicação correspondente. Com isso, a instituição financeira mantenedora lançará, em prol do sujeito passivo, as respectivas Quotas dos Fundos de Investimentos, representadas por Certificados de Investimentos (CI’s), que poderão ser negociados, em pregão, nas bolsas de valores ou convertidas, também em bolsa, mediante leilões especiais, em ações do capital social das companhias componentes da Carteira de Ações do FINAM. In casu, em razão do suposto óbice averiguado, o Extrato das Aplicações em Incentivos Fiscais foi emitido, para a recorrente, com valores zerados (fl. 03). Não se efetivou, destarte, a prolação da competente Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais. Notese que a negativa de processamento e de liberação dos valores de incentivo foi realizada, pelo agente fazendário de origem, sem qualquer consulta ao contribuinte. Pela própria natureza do rito em comento, não se pode falar que o sujeito passivo tenha participado da formação da convicção fiscal acerca do deferimento ou do indeferimento da opção pela versão de parcela do IRPJ em favor do FINAM. Justamente, então, para amainar a natureza inquisitória do procedimento, facultado é, ao sujeito passivo, questionar os termos do Extrato das Aplicações em Incentivos Fiscais, mediante protocolo do PERC. Nessa oportunidade, o contribuinte pode peticionar pela Fl. 433DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 16327.001727/200746 Acórdão n.º 1101000.735 S1C1T1 Fl. 5 7 reconsideração da inicial conclusão fiscal, trazendo à superfície, em homenagem ao princípio do contraditório, os contraargumentos e as contraprovas que entender cabíveis. Vale recordar, contudo, que o PERC não serve a pleitear, especificamente, a concessão do incentivo fiscal em si, uma vez que a eleição por esta benesse já foi realizada mediante a entrega da DIPJ/2005. O pedido telado, a bem da verdade, busca, isto sim, provocar a reforma do ato decisório administrativo precedente, do qual redundou a não emissão do devido Extrato das Aplicações em Incentivos Fiscais. Ocorre que, na situação corrente, o despacho decisório de fls. 138/142 não apreciou o mérito do pleito revisional, à medida que aquela autoridade julgadora entendeu, ainda em campo preliminar, pela impossibilidade de fruição dos incentivos fiscais, em razão da sumária constatação da existência dos passivos inadimplidos e exigíveis relacionados nos extratos de fls. 106 e 107/125. Colacionese, para elucidação, o seguinte excerto deste despacho, colhido à fl. 140: “12 Antes da apreciação do pedido da interessada neste processo de revisão, quanto ao mérito, devese verificar, em caráter preliminar, se a interessada pode usufruir o incentivo fiscal em questão, considerando o que dispõe a legislação que rege a matéria. Nesse intuito foram consultados o CADIN/SISBACEN e os registros de regularidade mantidos pela Secretaria da Receita Federal/ PGFN, INSS, CEF/FGTS. l3 A aludida consulta indica que a interessada está, também nesta data, em situação irregular junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil/PGFN, como se verifica a fls. 106, e 107 a 125 deste processo, relatório SINCOR, indicando que constam débitos da interessada em cobrança no PROFISC e no SIEF, e que tem débitos inscritos em Dívida Ativa da União, nele indicados, está inscrita no CADINI com inadimplente, fl. 126/127, fatos que a impedem de comprovar quitação de tributos e contribuições federais, com o que fica materializada a vedação abaixo prescrita: (...)” Ora, não se pode admitir, por evidente, que o PERC seja indeferido, preliminarmente, em face da averiguação de pretensos débitos em aberto, mormente se estes tenham surgido ou sido verificados em átimo posterior ao da opção veiculada em Declaração de Rendimentos. Repisese: o PERC não representa pedido de concessão ou de reconhecimento de incentivos fiscais, mas, sim, postulação de revisão das alterações ou “glosas” oficiosas engendradas pela Fazenda, em relação aos termos da eleição feita pela recorrente. Fl. 434DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 8 Destarte, não há como reconhecer seja possível que o artigo 60 da Lei nº 9.069/95 impeça a concessão do PERC. O despacho decisório de fls. 138/142, ao deixar de versar sobre o mérito do pedido revisional, com amparo na alegação de existência de passivos ulteriores, resultou em notória supressão de instância e em fulcral afronta ao contraditório e à ampla defesa. Nulos, pois, são todos os andamentos processuais ocorridos a partir daquele decisum, inclusive. Sedimentese, para que fique claro: a irregularidade fiscal do contribuinte pode obstar a emissão da Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais, mas não o provimento do PERC – ou, conseguintemente, do Recurso Voluntário sob apreço. De mais a mais, ainda que assim não fosse, devese ressaltar que a higidez passiva do optante pelo benefício atrelado ao FINAM deveria ser apurada em atenção ao átimo temporal de transmissão da DIPJ/2005. A autoridade fiscal, em princípio, não poderia transpassar o momento de averiguação da existência de pendências para a data do julgamento inaugural do PERC. Isso é o que restou sedimentado no seio deste órgão julgador, a teor da Súmula CARF nº 37: “Súmula CARF nº 37: Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72” Várias foram as oportunidades em que o presente colegiado confirmou tal leitura a respeito da controvérsia. Ilustrativamente, dentre vasto campo amostral, podese cotejar o seguinte julgado: “INCENTIVOS FISCAIS PERC REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO DA COMPROVAÇÃO. CERTIDÃO DE REGULARIDADE FISCAL. Não deve persistir o indeferimento do PERC quando o contribuinte comprova sua regularidade fiscal através de certidões negativas ou positivas com efeitos de negativa dentro do prazo de validade, no momento do despacho denegatório do seu pleito. É ilegal o indeferimento de PERC em razão de débitos posteriores ao exercício da opção pela aplicação nos Fundos de Investimento.” (Ac. nº 10709.323/08) Não consta dos autos qualquer prova fazendária da existência, ao tempo da apresentação da DIPJ/2005, de passivos tributários insolvidos, que pudessem, em tese, atalhar Fl. 435DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 16327.001727/200746 Acórdão n.º 1101000.735 S1C1T1 Fl. 6 9 o gozo do benefício pleiteado. Os extratos de fls. 106 e 107/125, enunciadores dos impedimentos averiguados junto à RFB e à PGFN, foram emitidos em meandros do mês de dezembro de 2008, reportandose apenas àquela ocasião. Isto posto, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, a fim de determinar que os autos retornem à Diort/Deinf/SPO, para que seja o PERC analisado em seu mérito, desconsiderandose a existência de quaisquer débitos posteriores ao período de entrega da DIPJ/2005. Sala das Sessões, em 8 de maio de 2012 (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JUNIOR Relator Declaração de Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Acompanho o I. Relator em suas conclusões, pois assim já me manifestei ao interpretar a Súmula CARF nº 37 nos autos do processo administrativo nº 10768.009469/2002 66, em Acórdão formalizado sob nº 110100.315: A solução do litígio presente nestes autos deve se orientar pelo entendimento já pacificado em Súmula do CARF: Súmula CARF nº 37: Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. Da leitura deste enunciado, extraise de sua primeira parte que a aplicação em incentivos fiscais somente deixará de ser admitida se a contribuinte apresentar débitos relativos ao período de apuração abrangido pela DIPJ na qual formalizou sua opção. Já relativamente à segunda parte, não resta claro se, para ter direito ao incentivo, o interessado pode apresentar a prova da quitação daqueles débitos em qualquer momento do processo administrativo, ou se a própria quitação é admitida até o final do processo administrativo. Notase na jurisprudência administrativa a interpretação de que o art. 60 da Lei nº 9.069/95 não tinha por objetivo vedar a fruição de incentivo por quem estivesse em Fl. 436DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 10 débito para com a Fazenda Nacional em relação a tributos ou contribuições federais, mas sim impor a quitação de tais débitos como condição para reconhecimento do benefício. O referido dispositivo legal está assim redigido: Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. (grifouse) Destes termos, porém, também é possível extrair que será valido o ato administrativo que deixar de conceder ou reconhecer o incentivo fiscal porque provada a existência de tributos e contribuições federais não quitados pelo interessado, cumprindo a este, no curso do processo administrativo, desconstituir aquela prova, e não desfazer a situação por ela demonstrada. Vejase, inclusive, que várias ementas de julgados anteriores à edição da referida súmula admitem a aplicação em incentivos fiscais se apresentada certidão negativa, ou positiva com efeitos de negativa, até a data de protocolo do PERC, ou de sua apreciação: INCENTIVOS FISCAIS PERC REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO DA COMPROVAÇÃO. CERTIDÃO DE REGULARIDADE FISCAL. Não deve persistir o indeferimento do PERC quando o contribuinte comprova sua regularidade fiscal através de certidões negativas ou positivas com efeitos de negativa dentro do prazo de validade, no momento do despacho denegatório do seu pleito. É ilegal o indeferimento de PERC em razão de débitos posteriores ao exercício da opção pela aplicação nos Fundos de Investimento. (Acórdão 10809808, Sessão de 18/12/2008) INCENTIVOS FISCAIS "PERC" COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL A comprovação da regularidade fiscal deve se reportar à data da opção do benefício, pelo contribuinte, com a entrega da declaração de rendimentos. Comprovada a regularidade fiscal ou não logrando a administração tributária comprovar irregularidades que se reportem ao momento da opção pelo benefício, deve ser deferida a apreciação do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais PERC. (Acórdão 19500079, Sessão de 09/12/2008) INCENTIVOS FISCAIS PERC – REGULARIDADE FISCAL. MOMENTO DA COMPROVAÇÃO. CERTIDÃO DE REGULARIDADE FISCAL. Não deve persistir o indeferimento do PERC quando o contribuinte comprova sua regularidade fiscal através de certidões negativas ou positivas com efeitos de negativa dentro do prazo de validade, no momento do despacho denegatório do seu pleito. É ilegal o indeferimento de PERC em razão de débitos posteriores ao exercício da opção pela aplicação nos Fundos de Investimento.(Acórdão 10709323, Sessão de 06/03/2008) PERC. DEMONSTRAÇÃO DA REGULARIDADE FISCAL. A apresentação, por ocasião do protocolo do PERC, de Certidão Negativa com Efeito de Positiva faz prova da regularidade fiscal em relação à quitação dos tributos e contribuições federais. Débitos fiscais posteriores não justificam o indeferimento do pedido. (Acórdão 10709202, Sessão de 18/10/2007) INCENTIVOS FISCAIS – PEDIDO DE REVISÃO DE ORDEM DE EMISSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS – PERC – não deve prevalecer o indeferimento do PERC, quando o contribuinte comprova sua regularidade fiscal com a indicação de existência de certidão negativa dentro do prazo de validade, no momento do despacho denegatório de seu pleito. PERC – MOMENTO DE COMPROVAÇÃO DA REGULARIDADE o momento em que deve ser comprovada a regularidade fiscal, pelo sujeito passivo, com vistas ao gozo do benefício fiscal é a data da apresentação da DIRPJ, na qual foi manifestada a opção pela aplicação nos Fundos de Investimentos correspondentes. (Acórdão 10196213 (Sessão de 14/06/2007) Fl. 437DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 16327.001727/200746 Acórdão n.º 1101000.735 S1C1T1 Fl. 7 11 Relevante anotar, ainda, que a ênfase dada à prova por meio de certidão de regularidade fiscal durante o procedimento de análise do PERC decorre do fato de o Extrato de Aplicação em Incentivos Fiscais indicar a existência de pendências fiscais em face do interessado, mas não discriminálas, permitindo a desconstituição desta acusação por meio da apresentação de Certidões Negativas, ou Positiva com Efeitos de Negativa, mesmo que emitidas posteriormente. Firmadas, assim, as interpretações vislumbradas a partir da Súmula CARF nº 37, importa analisar os fatos presentes nestes autos. No presente caso, não foi reconhecido o direito ao incentivo fiscal em razão de irregularidades fiscais do contribuinte perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, de acordo com relatório de fls. 107 a 124, além de estar inscrito no Cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal – CADIN (fls. 126 e 127). Analisandoas, a autoridade julgadora de 1ª instância afastou diversas delas, restando as pendências a seguir indicadas, que podem ser refutadas pelas circunstâncias correlacionadas na sequência: a) Irregularidades relativas à RFB [...] a.4) Processo fiscal em cobrança nº 10768.018831/9997 (fls. 109) O requerente não traz nenhuma alegação a respeito desse processo. Em consulta aos sistemas informatizados da RFB, verificase que os débitos foram extintos por pagamentos efetuados em 29/12/2008 (fls. 281 a 283). Portanto, esse processo constituía irregularidade do contribuinte na data do despacho decisório (03/12/2008), visto que o pagamento ocorreu em data posterior. Considerando que o processo de cobrança foi formalizado em 1999, é razoável supor que ali não existam débitos pertinentes ao anocalendário 2004, período ao qual se refere a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. b) Irregularidades relativas à PGFN [...] b.2) Processo administrativo nº 10880.026523/8921 inscrições nº 80.7.08.001826 04 e 80.2.08.00260765 (fls. 112) O contribuinte alega que recebeu a Carta de Citação expedida nos autos da Execução Fiscal nº 2008.61.82.0181663 (fls. 205 a 213) e se encontra no prazo para prestar garantia e opor embargos à execução, documentos cujas cópias juntará posteriormente aos autos. Considerando que o processo de cobrança foi formalizado em 1989, é razoável supor que ali não existam débitos pertinentes ao anocalendário 2004, período ao qual se refere a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. b) Irregularidades relativas à PGFN [...] b.3) Processo administrativo nº 16327.001169/0090 inscrição nº 80.4.08.001781 25 (fls. 113) Fl. 438DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 12 Sustenta o contribuinte que recebeu a Carta de Citação expedida nos autos da Execução Fiscal nº 2008.61.82.0240904 (fls. 214 a 277) e se encontra no prazo para prestar garantia e opor embargos à execução, documentos cujas cópias juntará posteriormente aos autos. Considerando que o processo de cobrança foi formalizado em 2000, é razoável supor que ali não existam débitos pertinentes ao anocalendário 2004, período ao qual se refere a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. b) Irregularidades relativas à PGFN [...] b.4) Processo administrativo nº 16327.000375/200710 inscrição nº 80.7.08.00645566 (fls. 119) O requerente alega que o crédito tributário está sendo objeto de medida judicial e, tão logo seja obtido provimento judicial que suspenda a exigibilidade do crédito tributário, o mesmo será juntado aos autos. Observase nas informações de apoio à emissão de certidão que o processo administrativo nº 1632.000375/200710 referese ao CNPJ de empresa incorporada por Alvorada Cartões de Crédito, Financiamento e Investimentos S/A em 2003. Logo, também é razoável supor que ali não estejam controlados débitos apurados no anocalendário de 2004, período ao qual se refere a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. Por fim, há que se consignar que o interessado não traz qualquer argumento relativo à sua inscrição no CADIN, fato que também motivou o indeferimento do PERC. A informação à fl. 126 aponta que a razão para a inscrição da contribuinte no CADIN são os débitos controlados no processo administrativo nº 10768.018831/9997. Como já antes dito, quando mencionada esta pendência no item a.4 da decisão recorrida, considerando que o processo de cobrança foi formalizado em 1999, é razoável supor que ali não existam débitos pertinentes ao anocalendário 2004, período ao qual se refere a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo. Assim, porque não caracterizada irregularidade fiscal no período a que se refere a declaração de rendimentos da pessoa jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário e reconhecer seu direito ao incentivo fiscal. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Fl. 439DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/07/2013 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por VALMAR FONSECA DE MENEZES
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Numero do processo: 10835.001625/90-41
Data da sessão: Fri Oct 20 00:00:00 UTC 1995
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PROCESSO DECORRENTE - Declarada nula
a decisão no processo principal, sendo este decorrente, aplica-se a ele igual
decisão
Numero da decisão: 102-30.329
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar nula a decisão de primeira instância, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: José Carlos Passuello
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