Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,712)
- Primeira Turma Ordinária (16,211)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,078)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,784)
- Segunda Turma Ordinária d (14,416)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,379)
- Segunda Turma Ordinária d (12,361)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,416)
- Quarta Câmara (84,742)
- Terceira Câmara (67,310)
- Segunda Câmara (55,745)
- Primeira Câmara (20,136)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,275)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,843)
- Segunda Seção de Julgamen (114,408)
- Primeira Seção de Julgame (76,513)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,882)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,918)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,503)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,419)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10580.720546/2008-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2003
NULIDADE LANÇAMENTO
As hipóteses de nulidades dos lançamentos estão elencadas no Decreto nº 70.235/72, mais especificamente no artigo 59. Não sendo demonstrada, pelo contribuinte, nenhuma das causas que poderiam tornar nulo o lançamento, deve-se manter a autuação, por ausência de nulidade.
DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Não se mostra viciado o lançamento de ofício dos tributos apurados pela sistemática do Simples Federal, quando a empresa declara na DSPJ-Simples receita bruta em montante inferior ao escriturado no Livro Diário e, quando intimada, não comprova que a receita escriturada não é tributável.
ALEGAÇÕES DE ABUSIVIDADE E DO CARÁTER CONFISCATÓRIO DOS JUROS E MULTA APLICADOS
Nos termos da súmula nº 02 do CARF, este órgão colegiado não é competente para se pronunciar sobre eventuais inconstitucionalidades de dispositivos legais.
Numero da decisão: 1302-002.792
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Flávio Machado Vilhena Dias - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rogerio Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flavio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: FLAVIO MACHADO VILHENA DIAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2003 NULIDADE LANÇAMENTO As hipóteses de nulidades dos lançamentos estão elencadas no Decreto nº 70.235/72, mais especificamente no artigo 59. Não sendo demonstrada, pelo contribuinte, nenhuma das causas que poderiam tornar nulo o lançamento, deve-se manter a autuação, por ausência de nulidade. DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Não se mostra viciado o lançamento de ofício dos tributos apurados pela sistemática do Simples Federal, quando a empresa declara na DSPJ-Simples receita bruta em montante inferior ao escriturado no Livro Diário e, quando intimada, não comprova que a receita escriturada não é tributável. ALEGAÇÕES DE ABUSIVIDADE E DO CARÁTER CONFISCATÓRIO DOS JUROS E MULTA APLICADOS Nos termos da súmula nº 02 do CARF, este órgão colegiado não é competente para se pronunciar sobre eventuais inconstitucionalidades de dispositivos legais.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10580.720546/2008-16
anomes_publicacao_s : 201806
conteudo_id_s : 5871934
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-002.792
nome_arquivo_s : Decisao_10580720546200816.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : FLAVIO MACHADO VILHENA DIAS
nome_arquivo_pdf_s : 10580720546200816_5871934.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rogerio Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flavio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
id : 7335161
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:20:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310196330496
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1730; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 441 1 440 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.720546/200816 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302002.792 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2018 Matéria SIMPLES Recorrente TECMEDICA HOSPITALAR LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2003 NULIDADE LANÇAMENTO As hipóteses de nulidades dos lançamentos estão elencadas no Decreto nº 70.235/72, mais especificamente no artigo 59. Não sendo demonstrada, pelo contribuinte, nenhuma das causas que poderiam tornar nulo o lançamento, devese manter a autuação, por ausência de nulidade. DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Não se mostra viciado o lançamento de ofício dos tributos apurados pela sistemática do Simples Federal, quando a empresa declara na DSPJSimples receita bruta em montante inferior ao escriturado no Livro Diário e, quando intimada, não comprova que a receita escriturada não é tributável. ALEGAÇÕES DE ABUSIVIDADE E DO CARÁTER CONFISCATÓRIO DOS JUROS E MULTA APLICADOS Nos termos da súmula nº 02 do CARF, este órgão colegiado não é competente para se pronunciar sobre eventuais inconstitucionalidades de dispositivos legais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 05 46 /2 00 8- 16 Fl. 441DF CARF MF 2 Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente. (assinado digitalmente) Flávio Machado Vilhena Dias Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rogerio Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flavio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Relatório Tratase o presente processo administrativo de Auto de Infração lavrado em face do contribuinte Tecmedica Hospitalar Ltda., ora Recorrente, através do qual foram constituídos créditos tributários, na sistemática de recolhimento do Simples Federal, de IRPJ, PIS, COFINS e CSLL e INSS referentes ao ano calendário de 2003. Nos termos do TVF de fls. 59, o agente fiscal constatou que, da análise do Livro Diário da empresa Recorrente, verificouse que receitas provenientes de pagamentos de "clientes" e de créditos de cartão de crédito que, supostamente, deveriam ser oferecidos à tributação, mas não o foram, tendo em vista que os valores declarados pelo contribuinte (base de cálculo para recolhimento dos tributos) seria bem menor do que aqueles identificados no Livro Diário. Por outro lado, fiscalização demonstrou que, após ser devidamente intimado para apresentação do Livro Caixa e do Livro Razão, o contribuinte se pronunciou pela inexistência desses. Quanto ao plano de contas, a fiscalização constatou que esta não tinha correlação com o Livro Diário, utilizado no levantamento das supostas receitas omitidas pelo Recorrente. Assim, ao proceder a lavratura do Auto de Infração, a fiscalização decotou da receita tributável os valores efetivamente declarados pelo contribuinte e aplicou, sobre esta diferença, os percentuais (alíquotas) definidas pela legislação, constituindo o crédito tributário ora contestado pelo contribuinte. Devidamente intimado, o contribuinte apresentou Impugnação Administrativa, na qual alega diversas razões para a desconstituição do crédito tributário que foi constituído em seu desfavor. Estas razões foram muito bem sintetizadas pelo acórdão recorrido, por isso, pedese venia para transcrevêlas: 1. Não há embasamento jurídico para a manutenção do quantum apurado pelo Fisco, por ser inverídico e insustentável frente à ordem e ao direito; 2. Em situações específicas, o motivo do ato não poderá ser dispositivo genérico de lei, mas o resultado da subsunção da norma ao fato, à luz do caso concreto, todavia, no presente caso, o autuante sequer apontou de forma concisa de quais documentos fiscais ou contábeis retirou suas conclusões, as quais expôs de forma tão sucinta no Auto de Infração que, assim, Fl. 442DF CARF MF Processo nº 10580.720546/200816 Acórdão n.º 1302002.792 S1C3T2 Fl. 442 3 carece de aspecto fundamental e legal a informar a origem do indébito, sendo, portanto, nulo; 3. Inexistindo qualquer fundamento fático ou legal que comprove a quebra dos requisitos exigidos para a correta aferição da base de cálculo, a conclusão inelutável é que a constituição do crédito tributário não possui relação de pertinência lógica entre a realidade e o ato praticado pelo autuante; 4. Como se não bastasse a mácula quanto à validade do Auto de Infração, a ausência dos elementos determinadores da suposta infração produz efeitos ainda mais perversos sobre o Direito de Defesa e o contraditório da autuada, que, diante da indeterminação do que lhe foi imputado, se vê prejudicada quanto à busca da verdade dos fatos; 5. O princípio do contraditório albergado em nível constitucional e expressamente acolhido pela legislação da Receita Federal pretende assegurar às partes envolvidas a ciência dos fatos, dados, documentos e argumentos, cujo teor a parte autuada tenha interesse em reagir, e assim, no caso concreto, a imprecisão reside justamente no aspecto nuclear da imputação, impedindo o exercício pleno do direito de defesa por parte da empresa; 6. Inobstante a incerteza jurídica contida no lançamento, é possível à impugnante, ao compulsar sua escrita contábil, identificar a existência de equívocos na apuração, razão pela qual não reconhece a procedência dos Autos de Infração em tela; 7. Para apuração do quantum supostamente devido, o autuante elaborou planilha confrontando o valor dos impostos (PIS, Cofins, CSSL, IRPJ, INSS SIMPLES) como sendo devido, conforme base de cálculo também descrita na apuração constante no Termo de Constatação e Demonstrativo anexo, no qual apura o valor pago e a diferença entre o supostamente devido e os recolhidos; 8. Em todas as competências encontrou o autuante diferenças que indicaram recolhimento a menor do imposto, embora não tenha sido indicada em momento algum no corpo do lançamento ou em seus anexos a fonte de onde os dados que compuseram os demonstrativos foram retirados, presumindose terem sido extraídos do Livro Diário 2003 e outros documentos fiscais da autuada, aos quais teve acesso o preposto da Receita Federal; 9. Ressaltese, ainda, que o autuante reconhece que houve recolhimento do Simples por parte da impugnante em todas as competências, indicando inclusive quais seriam os respectivos valores mensais; 10. O auditor fiscal, baseandose no Livro Diário 2003, deixou de verificar em suas folhas o valor do faturamento bruto do exercício, R$767.525,19, apurado com base nos lançamentos contábeis, que consta também na conta de encerramento do Fl. 443DF CARF MF 4 resultado do Balanço Patrimonial, conforme se observa na Receita Bruta de Vendas indicada na Demonstração do Resultado do Exercício; 11. Nem todos os ingressos financeiros advindos ao caixa da empresa configuram receita operacional, mas mero trânsito de numerário sem conotação de receita omitida; 12. Repasses de recursos de terceiros, acarretando no recipiendário a figura do gestor ou do mandatário, levam necessariamente à caracterização dos valores advindos ao caixa, principalmente na insuficiência da caracterização da matéria tributável e no aprofundamento da ação fiscal, conforme doutrina que transcreve; 13. Ao elevar o faturamento mensal da empresa, o auditor, baseado nos lançamentos contábeis, não evidenciou, através de relatório e documentos coincidentes, a origem do lançamento e do ingresso de receita para considerar a discrepância entre os valores declarados e os supostamente omitidos; 14. A conta de receita, no Encerramento do Resultado, advém da mesma ferramenta onde contém os dados contábeis da empresa, mas no Termo de Constatação Fiscal as contas não condizem com as registradas no Livro Diário, podendo observar apenas um comparativo da numeração, como exemplo, as de n° 90090, 11201, entre outras; 15. Não foi anexada aos autos a origem devidamente lastreada dos valores mês a mês das receitas apuradas pelo auditor, e sim informações globais sem a devida referência de documentos de origem, número do lançamento contábil, página do lançamento, etc., o que leva a conclusão trataremse os valores, apontados pelo autuante, de números totalmente díspares, em patamares bastante superiores àqueles devidamente referendados pela autuada no Livre Diário; 16. Apesar da falta de comprovação da origem e referência do lançamento contábil dos valores apurados, o autuante equivocouse quanto à divergência da numeração das contas, bastando apenas confrontar as descritas no Termo de Constatação Fiscal com as contas da mesma natureza da escrituração contábil, uma vez que não se pode identificar as receitas por ele apuradas, de forma clara e evidente, ficando assim mais uma vez rejeitados os Autos de Infração em comento; 17. Ao final, a impugnante requer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, a nulidade total dos Auto de Infração, a intimação da Advogada que subscreve a impugnação, no endereço profissional constante do timbre, e a improcedência dos Autos de Infração. No julgamento da impugnação apresentada, a douta Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Julgamento de Salvador (BA), entendeu por bem julgar como improcedentes os argumentos lançados pelo Recorrente. O acórdão proferido recebeu a seguinte ementa: Fl. 444DF CARF MF Processo nº 10580.720546/200816 Acórdão n.º 1302002.792 S1C3T2 Fl. 443 5 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário: 2003 NULIDADE. As arguições de nulidade só prevalecem se enquadradas nas hipóteses previstas na lei para a sua ocorrência. IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação apresentada deve mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2003 DIFERENÇA DE BASE DE CÁLCULO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Correto o lançamento de ofício dos tributos apurados pela sistemática do Simples Federal quando a empresa declara na DSPJSimples receita bruta em montante inferior ao escriturado no Livro Diário. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O Recorrente foi intimando, via AR, do acórdão e apresentou Recurso Voluntário combatendo a decisão proferida. Em suas razões recursais, em síntese, repisa os argumentos da Impugnação, acrescentando a argumentação quanto ao suposto caráter confiscatório da multa aplicada. Este é o relatório. Voto Conselheiro Flávio Machado Vilhena Dias. Como se denota dos autos, o Recorrente foi intimado do teor do acórdão recorrido, via AR, em 16/12/2014, apresentando o Recurso Voluntário ora analisado no dia 13/01/2015, ou seja, dentro do prazo de 30 dias, nos termos do que determina o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Portanto, sem maiores delongas, é tempestivo o Recurso Voluntário apresentado, devendo ser analisado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, uma vez que cumpre os demais requisitos de admissibilidade. DA AUSÊNCIA DE NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO Fl. 445DF CARF MF 6 Em seu Recurso Voluntário, o Recorrente, de forma genérica, aduz pela nulidade da autuação lavrada. Alega, neste sentido, que o Auto de Infração é nulo porque "a constituição do crédito tributário não possui relação de pertinência lógica entre a realidade e o ato praticada pelo Auditor Fiscal". Alega, ainda, a menção de dispositivos legais genéricos e que o auditor fiscal não considerou os valores declarados e recolhidos pelo contribuinte no período autuado. Alega também, que o agente fiscal não demonstrou de forma pormenorizada os valores que supostamente foram considerados na autuação, quando da quantificação do crédito tributário. Por fim, também com relação à nulidade, aduz que a fiscalização não demonstrou quais os livros fiscais ou contábeis que foram utilizados para embasar a autuação combatida. Pois bem. Neste ponto, primeiramente, não se pode perder de vista que os requisitos obrigatórios e que devem constar do Auto de Infração estão expressamente elencados no Decreto nº 70.235/72, mais precisamente em seu artigo 10, quais sejam: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. E no Auto de Infração constituído em face do contribuinte os requisitos acima listados são facilmente identificados. Em seu Recurso Voluntário, data venia, o Recorrente não apontou de forma convincente a ausência de algum daqueles requisitos, que pudesse tornar nula a autuação. Por outro lado, ao contrário do que alega o Recorrente, no Termo de Constatação Fiscal, o agente autuante elencou a motivação da autuação, os documentos e livros contábeis e fiscais que foram utilizados na quantificação do crédito tributário. Vejase como se manifestou o agente fiscal, em citação reproduzida no acórdão recorrido: O contribuinte (...) não apresentou o Livro CAIXA, tendo apresentado o livro Diário (...). Verificando o livro Diário apresentado, constatei, segundo o Histórico apresentado para os lançamentos efetuados, as seguintes contas: (...), cujos lançamentos foram efetuados a crédito destes e a débito de Bancos ou Caixa, conforme pode ser verificado pelos lançamentos extraídos do Diário, anexo. Fl. 446DF CARF MF Processo nº 10580.720546/200816 Acórdão n.º 1302002.792 S1C3T2 Fl. 444 7 Conforme esses lançamentos referidos acima, Bancos e Caixas receberam receitas provenientes de Clientes diretamente ou através de Cartões de crédito nos seguintes valores mensais: (...). Tendo em vista a diferença verificada entre estes valores e os utilizados pelo contribuinte como bases de cálculo do Simples, procedi o recálculo das mesmas, conforme Auto de Infração e seus anexos. Ora, pela leitura do trecho acima não restam dúvidas de qual a motivação do fiscalização e como esta procedeu para chegar no quantum do crédito tributário constituído via Auto de Infração. É temerária, portanto, a alegação do Recorrente de que falta motivação para efetivação para lavratura do Auto de Infração e que este não traz de forma detalhada os valores tributados. Com a simples leitura do trecho acima e das planilhas (anexos) que fazem parte do Auto de Infração, se conclui o que foi constado pelo agente fiscal e qual é a base de cálculo que foi considerada na apuração do crédito tributário. Ainda, não assiste razão ao Recorrente quando afirma que o Auto de Infração não deduziu os valores que foram recolhidos pelo contribuinte no ano calendário autuado. Na autuação é clara e visível a apuração do crédito tributário, considerando "apenas" a diferença do que foi declarado pelo contribuinte e o que foi identificado como receita tributável. Ora, se houve a tributação só daquela diferença, não restam dúvidas de que o agente fiscal não tributou a mesma receita duas vezes. Ou seja, é patente, pela análise da autuação, que os valores declarados pelo Recorrente não foram considerados na quantificação do crédito tributário constituído de ofício pela fiscalização. Devese ressaltar, por fim, que apesar de alegar nulidades da Autuação e, em especial, indicar erro cometido pela fiscalização quando da aferição do quantum tributável, o Recorrente não trouxe nenhum documento que comprovasse as suas alegações. Estas alegações foram genéricas e distorcidas da realidade fática dos autos. Por tudo, negase provimento à preliminar de mérito aduzida no Recurso Voluntário ora analisado. DO MÉRITO No Recurso Voluntário apresentado, o Recorrente alega, no mérito, que houve erro na autuação, quando esta considerou os ingressos advindos do caixa da empresa como sendo receita tributável, uma vez que, em suas palavras, "estes nem sempre configuram receita operacional, mas mero trânsito de numerário sem a conotação de receita omitida." Esta mesma afirmação consta da Impugnação apresentada. E, para comprovar sua alegação, quando da apresentação da Impugnação, o Recorrente se ateve a trazer aos autos uma demonstração simplificada dos resultados no ano de 2003, em que consta como "receita bruta de vendas", o valor que foi levado à tributação. Contudo, em nenhum momento, apesar de ter alegado, o Recorrente trouxe comprovação de que os valores lançados a crédito no livro diário (mais especificamente na Fl. 447DF CARF MF 8 conta banco, que referiase a pagamento de clientes e de cartão de crédito) não se referiam a receita tributável, como levantado pela fiscalização. E não se argumente que esse ônus era da fiscalização e não do contribuinte. Como demonstrado alhures, o contribuinte, mesmo sendo intimado para tanto, não apresentou livro caixa e livro razão e o plano de contas entregue à fiscalização não tinha nenhuma pertinência com o livro diário apresentado. À fiscalização, então, não restou alternativa senão considerar as entradas naquelas contas como sendo tributável, tendo em vista a própria inclusão desses valores pelo contribuinte. Caberia a ele, então, trazer aos autos, uma vez que nada entregou a fiscalização, os documentos que comprovariam as suas alegações, quais sejam: a de que os valores lançados a crédito na conta caixa não eram efetivamente renda tributável. Não se pode perder de vista, como muito bem pontuado no acórdão recorrido, que "não se identifica qualquer divergência entre as contas utilizadas no Termo de Constatação Fiscal e aquelas registradas no Livro Diário. No demonstrativo às folhas 60/110 o autuante considerou todos os lançamentos a débito nas contas “Bancos” (códigos 10501 a 10508) e “Caixa” (código 10101) do Livro Diário, indicando, inclusive, o seu respectivo número." Neste ponto, mais uma vez, apesar de alegar de forma genérica o erro do agente autuante, o Recorrente não apresentou qualquer elemento de prova que pudesse corroborar com as suas afirmações, o que é de se estranhar. Assim, devese ser negado provimento ao Recurso Voluntário. DAS ALEGAÇÕES DE ABUSIVIDADE E DO CARÁTER CONFISCATÓRIO DOS JUROS E MULTA APLICADOS. Em seu Recurso Voluntário, o Recorrente alega, de forma subsidiária, que os juros e a multa aplicados no Auto de Infração seriam abusivos e teriam um nítido caráter confiscatório. Neste ponto, devese fixar, sem maiores delongas, que esse órgão colegiado não tem competência para declarar a inconstitucionalidade das leis vigentes e válidas no ordenamento jurídico. Esta competência é exclusiva do Poder Judiciário. Este posicionamento, inclusive, encontrase sumulado no âmbito do CARF, como se depreende da leitura da súmula nº 02, que tem a seguinte redação: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim, as alegações tecidas pelo Recorrente, mesmo que lançadas de forma tempestiva em Recurso Voluntário, não podem ter guarida na restrita discussão em âmbito administrativo. Como até o presente momento não há um posicionamento definitivo do Poder Judiciário quanto as abusividades e inconstitucionalidades levantadas, não cabe a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, como demonstrado, a sua análise. Diante do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Fl. 448DF CARF MF Processo nº 10580.720546/200816 Acórdão n.º 1302002.792 S1C3T2 Fl. 445 9 Flávio Machado Vilhena Dias Fl. 449DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10930.003134/2005-58
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. EFEITOS INFRINGENTES.
Constatada a existência de omissão na decisão embargada, devem ser acolhidos os embargos de declaração e sanado o vício apontado, nos termos do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015.
PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO. CONCEITO DE INSUMO. GASTOS COM COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES NÃO UTILIZADOS NO PROCESSO PRODUTIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO.
No presente caso, as glosas referentes a gastos com combustíveis lubrificantes não utilizados na produção, por não se tratar de insumos essenciais ao processo produtivo, impede a geração de créditos.
Numero da decisão: 9303-006.731
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher em parte os Embargos de Declaração para, re-ratificando o Acórdão nº 9303-006.220, de 24 de janeiro de 2018, com efeitos infringentes, alterar a decisão recorrida para "Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negar-lhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário e equipamento de proteção individual, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que negou provimento. Votou pelas conclusões o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Demes Brito - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em Exercício).
Nome do relator: DEMES BRITO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. EFEITOS INFRINGENTES. Constatada a existência de omissão na decisão embargada, devem ser acolhidos os embargos de declaração e sanado o vício apontado, nos termos do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015. PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO. CONCEITO DE INSUMO. GASTOS COM COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES NÃO UTILIZADOS NO PROCESSO PRODUTIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO. No presente caso, as glosas referentes a gastos com combustíveis lubrificantes não utilizados na produção, por não se tratar de insumos essenciais ao processo produtivo, impede a geração de créditos.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10930.003134/2005-58
anomes_publicacao_s : 201806
conteudo_id_s : 5869364
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 9303-006.731
nome_arquivo_s : Decisao_10930003134200558.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : DEMES BRITO
nome_arquivo_pdf_s : 10930003134200558_5869364.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher em parte os Embargos de Declaração para, re-ratificando o Acórdão nº 9303-006.220, de 24 de janeiro de 2018, com efeitos infringentes, alterar a decisão recorrida para "Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negar-lhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário e equipamento de proteção individual, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que negou provimento. Votou pelas conclusões o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Demes Brito - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em Exercício).
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
id : 7322531
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:19:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310217302016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2044; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.049 1 1.048 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10930.003134/200558 Recurso nº Embargos Acórdão nº 9303006.731 – 3ª Turma Sessão de 15 de maio de 2018 Matéria COFINS RESSARCIMENTO Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado COMPANHIA CACIQUE DE CAFÉ SOLÚVEL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. EFEITOS INFRINGENTES. Constatada a existência de omissão na decisão embargada, devem ser acolhidos os embargos de declaração e sanado o vício apontado, nos termos do art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015. PIS/COFINS REGIME NÃO CUMULATIVO. CONCEITO DE INSUMO. GASTOS COM COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES NÃO UTILIZADOS NO PROCESSO PRODUTIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CREDITAMENTO. No presente caso, as glosas referentes a gastos com combustíveis lubrificantes não utilizados na produção, por não se tratar de insumos essenciais ao processo produtivo, impede a geração de créditos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher em parte os Embargos de Declaração para, reratificando o Acórdão nº 9303006.220, de 24 de janeiro de 2018, com efeitos infringentes, alterar a decisão recorrida para "Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário e equipamento de proteção individual, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 31 34 /2 00 5- 58 Fl. 1049DF CARF MF Processo nº 10930.003134/200558 Acórdão n.º 9303006.731 CSRFT3 Fl. 1.050 2 convocado), que negou provimento. Votou pelas conclusões o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Demes Brito Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em Exercício). Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos pela Fazenda Nacional, diante da decisão consubstanciada no Acórdão nº 9303006.220, que decidiu por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negarlhe provimento. ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário, aos lubrificantes e aos combustíveis. O Acórdão restou assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 COFINS. BASE DE CÁLCULO. INDENIZAÇÃO DE SEGUROS. Tratandose de ingressos eventuais relativos a recuperação de valores que integram o ativo, não se pode considerar as indenizações de seguros como receitas para fins de incidência da contribuição do PIS. COFINS NÃO CUMULATIVA. CONCEITO DE INSUMO. CRITÉRIO DA ESSENCIALIDADE. DIREITO A CRÉDITO. UNIFORME/VESTUÁRIO. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS. POSSIBILIDADE De acordo com artigo 3º da Lei nº 10.833/03, que é o mesmo do inciso II, do art. 3º, da Lei nº 10.637/02, que trata do PIS, pode ser interpretado de modo ampliativo, desde que o bem ou serviço seja essencial a atividade empresária, portanto, capaz de gerar créditos de PIS uniforme, vestuário, equipamento de proteção individual, combustíveis e lubrificantes. PIS NÃO CUMULATIVO. CONCEITO DE INSUMO. CRITÉRIO DA ESSENCIALIDADE. No presente caso, as glosas referentes a Fl. 1050DF CARF MF Processo nº 10930.003134/200558 Acórdão n.º 9303006.731 CSRFT3 Fl. 1.051 3 Alimentação,Cesta básica, Vale transporte,Assistência médica/odontológica, Matérias de manutenção/conservação, Materiais químicos e de laboratórios, Materiais de limpeza; Materiais de expediente, .Outros materiais de consumo, Serviços de segurança e vigilância, Serviços de conservação e limpeza, Serviços de manutenção e reparos, Outros serviços de terceiros, Gastos gerais, não são essenciais ao processo produtivo da Contribuinte. A Embargante insurgese aos autos, após síntese dos fatos relacionados com a lide, o qual suscita vício de obscuridade e de omissão, quanto as razões de decidir pela reversão das glosas dos créditos tomados sobre os custos de combustíveis e lubrificantes. Explica que, em que pese conste, no dispositivo do voto, referência ao provimento do recurso no que toca a combustíveis e lubrificantes, não há, na fundamentação do acórdão, qualquer manifestação a respeito do tema. Ressalta que não foram glosados os gastos com combustíveis e lubrificantes utilizados no processo produtivo. Por fim, ainda aponta contradição entre o dispositivo do acórdão e o dispositivo do voto, já que neste último consta que foi dado provimento ao recurso do contribuinte para reverter, entre outras, a glosa referente a equipamento de proteção individual, ao passo que, no dispositivo do acórdão constou provimento em menor extensão para "reverter as glosas referente à uniforme de vestuário, aos lubrificantes e aos combustíveis". No essencial é o Relatório. Voto Conselheiro Demes Brito Relator Com efeito, a Fazenda Nacional e Contribuinte apresentaram Recurso Especial de divergência com fundamento nos artigos 64, inciso II e 67 e seguintes do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, contra ao acórdão nº 330200.858, proferido pela 3ª Câmara/2ª Turma Ordinária da 3ª Seção de julgamento, que decidiu em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito a crédito de COFINS não cumulativa sobre despesas com equipamentos de proteção individual. Ciente do referido acórdão e tempestivamente, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, suscitando divergência jurisprudencial quanto à exclusão, da base de cálculo do PIS, do valor da indenização de seguro recebida pela Contribuinte. Para comprovar o dissenso jurisprudencial, apontou, como paradigma, o acórdão n° 20401.194. Em seguida, o Presidente da 3º Seção do CARF, deu seguimento ao Recurso, por ter sido comprovada a divergência, conforme se extrai do despacho de admissibilidade, fls. 878/879. Não conformada com tal decisão, a Contribuinte também interpôs Recurso Especial, requerendo que seja conhecido e dado provimento ao presente recurso para reformar Fl. 1051DF CARF MF Processo nº 10930.003134/200558 Acórdão n.º 9303006.731 CSRFT3 Fl. 1.052 4 a decisão recorrida e reconhecer integralmente o crédito pleiteado, atualizando pela SELIC, ensejando, por conseqüência, a homologação das compensações vinculadas. Para comprovar o dissenso jurisprudencial, foi apontado, como paradigmas, os Acórdãos nºs 3401001.713 e 930301.741. Em seguida, o Presidente da 3º Seção do CARF, deu seguimento parcial ao Recurso, conforme se extrai do despacho de admissibilidade, fls. 1155/1162. Do julgamento do Recurso Especial, o Colegiado decidiu da seguinte forma: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário, aos lubrificantes e aos combustíveis, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que deu provimento ao recurso em menor extensão, excluindo somente uniformes e equipamentos de proteção. Votou pelas conclusões o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. Por sua vez, a Embargante aduz que a motivação do acórdão, agregada á constatação de que a DRF só glosou despesas com combustíveis não utilizados no processo produtivo, conduz à dúvida se a Turma concluiu ser insumo todo combustível e lubrificante, independente da forma de sua utilização, ou se houve equívoco na redação da parte dispositiva do acórdão. Em que pese os argumentos da Embargante, entendo que houve apenas o erro na confecção do acórdão, que, antes da edição do Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, poderia ser sanado por um simples despacho do Presidente da Turma. Acontece que com o advento do art. 67 do citado decreto, os erros de escrita existentes na decisão só poderão ser sanados mediante prolação de um novo acórdão. Em respeito ao Decreto, acolho os embargos para sanear a omissão do acórdão embargado, sendo reratificado da seguinte forma: 1. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS Mas, concentrandose a atenção da divergência dos autos, propriamente, relembrese que o inciso II, do art. 3º, da Lei nº 10.833/03, permite a utilização do crédito de PIS/COFINS no regime não cumulativo nas seguintes hipóteses: “I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e b) nos §§ 1º e 1ºA do art. 2o desta Lei; II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o Fl. 1052DF CARF MF Processo nº 10930.003134/200558 Acórdão n.º 9303006.731 CSRFT3 Fl. 1.053 5 art. 2 da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; III energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica; IV aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros, ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços; VII edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa; VIII bens recebidos em devolução cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei; IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. X vale transporte, vale refeição ou vale alimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção". Como visto, o conteúdo do inciso II supra, que é o mesmo do inciso II, do art. 3º, da Lei nº 10.637/02, que trata do PIS, pode ser interpretado de modo ampliativo, desde que o bem ou serviço seja essencial a atividade empresária, portanto, capaz de gerar créditos de COFINS, referente aos combustíveis e lubrificantes utilizados exclusivamente utilizados no processo produtivo. De fato, assiste razão a Embargante, compulsando aos autos verifico que a DRF glosou apenas Lubrificantes e combustíveis; (exceto os utilizados na indústria). Como visto, as glosas referentes a gastos com combustíveis lubrificantes não utilizados na produção, por não se tratar de insumos essenciais ao processo produtivo, impede a sua geração de créditos. Quanto a suposta contradição entre o dispositivo do acórdão e o dispositivo do voto. A Embargante aduz que neste último consta que foi dado provimento ao recurso do contribuinte para reverter, entre outras, a glosa referente a equipamento de proteção individual. Fl. 1053DF CARF MF Processo nº 10930.003134/200558 Acórdão n.º 9303006.731 CSRFT3 Fl. 1.054 6 Por outro lado, no dispositivo do acórdão constou provimento em menor extensão para “reverter as glosas referente à uniforme de vestuário, aos lubrificantes e aos combustíveis”. Consta no dispositivo do acórdão embargado o seguinte: Diante de tudo que foi exposto, voto no seguinte sentido: i) nego provimento ao Recurso da Fazenda Nacional quanto a inclusão da base de cálculo do COFINS, do valor da indenização de seguro recebido pela Contribuinte. ii) dou parcial provimento ao Recurso da Contribuinte, para reconhecer o direito ao crédito de PIS/COFINS no regime não cumulativo, referente aos gastos com uniforme/vestuário, equipamento de proteção individual e Lubrificantes e combustíveis, bem como, para excluir da cálculo do PIS valores líquidos lançados na contabilidade da recorrente referente a Indenizações de Seguros. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário, aos lubrificantes e aos combustíveis, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que deu provimento ao recurso em menor extensão, excluindo somente uniformes e equipamentos de proteção. Votou pelas conclusões o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas. Observase da leitura do dispositivo, apenas o Conselheiro vencido Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), deu provimento ao recurso em menor extensão, excluindo somente uniformes e equipamentos de proteção. portanto, não há qualquer contradição do que foi decidido. Diante de tudo que foi exposto, voto no sentido de conhecer e acolher em parte os Embargos de Declaração para, reratificando o Acórdão nº 9303006.220, de 24 de janeiro de 2018, com efeitos infringentes, alterar a decisão recorrida para "Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional e, no mérito, em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, por maioria de votos, em dar lhe provimento parcial para reverter as glosas referente à uniforme de vestuário e equipamento de proteção individual, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que negou provimento. Votou pelas conclusões o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas.". É como voto. (Assinado digitalmente) Demes Brito Fl. 1054DF CARF MF Processo nº 10930.003134/200558 Acórdão n.º 9303006.731 CSRFT3 Fl. 1.055 7 Fl. 1055DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10746.900610/2011-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri May 11 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1302-000.609
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Henrique Silva Figueiredo - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: PAULO HENRIQUE SILVA FIGUEIREDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 11 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10746.900610/2011-14
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5861199
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 11 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-000.609
nome_arquivo_s : Decisao_10746900610201114.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : PAULO HENRIQUE SILVA FIGUEIREDO
nome_arquivo_pdf_s : 10746900610201114_5861199.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7273106
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:17:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310261342208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1754; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 318 1 317 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10746.900610/201114 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1302000.609 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 12 de abril de 2018 Assunto DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente CONSTRUTORA TALISMA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Relatório Tratase de Recurso interposto em relação ao Acórdão nº 0350.454, de 31 de janeiro de 2013, proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF (fls. 159 a 166), que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo sujeito passivo. O presente processo cuida da Declaração de Compensação (DCOMP) nº 25870.12616.311007.1.3.043604 (fls. 20 a 25), por meio da qual a contribuinte compensou débitos de sua responsabilidade referente ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição social sobre o Lucro Líquido (CSLL), relativos ao 3º trimestre de 2007, no valor RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 46 .9 00 61 0/ 20 11 -1 4 Fl. 318DF CARF MF Processo nº 10746.900610/201114 Resolução nº 1302000.609 S1C3T2 Fl. 319 2 total de R$ 1.087,59, com crédito decorrente de suposto pagamento indevido ou a maior relativo a título de CSLL. O crédito em questão, no valor de R$ 888,99, originarseia de pagamento efetuado em 31/01/2006, no montante de R$ 5.264,27; e não foi reconhecido pelo Despacho Decisório de fl. 12, por se encontrar inteiramente utilizado para quitação de débito da contribuinte, de modo que a compensação declarada não foi homologada. Cientificado, o sujeito passivo apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 2 a 11, na qual sustentou que, por equívoco, na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), relativa ao anocalendário de 2005, e na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), referente ao quarto trimestre do citado ano calendário, informou débito a título de CSLL, regime de apuração baseado no Lucro Presumido, calculado a partir da aplicação do percentual de 32% sobre a sua receita bruta. Contudo, em decorrência da sua atividade, estaria sujeito à CSLL, sobre o Lucro Presumido, calculada com base na aplicação da alíquota de 12% sobre a sua receita bruta. Invocou o princípio da verdade material e apresentou elementos que, no seu entender, comprovariam o erro de fato e o indébito em questão (DIPJ retificadora, cópias parciais dos livros Diário, Razão e Registro de notas fiscais de serviços prestados, bem como cópias das notas fiscais do período). Relatou, ainda, haver procedido à retificação da DIPJ referente ao ano calendário de 2005, e apresentou diversas decisões de Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento que respaldariam o crédito pleiteado. Em dezembro de 2012, o sujeito passivo apresentou o documento de fls. 157 e 158, intitulado "Resumo do Manifesto de Inconformidade P.J.", no qual, além de reiterar os termos da sua Manifestação Inconformidade, esclarece que deixou de retificar a DCTF do 4º trimestre de 2005, uma vez que, no momento em que constatou a necessidade de tal retificação, já se teria operado a decadência do seu direito de alterar o referido documento. A decisão de primeira instância (fls. 159 a 166) considerou que a Recorrente não havia apresentado documentação suficiente capaz de "demonstrar a natureza das atividades a que se referiram os rendimentos declarados e que poderia esclarecer qual(is) o(s) correto(s) percentual(is) aplicável(is), se de 12%, tal como pretendido, se de 32%, ou mesmo de percentuais diversificados, conforme § 2º do artigo 15 da Lei nº 9.249/95", de modo que o alegado indébito não se revestiria da liquidez e certeza necessárias ao reconhecimento do direito creditório, nos termos do art. 170 do CTN. Registrou, ainda, que as decisões administrativas colecionadas pela pessoa jurídica não possuíam caráter de normas complementares, nem efeitos vinculantes. Deste modo, não reconheceu o direito creditório do sujeito passivo. Após a ciência, comprovada às fls. 167/168, foi interposto o Recurso de fls. 170 a 181, por meio do qual a Recorrente, após reiterar as razões contidas na Manifestação de Inconformidade, sustenta que tem como cliente contratante, na maioria dos serviços prestados, o Poder Público, sendo a prática e costume os contratos de obras públicas serem formalizados sob a sistemática da empreitada global. Fl. 319DF CARF MF Processo nº 10746.900610/201114 Resolução nº 1302000.609 S1C3T2 Fl. 320 3 Aduz que os documentos já apresentados, em especial as notas fiscais de serviço, são elementos hábeis a demonstrar se tratar de serviços prestados com fornecimento de material. Invoca a aplicação do princípio in dúbio pro contribuinte (calcado no art. 112, inciso II, do CTN) ou, ainda, a realização de diligência para juntada aos autos dos contratos de prestação de serviço. Contudo, com base no art. 16, §4º, alínea c, do Decreto nº 70.235, de 1972, combinado com o §5º do referido dispositivo, já traz aos autos os mencionados contratos de prestação de serviço, que comprovariam o direito pleiteado. É o Relatório. Voto Conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo Relator Como já relatado, tratase de Declaração de Compensação (DComp) referente a pagamento efetuado, em 31/01/2006, a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), relativo ao 4ª trimestre do anocalendário de 2005. O crédito compensado decorreria do fato de a Recorrente haver confessado na DCTF e recolhido a CSLL, apurada sob o regime de apuração baseado no Lucro Presumido, a partir da aplicação do percentual de 32% sobre a sua receita bruta, quando, em decorrência da receita se referir à atividade de construção civil com fornecimento de material, o percentual aplicável para a determinação do Lucro Presumido ser o de 12%, conforme art. 20 da Lei nº 9.249, de 1995. O direito creditório invocado não foi reconhecido pelo Despacho Decisório de fl. 12, por se encontrar inteiramente utilizado para quitação de débito da contribuinte, de modo que a compensação declarada não foi homologada. Por outro lado, a Manifestação de Inconformidade do sujeito passivo foi julgada improcedente por se considerar que os elementos juntados aos autos não são suficientes para comprovar que os serviços prestados pela Recorrente incluem o fornecimento de todo o material necessário à sua realização. Nos termos do art. 20 da Lei nº 9.249, de 1995, a base de cálculo da CSLL devida pelas pessoas jurídicas que apuram o IRPJ com base no Lucro Presumido, corresponderá a doze por cento da receita bruta, exceto para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades a que se refere o inciso III do § 1º do art. 15 daquele diploma legal, dentre as quais se inclui a prestação de serviços em geral, cujo percentual corresponderá a trinta e dois por cento. O citado art. 15 foi interpretado pelo Ato Declaratório Normativo Cosit nº 6, de 1997, que esclareceu que, para a determinação da base de cálculo do IRPJ mensal, a construção por empreitada com emprego de qualquer quantidade de materiais se sujeitaria ao percentual de 8% (oito por cento), enquanto incidiria o percentual de 32% (trinta e dois por cento) sobre a receita das atividades de construção por empreitada unicamente de mãodeobra. Fl. 320DF CARF MF Processo nº 10746.900610/201114 Resolução nº 1302000.609 S1C3T2 Fl. 321 4 A Instrução Normativa SRF nº 93, de 24 de dezembro de 1997, tratava do assunto, nos mesmos moldes do ADN mencionado. Aquele entendimento vigorou até a edição da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, que definiu como "construção por empreitada com emprego de materiais, a contratação por empreitada de construção civil, na modalidade total, fornecendo o empreiteiro todos os materiais indispensáveis à sua execução, sendo tais materiais incorporados à obra". (Destacouse) No caso sob exame, tratandose do anocalendário de 2005, aplicase, portanto, o entendimento que exige o fornecimento de todos os materiais, para a aplicação do percentual favorecido na determinação da base de cálculo da CSLL. A questão que se põe, portanto, é saber se as provas documentais apresentadas pelo sujeito passivo são (ou não) suficientes para comprovar que as receitas tributadas no trimestre em questão se referem a serviços de construção civil prestados com o fornecimento de material. Ocorre que, previamente à apreciação do Recurso, fazse necessário esclarecimento. É que, dentre os contratos apensados ao Recurso, constatase a existência de instrumento firmado com a Construtora Monte do Carmo Ltda, CNPJ nº 01.919.293/000178 (fls. 298/305). Do mesmo modo, vêse que notas fiscais (fl. 297 e 306) são emitidas pela Recorrente, em relação ao contrato firmado com a Construtora Monte do Carmo Ltda, e que os valores das referidas receitas estão contabilizadas nos Livros contábeis e fiscais juntados pela Recorrente, e foram considerados na apuração da CSLL devida no período em questão. Isto posto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para que o processo retorne à Unidade de origem (DRF/PalmasTO), para que: a) intime o sujeito passivo a esclarecer a existência de notas fiscais e contrato referente à Construtora Monte do Carmo Ltda, CNPJ nº 01.919.293/000178, na base de cálculo utilizada para a determinação da CSLL relativa ao 4º trimestre do anocalendário de 2005 e do indébito de que trata o presente processo; b) informe os valores efetivamente recolhidos pela Recorrente, a título de CSLL, em relação ao referido período de apuração, detalhando a eventual utilização/disponibilidade dos pagamentos efetuados; c) ao fim, elaborese relatório de diligência contendo as informações acima requeridas, bem como se manifestando em relação aos esclarecimentos prestados pelo sujeito passo, que deve ser cientificado do resultado, com a concessão de prazo para, querendo, manifestarse nos autos. Após, reencaminhese o processo a este Colegiado. (assinado digitalmente) Fl. 321DF CARF MF Processo nº 10746.900610/201114 Resolução nº 1302000.609 S1C3T2 Fl. 322 5 Paulo Henrique Silva Figueiredo Fl. 322DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10320.003882/2007-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/04/1999 a 31/03/2003
RECURSO DE OFÍCIO. VALOR TOTAL DO CRÉDITO EXONERADO (EXCETO JUROS) INFERIOR AO LIMITE ESTABELECIDO NA PORTARIA MF N. 63/2017. LIMITE DE ALÇADA VIGENTE NA DATA DA APRECIAÇÃO. NÃO CONHECIMENTO.
Não há de se conhecer de recurso de ofício quando o valor total do crédito exonerado (exceto juros) for inferior ao limite estabelecido na Portaria MF n. 63/2017, atualmente em vigor.
Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Numero da decisão: 2402-006.076
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício.
(assinado digitalmente)
Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente
(assinado digitalmente)
Luís Henrique Dias Lima - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ronnie Soares Anderson, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Renata Toratti Cassini, Luís Henrique Dias Lima, João Victor Ribeiro Aldinucci, Gregório Rechmann Júnior e Mauricio Nogueira Righetti.
Nome do relator: LUIS HENRIQUE DIAS LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/04/1999 a 31/03/2003 RECURSO DE OFÍCIO. VALOR TOTAL DO CRÉDITO EXONERADO (EXCETO JUROS) INFERIOR AO LIMITE ESTABELECIDO NA PORTARIA MF N. 63/2017. LIMITE DE ALÇADA VIGENTE NA DATA DA APRECIAÇÃO. NÃO CONHECIMENTO. Não há de se conhecer de recurso de ofício quando o valor total do crédito exonerado (exceto juros) for inferior ao limite estabelecido na Portaria MF n. 63/2017, atualmente em vigor. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10320.003882/2007-81
anomes_publicacao_s : 201804
conteudo_id_s : 5857071
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2402-006.076
nome_arquivo_s : Decisao_10320003882200781.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUIS HENRIQUE DIAS LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10320003882200781_5857071.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho - Presidente (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ronnie Soares Anderson, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Renata Toratti Cassini, Luís Henrique Dias Lima, João Victor Ribeiro Aldinucci, Gregório Rechmann Júnior e Mauricio Nogueira Righetti.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
id : 7248178
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:16:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310267633664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1143; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 101 1 100 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10320.003882/200781 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 2402006.076 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 03 de abril de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida CONSÓRCIO DE ALUMÍNIO DO MARANHÃO S/A ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/1999 a 31/03/2003 RECURSO DE OFÍCIO. VALOR TOTAL DO CRÉDITO EXONERADO (EXCETO JUROS) INFERIOR AO LIMITE ESTABELECIDO NA PORTARIA MF N. 63/2017. LIMITE DE ALÇADA VIGENTE NA DATA DA APRECIAÇÃO. NÃO CONHECIMENTO. Não há de se conhecer de recurso de ofício quando o valor total do crédito exonerado (exceto juros) for inferior ao limite estabelecido na Portaria MF n. 63/2017, atualmente em vigor. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 00 38 82 /2 00 7- 81 Fl. 826DF CARF MF 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Mário Pereira de Pinho Filho Presidente (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ronnie Soares Anderson, Jamed Abdul Nasser Feitoza, Renata Toratti Cassini, Luís Henrique Dias Lima, João Victor Ribeiro Aldinucci, Gregório Rechmann Júnior e Mauricio Nogueira Righetti. Fl. 827DF CARF MF Processo nº 10320.003882/200781 Acórdão n.º 2402006.076 S2C4T2 Fl. 102 3 Relatório Cuidase de Recurso de Ofício com fulcro no art. 34, I, do Decreto n. 70.235/1972, com a redação dada pela Lei n. 9.532/1997, c/c Portaria MF n. 3, de 03 de janeiro de 2008, em vigor à época dos fatos em face do Acórdão n. 0815.414 6ª. Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza DRJ/FOR (efls. 784/808), que julgou procedente as impugnações de efls. 88/114 (CONSÓRCIO DE ALUMÍNIO DO MARANHÃO S/A ALUMAR); efls. 562/580 (ALCAN ALUMINA LTDA.); efls. 585/603 (ALCOA ALUMÍNIO S/A); e efls. 608/626 (ABALCO S/A), com a consequente nulidade do lançamento consignado na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) DEBCAD n. 37.117.1482 consolidado em 18/09/2007 e constituído em 24/09/2007 no valor total, incluindo juros, de R$ 2.657.606,33 Período de Apuração: 04/1999 a 03/2003 (fls. 03/27), com fulcro na responsabilidade do sujeito passivo CONSÓRCIO DE ALUMÍNIO DO MARANHÃO S/A (ALUMAR) pela retenção e recolhimento de 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, conforme determina o art. 31 da Lei n. 8.212/91, com a redação dada pela Lei n. 9.711/98, conforme discriminado no Relatório Fiscal de efls. 28/53. É oportuno ressaltar que a NFLD DEBCAD n. 37.117.1482 (efls. 03/27) substituiu a NFLD DEBCAD n. 35.420.7504 consolidado em 28/06/2005 ciência do sujeito passivo em 30/06/2005 (efls. 155/182) , foi declarada nula pela Seção do Contencioso Administrativo da Delegacia da Receita Previdenciária de São Luís (MA) mediante a Decisão Notificação (DN) n. 09.401.4/0063/2006 (efls. 417/426) homologada em 29/05/2006 (efl. 430) ciência do contribuinte em 14/06/2006 (efls. 431/432) , conforme entendimento sumarizado na ementa abaixo transcrita: Assim, posteriormente, foi lavrada a NFLD DEBCAD n. 37.117.1482 (e fls. 03/27), que persistiu no lançamento do crédito tributário diretamente em face do CONSÓRCIO DE ALUMÍNIO DO MARANHÃO S/A Alumar (ciência pessoal em 24/09/2007) , mas, diferentemente da NFLD substituída, caracterizou solidariedade em desfavor das pessoas jurídicas consorciadas (ALCAN ALUMINA; ALCOA ALUMÍNIO S/A; ABALCO S/A; e BHP BILLITON METAIS S/A), estas notificadas mediante Termos de Sujeição Passiva Solidária (efls. 65/76), por via postal, em 22/07/2007, conforme Avisos de Recebimento (AR) de efls. 77/80. Fl. 828DF CARF MF 4 A 6ª. Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza DRJ/FOR exarou decisão consubstanciada no Acórdão n. 0815.414 (efls. 784/808) no sentido da nulidade do lançamento consignado na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) DEBCAD n. 37.117.1482 (efls. 03/27), sumarizada conforme ementa abaixo transcrita: Em razão do valor do crédito tributário exonerado (exceto juros) na ordem de R$ 1.360.737,50 (R$ 1.183.249,96 + 177.487,54) a DRJ/FOR recorreu de ofício de sua Fl. 829DF CARF MF Processo nº 10320.003882/200781 Acórdão n.º 2402006.076 S2C4T2 Fl. 103 5 decisão, com fulcro no art. 34, I, do Decreto n. 70.235/1972, com a redação dada pela Lei n. 9.532/1997, c/c Portaria MF n. 3, de 03 de janeiro de 2008 (em vigor à época dos fatos). As pessoas jurídicas integrantes do CONSÓRCIO DE ALUMÍNIO DO MARANHÃO S/A ALUMAR foram cientificadas da decisão de primeira instância (efls. 784/808), conforme denunciado às efls. 811/822, todavia, não há registro nos autos de interposição de recurso voluntário. É o relatório. Fl. 830DF CARF MF 6 Voto Conselheiro Luís Henrique Dias Lima Relator. Do Recurso de Ofício O recurso de ofício interposto pela DRJ/FOR e consignado no Acórdão n. 08 15.414 (efls. 784/808) ancorouse no art. 34, I, do Decreto n. 70.235/1972, verbis: Art. 34. A autoridade de primeira instância recorrerá de ofício sempre que a decisão: I exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) [...](grifei) Outrossim, balizouse pela Portaria MF n. 3, de 03 de janeiro de 2008, que estabelecia o limite para interposição de recurso de ofício pelas turmas de julgamento das DRJ sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00, conforme dispunha o art. 1°. daquele diploma infralegal, então em vigor: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. [...](grifei) Ocorre que a Portaria MF n. 3, de 03 de janeiro de 2008, foi revogada pela Portaria MF n. 63, de 09 de fevereiro de 2017, que estabeleceu o limite para interposição de recurso de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributos e encargos de multa em valor total superior a R$ 2.500.000,00, bem assim quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário, nos termos do seu art. 1°., §§ 1° e 2°., verbis: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. § 2º Aplicase o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. [...](grifei) Fl. 831DF CARF MF Processo nº 10320.003882/200781 Acórdão n.º 2402006.076 S2C4T2 Fl. 104 7 Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância, consoante determina a Súmula CARF n. 103, verbis: Súmula CARF nº 103 : Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Desta forma, impõese balizar, no caso concreto, o juízo de admissibilidade do recurso de ofício anotado no Acórdão n. 0815.414 (efls. 784/808) pelos parâmetros estabelecidos na Portaria MF n. 63, de 09 de fevereiro de 2017, em vigor. A NFLD DEBCAD n. 37.117.1482 (efls. 03/27), abaixo parcialmente reproduzida, evidencia que o valor total do crédito exonerado (exceto juros) é da ordem de R$ 1.360.737,50 (R$ 1.183.249,96 + 177.487,54): Desta forma, resta evidenciado que o recurso de ofício anotado no Acórdão n. 0815.414 (efls. 784/808) não pode prosperar, uma vez presente que o valor total do crédito exonerado (exceto juros) na ordem de R$ 1.360.737,50 (R$ 1.183.249,96 + 177.487,54) Fl. 832DF CARF MF 8 consignado na NFLD DEBCAD n. 37.117.1482 (efls. 03/27), é inferior ao valor de piso estabelecido na Portaria MF n. 63, de 09 de fevereiro de 2017, em vigor. Ante o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do Recurso de Ofício anotado no Acórdão n. 0815.414 (efls. 784/808). (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima Fl. 833DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11817.000126/2009-42
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 28/05/2008, 17/06/2008, 23/09/2008, 08/10/2008, 21/11/2008
CLASSIFICAÇÃO INCORRETA DAS MERCADORIAS NA NCM.
Próteses mamárias e penianas, de silicone, apresentadas em variados modelos e tamanhos, para implantes no corpo humano, classificamse no código 9021.39.80 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada pela Resolução Camex nº 43, de 2006, nos termos das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado nºs 1 e 6 e Regra Geral Complementar nº 1 da NCM.
PROCESSO DE CONSULTA. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA NORMATIVA. EFEITO ENTRE AS PARTES.
O processo administrativo de consulta formalizado pelo sujeito passivo da obrigação tributária produz efeitos exclusivamente para as partes Consulente e Fisco não se aplicando a terceiros não integrantes da relação processual, de acordo com os artigos 96 e 100 da Lei nº 5.172, de 1966.
EXCLUSÃO DE PENALIDADES. ART. 100 CTN E ART. 101 DO DL 3/66.
Tendo sido a classificação fiscal das mercadorias realizada de acordo com interpretação fiscal em processo de consulta, seja o interessado parte ou não, exclui a aplicação de penalidades.
ART. 100, II E PARÁGRAFO ÚNICO DO CTN. ART. 101, I DO DECRETO-LEI Nº 37/66. INAPLICABILIDADE.
A norma inserida no art. 100, II c/c parágrafo único do CTN somente se aplica, em matéria de consulta regular à Receita Federal, ao consulente.
Juros de mora objetiva corrigir crédito tributário não pago no vencimento e não se configura penalidade.
LANÇAMENTO. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ART. 61, § 3º DA LEI Nº 9.430/96. ART. 161 DO CTN.
Crédito tributário não pago no vencimento sujeita-se à incidência de juros de mora. Aplicação da Súmula CARF nº 5
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3201-003.662
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir apenas a multa de ofício, vencidos os conselheiros Tatiana Josefovicz Belisário (relatora), Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Cássio Schappo, que davam provimento parcial em maior extensão, para excluir a multa e os juros. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira.
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente
Tatiana Josefovicz Belisário - Relatora
Paulo Roberto Duarte Moreira - Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza; Winderley Morais Pereira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
Nome do relator: TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 28/05/2008, 17/06/2008, 23/09/2008, 08/10/2008, 21/11/2008 CLASSIFICAÇÃO INCORRETA DAS MERCADORIAS NA NCM. Próteses mamárias e penianas, de silicone, apresentadas em variados modelos e tamanhos, para implantes no corpo humano, classificamse no código 9021.39.80 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada pela Resolução Camex nº 43, de 2006, nos termos das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado nºs 1 e 6 e Regra Geral Complementar nº 1 da NCM. PROCESSO DE CONSULTA. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA NORMATIVA. EFEITO ENTRE AS PARTES. O processo administrativo de consulta formalizado pelo sujeito passivo da obrigação tributária produz efeitos exclusivamente para as partes Consulente e Fisco não se aplicando a terceiros não integrantes da relação processual, de acordo com os artigos 96 e 100 da Lei nº 5.172, de 1966. EXCLUSÃO DE PENALIDADES. ART. 100 CTN E ART. 101 DO DL 3/66. Tendo sido a classificação fiscal das mercadorias realizada de acordo com interpretação fiscal em processo de consulta, seja o interessado parte ou não, exclui a aplicação de penalidades. ART. 100, II E PARÁGRAFO ÚNICO DO CTN. ART. 101, I DO DECRETO-LEI Nº 37/66. INAPLICABILIDADE. A norma inserida no art. 100, II c/c parágrafo único do CTN somente se aplica, em matéria de consulta regular à Receita Federal, ao consulente. Juros de mora objetiva corrigir crédito tributário não pago no vencimento e não se configura penalidade. LANÇAMENTO. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ART. 61, § 3º DA LEI Nº 9.430/96. ART. 161 DO CTN. Crédito tributário não pago no vencimento sujeita-se à incidência de juros de mora. Aplicação da Súmula CARF nº 5 Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11817.000126/2009-42
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5861959
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3201-003.662
nome_arquivo_s : Decisao_11817000126200942.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
nome_arquivo_pdf_s : 11817000126200942_5861959.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir apenas a multa de ofício, vencidos os conselheiros Tatiana Josefovicz Belisário (relatora), Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Cássio Schappo, que davam provimento parcial em maior extensão, para excluir a multa e os juros. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira. Charles Mayer de Castro Souza - Presidente Tatiana Josefovicz Belisário - Relatora Paulo Roberto Duarte Moreira - Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza; Winderley Morais Pereira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2018
id : 7281718
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:18:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310270779392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1991; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 211 1 210 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11817.000126/200942 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201003.662 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de abril de 2018 Matéria CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Recorrente BRASMÉDICA HOSPITALAR E ORTOPEDICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 28/05/2008, 17/06/2008, 23/09/2008, 08/10/2008, 21/11/2008 CLASSIFICAÇÃO INCORRETA DAS MERCADORIAS NA NCM. Próteses mamárias e penianas, de silicone, apresentadas em variados modelos e tamanhos, para implantes no corpo humano, classificamse no código 9021.39.80 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada pela Resolução Camex nº 43, de 2006, nos termos das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado nºs 1 e 6 e Regra Geral Complementar nº 1 da NCM. PROCESSO DE CONSULTA. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA NORMATIVA. EFEITO ENTRE AS PARTES. O processo administrativo de consulta formalizado pelo sujeito passivo da obrigação tributária produz efeitos exclusivamente para as partes Consulente e Fisco não se aplicando a terceiros não integrantes da relação processual, de acordo com os artigos 96 e 100 da Lei nº 5.172, de 1966. EXCLUSÃO DE PENALIDADES. ART. 100 CTN E ART. 101 DO DL 3/66. Tendo sido a classificação fiscal das mercadorias realizada de acordo com interpretação fiscal em processo de consulta, seja o interessado parte ou não, exclui a aplicação de penalidades. ART. 100, II E PARÁGRAFO ÚNICO DO CTN. ART. 101, I DO DECRETOLEI Nº 37/66. INAPLICABILIDADE. A norma inserida no art. 100, II c/c parágrafo único do CTN somente se aplica, em matéria de consulta regular à Receita Federal, ao consulente. Juros de mora objetiva corrigir crédito tributário não pago no vencimento e não se configura penalidade. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 81 7. 00 01 26 /2 00 9- 42 Fl. 211DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 212 2 LANÇAMENTO. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. ART. 61, § 3º DA LEI Nº 9.430/96. ART. 161 DO CTN. Crédito tributário não pago no vencimento sujeitase à incidência de juros de mora. Aplicação da Súmula CARF nº 5 Recurso Voluntário Provido em Parte Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir apenas a multa de ofício, vencidos os conselheiros Tatiana Josefovicz Belisário (relatora), Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Cássio Schappo, que davam provimento parcial em maior extensão, para excluir a multa e os juros. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira. Charles Mayer de Castro Souza Presidente Tatiana Josefovicz Belisário Relatora Paulo Roberto Duarte Moreira Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza; Winderley Morais Pereira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima e Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado pelo Contribuinte em face do acórdão nº 1140.613, proferido pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife (PE), que assim relatou o feito: DO LANÇAMENTO Em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte foi apurada a infração de mercadorias importadas classificadas incorretamente na NCM/TEC então vigente, objeto das Declarações de Importação nºs 08/09048196, 08/09046169, 08/09048196, 08/14954329, 08/15934160 e 08/18666220, registradas em 28.05, 17.06 (2), 23.09, 08.10 e 21.11, todas em 2008, na Receita Federal do Brasil do Rio de Janeiro. Foi lavrado, em 09.06.2009, pela fiscalização da Alfândega de Brasília, o Auto de Infração de fls. 02 a 13, para a cobrança do Imposto de Importação (II), no valor de R$ 76.200,92 (setenta e seis mil e duzentos reais e noventa e dois centavos), acrescido dos juros de mora, no montante de R$ 7.222,32 (sete mil, duzentos e vinte e dois reais e trinta e dois centavos), da multa Fl. 212DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 213 3 de ofício de 75%, no valor de R$ 57.150,69 (cinquenta e sete mil, cento e cinquenta reais e sessenta e nove centavos) e da multa de 1% sobre o valor aduaneiro das mercadorias por classificação incorreta na NCM, no montante de R$ 6.273,73 (seis mil, duzentos e setenta e três reais e setenta e três centavos). O crédito tributário totalizou R$ 146.573,93 (cento e quarenta e seis mil, quinhentos e setenta e três reais e noventa e três centavos), de acordo com Demonstrativo Consolidado, à fl.14. Na descrição dos fatos constante do Relatório de Auditoria, às fls. 15 a 20, a autoridade lançadora explicou que o contribuinte importou, através das DIs nºs 08/18666220, 08/14954329, 08/09048196 e 08/09048196, de 2008, “Implantes mamários de gel de Silicone Coesivo Prótese de Silicone Mamária, de variados modelos e tamanhos”, e através das DIs nºs 08/15934160, e 08/09046169, também registradas em 2008, “Próteses peniana e testicular, de silicone, para implante em seres humanos” 1, classificandoos como “Artigos e Aparelhos de Prótese” (Posição 9021); “Outros artigos e aparelhos de prótese” (Subposição de 1º nível 9021.3); “Próteses articulares” (Subposição de 2º nível 9021.31); e “Outras” (Item 9021.31.90) código NCM 9021.31.90. Esclareceu que a Posição 9021 e a Subposição de 1º nível 9021.3, adotadas pelo importador, estavam corretas, mas acrescentou que a Subposição de 2º nível por ele indicada (9021.31) estava incorreta. A Subposição de 2º nível correta, segundo a autoridade lançadora, é a 9021.39 “Outros” (Outras próteses não articulares), porque próteses articulares, onde o contribuinte enquadrou as mercadorias (9021.31) são aquelas utilizadas para substituir parcial ou totalmente articulações humanas ou animais e as próteses mamárias e penianas importadas, de silicone, para implantes no corpo humano, não servem para esse fim (articulações). Prosseguindo no desdobramento regional, a autoridade lançadora, classificou os produtos no Item 9021.39.80 “Outros”, argüindo que as próteses mamárias e penianas não se enquadram nos Itens anteriores a esse, ou seja, não se caracterizam como válvulas cardíacas (Item 9021.39.1), nem como lentes intraoculares (Item 9021.39.20), nem, tampouco como próteses arteriais (Item 9021.39.30) e, pelo fato de serem as próteses mamárias implantáveis, também não se classificam como próteses mamárias, não implantáveis (Item 9021.39.40), razão porque tanto estas quanto as penianas devem se classificar no código NCM 9021.39.80, de acordo com a RGIs nºs 1, 6 e RGC nº 1, sujeitas à alíquota de 14% (o importador utilizou alíquotas de 4% e 0%, dependendo da DI). Para facilitar a sua análise transcreveu o texto da Posição 9021 e os seus desdobramentos internacionais e regionais: Fl. 213DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 214 4 Foram anexados aos autos digitais, às fls. 26 a 98, demonstrativo das DI e seus extratos e pesquisa das importações da empresa. DA IMPUGNAÇÃO Intimado, o importador apresentou, tempestivamente a sua impugnação, às fls. 100 a 117, anexando a documentação de fls. 118 a 142 (ementa da SC SRRF 7ª RF/Diana nº 604/2004, cópia de pag. da TEC e folhetos técnicos sobre os produtos). Os argumentos da defesa foram agrupados em tópicos, seguindo a sua ordem de apresentação, visando facilitar a compreensão dos temas abordados: 1. Solução de Consulta SRRF 7ª RF/Diana nº 604, de 13.12.2004: 1.1 o código por ele adotado em suas importações, NCM 9021.31.90, tem por base Ato Administrativo regular, vigente e oficial da Receita Federal do Brasil (RFB), a Solução de Consulta (SC) SRRF/7ª RF/Diana nº 604, de 13.12.2004, da qual transcreve, não só a ementa (abaixo), como também parte do Relatório, Fundamentos Legais, Conclusão e Ordem de Intimação: “CÓDIGO TEC 9021.31.90 . Próteses de Silicone, marca registrada Silimed, utilizadas para implante em seres humanos, dos tipos mamário, peniano, panturrilha, glúteo, testicular, faciais, para reconstrução o u reparação em decorrência de traumas, casos de hipomastia ou amastia (mamário) e para fins estéticos, apresentados estéreis em “blister” plástico, acondicionados em caixa de papelão com protetor, e à base de elastômero de silicone ou de envelopes de elastômeros cheios de gel de silicone transparente, todos registrados na Agência Fl. 214DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 215 5 Nacional de Vigilância Sanitária MS, sob n° 101.021.800, com os dígitos correspondentes aos diversos tipos das Próteses.” 1.2 as características essenciais das próteses (similaridade), objeto da SC citada e da importação por ele efetivada, podem ser comprovadas pela descrição dos produtos importados, nos documentos de importação apresentados e nos registros dos bens na Anvisa; 1.3 a decisão prolatada na consulta deve ser respeitada, em consonância com o Decreto nº 70.235/72 e INRFB nº 740/2007, em obediência aos Princípios da Moralidade, da Ética, da Segurança Jurídica e da Boa Fé; 1.4 as alterações na interpretação da legislação cabem à Cosit, à Coana ou à autoridade que proferiu a decisão, nos termos dos artigos 11, 12, 13 e 14 e parágrafos, 16 e 17 da INRFB mencionada; não se tem notícia de Solução de Divergência, por representação de servidor ou por recurso especial, alterando a classificação fiscal adotada pela SC citada; 1.5 a SC que serviu de base à classificação adotada pelo importador não se aplica apenas às partes formalmente envolvidas no processo de consulta (cita a autora da consulta a que se refere: empresa Silimed), mas a todos os contribuintes que importem as mesmas mercadorias, porquanto a publicação do ato visa à uniformização de procedimentos que envolvem todos os importadores daqueles bens e a legislação tributária tem caráter geral, abstrato e uniforme, nos termos do artigo 681, inciso II, do Regulamento Aduaneiro, que dispõe que não será aplicada penalidade enquanto prevalecer o entendimento, a quem cumprir as obrigações, acessória e principal, de acordo com interpretação fiscal constante de ato expedido pela RFB; 1.6 o entendimento que endossa é confirmado pelo órgão administrativo de julgamento de 2a instância, na ementa do Recurso nº 143912, Acórdão 20172173: “ ...sendo o lançamento motivado num sentido que afronta o entendimento da Administração em processos de consulta, mesmo se de terceiros, se matéria idêntica, é o mesmo improcedente”; cita ainda o Acórdão nº 10808521, que versa sobre IRPJ, e sentencia na ementa:”...estando a recorrente sob regime do lucro presumido deverá observar o artigo 521 do RIR/99 e as disposições de Solução de Consulta Interna SRRF 10ª Disit nº 02/2002”. 2. Classificação tarifária dos bens importados: 2.1 a RGI nº 3 a) (Posição mais específica prevalecendo sobre a mais Genérica) ampara a classificação dos produtos importados, mutatis mutandis, na Subposição por ele adotada, NCM 9021.31; 2.2 cópia da TEC foi juntada, à fl.135 de sua defesa, para mostrar que na Subposição 9021.31, na tributação dos produtos pelo ICMS, consta a expressão “Prótese de Silicone”; acrescenta, ainda, que essa expressão não consta dos produtos que estão abrangidos pela Subposição indicada pela autuação, 9021.39. Fl. 215DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 216 6 3. Multas: 3.1 as multas que lhe foram aplicadas, multa de ofício de 75% sobre o II e de 1% sobre o valor aduaneiro das mercadorias por sua classificação incorreta, não podem subsistir, tendo em vista as disposições contidas no Ato Declaratório (AD) Cosit nº 10, de 1997, e no artigo 112, inciso II, do CTN, uma vez que não constitui infração punível com as multas previstas no artigo 4º da Lei nº 8.218/91 e artigo 44 da Lei nº 9.430/96 (multa de ofício de 75%) a classificação incorreta, desde que o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e enquadramento tarifário; e, ainda, porque a legislação deve ser interpretada de maneira mais favorável ao acusado, um vez reconhecida a complexidade da tarefa de classificar mercadorias na NCM (multa de 1% sobre o valor aduaneiro); cita ementas de Acórdãos do antigo Conselho de Contribuintes, às fls. 111 e 112. Revisão Aduaneira: 4.1 a classificação apresentada pelo importador foi aceita quando do despacho aduaneiro das mercadorias objeto das DI em questão e não pode ser modificada posteriormente; as mercadorias estavam perfeitamente descritas nos documentos de importação, inexistindo qualquer erro de fato em relação a elas; 4.2 diversas ementas de decisões dos tribunais federais sobre a matéria, às fls.114 e 115, foram transcritas. Por todo o exposto, requer a improcedência da cobrança do II, acrescido dos juros e da multa de ofício, e da multa de 1% sobre o valor aduaneiro dos bens. 1 A autoridade lançadora faz menção a próteses penianas e testiculares, contudo, como não existem, dentre as importadas, próteses apenas testiculares, decidiuse por denominálas "Próteses Penianas". Após exame da Impugnação apresentada pelo Contribuinte, a DRJ proferiu acórdão assim ementado: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 28/05/2008, 17/06/2008, 23/09/2008, 08/10/2008, 21/11/2008 Classificação incorreta das mercadorias na NCM. Multa de 1% sobre valor aduaneiro. Próteses mamárias e penianas, de silicone, apresentadas em variados modelos e tamanhos, para implantes no corpo humano, classificamse no código 9021.39.80 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), Tarifa Externa Comum (TEC), aprovada pela Resolução Camex nº 43, de 2006, nos termos das Regras Gerais Fl. 216DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 217 7 para Interpretação do Sistema Harmonizado nºs 1 e 6 e Regra Geral Complementar nº 1 da NCM. As mercadorias classificadas incorretamente na NCM sujeitamse a aplicação da multa de 1% sobre o valor aduaneiro. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 28/05/2008, 17/06/2008, 23/09/2008, 08/10/2008, 21/11/2008 Cabível a cobrança da diferença do II, acrescida da Multa de ofício. A reclassificação das mercadorias importadas no Subitem 9021.39.80 da TEC vigente à época da ocorrência dos fatos geradores majorou as alíquotas do II incidente sobre os bens, que passaram de 4% e 0% para 14%, tornando cabível a cobrança da diferença desse tributo, acrescida dos juros de mora e da multa de ofício de 75%. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 28/05/2008, 17/06/2008, 23/09/2008, 08/10/2008, 21/11/2008 Processo de Consulta. Ausência de eficácia normativa. Efeito entre as partes. O processo administrativo de consulta formalizado pelo sujeito passivo da obrigação tributária produz efeitos exclusivamente para as partes Consulente e Fisco não se aplicando a terceiros não integrantes da relação processual, de acordo com os artigos 96 e 100 da Lei nº 5.172, de 1966. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado, o Contribuinte apresentou Recurso Voluntário reiterando os argumentos de defesa apresentados quanto ao crédito tributário mantido. Em síntese, o Recorrente (i) defende a classificação fiscal adotada, com fundamento no entendimento manifestado pela Solução de Consulta nº 604/2004; (ii) requer a aplicação do art. 681, inciso II do Regulamento Aduaneiro, que prevê hipótese de afastamento de penalidade; (iii) pede o afastamento da multa por descrição incorreta da mercadoria e, por fim, (iv) defende a impossibilidade de alteração do critério jurídico na revisão aduaneira Após os autos foram remetidos a este CARF e a mim distribuídos por sorteio. É o relatório. Voto Vencido Fl. 217DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 218 8 Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário O Recurso é próprio e tempestivo e dele tomo conhecimento. Não há dúvidas que o produto importado é descrito como “Próteses peniana e testicular, de silicone, para implante em seres humanos”. O Contribuinte os classificou no Código NCM 9021.31.90: Posição 9021 “Artigos e Aparelhos de Prótese” Subposição de 1º nível 9021.3 “Outros artigos e aparelhos de prótese” Subposição de 2º nível 9021.31 “Próteses articulares” Item 9021.31.90: “Outras” A Fiscalização concorda com a Posição 9021 e a subposição 9021.3. Contudo afirma que a 2ª Subposição adotada está incorreta, que não se trata de "Próteses articulares". Defende, assim a deveria ter sido utilizada a 2ª Subposição residual 9021.39 “Outros”, correspondente a outras próteses não articulares. Afirma que próteses articulares "são aquelas utilizadas para substituir parcial ou totalmente articulações humanas ou animais e as próteses mamárias e penianas importadas, de silicone, para implantes no corpo humano, não servem para esse fim (articulações)". O Contribuinte afirma que a classificação por ele utilizada fundamentouse em Solução de Consulta emitida pela RFB, sendo certo, ainda, que não era parte da Consulta: A referida Solução de Consulta está assim ementada: Não se diverge quanto à existência da Solução de Consulta, tampouco que o produto nela descrito seja similar ao importado pela Contribuinte. A controvérsia se insere na obrigatoriedade de aplicação da referida Solução de Consulta à contribuinte Fl. 218DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 219 9 Também observo que a Contribuinte não defende a sua reclassificação em face das regras gerais de aplicação ou mesmo das características do produto (não defende que as próteses são articuladas), apenas insiste na alegação de que, havendo Solução de Consulta, esta deve ser seguida pela RFB. Entendo que não assiste razão à Recorrente nesse aspecto. A Solução de Consulta vincula a Administração Tributária exclusivamente em relação ao Consulente, mas não de forma indistinta a todo e qualquer contribuinte, ainda que haja similitude fática. Ademais, além da ausência de impugnação específica, entendo que a reclassificação fiscal foi correta, e utilizo como fundamento as bem lançadas razões da DRJ. Da Classificação fiscal da mercadoria: Não há dúvida a respeito da Posição onde os produtos se enquadram, Posição 9021, e nem no que toca ao desdobramento dessa Posição na Subposição de 1º nível, 9021.3, da NCM/TEC. O litígio se refere ao desdobramento da Subposição de 1º nível, 9021.3, em Subposição de 2º nível: o importador adota a Subposição 9021.31 Próteses articulares; e a fiscalização a Subposição 9021.39 Outras (Outra Próteses que não sejam articulares) 5. Para facilitar a análise, transcrevese novamente o texto da Posição 9021 com os seus desdobramentos internacionais e regionais: Como a dúvida versa sobre Subposição, as diretrizes da RGI nº 6 devem nortear o enquadramento dos produtos nesse desdobramento internacional. A RGI nº 6 dispõe, em sua parte inicial, que a base legal para o enquadramento de determinada mercadoria em Subposições é Fl. 219DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 220 10 dado pelo texto das Subposições ou pelas Notas de Subposições; em sua segunda parte, que só devem ser comparados desdobramentos do mesmo nível; e, em sua parte final, que os ensinamentos das RGI anteriores aplicamse, mutatis mutandis, aos desdobramentos em Subposições. Excetuados os artigos e aparelhos de prótese dentária, os demais artigos classificamse na Subposição de primeiro nível 9021.3. A Subposição de segundo nível 9021.31 compreende as próteses articulares, ou seja, aquelas próteses próprias para implante nas articulações, tais como próteses de joelho, de quadril etc. As próteses objeto da presente lide não se caracterizam como artefatos implantáveis nas articulações. A Subposição residual de segundo nível 9021.39 inclui outros artigos e aparelhos de prótese que não sejam próteses articulares. Como as Próteses mamárias e penianas não são articulares, vão para esse desdobramento internacional, Subposição 9021.39, ao amparo da RGI nº 6. Há neste ponto que rebater as arguições da defendente de que a RGI nº 3 a) (Posição mais específica prevalecendo sobre a mais Genérica), combinada com a RGI nº 6, ampararia a classificação dos produtos importados na Subposição por ele adotada, NCM 9021.31 (próteses articulares). A RGI nº 3 a) combinada com a RGI nº 6 não poderia ser aplicada ao desdobramento em Subposição, uma vez que a classificação foi determinada com base na primeira e segunda parte das diretrizes constantes na RGI nº 6 (valor legal no texto da Subposição e comparação de desdobramentos do mesmo nível). A nomenclatura só permite que sejam utilizadas as Regras nºs 2, 3 e 4, mutatis mutandis, para a Subposição, se as duas primeiras determinações da RGI nº 6 não bastarem à classificação do bem nesse desdobramento. No caso em foco, o texto da Subposição 9021.31 foi o suporte legal para o enquadramento dos produtos aí. Outra questão levantada pela interessada: a de que a discriminação do produto, na Subposição por ele adotada, 9021.31, na tabela de tributação dos produtos pelo ICMS, estaria como “Prótese de Silicone”. Não são os artefatos abrangidos pela Subposição 9021.31 e 9021.39 próteses de silicone? O que os distingue, na verdade, não é a matéria de que são fabricados e, sim, a característica de serem próteses articulares ou não. Além do mais, não se deve confundir tarifa ou tabela com nomenclatura. Nomenclatura diz respeito à designação e codificação de uma mercadoria e a tarifa/tabela abrange a nomenclatura, agregando a alíquota dos tributos aos respectivos produtos. E como já visto anteriormente, só se tributa uma mercadoria após Fl. 220DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 221 11 classificála e para classificála há que seguir as determinações legais emanadas do Acordo internacional do Sistema Harmonizado (SH), firmado pelo Mercosul, base da NCM e da TEC. Quanto ao desdobramento regional, a RGC nº 1 dispõe que a classificação darseá pelo texto do Item e do Subitem e pelas Notas Complementares e que só se pode comparar desdobramentos regionais do mesmo nível. As próteses mamárias e penianas, de silicone, a serem implantadas no corpo humano, enquadramse, no âmbito da Subposição 9021.39, inexistindo Item específico (válvulas cardíacas, lentes intraoculares, próteses de artérias vasculares e próteses mamárias não implantáveis), no Item residual 9021.30.80, ao amparo da RGC nº 1. Não obstante, seja legítima a reclassificação, entendo que não andou bem a Fiscalização e a DRJ ao aplicar penalidades à Recorrente. Dispõe o art. 101 do Decretolei nº 37, de 18 de novembro de 1966. Art.101 Não será aplicada penalidade enquanto prevalecer o entendimento a quem proceder ou pagar o imposto: I de acordo com interpretação fiscal constante de decisão irrecorrível de última instância administrativa, proferida em processo fiscal inclusive de consulta, seja o interessado parte ou não; II de acordo com interpretação fiscal constante de decisão de primeira instância proferida em processo fiscal, inclusive de consulta, em que o interessado for parte; III de acordo com interpretação fiscal constante de circular, instrução, portaria, ordem de serviço e outros atos interpretativos baixados pela autoridade fazendária competente. Na hipótese, a existência da Solução de Consulta nº 604/2004 inibe a cobrança de penalidades da Recorrente. No mesmo sentido, o art. 100 do Código Tributário Nacional: Normas Complementares Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; Fl. 221DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 222 12 III as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. Assim, entendo que devem ser excluídas as penalidades aplicadas, bem como a correção monetária, devendo a autuação subsistir apenas quanto ao valor correspondente ao principal do tributo lançado. Por fim, a Recorrente alega a ilegitimidade do procedimento de revisão aduaneira, afirmando se tratar de hipótese de alteração do critério jurídico, o que seria vedado pela legislação. Posicionome no sentido de que o procedimento de revisão aduaneira é legítimo, estando dentro da competência administrativa de revisão dos seus atos e do lançamento tributário. O Procedimento, por si, não se configura como alteração de critério jurídico, mormente quando a liberação do despacho aduaneiro se dá sem conferência física, como ocorreu na hipótese dos autos. Pelo exposto, voto por dar PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para excluir, do lançamento, os valores relativos às multas e juros aplicados, mantendo o lançamento exclusivamente quanto ao tributo originalmente lançado. É como voto. Tatiana Josefovicz Belisário Relatora Voto Vencedor Conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira, Redator designado Divirjo do voto original quanto à exclusão dos juros de mora do lançamento. A Relatora votou no sentido de que devem ser excluídas as penalidades aplicadas, bem como a correção monetária, devendo a autuação subsistir apenas quanto ao valor correspondente ao principal do tributo lançado. O fundamento para tal entendimento é a classificação tarifária realizada pela contribuinte com base na Solução de Consulta nº 604/2004, efetuada por pessoa jurídica diversa. As soluções de consulta emitidas no âmbito da Receita Federal produzem efeitos somente à consulente, pois que vinculam as partes e conquanto válidas, o que não é a Fl. 222DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 223 13 situação da recorrente. Dessa premissa, com esteio na legislação tributária, exsurge a divergência em relação ao voto da Relatora no tocante, exclusivamente, à exoneração dos juros de mora, que entendo incidente à situação em que o pagamento do tributo devido foi a destempo. Rebatendo os argumentos da Relatora, não é o caso de aplicação do art. 101, I do DecretoLei 37/66 pois o dispositivo aplicase exclusivamente à imposição de penalidade: Art.101 Não será aplicada penalidade enquanto prevalecer o entendimento a quem proceder ou pagar o imposto: I de acordo com interpretação fiscal constante de decisão irrecorrível de última instância administrativa, proferida em processo fiscal inclusive de consulta, seja o interessado parte ou não; Igualmente inaplicável o parágrafo único do art. 100 do CTN, pois a Solução de Consulta 604/2004 que fundamentou a classificação efetuada pela contribuinte não se constitui (i) ato normativo (inciso I) ou (ii) decisão de órgão a que lei atribua eficácia normativa, mormente a administrado estranho à relação jurídica objeto da decisão (inciso II); e (iii) tampouco se consubstancia prática reiterada observada pelas autoridades administrativas, vez que a classificação efetuada na autuação diverge da adotada na referida Solução de Consulta (inciso III): Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; III as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. O crédito tributário não pago no vencimento sujeitase à incidência de juros de mora, no intuito de corrigir os valores devidos, sem se configurar em penalidade, conforme prescreve o art. 61, § 3º da Lei nº 9.430/96 e 161 do CTN: Lei nº 9.430/96: Fl. 223DF CARF MF Processo nº 11817.000126/200942 Acórdão n.º 3201003.662 S3C2T1 Fl. 224 14 Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) [...] § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998) (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Lei nº 5.172/66: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. Esta norma, construída a partir da literalidade dos textos legais, encontrase pacificada no âmbito do CARF, com a edição da Súmula nº 5: " São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral". Conclusão Por tais fundamentos, nego a exclusão dos juros de mora de sobre o crédito tributário exigido neste processo. Paulo Roberto Duarte Moreira Fl. 224DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13836.000575/2007-26
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Ano-calendário: 2007
OPÇÃO. INCLUSÃO RETROATIVA.
Exceto se comprovado erro de fato, não existe previsão legal para o rito de inclusão retroativa no Simples Nacional.
CIRCUNSTÂNCIA DE VEDAÇÃO. DÉBITO.
O pressuposto é de que não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa.
Numero da decisão: 1003-000.016
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Relatora e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201806
ementa_s : Assunto: Simples Nacional Ano-calendário: 2007 OPÇÃO. INCLUSÃO RETROATIVA. Exceto se comprovado erro de fato, não existe previsão legal para o rito de inclusão retroativa no Simples Nacional. CIRCUNSTÂNCIA DE VEDAÇÃO. DÉBITO. O pressuposto é de que não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa.
turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13836.000575/2007-26
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5873659
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1003-000.016
nome_arquivo_s : Decisao_13836000575200726.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 13836000575200726_5873659.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Jun 06 00:00:00 UTC 2018
id : 7346921
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:21:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310284410880
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1339; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T3 Fl. 80 1 79 S1C0T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13836.000575/200726 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1003000.016 – Turma Extraordinária / 3ª Turma Sessão de 06 de junho de 2018 Matéria SIMPLES NACIONAL Recorrente REGINA VEZZANI GRILLO ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2007 OPÇÃO. INCLUSÃO RETROATIVA. Exceto se comprovado erro de fato, não existe previsão legal para o rito de inclusão retroativa no Simples Nacional. CIRCUNSTÂNCIA DE VEDAÇÃO. DÉBITO. O pressuposto é de que não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 6. 00 05 75 /2 00 7- 26 Fl. 80DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 81 2 A Recorrente formalizou em 30.08.2007, fl. 01, o Pedido de Inclusão Retroativa no Simples Nacional, nos seguintes termos: [...] vem requerer sua inclusão no cadastro da Receita Federal como optante do simples nacional, uma vez que ao fazer o TERMO DE OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL, por um erro funcional não deu seqüência no salvamento do termo, como segue anexo documentação. Esclarece que desde então demonstra interesse nessa modalidade de pagamento de impostos, e que também vai regularizar possíveis pendências em que se encontra. O Contribuinte declara ainda, sob as penas da lei, não incorrer em qualquer das situações impeditivas à opção pelo Simples Nacional previstas nos art. 3°, 17 e 29 da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006. No Despacho Decisório de Inclusão no Simples Nacional DRF/Jundiaí/SP, de 21.01.2008, fls. 2122, consta que o pedido foi indeferido fundamentado no fato de que: Na verificação da admissibilidade ao Simples Nacional, a natureza jurídica e a atividade exercida pelo contribuinte, 2349499 Fabricação de produtos cerâmicos nãorefratários não especificados anteriormente, não são vedadas para a opção, conforme cópia dos atos constitutivos, fls. 04/05, e extrato do cadastro no CNPJ, fls. 10/11. Quanto às demais hipótese de vedação à opção, pesquisas aos sistemas de informações da RFB, fls. 12/14, resultaram na existência de débitos com a Fazenda Pública Federal cuja exigibilidade não está suspensa, consubstanciando, desse modo, a vedação imposta pelo o art. 17, inciso V, da Lei Complementar n.° 123/2006, transcrito abaixo: Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: V que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa; (g.n.) Isto posto, e tendo em vista o disposto no art. 17, inciso V, da Lei Complementar n° 123/2006, proponho O INDEFERIMENTO do pedido. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação. Está registrado Está registrado na ementa do Acórdão da 1ª Turma/DRJ/CPS/SP nº 0521.718, de 17.04.2008, fls. 3031: S1MPLES NACIONAL. 1NGRESSO. DÍVIDA. VEDAÇÃO. A existência de débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa, é circunstância impeditiva para 0 ingresso ou a permanência no Simples Nacional. Solicitação Indeferida [...] Notificada em 28.05.2008, fl. 34, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 13.06.2008, fls. 3535 e 71, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. No que tange à existência de débito argui que: Fl. 81DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 82 3 No entanto, a mesma vem esclarecer que realmente não consta o referido débito para com a Receita Federal, bem como mostra [...] a sua insubsistência, através da entrega da PJSI/2006 Simples (Retificadora) (Doc. Anexo ). Informase que não foram juntados referidos documentos no recurso acima mencionado, por total desconhecimento do débito referido, vez que, com a entrega da mencionada Declaração Retificadora, o problema seria sanado, o que deixou de ser acatado por V.Sas. Vale ressaltar, que o contribuinte recolheu a GuiaDARFSimples a maior do que deveria, isto quer dizer, maior do que o valor declarado no PJSI/2006. (cópia da GuiaDarfSimples em anexo). Relativamente aos pedidos aduz que: Portanto, mediante a comprovação de inexistência do referido débito, o contribuinte deverá ser incluído imediatamente no Simples Nacional, vez que, se encontra regular com suas obrigações tributárias perante a Receita Federal. Nesse passo, tratase de Empresa de Pequeno Porte, sem nenhuma vedação para seu enquadramento no Simples Nacional, conforme Lei Complementar 123/06 em seu art. 17, que constam as vedações previstas para seu enquadramento. [...] À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência do termo de indeferimento, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para assim ser decidida e incluída no Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, bem como, o cancelamento do debito fiscal reclamado, pela sua inexistência. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente diz que deve ser deferida a sua inclusão retroativa no Simples Nacional. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido pertinente ao cumprimento das obrigações tributárias, principal e acessória, aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina no inciso X do art. 170 e no art. 179 da Constituição Federal de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas. Com o escopo de implementar esses princípios constitucionais foi editada a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que instituiu o Regime Especial Fl. 82DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 83 4 Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional. O Simples Nacional está regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção do sujeito passivo deve ser manifestada por meio da internet até o último dia útil do janeiro sendo irretratável para todo anocalendário oportunidade em que presta declaração quanto ao não enquadramento nas vedações legais. A exclusão por comunicação decorrente de opção ou de obrigatoriedade é feita pela internet. Especificamente sobre o pedido de inclusão retroativa, cabe ressaltar que o princípio da legalidade estabelece os limites da atuação administrativa e tem por objeto o exercício de direitos individuais em benefício da coletividade e nesse sentido a vontade da Administração Pública decorre tão somente da lei de modo que apenas pode fazer o que a lei permite legais e do processo administrativo com a finalidade de implementar o controle de legalidade do ato administrativo. Vale lembrar que por essa razão, o servidor não pode por um mero ato administrativo conceder direitos, criar obrigações ou impor proibições aos sujeitos passivos sem previsão legal (art. 37 da Constituição Federal), exceto se comprovado erro de fato na solicitação pela sistemática. A Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, determina que a opção pelo Simples Nacional da pessoa jurídica enquadrada na condição. O indeferimento da opção será formalizado mediante ato da Administração Tributária e a exclusão do Simples Nacional será feita de ofício ou mediante comunicação das pessoas jurídicas optantes. É de fato irrelevante o fato de possa ter havido intenção inequívoca de inclusão retroativa sa sistemática, uma vez que não há permissivo legal que ampare sua pretensão de opção apresentada fora do prazo legal. A solicitação arguida na peça recursal, por essa razão, não pode ser deferida, exceto se comprovado erro de fato na solicitação pela sistemática. Passase a análise de todas as circunstâncias factuais para fins de evidenciar se houve erro de fato na solicitação pela sistemática. O pressuposto é de que não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Excepcionalmente é permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da comunicação da exclusão 1. Ainda atinente a matéria, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o Recurso Extraordinário com Repercussão Geral RE 6275432 com trânsito em julgado em 1 Fundamentação legal: art. 179 da Constituição Federal, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007,e Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007, art. 2º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965, § 2º do art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. 2 BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Acórdão em Recurso Extraordinário nº 62.7543/RS. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. Relator: Ministro Dias Toffoli. Julgado em 30 out. 2013. Publicado no DJe em 20 out.2014. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=%28RE%24%2ESCLA%2E+E+627543 %2ENUME%2E%29+OU+%28RE%2EACMS%2E+ADJ2+627543%2EACMS%2E%29&base=baseAcordaos& url=http://tinyurl.com/a35tf3a>. Acesso em 27 mai. 2018. Fl. 83DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 84 5 14.11.2014, cuja decisão definitiva de mérito dever ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF3: Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. Microempresa e empresa de pequeno porte. Tratamento diferenciado. Simples Nacional. Adesão. Débitos fiscais pendentes. Lei Complementar nº 123/06. Constitucionalidade. Recurso não provido. 1. O Simples Nacional surgiu da premente necessidade de se fazer com que o sistema tributário nacional concretizasse as diretrizes constitucionais do favorecimento às microempresas e às empresas de pequeno porte. A Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, em consonância com as diretrizes traçadas pelos arts. 146, III, d, e parágrafo único; 170, IX; e 179 da Constituição Federal, visa à simplificação e à redução das obrigações dessas empresas, conferindo a elas um tratamento jurídico diferenciado, o qual guarda, ainda, perfeita consonância com os princípios da capacidade contributiva e da isonomia. 2. Ausência de afronta ao princípio da isonomia tributária. O regime foi criado para diferenciar, em iguais condições, os empreendedores com menor capacidade contributiva e menor poder econômico, sendo desarrazoado que, nesse universo de contribuintes, se favoreçam aqueles em débito com os fiscos pertinentes, os quais participariam do mercado com uma vantagem competitiva em relação àqueles que cumprem pontualmente com suas obrigações. 3. A condicionante do inciso V do art. 17 da LC 123/06 não se caracteriza, a priori, como fator de desequilíbrio concorrencial, pois se constitui em exigência imposta a todas as pequenas e as microempresas (MPE), bem como a todos os microempreendedores individuais (MEI), devendo ser contextualizada, por representar também, forma indireta de se reprovar a infração das leis fiscais e de se garantir a neutralidade, com enfoque na livre concorrência. 4. A presente hipótese não se confunde com aquelas fixadas nas Súmulas 70, 323 e 547 do STF, porquanto a espécie não se caracteriza como meio ilícito de coação a pagamento de tributo, nem como restrição desproporcional e desarrazoada ao exercício da atividade econômica. Não se trata, na espécie, de forma de cobrança indireta de tributo, mas de requisito para fins de fruição a regime tributário diferenciado e facultativo. A Recorrente formalizou seu Pedido de Inclusão Retroativa no Simples Nacional em 30.08.2007, fl. 01. Consta no Acórdão da 1ª Turma/DRJ/CPS/SP nº 0521.718, de 17.04.2008, fls. 3031, cujos fundamentos de fato e de direito devem ser adotados nesta segunda instância de julgamento: 3 Fundamentação legal: 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015. Fl. 84DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 85 6 Realmente existe a orientação do Comitê Gestor do Simples Nacional referida pelo Contribuinte disponível no Portal do Simples Nacional na internet. Dita orientação, circunscrita aos casos de exclusão de Contribuintes do Simples Nacional, está em consonância com o disposto no art. 39 da LC n° 123, de 2006 (garantia de instância administrativa aos parâmetros, no caso da União, do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972) e § 2°, art. 31, da mesma Lei (garantia de permanência no sistema tributacional sob atenção, mas desde que providenciada a regularização do débito no prazo para a oferta de manifestação de inconformidade contra eventual ato de exclusão). Art. 31. [...]§ 2º Na hipótese do inciso V do caput do art. 17 desta Lei Complementar, será permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de ate 30 (trinta) dias contado a partir da ciência da comunicação da exclusão. Art. 39. O contencioso administrativo relativo ao Simples Nacional será de competência do órgão julgador integrante da estrutura administrativa do ente federativo que efetuar o lançamento ou a exclusão de ofício, observados os dispositivos legais atinentes aos processos administrativos fiscais desse ente. (destacouse). Nesse exato ponto, a orientação sobredita faz referência ã Resolução CGSN n° 23, de 13/11/2007, que fez acrescer o § 13 ao art. 6° da Resolução CGSN n° 15, de 23/O7/2007, nos termos seguintes: § 13. No caso da exclusão prevista nos §§ 1° e 2° do art. 21A da Resolução CGSN n° 4, de 30 de maio de 2007, aplicarseão os efeitos da exclusão previstos no inciso V, aplicandose o disposto no § 5° deste artigo, inclusive no caso de ausência de regularização da inscrição municipal ou estadual, quando exigível. (destacouse). De sua vez, os §§ 1° e 2° do art. 21A da Resolução CGSN n° 4, de 2007, bem como o inciso V e o § 5° do art. 6° da Resolução CGSN n° 15, de 2007, antes referidos estatuem: Resolução CGSN nº 4, de 2007. Art. 21A. Excepcionalmente, para o anocalendário de 2007, os entes federativos poderão permitir que a ME ou EPP que efetue a opção pelo Simples Nacional, no prazo previsto no caput do art. 17, e que possua débitos relativos a tributos ou contribuições cuja exigibilidade não esteja suspensa, efetue a regularização até 31 de outubro de 2007. [Incluído pela Resolução CGSN n° 16, de 30 de julho de 2007]. § 1º “A ME ou EPP que não pagar ou parcelar os débitos nos termos do caput será excluída do Simples Nacional, sendo o respectivo termo emitido pela autoridade fiscal integrante da estrutura administrativa do respectivo ente federado, observado o disposto no § 1" do art. 8º. [Aí vai consignado que na hipótese de a opção pelo Simples Nacional ser indeferida, será expedido o respectivo termo por autoridade fiscal integrante da estrutura administrativa do respectivo ente federado que assim o decidiu, inclusive na hipótese de existência de débitos tributários, sendo certo que o indeferimento referido submetese ao rito processual definido em legislação específica do respectivo ente federado o Decreto n° 70.235, de 1972, no caso da União]. Fl. 85DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 86 7 § 2° O disposto neste artigo se aplica à ausência de regularização da inscrição municipal ou estadual, quando exigível. Resolução CGSN n° 15, de 2007. Art. 6° A exclusão das ME e das EPP do Simples Nacional produzirá efeitos: V na hipótese da alínea 'd' do inciso II do caput do art. 3º [que determina que a exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação hipótese de vedação prevista no inciso XVI do art. 12 da Resolução CGSN n° 4, de 30/05/2007, o qual, à sua vez, reporta que não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a ME ou a EPP que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa], a partir do anocalendário subseqüente ao da comunicação pelo contribuinte ou, no caso de exclusão de oficio, ao da ciência da exclusão, observado o disposto § 5° [Redação dada pela Resolução CGSN n° 33, de 17 de março de 2008. Redação anterior: V na hipótese da alínea 'd' do inciso II do caput do art. 3°, a partir do anocalendário subseqüente ao da ciência da exclusão, observado o disposto no § 5°]: § 5º “Na hipótese do inciso V do caput, será permitida a permanência da ME e da EPP como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta) dias contado a partir da ciência da exclusão. Da exposição retro, o que se conclui é o seguinte: quando a orientação antes referida se reporta ao termo “notificação prévia”, está a dizer ato de exclusão. Ocorre que, nos presentes autos, cuidase de pedido de inclusão na referida sistemática tributacional. De outro lado, a DRF de origem anota a existência de débitos de responsabilidade deste Contribuinte, e o faz reportandose às fls. 12/14 dos autos. Nestas observase que, pelo menos até a data de consulta aos sistemas informatizados da RFB, isto é, até 17/01/2008, às 13h51min, o Contribuinte em epígrafe não tinha quitado débitos seus exigíveis no âmbito do Simples Federal (Lei n° 9.317, de 05 de dezembro de 1996), conforme relação às fls. 13/14. Prova de quitação dos referidos débitos, demonstração de possível justificativa para a sua inexigibilidade, ou mesmo para a sua insubsistência, não vieram aos autos, sendo certo que, como já adiantado, máximo proveito tiraria o Contribuinte da regularização dos apontados débitos, mas desde que feita no prazo de até 30 (trinta) dias contados a partir da ciência da negativa da DRF de origem, isto por analogia necessária com o que preceitua o § 2° do art. 31 da LC n° 123, de 2006, para o caso de exclusão do Simples Nacional. Analisando a legislação tributária específica temse que no art. 7º da Resolução CGSN nº 04, de 30 de maio de 2007 e § 12 do art. 6º da Resolução CGSN nº 15, de 25 de julho de 2007, todos vigente à época (art. 144 do Código Tributário Nacional), a opção pelo Simples Nacional darseá por meio da internet, sendo irretratável para todo o ano calendário. Os documentos constantes nos autos comprovam débitos em cobrança nos sistemas internos da RFB em 17.01.2008, fls. 1214. Ainda o os mesmos débitos ainda estavam em cobrança nos sistemas internos da RFB em 13.06.2008, fls. 6667. Assim, sobre a alegação Fl. 86DF CARF MF Processo nº 13836.000575/200726 Acórdão n.º 1003000.016 S1C0T3 Fl. 87 8 da entrega de DSPJ retificadora em relação a qual a Recorrente defende que o procedimento teve o efeito de cancelar os referidos débitos, temse que estes persistiram em cobrança. Assim, somente após comprovada a cessação de todas circunstâncias de vedações a Recorrente pode optar pelo Simples Nacional, desde que observados a forma, o tempo e o lugar fixados em nas normas legais de regência. A contestação proposta na peça recursal de que houve erro de fato, dessa maneira, não se confirma. Atinente a notícia trazida pela Recorrente de que teria sido efetuado pagamento a maior, temse que a análise dessa circunstância depende do preenchimento dos requisitos legais previstos no art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Por essa razão não pode ser examinada nos presente autos. Temse que nos estritos termos legais o procedimento fiscal está correto, conforme o princípio da legalidade a que o agente público está vinculado (art. 37 da Constituição Federal, art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 26A do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e art. 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de julho de 2015). Em assim sucedendo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 87DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13839.901196/2014-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/08/2009 a 31/08/2009
PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO REPETITIVO. STJ.
Transitou em julgado decisão do STJ, no Recurso Especial nº 1144469/PR, sob a sistemática de recurso repetitivo, que deu pela inclusão do ICMS na base de cálculo da PIS/Pasep e da Cofins, de observância obrigatória por este Conselho, nos termos do seu Regimento Interno.
Já o STF, entendeu pela não inclusão, no Recurso Extraordinário nº 574.706, que tramita sob a sistemática da repercussão geral, mas de caráter não definitivo, pois pende de decisão embargos de declaração protocolados pela Fazenda Nacional, elemento necessário à vinculação deste CARF.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-004.416
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria qualificada de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. O Conselheiro Ari Vendramini votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
José Henrique Mauri - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Suplente convocada), Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: JOSE HENRIQUE MAURI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/08/2009 a 31/08/2009 PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO REPETITIVO. STJ. Transitou em julgado decisão do STJ, no Recurso Especial nº 1144469/PR, sob a sistemática de recurso repetitivo, que deu pela inclusão do ICMS na base de cálculo da PIS/Pasep e da Cofins, de observância obrigatória por este Conselho, nos termos do seu Regimento Interno. Já o STF, entendeu pela não inclusão, no Recurso Extraordinário nº 574.706, que tramita sob a sistemática da repercussão geral, mas de caráter não definitivo, pois pende de decisão embargos de declaração protocolados pela Fazenda Nacional, elemento necessário à vinculação deste CARF. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13839.901196/2014-54
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5862372
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3301-004.416
nome_arquivo_s : Decisao_13839901196201454.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : JOSE HENRIQUE MAURI
nome_arquivo_pdf_s : 13839901196201454_5862372.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria qualificada de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. O Conselheiro Ari Vendramini votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Suplente convocada), Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2018
id : 7283180
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:18:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310295945216
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1627; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 2 1 1 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.901196/201454 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3301004.416 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de março de 2018 Matéria PIS/COFINS. ICMS NA BASE DE CÁLCULO. Recorrente QUÍMICA AMPARO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/08/2009 a 31/08/2009 PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO REPETITIVO. STJ. Transitou em julgado decisão do STJ, no Recurso Especial nº 1144469/PR, sob a sistemática de recurso repetitivo, que deu pela inclusão do ICMS na base de cálculo da PIS/Pasep e da Cofins, de observância obrigatória por este Conselho, nos termos do seu Regimento Interno. Já o STF, entendeu pela não inclusão, no Recurso Extraordinário nº 574.706, que tramita sob a sistemática da repercussão geral, mas de caráter não definitivo, pois pende de decisão embargos de declaração protocolados pela Fazenda Nacional, elemento necessário à vinculação deste CARF. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por maioria qualificada de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. O Conselheiro Ari Vendramini votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 90 11 96 /2 01 4- 54 Fl. 116DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Suplente convocada), Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o Acórdão nº 06051.733, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba. Por meio de Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal de Jundiaí foi indeferido o pleito constante do Pedido Eletrônico de Restituição – PER transmitido pela contribuinte, em razão da realização de pagamento a maior. Em referido ato administrativo, a autoridade fiscal indeferiu o pleito da interessada tendo em vista que o DARF discriminado no PER estava integralmente utilizado para quitação do débito de PIS cumulativa/o, não restando saldo de crédito disponível para o reconhecimento do crédito solicitado. A contribuinte foi cientificada do citado despacho decisório e apresentou, tempestivamente, a Manifestação de Inconformidade cujo conteúdo é resumido a seguir. A interessada defende, em apertada síntese, o direito ao crédito solicitado com a alegação de ter incluído de forma indevida o ICMS na base de cálculo da contribuição recolhida. Diz que o ato administrativo foi proferido de forma precipitada e com flagrante desrespeito à legislação tributária, notadamente a que trata da necessidade de lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional). Sustenta a legitimidade do indébito tributário informado no pedido de restituição alegando que no presente caso não existe óbice à restituição, nos termos do art. 165, do Código Tributário Nacional, uma vez que houve um erro na composição da base de cálculo da contribuição e que a vinculação do DARF, pago indevidamente, a um débito declarado em DCTF, constituise em uma mera informação. Relata que está juntando ao processo planilha por meio da qual se pode constatar a existência do pagamento a maior do que o devido e que este documento faz a prova necessária para confirmar o indébito alegado. Acrescenta que em caso de dúvida quanto ao crédito o julgamento pode ser convertido em diligência para que a interessada seja intimada a demonstrar, através de outros elementos, o crédito vindicado. Defende a tese relativa a improcedência da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição alegando que referido tributo não integra o conceito de faturamento (receita bruta), pois tratase de mero ingresso de recursos, os quais devem ser repassados ao fisco estadual, e que o Supremo Tribunal Federal – STF, consoante o voto proferido pelo Ministro Marco Aurélio no Recurso Extraordinário nº 240.785/MG, entendeu que o valor do ICMS não pode compor a base de cálculo das contribuições Fl. 117DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 4 3 (PIS e Cofins). Sustenta que a interpretação da autoridade tributária relacionada com a questão da inclusão do ICMS nas receitas dos contribuinte (interpretação do art. 3º da Lei 9.718, de 1988) é contrária ao art. 110 do CTN, uma vez que não se caracteriza como juízo de inconstitucionalidade, mas sim como controle administrativo interno dos atos administrativos. Aduz, por fim, que a declaração de inconstitucionalidade (exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição) em referido RE é iminente e que o proferimento dela pelo Supremo Tribunal Federal tornará sua observância obrigatória pela Administração Tributária. Diante do exposto, requer a interessada o acolhimento da manifestação para o fim de afastar o Despacho Decisório questionado e deferir integralmente o pedido de restituição. O citado acórdão decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade, sob o fundamento, em síntese, que falece ao julgador da esfera administrativa competência para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária e pela impossibilidade de exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo da contribuição. Inconformada com a improcedência da manifestação de inconformidade, a contribuinte interpôs recurso voluntário, basicamente, repetindo os argumentos trazidos em sede de manifestação. Ao final, pugna pela reforma do acórdão recorrido. É o relatório. Fl. 118DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 5 4 Voto Conselheiro José Henrique Mauri, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301004.397, de 22 de março de 2018, proferido no julgamento do processo 13839.900183/201204, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301004.397): "O recurso voluntário apresentado é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade1. O núcleo da discussão em pauta é a inclusão ou não do ICMS na base de cálculo da Cofins. O acórdão recorrido enumera diplomas legais de regência, concluindo não haver previsão legal para a exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins: Pelas argumentações trazidas em sua manifestação de inconformidade, vêse, de pronto, que a pretensão da contribuinte implica negar efeito a disposição expressa de lei. Nesse contexto, cumpre registrar que não há na legislação de regência previsão para a exclusão do valor do ICMS das bases de cálculo do PIS e da Cofins, na forma aduzida pela interessada, já que esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e serviços vendidos, exceção feita para o ICMS recolhido mediante substituição tributária, pelo contribuinte substituto tributário. De fato. A Lei Complementar nº 7, de 1970, a Lei Complementar nº 70, de 1991, a Lei nº 9.715, de 1998 (que resultou da conversão da Medida Provisória nº 1.212, de 1995 e suas reedições), a Lei nº 9.718, de 1998, e, mais recentemente, as Leis 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, ao longo de seus dispositivos, definem expressamente todos os aspectos das hipóteses de incidência vinculadas ao PIS e à Cofins. As citadas normas definem os sujeitos passivos da relação tributária, os casos de nãoincidência, a alíquota, a base de cálculo, o prazo de recolhimento, etc., e submetem as contribuições às normas do processo administrativo fiscal, além do que, para os casos de atraso de pagamento e penalidades, as 1 Ressaltese ser desnecessário responder todos as questões levantadas pelas partes, em já havendo motivo suficiente para decidir (Lei n° 13.105/15, art. 489, § 1o , IV. STJ, 1ª Seção, EDcl no MS 21.315DF, julgado de 8/6/2016, rel. Min. Diva Malerbi). Fl. 119DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 6 5 subordina, de forma subsidiária, à legislação do imposto de renda. Como se percebe, nada resta a definir. Os atos legais descrevem expressamente todas as feições das exações instituídas, nada deixando ao alvedrio do intérprete. Quando remetem atribuições a normas de outro tributo, o fazem estabelecendo com precisão os limites da remissão; limites estes, aliás, que, in concreto, jamais se estendem sobre a definição das bases de cálculo das contribuições. O conceito de faturamento tem sua extensão perfeitamente delimitada pela explicitação de seu conteúdo e pela expressa enumeração das exclusões passíveis de serem efetuadas, não havendo dentre essas, como se vê, qualquer referência ao ICMS devido pela venda de mercadorias. Caso pretendesse o legislador excluir o ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins, estaria a hipótese expressamente prevista como uma das exclusões da receita bruta. Sobre o tema, o STJ decidiu, em recurso especial sob a sistemática de recurso repetitivo, pela inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições, já com trânsito em julgado. Já o STF entendeu pela sua não inclusão, em recurso extraordinário sob a sistemática da repercussão geral, mas em caráter não definitivo, pois pende de decisão sobre embargos de declaração protocolados pela Fazenda Nacional. É o que detalha decisão recente deste Conselho: PIS/COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO REPETITIVO. STJ. TRÂNSITO EM JULGADO. CARF. REGIMENTO INTERNO. Decisão STJ, no Recurso Especial nº 1144469/PR, sob a sistemática do recurso repetitivo, art. 543C do CPC/73, que firmou a seguinte tese: "O valor do ICMS, destacado na nota, devido e recolhido pela empresa compõe seu faturamento, submetendose à tributação pelas contribuições ao PIS/PASEP e COFINS, sendo integrante também do conceito maior de receita bruta, base de cálculo das referidas exações", a qual deve ser reproduzida nos julgamentos do CARF a teor do seu Regimento Interno. Em que pese o Supremo Tribunal Federal ter decidido em sentido contrário no Recurso Extraordinário nº 574.706 com repercussão geral, publicado no DJE em 02.10.2017, como ainda não se trata da "decisão definitiva" a que se refere o art. 62, §2º do Anexo II do Regimento Interno do CARF, não é o caso de aplicação obrigatória desse precedente ao caso concreto. Recurso Voluntário Negado (CARF, 3º Seção, 4º Câmara, 2º Turma Ordinária, Ac. 3402 004.742, de 24/10/2017, rel. Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire). Fl. 120DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 7 6 Assim, transitada em julgado decisão do STJ, em recurso especial, sob a sistemática de recurso repetitivo, pela inclusão do ICMS na base de cálculo da PIS/Pasep e da Cofins, deve este Conselho observála, nos termos do seu Regimento Interno, descabendo analisar argumentos trazidos aos autos sobre o tema. A decisão do STF, em sentido contrário, em recurso extraordinário de repercussão geral, mas de caráter não definitivo, não tem o mesmo efeito. Nos ditos embargos, a Fazenda Nacional requer a modulação dos efeitos da decisão embargada, para que produza efeitos ex nunc, apenas após o julgamento dos embargos. Ora, se há pedido de modulação dos efeitos, tratase de atividade satisfativa, incluíndose na solução de mérito nos termos do art. 487 do atual CPC. E se assim é, podese afirmar que não houve ainda decisão definitiva de mérito, independentemente do transito em julgado. A embargante ainda suscita, entre outras questões, haver erro material ou omissão, por ter a corrente vencedora prestado ao art. 187 da Lei 6.404/76 efeito que ele não possui: estabelecer conceito de receita bruta: 7. Observese que, no caso dos autos, alguns votos da corrente vencedora2 [...] concederam grande relevância ao fundamento de que “receita bruta”, expressão a que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao longo de inúmeros julgados, equiparou ao vocábulo “faturamento” (art. 195, I, b, da Constituição), possui um sentido próprio no direito privado, definido no art. 187, I, da Lei 6.404/76. 8. No entanto, cumpre destacar que há um equívoco evidente em tal linha de argumentação: o mencionado dispositivo legal não estabelece qualquer conceito para receita bruta. Apenas disciplina que, na demonstração do resultado do exercício, deverá estar descrita a “receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos”. A assertiva, simplesmente, permite concluir que tais expressões se referem a grandezas diferentes, mas não afirma que uma não esteja contida na outra. Levanta também, na mesma toada que os votos vencedores "deixaram de considerar o disposto no art. 12 do DecretoLei 1.598/77, reiteradamente citado pelos votos vencidos", que dá pela inclusão dos tributos na receita bruta: art. 12. A receita bruta compreende: I o produto da venda de bens nas operações de conta própria; II o preço da prestação de serviços em geral; III o resultado auferido nas operações de conta alheia; e IV as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nos incisos I a III. § 1o A receita líquida será a receita bruta diminuída de: (...) III tributos sobre ela incidentes; e Fl. 121DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 8 7 (...) § 4o Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. § 5o Na receita bruta incluemse os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das operações previstas no caput, observado o disposto no § 4o. (Grifos do original). Ainda que sejam três os pilares da argumentação da corrente vencedora, apenas um deles tratando do conceito de receita, tratase evidentemente de questão meritória. A recorrente traz aos autos planilha na qual recalcula a base de cálculo da Cofins "sem o ICMS", com a qual, juntamente como os documentos mencionados na seqüência, pretende provar o seu direito ao crédito em discussão: (...) Instrui o recurso voluntário com relatórios "NOVA GIA" a demonstrarem a apuração do ICMS, referente apenas a novembro de 2011, como também o balancete referente apenas a este período. O acordão recorrido assim se manifestou quando lhe fora levada dita planilha: "não sendo hábil para a comprovação do direito à repetição do indébito, uma simples planilha, desacompanhada de documentação contábil e fiscal que lhe conceda suporte e validade.A planilha segue abaixo". Tais elementos não demonstram o direito ao crédito sem que a questão de direito que defende, de não inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição, prospere. A planilha mencionada também não se fez acompanhar de documentos que lhe fizessem prova, para todos os períodos. Assim, também, a diligência que requer, para, eventualmente, "atestar in loco a regularidade da escrituração e do crédito", somente mereceria provimento, em caso de demonstração da exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins. Insurgese a recorrente contra a afirmação do acórdão de piso de que "o débito de Cofins cumulativa, do período de apuração de nov/2002 (para o qual consta alocado o pagamento objeto do pedido de restituição), foi constituído, nos termos do art. 142 do CTN, através de [...] DCTF apresentada pela interessada, posto que essa declaração constituí confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito tributário, conforme prevê o § 1º do art. 5º do Decretolei nº 2.124, de 13 de junho de 1984". Ainda que se apliquem tais normas, há decisões deste Conselho que têm entendido pela relativização de tal meio de prova, com as quais concordo, privilegiandose o princípio da verdade material: Fl. 122DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 9 8 COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. INFORMAÇÕES CONSTANTES DA DOCUMENTAÇÃO SUPORTE. LIQUIDEZ E CERTEZA. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O direito creditório pleiteado não pode ser vinculado a requisitos meramente formais, nos termos do art. 165 do Código Tributário Nacional. Assim, ainda que a DCTF seja instrumento de confissão de dívida, a comprovação por meio de outros elementos contábeis e fiscais que denotem erro na informação constante da obrigação acessória, acoberta a declaração de compensação, em apreço ao princípio da verdade material Recurso Voluntário Provido (CARF, 3º Seção, 3º Câmara, 1º Turma Ordinária, Ac. 3301 002.678, de 08/12/2015, rel. Conselheiro Luiz Augusto do Couto Chagas). O acórdão de piso entendeu não ter se configurado qualquer das hipóteses do art. 165 do CTN, aquele que estabelece o direito à restituição de tributo, especialmente por que "não existe a comprovação de que tenha ocorrido, em face da legislação aplicável, pagamento da contribuição em valor a maior do que o devido"; como também porque "não foi demonstrada a existência de decisão judicial transitada em julgado reconhecendo a existência de indébito tributário (relativamente ao pagamento apontado no pedido de restituição – PER) que diga respeito à inclusão indevida do ICMS na base de cálculo da contribuição. não havendo decisão". Argumenta a recorrente ter havido erro na composição da base de cálculo da Cofins, visto que "a Recorrente considerou inadvertidamente o ICMS como componente de sua receita bruta", nos termos do inciso II, do dito artigo. Mais uma vez, somente com a demonstração do direito ao crédito, o que não ocorre, poderseia falar no dito erro. Assim, pelo exposto voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri Fl. 123DF CARF MF Processo nº 13839.901196/201454 Acórdão n.º 3301004.416 S3C3T1 Fl. 10 9 Fl. 124DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10735.901722/2010-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri May 11 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE.
Comprovado o erro na publicação da pauta de julgamento, que inviabilizou a presença do advogado da recorrente à sessão de julgamento, impõe-se a anulação da decisão proferida e a realização de novo julgamento.
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL. CSL RETIDA NA FONTE. COMPROVAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO.
Tendo sido apurado em diligência que o crédito total pleiteado na PER/Dcomp coincide com os montantes informados em DIRF pelas fontes pagadoras, impõe-se o reconhecimento integral do direito creditório e a homologação das compensações pleiteadas até o montante do crédito reconhecido.
Numero da decisão: 1302-002.720
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer os embargos e acolhê-los, com efeitos infringentes, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo Rogério Aparecido Gil, Lizandro Rodrigues de Sousa (Suplente convocado), Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. Comprovado o erro na publicação da pauta de julgamento, que inviabilizou a presença do advogado da recorrente à sessão de julgamento, impõe-se a anulação da decisão proferida e a realização de novo julgamento. COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL. CSL RETIDA NA FONTE. COMPROVAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Tendo sido apurado em diligência que o crédito total pleiteado na PER/Dcomp coincide com os montantes informados em DIRF pelas fontes pagadoras, impõe-se o reconhecimento integral do direito creditório e a homologação das compensações pleiteadas até o montante do crédito reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 11 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10735.901722/2010-22
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5861211
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 11 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-002.720
nome_arquivo_s : Decisao_10735901722201022.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 10735901722201022_5861211.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer os embargos e acolhê-los, com efeitos infringentes, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo Rogério Aparecido Gil, Lizandro Rodrigues de Sousa (Suplente convocado), Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2018
id : 7273118
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:17:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310334742528
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1718; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 286 1 285 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.901722/201022 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1302002.720 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 11 de abril de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO CSLL. Embargante PERSONAL SERVICE RECURSOS HUMANOS E ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NULIDADE. Comprovado o erro na publicação da pauta de julgamento, que inviabilizou a presença do advogado da recorrente à sessão de julgamento, impõese a anulação da decisão proferida e a realização de novo julgamento. COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL. CSL RETIDA NA FONTE. COMPROVAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Tendo sido apurado em diligência que o crédito total pleiteado na PER/Dcomp coincide com os montantes informados em DIRF pelas fontes pagadoras, impõese o reconhecimento integral do direito creditório e a homologação das compensações pleiteadas até o montante do crédito reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer os embargos e acolhêlos, com efeitos infringentes, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 90 17 22 /2 01 0- 22 Fl. 286DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 287 2 Rogério Aparecido Gil, Lizandro Rodrigues de Sousa (Suplente convocado), Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Fl. 287DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 288 3 Relatório Tratase de embargos de declaração interposto em face do Acórdão nº 1801 001.314, de 06/12/2012 (fls. 219/226), mediante o qual o colegiado da 1ª Turma Especial da Primeira Seção do CARF, negou provimento ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte. Admitidos os embargos, o mesmo colegiado houve por bem anular o acórdão embargado e proferir a Resolução nº 1801000.248, de 10/07/2013, mediante a qual determinou a realização de diligências pela unidade preparadora, com vistas a apurar a efetiva retenção do IRRF por parte das fontes pagadoras. Por bem descrever as questões em litígio, transcrevo o relatório constante da Resolução nº 1801000.248, de 10/07/2013, verbis: A empresa interpôs Embargos de Declaração porque não pode acompanhar o julgamento do litígio administrativo em decorrência de erro de informação do sítio do Carf, com relação à Turma em que se realizaria a sessão pertinente. Houve ainda a alegação de que a Conselheira Relatora não poderia ter proferido o voto nesta Primeira Turma Especial porque está vinculada à Primeira Câmara e não à Terceira Câmara, à qual vinculase a este colegiado, hierarquicamente. Aproveito o relatório e voto do acórdão embargado, os quais adoto integralmente, para historiar os fatos inerentes à lide administrativa. 1 "A ora Recorrente apresentou Declarações de Compensação 6289.75576.230206.1.3.03082 por meio do qual compensou crédito decorrente de saldo negativo de CSLL referente ao 1° trimestre de 2004, com débitos nele declarados. O Despacho Decisório n° 880533144 emitido em 06/09/2010 pela DRF Nova Iguaçu/RJ, homologou parcialmente a compensação declarada no PER/DCOMP, pois o crédito reconhecido teria sido insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pela Recorrente, conforme o fundamento que transcrevemos: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação da contribuição social devida e a apuração do saldo negativo, verificouse: [...] Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 53.295,98 Valor na DIPJ: R$ 53.295,97 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 101.652,62 CSLL devida: R$ 48.356,65 1 Trechos transcritos diretamente do Acórdão nº 1801001.314, tendo em vista a constatação de incorreção no texto constante da Resolução nº 1801000.248. Fl. 288DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 289 4 Valor do saldo negativo disponível = (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) — (CSLL devida) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do saldo negativo disponível: R$ 46.291,69 Portanto, a não homologação de parte do afirmado direito creditório oriundo do saldo negativo decorreu do não reconhecimento de retenções de fonte no valor de R$ 7.004,29." Na manifestação de inconformidade, a Recorrente constou, em síntese, que: (i) mantinha rígido controle sistematizado das retenções de fonte, somente procedendo à formação do saldo negativo de CSLL para aquelas retenções efetivamente confirmadas com base nos valores líquidos recebidos; (ii) apresentou “anexo A” em que consignou as empresas em relação às quais não se confirmara as retenções de fonte, compondo o valor de R$7.004,29,; (iii) apresentou “anexo B” em que relacionou os valores retidos informados, considerando os valores de faturamento bruto, retenções de impostos e contribuições, data de emissão das notas fiscais, data de recebimento dos valores faturados, e outros elementos necessários à indicação das operações ocorridas no 1° trimestre de 2004; (iv) alegou que fez prova de que de fato tem direito ao crédito integral de saldo negativo de CSLL, e que as retenções estão demonstradas, devendo a Secretaria da Receita Federal, de posse das informações disponibilizadas, solicitar novas informações sobre as divergências aos CNPJ responsáveis pelas retenções; (v) apresentou as respectivas notas fiscais, dispostas no anexo C. A 1ª Turma da DRJ/RJ1 negou provimento à manifestação de inconformidade apresentada, sob o fundamento de falta de comprovação do direito alegado, em decisão assim ementada: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 DCOMP. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. Incumbe ao contribuinte a demonstração, com documentação comprobatória, da existência do crédito, líquido e certo, que alega possuir junto à Fazenda Nacional. CSLL RETIDA NA FONTE. COMPROVANTE DE RETENÇÃO. Incabível a dedução, na declaração de rendimentos, de CSLL retida na fonte que não tenha sido informada em DIRF e, ainda, que não esteja confirmada por comprovante de retenção. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido Na decisão ora recorrida afirmouse que para que a CSLL retida e recolhida possa ser deduzida do imposto devido para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado pelo beneficiário, a receita correspondente deve ter sido devidamente oferecida à tributação, ou seja, computada na determinação do lucro real no referido período de apuração.Nesse sentido, seria ônus da beneficiária do rendimento comprovar que os valores de CSLL referentes a Fl. 289DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 290 5 pagamentos por serviços prestados foram efetivamente retidos pelas fontes pagadoras para deduzila quando da apuração do resultado do exercício. E nos termos dos artigos 815, 942 e 943 do RIR/99, a documentação apresentada produzida pela própria interessada (Planilhas – 1º Trimestre 2004 Anexos A e B fl. 40/46 e cópias de notas fiscais Anexo C fl. 47/60), não seria suficiente para a demonstração pretendida. Em sede de recurso voluntário, a ora Recorrente reiterou os argumentos expendidos na defesa anterior, acrescendo que: i. apesar da minuciosa demonstração das retenções na fonte que elaborou, a DRJ preferiu a forma ao conteúdo, entendendo que apenas as DIRFs e Informe de Rendimentos seriam hábeis a fazer a prova necessária; ii. aduziu que em nenhum momento foi negada a existência do direito creditório e, portanto, sob a égide da Verdade Material deveria ter sido aceita a robustez das provas apresentadas com a manifestação de inconformidade; iii. as DIRFs estão sujeitas a erros, especialmente no caso de contratantes do setor público; iv.a Recorrente não poderia depender de informações apresentadas por terceiros, as quais não tem acesso; v. as notas fiscais apresentadas veiculariam informações sobre o recebimento, data, retenções de tributos e não detêm natureza contábil, porém, fiscal, com reflexos contábeis; vi. não era condição para reconhecimento do direito à compensação do imposto retido na fonte o recolhimento do tributo retido pela fonte pagadora; vii. seja no despacho decisório, ou na decisão da DRJ, não foram invalidadas as informações prestadas na DIPJ referente ao período, não recebeu intimação sobre a sua irregularidade, o valor total das receitas sujeitas a retenções na fonte apresentadas no “anexo B” são compatíveis com as informações apresentadas na DIPJ e com o saldo negativo informado; viii. o art.923/RIR determina que a contabilidade faz prova a favor do contribuinte, de sorte que não prosperaria a alegação de falta de comprovação das retenções, exceto se considerada a inércia e/ou falta de investigação da fiscalização, que não teria contestado as informações da DIPJ; ix. para corroborar as suas alegações, faz referência a diversos julgados dessa Corte Administrativa, em que se entende que a comprovação de retenções na fonte não se limita às DIRFs, sendo possível ao contribuinte demonstrar o seu direito creditório por outros elementos de convicção; x. afirma que, muito embora entenda que tenha apresentado suficientes provas para lastrear o seu direito, tendo em vista o fundamento inovador da decisão relativo à “tributação de receitas”, e que a efetividade das retenções poderia ser aferida nos seus registros, pugnou pela realização de perícia, formulando três quesitos a serem complementados no curso da demanda e indicando assistente técnico. Juntou ao recurso voluntário a respectiva DIPJ. Fl. 290DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 291 6 Na apreciação dos embargos, a relatora acolheuos parcialmente reconhecendo a nulidade da primeira decisão, em face de erro na publicação da pauta da reunião que impedira o patrono de participar da sessão de julgamento, conforme se extrai do voto vencido, verbis: Conheço dos Embargos de Declaração, por tempestivo. I) Dos Embargos de Declaração Com efeito, comprovado nos autos pelas telas copiadas do sítio, que houve o erro alegado, impedindo o patrono da recorrente de presenciar o julgamento, este realizarseá novamente. No que respeita à solicitação de nulidade do acórdão embargado porque a ConselheiraRelatora que recebeu os autos para relato e apreciação, por sorteio, não estava vinculada à 3ª Câmara, a indignação da embargante não merece prosperar. Não há no Regimento Interno do Carf – Ricarf (Portaria MF nº 256/09) qualquer dispositivo restritivo a este procedimento. A Conselheira Relatora, suplente da Primeira Seção, recebeu os autos pelo devido sorteio e possui plena competência para atuar nesta Turma ou em qualquer outra desde que na Primeira Seção. A vinculação inicial à Primeira Câmara é meramente formal e organizacional, sendo procedimento interno do Carf, que não lhe extrai a competência de julgar os litígios administrativos, por razão de distribuição em Turma diferente. [...] No mérito, a então conselheira relatora dos embargos votou por negar provimento ao recurso voluntário, adotando os fundamentos expendidos no Acórdão nº 1801 001.314, de 06/12/2012 (fls. 219/226), ora embargado. A relatora restou vencida em sua posição, tendo decidido a maioria do colegiado em converter o julgamento em diligência, nos termos da conclusão do voto vencedor, verbis: Por essas sucintas razões, meu voto é para converter o julgamento na realização de diligência para a autoridade preparadora da Unidade da Receita Federal do Brasil, que jurisdiciona a Recorrente, completar seu relatório, conferindo a idoneidade e a consistência da prova acostada aos autos (notas fiscais, planilhas e tudo mais que julgar conveniente), bem como solicitar, caso entenda necessário, às fontes pagadoras os comprovantes das retenções realizadas, dando, ao final, ciência de tudo à Recorrente, para se manifestar, querendo. Encaminhados os autos à unidade preparadora, a autoridade fiscal encarregada das diligências produziu o despacho de diligência (fls. 274/276), no qual consta a seguinte conclusão: Para efeito de verificação dos valores informados em DIRF com aqueles informados nos documentos juntados ao processo, foi realizado, em 06/01/2015, novo batimento nos sistemas RFB. Do novo batimento, restou confirmado pelo sistema, os valores dispostos na tabela a seguir, conforme telas extraídas do sistema RFB e juntadas ao processo. Da tabela a seguir, é possível verificar que todos os valores de Contribuição Social Retida na Fonte CSRF foram confirmados pelo próprio sistema RFB. [...] Fl. 291DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 292 7 Dessa forma opinamos procedente a CSRF no montante de R$ 101.652,63. Cientificada a recorrente dos termos da conclusão da diligência (fls. 280), foram os autos encaminhados ao CARF para prosseguimento do julgamento. É o relatório. Fl. 292DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 293 8 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Os embargos de declaração interpostos pela contribuinte foram regularmente admitidos por ocasião do julgamento realizado pela extinta 1ª Turma Especial da 1ª Seção de Julgamento do CARF, em que houve por bem anular o Acórdão nº 1801001.314, de 06/12/2012, e converter o processo em diligência, nos termos da Resolução nº 1801000.248, de 10/07/2013. A questão em litígio envolve o reconhecimento parcial de direito creditório consubstanciado em saldo negativo de CSLL, do período de apuração de 01/01/2004 a 31/03/2004. O crédito que deixou de ser reconhecido no Despacho Decisório referese à retenções na fonte que não foram informadas em DIRF, nem comprovadas pelo sujeito passivo mediante os comprovantes hábeis previstos na legislação. O crédito total pleiteado na PER/Dcomp de R$ 53.295,97, foi formado exclusivamente por IRRF retido pelas fontes pagadoras no mesmo montante. No Despacho Decisório (fls. 11/13) havia sido confirmado o montante de R$ 94.648,34 a título de IRRF retido pelas fontes pagadoras, restando reconhecido o montante original de crédito de saldo negativo de R$ 46.291,69, homologandose apenas parcialmente as compensações pleiteadas em PER/Dcomp até este limite. Ocorre que na realização das diligências determinadas pela 1ª Turma Especial, a autoridade fiscal responsável por sua execução promoveu novo batimento entre os valores da CSLL retida informados em PER/Dcomp e os constantes das DIRF's apresentadas pelas fontes pagadoras, reconhecendo a existência de valores retidos no montante de R$ 101.652,63, ou seja, o exato montante informado pela contribuinte, ora embargante. Nesse diapasão, impõese reconhecer integralmente o valor do crédito de saldo negativo de IRPJ pleiteado, no montante original de R$ 53,295,97 e homologar as compensações até o limite do crédito reconhecido. Ante ao exposto, voto por acolher os embargos interpostos, com efeitos infringentes, para modificar o Acórdão nº 1801001.314, de 06/12/2012, e dar provimento ao recurso voluntário interposto, nos termos acima examinados. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 293DF CARF MF Processo nº 10735.901722/201022 Acórdão n.º 1302002.720 S1C3T2 Fl. 294 9 Fl. 294DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10746.904185/2012-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon May 07 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2007 a 31/05/2007
EXIGÊNCIAS DA FISCALIZAÇÃO QUANTO À FORMA DE APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO VERDADE MATERIAL. EXAME DOS DOCUMENTOS APRESENTADOS. CABÍVEL.
A busca da verdade material justifica o exame dos documentos apresentados, ainda que não cumpridas as exigências da fiscalização quanto à forma de apresentação, registrando-se que a norma faculta a apresentação destes em papel.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-004.333
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
José Henrique Mauri - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Suplente convocada), Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: JOSE HENRIQUE MAURI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2007 a 31/05/2007 EXIGÊNCIAS DA FISCALIZAÇÃO QUANTO À FORMA DE APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO VERDADE MATERIAL. EXAME DOS DOCUMENTOS APRESENTADOS. CABÍVEL. A busca da verdade material justifica o exame dos documentos apresentados, ainda que não cumpridas as exigências da fiscalização quanto à forma de apresentação, registrando-se que a norma faculta a apresentação destes em papel. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon May 07 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10746.904185/2012-13
anomes_publicacao_s : 201805
conteudo_id_s : 5860113
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 08 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3301-004.333
nome_arquivo_s : Decisao_10746904185201213.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : JOSE HENRIQUE MAURI
nome_arquivo_pdf_s : 10746904185201213_5860113.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Suplente convocada), Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2018
id : 7268750
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:17:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310357811200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1482; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 2 1 1 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10746.904185/201213 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3301004.333 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de março de 2018 Matéria PERDCOMP. PIS/COFINS. Recorrente JOÃO ALVES DE ALMEIDA GOIANO EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/2007 a 31/05/2007 EXIGÊNCIAS DA FISCALIZAÇÃO QUANTO À FORMA DE APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO VERDADE MATERIAL. EXAME DOS DOCUMENTOS APRESENTADOS. CABÍVEL. A busca da verdade material justifica o exame dos documentos apresentados, ainda que não cumpridas as exigências da fiscalização quanto à forma de apresentação, registrandose que a norma faculta a apresentação destes em papel. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Henrique Mauri (Presidente Substituto), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Suplente convocada), Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 74 6. 90 41 85 /2 01 2- 13 Fl. 1128DF CARF MF Processo nº 10746.904185/201213 Acórdão n.º 3301004.333 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o Acórdão nº 03052.834, proferido pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília. Por meio de Despacho Decisório foi indeferido o pleito constante do Per/DComp transmitido pela contribuinte, em razão da realização de pagamento a maior. A fiscalização contrapondose ao alegado pela parte interessada, constatou a existência de um ou mais débitos, havendo o crédito declarado sido integralmente utilizado para a liquidação desses débitos, resultando na insuficiência de saldo credor para a realização da compensação pretendida. Manifestando a sua inconformidade, consubstanciada no art. 165, I, do CTN, a contribuinte deduziu a sua discordância ao despacho decisório, de acordo com as seguintes razões de defesa: (a) o despacho decisório foi emitido antes da retificação da DCTF e da DACON; (b) a partir da retificação desses documentos tornouse possível a Receita localizar o crédito alegado; e (c) demonstrado a existência do crédito aludido nos moldes de planilha contida na exordial, restou o direito à restituição correspondente. A título de comprovação de direito alegado fez colação aos autos das DCTF e DACON, bem assim de suas respectivas retificadoras e da cópia do DARF pago a maior, para postular pelo acolhimento de sua manifestação e pela insubsistência do aludido despacho. A 4ª Turma da DRJ/BSB julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não reconheceu o direito creditório sob o fundamento, em síntese, que não foi comprovada a liquidez e certeza de direito creditório contra a Fazenda Nacional passível de restituição. Em razão do indeferimento de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte protocolou recurso voluntário e, para demonstrar o seu direito ao direito alegado, colacionou aos autos documentação comprobatória, e no que atine ao mérito reiterou os termos expendidos na exordial para requerer pelo provimento do seu recurso. Encaminhado o processo para julgamento por este Carf, a 3ª Turma Especial desta Terceira Sessão decidiu pela conversão daquele em diligência, por meio da Resolução 3803000.559. Consta dos autos despacho proferido por autoridade administrativa da SAORT/DRFB em Palmas/TO, em cumprimento ao procedimento de Diligência Fiscal, através da Informação Fiscal SAORT/DRF/PAL/TO, no qual foi realizado o confronto entre as informações provenientes de Declarações da requerente armazenadas nos sistemas de controle da RFB e as constantes nos documentos fiscais apresentados (planilhas e notas fiscais), onde propôs o indeferimento total do Pedido de Restituição. Cientificada do resultado da diligência, a contribuinte veio "declarar que está de acordo com os valores propostos pela autoridade fiscal perante o CARF, conforme Fl. 1129DF CARF MF Processo nº 10746.904185/201213 Acórdão n.º 3301004.333 S3C3T1 Fl. 4 3 Informação Fiscal SAORT/DRF/PAL/TO, onde propôs o deferimento parcial do Pedido de Restituição, reconhecendo assim o direito creditório em favor do requerente"(sic). É o relatório. Voto Conselheiro José Henrique Mauri, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301004.331, de 20 de março de 2018, proferido no julgamento do processo 10746.904181/201227, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301004.331): "A recorrente bem coloca a discussão, no recurso voluntário que apresentou: A Delegacia de Julgamento julgou improcedente a manifestação de inconformidade por entender que, para se comprovar a existência de crédito supostamente decorrente de pagamento a maior, a simples entrega de declarações retificadoras não é bastante e que "é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábil fiscal, baseada em documentos hábeis e Fl. 1130DF CARF MF Processo nº 10746.904185/201213 Acórdão n.º 3301004.333 S3C3T1 Fl. 5 4 idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração", ônus este, da contribuinte. Em seu recurso a esta decisão de primeira instância, a contribuinte juntou livros contábeis e fiscais, além de notas fiscais. Sucederamse então exigências da fiscalização quanto à forma de apresentação da documentação. Registrese que a norma faculta a apresentação desta em papel. Tal questão fora ultrapassada por resolução de Turma desta CARF, a qual determinou que se baixassem os autos em diligência, em apreço ao princípio da verdade material, "com vistas à apuração e pronunciamento acerca da existência de direito creditório, e se o mesmo é o bastante suficiente (sic) para a liquidação dos débitos indicados no Per/DComp transmitido", o que fez acertadamente, a meu ver. A norma em pauta, Lei nº 10.833/03, artigos 58A e 58B (revogados em 2015, mas vigentes à época dos fatos), de fato, dá direito à redução 0% as alíquotas do PIS e da Cofins em relação às receitas auferidas por comerciantes atacadistas e varejistas, decorrentes da venda dos produtos lá especificados, o que fora verificado em sede de diligência A recorrente traz indevidamente tal questão como preliminar. Seguem os dispositivos legais referidos: Fl. 1131DF CARF MF Processo nº 10746.904185/201213 Acórdão n.º 3301004.333 S3C3T1 Fl. 6 5 Por fim, ultrapassada a relatada questão da apresentação de documentos, o resultado da diligência demonstrou o desacerto das valores que a contribuinte pretende ter como crédito, propondo o "indeferimento total do PER sob nº 01296.07698.291210.1.2.049025" (grifos do original), com o que concordo. Assim, por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Da mesma forma que ocorreu no caso do paradigma, no presente processo o resultado da diligência demonstrou o desacerto dos valores que a contribuinte pretende ter como crédito, propondo o indeferimento total do PER apresentado, com o que concordo. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) José Henrique Mauri Fl. 1132DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10675.901960/2014-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jun 25 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.479
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimaraes, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201805
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 25 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10675.901960/2014-13
anomes_publicacao_s : 201806
conteudo_id_s : 5871568
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.479
nome_arquivo_s : Decisao_10675901960201413.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10675901960201413_5871568.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimaraes, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli.
dt_sessao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2018
id : 7335100
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:20:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050310362005504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1431; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.901960/201413 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.479 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 17 de maio de 2018 Assunto Compensação Recorrente MÁRCIO MARIA MACEDO ADVOGADOS ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Gisele Barra Bossa, José Carlos de Assis Guimaraes, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado), Breno do Carmo Moreira Vieira (suplente convocado), Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar e Ester Marques Lins de Sousa. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Fabiano Alves Penteado, Rafael Gasparello Lima e Luis Henrique Marotti Toselli. Relatório Trata o presente processo de Pedido de Restituição cujo crédito é decorrente de pagamento a maior que o devido. No despacho decisório o direito creditório não foi reconhecido porque o pagamento em questão fora integralmente utilizado na quitação de débito devidamente declarado. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 75 .9 01 96 0/ 20 14 -1 3 Fl. 48DF CARF MF Processo nº 10675.901960/201413 Resolução nº 1201000.479 S1C2T1 Fl. 3 2 Foi protocolada manifestação de inconformidade em que foi alegado tratarse de pagamento de tributo já retido pela fonte pagadora. A manifestação foi considerada improcedente uma vez que, pelos elementos de prova carreados aos autos, não se observa ter ocorrido pagamento em duplicidade de tributo sujeito à retenção na fonte. O pagamento referese a tributo devido pela sistemática do lucro presumido, regularmente apurado e declarado. No Recurso Voluntário foi alegado: a) que houve prestação de serviços da recorrente e a fonte pagadora efetuou a retenção do imposto; b) a recorrente também recolheu imposto do período, ocasionando o recolhimento em duplicidade; c) foram produzidas provas que comprovam o recolhimento em duplicidade. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, Relatora O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 1201 000.457, de 17/05/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10675.901644/201441, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1201000.457): "Admissibilidade. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, dele devendose conhecer. Mérito. Segundo o recorrente, houve pagamento em duplicidade, uma vez a retenção na fonte relativamente aos serviços por ele prestados e, posteriormente, pagamento do imposto desse mesmo período. Ocorre que o valor pago referese ao imposto apurado no período trimestral pela sistemática do Lucro Presumido e, conforme pode ser visto desde o Despacho Decisório, esse pagamento corresponde ao valor apurado e devidamente declarado. Esse o motivo do indeferimento do pleito. Contudo, não consta dos autos a DIPJ do período correspondente, pelo que não é possível verificar se houve ou não a dedução do IRRF na apuração do imposto e, ainda, o resultado dessa apuração. Fl. 49DF CARF MF Processo nº 10675.901960/201413 Resolução nº 1201000.479 S1C2T1 Fl. 4 3 Fazse pois necessária a juntada aos autos da DIPJ do período e a demonstração do imposto a pagar apurado. Conclusão. Em face do exposto, voto por converter o presente julgamento em diligência para: a) juntadas das cópias da DIPJ e da DCTF (e eventuais retificadoras) do período correspondente; b) confirmação das retenções do IRRF; c) verificação quanto à dedução do imposto retido; d) que se apure eventual pagamento a maior (crédito passível de utilização). O contribuinte poderá ser intimado a prestar esclarecimentos, a juízo da autoridade diligenciante. A conclusão deverá constar de relatório circunstanciado do qual se dará ciência ao interessado para que, querendo, se manifeste no prazo de trinta dias. Com ou sem a manifestação do interessado, os autos deverão retornar a este colegiado para julgamento. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47 do RICARF, voto por converter o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Fl. 50DF CARF MF
score : 1.0
