Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
5749788 #
Numero do processo: 14485.000785/2007-12
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Sat Dec 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/01/2002 NORMAS GERIAS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN. Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62-A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733. No presente caso, há comprovação de recolhimento parcial, motivo da conseqüente aplicação da regra decadencial determinada no Art. 150 do CTN e da negativa de provimento do recurso apresentado.
Numero da decisão: 9202-003.425
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201410

camara_s : 2ª SEÇÃO

ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/01/2002 NORMAS GERIAS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE OCORRÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN. Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa no CTN a ser utilizada deve ser a prevista no § 4°, Art. 150 do CTN, conforme inteligência da determinação do Art. 62-A, do Regimento Interno do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733. No presente caso, há comprovação de recolhimento parcial, motivo da conseqüente aplicação da regra decadencial determinada no Art. 150 do CTN e da negativa de provimento do recurso apresentado.

turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS

dt_publicacao_tdt : Sat Dec 06 00:00:00 UTC 2014

numero_processo_s : 14485.000785/2007-12

anomes_publicacao_s : 201412

conteudo_id_s : 5404598

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 08 00:00:00 UTC 2014

numero_decisao_s : 9202-003.425

nome_arquivo_s : Decisao_14485000785200712.PDF

ano_publicacao_s : 2014

nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 14485000785200712_5404598.pdf

secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Adriano Gonzales Silverio (suplente convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Elias Sampaio Freire.

dt_sessao_tdt : Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014

id : 5749788

ano_sessao_s : 2014

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:19 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474663325696

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1781; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRF­T2  Fl. 2          1 1  CSRF­T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS    Processo nº  14485.000785/2007­12  Recurso nº  154.661   Especial do Procurador  Acórdão nº  9202­003.425  –  2ª Turma   Sessão de  22 de outubro de 2014  Matéria  CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA  Recorrente  PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL (PGFN)  Interessado  CD RICHARD ELLIS S/C LTDA    ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS  Período de apuração: 01/01/2000 a 31/01/2002  NORMAS  GERIAS.  DECADÊNCIA.  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS.  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE OCORRÊNCIA  DE  DOLO,  FRAUDE  OU  SIMULAÇÃO.  PRAZO  DECADENCIAL  REGIDO PELO § 4°, ART. 150, DO CTN.  Comprovada a ocorrência de pagamento parcial, a regra decadencial expressa  no  CTN  a  ser  utilizada  deve  ser  a  prevista  no  §  4°,  Art.  150  do  CTN,  conforme  inteligência da determinação do Art. 62­A, do Regimento  Interno  do CARF (RICARF), em sintonia com o decidido pelo Superior Tribunal de  Justiça (STJ), no Recurso Especial 973.733.  No  presente  caso,  há  comprovação  de  recolhimento  parcial,  motivo  da  conseqüente aplicação da regra decadencial determinada no Art. 150 do CTN  e da negativa de provimento do recurso apresentado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  negar  provimento ao recurso.               AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 48 5. 00 07 85 /2 00 7- 12 Fl. 188DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA     2   (assinado digitalmente)  OTACÍLIO DANTAS CARTAXO  Presidente        (assinado digitalmente)  Marcelo Oliveira  Relator        Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros:  Otacílio  Dantas  Cartaxo  (Presidente),  Rycardo  Henrique  Magalhães  de  Oliveira,  Luiz  Eduardo  de  Oliveira  Santos,  Alexandre  Naoki  Nishioka,  Marcelo  Oliveira,  Adriano  Gonzales  Silverio  (suplente  convocado), Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo  Lian Haddad, Elias Sampaio Freire.  Fl. 189DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 14485.000785/2007­12  Acórdão n.º 9202­003.425  CSRF­T2  Fl. 3          3   Relatório  Trata­se  de  Recurso  Especial  de  divergência,  fls.  0129,  interposto  pela  Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão que decidiu dar provimento a  recurso voluntário do sujeito passivo, nos seguintes termos:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2000 a 01/01/2002  DECADÊNCIA.CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS.  ART.  45 DA LEI 8.212/91. SUMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF.  O prazo decadencial das  contribuições previdenciárias  é de 05  (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º do CTN, contando da  data do fato gerador, por força da Súmula Vinculante nº 08, do  Supremo  Tribunal  Federal  que  declara  inconstitucional  o  art.  45,  da  Lei  8.212/91,  dispositivo  esse  que  previa  prazo  de  decadência  de  10  (dez)  anos  para  as  contribuições  previdenciárias.  RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.  Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do  colegiado, por  unanimidade de  votos,  em  acatar  a  preliminar  de  decadência  total  com  base  nos  critérios  estabelecidos  no  Art.  150,  §  4º,  CTN.  Votaram  pelas  conclusões os conselheiros Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e  Carlos Alberto Mees Stringari    Esclarecendo,  o  litígio  em  questão  versa  sobre  a  definição  de  qual  regra  decadencial, expressa no Código Tributário Nacional (CTN) deve ser aplicada ao caso.  Em seu recurso especial a PGFN alega, em síntese, que:  1.  Há divergência entre a decisão recorrida e a paradigma;  2.  Só deve  ser aplicada  a  regra decadencial  prevista no Art.  150 do CTN  quando  há  recolhimento  parcial  efetuado,  na  competência,  conforme  decidiu a decisão paradigma;  3.  Solicita, por fim, acolhimento e provimento de seu recurso.    Por despacho, fls. 0159, deu­se seguimento ao recurso especial.    Fl. 190DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA     4 O sujeito passivo apresentou suas contra razões, fls. 0166, argumentando, em  síntese, que a decisão recorrida deve ser mantida.  Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão.  É o Relatório.  Fl. 191DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 14485.000785/2007­12  Acórdão n.º 9202­003.425  CSRF­T2  Fl. 4          5   Voto             Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator  Presentes  os  pressupostos  de  admissibilidade  –  recurso  tempestivo  e  divergência confirmada e não reformada ­ conheço do Recurso Especial e passo à análise de  suas razões recursais.  O cerne da questão  sobre  a decadência  é  a discussão  sobre qual das  regras  decadenciais,  presentes  no  CTN,  aplicar­se­á,  a  expressa  no  §  4°,  Art.  150  do  CTN,  como  decidido no acórdão recorrido, ou a constante do I, Art. 173 do CTN. Para a recorrente, a regra  a ser aplicada deve ser a prevista no Art. 173, nem que seja em algumas competências, pois não  houve a necessária e obrigatória antecipação parcial de pagamento.  Creio  que  já  temos  resposta  sobre  esta  dúvida.  O  Regimento  Interno  do  Conselho Administrativo  de  Recursos  Fiscais  (CARF),  através  de  alteração  promovida  pela  Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou  a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo  Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional,  na sistemática prevista pelos artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros  no  julgamento  dos  recursos no âmbito do CARF” (Art. 62­A do anexo II).  No  que  diz  respeito  a  decadência  dos  tributos  lançados  por  homologação  temos  o  Recurso  Especial  nº  973.733  ­  SC  (2007/0176994­0),  julgado  em  12  de  agosto  de  2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que  teve o Acórdão submetido ao regime do artigo  543­C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado:  “PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543­C,  DO  CPC.  TRIBUTÁRIO.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  INEXISTÊNCIA  DE  PAGAMENTO  ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO  CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL  .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS  PRAZOS  PREVISTOS  NOS  ARTIGOS  150,  §  4º,  e  173,  do  CTN. IMPOSSIBILIDADE.  1.  O  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  (lançamento  de  ofício)  conta­se  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento  antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o  mesmo  inocorre,  sem  a  constatação  de  dolo,  fraude  ou  simulação  do  contribuinte,  inexistindo  declaração  prévia  do  débito  (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel.  Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg  nos  EREsp  216.758/SP,  Rel.  Ministro  Teori  Albino  Zavascki,  Fl. 192DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA     6 julgado  em  22.03.2006,  DJ  10.04.2006;  e  EREsp  276.142/SP,  Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005).  2.  É  que  a  decadência  ou  caducidade,  no  âmbito  do  Direito  Tributário,  importa  no  perecimento  do  direito  potestativo  de  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  pelo  lançamento,  e,  consoante  doutrina  abalizada,  encontra­se  regulada  por  cinco  regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra  da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos  ao  lançamento  de  ofício,  ou  nos  casos  dos  tributos  sujeitos  ao  lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o  pagamento  antecipado  (Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e  Prescrição  no  Direito  Tributário",  3ª  ed.,  Max  Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210).  3.  O  dies  a  quo  do  prazo  qüinqüenal  da  aludida  regra  decadencial  rege­se  pelo  disposto  no  artigo  173,  I,  do  CTN,  sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado"  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível,  ainda  que  se  trate  de  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação,  revelando­se  inadmissível  a  aplicação  cumulativa/concorrente  dos  prazos  previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante  a  configuração  de  desarrazoado  prazo  decadencial  decenal  (Alberto  Xavier,  "Do  Lançamento  no  Direito  Tributário  Brasileiro",  3ª  ed.,  Ed.  Forense,  Rio  de  Janeiro,  2005,  págs.  91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed.,  Ed.  Saraiva,  2004,  págs.  396/400;  e  Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e Prescrição  no Direito Tributário",  3ª  ed.,  Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199).  5.  In casu, consoante assente na origem: (i) cuida­se de tributo  sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege  de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não  restou  adimplida  pelo  contribuinte,  no  que  concerne  aos  fatos  imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro  de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos  deu­se em 26.03.2001.  6.  Destarte,  revelam­se  caducos  os  créditos  tributários  executados,  tendo  em  vista  o  decurso  do  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  que  o  Fisco  efetuasse  o  lançamento  de  ofício  substitutivo.  7.  Recurso  especial  desprovido.  Acórdão  submetido  ao  regime  do artigo 543­C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.  Portanto, o STJ, em Acórdão submetido ao regime do artigo 543­C, do CPC  definiu  que  “o  dies  a  quo  do  prazo  qüinqüenal  da  aludida  regra  decadencial  rege­se  pelo  disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele  em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia  do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a  lançamento por homologação” (Recurso Especial nº 973.733).  Cabe destacar que na análise dos autos encontramos informação, do Fisco, de  eu valores foram recolhidos no período, fls. 019.  Fl. 193DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 14485.000785/2007­12  Acórdão n.º 9202­003.425  CSRF­T2  Fl. 5          7 Antes de decidir sobre qual regra decadencial utilizar, cabe deixar claro que o  fato gerador da contribuição previdenciária é a  totalidade da  remuneração paga ou creditada  pelos serviços, independentemente do título que se lhe atribua, tanto em relação ao tomador do  serviço (empresa), quanto do segurado contribuinte.  Portanto, para a definição da regra decadencial, devemos  levar em conta  se  houve alguma antecipação de pagamento, não por tipo de remuneração (levantamento) pois é a  totalidade  desses  pagamentos  que  se  denomina  Salário­de­Contribuição  (SC),  que  é  todo  e  qualquer pagamento ou crédito feito ao segurado, em decorrência da prestação de serviço, de  forma  direta  ou  indireta,  em  dinheiro  ou  sob  a  forma  de  utilidades,  habituais  em  relação  ao  segurado empregado.  Elucidativo  o  texto  contido  em  decisão  proferida  na  Câmara  Superior  de  Recursos Fiscais (CSRF), processo 10640.001896/2007­47, pelo nobre Conselheiro Francisco  Assis de Oliveira Júnior:  “Feitas essas considerações, para solução da lide ora proposta,  ainda  resta  dirimir  a  questão  relacionada  ao  recolhimento  específico da rubrica eventualmente  lançada, conforme defende  a  Procuradoria  Geral  da  Fazenda  Nacional,  ou  se  seria  suficiente  para  caracterização  de  pagamento  antecipado  o  recolhimento  genérico  relativo  aos  valores  consolidados  na  folha de pagamento elaborada pelo sujeito passivo.  Em relação à essa matéria, creio que a solução mais adequada  deve  considerar  a  regra  matriz  relacionada  efetivamente  à  definição  de  qual  seria  a  base  de  cálculo  das  contribuições  previdenciárias.  Nesse  sentido,  observamos  que  à  luz  do  que  dispõe o inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, o elemento  jurídico  a  ser  considerado  para  efeito  de  análise  do  recolhimento  total  ou  parcial  refere­se  à  remuneração  total  paga, devida ou creditada aos segurados pelo empregador:  Art.  22.  A  contribuição  a  cargo  da  empresa,  destinada  à  Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: 6  I  ­  vinte  por  cento  sobre  o  total  das  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas  a  qualquer  título,  durante  o  mês,  aos  segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem  serviços, destinadas a retribuir o  trabalho, qualquer que seja a  sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma  de  utilidades  e  os  adiantamentos  decorrentes  de  reajuste  salarial,  quer  pelos  serviços  efetivamente  prestados,  quer  pelo  tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos  termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo  coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela  Lei nº 9.876, de 1999).  Nesse sentido, se eventualmente o sujeito passivo não recolhe o  tributo  em  relação a  determinada  rubrica  que  acredita  não  ter  incidência  da  contribuição  previdenciária,  tal  fato  não  descaracteriza  a  antecipação  de  pagamento  para  o  restante  calculado  e  recolhido  indicado  pela  folha  de  pagamento  do  empregador.   Fl. 194DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA     8 Em  verdade,  o  fracionamento  dessas  rubricas  revela­se  necessário  para  identificação dos  requisitos  estabelecidos para  verificação  da  não  incidência  do  salário  de  contribuição  em  conformidade com as  inúmeras previsões do § 9º do art. 28 da  Lei  nº  8.212,  de  1991.  Contudo,  o  conjunto  de  situações  e  específicas  que  caracterizam  a  contra­prestação  onerosa  do  empregado pela empresa em nada altera a natureza jurídica de  cada  uma  dessas  rubricas  que  são,  em  seu  conjunto,  a  remuneração  devida  ao  segurado.  Em  outras  palavras,  cada  rubrica é espécie do gênero remuneração.   Desse  modo,  para  efeito  de  identificação  do  pagamento  antecipado,  não  deve  ser  exigido  o  recolhimento  específico  de  uma  ou  outra  rubrica  paga  pelo  empregador,  mas  sim  a  consolidação desses valores relativos aos itens discriminados na  folha de pagamento.”  Portanto, como há recolhimentos, deve ser aplicada ao caso a regra esculpida  no § 4º, Art. 150 do CTN, conforme decidido no acórdão recorrido.  CTN:  Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos  tributos  cuja  legislação  atribua  ao  sujeito  passivo  o  dever  de  antecipar  o  pagamento  sem  prévio  exame  da  autoridade  administrativa, opera­se pelo ato em que a referida autoridade,  tomando  conhecimento  da  atividade  assim  exercida  pelo  obrigado, expressamente a homologa.  ...  § 4º Se a  lei  não fixar prazo a homologação,  será ele de cinco  anos,  a  contar  da  ocorrência  do  fato  gerador;  expirado  esse  prazo  sem  que  a  Fazenda  Pública  se  tenha  pronunciado,  considera­se homologado o lançamento e definitivamente extinto  o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou  simulação.  CONCLUSÃO:   Em razão do exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso da nobre  PGFN, nos termos do voto.  (assinado digitalmente)  Marcelo Oliveira                              Fl. 195DF CARF MF Impresso em 08/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 26/11/2014 por MARCELO OLIVEIRA

score : 1.0
5778812 #
Numero do processo: 19740.000091/2006-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/2005 PRAZO DE DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS. CRITÉRIO DO PAGAMENTO ANTECIPADO. TERMO INICIAL. O prazo decadencial para a constituição de créditos relativos à Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins é de 5 (cinco) anos, contado da ocorrência do fato gerador (art.150, § 4º, do CTN), se existente pagamento antecipado, ou primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I, do CTN), se não existente pagamento antecipado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. VALORES DECLARADOS EM DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. Por ter natureza de confissão de dívida e se revestir de instrumento hábil e suficiente para fim de exigência, os débitos declarados em DCTF e não pagos pelo sujeito passivo prescinde de lançamento de ofício, podendo ser comunicados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União. CONTRIBUIÇÕES RETIDAS NA FONTE POR ÓRGÃO PÚBLICO. DEDUÇÃO DO VALOR DEVIDO. INFORMAÇÃO SALDO A PAGAR NA DCTF. POSSIBILIDADE. Os valores da Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins retidos na fonte por Órgãos Públicos são consideradas antecipações do devido e, nesta condição, podem ser deduzidos do valor devido apurado no respectivo período de apuração e declarado em DCTF apenas o valor remanescente a pagar. Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 3102-002.312
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Ricardo Krakowiak, OAB/SP nº 138.192, advogado do sujeito passivo. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Paulo Puiatti, Miriam de Fátima Lavocat de Queiroz e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201411

camara_s : Primeira Câmara

ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/2005 PRAZO DE DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS. CRITÉRIO DO PAGAMENTO ANTECIPADO. TERMO INICIAL. O prazo decadencial para a constituição de créditos relativos à Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins é de 5 (cinco) anos, contado da ocorrência do fato gerador (art.150, § 4º, do CTN), se existente pagamento antecipado, ou primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I, do CTN), se não existente pagamento antecipado. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. FALTA DE RECOLHIMENTO. VALORES DECLARADOS EM DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE. Por ter natureza de confissão de dívida e se revestir de instrumento hábil e suficiente para fim de exigência, os débitos declarados em DCTF e não pagos pelo sujeito passivo prescinde de lançamento de ofício, podendo ser comunicados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União. CONTRIBUIÇÕES RETIDAS NA FONTE POR ÓRGÃO PÚBLICO. DEDUÇÃO DO VALOR DEVIDO. INFORMAÇÃO SALDO A PAGAR NA DCTF. POSSIBILIDADE. Os valores da Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins retidos na fonte por Órgãos Públicos são consideradas antecipações do devido e, nesta condição, podem ser deduzidos do valor devido apurado no respectivo período de apuração e declarado em DCTF apenas o valor remanescente a pagar. Recurso de Ofício Negado.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 19740.000091/2006-41

anomes_publicacao_s : 201501

conteudo_id_s : 5414499

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3102-002.312

nome_arquivo_s : Decisao_19740000091200641.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO

nome_arquivo_pdf_s : 19740000091200641_5414499.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Ricardo Krakowiak, OAB/SP nº 138.192, advogado do sujeito passivo. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Paulo Puiatti, Miriam de Fátima Lavocat de Queiroz e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo.

dt_sessao_tdt : Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014

id : 5778812

ano_sessao_s : 2014

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:21 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474674860032

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 33; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2201; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C1T2  Fl. 100          1 99  S3­C1T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19740.000091/2006­41  Recurso nº               De Ofício  Acórdão nº  3102­002.312  –  1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  11 de novembro de 2014  Matéria  PIS/COFINS ­ AUTO DE INFRAÇÃO  Recorrente  BRADESCO SEGUROS S/A.  Interessado  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/2005  BASE DE CÁLCULO. VALOR ADICIONADO INDEVIDAMENTE PELA  FISCALIZAÇÃO.  EXCLUSÃO  DETERMINADA  PELA  DECISÃO  PRIMEIRA GRAU. POSSIBILIDADE.  Não  merece  reparo  a  decisão  de  primeiro  grau  que  determinou  o  cancelamento  de  débitos  tributário  calculados  sobre  valores  adicionados  a  base  de  cálculo  da  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  não  respaldados  em  documentação contábil e fiscal idônea.  ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL ­ COFINS  Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/2005  BASE DE CÁLCULO. VALOR ADICIONADO INDEVIDAMENTE PELA  FISCALIZAÇÃO.  EXCLUSÃO  DETERMINADA  PELA  DECISÃO  PRIMEIRA GRAU. POSSIBILIDADE.  Não  merece  reparo  a  decisão  de  primeiro  grau  que  determinou  o  cancelamento  de  débitos  tributário  calculados  sobre  valores  adicionados  a  base de cálculo da Cofins não respaldados em documentação contábil e fiscal  idônea.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/2005  PRAZO DE DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR  HOMOLOGAÇÃO.  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  E  COFINS.  CRITÉRIO DO PAGAMENTO ANTECIPADO. TERMO INICIAL.  O prazo decadencial para a constituição de créditos relativos à Contribuição  para o PIS/Pasep e da Cofins é de 5 (cinco) anos, contado da ocorrência do  fato gerador (art.150, § 4º, do CTN), se existente pagamento antecipado, ou     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 74 0. 00 00 91 /2 00 6- 41 Fl. 4835DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     2 primeiro dia do  exercício  seguinte  àquele  em que o  lançamento poderia  ter  sido efetuado (art. 173, I, do CTN), se não existente pagamento antecipado.  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  FALTA  DE  RECOLHIMENTO.  VALORES  DECLARADOS  EM DCTF.  CONFISSÃO DE DÍVIDA.  LANÇAMENTO  DE OFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE.  Por  ter natureza de  confissão de dívida  e  se  revestir  de  instrumento hábil  e  suficiente para fim de exigência, os débitos declarados em DCTF e não pagos  pelo  sujeito  passivo  prescinde  de  lançamento  de  ofício,  podendo  ser  comunicados  à  Procuradoria­Geral  da  Fazenda  Nacional  para  fins  de  inscrição como Dívida Ativa da União.  CONTRIBUIÇÕES  RETIDAS  NA  FONTE  POR  ÓRGÃO  PÚBLICO.  DEDUÇÃO  DO  VALOR  DEVIDO.  INFORMAÇÃO  SALDO  A  PAGAR  NA DCTF. POSSIBILIDADE.  Os valores da Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins retidos na fonte por  Órgãos Públicos são consideradas antecipações do devido e, nesta condição,  podem  ser  deduzidos  do  valor  devido  apurado  no  respectivo  período  de  apuração e declarado em DCTF apenas o valor remanescente a pagar.  Recurso de Ofício Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  negar  provimento  ao  recurso  de ofício,  nos  termos  do  voto  do Relator.  Fez  sustentação  oral  o Dr.  Ricardo Krakowiak, OAB/SP nº 138.192, advogado do sujeito passivo.  (assinado digitalmente)  Ricardo Paulo Rosa – Presidente.  (assinado digitalmente)  José Fernandes do Nascimento ­ Relator.  Participaram  do  julgamento  os  Conselheiros  Ricardo  Paulo  Rosa,  José  Fernandes  do  Nascimento,  Andréa  Medrado  Darzé,  José  Paulo  Puiatti,  Miriam  de  Fátima  Lavocat de Queiroz e Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo.  Relatório  Por  bem  descrever  os  fatos,  reproduz­se  a  seguir  o  relatório  encartado  na  decisão de primeira grau:  1. Versa o presente processo sobre autos de infração de fls. 2358  a  2436,  lavrados  em  nome  do  contribuinte  Bradesco  Seguros  S/A,  CNPJ  nº  33.055.146/0001­93,  decorrentes  da  falta  e/ou  insuficiência  de  recolhimento  das  Contribuições  para  o  Programa de Integração Social (PIS) e para o Financiamento da  Seguridade Social (COFINS), na qualidade de contribuinte e na  de responsável por sucessão, face à incorporação da Companhia  Fl. 4836DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 101          3 de  Seguros  Interatlântico.  O  presente  processo  consubstancia  exigência  de  crédito  tributário  no  valor  total  de  R$  270.875.601,56, autuado da seguinte forma:  1.1  Às  fls.  2358  a  2374:  auto  de  infração  correspondente  à  Contribuição  para  o  PIS,  referente  aos  fatos  geradores  de  julho/1996 a junho/2001 no valor de R$ 1.849.811,47, incluindo  principal e juros de mora calculados até 24/02/2006.  1.2  Às  fls.  2375  a  2384:  auto  de  infração  correspondente  à  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social,  referente aos fatos geradores de fevereiro/1999 a junho/2001 no  valor  de  R$  872.074,81,  incluindo  principal  e  juros  de  mora  calculados até 24/02/2006.  1.3  Às  fls.  2385  a  2414:  auto  de  infração  correspondente  à  Contribuição  para  o  PIS,  referente  aos  fatos  geradores  de  março/1996  a  junho/1997  e  de  março/1998  a  agosto/2005  no  valor  de  R$  76.421.655,93,  incluindo  principal,  multa  proporcional e juros de mora calculados até 24/02/2006.  1.4  Às  fls.  2415  a  2436:  auto  de  infração  correspondente  à  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social,  referente aos fatos geradores de fevereiro/1999 a agosto/2005 no  valor  de  R$  191.732.059,35,  incluindo  principal,  multa  proporcional e juros de mora calculados até 24/02/2006.  2. No campo Descrição dos Fatos dos autos de  infração acima  discriminados (fls. 2359, 2376, 2386 e 2416), a autoridade fiscal  que  procedeu  aos  trabalhos  de  apuração  do  lançamento  esclarece que o  valor  foi apurado de acordo com o  contido no  Termo  de  Verificação  Fiscal  e  planilhas.  O  Termo  de  Verificação  Fiscal  encontra­se  nos  autos  às  fls.  2437  a  2488.  Neste consta, em resumo, que:  2.1 A fiscalização compreendeu o período de fevereiro de 1996 a  agosto  de  2005  e  abrangeu  os  recolhimentos  da  Bradesco  Seguros  na  condição  de  contribuinte  e  na  condição  de  responsável  por  sucessão,  em  virtude  da  incorporação  da  Companhia  de  Seguros  Interatlântico  (ex  Companhia  Seguros  Tranqüilidade Brasil).  2.2  Abrange  somente  a  parcela  exigível  (tanto  na  condição  de  contribuinte  quanto  na  condição  de  responsável  por  sucessão)  do  crédito  tributário,  sendo  que  a  parcela  com  a  exigibilidade  suspensa  é  objeto  do  processo  administrativo  nº  19740.000092/2006­96.  2.3  O  contribuinte  apresentou  planilhas  contendo  as  bases  de  cálculo do PIS e da COFINS de 1996 a 2005, tanto da Bradesco  Seguros  (fls.  215  a  229),  como da pessoa  jurídica  incorporada  Companhia de Seguros Tranqüilidade­Brasil (fls. 1.204 a 1.209).  2.4  Tais  planilhas  foram  analisadas  confrontando­se  a  documentação contábil da incorporadora (fls. 230 a 1.041) e da  incorporada  (fls.  1.210  a  1.809),  bem  como  considerando  a  Fl. 4837DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     4 legislação  de  regência  dessas  contribuições  vigente no  período  abrangido pela fiscalização.  2.5 Relativamente à Bradesco Seguros, a autuação correspondeu  à glosa de valores indedutíveis das bases de cálculo do PIS e da  COFINS e à falta de recolhimento da contribuição para o PIS.  2.5.1 Quanto aos valores glosados verificou­se que:  a) durante todo o período fiscalizado, o contribuinte atribuiu às  subcontas  contábeis  3441,  34481,  34483,  34486  e  34487  natureza mista, ou seja, ora fazendo com que recebessem valores  de  receitas  a  crédito,  ora  fazendo  com que  recebessem valores  de despesas a débito.  b) de acordo com o Plano de Contas das Seguradoras, anexo à  Circular  SUSEP  nº  09,  de  20  de  setembro  de  1993,  o  grupo  contábil  “34  –  Outras  Receitas  e  Despesas  Operacionais”  é  dividido em dois subgrupos distintos, um para registro de outras  receitas com operações de seguros (344 – fls. 183 e 184) e outro  para  registro  das  outras  despesas  com  operações  de  seguros  (345 – fls. 184 a 187).   c)  Exemplificadamente,  conforme  documento  de  fls.  726,  a  Bradesco  Seguros  lançou  valores  a  crédito  das  subcontas  de  despesa  314281  e  314286,  valores  esses  representativos  de  receitas  e  que,  por  estarem  sendo  lançados  a  crédito  de  subcontas  de  despesa  (reduzindo­as),  passaram  a  não  ser  oferecidos  à  tributação.  Na  planilha  de  fls.  226,  na  coluna  relativa  ao  mês  de  janeiro/2003,  são  as  receitas  do  subgrupo  contábil  3141  que  compõem  a  base  de  cálculo  do  PIS  e  da  COFINS, e não as lançadas erroneamente a crédito do subgrupo  de  despesas  3142  (subcontas  314281  e  314286,  dentre  outras),  que  não  compõem  esta  base  por  estarem  incorretamente  registradas no meio de um grupo contábil de despesas.  d) Como essa prática adotada pelo contribuinte permaneceu até  o fim do período auditado, nas planilhas de fls. 1.042 a 1.173, as  quais  indicam  os  valores­base  para  lançamento,  a  partir  de  janeiro de 2003, passam a existir não apenas as totalizações dos  valores  glosados  de  despesas  indedutíveis,  mas  também  a  totalização  dos  valores  de  receita  que  deveriam  ter  sido  adicionados  àquelas  bases  e  que,  ao  contrário,  estavam  sendo  lançados a crédito de contas de despesa que não as compunham.  e) Apesar das inúmeras mudanças de códigos ao longo de todo o  período  fiscalizado,  as  contas  contábeis  do  subgrupo  Outras  Receitas com Operações de Seguros (de código contábil original  344)  mantiveram,  de  acordo  com  o  Plano  de  Contas  das  Sociedades Seguradoras, sua função e funcionamento, recebendo  apenas lançamentos a crédito por receitas auferidas.  f) Inicialmente o contribuinte utilizou as subcontas do subgrupo  contábil de receitas 344 para efetuar  lançamentos a débito que  deveriam  ter  sido  efetuados  nas  subcontas  de  despesa  correspondentes,  pertencentes  ao  subgrupo  contábil  345.  E,  posteriormente,  a  partir  de  janeiro  de  2003  e  em  adição  à  prática  anterior,  efetuou  lançamentos  a  crédito  do  subgrupo  contábil  de  despesas  3142,  de  receitas  que  deveriam  compor  a  Fl. 4838DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 102          5 base  de  cálculo  do  PIS  e  da  COFINS  mediante  lançamento  a  crédito do subgrupo contábil 3141.  g) A Bradesco Seguros não escriturou as despesas no subgrupo  contábil  específico  (345),  o  qual  não  consta  como  dedução/exclusão  na  planilha  anexa  à  IN  SRF  47/99.  Ao  contrário,  escriturou­as  a  débito  de  um  subgrupo  de  receitas  (344),  que  faz  parte  dessa  planilha.  O  subgrupo  344,  conseqüentemente, passou a constar dessa planilha por um valor  líquido, que de forma alguma corresponde ao real valor auferido  de receitas a título de outras operações de seguros (esse engloba  apenas os valores lançados a crédito no subgrupo 344).  h) Em todos os meses em que o saldo do subgrupo contábil 344 é  transportado dos balancetes contábeis (fls. 230 a 1.041) para as  planilhas de apuração da base de cálculo do PIS e da COFINS  elaboradas  pelo  contribuinte  (fls.  215  a  229),  o  subgrupo  contábil  345  não  apresenta  lançamentos  a  débito,  pois  estes  foram  efetuados  no  subgrupo  344,  gerando  redução  no  valor  deste  último  no  momento  de  apurar  a  base  de  cálculo  das  contribuições.  i)  A  atribuição  de  natureza  contábil mista  ao  subgrupo  344,  o  que  contraria o disposto no Plano de Contas das Seguradoras,  foi  confirmada  pelo  próprio  contribuinte  quando  das  respostas  às Intimações de nº 3, itens 07 e 08 (fl. 81) e nº 10, itens 08 a 11  (fls. 168 a 170).  j) O contribuinte utilizou, não apenas no ano de 1999, mas em  todo  o  período  fiscalizado,  o  valor  líquido  do  grupo  contábil  “Outras  Receitas  com  Operações  de  Seguros”  (e  de  suas  respectivas  subcontas,  em  especial  as  de  códigos  34481  e  34486), para fins de determinação da base de cálculo do PIS e  da  COFINS.  Tal  prática  é  vedada  pela  legislação,  de  acordo  com o preceituado na Lei nº 9718/98, que determina que  essas  contribuições  sejam  calculadas  sobre  a  totalidade  das  receitas  auferidas  pelas  pessoas  jurídicas,  sendo  irrelevantes  o  tipo  de  atividade por elas exercida ou a classificação contábil adotada  para suas receitas.  k) Se os subgrupos que compõem o grupo “Outras Receitas com  Operações  de  Seguros”  possuem  valores  negativos,  representativos  de  despesas  incorridas  pela  pessoa  jurídica,  essas  não  podem  diminuir  a  base  de  cálculo  do  PIS  e  da  COFINS  que  incide  sobre  a  totalidade  das  receitas  auferidas  pela pessoa jurídica.  l)  A  partir  de  janeiro  de  2003,  com  a  alteração  do  código  contábil  do  subgrupo  “344­Outras Receitas  com Operações  de  Seguros” para 3141, os efeitos redutores da base de cálculo do  PIS  e  da  COFINS,  deram­se  não  só  através  de  lançamentos  a  débito  das  contas  de  receita  desse  subgrupo  (que  aparecem  como  glosas  nas  planilhas  de  fls.  1042  a  1173),  mas  também  através  de  lançamentos  a  crédito  em  contas  de  despesa  do  correspondente  subgrupo  “3142­Outras  Despesas  com  Fl. 4839DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     6 Operações  de  Seguros”  (que  aparecem  como  adições  nas  planilhas de fls. 1042 a 1173).  m)  Situação  idêntica  foi  verificada para  o  grupo  contábil  “35­ Receitas  Financeiras”,  também  constante  das  receitas  tributáveis do PIS e da COFINS no Anexo I da IN 47/99.  n) Não há permissão legal para a dedução das bases de cálculo  do PIS e da COFINS de perdas em aplicações financeiras, e as  únicas exclusões/deduções admitidas, além das previstas para as  pessoas  jurídicas  em  geral,  são  as  mencionadas  no  inc.  IV  do  art. 1º da Lei nº 9.701/98. De acordo com o disposto nos § 1º e  3º  desse  diploma  legal,  não  são  admitidas  como  deduções  das  bases de cálculo do PIS e da COFINS as perdas incorridas pela  Bradesco Seguros nas diversas aplicações financeiras constantes  do grupo contábil 35 de seu balancete.  o)  Tal  prática  foi  adotada  durante  todo  o  período  fiscalizado,  isto  é,  de  janeiro  de  1996  a  setembro  de  2005.  O  contribuinte  efetua  lançamentos  a  débito  de  contas  de  receita,  componentes  do  grupo  35  –  Receitas  Financeiras  (fls.  189  a  205),  quando  deveria  utilizar  o  grupo  contábil  específico  para  tal,  ou  seja,  grupo 36 – Despesas Financeiras (fls. 205 a 213).  p)  É  sempre  o  saldo  do  grupo  35  que  é  transportado  dos  balancetes  (fls.  230  a  1.041)  para  compor  as  planilhas  de  apuração  da  base  de  cálculo  do  PIS  e  da COFINS  (fls.  215  a  229),  e  que  nos  meses  em  que  isso  ocorre,  não  são  efetuados  lançamentos  a  débito  das  contas  de  despesa  componentes  do  grupo 36 – Despesas Financeiras.   q)  De  acordo  com  a  legislação  é  permitido  deduzir  apenas  as  receitas  financeiras  geradas  por  ativos  garantidores  de  provisões  técnicas, e  também apenas a partir da edição da MP  nº  1.858­6,  que  acrescentou  os  §§  6º  e  8º  ao  art.  3º  da  Lei  nº  9.718/98.  r) As respostas apresentadas pelo contribuinte às intimações de  nº 03 e nº 10, às fls. 81 a 82 e 170 a 171, confirmam a atribuição  pelo contribuinte de natureza mista às contas do grupo contábil  “Receitas Financeiras”, cabendo a glosa dos valores negativos  lançados, dada a impossibilidade de reduzirem a base de cálculo  do PIS e da COFINS.  s) As planilhas de fls. 1.042 a 1.173 contêm os valores negativos  lançados  a  débito  do  subgrupo  “344­Outras  Receitas  com  Operações de Seguros” e do grupo “35­Receitas Financeiras”,  que foram glosados quando do cômputo da base de cálculo das  contribuições em tela. Tais planilhas também contêm os valores  positivos lançados a crédito das subcontas do subgrupo “3142”  (estes  últimos  a  partir  de  janeiro  de  2003),  os  quais  foram  adicionados  às  bases  de  cálculo  do  PIS  e  da  COFINS,  no  período auditado.   t)  Tais  valores,  resultantes  do  somatório  dos  valores  negativos  glosados  e  da  adição  dos  valores  positivos  anteriormente  não  oferecidos  à  tributação  deram  origem  às  bases  de  cálculo  utilizadas  para  elaboração  do  auto  de  infração,  constantes  da  Fl. 4840DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 103          7 coluna “Bradesco – Adição/Glosa PIS COFINS” da planilha de  fls. 1.985 a 1.987.  u) Relativamente  ao  período  de março  de  1996 a  dezembro  de  1998,  há  uma  alteração  na  forma  de  apuração  da  base  de  cálculo  do PIS  por  parte do  contribuinte. Nas  planilhas  de  fls.  215  a  217  e  219,  incluiu  apenas  o  saldo  da  conta  contábil  “34411 – Custos  de Apólices”, não considerando as  subcontas  contábeis  “34481­Seguros”,  “34486­Retrocessões  do  IRB”  e  “34487­Outras Despesas/Receitas Operacionais Exterior”. Para  o período de março de 1996 a fevereiro de 1998 os valores dos  saldos  dessas  subcontas  são  adicionados  à  base  de  cálculo  do  PIS para fins de lançamento. São também adicionados os saldos  dessas  subcontas  à  base  de  cálculo  do  PIS  para  o  período  de  março a dezembro de 1998, com a diferença de que, como nesses  meses  o  contribuinte  incluiu  o  saldo  das  sucontas  “34486­ Retrocessões  do  IRB”  e  “34487­Outras  Despesas/Receitas  Operacionais  Exterior”  na  planilha  de  fls.  221,  esses  valores  foram  subtraídos  da  base  de  cálculo  do  PIS  para  fins  de  lançamento  (linha  “Valor  da  Planilha”  nas  planilhas  de  fls.  1066 a 1075)  2.5.2 Relativamente à falta de recolhimento da contribuição para  PIS e da COFINS, informou que:  a)  Esta  parcela  do  crédito  tributário  adveio  da  comparação  entre os valores devidos de PIS e COFINS, conforme planilhas  de fls. 215 a 229 (apresentadas pelo contribuinte e compatíveis  com  a  sua  contabilidade  de  fls.  230  a  1.041),  e  os  valores  efetivamente recolhidos dessas mesmas contribuições (fls. 1.174  a 1.203).  b) A planilha de fls. 1.817 e 1.818 resume as bases de cálculo, os  valores  devidos  e  os  valores  recolhidos  dessas  contribuições.  Após a obtenção dessas bases, seus valores foram transportados  para  as  colunas  “Bradesco­Falta  de  Recolhimento  PIS”  e  “Bradesco­Falta de Recolhimento COFINS” da planilha de  fls.  1.985  a  1.987.  Nesta  planilha,  tais  valores  foram  adicionados  aos  constantes  da  coluna  ”Bradesco  Adição/Glosa  PIS  COFINS”  a  fim  de  dar  origem  aos  valores  totais  de  base  de  cálculo para fins de lançamento e aplicação da multa de 75%.  c) No  período  de  julho  de  1997 a  fevereiro  de  1998,  o  crédito  tributário  está  com  a  sua  exigibilidade  suspensa  por  força  de  decisão  judicial  proferida  no  Mandado  de  Segurança  nº  98.0000.208­1.  Tal  lançamento  foi  objeto  do  processo  administrativo nº (sic).  2.6  Relativamente  à  Companhia  de  Seguros  Tranqüilidade,  incorporada pela Bradesco Seguros, verificou que, no período de  fevereiro de 1996 a junho de 2001,:  2.6.1  Não  constam  recolhimentos  de  contribuições  para  o  PIS/PASEP em qualquer código de receita, tanto na 7ª quanto na  8ª Região Fiscal, salvo os de fls. 1.810 a 1.811.  Fl. 4841DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     8 2.6.2 No período de fevereiro de 1996 a dezembro de 1997, não  constam declarações de débitos de PIS, seja em DCTF (fls.1.889  a 1.938), seja em DIPJ (fls. 1.819 a 1.840).  2.6.3 No ano de 1998, os débitos de PIS são declarados apenas  em  DIRPJ  e  com  a  exigibilidade  suspensa  (fls.  1.841  a  1.846­ DIRPJ e fls. 1.927 a 1.938­DCTF).  2.6.4  De  janeiro  de  1999  a  junho  de  2001  (incorporação),  há  apenas débitos de PIS declarados em DIRPJ (fls. 1.859 a 1.864,  1.871 a 1.876, 1.883 a 1.885 e fls. 1.939 a 1.976­DCTF).  2.6.5  Quanto  à  COFINS,  no  período  de  fevereiro  de  1999  a  junho  de  2001,  os  valores  declarados  em  DCTF  (fls.  1.973  a  1.976)  mostraram­se  compatíveis  com  os  recolhimentos  efetuados  dessa  contribuição  (fls.  1.812  a  1.816).  Apenas  os  valores  constantes  das  DIRPJs  (fls.  1.877  a  1.882  e  1.886  a  1.888) mostraram­se discrepantes em relação aos declarados em  DCTF  (fls.  1.973  a  1.976),  no  ano  de  1999  e  nos  meses  de  janeiro a março  de 2001, o  que  não  influenciou  o  lançamento,  efetuado com base nos valores recolhidos.   2.6.6 A tabela de fls. 1.977 a 1.978 resume essas informações.  2.6.7  Foram  analisadas  as  planilhas  de  fls.  1.204  a  1.209,  contendo as bases de cálculo do PIS e da COFINS de janeiro de  1996  a  junho  de  2001,  elaboradas  pela  Bradesco  Seguros  e  relativas à Cia de Seguros Tranqüilidade Brasil e os balancetes  contábeis fornecidos pelo contribuinte (fls. 1.210 a 1.809).  2.6.8  Da  análise  das  planilhas  elaboradas  pela  Bradesco  Seguros, relativas à Cia de Seguros Tranqüilidade Brasil, foram  elaboradas novas planilhas  retificando­se  eventuais erros e,  ao  mesmo  tempo,  efetuando­se  a  glosa  de  valores  negativos  lançados  a  débito  dos  grupos  contábeis  “Outras  Receitas  com  Operações  de  Seguros”  e  “Receitas  Financeiras”.  As  novas  planilhas constam às fls. 1.979 a 1.984.  2.6.9  Como  não  houve  recolhimento  de  PIS  pela  Cia  Tranqüilidade de janeiro de 1996 a junho de 2001, as bases de  cálculo  refeitas,  constantes das planilhas de  fls. 1.979 a 1.984,  foram  as  utilizadas  para  efeito  de  lançamento.  Essas  bases  constam  da  planilha  de  fls.  1.985  a  1.987  na  “coluna  “Incorporada  Base  PIS/COFINS’,  que  apresenta  os  mesmos  valores da coluna “Lç Multa 0% ­ PIS Incorporada”. Os valores  devidos de PIS e COFINS relativos à empresa incorporada são  lançados  sem multa  de  ofício,  pois  esta  tem  caráter  punitivo  e  pessoal não podendo ser transmitida à pessoa da incorporadora.  2.6.10 Relativamente à COFINS, após a retificação das bases de  cálculo, foram calculados os valores devidos e deles abatidos os  valores recolhidos. Baseando­se na diferença de contribuição a  recolher  obtida,  fez­se  a  conta  inversa,  a  fim  de  se  obter  os  valores  de  base  de  cálculo  correspondentes  a  essa  diferença,  utilizadas  para  fins  de  lançamento  (fls.  1.982  a  1.984).  Esses  valores constam na planilha de fls. 1.985 a 1.987 na coluna “Lç  COFINS multa 0% incorporada”.  [...]  Fl. 4842DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 104          9 2.8 Sobre os valores apurados  incidem multa de ofício de 75%  (somente nos autos onde a autuada  figura como contribuinte) e  juros de mora equivalentes à taxa SELIC.   3. O enquadramento  legal das presentes autuações  encontra­se  às  fls.  2362,  2373,  2377,  2382,  2383,  2391,  2412,  2413,  2418,  2419, 2420, 2434 e 2435.  4. Irresignado com o lançamento consubstanciado nos Autos de  Infração  em  comento,  o  interessado  apresentou  a  peça  impugnatória de fls. 2.538 a 2.588. Alegou, em síntese, que:   4.1 O levantamento fiscal, quer no que se refere à acusação de  falta de recolhimento das contribuições, quer na parte da glosa  de  valores  considerados  indedutíveis  da  base  de  cálculo  e  da  adição de valores nela não incluídos, contém vícios na apuração  do “quantum” devido que conduzem à  total nulidade dos autos  de infração lavrados por absoluta falta de liquidez e certeza do  crédito tributário que está sendo exigido;  4.2 Relativamente  ao PIS,  identificou  pagamentos  por DARF  e  por  compensação  com  créditos  de  diversos  tributos  no  valor  principal de R$ 23.084.465,23, ou seja, o total exigido (Doc. 02­ B, valor principal).  4.3  Trouxe  aos  autos  documentos  comprobatórios  das  informações  dos  débitos  declarados  em  DCTF,  bem  como  as  PER/DCOMPs correspondentes.  4.4 O Fisco  está  exigindo o  recolhimento de R$ 374.640,41 de  PIS no período de 05/99 a 08/05, que corresponderiam a valores  da  contribuição  em  causa  retidos  na  fonte  por  órgãos  governamentais,  conforme  valores  informados  nas  DIPJs  respectivas  e  devidamente  registrados  na  contabilidade,  portanto,  já  devidamente  recolhidos.  Anexou  documentos  de  numeração 02­B e 12.  4.5 Relativamente  à COFINS,  identificou  pagamentos mediante  DARF´s e por compensação com créditos de diversos tributos no  valor principal de R$ 65.209.291,16, exatamente o valor exigido  a  este  título.  (Doc.  13­B,  valor  principal).  Trouxe  aos  autos  documentos  comprobatórios  das  informações  dos  débitos  declarados  em  DCTF,  bem  como  as  PER/DCOMPs  correspondentes.  4.6 O Fisco está exigindo o recolhimento de R$ 1.163.883,77 de  COFINS  no  período  de  08/00  a  08/05,  que  corresponderiam  a  valores  da  contribuição  em  causa  retidos  na  fonte  por  órgãos  governamentais,  conforme  valores  informados  nas  DIPJs  respectivas  e  devidamente  registrados  na  contabilidade,  portanto,  já  devidamente  recolhidos.  Anexou  documentos  de  numeração18.  4.7 Relativamente a glosa de valores considerados indedutíveis e  à adição de valores considerados tributáveis o Fisco não fez uma  análise da natureza dos lançamentos contábeis.  Fl. 4843DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     10 4.8 A partir de janeiro de 2003, a fiscalização computou na base  de cálculo os valores credores  lançados em contas de despesas  31421  e  31426,  presumindo  que  se  tratavam  de  “receitas”  quando  na  verdade  são  meras  reduções  de  despesas  que  com  aquelas não se confundem.  4.9  O  Fisco  não  o  intimou  a  esclarecer  ou  justificar  os  lançamentos  contábeis  negativos  e/ou  positivos  nas  contas  de  receitas/despesas desses grupos de contas, relativos à totalidade  dos  valores negativos do período de 1996 a 2005 e positivos a  partir de 2003.  4.10 Não houve tempo para analisar e justificar todos os valores  negativos glosados e os valores positivos adicionados à base de  cálculo das exações.  4.11  Realmente  em  01/99  deduziu  da  base  de  cálculo,  equivocadamente,  o  saldo  negativo  do  grupo  contábil  “344­ Outras Receitas  de  Seguros  e Outras Despesas  de  Seguros”,  o  que foi glosado pela fiscalização num total de R$ 7.257.643,09.  Nos meses seguintes em que o saldo da mesma conta também foi  negativo,  ou  seja,  02/99,  05/99  a  10/99,  12/99,  01/00,  02/00,  04/00, 06/00, 07/00, 09/00, 11/00, 12/00 e 01/01, o  impugnante  nada deduziu da base de cálculo do PIS e da COFINS (fls. 215 a  229 dos autos), conforme demonstrado na planilha e documentos  de  numeração  22.  E  o  Fisco  glosou  a  totalidade  do  valor  negativo registrado na conta em cada mês, resultando em glosas  indevidas  em  todos  os  meses  acima  assinalados  no  valor  dos  saldo negativos apurados (doc. 22)I  4.12 Nos meses  de  12/01,  05/02,  07/02  e  08/02,  o  Impugnante  tributou valores maiores do que o movimento líquido credor da  conta.  E  o  Fisco  continuou  a  glosar  o  valor  total  negativo  registrado  na  conta,  incorrendo  em  glosa  indevida  exatamente  no valor a maior tributado pela empresa (doc. 22).  4.13  Nos  meses  de  11/02  e  12/02  tributou  integralmente  os  valores positivos registrados na referida conta e o Fisco glosou  integralmente  os  valores  negativos  registrados,  incorrendo  em  glosa totalmente indevida (doc. 22).  4.14 Ainda que correto estivesse o entendimento do Fisco quanto  ao  mês  de  01/99,  e  de  acordo  com  o  seu  entendimento,  teria  havido glosa indevida de R$ 50.531.367,74 e tributação indevida  deste valor adicionado pelo Fisco à base de cálculo das exações  (doc. 22).  4.15 As glosas indevidas em cada mês em que o valor negativo  superou  o  valor  positivo  registrado  na  conta  344  estão  demonstrados nos desdobramentos do doc. 22 (doc. 22A a 22W).  Conseqüentemente  está  havendo  exigência  indevida  de  contribuições,  multa  e  juros,  calculadas  sobre  as  glosas  indevidas em cada mês considerado.  4.16  O  Fisco  presumiu,  relativamente  aos  grupos  de  contas  “344­Outras  Receitas  de  Seguros  e  Outras  Despesas  de  Seguros”  e  “35­Receitas  Financeiras”,  a  natureza  jurídica  de  despesa  de  todos  os  lançamentos  negativos  efetuados,  sem  Fl. 4844DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 105          11 demonstrar  que  de  fato  eles  teriam  reduzido  a  base  de  cálculo  das referidas contribuições.  4.17  A  despeito  das  dificuldades  em  razão  do  curto  espaço  de  tempo  para  elaboração  de  sua  defesa  e  do  volume  de  documentos  para  analisar,  em  face  do  grande  período  fiscalizado,  e  embora  fosse  dever  do  Fisco  fazer  essa  análise,  conseguiu  identificar  que  esses  valores  negativos  decorrem de:  a) transferências entre contas tributadas; b) estornos de receitas  em razão de erros na contabilização decorrentes de apropriação  indevida em meses anteriores,  erros de  cálculo na apropriação  de  receitas  pelo  regime  de  competência,  estorno  de  juros  e  correção  monetária  de  prêmios  prefixados  ou  de  correção  monetária  de  aplicações  de  renda  fixa  e  outros,  c)  oscilações  cambiais  de  depósitos  e  aplicações  financeiras  no  exterior;  d)  ajuste  de  oscilações  cambiais  em  operações  de  “swap”;  e)  oscilações em decorrência de índices pactuados (bolsa) ou taxa  cambial em fundos de renda variável; f) repasses de receitas de  prêmios  de  seguros  cujo  risco  foi  repassado  para  outras  seguradoras, e outros.  4.18  O  valor  total  da  glosa  que  foi  tributada  neste  item  é  de  aproximadamente  R$  420.709.668,40  (doc.  13/A).  Somente  de  transferência  entre  contas  tributadas  detectou  mais  de  R$110.000.000,00  em  apenas  quatro  meses  analisados,  o  que  corresponde a mais de 25% do  total  glosado  (doc. 21­A, 21­B,  21­C e 21­D).  4.19 Foram detectadas outras transferências no mês de março de  1999 também para contas tributadas.  4.20 As transferências ocorrem de forma mais acentuada quando  há  reclassificação  de  contas  e  mudanças  de  códigos,  o  que  ocorreu  diversas  vezes  durante  o  período  fiscalizado,  como  atesta o próprio fiscal autuante no Termo de Verificação Fiscal.  4.21 Quanto aos fundos de renda variável, efetua mensalmente o  registro da oscilação do valor das quotas, conduzindo sempre à  tributação  antecipada  dos  valores  positivos,  ainda  que  não  representem uma receita efetiva.  4.22 Quando antes do resgate das quotas ocorre uma oscilação  do seu valor para baixo, registra um valor negativo ajustando a  tributação antecipada à realidade da rentabilidade do fundo.  4.23  Ao  glosar  os  valores  negativos  o  Fisco  está  exigindo  indevidamente exações sobre renda que jamais existiu.  4.24 As planilhas e razão juntados evidenciam inúmeros valores  lançados a débito que são apenas reduções do saldo acumulado  de  valores  anteriormente  lançados  a  crédito  e  oferecidos  à  tributação (docs. 19 e 20).  4.25 Em  relação  aos  ativos  em  dólar,  a  fiscalização  glosou  os  valores negativos registrados na conta respectiva. Esses valores  referem­se  a mera  variação  cambial  negativa  desses  ativos  em  Fl. 4845DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     12 moeda  estrangeira,  cuja  variação  positiva  já  havia  sido  oferecida à tributação (doc. 23).  4.26 Requer perícia, em função do seu direito de ampla defesa.  4.27 Os valores lançados a débito nas contas do grupo contábil  35  correspondem a reduções no  valor das  quotas de  fundos de  investimento  de  renda  variável,  que  já  haviam  anteriormente  sofrido uma valorização em montante superior aos lançamentos  a débito, já regularmente oferecida à tributação, tratando­se de  mera  redução  de  uma  expectativa  de  receita  antecipadamente  tributada.  4.28  Deduz  da  base  de  cálculo  das  contribuições  quando  da  redução  do  seu  ganho,  e  quando  da  recuperação  deste  ganho  ofereceu à tributação a receita correspondente.  4.29  Ainda  que  a  fiscalização  estivesse  correta  ao  glosar  a  dedução dos  valores  lançados  a  débito  da  base  de  cálculo  das  contribuições  ao  PIS  e  COFINS,  deixou  de  considerar  que  no  caso  concreto  ocorreu  mera  postergação  do  pagamento  dos  tributos,  hipótese  em que seriam exigíveis, quando muito,  juros  de  mora  isolados,  sendo  nulo  o  lançamento  da  forma  como  efetuado  por  redundar  na  exigência  de  tributo  em  duplicidade,  consoante jurisprudência do Conselho de Contribuintes.  4.30 Os valores negativos registrados no Grupo Conta Contábil  35­Receitas Financeiras, em grande parte, referem­se a diversos  Fundos  de  Investimento  de  Renda  Variável,  aplicações  e  depósitos em moeda estrangeira.  4.31  As  aplicações  de  renda  variável  (bolsas,  dólar,  etc..)  caracterizam­se  por  sofrer  oscilações  positivas  e  negativas  durante o lapso de tempo desde a realização do investimento até  o  resgate  das  aplicações,  apresentando  neste  período  apenas  uma expectativa de receita que irá se concretizar no resgate da  aplicação,  momento  em  que  deveria  ser  tributada  pelas  contribuições ao PIS e COFINS a receita auferida.  4.32 Adotou o regime de competência para a apropriação dessas  oscilações. A cada período mensal são registradas e  tributadas  as  “receitas”  quando  a  oscilação  é  positiva  e  as  “perdas”  quando  a  oscilação  é  negativa.  Para  que  não  haja  tributação  indevida, as “perdas” são abatidas das “receitas” já tributadas  anteriormente.   4.33 A opção pelo regime de competência não poderá  implicar  na  incidência  sobre  um  valor  que  não  represente  “receita  auferida  pela  pessoa  jurídica”,  o  que  em  se  tratando  de  variações  cambiais  e  outros  índices  variáveis  somente  irá  ocorrer  na  liquidação  das  operações,  e  apenas  se  houver  ingresso novo que se acresça ao patrimônio do contribuinte.  4,34 Renomados tributaristas concluem pela  impossibilidade de  se  tributar  pelas  contribuições  ao  PIS/COFINS  meras  expectativas de receitas, ainda não definitivamente auferidas, ou  simples reduções de despesas.  Fl. 4846DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 106          13 4.35 A impossibilidade de se entender como “receita”, para fins  de  tributação  pela  contribuição  ao  PIS  e  COFINS,  a  eventual  redução  do  valor  em  reais  de  um  investimento  por  conta  da  oscilação da taxa de câmbio e outras enquanto não resgatado, e  de  se  constatar  ter  efetivamente  sido  auferida  uma  receita  ao  final do mesmo.   4.36 Quanto aos decréscimos sobre passivos, é evidente que não  representam  receita  alguma,  uma  vez  que  inexiste  qualquer  ingresso novo, mas sim uma menor despesa.  4.37 Não poderiam, sem uma análise mais profunda, terem sido  glosados os valores negativos registrados em contas de Fundos  de renda variável, depósitos e aplicações em moeda estrangeira,  bem  como  os  valores  positivos  registrados  em  contas  de  despesas.  4.38  Não  poderia  também  o  Fisco  glosar  valores  negativos  lançados  em  contas  de  receitas/despesas  operacionais  que  representam  repasses  de  receitas  a  outras  seguradoras  ou  ao  IRB  em  razão  do  repasse  de  parcela  do  risco  assumido  (co­ seguros  ou  resseguros),  porque  ocorrendo  tais  repasses  por  força  de  imposições  legais,  esses  valores  não  representam  “receitas” do Impugnante. Neste sentido  já decidiu o Conselho  de Contribuintes no Acórdão 203­08.793, mandando excluir da  base de cálculo da COFINS tudo o que não faz parte da receita  da pessoa jurídica.  4.39  O  crédito  tributário  relativo  ao  período  de  31.03.96  a  28.02.2001 está extinto em razão da decadência que se operou,  posto  que  decorrido  o  prazo  de  cinco  anos  previsto  no  artigo  150, § 4º do CTN;  4.4O  A  inaplicabilidade  do  prazo  decadencial  de  10  anos  previsto na Lei nº 8.212/91.  4.41  O  Fisco  desconsiderou  os  pagamentos  das  contribuições  efetuados  por  meio  de  DARF´s  e  mediante  compensações  diversas;  4.42  As  suas  receitas,  dentre  elas  as  receitas  financeiras,  por  não  serem  faturamento  ou  receita  bruta  da  venda  de  bens  e  serviços,  não  integram a base  de cálculo das  contribuições  em  causa, conforme decisão do STF no RE 346.084;  4.43  A  inconstitucionalidade  da  Lei  nº  9718/98,  considerando  que o Fisco não poderia ter autuado o Impugnante exigindo­lhe  contribuições  sobre  receitas  financeiras  e  de  seguros  que  não  integram o faturamento, entendido como receita bruta da venda  de bens e serviços.  4.44 Nos termos do Parecer PGFN nº 439/96, cabe estender ao  presente caso, a decisão do Supremo Tribunal Federal, julgando  improcedente a exigência pelo mérito.  Fl. 4847DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     14 4.45  Não  houve  deduções  indevidas  das  bases  de  cálculo  das  contribuições  ao  PIS  e  à  COFINS.  Os  valores  tributados  pelo  Fisco  a  este  título  representam  verdadeiras  despesas,  meras  transferências  para  outras  contas  tributadas,  ou  representam  expectativas de receitas anteriormente oferecidas à tributação e  que  a  final  não  se  concretizaram,  ou,  ainda,  receitas  de  terceiros.  Não  houve  valores  que  seriam  tributados  não  adicionados  à  base  de  cálculo,  pois,  os  valores  creditados  em  contas  de  despesas  não  são  “receitas”,  mas  deduções  de  despesas;  4.46 Prevalecendo a exigência fiscal e se não cancelada a multa  de ofício aplicada, impugna desde já a pretensão da exigência de  juros  de  mora  sobre  o  valor  da  multa  de  ofício,  por  falta  de  suporte legal. Foi autuado por suposta falta de recolhimento da  contribuição,  e,  se devidos,  somente sobre  esses  valores podem  ser calculados a multa e juros incidentes.  4.47 Os juros moratórios não podem ser cobrados com base na  taxa SELIC.  4.48 A fim de confirmar as suas alegações quanto aos equívocos  do  levantamento  fiscal  e  quanto  ao  mérito,  protesta  por  realização de prova pericial. Indicou contador para atuar como  assistente técnico e para responder aos quesitos:  4.48.1 Identificar nos grupos de contas 344 e 35 e naqueles que  os  sucederam  por  reclassificações  contábeis,  quais  os  eventos  que deram origem aos valores negativos (em contas de receitas)  glosados pelo Fisco na base de cálculo do PIS e da COFINS e  aos  valores  positivos  (em  contas  de  despesas)  adicionados  à  mesma base, bem como qual seria o valor correspondente a cada  evento que foi adicionado à base de cálculo.   4.48.2  Identificados  esses  eventos  e  os  valores  respectivos,  identificar  a  respectiva  contrapartida  e  informar  qual  a  repercussão na base de cálculo do PIS e da COFINS, tendo em  vista a natureza de cada lançamento.  4.48.3 Responder  se o critério utilizado pelo Fisco para glosar  os  valores  negativos  registrados  no  Grupo  de  Conta  344  é  coerente com as premissas colocadas pelo próprio Fiscal.  4.48.4  Sendo  negativa  a  resposta  ao  quesito  3,  qual  seria  o  resultado dessa incoerência.  4.48.5  Informar se houve glosa  em valor  superior ao que seria  devido segundo o critério do próprio fiscal.  4.48.6 Indicar a natureza das receitas registradas nos Grupos de  Contas  344  e  35  e  nos  que  os  sucederam  em  razão  das  reclassificações  contábeis  ocorridas  no  período  fiscalizado.  Esclarecer  se  estas  receitas  podem  ser  classificadas  sob  o  aspecto contábil  como  faturamento ou  receita bruta decorrente  da venda de bens ou de serviços.  4.48.7  Considerando  os  lançamentos  em  contas  que  albergam  várias  aplicações  de  rendas  variáveis,  identificar  o  critério  de  contabilização/tributação  adotado  pelo  impugnante.  Houve  Fl. 4848DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 107          15 antecipação  de  recolhimento  de  contribuição  ao  PIS  e  à  COFINS em decorrência desse critério?  4.48.8  No  período  anterior  aos  débitos  glosados  pela  fiscalização  nas  contas  do  grupo  contábil  35,  o  Impugnante  já  não havia creditado a  título de receita e oferecido à tributação  valores superiores aos débitos glosados?  4.48.9 Para os mesmos fundos de investimento em que efetuados  lançamentos a débito nas respectivas contas contábeis do grupo  35,  quando  da  queda  do  valor  das  quotas  correspondentes,  informar se o Impugnante efetuou também lançamentos a crédito  quando o valor dessas quotas posteriormente aumentou.  4.48.10  Em  face  dos  ramos  de  atividade  do  impugnante  –  seguros  –  identificar  qual  a  parcela  dos  valores  glosados  pelo  Fisco  que  correspondem  a  débitos  relativos  a  repasses  de  receitas a terceiros em razão de co­seguro e resseguro.  4.48.11  Requer  sejam  trazidos  outros  esclarecimentos  necessários ao deslinde do caso.  4.48.12 Protesta pela apresentação de quesitos suplementares e  elucidativos.  5. A autuada requer, ao  final, seja julgado  insubsistente o auto  de infração, se antes não for reconhecida a sua nulidade em face  dos vícios que apresenta.  6. Ao analisar o presente processo e considerando as alegações  da autuada, a 4ª Turma desta DRJ­II decidiu retornar o mesmo  em diligência à Delegacia responsável pela autuação (fls. 2.619  a  2.620),  a  fim  de  que  fosse  providenciada  a  manifestação  do  fiscal autuante,  bem como  fossem prestados os esclarecimentos  abaixo listados:  6.1  Relativamente  aos  débitos  declarados  em  DCTF,  fosse  informado  se  os  mesmos  foram  objeto  de  autuação.  Em  caso  afirmativo,  fosse  esclarecido  por  qual  motivo  foram  autuados  valores  já declarados  e confessados pelo contribuinte,  os quais  deveriam ter  sido objeto de cobrança e não de lançamento. Se,  ao  contrário,  os  valores  objeto  de  declaração  em  DCTF  não  constituíram  o  crédito  tributário  que  consubstancia  o  presente  auto  de  infração,  foi  solicitado  à  fiscalização que  elaborasse  e  apresentasse  novo  demonstrativo  de  apuração  do  lançamento  fiscal, desta vez especificando a correta base de cálculo, o valor  devido das contribuições, bem como registrando a exclusão dos  débitos confessados em DCTF e os recolhimentos efetuados.  6.2 Quanto às contribuições de PIS e COFINS retidas na  fonte  por órgão público, reclamadas pelo contribuinte como não tendo  sido  consideradas  quando  da  elaboração  do  lançamento,  foi  requisitado  à  fiscalização  que  esclarecesse  se  realmente  não  foram  observadas  quando  da  apuração  do  crédito  tributário  devido.  Em  caso  afirmativo,  foi  solicitado  à  fiscalização  que  verificasse  a  veracidade  destas  retenções,  bem  como  se  as  Fl. 4849DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     16 mesmas foram devidamente registradas na escrituração contábil  da  impugnante. Acaso restasse comprovada a existência de tais  retenções, um novo demonstrativo de apuração do valor devido  deveria ser elaborado pela fiscalização, desta vez contemplando  estes recolhimentos.  7. Em resposta ao pedido de diligência, às fls. 2.830 a 2.831, a  fiscalização informou, em resumo, que:  7.1  Em  relação  ao  crédito  correspondente  à  “Falta  de  Recolhimento  de  Contribuição  para  o  PIS”,  foram  lançados  valores já declarados em DCTF, haja vista:  a) Os saldos constantes das DCTF´s do contribuinte tinham  saldos iguais a zero (fls. 2.622 a 2.826), sendo que somente  seriam  objeto  de  inscrição  em Dívida  Ativa  os  saldos  não  nulos confessados nesse tipo de declaração;  b) O exíguo prazo para análise de eventuais inconsistências  constantes das DCTF´s (valores inexatos, indevidos ou não  comprovados,  declarados  como  compensados,  parcelados,  etc.),  face  o  iminente  transcurso  do  prazo  decadencial,  o  que  impossibilitaria  seu  lançamento  mesmo  em  procedimento  posterior  de  auditoria  interna  desse  tipo  de  declaração;  c)  Existir,  à  época,  interpretação,  com  base  no  art.  90  da  atual  Medida  Provisória  nº  2.158­35  (antiga  MP  nº  1.807/99),  no  sentido  de  ser  necessário  efetuar  o  lançamento  de  valores  constantes  em  DCTF,  quando  na  presença da situação descrita nos itens “a” e “b” acima, a  fim de resguardar os interesses da Fazenda Nacional.  d) Foi elaborada planilha de fls. 2.827 a 2.829, que lista os  valores  a  serem  lançados  levando­se  em  consideração  os  valores declarados em DCTF.  e) As Contribuição para o PIS e à COFINS retidas na fonte  por  órgãos  públicos  não  foram  consideradas  no  lançamento,  haja  vista  que  os  fatos  geradores  que  o  ensejaram em nada com elas se relacionam.  f) Eventuais valores retidos a esse título devem ser objeto de  pedido  específico  de  compensação  ou  restituição  pelo  contribuinte,  não  sendo  o  Auto  de  Infração  instrumento  adequado  para  a  redução  de  valores  lançados  com  base  nesse tipo de retenções.  8. O  processo  então  retornou  a  esta  4ª  Turma  da DRJ­II  para  prosseguimento,  sendo  reencaminhado  à  DEINF­SP,  atual  jurisdição  da  interessada,  a  fim  de  que  a  mesma  fosse  cientificada do resultado da diligência em questão.  9. A Bradesco Seguros S/A manifestou­se quanto ao resultado da  diligência, às fls. 2.843 a 2.854. Alegou, em resumo, que:  9.1 O auto de infração exige, em sua quase totalidade, valores de  PIS  e  COFINS  declarados  em  DCTF  como  compensados  com  créditos de pagamentos a maior ou pagos mediante DARF´s ali  Fl. 4850DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 108          17 indicados, ou ainda valores de PIS/COFINS não informados em  DCTF  porque  compensados  com  PIS/COFINS  retido  na  fonte  por órgãos públicos, conforme consignado pela Impugnante em  suas DIPJs e DACONS.  9.2  As  respostas  da  fiscalização  à  Diligência  corroboram  as  alegações da Impugnante no sentido de que estão sendo exigidos  valores  declarados  em  DCTF  como  compensados,  além  de  valores declarados  como pagos,  bem como  foram  ignorados os  créditos decorrentes de PIS/COFINS retidos na fonte por órgãos  públicos.  9.3  Quanto  aos  valores  declarados  como  pagos  em  DCTF,  os  quais  foram  devidamente  constatados  pela  fiscalização  e  considerando as novas planilhas de fls. 2.827 a 2.829, conclui­se  que  o  auto  de  infração  deve  ser  cancelado,  porque  a  DCTF  opera  como  confissão  de  dívida  do  sujeito  passivo,  estando  devidamente  comprovados  os  pagamentos  efetuados  pela  documentação juntada com a defesa.  9.4  A  autuação  deve  ser  cancelada  quanto  aos  valores  declarados  como  compensados,  visto  não  haver  motivação  no  lançamento que justifique a desconsideração das compensações  efetuadas e que possibilite a ele, contribuinte, manifestar­se.  9.5  Quanto  às  contribuições  retidas  na  fonte  por  órgãos  públicos,  desconsideradas  pela  fiscalização  quando  do  lançamento,  observa­se  que,  com  algumas  exceções,  correspondem exatamente aos valores que constam das planilhas  produzidas pela fiscalização sob as rubricas “Valor a lançar PIS  base DCTF” e “Valor a lançar COFINS base DCTF”.  9.6 O “valor a lançar” mantido pela fiscalização em conclusão  à  diligência  é  exatamente  o montante  relativo  ao  PIS/COFINS  retido na fonte por órgãos públicos.  9.7 De acordo com o art. 64 da Lei nº 9.430/96, esses créditos  são tratados como antecipações do devido pelo contribuinte em  relação  às  mesmas  contribuições  retidas,  não  havendo  que  se  falar em “pedido específico de restituição ou compensação”, até  porque  no  caso  sempre  compensou  o  crédito  de  PIS/COFINS  retido com aquelas mesmas contribuições.  9.8 De acordo com a IN/SRF 480/2004, ao declarar em DCTF os  valores  devidos  a  título  de  PIS/COFINS  a  Impugnante  já  informou o valor líquido, após a dedução dos valores também de  PIS/COFINS  retidos  por  órgão  públicos,  declarando  em  sua  DIPJ  e  DACON  a  “compensação”  efetuada  indicando  expressamente o valor que lhe foi retido mês a mês.  9.9 Declarou em DCTF os valores “líquidos” das antecipações  retidas porque o próprio programa de preenchimento da DCTF,  em suas orientações gerais assim prevê.  9.10 Por este motivo é que o “valor a lançar PIS base DCTF” e  “valor a lançar COFINS base DCTF” correspondem exatamente  Fl. 4851DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     18 aos valores retidos na fonte por órgãos públicos, nos termos do  art. 64 da Lei nº 9.430/96.  9.10  A  afirmação  da  fiscalização  de  que  “eventuais  valores  retidos  a  esse  título  devem  ser  objeto  de  pedido  específico  de  compensação  ou  restituição  pelo  contribuinte”  somente  seria  cabível  caso  o  montante  retido  antecipadamente  superasse  o  valor apurado como devido naquele mês, o que não ocorreu no  caso concreto. Cita a Solução de Consulta nº 195 de 17.11.2006.  9.11  Estarem  comprovadas  contabilmente  as  retenções  por  ela  sofridas,  demonstrando­se a  insubsistência  do  auto  de  infração  também  quanto  a  esse  aspecto,  servindo  a  diligência  para  apontar  que  embora  esses  valores  não  estejam  em  DCTF,  representam  valores  já  neutralizados  em  face  das  retenções  antecipadamente  sofridas  pela  Impugnante  também  a  título  de  PIS/COFINS  ,  as  quais  não  poderiam  ser  desconsideradas  no  lançamento.  9.12 Através das planilhas anexadas como docs. 2­A e 13­A de  sua impugnação (fls. 97/101 e 616/619 do anexo), a Impugnante  segregou  a  parcela  do  valor  autuado  correspondente  à  adição/glosa  de  valores  lançados  a  débito/crédito,  dos  valores  correspondentes à  suposta  falta de recolhimento em relação ao  valor declarado como devido pelo próprio impugnante.  Sobreveio  a  decisão  de  primeira  instância  (fls.  3013/3075),  em  que,  por  unanimidade  de  votos,  o  lançamento  foi  julgado  procedente  em  parte,  com  base  nos  fundamentos resumidos nos enunciados das ementas que seguem transcritos:  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Período  de  apuração:  01/07/1996  a  30/11/2000,  01/03/1996  a  30/06/1997, 01/03/1998 a 28/02/2001, 01/02/1999 a 28/02/2001  DECADÊNCIA.   O prazo decadencial para a constituição de créditos relativos à  contribuição  para  o  PIS  é  de  05  (cinco)  anos,  nos  termos  do  art.150  §  4º  do  CTN,  quando  se  verificar  a  existência  de  pagamento  antecipado,  ou  nos  termos  do  art.  173,  inc.  I,  do  CTN, quando não tiver ocorrido qualquer pagamento.  O prazo decadencial para a constituição de créditos relativos à  contribuição para a COFINS é de 05 (cinco) anos, nos termos do  art.150  §  4º  do  CTN,  quando  se  verificar  a  existência  de  pagamento antecipado.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período  de  apuração:  01/12/2000  a  30/06/2001,  01/03/2001  a  31/08/2005  RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ­  BASE DE CÁLCULO  ­  A  base  de  cálculo  da  contribuição  é  a  totalidade das receitas auferidas e não o saldo credor das contas  de  resultado.  E,  qualquer  lançamento  que  importe  em  redução  Fl. 4852DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 109          19 de  receita,  não  legalmente  prevista,  há  de  ser  desconsiderado  para efeitos de tributação da contribuição.   GLOSAS  ­ É de  se  excluir da base de  cálculo glosas  efetuadas  pela  fiscalização  quando  não  se  constatar  o  correspondente  lançamento em balancete de verificação.  É de se manter a glosa quando constatado lançamento negativo  em conta de receita que tenha reduzido indevidamente a base de  cálculo da contribuição.  COSSEGUROS E RESSEGUROS  ­ De  acordo  com o Plano de  Contas  das  Seguradoras,  existe  conta  específica  para  o  lançamento de cosseguros e resseguros cedidos, seja ao IRB ou  a  outra  seguradora,  cabendo  eventual  repasse  ser devidamente  comprovado pela empresa fiscalizada.  RECEITAS FINANCEIRAS ­ .  As  receitas  financeiras  integram  a  base  de  cálculo  da  contribuição  e  são  tributadas  pelo  regime  de  competência,  devendo  ser  reconhecidas  mensalmente,  independentemente  da  efetiva  liquidação  das  operações  que  a  geraram,  não  se  admitindo a compensação dos ganhos financeiros com as perdas  a que estão sujeitos os investimentos da autuada.  Restando  comprovado  que  as  rentabilidades  positivas  foram  oferecidas  à  tributação,  os  lançamentos  negativos  em  conta  de  receita  correspondentes  a  transferência  entre  contas de  receita  financeira, nos exatos valores destas rentabilidades, não enseja  glosa para fins de autuação.  Restando comprovado que os lançamentos negativos em conta de  receita em nada se relacionam com a rentabilidade positiva em  investimentos,  mas  sim  com  rentabilidade  negativa,  é  de  se  manter  a  glosa  para  fins  de  autuação,  pois  tais  lançamentos  deveriam  ter  sido  ser  registrados  em  conta  própria  de  despesa  financeira.  FALTA DE RECOLHIMENTO –  DCTF  ­ CONFISSÃO DE DÍVIDA  ­ O débito  declarado  e  não  pago,  desde  que  revestido  dos  atributos  de  confissão  de  dívida  tributária,  é  exigível,  tornando­se  dispensável  o  lançamento  de  ofício.   CONTRIBUIÇÕES  RETIDAS  NA  FONTE  POR  ÓRGÃO  PÚBLICO ­ A Legislação vigente considera que as contribuições  retidas  na  fonte  por  Órgãos  Públicos  são  consideradas  antecipações do que  for devido, devendo a contribuição para o  PIS e a COFINS ser declarada em DCTF em valores líquidos, ou  seja, já deduzida das retenções anteriormente efetuadas.  ACRÉSCIMOS LEGAIS ­ JUROS DE MORA ­ TAXA SELIC ­ A  partir de 01/04/1995, por expressa disposição legal, os juros de  mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial  de Liquidação e Custódia ­ Selic.  Fl. 4853DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     20 ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS  Período de apuração: 01/03/2001 a 31/08/2005  RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS –  BASE DE CÁLCULO  ­  A  base  de  cálculo  da  contribuição  é  a  totalidade das receitas auferidas e não o saldo credor das contas  de  resultado.  E,  qualquer  lançamento  que  importe  em  redução  de  receita,  não  legalmente  prevista,  há  de  ser  desconsiderado  para efeitos de tributação da contribuição.   GLOSAS  ­ É de  se  excluir da base de  cálculo glosas  efetuadas  pela  fiscalização  quando  não  se  constatar  o  correspondente  lançamento em balancete de verificação.  É de se manter a glosa quando constatado lançamento negativo  em conta de receita que tenha reduzido indevidamente a base de  cálculo da contribuição.  COSSEGUROS E RESSEGUROS  ­ De  acordo  com o Plano de  Contas  das  Seguradoras,  existe  conta  específica  para  o  lançamento de cosseguros e resseguros cedidos, seja ao IRB ou  a  outra  seguradora,  cabendo  eventual  repasse  ser devidamente  comprovado pela empresa fiscalizada.  RECEITAS FINANCEIRAS ­ .  As  receitas  financeiras  integram  a  base  de  cálculo  da  contribuição  e  são  tributadas  pelo  regime  de  competência,  devendo  ser  reconhecidas  mensalmente,  independentemente  da  efetiva  liquidação  das  operações  que  a  geraram,  não  se  admitindo a compensação dos ganhos financeiros com as perdas  a que estão sujeitos os investimentos da autuada.  Restando  comprovado  que  as  rentabilidades  positivas  foram  oferecidas  à  tributação,  os  lançamentos  negativos  em  conta  de  receita  correspondentes  a  transferência  entre  contas de  receita  financeira, nos exatos valores destas rentabilidades, não enseja  glosa para fins de autuação.  Restando comprovado que os lançamentos negativos em conta de  receita em nada se relacionam com a rentabilidade positiva em  investimentos,  mas  sim  com  rentabilidade  negativa,  é  de  se  manter  a  glosa  para  fins  de  autuação,  pois  tais  lançamentos  deveriam  ter  sido  ser  registrados  em  conta  própria  de  despesa  financeira.  FALTA DE RECOLHIMENTO –  DCTF  ­ CONFISSÃO DE DÍVIDA  ­ O débito  declarado  e  não  pago,  desde  que  revestido  dos  atributos  de  confissão  de  dívida  tributária,  é  exigível,  tornando­se  dispensável  o  lançamento  de  ofício.   CONTRIBUIÇÕES  RETIDAS  NA  FONTE  POR  ÓRGÃO  PÚBLICO ­ A Legislação vigente considera que as contribuições  retidas  na  fonte  por  Órgãos  Públicos  são  consideradas  antecipações do que  for devido, devendo a contribuição para o  Fl. 4854DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 110          21 PIS e a COFINS ser declarada em DCTF em valores líquidos, ou  seja, já deduzida das retenções anteriormente efetuadas.  ACRÉSCIMOS LEGAIS ­ JUROS DE MORA ­ TAXA SELIC  ­ A partir de 01/04/1995, por expressa disposição legal, os juros  de  mora  serão  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial de Liquidação e Custódia ­ Selic.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período  de  apuração:  01/12/2000  a  30/06/2001,  01/03/2001  a  31/08/2005  INTIMAÇÃO  ­ Não deve prosperar a alegação de nulidade do  lançamento  quando  restar  comprovada  a  existência  de  intimações  para  prestação  de  esclarecimentos,  bem  como  o  atendimento às mesmas por parte do contribuinte.  PROVA DOCUMENTAL ­ Cabe ao impugnante trazer nas suas  alegações,  em  especial  quanto  à  natureza  dos  lançamentos  questionados, todos os elementos de prova que dêem a elas força  probante, nos termos dos art. 15 e 16 do Decreto nº 70.235/72.   PERÍCIA  ­  A  autoridade  julgadora  de  primeira  instância  indeferirá as diligências e perícias que considerar prescindíveis  ou impraticáveis para a solução da lide.  A autuada foi cientificada da decisão de primeira instância em 16/12/2009 (fl.  3132).  Inconformada,  em  15/1/2010,  protocolou  o  recurso  voluntário  de  fls.  3136/3156,  em  que, em relação à parcela dos lançamentos mantida, reafirmou os argumentos aduzidos na peça  impugnatória.  Como a parcela do crédito exonerada excedeu o limite de alçada, nos termos  do  art.  34,  I,  do Decreto  70.235/1972,  com  a  redação  dada pela Lei  9.532/1997,  combinado  com  o  disposto  no  art.  1º  da  Portaria  do  Ministro  de  Estado  da  Fazenda  3/2008,  houve  interposição de recurso de ofício.  Por  meio  da  petição  de  fls.  3164/3167,  a  autuada  desistiu  do  recurso  voluntário e,  conforme despacho de  fl. 4823, os débitos contestados no citado  recurso  foram  parcelados  e  transferidos  para  o  processo  16327.720601/2011­51,  remanescendo  neste  processo apenas os débitos objeto do recurso de ofício.  É o relatório.  Voto             Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator.  O  recurso  voluntário  é  tempestivo,  trata  de  matéria  da  competência  deste  Colegiado  e  preenche  os  demais  requisitos  de  admissibilidade, mas  não  deve  ser  conhecido,  uma vez que a recorrente expressamente dele desistiu, o que implica renúncia ao direito sobre o  qual  se  funda  o  recurso  interposto,  nos  termos  do  art.  78,  §  3º,  do Anexo  II  do Regimento  Interno des Conselho, aprovado pela Portaria MF 256/2009.  Fl. 4855DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     22 O recurso de ofício interposto também trata de matéria da competência deste  Colegiado e preenche os requisitos de admissibilidade estabelecidos na legislação de regência,  portanto, deve ser conhecido.  As  matérias  contestadas  no  recurso  de  ofício  foram  as  seguintes:  a)  decadência  parcial  do  direito  de  constituir  os  débitos  das  contribuições  lançadas;  b)  reconstituição  da  base  de  cálculo  das  referidas  contribuições;  c)  lançamento  de  débitos  já  declarados em DCTF; e d) falta de dedução de valores das contribuições retidos na fonte por  Órgãos Públicos do valor devido calculado no respectivo período de apuração.  I Da Decadência Parcial dos Lançamentos  Trata­se de 4 (quatro) autos de infração (fls. 2404/2483), em que formalizada  a cobrança da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, referente ao período de fevereiro de  1996  a  agosto  de  2005,  sendo  que  2  (dois)  autos  de  infração  foram  lavrados  contra  a  interessada, na condição de contribuinte,  e os outros 2  (dois)  lavrados  contra  interessada, na  condição  de  responsável  por  sucessão,  em  virtude  da  incorporação  da  pesssoa  jurídica  Companhia de Seguros Interatlântico (ex­Companhia de Seguros Tranquilidade Brasil).  De  acordo  com  o  Termo  de  Verificação  Fiscal  de  fls.  2484/2535,  o  lançamento foi realizado com base no entendimento de que o prazo de decadência do direito de  lançar as referidas contribuições era de 10 (dez) anos, nos termos do art. 45 da Lei 8.212/1991.  Ocorre que, na sessão de 12 de junho de 2008, o Pleno do Supremo Tribunal  Federal  (STF)  editou  o  enunciado  da  Súmula  Vinculante  nº  8,  declaranndo  a  inconsticionalidade do referido preceito, nos seguintes termos:  São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto­ Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que  tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.  Em face da edição da referida Súmula, a PGFN editou o Parecer PGFN/CAT  nº 1617/2008, aprovado pelo Ministro da Fazenda, no qual foram estabelecidas orientações aos  órgãos  da  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  (RFB)  para  que,  na  contagem  do  prazo  decadencial, fosse observados a seguintes orientações:  a)  A  Súmula  Vinculante  nº  8  não  admite  leitura  que  suscite  interpretação  restritiva,  no  sentido  de  não  se  aplicar  ­  efetivamente  ­  o  prazo  de  decadência  previsto  no  Código  Tributário  Nacional;  é  o  regime  de  prazos  do  CTN  que  deve  prevalecer,  em  desfavor  de  quaisquer  outras  orientações  normativas, a exemplo das regras fulminadas;  b) apresentada a declaração pelo contribuinte (GFIP ou DCTF,  conforme o tributo) não há necessidade de lançamento pelo fisco  do  valor  declarado,  podendo  ser  lançado  apenas  a  eventual  diferença a maior não declarada (lançamento suplementar);  c)  na  hipótese  do  subitem  anterior,  caso  o  Fisco  tenha  optado  por  lançar  de  ofício,  por  meio  de  NFLD,  as  diferenças  declaradas  e  não  pagas  em  sua  totalidade,  aplica­se  o  prazo  decadencial dos arts. 150, § 4º, ou 173 do CTN, conforme tenha  havido  antecipação  de  pagamento  parcial  ou  não,  respectivamente;  o  prazo  prescricional,  ainda,  e  por  sua  vez,  conta­se da constituição definitiva do crédito tributário;  Fl. 4856DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 111          23 d)  para  fins  de  cômputo  do  prazo  de  decadência,  não  tendo  havido qualquer pagamento, aplica­se a regra do art. 173, inc. I  do  CTN,  pouco  importando  se  houve  ou  não  declaração,  contando­se  o  prazo  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;  e)  para  fins  de  cômputo  do  prazo  de  decadência,  tendo  havido  pagamento antecipado, aplica­se a regra do § 4º do art. 150 do  CTN;   f) para fins de cômputo do prazo de decadência, todas as vezes  que comprovadas as hipóteses de dolo, fraude e simulação deve­ se aplicar o modelo do inciso I, do art. 173, do CTN;   Com base no entendimento exarado no referido Parecer e tendo em conta que  a  recorrente  foi  cientificada  das  citadas  autuações  em  31/3/2006,  decidiu  a  Turma  de  Julgamento  de  primeiro  grau  reconhecer  a  decadência  de  parte  dos  débitos  lançados,  cujo  período foi definido levando em consideração a existência ou não de pagamento das referidas  contribuições.  Com  base  nesse  critério,  definiu  a  referida  Turma  de  Julgamento  que,  nos  casos  em  que  não  houve  pagamento  antecipado,  o  período  da  autuação  alcançado  pela  decadência compreendia desde o mês de março de 1996 até novembro de 2000 (aplicação da  regra de contagem do art. 173, I, do CTN), ao passo que nos casos em que houve pagamento  antecipado, o período atingido pela decadência compreendia desde o mês de março de 1996 até  o mês de fevereiro de 2001 (aplicação da regra de contagem do art. 150, § 4º, do CTN).  A  decisão  de  primeiro  grau  não  merece  reparo,  pois,  o  entendimento  apresentado  no  julgado  recorrido  está  em  consonância  com  a  jurisprudência  do  Superior  Tribunal  de  Justiça  (STJ),  firmada  no  julgamento  do  Recurso  Especial  no  973.733/SC,  na  sistemática  do  artigo  543­C  da  Lei  5.869/1973  ­  Código  de  Processo  Civil  (CPC),  cujo  enunciado da ementa ficou assim redigido:  PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543­C, DO  CPC.  TRIBUTÁRIO.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.  INEXISTÊNCIA  DE  PAGAMENTO  ANTECIPADO.  DECADÊNCIA  DO  DIREITO  DE  O  FISCO  CONSTITUIR  O  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  TERMO  INICIAL.  ARTIGO  173,  I,  DO  CTN.  APLICAÇÃO  CUMULATIVA  DOS  PRAZOS  PREVISTOS  NOS  ARTIGOS  150,  §  4º,  e  173,  do  CTN.  IMPOSSIBILIDADE.  1.  O  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  (lançamento  de  ofício)  conta­se  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento  antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o  mesmo  inocorre,  sem  a  constatação  de  dolo,  fraude  ou  simulação  do  contribuinte,  inexistindo  declaração  prévia  do  débito  (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel.  Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg  nos  EREsp  216.758/SP,  Rel.  Ministro  Teori  Albino  Zavascki,  Fl. 4857DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     24 julgado  em  22.03.2006,  DJ  10.04.2006;  e  EREsp  276.142/SP,  Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005).  2.  É  que  a  decadência  ou  caducidade,  no  âmbito  do  Direito  Tributário,  importa  no  perecimento  do  direito  potestativo  de  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  pelo  lançamento,  e,  consoante  doutrina  abalizada,  encontra­se  regulada  por  cinco  regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra  da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos  ao  lançamento  de  ofício,  ou  nos  casos  dos  tributos  sujeitos  ao  lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o  pagamento  antecipado  (Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e  Prescrição  no  Direito  Tributário",  3ª  ed.,  Max  Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210).  3.  O  dies  a  quo  do  prazo  qüinqüenal  da  aludida  regra  decadencial  rege­se  pelo  disposto  no  artigo  173,  I,  do  CTN,  sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado"  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível,  ainda  que  se  trate  de  tributos  sujeitos  a  lançamento  por  homologação,  revelando­se  inadmissível  a  aplicação  cumulativa/concorrente  dos  prazos  previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante  a  configuração  de  desarrazoado  prazo  decadencial  decenal  (Alberto  Xavier,  "Do  Lançamento  no  Direito  Tributário  Brasileiro",  3ª  ed.,  Ed.  Forense,  Rio  de  Janeiro,  2005,  págs.  91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed.,  Ed.  Saraiva,  2004,  págs.  396/400;  e  Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e Prescrição  no Direito Tributário",  3ª  ed.,  Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199).  [...]  7.  Recurso  especial  desprovido.  Acórdão  submetido  ao  regime  do artigo 543­C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (STJ. 1ª  Seção. REsp 973.733/SC. Rel. Min. LUIZ FUX. DJe 18/9/2009)  E por se tratar de decisão definitiva de mérito, proferido na forma do regime  do  recurso  repetitivo,  por  força  do  disposto  no  art.  62­A1  do  Regimento  Interno  deste  Conselho, tal entendimento deve adotado pelos membros deste Conselho.  No  período  da  autuação  (março  de  1996  a  agosto  de  2005)  só  não  houve  recolhimento  da  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  em  nome  da  incorporada  Companhia  de  Seguros  Interatlântico  (ex­Companhia  de  Seguros  Tranquilidade  Brasil).  Logo,  em  consonância com a decisão de primeiro grau, conclui­se que estão extintos pela decadência os  débitos  da Contribuição  para  o  PIS/Pasep  da  incorporda,  com  fatos  geradores  até  o mês  de  novembro de 2000, e os débitos da Contribuição para o PIS/Pasep da autuada e da Cofins da  incorporada e autuada, com fatos geradores até o mês de fevereiro de 2001.  Por essas razões, deve ser mantida a decisão que reconheceu a extinção por  decadência dos valores dos débitos das referidas contribuições lançados até os referidos meses.                                                              1  "Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543­B e 543­C da Lei nº  5.869,  de  11  de  janeiro  de  1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros  no  julgamento dos recursos no âmbito do CARF".  Fl. 4858DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 112          25 II Da Apuração da Base de Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins  Inicialmente, cabe esclarecer que, no que tange apuração da base de cálculo  das  referidas  contribuições,  a  controvérsia  remanescente  cinge­se  apenas  (i)  à  glosa  de  despesas  indedutíveis  e  (ii)  à  adição  de  receitas  trubutáveis  à  base  cálculo  das  referidas  do  período de março de 2001 a agosto de 2005, restrito apenas às 2 (duas) autuações realizadas em  no nome da recorrente. É oportuno esclarecer que, em relação ao período não alcançado pela  decadência, não houve crédito tributário exonerado da incorporada.  Dada essa circunstância, aqui será analisado apenas controvérsia em torno da  apuração da base de cálculo, relativas a fatos geradores ocorridos a partir do mês de março de  2001, restritos apenas às 2 (duas) autuações realizadas em nome da contribuinte, ora recorrente,  Bradesco Seguros S/A.  Da  Glosa  dos  Valores  Indedutíveis  e  Adição  dos  Valores  Tributáveis:  grupo de contas “Outras Receitas/Despesas Operacionais”  Segundo a Turma de Julgamento de primeiro grau, em relação ao grupo de  contas “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, a recorrente adicionava à base de cálculo das  referidas  contribuição  apenas  o  saldo  credor  (valor  líquido)  do  referido  grupo,  mas  não  procedia  à  exclusão  da  referida  base  de  cálculo  quando  apurado  saldo  devedor  no  referido  grupo de contas.  Para o Órgão  julgador,  esse procedimento da  recorrente  era  incorreto,  pois,  de  acordo  como  legislação  vigente  na  época  dos  fatos,  a  base  de  cálculo  das  citadas  contribuições  era  a  receita  bruta,  assim  entendida  a  totalidade  das  receitas  auferidas,  independente  da  sua  classificação  contábil.  Ademais,  era  permitida  apenas  as  exclusões  e  deduções previstas na legislação de regência.  Em relação às seguradoras, além das exclusões/deduções em geral permitidas  para todas as pessoas jurídicas, no período de março a agosto de 2001, as exclusões permitidas  diziam  respeito  apenas  aos  rendimentos  auferidos  em  aplicações  financeiras  destinadas  à  garantia de provisões técnicas, durante o período de cobertura do risco (redação da MP 1858­ 6/2001);  e  a  partir  de  setembro  de  2001,  as  exclusões  permitidas  referiam­se  apenas  às  indenizações  correspondentes  aos  sinistros  ocorridos,  efetivamente  pagos,  deduzidos  das  importâncias  recebidas  a  título  de  cosseguro  e  resseguro,  salvados  e  outros  ressarcimentos  (redação da MP 2.158­35/2001).   Com base no entendimento de que a base de cálculo das citadas contribuições  não era o saldo credor (valor líquido) das contas de resultado integrantes do referido grupo de  contas,  como  entendera  a  autuada,  mas  sim  a  totalidade  das  receitas  auferidas  no  mês,  a  fiscalização considerou que, ao  longo do período  fiscalizado e apesar das diversas mudanças  ocorridas nos códigos das contas contábeis, as contas pertencentes ao subgrupo Outras Receitas  com Operações de Seguros (código original 344) mantiveram a sua função e  funcionamento,  devendo receber apenas lançamentos a crédito por receitas auferidas, conforme determinava o  Plano  de  Contas  das  Seguradoras  determinado  pela  Superintendência  de  Seguros  Privados  (Susep).  No entanto, o que foi verificado pela  fiscalização foi que a autuada atribuiu  natureza mista  às  subcontas  de  código  3441,  34481,  34483,  34486  e  34487,  ora  recebendo  valores de receitas a crédito, ora recebendo valores de despesas a débito.  Fl. 4859DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     26 Em decorrência, afirmou a fiscalização que o contribuinte utilizou as contas  do subgrupo contábil 344 para efetuar lançamentos a débito, sendo utilizado, portanto, o valor  líquido  desta  conta  para  fins  de  tributação,  não  correspondendo  ao  real  valor  auferido  de  receitas. Estes débitos, no entender da fiscalização, deveriam ter sido efetuados nas subcontas  de despesas pertencentes ao subgrupo 345.  Além  disso,  a  partir  de  janeiro  de  2003,  além  da  prática  já mencionada,  o  contribuinte passou a efetuar lançamentos a crédito nas contas do subgrupo de despesas 3142.  Estes lançamentos, segundo a fiscalização, representavam receitas que deveriam compor a base  de cálculo das mecionadas contribuições, mediante  lançamentos a crédito do subgrupo 3141.  Assim,  a  partir  de  janeiro/2003,  nas  planilhas  de  fls.  1.051/1.182  estão  discriminadas  não  somente as totalizações dos valores glosados de despesas indedutíveis, mas também os valores  de  receita  que  deveriam  ter  sido  adicionados  à  base  de  cálculo  e  que,  ao  contrário,  foram  lançados a crédito em contas de despesas.  Na peça  impugnatória,  em relação aos meses de 12/2001, 5/2002, 7/2002 e  8/2002  a  recorrente  alegou  que  teria  oferecido  à  tributação  valores  maiores  do  que  o  movimento  líquido  credor  da  conta  e  que  a  glosa  efetuada  pela  fiscalização  contemplava  o  valor total negativo registrado na conta 34281.0.0 ou 34281.0.1 (Seguros), incorrendo em glosa  indevida, correspondente aos valores dos correspondentes saldos negativos apurados.  A  Turma  de  Julgamento  a  quo  acatou  parcialmente  essa  alegação,  para  determinar o cancelamento da glosa dos valores relativos aos seguintes meses:  a)  12/2001: valor de R$ 89.928,00, registrado na conta 34281.0.1 (Seguros),  ramo  Automóvel,  sem  o  correspondente  lançamento  no  balancete  de  verificação;  b)  5/2002: valor de R$ 534.613,16, que constava do balancete  como  saldo  dos  valores  negativos  e  positivos  efetuados  na  conta  34281.0.0,  tendo  sido considerado pela fiscalização como lançamento a débito;  c)  7/2002: valor de R$ 471.815,32, que  constava do balancete  como  saldo  dos  valores  negativos  e  positivos  efetuados  na  conta  34281.0.0,  tendo  sido considerado pela fiscalização como lançamento a débito; e  d)  8/2002: valor de R$ 84.202,54, que constava do balancete como saldo dos  valores  negativos  e  positivos  efetuados  na  conta  34281.0.1,  tendo  sido  considerado pela fiscalização como lançamento a débito;  Relativamente  aos  meses  de  11/2002  e  12/2002,  na  peça  impugnatória,  a  recorrente  alegou  que  teria  tributado  integralmente  os  valores  positivos  registrados  na  conta  34281  (Seguros) e que a  fiscalização  teria  indevidamente glosado  todos os valores negativos  registrados.  A Turma de Julgamento a quo acatou parcialmente essa alegação, apenas em  relação  ao  mês  de  12/2002  ,  e  considerou  indevida  a  glosa  do  valor  de  R$  2.710.042,58,  correspondente a  totalidade dos  lançamentos negativos  realizados na conta 34281 – Seguros,  com base no argumento de que, se nada fora computado para fins de tributação, não poderia a  fiscalização ter glosado o referido valor.  Com base na planilha de fls. 1151/1182 e nas balancetes de fls. 235/1050 e  no livro Razão, chega­se a conclusão que os valores das glosas que foram restabelecidos pela  Fl. 4860DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 113          27 decisão recorrida apenas corrige os equívocos cometidos pela fiscalização na apuração da base  de cálculo das referidas contribuições.  Por  essa  razão,  deve  ser mantido  o  restabelecimento  dos  valores  glosados,  conforme determinado pelo órgão julgador de primeiro grau.  Da  Glosa  dos  Valores  Indedutíveis  e  Adição  dos  Valores  Tributáveis:  grupo de contas “Receitas Financeiras”  Em  relação  às  receitas  financeiras,  a  recorrente  incorreu  nos  mesmos  equívocos  cometidos  em  relação  ao  grupo  de  contas  “Outras  Receitas  com  Operações  de  Seguros”,  isto  é,  no  período  fiscalizado,  a  recorrente  efetuava  lançamentos  de  despesas  a  débitos de constas de receita, componentes do grupo de contas 35 – Receitas Financeiras. E a  partir de janeiro de 2003, os valores positivos (receitas) lançados indevidamente a crédito das  subcontas de despesas do subgrupo 3142.  Em relação às receitas financeiras, a autuada alegou que os valores negativos  lançados e glosados pela fiscalização decorriam de: a) transferências entre contas tributadas; b)  estornos de receitas, em razão de erros na contabilização, decorrentes de apropriação indevida  em meses anteriores, erros de cálculo na apropriação de receitas pelo regime de competência,  estorno  de  juros  e  correção  monetária  de  prêmios  prefixados  ou  de  correção  monetária  de  aplicações de renda fixa e outros, c) oscilações cambiais de depósitos e aplicações financeiras  no  exterior;  d)  ajuste  de  oscilações  cambiais  em  operações  de  “swap”;  e)  oscilações  em  decorrência  de  índices  pactuados  (bolsa)  ou  taxa  cambial  em  fundos  de  renda  variável;  f)  repasses de receitas de prêmios de seguros cujo risco foi repassado para outras seguradoras, e  outros. Alegou ainda que tais transferências ocorriam principalmente quando da reclassificação  de contas e mudanças de seus códigos.  A Turma de Julgamento primeira instância acatou parcialmente essa alegação  e considerou indevida os valores das glosas seguir mencionadas:  a)  06/2002  ­  conta  35256.0.1  (Oscilação  de  valor  de  quotas):  foram  efetuadas  transferências  no  valor  total  de R$  22.760.601,88,  a  título  de  receitas  obtidas  em  aplicações  em  fundos  diversos  e por  reclassificação  por ajustes da circular Susep e que as rentabilidades positivas lançadas a  crédito  no  montante  de  R$  3.532.600,49  foram  oferecidas  à  tributação  pela autuada, logo, era de se excluir da base de cálculo a glosa do valor de  R$ 19.228.001,39;  b)  06/2002 ­ conta 35412.0.0 (Lucro na venda de Ações do Circulante): no  saldo  desta  conta  foi  considerada  a movimentação  positiva  ocorrida  na  conta  35412.0.3  (Ações  disponíveis  para  venda)  exatamente  no mesmo  valor  debitado  na  conta  35412.0.0  (Lucro  na  venda  de  ações  do  circulante),  ou  seja,  R$  13.122.420,15,  evidenciando,  a  princípio,  uma  transferência entre contas,  logo, devia ser excluído da base de cálculo o  montante de R$ 13.058.811,46;  c)  06/2002 –  conta  35456.0.4  (Fundo  Invest. Ações Cart.  Livre):  no  saldo  desta  conta  foi  considerada  a movimentação  positiva  ocorrida  na  conta  35456.0.5  (Fundos  Negociação),  no  valor  de  R$  5.673.278,18,  logo,  devia ser excluído da base de cálculo o referido valor.  Fl. 4861DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     28 d)  06/2002  –  conta  35215.0.0  (Receitas  com Depósitos  Bancários):  foram  glosados  pela  fiscalização  os  lançamentos  negativos  no  total  de  R$  1.597.672,01. Acontece  que  foi  efetuada  transferência  no  valor  total  de  R$ 1.948.016,66, a título de receitas financeiras e o lançamento a crédito  efetuado  na  conta  35215.0.0,  no  montante  de  R$  350.344,65,  foi  oferecido à  tributação, portanto, devia ser excluído da base de cálculo a  glosa no valor de R$ 1.597.672,01;  e)  12/2002  –  conta  35256.0.3  (FRF  Disponível  para  Venda):  a  autuada  demonstra,  a  princípio,  apenas  o  lançamento  correspondente  à  transferência de receita de fundos no valor de R$ 44.544.949,18, logo, o  referido valor devia ser excluído da base de cálculo;  f)  02/2004  –  conta  361311000000  (Rec.c/Tít.Div.Pub.Int.Fed­Juros):  a  documentação  trazida  aos  autos,  indicava  que,  a  princípio,  foram  efetuadas transferências no valor total de R$ 2.146.164,15 entre contas de  receitas  financeiras,  era  de  ser  excluído  da  base  de  cálculo  a  glosa  do  referido valor.   g)  02/2004  –  conta  3614110030000  (Ações  Disponíveis  para  Venda):  O  saldo  da  conta  361  constante  do  Balancete  Mensal  de  Verificação,  no  valor de R$ 18.736.661,68 é idêntico ao oferecido à tributação e indicado  na  planilha de  composição  da  base  de  cálculo. A documentação  trazida  aos autos, indica que foi efetuada uma transferência no valor total de R$  17.518.701,08 entre contas de receitas financeiras, dessa forma, o fato de  a  autuação,  aparentemente,  ter  se  baseado  apenas  nos  movimentos  registrados nos balancetes mensais, deve ser excluída da base de cálculo a  glosa de R$ 17.518.701,08;  h)  07/2005  –  conta  3614111010000  (Ações  Negociáveis  em  Bolsa):  No  Livro Razão foi demonstrado ter ocorrido lançamento a débito na referida  conta devido reclassificação para a conta 3614111000000 (Resultado na  Venda).  O  saldo  da  conta  361  (Receitas  Financeiras)  constante  do  Balancete  Mensal  de  Verificação,  no  valor  de  R$  51.358.702,46  era  idêntico ao oferecido à  tributação e  indicado na planilha de composição  da  base  de  cálculo.  A  documentação  trazida  aos  autos,  indica  que  fora  efetuada uma  transferência no valor de R$ 3.600.320,19 entre contas de  receitas financeiras. Logo, dado o fato de que a autuação, aparentemente,  baseou­se apenas nos movimentos registrados nos balancetes mensais, era  de se excluído da base de cálculo a glosa de R$ 3.600.320,19.   A  Turma  de  Julgamento  de  primeiro  grau  ainda  acactou  o  argumento  da  autuada, relativamente às contas de receita financeira, alegando que as planilhas e o livro razão  anexados  ao  processo,  através  dos  documentos  nº  19  e  20,  evidenciavam  valores  lançados  a  débito  que  significavam  reduções  do  saldo  acumulado  de  valores  anteriormente  lançados  a  crédito  e  oferecidos  à  tributação. A  seguir  reproduz­se  trechos  do  voto  condutor  da  decisão  recorrida em que apresentdas as razões e o valores das glosas restabelecidas:  58.1 Da análise  dos  documentos  de  nº 19  e  20,  constantes  dos  Anexos V, VI,  e VII, mais  especificamente  do  demonstrativo  de  fls. 1012 a 1014 (Anexo V), a autuada especificamente contesta  glosas relativas a débitos em contas de fundos de investimentos,  no período de agosto/1997 a abril/2004.  Fl. 4862DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 114          29 58.2 No período não atingido pela decadência, ou seja, de março  de  2001  a  abril/2004,  e  da  análise  dos  extratos  do Razão,  fls.  1015 a 1349 (Anexos V e VI), constata­se que em sua maioria, as  glosas  contestadas  referem­se  à  rentabilidade  de  fundos  lançadas  a  débito  em  contas  de  receita,  indicando  assim,  uma  rentabilidade  negativa,  que  deveria  ter  sido  contabilizada  em  conta de despesa. Exceção para a conta 35456.0.4, nos períodos  de março/2001, maio/2001, agosto/2001 e setembro/2001, cujos  extratos  do  Razão  não  foram  trazidos  aos  autos,  motivo  pelo  qual  não  foi  possível  averiguar  a  procedência  das  alegações  apresentadas.  58.3 Todavia, para as contas abaixo  listadas, a princípio, aduz  razão à autuada, pelos motivos a seguir expostos:  a) 361246.004 – P.A: fevereiro/2004:  O  valor  glosado de R$ 258.009,26  refere­se  à  transferência de  receita para a conta 3612460020000, valor este  já apurado em  janeiro/2004  (fls.  1013,  do  Anexo  V  e  fls.1208,  1221,  1222  e  1237 do Anexo VI). Por tal motivo, e considerando o fato de que  a  autuação,  aparentemente,  baseou­se  apenas  nos  movimentos  registrados  nos  balancetes  mensais,  deve  ser  a  mencionada  glosa excluída da base de cálculo.   b) 361246.002 – P.A: fevereiro/2004:  O  valor  glosado  de  R$  11.113.214,78  refere­se  a  diferença  de  lançamento  efetuado  a  débito  nesta  conta,  a  título  de  transferência de receita, em R$ 11.642.622,25 e o saldo credor  da  referida  conta  totalizando  R$  529.407,47.  Ocorre  que  tal  lançamento corresponde ao saldo credor desta mesma conta no  mês de janeiro/2004, portanto já apurado para fins de tributação  (fls. 1013 do Anexo V e  fls. 1236 e 1237 do Anexo VI). Por  tal  motivo e considerando o fato de que a autuação, aparentemente,  baseou­se  apenas  nos  movimentos  registrados  nos  balancetes  mensais,  é  de  se  excluir  da  base  de  cálculo  a  glosa  de  R$  11.113.214,78 .   c) 361431.005 – P.A: fevereiro/2004:  A  glosa  de  R$  406.869,60  refere­se  à  transferência  de  receita,  sendo  que  tal  valor  corresponde  ao  saldo  credor  da  referida  conta  apurado  em  janeiro/2004  (fls.1013  do  Anexo  V  e  1261e  1262 do Anexo VI). Por tal motivo, e considerando o fato de que  a  autuação,  aparentemente,  baseou­se  apenas  nos  movimentos  registrados  nos  balancetes  mensais,  deve  ser  a  mencionada  glosa excluída da base de cálculo.   Com base na planilha de fls. 1151/1182 e nas balancetes de fls. 235/1050 e  no livro Razão, chega­se a conclusão que os valores das glosas que foram restabelecidos pela  decisão recorrida apenas corrige os equívocos cometidos pela fiscalização na apuração da base  de cálculo das referidas contribuições.  Fl. 4863DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     30 Por  essa  razão,  deve  ser mantido  o  restabelecimento  dos  valores  glosados,  conforme determinado pelo órgão julgador de primeiro grau.  III Do Lançamento dos Débitos Declarados na DCTF e Não Recolhidos  A  autuada  insurgiu­se  quanto  aos  valores  lançados  a  título  de  falta  de  recolhimento, pois tais valores ou já haviam sido pagos ou foram objeto de compensação. Foi  realizada  diligência  com  o  intuito  de  esclarecer  se  os  débitos  declarados  em  DCTF  foram  objeto de autuação.  Em resposta, informou a fiscalização (fls. 2899/2900), que o lançamento em  questão abrangia valores já declarados em DCTF, pois, à época, assim interpretou o art. 90 da  MP nº 2.158­35/2001. Acrescentou, ainda, que atuou desta forma, porque os saldos constantes  das  DCTF  eram  iguais  a  zero,  não  sendo  pois  objeto  de  inscrição  em  Dívida  Ativa,  e  considerou  o  exíguo  prazo  para  análise  de  inconsistências  e  o  iminente  transcurso  do  prazo  decadencial.  Todavia,  elaborou  nova  planilha  (fls.  2.896/2898),  desta  feita  contemplando  os  valores declarados em DCTF.  A Turma de Julgamento a quo entendeu que, a partir da MP 135/2003, não  era necessária a lavratura de auto de infração para lançamento de diferenças débitos apuradas  declaradas em DCTF, logo, considerando que a ciência da autuação ocorrera em 31/3/2006, as  DCTF  apreentads  durante  o  período  fiscalizado,  revestia­se  de  liquidez  e  certeza,  sendo  desnecessária  a  elaboração  do  lançamento,  visto  que  o  valor  devido  pelo  interessado,  nos  períodos  abrangidos  pelas  autuações,  já  estava,  desde  antes  da  autuação,  devidamente  consignado em declaração que permitia ao Fisco cobrá­lo de forma plena e consentânea com a  legislação de regência.  Com  base  nesse  entendimento,  decidiu  o  Colegiado  de  primeiro  grau  considerar o lançamento de ofício como instrumento inadequado para cobrança dos valores dos  débitos das contribuições declarados na DCTF e considerados certos  e  líquidos, devendo ser  tornado  improcedente a parcela dos  lançamentos correspondente à falta de recolhimento, nos  valores consubstanciados na planilha de fls. 2.896/2898, elaborada pela fiscalização, durante a  fase de diligência.  Não merece  reparo  essa decisão do Órgão de  julgamento de primeiro  grau,  um  vez  que  proferida  em  consonância  com  do  disposto  no  art.  18  da  Medida  Provisória  135/2003, que alterou a redação do art. 90 da Medida Provisória 2.158­35/2001.  IV Da Dedução das Contribuições Retidas na Fonte por Órgãos Públicos  Segundo a fiscalização (fls. 2899/2900), as contribuições retidas na fonte por  Órgãos Públicos não foram consideradas para fins de apuração da base de cálculo, porque os  fatos  geradores  que  ensejaram  o  lançamento  em  nada  com  elas  se  relacionavam,  em  decorrência,  tais  valores  deveriam  ser  objeto  de  pedido  de  restituição  ou  compensação  a  ser  efetuado  pelo  contribuinte.  Esclareceu  ainda  que  o  Auto  de  Infração  não  era  o  instrumento  adequado para a redução de valores lançados com base nesse tipo de retenção.   Por sua vez, a Turma de Julgamento de primeira instância concluiu que não  procedia o entendimento fiscalização, pois, em conformidade com o disposto no art. 64 da Lei  9.430/96, na Instrução Normativa SRF 480/2004 e nas instruções de preenchimento da DCTF,  o valor da contribuição  a pagar deverá  ser  informado após a aplicação das deduções  sobre a  contribuição apuradam, isto é, o valor devido indicado na DCTF era valor “líquido”, sobre o  Fl. 4864DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 115          31 qual  já  foram  excluídas  as  deduções  legais,  nestas  se  incluindo  as  retenções  efetuadas  por  Órgãos Públicos.  E  com  base  na  documentação  apresentadas  pela  autuada,  constatou  o  Colegiado julgador a quo que os valores registrados livro Razão a título de “PIS Lei 9430. art.  64” também equivaliam aos lançados pela fiscalização na planilha de fls. 2.896/2898, no item  “VALOR A LANÇAR PIS  BASE DCTF”.  Da mesma  forma,  os  valores  registrados  livro  Razão  a  título  de  “COFINS  Lei  9430.  art.  64”  também  equivaliam  aos  lançados  pela  fiscalização  na  referida  planilha,  no  item  “VALOR A LANÇAR COFINS BASE DCTF”.  Logo, não devia prevalecer os lançamentos em questão.  Assiste  razão  ao  Órgão  de  julgamento  de  primeira  instância.  A  referida  decisão foi proferida com consonância com o disposto no art. 64 da Lei 9.430/96 e nos 1º e 7º  Instrução Normativa SRF 480/2004, que têm a seguinte redação:  Lei 9.430/1996:  Art.  64.  Os  pagamentos  efetuados  por  órgãos,  autarquias  e  fundações da administração pública federal a pessoas jurídicas,  pelo  fornecimento  de  bens  ou  prestação  de  serviços,  estão  sujeitos  à  incidência,  na  fonte,  do  imposto  sobre  a  renda,  da  contribuição social  sobre o  lucro  líquido, da contribuição para  seguridade  social  –  COFINS  e  da  contribuição  para  o  PIS/PASEP.   §  1º  A  obrigação  pela  retenção  é  do  órgão  ou  entidade  que  efetuar o pagamento.   §  2º  O  valor  retido,  correspondente  a  cada  tributo  ou  contribuição,  será  levado  a  crédito  da  respectiva  conta  de  receita da União.   § 3º O valor do  imposto e das contribuições sociais retido será  considerado  como  antecipação  do  que  for  devido  pelo  contribuinte  em  relação  ao  mesmo  imposto  e  às  mesmas  contribuições.   § 4º O valor retido correspondente ao imposto de renda e a cada  contribuição social somente poderá ser compensado com o que  for  devido  em  relação  à  mesma  espécie  de  imposto  ou  contribuição.   § 5º O imposto de renda a ser retido será determinado mediante  a aplicação da alíquota de quinze por cento sobre o resultado da  multiplicação do valor a ser pago pelo percentual de que trata o  art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, aplicável à  espécie  de  receita  correspondente  ao  tipo  de  bem  fornecido  ou  de serviço prestado.   § 6º O valor da contribuição social sobre o lucro líquido, a ser  retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota de um  por cento, sobre o montante a ser pago.   Fl. 4865DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A     32 §  7º  O  valor  da  contribuição  para  a  seguridade  social  –  COFINS, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da  alíquota respectiva sobre o montante a ser pago.   §  8º O  valor  da  contribuição  para  o  PIS/PASEP,  a  ser  retido,  será  determinado  mediante  a  aplicação  da  alíquota  respectiva  sobre o montante a ser pago.   IN SRF 480/2004:  Art. 1º Os órgãos da administração federal direta, as autarquias,  as  fundações  federais,  as  empresas  públicas,  as  sociedades  de  economia mista e as demais entidades em que a União, direta ou  indiretamente detenha a maioria do capital social sujeito a voto,  e  que  recebam  recursos  do  Tesouro  Nacional  e  estejam  obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira no  Sistema  Integrado  de  Administração  Financeira  do  Governo  Federal  (Siafi)  reterão,  na  fonte,  o  Imposto  sobre  a  Renda  da  Pessoa  Jurídica  (IRPJ),  a  Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Líquido  (CSLL),  a  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o PIS/Pasep  sobre  os  pagamentos  que  efetuarem  às  pessoas  jurídicas,  pelo  fornecimento  de  bens  ou  prestação  de  serviços  em  geral,  inclusive  obras,  observados  os  procedimentos  previstos  nesta  Instrução Normativa.  [...]  Tratamento dos Valores Retidos  Art.  7º Os  valores  retidos  na  forma  desta  Instrução Normativa  poderão ser deduzidos, pelo contribuinte, do valor do imposto e  contribuições  de  mesma  espécie  devidos,  relativamente  a  fatos  geradores ocorridos a partir do mês da retenção.  Parágrafo  único.  O  valor  a  ser  deduzido,  correspondente  ao  IRPJ e a cada espécie de contribuição social, será determinado  pelo próprio contribuinte mediante a aplicação, sobre o valor do  documento  fiscal, da alíquota respectiva, constante das colunas  02, 03, 04 ou 05 da Tabela de Retenção (Anexo I).  [...] (grifos não originais)  Com a razão o Colegiado de primeiro grau, posto que a decisão em destaque  está em perfeita confomidade com o disposto nos citados comando normativos e os valores das  contribuições  retidos  na  fonte  por  Órgãos  Públicos  encontram­se  devidamente  comprovados  nos autos. Assim, deve ser mantida as deduções determinada pelo citado Órgão julgador.  V Da Conclusão.  Por  todo  o  exposto,  vota­se  por  NEGAR  PROVIMENTO  ao  recurso  de  ofício, para manter na íntegra a decisão recorrida.  (assinado digitalmente)  José Fernandes do Nascimento  Fl. 4866DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 19740.000091/2006­41  Acórdão n.º 3102­002.312  S3­C1T2  Fl. 116          33                               Fl. 4867DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 21/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A

score : 1.0
5754730 #
Numero do processo: 16004.001135/2008-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2401-000.429
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Ausente justificadamente o Presidente, Conselheiro Elias Sampaio Freire. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201411

camara_s : Quarta Câmara

turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014

numero_processo_s : 16004.001135/2008-58

anomes_publicacao_s : 201412

conteudo_id_s : 5405973

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014

numero_decisao_s : 2401-000.429

nome_arquivo_s : Decisao_16004001135200858.PDF

ano_publicacao_s : 2014

nome_relator_s : KLEBER FERREIRA DE ARAUJO

nome_arquivo_pdf_s : 16004001135200858_5405973.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Ausente justificadamente o Presidente, Conselheiro Elias Sampaio Freire. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.

dt_sessao_tdt : Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014

id : 5754730

ano_sessao_s : 2014

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:34 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474696880128

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1367; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T1  Fl. 846          1 845  S2­C4T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16004.001135/2008­58  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  2401­000.429  –  4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária  Data  5 de novembro de 2014  Assunto  REQUISIÇÃO DE DILIGÊNCIA  Recorrente  COMERCIAL REIS PRODUTOS BOVINOS LTDA E OUTROS  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o  julgamento do recurso em diligência. Ausente justificadamente o Presidente, Conselheiro Elias  Sampaio Freire.      Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira ­ Presidente      Kleber Ferreira de Araújo ­ Relator    Participaram  do  presente  julgamento  o(a)s  Conselheiro(a)s  Kleber  Ferreira  de  Araújo,  Igor  Araújo  Soares,  Elaine  Cristina  Monteiro  e  Silva  Vieira,  Carolina  Wanderley  Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 04 .0 01 13 5/ 20 08 -5 8 Fl. 846DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/11 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIR O E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.001135/2008­58  Resolução nº  2401­000.429  S2­C4T1  Fl. 847          2   Relatório  Trata­se de recurso interposto pelo sujeito passivo e demais devedores solidários  contra  o  Acórdão  n.º  14­31.494  de  lavra  da  9.ª  Turma  da Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil de Julgamento – DRJ em Ribeirão Preto (SP), que julgou improcedente a impugnação  apresentada para desconstituir o Auto de Infração – AI n.º 37.135.319­0.  A  lavratura  em  questão  refere­se  à  exigência  das  contribuições  patronais  para  outras entidades ou fundos.  Os fatos geradores contemplados no lançamento foram as remunerações pagas a  segurados empregados que prestaram serviços à autuada no período fiscalizado.  Conforme o  relato  do  fisco,  a  empresa  exerceu  exclusivamente  a  atividade  de  locação  de  mão­de­obra,  contrariando  assim  a  legislação  do  Simples,  razão  pela  qual  foi  excluída deste regime tributário, em 10/06/2008, mediante o Ato Declaratório Executivo n. 59,  cujos efeitos retroagiram a 11/06/2003.  Alerta o fisco que as contribuições descontadas dos segurados foram recolhidas  e que a cota previdenciária contida nos recolhimentos efetuados sob a sistemática do Simples  foram considerados na apuração.  Passo a reproduzir trecho do relatório da decisão de primeira instância, no qual  são  narrados  fatos  que  levaram  o  fisco  a  atribuir  a  responsabilidade  solidária  pelo  crédito  a  diversas pessoas físicas e jurídicas:  “Discorre  acerca  da  operação  "Grandes  Lagos"  desencadeada  pela  Policia  Federal tendo como objeto a obtenção de provas de ilícitos praticados por organização  constituída  com  objetivo  de  sonegar  tributos  e  eximir  os  titulares  de  fato  de  suas  responsabilidades trabalhista e previdenciária.  Prossegue  relatando  a  existência  do  "Núcleo  Mozaquatro",  indicando  as  pessoas físicas e jurídicas que o integravam, reportando­se aos Anexos I e II, nos quais  apresenta os fatos e documentos que caracterizam o grupo cm questão.  Com  base  na  análise  da  documentação  a  qual  teve  acesso  a  fiscalização,  constatou­se  a  existência  de  grupo  econômico  de  fato  formado  pelas  empresas:  Coferfrigo ATC Ltda, Distribuidora de Carnes e Derivados Sao Luis Lida, Comercial  de Carnes Boi Rio Ltda, Frigorífico Caromar Ltda, Nogueira e Poggi Lida, Pedretti e  Magri  Lida,  Frigorífico  Mega  Boi  Ltda,  Friverde  Indústria  de  Alimentos  Ltda,  Transverde Produtos Alimentícios Lida, CM4 Participações Ltda,  Indústrias Reunidas  CMA Ltda, Comercial Reis Produtos Bovinos Lida e Wood . Comercial Ltda, além das  pessoas  físicas  Joao  Pereira  Fraga,  Alfeu  Crozato  Mozaquatro,  Marcelo  Buzolin  Mozaquatro  e  Patricia  Buzolin  Mozaquatro.  Foram  lavrados  Termos  de  Sujeição  Passiva Solidária  em  relação a  todas  essas pessoas  jurídicas  e  físicas,  encontrando­se  nos autos cópias dos referidos termos e dos comprovantes de recebimento dos mesmos  pelos interessados.  Fl. 847DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/11 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIR O E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.001135/2008­58  Resolução nº  2401­000.429  S2­C4T1  Fl. 848          3 Tece considerações acerca da solidariedade existente entre empresas integrantes  do grupo econômico, citando a legislação atinente.  Afirma  que  a  Comercial  Reis  foi  constituída  por  intermédio  de  interpostas  pessoas em seu quadro societário ("laranjas") exclusivamente para locar mão­de­obra à  empresa  Indústrias  Reunidas  CMA  Ltda.  O  sócio  José  Roberto  Barbosa  aparece  no  banco de dados institucional CNIS como empregado da CMA antes e depois do  período de atividades da Comercial Reis.  Apresenta relação de elementos juntados: (a) notas fiscais de prestação de  serviços  da  Comercial  Reis  e  demonstrativo  de  receitas  e  do  SIMPLES;  (b)  documentos que apresentam a Sra. Deusa (encarregada do departamento pessoal  da  CMA)  como  pessoa  da  Comercial  Reis  para  contato;  (e)  declarações  de  empregados da Comercial Reis.  Finaliza  mencionando  os  elementos  que  integram  o  Al,  os  demais  AI  lavrados,  a  caracterização,  em  tese,  de  ilícito  de  natureza  penal.  Afirma  que  foram enviadas cópias do Al aos sujeitos passivos solidários, assegurando­lhes o  exercício do direito de defesa.  Integra  a  autuação  o Anexo  I  no  qual  a  fiscalização  tece  considerações  inúmeras  acerca  das  empresas  ostensivas  do  "Grupo  Mozaquatro"  (empresas  formalmente  constituídas  pelos membros  da  família Mozaquatro);  das  plantas  frigoríficas  utilizadas  pelo  grupo;  das  empresas  constituídas  por  interpostas  pessoas com o objetivo de fornecer a mão­de­obra de que o grupo necessitava.  Discorre­se  detalhadamente  sobre  cada  empresa  integrante  do  grupo,  inclusive  a  Comercial  Reis,  e  pessoas  físicas  vinculadas  as  mesmas,  além  da  caracterização  do  grupo  econômico  e  da  solidariedade  existente  entre  as  empresas  que  o  integram,  procedendo­se,  ainda,  ajuntada  de  inúmeros  documentos totalizando referido anexo 12 (doze) volumes.  O Anexo  II  igualmente  é composto por  inúmeros  documentos,  tomando  corpo  em  21  (vinte  e  um)  volumes,  trazendo  ao  final  o  relatório  denominado  "VINCULAÇÃO  ENTRE  AS  EMPRESAS  NO  GRUPO  ECONÔMICO  DE  FATO  —  'GRUPO  MOZAQUATRO'",  no  qual  são  relacionados  numerosos  elementos probatórios que demonstram a vinculação entre as diversas empresas  consideradas  integrantes  do  grupo  em questão,  bem como,  das  pessoas  físicas  abrangidas pelo contexto fático.”  As  pessoas  físicas Alceu Crozato Mozaquatro,  Patrícia Buzolin Mozaquatro  e  Marcelo Buzolin Mozaquatro em conjunto com as empresas Indústrias Reunidas CMA Ltda e  CM4 Participações Ltda impugnaram o crédito,  lançando argumentos para questionar as suas  inclusões no polo passivo da exigência mediante a utilização de presunção e de provas ilícitas.  A  autuada  em  sua  defesa  apresentou  inconformismo  contra  a  sua  exclusão  do  Simples, primeiro porque não foi regularmente cientificada do Ato Declaratório e, depois, pelo  fato do mesmo haver produzido efeitos retroativos.  O Sr João Adson Fraga, na qualidade de inventariante do espólio de João Pereira  Fraga,  também  apresentou  peça  impugnatória,  na  qual  tenta  afastar  a  responsabilidade  imputada  ao  “de  cujos”  alegando  que  a  única  relação  que  possuía  relação  com  o  Grupo  Fl. 848DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/11 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIR O E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.001135/2008­58  Resolução nº  2401­000.429  S2­C4T1  Fl. 849          4 Mozaquatro  foi  o  arrendamento  de  instalações  industriais  da Cofercarnes,  da  qual  era  sócio,  para a empresa Coferfrigo, pertencente ao referido grupo. Sustenta que era, inclusive, inimigo  do  controlador  do  Grupo  Mozaquatro,  o  Sr.  Alceu  Mozaquatro.  Assevera  que  ocorreu  decadência parcial do crédito, além de que teve o seu direito de defesa cerceado, posto que a  lavratura  foi  totalmente  edificada  em  presunções  do  fisco  e  não  lhe  foram  apresentados  os  elementos necessários ao exercício da ampla defesa.  Na apreciação das defesas, a DRJ declarou procedente o lançamento e manteve  os vínculos de solidariedade imputados pela auditoria.  Da mesma forma como na defesa, interpuseram recurso conjunto Alceu Crozato  Mozaquatro,  Patrícia  Buzolin  Mozaquatro  e  Marcelo  Buzolin  Mozaquatro  e  as  empresas  Indústrias  Reunidas  CMA  Ltda  e  CM4  Participações  Ltda.  Na  sua  peça  de  inconformismo  apresentaram as alegações abaixo.  A  prova  emprestada  do  inquérito  policial  decorrente  da  “Operação  Grandes  Lagos” não é meio lícito para fundamentar a responsabilidade tributária dos recorrentes, uma  vez  que  naquele  procedimento  não  foram  observados  as  garantias  constitucionais  do  contraditório e da ampla defesa.  Não  sendo  válidas  as  provas  apresentadas,  não  se  pode  inverter  o  “onus  probandi”, para se exigir dos recorrentes que demonstrem a inexistência dos fatos que deram  ensejo a sua responsabilidade fiscal.  De outra banda, o lançamento viola o princípio da presunção de inocência, uma  vez que a ação penal baseada no referido inquérito ainda não teve trânsito em julgado.  Ao final, pedem a anulação do AI.  O  inventariante de  João Pereira Fraga manifestou­se  contra  a decisão da DRJ,  lançando os argumentos que se seguem.  Deve  prevalecer  o  entendimento  expresso  na  declaração  de  voto  do  acórdão  recorrido,  que  defendeu  a  conversão  do  julgamento  em  diligência  para  que  fosse  juntado  o  comprovante de ciência do ato que excluiu a autuada do Simples.  O  “de  cujos”  nunca  foi  sócio,  administrador,  colaborador  ou  preposto  da  empresa autuada, da qual sequer sabia a existência.  A  contribuinte  possui  patrimônio  suficiente  para  fazer  frente  aos  débitos  lançados, portanto, não é razoável que se busque alcançar pessoas estranhas à empresa.  O  Sr.  João  Fraga  apenas  era  procurador  da  empresa  Coferfrigo  em  conta  bancária  utilizada  para  pagamento  de  gado  por  ela  adquirido,  não  tendo  sequer  vínculo  comercial  com  a  autuada.  Para  que  este  pudesse  assumir  a  condição  de  solidário  pelas  contribuições exigidas, o fisco teria que provar a sua relação com o contribuinte ou, ao menos,  que teria interesse comum em seus negócios.  A  autoridade  fiscal  não  conseguiu  demonstrar o  vínculo  entre Comercial Reis  Produtos Bovinos, Coferfrigo e João Fraga. Assim não há na espécie os requisitos legais para a  responsabilização deste último.  Fl. 849DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/11 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIR O E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.001135/2008­58  Resolução nº  2401­000.429  S2­C4T1  Fl. 850          5 As contribuições relativas ao período de 07 a 12/2003 encontram­se fulminadas  pela  decadência,  haja  vista  que  na  falta  de  demonstração  pelo  fisco  da  ocorrência  de  dolo,  fraude ou simulação, o prazo decadencial deve ser aferido pelo § 4. do art. 150 do CTN.  A  lavratura merece  anulação  pelo  fato  de  faltar  clareza  e  precisão  quanto  aos  motivos que dariam ensejo à responsabilização do Sr. João Fraga. Esse fato demonstra o claro  prejuízo da pessoa arrolada como devedora solidária.  O Sr.  João Fraga  está  impedido de  se defender na medida  em que não possui  acesso aos documentos e à contabilidade da empresa autuada. A impossibilidade de defesa do  administrado também é causa de nulidade da autuação.  O fisco  incorreu em total  ilegalidade ao desconsiderar a personalidade  jurídica  da  Comercial  Reis  Produtos  Bovinos  e  atribuir  ao  espólio  de  João  Pereira  Fraga  a  responsabilidade pelas contribuições supostamente não adimplidas.  Não se comprovou nos autos que a empresa autuada fora regularmente intimada  a  apresentar  a  comprovação  de  que  recolhera  as  quantias  exigidas,  sendo  que  o  espólio,  na  qualidade de pessoa estranha, não tem como verificar esse fato.  Acrescenta  que  a  lavratura  mediante  arbitramento  com  base  em  provas  emprestadas  somente  é  admitida quando  fundamentada  na  legislação  de  regência,  o  que não  ocorreu no presente caso.  Ao final, pediu a decretação de nulidade do AI, a sua exclusão do polo passivo  ou o reconhecimento da improcedência do lançamento.   Esta Turma decidiu converter o julgamento em diligência, mediante a Resolução  n.º 2401­000.373, de 15/05/2014. Ali requereu­se que a Delegacia da Receita Federal do Brasil  de origem informasse acerca à cientificação da recorrente do Ato Declaratório de Exclusão do  Simples Federal.  Foi apensado ao presente processo o de n.º 16004.000454/2008­46, que trata da  exclusão  da  empresa  do  regime  tributário  do  Simples  Federal.  Conforme  despacho  à  fl.  72  deste processo, a empresa foi cientificada em 01/07/2008 do Ato Declaratório de Exclusão n.º  59/2008 de lavra da Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto (SP), e  não se manifestou dentro do prazo regulamentar.  O processo retornou ao CARF sem ciência dos recorrentes acerca do resultado  da diligência.  É o relatório.  Fl. 850DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/11 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIR O E SILVA VIEIRA Processo nº 16004.001135/2008­58  Resolução nº  2401­000.429  S2­C4T1  Fl. 851          6 Voto  Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator  Admissibilidade  Os  recursos  merecem  conhecimento,  posto  que  preenchem  os  requisitos  de  tempestividade e legitimidade.  Necessidade de conversão em diligência para ciência do sujeito passivo do  resultado da diligência fiscal   O  motivo  que  levou  esta  Turma  a  determinar  a  realização  da  diligência  comandada pela Resolução n.º 2401­000.373 foi o argumento das recorrentes de que a autuada  não teria sido regularmente intimada do Ato Declaratório de Exclusão do Simples.  Ao se apensar ao presente processo o de n.º 16004.000454/2008­46, chegou­nos  ao  conhecimento  que  a  empresa  de  fato  fora  cientificada  do  Ato  Declaratório,  conforme  comprovante de AR acostado.  Ocorre  que  outra  preocupação  demonstrada  pela  Turma  na  mencionada  Resolução foi que as empresas arroladas no polo passivo pudessem se contrapor a informação  prestada pelo fisco em sede de diligência.  Isto porque aquelas poderiam questionar a própria  validade do documento de intimação da exclusão do Simples. Assim, determinou­se que fosse  facultada às recorrentes a possibilidade de se manifestarem, no prazo legal, sobre o resultado  da diligência.  Sem  essa  providência,  restará  claramente  ferido  o  Princípio Constitucional  do  Contraditório,  que  representa  uma  das  garantias  essenciais  do  devido  processo  legal,  consagrado pela Carta Constitucional de 1988.  Assim, devem os autos retornar à origem, de modo que todas as pessoas físicas e  jurídicas  incluídas  no  polo  passivo  da  lavratura  possam  se manifestar  sobre  a  existência  do  documento  que  comprova  a  intimação  pela  autuada  do  Ato  Declaratório  de  Exclusão  do  Simples n.º 59/2008.  Conclusão  Diante do exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, nos termos  acima propostos.    Kleber Ferreira de Araújo.  Fl. 851DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 28/11 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 01/12/2014 por ELAINE CRISTINA MONTEIR O E SILVA VIEIRA

score : 1.0
5778149 #
Numero do processo: 13864.000505/2008-11
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 01/01/2008 ERRO NO VALOR DA BASE DE CÁLCULO. SITUAÇÃO NÃO COMPROVADA. AUSENTE QUALQUER PROVA NOS AUTOS QUE PERMITA TAL CONCLUSÃO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. INOCORRÊNCIA. APENAS VERIFICOU-SE E AFIRMOU-SE A AUSÊNCIA DE PRODUÇÃO DE PROVAS PELO CONTRIBUINTE. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-003.922
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oseas Coimbra Júnior, Fabio Pallaretti Calcini, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201412

ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 01/01/2008 ERRO NO VALOR DA BASE DE CÁLCULO. SITUAÇÃO NÃO COMPROVADA. AUSENTE QUALQUER PROVA NOS AUTOS QUE PERMITA TAL CONCLUSÃO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. INOCORRÊNCIA. APENAS VERIFICOU-SE E AFIRMOU-SE A AUSÊNCIA DE PRODUÇÃO DE PROVAS PELO CONTRIBUINTE. Recurso Voluntário Negado.

turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Dec 17 00:00:00 UTC 2014

numero_processo_s : 13864.000505/2008-11

anomes_publicacao_s : 201412

conteudo_id_s : 5413836

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 2803-003.922

nome_arquivo_s : Decisao_13864000505200811.PDF

ano_publicacao_s : 2014

nome_relator_s : EDUARDO DE OLIVEIRA

nome_arquivo_pdf_s : 13864000505200811_5413836.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oseas Coimbra Júnior, Fabio Pallaretti Calcini, Gustavo Vettorato.

dt_sessao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014

id : 5778149

ano_sessao_s : 2014

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:50 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474700025856

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1779; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE03  Fl. 186          1 185  S2­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13864.000505/2008­11  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2803­003.922  –  3ª Turma Especial   Sessão de  03 de dezembro de 2014  Matéria  CP: CONTRIBUINTE INDIVIDUAL  E CESSÃO DE MÃO DE OBRA:  RETENÇÃO. EMPRESAS EM GERAL E REMUNERAÇÃO DE  SEGURADOS: PARCELAS DESCONTADAS DOS SEGURADOS.  Recorrente  SANROCA INCORPORADORA E CONSTRUTORA LTDA.   Recorrida  FAZENDA NACIONAL.     ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2003 a 01/01/2008  ERRO  NO  VALOR  DA  BASE  DE  CÁLCULO.  SITUAÇÃO  NÃO  COMPROVADA.  AUSENTE  QUALQUER  PROVA  NOS  AUTOS  QUE  PERMITA  TAL  CONCLUSÃO.  INVERSÃO  DO  ÔNUS  DA  PROVA.  INOCORRÊNCIA.  APENAS  VERIFICOU­SE  E  AFIRMOU­SE  A  AUSÊNCIA DE PRODUÇÃO DE PROVAS PELO CONTRIBUINTE.   Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.  (Assinado digitalmente).  Helton Carlos Praia de Lima. ­Presidente  (Assinado digitalmente).  Eduardo de Oliveira. – Relator  Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos  Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oseas Coimbra Júnior, Fabio  Pallaretti Calcini, Gustavo Vettorato.    AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 4. 00 05 05 /2 00 8- 11 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13864.000505/2008­11  Acórdão n.º 2803­003.922  S2­TE03  Fl. 187          2   Relatório  O presente Processo Administrativo Fiscal – PAF encerra o Auto de Infração  de  Obrigação  Principal  –  AIOP  ­  DEBCAD  37.123.560­0,  que  objetiva  o  lançamento  das  contribuições  sociais  previdenciárias,  decorrentes  da  remuneração/rendimentos/retribuição  paga,  devida  ou  creditada  aos  trabalhadores  da  recorrente  da  categoria  de  contribuintes  individuais autônomos – parte descontada, bem como relativa a retenção de 11%, do artigo 31,  da  Lei  8.212/91,  e,  ainda,  em  relação  a  remuneração  paga,  devida  ou  creditada  aos  trabalhadores da recorrente da categoria de empregados – parte descontada, conforme Relatório  Fiscal da Atuação – REFISC, de fls. 45 a 57, com período de apuração de 01/1997 a 12/2006,  conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos ­ TIAD ­ MPF, de fls. 23 a  25.   O  sujeito  passivo  foi  cientificado  da  autuação,  em  30/07/2007,  conforme  Folha de Rosto do AIOP, fls. 01.  O  contribuinte  apresentou  sua defesa  que  encontra­se  acostada,  as  fls.  97  e  98,  acompanhada  dos  documentos,  de  fls.  99  a  123,  via  remessa  postal,  em  20/01/2009,  conforme envelope, de fls. 96.  A impugnação foi considerada tempestiva, fls. 127 a 129.  O  órgão  julgador  de  primeiro  grau  emitiu  o  Acórdão  Nº  05­25.418  ­  9ª,  Turma DRJ/CPS, em 14/04/2009, fls. 130 a 132.   No qual a lançamento foi considerado procedente.  O  contribuinte  tomou  conhecimento  da  decisão  da  DRJ,  em  17/07/2009,  conforme AR, de fls. 134.  Irresignado  o  contribuinte  impetrou  o  Recurso  Voluntário,  petição  de  interposição  com  razões  recursais,  as  fls.  139  e  141,  recebida,  em  13/08/2009,  desacompanhado de qualquer documento.  As razões recursais estão a seguir sumariadas.  Mérito.  · que  o  valor  pago  ao  Sr.  Fernando Daniel Alves  dos  Santos,  o  qual  assinou a ART 92221220070185426 foi de R$ 850,00, conforme nota  fiscal nº 28 apresentado junto à impugnação e que foi emitida pelo Sr.  Edson Roberto Alves de Araújo, pai de Fernando;  · que  o  acórdão a quo  não  analisou  essa  questão,  a qual  foi  instruída  com  a  devida  prova,  mas  exigiu  o  julgador  que  a  impugnante  justifica­se a prova, numa clara inversão do ônus da prova;  Fl. 187DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13864.000505/2008­11  Acórdão n.º 2803­003.922  S2­TE03  Fl. 188          3 · que  a  recorrente  apresentou  prova  documental  e  justificada  do  pagamento, razão pela qual nada mais tem a provar;  · requer recebimento do recurso;  · Dos pedidos e requerimentos: a) cancelamento da multa aplicada, pois  o  valor  pago  ao  profissional  está  correto;  b)  provar  o  alegado  por  todos os meios admitidos em direito.   A autoridade preparadora reconheceu a  tempestividade do  recurso,  fls. 147;  148 e 150.  Os autos foram remetidos ao CARF, fls. 150.  Os autos  foram sorteados e distribuídos a esse conselheiro, em 18/07/2014,  Lote 09, fls. 185.  É o Relatório.  Fl. 188DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13864.000505/2008­11  Acórdão n.º 2803­003.922  S2­TE03  Fl. 189          4 Voto             Conselheiro Eduardo de Oliveira.  O  recurso  voluntário  é  tempestivo  e  considerando  o  preenchimento  dos  demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado.  O agente lançador discriminou de forma clara e precisa que na Anotação de  Responsabilidade Técnica nº 92221229970185416, consta o valor de R$ 1.500,00, observe­se a  transcrição abaixo do REFISC, de fls. 52.  ­  Anotação  de  Responsabilidade  Técnica  ­  ART  nr  221220070185416  de  15.03.2007  emitido  para  o  profissional  Fernando  Daniel  Santos  Alves  de  Araújo,  na  qualidade  Engenheiro Civil no valor de R$ 1.500,00.  Embora,  alegue  a  recorrente  desde  a  impugnação  que  o  pagamento  foi  realizado  no  importe  de  R$  850,00  não  há  provas  nos  autos  que  deem  fundamento  a  tal  alegação  a  recorrente  diz  que  juntou  à  impugnação  de  primeiro  grau  a  Nota  Fiscal  nº  28  emitida  por  Edson  Roberto  Alves  de  Araújo,  contudo  não  há  nos  autos  tal  documento,  e  a  prova  do  fato  impeditivo,  extintivo  ou modificativo  do  direito  do  fisco  cabe  ao  contribuinte  artigo 333, II, da Lei 5.869/73 e artigo 16, parágrafo 4º, do Decreto 70.235/72.  A  não  apresentação  da  prova  que  a  recorrente  diz  ter  feito  junto  à  impugnação  já  fora  asseverada  e  afirmada  pela  DRJ,  a  passagem  abaixo  transcrita  afasta  qualquer duvida sobre o assunto.  Alega  a  Autuada  que  o  Sr.  Fernando  Daniel  Santos  Alves  de  Araújo  recebeu  pelos  serviços  de  ventilação  a  quantia  de  R$  850,00, mas que foi pago através de nota fiscal emitida pelo seu  pai, razão pela qual requer que o valor da multa seja corrigido.  Em  face  desse  prestador  de  serviços  a  autoridade  fiscal  relata  que  foi verificado o pagamento de R$ 1.500,00  (fls. 52),  isto é,  na competência 03/2007.  Com  efeito,  não  há  como  dar  crédito  à  alegação  da  autuada,  uma vez que não apresenta qualquer prova. Razão pela qual o  lançamento permanece inalterado e, por via de consequência, os  acréscimos  legais  incidentes,  assim  entendido  a  multa  e  juros  moratórios aplicados. (destaquei).  Verifiquei  ao  compulsar  os  autos  que  a  citada  nota  fiscal  nº  28  jamais  em  tempo algum foi apresentada seja na impugnação ou no recurso.   Ademais, tal prova deveria ser feita com o devido registro contábil na conta  própria e não por mera nota, uma vez que o pagamento por nota pode ter sido dividido em mais  de uma e a ART contém o total do honorários.  Fl. 189DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13864.000505/2008­11  Acórdão n.º 2803­003.922  S2­TE03  Fl. 190          5 O  órgão  julgador  de  primeiro  grau  não  inverteu  o  ônus  da  prova  apenas  afirmou que não havia a prova alegada, como não há tal prova até esse momento, isto é, a pré­ falada nota fiscal nº 28 que cabia ao contribuinte juntar aos autos não consta deste.  A prova – Nota Fiscal nº 28 ­ nunca foi apresentada por óbvio, nos termos da  lei cabe a ele contribuinte fazer tal prova, não o fazendo por sua livre e espontânea, vontade,  conta e risco.   Assim com esses  esclarecimentos  rejeito  todas  as  alegações  suscitadas pela  recorrente, pois desprovidas de fundamentos fáticos e jurídicos.  CONCLUSÃO:  Pelo  exposto  voto  por  conhecer  do  recurso,  para  no  mérito  negar­lhe  provimento em razão da insubsistência das alegações da recorrente.   (Assinado digitalmente).  Eduardo de Oliveira.                             Fl. 190DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA

score : 1.0
5812956 #
Numero do processo: 10073.901490/2012-13
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1802-000.614
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa - Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: José de Oliveira Ferraz Correa, Darci Mendes Carvalho Filho, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira e Ester Marques Lins de Sousa. Relatório
Nome do relator: NELSO KICHEL

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201502

turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 10073.901490/2012-13

anomes_publicacao_s : 201502

conteudo_id_s : 5426709

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 1802-000.614

nome_arquivo_s : Decisao_10073901490201213.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : NELSO KICHEL

nome_arquivo_pdf_s : 10073901490201213_5426709.pdf

secao_s : Primeira Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa - Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: José de Oliveira Ferraz Correa, Darci Mendes Carvalho Filho, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano. Ausentes, justificadamente, os conselheiros Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira e Ester Marques Lins de Sousa. Relatório

dt_sessao_tdt : Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015

id : 5812956

ano_sessao_s : 2015

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:03 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474730434560

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1379; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE02  Fl. 147          1 146  S1­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10073.901490/2012­13  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  1802­000.614  –  2ª Turma Especial  Data  03 de fevereiro de 2015  Assunto  Solicitação de diligência  Recorrente  IRMÃOS PORTO & CIA LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER  o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.     (documento assinado digitalmente)  José de Oliveira Ferraz Correa ­ Presidente.      (documento assinado digitalmente)  Nelso Kichel­ Relator.  Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: José de Oliveira Ferraz  Correa,  Darci  Mendes  Carvalho  Filho,  Nelso  Kichel,  Gustavo  Junqueira  Carneiro  Leão,  Henrique  Heiji  Erbano.  Ausentes,  justificadamente,  os  conselheiros  Luis  Roberto  Bueloni  Santos Ferreira e Ester Marques Lins de Sousa.       RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 00 73 .9 01 49 0/ 20 12 -1 3 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 148          2 Relatório    Cuidam  os  autos  do  Recurso  Voluntário  de  e­fls.  91/92  contra  decisão  da  4ª  Turma  da  DRJ/São  Paulo  I  (e­fls.82/87)  que  julgou  a  Manifestação  de  Inconformidade  improcedente, não reconhecendo o direito creditório pleiteado.  Quanto aos fatos, consta dos autos que:  ­  em 17/07/2010,  utilizando o  programa gerador PER/DCOMP,  a  contribuinte  transmitiu  pela  internet  a  declaração  de  compensação  retificadora  nº  14597.68574.190710.1.7.04.1501  (e­fls.  02/06),  (PER/DCOMP  Retificado:  03139.91933.301009.1.3.04­3875), informando:  ­ direito créditório utilizado na DCOMP: R$ 11.913,76 (valor original): que o  direito creditório pleiteado decorreu de pagamento indevido ou a maior do IRPJ do período de  apuração  30/09/2007,  código  de  receita  0220  (Lucro  Real  trimestral),  data  de  arrecadação  31/10/2007, valor original do recolhimento – DARF R$ 22.128,15;  ­ débitos compensados:   a) PIS/PASEP (código de receita 6912) – Período de apuração maio 2005, data  de vencimento 15/06/2005, assim discriminado:  ­ principal: R$ 2.662,55;  ­ multa: R$ 532,51;  ­ juros de mora: R$ 1.452,42  Total: R$ 4.647,48  b) Cofins  (Código de  receita 5856)  ­ Período de apuração maio/2005, data de  vencimento 15/06/2005 , assim discriminado:  ­ Principal R$ 5.659,00;  ­ multa: R$ 1.131,80;  ­ Juros R$ 3.086,98;  Total: R$ 9.877,78..  Em  03/07/2012,  houve  emissão  do  Despacho  Decisório  (eletrônico),  e­fl.  08,  pela  DRF/Volta  Redonda,  denegando  o  direito  creditório  pleiteado,  com  a  seguinte  fundamentação:  (...)    Fl. 148DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 149          3 3­FUNDAMENTACÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL   A  análise  do  direito  creditório  está  limitada  ao  “valor  do  crédito  original  na  data  da  transmissão”  informado  no  PER/DCOMP,  correspondendo a 11.914,69.  A  partir  das  características  do DARF discriminado no PER/DCOMP  acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo  relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do  contribuinte,  não  restando  crédito  disponivel  para  compensação  dos  débitos informados no PER/DCOMP.   (...)  Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação  declarada  (...).  Enquadramento  legal:  Arts.  165  e  170  da  Lei  nº  5.172,  de  25  de  outubro  de  1966  (CTN).Art.  74  da  Lei  9.430,  de  27  de  dezembro  de  1996.  (...)  Ciente dessa decisão em 20/07/2012 – Aviso de Recebimento – AR (e­fls 13 e.  79),  a  contribuinte  apresentou  Manifestação  de  Inconformidade  em  13/08/2012  (e­fl.  14),  juntando ainda documentos de e­fls. 15/77, cujas razões, em resumo, são as seguintes:  (...)  O  contribuinte  verificou  em  seus  registros  contábeis/fiscais  que  o  pagamento do DARF de fato foi plenamente indevido; todavia, após a  transmissão da PER/DCOMP, não procedeu a retificação da DCTF do  período onde o direito ao crédito se originou.  A ação tomada a seguir foi de retificar a DCTF do 2° semestre/2007,  excluindo o débito de IRPJ relativo ao mês de setembro/2007.  DO MÉRITO   A  partir da  retificação da DCTF,  a  leitura  fiscal  e  sistêmica  será  do  reconhecimento da RFB do recolhimento indevido e por conseguinte do  direito ao crédito.  (...)  A 4ª Turma da DRJ/São Paulo  I,  enfrentanto o mérito das questões  suscitadas  pela  contribuinte,  julgou  a  manifestação  de  inconformidade  improcedente,  mantendo  a  denegação  do  crédito  pleiteado  conforme Acórdão,  de  27/11/2013  (e­fls.82/87),  cuja  ementa  transcrevo a seguir, in verbis:   (...)      Fl. 149DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 150          4 ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  A  RENDA  DE  PESSOA  JURÍDICA  ­ IRPJ   Ano­calendário: 2007   DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO.  A  mera  alegação  da  existência  do  crédito,  desacompanhada  de  elementos  cabais  de  prova  quanto  aos  motivos  determinantes  das  alterações  nos  débitos  declarados  originalmente  por  intermédio  de  DCTF, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de  compensação.  DESPACHO  DECISÓRIO.  AUSÊNCIA  DE  SALDO  DISPONÍVEL.  MOTIVAÇÃO.  Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento  a  débito  do  próprio  interessado,  expressa  a  inexistência  de  direito  creditório disponível para fins de compensação.  Manifestação de Inconformidade Improcedente   Direito Creditório Não Reconhecido  (...)  Ciente  desse  decisum  em  09/12/2013  por  AR  (e­fl..  89),  a  contribuinte  apresentou Recurso Voluntário em 31/12/2013 (e­fls.91/92), juntando ainda documentos de e­ fls. 93/144, aduzindo em suas razões, in verbis:  (...)  5.  Ao  verificar,  portanto,  que  o  darf  com  os  dados  de:  período  de  apuração: 30/09/2007, código de receita 0220, valor total do DARF R$  22.128,15  e  data  de  arrecadação  31/10/2007,  objeto  do  o  crédito  pleiteado,  estava  vinculado  ao  um  débito  inexistente  na  DCTF  e,  entendendo  que  esse  era  tão  somente  o  motivo  pelo  qual  a  Receita  Federal  não  encontrava  subsídio  para  acatar  o  crédito,  pareceu  à  empresa que sua ação seria exclusivamente a de corrigir a DCTF do  2º semestre/2007, o que de fato ocorreu.   6.O manifesto de inconformidade foi enfático em expressar o motivo da  retificação da declaração. A inexistência do débito, (...) DCTF, poderia  ser  confrontada  com  a D1PJ,  tendo  em  vista  que  o  débito  declarado  inexistente se trata do IRPJ, cuja apuração é detalhada na DIPJ.  7.  Foram  apensados  ao  manifesto  o  recibo  e  cópia  da  declaração  retificadora para a melhor compreensão da ação tomada.  8.  Quanto  ao  fato  da  mesma  ter  sido  transmitida  após  o  despacho  decisório, esclarece o contribuinte que ação não poderia ser diferente,  pelo  fato  do  despacho  ter  alertado  o  contribuinte  para  a  incorreção  cometida.  9.  Entendendo  que  na  denegação  ao  manifesto  é  que  ficou  expresso  claramente  que  a  Receita  Federal  desejava  a  presença  de  outros  elementos ( Diário, etc ) que lhe dessem a certeza do direito ao crédito,  Fl. 150DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 151          5 o contribuinte entende que não cabe a aplicação da preclusão aludida  para a apresentação desses elementos.  10.  Tampouco  não  faria  sentido  o  direito  de  interpor  recurso  que  permita restaurar o direito ao crédito, se ao contribuinte não for dado  o direito de apresentar provas.  11.  Sendo  assim,  no  exercício  do  direito  de  interpor  recurso  e  mais  ainda  no  objetivo  de  demonstrar  que  faz  jus  ao  crédito  requerido,  anexa cópias autenticadas do livro Diário do ano de 2007 ( origem do  crédito  )  e  do  livro  Diário  de  2009,  extraído  do  SPED  contábil  (  compensação do crédito ). (...)  12.Para tornar mais clara a identificação dos lançamentos do crédito  no Diário de 2007, descreve abaixo as linhas relacionadas:  a) Diário 2007, Livro 16, folha 333 ­ Conta Banco Real S/A Ag. 0206  Miguel  Pereira  1.01.01.02.0003  5492  ­  Registro  de  pagamento  do  DARF no valor de R$ 22.128,15;   b)  Diário  2007,  Livro  16,  folha  334  ­  Conta  IRPJ  a  compensar  1.01.03.06.0003  320  ­  Valor  refeente  a  pagamento  de  IRPJ  do  3º  trimestre/2007 no valor de R$ 22.128,15   13. É oportuno mencionar, que o imposto excluído foi o IRPJ, e não a  CSLL, conforme mencionado no item 8.3 do Acórdão.  (...)  É o relatório.  Fl. 151DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 152          6 Voto  Conselheiro Nelso Kichel, Relator.  O  Recurso Voluntário,  por  ser  tempestivo  e  atender  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade, merece ser apreciado, conhecido. Logo, dele conheço.  Conforme  relatado, a  lide versa  acerca do crédito utilizado na DCOMP objeto  dos autos, e não reconhecido pela decisão a quo.  Ou  seja:  a  contribuinte  alega  que  o  crédito  pleiteado  de R$  11.913,76  (valor  original)  decorre  do  pagamento  indevido  do  IRPJ,  DARF  no  valor  de  R$  22.128,15,  PA  30/09/2007, código de receita 0220 (Lucro Real trimestral), data de arrecadação 31/10/2007.  A decisão a quo não reconheceu o crédito, pois:  a) o pagamento/recolhimento está vinculado integralmente ao débito do IRPJ do  referido PA confessado na respectiva DCTF, inexistindo crédito disponível para extinção, por  compensação, do débito informado/confessado na DCOMP;  b)  que  a  juntada  da  DCTF  retificadora,  por  ocasião  da  manifestação  de  inconformidade,  não  tem  o  condão  de,  por  si  só,  comprovar  o  crédito  pleiteado,  pois  a  transmissão da DCTF retificadora, excluindo o débito confessado na DCTF primitiva, deu­se  posteriormente à ciência do despacho decisório que, por primeiro, denegou o direito creditório  pleiteado;  c)  que  a  transmissão  da  DCTF  retiticadora  reduzindo  ou  excluíndo  débito  do  imposto,  após  ciência  do  despacho  decisório,  requer  a  comprovação  do  erro  de  fato  na  apuração/preenchimento  da DCTF  primitiva,  à  luz  da  escrituração  contábil/fiscal  (CTN,  art.  147, § 1º).  Nesta instância recursal, a  recorrente, então, busca a reforma da decisão a quo  que não reconheceu o crédito pleiteado, insistindo na alegação da ocorrência do erro de fato.  A  DCTF  retificadora,  que  retirou/anulou  o  débito  informado/confessado  na  DCTF primititiva, como já dito, é posterior à data de ciência do despacho decisório.  Vale  dizer,  a  DCTF  retificadora,  para  ser  aceita,  é  necessário  comprovar,  primeiro, o alegado erro de fato apuração do imposto/preenchimento da DCTF primitiva (CTN,  art. 147, § 1º).  A  divergência  de  apuração,  quanto  ao  valor  do  IRPJ  a  pagar  do  3º  trimestre/2007  entre  a  DCTF  primitiva  e  a DIPJ,  não  se  resolve  pela mera  apresentação  de  DCTF  retificadora.  Torna­se  necessário  a  contribuinte  comprovar  o  alegado  erro  de  fato  de  preenchimento  da  DCTF  primitiva,  mediante  apresentação/juntada  aos  autos  de  cópia  da  escrituração contábil/fiscal (livro Caixa, Razão, Diário, Lalur etc) do ano­calendário 2007.  Nesta  instância  recursal,  compulsando  os  autos,  observa  falhas  na  instrução  processual que não permitem ao julgador formar convicção acerca do mérito da lide, ou seja,  acerca do liquidez e certeza do crédito pleiteado.  Fl. 152DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 153          7 Senão vejamos:  a) não há nos autos cópia da DIPJ 2008, ano­calendário 2007, quanto à apuração  do IRPJ do 3º trimestre/2007 (Lucro Real trimestral);  b) não há nos autos cópia da DCTF primitiva, quanto ao débito do IRPJ do 3º  trimestre/2007;  c) não há nos  autos  cópia da escrituração contábil/fiscal  quanto  à  apuração da  base de cálculo do  imposto e do  imposto apurado quanto ao 3º  trimestre/2007 (livros Razão,  Diário, LALUR etc) que pudesse comprovar o alegado erro de fato na apuração do  imposto/  preenchimento  da  DCTF  primitiva  e  que  pudesse  justificar  a  apresentação  da  DCTF  retificadara de 30/12/2012 de e­fls. 17/50.  Nesta  instância  recursal,  a  recorrente  juntou  aos  autos,  apenas,  cópia  de  02  (duas) folhas do Livro Diário (e­fls. 113/114), ou seja:  a) Diário 2007, Livro 16, folha 333 ­ Conta Banco Real S/A Ag. 0206 Miguel  Pereira 1.01.01.02.0003 5492 ­ Registro de pagamento do DARF no valor de R$ 22.128,15;   b)  Diário  2007,  Livro  16,  folha  334  ­  Conta  IRPJ  a  compensar  1.01.03.06.0003 320 ­ Valor refeente a pagamento de IRPJ do 3º trimestre/2007 no valor de R$  22.128,15.  Como visto, há necessidade de saneamento do processo.  Para evitar prejuízo à ampla defesa e  ao contraditório e atento ao princípio da  verdade  material,  propugno  pela  realização  de  instrução  processual  complementar,  ou  seja,  baixar os autos do processo à unidade de origem da RFB, no caso DRF/Volta Redonda a fim de  que a fiscalização da RFB:  a)  intime  a  contribuinte  para,  à  luz  da  escrituração  contábil,  comprovar  o  alegado erro de fato no preenchimento da DCTF primitiva do PA objeto dos autos (eventual  divergência dos dados dessa DCTF primitiva e a DIPJ 2008, ano­calendário 2007), no sentido  de  justificar  a  DCTF  retificadora  apresentada,  transmitida  em  30/12/2012  (e­fls.  17/50)  e  o  pleito de restituição do alegado pagamento a maio ou indevido;  b)  intime a contribuinte a comprovar pagamentos/recolhimentos do  IRPJ do 3º  trimestre/2007, quanto ao débito confessado na DCTF primitiva;  c) junte cópia da DIPJ 2008, ano­calendário 2007;  d) junte cópia da DCTF primitiva do PA 3º trimestre/2007;  e) confirme os pagamentos/recolhimentos.  f)  elabore,  ao  final  do  procedimento  de  diligência,  relatório  circuntanciado,  pormenorizado,  dos  resultados  da  diligência  em  relação  ao  direito  creditório  pleiteado  nos  presentes  autos  (se  o  crédito  demandado  existe  ou  não,  e  se  está  ou  não  disponível  para  restituição);  Fl. 153DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL Processo nº 10073.901490/2012­13  Resolução nº  1802­000.614  S1­TE02  Fl. 154          8 g)  intime  a  contribuinte  do  relatório  de  diligência  (resultado  da  diligência),  abrindo prazo de 30 (trinta) dias a partir da ciência para manisfestação nos autos, caso queira.  Decorrido o prazo com ou sem manifestação da contribuinte, retornem os autos ao CARF para  julgamento da lide.  Por tudo que foi exposto, voto para CONVERTER o julgamento em diligência.    (documento assinado digitalmente)  Nelso Kichel    Fl. 154DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 12/02/2015 por JOS E DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por NELSO KICHEL

score : 1.0
5781072 #
Numero do processo: 16327.914295/2009-05
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 14 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3802-000.348
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado, Flávio Machado Vilhena Dias. OAB/MG 99.110. RELATÓRIO
Nome do relator: Não se aplica

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201411

turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Jan 14 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 16327.914295/2009-05

anomes_publicacao_s : 201501

conteudo_id_s : 5415724

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 14 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3802-000.348

nome_arquivo_s : Decisao_16327914295200905.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : Não se aplica

nome_arquivo_pdf_s : 16327914295200905_5415724.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado, Flávio Machado Vilhena Dias. OAB/MG 99.110. RELATÓRIO

dt_sessao_tdt : Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014

id : 5781072

ano_sessao_s : 2014

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:49 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474781814784

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE02  Fl. 226          1 225  S3­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  16327.914295/2009­05  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  3802­000.348  –  2ª Turma Especial  Data  12 de novembro de 2014  Assunto  SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA  Recorrente  ECONOMUS INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL  Recorrida  FAZENDA NACIONAL      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.    Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o  julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.    MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM ­ Presidente e Relator.  Participaram da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros: Mércia Helena Trajano  D’Amorim,  Francisco  José  Barroso  Rios,  Solon  Sehn,  Waldir  Navarro  Bezerra,  Bruno  Maurício  Macedo  Curi  e  Cláudio  Augusto  Gonçalves  Pereira.  Fez  sustentação  oral  pela  recorrente o advogado, Flávio Machado Vilhena Dias. OAB/MG 99.110.    RELATÓRIO    O  interessado  acima  identificado  recorre  a  este  Conselho,  de  decisão  proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP.  Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão  recorrida, que transcrevo, a seguir:     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .9 14 29 5/ 20 09 -0 5 Fl. 226DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.914295/2009­05  Resolução nº  3802­000.348  S3­TE02  Fl. 227          2 A interessada entregou via Internet a Declaração de Compensação de fls. 69  a  73  (PER/DCOMP nº23851.84435.060807.1.3.04­0159,  na  qual  declara  a  compensação  de  pretenso  crédito  de  pagamento  indevido  ou  a  maior  da  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social  –  COFINS  (código  de  receita  7987)  relativo  ao  período  de  apuração  ocorrido  em  outubro de 2004 (30/10/2004).  Pelo Despacho Decisório de fls. 37 e 78, a contribuinte foi cientificada, em  19/10/2009  (fl.  74),  de  que  “A  partir  das  características  do  DARF  discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou  mais  pagamentos,  abaixo  relacionados,  mas  integralmente  utilizados  para  quitação  de  débitos  do  contribuinte,  não  restando  crédito  disponível  para  compensação  dos  débitos  Informados  no  PER/DCOMP”.  Sendo  que  a  utilização do crédito se encontrava assim discriminada:  Número do  Pagamento  Valor Original  Total  Processo (PR)/PERDCOMP (PD)/Débitos  (DB)  Valor Original  Utilizado  4756831698  149.864,39  Db: cód 7987 PA 30/10/2004  149.864,39               Valor Total  149.864,39  Em razão do acima descrito, não foi homologada a compensação declarada,  tendo  sido  a  interessada  intimada  a  recolher  o  débito  indevidamente  compensado (principal: R$47.383,35).  Irresignada,  a  contribuinte  apresentou  em  18/11/2009  a Manifestação  de  Inconformidade de fls. 02/07. Na peça de defesa, a contribuinte argumenta  que  ­  a Manifestante  é  Entidade Fechada  de Previdência Complementar  e  tem como objetivo instituir e administrar plano de previdência complementar  e,  por  conseguinte,  pagar  aposentadorias  complementares  às  pagas  pela  Previdência Social;  ­  tendo  apurado  crédito  decorrente  de  pagamento  a  maior  de  tributos  federais, apresentou, como lhe é  facultado pela legislação  de  regência,  a Declaração  de Compensação de Tributos Federais  n° 23851.84435.060807.1.3.04­0159;  ­ Nesta PER/DCOMP foi utilizado um crédito do código 7987 com  período de apuração 31/08/2004, relativo à guia no montante total  de R$ 149.864,39, com crédito histórico de R$ 33.600,45;  ­  A  Manifestante  apurou  nesta  competência  o  montante  de  R$  167.006,40  que,  quando  confrontado  com  o  valor  recolhido  na  competência  R$  200.606,85  pode­se  identificar  como  crédito  exatamente  o  valor  utilizado  na  PER/DCOMP  conforme  demonstrado à fl. 04;  ­ a Manifestante cometeu um equívoco formal, pois não demonstrou  a existência do crédito no preenchimento da DCTF, sendo, contudo,  o crédito, legítimo;  Fl. 227DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.914295/2009­05  Resolução nº  3802­000.348  S3­TE02  Fl. 228          3 ­ o mero erro material na declaração não invalida a compensação  efetuada, visto que o crédito tem origem licita, devendo ser julgada  procedente  ­  a  Compensação  efetuada  pela  Manifestante,  com  a  conseqüente extinção do débito tributário ora imputado;  ­  Uma  vez  demonstrada  a  origem  dos  pagamentos  realizados  a  maior  que  a  Manifestante  pretendeu  compensar,  como  restou  comprovado  acima,  é  claro  o  seu  direito  à  restituição  destas  quantias,  sob  pena  de  afronta  ao  princípio  da  moralidade  administrativa,  tendo  em  vista  que  sua  negativa  configura  enriquecimento  ilícito  por  parte  do  Estado  ­  os  equívocos  nas  declarações do contribuinte não criam tributos, não podendo, uma  vez  comprovado  o  erro  de  fato,  gerar  obrigação  tributária,  reportando­se  a  ensinamentos  de  Ives Gandra  da  Silva Martins  e  Hugo de Brito Machado;  ­  A  quantia  recolhida  a  título  de  tributo  a  maior,  que  não.  era  devida, nem sequer pode ser considerada como receita do Estado,  sob  pena  de  afronta  ao  princípio  da  legalidade  e  da  moralidade  administrativa;  ­ Como mero ingresso de caixa e não verdadeira receita, não pode  esta  quantia  a  que  se  pretende  compensar  ser  integrada  ao  patrimônio do Poder Público, o que implica no dever do Estado de  restituir o indébito tributário ao seu legítimo proprietário;  ­  Tão  logo  apurado  o  recolhimento  indevido,  esta  parcela  foi  compensada com outros tributos devidos, nos moldes da legislação  federal, de maneira que não há razões a se negar tal compensação;  ­  vale  ressaltar  que  se  a  confissão  do  contribuinte  não  estiver  de  acordo com a lei e com a realidade fática, nenhum valor terá para o  juízo tributário. O tributo ou é devido, ou não é, se incidência não  houve. Assim, se aquele que confessou o  fez em virtude de erro, a  confissão  pode  ser  revogada,  conforme  determina  o  Código  de  Processo Civil em seu artigo 352;  ­  Considerando  que  o  valor  confessado  pela  Manifestante  não  corresponde  às  hipóteses  de  incidência  tributária,  à  confissão  de  dívida  e  conseqüente  pagamento  são  absolutamente  irrelevantes,  não gerando qualquer obrigação  tributária,  prevalecendo os  fatos  verdadeiros sobre o confessado;  ­ Demonstrado que o  fato confessado não correspondia à hipótese  de  incidência  tributária,  este não era  capaz de gerar a obrigação  tributária tornando a confissão de dívida absolutamente irrelevante,  o que possibilita,deste modo, a compensação pretendida.  O pleito  foi  indeferido, no  julgamento de primeira  instância, nos  termos do  acórdão  DRJ/SP  1  no  16­49.268,  de  08/08/2013,  proferida  pelos  membros  da  8ª  Turma  da  Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I/SP, cuja ementa dispõe, verbis:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE  SOCIAL­COFINS  Data do fato gerador: 12/11/2004  Fl. 228DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.914295/2009­05  Resolução nº  3802­000.348  S3­TE02  Fl. 229          4 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.  Não  se  reconhece  o  direito  creditório  quando  o  contribuinte  não  logra  comprovar com documentos hábeis e idôneos que houve pagamento indevido  ou a maior.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido.  O  julgamento  foi  no  sentido  de  indeferir  a manifestação  de  inconformidade  e  não homologar a compensação, por falta de certeza e liquidez.   Ainda  insatisfeito,  o  contribuinte  protocolizou  o  Recurso  Voluntário,  tempestivamente, no qual, basicamente,  reproduz as razões de defesa constantes em sua peça  impugnatória.  Requer  a  reforma  da  decisão  recorrida,  com  objetivo  de  homologar  as  compensações pleiteadas.   Argumenta  que  é  de  se  notar  que  os  valores  declarados  não  existiam  de  fato,  uma vez que a recorrente incorreu em erro material ao preencher suas DCTF, pois incluiu na  base de cálculo valores que não deveriam ser inseridos, de receitas na base de cálculo do PIS e  da COFINS, cometendo apenas um equívoco formal, apesar de não ter efetuado a retificação  das DCTF.  O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira.  É o Relatório.    VOTO   Conselheiro MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM   O presente  recurso é  tempestivo e atende aos  requisitos de admissibilidade,  razão por que dele tomo conhecimento.   Pois  bem,  como  é  cediço,  a  entrega  de  DCTF,  sem  qualquer  tipo  de  comprovação  que  demonstre  a  divergência  na  apuração  do  débito,  não  é  suficiente  para  comprovar o indébito indicado.  No entanto, ciente disso e visando comprovar os fatos alegados e primando pelo  princípio  da  verdade  material,  a  Recorrente  em  fase  de  Manifestação  de  Inconformidade,  apresentou uma planilha para demonstração da base real apurada para os cálculos do COFINS  e cópia do Balancete Analítico Consolidado,  referente ao período de apuração de outubro de  2004.  Agora,  no  texto  do  seu  Recurso  Voluntário,  repisa  um  Demonstrativo,  visando  demonstrar para a Administração Tributária a “base real” do COFINS apurada pelo Recorrente  no referido mês, versando que tais documentos são satisfatórios para a comprovação do direito  do crédito alegado nos autos,  ressaltando que declarou e  recolheu valor  a maior de COFINS  para esta competência.  Fl. 229DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 16327.914295/2009­05  Resolução nº  3802­000.348  S3­TE02  Fl. 230          5 Neste  passo,  não  resta  dúvida  de  que  a  adoção  do  princípio  da  verdade  material  no  processo  administrativo  fiscal  consiste  numa  providência  que  resulta  na melhor  aplicação do direito e da justiça e por isso deve sempre ser perseguida.   Considerando que o Recorrente argumenta que o fato que gerou o despacho  denegatório foi o erro de preenchimento na DCTF, em que constou valor maior que o apurado  e que não apresentou DCTF retificadora, pois de acordo com a legislação, após a expedição de  despacho decisório, a lei proíbe o contribuinte de retificar a declaração.  Com  base  nessas  considerações  e  o  contido  no  recurso  voluntário  da  recorrente  bem  como  devido  às  particularidades  do  caso  concreto  e  antes  do  julgamento  do  mérito, com fundamento no art. 29 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), voto  pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, devendo os autos  retornarem à  DRF do domicílio tributário da recorrente, para proceder parecer sobre:  a)  diligenciar,  com  base  nos  dados  registrados  nos  documentos  contábeis  apresentados (Balancete Analítico Consolidado, referente ao período de apuração do COFINS  de  outubro  de  2004,  e  pronunciar­se  sobre  a  veracidade  dos  cálculos  elaborados  no  demonstrativo  do  COFINS  (recurso  voluntário),  visto  que  os  mesmos  foram  trazidos  extemporaneamente pelo contribuinte e, portanto, não  foram analisados pelo Fisco,  com  isso  emitindo  informação  sobre  a  comprovação  do  direito  creditório  alegado  e  bem  como  seu  respectivo valor,   e  b)  em  seguida,  seja  cientificada  a  recorrente,  para,  querendo,  dentro  do  prazo fixado, manifeste­se sobre as conclusões exaradas no citado parecer. Após, retornem­se  os autos a esta 2ª Turma Especial/3ª Seção, para prosseguimento do julgamento.     (assinado digitalmente)    MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM ­ Relator    Fl. 230DF CARF MF Impresso em 14/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 4/01/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM

score : 1.0
5790880 #
Numero do processo: 10380.729809/2012-95
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/09/2007 a 31/08/2008 APRESENTAÇÃO GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. RELEVAÇÃO OU ATENUAÇÃO DA MULTA. Não se pode relevar ou atenuar falta que não foi corrigida dentro do prazo legal. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Despiciendo o requerimento de perícia sem quesitos, motivação e que não atende os requisitos legais. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-003.953
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201501

ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/09/2007 a 31/08/2008 APRESENTAÇÃO GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. RELEVAÇÃO OU ATENUAÇÃO DA MULTA. Não se pode relevar ou atenuar falta que não foi corrigida dentro do prazo legal. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Despiciendo o requerimento de perícia sem quesitos, motivação e que não atende os requisitos legais. Recurso Voluntário Negado.

turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção

dt_publicacao_tdt : Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 10380.729809/2012-95

anomes_publicacao_s : 201501

conteudo_id_s : 5419687

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 2803-003.953

nome_arquivo_s : Decisao_10380729809201295.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA

nome_arquivo_pdf_s : 10380729809201295_5419687.pdf

secao_s : Segunda Seção de Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira.

dt_sessao_tdt : Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015

id : 5790880

ano_sessao_s : 2015

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:03 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474787057664

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1619; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­TE03  Fl. 323          1  322  S2­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10380.729809/2012­95  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2803­003.953  –  3ª Turma Especial   Sessão de  20 de janeiro de 2015  Matéria  AUTO DE INFRAÇÃO: GFIP. FATOS GERADORES.  Recorrente  CONCRETOPOLIS CONCRETO PREMOLDADO INDUSTRIAL DO  NORDESTE LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Período de apuração: 01/09/2007 a 31/08/2008  APRESENTAÇÃO  GFIP.  DADOS  NÃO  CORRESPONDENTES  AOS  FATOS GERADORES. INFRAÇÃO.  Constitui  infração  à  legislação  previdenciária  a  apresentação  de GFIP  com  dados  não  correspondentes  aos  fatos  geradores  de  todas  as  contribuições  previdenciárias.  RELEVAÇÃO OU ATENUAÇÃO DA MULTA.  Não  se pode  relevar ou  atenuar  falta que não  foi  corrigida dentro do prazo  legal.  PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO.  Despiciendo  o  requerimento  de  perícia  sem  quesitos,  motivação  e  que  não  atende os requisitos legais.  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.       (Assinado digitalmente)  Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 0. 72 98 09 /2 01 2- 95 Fl. 324DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA     2  Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de  Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira.  Fl. 325DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.729809/2012­95  Acórdão n.º 2803­003.953  S2­TE03  Fl. 324          3  Relatório  DO LANÇAMENTO  Trata­se de  infringência ao art. 32,  IV, da Lei 8.212, de 1991, acrescentado  pela Lei 9.528, de 1997 e redação da Medida Provisória ­ MP 449, de 2008, convertida na Lei  11.941,  de  2009,  por  ter  o  contribuinte  acima  mencionado  apresentado  as  Guias  de  Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social  – GFIP, com informações incorretas, período de 09/2007 a 08/2008, conforme descrito às fls.5  e no Relatório Fiscal às fls. 06/10.  Em decorrência  da  infração  foi  aplicada  a  penalidade  nos  termos  do  artigo  32­A, “caput”, inciso I e parágrafos 2º e 3º, da Lei 8.212, de 1991, acrescentados pela MP 449,  de 2008, convertida na Lei 11.941, de 2009.  O contribuinte foi cientificado da autuação fiscal, apresentando impugnação.  DO RECURSO  O órgão de primeira instância administrativa (6ª Turma da DRJ/BHE) julgou  procedente a autuação fiscal.  O contribuinte foi cientificado da decisão,  inconformado apresentou recurso  voluntário, alegando em síntese:  ­ houve cerceamento ao direito de defesa, pois ocorreram várias autuações e  apenas  30  (trinta) dias para defesas. O  contribuinte  tem direito  à defesa  e  contraditório,  nos  termos da Carta Magna;  ­ tem direito a compensação independentemente da contratante ter recolhido  a retenção efetuada e só está obrigada a manter documentação dentro do prazo abarcado pela  prescrição;  ­  não  foi  considerado  o  pedido  de  relevação  da  multa,apesar  de  implementadas as condições do art. 291, § 1o do Decreto 3.048/99;  ­ requer a insubsistência da autuação por falta de fundamentação legal e que  outra seja produzida ao amparo da lei;  ­  requer  a  produção  de  prova,  inclusive  perícia,  no  sentido  de  aferir  se  os  cálculos estão corretos   É o relatório.  Fl. 326DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA     4  Voto             Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator  O recurso voluntário é tempestivo, preenche os requisitos de admissibilidade,  razão pela qual será analisado.  Consta do relatório fiscal da infração (fls. 6/10) que o contribuinte deixou de  apresentar GFIP com informações incorretas/inexatas (Código Fundamentação Legal 78 – Lei  8.212/91, art.32, inciso IV e parágrafo 3° da Lei 8.212/91 acrescentado pela Lei 9.528/97 com  redação  dada  pela  Medida  Provisória  449  de  03/12/2008,  convertida  na  Lei  11.941,  de  27/05/2009).  Ficou constatado pela fiscalização (fls. 6/10) que:  ­  o  contribuinte  informou  em  GFIP  nas  competências  09/2007,  10/2007,  11/2007,  12/2007  (13  salário),  01/2008,  03/2008,  04/2008,  05/2008,  06/2008,  07/2008  e  08/2008 valores relativos a compensação, tendo em vista supostos recolhimentos indevidos de  contribuições  sociais  já  realizados  anteriormente,  deixando  de  recolher  o  total  das  contribuições sociais devidas nas referidas competências;   ­ o contribuinte não apresentou os esclarecimentos e documentos necessários  referentes aos valores compensados informados em GFIP, mesmo intimado formalmente;  ­ da analise da situação fiscal da empresa nos últimos cinco anos anteriores  ao  período  fiscalizado  (07/2002  a  08/2007),  ficou  constatado  que  não  haviam  créditos  (recolhimentos a maior) para justificar a compensação realizada durante o período fiscalizado  (09/2007 a 12/2008). Anexa demonstrativo das diferenças apuradas;  ­ analisou todos documentos apresentados pelo contribuinte, realizou analise  da situação fiscal da empresa e constatou que as compensações efetuadas pelo contribuinte não  foram  realizadas  conforme  o  previsto  na  legislação  vigente,  sendo  consideradas  indevidas  e  objeto de glosa na ação fiscal;  ­ como não havia contribuições passível de compensação,  restou constatado  erros  no  preenchimento  das  GFIP’s,  especificamente  nos  seguintes  campos:  VALOR  SOLICITADO”,  “VALOR  COMPENSADO”,  “VALOR  A  COMPENSAR”  e  “VALOR  EXCEDENTE AO LIMITE DE 30%”;  ­  tais  informações  declaradas  em  GFIP  não  se  ajustam  ao  previsto  nos  manuais da GFIP: MANUAL DA GFIP PARA USUÁRIOS DO SEFIP 7, Aprovado pela  IN  INSS/DC n° 107, de 22/04/2004, com as alterações da IN MPS/SRP n° 01, de 25/11/2004, e  MANUAL  DA  GFIP/SEFIP  PARA  USUÁRIOS  DO  SEFIP  8,  aprovado  pela  Instrução  Normativa MPS/SRP 09/2005;  ­  respeitando  a  retroatividade  benigna,  o  valor  da  multa  foi  aplicado  de  acordo com a legislação atual (Lei 8.212/91, art.32, IV e art.32­A, caput, inciso I e parágrafos,  alterados pela Medida Provisória 449 de 04/12/2008, convertida na Lei 11.941, de 27.05.2009,  respeitado o disposto no art. 106, inciso II, alínea "c", da Lei n. 5.172, de 25.10.1966 ­ CTN);  Fl. 327DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10380.729809/2012­95  Acórdão n.º 2803­003.953  S2­TE03  Fl. 325          5  ­ a fiscalização foi atendida pelo Sr. Pierpaolo Vacis (Gerente/Procurador da  Empresa)  e  pela  Sra.  Patrícia  Souta  (Setor  Contábil),  a  quem  foram  prestados  todos  os  esclarecimentos necessários.  Como  se  pode  notar  dos  autos  a  autuação  fiscal  se  encontra  revestida  das  formalidades legais do art. 142 e § único, e artigos 97 e 115, todos do CTN, com a descrição da  infração e dispositivo  legal  infringido, o valor da multa  aplicada  e  sua  fundamentação  legal,  período  apurado,  relatório  fiscal  da  infração  e  da  aplicação  da  multa,  Instrução  para  o  Contribuinte – IPC, e demais informações constantes das folhas 1 a 241, bem como, lavrado de  acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o artigo  33 da Lei 8.212/91.  Destarte,  não  houve cerceamento  ao  direito  de  defesa. O prazo  legal  de  30  (trinta) dias para apresentação de defesa e recurso foi respeitado. Todos os atos da fiscalização  foram cientificados ao contribuinte que teve oportunidade de se manifestar. O direito à defesa e  contraditório foram garantidos ao contribuinte.  No mesmo  sentido,  não  há  que  se  falar  em  insubsistência  da  autuação  por  falta de fundamentação legal ou em produção de outra autuação ao amparo da lei. A autuação  fiscal está devidamente constituída, fundamentada e demonstrada.  Como relatado pela fiscalização, o contribuinte não demonstrou seu direito à  compensação.  Alega  compensação  de  retenção  efetuada,  todavia,  não  demonstra  de  forma  específica  nos  autos.  A  autuação  fiscal  não  compreende  período  decadente,  na  forma  dos  artigos 150, § 4º e 173, inciso da Lei 5.172/66 (CTN).  Quanto à relevação da penalidade imposta pela  infração fiscal em comento,  previstas  no  art.  291  do  Decreto  3.048/99,  atualmente  revogado,  tem­se  que  a  multa  será  relevada  se  o  infrator  corrigir  a  falta  dentro  do  prazo  de  impugnação  (primeira  instância  administrativa),  não  se  aplicando  nos  casos  de multa  decorrente  de  falta  ou  insuficiência  de  recolhimento tempestivo de contribuições previdenciárias. São os termos do artigo:  Art.291.Constitui  circunstância  atenuante  da  penalidade  aplicada  ter  o  infrator  corrigido  a  falta  até  o  termo  final  do  prazo para  impugnação.  (Redação dada pelo Decreto nº 6.032,  de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009)  §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir  a  falta,  dentro  do  prazo  de  impugnação,  ainda  que  não  contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não  tenha  ocorrido  nenhuma  circunstância  agravante.  (Redação  dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº  6.727, de 2009)   §2º  O  disposto  no  parágrafo  anterior  não  se  aplica  à  multa  prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta  ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou  outras  importâncias  devidas  nos  termos  deste  Regulamento.  (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009)  §3oDa  decisão  que  atenuar  ou  relevar  multa  cabe  recurso  de  ofício, de acordo com o disposto no art. 366. (Redação dada pelo  Fl. 328DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA     6  Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de  2009)  Com se vê, ainda que estivesse em vigor, não poderia ser aplicada relevação  nem atenuação no caso em concreto, pois o contribuinte não apresentou a correção da falta da  infração  após  o  prazo  para  impugnação.  Assim,  não  há  respaldo  legal  para  a  relevação  ou  atenuação da multa atualmente nem durante a vigência do art. 291 do Decreto 3.048/99.  Aguardada  até  o  momento  da  decisão  o  contribuinte  não  acrescentou  produção de prova aos autos.   Despiciendo  o  requerimento  de  perícia  sem  quesitos,  motivação  e  que  não  atende os  requisitos previstos no artigo 16,  inciso IV, c/c §1°, do Decreto 70.235/72. Não há  necessidade de aferição de cálculos quando estão demonstrados nos autos e  sem contestação  específica do contribuinte.  CONCLUSÃO  Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário.  (Assinado digitalmente)  Helton Carlos Praia de Lima                              Fl. 329DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA

score : 1.0
5812754 #
Numero do processo: 13767.000428/2009-89
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 16/11/2009 INEXISTÊNCIA DE RECURSO VOLUNTÁRIO. RECURSO NÃO CONHECIDO. A simples apresentação de novo laudo médico não caracteriza formalização de recurso voluntário. Realidade em que a interessada não formalizou o correspondente recurso voluntário, uma vez que, depois de cientificada da decisão da DRJ, apenas acostou aos autos novo laudo médico, cuja competência para análise não é do CARF, mas sim da correspondente unidade jurisdicionante. Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3802-003.982
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios - Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201412

ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 16/11/2009 INEXISTÊNCIA DE RECURSO VOLUNTÁRIO. RECURSO NÃO CONHECIDO. A simples apresentação de novo laudo médico não caracteriza formalização de recurso voluntário. Realidade em que a interessada não formalizou o correspondente recurso voluntário, uma vez que, depois de cientificada da decisão da DRJ, apenas acostou aos autos novo laudo médico, cuja competência para análise não é do CARF, mas sim da correspondente unidade jurisdicionante. Recurso não conhecido.

turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 13767.000428/2009-89

anomes_publicacao_s : 201502

conteudo_id_s : 5425710

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3802-003.982

nome_arquivo_s : Decisao_13767000428200989.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS

nome_arquivo_pdf_s : 13767000428200989_5425710.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios - Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.

dt_sessao_tdt : Thu Dec 11 00:00:00 UTC 2014

id : 5812754

ano_sessao_s : 2014

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:54 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474791251968

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1889; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­TE02  Fl. 61          1 60  S3­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13767.000428/2009­89  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3802­003.982  –  2ª Turma Especial   Sessão de  11 de dezembro de 2014  Matéria  Isenção de IPI ­ Deficiente Físico  Recorrente  Ingrid Ribeiro Candeia  Recorrida  Fazenda Nacional    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Data do fato gerador: 16/11/2009  INEXISTÊNCIA  DE  RECURSO  VOLUNTÁRIO.  RECURSO  NÃO  CONHECIDO.  A simples apresentação de novo  laudo médico não caracteriza  formalização  de recurso voluntário.  Realidade  em  que  a  interessada  não  formalizou  o  correspondente  recurso  voluntário,  uma vez  que,  depois  de  cientificada  da decisão  da DRJ,  apenas  acostou aos autos novo laudo médico, cuja competência para análise não é do  CARF, mas sim da correspondente unidade jurisdicionante.  Recurso não conhecido.       Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  não  conhecer do recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.  (assinado digitalmente)  Mércia Helena Trajano Damorim ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Francisco José Barroso Rios ­ Relator.  Participaram  da  presente  sessão  de  julgamento  os  conselheiros  Bruno  Maurício  Macedo  Curi,  Cláudio  Augusto  Gonçalves  Pereira,  Francisco  José  Barroso  Rios,  Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 76 7. 00 04 28 /2 00 9- 89 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 27/ 01/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM     2 Relatório  Trata­se de recurso voluntário interposto contra decisão da 3ª Turma da DRJ  Juiz  de  Fora  (fls.  51/53),  a  qual,  por  unanimidade  de  votos,  indeferiu  a  solicitação  da  interessada em acórdão assim ementado:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  PRODUTOS  INDUSTRIALIZADOS ­ IPI   Data do fato gerador: 16/11/2009   ISENÇÃO. IPI. DEFICIENTE VISUAL   A isenção de que trata a Lei n° 8.989/95 e alterações posteriores  deve  observar,  no  que  diz  respeito  à  deficiência  visual,  os  parâmetros determinados no § 2° do art. 1º da citada lei. É de se  indeferir o pedido quando o  laudo médico não se mostra eficaz  para  demonstrar  o  enquadramento  da  acuidade  visual  nos  limites estabelecidos pelo texto legal.   Manifestação de Inconformidade Improcedente  Cientificada  da  referida  decisão  em  02/07/2010  (conf.  AR  de  fls.  55),  a  autorizada,  exclusivamente,  acostou  aos  autos  novo  laudo médico,  acompanhado  de  anexos  (fls. 56/58).  Às fls. 60 consta despacho da unidade de origem encaminhando o processo  para este CARF.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Francisco José Barroso Rios  Conforme relatado, vê­se que o processo em epígrafe diz respeito a pedido de  isenção  de  IPI  ­  Deficiente  físico  onde  a  manifestação  de  inconformidade  formalizada  pela  interessada contra o  indeferimento do pleito  foi  julgada  improcedente pela DRJ Juiz de Fora  (fls. 51/54).  Ocorre  que  a  interessada  não  formalizou  o  correspondente  recurso  voluntário, uma vez que, depois de cientificada da decisão da DRJ, apenas acostou aos autos  novo  laudo  médico.  Na  sequência,  o  processo  foi  encaminhado  para  este  CARF  em  15/07/2010, "para análise e manifestação", nos termos do despacho de fls. 60.   Evidentemente,  a  realidade  acima  apresentada  demonstra  que  não  houve  formalização  de  recurso  voluntário,  isso  mesmo  tendo­se  em  alta  conta  o  princípio  da  informalidade processual. Ademais,  ao pleito  foi agregado novo  instrumento probante  cuja  competência  para  análise  não  é  deste  Conselho,  mas  sim  da  unidade  jurisdicionante  da  interessada, ou seja, a DRF Vitória.  Logo,  a medida que  se  impõe é  a devolução dos  autos para  a DRF Vitória  para que esta, assim, adote as providências de sua alçada relativas ao exame do caso.  Fl. 63DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 27/ 01/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 13767.000428/2009­89  Acórdão n.º 3802­003.982  S3­TE02  Fl. 62          3 Por  todo  o  exposto,  voto  para  não  conhecer  de  recurso  voluntário  formalizado pela suplicante.  Sala de sessões, em 11 de dezembro de 2014.  (assinado digitalmente)  Francisco José Barroso Rios – Relator                                Fl. 64DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/01/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 27/ 01/2015 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 10/02/2015 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM

score : 1.0
5797608 #
Numero do processo: 19647.019092/2008-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 30/04/2005 DECADÊNCIA. TRIBUTO LANÇADO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO. A compensação declarada à SRF, assim corno o pagamento antecipado do tributo, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial de cinco anos, para lançamento de oficio, contado da data da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN. MULTA ISOLADA A multa de que trata o art. 18 da Lei 10.833, de 2003, é a multa de oficio prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96. A expressão "multa isolada" não significa que se trate de multa diversa da multa de oficio, mas sim, que a multa de oficio é aplicada isoladamente, ou seja, desacompanhada do principal sobre o qual incidiu. MULTA DE OFÍCIO E MULTA DE MORA.- CUMULAÇÃO A multa de oficio absorve a de mora, não sendo admissível a cumulação. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-001.953
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Walber José da Silva, que negava provimento. O conselheiro José Antonio Francisco apresentará declaração de voto. A Conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente. (assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO – Relator. EDITADO EM: 27/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201301

camara_s : Terceira Câmara

ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 30/04/2005 DECADÊNCIA. TRIBUTO LANÇADO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO. A compensação declarada à SRF, assim corno o pagamento antecipado do tributo, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, o prazo decadencial de cinco anos, para lançamento de oficio, contado da data da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN. MULTA ISOLADA A multa de que trata o art. 18 da Lei 10.833, de 2003, é a multa de oficio prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96. A expressão "multa isolada" não significa que se trate de multa diversa da multa de oficio, mas sim, que a multa de oficio é aplicada isoladamente, ou seja, desacompanhada do principal sobre o qual incidiu. MULTA DE OFÍCIO E MULTA DE MORA.- CUMULAÇÃO A multa de oficio absorve a de mora, não sendo admissível a cumulação. Recurso Voluntário Provido.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 19647.019092/2008-90

anomes_publicacao_s : 201501

conteudo_id_s : 5421970

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3302-001.953

nome_arquivo_s : Decisao_19647019092200890.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : GILENO GURJAO BARRETO

nome_arquivo_pdf_s : 19647019092200890_5421970.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Walber José da Silva, que negava provimento. O conselheiro José Antonio Francisco apresentará declaração de voto. A Conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente. (assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO – Relator. EDITADO EM: 27/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.

dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013

id : 5797608

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:22 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474804883456

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2199; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C3T2  Fl. 2          1 1  S3­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19647.019092/2008­90  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3302­001.953  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  31 de janeiro de 2013  Matéria  NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Recorrente  DEFENOR ­ DEFENSIVOS DO NORDESTE LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do fato gerador: 30/04/2005  DECADÊNCIA.  TRIBUTO  LANÇADO  POR  HOMOLOGAÇÃO.  CONTAGEM DO PRAZO.  A  compensação  declarada  à  SRF,  assim  corno  o  pagamento  antecipado  do  tributo, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior  homologação.  Tratando­se  de  tributo  sujeito  ao  lançamento  por  homologação, o prazo decadencial de cinco anos, para lançamento de oficio,  contado da data da ocorrência do fato gerador, nos termos do § 4º do art. 150  do CTN.  MULTA ISOLADA A multa de que trata o art. 18 da Lei 10.833, de 2003, é  a multa de oficio prevista no art. 44 da Lei n° 9.430/96. A expressão "multa  isolada" não significa que se  trate de multa diversa da multa de oficio, mas  sim, que a multa de oficio é aplicada isoladamente, ou seja, desacompanhada  do principal sobre o qual incidiu.  MULTA DE OFÍCIO E MULTA DE MORA.­ CUMULAÇÃO  A multa de oficio absorve a de mora, não sendo admissível a cumulação.  Recurso Voluntário Provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  maioria  de  votos,  em  dar  provimento  ao  recurso  voluntário,  nos  termos  do  voto  do  Relator.  Vencido  o  Conselheiro  Walber  José  da  Silva,  que  negava  provimento.  O  conselheiro  José  Antonio  Francisco  apresentará declaração de voto. A Conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanhou  o relator pelas conclusões.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 01 90 92 /2 00 8- 90 Fl. 306DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 3          2 (assinado digitalmente)  WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente.     (assinado digitalmente)  GILENO GURJÃO BARRETO – Relator.     EDITADO EM: 27/12/2014  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva,  José  Antonio  Francisco,  Fabiola  Cassiano  Keramidas,  Maria  da  Conceição  Arnaldo  Jacó,  Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.    Relatório    Adota­se o relatório da decisão recorrida, por bem refletir a contenda.  1. Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de  fls.  04/07,  em  05/11/2008,  relativamente  a  Multa  Regulamentar,  no  valor  de  R$  147.743,34.  2. De acordo com as informações contidas no Termo de Descrição dos Fatos e  Enquadramento Legal de  fls.04/05,  foi apurada a  seguinte  infração praticadas pela  pessoa jurídica autuada, assim descrita, em resumo:  Multa  isolada  ­  Compensação  indevida  efetuada  em  declaração Prestada pelo sujeito passivo  O sujeito passivo efetuou compensações, conforme consta  nos  Per/Dcomp  números  38749.33147.160405.1.3.01­ 6626 e 40837.53707.060905.1.3.01­8625, anexos às fls. 11  a  22.  Estas  compensações  foram  consideradas  não­ formuladas conforme Despacho Decisório de fl.25, datado  de  02/04/2007,  com  ciência  contribuinte  em  24/04/2007,  conforme  consta  no  Processo  19647.002698/2007­13,  através  de  "AR",  pelo  fato  de  essas  compensações  terem  sido  com  créditos  decorrentes  de  ação  judicial  não  transitada em julgado, portanto, em desacordo com o art.  170 da Lei nº 5.172, de 1966.  Desta forma,  foi  lançada no presente Auto de infração, a  multa  isolada  prevista  no  art.  18  da  Lei  n°  10.833,  de  2003, com as alterações introduzidas pela Lei 11.051, de  2004, no percentual de 75% sobre a totalidade do tributo  devido.  3.  Acompanha  o  Auto  de  Infração  o  Termo  de  informação  Fiscal  e  o  Demonstrativo de Cálculos do valor da multa de fls. 33 a 35.  5. Devidamente  cientificada  da  autuação,  em  05/11/2008,  na  pessoa  do  seu  sócio, Sr.Tracizo Cavalcanti Pedroza, a autuada apresenta, em 05/12/2008, por meio  do seu Procurador (instrumento legal de fl. 52) a impugnação de fls. 40/49, com as  seguintes argumentações, em síntese:  Fl. 307DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 4          3 5.1. DOS FATOS E DOS FUNDAMENTOS  I­  noticia  que  os  tributos  (PIS  e  Cofins)  cujas  compensações  não  foram  homologadas foram inscritos em dívida ativa desde 31/07/2007, conforme pode ser  verificado nas CDA'S n°s 40.6.07.0005482­21 e 40.7.07.000559­43 e que sobre os  citados tributos está sendo cobrada a multa de mora de 20%.  5.2. PRELIMINAR ­ DECADÊNCIA DE PARTE D O LANÇAMENTO  I­ alega que parte do crédito tributário está extinto na forma do art. 150, § 4 o  e 156 V e VII do CTN, uma vez que os fatos geradores dos tributos sobre os quais  incidiu a multa isolada ocorreram em outubro e dezembro de 2002;  II­ apresenta um longo arrazoado sobre o instituto da decadência tributária e  transcreve ementas de Acórdãos do antigo Conselho de Contribuintes do Ministério  da Fazenda para  reforçar a  sua  tese e conclui que, por esse  fato é que se pede, de  logo, seja conhecida a presente impugnação para excluir do lançamento os valores  da multa isolada em discussão;  5.3.  DA  IMPOSSIBILIDADE  DE  APLICAÇÃO  CUMULADA  DE  MULTAS SOBRE O MESMO TRIBUTO  I­ contesta a cumulação de  sanções  sobre um mesmo fato gerador, uma vez  que  aduz  que,  conforme  já  exposto  anteriormente,  os  débitos  cujas  compensações  não foram homologadas foram inscritos em dívida ativa da União desde 31/07/2007,  e que sobre os citados tributos está sendo cobrada a multa de mora de 20%, tendo a  autuação adicionalmente feito incidir a multa isolada de 75%;  II­  acrescenta  que  a  respeito  da  matéria,  vários  precedentes  se  mostram  elucidativos  no  sentido  da  impossibilidade  de  incidência  concomitante  de  várias  multas,  sobre  a  mesma  base  de  incidência,  demonstrando  a  dupla  penalização  e  transcreve  várias  ementas  de  Acórdãos  do  Conselho  de  Contribuintes  para  corroborar a sua argumentação;  III­ conclui, assim, com base nas decisões administrativas referenciadas que é  completamente  improcedente  a  presente  autuação,  pois  implica  em  penalizar  duplamente a impugnante, tendo como fundamento a mesma base de cálculo.  5.4. DA INADEQUAÇÃO LEGAL E DA RETROATIVIDADE BENIGNA  I­ pondera que o  art.18 da Lei 10.833, de 2003, que  transcreve,  só  se  torna  possível  quando  se  comprove  a  falsidade  da  declaração  apresentada  pelo  contribuinte e na presente autuação em nenhum momento se cogita ou se demonstra  que  houve  falsidade  de  declaração  por  parte  da  impugnante,  o  que  remete  à  aplicabilidade da norma no presente caso, mostrando­se, portanto,  ilegal, a medida  proposta pela autoridade autuante;  II­ faz considerações sobre a retroatividade benigna prevista no art.106, II do  CTN;  III­  considera  mais  uma  vez  improcedente  a  aplicação  da  proposta  multa  isolada de 75% com base na Lei n° 9.430, de 1996, tendo em vista que esta sofreu  alteração pela Lei n° 11.488, de 2007, que previu o percentual de 50%, nos casos de  aplicação de multa isolada (art.44, inciso II, da Lei 9.430, de 1966, com a alteração  efetuada pela Lei n° 11.488, de 2007, que transcreve.   5.5. Do Pedido  Diante do exposto requer:  a)  que  seja  julgado  Nulo  o  Auto  de  Infração  ora  combatido,  em  face  da  extinção do lançamento da multa isolada, em face da ocorrência da decadência nos  termos do art.150, § 4º, do CTN;  Fl. 308DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 5          4 b) que seja julgado improcedente o Auto de Infração tendo em vista as razões  já apresentadas;  c) requer ainda, seja conferida a interpretação mais favorável à suplicante, na  forma do art.112 do CTN;  d)  protesta  e  requer,  ainda,  todos  os meios  de  provas  permitidas  em  direito  inclusive juntada posterior de provas, perícia e diligência, e apresenta os quesitos a  serem respondidos, tendo em vista o disposto nos arts. 2° e 3º, III, da Lei n° 9.784,  de 1999, termos em que aguarda deferimento.  Os  membros  da  2ª  Turma  de  Julgamento,  por  unanimidade  de  votos,  resolveram  rejeitar  a  preliminar  de  decadência  argüida  e  julgar  improcedente  a  impugnação,  mantendo o crédito tributário exigido.  Intimada  do  acórdão  supra  em  28/02/2011,  inconformada  a  Recorrente  interpôs recurso voluntário em 30/03/2011.  É o relatório.    Voto             Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator    O presente  recurso  preenche os  requisitos  de  admissibilidade,  por  isso  dele  conheço.  Da Decadência parcial  A exigência fiscal consubstanciada no auto de infração de fls. 06/07 decorre  de  ação  fiscal  promovida  pela  DRF  de  Recife —  PE,  que  efetuou  o  lançamento  de  multa  isolada no  percentual  de  75%  sobre  a  totalidade  dos  tributos  cujos  pedidos  de  compensação  foram considerados não formulados, pela Autoridade Fiscal.  Em  16.04.2005  a  Recorrente  efetuou  pedido  de  compensação,  através  de  PER/DCOMP nº 38749.33147.160405.1.3.01­6626 e  em 06.09.2005 efetuou outro pedido de  compensação através de PER/DCOMP nº 40837.53707.060905.1.3.01­8625  (doe. 04 doe. 04  da impugnação).  Cumpre  esclarecer  que  as  referidas  compensações  foram  formuladas  utilizando­se créditos de terceiros – Usina Cruangi S.A.  Todavia,  os  citados  pedidos  de  compensação  foram  declarados  como  não  formulados pela Delegacia da Receita  federal  do Brasil  em Recife/PE,  e  inscritos  em dívida  ativa conforme CDA´s nº 40 6 070005482­21 e nº 40 7 07000559­43.  Alega  a  Recorrente  que  parte  do  débito,  mais  precisamente,  o  montante  referente  ao  PER/DCOMP nº  38749.33147.160405.1.3.01­6626,  protocolado  em  16.04.2005,  referente  ao  período  de  outubro/02,  novembro/02  e  dezembro/02,  estaria  extinto  em  face  da  decadência perpetrada na forma do artigo 150, § 4º e 156, incisos V e VII do CTN.  Neste ponto não assiste razão à Recorrente.  Fl. 309DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 6          5 Invocando  o  §  4º  do  art.  150  do  CTN,  este  apenas  seria  aplicável,  ou  apreciável, caso estivéssemos analisando o próprio direito creditório, esse sim anterior a 2005.  No  caso  concreto,  ora  se  aplica  a multa  isolada,  punitiva,  por  ato  ilegal  praticado  em  2005,  logo, não prescrita.   Como visto,  tanto  a  compensação corno o pagamento  extingue a obrigação  tributária  sob  condição  resolutória  da  ulterior  homologação  pela  autoridade  administrativa,  fixando a legislação o prazo de cinco anos para fazê­la. No caso destes autos, o referido prazo  seria contado da entrega na repartição das respectivas declarações de compensação ocorrida em  dois momentos:  16.04.2005 e 06.09.2005,  conforme estabelecido no citado art.  74 da Lei n°  9.430, de 1996:  Art. 74. (...)  §5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo  sujeito  passivo  será  de  5  (cinco)  anos,  contado  da  data  da  entrega da declaração de compensação.   Não  tendo  sido  homologada  a  compensação,  competia  a  Administração  Tributária promover à cobrança dos referidos débitos.  Da cumulação de multa de ofício e multa de mora  Conforme  exposto  pelo  Recorrente,  os  tributos  sobre  os  quais  estão  sendo  aplicados  a  punição  já  estão  inscritos  em dívida  ativa,  sendo que  sobre  os  supostos  créditos  tributários incidiu a multa de mora de 20% sobre o valor do tributo.   A  presente  autuação  adicionalmente  faz  incidir  uma multa  isolada  de  75%  sobre o valor do tributo, comprovando­se claramente a concomitância de imposição de multas  sobre a mesma base de incidência.  Neste ponto creio que a razão está com a Recorrente. Vejamos.  Nos termos dos artigos 43 e 44 da Lei nº 9.430/96 temos que:  Art.  43. Poderá  ser  formalizada exigência de  crédito  tributário  correspondente  exclusivamente  a  multa  ou  a  juros  de  mora,  isolada ou conjuntamente.   Parágrafo  único.  Sobre  o  crédito  constituído  na  forma  deste  artigo,  não  pago  no  respectivo  vencimento,  incidirão  juros  de  mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir  do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até  o mês anterior ao do pagamento  e de um por cento no mês de  pagamento.   Art. 44. Nos casos de  lançamento de ofício,  serão aplicadas as  seguintes multas:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.488,  de  15  de  junho de 2007)  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de  junho de 2007)  II ­ de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o  valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488,  de 15 de junho de 2007)  Fl. 310DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 7          6 a)  na  forma  do  art.  8º  da  Lei  nº  7.713,  de  22  de  dezembro  de  1988,  que  deixar  de  ser  efetuado,  ainda  que  não  tenha  sido  apurado  imposto  a  pagar  na  declaração  de  ajuste,  no  caso  de  pessoa  física;  (Incluída  pela  Lei  nº  11.488,  de  15  de  junho  de  2007)  b)  na  forma  do  art.  2º  desta  Lei,  que  deixar  de  ser  efetuado,  ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo  negativa  para  a  contribuição  social  sobre  o  lucro  líquido,  no  ano­calendário  correspondente,  no  caso  de  pessoa  jurídica.  (Incluída pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007)  § 1º O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste  artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da  Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de  outras  penalidades  administrativas  ou  criminais  cabíveis.  (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007)  § 2º Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput  e o § 1º deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de  não  atendimento  pelo  sujeito  passivo,  no  prazo  marcado,  de  intimação  para:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.488,  de  15  de  junho de 2007)  I ­ prestar esclarecimentos; (Renumerado da alínea “a” pela Lei  nº 11.488, de 15 de junho de 2007)  II ­ apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11  a 13 da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991; (Renumerado da  alínea “b” com nova redação pela Lei nº 11.488, de 15 de junho  de 2007)  III  ­  apresentar  a  documentação  técnica  de  que  trata  o  art. 38  desta  Lei.  (Renumerado  da  alínea  “c”  com  nova  redação  pela  Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007)  § 3º Aplicam­se  às multas de  que  trata  este  artigo  as  reduções  previstas no art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, e  no art. 60 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991.  §  4º  As  disposições  deste  artigo  aplicam­se,  inclusive,  aos  contribuintes  que  derem  causa  a  ressarcimento  indevido  de  tributo  ou  contribuição  decorrente  de  qualquer  incentivo  ou  benefício fiscal.   §  5º  Aplica­se  também,  no  caso  de  que  seja  comprovadamente  constatado dolo ou má­fé do contribuinte, a multa de que trata o  inciso  I  do caput  sobre:  (Incluído pela Lei nº 12.249, de 11 de  junho de 2010) (Vide Lei nº 12.249/2010, art. 139, inc I, d)   I ­ a parcela do imposto a restituir informado pelo contribuinte  pessoa física, na Declaração de Ajuste Anual, que deixar de ser  restituída  por  infração à  legislação  tributária;  e  (Incluído  pela  Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010) (Vide Lei nº 12.249/2010,  art. 139, inc I, d)   II ­ (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.249, de 11 de junho de  2010) (Vide Lei nº 12.249/2010, art. 139, inc I, d)  Fl. 311DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 8          7 Por  outro  lado,  o  artigo  18  da  Lei  nº  10.833/03,  com  suas  alterações  posteriores  prevê  a  aplicação  da  multa  isolada,  somente  quando  a  falsidade  da  declaração  apresentada pelo contribuinte, in verbis:  Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida  Provisória nº 2.158­35, de 24 de agosto de 2001, limitar­se­á à  imposição  de  multa  isolada  em  razão  de  não­homologação  da  compensação  quando  se  comprove  falsidade  da  declaração  apresentada  pelo  sujeito  passivo.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  11.488, de 15 de junho de 2007)   Conforme  exposto  pelo  Recorrente:  “Na  presente  autuação  em  momento  algum se cogita ou se demonstra que houve falsidade de declaração por parte da Recorrente, o  que  remete  à  inaplicabilidade  da  norma  ao  presente  caso,  mostrando­se  portanto  ilegal  a  medida proposta pela Autoridade autuante”.  Outrossim, face a legislação supra temos que a “multa isolada” não significa  uma nova multa, mas traduz a circunstância de que a formalização da exigência da multa (de  ofício ou de mora) está sendo feita desacompanhada do tributo sobre o qual é calculada.  Nos termos do § 1° do art. 44 da Lei 9.430/96, em sua redação original, não  instituiu  outra  penalidade, mas  apenas  previu  a  possibilidade  de  a multa  por  lançamento  de  oficio  ser  exigida  juntamente  com  o  tributo  ou  isoladamente. Assim,  a multa  exigida  não  é  outra senão a multa de oficio.  Na realidade, duas são as multas que incidem sobre o débito não extinto na  data do seu vencimento: (i) multa de mora, quando a extinção extemporânea do crédito se faz  por  iniciativa  espontânea  do  sujeito  passivo,  sem  necessidade  de  movimentar  a  máquina  estatal;  (ii)  multa  de  oficio,  quando  há  necessidade  de  movimentar  a  máquina  estatal  para  persecução do crédito vencido e não pago.  Admitir a cumulação da multa de oficio com a multa de mora caracterizar­se­ ia o bis in idem, pois, a multa de ofício absorve a multa de mora.  Fato que ocorreu à época  foi  a publicação da Lei no. 11.488 de 2007, cujo  artigo 14 deu nova redação ao art. 44 da Lei no. 9.430/96. Diante disso, vem se posicionando  esse  E.  CARF  no  sentido  de  que,  à  época  desse  lançamento,  não  poderia  ter  havido  a  mencionada cumulação,  inclusive em benéfico de  lançamentos efetuados anteriormente à sua  mencionada publicação. Litteris:  "(...)RETROATIVIDADE  BENIGNA  DA  LEI  ­  EXTINÇÃO  DE  PENALIDADE ­  MULTA DE OFÍCIO ISOLADA LANÇADA EM DECORRÊNCIA  DE PAGAMENTO A DESTEMPO, SEM MULTA DE MORA ­ A  partir  da  Lei  n°  11.488,  de  2007,  cujo  artigo  14  deu  nova  redação  ao  artigo  44  da  Lei  n°  9.430,  de  1996,  revogou­se  a  multa  de  ofício  isolada  que  era  exigível  na  hipótese  de  recolhimento de tributos em atraso sem o acréscimo da multa de  mora.  Portanto,  as  multas  aplicadas  com  base  nas  regras  anteriores  devem  ser  adaptadas  às  novas  determinações,  conforme  preceitua  o  art.  106,  II,  "a",  do  Código  Tributário  Nacional. Recurso de ofício parcialmente provido." (6a Câmara  do 1° Conselho de  Contribuintes,  Recurso  158805,  Relator  Giovanni  Christian  Nunes Campos, sessão de 07/08/2008)  Fl. 312DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 19647.019092/2008­90  Acórdão n.º 3302­001.953  S3­C3T2  Fl. 9          8 Por todo exposto, considerando que o os tributos sobre os quais estão sendo  cobrada a multa isolada, no presente auto de infração, já estão inscritos em dívida ativa, sendo  que sobre os supostos créditos tributários está incidindo a multa de mora de 20% sobre o valor  do tributo, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para excluir a presente  multa isolada.  Sala das Sessões, em 31 de janeiro de 2013.    (assinado digitalmente)  GILENO GURJÃO BARRETO ­ Relator.                              Fl. 313DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/12/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 27/01/2015 por GILENO GURJAO BARRETO

score : 1.0
5741867 #
Numero do processo: 11516.003529/2006-95
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Dec 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2001 a 30/06/2006 Ementa: SÚMULAS CARF. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do CARF. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. A concomitância caracteriza-se pela irrefutável identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. ATOS COOPERATIVOS. EXCLUSÕES NA BASE DE CÁLCULO. A isenção da Cofins relativa aos atos cooperativos, concedida pelo art. 6°, I, da Lei Complementar n° 70/91, encontra-se revogada pela MP n° 2.l58- 35/2001, com efeitos a partir de novembro de 1999, mês a partir do qual as receitas auferidas pelas cooperativas compõem a base de cálculo da Contribuição, com as exclusões estabelecidas no art. 15 da Medida Provisória n° 2.158-35/2001, na Lei n°10.676/2003 e no a .17 da Lei n° 10.684/2003.
Numero da decisão: 3402-001.739
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em não se conhecer da matéria preclusa. Na parte conhecida, em afastar a preliminar de nulidade, declarar a concomitância referente às receitas tributáveis pelo PIS e pela Cofins e negar a exclusão das despesas financeiras e administrativas das bases de cálculo das exações. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto EDITADO EM: 28/11/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. O Presidente Substituto da Turma assina o presente acórdão em face da impossibilidade, por motivos de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201204

camara_s : Quarta Câmara

ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2001 a 30/06/2006 Ementa: SÚMULAS CARF. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA DE OBJETO. RENÚNCIA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do CARF. A matéria já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na via administrativa. A concomitância caracteriza-se pela irrefutável identidade entre o pedido e a causa de pedir dos processos administrativos e judiciais. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. ATOS COOPERATIVOS. EXCLUSÕES NA BASE DE CÁLCULO. A isenção da Cofins relativa aos atos cooperativos, concedida pelo art. 6°, I, da Lei Complementar n° 70/91, encontra-se revogada pela MP n° 2.l58- 35/2001, com efeitos a partir de novembro de 1999, mês a partir do qual as receitas auferidas pelas cooperativas compõem a base de cálculo da Contribuição, com as exclusões estabelecidas no art. 15 da Medida Provisória n° 2.158-35/2001, na Lei n°10.676/2003 e no a .17 da Lei n° 10.684/2003.

turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção

dt_publicacao_tdt : Mon Dec 01 00:00:00 UTC 2014

numero_processo_s : 11516.003529/2006-95

anomes_publicacao_s : 201412

conteudo_id_s : 5402939

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014

numero_decisao_s : 3402-001.739

nome_arquivo_s : Decisao_11516003529200695.PDF

ano_publicacao_s : 2014

nome_relator_s : GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

nome_arquivo_pdf_s : 11516003529200695_5402939.pdf

secao_s : Terceira Seção De Julgamento

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em não se conhecer da matéria preclusa. Na parte conhecida, em afastar a preliminar de nulidade, declarar a concomitância referente às receitas tributáveis pelo PIS e pela Cofins e negar a exclusão das despesas financeiras e administrativas das bases de cálculo das exações. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto EDITADO EM: 28/11/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. O Presidente Substituto da Turma assina o presente acórdão em face da impossibilidade, por motivos de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta.

dt_sessao_tdt : Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012

id : 5741867

ano_sessao_s : 2012

atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:54 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1713047474821660672

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2248; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C4T2  Fl. 295          1 294  S3­C4T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11516.003529/2006­95  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3402­001.739  –  4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  24 de abril de 2012  Matéria  COFINS/PIS  Recorrente  COOPERZEM COOPERATIVA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA  ELÉTRICA  Recorrida  DRJ SÃO PAULO     ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/09/2001 a 30/06/2006  Ementa:  SÚMULAS CARF. OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. AÇÃO JUDICIAL.  CONCOMITÂNCIA  DE  OBJETO.  RENÚNCIA  À  INSTÂNCIA  ADMINISTRATIVA. SÚMULA Nº 1 do CARF.  A matéria  já suscitada perante o Poder Judiciário não pode ser apreciada na  via administrativa.  A concomitância caracteriza­se pela irrefutável identidade entre o pedido e a  causa de pedir dos processos administrativos e judiciais.  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois  do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.  ATOS COOPERATIVOS. EXCLUSÕES NA BASE DE CÁLCULO.  A isenção da Cofins relativa aos atos cooperativos, concedida pelo art. 6°, I,  da  Lei  Complementar  n°  70/91,  encontra­se  revogada  pela  MP  n°  2.l58­  35/2001, com efeitos a partir de novembro de 1999, mês a partir do qual as  receitas  auferidas  pelas  cooperativas  compõem  a  base  de  cálculo  da  Contribuição, com as exclusões estabelecidas no art. 15 da Medida Provisória  n° 2.158­35/2001, na Lei n°10.676/2003 e no a .17 da Lei n° 10.684/2003.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM  os  membros  da  4ª  câmara  /  2ª  turma  ordinária  da  terceira   SSEEÇÇÃÃOO  DDEE   JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em não se conhecer da matéria preclusa.  Na parte conhecida, em afastar a preliminar de nulidade, declarar a concomitância referente às     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 35 29 /2 00 6- 95 Fl. 1583DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 296          2 receitas  tributáveis  pelo  PIS  e  pela  Cofins  e  negar  a  exclusão  das  despesas  financeiras  e  administrativas das bases de cálculo das exações.    GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto  EDITADO EM: 28/11/2014    Participaram,  ainda,  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros  João  Carlos  Cassuli  Junior,  Silvia  de  Brito  Oliveira,  Fernando  Luiz  da  Gama  Lobo  D  Eca,  Francisco  Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. O Presidente Substituto da Turma assina o presente  acórdão  em  face  da  impossibilidade,  por  motivos  de  saúde,  da  Presidente  Nayra  Bastos  Manatta.    Relatório  Trata o presente processo de autuação do PIS e da Cofins referentes aos fatos  geradores ocorridos de setembro de 2001 a junho de 2006.   Constatou­se  que  o  recorrente  somente  recolheu  o  PIS  sobre  a  folha  de  pagamento e, a partir de 2003, promoveu recolhimentos sobre parte de suas receitas com não  associados, sendo que os demais valores faturados ficaram à margem da tributação e não foram  declarados em DCTF.   Os valores apurados pela Autoridade Fiscal foram retratados nas planilhas de  fls. 151/152. Nelas estão discriminadas a base de cálculo de cada exação. Seguindo as normas  contidas na Legislação, a base de cálculo foi obtida pelo total das receitas de fornecimento de  energia  e  serviços,  receitas  financeiras,  deduzidos os  custos de energia  elétrica,  os  custos de  manutenção da rede de distribuição e as sobras.  O  Sujeito  Passivo  apresentou  impugnação  aos  lançamentos,  argumentando,  em breve síntese, que:  a)  No  demonstrativo  de  receita  tributável  de  fls.  151/152  não  há  como  determinar  quais  foram  os  custos  que  serviram  de  exclusão  para  a  tributação  do  PIS  e  da  Cofins. Na determinação da base imponível das exações  não foi discriminada conta por conta  b)  As contribuições para o Pis e para a Cofins não incidem  sobre  ato  cooperativo,  por  ausência  de  faturamento  ou  receita  bruta  nas  operações  de  distribuição  de  energia  elétrica  a  associados.  A  relação  entre  cooperativa  e  associado não produz receitas, pois o resultado pertence  ao associado e não à cooperativa;  Fl. 1584DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 297          3 c)  Para  fins  de  tributação  das  contribuições,  o  compartilhamento da infra­estrutura por meio do aluguel  de  postes  deve  ser  considerado  ato  cooperativo  e,  consequentemente, excluído da base imponível, já que é  ato  próprio  do  ramo  da  recorrente,  que  deve  por  imposição legal ceder ou compartilhar os postes;  d)  Houve  erro  na  determinação  da  base  de  cálculo  das  contribuições,  pois  devem  ser  excluídos  os  valores  oriundos da cobrança da tarifa elétrica, em obediência ao  disposto  no  art.  17  da  Lei  nº  10684/2003,  que  prevê  a  exclusão  dos  valores  dos  serviços  prestados  pelas  cooperativas de eletrificação rural a seus associados;  e)  A fiscalização não considerou todos os custos previstos  na  Legislação.  A  impugnante  refez  os  cálculos  do  demonstrativo  da  receita  tributável,  contemplando  os  custos nos moldes da IN nº 358/2003 e 635/2006;  f)  Os  Pareceres  Normativos  nº  77/76  e  66/86  tratam  da  exclusão da base de cálculo de valores advindos do ato  cooperativo,  que  levariam  à  exclusão  dos  ingressos  da  tarifa  de  energia  elétrica  tanto  para o PIS  como  para  a  Cofins;  g)  Pelo princípio da hierarquia das leis, o dispositivo da Lei  Complementar nº 70/91 que confere isenção do Pis e da  Cofins  às  cooperativas  não  pode  ser  revogado  por  medida provisória e lei ordinária;  h)  Deve  ser  aplicado  ao  caso  a  Solução  de  Consulta  nº  352/04 da 9º Região Fiscal, que, ao interpretar a Lei nº  10684/2003 e a IN 358/2003, reconheceu a exclusão dos  custos  administrativos  e  financeiros  dos  atos  relacionados internamente (atos cooperativos).  Termina sua impugnação requerendo que sejam reconhecidos como exclusão  da base de cálculo tributável os custos do setor elétrico, advindos do parágrafo 1º do art.2º do  decreto 774/93.  Foi solicitada diligência com fins de apurar o objeto do processo judicial nº  99.00.09850­1. Em resposta, constatou­se que na ação judicial discutia­se: a impossibilidade de  uma medida  provisória  instituir  ou  alterar  tributos;  a  necessidade  de  lei  complementar  para  alterar a Lei Complementa nº 70/91 e tributar o ato cooperativo; a  ilegalidade da alíquota de  3% da Cofins e a ampliação da base de cálculo da Cofins – receita bruta e faturamento.   A  Delegacia  de  Julgamento  de  São  Paulo  julgou  a  impugnação  improcedente, proferindo o Acórdão nº 16­32734, de 21 de julho de 2011, cuja ementa abaixo  reproduzo:  ARGUIÇÃO DE NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA.  Fl. 1585DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 298          4 Não  há  fundamento  na  alegação  de  impossibilidade  de  identificação  das  contas  contábeis  consideradas  na  base  de  cálculo,  quando  basta  examinar  os  balancetes  fornceidos  pela  própria  autuada para  verificar  que  os  valores que  serviram de  base para autuação forma dali extraídos.  CONCOMITÂNCIA  DE  AÇÃO  JUDICIAL.  FATURAMENTO  DA  SOCIEDADE  COOPERATIVA.  ART.  6º,  I,  DA  LC  70/91.  REVOGAÇÃO  PELA  MP  1.858/99.  LEI  Nº  9.718/98.  AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO.  A  propositura  pela  contribuinte  de  ação  judicial  contra  a  Fazenda,  antes  ou  posteriormente  à  autuação,  com  o  mesmo  objeto,  importa  renúncia  às  instâncias  administrativas,  no  que  concerne às questões submetidas à apreciação do judiciário.   INCIDÊNCIA. SOCIEDADES COOPERATIVAS.  A  contribuição  para  o  PIS/Pasep  devida  pelas  sociedades  cooperativas  deve  ser  calculada  com  base  no  faturamento  mensal,  que  corresponde  à  receita  bruta  conforme  definida  no  art. 3º da Lei n.° 9.718, de 1998, permitindo­se, estritamente, as  exclusões  previstas  na  legislação  vigente  à  época  dos  fatos  geradores.  EXCLUSÃO  DA  BASE  DE  CÁLCULO.  CUSTOS  DOS  SERVIÇOS  PRESTADOS.  COOPERATIVA  DE  ELETRIFICAÇÃO RURAL.  Os  custos  dos  serviços  prestados  pela  cooperativa  de  eletrificação rural abrangem os gastos de geração, transmissão,  manutenção, distribuição e comercialização de energia elétrica,  quando repassados aos associados.  Impugnação Improcedente  Crédito Tributário Mantido  Inconformado  com  a  decisão  de  primeira  instância,  o  sujeito  passivo  protocolou  recurso  voluntário,  onde  teceu  longas  linhas  acerca  de  toda  legislação  do  setor  elétrico.   Contudo, com o intuito de não desviar o rumo do processo, reproduzo abaixo  apenas as questão que guardam relevância com a lide posta nos autos. Em brevíssima síntese, o  recorrente alega que:   a)  O  auto  de  infração  não  obedeceu  os  requisitos  de  validade, pois faltou um elemento essencial, qual seja: a  determinação  da  base  de  cálculo.  Este  fato  teria  cerceado seu amplo direito de defesa.  b)  Não  houve  a  renúncia  a  instância  administrativa,  em  vista  da  incongruência  entre  as  demandas  administrativa  e  judicial.  Requer  que  “sejam  reconhecidos os  custos do  setor  elétrico  cooperativista,  Fl. 1586DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 299          5 contemplados  na  legislação  tributária  da  Receita  Federal,  repassados  ao  associado  como  causa  de  exclusa  na  base  imponível  do  Pis  e  da  Cofins,  (...).  Estamos nos referindo a especificidade de normativo do  setor elétrico. Se a legislação, em geral, não contempla  as despesas administrativas ou  financeiras como custos  (exclusão da base  imponível), não está a dizer que não  contemple  as  “especificidades  de  setores”  como  é  o  caso  do  setor  elétrico  cooperativista,  que  as  classifica  como  custos  do  setor,  o  que  noutro  setor  pode  ser  despesas.  c)  Todos  os  custos  relativos  à  operacionalidade  para  a  entrega  da  energia  aos  associados;  investimentos  em  linhas  de  redes  de  transmissão  de  energia  e  despesas  administrativas,  manutenção,  comercialização,  necessárias  ao  funcionamento  da  cooperativa,  poderão  ser  excluídos  da  base  de  cálculo  das  contribuições  sociais por  força da  legislação do setor, em especial, o  art. 2º § 1º do Decreto nº 774/93 – que considera como  exclusão  os  gastos  de  distribuição  repassados  ao  associado.; e  d)  O art. 3, § 1º da Lei nº 9.718/98, que ampliou o conceito  de receita, é inconstitucional.  Termina  seu  recurso  pedindo  a  anulação  do  auto  de  infração  por  falta  de  elemento  essencial,  a  base  de  cálculo.  Alternativamente,  pede  que  a  exclusão  dos  custos  gerenciáveis e não­gerenciáveis do setor elétrico cooperativista da base imponível e a exclusão  da multa de ofício e juros de mora.   É o Relatório.  Voto             Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator  A impugnação foi apresentada com observância do prazo previsto.  Multa de Ofício e Juros de Mora.  O  recorrente  requer  a  exclusão  da  multa  de  ofício  e  dos  juros  de  mora  aplicados pelo Ato Fiscal.  Ressalto  o  recorrente  traz  essa matéria  aos  autos  nesta  fase  processual. Na  impugnação, momento  que  inaugura  o  litígio  e delimita  as matérias  que  serão  debatidas  nas  instâncias  administrativas,  o  recorrente  não  trouxe  a  baila  este  ponto.  Não  há  uma  única  menção sobre a impossibilidade de aplicação da multa de ofício e dos juros de mora.  Fl. 1587DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 300          6 Posta assim a questão, sinto­me obrigado a não conhecer destas matérias em  vista da falta de interesse recursal.  Quanto as demais matérias, identifico os pressupostos de admissibilidade de  forma que tomo conhecimento e passo à análise.  Nulidade  O recorrente alega cerceamento do direito de defesa, pois o auto de infração  não  teria  identificado  a  correta  base  de  cálculo,  elemento  essencial  de  validade  do  ato  administrativo.  Ao meu sentir, carece de razão o recorrente, pois no termo de encerramento  de  verificação  fiscal,  a  Autoridade  autuante  discrimina  o  modus  operandi  utilizado  para  a  obtenção da base de cálculo e as respectivas exclusões, senão vejamos:  (...)  partimos  do  total  do  faturamento  apresentado  pelo  contribuinte, composto pelas receitas de fornecimento de energia  elétrica,  outras  receitas  de  serviços  e  receitas  financeiras  e  receitas de aluguel de postes e deduzimos dos custos da energia  elétrica e o custo de distribuição, deduzimos ainda as sobras que  trata a IN 358/2003. Os valores apurados Receita Tributável, ou  seja,  a  base  de  cálculo  para  o  PIS  e  para  a  Cofins  são  os  apresentados no quadro constante das fls. 151/152.   Como se pode notar, foram perfeitamente identificadas as receitas utilizadas  para fins de apuração das bases de cálculo das exações, bem como os valores delas deduzidos.  Noutro  giro,  como  pode  o  recorrente  falar  em  cerceamento  do  direito  de  defesa, se foram protocolados dois extensos recursos ­ impugnação e recurso voluntário ­ onde  o sujeito passivo discorre minuciosamente acerca de todos os pontos que serviram de base para  o lançamento tributário?  Portanto,  não  vislumbro  qualquer  hipótese  que  contemplaria  a  nulidade  do  auto de infração.     Mérito  No  acórdão  vergastado,  a  primeira  instância  separou  as  matérias  em  dois  grupos, tendo por base a detecção de identidade de demandas administrativa e judicial.    A  DRJ  concluiu  que  parte  da  matéria  referente  a  receita  tributável  que  compôs a base de cálculo das exações foi levada a discussão no Poder Judiciário. Afastou desse  entendimento  as  receitas  oriundas  do  fornecimento  de  energia,  outras  receitas,  receitas  financeiras e receitas de compartilhamento de postes. Bem como a matéria referente a exclusão  de custos das bases de cálculo.  Diante  desse  panorama,  identifico  duas  matérias  a  serem  discutidas  pelo  Colegiado neste recurso, a saber: a existência de concomitância e a possibilidade de excluir da  base de cálculo todos os custos da cooperativa que foram repassados aos seus associados.  Concomitância  Fl. 1588DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 301          7 Saliento  que,  na  minha  opinião,  a  primeira  instância  se  equivocou  na  identificação das matérias levadas ao Poder Judiciário, senão vejamos.  O  recorrente  se  insurge  contra  a  decisão  da  concomitância  da  forma  que  abaixo subscrevo:  Não  houve  a  renúncia  a  instância  administrativa,  em  vista  da  incongruência entre as demandas administrativa e judicial.   (...)  A  matéria  impugnada  envolve  erro  sobre  a  base  de  cálculo  imponível,  aspectos  formais,  ilegalidades,  nulidades,  desconhecimento  dos  custos  do  setor  cooperativista  de  eletrificação rural e jurisprudência do STJ sobre não incidência  do PIS/Cofins no ato cooperativo firmado em 2005.  O  MS  99.00.09850­1  versa  sobre:  impossibilidade  de  uma  medida provisória instituir ou alterar tributos; necessidade de lei  complementar  para  alterar  a  LC  90/71  para  tributar  ato  cooperativo;  superioridade  hierárquica  da  lei  complementar;  ilegalidade da alíquota de 3% da Cofins e ampliação da base da  Cofins – receita bruta e faturamento.   (...)  Ao analisar as razões jurídicas apresentadas na peça recursal administrativa e  cotejar com as fundamentações jurídicas do MS nº 99.00.09850­1, fico convencido que toda a  discussão que envolve receitas tributáveis foram levadas ao clivo do Poder Judiciário. Portanto,  não resta dúvida da identidade entre as demandas administrativa e judicial no que diz respeito a  composição das receitas que fizeram parte das bases de cálculo das exações.  Chamo a atenção para o fato de que o próprio contribuinte, na parte final do  arrazoado sobre concomitância, não solicita que seja afastada a concomitância quanto a análise  das  receitas  tributáveis.  Seu  pedido  cinge­se  no  afastamento  da  concomitância  quanto  ao  aproveitamento dos custos do setor elétrico cooperativista repassados ao associado, conforme  texto reproduzido abaixo, in verbis:  Requer  que  “sejam  reconhecidos  os  custos  do  setor  elétrico  cooperativista, contemplados na legislação tributária da Receita  Federal,  repassados  ao  associado  como  causa  de  exclusão  na  base imponível do Pis e da Cofins, (...). Estamos nos referindo a  especificidade  de  normativo  do  setor  elétrico.  Se  a  legislação,  em  geral,  não  contempla  as  despesas  administrativas  ou  financeiras como custos (exclusão da base imponível), não está a  dizer que não contemple as “especificidades de setores” como é  o  caso  do  setor  elétrico  cooperativista,  que  as  classifica  como  custos do setor, o que noutro setor pode ser despesas  Na realidade, não precisaria fazer este pedido, pois a própria DRJ entendeu  que essa matéria não foi levantada na esfera judicial.  Fl. 1589DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 302          8 Conforme  pode­se  notar,  o  recorrente  optou  discutir  o  tema  “receitas  tributáveis” na via judicial, o que leva a renúncia ao direito de discutir a mesma matéria na via  administrativa.   Nestes casos, quando o sujeito passivo opta pela via judicial para a discussão  de matéria  tributária  implica na  renúncia ao poder de  recorrer nesta  instância, nos  termos do  parágrafo único do art. 38 da Lei nº 6.830/80 e do § 2º, art. 1º do Decreto­lei nº 1.737, de 1979.  Sabemos que o objetivo de determinar a renúncia administrativa nestes casos  é para respeitar o modelo da jurisdição una, que rege o ordenamento jurídico pátrio.  Processos  paralelos,  com  objeto  e  finalidade  idênticos,  podem  resultar  em  efeitos redundantes ou antagônicos. Em qualquer das hipóteses, prevalecerá a decisão judicial,  motivo pelo qual a concomitância de processos ofende o princípio da economia processual. Em  face disso, a opção do contribuinte pela via judicial encerra o processo administrativo fiscal em  definitivo, em qualquer das fases em que ele se encontre.  Ratificando este entendimento,  foi aprovado o enunciado de Súmula CARF  nº 01, publicada no DOU de 22/12/2009, in verbis:  Súmula CARF nº 1  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de  ofício,  com  o  mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas  a  apreciação,  pelo  órgão  de  julgamento  administrativo,  de  matéria distinta da constante do processo judicial.  Registre­se que a coisa julgada a ser proferida no âmbito do Poder Judiciário  jamais  poderia  ser  alterada  no  processo  administrativo,  pois  tal  procedimento  feriria  a  Constituição Federal, que adota,  como  já mencionado, o modelo de  jurisdição una, onde são  soberanas as decisões judiciais.  Portanto,  reformo  a  decisão  da  primeira  instância,  incluindo  como  concomitante toda a matéria referente à receita tributável, pela identidade de causa de pedir e  pedido entre as demandas administrativa e judicial.  Custos a serem deduzidos da Base de Cálculo  Na mesma  linha  da DRJ,  entendo  que  a  análise  dos  custos  que  podem  ser  deduzidos  base  de  cálculo  não  fez  parte  da  demanda  judicial,  restando  afastada  a  concomitância.  A  recorrente  se  insurge  contra  a  não  exclusão  da  base  de  cálculo  da  contribuição  apurada  das  despesas  administrativas  e  financeiras. Afirma  que  a  exclusão  dos  valores está condicionada ao repasse dos custos aos associados.  A solução da lide passa necessariamente pela evolução legislativa das regras  que regem as cooperativas.   Fl. 1590DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 303          9 Sobre esse assunto, o Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis foi relator  do  Acórdão  nº  3401­0680,  que  é  uma  verdadeira  aula  sobre  cooperativa.  Na  ocasião,  participava do  colegiado e,  depois de uma discussão  calorosa,  votei  com o  relator,  de  forma  que retrata meu entendimento sobre o tema, fato que me permite utilizar o voto como razão de  decidir.  O  período  em  litígio  nesta  instância  recursal,  referente  a  períodos  de  apuração  posteriores  a  outubro  de  1999  (os  dois  Autos  de  Infração  são  relativos  aos  fatos  geradores  de  01/01/2001 a 31/12/2003), encontra­se sob a égide da MP 1.858­ 6,  de  29/06/99,  reeditada  até  a  edição  sob  o  n°  2.158­35,  de  24/08/2001.  A MP nº 1.858­6 e suas reedições trouxe uma série de alterações  na  legislação  do  PIS  e  Cofins  das  sociedades  cooperativas,  a  culminarem com a revogação da isenção de forma ampla para o  ato cooperativo e a instituição de uma tributação incidente sobre  uma  base  de  cálculo  reduzida,  com  diversas  exclusões  específicas.  As modificações, veiculadas pelas medidas provisórias adiante,  aconteceram como segue:  ­ MP n° 1.858­6, de 29/06/99, que no seu art. 23,  I, revogou, a  partir  de  28/09/99,  o  inc.  II  do  art.  2°  da  Lei  n°  9.715/98 —  segundo o qual as "entidades sem fins lucrativos definidas como  empregadoras  pela  legislação  trabalhista  e  as  fundações",  contribuíam com o PIS sobre a folha de salários ­, e no inciso II,  "a", do mesmo artigo, revogou, a partir de 30/06/99, o  inciso I  da Lei Complementar n° 70/91, referente à isenção da COFINS.  Esclareço  que  as  cooperativas  vinham  contribuindo com o PIS  sobre a folha de salários com base na LC n° 7/70, art. 3°, § 4°,  Resolução do Conselho Monetário Nacional n° 174/71, art. 4°, §  6°, e ADN Cosit n° 14/85;  ­ MP  n°  1.858­7,  de  29/07/99,  que  no  seu  art.  15  introduziu  a  sistemática de exclusões na base da COFINS (não há menção ao  PIS), e no art. 16 possibilitou, com relação ao PIS e às receitas  de não associados, exclusões  idênticas às da COFINS. Antes, a  Lei  n°  9.715/98,  oriunda  da  MP  n°  1.212,  de  28/11/95,  com  eficácia  a  partir  de  março  de  1996,  no  seu  art.  2°,  §  1°,  já  determinara que as cooperativas, além da contribuição sobre a  folha  de  pagamento  mensal,  contribuíam,  também,  com  o  PIS  Faturamento,  em  relação às  receitas  decorrentes  de  operações  praticadas com não associados;  ­ MP n° 1.858­8, de 27/08/99, que apenas repetiu as disposições  da MP n° 1.858­. 6;  ­  MP  n°  1.858­9,  de  24/09/99,  que  no  seu  art.  15  passou  a  mencionar também o PIS/Pasep, acrescentou novas exclusões na  base da COFINS e do PIS Faturamento, referindo­se desta feita  às operações com cooperados, e manteve o PIS sobre a folha de  salários na hipótese das cooperativas efetuarem tais exclusões (§  2°,  I,  do  art.  15).  Assim,  cumulativamente  com  o  PIS  Fl. 1591DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 304          10 Faturamento  incidente  sobre  a  base  de  cálculo  reduzida,  as  cooperativas continuaram a pagar o PIS sobre a folha. Somente  na  hipótese  de  não  haver  exclusão  específica,  é  que  inexiste  contribuição para o PIS sobre a folha.  As disposições da MP n° 1.858­10, de 26/10/99, foram mantidas  nas  reedições  posteriores,  até,  afinal,  a  MP  n°  2.158­35,  de  24/08/2001,  que  continua  em  vigor  com  eficácia  de  lei,  consoante o art. 2° da Emenda Constitucional n° 32/2001.  Conforme o art. 15 da MP n°2.158­35/2001, as exclusões são as  seguintes:   I­  os  valores  repassados  aos  associados,  decorrentes  da  comercialização de produto por eles entregue à cooperativa;  II ­ as receitas de venda de bens e mercadorias a associados;  III  ­  as  receitas  decorrentes  da  prestação,  aos  associados,  de  serviços especializados, aplicáveis na atividade rural, relativos a  assistência  técnica,  extensão  rural,  formação  profissional  e  assemelhadas;  IV­ as receitas decorrentes do beneficiamento, armazenamento e  industrialização de produção do associado;  V  ­  as  receitas  financeiras  decorrentes  de  repasse  de  empréstimos  rurais  contraídos  junto  a  instituições  financeiras,  até o limite dos encargos a estas devidos.  Além  das  exclusões  acima,  a  IN  SRF  n°  145,  de  10/12/99,  consolidando a legislação à época, mencionava no seu art. 3° as  exclusões previstas para as demais pessoas jurídicas, constantes  dos incisos I, II e III do art. 3° da Lei n° 9.718/98, bem como as  "Sobras Líquidas" apuradas na Demonstração do Resultado do  Exercício,  após  a  destinação  para  constituição  da  Reserva  de  Assistência  Técnica,  Educacional  e  Social  (RATES)  e  para  o  Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES).  As  sobras,  quando  excluídas  após  a  destinação  aos  fundos  RATES  e FATES,  implicavam  em  incidência  do PIS  e COFINS  sobre  os  valores  desses  fundos. Daí  a  correção  levada  a  cabo  pelo  Decreto  n°  4.524,  de  17/12/2002  (Regulamento  do  PIS/Pasep  e  COFINS),  que  no  seu  art.  32,  VI,  já  previa  a  exclusão  do  valor  das  sobras  antes  de  deduzidos  os montantes  das  reservas  obrigatórias.  A  Lei  n°  10.676,  de  22/05/2003,  conversão  da  MP  n°  101,  de  30/12/2002,  eliminou  qualquer  dúvida,  repetindo  o  texto  do  Decreto.  Além  do  mais,  a  Lei  n°  10.276/2003,  no  seu  art.  1°,  §  3°,  deixou  expresso  que  a  nova  exclusão  alcança  os  fatos  geradores  ocorridos  a  partir  da  vigência da MP n° 1.858­10, de 26/10/99, ou, vale dizer, desde  novembro de 1999. Observe­se a redação da Lei n° 10.676/2003:  Art.  1º  As  sociedades  cooperativas  também  poderão  excluir  da  base  de  cálculo  da  contribuição  para  o  PIS/PASEP  e  da  COFINS,  sem  prejuízo  do  disposto  no  art.  15  da  Medida  Fl. 1592DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 305          11 Provisória  no  2.158­35,  de  24  de  agosto  de  2001,  as  sobras  apuradas na Demonstração do Resultado do Exercício, antes da  destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo  de Assistência  Técnica,  Educacional  e  Social,  previstos  no  art.  28 da Lei no 5.764, de 16 de dezembro de 1971.  §1º  As  sobras  líquidas  da  destinação  para  constituição  dos  Fundos referidos no caput somente serão computadas na receita  bruta da atividade rural do cooperado quando a este creditadas,  distribuídas  ou  capitalizadas  pela  sociedade  cooperativa  de  produção agropecuárias.  §2º  Quanto  às  demais  sociedades  cooperativas,  a  exclusão  de  que  trata  o  caput  ficará  limitada  aos  valores  destinados  a  formação dos Fundos nele previstos.  §3º O disposto neste artigo alcança os fatos geradores ocorridos  a partir da vigência da Medida Provisória no 1.858­ 10, de 26 de  outubro de 1999.  Outra exclusão tardia diz respeito às sociedades cooperativas de  produção  agropecuária  e  de  eletrificação  rural,  que  podem  reduzir  da  base  de  cálculo  das  duas  Contribuições  "os  custos  agregados ao produto agropecuário dos associados, quando da  sua  comercialização  e  os  valores  dos  serviços  prestados  pelas  cooperativas  de  eletrificação  rural  a  seus  associados."  Tal  permissivo  foi  introduzido  pelo  art.  17  da  Lei  n°  10.684,  de  30/05/2003, que de todo modo  também prevê em seu parágrafo  único aplicação retroativa a partir de novembro de 1999.  Feita  a  retrospectiva  das  alterações,  cabe  agora  mencionar  o  Ato  Declaratório  SRF  n°  88,  de  17/11/99,  segundo  o  qual  "as  contribuições  para  o  PIS/Pasep  e  para  financiamento  da  seguridade  social  —  Cofins,  devidas  pelas  sociedades  cooperativas,  serão  apuradas  de  conformidade  com  o  disposto  na  Medida  Provisória  n°  1.858­7,  de  29  de  julho  de  1999,  relativamente aos  fatos geradores ocorridos a partir do mês de  novembro de 1999."  A  eficácia  a  partir  do  mês  de  novembro  de  1999  atende  à  anterioridade  nonagesimal  determinada pelo  art.  195,  §  6°,  da  Constituição, se contado o prazo a partir da MP n° 1.858­7, de  29/07/99.  Como  referida  anterioridade  precisa  ser  obedecida,  andou bem o AD SRF n° 88/99, em estabelecer como verdadeiro  ponto de corte para início das alterações o período de apuração  de novembro de 1999. Afinal, redução ou fim de isenção implica  em aumento de tributo, para o que se pede o interstício mínimo  de noventa dias entre a data da lei nova e o início de eficácia, no  caso das contribuições para a seguridade social como o PIS e a  COFINS,  tudo  conforme  o  dispositivo  constitucional  mencionado.  Agora digo eu.  Fl. 1593DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 306          12 Como  já mencionado,  com o advento da Lei 10.684/03,  as  cooperativas de  eletrificação  rural  puderam  excluir  da  base  de  cálculo  do  PIS  e  da COFINS  os  valores  dos  serviços prestados a seus associados, tudo conforme disposto no art. 17 que transcrevemos:  Art.  17.  Sem  prejuízo  do  disposto  no  art.  15  da  Medida  Provisória n° 2.158­35, de 24 de agosto de 2001, e no art. 1° da  Medida  Provisória  nº  101,  de  30  de  dezembro  de  2002  as  sociedades  cooperativas  de  produção  agropecuária  e  de  eletrificação  rural  poderão  excluir  da  base  de  cálculo  da  contribuição  para  o  Programa  de  Integração  Social  e  de  Formação do Patrimônio do Servidor Público ­ PIS/PASEP e da  Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social  ­  COFINS  os  custos  agregados  ao  produto  agropecuário  dos  associados,  quando  da  sua  comercialização  e  os  valores  dos  serviços  prestados  pelas  cooperativas  de  eletrificação  rural  a  seus associados.  Parágrafo  único,  O  disposto  neste  artigo  alcança  os  fatos  geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória  nº 1.858­10, de 26 de outubro de 1999.  A  Instrução  Normativa  n°  247/02,  com  a  redação  dada  pela  Instrução  Normativa  358/03  ao  dispor  sobre  a  contribuição  para  o  PIS  e  a COFINS  das  empresas  em  geral assim dispôs:  Art.  33.  As  sociedades  cooperativas,  para  efeito  de  apuração  base  de  cálculo  das  contribuições,  podem  excluir  da  receita  bruta o valor:  (...)  §  8º As  sociedades  cooperativas  de  eletrificação  rural  poderão  excluir da base de cálculo, os valores: (Incluído pela IN SRF nº  358, de 09/09/2003)  I  ­  das  sobras  e  dos  fundos  de  que  trata  o  inciso VI  do  caput;  (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003)  II  ­  dos  custos  dos  serviços  prestados  pelas  cooperativas  de  eletrificação  rural  a  seus associados.  (Incluído pela  IN SRF nº  358, de 09/09/2003)  §  9° Considera­se  custo  agregado  ao  produto  agropecuário  os  dispêndios  pagos  ou  incorridos  com  matéria­prima  mão­de­ obra,  encargos  sociais,  locação,  manutenção,  depreciação  e  demais  bens  aplicados  na  produção,  beneficiamento  ou  acondicionamento e os decorrentes de operações de parcerias e  integração entre a  cooperativa  e o associado, bem assim os de  comercialização  ou  armazenamento  do  produto  entregue  pelo  cooperado. (incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003)  §  10.  Os  custos  dos  serviços  prestados  pela  cooperativa  de  eletrificação rural abrangem os gastos de geração, transmissão,  manutenção  e  distribuição  de  energia  elétrica,  quando  repassados  aos  associados.  (Incluído  pela  IN  SRF  nº  358,  de  09/09/2003)  Fl. 1594DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.003529/2006­95  Acórdão n.º 3402­001.739  S3­C4T2  Fl. 307          13 §  11.  A  exclusão  permitida  às  demais  sociedades  cooperativas  limita­se aos valores destinados a formação dos fundos previstos  no inciso VI do caput. (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003)  § 12. O disposto nos §§ 7°,  8°  e  II aplica­se a  fatos geradores  ocorridos a partir de 1° de novembro de 1999. (Incluído pela IN  SRF 358, de 09/09/2003)  Conforme  se  verifica  da  leitura  dos  dispositivos  legais  acima  transcritos  poderão ser excluídos da base de cálculo os custos com serviços prestados pela cooperativa de  eletrificação  rural  aos  seus  associados.  Contudo,  não  são  todos  os  serviços  considerados  passíveis de exclusão, apenas os previstos na lista fechada contida no § 10, a saber: gastos de  geração, transmissão, manutenção e distribuição.   Voltando  aos  autos,  o  recorrente  busca  a  exclusão  das  despesas  administrativas e financeiras da base de cálculo das exações.  Infelizmente, sua pretensão não  encontra amparo legal, pois essas despesas não foram contempladas pela legislação.  Forte  nestes  argumentos,  nego  a  possibilidade  de  exclusão  das  despesas  administrativas e financeiras da base de cálculo das exações.  Ex  positis,  não  conheço  da  matéria  referente  ao  afastamento  da  multa  de  ofício e dos juros de mora, pois foram trazidas aos autos nessa fase processual, caracterizando  a preclusão consumativa. Na parte conhecida, declaro a concomitância da matéria referente às  receitas  tributáveis  pelo  PIS  e  pela  Cofins  e  nego  a  exclusão  das  despesas  financeiras  e  administrativas das bases de cálculo das exações.  É como voto.  Sala das Sessões, em 24 de abril de 2012.24 de abril de 2012    Gilson Macedo Rosenburg Filho                                  Fl. 1595DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 2 8/11/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

score : 1.0