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Numero do processo: 36108.003470/2006-78
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. RESTITUIÇÃO DE VALORES. RFB. ESTABELECIMENTO DE CONDIÇÕES À RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO COM DÍVIDAS. POSSIBILIDADE.
O julgador a quo afirma, com base no § 8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91, com redação dada pela MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/99, que a RFB está autorizada, não somente a estabelecer termos e condições à restituição, o que se fez por meio da IN SRF nº 900/2008, como também condicionar a restituição à compensação com eventuais dívidas do requerente.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-003.714
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. RESTITUIÇÃO DE VALORES. RFB. ESTABELECIMENTO DE CONDIÇÕES À RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO COM DÍVIDAS. POSSIBILIDADE. O julgador a quo afirma, com base no § 8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91, com redação dada pela MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/99, que a RFB está autorizada, não somente a estabelecer termos e condições à restituição, o que se fez por meio da IN SRF nº 900/2008, como também condicionar a restituição à compensação com eventuais dívidas do requerente. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.
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CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. RESTITUIÇÃO DE VALORES. RFB. ESTABELECIMENTO DE CONDIÇÕES À RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO COM DÍVIDAS. POSSIBILIDADE. O julgador a quo afirma, com base no § 8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91, com redação dada pela MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/99, que a RFB está autorizada, não somente a estabelecer termos e condições à restituição, o que se fez por meio da IN SRF nº 900/2008, como também condicionar a restituição à compensação com eventuais dívidas do requerente. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 10 8. 00 34 70 /2 00 6- 78 Fl. 468DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 36108.003470/200678 Acórdão n.º 2803003.714 S2TE03 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti. Fl. 469DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 36108.003470/200678 Acórdão n.º 2803003.714 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta pela empresa acima identificada, contra o despacho decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil em João Pessoa, de 27/04/2009 (fls. 399/402), que reconheceu em parte o direito creditório da empresa, nas competências 05/2005 a 12/2005, e condicionou a restituição das contribuições sociais, assim reconhecidas, à quitação de débitos lavrados em nome do sujeito passivo, mediante compensação. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 29 de abril de 2010 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2005 SALDO A RESTITUIR. UTILIZAÇÃO PARA COMPENSAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. A Administração Fazendária deverá proceder, por força de lei, à compensação de eventual saldo de restituição com débitos existentes em nome do mesmo sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Reconhecido Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: No despacho decisório o Delegado da Receita Federal em João Pessoa – PB reconheceu em parte o direito creditório da empresa, porém condicionou a restituição das contribuições sociais à quitação de débitos lavrados em nome do sujeito passivo, no caso a recorrente, mediante compensação. Inconformada com o referido parecer a recorrente, tempestivamente, interpôs a devida manifestação de inconformidade perante a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fiscalização em João Pessoa/PB, argumentando para tanto, seu direito líquido e certo de que seja liberado o crédito existente, nesse passo a 7ª Turma da DRJ/REC proferiu decisão no Acórdão nº 1129.668 e 1129.701 que ora se recorre, julgando improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo a decisão contestada. Contudo, a referida decisão mostrouse totalmente equivocada. Configurandose, portanto, situação que deflagra decisão carente de reforma pelo Ilustríssimo Conselho de Contribuintes. Fl. 470DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 36108.003470/200678 Acórdão n.º 2803003.714 S2TE03 Fl. 5 4 A recorrente quando da prestação de seus serviços emite notas fiscais ou de faturamento para seus clientes, devendo discriminar (destacar) o valor pago pelo tomador do serviço a título de contribuição social. O tomador do serviço (cliente), por força de lei, é responsável tributário por substituição para trás, antecipada ou regressiva, conforme responsabilidade estabelecida pela Lei 9.711/1988. Essa sistemática é retratada pelo art. 31 da lei 8.212/1991. A recorrente sofreu retenções a maior da contribuição social incidente sobre a prestação do serviço, com incidência da alíquota de 13% em cima das notas de faturamento dos serviços prestados. Fato já comprovado por farta documentação anexada ao requerimento da restituição e reconhecido pelo Fisco Federal. O pedido de restituição é cabível quando o sujeito passivo da relação jurídica tributária recolher – ou sofrer retenção – tributo devido a maior ou indevidamente. É cediço em direito que quem pagou o que não era devido, ou pagou a maior, possui direito à restituição. É assim, porque o direito veda o enriquecimento sem causa, não demonstrando justiça o sujeito obter aumento patrimonial sem que tenha causa para tanto, sob benefício de pagamento feito a maior por outrem. Conforme a Lei – CTN constatase que a recorrente tem direito a restituição do tributo feito a maior, independentemente de prévio protesto ou condicionamento de eventuais situações ocorridas em seu nome. A lei é expressa ao determinar o direito à restituição, não sendo permitido à autoridade fazendária condicionar o seu direito a qualquer outra causa. Em face das razões ora apresentadas, requerse seja recebido o presente Recurso voluntário dandolhe o devido provimento para reformar a decisão exarada no Acórdão nº 1129.668 proferido pela 7ª Turma da DRJ/REC nos autos do processo 37175.001073/200710 e 36108.000347/200679, para que: 1) Seja liberado, em favor da recorrente, o crédito decorrente do pedido de restituição registrado sob o nº 36108.003470/200678, sem qualquer tipo de condicionamento, pois assim se configura o seu direito já reconhecido, e em face do Estado Democrático de Direito; 2) Quando for feita a liberação dos valores, que seja corrigido o crédito com a taxa SELIC; 3) Não seja compensado o crédito decorrente do recolhimento a maior, com supostos créditos tributários – estes com a exigibilidade suspensa devido à interposição de impugnação (art. 151, III, CTN), já que a recorrente tem direito subjetivo de escolha sobre eles, uma vez que é a titular desse bem. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 471DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 36108.003470/200678 Acórdão n.º 2803003.714 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Como se verifica do acórdão recorrido reconheceuse o direito creditório do contribuinte no montante de R$907.373,96, mas verificouse também que o contribuinte tem débitos no montante de R$2.881.769,95, deliberando, em consequência pelo encontro de contas, mediante compensação. Em seu recurso, o contribuinte se insurge, conforme a lei – CTN, alegando que tem direito à restituição do tributo feito a maior, independentemente de prévio protesto ou condicionamento de eventuais situações ocorridas em seu nome. Alega ainda que a lei é expressa ao determinar o direito à restituição, não sendo permitido à autoridade fazendária condicionar o seu direito a qualquer outra coisa. Por seu turno, o julgador a quo afirma, com base no § 8º do art. 89 da Lei nº 8.212/91, com redação dada pela MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/99, que a RFB está autorizada, não somente a estabelecer termos e condições à restituição, o que se fez por meio da IN SRF nº 900/2008, como também condicionar a restituição à compensação com eventuais dívidas do requerente. Como se pode perceber, a negativa de provimento à Manifestação de Inconformidade do contribuinte está devidamente fundamentada, situação que deve ser mantida, observada, contudo, as conclusões do acórdão recorrido. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 472DF CARF MF Impresso em 23/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 1 5/10/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 13/10/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10680.721770/2010-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 30/03/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUTO DE INFRAÇÃO NÃO IMPUGNADO. LANÇAMENTO INCONTROVERSO. Tendo em vista que a recorrente deixou de impugnar de forma expressa o lançamento fiscal que fora lavrado em seu desfavor, apenas se resumindo a questionar a multa aplicada, outra não é a conclusão, senão pela necessidade de manutenção do lançamento, a teor do disposto no art. 17 do Decreto 70.235/72.
LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-004.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 30/03/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUTO DE INFRAÇÃO NÃO IMPUGNADO. LANÇAMENTO INCONTROVERSO. Tendo em vista que a recorrente deixou de impugnar de forma expressa o lançamento fiscal que fora lavrado em seu desfavor, apenas se resumindo a questionar a multa aplicada, outra não é a conclusão, senão pela necessidade de manutenção do lançamento, a teor do disposto no art. 17 do Decreto 70.235/72. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes - Presidente Lourenço Ferreira do Prado - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
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AUTO DE INFRAÇÃO NÃO IMPUGNADO. LANÇAMENTO INCONTROVERSO. Tendo em vista que a recorrente deixou de impugnar de forma expressa o lançamento fiscal que fora lavrado em seu desfavor, apenas se resumindo a questionar a multa aplicada, outra não é a conclusão, senão pela necessidade de manutenção do lançamento, a teor do disposto no art. 17 do Decreto 70.235/72. LEI TRIBUTÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE. Não cabe ao CARF a análise de inconstitucionalidade da Legislação Tributária. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 17 70 /2 01 0- 11 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 12/11/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 12/11/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.721770/201011 Acórdão n.º 2402004.325 S2C4T2 Fl. 160 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por SUPERMERCADOS BH, em face do acórdão que manteve integralmente a NFLD n. 35.275.7146, lavrado para a cobrança de contribuições previdenciárias destinadas a terceiros, incidentes sobre pagamentos efetuados a segurados empregados e sobre prólabore pagos aos Srs. Leonardo Lavorato Arantes e Bruno Santos de Oliveira. Consta do relatório fiscal que o lançamento foi efetuado em face do batimento das informações constantes em folha de pagamentos e GIFP´s apresentadas pela recorrente. A recorrente apresentou impugnação apenas requerendo que as multas que lhe foram aplicadas, fossem reduzidas ao patamar mínimo, diante de sua primariedade. O lançamento compreende as competências de 11/2005 a 03/2006, tendo sido o contribuinte cientificado do relatório fiscal aditivo em 09/07/2010 (fls. 01). Devidamente intimado do julgamento da DRJ em primeira instância, a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que a multa aplicada deve ser reduzida ao seu patamar mínimo, por ser primária no descumprimento de obrigações tributárias; 2. que a multa aplicada é confiscatória; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 12/11/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. Sem Preliminares. MÉRITO Inicialmente cumpre apontar que em momento algum a recorrente insurgiuse quanto a imposição fiscal objeto do Auto de Infração, de modo que o lançamento, por este motivo, é incontroverso. Ademais, quanto a matéria de recurso, resumese a repetir os argumentos trazidos em sede de impugnação, requerendo a redução da multa diante da sua condição de primária e natureza confiscatória. Sobre o assunto, tenho que não assiste razão à recorrente. Quanto ao pedido de redução de multa, como bem apontou o v. acórdão de primeira instância, sequer houve a aplicação de qualquer agravante no presente caso, se resumindo a autoridade fiscal a efetuar o lançamento em conformidade com o disposto no art. 33 da Lei 8.212.91, a seguir: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o É prerrogativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por intermédio dos AuditoresFiscais da Receita Federal do Brasil, o exame da contabilidade das empresas, ficando obrigados a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados o segurado e os terceiros responsáveis pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e das contribuições devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Ao assim proceder, quando verificou o descumprimento à legislação tributária, simplesmente aplicou ao caso as multas em conformidade com a legislação de regência, atentandose, ainda a observância da retroatividade benigna em decorrências das alterações trazidas pela Lei 11.941/09, cálculo este que sequer veio a ser objeto de contestação pela recorrente, tendo sido aplicado ao caso a multa em conformidade com o art. 44, I, da Lei 9.430/96. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 12/11/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10680.721770/201011 Acórdão n.º 2402004.325 S2C4T2 Fl. 161 5 Assim, não há que se falar em redução ao seu patamar mínimo, a uma em razão da multa ter sido aplicada em conformidade com a legislação de regência, a duas em razão de não haver qualquer previsão legal de sua diminuição no presente caso. Por fim, no que se refere ao caráter confiscatório da multa aplicada, tenho que tal irresignação não pode ser analisadas por este Conselho, em respeito a competência privativa do Poder Judiciário, já que, o afastamento da aplicação da Legislação referente as contribuições, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, conforme previsto nos artigos 97 e 102, I, "a" e III, "b" da Constituição Federal, o que é vedado a este Eg. Conselho. Sobre o tema, o CARF consolidou referido entendimento por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: “Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 12/11/20 14 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 19/11/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 19515.001372/2006-85
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Nov 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000, 01/11/2000 a 31/12/2000, 01/03/2001 a 31/03/2001, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 30/09/2001, 01/03/2002 a 31/07/2002, 01/09/2002 a 31/12/2002, 01/04/2003 a 30/06/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003, 01/03/2004 a 31/03/2004, 01/10/2004 a 31/10/2004, 01/10/2005 a 31/10/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. ART. 173, I, DO CTN. CRITÉRIOS. ACOLHIMENTO.
Em havendo julgamento contradição quanto a aplicabilidade da decadência do direito do Poder Público lavrar o lançamento, no caso do art. 173, I, do CTN, devem ser acolhidos os embargos de declaração para sanear referido vício.
DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL DE CINCO ANOS A PARTIR DO 1º DIA DO ANO SEGUINTE AO FATO GERADOR. PRECEDENTES DO STJ EM RECURSO REPETITIVO. APLICAÇÃO DO ART. 62-A, DO RI-CARF.
Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação e inexistindo pagamento antecipado, ainda que parcial, o Poder Público dispõe do prazo de 05 (cinco) anos para constituir o crédito tributário pelo lançamento, contados do 1º dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fator gerador, nos termos do art. 173, I, do CTN, sendo certo que o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, segundo entendimento exarado pelo STJ, no Recurso Especial Representativo de Controvérsia nº 973.733 (Rel. Min. Luiz Fux, Dt. Jul. 12/08/2009), nos termos do art. 62-A, do RI-CARF.
Embargos conhecidos e acolhidos.
Numero da decisão: 3402-002.502
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos, com efeitos infringentes, para sanear a contradição do Acórdão nº 3402-002.129, e dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer a decadência da exigência relativa ao mês de dezembro de 2000.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), HELDER MASSAAKI KANAMARU (SUPLENTE), FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (SUPLENTE), MARA CRISTINA SIFUENTES (SUPLENTE), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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CONTRADIÇÃO. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL. ART. 173, I, DO CTN. CRITÉRIOS. ACOLHIMENTO. Em havendo julgamento contradição quanto a aplicabilidade da decadência do direito do Poder Público lavrar o lançamento, no caso do art. 173, I, do CTN, devem ser acolhidos os embargos de declaração para sanear referido vício. DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL DE CINCO ANOS A PARTIR DO 1º DIA DO ANO SEGUINTE AO FATO GERADOR. PRECEDENTES DO STJ EM RECURSO REPETITIVO. APLICAÇÃO DO ART. 62A, DO RICARF. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação e inexistindo pagamento antecipado, ainda que parcial, o Poder Público dispõe do prazo de 05 (cinco) anos para constituir o crédito tributário pelo lançamento, contados do 1º dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fator gerador, nos termos do art. 173, I, do CTN, sendo certo que o “primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado” corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível”, segundo entendimento exarado pelo STJ, no Recurso Especial Representativo de Controvérsia nº 973.733 (Rel. Min. Luiz Fux, Dt. Jul. 12/08/2009), nos termos do art. 62A, do RICARF. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 13 72 /2 00 6- 85 Fl. 592DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 2 Embargos conhecidos e acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos, com efeitos infringentes, para sanear a contradição do Acórdão nº 3402002.129, e dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer a decadência da exigência relativa ao mês de dezembro de 2000. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), HELDER MASSAAKI KANAMARU (SUPLENTE), FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA (SUPLENTE), MARA CRISTINA SIFUENTES (SUPLENTE), JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR, FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’EÇA, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Fl. 593DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 19515.001372/200685 Acórdão n.º 3402002.502 S3C4T2 Fl. 593 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls.566/571) opostos pelo sujeito passivo, por suposta contradição no v. Acórdão nº 3402002.129, exarado por esta 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF (fls. 551/558, numeração de páginas em meio eletrônico – “ne.”) de relatoria da Ilustre Conselheira Silvia de Brito Oliveira que, em sessão de 25/07/2013, fez constar da súmula do julgamento que, por unanimidade de votos, negouse provimento ao recurso voluntário, sendo que da respectiva Ementa constou o seguinte: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000, 01/11/2000 a 31/12/2000, 01/03/2001 a 31/03/2001, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 30/09/2001, 01/03/2002 a 31/07/2002, 01/09/2002 a 31/12/2002, 01/04/2003 a 30/06/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003, 01/03/2004 a 31/03/2004, 01/10/2004 a 31/10/2004, 01/10/2005 a 31/10/2005 LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA DE INFRAÇÃO. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. A inocorrência de infração à legislação tributária não obriga a constituição do crédito tributário em Notificação de Lançamento e, portanto, não macula, por si só, o auto de infração com vício de nulidade. TUTELA JURISDICIONAL. RENÚNCIA À VIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF nº 1. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. DISPOSIÇÕES LEGAIS. AFRONTA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AFASTAMENTO. INCOMPETÊNCIA DO COLEGIADO ADMINISTRATIVO. SÚMULA CARF nº 2: A não aplicação de lei por afronta a dispositivos constitucionais configura reconhecimento da inconstitucionalidade da lei não aplicada e o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. DECISÃO DO STJ. RECURSO ESPECIAL JULGADO NA SISTEMÁTICA DE RECURSO REPETITIVO. REPRODUÇÃO. No julgamento de processo administrativo fiscal pelos colegiados do CARF, deve ser reproduzida a decisão definitiva de mérito proferida pelo STJ em matéria infraconstitucional , na sistemática do recurso repetitivo. Fl. 594DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 4 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/2000 a 30/09/2000, 01/11/2000 a 31/12/2000, 01/03/2001 a 31/03/2001, 01/06/2001 a 30/06/2001, 01/09/2001 a 30/09/2001, 01/03/2002 a 31/07/2002, 01/09/2002 a 31/12/2002, 01/04/2003 a 30/06/2003, 01/12/2003 a 31/12/2003, 01/03/2004 a 31/03/2004, 01/10/2004 a 31/10/2004, 01/10/2005 a 31/10/2005 TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE PAGAMENTO. DECADÊNCIA. REPRODUÇÃO DA DECISÃO DEFINITIVA DO RESP 973.733SC. APLICAÇÃO DO ART. 173, INC. I, DO CTN. O termo inicial para contagem do prazo decadencial de tributo sujeito ao lançamento por homologação, na hipótese de não haver pagamento, é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. TRIBUTO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO NA DATA DE VENCIMENTO. JUROS DE MORA. SÚMULA CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 4. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Entende a Embargante que a decisão embargada contém contradição quando a Conselheira Relatora proferiu seu voto no sentido de manter a decisão de primeira instância a qual julgou que no presente caso aplicarseia o disposto no art. 173, I, do CTN, e não a decadência contida no art. 150, § 4º, do CTN, entretanto, deixou de cancelar o lançamento quanto ao fato gerador de 31.12.2000, que também estaria atingido pela decadência mesmo no critério adotado pela decisão embargada, resultando em contradição pela contagem errada do prazo. Em face destes elementos, a Embargante requer que sejam acolhidos os embargos, para o fim de que seja sanada a contradição arguida, e, consequentemente, seja cancelado o crédito tributário referente ao período de 31/12/2000. É, em apertada síntese, o relatório. Fl. 595DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 19515.001372/200685 Acórdão n.º 3402002.502 S3C4T2 Fl. 594 5 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Jr., Relator. Os embargos são tempestivos, atendendo aos demais pressupostos de admissibilidade e desenvolvimento válido, pelo que deve ser conhecido pelo Colegiado. Analisando o mérito da contradição apontada pela Embargante, tenho que de fato assiste razão ao sujeito passivo no tocante a decadência do direito da Fazenda Pública efetivar o lançamento tributário quanto ao fato gerador ocorrido em 31.12.2000, cientificado ao contribuinte em agosto de 2006, mesmo com a aplicação do inciso I, do art. 173, do CTN. E isto porque, tendo ocorrido o fato gerador em 31.12.2000, o prazo decadencial para a lavratura do lançamento se iniciou em 01.01.2001 (primeiro dia do exercício seguinte a ocorrência do fato gerador), tendo se encerrado em 31.12.2005, de modo que o lançamento quanto ao período em questão também encontrase decaído, assim como já reconhecido quanto aos meses de setembro e novembro de 2000. Este entendimento é resultado da aplicação do entendimento firmado pelo STJ em sede de Recurso Repetitivo, o qual, a teor do art. 62A, do Regimento interno do CARF, deve ser objeto de transcrição, o que se faz nos seguintes termos: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, §4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1.O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo incorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: Resp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2.É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco Fl. 596DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 6 regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra de decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, “Decadência e Prescrição no Direito tributário” 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3.O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no art. 173, I, do CTN, sendo certo que o “primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado” corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º e 173, do Codex tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, “Do lançamento no Direito Tributário Brasileiro”, 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, “Direito Tributário Brasileiro” 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, “Decadência e Prescrição no Direito Tributário”, 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 4.In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) obrigaçao ex lege de pagamento antecipado de contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne os fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 19991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 5.Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 6.Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp nº 973.733 SC 2007/01769940. Rel. Min. Luiz Fux. Dt. Jul. 12/08/2009) Além disso, quanto ao entendimento de quando se inicia o prazo, nos casos em que se aplique o art. 173, I, do CTN, igualmente cumpre transcrever o julgado do STJ: “PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. MATÉRIA DECIDIDA NO RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA N° 973.733/SC. ARTIGO 543C, DO CPC. PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE COBRANÇA JUDICIAL PELO FISCO. PRAZO Fl. 597DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 19515.001372/200685 Acórdão n.º 3402002.502 S3C4T2 Fl. 595 7 QÜINQÜENAL. TRIBUTO SUJEITO À LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. OCORRÊNCIA. 1. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: ‘Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.’ 2. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 3. A Primeira Seção, quando do julgamento do REsp 973.733/SC, sujeito ao regime dos recursos repetitivos, reafirmou o entendimento de que ‘o dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o ‘primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado’ corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Fl. 598DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR 8 Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, ‘Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro’, 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, ‘Direito Tributário Brasileiro’, 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, ‘Decadência e Prescrição no Direito Tributário’, 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em FALTA O JULGAMENTO AGUARDAR) 4. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 543C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 5. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado de contribuição social foi omitida pelo contribuinte concernente ao fato gerador compreendido a partir de 1995, consoante consignado pelo Tribunal a quo; (c) o prazo do fisco para lançar iniciou a partir de 01.01.1996 com término em 01.01.2001; (d) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 15.07.2004, data da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito que formalizou os créditos tributários em questão, sendo a execução ajuizada tão somente em 21.03.2005. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Agravo regimental desprovido.” (AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.203.986 MG ‘2010/01395597’. Rel. Min. Luiz Fux. Dt. Jul. 09/11/2010). Assim sendo, em vista da existência da contradição apontada, devem ser acolhidos os Embargos de Declaração, para fazer constar do provimento do recurso o cancelamento do lançamento quanto ao período de apuração cujo fato gerador se consumou em 31.12.2000. Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer e acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes do julgado, para o fim de sanear a contradição do v. Acórdão nº 3402002.129, e, consequentemente, votar no sentido de dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, apenas quanto ao cancelamento da exigência relativa ao mês de dezembro de 2000, em face da decadência. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 599DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 19515.001372/200685 Acórdão n.º 3402002.502 S3C4T2 Fl. 596 9 Fl. 600DF CARF MF Impresso em 03/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 20/1 0/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/10/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
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Numero do processo: 13855.902020/2008-73
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005
Dcomp. Análise do Direito Creditório. Prazo.
O prazo decadencial de 5 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador, a que se refere o § 4o. do artigo 150 do CTN se aplica a atividade praticada pelo sujeito passivo de pagar/recolher corretamente as antecipações e não sobre as antecipações pagas/recolhidas indevidamente ou a maior.
Numero da decisão: 1801-002.086
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os Embargos de Declaração, para, no mérito, retificar o Acórdão nº 1801-002.005, proferido em sessão realizada em 05 de junho de 2014, e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Cristiane Silva Costa e Fernando Daniel de Moura Fonseca que mantém o provimento em parte do recurso voluntário, consoante Acórdão embargado.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cristiane Silva Costa, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Fernando Daniel de Moura Fonseca e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
Nome do relator: Maria de Lourdes Ramirez
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2005 Dcomp. Análise do Direito Creditório. Prazo. O prazo decadencial de 5 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador, a que se refere o § 4o. do artigo 150 do CTN se aplica a atividade praticada pelo sujeito passivo de pagar/recolher corretamente as antecipações e não sobre as antecipações pagas/recolhidas indevidamente ou a maior.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os Embargos de Declaração, para, no mérito, retificar o Acórdão nº 1801-002.005, proferido em sessão realizada em 05 de junho de 2014, e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Cristiane Silva Costa e Fernando Daniel de Moura Fonseca que mantém o provimento em parte do recurso voluntário, consoante Acórdão embargado. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cristiane Silva Costa, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Fernando Daniel de Moura Fonseca e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 DCOMP. ANÁLISE DO DIREITO CREDITÓRIO. PRAZO. O prazo decadencial de 5 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador, a que se refere o § 4o. do artigo 150 do CTN se aplica a atividade praticada pelo sujeito passivo de pagar/recolher corretamente as antecipações e não sobre as antecipações pagas/recolhidas indevidamente ou a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os Embargos de Declaração, para, no mérito, retificar o Acórdão nº 1801002.005, proferido em sessão realizada em 05 de junho de 2014, e negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Cristiane Silva Costa e Fernando Daniel de Moura Fonseca que mantém o provimento em parte do recurso voluntário, consoante Acórdão embargado. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich – Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 5. 90 20 20 /2 00 8- 73 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cristiane Silva Costa, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Fernando Daniel de Moura Fonseca e Ana de Barros Fernandes Wipprich. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra acórdão da 5a. Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro/RJI que, por unanimidade de votos, não reconheceu o direito creditório em litígio nos autos e não homologou as compensações declaradas, a ele vinculadas. A empresa em referência transmitiu PERDCOMPs com objetivo de compensar débitos de sua responsabilidade com direito creditório oriundo de saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2006, no valor de R$ 485.048,86. As compensações foram objeto de Despacho Decisório Eletrônico que não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações. A interessada apresentou manifestação de inconformidade e a DRJ/RJI anulou por vício formal o DDE de fl. 1, em razão da ausência de motivação do ato. Os autos retornaram ao órgão de origem para apreciar o mérito do pedido e o SEORT da DRF em Ribeirão Preto/SP, depois de expedir intimação para que a interessada esclarecesse determinados pontos de seu pedido, analisou as parcelas que compuseram o saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2005. Assim, o valor da dedução com operações de caráter cultural e artístico, no montante de R$ 20.000,00, foi reduzida para R$ 8.000,00 tendo em conta que a legislação limita a dedução em 40% do somatório total das doações. A dedução a título de PAT, no valor de R$ 26.311,28 foi validada, assim como foi a dedução de IRRF no valor de R$ 196.205,23. O valor das deduções com estimativas recolhidas foi reduzido de R$ 1.487.024,37 para R$ 1.198.180,74, tendo em conta a comprovação deste último valor composto da seguinte forma: 1) R$ 11.682,37 de IR a pagar (item 12 da ficha 11 da DIPJ), extinto por compensação (folhas 68 e 69); 2) R$ 1.186.498,37 de IRRF utilizado como dedução (item 07 da ficha 11 da DIPJ) nos balancetes de suspensão e redução levantados em outubro, novembro e dezembro de 2005. Assim, o saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2005 restou apurado R$ 184.205,23, assim demonstrado: IR sobre o Lucro Real (15%) 761.095,21 Fl. 301DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13855.902020/200873 Acórdão n.º 1801002.086 S1TE01 Fl. 3 3 Adicional 483.396,81 Doações Caráter Cultural e Artístico (8.000,00) PAT (26.311,28) IRRF (196.205,23) IR pago estimativa (1.198.180,74) = IR a PAGAR 184.205,23 Em 24/11/2008 (fl. 02), a Seção de Orientação e Análise Tributária – SAORT da DRF/Ribeirão Preto – SP emitiu novo Despacho Decisório (fls. 157/162), cientificado à interessada pela Intimação nº 1321/2011/DRF/POR/Seort (fls. 168/169) em 17/10/2011, conforme Aviso de Recebimento AR, de fl. 171, e reconheceu parcialmente o crédito de saldo negativo de IRPJ do exercício de 2006, ano calendário de 2005 até o limite de R$ 184.205,23, e não reconheceu o valor de R$ 485.048,86 constante das DCOMP. A interessada foi intimada do novo Despacho Decisório e apresentou manifestação de inconformidade tempestiva na qual alegou a decadência do direito do Fisco em rever a apuração do saldo negativo do anocalendário 2005. A DRJ em Ribeirão Preto/SP proferiu acórdão pelo qual, por unanimidade, decidiu que a decadência se aplica aos casos de lançamento de ofício, mas não se aplica à revisão de valores para aferir a certeza e liquidez do crédito pleiteado a título de saldo negativo. Notificada da decisão, em 20/04/2012 (AR fl. ), a interessada apresentou, em 22/05/2012, recurso voluntário. Nas razões de defesa alegou a nulidade do acórdão recorrido por força da caracterização da decadência, pois o Fisco teria constituído crédito fiscal do ano calendário 2005, em 2011, ou seja, mais de 5 anos após a ocorrência do fato gerador. Aduziu que o Despacho Decisório teria ofendido o § 4º, do art 150, do CTN, uma vez que fundamentou a glosa da compensação única e exclusivamente na existência do direito creditório, não observando o prazo de cinco anos da data do fato gerador, já que a Fiscalização não poderia analisar o direito creditório fora do prazo previsto no §4º do art. 150 do CTN. Destacou a importância da segurança jurídica que teria sido afrontada e transcreveu acórdãos do CARF para ilustrar sua tese. Em sessão realizada em 5 de junho de 2014 esta 1a. TE da 3a. CAM – 1a SEÇÃO do CARF julgou o recurso voluntário dandolhe deu provimento parcial, por entender que o Fisco dispõe do prazo decadencial de 5 (cinco) anos, a contar do fato gerador, para rever e alterar as parcelas que compõem o saldo negativo utilizado como direito creditório em pedidos de restituição e/ou compensação. O acórdão, de n º 1801002.005, restou assim ementado: Fl. 302DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 DCOMP. ANÁLISE DO DIREITO CREDITÓRIO. PRAZO. A administração tributária tem o prazo de 5 (cinco) anos, a contar do fato gerador, para rever e alterar as parcelas que compõe o saldo negativo utilizado como direito creditório em pedidos de restituição ou de compensação. Com o provimento parcial do recurso foi reconhecido o direito creditório no valor de R$ 313.738,27 e homologadas as compensações até o limite do crédito reconhecido. Contudo, no acórdão proferido, houve omissão de ponto sobre o qual deveria se pronunciar a turma, ensejando a apresentação do presente recurso de Embargos de Declaração. O ponto sobre o qual deveria ter se pronunciado a turma recai exatamente sobre o prazo que a Fazenda Pública dispõe para verificar o pagamento a maior supostamente efetuado pelo sujeito passivo Ademais, no acórdão recorrido houve contradição entre minhas convicções pessoais e o que constou do voto por mim proferido no acórdão ora embargado. Nos debates desenvolvidos em mesa de julgamento deste processo fui convencida de que o prazo decadencial previsto no CTN para a constituição de crédito tributário pela Fazenda Pública também se aplicaria à análise dos elementos que formam a base de cálculo do tributo, assim como às parcelas utilizadas como dedução do devido a título de imposto ou contribuição apurados ao final do período ou na composição do saldo negativo utilizado como direito creditório em compensações declaradas em PERCOMP. Entendo, contudo, que a revisão dos valores que são deduzidos após a apuração do imposto devido ou para a composição do saldo negativo, ou seja, depois de determinada a base de cálculo e calculado o imposto devido, não se submetem a esse prazo. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora Cabimento dos presentes embargos. O Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 2009, com as alterações introduzidas pela Portaria MF 586, de 2010, prevê, no Anexo II: Art. 64. Contra as decisões proferidas pelos colegiados do CARF são cabíveis os seguintes recursos: Fl. 303DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13855.902020/200873 Acórdão n.º 1801002.086 S1TE01 Fl. 4 5 I Embargos de Declaração; e ... A interposição de embargos pelos membros do CARF é prevista, da mesma forma, no RICARF, anexo II: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. § 1° Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de cinco dias contado da ciência do acórdão: I por conselheiro do colegiado; ... Mérito Como constou do relato, nos debates desenvolvidos em mesa de julgamento deste processo fui convencida de que o prazo decadencial previsto no CTN para a constituição de crédito tributário pela Fazenda Pública também se aplicaria, por analogia, não somente à análise dos elementos/valores que formam a base de cálculo do tributo, mas também sobre as parcelas utilizadas como dedução do imposto ou contribuição apurados como devidos ao final do período ou na composição do saldo negativo utilizado como direito creditório em compensações declaradas em PERCOMP. É certo que a modificação de ofício, pela Fazenda Pública, do resultado do exercício apurado e devidamente informado pelos contribuintes em DIPJ e/ou DCTF se submete ao prazo decadencial previsto no CTN. Admitindose o contrário, a Fazenda Pública poderia, por via transversa, formalizar lançamento de ofício depois de ultrapassado o prazo de cinco anos contados do fato gerador, eis que poderia implementar modificações no resultado do exercício apurado pelo sujeito passivo, levando, por exemplo, a transformação de prejuízo fiscal em Lucro real ou Base Negativa de CSLL para Base Positiva, e, ainda, de saldo negativo em saldo positivo de Imposto ou de Contribuição a pagar. Isso, grosso modo, significa exigir tributo, ainda que por meio de indeferimento do direito creditório como conseqüência da modificação, de ofício, do resultado apurado e declarado à Fazenda Pública pelo sujeito passivo. Entendo, contudo, que a revisão dos valores que são deduzidos após a apuração do imposto devido, ou seja, depois de determinada a base de cálculo e calculado o imposto devido, não se submetem a esse prazo. É certo que a autoridade administrativa tributária jamais poderá exigir tributo cujo fato gerador já tenha sido alcançado pela decadência, impedida que está justamente pela perda do direito pelo transcurso do prazo, ainda que os valores envolvidos na apuração do Fl. 304DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 tributo não correspondam à realidade. Isso não significa, porém, que os fatos e valores incorretos, inconsistentes ou até inexistentes informados na declaração como dedução do imposto ou da contribuição apurados como devidos em anocalendário já alcançado pela decadência, devam ser validados. Tampouco se pode admitir, ainda que por mera argumentação, que os fatos e valores inexistentes, inexatos, inconsistentes, desqualificados, possam dar origem a restituição ou devolução, pelos cofres públicos, de montantes que, na verdade, pertencem à Fazenda Pública. Dessa maneira a administração tributária não somente pode, como deve analisar e invalidar os valores utilizados como dedução, ou na composição do saldo negativo do tributo, quando não restar comprovado o seu pagamento/recolhimento antecipado. Ademais, o que se submete ao prazo decadencial previsto no § 4o. do art. 150 do CTN é o pagamento antecipado do exato valor devido por antecipação. Os valores pagos indevidamente ou a maior, não se submetem a esse prazo, visto que o que se homologa é a atividade de pagar (de forma correta) antecipadamente. Dito de outro modo. Nos casos de compensação cumpre a Fazenda Pública verificar o que foi pago a maior/indevidamente e não, simplesmente, o que foi pago. Por tal razão a atividade de homologação a que se refere o art 150, § 4o. não se aplica ao presente caso, pois aqui não se trata de analisar o que foi pago corretamente por antecipação, mas o que foi pago a maior. Se as antecipações foram recolhidas/pagas corretamente pelo sujeito passivo, então não haverá valor pago indevidamente ou a maior que possa dar ensejo a restituições ou para serem utilizados em compensações. In casu, a análise efetuada pela Fazenda Pública recaiu sobre as parcelas utilizadas como dedução do imposto devido. O valor da dedução com operações de caráter cultural e artístico, de R$ 20.000,00, foi reduzido para R$ 8.000,00, tendo em conta que a legislação limita a dedução em 40% do somatório total das doações. E aqui a recorrente pretendeu deduzir valor maior que o permitido, o que não caracteriza pagamento indevido ou a maior de antecipação. Da mesma forma, o valor das deduções com estimativas recolhidas foi reduzido de R$ 1.487.024,37 para R$ 1.198.180,74, tendo em conta a comprovação deste último valor composto da seguinte forma: 1) R$ 11.682,37 de IR a pagar (item 12 da ficha 11 da DIPJ), extinto por compensação (folhas 68 e 69); 2) R$ 1.186.498,37 de IRRF utilizado como dedução (item 07 da ficha 11 da DIPJ) nos balancetes de suspensão e redução levantados em outubro, novembro e dezembro de 2005. Não provou, assim, a recorrente, o valor recolhido a maior por antecipação. Em face do exposto, voto por acolher os presentes embargos e, no mérito, retificar o Acórdão nº 1801002.005, proferido em sessão realizada em 05 de junho de 2014, e negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fl. 305DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13855.902020/200873 Acórdão n.º 1801002.086 S1TE01 Fl. 5 7 Maria de Lourdes Ramirez Fl. 306DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 06/10/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 13984.000743/2002-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 1998
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Se a obscuridade nas razões de decidir não permite identificar o motivo do provimento ao recurso voluntário, a matéria deve ser novamente apreciada para viabilizar a interposição de eventual recurso especial pelos interessados.
INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE IMPEDITIVA NÃO CONFIRMADA. MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal (Súmula CARF nº 57).
Numero da decisão: 1101-001.203
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER e PROVER os embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
EDELI PEREIRA BESSA - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Paulo Mateus Ciccone, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Marcelo de Assis Guerra.
Nome do relator: EDELI PEREIRA BESSA
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1998 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Se a obscuridade nas razões de decidir não permite identificar o motivo do provimento ao recurso voluntário, a matéria deve ser novamente apreciada para viabilizar a interposição de eventual recurso especial pelos interessados. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE IMPEDITIVA NÃO CONFIRMADA. MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal (Súmula CARF nº 57).
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OBSCURIDADE. Se a obscuridade nas razões de decidir não permite identificar o motivo do provimento ao recurso voluntário, a matéria deve ser novamente apreciada para viabilizar a interposição de eventual recurso especial pelos interessados. INCLUSÃO RETROATIVA. ATIVIDADE IMPEDITIVA NÃO CONFIRMADA. MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS. A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal (Súmula CARF nº 57). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER e PROVER os embargos de declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 98 4. 00 07 43 /2 00 2- 75 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13984.000743/200275 Acórdão n.º 1101001.203 S1C1T1 Fl. 3 2 (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão (presidente da turma), Edeli Pereira Bessa, Paulo Mateus Ciccone, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Marcelo de Assis Guerra. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13984.000743/200275 Acórdão n.º 1101001.203 S1C1T1 Fl. 4 3 Relatório Na sessão plenária de 17 de março de 2009 foi julgado recurso voluntário interposto nestes autos. A decisão foi formalizada no Acórdão nº 380100.062, assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE 1NIPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 SIMPLES. Atividade vedada. Não comprovação fática. Se o objeto social da empresa referese a atividade econômica não vedada e as notas fiscais juntadas corroboram sua atividade de fato; deve o recurso ser deferido. Recurso Voluntário Provido. Cientificada em 18/02/2010 (fl. 76), a Procuradoria da Fazenda Nacional opôs embargos em 23/02/2010 (fls. 77/78), nos quais aponta contradição entre o voto condutor do julgado e a decisão do Colegiado. Tratase, no caso, de pedido de inclusão retroativa no Simples Federal apresentado em 02/09/2002, na medida em que desde sua constituição, em novembro/98, a contribuinte vinha recolhendo tributos e contribuições federais na sistemática simplificada, e apresentando a correspondente declaração no âmbito do SIMPLES Federal (fls. 01/20). Embora confirmando os recolhimentos e as declarações, a autoridade fiscal indeferiu o pedido, porque a sociedade tem por objeto, dentre outros, montagem e manutenção elétrica, atividade impeditiva nos termos do Ato Declaratório Normativo nº 4/2000, por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia, assim incidindo no art. 9o, inciso XIII da Lei nº 9.317/96. No despacho decisório consta que em contato com o contador da empresa, obtevese a informação de que a atividade de montagem e manutenção elétrica é realizada em equipamentos industriais (fls. 39/41). A contribuinte manifestou sua inconformidade juntando notais fiscais de serviços prestados e relação de empregados (fls. 45/55), mas a solicita foi indeferida, reafirmandose o que consignado no despacho decisório. A interessada então interpôs recurso voluntário destacando que os sócios sequer possuem nível superior, e reportandose a soluções de consulta em favor da sua inclusão no Simples Federal. Observou que relevante seria a verificação in loco da atividade efetivamente realizada, e defendeu que a natureza dos serviços prestados não possuem o caráter intelectual previsto no rol das atividades impeditivas. A 1a Turma Especial da 3a Seção de Julgamento deu provimento ao recurso voluntário nos termos da ementa inicialmente transcrita. Mas a embargante apontou contradições entre esta decisão e o voto condutor do julgado, que se entendeu caracterizada nos termos do despacho de fls. 167/168. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13984.000743/200275 Acórdão n.º 1101001.203 S1C1T1 Fl. 5 4 Voto Conselheira EDELI PEREIRA BESSA Como evidenciado no relatório, embora tenha sido dado provimento ao recurso voluntário, consta do voto condutor do acórdão o que segue: O recurso voluntário ressalta que "o que realmente importa é a atividade de fato realizada pela empresa" (Fls.68) e não o constante do Contrato Social. Permissa venia, não posso concordar com esta assertiva, pois retiraria toda a formalidade e legalidade dos registros constitutivos de empresas no pais. No mérito o recurso é procedente por não ser possível o enquadramento no SIMPLES devido ao objeto social apresentado no Contrato Social da recorrente. Por fim, a matéria de não aplicação de multa deve ser tratada após a instauração do litígio na primeira instância, eis que matéria estranha ao presente processo. Em face do elencado em epígrafe e de tudo constante nos autos, dou provimento ao recurso voluntário, para que a empresa seja incluída no SIMPLES, por não exercer atividade vedada no diploma legal. Nestes termos, num primeiro momento o Conselheiro Relator declara relevante a atividade enunciada pelo contrato social da recorrente, e na seqüência afirma que não é possível seu enquadramento no SIMPLES em razão do objeto social indicado no contrato, mas ainda assim declara procedente o recurso e determina a inclusão da empresa no SIMPLES por não exercer atividade vedada. Na ementa, ao contrário do que dito no voto condutor, está declarado que o objeto social da empresa não representa atividade econômica vedada pelo SIMPLES, mas também observase que a atividade efetivamente exercida pela recorrente está estampada em suas notas fiscais. Em tais circunstâncias, não é possível aferir qual razão ensejou o provimento do recurso voluntário, inviabilizando a interposição de eventual recurso especial pela representação fazendária. Necessário, portanto, seria novamente apreciar o litígio, mas neste segundo momento a matéria já se encontra sumulada nos seguintes termos: Súmula CARF nº 57: A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal. Não há dúvida, nestes termos, que os serviços executados pela contribuinte, consistentes em montagem e manutenção ainda que elétrica e em equipamentos industriais não podem ser equiparados a serviços profissionais prestados por engenheiros, e isto também porque a própria Resolução nº 218/73, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, atribui estas atividades não só aos engenheiros em sua área de especialização, como também aos técnicos de grau médio e tecnólogos. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 13984.000743/200275 Acórdão n.º 1101001.203 S1C1T1 Fl. 6 5 Por tais razões, o presente voto é no sentido de ACOLHER e PROVER os embargos, mas sem efeitos infringentes, mantendo o deferimento do pedido de inclusão retroativa no Simples Federal em razão da aplicação da Súmula CARF nº 57. (documento assinado digitalmente) EDELI PEREIRA BESSA – Relatora Fl. 94DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 20/10/2014 por EDELI PEREIRA BESSA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
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Numero do processo: 11516.001931/2005-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2202-000.141
Decisão: RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção
de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. O processo será incluído novamente em pauta após
solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Conselheiro Relator.
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, decidir pelo sobrestamento do processo, nos termos do voto do Conselheiro Relator. O processo será incluído novamente em pauta após solucionada a questão da repercussão geral, em julgamento no Supremo Tribunal Federal., nos termos do voto do Conselheiro Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Rafael Pandolfo, Antonio Lopo Martinez, Guilherme Barranco de Souza, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Helenilson Cunha Pontes. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 16/03/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 11516.001931/200554 Resolução n.º 220200.141 S2C2T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO Em desfavor da contribuinte, ELZA PAIVA MARCONDES, foi lavrado auto de infração resultante da revisão da declaração de ajuste anual da Interessada relativa ao ano calendário 2001, onde se exige Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar no valor de R$ 47.329,66, acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora. Da leitura do "Demonstrativo das Infrações" (fl. 16), observase que a presente autuação decorre da apuração de omissão de rendimentos tributáveis recebidos em decorrência do "processo trabalhista 971/89 da 2a Vara do Trabalho de Florianópolis ". Por ser de direito, o valor do imposto de renda retido na fonte foi alterado em razão da inclusão de valores devidamente comprovados, correspondentes aos rendimentos tributáveis omitidos. Irresignada, a Interessada apresentou a impugnação de fls. 01 a 12, na qual expõe suas razões de contestação. Aduz que por força de decisão judicial (Acórdão 7649/98 da 2 a Turma do TRT da 12a Região) o cálculo do imposto de renda foi efetuado com observância do regime de competência. Afirma que "o imposto que o fisco alega ter direito a receber, calculado sobre os rendimentos pagos acumuladamente, jamais existiu, pois antes mesmo de ocorrer o fato gerador do tributo em questão, qual seja a disponibilidade jurídica ou econômica dos rendimentos, uma decisão judicial transitada em julgado determina que o cálculo e a retenção do imposto sejam feitos de maneira diversa ". Lembra que "o ordenamento jurídico veda o enriquecimento sem causa, sendo que ao fisco, assim como quem quer que seja, é vedado o locupletamento à custa alheia ou não proveniente de justa causa ". Diz que a Receita Federal, por força da decisão judicial, não teria nada mais a receber do que o imposto j á retido pela fonte pagadora e recolhido naquele ano calendário de 2001. Cita doutrina de Hugo de Brito Machado e jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 4 a Região e do Tribunal Regional do Trabalho da I a Região. Alega que o Parecer Normativo CST n° 47, publicado no DOU de 25.8.87, da Secretaria da Receita Federal, segue "o entendimento de que a tabela do imposto a ser aplicada é a vigente na data da aquisição do direito, não a da data do pagamento'". Ressalta que a própria CEF, visando provavelmente dar cumprimento aos termos da decisão judicial, "deixou de informar, no comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte, os rendimentos pagos à impugnante através do processo n°971/89". Aduz que a exigência de juros de mora com base na taxa SELIC, além de ofender o conceito jurídico e econômico de juros moratório, fere o disposto no caput e no §1° do artigo 161 do Código Tributário Nacional. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 16/03/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 11516.001931/200554 Resolução n.º 220200.141 S2C2T2 Fl. 3 3 Afirma que a aplicação da taxa SELIC viola os princípios constitucionais da legalidade tributária, da "indelegabilidade de competência tributária" e da segurança jurídica. Assevera que "aplicar a taxa SELIC para fins tributários importa em equiparar o contribuinte ao investidor, o que é ilegal". Ressalta, citando ementas de acórdãos, que o Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que a taxa SELIC "não pode ser aplicada como juros moratórios, pois possui natureza remuneratória" Tendo em vista as alegações apresentadas, a Interessada requereu o "cancelamento do auto de infração" e, sucessivamente, o afastamento da aplicação da taxa de juros SELIC sobre o crédito tributário. A DRJ ao apreciar os argumentos do contribuinte, entendeu que o lançamento está correto. Insatisfeito, o interessado interpõe recurso tempestivo, reiterando os mesmo argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 16/03/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 11516.001931/200554 Resolução n.º 220200.141 S2C2T2 Fl. 4 4 VOTO Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator Ante de apreciar o recurso cabe discutir se o referido processo estaria sujeito a sobrestamento. Após análise pormenorizada dos autos entendo que cabe aqui sobrestamento de julgado feito de ofício pelo relator, nos termos do art. 62A e parágrafos do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009, verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. No conteúdo da acusação fiscal resta claro, nos autos de que a exigência referese a rendimentos recebidos acumuladamente – RRA. Diante de todo o exposto, proponho o SOBRESTAMENTO do julgamento do presente Recurso, conforme previsto no art. 62, §1o e 2o, do RICARF. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 105DF CARF MF Impresso em 10/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 16/03/201 2 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 09/03/2012 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 10950.905413/2012-49
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Oct 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/10/2003
CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÃO DOS VALORES DECORRENTES DE VENDAS INADIMPLIDAS. IMPOSSIBILIDADE.
Para as pessoas jurídicas em geral as exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas em Lei, assim os valores decorrente de vendas inadimplidas não podem ser excluídas da base de cálculo.
CONTRIBUIÇÃO COFINS/PIS. VENDAS INADIMPLIDAS APLICAÇÃO DE DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL.
Nos termos regimentais, reproduz-se as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. Assim sendo, não se pode equiparar as vendas inadimplidas com as hipótese de cancelamento de vendas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-004.531
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/10/2003 CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÃO DOS VALORES DECORRENTES DE VENDAS INADIMPLIDAS. IMPOSSIBILIDADE. Para as pessoas jurídicas em geral as exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas em Lei, assim os valores decorrente de vendas inadimplidas não podem ser excluídas da base de cálculo. CONTRIBUIÇÃO COFINS/PIS. VENDAS INADIMPLIDAS APLICAÇÃO DE DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Nos termos regimentais, reproduz-se as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. Assim sendo, não se pode equiparar as vendas inadimplidas com as hipótese de cancelamento de vendas. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
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EXCLUSÃO DOS VALORES DECORRENTES DE VENDAS INADIMPLIDAS. IMPOSSIBILIDADE. Para as pessoas jurídicas em geral as exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas em Lei, assim os valores decorrente de vendas inadimplidas não podem ser excluídas da base de cálculo. CONTRIBUIÇÃO COFINS/PIS. VENDAS INADIMPLIDAS APLICAÇÃO DE DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Nos termos regimentais, reproduzse as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. Assim sendo, não se pode equiparar as vendas inadimplidas com as hipótese de cancelamento de vendas. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 90 54 13 /2 01 2- 49 Fl. 100DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Sérgio Celani, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Adotase, em regra, o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Tratase de Pedido de Restituição de pagamento que teria sido realizado a maior. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico indeferindo o pleito, tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Em manifestação de inconformidade a contribuinte afirma que o direito de crédito tem origem no pagamento de contribuição sobre valores de vendas não recebidas que foram incluídos como receita na base de cálculo. Em resumo, argumenta que as cifras relativas às vendas não adimplidas não constituem receitas porque não representam acréscimo patrimonial, cabendo a correspondente exclusão da base de cálculo, nos mesmos moldes do tratamento dispensado às vendas canceladas, já que o inadimplemento do comprador implicaria verdadeiro cancelamento do contrato de venda. Ademais, prossegue, insistir na tributação de valores relativos às vendas não recebidas culmina por ofender o princípio da capacidade contributiva. Dessa forma, conclui, o pagamento da contribuição calculada sobre as vendas não quitadas é indevido e o direito de crédito deve ser restituído. Requer ainda a atualização do direito de crédito de acordo com a variação da taxa Selic. Pretende ainda que sejam examinadas as provas do direito de crédito conforme indica. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: BASE DE CÁLCULO. VENDAS INADIMPLIDAS. EXCLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. O inadimplemento de clientes não se confunde com cancelamento de vendas, não podendo os valores correspondentes às vendas inadimplidas ser excluídos da base de cálculo do PIS e da COFINS. O pagamento da contribuição calculada sobre os mencionados valores não é indevido sendo correto o indeferimento do correspondente pedido de restituição. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 5 4 Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário. Em síntese, apresentou as mesmas alegações suscitadas na manifestação de inconformidade em relação à ilegalidade da cobrança das contribuições PIS e Cofins sem a exclusão dos valores referentes às vendas não recebidas. Por fim, requereu que fosse conhecido e provido seu recurso voluntário. Outrossim, postulou que os créditos a serem por fim restituídos fossem acrescidos de juros remuneratórios a base da taxa selic, desde seu pagamento indevido até a data da restituição/compensação. É o relatório. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto, dele tomase conhecimento. Como relatado, o litígio tem como controvérsia a exclusão da base de cálculo da contribuição dos valores relativos a vendas canceladas. Para o período de apuração em discussão, segundo o código de receita do pagamento a maior, 2172, 8109, 5856 ou 6912, aplicavamse os dispositivos das Leis 9.718, de 1998, 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003: Lei 9.718/98: Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei Art. 3º "O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. Lei 10.637/02 Art. 1o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. (grifouse) Lei 10.7637/2002 Lei 10.833/03 Art. 1o A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica.(grifouse) Lei 10.833/2003 (...) Fl. 104DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 7 6 Como visto, as Leis citadas estabelecem a natureza das receitas, em regra, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Por outro lado, as exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas nas respectivas leis e os valores decorrentes de vendas inadimplidas não fazem parte desse rol, logo não podem ser excluídas da base de cálculo da contribuição. Insistase que a norma estabelece a incidência da contribuição sobre a totalidade das receitas e não prevê estas exclusões. Tenhase presente que a discriminação das exclusões e deduções da base cálculo da contribuição foi uma opção do legislador no período em referência, não sendo a seara administrativa o fórum adequado para questionálo. Para por fim a discussão, como bem colocado pela decisão de primeira instância, o Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário n.ºs 586.482/RS, publicado no DJE no dia 19/06/2012, Relator Ministro Dias Toffoli, sistemática de repercussão geral, pacificou o entendimento de que não é permitido a exclusão das chamadas vendas inadimplidas da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins Os aludido acórdão foi assim ementado: TRIBUTÁRIO. CONSTITUCIONAL. COFINS/PIS. VENDAS INADIMPLIDAS. ASPECTO TEMPORAL DA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA. REGIME DE COMPETÊNCIA. EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE EQUIPARAÇÃO COM AS HIPÓTESES DE CANCELAMENTO DA VENDA. 1. O Sistema Tributário Nacional fixou o regime de competência como regra geral para a apuração dos resultados da empresa, e não o regime de caixa. (art. 177 da Lei nº 6.404/¨76). 2. Quanto ao aspecto temporal da hipótese de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS, portanto, temos que o fato gerador da obrigação ocorre com o aperfeiçoamento do contrato de compra e venda (entrega do produto), e não com o recebimento do preço acordado. O resultado da venda, na esteira da jurisprudência da Corte, apurado segundo o regime legal de competência, constitui o faturamento da pessoa jurídica, compondo o aspecto material da hipótese de incidência da contribuição ao PIS e da COFINS, consistindo situação hábil ao nascimento da obrigação tributária. O inadimplemento é evento posterior que não compõe o critério material da hipótese de incidência das referidas contribuições. 3. No âmbito legislativo, não há disposição permitindo a exclusão das chamadas vendas inadimplidas da base de cálculo das contribuições em questão. As situações posteriores ao nascimento da obrigação tributária, que se constituem como excludentes do crédito tributário, contempladas na legislação do PIS e da COFINS, ocorrem apenas quando fato superveniente venha a anular o fato gerador do tributo, nunca quando o fato gerador subsista perfeito e acabado, como ocorre com as vendas inadimplidas. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 8 7 4. Nas hipóteses de cancelamento da venda, a própria lei exclui da tributação valores que, por não constituírem efetivos ingressos de novas receitas para a pessoa jurídica, não são dotados de capacidade contributiva. 5. As vendas canceladas não podem ser equiparadas às vendas inadimplidas porque, diferentemente dos casos de cancelamento de vendas, em que o negócio jurídico é desfeito, extinguindose, assim, as obrigações do credor e do devedor, as vendas inadimplidas a despeito de poderem resultar no cancelamento das vendas e na consequente devolução da mercadoria , enquanto não sejam efetivamente canceladas, importam em crédito para o vendedor oponível ao comprador. 6. Recurso extraordinário a que se nega provimento (grifouse). Destarte, são inúteis e desnecessárias eventuais discussões de outras teses sobre a possibilidade de se excluir da base de cálculo da contribuição as denominadas vendas inadimplidas. As autoridades administrativas têm que se submeter ao entendimento do Supremo Tribunal Federal e, de fato, atribuir eficácia em relação ao mérito. Neste sentido, alterouse o Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256/2009 do Ministro da Fazenda, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010. O artigo 62A dispõe que os Conselheiros têm que reproduzir as decisões do STF proferidas na sistemárica da repercussão geral, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. {*} (...) {*} alteraçãos introduzida pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010 ( grifouse) Em remate, não é permitido excluir da base de cálculo da contribuição as vendas inadimplidas. Por óbvio, seu pedido e argumentação de atualização dos créditos pela taxa Selic ficam prejudicados Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 106DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10950.905413/201249 Acórdão n.º 3801004.531 S3TE01 Fl. 9 8 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 30/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/10/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 29/10/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10830.903157/2008-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: null
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Numero da decisão: 1302-001.542
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Eduardo de Andrade acompanhou o relator pelas conclusões.
(documento assinado digitalmente)
Alberto Pinto Souza Júnior - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Hélio Eduardo de Paiva Araújo - Relator.
EDITADO EM: 27/10/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Júnior (presidente da turma), Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo.
Nome do relator: HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/05/2004 a 31/05/2004 COMPROVAÇÃO DO ERRO. VERDADE MATERIAL. Restando comprovado pelo contribuinte o erro em que se funda o lançamento impositiva se torna sua desconsideração em prol da verdade material. ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. VALOR CORRETO DECLARADO EM DIPJ. O descumprimento da obrigação de retificar a DCTF não enseja a perda do direito creditório, desde que o verdadeiro valor devido possa ser confirmado pela fiscalização através de outros meios que estivessem à disposição da Fiscalização. DIPJ É CAPAZ DE PRODUZIR EFEITOS PARA FINS DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. A IN SRF nº 166/99 reconhece a produção de efeitos da DIPJ, para fins de restituição e/ou compensação de tributos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Eduardo de Andrade acompanhou o relator pelas conclusões. (documento assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Júnior Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 90 31 57 /2 00 8- 35 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR 2 (documento assinado digitalmente) Hélio Eduardo de Paiva Araújo Relator. EDITADO EM: 27/10/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Júnior (presidente da turma), Waldir Veiga Rocha, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Hélio Eduardo de Paiva Araújo. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR Processo nº 10830.903157/200835 Acórdão n.º 1302001.542 S1C3T2 Fl. 79 3 Relatório EMS SIGMA PHARMA PARTICIPAÇÕES S.A., já qualificada nos autos, recorre de decisão proferida pela 9a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP DRJ/CPS, que, por unanimidade, julgou improcedente a manifestação de inconformidade interposta contra o despacho decisório que não homologou a Declaração de Compensação – DCOMP n° 18855.73072.141004.1.3.042490, por meio da qual a contribuinte, ora recorrente, fez uso de pagamento indevido de IRPJ Estimativa verificado no período de apuração encerrado em 31/05/2004, uma vez que no entendimento daquele orgão a quo, não restou comprovada a existência do alegado pagamento indevido ou a maior, portanto inexistente o direito creditório e, portanto, a compensação que dele se aproveitaria não pôde ser homologada. Consta da decisão recorrida o seguinte relato: Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) com aproveitamento de suposto pagamento indevido. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação (fl. 6), tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Cientificada do despacho decisório em 20/08/2008 (fl. 48), a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 09/09/2008 (fls. 8/9), na qual alega: 1) O contribuinte apresentou declaração de compensação (N° Declaração: 18855.73072.141004.1.3.042490 — Recibo 28.56.11.22.94) na data de 14/10/2004 tendo em vista saldo de crédito de IRPJ existente em função do recolhimento efetuado a maior no período de apuração 05/2004. Porém esta Dcomp não se tratava de Dcomp Inicial, e sim de saldo de crédito de Declaração apresentada em 14/09/2004 sob o n° de declaração 36984.81826.140904.1.3.048837, Recibo 10.64.06.75.98. 2) Não existia valor devido referente a Apuração de 05/2004, porém o valor recolhido foi de R$ 863.327,63, gerando saldo a ser compensado no valor integral do DARF. 3) Na Dcomp inicial, discriminada acima, após utilização parcial para pagamento de COFINS (Cód. Receita 5856), com período de apuração Agosto de 2004 e recolhimento em 15/09/2004, apurouse um saldo de RS 736.664,04, sendo esse o saldo do crédito original, podendo o mesmo ser utilizado em Dcomp posterior. 4) Em 06/10/2004, foi apresentado nova Dcomp (N° Declaração: 36872.38589.061004.1.3.040469 — Recibo 40.96.05.10.13), com a finalidade de utilizarse parcialmente do Crédito de R$ 736.664,04, saldo este apurado conforme o Per/Dcomp detalhado nos itens 2 e 3 dessa Manifestação. 5) Utilizouse na DCOMP detalhada no item 04 desta Manifestação (n° Declaração 36872.38589.061004.1.3.040469 — Recibo 40.96.05.10.13), parte do Fl. 80DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR 4 crédito para pagamento de IRRF (Cód. Receita 3426) referente a 1°semana de Outubro de 2004, porém apurouse ainda saldo do crédito original de 261.187,46, podendo ser utilizado em Dcomp posterior. 6) Em 14/10/2004, foi apresentado a 3° Dcomp (N° Declaração: 18855.73072.141004.1.3.042490 — Recibo 28.56.11.22.94) com a intenção de utilizarse parcialmente do saldo de R$ 261.187,46, porém não foi informado que se tratava de crédito já utilizado parcialmente, não sendo preenchido assim o campo com número de Per/Dcomp Inicial. Não retificamos a referida Declaração, pois o validador da Receitanet não permite, já que o mesmo já tinha sido objeto de decisão administrativa. 7) Utilizouse na DCOMP detalhada no item 06 desta Manifestação, sendo a mesma objeto deste processo, parte do crédito para pagamento de PIS (Cód. Receita 6912), e para pagamento de COFINS (Cód. Receita 5856) ambos referente a Setembro de 2004. Apurouse ainda saldo do crédito original de R$ 41.279,54, podendo ser utilizado posteriormente (.) 8) Complementarmente, a DCTF referente ao 2° Trimestre de 2004, está sendo retificada, pois a Declaração Original não detalhava tal crédito. 9) Apresentamos cópia da DIPJ Referente ao Exercício de 2004, onde não existe saldo apurado de IRP.I a recolher referente ao Período de Apuração 03/2004. Apresentamos também cópia da DCTF Original e da DCTF Retificadora. Cientificada da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs recurso voluntário através do qual repisa os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade, neles insistindo. Ademais, aduz que a Autoridade Administrativa Fazendária deve privilegiar a verdade material em detrimento do formalismo, e alega que no presente caso foi cabalmente demonstrada a regularidade das operações através dos documentos trazidos aos autos Por fim pede o provimento integral do Recurso Voluntário, ou subsidiariamente que os autos sejam baixados em diligência, a fim de que possam ser verificadas os lançamentos contábeis que embasaram as informações prestados em DIPJ e DCTF Retificadora. É o relatório. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR Processo nº 10830.903157/200835 Acórdão n.º 1302001.542 S1C3T2 Fl. 80 5 Voto Conselheiro Hélio Eduardo de Paiva Araújo O Recurso Voluntário é tempestivo, portanto, dele conheço. Tratase de pedido de compensação onde o contribuinte deseja ver compensado crédito advindo de recolhimento a maior de IRPJ Estimativa, relativo ao período de apuração Maio/04, recolhimento em Jun/04, com valor histórico na data da transmissão da Dcomp de R$ 261.187,46, contra débitos de PIS e Cofins apurados em setembro de 2004, no valor principal de R$ 40.615,45 e R$ 187.077,21, respectivamente. O despacho decisório, eletrônico, de nº 781188356, da DRF Campinas, não homologou a compensação pleiteada sob o fundamento de que o pagamento havia sido totalmente utilizado para quitar o valor de IRPJ Estimativa declarado em DCTF. O contribuinte manifesta sua inconformidade quanto à referida não homologação, argumentando, em síntese, que o valor declarado em DCTF devese a erro formal no preenchimento da mesma, sendo que não havia qualquer valor devido a título de IRPJ Estimativa para o período de apuração em questão (maio/04), uma vez que a empresa até aquele momento apresentavase em situação de prejuízo fiscal. Aduz ainda que o referido prejuízo fiscal poderia ser corroborado pela fiscalização através do conferência dos valores declarados na DIPJ/05, configurandose, desta forma, um pagamento indevido à título de IRPJ Estimativa da ordem de R$ 863.327,63, o qual poderia ser compensado contra débitos tributário deste mesmo contribuinte, como de fato já o havia sendo, restando um saldo a compensar na data da transmissão da DCOMP, objeto deste litígio, da ordem de R$ 261.187,46. A DRJ/CPS julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada para manter a não homologação das compensações pleiteadas sob o fundamento: "(...) o sucesso da contribuinte, nesta instância administrativa, já fora da órbita do tratamento eletrônico, em ver homologada a compensação declarada condicionase a comprovação da liquidez e certeza do direito de crédito. A retificadora que pretendeu demonstrar a existência do crédito por si só, não tem o condão de fazer nascer o direito de crédito e de comprometer a decisão que não homologou a declaração de compensação. A decisão recorrida foi omissa ao desprezar completamente a DIPJ apresentada pelo contribuinte (e disponível para a fiscalização no momento em que o despacho eletrônico fora proferido), o que, ao meu ver, caracteriza a preterição do direito de defesa dos Contribuintes prevista no art. 59, inciso II, do Decreto nº 70.235/72. Ademais, tal preterição de direito deveria ser sanada, sob pena de supressão de instância. Considerando que as informações relativas ao direito creditório do contribuinte poderiam ter sido verificadas perante o sistema da RFB, entendo que não há Fl. 82DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR 6 necessidade de anular os atos praticados, por força do quanto dispõe o art. 59, §3º, do Decreto nº 70.235/72 – a declaração de nulidade não será pronunciada se a decisão de mérito for a favor de quem aquela aproveitaria. Não é possível negar validade a outras informações constantes no banco de dados da Receita Federal no momento da decisão – a exemplo da DIPJ ignorada. Ainda, o descumprimento da obrigação de retificar a DCTF (a qual fora retificada apenas alguns dias após exarado o despacho decisório de não homologação) não enseja a perda do direito creditório, uma vez que a IN SRF nº 166/99 reconhece a produção de efeitos da DIPJ, para fins de restituição e/ou compensação de tributos. Art. 4 º Quando a retificação da declaração apresentar imposto menor que o da declaração retificada, a diferença apurada, desde que paga, poderá ser compensada ou restituída. Parágrafo único. Sobre o montante a ser compensado ou restituído incidirão juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, até o mês anterior ao da restituição ou compensação, adicionado de 1% no mês da restituição ou compensação, observado o disposto no art. 2 º , inciso I, da Instrução Normativa SRF n º 22, de 18/04/1996. Logo, o fato de a contribuinte não ter retificado a DCTF para reduzir o tributo ali originalmente informado não pode obstar a utilização, em compensação, de indébito demonstrado em DIPJ apresentada antes da edição do despacho decisório que expressou a não homologação da compensação, especialmente porque a própria autoridade administrativa reputou desnecessária uma análise mais aprofundada da compensação, submetendoa ao processamento eletrônico de informações disponíveis nos bancos de dados da Receita Federal. Portanto, a Fiscalização não poderia ter limitado sua análise apenas às informações prestadas em DCTF, já que havia informações provenientes de outras declarações nos bancos de dados da Receita que permitiam a análise quanto ao crédito pleiteado. Isto é, caberia à Fiscalização, ao menos questionar a divergência existente entre as declarações (DIPJ e DCTF), cotejandoas com os lançamentos contábeis, por fim, procedendo com eventual retificação espontânea (de ofício) que se fizesse necessária. O simples fato de haver divergências entre as informações constantes em DCTF e DIPJ, por si só, já obrigava a Fiscalização a aprofundar as suas investigações, de modo a corroborar sua convicção sobre os fatos e direito. Assim sendo, restando incontroverso que não subsiste o ato de não homologação de compensação que deixa de ter em conta informações prestadas espontaneamente pelo sujeito passivo em DIPJ e que confirmam a existência do indébito informado na DCOMP, mister se faz analisar se o crédito alegado pelo contribuinte revestese da liquidez e certeza necessárias para que a compensação pleiteada seja homologada. Compulsando os documentos juntados aos autos, verifico que o alegado pagamento de R$ 863.327,63, foi efetivamente comprovado através da cópia do Darf em que se deu tal recolhimento (documento de fls. 19). Ademais, a DCTF retificadora (ainda que declarada a destempo) também encontrase às fls 21 e seguintes, bem como a DIPJ/05, a qual comprova o prejuízo fiscal acumulado em maio de 2004, portanto confirmando que nenhum valor seria devido a título de IRPJ Estimativa. Tal DIPJ encontrase às fls. 20 e seguintes destes autos. Portanto, baseandome no princípio da verdade material, e acatando a tese de que mero erro formal no preenchimento de declaração acessória não teria o condão para Fl. 83DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR Processo nº 10830.903157/200835 Acórdão n.º 1302001.542 S1C3T2 Fl. 81 7 invalidar ou mesmo macular eventual direito creditório do contribuinte, entendo que existe o direito e que este se reveste de certeza e liquidez suficientes para possibilitar a sua utilização através de Dcomp. Assim, comprovado que não havia valor devido a título de IRPJ Estimativa para o período de apuração maio de 2004, e também comprovado o recolhimento de R$ 863.327,63, resta ao contribuinte um direito creditório neste mesmo valor a ser compensado, ou seja, todo este valor resta disponível para aproveitamento como crédito a favor do contribuinte, subtraindose, por óbvio, as eventuais outras compensações já efetuadas. Em outras palavras, ficou evidenciado nos autos que o pagamento de IRPJ Estimativa em questão (DARF às fls. 19) foi indevido, indébito este que poderia ter sido comprovado pela Fiscalização através da DIPJ/05 apresentada pelo contribuinte antes da edição do despacho decisório que expressou a nãohomologação da compensação, bem como pela DCTF Retificadora, ainda que esta só tenha sido retificada após a edição do referido despacho decisório, mas, de toda sorte, antes da edição do Acórdão do órgão julgador a quo. Em suma, como o comprovante de recolhimento (DARF), bem como DCTF e DIPJ dos períodos de apuração foram devidamente juntados aos autos, restando devidamente comprovada a liquidez e certeza do crédito pleiteado, não vejo óbice ao atendimento do pleito formulado pelo contribuinte. Em se tratando de indébito tributário, na forma do art. 39, § 4º da Lei 9.250/95 c/c art. 73 da Lei 9.532/97, deve o mesmo ser atualizado à taxa SELIC desde o momento do recolhimento indevido – mais precisamente a partir do mês subseqüente ao do pagamento indevido ou maior que o devido até o mês anterior ao da compensação e de 1% no mês em que esta estiver sendo efetuada. Por todo o acima exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório no valor de R$ 261.187,46, valor este disponível na data da transmissão da DCOMP, e para homologar a compensação pleiteada, até o limite do direito creditório reconhecido, devendo a autoridade fiscal se ater a eventual compensações que já possam ter sido efetuadas pelo contribuinte. Sala de Sessões, 23 de outubro de 2014. (documento assinado digitalmente) Hélio Eduardo de Paiva Araújo Relator Fl. 84DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 2 7/10/2014 por HELIO EDUARDO DE PAIVA ARAUJO, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por ALBERTO PINTO S OUZA JUNIOR
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Numero do processo: 17546.000174/2007-92
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Oct 07 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2403-000.268
Decisão:
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência.
Carlos Alberto Mees Stringari Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Marcelo Magalhães Peixoto (ausente) e Daniele Souto Rodrigues.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Marcelo Magalhães Peixoto (ausente) e Daniele Souto Rodrigues. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 75 46 .0 00 17 4/ 20 07 -9 2 Fl. 827DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 207 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário, interposto pela Recorrente MUNICÍPIO JUNDIAÍ / PREFEITURA MUNICIPAL Acórdão nº 0521.474 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº. 35.838.3181, com valor inicial de R$ 606.695,85 retificado após de cisão de primeira instância para R$ 604.705,77. O Relatório Fiscal, às fls. 42, informa que tratase de NFLD substitutiva: 1.1 A presente NFLD — Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, esta sendo emitida em substituição às NFLDs DEBCAD n° 35.386.555 9, 35.181.1877 e 119 _ 111 35.181.1800, tornadas nulas em razão de erro formal na identificação do sujeito passivo. Neste sentido, a decisão de primeira instância da Delegacia de Julgamento em Campinas SP, às fls. 487, aponta a NFLD lavrada em substituição a outras anuladas pelo CRPS: Em consulta à página da Internet do CRPS (http://www.previdenciasocial.gov.br/crps), verifico que as NFLD foram anuladas por erro na identificação do sujeito passivo. A NFLD n° 35.386.5559 foi anulada pelo Acórdão n° 02 2471, de 28/10/2003; a NFLD n° 35.181.1877, pelo Acórdão n° 022470, de 28/10/2003 e a NFLD n° 35.181.1800, pelo Acórdão n° 022473, de 28/10/2003. A NFLD de n° 35.835.3181 referese a contribuições destinadas à Seguridade Social, correspondendo tais valores: a) às contribuições dos segurados empregados, b) as devidas pela Empresa, c) do financiamento das prestações; por acidente de trabalho — SAT, para o período até 06/97 e d) do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de capacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, para o período após, 07/97. Em relação aos fatos geradores, aponta o Relatório Fiscal: Os fatos geradores que ensejaram o presente levantamento fiscal, foram apurados pelos Auditores Fiscais, após analise das planilhas acima citadas, em que constavam: a) segurados individuais (autônomos) — que prestaram serviços em caráter eventual, e b) segurados que estão sendo considerados empregados — que efetivamente prestaram serviços em caráter não eventual, tanto na Secretaria Municipal de Educação, como na Secretaria Municipal de Fl. 828DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 208 3 Saúde, sendo que tais segurados foram considerados como autônomos pelo órgão público. Em relação à caracterização dos segurados empregados, aponta o Relatório Fiscal: Esta Auditoria Fiscal, considerou a relação existente entre os trabalhos executados pelos segurados, e a atividade desenvolvida pelas Secretarias Municipais, as quais contrata tais profissionais. A dependência reconhecida pela lei e pela jurisprudência é a jurídica. Por força do contrato firmado pelo órgão, o empregado se obriga a cumprir suas determinações, em decorrência do poder de direção do empregador. A subordinação é o estado de sujeição em que se coloca o empregado em relação ao empregador, aguardando ou executando suas ordens. Salientamos que a natureza dos serviços prestados comportam verdadeira pessoalidade, o que se verifica com muita clareza nos serviços. A contratação não admite delegação, o contrato de trabalho é feito diretamente com o empregado, não podendo se fazer substituir por outro profissional. Esta forma de contratação não elimina as características da prestação • de serviços, como a subordinação técnica e jurídica, a pessoalidade, onerosidade e a não eventualidade, sob pena de incorrer no preceito contido no artigo 9° da CLT, ou seja, o desvirtuamento das relações trabalhistas. É importante ressaltar que é inerente à função do Auditor Fiscal, constatar a existência ou não de relação empregatícia entre uma empresa auditada e as pessoas físicas que lhe prestam serviços, independentemente da forma como foram contratadas. Aplicase também em matéria previdenciária, o Principio da Primazia da Realidade, que demonstra que os fatos relativos ao contrato de trabalho devem prevalecer em relação à forma de contratação. Admitirse o contrário seria deixar tais questões no vazio, enfraquecendo a obrigatoriedade de obediência à • legislação previdenciária e a filiação dos segurados, deixando a questão inteiramente ao arbítrio e conveniência das empresas. Um dos Princípios Previdenciários a corroborar tal assertiva é que "nenhuma declaração das partes, ainda que constante de contratos, que contrarie a Lei, o Direito ou a Realidade dos Fatos, poderá prevalecer para desfigurar a filiação do segurado à Previdência Social, na respectiva categoria". O período objeto da NFLD, conforme o Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD é de 07/1995 a 12/1999. A Recorrente teve ciência da NFLD em 28.04.2006, às fls. 01. Fl. 829DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 209 4 A Recorrente apresentou Impugnação, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Alega que decaiu o direito do Fisco de constituir o crédito atinente ao ano de 1996. Informa que profissional autônomo é aquele domina uma técnica, exercendo suas atividades sem subordinação, em caráter eventual e assumindo os riscos da atividade. Argúi que os pressupostos do vinculo de empregaticio não estão presentes. Salienta que não é possível a relação de emprego com a Administração Pública sem que o servidor tenha sido aprovado em concurso público. Defende que o principio da primazia da realidade não pode ser aplicado contra preceito constitucional. Aduz que os segurados em questão são professores especializados, de notória capacitação, que prestam serviços a outras empresas e entidades, consoante documentos anexos. Os serviços prestados são similares a de palestrantes. Sustenta que a quase totalidade dos profissionais mencionados pela Fiscalização ministrou cursos aos professores do sistema municipal de ensino de Jundiaí, objetivandose alcançar as metas tragadas pela Secretaria Municipal de Educação e visando o alargamento da base cultural e cientifica de seus trabalhadores. Arrazoa que a não eventualidade não é caracterizadora do vinculo de emprego. A subordinação é o elemento que permite tal caracterização. Sustenta que o vinculo de emprego só pode ser decidido por um juiz imparcial após profunda e criteriosa investigação. A seu ver, a consideração como segurado empregado não pode ser automática, pois inexiste norma que impeça a Administração de firmar contratos de prestação de serviços com terceiros. Alega que o contratado é responsável pelos encargos trabalhistas e previdenciários. Defende a inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre pagamento a segurados autônomos. Lembra que a lei tributária não pode alterar instituto de direito privado. Argumenta que a alíquota do SAT exigida em 3% é improcedente. Informa que a grande maioria dos cargos é burocrática, devendo lhe ser aplicada a alíquota de 1%, nos termos do artigo 26 do Decreto no 356, de 7 de dezembro de 1991. Defende que deva ser enquadrada no grau de risco leve, sob o código 801.99(9). Sustenta que o código 801 previsto no grau de risco grave está relacionado aos serviços públicos que encontram similitude com a atividade privada. Fl. 830DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 210 5 Informa que a sua posição está respaldada em laudo pericial, no qual se confirma a terceirização de serviços como coleta de lixo, canalização de esgoto, manutenção pesada de máquinas, construção civil, pavimentação de ruas, etc. Salienta que Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1.999, determina a incidência da aliquota de 1%. Sustenta a inconstitucionalidade da utilização da taxa SELIC como juros de mora. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente em parte a autuação para excluir os valores pagos a Isabel Cristina Gama da Silveira, nos termos do Acórdão nº 0521.474 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1995 a 31/12/199 9 DECADÊNCIA. SEGURADO EMPREGADO. PREFEITURA MUNICIPAL. SAT. SELIC. Quando um lançamento é anulado por vicio formal, o Fisco tem dez anos para providenciar o lançamento de um novo. Este prazo decadencial, previsto no inciso II do artigo 45 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1.991, é aplicável ao caso concreto. 0 Fisco irá tributar determinada prestação de serviço como realizada por segurado empregado se encontrar os pressupostos previstos na alínea "a" do inciso I do artigo 12 da Lei n° 8.212/91. A Prefeitura Municipal é órgão executivo independente e composto. Na vigência do Decreto n° 612, de 21 de julho de 1.992, deve recolher o SAT à razão de 3%. A utilização da taxa SELIC como juros de mora está prevista em lei e não pode ser afastada pela Autoridade Administrativa. Lançamento Procedente em Parte Acordam os membros da 7 Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente em parte a NFLD n° 35.835.3181, .mantendo o valor de R$ 604.705,77, consolidado em 28/04/2006 consoante Discriminativo Analítico do Débito Retificado (DADR) que integra o presente acórdão. Intime se para pagamento do credito mantido no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário, em igual prazo, nos termos legais. Fl. 831DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 211 6 Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, onde combate fundamentadamente a decisão de primeira instância e reitera as argumentações deduzidas em sede de Impugnação. (i) Da decadência Devese aplicar a regra do art. 173, I, CTN, em função da Súmula Vinculante 8 do STF (ii) Da inexigibilidade do depósito prévio (iii) Da caracterização do segurado empregado A questão toda se resume na caracterização como segurado empregado, dos profissionais especializados, contratados pela Prefeitura para prestação de serviços, com prazo determinado, para cumprimento de programas específicos e episódicos de atendimento á população e/ou funcionários. Tais serviços não justificam a realização de concurso público para a contratação, eis que não há na estrutura da administração cargos equivalentes e nem seria o caso da criação de novos cargos de provimento efetivo, com beneficio da estabilidade, para atender situações esporádicas e temporárias. A r. decisão aponta como elemento caracterizador da relação de emprego a subordinação, indicando que "os contratos juntados aos autos demonstram certa indeterminação no conteúdo da prestação de serviços" e que "esta característica acaba por dar à Prefeitura o direito de intervir na maneira como serão prestados os serviços." Aponta mais que, (i) a contratante não abriu mão de controlar a maneira como seria realizado o trabalho, justificando tal assertiva no fato da existência de cláusula contratual que prescreve como causa de sua rescisão "o descumprimento das determinações do órgão encarregado de sua fiscalização" (ii) não há, nos contratos juntados, indícios de que o risco da atividade seja das pessoas contratadas e da obrigação de fornecerem material ou equipamento necessários ao aprendizado dos alunos (iii) a duração dos contratos é longa (entre seis e doze meses) e estabelecem precisamente quanta horas trabalharão as pessoas contratadas nas diversas atividades. Ora, as condições da prestação de serviços, a carga horária dos cursos e as atividades, bem como o seu conteúdo, foram estabelecidos pelos próprios contratados, profissionais autônomos, já segurados do INSS, nessa condição. Cada contrato foi executado de conformidade com as propostas por eles apresentadas, nos autos dos processos administrativos que cuidaram das contratações. Se a caracterização como empregado é a subordinação, como apontou a r. decisão, esse efetivamente não é o caso, eis que todos os contratos foram celebrados sem qualquer previsão de subordinação hierárquica, técnica ou de qualquer outra forma. Os profissionais contratados enviaram suas propostas, item essencial e obrigatório em qualquer Fl. 832DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 212 7 procedimento de contratação, propostas essas que, atendendo aos objetivos da Administração são aceitas e se constituem o escopo dos ajustes, não havendo qualquer transferência de responsabilidade pela direção e execução dos trabalhos. Quanto à fiscalização da execução dos contratos, não há a menor hipótese de se considerar que seja ingerência da Administração na sua execução, com relação de subordinação, eis que decorre da exigência da própria lei, assim como o regime de execução, os prazos de inicio, etapas de execução, conclusão e de entrega, o preço e as condições de pagamento e outras, nos termos do art. 55, da Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 (licitações e contratos administrativos). Essas exigências cabem, tanto para a contratação de uma empresa para execução de uma obra, como para a contratação de profissionais autônomos par prestação de um determinado serviço. As horas dedicadas ao preparo ou planejamento dos cursos, assim como o conteúdo e a coordenação, efetivamente, não foram exigências da Municipalidade, que analisou as propostas e As aceitou, fazendo com que constasse dos contratos firmados, como se pode constatar da documentação anexa, que vem comprovar que cada contrato teve como precedente uma proposta, na qual cada profissional estabeleceu as suas condições de trabalho, ficando evidenciada a legitimidade da contratação, sem qualquer indicio de subordinação. (iv) Da contribuição ao SAT Entendeu a Fiscalização que a Prefeitura está enquadrada no grau de risco grave, posicionamento contra o qual a Municipalidade se insurgiu, nos termos de sua Defesa Administrativa, tendo em vista que a atividade preponderante da Administração é burocrática, com grau de risco leve (alíquota de 1%). Entretanto, os Senhores Julgadores da 7a Turma da DRJ/CPS houveram por bem reconhecer a regularidade da incidência da alíquota de 3% (três por cento), sob o argumento de que a Prefeitura "é um órgão composto, pois para exercer suas atividades, é dividido em outros órgãos. Fundamenta a decisão nas disposições do Decreto n° 612/92, asseverando que a mesma determina "a incidência da alíquota de 3% sobre todo o órgão executivo do Município, independentemente da atividade exercida pelos órgãos subordinados. Com tal posicionamento não se pode concordar. Observese que o próprio acórdão, ao citar o referido decreto, aponta duas opções de enquadramento. A primeira delas é no Grau 1 (riscos Leves —Taxa de 1%), para os órgãos do serviço público federal, estadual e municipal com atividades predominantes burocráticas. É evidente e cristalino, que a maior gama de serviços da Municipalidade, executados diretamente, através de seus órgãos, é de natureza burocrática. Fl. 833DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 213 8 A exceção fica para alguns serviços como a canalização de água, serviços de esgoto, manutenção pesada de máquinas, coleta de lixo, transporte coletivo se outros, que são executados por terceiros contratados em procedimento licitatório ou mediante concessão de serviços públicos, nos termos da legislação especifica aplicável. Portanto, ao proceder aos cálculos insertos na NFLD o agente fiscal utilizou o percentual de 3%, partindo da presunção de que o trabalho na Prefeitura Municipal se insere como de RISCO GRAVE, esquecendose, que a grande maioria dos cargos exerce atividades burocráticas ou intelectuais. No caso especifico do Serviço Público Municipal, temos como atividade preponderante o exercício de atividades burocráticas, sendo certo que de acordo com o Decreto n° 356, de 07.12.1.991, e seu anexo, especificamente item 801, para tal atividade deve ser aplicado o RISCO LEVE, jamais o RISCO GRAVE, senão vejamos: "Grau 1. Riscos Leves Taxa 1,00% 801 Serviços Públicos 99(9) Ministérios, autarquias e outros órgãos do serviço público federal, estadual ou municipal com atividades predominantes burocráticas." evidência que o referido agente fiscal deixou assim, de,considerar o que está expresso no Anexo do Decreto acima mencionado, o qual expressamente estabelece no código 801 99(9) que os municípios com atividades predominantes burocráticas são taxadas a 1%, ou seja, no grupo de riscos LEVES. 0 item 801 do Anexo do citado decreto prevê como RISCOS GRAVES à taxa de 3% os serviços públicos, que encontra similitude com a atividade privada e que coloca a saúde do obreiro em constantes riscos de contaminação, com probabilidade de diminuição da expectativa de se manterem por longo tempo no GRUPO ECONOMICAMENTE ATIVO, ou seja, vão para a inatividade precocemente ou, constantemente têm necessidade de se utilizarem do AUXÍLIODOENÇA. Além do que, o Decreto 612, de 21.07.1.992, em seu artigo 26, § 1 0 também considera, para fins de enquadramento a atividade preponderante, aquela que congrega o maior número de empregados, sendo que seu enquadramento inicial é feito pelo próprio contribuinte e apenas, se apurado em regular procedimento administrativofiscal que a atividade preponderante seja outra é que se pode adotar as medidas pertinentes para fins de proceder a outro enquadramento, senão vejamos : (...) É certo ainda, que nos termos do Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1.999, due aprova o atual regulamento da Previdência Social, o grau de risco na Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, é de 1%, nos termos do item 75.11 6 do anexo correspondente, 0 que demonstra o equivoco cometido pelo r. fiscal, ao elaborar os cálculos, e aplicar a alíquota de 3%. Observada esta consideração, temos que jamais poderia ser aplicado ao cálculo elaborado a alíquota de 3%, eis que tal percentual não está de acordo com o que dispõe a legislação especifica, e que deve ser aplicada corretamente ao caso concreto. Fl. 834DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 214 9 (v) Da inconstitucionalidade da aplicação da Taxa SELIC. Da análise das NFLDs, verificase que para calcular o montante que entende devido, o Sr. Fiscal lançou "índice" de correção monetária, .qual seja TAXA SELIC, que segundo entendimento predominante vigente, não pode ser acatado, portanto é nesta oportunidade atacado. Referida taxa, vem sendo considerada ilegal e inconstitucional, pela doutrina e jurisprudência pátrias, em virtude de vários fatores, mas principalmente, por inexistir lei que a institua, defina e determine seu modo de aplicação Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 835DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 215 10 VOTO Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação nos autos. DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA AUTUAÇÃO FISCAL Tratase de Recurso Voluntário, interposto pela Recorrente MUNICÍPIO JUNDIAÍ / PREFEITURA MUNICIPAL Acórdão nº 0521.474 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº. 35.838.3181, com valor inicial de R$ 606.695,85 retificado após de cisão de primeira instância para R$ 604.705,77. O Relatório Fiscal, às fls. 42, informa que tratase de NFLD substitutiva: 1.1 A presente NFLD — Notificação Fiscal de Lançamento de Débito, esta sendo emitida em substituição às NFLDs DEBCAD n° 35.386.555 9, 35.181.1877 e 119 _ 111 35.181.1800, tornadas nulas em razão de erro formal na identificação do sujeito passivo. Neste sentido, a decisão de primeira instância da Delegacia de Julgamento em Campinas SP, às fls. 487, aponta a NFLD lavrada em substituição a outras anuladas pelo CRPS: Em consulta à página da Internet do CRPS (http://www.previdenciasocial.gov.br/crps), verifico que as NFLD foram anuladas por erro na identificação do sujeito passivo. A NFLD n° 35.386.5559 foi anulada pelo Acórdão n° 02 2471, de 28/10/2003; a NFLD n° 35.181.1877, pelo Acórdão n° 022470, de 28/10/2003 e a NFLD n° 35.181.1800, pelo Acórdão n° 022473, de 28/10/2003. A NFLD de n° 35.835.3181 referese a contribuições destinadas à Seguridade Social, correspondendo tais valores: a) às contribuições dos segurados empregados, b) as devidas pela Empresa, c) do financiamento das prestações; por acidente de trabalho — SAT, para o período até 06/97 e d) do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de capacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, para o período após, 07/97. Fl. 836DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 216 11 Em consulta ao site da Imprensa Nacional, em 07.07.2014, http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=18/12/2003&jornal=1&pagina= 45&totalArquivos=96, no Diário Oficial da União Seção 1 nº 246 de 18.12.2003 página 45 temse a referência à anulação das NFLD pelo CRPS: NOTIFICAÇÃO FISCAL Nº 35.181.1877 (SP) Matéria: Descaracterização de Autônomos Recorrente: PREFEITURA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ Recorrido: INSS Acórdão: 02/02470/2003 Decisão: Anular a NFLD por unanimidade, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. NOTIFICAÇÃO FISCAL Nº 35.386.5559 (SP) Matéria: Descaracterização de Autônomos Recorrente: PREFEITURA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ Recorrido: INSS Acórdão: 02/02471/2003 Decisão: Anular a NFLD por unanimidade, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. NOTIFICAÇÃO FISCAL Nº 35.181.1800 (SP) Matéria: Descaracterização de Autônomos Recorrente: PREFEITURA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ Recorrido: INSS Acórdão: 02/02473/2003 Decisão: Anular a NFLD por unanimidade, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. Ou seja, pelas informações constantes dos autos, não há como afirmar se anulação do CRPS foi fundamentada em vício forma ou vício material. DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: Fl. 837DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 217 12 “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo Fl. 838DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 218 13 internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; " Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN, conforme se depreende do REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF. Ora, em função da superveniência da edição da Súmula Vinculante 08 do STF, a fim de se analisar questão da decadência, é preciso definir se a anulação das NFLDs pelo CRPS ocorreu em razão de vício formal ou vício material para se definir o critério de aplicação da decadência., além da existência ou não de recolhimentos feitos pelo contribuinte. DA NECESSIDADE DE DILIGÊNCIA FISCAL Desta forma, considerandose os princípios da celeridade, efetividade e segurança jurídica, surge a prejudicial de se verificar o inteiro teor dos Acórdãos do CRPS que anularam as NFLDs que foram substituídas pela presente NFLD nº. 35.838.3181 para se determinar se anulação ocorreu por vício material ou vício formal, bem como se houve decadência anterior das NFLDs à luz da Súmula Vinculante nº 8 do STF e também a presença de recolhimentos feitos pela Recorrente. CONCLUSÃO CONVERTER o presente processo em DILIGÊNCIA para que a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do Recorrente: (i) anexe cópia do inteiro teor dos Acórdãos do CRPS: (i.1) Acórdão CRPS n° 02 2471, de 28/10/2003, que anulou a NFLD n° 35.386.5559; Fl. 839DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000174/200792 Resolução nº 2403000.268 S2C4T3 Fl. 219 14 (i.2) Acórdão CRPS n° 022470, de 28/10/2003 que anulou a NFLD n° 35.181.1877; (i.3) Acórdão CRPS n° 022473, de 28/10/2003, que anulou a NFLD n° 35.181.1800. (ii) informe se nos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil, como por exemplo nos sistemas Plenus/CCOR ou COGPS, há recolhimentos feitos pela Recorrente na forma de GRPS ou GPS para as competências 07/1995 a 12/1999. (iii) informe, em relação às NFLDs anteriormente anuladas pelo CRPS, quais sejam: NFLD n° 35.386.5559; NFLD n° 35.181.1877; e NFLD n° 35.181.1800: (iii.1) o período objeto da NFLD, por exemplo informado no Relatório Discriminativo Sintético do Débito DSD ou no Relatório Fiscal; (iii.2) a data de ciência do contribuinte em relação ao recebimento de cada NFLD. (iv) informe se há processo judicial na qual a Recorrente seja parte, por qualquer modalidade processual, com o mesmo objeto do presente processo administrativo tributário. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 840DF CARF MF Impresso em 07/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 16/09/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 30/09/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11020.000481/2004-73
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2801-000.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62-A, §§1º e 2º do Regimento do CARF.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: Não se aplica
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso, nos termos do art. 62A, §§1º e 2º do Regimento do CARF. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Ewan Teles Aguiar, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4ª Turma da DRJ/POA/RS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: Através do Auto de Infração foi apurado imposto a restituir no valor de R$ 3.813,77 relativos ao exercício de 2002, em decorrência da alteração dos rendimentos tributáveis e da glosa da dedução indevida da contribuição à previdência oficial e dedução indevida de imposto retido na fonte. A descrição dos fatos e a legislação infringida constam no referido Auto de Infração. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 20 .0 00 48 1/ 20 04 -7 3 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 02/12/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11020.000481/200473 Resolução nº 2801000.277 S2TE01 Fl. 88 2 Inconformado, o contribuinte apresenta impugnação, fls.1/4, onde esclarece que em 1998 apresentou declaração de ajuste anual tributando o montante de R$ 15.179,03 correspondente a primeira parcela recebida da reclamatória trabalhista movida contra o Lloyds Bank PLC, sendo que sobre tal montante não houve a incidência da contribuição a previdência oficial e nem retenção do imposto na fonte. Argumenta que em 2001 recebeu o saldo da ação trabalhista de R$ 15.853,51, sendo, então, recolhidas as importâncias de R$ 5.776,31 (INSS) e de R$ 9.911,30 (IRRF), conforme documentos em anexo, os quais foram informados na declaração de ajuste do exercício de 2002. Discorda do procedimento adotado pela fiscalização de deduzir a contribuição previdenciária e compensar o imposto retido na fonte proporcionais aos rendimentos efetivamente recebidos no exercício de 2002, uma vez que tais valores foram efetivamente descontados em 2001. Refaz o demonstrativo de cálculo, computando como contribuição previdenciária oficial o total de R$ 1.686,05 e R$ 9.911,30 de IRRF apurando imposto a restituir de R$ 9.849,66. Solicita o cancelamento do Auto de Infração. O lançamento foi julgado procedente, conforme Acórdão de fls. 74/76, que restou assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa FísicaIRPF Exercício: 2002 RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. O rendimento tributável bruto é o efetivamente recebido mais o imposto retido na fonte. CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA OFICIAL As deduções permitidas em lei, são aquelas correspondentes aos rendimentos oferecidos à tributação no exercício em questão. IMPOSTO RETIDO NA FONTE É de se manter o valor do imposto retido na fonte sobre rendimentos efetivamente recebidos no ano calendário em questão e incluídos na base de cálculo. Lançamento Procedente Regularmente cientificado daquele Acórdão em 02/02/2009 (fl. 80), o interessado interpôs o recurso de fls. 81/85, no qual, em síntese, repete os argumentos da impugnação. A numeração de folhas citada nesta decisão referese à serie de números do arquivo PDF. É o relatório. Voto Fl. 88DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 02/12/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11020.000481/200473 Resolução nº 2801000.277 S2TE01 Fl. 89 3 Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No presente caso, temse que o auto de infração objeto deste processo versa sobre rendimentos recebidos acumuladamente pelo contribuinte, com tributação submetida à Tabela Progressiva Anual sobre o total dos rendimentos recebidos acumuladamente. Ocorre que a constitucionalidade da regra estabelecida no art. 12 da Lei nº 7.713, de 1988, foi levada à apreciação, em caráter difuso, por parte do Supremo Tribunal Federal, o qual reconheceu a repercussão geral do tema e determinou o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, em decisão assim ementada, in verbis: “TRIBUTÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE VALORES RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. ART. 12 DA LEI 7.713/88. ANTERIOR NEGATIVA DE REPERCUSSÃO. MODIFICAÇÃO DA POSIÇÃO EM FACE DA SUPERVENIENTE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. 1. A questão relativa ao modo de cálculo do imposto de renda sobre pagamentos acumulados – se por regime de caixa ou de competência – vinha sendo considerada por esta Corte como matéria infraconstitucional, tendo sido negada a sua repercussão geral. 2. A interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, b, da Constituição Federal, em razão do reconhecimento da inconstitucionalidade parcial do art. 12 da Lei 7.713/88 por Tribunal Regional Federal, constitui circunstância nova suficiente para justificar, agora, seu caráter constitucional e o reconhecimento da repercussão geral da matéria. 3. Reconhecida a relevância jurídica da questão, tendo em conta os princípios constitucionais tributários da isonomia e da uniformidade geográfica. 4. Questão de ordem acolhida para: a) tornar sem efeito a decisão monocrática da relatora que negava seguimento ao recurso extraordinário com suporte no entendimento anterior desta Corte; b) reconhecer a repercussão geral da questão constitucional; e c) determinar o sobrestamento, na origem, dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC.” (STF, RE 614406 AgRQORG, Relatora: Min. Ellen Gracie, julgado em 20/10/2010, DJe043 DIVULG 03/03/2011). Ante o reconhecimento da repercussão geral do tema, pelo Supremo Tribunal Federal, e a determinação do sobrestamento dos recursos extraordinários sobre a matéria, bem como dos respectivos agravos de instrumento, nos termos do art. 543B, § 1º, do CPC, verifica se que as questões concernentes ao artigo 12 da Lei n.º 7.713, de 1988, não podem ser apreciadas por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais até que ocorra o julgamento final do Recurso Extraordinário pelo Supremo Tribunal Federal. É que, recentemente, foi alterado (Portaria MF n.º 586, de 2010) o Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), editado pela Portaria MF Fl. 89DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 02/12/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 11020.000481/200473 Resolução nº 2801000.277 S2TE01 Fl. 90 4 n.º 256, de 2009, determinando o sobrestamento ex officio dos recursos nas hipóteses em que reconhecida a repercussão geral do tema e determinado o sobrestamento dos julgamentos sobre a matéria pelo Supremo Tribunal Federal, a teor do art. 62A, §§1º e 2º, do Regimento Interno do CARF, que, a seguir transcrevese, ipsis litteris: Artigo 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543 C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543 B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Esses os motivos pelos quais entendo por bem sobrestar a apreciação do presente recurso voluntário, até que ocorra decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, a ser proferida nos autos do RE nº 614.406, nos termos do disposto nos artigos 62A, §§1º e 2º, do RICARF. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 90DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 02/12/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
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