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Numero do processo: 13884.000354/2002-78
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 1998
REGIMENTO INTERNO CARF. DECISÃO DEFINITIVA DE MÉRITO STJ ART.
62-A DO ANEXO II DO RICARF.
As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543-C do Código de Processo Civil, devem ser reproduzidas no julgamento dos recursos no âmbito deste Conselho (Art. 62-A do Anexo II do Regimento
Interno do CARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010).
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TRIBUTO DECLARADO EM DCTF E PAGO COM ATRASO. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de Recurso Representativo de Controvérsia, consolidou o entendimento segundo o qual, não se aplica o benefício da denúncia espontânea, em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. (Acórdão Resp nº 962.379RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Sessão de 22.10.2008, DJe 28.10.2008).
Numero da decisão: 9101-001.280
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 REGIMENTO INTERNO CARF. DECISÃO DEFINITIVA DE MÉRITO STJ ART. 62A DO ANEXO II DO RICARF. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543C do Código de Processo Civil, devem ser reproduzidas no julgamento dos recursos no âmbito deste Conselho (Art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010). DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TRIBUTO DECLARADO EM DCTF E PAGO COM ATRASO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de Recurso Representativo de Controvérsia, consolidou o entendimento segundo o qual, não se aplica o benefício da denúncia espontânea, em relação aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. (Acórdão Resp nº 962.379RS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Sessão de 22.10.2008, DJe 28.10.2008) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. (documento assinado digitalmente) Fl. 0DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 2 0/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES M ALAQUIAS Processo nº 13884.000354/200278 Acórdão n.º 910101.280 CSRFT1 Fl. 465 2 Claudemir Rodrigues Malaquias Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Valmar Fonsêca de Menezes, José Ricardo da Silva, Claudemir Rodrigues Malaquias, João Carlos de Lima Júnior, Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias e Susy Gomes Hoffman (VicePresidente). Relatório Com fundamento no art. 32, inciso I, do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 55, de 16 de março de 1998, a Fazenda Nacional interpõe Recurso Especial em face do Acórdão nº 10515.817, fls. 54/57, proferido pela Quinta Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes, assim ementado na parte que interessa ao presente julgado: “(...) DENÚNCIA ESPONTÂNEA PAGAMENTO DE TRIBUTO DECLARADO EM DCTF DEPOIS DO VENCIMENTO E DA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DESCABIMENTO DA MULTA DE MORA Segundo o art. 138 do Código Tributário Nacional, a denúncia espontânea, acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, devidos, exclui a responsabilidade pela infração, inclusive a penalidade decorrente do pagamento em atraso, denominada "multa de mora". Jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais e do Superior Tribunal de Justiça. DENÚNCIA ESPONTÂNEA DE TRIBUTO PREVIAMENTE DECLARADO EM DCTF IRRELEVÂNCIA PARA A CONFIGURAÇÃO DO INSTITUTO, QUANDO EFETUADA, COM O PAGAMENTO DO TRIBUTO E DOS JUROS DE MORA, ANTES DO INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL OU DO PROCEDIMENTO DE AUDITORIA INTERNA DAS DCTF Não desnatura o instituto da denúncia espontânea o fato de o débito denunciado ter sido previamente comunicado ao Fisco através de DCTF, e de o seu pagamento, em atraso, acompanhado dos juros devidos, ter sido efetuado em data posterior ao da entrega dessa declaração, quando efetuada a denúncia e recolhidos o tributo e os juros de mora antes do início de qualquer procedimento de fiscalização ou iniciado o procedimento de auditoria interna das DCTF correspondentes. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, com relação aos quais o lançamento, como ato jurídico constitutivo do crédito tributário, só se consuma depois de homologada, tácita ou expressamente, pelo Fisco, a atividade do contribuinte de apurar o tributo devido, tem se que, juridicamente, a apuração realizada pelo contribuinte e a entrega da DCTF correspondente, nenhuma valia tem, porquanto insuscetíveis de constituir r o crédito tributário, o que Fl. 1DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 2 0/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES M ALAQUIAS Processo nº 13884.000354/200278 Acórdão n.º 910101.280 CSRFT1 Fl. 466 3 se dá apenas com a homologação fazendária, expressa, com a revisão da DCTF, ou tácita, com o decUrso do quinquênio legal. (...)” Tratase de pedido de restituição (fls. 01) protocolizado em 23.01.2002 solicitando a restituição de valores disponíveis no sistema SINCOR, referentes ao IRPJ, à COFINS, à CSLL, ao PIS e ao Simples, recolhidos entre 30.10.1992 e 12.06.1998, no montante de R$ 44.128,67, cumulado com pedidos de compensação, formalizados entre 01.03.2002 e 12.04.2002. Conforme despacho decisório da autoridade local (fls. 199/213), a solicitação da Contribuinte foi indeferida integralmente. Irresignada interpôs manifestação de inconformidade (fls. 217/239), onde sustentou, na parte que interessa a esta discussão, que parte dos créditos denegados pela aludida decisão referemse a valores pagos indevidamente em face do instituto da denúncia espontânea, uma vez que vários recolhimentos de multa e juros relativos a tributos recolhidos fora do prazo, encontramse, por esta razão, disponibilizados. A Câmara a quo, por sua vez, deu provimento ao recurso quanto a este ponto, reconhecendo o direito creditório correspondente aos valores das multas decorrentes dos pagamentos em atraso. Na ocasião, assentou o entendimento de que: a) a denúncia espontânea, acompanhada do pagamento do tributo e juros de mora devidos, exclui a responsabilidade pela infração, inclusive a penalidade decorrente do pagamento em atraso, denominada “multa de mora”; e b) não desnatura o instituto da denúncia espontânea o fato de o débito denunciado ter sido previamente comunicado ao Fisco através de DCTF, e de o seu pagamento, em atraso, acompanhado dos juros devidos, ter sido efetuado em data posterior ao da entrega dessa declaração, mas antes do início de qualquer procedimento de fiscalização ou de auditoria interna da DCTF. A Fazenda Nacional, nas razões do recurso, (fls. 380/386), argumenta, em síntese, que a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN não resta configurada nas hipóteses em que o contribuinte declara o débito tributário e posteriormente o recolhe em atraso, ainda que acompanhado dos juros de mora devidos. Conforme Despacho nº 105025/2007, de 19.01.2007 (fls. 388/389), o recurso especial foi admitido. Intimada, a Contribuinte apresenta suas contrarrazões às fls. 394/417,onde, em síntese, sustenta que a denúncia espontânea é permitida quando a confissão for procedida anteriormente a qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização. Na oportunidade, a Contribuinte apresentou também seu recurso especial (fls. 394/417), com fundamento no art. 7º, inciso II e 15, § 2º do RICSRF, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25.06.2007l, ao qual, conforme Despacho PRESI nº 105225/2007, de 09.07.2007 (fls. 456/457) foi negado seguimento por restar caracterizada a intempestividade do apelo. É o relatório no essencial. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 2 0/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES M ALAQUIAS Processo nº 13884.000354/200278 Acórdão n.º 910101.280 CSRFT1 Fl. 467 4 Voto Conselheiro Claudemir Rodrigues Malaquias 1) Da admissibilidade O recurso preenche os requisitos para sua admissibilidade, razão pela qual delo tomo conhecimento. 2) Da denúncia espontânea (art. 138 do CTN) A questão a ser dirimida por esta Corte cingese em saber se é aplicável o instituto da denúncia espontânea aos casos em que o contribuinte declara o débito tributário em DCTF e, posteriormente, recolhe o tributo e os juros devidos com atraso, mas antes de iniciado qualquer procedimento de fiscalização ou auditoria interna da DCTF correspondente. A e. Quinta Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuinte assentou o entendimento de que “o fato de o débito ter sido comunicado ao Fisco através de DCTF, e de o seu pagamento, em atraso, acompanhado dos juros devidos, ter sido efetuado em data posterior ao da entrega dessa declaração, não é óbice à aplicação do instituto da denúncia espontânea, já que efetuada a denúncia e recolhidos o tributo e os juros de mora antes do início de qualquer procedimento de fiscalização e, principalmente, antes de iniciado o procedimento de auditoria interna das DCTF correspondentes.” Pelas razões expostas a seguir, impõese entendimento diverso, no sentido de que o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados e pagos a destempo. (Enunciado nº 160 da Súmula do STJ) Em face da recente alteração no Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, DOU de 22.12.2010), os colegiados desta Corte deverão reproduzir em suas decisões o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, quando a matéria tenha sido definitivamente julgada por meio de Recurso Representativo de Controvérsia, nos termos dos arts. 543B e 543C, do Código de Processo Civil. Eis o que estabelece o art. 62A do Anexo II, do RICARF: “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF.” Assim, os conselheiros estão adstritos em seus julgamentos aos entendimentos definitivos manifestados pelos tribunais superiores. As decisões proferidas em sede de recurso representativo de controvérsia, submetido ao regime do art. 543B ou do art. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 2 0/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES M ALAQUIAS Processo nº 13884.000354/200278 Acórdão n.º 910101.280 CSRFT1 Fl. 468 5 543C, cuja matéria seja a mesma constante dos recursos administrativos, vinculam as manifestações a serem exaradas pelos colegiados deste órgão julgador. No que diz respeito ao benefício da denúncia espontânea (art. 138 do CTN), aplicável aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial nº 962.379 RS (2007/01428689), sessão de 22 de outubro de 2008, relator o Ministro Teori Albino Zavascki, consolidou entendimento a ser adotado por aquele colegiado, em acórdão, processado conforme o regime do art. 543C do Código de Processo Civil, cuja ementa é a seguinte, verbis1: “TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1. Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido. 2. Recurso especial desprovido. Recurso sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08.” (os destaques não constam do original) O acórdão acima pacificou o entendimento de que a apresentação prévia da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) ou de outra de mesma natureza, é modo de constituição do crédito tributário, sendo dispensada qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito tributário foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, o posterior recolhimento fora do prazo estabelecido não configura a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN. Este entendimento, manifestado pelo e. STJ em sede de recurso representativo de controvérsia, processado segundo a sistemática dos recursos repetitivos, está em consonância com o Enunciado nº 360 da Súmula do e. Tribunal, o qual firmara o entendimento de que não resta configurada a denúncia espontânea quando o tributo foi previamente declarado pelo contribuinte, já que nesta hipótese, o crédito tributário se achava devidamente constituído no momento em que ocorre o pagamento com atraso. Contrario sensu, podese afirmar com base no entendimento da mencionada Súmula nº 360 que a denúncia espontânea ocorre quando não há prévia declaração constitutiva do crédito relativa ao tributo recolhido com atraso e acrescido dos juros de mora devidos. 1 Documento 831902. Inteiro Teor do Acórdão. Site certificado. DJe 28.10.2008. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 2 0/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES M ALAQUIAS Processo nº 13884.000354/200278 Acórdão n.º 910101.280 CSRFT1 Fl. 469 6 No caso dos autos, a discussão referese a tributos regularmente declarados em DCTF e recolhidos com atraso, acrescidos de juros e multa de mora. Pugna a Contribuinte o reconhecimento dos valores recolhidos a título de multa de mora como indébito tributário, ao argumento de que restou configurada a denúncia espontânea. Pois bem, em razão do disposto no art. 62A do Regimento Interno, cumpre reproduzir o entendimento do STJ e não considerar aplicável o benefício da denúncia espontânea ao presente caso, porquanto tratarse de tributos previamente declarados em DCTF. Como consequência, não deve ser reconhecido o direito creditório correspondente aos valores de multa de mora, relativos a tributos declarados e recolhidos com atraso. Pelas razões expostas, DOU provimento ao recurso da Fazenda Nacional para modificar a decisão recorrida e excluir do montante do direito creditório reconhecido, a parcela correspondente à multa de mora sobre os tributos recolhidos em atraso. É como voto. (documento assinado digitalmente) Claudemir Rodrigues Malaquias Relator Fl. 5DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 2 0/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 23/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES M ALAQUIAS
score : 1.0
Numero do processo: 10166.000916/2003-81
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: COFINS. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 Consoante entendimento pacificado do e. Supremo Tribunal Federal expresso
na Súmula Vinculante nº 08: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Desse modo, obrigatória a observância do prazo de cinco anos previsto no CTN
NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STJ NO RITO DO ART. 543-C DO CPC.
Consoante art. 62-A do Regimento Interno do CARF, “As decisões
definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”.
NORMAS GERAIS. PRAZO DECADENCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS À MODALIDADE DE LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO STJ NO RITO DO ART. 543-C. Decisão do e. STJ no julgamento do Resp 973.733:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE.
1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o
crédito tributário (lançamento de ofício) conta-se do primeiro
dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia
ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento
antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o
mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005).
2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito
Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o
Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e,
consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco
regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi,
"Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max
Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210).
3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial rege-se pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelando-se inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito TributárioBrasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuida-se de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deu-se em 26.03.2001.
6. Destarte, revelam-se caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial
qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício
substitutivo.
7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime
do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.
Numero da decisão: 9303-001.943
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Julio Cesar Alves Ramos
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DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 Consoante entendimento pacificado do e. Supremo Tribunal Federal expresso na Súmula Vinculante nº 08: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Desse modo, obrigatória a observância do prazo de cinco anos previsto no CTN NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STJ NO RITO DO ART. 543C DO CPC. Consoante art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. NORMAS GERAIS. PRAZO DECADENCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS À MODALIDADE DE LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO STJ NO RITO DO ART. 543C. Decisão do e. STJ no julgamento do Resp 973.733: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 0DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito TributárioBrasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 0166.000916/200381 Acórdão n.º 9303001.943 CSRFT3 Fl. 2 3 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator. NOME DO REDATOR Redator designado. EDITADO EM: 04/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martinez Lopez e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Examinase recurso especial interposto pelo sujeito passivo contra o acórdão de nº 20216.024, proferido pela Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes. A matéria a ser discutida cingese ao prazo de que dispõe a Fazenda Nacional para constituir crédito tributário de COFINS. A decisão recorrida entendeu ser ele de dez anos na forma definida no art. 45 da Lei nº 8.212/91. A recorrente sustenta aplicaremse à contribuição as normas estatuídas no Código Tributário Nacional. Mais especificamente, pugna pela aplicação exclusiva do art. 150, § 4º, como foi definido pela CSRF no acórdão CSRF/01 05.203 O recurso foi admitido pelo despacho de fl. 1.005. No lançamento consta (fls. 19/20): Demonstrado que a atividade desenvolvida pela FTNATEC foi a de prestação de serviços diversos e que os valores das receitas auferidas foram as constantes das notas fiscais e faturas emitidas, procedo ao lançamento de contribuições não pagas, tomandose por base de cálculo os valores constantes dessas notas fiscais e faturas, arrolados nos Demonstrativos "Notas Fiscais de Serviços Emitidas pela FINATEC" e "Faturas Fl. 2DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Emitidas pela FINATEC", anexos, compensando os pagamentos efetuados pela FINATEC e as contribuiçõesretidas nos pagamentos efetuados pelos órgão s, autarquias e fundações da administração pública federal, valores estes que se encontram consolidados no demonstrativo "Valores de COFINS Compensados para efeito de Lançamento do Crédito Tributário", anexo ao presente termo. (os destaques não constam do original) E a planilha referida (fl. 22) reconhece a ocorrência de recolhimentos apenas a partir do mês de agosto de 1997. O lançamento foi cientificado ao sujeito passivo em 30 de dezembro de 2002. Nas contrarazões que ofertou, anteriormente à edição da Súmula Vinculante nº 08, a Fazenda Nacional defendeu ser constitucional o art. 45 da Lei 8.212, e não fez pedido subsidiário pela aplicação do art. 173 do CTN. É o Relatório. Voto Conselheiro JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS A divergência jurisprudencial foi amplamente demonstrada e o recurso deve, por isso, ser admitido. De se registrar inicialmente que a inaplicabilidade das disposições dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91 não é mais discutível. Com efeito, ela é objeto da Súmula Vinculante do STF nº 08 assim redigida: São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Em conseqüência dela, resta obrigatória a observância das disposições sobre decadência expressas no Código Tributário Nacional como pretendido pela recorrente. No entanto, isso não leva ao acolhimento de seu pleito, na medida em que postula a aplicação exclusiva do art. 150, § 4º. Isso porque, ao contrário já decidiu o e. Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso submetido ao regime previsto no art. 543C do CPC, o que torna a sua reprodução neste julgado obrigatória por força do que dispõe o art. 62A recentemente introduzido no Regimento Interno desta Casa. Com efeito, o acórdão prolatado no julgamento do Recurso Especial nº 973.733, em que se discutia a possibilidade de aplicação cumulativa dos artigos 150 e 173 do CTN, restou assim ementado: Fl. 3DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 0166.000916/200381 Acórdão n.º 9303001.943 CSRFT3 Fl. 3 5 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito TributárioBrasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege Fl. 4DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. O voto condutor do acórdão, da lavra do o exmo. Ministro Luiz Fux, assim se pronuncia (os destaques são meus): “A insurgência especial cingese à decadência do direito de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à contribuições previdenciárias cujos fatos imponíveis ocorreram no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994. Deveras, a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, verbis : "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados : I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado ; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Assim é que o prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito”. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 0166.000916/200381 Acórdão n.º 9303001.943 CSRFT3 Fl. 4 7 Esta passagem do voto elucida também, a meu sentir, o alcance da expressão “inexistindo declaração prévia do débito” constante da ementa e que tem gerado alguma controvérsia em julgados recentes desta Câmara Superior. Com efeito, pretendese que a existência de DCTF ou DIPJ bastaria a afastar a aplicação do art. 173. Não me parece que seja assim. De fato, a expressão apenas é usada para efeito de definição do dies a quo do prazo definido pelo art. 173, depois, portanto, que já se tenha afastado o 150 pela ausência de pagamento. Concluise, por isso, que o exmo. Ministro estava a se referir à hipótese versada no parágrafo único do art. 173, que antecipa o início da contagem do prazo, ainda que seja forçoso reconhecer a impropriedade do vocábulo “declaração” nesse sentido. Ainda assim, não vejo como se possa ler a passagem acima de forma diferente. Por outro lado, para a definição que se busca, isto é, se é aplicável o art. 150 ou o 173, tudo o que é requerido é a verificação quanto à existência de pagamento. No presente caso, a acusação fiscal reconhece que eles ocorreram quanto aos fatos geradores ocorridos nos meses de agosto de 1997 em diante. Desse modo, em relação aos fatos ocorridos até novembro de 1997, inclusive, é forçoso o reconhecimento de que a Fazenda não tinha mais direito à constituição do crédito tributário quando o intentou (dezembro de 2002). Vale esclarecer que ela não alcança o mês de dezembro, cujo lançamento, mesmo se aplicando o art. 150, poderia ser efetuado até 31 de dezembro de 2002. Já com respeito aos meses de janeiro a julho do mesmo ano, assim não se passa. É que, não tendo havido recolhimentos – afirmação do auto de infração não contestada pelo sujeito passivo –, a contagem do prazo decadencial se desloca para o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ser efetuado, na forma prevista no art. 173 do Código. Em conseqüência, iniciado apenas em 1º de janeiro de 1998, o prazo somente se encerrou em 31 de dezembro de 2002. Em conseqüência, voto pelo reconhecimento da decadência apenas em relação aos fatos geradores ocorridos nos meses de agosto a novembro de 1997, dando provimento parcial ao recurso do sujeito passivo. É o voto. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Relator Fl. 6DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/05/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/05/2 012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 01/06/2012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 13603.002280/2002-13
Turma: Terceira Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 31/12/1991, 30/06/1992, 31/12/1992, 31/01/1993, 28/02/1993, 31/05/1993, 31/07/1994, 31/08/1994, 31/10/1994, 30/11/1994, 31/12/1994, 31/12/1995, 31/01/1996, 29/02/1996
PIS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. PRAZO.
Diante do teor da Súmula vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de ofício das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-000.843
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso especial.
Matéria: Pasep- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/12/1991, 30/06/1992, 31/12/1992, 31/01/1993, 28/02/1993, 31/05/1993, 31/07/1994, 31/08/1994, 31/10/1994, 30/11/1994, 31/12/1994, 31/12/1995, 31/01/1996, 29/02/1996 PIS. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. PRAZO. Diante do teor da Súmula vinculante nº 8, do Supremo Tribunal Federal, a contagem do prazo de decadência do direito do Fisco efetuar o lançamento de ofício das contribuições sociais deve obedecer às regras previstas no CTN. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Maria Teresa Martínez López Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 2 Relatório A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, com fundamento no Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes do Ministério da Fazenda, aprovado pela então Portaria nº 147, de 25/06/2007, contra decisão consubstanciada em acórdão da Segunda Câmara do então Segundo Conselho de Contribuintes interpõe recurso especial a esta Terceira Seção da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Inconformada, pois, com a decisão que tratou a matéria da decadência com fundamento no art. 150, § 4º, do CTN ao invés do art. 45 da Lei nº 8.212/91. A ciência do auto de infração relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS/Pasep, modalidade PIS/Repique, ocorreu em 12/11/2002, envolvendo os períodos (FG) entre 12/1991 a 02/1996. A decisão recorrida considerou decaídos os períodos anteriores a abril de 1995. A ementa da decisão recorrida possui a seguinte redação: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/12/1991, 30/06/1992, 31/01/1993, 28/02/1993, 31/05/1993, 31/07/1994, 31/08/1994, 31/10/1994, 30/11/1994, 31/12/1994, 31/12/1995, 31/01/1996, 29/02/1996 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. É de cinco anos o prazo de decadência para lançamento do PIS, contados, na hipótese de haver pagamento antecipado, da data do fato gerador da obrigação. Recurso provido. Consta das razões de decidir que: Também nos termos da jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça, aplicase o art. 150, § 4º, do CTN, somente na hipótese de haver pagamento antecipado. Caso não haja pagamento, deslocase a regra de contagem do prazo para o art. 173. No presente caso, conforme demonstra o Termo de Verificação de fls. 12/25, houve pagamentos, de forma que a regra a ser adotada é a do art. 150, § 4º, do CTN. Do auto de infração foi dado ciência à contribuinte em 12 de novembro de 2002, fl. 02, tendo o fato gerador mais antigo, objeto da exigência fiscal em análise, ocorrido no mês de fevereiro de 1996, quando já haviam transcorridos mais de 5 (cinco) anos do lançamento. O recurso da Fazenda Nacional interposto em 28/05/08, foi admitido pelo despacho nº 202326, de fl. 387, após análise dos requisitos de admissibilidade. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13603.002280/200213 Acórdão n.º 930300.843 CSRFT3 Fl. 397 3 A interessada, intimada por edital, não apresentou contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheira Maria Teresa Martínez López, Relatora O recurso especial da Fazenda Nacional, interposto em 28/05/2008, preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. A matéria cingese exclusivamente à decadência dos créditos lançados do PIS. Em apertada síntese: O acórdão recorrido entende aplicável o art.150, § 4º do CTN (5 anos, contados do fato gerador), tendo em vista ter ocorrido pagamento; a Fazenda Nacional (recorrente) defende a aplicabilidade da Lei nº 8.212/91, art. 45, da Lei nº 8212/91, prazo de 10 anos. A controvérsia cingese em saber se o prazo de decadência para o lançamento das contribuições sociais, sujeitas à sistemática do chamado “lançamento por homologação”, deve ser contado por uma das regras previstas no CTN ou pela regra prevista no art. 45 da Lei nº 8.212/91. O Diário Oficial da União do dia 20/06/2008 publicou o enunciado da Súmula vinculante nº 8, verbis: “Em sessão de 12 de junho de 2008, o Tribunal Pleno editou os seguintes enunciados de súmula vinculante que se publicam no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União, nos termos do § 4º do art. 2º da Lei nº 11.417/2006: Súmula vinculante nº 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Precedentes: RE 560.626, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 556.664, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.882, rel. Min. Gilmar Mendes, j. 12/6/2008; RE 559.943, rel. Min.Cármen Lúcia, j. 12/6/2008; RE 106.217, rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 12/9/1986; RE 138.284, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/8/1992. Legislação: DecretoLei nº 1.569/1997, art. 5º, parágrafo único Lei nº 8.212/1991, artigos 45 e 46 CF, art. 146, III Brasília, 18 de junho de 2008. Ministro Gilmar Mendes Fl. 3DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 4 Presidente” (DOU nº 117, de 20/06/2008, Seção I, pág. 1) Portanto, diante da declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, não há como se acolher o pleito da Procuradoria da Fazenda Nacional no sentido de reformar a decisão recorrida para restabelecer a decisão de primeira instância. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso do Procurador da Fazenda Nacional para manter o acórdão recorrido por seus próprios e jurídicos fundamentos. Maria Teresa Martínez López Fl. 4DF CARF MF Impresso em 05/03/2012 por CLEUZA TAKAFUJI CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 09/01/2012 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 18108.000128/2007-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2005
Ementa:
PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS.
O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-001.582
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2005 Ementa: PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS. O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2005 a 31/12/2005 Ementa: PARCELAS SALARIAIS INTEGRANTES DA BASE DE CÁLCULO. RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE ATRAVÉS DE FOLHAS DE PAGAMENTO E OUTROS DOCUMENTOS POR ELE PREPARADOS. O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados torna incontroversa a discussão sobre a correção da base de cálculo. Recurso Voluntário Negado VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Marco Andre Ramos Vieira Presidente. Liege Lacroix Thomasi Relatora. EDITADO EM: 08/02/2012 Fl. 112DF CARF MF Impresso em 23/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/02/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Andre Ramos Vieira (Presidente), Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Arlindo da Costa e Silva, Liege Lacroix Thomasi, Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior Ausência Momentânea : Eduardo Augusto Marcondes de Freitas Relatório Trata a presente notificação lavrada em 11/12/2006 e cientificada ao sujeito passivo, através de registro postal em 12/12/2006, de lançamento de contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de segurados filiados ao Regime Geral de Previdência Social pagas no período de 05/2005 a 12/2005, conforme detalhado no relatório fiscal da notificação de lançamento, NFLD, fls. 17 e 18. A recorrente, através de suas folhas de pagamento e outros documentos por ela preparados, incluiu as parcelas salariais levantadas pela fiscalização na base de cálculo para incidência da contribuição. Após a impugnação, DecisãoNotificação de fls.66/69, julgou o lançamento procedente. Inconformado, o contribuinte apresentou defesa tempestiva, onde alega: a) seu direito à ampla defesa e ao devido processo legal; b) que não foram verificados elementos para justificar a eventual exigência de recolhimentos devidos ao INSS; c) que o crédito somente poderia ter sido lançado com base na folha de pagamento, por isso a NFLD é nula. Requer a nulidade da decisão recorrida por cerceamento de defesa e ilegalidade, devendo ser decretada a improcedência da NFLD. É o relatório. Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Cumprido o requisito de admissibilidade frente à tempestividade, conheço do recurso e passo ao seu exame. A recorrente alega a nulidade da notificação, todavia, a alegação não merece acolhida, pois não foi observado qualquer vício no procedimento da fiscalização e formalização do lançamento. Foram cumpridos todos os requisitos dos artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235, de 06/03/72, verbis: Fl. 113DF CARF MF Impresso em 23/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/02/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 18108.000128/200715 Acórdão n.º 230201.582 S2C3T2 Fl. 2 3 Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. O recorrente foi devidamente intimado de todos os atos processuais que trazem fatos novos, assegurandolhe a oportunidade de exercício da ampla defesa e do contraditório, nos termos do artigo 23 do mesmo Decreto: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997) III por edital, quando resultarem improfícuos os meios referidos nos incisos I e II. (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) A decisão recorrida também atendeu às prescrições que regem o processo administrativo fiscal: enfrentou as alegações pertinentes do recorrente, com indicação precisa dos fundamentos e se revestiu de todas as formalidades necessárias. Não contém, portanto, Fl. 114DF CARF MF Impresso em 23/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/02/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 qualquer vício que suscite sua nulidade, passando, inclusive, pelo crivo do Egrégio Superior Tribunal de Justiça: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 9.12.1993). “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NULIDADE DO ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. SÚMULA 188/STJ. 1. Não há nulidade do acórdão quando o Tribunal de origem resolve a controvérsia de maneira sólida e fundamentada, apenas não adotando a tese do recorrente. 2. O julgador não precisa responder a todas as alegações das partes se já tiver encontrado motivo suficiente para fundamentar a decisão, nem está obrigado a aterse aos fundamentos por elas indicados “. (RESP 946.447RS – Min. Castro Meira – 2ª Turma – DJ 10/09/2007 p.216) Portanto, em razão do exposto e nos termos das regras disciplinadoras do processo administrativo fiscal, não se identificam vícios capazes de tornar nulo quaisquer dos atos praticados: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Superadas as questões preliminares para exame do cumprimento das exigências formais, passo à apreciação do mérito. A notificação teve por base as informações prestadas pela recorrente em GFIP e o confronto das mesmas com os valores recolhidos em GPS, de forma que se tornam incontroversos os valores lançados e totalmente inócua a alegação de nulidade frente à falta de comprovação dos valores devidos. Ademais o relatório fiscal de fls. 17/18, explicita que o lançamento adveio das diferenças apuradas no cotejamento das folhas de pagamento da empresa com os valores informados em GFIPe e recolhidos em GPS. As folhas de pagamentos foram preparadas pela própria recorrente que reconheceu, através da inclusão das rubricas salariais no campo destinado à remuneração dos segurados, a incidência sobre as mesmas das contribuições sociais lançadas pela fiscalização. Não pertencem ao lançamento impugnado parcelas contestadas pelo recorrente quanto à sua natureza salarial ou não. A base de cálculo considerada pela fiscalização coincide com o montante de salários informado pela recorrente. Acrescentase, ainda, que a partir de 01/01/99, com a implantação da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social – GFIP, os valores nela declarados Fl. 115DF CARF MF Impresso em 23/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/02/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 18108.000128/200715 Acórdão n.º 230201.582 S2C3T2 Fl. 3 5 são tratados como confissão de dívida fiscal, nos termos do artigo 225, §1° do Decreto n° 3.048, de 06/05/99: Art.225. (...) § 1º As informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento. Assim sendo, caso houvesse algum erro cometido pela recorrente na elaboração, tanto das folhas de pagamento como da GFIP, caberlheia demonstrálo e providenciar sua retificação; no entanto, embora oferecida essa oportunidade durante todo o processo, não o fez. Apreciada a regularidade das bases de cálculo consideradas pela fiscalização, temse ainda que todos os recolhimentos e créditos do recorrente foram devidamente considerados para o cálculo das contribuições e todas as rubricas levantadas decorrem de regrasmatrizes legalmente criadas e que, portanto, não podem ser afastadas do lançamento sob pena de se negar aplicação aos diplomas legais legitimamente inseridos no ordenamento jurídico e o relatório de fundamentos legais do débito traz todos os dispositivos legais e regulamentares que impõem a obrigação tributária de recolhimento. Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 116DF CARF MF Impresso em 23/03/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 08/02/201 2 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 19647.006508/2007-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Feb 23 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 30/06/1998
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaraçâo da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada
Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN).
PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO.
Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2401-001.103
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaraçâo da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4a Câmara / l a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. ELIAS SAMPAIO FREIRE - Presidente ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA — Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, deusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n° 19647.006508/2007-29 82-C4T1 Acórdão n.° 2401-01.103 Fl. 277 Relatório Trata-se de recurso repetitivo a ser julgado com a adoção do procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos moldes em que disciplina a Portaria CARF n°83, de 24/09/2009. No julgamento do Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2401-01.096, assim ementado: Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n" 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE'.s- n's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n" 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4" ou 173, do C7N). É o relatório. • • 3 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora Inicialmente há de se esclarecer que o presente acórdão supre o despacho previsto no art. 2°, § 2° Portaria CARF n°83, de 24/09/2009. No Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas através do Acórdão n°2401-01.096. Portanto, decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão. Pelo exposto, voto por reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2010 ELAINE 'RIS1INA MONTEIRO E SILVA VIEIRA—Relatora 4 Of MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 19647.006508/2007-29 Recurso n°: 165.360 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2401-01.103 Brasília de março de 2010 ELIAS SA AIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: ( ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ 1 Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / • Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13984.001076/2004-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE INIPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002,2003
SIMPLES. – SERVIÇO DE TORNEIRO MECÂNICO – A prestação dos serviços de reparos e manutenção em equipamentos industriais, não se enquadra na proibição do inciso XIII, art. 9º.da Lei nº. 9.317, de 05/12/1996, por não exigir conhecimento específico de engenheiro mecânico.
Numero da decisão: 1102-000.701
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE INIPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002,2003 SIMPLES. – SERVIÇO DE TORNEIRO MECÂNICO – A prestação dos serviços de reparos e manutenção em equipamentos industriais, não se enquadra na proibição do inciso XIII, art. 9º.da Lei nº. 9.317, de 05/12/1996, por não exigir conhecimento específico de engenheiro mecânico.
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ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. assinado digitalmente IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO –Presidente e Relatora EDITADO EM:27/03/2012. Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, João Otavio Oppermann Thomé,Silvana Rescigno Guerra Barretto, Gleydson Kleber Lopes de Oliveira, Leonardo de Andrade Couto, Antônio Carlos Guidoni Filho (Vice Presidente) Relatório Processo nº 13984.001076/200418 Acórdão n.º 110200701 S1C1T2 Fl. 2 2 Tratase do Ato Declaratório Executivo LAG /SC no. 555230, de 02 de agosto de 2004, fls. 15, que exclui a Recorrente do SIMPLES, que a partir do dia 01/01/2002, por exercício de atividade econômica vedada: 29653/02 Instalação, reparação e manutenção de maquinas e aparelhos para a industria de celulose, papel e papelão. Fundamento legal:Lei no. 9.317, de 05/12/1996: art. 9o., XIII; art.12; art.14, I; art.15, II. Medida Provisória no. 2.158 34, de 27/07/2001: art.73. Instrução Normativa SRF n o. 355, de 29/08/2003: art.20, XII; art.21; art.23, I; art.24, II, c/c parágrafo único. Manifestação de inconformidade às fls. 01/14, inicia com a preliminar de ilegalidade do ato, pois o inciso XIII do artigo 20 da INSRF 355/03, não disciplinaria a sua atividade. Discorre sobre a natureza dos serviços que realiza, manutenção e tornearia industrial, similar a uma oficina mecânica de reparos de veículos. Comenta que materializou seu direito, por força do prazo para manifestação da opção, (até 31/03/97 ou a partir de sua constituição em 30/08/1999).E que a IN SRF n° 355/03, nascera de uma interpretação arrecadatória desautorizada pela Constituição Federal e pela própria Lei n° 9.317/96. Mesmo que se enquadrasse no art.2°, da Lei, estaria impedida pelo art. 9o. , já que necessitaria de profissional habilitado — Engenheiro Mecânico. E com isto a Receita Federal reduziu a um nada os dispositivos constitucionais e o art. 2°, da Lei n.° 9.317/96. Visando sustentar o instrumento jurídico de que quer se socorrer interpreta a legislação de regência e menciona vários entendimentos doutrinários e jurisprudenciais. Requer o cancelamento do ato de exclusão. Despacho da 4a.Turma da DRJ/BHE, de 27/08/2007, converte o julgamento em diligência, nos termos seguintes: (...) A contribuinte discorda da exclusão efetuada de oficio. Sobre a matéria, a Lei n° 9.317, de 1996, e alterações, fixa: Art. 9o. Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, / veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, 1 contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador,analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista,publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão 1 cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; O referido diploma legal impede a opção pelo Simples por parte das pessoas jurídicas: Processo nº 13984.001076/200418 Acórdão n.º 110200701 S1C1T2 Fl. 3 3 que prestem os serviços profissionais expressamente listados; que prestem os serviços profissionais assemelhados àqueles expressamente i listados; que prestem serviços profissionais não expressamente listados, cujo exercício, . dependa de habilitação legalmente exigida. No Ato Declaratório Normativo n° 04, de 22 de fevereiro de 2000, está registrado que o CoordenadorGeral do Sistema de Tributação: [..] declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da, Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que não podem optar pelo SIMPLES as pessoas jurídicas que prestem serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, por caracterizar prestações de serviço profissional de engenharia. , A hipótese de exclusão da pessoa jurídica do SIMPLES com fundamento no exercício de prestação de serviço profissional vedada para o sistema, pressupõe a obtenção de receita proveniente dessa atividade. A diligência é um meio de produção de prova previsto no art. 18 do Decreto 70.235, de 6 de março de 1972, e alterações, para os casos em que a certificação da legitimidade do procedimento fiscal pela indiscutibilidade da verdade material nele contida dependa de alguma providência que os autos não consignem. Dessa forma, nos termos da legislação de regência, com observância do disposto no art. 10, combinado com o § 8° do art.15 e § 2° do art. 22, todos da Portaria MF n° 58, de 17 de março de. 2006, encaminho o processo à unidade de origem para identificar a prestação do serviço profissional que a pessoa jurídica exerce mediante a qual a receita bruta é auferida a partir de 01/01/2002, nos termos do inciso XIII do art. 9° da Lei n°9.317, de 1996. (...) No Despacho de fls.61/63 a autoridade diligenciante conclui que a atividade da Contribuinte é vedada. Ciente em 01/10/2009, no dia 29 seguinte, interpõe sua inconformidade às fls.66/80, onde, em síntese, repete os argumentos oferecidos na inicial , se contrapõe ao resultado da diligência. Sobrevém, às fls. 83/90, o acórdão 0224763 da 4a. Turma da DRJ/BHE, assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário: 2002, 2003 NULIDADE Verificada nos autos a inexistência de qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72, não há que se falar em nulidade. Processo nº 13984.001076/200418 Acórdão n.º 110200701 S1C1T2 Fl. 4 4 FASE DE AUDITORIA. INOCORRÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DO CONTRADITÓRIO. Os procedimentos no curso da auditoria fiscal não determinam nulidade,por cerceamento ao direito de defesa ou ofensa ao princípio do contraditório, pois tais direitos só se estabelecem após a ciência do. lançamento ou após a respectiva impugnação, conforme o caso, ainda mais quando todos os fatos que motivaram a autuação estão devidamente historiados nos autos. ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE – SIMPLES. SIMPLES ATIVIDADE VEDADA Não podem optar pelo SIMPLES as pessoas jurídicas que prestem serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, por caracterizar \ prestações de serviço profissional de engenharia. Impugnação Improcedente, Sem Crédito em Litígio Ciente em 29/12/2009, fls.92, a Contribuinte interpõe suas razões de recurso em 27/01/2008,às fls.93/104, onde inicia invocando a preliminar d nulidade do ato declaratório, por cerceamento do seu direito de defesa. No mérito informa que é prestadora de serviços de manutenção e tornearia industrial, atividade similar ao de uma oficina mecânica na qual se efetua o reparo e a manutenção de veículos, no seu caso efetua reparos e manutenção de equipamentos industriais.Por isto não se incluiria nas vedações do artigo 9o. XIII, da Lei 9317/96 e pelo contrario, sua atividade seria destinatária das disposições dos arts. 2° e 3°, da Lei n° 9317/96. Repete os argumentos expendidos na inicial e na busca de sustentar o instrumento jurídico de que quer se socorrer interpreta a legislação de regência e menciona vários entendimentos doutrinários e jurisprudenciais, para requerer o seu reingresso no. Sistema. É o Relatório Voto Processo nº 13984.001076/200418 Acórdão n.º 110200701 S1C1T2 Fl. 5 5 O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Tratase de pedido de reinclusão no simples, e por conseqüência, da revogação do Ato Declaratório Executivo LAG /SC no. 555230, de 02 de agosto de 2004, fls. 15, o qual, a partir do dia 01/01/2002, excluiu a Contribuinte do SIMPLES, por exercício de atividade econômica vedada: 29653/02 Instalação, reparação e manutenção de maquinas e aparelhos para a industria de celulose, papel e papelão. A proibição se apoiou na Lei no. 9.317, de 05/12/1996: art. 9o., XIII; art.12; art.14, I; art.15, II. Medida Provisória no. 2.15834, de 27/07/2001: art.73. Instrução Normativa SRF n o. 355, de 29/08/2003: art.20, XII; art.21; art.23, I; art.24, II, c/c parágrafo único. A decisão de primeiro grau, baseada no relatório da diligência, fls.62/63, cujo apoio se deu nas notas juntadas “por amostragem” , escolhidas pela autoridade diligenciante, de fls.43/61, negou o pedido da Recorrente. Com todo respeito que cabe ao trabalho fiscal, ouso dele discordar e explico. A autoridade diligenciante usou , apenas, as notas fiscais para concluir que o serviço era de tal natureza técnica que não poderia ser realizado por um simples torneiro mecânico. Impende notar que, em nenhum momento, esses serviços foram analisados individualmente. A todos, em bloco, foi oposto os termos do dispositivo utilizado para o desenquadramento. Vejo a decisão baseada apenas em um indício de prova que não foi aprofundado para confirmar se esta 1a. intuição se compaginava com a verdade material. Não que o indício não possa ser utilizado na formação do convencimento.Às vezes, apenas eles, tais quais vestígios, podem ser examinados e juntados para se traduzir em conjunto de provas , como vejo neste processo. A empresa se apresenta, pela migalha de provas juntadas aos autos, como uma “oficina mecânica”como dizem as razões oferecidas. É incrível conceber que uma prestadora de serviços do porte que possa contar com o concurso de engenheiros mecânicos se apresente com o faturamento anual apontado nas declarações inseridas às fls. 32/33/34, ou seja: R$ 283.818,36 ;R$ 330.959,35;R$ 417.202,26; R$ 478.064,13, para os anos calendário de 2002 a 2005, respectivamente. Outros indícios que apontam para a singeleza do trabalho prestado (mecânico) é a conta de telefone da empresa, fls.24, referente ao mês de maio de 1998, cujo valor é de R$37,93???. Outro indício que aponta para o tipo da empresa, e que o recebimento da intimação, fls 26, 65, está assinada por “Cassiana Petry”, e o de fls. 92, por Gilson Petry, o que faz supor tratarse de empresa familiar. Na diligência não se verificou as instalações físicas do Contribuinte, para se atestar sua capacidade/incapacidade na realização dos serviços estampados nas notas fiscais, realizados por um simples torneiro mecânico. Ausente nos autos, ainda, registro de empregados ou contratos de prestação de serviços que confirmassem o tipo de serviço prestado, requerendo o concurso de um engenheiro mecânico. Processo nº 13984.001076/200418 Acórdão n.º 110200701 S1C1T2 Fl. 6 6 As descrições dos serviços realizados não apontam para qualquer relevância diferente de reparos/manutenção em carros. A tornearia mecânica é realizada por qualquer pessoa. (Nosso expresidente era torneiro mecânico dito “dos bons”e não tinha a formação superior que ora se exige ). A amostragem realizada na diligência e a seguir reproduzida, também não firmou minha convicção no sentido de que o trabalho realizado requeria um conhecimento técnico especial.(fls. 43/60): Fls. Valor R$ Data NF Descrição dos serviços 43 39,00 22/07/2002 Apoio manut.prev.extrurizada 44 95,00 12/12/2002 Usinagem de 16 parafusos. 45 267,60 16/12/2002 Conserto 01 agitador fonte alta e Confec.haste aço inox válvula eta.. 46 172,00 23/12/2002 Furação;suport, furo engren redu.Troca manc. moinho c/garrafa 47 43,50 23/12/2002 .Retífica em 05 facas 48 1.491,00 23/12/2002 Conf. Buchas, cons,2 eixos p/multicorte 49 44,90 05/03/2003 Recuperação 2 eixos redondinadeira 50 1.072,40 10/07/2004 Troca ponteira 12 rolos secador. 51 91,80 10/07/2004 Usinagem de acrom.acionamento coleiro. 52 540,54 24/02/2005 6 serv.( Pistão ,tampa picador,caldeira, rolo fita, Eixo) 53 7.980,00 24/02/2005 Manut. Prevent, lubrif., mot. abast.agua esgoto. 54 156,32 18/07/2005 Serv.diversos 55 11.300,00 08/07/2005 Man. Serv, operação 56 84,00 26/06/2006 Polimento 2 mancais. 57 167,00 02/06/2006 Usinagem 10 porcas. 58 64,75 02/08/2006 Conf. porcas comf. amostra 59 420,00 27/07/2006 Usinagem em 200 peças/ 60 ilegível ilegível Pelo tipo de serviço e valores das notas, é lícito supor que se trata de oficina mecânica com tornearia, o que, em tese, não necessita de engenheiro mecânico. No mínimo, a instrução processual não se reveste da certeza necessária que justifique a retirada do contribuinte do SIMPLES. A matéria já foi objeto de conhecimento na CSRF, a ementa do acórdão nº 9101001.106 da 1ª Turma, na Sessão de 29 de junho de 2011, a seguir reproduzido, aponta para a conclusão ali proferida: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTESIMPLES. Anocalendário:2003 ATIVIDADE DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE TRANSFORMADORES, INDUTORES, CONVERSORES, SINCRONIZADORES E SEMELHANTES. AUSÊNCIA DE VEDAÇÃO AO SIMPLES. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N° 57 DO CARF. Conforme enunciado n° 57 do CARF, “A prestação de serviços de manutenção, assistência técnica, instalação ou reparos em Processo nº 13984.001076/200418 Acórdão n.º 110200701 S1C1T2 Fl. 7 7 máquinas e equipamentos, bem como os serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento de metais, não se equiparam a serviços profissionais prestados por engenheiros e não impedem o ingresso ou a permanência da pessoa jurídica no SIMPLES Federal”. Nessa ordem de juízo, Dou provimento ao recurso. assinado digitalmente. Ivete Malaquias Pessoa Monteiro.
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Numero do processo: 11444.000595/2009-47
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Exercício: 2005
IRRF. JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO
Os valores retidos na fonte sobre o crédito ou pagamento de juros sobre o capital próprio são compensáveis com o imposto que a pessoa jurídica beneficiária, tributada com base no lucro real, tiver de recolher relativamente ao crédito ou pagamento de juros sobre o capital próprio a seu titular, sócios ou acionistas.
Na hipótese, é prescindível a apresentação de declaração de compensação.
Numero da decisão: 2101-001.515
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que votou por dar provimento em parte ao recurso, admitindo a compensação apenas até a data da edição da Instrução Normativa SRF n.° 460, de 2004.
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
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JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO Os valores retidos na fonte sobre o crédito ou pagamento de juros sobre o capital próprio são compensáveis com o imposto que a pessoa jurídica beneficiária, tributada com base no lucro real, tiver de recolher relativamente ao crédito ou pagamento de juros sobre o capital próprio a seu titular, sócios ou acionistas. Na hipótese, é prescindível a apresentação de declaração de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que votou por dar provimento em parte ao recurso, admitindo a compensação apenas até a data da edição da Instrução Normativa SRF n.° 460, de 2004. (assinado digitalmente) ________________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) ________________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Gonçalo Bonet Allage, José Raimundo Tosta Santos, Eivanice Canário da Silva (suplente), Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Celia Maria de Souza Murphy (Relatora). Ausente o Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka. Relatório Em desfavor de REZENDE BARBOSA S/A ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES foi emitido o Auto de Infração às fls. 1 a 9, no qual é cobrado o imposto sobre a renda retido na fonte (IRRF) correspondente ao anocalendário de 2004 (exercício 2005), no valor total de R$ 5.275.200,01 (cinco milhões, duzentos e setenta e cinco mil e duzentos reais e um centavo) que, acrescido de multa de ofício e juros de mora, calculados até 30 de junho de 2009, perfaz um valor total de R$ 12.460.183,99 (doze milhões, quatrocentos e sessenta mil, cento e oitenta e três reais e noventa e nove centavos). As infrações apontadas pela Fiscalização encontramse relatadas na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, às fls. 4 a 7. A Fiscalização alega ter havido falta de recolhimento de imposto sobre a renda na fonte sobre juros pagos ou creditados sobre capital próprio. Segundo a Fiscalização, o contribuinte reteve (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF às fls. 46 a 48), nos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2004, Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF no valor de R$ 5.275.200,01 por ocasião do pagamento ou crédito de juros a título de remuneração de capital próprio, a seus acionistas. Tais valores foram declarados em DIRF, mas não foi localizada, nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF com as informações sobre esses débitos ou de que forma foram liquidados. Do exame do Livro Razão do contribuinte verificouse que ele realizou compensação contábil entre o IRRF correspondente ao recebimento de juros sobre o capital próprio e o IRRF incidente sobre o juros sobre o capital próprio pago aos acionistas. Todavia, essas compensações foram efetuadas apenas contabilmente; não foram informadas/declaradas à RFB através de PERD/DCOMP (Pedido Eletrônico de restituição ou ressarcimento e Declaração de Compensação) ou mesmo DCOMP (Declaração de Compensação). Não ficou, portanto, extinto o crédito tributário (art. 74 da Lei n° 9.430 de 1996, dada pela Medida Provisória n° 66/2002, convertida na Lei n°10.637/2002). Tendo em vista que o contribuinte é tributado pelo Lucro Real, poderia compensar, durante o anocalendário 2004, o IRRF correspondente ao recebimento de juros sobre o capital próprio para quitar débitos com seu titular, sócios ou acionistas, correspondente à retenção de IRRF por pagamento de juros sobre o capital próprio (art. 9°, parágrafos 3° e 6° da Lei n° 9.249/95); no entanto, não solicitou tal compensação. Encerrado o anocalendário 2004, e inexistindo pedido de compensação, não é mais possível fazêla em período subsequente, uma vez que, no caso, as retenções de Imposto de Renda na Fonte deverão ser consideradas antecipação do imposto devido na declaração do exercício 2005, sendo utilizadas para dedução do imposto devido ou composição do saldo negativo, conforme o caso (artigo 9°, parágrafos 3° e 6° da Lei n° 9.249/95). Fl. 159DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 11444.000595/200947 Acórdão n.º 210101.515 S2C1T1 Fl. 159 3 A Fiscalização salienta que o artigo 74 da Lei n° 9.430 de 1996, com redação dada pela Medida Provisória n° 66, de 2002, convertida na Lei n.º 10.637, de 2002, bem como os artigos 26, parágrafo 1° e 32, parágrafos 1° 2.º da IN SRF n.º 460, de 2004, tornaram obrigatória a apresentação da Declaração de Compensação, se houver pretensões de extinguir o crédito tributário compensando débitos com créditos. Logo, a compensação, neste caso, não poderia ser realizada somente na contabilidade, mas, necessariamente, através da apresentação de Declaração de Compensação. Todavia, o contribuinte não apresentou a referida declaração. Por outro lado, constatouse que o IRRF decorrente de juros sobre o capital próprio retidos dos acionistas (código de receita 5706) durante o anocalendário de 2004 não foi recolhido (fls. 59), nem declarado à RFB mediante entrega de DCTF (fls. 54/58); portanto, o contribuinte não recolheu, não confessou, e não compensou tal débito. Intimado e reintimado, o contribuinte não se manifestou. Às fls. 78 a 87 consta Impugnação, cujas razões e pedido foram assim sintetizadas pelo órgão a quo: “Cientificada do lançamento em 08/07/2009, através de ciência postal, conforme AR de fl. 77, a interessada, por seu procurador, ingressou com peça impugnatória de fls. 78/87 e documentação anexa de fls.88/119, sendo esta referente à procuração e cópias estatuto social/ata de assembléia geral, alegando, em suma: Que a ciência da impugnação ocorreu em 08/07/2009, portanto é tempestiva a impugnação protocolada em 07/08/2009. Que a impugnante, de fato, recebeu durante o ano de 2004, juros sobre o capital próprio investido, sendo retido o IR conforme §2° do art. 9° da Lei 9.249/95. Do mesmo modo, pagou aos seus acionistas juros a título de remuneração do capital próprio, retendo o valor do IR, e compensando o mesmo com o valor retido por suas investidas quando do pagamento dos juros relativos ao seu investimento, como facultado pelo § 6°, do art. 9° da Lei 9.249/95. A impugnante não apresentou declaração de compensação porque a mesma é obrigatória somente nos casos de compensação de créditos do contribuinte originados de pagamentos a maior ou indevidos, conforme estabelece o art. 74 e §1° da Lei 9.430/96. O IRRF não é imposto pago a maior ou indevidamente, portanto não é crédito passível de restituição ou ressarcimento no mesmo exercício em que pago, na medida em que é antecipação do imposto de renda na declaração de rendimentos, nos termos do §3° do art. 9° da Lei 9.249/95. ‘Por esta razão, durante o exercício em que recolhido, o IRRF somente pode ser compensado com o imposto na declaração de rendimentos ou com o valor retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros de igual natureza aos titulares, aos sócios ou Fl. 160DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 aos acionistas da pessoa jurídica. Não pode ele, repitase, durante o exercício, ser compensado com outros débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, como é permitido pelo artigo 74 da Lei n° 9.430/96 nos casos de créditos restituíveis ou passíveis de ressarcimento ('poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão).’ Referida compensação (IRRF x IRRF) independe da observância de qualquer requisito, como a entrega de declaração de compensação, na medida em que, diferentemente do disposto no o artigo 74 da Lei 9.430/96, o §6° do art. 9° da Lei n° 9.249/95 nada exige. Tal entendimento encontrase manifestado pela Coordenação Geral do Sistema de Tributação, que embora se refira ao imposto de renda da pessoa jurídica e não ao IRRF, deixa claro, através do Ato Declaratório (Normativo) n° 14/98, que o regime da compensação do imposto considerado como antecipação do devido na declaração tem tratamento diverso do regime da compensação do crédito passível de restituição ou ressarcimento.” Ao examinar o pleito do contribuinte, a 3.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto decidiu pela improcedência da Impugnação, por meio do Acórdão n.º 1426.376, de 8 de outubro de 2009, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2004 IRRF. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO A partir de outubro de 2002 a compensação passou a depender da apresentação de declaração de compensação, mesmo no caso de compensação de créditos de IRRF correspondente a recebimento de juros sobre o capital próprio para quitar débitos que tenha com seus acionistas, correspondente à retenção de IRRF por pagamento de juros sob o capital próprio. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Em 28 de dezembro de 2009, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, no qual reitera as razões de impugnação. Salienta que o procedimento de compensação adotado encontrase expressamente autorizado pelo § 6°, do artigo 9° da Lei n.° 9.249, de 1995, e que a compensação levada a efeito tem formalização diversa daquela referida no artigo 74 da Lei n.° 9.430, de 27 de dezembro de 1996: a compensação permitida pela Lei n.° 9.430, de 1996, só pode se dar com um crédito "passível de restituição ou de ressarcimento", e não com créditos de natureza diversa daqueles resultantes de um valor recolhido a maior ou indevidamente. O contribuinte argumenta que o imposto retido na fonte, nos termos do § 2°, do artigo 9° da Lei n.° 9.249, de 1995, é antecipação do imposto devido na declaração de Fl. 161DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 11444.000595/200947 Acórdão n.º 210101.515 S2C1T1 Fl. 160 5 rendimentos, e, portanto, durante o exercício em que pago, como se deu no seu caso, é dedução do imposto de renda da pessoa jurídica, conforme expressamente estabelece o § 3°, I, do mesmo artigo 9°, não sendo objeto de restituição ou ressarcimento, no próprio ano de seu recolhimento. Por esse motivo entende que sua compensação é regulada pelo § 6°, do artigo 9° da Lei n.° 9.249, de 1995, que não exige qualquer comunicação à Secretaria da Receita Federal, como se requer da compensação prevista no artigo 74 da Lei n.° 9.430, de 1996. O Recorrente aponta ainda que a formalização da compensação do IRRF, no mesmo exercício em que pago, foi objeto de manifestação da CoordenaçãoGeral do Sistema de Tributação, através do Ato Declaratório Normativo n.° 14, de 1998, posterior à revogação do artigo 66 da Lei n° 8.383, de 1991, pelo artigo 74 da Lei n.º 9.430, de 1996. Inexiste razão, a seu ver, para se afirmar que o IRRF, nos termos do parágrafo 2°, do artigo 9°, da Lei n.° 9.249, de 1995, deve ter tratamento diverso do IRRF decorrente de responsabilidade tributária, posto que, para este fim, nenhum deles decorre de pagamento a maior ou indevido. Não se subsumem, assim, ao artigo 74 da Lei n.° 9.430, de 1996. Por outro lado, acredita ser ilegal a exigência constante do § 1° do artigo 32 da Instrução Normativa SRF n° 460, de 2004, na medida em que extrapola seus limites ao estabelecer requisito para a compensação que a lei somente requer para os casos de créditos passíveis de restituição ou ressarcimento. Sendo assim, não apresentou a Declaração de Compensação porque inaplicável ao seu caso. Salienta que a compensação “IRRF x IRRF” independe da observância de qualquer requisito, como a entrega de declaração de compensação, na medida em que o § 6° do artigo 9° da Lei n.° 9.249, de 1995 nada exige, tal como manifestado no Ato Declaratório (Normativo) CST n.º 14, de 1998. Por essas razões, entende que deve ser reformada a decisão de 1.ª instância, julgandose improcedente o lançamento, para que seja cancelado o Auto de Infração, vez que havia, no seu caso, a obrigação de apresentar a Declaração de Compensação prevista no artigo 74 e parágrafo 1° da Lei n.° 9.430, de 1996, para ter a compensação reconhecida, dado que a lei considera que o IRRF, no próprio exercício em que retido, não constitui crédito passível de restituição ou ressarcimento, mas sim antecipação do devido na declaração. Diante do exposto, requer seja admitido e acolhido o Recurso Voluntário para declarar a insubsistência do auto de infração, cancelandose a exigência fiscal nele contida, reformandose a decisão de 1.ª instância, dada a impossibilidade de aplicar requisito necessário para a compensação de tributo pago a maior ou indevidamente com débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições, para situação diversa, tal qual a do caso concreto, em que a compensação se deu entre o imposto considerado como antecipação do devido na declaração com o retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio. Protesta pela produção de todas as provas admitidas em direito, inclusive a juntada de novos documentos, especialmente pela apresentação de manifestação complementar. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 6 Pede sustentação oral de suas razões, razão pela qual requer seja intimada da inclusão dos autos em pauta para julgamento. Requer seja ressalvado seu direito de ser notificado da juntada de qualquer documento pela autoridade fiscal, ou de qualquer outro fato superveniente que venha a ocorrer nos autos, a fim de que possa se manifestar sobre os mesmos, sob pena de violação aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da verdade material. É o Relatório. Voto Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais previstos no Decreto n° 70.235, de 1972. Dele conheço. Trata o presente processo de compensação entre o de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – IRRF correspondente ao recebimento de juros sobre o capital próprio por pessoa jurídica sujeita à tributação pelo lucro real e o incidente sobre os juros sobre o capital próprio pagos ao seu titular, sócios ou acionistas. Do exame das DIRF apresentadas pelo contribuinte (fls. 46 a 48), a Fiscalização apurou que houve retenção, nos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2004, de IRRF no valor de R$ 5.275.200,01 por ocasião do pagamento ou crédito de juros a título de remuneração de capital próprio a seus acionistas. No entanto, não foram localizadas as DCTF com as informações sobre esses débitos ou de que forma foram liquidados. Analisando o Livro Razão do contribuinte a Fiscalização verificou que ele realizou compensação contábil entre o IRRF correspondente ao recebimento de juros sobre o capital próprio e o IRRF incidente sobre os juros sobre o capital próprio pagos ou creditados aos acionistas, mas essas compensações foram efetuadas apenas contabilmente; não foram informadas ou declaradas à Receita Federal do Brasil (seja através de PER/DComp ou de DComp), tendo, como consequência, a não extinção do crédito tributário. 1. Sobre a compensação de tributos Apesar de prevista no Código Tributário Nacional desde a sua publicação, em 1966, a compensação só foi regulada, no âmbito federal, pela primeira vez, com o DecretoLei n.º 2.287, de 1986, que previa apenas a compensação de ofício. Seu artigo 7.º, agora em vigor com a redação dada pela Lei n.º 11.196, de 2005, já determinava que a então Secretaria da Receita Federal, antes de proceder à restituição ou ao ressarcimento de tributos, deveria verificar se o sujeito passivo era devedor à Fazenda Nacional. Existindo débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição ou do ressarcimento deveria ser compensado, total ou parcialmente, com o valor do débito. A compensação por iniciativa do particular foi autorizada pela Lei n.º 8.383, de 1991, cujo artigo 66, em sua redação original, estipulava que, nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, o sujeito Fl. 163DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 11444.000595/200947 Acórdão n.º 210101.515 S2C1T1 Fl. 161 7 passivo poderia efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes, ressalvando que a compensação somente poderia ser efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie (o dispositivo foi alterado pela Lei n.º 9.069, de 1995, que incluiu as receitas patrimoniais no rol dos créditos passíveis de serem utilizados na compensação). A Lei n.º 9.249, de 1995, em seu artigo 9.º, § 6.º, prescreveu especificamente que, no caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real, o imposto de renda retido na fonte sobre os juros recebidos a título de remuneração do capital próprio pode ser compensado com o retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu titular, sócios ou acionistas. Com a publicação da Lei n.º 9.430, de 1996, foi autorizada a compensação, a pedido do sujeito passivo, de quaisquer créditos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal com créditos do sujeito passivo, mesmo que de diferentes espécies tributárias e destinação constitucional. Referido diploma, na redação original do seu artigo 74, vinculava a compensação a um requerimento feito pelo sujeito passivo, e deixava a critério do órgão público a autorização da utilização dos créditos a serem ressarcidos ou restituídos, para o fim de quitação de quaisquer tributos por aquele órgão administrados. A compensação regida pelo artigo 74 da Lei n.º 9.430, de 1996, com a redação dada pelo artigo 49 da Lei n.º 10.637, de 2002, e alterações posteriores, permite ao sujeito passivo que, ao mesmo tempo, tenha um crédito tributário (débito) e apure crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, passível de restituição ou de ressarcimento, utilize mencionado crédito na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos administrados por aquele órgão público, por meio da entrega, pelo sujeito passivo, de uma declaração de compensação, na qual são discriminados todos os créditos e débitos, respectivas datas de vencimento, valores, e a ordem que o sujeito passivo deseja sejam utilizados os créditos e amortizados/liquidados os débitos. A declaração de compensação, uma vez recepcionada pela Administração, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de ulterior homologação. A Lei n.º 9.249, de 1995, ao autorizar a compensação do valor do imposto sobre a renda retido na fonte quando do pagamento de juros sobre o capital próprio a pessoa jurídica tributada com base no lucro real com o valor do mesmo IRRF retido quando essa pessoa jurídica paga juros sobre o capital próprio a seus titulares, sócios ou acionistas, não condicionou o exercício desse direito à entrega de qualquer formulário ou a qualquer outro requisito. A Instrução Normativa SRF n.° 460, de 18 de outubro de 2004 (publicada no DOU de 29 de outubro do mesmo ano), que regulamentou a compensação tributária no âmbito da então Secretaria da Receita Federal, previu que, também nas hipóteses em que o contribuinte fizesse a compensação nos moldes previstos no artigo 9.º, § 6.º, da Lei n.º 9.249, de 1995, deveria apresentar uma declaração de compensação. 2. Da compensação do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os juros sobre o capital próprio pagos ou creditados a beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real com o retido quando Fl. 164DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 8 do pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio a seu titular, sócios ou acionistas Examinando os autos, constatei que, de fato, de acordo com o relato da Fiscalização, na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, às fls. 5, o contribuinte poderia ter efetuado a compensação do imposto de renda retido na fonte, na forma prevista no artigo 9.º, § 6.º, da Lei n.º 9.249, de 1995. Diante dessa constatação, concluo que o direito do contribuinte de proceder à compensação nos moldes prescritos no referido dispositivo existe. O que se discute aqui, portanto, não é o seu direito à compensação, mas se esse direito foi devidamente exercido. De um lado, a Receita Federal alega que o contribuinte não apresentou as DCTF com as informações sobre esses débitos ou de que forma foram liquidados. Além do mais, o exercício do direito à compensação, no caso, devese dar de acordo com as normas preconizadas no artigo 26 da Instrução Normativa SRF n.° 460, de 2004, por força do que determina o artigo 32 do mesmo ato normativo. O contribuinte, discordando desse posicionamento, nada alega quanto à não apresentação das DCTF. Sustenta que, no seu caso, não se trata de crédito tributário sujeito a restituição ou ressarcimento; desse modo, a compensação não se submete às normas prescritas no artigo 74 da Lei n.° 9.430, de 1996, regulamentada pela Instrução Normativa SRF n.° 460, de 2004. Além do mais, esse ato normativo é eivado de ilegalidade, por estipular obrigação não prevista em lei. O contribuinte entende que, no caso de beneficiário pessoa jurídica tributada com base no lucro real, a compensação do imposto de renda retido na fonte sobre o crédito ou pagamento de juros sobre o capital próprio recebidos com o imposto retido quando do pagamento de juros sobre o capital próprio a seu titular, sócios ou acionistas, pode ser efetivada por meio de sua contabilidade somente, sem necessidade de cumprir as normas da Instrução Normativa SRF n.° 460, de 2004. Vejamos o que prescreve a legislação que trata do assunto. O artigo 9.°, § 6.º, da Lei n.° 9.249, de 1995, estipula que os juros sobre o capital próprio pagos ou creditados pela pessoa jurídica sofrem a incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15% na data do pagamento ou crédito ao beneficiário. Tratandose de beneficiária pessoa jurídica tributada com base no lucro real, como é o caso do contribuinte, esse imposto retido na fonte pode ser considerado antecipação do devido na declaração de rendimentos, podendo ser ainda compensado com o retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu titular, sócios ou acionistas. A ementa da Instrução Normativa SRF n.° 460, de 2004, dispõe que esse ato normativo tem por objetivo disciplinar a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal, a restituição e a compensação de outras receitas da União arrecadadas mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o ressarcimento e a compensação de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, entre outras providências. Regula, portanto, a compensação em sentido amplo, incluindo em seu bojo aquela de que trata o artigo 9.°, § 6.°, da Lei n.° 9.249, de 1995. Seu artigo 32, assim prescreve: Art. 32. A pessoa jurídica optante pelo lucro real no trimestre ou anocalendário em que lhe foram pagos ou creditados juros Fl. 165DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 11444.000595/200947 Acórdão n.º 210101.515 S2C1T1 Fl. 162 9 sobre o capital próprio com retenção de imposto de renda poderá, durante o trimestre ou anocalendário da retenção, utilizar referido crédito de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) na compensação do IRRF incidente sobre o pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu titular, sócios ou acionistas. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada pela pessoa jurídica na forma prevista no § 1º do art. 26. [...] Seu artigo 26, em seu § 1.°, ao disciplinar a forma de exercício do direito à compensação, assim prevê, verbis: Art. 26. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive o reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrados pela SRF, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela SRF. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada pelo sujeito passivo mediante apresentação à SRF da Declaração de Compensação gerada a partir do Programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação à SRF do formulário Declaração de Compensação constante do Anexo VI, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. (grifouse) § 2º A compensação declarada à SRF extingue o crédito tributário, sob condição resolutória da ulterior homologação do procedimento. [...] (g.n.) Insurgindose contra essa normatização, o contribuinte alega que a compensação “IRRF x IRRF” independe da observância de qualquer requisito, como a entrega de declaração de compensação, na medida em que o § 6° do artigo 9° da Lei n.° 9.249, de 1995, nada exige, tal como manifestado no Ato Declaratório (Normativo) CST n.º 14, de 1998. Acredita ser ilegal a exigência constante do § 1° do artigo 32 da Instrução Normativa SRF n° 460, de 2004, na medida em que extrapola seus limites ao estabelecer requisito para a compensação que a lei somente requer para os casos de créditos passíveis de restituição ou ressarcimento. Por esse motivo, não apresentou a Declaração de Compensação porque entende ser ela inaplicável ao seu caso. Vejamos. O valor do imposto de renda retido na fonte sobre o pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio não é crédito passível de restituição ou ressarcimento, condição necessária para que possa ser compensado nos termos do artigo 74 da Lei n.° 9.430, de 1996. Não se trata de pagamento feito a maior ou indevidamente, conforme preceituado pelo artigo Fl. 166DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 10 165, inciso I, do Código Tributário Nacional: é pagamento devido. Por isso, não é passível de restituição, e sua compensação fica adstrita ao preconizado na lei que determinou sua retenção. O crédito compensado na forma prevista no artigo 9.º, § 6.º, da Lei n.º 9.249, de 1995, por não ser passível de restituição ou ressarcimento, não está sujeito às normas de compensação previstas no artigo 74 da Lei n.º 9.430, de 1996, já que este dispositivo restringe se a disciplinar as compensações entre débitos do contribuinte com créditos tributários “passíveis de restituição ou ressarcimento”. Conforme alegado, a Lei n.º 9.249, de 1995, não prevê que o exercício da compensação, de que trata seu artigo 9.º, § 6.º, se dê por meio de declaração de compensação; essa exigência só existe na Lei n.º 9.430, de 1996, que trata de outro tipo de compensação, conforme anteriormente apontado. A Lei n.º 9.249, de 2005, também não exige qualquer outro requisito ou documento para que se proceda à compensação nos moldes nela previstos. Por outro lado, a Instrução Normativa SRF n.º 460, de 2004, que inclui nas hipóteses de apresentação de PER/DComp a compensação prevista no artigo 9.º, § 6.º, da Lei n.º 9.249, de 1995, foi editada somente em 18 de outubro de 2004 e publicada em 29 de outubro de 2004, momento no qual parte das compensações levadas a efeito na contabilidade do contribuinte já estava feita e parte estava ainda por ser efetivada. No entanto, como a Lei n.° 9.249, de 1995, não havia previsto a apresentação de declaração de compensação para o exercício desse direito, o contribuinte continuou, até o final do anocalendário, a proceder da mesma forma que vinha procedendo anteriormente. No presente caso, há que se ponderar vários pontos: em primeiro lugar, conforme apontado anteriormente, sobre a efetivação da compensação em tela, a própria Fiscalização constata, às fls. 5, que: “Examinando as cópias do Livro Razão anexadas à aludida Representação Saort (fls. 60/73), verificamos que o contribuinte, no anocalendário 2004, realizou compensação contábil entre o IRRF correspondente ao recebimento de juros sobre o capital próprio e o IRRF incidente sobre o juros sobre o capital próprio pago aos acionistas, todavia, essas compensações foram efetuadas apenas contabilmente; não foram informadas/declaradas à RFB através de PERD/DCOMP (Pedido Eletrônico de restituição ou ressarcimento e Declaração de Compensação) ou mesmo DCOMP (Declaração de compensação), logo, não poderiam ser consideradas como extinção de crédito tributário (art. 74 da Lei n° 9.430 de 1996, dada pela Medida Provisória n° 66/2002, convertida na Lei n°10.637/2002).” Além disso, a Fiscalização ressaltou também que o contribuinte “poderia compensar durante o anocalendário 2004 o IRRF correspondente ao recebimento de juros sobre o capital próprio para quitar débitos que tenha com seu titular, sócios ou acionistas, correspondente à retenção de IRRF pelo pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio (art. 9°, parágrafos 3° e 6° da Lei n° 9.249/95), pois efetua a tributação pelo Lucro Real; no entanto, como anteriormente relatado, não solicitou referida compensação”, na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 5). Das colocações da fiscalização observase que o crédito do contribuinte é passível de compensação nos moldes efetuados, fato este que foi constatado por meio do exame de sua contabilidade. Adicionese a isso que (i) a Lei n.° 9.249, de 1995, que conferiu o Fl. 167DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 11444.000595/200947 Acórdão n.º 210101.515 S2C1T1 Fl. 163 11 direito à compensação efetuada não previa a forma de exercício do direito e (ii) a nova normatização, inaugurada pela Instrução Normativa SRF n.º 460, de 2004, se deu de forma inesperada, no final do anocalendário, com a publicação da norma somente em 29 de outubro de 2004. Destaco ainda os seguintes pontos: 1. Os valores do imposto de renda na fonte retidos, pela Recorrente, dos beneficiários do pagamento ou crédito de juros sobre o capital próprio foram declarados na DIPJ correspondente ao exercício de 2004 (entregue em 18/02/2006), conforme se constata às fls. 43. A retenção do IRRF quando do pagamento ou crédito, à Recorrente, dos juros sobre o capital próprio está declarada na Ficha 53 da DIPJ (fls.44). 2. As DIRF apresentadas pela Recorrente, em nome dos beneficiários dos pagamentos a título de remuneração do capital próprio (fls. 46 a 48) contêm valores condizentes com os constantes de sua contabilidade e com os declarados em DIPJ. 3. As compensações efetuadas pelo contribuinte estão demonstradas na sua contabilidade e as retenções correspondentes foram devidamente declaradas em DIPJ e em DIRF, como já constatado. Ante a robustez das provas apresentadas pelo contribuinte, verifico ter ficado cabalmente demonstrado que a compensação foi feita dentro dos limites estipulados na lei e que o crédito nela envolvido não foi utilizado para outro fim que não o declarado. Nessa hipótese, considerandose os fatores acima salientados, pareceme razoável admitirse como boa a forma pela qual tal compensação se realizou (por meio da contabilidade), forma essa admitida anteriormente à edição da mencionada Instrução Normativa. Sendo assim, nesta hipótese, cabe, a meu ver, afastar a aplicação da Instrução Normativa SRF n.º 460, de 2004, tendo em vista que seu novo regramento, que instituiu a obrigatoriedade de apresentação de declaração de compensação para a efetivação das compensações previstas no artigo 9.º, § 6.º, da Lei n.º 9.249, de 1995, surpreendeu o contribuinte no final do anocalendário, quando ele já vinha procedendo, há meses, à compensação somente em sua contabilidade, nos moldes anteriormente aceitos. Como se vê, não se trata, aqui, de afastar a aplicação da Instrução Normativa SRF n.º 460, de 2004, para qualquer caso. Referido ato normativo foi editado dentro do âmbito da competência do Sr. Secretário da Receita Federal, competência esta que lhe foi outorgada pelo Ministro da Fazenda, nos termos do Regimento interno daquele órgão. Mas notase que, na presente hipótese, o contribuinte, agindo de boafé, foi surpreendido por um novo regramento, com novas exigências para o exercício do seu direito, no curso do próprio anocalendário. Sendo assim, se omissão houve, da parte interessada, por não informar, em declaração de compensação, a compensação que estava sendo efetivada em sua contabilidade, acredito tratarse de erro escusável. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 12 3. Das provas, do momento da sua apresentação e da sustentação oral O contribuinte protesta pela produção de todas as provas admitidas em direito, inclusive a juntada de novos documentos, especialmente pela apresentação de manifestação complementar. No Processo Administrativo Fiscal, são hábeis para comprovar a verdade dos fatos todos os meios de prova admitidos em direito. O fiscalizado pode apresentar provas durante a ação fiscal, quando para tal regularmente intimado, e no momento da apresentação da Impugnação, tal como prescreve o parágrafo 4.º do artigo 16 do Decreto n.º 70.235, de 1972, a seguir transcrito: Art. 16. [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) [...] Excepcionalmente, o próprio Decreto n.º 70.235, de 1972, admite a apresentação de provas em momento posterior ao da Impugnação, desde que ocorridas determinadas circunstâncias, que são aquelas previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo 4.º do artigo 16 do referido diploma legal, na forma estipulada em seu parágrafo 5.º. Isto significa dizer que é possível a juntada de provas após a Impugnação, mas somente em circunstâncias excepcionais, nele previstas, e desde que requerida à autoridade julgadora mediante petição na qual se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo 4.º. Requer ainda seja ressalvado seu direito de ser notificado da juntada de qualquer documento pela autoridade fiscal, ou de qualquer outro fato superveniente que venha a ocorrer nos autos, a fim de que possa se manifestar sobre os mesmos. Desnecessário o pedido do recorrente. O Decreto n.° 7.574, de 2011, que regulamenta o processo administrativo fiscal, especifica todas as circunstâncias nas quais o contribuinte deve ser cientificado dos atos processuais. Por fim, pede sustentação oral de suas razões, motivo pelo qual requer seja intimada da inclusão dos autos em pauta para julgamento. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 11444.000595/200947 Acórdão n.º 210101.515 S2C1T1 Fl. 164 13 A legislação que rege o processo administrativo fiscal federal não prevê intimação do recorrente por ocasião da inclusão de seu processo em pauta para julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. A ciência do contribuinte é dada por meio da publicação da referida pauta no Diário Oficial da União. A sustentação oral, todavia, é possível, e processase nos termos do artigo 58 da Portaria MF n.° 256, de 2009 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF), a seguir transcrito: Art. 58. Anunciado o julgamento de cada recurso, o presidente dará a palavra, sucessivamente: I ao relator, para leitura do relatório; II ao recorrente ou ao seu representante legal para, se desejar, fazer sustentação oral por 15 (quinze) minutos, prorrogáveis por igual período; III à parte adversa ou ao seu representante legal para, se desejar, fazer sustentação oral por 15 (quinze) minutos, prorrogáveis por igual período; e IV aos demais conselheiros. [...] Conclusão Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ________________________________________________ Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 170DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 17460.000450/2007-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENC1ÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada
Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4º ou 173, do CTN).
PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO.
Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2401-001.117
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 17460.000450/2007-62 Recurso n° 170.442 Voluntário Acórdão n° 2401-01.117 — 4 3 Câmara I la Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente CERVEJARIA BELGO S/A E OUTRO Recorrida DRJ-CAMPO GRANDE/MS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/1998 a 31/12/1998 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENC1ÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n°8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nos 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4' Câmara / 1 a Turma Ordinária da Segunda I Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. ( dLeolr ELIAS s 411.1 FRE RE - Presidente e ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA — Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros ElMs Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n°17460000450/2007-62 S2-C4T1 Acórdão ri.° 2401-0/.117 Fl. 178 Relatório Trata-se de recurso repetitivo a ser julgado com a adoção do procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos moldes em que disciplina a Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009. No julgamento do Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2401-01.096, assim ementado: Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRMS DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciarios é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n" 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE 's n's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n" 08, disciplinando a matéria. In casa, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, ,¢ 4 0 ou 173, do CTN). É o relatório. S'K• Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora Inicialmente há de se esclarecer que o presente acórdão supre o despacho previsto no art. 2°, § 2° Portaria CARF n°33, de 24/09/2009. No Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZE"FTI a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2401-01.096. Portanto, decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão. Pelo exposto, voto por reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2010 ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA — Relatora • 4 ,nn ,¡L., MINISTÉRIO DA FAZENDA ,4! :‘00, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 4:;:rjyty,:, QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 17460.000450/2007-62 Recurso n°: 170.442 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2401-01.117 BrasíI, 12 e março de 2010 ELIAS SA 'AIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10283.006159/2009-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/02/2005 a 29/12/2005
PEDIDO DE DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO.
Deve ser indeferido o pedido de realização de diligência quando for
prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada.
ZONA FRANCA DE MANAUS. NÃO COMPROVAÇÃO DE
CUMPRIMENTO DO REGIME. PERDA DO BENEFÍCIO.
A empresa que não comprove o cumprimento do regime aduaneiro especial
da Zona Franca de Manaus não faz jus aos benefícios a este inerentes.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-001.373
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/02/2005 a 29/12/2005 PEDIDO DE DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. Deve ser indeferido o pedido de realização de diligência quando for prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada. ZONA FRANCA DE MANAUS. NÃO COMPROVAÇÃO DE CUMPRIMENTO DO REGIME. PERDA DO BENEFÍCIO. A empresa que não comprove o cumprimento do regime aduaneiro especial da Zona Franca de Manaus não faz jus aos benefícios a este inerentes. Recurso Voluntário Negado.
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INDEFERIMENTO. Deve ser indeferido o pedido de realização de diligência quando for prescindível para o deslinde da questão a ser apreciada. ZONA FRANCA DE MANAUS. NÃO COMPROVAÇÃO DE CUMPRIMENTO DO REGIME. PERDA DO BENEFÍCIO. A empresa que não comprove o cumprimento do regime aduaneiro especial da Zona Franca de Manaus não faz jus aos benefícios a este inerentes. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/01/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Helio Eduardo de Paiva Araújo e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Relatório Contra a empresa recorrente foi lavrado auto de infração para exigir o pagamento de IPI, relativo a fatos geradores ocorridos no ano de 2005, tendo em vista que a Fiscalizada não logrou provar o destino das mercadorias adquiridas com suspensão de IPI e de II. Inconformada com a autuação a empresa interessada impugnou o lançamento, cujas razões estão sintetizadas no relatório do acórdão recorrido, que leio em sessão. A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Fortaleza CE julgou procedente o lançamento, nos termos do Acórdão no 0818.643, de 29/07/2010, cuja ementa abaixo se transcreve. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. Desnecessária é a realização de diligência quando não restar demonstrada sua imprescindibilidade ao julgamento. ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Período de apuração: 01/02/2005 a 29/12/2005 ZONA FRANCA DE MANAUS. NÃO COMPROVAÇÃO DE CUMPRIMENTO DO REGIME. PERDA DO BENEFÍCIO. A empresa que não comprove o cumprimento do regime aduaneiro especial da Zona Franca de Manaus não faz jus aos benefícios a este inerentes. Ciente desta decisão em 25/08/2010 (fl. 268), a interessada ingressou, no dia 24/09/2010, com o recurso voluntário de fls. 305/320, no qual alega, em síntese, que: 1 deve ser reformada a decisão que indeferiu o pedido de realização diligência porque a recorrente, por motivos de força maior (crise econômica na empresa), estava impossibilitada de atender as intimações decorrentes do MPF nº 0227600/00213/08; 2 nos termos do art. 3º do DecretoLei nº 288/67, a “exigência do IPI será isenta nos casos em que ocorrer a importação, por empresa estabelecida na ZFM, dos produtos nele indicados”. Esta norma se sobrepões à norma que autoriza a incidência do IPI. Não existe, portanto, permissivo legal que fundamente a cobrança do IPI nestas operações; 3 uma vez demonstrado o preenchimento de todos os requisitos ensejadores da fruição do benefício fiscal em tela, seja em que momento for, a exigência do IPI sobre tais operações não poderá subsistir. Com a comprovação do efetivo destino das mercadorias importadas pela Recorrente, não existe mais fundamento legal que dê embasamento à exigência fiscal em tela. Por este motivo e em nome do princípio da verdade material, solicita a dilação do prazo para a apresentação dos competentes documentos; 4 o art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72 autoriza a apresentação de prova documental em momento posterior à apresentação da defesa administrativa na impossibilidade de sua apresentação oportuna; 5 ainda que não tenha logrado êxito na recuperação de todos os arquivos magnéticos que lhe foram solicitados, obteve parte dos documentos solicitados pela Fiscalização (Declarações de Importação e suas respectivas Notas Fiscais de Entrada). Por esta Fl. 2DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10283.006159/200917 Acórdão n.º 330201.373 S3C3T2 Fl. 789 3 documentação, que deve ser apreciada pelo CARF, constatase que parte da exigência fiscal é indevida Na forma regimental, o recurso voluntário foi distribuído a este Conselheiro Relator. É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais e, portanto, dele conheço. O contribuinte recorrente foi submetido a Fiscalização do II e do IPI vinculados a importação de produtos para utilização na Zona Franca de Manaus, cujo desembaraço foi realizado com a suspensão destes tributos. Intimado no dia 28/08/2008 a apresentar os arquivos magnéticos previstos na IN SRF nº 86/2001, a empresa não atendeu à intimação e solicitou, no dia 15/09/2008 prorrogação de 30 dias no prazo para atender a intimação. Transcorrido o prazo sem que a intimação fosse atendida, foi lavrado o auto de infração no dia 30/10/2009. Não se conformando, no dia 04/12/2009 a empresa apresenta impugnação solicitando prazo para apresentar a documentação exigida no início da Fiscalização e, também, solicitando a realização de diligência para comprovar suas alegações. Ante a ausência de provas, a DRJ em Fortaleza indeferiu o pedido de diligência e manteve integralmente o lançamento. Ciente da decisão de primeiro grau, no dia 24/09/2010 (dois anos do prazo concedido para apresentar os arquivos magnéticos), a empresa ingressa com recurvo voluntário solicitando, mais uma vez, dileção do prazo para apresentar os arquivos magnéticos. Inicialmente, a recorrente está pleiteando a reforma da decisão que indeferiu seu pedido de realização de diligência no qual alegava que a documentação solicitada pela Fiscalização estava à disposição do Fisco. Não merece prosperar o pedido da recorrente porque, ao contrário do que afirmou na impugnação, de fato não tinha (e não tem) os arquivos magnéticos solicitados pela Fiscalização, tanto é que solicita, neste recurso voluntário, a dilação do prazo para a sua apresentação. Pelos mesmos fundamentos do voto vencedor do acórdão recorrido, indefiro o pedido de realização de diligência, posto que a recorrente faltou com a verdade em sua impugnação e, de fato, não apresentou os arquivos magnéticas necessários à realização da diligência, após transcorridos mais de 02 (dois) anos do prazo concedido pela autoridade lançadora. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Quanto ao mérito, esclareçase, em primeiro lugar, que os documentos que vieram com o recurso voluntário dizem respeito às importações realizadas pela recorrente. Tais operações são de conhecimento do Fisco e sequer foram solicitadas pela Fiscalização. Portanto, em nada socorre à recorrente. Como não poderia deixar de ser, a decisão recorrida manteve o lançamento à mingua de prova da utilização dos produtos importados, com suspensão de IPI e II, na Zona Franca de Manaus, nos seguintes termos, que ratifico e adoto: Em relação ao mérito da Autuação, além da simples alegação de que faz jus aos benefícios fiscais decorrentes do DecretoLei n° 288/67, o Impugnante se restringiu a, sob o desígnio da cautela, impugnar ...todos os cálculos do sr. auditor fiscal, requerendo novos cálculos, se necessário, para o julgamento do auto de infração. Ora, como já fora dito, inexistem quaisquer elementos nos autos no sentido de comprovar o cumprimento dos requisitos estabelecidos na legislação quanto à fruição dos benefícios advindos do decretolei recém mencionado. Tampouco existe documento, planilha, ou outro elemento que possa por em dúvida os cálculos apresentados pela Autoridade Fiscal. Resta hialino, pois, que a peça defensória em baila carece, em todos os aspectos que aborda, de fundamento ou embasamento fático ou jurídico que permitam militar em seu acatamento, motivo pelo qual não deve ter suas lucubrações acolhidas. Assim, não ficando demonstrado o cumprimento do regime aduaneiro de Zona Franca de Manaus por parte da Impugnante, resta escorreito o lançamento do tributo em testilha. Também no recurso voluntário a recorrente não trouxe nenhuma prova do direito alegado e, portanto, não há reforma a fazer no lançamento. No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10283.006159/200917 Acórdão n.º 330201.373 S3C3T2 Fl. 790 5 Fl. 5DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 13873.000232/99-53
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/06/1999
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO.
O recurso voluntário deve ser interposto no prazo previsto no art. 33 do
Decreto no 70.235/72. Não observado este preceito, dele não se toma
conhecimento.
Recurso Voluntário não Conhecido.
Numero da decisão: 3302-001.372
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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PEREMPÇÃO. O recurso voluntário deve ser interposto no prazo previsto no art. 33 do Decreto no 70.235/72. Não observado este preceito, dele não se toma conhecimento. Recurso Voluntário não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/01/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Fl. 424DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 No dia 06/08/1999 o estabelecimento 0007 da empresa ELIZABETH S/A INDÚSTRIA TÊXTIL, já qualificada nos autos, ingressou com pedido de ressarcimento de créditos básicos de IPI, previsto no art. 11 da Lei no 9.779/99 e na IN SRF no 33/99, relativo ao 2º trimestre de 1999. A DRF em Bauru SP deferiu integralmente o pleito da recorrente e efetuou, de ofício, a compensação do crédito reconhecido com débitos do estabelecimento matriz da empresa ELIZABETH S/A. Encerrado o processo, o mesmo foi encaminhado para o arquivo no dia 07/12/2007. O Processo nº 15892.000097/200977 controla declaração de compensação VICUNHA TÊXTIL S/A, na qual foi utilizado o crédito deste processo. A DRF expediu a Intimação/10825/Soart/nº 137/09, perguntando porque a VICUNHA TÊXTIL S/A utilizou o crédito deste processo para compensar débitos seus. Em resposta, a empresa VICUNHA TÊXTIL S/A informa que é sucessora do estabelecimento da empresa ELIZABETH S/A que solicitou o crédito e, por esta razão, utilizou o crédito. A sucessão, por cisão parcial, ocorreu no dia 11.01.1999. Junta cópia das atas das assembléia gerais das empresas envolvidas na sucessão. Diante deste fato, o Delegado da DRF em Bauru SP reviu seu despacho decisório emitido anteriormente neste processo para reformar a decisão e indeferir o pedido de ressarcimento feito pela empresa ELIZABETH S/A (estabelecimento 0007), que não mais existia no período objeto do pedido de ressarcimento (2º trimestre de 1999), tendo a baixo no CNPJ ocorrida no dia 04/03/1999. Desfez, também, a compensação de ofício efetuada anteriormente. Deste novo despacho decisório deu ciência à VICUNHA TÊXTIL S/A, situada na Rua Francisco Cruz Melão, S/N São Manuel SP, mesmo endereço do estabelecimento da empresa ELIZABETH S/A que solicitou o ressarcimento. Não se conformando, a VICUNHA TÊXTIL S/A ingressou com manifestação de inconformidade, que foi julgada e indeferida pela DRJ de ribeirão Preto SP, nos termos do Acórdão nº 1433.849, de 24/05/2011, cuja ementa está reproduzida abaixo. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. VINCULAÇÃO DEPENDENTE DE DISPOSIÇÃO LEGAL EXPRESSA. As decisões administrativas e judiciais somente vinculam os julgadores de 1ª instância nas situações expressamente previstas na legislação. RESSARCIMENTO DE IPI. REVISÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. O direito da Administração de revisar seus próprios atos administrativos, previsto no regramento do processo administrativo federal, aplicase ao despacho decisório de pedido de ressarcimento e decai em cinco anos, contados da data do despacho. Fl. 425DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13873.000232/9953 Acórdão n.º 330201.372 S3C3T2 Fl. 425 3 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INTERPOSIÇÃO POR SUJEITO NÃO TITULAR DO DIREITO. INEXISTÊNCIA. Considerase inexistente o pedido de ressarcimento interposto por aquele que não é titular do direito creditório correspondente, por se tratar de instrumento para exercício voluntário de direito para o qual a manifestação expressa da vontade é essencial. DILIGÊNCIA PRESCINDÍVEL. DESCABIMENTO. Perícia e diligência prescindíveis na apreciação da lide devem ser indeferidas pelo órgão julgador de primeira instância administrativa. Foi dado ciência desta decisão para a empresa VICUNHA TÊXTIL S/A no dia 11/06/2011, conforme AR de fls. 244. Não se conformando, a empresa interpôs recurso voluntário em 19/07/2011 (fls. 245), no qual repisa os argumentos da manifestação de inconformidade. Por meio do Despacho de fl. 423, a ARF em Botucatu SP encaminha o processo para este CARF, informando que o recurso voluntário é tempestivo. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. Voto Conselheiro Walber José da Silva, relator. O recurso voluntário apresentado não atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, por ter sido apresentado intempestivamente. Assim, dele não conheço. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 11 de junho de 2011, um sábado, e ingressou com o recurso voluntário no dia 19 de julho de 2011, uma terçafeira, ou seja, no 37o dia após a ciência da decisão recorrida (fls. 244 e 245). Enganase, portanto, a autoridade preparadora da RFB ao afirmar que o recurso voluntário é tempestivo, posto que claramente não o é: passaramse 37 dias entre a data da ciência da decisão recorrida e a data da interposição do presente recurso voluntário. Por seu turno, determina o art. 33 do Decreto no 70.235/72 que é cabível recurso voluntário dentro de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão”. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 De outra parte, o art. 35, também do Decreto nº 70.235/72, determina que o recurso voluntário, mesmo perempto, será encaminhado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, que julgará a perempção: “Art. 35. O recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção”. No caso sob exame não resta nenhuma dúvida de que o recurso foi interposto após o transcurso do prazo assinalado no art. 33 acima transcrito, posto que o termo final para apresentação do recurso voluntário ocorreu no dia 12/07/2011, uma terçafeira. A recorrente silenciou sobre a interposição do recurso após o decurso do prazo legal. Em face do exposto, e por tudo o mais que do processo consta, voto no sentido de, em sede de preliminar, não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Fl. 427DF CARF MF Impresso em 30/01/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/01/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
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