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Carar incompativels efyni a COntrsibUirete. - _ •: - , - 1991., f p • I ',I V-L4to4, itelatado4 e dí4cutído4 v4 pte4ente4 auto4 de tecut- 40 íntetpo4to pot EDEMIR ALEXANDRE CAMARGO. ACORDAM o4 Membto4 da Segunda Camata do Ptíme-Lto Con4e,eho de Cont/Ubuínte4, pot unanímídade de voto4, dat ptov-Lmento patc-i.al ao itecuius o pata excf_uín a íncíd -e- ncía da TRD no petIodo antetíot a ca dada Leí N9 8.218/91, no4 tetmo4 do telat jtív e voto que pa.44arn a íntegtait o pte4ente fu,egado. tirgienSa.ea d, affit"7"-----t-,,... 21 de {) eveteíto de 1995. AO .11,_±.."_•=1.---.~ _ C''__ „_,,,,....447011.WNIS PAIVA - PRESIDENTE IA,'-- -- UESÉ,L' H ' NSEN - RELATORA ^_,....„,—,.......L....A.--, VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: NACIONAL. 2 8 ,ABR •1 0 9 .,.., ‘..1 Pattícípanani, ar,i.nda, do pituente fu,egarnento, o4 4e gLLne4 Con,selheíko: Waldevan A-eve4 de 0-Uveíta, Manía Caía de Andtade Fígueítedo, Ji-dío Cá- 4at Gome4 da Sí.eva e Jo4E CatIo4 Pa,sue-e./o. 2 . FAZENDA DECi.:4).',:i•-í.5::.11',5UTTNTES 76,544 102- 2 9. 6 7 8 id,==::04:4_,KtN13.',0, El) EIVII Al.,,,..K_XAS.-{13.14,„E CA f,V1,?.--1-f;JGO Pf.\ TrP Tr1‘--) -RDEN4 F-UY; NDRE CPF n, 1, 79 701. 139- 1 5, ./1 LíriSalCaOrta,U0 2 P • a da i„,„siosilia krxintribuinte de 1.)eciaracild ru.:Iii.tiva ao c_ixerei o de .1 iflO 10 ara ne.'3.1.::; C' CS ns-5 3 1:101.ifiCaf. 1 0 cIo Ia. 1..j.f". amnLo de Imposto de Rt...--mda Faca rotativo ar,S exerrj rios k 1 989 1 991 no 7.,7d,1.-or ccrresponoente p 1 1 7 5,40 I TF IR respectivos ,gravarnes legais: decorrei), Ciâ ,..-01..5-sav-lo de acri*--iciirio patrimonial a no 1 O rt.,:ceitas t.-le 1.990 e I 99.1,, apluadiats eut 1.331(Y-V,H COM área de In2 e 720,00 m.2, e e vele.ullos, o t:i rji) rtrnfrig--m. to na dl I.ciIuliçn aronorci rial ak. •:.Ztnfz en-rn 0:1Nrps hp.:n rnr,Arn 1'dack:a os 39 so TH 676 incisos I e Hf, - 678 T Rllz,g180, e _ _ _ :g _ e„ 1, I O ;. , U=r, ‘" tJ !„:3 : 4:„~„= ;.4 a i„„ei / • Cj lirj.c3 do 9ra70 1Oror: artígo .6 „ írtejso j do Decreto 77,2.35172, O contribuinte LOd. á:rd i-.,intese; (1 arteaflUgl10 i1 C r)Ode siabst.stii- face agc: cii.,:noNio tio Decreto Lei, - g. R frar:2.n-na flg, r2?--; o - n.rtieril„C Cri-1 r:-3S bancários, sem e 011C011-61 -CÁ a Cie OU_ ;T=„3S elemento. -=a up. Di-ovp.rn. orniisw.0 wa.p. 3 -n F.A.zEmIA a.,•,•-.;.;oino CONTEUBUINTES AC:01.-Z1),:kti li32-2 9 678 sendo apheável ao ano base de 1939 e, no Mo de 1990, somente a i3artir do 'mies de maio; - que aptc:si.:mta sinais exteriores de riqueza:, vi onde - que rn.mitido o sigilo bancáfio, .--..-ftevendo o :,:ta Constituição 1 , e 5,2 C er S Dr e: 44 u.,-.11,-;;; Tiaer ato - que OS e baJ. sua empresa individua„i; - que disç da deis valores com base nas tabelas do tratar-'sé orr,--:.strueão baixo padrão d.e sido etn da indústria pa.ra. çi,.s custos; - que çij'., tut-itritção das construid-3.s por ano difere do cronour-3.ma elaborado peio lisoo, argurne(aac.-áo um maior volume à época dO aeabarnentO, Frr.f. 5.)':::"ri.C?..! mento ao cii. :-:;:po ,sto n.o artigo 19 Elo 5 .!„)ecreto 70.235/1), ci,ra(1 a Fijscal 2:30/2::_.-2;1„ sondo n.a foram ecini 3..quisição terr,;:nos e veículos., e„ rarn -0„:;',n1 ±::::::::eratos ogneáric..,5 e q-u.e., com .tt.--.11acão -a estes o ccfátítribumte não lograra aemonstrar a sw,-;.1. origem, apesz-,..i.r de Dron-oe,:ado o na. Intimação, A. irdklrrnaçãO qUe ;rf--;e trataria. -não oonip OS nk-,,,j0 SN-DT. I3C."1...51'i., Sutiuhado fje j,0 Coranbuinte zwarda - :0.7; e 1 ' 1 .11 3 , 4 . 3:.'''À.- '-, -=';,:::•'•,:Ái. C Cii-..---:.:..-:'' :.:-,•J-JÂ ‘, .',a E CON'E'1:2......15 -(„Xin-rDÃO i'l 102-2 9 . 6 7 8 a c",.•-.:,..--:.............!e a trij.-..1.'!t:.::::-.;..J.1.. .tried.at .,, 1». ........!.....ii-..,-.::..r",:,:.? .:1..e 1.-.21_1111=-_,11.Y..), (.-: O ,..1-?1,1 .4-,14•1/4...j.), 3,-...--...- Cale n11(.3.,.,.1 ',...:: .-...• )..rrá.l.9 fe., V 224.10 £111e,... construção de dnis iinóve.,is, fez: cosi-Lirtirãs de terrellOS e" V'....35'11310S e Tifiej f''--e7. princiir:',.1......--.1 22.: nte, ";:_.-., .t . t ...'., I :EM r2rnento não se flardarrietritall eXCIusivarnente cru Cs ":",... Ri ..(,,..".1 ,,....1,-"-+. =-, .=:"..., ,-,.....,J.7.,...,, ..,_... 9 do Decreto Lei '2..471 /8R„ mantém a c ,,....ip.,é.'..iici.,:.,.. ,...! ..o lirresi priado, o ;aipi -itri bi tinte .1.....17,-...z.e.;.i),..-..3s „recurso a e--Stz--', r011ecTind.C,, .-: :!-"•,:.; :IL .U': LOS "1":'::; LIS , 2.4 5 a 248 e lidas em ......:.3.;,.1•.•,...E'...0.", ,..; : '..i, ,..::.'ç ;. C.' ',..I.Si....:-'.,....le ".; .::',?:,.n. 15.e . il .i...;.j: 3 ', :",,".::...i-:::;:;"..,:-..j i i ...1, ,"...:,..'il-f ..-", :,..... i..,...r"."•,',..;:-.-- ...:r :1 -112,:...," terIde Si deg 28 S C:`::.-:., Ur '.: 1::..1. Cl rá ...:!.,....":7 lefil 'Ci. Cl çie ,:"..' =.2j1.:.:"....,.: &;:; i .../..r.ri 421, ,,..,3 U:1;-1 rei t..A.,r,..,..á 1,, 3.. it; tt...1 t . rerri.. 1 148O do Código1 I 1.1„? U.U3.1 1U 1 ,i ,:i,I.L=.1.R:a.,,... - " ___..,. 1. 5 . O DA .LT DE ci-jr4TRIBUTNITS PRO(1:: O 00, :..5 .-.7519 2,70 ACORDO NQ 102-29.678 VOTO Co elhe.,Lta: URSULA HANS EN RELATORA: ; o recurso letyais, dele Én o coldít,....,;:i O exnr-c: j- s 1 9:8 9 -99 , • compre=.(tendo aCfiefl q ¡iatritrionial decorrente a O de obras, 5 RI .LL =lei C11105 e vak.lres constantes de Nesta fase„ o contribuinte alega faihns• na, oori..:fitr'4IP,i`Ifo da P,IA3 os etitérios c3.131:: C,111. o fato cio rtãe or .sido dsse:i.. ,:iJJ'ad.ft o beneficio do =:.=op.tiJiJdi:/:-...,rio, aos termos do artip,c, A essência dri rit-ocessn, seja a.dministrativo ou 110 COritraditári O devem ser p-airmitidas as mais amplas ae= exeici‘tio do direito de d.efesa. 11)e -.1órtria idéntica„ deve ser liberd.á..de dado o o d. :1; .2 •g 0 . :.í , J!Z. Cla0 Ude, modo. 0 Decreto Que ee 100 ess•o sjscti determina. due o imp-iwiação devera s=;,..r por esein:to, este ef.)rn os documentos ent ode se fundamenii.,r, mencionar os raoti-vtos de fato e de j. fundannenta, 1. O . uue ti-3 retende sela s , ;: j=re O rea . '-:',L.1:1S0 C:In exame, o fie deixara de dee as todás :provas, . 4 2 .32t.'1"; jU11O1 de iodos os mejo=5 de Coroa frue desejasse, aon reendi da a. aváli adile álclusive a doa recuryal. 6 . (1';ONTRIB N' TINTES ACÓR.DÁO fl. 102- 2 9 6 7 8 1.1.e o cirm TRecolrente, apesar 1 5.2 intimado, deixo U. que perrriiiiss ...ri .ti ti,L;::::iição \ialor U ""! Zarl. 410 -8 e de prerroo-aliVa •"" .'.1„ arbitrou vtdof do-,istie t.i:-„,.áe.: tbriãridti base as tabelas, elahomdas j". .• • ; ; - a ttiv -"=Á.! , ". "5. '.•?S (ia T. 3 5 ; LU:11i ZadOS I Sia 1" rk".: iurisdiriona. te:-..d..Lis do artii„...:TA -da citada lei, a tabela u:-:'„laborada •S•lINDIJ:-...-lCON considera ap Í-.infas e=s setii.u¡ilo tis inclui:: Ido, nos 1.". ir iai,s„ i stalaçoes de ar condicionado, ";"; 1 52 :5 ), play giro equipaln. Cl 11 ,9 d.e garagem, obras ligz•içdeS, rarri 11011CIA1:105 ssion-,JA :rnateráll de desenho, cór3;.:as„ remandimOlo de coris 1. Lacra, fluflex aora, dcsoe ade eorrctagerii. e laultiliddade„ 4.1C que os corno cri justo e Uni CIOS Mak rínria Nu caso„ ainda ciue airtuarite ! .c.":.1"1.'1: 1:1 t CI".a ted.11.2T as tabelas para patárão lxo ocreentual de a.,-)re.sentado pelo -Para 2. :':u5"Hn deiStitrada â -:,==-11firda (1e'; redft8„ OU Seja" .104 ab ai "X0 do índice de baixo9:•i(iii5o de acabamento.. 1 .)or metro a Undrad0.. 7. .,',./11::".I.:'..::; " j. " ',.-.,,•...i?,.. O -L„ ::_.... :..,..-.N.ZEINDA •;,. :1-;:t .1.1;:-:...•;:.-f'.1 :!; :?... .0 ("': -',,,41i1",,i..:".: ET , .:: ::.i ,C) T-.91.¡-.: ,4'."'_í's-N•5•,.,:., 8( ji J-..-----r-r)i., "--.,... p-.1.k.0(.:,'..•,....'T..:::,,i.-.) 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Numero do processo: 10840.004147/95-20
Data da sessão: Thu Jun 12 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 106-09110
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IRPF - DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - SUJEITO PASSIVO - No regime de apuração do imposto de renda de pessoa fisica, por declaração, o sujeito passivo é o contribuinte a ela obrigado. A falta de retenção do imposto de renda pela fonte pagadora não exonera o beneficiário dos rendimentos da sua obrigação de incitá-los na declaração de rendimentos para efeitos de tributação. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARLOS ALBERTO GENTINA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. /lAgai — D - ••4_:.• d .4 GUES 1 • OLIVEIRA lir.., ----„NTE a2acia' •# SIO DESC S RELATOR FORMALIZADO EM: 2 1 A601997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MÁRIO ALBERTINO NUNES, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, HENRIQUE ORLANDO MARCONI, ANA MARIA RIBEIRO DOS REIS, ADONIAS DOS REIS SANTIAGO e ROMEU BUENO DE CAMARGO. , MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO 14°. :10840/004.147/95-20 ACÓRDÃO Na. :106-09.110 RECURSO N°. :10.162 RECORRENTE :CARLOS ALBERTO GENITNA RELATÓRIO CARLOS ALBERTO GENTINA, já qualificado neste processo, não se conformando com a decisão de fls. 19 a 22, exarada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto (SP), da qual tomou ciência, por AR, em 26.06.96, protocolou recurso dirigido a este Colegiado em 24.07.96. A presente questão surgiu com a impugnação apresentada pelo RECORRENTE contra a Notificação que recebeu, relativa a sua Declaração de Rendimentos do exercício de 1995 (ano-calendário de 1994), que lhe impunha um valor de imposto a pagar. Essa diferença era decorrente da alteração do valor de rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas, com a inclusão de valor que reputava como sendo de rendimentos isentos, do qual resultou a exigência de um montante de imposto de renda a pagar, diferente do que fizera constar em sua de Declaração de Rendimentos. Em sua petição o RECORRENTE alega que o valor da diferença considerada como rendimento tributável, corresponde a um valor que lhe foi pago a título de indenização, face ao acordo celebrado perante a Justiça do Trabalho, que o homologou, e que em conseqüência se trata de rendimento que se situa no quadro de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, conforme consta do "Informe de Rendimentos Pagos e Retenção do Imposto de Renda na Fonte", fornecido pela sua fonte pagadora e cópias relativas ao acordo judicial homologado pela Justiça do Trabalho. Pede para que sejam retificados os cálculos e restabelecidos os valores apurados em sua Declaração de Rendimentos. - MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :10840/004.147/95-20 ACÓRDÃO N°. :106-09.110 Apreciando a impugnação apresentada a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto (SP), manteve o a exigência fiwal sob os seguintes pressupostos: a) que o valor acrescido à base de cálculo, decorrente do acordo judicial, refere-se a reposição das perdas relativas ao Plano Verão (URP de fevereiro de 1989), devidamente corrigidas e acrescidas de juros de mora e que apesar de constar no acordo que parte delas seriam consideradas como verbas de natureza indenizatória, tal acordo não pode excluir da tributação valores efetivamente tributáveis; b) que o imposto de renda tem como fato gerador a renda e proventos de qualquer natureza (art. 153, III, da CF), e a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica dessas rendas ou proventos (incisos I e II do art. 43 do CTN), e é irrelevante para qualificá-los a denominação dada (art. 4° do CTN), sendo que em relação a isenção o art. 176 do CTN consagra o princípio da legalidade; c) que em razão do acima, a Lei n° 7.713/88 em seu art. 30 estabelece a incidência do imposto de renda sobre o rendimento bruto auferido, sem qualquer dedução, exceto os casos previstos em seus arts. 9° e 14, e o art. 6°, hoje consolidado no art. 40 do RIR194, que cuidam das isenções; d) que, em conseqüência, os rendimentos, abstraindo-se a sua denominação, acordos ou qualquer outra circunstância, estão sujeitos a incidência do imposto de renda, desde que não agasalhados no rol das isenções; e) que, no caso, ainda, a teor do art. 50 da Medida Provisória n° 32, de 15.01.89 (Lei n° 7.730, de 31.01.89), se tem a conotação exata de que os rendimentos relativos a fevereiro de 1989, e que são objeto do acordo judicial ora questionado, na verdade, correspondem a salários e não à indenização; /\-3 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N". :10840/004.147/95-20 ACÓRDÃO N°. :106-09.110 O que o Parecer Normativo CST n° 05/84, discorre sobre a hipótese em que a parcela de remuneração possa ser paga a titulo de indenização, e o § 30 do art. 45 do RIR/ 94, estabelece a incidência do imposto de renda também sobre a atualização monetária e juros de mora nos casos de atraso de pagamento de remunerações, corroborado por jurisprudência deste Egrégio Conselho (Ac. 106-1.518/88). O RECORRENTE, não concordando com tal decisão, em seu recurso diz que a verba questionada não foi traduzida em percentuais para efeito de aumento da massa salarial, mas tão somente para apurar a indenização, razão porque as partes ajustaram que 90 % (noventa por cento) dos valores seriam considerados como verbas indenizatórias. Finalizando, invocou o Parágrafo Único do art. 45 do Código Tributário Nacional, caso permanecesse o entendimento fiscal, para alegar não lhe caber nenhuma responsabilidade na presente questão, pois esta seria da fonte pagadora, que inclusive lhe forneceu o informe de rendimentos que utilizou de boa-fé, e pediu a reforma da decisão recorrida, com restabelecimento dos valores que apresentou em sua Declaração de Rendimentos. Chamada a se pronunciar, a Douta Procuradoria da Fazenda Nacional em Ribeirão Preto (SP), entendeu não caber nenhuma ressalva ao ato administrativo do lançamento efetuado, já que o rendimento estava dentro do conceito de rendimento tributável, e não tendo o contribuinte nada de novo carreado aos autos que pudesse macular o ato fiscal, não há nada que possa conduzir a uma reforma do que foi decidido. É o Relatório. ..<3 __ MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. :108401004.147195-20 ACÓRDÃO N°. :106-09.110 VOTO CONSELHEIRO GENÉSIO DESCHAMPS, RELATOR Analisando-se o processo, verifica-se que o RECORRENTE entendeu que o valor que percebeu em decorrência de um acordo trabalhista, homologado na justiça do trabalho, através do que se estipulou que seria caracterizado como "indenização", estaria isento do imposto de renda, como foi tratado por sua fonte pagadora, e assim incluiu em sua Declaração de Rendimentos do exercício de 1995 (ano-calendário de 1994). O entendimento da fiscalintção fazendária, no entanto, foi diferente, classificando-o como rendimento tributável, como argumentado na decisão de primeira instância, de que tal rendimento não pode ser caracterizado como "indenização", e mesmo que assim o fosse, não se encontra entre aquelas indenizações cuja isenção encontra amparo no art. 6° da Lei n°7.713/88. No próprio processo, verificando-se o "acordo judicial" firmado (fls. 06 a 12), nota-se, em várias de suas passagens, que o objeto da reclamação trabalhista interposta visava a reposição de perdas decorrentes do não reajustamento dos salários dos trabalhadores, bem como de abono, pela URP relativa ao mês de fevereiro de 1989, devidamente atualizadas e acrescidas de juros de mora. Mas em cláusula à parte (quinta) do referido acordo ficou declarado "as partes declaram que 90% (noventa por cento) dos valores pagos por força do acordo serão considerados como verbas de natureza indenintória e 10% (dez por cento), como verbas salariais". Tal entendimento não tem como prevalecer. /C - / MINISTÉRIO DA FAZENDA 6 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. :10840/004.147195-20 ACÓRDÃO N°. :106-09.110 Em primeiro lugar porque a reclamação trabalhista e seu acordo versam exclusivamente sobre, como seu próprio nome diz, matéria trabalhista e não sobre matéria tributária, mesmo que se queira dar o título de "indenização" às verbas objeto deles, para fins de incidência de imposto de renda ou não. E note-se que foram as partes que ajustaram de que 90% das verbas seriam pagas a titulo de indenização trabalhista. Em segundo lugar, não é da competência da Justiça do Trabalho apreciar e decidir quaisquer questões vinculadas ao direito tributário. Sua competência fica restrita à matéria trabalhista Mesmo que tivesse competência para apreciar e decidir questões dessa natureza, o Poder Competente para sua instituição e arrecadação necessariamente teria de participar na lide, para apresentar suas razões de fato e de direito, o que no caso, não ocorreu. Em terceiro lugar, a MM. Juíza Trabalhista limitou-se a homologar a vontade das partes, expressas através do "acordo", sem entrar em qualquer mérito de julgamento. E, independentemente da natureza jurídica de indenização que se quis dar às verbas pagas, este fato, não modifica a sua natureza especifica para fins de tributação pelo imposto de renda, seja como indenização, o que vejo como não sendo, seja como rendimento decorrente de vínculo de trabalho. Assim, por estas razões, correta a decisão monocrática, ao entender que um acordo entre as partes não pode excluir da tributação valores efetivamente tributáveis, simplesmente por lhes dar denominação diversa da real, a teor do art. 4° do Código Tributário Nacional. MINISTÉRIO DA FAZENDA 7 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N'. :10840/004.147/95-20 ACÓRDÃO N'. :106-09.110 Ademais, pelo que consta do processo, também não se pode enquadrar as verbas pagas, ora objeto desse questionamento, como urna indenização geral, a título de uma reparação, em pecúnia, por perdas de direitos ou lesão de patrimônio do RECORRENTE. Sob esse pressuposto, então, poder-se-ia, admitir, que tal "indenização" não corresponde a acréscimo patrimonial, pois não se trata de renda nem de proventos. E nessa situação estar-se- ia frente, não a isenção, mas sim, a um aspecto de caráter mais amplo de não incidência. Mas a questão que se apresenta no caso é mais profunda: nos autos do processo não consta qualquer especificação da perda ou direito que lhe deu origem. Apenas há informações de que elas derivam de reposição decorrente do não reajustamento dos salários dos trabalhadores. Isto tudo não é suficiente para caracterizar a verba em questão como indenização para reposição de perdas patrimoniais do RECORRENTE. Pelo contrário ela tem muito mais a ver como sendo uma reposição de perdas salariais, que se sujeitam a tributação pelo imposto de renda. Portanto, não há evidências do caráter inclenizatório geral da verba em questão. E isto era essencial, para fins de avaliação de sua natureza para fins incidência de imposto de renda. Não é a simples declaração de que se trata de urna indenização que a transforma nessa natureza. Ou seja, nem sempre é o nome dado que identifica a natureza jurídica do rendimento ou da coisa. Assim, independentemente da natureza jurídica de indenização que se quer dar, esse fato não modifica a sua natureza específica para fins de tributação pelo imposto de renda. Era essencial estar declarado a perda, o dano ou direito concreto que visava reparar. MINISTÉRIO DA FAZENDA 8 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Ne. :10840/004.147/95-20 ACÓRDÃO N°. :106-09.110 E nem tampouco o RECORRENTE trouxe ao processo qualquer elemento que pudesse servir de referencial para caracterizar a natureza jurídica do rendimento objeto da incidência de imposto exigido pelo ato fiwal. E a prova incumbe a quem alega. Então, à falta destes aspectos, é de se ter como uma vantagem que agregou ao patrimônio do beneficiário do rendimento, e como tal sujeita-se a incidência do imposto de renda De outra parte, mesmo que se caracterizasse o valor questionado como "indenização", o que já foi acima rechaçado, mesmo assim não se está frente à uma indenização por rescisão de contrato de trabalho, contemplada como isenção, tanto pelo inciso XVIII do art. 40 do Decreto n° 1.041/94 (R1R/94), cuja base legal é o inciso V, do art. 6° da Lei n° 7.713/88 e art. 28, parágrafo único, da Lei n° 8.036/90, vigentes à época da ocorrência dos fatos geradores. No caso não há evidências de que houve despedida ou rescisão de contrato de trabalho, e portanto, fora do enquadramento legal fundamental para gozo do beneficio. Quanto ao aspecto alegado pelo RECORRENTE, de que não seria o responsável pela imposição tributária, a qual seria de sua fonte pagadora, em razão do contido no art. 45 do Código Tributário Nacional, ele também não merece prosperar. Com efeito, o RECORRENTE pode não ser o sujeito passivo da obrigação no que tange a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto de renda na fonte, mas o é na qualidade de contribuinte de imposto de renda, através de sua Declaração de Ajuste Anual. E é através desta é que se está fazendo a exigência, mesmo que não tenha havido a retenção do imposto de renda, que se efetivada, inclusive, seria passível de compensação. <7 MINISTÉRIO DA FAZENDA 9 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO W. :10840/004.147/95-20 ACÓRDÃO N°. :106-09.110 Mesmo que se quisesse basear o amparo no acordo havido em Juizo, o que não é verdadeiro, este seria destituído de fundamento a teor do art. 123 do Código Tributário Nacional (Lei no 5.172/66), que estabelece que convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo da obrigação tributária. Portanto, identificado o RECORRENTE como contribuinte do imposto de renda de pessoa física, apurado na Declaração de Rendimentos, não há como descaracterizá-lo como sujeito passivo. Quando muito, o RECORRENTE, na situação em que se encontra, poderia se insurgir contra a fonte pagadora, pelo não pagamento do imposto de renda se ele também tivesse assumido esse encargo, além das verbas pagas. De qualquer forma, não tendo havido desconto do Imposto de Renda na Fonte, pelo responsável, que assim descumpriu suas obrigações como substituto legal tributário, o ônus do imposto na Declaração de Rendimentos recai sobre o contribuinte, no caso o RECORRENTE, pois o imposto de fonte apenas representa uma antecipação daquele que, a final, é apurado na declaração. Ou seja, a falta de retenção do imposto na fonte pela fonte pagadora não exonera o contribuinte, beneficiário dos rendimentos, da obrigação de inchmo entre os rendimentos sujeitos a tributação, na declaração de rendimentos. Assim, por estas colocações não há como descaracterizar o RECORRENTE como contribuinte da exação ora exigida. Por todo o exposto e por tudo o mais que consta do presente processo, conheço do recurso, por tempestivo e interposto na forma da lei, mas lhe nego provimento. Sala das Sessões - DF, em 12 de junho de 1997 aeOldflaniAMPS Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10983.004021/91-89
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
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Omiss'ão de rendimentos e falta de apre- i sentaçao de declara0o sujeitam o infrator ao paga- I mento do tributo com as penalidades previstas no i 1RIR/80, aprovado pelo Decreto no. 85.450/80. I , I , vi...to,,,„ rola taci c:iis e c1 :i. is eu. t. :1 dos os i p r • esen teia ali. 't. 1:::tis do I 'I recurso interposto por ANTONIO CARLOS LOPES GOMES DOS SANTOS. I í iACORDAM os Membros da Segunda C:Mara do Primeiro Con- 1 selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento I iao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o i presente julgado. i í 1i 1 Sala das -,:essfies, em 05 de maio de 1993 40111 i 1 I IRIN1 SIMIANER Y - PRESIDENTE I . \I 1 i WALDEVAN 1-11_,EE DE '-' ::VEIRA '''. RE: L A :1 : 01::: ! . --%_411~111 I . , ,Tf /X'714 "rria och,01."."-z-es--- I1 k.)1 I ;TO 1:1.11 IrÊN/0 SILVA TH CARDOSO - PRUUURADOR DA FA. i 1 SESSMO DE:: 2 5 FEV. 1994 ZENDA NACIONAL 1 I I I iParticiparam, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- I, ros:: JULIO CESAR GOMES DA SILVA, FRANCISCO DE PAULA CORREA CARNEIRO I 1 GIFFONI, URSULA HANSEN, KAZUKI SHIOBARA, MARIA CLELIA DE ANDRADE FI - 1 I GUEIREDO E CARLOS ROBERTO MONTEIRO BERTAZI. I i MINISTERIO DA FAZENDA 2. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10983/004.021/91-89 RECURSO NR.: 70.691 ACORDA° NR.: 102-28.196 RECORRENTE : ANTONIO CARLOS LOPES GOMES DOS SANTOS RELATORID ANTONIO CARLOS LOPES GOMES DOS SANTOS, domiciliado na cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, na guarda do prazo regular, recorre a este Conselho do ato do titular da DRF naquela ci- dade que, indeferindo a sua impugnação, manteve lançamento "ex offi- cio" em sua declaração de rendimentos exercício de 1989, ensejando a cobrança do imposto no valor de Ncz$ 1.545,32 acrescido da multa de 50% e demais encargos legais. Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra o recorrente, culminando com a lavratura do de- monstrativo de apuração de fls. 12/16. Notificado do lançamento, o interessado apresentou im- pugnação tempestiva às fls. 20/21 pleiteando a isenção do Imposto de Renda. A decisão da autoridade julgadora de primeira instância foi proferida às fls. 54/57 indeferindo a impugnação da recorrente. 1 Não se conformando com a decisão retro, o contribuinte interpôs recurso a este Conselho à fl. 62 cujas razões são lidas na íntegra em sessão. E o relatório. MINISTERIO DA FAZENDA 3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10983/004.021/91-89 ACORDAO NR. 102-28.196 3IQ IQ Conselheiro WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator Discute-se nos presentes autos o lançamento suplementar consubstanciado no auto de infração de fls. 12 a 16 relativamente a omissão de rendimentos na Cédula "C" - exercício de 1989, na importân- cia de Cr$ 10.430,00, sujeito ainda a multa de 1% por atraso na entre- ga da declaração. Em suas razões de recorrer pretende o contribuinte seja decretada a improcedência do lançamento ressaltando aspecto de nature- za pessoal que muito embora sensibilizando o relator não viabiliza a reforma da decisão recorrida proferida às fls. 54/56 a qual apresenta- se incensurável devendo ser mantida pelos seus próprios fundamentos: "Na análise do processo verifica-se ter o contribuinte falecido e sua viúva vir pleitear, na impugnatória, que se conceda o direito às deduções e aos abatimentos pre- vistos ã época do preenchimento regular da declaração. Contudo, pelo disposto no art. 615 do RIR/80, aprovado pelo Decreto nr. 85.450/80, vencidos os prazos marcados para a entrega, a declaração só será recebida se ainda não tiver sido notificado o contribuinte do inicio do processo de lançamento de ofício de que trata o artigo 676 do mesmo diploma legal. Assim sendo, descabe a pretensão do interessado no que tange ao direito às deduções e abatimentos, pois o art. 616, do mesmo diploma legal complementa: , MINISTERIO DA FAZENDA 4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NR. 10983/004.021/91-89 ACORDAO NR. 102-28.196 'não é admissivel a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, depois de noti- ficado o lançamento, ou do inicio do processo de lançamento de oficio, quando vise a reduzir ou a excluir o tributo, ressalvando o disposto no art. 597.' , Verifica-se, portanto, que após existir o lançamento , ex officio', o contribuinte não mais poderá pleitear o beneficio dos abatimentos e deduções, por se tratarem de 'faculdades vedadas pelos dispositivos legais acima mencionados. Todavia é possível beneficiar-se da isenção legal sobre os proventos de aposentado, até o valor de NCz$ 1.200,00 (no exercício de 1989), por se tratar de erro de fato, não sujeito a prazo." Como se infere do trecho transcrito, não há como aten- der a pretensão do contribuinte ainda mais quando a autoridade recor- rida reconheceu de oficio a existência de erro material quanto à isen- ção do imposto até o valor de NCz$ 1.200,00. Pelo exposto nego provimento ao recurso. Brasília (DF), 05 de maio de 1993 . i\ WALDEVAN AIJS 0E OLIVEIRA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10983.001616/95-33
Data da sessão: Mon Jun 09 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 106-09036
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANSELMO BUSS. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. - D ÁS" p D • GUES D • IVEIRA ANAklailIBE II* DOS REIS RELATORA FORMALIZADO EM: 11 JUL 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MÁRIO ALBERTINO NUNES, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, HENRIQUE ORLANDO MARCONI, GENÉSIO DESCHAMPS e ROMEU BUENO DE CAMARGO. Ausente o Conselheiro ADONIAS DOS REIS SANTIAGO. — MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO N°. : 106-09.036 RECURSO N°. : 10.315 RECORRENTE : ANSELMO BUSS RELATÓRIO ANSELMO BUSS, já qualificado nos autos, através de seu procurador (fls. 10) recorre da decisão da DRJ em Florianópolis - SC, através de recurso protocolado em 30.07.96. Consta às fls. 44 informação do procurador do contribuinte, datada de 24.07.96, dando conta de que recebeu intimação e cópia do acórdão prolatado pelo Egrégio Conselho de Contribuintes, o que faz supor tratar-se de um equivoco, ou seja, corresponde à ciência da decisão de primeira instância. Contra o contribuinte foi emitida a Notificação de Lançamento de fls. 12, exigindo-lhe o Imposto Suplementar de 4.168,85 UFIR acrescido de Multa de Oficio. A exigência decorreu de revisão interna em sua Declaração de Ajuste, incluindo-se como tributáveis os rendimentos percebidos por força de reclamatória trabalhista declarados pelo contribuinte como isentos e não tributáveis. Inconformado, apresenta tempestiva impugnação, em que levanta a preliminar de nulidade do processo, alegando não ser o sujeito passivo da obrigação tributária, pois se houver imposto de renda na fonte, este não será de responsabilidade do impugnante, tendo em vista que o acordo homologado pelo Juiz estabeleceu que o valor recebido seria liquido de imposto. Transcreve o art. 577 do RIR /80 e cita acórdãos do 1° Conselho de Contribuintes. Quanto ao mérito, alega, em síntese, que: - em 1989 ingressou na Justiça Trabalhista contra seu empregador, BRDE, requerendo indenização de diversas rubricas, sendo pactuado entre as partes que esta seria de 20%; 4 e ,5?? MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO 14°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO N°. : 106-09.036 - o Meritíssimo Juiz fez o seguinte despacho de esclarecimento feito pelo BRDE: "é de se registrar que este juízo conferiu natureza indenizatória ao ajuste, devendo o pagamento ser efetuado sem Quaisquer retenções quer de origem fiscal, ou previdenciária" (grifos do original); - o art. 40 do R1R194 estabelece que não entrará no cômputo do rendimento a indenização paga em dinheiro por rescisão de contrato. O BRDE estava em liquidação extrajudicial, não sendo a rescisão concretizAda em razão do acordo; - o Juiz da P JCJ deferiu as pretensões do requerente, homologando o acordo incluindo o caráter indenizatório, obedecendo ao art. 27 da Lei 8.218/91; - a jurisprudência é pacífica no sentido de que as indenizações trabalhistas estão isentas de imposto de renda. Está amparado pelo art. 40 do RIR, entretanto se não for esse o entendimento, lembra que o art. 27 da Lei 8.218/91 considera o rendimento líquido do imposto de renda; - por questão de eqüidade deve-se dar o mesmo tratamento a todos os funcionários do BRDE lotados nos três estados do Sul. As Delegacias no Rio Grande do Sul e Paraná vêm considerando as indenizações como isentas; - discorda da tributação do ressarcimento de despesas médicas e diárias, por não serem tributáveis de acordo com a legislação tributária. O processo foi devolvido à DRF de origem para retificação da multa de oficio, indevidamente lançada com a redução do art. 6° da Lei 8.218/91, sendo lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 25, com aplicação da multa de 100 %• 4 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO N°. : 106-09.036 Cientificado do novo lançamento, apresentou o contribuinte a petição de fls. 26/33, em que argumenta que a tributação original não tem base legal, já tendo manifestado sua discordância com a mesma, acrescentando jurisprudência da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Requer, por fim, o cancelamento da Notificação Complementar, por ser um agravamento da inicial. A decisão recorrida (fls. 35/41) mantém parcialmente o feito fiscal, alicerçando-se nos seguintes fundamentos: - rechaça a preliminar de nulidade com base em que o contribuinte não seria o sujeito passivo, por não encontrar guarida na legislação adiante referida; - o pagamento de diferença salarial denominada "isenção" não se enquadra entre as isenções intributáveis concedidas pelo artigo 6° da Lei 7.713/88. Não se trata de indenização por rescisão de contrato de trabalho e sim diferença salarial representada pelo pagamento de horas extras; - o dispositivo legal que outorgue isenção deve ser interpretado literalmente, conforme artigo 111 do CTN; - transcreve o artigo 7°, inciso II e seu § 2° da Lei 7.713/88 para demonstrar que sujeitam-se à incidência na fonte os demais rendimentos da pessoa !bica que não estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte, observando-se que tal entendimento foi ratificado pelo art. 6° da IN SRF n° 02193; - a obrigação da retenção e recolhimento a partir da MP 298/91, convertida na Lei 8.218/91 passou a ser da pessoa fi.sica ou jurídica condenada, não autorizando o entendimento de que tais rendimentos sejam isentos ou não tributáveis; 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO N°. : 106-09.036 - o art. 27 da Lei 8.218/91 não excepcionou ou isentou o produto da condenação da tributação na declaração de ajuste, apenas determinou que o ânus da antecipação do imposto deve ser suportado pela pessoa obrigada ao cumprimento da sentença. - esclarece que não se está exigindo o imposto devido na fonte, mas a inclusão dos rendimentos tributáveis na declaração de rendimentos; - o Acórdão da CSRF trazido na impugnação não se presta para interpretação analógica, por abordar situação diversa da que existe no presente processo; - deve ser aplicada ao caso a decisão proferida no processo 10908.010335/92-92, citando excerto do voto condutor do acórdão 104-11.354 (fls. 43/44); - a tributação em tela não ofende os princípios da isonomia e eqüidade, lembrando que o impugnante não comprovou suas alegações quanto à consideração como não tributáveis os rendimentos em questão pelas Delegacias do Paraná e Rio Grande do Sul; Em relação à inclusão dos valores relativos a diárias e ressarcimento de despesas médicas, tem razão o impugnante, por se tratar de rendimentos de natureza não tributável. Quanto à aplicação da multa, esclarece não ter havido agravamento, tendo sido lançada a referente à declaração inexata prevista no art. 4 0, inciso I da Lei 8.218/91. Revê, portanto, o lançamento refitz,endo os cálculos de acordo com a NE/SRF/COTEC/COSIT/COSAR/COF1S/N° 6/95, que aprovou instruções relativas aos procedimentos a serem adotados na apreciação do lançamento suplementar IRPF/94 • 4, MINISTÉRIO DA FAZENDA 6 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO N°. : 106-09.036 Regularmente cientificado da decisão, dela recorre, interpondo o recurso de fls. 45/56, reeditando os argumentos tecidos na impugnação. Sobre a responsabilidade pelo recolhimento, transcreve parte do Parecer Normativo COSIT N° 1/95, para demonstrar que o BRDE assumiu o ônus do imposto. Manifesta-se a douta PFN, apresentando suas contra-razões ao recurso, e requer a manutenção integral da decisão recorrida. É o Relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA 7 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO : 106-09.036 VOTO CONSELHEIRA ANA MARIA RIBEIRO DOS REIS, RELATORA Trata o presente processo da tributação pelo imposto de renda dos rendimentos recebidos em função de sentença condenató ria na área trabalhista. O artigo 6° da Lei 7.713/88, que trata das isenções do imposto de renda, assim dispõe: "Art. 6°. Ficam isentos do Imposto sobre a Renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas fisicas: IV - as indenizações por acidentes de trabalho V - a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como Vê-se que os rendimentos recebidos pelo recorrente, a despeito de terem sido classificados pela Justiça do Trabalho como indenização, não se enquadram em nenhum dos dois casos de isenção por recebimento de indenização trabalhista contemplados pela legislação acima transcrita. Não se pode perder de vista que no caso dos autos não se trata de despedida ou rescisão de contrato de trabalho, e sim de reclamatória trabalhista, em que se pleiteia o pagamento de diferenças salariais. 4:SSi MINISTÉRIO DA FAZENDA 8 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO N°. : 106-09.036 Tendo em vista o que dispõe o Código Tributário Nacional, em seu artigo 111, no sentido de que interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção, conclui-se que não assiste razão ao recorrente quanto à tributação dos rendimentos recebidos. É de se concluir, então, que apesar do esforço do contribuinte para demonstrar que os valores recebidos devem ser classificados como indenizatórios, claro está que tal denominação, por si só, não tem a virtude de isentá-los da tributação. Neste sentido, a autoridade julgadora de primeira instância, convenientemente, já houve por bem fimdamentar- se no art. 3 0, § 40 da Lei 7.713/88: "a tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo." Desta forma, obedecendo-se o comando legal vigente à época do pagamento, ou seja, o artigo 27 da Lei 8.218/91, o imposto deveria ter sido retido pela fonte pagadora por ocasião deste, pois assim dispõe o retromencionado artigo, verbis: "Art. 27 - O rendimento pago em cumprimento de decisão judicial será considerado líquido do imposto de renda, cabendo à pessoa fisica ou jurídica, obrigada ao pagamento, a retenção e recolhimento do imposto de renda devido, ficando dispensado a soma dos rendimentos pagos, no mês, para aplicação da alíquota correspondente, nos casos de: Neste particular, está correto o contribuinte quando alega não ser o responsável pela retenção e recolhimento do imposto, pois a Lei atribuiu expressamente tal responsabilidade à fonte pagadora dos rendimentos. Porém não perdeu o ora recorrente sua condição de contribuinte, nos termos do parágrafo único do art. 121 do CTN, que assim dispõe: •i+ Í323( MINISTÉRIO DA FAZENDA 9 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO 14°. : 10983/001.616/95-33 ACÓRDÃO 14°. : 106-09.036 "Art. 121. Sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz- se: I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa em Portanto, ilusório supor, como quer fazer crer o recorrente, que, se a retenção deixou de ser efetuada, o rendimento recebido constitui montante liquido, estando, também, isento de tributação na declaração de rendimentos. A fonte pagadora deixou de fa7er a retenção, em cumprimento de decisão judicial, cabendo, então, ao contribuinte a inclusão em sua declaração de rendimentos do montante recebido. Dessa forma, entendo que deve ser mantida a r. decisão recorrida, por seus próprios e jurídicos fundamentos. Por todo o exposto e por tudo mais que dos autos consta, conheço do ; recurso, por tempestivo e interposto na forma da Lei e, no mérito, nego-lhe provimento. Sala das Sessões - DF, em 09 de junho de 1997 ANASIBE O DOS REIS 1 Page 1 _0024700.PDF Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1 _0025000.PDF Page 1 _0025100.PDF Page 1 _0025200.PDF Page 1 _0025300.PDF Page 1 _0025400.PDF Page 1
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L 1 . PÁ- i-.....,--:, UILDE MARA ZANICOTTI OLIVEIRA - Procuradora da Fazenda !' Nacional 1 I VISTO EM '01.- . $% .it : " e''',Ç leNn.,1 i sEssno DE: 1 z .A,-)u í IParticiparam, ainda, do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: Waldevan Alves de Oliveira, Francisco de Paula í Correa Carneiro Giffoni, Ursula Hansen, Júlio César Comes da Sil- i va e Carlos Roberto Monteiro Bertazi. Ausente Conselheira Maria ! Clélia de Andrade Fioueiredo. f I ,-, ... MINISTÉRIO DA FAZENDA ( PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ç 1 PROCESSO N2 10630.000220/90-82 i i i i 1 RECURSO N2: 71.460 • ACORDO N2: 102-28.338 i k RECORRENTE: DIVINO LUIZ SOARES 1 t i 1 1 RELATORIO i O contribuinte DIVINO LUIZ SOARES, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas sob n2 088.263.586-72, inconformado com a de- cisão de 12 grau proferida pelo Delegado da Receita Federal em Governador Valadares(MG), apresenta recurso voluntário a este Primeiro Conselho de Contribuintes, objetivando a reforma da de- cisão recorrida. No recurso de fl. 56, o recorrente expõe que: "Não tendo ficado comprovado nenhuma omissão de receita, considerando o rendimento máximo isento das microempresas - em 1985 no valor de Cz$ 244.320.600 - já que o valor suposta- mente encontrado como acréscimo patrimonial a descoberto em - 1985 no valor de Cr$ , 72.990.501 - é muitoi menor do que aquele, não há portanto nenhum valor a ser considera- do como patrimonio a descoberto. Isto sem fa- lar no lucro das alienações de veículos e na divida contraída. Com o desaparecimento do suposto acréscimo patrimonial à descoberto, no exercício de 1985, não há o que falar em valor a ser tri- butado, pois que o valor de Cr$ 33.792.099 foi justamente o valor declarado no exercício . de 1986." /I » É o relatório./ 1 I I 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10630.000220/90-82 Acórdão n2 102-28.338 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relatar O recurso preenche os requisitos legais. No Auto de Infração de fl. 20 e seus anexos foram apu- rados os seguintes valores considerados tributáveis pelo Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas, nos seguintes exercícios: EXERCICIO DE 1985 - ANO-BASE DE 1984 . Omissão de rendimentos - cédula D Cr$ 12.656.900 . Omissão de rendimentos - cédula H ... Cr$ 60.583.453 TOTAL DE RENDIMENTO OMITIDO ...... Cr$ 73.240.353 EXERCICIO DE 1986 - ANO-BASE DE 1985 . Omissão de rendimentos - cédula A/B .Cr$ 15.246 . Omissão de rendimentos - cédula D Cr$ 151.145.400 TOTAL DO RENDIMENTO OMITIDO Cr$ 151.160.646 » O rendimento omitido da cédula "H" de Cr$ 60.583.453 no u exercício de 1985, ano-base de 1984, foi calculado no Demonstra- tivo de Evolução Patrimonial de fl. 15-verso, a saber: RECURSOS: 1 Renda liquida declarada Cr$ 2.807.731 Rendimento omitido da cédula "D" Cr$ 12.656.900 Alienação de veículos - SCANIA 81-111 e SCANIA 78 - 111 Cr$ 127.398.306 Dívida contraída no ano-base Cr$ 38.773.755 TOTAL DE RECURSOS Cr$ 181.636.692 APLICAÇCJES: IRFONTE de rendimentos omitidos Cr$ 249.852 Empréstimo a pessoa jurídica Cr$ 17.850.000 Saldo em bancos e dinheiro Cr$ 593.311 Aquisição de veículo SCANIA 84 Cr$ 223.526.982 TOTAL DE APLICAÇOES Cr$ 242.220.145 ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO .. Cr$ 60.583.453,j 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N9 10630.000220/90-82 Acórdão n2 102-28338 Na impugnação de fl: 22, o contribuinte alegou que os rendimentos imputados como omitidos foram declarados pela pessoa jurídica, conforme faz prova a declaração de rendimentos, de fls. 28 e 29, da firma individual DIVINO LUIZ SOARES - CGC. 18.388.371/0001-58. Na decisão de 12 grau de fls. 51 a 54, o Delegado da Receita Federal em Governador Valadares(MG) julga parcialmente procedente o lançamento, reconhecendo que os rendimentos classi- ficados na cédula "D", foram declarados na firma individual e re- lativamente a acréscimo patrimonial à descoberto, demonstra a evolução patrimonial com o seguinte cálculo: RECURSO: Renda líquida declarada Cr$ 2.807.731 Alienaçhes de veículos Cr$ 127.398.306 Dívida contraída Cr$ 38.773.755 TOTAL DE RECURSOS Cr$ 168.979.792 APLICAÇOES: Empréstimos à pessoa jurídica Cr$ 17.850.000 Saldo em banco e dinheiro ..... Cr$ 593.311 Aquisição de veículos Cr$ 223.526.982 TOTAL DE APLICAÇOES Cr$ 241.970.293 Recursos disponíveis Cr$ 168.979.792 - Aplicaçbes comprovadas Cr$ 241.970.293 ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO (Cr$ 72.990.293) Assim, o acréscimo patrimonial à descoberto, inicial- mente calculado em Cr$ 60.583.453 foi majorado para Cr$ 72.990.293, com alteração nas parcelas de dispWndios, conforme pode set./ verificado no confronto dos dois cálculos acima demons- trados. , -- M, ,.: MINISTÉRIO DA FAZENDA WÏ- '''''' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10630.000220/90-82 Acórdão n2 102- 28.338 Como se sabe, caracterizada majoração da base de cálcu- lo do Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas e verificada ainda a inclusão de parcelas na coluna de dispndios, altera-se o fun- damento fático do fato gerador e, portanto, em respeito ao consa- grado principio de duplo grau de jurisdição, deve ser assegurado ao contribuinte, o direito a nova impugnação, sob pena de cercea- mento do direito de defesa. De todo o exposto, voto no sentido de devolver os autos para a repartição de origem para que a petição de fl. 56 seja julgado como impugnação. 1\, Brasilia(DF), 07 de julho de 1993 : \ ,, . . , ' 14 KAZ9KI SHIOBAR 1 Relator 1 1 i i , , i i i 1 i 1 ! 1 i J I 1 I 1 1 i Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10865.000280/92-02
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BENEFICIO FISCAL DEC. LEI 2.303/86 - Efetuado o depOsito em instituição financeira õficial anteriormente a 31.12.86. 'Não hã que se falar em aumento patrimonial a Descoberto. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VALTER ZUTIN FURLAN. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Con selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Sa GAIL a Sessões 14 de setembro de 1993. diffilelek IRIN U SIMIANER - PRESIDENTE JaLIO CÉSAR (cui LATOR ã Ao ,L a LuCIADEPAULACLIVEURA - PROCURADORA DA FAZENDA NACIONAL VISTO EM n 1093 u LSESSÃO DE: Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: Francisco de Paula Correa Carneiro Giffoni, Ursula Hansen, Ka zuki Shiobara,e Carlos Rõberto Monteiro Bertazi. Ausentes justifi- cadamente os conselheiros; Waldevan Alves de Oliveira e Maria Cie- lia de Andrade Figueiredo. sffinonnwoHDERAL Processo n9 10865/000.280/92-02 2. Acórdão n9 102-28.518 RELATÓRIO Processo decorrente de revisão interna, onde o Re- corrente e penalizado com a perda de anistia prevista no Dec. Lei n9 2.303 de 21.11.86, por não ter comprovado a existência anterior a 31.12.85, das importâncias depositadas no Banco Nacional S.A., no valor de Cz$259.000,00 e no Banco Ita, de Cz$241.000,00. Em consequência foi apurado o acréscimo patrimonial a descoberto no exercício de 1987, no valor de Cz$735.133,90, que tributado, gerou o credito tributário de 10.580,17 UFIRs. Em impugnação de fls. 31/39, o Recorrente alega que atendeu os requisitos legais de efetuar em instituição bandária, mantendo os depósitos ate o final do exercício, declarado os valo- res depositados no anexo 5 de sua declaração de pessoa física e pa gando o imposto reduzido, não havendo porque a abusiva tributaçãõ, pois a própria lei veda a instauração do processo fiscal, aos que se utilizassem do beneficio, para apuração de acréscimo patrimoni- al a descoberto. Alega ainda que alem da Lei, a Instrução Normativa n9 139/86, na alínea "b" do item 2, ratificou que a única obriga- ção dos detentores de importãncias em dinheiro ou títulos não de- clarados, era o depósito em instituições financeiras situadas no pais ou exterior e transcreve decisões deste Conselho que todavia não apreciam especificamente a hipótese dos autos. A informação fiscal analisa todos os tOpicos da im- pugnação, os contesta e propõe a manutenção do auto de infração. A decisão recorrida de fls. 47 a 54, aprecia todos os problemas jurídicos colocados em discussão e mantem o lançamen- to, citando na abertura da decisão os seguintes acórdãos: SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10865/000.280/92-02 3. Ac6f-dãO n9 102-28.518 "IRPF - CÉDULA H - RENDIMENTOS - ACRÉSCIMO PATRIMO NIAL - ALíQUOTA ESPECIAL DEC. LEI n9 2.303/86 -1 Somente faz juS a aplicação da aliquota especial prevista no art. 19 do Dec. Lei n9 2.303/86, o acréscimo patrimonial correspondente a bens e va- lores existentes em 31.12.86 e que, embora já per tencentes ao contribuinte antes desse ano, foram omitidos nas declarações de rendimentos dos exer- cícios anteriores ao de 1987." Acórdão n9 104-7.471 da 4Q. Câmara. "IRpF - CÉDULA H - Tratamento tributário previsto no DL. 2.303/86, arts. 18 a 23 - Não comprovada a efetivação do depósito no ano-base, com o fim es- pecifico da tributação reduzida, dos valores não incluídos em declarações anteriores, proceder-se-á a tributação na cédula H do acréscimo patrimonial não justificado pelos rendimentos tributáveis, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte declarados." Acórdão n9 104-7.591 da L. Câmara. Notificado da decisão o Contribuinte entrou com recurso voluntário a este Conselho reiterado os termos da impugna- ção. É o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10865/000.280/92-02 4. Acórdão n9 102-28.518 VOTO, DO 'CONSELHEIRO JILICLCÉSAR -GOMES'DA -SILVA - "REMTOR: O recurso-e tempestiva e por isso deve ser conhe cido. Discute-se neste processo se os valores deposita dos e indicados pelo Contribuinte no anexo 5 de suadeclaração de bens deveriam receber o benefício fiscal autorizado pelo D. Lei n9 2.303/86 ou se para que tal ocorresse deveria ser comprovado, pelo Contribuinte, a existência desses valores anteriormente ao ano base de 1986. Me parece que não. É. óbvio que tal obrigação é para os bens móveis e imóveis que não dinheiro e títulos, por- que para estes, a lei previa a obrigatoriedade da suacustódia em instituições financeiras. O entendimento pede um raciocínio sutil que não foi apreciado, inclusive, por nenhum dos acórdãos trazidos a cola ção. O acórdão tranScrito pelo Sr. Delegado na decisão recorrida ao invés de corroborar a decisão, acolhe a melhor orien taçãó quando afirma que "não comprovada a efetivação do depósito no ano base proceder-se-á a tributação", o que quer dizer que, se comprovado o depósito descabe a tributação. Inclusive me parece muito claro o entendimento do ilustre Conselheiro Sergio Santiago da Rosa transcrito na decisão recorrida, que eu subscreveria com prazer. É. óbvia a obrigação de comprovar que os bens e Direitos pertencessem ao Contribuinte que utilizou o beneficio,an teriormente ao ano base de 1986, mas com relação aos valores, de- terminou a lei, que para gozo da Anistia, fossem eles custodiados em instituições de credito do sistema financeiro nacional ou es- trangeiro. sENnommoHDERAL Processo n9 10865/000.280/92-02 5. Acórdão n9 102-28.518 Atentem, Srs. Conselheiros, para a redação da emen ta do Conselheiro retrocitado: "A tributação especial reduzida estabelecida para o exercício de 1987, pelo D.L. 2.303/86, atingiu tão somente bens ou valores pré-existentes e não incluídos em declarações de exercícios anteriores. E, se tratando de valor em dinheiro, fixou o inciso 11, do art. 20, do referido D.L., complementado pela IN/SRF n9 139/86, fosse o mesmo depositado em estabelecimento bancário ate 31.12.86. Não fora este entendimento, desnecessário seria a obrigação do depósito, bastando ao Contribuinte, como no caso dos bens e valores, comprovar a existência deles no exercício anterior. No caso de dinheiro e títulos ao portador, pela im possibilidade de comprovação pretérita é que o legislador obrigou o depósito, pois senão poder-se-ia aumentar o patrimOnio com bens ad- quiridos no ano de 1986, com dinheiro ou titulo existentes em 1985. Realizado o depósito, caberia ao fisco comprovar que tal valor foi obtido no ano de 1986, para a pretendida tributa- ção, que foi o caso aliás do acórdão parcialmente transcrito, onde o contribuinte pretendeu gozar o beneficio utilizando o saldo de sua conta corrente de movimento. Assim, uma vez que o Recorrente satisfez integral- mente as obrigações contidas no D.L. 2.303/86, dou provimento ao recurso. Brasília - DF., 14 de setembro de 1993. JOLIO CÉSAR GOME 411t - y , ELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA., JOSÉ CLÓVIS ALVES, URSULA HANSEN, MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO e JOSÉ CARLOS PASSUELLO CMA MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , PROCESSO N° 13985/000.050/94-47 ACÓRDÃO N° 102-30.478 RECURSO N° 02.070 RECORRENTE . IVANOR LAZARROTO RELATÓRIO Processo iniciado com impugnação do Contribuinte a notificação de lançamento a título de Imposto de Renda Pessoa Física do exercício de 1993, ano-base 1992 O Contribuinte requer antecipadamente o cancelamento do crédito tributário, alegando em síntese as seguintes razões: a) que a fiscalização considerou tributável na sua declaração anual rendimentos derivados de condenação judicial declarados como suscetíveis de tributação exclusiva, b) que a fonte pagadora foi condenada a pagar a correção salarial relativa a URP de fevereiro de 1989 e de acordo com o art. 27 da Lei N°. 8,218/91 o rendimento pago decorrente de ação judicial é líquido, devendo o imposto ser retido na fonte; c) trata-se portanto de valores recebidos por força de decisão judicial, por isto o pagamento do tributo é de responsabilidade da fonte pagadora de acordo com o art., 19 da Lei N° 8 383/91; d) que a fonte pagadora não forneceu o comprovante da retenção apesar de ter pago somente, 80% do valor da condenação, e) que o art, 43 do C T N , conceitua renda como produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, mas, no caso, discute-se reposição de perdas decorrentes da inflação, 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , PROCESSO N° 13985/000.050/94-47 ACÓRDÃO N°. 102-30478 f) que correção monetária não é rendimento e sim atualização da moeda, conforme entendimento dos tribunais judiciais, que junta. O Delegado conhece da impugnação por tempestiva mas no mérito, indefere o pedido determinando o prosseguimento da exigência do crédito tributário, acrescido de juros de mora e da multa regulamentar, fundamentando a decisão recorrida da seguinte forma a) a obrigatoriedade de tributar rendimentos percebidos em decorrência de condenações judiciais advieram com o art. 70 da Lei N°. 7 713/88; b) a citada Lei estabelece que sofre incidência do imposto de renda os rendimentos percebidos por pessoa fisica, que não estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte c) que com o advento da Lei N° 8.218/91, a obrigação da retenção e recolhimento do imposto de fonte passou a ser da pessoa fisica ou jurídica condenada, constituindo-se o montante pago líquido do imposto; d) que o erro da fonte pagadora nas informações relativas ao valor pago e ao imposto retido, não dá ao Contribuinte o direito de eximir-se da responsabilidade de apresentar corretamente a sua declaração de rendimentos e pagar o tributo devido O Contribuinte recorre da decisão monocrática alegando as seguintes razões: a) que os aludidos rendimentos resultam de reclamação trabalhista e foram declarados como isentos, porque não vieram informados no Comprovante de Rendimentos e de Retenção do IR. Fonte, emitidos por quem o pagou, e, principalmente em virtude de provirem de uma condenação judicia; / 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, PROCESSO N° 13985/000 050/94-47 ACÓRDÃO N° : 102-30478 b) que a responsabilidade única pela retenção e recolhimento do imposto devido é da fonte pagadora quando rendimentos é oriundo de condenação judicial, de acordo com o art 27 da Lei N° 8.218 de 29 0991; c) que inspirada na doutrina e em precedentes da 2a Câmara deste Conselho, o Recorrente faz ver que se trata de subistituição tributária onde a fonte pagadora qualifica-se como sujeito passivo da obrigação, d) que não se trata de contradição entre duas regras jurídicas, mas de preceitos diversos, um que dispõe da incidência do imposto de renda na fonte, art. 70 da Lei N°. 7.713/88 e outro sobre a sua retenção parágrafo 2° do mesmo artigo; e) que no ano-base do lançamento, 1992, a norma aplicável era a do art 27 da Lei N° 8218/91, que isentou o rendimento derivado de decisão judicial competindo à fonte pagadora o recolhimento de fonte, f) que assim, a responsabilidade pela não retenção do imposto, é da fonte pagadora ou do cartório do juízo perante o qual ocorreu o pagamento ç É o Relatório 4 ,.....:v MINISTÉRIO DA FAZENDA '"-1-,- - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 13 985/000 050/94-47 ACÓRDÃO N° . 102-30 478 VOTO CONSELHEIRO. JÚLIO CÉSAR GOMES DA SILVA, RELATOR O recurso é tempestivo e não há preliminares a apreciar. Trata o presente processo de tributação de rendimento decorrente de reclamação trabalhista onde o Contribuinte reclamou diferenças salariais, o que comprova que o rendimento é salário e, como tal, tributado por força do art 37 do RIR. Na verdade, a obrigação da retenção e recolhimento do imposto na fonte, a partir de 30 de julho de 1991, com a publicação da 1VIP N° 298, convertida posteriormente na Lei N° 8 218/91, passou a ser da pessoa fisica ou jurídica condenada, constituindo-se o montante pago líquido do imposto , ou seja, o imposto incidente sobre tal rendimento deve ser suportado pelo pagador, mas se ele não o faz a responsabilidade é do beneficiário uma vez que o rendimento não é isento Ressalte-se que o dispositivo de lei que outorga isenção deve ser interpretado lilteralmente, consoante determina o art 111 do CTN. Perfeita a decisão recorrida quando afirma que os comandos que concedem isenção são taxativos e não comportam ampliações, conforme ensinam o saudoso Miomar Baleeiro e o eminente tributarista Fábio Fanucchi "IN" Curso de Direito Tributário Brasileiro, que ensina que, "em se tratando de dispositivo isencional, sua interpretação deve ser literal, sendo vedada a utilização da interpretação extensiva ou de integração analógica" ---'C 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 13985/000.0.50/94-47 ACÓRDÃO N°. 102-30.478 O art.. 27 da Lei N° 8,218/91 é claro. O rendimento pago em cumprimento de decisão judicial será considerado liquido do imposto de renda, cabendo à pessoa fisica ou jurídica, obrigada ao pagamento, a retenção e recolhimento do Imposto sobre a renda devido, ficando dispensada a soma dos rendimentos pagos, no mês, para a aplicação da alíquota correspondente, nos casos de... Tem-se, pois que o indigitado art.. 27, não isentou o produto da condenação à tributação na declaração do beneficiário, simplesmente determinou que o ônus da antecipação do imposto deve ser suportado por quem estiver obrigado ao cumprimento da sentença e dispensou sua inclusão na soma dos rendimentos recebidos no mês e não na declaração de ajuste. Outrossim, o fato de não ter constado no comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora, as informações relativas ao valor pago em decorrência judicial, não dá ao Contribuinte o direito de eximir-se da responsabilidade de apresentar corretamente a sua declaração de rendimentos e pagar o tributo devido. Caso tenha a fonte pagadora retido 20% do valor da condenação, cabe ao prejudicado buscar seus direitos como a receita o fez. Afirma ainda o Contribuinte que o C T N. conforme entendimento da doutrina, não autoriza a cobrança de imposto sobre a correção monetária, o que contraria o bom senso e o próprio RIR/94, no art. 45, parágrafo 1°, parágrafo 3°, e não poderia ser diferente porque a correção monetária é a atualização da moeda, isto é, é mero repositor de perda no atraso do pagamento, o é também para o imposto de renda, cujo recolhimento, decorrente daquele pagamento foi postergado e deverá ser também atualizado , 6 - _ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 13985/000050/94-47 ACÓRDÃO N° . 102-30.478 Vale ressaltar que este é também o entendimento pacífico desta Câmara e deste Conselho Por tais razões, nego provimento ao recurso Sessões - DF, em 07 de dezembro de 1995. _— JÚLIO CÉSAR GO S DA SILVA 7
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Numero do processo: 13748.000181/94-63
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 1996
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Numero do processo: 10580.001146/91-53
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-27T14:46:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-27T14:46:06Z; Last-Modified: 2009-08-27T14:46:06Z; dcterms:modified: 2009-08-27T14:46:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-27T14:46:06Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-27T14:46:06Z; meta:save-date: 2009-08-27T14:46:06Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-27T14:46:06Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-27T14:46:06Z; created: 2009-08-27T14:46:06Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-27T14:46:06Z; pdf:charsPerPage: 1478; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-27T14:46:06Z | Conteúdo => .,:,,,,,-.•'!....:,,,,t,À......:,...ri_:=, , :- 't,:: • •;kt,.>1 ''...(..-~.. 1 ."-Vg.~ , MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO , PROCESSO NQ 10580/001.146/91-53 AAP Sessão d e 29 de julho de 19 93 ACORDÃO N9 106-05.786 Recurso n e i 72.571 - PIS DEDUÇÃO EXS: DE 1986 e 1987 Recorrenflii FELISA PRESAS ROCHA (FIRMA INDIVIDUAL) Recorrido : DRF EM SALVADOR - BA . PIS/DEDUÇÃO - CONTRIBUIÇÃO - DECORRÊNCIA - Não produzida nova argumentação de mérito e não a- presentada qualquer prova, pelo recorrente, e de se acolher no processo dito decorrente o de- cidido no processo matriz. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por FELISA PRESAS ROCHA (FIRMA INDIVIDUAL) ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em DAR :-provimento parcial ao recurso, para adequar a exigencia ao decidido no proces so matriz, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala da. Sessões DF), em 29 de julho de 1993. ,, AQUII, '--OD: e' D'• i ^ O RA - Vice-Presidente em exercício ed 0-.C. 4 1....-: 1.411n..§.~ M ' • I é ‘ 4:~lini, NES — RELATOR .. , VISTO EM CARLOS DE S NNA MENDES - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE:. HW 192 NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento. os Conselheiros SANDRA MARIA DIAS NUNES, FAUZE MIDLEJ, LUCIANA MESQUITA SABINO DE FREITAS CUSSI e ODILON SILVA COIMBRA (Suplente convocado). Ausente justifi- k cadamente o Conselheiro WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. • 4.* N . w..-., • - t.::::4,-z -~~ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10580/001.146/91-53 1 - I RECURSO Ne : 72.571 ACORDÃO Ne: 106-05.786 RECORRENTE: FELISA PRESAS ROCHA (FIRMA INDIVIDUAL) I RELATÓRIO 1 1 - FELISA PRESAS ROCHA (FIRMA INDIVIDUAL), já qualifica da, por seu representante, recorre da decisão da DRF/Salvador - BA, de que foi cientificada em 17/02/92 (fls. 38), através de recurso protocolado em 13/03/92 (fls. 39). . 2. Contra a contribuinte foi emitido Auto de Infração (fls.01), relativo ao PIS DEDUÇÃO, Exercícios 1986 e 1987, por re- flexo de lançamento, na área do IRPJ, discutido no processo n 2 ... 10580/001.149/91-41. 3. A contribuinte apresentou a Declaração de IRPJ doF.xer. cício(s) em questão, apurando o lucro pela modalidade do lucro real. 4. Referido processo-matriz foi objeto de julgamento pori esta Colenda 6 a Câmara, em sessão de 28/07/93„ resultando em DAR PARCIAL provimento, conforme AcOrdão n 2 106-05.766. ! 1 I 1 5. Neste processo em julgamento, a contribuinte não pro duz qualquer defesa específica. c/n , ERV .00 Pt,aL.co FEDEP A, Processo n 2 10580/001.146/91-53 3. AcOrdão n2 106-05.786 VOTO Conselheiro MÁRIO ALBERTINO NUNES, Relator: Por se tratar ée reflexo de processo já julgado e não tendo a recorrente produzido qualquer defesa específica, não lge cabe outra sorte, senão a do processo-matriz. Assim sendo e por tudo mais que consta do processo, conheço do recurso, por tempestivo e interposto na forma da Lei 1 e, no mérito, dou-lhe provimento parcial para adequar a exigencia ao decidido no processo-matriz. Brasíli- DF, em 29 de julho de 1993, 411W/// 'RIO ALBERTINO NUNES RELATOR Page 1 _0090000.PDF Page 1 _0090100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10410.000456/86-54
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 102-27927
Nome do relator: Não Informado
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(cinco por cento) do lu- cro operacional da empresa, antes de computada essa dedução. Devem- ser oferecidas à tributação as con- tribuiçhes e doaçtles, quando no exercício de sua realizaçhes não se verificar ocorrência de lucro ope- racional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SANTA BARBARA ENGENHARIA S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir da matéria tributável a parcela de\\Cr$54.092.000,00, no exercício de 1984. .&.:=4,_ x12, wes, 16 de março ,de 1993 IRI1N U' SIMIANER ( - Presidente 1 V •-,., -\ 'I (, KAZUOI SHIOB •JUImmempu - Relator I 4011111°', UIL E MA'^ • NICOTTI OLIVEIRA - Procuradora da Fazenda Nacional VISTO EM 1 9 MAR 1993 SESSMO DE: Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conse- lheiros: Waldevan Alves de Oliveira, Francisco de Paula Correa Carneiro Giffoni, Ursula Hansen e Carlos Roberto Monteiro Berta- zi.Ausentes os conselheiros Maria Clélia de Andrade Figueiredo e Júlio César Gomes da Silva, por motivo justificado. DAMEFP/DF — SECOB N 2 064/90 J.H. , . - SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N° 10410.000456/86-54 RECURSO N9 97.576 ACORDA° NP: 102- 2 7. 9 2 7 RECORRENTE: SANTA BARBARA ENGENHARIA S/A RELATORIO Em Sessão Plenária do dia 19 de março de 1992, por una- nimidade de votos, foi aprovada a Resolução n2 102-1.473/92, pela Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, para con- verter o julgamento em diligência para as providências determina- das à fl. 486. No Termo de Verificação em Diligência Fiscal e seus anexos de fls. 488 a 529 lavrado em decorrência de diligências efetuadas pelo Auditor Fiscal do Tesouro Nacional, ficou compro- vada procedência de parte das alegaçbes expostas pela recorrente no recurso. Cientificada recorrente do teor do Termo de Diligência, esta não se manifestou sobre o resultado da diligência. É o relatório./ J.N.DAMEFP/DF - SECOC N9 065/90 SERVICO PUBLICO FEDERAL 3 PROCESSO N2 10410.000456/86-54 Acórdão n2 102-27.927 VOTO Conselheiro KAZUKI SHIOBARA - Relator O Têrmo de Verificação em Diligência Fiscal de fl. 488, confirma em parte as alegaçbes expostas pelo contribuinte, por- quanto ficou constatado que do montante de Cr$ 58.883.326,00 re- gularmente contabilizado e lançado no quadro 12, item 19 da De- claração de Rendimentos do exercício de 1984, correspondem efeti- vamente a outras despesas, entre as quais: Contribuição ao SESI Cr$ 19.062.519,60 Contribuição ao SENAI Cr$ 1.245.225,14 Benefícios a Empregados Cr$ 28.350.960,60 Outras Despesas Operacionais Cr$ 5.433.294,12 Contribuiçbes e Doaçbes Cr$ 4.791.326,00 TOTAL Cr$ 58.883.325,46 Assim, verifica-se que o montante de despesas contabi- lizadas e que se refere a contribuições e doacbes se limita a Cr$ 4.791.326,00 que a recorrente já admitira a indedutibilidade, tendo em vista o resultado operacional negativo verificado naque- le exercício. Desta forma, a infração dos artigos 242, 243 e 387, in- ciso I do RIR/80 a que se refere a Notificação de Lançamento Su- plementar de fl. 03 e Demonstrativo de fl. 29, relativamente ao valor tributável de Cr$ 4.791.326-,00 está comprovada e reconheci- __ da pelo contribuinte. Além disso, a exigência tem respaldo também na farta/ jurisprudência administrativa deste Primeiro Conselho de Contri-/ buintes, inclusive os Acórdãos n2 101-75.754185 e 103-5.358/83.7- Imprensa Nacional i , SER VICO PUBLICO FEDERAL 4 PROCESSO N2 10410.000456/86-54 Acórdão n2 102-27.927 De todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial para excluir da matéria tributável, a parcela de Cr$ 54.092.000,00, no exercício de 1984. N ,. ,, Brasília(DF),\ 4 de março de 1993 , Rá--1---1 KA4T RHIORARA 1 Relator , , — --- Imprensa Nacional J Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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