Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,988)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,536)
- Primeira Turma Ordinária (13,108)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,534)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,777)
- Terceira Câmara (68,236)
- Segunda Câmara (57,099)
- Primeira Câmara (21,379)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,096)
- Segunda Seção de Julgamen (115,765)
- Primeira Seção de Julgame (77,654)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,458)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,581)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,683)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,662)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,340)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 36266.001080/2006-41
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1998
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regas do Código Tributário Nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2402-000.105
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para declarou-se a decadência das contribuições apuradas.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200908
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1998 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regas do Código Tributário Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 36266.001080/2006-41
anomes_publicacao_s : 200908
conteudo_id_s : 5275649
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 16 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2402-000.105
nome_arquivo_s : 2402000105_36266001080200641_200908.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Marcelo Oliveira
nome_arquivo_pdf_s : 36266001080200641_5275649.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para declarou-se a decadência das contribuições apuradas.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
id : 4615566
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932164427776
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-15T15:37:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-15T15:37:35Z; Last-Modified: 2009-10-15T15:37:36Z; dcterms:modified: 2009-10-15T15:37:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-15T15:37:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-15T15:37:36Z; meta:save-date: 2009-10-15T15:37:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-15T15:37:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-15T15:37:35Z; created: 2009-10-15T15:37:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-10-15T15:37:35Z; pdf:charsPerPage: 1340; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-15T15:37:35Z | Conteúdo => S2-C4T2 Fl. 177 ,, 4 r; '4S:k1 ,e......' . . • ‘ MINISTÉRIO DA FAZENDA 1 .n._ .'. • ":' *._ ''' .• ' l'''''' CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS c ddim r SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 36266.001080/2006-41 Recurso n° 152.142 Voluntário Acórdão n° 2402-00.105 — 4' Câmara / 2' Turma Ordinária Sessão de 18 de agosto de 2009 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FBS CONSTRUÇÃO CIVIL E PAVIMENTAÇÃO LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1998 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regas do Código Tributário Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os me,. • . s da zla Câmara / r Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unan . •• • • ade de otos, em dar provimento ao recurso, pois declarou- se a decadência das contrib • • , adas - tARC - O OLIVEIRA Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Leôncio Nobre de Medeiros (Suplente), Edgar Silva Vidal (Suplente) e Marcelo Freitas de Souza Costa. Ausente o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto. 1 , Processo n°36266.001080/2006-41 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.105 Fl. 178 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), São Paulo — Norte! SP, fls. 096 a 0103, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 023 a 025, o lançamento refere-se a contribuições destinadas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração paga aos segurados empregados, correspondentes a contribuição da empresa, a contribuição para o financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (G1LRAT). Ainda segundo o RF, os valores da base de cálculo foram obtidos em notas fiscais de prestação de serviços, devido à recorrente não ter se elidido da responsabilidade solidária, conforme determina a legislação. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos da NFLD. Em 27/12/2005 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 001. Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 029 a 055, acompanhada de anexos. A DRP analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0106 a 0135, acompanhado de anexos. Posteriormente, a DRP enviou o processo ao Conselho, para análise e decisão. É o relatório. 2 Processo n° 36266.001080/2006-41 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.105 Fl. 179 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame das questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Preliminarmente, devemos verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal, a Súmula de n ° 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN). A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN. A decadência decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia do titular de um direito. Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art. 150, § 4°, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por homologação). O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiv ti do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagame j;11.1 assim estabelece em seu artigo 173: 3 Processo n°36266.001080/2006-41 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.105 Fl. 180 Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: 1 - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devidó, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplica-se o disposto no § 4°, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1° - 0 pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. ás 2' - Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3° ... Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4° - Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulaçã o. (grifo nosso) • Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. 4 Processo n° 36266.001080/2 -006-41 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.105 Fl. 181 Ocorre que, no caso em questão, o lançamento foi efetuado em 12/2005, data da ciência, e os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1998 a 05/1998, portanto irrelevante a apreciação de qual dispositivo legal deve ser aplicado, haja vista que a decadência há de ser declarada por qualquer das regras existentes. CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito DAR-LHE PROVIMENTO, face a aplicação da decadência qüinqüenal. Sala das Sessões de a:.osto de 2009 401°"(1\4 À • EIRA - Relator
score : 1.0
Numero do processo: 15892.000308/2007-18
Data da sessão: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1998
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO. INFRAÇÃO.
Deixar a empresa de comunicar acidente de trabalho à Previdência Social, até o primeiro dia útil Seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato.
RECUSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-000.055
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência, para declarar decadentes, para cálculo da multa, as competências até 11/1999. Quanto ao mérito, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200907
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1998 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO. INFRAÇÃO. Deixar a empresa de comunicar acidente de trabalho à Previdência Social, até o primeiro dia útil Seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato. RECUSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
dt_publicacao_tdt : Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 15892.000308/2007-18
anomes_publicacao_s : 200907
conteudo_id_s : 5277188
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 27 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-000.055
nome_arquivo_s : 2402000055_15892000308200718_200907.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 15892000308200718_5277188.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acatar a preliminar de decadência, para declarar decadentes, para cálculo da multa, as competências até 11/1999. Quanto ao mérito, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
id : 4615058
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932182253568
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-15T15:27:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-15T15:27:17Z; Last-Modified: 2009-10-15T15:27:17Z; dcterms:modified: 2009-10-15T15:27:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-15T15:27:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-15T15:27:17Z; meta:save-date: 2009-10-15T15:27:17Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-15T15:27:17Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-15T15:27:17Z; created: 2009-10-15T15:27:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-10-15T15:27:17Z; pdf:charsPerPage: 1409; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-15T15:27:17Z | Conteúdo => S2-C4T2 Fl. 194 MINISTÉRIO DA FAZENDA 4k-1..Y....:..../"Ç'i CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ., , .:.[11,74,,, SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO 'ke. fltnent^ Processo n° 15892.000308/2007-18 Recurso n° 152.410 Voluntário Acórdão n° 2402-00.055 — 4a Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 10 de julho de 2009 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente CADBURY ADAMS BRASIL IND. E COM. DE PROD. ALIMENTICIOS LTDA. Recorrida SRP-SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1998 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO. INFRAÇÃO. Deixar a empresa de comunicar acidente de trabalho à Previdência Social, até o primeiro dia útil Seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato. RECUSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4' Câmara / r Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência, para declarar decadentes, para cálculo d. .- . ta, as competências até 11/1999. Quanto ao mérito, em negar provimento ao recurso. ", /f i AR LO OLIVEIRA 1 Presidente e Relator , Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (Suplente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Suplente) e Marcelo Freitas de Souza Costa (Suplente). 1 Processo n° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.055 Fl. 195 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), Guarulhos / SP, fls. 076 a 079, que julgou procedente a autuação motivada por descumprimento de obrigação tributária legal acessória, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 048, a autuação refere-se a recorrente ter deixado de comunicar acidente de trabalho à Previdência Social, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato. Os acidentes de trabalho ocorreram entre as competências 01/2000 a 09/2004, como demonstra o anexo elaborado pela fiscalização, fls. 015 a 021. Os motivos que ensejaram a autuação estão descritos no RF e nos demais anexos da autuação. Em 14/10/2005 foi dada ciência à recorrente da autuação, fls. 001. Contra a autuação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 051 a 055, acompanhada de anexos. A Delegacia analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 076 a 079. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 083 a 097, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: 1. A recorrente promoveu alteração em seu domicilio fiscal trazendo dúvidas quanto a competência da DRP de Guarulhos em proferir decisão; 2. Houve cerceamento de defesa, pois a decisão desconsiderou por completo postulação objetiva da recorrente quanto a necessidade de dilação do prazo probatório; 3. Em 02/09/2005 a recorrente alterou seu domicilio tributário, de Guarulhos para Bauru; 4. O Fisco não pode alegar desconhecimento do fato, pois a recorrente anexou documentação nos autos sobre a alteração; 5. A partir de 03/11/2005 consta o endereço no cartão do CNPJ em Bauru e em Guarulhos não havia mais atividade empresarial; 6. Deve-se verificar nos sistemas da Previdência Social se o endereço da recorrente já se encontrava em Bauru; 7. Nenhuma providência foi tomada pelo Fisco para verificar se a infração ocorreu; 2 1 Processo n° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.055 Fl. 196 8. Somente uma lista fornecida pela recorrente não é bastante para caracterização dos acidentes de trabalho; 9. A listagem utilizada pelo Fisco constitui-se em procedimento gerencial, para investigar a ocorrência de acidente de trabalho, não sendo conclusiva sobre a ocorrência desses acidentes; 10.A recorrente apresenta relatório, por amostragem, de casos investigados por profissional da área médica; 11.A infração exige a redução temporária da capacidade de trabalho (Art. 19, Lei 8213/1991); 12.A recorrente apresenta casos em que não houve redução temporária da capacidade de trabalho; 13.Não há que se emitir CATs quando não há redução na capacidade de trabalho; 14.Pelos motivos expostos, solicita a análise e a decretação da improcedência da autuação. Posteriormente, foram emitidas contra-razões, fls. 0143 a 0145, onde, em síntese, mantém a decisão proferida, enviando o processo ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). A Quarta Câmara de Julgamento (CAJ), do CRPS, analisou os autos e converteu o julgamento em diligência para que a fiscalização apurasse se ocorreu, nos segurados empregados relacionados, tiveram redução temporária da capacidade de trabalho. A fiscalização solicitou prontuários médicos dos acidentes e concluiu que não é possível afirmar se os empregados tiveram ou não sua capacidade de trabalho reduzida temporariamente, pois trata-se de informação médica, incompatível com a capacidade do auditor fiscal envolvido nesta diligência, fls. 0169. A recorrente apresentou recurso complementar, onde alega, em síntese, que: 1.Ratifica os termos de seu recurso; 2. O resultado da diligência confirma a falta de certeza na autuação; 3. Solicita a aplicação das novas regras quanto ao prazo decadenciaL Os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o relatório. 3 Processo n° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.055 Fl. 197 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame das questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Quanto às preliminares, há questão que deve ser analisada. A legislação determina os casos em que o acidente de trabalho deve ser informado. Lei 8.213/1991: Art. 23. Considera-se corno dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. Decreto 3.048/1999: Art.336. Para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá comunicar à previdência social o acidente de que tratam os arts. 19, 20, 21 e 23 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, ocorrido com o segurado empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador avulso, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena da multa aplicada e cobrada na forma do art. 286. Portanto, notamos que em todos os casos, inclusive quando só ocorrer o diagnóstico, o acidente deve ser informado. Portanto, não há razão nos argumentos da recorrente sobre esse ponto. Sobre outra preliminar, devemos verificar a ocorrência da decadência. Os motivos da autuação estão descritos no RF: falta de comunicação de acidente de trabalho. Primeiramente, cabe esclarecer que a autuação foi motivada por descumprimento de obrigação acessória tributária, imposta, no presente procedimento, para a verificação da ocorrência de obrigação principal tributária. 4 Processo n° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.055 Fl. 198 A finalidade do ato é que define a regularidade da obrigação imposta pela Administração aos administrados. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n° 8.212 de 1991, nestas palavras: Súmula Vinculante n o 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569177 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Conforme previsto no art. 103-A da Constituição Federal, a Súmula de n ° 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicá-la. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. A decadência está arrolada como forma de extinção do crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN. A decadência decorre da conjugação de dois fatores essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a inércia do titular de um direito. Esses fatores resultarão, para o sujeito que permaneceu inerte, ou na extinção de seu direito material. Em Direito Tributário, a decadência está disciplinada no art. 173 e no art. 150, § 40, do CTN (este último diz respeito ao lançamento por homologação). A decadência, no Direito Tributário, é modalidade de extinção do crédito tributário. CTN: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito 5 Processo O° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão O.° 2402-00.055 Fl. 199 tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Como não se trata de lançamento por homologação, pois não há recolhimentos há homologar, aplica-se a regra do lançamento de oficio, já que embora seja autuação e não lançamento sua natureza sempre será de oficio. Portanto: o direito de constituir o crédito extingue-se em cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. Na presente autuação, a ciência do sujeito passivo ocorreu em 10/2005. Logo, a recorrente não poderia ter sido autuada pelas infrações cometidas após 11/1999. Esclarecemos que a competência 12/1999 não deveria ser excluída porque a exigibilidade das contribuições constantes em fatos geradores que ocorreram nessa competência somente ocorrerá a partir de 01/2000, quando poderia ter sido efetuado o lançamento. Assim, não há competências a excluir, pois nenhuma das competências que serviram para o cálculo da multa estavam contidas em prazo decadencial. Quanto à alteração do domicílio tributário, esclarecemos ao mesmo que a legislação determina os motivos que podem vir a decretar a nulidade da autuação. Decreto 70.235/1972: Art. 59. São nulos: 1- os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II - os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Como se nota nos autos, o envio e o julgamento do processo em Guarulhos foram efetuados por servidores possuidores de competência para tanto e em nada afetaram o direito de defesa da recorrente, que, inclusive, protocolou em todas as oportunidades processuais possíveis, documentos para refutar as alegações do Fisco. Portanto, não há razão no argumento. Sobre o pleito para o alongamento do prazo para defesa, que, pela exigüidade, cercearia seu direito à defesa, esclarecemos que esse prazo é determinado pela Legislação. Decreto 3.048/1999: 01Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificaçã o fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se 6 Processo n° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.055 Fl. 200 referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. §2° Recebida a notificação, a empresa, o empregador doméstico ou o segurado terão o prazo de quinze dias para efetuar o pagamento ou apresentar defesa. Nesse sentido, ressaltamos à recorrente que estamos em um Estado Democrático de Direito, em que as regas jurídicas - Constituição, Leis, Decretos, Portarias, etc. - possuem mecanismos, presentes na Constituição, para sua elaboração, manutenção e extinção. Regras jurídicas vigentes devem ser obedecidas por todos, até que seja extinta, pelo mecanismo hábil e pelo órgão competente. Portanto, não há como afastar a aplicação da Legislação. Pela análise do processo e das alegações da recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade do lançamento ou da decisão. Assim, o lançamento e a decisão encontram-se revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto. Por todo o exposto, não acato as preliminares e passo ao exame de mérito. MÉRITO A autuação possui seu fundamento em descumprimento de determinação presente na legislação. Decreto 3.048/1999: Art.286. A infração ao disposto no art. 336 sujeita o responsável à multa variável entre os limites mínimo e máximo do salário-de- contribuição, por acidente que tenha deixado de comunicar nesse prazo. § 12 Em caso de morte, a comunicação a que se refere este artigo deverá ser efetuada de imediato à autoridade competente. § 22' A multa será elevada em duas vezes o seu valor a cada reincidência. § 32 A multa será aplicada no seu grau mínimo na ocorrência da primeira comunicação feita fora do prazo estabelecido neste artigo, ou não comunicada, observado o disposto nos arts. 290 a 292. Pela análise dos autos, chegamos à conclusão de que o lançamento e a decisão foram lavrados na estrita observância das determinações legais vigentes, sendo que tiveram por base o que determina a Legislação. 7 Processo n° 15892.000308/2007-18 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.055 Fl. 201 CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões - » 1 de julho de 2009 A, n .. 'C O OLIVEIRA — Relator 1 1 , , , , , 8
score : 1.0
Numero do processo: 11065.002148/98-64
Data da sessão: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/04/1998 a 30/06/1998
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TAXA SELIC.
É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um “plus”, sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-000.738
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar
provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento.
Nome do relator: Carlos Alberto Freitas Barreto
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/04/1998 a 30/06/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TAXA SELIC. É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um “plus”, sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto. Recurso Especial do Procurador Provido.
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 11065.002148/98-64
anomes_publicacao_s : 201002
conteudo_id_s : 5268869
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 9303-000.738
nome_arquivo_s : 930300738_110650021489864_201002.pdf
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : Carlos Alberto Freitas Barreto
nome_arquivo_pdf_s : 110650021489864_5268869.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
id : 4615814
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932187496448
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-02-27T19:31:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 5816675.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-02-27T19:31:05Z; Last-Modified: 2010-02-27T19:31:05Z; dcterms:modified: 2010-02-27T19:31:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 5816675.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:7eb3d2cf-31ce-412c-974e-4611488c53cb; Last-Save-Date: 2010-02-27T19:31:05Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-02-27T19:31:05Z; meta:save-date: 2010-02-27T19:31:05Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 5816675.doc; modified: 2010-02-27T19:31:05Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-02-27T19:31:05Z; created: 2010-02-27T19:31:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-02-27T19:31:05Z; pdf:charsPerPage: 1959; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-02-27T19:31:05Z | Conteúdo => CSRF-T3 Fl. 305 1 304 CSRF-T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11065.002148/98-64 Recurso nº 217.273 Especial do Procurador Acórdão nº 9303-00.738 – 3ª Turma Sessão de 2 de fevereiro de 2010 Matéria IPI - Ressarcimento - Crédito presumido - Atualização pela Selic Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado REICHERT CALÇADOS LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/04/1998 a 30/06/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. TAXA SELIC. É imprestável como instrumento de correção monetária, não justificando a sua adoção, por analogia, em processos de ressarcimento de créditos incentivados, por implicar concessão de um “plus”, sem expressa previsão legal. O ressarcimento não é espécie do gênero restituição, portanto inexiste previsão legal para atualização dos valores objeto deste instituto. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente e Relator EDITADO EM: 24/02/2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Fl. 1DF CSRF/CARF MF Impresso em 17/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2010 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 04/03/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 2 Trata-se de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI a que se refere a Lei nº 9.363/1996. A matéria devolvida a este Colegiado cinge-se à questão da incidência da taxa Selic no valor do ressarcimento de IPI. O julgamento deste recurso tem como paradigma o recurso nº 228.964 (incidência da taxa Selic no valor do ressarcimento de IPI), julgado na sessão imediatamente anterior a esta, sendo-lhe aplicadas a mesma tese daquele julgado, nos termos do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Em apertada síntese, este é o relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Freitas Barreto, Relator O recurso merece ser conhecido por ser tempestivo e atender aos pressupostos regimentais de admissibilidade. Este voto segue as disposições do § 2º, in fine, do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Para tanto, adoto a tese prevalente no julgamento do Recurso nº 228.964 (incidência da taxa Selic no valor do ressarcimento de IPI). A questão da possibilidade de incidência da taxa Selic no ressarcimento de IPI passa necessariamente pela diferenciação dos institutos do ressarcimento da restituição. A restituição é a repetição de um indébito. Decorre de pagamento indevido ou a maior que o devido. Já o ressarcimento não está vinculado a qualquer pagamento indevido, mas decorre de concessão legal. Sobretudo, não se pode olvidar que o direito subjetivo ao ressarcimento somente é constituído com o advento do despacho da autoridade competente, em oposição ao que ocorre com a repetição do indébito, em que o direito de repetir já nasce imediatamente com o pagamento indevido ou a maior, independentemente de qualquer ato da autoridade administrativa. Nesta linha, fica evidente existir duas figuras que não se confundem: a) restituição por pagamento indevido ou a maior do que o devido (repetição de indébito); e b) ressarcimento, previsto em lei concessiva. É certo que restituição e ressarcimento compartilham alguns aspectos, como o de ser ambos passíveis de satisfação em dinheiro ou mediante compensação, mas de nenhum modo ressarcimento é espécie do gênero restituição. Fl. 2DF CSRF/CARF MF Impresso em 17/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2010 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 04/03/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 11065.002148/98-64 Acórdão n.º 9303-00.738 CSRF-T3 Fl. 306 3 Noutro giro, não há que se falar em desvalorização do valor a ser ressarcido, mesmo porque o ambiente de ampla correção monetária que vigia no passado foi abolido pelo Legislador. Com efeito, o Legislador aboliu e repudiou o sistema geral de indexação da economia através da aprovação das normas legais que consolidaram o Plano Real, inexistindo atualmente previsão de atualização monetária tanto para caso de ressarcimento como para caso de restituição. Nesse contexto, inadmissível pensar na aplicação da taxa Selic como um meio de reposição do valor real da moeda. A taxa Selic é, isto sim, a expressão numérica dos juros. Não se trata de atualização monetária. Juros, por sua vez, é um acréscimo ao principal, é um plus que inclusive se caracteriza como renda para aquele que o aufere. Ora, o Estado não pode pagar rendimentos – na forma de taxa Selic, vale dizer, de juros – sem previsão legal, mormente quando o que seria o valor principal (ressarcimento) é, ele próprio, dependente de lei concessiva. A previsão legal para a incidência de juros Selic, por sua vez, somente se refere aos casos de restituição. Ao mencionar a compensação (art. 39, § 4º), é claro que o dispositivo refere-se aos valores que poderiam ser restituídos, não permitindo interpretação extensiva. O texto da Lei nº 9.250, de 1995, é claro, não havendo como aplicar por analogia aquele dispositivo ao caso do ressarcimento. Neste sentido deve-se dizer que o art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250/95, inclusive não estabeleceu a atualização de valores restituídos ao contribuinte com base na taxa Selic. Isto porque, simplesmente, tal taxa expressa juros, não correção ou atualização monetária. O que foi previsto para casos de restituição foi a aplicação de juros, calculados com base na taxa Selic. Depois, o dispositivo trata de restituição, nada falando de ressarcimento. Por fim, a data prevista para o início da incidência dos juros é a do pagamento indevido ou a maior do que o devido, data essa que somente pode ser identificada se se tratar de pedido de restituição. A incidência dos juros Selic a partir da data de protocolo do processo de pedido de ressarcimento é critério que não consta da legislação, o que reforça a tese de que os juros não podem incidir, nesse caso. Nos termos do voto paradigma transcrito linhas acima, dá-se provimento ao recurso da Fazenda Nacional. Carlos Alberto Freitas Barreto Fl. 3DF CSRF/CARF MF Impresso em 17/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2010 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 04/03/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO 4 Fl. 4DF CSRF/CARF MF Impresso em 17/07/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2010 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 04/03/2010 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 13807.008269/99-96
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/12/1989 a 31/03/1992
FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código.
Numero da decisão: 9900-000.437
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Relatora
EDITADO EM: 22/10/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio PereiraValadão.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/12/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código.
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13807.008269/99-96
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5189563
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9900-000.437
nome_arquivo_s : Decisao_138070082699996.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARIA HELENA COTTA CARDOZO
nome_arquivo_pdf_s : 138070082699996_5189563.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Relatora EDITADO EM: 22/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio PereiraValadão.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4511227
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932190642176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2076; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 282 1 281 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13807.008269/9996 Recurso nº Extraordinário Acórdão nº 9900000.437 – Pleno Sessão de 29 de agosto de 2012 Matéria FINSOCIAL DECADÊNCIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida PANIFICADORA TAI PÃO LTDA. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/12/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 82 69 /9 9- 96 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 2 EDITADO EM: 22/10/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas e Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio PereiraValadão. Relatório A Fazenda Nacional, com fundamento nos artigos 9º e 43 do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007, interpôs o Recurso Extraordinário de fls. 219 a 235, visando a uniformização de decisões, em face dos Acórdãos 0305.468 e 0202.088, da Terceira e Segunda Turmas, respectivamente, da Câmara Superior de Recursos Fiscais. O acórdão recorrido 0305.468 apresenta a seguinte ementa: FINSOCIAL. Inconstitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Prescrição do direito de Restituição/Compensação. Dies a quo. Edição de Ato Normativo que dispensa a constituição de crédito tributário. Medida Provisória n°1.110 de 30.08.1995. Duplo Grau de Jurisdição. Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO — DUPLO GRAU ANÁLISE DE MÉRITO —Nos processos administrativos fiscais de pedido reconhecimento do direito creditório, cujo litígio instaurouse apenas quanto ao prazo para interposição do pleito, ou seja, a unidade de origem da Receita Federal não apreciou o mérito, afastada essa preliminar, os autos devem retornar àquela origem para essa análise, podendo o contribuinte apresentar outra manifestação de inconformidade à DRJ, no prazo de 30 dias da ciência, caso discorde da nova decisão. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL, ACORDAM os Membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, 1) por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Prevaleceu o entendimento que a contagem do prazo de Fl. 2DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13807.008269/9996 Acórdão n.º 9900000.437 CSRFPL Fl. 283 3 5 (cinco) anos para interpor o pedido de restituição do Finsocial iniciouse em 31/08/1995, com a publicação da Medida Provisória n° 1.110 de 30/08/1995. Para configurar a divergência, a recorrente apresentou como paradigma o Acórdão 0202.088, cuja ementa é reproduzida abaixo: ACÓRDÃO PARADIGMA "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL REPETIÇÃO DE INDÉBITO O dies a quo para contagem do prazo prescricional de repetição de indébito é o da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento antecipado e o termo final é o dia em que se completa o qüinqüênio legal, contado a partir daquela data." (CSRF; Segunda Turma; Recurso n° 201121066, Rel. Cons. Henrique Pinheiro Torres, Ac. 0202.088, Sessão de 17.10.2005) O Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em juízo de admissibilidade, deu seguimento ao Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, por meio do Despacho de fls. 237/238. Em seu Recurso Extraordinário, a Fazenda Nacional requer, em síntese, o reconhecimento da decadência do direito à restituição/compensação do FINSOCIAL, uma vez que o contribuinte formalizou o seu pedido quando já havia expirado o prazo de cinco anos, contados da data de cada pagamento indevido eventualmente comprovado. Cientificado do Recurso Extraordinário da Fazenda Nacional, o contribuinte ofereceu, tempestivamente, as ContraRazões de fls. 242 a 255, reiterando os argumentos contidos nas peças de defesa e acrescentando diversos precedentes jurisprudenciais deste Conselho que ratificam o entendimento do acórdão recorrido. É o relatório. Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, Relatora. Inicialmente, cabe salientar que, embora não esteja previsto no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, o Recurso Extraordinário, referente a acórdão prolatado em sessão de julgamento ocorrida até 30/06/2009, será, nos termos do artigo 4º do RICARF, processado de acordo com o rito previsto no Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007. O Recurso Extraordinário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A divergência entre os acórdãos recorrido e paradigma cingese, basicamente, à fixação da data inicial para a contagem do prazo decadencial para o contribuinte pleitear Fl. 3DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 4 restituição/compensação de valores de FINSOCIAL, recolhidos com base nas alíquotas instituídas pelas Leis nºs 7.787 e 7.894, ambas de 1989, e 8.147, de 1990. O acórdão recorrido aplica o prazo de cinco anos, contados da data da publicação da Medida Provisória nº 1.110, de 1995. A Fazenda Nacional, por sua vez, pede que seja aplicado o prazo de cinco anos, contados da data de cada pagamento indevido eventualmente comprovado. Conforme o artigo 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, esta Corte Administrativa deve reproduzir as decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como aquelas proferidas pelo STJ em sede de Recurso Especial repetitivo. No que tange ao objeto do presente recurso, houve pronunciamento do STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como do STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, com efeito repetitivo, ao qual o CARF deve se curvar, conforme expressa disposição regimental. O entendimento exarado pelas Cortes Superiores é no sentido de que o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação (como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL), para os pedidos protocolados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. O acórdão do Supremo Tribunal Federal restou assim ementado: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO –VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por Fl. 4DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO Processo nº 13807.008269/9996 Acórdão n.º 9900000.437 CSRFPL Fl. 284 5 lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastando se as aplicações inconstitucionais e resguardando se, no mais, a eficácia da norma, permite se a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando se válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, §3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” Em síntese, os contribuintes teriam o prazo de dez anos, a contar do fato gerador, para pleitear a restituição/compensação. Assim, no caso em apreço, como o contribuinte protocolou seu pedido em 02/08/1999, concluise que os pagamentos relativos aos fatos geradores que ocorreram após 02/08/1989 são passíveis de restituição/compensação. Diante do exposto, NEGO provimento ao Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional, para AFASTAR a decadência relativamente aos pagamentos referentes aos fatos geradores do FINSOCIAL que ocorreram após 02/08/1989 e determinar o retorno dos autos à Autoridade Administrativa, para julgamento das demais questões objeto do pedido. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 5DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO 6 Fl. 6DF CARF MF Impresso em 05/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 17/12/2 012 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO
score : 1.0
Numero do processo: 35564.000126/2006-87
Data da sessão: Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1997 a 31/12/1998
TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ARBITRAMENTO.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional.
Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso Ido CTN.
Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-000-817
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Edgar Silva Vidal acompanhou o relator somente nas conclusões. Entendeu que se aplicava o art. 150, §40, do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Damião Cordeiro de Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200911
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 31/12/1998 TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ARBITRAMENTO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso Ido CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 35564.000126/2006-87
anomes_publicacao_s : 200911
conteudo_id_s : 6203592
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-000-817
nome_arquivo_s : 230100817_159282_35564000126200687_009.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Damião Cordeiro de Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 35564000126200687_6203592.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Edgar Silva Vidal acompanhou o relator somente nas conclusões. Entendeu que se aplicava o art. 150, §40, do CTN.
dt_sessao_tdt : Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
id : 4615525
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:47:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932195885056
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-07-13T13:37:27Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-07-13T13:37:26Z; Last-Modified: 2010-07-13T13:37:27Z; dcterms:modified: 2010-07-13T13:37:27Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:8afa07f7-e49f-4812-8fd9-d066fec68cc8; Last-Save-Date: 2010-07-13T13:37:27Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-07-13T13:37:27Z; meta:save-date: 2010-07-13T13:37:27Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-07-13T13:37:27Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-07-13T13:37:26Z; created: 2010-07-13T13:37:26Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2010-07-13T13:37:26Z; pdf:charsPerPage: 1159; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-07-13T13:37:26Z | Conteúdo => • S2-C3T1 Fl. 1 ,u," k, játW MINISTÉRIO DA FAZENDA ~2 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO ,;472.r Processo n° 35564.000126/2006-87 -Recurso n° 159.282 Voluntário Acórdão n° 2301-00.817 — 3" Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 30 de novembro de 2009 Matéria DECADÊNCIA Recorrente TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S/A - TELESP Recorrida DRP EM SÃO PAULO - SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 31/12/1998 TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ARBITRAMENTO. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso Ido CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. (.1\ \jj \ri-- Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n°35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 2 ACORDAM os membros da 3' Câmara / 1' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por maioria de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. O Conselheiro Edgar Silva Vidal acompanhou o relator somente nas conclusões. Entendeu que se aplicava o art. 150, §40, do CTN. , < ,J\ JULIO dESAR VIEIRA GOMES — Presidente DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES — Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Edgar Silva Vidal (suplente), Maria Helena Lima dos Santos (suplente), Julio Cesar Vieira Gomes (presidente). Esteve presente ao julgamento o advogado da recorrente, Dr. Rafael Batista Márquez, OAB/DF 23597. Relatório 1. Trata-sede recurso voluntário interposto pela empresa TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S/A - TELESP contra decisão monocrática que julgou procedente o lançamento fiscal de crédito tributário ensejado pelo não recolhimento das contribuições previdenciárias para a Seguridade Social correspondentes a quota patronal, as remunerações pagas aos segurados bem como a relativa ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/RAT). 2. Essa cobrança é proveniente da responsabilidade solidária nas contratações de serviços e obras de construção civil prestados mediante cessão de mão de obra durante o período de 01/05/1997 a 31/12/1998, incluindo ainda neste lançamento fiscal as contratações realizadas pelas empresas Companhia Telefônica da Borda do Campo - CTBC e Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto - CETERP, por tê-las incorporado. 3. Historia o relatório fiscal que a TELESP, na condição de sucessora da Companhia Telefônica na Borda do Campo — CTBC, sofreu o lançamento fiscal por não ter comprovado os recolhimentos previdenciários relativos ao aumento significante do imobilizado da CTBC. Nesse sentido, considerando que bem resumiu o relatório fiscal, transcrevo trecho da decisão notificação para maiores esclarecimentos (fls. 899/901): "2. Consoante Relatório Fiscal a empresa Notificada é sucessora das empresas: Telecomunicações de São Paulo S/A - 2 Processo n°35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 3 TELESP, CNPJ: 43.642.727/0001-85; Companhia Telefônica Borda do Campo - CTBC, CNPJ: 57.486.177/0001-67 e CETERP Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto S/A, CNPJ: 00.956.274/0001-59. Os valores apurados referem-se a fatos geradores ocorridos unicamente na sucedida: CTBC - Companhia Telefônica da Borda do Campo - CNPJ 57.486.177/0001-67. 3. As contribuições lançadas foram apuradas por Aferição Indireta, na forma do artigo 30, inciso VI da Lei 8.212/91, tomando-se por base o valor da aplicação de recursos no Ativo Imobilizado, informado na "Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos - DOAR dos anos de 1997 e 1998, conforme demonstrado no documento de fls. 556. 3.1. A Aferição Indireta, com base no art. 33, § 3 0 da Lei 8.212/91, decorreu do fato da empresa ter deixado de apresentar grande quantidade de documentos e informac6es, imprescindíveis a verificação da regularidade das contribuições relativas a mão de obra necessária para realizar as obras e serviços de construção civil correspondentes a aplicação de recursos no Ativo imobilizado que constou da DOAR. 3.2. A Notificada foi autuada mediante a lavratura dos Autos de Infração Debcad n° 35.799.262-8 e n° 35.799.263-6 por deixar de exibir documentos e livros relacionados com as contribuições previdenciárias e por deixar de prestar todas as informações financeiras, contábeis e cadastrais do interesse da Previdência como também os esclarecimentos solicitados pela. Fiscalização, cujos excertos foram juntados nas fls. 154 a 263 do presente. 4. A Notificada não conseguiu apresentar praticamente nenhuma nota fiscal da CTBC (apresentou apenas doze notas fiscais relacionadas as fls. 523 que se referem ao ano de 1998). Apresentou pouquíssimas guias de recolhimentos especificas de prestadores de serviços da CTBC, hem como pouquíssimos documentos necessários a elisão da responsabilidade solidaria e desta forma, deixou de comprovar a regularidade da tributação da mão de obra necessária para instalar, testar, reformar, construir, demolir, transferir, substituir, ampliar as linhas, estações e redes de telefonia e comunicação, as canalizações, os cabos, os pontes, as torres, os prédios, bem como os equipamentos de comutação, de transmissão de energia, de use comum para telecomunicações e para outras finalidades e demais benfeitorias e bens, agregados ao solo ou subsolo, que integraram o Imobilizado da CTBC. 5. A prestação de serviços e obras contratadas pela CTBC se inserem no grupo de construção civil — Grupo 121 do Anexo "Relação de Atividades Preponderantes Correspondentes Graus de Risco — Seguro de Acidentes do Trabalho — SAT", do Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social, aprovado pelo Decreto 612 de 21/07/1992 e na legislação subseqüente, Decreto 2.173/97, no grupo 45 do 3 Processo n° 35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 4 CNAE. Assim posto, são considerados como de construção civil, entre outros, os serviços e obras de edificação, reforma, demolição, instalações elétricas, hidráulicas e de ar condicionado e de expansão da rede externa de telefonia, instalação e retirada de linhas telefônicas, instalação de cabos telefônicos aéreos e subterrâneos, canalizações subterrâneas, instalação de linhas de dutos e caixas subterrâneas, recuperação de instalações, jumpeações, melhorias em rede de telecomunicações, em cabos, dutos e linhas, etc. 5.1. O sujeito passivo deixou de apresentar os livros diário da CTBC, relativos ao período de 1997 e 1998 e a documentação que elide a responsabilidade solidaria: folhas de pagamento especificas, guias de recolhimento especificas e prova de contabilidade, como também os contratos celebrados entre a CTBC c suas prestadores dc serviços. Deixando de apresentar a maioria das notas fiscais, folhas de pagamento especificas e guias de recolhimento especificas, relativas aos serviços terceirizados, não houve a comprovação da tributação da remuneração da mão de obra empregada na execução das obras e serviços de construção civil que implicaram no aumento do Ativo imobilizado, conforme constou na DOAR da C773C. 6. Durante a ação fiscal foram lavrados 30 (Trinta) Termos de Intimação para Apresentação de Documentos, juntados as fls. 41 a 150. Conforme consignado nos Autos de Infração lavrados, houve obstrução da ação fiscal configurada pelo retardamento renitente e deliberado na apresentação de documentos e informações solicitadas; pela recusa em apresentar informações, documentos e esclarecimentos; pelo impedimento do acesso aos documentos espalhados nas 525 caixas de documentos apresentadas, caracterizado pela recusa sistemática em fornecer os relatórios de arquivamento com especificação dos documentos contidos nessas caixas; pela tentativa de impedir o confronto de informações e de documentos e desfrustrar e prejudicar as analises da Auditoria Fiscal. 7. As contribuições lançadas foram apuradas a partir do valor que consta na DOAR da CTBC dos anos de 1997 e 1998, com forme demonstrado na planilha inserida no Relatório Fiscal, as us. 628, Como aplicação de recursos do Ativo Imobilizado. Dos valores apurados na DOAR, foram excluídas as aplicações de recursos que se referiam a aquisição de veículos e terrenos. Na falta de dados para a CTBC, foi utilizado como parâmetro um documento da TELFSP, no caso, o demonstrativo de mutações do Imobilizado, dos anos de 1997 e 1998. O critério de aferição encontra-se detalhadamente demonstrado as fls. 628/629. 7.1. A remuneração da mão de obra utilizada na prestação de serviços foi calculada em 50% (cinqüenta por cento) do valor apurado no Ativo Imobilizado, considerando se que os demais 50% referem-se a maquinas, matérias e outros equipamentos utilizados. Em relação ao valor tributável, quando apurado por aferição indireta, corresponde a 40% (quarenta por cento) do valor constante da nota fiscal, fatura ou do recibo de prestação 4 Processo n° 35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 5 de serviços. Portanto, considerando que as adições ao Imobilizado resultam das totalizações das notas fiscais, faturas e recibos dos prestadores de serviços e fornecedores de equipamentos e materiais, aplicou-se este percentual conforme orientado na Instrução Normativa. SRP n° 03 de 14/07/2005, art. 601." 4. A ementa da decisão de primeira instância restou vazada nos seguintes termos: "Responsabilidade Solidária na contratação de serviços mediante cessão de mão de obra de empresas executoras de obras de construção civil — Não elisão da solidariedade por ausência de comprovação dos recolhimentos específicos pelo executor, representados por Guias de Recolhimento e Folhas de Pagamento vinculadas às Notas Fiscais ou Faturas, nos termos do art. 30, Vida Lei 8.212/91 Aferição Indireta — Face recusa ou apresentação deficiente de documentos a fiscalização promoverá o lançamento de oficio por arbitramento, inscrevendo as importâncias que reputar devidas, conforme respaldo no art. 33, §3 0 da Lei 8.212/91, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Decadência de Contribuições Previdenciárias. O prazo decadencial para lançamento de contribuições previdenciárias é de 10 anos, na forma do art. 45 da Lei 8.212/91. Juros Moratórios — SELIC — O Código Tributário Nacional autoriza a fixação de percentual de juros de mora diverso daquele previsto no §1° do art. 161. Alegações de inconstitucionalidade. As alegações de inconstitucionalidade são de competência exclusiva do Poder Judiciário. LANÇAMENTO PROCEDENTE" 5. Em sede recursal o contribuinte aduz, em síntese, os seguintes argumentos: a) preliminarmente, que o prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 5 anos nos termos do artigo 173, I do Código Tributário Nacional; b) ainda em sede preliminar, defende a nulidade do lançamento fiscal haja vista ilegalidade na exigência de guarda e manutenção dos documentos relativos a período anterior a privatização da recorrente; aprovação de suas contas perante Tribunal de Contas da União (TCU) conforme certidão exarada pelo órgão; não aplicação ao caso em concreto da aferição indireta porquanto o fisco não comprovou a inexistência de contabilidade regular da CTBC; cerceamento do direito de defesa por não ter sido intimada a se manifestar do resultado da diligencia fiscal ocorrida antes da decisão notificação e ausência de intimação das , Processo n°35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 6 empresas prestadoras de serviços para se manifestarem nos autos; erro quanto a lista dos co-responsáveis devendo ser retificada; c) pleiteia, do mesmo modo, que seja considerado insubsistente o lançamento fiscal tendo em vista a "impossibilidade da utilização exclusiva da Demonstração das origens e Aplicações de Recursos (DOAR) como base de calculo da contribuição previdenciária, apurada através do instituto da analogia que se utiliza de base . contábil de empresa diversa, inclusive em razão das centrais telefônicas e cabeamento aéreo não serem considerados construção civil, bem como em razão de não ter sido comprovada pelo Sr. Auditor Fiscal que as empresas contratadas estão em débito perante a Previdência Social"; d) por fim, alega a inaplicabilidade da Taxa Selic para correção dos débitos em atraso. 6. O fisco, embora ciente do recurso protocolado tempestivamente pelo contribuinte não apresentou suas contra-razões, sendo os autos encaminhados a este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, Relator ADMISSIBILIDADE DO RECURSO 1. Acolho os recursos, uma vez que é tempestivo a atende aos pressupostos de admissibilidade. DECADÊNCIA 2. Sobre a decadência, cumpre dizer que, nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal - STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: "Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91 e o parágrafo único do art.5° do Decreto-lei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se higida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, *. 6 Processo n°35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 7 as contribuições de Seguridade Social sujeitam-se, entre outros, aos artigos 150, § 4°, 173 e 174 do CIN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5° do Decreto-lei n° 1.569/77, frente ao § 1° do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". 3. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103-A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional n°45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. Art. 2° O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1° O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão." 4. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim sendo, independente de meu entendimento pessoal sobre a matéria, manifestado em meus votos anteriores, inclino-me à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08. Wik 7 Processo n° 35564.000126/2006-87 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.817 Fl. 8 5. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional - CTN se aplicar ao caso concreto. Compulsando os autos, constata-se no Relatório de Lançamentos e no Discriminativo Analítico de Débito que a recorrente não efetuou o pagamento de suas obrigações as quais se refere o lançamento. Então, deve-se prevalecer a regra trazida pelo artigo 173, I do 6. Assim sendo, tendo sido cientificado o recorrente do lançamento fiscal em 20/12/2005, referente às contribuições do período de 01/05/1997 a 31/12/1998, fica alcançado pela decadência quinquenal o lançamento fiscal em sua totalidade. 7. Em razão do exposto, acato a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso voluntário interposto. CONCLUSÃO 8. Assim, voto por dar PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. É como voto. Sala das Sessões, em 30 de novembro de 2009. DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, Relator 8 jec o Fc4ha r" :4* • #?,o ••_ o "03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO — TERCEIRA CÂMARA SCS — QD. 01 — BL. "J" — ED. ALVORADA — 12° ANDAR — CEP 70396-900 — BRASÍLIA — DF Home Page: https://cartifazenda.gov.br TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no artigo 11, inciso VII, -do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, a tomar ciência do presente Acórdão às fls. Brasília, 25 de março de 2010 ()Y.meida Proença e Silva Chefe da Secretaria 3' Camara Ciente, com a observação abaixo: [ ] Sem Recurso [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13819.000873/2002-10
Data da sessão: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Sun Dec 14 00:00:00 UTC 2008
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 1997
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. MOTIVAÇÃO
DE DECISÃO ADMINISTRATIVA
Processo Anulado
Numero da decisão: PLENO/00-00.028
Decisão: ACORDAM os Membros do Pleno da câmara superior de recursos fiscais, Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário, vencidos os Conselheiros José Clóvis Alves, Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Mario Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto (Substituto convocado), Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto convocado), Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Manoel Coelho Arruda Junior (Substituto convocado) que não conheciam do recurso; e no mérito, também por maioria de votos, ANULAR a decisão recorrida determinando o retorno dos autos A Turma da Câmara Superior de origem, para enfrentar a preliminar suscitada pelo contribuinte em contra-razões, vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Anelise Daudt Prieto, Maria Helena Cotta Cardozo, Henrique Pinheiro Torres, Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mario Sérgio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto (Substituto convocado), Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto convocado), Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho e Antonio Praga que consideraram a preliminar enfrententada no voto condutor do acórdão recorrido. Participaram do julgamento os Conselheiros Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo Herique Magalhães de Oliveira (Substituto convocado). Ausentes justificadamente as Conselheiras Judith do Amaral Marcondes Armando, Karem Jureidini Dias, Susy Gomes Hoffmann. Particiaram do presente julgamento os Conselheiros Sandra
Maria Faroni (Substituta convocada). Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo
Henrique Magalhães De Oliveira (Substituto convocado). Declarou-se impedido de participar
do julgamento o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: Marcos Vinicius Neder De Lima
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200812
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1997 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. MOTIVAÇÃO DE DECISÃO ADMINISTRATIVA Processo Anulado
dt_publicacao_tdt : Sun Dec 14 00:00:00 UTC 2008
numero_processo_s : 13819.000873/2002-10
anomes_publicacao_s : 200812
conteudo_id_s : 5419257
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 26 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : PLENO/00-00.028
nome_arquivo_s : 40000028_13819000873200210_200812.PDF
ano_publicacao_s : 2008
nome_relator_s : Marcos Vinicius Neder De Lima
nome_arquivo_pdf_s : 13819000873200210_5419257.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros do Pleno da câmara superior de recursos fiscais, Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário, vencidos os Conselheiros José Clóvis Alves, Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Mario Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto (Substituto convocado), Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto convocado), Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Manoel Coelho Arruda Junior (Substituto convocado) que não conheciam do recurso; e no mérito, também por maioria de votos, ANULAR a decisão recorrida determinando o retorno dos autos A Turma da Câmara Superior de origem, para enfrentar a preliminar suscitada pelo contribuinte em contra-razões, vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Anelise Daudt Prieto, Maria Helena Cotta Cardozo, Henrique Pinheiro Torres, Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mario Sérgio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto (Substituto convocado), Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto convocado), Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho e Antonio Praga que consideraram a preliminar enfrententada no voto condutor do acórdão recorrido. Participaram do julgamento os Conselheiros Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo Herique Magalhães de Oliveira (Substituto convocado). Ausentes justificadamente as Conselheiras Judith do Amaral Marcondes Armando, Karem Jureidini Dias, Susy Gomes Hoffmann. Particiaram do presente julgamento os Conselheiros Sandra Maria Faroni (Substituta convocada). Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo Henrique Magalhães De Oliveira (Substituto convocado). Declarou-se impedido de participar do julgamento o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
dt_sessao_tdt : Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2008
id : 4611961
ano_sessao_s : 2008
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:46:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932202176512
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-11-25T10:38:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 6; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-11-25T10:38:33Z; Last-Modified: 2011-11-25T10:38:33Z; dcterms:modified: 2011-11-25T10:38:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:95f40194-37bb-44e7-b8a1-58848d4aa42b; Last-Save-Date: 2011-11-25T10:38:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-11-25T10:38:33Z; meta:save-date: 2011-11-25T10:38:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-11-25T10:38:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-11-25T10:38:33Z; created: 2011-11-25T10:38:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-11-25T10:38:33Z; pdf:charsPerPage: 2492; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-11-25T10:38:33Z | Conteúdo => CSRF/T00 Fls. 640 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PLENO Processo n° 13819.000873/2002-10 Recurso no 104-133.408 Extraordinário Matéria IRPF Acórdão n° 00-00.028 Sessão de 15 de dezembro de 2008 Recorrente VOLKSWAGEN DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1997 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. MOTIVAÇÃO DE DECISÃO ADMINISTRATIVA Processo Anulado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela VOLKSWAGEN DO BRASIL LTDA. ACORDAM os Membros do Pleno da câmara superior de recursos fiscais, Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário, vencidos os Conselheiros José Clóvis Alves, Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Mario Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto (Substituto convocado), Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto convocado), Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Manoel Coelho Arruda Junior (Substituto convocado) que não conheciam do recurso; e no mérito, também por maioria de votos, ANULAR a decisão recorrida determinando o retorno dos autos A Turma da Camara Superior de origem, para enfrentar a preliminar suscitada pelo contribuinte em contra-razões, vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Anelise Daudt Prieto, Maria Helena Cotta Cardozo, Henrique Pinheiro Torres, Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mario Sérgio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto (Substituto convocado), Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto convocado), Júlio César Vieira Gomes, Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho e Antonio Praga que consideraram a preliminar enfrententada no voto condutor do acórdão recorrido. Participaram do julgamento os Conselheiros Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo Herique Magalhães de Oliveira (Substituto convocado). Ausentes justificadamente as Conselheiras Judith do Amaral Marcondes Armando, Karem Jureidini Dias, Susy Gomes Hoffmann. Particiaram do presente julgamento os Conselheiros Sandra Maria Faroni (Substituta convocada). Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo Henrique Magalhães De Oliveira (Substituto convocado). Declarou-se impedido de participar do julgamento o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. , i CSRF/T00 Fls. 641 Processo n° 13819.000873/2002-10 Acórdão n.° 00-00.028 ANTON- 0 PRA'Gi:( Presidente MAR VINICIUS NEDER DE LIMA Rel/-afOr FORMALIZADO EM Participaram do presente julgamento, os Conselheiros, Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (Vice-presidente da Camara Superior de Recursos Fiscais), Jose Clóvis Alves, Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Josefa Maria Coelho Marques, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Anelise Daudt Prieto, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini, Marcos Vinicius Neder de Lima, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Dias, Henrique Pinheiro Torres, Maria Teresa Martinez Lopez, Rosa Maria de Jesus da Silva Cosa de Castro, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Mario Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Gileno Gurjao Barreto, Maria Cristina Roza da Costa, Nanci Gama, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Antonio Bezerra Neto (Substituto Convocado), Júlio César Vieira Gomes, Leonardo Siade Manzan, Elias Sampaio Freire, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Gilson Macedo Rosenburg Filho e Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado), Sandra Maria Faroni (Substituta convocada), Valmir Sandri (Substituto convocado), Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira (Substituto convocado), Eduardo Tadeu Farah (Substituto convocado), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (Vice-presidente da CSRF) e Antonio Praga(Presidente da CSRF). Relatório Cientificada da decisão consubstanciada no Acórdão CSRF/04-00.342 a contribuinte ingressou com Recurso Extraordinário ao Pleno da Camara Superior de Recursos Fiscais com fulcro no art. 5°, § 4° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria n° 55/98. O aresto recorrido foi proferido pela Quarta Turma da Camara Superior de Recursos Fiscais que, por maioria de votos, decidiu dar provimento ao recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional para reformar a decisão da Segunda Camara deste Primeiro Conselho de Contribuintes e restabeleceu a exigência de imposto de renda na fonte sobre remessas ao exterior a titulo de indenização por quebra de contrato. A ciência da decisão da Camara Superior de Recursos Fiscais ocorreu em 31/01/2007 e a contribuinte interpôs embargos de declaração em que alega omissão da decisão no tocante ao não enfrentamento do questionamento sobre a possibilidade de admissão do recurso especial, expressamente trazida em contra-razões ao recurso especial. Sustenta a interessada que a decisão recorrida não apresentou suas razões para deferir a admissibilidade do recurso interposto corn base na existência de contrariedade a lei ou a evidência da prova. CS RE/TOO Fls. 642 Processo no 13819.000873/2002-10 Acórdão n.° 00-00.028 Cientificada do despacho decisório CSRF 147/2007 que rejeitou os embargos declaratórios interpostos, a contribuinte protocoliza o recurso extraordinário em 28 de dezembro de 17 de dezembro de 2007 (fls 593). Na peça recursal, apresenta os arestos CSRF/01-04.489, CSRF/01-04.951 e CSRF/01-05.038 como divergentes a decisão da Primeira Turma guerreada. Conforme o Despacho de fls 629, a Presidência da Camara Superior de Recursos Fiscais recebeu o recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, vez que revestido dos requisitos de admissibilidade previstos na legislação de regência da matéria. Nos termos do despacho decisório, a decisão recorrida sustenta não haver descumprimento do art. 5° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria n° 55/98, a ausência da indicação expressa da lei descumprida ou da contrariedade de provas, enquanto os paradigmas defendem o não conhecimento do recurso que não demonstra fundamentadamente os pressupostos de admissibilidade mencionados. As fls 633, apresenta a Procuradoria da Fazenda Nacional apresenta contra- razões ao recurso em que aponta a impossibilidade de conhecimento do recurso por não estar comprovado dissídio jurisprudencial. Aduz que as situações faticas dos julgados são distintas, a negativa do recurso nos paradigmas apontados deve-se a carência de provas da contrariedade a lei ou as provas pela Procuradoria, enquanto neste julgado a Quarta Turma entendeu haverem sido atendidos os requisitos para o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, alega ainda a douta Procuradoria que, As fis 400/403 do recurso especial interposto, consta como fundamento do recurso especial a incompetência da Camara para afastar a aplicação do art. 70 da Lei 9.430/96, que prevê a incidência de imposto de renda o caso de pagamento de multa ou qualquer outra vantagem "ainda que a titulo de indenização". o relatório Voto Conselheiro MARCOS VINICIUS NEDER DE LIMA, Relator Do relatado, se depreende que a questão litigiosa versa sobre o atendimento aos requisitos de admissibilidade previstos no art. 5° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria n° 55/98. Segundo o despacho decisório, a divergência centra-se na necessidade ou não da indicação expressa da prova e da lei contrariada no recurso especial pela Procuradoria conforme previsto no inciso I do art. 5° do Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais. Verifico, contudo, que não há como saber quais os motivos que levaram a Quarta Turma a considerar atendidos os requisitos regimentais para conhecimento do recurso. A decisão é omissa nesse sentido, restringindo-se a afirmar de maneira vaga que os requisitos foram atendidos pela Procuradoria e que o recorrente quer apenas a revisão do mérito do julgamento ao se insurgir contra a admissibilidade do recurso. Não há como saber, se o Colegiado entendeu que a comprovação dos requisitos nos autos foi realizada pela Procuradoria ou se não haveria necessidade de essa matéria ser expressamente tratada na decisão. Na primeira hipótese, a divergência estaria configurada, enquanto, na segunda, não. 3 CSRF/T00 Fls. 643 -11 Processo n° 13819.000873/2002-10 Acórdão n.° 00-00.028 Cumpre observar que a motivação dos atos processuais no processo administrativo fiscal é obrigatória por expressa previsão legal. A Lei IV 9.784/99, em seu artigo 50, determina que os atos administrativos devam ser motivados de modo explicito, claro e congruente, e com a indicação dos fatos e fundamentos jurídicos que o embasaram (art. 50). necessário que o julgador, ao decidir sobre a controvérsia, justifique por que acolheu ou não a posição do autuado ou interessado. Deste modo, não há margem para a discricionariedade quando se trata de ato vinculado para o qual a lei. Destarte, a omissão das razões de convencimento, o descompasso lógico entre as conclusões e as premissas (carência de motivação intrínseca) e a omissão de fato decisivo para o juizo (carência de motivação extrínseca), caracterizam falta ou vicio de motivação, ambos passíveis de invalidação. Resta examinar se, nesta instância especial de julgamento, é possível o julgador declarar tal nulidade. Afinal, no recurso extraordinário de divergência, apenas é devolvida ao Pleno da Camara Superior de Recursos Fiscais a matéria divergente entre Turmas da CSRF. Configurado nos autos o cerceamento ao direito de defesa, evidencia-se a impossibilidade de o recorrente fundamentar devidamente sua divergência. Ressalte-se, por relevante, que a matéria foi objeto de questionamento nas contra-razões e nos embargos de declaração em que a contribuinte pediu que a omissão na decisão fosse sanada. Os embargos foram rejeitados e, em conseqüência, não foi ofertada a possibilidade de a matéria ser devidamente tratada na decisão recorrida. Vê-se, portanto, que se trata de matéria de ordem pública relativa à desobediência a pressupostos processuais que asseguram a regularidade do processo, cuja tutela visa proteger a segurança das relações processuais. Segundo Teresa Alvim, o poder dado pela lei ao juiz (art. 267, § 3 0, CPC) para, na instância recursal, examinar, de oficio, as questões de ordem pública não arguidas pelas partes não se insere no conceito de efeito devolutivo em sentido estrito, mas pelo efeito translativo inerente aos recursos (ver Nulidades no Processo e da Sentença, Sao Paulo: RT, 4' ed., p. 187). A mera interposição tempestiva do recurso possibilita o conhecimento dessas matérias pelo julgador. Assim, ao examinar o recurso, a autoridade julgadora pode decretar, de oficio, as nulidades relativas às matérias de ordem pública. Pelo exposto, voto no sentido de anular a decisão recorrida para que outra seja proferida. Sala das Sessões, et 5 de dezembro de 2008. MARCS ICIUS NEDER DE LIMA 4
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000459/2005-17
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/07/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004
BASE DE CÁLCULO. REGIME NÃO CUMULATIVO. RECEITAS. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI.
As receitas decorrentes de ressarcimento do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) integram a base de cálculo da Cofins com incidência não cumulativa.
RECEITAS FINANCEIRAS. ALÍQUOTA ZERO. DECRETO Nº 5.164/2004. NÃO-CUMULTIVIDADE.
No regime da não-cumulatividade, a partir de 02/08/2004, a alíquota da Cofins, sobre as receitas financeiras, foi reduzida a 0 (zero), por força do Decreto nº 5.164/2004.
MULTA DE OFÍCIO (75%). DIFERENÇAS APURADAS.
De acordo com o art. 44, da Lei 9.430, de 1996, é devida a multa de ofício de 75%, sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata.
Recurso Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3301-001.641
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a)s Conselheiro(a)s Antônio Lisboa Cardoso (relator), Andréa Medrado Darzé e Maria Teresa Martínez López, que proviam o recurso em maior extensão. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro José Adão Vitorino de Morais.
[assinado digitalmente]
Rodrigo da Costa Pôssas
Presidente
[assinado digitalmente]
Antônio Lisboa Cardoso
Relator
[assinado digitalmente]
José Adão Vitorino de Morais
Redator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andréa Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2000 a 31/07/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 BASE DE CÁLCULO. REGIME NÃO CUMULATIVO. RECEITAS. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. As receitas decorrentes de ressarcimento do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) integram a base de cálculo da Cofins com incidência não cumulativa. RECEITAS FINANCEIRAS. ALÍQUOTA ZERO. DECRETO Nº 5.164/2004. NÃO-CUMULTIVIDADE. No regime da não-cumulatividade, a partir de 02/08/2004, a alíquota da Cofins, sobre as receitas financeiras, foi reduzida a 0 (zero), por força do Decreto nº 5.164/2004. MULTA DE OFÍCIO (75%). DIFERENÇAS APURADAS. De acordo com o art. 44, da Lei 9.430, de 1996, é devida a multa de ofício de 75%, sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Recurso Parcialmente Provido.
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13502.000459/2005-17
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5203944
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3301-001.641
nome_arquivo_s : Decisao_13502000459200517.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANTONIO LISBOA CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 13502000459200517_5203944.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a)s Conselheiro(a)s Antônio Lisboa Cardoso (relator), Andréa Medrado Darzé e Maria Teresa Martínez López, que proviam o recurso em maior extensão. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro José Adão Vitorino de Morais. [assinado digitalmente] Rodrigo da Costa Pôssas Presidente [assinado digitalmente] Antônio Lisboa Cardoso Relator [assinado digitalmente] José Adão Vitorino de Morais Redator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andréa Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4555091
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932205322240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2162; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 760 1 759 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13502.000459/200517 Recurso nº 01 Voluntário Acórdão nº 3301001.641 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de outubro de 2012 Matéria COFINS Recorrente ELEKEIROZ S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2000 a 31/07/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 BASE DE CÁLCULO. REGIME NÃO CUMULATIVO. RECEITAS. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. As receitas decorrentes de ressarcimento do crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) integram a base de cálculo da Cofins com incidência não cumulativa. RECEITAS FINANCEIRAS. ALÍQUOTA ZERO. DECRETO Nº 5.164/2004. NÃOCUMULTIVIDADE. No regime da nãocumulatividade, a partir de 02/08/2004, a alíquota da Cofins, sobre as receitas financeiras, foi reduzida a 0 (zero), por força do Decreto nº 5.164/2004. MULTA DE OFÍCIO (75%). DIFERENÇAS APURADAS. De acordo com o art. 44, da Lei 9.430, de 1996, é devida a multa de ofício de 75%, “sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata”. Recurso Parcialmente Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por voto de qualidade, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencido(a)s o(a)s Conselheiro(a)s Antônio Lisboa Cardoso (relator), Andréa Medrado Darzé e Maria Teresa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 00 04 59 /2 00 5- 17 Fl. 777DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 2 Martínez López, que proviam o recurso em maior extensão. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro José Adão Vitorino de Morais. [assinado digitalmente] Rodrigo da Costa Pôssas Presidente [assinado digitalmente] Antônio Lisboa Cardoso Relator [assinado digitalmente] José Adão Vitorino de Morais Redator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Moraes, Antônio Lisboa Cardoso (relator), Paulo Guilherme Déroulède, Andréa Medrado Darzé, Maria Teresa Martínez López e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente). Relatório Cuidase de recurso em face de acórdão da DRJ/SALVADOR(BA), que julgou parcialmente procedente o auto de infração de Cofins, relativo à diferenças apuradas entre os valores escriturados pela empresa e os valores declarados ou pagos nos períodos de 01/01/2000 a 31/07/2004, de acordo com os demonstrativos de fls. 92/108, cientificado à empresa em 22/06/2005 (fl. 84), conforme sintetiza a ementa a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2000 a 31/07/2004, 01/09/2004 a 30/09/2004 BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. A Cofins incide sobre a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. As exclusões permitidas da base de cálculo são apenas as listadas de forma taxativa na legislação de regência. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. O crédito presumido de IPI deverá ser computado na base de cálculo da Cofins no mês em que a receita a ele correspondente for auferida, ou seja, no próprio mês em que a empresa passa a fazer jus ao crédito, que se dá com a efetivação da exportação ou venda, com fim específico de exportação, para empresa comercial exportadora. Fl. 778DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS Processo nº 13502.000459/200517 Acórdão n.º 3301001.641 S3C3T1 Fl. 761 3 VARIAÇÃO CAMBIAL. As variações cambiais ativas de direitos e obrigações em moeda estrangeira compõem a base de cálculo da Cofins, e, se tributadas pelo regime de competência, devem ser reconhecidas a cada mês, independentemente da efetiva liquidação das operações correspondentes. DESCONTOS INCONDICIONAIS. Descontos incondicionais são parcelas redutoras do preço de venda, quando constarem da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de serviços e não dependerem de evento posterior à emissão desses documentos. Descontos incondicionais são exclusões permitidas da base de cálculo da Cofins. IMPUGNAÇÃO. PROVAS. A impugnação deve mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta e os pontos de discordância, e apresentar as razões e provas que possuir. MULTA DE OFÍCIO. Tratandose de lançamento de ofício, decorrente de infração a dispositivo legal detectado pela administração em exercício regular da ação fiscalizadora, é legítima a cobrança da multa punitiva correspondente. Lançamento Procedente em Parte Cientificada em 11/11/2008 (AR – fl. 718), interpôs em 11/12/2008, o recurso voluntário de fls. 719 e seguintes, onde, em síntese, argumenta ser fabricante de produtos químicos, e por ser uma empresa legalista, sempre cumpriu com suas obrigações inclusive de ordem tributária, aduzindo que o auto de infração de Cofins foi constituído em face de divergências apontadas pela Fiscalização sobre as seguintes rubricas: a) A base de cálculo da contribuição prevista na Lei n° 9.718, de 1998, ampliou o conceito de faturamento, abrangendo todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica; Mas essa pretensão é ilegal, uma vez que apenas as receitas operacionais que trazem lucro efetivo podem ser objeto de tributação, pois o art. 3º da Lei n° 9.718, de 1998, deve ser interpretado considerandose a restrição contida no art. 110 do Código Tributário Nacional; Nesse sentido já se manifestou o STJ em recentes julgamentos; b) Assim, diversas rubricas contábeis consideradas pelo autuante para apurar a base de cálculo da contribuição, por não decorrerem da atividade produtiva da empresa, não poderiam ter sido utilizadas; c) O crédito presumido de IPI é tão somente um regresso de um ônus suportado pelo contribuinte nas cadeias produtivas anteriores, não podendo servir de base de cálculo da contribuição; Há ainda a considerar que de fevereiro a maio de 2004 a autoridade fiscalizadora incorreu em erro ao considerar como nova receita a efetiva compensação do crédito presumido do IPI acumulado em meses anteriores; Fl. 779DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 4 d) A recorrente contribuiu para a aquisição de um imóvel para a instalação do Sindicato das Indústrias — Simpec, ao qual é associada; Considerando que o valor do imóvel adquirido foi menor que o previsto, o saldo sobejante foi rateado entre os associados, sendo o valor de R$ 20.357,14, devolvido à recorrente; Este valor não se configura, em nenhuma hipótese, em receita financeira, tratandose de mera restituição; c) Valores recebidos a título de restituição de despesas decorrentes da fusão administrativa realizada entre a recorrente e a empresa Polianden são receitas nãooperacionais, não integrando a base de cálculo da contribuição; d) Receitas decorrentes de variações cambiais somente deveriam ser incluídas na base de cálculo se representassem receita efetiva ao final da operação; No curso da operação a taxa cambial tem variações para mais ou para menos, não podendo a recorrente ser tributada por lucro fictício; e) Considerar como base de cálculo os descontos obtidos pela recorrente na aquisição de matériasprimas é flagrantemente ilegal, pois, ao contrário do que alega a autoridade fiscal, os descontos se operam em caráter incondicional; f) É ilegal a multa de 75% lançada nos termos do art. 44, I, da Lei n° 9.430, de 1996, visto que em momento algum a recorrente omitiu as receitas objeto do auto de infração; g) Requer que sejam realizadas perícias técnicas. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e encontrase revestido das demais condições legalmente estabelecidas, devendo o mesmo ser conhecido. Conforme relatado, empresa, deixou de incluir na base de cálculo do PIS e Cofins, as rubricas relacionadas no Termo de Verificação Fiscal de fls. 89/91, a seguir discriminados. Para o ano de 2000, apurouse que a empresa não ofereceu à tributação as receitas escrituradas nas seguintes contas: a) conta 344101 — Juros sobre empréstimos e financiamentos no pais Esta conta está classificada no grupo de despesas financeiras, porém, a empresa lançou créditos de valores referente a equalização de vendor e provisão de juros, tendo como contrapartida contas de ativo, o que demonstra uma aquisição de direitos. Em relação à equalização de vendor, a empresa foi intimada e esclareceu que a conta se refere a uma operação financeira entre ela e o banco, na qual a empresa apura ganho ou perda; Fl. 780DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS Processo nº 13502.000459/200517 Acórdão n.º 3301001.641 S3C3T1 Fl. 762 5 b) conta 3471 Outras receitas operacionais nesta conta consta lançamentos de valores a titulo de rateio de despesas, juros, indenizações, crédito presumido do IPI, descontos e comissões. O lançamento de rateio de despesas é feito tendo como contrapartida um débito no ativo, gerando um direito contra uma outra empresa; c) conta 3479 — Recuperação de despesas/custos — Os lançamentos de rateio de despesas, antes feitos na conta 3471, passaram, a partir de abril, a ser feitos nesta conta. Também outros lançamento de recuperação de despesas e recuperação de depósitos judiciais. Nos anos de 2001 e 2002, apurouse que o contribuinte não ofereceu à tributação as receitas escrituradas nas contas descritas no item anterior, além de parte das receitas lançadas nas contas n° 361101, 362101, 362102, 362104, 362202 e 362203, que se referem, no caso da primeira, à correção monetária passiva sobre empréstimos e financiamentos, e, no caso das demais, às variações monetárias ativas e passivas sobre empréstimos e financiamentos, fornecedores e exportações; Em relação ao ano de 2003,verificouse que o fiscalizado não ofereceu à tributação as receitas escrituradas nas seguintes contas: a) conta n° 1130400020008 — crédito presumido do IPI — a conta se refere ao lançamento dos valores de crédito presumido do IPI apurados pela empresa; b) conta n° 1150400022000 desconto propeno/ortoxileno este desconto, segundo informação da empresa, é decorrente de acordo comercial com a Braskem S/A, no qual a mesma concede um desconto na compra de matériasprimas. Este desconto é baseado no volume consumido na compra e o total de mercadorias produzidas pela fiscalizada que se destinam ao exterior, sendo lançado pela empresa no próprio mês da exportação e concedido nas notas fiscais do mês seguinte da Braskem S/A. Como o desconto é condicionado a um evento prévio, ou seja, a ocorrência da exportação, além do volume exportado, tal desconto deve ser considerado como receita tributável; c) contas n° 5140550000050, 5140550000070 e 5140550000100, Variações cambias sobre financiamento e importações — Tais contas, apesar de classificadas no grupo de despesas, registram ganhos decorrentes de variação cambial; No período de janeiro a setembro de 2004 a empresa não reconheceu as receitas escrituradas nas contas n° 113040002008 e 115040002200, detalhadas no item anterior. Em relação ao PIS de janeiro a setembro de 2004 (não é objeto do presente processo), além do não oferecimento à tributação das receitas detalhadas acima, a empresa efetuou a retificação do valor declarado de PIS referente a agosto de 2003. Tal retificação foi feita em 23/05/2005, ND 0000.100.2005.22083819, dentro, portanto, do período de fiscalização, o que a torna sem efeito. A fiscalização considerou o valor declarado na DCTF de Fl. 781DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 6 ND 0000.100.2004.61775681, entregue em 16/02/2004, vigente à época do início de fiscalização, conforme dispõe o artigo 7º, §1° do decreto n° 70.235/72. Assim sendo, basicamente o auto de infração se refere à divergências de apuração sobre as parcelas de receitas que a empresa deixou de oferecer à tributação, por considerálas não integrantes da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins, parte no período da cumulatividade, com base na Lei nº 9.718/98, e a partir de 1º de fevereiro de 2004, até 30 de setembro de 2004, de acordo com a sistemática da nãocumulatividade, regulada pela Lei nº 10.833, de 29/12/2003, resultante da conversão da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003. Relativamente às exigências sob a regra da cumulatividade, com base na Lei nº 9.718, de 1998, compreendendo os períodos de apuração de 01/01/2000 até 31/01/2004, não deve compor a base de cálculo da Cofins, as receitas financeiras, ou seja, juros sobre empréstimos e financiamentos e variações cambais, tendo em vista que em julgamento realizado em 09/11/2005, o Pleno do STF nos RE n°s 357.950 e 358.273, o § 1º do art. 3º, da Lei nº 9.718/98 (acórdão publicado em 15/08/2006 e o trânsito em julgado em 05/09/2006), julgou improcedente o alargamento da base de cálculo do PIS e Cofins, nos seguintes termos: Decisão: Após os votos dos Senhores Ministros Marco Aurélio (Relator), Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence, conhecendo do recurso e provendoo, em parte, e dos votos dos Senhores Ministros Cezar Peluzo e Celso de Mello, provendoo, integralmente, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Eros Grau. Falaram, pela recorrente, o Dr. André Martins de Andrade e, pela recorrida, o Dr. Fabrício da Soller, Procurador da Fazenda Nacional. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Nelson Jobim (Presidente). Presidência da Senhora Ministra Ellen Gracie (VicePresidente). Plenário, 18.05.2005. Decisão: Renovado o pedido de vista do Senhor Ministro Eros Grau, justificadamente, nos termos do § 1º do artigo 1º da Resolução nº 278, de 15 de dezembro de 2003. Presidência do Senhor Ministro Nelson Jobim. Plenário, 15.06.2005. Decisão:O Tribunal, por unanimidade, conheceu do recurso extraordinário e, por maioria, deulhe provimento, em parte, para declarar a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, vencidos, parcialmente, os Senhores Ministros Cezar Peluso e Celso de Mello, que declaravam também a inconstitucionalidade do artigo 8º e, ainda, os Senhores Ministros Eros Grau, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes e o Presidente (Ministro Nelson Jobim), que negavam provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Plenário, 09.11.2005. (grifei) CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE – ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 – EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO – INSTITUTOS – EXPRESSÕES E VOCÁBULOS – SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou Fl. 782DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS Processo nº 13502.000459/200517 Acórdão n.º 3301001.641 S3C3T1 Fl. 763 7 implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. (grifei) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – PIS – RECEITA BRUTA – NOÇÃO – INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. (grifei) Assim sendo, tendo em vista o STF já haver se pronunciado definitivamente através de seu Pleno acerca da inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, com fulcro no art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF nº 256/09, há que se reconhecer o direito de a contribuinte ter excluído do presente lançamento a exigência decorrente de receitas estranhas ao faturamento (“outras receitas”), no período compreendido entre 01/01/2000 a 31/01/2004. Ainda em relação às receitas financeiras, sob o regime da nãocumultividade, com base na Lei nº 10.833, de 329/12/2003, decorrente da conversão da MP nº 135, de 30/10/2003, deve ser mantida a exigência para o período compreendido entre 01/02/2004 até 01/08/2004, visto que a partir de 02.08.2004, por força do Decreto 5.164/2004, ficaram reduzidas a zero as alíquotas do PIS e COFINS incidentes sobre as receitas financeiras auferidas pelas pessoas jurídicas sujeitas ao regime de incidência nãocumulativo das referidas contribuições. Em relação ao crédito presumido de IPI, os mesmos não devem compor a base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS, no regime cumulativo, por se tratar de alargamento da base de cálculo, vedado pelo STF, e também nãocumulativo, por não se tratar de receita ou faturamento. Nesse sentido, analisando recente jurisprudência do Colendo Superior Tribunal de Justiça, denotase que o mesmo admite a possibilidade de ingressos que não são nem receita e nem faturamento, são aquelas que a empresa recebe com fim específico, como é o caso do crédito presumido do IPI, concedido pelo Poder Público para uma finalidade de interesse público, que, se tributada, retirarialhe a capacidade de alcançar os objetivos almejados pelo ente público. Nesse sentido, peço vênia para transcrever algumas importantes ementas do STJ, in verbis: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO INEXISTENTE. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. VIOLAÇÃO DO ART. 557 DO CPC. NULIDADE. AUSÊNCIA. NATUREZA ESSENCIALMENTE INFRINGENTE. DESCABIMENTO. OFENSA AO ART. 97 DA CF/88 E À SÚMULA VINCULANTE N.º 10 AFASTADA. Fl. 783DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 8 1. Se as duas Turmas de Direito Público têm precedentes desfavoráveis à tese da embargante, dúvida não há de que o recurso especial preenche os requisitos do art. 557, § 1º, do CPC, para ser julgado monocraticamente. 2. Ademais, eventual ofensa ao art. 557 do CPC, fica prejudicada pelo julgamento colegiado do agravo regimental interposto contra a decisão singular do Relator. Precedentes. 3. São impróprios embargos de declaração que revelam feição nitidamente infringente, ou seja, quando pretende o embargante rediscutir as conclusões de mérito adotadas pelo aresto impugnado. 4. No caso, não há violação à regra do art. 97 da CF/88 nem à Súmula Vinculante n.º 10/STF, porque o aresto embargado não declarou a inconstitucionalidade dos dispositivos das Leis 10.637/02 e 10.833/03 que cuidam da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, mas apenas concluiu que o crédito presumido de ICMS, concedido como incentivo à exportação, não configura receita ou faturamento, razão pela qual está fora do alcance das duas contribuições. 5. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg no REsp 1171492/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/08/2012, DJe 21/08/2012) (grifado). No mesmo sentido: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS DE ICMS PARA TERCEIROS. NÃO INCIDÊNCIA DE PIS E COFINS. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A transferência de crédito de ICMS para terceiros não dá ensejo à incidência de PIS e COFINS, por não configurar receita, mas sim tributo. Precedentes: Ag 1.352.512, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, Segunda Turma, DJe 10/11/10, REsp 1.205.072/RS, Rel. Min. CASTRO MEIRA, Segunda Turma, DJe 14/2/12. 2. Agravo regimental não provido. (Processo AgRg no REsp 1318196 / RSAGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL2012/00708038 Relator(a) Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA (1128) Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data do julgamento 16/08/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 24/08/2012) TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS E DA COFINS SOBRE OS CRÉDITOS PRESUMIDOS DE ICMS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 83 DO STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS LEGAIS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULA N. 211 DO STJ. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. Fl. 784DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS Processo nº 13502.000459/200517 Acórdão n.º 3301001.641 S3C3T1 Fl. 764 9 1. Tratase de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional contra acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região, que externou o entendimento de que "os créditos presumidos de ICMS concedidos pelo Estado constituem retificadores de custos, não configurando, de forma alguma, receita passível de incidência de PIS e da COFINS" (fl. 1.660). 2. O Tribunal de origem não decidiu a questão mediante análise dos dispositivos tidos por violados (art. 1º, § 3º, da Lei n. 10.637/2002 e do art. 1º, § 3º, da Lei n. 10.833/2003, que tratam da base de cálculo das referidas contribuições), mas ponderando a respeito da natureza jurídica do crédito presumido de ICMS. Nesse contexto, forçoso reconhecer que não houve o prequestionamento desses dispositivos, o que atrai a incidência da Súmula n. 211 do STJ. 3. Se não o bastante, a pretensão também encontra óbice no entendimento da Súmula n. 83 do STJ, porquanto o Superior Tribunal de Justiça tem entendido que "o crédito presumido de ICMS configura incentivo à exportação voltado à redução de custos, com vistas a proporcionar maior competitividade no mercado para as empresas de um determinado Estadomembro, não assumindo natureza de receita ou faturamento, razão por que não compõe a base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS" (AgRg no REsp 1159562/RS, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 16/03/2012). No mesmo sentido: AgRg no REsp 1165316/SC, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 14/11/2011; AgRg no REsp 1229134/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 03/05/2011; REsp 1025833/RS, Rel. Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, DJe 17/11/2008. 4. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1282211/PR, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 12/06/2012, DJe 19/06/2012) (grifado). Ainda: RECURSO ESPECIAL. AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS. NÃO INCLUSÃO. NATUREZA JURÍDICA QUE NÃO SE CONFUNDE COM RECEITA OU FATURAMENTO. PRECEDENTES. 1. O crédito presumido de ICMS configura incentivo à exportação voltado à redução de custos, com vistas a proporcionar maior competitividade no mercado para as empresas de um determinado Estadomembro, não assumindo natureza de receita ou faturamento, razão por que não compõe a base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. Precedentes de ambas as Turmas de Direito Público. Fl. 785DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 10 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1159562/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/03/2012, DJe 16/03/2012) (grifado). Mais: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO RELATIVA À INCLUSÃO DO CRÉDITO PRESUMIDO DE ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA PRIMEIRA SEÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça vem decidindo que o crédito presumido do ICMS configura incentivo voltado à redução de custos, com vistas a proporcionar maior competitividade no mercado para as empresas de um determinado Estadomembro, e, portanto, não assume a natureza de receita ou faturamento, pelo que está fora da base de cálculo do PIS e da COFINS. Precedentes: 1a. Turma, AgRg no REsp. 1.229.134/SC, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 03.05.2011; 2a. Turma, REsp. 1.025.833/RS, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJe 17.11.2008. 2. Por outro lado, mostrase despropositada a argumentação relacionada à observância da cláusula de reserva de plenário (art. 97 da CRFB) e do enunciado 10 da Súmula vinculante do STF, pois, na decisão recorrida, não houve declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos legais suscitados, tampouco o seu afastamento. 3. Agravo Regimental desprovido. (AgRg no REsp 1165316/SC, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 25/10/2011, DJe 14/11/2011) (grifado). TRIBUTÁRIO. CRÉDITO PRESUMIDO. ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. IMPOSSIBILIDADE. BENEFÍCIO FISCAL. RESSARCIMENTO DE CUSTOS. 1. A controvérsia dos autos diz respeito à inexigibilidade do PIS e da COFINS sobre o crédito presumido do ICMS decorrente do Decreto n.2.810/01. 2. O crédito presumido do ICMS consubstanciase em parcelas relativas à redução de custos, e não à obtenção de receita nova oriunda do exercício da atividade empresarial como, verbi gratia, venda de mercadorias ou de serviços. 3. "Não se tratando de receita, não há que se falar em incidência dos aludidos créditospresumidos do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS." (REsp 1.025.833/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, julgado em 6.11.2008, DJe 17.11.2008.) Agravo regimental improvido. Fl. 786DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS Processo nº 13502.000459/200517 Acórdão n.º 3301001.641 S3C3T1 Fl. 765 11 (AgRg no REsp 1229134/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 03/05/2011) Portanto, o crédito presumido de IPI não deve compor a base de cálculo das Contribuições PIS/Pasep e da Cofins, por não se tratar de receita ou faturamento. Outras Exclusões Apesar da Recorrente alegar que diversos valores que, no seu entender, configurariam exclusões da base de cálculo da contribuição, como devoluções de vendas, indenizações de seguros, reembolsos de passagens aéreas, cancelamentos de frete, estornos, todavia, tanto na peça impugnatória quanto no recurso a contribuinte se limita a relacionar esses valores, não informando maiores detalhes que pudessem ajudar a encontrar, em sua contabilidade, os valores mencionados, devendo ser mantida a exigência. Por fim, cumpre registrar que a decisão recorrida julgou parcialmente procedente a impugnação, excluindo do auto de infração parcela relativa ao crédito presumido de IPI, dos períodos de apuração de março, abril e maio de 2004, em razão de divergências apuradas, mantendose o restante do crédito tributário exigido. Igualmente exonerou a empresa em relação aos descontos incondicionais concedidos, pois o desconto era baseado no volume consumido na compra e no total de mercadorias destinadas ao exterior (ver ponto 9.2 do Termo de Verificação Fiscal, fl. 90). Todavia, notese que o próprio autuante reconhece que o desconto está condicionado a um evento prévio, e não um evento posterior. Assim, considerando que no presente caso os descontos se operavam na nota fiscal, e não estavam condicionados a um evento posterior, concluiu a decisão recorrida que se tratam de descontos incondicionais, não integrando a base de cálculo da Cofins, excluindo da base de cálculo apurada pelo autuante os valores referentes a esses descontos (conta 1150.4000.22000), exonerando os valores lançados de Cofins, conforme tabela ao final do voto condutor do acórdão recorrido. A decisão recorrida não está sujeita ao recurso de ofício, em razão do valor exonerado ser inferior ao limite de alçada. Multa de Ofício A decisão recorrida manteve a multa de ofício de 75%, sobre as diferenças apuradas, por entender que restando comprovada a falta de recolhimento da contribuição, e estando a situação fática apresentada perfeitamente tipificada e enquadrada no art. 44 da Lei n°9.430, de 1996, que a insere no campo das infrações tributárias, outro não poderia ser o procedimento da Fiscalização, senão o de aplicar a penalidade a ela correspondente, definida e especificada na lei. A Recorrente alega que a multa em referência somente é exigida na hipótese do contribuinte deixar de entregar as declarações obrigatórias, ou as omite de forma a dificultar a apuração do crédito fiscal, o que não se verifica no presente caso. Todavia, de acordo com o art. 44, da Lei 9.430, de 1996, a penalidade é devida “sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de Fl. 787DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 12 pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata”, não havendo reparos a fazer sobre esse ponto, devendo ser mantida a penalidade aplicada sobre as diferenças mantidas. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, a fim de excluir do lançamento as receitas financeiras exigidas sobre a sistemática da cumulatividade (01/01/2000 a 31/01/2004) e, no regime da nãocumulatividade, a partir de agosto de 2004, inclusive, em razão do Decreto nº 5.164/2004, têlas reduzido à alíquota zero, bem como quanto ao crédito presumido (na sistemática da cumulatividade e da não cumulatividade), que não deve figurar como base de cálculo das contribuições PIS e COFINS, sendo mantidas as demais exigências. Sala das Sessões, em 24 de outubro de 2012 Antônio Lisboa Cardoso Fl. 788DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS Processo nº 13502.000459/200517 Acórdão n.º 3301001.641 S3C3T1 Fl. 766 13 Voto Vencedor Conselheiro José Adão Vitorino de Morais, RelatorDesignado Discordo do Ilustre Relator quanto ao direito de a recorrente excluir da base de cálculo da Cofins com incidência não cumulativa as receitas decorrentes do crédito presumido do IPI. A Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que instituiu o regime com incidência nãocumulativa para esta contribuição, assim dispõe: “Art. 1º A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2º A base de cálculo da contribuição é o valor do faturamento, conforme definido no caput. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: I isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); II nãooperacionais, decorrentes da venda de ativo permanente; III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; V referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido computados como receita. VI decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS de Fl. 789DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS 14 créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1º do art. 25 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeito).” Do exame desse dispositivo, concluise que a opção do legislador foi a generalização do alcance da incidência da Cofins não cumulativa, excluindo de sua base de cálculo apenas as receitas e ingressos expressamente elencados no parágrafo 3º acima transcrito. As receitas e/ ou os ingressos decorrentes do ressarcimento do crédito presumido do IPI não foram contempladas. O fato de o crédito presumido de IPI ter natureza jurídica de beneficio fiscal e poder ser lançado na escrita fiscal contra o próprio IPI e, ainda, não transitar por conta de resultado não significa nem prova que não houve ingresso no patrimônio da pessoa jurídica. Independentemente da forma de escrituração, o ressarcimento do IPI implica ingresso em dinheiro no caixa da pessoa jurídica e/ ou extinção de obrigação tributária, mediante compensação, aumentando o seu patrimônio. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário, em relação à incidência da Cofins com incidência cumulativa sobre as receitas decorrentes de ressarcimento do crédito presumido do IPI, para manter sua exigência somente sobre os fatos geradores ocorridos a partir dos períodos de competência de fevereiro de 2004, inclusive, em diante. (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Fl. 790DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 25/03/20 13 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/11/2012 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assi nado digitalmente em 30/11/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
score : 1.0
Numero do processo: 11618.005233/2007-41
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1994 a 27/06/2000
DECADÊNCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE FRAUDE, DOLO OU SIMULAÇÃO. NORMA APLICÁVEL.
Quando o Fisco alega a ocorrência de fraude, dolo ou simulação para justificar a inexistência do transcurso do prazo decadencial, é necessário que o relatório fiscal demonstre que efetivamente o ato fraudulento ocorreu.
CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO DECADENCIAL.
A teor da Súmula Vinculante n.º 08, o prazo para constituição de crédito relativo às contribuições para a Seguridade Social segue a sistemática do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2401-002.746
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1994 a 27/06/2000 DECADÊNCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE FRAUDE, DOLO OU SIMULAÇÃO. NORMA APLICÁVEL. Quando o Fisco alega a ocorrência de fraude, dolo ou simulação para justificar a inexistência do transcurso do prazo decadencial, é necessário que o relatório fiscal demonstre que efetivamente o ato fraudulento ocorreu. CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO DECADENCIAL. A teor da Súmula Vinculante n.º 08, o prazo para constituição de crédito relativo às contribuições para a Seguridade Social segue a sistemática do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11618.005233/2007-41
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5177626
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 17 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2401-002.746
nome_arquivo_s : Decisao_11618005233200741.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 11618005233200741_5177626.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento. Elias Sampaio Freire - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4418621
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:44:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932211613696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1543; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 126 1 125 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11618.005233/200741 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401002.746 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de novembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS CONSTRUÇÃO CIVIL PESSOA FÍSICA Recorrente MAX BATISTA MONTEIRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1994 a 27/06/2000 DECADÊNCIA. FALTA DE COMPROVAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE FRAUDE, DOLO OU SIMULAÇÃO. NORMA APLICÁVEL. Quando o Fisco alega a ocorrência de fraude, dolo ou simulação para justificar a inexistência do transcurso do prazo decadencial, é necessário que o relatório fiscal demonstre que efetivamente o ato fraudulento ocorreu. CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO DECADENCIAL. A teor da Súmula Vinculante n.º 08, o prazo para constituição de crédito relativo às contribuições para a Seguridade Social segue a sistemática do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 8. 00 52 33 /2 00 7- 41 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 30/11 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declarar a decadência do lançamento. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 30/11 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11618.005233/200741 Acórdão n.º 2401002.746 S2C4T1 Fl. 127 3 Relatório Tratase da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD n.º 37.026.1623, lavrada contra o sujeito passivo acima para exigência das contribuições dos segurados empregados e das contribuições patronais para a Seguridade Social e para outras entidades e fundos (terceiros). Segundo o Fisco os fatos geradores contemplados no lançamento foram as remunerações pagas a segurados empregados para execução da obra de construção civil com Cadastro Específico no INSS CEI n.º 13076.31636/65. Ressaltase que essa obra já havia sido objeto de ação fiscal anterior, que resultou na Informação Fiscal de Débito (IFD) n° 35.609.8974, em razão de restrição prevista na Instrução Normativa n° 03/2005 de lavratura de NFLD abaixo de R$ 1.000,00 (um mil reais) para pessoas físicas. O Fisco informa que contribuinte alegou que, na época da emissão do ARO, recolheu o valor calculado e comprovou com cópia de Guia da Previdência Social (GPS). Entretanto a GPS não consta nos sistemas do INSS e o contribuinte não apresentou a original. De acordo com o Aviso para Regularização de Obra – ARO, fl. 23, a referida edificação teve início em 01/10/1994 e término em 27/06/2000. O sujeito passivo ofertou defesa na qual, após breve síntese dos fatos, alegou que, tendo a obra sido executada nos exercícios de 1994 e 1995, estão as contribuições lançadas decadentes. No mérito, afirma que no dia 27/06/2000, após preencher a Declaração de Informações Sobre Obra – DISO, recebeu Aviso para Regularização de Obra – ARO, com a informação “Cálculo Teste”, no qual constava uma área total de 302,55 m², da qual já havia sido regularizada a área de 280,96 m², pelo cômputo dos recolhimentos efetuados durante a execução da obra. Assevera que, estranhamente, na mesma data foi emitido novo ARO com os dados da obra, porém sem constar a área regularizada e os recolhimentos efetuados. Induzido por servidor do INSS, afirma, recolheu o novo valor exigido, no montante de R$ 2.795,66 (dois mil, setecentos e noventa e cinco reais e sessenta e seis centavos). Afirma que atualmente no sistema do INSS só consta o ARO emitido na condição de “Teste”, inexistindo aquele que gerou a guia, cujo pagamento foi realizado. Esse recolhimento, malgrado apresentado em cópia autenticada em cartório, não foi aceito pelo INSS, sob a justificativa de que não constaria nos sistemas do INSS. Suscita que, tendo apresentado o recolhimento, cabe ao INSS solicitar ao banco arrecadador a confirmação do pagamento da guia exibida. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 30/11 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Foram acostados à defesa tela do relatório de recolhimentos ao INSS (com registros para as competências 01 a 05/1995); DISO; ARO “Cálculo Teste” e ARO “Identificado”; cópia da GPS não aceita pelo INSS; cópia de Mandados de Procedimento Fiscal e Termos de Início e Encerramento de Ação Fiscal; Intimações; Requerimento ao Banco do Brasil para confirmação do recolhimento; etc. A Sétima Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ em Recife julgou improcedente a impugnação, mantendo integralmente o lançamento. Entendeu a DRJ que, havendo indício de apresentação de guia de recolhimento falsa, não haveria o que falar em decadência, posto que, diante da ocorrência de fraude, não há fluência do prazo decadencial. Por outro lado, asseverou o Relator do voto condutor do acórdão recorrido que não sendo localizada a guia no sistema da Receita Federal, caberia ao contribuinte comprovar a efetivo pagamento, mediante a juntada da guia original. Inconformado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, no qual alegou que a decisão da DRJ foi parcial e tendenciosa, deixando de fundamentar suas conclusões. Repete a argumentação de transcurso do prazo de decadência. Assevera que a guia apresentada por cópia autenticada em cartório deve ser aceita, não podendo ser inquinada de nulidade, antes que seja feita exaustiva pesquisa do fato pela RFB em parceria com o banco arrecadador. Pediu que o cancelamento do AI. É o relatório. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 30/11 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11618.005233/200741 Acórdão n.º 2401002.746 S2C4T1 Fl. 128 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. A decadência Não concordamos com a DRJ acerca de seu entendimento pela existência de fraude e a consequência desta na contagem do prazo decadencial. É que sequer ficou demonstrado no processo a ocorrência de apresentação de guia de recolhimento fraudulenta. Não há documentos que atestem que o agente arrecadador foi acionado pelo RFB para se pronunciar acerca do fato. Não há, então, como se afastar a decadência com base em indício de que tenha havido adulteração na guia de recolhimento. Por esse motivo, a fraude não deve ser tomada como condicionante para definição do prazo decadencial. É cediço que, com a declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n.º 8.212/1991 pela Súmula Vinculante n.º 08, editada pelo Supremo Tribunal Federal em 12/06/2008, o prazo decadencial para as contribuições previdenciárias passou a ser aquele fixado no CTN. Quanto à norma a ser aplicada para fixação do marco inicial para a contagem do quinquídio decadencial, o CTN apresenta três normas que merecem transcrição: Art. 150 (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. ................................................................................................ Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 130DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 30/11 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. (...) A jurisprudência majoritária do CARF, seguindo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, tem adotado o § 4.º do art. 150 do CTN para os casos em que há antecipação de pagamento do tributo, ou até nas situações em que, com base nos elementos constantes nos autos, não seja possível se chegar a uma conclusão segura sobre esse fato. O art. 173, I, tem sido tomado para as situações em que comprovadamente o contribuinte não tenha antecipado o pagamento das contribuições, na ocorrência de dolo, fraude ou simulação e também para os casos de aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória. Por fim, o art. 173, II, merece adoção quando se está diante de novo lançamento lavrado em substituição ao que tenha sido anulado por vício formal. Na situação sob enfoque, verifico que, por quaisquer das normas de contagem, o transcurso do prazo decadencial deve ser reconhecido, haja vista que, nos termos do ARO, a obra foi realizada no período de 01/10/1994 a 27/06/2000 e a ciência do lançamento deuse em 08/11/2007 (ver fl. 118). Conclusão Voto por dar provimento ao recurso, reconhecendo a decadência do lançamento. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 131DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/11/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 30/11 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 18050.001246/2009-15
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2005
PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
A comprovação através da escrituração contábil e demais meios de prova da natureza jurídica dos valores pagos prevalece sobre eventual erro na formalização do negócio jurídico.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2402-003.179
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos opostos para que o acórdão seja re-ratificado no sentido de se prover o recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2005 PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. A comprovação através da escrituração contábil e demais meios de prova da natureza jurídica dos valores pagos prevalece sobre eventual erro na formalização do negócio jurídico. Embargos Acolhidos
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 18050.001246/2009-15
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5176222
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2402-003.179
nome_arquivo_s : Decisao_18050001246200915.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JULIO CESAR VIEIRA GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 18050001246200915_5176222.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos opostos para que o acórdão seja re-ratificado no sentido de se prover o recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4392870
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:44:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932213710848
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1558; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 124 1 123 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18050.001246/200915 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2402003.179 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de outubro de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL Embargante CENTRAL DO CARNAVAL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2005 PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. A comprovação através da escrituração contábil e demais meios de prova da natureza jurídica dos valores pagos prevalece sobre eventual erro na formalização do negócio jurídico. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos opostos para que o acórdão seja reratificado no sentido de se prover o recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 00 12 46 /2 00 9- 15 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 24/11/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratamse de embargos opostos para corrigir suposta omissão. Alega a embargante que o acórdão não examinou as provas trazidas aos autos. O contrato de prestação de serviços, as notas fiscais e a escrituração contábil evidenciam que os valores não são pela contratação da COOPERART, entidade a qual se confiou o recebimento dos valores pela venda de kit de carnaval, “abadá” e camarotes para posterior repasse aos blocos de carnaval. Caberia à recorrente tão somente a retenção da comissão de venda. Também alega que constou no acórdão conclusão no sentido da impossibilidade de se afastar dispositivo de lei por inconstitucionalidade, matéria não alegada pelo recorrente. É o Relatório. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 24/11/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18050.001246/200915 Acórdão n.º 2402003.179 S2C4T2 Fl. 125 3 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Comprovado nos autos o cumprimento dos pressupostos de admissibilidade do recurso, passo ao exame. De fato, assiste razão à embargante. Como foram emitidas notas fiscais por cooperativas de profissionais das artes – COOPERART, formalmente se trataria de pagamentos à cooperativa de trabalho; portanto, haveria incidência da contribuição previdenciária; contudo, as notas fiscais foram escrituradas em contas de ativo, caixa e fornecedores, e não como despesas. De fato, os históricos dos lançamentos contábeis evidenciam a destinação dos valores aos blocos de carnaval. E o contrato que originou as notas fiscais comprova o objeto do serviço como venda de kits de fantasias de.acesso ao desfile carnavalesco. No acórdão embargado partiuse da premissa de que as notas fiscais não haviam sido contabilizadas e, por essa razão, independentemente da discussão de mérito acerca da natureza de tais pagamentos, a obrigação acessória não teria sido cumprida. Assim constou do voto: Conforme relatado não foram escrituradas várias notas fiscais de prestação de serviços. As omissões fragilizam a credibilidade na escrituração como registro dos fatos contábeis praticados pela empresa. Para tanto, é prevista uma infração e a multa correspondente; o que foi aplicada pela fiscalização. Ainda que não seja prática escorreita a emissão de notas fiscal pela prestação de um serviço que não se realizou, entendo que não procede a autuação por deixar de escriturar fatos geradores de contribuições previdenciárias em títulos próprios, pois não há a incidência dessa contribuição sobre a venda de kits de fantasias de.acesso aos blocos carnavalesco e nem sobre a comissão de venda. E, por fim, constato no recurso voluntário que, de fato, não houve alegação de inconstitucionalidade. Em razão do exposto, voto por acolher os embargos opostos para que o acórdão seja reratificado no sentido de se prover o recurso voluntário. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 127DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 24/11/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 24/11/ 2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10860.002167/2007-13
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2002
AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
Numero da decisão: 2101-001.822
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
EDITADO EM: 10/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2002 AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10860.002167/2007-13
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5178075
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 24 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2101-001.822
nome_arquivo_s : Decisao_10860002167200713.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10860002167200713_5178075.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator. EDITADO EM: 10/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4420523
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 18:45:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714074932224196608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1527; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 172 1 171 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10860.002167/200713 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101001.822 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de agosto de 2012 Matéria IRPF Recorrente LUIZ PAULO DA CUNHA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. EDITADO EM: 10/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 00 21 67 /2 00 7- 13 Fl. 181DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Tratase de recurso voluntário (fls. 164/169) interposto em 07 de outubro de 2009 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II (SP), (fls. 155/159), do qual o Recorrente teve ciência em 08/09/2009 (fls.163), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento de fls. 115/120, lavrado em 19 de julho de 2007, em decorrência de deduções indevidas de despesas médicas, verificadas no anocalendário de 2002. O acórdão teve a seguinte ementa: Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2002 DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. O direito à dedução de despesas está condicionado à comprovação da efetividade dos serviços prestados, bem como dos correspondentes pagamentos. Cabe ao contribuinte, mediante apresentação de meios probatórios consistentes, comprovar a efetividade da despesa médica para afastar a glosa. Lançamento Procedente. Cientificado da decisão de primeira instância em 08/09/09, fls. 92, o contribuinte apresentou, em 07/10/09, o Recurso de fls. 164 a 169, reiterando os argumentos contidos na impugnação inicial. Entende que não cabe à autoridade autuante o acesso a documentos relativos à saúde do mesmo ou de seus familiares, pois a prova do pagamento é robusta e sustentada pela legislação vigente. Afirma, ainda, que os pagamentos questionados foram feitos em dinheiro, e que junto com a impugnação apresentou extrato bancário contendo saídas (moeda corrente nacional) capaz e suficiente para o pagamento das despesas. Por fim, requer o cancelamento do lançamento, restabelecendo as deduções glosadas. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10860.002167/200713 Acórdão n.º 2101001.822 S2C1T1 Fl. 173 3 Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte apresentou a declaração de ajuste do exercício de 2003 e foi autuado sofrendo glosas relativas à deduções indevidas de despesas médicas, verificada no anocalendário de 2002. Inicialmente, cumpre informar, que, em princípio, admitese como prova idônea da dedução a titulo de despesas médicas os recibos fornecidos por profissional competente, legalmente habilitado, que contenham todas as indicações indispensáveis à identificação de quem efetuou o pagamento, em que data, referente ao tratamento de qual paciente, bem como a indicação do nome, endereço, CPF ou CNPJ do emitente. Todavia, a apresentação dos recibos não ilide o direito de o Fisco solicitar que o contribuinte comprove ou justifique a dedução declarada. Foi a lei, mais precisamente o DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, § 30, que expressamente determinou que o contribuinte pode ser instado a comprovar ou justificar as deduções, deslocando para ele o ônus probatório, sendo que o § 4° daquele mesmo artigo previu a glosa das deduções, sem a audiência do contribuinte, quando forem exageradas ou não forem cabíveis. O referido dispositivo constitui a matriz legal do art. 73 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999: "Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 11, §3°)." § 1° Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (DecretoLei n°5.844, de 1943, art. 11, § 4°)." Assim é perfeitamente justificável o entendimento da autoridade lançadora, a título argumentativo, dos elevados gastos do contribuinte com desepesas médicas (39,68% dos rendimentos líquidos declarados), comparandose com sua renda auferida. Isso porque um dos indícios que justificam a averiguação mais aprofundada da realização das despesas médicas declaradas é seu valor elevado, conforme disposto no § 1° do art. 73 do RIR199, acima transcrito. Destarte, para se fazer jus a deduções na Declaração de Ajuste Anual, se torna indispensável que o contribuinte observe todos os requisitos legais, sob pena de ter os valores pleiteados glosados. Afinal, todas as deduções, inclusive as despesas médicas, por dizerem respeito à base de cálculo do imposto, estão sob reserva de lei em sentido formal, por força do disposto na Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), art. 97, inciso IV. Verificase, portanto, que a dedução de despesas médicas na declaração da contribuinte está, sim, condicionada ao preenchimento de alguns requisitos legais. Observese que a dedução exige a efetiva prestação do serviço, tendo como beneficiário a declarante ou seu dependente, e que o pagamento tenha se realizado pelo próprio contribuinte. Assim, havendo qualquer dúvida em um desses requisitos, é direito e dever da Fiscalização exigir provas adicionais da efetividade do serviço, do beneficiário deste e do pagamento efetuado. E é dever do contribuinte apresentar comprovação ou justificação idônea, sob pena de ter suas deduções não admitidas pela autoridade fiscal. Sobre a questão vejamse as ementas dos seguintes acórdãos exarados por este Conselho: Fl. 183DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Acórdão nº : 10248789 DESPESAS MÉDICAS RECIBOS REQUISITOS ESSENCIAIS Quanto aos requisitos essenciais que devem constar do recibo, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda, o valor, a natureza da prestação dos serviços, o nome de quem pagou e a assinatura identificando quem recebeu são pressupostos essenciais à sua validade. O endereço, o CPF do profissional e a identificação do beneficiário dos serviços, caso ausentes, podem ser completados, posteriormente, pelo tomador dos serviços, adotandose procedimento semelhante ao do pagamento com cheque nominal. Acórdão nº : 10616.890 DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO DAS DESPESAS COM RECIBOS ACOSTADOS AOS AUTOS FISCALIZAÇÃO NÃO LOGROU INFORMAR A HIGIDEZ DOS RECIBOS CABIMENTO DA DEDUÇÃO O único óbice aventado pela fiscalização para rejeitar os recibos das despesas médicas foi a ausência do número de inscrição do profissional emitente no seu órgão de classe. Na via recursal, o recorrente trouxe recibo emitido em ano precedente com o número de inscrição referido. Superado o óbice, é de se deferir a dedução das despesas médicas na declaração de renda do recorrente. O problema consiste em saber até que ponto são razoáveis as exigências da autoridade fiscal para comprovação das despesas médicas. Em muitos casos, a fiscalização termina por demandar a apresentação de pagamento diretamente correlacionado com débito, como cheque utilizado para liquidar a despesa, ou saque de valor exato na mesma data. Mas os contribuintes replicam que ninguém é obrigado a pagar suas despesas com cheques nem efetuar saques individuais para cada dispêndio. Penso que a dificuldade já surge quando da informação das despesas na declaração de ajuste. A cada ano, as indicações da Receita Federal são pela possibilidade de comprovação das despesas médicas mediante recibos. A título de exemplo, transcrevo orientações contidas nas Perguntas e Respostas do IRPF, exercício 2006, pergunta 337: A dedução dessas despesas é condicionada a que os pagamentos sejam especificados, informados na Relação de Pagamentos e Doações Efetuados da Declaração de Ajuste Anual, e comprovados, quando requisitados, com documentos originais que indiquem o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu. Admitese que, na falta de documentação, a comprovação possa ser feita com a indicação do cheque nominativo com que foi efetuado o pagamento. Assim, a própria Receita Federal orienta que a comprovação, se necessária, pode ser feita com a apresentação de recibo ou nota fiscal originais, podendo ser dar, caso o contribuinte não tenha esse documento, com a apresentação de cheque nominativo. Observese que a opção do cheque nominativo é dada a favor do contribuinte, nos casos em que o profissional se recuse a dar recibo. Verifiquei que essa orientação foi repetida em todos os Perguntas em Respostas dos exercícios seguintes. Apenas no documento do exercício de 2011 foi acrescentada a seguinte informação: Fl. 184DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10860.002167/200713 Acórdão n.º 2101001.822 S2C1T1 Fl. 174 5 Conforme previsto no art. 73 do RIR/1999, a juízo da autoridade fiscal, todas as deduções estarão sujeitas a comprovação ou justificação, e, portanto, poderão ser exigidos outros elementos necessários à comprovação da despesa médica. Não se pode ignorar, no entanto, que é bastante comum o expediente de se declarar despesas médicas inexistentes, ou majorar o valor das ocorridas, com o objetivo de diminuir o imposto devido. Contando com a ineficiência da Administração Pública, e com a nefasta idéia, corrente em nosso país, de que a sonegação é um crime aceitável devido à alta carga tributária, alguns contribuintes declaram deduções expressivas, e buscam justificálas com recibos que não refletem o realmente ocorrido. Situação inaceitável que precisa ser coibida pela Administração Pública. Diante desse quadro, os julgamentos administrativos neste CARF são bastante diversos. Existem aqueles que julgam que, uma vez comprovada a despesa mediante recibos, é dever do Fisco provar que a informação é falsa. Por outro lado, é forte a corrente que pensa que, caso a autoridade fiscal exija comprovação adicional do contribuinte, invertese o ônus da prova, sendo função do sujeito passivo produzir a comprovação exigida. Filiome ao segundo grupo, tanto pelas determinações do art. 73 do RIR/99, acima transcrito, que exige que as deduções sejam justificadas a juízo da autoridade lançadora, quanto pelo disposto no art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil, que atribui a quem declara o ônus de demonstrar fato constitutivo do seu direito. A propósito de dedução de despesas médicas, confirase o estabelecido na Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995: "Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...) II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2° O disposto na alínea "a" do inciso II: (...) II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de Fl. 185DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento;" Grifo nosso. É regra geral no Direito que o ônus da prova cabe a quem alega. Entretanto, a lei também pode determinar a quem caberá a incumbência de provar determinado fato. É o que ocorre no caso das deduções. O artigo 11, § 3º do DecretoLei nº 5.844, de 1943, estabeleceu expressamente que o contribuinte pode ser instado a comproválas ou justificalas, deslocando para ele o ônus probatório. A inversão legal do ônus da prova, do Fisco para o contribuinte, transfere para a impugnante a obrigação de comprovação e justificação das deduções e, não o fazendo, sofre as consequências legais, ou seja, o não cabimento das deduções, por falta de comprovação e justificação. Também importa dizer que o ônus de provar significa trazer elementos que não deixem qualquer dúvida quanto ao fato questionado. Nesse contexto, verificandose que as deduções são elevadas, cabe ao fisco, por imposição legal, tomar as cautelas necessárias a preservar o interesse público implícito na defesa da correta apuração do tributo, que se infere da intrepretação do art. 11, § 4º, do DecretoLei nº 5.844, de 23 de setembro de 1943. As deduções submetemse a duas condições objetivas: efetividade da prestação do serviço e onerosidade. A ausência de um desses requisitos impede a fruição do benefício fiscal. Nesse sentido, cabe esclarecer que os recibos e as declarações, porquanto manifestações unilaterais, não se prestam à comprovação inequívoca da ocorrência dos fatos neles descritos. Quando muito, podem instrumentalizar uma discussão de direitos entre as partes, circunscrita a essa relação privada, não tendo eficácia plena perante terceiros, mormente a Fazenda Pública e, anda mais, quando se pretende, como no caso, modificar a base de cálculo de tributo. Por pertinente, vale observar que o Código Civil quando estabelece os requisitos básicos, por exemplo, para que um documentos seja considerado prova de quitação, o faz tendo em vista a oposição deste documento em relação aos seus signatários, não em relação à Administração Pública. Aliás, a presunção de veracidade, como estatui o artigo 219 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002), operase somente em relação aos participantes do ato: Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumemse verdadeiras em relação aos signatários. A presunção de veracidade não alcança terceiros, entre os quais o sujeito ativo da obrigação tributária, que mantém uma relação jurídica distinta e completamente independente daquela entre os signatários. Em contrapartida, a exigência de comprovação de efetivo pagamento tem justamente por finalidade a confirmação dos fatos por meio de outros elementos de prova, vale dizer, que sejam independentes de uma simples afirmação de suposta verdade. E a exigência proposta pela fiscalização tem sua razão de existir nos valores elevados que o contribuinte pretendeu deduzir. Frisese que a comprovação de efetivo desembolso, como prova da existência da relação entre as partes, não se confunde com a oponibilidade do recibo àquele que o expede como prova de quitação, que é a matéria disciplinada, nesse limite inter partes, pelo artigo 320 do Código Civil. Portanto, revelase equivocado o entendimento de que os recibos seriam mais do que suficientes e hábeis para comprovação dos pagamentos e lisura das deduções pleiteadas. Esta não é a correta interpretação do art. 8º, § 2º, III da Lei nº 9.250/95, base legal do artigo 80 do RIR/99. A tônica do dispositivo é a especificação e comprovação dos pagamentos. Tanto que admite o cheque nominativo como documento comprobatório, por ser prova cabal de transferência de numerários. Assim, vejamos o que depreender da análise de cada serviço médico objeto da glosa: Fl. 186DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10860.002167/200713 Acórdão n.º 2101001.822 S2C1T1 Fl. 175 7 1. Ana Luiza A. Prudente – CRO 63.687 CPF Prestador Tipo do Serviço Endereço Prestador Data Recibo Valor Beneficiário do Tratamento Nome de Quem Pagou 13183352800 Odontológico Consta 20/12/2002 6.000,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha TOTAL 6.000,00 Documento fls. 146 O documento não indica o beneficiário do tratamento mas tãosomente quem pagou pelo mesmo, não sendo possível, portanto, aferir a regularidade do benefício nos termos do artigo 80, § 2º, Inciso II do Decreto em epígrafe. 2. Rosane Tavares de Almeida – CRP 06/618269 CPF Prestador Tipo do Serviço Endereço Prestador Data Recibo Valor Beneficiário do Tratamento Nome de Quem Pagou 27329915890 Psicoterapia Consta 20/12/2002 7.600,00 A família Luiz Paulo da Cunha 20203090845 Psicoterapia Consta Incompleta 12.600,00 A família Luiz Paulo da Cunha TOTAL 20.200,00 Documentos de fls. 146 Os documentos listados igualmente não indicam com a precisão necessária o beneficiário do tratamento, sendo incompleta, ainda, a data de um deles. 3. Luciana Coura Ribeiro – CROSP 73196 CPF Prestador Tipo do Serviço Endereço Prestador Data Recibo Valor Beneficiário do Tratamento Nome de Quem Pagou 03649019698 Odontológico Não consta 26/03/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 23/04/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 28/05/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 25/06/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 23/07/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 27/08/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 24/09/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 29/10/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha Fl. 187DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 8 03649019698 Odontológico Não consta 26/11/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha 03649019698 Odontológico Não consta 17/12/2002 410,00 Não consta Luiz Paulo da Cunha TOTAL 4.100,00 Documentos fls. 147/151 Os documentos não indicam o beneficiário do tratamento mas tãosomente quem pagou pelo mesmo, não sendo possível, portanto, aferir a regularidade do benefício nos termos do artigo 80, § 2º, Inciso II do Decreto em epígrafe. Constatase, ainda, que não possuem o endereço do emitente conforme disciplina o referido artigo em seu inciso III. Salientese que, mesmo sob o aspecto formal, os recibos acima elencados não cumpririam os requisitos mínimos invocados, porquanto não informam o endereço do prestador e/ou não citam a quem foram prestados os serviços. Na verdade, tratase de aspectos que não seriam determinantes na definição do direito em questão. Não se questionam os elementos formais, como os próprios recibos e declarações, que poderiam ser produzidos a qualquer tempo, com os dados que fossem convenientes às parte envolvidas, sem compromisso com a realidade fática. O que se discute é a comprovação material que supostos documentos estariam a indicar. Destarte, considerando que o recorrente não apresentou, juntamente com o recurso ora analisado, quaisquer novos elementos de prova que demonstrassem a efetividade dos serviços prestados e seus respectivos pagamentos, voto por NEGAR provimento ao recurso. Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 188DF CARF MF Impresso em 24/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
