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Numero do processo: 13899.001221/2003-31
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Ementa: COFINS.
ERRO NA BASE DE CÁLCULO. Correta a decisão que exonerou do lançamento parcela relativa a erro cometido pela fiscalização na apuração da base de cálculo da contribuição, conforme admitido pelo próprio Fisco em diligência efetuada.
PAGAMENTO. O pagamento extingue crédito tributário devido.
Recurso negado.
Numero da decisão: 204-01.866
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
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CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes ha de CeeelbUinte$ Processo ng : 13899.001221/2003-31 mF.segundo Collo—onoial uniti• Pt pLa...0. Recurso ng : 134.297 Acórdão ng : 204-01.866 •• 401,2nRubrice • Recorrente : DRJ EM CAMPINAS - SP 'Interessada : Sherwin Williams do Brasil Indústria e Comércio Ltda. • COFINS. ERRO NA BASE DE CÁLCULO. Correta a decisão que r PF - SEGUNDO CONSELHO DF CONTRJEUNTES exonerou do lançamento parcela relativa a erro cometido pela • CONFERE COM O ORIGINAL j fiscalização na apuração da base de cálculo da contribuição, Brasifia, (1_5_ _J O conforme admitido pelo próprio Fisco em diligência efetuada. PAGAMENTO. O pagamento extingue crédito tributário Maria -um] devido. . , Recurso negado. Vistas, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DRJ EM CAMPINAS - SP. • ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. • Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006. • • enrique Pinheiro Torres 7:5" . Presidente Q X \' 1P-1-1ManaaNayr astos Relatora• • • • Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Flávio de Sá Munhoz, Júlio César Alves Ramos e Rodrigo Bemardes de Carvalho. Ausentes os Conselheiros Leonardo Siade Manzan e Mauro Wasilewski (Suplente). • • 1 IVIF - SEGUN:33 C:0!:7;:lEWITE'3 CG! C ',.?;i:! :AL 22 CC-mF:t,i,•;ski.,?-; • Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Brasília, O 1 Fl. o 4- Processo n" : 13899.001221/2003-31 r,,::_•;-;; - Novais Recurso d. : 134.297 641 Acórdão n : 204-01.866 Recorrente : DRJ EM CAMPINAS - SP RELATÓRIO Trata-se de recurso de oficio interposta contra decisão proferida pela DRJ em • Campinas - SP que exonerou parcela do lançamento em virtude de incorreções na base de cálculo da contribuição e de pagamentos efetuados anteriores ao auto de infração. Não foi interposto recurso voluntário. É o relatório._ 13 7.1 fi 2 a •1".":..1-f. - Ministério da Fazenda 2 CC-MF Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo n2 : 13899.001221/2003-31 roF sEcigjy,-, Recurso n2 : 134.297 o 0210AL Acórdão n2 : 204-01.866 amiba, o / °R Mann r Novais Mal Slape 1641 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA NAYRA BASTOS MANATTA • Trata-se de recurso de ofício interposto pela DRJ em Campinas - SP face à decisão que exonerou do lançamento os valores que a fiscalização incluiu indevidamente como devidos na apuração da situação fiscal da empresa e os valores que foram objeto de recolhimento através de DARF antes do início da ação fiscal. De fato. Foi realizada diligência com o objetivo de que fossem discriminados os valores que compuseram a base de cálculo da Cofins lançada bem como para que fossem confirmados os recolhimentos efetuados pela contribuinte e não considerados. na peça -Yinfracional. Em resposta à diligência proposta a autoridade fiscal refez os "demonstrativos de 'base de cálculo do PIS/Cofins para o ano base de 2002- segundo DIPJ" e os demonstrativos da situação fiscal apurada para os anos-calendário de 2000 e 2001. Com base nestes novos valores a-decisão recorrida exonerou a parcela lançada relativa a equívocos cometidos pela fiscalização na apuração da situação fiscal da empresa. Tais equívocos foram, inclusive admitidos pela fiscalização na diligência efetuada, conforme comprovam os demonstrativos da situação fiscal apurada, fls. 410 e 412, ano-calendário de 2000 e 2001, e são decorrentes de recolhimentos efetuados pela contribuinte que não foram • considerados na apuração inicial feita pela fiscalização, mas que foram acatados na diligência. • O pagamento do crédito tributário devido e por conseqüência os valores devidos a • título da Cofins que foram objeto de recolhimento anterior ao auto de infração devem ser exonerados. Para o ano-calendário de 2002 foi apurado na diligência erro na base de cálculo da contribuição conforme comprova demonstrativo da situação fiscal apurada, fl. 429. Havendo incorreções no lançamento relativo a apuração de base de cálculo da contribuição lançada, conforme admitido pela própria fiscalização em diligência efetuada, correta a decisão recorrida que exonerou tal parcela do lançamento. Também para este ano calendário (2002) pagamentos efetuados pela contribuinte não foram considerados pela fiscalização na apuração inicial dos valores devidos e não recolhidos que foram objeto deste lançamento. Entretanto na diligência a fiscalização considerou • tais valores e em conseqüência obteve nova situação fiscal da empresa que restou consignada no já mencionado demonstrativo de fl. 429. Kir, 3 . . • -t•P-'"; Ministério da Fazenda MF - SEGUNDO era1-:0 DE COrU IARLSUNTES 22 CC-MF Segundo Conselho de Contnbuint CV.r".? Fl. R.o BrasCla, ° Processo n' : 13899.001221/2003-31 Recurso n : 134.297 m-.. • Acórdão ing : 204-01.866 Correta, portanto, a decisão nenhum reparo cabendo-lhe. Diante do exposto, nego provimento ao recurso de oficio interposto. É como voto. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006. NA B ikpz:LIVio- ( • • TOS MANATTA 4 Page 1 _0033700.PDF Page 1 _0033800.PDF Page 1 _0033900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10480.722048/2009-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2024
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
NÃO CONHECIMENTO. PEDIDO DE PARCELAMENTO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO.
O pedido de parcelamento importa em desistência do Recurso Voluntário e renúncia ao direito sobre o qual ele se funda.
Numero da decisão: 2401-012.019
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário.
Sala de Sessões, em 3 de outubro de 2024.
Assinado Digitalmente
Guilherme Paes de Barros Geraldi – Relator
Assinado Digitalmente
Miriam Denise Xavier – Presidente
Participaram da sessão de julgamento os julgadores José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Elisa Santos Coelho Sarto e Miriam Denise Xavier (Presidente)
Nome do relator: GUILHERME PAES DE BARROS GERALDI
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PEDIDO DE PARCELAMENTO. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. O pedido de parcelamento importa em desistência do Recurso Voluntário e renúncia ao direito sobre o qual ele se funda. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário. Sala de Sessões, em 3 de outubro de 2024. Assinado Digitalmente Guilherme Paes de Barros Geraldi – Relator Assinado Digitalmente Miriam Denise Xavier – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Elisa Santos Coelho Sarto e Miriam Denise Xavier (Presidente) Fl. 1229DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2401-012.019 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10480.722048/2009-17 2 RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário (fls. 1208/1223) interposto por ITIL – Instituto de Tecnologia em Informática Ltda. em face do acórdão (fls. 1161/1170) que julgou procedente em parte sua impugnação (fls. 387/415), mantendo em parte o auto de infração DEBCAD nº 37.191.159-1 (fls. 2/55) lavrado para a cobrança das contribuições sociais previdenciárias incidentes sobre remuneração paga ou creditada a empregados, dirigentes e prestadores de serviço nas competências 01/2004 a 12/2004. Conforme o relatório fiscal (fls. 56/62): DOS FATOS GERADORES DAS CONTRIBUIÇÕES 1. Os fatos geradores que embasaram a constituição do crédito estão consubstanciados na ausência de recolhimento da contribuição devida à Previdência Social, incidente sobre remuneração paga ou creditada a segurados- empregados, dirigentes e prestadores de serviços, após o cotejamento das referidas contribuições com as guias de recolhimentos apresentadas e/ou constantes do Contas Correntes dessa empresa nos arquivos da Receita Federal do Brasil. Ficou constatado ainda que a Autuada apresentou a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP, a que se refere a Lei n2 8.212/91, artigo 32, inciso IV, com a nova redação dada pela Lei n2 11.941/2009, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de janeiro/2004 a dezembro/2004. 2. Assim, os fatos geradores objeto desta Ação Fiscal, devidamente relacionados no Anexo DAD — Demonstrativo Analítico do Débito, e que embasaram a constituição do presente crédito, foram os seguintes: Código de Lançamento Código Atribuído pelo Sistema SAFIS Rubrica LN1 Z1 Auxílio-creche LN2 Z2 Bolsa Estágio LN3 Z3 Remuneração folha de pagamento LN4 Z4 Pro Labore LN7 Z6 Pagamentos Rubrica rescisão LN8 Z7 Outras remunerações RN1 Z10 Remuneração despesas diversas Fl. 1230DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2401-012.019 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10480.722048/2009-17 3 RN3 Z12 Remuneração cursos, treinamentos e seminários RN5 Gratificações RN7 Z14 Remuneração salário família [...] Ainda conforme o relatório fiscal, em razão dos indícios de sonegação existentes na conduta da ora Recorrente, afastar-se-ia a aplicação do art. 150, § 4º do CTN para a contagem do prazo decadencial e atrair-se-ia a incidência do art. 173, I do diploma legal. Intimado, o Recorrente interpôs a impugnação de fls. 387/415, alegando, em síntese: 1. Preliminarmente, a inexistência de conduta dolosa, aplicação do art. Art. 150, § 4º do CTN e a consequente decadência das competências 01/2004 a 08/2004; e 2. No mérito, a não incidência das contribuições sociais previdenciárias sobre as rubricas indicadas pela autoridade lançadora. Apresentou documentos tendentes a comprovar suas alegações. Além disso, requereu a realização de perícia contábil indicando assistente técnico e quesitos. Encaminhados os autos à DRJ, foi proferido o despacho de fls. 1097/1098, determinando o retorno dos autos à unidade de origem para análise da documentação juntada com a impugnação. Em resposta ao despacho, foi juntada aos autos a informação fiscal de fls. 1100/1106, opinando pela exclusão de parte dos valores lançados1, frente à documentação apresentada pela ora Recorrente. Apesar de intimado (conforme AR de fl. 1110), a Recorrente não se manifestou quanto à informação fiscal. Entre as fls. 1112 e 1154 foram apresentadas, pelas unidades da RFB, diversas informações sobre o parcelamento, pelo contribuinte, do débito objeto do presente processo e de parte de seus apensos. Neste sentido, na fl. 1112 constou o seguinte despacho de encaminhamento: Na tentativa de atualizar a fase do processo, para retorno à DRJ, o SICOB não permitiu, com a informação de processo parcelado. Diante do exposto, encaminhe-se o presente processo ao ParcelamentoPrev/Secat/DRF/REC/PE para 1 Levantamentos LN2 (bolsa estágio), LN7 (pagamentos rubricas rescisão), LN8 (outras remunerações) e RN7 (salário- família). Fl. 1231DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2401-012.019 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10480.722048/2009-17 4 apreciação sobre a retirada do impedimento, caso não haja parcelamento dos créditos, com o posterior retorno à Cobrança/secat para prosseguimento. DATA DE EMISSÃO : 27/03/2015 Às fls. 1114/1117, constam telas do SICOB com referência aos DEBCADs 37.191.159- 1 (objeto dos presentes autos), 37.191.160-5, 37.191.161-3 (objeto do PAF final 2009-96, apenso aos presentes autos) e 37.191.12-1 (objeto do PAF final 2009-31, apenso aos presentes autos). Essas telas vieram seguidas do despacho de encaminhamento de fl. 1121, com o seguinte teor: 1 - Conforme consulta efetuada no SICOB, informamos que a empresa incluiu os debcads em tela na modalidade RFB/PREV -artigo 1º da Lei 11941/2009 e a modalidade foi cancelada por inadimplência conforma consulta efetuada no sistema HOD/PAEX. 2 - No entanto os debcads ainda estão ativos, agurdando as apropriações dos pagamentos, não podendo serem retirados do pacelamento ainda. 2 - Encaminhe-se ao SECAT/COBRANÇA para conhecimento do teor do presente despacho. Na sequência, foram proferidos outros despachos de encaminhamento cujos teores transcrevem-se abaixo: 1 - O presente AI está incluído na modalidade RFB/PREV - Artigo 1º da Lei 11941/2009, conforme consulta no SICOB, e, até a presente data está ativo. 2 - Mantenha-se sobrestado em manutenção. (fl.1125) Trata-se de empresa optante pelo parcelamento da Lei 11.941, art.1, onde incluiu todos os seus débitos. O parcelamento foi cancelado em fevereiro de 2014 e até agora os débitos ainda estão ATIVOS no parcelamento. No HOD o extrado de parcelas da referida modalidade não aparece, constando os pagamentos no SIEF e SICOB, conforme telas juntadas ao processo. Dessa forma, sugerimos providências URGENTES de encerramento do parcelamento no sistema e apropriação dos pagamentos efetuados, face risco de prescrição, possibilitando posterior análise dos pagamentos efetuados e encaminhamento a Procuradoria. A Chefia do Parcelamento Previdenciário. (fl. 1132) Às fls. 1147/1148, foi juntada Informação RFB/DRF/REC/SECAT/PARCELAMENTO com o seguinte teor: Tratam-se de débitos incluídos em parcelamento instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, modalidade RFB ART 1º PREV, na situação CANCELADA POR INADIMPLENCIA DE PARCELAS, com data de 13/02/2014, realizada por Apuração Especial. [...] 3. Em 07/12/2018, os DEBCADs 37.148.968-7, 37.191.159-1, 37.191.160-5, 37.191.161-3, 37.191.162-1, 39.264.036-8 e 39.264.037-6 constavam ainda como ativos. Diante da informação na Norma de Execução supracitada, a Coordenação- Geral de Arrecadação e Cobrança da RFB e o prestador de serviços de tecnologia Fl. 1232DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2401-012.019 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10480.722048/2009-17 5 da informação responsável pelo sistema de origem (Sicob), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), foram consultados. 4. Conforme histórico de correio eletrônico anexo, a Dataprev apenas liberou ferramenta para exclusão manual no sistema de origem; atividade esta de responsabilidade da Unidade da RFB jurisdicionante do contribuinte. No entanto, não foram encontradas Normas / Notas que orientassem tal procedimento. 5. Com efeito, em 07/12/2018 os DEBCADs 37.148.968-7, 37.191.159-1, 37.191.160-5, 37.191.161-3, 37.191.162-1, 39.264.036-8 e 39.264.037-6 foram excluídos do Sicob. 6. Para fins de análise de prescrição, informo que a consolidação da Lei nº 11.941, de 2009, modalidade RFB ART 1º PREV, ocorreu em 29/06/2011. Já o cancelamento/exclusão do parcelamento ocorreu em 13/02/2014. Não ocorreu NENHUMA adesão às Leis nº 12865, de 2013 e nº 12.996, de 2014, conforme consulta ao HOD-PAEX. Não consta também adesão ao PRT e ao Pert, conforme telas abaixo: Destaca-se, por fim, o despacho de encaminhamento de fl. 1150: Favor verificar a impugnação e dar prosseguimento a cobrança dos debcad 37.191.159-1, 37.191.160-5, 37.191.161-3,37.191.162-1. O contribuinte não solicitou a desistência para incluí-los em parcelamento. Com efeito, com o retorno dos autos à DRJ, foi proferido o acórdão de fls. 1161/1170, que nada mencionou sobre as informações relativas ao parcelamento relatadas acima e julgou a impugnação, dando provimento parcial a ela, acatando as exclusões sugeridas pela Informação Fiscal de fls. 1100/1106.2 O acórdão em questão foi assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EQUÍVOCO NOS VALORES LANÇADOS. RETIFICAÇÃO. Constatada a existência de equívoco no lançamento fiscal, resultante da inclusão indevida de valores na base de cálculo, impõe-se a retificação do crédito tributário. DECADÊNCIA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 173, I DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. INOCORRÊNCIA. Não se vislumbra a decadência do crédito tributário, quando, identificada a existência de conduta dolosa do sujeito passivo, o lançamento é realizado no prazo de cinco anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte 2 Levantamentos LN2 (bolsa estágio), LN7 (pagamentos rubricas rescisão), LN8 (outras remunerações) e RN7 (salário- família). Fl. 1233DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2401-012.019 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10480.722048/2009-17 6 àquele em que o crédito poderia ser constituído, mediante aplicação do artigo 173, inciso I do Código Tributário Nacional. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Intimada, a Recorrente interpôs o recurso voluntário de fls. 1208/1223, reiterando a prejudicial de decadência e, no mérito, reiterando as razões apresentadas em sua impugnação em relação aos levantamentos mantidos no lançamento pelo acórdão recorrido. Além disso, reiterou o pedido de perícia contábil, indicando assistente técnico e quesitos. Na sequência, os autos foram encaminhados ao CARF e a mim distribuídos. É o relatório. VOTO Conselheiro Guilherme Paes de Barros Geraldi, Relator 1. Admissibilidade O Recurso é tempestivo.3 Contudo, não deve ser conhecido em razão da inclusão do débito em parcelamento, o que acarretou sua confissão e consequente renúncia ao contencioso administrativo, antes mesmo do julgamento de primeira instância. Como relatado, as informações contantes das fls. 1112 e 1154 revelam que o débito objeto do presente processo foi incluído no parcelamento previsto no art. 1º da Lei nº 11.941/2009. Nos termos do art. 5º da referida lei: Art. 5º A opção pelos parcelamentos de que trata esta Lei importa confissão irrevogável e irretratável dos débitos em nome do sujeito passivo na condição de contribuinte ou responsável e por ele indicados para compor os referidos parcelamentos, configura confissão extrajudicial nos termos dos arts. 348, 353 e 354 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, e condiciona o sujeito passivo à aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas nesta Lei. A confissão irrevogável e irretratável do débito é incompatível com o ato de recorrer, já que representa a preclusão lógica deste direito. Vale mencionar, neste sentido, o art. 133 do RICARF: Art. 133. O recorrente poderá, em qualquer fase processual, desistir do recurso em tramitação. 3 Conforme o AR de fl. 55, o Recorrente foi intimado do acórdão da DRJ em 27/09/2012 (sexta-feira) e apresentou o recurso voluntário em 29/10/12 (segunda-feira), conforme carimbo de fl. 57. Fl. 1234DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2401-012.019 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10480.722048/2009-17 7 § 1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente. § 4º Quando houver decisão desfavorável ao sujeito passivo, total ou parcial, sem recurso da Fazenda Nacional pendente de julgamento: I – se a desistência for parcial, os autos serão encaminhados à unidade de origem para que, depois de apartados, retornem ao CARF para seguimento quanto à parcela da decisão que não foi objeto de desistência; e II – se a desistência for total, os autos serão encaminhados à unidade de origem para as providências de sua alçada, sem retorno ao CARF. Ante o exposto, voto por NÃO CONHECER o recurso. 2. Conclusão Ante o exposto, NÃO CONHEÇO o recurso. Assinado Digitalmente Guilherme Paes de Barros Geraldi Fl. 1235DF CARF MF Original Acórdão Relatório Voto
score : 1.0
Numero do processo: 13839.003024/00-19
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 18 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Oct 18 00:00:00 UTC 2006
Ementa: IPI.
PERÍCIA. Constando do processo todos os elementos de prova necessários à livre convicção do julgador é de ser denegada a perícia suscitada pela recorrente.
Perícia denegada.
COMPENSAÇÃO. O instrumento hábil para informar as compensações realizadas pela contribuinte à SRF eram as DCTF, e, posteriormente ao advento das Declarações de Compensação, passou a ser este o documento legal apto para efetua-las. Compensações não informadas não devem ser consideradas como efetuadas.
Recurso negado.
Numero da decisão: 204-01.845
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos: I) em denegar o pedido de perícia; e II) no mérito negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
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Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP IPI. Lu PERÍCIA. Constando do piocesso todos os elementos de prova necessários à livre convicção do julgador é de ser denegada aa3 rt lx perícia suscitada pela recorrente. 5 o (2 Perícia denegada.5\5.â_..2 c3 O COMPENSAÇÃO. O instrumento hábil para informar as g.. compensações realizadas pela contribuinte à SRF eram as2 cn r ai CD "?? DCTF, e, posteriormente ao advento das Declarações de O ce Compensação, passou a ser este o documento legal apto para c? to efetua-las. Compensações não informadas não devem seru- Z ^Z consideradas como efetuadas. Recurso negado.u.1(s) co 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por HEXIS CIENTÍFICA LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos: I) em denegar o pedido de perícia; e II) no mérito negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 18 de outubro de 2006. - a enrique Pinheiro Torra Presidente Nayr ghos Rei tora - Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Flávio de Sá Munhoz, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Bernardes de Carvalho, Leonardo Siade Manzan e Mauro Wasilewski (Suplente). bi 22 CC-MF Ministério da Fazenda 111F - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL Brasilia, 12 1_123, 9 Processo n2 : 13839.003024/00-19 Recurso nQ : 129.986 ,ti4•4* Acórdão : 204-01.845 Necy Batista Tos Reis • Mut. Siztpe 91806 Recorrente : HEXIS CIENTÍFICA LTDA. RELATÓRIO • Trata-se de auto de infração objetivando a cobrança do IPI relativo aos períodos de janeiro, maio e setembro/1996; maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro/97; abril, maio, julho, e outubro/98; abril, julho, agosto, e novembro/99 e abril/00 em virtude de insuficiência de recolhimento do tributo constatado através do confronto entre os valores constantes do LRAIPI e • os valores recolhidos e informados em DCTF. • A contribuinte apresenta impugnação alegando em sua defesa, em síntese: 1. pagou tributo a maior (IPI, PIS e Cofins) e procedeu a compensação com os valores objeto deste lançamento, entre tributos de mesma espécie, nos termos do art. 66 da Lei n° 8383/91, não podendo a ausência de informação destas compensações em DCTF tirar-lhe o direito líquido e certo de compensar; 2. refez os cálculos constantes do Demonstrativo de Débitos Lançados e não recolhidos (fl. 41) comprovando com documentação a compensação efetuada; 3. apresenta diversas alegações sobre os lançamentos de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins; e 4. requer diligência para que seja comprovada a compensação registrada na sua escrita fiscal. A DRJ em Ribeirão Preto - SP manifestou-se no sentido de manter o lançamento sob o argumento de que a compensação alegada não foi informada pela contribuinte em DCTF, e denegou o pedido de perícia. A Contribuinte apresenta recurso voluntário, tempestivo, reafirmando as mesmas razões de defesa apresentadas na inicial. Foi efetuado arrolamento de bens garantindo o seguimento do recurso interposto conforme informação de fl. 175. É o relatório. nio. \-fdJI /( • , Ministério da Fazenda MF SEGUNDO C ONSELHO' DE CONTRIBUINT CC-MF nr>,* Segundo Conselho de Contribuintes ESCONFERE COM O ORIGINAL Fl. , Brasília, _124_1 /O O) Processo n 2 13839.003024/00-19 Recurso n2 : 129.986 Necy BatistZs Reis Acórdão & : 204-01.845 Mat. SiaN 91806 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA NAYRA BASTOS MANATTA O recurso interposto encontra-se revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado. Em relação ao pedido de perícia, considero-a indevida, uma vez que todas as circunstâncias que envolveram o lançamento estão corretamente descritas no Auto de Infração e nas documentações que sustentam o lançamento, não havendo o porque de ser acatada a perícia. Assim•sendo, denego o pedido de perícia constante do recurso apresentado, nos termos do art. 18 do PAF. A questão tratada nos autos diz respeito unicamente a compensações que a contribuinte alega ter efetuado com créditos advindos do próprio IPI, mas não informadas em DCTF. É preciso observar que a compensação é um direito discricionário da contribuinte, cabendo a ela exercê-lo, como desejar, dentro das condições previstas na legislação que disciplina a matéria. No caso vertente, não há, no processo, qualquer prova que a compensação tenha sido informada à SRF por meio de DCTF ou DCOMP antes do início da ação fiscal e desconsiderada pelo Fisco. Observe-se aqui que mesmo que a contribuinte tivesse registrado a pretensa compensação em sua escrita fiscal não poderia ser esta considerada para elidir o lançamento, já que o instrumento hábil para informar compensações realizadas é a DCTF. De acordo com as normas que regiam a matéria no citado período a compensação entre tributos de mesma espécies poderia ser realizada ser requerimento à autoridade administrativa, nos termos do art. 14 da IN SRF 21/97 Art. 14. Os créditos decorrentes de pagamento indevido, ou a maio,. que o devido, de tributos e contribuições da mesma espécie e destinaçã o constitucional, inclusive quando resultantes de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, poderão ser utilizados, mediante compensação, para pagamento de débitos da própria pessoa jurídica, correspondentes a períodos subseqüentes, desde que não apurados em procedimento de ofício, independentemente de requerimento. Todavia a IN SRF 73/96 estabelece no seu art. 7° que as compensações deverão, obrigatoriamente, ser informadas em DCTF, que também deverá conter informação, no caso de compensação, acerca do código da receita, da data do pagamento, do valor original da receita, expresso em moeda da época, e do valor utilizado para compensação. Art. 7° A DCTF deverá conter as seguintes informações, relativas ao trimestre de competência: I - número de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC do estabelecimento declarante; - razão social; //". • ,•- n• • é MF SEGUNDO CONSELO DE CONTRIBUINTES 2 CONFERE CO 'M O ORIGINAL . CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes O 72Processo & : 13839.003024/00-19 Brasilia, Recurso n2 : 129.986 Acórdão n2 : 204-01.845 Necy alista Øs Reis Mai Sizipe 91806 III - trimestre de ocorrência dos fatos geradores; IV - faturamento mensal; V - dados cadastrais do representante da pessoa jurídica; VI- código da receita e sua denominação; VII - período de apuração; VIII- base de cálculo, exceto para o IP.i, o IOF e a CPMF; IX - saldo credor anterior, créditos e débitos do período de apuração, relativos ao IPI; X - total do imposto apurado; XI- compensações; XII - valores com exigibilidade suspensa; XIII - pagamentos efetuados; XIV - parcelamentos concedidos; XV - o saldo a pagar por tributo ou contribuição; XVI - pedido de parcelamento dos tributos e contribuições a pagar, se for o caso. § 1 0 No caso de compensação deverá ser informado o código da receita, a data do pagamento, o valor original da receita, expresso em moeda da época, e o valor utilizado para compensação. O objetivo de tal dispositivo é exatamente permitir o controle das compensações pela SRF. Deve ser observado que o não cumprimento deste dispositivo permitiria ao contribuinte que ele supostamente realizasse compensações, sem qualquer controle da autoridade fiscal e, como tal compensação não foi informada à SRF poderiam os mesmos créditos serem usados para diversas compensações, sem qualquer controle. Desta forma o documento hábil para que as compensações realizadas entre tributos da mesma espécie sejam aceitas é a informação deste procedimento ao Fisco por meio de documento hábil, no caso as DCTF. Ressalte-se que aqui não se está discutindo o direito ou não aos créditos que a contribuinte alega ter recolhido a maior, nem o seu direito à compensação, mas apenas que à época do lançamento não haviam tais compensações sido efetuadas na forma da lei, exatamente por não terem sido declarada em DCTF. Diante do exposto, voto no sentido de denegar o pedido de perícia e, no mérito, negar provimento ao recurso. É como voto. • Sala das Sessões, em 18 de outubro de 2006. VITQ NA BAS OS A A Page 1 _0024300.PDF Page 1 _0024400.PDF Page 1 _0024500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10073.000249/2010-03
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2024
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
INTEMPESTIVIDADE.
A tempestividade é pressuposto intransponível para o conhecimento do recurso. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o decurso de trinta dias da ciência da decisão. Não se conhece das razões de mérito contidas na peça recursal intempestiva.
Numero da decisão: 2002-008.559
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, em razão de sua intempestividade.
Assinado Digitalmente
André Barros de Moura – Relator
Assinado Digitalmente
Marcelo de Sousa Sateles – Presidente
Participaram do presente julgamento os conselheiros Andre Barros de Moura,Carlos Eduardo Avila Cabral, Henrique Perlatto Moura, Joao Mauricio Vital, Ricardo Chiavegatto de Lima, Marcelo de Sousa Sateles (Presidente).
Nome do relator: ANDRE BARROS DE MOURA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 INTEMPESTIVIDADE. A tempestividade é pressuposto intransponível para o conhecimento do recurso. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o decurso de trinta dias da ciência da decisão. Não se conhece das razões de mérito contidas na peça recursal intempestiva.
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A tempestividade é pressuposto intransponível para o conhecimento do recurso. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o decurso de trinta dias da ciência da decisão. Não se conhece das razões de mérito contidas na peça recursal intempestiva. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, em razão de sua intempestividade. Assinado Digitalmente André Barros de Moura – Relator Assinado Digitalmente Marcelo de Sousa Sateles – Presidente Participaram do presente julgamento os conselheiros Andre Barros de Moura,Carlos Eduardo Avila Cabral, Henrique Perlatto Moura, Joao Mauricio Vital, Ricardo Chiavegatto de Lima, Marcelo de Sousa Sateles (Presidente). Fl. 89DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.559 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 10073.000249/2010-03 2 RELATÓRIO Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Em procedimento de revisão interna de declaração de rendimentos correspondente ao ano calendário de 2007, foi lavrada a notificação de lançamento de fls. 5 a 8, em que foi apurada a infração de compensação indevida de imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 12.837,86 (fl. 6). Em virtude dessa infração, foi apurado o imposto de renda pessoa física de R$ 7.164,74, acrescido de multa de mora e juros de mora regulamentares, perfazendo o crédito total de R$ 9.948,23. Na descrição dos fatos e devido enquadramento legal consta que não foi possível comprovar o valor de fonte declarado pelo Interessado proveniente da Reclamação Trabalhista RT 02692-200-341-01-00-3 tendo em vista a falta de apresentação do DARF de recolhimento do IRRF. Inconformado, o Interessado apresentou a impugnação de fl. 02, alegando que por ser portador de “linfoma” recebeu orientação dos seus advogados e solicitou o desbloqueio pela justiça do valor retido. Por esse motivo, compensou o IRRF na declaração do ano calendário de 2007 – exercício 2008. Alega a seguir, que o valor retido encontra-se em poder da justiça depositado em uma agência da Caixa. Por fim, requer o cancelamento do débito fiscal reclamado. Cientificado da decisão de primeira instância em 09/07/2013, o sujeito passivo interpôs, em 21/08/2013, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que: a) a fonte pagadora é a responsável pelo informe de rendimentos, retenção e recolhimento do imposto de renda retido na fonte É o relatório. VOTO Conselheiro(a) Andre Barros De Moura - Relator(a) Pressupostos de admissibilidade Os artigos 5° e 33 do Decreto 70.235, de 1972 estabelecem as regras para contagem do prazo de interposição do recurso voluntário: Art. 5° Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia de início e incluindo-se o do vencimento. Fl. 90DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.559 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 10073.000249/2010-03 3 Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. ... Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No presente caso, conforme consta do AR de fl. 81 o contribuinte foi intimado da decisão de origem no dia 09/07/2013 tendo interposto seu recurso somente no dia 21/08/2013, portanto mais de 30 (trinta) dias após a ciência da decisão. Portanto trata-se de recurso intempestivo. Conclusão Por todo o exposto, voto por não conhecer do Recurso Voluntário em razão de sua intempestividade. (documento assinado digitalmente) Andre Barros De Moura Fl. 91DF CARF MF Original Acórdão Relatório Voto
score : 1.0
Numero do processo: 10384.000694/2002-41
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Ementa: PIS
Período de apuração: 01/10/1995 a 01/11/1998
CONTRIBUIÇÃO AO PIS. MP 1.212/95. ADIN 1.417-0. EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 07/70 ATÉ O PERÍODO DE APURAÇÃO DE FEVEREIRO/96. A declaração inconstitucionalidade da aplicação retroativa da sistemática de apuração do PIS instituída pela Medida Provisória nº 1.212/95 e posteriores reedições, convertida na Lei nº 9.715/98, pelo STF, não implica na inexistência de norma instituidora da Contribuição ao PIS, sendo improcedente o pedido de restituição que se funde na inexistência de obrigação de recolhimento durante o período compreendido entre outubro de 1995 e novembro de 1998.
Recurso negado.
Numero da decisão: 204-01.865
Decisão: Acordam os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: FLAVIO DE SÁ MUNHOZ
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CC-MF - Ministério da Fazenda ztX. ..S. Segundo Conselho de Contribuintes Fi. de outes Processo nQ : 10384.000694/2002-41 Publjr15191:jk___I Recurso n de Q : 129.916 • 41.0Rubtica Acórdão : 204-01.865 rcicol cinatnu mF.segundo cons. erolia !no Recorrente : JORGE BATISTA E CIA LTDA. Recorrida : DRJ em Fortaleza - CE PIS Período de apuração: 01/10/1995 a 01/11/1998 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL CONTRIBUIÇÃO AO PIS. MP 1.212/95. ADIN .417- . 0. EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE Brasília, 0 492. INCONSTITUCIONALIDADE. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA INSTITUÍDA PELA LEI • Maria.tAl erNiivais COMPLEMENTAR N° 07/70 ATÉ O PERÍODO DE Mal Siar. 91641 APURAÇÃO DE FEVEREIRO/96. A declaração inconstitucionalidade da aplicação retroativa da • sistemática de apuração do PIS instituída pela Medida Provisória n° 1.212/95 c posteriores reedições, convertida na Lei n° 9.715/98, pelo STF, não implica na inexistência de norma instituidora da Contribuição ao PIS, sendo improcedente o pedido de restituição que se funde na inexistência de obrigação de recolhimento durante o período compreendido entre outubro de 1995 e novembro de 1998. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por JORGE BATISTA E CIA LTDA. Acordam os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. • Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006. Henrique Pinheiro Torres Presidente Flávio de A. Munhoz Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta, Júlio César Alves Ramos e Rodrigo Bernardes de Carvalho. --1 Ausentes os Conselheiros Leonardo Siade Manzan e Mauro Wasilewski (Suplente). -4 1 4 ke . , .3c,1,..,•,,, . ,',,, . . , • hW - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,. CONFERE COM O ORIGINAL . „,. . BraSilia, 01' 1 e 2 i_ed 22 CC-MF . - Ministério da Fazenda "W..." _ • 0,, ,,e '. ' Fl . . Segundo Conselho deContribu.tes . M a ri a Luzi lar Novais _______ - 'x bit Si/9l641 Processo tr' : 10384.000694/2002-41 Recurso 1112 : 129.916 Acórdão n : 204-01.865 Recorrente : JORGE BATISTA E CIA LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário interposto por Jorge Batista e Cia Ltda., contra decisão daarta Turma de Julgamento da DRJ em Fortaleza - CE, que indeferiu o Pedido de Resti ição/Compensação dos créditos de PIS, relativos ao período de apuração de outubro de 1995 a novembro de 1998. Os fatos encontram-se assim descritos no relatório que compõe a decisão recorrida: Trata o presente procésso de Pedido de Restituição (fls. 01/03) da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, no valor de R$ 458.686,06 , com fulcro na Instrução Normativa SRF n° 006/2000, que garante o ressarcimento dos valores recolhidos da aludida contribuição referente ao período de apuração de outubro de 1995 a novembro de 1998. Consubstanciado na Informação do Setor de Administração Tributária — Sorat (fls. 182/186), que concluiu pela improcedência dos argumentos utilizados pelo contribuinte para classificar como indevidos os recolhimentos do PIS efetuados no período de 01/10/1995 a 01/11/1998, o Titular da Delegacia da Receita Federal em Floriano (PI), por meio do Despacho Decisório (fl. 186), indeferiu o pleito do requerente. Inconformado com o indeferimento do Pedido de Restituição, do qual tomou ciência em 12/09/2002 (fl. 188), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 04/10/2002 (fls. 203/205) contra o Despacho Decisório (fls. . 182/186), na qual fundamenta sua defesa com os argumentos a seguir descritos: - a Medida Provisória n° 1.212/95, com suas diversas publicações, teve por objetivo de normatizar o PIS após a declaração te inconstitucionalidade dos Decretos-lei n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988, cujo efeito erga omnes foi determinado pela Resolução do Senado n°49/95; - - as reedições da MP n° 1.212/95, no total de 38 (trinta e oito), no período de 1995 a 1998, não observaram o prazo máximo de 30 (trinta) dias para manter a eficácia, conforme determina o art. 62 da Constituição Federal de 1988; - a MP n° 1.365/96, publicada no DOU de 13/03/96, expirou no dia 11/04/96, sendo que a MP n° 1.407/96 somente foi publicada em 12/04/96, isto é, fora do prazo determinado na Constituição, perdendo, assim, sua eficácia; - traz à colação decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça relativamente ao prazo de reedição de Medidas Provisórias; - com a reedição de medida provisória fora de prazo, acarretou duas conseqüências, a primeira à perda da eficácia da MP n° 1.365/96, inexistindo a sua reedição, a segunda decorre da imposição do art. 195, §6°, da Constituição , Federal, a qual daria vigência a MP n°1.407/96; • - assim, por-spusência de lei, as contribuições para o PIS neste período, cuja eficácia da aplicação foi suprimida, constituem-se em crédito restituível e/ou compensável; /./., , . 2 , MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • CONFERE COM O ORIGINAL Brasília, O 02 I 0", CC-MFMinistério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contrib tes 1/4 • Maria Luzim r Novais•%•;„3,`-:n . lit. Sive 91641 Processo 11.12 10384.000694/2002- Recurso d. : 129.916 Acórdão Q : 204-01.865 - afirma que o presente pleito não está embasado em teses ou questionamento de mérito, que devem ser buscados no justiça, mas sim no cumprimento da Constituição Federal, que determina em seu art. 62 o prazo de validade das medidas provisórias, dispositivo seguido pelo STF, STJ e Conselho de Contribuintes. Diante do exposto, requer o contribuinte a impugnaça do Despacho Decisório • e, por conseqüência, o reconhecimento e a homoldgação do crédito total pleiteado, a ser restituído, bem como a manutenção das compensações já efetuadas, a suspensão de cobrança de débitos compensados até o julgamento final do presente processo e, por fim, seja emitida, quando necessário, Certidão Positiva de Débito com efeito de negativa. É o relatório. A DRJ em Fortaleza - CE manteve o indeferimento do pedido de restituição/compensação. Contra a referida decisão, a Recorrente apresentou o competente recurso voluntário ora em julgamento, no qual ratificou as suas razões. É o relatório. • 3 MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " • CONFERE COM O ORIGINAL-5 Brasilia 1 O I 04' 22 CC-MF Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribu tes u . nt No ais' Fl. • - lat. Siupe 91641 • Processo n2 : 10384.000694/2002-41 Recurso n2 : 129.916 Acórdão n : 204-01.865 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ Tratam os presentes autos de pedido de restituição/compensação de olhimentos supostamente indevidos, a título de Contribuição ao PIS nos períodos de a uração de outubro de1995 a novembro de 1998. O crédito pleiteado pela Recorrente, ao qual vinculou as compensações, se refere aos pagamentos realizados pela contribuinte com base na Medida Provisória n° 1.212/95 e suas posteriores reedições, convertida na Lei n° 9.715/98, sob o argumento de que a liminar proferida pelo STF na ADIN 1.417-0 suspendeu a eficácia do art. 15 da referida Medida Provisória até a decisão de mérito. • A liminar proferida pelo plenário do STF na referida ADIn, suspendeu os efeitos da expressão "aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 10 de outubro de 1995", contida na parte final do art. 15 da MP 1.212/95 e suas reedições posteriores. Portanto, o STF apenas declarou inconstitucional a retroatividade da cobrança. Referida liminar foi confirmada na decisão de mérito, cuja ementa transcreve-se abaixo: EMENTA: Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP. Medida Provisória. Superação, por sua conversão em lei, da contestação do preenchimento dos requisitos de urgência e relevância. Sendo a contribuição expressamente autorizada pelo art. 239 da Constituição, a ela não se opõem as restrições constantes dos artigos 154, I e 195, á s 4°, da mesma Carta. Não compromete a autonomia cÊ orçamento da seguridade social (CF, art. 165, 5°, III) a atribuição, à Secretaria da Receita Federal de administração e fiscalização da contribuição em causa. Inconstitucionalidade apenas do efeito retroativo imprimido à vigência da • contribuição pela parte final do art. 18 da Lei n°9.715-98. (destacamos) • Referida decisão, tomada em Sessão Plenária do STF em 02 de agosto de • 1999, foi publicada no Diário Oficial em 23 de março de 2001. Referido entendimento já havia sido manifestado pelo Egrégio STF em Acórdão proferido nos autos do Recurso Extraordinário n° 232.896-3/PA. Em razão da jurisprudência do STF, foi editada a Instrução Normativa • SRF n° 006, de 19 de janeiro de 2000, na qual a administração vedou a constituição de • créditos tributários de PIS nos períodos de apuração de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 com base na MP 1.212/95 e ordenou a aplicação da Lei Complementar n° 07/70 aos . fatos geradores ocorridos durante os referidos períodos. -4 Além disso, foi editada a Resolução do Senado n° 10, de 07 de junho de 2005, por meio da qual foi suspensa a execução da disposição julgada inconstitucional. 4 • • MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL • Brasília, 0 6 / / 0"/ 22 CC-MF - Ministério da Fazenda 0~, Fl. nfr,s.:-,--4.0" Segundo Conisepp de Contribu . ites Maria LLIzIrn4 Novais Mat. Siape 164 I -eroèesso n 10384.900694/2002-41 Recurso )1' :„ .129 91' Acórdão n2 : 204-01.865 Sustenta a Recorrente que, em razão das referidas decisões, durante o período de outubro de .1995 até a publicação da Lei n° 9.715/98 , não havia no ordenamento legal norma que dispusesse sobre o fato gerador do PIS, pelo que referida contribuição tornou-se inexigível durante este período. Não assiste razão à Recorrente. - A liminar proferida pelo plenárip do STF na referida ADIn, suspendeu os efeitos da expressão "aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995", contida na parte final do art. 15 da MP 1.212/95 e suas reedições posteriores. • Portanto, o STF apenas declarou inconstitucional a retroatividade da cobrança. Sendo assim, os dispositivos da MP 1.212/95 passaram a surtir efeitos -em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do período de apuração de março de 1996, permanecendo em vigor, até o período de apuração de fevereiro de 1996 (noventa dias após a sua publicação), inclusive, a sistemática de apuração instituída pela Lei Complementar n° 07/70. Isto posto, são improcedentes as alegações da Recorrente de que durante o período de outubro de 1995 a novembro de 1998 não havia no ordenamento jurídico norma instituindo a cobrança de PIS. Com estas considerações, nego provimento ao recurso para confirmar a decisão recorrida e não homologar a compensação. Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006. 4 , FLÁVIO DE 1Á MUNHOZ • • . , • • 5 Page 1 _0033200.PDF Page 1 _0033300.PDF Page 1 _0033400.PDF Page 1 _0033500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 11020.905910/2008-24
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003
COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE.
Despacho decisório, mesmo que proferido com vista a afastar a homologação tácita da compensação, cujo teor contenha os elementos necessários para o sujeito passivo saber do quê, como e diante de quem se defender possibilita o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, e não contém vício de nulidade.
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE.
É válida a decisão de primeira instância em que se enfrentam todas as razões aduzidas na manifestação de inconformidade.
Numero da decisão: 3402-001.014
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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Recorrida DRJ em PORTO ALEGRERS ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2003 a 31/10/2003 COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. Despacho decisório, mesmo que proferido com vista a afastar a homologação tácita da compensação, cujo teor contenha os elementos necessários para o sujeito passivo saber do quê, como e diante de quem se defender possibilita o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, e não contém vício de nulidade. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. É válida a decisão de primeira instância em que se enfrentam todas as razões aduzidas na manifestação de inconformidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Nayra Bastos Manatta Presidente. Sílvia de Brito Oliveira Relatora. EDITADO EM: 06/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (presidente), Júlio César Alves Ramos, Angela Sartori, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan Fl. 57DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 2 Relatório A contribuinte qualificada neste processo transmitiu, em 20 de fevereiro de 2004 Pedido de Restituição/Declaração de Compensação (PER/DCOMP) para declarar a compensação de débito da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) do período de apuração de outubro de 2003 com crédito decorrente de pagamento indevido dessa mesma contribuição do período de junho de 2000. A compensação não foi homologada, pois o pagamento indicado como origem do crédito fora integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte. Foi apresentada manifestação de inconformidade contra essa homologação parcial da compensação e a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto AlegreRS (DRJ/POÁ) julgoua improcedente, o que deu ensejo à interposição de recurso voluntário para alegar a nulidade do acórdão recorrido, por ausência de motivação, desvio de finalidade e prejuízo ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Ao final, a contribuinte solicitou a decretação da nulidade da decisão da DRJ/POA ou que seja provido o recurso para homologar a compensação declarada. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira, Relatora O recurso é tempestivo e seu julgamento está inserto na esfera de competência da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), devendo, pois, ser conhecido. De início, registrese que o tópico da peça recursal que trata da nulidade do Acórdão recorrido e, ao final, o pedido, quanto à decretação de nulidade, restringese àquele Acórdão. Contudo, nas argumentações expendidas, a recorrente confundiu o despacho decisório e a decisão ora recorrida, mas as considerações a seguir são pertinentes para o exame da validade tanto do despacho decisório quanto da decisão da primeira instância. A contribuinte alegou que seria nulo o ato administrativo que não homologou a compensação, pois, antes de emitir tal ato, a fiscalização deveria cientificarse da natureza e da origem do crédito pretendido e também porque esse ato teria extrapolado sua função precípua e tornouse meio oblíquo para interrupção do prazo de homologação tácita da compensação declarada. Na análise dessa matéria, cumpre primeiro lembrar que, diferentemente do processo de determinação e exigência de crédito tributário, a cuja regência destinavase originalmente o Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, o processo de restituição, de ressarcimento ou de compensação é de iniciativa do sujeito passivo, a quem cabe provar o direito por ele alegado. Fl. 58DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A Processo nº 11020.905910/200824 Acórdão n.º 3402001014 S3C4T2 Fl. 55 3 Assim, a fiscalização não está obrigada a nenhum procedimento prévio ao despacho decisório. O que lhe cabe é, diante das informações e provas fornecidas no pedido inicial e posteriormente, em atenção a intimações que a fiscalização julgar necessárias, reconhecer o direito pleiteado ou oporlhe resistência com indeferimento do pleito. Na hipótese de resistência da Administração Tributária, que é consubstanciada no despacho decisório por meio do qual indeferese a pretensão do sujeito passivo, para que não fique prejudicado o devido processo legal, tal resistência deverá ser devidamente fundamentada para que o sujeito passivo saiba do que se defender e, com isso, possa, tempestivamente, manifestar sua inconformidade com o indeferimento de seu pedido, instaurando, assim, a fase litigiosa do processo de restituição, de ressarcimento ou de compensação. Ora, uma vez indeferido o pedido de compensação, é oferecida à contribuinte oportunidade de fazer prova do direito pleiteado, nos termos do art. 16, inc. III, do Decreto nº 70.235, de 1972, ocasião em que poderia a ora recorrente esclarecer e provar a “natureza” e a “origem” do crédito pleiteado, bem como contestar os fundamentos do despacho decisório. Aqui, cumpre observar que, da mera leitura do despacho decisório proferido, inferese que não pode prosperar a alegação de ausência de fundamentação, pois, no referido despacho, a autoridade fiscal informou que fora localizado o pagamento com as características do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) informado pela contribuinte, contudo, verificouse que esse pagamento já havia sido utilizado para quitação do débito da contribuição para o PIS do período de apuração de junho de 2000 e dos débitos confessados em PER/DCOMP anteriores discriminadas no despacho decisório. Portanto, são perfeitamente claras as razões de fato e o fundamento de direito do despacho decisório e, quanto à decisão recorrida, esta encontrase em perfeita consonância com a manifestação de inconformidade apresentada, uma vez que foram enfrentados todas as razões de defesa argüidas pela contribuinte. Sendo assim, verificase que os atos praticados e os procedimentos adotados no curso deste processo permitem que a contribuinte saiba do que, como e diante de quem se defender. Por conseguinte, não vislumbro, nas decisões proferidas pela unidade local da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e pela DRJ/POA, prejuízo ao contraditório e à ampla defesa, tampouco ao devido processo legal. Nesse ponto, transcrevese, por oportuno, trecho do comentário do julgador Gilson Wessler Michels, da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de FlorianópolisSC, em anotações e comentários do Decreto nº 70.235, de 1972: (...) Já Nelson Nery Costa enfatiza que o direito de plena defesa não fica evidenciado pelo que ocorre durante o processo ou no processo, mas de um rito previamente estabelecido no qual as sanções legais e as condições para que a defesa seja ampla e justa estejam também antecipadamente definidas. O jurista afirma, ainda, a indissociabilidade entre o princípio da ampla defesa e o do contraditório, defendendo a inocuidade da defesa que não puder contraditar a acusação, estabelecendo o caráter dialético do processo, que caminha através de contradições a Fl. 59DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 4 serem finalmente superadas pela atividade sintetizadora do juiz; não basta “o simples oferecimento de oportunidade para produção de provas, mas também a quantidade e a qualidade de defesa devem ser satisfatórias”. (...) Quanto ao alegado desvio de finalidade do despacho decisório, é dever do agente fiscal zelar pela garantia da cobrança dos créditos tributários e, conquanto a questão insirase no caráter volitivo do ato praticado, que não nos é dado conhecer, a prolação de despacho decisório com vista apenas à evitar a homologação tácita da compensação não configura, por si só, vício de nulidade. Relativamente à possibilidade de comprovação do direito creditório em qualquer fase processual, já manifestei em outros votos o entendimento de que, no processo administrativo, a prova de fato não está sujeita à preclusão. Contudo, até o momento, a contribuinte não trouxe nenhuma prova ou indício de prova do seu direito, tampouco esclareceu os fatos “origem” e “natureza” do crédito pretendido. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 60DF CARF MF Emitido em 19/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 13/04/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A
score : 1.0
Numero do processo: 10280.004824/2002-83
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 2006
Ementa: CPMF.
MULTA DE OFÍCIO. REDUÇÃO. A multa regulamentar por atraso na entrega de declaração de CPFM, prevista em legislação própria deve ser reduzida aos valores estabelecidos na nova legislação de regência sobre a matéria por ser mais benéfica à contribuinte.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 204-01.870
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
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Segundo Conselho de Contribuintes , WIF-Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10280.004824/2002-83 Public do no D=a ) da União Recurso 11.2 : 134.666 Rume. Acórdão n2 : 204-01.870 Recorrente : DL' EM BELÉM - PA Interessada : Cooperativa Economia Crédito Mútuo Funcionários Sudam Ltda. CPMF. MULTA DE OFÍCIO. REDUÇÃO. A multa regulamentar por MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRWINTES CONFERE COM O ORIGINAL atraso na entrega de declaração de CPFM, prevista em 4 • legislação própria deve ser reduzida aos valores estabelecidos na Brasília, , nova legislação de regência sobre a matéria por ser mais . benéfica à contribuinte. Necy Batista dos Reis Recurso de oficio negado. Mat. Siape 91806 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela DR.! EM BELÉM - PA. • ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. • Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006. HenriGe Pid121eir-o T'o"rr"."-r"r-.9 Presidente a())/i':-Pt o 9n-i9t a Relatora 1 • • Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Jorge Freire, Flávio de Sá Munhoz, Júlio César Alves Ramos e Rodrigo Bernardes de Carvalho. Ausentes os Conselheiros Leonardo Siade Manzan e Mauro Wasilewski (Suplente). 1 • • •, . flE CONTRIBUINTES,iliF - SEGUNDO CONSq1.10 . Ministério da Fazenda CC-MF i Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL , Brasiiia;-- - d / t / 0) • Processo n2 : 10280.004824/2002-83 dic-cf Recurso 134.666 Necy Batista dos Reis Acórdão n : 204-01.870 N1:ti Siape. 911{06 wInmes _ Recorrente : DRJ EM BELÉM - PA • • RELATÓRIO Trata-se de recurso de ofício interposto contra decisão proferida pela DRJ em f Belém - PA que reduziu a multa regulamentar lançada por falta de entrega das declarações de CPMF (mensais e trimestrais) nos prazos legais, prevista no art. 11, §§ 1 0, 2° e 3° do Decreto-Lei • n° 1.968/82, com redação dada pelo art. 10 do Decreto-Lei n° 2065/83 e ratificada no art. 5°, § 3° 1' do Decreto-Lei n° 2124/84, bem como no art. 47, inciso II da Medida Provisória n° 2037-21 de • 2000, para os percentuais previstos na Lei n° 10.833/03 em virtude da retroatividade benigna prevista no art. 106, II, "c" do CTN. Ressalte-se que a multa foi reduzida em 50% desde o lançamento em razão de a contribuinte ter apresentado as declarações após ter sido intimada. Esta redução foi mantida pela decisão recorrida. • Não houve apresentação de recurso voluntário. É o relatóri. oo. •.r6\-1 ..*. • • • • • 2 • t' • . - • Ministério da Fazenda MF SEGUIU() CONSELHO DE CON T.inBUINTE:-, Fl. Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O OREGLNAL • ' Processo n2 : 10280.004824/2002-83 Recurso n2 : 134.666 1 A-9f Necy Batista dos Reis Acórdão n2 : 204-01.870 L Mal Siape 918(16 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA NAYRA BASTOS MANATTA• Trata-se de recurso de oficio interposto pela DRJ em Belém - PA face à decisão que reduziu a multa regulamentar lançada aos valores previstos na Lei n° 10833/03. É de se observar que o lançamento aplica a multa regulamentar nos percentuais previstos no art. 47, inciso II da Medida Provisória n° 2037-21, de 2000, no montante de R$ 10.000,00 por mês ou fração de atraso na apresentação de declaração de CPMF, aplicável para todas as instituições financeiras obrigadas às entregas das referidas declarações, foi reduzida, para as cooperativas de crédito, a R$ 200,00 ao mês-calendário ou fração por atraso na • entrega de declarações de CPMF. O novo dispositivo deve ser aplicado retroativamente sempre que beneficiar- a--'14. autuada, nos termos do artigo 106, II, "c", do Código Tributário Nacional, independentemente da data de ocorrência do fato gerador, conforme inciso I do Ato Declaratório Normativo COSIT n° 1, de 07, de janeiro de 1997. Correta, portanto, a decisão que reduziu o montante da multa lançada a R$ 200,00 ao mês-calendário ou fração por atraso na entrega das declarações de CPMF, para as cooperativas de crédito, face à legislação superveniente mais benéfica à contribuinte. Ressalte-se que mesmo esta multa deve ser reduzida a 50% em virtude de a 1 contribuinte ter apresentado as declarações no prazo estabelecido na intimação fiscal, conforme, inclusive foi lançado, nos exatos termos determinados pela decisão recorrida. • • Diante do exposto, nego provimento ao recurso de ofício interposto. i ••É como voto. ' Sala das Sessões, em 19 de outubro de 2006. ••BAS 8S NA A '4, • • 3 Page 1 _0035800.PDF Page 1 _0035900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10805.720160/2019-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2024
Numero da decisão: 2401-001.005
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator.
Sala de Sessões, em 1 de outubro de 2024.
Assinado Digitalmente
José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro – Relator
Assinado Digitalmente
Miriam Denise Xavier – Presidente
Participaram da sessão de julgamento os julgadores José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Monica Renata Mello Ferreira Stoll, Elisa Santos Coelho Sarto, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier.
Nome do relator: JOSE LUIS HENTSCH BENJAMIN PINHEIRO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. Sala de Sessões, em 1 de outubro de 2024. Assinado Digitalmente José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro – Relator Assinado Digitalmente Miriam Denise Xavier – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Monica Renata Mello Ferreira Stoll, Elisa Santos Coelho Sarto, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2024-10-17T11:57:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2024-10-17T11:57:35Z; Last-Modified: 2024-10-17T11:57:35Z; dcterms:modified: 2024-10-17T11:57:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2024-10-17T11:57:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2024-10-17T11:57:35Z; meta:save-date: 2024-10-17T11:57:35Z; pdf:encrypted: false; modified: 2024-10-17T11:57:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2024-10-17T11:57:35Z; created: 2024-10-17T11:57:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2024-10-17T11:57:35Z; pdf:charsPerPage: 1200; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) using ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) using ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2024-10-17T11:57:35Z | Conteúdo => D O C U M E N T O V A L ID A D O MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais PROCESSO 10805.720160/2019-85 RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA SESSÃO DE 1 de outubro de 2024 RECURSO VOLUNTÁRIO RECORRENTE GOCIL SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA – EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL INTERESSADO FAZENDA NACIONAL Assunto: Conversão do Julgamento em Diligência RESOLUÇÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto do relator. Sala de Sessões, em 1 de outubro de 2024. Assinado Digitalmente José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro – Relator Assinado Digitalmente Miriam Denise Xavier – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Guilherme Paes de Barros Geraldi, Monica Renata Mello Ferreira Stoll, Elisa Santos Coelho Sarto, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier. RELATÓRIO Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 18.842/18.867) interposto em face de decisão (e-fls. 18.815/18.827) que julgou improcedente impugnação contra Auto de Infração - AI (e-fls. Fl. 19562DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10805.720160/2019-85 2 18.724/18.734) por compensação com falsidade da declaração, a envolver o período de apuração de 07/02/2014 a 26/01/2015. O AI foi cientificado em 01/02/2019 (e-fls. 18.794/18.795). Do Relatório Fiscal (e-fls.18.710/18.723), extrai-se: 1. O presente relatório tem por finalidade descrever os fatos que ensejaram a aplicação Multa Isolada de que trata o art. 89, § 10, da Lei nº 8.212/91 c/c o art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. 2. A empresa foi objeto de auditoria das informações prestadas nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência – GFIP, especificamente em relação aos valores declarados a título de Retenção 11% Lei 9711/98 e Compensação, sendo que parte dos valores não foi homologado, conforme Despacho Decisório, Processo Digital nº 10880-737044/2018-11, cuja ciência ocorreu em 12/12/2018, por meio da Caixa Postal, considerada seu Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) perante a Receita Federal do Brasil. (...) 7. Aplicação da Multa Isolada de que trata o art. 89, § 10, da Lei nº 8.212/91 c/c o art. 44, I, da Lei nº 9.430/96, tendo em vista que após a verificação da existência de créditos da contribuinte informados nas Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP a título de Retenção 11% Lei 9.711/98 e Compensação no período de 01/2014 a 12/2014, foi constatada compensação indevida. (...) 52. Após diversas intimações com solicitações de esclarecimentos, a empresa não conseguiu comprovar a totalidade do direito “líquido e certo” dos valores que declarou a título de retenção / compensação reduzindo indevidamente o valor devido da contribuição previdenciária a recolher, e, dessa forma, violando o art. 89, da Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, DOU 25/07/1991. Art. 89. As contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, as contribuições instituídas a título de substituição e as contribuições devidas a terceiros somente poderão ser restituídas ou compensadas nas hipóteses de pagamento ou recolhimento indevido ou maior que o devido, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). 53. Como consequência das compensações indevidas, foi aplicada a Multa Isolada de que trata o art. 89, § 10, da Lei nº 8.212/91 c/c o art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. Na impugnação (e-fls. 18.741/19.755), foram abordados os seguintes tópicos: (a) Nulidade pela pendência de defesa administrativa em face da não homologação da compensação. (b) Nulidade pela falta de enquadramento legal correto. (c) Ausência de comprovação de dolo. Fl. 19563DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10805.720160/2019-85 3 (d) Multa máxima de 50%. (e) Multa sobre período não objeto do processo que originou a sanção. (f) Suspensão do processo. (g) Provas. A seguir, transcrevo do Acórdão de Impugnação (e-fls. 18.815/18.827): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 07/02/2014 a 23/01/2015 RELAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE - NULIDADE. INEXISTÊNCIA. A inexistência de decisão administrativa definitiva acerca da compensação que, num primeiro momento, não foi homologada, não é óbice legal à lavratura de Auto de Infração para a aplicação da multa isolada de 150% (cento e cinquenta por cento) sobre o montante glosado das compensações realizadas indevidamente, prevista no § 10 do art. 89 da Lei 8.212/91 c/c art. 44, I, da Lei 9.430/96. PRODUÇÃO DE PROVAS. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. A apresentação de provas, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 07/02/2014 a 23/01/2015 MULTA ISOLADA DE 150%. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. FALSIDADE DE DECLARAÇÃO. Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada, o contribuinte estará sujeito à multa isolada prevista no §10 do artigo 89 da Lei nº 8.212/1991, aplicada no percentual de 150%, que terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. A conduta do contribuinte, sujeita à multa isolada prevista no §10 do artigo 89 da Lei nº 8.212/1991, ocorre nos meses em que as GFIP’s, com as informações falsas, foram entregues. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O Acórdão foi cientificado em 16/08/2019 (e-fls. 18.831/18.838) e o recurso voluntário (e-fls. 18.842/18.867) interposto em 05/09/2019 (e-fls. 18.840/18.841), em síntese, alegando: Fl. 19564DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10805.720160/2019-85 4 (a) Nulidade do Acórdão por ausência de fundamentação/motivação. É clara e evidente a nulidade do acórdão recorrido ao não enfrentar os fundamentos arguidos no sentido da nulidade pela falta de enquadramento legal correto, ou seja, o enquadramento no §17º do artigo 74 da Lei 9.430/96, que trata justamente da não homologação de compensação. Assim, ofendeu-se ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, impondo-se o reconhecimento da nulidade e a determinação de retorno dos autos à Delegacia de Julgamento para manifestação sobre todos os pontos/argumentos suscitados na manifestação de inconformidade. (b) Nulidade pela pendência de defesa administrativa em face da não homologação da compensação. Diante da pendência de recurso voluntário no processo relativo à não homologação das compensações (10880.737044/2018-11), o presente lançamento da multa isolada de 150% é nulo, sendo nítida a relação de prejudicialidade e pendente a exigibilidade (Lei n° 9.430, de 1996, art. 74, §18). Logo, há nulidade por falta de pressuposto obrigatório para a exigência e por violação aos arts. 142 e 116, II, do CTN, estando suspensa a exigibilidade da multa (Lei n° 9.430, de 1996, art. 74, §1°). (b) Nulidade pela falta de enquadramento legal correto. A imputação legal está incorreta diante do enquadramento no §10º do artigo 89 da Lei 8.212/91 c/c o inciso I do artigo 44 da Lei 9.430/96 (fl. 18.721), ao invés do correto enquadramento legal disposto no §17º do artigo 74 da Lei 9.430/96, que trata justamente da não homologação de compensação. Além do cerceamento de defesa, há violação do art. 144 do CTN, eis que o lançamento deve se reportar à data de ocorrência do fato gerador. Logo, o auto de infração é nulo, vez que em total desamparo legal e em total afronta ao devido processo legal, ampla defesa e ao contraditório. (c) Ausência de comprovação de dolo. A fundamentação é impertinente para lastrear a multa, não tendo a fiscalização descrito e nem comprovado que a recorrente falsificou as compensações com dolo, tampouco sonegação, fraude ou conluio, como solicita o §1º do artigo 44 da Lei 9.430/96 e os artigos 71, 72 e 73 da Lei 4.502/1964, o que, por si só, deve proporcionar a sua nulidade. Além do mais, não há que se falar em dolo da recorrente de “falsificar” as compensações, na medida em que se tratam de compensações oriundas de retenções da fonte, ou seja, o imposto já é retido na própria nota fiscal ficando a cargo do tomador de serviços o recolhimento. E a presunção de boa-fé é princípio geral de direito universalmente aceito, sendo milenar parêmia: a boa- fé se presume; a má-fé se prova, como se observa do Tema Repetitivo nº 243 do Superior Tribunal de Justiça. Neste mesmo sentido, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais proferiu a Súmula Vinculante de nº 25. Fl. 19565DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10805.720160/2019-85 5 Portanto, para que houvesse a aplicação de multa isolada contra a recorrente necessária seria a comprovação material de falsidade de declaração, o que sequer foi produzida pela Fiscalização. Tanto é verdade que a Fiscalização aplica a multa isolada em dois singelos parágrafos às fls. 18.720 e 18.721, em que aponta tão somente o texto legal, sem, contudo, comprovar o dolo do contribuinte em supostamente falsificar a declaração. Dessa forma, evidente a atipicidade para a cobrança da multa punitiva, ainda mais se qualificada. (d) Multa máxima de 50%. Superados os demais argumentos, deve ser aplicada a multa do §17 do artigo 74 da Lei 9.430, de 1996, que trata exatamente do presente caso, qual seja, a não homologação de compensação. (e) Multa sobre período não objeto do processo que originou a sanção. Não homologadas compensações do período de 01/2014 a 12/2014, inclusive o décimo terceiro, não há que se exibir multa isolada em relação ao ano de 2015. (f) Suspensão do processo. O feito deve ser suspenso, estando pendente discussão administrativa sobre as compensações. Em 12/09/2020 (e-fls. 18.919/18.921), a recorrente apresenta petição (e-fls. 18.922/18.936) veiculando a novel alegação de erro material, arguição que não seria passível de preclusão, instruindo-a com laudo pericial, a se basear em documentos já constantes dos autos, e com documentos, postulando a nulidade do lançamento por ausência de razão para a imposição da multa isolada, ausente qualquer comprovação de dolo, fraude e/ou sonegação, impondo-se a nulidade por vício insanável, o erro material na base de cálculo. Em 20/07/2023 (e-fls. 19.541/19.542), a recorrente postula suspensão de restrição junto ao CADIN, visto ter apresentado documentos (e-fls. 19.542/19.560) para liberação de CND (e-fls. 19.561). O presente processo n° 10805.720160/2019-85 está apensado ao processo principal n° 10880-737044/2018-11, conforme Termo de e-fls. 18839. É o relatório. VOTO Conselheiro José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Relator. Sobrestamento. O Regimento Interno do CARF ao dispor sobre a vinculação de processos revela o cabimento do sobrestamento do julgamento do presente processo decorrente (multa isolada do art. 89, § 10, da Lei nº 8.212, de 1991) até que o recurso voluntário no presente processo possa ser apreciado em conjunto com recurso voluntário interposto no processo principal n° 10880-737044/2018-11 ou até que se ateste ter transitado em julgado decisão de Fl. 19566DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10805.720160/2019-85 6 primeira instância a apreciar a Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório emitido no processo principal, vejamos: Regimento Interno do CARF - Portaria MF n° 1.634, de 2023. Art. 47 Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observando- se o disposto neste artigo. § 1º Os processos podem ser vinculados por: I - conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fatos idênticos, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II - decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III - reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos. (...) § 4º Se o processo principal, nas hipóteses previstas nos incisos II e III do § 1º, não estiver localizado no CARF, o processo decorrente ou reflexo será enviado à unidade de origem, para apensação ao processo principal, ou mantido no CARF na hipótese de vinculação. § 5º Na impossibilidade de distribuição, ao mesmo relator, dos processos principal e decorrente ou reflexo, será determinada a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo decorrente ou reflexo, até que seja proferida decisão de mesma instância relativa ao processo principal. § 6º Se o processo principal, na hipótese prevista no § 4º, não contiver recurso a ser apreciado pelo CARF, a unidade de origem devolverá o processo decorrente ou reflexo, com as informações relativas ao processo principal, necessárias ao julgamento. No caso concreto, o Acórdão de Recurso Voluntário n° 2401-012.003, de 01/10/2024, prolatado nos autos do processo principal n° 10880.737044/2018-11, declarou a nulidade do Acórdão de Manifestação de Inconformidade e determinou o retorno dos autos à Delegacia de Julgamento para a emissão, após a devida instrução probatória, de nova decisão de primeira instância a apreciar todas as questões litigiosas. Considerando o retorno do processo principal à unidade de origem, cabe converter o julgamento em diligência para que os autos do presente processo apenso acompanhem os autos do processo principal e para sobrestar o julgamento do presente recurso voluntário até que se interponha novo recurso voluntário no processo principal n° 10880.737044/2018-11 ou até que se Fl. 19567DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O RESOLUÇÃO 2401-001.005 – 2ª SEÇÃO/4ª CÂMARA/1ª TURMA ORDINÁRIA PROCESSO 10805.720160/2019-85 7 ateste a ausência de interposição de tal recurso e o trânsito em julgado do novo Acórdão de Manifestação de Inconformidade a ser proferido no processo n° 10880.737044/2018-11, sendo que, em ambas as hipóteses, deve ser documentado nos autos o que vier a ocorrer, inclusive com a juntada de cópia da nova decisão a ser proferida no processo principal. Isso posto, voto por converter o julgamento em diligência. (documento assinado digitalmente) José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro Fl. 19568DF CARF MF Original Resolução Relatório Voto
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Numero do processo: 11020.905905/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Feb 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003
COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE.
Despacho decisório, mesmo que proferido com vista a afastar a homologação tácita da compensação, cujo teor contenha os elementos necessários para o sujeito passivo saber do quê, como e diante de quem se defender possibilita o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, e não contém vício de nulidade.
DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE.
É válida a decisão de primeira instância em que se enfrentam todas as razões aduzidas na manifestação de inconformidade.
Numero da decisão: 3402-001.018
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. Despacho decisório, mesmo que proferido com vista a afastar a homologação tácita da compensação, cujo teor contenha os elementos necessários para o sujeito passivo saber do quê, como e diante de quem se defender possibilita o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, e não contém vício de nulidade. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. É válida a decisão de primeira instância em que se enfrentam todas as razões aduzidas na manifestação de inconformidade.
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Recorrida DRJ em PORTO ALEGRERS ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. Despacho decisório, mesmo que proferido com vista a afastar a homologação tácita da compensação, cujo teor contenha os elementos necessários para o sujeito passivo saber do quê, como e diante de quem se defender possibilita o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, e não contém vício de nulidade. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NULIDADE. É válida a decisão de primeira instância em que se enfrentam todas as razões aduzidas na manifestação de inconformidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Nayra Bastos Manatta Presidente. Sílvia de Brito Oliveira Relatora. EDITADO EM: 06/04/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nayra Bastos Manatta (presidente), Júlio César Alves Ramos, Angela Sartori, Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan Fl. 72DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 10/05/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 2 Relatório A contribuinte qualificada neste processo transmitiu, em 20 de fevereiro de 2004 Pedido de Restituição/Declaração de Compensação (PER/DCOMP) para declarar a compensação de débito da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) do período de apuração de julho de 2003 com crédito decorrente de pagamento indevido dessa mesma contribuição do período de novembro de 1999. A compensação foi parcialmente homologada, pois o saldo do crédito disponível não seria suficiente para satisfazer integralmente o débito confessado. Foi apresentada manifestação de inconformidade contra essa homologação parcial da compensação e a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto AlegreRS (DRJ/POÁ) julgoua improcedente, o que deu ensejo à interposição de recurso voluntário para alegar a nulidade do acórdão recorrido, por ausência de motivação, desvio de finalidade e prejuízo ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Ao final, a contribuinte solicitou a decretação da nulidade da decisão da DRJ/POA ou que seja provido o recurso para homologar a compensação declarada. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira, Relatora O recurso é tempestivo e seu julgamento está inserto na esfera de competência da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), devendo, pois, ser conhecido. De início, registrese que o tópico da peça recursal que trata da nulidade do Acórdão recorrido e, ao final, o pedido, quanto à decretação de nulidade, restringese àquele Acórdão. Contudo, nas argumentações expendidas, a recorrente confundiu o despacho decisório e a decisão ora recorrida, mas as considerações a seguir são pertinentes para o exame da validade tanto do despacho decisório quanto da decisão da primeira instância. A contribuinte alegou que seria nulo o ato administrativo que não homologou a compensação, pois, antes de emitir tal ato, a fiscalização deveria cientificarse da natureza e da origem do crédito pretendido e também porque esse ato teria extrapolado sua função precípua e tornouse meio oblíquo para interrupção do prazo de homologação tácita da compensação declarada. Na análise dessa matéria, cumpre primeiro lembrar que, diferentemente do processo de determinação e exigência de crédito tributário, a cuja regência destinavase originalmente o Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, o processo de restituição, de ressarcimento ou de compensação é de iniciativa do sujeito passivo, a quem cabe provar o direito por ele alegado. Fl. 73DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 10/05/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A Processo nº 11020.905905/200811 Acórdão n.º 3402001018 S3C4T2 Fl. 70 3 Assim, a fiscalização não está obrigada a nenhum procedimento prévio ao despacho decisório. O que lhe cabe é, diante das informações e provas fornecidas no pedido inicial e posteriormente, em atenção a intimações que a fiscalização julgar necessárias, reconhecer o direito pleiteado ou oporlhe resistência com indeferimento do pleito. Na hipótese de resistência da Administração Tributária, que é consubstanciada no despacho decisório por meio do qual indeferese a pretensão do sujeito passivo, para que não fique prejudicado o devido processo legal, tal resistência deverá ser devidamente fundamentada para que o sujeito passivo saiba do que se defender e, com isso, possa, tempestivamente, manifestar sua inconformidade com o indeferimento de seu pedido, instaurando, assim, a fase litigiosa do processo de restituição, de ressarcimento ou de compensação. Ora, uma vez indeferido o pedido de compensação, é oferecida à contribuinte oportunidade de fazer prova do direito pleiteado, nos termos do art. 16, inc. III, do Decreto nº 70.235, de 1972, ocasião em que poderia a ora recorrente esclarecer e provar a “natureza” e a “origem” do crédito pleiteado, bem como contestar os fundamentos do despacho decisório. Nesse ponto, cumpre observar que, da mera leitura do despacho decisório proferido, inferese que não pode prosperar a alegação de ausência de fundamentação, pois, no referido despacho, a autoridade fiscal informou que fora localizado o pagamento com as características do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) informado pela contribuinte, contudo, apenas parte do valor do crédito pleiteado poderia ser reconhecido, uma vez que a outra parte desse pagamento já havia sido utilizada para quitação do débito da contribuição para o PIS do período de apuração de novembro de 1999 e dos débitos confessados em PER/DCOMP anteriores discriminadas no despacho decisório. Portanto, são perfeitamente claras as razões de fato e o fundamento de direito do despacho decisório e, quanto à decisão recorrida, esta encontrase em perfeita consonância com a manifestação de inconformidade apresentada, uma vez que foram enfrentados todas as razões de defesa argüidas pela contribuinte. Sendo assim, verificase que os atos praticados e os procedimentos adotados no curso deste processo permitem que a contribuinte saiba do que, como e diante de quem se defender. Por conseguinte, não vislumbro, nas decisões proferidas pela unidade local da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e pela DRJ/POA, prejuízo ao contraditório e à ampla defesa, tampouco ao devido processo legal. Nesse ponto, transcrevese, por oportuno, trecho do comentário do julgador Gilson Wessler Michels, da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de FlorianópolisSC, em anotações e comentários do Decreto nº 70.235, de 1972: (...) Já Nelson Nery Costa enfatiza que o direito de plena defesa não fica evidenciado pelo que ocorre durante o processo ou no processo, mas de um rito previamente estabelecido no qual as sanções legais e as condições para que a defesa seja ampla e justa estejam também antecipadamente definidas. O jurista afirma, ainda, a indissociabilidade entre o princípio da ampla defesa e o do contraditório, defendendo a inocuidade da defesa que não puder contraditar a acusação, estabelecendo o caráter Fl. 74DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 10/05/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A 4 dialético do processo, que caminha através de contradições a serem finalmente superadas pela atividade sintetizadora do juiz; não basta “o simples oferecimento de oportunidade para produção de provas, mas também a quantidade e a qualidade de defesa devem ser satisfatórias”. (...) Quanto ao alegado desvio de finalidade do despacho decisório, é dever do agente fiscal zelar pela garantia da cobrança dos créditos tributários e, conquanto a questão insirase no caráter volitivo do ato praticado, que não nos é dado conhecer, a prolação de despacho decisório com vista apenas à evitar a homologação tácita da compensação não configura, por si só, vício de nulidade. Relativamente à possibilidade de comprovação do direito creditório em qualquer fase processual, já manifestei em outros votos o entendimento de que, no processo administrativo, a prova de fato não está sujeita à preclusão. Contudo, até o momento, a contribuinte não trouxe nenhuma prova ou indício de prova do seu direito, tampouco esclareceu os fatos “origem” e “natureza” do crédito pretendido. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 75DF CARF MF Emitido em 16/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Assinado digitalmente em 06/04/2011 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, 10/05/2011 por NAYRA BASTOS MANATT A
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Numero do processo: 13660.720265/2012-48
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2024
Data da publicação: Fri Oct 18 00:00:00 UTC 2024
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2010
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Prevalece o lançamento de ofício de rendimentos do trabalho recebidos de pessoas jurídicas não oferecidos a tributação na Declaração de Ajuste Anual, rendimentos estes constantes em DIRF.
Numero da decisão: 2002-008.708
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
Sala de Sessões, em 20 de agosto de 2024.
Assinado Digitalmente
André Barros de Moura – Relator
Assinado Digitalmente
Marcelo de Sousa Sateles – Presidente
Participaram da sessão de julgamento os julgadores Andre Barros de Moura, Carlos Eduardo Avila Cabral, Henrique Perlatto Moura, Joao Mauricio Vital, Ricardo Chiavegatto de Lima, Marcelo de Sousa Sateles (Presidente).
Nome do relator: ANDRE BARROS DE MOURA
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Prevalece o lançamento de ofício de rendimentos do trabalho recebidos de pessoas jurídicas não oferecidos a tributação na Declaração de Ajuste Anual, rendimentos estes constantes em DIRF. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, em 20 de agosto de 2024. Assinado Digitalmente André Barros de Moura – Relator Assinado Digitalmente Marcelo de Sousa Sateles – Presidente Participaram da sessão de julgamento os julgadores Andre Barros de Moura, Carlos Eduardo Avila Cabral, Henrique Perlatto Moura, Joao Mauricio Vital, Ricardo Chiavegatto de Lima, Marcelo de Sousa Sateles (Presidente). Fl. 50DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.708 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 13660.720265/2012-48 2 RELATÓRIO Por bem retratar os fatos ocorridos desde a constituição do crédito tributário por meio do lançamento até sua impugnação, adoto e reproduzo o relatório da decisão ora recorrida: Contra o contribuinte identificado nos autos foi emitida Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física, fls. 08/11, relativa ao ano- calendário de 2010, exercício 2011, para formalização da redução do imposto a restituir declarado no valor de R$ 19.198,48 para R$ 12.179,60. A infração apurada pela Fiscalização, relatada na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 09, foi Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica, Decorrentes de Ação Trabalhista no valor de R$ 97.559,16, foi compensado o IRRF no valor de R$ 19.809,89. Inconformado com a exigência, a qual tomou ciência em 12/06/2012, fl. 22, o contribuinte apresentou impugnação em 10/07/2012, fls. 02/04, alegando em síntese que não houve omissão de rendimentos, pois foi recebido apenas o valor declarado, conforme abaixo parcialmente transcrito: “(...) I-DOS FATOS Em 2004, o Impugnante ajuizou uma Reclamação Trabalhista (processo n° 005562004-053-03-00-7 na Vara do Trabalho de Caxambu/MG, pleiteando seus direitos laborais. Ficou estabelecido na sentença homologatória do acordo firmado entre as partes que o objeto da demanda seria pago em 15 (quinze) parcelas mensais de R$ 13.236,08, totalizando o valor de R$ 198.541,20, sem os devidos descontos dos honorários advocatícios, sendo a primeira parcela com vencimento no dia 15/07/2009 e as outras parcelas no mesmo dia dos meses subseqüentes. Note-se que foram descontados do valor total da execução, dentre outras verbas trabalhistas, o Imposto de Renda, o qual fora retido na fonte. Ressalta-se que foi descontado o valor total de R$ 49.524,74, relativo a tal tributo, sendo R$ 19.809,90 em 2009 e R$ 29.714,85 em 2010. Ocorre que, a fonte pagadora fez o repasse ao Fisco, somente em 2010 conforme determinado no acordo homologado pelo Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da vara do Trabalho de Caxambu (MG). O Impugnante cumpriu suas obrigações para com o fisco e dentro dos prazos estabelecidos a suas declarações de ajuste anual dos exercícios 2010 e 2011 conforme recibos 08.17.93.44.49-51 em 02/08/2011 e 35.11.03.16.90-22 em 29/04/2011 respectivamente oferecendo todos os rendimentos a tributação não OMITINDO nenhum rendimento conforme descrito na referida notificação de lançamento. Insta salientar que o Impugnante também cumpriu com a sua obrigação e dentro do prazo previsto para com o fisco referente aos atendimentos de Termos de Fl. 51DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.708 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 13660.720265/2012-48 3 Intimação Fiscal 2010/215889751000810 e 2011/415659321463868, fornecendo todos os documentos comprobatórios relativos ao processo trabalhista que originou os referidos rendimentos e seus devidos descontos. II. 1 - PRELIMINAR Preliminarmente, que tal lançamento não merece prosperar, uma vez que os rendimentos e retenções foram feitos em anos calendários diferentes, não podendo o fisco se basear apenas em um ano por motivo de DIRF ou recolhimentos feitos pela fonte pagadora. (...)” Aos autos foram anexados os documentos de fls. 05/06. O Acórdão de improcedência foi prolatado com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2010 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Prevalece o lançamento de ofício de rendimentos do trabalho recebidos de pessoas jurídicas não oferecidos a tributação na Declaração de Ajuste Anual, rendimentos estes constantes em DIRF. Impugnação Improcedente Sem Crédito em Litígio Cientificado da decisão de primeira instância em 16/07/2014, o sujeito passivo interpôs, em 15/08/2014, Recurso Voluntário, alegando a improcedência da decisão recorrida, sustentando, em apertada síntese, que: a) os rendimentos tributáveis oriundos de ação trabalhista estão comprovados nos autos. É o relatório. VOTO Conselheiro André Barros de Moura, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. O litígio recai sobre a omissão de rendimentos recebidos de ação trabalhista para o ano-calendário de 2010. Tendo em vista que a recorrente trouxe em sua peça recursal basicamente os mesmos argumentos deduzidos na impugnação, nos termos do art. 114, § 12º, I do Regimento Interno do CARF (RICARF/2023), reproduzo no presente voto a decisão de 1ª instância com a qual concordo e que adoto: Fl. 52DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.708 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 13660.720265/2012-48 4 A impugnação apresentada atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972 e alterações posteriores. Cuida o presente processo de Notificação de Lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, ano-calendário 2011, exercício 2010, relativo à infração de Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica, Decorrentes de Ação Trabalhista. Em sua impugnação, a defesa, contesta o lançamento argüindo, em síntese, que não houve omissão de rendimentos, pois foi recebido apenas o valor declarado. Recebeu parte dos rendimentos em 2009 e parte em 2010, devidamente declarados, assim como IRRF, conforme os documentos apresentados. No ano-calendário de 2010, a fonte pagadora Nestlé Waters Brasil – Bebidas e Alimentos Ltda apresentou DIRF, informando o contribuinte beneficiário de rendimentos no valor de R$ 214.464,26 com o IRRF no valor de R$ 49.524,74. Na Declaração de Ajuste Anual exercício 2011, fl. 17, o contribuinte informou o valor de R$ 74.959,34 de rendimentos tributáveis recebidos da Nestlé Waters Brasil – Bebidas e Alimentos Ltda, com o IRRF de R$ 29.714,85. Informou ainda, o valor de R$ 3.482,19 de rendimentos isentos e não tributáveis. Não informou valor referente a pagamentos de honorários advocatícios. Em análise ao processo nº 13660.720847/2011-43, referente ao ano-calendário de 2009, verificou-se que: · Foi anexado o Acordo realizado entre o contribuinte e a fonte pagadora Nestlé Waters Brasil – Bebidas e Alimentos Ltda, onde foi acordado que a reclamada ao reclamante iria pagar o valor de R$ 198.541,20 em 15 parcelas no valor de R$ 13.236,08, com início em 15/07/2009. Constava, ainda, que a reclamada efetuaria o pagamento das custas processuais, honorários periciais, verbas previdenciárias e fazendária · Foram anexados, também, cópias das Guias para Depósito Judicial Trabalhista – Levantamento do Depósito (Alvará), dos meses de julho a dezembro de 2009, os quais comprovam que a fonte pagadora depositava por mês o valor acordado, que totalizou R$ 79.416,48, contudo não comprovam, por si sós, que o contribuinte efetivamente recebeu rendimentos no ano 2009. · Na Declaração de Ajuste Anual exercício 2010, o contribuinte informou o valor de R$ 49.972,89 de rendimentos tributáveis recebidos da Nestlé Waters Brasil – Bebidas e Alimentos Ltda, com o IRRF de R$ 19.809,90. · Informou, ainda, o valor de R$ 27.963,24 de honorários advocatícios e o valor de R$ 2.321,46 de rendimentos isentos e não tributáveis. · Não consta nos autos documentos que comprovam o valor do IRRF referente aos rendimentos que teriam sido recebidos no ano de 2009. · A fonte pagadora Nestlé Waters Brasil – Bebidas e Alimentos Ltda no ano calendário de 2010, apresentou DIRF onde consta o contribuinte como Fl. 53DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.708 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 13660.720265/2012-48 5 beneficiário de rendimentos no valor de R$ 214.464,26 com o IRRF de R$ 49.524,74. · Logo, não restaram comprovados que o contribuinte recebeu parte dos rendimentos de ação trabalhista no ano de 2009, assim como o valor da retenção de IRRF do referido ano, devendo ser mantida a glosa do IRRF. · Foi mantida, também, a exclusão no valor de R$ 49.972,89 informado como rendimentos recebidos da Nestlé Waters Brasil – Bebidas e Alimentos Ltda no ano de 2009, nos cálculos da presente Notificação de Lançamento, conforme a informação da DIRF ano de 2010. O contribuinte não apresentou nenhum documento no presente processo. Assim, considerando as informações acima discriminadas, e as informações na DIRF do ano de 2010, fl. 28, o contribuinte incorreu na infração de omissão de rendimentos recebidos de ação trabalhista para o ano-calendário de 2010. Em tendo o contribuinte deixado de oferecer a tributação rendimentos tributáveis recebidos, a conduta ilícita, identificada devidamente na descrição dos fatos, enquadra-se como fato gerador do imposto de renda, em consonância com o art. 43 do Código Tributário Nacional – CTN, a seguir transcrito. Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. § 1º A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) § 2º Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste artigo. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001)(grifei) O Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, tem definido nos art 37 e 38 o que se enquadra como rendimento bruto: Art. 37. Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro, os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados (Lei nº 5.172, de 1966, art. 43, incisos I e II, e Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 1º). Fl. 54DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.708 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 13660.720265/2012-48 6 Parágrafo único. Os que declararem rendimentos havidos de quaisquer bens em condomínio deverão mencionar esta circunstância (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 66). Art. 38. A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título (Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º). Parágrafo único. Os rendimentos serão tributados no mês em que forem recebidos, considerado como tal o da entrega de recursos pela fonte pagadora, mesmo mediante depósito em instituição financeira em favor do beneficiário. Sendo assim, com acerto agiu a fiscalização ao constituir o crédito tributário para exigência do imposto de renda pessoa física formalizado, estabelecendo a relação jurídica tributária, na qual o sujeito ativo tem o direito de exigir o pagamento do imposto de renda no caso específico, e o sujeito passivo de cumpri -la. Logo, não merece reparo o feito fiscal. A título de informação, é na fase da impugnação que o autuado tem a oportunidade de apresentar os esclarecimentos que julgar necessários e os documentos que comprovem suas alegações a fim de ser proferida, apreciando-se todos os seus argumentos e provas e à luz da legislação tributária, a decisão de primeira instância administrativa. Nesse aspecto, é oportuno ressaltar o que estabelece o Decreto n° 70.235, de 1972, no que diz respeito à apresentação de provas na impugnação: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Na busca da verdade material, o julgador forma seu convencimento, por vezes, não a partir de uma prova única, concludente por si só, mas de um conjunto de elementos que, se isoladamente nada atestam, agrupados têm o condão de estabelecer a evidência de uma dada situação de fato. Assim, o julgador administrativo não está adstrito a uma pré-estabelecida hierarquização dos meios de prova, podendo estabelecer sua convicção a partir do cotejamento de elementos de variada ordem - desde que estejam estes, por óbvio, devidamente juntados ao processo. Conclusão Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, negar provimento. Assinado Digitalmente Fl. 55DF CARF MF Original D O C U M E N T O V A L ID A D O ACÓRDÃO 2002-008.708 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA PROCESSO 13660.720265/2012-48 7 André Barros de Moura Fl. 56DF CARF MF Original Acórdão Relatório Voto
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