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Numero do processo: 10380.011191/2002-31
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Ano-calendário: 1997, 1999
Súmula 1°Ce n° 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade, antes ou depois do lançamento de oficio com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
MATÉRIA PRECLUSA. NÃO CONHECIMENTO - JUROS DE MORA -
Nos termos das normas aplicáveis ao processo administrativo fiscal, na impugnação deve ser apresentada toda a matéria de defesa, ficando prejudicada a análise de questões novas que sejam trazidos tão somente no recurso.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 1802-00.002
Decisão: ACORDAM os Membros da 2º turma especial da primeira SEÇÃO DE
JULGAMENTO, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do, Recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1997, 1999 Súmula 1°Ce n° 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade, antes ou depois do lançamento de oficio com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. MATÉRIA PRECLUSA. NÃO CONHECIMENTO - JUROS DE MORA - Nos termos das normas aplicáveis ao processo administrativo fiscal, na impugnação deve ser apresentada toda a matéria de defesa, ficando prejudicada a análise de questões novas que sejam trazidos tão somente no recurso. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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I • 7-v--v*:"-&-- MINISTÉRIO DA FAZENDA •• tr-H,À1 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO- :- Processo n° 10380.011191/2002-31 Recurso n° 152.343 Voluntário Acórdão n° 1802-00.002 — 2' Turma Especial Sessão de 18 de março de 2009 Matéria CSLL - Ex(s): 1998 e 2000 Recorrente JG EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Recorrida 3° l'URMA/DRI-FORTALEZA/CE ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Ano-calendário: 1997, 1999 Súmula 1°Ce n° 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade, antes ou depois do lançamento de oficio com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. MATÉRIA PRECLUSA. NÃO CONHECIMENTO - JUROS DE MORA - Nos termos das normas aplicáveis ao processo administrativo fiscal, na impugnação deve ser apresentada toda a matéria de defesa, ficando prejudicada a análise de questões novas que sejam trazidos tão somente no recurso. . Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela JG EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. ACORDAM os Membros da 2' turma especial da primeira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do, ecurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ar <5\15 Processo n° 10380.011191/2002-31 Si-T4202 Acene° n.° 1802-00.002 FT 2 RleeraL'NA‘ Cart&Cier Presidente ›ti• >o.- ; IN sik — Relatora FORMALIZADO EM: 24 AGO 21!' Participaram, ainda, do presente • gamento, os Conselheiros CHERYL BERNO e o Conselheiro Suplente NATAN • VIEIRA DOS SANTOS. Ausente, justificadamente, o Conselheiro ROGÉRIO GARC PERES. 2 Processo n° 10380.011191/2002-31 S1-TE02 Acórdão n.° 1802-00.002 Fl. 3 Relatório Por economia processual e bem resumir a lide ado. to o Relatório da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Contra o Sujeito Passivo acima identificado foi lavrado o Auto de Infração da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL, fls. 02 a 08, para formalização e cobrança do crédito tributário nele estipulado, no valor total de R$ 110.346,38, incluindo os encargos legais de fls. 02, em decorrência do fato descrito a seguir, salientando-se que, ao ser lançado, o mencionado crédito tributário estava com suspensão de exigibilidade, em tramitação no T.R.F. da 50 Região, por força de Medida Liminar concedida nos autos do Processo 98.3598-2 da 2° Vara Federal (art. 151, incisos II e IV, do CTIV), conforme documentos de fls. 49 a 55, 64 a 67, ao qual se fez menção às fls. 02. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DE PERÍODOS AN7'ERIORES. 1NOBSERVÁNCL4 DO LIMITE DE 30%: 2. Compensação indevida de base de cálculo negativa de períodos anteriores da CSLL, tendo em vista a inobservância do limite de compensação de 30% do lucro líquido, ajustado pelas adições e exclusões previstas e autorizadas pela legislação, conforme demonstrado às fls. 03 a 08. 2.1 A mencionada infração, descrita e capitulada às fls. 03 a 08, foi relativa aos períodos de 1997 e 1999, consoante a seguir discriminado: Período do Fato Gerador-Valor Tributável em R$-Período do Fato Gerador-Valor Tributável em R$ 01/01 a 31/03/1997-116615,77-01/10 a 31/12/1997-60.095,32 01/04 a 30/06/1997-97.347,03-01/01 a 31/03/1999-90.816,10 01/07 a 30/09/1997-133.750,49-01/07 a 30/09/1999-191324,61 3. Inconformado com a Exigência, da qual tomou ciência em 26/08/2002, fls. 02, 09, apresentou o Contribuinte Impugnação em 23 SET 2002, fls. 57 a 60, invocando os artigos 5°, 15, 16 e 17 do Decreto 70.235/72, com as alterações das Leis 8.748/93 e 9.532/97, artigo 43 do Código Tributário Nacional, bem como os incisos .100CIV e LXIX do Art. 5° da Constituição da República Federativa do Brasil, requerendo que seja julgado improcedente o Auto de Infração apreciado, seja determinado o conseqüente arquivamento do processo, bem como seja expedida a Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais Adminis dos pela Secretaria da Receita Federal, e alegando em síntese: 3 Processo n° 10380.011191/2002-31 S 14E02 Ateia° n.° 1802-00.002 Fl. 4 3.1 Em princípio merece observar que a Empresa recorreu ao Judiciário, impetrando Mandado de Segurança contra o Delegado da Receita Federal em FortalezaCeará, devidamente acolhida em primeira instância, de acordo com a sentença proferida pelo MM Juiz Federal da 2° Vara da Justiça Federal do Ceará, Dr. Danilo Fontenelle Sampaio, nos autos do processo 98.35982, teor transcrito às fls. 58. 3.2 Assim, o aludido Auto de Infração apura e lança crédito tributário, cuja exigibilidade está suspensa por decisão judicial (sentença de primeira instância e não decisão liminar como consta nas considerações do Auditor-Fiscal), o que o torna iníquo, porque não reconhece os efeitos da decisão judicial em pleno vigor, já que o recurso interposto pela Fazenda Nacional (Processo 99.01674489 junto ao Tribunal Regional Federal da 5° Região), não foi julgado, sendo inclusive público e notório que os tribunais pátrios têm decidido com freqüência contra o ato abusivo do Fisco ao atacar os consagrados princípios da anterioridade e irretroatividade da lei tributária, além do princípio do direito adquirido, garantia constitucional inalienável. 3.3 Por outro lado, vale ressaltar, por importante, que mesmo na seara administrativa a limitação imposta pelo malsinado ato do Fisco não encontra guarida, conforme trazido à colação às fls. 58. 3.4 Diante disso, deve ser ressaltado que a lcrvratura do Auto de Infração impugnado já trouxe um prejuízo. Com efeito, a Postulante, ao solicitar, no dia 09 do mês em que apresentou a Impugnação, uma Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais Administrados pela Secretaria da Receita Federal, foi informada pelo setor competente da Receita Federal em Fortaleza da impossibilidade de obtêla, em virtude da existência de processo fiscal cuja origem é o Auto de Infracão. O DIREITO DE CERTIDÃO. 3.5 O direito à certidão é assegurado, de há muito, nas constituições do país, conforme dispositivos transcritos às fls. 59. 3.6 Assim, não custa repetir, a Autoridade Fiscal não pode insurgir-se contra a Lei Maior e, consubstanciando as razões do Contribuinte, desconhecer a sentença do Md Juiz da 2° Vara da Justiça Federal no Ceará, que assegura à Impugnante, " a expedição de certidões negativas, enquanto não ocorrer a modificação do fato (Fl. 68. Proc. 98.35982). 3.7 A Impugnante lembra que necessita da Certidão acima mencionada, notadamente diante da exigência legal diretamente kvinculada à sua atividade comercial, incorporação e comercialização de unidades imobiliárias. Ademais, a decisão 4 Processo n°10380.011191/2002-31 81-TE02 Acórdão n.° 1802-00.002 EL 5 soberana do Judiciário é taxativa ao assegurar o direito de requerer e receber "certidões negativas enquanto não ocorrer a modificação do fato". 3.8 O Auto de Infração, portanto, além de caracterizasse como uma peça contrária à eqüidade, atenta, de forma clara, contra uma decisão judicial em pleno vigor, fato este que não pode subsistir. 3.9 A Impugncmte é Empresa idónea, cumpridora de seus deveres e necessita que lhe seja expedida a Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais Administrados pela Secretaria da Receita Federal. 3.10 Está fartamente comprovado que a fundamentação para a lavratura do Auto de Infração fere frontalmente a legislação tributária e, especificamente, a legislação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, além de também atacar as garan fias constitucionais. 3.11 A Impugnante está respaldada por decisão judicial que não pode ser desconsiderada". A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Fortaleza/CE) não conheceu da impugnação em decisão proferida no venerando Acórdão n° 5.159, de 11.11.2004, (lis. 77/82). O contribuinte foi cientificado da mencionada decisão, em 30/06/05, conforme Aviso de Recebimento (AR), fis.85, e, interpôs recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes em 28.07.2005 (fis.86/93). As razões esboçadas na peça recursal, são as mesmas apresentadas nos autos do Processo Administrativo n° 10380-011190-2002/97 que, em síntese, são as seguintes: - que, ao contrário do que afirma o relator (item 4.3 do relatório), a Recorrente não ingressou judicialmente contra a autuação em litígio; - que, o ingresso em juízo ocorreu ainda no ano de 1988, portanto, o remédio judicial foi a forma de, manter a prerrogativa de compensar seu prejuízo fiscal acumulado de forma correta, à luz da lei comercial e da boa técnica contábil, sem que tal ato se constituísse em infração às normas vigentes. - quanto ao direito de pleitear administrativamente a revisão prolatada no âmbito do processo administrativo fiscal, em que pese a existência de propositura judicial anterior contra a Fazenda Nacional, não pode, nem por hipótese, ser negado, por ferir o primado constitucional da ampla defesa prevista no art.5° inciso XXXV da Constituição Federal; - que o Recorrente obteve segurança para o fim de assegurar o direito de compensação dos prejuízos acumulados, para fins de cálculo do RN e da CSLL sem as limitações impostas pelo art.58, da Lei n°8.981/95; - que, o Fisco ignorou a determinação contida na sentença judicial; Processo n° 10380.011191/2002-31 SI-TE02 Acórdão ns° 1802-00.002 Fi. 6 - que, o Auto de Infração tem ser totalmente improcedente, seja no que se refere a inobservância do limite de compensação de 30% do lucro liquido, seja no que se refere ao acréscimo de juros de mora incidente sobre a CSLL apurada; "- repisa os argumentos da impugnação no sentido de que a limitação da compensação do prejuízo fiscal fere _frontalmente a legislação tributária e, especificamente, a legislação do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, além de também atacar as garantias constitucionais. Ao final requer seja acolhido o recurso para decidir pela improcedência do auto de infração em questão." É o relatório. 6 • Pluaso n°10380.011191/2002-ai 51-1E02 Acórdlio n.° 1802-00.002 H. 7 Voto Conselheira ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Relatora O recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço. O cerne da questão presente consiste em se verificar a efetiva ocorrência da denominada Renúncia Administrativa tácita, no sentido de se constatar se há a discussão concomitante das mesmas matérias nas instâncias administrativa e judicial. Compulsando-se os autos verifica-se que na descrição dos fatos (fls.02) consta que, ao ser lançado, o crédito tributário estava com suspensão de exigibilidade, por força de Medida Liminar concedida nos autos do Processo 98.3598-2 da 2' Vara Federal (art. 151, incisos II e IV, do cern em tramitação no T.R.F. da 5' Região, conforme documentos de fis. 49 a 55 e 64 a 67. Apesar de a Recorrente afirmar que não ingressara judicialmente contra a autuação em litígio, em seguida afirma que, o ingresso em juízo ocorreu ainda no ano de 1988, portanto, o remédio judicial foi a forma de, manter a prerrogativa de compensar seu prejuízo fiscal acumulado de forma correta, à luz da lei comercial e da boa técnica contábil, sem que tal ato se constituísse em infração às normas vigentes. A infração descrita, no Auto de Infração, decorre da compensação de base de cálculo negativa de períodos anteriores da CSLL, tendo em vista a inobservância do limite de compensação de 30% do lucro líquido, ajustado pelas adições e exclusões previstas e autorizadas pela legislação tributária, conforme demonstrado às fls. 03 a 07. Como se vê, claramente, há a discussão concomitante das mesmas matérias nas instâncias administrativa e judicial o que importa em renúncia às instâncias administrativas ou desistência de eventual recurso interposto. Vale reproduzir trecho da decisão de primeiro grau, por trilhar com acerto, e adequada para o andamento do processo administrativo, vejamos: "4.3 Considerando que o Contribuinte, além da via administrativa, ingressou judicialmente contra a Autuação em litígio, não tendo havido até esta data trânsito em julgado dos recursos, P. 73 a 75, bem como se procedeu ao Lançamento de conformidade com a legislação vigente, fls. 02 a 08, deve o Processo Administrativo seguir o seu curso normal até o trânsito em julgado da Sentença, APÓS O QUE NA HIPÓTESE DE SENTENÇA DEFINITIVA FAVORÁVEL AO COIVTRIBUINTE, CONFIRMANDO A MEDIDA JUDICIAL EVF-NTUALMENTE OBTIDA, ESTA DEVERÁ SER CUMPRIDA INTEGRALMENTE OU, CASO, CONTR4R10, D Áit iik. PROSSEGUIR A COBRANÇA ADMINISTRATIVA.' W.:*"•• 7 Processo no 10380.011191/2002-31 S14E02 Acórdão n.°1802-00.002 Fl. 8 Argúi o Recorrente, ter o direito de pleitear administrativamente a revisão prolatada no âmbito do processo administrativo fiscal, em que pese a existência de propositura judicial anterior contra a Fazenda Nacional, por não poder, nem por hipótese, ser negado, por ferir o primado constitucional da ampla defesa prevista no art.5° inciso XXXV da Constituição Federal. Nesse aspecto, a ampla defesa ocorre no âmbito do processo judicial. O assunto encontra-se amplamente discutido e atualmente pacificado neste Egrégio Conselho de Contribuintes, na Súmula a seguir ementmla: "Súmula 1°CC n e I: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade, antes ou depois do lançamento de ofício com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial." No que se refere ao acréscimo de juros de mora incidente sobre a CSLL apurada, a que alude o Recorrente, tal matéria não fora aventada na impugnação (fis.57/60), portanto, dela não se tomou conhecimento no julgamento de primeira instância, o que faz matéria preclusa nesta instância administrativa de recursos fiscais. Diante do exposto, e, não se vislumbrando nos autos, matéria distinta da constante do processo judicial a ser analisada, VOTO no sentido de não conhecer do presente,,, recurso voluntário. 115ç Sala das Sessões - DF, e i de março de 211-"<- td, ãp' • UES LIN DESPISA 8
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Numero do processo: 13502.000294/2001-50
Data da sessão: Thu Jun 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
PEDIDO DE DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO.
Indefere-se o pedido de diligência que nada acrescentaria aos elementos constantes dos autos, considerados suficientes para a formação da convicção do Colegiado e o conseqüente julgamento do feito.
CRÉDITO PRESUMIDO. LEI N° 9.363/1996. PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS.
Não geram direito ao crédito presumido os insumos que, embora se
desgastem ou se consumam no decorrer do processo industrial, não se caracterizam como matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem, conforme entendimento contido no Parecer Normativo CST nº 65/79.
COEFICIENTE DE EXPORTAÇÃO. DEVOLUÇÕES DE EXPORTAÇÃO.
Para efeito do cálculo do coeficiente de exportação, as devoluções de exportação não integram a receita de exortação nem a receita operacional bruta.
RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO.
Não cabe o ressarcimento em espécie ou a compensação do crédito
presumido escriturado no Livro Registro de Apuração do IPI e integralmente utilizado na quitação do imposto devido, decorrente de saídas tributadas.
Recurso provido em parte
Numero da decisão: 2101-000.207
Decisão: ACORDAM os Membros da lª CÂMARA / lª TURMA ORDINÁRIA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de diligência e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da receita operacional bruta as evoluções de exportações
Nome do relator: Antonio Zomer
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INDEFERIMENTO. Indefere-se o pedido de diligência que nada acrescentaria aos elementos constantes dos autos, considerados suficientes para a formação da convicção do Colegiado e o conseqüente julgamento do feito. CRÉDITO PRESUMIDO. LEI N° 9.363/1996. PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. Não geram direito ao crédito presumido os insumos que, embora se desgastem ou se consumam no decorrer do processo industrial, não se caracterizam como matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem, conforme entendimento contido no Parecer Normativo CST ri? 65/79. COEFICIENTE DE EXPORTAÇÃO. DEVOLUÇÕES DE EXPORTAÇÃO. Para efeito do cálculo do coeficiente de exportação, as devoluções de exportação não integram a receita de exortação nem a receita operacional bruta. RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO. Não cabe o ressarcimento em espécie ou a compensação do crédito presumido escriturado no Livro Registro de Apuração do In e integralmente utilizado na quitação do imposto devido, decorrente de saídas tributadas. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. o Processo n°13502.00029412001-50 S2-C1T1 Acórdão n.° 2101-00.207 Fl. $23 ACORDAM os Membros da l' CÂMARA / l' TURMA ORDINÁRIA da SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de diligência e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da receita operacional brut: , evoluções de exportações. CAI 9 MARCOS C I kl • OWA 411" A TO IIIMER Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Antônio Lisboa Cardoso, Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Ivan Allegretti (Suplente) e Maria Teresa Martinez López. Relatório Trata-se de pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, relativo ao 1° trimestre de 2001, apresentado em 18/04/2001, com fundamento na Lei n°9.363/1996. O pleito foi formulado pela COPENE PETROQUÍMICA DO NORDESTE S/A, depois incorporada pela recorrente, BRASICEM S/A. A DRF em Camaçari — BA, consoante parecer da fiscalização, constante às fls. 115/119, analisou este pleito em conjunto com os demais trimestres de 2001, concluindo que durante o ano a empresa escriturou, no Livro Registro de Apuração de IPI, um valor de crédito presumido maior do que o total solicitado nos quatro trimestres. Constatou, também, a fiscalização, que no livro de IPI não foi efetuado qualquer estorno a título de pedido de ressarcimento até janeiro de 2003, quando foi apurado saldo devedor. Assim, embora tenha reconhecido o direito da contribuinte ao crédito presumido, reconhecimento que foi parcial quando tomado em relação a todo o ano-calendário de 2001, a DRF indeferiu o ressarcimento em dinheiro, uma vez que todo o valor foi consumido na quitação do IPI devido pelas saídas tributadas. O crédito presumido apurado pela fiscalização para o I° trimestre de 2001, tratado neste processo, foi maior do que o valor apurado pela empresa, porém, no cômputo geral do referido ano, houve glosa, conforme indicado na fl. 352 do despacho decisório de fls. 340/356. Foram glosados os gastos com gás natural, LCO, água bruta, tratamento de efluentes 2 Processo n°13502.000294/2001-50 S2-CIT1 Acórdão n.° 2101-00.207 Fl. 524 e produtos químicos, que não se enquadram no conceito de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem. A fiscalização efetuou outros ajustes no cálculo do valor requerido, como a inclusão, neste primeiro trimestre de 2001, do valor dos produtos acabados, mas não vendidos, que excluíra do cálculo relativo ao último trimestre do ano anterior. Irresignada, a empresa apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que: • - a Lei n° 9.363/96 fala em valor total dos insumos. Assim, todos os insumos alcançados pelas contribuições para o PIS e Cofins devem integrar a base de cálculo do crédito presumido, não havendo qualquer fundamento legal para as glosas efetuadas pelo Fisco; - o regulamento do IPI inclui entre os produtos intermediários aqueles que, embora não se integrando ao produto final, sejam consumidos ou utilizados no processo industrial, o que também desautoriza as referidas glosas. - os insumos glosados foram, efetivamente, consumidos no processo industrial, como demonstra a análise feita pelo Laudo Técnico anexado ao recurso (doc. 02); - as glosas perpetradas pela fiscalização não podem prevalecer pois os insumos foram consumidos no processo industrial, como previsto no art. 147 do RIPU98, não sendo cabível a aplicação das restrições impostas pelo Parecer Normativo CST n 65/79. - o gás natural glosado é utilizado em parte (4%) como matéria-prima, na fabricação do eteno, e em parte como combustível, fornecendo energia térmica indispensável ao processo industrial; - o LCO é utilizado como solvente na limpeza dos depósitos de hidrocarbonetos que se formam nos rotores do compressor de gás de carga. Sem este insumo, o produto final restaria inevitavelmente prejudicado; - a água bruta é captada no rio e usada como carga da unidade de tratamento de água, na qual são utilizados vários produtos químicos, como sulfato de alumínio para . floculação, cloro para oxidação de matéria orgânica, polieletrólito para auxiliar na fioculação, dentre outros, dando origem à água clarificada e à água desmineralizado., que são utilizadas nos processos industriais; - os insumos utilizados no tratamento de efluentes são imprescindíveis ao funcionamento da empresa; - os produtos químicos são insumos fundamentais para os processos produtivos da empresa, como descrito, de forma individualizada, no laudo técnico (doc. 02); - a apuração do crédito presumido para todo o exercício de 2001, realizada pela fiscalização, está contaminada por erro no cálculo do percentual entre a receita de exportação e a receita operacional bruta, uma vez que foi utilizado o valor líquido das exportações, ou seja, foi deduzido do valor bruto das exportações as devoluções de vendas no mercado externo, em afronta direta ao que prescreve a Port. MF n°38/97. 3 Processo n° 13502.00029412001-50 S2-CIT1 Acórdão n.• 2101-00.207 Fl. 525 _ Por fim, requer a revisão da análise efetuada pela DRF, para reconhecimento do seu direito a todo o crédito presumido pleiteado. A DRJ em Salvador/BA manteve o indeferimento em espécie, porém revisou os valores do crédito presumido, para incluir o gás natural utilizado como matéria-prima, mantendo as demais glosas, com base na seguinte motivação: (1) não se consideram como matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem os produtos que não tiveram contato fisico direto, nem exerceram diretamente ação sobre o produto industrializado; (2) devem ser excluídas da receita de exportação as devoluções de exportações; e (3) a utilização do crédito presumido na escrita fiscal desautoriza o ressarcimento. Os novos valores do crédito reconhecido encontram-se definidos no Acórdão n9 15-15.683, juntado às fls. 468/473. No recurso voluntário, a empresa reedita as mesmas razões de defesa, pugnando pelo reconhecimento do direito ao montante integral do crédito presumido pleiteado, ou pela conversão do julgamento em diligência, para que o Auditor-Fiscal verifique in loco a veracidade de suas alegações. É o relatório. Voto Conselheiro ANTONIO ZOMER, Relator O recurso é tempestivo e cumpre os demais requisitos legais para ser admitido, pelo que dele conheço. O presente pedido de ressarcimento está relacionado com a declaração de compensação apresentada no Processo n° 13502.000086/2003-12, cujo recurso voluntário está sendo julgado nesta mesma sessão. A insatisfação da recorrente reside na glosa dos insumos relacionados no relatório, por ela incluídos no cálculo do crédito presumido, como se fossem produtos ...intermediários, e na exclusão, por parte do Fisco, das devoluções de exportações para efeito do cálculo do percentual de exportação. Requer, ainda, de forma alternativa, que os autos sejam baixados em diligência, para que a fiscalização verifique in loco a veracidade de suas alegações. Primeiramente, anoto que a realização de diligência não é necessária porque os elementos constantes dos autos são suficientes para a solução do litígio. Além disto, a matéria relativa à definição do que pode ser considerado produto intermediário já é bastante conhecida deste Colegiado e a exclusão ou não das devoluções de exportações é matéria de direito, a exigir, unicamente, a interpretação da legislação correlata. Indefere-se, por conseguinte, o pedido de diligência formulado no recurso voluntário. 4 Processo e 13502.000294/2001-50 S2-CIT1 Acórdão n.• 2101-00.207 Fl. 526 A próxima questão a ser analisada neste voto refere-se à interpretação da legislação tributária, no que tange aos bens que podem ser considerados produtos intermediários, aptos a gerar o direito ao crédito presumido de IN. Defende a recorrente que todos os materiais glosados são imprescindíveis ao bom desenvolvimento dos seus processos industriais, sendo integralmente consumidos nestes processos, pelo que devem ser mantidos no cálculo do crédito presumido. A fiscalização, a seu turno, declara que tais produtos não são matérias-primas ou material de embalagem e nem preenchem os requisitos para serem considerados como produtos intermediários, a teor do disposto no Parecer Normativo CST n2 65/79. Dispõe o art. 147, inciso I, do RIPI/98 (art. 164, I, do RIPI/2002), que geram crédito de IPI as matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindo-se, entre as matérias-primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de fabricação, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente. A análise da jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais demonstra que, na definição de matéria-prima e produto intermediário, tem sido utilizado o entendimento expresso no Parecer Normativo CST n 2 65/79, cujas conclusões foram sintetizadas na seguinte ementa, verbis: "A partir da vigência do do RIP1/79, "ex vi" do inciso 1 de seu artigo 66, geram direito ao crédito ali referido, além dos que integram ao produto final (matérias-primas e produtos intermediários "stricto-sensu", e material de embalagem), quaisquer outros bens, desde que não contabilizados pelo contribuinte em seu artigo permanente, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto de fabricação, alterações tais como desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas..." (destaquei) No mesmo sentido, foi exarado o Parecer Normativo CST n 2 181/74, em cujo item 13 observa-se o seguinte: "13 - Por outro lado, ressalvados os casos de incentivos expressamente previstos em lei, não geram direito ao crédito do imposto os produtos incorporados às instalações industriais, as partes, peças e acessórios de máquinas equipamentos e ferramentas, mesmo que se desgastem ou se consumam no decorrer do processo de industrialização, bem como os produtos empregados na manutenção das instalações, das máquinas e equipamentos, inclusive lubrificantes e combustíveis necessários ao seu acionamento. Entre outros, são produtos dessa natureza: limas, rebolos, lâmina de serra, mandris, brocas, tijolos refratários usados em fornos de fusão de metais, tintas e lubrificantes empregados na manutenção de máquinas e equipamentos, etc." No presente caso, as glosas recaíram sobre os gastos com gás natural, LCO, água bruta, tratamento de efluentes e produtos químicos. 5 L)(1.- -Processo n°13502.000294/2001-50 S2-CITI Acórdão n.° 2101-00.207 P1527 Em relação ao gás natural, a parte utilizada como matéria-prima já foi admitida no cálculo do crédito presumido pela DRJ. Remanesce, portanto, somente a discussão sobre a parte utilizada como combustível, para a qual aplica-se o enunciado da Súmula n° 12, do Segundo Conselho de Contribuinte, verbis: "Súmula n° 12 - Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei no 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário." Tratando-se de questão sumulada, não cabe mais nenhuma manifestação deste colegiado acerca desta matéria, devendo ser mantida a referida glosa. Não merece melhor sorte os demais gastos glosados, pois que o LCO, utilizado para limpeza dos rotores do compressor, os insumos utilizados no tratamento da água bruta, para obtenção da água clarificada e da água desmineralizada, assim como os insumos utilizados no tratamento de efluentes, apesar de utilizados ou consumidos no processo de industrialização, não se enquadram na definição de matéria-prima ou produto intermediário. Com relação aos produtos químicos, a recorrente esclarece, no laudo técnico juntado aos autos, que eles exercem funções de anti-corrosão, anti-polimerizantes, anti- oxidantes, dispersantes, neutralizantes e solventes, os quais não se enquadram como insumos dos produtos fabricados pela empresa. Assim, ainda que cada um destes produtos tenha aplicação específica e indispensável ao processo produtivo, não há como se acatar os argumentos da interessada. Destarte, se somente geram direito ao crédito os produtos que, embora não se integrando ao novo produto, sejam consumidos em decorrência de ação direta sobre o mesmo, não há como reverter as glosas impugnadas. No que diz respeito à exclusão das devoluções de exportações, para efeito do cálculo do percentual de exportação, não tem razão a recorrente quando defende que esta não seja efetuada, sob o argumento de que a lei falaria em receita total das exportações. No despacho decisório consta que as devoluções de vendas foram excluídas da receita operacional bruta, a teor do disposto nos arts. 279 e 280 do RIR11999. Isto porque a receita bruta de vendas decorre das operações concretizadas e as devoluções não se classificam como tal. De igual modo, a receita bruta das exportações há que decorrer das exportações efetivas e não daquelas intentadas. Assim, está correto o procedimento do Fisco, quando exclui do total das exportações o valor equivalente às exportações devolvidas. Alega a recorrente desde a impugnação, que o Fisco teria excluído as devoluções de exportações apenas da receita de exportação, não o fazendo em relação à receita operacional bruta. Se assim foi, a fiscalização, de fato, distorceu o cálculo do coeficiente de exportação em prejuízo da empresa. Desta forma, caso as devoluções de exportação não tenham sido excluídas da receita bruta, deve a autoridade executora deste acórdão retificar os cálculos, para excluir, também da receita operacional bruta, o total das devoluções de exportações. Esta retificação só 6 Processo n°13502000294/2001-50 S2-CIT1 Acórdão n.° 2101-00.207 Fl. 528 deverá ser efetuada se o referido valor não foi considerado na rubrica "devoluções de vendas", já excluída pela fiscalização. Por fim, anota-se que todo o crédito presumido foi utilizado nos períodos subseqüentes, para fins de dedução do IPI devido pelas saídas tributadas. Isto porque a recorrente não registrou qualquer estorno a título de ressarcimento no Livro de Apuração do IPI e mesmo assim, apurou saldo devedor no referido livro em janeiro de 2003. Conseqüentemente, o valor do crédito presumido cujo direito foi reconhecido neste processo não pode ser ressarcido em dinheiro e nem utilizado para compensação, já que todo ele foi consumido na quitação do imposto decorrente das vendas de produtos tributados. Ante todo o exposto, voto pelo indeferimento do pedido de diligência e pelo provimento parcial do recurso, para que as devoluções de exportações sejam excluídas, também, da receita operacional bruta. Sal. das S sões em 04 de junho de 2009. I ?fr • ITei NI o FOMER 7 Page 1 _0064000.PDF Page 1 _0064100.PDF Page 1 _0064200.PDF Page 1 _0064400.PDF Page 1 _0064500.PDF Page 1 _0064700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10814.003440/94-33
Data da sessão: Tue Aug 15 00:00:00 UTC 2000
Ementa: ADUANEIRO. MULTA DE OFÍCIO
Multa de ofício do art. 4° inciso I, da Lei n° 8.218/91, inaplicável, em se tratando de pleito de imunidade na
importação, afinal denegado por falta de amparo legal.
Desprovido o recurso especial da Fazenda Nacional
Numero da decisão: CSRF/03-03.140
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos
do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Joao Holanda Costa
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ANCH CENTR PAUL DE RÁD E W EDUC SESSÃO DE : 15 DE AGOSTO DE 2000 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-03.140 ADUANEIRO. MULTA DE OFÍCIO Multa de ofício do art. 4°-inciso I, da Lei n° 8.218/91, inaplicável, em se tratando de pleito de imunidade na importação, afinal denegado por falta de amparo legal. Desprovido o recurso especial da Fazenda Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. - S- ON PEREIRA ORIGUES PRESIDENTE J9rAO4IOLANDA COSTA ELATOR FORMALIZADO EM: i JAN21)01 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, HENRIQUE PRADO MEDGA, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES e NILTON LUIZ BARTOLI Re PROCESSO N° : 10814.003440/94-33 ACÓRDÃO N° : .CSRF/03-03.140 RECURSO N° : RP/302-0.606 SUJEITO PASSIVO : FUND PAD. ANCH CENTR PAUL DE RÁD E TV EDUC RELATÓRIO Como Acórdão 302-32.990, de 24 de março de 1.995, a douta 2a Câmara do 3° Conselho de Contribuintes deu provimento parcial ao recurso voluntário de Fundação Padre Anchieta Centro Paulista de Rádio e TV Educativa, para o fim de excluir do crédito tributário a multa do art. 4°, inciso I, da Lei n° 8218/91. Trata-se de pedido de reconhecimento de imunidade para as importações da Fundação, benefício pela fiscalização. Em julgamento de 2a instância, foi confirmada a denegação do pedido sendo excluída da exigência a multa de ofício. Inconformada, a Fazenda Nacional interpõe perante esta Câmara Superior de Recursos Fiscais recurso especial dizendo que ao aplicar a multa de ofício nada mais fez a autoridade fiscal do que declarar a existência de um débito "impago" (sic) na data do seu vencimento. Cientificada do recurso da Fazenda, a empresa apresentou suas contra-razões, às fls. 177/1850, juntando ainda recurso de divergência (fls.185/197). Encaminhado o processo à Egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, houve por bem o ilustre Presidente fazer retornar à Câmara de origem tendo em vista que o recurso do contribuinte não havia sido analisado pela Presidência da Câmara de origem (fls. 200/201) No despacho de fl. 203, o douto Presidente da 2 a Câmara negou seguimento ao recurso pelo fato de não estar instruído com paradigmas que demonstrassem a divergência como previsto no art. 5°- § 1° - da Portaria MF-540/92. ..._ 2 PROCESSO N° : 10814.003440/94-33 ACÓRDÃO N° : .CSRF/03-03.140 Devidamente cientificado desse despacho, a Fundação informa à fl. 206 que cumpriu rigorosamente os requisitos da Portaria MF540/92, havendo anexado cópias autenticadas de inteiro teor de decisões proferidas pela Primeira Câmara do Terceiro Conselho de contribuintes. Novo despacho da Presidência da 2a Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes no sentido de que não cabe pedido de reexame de admissibilidade do recurso especial no caso de falta de juntada do inteiro teor do acórdão ou cópia de publicação de ementa que comprove a divergência arguida. É o relatório. 3 5 PROCESSO N° : 10814.003440/94-33 ACÓRDÃO N° : .CSRF/03-03.140 VOTO CONSELHEIRO JOÃO HOLANDA COSTA, RELATOR Denegado o seguimento ao recurso de divergência do contribuinte, cabe a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais apreciar tão só o recurso especial da Fazenda Nacional, relativo à multa do art. 4 0, inciso I, da Lei n°8.218/91. "Data venha" da manifestação da ilustre Procuradora da Fazenda Nacional, entendo que está correta a decisão da Câmara quando excluiu do crédito tributário exigido a parcela relativa à multa de ofício, em se tratando de pleito de benefício fiscal/imunidade considerado indevido pela autoridade fiscal e pela Egrégia Câmara, já que não se caracterizou declaração inexata de mercadoria. A meu ver, tem plena aplicação ao caso o entendimento expresso pela própria Receita Federal através da Coordenação Geral do Sistema de Tributação — COSIT, com o AD(N)-10/97. Pelo exposto, voto para negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Sala de Sessões, 15 de agosto de 2000 JOÃO HOLANDA COSTA 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13707.004263/2002-52
Data da sessão: Wed Sep 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica Ano-calendário: 2002 e 2003 IRPJ - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – DECADÊNCIA - Pedido de restituição/compensação foi efetuado em 11/12/2002, sendo que os tributos foram recolhidos no período compreendido entre 1989 a 1991. Decaído, portanto, o direito do contribuinte. Recurso Voluntário improvido.
Numero da decisão: 1402-000.249
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: Carlos Pelá
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1530; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13707.004263/200252 Recurso nº 164456 Voluntário Acórdão nº 140200.249 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 01 de setembro de 2010 Matéria IRPJ E OUTROS Recorrente POTTERS INDUSTRIAL LTDA Recorrida 4a. TURMA DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica Anocalendário: 2002 e 2003 IRPJ PEDIDO DE RESTITUIÇÃO – DECADÊNCIA Pedido de restituição/compensação foi efetuado em 11/12/2002, sendo que os tributos foram recolhidos no período compreendido entre 1989 a 1991. Decaído, portanto, o direito do contribuinte. Recurso Voluntário improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva dos Santos Lima Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Relatório Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA, 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13707.004263/200252 Acórdão n.º 140200.249 S1C4T2 Fl. 2 2 Cuidase de Recurso Voluntário, fls. 130/136, interposto contra decisão da 4a Turma da DRJ de Rio de Janeiro, de fls. 117/126, que julgou parcialmente procedente o lançamento efetuado por meio do despacho decisório de fls. 21/22. Adoto o relatório proferido pela 4ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Rio de Janeiro/RJ (fls. 117/126): “Relatório DO INDEFERIMENTO. A interessada, em epígrafe, protocolizou, respectivamente, em 11/12/2002 (fl. 01); 24/03/2003 (fl. 84) e 27/12/2004 (fl. 101), as solicitações de compensação, a fim de compensar com o crédito advindo de recolhimento de PIS (fls. 2; 85 e 87), realizados em 1988; 1989; 1990 e 1991 com os débitos de PIS/FATURAMENTO (8109); de COFINS (2172); de IRPJ (fls. 2362) e de CSLL (2484). No Despacho Decisório proferido em 24/03/2003 (fls. 21/22), e assinado pelo chefe da EQPEJ/DIORT/DERAT/RJO com base no Parecer Conclusivo n° 25/2005, de fls. 19/20, consta que a solicitação foi indeferida, pela seguinte razão: " ... Considerando ainda que o crédito pleiteado referese a pagamentos efetuados nos período de 20/10/88 a 04/12/99 (sic) e que a protocolização do presente processo se deu em 11/12/2002, entendo, portanto, extinto o direito de pleitear sua restituição ... " DA IMPUGNAÇÃO Cientificada do Despacho Decisório em 14/04/2003 (fl. 21), a interessada apresentou, em 06/05/2003, sua manifestação de inconformidade (fls. 41/46), contra a decisão prolatada pela Administração Tributária, cujas razões de defesa abaixo se seguem: O prazo decadencial de cinco anos contado a partir da data da homologação do lançamento ou constituição definitiva do crédito tributário decorre como conseqüência lógica e jurídica da implementação do princípio da segurança jurídica. Esse prazo, no entanto, só se aplica a impostos e no presente processo temos a apreciação sobre PIS e CSLL, cuja lei que a instituiu definiu prazo de 10 (dez) anos para sua decadência e prescrição; Conforme o disposto no Parecer COSIT nº 58/1998, para que seja deferida a restituição ou a compensação do indébito tributário, mostrase necessário que o pedido seja formulado no prazo de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168 do CTN, contados da data do trânsito em julgado da decisão proferida em Ação Direta de Inconstitucionalídade; Não é demais lembrar que o CT,N em seu artigo 168, item I, traz a possibilidade de repetição de indébito, em até 5 anos de Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA, 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13707.004263/200252 Acórdão n.º 140200.249 S1C4T2 Fl. 3 3 extinção do crédito tributário c/c artigo 150, IV em que o crédito tributário considerase definitivamente extinto em 5 anos contados do fato gerador, temos como resultado literal o prazo de 10 anos. O Fisco procura contar o prazo para repetição de indébito a partir de um ato sob condição resolutória e não a partir de sua extinção definitiva; O pagamento só extingue o crédito tributário em caso de lançamento de oficio. No caso de antecipação de pagamento, ou seja, de autolançamento, fica claro e literal a condição resolutória para a extinção definitiva; A morosidade e a inércia do Fisco resultam em homologação tácita, explicando, mas não justificando a elasticidade temporal de 10 anos; Cita, para corroborar o entendimento, acórdãos proferidos pelo Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes. É o relatório” Analisando a impugnação, a DRJ julgou parcialmente procedente o lançamento efetuado por meio do despacho decisório de fls. 21/22, adotando a seguinte ementa: “Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1988, 1989 Ementa: PRAZO PARA PLEITEAR RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO. TERMO INICIAL. O prazo decadencial para reconhecimento de direito creditório, relativo a tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, ainda que tenha sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo STF, extinguese após o transcurso de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, inclusive na hipótese de tributos lançados por homologação, nos termos dos artigos 150, § 1°, 165 e 168, todos do Código Tributário Nacional. Compensação não Homologada” Inconformado com a decisão da DRJ, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário alegando, em síntese, os mesmos argumentos da impugnação. É o Relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA, 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13707.004263/200252 Acórdão n.º 140200.249 S1C4T2 Fl. 4 4 Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator Conheço do Recurso por ser tempestivo, por atender aos requisitos de admissibilidade e por conter matéria de competência deste Conselho. O assunto em discussão é o prazo para se pleitear a restituição de tributos declarados inconstitucionais e objeto de edição de Resolução do Senado Federal. No caso, tributo sujeito a lançamento por homologação. À falta de homologação expressa, a decadência do direito de propor a restituição de indébito só se inicia após cinco anos, a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, computados desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco, para verificação do quantum devido a título de tributo. À época dos fatos, tratandose de lançamento por homologação e havendo silêncio do Fisco, o prazo decadencial para pleitear a restituição do tributo era de 10 (dez) anos, a contar da data do fato gerador. A distribuição desse prazo é feita do seguinte modo: o Fisco tinha cinco anos, a partir da data do fato gerador para expressar a sua homologação; se não o fizesse, a partir do término desse prazo, começava a contar o prazo de cinco anos para efeito prescricional em caso de repetição de indébito. In casu, o pleito de restituição foi protocolado em 11/12/2002. Valores recolhidos, a título de PIS, entre 1989 e 1991. Transcorreu, entre o prazo do recolhimento (CONTADO A PARTIR DE 12/1992) e o do ingresso do pedido, o prazo superior a 10 (dez) anos, ocorrendo, assim, a decadência. Na espécie, não há que se falar em prazo prescricional a contar da declaração de inconstitucionalidade pelo STF ou da Resolução do Senado. A pretensão deveria ter sido formulada dentro do prazo decendial contado do fato gerador, conforme assentado na Jurisprudência do STJ verbis: EREsp 435835 / SC EMBARGOS DE DIVERGENCIA NO RECURSO ESPECIAL2003/00379602 Relator(a)Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS (1094) Relator(a) p/ Acórdão Ministro JOSÉ DELGADO (1105) Órgão Julgador PRIMEIRA SEÇÃO Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA, 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13707.004263/200252 Acórdão n.º 140200.249 S1C4T2 Fl. 5 5 Data do Julgamento 24/03/2004 Data da Publicação/Fonte DJ 04/06/2007 p. 287 Ementa CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI Nº 7.787/89. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL DO PRAZO. PRECEDENTES. 1. Está uniforme na 1ª Seção do STJ que, no caso de lançamento tributário por homologação e havendo silêncio do Fisco, o prazo decadencial só se inicia após decorridos 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento. Estando o tributo em tela sujeito a lançamento por homologação, aplicamse a decadência e a prescrição nos moldes acima delineados. 2. Não há que se falar em prazo prescricional a contar da declaração de inconstitucionalidade pelo STF ou da Resolução do Senado. A pretensão foi formulada no prazo concebido pela jurisprudência desta Casa Julgadora como admissível, visto que a ação não está alcançada pela prescrição, nem o direito pela decadência. Aplicase, assim, o prazo prescricional nos moldes em que pacificado pelo STJ, id est, a corrente dos cinco mais cinco. 3. A ação foi ajuizada em 16/12/1999. Valores recolhidos, a título da exação discutida, em 09/1989. Transcorreu, entre o prazo do recolhimento (contado a partir de 12/1989) e o do ingresso da ação em juízo, o prazo de 10 (dez) anos. Inexiste prescrição sem que tenha havido homologação expressa da Fazenda, atinente ao prazo de 10 (dez) anos (5 + 5), a partir de cada fato gerador da exação tributária, contados para trás, a partir do ajuizamento da ação. 4. Precedentes desta Corte Superior. Isto posto, VOTO no sentido de NEGAR provimento ao Recurso Voluntário (assinado digitalmente) Carlos Pelá Relator Fl. 5DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA, 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13707.004263/200252 Acórdão n.º 140200.249 S1C4T2 Fl. 6 6 Fl. 6DF CARF MF Emitido em 02/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA Assinado digitalmente em 26/05/2011 por CARLOS PELA, 02/06/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 15940.000114/2006-19
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005
MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO SUCESSÃO — CARACTERIZAÇÃO
A interpretação sistemática do CTN, aliada ao principio de que a pena não deve passar da pessoa de seu infrator, afastam a responsabilidade da incoporadora pelas infrações anteriormente cometidas pela incorporada, desde que as sociedades, incorporadora e incorporadas, não tenham mantido alguma relação de interdependência entre elas.
Numero da decisão: 1401-000.266
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para excluir a multa isolada exigida no presente lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Matéria: IRF- penalidades (isoladas), inclusive multa por atraso DIRF
Nome do relator: Fernando Luiz Gomes de Mattos
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO SUCESSÃO — CARACTERIZAÇÃO A interpretação sistemática do CTN, aliada ao principio de que a pena não deve passar da pessoa de seu infrator, afastam a responsabilidade da incoporadora pelas infrações anteriormente cometidas pela incorporada, desde que as sociedades, incorporadora e incorporadas, não tenham mantido alguma relação de interdependência entre elas.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO SUCESSÃO — CARACTERIZAÇÃO A interpretação sistemática do CTN, aliada ao principio de que a pena não deve passar da pessoa de seu infrator, afastam a responsabilidade da incoporadora pelas infrações anteriormente cometidas pela incorporada, desde que as sociedades, incorporadora e incorporadas, não tenham mantido alguma relação de interdependência entre elas Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, para excluir a multa isolada exigida no presente lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Viviane Vidal Wagner - Presidente r')FeLik–uiz ..1101 S ilet. Mat o !Irjlator EDITADO EM: 02/09/2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Viviane Vida! Wagner, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Ananim Teixeira, Maurício Pereira Faro, Fernando Luiz Gomes de Matos e Karem Jureidini Dias, Relatório Trata o presente processo de auto de infração de multa isolada incidente sobre valores retidos a titulo de imposto de renda retido na fonte, cujos recolhimentos foram efetuados fora dos prazos previstos. Os fatos geradores ocorreram ao longo dos anos de 2001 a 2005. Por bem descrever os fatos, transcrevo parcialmente o Termo de Verificação Fiscal, fls. 104-105: h) Multa incidente sobre valores retidos a título de imposto de renda retido na fonte, cujos recolhimentos foram efetuados fora dos prazos previstos (processo n° 15940.000114/2006-19) A contribuinte, ao longo dos anos de 2001 a 2005, contabilizou valores retidos a título de imposto de renda incidente sobre rendimentos devidos a pessoas jurídicas. Por outro lado, os valores escriturados somente foram considerados (fato gerador) para .fins de recolhimento e declaração (DCTF) por ocasião dos pagamentos dos rendimentos e não dos respectivos créditos, ocorrendo, por conseguinte, recolhimentos fora dos prazos estabelecidos. É sabido que, no caso, o fato gerador do imposto de renda se dá por ocasião do pagamento ou crédito, o que ocorrer primeiro, conforme disposições contidas, dentre outros, nos artigos 647, 649 e 651 do Regulamento do Imposto de Renda aprovado pelo Decreto n° 3. 000/99. Já o recolhimento deverá ser efetuado até o terceiro dia útil da semana subseqüente a de ocorrência dos fatos geradores (inciso II, do artigo 865 do RIR/99). Registre-se que, na maioria das vezes, para cada valor retido foi efetuado um recolhimento. Em razão do procedimento adotado pela contribuinte, qual seja considerar- como data do .fato gerador da obrigação tributária principal a do pagamento e não do crédito, torna-se obrigatória, relativamente aos recolhimentos efetuados .fora do prazo, a exigência da multa prevista no artigo 957, inciso I, do RIR/99 e no art. 9 0 da Lei n° 10426, de 24/04/2002 ri Visando completar o relato dos fatos que antecedem o presente julgamento, adoto parcialmente o relatório que integra o Acórdão recorrido (fls. 154): Notificada do lançamento, conforme assinatura no respectivo auto de infração, em 27/11/2006, a interessada, por intermédio de seu representante, Werner Bannwart Leite, ingressou, em 26/12/2006, com a impugnação de _fisl 26/131, alegando, em suma: • O procedimento fiscal é nulo, por cerceamento do direito de defesa, tendo em vista que à impugnante dão foi permitido saber Piocesso n" 15940 000114/2006-19 Acórao n " 1401-00,266 com clareza qual a infração que lhe foi imputada, pois não .foram juntados aos autos os documentos que embasaram a acusação apontada, a fim de que a defendente pudesse fazer uma minuciosa análise das faltas apuradas pelarfiscalização; • O auto de infração também é nulo pelo fato de terem sido considerados como receitas operacionais os valores relacionados com a transferência de ICMS/Substituição tributária, pois se trata de valores contabilizados e tributados pela impugnante corno Exigível a Longo Prazo, e caso fossem receitas seriam consideradas não-operacionais; • Todos os valores escriturados pela impugnante estão em conformidade com aqueles por ela declarados e pagos. Se porventura houve algum equívoco quanto ao recolhimento, cer tamente não decorreu de má-fé, que prima pela lisura de suas atividades; • Ainda que legitima a multa aplicada, esta deve ser relevada em face da boa-fé da impugnante; • A multa aplicada além de ser. escorchante e confiscató ria, também enriquece, sem causa a Fazenda o que é inconcebível; • Nos termos dos arts. 133 e 121 do Código Tributário Nacional CTN, a multa em mira não pode ser aplicada à incorporadora- impugnante, porque referida incorporação foi .feita antes do lançamento,. • Tendo em vista o disposto no art. 106, II, "c" do CTN, que encampa o princípio da retroatividade da legislação mais benéfica à contribuinte, é perfeitamente cabível a redução da multa moratória, caso não .seja afastada, devendo, ao menos, ser reduzida para 20% (art. 61, § 2° da Lei n° 9.430, de 1996), ou para 37,5%, de acordo com a Medita Provisória — MP n° 303, de 2006. Por fim, protesta pela juntada posterior de documentos necessários ao esclarecimento dos fatos narrados na acusação fiscal em •foco e requer sejam .feitas as Muras intimações/notificações em nome do advogado e fornece seu endereço. A :3" Turma da DM Ribeirão Preto julgou procedentes os lançamentos, por meio do Acórdão n° 14-16.789, assim ementado (v. f1s. 152): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário. 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 MULTA DE OFÍCIO APLICABILIDADE Nos casos de lançamento de oficio, será aplicada a multa de setenta e cinco por cento nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, calculadas sobre a totalidade ou diferença de imposto. Fl MULTA DE OFICIO. SUCESSÃO. A responsabilidade da sucessora é pelo crédito tributário, urja definição é mais abrangente que a de tributo, pois inclui também a multa de oficio MULTA. CARÁTER CONFISCA TÓRIO A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador ., cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar. a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. ASSUNTO, PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 PRODUÇÃO DE PROVAS ADICIONAIS PRECLUSÀO TEMPORAL, Tendo em vista a superveniéncia da preelusão temporal, é rejeitado o pedido de apresentação de provas suplementares pois o momento propicio para a defesa cabal é o da oferta da peça impugnatória. INTIMAÇÃO SUJEITO PASSIVO No âmbito do processo administrativo fiscal, há previsão legal de endereçamento de intimações e notificações do sujeito passiva Lançamento Procedente Intimada desse Acórdão em 12/12/2007 (fls. 167), a contribunte apresentou em 09/01/2008 o Recurso Voluntário de fls. 168-176, reiterando as alegações apresentadas por ocasião de sua impugnação e acrescentando a arguição de decadência dos créditos tributários relativos a fatos geradores ocorridos antes de 27/11/2001, com base no art, 150, § 4" do CTN, uma vez que a ciência dos autos de infração somente ocorreu em 27/11/2006. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos, Relator Os recursos são tempestivos e deles tomo conhecimento. Preliminares Revela-se desnecessário analisar as preliminares de nulidade, tendo em vista o disposto no art.. 59, § 3' do Decreto n° 70.235/72 (verbis, grifado): sç 3" Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe afalta. (Incluído pela Lei n°8.748, de 1993) 4 -19 Processo n" 15940.000114/2006-19 S1-C4T1 Acõrdào n " 1401-00.266 Fl 3 Não obstante este fato, registro que as preliminares de nulidade apresentadas pela Recorrente efetivamente não mereceriam prosperar, pelas seguintes razões: a) A contribuinte teve amplas oportunidades de apresentar documentos e provas relacionados à sua pretensão desde a fase preparatória, razão pela qual não houve cerceamento de direito de defesa; b) A decisão recorrida apreciou todos os argumentos de defesa apresentados pela autuada; e) Não há no presente processo nenhum fato gerador anterior a 27/11/2001, Mérito Responsabilidade da incorporadora por infrações cometidas pela incorporada A Recorrente questionou sua responsabilidade, na condição de incorporadora, por infrações fiscais cometidas pela incorporada. Discordo do entendimento da decisão recorrida, razão pela qual dou razão à recorrente no tocante à sua responsabilidade por infrações cometidas pela incorporadora. A autuada, na condição de sucessora (incorporadora), é responsável tributária pelos tributos devidos pela incorporada, na forma do art. 132, caixa do CTN, verbis: Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. Este dispositivo, ao estabelecer a responsabilidade tributária da pessoa jurídica sucessora por dividas tributárias da empresa sucedida, nos casos de fusão, transformação, incorporação ou cisão, refere-se somente a tributos, a incluir além do valor principal somente os encargos moratórios (multa e juros de mora). Releva salientar, outrossim, que a interpretação sistemática normalmente levada a cabo para os defensores da inclusão das penalidades punitivas (e não meramente compensatórias) não pode ser construída cotejando-se simplesmente os arts, 129 e 132 do CTN, pois o primeiro apenas principia a seção correspondente à responsabilidade dos sucessores. Trata-se de dispositivo dotado de generalidade e de evidente obviedade, que somente ressalta que "as normas sobre sucessão por ele postas são aplicáveis a obrigações tributárias surgidas até a data do evento que implica a sucessão", de modo que os dispositivos que lhe seguem é que tratarão especificamente de cada uma das situações que envolvam a matéria atinente à sucessão. Assim, a regra geral é normalmente a não inclusão das penalidades punitivas nesses casos. Esta regra comporta apenas quatro exceções, a saber: a) lançamento da multa punitiva anterior à sucessão; b) lançamento decorrente de ação fiscal que já havia se iniciado antes do evento sucessório; c) situações em que se comprove que não houve mudança de controle acionário ou que a incorporada e a incorporadora mantinham algum tipo de relação de interdependência; d) situações em que esteja presente a fraude e o conluio, cora o intuito de eximir a empresa sucedida das penalidades via transferência de suas responsabilidades para a sucessora. Os elementos constantes dos autos demonstram que a Recorrente incorporou a pessoa jurídica Copasa Comercial Paulista de Automóveis Ltda em junho de 2002, portanto antes de iniciada a ação fiscal. A alteração de Contrato Social da Recorrente, fls. 134444, comprova este fato. Também não consta dos autos qualquer elementos que comprove que a transferência das quotas se deu entre empresas do mesmo grupo econômico, ou que as empresas incorporadora e incorporada mantivessem alguma espécie de relação de interdependência. Não se verificando nenhuma daquelas ressalvas, é de se aplicar a regra geral, ou seja, a não exigência da penalidade punitiva no presente caso, em respeito ao principio da personalização da pena, aliado a uma interpretação sistemática do CTN. Registro que nessa sentido caminha a jurisprudência predominante neste Conselho, conforme ementa abaixo transcrita: MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO — SUCESSÃO — CARACTERIZAÇÃO — A interpretação sistemática do CTN aliada ao conceito de que a pena não deve passar da pessoa de seu infrator, afasta a responsabilidade do sucessor pelas inflações anteriormente cometidas pelas sociedades incoiporadas, desde que as sociedades, incorporadora e incorporadas, não tenham mantido alguma relação de interdependência entre elas. (Ac. I03-23.509, sessão de 26 de junho de 2008, Relatar Conselheiro Antônio Bezerra Neto, unânime em relação aesta matéria). Diante do exposto, dou provimento ao recurso nesse item, afastando a exigência da multa isolada na sucessora (incorporadora). Conclusão Diante de todo o exposto, voto no sentido de dar provimento ao presente recurso voluntário, para excluir a multa isolada exigida por meio do presente lançamento. Fernando Luiz GorniSk de Mattos 6 Brasília, SEI 2.010 PrOCCSSO 11" 15940 000114/2006-19 S1-C4T1 Acórdão n." 1401-00266 jJ . 4 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art, 81, § .3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial if 256, de 22 de junho de 2009. Cojt cXJ, 5<g2.CU-1-1,Át-LLJ anstela de-Sousa Rodrigues g Secretária da Câmara Ciência Data: / Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [J apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração.. 7 TERMO DE JUNTADA a Seção Declaro que juntei aos autos original do acórdão n° 1401-00266, (fls.. / ), e certifico que a cópia arquivada neste Conselho confere com o mesmo Encaminhem-se os presentes autos à Procuradoria da Fazenda Nacional, para ciência do acórdão. Em / / ASSINATURA MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF Processo n° . 1594M00114/2006-19 Interessado(a) : DINÂMICA OESTE VEÍCULOS LTDA.
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000049/99-12
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 1997
PEREMPÇÃO
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de
Contribuintes e de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva, mormente quando o recorrente não ataca a intempestividade.
Numero da decisão: 1202-000.226
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Valeria Cabaral Géo Verçoza
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Acórdão n° 1202-00.226 – 2' Câmara / 2' Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2010 Matéria IRPJ e outro Recorrente R. Belfiore Administração e Participações S/C Ltda. Recorrida ia Turma/ DRJ - São Paulo/SP I ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 1997 PEREMPÇÃO O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes e de trinta dias a contar da ciência da decisão de primeira instância; recurso apresentado após o prazo estabelecido, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão já se tomou definitiva, mormente quando o recorrente não ataca a intempestividade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por perempto, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. NELS0'..—N L SO rk O - Presidente. i V VA ÉRIA CABRALCá0 VEROZA - Relatora. 779 , EDITADO EM: ?i'à a ji ?mi)! ‘i u Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Nelson Lósso Filho (Presidente da Turma), Cândido Rodrigues Neuber, José Sergio Gomes (Suplente Convocado), Silvana Rescigno Guerra Barretto (Suplente Convocada), Valeria Cabral Géo Verçoza, Orlando Jose Gonçalves Bueno (Vice Presidente da Turma). 2 Processo n° 13808.000049/99-12 S1-C2T2 Acórdão n.° 1202-00.226 Fl. 2 Relatório Adoto o relatório da decisão de 1 a• Instância o qual passo a transcrever: Em ação fiscal realizada na empresa em epígrafe, foram apuradas conforme relatado no "Termo de Verificação e Constatação" (fls. 106 a 109), as seguintes irregularidades: 2. Omissão de Receita Financeira "Perdão de Dívida" 1997 - O Banco Francês e Brasileiro S/A, contratou junto ao Credit Lyonnais (Uruguay), operação de empréstimo externo, mediante lançamento de "Commercial Paper" no exterior, para repasse no país para o contribuinte, na forma da Resolução n° 63, no valor de US$ 600.000,00 em 31/07/1995. 3. Em 25/06/1997 foi assinado um adendo ao contrato onde o Crédit Lyonnais Uruguay, na qualidade de agente de colocação, emissão e pagamento dos títulos, renunciou ao direito de recebimento dos valores representados nos "Commercial Papers", representando o perdão da dívida. A empresa contabilizou a baixa do - passivo, porém não ofereceu à tributação. 4. Variação Monetárias Passivas. Repasse de Empréstimo Bancário à Controlada 1995 — A empresa captou empréstimos no mercado repassando para sua controlada "Metafil", através de contratos de Mútuos assinados em 30/07/92 e 31/07/95. No ano-calendário de 1995 foi deduzida como variações monetárias passivas a importância de R$ 85.800,00, referente aos empréstimos repassados, valor glosado pela fiscalização por não se referir a custo da Impugnante. 5. Em consequência do apurado, os valores acima foram oferecidos à tributação e emitidos os seguintes Autos de Infração, em 13/01/1999 (fls. 110 a 119): Imposto de Renda Pessoa Jurídica no valor de R$ 347.126,75 e CSLL no valor de R$ 98.649,45 (os valores incluem multa de oficio e juros de mora calculados até 30/12/1998), cornos enquadramentos legais descritos nos autos. 6. A Empresa apresentou impugnação tempestivamente em 12/02/1999 (fls. 121/122), contestando a lavratura do Auto de Infração, alegando basicamente, o seguinte. 7. Com relação ao perdão da dívida a Impugnante declara: 7.1 em 31/07/95 a Autuada firmou contrato de mútuo com o Banco Francês e Brasileiro S/A para captação de recursos financeiros no exterior; 7.2 em 05/03/96 a Defendente firmou contrato com o mesmo Banco instrumento de assunção de dívida, comparecendo como Anuente o credor internacional Bates Investments Inc.; 7.3 na mesma data a Defendente assumiu juros vencidos e vincendos junto ao credor internacional através de instrumentos próprios firmados pelas três partes envolvidas; 7.4 formalizados os instrumentos retrocitados, em 26/06/97, finalmente, a Autuada e o Banco Francês e Brasileiro desmancharam a sua relaçãa através de "V 3 teimo aditivo ao contrato de mútuo que haviam firmado, desobrigando-se mutuamente das obrigações anteriormente assumidas. 8. Completando, afirma que foi mencionado no tema) aditivo, de forma imprópria, "perdão de divida por parte do mutuante", sendo que não há a menor dúvida da continuidade do mútuo, agora entre a Impugnante e a Bates Investments Inc. Destaca que "A Autuada não tem compromisso de pagamento com o Banco Francês e Brasileiro, mas, por força dos contratos firmados, mantém idêntico compromisso com a financiadora internacional, restando a certeza de que não houve perdão da dívida. Não havendo perdão, não há receita, não havendo receita não pode haver tibutação". 9. Com relação à variação passiva, no valor de R$ 85.800,00 sobre empréstimo repassado a controladora, argumenta que no ano-calendário de 1995 foi apurada variação monetária ativa no valor de R$ 126.912,25, acarretando um resultado positivo liquido de R$ 41.112, 25, que foi tributado. Menciona "Em outras palavras, o mesmo capital que gerou a variação negativa gerou a positiva, restando saldo positivo regularmente oferecido à tributação. Não procede, pois, a alegação de que a Defendente deduziu encargos financeiros sobre empréstimo, sem se beneficiar dele, por tê-lo repassado a empresa controladora. O repasse houve, mas a Autuada colheu frutos adequados, calculados por índices oficiais, fazendo refletir em sua contabilidade a receita oferecida a tributação no devido tempo". Em 02 de dezembro de 2004, a P Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo, por unanimidade, considerou procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário tal como demonstrado às fls. 207. O contribuinte foi devidamente intimado da decisão de 1'• Instância conforme faz prova o AR juntado às fls. 213, cuja data de recebimento é 29 de janeiro de 2007. Em 16/03/2007 foi lavrado o termo de perempção (fls. 216). Após a lavratura do referido teimo foi expedida Carta de Cobrança (fl. 217), recebida pela contribuinte em 22/03/2007, confoune AR juntado à fl. 224. Em 22/03/2007 a Autuada junta petição contendo cópia de decisão liminar concedendo a dispensa do depósito de 30% para apresentação do recurso voluntário (fls. 219/222). • Em 31/05/2007 a contribuinte autuada apresenta nova petição, relativa à Carta de Cobrança emitida, afirmando que não concorda com a cobrança do débito pois sua exigibilidade estaria suspensa em razão de recurso voluntário interposto em 14/03/2007, de acordo com a cópia do AR juntado (fl. 226). A cópia do referido recurso voluntário foi juntada às fls. 227 a 231. Objetivando comprovar as alegações da contribuinte, a Agência da Receita Federal do Brasil em Taboão da Serra solicitou à DERAT (Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária) a remessa da via original do recurso voluntário supostamente interposto pelo contribuinte, conforme suas alegações. Contudo, não houve confirmação do recebimento do referido recurso. Em 21/08/2008 os autos foram encaminhados para julgamento no Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda. É o relatório. O 4 Processo n° 13808.000049/99-12 S1-C2T2 Acórdão n.° 1202-00.226 Fl. 3 Voto Conselheira Valéria Cabral Géo Verçoza Inicialmente, cabe analisar os requisitos de admissibilidade do recurso. Constata-se, pela análise dos autos que a ciência da contribuinte da decisão de 1' Instância se deu em 29 de janeiro de 2007 (segunda-feira). Nos termos da legislação aplicável ao caso, o prazo para a interposição do recurso é de 30 dias e seu termo final seria em 28 de fevereiro do mesmo ano (quarta-feira). A contribuinte alegou que interpôs recurso em 14/03/2007, conforme cópia de AR por ela juntado, endereçado à DERAT, cujo carimbo de recebimento pelo órgão administrativo é datado de 16/03/2007. Entretanto, não houve confirmação, pelo referido órgão, do recebimento do recurso voluntário. Contudo, mesmo que tal confirmação fosse feita, a interposição do recurso já teria ocorrido fora do prazo regulamentar, que se encerrou em 28/02/2007. Inquestionável, portanto, a perempção. Assim sendo, deixo de conhecer do recurso voluntário apresentado pela Contribuinte em razão de sua intempestividade. É como voto. 1/9- ,;(,cx • /(C) Va y ria Cabral GéO Verçoza
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Numero do processo: 13856.000069/89-29
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 1998
Ementa: DESPESAS OPERACIONAIS - RETIRADA PRÓ-LABORE - Comprovado
que os beneficiários dos rendimentos prestaram serviços à sociedade, os
pagamentos efetuados a título de retiradas "pró-labore" são dedutiveis,
como despesas operacionais, para efeito de determinação do lucro real.
DESPESAS OPERACIONAIS - PRÊMIOS - As despesas comprovadas
com a aquisição de Brindes pela produtividade, pontualidade eiou
assiduidade, previsto em normas da empresa, comprovadamente
entregues, são dedutiveis como despesas como despesa operacional.
DESPESAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - É de se admitir as despesas
natalinas de confraternização, em importância razoável.
Recurso provido.
Numero da decisão: CSRF/01-02.365
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Afonso Celso Mattos Lourenço
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ementa_s : DESPESAS OPERACIONAIS - RETIRADA PRÓ-LABORE - Comprovado que os beneficiários dos rendimentos prestaram serviços à sociedade, os pagamentos efetuados a título de retiradas "pró-labore" são dedutiveis, como despesas operacionais, para efeito de determinação do lucro real. DESPESAS OPERACIONAIS - PRÊMIOS - As despesas comprovadas com a aquisição de Brindes pela produtividade, pontualidade eiou assiduidade, previsto em normas da empresa, comprovadamente entregues, são dedutiveis como despesas como despesa operacional. DESPESAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - É de se admitir as despesas natalinas de confraternização, em importância razoável. Recurso provido.
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DESPESAS OPERACIONAIS - PRÊMIOS - As despesas comprovadas com a aquisição de Brindes pela produtividade, pontualidade eiou assiduidade, previsto em normas da empresa, comprovadamente entregues, são dedutiveis como despesas como despesa operacional. DESPESAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - É de se admitir as despesas natalinas de confraternização, em importância razoável. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MÁQUINAS OF'ERATRIZES ZOCCA LTDA ACORDAM os Membros da Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. , - ~-... /Or.,,/~ •" O N 1,– --iT---- 40 f''' U E S % ,4* PRESIDI' 7-iii 11 ori AFON;. 0 I : LSO M À TOS : o RENÇO RELÊ 181 I FORMALIZA' • ' : O 4 ,'; j, J N 1 9 ::, 8 i Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: CELSO ALVES FEITOSA, ANTÔNIO DE FREITAS DUTRA, FRANCISCO DE PAULA CORREA CARNEIRO GIFFONI, CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, REMIS ALMEIDA ESTOL, VERINALDO HENRIQUE DA SILVA, DIMAS RODRIGUES DE OLIVEIRA, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, MARIA ILCA DE CASTRO LEMOS DINIZ, CARLOS ALBERTO Gig NÇALVES NUNES, MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS e LUIZ ALBERTO CAVA MA gr IRA. 1 4 2 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Recurso n°. : RD/103-0.738 Interessado : FAZENDA NACIONAL Recorrente : MÁQUINAS OPERATRIZES ZOCCA LTDA RELATÓRIO Por bem elaborado, e por fornecer uma precisa idéia da matéria em análise por esta Câmara Superior de Recursos Fiscais e considerando, ainda, que o feito contempla apenas matérias de fato (prova), adoto como relato e transcrevo o Despacho PRESI 103-0.161/96, verbis: "Inconformada com o decidido no Acórdão n° 103-15.715, de 06 de dezembro de 1994, fls. 261 a 266, a contribuinte MÁQUINAS OPERATRIZES ZOCCA LTDA., apela para a Câmara Superior, fls. 284 a 291. Teve ciência do acórdão em 26/04/95, segundo termo passado no verso de fls. 272, e deu entrada de seu recurso em 11/05/95, ou seja, dentro do prazo legal de 15 (quinze) dias. Assevera que a Terceira Câmara decidiu divergentemente de outras Câmaras em relação à seguintes matérias: 1 - Postergação de receita do ano-base 1983 para o de 1984, referente a correção monetária de Obrigações da Eletrobras, com exigência, não apenas de correção e juros, mas também de multa punitiva de 50%, além do imposto; 2 - Glosa de excesso de pagamentos feitos ao administrador de empresa Sr. Silvio Buck Tucci, sob o fundamento de terem excedido ao limite permitido por lei aos administradores da empresa; 3 - Glosa de "pró-labore" pago aos sócios-gerentes Sidney Zocca e Waldemar José Sereno Zocca, sob a alegação de terem sido substituídos pelo Sr. Silvio Buck Tucci e, portanto, não terem prestado serviços à sociedade. Indicou como paradigma o acórdão n° 101-82.240 da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes; 4 - Glosa de despesa relativa à aquisição de 2 televisores de 14" e um freezer de 280 litr, 1, para premiação e sorteio entre os funcionários da empresa; r 3 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 5 - Glosa de despesas com aquisição de 400 quilos de carne, chopes, cervejas e refrigerantes, destinados à festa de confraternização de fim de ano, entre os dirigentes, funcionários e seus familiares, bem como de fornecedores. Indicou como paradigma o acórdão n° 101-83.623 e 101- 84.159 da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes. Aponta ainda, como paradigma os acórdãos n° 101-82.240, 101-83.623, 101-84.159, 103-09.610, 103-11.875, 105-01.743, 105-03.324, 105- 03.818, 105-05.330, CSRF/01-01.440, 101-71.763 e 101-73.305, anexando cópias de fls. do Diário Oficial da União onde foram publicadas as ementas, exceto os dois últimos, às fls. 274 a 283. Inicialmente, registro que o acórdão n° 103-11.875, não pode ser tomado como paradigma divergencial, eis que oriundos desta Terceira Câmara, quanto a divergência há de ser suscitada do confronto com decisões de outra Câmara de Conselho de Contribuintes ou da própria Câmara Superior de Recursos Fiscais, a teor do disposto no artigo 4°, inciso II do Regimento Interno da CSRF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 540, de 17/07192. Passo a apreciar a admissibilidade do recurso especial. "POSTERGAÇÃO DE RECEITA" As alegações aqui trazidas não se caracteriza, a princípio, de recurso especial, mas, sim, de pedido de esclarecimento quanto a matéria fática. Desta forma, caberia à contribuinte observar o disposto no artigo 25 do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria Ministerial n° 537, de 17 de julho de 1992, o que fez a destempo, visto que o prazo para esse tipo de reclamação é de 5(cinco) dias. Ainda, inadmissível como recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, por não se tratar de matéria pré-questionada, a teor do disposto no § 2° do art. 30 do citado Regimento Interno, além do que, a contribuinte não demonstra, fundamentadamente, a divergência arguida indicando a decisão divergente e comprovando-a mediante a apresentação de cópia autêntica de seu inteiro teor ou de cópia de publicação em que tenha sido divulgada, ou mediante cópia de publicação de até 2 (duas) ementas, nos termos expressado no artigo 5°, § 1° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 540, de 17/07/92. Glosa de Excesso de Pagame ri feitos ao Administrador de Empresa Sr. SILVIO BUCK TUC /P 4 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 O Recurso Voluntário, quanto a esta parte, foi negado provimento, mantendo-se a tributação sobre o excesso de retirada apurado. Aqui, também, a recorrente, não atendeu o disposto no artigo 5°, § 1° do Regimento Interno da CSRF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 540, de 17/07/92. Glosa de "pró-labore" dos sócios SIDNEY ZOCCA e WALDEMAR JOSÉ SERENO ZOCCA. O recurso voluntário, quanto a esta parte, foi negado provimento, mantendo-se a tributação sobre o fundamento de não configurar a necessidade, para as atividades da empresa, dos desembolsos efetuados aos dois sócios a título de "pró-labore". O acórdão paradigma, nesta parte, tem a seguinte ementa: Acórdão n° 101-82.240. IRPJ - DESPESAS - PAGAMENTO DE PRÓ-LABORE À SÓCIOS GERENTES - GLOSA DOS PAGAMENTOS SOB O ARGUMENTO DE FALTA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS - IMPROCEDÊNCIA - A simples circunstância do contrato social designar o sócio como gerente justifica, em princípio, o pagamento do pró-labore, tendo em vista a responsabilidade insita a tal tipo de função. (Acórdão n° 101-82.240, da 1 a C. do 1°CC). Acórdão n° CSRF/01-1.440 DESPESAS OPERACIONAIS - RETIRADA PRÓ-LABORE - Comprovado que os beneficiários dos rendimentos prestaram serviços à sociedade, os pagamentos efetuados a título de retiradas "pró-labore" são dedutiveis, como despesas operacionais, para efeito de determinação do lucro real. (Acórdão n° CSRF/01-1.440, da CSRF). Do exame dos referidos acórdãos constata-se que esta Câmara deu interpretação divergente daquela dada pela Pri , f-ira Câmara Superior de Recursos Fiscais, em relação a este tópico . 5 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Glosa de Despesas relativas a aquisição de 2 televisores de 14" e de um freezer de 280 litros, para Premiação e Sorteio entre os funcionários da empresa. Negou-se provimento ao recurso voluntário quanto a esta parte. Os acórdãos paradigmas, nesta parte, têm as seguintes ementas: Acórdão n° 105-1.743 DESPESAS OPERACIONAIS - GRATIFICAÇÕES A EMPREGADOS - BRINDES E PRESENTES - Admite-se seja dedutível como despesa operacional, com o caráter de gratificações a empregados, o valor dos brindes e presentes com que eles sejam agraciados, a título de incentivo à produtividade, desde que observadas as condições estabelecidas em lei para a concessão do benefício. (Acórdão n°105-1.743, da 5' C. do 1° CC). Acórdão n° 105-3.324 DESPESAS OPERACIONAIS - Prêmios - Incentivos à Produtividade e Assiduidade - Dedutibilidade - As despesas comprovadas com a aquisição de Brindes pela pontualidade e assiduidade, previsto em Regulamento da Empresa, comprovadamente entregues, em valor ínfimo (0,17855% do Lucro Bruto), são dedutíveis como despesa operacional. (Acórdão n° 105-3.324, da 5a C. do 1° CC). Do exame dos referidos acórdãos constata-se que esta Câmara deu interpretação divergente daquela dada pela Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes em relação a este tópico. Glosa de Despesa com festa de confraternização de fim de ano, entre dirigentes, funcionários e familiares, bem como de fornecedores. Negado provimento ao recurso voluntário quanto a esta parte, Os acórdãos paradigmas, nesta parte, têm as seguintes ementas: Acórdão n° 101-83.623 DESPESAS NATALINAS DE CONFRATERNIZAÇÃO - A modicidade do valor dispendido; a identificação da emitente das notas simplificadas; a data da realização dos gastos e a sua natureza, levam a aceitação da despesa o operacional. (Acórdão n° 101-83.623, da i a C. do 1° AC). 6 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 Acórdão n° 101-84.159 DOAÇÕES - Legítima a glosa de doações a entidades que não satisfaçam os requisitos do artigo 242, III, c/c art. 126 do RIR/80. Admitidas, no caso em exame, despesas de confraternização de empregados em importância razoável, classificadas contabilmente como "doação". (acórdão n° 101-84.159, da 1° C. do 1° CC) Do exame dos referidos acórdãos constata-se que esta Câmara deu interpretação divergente daquela dada pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes em relação a este tópico. Desse modo, DOU SEGUIMENTO ao recurso especial de divergência relativamente aos itens: - Glosa de "pró-labore" dos sócios Sidney Zocca e Waldemar José Sereno Zocca; - Glosa de despesa relativa a aquisição de 2 Televisores de 14" e um freezer de 280 litros, para premiação e sorteio entre funcionários da empresa; - e Glosa de despesa com aquisição de 400 quilos de carne, chopes, cervejas e refrigerantes, destinados à festa de confraternização de fim de ano, entre os dirigentes, funcionários e familiares, bem como de fornecedores, por satisfeitos os pressupostos legais de admissibilidade do recurso especial, nesta parte, e NEGO SEGUIMENTO quanto às demais matérias recorridas em virtude da empresa não ter logrado comprovar dissídio jurisprudencial em relação a elas, tudo com fulcro nas disposições do artigo 31, § 3° do Regimento Interno do Primeiro Conselho de Contribuintes aprovado pela Portaria Ministerial n° 537/92." Inconformado com a negativa de seguimento a parte de seu Recurso de Divergência, a Contribuinte apresentou o pedido de reexame de fls. 301, o qual foi considerado intempestivo (fls. 308/310). Contra-razões da Procuradoria da Fazenda Nacional às fls. 306/307. É o relatóri/oll rd 7 Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 VOTO Conselheiro Relator AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e dele conheço. Conforme exposto no relatório, as matérias em exame são as seguintes: a) glosa de pró-labore de sócios; b) glosa de despesa de aquisição de 2 (dois) televisores e um freezer; c) glosa de despesas de aquisição de produtos para festa de confraternização. A) Pró-Labore A fiscalização efetua a glosa do pró-labore dos únicos 2 sócios da empresa autuada e, neste sentido, entendo como descabido o procedimento fiscal, já que, indiscutivelmente, a sociedade deve ser gerida e administrada por estas pessoas, em que pese o eventual apoio de terceiros. Ademais, pela simples responsabilidade de ser sócio gerente já estaria amparada a possibilidade do recebimento do pró-labore. Não bastasse esta circunstância, a recorrente, nos autos, apresenta algumas provas (documentos) que, a meu ver, atestam a efetiva prestação de serviços na sociedade, pelos sócios. B) Televisores e FreezeriI/, /, 8 , Processo n°. : 13856.000069/89-29 Acórdão n°. : CSRF/01-02. 365 A documentação acostada aos autos firma o meu convencimento no tocante à regularidade e validade do concurso interno procedido pela Contribuinte, o qual é de indiscutível interesse para o desenvolvimento de seus negócios. Nestes, termos, concordando e adotando os suprimentos do Acórdão 105-3.324, adotado como paradigma, tenho como improcedente o lançamento neste item. C) Festa de Confraternização A glosa efetuada pela fiscalização, sem maiores elementos que pudessem descaracterizar os disperdícios, parece a este relator uma posição exagerada, que afinita a jurisprudência dominante no Conselho de Contribuintes e nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Neste termo, circundando inteiramente com os fundamentos dos Acórdãos paradigmas, ou seja, 101-83.623 e 101-84.159, tendo como descabida a exigência. Pelo exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso. É o meu voto. Sala das Sess. :»J , z i 1. . - - ço de 1998 ji / 'AFONSOr E I S li '. A e LO. - içoi i ) // 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
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Numero do processo: 13888.001481/99-33
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2005
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO — Rerratifica-se o Acórdão 303- 31.131, mantendo-se o teor de seu decisum, retificando-se sua
ementa e trecho do voto condutor.
FINSOCIAL — PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO SOBRE RECOLHIMENTOS DA CONTRIBUIÇÃO.
O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de
inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Inexistindo resolução do Senado Federal, há que se contar da data da Medida Provisória n° 1.110, de 31/08/95. Processo remetido à origem para exame de seu mérito, em homenagem ao duplo grau de jurisdição.
Numero da decisão: 303-31.131
Decisão: DECIDEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos declaratórios e rerratificar o Acórdão n° 303- 31.131, de 03/12/2003, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
1.0 = *:*
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ementa_s : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO — Rerratifica-se o Acórdão 303- 31.131, mantendo-se o teor de seu decisum, retificando-se sua ementa e trecho do voto condutor. FINSOCIAL — PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO SOBRE RECOLHIMENTOS DA CONTRIBUIÇÃO. O direito de pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que se tenha por inconstitucional, somente nasce com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Inexistindo resolução do Senado Federal, há que se contar da data da Medida Provisória n° 1.110, de 31/08/95. Processo remetido à origem para exame de seu mérito, em homenagem ao duplo grau de jurisdição.
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Numero do processo: 11080.725308/2010-15
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS
Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006
DISTRIBUIÇÃO. REGIMENTO INTERNO. PROCESSOS DISTINTOS CUJOS LANÇAMENTOS ESTÃO LASTREADOS NOS MESMOS ELEMENTOS DE PROVA.
Nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio.
Numero da decisão: 1302-001.166
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em declinar da
competência para a 1ª turma da 4ª câmara da 1ª Sejul.
Nome do relator: Eduardo de Andrade
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006 DISTRIBUIÇÃO. REGIMENTO INTERNO. PROCESSOS DISTINTOS CUJOS LANÇAMENTOS ESTÃO LASTREADOS NOS MESMOS ELEMENTOS DE PROVA. Nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006 DISTRIBUIÇÃO. REGIMENTO INTERNO. PROCESSOS DISTINTOS CUJOS LANÇAMENTOS ESTÃO LASTREADOS NOS MESMOS ELEMENTOS DE PROVA. Nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em declinar da competência para a 1ª turma da 4ª câmara da 1ª Sejul. (assinado digitalmente) ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior (presidente da turma), Márcio Rodrigo Frizzo, Waldir Veiga Rocha, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Eduardo de Andrade e Cristiane Silva Costa. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 53 08 /2 01 0- 15 Fl. 4425DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 2ª Turma da DRJ/POA, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, conforme ementa que abaixo reproduzo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2006 SIMULAÇÃO. Comprovada a simulação através de vasto acervo indiciário convergente, cabível a identificação da verdade dos fatos e a exigência dos tributos devidos. MULTA DE OFÍCIO. PERCENTUAL. LEGALIDADE. O percentual de multa de lançamento de ofício é previsto legalmente, sendo que a autoridade administrativa não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária que verse sobre penalidade. DECADÊNCIA. EXISTÊNCIA DE DOLO, FRAUDE OU SIMULAÇÃO. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, em casos de dolo, fraude ou simulação, o termo de início para contagem do prazo decadencial é aquele previsto no art. 173, I do CTN. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Trata o presente processo de auto de infração de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (fls. 3.892/3.895), no valor de R$ 1.304.507,85 (incluindo juros moratórios e multa de ofício qualificada, no percentual de 150%), abarcando os fatos geradores de junho de 2005 a dezembro de 2006, cuja ciência foi dada à interessada em 22 de novembro de 2.010. No auto de infração foi informada como infração a falta/insuficiência de recolhimentos da Cofins pela indevida redução decorrente de deslocamento de receitas da atividade para pessoa jurídica constituída em face de negócios simulados, conforme será descrito a seguir. Foi formalizada Representação Fiscal para Fins Penais, consubstanciada no processo 11080.725308/201015, haja vista constatação de condutas que, em tese, configuram crime contra a ordem tributária nos termos do art. 1o da Lei 8.137/1990. Cabe também informar que a mesma ação fiscal também gerou exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro CSLL e respectivos acréscimos legais, consubstanciadas no processo 11080.725307/2010 71. Fl. 4426DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.378 3 O presente processo trata de questão litigiosa semelhante a outra já julgada por esta DRJ Porto Alegre em 26 de março de 2010, momento no qual foi apreciado o processo n° 11080.014467/200795 e proferido o acórdão n° 1024.427. Aquele que figura como interessado nos dois processos é a mesma pessoa, sendo os fatos, essencialmente, os mesmos, ressalvadas as diferenças na tributação dos fatos geradores de Cofins, IRPJ e CSLL. Iniciarei reprisando parte do relatório apresentado quando do julgamento realizado em 2010 por este órgão julgador. Após, indicarei as nuanças do presente caso. O relatório adotado no julgamento do processo 11080.014467/200795 contém o seguinte resumo: “Em julho de 2007, a Administração Tributária deu início aos trabalhos tendentes a verificar o adequado recolhimento, por parte do interessado, dos tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. No curso desses trabalhos, que se estenderam por cinco meses, foram efetuadas duas intimações ao fiscalizado e outras oito intimações a pessoas a ele ligadas por laços societários ou comerciais. Foi lavrado, também, um Termo de Verificação Fiscal. A conclusão fiscal, diante do vasto acervo probatório coligido aos autos ao longo dos trabalhos, foi no sentido de que o interessado, juntamente com outros partícipes, havia levado a efeito negócio jurídico simulado com a finalidade de reduzir o recolhimento de tributos federais. Dessa forma, houve a lavratura, em dezembro de 2007, de dois autos de infração, colimando a cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro relativamente aos anoscalendário de 2005 e 2006. O valor da dívida objeto de lançamento é de R$ 39.161.683,53. O caso sob análise versa, consoante antes referido, sobre a prática da simulação. A experiência adquirida no julgamento de casos análogos aponta seja fundamental o exame da prova. Diante da farta prova constante dos autos, bem como do minudente relatório preparado pelo fiscal que lavrou os autos de infração, opto por efetuar resumo da ação fiscal seguido da transcrição do núcleo do relatório antes citado. Resumo da ação fiscal A sociedade fiscalizada exerce a atividade de seguradora, estando obrigada à tributação da renda com base no lucro real (art. 14 da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998). Dentre as atividades desenvolvidas pela fiscalizada encontrase, também, a de "intermediação de operações de crédito a servidores públicos ". A instituição financeira que concede o crédito nas operações em foco na fiscalização é o Banco Matone S/A. A sociedade controladora da Sabemi Seguradora S/A chamase Mark Service Participações Ltda., que detém 71,91% do capital votante da controlada. A Mark Service Participações Ltda. e a Sabemi Seguradora S/A providenciaram a constituição formal da sociedade Tecnocom Tecnologia em Operações Comerciais e no Desenvolvimento de Softwares e Sistemas Gerenciais Ltda., repassando à primeira receitas Fl. 4427DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 que, em realidade, seriam fruto do trabalho prestado pela Sabemi Seguradora S/A à instituição financeira Banco Matone S/A. A Mark Service Participações Ltda. é a controladora da sociedade Tecnocom Ltda., da qual detém 90% do capital votante. A Tecnocom Ltda. não está obrigada à tributação da renda com base no lucro real, tendo optado pela tributação com base no lucro presumido. A atividade desenvolvida pela Tecnocom Ltda. é o " processamento de dados para o desconto em folha dos servidores públicos das parcelas de pagamento de empréstimos intermediados pela Sabemi Seguradora S/A e por outras duas pessoas jurídicas ". A Tecnocom Ltda., que jamais teria tido existência material, registrou receita bruta nos montantes de R$ 22.053.908,85, no anocalendário 2005, e R$ 31.048.074,91, no anocalendário 2006. Para que se possa aquilatar os elementos levantados pela fiscalização para sustentar a inexistência material da Tecnocom Ltda. e, por via de conseqüência, da prestação de serviços por obra dela ao Banco Matone S/A, cito, a título de exemplo, alguns deles: a) jamais houve a integralização do capital social da Tecnocom Ltda [a primeira integralização de capital somente ocorreu em setembro de 2008]; b) empregada da Sabemi Seguradora S/A efetua a escrituração contábil e prepara as declarações fiscais da Tecnocom Ltda.; c) essa mesma pessoa prestou esclarecimentos fiscais e apresentou documentos após intimação fiscal direcionada à Tecnocom Ltda.; d) despesas com pessoal somente são registradas pela Tecnocom Ltda. a partir de junho de 2006, quando ocorre a contratação dos dois primeiros empregados; e) o rol de móveis e utensílios da Tecnocom Ltda. contempla um único bem, que é um computador de pequeno porte comprado em 31 de dezembro de 2006 ao preço de R$ 3.548,20; f) a Tecnocom Ltda. firmou contrato de comodato, não registrado e sem reconhecimento de firmas, com a Sabemi Seguradora S/A em 25 de outubro de 2005, através do qual a comodatária Tecnocom Ltda. recebeu o empréstimo, por prazo indeterminado, de bens móveis e imóveis. Esse contrato é vago quanto à especificação dos objetos emprestados, que contempla, por exemplo, parte do conjunto n° 1002 do edifício localizado na Rua dos Andradas n° 1001 em Porto Alegre, parte da rede de computadores, parte do serviço de acesso à internet; g) o descompasso absoluto entre as receitas auferidas e os custos de funcionamento da Tecnocom Ltda.. No anocalendário 2005, os custos importaram em ínfimos 0,32% das receitas, enquanto no ano calendário 2006 subiram para irrisórios 0,70%; h) os contratos firmados pela Tecnocom Ltda. com seus clientes, em que pese ensejarem vultosas receitas, não foram objeto de registro ou tiveram reconhecidas as firmas; i) o programa de computador, que consistiria no principal elemento para a consecução do objeto social da Tecnocom Ltda., teria sido por ela desenvolvido, entretanto os registros perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI atestam que seu autor foi Marcelo Fl. 4428DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.379 5 Schuch Pereira, empregado da Seguradora Sabemi S/A. O pedido de registro do programa foi encaminhado ao INPI em fevereiro de 2006, oportunidade na qual a Tecnocom Ltda. não contavacom nenhum empregado. A contabilidade da Tecnocom Ltda. não contém qualquer custo alocado à produção do antes citado programa de computador; j) os agentes do Fisco ainda compareceram ao local das instalações da Tecnocom Ltda., onde verificaram a inexistência de qualquer indicação relativa à sociedade, bem como o desconhecimento por parte das pessoas que lá se encontravam a respeito da empresa. Os fiscais constataram a "existência de dezenas de outros empregados da Sabemi Seguradora S/A. Ao fundo da sala, a Sra. Eliana [sócia da Tecnocom Ltda.] apontou a existência de um único empregado, o qual pertenceria aos quadros da Tecnocom Ltda., mas não fez qualquer comprovação documental da relação de emprego e nem permitiu o contato direto com aquela pessoa ". Quanto ao flagrante intuito de desviar receitas da Sabemi Seguradora S/A para a Tecnocom Ltda., impende salientar que a primeira, responsável pela intermediação das operações de crédito, percebia remuneração equivalente a 0,5% sobre a taxa de financiamento, como reposição dos custos administrativos, enquanto a segunda, responsável pelo processamento de dados das referidas operações, percebia remuneração equivalente a 8,4% sobre o montante emprestado em cada mês. Nos meses de abril e maio de 2005, a seguradora exerceu as atividades de intermediação das operações de crédito e de processamento de dados, tendo percebido o valor de R$ 1.547.913,40. Após a constituição formal da Tecnocom Ltda., houve drástica redução de receitas da Seguradora Sabemi S/A para, por exemplo, R$ 24.753,19 em agosto de 2005 e R$ 37.337,18 em setembro de 2005. Como fechamento da abóbada da construção simulatória, houve a massiva distribuição de lucros pela Tecnocom Ltda. aos seus sócios, em especial à Mark Service Participações Ltda., que, em seguida, repassava as verbas à Sabemi Seguradora S/A sob a forma de adiantamentos para futuro aumento de capital. Assim, as verbas retornavam àquele que, em realidade, havia realizado os serviços. A conseqüência fiscal do repasse das receitas foi a tributação a menor das referidas verbas, tendo em vista a distinção de critérios entre a tributação da renda com base no lucro real e aquela com base no lucro presumido. A atuação da fiscalização foi no sentido de tomar por ineficaz, diante do Fisco, os negócios simulados perpetrados. Dessa forma, as receitas formalmente colhidas pela Tecnocom Ltda. com a prestação de serviços para o Banco Matone S/A foram atribuídas à Sabemi Seguradora S/A e assim tributadas com base no lucro real. Esse, em síntese, o resumo da ação fiscal. " Relativamente aos fatos ocorridos no ano de 2007, observei as seguintes alterações que contrastam com os fatos ocorridos nos anos de 2005 e 2006 acima narrados: a) a sociedade Mark Service Participações Ltda. teve sua denominação social e tipo societário alterados para Sabemi Participações S/A. em 22 de maio de 2007 (documento das folhas 1.004 a 1.043, 15 a 26/40 do documento eletrônico); Fl. 4429DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 b) não houve alterações quanto às participações societárias detidas pelos sócios da Mark Service Participações Ltda. renomeada para Sabemi Participações S/A (documento da folha 3.928); c) a sociedade Tecnocom Ltda. teve sua denominação social modificada para Sabemi Tec Tecnologia em Operações Comercias e no Desenvolvimento de Softwares e Sistemas Gerenciais Ltda. em 10 de setembro de 2007 (documento das folhas 416 a 468, 20 a 28/53 do documento eletrônico); d) não houve alterações quanto às participações societárias detidas pelos sócios da Tecnocom Ltda. renomeada para Sabemi Tec Ltda. (documento da folha 3.930 em cotejo com o documento das folhas 416 a 468, 22/53 do documento eletrônico); e) a Seguradora Sabemi S/A celebrou convênio com o HSBC Bank Brasil S/A "para Desenvolvimento das Funções de Correspondente Bancário" em 9 de abril de 2007 (documento das folhas 96 a 129, 9 a 18/34 do documento eletrônico); f) a sociedade Tecnocom Ltda. foi contratada pelo HSBC Bank Brasil S/A para prestar serviços de processamento de dados relativos aos desconto em folha de pagamento de operações de empréstimo intermediadas pela Seguradora Sabemi S/A também em 9 de abril de 2007, percebendo por tal serviço remuneração equivalente a, no mínimo, 11,5% calculado sobre a soma dos empréstimos novos mais os valores dos saldos devedores quitados nas operações de refinanciamento (documento das folhas 826 a 877, 1 a 12/52 do documento eletrônico); g) a sociedade Tecnocom Ltda. passou a perceber receitas oriundas dos serviços prestados ao HSBC Bank Brasil S/A a partir de 31 de agosto de 2007 (documento das folhas 734 a 785, 2/52 do documento eletrônico); h) a Sabemi Tec Ltda. apresentou recibo de compra de bens do imobilizado da Seguradora Sabemi S/A pelo valor global de R$ 40.587,77 datado de 1° de dezembro de 2007 (documento das folhas 826 a 877, 45 e 46/52 do documento eletrônico). Esse o resumo dos elementos fáticos que deram ensejo à ação fiscal. Importante salientar que o trabalho fiscal ("Termo de Verificação Fiscal" das folhas 3.898 a 3.946) contempla acervo de elementos probatórios bem mais profundo e detalhado, os quais deixo de relatar em nome da objetividade. Diante desse cenário factual, antes resumido, o auditorfiscal responsável pelo trabalho entendeu ter restado caracterizada a prática da simulação. Repriso as razões daquela autoridade (fls. 3.940 e 3.942): "3.1 Caracterização Inequívoca da Simulação: A simulação se caracteriza, fundamentalmente, pela discrepância entre a realidade e a subjetividade dos agentes interessados em simular. Conforme Francisco Ferrara (A Simulação nos Negócios Jurídicos, Campinas: Red Livros, 1999), a comprovação da simulação nos negócios jurídicos, no mais das vezes, decorre da observação dos seguintes elementos: a existência de motivo sério, a falta de execução material da vontade exteriorizada, a discrepância entre esses atos e a conduta das partes, e a divergência entre a natureza e a quantidade dos bens e direitos e o preço pelo qual são negociados. Quanto à existência de motivo sério, não há dúvida de que o fundamento para as simulações praticadas foi a expressiva redução no recolhimento dos tributos federais pela SABEMI SEGURADORA S/A. Fl. 4430DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.380 7 Com o deslocamento das receitas da seguradora para o empreendimento simulado na SABEMI TEC LTDA, no período de maio de 2005 a dezembro de 2006, a SABEMI SEGURADORA S/A deixou de recolher R$ 12.830.641.35 relativos ao imposto de renda, contribuição social sobre o lucro e contribuição para o financiamento da seguridade social (valor original, não computados multa de oficio e juros de mora). No período de janeiro a dezembro/2007, a redução no recolhimento desses mesmos tributos pela seguradora, também considerando apenas o valor original, chegou a R$5.013.869,93. Além disso, desde muito tempo, o principal objeto e fonte de resultados da SABEMI SEGURADORA S/A não está mais relacionado ao ramo de seguros. É de se notar que, com a simulação, a SABEMI SEGURADORA transferiu para a SABEMI TEC LTDA resultados muito superiores aos que registrou em sua própria escrituração contábil. Isso pode ser facilmente observado nos quadros demonstrativos de fls. 3068/3072 e 3883/3885), de onde foram extraídos os dados que seguem: No que diz respeito à falta de execução material do objeto dos contratos, que constitui elemento decisivo para caracterizar um negócio simulado, ficou absolutamente comprovada, tanto a inexistência material da SABEMI TEC LTDA, como também o fato de que todas as atividades e negócios atribuídos àquela pessoa jurídica foram, na verdade, exercidos pela SABEMI SEGURADORA S/A. A discrepância entre os atos praticados e a conduta das partes, no caso em apreço, é evidente e irrefutável. Para o público externo, os agentes da simulação constituíram a SABEMI TEC LTDA, celebraram contratos de prestação de serviços, apresentaram declarações à Secretaria da Receita Federal do Brasil e, até mesmo, pagaram tributos em nome do empreendimento simulado. Internamente, contudo, todas as atividades atribuídas à SABEMI TEC LTDA eram efetivadas pela própria SABEMI SEGURADORA S/A, o que demonstra um brutal descompasso entre a vontade real e a vontade manifestada externamente. Finalmente, no que tange à divergência entre a natureza e a quantidade dos bens e direitos e o respectivo preço, ficou demonstrada a desproporção entre as remunerações atribuídas à SABEMI SEGURADORA S/A e a SABEMI TEC LTDA na prestação de serviços às instituições financeiras. Como seria possível explicar o fato de que a seguradora, que utilizava sua estrutura para intermediar operações de crédito junto a servidores públicos de todo o país pudesse perceber, como contrapartida, somente a reposição dos custos. E a SABEMI TEC LTDA, que simplesmente efetuava cálculos e gerava relatórios relacionados às operações de crédito, ser remunerada na medida de um percentual expressivo calculado sobre o capital emprestado em cada mês. " Período de Apuração Base de Cálculo do IRPJ na Sabemi Seguradora S/A (Lucro Líquido Ajustado) Resultados Desviados para A Sabemi Tec Ltda. (Receitas menos Despesas) AC 2005 9.933.189,81 21.983.650,00 AC 2006 6.929.203,13 30.830.296,37 AC 2007 16.020.090,08 31.263.846,41 Totalização 32.882.483,02 84.077.792,78 Fl. 4431DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Especificamente no que se refere à apuração da Cofins devida e que constitui objeto de lançamento no presente processo administrativofiscal, a Fiscalização observou o disposto no art. 18 da Lei 10.684/2003 que elevou de 3% para 4% a alíquota da contribuição para empresas de seguros privados, caso da Sabemi Seguradora S.A. ,observando que a Sabemi Tec Ltda. aplicava alíquota de 3% sobre as receitas. Cabe ainda ressaltar que os valores tributáveis foram obtidos mediante a soma das receitas apuradas na escrituração contábil da Sabemi Tec Ltda. com as bases de cálculo da Sabemi Seguradora S. A. informadas em Dacon (fls. 3.738/3.882), o que resultou nos demonstrativos a fls. 3.883/3.885. Da impugnação Em 21 de dezembro de 2010, o interessado tempestivamente apresentou impugnação ao lançamento, abrindo sua contestação indicando equívoco fiscal quanto a dois pilares do trabalho: a) não haveria simulação na estrutura empresarial por ele adotada, posto que as sociedades envolvidas exercem atividades reguladas em lei com evidente propósito negocial; b) não existiria qualquer evasão, uma vez que os tributos devidos ao Fisco Federal seriam menores na hipótese da inexistência da Sabemi Tec Ltda. Mais adiante, faz relato da evolução histórica das sociedades integrantes do "Grupo Sabemi". Informa que a Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. representou uma "ousadia empresarial", uma vez que "desenvolve atividade econômica estranha àquela tradicional de seguros e previdência". A criação da ousada sociedade teria decorrido da necessidade de "operacionalizar o negócio de empréstimos consignados". O "Grupo Sabemi", diante da "inviabilidade de conseguir operacionalizar os contratos de empréstimos consignados, tomou a dificuldade como oportunidade e partiu para o desenvolvimento daquela que seria provavelmente a mais lucrativa ferramenta de trabalho que já dispôs: o software responsável pelo processamento de dados junto às instituições financeiras nas operações de créditos pessoais com desconto em folha". Junta notícia que teria sido publicada em sítios da rede mundial de computadores em 3 de novembro de 2010, dando conta das atividades da Sabemi na área da tecnologia da informação. Junta, também, cópia de laudo de avaliação emitido por Rhino Consulting, contendo diagnóstico quanto à governança da tecnologia da informação da Sabemi Tec Ltda.. Esse laudo teria tomado como premissas elementos colhidos junto à Sabemi Tec Ltda. de agosto a novembro de 2010. Objetiva, com isso, demonstrar a existência de lastro das sociedades envolvidas na autuação, notadamente a Sabemi Tec Ltda.. Após resumir a acusação, o impugnante defende a existência de "canais de desconto" em folha pagamento por parte dele próprio, da Sabemi Previdência Privada e do Pecúlio União Previdência Privada. Cada uma dessas sociedades teria acesso "a um universo distinto de servidores públicos", viabilizando a existência dos empréstimos consignados. Cada uma dessas três entidades atuaria como correspondente bancário de instituições financeiras "desejosas de oferecer os empréstimos consignados aos clientes daquelas". O Banco Matone S/A e o HSBC Bank Brasil S/A teriam contratado as sociedades detentoras dos "canais de desconto", na condição de correspondentes bancários, para o oferecimento de empréstimos pessoais. Aos correspondentes bancários faltaria a ferramenta fundamental para esse mister: o software. Além da ferramenta tecnológica, segundo o impugnante, faltaria mais um elemento para por em prática o negócio. Confirase: Fl. 4432DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.381 9 "Ficou patente que, tendo em vista as áreas de atuação díspares da Sabemi Seguradora e Sabemi Previdência Privada e Pecúlio União, vinculadas a sistemas regulatórios próprios (SUSEP, SPC, CGPC etc.), o que ensejava recomendações para manterem separadas suas operações, uma nova, quarta empresa, poderia, então ser criada, com a finalidade exclusiva de intermediar, por meio da prestação de serviços de tecnologia de processamento de dados, os contratos firmados entre as instituições financeiras e as três empresas. " Essa seria a origem da Tecnocom Ltda., mais adiante renomeada para Sabemi Tec Ltda. Segundo defende o impugnante, essa forma negocial seria perfeitamente lícita. Para a estruturação da nova sociedade, o impugnante reconhece que a utilização de recursos antes disponíveis no âmbito do "Grupo Sabemi". Confirase: "Por se tratar da criação de uma nova empresa destinada a atuar em um novo ramo empresarial, evidentemente que o surgimento da Sabemi Tec ocorreu a partir dos recursos materiais e humanos disponíveis no grupo, o que se justifica plenamente pela perspectiva do crescimento orgânico do negócio. Daí porque a Fiscalização ribombou erroneamente como prova de simulação a suposta existência artificial da Sabemi Tec: data vênia, a precariedade estrutural da empresa em sua fase germinal encontrase absolutamente superada, como já disposto e provado no segundo tópico dessa peça." No entender do impugnante, incabível discussão em torno das razões para a organização negocial por ele adotada, porquanto o relevante seria a existência de alguma repercussão fiscal. Nesse sentido, o contribuinte protesta contra a imputação de toda a receita auferida pela Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. à Sabemi Seguradora S/A. Segundo aponta, parcela significativa daquela receita diz respeito a negócios que não envolveram o impugnante, mas sim duas entidades de previdência privada (Sabemi Previdência Privada e o Pecúlio União Previdência Privada). Da ausência de simulação em detrimento do Fisco Nesse tópico, o impugnante alega que no anocalendário de 2007 "não mais do que 60% das receitas da Sabemi Tec Ltda. estão relacionadas com a impugnante". Não bastasse isso, os 40% restantes teriam sido submetidos à tributação desnecessária, porquanto diriam respeito a sociedades isentas, caso auferidas diretamente pela Sabemi Previdência Privada e pelo Pecúlio União Previdência Privada. Apontou, a seguir, o objeto dos contratos firmados pela Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. com o Banco Matone S/A, tendo por meta o processamento dos dados atinentes ao desconto em folha de pagamento das operações de crédito. Nesses contratos, a impugnante, a Sabemi Previdência Privada e o Pecúlio União Previdência Privada figuraram como anuentes. Referiu, também, o objeto dos contratos firmados pelo impugnante, pela Sabemi Previdência Privada e pelo Pecúlio União Previdência Privada com o Banco Matone S/A, tendo por meta o recebimento e o encaminhamento de solicitações de empréstimos pessoais. Salientou, nesse ponto, ser vedado aos correspondentes bancários (o impugnante, a Sabemi Previdência Privada e o Pecúlio União Previdência Privada) atuarem nessa condição em relação a pessoas que não sejam seus clientes. Dessa forma, o trabalho fiscal teria incorrido em grave erro ao "alocar na Impugnante receitas da Sabemi Tec que não possuem qualquer relação com a atividade de correspondente exercida pela Fl. 4433DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 seguradora, posto que vinculadas com a atuação dos correspondentes bancários Sabemi Previdência Privada e Pecúlio União Previdência Privada". Se o negócio jurídico levado a efeito pela Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. fosse simulado, o Fisco deveria ter imputado as receitas aos "respectivos intermediadores das operações de crédito e detentores dos canais de consignação, e não exclusivamente na Impugnante." Após desdobrar as receitas da Sabemi Tec Ltda. por correspondente bancário, indica provas da impossibilidade da impugnante prestar seus serviços aos servidores da Aeronáutica e da Marinha. Salienta, ainda, que a Superintendência de Seguros Privados Susep externou entendimento no sentido de que "os valores que ingressaram na Sabemi Tec deveriam ser distribuídos aos respectivos correspondentes bancários", não podendo ser totalmente atribuídos à impugnante. Ao apresentar esse argumento não deseja o afastamento parcial da exigência fiscal, mas o total em razão da inexistência de simulação, porquanto a tributação concentrada na Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. foi superior à devida pelos correspondentes bancários, tendo em vista a isenção da Sabemi Previdência Privada e do Pecúlio União Previdência Privada. Da simulação O impugnante defende a nulidade dos negócios jurídicos simulados, louvandose nos arts. 102 a 105 do Código Civil de 1916 e no art. 167 do Código Civil de 2002. Na área tributária, entende que o lançamento deve ser feito quando identificada a simulação, forte no art. 149, VII, do Código Tributário Nacional CTN. Salienta, lastreado em doutrina, que a autoridade administrativa deverá examinar os negócios realizados, buscando identificar as alternativas negociais oferecidas pelo ordenamento jurídico. Nesse sentido, três passos seriam fundamentais: 1) investigar o que existia e o que foi alterado com a realização do ato ou negócio jurídico, tendo por foco sua real motivação; 2) identificar se o meio escolhido adequavase ao fim colimado, ou seja, perquirir quanto a abusividade ou artificialidade do meio escolhido; 3) diante desse filme, com começo, meio e fim, concluir quanto a existência ou não de simulação. Referiu, então, jurisprudência administrativa (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Carf) no sentido de que seria cabível a desconsideração de atos ou negócios jurídicos quando estes "não se justifique dentro dos limites jurídicos impostos na regulamentação de sua finalidade econômica ou social". Diante dessas premissas, o impugnante entende que a existência da Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. "é perfeitamente justificável diante de fatores empresariais (imposições regulatórias e a natureza da atividade do correspondente bancário). Defende que o business purpose daquela sociedade não deve se misturar com o da impugnante, da Sabemi Previdência Privada ou do Pecúlio União Previdência Privada. Sustenta, ainda, a inexistência "de norma que impeça a adoção de negócios ou constituição de empresas do mesmo grupo com o fito de economizar tributo". Citou exemplos. Ressaltou, mais uma vez, que "jamais buscou a redução de tributos", pelo contrário, que teria havido recolhimento a maior. Protestou, nesse sentido, pela inconsistência do trabalho fiscal em função da sua falta de nexo causal: cobrase tributo quando o tributo pago já foi maior do que o devido. Louvase, novamente, em jurisprudência do Carf. Fl. 4434DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.382 11 Da decadência parcial do crédito tributário Defende a impugnante que, no caso dos tributos sujeitos à sistemática da homologação de pagamentos, como é o caso da Cofins, tendo ocorrido o pagamento, ainda que parcial na visão do Fisco, o prazo fatal para o direito da Administração Tributária lançar o crédito seria de cinco anos contados a partir da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4o do Código Tributário Nacional. Aduz jurisprudência neste sentido e junta comprovação dos pagamentos efetivados no período. Entende assim, pela aplicação da regra acima mencionada, que os períodos autuados de junho a dezembro de 2005, bem como todo o exercício de 2006, estariam atingidos pela decadência, haja vista que a impugnante somente foi regularmente intimada do auto de infração em 22/11/2010. Do não cabimento da multa de 150% O contribuinte ataca a exigência da multa qualificada por entender que não houve qualquer conduta dolosa que pudesse configurar a sonegação. Defende que não existiu a simulação. Ademais, a multa seria confiscatória, porquanto excessiva em relação ao comportamento almejado. O confisco, vedado constitucionalmente na esfera tributária, consistiria "no consumo da propriedade privada pelo Poder Público, sem a correspondente indenização". Juntou doutrina repudiando a exigência de tributos e multas excessivas, que estariam em descompasso com a Constituição Federal (art. 150, IV). Apresentou, também, jurisprudência emanada do Supremo Tribunal Federal STF. Após requerer o afastamento da multa de 150%, que seria confiscatória, pede, alternativamente, caso se entenda que houve a simulação, que a multa seja reduzida para 75%. O pedido alternativo se louva no fato de que a Tecnocom Ltda./Sabemi Tec Ltda. não teria omitido qualquer receita, não tendo havido a prática da sonegação ou de evidente intuito de fraude que ensejaria a aplicação da multa qualificada. Apresentou jurisprudência do Carf. Da prova pericial O impugnante solicita a realização de perícia, indicando os seguintes quesitos: "(a) Seja apontado pelo ilustre perito, tomando como base a receita da Sabemi Tec Ltda. no período em discussão, o montante dessa receita decorrente de serviços vinculados aos empréstimos intermediados com os participantes/segurados dos correspondentes: (a) Sabemi Previdência Privada; (b) Pecúlio União Previdência Privada; (c) Sabemi Seguradora S/A; (b) Seja calculado pelo ilustre perito o valor global dos tributos devidos no caso em que as receitas da Sabemi Tec sejam alocadas nos seus respectivos correspondentes, considerando, sobretudo, o fato de que as entidades de previdência privada Sabemi Previdência Privada e Pecúlio União Previdência Privada serem isentas do imposto de renda e não conformam a hipótese de incidência da CSLL." Para a realização desse trabalho indicou, para a função de assistente técnica, a Sra. Beatriz Varela Fernandez, contadora inscrita perante o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul sob. o n° 513650/RS, sendo a portadora da Fl. 4435DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 12 carteira de identidade n° 1050602117, emitida pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Do pedido O contribuinte pede o acolhimento da impugnação de sorte a seja reconhecida a improcedência do auto de infração e, por conseqüência, seja extinto o crédito tributário lançado. Caso isso não ocorra, requer, sucessivamente, o corte, por decadência dos períodos decaídos (2005), e a readequação da multa de ofício de 150% para 75%. Reitera, por fim, a realização da perícia antes referida. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, a recorrente repisou as alegações expendidas na impugnação. É o relatório. Fl. 4436DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11080.725308/201015 Acórdão n.º 1302001.166 S1C3T2 Fl. 4.383 13 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. O recurso é tempestivo, e portanto, dele conheço. Embora se trate de lançamento relativo à Cofins, os fatos apurados foram os mesmos que lastrearam o lançamento do IRPJ e CSLL (PA 11080.725.307/201071). Deste modo, nos termos do inciso IV do art. 2º do RICARF, é da competência da 1ª Seção o conhecimento da matéria aqui discutida. Ressalto, todavia, que o PA 11080.725.307/201071, que cuida da tributação relativa ao IRPJ e CSSL, ainda está pendente de julgamento na 1ª turma ordinária da 4ª Câmara desta Seção de Julgamento, vez que o colegiado competente para sobre ele deliberar decidiu à unanimidade converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do ilustre Relator, Conselheiro Alexandre Antônio Alkmin Teixeira. Assim, o caso ainda será retomado a julgamento por aquele colegiado. O art. 6º do RICARF prevê a possibilidade de distribuição de processo pendente de julgamento para a Câmara que houver distribuído o primeiro processo, no caso de lançamentos que tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, como é o caso vertente. Além disso, o §7º do art. 49 do referido regimento interno, também aduz que no caso de processos conexos, decorrentes ou reflexos, haverá distribuição ao mesmo relator, independentemente de sorteio, verbis: Art. 49. Os processos recebidos pelas Câmaras serão sorteados aos conselheiros. ... § 7° Os processos que retornarem de diligência, os com embargos de declaração opostos e os conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio, ressalvados os embargos de declaração opostos, em que o relator não mais pertença ao colegiado, que serão apreciados pela turma de origem, com designação de relator ad hoc. No caso dos autos, a matéria fática que lastreia tanto os autos de infração relativos ao IRPJ e à CSLL é a mesma que lastreia o auto de infração relativo à Cofins, objeto dos autos. Por fim, a coerência dos julgados, bem como da jurisprudência de uma Corte, seja ela administrativa ou judicial, é pedra fundamental da segurança jurídica que devem proporcionar aos jurisdicionados. Fl. 4437DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 14 Desta forma, nos termos do §7º do art. 49 do RICARF, voto para declinar da competência, em favor da 1ª turma ordinária da 4ª Câmara, devendo os autos serem distribuídos, independentemente de sorteio, ao ilustre Conselheiro Alexandre Antônio Alkmin Teixeira. Sala das Sessões, 10 de setembro de 2013. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 4438DF CARF MF Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.1018.13374.II7I. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por EDUARDO DE ANDRADE em 05/10/2013 23:42:33. Documento autenticado digitalmente por EDUARDO DE ANDRADE em 05/10/2013. Documento assinado digitalmente por: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR em 07/10/2013 e EDUARDO DE ANDRADE em 05/10/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/10/2018. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.1018.13374.II7I Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 6B97124E3B9E0DB67447B9406379D639A24E904A Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11080.725308/2010-15. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 19563.000116/2007-86
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 02/03/2004
RESPONSABILIDADE PESSOAL DO DIRIGENTE. REVOGAÇÃO DO ART. 41 DA LEI N° 8.212, de 24/07/91. EFEITOS - RETROATIVIDADE BENIGNA. RECONHECIMENTO
A responsabilidade pessoal do dirigente tinha fundamento legal expresso no art. 41 da Lei n ° 8.212/91; entretanto, tal dispositivo foi revogado por meio do art. 65 da Medida Provisória n ° 449/2008, convertida na Lei n.° 11.941/2009, do que deixou de definir o ato como infração.
A aplicação de uma penalidade terá como componentes a conduta, omissiva ou comissiva, o responsável pela conduta e a penalidade a ser aplicada (sanção). A exclusão por lei de algum desses elementos implica retroatividade benigna do artigo 106 do CIN.
Recurso Voluntário Provido,
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2301-000.969
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2099 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos.
Nome do relator: Julio Cesar Vieira Gomes
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