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Numero do processo: 15374.913787/2009-47
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1102-000.077
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Presidente. (assinado digitalmente) ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO Relator. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Otávio Opperman Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barreto, Plínio Rodrigues Lima e João Carlos de Figueiredo Neto Processo nº 15374.913787/200947 Resolução n.º 110200.077 S1C2T1 Fl. 2 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário interposto por BIORAD LABORATÓRIOS BRASIL LTDA. contra acórdão proferido pela 9ª TURMA DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DO RIO DE JANEIRO/ RJ I, assim ementado: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2001 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DIVERGÊNCIA DE INFORMAÇÕES ENTRE DCTF E DIPJ. Para fundamentar suas alegações e justificar a retificação da DCTF, o Interessado tem o ônus de juntar provas aos autos, como livros e documentos de sua escrituração. Manifestação de Inconformidade Improcedente.” O caso foi assim relatado pela E. Delegacia Regional de Julgamentos recorrida, verbis: “O presente processo trata do PER/DCOMP de fls. 2/6, transmitido em 30/01/2006, pelo qual o Interessado pretende aproveitar um crédito de pagamento indevido ou a maior de IRPJ (fl. 4, código 2362 IRPJ PJ OBRIGADAS AO LUCRO REAL ENTIDADES NÃO FINANCEIRAS ESTIMATIVA MENSAL), arrecadado em 29/06/2001, no valor original de R$ 56.226,44, na data de transmissão. Período de apuração: maio de 2001. 2. 0 Despacho Decisório da fl. 7 não homologou a compensação declarada porque o pagamento indicado no PER/DCOMP já havia sido integralmente utilizado para quitação de outros débitos. 3. 0 Interessado tomou ciência da decisão em 02/04/2009, fl. 177, e, em 28/04/2009, apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 8/12), alegando, em síntese, que: 3.1 Conforme DIPJ 2002 (fl. 29), transmitida em 28/06/2002, teve prejuízo fiscal no anocalendário de 2001. 3.2 "... não havendo lucro, obviamente não há acréscimo patrimonial a ser passível de tributação, ou seja, não há a ocorrência do fato gerador para incidência do IRPJ", fl. 11. 3.3 "... não existiu base de cálculo para apuração do IRPJ mensal, pois essa, por estimativa, foi negativa", fl. 11, (Base de calculo da estimativa de fevereiro, fl. 37). 3.4 0 art. 43 do CTN preceitua que o fato gerador do imposto de renda é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica, fl. 11. Processo nº 15374.913787/200947 Resolução n.º 110200.077 S1C2T1 Fl. 3 3 3.5 "... inexistindo acréscimo patrimonial, a imposição de um desembolso imediato sobre um acréscimo que não ocorreu é ilegítimo", fl. 11. 3.6 Não existia imposto algum a ser recolhido ao erário. 3.7 A DCTF retificadora, transmitida em 02/04/2009 (fl. 145), desfaz o equivoco da vinculação do DARF ao suposto débito de IRPJ. 4. É o relatório.” Em síntese, o acórdão acima ementado considerou insubsistente a manifestação de inconformidade apresentada pela Contribuinte sob o fundamento de que esta não teria se desincumbido do ônus de comprovar a veracidade das informações prestadas em DCTF retificadora, a qual, diferentemente da DCTF originária, indicaria a inexistência de outros débitos que reduziriam o montante do crédito alegado em declaração de compensação. Em sede de recurso voluntário, a Contribuinte suscita preliminar de nulidade do acórdão recorrido, sob a alegação de que este não estaria fundamentado e teria violado seu direito à ampla defesa e contraditório (por violar a prova dos autos quanto à comprovação do alegado erro praticado em DCTF originária e por deixar de provar que os créditos alegados em declaração de compensação já teriam sido utilizados para quitação de outros débitos. No mérito, reitera suas razões de impugnação, segundo as quais: (i) a Contribuinte teria comprovado a efetiva existência do crédito informado em PER/DCOMP, mediante juntada de DARF/2001, DIPJ 2002 e DCTF retificadora; e (ii) caberia à autoridade julgadora, de ofício, converter o julgamento em diligência em caso de dúvida sobre a existência do crédito alegado, jamais “presumir pela inexistência do crédito, logo, de forma desfavorável e prejudicial ao contribuinte”. Segundo a Contribuinte, em síntese, fossem devidamente apreciados pelo acórdão recorrido os documentos acima citados, a única conclusão possível desta análise seria o reconhecimento do direito creditório e a homologação da respectiva declaração de compensação. É o relatório. VOTO Conselheiro ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO O recurso voluntário é tempestivo e interposto por parte legítima, pelo que dele tomo conhecimento. Em vista da natureza dos argumentos aduzidos pela Contribuinte e da necessidade de instrução do processo para adequado julgamento da lide, proponho a conversão do julgamento em diligência para a adoção das seguintes providências, quais sejam: Processo nº 15374.913787/200947 Resolução n.º 110200.077 S1C2T1 Fl. 4 4 (i) atestar a autenticidade da DCTF retificadora trazida aos autos em face das vias originais e da documentação fiscal e contábil da Contribuinte; (ii) atestar, de forma conclusiva e justificada, mediante consulta a documentos e livros fiscais e contábeis da Contribuinte, a correção (ou não) das informações prestadas na DCTF retificadora referida nestes autos, especialmente, mas sem se limitar, à existência (ou não) de saldo de IRPJ a pagar nos meses do ano calendário de 2001 que estariam sendo apontados pela RFB como impeditivos do reconhecimento do direito creditório alegado e conseqüente homologação da declaração de compensação; (iii) Das verificações efetuadas, lavrar Relatório de Diligência circunstanciado e dele dar ciência à Contribuinte para sobre ele se manifestar, no prazo de 30 (trinta) dias. (assinado digitalmente) ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO Relator.
score : 1.0
Numero do processo: 10875.005075/2003-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1102-000.095
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos,
CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Carlos Guidoni Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, João Otávio Oppermann Thomé, Silvana Rescigno Guerra Barreto, José Sérgio Gomes, Antônio Carlos Guidoni Filho e João Carlos de Figueiredo Neto. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por MARIA CONCEICAO DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10875.005075/200301 Resolução n.º 110200.095 S1C2T1 Fl. 2 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário interposto por PAUPEDRA – PEDREIRAS, PAVIMENTAÇÕES E CONSTRUÇÕES LTDA. contra acórdão proferido pela DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO DE CAMPINAS SP, assim ementado: " Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999, 01/01/2000 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2001 Ementa: COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. DECORRÊNCIA. A lavratura de auto de infração visando a constituir crédito tributário, cuja compensação não foi homologada, não está sujeita ao prévio exaurimento da via administrativa, do processo relativo ao pretenso direito creditório. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. TAXA SELIC Procede a cobrança de juros de mora com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), por expressa previsão legal, cuja legitimidade não pode ser aferida na esfera administrativa. Lançamento Procedente.” O caso foi assim relatado pelo Colegiado a quo, verbis: Trata o presente processo de Auto de Infração de fls. 61/62, concernente à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, do período de 31/12/1999, 31/12/2000 e 31/12/2001, totalizando um crédito tributário de R$ 94.028,25, já acrescido de juros de mora, em decorrência do indeferimento do pedido de restituição da contribuinte e concomitantes compensações. 2. No Termo de Verificação Fiscal (fl. 56), o Fiscal autuante relata que: No exercício regular das funções do Auditor Fiscal da Receita Federal, e em cumprimento á determinação contida no Registro de Procedimento Fiscal – Revisão Interna acima citada, procedemos às verificações pertinentes, constatando o seguinte: 1. Foram encaminhados pelo RPF acima citado, os processos de representação protocolados sob n° 10875.004090/200323 e 10875.004091/200378, referentes aos pedidos de compensação que se encontravam anexados aos processos de restituição n° 10875.001228/0009 e 10875.001127/0038, respectivamente, cujo mérito foi indeferido; 2. Os despachos decisórios, com o indeferimento do pedido de restituição, foram encaminhados para ciência ao contribuinte Fl. 398DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por MARIA CONCEICAO DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10875.005075/200301 Resolução n.º 110200.095 S1C2T1 Fl. 3 3 em 02/09/2003, não existindo pagamentos no sistema SRF até a presente data; 3. Desta maneira, fica o contribuinte sujeito à lançamento de ofício, para os valores compensados, cujos créditos ao qual estavam vinculados, foram indeferidos, do IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte, IRPJ — Imposto de Renda Pessoa Jurídica, CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, PIS Programa de Integração Social e da COFINS Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, nos períodos solicitados nos referidos pedidos de compensação; E, para constar e surtir os efeitos legais, lavro o presente termo em 02 (duas) vias, de igual forma e teor, as quais vão assinadas por mim, Auditor Fiscal da Receita Federal, e pelo representante legal do contribuinte abaixo identificado, que neste ato, recebe uma cópia do mesmo. 3. Cientificada do auto de infração, em 17 de dezembro de 2003 (fl.65), a contribuinte, em 12 de janeiro de 2004, apresentou a impugnação de fls. 74/92, alegando, em síntese, que: 3.1 no início do mês de setembro de 2003, foi intimada dos despachos decisórios, proferidos nos processos administrativos 10875.001226/00 75, 1227/0038, 1228/0009 e 1229/0063, indeferindo seus pedidos de restituição/compensação do PIS. Tempestivamente manifestou seu inconformismo, por meio de impugnações dirigidas à DRJ Campinas. Não obstante isso, vale dizer, embora pendentes de julgamento definitivo os pedidos de restituição/compensação, o que mantém suspensa a exigibilidade do crédito tributário, a DRF Guarulhos houve por bem lavrar o auto de infração; 3.2. preliminarmente, as decisões denegatorias da restituição/compensação encontramse com a eficácia suspensa, pois pendentes de recursos administrativos ainda não julgados pelas autoridades competentes. 3.3. cumpre ressaltar que em momento nenhum teve conhecimento dos processos de representação fiscal de n°s 10875.004090/200323 e 10875.004091/200378, mencionados no Termo de Verificação Fiscal e no auto de infração, pois jamais foi intimado de sua existência, como era de mister, não tendo, portanto, acesso ao seu conteúdo; 3.4. esses procedimentos irregulares da Fiscalização que, indubitavelmente, violam as normas que regem os procedimentos fiscais em vigor, caracterizam cerceamento ao direito da ampla defesa albergado em nossa Magna Carta, o que contamina com o vício da nulidade o lançamento efetuado, cuja declaração desde já se requer; 3.5. acaso assim não se entenda, tendo em vista a interdependência existente entre os processos de restituição e o lançamento ora guerreado, o julgamento da presente impugnação deve aguardar a decisão definitiva a ser proferida nos procedimentos de restituição, razão pela qual requer o sobrestamento deste feito; Fl. 399DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por MARIA CONCEICAO DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10875.005075/200301 Resolução n.º 110200.095 S1C2T1 Fl. 4 4 3.6. no mérito, o lançamento decorre da não homologação dos pedidos de restituição/compensação. Referidos pedidos fundamentaramse na inconstitucionalidade dos DecretosLeis 2445/85 e 2449/88, sendo que a LC 7/70 previa que a contribuição do PIS das empresas preponderantemente prestadoras de serviços seria de 5% sobre o imposto de renda devido, possuindo a impugnante o direito à restituição da quantia paga a maior. 3.7. por outro lado, o prazo para pedido de restituição do indébito do PIS somente originouse com o Parecer Normativo PGFN 437, de 1998, data a partir da qual os contribuintes passaram a ser credores do Fisco Federal; 3.8 também pode se adotar a contagem do prazo a partir de 10/10/1995, com a publicação da Resolução n° 49 do Senado Federal, momento em que os Decretosleis 2.445/88 e 2.449/88 deixaram de produzir efeitos a todos os contribuintes; 3.9 ademais, conforme doutrina e jurisprudência, inclusive do Superior Tribunal de Justiça, a extinção do crédito tributário operase com a homologação do lançamento, o que na prática resulta num prazo de dez anos: cinco para a homologação tácita e mais cinco para o exercício do direito à restituição de recolhimento indevido; 3.10. é improcedente, também, a cobrança de juros de mora com embasamento na taxa Selic, uma vez que sua natureza é remuneratória de títulos federais, não se podendo misturar conceitos de títulos e tributos, sob o risco tributo rentável; 3.11. a aplicação da taxa Selic implica, ainda, aumento de tributo sem lei específica, uma vez que referida taxa não foi criada por lei, mas por resolução do Banco Central do Brasil, o que vulnera o artigo 150, inciso I, da Constituição Federal, a par de ofender os princípios da anterioridade, da indelegabilidade de competência tributária e da segurança jurídica, de fora à parte infringir o disposto no artigo 193, § 3 o , da Constituição Federal; 3.12. por derradeiro, cumpre ressaltar que a impugnante encontrou toda sorte de dificuldades para elaborar sua defesa, a começar para obtenção de cópia dos processos, cujo prazo para entrega na DRF Guarulhos é de 30 dias. Desse modo, face ao exíguo tempo que dispôs para elaboração da defesa e obtenção de documentos necessários à comprovação de suas alegações, protesta pela juntada de novos documentos, com fulcro nos princípios do contraditório e da ampla defesa, insculpidos na Constituição; 3.13. requer sejam acolhidas as preliminares, em especial o pedido de sobrestamento do julgamento destes autos, e que, caso sejam ultrapassadas, seja acolhida a impugnação, com o conseqüente cancelamento do auto de infração. O acórdão recorrido rejeitou a impugnação apresentada pela Contribuinte e, por conseguinte, julgou procedente o auto de infração de CSLL. Em caráter preliminar, sustentou o acórdão que: (i) havendo o indeferimento do pedido de restituição/compensação, não há que se falar em aguardar o julgamento definitivo de eventuais recursos interpostos pela Contribuinte Fl. 400DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por MARIA CONCEICAO DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10875.005075/200301 Resolução n.º 110200.095 S1C2T1 Fl. 5 5 contra tal decisão para que seja procedida à lavratura do auto de infração; e (ii) não houve cerceamento do direito de defesa por alegada dificuldade em ter acesso aos autos, já que a Contribuinte se defendeu plenamente dos fatos alegados, que se resumem ao indeferimento anterior da compensação realizada, e teve ampla possibilidade de apresentação de novos documentos, o que não ocorreu provavelmente por sua desnecessidade para a solução desta lide. No mérito, o acórdão recorrido reconheceu a procedência do auto de infração em vista da manifesta relação de conexão com o (indeferido) pedido de compensação formulado pela Contribuinte nos Processos n. 10875.001227/0038 e n. 10875.001228/0009. Segundo o acórdão, “apenas na hipótese de deferimento ou deferimento parcial daqueles processos é que haverá a correspondente repercussão nestes autos. Porém, como ambos os processos de restituição foram indeferidos, configurase integralmente procedente o lançamento efetivado. Não há que se discutir neste processo as questões relativas ao alegado direito creditório, por ser o objeto daqueles processos de restituição.” Afastouse, por fim, a alegação de ilegitimidade da exigência de juros moratórios equivalentes à Taxa Selic. Em sede de recurso voluntário, a Contribuinte reproduz suas razões de impugnação, acrescentando a elas apenas preliminar de nulidade do acórdão recorrido sob o fundamento de que as questões relacionadas ao direito creditório pretendido (compensação) deveriam ser apreciadas pelo citado ato decisório, sob pena de cerceamento de defesa do sujeito passivo. É a síntese do necessário VOTO Conselheiro Antonio Carlos Guidoni Filho Em vista da natureza dos argumentos aduzidos pela Contribuinte e da notória relação de prejudicialidade entre este processo e o PA n. 10875.001227/0038, proponho a conversão do julgamento em diligência para que seja determinada a baixa desses autos à Delegacia de Origem para que esta aguarde o julgamento definitivo dos recursos interpostos no PA n. 10875.001227/0038 e proceda, se o caso, análise do montante remanescente do auto de infração objeto deste processo de acordo com eventual solução favorável à Contribuinte no citado PA e no PA n. 10875.001228/0009 relativos ao seu pleito de compensação. Após tais providências, lavrar Relatório de Diligência circunstanciado e dele dar ciência à Contribuinte para sobre ele se manifestar, no prazo de 30 (trinta) dias, retornandose os autos a esse Colegiado para ulterior julgamento. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Guidoni Filho Relator Fl. 401DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por MARIA CONCEICAO DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/10/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 07/11/2012 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/11/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 16561.000107/2007-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 30 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1102-000.049
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° Recurso n° Resolução n° Data Assunto Embargante Embargada 16561.000107/2007-17 167.412 - Voluntário 1102-00.049 — 1 Câmara / 2a Turma Ordinária 30 de junho de 2011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ARCOM PARTICIPAÇÕES LTDA. (SUCEDIDA POR ARCOM S.A.) SEGUNDA TURMA ORDINÁRIA DA PRIMEIRA CÂMARA DA PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO — Presidente e Relatora EDITADO EM: 1r07/2011 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), João Otavio Opperman Thorne, Silvana Rescigno Guerra Banetto, Leonardo de Andrade Couto , Ana Clarissa Masuko dos Santos Araiajo(Suplente Convocada) e Joao Carlos Lima Junior(Vice-Presidente). Processo n° 16561.000107/2007-17 SI-C1T2 Rcsoluçao n.° 1102-00.049 Fl. 2 Relatório: Tratam-se de embargos de declaração interpostos por ARCOM PARTICIPAÇÕES LTDA. (SUCEDIDA POR ARCOM S/A.), contra o acórdão IV 1102- 00.036, de 27/08/2009, fls. 2.153 a 2.160 verso. Ciência do acórdão em 30/06/2010, fls. 2.180. Embargos de declaração protocolizados em 05/07/2010, fls. 2.182, portanto, tempestivamente. Nos ten-nos do despacho que acolheu os embargos interpostos, alega a Embargante, que: • (...) - o acórdão embargado cancelou quase todas as exigências, mantendo apenas as referentes a parte das receitas omitidas e â glosa integral c/c perdas na aplicação elll ,fin idos de investimentos c dos despesas com juros de empréstimos bancários contratados no exterior; - em relação à glosa integral de perdas na aplicação em fundos de investiznentos e das despesas com juros de empréstimos bancários contratados no exterior, o acórdão embargado fundamentou que, embora intimada, a embargante não teria apresentado a respectiva documentação comprobatória dos referidos prejuízos e despesas, tendo feito apenas menção no seu recurso voluntário à petição de juntada desses documentos os quais, entretanto, não se encontrariam nos autos e nem teria comprovado o protocolo da mencionada petição; - o acórdão padece do vicio de omissão, decorrente de falha ocorrida dentro da administração tributária, que deixou de anexar aos autos os documentos que foram efetivamente apresentados pela embargante; - em sede de impugnação protestou pela juntada desses documentos, não juntados com a impugnação por depender da intervenção de terceiros, instituições financeiras situadas no exterior, responsáveis pela prestação das informações, e do serviço de tradução juramentada de dezenas de extratos, declarações e contratos; - o julgamento de primeira inskincia .foi realizado enz 05/03/2008, cuja intimação ocorreu em 24/04/2008; a petição foi protocolizado na Delegacia da Receita Federal de Julgamento — DRJ em 10/03/2008 (itens 8, 10 e 12 dos embargos de declaração, entretanto carimbo de protocolo na copia do documento indica "DRF/CAC/LUZ"), quando ohmic% não tinha ciência da referida decisão; tendo apresentado tradução juramentada dos documentos solicitados pela fiscalização, conforme demonstra o anexo (doc. 1), quando, ainda, não tinha ciência da decisdo; - o Decreto n" 70.235/72, em seu art. 16, § 60, dispõe que os documentos apresentados após a decisdo de primeira instância devem permanecer nos autos para apreciação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais; - tudo indica que ocorreu extravio da via original da referida petição nas dependências da DRJ de origem (sic) em face do descompasso Processo n° 16561.000107/2007-17 SI-C1T2 Resoluçdo n.° 1102-00.049 Fl. 3 entre a data da pro/ação da decisão por aquele órgão e a da protocolização da petição, por razões de ordem eminentemente burocráticas alheias õ vontade da embargante que não pode ser prejudicada, sob pena de implicar cerceamento de seu direito de defesa; - ao identificar a ausência nos autos da referida documentação, esse Conselho deveria ter determinado a intimação da embargante a .fim de que pudesse comprovar o protocolo da referida petição e juntar novamente os documentos referidos, permitindo a perfeita instrução probatória e compreensão do caso. Alfim pede sejam conhecidos e acolhidos os presentes embargos para esclarecimento da omissão apontada, provocada exclusivamente por falha c/a administração tributária, objetivando que os documentos apresentados pela einbargante coin a petição de 10 de março de 2008 sejam analisados por este Conselho. Destarte, tendo el77 vista as disposições dos ,ss',sç I" e 3 0, do art. 65, do Regimento Inferno do CARE, .façam-se presentes os autos ao ilustre Presidente da 2" Turma c/c Julgamento, desta Camara, para deliberação sobre os embargos de declaração opostos pela Contribuinte e respectiva documentação que os instruem, enfeixada nos volumes 13 a 16 dos presentes autos. Recebo, para conhecimento, os embargos. Este é o Relatório. Processo n° 16561.000107/2007-17 SI-CI T2 Resolução n.° 1102-00.049 Fl. 4 Voto Conselheiro IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, Os embargos são tempestivos. A Embargante teve contra si lavrados os autos de infração de fis.1595/1599 (vol.08), em 04/10/2007. Impugnou em 05/11/2007, fis.1697/1720(vol.09). As fis.1717, item 76 protesta pela posterior juntada de documento traduzido, cuja cópia entregara em lingua estrangeira.As fis. 1719,item 85 informa que discriminará as despesas, por lançamentos, com vistas a provar suas alegações e as fis.1720, item 88, diz que "poderá apresentar demonstrativos indicando o valor dos juros" apropriados em cada período de competência. A decisão da DRJ, fls.1958/1990(vol.10) é proferida em 05 de março de 2008. A ciência se deu em 24/04/2008,fis.1999 (vol.10). Em sede de embargos apresenta a Contribuinte, as fls.2196(vol H) o protocolo datado de 10/03/2008, no qual aponta a juntada dos documentos 01/09; 10/14;15; 16/19, ou seja, após proferida a decisão de 1 0. grau, mas antes de ser cientificado do acórdão 16-16618 5' Turma DRJ/SP. Como anteriormente relatado a Embargante suscita vicio na decisão porque teria se omitido quanto a análise dessas provas juntadas antes do julgamento do acórdão embargado. Essas provas dariam suporte as razões expendidas em relação à glosa integral de perdas na aplicação em fundos de investimentos e das despesas com juros de empréstimos bancários contratados no exterior. O acórdão embargado fundamentou que, embora intimada, a embargante não teria apresentado a respectiva documentação comprobatória dos referidos prejuízos e despesas, tendo feito apenas menção no seu recurso voluntário à petição de juntada desses documentos os quais, entretanto, não se encontrariam nos autos e nem teria comprovado o protocolo da mencionada petição. Nestes fatos a suposta omissão decorrente de falha ocorrida dentro da administração tributária, que deixou de anexar aos autos os documentos que efetivamente apresentara. Nessa conforinidade sugiro aos meus pares a conversão do julgamento em diligencia para quo a Autoridade jurisdicionante possa juntar os referidos documentos e conferir os seus efeitos probantes (juntados, por cópia, nos volumes 13 e 16) que deixaram de ser tempestivamente anexados e do resultado desta diligência seja o Contribuinte cientificado e se pronuncie, se assim entender necessário. Após sejam os autos devolvidos ao CARF para continuidade do processo. E' corno voto f IVE/I E MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 4
score : 1.0
Numero do processo: 16327.902271/2009-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1102-000.287
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) João Otávio Oppermann Thomé - Presidente (assinado digitalmente) Antonio Carlos Guidoni Filho - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ (Presidente), JOSÉ EVANDE CARVALHO ARAÚJO, FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, RICARDO MAROZZI GREGÓRIO, JOÃO CARLOS DE FIGUEIREDO NETO, ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO. Trata-se de recurso voluntário interposto contra acórdão prolatado pela 13 a Turma da Delegacia da Regional de Julgamento de São Paulo - SP/DRJ/SP1 assim ementado, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/01/2005 Fl. 335DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 20 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO Processo nº 16327.902271/2009-03 Resolução nº 1102-000.287 S1-C1T2 Fl. 2 2 DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a insuficiência de direito creditório disponível para fins da compensação pleiteada pelo contribuinte. DCOMP. DARF ALOCADO A DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. Considerando que o DARF indicado no PER/DCOMP (Pedido de Ressarcimento ou Restituição / Declaração de Compensação) como origem do crédito foi utilizado para quitar débito confessado em declaração (DCTF) ativa na data da emissão do Despacho Decisório, a compensação ficará limitada ao saldo disponível do pagamento. Se inexistente montante disponível para quitação dos débitos declarados em PER/DCOMP, sobrevém a não homologação da compensação declarada. DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. DEMONSTRAÇÃO DO CRÉDITO. É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. DCTF: CONFISSÃO DE DÍVIDA. Considera-se confissão de dívida os débitos declarados em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos cabais de prova quanto aos motivos determinantes das alterações nos débitos confessados originalmente por intermédio da DCTF, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente.” O caso foi assim relatado pela instância a quo: “1. Trata o presente processo de Declaração de Compensação apresentada em meio eletrônico – PER/DCOMP nº 12792.81930.050905.1.7.040228 fls. 161/170, transmitida em 15/08/2005, com a qual o Contribuinte pretende compensar débitos no valor total de R$ 239.732,95, com supostos créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado por meio de DARF (código da receita: 2319; período de apuração: 31/12/2004), recolhido em 31/01/2005, no valor total do crédito, quando da transmissão, no montante de R$ 1.712.775,09. 2. Apreciando o pedido formulado, a Delegacia Especial de Instituições Financeiras em São Paulo (DEINF São Paulo) emitiu o Despacho Decisório de fls. 171, no qual decidiu pela não homologação da compensação diante da inexistência do crédito declarado pelo Contribuinte, constando do item 3 do referido Despacho que para o DARF indicado no PER/DCOMP foi localizado pagamento utilizado integralmente para a quitação de débito do Contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação pretendida. 2.1. A utilização – pagamento encontrado no DARF descrita no referido item 3 aponta como a íntegra do valor recolhido no DARF para a contribuição de IRPJ, código 2319, período de apuração 31/12/2004. 3. Cientificado em 01/04/2009 da solução dada à declaração de compensação apresentada, o Contribuinte interpôs, tempestivamente conforme fls. 174, Manifestação Fl. 336DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 20 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO Processo nº 16327.902271/2009-03 Resolução nº 1102-000.287 S1-C1T2 Fl. 3 3 de Inconformidade (fls. 02/05), com a juntada de cópia dos seguintes documentos: Instrumento de Mandato, Ata e Estatutos; DCTF; DIPJ, PER/DCOMP, Despacho Decisório. As alegações apresentadas, resumidamente, são: 3.1. Afirma que o tributo que deu origem ao crédito (IRPJ) foi pago por estimativa durante o ano de 2004 e que ao final do exercício apurou valor inferior ao estimado conforme comprova sua DIPJ retificadora (DIPJ Retificadora 2004/2005 e DCTF retificadora do 4º Trimestre/2004, fls. 85/160, transmitida em 05/03/2009). 3.2. Em face do crédito apurado e narrado, entende que apresentou corretamente o PER/DCOMP e, assim, discorda da não homologação da compensação; transcreve trecho de Decisão da 7ª Turma desta DRJ no sentido de que “constituem credito a restituir ou compensar os pagamentos a maior ou indevidos desde que ainda não tenham sido utilizados”. 3.3. Acrescenta que o período em questão foi objeto de fiscalização e não foi constatada qualquer irregularidade. 3.4. Ante o exposto, requer seja acolhida sua Manifestação de Inconformidade, a fim de homologar a compensação, reconhecendo-se o credito e dando-se baixa ao debito apontado na intimação do Despacho Decisório, bem como seja suspensa a exigibilidade do credito ate o julgamento de sua manifestação, nos termos do artigo 151, III, do CTN c/c artigo 33 do Decreto n° 70.235/72. É o relatório.” O acórdão recorrido julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Contribuinte sob o fundamento de que o DARF apontado como gerador do pagamento indevido no PER/DCOMP foi integralmente utilizado para quitar débitos declarados em DCTF, não restando, pois, crédito passível de compensação. Em recurso voluntário, a Contribuinte alega que a não homologação de sua compensação se deu por mero erro material, já que preencheu incorretamente PER/DCOMP, informando a origem do crédito como pagamento indevido ou a maior, quando em verdade se tratava de saldo negativo de IRPJ. Nesse sentido, pugna pela superação do erro material e traz a composição do saldo negativo que teria compensado com débitos de PIS e de COFINS. É a síntese do necessário. O recurso voluntário atende aos pressupostos de admissibilidade, pelo que dele se toma conhecimento. Conforme alegado pela Contribuinte, no momento do preenchimento do PER/DCOMP nº 12792.81930.050905.1.7.04-0228, foi informado o crédito de R$ 1.712.775,09 (que já teria sido parcialmente utilizado pelo PER/DCOMP de nº 05797.25043.150305.1.3.04-4005). Nessa declaração de compensação, por lapso da Contribuinte, foi informado que a origem do crédito seria pagamento indevido ou a maior. Diante do alegado preenchimento incorreto do PER/DCOMP, a compensação restou não homologada, pois não haveria crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior, considerando-se que o DARF reputado como originário desse pagamento a maior teria sido integralmente alocado para quitação de débito de 31/12/2004 (código 2319). Fl. 337DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 20 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO Processo nº 16327.902271/2009-03 Resolução nº 1102-000.287 S1-C1T2 Fl. 4 4 Em seu recurso voluntário, a Contribuinte sustenta que o DARF do período 31/12/2004, referente à estimativa de IRPJ, sequer poderia ser considerado como pagamento a maior, pois o seu valor integral foi computado no ajuste anual. Em outros termos, a Contribuinte demonstrou que seria devido, a título de IRPJ, o montante de R$ 10.735.443,89 (fl. 45 – Ficha 11 da DIPJ), ao passo que foi recolhido o valor de R$ 12.704.063,16 (fl. 325). A diferença entre o recolhido e o devido poderia ser considerada pagamento a maior, salvo se o total pago fosse computado no ajuste anual, o que foi o caso, passando a compor o saldo negativo e deixando de ser pagamento a maior. Assim, considerando-se que a Recorrente computou os R$ 12.704.063,16 em seu ajuste anual, pois esse valor está compreendido nos R$ 17.234.373,62 constantes da linha 12 da Ficha 12B da DIPJ – “Imp. de Renda Mensal Pago por Estimativa” (fl. 46), conforme evidencia o demonstrativo constante do recurso (fl. 208), o presente caso não trata – e sequer poderia tratar – de “pagamento a maior”, mas sim de saldo negativo de IRPJ. Dessa forma, não pode prevalecer a premissa adotada pelo acórdão recorrido, de que não houve pagamento a maior, pois o suposto DARF relativo a tal pagamento já teria sido integralmente alocado para quitar débitos declarados em DCTF. Diante da relevante demonstração de que se trata de crédito de saldo negativo, deve-se superar o óbice formal constante do PER/DCOMP para se analisar a materialidade do crédito de saldo negativo. Assim já decidiu o CARF, conforme precedente abaixo, verbis: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Exercício: 2001, 2002 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO APÓS DECISÃO QUE NEGOU HOMOLOGAÇÃO À COMPENSAÇÃO. Em princípio, é inadmissível a retificação de PER/DCOMP posteriormente à ciência da decisão administrativa que negou homologação à compensação originalmente declarada. No entanto, em se tratando de erro prontamente apurável pelo exame da Autoridade Administrativa, esse erro pode ser corrigido. É o que sucede quando o tipo de crédito trazido à compensação é “pagamento indevido/a maior”, mas o valor e o período coincidem com o saldo negativo do mesmo tributo, conforme apurado em DIPJ. Nessa situação deve a Autoridade Administrativa dar ao crédito alegado o tratamento adequado de saldo negativo e prosseguir na apreciação da compensação declarada. PER/DCOMP. HOMOLOGAÇÃO CONDICIONADA À NÃO HOMOLOGAÇÃO DE OUTRO PER/DCOMP. IMPLEMENTAÇÃO DA CONDIÇÃO. Se, diante das peculiaridades do caso concreto, a Autoridade Administrativa decidiu pela homologação de um PER/DCOMP, condicionada à não homologação de um outro, e se esse outro foi definitivamente tido por não homologado, inclusive com o pagamento dos débitos não compensados, resta implementada a condição para a homologação da compensação declarada naquele primeiro instrumento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (Acórdão nº 1301-000.449 – Relator WALDIR VEIGA ROCHA – Sessão de 15/12/2010) Passando-se ao exame do direito creditório alegado pela Contribuinte – reitere- se: saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário de 2004 – os elementos dos autos não são suficientes para aferir de pronto a regularidade respectiva. Quanto às estimativas, há informação nos autos sobre a declaração e o recolhimento do imposto pago pelo código 2319 ao longo do ano calendário 2004, no valor de R$ 17.212.536,82 (fls. 314/325), embora tal circunstância não tenha sido objeto de auditoria específica pela DRF ou pela DRJ em virtude do erro de preenchimento da DComp. Por sua Fl. 338DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 20 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO Processo nº 16327.902271/2009-03 Resolução nº 1102-000.287 S1-C1T2 Fl. 5 5 vez, quanto às retenções na fonte, no montante de R$ 21.836,80, faz-se necessária a respectiva comprovação e a verificação de que as receitas correlatas foram levadas à tributação. Por fim, faz-se necessário verificar se o saldo negativo gerado em 2004 não foi utilizado em outras compensações, especialmente considerando-se que, a princípio, a Recorrente se utilizou desse crédito como pagamento a maior, o que poderia ter gerado erroneamente outras compensações com o saldo negativo ora utilizado. Nesse cenário, orienta-se voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que: (a) seja verificado e atestado o recolhimento de imposto pela Contribuinte pelo código 2319 no valor de R$ 17.212.536,82, conforme informado a fls. 314/325 dos autos; (b) seja verificada e atestada a alegada retenção de imposto na fonte no valor de R$21.836,80, bem como o oferecimento das receitas respectivas à tributação no ano calendário de 2004; e (c) após as verificações dos itens (a) e (b) supra, seja atestado o montante do saldo negativo de 2004, considerando-se, para tanto, o valor do tributo devido informado pela Contribuinte em sua DIPJ e retificadoras, essas se regulares e embasadas em documentação idônea; (d) seja atestado, de forma conclusiva e justificada, se existe saldo passível de utilização para que seja procedida a compensação do saldo negativo de IRPJ com os débitos objeto do pedido de compensação deste processo, considerados considerando-se a possibilidade desse saldo negativo já ter sido utilizado em outro processo. Em relação a todas as verificações efetuadas deverá ser lavrado Relatório de Diligência circunstanciado e dele ser dada ciência ao contribuinte para sobre ele se manifestar, no prazo de 30 (trinta) dias, querendo. (assinado digitalmente) ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO – RELATOR. Fl. 339DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 20 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO
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Numero do processo: 10855.900020/2008-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 25 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1102-000.038
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETO
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Recorrida 5' Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirao Preto-SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos termos do voto do relator. IVETE AQU[a S-PESSOA MONTEIRO — Presidente rSILVANA RESCI'i p GUERRA BARRETO - Relatora EDITADO EM:08/08/2011 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), João Otavio Opperinan Thomé, Silvana Rescigno Barreto, Meigan Sack Rodrigues (Suplente convocado), Manoel Mota Fonseca (Suplente convocado) e João Carlos Lima Junior(Vice-Presidente) Processo n° 10855.900020/2008-41 SI-CIT2 Resoluçao n.° 1102-00.038 FL 2 Relatório e Voto. Trata-se de PER/DCOMP transmitida em 31 de outubro de 2003 e indeferida, corn base na inexistência de crédito de 1RPJ no montante de R$ 3.637,06, recolhido em 30 de junho de 2003, para compensação do mesmo tributo com vencimento em 30 de setembro de 2003, no valor de R$ 3.637,06. Cientificada do indeferimento, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 06/07) alegando, preliminarmente, que se trata de PER/DCOMP indevidamente preenchida, haja vista que, por recolher o imposto por suspensão ou redução, deveria ter considerado o montante pago durante o exercício em curso como dedução e não corno crédito contra a Receita Federal, corno feito. No mérito, a Recorrente repetiu que não haveria credito para ser restituído, ressarcido ou compensado, tratando-se de pedido vazio, e informou ter recolhido em cada período de apuração o imposto devido, o que teria sido comprovado através da apresentação de guias (fls. 19/32). A DRJ de Ribeirão Preto indeferiu a Manifestação de Inconformidade, mantendo incólume o despacho decisório, por entender que a ausência de indébito tributário e a confissão de divida formalizada no PER/DCOMP exigiria a prova inequívoca de que o débito quitado por recolhimento através de DARF seria o mesmo confessado, ônus do qual não teria se desincumbido a Recorrente. Acrescentou, ainda, que os registros contábeis da Recorrente deveriam comprovar o alegado pagamento, consoante art. 923, do RIR/99. Inconformada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário repetindo as razões postas na Manifestação de Inconformidade, anexando aos autos cópia dos balancetes mensais de verificação referente ao mês de outubro, transcritos no Livro Diário no. 45, e do LALUR corn Demonstrativo de Cálculo correspondente à apuração do imposto e contribuições devidos. Considerando que a Recorrente reconhece, em suas razões, a inexistência de crédito passível de compensação, resta definir se deve ser ou não cancelada a cobrança do débito declarado sob o código 5993 relativo ao IRPJ corn vencimento em 30 de setembro de 2003, em razão do pagamento no valor de R$ 18.927,48. A identidade das informações prestadas na DIPJ (fl. 42) e registradas no Livro de Registro de Apuração do Lucro Real (11. 149), assim como a guia DARF colacionada (fls. 23 e 161) constituem forte indicio de que inexistente o debito confessado ern PER/DCOMP, contudo, julgo necessária a conversão do feito em diligencia para que seja confirmada a inexistência de débito, mediante análise dos livros fiscais da Recorrente, e da DCTF correspondente ao período, considerando ainda a multiplicidade de processos de compensação equivocados apresentados no mesmo exercício. E como voto. 2
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Numero do processo: 16327.901710/2006-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 19 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Dec 20 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF)
Data do fato gerador: 25/01/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO DE IRRF. ÔNUS DA PROVA.
A extinção de crédito tributário instrumentalizada mediante declaração de compensação (DCOMP) demanda do interessado a comprovação dos elementos que justifiquem o aproveitamento do crédito, sendo do contribuinte o ônus probatório de justificar sua origem.
A ausência de comprovação dos créditos indicados em DCOMP importam em denegação do pedido compensatório, por ser do interessado o ônus de apontar e comprovar adequadamente os fatos que autorizam o abatimento de débitos por força da extinção da obrigação tributária.
Nos procedimentos administrativos que demandam a iniciativa do contribuinte para comprovar a existência de créditos objeto de compensação com débitos fiscais, é ônus do próprio interessado demonstrar e provar a materialidade dos fatos que autorizam a concessão do direito reivindicado, tomando ele mesmo a iniciativa de promover a Declaração de Compensação, apresentar documentos comprobatórios - sem prejuízo de posterior complementação - e indicar os débitos suscetíveis à extinção da obrigação tributária reflexa.
Se à administração tributária pertence o ônus de provar, a desdúvidas, os fatos que ensejam a constituição plena do crédito tributário, através de seu lançamento, ao contribuinte incumbe idêntico ônus quanto à demonstração dos elementos comprobatórios do direito creditório reclamado.
Numero da decisão: 1201-005.438
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário
.
(documento assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Fredy José Gomes de Albuquerque - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigenio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy Jose Gomes de Albuquerque, Sergio Magalhaes Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Barbara Santos Guedes (suplente convocado(a)), Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
Nome do relator: Fredy José Gomes de Albuquerque
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Data do fato gerador: 25/01/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTO INDEVIDO DE IRRF. ÔNUS DA PROVA. A extinção de crédito tributário instrumentalizada mediante declaração de compensação (DCOMP) demanda do interessado a comprovação dos elementos que justifiquem o aproveitamento do crédito, sendo do contribuinte o ônus probatório de justificar sua origem. A ausência de comprovação dos créditos indicados em DCOMP importam em denegação do pedido compensatório, por ser do interessado o ônus de apontar e comprovar adequadamente os fatos que autorizam o abatimento de débitos por força da extinção da obrigação tributária. Nos procedimentos administrativos que demandam a iniciativa do contribuinte para comprovar a existência de créditos objeto de compensação com débitos fiscais, é ônus do próprio interessado demonstrar e provar a materialidade dos fatos que autorizam a concessão do direito reivindicado, tomando ele mesmo a iniciativa de promover a Declaração de Compensação, apresentar documentos comprobatórios - sem prejuízo de posterior complementação - e indicar os débitos suscetíveis à extinção da obrigação tributária reflexa. Se à administração tributária pertence o ônus de provar, a desdúvidas, os fatos que ensejam a constituição plena do crédito tributário, através de seu lançamento, ao contribuinte incumbe idêntico ônus quanto à demonstração dos elementos comprobatórios do direito creditório reclamado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário . (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente (documento assinado digitalmente) Fredy José Gomes de Albuquerque - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigenio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy Jose Gomes de Albuquerque, Sergio Magalhaes Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Barbara Santos Guedes (suplente convocado(a)), Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente).
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RECOLHIMENTO INDEVIDO DE IRRF. ÔNUS DA PROVA. A extinção de crédito tributário instrumentalizada mediante declaração de compensação (DCOMP) demanda do interessado a comprovação dos elementos que justifiquem o aproveitamento do crédito, sendo do contribuinte o ônus probatório de justificar sua origem. A ausência de comprovação dos créditos indicados em DCOMP importam em denegação do pedido compensatório, por ser do interessado o ônus de apontar e comprovar adequadamente os fatos que autorizam o abatimento de débitos por força da extinção da obrigação tributária. Nos procedimentos administrativos que demandam a iniciativa do contribuinte para comprovar a existência de créditos objeto de compensação com débitos fiscais, é ônus do próprio interessado demonstrar e provar a materialidade dos fatos que autorizam a concessão do direito reivindicado, tomando ele mesmo a iniciativa de promover a Declaração de Compensação, apresentar documentos comprobatórios - sem prejuízo de posterior complementação - e indicar os débitos suscetíveis à extinção da obrigação tributária reflexa. Se à administração tributária pertence o ônus de provar, a desdúvidas, os fatos que ensejam a constituição plena do crédito tributário, através de seu lançamento, ao contribuinte incumbe idêntico ônus quanto à demonstração dos elementos comprobatórios do direito creditório reclamado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário . (documento assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque - Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 17 10 /2 00 6- 18 Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1201-005.438 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.901710/2006-18 (documento assinado digitalmente) Fredy José Gomes de Albuquerque - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Efigenio de Freitas Junior, Jeferson Teodorovicz, Wilson Kazumi Nakayama, Fredy Jose Gomes de Albuquerque, Sergio Magalhaes Lima, Viviani Aparecida Bacchmi, Barbara Santos Guedes (suplente convocado(a)), Neudson Cavalcante Albuquerque (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário manejado em face do acórdão nº 16-21.732 – 8ª Turma da DRJ/SPOI, de 9 de junho de 2009, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade pela qual o contribuinte requereu compensação de crédito oriundo de recolhimento a maior de IRRF, referente ao período de apuração encerrado em 25/01/2003. Na decisão que negou a homologação da DCOMP, consta informação de que os créditos que compunham o DARF apresentado na DCOMP teriam sido integralmente utilizados para pagamento de débitos devidos pelo contribuinte no período de apuração, inexistindo valores excedentes que justificassem o reconhecimento da compensação declarada. A instância de piso validou e confirmou o despacho decisório denegatório, em decisão assim ementada e com razões de mérito denegatória do direito pleiteado, a saber: DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Afastada a nulidade por ficar evidenciada a inocorrência de prèterição do direito de defesa haja vista que o despacho decisório consigna de forma clara e concisa o motivo da não homologação da compensação. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. PAGAMENTO UTILIZADO PARA QUITAR DÉBITO DECLARADO EM DCTF. RETIFICAÇÃO. DESCABIMENTO. Considera-se confissão de divida o débito declarado em DCTF, descabendo à autoridade administrativa a sua retificação de oficio se o contribuinte não comprova a existência do erro material alegado. Solicitação Indeferida. (...) A compensação declarada pelo contribuinte não foi homologada em virtude de o DARF de R$ 68.122,73 ter sido integralmente alocado para a quitação do débito de IRRF, cód. 0561, PA 25/01/2003, conforme consignado no Despacho Decisório atacado. Alega o interessado que a não- homologação se deu por ter sido indevidamente preenchida a DCTF, na qual o DARF foi totalmente vinculado a um débito, quando na verdade tratava-se de pagamento indevido. É de se observar, contudo, que os valores declarados em DCTF, a teor do que dispõe o Decreto-lei n° 2.124/84, em seu art. 5°, § 1°, constituem confissão de divida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. Ademais, não compete à Delegacia de Julgamento julgar pedidos de retificação de DCTF, seja porque tal matéria não consta no art. 212 do Regimento Interno da RFB, aprovado pela Portaria Fl. 79DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1201-005.438 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.901710/2006-18 MF n° 125, de 04.03.2009, seja porque, na espécie, não houve sequer a manifestação da autoridade fiscal, sendo impróprio apreciar a questão em sede de recurso administrativo. (...) O impugnante limita-se a alegar o erro, tão-somente indicando os valores que, no seu entendimento, seriam os corretos, requerendo a retificação da declaração. Não junta aos autos, porém, quaisquer elementos que corroborem tais valores. Irresignado, o contribuinte interpõe Recurso Voluntário, em que inova suas alegações para informar que o pretenso recolhimento a maior de IRRF decorreria de pagamentos em duplicidade do IRRF, mercê de ação que tramitou na Justiça do Trabalho, onde fora reclamado. Sua narrativa pretende demonstrar que realizou dois recolhimentos de IR-fonte em processo encerrado na Justiça do Trabalho, porém, entendendo que faz jus à devolução de um desses valores. Assim, entende o contribuinte que o valor constante do DARF por ela pago enseja o reconhecimento do direito creditório reclamado. É o relatório. Voto Conselheiro Fredy José Gomes de Albuquerque, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade para conhecê-lo. Penso que não assiste razão à recorrente, porquanto não ter demonstrado, de forma objetiva, a assunção do encargo relacionado ao IRRF supostamente retidos em valores excedentes. Com efeito, a controvérsia dos autos é relativamente simples, pois o recolhimento de IRRF que a parte alega ser indevido decorre de suposta duplicidade de pagamento do IRRF em ação que tramitou na Justiça do Trabalho, fato esse que só foi controvertido em fase recursal, inexistindo qualquer comprovação nas instâncias a quo. A recorrente não apresentou documentos úteis nas fases anteriores, limitando-se a juntar documentos complementares junto ao Recurso Voluntário, como forma de comprovar a duplicidade de pagamentos, devendo os mesmos serem analisados, em prestígio ao princípio da verdade material que parametriza os julgamentos do processo administrativo tributário. Observe-se que, nesta fase recursal, o contribuinte apresentou cópias de parte dos documentos da ação trabalhista, onde consta: - DARF de R$ 68.122,73 – SEM COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO INDIVIDUALIZADO – e.fls. 65: Supostamente, tratava-se do IR-fonte pago junto com o acordo trabalhista firmado, datado de 25/01/2003; Fl. 80DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1201-005.438 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.901710/2006-18 - DARF de R$ 64.645,39 – PAGAMENTO QUE É OBJETO DA DCOMP – e.fls. 76: supostamente, novo pagamento de IR-fonte que o contribuinte teria realizado equivocadamente, datado de 28/05/2003. Entende o recorrente que esse último pagamento deve ser reembolsado, sob a premissa aduzida no recurso segundo a qual “O recolhimento indevido fica ainda mais patente ao se verificar que aquele valor que foi recolhido indevidamente e objeto de compensação foi corretamente pago em maio de 2003, quando houve a efetiva liberação de valores ao reclamante através do Acordo no processo n° 1905/96, no valor líquido de R$ 217.757,11, cujos cálculos estão contemplados no acordo (doc.05). Levando-se em consideração que essa liberação era o momento do fato gerador do imposto, o Recorrente efetuou o recolhimento sobre o valor total recebido pelo reclamante, ou seja, R$ 64.645,39 (Doc. 06). Conforme se verifica, ficou demonstrado que o IRRF foi recolhido indevidamente, não restam dúvidas que o recolhimento desse imposto efetuado em Janeiro de 2003 foi indevido”. Não obstante tal alegação, não há nos autos qualquer elemento de prova que vincule o primeiro pagamento do DARF à mencionada ação judicial, razão pela qual não é possível controverter certeza e liquidez do crédito que a parte alega possuir. Caberia ao contribuinte demonstrar contabilmente a vinculação entre os pagamentos, a fim de fazer admissível sua narrativa de que assumiu o encargo do IR-fonte, assim como deveria demonstrar objetivamente onde e em que medida houve pagamento a maior. Vê-se dos autos, unicamente, pagamentos de DARFs (um deles sequer está comprovado!), que não demonstram, de forma realmente suficiente, o bis in idem controvertido pela parte que justifique o pleito ora reclamado. A ausência de comprovação dos créditos reclamados em DCOMP, que decorram do alegado pagamento indevido de tributos, importam em denegação do pedido compensatório, por ser do interessado o ônus de apontar adequadamente os fatos que autorizam o abatimento de débitos por força da extinção do crédito tributário. Nos procedimentos administrativos que demandam a iniciativa do contribuinte para comprovar a existência de créditos reclamados à compensação com débitos fiscais, é ônus do próprio interessado demonstrar e provar a materialidade dos fatos que autorizam a concessão do direito reivindicado, tomando ele mesmo a iniciativa de promover a Declaração de Compensação, apresentar documentos comprobatórios – sem prejuízo de posterior complementação – e indicar os débitos suscetíveis à extinção da obrigação tributária reflexa. Se à administração tributária pertence o ônus de provar, a desdúvidas, os fatos que ensejam a constituição plena do crédito tributário, através de seu lançamento, ao contribuinte incumbe idêntico ônus quanto à demonstração dos elementos comprobatórios da liquidez e certeza do crédito reclamado, podendo valer-se, inclusive, da escrituração mantida com observância das disposições legais, pois ela “faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais” (art. 9º, § 1º, do Decreto-lei1.598/77). Fl. 81DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1201-005.438 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.901710/2006-18 A extinção de crédito tributário pela compensação exige idônea comprovação de elementos de prova que instruam o procedimento iniciado através da DCOMP ou que venham a ser admitidos em momento posterior, inclusive, durante o trâmite do processo administrativo tributário, de sorte que a omissão do contribuinte em apresentar documentos e indicar escrita fiscal que não registre a origem do crédito que diz possuir impede o reconhecimento da compensação. Neste sentido, vê-se precedentes do CARF: PER/DCOMP. DIPJ. COMPROVAÇÃO EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Conforme inteligência da Súmula CARF nº 92, a DIPJ - Declaração de Informações Econômico- Fiscais da Pessoa Jurídica tem caráter meramente informativo e não se presta à comprovação da existência e liquidez de indébito tributário. O reconhecimento de direito crédito creditório dá-se por meio de documentação hábil e idônea, conforme prevê a legislação de regência. PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. SUPORTE PROBATÓRIO. NECESSIDADE. Apenas as situações comprovadas de erro material podem ser corrigidas de ofício ou a requerimento, após prolação de despacho decisório, nos termos do Parecer Normativo Cosit nº 2, de 28 de agosto de 2015. (Acórdão nº 1003-000.617, Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção, DJ: 29/04/2019) PER/DCOMP. CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO INDEVIDO. ERRO DE FATO NA DCTF. ÔNUS PROBATÓRIO. Para fundamentar o crédito pleiteado em PER/DComp decorrente de pagamento indevido ou a maior, incumbe ao sujeito passivo juntar elementos probatórios robustos, fundados na escrita comercial/fiscal e nos documentos de lastro, para comprovar o eventual erro de fato no débito declarado em DCTF. A DRJ indicou quais seriam os elementos de prova imprescindíveis para comprovar o alegado erro de fato e, mesmo assim, o contribuinte não os apresentou. (Acórdão nº 1401-004.389, Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção, DJ: 17/06/2020) COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. CARACTERIZAÇÃO DO ERRO. PROVA. OPÇÃO FORMALIZADA DE MODO REGULAR. INALTERABILIDADE. Quando a existência do crédito utilizado em compensação dependa da retificação da DCTF, por erro no preenchimento, é necessário que se comprove que efetivamente existiu o erro alegado e que não se trata de mera opção, pois esta, quando regularmente formalizada, não tem natureza jurídica de erro e vem revestida do atributo da inalterabilidade. (Acórdão nº 1301-004.652, Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção, DJ: 14/07/2020) Todos os elementos constantes dos autos tornam ilegítima a declaração de compensação requestada pelo contribuinte, demonstrando-se adequada a decisão denegatória proferida. DISPOSITIVO Ante o exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Fredy José Gomes de Albuquerque Fl. 82DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1201-005.438 - 1ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.901710/2006-18 Fl. 83DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10880.976496/2012-21
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 17 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Dec 20 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 30/04/2010 a 30/04/2010
DCTF/DACON RETIFICADORES APRESENTADA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. EFEITOS.
A DCTF e o DACON retificadores apresentados após a ciência da contribuinte do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável à comprovação do erro em que se funde, nos moldes do artigo 147, §1º do Código Tributário Nacional.
RESTITUIÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Em se tratando de pedido de restituição, o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito aos créditos pleiteados.
PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO DECLARADO. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. ÔNUS PROBATÓRIO.
Cabe ao contribuinte ônus em comprovar a existência do direito creditório alegado através de demonstrativos contábeis e fiscais.
Numero da decisão: 3002-002.132
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Régis Venter - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Régis Venter, Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Carlos Delson Santiago e Mariel Orsi Gameiro.
Nome do relator: Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta
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EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SPE LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 30/04/2010 a 30/04/2010 DCTF/DACON RETIFICADORES APRESENTADA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. EFEITOS. A DCTF e o DACON retificadores apresentados após a ciência da contribuinte do despacho decisório que indeferiu o pedido de compensação não é suficiente para a comprovação do crédito tributário pretendido, sendo indispensável à comprovação do erro em que se funde, nos moldes do artigo 147, §1º do Código Tributário Nacional. RESTITUIÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Em se tratando de pedido de restituição, o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito aos créditos pleiteados. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO DECLARADO. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. ÔNUS PROBATÓRIO. Cabe ao contribuinte ônus em comprovar a existência do direito creditório alegado através de demonstrativos contábeis e fiscais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Régis Venter - Presidente (documento assinado digitalmente) Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 97 64 96 /2 01 2- 21 Fl. 255DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3002-002.132 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.976496/2012-21 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Régis Venter, Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Carlos Delson Santiago e Mariel Orsi Gameiro. Relatório Trata-se o presente processo de PERDCOMP nº 33744.26740.250811.1.3.04- 4117, em razão de pagamento indevido ou a maior de COFINS que teria ocorrido em 30/04/2010 - código de receita 2172, no valor original de R$ 73.060,83 (setenta e três mil, sessenta reais e oitenta e três centavos). Por bem descrever os fatos, transcreve-se o relatório constante da decisão de primeira instância administrativa: O contribuinte acima identificado enviou, em 25/08/2011, o PER/Dcomp nº 33744.26740.250811.1.3.04-4117, cuja compensação não foi homologada pelo despacho proferido pela Derat São Paulo (fl. 8) em 05/11/2012 (...) Cientificada da decisão em 13/11/2012, conforme registro de fl. 10, a interessada, em 12/12/2012, ingressou com Manifestação de Inconformidade, onde, em resumo, alega que (transcrevem-se trechos): II - DOS FATOS A ora Manifestante apresentou a Declaração de Compensação ("DCOMP") em referência (Anexo 4), para a compensação de créditos provenientes de pagamento a maior de tributos federais. Dessa sorte, importante esclarecer que o recolhimento a maior apurado pela Manifestante e compensado mediante a apresentação da DCOMP não homologada, originou-se da alteração do sistema de informática ("SAP") utilizado para o cálculo e recolhimento de tributos, sendo que após o devido pagamento do tributo, por DARF (Anexo 5) - e após a referida alteração de seu sistema - foi constatado pela Manifestante recolhimento a maior, o que pode ser verificado na memória de cálculo anexa (Anexo 4). Contudo, a Manifestante foi cientificada do Despacho Decisório (Anexo 3) que não homologou a compensação declarada. De acordo com o Despacho Decisório, a não homologação deu-se em razão de a Manifestante supostamente não ter crédito disponível, para a compensação, conforme abaixo transcrito: [...]Ocorre, que a decisão supra transcrita decorreu de um equívoco da Manifestante, que deixou de proceder à retificação de suas declarações (DCTF e DIPJ) (Anexos 6 e 7), para fazer constar de tais documentos os valores realmente apurados e devidos (menores que aqueles constantes dos recolhimentos em DARF). Dessa forma, com o intuito de sanar o erro formal, a ora Manifestante providenciou a retificação de tais declarações, conforme documentos acostados à presente peça (Anexos 8 e 9), não remanescendo qualquer impeditivo formal para a homologação da compensação pleiteada. Por conseguinte, deverá o presente Despacho Decisório ser reformado, com o consequente deferimento da manifestação de inconformidade. (...) III - DA DILIGÊNCIA A Manifestante tem como certo que o seu direito creditório foi demonstrado. Fl. 256DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3002-002.132 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.976496/2012-21 Entretanto, na remota hipótese de os Ilustres Julgadores entenderem que os fundamentos expostos não são suficientes, por si só, para o reconhecimento do direito creditório, e que, além disso, os documentos acostados ao presente PAF não são suficientes para comprovar os argumentos trazidos acima, a Manifestante pleiteia que o julgamento seja convertido em diligência, para a (...) Posteriormente, em 20/06/2013, a interessada protocolou Petição (fls. 116 a 117) requerendo a juntada de documentos complementares à defesa inicial, fazendo-o nos seguintes termos (reproduzem-se trechos): [...]A ora Requerente apresentou Manifestação de Inconformidade ("MI") nos autos do processo administrativo em epígrafe, tendo em vista a emissão de Despacho Decisório não homologando em sua totalidade a compensação declarada na Declaração de Compensação ("DCOMP") em referência. (...) PEDIDO Dessa forma, tendo em vista a demonstração da origem e existência dos créditos que deram origem às compensações declaradas, requer seja deferida a Manifestação de Inconformidade para fins de homologar a DCOMP apresentada. É o relatório. A Quarta Turma da DRJ/FOR proferiu acórdão nº 08-47.040, em 29 de maio de 2019 (fls. 161-175), o qual possui ementa dispensada conforme o artigo 2º, II, da Portaria RFB nº 2.724/2017, declarando improcedente o pedido realizado na impugnação por falta de documentação comprobatória hábil. A recorrente tomou ciência da decisão em 30 de agosto de 2019, e interpôs Recurso Voluntário (fls. 182-200), em 01 de outubro de 2019, no qual solicita a reforma da decisão proferida pela DRJ. É o relatório. Voto Conselheira Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta, Relatora. O recurso voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos de admissibilidade, e dele tomo conhecimento. A recorrente buscou através de PERDCOMP nº 33744.26740.250811.1.3.04-4117 transmitido em 25/08/2011, para compensação de débitos com créditos utilizados para a COFINS, em razão de recolhimento a maior do que o devido. A decisão de primeira instância até reconhece a apresentação da DCTF retificadora e DACON após o despacho decisório, no entanto, entende ser esses documentos insuficientes para o reconhecimento do pleito da recorrente. Vejamos parte do julgado: Assim, em plena obediência ao dispositivo supra, deve-se aceitar que a escrituração do responsável/fonte pagadora faça prova em seu favor para fins de restituição do tributo recolhido a maior, uma vez que a referida escrituração garanta que houve a contabilização do montante alegado de tributo a recolher, coincidente com o recolhimento a maior alegado, devidamente amparada por documentação hábil e idônea, Fl. 257DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3002-002.132 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.976496/2012-21 consistente com a alegada hipótese de erro no recolhimento. Atendo-se agora mais especificamente ao caso sob análise, verifico que: a) Os elementos de prova carreados aos autos pela contribuinte em sua defesa inicial, além de cópias de documentos de representação, de contrato social, do Despacho Decisório, da DCOMP em questão, do DARF origem do crédito, de DCTFs e de Dacons, consistem apenas de uma memória de cálculo da Cofins para o mês de abril de 2010 (fl.64); b) Quanto às provas que vieram com a petição protocolada posteriormente, compreendem basicamente um balancete que "suporta os valores constantes na aludida memória de cálculo" (fls. 117, 147 a 156 e 158), além de um quadro que "sintetiza as informações constantes no balancete e evidencia a base de cálculo apurada" (fl. 6); (Grifos nossos) De fato, é possível que a DCTF retificadora atinja os seus efeitos de substituir a original, no entanto, é necessário que haja nos autos documentos que mostrarem a veracidade dos valores a serem compensados. Nesse sentido, é o Parecer Cosit nº 02/2015, de 28 de agosto de 2015, cuja ementa se deu nos seguintes termos: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. As informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. (Grifos nossos) Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. Retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo. (...) Logo, embasada na premissa supracitada, verifico que cabe ao contribuinte demonstrar o equívoco cometido, mediante outros meios de prova, especialmente fiscais e contábeis. Fl. 258DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3002-002.132 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.976496/2012-21 Para que a compensação se aperfeiçoe, exige o artigo 170, do Código Tributário Nacional, a certeza e liquidez do crédito - a “certeza da existência” e a “determinação da quantia” dos créditos e débitos que se pretende compensar, de modo que, deve a análise da fiscalização face ao cumprimento desses dois requisitos pelo contribuinte, ser realizada com base nas provas apresentadas no processo administrativo fiscal. Neste sentido, a “certeza da existência” dos créditos recíprocos é atestada pelo pagamento indevido, que constitui o débito do fisco, e pelo lançamento, apto a constituir o crédito tributário por meio da apuração da ocorrência do fato jurídico hipoteticamente previsto na norma de incidência tributária e do cálculo do montante devido a título de tributo. Nesse passo, é possível vislumbrar que os valores informados na DCTF retificadora, DACON e apenas memória de cálculo e comprovante de arrecadação não são motivos para garantir uma revisão significativa do Despacho Decisório. Concordo que a análise do rol de documentos citados pelo contribuinte deve ser realizada, mas ,em casos de repetição/ressarcimento, cumulado ou não com declaração de compensação, o ônus da prova é do contribuinte. E isso tem como fundamento jurídico o art. 373 do vigente CPC, que dispõe: Art.373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; O fato de o processo administrativo ser informado pelo princípio da verdade material em nada macula o que foi até aqui dito. É que o referido princípio destina-se a busca da verdade que está para além dos fatos alegado pelas partes , mas isto em um cenário dentro do qual as partes trabalharam proativamente no sentido de cumprir o seu onus probandi. Como já dito anteriormente, a parte é a responsável pelo ônus de provar o que alega. E, em uma percepção analítica do processual, não há material a ser analisado pela DRJ, vez que nenhum material probatório foi acostado aos autos. Sendo assim, tendo em vista que o contribuinte não apresentou qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque, ao contrário do sustentado pelo Recorrente, cabe ao sujeito passivo o ônus da prova nos pedidos de restituição do crédito pleiteado. Ante o exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta Fl. 259DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 12045.000302/2007-25
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Nov 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Nov 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2000 a 01/10/2001
Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. APURAÇÃO DE CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE NO MOMENTO DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. COMPROVAÇÃO POSTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. De acordo com o disposto no art. 142 do CTN, deverá o fiscal, ao efetuar o lançamento, verificar e comprovar a ocorrência do fato gerador, da matéria tributável e da penalidade a ser aplicada. Em se
tratando de Auto de Infração, um dos elementos que deverá ser comprovado pela fiscalização no momento do lançamento da multa pelo descumprimento da legislação previdenciária é a ocorrência ou não de circunstâncias agravantes, as quais determinam o cálculo do montante do crédito tributário a ser lançado. A posterior verificação pelo acórdão recorrido da ocorrência de
circunstância agravante, não apurada quando do lançamento da multa objeto do Auto de Infração, enseja a nulidade do lançamento efetuado, pela inobservância do art. 142 do CTN.
LANÇAMENTO. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL. Quando o lançamento
não obedece aquilo o que determinado pelo art. 142 do CTN, deverá ser considerado como carecedor de algum de seus fundamentos principais de validade, o que enseja a ocorrência de vício material insanável.
Lançamento Anulado
Numero da decisão: 2402-002.252
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar de nulidade do lançamento por vício material.
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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ementa_s : Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2000 a 01/10/2001 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. APURAÇÃO DE CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE NO MOMENTO DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. COMPROVAÇÃO POSTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. De acordo com o disposto no art. 142 do CTN, deverá o fiscal, ao efetuar o lançamento, verificar e comprovar a ocorrência do fato gerador, da matéria tributável e da penalidade a ser aplicada. Em se tratando de Auto de Infração, um dos elementos que deverá ser comprovado pela fiscalização no momento do lançamento da multa pelo descumprimento da legislação previdenciária é a ocorrência ou não de circunstâncias agravantes, as quais determinam o cálculo do montante do crédito tributário a ser lançado. A posterior verificação pelo acórdão recorrido da ocorrência de circunstância agravante, não apurada quando do lançamento da multa objeto do Auto de Infração, enseja a nulidade do lançamento efetuado, pela inobservância do art. 142 do CTN. LANÇAMENTO. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL. Quando o lançamento não obedece aquilo o que determinado pelo art. 142 do CTN, deverá ser considerado como carecedor de algum de seus fundamentos principais de validade, o que enseja a ocorrência de vício material insanável. Lançamento Anulado
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FATOS GERADORES Recorrente VIAÇÃO FORTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2000 a 01/10/2001 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. APURAÇÃO DE CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE NO MOMENTO DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. COMPROVAÇÃO POSTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. De acordo com o disposto no art. 142 do CTN, deverá o fiscal, ao efetuar o lançamento, verificar e comprovar a ocorrência do fato gerador, da matéria tributável e da penalidade a ser aplicada. Em se tratando de Auto de Infração, um dos elementos que deverá ser comprovado pela fiscalização no momento do lançamento da multa pelo descumprimento da legislação previdenciária é a ocorrência ou não de circunstâncias agravantes, as quais determinam o cálculo do montante do crédito tributário a ser lançado. A posterior verificação pelo acórdão recorrido da ocorrência de circunstância agravante, não apurada quando do lançamento da multa objeto do Auto de Infração, enseja a nulidade do lançamento efetuado, pela inobservância do art. 142 do CTN. LANÇAMENTO. NULIDADE. VÍCIO MATERIAL. Quando o lançamento não obedece aquilo o que determinado pelo art. 142 do CTN, deverá ser considerado como carecedor de algum de seus fundamentos principais de validade, o que enseja a ocorrência de vício material insanável. Lançamento Anulado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher a preliminar de nulidade do lançamento por vício material Júlio César Vieira Gomes Presidente. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/03/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 26/03/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Igor Araújo Soares Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Jonatas Ribeiro da Silva e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/03/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 26/03/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 12045.000302/200725 Acórdão n.º 2402002.252 S2C4T2 Fl. 219 3 Relatório Tratase de recurso de voluntário interposto pela VIAÇAO FORTE LTDA, em face da Decisão notificação de fls. 163/167, por meio da qual foi mantida parcialmente AI 35.946.966 3, por meio do qual foi lançada multa por ter a recorrente deixado de informar em GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias a que estava sujeita, uma vez que informou a alíquota de 1% relativamente ao RAT, quando o correto seria 3%. O lançamento compreende as competências de 05/2004 a 03/2006, com a ciência do contribuinte acerca do lançamento efetivada em 29/09/2006 (fls. 01). Depreendese dos autos que o v. acórdão ao analisar a impugnação ofertada entendeu por bem em atenuar em 50% a multa aplicada, em razão da recorrente ter corrigido a totalidade da falta, contudo, não a considerou relevada pelo fato de que em consulta ao sistema PLENUS, consideroua como reincidente. Fora também interposto o competente recurso de ofício, o qual já fora analisado por Este Eg. Conselho, restando não conhecido em virtude do valor exonerado ser inferior ao determinado na Portaria MF 03/2008. Em seu recurso sustenta que ser necessária a relevacão da multa aplicada, pois a reincidência somente pode ser caracterizada diante da existência de decisão condenatória transitada em julgado há menos de 05 (cinco) anos. Defende terse equivocado o v. acórdão em não reconhecer a primariedade da recorrente, na medida em que o AI 35.704.0414 não possui decisão condenatória transitada em julgado, pois se trata de pedido de homologação de extinção do crédito e que o AI 35.704.039 2, apesar de ter sido julgado procedente, já se encontra transitado em julgado há mais de 05 (cinco) anos, visto que a homologação de sua decisão ocorreu em 25/10/2005. Por fim, requer seja reconhecida sua primariedade e a conseqüente relevação da multa aplicada. Na assentada de 11 de maio de 2011 esta Turma determinou a realização de diligência no sentido de obter melhores informações acerca da ocorrência ou não da circunstância agravante imputada a recorrente. Os autos retornaram com resposta da fiscalização no sentido de que de fato houve equívoco do fiscal autuante ao deixar de reconhecer a existência da circunstância agravante. Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/03/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 26/03/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. PRELIMINARMENTE Conforme já relatado, o presente julgamento foi convertido em diligência em razão da divergência das informações constantes no relatório fiscal da infração, que apontou ser a recorrente primária, e o que acabou por ser decidido pela Decisão Notificação, que verificou a ocorrência de circunstância agravante e achou por bem não reconhecer a relevação da multa pleiteada. As informações trazidas na resposta da fiscalização deixam claro que no momento da autuação a recorrente não era primária e contra si ainda havia a necessidade de ser reconhecida a reincidência como fator agravante na aplicação da multa. Entretanto, em momento algum, tal condição veio a ser imputada à recorrente. Ao contrário, da leitura do relatório fiscal (fls. 10/11) depreendese as seguintes informações. RELATÓRIO FISCAL DA MULTA 3 – Tais práticas, constituemse em infração descrita no art. 32, inciso IV, 5o da Lei 8.212/91 e alterações subseqüentes, combinado com o art. 284, inciso II do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.408/99. A empresa não incorreu em nenhuma das circunstâncias agravantes disciplinadas no art. 290 do referido RPS. RELATÓRIO FISCAL DA APLICAÇÃO DA MULTA 3 A empresa é ré primária e poderá beneficiarse do instituto de relevação da multa se corrigir a infração, anexando ao pleito correspondente comprovação e desde que o pedido se dê no prazo regimentar de 15 (quinze) dias da recepção do Auto de Infração, conforme disposição contida no 1o do art. 291 do RPS, aprovado pelo Decreto 3.40899. E considerando referidas informações, a recorrente efetuou tempestivo pedido de relevação da multa, que apenas não veio a ser reconhecido pela decisão recorrida , pois somente naquele momento, ou seja, do julgamento, é que se verificou ser ela reincidente. A meu ver, a condição de reincidência e ausência de primariedade deve ser aferida e considerada pelo fiscal no exato momento do lançamento, por se tratar de uma das condições de aferição do valor do crédito tributário, ou seja, uma das essências do próprio ônusdever do Fisco imputar a exigência fiscal ao contribuinte. Referida determinação tem fundamento no art. 142 do CTN, a seguir: Fl. 221DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/03/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 26/03/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 12045.000302/200725 Acórdão n.º 2402002.252 S2C4T2 Fl. 220 5 No caso dos autos, o lançamento ao analisar a ocorrência de alguma das circunstâncias agravantes elencadas pela legislação, concluiu por sua absoluta inocorrência, deixando claro que o contribuinte era primário e poderia exercer o seu direito em requerer a relevação da multa. Entretanto, ao assim o fazer, percebese que o mesmo não agiu de acordo com o art. 142 do CTN, pois deixou de considerar, quando em verdade deveria, um dos elementos substanciais do lançamento, e que determinaria, portanto, o montante do crédito devido. O lançamento, portanto, se afastou da realidade, de modo que não poderia sequer o acórdão de primeira instância ter considerado para julgar o pedido de relevação da multa, a circunstância agravante, que mesmo existindo no mundo dos fatos, não fora apurada pela fiscalização quando fora efetuado o lançamento. Desse modo, as condições e motivação do lançamento foram cientificadas ao contribuinte, que com base nelas apresentou sua defesa, considerando efetivamente aquilo o que apurado pela fiscalização e constou do relatório fiscal do Auto de Infração. Modificar referidas condições, quando do julgamento administrativo ocorrido em primeira instância, ainda mais quando o contribuinte impugnou o auto de infração efetuando exclusivamente o pedido de relevação da multa, de fato caracterizase como ato levado a efeito sem a observância do direito de defesa, pois restaram alteradas as condições fundamentais do lançamento, sem que o contribuinte pudesse delas defenderse. Todavia, mesmo diante do cerceamento do direito de defesa, o lançamento, em verdade, já nasceu morto, pois não fora devidamente apurado o montante do crédito devido. Faltalhe, portanto, condição de validade, a meu ver devendo ser considerado sem substância, pois efetuado em desacordo com a legislação tributária em vigor, em face do princípio da legalidade cerrada, restando, assim, violado o art. 142 do CTN, de modo que outra não poder ser a conclusão senão pela anulação do lançamento em razão da ocorrência de vício material. Ante todo o exposto, voto no sentido de ANULAR O LANÇAMENTO pela ocorrência de vício material. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 222DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/03/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 26/03/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Fl. 223DF CARF MF Impresso em 28/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2012 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/03/2012 p or IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 26/03/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10855.900023/2008-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 25 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1102-000.039
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETO
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10855.900023/2008-84 Recurso n" 508870 Resolução n° 1102-00039 — 1" Câmara / 2" Turma Ordinária Data 25/05/2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente Auto bnibus Nardelli Ltda. Recorrida 5' Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirao Preto-SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos'tehnos do vota do relator. IVETE MA LM IAS-PESSOA MONTEIRO - Presidente SILVANA PIESCI NO GUERRA BARRETO - Relatora EDITADO EM:08/08/2011 Participaram, do presente julg' amento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente da Turma), Joao Otavio Opperman Thomé, Silvana Rescigno Barreto, Meigan Sack Rodrigues (Suplente convocado), Manoel Mota Fonseca (Suplente convocado) e Joao Carlos Lima Junior(Vice-Presidente) S1-C1T2 Processo n° 10855.900023/2008-84 Resoluc5o n.° 1102-00039 FL 2 Relatório e voto. Trata-se de PER/DCOMP transmitida em 31 de outubro de 2003 e indeferida, corn base na inexistência de crédito de CSLL no montante de RS 21.938,03, para compensação corn estimativa de IRPJ, com vencimento eM31 de outubro de 2003, no valor de R$ 22.157,41. Cientificada do indeferimento, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 06/07) alegando, preliminarmente, que se trata de PER/DCOMP indevidamente preenchida, haja vista que, Por recolher o imposto por suspensão ou redução, deveria ter considerado o montante pago durante o exercício ern curso como dedução e não corno crédito contra a Receita Federal, corno 'feito. No mérito, a Recorrente repetiu que não haveria crédito para ser restituído, ressarcido ou compensado, tratando-se de Pedido vazio, e informou ter recolhido em cada período de apuração o imposto devido, o que teria sido comprovado através da apresentação de guias (fls. 20/33). A DRJ de Ribeirao Preto indeferiu a Manifestação de Inconformidade, mantendo incólume o despacho decisório, por entender que a ausência de indébito tributário e a confissão de divida formalizada no PER/DCOMP exigiria a prova inequívoca de que o débito quitado por recolhimento através de DARF Seria o mesmo confessado, ônus do qual não teria se desincumbido a Recorrente. Acrescentou; ainda, que os registros contábeis da Recorrente deveriam comprovar o alegado pagamento, cOnsoante art. 923, do RIR/99. Inconformada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário repetindo as razões postas na Manifestação de Inconformidade, anexando aos autos cópia dos balancetes mensais de verificação referente ao mês de outubro, transcritos no Livro Diário n°. 45, e do LALUR com Demonstrativo de Cálculo correspondente ã. apuração do imposto e contribuições devidos. Considerando que a Recorrente reconhece, em suas razões, a inexistência de crédito passível de compensação, resta definir se deve ser ou não cancelada a cobrança do debito declarado sob o código 5993 relativo ao IRPJ corn vencimento ern 30 de setembro de 2003, em razão de pagamento no valor de R$ 18.927,48. A identidade das informações prestadas na DIPJ (fl. 43) e registradas no Livro de Registro de Apuração do Lucro Real (fl.,151), assim como a guia DARF colacionada (fls. 24 e 163) constituem forte indicio de que inexistente o débito confessado em PER/DCOMP, contudo, julgo necessária a conversão do feito em diligência para que seja confirmada a inexistência de débito, mediante análise Idos livros fiscais da Recorrente, e da DCTF correspondente, considerando ainda a Multiplicidade de processos de compensação equivocados apresentados no mesmo exercício. como voto. SILVANA RESCI NO GUERRA BARRETO 2
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Numero do processo: 10880.720806/2006-15
Data da sessão: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1102-000.146
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar competência para a 3ª Seção, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Declarou-se impedida de votar a Conselheira Silvana Rescigno Guerra Barretto.
Nome do relator: JOÃO OTAVIO OPPERMANN THOME
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar competência para a 3ª Seção, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Declarouse impedida de votar a Conselheira Silvana Rescigno Guerra Barretto. Documento assinado digitalmente. Albertina Silva Santos de Lima Presidente. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Relator. Participaram do julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Antonio Carlos Guidoni Filho, João Otávio Oppermann Thomé, José Sérgio Gomes, e Francisco Alexandre dos Santos Linhares. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 20 80 6/ 20 06 -1 5 Fl. 1216DF CARF MF Impresso em 25/03/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 13/ 03/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 10880.720806/200615 Resolução nº 1102000.146 S1C1T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por VOTORANTIM PARTICIPAÇÕES S.A. contra acórdão proferido pela 9a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo – DRJ/SP1, assim ementado: “Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994 SUSPENSÃO. Dentro da sistemática administrativa federal, é a controvérsia com relação ao não reconhecimento de direito creditório e à não homologação de declarações de compensação que deve ser apreciada na esfera do julgamento, não outros assuntos paralelos, tais como suspensão de exigibilidade de crédito tributário, cobrança, certidão negativa, etc. NÃO CONVALIDAÇÃO DE COMPENSAÇÕES. Refoge à instância julgadora administrativa a apreciação de irresignação do contribuinte contra a não convalidação de compensações, figura essa que não pode e não deve ser confundida com a não homologação de compensações formalmente declaradas em consonância com o artigo 74 da Lei 9.430/96 em sua nova redação. REGIMES COMPENSATÓRIOS. Sendo diversos e inconfundíveis os regimes compensatórios, cada qual calcado numa norma legal específica, uma decisão judicial voltada para a autocompensação prevista no art. 66 da Lei 8.383/91 não constitui obstáculo à compensação de PIS pela via declaratória, nos termos do art. 74 da Lei 9.430/96 em sua nova redação. EFEITOS DECLARATÓRIOS. O contribuinte pode aproveitarse, para fins de compensação, dos efeitos declaratórios de decisão judicial concernente à inconstitucionalidade de lei ou decretolei, respeitado o prazo prescricional/decadencial judicialmente estabelecido e as normas de regência. PIS. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo do PIS, prevista no artigo 6º da Lei Complementar nº 7, de 1970, é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária, respeitadas as decisões judiciais aplicáveis. RECOLHIMENTOS NÃO EFETUADOS COM FULCRO NOS DECRETOS LEI 2.445/88 E 2.449/88. Em relação aos períodos em que o contribuinte desde logo repudiou os Decretos lei 2.445/88 e 2.449/88, para efetuar seus recolhimentos do PIS já em conformidade com a Lei Complementar 7/70 (considerando ou indevidamente não considerando a semestralidade), não pode prosperar qualquer pretensão compensatória fundada, direta ou indiretamente, na inconstitucionalidade dos referidos decretoslei. INTIMAÇÃO. Revelase correta a não homologação de compensações pela Autoridade a quo quando o contribuinte não atende satisfatoriamente à intimação fiscal, considerada necessária pela autoridade encarregada da apuração e quantificação de eventual direito creditório, mormente quando nem em sua manifestação de inconformidade o interessado apresenta a documentação solicitada, tal como formalmente intimado. Fl. 1217DF CARF MF Impresso em 25/03/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 13/ 03/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA Processo nº 10880.720806/200615 Resolução nº 1102000.146 S1C1T2 Fl. 4 3 PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O princípio da verdade material não se presta a inverter ou substituir o ônus da prova.” No que interessa a essa instância recursal, pleiteia a Contribuinte a compensação de débitos fiscais com créditos oriundos de ação judicial, que versa sobre a contribuição ao PIS. Ante o julgamento que considerou a manifestação de inconformidade procedente em parte, sem reconhecimento de direito creditório, a Contribuinte interpõe recurso voluntário a esta Corte Administrativa, o qual foi distribuído para julgamento a esse Colegiado. É a síntese do necessário. Voto Conselheiro João Otávio Oppermann Thomé Nos termos do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, a competência para exame de pleitos que versem sobre compensação, cujo crédito pretendido seja de contribuição ao PIS/PASEP, é de uma das Turmas de Câmaras da 3a Seção desta Corte Administrativa, conforme artigos abaixo transcritos: “Art. 4° À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), inclusive as incidentes na importação de bens e serviços; (...) Art. 7° Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária.” Em vista dos citados dispositivos regimentais, concluo que a competência para o julgamento do presente recurso é da Terceira Seção desta Corte, para onde este processo deve ser encaminhado. Nestes termos, voto por declinar da competência para julgamento em favor da Terceira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Relator Fl. 1218DF CARF MF Impresso em 25/03/2013 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 13/ 03/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por ALBERTINA SILVA SAN TOS DE LIMA
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