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Numero do processo: 10675.900482/2010-09
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
Nulidade Da Decisão. Cerceamento Do Direito De Defesa.
Constitui cerceamento de defesa o não enfrentamento das razões de contestação trazidas pela impugnante, devendo os autos retornar à primeira instância para prolatar-se nova decisão suprindo a omissão, observando-se o disposto no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72 e em prestígio ao princípio do duplo grau de jurisdição.
Numero da decisão: 1801-001.837
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à Turma Julgadora de primeira instância para que se manifeste sobre as demais razões meritórias suscitadas pela contribuinte na manifestação de inconformidade., nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Alexandre Fernandes Limiro, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Fernando Daniel de Moura Fonseca e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007 Nulidade Da Decisão. Cerceamento Do Direito De Defesa. Constitui cerceamento de defesa o não enfrentamento das razões de contestação trazidas pela impugnante, devendo os autos retornar à primeira instância para prolatar-se nova decisão suprindo a omissão, observando-se o disposto no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72 e em prestígio ao princípio do duplo grau de jurisdição.
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CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Constitui cerceamento de defesa o não enfrentamento das razões de contestação trazidas pela impugnante, devendo os autos retornar à primeira instância para prolatarse nova decisão suprindo a omissão, observandose o disposto no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72 e em prestígio ao princípio do duplo grau de jurisdição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à Turma Julgadora de primeira instância para que se manifeste sobre as demais razões meritórias suscitadas pela contribuinte na manifestação de inconformidade., nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Alexandre Fernandes Limiro, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Fernando Daniel de Moura Fonseca e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 90 04 82 /2 01 0- 09 Fl. 197DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/02/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 A empresa recorre do Acórdão nº 0939.458/12 exarado pela Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora/MG, fls. 107 a 109, que julgouprocedente em parte o direito creditório pleiteado pela contribuinte, bem como homologar em parte as pertinentes compensações deste crédito com débitos tributários, formalizados nos Per/Dcomp (pedidos de restituição e declaração de compensação) – fls. 01 a 10.. Aproveito trechos do relatório e voto do aresto vergastado para historiar os fatos: “[...] O interessado transmitiu as Dcomps n° 24966.20051.220609.1.7.022731, 23274.35066.150709.1.3.027920 e 12121.16646.220609.1.3.025009, visando compensar os débitos nelas declarados, com o crédito relativo a saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2007. A DRFUberlândia/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, no qual reconhece parcialmente o direito creditório pleiteado e homologa em parte as compensações pleiteadas sob o argumento de que não foram confirmadas todas as retenções na fonte declaradas; A empresa apresenta manifestação de inconformidade na qual alega, em síntese, que "cometeu um erro de fato ao preencher a DIPJ, visto que lançou indevidamente o IRF de uma tomadora de serviços/fonte pagadora na linha de outra e assim sucessivamente, o que dificultou o reconhecimento do crédito em comparação com a DIRF das tomadoras de serviços/fontes pagadoras que efetuaram as retenções", e apresenta quadro com as retenções corretas; É o breve relatório. [...] O crédito declarado nas Dcomps em análise, referente a saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2007, foi reconhecido em valor menor que o pleiteado tendo em vista que os valores de IRRF declarados foram considerados como "parcelas confirmadas parcialmente ou não confirmadas". Desses valores, relacionados na análise de crédito do Despacho Decisório (fl. 13), não reconhecidos no direito creditório a manifestante só apresenta comprovante emitido pela fonte pagadora relativo ao valor de R$ 4.015,73 retido pelo CNPJ 33.700.394/000140 (os valores dos demais comprovantes apresentados já foram admitidos no Despacho Decisório). Assim, fazse necessário analisar a legislação de regência, ainda que a fonte pagadora não confirme a retenção. [...] Já o artigo 231 do mesmo regulamento dispõe sobre a necessidade de que a receita correspondente ao IRRF deduzido tenha sido computada no cálculo do lucro real: Temos então que, a legislação condiciona a utilização do IRRF na apuração do IR a pagar (ou na composição do saldo negativo), à posse do comprovante de ;tenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, e a que a receita correspondente tenha sido computada no cálculo do lucro real. Na Dcomp que demonstra o valor do IRPJ retido na fonte, a empresa relaciona valor que coincide com o constante de comprovante que ela apresenta. Analisando a DIPJ/2008 da empresa, constatamos que ela declara valor de receita compatível com o IRRF usado, o que permite concluir que a receita que deu origem Fl. 198DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/02/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.900482/201009 Acórdão n.º 1801001.837 S1TE01 Fl. 3 3 ao IRRF admitido foi oferecida à tributação, o que demonstra que foram cumpridos os requisitos legais acima citados. Pelo exposto, voto pela procedência parcial da manifestação de inconformidade, pelo reconhecimento do crédito relativo saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2002 no valor de R$ 27.486,80 (R$ 23.471,07 já reconhecido no Despacho Decisório + R$ 4.015,73 apurado nos termos deste Acórdão) e pela homologação das compensações pleiteadas até o limite do crédito reconhecido.” A empresa interpôs tempestivamente1 o Recurso de efls. 126 a 154, reiterando os termos da defesa exordial, em síntese, e requerendo a nulidade do acórdão de primeira instância: a) no acórdão recorrido foi reconhecida mais uma parte das retenções sofridas pela recorrente, no importe de R$ 4.015,73, com fulcro no informe de rendimentos entregue pela fonte pagadora, mas a turma julgadora não se pronunciou sobre o restante das retenções sofridas pela recorrente devidamente comprovadas de igual forma; b) há omissão no acórdão proferido, pois foi desprezado o robusto conjunto probatório anexado aos autos; esta omissão em examinar os pontos suscitados pela recorrente na manifestação de inconformidade acarreta a absoluta nulidade do acórdão proferido, nos termos do artigo 31 do Decreto nº 70.235/72; c) a decisão do julgamento carece, portanto, de suficiente motivação para indeferir as contestações da recorrente ao Despacho Decisório, robustamente alicerçadas em provas; cita acórdãos administrativos concernentes à preterição do direito de defesa e supressão de instância de julgamento; d) houve erro material no acórdão prolatado, pois a fonte pagadora do valor reconhecido do tributo como efetivamente retido, está inscrita no CNPJ nº 25.437.484/000161 e não consoante consignado no acórdão, CNPJ nº 33.700.394/000140; e) reprisando as razões de defesa inicial, a recorrente faz jus ao crédito de: IRRF ainda no valor remanescente de R$ 25.260,80, cujas provas carreadas aos autos, em sede de manifestação de inconformidade, consistem em informe de rendimentos; f) elabora quadro analítico demonstrando as fontes pagadoras que retiveram o IRRF, os valores informados em Per/Dcomp, os valores reconhecidos pela RFB e no acórdão recorrido e os valores comprovados pela juntada de informe de rendimentos – efl. 137; explicita os erros cometidos no preenchimento das declarações entregues à RFB. Destarte, a recorrente requer, em preliminar, a nulidade do acórdão de primeira instância e, no mérito, a sua reforma para o deferimento do crédito requerido e conseqüentes compensações, em face à farta documentação fornecida para a comprovação das retenções sofridas por fontes pagadoras. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. 1 AR – 23/03/12, efls. 116; Recurso – 23/04/2012, efls. 126 Fl. 199DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/02/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. I. Da preliminar – cerceamento de defesa Assiste razão à recorrente. O acórdão atacado foi, com efeito, sintetizado em demasia. A recorrente traz na manifestação de defesa (fs. 15 a 22) interposta contra o Despacho Decisório de fls. 10 a 13 diversas razões, mormente os erros cometidos ao atribuir o CNPJ à cada retenção de IRRF sofrida nas declarações entregues à RFB, e apresenta informes de rendimentos das fontes pagadoras efetivas, consoante alega – fls. 61 a 74. A Turma Julgadora de primeira instância reconheceu o valor de R$ 4.015,73, atribuindo esta retenção à fonte pagadora CNPJ nº 33.700.394/000140 (Unibanco), cujo Informe de Rendimentos acostado aos autos pela manifestante informa R$ 10.415,01, não atentando que na referida contestação (fls. 11) a recorrente explica que este valor R$ 4.015,73 foi retido pela empresa Universidade Federal do Triângulo Mineiro (CNPJ 25.437.484/0001 61), cujo Informe de Rendimentos foi acostado de igual forma aos autos, não abordando os demais tópicos suscitados na manifestação. Entendo, pois, que, de fato, a contestação da manifestante não foi devidamente apreciada e seus argumentos refutados, impossibilitando que recorresse do acórdão proferido a esta segunda instância de julgamento. Dispõe o artigo 31 do Decreto nº 70.235/72, que disciplina o processo administrativo fiscal – PAF. In verbis: Art. 31. A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993 E o artigo 59, do mesmo diploma legal, as causas de nulidade processuais, bem como os seus efeitos: Das Nulidades Art. 59. São nulos: [...] II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Assim, a Turma Julgadora a quo não se manifestou a respeito das razões meritórias aventadas pela recorrente na manifestação de inconformidade, pelo que não devolver os autos a esta configura flagrante supressão de instância de julgamento. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/02/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.900482/201009 Acórdão n.º 1801001.837 S1TE01 Fl. 4 5 Os informes de rendimentos, como reconhecido no acórdão recorrido, substituem as DIRF não entregues pelas fontes pagadoras, que não cumpriram as suas obrigações acessórias tributárias, consoante legislação pertinente citada no decisório e mansa jurisprudência administrativa. Constato que merece acolhida a explicação da recorrente no concernente a erros cometidos nas informações de CNPJ das fontes pagadoras. No quadro abaixo demonstramse os equívocos alegados: CNPJ incorretos dos IRRF não considerados no Desp Decisório CNPJ informados pela recorrente como corretos, na Manifestação Valor do IRRF Informe de Rendimentos – fls. 08.100.355/000164 25.648.387/000118 23.488,91 70 18.313.882/000100 23.274.194/000119 1.623,29 68 18.457.242/000174 73.875.502/000130 149,06 100 33.700.394/000140 25.437.484/000161 4.015,73 73 e 69 A exemplo, repriso, a retenção de IRPJ reconhecida no acórdão vergastado como devida, R$ 4.015,73, foi efetuada pela empresa Universidade Federal Triângulo Mineiro, e não pelo Unibanco, Informe de Rendimentos considerado pela Turma Julgadora de primeira instância. De igual forma, a exemplo, o valor de R$ 48.975,01 considerado no Despacho Decisório de fls. 10 a 13 como tendo sido retido pelo Banco do Brasil, CNPJ 00.000.000/000191, foi na verdade retido pela Cia Thermas do Rio Quente, CNPJ nº 01.540.533/000129 – fls. 67. Destarte, acato a preliminar suscitada pela recorrente. Observo que a opção do § 3º do artigo 59 do PAF2 não pode ser adotada de pronto, pois deve ser verificado junto à contabilidade da recorrente se os rendimentos pagos pelas fontes pagadoras acima citadas (em destaque), que efetivamente retiveram os impostos de renda, foram oferecidos à tributação. Não se trata de inovação na lide, porquanto premissa inerente à retenção de IRRF e sua compensação/restituição é a vinculação à receita devidamente tributada (causa e efeito). E, neste ponto, não assiste razão à recorrente que defende que tanto recebimentos e retenções de uma ou outra fonte, todos os IRRF são restituíveis/compensáveis, desde que os Informes de Rendimentos sejam exibidos. O IRRF passível de compensação/restituição no ajuste anual é o correlato à receita oferecida à tributação. Este Conselho já editou súmula a respeito: 2 § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 201DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/02/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 Súmula CARF nº 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Voto em dar provimento parcial ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à Turma Julgadora de primeira instância para que proceda as verificações cabíveis e se manifeste sobre as demais razões meritórias suscitadas pela contribuinte na manifestação de inconformidade. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 202DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/02/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 15504.018242/2010-36
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Dec 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2010
Ementa:
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO.
A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação de multa de 2% dois por cento) sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, por mês calendário ou fração, respeitado o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de R$ 500,00.(Inteligência do artigo 7º da Lei nº 10.426/2002).
DENÚNCIA ESPONTÂNEA - MATÉRIA SUMULADA.
Súmula CARF No- 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração.
APRESENTAÇÃO DE DCTF COM ATRASO. INOCORRÊNCIA DE INFRAÇÃO CONTINUADA.
A apresentação de DCTF(s) com atraso, relativas a períodos de apuração mensal distintos são fatos independentes, não constituindo infração continuada, uma vez que cada DCTF que deixa de ser enviada, ou que é enviada após o prazo estabelecido, representa uma infração a ser punida através do lançamento da multa isolada correspondente a cada período.
Numero da decisão: 1802-001.955
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2010 Ementa: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação de multa de 2% dois por cento) sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, por mês calendário ou fração, respeitado o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de R$ 500,00.(Inteligência do artigo 7º da Lei nº 10.426/2002). DENÚNCIA ESPONTÂNEA - MATÉRIA SUMULADA. Súmula CARF No- 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. APRESENTAÇÃO DE DCTF COM ATRASO. INOCORRÊNCIA DE INFRAÇÃO CONTINUADA. A apresentação de DCTF(s) com atraso, relativas a períodos de apuração mensal distintos são fatos independentes, não constituindo infração continuada, uma vez que cada DCTF que deixa de ser enviada, ou que é enviada após o prazo estabelecido, representa uma infração a ser punida através do lançamento da multa isolada correspondente a cada período.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
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A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação de multa de 2% dois por cento) sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, por mês calendário ou fração, respeitado o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de R$ 500,00.(Inteligência do artigo 7º da Lei nº 10.426/2002). DENÚNCIA ESPONTÂNEA MATÉRIA SUMULADA. Súmula CARF No 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. APRESENTAÇÃO DE DCTF COM ATRASO. INOCORRÊNCIA DE INFRAÇÃO CONTINUADA. A apresentação de DCTF(s) com atraso, relativas a períodos de apuração mensal distintos são fatos independentes, não constituindo infração continuada, uma vez que cada DCTF que deixa de ser enviada, ou que é enviada após o prazo estabelecido, representa uma infração a ser punida através do lançamento da multa isolada correspondente a cada período. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 01 82 42 /2 01 0- 36 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fls.47/48) que a seguir transcrevo: Contra o sujeito passivo foi lavrada notificação de lançamento relativa a 2.90.239.1410 FALTA/ ATRASO NA ENTREGA DA DCTF com exigência de crédito tributário no valor de R$ 500 e acréscimos legais, período de apuração 07/2010. Os dispositivos legais infringidos constam na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal. Irresignado, o contribuinte apresentou impugnação (fls. 03 a 18) contra o lançamento alegando: que entregou espontaneamente, antes de ação fiscal, as DCTF em discussão, situação que se enquadraria na hipótese prevista no art. 138 do CTN; que a entrega da DCTF cumpre sua finalidade e que não houve máfé ou dolo contra a fazenda pública, não podendo ser apenado com multa elevadíssima; que há necessidade de lei para a instituição de obrigação acessória (cita jurisprudência); que as multas aplicadas são desproporcionais e sem razoabilidade (cita jurisprudência); que a aplicação de 7 multas para infração de mesma origem e natureza configura infração continuada e sujeita a única sanção (cita jurisprudência); que a multa é excessiva e confiscatória (cita jurisprudência); que a multa configura desvio de finalidade, pois o objetivo é ser fonte de receita. Ao final, pede o cancelamento das exigências contidas nas notificações, mas se não for acatado, que sejam feitas as devidas reduções. Protesta pela produção de prova pericial, documental e testemunhal. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.018242/201036 Acórdão n.º 1802001.955 S1TE02 Fl. 43 3 A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (Belo Horizonte/MG) julgou improcedente a impugnação, conforme decisão proferida no Acórdão nº 0242.670, de 19 de fevereiro de 2013. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Ano calendário: 2010 DCTF. Comprovada a sujeição do contribuinte à obrigação, o descumprimento desta ou seu cumprimento em atraso enseja a aplicação das penalidades previstas na legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A autuada foi cientificada da mencionada decisão em 11/03/2013, conforme Aviso de Recebimento – AR e, protocolizou recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 01/04/2013. A Recorrente, no essencial, traz em sede recursal os mesmos argumentos expendidos na impugnação, portanto, desnecessário repetilos. Acrescenta que o r.acórdão foi proferido sem levar em consideração a alteração ocorrida na legislação, qual seja, a alteração no instituto da denúncia espontânea através da Medida Provisória 497, de 27/07/2010, convertida na Lei n° 12.350 de 20/12/2010. Aduz que, a Lei n° 12.350 de 20/12/2010 foi publicada em 21/12/2010, já a Súmula na 49 do CARF foi publicada no DOU em 7/12/2010, ou seja, a Lei n° 12.350 de 20/12/2010 revogou a súmula 49 do CARF. Assim, o acórdão recorrido foi equivocado, pois a Lei 12.350 de 20/12/2010, é posterior a data da edição da Súmula de n° 49 do CARF. Neste sentido, o entendimento contido na súmula n° 49 do CARF está superado em face da Lei 12.350 de 20/12/2010. Finalmente, requer seja provido o Recurso Voluntário e cancelado o débito fiscal reclamado. Na eventualidade de não ser acatado o recurso, requer seja reduzida pela metade o valor da multa. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 O litígio cingese ao lançamento referente à multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), relativa ao mês de Julho de 2010, de que trata a Notificação de Lançamento, fl. 17, na qual se exige o crédito tributário no valor de R$ 500,00 (multa mínima). Consta da mencionada Notificação de Lançamento que a DCTF, tem como prazo final para a entrega o dia 23/09/2010 e somente fora entregue à Receita Federal em 13/10/2010. A recorrente alega que apresentou a DCTF junto à Receita Federal e efetuou a denúncia espontânea antes de ter iniciado qualquer procedimento fiscal, assim é incabível a aplicação da multa. No que tange a alegada ofensa ao artigo 138 do CTN, e o caráter confiscatório da multa, cumpre ressaltar que a multa lançada de ofício pelo descumprimento da obrigação tributária, conforme previsto no artigo 7º da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002, decorre de expressa disposição legal, não cabendo aos órgãos do Poder Executivo deixar de aplicála, encontrando óbice, inclusive nas Súmulas nº 02 e 49 deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), verbis: Súmula CARF No 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. A Recorrente alega que o acórdão foi proferido sem levar em consideração a alteração ocorrida no artigo 102 do DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, qual seja, a alteração no instituto da denúncia espontânea através da Medida Provisória 497, de 27/07/2010, convertida na Lei n° 12.350 de 20/12/2010. Aduz que, a Lei n° 12.350 de 20/12/2010 foi publicada em 21/12/2010, já a Súmula na 49 do CARF foi publicada no DOU em 7/12/2010, de sorte que , “a Lei n° 12.350 de 20/12/2010 revogou a súmula 49 do CARF”. Assim, o acórdão recorrido foi equivocado, pois, a Lei 12.350 de 20/12/2010, é posterior a data da edição da Súmula de n° 49 do CARF. Neste sentido, o entendimento contido na súmula n° 49 do CARF está superado em face da Lei 12.350 de 20/12/2010. Sobre a alegada alteração no instituto da denúncia espontânea através da Medida Provisória 497, de 27/07/2010, convertida na Lei n° 12.350 de 20/12/2010, tratase, de alteração no DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, que dispõe sobre o imposto de importação, reorganiza os serviços aduaneiros e dá outras providências. No tocante ao artigo 102 do mencionado Decreto Lei, a alteração apenas dá nova redação ao § 2º para incluir que a denúncia espontânea também alcança a aplicação de penalidade de natureza administrativa. Porque antes da alteração havia previsão apenas para exclusão da penalidade de natureza tributária, vejamos: MP nº 497, de 27/07/2010 Art. 18 . Os arts. 1º, 23, 25, 50, 60, 75 e 102 do DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, passam a vigorar com a seguinte redação: Fl. 79DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.018242/201036 Acórdão n.º 1802001.955 S1TE02 Fl. 44 5 ... Art. 102. ................................................................... ............................................................................................. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento.” (NR) ......................................................................................................... DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, após alteração: ... Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2º A denúncia espontânea exclui somente as penalidades de natureza tributária. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) §2oA denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Medida Provisória nº 497, de 2010) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) ... Como se vê, inexiste na mencionada legislação exclusão de penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. Registrese que a Medida Provisória 497, de 27/07/2010, uma vez convertida na Lei n° 12.350 de 20/12/2010, sem alteração em sua conversão, tem força de lei desde sua Fl. 80DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 edição e eficácia desde sua publicação. E, tal legislação em nada alterou o entendimento sobre a denúncia espontânea sobre a aplicação de penalidades de natureza tributária. Assim, a Súmula nº 49 do CARF publicada em 7/12/2010, após a publicação da Medida Provisória, não se encontra superada ou revogada como aduzido pela interessada. Com efeito, a multa aplicada pelo atraso na entrega da DCTF, baseiase na legislação que rege a matéria, discriminada na Notificação de Lançamento, fl.17, em especial a Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002, art. 7°, com redação dada pelo art. 19 da Lei n° 11.051, de 29/12/2004, que assim dispõe: (...) Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; II de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; III de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante da Cofins, ou, na sua falta, da contribuição para o PIS/Pasep, informado no Dacon, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo; e (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) IV de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) § 1o Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I, II e III do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) Fl. 81DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.018242/201036 Acórdão n.º 1802001.955 S1TE02 Fl. 45 7 § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II a setenta e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) IR$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 1996; IIR$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. §4ºConsiderarseá não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela Secretaria Receita Federal. §5ºNa hipótese do § 4º, o sujeito passivo será intimado a apresentar nova declaração, no prazo de dez dias, contados da ciência à intimação, e sujeitarseá à multa prevista no inciso I do caput, observado o disposto nos §§ 1º a 3º. § 6o No caso de a obrigação acessória referente ao Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON ter periodicidade semestral, a multa de que trata o inciso III do caput deste artigo será calculada com base nos valores da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS ou da Contribuição para o PIS/Pasep, informados nos demonstrativos mensais entregues após o prazo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Com efeito, a entrega da DCTF, fora do prazo fixado na legislação enseja a aplicação de multa de (2%) dois por cento ao mêscalendário ou fração incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, respeitado o percentual máximo de 20% e o valor mínimo de R$ 500,00. Consta da mencionada Notificação de Lançamento que a DCTF tem como prazo final para a entrega o dia 23/09/2010 e somente fora entregue à Receita Federal em 13/10/2010, portanto, cabível a multa por atraso na entrega, relativa a 02 meses/fração, porém, aplicada a multa mínima de R$ 500,00. A Recorrente alega ,ainda, que a entrega de declaração consiste em obrigação acessória e que seu descumprimento fora do prazo não gera qualquer prejuízo ao Fisco. Aduz que a obrigação principal foi devidamente cumprida, com o pagamento, dentro do prazo legal, assim configuraria a falta de prejuízo ao erário pela entrega a destempo da DCTF . Tal alegação não pode prosperar, pois, o atraso na entrega da DCTF revela o descumprimento, do prazo fixado pela norma, de uma atividade fiscal exigida do contribuinte. É regra de conduta formal que não se confunde com o não pagamento de tributo, nem com as Fl. 82DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 multas decorrentes por tal procedimento (não pagamento de tributo), a teor do artigo 113 do Código Tributário Nacional. Com efeito, cumpre à autoridade administrativa aplicar a multa prevista pela inobservância do prazo legal prescrito para o cumprimento da obrigação acessória. O artigo 7° da Lei n° 10.426, de 2002, não deixa margem a qualquer discricionariedade, pois, prescreve que o sujeito passivo que deixar de apresentar ou apresentar em atraso a DCTF se sujeitará a multa de valor igual a dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do tributo informado na DCTF, “ainda que integralmente pago”, reduzida em 50% em virtude da entrega espontânea da declaração, porém, respeitado o percentual máximo de 20%, e o valor mínimo de R$ 200,00 no caso de inatividade e de R$ 500,00 nos demais casos. Estando o crédito tributário (multa mínima) legitimamente constituído, somente havendo legislação autorizando a dispensa deste, poderseia afastar ou reduzir a obrigação imposta. Vale ressaltar que o artigo 97, inciso VI, da Lei nº5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN) prescreve que, somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Dessa forma, não havendo lei para a dispensa da penalidade, estando a interessada obrigada à apresentação da DCTF, e, sendo inconteste que, apresentou a declaração com atraso, é de ser mantida a exigência da multa em comento. No tocante à alegação de que não se trata de inúmeras irregularidades cometidas a cada período de apuração, mas de uma única irregularidade, aplicandose à espécie o conceito de infração continuada. Razão não assiste à interessada. A DCTF entregue com atraso, constante de Notificação de Lançamento (fl.17), trata de obrigação acessória relativa a período de apuração mensal distinto Julho do ano calendário de 2010 com fato gerador e base de cálculo em que repercute obrigação acessória diferenciada a cada período de apuração e vencimento. Portanto a cada DCTF deve ser aplicada a multa correspondente de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF entregue com atraso, respeitados os limites máximo e mínimo, em observância ao artigo 7º, da Lei n° 10.426, de 24 de abril de 2002, acima transcrito. Labora com acerto a decisão recorrida ao concluir que, as apresentações de DCTF em atraso são fatos independentes, não constituindo infração continuada, uma vez que cada DCTF que deixa de ser enviada, ou que é enviada após o prazo estabelecido, representa uma infração a ser punida através do lançamento da multa isolada correspondente. Sobre a argumentação da recorrente, poderia se entender como infração reincidente mas sem conteúdo de natureza continuada para se considerar uma única infração, como pretende a autuada. Sobre a redução da multa mínima aplicada, o artigo da Lei nº 8.218, de 29/08/91, e alterações posteriores assim prescreve: (...) Fl. 83DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 15504.018242/201036 Acórdão n.º 1802001.955 S1TE02 Fl. 46 9 Art. 6o Ao sujeito passivo que, notificado, efetuar o pagamento, a compensação ou o parcelamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, inclusive das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, será concedido redução da multa de lançamento de ofício nos seguintes percentuais:(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) I – 50% (cinquenta por cento), se for efetuado o pagamento ou a compensação no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data em que o sujeito passivo foi notificado do lançamento;(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – 40% (quarenta por cento), se o sujeito passivo requerer o parcelamento no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data em que foi notificado do lançamento;(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) III – 30% (trinta por cento), se for efetuado o pagamento ou a compensação no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data em que o sujeito passivo foi notificado da decisão administrativa de primeira instância; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) IV – 20% (vinte por cento), se o sujeito passivo requerer o parcelamento no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data em que foi notificado da decisão administrativa de primeira instância.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o No caso de provimento a recurso de ofício interposto por autoridade julgadora de primeira instância, aplicase a redução prevista no inciso III do caput deste artigo, para o caso de pagamento ou compensação, e no inciso IV do caput deste artigo, para o caso de parcelamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o A rescisão do parcelamento, motivada pelo descumprimento das normas que o regulam, implicará restabelecimento do montante da multa proporcionalmente ao valor da receita não satisfeita e que exceder o valor obtido com a garantia apresentada. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o O disposto no caput aplicase também às penalidades aplicadas isoladamente. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) Depreendese do dispositivo legal acima que, somente é prevista a redução da multa mínima, quando o sujeito passivo após a decisão de primeira instância, efetua o pagamento da multa ou requer o parcelamento no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data em que foi notificado da decisão administrativa de primeira instância. Não há previsão legal para redução da multa mínima, no caso em que o contribuinte apresentou recurso voluntário. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 10 Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 09/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 09/ 12/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10830.905356/2008-88
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
Ementa:
INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO.
Da verificação dos pressupostos objetivos (extrínsecos) do recurso interposto, observa-se que o relativo à tempestividade não obedeceu às formalidades legais. A interposição extemporânea do recurso resulta em preclusão temporal.
Numero da decisão: 3803-004.049
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
ALEXANDRE KERN - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
EDITADO EM: 29/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, BELCHIOR MELO DE SOUSA, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003 Ementa: INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO. PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO. Da verificação dos pressupostos objetivos (extrínsecos) do recurso interposto, observa-se que o relativo à tempestividade não obedeceu às formalidades legais. A interposição extemporânea do recurso resulta em preclusão temporal.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN - Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator. EDITADO EM: 29/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, BELCHIOR MELO DE SOUSA, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES.
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PRECLUSÃO. NÃO CONHECIMENTO. Da verificação dos pressupostos objetivos (extrínsecos) do recurso interposto, observase que o relativo à tempestividade não obedeceu às formalidades legais. A interposição extemporânea do recurso resulta em preclusão temporal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. EDITADO EM: 29/04/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 90 53 56 /2 00 8- 88 Fl. 233DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: ALEXANDRE KERN (Presidente), JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, BELCHIOR MELO DE SOUSA, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES. Relatório Versa o imbróglio sobre compensações de valores resultantes de recolhimentos de tributos realizados a maior/indevidamente, com débitos próprios do contribuinte, que lograram a obtenção da homologação parcial pelo Fisco após a comprovação da origem desses valores, em razão da insuficiência de saldo credor o bastante para à satisfação integral dos débitos declarados à repartição fiscal. O Despacho Decisório nº 790548097 (fl. 12), emitido em 09/09/08, analisou o limite original do crédito informado no Per/DComp na data de sua transmissão, quando constatou a sua procedência e reconheceu o valor do crédito pretendido constante do DARF noticiando, entretanto, que o referido crédito revelouse insuficiente para a liquidação dos débitos informados na DComp, homologando parcialmente a compensação declarada até o limite do crédito reconhecido. Relatou a contribuinte em Manifestação de Inconformidade que ao rever os seus procedimentos fiscais no ano calendário de 2004, constatou que havia recolhido PIS a maior, mês a mês, durante todo o ano de 2003, eis que o fez exclusivamente por meio de DARF’s, sob o código de arrecadação 8109,o único até então existente, embora apurasse o referido tributo com base em dois regimes, quais sejam: o não cumulativo (Lei nº 10.637/02) e o monofásico (Leis 10.147/00 e 10.548/02), respectivamente. Esclareceu que com o advento da edição do Ato Declaratório Corat nº 26, DOU de 28/03/2003, foi criado o código 6912 para o recolhimento de PIS na forma não cumulativa, a partir do período de apuração referente a abril/03, razão pela qual nos períodos atinentes a abril até dezembro de 2003, em caráter de revisão, a contribuinte passou a recolher mensalmente o PIS em DARF’s com códigos de receitas diferentes, utilizando o 69121 para o não cumulativo e o 81092 para o PIS monofásico, o que fez pelos valores originais, resultando daí, a insuficiência para a liquidação do débito descrito no Per/DComp sob análise. Em suma contestou a Manifestante acerca da existência de: Múltiplos regimes de apuração em relação a um único tributo PIS, pois são várias as técnicas para se chegar ao valor de uma única contribuição devida em cada período de apuração, pois se trata de um só tributo e de uma obrigação tributária originada em cada período. Erro de procedimento – inexistência de compensação, cuja existência se dá a partir de dois pressupostos a saber: (a) liquidez e a certeza do crédito de titularidade do sujeito passivo, sendo certo que sua extinção ocorre conforme o art. 156, I, do CTN; e (b) a existência de débito posterior do próprio sujeito passivo, de mesmo/outro tributo federal passível de compensação (art. 156, II, CTN). JUSTIFICOU a Manifestante que no caso vertente não há crédito, nem débito, pois extinta a obrigação não há se falar em tributo indevido, a não ser pela diferença entre os valores efetivamente pagos e aqueles devidos, que são objeto de outro Per/Dcomp não tratada na presente impugnação. Também não há se falar em débito a ser compensado, pois já extinto na data de emissão do DARF pelo pagamento. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10830.905356/200888 Acórdão n.º 3803004.049 S3TE03 Fl. 7 3 Erro no cumprimento da obrigação acessória (de fazer/não fazer, art. 113, § 2o, CTN). É mera formalidade que não contribui para a quantificação do devido/indevido a título de PIS. Portanto o não cumprimento de mera formalidade prevista na legislação tributária não pode se constituir em fundamento para a exigência de tributo, notadamente quando já foi extinta a obrigação tempestivamente. É o que estabelece o disposto no art. 113, § 3o, do CTN, afigurandose imprópria a imputação para exigência remanescente de tributo, por mero descumprimento de formalidade na indicação do código do DARF. Inexistência de mora do sujeito passivo. Uma vez demonstrada a ineficácia da chamada ‘declaração de compensação’ pela inexistência de crédito/débito de PIS, foi equivocada a transmissão da DComp, que teve como objetivo único corrigir uma formalidade, no tocante ao código de recolhimento do DARF. Logo, a DRF/Campinas ao não homologar o Per/DComp, invocou a existência de suposta mora do contribuinte no pagamento do PIS, liquidado tempestivamente, conforme comprova o próprio DARF. Assim não há se falar em mora. Desacerto na compensação de ofício efetuada pela RFB. Não há previsão legal que ampare esse procedimento. Assim há desrespeito ao rito previsto no § 2o do art. 34 da IN SRF nº 600/05, que determina a notificação prévia do sujeito passivo à compensação de ofício, para que se manifeste no prazo de quinze dias. Há também desrespeito ao exercício do contraditório e da ampla defesa do sujeito passivo, sendo estas razões o bastante para o cancelamento do Despacho Decisório ora impugnado. Da atualização do valor originalmente recolhido pela taxa Selic. O fundamento para este pleito encontrase no artigo 52, II, da IN SRF nº 600/05. Finalmente, vem a Manifestante requerer: (i) o reconhecimento pela tempestividade dos recolhimentos efetuados no prazo regulamentar, não havendo se falar em mora; (ii) a nulidade do despacho decisório, que calculou juros e mora sobre o valor indicado como débito pela contribuinte, devendo tais valores serem reconhecidos apenas como desdobramento do DARF originalmente pago e, consequentemente a homologação aos procedimentos declarados neste processo; e (iii) se não forem aceitos os pedidos formulados nos itens anteriores, que seja admitido o direito à atualização pela taxa Selic do valor recolhido originalmente a título de PIS (por meio de um único DARF), indicado como crédito no Per/DComp, até a data de sua apresentação. Conclusos os autos foram encaminhados para julgamento em sede de primeira instância, para a 8a Turma da DRJ/CPS, que proferiu decisão formatada no Acórdão nº 0535.712, de 09/11/11, cuja ementa adiante transcrevese: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. Correto o despacho decisório que homologou em parte a compensação declarada pelo contribuinte por insuficiência de direito creditório, diante da inexistência de comprovação do crédito que a sustentaria. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN 4 O voto condutor deste acórdão sintetizou que no presente caso não há provas robustas que respalde as alegações da contribuinte, sendo certo que a afirmação de que os valores a maior foram pleiteados em outras Per/DComp apenas ratifica a insubsistência dos valores utilizados, não servindo para fundamentação para a compensação informada. As demais razões de defesa esposadas pela Manifestante foram enfrentadas sob o argumento da insuficiência de crédito e inexistência de provas robustas a ilidir o conteúdo do despacho decisório, uma vez que a incidência de mora deuse sobre os valores não homologados pela DRF, ante a insuficiência de crédito. No que atine à atualização do valor originalmente recolhido houve a verificação no ‘Demonstrativo Analítico de Compensação’ efetuado pela CODAC, anexado aos autos, que constatou do cálculo para a compensação deferida a inclusão dessa taxa de juros. A ciência da decisão de primeira instância pela contribuinte deuse em 07/02/2012, conforme atesta o AR colacionado aos autos, sendo a interposição do recurso voluntário em 16/03/2012. O conteúdo do recurso aviado reitera os argumentos expendidos na exordial, enfatizando os documentos acostados aos autos nesta fase processual (DACON’s, DARF’s) que, no entender da recorrente, demonstram o efetivo pagamento da contribuição ao PIS e o recolhimento feito a maior durante todo o ano de 2003, bem assim os balancetes referentes a cada período de apuração além de planilha com o cálculo das referidas contribuições, sendo um impropriedade sustentar que há débito para o período de apuração de março/2003, no mesmo período de apuração de crédito a maior. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Ao proceder à análise de admissibilidade do recurso voluntário interposto pela Contribuinte, notadamente quanto ao aspecto de sua tempestividade, verificouse constar do Aviso de Recebimento (AR) que a data da ciência da decisão prolatada no Acórdão nº 05 35.713, deuse em 07/02/2012 (terçafeira), bem como que a data de protocolo desse recurso ocorreu em 16/03/2012 (sextafeira), consoante assinala o carimbo da repartição preparadora. Um dos pressupostos processuais de admissibilidade do recurso voluntário a ser preenchido é a tempestividade, sob o risco de ocorrência de preclusão, o que se afere mediante a verificação do transcurso do lapso temporal ocorrido entre a data de ciência da decisão que se pretende recorrer e a data de protocolo do apelo na repartição fiscal preparadora. Neste sentido o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72, assim dispõe: “Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão”. Por sua vez o caput e o parágrafo único do art. 5º do mesmo diploma legal estabelecem que os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e Fl. 236DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10830.905356/200888 Acórdão n.º 3803004.049 S3TE03 Fl. 8 5 incluindose o do vencimento, e que só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deve ser praticado o ato. De igual modo seguem as normas estabelecidas no caput e no parágrafo único do artigo 210 da Lei nº 5.172/66 (CTN). Ao se proceder à contagem do prazo processual com vista ao acerto da ocorrência da tempestividade, de acordo com as normas retrocitadas, verificouse que o dies a quo e o ad quem ocorreram em dias úteis, bem assim que o mês de fevereiro do ano de 2012 é bissexto, portanto possuindo 29 (vinte e nove) dias. Assim iniciandose a contagem do trintídio processual no dia 08/02/12 (quartafeira), o seu vencimento darseia no dia 08/03/12, uma quintafeira. É certo que a interposição do recurso na CAC/DRF/CampinasSP somente ocorreu em 16/03/12 (sextafeira), portanto em data posterior àquela correspondente ao exaurimento do prazo previsto em lei, resta caracterizada a perda da faculdade processual pelo não exercício do direito subjetivo da contribuinte no prazo legal, o que impede o conhecimento do recurso, em face da ocorrência de preclusão temporal. São precedentes: Acórdão nº 20403247 (Processo 13811003491200137), Acórdão nº 20403244 (Processo 13811002631200150), Acórdão nº 10515455 (Processo 13603002153200486). Ante todo o exposto deixo de conhecer do recurso voluntário interposto. Este foi o entendimento adotado, unanimemente, por este Colegiado, em face dos julgamentos de vários recursos voluntários que relatei na última sessão aqui realizada, e que tratam da mesma matéria ‘intempestividade da interposição de recurso voluntário’, objeto dos acórdãos nº 3803 003. 965, 966, 967, dentre outros. É como voto. (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 237DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 08/05/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10875.004533/2001-14
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997
COMPENSAÇÃO DECLARADA EM DCTF. AÇÃO JUDICIAL. DETERMINAÇÃO DO CRÉDITO.
Não havendo no auto de infração a motivação expressa de que se trata de lançamento destinado a prevenir a decadência, não pode a decisão de piso tomá-lo como fundamento para sustentar a manutenção da exigência. Acórdão que deve ser anulado.
Provada a existência da ação e seu trânsito em julgado, a procedência do lançamento depende da confirmação da existência, suficiência e regularidade do crédito apresentado na DCTF.
Acórdão de piso anulado.
Numero da decisão: 3403-002.606
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o acórdão de primeira instância.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim - Presidente
(assinado digitalmente)
Ivan Allegretti - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1997 a 31/03/1997 COMPENSAÇÃO DECLARADA EM DCTF. AÇÃO JUDICIAL. DETERMINAÇÃO DO CRÉDITO. Não havendo no auto de infração a motivação expressa de que se trata de lançamento destinado a prevenir a decadência, não pode a decisão de piso tomá-lo como fundamento para sustentar a manutenção da exigência. Acórdão que deve ser anulado. Provada a existência da ação e seu trânsito em julgado, a procedência do lançamento depende da confirmação da existência, suficiência e regularidade do crédito apresentado na DCTF. Acórdão de piso anulado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o acórdão de primeira instância. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim - Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
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AÇÃO JUDICIAL. DETERMINAÇÃO DO CRÉDITO. Não havendo no auto de infração a motivação expressa de que se trata de lançamento destinado a prevenir a decadência, não pode a decisão de piso tomálo como fundamento para sustentar a manutenção da exigência. Acórdão que deve ser anulado. Provada a existência da ação e seu trânsito em julgado, a procedência do lançamento depende da confirmação da existência, suficiência e regularidade do crédito apresentado na DCTF. Acórdão de piso anulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o acórdão de primeira instância. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 00 45 33 /2 00 1- 14 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 23/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Tratase de auto de infração eletrônico (fls. 4/10e) que formaliza a exigência de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) em relação aos fatos geradores ocorridos nos meses de janeiro, fevereiro e março de 1997. A notificação ocorreu em 14/12/2001 (fl. 27e). Na descrição dos fatos que deram causa ao lançamento, consta que não teria sido comprovada a existência do processo judicial informado na DCTF (PROC JUD NÃO COMPROV). A contribuinte apresentou impugnação (fls. 02e) alegando que os débitos lançados pelo procedimento de ofício não foram recolhidos em razão de compensação expressamente autorizada por decisão proferida no Mandado de Segurança n° 9600030596, anexando cópia da petição inicial e da decisão concessiva de liminar, datada de fevereiro de 1996 (fl. 25e). A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas/SP (DRJ), por meio do Acórdão nº 0534.743, de 17 de agosto de 2011 (fls. 65/70e), deu parcial provimento à impugnação, apenas para afastar a multa de oficio, mantendo o lançamento do valor principal. O entendimento da DRJ é resumido na seguinte ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 1997 DCTF. REVISÃO INTERNA. LANÇAMENTO. CONCOMITÂNCIA COM PROCESSO JUDICIAL. A propositura de ação judicial antes da lavratura do auto de infração, com o mesmo objeto, não obstaculiza a formalização do lançamento. Apenas que, se confirmada a suspensão da exigibilidade, antes do inicio do procedimento fiscal e vigente à época do lançamento, incabível seria a aplicação de multa de oficio. MULTA DE OFÍCIO. DÉBITOS DECLARADOS. Em face do principio da retroatividade benigna, exonerase a multa de oficio no lançamento decorrente de suspensão de exigibilidade não confirmada, apurada em declaração prestada pelo sujeito passivo, por se configurar hipótese diversa daquelas versadas no art. 18 da Medida Provisória n° 135/2003, convertida na Lei n° 10.833/2003, com a nova redação dada pelas Leis n° 11.051/2004 e n° 11.196/2005. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 75/78e) alegando que “Mencionado tributo não foi recolhido por concessão da segurança pleiteada, no Mandado de Segurança 96.00030596, que tramitou 21 Vara Federal, decisão transitada em julgado, no qual restou acolhido o direito da Lepe Indústria e Comércio Ltda de compensar mês a mês, a diferença dos valores recolhidos a maior do PIS, com os valores vincendos no curso da demanda.” Fl. 231DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 23/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10875.004533/200114 Acórdão n.º 3403002.606 S3C4T3 Fl. 231 3 Posteriormente, a contribuinte juntou aos autos cópia integral do mandado de segurança transitado em julgado (fls. 132/228e). É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator O recurso voluntário foi interposto em 08/11/2011 (fl. 75), dentro do prazo de 30 dias contados da data da notificação do acórdão da DRJ, em 10/10/2011, conforme Aviso de Recebimento (fl. 73). Por ser tempestivo e por veicular fundamentos para a reforma do acórdão recorrido, conheço do recurso. No presente caso o contribuinte promoveu as compensações por meio de DCTF nos meses de janeiro, fevereiro e março de 1997. Aconteceu, no entanto, que o contribuinte apontou na DCTF equivocadamente o número 96.000, quando o número correto da ação judicial que propôs era 96.00030596 (fl. 25, 134e). O auto de infração, por isso, foi lavrado pela motivação de que o processo judicial não foi comprovado, o que foi acarretado, como visto, pelo equívoco do contribuinte no preenchimento da DCTF. O contribuinte alega que o lançamento teria de ser cancelado em razão da decisão judicial que lhe teria assegurado o direito de compensação. Dos documentos da ação judicial, apresentados pelo contribuinte, verificase que: 1. a ação foi proposta em janeiro de 1996 (fls. 134/147); 2. foi deferida liminar em fevereiro de 1996 (fl. 148e), autorizando ao contribuinte a compensação perante a Autoridade Administrativa com atribuições para homologar os lançamentos; 3. foi proferida sentença em julho de 1996 (fls. 154/162e), a qual denegou a segurança, cassando a liminar, por entender que a Lei 8.383/91 exigiria que o direito fosse determinado em valor certo para haver direito à compensação; 4. foi proferido acórdão pelo TRF da 3ª Região em agosto de 1997 (fls. 183/194e), dando provimento à apelação do contribuinte para anular a sentença, por entender pela possibilidade de se discutir no Poder Judiciário o direito à compensação, mesmo que não haja a determinação de seu valor na esfera judicial; Fl. 232DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 23/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 5. foi então proferida nova sentença em setembro de 1998 (fl. 195/203e) reconhecendo o direito do contribuinte a proceder a compensação dos valores recolhidos a maior de PIS em razão da inconstitucionalidade dos Decretos Leis nºs 2.445 e 2.449, de 1988, afastando inclusive as restrições previstas na IN 67/92; 6. esta segunda sentença foi mantida pelo TRF da 3ª Região (fl. 227e). Assim, ao final da ação judicial foi reconhecido ao contribuinte o direito a utilizar os créditos decorrentes da declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445 e 2.449/88, podendo promover a compensação, a qual estaria sujeita à conferência pela Autoridade Administrativa. Com efeito, a própria sentença judicial do caso concreto do contribuinte é expressa em dizer que “caberá ao Fisco, verificar a exatidão das importâncias a ser compensadas (art. 150, §§ 1º a 4º do CTN)” (fl. 203e). A verdadeira discussão, portanto, deveria residir em saber se a compensação realizada pelo contribuinte foi feita com créditos suficientes. Chegouse a sinalizar neste sentido, conforme se verifica no seguinte despacho de fl. 39: Tendo em vista que o processo supra foi originado de impugnação de Auto de Infração Eletrônico — DCTF lavrado em função da não validação dos créditos tributários suspensos por medida judicial (fls. 04/05), de processo judicial devidamente cadastrado no sistema próprio ( fl. 32) e que há processo administrativo de acompanhamento judicial no âmbito da SRF ( 10875.000329/9614 ), que o acompanha; proponho o encaminhamento ao GAIDRF/GUARULHOS/SP (Código 01196146), a fim de verificar se assiste razão ao contribuinte em sua impugnação administrativa fls. 01). Depois deste despacho, no entanto, não consta que tenha ocorrido qualquer verificação a respeito. Repisese, pois, que nem o Fisco nem o contribuinte discutiram quanto à suficiência do crédito. Limitaramse a digladiarse quanto à existência ou não da ação judicial, sem discutir o que efetivamente interessaria: se existem e se são suficientes os créditos para a compensação – pois este é o único pressuposto fático que legitima a cobrança do crédito tributário, tal como se encontra lavrado o auto de infração. Entendo, com efeito, que a partir do momento em que se provou a existência da ação judicial, a discussão passa a ser quanto à existência e suficiência do crédito, de modo que a análise da procedência do lançamento passa a girar em torno da exatidão das importâncias a serem compensadas. Considerando o contexto peculiar deste caso, entendo que deve ser anulado o acórdão da DRJ, para que novo julgamento seja proferido, aferindo a procedência do lançamento pela perspectiva da existência, suficiência e regularidade da compensação realizada com fundamento nos créditos decorrentes da ação judicial. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 23/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10875.004533/200114 Acórdão n.º 3403002.606 S3C4T3 Fl. 232 5 (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Fl. 234DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 23/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 15983.720330/2012-18
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3403-000.523
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Marcos Tranchesi Ortiz (vice-presidente), Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Marcos Tranchesi Ortiz (vicepresidente), Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan e Ivan Allegretti. Relatório Versa o presente sobre Autos de Infração lavrados em 17/07/2012, para exigência de Contribuição para o PIS/PASEP (fls. 3 a 9)1 e de COFINS (fls. 10 a 16), ambas na sistemática da cumulatividade (referentes ao período de abril a dezembro de 2007). No Termo de Verificação Fiscal (fls. 17 a 40), narra a fiscalização que a ação fiscal é derivada de pedido de ressarcimento/compensação em relação às contribuições, e foram efetuadas glosas referentes aos seguintes creditamentos indevidos (glosas essas mantidas no julgamento de 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 83 .7 20 33 0/ 20 12 -1 8 Fl. 534DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15983.720330/201218 Resolução nº 3403000.523 S3C4T3 Fl. 534 2 primeira instância no processo referente ao crédito no 15987.000225/200761): (a) vendas no mercado interno de bens adquiridos com alíquota zero; (b) fretes nas operações de compra; (c) frete de importação após o desembaraço aduaneiro (por dutos, do Porto de Santos até Cubatão); (d) aquisições não oneradas pela contribuição; (e) cal hidratada, considerada como insumo (para balanceamento do pH da água e sedimentação de resíduos nela presentes, permitindo a refrigeração de caldeiras e o tratamento de efluentes); (f) serviço de manutenção de equipamentos industriais, e partes e peças, considerados como insumo; (g) materiais e sobressalentes para manutenção; (h) serviços aplicados na remoção de gesso; (i) gastos com armazenagem e movimentação interna; e (j) locação de equipamentos. Na impugnação à autuação (fls. 61 a 86), alega a empresa basicamente que: (a) a empresa tem como objeto, em especial, as atividades de “fabricação de adubos e fertilizantes para agricultura e pecuária, além do aproveitamento de jazidas minerais, mediante a pesquisa, a lavra e a concentração de rochas fosfáticas e o aproveitamento industrial de minérios fosfatados e associados”; (b) a autuação é nula, por carência de fundamentação/motivação; (c) a não cumulatividade constitucionalmente estabelecida não pode sofrer restrições infraconstitucionais; (d) a incorporação dos insumos aos produtos finais, ou seu desgaste, são irrelevantes no enquadramento como insumo, na legislação das contribuições; (e) a base para aferição dos créditos das contribuições são “os custos, despesas e encargos de tudo o que contribua para a obtenção de receitas”; (f) as partes e peças tidos pela RFB como bens de uso e consumo (demonstrativo 5A), foram, de algum modo, aplicados em alguma etapa do processo produtivo da impugnante, seja exercendo atuação particularizada, seja desempenhando função relacionada à manutenção dos demais equipamentos essenciais ao processo produtivo, inclusive sofrendo desgaste físico; (g) os equipamentos descritos no demonstrativo 6A, também erroneamente classificados como bens de uso e consumo, desempenham atuação particularizada no processo produtivo, conforme exemplos trazidos; (h) da mesma forma, os materiais sobressalentes para manutenção e serviços de manutenção são empregados na cadeia produtiva da empresa; (i) alguns serviços são também claramente relacionados à atividade produtiva, como os de manutenção e recondicionamento de equipamentos diretamente empregados no processo produtivo da empresa; (j) na mesma linha, os lubrificantes são materiais de manutenção que desempenham papel essencial ao regular funcionamento de inúmeros equipamentos aplicados no processo produtivo; (k) a cal hidratada é um reagente químico destinado ao tratamento de água, afluentes e rejeitos, mediante o controle da acidez do líquido, que após o emprego no processo produtivo, deve retornar à natureza em condições adequadas, e é essencial para refrigeração de caldeiras; (l) as aquisições tratadas como não tributadas pelo fisco, em verdade o foram em etapa anterior, em relação aos produtos sujeitos ao recolhimento monofásico, sendo “certo que houve ônus fiscal recaindo sobre os produtos, ônus este que, pelo próprio mecanismo da formação de preços, foi sendo repassado às etapas seguintes, até alcançar a Suplicante”; (m) o processo da empresa exige a movimentação interna dos insumos essenciais a sua atividade, como a ureia; (n) a necessidade de remoção do gesso deriva da necessidade de separálo de uma das principais matériasprimas da produção: o ácido fosfórico; (o) a armazenagem é de suma importância ao processo, visto que as matériasprimas não são utilizadas de uma única vez; (p) os fretes nas operações de compra e fretes na importação de matériaprima são gastos necessários ao processo produtivo, como entende a própria RFB (Solução de Consulta no 248/2006/1ª RF); e (q) os equipamentos e máquinas locados são diretamente utilizados no processo produtivo, conforme exemplos trazidos, além de estar também tal entendimento consignado em Solução de Consulta (no 80/2012). Solicita, por fim, prova pericial para corroborar o alegado em relação à aplicabilidade no processo produtivo. Fl. 535DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15983.720330/201218 Resolução nº 3403000.523 S3C4T3 Fl. 535 3 Em 07/01/2013 ocorre o julgamento de primeira instância (fls. 439 a 460), no qual se decide pela improcedência da manifestação de inconformidade, sob os argumentos de que: (a) não há nulidade na autuação; (b) os limites da não cumulatividade estão fixados em leis ordinárias, de observância obrigatória pelo julgador administrativo; (c) o conceito de insumos, para as contribuições, está atrelado à aplicação ou ao consumo na fabricação do produto, sendo dispensável a perícia técnica; (d) os bens e serviços de manutenção adquiridos não são aplicados diretamente na fabricação de produtos, e são bens de consumo (caso contrário, deveriam ser lançados no ativo imobilizado, que igualmente impediria a manutenção de créditos); (e) também não são aplicados diretamente na fabricação de produtos os bens destinados a manutenção e recondicionamento (v.g. “tintas”) e a cal hidratada; (f) são corretas e decorrentes de lei (e de entendimentos expressos pela RFB) as glosas relativas a aquisições não oneradas pela contribuição, quanto a armazenagem, movimentação interna e remoção de gesso, e referentes a fretes na compra de insumos e na importação, e a locação de equipamentos e máquinas. Cientificada da decisão de piso em 31/01/2013 (Termo de fl. 467), a empresa apresenta recurso voluntário em 04/03/2013 (fls. 469 a 499), no qual reitera a argumentação exposta na manifestação de inconformidade, sobre a nulidade da autuação, por carência de fundamentação/motivação, e acrescenta que a denegação do pedido de perícia, pela DRJ, prejudica a defesa, e mantém o tratamento superficial e atécnico da autuação (em seus demonstrativos de mais de 500 páginas relacionando bens e serviços glosados). No mérito, mantémse a argumentação sobre o caráter constitucional da não cumulatividade, a impossibilidade de restrição por lei e a amplitude do conceito de insumo para as contribuições. Em relação às glosas em espécie, basicamente são reiterados os argumentos da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Preliminarmente, incumbe analisar a alegação de nulidade da autuação, por carência de fundamentação/motivação e a solicitação de diligência apresentada. As autuações afirmam que há falta/insuficiência de recolhimento das contribuições, conforme especificado no Termo de Verificação Fiscal (TVF), nos demonstrativos e demais documentos anexos ao processo. No TVF, a parte introdutória (fls. 17 a 20) narra de que forma se deu a fiscalização (como decorrência de pedido de compensação, com base no art. 17 da Lei no 11.033/2004), quais as intimações efetuadas e respostas obtidas. No tópico seguinte, intitulado “Apuração” (fls. 21 a 28), o TVF simplesmente transcreve a decisão da DRJ no processo no 15987.000225/200761, item a item. E na última parte do TVF, Fl. 536DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15983.720330/201218 Resolução nº 3403000.523 S3C4T3 Fl. 536 4 a fiscalização indica em quais demonstrativos estão os créditos apurados, descontados, e as glosas (demonstrativos 4A, 4B, 5A, 5B, 6A, 6B e 7A), assim como quais os contratos apresentados pela empresa para comprovar seus registros, e quais os valores deferidos nos processos de PER/DCOMP referentes ao período de Julho/2007 a Dezembro/2007 (demonstrativo 10A). Conclui o TVF informando que: “Os trabalhos de fiscalização apuraram as insuficiências de recolhimentos das Contribuições do PIS e da COFINS, referente ao período de Julho de 2007 a Dezembro de 2007, conforme especificado no demonstrativo 10A. Relato ainda, que os documentos, as informações e os demonstrativos especificados neste termo foram juntados ao processo no 15983.720320/201282.” (grifo nosso) De fato, nenhum dos demonstrativos indicados (à exceção do demonstrativo 10 A, à fl. 41) está entre os documentos que instruem o processo eletrônico (arquivos pdf). Mas a recorrente atestou o recebimento de cópia de todos em 24/07/2007 (fl. 43). No documento que atesta o recebimento das cópias, percebese que há três demonstrativos de extensão superior a três folhas: o 4A (de 134 folhas), o 5A (de 108 folhas) e o 6A (de 343 folhas). Provavelmente daí a alegação da recorrente, desde a impugnação, no sentido de que: “Como o enquadramento de determinados bens e serviços nas hipóteses das Leis n. 10.637 e 10.833 decorre de suas características e suas respectivas funções no processo produtivo e de prestação de serviços, deveria a Autoridade Lançadora analisar tecnicamente a relação entre os sobreditos bens e serviços no contexto da atividade desenvolvida pela Suplicante e concluir, de forma fundamentada, pela ausência de elementos que indicassem sua natureza de insumos. Ao contrário, o Fisco se limitou a apontar como razão para as glosas a prolação de decisão pela Delegacia da Receita Federal de Campinas – DRJ/CAMPINAS – em outro processo tributário administrativo – PTA no 15987.000225/200761 – e que supostamente se amoldaria ao caso em questão, descredenciando sem qualquer justificativa técnica concreta, o procedimento adotado pela empresa. Ou seja, sequer foi efetuado exame comparativo entre as informações técnicas prestadas pelo Contribuinte par verificar se de fato procede sua pretensão, o que,, por si só, evidencia o descumprimento às normas previstas na legislação aos atos de lançamento, a importar na nulidade da presente autuação. Ademais, a ausência de uma fundamentação específica ao caso dos autos em questão importou em flagrante prejuízo à Impugnante no exercício de sua defesa, eis que não foi possível, insistase, conhecer das efetivas razões que levaram o i. Fiscal a descredenciar os seus procedimentos. A especificidade do caso em tela se revela pelo volume de dados envolvidos, como se vê dos Demonstrativos 4A, 5A e 6A, os quais remontam a mais de 500 (quinhentas) páginas relativas a bens e Fl. 537DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15983.720330/201218 Resolução nº 3403000.523 S3C4T3 Fl. 537 5 serviços cujos créditos acabaram sendo glosados, por razões diversas.” (fls. 64/65) (grifo nosso) Percebese que a recorrente, ainda em sua impugnação, já alertava para o fato de que não havia efetivamente uma fundamentação da autuação, mas tãosomente uma transcrição de julgamento da DRJ/Campinas no processo no 15987.000225/200761. E segue ainda a então impugnante a apresentar exemplos de glosas existentes no demonstrativo 6A que não guardam correlação com aquelas analisadas no processo no 15987.000225/200761. Em nome da verdade material, passei a checar a afirmação, efetuada no TVF (fl. 21), de que: “Cabe ressaltar, a existência do Acórdão 0531.721 – 3ª Turma da DRJ/CAMPINAS, de 17/10/2010, decorrente do processo 15987.000225/200761, contra a interessada, tendo como origem as referidas glosas, contendo os registros a seguir transcritos: (...)” (grifo nosso) Checandose, no sistema “eprocessos”, o processo administrativo de no 15987.000225/200761, percebese que trata de 13 PER/DCOMP, transmitidos de 24/01/2006 a 27/04/2007, com base no art. 17 da Lei no 11.033/2004, pleiteando créditos de COFINS não cumulativa (mercado interno e exportação) em relação aos meses de outubro de 2005 a dezembro de 2006. O processo teve as compensações deferidas em parte pela unidade local da RFB (despacho decisório no 123, de 17/08/2009, às fls. 478 a 485 daquele processo), homologandose as constantes nas fls. 486 a 488 daquele processo (com diversos tributos, referentes aos períodos de dez/2005 a dez/06). À fl. 507 daquele processo, afirmase que foi necessário detalhar o crédito de cada trimestre em um processo diferente (apontandose tabela com 10 números de processo, que ficaram todos apensados). Após a apresentação de manifestação de inconformidade, ocorre, em 17/12/2010, o julgamento de primeira instância, no qual é proferido o acórdão de no 0531.721 (fls. 587 a 604 daquele processo), do qual se transcreve no TVF do presente processo praticamente a integralidade do voto proferido (fls. 594 a 603 daquele processo). Após a apresentação de recurso voluntário o processo é remetido ao CARF em 18/02/2011, e reenviado à unidade por ser considerado necessário à diligência determinada no processo no 15987.000224/200717. Por fim, retorna a este CARF em 01/11/2012 (cf. fl. 3353, última folha daquele processo). Ainda em consulta ao “e processos”, verifiquei que tal processo (no 15987.000225/200761) está na situação “distribuir/sortear”. Em relação ao outro processo citado (no 15987.000224/200717), incumbe destacar que se refere a 10 PER/DCOMP, transmitidos de 28/04/2006 a 27/04/2007, com base no art. 17 da Lei no 11.033/2004, pleiteando créditos de Contribuição para o PIS/Pasep não cumulativa (mercado interno e exportação) em relação aos meses de outubro de 2005 a dezembro de 2006. O processo teve as compensações deferidas em parte pela unidade local da RFB (despacho decisório no 04, de 08/01/2010, às fls. 392 a 399 daquele processo), homologandose as constantes nas fls. 400 e 401 daquele processo (com diversos tributos, referentes aos períodos de mar/2006 a dez/06). À fl. 433 daquele processo, afirmase que foi necessário detalhar o crédito de cada trimestre em um processo diferente (apontandose tabela com 9 números de processo, que ficaram todos apensados). Após a apresentação de manifestação de inconformidade, é solicitada diligência pela DRJ, para que sejam anexados demonstrativos, devolvendose o prazo para manifestação de inconformidade. Em 26/08/2013 a DRJ julga em primeira instância o processo, mantendo a autuação, nos mesmos moldes do Fl. 538DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15983.720330/201218 Resolução nº 3403000.523 S3C4T3 Fl. 538 6 decidido no processo no 15987.000225/200761. Não consta nenhuma manifestação posterior, estando o processo na situação “executar julgamento/despacho”. Assim, checando o processo cuja decisão de piso foi transcrita como fundamento da autuação, percebese que trata de pedidos de ressarcimento/compensação de COFINS em relação aos meses de outubro de 2005 a dezembro de 2006. E a autuação exige Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS referentes aos períodos de abril a dezembro de 2007. Verificando os processos, não foi possível estabelecer nenhum vínculo, afora a afinidade temática. Ao final do TVF, há ainda uma menção ao processo no 15983.720320/201282, onde estariam presentes os demonstrativos de que trata a autuação. Passandose, então, a verificar tal processo, percebese que foi apensado ao de no 10845.720077/201000, em 08/01/2013. Nos vários TVF constantes de fls. 3912 a 4053 do processo no 15983.720320/201282, encontramse menções aos seguintes processos referentes a PER/DCOMP da empresa: processo tributo período observações 10845.720157/200832 COFINS 1º trimestre/2007 o contribuinte não comprovou saldos decorrentes do mercado interno referentes a 2006 (processo 15987.000225/200761) 10845.720077/201000 COFINS 2º trimestre/2007 lançamento no processo 15983.720320/201282 10845.720078/201046 COFINS 3º trimestre/2007 lançamento no processo 15983.720320/201282 10845.720079/201091 COFINS 4º trimestre/2007 lançamento no processo 15983.720320/201282 10845.720156/200898 PIS/PASEP 1º trimestre/2007 o contribuinte não comprovou saldos decorrentes do mercado interno referentes a 2006 (processo 15987.000224/200717) 10845.720082/200832 PIS/PASEP 2º trimestre/2007 lançamento no processo 15983.720320/201282 10845.720083/200832 PIS/PASEP 3º trimestre/2007 lançamento no processo 15983.720320/201282 10845.720085/200832 PIS/PASEP 4º trimestre/2007 lançamento no processo 15983.720320/201282 Sendo um auto de infração que decorre, como informado no TVF (fl. 17), de pedidos de ressarcimento/compensação, é importante que se saiba o desfecho dos processos de compensação/ressarcimento relacionados, pois, deferido o direito creditório, insubsistente se tornaria a autuação. Contudo, pelo teor do TVF não se tem como saber quais os processos de compensação relacionados. E a tentativa de obter tal informação a partir do sistema “eprocessos”, homenageando a verdade material, revelouse infrutífera/inconclusiva. Fl. 539DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 15983.720330/201218 Resolução nº 3403000.523 S3C4T3 Fl. 539 7 Assim, voto pela conversão do presente julgamento em diligência para que a unidade preparadora identifique detalhada e individualmente em virtude de quais compensações indeferidas decorre o lançamento levado a cabo no presente processo. Após a identificação individualizada, caso os processos referentes às solicitações de compensação ainda estejam pendentes de julgamento administrativo, que se aguarde a decisão final administrativa, para posterior retorno do presente processo a este CARF. Rosaldo Trevisan Fl. 540DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/01/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 21/12/2013 por ROSALDO TREVISAN
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Numero do processo: 11829.000011/2009-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 14/01/2005
INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA DE PESSOAS. DECRETO-LEI N° 1.455/1976. ART. 23. MULTA EQUIVALENTE AO VALOR ADUANEIRO.
A autoridade lançadora utilizou-se da presunção do art. 23, § 2º, do DL 1.455/1976 para efetuar o lançamento da multa, prevista no seu § 3º, diante da verificação, devidamente fundamentada no Termo de Constatação Fiscal, da ausência de capacidade financeira da empresa para efetuar suas operações no comércio exterior.
Não tendo a empresa demonstrado sua capacidade financeira, de modo a infirmar a presunção realizada pela autoridade fiscal, merece ser mantida a autuação.
MULTA DO ART. 23, § 3º, DO DL Nº 1.455/1976 X MULTA DO ART. 33 DA LEI N° 11.488/2007.
Constatada a insuficiência de capacidade financeira da empresa, nas operações de importação, incide a multa do art. 23, § 3º, do DL 1.455/1976 (presunção de interposição fraudulenta), e não a penalidade prevista no art. 33 da Lei nº 11.488/2007 (cessão indevida de nome para terceiros). Correta, portanto, a autuação fundada no art. 23, § 3º, do DL 1.455/1976.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-000.889
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente
Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Octávio Carneiro Silva Corrêa e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
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DECRETOLEI N° 1.455/1976. ART. 23. MULTA EQUIVALENTE AO VALOR ADUANEIRO. A autoridade lançadora utilizouse da presunção do art. 23, § 2º, do DL 1.455/1976 para efetuar o lançamento da multa, prevista no seu § 3º, diante da verificação, devidamente fundamentada no Termo de Constatação Fiscal, da ausência de capacidade financeira da empresa para efetuar suas operações no comércio exterior. Não tendo a empresa demonstrado sua capacidade financeira, de modo a infirmar a presunção realizada pela autoridade fiscal, merece ser mantida a autuação. MULTA DO ART. 23, § 3º, DO DL Nº 1.455/1976 X MULTA DO ART. 33 DA LEI N° 11.488/2007. Constatada a insuficiência de capacidade financeira da empresa, nas operações de importação, incide a multa do art. 23, § 3º, do DL 1.455/1976 (presunção de interposição fraudulenta), e não a penalidade prevista no art. 33 da Lei nº 11.488/2007 (cessão indevida de nome para terceiros). Correta, portanto, a autuação fundada no art. 23, § 3º, do DL 1.455/1976. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 82 9. 00 00 11 /2 00 9- 19 Fl. 2964DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 2 Irene Souza da Trindade Torres – Presidente Thiago Moura de Albuquerque Alves – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Octávio Carneiro Silva Corrêa e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 20/05/2009, em face do contribuinte em epígrafe, formalizando a exigência de multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria no valor de R$ 7.321.160,00 em virtude dos fatos a seguir descritos. A empresa autuada, ano a ano, incrementou sua atuação no comércio exterior, especializandose, principalmente, na importação de BICICLETAS procedentes do Uruguai. De acordo com a fiscalização, as importações ao longo do período fiscalizado (2003 a 2008) foram realizadas de forma irregular, sem que o contribuinte houvesse provado a origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados nas suas operações de comércio exterior, caracterizando a interposição fraudulenta de pessoas, conforme fundamentado no Termo de Constatação Fiscal de fls. 8 e ss.: Tal situação se configura como dano ao erário, conforme previsto no DecretoLei n° 1.455, de 1976, art. 23 °, inciso V e § 2° (redação dada pela Lei n° 10.637/2002), sendo passível a aplicação da pena de perdimento às mercadorias assim importadas (§ 1 ° do mesmo artigo). De acordo com o mesmo diploma legal, tal pena de perdimento convertese em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria caso não seja localizada ou tenha sido consumida (Decretolei N° 1.455, de 1976, art. 23, § 3 °, redação dada pela Lei n° 10.637/2002, art. 59). Cientificado do auto de infração, pessoalmente, em 21/05/2009 (fls.3), o contribuinte, protocolizou impugnação, tempestivamente em 12/04/2010, na forma do artigo 56 do Decreto nº 7.574, de 29/09/2011, de fls. 176 à 192, instaurando assim a fase litigiosa do procedimento. Apreciando a defesa apresentada, a DRJ converteu o julgamento em diligência para que fosse avaliada a principal argumentação do contribuinte, segundo a qual não procede o valor do CMV – Custo da Mercadoria Vendida, mencionado no Auto de Infração, e aquele apurado no Parecer elaborado por empresa de sua contratação, M/LEGATE Soluções Empresariais. Fl. 2965DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11829.000011/200919 Acórdão n.º 3202000.889 S3C2T2 Fl. 2.965 3 As conclusões da diligência solicitada pela DRJ foram apresentadas pelo SEFIA – Serviço de Fiscalização Aduaneira da Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, onde se destacou que o laudo apresentado pela empresa, embora parcialmente correto, confundiu a análise econômica da empresa com a análise financeira desta (fls. 2.863): É sabido que o CMV (custo das mercadorias vendidas) é calculado pela seguinte fórmula: CMV = Ei + Compras – Ef, sendo “Ei” o estoque inicial, “Ef” o estoque final. Comparandose “Parecer x Auto de Infração” verificase que há divergência apenas em relação ao subitem “COMPRAS”, dado que Ei e Ef coincidem e estão baseados nas mesmas informações da DIPJ. Para o cálculo do CMV a fiscalização adotou os valores de “COMPRAS”, “Estoque inicial” e “Estoque final” informados pelo contribuinte nas suas DIPJ – Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, mantendo a coerência das fontes de dados. Do outro lado, incorrendo nas mesmas dificuldades impostas à fiscalização, em face da total ausência das informações necessárias para a apuração real da situação econômica do contribuinte, qual sejam, Balanços Patrimoniais (BP) e as Demonstrações dos Resultados dos Exercícios (DRE) da empresa (demonstrações obrigatórias por lei), a empresa responsável pela elaboração do Parecer Técnico Contábil lançou mão de outras informações para tentar realizar seu trabalho. Consta no Parecer (fls. 499 a 515) que os dados se basearam nos “processos de importação e documentos de suporte relacionados”, nos livros “fiscais de entrada de mercadorias” e no próprio “auto de infração”. Analisando a metodologia empregada exclusivamente para apuração do valor de “COMPRAS” podemos concluir que os valores de “COMPRAS” adotados no Parecer estão corretos. Porém, a mesma metodologia não fora empregada para apuração do valor dos demais componentes que compõem a DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO, quais sejam, a) receita operacional bruta; b) impostos sobre vendas; c) estoque inicial; d) estoque final; e) lucros e dividendos distribuídos; f) CSLL. Entendemos que ao optar por detalhar e confrontar os dados nas fontes documentais primárias, DI, Nota Fiscal, extrato bancário, etc, para apurar o valor de “COMPRAS”, deveria o parecerista fazer o mesmo para outros itens que compõem a DRE tais como VENDAS, INVENTÁRIO (estoque inicial e final), despesas, distribuição de lucros, etc, mantendose a coerência e uniformidade de procedimentos. Concluise, então, que a totalidade do Parecer não está baseado diretamente na contabilidade da empresa, extratos bancários, nos livros caixa, livro registro de inventário, livros diário e Fl. 2966DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 4 razão e/ou nas demonstrações financeiras obrigatórias e demais documentos que lhes dão suporte. Assim, tanto a fiscalização quanto a empresa parecerista tentaram elaborar apenas uma análise econômica aproximada, com dados indiretos e sem dispor dos documentos necessários para validar/comprovar as informações disponíveis. Outra questão: consta no Parecer, nas fls. 504, informação sobre Capital de Giro (quadro 2) alegado como “Extraído do Auto de Infração”. Verificase que os dados do AI se referem apenas aos valores de contas a pagar e contas a receber, e em nenhum momento foi considerado como “Capital de Giro” ou “AC – PC” (Ativo Circulante – Passivo Circulante). Não está correto o Parecer considerar tal diferença como “sobra de caixa” (fls. 512). Ao fim, após a realização da análise ECONÔMICA, o Parecer conclui que a empresa possuía recursos FINANCEIROS em todos os anos. Discordamos frontalmente de tal conclusão visto que entendemos que os conceitos, situação financeira e situação econômica, são distintos e não se confundem. O fato de eventualmente possuir recursos econômicos (contas a receber, por exemplo) não significa que a empresa possua disponibilidade imediata, ou seja, recursos financeiros (caixa e bancos) para uma dada operação de importação. A relevante questão financeira do contribuinte, analisada no AI, não fora abordada no Parecer. Conclusão Final Dada a carência de informações e documentos, houve diferença de metodologia empregada entre o AI e o Parecer que repercutiu na apresentação de resultados divergentes para a tentativa de apuração da real DRE mas, de toda forma, é forçoso reprisar que em nenhum momento o contribuinte fora autuado por apresentar uma situação econômica “desfavorável” (Patrimônio Líquido negativo) ou por qualquer outro aspecto meramente econômico, sendo portanto totalmente irrelevante tal discussão. Também, pelo exposto, concluímos que o Parecer (fls. 498 a 515) e seus anexos I (fls. 516 a 1983), II e III (fls. 413 a 497) se pautou apenas na questão econômica e não apresentou dados, documentos e análises suficientemente completos e/ou relevantes a respeito da SITUAÇÃO FINANCEIRA do contribuinte que poderiam afastar a presunção de interposição fraudulenta com a ocorrência de DANO ao ERÁRIO, atribuída pela fiscalização no Auto de Infração. Conclusos os autos com a defesa da contribuinte, a DRJ julgou improcedente a impugnação (fls. 2.910 e ss.). O acórdão recorrido entendeu que § 2º do artigo 23 do Decreto Lei nº 1455/76 não atribui à fiscalização o ônus de comprovar vinculo ou relação com uma terceira Fl. 2967DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11829.000011/200919 Acórdão n.º 3202000.889 S3C2T2 Fl. 2.966 5 empresa, através de depósitos efetuados na conta bancária da empresa INTERNATIONAL, não tendo esse se desincumbido de fazer provar a origem dos recursos. Eis suas palavras: Seja como for, o fato do § 2o, do artigo 23, do Decreto Lei n° 1.455/76, estipular a necessidade da comprovação pelo importador/exportador da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados em operações de comércio exterior, sob o ônus de configurar a prática presumida da interposição fraudulenta de terceiros é um mecanismo legal à disposição da fiscalização, cuja natureza da exigência encontra ressonância nos mais diversos ramos do Direito Público. O §2º do artigo 23, do Decreto Lei nº 1455/76 presume interposição fraudulenta na operação de comércio exterior a não comprovação da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados. Cabe assim a todo aquele envolvido em uma transação com produtos o importados o ônus da prova da origem, disponibilidade e transferência lícita dos recursos empregados na importação. No caso específico da empresa autuada, INTERNATIONAL SPORTS DO BRASIL LTDA, assim se manifesta na tentativa de comprovar a origem lícita dos recursos, às folhas 2884: [...] Não basta afirmar que a empresa autuada, INTERNATIONAL SPORTS DO BRASIL LTDA, possuía recursos em conta corrente para custear suas operações se não é demonstrada a origem lícita dos recursos empregados na importação. O § 2º do artigo 23 do Decreto Lei nº 1455/76 não atribui à fiscalização o ônus de comprovar vinculo ou relação com uma terceira empresa através de depósitos efetuados na conta bancária da empresa INTERNATIONAL. A impugnante pretende com a linha de argumentação apresentada inverter o ônus da prova. O § 2º do artigo 23 do Decreto Lei nº 1455/76 atribui ao importador a comprovação da origem, disponibilidade e a transferência, dos recursos empregados. A empresa autuada assim não o fez: • Não foi apresentado pelo contribuinte o "Balanço Patrimonial" e o "Resultado Econômico" (demonstração do resultado do exercício) dos períodos de 2003 a 2007; • Não foi informado pelo contribuinte sobre a existência de empréstimos obtidos pela empresa, nos períodos de. 2003 a 2007, recebidos de instituições financeiras, sócios, empresas coligadas A recusa na comprovação da origem, disponibilidade e a transferência, dos recursos empregados, faz a empresa suportar o ônus de sua inércia. Fl. 2968DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 6 Para a DRJ, também não procede no mérito a defesa apresentada, quando defende que a fiscalização equivocouse ao capitular a infração no inciso V do art. 23 do DL n° 1.455/76 pois, partindose da premissa de que a Impugnante teria sido constituída fraudulentamente para encobertar terceiros, então a multa cabível deveria ter sido aquela de que trata o art. 33 da Lei Federal n° 11.488 de 2007. Confirase: A infração tipificada no caput do artigo 33 da Lei 11.488/2007, punível com a multa de 10% (dez por cento) do valor da operação acobertada, não podendo ser inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), tem por destinatário a pessoa jurídica que ceder seu nome. É uma infração própria, já que para cometêla o agente deve ter a condição de ser importador devidamente habilitado no SISCOMEX. Ocorre que a situação em comento não diz respeito a ceder o nome, mas a prática presumida da interposição fraudulenta de terceiros pelos motivos já expostos alhures. A empresa INTERNATIONAL SPORTS DO BRASIL LTDA foi autuada por incorrer em. DANO ao ERARIO previsto no art. 23 do Decreto Lei n° 1.455, de 1976, mediante infração de interposição fraudulenta na importação de mercadorias, conforme seu § 2° (redação dada pela .Lei n° 10.637/2002), consoante o ponto 8 do Relatório Fiscal, às folhas 26, situação incompatível com a prevista no artigo 33 da Lei 11.488/2007. Diante do exposto, uso da competência legal, outorgada pelo inciso I do art. 61 do Decreto nº 7.574, de 29/09/2011, com redação dada pela Lei no 9.019, de 30 de março de 1995, art. 7o, § 5o, para julgar IMPROCEDENTE a impugnação constante no presente processo. Cientificado do acórdão, acima destacado, a recorrente apresentou recurso voluntário, reiterando suas razões para julgar improcedente a autuação (fls. 2.933 e ss.). O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. A autuação está lastreada no DecretoLei N° 1.455, de 1976, art. 23, inciso V e § 2° (redação dada pela Lei n° 10.637/2002), assim redigido: Art 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: [...] V estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou Fl. 2969DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11829.000011/200919 Acórdão n.º 3202000.889 S3C2T2 Fl. 2.967 7 simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) [...] § 1oO dano ao erário decorrente das infrações previstas no caput deste artigo será punido com a pena de perdimento das mercadorias.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) § 2oPresumese interposição fraudulenta na operação de comércio exterior a nãocomprovação da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) § 3o A pena prevista no § 1o convertese em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) Vêse, portanto, que a autoridade lançadora utilizouse da presunção do § 2º para efetuar o lançamento da multa, diante da verificação, devidamente fundamentada no Termo de Constatação Fiscal de fls. 8 e ss., da ausência de capacidade financeira da empresa para efetuar suas operações no comércio exterior. Leiase: A análise da movimentação financeira do contribuinte tem por objetivo confirmar se a empresa possui recursos para arcar com os dispêndios envolvidos nas operações de comércio exterior. 0 principio geral é comparar entradas (recebimentos) e saídas (dispêndios); A primeira fonte de análise consiste no exame da escrituração fiscal que, no caso, resumese ao "LIVRO CAIXA". Por absoluta omissão do contribuinte não foi possível analisar as seguintes demonstrações financeiras: "Balanço Patrimonial" e "Demonstração do Resultado do Exercício" (disposição da cláusula oitava do contrato social da empresa Anexo I, fls. 15) [...] No caso em exame, corno será descrito a seguir, a escrituração no livro "CAIXA" apresentouse irregular, sem observância da Lei e das normas brasileiras de contabilidade sendo que a recusa do contribuinte na prestação de informações adicionais tomou impossível sua confrontação com documentos que deveriam embasar as operações ali registradas. [...] Em síntese, mesmo diante da insistência da fiscalizacão, o contribuinte se negou a comprovar, minimamente, quais foram as operações comerciais que resultaram nas entradas escrituradas no Livro Caixa ou, dito de outra maneira, se negou a identificar e comprovar origem dos depósitos efetuados na conta bancária da empresa. Fl. 2970DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 8 Da mesma forma inconsistente em que contabilizou as entradas no livro CAIXA, sem qualquer preocupação em identificar os documentos relativos à operação, o mesmo se deu em relação as saídas registradas no CAIXA. Tais eventos (saídas) possuem históricos genéricos como: "câmbio de importação", "icms importação", "imposto importação" sem mencionar a Importação a que se referem; "pagamento fornecedor" Sem qualquer menção à nota fiscal, etc. [...] E obrigação do contribuinte demonstrar ao fisco a origem dos recursos utilizados na importação. E isto não é problema algum para o comerciante de boafé. Tratase de abrir seus livros e mostrar ao Fisco a prática das funções precípuas de um estabelecimento comercial: comprar e vender. Caso o contribuinte não consiga demonstrar de onde vieram os recursos para as operações, sua disponibilidade ou transferência, algo está errado. Uma empresa que opera uma transação de comércio exterior deve possuir recursos para tal. Ou se não os possui, deve ter em sua contabilidade a demonstração que indique a origem destes recursos. Tratase de um simples dever obrigacional de qualquer empresa comerciante. Em razão desta obviedade que a lei presume a interposição fraudulenta nos casos em que a empresa importadora não consegue comprovar tais informações básicas. O artigo 23 do DL 1.455/76, com a redação dada pela Lei 10.637/2002, define como Dano ao Erário as infrações relativas As mercadorias importadas mediante a utilização de interposição fraudulenta, presumida na hipótese de não comprovação da origem de recursos para a aquisição das mesmas. Dessa maneira, caberia à recorrente trazer provas para afastar a presunção imputada pela fiscalização, tendo a empresa apresentado laudo técnico com esse objetivo. Porém, como restou demonstrado, por meio de diligência determinada pela DRJ, o laudo técnico, juntado pela autuada, fez apenas a análise econômica da empresa, e não sua análise financeira, o que, no meu entender, o torna insuficiente para afastar a presunção realizada. Confirase: Conclusão Final Dada a carência de informações e documentos, houve diferença de metodologia empregada entre o AI e o Parecer que repercutiu na apresentação de resultados divergentes para a tentativa de apuração da real DRE mas, de toda forma, é forçoso reprisar que em nenhum momento o contribuinte fora autuado por apresentar uma situação econômica “desfavorável” (Patrimônio Líquido negativo) ou por qualquer outro aspecto meramente econômico, sendo portanto totalmente irrelevante tal discussão. Fl. 2971DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11829.000011/200919 Acórdão n.º 3202000.889 S3C2T2 Fl. 2.968 9 Também, pelo exposto, concluímos que o Parecer (fls. 498 a 515) e seus anexos I (fls. 516 a 1983), II e III (fls. 413 a 497) se pautou apenas na questão econômica e não apresentou dados, documentos e análises suficientemente completos e/ou relevantes a respeito da SITUAÇÃO FINANCEIRA do contribuinte que poderiam afastar a presunção de interposição fraudulenta com a ocorrência de DANO ao ERÁRIO, atribuída pela fiscalização no Auto de Infração. A empresa alega, em seu recurso, que bastaria a fiscalização ter solicitado a juntada dos seus extratos bancários para que restasse provada a origem lícita dos seus recursos financeiros utilizados na operações de comércio exterior. Entretanto, se assim fosse, a recorrente deveria têlos fornecido à fiscalização ou ter juntado na sua impugnação – ou em outro momento processual a mencionada prova, a qual, no seu próprio entender, refutaria as conclusões a que chegou a fiscalização. Sua atitude corrobora a correção do julgamento da DRJ, que ratificou o entendimento da fiscalização, onde se constatou a inexistência de prova da capacidade financeira da empresa. Igualmente irretocável o acórdão recorrido, quando assevera que foi correta a cominação da multa, com base na infração prevista no art. 23, V, § 3º, do DL 1.455/1976 (presunção de interposição fraudulenta de terceiros), porquanto as circunstâncias da autuação não se enquadram no que dispõe o art. 33 da Lei Federal n° 11.488/2007 (cessão indevida de nome). Confiramse os textos dessas normas: Art 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: [...] V estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) [...] § 3º A pena prevista no § 1º convertese em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) ****** Art. 33. A pessoa jurídica que ceder seu nome, inclusive mediante a disponibilização de documentos próprios, para a realização de operações de comércio exterior de terceiros com vistas no acobertamento de seus reais intervenientes ou beneficiários fica sujeita a multa de 10% (dez por cento) do valor da operação acobertada, não podendo ser inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Fl. 2972DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 10 Parágrafo único. À hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no art. 81 da Lei no9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ante o exposto, rejeito voto para NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Thiago Moura de Albuquerque Alves Fl. 2973DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 06/11/2013 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10070.001178/2005-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2005
Ementa:
JUNTADA DE DOCUMENTOS COM O RECURSO VOLUNTÁRIO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART. 16, §4º DO DECRETO Nº 70.235/72. IMPOSSIBILIDADE.
O princípio da verdade material não se presta a compensar a inércia do contribuinte. Inexistente qualquer justificativa para a juntada tardia de prova documental pelo contribuinte, deve-se considerar preclusa tal faculdade, mormente em processo de ressarcimento por ele deflagrado.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3403-002.659
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. O Conselheiro Domingos de Sá Filho votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Marcos Tranchesi Ortiz Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim.
Nome do relator: MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2005 Ementa: JUNTADA DE DOCUMENTOS COM O RECURSO VOLUNTÁRIO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART. 16, §4º DO DECRETO Nº 70.235/72. IMPOSSIBILIDADE. O princípio da verdade material não se presta a compensar a inércia do contribuinte. Inexistente qualquer justificativa para a juntada tardia de prova documental pelo contribuinte, deve-se considerar preclusa tal faculdade, mormente em processo de ressarcimento por ele deflagrado. Recurso voluntário negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2005 a 31/03/2005 Ementa: JUNTADA DE DOCUMENTOS COM O RECURSO VOLUNTÁRIO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART. 16, §4º DO DECRETO Nº 70.235/72. IMPOSSIBILIDADE. O princípio da verdade material não se presta a compensar a inércia do contribuinte. Inexistente qualquer justificativa para a juntada tardia de prova documental pelo contribuinte, devese considerar preclusa tal faculdade, mormente em processo de ressarcimento por ele deflagrado. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. O Conselheiro Domingos de Sá Filho votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 0. 00 11 78 /2 00 5- 11 Fl. 502DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 04/01/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti, Marcos Tranchesi Ortiz e Antonio Carlos Atulim. Relatório Tratase de declarações de compensação sucessivamente protocoladas, a partir de 30 de agosto de 2005, por meio das quais a recorrente pretende extinguir débitos seus de IRPJ (cód. 2363) do período de julho/05 e de IPI (cód. 5123) do período de agosto/05, com créditos ressarcíveis da contribuição ao PIS e da COFINS nãocumulativas dos períodos de fevereiro/05 e março/05, vinculados a receitas de exportação. As DComps relativas ao IRPJ constam desse processo (fls. 1/8), e as relativas ao IPI constam do P.A. 10070.001314/200572 (fls. 2/4), apensado a este para julgamento conjunto. Instaurada fiscalização para aferição do crédito, a DRF intimou a recorrente a apresentar livros contábeis e fiscais, memórias de apuração e notas fiscais de aquisição de produtos e serviços sobre as quais os créditos foram apropriados (fls. 39, 43 e 45). A recorrente entregou os livros e os demonstrativos de apuração (fls. 41/42). Esclareceu, ademais, que: (i) o crédito apurado decorria integralmente de sua atuação no âmbito do “Consórcio Alumar” (contrato às fls. 60/181), celebrado com as empresas Alcan, Alcoa e Abalco, cujas atividades (extração mineral) concentravamse no Estado do Maranhão; (ii) por força do contrato de consórcio, os documentos a ele relativos não podiam ser retirados do seu estabelecimento sede; e (iii) o volume de documentos era imenso. Por essas razões, não apresentou as notas fiscais que fora intimada a exibir, consignando que estavam à disposição da DRF na sede do consórcio, em São Luis/MA (fls. 49/50). A DRF não homologou as compensações (fls. 207/208 e 212), arguindo que, em se tratando de pedido ressarcitório/compensatório, é ônus do contribuinte fazer a prova do crédito que alega possuir, e que disposições contratuais entre particulares não são oponíveis ao Fisco, a teor do art. 195 do CTN. Sustentou, também, a DRF que outra consorciada – a Abalco – tivera pedido ressarcitório similar negado pela DRJ/MG, que considerou o “Consório Alumar” uma sociedade de fato, ante a indeterminação de seus propósitos (fls. 197/206). A recorrente manifestou inconformidade (fls. 217/223), sustentando que: (a) a decisão afrontava o princípio da verdade material, pois a autoridade nada fez para apurar e conferir o seu direito; e (b) a documentação continuava à disposição da DRF. Juntou, com a inconformidade, CD com novas planilhas demonstrativas do seu crédito, e pediu, ao final, a anulação da decisão e análise dos documentos juntados. A DRJRio de Janeiro/RJ (fls. 250/257) manteve a nãohomologação, corroborando os fundamentos do despacho decisório, e acrescentando que tampouco com a manifestação de inconformidade a recorrente cuidou de trazer os documentos comprobatórios de seu crédito, satisfazendose com juntar nada mais que planilhas demonstrativas, confeccionadas por ela própria. Sobreveio tempestivo recurso voluntário (fls. 268/278) e, com ele, a recorrente finalmente trouxe as notas fiscais que potencialmente respaldam seu crédito. Defendeu a possibilidade de juntada de documentos neste momento do processo, e requereu a baixa dos autos em diligência para análise da prova documental. Fl. 503DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 04/01/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10070.001178/200511 Acórdão n.º 3403002.659 S3C4T3 Fl. 6 3 Eis o relato do essencial. Voto Conselheiro Marcos Tranchesi Ortiz Como relatado, o recurso voluntário é tempestivo e, obedecendo às demais formalidades da interposição, dele se conhece. Na sistemática da IN/SRF nº 460/04 vigente à época da apresentação das DComps, o ressarcimento/compensação de créditos de PIS e COFINS nãocumulativos era ainda feito via física. Seu artigo 22 não exigia do contribuinte a produção, antecipada ou simultânea ao próprio pedido ressarcitório, de nenhuma prova do seu crédito – ao contrário do que fazia, por exemplo, em se tratando de restituição (art. 3º, §1º) ou ressarcimento de IPI (art. 16, §3º), se apresentados excepcionalmente por via física. Cabia à autoridade deflagrar as providências que entendesse convenientes à apreciação do pleito. Nesse contexto, podia a autoridade (i) intimar o contribuinte a apresentar documentos ou (ii) diligenciar de ofício no estabelecimento do contribuinte para aferir o que lhe parecer necessário à análise do pleito (art. 24 da mesma IN). Se, apresentado o pedido ressarcitório, o Fisco intima o contribuinte a juntar documentos ou prestar informações, aí sim falase em ônus do contribuinte em bem atender à intimação fiscal; se este silencia, indeferese o pedido, conforme jurisprudência tranqüila do CARF: “Pedido de ressarcimento de créditos. Conhecimento de pedido. Documentação comprobatória. A autoridade competente para decidir sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI pode condicionar o conhecimento do pedido à apresentação de documentação comprobatória do direito. Pedido de ressarcimento. Comprovante. Intimação. Arquivamento. Quando os dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação do pedido de ressarcimento, o não atendimento no prazo fixado pela autoridade competente para respectiva apresentação implicará o arquivamento do processo, que não deverá ter seguimento enquanto o requerente não atender o solicitado. Ônus da prova. Fato constitutivo do direito no qual se fundamenta o pedido de ressarcimento. Incumbência do interessado. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado” (P.A. 13984.000018/200116, RV 162.272, 3ª Seção. 3ª Turma Especial. Rel. Cons. Daniel Maurício Fedato. j. 23.8.2010). Fl. 504DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 04/01/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ 4 A fase contenciosa do processo administrativo de compensação iniciase, contudo, com a apresentação da manifestação de inconformidade, segundo o art. 14 do Decreto nº 70.235/72, aplicável à essa espécie de procedimento por força do art. 74, §11 da Lei nº 9.430/96. Na manifestação de inconformidade, o contribuinte pode e deve juntar os documentos (Decreto nº 70.235/72, art. 15) e/ou requerer as diligências (Decreto nº 70.235/72, art. 16, IV) que entender necessários à demonstração do seu pedido. Entendo, assim, que o contribuinte tem, digamos, dois momentos nos quais pode contribuir à cognição do pleito ressarcitório, fazendo prova do crédito alegado. Se quiser contribuir já na fase inquisitória do processo, poderá de pronto atender às intimações do Fisco e lograr, se o caso, o deferimento do pedido pela própria autoridade preparadora. Se, por conveniência ou negligência, não atender às intimações do Fisco, com o consequente indeferimento do pedido, ainda assim poderá produzir amplamente as provas documentais pertinentes, fazendoo com a manifestação de inconformidade, já portanto na fase contenciosa do processo administrativo. Pois bem. A DRF, aqui, intimou devidamente a recorrente (fls. 45/46) a apresentar as notas fiscais de aquisição de bens e serviços, documentos evidentemente essenciais ao objeto deste processo. O expediente probatório “eleito” pela DRF pareceme o mais adequado; não havia necessidade de diligência ao estabelecimento da recorrente para aferir qualquer aspecto de seu processo industrial que só pudesse ser conhecido in locu, tampouco necessidade de qualquer perícia técnica; a questão se resolvia em conhecer documentos. A essa intimação, a recorrente respondeu (fls. 49/50) com o infundado argumento de que um contrato celebrado com outros particulares (os demais consorciados do consórcio Alumar) proibia a retirada de documentos da sede do consórcio, para apresentação à autoridade fiscal. Perdeu, aí, a recorrente a sua primeira oportunidade de instruir satisfatoriamente o processo. Na manifestação de inconformidade (fls. 217/223), a recorrente novamente sonegou os documentos. Não requereu nem mesmo qualquer realização de diligência em seu estabelecimento (providência que já seria de pertinência duvidosa, conforme exposto acima). Conformouse com trazer novas planilhas demonstrativas, apostando que seriam suficientes à comprovação do crédito. Perdeu, então, sua segunda e derradeira oportunidade de provar o seu direito. A juntada dos documentos com o recurso voluntário é tardia, e não incide aqui nenhuma das hipóteses excepcionais do art. 16, §4º do Decreto nº 70.235/72. Nem mesmo o suposto volume dos documentos, alardeado desde a fase inquisitória como empecilho à sua apresentação, revelouse verdadeiro: afinal, com o voluntário vieram pouco mais que duas centenas de notas, quantidade perfeitamente “processável”. Como bem pondera a DRJ recorrida, o princípio da verdade material não é porta para inversão de ônus processuais, muito menos para a informalização desmedida do processo administrativo fiscal. O contribuinte não pode praticar atos processuais quando bem entender. Não havia, insistase, nenhuma razão para a recorrente retardar, até um momento processual em que já lhe era defeso fazêlo, a apresentação de documentos viscerais ao provimento de seu pedido. Nego provimento ao recurso voluntário. Fl. 505DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 04/01/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ Processo nº 10070.001178/200511 Acórdão n.º 3403002.659 S3C4T3 Fl. 7 5 (assinado digitalmente) Marcos Tranchesi Ortiz Fl. 506DF CARF MF Impresso em 06/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ, Assinado digitalmente em 04/01/20 14 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/01/2014 por MARCOS TRANCHESI ORTIZ
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Numero do processo: 10950.902996/2011-75
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002
NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO.
Os argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, impedem a sua apreciação, por preclusão processual.
Numero da decisão: 3803-005.123
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2002 a 31/08/2002 NORMAS PROCESSUAIS. ARGUMENTOS DE DEFESA. INOVAÇÃO EM SEDE DE RECURSO. PRECLUSÃO. Os argumentos de defesa trazidos apenas em grau de recurso, em relação aos quais não se manifestou a autoridade julgadora de primeira instância, impedem a sua apreciação, por preclusão processual. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por inovação dos argumentos de defesa. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto para se contrapor à decisão da DRJ Curitiba/PR que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade manejada em AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 90 29 96 /2 01 1- 75 Fl. 98DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.902996/201175 Acórdão n.º 3803005.123 S3TE03 Fl. 99 2 decorrência da emissão de despacho decisório que não homologara a compensação declarada, pelo fato de que o pagamento informado já havia sido utilizado integralmente na quitação de outros débitos da titularidade do contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento da totalidade do direito creditório, devidamente atualizado com base na taxa Selic, alegando que o indébito decorreria da inconstitucionalidade já declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do alargamento da base de cálculo da contribuição promovido pelo art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998. Segundo o então Manifestante, tratarseia, o presente caso, de tributação incidente sobre receitas financeiras e outras receitas, rubricas essas não abarcadas pelo conceito de faturamento. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias de partes do Balancete, do livro Razão, do PER/DCOMP, do DARF e de planilhas por ele elaboradas. A DRJ Curitiba/PR não reconheceu o direito creditório, tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 30/09/2002 COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que indeferiu o pedido da contribuinte, por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o pagamento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de outros débitos confessados. BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. JULGAMENTO PELO STF. Até que haja a manifestação da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, sobre matérias decididas de modo desfavorável à Fazenda Nacional pelo STF ou pelo STJ, nos termos dos arts. 543B e 543C do Código de Processo Civil, aplicase, ao caso, a disposição do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, relativamente à ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Apontou o relator do voto condutor do acórdão recorrido que, ainda que se superasse a questão de direito, o contribuinte não se desincumbira do ônus de comprovar o direito alegado, não tendo apresentado documentos e/ou livros fiscais e contábeis que Fl. 99DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.902996/201175 Acórdão n.º 3803005.123 S3TE03 Fl. 100 3 demonstrassem a efetiva base de cálculo da contribuição, bem como as receitas que deveriam ser excluídas em razão da alegada inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998. Cientificado da decisão em 12 de setembro de 2013, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 11 de outubro do mesmo ano e requereu o deferimento do seu pedido, alegando que o indébito decorreria da indevida inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, mas dele não conheço, em razão dos fatos a seguir expostos. Com base no relatório supra, constatase que, diferentemente do alegado na Manifestação de Inconformidade, quando se apontou a origem do indébito como sendo a tributação indevida incidente sobre receitas financeiras e outras receitas, em desacordo com a inconstitucionalidade já declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do alargamento da base de cálculo da contribuição promovido pelo art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998, em sede de recurso, o contribuinte passa a fundamentar seu direito na indevida inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição. Vale destacar que, na primeira instância, o ora Recorrente não fez qualquer referência à alegada incidência indevida da contribuição sobre o ICMS. É flagrante a inovação operada em sede de recurso, tratandose de matéria preclusa em razão de sua não exposição na primeira instância administrativa, não tendo sido examinada pela autoridade julgadora de piso, o que contraria o princípio do duplo grau de jurisdição, bem como o do contraditório e o da ampla defesa. A preclusão processual é um elemento que limita a atuação das partes durante a tramitação do processo, imputandolhe celeridade, numa sequência lógica e ordenada dos fatos, em prol da pretendida pacificação social. Humberto Theodoro Júnior1 nos ensina que preclusão é “a perda da faculdade ou direito processual, que se extinguiu por não exercício em tempo útil”. Ainda segundo o mestre, com a preclusão, “evitase o desenvolvimento arbitrário do processo, que só geraria a balbúrdia, o caos e a perplexidade para as partes e o juiz”. O princípio da preclusão conectase ao princípio do impulso processual e destinase “não apenas a proporcionar uma mais rápida solução do litígio, mas bem ainda a 1 HUMBERTO, Theodoro Júnior. Curso de direito processual civil. vol. 1. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p. 225 226. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.902996/201175 Acórdão n.º 3803005.123 S3TE03 Fl. 101 4 tutelar a boafé no processo, impedindo o emprego de expedientes que configurem litigância de máfé” 2. [A] preclusão deve ser compreendida como um instituto que envolve a impossibilidade, por regra, de, a partir de determinado momento, serem suscitadas matérias no processo, tanto pelas partes como pelo próprio juiz, visandose precipuamente à aceleração e à simplificação do procedimento. Integra sempre o objeto da preclusão, portanto, um ônus processual das partes ou um poder do juiz; ou seja, a preclusão é um fenômeno que se relaciona com as decisões judiciais (tanto interlocutória como final) e as faculdades conferidas às partes com prazo definido de exercício, atuando nos limites do processo em que se verificou. 3 Tal princípio busca garantir o avanço da relação processual e impedir o retrocesso às fases anteriores do processo, encontrandose fixado o limite da controvérsia, no Processo Administrativo Fiscal (PAF), no momento da impugnação/manifestação de inconformidade. De acordo com o art. 16, inciso III, do Decreto nº 70.235, de 1972, os atos processuais se concentram no momento da impugnação, cujo teor deverá abranger “os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância, as razões e provas que possuir", considerandose não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante (art. 17 do Decreto nº 70.235, de 1972). Não é lícito inovar no recurso para inserir questão diversa daquela originalmente deduzida na impugnação/manifestação de inconformidade, devendo as inovações ser afastadas por se referirem a matéria não impugnada no momento processual devido. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso. É como voto. 2 GRINOVER, Ada Pellegrini. “Interesse da União, preclusão. A preclusão e o órgão judicial”. In: A Marcha do Processo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000, p. 230/241. Disponível em: http://www.ambito juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11781. Acesso em: 15 abr 2013. 3 RUBIN, Fernando. A prevalência da justiça estatal e a importância do fenômeno preclusivo. Disponível em: http://www.ambito_juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11781. Acesso em: 16 abr 2013. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10950.902996/201175 Acórdão n.º 3803005.123 S3TE03 Fl. 102 5 (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 102DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/02/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 10630.001498/2003-16
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1997
MULTA DE OFÍCIO. NÃO ATENDIMENTO À FISCALIZAÇÃO. MAJORAÇÃO. CABIMENTO.
O não atendimento a reiteradas intimações fiscais, evidenciando absoluto descaso quanto aos trabalhos a serem desenvolvidos pela autoridade administrativa no cumprimento do seu desiderato, justifica a aplicação da multa majorada, por embaraço à fiscalização, independentemente da apuração do lucro apurado de ofício ter sido em bases arbitradas
Numero da decisão: 9101-001.800
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros José Ricardo da Silva, Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada), Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior e Susy Gomes Hoffmann.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior, Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada) e Susy Gomes Hoffmann.
Nome do relator: FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 MULTA DE OFÍCIO. NÃO ATENDIMENTO À FISCALIZAÇÃO. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. O não atendimento a reiteradas intimações fiscais, evidenciando absoluto descaso quanto aos trabalhos a serem desenvolvidos pela autoridade administrativa no cumprimento do seu desiderato, justifica a aplicação da multa majorada, por embaraço à fiscalização, independentemente da apuração do lucro apurado de ofício ter sido em bases arbitradas
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros José Ricardo da Silva, Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada), Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior e Susy Gomes Hoffmann. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior, Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada) e Susy Gomes Hoffmann.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1997 MULTA DE OFÍCIO. NÃO ATENDIMENTO À FISCALIZAÇÃO. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. O não atendimento a reiteradas intimações fiscais, evidenciando absoluto descaso quanto aos trabalhos a serem desenvolvidos pela autoridade administrativa no cumprimento do seu desiderato, justifica a aplicação da multa majorada, por embaraço à fiscalização, independentemente da apuração do lucro apurado de ofício ter sido em bases arbitradas Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em DAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros José Ricardo da Silva, Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada), Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior e Susy Gomes Hoffmann. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Júnior, Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada) e Susy Gomes Hoffmann. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 63 0. 00 14 98 /2 00 3- 16 Fl. 1809DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Relatório Tratase de recurso especial apresentado pela Procuradoria da Fazenda Nacional – PFN, com fulcro no inciso I do art. 32 do então vigente Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 55, de 16 de março de 1998, contra o acórdão nº 10708.446, sessão de 22/02/2006 (fls. 1.589 e seguintes), assim ementado, na matéria submetida à nossa apreciação: MULTAS DE LANÇAMENTO DE OFICIO MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO MAJORADA Improcede a majoração da multa prevista no § 2° do art. 44 da Lei n° 9.430/96 à espécie porque a razão do arbitramento foi justamente a falta de apresentação dos livros e documentos de escrituração, nos termos do inciso III do art. 47 da Lei n° 8.981/95. A decisão recorrida foi proclamada nos seguintes termos: ACORDAM os Membros da Sétima Câmara (...) por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para reduzir a multa de ofício de 112,5% para 75%, e de 225% para 150% (fls. 1.591). Extraise do voto condutor da decisão recorrida (voto vencedor fls. 1.621) os seguintes fundamentos: (...). Por outro lado, também discordo da i. relatora, a quem mais uma vez peço vênia, quanto à majoração da multa prevista no § 2° do art. 44 da Lei n° 9.430/96 à espécie, porque a razão do arbitramento foi justamente a falta de apresentação dos livros e documentos de escrituração, nos termos do inciso III do art. 47 da Lei n° 8.981/95. E é o próprio autuante quem, expressamente, o diz, na descrição dos fatos às fls. 39: "Arbitramento do lucro que se faz tendo em vista que o contribuinte notificado a apresentar os livros e documentos da sua escrituração, conforme Termo de Início de Fiscalização e termo(s) de intimação em anexo, deixou de apresentálos." (...). Dessa forma, entende a recorrente que teria sido descumprido o dispositivo do § 2º do art. 44 da Lei nº 9.430/1996. Foram apresentadas contrarrazões às fls. 1.649/1.656, pugnando o recorrido, preliminarmente, pela intempestividade do recurso especial, porquanto fora apresentado na mesma data da ciência do acórdão recorrido, tendo sido, dessa forma, apresentado antes do início da contagem do prazo, que ocorreria no dia seguinte à mencionada ciência, fato que caracterizaria a argüida intempestividade, trazendo julgado do STJ nesse sentido e, no mérito, defendendo a manutenção do quanto foi decidido pela Câmara a quo. Fl. 1810DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10630.001498/200316 Acórdão n.º 9101001.800 CSRFT1 Fl. 5 3 É o relatório. Voto Conselheiro Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, relator. Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional – PFN, com fulcro no art. 32, I, do então vigente Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF nº 55/1998, por contrariedade à Lei nº 9.430/1996, art. 44, § 2º, devendo ser conhecido em face da sua tempestividade e por estar assente em lei. A matéria em causa diz respeito à redução da multa de ofício de 112,5% para 75%, e de 225% para 150%, sob o entendimento de que, sendo a razão do arbitramento a falta de apresentação dos livros e documentos da escrituração, não caberia a majoração da referida penalidade. Extraise do voto vencido os seguintes fundamentos (fls. 1.613): (...). A multa foi agravada porque a empresa Serra Lima intimada na pessoa de seus sócios, não atendeu a várias intimações. A situação fática vem a corroborar o agravamento. Não há que se alegar que estava impedida de dar qualquer pronunciamento por conta da suposta sucessão, conforme alegou, porque nem sequer justificou o não atendimento às intimações. O agravamento é devido. (...). Argúi a recorrente (PFN) que o arbitramento é forma de apuração do lucro, enquanto que o dispositivo contrariado dispõe sobre a aplicação de penalidade, sendo, assim, coisas distintas com natureza jurídicas diversas. A propósito, entendo que a decisão recorrida merece ser reformada, porquanto não se trata de mera falta de apresentação dos livros contábeis e fiscais, mas do não atendimento a reiteradas intimações e até mesmo de descaso às investidas da autoridade fiscal na penosa busca empreendida para a localização dos seus responsáveis e do seu próprio local de funcionamento. Basta ver que, sendo o turismo a atividade principal desenvolvida pela então fiscalizada, no seu endereço, constante no registro da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais – JUCEMG, que, por seu turno, era diferente do endereço declarado no cadastro de registro de pessoas jurídicas junto à Receita Federal do Brasil RFB, funcionava uma loja de venda de galináceos e seus derivados. Sem embargo, o minudente RELATÓRIO DE AUDITORIA FISCAL (fls. 76 e seguintes) é exaustivo na descrição das dificuldades enfrentadas pela fiscalização para a consecução do seu desiderato, sendo inquestionável que outro não poderia ter sido o posicionamento da autoridade administrativa, senão o de agravar a penalidade, por embaraço à fiscalização. Fl. 1811DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 O relatório da decisão recorrida, às fls. 1.593 a 1.598, expõe com detalhes como se levou a efeito essa exaustiva busca, merecendo ser lido, se dúvida persistir sobre os porquês que ensejaram a majoração, cujo relatório considero como se aqui estivesse transcrito. Com essas considerações, voto no sentido de dar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, restabelecendo a majoração da multa de ofício de 75% para 112,5% e de 150% para 225%. É como voto. (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Fl. 1812DF CARF MF Impresso em 06/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 23/01/2014 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 11080.728329/2011-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PERDA DE OBJETO.
Não se conhece do recurso se o respectivo crédito tributário já foi extinto pelo pagamento.
PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXIGIDO NO LANÇAMENTO. DESISTÊNCIA DO RECURSO.
O pagamento do cr´dito tributário exigido no lançamento, importa em desistência do recurso, consoante disposição regimental (artigo 78, § 2º, Anexo II, Ricarf).
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2102-002.790
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão da extinção do crédito tributário.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 25/11/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PERDA DE OBJETO. Não se conhece do recurso se o respectivo crédito tributário já foi extinto pelo pagamento. PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXIGIDO NO LANÇAMENTO. DESISTÊNCIA DO RECURSO. O pagamento do cr´dito tributário exigido no lançamento, importa em desistência do recurso, consoante disposição regimental (artigo 78, § 2º, Anexo II, Ricarf). Recurso Voluntário Não Conhecido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão da extinção do crédito tributário. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 25/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
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PERDA DE OBJETO. Não se conhece do recurso se o respectivo crédito tributário já foi extinto pelo pagamento. PAGAMENTO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXIGIDO NO LANÇAMENTO. DESISTÊNCIA DO RECURSO. O pagamento do cr´dito tributário exigido no lançamento, importa em desistência do recurso, consoante disposição regimental (artigo 78, 2 , Anexo II, Ricarf). Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão da extinção do crédito tributário. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 25/11/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 72 83 29 /2 01 1- 73 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 11080.728329/201173 Acórdão n.º 2102002.790 S2C1T2 Fl. 100 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Contra CAROL MAJEWSKI foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 04/09, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2007, exercício 2008, no valor total de R$ 3.028,78, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até 31/08/2011. A infração apurada pela autoridade fiscal foi de omissão de rendimentos recebidos da Justiça Federal, através da Caixa Econômica Federal, decorrentes de honorários de sucumbência, no valor de R$ 13.462,32. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 02, que foi considerada improcedente pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme Acórdão DRJ/POA nº 1036.053, de 09/12/2011, fls. 84/86. Cientificado da referida decisão em 22/12/2011, por via postal, Aviso de Recebimento (AR), fls. 90, o contribuinte apresentou, em 16/01/2012, recurso voluntário, fls. 92/95, no qual traz as alegações a seguir resumidas: que trabalhava nas demandas judiciais contra o INSS em conjunto com o Escritório de Dornelles Advocacia, conforme contrato, firmado em 01/11/2001. que no referido contrato foi avençado que os honorários advocatícios seriam divididos entre o recorrente e o escritório, na proporção de 50%. que por força do contrato, a quantia considerada omitida no lançamento foi repassada para o Dornelles Advocacia, conforme recibo, juntado aos autos. que em 28/12/2011 o recorrente recolheu aos cofres da União a soma de R$ 2.721,56, no código 2904, em satisfação ao Fisco (Darf, fls. 95). É o Relatório. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 11080.728329/201173 Acórdão n.º 2102002.790 S2C1T2 Fl. 101 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora Embora tenha apresentado recurso em 16/01/2012, verificase que em 28/12/2011, o contribuinte liquidou, integralmente, o crédito tributário apurado na Notificação, conforme extrato fls. 96/97. Nesse aspecto, devese observar o que estabelece a Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN): Art. 113 A obrigação tributária é principal ou acessória. §1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. §2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. §3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Art. 156 Extinguem o crédito tributário: I – o pagamento; (...) O contribuinte efetuou o pagamento do crédito tributário exigido no lançamento em questão e, com efeito, nos termos dos artigos acima transcritos, ficou extinto o crédito tributário, com a conseqüente perda de objeto do presente processo administrativo tributário. Aliás, este entendimento está em linha com o disposto no Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Ricarf Portaria MF nº 256, de 2009), que em seu Anexo II, artigo 78, § 2º, dispõe: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. (...) § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 11080.728329/201173 Acórdão n.º 2102002.790 S2C1T2 Fl. 102 4 Considerase, portanto, que houve desistência do recurso voluntário por parte do recorrente ao pagar integralmente o crédito tributário constituído de ofício e consubstanciado na Notificação de Lançamento objeto deste processo administrativo. Ante o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso, por falta de objeto, uma vez que o crédito tributário se encontra extinto pelo pagamento. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 102DF CARF MF Impresso em 11/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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