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Numero do processo: 13899.000978/2001-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 31 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/1991 a 31/10/1998
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO.
O recurso voluntário deve ser interposto no prazo previsto no art. 33 do
Decreto no 70.235/72. Não observado este preceito, dele não se toma
conhecimento.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 3302-001.193
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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PEREMPÇÃO. O recurso voluntário deve ser interposto no prazo previsto no art. 33 do Decreto no 70.235/72. Não observado este preceito, dele não se toma conhecimento. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator EDITADO EM: 16/09/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 258DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Relatório No dia 21/11/2001 a empresa NASCHOLD ELEMENTOS DE FIXAÇÃO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., já qualificada, ingressou com o pedido de restituição de contribuição para o PIS, relativo a pagamentos efetuados no período de apuração de outubro de 1991 a outubro de 1995, alegando inconstitucionalidade dos DecretosLeis nºs 2.445/88 e 2.449/88 e, para os períodos de apuração de novembro de 1995 a outubro de 1998, .alegando que o PIS não poderia ser exigido nesse período em face da inconstitucionalidade declarada, pelo STF, na ADIN no 14170. A DRF em Sorocaba SP indeferiu o pedido da recorrente e não homologou as compensações, sob a alegação de que está extinto o direito de a recorrente pleitear a restituição; não se aplica a semestralidade da base de cálculo do PIS; e não houve recolhimentos indevidos porque o STF declarou a inconstitucionalidade tãosomente do termo in fine contido no art. 18 da Lei no 9.715/98, nos termos do Despacho Decisório de fls. 126/128. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com a manifestação de inconformidade, cujas alegações estão resumidas no relatório do acórdão recorrido. A 1a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1416.750, de 20/08/2007 fls. 133/141. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 09/10/2007, conforme AR de fl. 143, e, discordando da mesma, impetrou, no dia 08/01/2008, o recurso voluntário de fls. 144/152, no qual alega, em apertada síntese, que: 1 o direito de pedir a restituição extinguese em cinco anos contados após a homologação do pagamento antecipado, data em que se considera extinto o crédito tributário. Cita jurisprudência judicial; 2 tem direito à restituição em face da declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis nº 2.445/88 e 2.449/88, quando passou a ser aplicado as disposições da Lei Complementar nº 7/70; 3 o cálculo do seu crédito deve ser efetuado considerandose a semestralidade da base de cálculo do PIS; 4 com a suspensão, pelo STF, da eficácia da parte final do art. 15 da MP nº 1.212/95, a vacatio legis se estendeu até 23/03/2001. Sem ordenamento legal sobre o fato gerador do PIS não há contribuição. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o relatório do essencial. Fl. 259DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13899.000978/200145 Acórdão n.º 330201.193 S3C3T2 Fl. 191 3 Voto Conselheiro Walber José da Silva O recurso voluntário apresentado não atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, por ter sido interposto intempestivamente. Assim, dele não conheço. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 09/10/2007 e somente no dia 08/01/2008, já transcorridos 90 (noventa) dias da ciência da decisão de primeira instância, foi interposto o Recurso Voluntário fls. 144/152. Determina o art. 33 do Decreto no 70.235/72 que é cabível recurso voluntário dentro de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão: “Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão”. Por sua vez, o art. 35, também do Decreto nº 70.235/72, determina que o recurso voluntário, mesmo perempto, será encaminhado ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, que julgará a perempção: “Art. 35. O recurso, mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção”. No caso sob exame não resta nenhuma dúvida de que o recurso foi interposto após o transcurso do prazo assinalado no art. 33 acima transcrito, posto que o termo final para apresentação do recurso voluntário ocorreu no dia 08/11/2007 e o recurso foi apresentado no dia 08/01/2008. A recorrente silenciou sobre a interposição do recurso após o decurso do prazo legal. Em face do exposto, e por tudo o mais que do processo consta, voto no sentido de, em sede de preliminar, não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Fl. 260DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Fl. 261DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 16/09/2011 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10746.000643/2007-78
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Oct 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1993 a 31/05/2003
DECADÊNCIA PARCIAL. TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. REPASSE PARCIAL OU INEXISTENTE.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional.
No presente caso, aplica-se a regra do artigo 150, §4º, do CTN, haja vista a existência de pagamento parcial do tributo, considerada a totalidade da folha de salários da empresa recorrente.
Prevalece o lançamento fiscal quando devidamente fundamentado na
legislação previdenciária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2301-002.424
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 11/1998, anteriores a 12/1998, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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TOMADOR DE SERVIÇO. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. REPASSE PARCIAL OU INEXISTENTE. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso, aplicase a regra do artigo 150, §4º, do CTN, haja vista a existência de pagamento parcial do tributo, considerada a totalidade da folha de salários da empresa recorrente. Prevalece o lançamento fiscal quando devidamente fundamentado na legislação previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir da autuação, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 11/1998, anteriores a 12/1998, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pela aplicação do I, Art. 173 do CTN para os fatos geradores não homologados tacitamente até a data do pronunciamento do Fisco com o início da fiscalização; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Fl. 246DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silverio, Bernadete de Oliveira Barros, Damiao Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 247DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10746.000643/200778 Acórdão n.º 2301002.424 S2C3T1 Fl. 2 3 Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pelo ESTADO DE TOCANTINS contra decisão de primeira instância que julgou parcialmente procedente o lançamento fiscal referente às contribuições devidas à Seguridade Social e não recolhidas pelo contribuinte, incidentes sobre a folha de pagamento dos empregados, bem como as referentes aos pagamento às pessoas físicas. 2. Narra o relatório fiscal (ff. 60/61) que o débito foi lançado com base nos levantamentos “R01 A R12 – RETENÇÃO. Referemse à retenção de 11% sobre o valor das notas fiscais nas prestações de serviço de construção civil”. 3. A decisão de primeira instância, refutando os argumentos trazidos pela empresa, manteve o lançamento fiscal em sua integralidade, nos termos da ementa que transcrevo abaixo: “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. CESSÃO DE MÃODEOBRA. RETENÇÃO. A empresa contratante de serviços mediante cessão de mão de obra deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, procedendo ao recolhimento em nome da contratada de acordo com o art. 31 da Lei 8.212/91, na redação da Lei 9.711/98. A notificação fiscal sob análise não contempla contribuições lançadas com base na solidariedade existente entre a contratante e contratada, à luz do disposto no art. 31 da Lei 8.212/91, razão pela qual a defesa, no mérito não é conhecida, por não guardar qualquer relação com os fatos apresentados no relatório fiscal e anexos da NFLD. LANÇAMENTO PROCEDENTE”(f. 75) 4. Inconformado com a decisão proferida e, por conseguinte, buscando a reforma em parte da decisão de primeira instância o contribuinte apresentou recurso voluntário aduzindo em síntese que: “(...) o valor devido é menor do que o que foi lançado, haja vista que a fiscalização deixou de considerar aspectos importantes na fiscalização, que exime em parte a Recorrente do pagamento total do valor autuado, senão vejamos: Em alguns processos foram considerados os recolhimentos efetuados através de GPS, identificados pelo CNPJ e ou CEI; A mesma situação em outros processos foram desconsideradas; Questões relacionadas às competências; Processos em que as Empresas apresentaram os documentos exigidos pelo INSS, não considerados; Fl. 248DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 Contribuições retidas e recolhidas pelo Estado, não foram considerados, dentre outros, os quais apresentamos a seguir: Apesar do Auditor, em alguns casos, não considerar os pagamentos efetuados nas GPS tendo como identificados o CNPJ da empresa, mas o pagamento foi efetuado. Das várias empresas analisas pelo Senhor Auditor do INSS, apesar da declaração do contados e cópias dos documentos exigidos, de que a empresa esta fazendo a escrituração contábil, não foi levado em consideração. Se nos autos contém a declaração do contados, reconhecida em cartório, atestando que os impostos estão sendo recolhidos e a escrituração feita e cópia do GPS, GFIP e folhas de pagamento anexadas nos autos, qual a responsabilidade do Estado perante o INSS?” (ff. 86 a 87) 5. Tendo em vista as alegações trazidas pelo contribuinte e a juntada de documentação, notadamente cópias de GPS, os autos foram baixados em diligência para que fossem sanadas as seguintes questões: “10. Diante de todo o exposto, fazse necessária a elucidação das questões elencadas nos itens 9 a 9.6, bem como a análise da documentação juntada pelo recorrente (fls. 92 a 152), principalmente das cópias do GPS apresentadas (fls. 94, 96, 102, 105, 107, 112, 115, 118, 119, 122, 128, 134, 136, 138, 142 e 149), com vistas a se concluir se as alegações aduzidas elidem, em parte, como pretende o recorrente, o lançamento fiscal perpetrado. Para tanto, solicitamos à Seção de Fiscalização que comande Diligência Fiscal.” (f. 157) 6. Em resposta à diligência solicitada, o agente fiscal firmou posição no sentido de retificar parte do débito lançado, conforme consta das seguintes considerações: “2. quanto aos itens 9.1, 9.2, 9.3, 9.4, com relação as bases de cálculo de 35% do valor bruto da nota fiscal, os serviços prestados referemse a construção ou reforma de prédios, não sendo comprovada a utilização dos pretensos meios mecânicos. O referido percentual é fruto de um erro do departamento de controle interno da Secretaria da Fazenda que permitia a aplicação desta alíquota a todo e qualquer contrato de construção civil, esse erro também foi encontrado nos mesmos períodos em fiscalizações realizadas em outras secretarias; 3. com relação ao instituto da solidariedade nos contratos com a construtora Encam, item 9.2 e construtora Porto, item 9.5 e 9.6, os argumentos da defesa devem ser atacados, os valores cobrados indevidamente deverão ser excluídos de acordo com a tabela disposta ao final deste despacho; 4. com relação a não consideração dos recolhimentos parciais relativos às notas da construtora Rio Tranqueira, item 9.3, foram lançados valores nas competências 11/2001, 12/2001 e 03/2002, a defesa apresentou as GPS relativas às competências 03/2002 a 03/2003, será corrigida apenas a competências 03/2002; 5. quanto à retenção da construtora Dourado, mencionada no item 9.4, o valor foi cobrado indevidamente, deverá ser acatado o argumento da defesa, a correção encontrase discriminada na tabela ao final; 6. a GPS mencionada no item 9.6 não foi considerada na fiscalização, a correção devida consta da tabela de correções; 7. a apresentação parcial dos processos de pagamento das obras de construção civil, além de um auto de infração contra o Sr. Secretário de Segurança, resultou na necessidade de a fiscalização ser realizada com base nos processos de prestação de contas, elevando sobremaneira o risco de auditoria. Assim, identificados os erros Fl. 249DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10746.000643/200778 Acórdão n.º 2301002.424 S2C3T1 Fl. 3 5 decorrentes, fazse necessário ajustar o valor cobrado originalmente conforme comentado nos itens anteriores e sistematizado na tabela de correção a seguir (...)” (ff. 158 a 159) 7. Sobre a resposta dada pelo fisco à diligência requerida, o contribuinte se manifestou dizendo que “a diligência deveria fiscalizar também as empresas contratadas pela Recorrente, para verificar a contabilidade e os recolhimentos efetivados pelas mesmas, a fim de se encontrar o valor realmente devido”. (ff. 163 a 164) 8. O processo foi encaminhado para a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Brasília – DF para novo julgamento. A decisão proferida restou ementada nos seguintes termos: “RETENÇÃO DE 11%. CESSÃO DE MÃODEOBRA. A empresa contratante de empreitada parcial é obrigada a reter 11% sobre o valor bruto dos serviços contidos na nota fiscal e prestados pela contratada. Lançamento Procedente em Parte.” (f. 167) 9. Não satisfeito com a decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário alegando que a decadência parcial do débito lançado referente ao período compreendidos entre 04/1993 a 12/1997, com base no artigo 173, I do CTN. 10. O fisco, embora devidamente cientificado da apresentação do recurso administrativo, não apresentou suas contrarrazões. Os autos seguiram para a apreciação deste Conselho. É o relatório. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DA DECADÊNCIA 2. Preliminarmente, é importante que seja feita a análise da decadência, conforme requerido pelo contribuinte, tendo em vista que parte do crédito tributário constituído já se encontra decaída, segundo o prazo quinquenal previsto no Código Tributário Nacional. 3. Sobre essa questão, cumpre ressaltar que, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08, verbis: “(...) Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se hígida a legislação anterior, com seus prazos quinquenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto.” ............................................................. “Súmula Vinculante n° 08: São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 4. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentados pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Fl. 251DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10746.000643/200778 Acórdão n.º 2301002.424 S2C3T1 Fl. 4 7 “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.” 5. Ainda sobre o assunto, a Lei n° 11.417, de 19 de dezembro de 2006, dispõe o que segue: “Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 6. Assim, como demonstrado, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Dessa forma, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. 7. Acerca das regras de verificação da decadência, frisese, posto que importante, que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidouse no seguinte sentido: “(...) 1. Está assentado na jurisprudência desta Corte que, nos casos em que não tiver havido o pagamento antecipado de tributo sujeito a lançamento por homologação, é de se aplicar o art. 173, inc. I, do Código Tributário Nacional (CTN). Isso porque a disciplina do art. 150, § 4º, do CTN estabelece a necessidade de antecipação do pagamento para fins de contagem do prazo decadencial. Precedente em recurso representativo de controvérsia (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 18.9.2009). [...] 3. Recurso especial parcialmente provido”. (REsp 1015907/RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 10/09/2010) “(...) 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo Fl. 252DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o ‘primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado’ corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, ‘Decadência e Prescrição no Direito Tributário’, 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199) (...) 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008”. (REsp 973733/SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 18/09/2009). 8. Compulsando os autos, depreendese do Termo de Encerramento da Auditoria Fiscal – TEAF, juntado às ff. 03 e 04, que foram analisadas folhas de pagamento, GFIPs – Guia de Recolhimento do FGTS e Informação da Previdência Social Além disso, consta do Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA, ff. 30 a 47, que Fl. 253DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10746.000643/200778 Acórdão n.º 2301002.424 S2C3T1 Fl. 5 9 houve o recolhimento parcial das contribuições previdenciárias, considerando a totalidade das contribuições sociais previdenciárias incidentes sobre a folha de pagamentos da empresa. 9. Conforme disposto no item 2.5 do Relatório Fiscal de ff. 60 a 61 “o valor originário do débito corresponde a aplicação da alíquota de 11% sobre 50% do valor bruto da nota fiscal. Nos casos em que a base de cálculo apurada pelo Governo foi menor que os percentuais supra citados, mas houve o recolhimento do valor retido, cobrouse apenas a diferença não retida; nos casos em que houve a correta retenção na nota fiscal, mas não houve o recolhimento, cobrouse o valor integral do débito”. Assim, tenho como certo que deva ser aplicada a regra constante do artigo 150, §4º, do CTN. 10. Dessa forma, tendo em vista que a recorrente foi cientificada do lançamento fiscal em 04/12/2003, referente às contribuições do período de 01/02/1999 a 31/10/2002 ficam alcançadas pela decadência quinquenal as competências 01/1993 a 11/1998, restando mantidas as competências 12/1998 a 05/2003. 11. E considerando a existência de débito remanescente, passo a examinar as demais questões recursais. DO LANÇAMENTO FISCAL 12. Narra o relatório fiscal que o lançamento do débito se deu com base nos “levantamentos R01 A R12 – RETENÇÃO” que “referemse à retenção de 11% sobre o valor das notas fiscais nas prestações de serviço de construção civil” (f. 60). Ainda em consonância com a peça introdutória “nos casos em que a base de cálculo apurada pelo governo foi menor que os percentuais supra citados, mas houve o recolhimento do valor retido, cobrouse apenas a diferença não retida; nos casos em que houve a correta retenção na nota fiscal, mas não houve o recolhimento, cobrouse o valor integral do débito.” (f. 61) 13. Além disso, depreendese da decisão recorrida que o débito lançado “teve como fatos geradores, exclusivamente, os valores contidos em notas fiscais de serviços/faturas em serviços em cessão de mãode obra.” (ff. 169 a 170) 14. Assim, no presente caso, restou demonstrado que o contribuinte foi autuado tendo em vista que em algumas notas fiscais efetuou a retenção parcial do valor devido e os repassou à Previdência e em outras, apenas reteve o valor, mas não procedeu ao repasse como devido. 15. E conforme a legislação previdenciária, o débito está devidamente fundamentado, sendo que todos os fatos geradores e os dispositivos legais que motivaram e embasaram o lançamento encontramse perfeitamente discriminados (art. 33 da Lei 8.212/91 c/c 229 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99). Assim, como a base de cálculo encontrada pelo auditor fiscal não foi devidamente contestada pelo contribuinte, entendo que a decisão de primeira instância deve ser mantida nesse ponto. CONCLUSÃO 16. Diante do exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, decotando do lançamento as competências alcançadas pela decadência quinquenal referentes aos período de 01/1993 a 11/1998. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes – Relator r Fl. 255DF CARF MF Impresso em 23/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 14/12 /2011 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/11/2011 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Numero do processo: 10380.006687/2007-06
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1998 a 30/04/2005
Ementa:
ISENÇÃO. ATO CANCELATÓRIO.
São devidas as contribuições previdenciárias patronais a partir da decisão definitiva quanto ao Ato Cancelatório de Isenção.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-001.485
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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ATO CANCELATÓRIO. São devidas as contribuições previdenciárias patronais a partir da decisão definitiva quanto ao Ato Cancelatório de Isenção. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Marco Andre Ramos Vieira Presidente. Liege Lacroix Thomasi Relatora. EDITADO EM: 15/12/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Andre Ramos Vieira (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Liege Lacroix Thomasi, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Manoel Coelho Arruda Junior e Adriana Sato. Fl. 806DF CARF MF Impresso em 29/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/12/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Relatório A presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, lavrada em 23/12/2005 e cientificada ao sujeito passivo em 28/12/2005, é substitutiva da NFLD n.º 35.568.1218, emitida em 10/11/2004, que foi anulada por vício formal devido à falta de ciência do sujeito passivo no Mandado de Procedimento Fiscal Complementar emitido durante a ação fiscal anterior. O levantamento relativo ao período de 03/1998 a 04/2005, referese a diferenças de acréscimos legais em guias recolhidas fora do prazo, à glosa de deduções de saláriofamília e saláriomaternidade efetuadas a maior, em confronto com as folhas de pagamento e às contribuições previdenciárias patronais incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados. O relatório fiscal de 446/450, informa que a entidade teve sua isenção cancelada através do Ato Cancelatório emitido em 01/01/2001. Assim, a entidade era isenta das contribuições patronais até a competência 12/2000. A partir de 01/01/2001, não gozava mais do benefício legal, motivo pelo qual as contribuições patronais estão sendo cobradas neste notificação. Após a impugnação, os autos baixaram em diligência para esclarecimentos fiscais acerca da documentação que sustentou o levantamento e informação de fls. 552/555, diz que foi utilizada a documentação examinada na fiscalização anterior, pois não foram apresentados novos documentos, conforme solicitados no Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD de fl.512, fazendo também um histórico de toda a situação encontrada na entidade, quando da atual ação fiscal, esclarecendo porque os documentos foram enviados através de registro postal, já que por inúmeras vezes os representantes da entidade não se encontravam no local. Foi reaberto o prazo de defesa e após manifestação da entidade, Acórdão de fls. 594/623, julgou o lançamento procedente em parte para excluir as competências até 10/1999, frente à decadência qüinqüenal exposta no artigo 150,§4º do Código Tributário Nacional. Ainda inconformada, a entidade apresentou recurso onde alega que é filantrópica há mais de 40 anos e que em 07/11/2008, foi publicada a Medida Provisória n.º 446, deferindo o pedido de renovação do certificado de entidade beneficente , o que foi confirmado com a Resolução n.º 7, de 03/02/2009. Argúi que voltou a ter o status anterior, requerendo que os julgados sejam revistos diante da nova situação. É o relatório. Fl. 807DF CARF MF Impresso em 29/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/12/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 10380.006687/200706 Acórdão n.º 230201.485 S2C3T2 Fl. 2 3 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Cumprido o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, conheço do recurso e passo ao seu exame O crédito referese às contribuições previdenciárias patronais, diferenças de acréscimos legais e glosas de deduções efetuadas a maior, tudo no período de 03/1998 a 04/2005, e a notificação foi cientificada ao sujeito passivo em 28/12/2005. A questão da decadência qüinqüenal já foi apreciada na primeira instância e o crédito lançado retificado, restando nesta notificação as competências de 11/1999 a 04/2005. O lançamento foi realizado com base em documentação da própria recorrente, suas folhas de pagamento e informações prestadas em GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. A recorrente não contesta as bases lançadas e as rubricas, se limitando a argüir a sua condição de entidade isenta da contribuição previdenciária, com base na Renovação de seu CEAS, através da Resolução do CNAS n.º 7 de 03/02/2009. Entretanto, por todos os elementos constantes dos autos, é de se notar que a entidade teve cassada a isenção patronal das contribuições previdenciárias a partir de 01/01/2001, através do Ato Cancelatório emitido em 13/09/2002, sendo dada ciência à entidade pelo Ofício n.º 05401.410391/2002, documentos de fls.506 e 507. À época do lançamento e dos fatos geradores, a isenção patronal das contribuições previdenciárias era regida pelo artigo 55, da Lei n.º 8212/91 e artigo 206 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3048/99. O citado artigo 55, impunha, no seu inciso II, como uma das condições para usufruir o benefício da isenção, a posse do Registro e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social: Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: (Vide Lei nº 9.429, de 26.12.1996) (Vide Lei nº 11.457, de 2007) I seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; II seja portadora do Certificado e do Registro de Entidade de Fins Filantrópicos, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos;(Redação dada pela Lei nº 9.429, de 26.12.1996) (Vide Medida Provisória nº 2.18713, de 24/8/2001) Fl. 808DF CARF MF Impresso em 29/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/12/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 4 No caso em tela, a entidade teve a isenção cancelada justamente por não possuir o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos válido, documento essencial para tanto. Ainda conforme expresso no artigo 206, §9º, do Regulamento da Previdência Social, vigente à época do lançamento, não cabia recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social de decisão que houvesse cancelado a isenção pela falta de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. Desta forma, o Ato Cancelatório da isenção patronal, foi definitivo e produziu seus efeitos, não havendo que se perquirir, neste processo de lançamento do débito, quanto a sua pertinência ou validade. Ademais, no exame dos autos, podese constatar que a decisão recorrida já tinha bem informado à recorrente de que os seus pedidos de renovação do Certificado tinham sido todos indeferidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, conforme consta da Resolução n.º 125, de 19/07/2007: Resolução n° 125. O CONSELII0 NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CNAS, cm reunião realizada nos dias:‘17; 18 e 19 de julho de 2007, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 18 da Lei n° 8.742, de 7 de dezembro de 1993, RESOLVE: . • I — ACATAR a REPRESENTAÇÃO FISCAL oferecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, nos termos do disposto no art. 7o, § 2o, do Decreto n°2.536, de 1998, contra as seguintes entidades: (..) 3) Processo n.° 71010.000158/200521 ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE CEARENSE DE REABILITAÇÃO ABCR FortalezaCE CNPJ: 07.271.240/000170 Decisão: ACATAR a Representação Fiscal oferecida pelo INSS contra a entidade acima nominada procedendo ao INDEFERIMENTO do Pedido de Renovação do CEAS referente ao processo n.º 44006.000372/200141, por não atender os seguintes requisitos legais: Art. 3°, inciso VI do Decreto n° 2.536/98 (não aplicou o percentual mínimo de 20% em gratuidade nos exercícios de 1998, 1999 e 2000);Art. 3 0. inciso VII do Decreto n° 2.536/98 (distribuição de patrimônio nos exercícios de 1998, 1999 e 2000); Art. 3 0, inciso VIII do Decreto n° 2.536/98 (vantagens direta e indiretamente nos exercícios de 1998, 1999 e 2000); e ao INDEFERIMENTO do Pedido de Renovação do CEAS referente ao processo de n° 71010.000174/200433, por não atender os seguintes requisitos legais; Art. 3 0, inciso VI do Decreto n° 2.536/98 (não aplicou o percentual mínimo de 20% em gratuidade nos exercícios de 2001, 2002 e 2003); Art. 3°, inciso VII do Decreto nº 2.536/98 (distribuição de patrimônio nos exercícios de 2001, 2002 e 2003): Art. 3°. inciso VIII c/c) Decreto n° 2.536/98 (vantagens direta e indiretamente nos exercícios de 2001, 2002 e 2003); Art. 4°, inciso III, do Decreto 2.536/98 (não enviou Demonstração de Mutação do Patrimônio Liquido do exercício de 2003); Art. 4 0, inciso IV, do Decreto Fl. 809DF CARF MF Impresso em 29/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/12/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 10380.006687/200706 Acórdão n.º 230201.485 S2C3T2 Fl. 3 5 2.536/98 (não enviou Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos no . exercício de 2003); Art. 4°, inciso V, do Decreto 2.536/98 (não enviou notas explicativos referente aos exercícios de 2003); Art. 50, 2', do Decreto 2536'98 (não apresentou auditoria para os exercidos de 2001, 2002 e 2003). II Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Não consta dos autos recurso contra a decisão do CNAS, que se tornou definitiva e a entidade ao não possuir o certificado de entidade beneficente, não fazia jus à isenção patronal das contribuições previdenciárias, estando correto o lançamento do débito. Quanto à argüição recursal de que a MP 446/2009, teria concedido a certificação para a recorrente e por esse motivo o crédito lançado deveria ser revisto pois a entidade manteria o status quo anterior, tenho a dizer que a citada Medida Provisória foi rejeitada pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados) em 10/02/2009, DOU de 12/02/2009 e atualmente a matéria isencional, no âmbito das contribuições previdenciárias, está regulada pela Lei n.º 12.101, de 27/11/2009, regulamentada pelo Decreto n.º 7.237, de 20/07/2010, alterado pelo Decreto n.º 7.300, de 14/09/2010. A recorrente não trouxe aos autos qualquer comprovação de que solicitou a sua certificação nos moldes da nova legislação, tampouco que teve renovada a certificação anterior. Portanto, de acordo com todos os elementos constantes dos autos o que se vislumbra é que a entidade teve indeferido o Certificado de Entidade Beneficente, o que motivou o cancelamento da isenção patronal das contribuições previdenciárias a partir de 01/01/2001, conforme Ato Cancelatório acostado aos autos, fl.507, decisão que se tornou definitiva e permitiu o presente levantamento de débito referente à cota patronal das contribuições previdenciárias. Por todo o exposto, Voto por negar provimento ao recurso. Liege Lacroix Thomasi – Relatora Fl. 810DF CARF MF Impresso em 29/02/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2011 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 15/12/201 1 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
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Numero do processo: 10120.004466/2007-56
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Exercício: 2002
PAF – SIMPLES – VEDAÇÃO – Serviços gerais e de assessoria técnica em maciços florestais, é atividade incluída nas proibições de opção pelo Simples, conforme art.9º, XIII, da Lei nº. 9.317, de 1996.
PAF – ILEGALIDADE Súmula CARF Nº2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1102-000.645
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso,nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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PAF – ILEGALIDADE Súmula CARF No 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso,nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO – Presidente e Relatora Editado em:22/01/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Leonardo de Andrade Couto, Maria Elisa Bruzzi Boechat (suplente convocada) Gilberto Batista (Suplente Convocado) e Antônio Carlos Guidoni Filho (Vice Presidente) Relatório Fl. 530DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 2 Tratase de exclusão da sistemática do Simples Federal, por meio do Ato Declaratório Executivo n° 112, de 20/08/2007 (fls. 17/19), com efeitos a partir de 01/09/2001. A ação fiscal aponta que a contribuinte desenvolve atividades de assessoria técnica em maciços florestais, vedada para opção pelo mencionado sistema de acordo com o art. 9o., XIII, da Lei n° 9.317, de 1996. Instruem o procedimento anexos de fls. 01/16. Manifestação de inconformidade, às fls. 22/32, alega, em síntese, nos termos do relatório do acórdão recorrido, que: • Seu contrato social foi redigido de forma equivocada, pois jamais prestou serviços de assessoria técnica. Apenas presta serviços gerais, de menor complexidade, que não dependem de profissionais com formação superior ou legalmente habilitados. Junta descritivo de funcionários e cópias de notas fiscais para demonstrar o alegado; • A fiscalização não comprovou a situação descrita como excludente da sistemática, inexistindo nos autos prova de sua atividade; • A exclusão não pode ter efeitos retroativos, sob pena de ofensa aos princípios da segurança jurídica e da irretroatividade da lei tributária, além de causarlhe a bancarrota. Acórdão 03.33285 da 4a. Turma da DRJ/BSB, fls. 281/286 julga improcedente a manifestação de inconformidade e está assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES II Ano calendário: 2001 CIRCUNSTÂNCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES. O exercício de atividade que pressupõe o domínio de conhecimento técnicocientífico próprio de profissional da engenharia são circunstâncias que impedem o ingresso ou a permanência no Simples Federal. OPÇÃO. REVISÃO. EXCLUSÃO RETROATIVA. POSSIBILIDADE. A opção pela sistemática do Simples é ato do contribuinte sujeito a condições, e passível de fiscalização posterior. A exclusão com efeitos retroativos, quando verificado que o contribuinte incluiu se indevidamente no sistema, é admitida pela legislação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio. Ciente em 26/01/2010, conforme fls.290, em 18/02/2010, interpõe o recurso voluntário de fls.291 à 302, onde repisa os argumentos oferecidos nas razões inaugurais. Aduz que o serviço prestado não requer a presença de qualquer profissional elencado no inciso XIII do artigo 9° da Lei n° 9317/96. O equívoco decorre da clausula 3a. do seu contrato social,redigida de forma confusa. Ali reza que o objetivo da empresa é prestação de assessoria técnica quando na verdade jamais prestou tal assessoria, conforme provam as notas ficais anexadas aos autos. Fl. 531DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10120.004466/200756 Acórdão n.º 110200.645 S1C1T2 Fl. 2 3 Durante a vigência do SIMPLES sob égide da Lei 9317/96, se encontrava enquadrada no permissivo da lei e não nas proibições do inciso XIII do artigo 9° do referido diploma.Com o advento do simples nacional, no qual sua atividade não se enquadra, modificou a forma de recolhimento de impostos, adequandose as normas legais. Comenta que os efeitos da exclusão, se legalmente amparada, só poderiam alcançar os fatos supervenientes ao entendimento manifestado pela Secretaria da Receita Federal, por força do sobreprincípio constitucional da segurança jurídica (consubstanciado na garantia individual da irretroatividade das normas e das disposições expressas do Código Tributário Nacional em seus artigos 103, I e 146). Provaria sua condição de compatibilidade ao sistema, o quadro de funcionários, sem qualquer qualificação profissional de maior envergadura. Porque não realiza medições especiais, análise físicoquímica, químicobiológica, projetos de engenharia e outras atividades cujo grau de complexidade demandaria a contratação de um físico, consultor, engenheiro ou químico. Sua atividade é de menor complexidade e perfeitamente cabível no permissivo lega. Aponta como suporte às suas alegações o decidido no acórdão 30132601. Quanto aos efeitos do ato declaratório, pede a aplicação da Lei 9.317/96,na redação inserida através da Lei 9.732, de 11/12/1998, que determinou os efeitos da exclusão a partir do mês subseqüente àquele em que se seu a exclusão, em virtude de constatação de situação excludente prevista nos incisos III a XVIII do art. 9°., e não a partir do mês subseqüente a ocorrência da situação excludente, como era na redação original. Oferece julgados do Poder Judiciários que militam a seu favor, dos quais transcreve ementas :(AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 2004.01.00.0472859/MG TRF1a REGIÃO/IMP.150204.TRF1a REGIÃO/IMP.150204 D:\Carga Monocráticas\GravaPDFs\PDFS\200401000472859 8 26 10 2004 10 10 00.doc 3 3. Apelo e remessa improvidos).(AMS 2001.38.00.0176316/MG, rel. Des.Fed. Hilton Queiroz, DJ de 07/08/2002.) Reclama do descumprimento de Princípios Constitucionais Tributários, atingidos pelo ato declaratório executivo n° 112, a exemplo, o princípio da irretroatividade da lei tributária. Por este é assegurado às pessoas segurança e certeza quanto aos atos pretéritos, em face da lei. Assim, toda vez que a lei pretender agravar, ou criar encargos, ônus, dever ou obrigação, só pode atingir situações futuras. Cita Hugo de Brito Machado, Roque Carrazza e José Eduardo Soares de Mello, para discorrer sobre a segurança jurídica, a irretroatividade de lei e atos administrativos. Conclui neste tópico que não é possível aplicar a exclusão de forma retroativa, pois um erro na feitura do seu contrato social, não pode lhe tirar o direito que tem pela natureza dos serviços gerais que presta.E pede: (...) Com isso, requer que os doutos julgadores, apliquem os princípios aqui exposados, para que a empresa não seja prejudicada, por um erro que ocorreu em seu contrato, e assim, não retroagir a cobrança de tributos sobre outro regime que não o SIMPLES., Fl. 532DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 4 Discorre sobre a inconstitucionalidade da exclusão do Simples Nacional. Diz que o ato expendido pela SRF afronta o artigo 179 da Constituição Federal, transcreve e comenta o dispositivo. Repisa a natureza das suas atividades e que elas requerem, no máximo, o acompanhamento de técnicos e nunca a presença de engenheiros ou consultores. Menciona a Resolução 218/73 do CREA que dispõe sobre as atividades profissionais de engenharia, sem contudo, cuidar da atividade privativa de engenheiros, podendo ser desenvolvida por técnicos de 2o.grau Comenta que a Resolução serve de alento para todas as empresas que se acham excluídas do SIMPLES por conta do Ato Declaratório Executivo da Secretaria de Receita Federal. Segue para dizer que os efeitos da retroatividade frente à exclusão aponta para outra ilegalidade, por violação expressa ao disposto no artigo 150, III, 'a’, da Constituição Federal. E ainda, o comando do artigo 15 da lei 9317/96 que trata dos efeitos da exclusão, quando no inciso II se refere ao mês subseqüente aquele de ocorrência da situação excludente, quer se referir à notificação do Ato Declaratório Executivo. É dever da SRF apurar e fiscalizar as opções de ingresso no SIMPLES. Não pode o contribuinte ser penalizado por essa omissão, pois além de tudo, é a parte hipossuficiente da relação. Dispõe o fisco de todo aparato tecnológico e humano para verificar tais situações, e afastase desde o início qualquer tentativa de utilização de máfé na adesão ao sistema, eis que esta tem que ser provada. Conclui que o Ato Declaratório Executivo emanado pela SRF possui duas ilegalidades que devem ser combatidas, a própria exclusão de atividade que não necessita de profissional legalmente habilitado; e que mesmo que se opere referida exclusão, esta deve se dar a partir da notificação e não retroagir para prejudicar. Resume o pedido nos seguintes termos: a) Seja julgado improcedente o Ato Declaratório Executivo n° 112, de 20 de agosto de 2007, sendo esse ato fundamentado no processo administrativo 10120.0044661200756, tornando nula a decisão que excluiu a empresa dá, SIMPLES, na vigência da lei 9.317/96, e com isso, não retroagindo o efeito à 01 \de setembro de 2001, para determinar que os efeitos da exclusão tenham início a partir do mês subseqüente ao Ato Declaratório n° 112, de 20 de agosto de 2007. b) Face ao princípio do contraditório e ampla defesa, caso Vossas Excelências ache necessário, requer a produção de prova pericial nos termos do artigo 18 do Decreto n° 70235/72, para a comprovação do alegado. c) Seja a exclusão do SIMPLES que está regido pela Lei n° 9.317/96,somente a partir do termino da vigência da referida lei, que se deu no dia 30 de julho de 2007, tendo efeito somente após o dia 01 de julho de 2007, não como deseja o delegado da Receita Federal de Goiânia. Fl. 533DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10120.004466/200756 Acórdão n.º 110200.645 S1C1T2 Fl. 3 5 Sendo assim, requer finalmente o conhecimento e provimento do presente recurso, para reformar a decisão proferida pela Quarta Tuma Julgadora. Despacho de fls.303 encaminha o processo para o CARF. Por sorteio o recebo para relato. É o Relatório. Voto Fl. 534DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 6 O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Trata o processo de pedido de inclusão na sistemática do Simples Federal e para tanto, o cancelamento do Ato Declaratório Executivo n° 112, de 20/08/2007 (fls. 17/19), com efeitos a partir de 01/09/2001. A exclusão se deu com base no art. 9o., XIII, da Lei n° 9.317 de 1996, porque a contribuinte desenvolve atividades de assessoria técnica em maciços florestais, vedada para opção pelo mencionado sistema. Determina o dispositivo: Art. 9o. Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; Conforme já explicitado pela Coordenação Geral de Tributação, tem relevo , que para fins de verificação da possibilidade de ingresso/permanência no Simples Federal, as atividades efetivamente exercidas pelos contribuintes, independentemente da descrição de seu objeto social. Havendo no contrato social cláusula que possibilite a realização de atividades impeditivas juntamente com não impeditivas, a permanência no sistema será conferida ante a comprovação, apenas, do exercício das atividades não vedadas. Esclarece a questão 148 da “Perguntas e Repostas Pessoa Jurídica 2004, que “ também estará impedida de optar pelo Simples a pessoa jurídica que obtiver receita de atividade impeditiva, em qualquer montante, ainda que não prevista no contrato social.” (Perguntas e Respostas Pessoa Jurídica 2004, questão n° 148). Portanto, tratase de verificar a verdade dos fatos.Como bem instruído nos autos e verificado na decisão de primeiro grau, temse que: constam às fls. 02/16: (..) • Cópia de contrato datado de 20/08/2001 (fls.06/09): PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GERAIS E ASSESSORIA TÉCNICA EM MACIÇOS FLORESTAIS Cópia da primeira alteração contratual, datada de 07/04/2005 (fls.04/05): PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS GERAIS E ASSESSORIA TÉCNICA EM MACIÇOS FLORESTAIS; • Cópias de notas fiscais de prestação de serviços, emitidas em abril/2003, nas quais se verificam as seguintes descrições: Fl. 535DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10120.004466/200756 Acórdão n.º 110200.645 S1C1T2 Fl. 4 7 replantio, campina manual leve/pesada, manutenção de viveiro, roçada mecânica, controle químico entre linha, repasse combate formiga, exploração de lenha de eucalipto (fls. 12/14). Constam ainda em anexo à manifestação de inconformidade, cópias de notas fiscais emitidas entre 29/20/2001 e 16/08/2007 (fls. 56 a 278). Exemplificamse algumas descrições de serviços registrados em algumas dessas notas: Elaboração de inventário florestal e/ou plano de corte (fl. 78; 83; 86); Prestação de serviços na exploração de lenha de eucalipto (fls. 87; 89; 93); Diárias na limpeza de área (fls. 85; 88; 92); Controle Químico (fls.88; 91; 186; 232); Replantio de espécies nativas (fl. 90); Serviço de trabalhador temporário (fl. 164). Também milita contra a pretensão da Recorrente, a Resolução n° 218, de 29 de junho de 1973, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, que discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e dispõe : Art. I° Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades: Atividade 01 Supervisão, coordenação e orientação técnica; Atividade 02 Estudo, planejamento, projeto e especificação; Atividade 03 Estudo de viabilidade técnicoeconômica; Atividade 04 Assistência, assessoria e consultoria; Atividade 05 Direção de obra e serviço técnico; Atividade 06 Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; Atividade 07 Desempenho de cargo e função técnica; Atividade 08 Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão; Atividade 09 Elaboração de orçamento; Atividade 10 Padronização, mensuração e controle de qualidade; Atividade 11 Execução de obra e serviço técnico; Atividade 12 Fiscalização de obra e serviço técnico; Atividade 13 Produção técnica e especializada; Atividade 14 Condução de trabalho técnico; Atividade 15 Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Fl. 536DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 8 Atividade 16 Execução de instalação, montagem e reparo; Atividade 17 Operação e manutenção de equipamento e instalação; Atividade 18 Execução de desenho técnico. [...] Art.5o. Compete ao ENGENHEIRO AGRÔNOMO:I o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1o.desta Resolução, referentes a engenharia rural;construções para fins rurais e suas instalações complementares; irrigação e drenagem para fins agrícolas; fitotecnia e zootecnia; melhoramento animal e vegetal; recursos naturais renováveis; ecologia, agromete orologia; defesa sanitária; química agrícola; alimentos; tecnologia de transformação (açúcar, amidos, óleos, laticínios, vinhos e destilados); beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais; zimotecnia; agropecuária; edafologia; fertilizantes e corretivos; processo de cultura e de utilização de solo; microbiologia agrícola;biometria; parques e jardins; mecanização na agricultura; implementos I agrícolas; nutrição animal; agrostologia; , bromatologia e rações; economia rural e crédito rural; seus serviços afins e correlatos. [...]Art. 10 Compete ao ENGENHEIRO FLORESTAL:I o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo I° desta Resolução, referentes a engenharia rural;construções para fins florestais e suas instalações complementares, silvimetria e II inventário florestal; melhoramento florestal; recursos naturais renováveis;ecologia, climatologia, defesa sanitária florestal; produtos florestais, sua tecnologia e sua industrialização; edafologia; processos de utilização de solo e de floresta; ordenamento e manejo florestal; mecanização na floresta;implementos florestais; economia e crédito rural para fins florestais; seus • serviços afins e correlatos. Art. 23 Compete ao TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR ou TECNÓLOGO:I o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1 0 desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais;II as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1° desta Resolução, desde que enquadradas no I desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. Art. 24 Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO:I o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1° desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais;II as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1° desta Resolução, desde que Enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo.(destacouse) Ou seja o próprio órgão regulador da atividade determina que as atividades desempenhadas pela Recorrente requerem engenheiros ou assemelhados, se compaginando com a proibição expressa no artigo 9o., inciso XII da Lei 9317/96. Também as notas fiscais juntadas descrevem atividades que não comportam o benefício da tributação simplificada. Como bem notado na decisão recorrida: Fl. 537DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10120.004466/200756 Acórdão n.º 110200.645 S1C1T2 Fl. 5 9 (...) Importa ainda destacar que as atividades descritas naquelas notas fiscais também demonstram indícios de incidência em outra hipótese de vedação à opção pelo Simples Federal, qual seja, a prestação de serviço de vigilância, limpez'a c,onservação e locação de mãoideobra, vedados pelo art. 90, XII, alínea f da Lei n° 9.317, de 1996. Ao argumento expendido no sentido de que a exclusão deveria ser considerada em razão da data do Ato Declaratório Executivo e não em função do evento que lhe deu causa, nos termos dos julgados colacionados,cabe esclarecer que a legislação do SIMPLES deve ser observada em sua inteireza. Como se trata de tributação diferenciada, uma das formas de renúncia fiscal expressa, requer a observação do princípio da estrita legalidade, não comportando interpretações.de ordem doutrinária, que desviem seu fim. Além do mais, a jurisprudência oferecida faz lei entre as partes, não se aplicando aos particulares. No tocante aos efeitos da exclusão da sistemática do Simples Federal, o art. 15 da Lei n° 9.317, de 1996, determina que a exclusão se dê com efeitos retroativos à data da situação excludente (redação dada pela Lei n° 11.196, de 21/11/2005): Art. 15 A exclusão do Simples nas condições de que tratam os artigos 13 e 14 surtirá efeito: [..]II — a partir do mês subseqüente ao que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que tratam os incisos lua XIV, e XVIII a XIX do art. 9° desta Lei; A Instrução Normativa SRF n° 608, de 2006, em seu art. 24, definiu os efeitos desta lei. Por isto, constatada a incidência em hipótese de vedação ao ingresso opção/permanência no Simples Federal em razão de exercício de atividade impeditiva no anocalendário de 2001, correta a exclusão da sistemática já a partir desse anocalendário. Em suma, a Contribuinte reclama da falta de obediência aos Princípios de regência do PAF, mas, tal evento não se verificou. O Prof. Souto Maior Borges em seu Livro Lançamento Tributário, Malheiros Editores, SP. 2 8 ed.1999, p. 120/121 leciona, que o "procedimento administrativo de lançamento é o caminho juridicamente condicionado por meio do qual a manifestações jurídicas de plano superior a legislação produz manifestação jurídica de plano inferior o ato administrativo do lançamento. (...) E, porque o procedimento de lançamento é vinculado e obrigatório, o seu objeto não é relegado pela lei à livre disponibilidade das partes que nele intervêm. É indisponivel, em principio, a atividade de lançamento e, portanto insuscetivel de renúncia". O procedimento seguiu as regras prescritas em obediência aos comandos normativos que regem a a matéria. Em estudo sobre a segurança jurídica exigidos na atividade administrativa plenamente vinculada, afirma Baleeiro (Direito Tributário Brasileiro.Saraiva1999, p.779): "No direito tributário, onde se fortalece ao extremo a segurança Jurídica, os princípios da legalidade e da especificidade legal são de sabida relevância. O agente da Administração Fl. 538DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 10 Fazendária, que fiscaliza e apura créditos tributários está sujeito ao princípio da indisponibilidade dos bens públicos e deverá atuar aplicando a lei —que disciplina o tributo —ao caso concreto, sem margem de discricionariedade.” Os argumentos expendidos que pedem a análise de inconstitucionalidade e ilegalidade de matérias submetidas as instâncias administrativas se opõe a súmula n.2 do CARF: Súmula CARF No 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Nesta linha de juízo, nego provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Ivete Malaquias Pessoa Monteiro Fl. 539DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO
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Numero do processo: 10384.002583/2008-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano-calendário: 2008
Súmula CARF nº 22: É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa.
Numero da decisão: 1102-000.650
Decisão: ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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ACORDAM os Membros da 1ª CÂMARA / 2ª TURMA ORDINÁRIA do PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso,nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente. IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO – Presidente e Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Leonardo de Andrade Couto, Maria Elisa Bruzzi Boechat (suplente convocada) Gilberto Batista (Suplente Convocado) Antônio Carlos Guidoni Filho (Vice Presidente) Relatório Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 2 Tratase de exclusão da sistemática do Simples Federal, conforme Termo de Indeferimento (fls. 8), enviado por meio eletrônico, com data de registro em 14/03/2008. A administração tributária apontou débitos relativo às contribuições sociais previstas nas alíneas a, b, e c do parágrafo único do art. 11 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição, cuja exigibilidade não está suspensa, bem como, débitos oriundos da então SRF, cuja exigibilidade também não está suspensa.Fundamento legal: Lei Complementar n° 123, de 14/12/2006, art. 17, inciso V. Manifestação de inconformidade é interposta às fls. 1., documentos de fls.02 a 17. Pede, em síntese, sua inclusão retroativa no simples nacional a partir de janeiro de 2008, nos termos da Lei Complementar n° 123/2006, porque os supostos débitos foram liquidados em 30/01/2008 (referente aos parcelamentos e ao imposto de renda retido na fonte ). Há conversão do julgamento em diligência, nos termos da Resolução n° 1401, da 4° Turma da DRJ/FOR, sessão de 12 de setembro de 2008 (fls. 21/22). Concluída, conforme despacho de fls.69 e documentos de fls.25/68. Acórdão 0814.763 4a Turma da DRJ/FOR, fls. 70/72, de 05/02/2009, indefere o pedido e está assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Ano calendário: 2008 Opção Simples Nacional Comprovado nos autos que a pessoa jurídica em 31 de janeiro de 2008, encontravase em débito com a SRFB, relativo as contribuições sociais previstas nas alíneas a, b, e c do parágrafo único do art. 11 da Lei n° 8.212, de julho de 1991, cuja exigibilidade não estava suspensa, dá ensejo ao indeferimento da opção pelo Simples Nacional. Solicitação Indeferida Ciente em 17/02/2009, conforme fls.75, em 17/02/2009, interpõe o recurso voluntário de fls.78/79, onde informa que em 16.04.2008, entrou com pedido de justificativa e reinclusão no SIMPLES NACIONAL, porque sua exclusão fora indevida. Já recolhera os débitos referentes ao imposto de renda retido na fonte , dados como causa da exclusão, em 30/01/2008, conforme DARF anexo. Informa o erro de preenchimento do DARF, o motivo que fez surgir o débito e a orientação (equivocada) que recebeu do agente da Receita Federal, como causa das irregularidades apontadas nos extratos da RFB. Comenta que os supostos débitos apontados já se encontravam parcelados (debitados diretamente na conta corrente bancária da empresa), conforme levantamento fiscal realizado em 30/01/2008, muito antes da "suposta" exclusão no SIMPLES NACIONAL e do requerimento impetrado em 16.04.2008, conforme mostravam os documentos anexos. Desconhecia os “supostos débitos”de contribuições previdenciárias, porque recolhe ditos encargos, conforme provariam as guias juntadas ao recurso. Assim se manifesta: (...) aqui todos os documentos que a RFB disse que estávamos devendo, recolhidos, então, em época hábil para o fato gerador e que segundo orientação da RFB em Teresina — PI em 12.03.2009 pp, bastava que procedêssemos apenas o reenvio on Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10384.002583/200865 Acórdão n.º 110200.650 S1C1T2 Fl. 2 3 line para a RFB das GFIP/SEFIP. Outra alegação sem nexo por parte da RFB, pois as guias estão pagas, sim; Referese a sua exclusão do SIMPLES NACIONAL, como injusta, inoportuna , indevida e reiterada , porque em todos os momentos processuais fizera os devidos acertos . Reclama do tempo decorrido para julgamento de sua causa, do custo que representa e de sempre se decidir contra seu direito. Pede a reinclusão retroativa, anexa: ” cópia do recurso de 16.04.2008 (Doc. n°. 01);b) Cópia do protocolo na RFB TeresinaPI (Doc. de n°. 01);c) Cópia de Redarf — cód. 0561 (Doc. de n°. 01);d) Cópia do Darf cód. 0561 recolhido no B.Brasil S/A, em 30.01.2008 (Doc. de n°. 01);e) Cópias de Informações repassadas pelo Agente Arrecadador à RFB, errada (Doc. n°. 01); Cópia do envelope com carimbo da data de envio pelos Correios, de 16.02.2009 pp, onde tomamos ciência em 21.02.2008 (Doc. de fls. 02);g) Cópias das Guias da Previdência Social — GFIP, com recolhimentos à época de cobrança pela RFB (doc. de n°. 03);i) Cópias dos Reenvios à RFB, conforme orientação de servidores da RFB em Teresina — PI (Doc. de n°. 03).” Despacho de fls. 106 encaminha os autos para julgamento. Por sorteio os recebo. É o relatório. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 4 Voto O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade e dele conheço. Tratase de pedido de reinclusão no SIMPLES NACIONAL, cujo pedido foi indeferido por suposta existência de débitos previdenciários, nos termos do inciso V, artigo 17 da Lei Complementar 123, de 14/12/2006. Segundo o acórdão recorrido: (...) 6. Dá análise da documentação acostada aos autos, verificase que a peticionante até 31 de janeiro de 2008, regularizou apenas parte dos débitos que ocasionaram o Termo de Indeferimento da opção pelo Simples Nacional. Nesse sentido, foram regularizados os débitos com a SRF do Brasil oriundos da então Secretaria da Receita Federal, cuja exigibilidade não estava suspensa. 7. Com relação aos débitos de natureza previdenciária a interessada deixou de regularizar, até 31 de janeiro de 2008, a GFIP de janeiro/2008, as divergências entre os valores declarados e os valores pagos para as contribuições previdenciárias das competências de fevereiro/2005, no valor de R$ 249,37, abril/2006, no valor de R$ 229,98 e de março/2007, no valor de R$ 75,98, conforme consta da pesquisa de fls. 68 e informação de fls. 69. 8. O fundamento legal que deu amparo ao indeferimento do pedido de opção para o Simples Nacional, estabelece que "Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: (...); que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa" (Art. 17, inciso V, da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006). 9. Por outro lado, "A opção pelo Simples Nacional darseá por meio da intemet, sendo irretratável para todo o anocalendário. A opção deverá ser realizada no mês de janeiro, até o último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano calendário da opção" (Art. 7o., parágrafo 1° da Resolução CGSN n° 4, de 30 de maio de 2007). 10. Nesse sentido, resta confirmado que a empresa na realidade em 31 de janeiro de 2008, se encontrava em débito com as contribuições previdenciárias Instituto Nacional do Seguro Social INSS, cuja exigibilidade não estava suspensa. 11. Do mesmo modo, verificase na consulta ao histórico das solicitações de Opção pelo Simples Nacional(fls. 20), solicitação n° 00.02.17.82.68 do dia 28/01/2008 às 18:14:18, que o pedido da contribuinte se encontrava na situação, indeferido por Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO Processo nº 10384.002583/200865 Acórdão n.º 110200.650 S1C1T2 Fl. 3 5 pendências não resolvidas na data do processamento .em 14/03/2008 17:25:38. 12. Portanto, está correto o Termo de Indeferimento da Opção pelo Simples Nacional, devendo ser mantido. Ficando a empresa a partir de janeiro/2008 sujeita a tributação atribuída as demais pessoas jurídica, na forma de tributação com base no lucro presumido trimestral, real trimestral ou real anual com antecipação mensal. Preenchendo os requisitos legais, poderá fazer opção pelo Simples Nacional até 31 de janeiro de 2009 20:00, com efeito a partir de 01/01/2009. 13. Em face do exposto, voto no sentido de indeferir o pedido formulado pela requerente, em conformidade com o Termo de Indeferimento de fls.08. Assim, o indeferimento se deu pelos seguintes supostos débitos de natureza previdenciária, em aberto até 31/01/2008,: a GFIP de janeiro/2008, divergências entre os valores declarados e os valores pagos para as contribuições previdenciárias das competências de fevereiro/2005, no valor de R$ 249,37, abril/2006, no valor de R$ 229,98 e de março/2007, no valor de R$ 75,98, conforme consta da pesquisa de fls. 68 e informação de fls. 69. A informação de fls.69, apenas menciona a diferença da contribuição previdenciária sem demonstrar sua origem. Junta, apenas, um “relatório”que aponta o valor supostamente devido , o pago e a diferença. Por seu turno a Recorrente junta pagamentos conforme documentos de fls.95,97,98,105. Verificase, também a juntada do pagamento da contribuição referente ao mês de janeiro de 2008;(tempestivo) e todas as GFIPs dos períodos litigiosos ( referentes aos meses de janeiro de 2008, fevereiro de 2005, abril de 2006 e março de 2007 todas com o mesmo valor dos comprovantes de pagamentos juntados, também). Pelo relatório de diligência fiscal não é possível saber a origem das diferenças apontadas (R$ 249,37; 229,98; 75,98) não consta dos autos como se formou o débito remanescente, apenas descrito em uma linha, para cada mês e replicados no despacho decisório (fls.69), sem observar o que dispõe o artigo 142 do Código Tributário Nacional, como segue : Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. O tema referente a essas supostas diferenças tornouse recorrente nesse Colegiado Administrativo, encontrandose atualmente sumulado, na ordem seguinte: Súmula CARF nº 22: É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO 6 União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa. É o caso. Nessa ordem de juízo, voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Ivete Malaquias Pessoa Monteiro Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/04/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2012 por IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO
score : 1.0
Numero do processo: 10183.000914/2002-01
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR.
Exercício: 1994.
RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE LEI A SER VIOLADA.
Não deve ser conhecido recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, com base em violação a NBR, norma editada pela ABNT, e que, portanto, não se enquadra no conceito de lei, em seu sentido amplo ou estrito.
Numero da decisão: 9202-001.347
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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Exercício: 1994. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO À LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. NÃO CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE LEI A SER VIOLADA. Não deve ser conhecido recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, com base em violação a NBR, norma editada pela ABNT, e que, portanto, não se enquadra no conceito de lei, em seu sentido amplo ou estrito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Caio Marcos Cândido Presidente (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 218DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10183.000914/200201 Acórdão n.º 9202001.347 CSRFT2 Fl. 2 2 Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros Caio marcos Cândido, Giovanni Christian Nunes Campos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior, Francisco Assis de Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de oliveira, Elias Sampaio Freire e Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, com base em violação à legislação tributária. O fisco procedeu ao lançamento do ITR/1994, relativo ao imóvel rural denominado “Gleba Paralelo 10”, localizado no município de Aripuãna, no Estado de Mato Grosso, com área de 120.84,0 ha. O contribuinte apresentou impugnação às fls. 01/05 dos autos. Alegou que o VTN tributado é superior ao declarado, o que ocasionou uma exagerada elevação do valor do ITR. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento, às fls. 85/89 dos autos, julgou procedente o lançamento, com base na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR. Exercício: 1994 Ementa: VALOR DA TERRA NUA VTN. O lançamento que tenha sua origem em valores oriundos de pesquisa nacional de preços da terra, publicados em atos normativos nos termos da legislação, somente é possível de modificação se, na contestação, forem oferecidos elementos de convicção, embasados em laudo técnico elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Lançamento Procedente. Entendeuse que o VTN não pode ser inferior ao VTNm, nos termos do artigo 3°, § 2°, da Lei n° 8.847/94. E que os respectivos valores para os municípios do Brasil foram publicados em tabela anexa à IN/SRF n° 16/1995, só podendo ser revistos por autoridade administrativa, mediante a apresentação de laudo de avaliação, emitido por profissional habilitado ou empresa de reconhecida capacidade técnica, de acordo com a Lei n° 8.847/94. Fl. 219DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10183.000914/200201 Acórdão n.º 9202001.347 CSRFT2 Fl. 3 3 O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 98/115). Requereu a alteração do VTN, com base em laudo técnico apresentado. A antiga Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, às fls. 125/129, deu provimento ao recurso do contribuinte. Eis a ementa do julgado: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR. Exercício: 1994. Ementa: ITR/1994. BASE DE CÁLCULO. VTNm. VALOR DA TERRA NUA mínimo. A base de cálculo do ITR é o Valor da Terra Nua (VTN) declarado pelo contribuinte. Entretanto, caso este valor for inferior ao VTN mínimo (VTNm) fixado pela Secretaria da Receita Federal SRF, este passará a ser o valor tributável, ficando reservado ao contribuinte o direito de provar, perante a autoridade administrativa, por meio de laudo técnico de avaliação, que o valor declarado é de fato o preço real da terra nua do imóvel rural especificado. Comprovado os fatos alegados na impugnação, devese afastar a exigência fiscal relativa demandada. A Procuradoria da Fazenda Nacional, então, interpôs o presente recurso, com base em violação em legislação tributária (fls. 132/139). Discorreu, primeiramente, no sentido da nulidade da decisão recorrida, com base na imprestabilidade do laudo técnico apresentado pelo contribuinte, para fins de revisão da base de cálculo do ITR. Argumentou que, não obstante a previsão do artigo 3°, §4°, da Lei n° 8.847/94, o laudo de avaliação apresentado pelo contribuinte não preencheu os requisitos formais exigidos na NBR 8.799/85, de sorte que não poderia ter ocorrido a alteração do VTNm, ao contrário do que se entendeu no acórdão recorrido. Eis a base da argumentação da recorrente: “Por tudo quanto já asseverado, temos que os documentos de fls. 23/31 não podem ser considerados como prova suficiente para desconstituir o lançamento, vez que elaborado sem a observância dos requisitos exigidos pela norma de regência da matéria, notadamente os métodos de avaliação e as referências às fontes de pesquisa utilizadas. Tampouco deve ser utilizado como parâmetro para se tomar como base numa apreciação possíveis discrepâncias no lançamento fiscal.” O contribuinte apresentou suas contrarazões às fls. 152/159 dos autos. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Relatora Fl. 220DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10183.000914/200201 Acórdão n.º 9202001.347 CSRFT2 Fl. 4 4 O presente recurso especial é tempestivo. Não preenche, contudo, os demais requisitos de admissibilidade. A recorrente interpôs o seu recurso especial com base em violação, por parte da decisão recorrida, à legislação tributária, nos termos do artigo 7°, inciso I, do antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais. A recorrente entendeu que o acórdão recorrido, ao dar provimento ao recurso voluntário do contribuinte, por reconhecer que este logrou comprovar, por meio de apresentação de laudo técnico, a correção do VTN declarado; incorreu em violação à NBR 8.799/85. Isto porque, o laudo de técnico, segundo a recorrente, não preencheria os requisitos mínimos exigidos pela ABNT. Sucede que a recorrente, ao fundamentarse na violação da NBR n° 8799/85, não conseguiu preencher o requisito de admissibilidade em questão, ensejador do conhecimento do recurso especial por esta Câmara Superior. Com efeito, a hipótese de cabimento em tela diz respeito à violação à lei. A NBR n° 8.799/85 não se enquadra no conceito de lei, seja em seu sentido estrito, como ato normativo fruto do Poder Legislativo, seja em seu sentido amplo, como ato normativo oriundo da atividade legislativa dos três Poderes da República. Nem a ela se remete o dispositivo de lei em que se baseou o acórdão recorrido para dar provimento ao recurso voluntário do contribuinte: o artigo 3°, §4°, da Lei n° 8.847/94, que tinha a seguinte redação: “§4°. A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo (VTNm), que vier a ser questionado pelo contribuinte”. É de se concluir, dessa forma, necessariamente. que não há lei a ser violada, nos termos do disposto no antigo Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, de modo que não este órgão julgador não pode adentrar à análise do mérito do presente recurso especial. Diante do exposto, não conheço do recurso especial da Fazenda Nacional, por ausência de norma legal a ser violada. Sala das Sessões, em 09 de fevereiro de 2011.09 de fevereiro de 2011 (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Fl. 221DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO Processo nº 10183.000914/200201 Acórdão n.º 9202001.347 CSRFT2 Fl. 5 5 Fl. 222DF CARF MF Emitido em 14/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN Assinado digitalmente em 09/03/2011 por SUSY GOMES HOFFMANN, 11/03/2011 por CAIO MARCOS CANDIDO
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Numero do processo: 10880.914561/2006-87
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2000
Ementa: COMPENSAÇÃO. PROVA DO CRÉDITO. A falta de
comprovação do crédito líquido e certo do contribuinte, requisito necessário para compensação, conforme o previsto no art. 170 do CTN – Código Tributário Nacional, acarreta indeferimento do pedido e negativa de homologação da compensação.
Numero da decisão: 1103-000.584
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade NEGAR provimento
ao recurso.
Nome do relator: ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2000 Ementa: COMPENSAÇÃO. PROVA DO CRÉDITO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo do contribuinte, requisito necessário para compensação, conforme o previsto no art. 170 do CTN – Código Tributário Nacional, acarreta indeferimento do pedido e negativa de homologação da compensação.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1579; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 1 1 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.914561/200687 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 110300.584 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 23 de novembro de 2011 Matéria IRPJ compensação Recorrente Bunge Brasil S/A Recorrida Fazenda Nacional Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2000 Ementa: COMPENSAÇÃO. PROVA DO CRÉDITO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo do contribuinte, requisito necessário para compensação, conforme o previsto no art. 170 do CTN – Código Tributário Nacional, acarreta indeferimento do pedido e negativa de homologação da compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade NEGAR provimento ao recurso. Aloysio José Percínio da Silva – Presidente e Relator (assinatura digital) Participaram do julgamento os Conselheiros Mário Sérgio Fernandes Barroso, Marcos Shigueo Takata, José Sérgio Gomes, Eric Moraes de Castro e Silva, Hugo Correia Sotero e Aloysio José Percínio da Silva. Relatório Bunge Brasil S/A, incorporada por Bunge Fertilizantes S/A em 31/10/2005 (fls. 53), apresentou em 10 de julho, 10 de setembro e 29 de outubro de 2003 PER/DCOMP Fl. 1DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.914561/200687 Acórdão n.º 110300.584 S1C1T3 Fl. 2 2 relativas a crédito de saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2000 no valor de R$ 1.954.365,83 (fls. 01, 08 e 12) apurado na DIPJ/2001 (fls. 86). Por intermédio do Despacho Decisório EQPIR/PJ (fls. 54), a Derat/São Paulo reconheceu parcialmente o direito creditório e homologou as compensações até o valor considerado comprovado, de R$ 936.348,23, conforme quadro demonstrativo abaixo: Descrição Declarado (R$) Confirmado (R$) IRPJ devido – alíquota 15% 415.539,23 415.539,23 IRPJ devido – adicional 253.026,16 253.026,16 ()Operações de caráter cultural e artístico 0,00 0,00 ()Programa de alimentação do Trabalhador 0,00 0,00 () IRRF 1.070.008,37 217.242,77 () IRPJ/Estimativa mensal 1.552.922,85 1.387.670,85 IRPJ 1.954.365,83 936.348,23 Vêse no quadro acima que a redução do direito creditório decorreu da comprovação parcial dos valores declarados como IRRF e estimativa mensal do IRPJ. Em face de tempestiva manifestação de inconformidade (fls. 71), a 5ª Turma da DRJ/São Paulo ISP proferiu o Acórdão nº 1624.031/2010, ratificando o despacho decisório, por unanimidade (fls. 138). A decisão mereceu a seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2000 Ementa: INFORMES DE RENDIMENTOS FINANCEIROS Somente tem direito ao aproveitamento do IRF retido sobre rendimentos financeiros se os informes forem emitido no nome da empresa ou sua filial e que esses rendimentos tenham sido declarados na DIPJ ao final do período de apuração. A não comprovação do que alega a empresa, inviabiliza o reconhecimento do crédito declarado.” Cientificada da decisão em 02/03/2010 (fls. 145verso), a contribuinte interpôs recurso voluntário no dia 31 do mesmo mês (fls. 194) no qual transcreveu o relatório e o voto integrantes da decisão recorrida, alegou ocorrência da homologação tácita prevista no art. 74, § 5º, da Lei 9.430/1996, suscitou preliminar de nulidade do auto de infração, assegurou que os rendimentos vinculados ao IRRF foram oferecidos à tributação, requereu cancelamento da carta de cobrança nº 1608. A contribuinte não contestou o reconhecimento apenas parcial da parcela correspondente ao IRPJ recolhido por estimativa mensal. É o relatório. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.914561/200687 Acórdão n.º 110300.584 S1C1T3 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Aloysio José Percínio da Silva O recurso foi apresentado por parte legítima, tempestivamente, além de reunir os demais pressupostos de admissibilidade. Deve, portanto, ser conhecido. Não ocorreu a alegada homologação tácita prevista no art. 74, § 5º, da Lei 9.430/1996. A PER/DCOMP mais antiga foi de 10/07/2003 enquanto a ciência do despacho decisório ocorreu no dia 04/07/2008 (fls. 59), dentro, portanto, do prazo legal de 5 (cinco) anos. Foi suscitada preliminar de nulidade do auto de infração. Contudo, não há neste processo qualquer auto de infração. Conforme relatado, não houve contestação do reconhecimento apenas parcial da parcela correspondente ao IRPJ recolhido por estimativa mensal. A contribuinte apresentou com a manifestação de inconformidade os documentos de fls. 116 a 125 para comprovação do IRRF. No recurso, foi novamente juntado aos autos o comprovante que já constituía a fl. 124. Os referidos comprovantes foram examinados um a um no voto condutor do acórdão recorrido: “Passase então à análise dos documentos acostados ao processo, tantos os coletados pela autoridade fiscal como os apresentados pela contribuinte, bem como as pesquisas apensadas durante a análise do presente processo (fls. 132 a 137), apurase o seguinte: Os informes de rendimentos itens b) e c) do relatório acima, que a empresa afirma terem sido emitidos em nome de Serrana S/A, antiga denominação da Bunge Brasil, CNPJ 61.074.092/000191, na verdade foram emitidos em nome da filial de CNPJ 61.074.092/000491 e estão declarados em DIRF da filial, conforme pesquisa se fls.133. No entanto essas retenções de IRRF não foram declaradas na ficha 43 da DIPJ/2001, anobase 2000, conforme se observa às fls. 22 do presente processo e nem mesmo a contribuinte afirmou que os rendimentos correspondentes foram incluídos no total declarado à linha 24 da ficha 06, limitandose a dizer que os valores foram retidos o que , como já dito acima, não e suficiente para garantir seu direito ao crédito. Também não consta no presente processo qualquer desdobramento do valor constante à linha 24 da ficha 06 da DIPJ/2001, embasado nos assentamentos contábeis, onde pudesse ser demonstrado o oferecimento desses valores auferidos pela filial da contribuinte. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.914561/200687 Acórdão n.º 110300.584 S1C1T3 Fl. 4 4 Quanto ao informe de rendimentos do item h) do relatório , que a empresa ser de Valor de R$ 27.735,40 , retido pelo Banco Multibanco em nome da empresa Serrana S/A, “CNPJ 61.074.092/000191”(sic), e cujo documento se encontra as fls. 124, observase que a contribuinte, certamente por engano, apresentou um documento relativo a empresa Fertilizantes Serrana S/A, de CNPJ 60.398.989/000165, que é empresa completamente diferente da Serrana S/A e que não era sequer filial da Bunge Brasil S/A, autora das DCOMP e PER/DCOMP. Esse informe de rendimentos inclusive consta na DIRF para a empresa Fertilizantes Serrana S/A , conforme pesquisa no sistema DIRF de fls.137. Essa empresa foi incorporada pela empresa Fertilizantes Bunge S/A em 31/08/2000 que à época não havia incorporado a Bunge Brasil, fato que somente ocorreu em 31/10/2005, conforme relatório de incorporações do sistema CNPJ, relativo à empresa Fertilizantes Bunge de fls. 134. Ou seja, no anocalendário 2000, a Fertilizantes Serrana S/A nada tinha a ver com a empresa Bunge Brasil e esta ultima não poderia, em hipótese alguma ter se apropriado de retenção de IRRF relativo a essa empresa, cuja DIRF, como já dito mostra esse rendimento. Os outros comprovantes relacionados pela empresa já constavam na DIRF analisada pelo auditor fiscal e não foram considerados porque a empresa não os declarou na DIPJ e, nunca promoveu a retificação dessa DIPJ/2001 dentro do prazo legal para tanto, Nunca é demais ressaltar que é facultado à empresa declarar ou não os rendimentos financeiros auferidos na DIPJ. Não o fazendo o IRF retido tornase tributação definitiva, como ocorria com as empresas que declaravam no regime de lucro presumido. O que não se pode aceitar é a empresa querer se aproveitar de IRRF que, ou não tem direito a essa retenção como no caso da empresa Fertilizantes Serrana, ou não tenha declarado os rendimentos correspondentes, conforme ressaltou o auditor fiscal que glosou as retenções de IRF relativo aos JCP e, a simples declaração da reclamante que os havia incluído à linha 24 da ficha 06A da DIPJ/2001, não embasada por qualquer prova ou demonstrativo não faz prova suficiente do que alega.” (Os destaques no texto constam do original) Com efeito, há discrepância entre a documentação trazida aos autos pela recorrente, as informações declaradas na ficha 43 da DIPJ/2001 (fls. 22) e as indicações do IRRF constantes da PER/DCOMP (fls. 03/04). Os valores também não coincidem com os constantes dos sistemas informatizados da Receita Federal. Constatase a precisão do voto condutor do acórdão recorrido, enfrentando detalhadamente as alegações da contribuinte e documentação juntada aos autos. A análise realizada revelou inconsistências dos valores de IRRF na apuração do IRPJ informada na DIPJ/2001 que impedem a comprovação da procedência do crédito compensado, no que se refere especificamente aos requisitos de liquidez e certeza previstos no art. 170 do CTN. A contribuinte dispôs de duas oportunidades para apresentação das provas do crédito, por ocasião da manifestação de inconformidade e do recurso voluntário. Contudo, além de não conseguir apresentar os comprovantes de rendimentos cabíveis, ainda não trouxe aos autos o detalhamento dos valores componentes de cada item da Fl. 4DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.914561/200687 Acórdão n.º 110300.584 S1C1T3 Fl. 5 5 DIPJ nos quais alegou ter declarado os valores de receitas vinculadas ao IRRF, em condições de comprovar o oferecimento à tributação. Sabese que em matéria de restituição ou compensação de tributos cabe ao contribuinte reunir e trazer aos autos os elementos necessários para comprovação do seu direito ao crédito pleiteado. Esse é o entendimento pacífico neste Conselho, adiante exemplificado: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2001, 2002 Ementa: COMPENSAÇÃO. PROVA DO CRÉDITO. A falta de comprovação do crédito líquido e certo do contribuinte, requisito necessário para compensação, conforme o previsto no art. 170 do CTN – Código Tributário Nacional, acarreta indeferimento do pedido e negativa de homologação da compensação.” (Acórdão nº 110300.476/2011 – Processo nº 10768.004160/200361) “Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 1997, 1998, 1999, 2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. PROVA DO CRÉDITO. Cabe ao contribuinte reunir e trazer aos autos os elementos probatórios do crédito alegado em processo relativo a pedido de restituição ou compensação de tributos.” (Acórdão nº 110300.349/2010 – Processo nº 10860.004059/200432) Assim, deve ser prestigiada a decisão de primeiro grau. Conclusão Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Aloysio José Percínio da Silva (assinatura digital) Fl. 5DF CARF MF Impresso em 12/03/2012 por JOSE ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 13/02/2012 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10880.907825/2008-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Nov 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 15/08/2002
PIS. DESPACHO ELETRÔNICO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL.
NULIDADE. INEXISTÊNCIA.
A ausência de valor disponível para eventual restituição ou compensação é
circunstância apta a embasar a nãohomologação
de compensação. Restando
claros as razões da nãohomologação,
não há que se falar em nulidade ou
cerceamento de direito de defesa.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO.
É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação
dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que
lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.301
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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DESPACHO ELETRÔNICO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. A ausência de valor disponível para eventual restituição ou compensação é circunstância apta a embasar a nãohomologação de compensação. Restando claros as razões da nãohomologação, não há que se falar em nulidade ou cerceamento de direito de defesa. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) Fl. 105DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/12/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10880.907825/200816 Acórdão n.º 330201.301 S3C3T2 Fl. 106 2 José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 62 a 78) apresentado em 23 de fevereiro de 2011 contra o Acórdão no 1628.381, de 09 de dezembro de 2010, da 9ª Turma da DRJ/SP I (fls. 52 a 60), cientificado em 27 de janeiro de 2011, que, relativamente a declaração de compensação de PIS de 15 de agosto de 2002, considerou improcedente a manifestação de inconformidade da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2002 CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não fica configurado cerceamento de defesa quando o contribuinte é regularmente cientificado do despacho decisório, sendolhe possibilitada a apresentação de manifestação de inconformidade no prazo legal. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado expressa a inexistência de direito creditório para fins de compensação. DESPACHO ELETRÔNICO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. A ausência de valor disponível para eventual restituição ou compensação é circunstância apta a embasar a não homologação de compensação. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova, não é suficiente para reformar a decisão não homologatória de compensação. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. Improcede o pedido de diligência realizado em desconformidade com o prescrito na legislação de regência. Fl. 106DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/12/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10880.907825/200816 Acórdão n.º 330201.301 S3C3T2 Fl. 107 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente A declaração de compensação foi transmitida em 11 de dezembro de 2003. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Trata o presente processo de Despacho Decisório, emitido no âmbito da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo, com respeito a Declaração de Compensação eletrônica da Contribuinte. Conforme a decisão, fl. 1, o pagamento indicado como indevido ou a maior não oferece saldo disponível para compensação, visto que foi integralmente utilizado para quitação de débito da Contribuinte relativo a fato gerador de 31/07/2002 (código 8109). Do referido despacho consta: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. “(...) “Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada.” A Contribuinte, inconformada com o Despacho Decisório, apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 10/21 na qual argumenta, em síntese, no sentido: de que a administração pública deve atuar e proferir seus atos em absoluta consonância com as normas legais, sempre da melhor forma, a fim de beneficiar os indivíduos por ela administrados, aos quais deve a obrigação de bem estar e cidadania; de que a notificação de não homologação ora questionada possui equívoco patente, vez que não houve qualquer comunicação por parte da administração à manifestante para que apresentasse a sua justificativa acerca dos créditos aproveitados mediante o fornecimento de esclarecimentos e documentos para juízo de convencimento do D. Auditor Fiscal; de que o despacho decisório se amolda a uma forma de lançamento por ofício por revisão, nos termos do art. 149 do CTN; de que pretendem as autoridades administrativas transformar o Despacho Decisório numa espécie de auto de infração, já que não foi dada oportunidade ao Manifestante para justificar o seu procedimento, o que acarreta num cerceamento de defesa; de que, pelo simples fato da inobservância dos critérios norteadores do lançamento por revisão, já faz concluir que se trata de um ato administrativo que não goza de prestígio perante o sistema tributário; de que a Manifestante, por meio de sua consultoria tributária, identificou, em outubro de 2003, que, no período de fevereiro e abril de 1999 e julho a setembro de 2003, lançou na sua escrita fiscal e contábil créditos de tributos Fl. 107DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/12/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10880.907825/200816 Acórdão n.º 330201.301 S3C3T2 Fl. 108 4 pagos indevidamente como receita tributável pelo PIS/COFINS, nos termos da Lei nº 9.718/98, tendo o referido direito nascido do recolhimento indevido de PIS/COFINS sobre aproveitamento de créditos reconhecidos judicialmente, visto que tais valores não configuram receita nova tributável pelas citadas contribuições; e de que o procedimento adotado pela Manifestante se subsume ao Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 25/2003, o que implica dizer que o cerceamento de defesa causado pelo Despacho Decisório, ao impedir que a Manifestante apresentasse a sua justificativa, privilegiando assim o princípio do devido processo legal, bem como ao contraditório e ampla defesa, só torna o Despacho Decisório nulo de pleno direito, por falta de motivação. Reivindica a reforma do Despacho Decisório para fins de homologação do crédito compensado pela Manifestante. Nos termos do art 16, IV do Decreto nº 70.235/72 a Manifestante requer o deferimento de diligência para fins de constatação da veracidade dos fatos narrados. Para fins de instrução do julgamento a Manifestante junta cópia do relatório de crédito promovido pela sua consultoria acerca da origem dos créditos apropriados. No recurso, repetiu as alegações da manifestação de inconformidade, relativamente à irregularidade da notificação; discorreu sobre a origem do direito de crédito, esclarecendo decorrer de reversões que não representam ingresso de novas receitas. É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. Ao contrário do afirmado pela Recorrente, não há prova alguma nos autos sobre o recolhimento de indébitos tributários, mas apenas demonstrativos. Caberia à Interessada demonstrar a formação da base de cálculo e a apuração indevida sobre as provisões, cuja natureza também deveria ser objeto de prova. Observese que, nos casos em que, após a não homologação, o contribuinte tenha, dentro do prazo legal, efetuado a retificação da DCTF, esta Turma tem considerado, à vista do disposto na Medida Provisória no 2.18949, de 23 de agosto de 2001, art. 18, que o ônus da prova deve ser do fisco. Mas não é esse o caso dos autos. Quando o prazo para retificação da DCTF tenha se esgotado ou quando não tenha havido retificação da DCTF antes da apresentação da Fl. 108DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/12/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 10880.907825/200816 Acórdão n.º 330201.301 S3C3T2 Fl. 109 5 manifestação de inconformidade, o ônus de prova quanto à existência do direito de crédito é do contribuinte. Como anotado pelo acórdão de primeira instância, “[...] o valor do DARF foi consumido integralmente na extinção de débito(s) regularmente registrado(s) nos arquivos fazendários.” Dessa forma, adotando os demais fundamentos do acórdão de primeira instância, também em relação às matérias preliminares, com fulcro no art. 50, § 1º, da Lei no 9.784, de 1998, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 109DF CARF MF Emitido em 06/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 03/12/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO
score : 1.0
Numero do processo: 10850.000232/2007-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007
ISENÇÃO. PROVENTOS DE APOSENTADO DE MAIOR DE 65 ANOS.
A isenção de imposto de renda incidente sobre a parcela dos rendimentos auferidos por contribuintes com 65 anos ou mais prescinde de autorização ou reconhecimento formal pelo fisco.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2101-001.380
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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PROVENTOS DE APOSENTADO DE MAIOR DE 65 ANOS. A isenção de imposto de renda incidente sobre a parcela dos rendimentos auferidos por contribuintes com 65 anos ou mais prescinde de autorização ou reconhecimento formal pelo fisco. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy e Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa. Relatório Fl. 186DF CARF MF Impresso em 16/02/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 17/0 1/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOS TA SANTOS 2 O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 1735.151, proferido pela 3ª Turma da DRJ São Paulo II, que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade. A matéria em litígio foi resumida na decisão de primeiro grau, nos seguintes termos: Tratase de manifestação de inconformidade contra o Despacho Decisório DRF/SJR/SP, que indeferiu o pedido de isenção do imposto de renda incidente sobre parte dos rendimentos de aposentadoria recebidos pelo contribuinte, no período de 1998 a 2007. Na referida manifestação de inconformidade, apresentada em 28/10/2008 (fls. 130/139), o interessado traz, em breve síntese, as seguintes alegações: 1. desde dezembro de 1998, data em que completou 65 anos, atende às condições previstas na legislação para usufruir do beneficio de isenção mensal dos rendimentos provenientes de aposentadoria, reserva remunerada, reforma e pensão a que fazem jus os declarantes com 65 anos ou mais; 2. em vista da revogação do artigo 153, § 2°, inciso II, da Constituição Federal, protocolizou junto à Delegacia da Receita Federal de Rio Preto o processo administrativo n° 10850.000038/9975 e, na ocasião, a Delegada da RFB de Rio Preto, embora tenha indeferido a isenção total do artigo da Constituição Federal, reconheceu o direito do contribuinte a benesses da isenção parcial das Leis 7713/88 e 9250/95, no valor mensal de R$ 900,00, ou seja, 50 OTNs; 3. o próprio julgador da SAORT de Rio Preto, às fls. 124, reconhece que legislação tributária é um beneficio assegurado, independentemente de petição à Fazenda Pública, bastando o interessado incluir os referidos proventos na declaração de ajuste anual; 4. entretanto, a Receita Federal, agindo com dolo e fraude, informatizou a declaração de imposto de renda de ajuste anual, impossibilitando o contribuinte a gozar do desconto e inventou que o valor da isenção parcial deveria ser lançada na coluna de "outras informações", contrariando o que as leis determinaram; 5. a Fazenda do Estado de São Paulo deveria ser consultada pela Receita Federal, requisitando holerites de todos os meses aqui questionados; 6. o consignado nos itens 2.1 e 2.2 pelo auditor fiscal que indeferiu o pedido preocupase mais com o RIR do que em mencionar as leis que por sua clareza e simplicidade, não necessitam de interpretações; 7. a conclusão do auditor de que o período de dezembro de 1998 e de 1999 a 2001 foram atingidos pela decadência, não pode subsistir, vez que, por se tratar de uma fraude consumada e confessada não se aplica o instituto da decadência; 8. é imprescritível a regra contra o ato ímprobo e de império de uma administração pública irresponsável na prática de atos fraudulentos contra os cidadãos; 9. é inconcludente a alegação de que não cabe ao fisco reconhecer a isenção, mesmo porque a Receita Federal é depositária de todos os dados de todos os contribuintes (nascimento, profissão, endereço, se da ativa ou aposentado, rendimentos, salários, proventos, fontes pagadoras, deduções, bens patrimoniais); 10. a Receita Federal é a única competente para o refazimento dos cálculos, deduções legais, aplicação de alíquotas, isenção parcial e redução pela tabela anual ditada pela RFB; Fl. 187DF CARF MF Impresso em 16/02/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 17/0 1/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOS TA SANTOS Processo nº 10850.000232/200795 Acórdão n.º 210101.380 S2C1T1 Fl. 175 3 11. requer que se receba o presente recurso para o fim de reverter a conclusão do despacho decisório de fls. 124 a 128, que indeferiu o pedido do recorrente pertinente ao beneficio legal de isenção parcial de BTNs devidos desde dezembro de 1998, atendendo aos postulados de direito. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 PROVENTOS DE APOSENTADORIA DE MAIORES DE 65 ANOS. ISENÇÃO. A isenção de imposto de renda incidente sobre a parcela dos rendimentos auferidos por contribuintes com 65 anos ou mais prescinde de autorização ou reconhecimento formal pelo fisco, bastando o contribuinte pleiteála quando do preenchimento da declaração de ajuste dos correspondentes anoscalendário. Manifestação de Inconformidade Improcedente Em seu apelo ao CARF o recorrente o recorrente reitera as mesmas questões suscitadas perante o Órgão julgador a quo. É o Relatório. Voto Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, Relator. O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Do exame das peças processuais, verificase que a decisão de primeiro grau não merece qualquer reparo. O artigo 39, inciso XXXIV, do RIR, aprovado pelo Decreto 3.000, de 1999, dispõe que: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: XXXIV os rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserve remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, ate o valor de novecentos reais por mês, a partir do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade, sem prejuízo da parcela isenta prevista na tabela de incidência mensal do imposto (Lei n2 7.713, de 1988, art 62, inciso XV, e Lei n2 9.250, de 1995, art. 28); Fl. 188DF CARF MF Impresso em 16/02/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 17/0 1/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOS TA SANTOS 4 Posteriormente, o valor da parcela isenta foi alterado para R$ 1.058,00, pela Lei n° 10.451, de 10/05/2002; para R$ 1.164,00 e R$ 1.257,12, respectivamente pelas Leis n° 11.119, de 25/05/2005, e 11.311, de 13/06/2006, e para R$ 1.313,69, pela Lei n° 11.482, de 31/05/2007. É usual a fonte pagadora dos proventos de aposentadoria excluir da tributação do imposto de renda esta parcela de isenção, sem prejuízo da parcela isenta prevista na tabela de incidência mensal. Se assim não ocorreu, o contribuinte pode retificar a declaração a fim de se beneficiar da isenção legal sobre os proventos de aposentadoria ou pensão, até o valor permitido na legislação, ainda que a fonte pagadora não tenha consignado tal informação no Comprovante de Rendimentos Pagos e de Imposto de Renda Retido na Fonte. Este limite mensal é único, independentemente da quantidade de fontes pagadoras, e se aplica também ao 13º salário. Constatase, inclusive, que as declarações de rendimentos apresentadas, no quadro que discrimina os rendimentos isentos e nãotributáveis, indicam valores no item que trata da parcela isenta de aposentadoria, reserva remunerada, reforma e pensão de declarantes com 65 anos ou mais (fl. 09, 45, 49, 53, 56, 59, 62, 66, 70), e não foi o programa da Receita Federal que inseriu esses valores, restando apenas ao contribuinte reduzir os rendimentos tributáveis declarados dos referidos valores. A matéria em litígio já foi minuciosamente analisada no despacho decisório às fls. 124/128 e na decisão recorrida às fls. 162/165, restando cristalino que tal isenção prescinde de autorização ou reconhecimento formal da Administração Tributária. Confirase o excerto do voto condutor do acórdão recorrido: Cumpre frisar que, como bem destacou o auditor fiscal no despacho decisório de fls. 124/128, tal isenção prescinde de autorização ou reconhecimento formal pelo fisco, competindo ao contribuinte pleiteála quando do preenchimento da declaração de ajuste dos correspondentes anoscalendário, ainda que a fonte pagadora não tenha consignado tal informação no Comprovante de Rendimentos. Observese ainda que, contrariamente ao que afirma o contribuinte, as orientações para a informação da dita parcela isenta na declaração de ajuste constam dos Manuais do Imposto de Renda dos respectivos anoscalendário, sendo de fácil compreensão até mesmo para um contribuinte menos esclarecido, que não é o caso do interessado. 0 procedimento é bastante simples e consiste em subtrair do total dos rendimentos tributáveis recebidos em cada ano calendário (decorrentes de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma) o valor correspondente à parcela isenta anual e informálo no item relativo a Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Ocorre que o contribuinte não efetuou tal procedimento nas declarações de ajuste, nem mesmo depois de devidamente orientado pela Delegacia da Receita Federal de origem, mediante o despacho de decisório de fls. 124/128, insistindo na pretensão de que a autoridade julgadora o faça de oficio. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 16/02/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 17/0 1/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOS TA SANTOS Processo nº 10850.000232/200795 Acórdão n.º 210101.380 S2C1T1 Fl. 176 5 Com efeito, para corrigir qualquer erro neste sentido, o contribuinte deve providenciar a retificação da sua declaração, observado o prazo decadencial, e solicitar da fonte pagadora a observância da norma, em relação aos pagamentos mensais subseqüentes. Portanto, diferentemente do entendimento manifestado pelo interessado, referida isenção não compõe o quadro de deduções da declaração de rendimentos, como ocorre com as despesas com instrução, previdência oficial ou privada etc. Observese que a isenção em exame não é destacada no holerite do aposentado, pois não se refere a parcela relaciona com a folha de pagamento. É excluída da base de incidência do IR, por expressa determinação legal, e através de critério objetivo (proventos de aposentadoria para beneficiários a partir dos 65 anos). Em face ao exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Fl. 190DF CARF MF Impresso em 16/02/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 17/0 1/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTO, Assinado digitalmente em 16/01/2012 por JOSE RAIMUNDO TOS TA SANTOS
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Numero do processo: 11543.000671/2001-49
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR
Exercício: 1997
NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL PROCURADOR. CONTRARIEDADE À LEI/PROVA NÃO DEMONSTRADA. NÃO CONHECIMENTO.
Com arrimo nos artigos 5º, inciso I, e 7º, § 1º, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 88/1998, vigente à época, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial do Procurador, fundamentado naqueles dispositivos regimentais, quando devidamente comprovada à contrariedade à lei e/ou prova constante dos autos, não se prestando à amparar à pretensão da Fazenda Nacional ditames
contidos simplesmente em Instruções Normativas, normas
complementares/secundárias de direito tributário, as quais não se
confundem/equiparam à “lei” para efeito de conhecimento do recurso em epígrafe.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-001.621
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalháes de Oliveira
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 1997 NORMAS PROCEDIMENTAIS/REGIMENTAIS. RECURSO ESPECIAL PROCURADOR. CONTRARIEDADE À LEI/PROVA NÃO DEMONSTRADA. NÃO CONHECIMENTO. Com arrimo nos artigos 5º, inciso I, e 7º, § 1º, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 88/1998, vigente à época, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial do Procurador, fundamentado naqueles dispositivos regimentais, quando devidamente comprovada à contrariedade à lei e/ou prova constante dos autos, não se prestando à amparar à pretensão da Fazenda Nacional ditames contidos simplesmente em Instruções Normativas, normas complementares/secundárias de direito tributário, as quais não se confundem/equiparam à “lei” para efeito de conhecimento do recurso em epígrafe. Recurso especial não conhecido.
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RECURSO ESPECIAL PROCURADOR. CONTRARIEDADE À LEI/PROVA NÃO DEMONSTRADA. NÃO CONHECIMENTO. Com arrimo nos artigos 5º, inciso I, e 7º, § 1º, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 88/1998, vigente à época, somente deverá ser conhecido o Recurso Especial do Procurador, fundamentado naqueles dispositivos regimentais, quando devidamente comprovada à contrariedade à lei e/ou prova constante dos autos, não se prestando à amparar à pretensão da Fazenda Nacional ditames contidos simplesmente em Instruções Normativas, normas complementares/secundárias de direito tributário, as quais não se confundem/equiparam à “lei” para efeito de conhecimento do recurso em epígrafe. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES 2 Henrique Pinheiro Torres – PresidenteSubstituto (Assinado digitalmente) Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira – Relator (Assinado digitalmente) EDITADO EM: 13/05/2011 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente – Substituto), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente Substituto), Elias Sampaio Freire, Alexandre Naoki Nishioka, Giovanni Christian Nunes Campos, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Francisco Assis de Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Marcelo Oliveira. Relatório LUCIANO DELLAROLI DE AGUIAR, contribuinte, pessoa física, já devidamente qualificado nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrado Auto de Infração, em 30/03/2001, exigindolhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, em relação ao exercício de 1997, incidente sobre o imóvel rural denominado “Fazenda do Castelo”, localizado no município de Guacui/ES, cadastrado na RFB sob o nº 17048729, conforme peça inaugural do feito, às fls. 09/13, e demais documentos que instruem o processo. Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao então Terceiro Conselho de Contribuintes contra Decisão da 2a Turma da DRJ em Recife/PE, Acórdão nº 2.265/2002, às fls. 23/27, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 3ª Câmara, em 14/04/2005, por maioria de votos, achou por bem DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO DO CONTRIBUINTE, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão nº 30332.009, sintetizados na seguinte ementa: “ITR –ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE A teor do artigo 10º, § 7º da Lei n.º 9.393/96, modificado pela Medida Provisória 2.16667/2001, basta a simples declaração do contribuinte, para fim de isenção do ITR, respondendo o mesmo pelo pagamento do imposto e consectários legais em caso de falsidade. Nos termos da Lei n° 9.393/96, não são tributáveis as áreas de preservação permanente. RECURSO PROVIDO.” Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 55/60, com arrimo no artigo 5º, inciso I, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 55/1998, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurgese contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado os dispositivos legais Fl. 2DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES Processo nº 11543.000671/200149 Acórdão n.º 920201.621 CSRFT2 Fl. 2 3 que regulam a matéria, especialmente os preceitos contidos no § 4°, inciso II, do artigo 10, da IN SRF n° 43/1997; na redação dada pela IN SRF n° 67/1997, quanto à requisição atempada do ADA, impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, uma vez comprovada à contrariedade à lei argüida. Contrapõese ao entendimento da Câmara recorrida, aduzindo para tanto que as áreas de preservação permanente são aquelas definidas pelo Código Florestal em seu artigo 16 e que, para serem consideradas como tal não bastam apenas “existir” no mundo fático, mas devem “existir” também no mundo jurídico quando reconhecidas pelo IBAMA a partir da requisição do ADA, mormente quando referida exigência decorre da legislação de regência. Defende que para comprovação das referidas áreas não se pode prescindir do Ato Declaratório Ambiental (ADA), protocolado junto ao IBAMA, no prazo estipulado na legislação. Infere que a Receita Federal do Brasil já se manifestou por diversas oportunidades a propósito do assunto, firmando o entendimento de que a não incidência de ITR sobre as áreas de preservação permanente está condicionada ao reconhecimento como tal por parte do Poder Público, por intermédio do ADA, devendo existir em cada imóvel informação específica da parte preservada, como estabelecem as normatizações internas da SRF, notadamente o artigo 10, § 4º, inciso I, da IN SRF nº 43/1997, que disciplinou a Lei nº 9.393/1996, com redação do artigo 1º, inciso II, da Instrução Normativa SRF nº 67/1997. Assim, inexistindo na hipótese dos autos provas de que o contribuinte procedeu à protocolização tempestiva do requerimento do ADA, impõese à manutenção da glosa realizada pela fiscalização. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do decisum ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, a ilustre Presidente da então 3ª Câmara do 3° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial da Fazenda Nacional, sob o argumento de terem sido observados os pressupostos para conhecimento do recurso, uma vez tempestivo e por tratarse de decisão não unânime, além da existência do pré questionamento da matéria, relativamente a exigência do requerimento tempestivo do ADA, para fins de isenção do ITR, conforme Despacho nº 0108/2006, às fls. 62/64. Instado a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, o contribuinte não apresentou suas contrarrazões. É o Relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES 4 Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Com a devida vênia a ilustre então Presidente da 3ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes, ouso divergir do despacho que deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, por não vislumbrar na hipótese vertente requisito regimental amparando a pretensão da recorrente, não merecendo ser conhecida sua peça recursal, como passaremos a demonstrar. Conforme se depreende da análise do Recurso Especial, pretende a Procuradoria a reforma do Acórdão recorrido, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram os preceitos contidos no artigo 10, § 4º, inciso II, da IN SRF nº 43/1997, que disciplinou a Lei nº 9.393/1996, com redação dada pela Instrução Normativa SRF nº 67/1997. Por sua vez, em análise preliminar de admissibilidade, a Presidente da Câmara recorrida acolheu o pleito da recorrente, sob o argumento de terem sido observados os pressupostos para conhecimento do recurso, uma vez tempestivo e por tratarse de decisão não unânime, além da existência do préquestionamento da matéria. Observese, que não houve um aprofundamento no exame da contrariedade à lei propriamente dita, constando do Despacho que deu seguimento ao Recurso Especial da Procuradoria simplesmente que: “ 2. quanto à contrariedade à lei tributária, o recurso merece acolhimento, haja vista que a decisão foi prolatada por maioria de votos.” Ora, nos termos dos artigos 5º, inciso I, e 7º, § 1º, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 55/1998, vigente à época, a decisão tomada por maioria de votos é um dos pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial em comento, não se confundido com a contrariedade à lei e/ou evidência de prova, que deverá (ão) ser comprovada (s) cabalmente, senão vejamos: “Art. 5 º Compete à Câmara Superior de Recursos Fiscais julgar recurso especial interposto contra: I – decisão não unânime de Câmara de Conselho de Contribuintes, quando for contrária à lei ou à evidência da prova; e II – decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra Câmara de Conselho de Contribuintes ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais. [...] Art. 7 º O recurso especial deverá ser formalizado em petição dirigida ao Presidente da Câmara que houver prolatado a decisão recorrida e deverá ser apresentado por Procurador da Fazenda Nacional, no prazo de quinze dias, contando da vista oficial do acórdão, ou pelo sujeito passivo, em igual prazo, contado da data da ciência da decisão. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES Processo nº 11543.000671/200149 Acórdão n.º 920201.621 CSRFT2 Fl. 3 5 § 1º Na hipótese de que trata o inciso I do art. 5 º deste Regimento, o recurso deverá demonstrar, fundamentadamente, a contrariedade à lei ou à evidência da prova e, havendo matérias autônomas, o recurso especial alcançará apenas a parte da decisão não unânime contrária à Fazenda Nacional.” (grifamos) A jurisprudência desta Colenda Corte Administrativa não discrepa desse entendimento, impondo a comprovação cabal da contrariedade à lei e/ou evidência de prova para efeito de conhecimento do Recurso Especial do Procurador, como se extrai dos julgados com as seguintes ementas: [...] CONHECIMENTO DO RECURSO ACÓRDÃO PROFERIDO POR MAIORIA DE VOTOS. Para que seja conhecido o recurso especial interposto pela Fazenda Nacional contra acórdão nãounânime, deve restar demonstrada a contrariedade à lei ou à evidência de prova. Providência adotada no caso em tela. [...]” (4a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – Recurso nº 102146640 – Acórdão nº CSRF/0400.958, Sessão de 04/08/2008) (grifamos) “RECURSOS. ADMISSIBILIDADE. A falta de demonstração fundamentada da contrariedade à lei ou à evidência da prova rende ensejo ao não conhecimento do recurso. Recurso especial não conhecido.” (2a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – Recurso nº 203124521 – Acórdão nº CSRF/0202.291, Sessão de 25/04/2006) (grifamos) “RECURSO ESPECIAL – CONHECIMENTO – Não pode ser conhecido, por falta de objeto, o recurso que não demonstra contrariedade à Lei e, portanto, desatende os pressupostos regimentais de admissibilidade. Recurso Especial Não Conhecido.” (1a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – Recurso nº 102128213 – Acórdão nº CSRF/0104.489, Sessão de 14/04/2003) (grifamos) Na hipótese dos autos, constatase que, muito embora a recorrente procure demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido utilizandose dos mais variados argumentos, a bem da verdade discutese, novamente, o mérito da questão (necessidade de requisição tempestiva do ADA, para fins de não incidência do Imposto Territorial Rural), o qual já foi objeto da análise desta Câmara recorrida, suscitando a “contrariedade à lei” com base em preceitos de Instruções Normativas. Assim, em que pesem as razões lançadas em seu Recurso Especial, argüindo a existência de contrariedade à lei, em momento algum a Procuradoria logrou comprovar seu argumento, eis que as Instruções Normativas não se revestem das características e/ou natureza de lei propriamente dita. Como se verifica, a Fazenda Nacional ao formular seu Recurso Especial utilizou como fundamento à sua empreitada o artigo 5º, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, sem conquanto demonstrar que a tese sustentada no Fl. 5DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES 6 Acórdão atacado foi contrária à lei ou à evidência da prova, capaz de ensejar a reforma do r. decisório da Câmara recorrida. Destarte, no que tange às determinações insertas nas Instruções Normativas nºs 43 e 67, de 1997, esteios do entendimento da Fazenda Nacional, não são capazes de oferecer proteção ao seu pleito, porquanto são normas complementares/secundárias, não podendo ser equiparadas/confundidas como “leis” para efeito de conhecimento do presente recurso, sendo defeso, por essa própria natureza, inovar, suplantar e/ou cingir os ditames contidos nas leis regulamentadas. Perfunctória leitura do artigo 100, inciso I, do Códex Tributário, fulmina de uma vez por todas a pretensão fiscal, senão vejamos: “Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I – os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;[...] Na esteira desse entendimento, cabe invocar os ensinamentos do renomado doutrinador Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, na obra “Comentários ao Código Tributário Nacional”, volume 2, coord. Ives Gandra da Silva Martins, Editora Saraiva, 1998, págs. 40/41, que ao tratar do artigo 100 do Código Tributário Nacional, assim preleciona: “ Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. São as instruções ministeriais, as portarias ministeriais e atos expedidos pelos chefes de órgãos ou repartições; as instruções normativas expedidas pelo Secretário da Receita Federal; as circulares e demais atos normativos internos da Administração Pública, que são vinculantes para os agentes públicos, mas não podem criar obrigações para os contribuintes que já não estejam previstas na lei ou no decreto dela decorrente. Também não vinculam o Poder Judiciário, que não está obrigado a acatar a interpretação dada pelas autoridades públicas através de tais atos normativos.” Outro não é o entendimento do eminente jurista Leandro Paulsen, ao comentar o Código Tributário Nacional, adotando posicionamento do Supremo Tribunal Federal, nos seguintes termos: “Vinculação absoluta dos atos normativos à lei. “... As instruções normativas editadas por órgão competente da administração tributária, constituem espécies jurídicas de caráter secundário, cuja validade e eficácia resultam, imediatamente, de sua estrita observância dos limites impostos pelas leis, tratados, convenções internacionais, ou decretos presidenciais, de que devem constituir normas complementares. Essas instruções nada mais são, em sua configuração jurídico formal, do que provimentos executivos cuja normatividade está diretamente subordinada aos atos de natureza primária, como as leis e as medidas provisórias a que se vinculam por um claro nexo de acessoriedade e de dependência. Se a instrução normativa, editada com fundamento no art. 100, I, do Código Tributário Nacional, vem a positivar em seu texto, em decorrência de má interpretação de lei ou medida provisória, uma exegese que possa romper a hierarquia normativa que deve manter com estes atos primários, viciarseá de ilegalidade...” (STF, Plenário, AGRADI 365/DF, rel. Min. Celso de Mello, nov/1990)” (DIREITO TRIBUTÁRIO – Constituição e Código Fl. 6DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES Processo nº 11543.000671/200149 Acórdão n.º 920201.621 CSRFT2 Fl. 4 7 Tributário Nacional à luz da Doutrina e da Jurisprudência” – 5ª edição, Porto Alegre: Livraria do Advogado:ESMAFE, 2003, pág. 740) Dessa forma, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantido o provimento ao recurso voluntário do contribuinte, na forma decidida pela 3ª Câmara do 3º Conselho de Contribuintes, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado, mormente em relação aos pressupostos de conhecimento do seu recurso. Por todo o exposto, estando o Recurso Especial da Procuradoria em dissonância com as normas regimentais vigentes à época de sua protocolização, VOTO NO SENTIDO DE NÃO CONHECÊLO, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Assinado digitalmente) Fl. 7DF CARF MF Emitido em 20/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE Assinado digitalmente em 18/05/2011 por RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE , 19/05/2011 por HENRIQUE PINH EIRO TORRES
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