Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,163)
- Segunda Câmara (27,788)
- Primeira Câmara (25,081)
- Segunda Turma Ordinária d (17,010)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (15,917)
- Primeira Turma Ordinária (15,584)
- Segunda Turma Ordinária d (15,503)
- Primeira Turma Ordinária (15,386)
- Primeira Turma Ordinária (15,341)
- Segunda Turma Ordinária d (14,081)
- Primeira Turma Ordinária (12,850)
- Primeira Turma Ordinária (12,091)
- Segunda Turma Ordinária d (12,086)
- Quarta Câmara (11,512)
- 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (11,185)
- Quarta Câmara (82,979)
- Terceira Câmara (64,622)
- Segunda Câmara (53,154)
- Primeira Câmara (17,741)
- 3ª SEÇÃO (15,917)
- 2ª SEÇÃO (11,185)
- 1ª SEÇÃO (6,730)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (118,866)
- Segunda Seção de Julgamen (111,244)
- Primeira Seção de Julgame (73,725)
- Primeiro Conselho de Cont (49,048)
- Segundo Conselho de Contr (48,858)
- Câmara Superior de Recurs (37,428)
- Terceiro Conselho de Cont (25,941)
- IPI- processos NT - ressa (4,994)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,054)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,858)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,236)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,744)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,074)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,341)
- HELCIO LAFETA REIS (3,252)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,194)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,820)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,597)
- WILDERSON BOTTO (2,539)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,394)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,803)
- 2019 (30,949)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,876)
- 2012 (23,621)
- 2023 (22,462)
- 2014 (22,374)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,076)
- 2017 (16,839)
- 2025 (16,560)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,747)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,856)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,017)
Numero do processo: 16327.000776/2005-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Exercício: 1999
Embargos.
Não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão
embargados, nega-se provimento aos embargos.
Numero da decisão: 1302-000.575
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e negar-lhe provimento.
Matéria: CSL - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CSL - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Embargos. Não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargados, nega-se provimento aos embargos.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 16327.000776/2005-08
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4798384
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1302-000.575
nome_arquivo_s : 130200575_16327000776200508_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : MARCOS RODRIGUES DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 16327000776200508_4798384.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e negar-lhe provimento.
dt_sessao_tdt : Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
id : 4741454
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:40:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041913860096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1458; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 3.29 1 22..2299 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.000776/200508 Recurso nº 167.071 Embargos Acórdão nº 130200.575 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Embargante DELEGACIA ESPECIAL DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS SP Interessado LEASING BMC S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Embargos. Não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargados, negase provimento aos embargos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos e negarlhe provimento. (documento assinado digitalmente) MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. e relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello , Luiz Tadeu Matosinho Machado, Andre Ricardo Lemes da Silva, Lavínia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Wilson Fernandes Guimarães e Irineu Bianchi Relatório Ciente do acórdão 1302000.066, proferido em 28/09/2009 pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento do CARF, a DELEGACIA ESPECIAL DE Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.000776/200508 Acórdão n.º 130200.575 S1C3T2 Fl. 4.29 2 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – SP apresenta embargos de declaração, onde afirma haver omissão no acórdão, pois aquele reconheceu a decadência do lançamento pela aplicação da súmula vinculante nº 08 do STF, sem analisar se tinha ou havido pagamento por parte da então recorrente. Traz como fundamento de sua afirmação trecho do Parecer PGFN?CAT nº 1617, de 1º de agosto de 2008, onde foi analisada a aplicação da súmula vinculante nº 8 e a forma de contagem dos prazos de decadência e prescrição das contribuições previdenciárias. Voto Conselheiro MARCOS RODRIGUES DE MELLO Não é possível aferir a tempestividade dos presentes embargos, pois pelo sistema Comprot é possível apenas verificar a data de saída do processo do CARF, não sendo possível verificar a data da chegada na Delegacia, razão pela qual considero os embargos tempestivos. Entendo não assistir razão à recorrente. À época em que o acórdão proferido ainda não vigorava o art. 62A do Regimento Interno do CARF, no que se refere aos recursos repetitivos no âmbito do STJ, onde se consolidou a interpretação da necessidade de pagamento antecipado para a aplicação do art. 150 do Código Tributário Nacional e o Parecer proferido pela douta Procuradoria da Fazenda nacional, sem aprovação pelo Ministro da Fazenda não possui efeito vinculante para este colegiado. Também é relevante considerar que este colegiado entendia, de maneira unânime, que a existência ou não de pagamento era irrelevante para a determinação da norma aplicável para verificação da decadência, sendo que, diante da inexistência de dolo, fraude ou simulação e tendo o contribuinte praticado suas obrigações, mesmo que acessórias (não era omisso, não se declarava falsamente isento ou imune, não se declarava falsamente sem movimento), a regra de decadência aplicável era a prevista no art. 150 do CTN. Entendo não poder ser a questão levantada pela DEINF resolvida em sede de embargos de declaração, mas, se cabível, em sede de recurso especial, meio processual adequado para uniformização de jurisprudência. Diante do exposto, voto por conhecer do embargos e, no mérito rejeitálos, por não ter sido demonstrada omissão, obscuridade ou contradição. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello – Relator Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 16327.000776/200508 Acórdão n.º 130200.575 S1C3T2 Fl. 5.29 3 Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Assinado digitalmente em 06/06/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 13830.001126/2006-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano-calendário: 1999
MEDIÇÃO DE RADIAÇÕES. PROFISSIONAL ESPECIALIZADO EM FÍSICA. VEDAÇÃO AO SIMPLES.
A execução de prestação de serviços de medição de radiações emitidas por aparelhos de raio-x necessita de profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Esse profissional encontra-se expressamente relacionado dentre aqueles que prestam serviços vedados para opção do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317,
de1996.
Numero da decisão: 1202-000.481
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Carlos Alberto Donassolo
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Ano-calendário: 1999 MEDIÇÃO DE RADIAÇÕES. PROFISSIONAL ESPECIALIZADO EM FÍSICA. VEDAÇÃO AO SIMPLES. A execução de prestação de serviços de medição de radiações emitidas por aparelhos de raio-x necessita de profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Esse profissional encontra-se expressamente relacionado dentre aqueles que prestam serviços vedados para opção do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317, de1996.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13830.001126/2006-74
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4663955
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1202-000.481
nome_arquivo_s : 120200481_13830001126200674_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Carlos Alberto Donassolo
nome_arquivo_pdf_s : 13830001126200674_4663955.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2011
id : 4739330
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041919102976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1687; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 44 1 43 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13830.001126/200674 Recurso nº 00000 Voluntário Acórdão nº 120200.481 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de fevereiro de 2011 Matéria SIMPLES Recorrente PRASSESSORIA EM FÍSICA MÉDICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 1999 MEDIÇÃO DE RADIAÇÕES. PROFISSIONAL ESPECIALIZADO EM FÍSICA. VEDAÇÃO AO SIMPLES. A execução de prestação de serviços de medição de radiações emitidas por aparelhos de raiox necessita de profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Esse profissional encontrase expressamente relacionado dentre aqueles que prestam serviços vedados para opção do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317, de1996. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Donassolo, Orlando José Gonçalves Bueno, Flávio Vilela Campos, Valéria Cabral Géo Verçoza, Nereida de Miranda Finamore Horta e Jaci de Assis Júnior. Fl. 44DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 45 2 Relatório A contribuinte acima identificada foi excluída da sistemática de tributação pelo Simples por intermédio do Ato Declaratório Executivo DRF/MRA n° 564.720, de 02 de agosto de 2004 (fl. 18), com efeitos a partir de 01/01/2002, em face da indicação do exercício de atividade vedada à opção: "Ensaios de materiais e de produtos; análise de qualidade". A empresa apresentou Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples SRS alegando que presta serviços de medição de radiação dos equipamentos de raiox de terceiros, bem como o controle de qualidade dos referidos equipamentos, sendo que tal atividade pode ser executada por uma pessoa comum, somente com conhecimento do aparelho de medição, não havendo exigência de habilitação profissional legal para o exercício da atividade. Alegou também que já havia sido excluído do Simples por ocasião da emissão de Ato Declaratório anterior, de nº 125.285/1999, com a motivação de exercer “atividade econômica não permitida para o Simples”, fls. 05, tendo a empresa providenciado na retificação do CNAE no cadastro CNPJ, assinalando atividade que possibilitaria sua permanência no sistema SIMPLES, de modo que a exclusão foi julgada improcedente de acordo com o Despacho da DRF/Marília, fls. 04 a 06, Sua solicitação foi indeferida, sob fundamentação de que a empresa presta serviços de controle de qualidade em equipamentos médicos, cuja atividade deve ser exercida por profissionais com habilitação legal exigida ou a eles assemelhados. Cientificada dessa decisão, interpôs sua manifestação de inconformidade, na qual reitera as razões já expostas anteriormente. A manifestação de inconformidade foi apreciada pela DRJ/Ribeirão Preto, mantendo a exclusão do SIMPLES sob o fundamento de ficou caracterizada a prestação de serviços assemelhados aos de profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida, emitindo o Acórdão nº 1419.995, de fls. 27 a 31, assim ementado: ATIVIDADE VEDADA. A pessoa jurídica que presta serviços de inspeções, ensaios de materiais,e análise de qualidade e assistência técnica, em aparelhos de raio X, está impedida de exercer opção pelo Simples, pela caracterização da prestação de serviços ASSEMELHADOS ao de profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. Solicitação Indeferida Irresignada, a empresa apresentou seu recurso voluntário a este colegiado, mediante arrazoado, de fls. 34 e 35, repisando praticamente os mesmos argumentos apresentados na peça impugnatória. É o relatório. Fl. 45DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 46 3 Voto Conselheiro Carlos Alberto Donassolo, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e nos termos da lei. Portanto, dele tomo conhecimento. A matéria em litígio diz respeito em esclarecer se a atividade desenvolvida pela empresa encontrase dentre aquelas discriminadas no inciso XIII do art. 9° da Lei n° 9.317, de1996, fundamento da exclusão contido no Ato Declaratório Executivo n° 564720, fls. 18. O inciso XIII do art. 9° da Lei n° 9.317, de1996, assim dispõe: "Artigo 9o Não poderá optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica: (...) XIII que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor. ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (grifei) Por seu turno, a atividade econômica explorada pela contribuinte consta do seu Contrato Social, fls. 11, assim discriminada: “assessoramento e execução de serviços de radioproteção, dosimetria e controle de qualidade em equipamentos médicos". Já o quadro societário da empresa é composto por um profissional com formação em física e outro profissional com a indicação de desenhista. A recorrente argumenta que a atividade por ele exercida consiste na “prestação de serviços de medição de radiação dos equipamentos de RX de terceiros, assim também o controle de qualidade dos referidos equipamentos, sendo que tal serviço é executado por uma pessoa comum somente com conhecimento do aparelho de medição”, não se encontrando dentre aquelas arroladas no inciso XIII, art. 9º da lei nº 9.317, de 1996, nem necessitando de profissional legalmente habilitado para poder exercêla. Creio não assistir razão à recorrente. A atividade de medição de radiação dos equipamentos de raiosx, bem como o controle de qualidade dos referidos equipamentos, necessariamente exigem a presença de pessoa habilitada para a sua operação. Tratamse de equipamentos que possuem um certo grau de complexidade, que necessitam de cuidados especiais dado o teor de periculosidade que possuem. Fl. 46DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 47 4 Via de regra, as atividades desenvolvidas pela recorrente, denotam ser atividades em que especificamente se manuseiam fontes radioativas, seja de medição ou de manutenção dos equipamentos que emitem radiações, tais como calibração, medições, testes e inspeções. Com efeito, a Portaria do Ministério da Saúde nº 453, de 01 de junho de 1998, regula a utilização, dentre outros, dos aparelhos de raiosx de diagnósticos. Em vários de seus dispositivos, a norma exige que a execução dos serviços seja feita por especialista em física de radiodiagnóstico (ou com certificação equivalente) para que seja autorizado o funcionamento dos aparelhos de raiosx. Dentre os serviços realizados por especialista em física, encontramse o cálculo da blindagem dos equipamentos, levantamento radiométrico, medidas de proteção e controle de qualidade das radiações, conforme trechos que se transcreve: 3.4 Nenhum serviço de radiodiagnóstico pode funcionar sem estar devidamente licenciado pela autoridade sanitária local. (...) 3.6 A aprovação de projeto está condicionada à análise e parecer favorável sobre os seguintes documentos: a) Projeto básico de arquitetura das instalações e áreas adjacentes, conforme Portaria 1884/94 do Ministério da Saúde ou outra que venha a substituíla, incluindo: (...) (iii) descrição técnica das blindagens (portas, paredes, piso, teto, etc.) incluindo material utilizado, espessura e densidade. (...) d) Planilha de cálculo de blindagem assinada por um especialista em física de radiodiagnóstico, ou certificação equivalente, reconhecida pelo Ministério da Saúde. (...) 3.9 O memorial descritivo de proteção radiológica deve conter, no mínimo: (...) (ii) relatório de levantamento radiométrico, emitido por especialista em física de radiodiagnóstico (ou certificação equivalente), comprovando a conformidade com os níveis de restrição de dose estabelecidos neste Regulamento; (...) 3.25 Compete aos titulares e empregadores, no âmbito do seu estabelecimento, a responsabilidade principal pela Fl. 47DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 48 5 segurança e proteção dos pacientes, da equipe e do público em geral, devendo assegurar os recursos materiais e humanos e a implementação das medidas necessárias para garantir o cumprimento dos requisitos deste Regulamento. Para tanto, os titulares e empregadores devem: (...) g) Assessorarse de um especialista de física de radiodiagnóstico na execução das medidas de proteção radiológica no âmbito do serviço, incluindo controle de qualidade. Como se percebe da redação dos dispositivos acima transcritos, as diversas atividades desenvolvidas em aparelhos de radiodiagnóstico, tais como, de cálculo da blindagem dos equipamentos, levantamento radiométrico, medidas de proteção e controle de qualidade das radiações, atividades típicas daqueles locais onde existem e funcionam equipamentos de raiosx, exigem a execução de medição de radiações por profissional especializado em física de radiodiagnóstico, dentre eles o físico. Pois é justamente nessa atividade de medição de radiações emitidas por aparelhos de raiosx que a recorrente alega prestar serviços, o que me leva a concluir da necessidade da presença de um profissional com formação em física para a sua execução. Com efeito, o quadro societário da recorrente é composto por um profissional formado em física, o físico, o que vem reforçar a tese de que se trata de empresa que executa atividades que necessita de profissional com essa especialidade, o qual se encontra expressamente relacionado dentre as atividades de prestação de serviços vedadas pela legislação do SIMPLES, nos termos do inciso XIII, art. 9° da Lei n° 9.317, de1996, acima transcrito. Dessa forma, entendo que os serviços de medição de radiação dos equipamentos de raiosx, executados pela empresa interessada, necessitam de profissional especializado (físico), diferentemente do que alegou a recorrente, encontrando vedação expressa na legislação para opção na sistemática do Simples. Por fim, quanto à alegação de que uma exclusão anterior da sistemática do Simples teria sido julgada improcedente, conforme Despacho da DRF/Marília, fls. 04 a 06, entendo que a motivação entre os dois Atos de Exclusão são distintos, o que possibilita a mudança de entendimento. Além disso, um Ato posterior pode perfeitamente alterar a situação antes examinada, em atendimento ao princípio da legalidade a que está obrigada a administração pública (art. 37 da Constituição Federal), onde atos administrativos eivados de falhas ou de vícios podem e devem ser revistos, como é o caso que ora se apresenta. Em face do exposto, voto para que seja negado provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Fl. 48DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13830.001126/200674 Acórdão n.º 120200.481 S1C2T2 Fl. 49 6 Fl. 49DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/03/2011 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Assinado digitalmente em 14/03/2011 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
score : 1.0
Numero do processo: 10850.900930/2008-73
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL
Ano calendário:2004
Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A
MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos
comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de
compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional).
IRPJ. CSLL. EVENTUAL EXCESSO DE RECOLHIMENTO POR
ESTIMATIVA. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.
Eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96.
IRPJ e CSLL – EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado
o período de apuração do imposto de renda, a exigência de
recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real ou base de cálculo positiva da CSLL.
DILIGÊNCIA/PERÍCIA – A admissibilidade de diligência, por não se
constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão.
Numero da decisão: 1802-000.810
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Ano calendário:2004 Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional). IRPJ. CSLL. EVENTUAL EXCESSO DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96. IRPJ e CSLL – EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado o período de apuração do imposto de renda, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real ou base de cálculo positiva da CSLL. DILIGÊNCIA/PERÍCIA – A admissibilidade de diligência, por não se constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10850.900930/2008-73
anomes_publicacao_s : 201102
conteudo_id_s : 4671692
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 04 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1802-000.810
nome_arquivo_s : 180200810_10850900930200873_201102.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10850900930200873_4671692.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
id : 4739125
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041922248704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2159; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 114 1 113 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.900930/200873 Recurso nº 611.547 Voluntário Acórdão nº 180200.810 – 2ª Turma Especial Sessão de 23/02/2011 Matéria CSLL Recorrente LATICINIOS MATINAL LTDA Recorrida 5ª Turma da DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2004 Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional). IRPJ. CSLL. EVENTUAL EXCESSO DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96. IRPJ e CSLL – EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado o período de apuração do imposto de renda, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real ou base de cálculo positiva da CSLL. DILIGÊNCIA/PERÍCIA – A admissibilidade de diligência, por não se constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da Fl. 117DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 autoridade julgadora como meio de melhor apurar os fatos, podendo como tal dispensar quando entender desnecessária ao deslinde da questão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior, Nelso Kichel, Nereida de Miranda Finamore Horta e Gilberto Baptista. Fl. 118DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 115 3 Relatório Por economia processual e bem resumir os fatos adoto o relatório da decisão recorrida (fl.60) que a seguir transcrevo: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (CSLLestimativa mensal, código de arrecadação 2484). Por meio de despacho decisório, foi indeferido o pedido, e declarada não homologada a compensação, ante constatação de que o pagamento indicado pela interessada foi integralmente utilizado para quitação de débitos de sua responsabilidade, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados na PER/DCOMP. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, a regularidade dos procedimentos por si adotados. Aduz que a irregularidade decorreria de erro material em retificação de DCTF, onde constariam antigos valores declarados, referentes ao período de apuração de 06/2004. A divergência poderia ser sanada pela retificação da DCTF (2° trim. de 2004) e pela verificação da DIPJ. Sustenta que nada deve ao erário, e que caberia homologação do crédito postulado. Ao final, requer seja conhecida a manifestação de inconformidade, extinto o crédito , tributário, autorizada a retificação da DCTF, admitida a juntada posterior de documentos e comunicada a decisão em endereço noticiado na manifestação de inconformidade. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Ribeirão Preto/SP) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida mediante o venerando Acórdão nº 26.186 de 25 de setembro de 2009 (fls.59/66), cientificado ao interessado em 06/11/2009 (AR fl.67). A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.59): Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 2004 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. ANTECIPAÇÃO. Os recolhimentos de CSLL por estimativa são meras antecipações, não sendo passíveis de restituição, a não ser após a apuração de saldo negativo ao final do anocalendário. Fl. 119DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente A empresa interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 07/12/2009, fls.67/76, trazendo os seguintes argumentos, em síntese, para contraditar a decisão recorrida: que o equivoco cometido na DCTF do segundo trimestre de2004, posteriormente corrigido pela DIPJ/2005, quanto à apuração da CSLL referente ao mês de junho de 2004, gerou à recorrente um crédito tributário, eis que efetuou, em junho de 2004, recolhimento indevido a título de CSLL, na ordem R$ 4.691,21; que, tendo a recorrente promovido recolhimento indevido deveria ter recolhido R$ 24.510,32 mas recolheu R$ 29.201,53 a titulo de CSLL no mês de JUNHO DE 2004 conforme DIPJ/2005 tal recolhimento indevido resulta passível de ser CREDITADO; que, os dados necessários para aferir a base de cálculo negativa da CSLL em JUNHO de 2004 encontramse inequívocos na DIPJ/2005, que se encontra na base de dados da Receita Federal; que, as declarações contidas na DIPJ/2005, revestemse da credibilidade necessária para o fim de serem aceitas e acatadas e, que não foram rejeitadas pela autoridade fiscal; que, a fiscalização validou, ainda que de forma implícita, o conteúdo das informações contidas na da DIPJ/2005, razão pela qual não pode, sob pena de subversão aos princípios que norteiam o direito tributário, apresentar, apenas em sede de julgamento, questionamentos com vistas a subtrair da recorrente seu direito ao crédito; que, estando o julgador na dúvida quanto aos valores da DIPJ/2005 deveria ter convertido o julgamento em diligência, restando, por conseguinte, lDÔNEA E INQUESTIONÁVEL a DIJP/2005 apresentada pela recorrente, até que se tenha algum dado objetivo que possa dizer ao contrário; que, não se conforma com o acórdão ora guerreado, no que tange à alegação segundo a qual a contribuinte deveria trazer provas, lastreadas em lançamentos contábeis e documentos fiscais, com vistas à ratificar sua DIPJ/2005, tanto mais porque em momento alguma a idoneidade desta DIPJ fora questionada por quem quer que fosse, assim como também não houve qualquer solicitação de apresentação de documentos complementares. Para fortalecer suas alegações a recorrente transcreve julgados administrativos à fl.75/76 sobre a verdade material no processo administrativo. Finalmente a recorrente requer seja provido o recurso voluntário, para o fim de decretar a procedência da manifestação de inconformidade veiculada pela recorrente, ou ainda, anular o Fl. 120DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 116 5 acórdão recorrido, convertendo o julgamento em diligencia, para o exame dos documentos julgados porventura necessários à ratificação da DIJP/2005. É o relatório. Fl. 121DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, dele conheço. Conforme relatado o presente processo trata do PER/DCOMP nº 30114.43817.081104.1.7.047239, fls.47/51, em que a contribuinte pretende compensar débitos de CSLL (código 2484: R$ 3.933,73) por estimativa apurado em julho/2004, com alegado crédito decorrente de CSLL por estimativa (código 2484) apurada em junho/2004. O fundamento para o indeferimento do pedido no despacho decisório (fl.45) pela autoridade administrativa é que constatou que o valor do alegado crédito original de R$ 29.201,53, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação da CSLL por estimativa relativa ao período de apuração de 30/06/2004 no valor de R$ 29.201,53, não restando crédito disponível para compensação do débito informado no PER/DCOMP, no valor de R$ 3.933,73 relativo ao período de julho/2004. No recurso, a defesa é no sentido de que tendo a recorrente obtido prejuízo em relação ao mês de JUNHO/2004 não há sequer uma BASE DE CÁLCULO para apuração de CSLL no tocante a este período, significando, isso, que qualquer recolhimento tributário que tenha sido promovido a tal título, representa RECOLHIMENTO INDEVIDO e portanto passível de ser utilizado como crédito tributário. De plano, constatase na DIPJ/2005 (fl.12), Base de cálculo positiva de R$ 546.183,75 e CSLL apurada no valor de R$ 49.156,54, logo, cai por terra o “PREJUÍZO” relativo a JUNHO/2004 alegado pelo contribuinte para justificar o pagamento indevido. O DARF mencionado no Despacho Decisório é o mesmo discriminado no PER/DCOMP em questão. A compensação declarada não foi homologada porque declarado para quitação da CSLL por estimativa relativa ao período de apuração de débito de CSLL (código 2484: R$ 3.933,73) por estimativa apurado em julho/2004, DARF no valor de R$ 29.201,53 utilizado pelo próprio interessado referente a débito de CSLL (código 2484) por estimativa apurado em junho/2004 no valor de R$ 29.201,53. Cumpre lembrar que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, as inconsistências alegadas pelo interessado não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil (conta do ativo a recuperar em que se demonstre sua evolução até julho/2004 e a contrapartida do tributo a recolher registrado em conta do passivo, bem como balanços ou balancetes mensais de suspensão até julho/2004, transcritos no Diário ou LALUR), tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário NacionalCTN). Fl. 122DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 117 7 Dessarte, não havendo a recorrente trazido aos autos o conjunto probatório do crédito alegado não há falar em excesso de estimativa relativo ao mês de junho/2004. Sobre o pleito da recorrente para converter o julgamento em diligência, o artigo 29 do Decreto nº 70.235/75 informa o princípio do livre convencimento do julgador quando estabelece que “ Na apreciação da prova , a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”. Como se vê, o artigo 29 diz respeito, à liberdade da autoridade julgadora na apreciação da prova. O julgador na análise das provas produzidas nos autos, deve decidir conforme o seu convencimento Com efeito, a admissibilidade de diligência ou perícia, por não se constituir em direito do autuado, depende do livre convencimento da autoridade julgadora como meio de melhor apurar a verdade material, ou seja, melhor apurar os fatos que constituem o processo, podendo como tal dispensar quando entender desnecessárias ao deslinde da questão diante dos elementos acostados aos autos. A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. É certo que o artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Desse modo, não há justificativa plausível para a conversão do julgamento em diligência, razão pela qual deve ser rejeitada a diligência pleiteada. Compulsandose os autos, observase que o contribuinte adotou o regime de tributação com base no lucro real, portanto, sujeita ao pagamento do IRPJ e CSLL mensal por estimativa e apuração do lucro em 31 de dezembro do ano calendário, conforme preceituado no artigo 2º da Lei nº 9.430/96. No que tange ao pagamento por estimativa o artigo 6º da Lei nº 9.430/96 assim dispõe: Art.6º O imposto devido, apurado na forma do art. 2º, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir. §1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no §2º; II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa Fl. 123DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. §2º O saldo do imposto a pagar de que trata o inciso I do parágrafo anterior será acrescido de juros calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir de 1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. §3º O prazo a que se refere o inciso I do §1º não se aplica ao imposto relativo ao mês de dezembro, que deverá ser pago até o último dia útil do mês de janeiro do ano subseqüente (Grifos adicionados) (G.N) Assim, o eventual excesso nos recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro do ano calendário, momento do fato gerador do IRPJ e CSLL, poderá ser restituído ou compensado como pagamento a maior apurado decorrente do ajuste anual configurado, como saldo negativo, em consonância com o artigo 6º da Lei nº 9.430/96 acima transcrito. De outra banda, restando saldo do imposto a pagar em 31 de dezembro será acrescido de juros calculados à taxa SELIC, a partir de 1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. Verificase que o débito a ser compensado se refere a recolhimento de CSLL (código: 2484, fl.46) devido por estimativa relativo ao mês de julho do ano calendário de 2004. Para as pessoas jurídicas que optarem pelo balanço anual, o fato gerador do imposto de renda e da CSLL ocorre em 31 de dezembro de cada ano, data da apuração do lucro real. Como visto acima, o recolhimento mensal por estimativa se reveste, na hipótese, de uma característica de provisoriedade, onde encerrado o ano calendário é calculado o montante do tributo efetivamente devido, podendo resultar, na declaração de ajuste, recolhimento a maior, por estimativa, no curso do anocalendário, caso em que a contribuinte tem direito à restituição ou compensação, ou ainda uma diferença de tributo a ser recolhido. Dentro de tal contexto, e, guardando coerência com os mesmos fundamentos jurídicos para negar a restituição ou compensação de valores fundados em recolhimentos por estimativa, após 31 de dezembro concluise que, encerrado o período de apuração do imposto de renda e CSLL em 31/12/2004, a exigência de recolhimentos por estimativa do IRPJ e da CSLL deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece o efetivamente devido com base no lucro real e base de cálculo positiva da CSLL, se for o caso. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso, mantendo o indeferimento ao pedido de restituição e a nãohomologação da compensação efetuada pelo contribuinte, como posto na decisão recorrida, porém, a autoridade administrativa preparadora da Delegacia da Receita Federal do Brasil de São José do Rio Preto/SP, deverá cancelar a exigência fiscal por se tratar de débito por estimativa de que trata o PER/DCOMP em comento. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10850.900930/200873 Acórdão n.º 180200.810 S1TE02 Fl. 118 9 Fl. 125DF CARF MF Emitido em 23/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001192/2007-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005
Ementa: EMBARGOS DECLARATÒRIOS.
Existente a contradição argüida os embargos declaratórios hão de ser acolhidos, com efeitos infringentes, para corrigila.
PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO
A parte dispositiva do acórdão deve ser alterada para que se adequar ao que efetivamente restou decidido pelo Colegiado e que consta do voto condutor do acórdão.
Numero da decisão: 3402-001.393
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, de forma a adequar a parte dispositiva do acórdão ao que foi efetivamente decido pelo Colegiado e que consta do voto condutor, nos termos do voto.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Ano-calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 Ementa: EMBARGOS DECLARATÒRIOS. Existente a contradição argüida os embargos declaratórios hão de ser acolhidos, com efeitos infringentes, para corrigila. PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO A parte dispositiva do acórdão deve ser alterada para que se adequar ao que efetivamente restou decidido pelo Colegiado e que consta do voto condutor do acórdão.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11516.001192/2007-62
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 5124193
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3402-001.393
nome_arquivo_s : 3402001393_11516001192200762_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : NAYRA BASTOS MANATTA
nome_arquivo_pdf_s : 11516001192200762_5124193.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, de forma a adequar a parte dispositiva do acórdão ao que foi efetivamente decido pelo Colegiado e que consta do voto condutor, nos termos do voto.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 07 00:00:00 UTC 2011
id : 4742715
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:41:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041924345856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1626; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.001192/200762 Recurso nº 153.630 Embargos Acórdão nº 3402001393 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 07 de julho de 2011 Matéria embargos Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado VONPAR REFRESCOS SA Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 Ementa: EMBARGOS DECLARATÒRIOS. Existente a contradição argüida os embargos declaratórios hão de ser acolhidos, com efeitos infringentes, para corrigila. PARTE DISPOSITIVA DO ACÓRDÃO A parte dispositiva do acórdão deve ser alterada para que se adequar ao que efetivamente restou decidido pelo Colegiado e que consta do voto condutor do acórdão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em acolher os embargos declaratórios, com efeitos infringentes, de forma a adequar a parte dispositiva do acórdão ao que foi efetivamente decido pelo Colegiado e que consta do voto condutor, nos termos do voto. Nayra Bastos Manatta – Presidente e relatora N Redator designado. EDITADO EM: 04/08/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL (suplente), JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEÃO (suplente). Fl. 1DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Assinado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA 2 Relatório Tratase de embargos declaratórios interposto pela PFN sob o argumento de que a decisão proferida pela Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção de Julgamento do CARF incorreu em contradição ao fazer constar na parte dispositiva do acórdão no item II que “pelo voto de qualidade deuse provimento para considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD” ao passo que no voto vencedor consta que “Vale ressaltar que, ainda que tenha obtido, posteriormente, o referido ato declaratório os efeitos por ele produzidos não retroagem parta albergar atos anteriores à sua expedição. Desta forma, entendo que correto o lançamento e a decisão recorrida que o manteve por considerar que a redução de alíquota em 50% referente ao beneficio fiscal previsto no art. 57, I do RIPI/98 não poderia ter sido aplicada pela recorrente em virtude da inexistência de ato declaratório proferido pela SRF que concedesse o beneficio fiscal em questão.” Conclui o voto vencedor por “dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito ao creditamento do IPI dos insumos aditivos SU 221, usado na lavadora de retornáveis para remoção de ferrugem do gargalo; detergente para lavagem de garrafas retornáveis; solvente comprint ref 168545Q branco, usado para diluir a tinta no processo de codificação da linha de retornáveis” É o relatório. Voto Conselheiro Nayra Bastos Manatta Realmente embora o voto vencedor tenha considerado que efeitos do AD não retroagem parta albergar atos anteriores à sua expedição, constou da parte dispositiva do acórdão que foi dado provimento por qualidade para “considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD” Fl. 2DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Assinado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Processo nº 11516.001192/200762 Acórdão n.º 3402001393 S3C4T2 Fl. 2 3 Verificase assim uma inegável contradição entre o voto e a parte dispositiva do acórdão, razão pela qual os embargos devem ser acolhidos para sanala. De fato o que foi decidido pelo Colegiado foi, pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso por “considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal” Neste posicionamento foram vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD Assim sendo acolho os embargos declaratórios, com efeitos infringentes para que se altere a parte dispositiva do Acórdão embargado que passará a ter a seguinte redação: Acordam os membros do Colegiado, em dar provimento parcial ao recurso da seguinte forma: 1) por unanimidade de votos, reconheceuse o direito ao creditamento do IPI dos insumos aditivos SU 221, usado na lavadora de retornáveis para remoção de ferrugem do gargalo; detergente para lavagem de garrafas retornáveis; solvente comprint ref 168545Q branco, usado para diluir a tinta no processo de codificação da linha de retornáveis; e II) pelo voto de qualidade negar provimento para considerar indispensável a existência do AD para fruição do beneficio fiscal. Vencidos os Conselheiros Ali Zraik Júnior, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça e Leonardo Siade Manzan que consideravam prescindível a existência do AD. Fez sustentação oral pela Recorrente, o Dr. Gustavo Nygaard OAB/RS n° 29.023.” É como voto. Nayra Bastos Manatta Relator Fl. 3DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA Assinado digitalmente em 04/08/2011 por NAYRA BASTOS MANATTA
score : 1.0
Numero do processo: 36100.000038/2006-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2004
PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO DA ESCRITURAÇÃO DOS FATOS GERADORES. Deixar o sujeito passivo de escriturar, em títulos próprios de sua contabilidade, os fatos geradores de
todas as contribuições previdenciárias caracteriza infração à legislação da Previdência Social, por descumprimento de obrigação acessória.
ATENUAÇÃO DA MULTA. FALTA DE CORREÇÃO DA INFRAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. Para que ocorra a atenuação ou relevação da
penalidade, o infrator deve corrigir a falta até a decisão de primeira instância administrativa.
DESCUMPRIMENTO DE PRINCÍPIO CONTÁBIL O
Princípio da Competência prescreve que as despesas sejam reconhecidas quando da ocorrência do fato gerador e não quando das entradas e saídas de caixa que elas proporcionam.
Recurso voluntário Negado
Numero da decisão: 2401-001.788
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201104
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO DA ESCRITURAÇÃO DOS FATOS GERADORES. Deixar o sujeito passivo de escriturar, em títulos próprios de sua contabilidade, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias caracteriza infração à legislação da Previdência Social, por descumprimento de obrigação acessória. ATENUAÇÃO DA MULTA. FALTA DE CORREÇÃO DA INFRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Para que ocorra a atenuação ou relevação da penalidade, o infrator deve corrigir a falta até a decisão de primeira instância administrativa. DESCUMPRIMENTO DE PRINCÍPIO CONTÁBIL O Princípio da Competência prescreve que as despesas sejam reconhecidas quando da ocorrência do fato gerador e não quando das entradas e saídas de caixa que elas proporcionam. Recurso voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 36100.000038/2006-03
anomes_publicacao_s : 201104
conteudo_id_s : 4654901
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 12 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-001.788
nome_arquivo_s : 2401001788_36100000038200603_201104.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 36100000038200603_4654901.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
id : 4740200
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041930637312
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1692; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 340 1 339 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 36100.000038/200603 Recurso nº 243.635 Voluntário Acórdão nº 240101.788 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de abril de 2011 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente SR CONSTRUCOES E INCORPORAÇÕES LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA SRP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO DA ESCRITURAÇÃO DOS FATOS GERADORES. Deixar o sujeito passivo de escriturar, em títulos próprios de sua contabilidade, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias caracteriza infração à legislação da Previdência Social, por descumprimento de obrigação acessória. ATENUAÇÃO DA MULTA. FALTA DE CORREÇÃO DA INFRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Para que ocorra a atenuação ou relevação da penalidade, o infrator deve corrigir a falta até a decisão de primeira instância administrativa. DESCUMPRIMENTO DE PRINCÍPIO CONTÁBIL O Princípio da Competência prescreve que as despesas sejam reconhecidas quando da ocorrência do fato gerador e não quando das entradas e saídas de caixa que elas proporcionam. Recurso voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente. Marcelo Freitas de Souza Costa Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA Assinado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, 27/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire; Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira; Kleber Ferreira de Araújo; Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Marcelo Freitas de Souza Costa Fl. 2DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA Assinado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, 27/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 36100.000038/200603 Acórdão n.º 240101.788 S2C4T1 Fl. 341 3 Relatório Tratase de auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado, por descumprimento de obrigação acessória prevista no art. 32, inciso II da Lei 8212/91. De acordo com o Relatório fiscal de fls. 06, ao analisar a escrituração contábil da empresa, a fiscalização constatou que não foram lançados na contabilidade, fatos geradores de contribuições previdenciárias referentes às remunerações de mão de obra pagas a segurados empregados e contribuintes individuais, pela prestação de serviços para execução de obras de construção civil. Inconformada com a Decisão de fls. 48 a 52, a empresa apresentou recurso alegando em apertada síntese: Que do que se depreende do Relatório Fiscal, a recorrente foi autuada por supostamente não ter lançado em sua contabilidade o pagamento de honorários profissionais na elaboração de quadro de cálculo de área e também o pagamento de rescisões trabalhistas nas duas obras edificadas durante o período fiscalizado. Insurgese contra a autuação pois, segundo a recorrente, todas as rescisões trabalhistas foram laçadas na contabilidade e informadas através de GFIP’s; Como prova disto, temse que no próprio demonstrativo da omissão na contabilidade elaborado pelo Auditor Fiscal, aponta diferenças que, na verdade se tratava de pagamentos efetuados no mês seguinte, já que a empresa adota o regime de Caixa, o que justifica a diferença encontrada, o que ocorreu também com relação a todas as rescisões trabalhistas. Alega que, com relação aos honorários de profissionais na elaboração de quadros de cálculos, estes foram elaborados a título gratuito em face da pequena significância do trabalho. Entende que a multa não se enquadra no princípio da legalidade em virtude da primariedade na infração cometida, devendo ser relevada nos termos do parágrafo primeiro do art. 684 da IN 100/2003, dispositivo em que a recorrente se enquadra. Requer a relevação da multa. A SRP apresentou contra razões pugnando pela manutenção da autuação. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA Assinado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, 27/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa O recurso é tempestivo e estão presentes os pressupostos de admissibilidade. Em que pese o inconformismo da recorrente em suas razões de recurso, entendo não merecer qualquer reforma a decisão ora guerreada. Inicialmente cumpre esclarecer que da análise dos documentos acostados ao presente processo, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, quais sejam: 1 Há autorização por meio da emissão do Mandato de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do auditor fiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; 2 –Houve intimação para a apresentação dos documentos conforme Termos de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; e 3 –A autuação foi realizada dentro do prazo autorizado pelo referido mandato, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes. Por outro lado, embora a recorrente tenha feito o registro contábil do pagamento do valor total das rescisões de dois de seus empregados em 05/2004, não lançou em títulos próprios da contabilidade, de forma discriminada, as verbas remuneratórias que estão sujeitas a incidência de contribuições previdenciárias. Da mesma forma, na competência 02/2002 omitiu em seus registros contábeis relativos ao saldo de salário de outros três empregados quando de suas rescisões. Não bastassem tais incorreções, a alegação de que a empresa adota o regime de Caixa, não altera a autuação, já que o procedimento adotado feriu o Princípio Contábil da Competência onde as receitas e despesas deveriam ter sido reconhecidas na apuração do resultado do período em que ocorreram, ou seja, na competência em que efetivamente se deu a prestação dos serviços. No que se refere ao argumento de que as verbas rescisórias foram lançadas na conta denominada “indenizações trabalhistas”, a recorrente não trouxe aos autos as cópias dos Livros Diários que comprovassem tais lançamentos, pondo por terra sua argumentação. Temos então que, o fato da empresa ter registrado na contabilidade essas despesas, mesmo que de forma contrária aos Princípios Contábeis Fundamentais, acaba por representar uma confissão da ocorrência da falta que deu ensejo ao AI. Quanto ao não lançamento de valores referentes a honorários sobre a elaboração de quadros de cálculo de área, temos alguns aspectos a serem levados em consideração. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA Assinado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, 27/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 36100.000038/200603 Acórdão n.º 240101.788 S2C4T1 Fl. 342 5 Embora crível a alegação de que tais serviços ocorreram a “título gratuito”, entendo que tias argumentos somente são aceitáveis mediante comprovação efetiva do não pagamento de referidos honorários. Realmente, em alguns casos podese concluir que referido serviço seja de pequena significância, como nos casos em que o profissional fecha um grande contrato com o construtor de uma obra e faz a elaboração do quadro de cálculo de área daquela ou de outras obras do contratante sem nenhum ônus para este. Contudo, não há nos autos nenhum documento que ampare esta tese para que possamos concluir pela gratuidade do serviço efetuado no presente caso. Não basta simplesmente alegar, tem que produzir prova capaz de demonstrar a veracidade das alegações para que o órgão julgador possa decidir de forma concreta ao caso sob análise. O pedido de relevação da multa não deve ser acolhido tendo em vista que a empresa não comprovou o preenchimento dos requisitos ensejadores de tal benefício, conforme previsão do § 1º do art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3048/99 in verbis: Art. 291 (...) § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver incorrido em nenhuma circunstância agravante. Do que se depreende dos autos não houve a correção da falta, portanto, não há como a multa ser relevada ou ainda atenuada. Ante ao exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO, para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO mantendo a decisão recorrida. Marcelo Freitas de Souza Costa Fl. 5DF CARF MF Emitido em 28/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA Assinado digitalmente em 23/04/2011 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, 27/04/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 11020.003360/2007-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006
CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO JUROS E MULTA MORATÓRIA EM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS CUJA EXIGIBILIDADE ENCONTRA-SE
SUSPENSA.
Depósitos judiciais realizados à disposição do credor, impedem a fluência dos juros e da multa moratória, a partir do implemento do depósito.
A discussão em juízo da incidência de contribuições previdenciárias não obsta o lançamento, mas tão somente a cobrança das contribuições nele lançadas até o transito em julgado do processo.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006
CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO INCRA DISCUSSÃO
JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.
A propositura de ação não impede o conhecimento de matérias que não estejam sendo discutidas em juízo.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL SÚMULA
VINCULANTE STF.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de nº 8, “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
O depósito em juízo do montante integral de contribuições incluídas em ação judicial, inspira a aplicação do art. 150, §4° do CTN, uma vez que do transito em julgado resulta a conversão em renda, representando antecipação de recolhimento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-001.703
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I)
conhecer parcialmente do recurso; e II) Na parte conhecida: a) declarar a decadência até a competência 08/2002; e b) no mérito, dar provimento parcial para excluir juros e multa.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006 CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO JUROS E MULTA MORATÓRIA EM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS CUJA EXIGIBILIDADE ENCONTRA-SE SUSPENSA. Depósitos judiciais realizados à disposição do credor, impedem a fluência dos juros e da multa moratória, a partir do implemento do depósito. A discussão em juízo da incidência de contribuições previdenciárias não obsta o lançamento, mas tão somente a cobrança das contribuições nele lançadas até o transito em julgado do processo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006 CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO INCRA DISCUSSÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. A propositura de ação não impede o conhecimento de matérias que não estejam sendo discutidas em juízo. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de nº 8, “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O depósito em juízo do montante integral de contribuições incluídas em ação judicial, inspira a aplicação do art. 150, §4° do CTN, uma vez que do transito em julgado resulta a conversão em renda, representando antecipação de recolhimento. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 15 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11020.003360/2007-26
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4655024
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 07 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-001.703
nome_arquivo_s : 2401001703_11020003360200726_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 11020003360200726_4655024.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) conhecer parcialmente do recurso; e II) Na parte conhecida: a) declarar a decadência até a competência 08/2002; e b) no mérito, dar provimento parcial para excluir juros e multa.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2011
id : 4739658
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044041957900288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2156; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 96 1 95 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.003360/200726 Recurso nº 264.895 Voluntário Acórdão nº 240101.703 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de março de 2011 Matéria TERCEIROS, INCRA, DEPÓSITO JUDICIAL Recorrente SOPRANO ELETROMETAL HIDRAULICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006 CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO JUROS E MULTA MORATÓRIA EM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS CUJA EXIGIBILIDADE ENCONTRASE SUSPENSA. Depósitos judiciais realizados à disposição do credor, impedem a fluência dos juros e da multa moratória, a partir do implemento do depósito. A discussão em juízo da incidência de contribuições previdenciárias não obsta o lançamento, mas tão somente a cobrança das contribuições nele lançadas até o transito em julgado do processo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2006 CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO INCRA DISCUSSÃO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. A propositura de ação não impede o conhecimento de matérias que não estejam sendo discutidas em juízo. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, “São inconstitucionais os Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O depósito em juízo do montante integral de contribuições incluídas em ação judicial, inspira a aplicação do art. 150, §4° do CTN, uma vez que do transito em julgado resulta a conversão em renda, representando antecipação de recolhimento. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) conhecer parcialmente do recurso; e II) Na parte conhecida: a) declarar a decadência até a competência 08/2002; e b) no mérito, dar provimento parcial para excluir juros e multa. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 240101.703 S2C4T1 Fl. 97 3 Relatório A presente NFLD, lavrada sob o n. 37.115.7374, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa destinadas a outras entidades e fundos – TERCEIROS, mais especificamente, destinadas ao INCRA. O lançamento compreende competências entre o período de 11/2001 a 13/2006 inclusive o 13º salário, e tem por objetivo evitar a decadência dos valores destinados ao INCRA, que estão sendo objeto de discussão judicial e foram objeto de depósito judicial, conforme descrito em relatório fiscal. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 17/09/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/09/2007. Não conformado com a notificação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 49 a 54. Foi emitida a DecisãoNotificação DN que não conheceu do recurso, por considerar que a matéria está sendo questionada em juízo, fls. 68 a 72 Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 76 a 82, onde, em síntese a recorrente alegou o seguinte: Além de desconsiderar o impedimento da cobrança dos créditos tributários, a Fiscalização lançou valores a título de multa e juros pela taxa Selic, com fundamento nos artigos 34 e 35 da Lei n°8.212/91. No entanto, consta em tais artigos que a multa de mora somente incidirá no caso de atraso do recolhimento das contribuições previdenciárias, o que não se evidencia no caso em questão, posto que existe regular depósito judicial das exações em discussão. Argumenta que a decisão que não conheceu a impugnação restringiuse basicamente ao argumento de que a NFLD foi lavrada a fim de se evitar a decadência caso houvesse o levantamento dos valores depositados antes do trânsito em julgado pela Recorrente. Ocorre que, tal argumento não procede, considerando que o STF já firmou entendimento no sentido de que o levantamento dos valores depositados só é possível após o trânsito em julgado da sentença: Também não prospera a alegação de que o ajuizamento da ação judicial importa em renúncia aos recursos na esfera administrativa, considerando que a ação judicial foi interposta antes da lavratura da NFLD e que isso seria uma afronta ao princípio da ampla defesa. Resta evidente a necessidade de reforma da decisão, sob pena de afronta a dispositivos constitucionais e à jurisprudência dos tribunais superiores, requerendo a integral reforma da decisão recorrida, para cancelar a Notificação Fiscal de Lançamento de débito. É o Relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 95. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS PRELIMINARES AO MÉRITO DECADÊNCIA Primeiramente, cumprenos apreciar a decadência do direito de efetivar ao lançamento, mesmo que de ofício, posto tratarse matéria a ser apreciada em sede de preliminar. Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art. 45 da Lei 8212/91 (10 anos), outrora defendido , à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Citese o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela 1a Seção no Recurso Especial de n º 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ISS. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 240101.703 S2C4T1 Fl. 98 5 ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO LEI Nº 406/68. ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. FIXAÇÃO. OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.º DO ART. 20 DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICOPROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. INOCORRÊNCIA. ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cujo fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. 2. A lista de serviços anexa ao Decretolei n.º 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindose, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ, publicado no DJ de 24.02.2006; Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006). 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao DecretoLei 406/68 demanda o reexame do conteúdo fático probatório dos autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01.09.2006). 4. Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria fáticoprobatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ). 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n.º 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nos autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência. 6. Vencida a Fazenda Pública, a fixação dos honorários advocatícios não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 4º, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592.430/MG, publicado no DJ de 29.11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do STJ, e no entendimento sumulado do Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Pretório Excelso: "Salvo limite legal, a fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF).8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210). 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, contase do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, I, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como inexistindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular, cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal. 12. Por seu turno, nos casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 240101.703 S2C4T1 Fl. 99 7 sujeitos a lançamento de ofício) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso I, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § 4º, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo final desse período, consolidamse simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de ofício" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigurase como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casu, reiniciado. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação formalizadora do ilícito, operarseá ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 171). 15. Por fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial iniciase da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casu: (a) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimplida, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deuse em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intributáveis, pelo ISSQN, as atividades apontadas pelo Fisco; e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09.1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contandose o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido.(GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante nº 8 do STF: Conforme descrito no recurso acima: “A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de ofício ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3ª Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." Fl. 8DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 240101.703 S2C4T1 Fl. 100 9 Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. No caso, a aplicação do art. 150, § 4º, é possível quando realizado pagamento de contribuições, que em data posterior acabam por ser homologados expressa ou tacitamente. Contudo, antecipar o pagamento de uma contribuição significa delimitar qual o seu fato gerador e em processo contíguo realizar o seu pagamento. Deve ser possível ao fisco, efetuar de forma, simples ou mesmo eletrônica a conferência do valor que se pretendia recolher e o efetivamente recolhido. No caso ora em análise, observamos o lançamento de contribuições para o INCRA sobre a remuneração paga aos segurados empregados, onde é possível identificar pelo relatório de Lançamento – RL, que apesar de discutir em juízo a contribuição destinada para o INCRA, promoveu o recorrente o depósito em juízo, o que apesar de não estar expresso na lei, enseja o recolhimento antecipado de contribuições, caso a demanda venha a ser julgada a favor da previdência social. Assim, considerando a antecipação de pagamento, mesmo que na dependência do transito em julgado, entendo mais adequada a aplicação do prazo decadencial a luz do art. 150, § 4º. Face o exposto e considerando que no lançamento em questão foi efetuado em 17/09/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 18/09/2007. Os fatos Fl. 9DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 geradores ocorreram entre as competências 11/2001 a 13/2006, sendo assim, devem ser excluídas face a aplicação do prazo decadencial as contribuições até a competência 08/2002. DO MÉRITO Em primeiro lugar, entendo que os pontos trazidos pelo recorrente em seu recurso dizem respeito a impossibilidade de cobrança das contribuições lançadas na presente NFLD face a exigibilidade encontrarse suspensa, bem como serem indevidos os juros e multa aplicados, tendo em vista a realização do montante integral do tributo lançado. Nos termos do art. 19, Parágrafo Único da Lei 8870/94, c/c como art. 307 do RPS, aprovado pelo Decreto 3048/99, não cabe apresentação de defesa à presente NFLD para discussão de matéria objeto de ação judicial , cabendo porém discussão administrativa , nos termos do art. 37, § 1º da Lei 8212/91, relativamente aos demais aspectos não contemplados pelo litígio judicial, sob pena revelia. Destacase de pronto, que não será conhecido o recurso acerca da incidência de contribuições sobre a contribuição para o INCRA, tendo em vista o recorrente encontrarse em processo judicial a respeito da mesma matéria. Nesse sentido dispõe a súmula deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais :SÚMULA Nº 1 “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo.” No entanto, será objeto de julgamento os argumentos recursais de assunto diverso do disposto na referida ação judicial. Quanto ao não conhecimento do recurso, entendo que não foi acertada a decisão de 1. Instância, uma vez que deveria ter como resultado do julgamento o conhecimento parcial, uma vez que pelos argumentos trazidos na referida decisão, entendeu o julgador manter juros e multa, considerando que o contribuinte poderia, antes da decisão final, obter medida judicial para levantar os depósito realizados. Dessa forma, entendo que a impossibilidade de conhecimento por parte da autoridade julgadora, diz respeito ao mérito do lançamento do INCRA, não devendo ser apreciada matéria relacionada a ser indevida a contribuição. Todavia, não vislumbro que o recorrente esteja questionando em juízo a decadência do direito de lançar, nem tampouco serem indevidos juros e multa, até porque é possível identificar pelo relatório fiscal e pelo relatório de lançamentos a existência de depósitos mensais. O ponto controverso reside na cobrança de juros e de multa moratória sobre os valores depositados judicialmente. Quanto ao mérito de serem devidas ou não as contribuições para o INCRA, entendo que não há o que ser apreciado face o questionamento em juízo, restando apenas o questionamento acerca da impossibilidade de cobrança das contribuições objeto da presente NFLD. Já quanto a aplicação de juros e multa entendo que a partir do depósito judicial na época oportuna, não são devidos juros, pois os valores depositados em juízo garantem a instância e não se pode falar em inadimplemento do contribuinte, desde que os valores tenham ficado à disposição do INSS. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 240101.703 S2C4T1 Fl. 101 11 Sendo assim, após o depósito judicial ter sido realizado não há que se cobrar multa moratória, desde que o valor depositado fique à disposição do credor. Também há que ser observado, que a multa moratória é devida até que ocorra o implemento da obrigação. Dessa forma, somente poderá ser cobrada multa caso tenha o depósito sido realizado em momento posterior ao vencimento da obrigação, o que pelos termos trazidos pela autoridade fiscal em seu relatório não é o caso. Peço licença ao ilustre conselheiro Rycardo Oliveira para transcrever parte do voto proferido no recurso 148215, onde o mesmo aborda de forma fundamentada dita questão. (...) Por sua vez, o fisco previdenciário achou por bem manter a aplicação dos juros e multa, sob a alegação de que referida exigência não pode ser relevada por decorrer de lei, mais precisamente, artigos 34 e 35, da Lei nº 8.212/91, não sendo aplicável ao caso o instituto da denúncia espontânea insculpido no artigo 138 do CTN. Não obstante o esforço da autoridade fiscal, o pleito da contribuinte merece acolhimento. Com efeito, a realização do depósito do montante integral, na forma procedida pela recorrente, ao cumprir a função da garantia do crédito, rechaça os efeitos da mora em relação ao montante depositado, desde que tempestivamente e/ou integralmente efetuado. Nessa linha de raciocínio, Geraldo Brinckmann, em sua obra “Depósito Judicial e Lançamento de Ofício para Prevenir a Decadência”, em Revista de Estudos Tributários nº 8, p.22, j/ago99, não deixa dúvida quanto a matéria, senão vejamos: “CONCLUSÕES 1) Não cabe o lançamento da multa de ofício quando a exigibilidade do crédito a ser constituído estiver previamente suspensa por via do depósito do seu montante integral; 2) O depósito do montante não integral do crédito tributário não opera a suspensão, fazendose cabível o lançamento da multa de ofício sobre a integralidade do crédito, antes do advento da Lei nº 9.703/1998, e apenas sobre a parcela faltante após o surgimento da lei nova.” A corroborar este entendimento, mister trazer a baila os preceitos contidos na MP nº 1.721/98, convertida na Lei nº 9.703/1998, que dispõe sobre os depósitos judiciais e extrajudiciais de tributos e contribuições federais. Referido diploma legal alterou a sistemática operacional dos depósitos judiciais, ao determinar que não ficariam mais à disposição do juízo em conta aberta na Caixa Econômica Federal vinculada ao processo, na forma que estabelecia o artigo 11 da Lei nº 9.289/96, mas, sim, repassados pela CEF à Conta Única do Tesouro Nacional junto ao Banco Central do Brasil, nos termos do artigo 370 do RPS, sujeitos à devolução ao final da lide na hipótese de o contribuinte obter êxito. Destarte, o artigo 1º, § 3º, e incisos, da Lei nº 9.703/98, é claro ao determinar que no caso de a decisão final ser favorável ao INSS, o valor depositado será transformado em pagamento definitivo. Em outra via, se a contribuinte lograr êxito na Fl. 11DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 demanda judicial, o montante a ser devolvido será acrescido de juros, na forma do § 4º, do artigo 39, da Lei nº 9.250/1995, como segue: “§ 3º Mediante ordem da autoridade judicial ou, no caso de depósito extrajudicial, da autoridade administrativa competente, o valor do depósito, após o encerramento da lide ou do processo litigioso, será: I – devolvido ao depositante pela Caixa Econômica Federal, no prazo máximo de vinte e quatro horas, quando a sentença lhe for favorável ou na proporção em que o for, acrescido de juros, na forma estabelecida pelo § 4º, do art. 39, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e alterações posteriores; ou II – transformado em pagamento definitivo, proporcionalmente à exigência do correspondente tributo ou contribuição, inclusive seus acessórios, quando se tratar de sentença ou decisão favorável à Fazenda Nacional.” Não bastasse isso, a própria Lei nº 8.212/91, em seus artigos 34 e 35, impõe a cobrança de juros e multa somente quando o pagamento for promovido em atraso, o que não se vislumbra na hipótese dos autos, onde a contribuinte efetuou os depósitos tempestivamente/integralmente, estando presentes, portanto, os requisitos inscritos no artigo 370 do RPS. Assim, inobstante a procedência do lançamento em comento, não há que se falar em cobrança de juros e multa, tendo em vista a realização do depósito judicial no montante integral do crédito discutido. Notese que no concerne aos juros e multa, ressaltese que a exclusão do mesmo está condicionada ao fato de que os depósitos não tenham sido levantados até o transito em julgado do processo. Importante destacar que em se tratando de NFLD lavrada para evitar a decadência, de contribuições discutidas em juízo, a cobrança de dita NFLD só poderá ser realizada após o trânsito em julgado do processo judicial. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pelo CONHECIMENTO PARCIAL do recurso para DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para que se exclua do lançamento, face a aplicação da decadência qüinqüenal, as contribuições até a competência 08/2002, e no mérito voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO PARA EXCLUIR JUROS E MULTA. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 12DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 11020.003360/200726 Acórdão n.º 240101.703 S2C4T1 Fl. 102 13 Fl. 13DF CARF MF Emitido em 01/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL Assinado digitalmente em 24/03/2011 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SIL, 29/03/2011 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000431/2004-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA
Exercício: 1999.
LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 10 de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei no.
9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - CONTA
CONJUNTA. Em caso de conta conjunta nas quais foram constatados pela autoridade fiscal depósitos bancários de origem não comprovada, é obrigatória a intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários, sob pena de nulidade do lançamento de oficio. Súmula CARF n° 29 — com efeito vinculante aos órgãos da administração tributária federal.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2102-001.182
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, para excluir da base de cálculo da infração o montante dos depósitos bancários das contas correntes mantidas no Banco Bradesco, agências 0061-2 e 0292-5, de números 17.373-8 e 77.600-9, respectivamente, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: VANESSA PEREIRA RODRIGUES DOMENE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA Exercício: 1999. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 10 de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei no. 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - CONTA CONJUNTA. Em caso de conta conjunta nas quais foram constatados pela autoridade fiscal depósitos bancários de origem não comprovada, é obrigatória a intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários, sob pena de nulidade do lançamento de oficio. Súmula CARF n° 29 — com efeito vinculante aos órgãos da administração tributária federal. Recurso parcialmente provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 19515.000431/2004-36
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4791077
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-001.182
nome_arquivo_s : 210201182_19515000431200436_201103.PDF
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : VANESSA PEREIRA RODRIGUES DOMENE
nome_arquivo_pdf_s : 19515000431200436_4791077.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade e, no mérito, em dar parcial provimento ao recurso, para excluir da base de cálculo da infração o montante dos depósitos bancários das contas correntes mantidas no Banco Bradesco, agências 0061-2 e 0292-5, de números 17.373-8 e 77.600-9, respectivamente, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
id : 4739783
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044042026057728
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-02-08T13:24:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2012-02-08T13:24:36Z; Last-Modified: 2012-02-08T13:24:36Z; dcterms:modified: 2012-02-08T13:24:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:0656baba-a61b-4209-a808-fa8465df1e7f; Last-Save-Date: 2012-02-08T13:24:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-02-08T13:24:36Z; meta:save-date: 2012-02-08T13:24:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2012-02-08T13:24:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-02-08T13:24:36Z; created: 2012-02-08T13:24:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2012-02-08T13:24:36Z; pdf:charsPerPage: 1623; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2012-02-08T13:24:36Z | Conteúdo => ACORDAM os membros do REJEITAR a preliminar de nulidade e, no para excluir da base de cálculo da in correntes mantidas no Banco Brade 77.600-9, respectivamente, nos ter Colegiado, por unanimidade de votos, em m DAR PARCIAL provimento ao recurso, tante dos depósitos bancários das contas 0061-2 e 0292-5, de números 17.373-8 e elat a. Presidente S2-C1T2 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° Recurso n° Acórdão n° Sessão de Matéria Recorrente Recorrida 19515.000431/2004-36 Voluntário 2102-01.182 — P Camara / 2 Turma Ordinária 17 de março de 2011 Imposto de Renda Pessoa Física - IRPF SIDINÉIA FAQUETI 9a Turma/DRJ - São Paulo/SPO II ASSUNTO: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA Exercício: 1999. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 10 de janeiro de 1997, o art. 42 da Lei no. 9.430, de 1996, autoriza a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS - CONTA CONJUNTA. Em caso de conta conjunta nas quais foram constatados pela autoridade fiscal depósitos bancários de origem não comprovada, é obrigatória a intimação de todos os correntistas para informarem a origem e a titularidade dos depósitos bancários, sob pena de nulidade do lançamento de oficio. Súmula CARF n° 29 — com efeito vinculante aos órgãos da administração tributária federal. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n° 19515.000431/2004-36 S2-CIT2 Acórdão n.° 2102-01.182 Fl. 2 VA SSA PERE RODRIGUES DOMENE Relatora Editado em: 26.10.2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Nilbia Matos Moura, Vanessa Pereira Rodrigues Domene, Acácia Sayuri Wakasugi, Rubens Mauricio Carvalho e Carlos André Rodrigues Pereira Lima. Relatório Em 27/02/2004 a contribuinte foi autuada no valor total de R$ 1.268.662,51, sendo R$ 487.684,52 de imposto, R$ 415.214,60 de juros de mora, R$ 365.763,39 de multa proporcional. A autoridade fiscal lavrou Termo de Verificação Fiscal As fls. 228/232. De acordo com o Auto de Infração de fls. 235/237, contra o contribuinte foi imputada a seguinte infração: 001- Depósitos bancários de origem não comprovada. Omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários coin origem não comprovada. Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta (s) de depósito ou de investimento, mantida (s) em instituição (des) financeira (s), em relação aos quais o contribuinte, regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Inconformada com o lançamento de oficio levado a efeito pelo Fisco, a contribuinte apresentou sua defesa (Impugnação ao Auto de Infração) as fls. 242/259, sendo que em análise à referida defesa sobreveio decisão de primeira instância administrativa (fls. 276/288), que considerou o lançamento procedente, aduzido em suma que: • Nulidade do lançamento: Não assiste razão ao impugnante quanto a estas alegações. As infrações apuradas estão detalhadamente especificadas no Auto de Infração (fls. 235/236) e, sobretudo, no Termo de Verificação Fiscal de fls. 228/232, parte integrante do referido Auto. Também constam do processo as provas das movimentações financeiras com ajuntada de cópia dos extratos bancários (fls. 127/226), cuja origem não foi comprovada pelo contribuinte, embora devidamente intimado para tanto. Ressalte-se que a autoridade, a despeito da falta de colaboração demonstrada pelo contribuinte no curso da ação fiscal, deu- lhe várias oportunidades, antes mesmo de lavrar o Auto de Infração, para 2 Processo IV 19515.000431/2004-36 S2-C I T2 AcOrdao n° 2102-01.182 Fl. 3 que fossem apresentados os documentos solicitados (que deram origem aos depósitos bancários em seu nome, cuja tabela foi juntada as fls. 47/50), para que não fosse caracterizada a omissão de rendimentos, sujeitando-se ao lançamento dos valores não comprovados. Portanto, o contribuinte tinha todos os elementos para elaborar sua defesa, razão pela qual não há que se falar em falta de motivação do ato administrativo. • Dos depósitos bancários de origem não comprovada: A partir de 01/01/1997, com o advento da Lei n° 9.430/96, a existência de depósitos não escriturados ou de origens não comprovadas tornou-se uma hipótese legal de presunção de omissão de receitas, que veio a se juntar ao elenco já existente; com isso atenuou-se a carga probatória atribuida ao fisco, que precisa apenas demonstrar a existência de depósitos bancários não escriturados ou de origem não comprovada, para satisfazer o onus probandi a seu cargo. Portanto, a legislação do imposto de renda, autoriza o fisco presumir a omissão de receitas diante da existência de depósitos bancários sem comprovação de origem, nos termos do artigo 42 da Lei n° 9.430/97. • A autoridade fiscal, constatando depósitos bancários efetuados nas contas correntes de titularidade do contribuinte, procedeu à intimação para a apresentação de comprovação das origens de tais depósitos. Entretanto, muito embora tenha sido devidamente intimado, o contribuinte não apresentou documentação hábil e idônea capaz de afastar a presunção legal de omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada, não havendo, com isso, qualquer motivo para reparar o lançamento. • Verifica-se do exame das peças constituintes dos autos que o contribuinte, não obstante tivesse ampla oportunidade de fazê-lo, não logrou comprovar, nem na fase de autuação, nem na fase impugnatória, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos valores creditados na conta-corrente mantida no Banco Bradesco S/A e Banco do Brasil S/A, que foram objeto de consolidação no Demonstrativo de fl. 231, elaborado com base nos extratos bancários constantes dos autos. • Da multa e oficio e alegação de confisco: 0 art. 44 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, prevê a imposição de multa nos casos em que ocorre lançamento de oficio. Segundo o dispositivo legal, a multa será calculada tendo como base a totalidade ou a diferença do tributo, conforme o caso requeira. Adicionalmente, o art. 61 do mesmo dispositivo estabelece que os débitos para com a União, quando não pagos, serão acrescidos de juros e multa de mora, não havendo, portanto, previsão legal para o cancelamento da multa de oficio e dos juros de mora pelo motivo aventado pelo interessado, tampouco para a sua aplicação a partir da data da constituição do crédito tributário. • O principio do não-confisco é uma limitação imposta pelo legislador constituinte ao legislador infraconstitucional, não podendo este último 3 Processo ri° 19515.000431/2004-36 S2-C I T2 Acórclfto n.° 2102-01.182 Fl. 4 instituir tributo que tenha efeito confiscatório, onerando excessivamente o contribuinte. Ern segundo plano, o principio dirige- se, eventualmente, ao Poder Judiciário que deve aplica-lo no controle difuso ou concentrado da constitucionalidade das leis. • Da aplicação da Taxa Selic: A Lei n° 9.065/1995, que deu nova redação a dispositivos da Lei n° 8.981/1995, dispôs, em seu art. 13 que, a partir de 01/041995, os juros de mora de que trata a Lei n° 8.981/1995, art. 84, 1 e §§ 1°, 2 0 e 3 0 , incidentes sobre tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1995, não pagos nos prazos previstos na legislação tributária, serão equivalentes a taxa referencial do Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao do pagamento e a I% no mês em que o pagamento estiver sendo efetuado. Súmula 1° CC n° 4. Diante da decisão de primeira instancia administrativa que manteve integralmente o lançamento, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário as fls. 292/311, aduzindo em suma que: • 0 imposto de renda tem como pressuposto a percepção de rendas e proventos por parte do contribuinte. A cobrança de imposto de renda nos termos em que efetuada, isto é, com base apenas em depósitos bancários não deve prevalecer, posto que não houve demonstração por parte do fisco de que a contribuinte tenha efetivamente auferido renda. • 0 lançamento tributário com base exclusivamente em depósitos bancários não deve ser mantido, tendo em vista que não fora comprovado o nexo de causalidade de que os depósitos representam o fato gerador do imposto de renda. • Em relação à multa, aduz que a aplicação do percentual de 75% tem o caráter confiscatório, ferindo, assim, o disposto no artigo 150, inciso IV, da CF/88. • Por fim, pugna pelo reconhecimento da ilegalidade e inconstitucionalidade da aplicação da Taxa Selic como juros moratórios. Isto porque, a natureza da referida taxa é remuneratória, sendo, assim, ilegítima a utilização da Taxa Selic para o cálculo dos juros moratórios. E o relatório. Voto Conselheiro Vanessa Pereira Rodrigues Domene, Relatora 4 Processo TV' 19515.000431/2004-36 82-C1T2 Acórdão n°2102-01.182 Fl. 5 O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, foi interposto por parte legitima e está devidamente fundamentado. Sendo assim, conheço-o e passo ao exame. Mérito: (a) Da omissão de rendimentos com base em depósitos bancários de origem não comprovada por meio de documentação hábil e idônea: O lançamento efetuado pelo Fisco com base em informações obtidas a partir de extratos bancários está totalmente amparado pela legislação tributária aplicável ao caso. Isto porque, a legislação tributária permite a presunção de omissão de rendimentos nos casos em que se verificam depósitos bancários sem que a respectiva comprovação da origem dos recursos por parte do contribuinte, que deverá fazê-lo sempre por meio de documentação hábil e idônea. Nesse sentido, assim já dispunha o artigo 889, inciso II, do RIR194 (Decreto n° 1.042/94), determinando que o contribuinte devesse atender a contento as solicitações de esclarecimentos por parte do Fisco, do contrário, ensejando ao Fisco a possibilidade de efetuar o lançamento de oficio, conforme segue: "Art. 889 - O lançamento será efetuado de oficio quando o sujeito passivo: II - deixar de atender ao pedido de esclarecimentos que lhe for dirigido, recusar-se a prestá-los ou não os prestar satisfatoriamente,' Nesta mesma esteira, o atual Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99 — Decreto IV 3.000/99) concede igualmente ao Fisco a possibilidade de efetuar o lançamento de oficio em casos de não atendimento as solicitações fiscais a contento, de acordo com a redação do artigo 841 deste diploma normativo, a seguir reproduzido: Art. 841. 0 lançamento será efetuado de oficio quando o sujeito passivo: 1 - não apresentar declaração de rendimentos; II - deixar de atender ao pedido de esclarecimentos que lhe for dirigido, recusar-se a prestá-los ou não os prestar satisfatoriamente; 111 - fizer declaração inexata, considerando-se como tal a que contiver ou omitir, inclusive em relação a incentivos fiscais, qualquer elemento que implique redução do imposto a pagar ou restituição indevida; IV - não efetuar ou efetuar com inexatidão o pagamento ou recolhimento do imposto devido, inclusive na fonte; 7k. 5 Processo n° 19515.000431/2004-36 S2-C1T2 Acórdão n.° 2102-01.182 Fl, 6 V - estiver sujeito, por ação ou omissão, a aplicação de penalidade pecuniária; VI - omitir receitas ou rendimentos. Parágrafo Aplicar-se-á o lançamento de oficio, além dos casos enumerados neste artigo, àqueles em que o sujeito passivo, beneficiado com isenções ou reduções do imposto, deixar de cumprir os requisitos a que se subordinar o favor fiscal. Não obstante, as disposições normativas acima mencionadas encontram seu fundamento de validade no artigo 149, III, do Código Tributário Nacional, que assim dispõe: -Art. 149. 0 lançamento é efetuado e revisto de oficio pela autoridade administrativa nos seguintes casos: (..) III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juizo daquela autoridade;" Portanto, conforme se depreende da leitura dos dispositivos legais anteriormente mencionados, somente o atendimento, a contento, do pedido de esclarecimentos, tem o condão de eximir o sujeito passivo (contribuinte) do lançamento de oficio. Sendo assim, não basta a apresentação de vasta documentação se esta não demonstrar ou comprovar a situação Mica alegada pelo contribuinte, infirmando, por conseguinte, as constatações apontadas pelo Fisco. Ademais, a autuação fiscal com base na presunção legal de omissão de rendimentos, prevista no artigo 42, da Lei n° 9.430, de 24 de dezembro de 1996, autoriza o lançamento com base em depósitos bancários de origem não comprovada pelo sujeito passivo. Assim dispõe o referido comando normativo: Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1° 0 valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-do as normas de tributação especificas, previstas na legislação vigente it época em que auferidos ou recebidos. 6 Processo n° 19515.000431/2004-36 82-CIT2 Acórao n.° 2102-01.182 Fl. 7 § 3° Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadarnente, observado que não serão considerados: I - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa fisica ou jurídica; II - no caso de pessoa fisica, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano- calendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). §4° Tratando-se de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. §5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas sera efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. §6° Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. Com efeito, as presunçôes legais relativas obrigam a autoridade fiscal a comprovar, tão-somente, a ocorrência das hipóteses sobre as quais se sustentam as referidas presunções, atribuindo ao contribuinte o emus de provar que os fatos concretos não ocorreram na forma como presumidos pela lei. Isto porque , o ônus da prova, neste caso, cabe ao interessado, no caso o contribuinte. Inclusive, nesse sentido, a fim de pacificar a matéria, este egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARP editou a Súmula CARF n° 26, que traz a seguinte redação: Súmula CARF n° 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Assim, importa destacar também que o ônus de provar implica trazer elementos que não deixem nenhuma dúvida quanto a determinado fato questionado. Logo, de acordo com os normativos retro mencionados, em casos de omissão de rendimentos, cabe apenas ao sujeito passivo, e não ao Fisco, trazer os elementos de prova de forma a comprovar a origem dos recursos que ingressaram em sua conta corrente ao longo dos períodos base analisados. 7 Processo n° 19515.000431/2004-36 S2-CIT2 AcOrao n.° 2102-01.182 Fl. 8 Observe-se que o artigo 332 da Lei n°. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil Brasileiro, estabelece que "todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos em que se funda a ação ou defesa". Ademais, o mesmo Diploma Legal indica em seu artigo 334, inciso IV que "não dependem de prova os fatos em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade". Desse modo, não havendo hierarquia do valor probante dos meios de prova, excetuado o uso de provas ilícitas (art. 5 0, inciso LVI da Constituição Federal de 1988), pode- se provar qualquer situação de fato por qualquer via, o que confere ao contribuinte ampla liberdade na produção de provas para a comprovação dos fatos alegados em sua defesa. Com efeito, diante do exposto, verifica-se que para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, a Lei n°. 9.430, de 1996, em seu artigo 42, já mencionado, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados ern conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Ou seja, o fato gerador do imposto de renda não se dá pela mera constatação de depósitos bancários creditados em conta corrente do contribuinte. A presunção de omissão de rendimentos se caracteriza, sobretudo, ante a falta de esclarecimentos da origem dos valores creditados junto ao sistema financeiro. Portanto, o fato gerador decorre da circunstância de tratar-se de dinheiro novo no patrimônio do contribuinte sem que este, regularmente intimado para prestar esclarecimentos, não prove sua origem por meio de documentação hábil e idônea. Não obstante, conforme já devidamente demonstrado, as constatações acima afastam a necessidade de comprovação, por parte do Fisco, de acréscimo patrimonial a descoberto ou mesmo de sinais exteriores de riqueza nos casos de omissão de rendimentos. 0 auto de infração lavrado no caso concreto é resultado da verificação de omissão de rendimentos apurada com base em valores depositados em conta bancária para os quais o contribuinte, devidamente intimado, não comprovou a origem. Deste modo, com tais considerações em foco, nota-se que as alegações do contribuinte são infundadas, pois inexiste comprovação da origem dos depósitos bancários, bastando para o Fisco demonstrar a ocorrência dos depósitos de origem não comprovada. Aliás, compulsando os autos, não verifico nenhum documento que tenha o condão de afastar a presunção de omissão de rendimentos, nem tampouco em suas alegações o contribuinte procura esclarecer a origem dos depósitos questionados. Deste modo, diante da total ausência da comprovação das origens dos recursos questionados pelo Fisco, é de rigor a presunção de omissão de rendimento. Entretanto, em que pese a legalidade do lançamento ern relação consideração dos depósitos como sendo de origem não comprovada, compulsando os autos observo que parte das contas bancárias, das quais a autoridade fiscal retirou os valores depositados em favor da contribuinte, eram mantidas pela contribuinte em co-titularidade com outras pessoas, ou seja, as contas bancárias não pertenciam exclusivamente it contribuinte autuada. 8 Processo n° 19515.000431/2004-36 S2-C I T2 Acórdao n.° 2102-01.182 1:1.9 Aliás, não restam dúvidas de que as contas bancárias eram mantidas em co- titularidade, conforme demonstram os documentos de fls. 74, 76, 101 1102, 104, 120, 127, 130, 135, 117, dentre outros. Neste caso as contas bancárias, cujos depósitos bancários foram extraídos, foram as seguintes (Termo de Intimação Fiscal — fls. 40): 1 — Banco Bradesco — ag. 0061-2 — C/C: 17.373-8 2 — Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/C: 70.561-6 3 — Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/C: 77.600-9 4— Banco Bradesco — ag. 0292-5— C/P: 7.818.731-P (Conta Poupança) — Banco do Brasil — ag. 0383-2 — C/C: 61.750-4 6— Banco do Brasil — ag. 0300-X — C/C: 164.376-2 Destas contas bancárias tem-se o seguinte em relação à co-titularidade: • Banco Bradesco — ag. 0061-2 — C/C: 17.373-8 (mantida em conta conjunta com Adma Fagueti Bueno — conforme fls. 117 dos autos); • Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/C: 77.600-9 (conta conjunta não sendo possível identificar o co-titular — conforme fls. 102 e fls. 131/133 dos autos); • Banco do Brasil — ag. 0383-2 — C/C: 61.750-4 (conta conjunta com Antonio Martinez — conforme fls. 76/76 verso e extratos de fls. 162/173 dos autos); • Banco do Brasil — ag. 0300-X — C/C: 164.376-2 (conta conjunta com Antonio Martinez — conforme extratos de fls. 176/182 dos autos); • Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/C: 70.561-6 (conta individual) • Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/P: 7.818.731-P (conta individual) Inclusive no Termo de Verificação Fiscal (li s. 228/232) tem-se o seguinte: A contribuinte possui conta conjunta, corn o Sr. Antonio Martinez CFF 044.737.288-20, no Banco do Brasil S/A- Ag° 0300-X, CC 164376-2; A contribuinte possui conta conjunta, com o Sr. Antonio Martinez CPF 044.737.288-20, no Banco do Brasil S/A- Ag° 0383-2, CC 61750-4; A contribuinte possui conta corrente no Banco Bradesco S/A- Ag° 0292-5 CC: 70.561-6; (INDIVIDUAL) 9 Processo n° 19515.000431/2004-36 S2-CIT2 Acórdao n.° 2102-01.182 Fl. 10 A contribuinte possui conta corrente no Banco Bradesco S/A- Ag° 0061-2, CC 17.373-8; (CONJUNTA COM ANA FAGUETI BUENO — não mencionado) A contribuinte possui conta corrente no Banco Bradesco S/A- Ag° 0292-5, CC 7.818.731-P; (INDIVIDUAL) A contribuinte possui conta corrente no Banco Bradesco S/A- Ag° 0292-5, CC 77.600-9; (CONTA CONJUNTA — não mencionado) Ou seja, no próprio Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 278/232, a autoridade fiscal consignou expressamente que as contas bancárias eram mantidas em co- titularidade com o Sr. Antonio Martinez — CPF: 044.737.288-20, tendo, com isso, atribuído 50% dos rendimentos tidos como omissos A contribuinte e outros 50% ao co-titular Sr. Antonio Martinez, entretanto, deixando de mencionar a co-titularidade também ocorrida nas demais contas correntes, nos termos acima expostos. Portanto, além do Sr. Antonio Martinez, a contribuinte manteve contas conjuntas com outros co-titulares, como, por exemplo, com Adma Fagueti Bueno, conforme demonstram os documentos de fls. 102 e fls. 131/133, relativos A conta corrente mantida junto ao Banco Bradesco — Agência 0292/5 — conta corrente n° 77.600-9. Entretanto, muito embora as contas bancárias fossem mantidas em co- titularidade junto As instituições financeiras, não verifico nos autos qualquer intimação endereçada ao co-titular Sr. Antonio Martinez — CPF: 044.737.288-20, nem tampouco aos demais co-titulares, sendo certo que pelo que consta dos autos apenas a contribuinte autuada recebeu intimações para esclarecer a origem dos depósitos bancários de origem não comprovada. Além da falta de intimação para os co-titulares nos autos do processo administrativo, não se verifica a existência de qualquer ação fiscal no sentido de investigar os demais co-titulares em relação A origem dos depósitos bancários questionados pelo fisco. Com efeito, o simples fato das contas correntes serem mantidas em co- titularidade é motivo suficiente a ensejar a necessidade do fisco em proceder A intimação de todos a prestarem esclarecimentos a respeito dos depósitos ocorridos nas contas bancárias, mormente considerando que foram movimentados mais de 3 milhões de reais ao longo de um único ano-calendário fiscalizado. Em contrapartida, não se pode atribuir de oficio os valores constantes de contas conjuntas como sendo rendimentos exclusivos de um dos correntistas ferindo, com isso, o principio da verdade material, bem como contrariando o disposto na Lei n° 9.430/96. A manutenção de contas correntes conjuntas não implica em dizer que os titulares possuem rendimentos provenientes das mesmas fontes, ou que os depósitos efetuados nas contas correntes seriam exclusivamente do contribuinte fiscalizado e não dos demais co- titulares. Por isso mesmo que a prévia intimação de todos os titulares de contas conjuntas constitui inafastável exigência de lei material, por proporcionar, ou não, a base material da presunção legal, na medida em que não justificados, ou, justificados, os créditos 10 Processo no 19515.000431/2004-36 S2-CIIT2 AcOrdlio n.° 2102-01.182 Fl. II questionados, visto que se trata fundamentalmente de verificação ou justificação fatica dos depósitos levados a efeito nas contas correntes. Nesse sentido, a intimação endereçada a apenas um titular fragiliza o lançamento por ancorá-lo em presunção de renda sob presunção de não justificativa, por todos, da origem dos créditos bancários. Aliás, este é o entendimento deste Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, conforme é possível verificar nos acórdãos, cujas ementas abaixo são transcritas: "DEPÓSITO BANCÁRIO DE ORIGEM NÃO CONHECIDA. CONTA CONJUNTA. ARTIGO 42, § 6° DA LEI 9.430, DE 1.996. Ausência de intimação do co-titular da mesma conta corrente bancária. Lançamento realizado sem a devida intimação do(s) co(s)-titular(es) da conta corrente bancária contém erro materiaL A construção do lançamento é incorreta porque não identifica a quem pertenciam efetivamente os valores creditados. Ausência de segurança quanto a base de cálculo e o valor do tributo cobrado. Hipótese de nulidade do lançamento. Embargos de Declaração acolhidos." (1° CC — Segunda Câmara — Recurso n. 142.427 — Relatora Silvana Mancini Karam — Sessão de 05/12/2007). "IRPF - OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS — EXCLUSÕES - Conta corrente conjunta. Co- titular não intimado pela autoridade fiscal. Situação apontada pelo interessado desde fase impugnatória; rendimentos auferidos e regularmente declarados na declaração de ajuste anual. Exclusão dos depósitos praticados na conta bancária conjunta por falta de certeza quanto a titularidade da mesma. Exclusão dos valores declarados já oferecidos a tributação. Recurso parcialmente provido." (1° CC — Segunda Câmara — Recurso n. 138.112 — Relatora Silvana Mancini Karam — Sessão de 17/10/2007). Inclusive, tal matéria foi pacificada pelo CARF mediante a edição da Súmula CARF n° 29, com efeito vinculante aos órgãos da administração tributária federal, conforme segue: Súmula CARF n° 29: Todos os co-titulares da conta bancária devem ser intimados para comprovar a origem dos depósitos nela efetuados, na fase que precede c't lavratura do auto de infração com base na presunção legal de omissão de receitas ou rendimentos, sob pena de nulidade do lançamento. Com efeito vinculante aos órgãos da administração tributária federal, conforme Portaria-MF ng 383, de 12.07.2010 — DOU de, 14.07.2010 - Seção 1 — Página 843. Deste modo, havendo a omissão de rendimentos apurados com base em depósitos bancários de origem não comprovada, a falta de intimação de todos os co-titulares das contas correntes, por si só, constitui vicio insanável do lançamento por considerar os Sala das Sessões, em 17 de março de 2011. sa Pereira Ro ues Domene Processo n° 19515.000431/2004-36 S2-C1T2 Acórddo n.° 2102-01.182 Fl. 12 rendimentos presumivelmente omitidos como se fossem exclusivamente do fiscalizado, em detrimento do disposto no artigo 42, da Lei n° 9.430/96. Reforço ainda que não ha justificativa para não ter havido a intimação dos co- titulares das contas bancárias, posto que a própria autoridade fiscal esclarece no Termo de Verificação Fiscal que as contas bancárias eram mantidas por mais de uma pessoa, sendo que não se admite a simples atribuição proporcional dos rendimentos aos co-titulares, por ser este o caminho mais fácil a trilhar. Deste modo, evidente que a autoridade fiscal deveria ter intimado todos os co-titulares das contas bancárias, de forma a dar a oportunidade para que estes esclarecessem a origem dos depósitos bancários, não se limitando a atribuir proporcionalmente os rendimentos considerados omissos. Sendo assim, considerando que apenas as contas bancárias mantidas junto ao Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/C: 70.561-6 e Banco Bradesco — ag. 0292-5 — C/P: 7.818.731-P eram de titularidade exclusiva da contribuinte, deve-se manter o lançamento exclusivamente em relação ao montante dos depósitos de origem não comprovadas oriundos destas contas especificas, cancelando-se, por conseguinte, o lançamento em relação aos depósitos bancários considerados omissos decorrentes das seguintes contas bancárias: • Banco Bradesco — Ag. 0061-2 — C/C: 17.373-8 (mantida em conta conjunta com Adma Fagueti Bueno — conforme fls. 117 dos autos); • Banco Bradesco — Ag. 0292-5 — C/C: 77.600-9 (conta conjunta não sendo possível identificar o co-titular — conforme fls. 102 e 131/133 dos autos); • Banco do Brasil — Ag. 0383-2 — C/C: 61.750-4 (conta conjunta com Antonio Martinez — conforme fls. 76/76 verso e extratos de fls. 162/173 dos autos); • Banco do Brasil — Ag. 0300-X — C/C: 164.376-2 (conta conjunta com Antonio Martinez — conforme extratos de fls. 176/182 dos autos); Por todo o exposto, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso da contribuinte, cancelando em parte o lançamento tributário. 12
score : 1.0
Numero do processo: 14751.002061/2009-70
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
AUTO DE INFRAÇÃO: CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO. Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória.
ALEGAÇÃO DO CUMPRIMENTO DOS DEVERES PARA COM A FAZENDA PÚBLICA E A COLETIVIDADE EM PERÍODOS ANTERIORES À OCORRÊNCIA DO ILÍCITO TRIBUTÁRIO. INTERFERÊNCIA NO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA.
Quando o Fisco demonstra a existência de tributos não recolhidos, o fato de, em períodos pretéritos à ocorrência dos fatos geradores, a empresa haver adimplido com todos os seus encargos fiscais e ter cumprido com o seu papel social, não interfere na aplicação de multa por inobservância de obrigações acessórias.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2401-001.861
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO: CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO. Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. ALEGAÇÃO DO CUMPRIMENTO DOS DEVERES PARA COM A FAZENDA PÚBLICA E A COLETIVIDADE EM PERÍODOS ANTERIORES À OCORRÊNCIA DO ILÍCITO TRIBUTÁRIO. INTERFERÊNCIA NO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA. Quando o Fisco demonstra a existência de tributos não recolhidos, o fato de, em períodos pretéritos à ocorrência dos fatos geradores, a empresa haver adimplido com todos os seus encargos fiscais e ter cumprido com o seu papel social, não interfere na aplicação de multa por inobservância de obrigações acessórias. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14751.002061/2009-70
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4815466
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 14 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-001.861
nome_arquivo_s : 2401001861_14751002061200970_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 14751002061200970_4815466.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742227
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:40:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044042030252032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1727; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 67 1 66 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14751.002061/200970 Recurso nº 873.260 Voluntário Acórdão nº 240101.861 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 8 de junho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Recorrente GRADIENTE CONSTRUCOES CIVIS TERRAPLENAGEM LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO: CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO. Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. ALEGAÇÃO DO CUMPRIMENTO DOS DEVERES PARA COM A FAZENDA PÚBLICA E A COLETIVIDADE EM PERÍODOS ANTERIORES À OCORRÊNCIA DO ILÍCITO TRIBUTÁRIO. INTERFERÊNCIA NO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA. Quando o Fisco demonstra a existência de tributos não recolhidos, o fato de, em períodos pretéritos à ocorrência dos fatos geradores, a empresa haver adimplido com todos os seus encargos fiscais e ter cumprido com o seu papel social, não interfere na aplicação de multa por inobservância de obrigações acessórias. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Fl. 70DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 2 Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 71DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002061/200970 Acórdão n.º 240101.861 S2C4T1 Fl. 68 3 Relatório Tratase de recurso voluntário, fls. 62/65, interposto pela empresa acima identificada contra acórdão da Delegacia de Julgamento em Recife, fls. 56/59, que decidiu pela procedência do lançamento consignado no Auto de Infração n. 37.231.0460. Da autuação De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 22, a empresa descumpriu com a obrigação acessória lançar em títulos próprios de sua contabilidade. Eis os termos do relato fiscal: 1. Em cumprimento de Mandado de Procedimento Fiscal MPF n o . 0430100.2008.00433, em Auditoria Fiscal Previdenciária na empresa GRADIENTE CONSTRUÇÕES CIVIS TERRAPLENAGEM LTDA, em análise da documentação apresentada pelo sujeito passivo relacionada com as contribuições previdenciárias, indispensável à verificação do regular cumprimento das obrigações previdenciárias principais e acessórias, a escrituração contábil, livros Diário e Razão, dos exercícios de 2004 e 2005, a fiscalização constatou que os fatos geradores das contribuições previdenciárias relativos às ' remunerações pagas a título de saldo de salário e 13.° salário proporcional, constantes em termos de rescisão de contrato de trabalho, foram escriturados na mesma conta (Rescisão de Contrato), de forma não discriminada, juntamente com as verbas indenizatórias pagas a título de férias vencidas e proporcional, impossibilitando assim identificar clara e precisamente as rubricas integrantes ou não do salário de contribuição, como, por exemplo, as rescisões dos empregados Valdecy Bastos da Silva e Antônio Manoel da Silva, escrituradas pelos valores brutos de R$ 641,62 e R$ 760,66, nos dias 8 de novembro de 2004 e 11 de janeiro de 2005, nas contas a crédito n. . 10101 Caixa e a débito no.00712 Rescisão de Contrato, às folhas n . . 307 e 328 e 6 e 20 dos livros Razão n. . 36 e 37. O que constitui infração à obrigação previdenciária acessória disposta no artigo 32, inciso II da Lei 8.212/91 e no artigo 225, inciso II e parágrafo 13, inciso II do Decreto 3.048/99. 1.1. A fiscalização também constatou a escrituração na mesma conta (Projetos), de forma englobada, de pagamentos a pessoas físicas e jurídicas, como, por exemplo, os pagamentos à arquiteta Telma Luciana Ribeiro Silva e à empresa Lenarti Engenharia Ltda, escriturados pelos valores de R$ 1.000,00 e R$ 1.477,50, nos dias 18 e 20 de maio de 2005, nas contas a crédito n o . 10101 Caixa e 08283 Lenarti Engenharia Ltda e a débito n o . 84014 Projetos, à folha n o . 387 do livro Razão n. . 37. Foram colacionados documentos que supostamente comprovaria a ocorrência da infração apontada. Fl. 72DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 4 A ciência da lavratura deuse em 28/08/2009 e a multa foi aplicada no valor de R$ 13.291,66 (treze mil duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos). Da impugnação A empresa apresentou impugnação, fls. 40/43, na qual alega, em síntese, que sempre cumpriu com suas obrigações tributárias, que os valores retidos pelos seus tomadores de serviço, no percentual de 11% do valor das notas fiscais, quitariam as contribuições lançadas e, ainda, que toda a documentação apresentada ao Fisco é suficiente para comprovar a inexistência da infração. Da decisão recorrida A DRJ em Recife decidiu por manter o crédito tributário na integralidade, exarando o acórdão assim ementado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO DE LANÇAR NA CONTABILIDADE EM TÍTULOS PRÓPRIOS. As empresas estão obrigadas a lançar, de forma discriminada, em títulos próprios da contabilidade, os fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme mandamento do art. 32, II, da Lei 8.212/91, conjugado com o art. 225, inciso II e § 13, II, do RPS. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Do recurso No seu recurso a empresa, após breve sinopse dos fatos constantes no processo, alega, em apertada síntese, que: a) a vasta documentação apresentada é suficiente para desconstituir o lançamento sob cuidado; b) a recorrente é cumpridora de seus deveres legais, uma vez que atua no ramo da construção civil desde o ano de 1973, sem que nunca tenha sido autuada por irregularidades fiscais; c) exerce um importante papel no desenvolvimento econômico e social do Estado da Paraíba; d) nos anos de 2004 e 2005 foi contratada pelas empresas Siemens e WFI para execução de serviços na modalidade contratual de empreitada global; e) em algumas ocasiões as notas fiscais eram emitidas somente após o término da obra, posto que o pagamento dos serviços dependia da vistoria das contratantes; Fl. 73DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002061/200970 Acórdão n.º 240101.861 S2C4T1 Fl. 69 5 f) sofria a tributação prevista no art. 31 da Lei n. 8.212/1991, portanto, a quitação das suas obrigações previdenciárias era efetuada mediante a retenção pela contratante de 11% sobre o valor das notas fiscais emitidas; g) os trabalhadores que laboraram na execução dos serviços estão corretamente informados nas folhas de pagamento e Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP; h)os pagamentos, dos serviços executados pela Empresa, seja no tocante à pessoas físicas ou jurídicas foram devidamente discriminados, visando demonstrar o correto recolhimento das obrigações, por isso inexistiu a infração apontada. Ao final, pede a declaração de improcedência da autuação. É o relatório. Fl. 74DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 6 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Do histórico da empresa Na sua peça recursal a empresa alega que sempre cumpriu com suas obrigações tributárias e que cumpre relevante papel social no desenvolvimento do Estado da Paraíba. Não posso desprezar tais argumentos, uma vez que é de fundamental importância, não só para a Paraíba, mas para todo o País, que as empresas contribuam, quer pelo correto adimplemento de suas obrigações fiscais, quer pela assunção da responsabilidade pelo bem estar das pessoas que residem na sua área de atuação. Todavia, por mais relevantes que sejam essas alegações, as mesmas não se prestam para afastar o lançamento de que se cuida. O Fisco, ao constatar a existência de descumprimento de obrigação tributária acessória, vêse obrigado a aplicar a penalidade legalmente prevista, procedimento que é plenamente vinculado e independe do fato da empresa demonstrar que até então vinha cumprindo integralmente com suas obrigações para com a Fazenda Pública. Inexiste no ordenamento pátrio comando legal que impeça o Fisco de efetuar o lançamento tributário em razão da ausência de antecedentes do sujeito passivo quanto ao cometimento de ilícitos fiscais ou quanto ao abandono de sua responsabilidade social. Nesse sentido, o que temos que analisar é se o procedimento administrativo de aplicação da multa está em consonância com a legislação que rege a matéria, não sendo necessário nos aprofundarmos sobre o histórico da empresa no que diz respeito ao cumprimento dos seus deveres fiscais e sociais. Da impertinência de teses recursais Uma leitura superficial da peça recursal já revela que há argumentos ali lançados que não guardam correlação com a infração imputada no presente AI. Em algumas passagens, a empresa se reporta a lançamento decorrente de descumprimento de obrigação principal, nas quais alega que as contribuições foram quitadas. Verificase que há uma confusão conceitual, quando a recorrente defendese contra autuação decorrente de falta de pagamento do tributo ao invés de se contrapor a acusação de cometimento de infração por descumprimento de dever instrumental. Essa distinção – obrigação principal X obrigação acessória vem estampada no Código Tributário Nacional – CTN que estabelece no seu art. 113 a clara distinção entre os institutos1 1 Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Fl. 75DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE Processo nº 14751.002061/200970 Acórdão n.º 240101.861 S2C4T1 Fl. 70 7 Da infração Alega o sujeito passivo que inexistiu a infração, posto que discriminou os pagamentos efetuados a pessoas físicas e a pessoas jurídicas. Apenas essa alegação não me convence de que devo dar razão à recorrente. É que a mesma não apresentou nenhum demonstrativo que tenha escriturado os lançamentos apontados pelo fisco na forma prevista pela legislação. Vale a pena transcrever as disposições legais e regulamentares invocadas pelo Fisco para sustentar a sua lavratura. Diz a Lei n. 8.212/1991: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) Já o Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999, ao tratar da questão assim dispõe: Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) §13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; e II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços. (...) Fl. 76DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE 8 Da leitura das normas acima é de concluir que não basta fazer os registros contábeis, mas os fazer observandose o regime de competência e o lançamento em contas apropriadas, permitindose a quem as analise identificar os fatos geradores de contribuição previdenciária, as parcelas sujeitas e não sujeitas à incidência de contribuições e o montante do tributo a recolher. Não custa repetir que a empresa não apresentou nenhum elemento que pudesse demonstrar a correta contabilização das despesas indicadas pelo Fisco, mantendose apenas na afirmação genérica de que os documentos colacionados afastariam a infração. Nessa toada, não tenho dúvida que a recorrente descumpriu os preceitos acima transcritos, quando escriturou numa mesma conta parcelas salariais e parcelas indenizatórias e da mesma forma pagamentos a pessoas físicas, sobre os quais incidem contribuições, e pagamentos a pessoas jurídicas, esses, em geral, fora do campo de tributação previdenciário. A apresentação de GFIP e folhas de pagamento não supre a referida omissão, uma vez que as obrigações de preparar esses documentos são de natureza diversa daquela relativa à confecção da escrita contábil dentro dos padrões normativos, que é justamente a conduta que se percebe a empresa não ter obedecido às regras de regência. Não posso, assim, concordar com a reforma do Acórdão da DRJ que considerou procedente a lavratura. Conclusão Diante do exposto, por concluir que a empresa infringiu o dever legal acima transcrito, voto por conhecer do recurso, negandolhe provimento. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 77DF CARF MF Emitido em 07/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Assinado digitalmente em 15/06/2011 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, 06/07/2011 por ELIAS SAMPAIO FREI RE
score : 1.0
Numero do processo: 13819.003151/2004-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2002
Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de apelo, contra decisão de autoridade julgadora de primeira
instância, quando formalizado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão recorrida.
Recurso não conhecido
Numero da decisão: 2201-001.138
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade não conhecer do
recurso por intempestividade.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2002 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de apelo, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão recorrida. Recurso não conhecido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13819.003151/2004-89
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4900418
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 09 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-001.138
nome_arquivo_s : 220101138_13819003151200489_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 13819003151200489_4900418.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade não conhecer do recurso por intempestividade.
dt_sessao_tdt : Fri May 13 00:00:00 UTC 2011
id : 4741001
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:40:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044042102603776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1467; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.003151/200489 Recurso nº 166.220 Voluntário Acórdão nº 220101.138 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 13 de maio de 2011 Matéria IRPF Recorrente MARILZA PAPAIA GAMOEDA Recorrida DRJSÃO PAULO/SP II Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2002 Ementa: RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Não se conhece de apelo, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado depois de decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão recorrida. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade não conhecer do recurso por intempestividade. Assinatura digital Francisco Assis de Oliveira Júnior – Presidente Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator EDITADO EM: 13/05/2011 Participaram da sessão: Francisco Assis Oliveira Júnior (Presidente), Pedro Paulo Pereira Barbosa (Relator), Gustavo Lian Haddad, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe e Rayana Alves de Oliveira França. Relatório Fl. 28DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 09/06/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU 2 MARILZA PAPAIA GAMOEDA interpôs recurso voluntário contra acórdão da DRJSÃO PAULO/SP II (fls. 10) que julgou procedente lançamento, formalizado por meio do auto de infração de fls. 03/05, para exigência de Imposto sobre Renda de Pessoa Física – IRPF suplementar, referente ao exercício de 2002, no valor de R$ 12.136,68, acrescido de multa de ofício e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 26.894,88. A infração apurada e que ensejou a autuação foi a omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, no vaor de R$ 128.792,97. A Contribuinte impugnou o lançamento e manifestou expressa concordância com a cobrança do imposto suplementar, mas pediu a exoneração da multa e dos juros de mora, alegando dificuldades financeiras, não podendo arcar com este ônus. A DRJSÃO PAULO/SP II julgou procedente o lançamento com base, em síntese, na consideração de que as exigência da multa e dos juros de mora baseiamse em disposições legais expressas, não podendo serem afastadas por decisão da autoridade julgadora administrativa, fora das hipóteses previstas em lei. A Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 17/12/2007 (fls. 15) e, em 21/01/2008, interpôs o recurso voluntário de fls. 16/17, que ora se examina, e no qual reitera, em síntese, as mesmas razões da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa Examino, inicialmente, a tempestividade do recurso. A decisão primeira instância foi entregue no domicílio fiscal da Contribuinte, conforme AR de fls. 15, em 17/12/2007 (segundafeira) e, em 21/01/2008 (quartafeira), o Contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 189/196. Sobre a forma de intimação e o prazo para interposição do recurso a legislação que rege o processo administrativo fiscal é bastante clara, senão vejamos. Art. 23. Farseá a intimação: [...] II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532/1997). Art. 30. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Fl. 29DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 09/06/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU Processo nº 13819.003151/200489 Acórdão n.º 220101.138 S2C2T1 Fl. 2 3 Considerando como data da ciência a data da entrega da encomenda no domicílio fiscal do Contribuinte, o recurso poderia ser apresentado até 16/01/2008 (quarta feira) e, conforme datas acima, foi apresentado após este prazo. É forçoso concluir, pois, pela intempestividade do recurso. Conclusão Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 30DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, 09/06/2011 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JU
score : 1.0
Numero do processo: 37311.011930/2006-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 14/10/2005
PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL COM IDÊNTICO PEDIDO.
A propositura de ação judicial com idêntico pedido, impede o conhecimento nesse ponto pelo órgão julgador administrativo.
De acordo com o disposto no art. 126, § 3º da Lei n° 8.213/1991, a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2302-000.955
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda
Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Marco André Ramos Vieira
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 14/10/2005 PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL COM IDÊNTICO PEDIDO. A propositura de ação judicial com idêntico pedido, impede o conhecimento nesse ponto pelo órgão julgador administrativo. De acordo com o disposto no art. 126, § 3º da Lei n° 8.213/1991, a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 37311.011930/2006-99
anomes_publicacao_s : 201103
conteudo_id_s : 4975400
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 14 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2302-000.955
nome_arquivo_s : 230200955_37311011930200699_201103.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : Marco André Ramos Vieira
nome_arquivo_pdf_s : 37311011930200699_4975400.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
id : 4739877
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:39:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044042121478144
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1724; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 1.580 1 1.579 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 37311.011930/200699 Recurso nº 248.305 Voluntário Acórdão nº 230200.955 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de março de 2011 Matéria Auto de Infração. GFIP. Recorrente TEXTIL ROSSINI DO BRASIL LTDA Recorrida SRP SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 14/10/2005 PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL COM IDÊNTICO PEDIDO. A propositura de ação judicial com idêntico pedido, impede o conhecimento nesse ponto pelo órgão julgador administrativo. De acordo com o disposto no art. 126, § 3º da Lei n ° 8.213/1991, a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. Marco André Ramos Vieira Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marco André Ramos Vieira (Presidente), Liege Lacroix Thomasi, Arlindo da Costa e Silva, Edgar Silva Vidal, Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriana Sato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 25/03/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA 2 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, a recorrente não informou à previdência social por meio da GFIP todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias nas competências janeiro de 1999 a maio de 2005, conforme fls. 06 a 07. Não concordando com a autuação, a recorrente apresenta impugnação, conforme fls. 157 a 199. Foram solicitados documentos pelo Fisco federal, fl. 1.249, tendo a autuada se manifestado às fls. 1.251 a 1.253. A unidade da Receita Previdenciária emitiu a Decisão de fls. 1.284 a 1.294, mantendo a autuação, com atenuação parcial. Houve reforma da decisão de primeira instância, fls. 1.347 a 1.353, mantendo a autuação com relevação parcial da multa. Inconformada com a decisão, a autuada interpôs recurso voluntário, fls. 1.359 a 1.406. Alega em síntese que: a) Requer o julgamento em conjunto com a NFLD conexa; b) Não há motivo para constituir o crédito devendo ser anulado o lançamento; c) Houve violação à legalidade; d) Houve cerceamento do direito de defesa, pelas omissões do relatório fiscal; e) Não houve apresentação de provas pela autoridade fiscal; f) Os valores referentes a FOR, PAT e PLR não integram o saláriode contribuição; g) Requer o reconhecimento da relevação da multa aplicada. O órgão fazendário apresentou contrarazões na forma das fls. 1.420 a 1.421, pugnando pela manutenção do lançamento. É o relato suficiente. Voto Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 25/03/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA Processo nº 37311.011930/200699 Acórdão n.º 230200.955 S2C3T2 Fl. 1.581 3 Conselheiro Marco André Ramos Vieira, Relator O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 1.407. Quanto ao mérito de as contribuições serem devidas ou não, e da regularidade do presente auto de infração, a questão foi levada ao Poder Judiciário e a decisão nessa esfera subjuga a administrativa, portanto é matéria que não pode ser conhecida por este Colegiado. Nesse sentido é o teor da ação anulatória, fls. 1.428 a De acordo com o disposto no art. 126, § 3º da Lei n ° 8.213/1991, a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto. Na demanda judicial, a ora recorrente questiona os levantamentos FOR, PAT e PLR; questiona a formalidade do lançamento, a decadência. Além disso, impugna expressamente o auto de infração ora em exame, fls. 1.445 a 1.449. Toda a matéria litigiosa no Judiciário impede o conhecimento administrativo. Conforme demanda judicial proposta pela recorrente, os pedidos englobam os apresentados no recurso voluntário. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso interposto pelo sujeito passivo. É como voto. Marco André Ramos Vieira Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 25/03/2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Assinado digitalmente em 25/03/ 2011 por MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA
score : 1.0
