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Numero do processo: 13770.001638/2010-79
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Mar 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2801-000.285
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalins Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalins Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1656; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 43 1 42 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13770.001638/201079 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2801000.285 – 1ª Turma Especial Data 19 de fevereiro de 2014 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente AGOSTINHO CESCONETTO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalins – Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório. Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6a Turma da DRJ/BSB (Fls. 44), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, referente RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 37 70 .0 01 63 8/ 20 10 -7 9 Fl. 109DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 13770.001638/201079 Resolução nº 2801000.285 S2TE01 Fl. 44 2 ao exercício 2009, por AFRFB da DRF/Vitória. O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: (em Reais) Imposto Suplementar (sujeito à multa de ofício) Multa de Ofício (passível de redução) Juros de Mora (cálculo até 30/11/2010) Imposto Suplementar (sujeito à multa de mora) 984,94 Multa de Mora (não passível de redução) 196,98 Juros de Mora (cálculo até 30/11/2010) 141,92 Total do Crédito Tributário 1.323,84 O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte – glosa de Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF pleiteada indevidamente na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Valor: R$ 1.857,83 (Gramasa Granitos e Mármores S/A). Motivo da glosa: O contribuinte responsável pela empresa Gramas Granitos e Mármores S/A não efetuou o recolhimento da totalidade dos valores devidos a título de IRRF. A base legal do lançamento encontrase nos autos. O contribuinte teve ciência do lançamento em 07/10/2010, conforme documento de fl. 21 e, em 21/12/2010, apresentou impugnação, em petição de fl. 01, acompanhada dos documentos de fls. 02/11, na qual alega, resumidamente, o quanto segue: que, em 28/10/2010, compareceu a Receita Federal e apresentou a documentação, mas que anexa, na oportunidade, o Comprovante de Rendimentos fornecido pela fonte pagadora e três REDARF; que solicita prioridade na análise da impugnação, por força do disposto no art. 71 da Lei nº 10.471, de 2003 (Estatuto do Idoso). Passo adiante, a 6ª Turma da DRJ/BSB entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: GLOSA DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. Em decorrência do princípio da responsabilidade tributária solidária, deve ser mantida a glosa do valor do Imposto de Renda Retido na Fonte, quando restar comprovado que o valor não foi recolhido e que o contribuinte é sócio da fonte pagadora dos rendimentos. Cientificado em 19/09/2011 (Fls. 52), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 19/10/2011 (fls. 53 e 54), argumentando em síntese: (...) Fl. 110DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 13770.001638/201079 Resolução nº 2801000.285 S2TE01 Fl. 45 3 Ressalto que a glosa se da pelo fato da não apresentação de todos os Darf's ou Redarf's recolhidos ref. ao ano de 2008. Porém entendo que a Receita Federal entendeu o não recolhimento feito em sua totalidade pelo fato de existirem três meses, a qual foram gerados os Darf' s com as informações das competências erradas são elas 30/04/2008 que foi recolhida 30/04/2010, 30/06/2008 que foi recolhida 30/06/2010 e 31/07/2008 que foi recolhida 30/04/2010. No intuito de corrigir esta situação para que conste o recolhimento total ref. 2008 correto em cada competência, já fizemos e efetuados o pagamento de juros ref. diferença destas competências, uma vez que quando informado o ano de 2010 foi recolhido com juros a menor. Então corrigimos o valor equiparando ao ano 2008 conforme é o correto e já tentamos fazer o Redarf para estes três meses, através do certificado digital por três vezes conforme consta comprovantes anexo, e em todas as tentativas os mesmos foram indeferidos pela Receita Federal. Inclusive na última tentativa fizemos também de forma manual a qual agendamos apresentação pessoal e geramos os formulários de Redarf, reconhecemos firma e anexamos os comprovantes. Porém o atendente da Receita Federal em Serra/ES, disse que não era preciso protocolar o pedido, pois bastava retificar a DCTF que automaticamente iria constar no sistema. Desta forma, informo que ao consultar o site da Receita Federal através do Certificado Digital foi possível verificar que já consta no sistema da Receita Federal os recolhimentos ref. 2008 e também os Darf' s com os juros ref. diferença das competências pagas erradas. Informo que do próprio site imprimimos comprovantes de recolhimentos, pois já consta no sistema da Receita, inclusive os juros complementar pagos rex. As competências 30/04/2008, 30/06/2008 e 31/07/2008. Anexos: • Comprovantes de recolhimentos de Darf's ref. IRRF 2008 emitidos pelo CAC • Formulários manual de Redarf reconhecido firma ref. competências 30/04/2008, 30/06/2008 e 31/07/2008. • Cópias dos comprovantes recolhidos ref. 2008 • Cópias dos comprovantes recolhidos Darf compl. Juros meses abril, Junho e Julho/2008 para correção das competências. • Cópia das 03 solicitações de Redarf's e indeferimentos dos mesmos. • Cópia Termo de Intimação Recebido pela RFB. II O DIREITO II. 1 PRELIMINAR Peço que analise os comprovantes apresentados inclusive os Darf s com pagamento dos juros que complementam as competências Fl. 111DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 13770.001638/201079 Resolução nº 2801000.285 S2TE01 Fl. 46 4 pendentes que foram recolhidas a menor em função do período de apuração errado. II. 2 MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72) Entendo que após juntar todos os comprovantes, o valor a pagar ref. impugnação de n°200940000006051 do dia 21/12/2010 não será mais devida. (...) É o Relatório. Voto. Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Compulsando os autos, verifico que o lançamento de compensação indevida de IRRF. Para comprovar que o IRRF foi recolhido pela fonte pagadora o recorrente junta aos autos cópia de DARF’S ou REDARF’S relativo a recolhimento de IRRF; bem como comprovantes de recolhimentos emitidos no site da RFB. Contudo, ante a quantidade de REDARF’S constantes no processo, não se pode afirmar com certeza que houve o recolhimento, pela fonte pagadora, do IRRF aproveitado pelo contribuinte. Portanto, é necessário converter o presente julgamento em diligência, a fim de que a unidade administrativa competente informe se houve o recolhimento, pela fonte pagadora, do IRRF, relativo ao ano calendário 2008, compensado pelo contribuinte. Ante o acima exposto, proponho o retorno dos autos à DRFB de origem para que a autoridade preparadora informe se houve o recolhimento, pela fonte pagadora, do IRRF, relativo ao ano calendário 2008, compensado pelo contribuinte. Ao final, com vistas a garantir o contraditório e o amplo direito de defesa, cientificar o contribuinte acerca desta diligência e dos resultados dela decorrentes, assegurandolhe prazo para sua manifestação. Tomadas as providências acima, os autos devem retornar a este Colegiado para apreciação. Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 112DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 02/2014 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/02/2014 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE
score : 1.0
Numero do processo: 13931.000380/2006-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2003 a 31/12/2003, 01/01/2004 a 31/03/2004
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS EMPREGADOS EM PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS.
A exportação de produtos não tributados não confere direito ao crédito presumido de IPI, relativamente aos insumos empregados em sua fabricação.
Numero da decisão: 3201-001.597
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2003 a 31/12/2003, 01/01/2004 a 31/03/2004 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS EMPREGADOS EM PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS. A exportação de produtos não tributados não confere direito ao crédito presumido de IPI, relativamente aos insumos empregados em sua fabricação.
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CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS EMPREGADOS EM PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS. A exportação de produtos não tributados não confere direito ao crédito presumido de IPI, relativamente aos insumos empregados em sua fabricação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Relatório Por bem descrever a matéria de que trata este processo, adoto e transcrevo abaixo o relatório que compõe a Decisão Recorrida. Trata o presente do indeferimento do crédito presumido escriturado no período em destaque, com a conseqüente não homologação das compensações declaradas, em razão credito AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 93 1. 00 03 80 /2 00 6- 17 Fl. 425DF CARF MF Impresso em 14/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13931.000380/200617 Acórdão n.º 3201001.597 S3C2T1 Fl. 426 2 presumido ter sido calculado sobre exportações de produtos classificados na TIPI como NT (nãotributados), portanto, não sendo considerados pela legislação como industrializados. Em sua manifestação a interessada alegou que, no caso dos produtos classificados na TIPI com NT, o artigo 1º da Lei nº 9.363/96 não dá margem a dúvidas, basta que a empresa seja produtora e exportadora de mercadorias nacionais, além disso, nada há que distinga se o produto deve sobre ou não a tributação do IPI para fazer jus ao crédito presumido Ademais, a empresa deve ser considerada como industrial, na medida que faz o beneficiamento dos indigitados produtos. Encerrou requerendo a atualização monetária sobre o valor integral do crédito presumido pleiteado. Sobreveio decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, que julgou, por unanimidade de votos, improcedente a manifestação de inconformidade. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido encontramse consubstanciados na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2003 a 31/12/2003, 01/01/2004 a 31/03/2004 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. EXPORTAÇÃO DE PRODUTO NT. Operação que resulta em produto nãotributável, não é considerada operação industrial, não fazendo jus ao crédito presumido de IPI. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. JUROS SELIC É incabível, por falta de previsão legal, a atualização, pela taxa SELIC, dos valores objeto de pedido de ressarcimento de créditos do IPI Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com a decisão, apresentou a recorrente, tempestivamente, o presente recurso voluntário. Na oportunidade, reiterou os argumentos colacionados em sua defesa inaugural. Voto Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Fl. 426DF CARF MF Impresso em 14/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13931.000380/200617 Acórdão n.º 3201001.597 S3C2T1 Fl. 427 3 O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Conforme relatado, tratase de pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI negado pela autoridade fiscal devido a ter por fundamento a aquisição de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados em produtos classificados na TIPI como NT. Em relação à controvérsia, esclarecese que o crédito presumido do IPI como ressarcimento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins nas exportações tem por fundamento a Lei n° 9.363/96, cujos art. 1° e 3º assim dispõem: Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único: O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim especifico de exportação para o exterior. Art. 3º Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1º, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador. Parágrafo único: Utilizarseá subsidiariamente, a legislação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados para o estabelecimento, respectivamente, dos conceitos de receita operacional bruta e de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem.(grifo nosso) Extraise dos dispositivos acima citados que as empresas produtoras e exportadoras de mercadorias nacionais tem direito a crédito presumido do IPI em relação às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados em seu processo produtivo. A Lei 9.363/96 define ainda que os conceitos de produção, matériaprima, produtos intermediários e material de embalagem devem ser buscados a luz da legislação do IPI. Neste ponto, para determinar a abrangência do instituto, mostrase necessário definir o conceito de processo produtivo, a ser extraído da legislação do IPI. Este imposto, notadamente, incide sobre produto industrializado, considerados este, segundo o artigo 3º dos Regulamentos do IPI de 1998 e de 2002, vigentes à Fl. 427DF CARF MF Impresso em 14/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13931.000380/200617 Acórdão n.º 3201001.597 S3C2T1 Fl. 428 4 época dos fatos geradores, como aquele “resultante de qualquer operação definida neste Regulamento como industrialização, mesmo incompleta, parcial ou intermediária tem por objeto de incidência os produtos”. As operações de industrialização, por sua vez, encontramse definidas no artigo 4º dos RIPI 1998 e 2002, nestes termos: Art. 4º Caracteriza industrialização qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único, e Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, parágrafo único): I a que, exercida sobre matériasprimas ou produtos intermediários, importe na obtenção de espécie nova (transformação); II a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento); III a que consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem); IV a que importe em alterar a apresentação do produto, pela colocação da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou V a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicionamento). Parágrafo único. São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condições das instalações ou equipamentos empregados. Sendo esta a legislação aplicável a matéria, temos que, caso os produtos adquiridos não participem nos processos de industrialização acima expostos, eles não se caracterizam como matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados no processo produtivo. Em consequência, aqueles bens adquiridos mas não empregados no processo de industrialização não integram a base de cálculo do crédito presumido. Observase ainda que a legislação do tributo é composta por uma Tabela de Incidência do IPI (Tabela TIPI), que classifica todos os produtos industrializados, informando ainda aqueles considerados não tributados (NT) devido a não sofrerem processos de industrialização. Fl. 428DF CARF MF Impresso em 14/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 13931.000380/200617 Acórdão n.º 3201001.597 S3C2T1 Fl. 429 5 Tendo em vista o explicitado, concluise que os produtos não tributados (NT) conforme a legislação do IPI não fazem jus ao incentivo, devido ao crédito presumido ser restrito à aquisição de insumos utilizados no processo de industrialização, quando o produto final for exportado. Daí a exclusão desses produtos no cálculo do incentivo, o que não acontece com as mercadorias isentas ou tributadas à alíquota zero, que por serem fruto de um processo produtivo compõe a base de cálculo do crédito presumido. O próprio artigo 1º da Lei nº 9.363/96, ao definir que o crédito presumido é destinado a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, exige que as pessoas jurídicas satisfaçam, cumulativamente, estas duas condições. A legislação do IPI, por sua vez, é expressa ao definir como estabelecimento industrial (produtor) aquele que executa operações de industrialização que resultem em produto tributado, ainda que a alíquota zero ou isento (art. 8º RIPI/1998 e RIPI/2002). Observese ainda que o fato do caput do artigo 1º da Lei 9.363/96 falar em mercadorias não afasta a condição estabelecida no próprio dispositivo de que o direito ao crédito presumido do IPI tem por objeto as aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem utilizados em seu processo produtivo. Desta forma, mostrase correta a decisão recorrida em não conceder o direito ao crédito presumido do IPI em relação insumos empregados em produtos não tributados. Em relação ao pedido de atualização monetária do crédito pela Selic, tendo em vista a inexistência de saldo credor, inexiste crédito a ser atualizado monetariamente, de forma que o pedido deve ser negado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Relator Fl. 429DF CARF MF Impresso em 14/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 13/05/2014 por JOEL MIYAZAKI
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Numero do processo: 10768.100482/2008-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
REDUÇÃO DA EXIGÊNCIA FISCAL.
A aplicação do princípio juria novit curia no processo administrativo fiscal autoriza a redução do valor da exigência quando uma simples operação aritmética pode assegurar com segurança a liquidez dos créditos tributários.
Numero da decisão: 1102-001.000
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso, para reduzir a multa aplicada para o valor de R$ 200,00, vencidos os conselheiros José Evande Carvalho Araujo e João Otávio Oppermann Thomé, que negavam provimento.
Documento assinado digitalmente.
João Otávio Oppermann Thomé - Presidente.
Documento assinado digitalmente.
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Moises Giacomelli Nunes da Silva, José Evande Carvalho Araujo, Marcelo Baeta Ippolito, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto.
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
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Recorrente CAFÉ E BAR COLONIA ULTRAMAR LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 MULTA PELA FALTA DE ENTREGA DE DECLARAÇÕES. DIPJ. DSPJ. Reduzse a multa pela falta de entrega da declaração (DIPJ/DSPJ) quando a fiscalização não reuniu as provas suficientes para confirmar que a empresa estava submetida ao regime de tributação que redundaria na aplicação da multa mais gravosa ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 REDUÇÃO DA EXIGÊNCIA FISCAL. A aplicação do princípio juria novit curia no processo administrativo fiscal autoriza a redução do valor da exigência quando uma simples operação aritmética pode assegurar com segurança a liquidez dos créditos tributários. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso, para reduzir a multa aplicada para o valor de R$ 200,00, vencidos os conselheiros José Evande Carvalho Araujo e João Otávio Oppermann Thomé, que negavam provimento. Documento assinado digitalmente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 10 04 82 /2 00 8- 44 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 91 2 João Otávio Oppermann Thomé Presidente. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Moises Giacomelli Nunes da Silva, José Evande Carvalho Araujo, Marcelo Baeta Ippolito, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por CAFÉ E BAR COLONIA ULTRMAR LTDA ME contra acórdão proferido pela 3ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I que concluiu pela procedência do lançamento efetuado. O crédito tributário lançado, referente à multa por atraso de entrega da DIPJ/DSPJ correspondente ao exercício de 2006, anocalendário de 2005, totalizou o valor de R$ 500,00. O voto condutor da decisão recorrida assim relatou a impugnação: Em impugnação às fls. 1/3, o interessado diz que não recebeu Ato Declaratório de exclusão do Simples, cujo enquadramento fora efetuado de forma regular, e, também, "que a recepção da mencionada declaração é direcionada e controlada pelo órgão em questão, ou seja, Delegacia da Receita Federal, que veda o envio por meio eletrônico". Alega que "não se pode deixar de considerar o ato administrativo, leiase, ato jurídico perfeito, que deu origem ao enquadramento fiscal, gerando fonte de arrecadação, criando mecanismo administrativo para a sua cobrança, Processo n° 10768.230060/200215". Afirma que "não é justo o procedimento administrativo adotado pela Impugnada, uma vez que não podese reportar como se o Impugnante fosse pessoa jurídica não enquadrada no Regime Fiscal Simplificado, o que qualifica como se for devido o valor da multa a ser aplicada é de R$ 200,00, valendose, ainda, da aplicabilidade da redução pelo pagamento do valor principal". Pede: seja mantido o seu enquadramento no Simples; seja considerado como entregue, neste ato, a declaração simplificada do anocalendário de 2005; e excluída a multa correspondente, ou reconhecido o seu valor excessivo. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 92 3 A já mencionada 3ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I, ao apreciar a impugnação interposta, proferiu o Acórdão nº 1230.841, de 27 de maio de 2010, por meio do qual decidiu pela procedência do feito fiscal. Assim figurou a ementa do referido julgado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2005 MULTA POR FALTA DE ENTREGA DA DIPJ/DSPJ. Mantémse o valor da multa mínima se não elididos os fatos que lhe deram causa. A empresa autuada repetiu em seu recurso voluntário os argumentos que haviam sido apresentados na impugnação. Apenas alterou a alegação segundo a qual o processo nº 10768.230060/2002 15 teria dado origem ao enquadramento fiscal no Simples. É que a decisão recorrida esclareceu que tal processo não trata desse assunto e que a empresa foi excluída daquele regime através do ADE nº 296664, a partir de 01/11/2000, constando no presente processo o documento que comprova sua ciência dessa exclusão, conforme “Aviso de Recepção nº 066835990 (consulta Sucop, às fls. 56)”. Com isso, a empresa alegou que “não se pode deixar de considerar o ato administrativo, leiase, ato jurídico perfeito que deu origem ao enquadramento fiscal, gerando fonte de arrecadação, criando mecanismo administrativo para a sua cobrança sob o prisma de informações obtidas através do SUCOP, sem que tenha demonstrado publicidade do Ato Declaratório nº 296664, tampouco ciência ao recorrente, descaracterizando sua validade”. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 93 4 Tratase de multa por falta de entrega com suporte fático e consequente prescrição previstos no artigo 7º, I, e seus §§ 1º a 3º, da Lei nº 10.426/2002, verbis: Art. 7º O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: ( Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004 ) I de 2%(dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20%(vinte por cento), observado o disposto no § 3; (...) § 1º Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I, II e III do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração. ( Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004 ) § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II a 75%(setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996; II R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. A empresa deixou de apresentar a declaração correspondente ao exercício de 2006, anocalendário de 2005. No auto de infração (fl. 11 do processo em papel), a autoridade fiscal consubstanciou a seguinte descrição dos fatos: Fl. 93DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 94 5 A falta de entrega da Declaração enseja a aplicação de multa no valor de R$200,00 tratandose de Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica optante pelo Simples Federal e de R$500,00 no caso de Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica. Foi considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da lavratura deste Auto de Infração. Nada obstante, sem esclarecimentos adicionais, imputou a multa de R$ 500,00. Como salientado na decisão recorrida, as solicitações de enquadramento no Simples e de recebimento da declaração simplificada apresentada junto com a impugnação, de pronto, devem ser afastadas, posto que não há competência das autoridades julgadoras dos processos administrativos fiscais para a apreciação dessas matérias. O que nos cabe é o julgamento da multa imputada no auto de infração. A DRJ esforçouse para situar o enquadramento legal da autuação no inciso II, do § 3º, do dispositivo legal acima transcrito, qual seja, a multa mínima de R$ 500,00 aplicável nos “demais casos”. Neste sentido, colheu as provas de que a empresa já havia sido excluída do regime do Simples Federal desde a edição do “Ato Declaratório de Exclusão – ADE nº 296664”, com efeitos a partir de 01/11/2000, por motivos de débitos pendentes junto à PGFN (fls. 49 e 50 do processo em papel). Ademais, contraditou a alegação de que a empresa não teria sido comunicada da referida exclusão com as informações contidas num extrato de consulta ao sistema “SUCOP” juntado às fls. 56 do processo em papel. De fato, tal extrato contém a informação de que a postagem “NI 334856665000191”, de “Nº ECT 066835990”, enviada à empresa autuada, contém a situação “Entregue ao destinatário”, e a data de coleta “01/12/2000”. Não há, entretanto, maiores informações sobre o processo administrativo em que teria sido consubstanciada a exclusão daquele regime. Muito menos foi juntada a prova efetiva do recebimento daquela correspondência, qual seja, o “AR” com os dados do destinatário e a identificação e assinatura da pessoa que atestou esse recebimento. É provável que o fato de não saber ao certo qual seria o regime de tributação a que estaria submetida a empresa autuada à época do lançamento foi a razão que motivou a autoridade fiscal a proceder aquela descrição dos fatos alternativa entre a falta de apresentação da DSPJ ou da DIPJ. Contudo, para aplicar a situação mais grave para o contribuinte, a alternativa residual caracterizada como “demais casos”, deveria ter carreado aos autos as provas contundentes de que a empresa, de fato, não se enquadrava na outra alternativa, caracterizada pelas pessoas jurídicas inativas ou optantes pelo regime de tributação do Simples Federal. Em minha opinião, o esforço da DRJ não supriu esta ausência. Portanto, não há como aplicar à hipótese da multa de R$ 500,00. É possível, entretanto, atestar que houve falta de entrega da declaração, qualquer que seja o regime de tributação a que estava submetida a empresa. Neste caso a multa mínima é de R$ 200,00. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 95 6 Há que se observar que não se trata de reformatio in pejus, pois a adoção da multa de R$ 200,00 reduz o valor da exigência fiscal. Tampouco configurase ofensa ao princípio do contraditório, pois as demais razões de defesa não seriam diferentes caso a fiscalização tivesse aplicada a hipótese menos gravosa à empresa. O que ocorreu foi que a fiscalização não reuniu as provas suficientes para confirmar que a empresa estava submetida ao regime de tributação que redundaria na aplicação da multa mais gravosa. Não é razoável anular os correspondentes lançamentos quando uma simples operação aritmética pode assegurar com segurança a liquidez dos créditos tributários. Tratase de aplicação do princípio do juria novit curia (“dême os fatos que eu te darei o direito”), também aplicável ao processo administrativo fiscal (Cf. Marcos Vinícius Neder e Maria Teresa Martínez López, Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, 3ª ed., São Paulo: Dialética, 2010, p. 285.), no sentido de que não se altera o critério jurídico do lançamento, já que a acusação e a infração são as mesmas, mas apenas sua fundamentação legal. Afinal, a autuada não se defende da capitulação legal da infração, mas, sim, dos fatos e da descrição fática narrados. De modo semelhante, apesar de tratar de matéria distinta, também já decidiu a Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais no Acórdão nº 0105971, julgado em 12 de agosto de 2008, cujo trecho elucidativo transcrevese: Cumpre observar, inicialmente, que não se trata de reformatio in pejus, pois a adoção do percentual de 42,74% como base para correção monetária, reduz o valor da exigência fiscal. Também não vislumbro a possibilidade de ofensa ao princípio constitucional do contraditório, haja vista toda a discussão no processo versa exatamente sobre a correção monetária do balanço do ano de 1989. O índice IPC é aceito pela interessada e pela decisão recorrida com apto a ser utilizado na correção monetária do mês de janeiro de 1989, apenas divergem quanto ao período abrangido pelo índice. Afinal, o percentual de 70,28%, adotado pelo autuada, reflete a inflação ocorrida no período compreendido entre 30 de novembro (média estatística entre os dias 15 de novembro e 15 de dezembro) e 20 de janeiro (média estatística entre os dias 17 e 23 de janeiro). Sobre essa matéria, a jurisprudência dessa Turma reiteradamente se posicionado no sentido de impedir que o julgador atue positivamente em relação à exigência fiscal, de modo que se deve apreciar o lançamento tal como foi formulado, sem possibilidade de inovação na acusação no momento do julgamento. A competência das instâncias de julgamento para revisar o lançamento surge com a impugnação como previsto no inciso I do art. 145 do CTN, ou seja, revisão por iniciativa do contribuinte em contestar a exigência. O dever de julgar imparcialmente a exigência fiscal não se coaduna com a vinculação do auditor fiscal ao procedimento de constituição do crédito tributário. A revisão de oficio fica adstrita àqueles agentes fiscais que têm competência para realizar o lançamento fiscal, como o auditor fiscal competente para fiscalizar ou o Delegado da Receita Federal. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 96 7 No Direito Tributário, o art. 142 do Código Tributário Nacional descreve, nesse sentido, procedimento que compreende uma série de ações desenvolvidas pela autoridade fiscal em face do contribuinte, de modo à verificação de ocorrência do fato jurídico tributário, cálculo do tributo devido e identificação do sujeito passivo. Esse procedimento resulta no ato jurídico administrativo de lançamento que introduz norma individual e concreta no sistema do direito positivo. Desse modo, o ato produzido com a finalidade de constituição do crédito tributário indica o fato jurídico tributário, cujas notas se subsumem aos critérios da regramatriz de incidência, e institui a obrigação tributária. Um desses critérios é o quantitativo, em que a autoridade lançadora calcula o montante do tributo a partir da indicação da base de cálculo e alíquota. No caso em análise, a fiscalização quantificou a exigência com fundamento na legislação de regência que não prevê os expurgos inflacionários para fins de correção monetária de balanço, enquanto o contribuinte ajustou seus ativos considerando os efeitos desses expurgos. O julgador entende que o contribuinte poderia considerar tal acréscimo com fulcro em precedentes judiciais, mas não concorda com os cálculos efetuados. O percentual de 70,28% abrange período superior ao mensal conforme descrito em sua metodologia e não pode ser utilizado para corrigir o saldo de janeiro. Neste processo, os fatos estão postos de forma clara e para decidir qual o índice aplicável o julgador deve verificar qual a metodologia prevista na legislação fiscal. Como vimos, a pessoa jurídica se equivocou ao utilizar o índice de 70,28% para o mês de janeiro, quando sua abrangência temporal é maior.Tratase, a meu ver, de matéria estritamente de direito, em que o julgador não está restrito a decidir apenas escolhendo entre os argumentos trazidos pelos interessados, podendo aplicar fundamento jurídico distinto no julgamento da questão posta a seu exame (juria novit cúria). No caso em comento, o julgador deve ajustar o que foi pedido no recurso voluntário pela contribuinte para adequar a legislação de regência. Penso que não é razoável anular o lançamento na hipótese em que basta simples operação aritmética para separar o valor devido do que não é devido. Não vejo como enquadrar a redução do valor exigido como novo lançamento da autoridade administrativa. Devese apenas ajustar o crédito tributário ao valor tido por correto. Essa também tem sido a opinião dos tribunais superiores em casos análogos. No REsp 535.943, publicado pelo STJ no DJ 13.09.2004, ao acolher o recurso da Fazenda Paulista, o relator do processo, ministro Teori Albino Zavascki, argumentou que a certidão de dívida fiscal não perde a característica de ser líquida e certa quando há necessidade de serem afastadas parcelas tidas como indevidas. No caso dos valores de contribuição do IAA, incluídos na base de cálculo do ICMS, os valores verdadeiramente devidos podem ser apurados por cálculos aritméticos de simplicidade horizontal, não devendo, em razão disso, ser exigido que se anule a certidão da divida, cancelandose a execução fiscal. No mesmo sentido, o AGA 525587/SP, Min. Luiz Fux, publicado no DJ de 05.04.2004, a saber: "AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL.ICMS. Documento: 1311146 RELATÓRIO E VOTO ELEVAÇÃO DA AL1QUOTA DE 17% PARA 18% INCONS77TUCIONALIDADE. CDA. NECESSIDADE DE RECALCULO DA DIVIDA. PRESERVADA A LIQUIDEZ DO Fl. 96DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 10768.100482/200844 Acórdão n.º 1102001.000 S1C1T2 Fl. 97 8 TITULO. I. A alegação de nulidade da CDA envolve matéria de prova, apreciação obstada pela Súmula 7/5 Ti 2. A jurisprudência orientase no sentido de que o excesso na cobrança expressa na CDA não macula a sua liquidez, desde que os valores possam ser revistos por simples cálculos aritméticos.(..) 4. Agravo regimental desprovido ." (AGA 525587/SP) Importante destacar, ainda, que a Lei n° 9.784/99, artigo 2°, inciso VI, estabelece, como critério de atuação da Administração, a "adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público" Anular o lançamento fiscal integralmente quando o ajuste do valor devido depende de mero cálculo aritmético pareceme excesso de formalismo que ofende critérios de razoabilidade e de proporcionalidade. Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário para reduzir a multa aplicada para o valor de R$ 200,00. É como voto. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator Fl. 97DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/12/2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 10/12/ 2013 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 27/02/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME
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Numero do processo: 10510.003894/2009-30
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2802-000.126
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF n.º 01/2012.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
Editado em: 28/02/2013.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.
Trata-se de auto de infração (fls. 1/12), relativo ao IRPF, exercício 2004 a 2007, em razão de suposta omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada.
Inconformado, o contribuinte ora Recorrente apresentou Impugnação na qual informou que os seus rendimentos provêm exclusivamente das suas atividades de pecuarista desde 1980, de deputado federal entre 2003 e 2006, e de Secretário de Estado a partir de janeiro de 2007.
Para demonstrar a origem dos depósitos, apresenta, em síntese, os seguintes argumentos:
As planilhas por ele confeccionadas indicam os depósitos que seriam procedentes da atividade rural (fls. 405/414) e aqueles que provenientes de recursos próprios (416/419), sacados de suas próprias contas, saques estes que também enumera em outra planilha (fls. 421/424).
Na conta 2.346-9 da agência 2312-4 do Banco do Brasil, foi considerado como depósito a crédito um lançamento a débito de R$ 950,00 em 28/05/2004, conforme extrato às fls. 61 e relatório às fls. 358.
A transferência on-line de R$ 1.000,00 em 04/07/2006, que foi feita com recursos próprios, não foi considerada justificada pelo autuante, apesar deste haver excluído como justificados outros depósitos nas mesmas circunstancias em 02/05/2006, 30/05/2006 e 02/08/2006, e outros.
Indica dezesseis depósitos que seriam transferências de recursos próprios no Banco do Brasil, todos em 2007, na conta 2.346-92 (agência 2312-4), no total de R$ 156.561,63, conforme extratos de partidas às fls. 431/446.
Indica oito depósitos entre agosto e novembro de 2006 no Bradesco (c/c 540.212-3), no total de R$ 153.293,00, que seriam provenientes da venda do caminhão Placa JJB 0058, conforme extrato do sistema RENAVAN (fls. 449), que informa data do recibo de venda em 21/09/2006 e data do registro em 10/10/2006, pelo valor de R$ 130.000,00.
Para comprovar a atividade rural, traz cópias de declarações de ITR de nove imóveis rurais (fls. 451/580), cópia de relatório de vacinação de gado bovino (fls. 582/585), cópia de ficha sanitária com relação de Guias de Transito de Animais (GTA), por ano e por propriedade, indicando a movimentação de 509 cabeças de gado entre 2004 e 2007 (fls. 587/589).
Para comprovar a origem de seis depósitos em dinheiro entre dezembro de 2005 e abril de 2007 na sua conta no Banese, no total de R$ 68.719,35, traz declaração da Usina São José do Pinheiro Ltda. de que estes depósitos se refeririam ao fornecimento de cana de açúcar por parte do autuado neste período.
Admite haver omitido os rendimentos da atividade rural, e calcula o imposto sobre 20% dos totais dos depósitos que alega teriam esta origem, considerando a tributação beneficiada que se aplica aos rendimentos desta atividade.
Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/Salvador, decidiu à unanimidade, manter o lançamento em parte para excluir a presunção legal de rendimentos omitidos, a origem dos depósitos bancários deve ser comprovada com documentos hábeis e idôneos, que permitam a identificação individualizada dos créditos, mantendo a exigência do imposto de R$ 327.479,58, acrescido de multa de oficio e juros demora.
Após regularmente intimado, interpôs tempestivamente recurso de fls. 606/616. Alega que sua movimentação financeira é absolutamente compatível com os rendimentos recebidos e que os depósitos bancários não caracterizam por si só disponibilidade de rendimentos.
Requer, ainda, caso mantido o lançamento: a) a exclusão de valores remanescentes enquadrados abaixo dos limites estabelecidos no art. 42, § 3°, inciso II, da lei 9.430/96, alterado pelo art. 4° da Lei 9.481 /97, respectivamente R$12.000,00 por depósito e R$ 80.000,00 pela soma anual; b) seja desconsiderado, no cálculo da movimentação financeira, o valor de R$ 130.000,00 uma vez que se trata de alienação de veículo devidamente comprovada; c) e de igual modo, sejam excluídos os valores lançados indevidamente referentes a transferências entre contas do mesmo titular, no montante de R$ 156. 561,6.
É o relatório.
Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator.
O recurso versa sobre omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada.
Para a obtenção dos dados bancários, a Fiscalização se utilizou de Requisição de Movimentação Financeira (RMF), expedido com fulcro no artigo 6º da LC n. 105/2001, regulamentado pelo Decreto n. 3.764/2001
A constitucionalidade das prerrogativas estendidas às autoridades fiscais através de instrumentos infraconstitucionais - obtenção de informações junto às instituições através de RMF se encontra sob análise do STF, no Recurso Extraordinário nº 601.314, que tramita em regime de repercussão geral, reconhecida em 22/10/09, conforme ementa abaixo transcrita:
CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE CONTRIBUINTES, PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, DIRETAMENTE AO FISCO, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (LEI COMPLEMENTAR 105/2001). POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA LEI 10.174/2001 PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES A EXERCÍCIOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RELEVÂNCIA JURÍDICA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL Conforme disposto no § 1º do art. 62-A da Portaria MF nº 256/09, devem ficar sobrestados os julgamentos dos recursos que versarem sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido admitida pelo STF. O dispositivo há pouco referido vai ao encontro da segurança jurídica, da estabilidade e da eficiência, pois ao tempo em que assegura a coerência do ordenamento, confere utilidade à atividade judicante exercida no âmbito do CARF. Assim, reconhecida, pelo STF, a relevância constitucional de tema prejudicial à validade do procedimento utilizado na constituição do crédito tributário, deve ser sobrestado o julgamento do recurso no CARF.
O posicionamento do STF é no sentido de sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários que veiculam a mesma matéria objeto do Recurso Extraordinário nº 601.314, conforme decisões a seguir:
DESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura - CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verifica-se que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publique-se. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro D IAS T OFFOLI Relator Documento assinado digitalmente(RE 488993, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 09/02/2011, publicado em DJe-035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011)
DECISÃO REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA SIGILO - DADOS BANCÁRIOS FISCO AFASTAMENTO ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. Ministro MARCO AURÉLIO Relator(AI 691349 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 04/10/2011, publicado em DJe-213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011)
REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01. CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discute-se nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS IMPOSTO DE RENDA QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 APLICAÇÃO IMEDIATA RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO RECURSO ESPECIAL PROVIDO. Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064-AgR-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626-AgR-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473-ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543-B e seus parágrafos do Código de Processo Civil). Publique-se. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente(RE 602945, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 01/08/2011, publicado em DJe-158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011)
DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes - será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõe-se o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 21 de maio de 2010. Ministro CELSO DE MELLO Relator(RE 479841, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, julgado em 21/05/2010, publicado em DJe-100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010).
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF n.º 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. Editado em: 28/02/2013. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. Trata-se de auto de infração (fls. 1/12), relativo ao IRPF, exercício 2004 a 2007, em razão de suposta omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Inconformado, o contribuinte ora Recorrente apresentou Impugnação na qual informou que os seus rendimentos provêm exclusivamente das suas atividades de pecuarista desde 1980, de deputado federal entre 2003 e 2006, e de Secretário de Estado a partir de janeiro de 2007. Para demonstrar a origem dos depósitos, apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: As planilhas por ele confeccionadas indicam os depósitos que seriam procedentes da atividade rural (fls. 405/414) e aqueles que provenientes de recursos próprios (416/419), sacados de suas próprias contas, saques estes que também enumera em outra planilha (fls. 421/424). Na conta 2.346-9 da agência 2312-4 do Banco do Brasil, foi considerado como depósito a crédito um lançamento a débito de R$ 950,00 em 28/05/2004, conforme extrato às fls. 61 e relatório às fls. 358. A transferência on-line de R$ 1.000,00 em 04/07/2006, que foi feita com recursos próprios, não foi considerada justificada pelo autuante, apesar deste haver excluído como justificados outros depósitos nas mesmas circunstancias em 02/05/2006, 30/05/2006 e 02/08/2006, e outros. Indica dezesseis depósitos que seriam transferências de recursos próprios no Banco do Brasil, todos em 2007, na conta 2.346-92 (agência 2312-4), no total de R$ 156.561,63, conforme extratos de partidas às fls. 431/446. Indica oito depósitos entre agosto e novembro de 2006 no Bradesco (c/c 540.212-3), no total de R$ 153.293,00, que seriam provenientes da venda do caminhão Placa JJB 0058, conforme extrato do sistema RENAVAN (fls. 449), que informa data do recibo de venda em 21/09/2006 e data do registro em 10/10/2006, pelo valor de R$ 130.000,00. Para comprovar a atividade rural, traz cópias de declarações de ITR de nove imóveis rurais (fls. 451/580), cópia de relatório de vacinação de gado bovino (fls. 582/585), cópia de ficha sanitária com relação de Guias de Transito de Animais (GTA), por ano e por propriedade, indicando a movimentação de 509 cabeças de gado entre 2004 e 2007 (fls. 587/589). Para comprovar a origem de seis depósitos em dinheiro entre dezembro de 2005 e abril de 2007 na sua conta no Banese, no total de R$ 68.719,35, traz declaração da Usina São José do Pinheiro Ltda. de que estes depósitos se refeririam ao fornecimento de cana de açúcar por parte do autuado neste período. Admite haver omitido os rendimentos da atividade rural, e calcula o imposto sobre 20% dos totais dos depósitos que alega teriam esta origem, considerando a tributação beneficiada que se aplica aos rendimentos desta atividade. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/Salvador, decidiu à unanimidade, manter o lançamento em parte para excluir a presunção legal de rendimentos omitidos, a origem dos depósitos bancários deve ser comprovada com documentos hábeis e idôneos, que permitam a identificação individualizada dos créditos, mantendo a exigência do imposto de R$ 327.479,58, acrescido de multa de oficio e juros demora. Após regularmente intimado, interpôs tempestivamente recurso de fls. 606/616. Alega que sua movimentação financeira é absolutamente compatível com os rendimentos recebidos e que os depósitos bancários não caracterizam por si só disponibilidade de rendimentos. Requer, ainda, caso mantido o lançamento: a) a exclusão de valores remanescentes enquadrados abaixo dos limites estabelecidos no art. 42, § 3°, inciso II, da lei 9.430/96, alterado pelo art. 4° da Lei 9.481 /97, respectivamente R$12.000,00 por depósito e R$ 80.000,00 pela soma anual; b) seja desconsiderado, no cálculo da movimentação financeira, o valor de R$ 130.000,00 uma vez que se trata de alienação de veículo devidamente comprovada; c) e de igual modo, sejam excluídos os valores lançados indevidamente referentes a transferências entre contas do mesmo titular, no montante de R$ 156. 561,6. É o relatório. Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. O recurso versa sobre omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Para a obtenção dos dados bancários, a Fiscalização se utilizou de Requisição de Movimentação Financeira (RMF), expedido com fulcro no artigo 6º da LC n. 105/2001, regulamentado pelo Decreto n. 3.764/2001 A constitucionalidade das prerrogativas estendidas às autoridades fiscais através de instrumentos infraconstitucionais - obtenção de informações junto às instituições através de RMF se encontra sob análise do STF, no Recurso Extraordinário nº 601.314, que tramita em regime de repercussão geral, reconhecida em 22/10/09, conforme ementa abaixo transcrita: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE CONTRIBUINTES, PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, DIRETAMENTE AO FISCO, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (LEI COMPLEMENTAR 105/2001). POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA LEI 10.174/2001 PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES A EXERCÍCIOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RELEVÂNCIA JURÍDICA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL Conforme disposto no § 1º do art. 62-A da Portaria MF nº 256/09, devem ficar sobrestados os julgamentos dos recursos que versarem sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido admitida pelo STF. O dispositivo há pouco referido vai ao encontro da segurança jurídica, da estabilidade e da eficiência, pois ao tempo em que assegura a coerência do ordenamento, confere utilidade à atividade judicante exercida no âmbito do CARF. Assim, reconhecida, pelo STF, a relevância constitucional de tema prejudicial à validade do procedimento utilizado na constituição do crédito tributário, deve ser sobrestado o julgamento do recurso no CARF. O posicionamento do STF é no sentido de sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários que veiculam a mesma matéria objeto do Recurso Extraordinário nº 601.314, conforme decisões a seguir: DESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura - CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verifica-se que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publique-se. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro D IAS T OFFOLI Relator Documento assinado digitalmente(RE 488993, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 09/02/2011, publicado em DJe-035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011) DECISÃO REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA SIGILO - DADOS BANCÁRIOS FISCO AFASTAMENTO ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. Ministro MARCO AURÉLIO Relator(AI 691349 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 04/10/2011, publicado em DJe-213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011) REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01. CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discute-se nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS IMPOSTO DE RENDA QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 APLICAÇÃO IMEDIATA RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO RECURSO ESPECIAL PROVIDO. Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064-AgR-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626-AgR-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473-ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543-B e seus parágrafos do Código de Processo Civil). Publique-se. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente(RE 602945, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 01/08/2011, publicado em DJe-158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011) DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes - será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõe-se o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 21 de maio de 2010. Ministro CELSO DE MELLO Relator(RE 479841, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, julgado em 21/05/2010, publicado em DJe-100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010).
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF n.º 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. Editado em: 28/02/2013. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. Tratase de auto de infração (fls. 1/12), relativo ao IRPF, exercício 2004 a 2007, em razão de suposta omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Inconformado, o contribuinte ora Recorrente apresentou Impugnação na qual informou que os seus rendimentos provêm exclusivamente das suas atividades de pecuarista desde 1980, de deputado federal entre 2003 e 2006, e de Secretário de Estado a partir de janeiro de 2007. Para demonstrar a origem dos depósitos, apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 10 .0 03 89 4/ 20 09 -3 0 Fl. 743DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10510.003894/200930 Resolução nº 2802000.126 S2TE02 Fl. 623 2 1. As planilhas por ele confeccionadas indicam os depósitos que seriam procedentes da atividade rural (fls. 405/414) e aqueles que provenientes de recursos próprios (416/419), sacados de suas próprias contas, saques estes que também enumera em outra planilha (fls. 421/424). 2. Na conta 2.3469 da agência 23124 do Banco do Brasil, foi considerado como depósito a crédito um lançamento a débito de R$ 950,00 em 28/05/2004, conforme extrato às fls. 61 e relatório às fls. 358. 3. A transferência online de R$ 1.000,00 em 04/07/2006, que foi feita com recursos próprios, não foi considerada justificada pelo autuante, apesar deste haver excluído como justificados outros depósitos nas mesmas circunstancias em 02/05/2006, 30/05/2006 e 02/08/2006, e outros. 4. Indica dezesseis depósitos que seriam transferências de recursos próprios no Banco do Brasil, todos em 2007, na conta 2.34692 (agência 23124), no total de R$ 156.561,63, conforme extratos de partidas às fls. 431/446. 5. Indica oito depósitos entre agosto e novembro de 2006 no Bradesco (c/c 540.2123), no total de R$ 153.293,00, que seriam provenientes da venda do caminhão Placa JJB 0058, conforme extrato do sistema RENAVAN (fls. 449), que informa data do recibo de venda em 21/09/2006 e data do registro em 10/10/2006, pelo valor de R$ 130.000,00. 6. Para comprovar a atividade rural, traz cópias de declarações de ITR de nove imóveis rurais (fls. 451/580), cópia de relatório de vacinação de gado bovino (fls. 582/585), cópia de ficha sanitária com relação de Guias de Transito de Animais (GTA), por ano e por propriedade, indicando a movimentação de 509 cabeças de gado entre 2004 e 2007 (fls. 587/589). 7. Para comprovar a origem de seis depósitos em dinheiro entre dezembro de 2005 e abril de 2007 na sua conta no Banese, no total de R$ 68.719,35, traz declaração da Usina São José do Pinheiro Ltda. de que estes depósitos se refeririam ao fornecimento de cana de açúcar por parte do autuado neste período. 8. Admite haver omitido os rendimentos da atividade rural, e calcula o imposto sobre 20% dos totais dos depósitos que alega teriam esta origem, considerando a tributação beneficiada que se aplica aos rendimentos desta atividade. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/Salvador, decidiu à unanimidade, manter o lançamento em parte para excluir a presunção legal de rendimentos omitidos, a origem dos depósitos bancários deve ser comprovada com documentos hábeis e idôneos, que permitam a Fl. 744DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10510.003894/200930 Resolução nº 2802000.126 S2TE02 Fl. 624 3 identificação individualizada dos créditos, mantendo a exigência do imposto de R$ 327.479,58, acrescido de multa de oficio e juros demora. Após regularmente intimado, interpôs tempestivamente recurso de fls. 606/616. Alega que sua movimentação financeira é absolutamente compatível com os rendimentos recebidos e que os depósitos bancários não caracterizam por si só disponibilidade de rendimentos. Requer, ainda, caso mantido o lançamento: a) a exclusão de valores remanescentes enquadrados abaixo dos limites estabelecidos no art. 42, § 3°, inciso II, da lei 9.430/96, alterado pelo art. 4° da Lei 9.481 /97, respectivamente R$12.000,00 por depósito e R$ 80.000,00 pela soma anual; b) seja desconsiderado, no cálculo da movimentação financeira, o valor de R$ 130.000,00 uma vez que se trata de alienação de veículo devidamente comprovada; c) e de igual modo, sejam excluídos os valores lançados indevidamente referentes a transferências entre contas do mesmo titular, no montante de R$ 156. 561,6. É o relatório. Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. O recurso versa sobre omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada. Para a obtenção dos dados bancários, a Fiscalização se utilizou de Requisição de Movimentação Financeira (RMF), expedido com fulcro no artigo 6º da LC n. 105/2001, regulamentado pelo Decreto n. 3.764/2001 A constitucionalidade das prerrogativas estendidas às autoridades fiscais através de instrumentos infraconstitucionais obtenção de informações junto às instituições através de RMF – se encontra sob análise do STF, no Recurso Extraordinário nº 601.314, que tramita em regime de repercussão geral, reconhecida em 22/10/09, conforme ementa abaixo transcrita: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE CONTRIBUINTES, PELAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, DIRETAMENTE AO FISCO, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (LEI COMPLEMENTAR 105/2001). POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA LEI 10.174/2001 PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES A EXERCÍCIOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RELEVÂNCIA JURÍDICA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL Conforme disposto no § 1º do art. 62A da Portaria MF nº 256/09, devem ficar sobrestados os julgamentos dos recursos que versarem sobre matéria cuja repercussão geral tenha sido admitida pelo STF. O dispositivo há pouco referido vai ao encontro da segurança jurídica, da estabilidade e da eficiência, pois ao tempo em que assegura a coerência do ordenamento, confere utilidade à atividade judicante exercida no âmbito do CARF. Assim, reconhecida, pelo STF, a relevância constitucional de tema prejudicial à validade do procedimento utilizado na constituição do crédito tributário, deve ser sobrestado o julgamento do recurso no CARF. Fl. 745DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10510.003894/200930 Resolução nº 2802000.126 S2TE02 Fl. 625 4 O posicionamento do STF é no sentido de sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários que veiculam a mesma matéria objeto do Recurso Extraordinário nº 601.314, conforme decisões a seguir: DESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verificase que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publiquese. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro D IAS T OFFOLI Relator Documento assinado digitalmente(RE 488993, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 09/02/2011, publicado em DJe035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011) DECISÃO REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA – SIGILO DADOS BANCÁRIOS – FISCO – AFASTAMENTO – ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 – SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. Ministro MARCO AURÉLIO Relator(AI 691349 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 04/10/2011, publicado em DJe213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011) REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01. CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discutese nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a Fl. 746DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10510.003894/200930 Resolução nº 2802000.126 S2TE02 Fl. 626 5 impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verificase que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO – UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS – IMPOSTO DE RENDA – QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO – PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 – APLICAÇÃO IMEDIATA – RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN – PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO – RECURSO ESPECIAL PROVIDO.” Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064AgRAgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626AgR AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543B e seus parágrafos do Código de Processo Civil). Publiquese. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente(RE 602945, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 01/08/2011, publicado em DJe158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011) DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal –discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõese o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publiquese. Brasília, 21 de maio de 2010. Ministro CELSO DE MELLO Relator(RE 479841, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, julgado em 21/05/2010, publicado em DJe 100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010). Logo, por se tratar de matéria sob Repercussão Geral no STF (Tema 368 leading case RE 614466), portanto, submetida ao rito a que se refere o artigo 543B do CPC, Fl. 747DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10510.003894/200930 Resolução nº 2802000.126 S2TE02 Fl. 627 6 proponho o sobrestamento do feito, com fulcro no art. 62A, §1º do Regimento Interno do CARF. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 748DF CARF MF Impresso em 12/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13963.000256/2010-61
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2008
DECISÃO DEFINITIVA
É definitiva a decisão de primeira instância quando esgotado o prazo para o recurso voluntário sem que este tenha sido interposto.
Numero da decisão: 1801-001.902
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário interposto, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Alexandre Fernandes Limiro, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário interposto, por intempestivo, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Alexandre Fernandes Limiro, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 96 3. 00 02 56 /2 01 0- 61 Fl. 30DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000256/201061 Acórdão n.º 1801001.902 S1TE01 Fl. 31 2 Contra a Recorrente acima identificada foi lavrada a Notificação de Lançamento às fl. 03, com a exigência do crédito tributário no valor de total de R$200,00 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 09.04.2009 da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) do anocalendário de 2008, cujo prazo final era 31.03.2009. Para tanto, foi tem cabimento o seguinte enquadramento legal: art. 113, art. 115 e art. 160 do Código Tributário Nacional, art. 11 do DecretoLei º 1.968, de 23 de novembro de 1982, art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983, art. 30 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1996, art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002 e art. 19 da Lei nº n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004, bem como art. 57 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001 e art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação, fl. 02, com as alegações a seguir transcritas: Com referência ao débito em epígrafe, reivindico à V. Sas. Sua baixa no sistema, haja visto que a empresa a qual se refere está desativada, desde 31/12/2006, conforme certidão emitida pela Prefeitura Municipal, desta Cidade, em anexo. Outrossim, esclareço que o débito originouse por motivo de desatenção do sócio proprietário que na ânsia de manterse em dia com suas obrigações, declarou com atraso a inatividade da empresa no ano de 2009, fato este que segundo informações obtidas junto agência local em visita dia 15/04/2010 não necessitava, repetido erroneamente no ano de 2010, no corrente mês o que também gerou outra multa, esta ainda não vencida, mais que também pleiteio sua baixa. Obstante ao fato, informo que a empresa ainda não requereu a baixa neste órgão, haja visto as despesas, oriundas de tal procedimento, com taxas e contador. Com a intenção de continuar cumprindo com minhas obrigações, como cidadão e contando com vossa habitual boa atenção, subscrevome identificandome como responsável pela referida micro empresa. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/FNS/SC nº 0729.748, de 187.08.2012, fls. 1114: Impugnação Improcedente. Consta no Voto condutor: Em consulta a sistema informatizado da RFB, CNPJ, constatase que a pessoa jurídica está cadastralmente ativa: [...] A DECLARAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA SIMPLIFICADA – INATIVA relativa ao anocalendário de 2008, foi apresentada em 9/4/2009, no entanto o prazo final para sua entrega havia se extinguido em 31/3/2009, daí a imposição da multa por atraso na sua entrega. O fato de a empresa ter requerido e obtido sua baixa nos cadastros da Prefeitura de Criciúma, como se vê às fls. 4, não traz repercussão automática nos cadastros da RFB. A necessidade de baixa da pessoa jurídica perante a RFB, quando for o caso, pareceme reconhecida pela impugnante quando afirma que: Fl. 31DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000256/201061 Acórdão n.º 1801001.902 S1TE01 Fl. 32 3 Obstante ao fato, informo que a empresa ainda não requereu a baixa neste órgão, haja visto [sic] as despesas, oriundas de tal procedimento, com taxas e contador. Não há nos autos prova da extinção da pessoa jurídica na Junta Comercial do Estado de Santa Catarina. A contribuinte apresentou ainda a DSPJ – Inativa relativa ao anocalendário de 2009, seguindo a marcha de sua continuidade. Em razão do exposto, manifestome pela improcedência da impugnação. Notificada em 16.10.2012, fl. 21, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 19.11.2012, fl. 23, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados na impugnação. Acrescenta que: I Os Fatos O sócio proprietário da empresa quando estava confeccionando sua declaração de imposto de renda pessoa física fez por engano, uma declaração de inativo fora do prazo da empresa, sendo que não precisava fazer haja visto que a empresa já encerrara suas atividades , vindo este equívoco gerar uma multa de entrega de declaração fora do prazo. II O Direito II.1 PRELIMINAR Pedese que seja analisado o equívoco e o fato que realmente a empresa encerrou suas atividades, inclusive fez o recolhimento na época da taxa junto a Junta Comercial relativo a extinção mais o processo não deu sequência. II. 2 MÉRITO Segue anexo Certidão da Prefeitura Municipal de Criciúma, comprovando que a empresa requereu e obteve a baixa de sua inscrição em 31/12/2006. Solicitação de devolução de valores relativo a taxa recolhida para a extinção da empresa em 15/06/2007 encaminhada a Junta Comercial de Santa Catarina. Requerimento de empresário, emitido pela Junta Comercial, com data de assinatura/extinção 23/05/2007. III A CONCLUSÃO À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Fl. 32DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000256/201061 Acórdão n.º 1801001.902 S1TE01 Fl. 33 4 Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora As garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes são asseguradas aos litigantes em processo administrativo. Por esta razão há previsão de que a pessoa jurídica seja intimada para apresentar sua defesa, inclusive, por via postal no domicílio fiscal constante nos registros internos da RFB, procedimento este que deve estar comprovado nos autos. Quando resultar improfícuo este meio, a intimação poderá ser feita por edital publicado na dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação, caso em que se considera efetivada 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. No caso da emissão da Notificação de Lançamento, a autoridade administrativa deve cientificar o sujeito passivo e intimála a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da sua notificação. É facultado à Recorrente, no prazo referido apresentar o recurso voluntário. Assim, contra a decisão de primeira instância, cabe recurso voluntário para reexame da sucumbência, que tem efeito suspensivo e que deve ser interposto dentro dos trinta dias seguintes à sua ciência. Este prazo legal é peremptório, já que não pode ser reduzido ou prorrogado pelas partes. Considerase definitivo o ato decisório de primeira instância, no caso de esgotado o prazo legal sem que a peça de defesa tenha sido interposta1. Verificase no presente caso que a Recorrente foi notificada em 16.10.2012, fl. 21 e apresentou o recurso voluntário em 19.11.2012, fl. 23. Essa informação está ratificada expressamente no Despacho, fl. 29: Tendo em vista CIÊNCIA do contribuinte (fls. 21/22) acerca do Acórdão 07 29.748 expedido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis SC de fls. 11/14, bem como apresentação de Recurso Voluntário (fls. 23/28), proponho encaminhamento do presente processo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para análise e julgamento. Importa ressaltar que o referido recurso é intempestivo. (grifo acrescentado) Logo, restando evidenciada a apresentação intempestiva da petição, a decisão de primeira instância tornouse definitiva, caso em que o procedimento considerase findo na esfera administrativa. Em assim sucedendo, voto por não conhecer do recurso voluntário, por intempestivo. 1 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 33 e art. 42 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e art. 182 do Código de Processo Civil. Fl. 33DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000256/201061 Acórdão n.º 1801001.902 S1TE01 Fl. 34 5 (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 34DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/03/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 19/03/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10935.904705/2012-52
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 26/04/2006
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM SEDE ADMINISTRATIVA.
Não existindo, na legislação, norma que autorize a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, não pode o julgador administrativo declara a inconstitucionalidade da norma, já que esta é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.428
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros Paulo Sérgio Celani e Flávio de Castro Pontes votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 26/04/2006 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM SEDE ADMINISTRATIVA. Não existindo, na legislação, norma que autorize a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, não pode o julgador administrativo declara a inconstitucionalidade da norma, já que esta é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado
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DIREITO CREDITÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE EM SEDE ADMINISTRATIVA. Não existindo, na legislação, norma que autorize a exclusão do valor do ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS, não pode o julgador administrativo declara a inconstitucionalidade da norma, já que esta é uma tarefa exclusiva do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Os conselheiros Paulo Sérgio Celani e Flávio de Castro Pontes votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 47 05 /2 01 2- 52 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904705/201252 Acórdão n.º 3801002.428 S3TE01 Fl. 87 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904705/201252 Acórdão n.º 3801002.428 S3TE01 Fl. 88 3 . Relatório Tratase de pedido de restituição de crédito tributário pago indevidamente ou a maior formulado pelo ora Recorrente, Anhambi Alimentos Ltda., que não foi reconhecido pela Delegacia da Receita Federal de origem. Não concordando com o indeferimento do seu pleito, o Recorrente apresentou manifestação de inconformidade que foi julgada improcedente pela Delegacia de Julgamento. Restou assim ementado o acórdão: COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PER/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/Pasep e à Cofins, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE DE NORMAS VIGENTES. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Inconformado com a decisão proferida e repisando os argumentos apresentados em sua Manifestação de Inconformidade, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário, no qual alegou, em síntese, que o seu direito creditório decorre da inconstitucional “cobrança do PIS e COFINS sem a exclusão do ICMS da base de cálculo”. É o relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904705/201252 Acórdão n.º 3801002.428 S3TE01 Fl. 89 4 Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora Presentes os requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário, dele conheço. O Recorrente, Anhambi Alimentos Ltda.., apresentou pedido de restituição de crédito tributário pago indevidamente ou a maior, sob o argumento de que o referido crédito decorre da inconstitucional inclusão, na base de cálculo do PIS e da COFINS, do valor do ICMS devido aos Estadosmembros. Sem trazer nenhum provimento jurisdicional favorável, em suas razões recursais, alega que o ICMS é tributo devido aos Estadosmembros e, por isso, não pode ser considerado como receita ou faturamento dos contribuintes. Coleciona vasta doutrina sobre o tema para embasar suas alegações. Em que pese essa Relatora ter o mesmo entendimento do Recorrente com relação à matéria, ou seja, o ICMS, de fato, não poderia compor a base de cálculo da contribuição do PIS e da COFINS, não pode esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais declarar inconstitucionalidade de norma vigente. Neste sentido, é a súmula nº 02 do CARF: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim, como muito bem colocado no acórdão recorrido, “cumpre registrar que não há na legislação de regência previsão para a exclusão do valor do ICMS das bases de cálculo do PIS e da Cofins, já que esse valor, ainda que assim não entenda a interessada, é parte integrante do preço das mercadorias e serviços vendidos, exceção feita para o ICMS recolhido mediante substituição tributária, pelo contribuinte substituto tributário, consoante se depreende da leitura dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998”. Inexistindo na legislação em vigor a possibilidade de o contribuinte excluir da base de cálculo das contribuições em comento o valor do ICMS, não há como reconhecer o direito creditório do Recorrente. Ademais, importante ressaltar que os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em análise ao Recurso Extraordinário nº. 240.785, que discute a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, já haviam proferido seis votos a favor dos contribuintes. Contudo, o julgamento daquele RE teve seu andamento sobrestado por força da propositura, pela União Federal, da Ação Direta de Constitucionalidade nº. 18, ajuizada em 2007 e ainda pendente de julgamento. Assim, não há, até o presente momento, qualquer definição do Poder Judiciário acerca da questão. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES Processo nº 10935.904705/201252 Acórdão n.º 3801002.428 S3TE01 Fl. 90 5 Por todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário e a ele nego provimento. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Fl. 96DF CARF MF Impresso em 10/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/03/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por FLAVIO DE CASTR O PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13164.000293/2009-41
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2005
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PENALIDADE. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
Na hipótese de exigência de penalidade por descumprimento de obrigação acessória, incide o disposto no art. 149, inciso VI, do Código Tributário Nacional - CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), atinente a lançamento de ofício, não havendo que se falar em lançamento por homologação.
Numero da decisão: 1803-001.944
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Meigan Sack Rodrigues.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antônio Carlos Guidoni Filho, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Raimundo Parente de Albuquerque Júnior.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2006 INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL. EXCLUSÃO DE ESPONTANEIDADE. O ato que determinar o início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação ao tributo, ao período e à matéria nele expressamente inseridos. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PENALIDADE. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. Na hipótese de exigência de penalidade por descumprimento de obrigação acessória, incide o disposto no art. 149, inciso VI, do Código Tributário Nacional CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), atinente a lançamento de ofício, não havendo que se falar em lançamento por homologação. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 16 4. 00 02 93 /2 00 9- 41 Fl. 46DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13164.000293/200941 Acórdão n.º 1803001.944 S1TE03 Fl. 47 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Meigan Sack Rodrigues. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidentesubstituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antônio Carlos Guidoni Filho, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Raimundo Parente de Albuquerque Júnior. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13164.000293/200941 Acórdão n.º 1803001.944 S1TE03 Fl. 48 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 24): Foi lavrado auto de infração contra o contribuinte acima identificado, pelo atraso (sic) na entrega da declaração de pessoa jurídica do exercício de 2005, no valor de R$ 500,00, conforme enquadramento legal e descrição dos fatos de fls. 16. O contribuinte apresentou sua impugnação, alegando, em síntese, duas questões de natureza preliminar de nulidades, sem adentrar ao mérito do lançamento, que são as seguintes: a) Alega que, com o procedimento de ofício em relação aos tributos, ocorreu a homologação expressa do lançamento, e, consequentemente, é nulo o lançamento da multa por atraso (sic) na entrega da declaração de tributos extintos; b) Que, somente seis meses após o encerramento da ação fiscal sofrida pela impugnante, recebe intimação para que apresente as declarações, e, somente três meses após a intimação, recebe o presente auto de infração e, neste contexto, quatro autos de infração, configurando excesso de prazo de fiscalização e, por certo, nulidade de fiscalização, transcrevendo acórdão judicial para trazer esse entendimento para o seu caso específico. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 23): ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005 DIPJ/DSPJ MULTA POR ATRASO (sic) NA ENTREGA. A homologação expressa de determinada contribuição ou tributo não exclui a multa pela falta de cumprimento de obrigações acessórias. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido 3. Cientificada da referida decisão em 24/10/2011 (fls. 28 – numeração digital ND), a tempo, em 22/11/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 29 a 38 (ND), instruído com os documentos de fls. 39 a 44 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13164.000293/200941 Acórdão n.º 1803001.944 S1TE03 Fl. 49 4 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. A fiscalização anterior, a que alude a Recorrente, teve como matéria e período os seguintes (fls. 7): [...]. 5. Tratandose de matéria e de período diversos dos que foram objeto do presente auto de infração (respectivamente, multa por falta de entrega de declaração e exercício 2005), não procede a insurgência da Recorrente, referente a uma suposta “homologação expressa do lançamento” e a um pretenso “excesso de prazo de fiscalização”. 6. Vejase que, de conformidade com o Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, que “Regulamenta o processo de determinação e exigência de créditos tributários da União, o processo de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal e outros processos que especifica, sobre matérias administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil” (grifouse): Art. 33. [...]. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13164.000293/200941 Acórdão n.º 1803001.944 S1TE03 Fl. 50 5 [...]. § 2º O ato que determinar o início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação ao tributo, ao período e à matéria nele expressamente inseridos. 7. Esclareçase, por outro lado, que, na hipótese de penalidade por descumprimento de obrigação acessória, incide o disposto no art. 149, inciso VI, do CTN1, atinente a lançamento de ofício, não havendo que se falar em lançamento por homologação, o qual, conforme dicção do art. 150, “ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa”. 8. Por fim, quanto à jurisprudência colacionada pela Recorrente, diz, ela, respeito a uma única fiscalização que se estendeu além do tempo razoável para sua conclusão, o que não é o caso dos presentes autos. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes 1 Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: [...]; VI quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; Fl. 50DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13164.000293/200941 Acórdão n.º 1803001.944 S1TE03 Fl. 51 6 Fl. 51DF CARF MF Impresso em 26/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH
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Numero do processo: 10410.004514/2005-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2102-000.054
Decisão: Acórdão os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em
CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ATILIO PITARELLI
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Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA DOS SANTOS Presidente na data da formalização da Resolução Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Nubia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Tratase de Recurso Voluntário face decisão da 1a. Turma da DRJ/REC, de 16 de junho de 2008 (fls. 85/94), que por unanimidade de votos negou provimento à impugnação apresentada pelo contribuinte, mantendo assim a exigência fiscal objeto de Fl. 104DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 03/03/2014 por ATILIO PITARELLI Processo nº 10410.004514/200589 Acórdão n.º 2102000.054 S2C1T2 Fl. 105 2 lançamento lavrado no valor de R$ 5.870,87 a título de imposto suplementar, multa de ofício no valor de R$ 4.403,15 e R$ 2.165,76 de juros de mora, perfazendo o total de R$ 12.439,78, conforme extratos de fls. 78, 80 e 82. Conforme consta no Relatório da decisão recorrida, o lançamento decorre dos seguintes fatos: Dedução indevida das seguintes despesas médicas: 1) R$ 12.848,63, relativamente aos usuários do plano de saúde pago pelo contribuinte que não são seus dependentes. Mantido o valor pago pelo contribuinte e pelo seu cônjuge; 2) R$ 8.500,00 com a Sra.Delfina Antonia Carvalho, tendo em vista constar no sistema Dossiê da SRF que esta emitiu recibos apenas para o contribuinte, considerando ainda o valor elevado da despesa. Foi solicitado que o contribuinte comprovasse o pagamento como condição única para a aceitação desta despesa, mas o mesmo apresentou apenas recibos e uma declaração da profissional, não tendo apresentado nenhuma prova do efetivo pagamento, seja em cheque seja em extrato de contacorrente bancária que comprovasse saques para pagamento em dinheiro de valores numa média mensal em torno de R$ 700,00, razão pela qual estas despesas foram desconsideradas das deduções da base de cálculo. Na impugnação, resumidamente, quanto à dedução da base de cálculo do valor pago à ASFAL Saúde, o Recorrente alegou que o inciso II do art. 80 do RIR não condiciona o abatimento de qualquer tipo de despesa médica com os dependentes à sua inclusão nesta condição na DIRPF, e que os pagamentos à Sra. Delfina Antonia Carvalho, no valor total de R$ 8.500,00 foram comprovados através de recibos, e que esta fez constar na sua DIRPF o valor recebido, oferecendoo à tributação. A decisão proferida pela DRJ manteve integralmente a exigência fiscal, destacando o inciso II do par. 2o do art. 8o da lei n.o 9.250/95, que restringe a dedução da base de cálculo das despesas médicas efetivadas com o próprio contribuinte ou com seus dependentes, e os valores glosados referemse a pessoas que não constaram na DIRPF do Recorrente (fl. 74), tendo o autuante ainda considerado o valor pertinente à sua esposa, embora não constante na DIRPF do autuado, razão pela qual a glosa foi parcial, no valor de R$ 12.848,63, e não R$ 15.944,66, declarados como pagos à ASFAL SAÚDE. Quanto ao pagamento no valor de R$ 8.500,00 à Sra. Delfina Antônio Carvalho, também objeto de glosa, pelo fato de intimado para comprovar os efetivos pagamentos, o autuado não logrou em fazêlo, por cheques ou saques em agencias bancárias que comprovassem a disponibilidade para fazêlo em numerário, mencionou também o fato desta profissional residir em TeresinaPI e o Recorrente em MaceióAL, ser dela o único cliente e dispor, para apresentação já no ato da impugnação, a DIRPF desta profissional. Fundamentou ainda seu entendimento no art. 29 do Decreto n.o 70.235/72, que ampara a livre convicção do julgador, e no art. 73 do decreto n.o 3.000/99, onde o decreto faz as restrições da lei citada no parágrafo anterior, com precedentes do Conselho de Contribuintes. Com efeito, quando firmou a declaração que prestou serviços de psicóloga, constante à fl. 21, em 17 de junho de 2.005, a fez em TeresinaPI, mas os alegados serviços, constam como prestados em 2.002, podendo para a capital piauiense ter se mudado após aquele ano. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 03/03/2014 por ATILIO PITARELLI Processo nº 10410.004514/200589 Acórdão n.º 2102000.054 S2C1T2 Fl. 106 3 Em grau de Recurso Voluntário a este colegiado, às fls. 95/99, o Recorrente reitera os termos da impugnação, com a alegação de que a glosa das despesas médicas e com psicóloga que originaram o trabalho fiscal não encontra respaldo legal, contrariando o art. 80 do RIR, que autorizam tais deduções, citando precedente do Conselho de Contribuintes que veda a dedução ou a condiciona a exigências não previstas em lei. É o relatório. Voto Conselheiro Atilio Pitarelli, Relator. O recurso é tempestivo, em conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n° 70.235, de 06 de março de 1972, foi interposto por parte legítima e está devidamente fundamentado. Não obstante, no presente processo, não consta a peça inaugural e indispensável para a sua validade, que é a Notificação de Lançamento. Destarte, antes de adentrar ao mérito, fazse necessária a juntada deste documento, razão pela qual, entendo que o julgamento deve ser convertido em diligência, junto à DRF de origem, para que a Notificação de Lançamento seja juntada aos autos. Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Fl. 106DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2014 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 03/03/2014 por ATILIO PITARELLI
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Numero do processo: 18471.001833/2006-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1401-000.274
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Antonio Alkmim Teixeira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias. Ausente justificadamente o Conselheiro Maurício Pereira Faro.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva– Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos e Karem Jureidini Dias. Ausente justificadamente o Conselheiro Maurício Pereira Faro. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 84 71 .0 01 83 3/ 20 06 -1 9 Fl. 3909DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Trata o presente feito de auto de infração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS relativos ao anocalendário 2001 a 2004, com imputação de omissão de receitas decorrentes de transações financeiras não identificadas, nos termos do art. 42 da lei nº 9.430, apuradas a partir dos extratos bancários apresentados pela Contribuinte no curso da Fiscalização. Houve aplicação da multa de ofício, no patamar de 75%. Por ser fidedigno aos fatos descritos no TVF, reproduzo a descrições de fato constantes do relatório da decisão proferida pela DRJ, in litteris: Conforme descrição de fatos de fls 652,655 e 656 a exigência tributária principal teve como fundamento omissão de receitas apurada a partir da constatação de depósitos bancários em conta corrente de titularidade da interessada sem a comprovação das respectivas origens dos recursos. Dentre as intimações constantes dos autos, ressaltam a de fls 466, datada de 24/08/06 e a de fls 50, datada de 25/10/06. A primeira delas solicitou à interessada os extratos bancários das contas correntes de sua titularide, mantidas em 16 instituições financeiras. A segunda, formalizada após o fornecimento dos referidos extratos (anexos I a XIII), solicitou a comprovação da origem dos créditos constantes dos documentos em questão. Em esclarecimento à origem dos depósitos investigados, a interessada apresentou a resposta de fls 232, acompanhada da listagem de fls 233 a 465. Com base nela, foi elaborada a tabela de fls 476/599, que discrimina por data, instituição financeira e valor os depósitos que foram objeto da autuação, bem como o demonstrativo de fls 644 a 651, que consolida, por período de apuração, os mesmos valores. Segundo relato da autoridade autuante (fls 652), a base sobre a qual incidiu a tributação resultou dos depósitos tidos como não comprovados após subtração das "transferências entre contas da própria empresa e outros créditos do tipo devolução de cheques e empréstimos" (sic). Dos montantes assim apurados foram ainda excluídas as receitas informadas nas declarações de rendimentos. 0 procedimento de oficio abarcou os anos de 2001, 2002, 2003 e 2004. Nos anos de 2001,2003 e 2004 , a tributação dos valores supostamente omitidos ocorreu segundo as regras pertinentes ao lucro presumido, conforme opção manifestada nas respectivas declarações de rendimentos. Relativamente ao ano de 2002, apesar de a interessada ter optado pelo lucro presumido, em sua DIPJ, a tributação de oficio se deu conforme as regras e critérios inerentes ao lucro real, tendo em vista que, conforme justificativa apresentada às fls 652, no ano de 2001 a receita Fl. 3910DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 4 3 apurada, considerandose os valores supostamente omitidos, ultrapassa o limite máximo para a permanência no lucro presumido. Inconformada, a interessada apresentou a impugnação de fls 750/771, na qual solicita perícia, formulando os quesitos que pretende esclarecidos às fls 770/771. Quanto ao mérito, alega que : • operouse a decadência relativamente aos fatos geradores ocorridos entre janeiro e novembro de 2001; • relativamente ao ano de 2002 a interessada optou pela tributação com base no lucro presumido e a autoridade autuante formalizou o lançamento adotando o lucro real. Os critérios para o desenquadramento foram incorretos; • a adoção do lucro real, na hipótese de anterior opção pelo lucro presumido, exige que também sejam consideradas as adições, compensações, despesas e exclusões previstas em lei. Seria ainda necessário levantamento patrimonial e posterior elaboração de balanço de abertura, conforme prescreve o art. 5° da Lei 6.468/1977; • a adoção do lucro real enquanto modalidade de tributação exige que sejam atendidos os requisitos legais previstos em Lei. No caso concreto, o atendimento de tais requisitos não foi sequer checado pela autoridade autuante; • no caso concreto, havendo a interessada ultrapassado o limite máximo de receita , a tributação de oficio deveria ter sido formalizada com base no lucro arbitrado, já que a interessada não possui os requisitos mínimos exigidos para a apuração do lucro real; • dentre os depósitos considerados não comprovados constam valores referentes a "doc's", "Ted", "transf. cédula HC p/ cédula CG","transf. B HC p/ BB CG","doc D compensado", "Ted sem CPMF", "transferência entre contas" "estorno de débitos", "cheques devolvidos" etc. Tais valores deveriam ter sido expurgados da base tributável apurada e não o foram. O demonstrativo 1 (DOC 01) explicita os valores referidos; • a rubrica "doc" designa tanto recursos provenientes de terceiros como transferências entre contas de mesma titularidade e, apesar de estar de posse dos extratos, a autoridade autuante não fez a segregação necessária; • novas investigações seriam necessárias para a correta apuração da base tributável, • é ilegal a utilização da taxa Selic para efeitos de juros moratórios incidentes sobre débitos de natureza fiscal; • é nulo o lançamento relativo ao Pis, ano calendário 2002, já que equivocadamente foi capitulado em dispositivos da Lei 10.637/2002. Fl. 3911DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 5 4 Em 31/01/2007 a interessada apresentou a petição de fls. 882/883 na qual reitera o pedido de perícia, apresenta documento do Unibanco que, segundo afirma, por amostragem, demonstra que muitos dos valores autuados correspondem a transferências entre contas de mesma titularidade . Em 25/06/2007 o julgamento foi convertido em diligência para que fossem discriminados, dentre os depósitos que foram objeto de lançamento, aqueles que corresponderiam a transferências interbancárias de mesma titularidade, cheques devolvidos ou quaisquer outros valores passíveis de redução da base tributável apurada. O relatório conclusivo da diligência realizada foi acostado às fls. 1032/1033 e 1035/1036/1037. Não havendo, porém, sido acostado aos autos qualquer comprovante de que a interessada tenha de fato sido cientificada dos novos elementos trazidos aos autos em decorrência da diligência realizada, foi determinado o retorno dos autos ao órgão de origem (fls 1039). Formalizada a ciência, conforme fls 1045/1046, sem que a interessada tenha juntado aos autos novos argumentos de defesa, retornaram os autos para julgamento. Colocado o feito em julgamento perante a DRJ do Rio de Janeiro, o processo foi baixado em diligência para verificação e revisão das acusações de transferências interbancárias da própria Contribuinte, assim como para identificação de valores não considerados como receita. Em seguida, posto o feito em julgamento, a Turma Julgadora entendeu por bem em dar parcial provimento à impugnação, nos seguintes termos: i. Reconhecer a decadência do lançamento de IRPJ e CSLL relativo aos 1º, 2º e 3º trimestres de 2001, assim como de PIS e COFINS relativo aos mês de janeiro a novembro de 2001; ii. Cancelar o lançamento de IRPJ e CSLL do ano calendário de 2002, lançado na sistemática do lucro real. A contribuinte optou, nos anos de 2001 a 2004, pela apuração do lucro pela sistemática do lucro presumido. Tendo, no entanto, no ano de 2001, após a adição das receitas omitidas, superado o limite de opção pelo lucro presumido, a Autoridade Fiscal procedeu o lançamento pela sistemática do lucro real. Entendeu a DRJ, contudo que, tendo em vista a decadência que se operou em relação ao ano calendário 2001, “o que se observa é que o excesso referido deixa de existir se desconsideradas as receitas tidas por omitidas para os três primeiros trimestres de 2001, desconsideração que se impõe já que para tais períodos o lançamento foi formalizado após transcorrido o prazo decadencial” (fls. 1131). iii. Com relação aos anos calendário 2003 e 2004, cancelar todos os valores relativos a “todos os depósitos que, havendo sido indicados, na resposta a intimação formalizada (fls 233/465) ou no demonstrativo de créditos tributados (fls 476/499), como transferências interbancária, Ted ou doc — (com indicação do banco de origem e destino), doc d e operações sem Fl. 3912DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 6 5 CPMF, também tenham sido apontados pela interessada em sua impugnação (fls 780/799) como operações não tributáveis ou já tributadas. As demais deduções pleiteadas na peça de defesa, meramente identificadas como "empréstimos", "Doc", "Ted" e outros não foram acatadas já que, em tais casos, a incompletude das informações prestadas não permitiriam o prosseguimento da investigação, por ocasião da auditoria. Os valores expurgados constam da memória de cálculo anexa”. Isso porque, segundo a DRJ, tratase de auditoria fiscal relativa a 16 contas bancárias, tendo a Contribuinte apresentado relatórios das transferências que entende não se sujeitarem à tributação. Entendeu, a DRJ, que “é ônus da autoridade autuante, de posse dos documentos bancários, fazer as indagações e investigações pertinentes para confirmar ou não se os valores apontados são transferências de mesma titularidade. Deixando, a autoridade autuante, de trilhar o caminho da continuidade das investigações, a presunção não recai sobre os valores apontados como transferências, pois a origem do crédito foi indicada, ao longo da auditoria, e era plenamente possível, diante dos documentos e informações disponíveis., confirmála ou, justificadamente, rejeitála. Neste ponto, volto a repisar a peculiaridade do caso concreto, de estarem sendo trabalhadas 16 contas correntes”. iv. Manter, quanto ao demais, a autuação, afastando, ainda, o questionamento acerca da aplicação da SELIC. v. Houve declaração de voto, em que o Julgador Rodrigo Luiz de Azevedo Ferreira Bettamio afastou a decadência por não identificação de pagamento parcial dos tributos durante o ano calendário 2001, o que levaria à aplicação do prazo decadencial do art. 173, I do CTN, em detrimento do art. 150, §4º do mesmo Diploma, bem como entendeu pelo cancelamento do lançamento de IRPJ e CSLL do ano calendário 2002, posto que, tendo a Contribuinte optado indevidamente pelo lucro real, a apuração do lucro deveria ter se dado pela sistemática do lucro arbitrado, nos termos do art. 530, IV do RIR/99. Houve interposição de recurso de ofício (fls. 1125) e, notificado o contribuinte, de recurso voluntário (fls. 1177eletrônico e seguintes). Neste, a Recorrente aduziu as seguintes razões: 1. Acerto quanto ao cancelamento dos lançamentos relativos aos anos calendário 2001 e 2002; 2. A fragilidade do lançamento, posto que nem mesmo a DRJ ou a Autoridade Fiscal conseguiram processar os documentos que embasam o lançamento e a defesa da Contribuinte. Neste sentido, a Recorrente aponta outras receitas que deveriam ter sido expurgadas, mas que não foram levadas em consideração pela Autoridade lançadora; 3. Que ante a insuficiência da diligência realizada, e do reconhecimento, pela DRJ, do não esgotamento pela Autoridade Lançadora, na conferência dos documentos relativos à Fl. 3913DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 7 6 comprovação dos depósitos realizados nas 16 contas bancárias mantida pela Contribuinte, a necessidade de realização de perícia; 4. Que o lançamento deveria obrigatoriamente ter sido realizado pela modalidade de lucro arbitrado, sendo que “tal hipótese sequer foi cogitada pelo agente autuante quando da consecução do lançamento”. Recebido o processo no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a 2ª Turma da 4ª Câmara baixou o feito em diligência, com o objetivo de que a DRJ promovesse o recurso de ofício, que supostamente teria deixado de ser interposto quando da prolação da respectiva decisão. Retornado os autos, foi novamente o processo baixado em diligência, agora para que a fosse identificada a existência de eventuais pagamentos parcial de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS no ano calendário 2001, o que teria relevância não apenas para a aplicação da regra de decadência relativa ao referido ano calendário, mas também para a verificação da correção do lançamento relativo ao ano calendário 2002. Em diligência, a Auditoria Fiscal fez juntar os relatórios de fls. 3895 e seguintes, consistentes na relação de pagamentos extraída do Sistema de Informações da Arrecadação Federal, acerca dos quais não foi dada ciência à Recorrente. Tendo em vista o esgotamento do mandato do então Conselheiro Relator do presente feito, o mesmo foi distribuído à minha relatoria. É o relatório. Fl. 3914DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 8 7 VOTO O Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira: Ambos os recursos atendem aos requisitos legais, pelo que deles conheço. Quando o processo tramitava perante a DRJ do Rio de Janeiro, foi o mesmo baixado em diligência para que se promovesse a verificação das alegações da Recorrente quanto à comprovação de parte das movimentações financeiras realizadas. Em trabalho da auditoria fiscal, a diligência foi relatada com os seguinte dizeres (fls. 1035/1036 ou 1094/1095 – eletrônicos): Relatório da diligência Em atendimento ao despacho de fls 1.019, deste Processo, para cumprir Diligência de interesse da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I (Resolução n° 62/20078' Turma, sessão de 25/06/2007), emitimos o relato que segue. Inicialmente informamos que a empresa, depois da lavratura do auto de infração objeto da lide neste Processo, mudou o seu endereço para a cidade de NiteróiRJ, Rua Visconde de Sepetiba, n° 935 — salas 1.411/1.424, conforme consta do sistema CNPJ, com data da situação 08/2005. Para proceder aos trabalhos comparecemos ao local indicado acima, onde nos deparamos com uma sala fechada sem ninguém para atender, apesar de insistentes chamadas pela campainha. Na portaria do prédio fomos informados que a empresa não mais se encontrava naquele local. Sabendo da existência de uma fábrica sua no nosso Estado, localizada na Av. Bispo Dom Jodc3 Matta, no 1.113 Santa Luzia — São Gonçalo RJ, com a anuência da chefia desta Difis I, nos' dirigimos ao local, onde entregamos Termo de Intimação Fiscal, lavrado e recepcionado em 23/09/2008. Fomos recebidos pelo Dr. Marcelo Vilella, advogado da empresa que interrogado sobre o real endereço da sua sede, informou que é aquele o endereço dado pela empresa. Pelo Termo de Intimação há pouco referenciado solicitamos que disponibilizasse a documentação probatória de toda a movimentação financeira junto aos Bancos com os quais manteve transações nos anos de 2001 a 2004, todos eles citados nos relatórios que acompanham o auto de infração. Foi solicitado, também, que disponibilizasse local para o exame dos elementos que fossem apresentados, com o prazo concedido para o atendimento de 10(dez) dias ( fls.fic24 ). No dia 30 30/09/2008, solicitou prorrogação do prazo por mais 20 (vinte) dias (fls.) Sem restrição por parte desta fiscalização, teria a empresa até Fl. 3915DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 9 8 o dia 20/16/2008, para o atendimento ou pronunciamento. 0 prazo expirou sem a sua manifestação. Somente em 11/11/2008, encaminhou expediente a esta fiscalização dando informação lacônica de que sua "escrita contábil/fiscal, aliada aos extratos bancários já constantes dos autos (Anexos I a XIII), se encontram devidamente alocados para as verificações que se fizerem pertinentes". Ou seja, não atendeu na plenitude do solicitado no Termo de Intimação já referenciado. Mesmo na extemporaneidade da manifestação, as suas informações foram recebidas juntamente com as planilhas juntadas. Estas trazendo valores de créditos em conta corrente junto ao UNIBANCO e que foram considerados na autuação e agora justificados como sendo meras transferências. (fls.1.026 a 1030). Examinando esses valores reconhecemos razão A recorrente dada a coincidência de valores e datas entre as operações citadas. Assim opinamos por se acatar o pleito da recorrente no sentido de excluir dos valores tributados a soma daqueles depósitos no UNIBANCO descaracterizados como receitas, no montante de R$ 6.790.190,00 (seis milhões, setecentos e noventa mil, cento e noventa reais), no ano calendário de 2001. Diante do exposto o valor tributável ficaria conforme demonstrado na planilha anexa, onde consideramos T na parte superior, os valores dos depósitos, créditos, como receitas (coluna 1); em seguida são apresentados os valores dos depósitos aceitos como meras transferências (coluna 2); estes, deduzidos dos primeiros, concluise a coluna (3) como créditosreceitas retificados. Na segunda parte do demonstrativo foram considerados os valores totalizados conforme apresentação no quadro de fls. 644/645. Quanto A recomendação da determinação da Diligência, às fls. 1.018, item 1, não encontramos evidencias que determinassem reconhecimento de exclusões da base tributável de outros valores. Atendesse a empresa ao pedido formalizado no Termo de Intimação de 23/09/2008, na sua plenitude, poderíamos ter avançado no exame e outras exclusões serem possíveis. Mas faltou determinação da interessada em bem atender a esta fiscalização, deixando transparecer a vontade de postergar a instrução do Processo. Em conclusão, são estas as informações que trazemos ao Processo esperando poderem ajudar a convicção do julgamento da lide. Diante da inconclusividade dos trabalhos, a DRJ cancelou parte dos lançamentos – objeto de recurso de ofício: O art 42 da Lei 9.430/96 autoriza a presunção de omissão de receitas sobre créditos sem comprovação de origem, claramente excepcionando as transferências interbancárias entre contas de mesma titularidade. Fl. 3916DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 10 9 Assim, se a interessada, ao longo da auditoria, em resposta à intimação formalizada, informa os créditos que correspondem a transferências, indicando, ainda, banco de origem e destino, é ônus da autoridade autuante, de posse dos documentos bancários, fazer as indagações e investigações pertinentes para confirmar ou não se os valores apontados são transferências de mesma titularidade. Deixando, a autoridade autuante, de trilhar o caminho da continuidade das investigações, a presunção não recai sobre os valores apontados como transferências, pois a origem do crédito foi indicada, ao longo da auditoria, e era plenamente possível, diante dos documentos e informações disponíveis., confirmála ou, justificadamente, rejeitála. Neste ponto, volto a repisar a peculiaridade do caso concreto, de estarem sendo trabalhadas 16 contas correntes. Com esse fundamento, a DRJ decidiu por cancelar parte do auto de infração, nos seguintes termos: À vista do exposto, considerando ainda o risco maior de tributar duplamente os mesmos valores, concluo por expurgar da base do lançamento todos os depósitos que, havendo sido indicados, na resposta a intimação formalizada (fls 233/465) ou no demonstrativo de créditos tributados (fls 476/499), como transferências interbancária, Ted ou doc — (com indicação do banco de origem e destino), doc d e operações sem CPMF, também tenham sido apontados pela interessada em sua impugnação (fls 780/799) como operações não tributáveis ou já tributadas. As demais deduções pleiteadas na peça de defesa, meramente identificadas como "empréstimos", "Doc", "Ted" e outros não foram acatadas já que, em tais casos, a incompletude das informações prestadas não permitiriam o prosseguimento da investigação, por ocasião da auditoria. Os valores expurgados constam da memória de cálculo anexa”. De um lado, identifico que, na realização da diligência promovida no âmbito da DRJ, a Contribuinte não foi das mais diligentes, tendo deixado de apresentar a documentação solicitada pela Auditoria Fiscal, conforme comportamento descrito no relatório de fls. ou 1094/1095 – eletrônico. De outro lado, também identifico que, além de a Contribuinte não ter sido cientificada do relatório da diligência (assim como não o foi do resultado da diligência promovida no âmbito deste Conselho), a decisão da DRJ não se deteve na análise pormenorizada dos fatos para promover o cancelamento parcial do auto de infração, conforme fundamentos adotados pelo voto condutor do acórdão. Por fim, identifico que a Recorrente fez acostar, juntamente com suas razões de recurso, demonstrativo pormenorizado e estruturado por banco, datas, valores e descrição, aquilo que entende ser indevido, com indicação dos respectivos documentos que corroboram sua precisa indicação. Fl. 3917DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA Processo nº 18471.001833/200619 Resolução nº 1401000.274 S1C4T1 Fl. 11 10 Diante do exposto, como elemento de análise probatória indispensável tanto para o julgamento do recurso de ofício quanto para o julgamento do recurso voluntário, proponho a conversão do presente feito em diligência, com o fim de, apenas com relação aos anos calendário 2003 e 2004: 1. Promover a conferência individualizada dos valores e justificativas discriminadas na planilha de fls. 11901252 eletrônico; 2. Promover a exclusão das transferências entre as contas bancárias da mesma contribuinte; 3. Promover a exclusão dos valores creditados a título de empréstimos tomados pela contribuinte; 4. Promover a exclusão dos valores creditados a título de estornos e devolução de cheques, TED’s ou DOC’s; 5. Promover a exclusão de valores apontados na planilha de omissão de receita que não possuem correlação com valores registrados como entrada na conta corrente; 6. Promover a exclusão de valores de utilização da conta garantia; 7. Elaborar relatório conclusivo sobre o crédito tributário remanescente, considerandose os expurgos descritos nos itens anteriores; 8. Cientificar o contribuinte acerca do relatório da diligência, bem como do resultado da diligência consolidada na resolução nº 1402000.163 deste Conselho, com a juntada dos documentos de fls. 3895 e seguintes, dandolhe o prazo de 30 dias se pronunciar acerca do mesmo; 9. Após, retornem os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Fl. 3918DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/02/2014 por ALEXANDRE ANT ONIO ALKMIM TEIXEIRA
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Numero do processo: 10865.720400/2012-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2007 a 31/12/2008
NULIDADE. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
Afasta-se a nulidade quando devidamente apresentada a fundamentação legal do lançamento e adequadamente descritos os fatos que ensejaram o lançamento.
SOLICITAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.
Não cabe solicitar compensação em fase de contencioso administrativo de crédito em discussão noutro processo.
INCLUSÃO DE DÉBITO EM PARCELAMENTO.
A solicitação de inclusão de débito em parcelamento não é própria da fase do contencioso administrativo.
Numero da decisão: 2403-002.300
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas De Souza Costa, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato Dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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FUNDAMENTAÇÃO LEGAL Afastase a nulidade quando devidamente apresentada a fundamentação legal do lançamento e adequadamente descritos os fatos que ensejaram o lançamento. SOLICITAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Não cabe solicitar compensação em fase de contencioso administrativo de crédito em discussão noutro processo. INCLUSÃO DE DÉBITO EM PARCELAMENTO. A solicitação de inclusão de débito em parcelamento não é própria da fase do contencioso administrativo. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 72 04 00 /2 01 2- 61 Fl. 1088DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas De Souza Costa, Ivacir Julio De Souza, Maria Anselma Coscrato Dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 1089DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.720400/201261 Acórdão n.º 2403002.300 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, Acórdão 1440.096 da 7ª Turma, que julgou a impugnação improcedente. A autuação e a impugnação foram assim apresentadas no relatório do acórdão recorrido: Compõem o presente processo os Autos de Infração de Obrigações Principais – AIOP nº 37.344.4273, nº 37.344.4303 e nº 37.344.4290. A fiscalização registra no Relatório Fiscal – RF, que dispôs nos autos dos processos 10865.720398/201220 e 10865.720339/201274, a situação identificada na empresa, relativamente ao envio e à substituição de GFIP declaratórias entregues, constatando que as novas declarações, por vezes, foram apresentadas na condição “sem movimento”, ou com apenas um segurado ou, ainda, com parte dos segurados declarados, identificando a competência onde ocorreu cada conduta e os fatos geradores omitidos. Em determinadas competências deixou também de informar o valor dos serviços prestados por cooperados através de cooperativa de trabalho médico Unimed. Com esse comportamento, de entrega sucessiva de GFIP em várias competências, a autuada obteve as Certidões Negativas de Débito– CND listadas. Na análise contábil, foi observada a escrituração de pagamentos de remunerações de profissionais autônomos prestadores de serviços médicos, de advocacia, comissões e serviços diversos, nas contas de “Despesas não dedutíveis”, “Serviços de Terceiros” e em “Comissões”, e também o pagamento de despesas e investimentos em nome do sócio gerente da autuada e dependentes, escriturados na conta “Despesas não dedutíveis” em 2007 e na conta “Despesas Indedutíveis” em 2008, cujos pagamentos constituem fatos geradores de contribuições previdenciárias, as quais não foram declaradas em Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP. Nesse contexto, dispõe acerca de email enviado pelo escritório contábil responsável, com a informação de que “nessa conta de despesas indedutíveis lançamos valores que não podem ser aproveitados como despesas para a empresa, ou seja, despesas que não estejam em nome dela ou que a procedência não tenha a ver com sua atividade. Há empresas que tem gastos com cartão de crédito com despesas não ligadas as atividades da empresa”. Junta cópia do email. Fl. 1090DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Também foi constatada na contabilidade a retenção e a apropriação de 11% de faturas de prestação de serviços, para elisão de responsabilidade solidária como tomador de serviços, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212/91, escrituradas na conta “INSS s/ Nota Fiscal”. Identifica prestador de serviço. Assim, os Autos lavrados referemse à: Auto de Infração de Obrigações Principais – AIOP nº 37.344.4273, de 05/03/2012, de contribuição previdenciária patronal incidente sobre a remuneração paga aos contribuintes individuais, prestadores de serviços autônomos e administradores, conforme disposto no item 6 do RF e cujos fatos geradores não foram declarados em GFIP. O crédito tributário assim constituído, relativo às competências 02/2007 a 12/2008, importa em R$ 105.103,32 (cento e cinco mil, cento e três reais e trinta e dois centavos), valor consolidado em 05/03/2012. Foram utilizados pela fiscalização neste AIOP os levantamentos 4/41/42 REMUNERAÇÃO DE AUTÔNOMOS, com valores demonstrados em quadro constante do RF e 5/51/52 – REMUNERAÇÃO DO ADMINISTRADOR, com valores considerados elencados em planilha anexa ao RF, todos identificados pelo período a que se referem. Auto de Infração de Obrigações Principais AIOP nº 37.344.4303, de 05/03/2012, no valor de R$ 4.525,24 (quatro mil, quinhentos e vinte e cinco reais e vinte e quatro centavos), referente às contribuições dos segurados contribuintes individuais, autônomos e administrador, cujos levantamentos utilizados são os mesmos do AIOP acima e os valores estão identificados no quadro e planilha também ali citados. Auto de Infração de Obrigações Principais – AIOP nº 37.344.4290, de 05/03/2012, referente à retenção dos 11% efetuada sobre as Notas Fiscais de Serviço NFS de prestadores de serviços, conforme descrito no item 7 do RF. O crédito tributário assim constituído, relativo às competências 11/2008 e 12/2008, importa em R$ 3.934,21 ( três mil, novecentos e trinta e quatro reais e vinte e um centavos). Registra que em decorrência da declaração incorreta em GFIP, conforme legislação vigente à época dos fatos geradores, impõe se a lavratura do respectivo auto de infração, com base na legislação prevista na folha de rosto do AIOA – CFL 68, parte integrante do processo 10865.720398/201220, oriundo dessa mesma ação fiscal e em julgamento nessa mesma sessão. Com a edição da MP 449/2008, transformada na Lei nº 11.941/2009, que determinou nova sistemática a ser aplicada no cálculo da multa e em atendimento ao art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN, procedeu a fiscalização à comparação de qual multa é menos onerosa ao contribuinte, para as competências até 11/2008, determinando que para as competências objeto daquele AIOA CFL 68, quais sejam, 04 a 06/2007, 10/2007, 01 a 03/2008 e 08 a 11/2008, a multa trazida pela legislação vigente até a publicação da MP 449/2008 é mais benéfica à impugnante e lavrouse o citado AIOA CFL 68, além de aplicar nessas Fl. 1091DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.720400/201261 Acórdão n.º 2403002.300 S2C4T3 Fl. 4 5 competências a multa de mora de 24% nos AIOP conexos. Já nas demais competências, a multa ofício prevista na legislação introduzida pela MP é mais benéfica e aplicouse nos AIOP lançados na mesma ação fiscal a multa de 75%, assim como para as competências a partir de 12/2008. Traz a legislação que embasa toda a comparação e as respectivas multas aplicáveis, além de planilha demonstrativa. Tudo conforme descrito no Relatório Fiscal RF do presente processo. Relaciona ainda os documentos examinados durante o procedimento de fiscalização, os anexos que compõem o presente processo e os débitos lançados nesta a ação fiscal. A autuada, cientificada do lançamento, apresenta impugnação tempestiva, alegando, em síntese, que: Entende ser indevida a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito –NFLD da forma como fora lavrada, bem como serem inconstitucionais e ilegais as exações levantadas. Nulidade do lançamento por imprecisão da capitulação legal –Cerceamento de defesa. A fiscalização omitiu a fundamentação legal em que baseou a imposição tributária, bem como omitiu a descrição da matéria tributável, resultando totalmente nula tal exigência. Limitouse tão somente a anexar relação confusa, genérica e imprecisa da legislação que rege as contribuições ao INSS, não correlacionando os dispositivos com a matéria glosada. Violou com isso o contido no art. 10, inciso IV, do Decreto nº 70.235/1972, transcreveo. Cita doutrinadores, inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, discorre fartamente sobre o tema. Traz jurisprudência administrativa. Requer o cancelamento da NFLD, em decorrência do comprometimento ao contraditório. Prejudicial de mérito – Decadência/Prescrição: A NFLD foi lavrada em 05/03/2012, invoca que todos os lançamentos anteriores aos 5 anos sejam considerados prescritos. Cita art. 173 inciso I, do CTN, transcreveo. Dispõe robustamente sobre o tema, como a decadência já está tratada em lei complementar tributária – CTN, art. 173 e é de cinco anos, não há que se falar no prazo do art. 45 da Lei nº 8.212/91. Pleiteia que se reconheça a caducidade dos créditos levantados pela fiscalização, extinguindoos. Abuso do Poder Discricionário. A autuação, se lavrada sobre uma contribuição caducada há mais de 5 anos, resulta num verdadeiro abuso por parte da fiscalização. Discorre fartamente sobre a teoria do abuso do direito. Afronta da Lei nº 8.212/91 aos princípios da legalidade genérica e estrita legalidade. Trata na seqüência da condição de segurado obrigatório da Previdência Social do transportador autônomo e de sua contribuição, traz artigo desta Lei, do Decreto nº 3.048/99, da Portaria nº 1.135/2001 do MPAS, Fl. 1092DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 conclui que só lei pode fixar aspectos essenciais da hipótese de incidência, cita doutrinadores. Dispõe ainda que a referida Portaria não respeitou o princípio da anterioridade de 90 dias para as contribuições de seguridade. Das compensações realizadas pela impugnante – lisura e correção dos procedimentos. Dispõe acerca da contribuição previdenciária incidente sobre prólabore e autônomos, de que a impugnante já possui judicialmente o reconhecimento da inconstitucionalidade das contribuições referidas, bem como o direito de compensar, desde que o faça com contribuições devidas pelo mesmo contribuinte. Cita Lei 8.383/91, trata da correção monetária e Ordem de Serviços emitidas pelo INSS que estipulou regras para se proceder a compensação em questão. Requer que se refaçam os cálculos, homologando as compensações realizadas. Das verbas relativas a terceiros: * Das contribuições ao SAT – Seguro Acidente de Trabalho – Afronta aos princípios da legalidade genérica e estrita legalidade. Cita e transcreve artigo da Lei nº 8.212/91, aduz que a lei não estabeleceu o conceito de atividade preponderante, nem de risco leve, médio ou grave, elementos essenciais e necessários à cobrança desta contribuição, tendo dessa forma sido afrontado o princípio da legalidade. Há necessidade de edição de lei tornando o tipo em tela fechado. Impossibilidade do Poder Executivo suprir lacunas de lei por meio de Decreto. Foi editado o Decreto 612/92 indicando o alcance do termo atividade preponderante. A lei sendo omissa, não cabe ao Poder Executivo suprir a lacuna legal existente. Cita doutrinadores. As alterações pretendidas pelo Decreto 2.173/97 e pela Orientação Normativa 2/97. Discorre fartamente acerca destes atos normativos, concluindo pela sua inconstitucionalidade. Reconhecimento jurisprudencial. Remansosa é a jurisprudência dos Tribunais no sentido de que o grau de risco afeto às atividades desenvolvidas por funcionários de empresa deve compatibilizar com as funções e os locais onde são desenvolvidas as atividades. Cita jurisprudências. * Da contribuição a título do INCRA – Ilegalidade. Aborda de forma ampla o tema e conclui que a exigência em questão é ilegal porque não há qualquer respaldo jurídico para a sua cobrança, seja pela atual Constituição, seja pela legislação inferior, e ainda, por inexistir relação jurídico tributária a permitir sua manutenção, tendo em vista que o destinatário da contribuição não tem qualquer vínculo com a previdência ou assistência social. Trata ainda da duplicidade do fato gerador, da não cumulatividade, da quebra da equidade pela ofensa ao art. 194, parágrafo único, IV, da CF e do adicional como verdadeiro imposto. * Da contribuição ao SEBRAE – Inconstitucionalidade/Ilegalidade. Fl. 1093DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.720400/201261 Acórdão n.º 2403002.300 S2C4T3 Fl. 5 7 Discorre sobre o tema, concluindo que não há justificativa à exigência da contribuição ao SEBRAE, posto que criada sem autorização constitucional e incidente sobre folha de salários, mesmo não sendo destinada ao custeio da seguridade social. Discorre ainda sobre a necessidade de Lei Complementar para sua instituição, sobre a ausência de contraprestação pelo recolhimento do SEBRAE, sobre a natureza das atividades da impugnante, já que o SEBRAE é um adicional, uma simples majoração das alíquotas previstas no DL nº 2.318/86 (SESI, SENAI, SESC e SENAC), que foi instituída a cobrança do SEST e SENAT, desvinculando as empresa transportadoras do SESI e SENAI. * Das contribuições ao SEST e SENAT – inconstitucionalidade / ilegalidade. Não foi instituída por lei complementar e não se encontra prevista no art. 149 da CF uma nova contribuição parafiscal. Do efeito confiscatório da multa cominada. Na Notificação Fiscal de Lançamento de Débito a fiscalização lançou uma pesada multa pelo pretenso descumprimento de obrigações tributárias. Não havendo conduta ilícita, não há razão para imposição de multas. Traz jurisprudências sobre caráter confiscatório da multa aplicada em outros processos. Ainda que a multa aplicada esteja prevista em legislação específica, tal como no presente caso, assume caráter nitidamente confiscatório desrespeitando ao Princípio do NãoConfisco, previsto na Constituição Federal. Inaplicabilidade da Taxa Selic como índices de juros sobre o débito de tributos e contribuições sociais federais. Discorre fartamente sobre o tema, sobre características da Taxa Selic, traz jurisprudência, aduz que a Selic padece dos mesmos vícios da TR, transcreve parecer da Procuradoria Geral da República sobre a TR, que a fixação de tais valores feita pela União resulta em confisco do patrimônio do devedor e fere os princípios constitucionais da moralidade e vedação ao enriquecimento sem causa, da propriedade e do não confisco de tributos. Fica claro pelo exposto a inconstitucionalidade da aplicação da taxa Selic como juros de mora, por se tratar de taxa de remuneração de aplicação no mercado financeiro. Do crédito de restituição de contribuições previdenciárias retidas. Tramita na Receita Federal do Brasil RFB o processo nº 35408.000716/200360, referente à restituição de retenção (Lei nº 9.711/98) no valor original de R$ 146.713,64. A auditoria fiscal da Previdência Social em 28/08/2003, reconheceu a procedência parcial pelo montante de R$ 141.777,94, relaciona os valores por competência, de 08/2002 a 12/2002. Caso o temerário expediente traga qualquer sanção, cabem ser compensados os créditos já reconhecidos. Relata histórico da empresa. Fl. 1094DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Do REFIS 2009 aderido, o qual permitia a inclusão das retenções dos funcionários. A impugnante optou pelo parcelamento da Lei nº 11.941/2009, no âmbito da PGFN, apenas não informou a totalidade dos débitos porque se utilizou dos próprios lançamentos abrangidos pela opção de parcelamento emitido pelo relatório da Fazenda. Assim, diante do equívoco verificado na época, pela não consolidação dos lançamentos, requer a inclusão de todos os débitos não incluídos no relatório, exigindose a suspensão dos mesmos com a homologação da inclusão dos mesmos no parcelamento. Das GFIP entregues com supressão de informações. A impugnante não reconhece o reenvio de informações na entrega de GFIP, com redução de contribuições previdenciárias, conforme descrito nos processos 10865.720398/201220 e 10865.720399/201274. Tendo enviado GFIP com informações corretas, dispõe que não partiu da empresa auditada o noticiado reenvio, requerendo por tais razões, a conversão em diligência (prova pericial) para que se verifique o ID do computador que reenviou tais informações. A impugnante ficou surpresa com o resultado levantado pela Auditoria, e que esse procedimento teria o propósito da obtenção de CND. Para obtenção de uma CND bastaria parcelar o débito, e se não houvesse sufrágio financeiro, após a obtenção de CND positiva com efeitos negativos, poderia deixar de pagar, obtendo o mesmo resultado, sem cometimento de ilícitos, caso fosse o impugnante portador de más intenções. Reforça a necessidade de se verificar a origem dos envios de novas GFIP, discorre a respeito, trata do crime de sonegação fiscal, concluindo que necessário se faz atender ao requerimento de perícia nos computadores da impugnante, onde poderá facilmente ser averiguado que não foram os sócios ou o contador da impugnante que efetuou as alterações em GFIP, bem como uma auditoria interna na Autarquia para verificar como e de que forma foram supostamente adulteradas as informações fiscais do contribuinte. Requer a nulidade do AI em comento, pela ausência da correta capitulação legal, o que implica em cerceamento de defesa. Acaso seja ultrapassada a preliminar argüida, o que se admite apenas em atenção ao princípio da eventualidade, requer a total desconstituição da exigência impugnada, reconhecendose a inexigibilidade da multa hostilizada em atendimento às razões anteriormente expostas e a não aplicação da taxa Selic. Não se reconhecendo os pedidos anteriores, que sejam reconhecidos os créditos existentes compensandoos com eventuais débitos consolidados. Requer ainda a inclusão da totalidade dos débitos no parcelamento da Lei nº 11.941/2009, no âmbito da PGFN, porque não foram incluídos por razões alheias ao impugnante. Requer ainda, a produção de todos os meios de prova em direito admitidos, notadamente a prova pericial, requerendo posterior formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. Em especial, no tocante a prova pericial, requer seja periciado o equipamento que emitiu o reenvio de GFIP, logrando verificar a origem e autoria do mencionado reenvio, através de pesquisa do IP do equipamento, requerendo prazo para apresentação dos quesitos a ser apresentado ao ilustre “expert”. Fl. 1095DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.720400/201261 Acórdão n.º 2403002.300 S2C4T3 Fl. 6 9 É a síntese dos autos. O voto condutor da decisão da DRJ observa que alguns pontos abordados na impugnação não se aplicam a este processo, tais como: transportador autônomo; terceiros, SAT; contribuição incidente sobre autônomos e prólabore declaradas inconstitucionais e sua compensação e decadência. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega/questiona, em síntese: · Nulidade. Imprecisão na capitulação legal. · Crédito de restituição de contribuições retidas, processo 35408.000716/200360, indeferido, porém co recurso. Solicita suspensão do presente processo até decisão definitiva daquele, pra então se efetuar a compensação. · Aderiu ao REFIS 2009 (Lei 11.941), que permitia a inclusão de retenções. Requer inclusão no parcelamento. É o relatório Fl. 1096DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. NULIDADE CAPITULAÇÃO LEGAL E DESCRIÇÃO. A recorrente alega cerceamento de defesa por entender imprecisa a capitulação legal e a descrição da matéria tributada. Não concordo com a recorrente. Entendo que os fatos estão bem descritos no Relatório Fiscal. Pra a questão da fundamentação legal, cada Auto de Infração de obrigação principal contém seu relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD e o auto de infração de obrigação acessória contém especificação do dispositivo legal infringido, da multa aplicada e da gradação da multa. Não percebi imprecisão. CRÉDITO DE RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES RETIDAS. A recorrente alega possuir crédito de restituição de contribuições retidas, processo 35408.000716/200360. Informa adicionalmente que a restituição foi indeferida, porém foi apresentado recurso. Solicita suspensão do presente processo até decisão definitiva daquele, pra então se efetuar a compensação. Conforme colocado pela própria recorrente, tratase de outro assunto, discutido noutro processo. Não cabe misturar as coisas. O que se discutirá neste processo são ao autos de infração aqui presentes. Também não cabe suspender este processo. Para a solicitação de compensação, essa questão deve ser tratada fora deste contencioso administrativo. Fl. 1097DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10865.720400/201261 Acórdão n.º 2403002.300 S2C4T3 Fl. 7 11 REFIS – LEI 11.941/2009 Alega a autuada que optou pelo parcelamento da Lei nº 11.941/2009. no âmbito da PGFN, e que apenas não informou a totalidade dos débitos porque se utilizou dos próprios lançamentos abrangidos pelo relatório da Fazenda, não tendo, portanto, sido incluídos todos os seus débitos no parcelamento. Requer, no recurso, já o tendo requerido na impugnação, a inclusão dos débitos no parcelamento. Não pode ser atendido o pleito da recorrente. A solicitação de inclusão de débito em parcelamento não é processada no contencioso administrativo. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 1098DF CARF MF Impresso em 23/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 0/04/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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