Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,163)
- Segunda Câmara (27,788)
- Primeira Câmara (25,081)
- Segunda Turma Ordinária d (17,076)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (15,917)
- Primeira Turma Ordinária (15,633)
- Segunda Turma Ordinária d (15,570)
- Primeira Turma Ordinária (15,424)
- Primeira Turma Ordinária (15,364)
- Segunda Turma Ordinária d (14,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,855)
- Segunda Turma Ordinária d (12,110)
- Primeira Turma Ordinária (12,091)
- Quarta Câmara (11,512)
- 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (11,186)
- Quarta Câmara (83,129)
- Terceira Câmara (64,792)
- Segunda Câmara (53,333)
- Primeira Câmara (17,991)
- 3ª SEÇÃO (15,917)
- 2ª SEÇÃO (11,186)
- 1ª SEÇÃO (6,736)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (119,455)
- Segunda Seção de Julgamen (111,340)
- Primeira Seção de Julgame (73,849)
- Primeiro Conselho de Cont (49,048)
- Segundo Conselho de Contr (48,858)
- Câmara Superior de Recurs (37,435)
- Terceiro Conselho de Cont (25,941)
- IPI- processos NT - ressa (4,994)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,054)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,960)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,858)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,236)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,744)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,113)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,481)
- HELCIO LAFETA REIS (3,274)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,194)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,823)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,597)
- WILDERSON BOTTO (2,539)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,397)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,803)
- 2019 (30,949)
- 2018 (26,045)
- 2024 (25,880)
- 2012 (23,621)
- 2023 (22,462)
- 2014 (22,374)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2010 (18,058)
- 2025 (17,368)
- 2008 (17,076)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,747)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,856)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,017)
Numero do processo: 10768.008739/99-28
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1999
DIREITO CREDITÓRIO. RECONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE VÍNCULO JUDICIAL.
Não sendo o contribuinte parte de ação judicial em que se discute o direito de isenção de imposto de renda sobre rendimentos de aplicação financeira procede o reconhecimento do direito de repetir ou compensar imposto retido de beneficiário protegido por ação judicial.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2102-003.066
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório, no valor de R$ 25.699,05.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 25/08/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. RECONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE VÍNCULO JUDICIAL. Não sendo o contribuinte parte de ação judicial em que se discute o direito de isenção de imposto de renda sobre rendimentos de aplicação financeira procede o reconhecimento do direito de repetir ou compensar imposto retido de beneficiário protegido por ação judicial. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10768.008739/99-28
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5373806
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2102-003.066
nome_arquivo_s : Decisao_107680087399928.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NUBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 107680087399928_5373806.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório, no valor de R$ 25.699,05. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 25/08/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5594860
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047029991604224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1812; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 413 1 412 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10768.008739/9928 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102003.066 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de agosto de 2014 Matéria IRRF Pedido de restituição Recorrente BBM FUNDO DE INVESTIMENTO FINANCEIRO 60 DIAS YIELD Recorrida FANZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. RECONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE VÍNCULO JUDICIAL. Não sendo o contribuinte parte de ação judicial em que se discute o direito de isenção de imposto de renda sobre rendimentos de aplicação financeira procede o reconhecimento do direito de repetir ou compensar imposto retido de beneficiário protegido por ação judicial. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório, no valor de R$ 25.699,05. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 25/08/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Marco Aurélio de Oliveira Barbosa, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 00 87 39 /9 9- 28 Fl. 413DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 414 2 Relatório BBM FUNDO DE INVESTIMENTO FINANCEIRO 60 DIAS YIELD apresentou Pedido de Compensação de Crédito com Débitos de Terceiros, fls. 01, vinculado a Pedido de Restituição, fls. 02, de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), no valor de R$ 25.699,05, recolhido em 02/12/1998, conforme Darf, fls. 03. Tal recolhimento se deu em razão da retenção do IRRF sobre rendimentos auferidos pela Fundação CESP, em decorrência de aplicações financeiras. A Delegacia Especial de Instituições Financeiras no Rio de Janeiro indeferiu o pleito da contribuinte, conforme Despacho, fls. 39/40, sob a alegação de que o Pedido de Restituição teria sido baseado em decisão proferida no curso de processo judicial, para o qual ainda não teria ocorrido o trânsito em julgado e também porque o requerente não seria o contribuinte de fato do tributo. Inconformada com a decisão, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 43/47, que está assim resumida no Acórdão DRJ/RJOI nº 5.227, de 17/06/2004, fls. 80/85. que a Fundação CESP é associada da ABRAPP, a qual obteve da Justiça decisão determinando que as associadas estavam eximidas, desde 10/03/1998, do recolhimento do IRRF de suas aplicações financeiras; que, em novembro e dezembro de 1998, desconhecendo a decisão, reteve e recolheu o IRRF incidente sobre os rendimentos auferidos pela Fundação CESP nas aplicações realizadas em seu Fundo; que, em razão dessa retenção, a Fundação CESP requereu a devolução do valor retido e recolhido, considerando que o mesmo foi recolhido indevidamente (carta de fls. 50/51) que, em face do exposto, e com base na carta já referida, foi feito o pleito do reconhecimento do direito creditório; que tem legitimidade para requerer a compensação em questão, já que no momento em que devolveu à Fundação o valor recolhido assumiu o referido encargo financeiro, conforme comprovado pela carta da Fundação e que todas as atitudes que tomou foram realizadas com base na lei e em decisões judiciais, não podendo o mesmo ser penalizado pela impossibilidade de realizar a compensação em questão, ficando com o ônus do imposto. A autoridade julgadora de primeira instância, por unanimidade de votos, indeferiu o Pedido de Restituição, em suma, por entender que é vedado o reconhecimento de Fl. 414DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 415 3 direito creditório relativo a tributo objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do transito em julgado da respectiva decisão judicial. Cientificada da decisão de primeira instância em 14/09/2004, fls. 111, a contribuinte apresentou, em 14/10/2004, recurso voluntário, fls. 114/129, cujas conclusões estão a seguir reproduzidas: VI – CONCLUSÕES E O PEDIDO 55 – Diante do acima exposto, restou demonstrado que: (i) o BBM FUNDO administra fundos de investimento, por meio do qual efetua aplicações financeiras de renda fixa e variável com valores de seus clientes. Dentre os clientes do BBM FUNDO, encontrase a Fundação CESP; (ii) a ABRAPP, associação da qual a Fundação CESP faz parte, impetrou Mandado de Segurança coletivo buscando o reconhecimento da não incidência do IRRF decorrente de aplicações financeiras em renda fixa e variável de seus associados. A liminar foi obtida; (iii) inobstante a vigência da liminar concedida, determinando a não retenção do IRRF, o BBM FUNDO efetuou retenção e recolhimento do tributo quando do pagamento, para a Fundação CESP, de rendimentos decorrentes de aplicações financeiras em renda fixa e variável; (iv) os Recorrentes arcaram com o encargo econômico desse tributo, conforme inclusive foi reconhecido pelo V. Acórdão recorrido. Tais recolhimentos de IRRF foram indevidos, pois existe provimento jurisdicional vigente dando de que o tributo não deve ser pago; (v) o BBM FUNDO apresentou pedido de restituição/compensação dos valores indevidamente recolhidos com débitos de terceiro, no caso, do recorrente BANCO BBM S.A.; (vi) as DD. Autoridades Julgadoras indeferiram o pedido de compensação pautandose na (a) insubsistência do crédito reclamado, ao argumento de que o IRRF seria devido, independente da existência de decisão judicial em sentido contrário e (b) inexistência de decisão transitada em julgado, supostamente necessária para dar liquidez e certeza ao crédito a ser compensado nos presentes autos; (vii) contra essa decisão os Recorrentes interpõem o presente Recurso Voluntário, demonstrando que viola diversos dispositivos legais e constitucionais; (viii) encontrase vigente a liminar que reconheceu a inexistência de relação jurídica que obrigue o BBM FUNDO a recolher o IRRF sobre os pagamentos que efetua à Fundação CESP, relativos a rendimentos auferidos em aplicações de renda fixa e variável que administra. Todos os recolhimentos efetuados Fl. 415DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 416 4 a esse título são indevidos e, portanto, passíveis de compensação. (ix) o artigo 170 do CTN (vigente à época da apresentação do pedido de compensação) em momento algum aponta a necessidade de trânsito em julgado de decisão que reconheça o crédito para que se possa proceder à compensação. (x) tanto é assim, que foi editada a Lei Complementar 104/2001, para acrescentar o artigo 170A ao Código Tributário Nacional. Esse dispositivo sim aponta como requisito necessário à compensação o trânsito em julgado de decisão favorável em eventual discussão judicial que discuta o crédito. (xi) contudo, o artigo 170A do CTN não se aplica ao caso dos autos. Isso porque, a discussão judicial cm torno da imunidade dos rendimentos auferidos cm aplicações de renda fixa e variável não é travada pelos Recorrentes, mas sim pela Fundação CESP. Os Recorrentes não mantém qualquer discussão judicial sobre o tema. (xii) além disso, a Lei Complementar n° 104/2001 e, portanto, o artigo 170A no CTN, passaram a viger em 11.1.2001. O pedido de compensação em comento foi apresentado anteriormente, em 11.5.1999. Portanto, a vedação do artigo 170A do CTN não se aplica ao presente caso. (xiii) o E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA firmou o entendimento de que os valores indevidamente recolhidos antes da publicação de lei que modifique a forma de compensação deverão ser compensados com base nas regras em vigor época do recolhimento indevidamente efetuado. Em 20/09/2010, a contribuinte apresentou petição, fls. 405, onde requer a juntada aos autos de cópia do Acórdão nº 930400.143, de 05/05/2009, esclarecendo tratarse de caso análogo, relativo a outro fundo de investimento administrado pelo Banco BBM, onde reconheceuse expressamente o direito de repetição/compensação quanto ao IRRF, nos casos em que o responsável tributário não é parte na ação. É o Relatório. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 417 5 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. De imediato, cumpre dizer que a contribuinte possui quatro processos, que tramitam neste CARF, cuja matéria de fundo é a mesma: 10768.008739/9928, 10768.008740/9915, 10768.008741/70 e 10768.008742/9932. O primeiro deles é o processo de que ora se cuida, os três seguintes foram julgados pela Sexta Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes, sendo que o segundo e o terceiro tiveram seu julgamento realizado em 11/08/2005, sob a relatoria da Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, ocasião em que negouse provimento ao recurso. Já o quarto processo foi julgado em 22/02/2006 e deuse provimento ao recurso, funcionando como relator o Conselheiro José Ribamar Barros Penha. Digase, ainda, que no último julgado, ocorrido em 22/02/2006, a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti acompanhou o relator e inclusive fez Declaração de Voto, onde esclarece as razões que a fizeram mudar de posicionamento. Acrescentese que houve recurso especial apresentado pela Fazenda Nacional, contudo, confirmouse a decisão assentada no Acórdão nº 10615.342, de 22/02/2006, conforme Acórdão nº 930400.143, de 05/05/2009. Da análise da matéria de que cuida estes autos, resta cristalino tratarse do mesmo caso enfrentado no Acórdão nº 10615.342, de 22/02/2006, e por concordar inteiramente com os fundamentos exarados pelo relator Conselheiro José Ribamar Barros Penha, peço vênia para aqui transcrevêlo, adotando suas razões de decidir para o presente caso: A empresa BBM Brady Fundos de Investimento Financeiro requereu a restituição/compensação de Imposto de Renda retido na fonte sobre aplicações financeiras realizadas pela Fundação Enersul beneficiária de proteção judicial para que dita retenção não fosse efetivada. Diante de comunicação, a respeito de tal proteção, restituiu o valor retido à beneficiária conforme atestado pelo Acórdão recorrido, recaindo contra a recorrente o ônus do valor arrecadado, assim atendido aos requisitos do art. 166 do Código Tributário Nacional, como atesta o julgamento recorrido. Ou seja, o julgamento recorrido atesta que o valor retido indevidamente tornouse ônus da BBM uma vez que reconhecido o impedimento judicial para que a retenção fosse realizada promoveu a entrega do valor retido. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 418 6 Sabidamente, a Secretaria da Receita Federal editou o Parecer Normativo n° 1, de 24.09.2002, mencionado à fl. 54, que estabelece, verbis: DECISÃO JUDICIAL. NÃO RETENÇÃO DO IMPOSTO. RESPONSABILIDADE. Estando a fonte pagadora impossibilitada de efetuar a retenção do imposto em virtude de decisão judicial, a responsabilidade deslocase, tanto na incidência exclusivamente na fonte quanto na por antecipação, para o contribuinte, beneficiário do rendimento, efetuandose o lançamento, caso o procedimento de oficio, em nome deste. O julgamento recorrido, embora reconheça que o encargo tributário pesa contra a ora recorrente, diante da pendência judicial, da qual não é parte a fonte pagadora, entendeu que deve ser dado este tratamento. Isto é, somente transitado em julgado a ação em favor das afiliadas da ABRAPP pode haver a restituição do valor ao banco. Sendo favorável à Fazenda Nacional, o BBM terá que obter junto à ENERSUL a devolução do valor. Merece destacar, que a fonte pagadora, em princípio, não poderia promover a restituição de valor já em poder dos cofres do Fisco. Vista a falha perpetrada pelo desconto indevido caberia à contribuinte ENERSUL requerer, diretamente, à Receita Federal a repetição do indébito, que poderia indeferir o pedido uma vez que a proteção judicial é para não haver retenção do imposto e não para a restituição, uma vez retido e recolhido. O Banco BBM, contudo, não sendo parte na ação judicial que discute a incidência tributária sobre as aplicações financeiras das entidades ABRAPP, tampouco em litisconsorte, encontrase em situação ímpar. Cabe, destacar acerca da não homologação de compensação realizada pelo contribuinte a edição da Instrução Normativa SRF n° 210, de 30 de setembro de 2002, estabelece: Art. 23. Verificada a compensação indevida de tributo ou contribuição não lançado de ofício nem confessado, deverá ser promovido o lançamento de ofício do crédito tributário. Parágrafo único. O sujeito passivo será comunicado da não homologação da compensação, cientificado do lançamento de ofício e intimado a efetuar o pagamento do débito ou a impugnar o lançamento no prazo de trinta dias, contado de sua ciência. Em face da orientação normativa, é do conhecimento deste Conselheiro, por julgamento de processo nesta Sexta Câmara, que a Fazenda Nacional vem realizando o lançamento do valor compensado, em processo autônomo, com vistas a prevenir a Fl. 418DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 419 7 decadência do direito de constituir o crédito tributário inclusive com os encargos moratórios. Com o mesmo objetivo, prevenir a decadência, encontramse sob julgamento processos relativos a Imposto de Renda na Fonte que deixou de ser retido por força da liminar à ABRAPP, lançado contra entidades beneficiadas por dita medida judicial. Na situação presente, diante da orientação normativa e legal, art. 63 da Lei n° 9.430, de 1996, e mesmo do Parecer Normativo n° 1, sobre o valor questionado seria possível lançar sobre o mesmo fato tanto à contribuinte, com relação aos valores não retidos por força de medida judicial liminar, quanto ao responsável pelo valor compensado. Esta situação, poderia ensejar a conversão do julgamento em diligência para que fosse informada sobre a existência de lançamento de IRRF contra a ENERSUL com vistas à prevenção da decadência e, ainda, contra à recorrente a respeito da homologação indeferida. Contudo, não se enfrentaria, a meu ver, a questão principal posta no julgamento de primeira instância, qual seja, estar ou não a ora recorrente subordinada à ação judicial da ABRAPP. Nesta Câmara, em matéria idêntica, foi proferido o Acórdão n° 106 14.849, de 11 de agosto de 2005, da relatoria da Eminente Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, que se decidiu por unanimidade negar provimento ao recurso tendo por razão os seguintes pontos: (...) Do exposto, observase, que no julgamento também não se deixou com toda clareza a posição da recorrente diante da ação judicial. O meu entendimento é que o BBM não sendo parte na Ação judicial não pode ser submetida ao seu resultado, para só então saber de quem deve obter de volta o valor já entregue tanto à ENERSUL posto que a Justiça definiu não caber a retenção, quanto ao Fisco, recolhido por desconhecer a situação jurídica da beneficiária da aplicação. Considero, pois, aplicável as disposições do Parecer Normativo n° 01/2002, no sentido de reconhecer que a recorrente não estava obrigada a promover a retenção do IRRF, posto amparada em decisão judicial, com base na mesma normativa, à Receita Federal cabia a constituição do crédito preventivo à decadência. Conferindose o recolhimento indevido, nos termos do art. 165 do Código Tributário Nacional, há que ser promovida a restituição a quem de direito. VOTO, no sentido de DAR provimento ao recurso. Fl. 419DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10768.008739/9928 Acórdão n.º 2102003.066 S2C1T2 Fl. 420 8 Ressaltese que no presente caso, também não há que se falar em legitimidade da recorrente para pleitear a restituição, conforme já assentado na decisão recorrida, fundamentada no documento, fls. 50/51, e que, conforme explicitado no relatório, aqui cuidase de IRRF sobre rendimentos auferidos pela Fundação CESP, em decorrência de aplicações financeiras. Ouso, ainda, acrescentar, que ao caso aplicase o disposto no art. 165, inciso I, do Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4° do artigo 162 nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; Explicase: a recorrente incorreu em recolhimento de tributo indevido, posto que à época em que reteve e recolheu o IRRF sobre os rendimentos de aplicações financeiras da Fundação CESP, havia determinação expressa da Justiça Federal para não fazêlo. Logo, a retenção e o recolhimento foi indevido e caso a recorrente não houvesse devolvido os valores retidos e recolhidos à Fundação CESP estaria incorrendo em desobediência de decisão judicial. Logo, em razão das circunstâncias materiais do fato gerador houve recolhimento indevido passível de restituição, conforme disposto na legislação acima transcrita. Ante o exposto, voto por DAR provimento ao recurso, para reconhecer o direito creditório, no valor de R$ 25.699,05. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 420DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 25/08/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10840.910146/2009-73
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2002
COFINS. BASE DE CÁLCULO. ALTERAÇÃO DA LEI Nº 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE.
Declarada a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo plenário do STF, em sede de controle difuso, e tendo sido, posteriormente, reconhecida por aquele Tribunal a repercussão geral da matéria em questão e reafirmada a jurisprudência adotada, deliberando-se, inclusive, pela edição de súmula vinculante, deixa-se de aplicar o referido dispositivo, conforme autorizado pelos Decretos nºs 2.346/97 e 70.235/72 e pelo Regimento Interno do CARF.
ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS. QUESTÃO CONSTITUCIONAL
Súmula nº 2 do CARF. Não é competência do CARF se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Conhecido em parte e na parte conhecida dado Provimento
Numero da decisão: 3801-003.785
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial no sentido de reconhecer o direito à restituição, mediante compensação, dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998 e não conhecer do mesmo quanto a inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS e a COFINS.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2002 COFINS. BASE DE CÁLCULO. ALTERAÇÃO DA LEI Nº 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE. Declarada a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo plenário do STF, em sede de controle difuso, e tendo sido, posteriormente, reconhecida por aquele Tribunal a repercussão geral da matéria em questão e reafirmada a jurisprudência adotada, deliberando-se, inclusive, pela edição de súmula vinculante, deixa-se de aplicar o referido dispositivo, conforme autorizado pelos Decretos nºs 2.346/97 e 70.235/72 e pelo Regimento Interno do CARF. ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS. QUESTÃO CONSTITUCIONAL Súmula nº 2 do CARF. Não é competência do CARF se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Conhecido em parte e na parte conhecida dado Provimento
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10840.910146/2009-73
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5372642
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-003.785
nome_arquivo_s : Decisao_10840910146200973.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 10840910146200973_5372642.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial no sentido de reconhecer o direito à restituição, mediante compensação, dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998 e não conhecer do mesmo quanto a inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS e a COFINS. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5589086
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030049275904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2111; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 160 1 159 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10840.910146/200973 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801003.785 – 1ª Turma Especial Sessão de 22 de julho de 2014 Matéria Compensação Recorrente ESCANDINÁVIA VEÍCULOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2002 COFINS. BASE DE CÁLCULO. ALTERAÇÃO DA LEI Nº 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE. Declarada a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo plenário do STF, em sede de controle difuso, e tendo sido, posteriormente, reconhecida por aquele Tribunal a repercussão geral da matéria em questão e reafirmada a jurisprudência adotada, deliberandose, inclusive, pela edição de súmula vinculante, deixase de aplicar o referido dispositivo, conforme autorizado pelos Decretos nºs 2.346/97 e 70.235/72 e pelo Regimento Interno do CARF. ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS. QUESTÃO CONSTITUCIONAL Súmula nº 2 do CARF. Não é competência do CARF se pronunciar sobre inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Conhecido em parte e na parte conhecida dado Provimento Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial no sentido de reconhecer o direito à restituição, mediante compensação, dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998 e não conhecer do mesmo quanto a inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS e a COFINS. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 91 01 46 /2 00 9- 73 Fl. 160DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 161 2 Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente). Fl. 161DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 162 3 Relatório Tratase de pedido de compensação por intermédio do qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/COFINS. Preliminarmente a Recorrente foi intimada a esclarecer os valores mensais consignados a título de Faturamento/Receita Bruta em sua DIPJ retificadora, tendo em vista que o valor dessa rubrica foi sistematicamente reduzido nas suas DIPJ retificadoras dos anos calendário de 2001 e 2002. A interessada, em cumprimento ao despacho apresentou demonstrativo de fls. informando que a alteração se deu em decorrência da existência de valores excluídos da base referentes a comissões, descontos obtidos, juros recebidos, receitas financeiras e variação monetária ativa, apresentando na manifestação de Inconformidade e no Recurso Voluntário cópia parcial do livro razão e do Registro de Apuração do ICMS. Por despacho decisório, foi reconhecido em parte direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, homologada parcialmente a compensação declarada. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade informando que seu crédito decorre do pagamento a maior de receitas financeiras que devem ser excluídas da base de cálculo das contribuições e da indevida inclusão do ICMS na base de cálculo das mesmas. A DRJ de Ribeirão Preto julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTAŔIO Anocalendário: 2002 CONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALCANCE. A decisão do Supremo Tribunal Federal, prolatada em Recurso Extraordinário, não possui efeito erga omnes. CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA REGIMENTAL. A instancia administrativa não possui competência regimental para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. COMPETÊNCIA DAS DELEGACIAS DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO. Fl. 162DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 163 4 A competência das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) para reexame de decisões sobre pedidos de restituição e compensação, em sede recursal administrativa, limitase à matéria objeto do pedido, que tenha sido apreciada pela autoridade a quo competente, e sobre a qual se estabeleça litígio. DCOMP. CRÉDITO. INDEFERIMENTO. Pendente, nos autos, a comprovação do crédito indicado na declaração de compensação formalizada, impõese o seu indeferimento. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório não Reconhecido Apresenta a Recorrente Recurso Voluntário no qual alega em síntese que: a) é INADMISSÍVEL a inclusão de receitas financeiras na base de cálculo da COFINS/PIS, haja vista que, por força da interpretação estabelecida tanto pelo Supremo Tribunal Federal como pelo Superior Tribunal de Justiça à Lei Federal n° 9.718, de 1998, APENAS o faturamento (resultado da venda de mercadorias e serviços) poderá ser objeto de incidência daquela exação, EXCLUÍDAS, assim, as receitas financeiras e outras receitas, que não se encaixam nesse conceito; b) é correta a exclusão de valores de ICMS da base de cálculo da COFINS, eis que não se trata de faturamento ou sequer receita da pessoa jurídica, mas simples ingresso pertencente a terceiros (no caso, o Estado de São Paulo) que circula no caixa da empresa, mas para ela representa ônus. É o que importa relatar. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 164 5 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Conforme apontado são dois os pontos em exame no presente processo, o um a inclusão na base de cálculo das contribuições cumulativas para o PIS e para a COFINS das receitas financeiras da pessoa jurídica; e, o dois a possibilidade de se excluir da respectiva base de cálculo o ICMS. Em prelação ao primeiro ponto, como se sabe, o Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF) julgou indevida ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS pelo § 1º do art. 3º da Lei n.º 9.718/1998 no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, conforme ementa abaixo colacionada: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Destacase, nesse aspecto, que a matéria foi reconhecida como de “Repercussão Geral” e julgada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme decisão proferida no RE 585.235, abaixo colacionado: Decisão: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão Fl. 164DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 165 6 constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Relator para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão de Jurisprudência. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, a Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008. Assim, considerandose o disposto no art. 62A da Portaria MF n.º 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF n.º 586, de 21 de dezembro de 20101 (Regimento Interno do CARF), os Conselheiros do CARF são obrigados a aplicar as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei n.º 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, e assim, devemos afastar a tributação do PIS e da COFINS exigidas com base no disposto no art. 3º, § 1º, da Lei n.º 9.718, de 1998. Nada obstante, o órgão judicante a quo esqueceuse do dever da autoridade preparadora em zelar pela instrução na busca da verdade material, a teor do disposto na Lei n.º 9.784, de 29 de janeiro de 1999, artigo 292, artigo 36, inteligência do artigo 37, artigo 38 e artigo 393. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (alterações introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010). 2 Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. § 2º. Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizarse do modo menos oneroso para estes. 3 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º. Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 166 7 Negar o direito da contribuinte ao aproveitamento de seu crédito configuraria enriquecimento sem causa do Estado. Especificamente quanto à verdade material, transcrevo oportunas lições de Marcos Vinicius Neder e de Maria Tereza Martinez López4: Em decorrência do princípio da legalidade, a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material. O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fato gerador e a constituição do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar, exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado, Odete Medauar preceitua que "o princípio da verdade material ou verdade real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos Para tanto, tem o direito de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Segundo Alberto Xavier, a lei concede ao órgão fiscal meios instrutórios amplos para que venha formar sua livre convicção sobre os verdadeiros fatos praticados pelo contribuinte. Nesta perspectiva, é lícito ao órgão fiscal agir sponte sua com vistas a corrigir os fatos inveridicamente postos ou suprir lacunas na matéria de fato, podendo ser obtidas novas provas por meio de diligências e perícias. Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados devem ser devidamente examinados para se apurar se os referidos créditos estão corretos. Quanto à inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS tenho que não é possível aos membros desse conselho examinar a matéria, pois se trata de matéria constitucional e o controle de constitucionalidade das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Neste sentido, o art. 26A do Decreto nº 70.235/72, assim dispõe: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)(grifouse) (...) § 6º. O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo 4 NEDER, Marcos Vinicius; LOPEZ, Maria Tereza Martinez. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado 2ª ed. São Paulo: Dialética, 2004, p. 74. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10840.910146/200973 Acórdão n.º 3801003.785 S3TE01 Fl. 167 8 I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II que. fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts, 18 e 19 da Lei n° 10,522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, Vale observar que, no caso em tela, não ocorreu nenhuma das exceções previstas no §6° do artigo acima transcrito. Outrossim, essa discussão já se encontra pacificada no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), conforme o disposto na Súmula 2: Súmula CARF n° 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Nesse sentido, voto por julgar parcialmente procedente o recurso para reconhecer o direito à restituição, mediante compensação, dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998 e não conhecer do mesmo quanto a inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS e a COFINS. É importante consignar que compete a autoridade administrativa, com base na escrita fiscal e contábil, efetuar os cálculos e apurar o valor do direito creditório. É como voto, (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 167DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13888.000701/00-16
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/12/1990, 31/01/1991, 28/02/1991, 31/03/1991, 31/01/1992, 28/02/1992, 31/03/1992
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO.
Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-003.034
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201406
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/12/1990, 31/01/1991, 28/02/1991, 31/03/1991, 31/01/1992, 28/02/1992, 31/03/1992 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Recurso Especial do Procurador Negado.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13888.000701/00-16
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5373047
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 9303-003.034
nome_arquivo_s : Decisao_138880007010016.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : RODRIGO DA COSTA POSSAS
nome_arquivo_pdf_s : 138880007010016_5373047.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente Substituto (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
id : 5590621
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030067101696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1713; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 169 1 168 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13888.000701/0016 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.034 – 3ª Turma Sessão de 5 de junho de 2014 Matéria Restituição Finsocial Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado THERMAS DAS ÁGUAS DE SÃO PEDRO S/C LTDA. EPP ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/12/1990, 31/01/1991, 28/02/1991, 31/03/1991, 31/01/1992, 28/02/1992, 31/03/1992 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, conforme a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial. (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente Substituto (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 07 01 /0 0- 16 Fl. 169DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13888.000701/0016 Acórdão n.º 9303003.034 CSRFT3 Fl. 170 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Rodrigo Cardozo Miranda, Joel Miyazaki, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Ricardo Paulo Rosa, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Relatório Cuidase de recurso especial fundado no art. 67 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/09, interposto em face do Acórdão nº 310200.124, proferido em 10/10/2009. Eis a ementa: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Data do fato gerador: 31/12/1990, 31/01/1991, 28/02/1991, 31/03/1991, 31/01/1992, 28/02/1992, 31/03/1992 FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO E/OU COMPENSAÇÃO. PRAZO PARA SOLICITAÇÃO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DECADÊNCIA. Segundo entendimento consolidado pelo STJ, está fluido o prazo para repetição de indébito após esgotado o prazo de 10 (dez) anos, contados do fato gerador, condizente A. soma do prazo de 5 (cinco) anos, previsto no § 40 do artigo 150 do CTN, e de igual interstício (cinco anos) assinalado no artigo 168, I, do referido diploma. Recurso Voluntário Provido em Parte. A PGFN apresentou Recurso Especial a esta CSRF alegando, em síntese, que o direito de ação relativo ao exercício de um direito subjetivo de crédito decorrente de pagamento indevido é atribuído ao sujeito passivo, e o termo inicial do prazo prescricional de 05 (cinco) anos (art. 168 do CTN) para exercêlo começa da data da extinção do crédito tributário, operandose este tão logo efetue o pagamento indevido. Pede a reforma do julgado. O sujeito passivo apresentou contrarrazões onde pleiteia a manutenção do acórdão. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13888.000701/0016 Acórdão n.º 9303003.034 CSRFT3 Fl. 171 3 Cuidase de pedido de reconhecimento de direito creditório decorrente de recolhimentos indevidos mediante a aplicação de alíquotas superiores a 0,5% vinculados aos fatos geradores do período de 31/12/1990 e 31/03/1992. Foi protocolizado o pedido de compensação em 31/07/2000. Assim, não assiste razão à PGFN, pois, com a edição da Lei Complementar 118/2005, o seu artigo 3º foi debatido no âmbito do STJ no Resp 327043/DF, que entendeu tratarse de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do STJ decidiram que as ações propostas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Na mesma toada, de acordo com a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a pagamentos e pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), é de cinco anos para a homologação do pagamento antecipado, acrescido de mais cinco para pleitear o indébito, em conformidade com a cognominada tese dos cinco mais cinco, sendo, portanto, de dez anos o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido. Assim, visto que a interessada protocolizou seu pedido de compensação em 31/07/2000, os pagamentos referentes aos fatos geradores anteriores a 10 anos dessa data estariam com o eventual direito de restituição extinto, tendo em vista terem sido alcançados pela prescrição,o que não ocorreu in casu, pois o fato gerador mais remoto foi em dezembro de 1990. Portanto, em que pese a minha total discordância com tal entendimento, com fulcro no art. 62A do Anexo II à Portaria MF nº 256/09 (RICARF), deve ser reconhecida a aplicabilidade da tese dos cinco mais cinco. No presente caso, não existe nenhum período cujo direito a se pleitear a repetição esteja prescrito. Ante o exposto voto por negar provimento do recurso interposto pela Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 171DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13888.000701/0016 Acórdão n.º 9303003.034 CSRFT3 Fl. 172 4 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/07/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10935.906299/2012-62
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 22/07/2011
Recurso Voluntário não conhecido
A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
Numero da decisão: 3802-003.266
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 22/07/2011 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10935.906299/2012-62
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5372844
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.266
nome_arquivo_s : Decisao_10935906299201262.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10935906299201262_5372844.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5589674
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030097510400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 11 1 10 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.906299/201262 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802003.266 – 2ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente L A G MATERIAIS DE CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 22/07/2011 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 62 99 /2 01 2- 62 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3a Turma da DRJ/CTA, a qual, por unanimidade de votos julgou pelo não acolhimento da manifestação de inconformidade apresentada. Em ato contínuo, o despacho decisório pela DRF de Cascavel/PR, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do PER/DCOMP, devido à inexistência de crédito pleiteado, já que o pagamento de PIS/PASEP, do período acima indicado, estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte o mesmo fato gerador, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 22/07/2011 PIS/PASEP. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PERD/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE NORMAS VIGENTES JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da COFINS, sem a exclusão do ICMS da base de cálculo, já que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998 não pode ser alargado ao ponto de abranger o conceito de ingresso. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que a matéria posta para análise – inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, não está afeta à competência desse Fl. 54DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.906299/201262 Acórdão n.º 1802003.266 S1TE02 Fl. 12 3 colegiado, já que não é permitido aos Conselheiros do CARF se pronunciarem sobre os aspectos constitucionais de lei tributária. É de rigor a aplicação da Súmula CARF nº 02 que determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Precedentes: Acórdão nº 10194876, de 25/02/2005 Acórdão nº 10321568, de 18/03/2004 Acórdão nº 10514586, de 11/08/2004 Acórdão nº 10806035, de 14/03/2000 Acórdão nº 10246146, de 15/10/2003 Acórdão nº 20309298, de 05/11/2003 Acórdão nº 201 77691, de 16/06/2004 Acórdão nº 20215674, de 06/07/2004 Acórdão nº 20178180, de 27/01/2005 Acórdão nº 20400115, de 17/05/2005. Portanto, pelas razões por mim aqui expostas, NÃO CONHEÇO do recurso ora interposto (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 55DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10935.906235/2012-61
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 15/01/2008
Recurso Voluntário não conhecido
A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
Numero da decisão: 3802-003.202
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 15/01/2008 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10935.906235/2012-61
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5372763
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-003.202
nome_arquivo_s : Decisao_10935906235201261.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10935906235201261_5372763.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5589491
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030107996160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 11 1 10 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.906235/201261 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802003.202 – 2ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente L A G MATERIAIS DE CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/01/2008 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 62 35 /2 01 2- 61 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3a Turma da DRJ/CTA, a qual, por unanimidade de votos julgou pelo não acolhimento da manifestação de inconformidade apresentada. Em ato contínuo, o despacho decisório pela DRF de Cascavel/PR, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do PER/DCOMP, devido à inexistência de crédito pleiteado, já que o pagamento de PIS/PASEP, do período acima indicado, estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte o mesmo fato gerador, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/01/2008 PIS/PASEP. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PERD/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE NORMAS VIGENTES JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da COFINS, sem a exclusão do ICMS da base de cálculo, já que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998 não pode ser alargado ao ponto de abranger o conceito de ingresso. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que a matéria posta para análise – inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, não está afeta à competência desse Fl. 56DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.906235/201261 Acórdão n.º 1802003.202 S1TE02 Fl. 12 3 colegiado, já que não é permitido aos Conselheiros do CARF se pronunciarem sobre os aspectos constitucionais de lei tributária. É de rigor a aplicação da Súmula CARF nº 02 que determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Precedentes: Acórdão nº 10194876, de 25/02/2005 Acórdão nº 10321568, de 18/03/2004 Acórdão nº 10514586, de 11/08/2004 Acórdão nº 10806035, de 14/03/2000 Acórdão nº 10246146, de 15/10/2003 Acórdão nº 20309298, de 05/11/2003 Acórdão nº 201 77691, de 16/06/2004 Acórdão nº 20215674, de 06/07/2004 Acórdão nº 20178180, de 27/01/2005 Acórdão nº 20400115, de 17/05/2005. Portanto, pelas razões por mim aqui expostas, NÃO CONHEÇO do recurso ora interposto (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 15504.001499/2007-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2006
RELATÓRIO DE REPRESENTANTES LEGAIS- REPLEG. MEDIDA ADMINISTRATIVA.
Constitui peça de instrução do processo administrativo-fiscal previdenciário o Anexo REPLEG, que lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de autuação, medida meramente administrativa, com a finalidade de subsidiar a Procuradoria da Fazenda Nacional em eventual necessidade de execução judicial.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. AUSÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. CONTAGEM PELA REGRA DO INCISO I DO ART. 173 DO CTN.
Inexistindo antecipação de recolhimento das contribuições sociais, a contagem do prazo decadencial tem como marco inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que os tributos poderiam ter sido lançados.
IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO JURÍDICO UTILIZADO NO MOMENTO DO LANÇAMENTO.
Nos termos dos arts. 145 e 146 do CTN, não é possível alterar o fundamento jurídico utilizado no lançamento, com o objetivo de preservar a segurança jurídica do contribuinte.
LANÇAMENTO. RELATÓRIO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO PRECISA DOS FATOS E DA SUA SUBSUNÇÃO À NORMA JURÍDICA.
O lançamento fiscal deve descrever de forma clara e precisa a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. A mera descrição dos fatos, sem a indicação precisa das suas conseqüências jurídicas, não é suficiente para a subsistência do lançamento.
CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SESI.
É devido o recolhimento da contribuição destinada para o SESI por empresa prestadora de serviço de transporte ferroviário, nos termos do art. 3º do Decreto-Lei nº 9.403/46.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2401-003.228
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. II) Pelo voto de qualidade, rejeitar a argüição de decadência das contribuições para o SESI. Vencidos os conselheiros Carolina Wanderley Landim (relatora), Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que reconheciam a decadência destas contribuições até a competência 11/2002. III) Por maioria de votos, para as demais contribuições, declarar a decadência até a competência 11/2002. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, que rejeitava a argüição de decadência. IV) Por unanimidade de votos, rejeitar o pedido de exclusão dos nomes dos Diretores do Relatório de Representantes Legais- REPELEG. V) Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para declarar improcedente as cobranças com base nos levantamentos PLR. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, que declarava a nulidade destes levantamentos por vício formal. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Carolina Wanderley Landim - Relatora
Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim, Igor Araújo Soares, Kleber Ferreira de Araújo e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2006 RELATÓRIO DE REPRESENTANTES LEGAIS- REPLEG. MEDIDA ADMINISTRATIVA. Constitui peça de instrução do processo administrativo-fiscal previdenciário o Anexo REPLEG, que lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de autuação, medida meramente administrativa, com a finalidade de subsidiar a Procuradoria da Fazenda Nacional em eventual necessidade de execução judicial. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. AUSÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. CONTAGEM PELA REGRA DO INCISO I DO ART. 173 DO CTN. Inexistindo antecipação de recolhimento das contribuições sociais, a contagem do prazo decadencial tem como marco inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que os tributos poderiam ter sido lançados. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO JURÍDICO UTILIZADO NO MOMENTO DO LANÇAMENTO. Nos termos dos arts. 145 e 146 do CTN, não é possível alterar o fundamento jurídico utilizado no lançamento, com o objetivo de preservar a segurança jurídica do contribuinte. LANÇAMENTO. RELATÓRIO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO PRECISA DOS FATOS E DA SUA SUBSUNÇÃO À NORMA JURÍDICA. O lançamento fiscal deve descrever de forma clara e precisa a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. A mera descrição dos fatos, sem a indicação precisa das suas conseqüências jurídicas, não é suficiente para a subsistência do lançamento. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SESI. É devido o recolhimento da contribuição destinada para o SESI por empresa prestadora de serviço de transporte ferroviário, nos termos do art. 3º do Decreto-Lei nº 9.403/46. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15504.001499/2007-53
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5373840
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 02 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2401-003.228
nome_arquivo_s : Decisao_15504001499200753.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CAROLINA WANDERLEY LANDIM
nome_arquivo_pdf_s : 15504001499200753_5373840.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. II) Pelo voto de qualidade, rejeitar a argüição de decadência das contribuições para o SESI. Vencidos os conselheiros Carolina Wanderley Landim (relatora), Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que reconheciam a decadência destas contribuições até a competência 11/2002. III) Por maioria de votos, para as demais contribuições, declarar a decadência até a competência 11/2002. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, que rejeitava a argüição de decadência. IV) Por unanimidade de votos, rejeitar o pedido de exclusão dos nomes dos Diretores do Relatório de Representantes Legais- REPELEG. V) Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para declarar improcedente as cobranças com base nos levantamentos PLR. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, que declarava a nulidade destes levantamentos por vício formal. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Elias Sampaio Freire - Presidente Carolina Wanderley Landim - Relatora Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim, Igor Araújo Soares, Kleber Ferreira de Araújo e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
id : 5595030
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030117433344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2410; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 689 1 688 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.001499/200753 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401003.228 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de outubro de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FERROVIA CENTRO ATLANTICA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2006 RELATÓRIO DE REPRESENTANTES LEGAIS REPLEG. MEDIDA ADMINISTRATIVA. Constitui peça de instrução do processo administrativofiscal previdenciário o Anexo REPLEG, que lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de autuação, medida meramente administrativa, com a finalidade de subsidiar a Procuradoria da Fazenda Nacional em eventual necessidade de execução judicial. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. AUSÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. PRAZO DECADENCIAL. CONTAGEM PELA REGRA DO INCISO I DO ART. 173 DO CTN. Inexistindo antecipação de recolhimento das contribuições sociais, a contagem do prazo decadencial tem como marco inicial o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que os tributos poderiam ter sido lançados. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO JURÍDICO UTILIZADO NO MOMENTO DO LANÇAMENTO. Nos termos dos arts. 145 e 146 do CTN, não é possível alterar o fundamento jurídico utilizado no lançamento, com o objetivo de preservar a segurança jurídica do contribuinte. LANÇAMENTO. RELATÓRIO FISCAL. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO PRECISA DOS FATOS E DA SUA SUBSUNÇÃO À NORMA JURÍDICA. O lançamento fiscal deve descrever de forma clara e precisa a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária. A mera descrição dos fatos, sem a indicação precisa das suas conseqüências jurídicas, não é suficiente para a subsistência do lançamento. CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SESI. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 14 99 /2 00 7- 53 Fl. 781DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 2 É devido o recolhimento da contribuição destinada para o SESI por empresa prestadora de serviço de transporte ferroviário, nos termos do art. 3º do DecretoLei nº 9.403/46. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. II) Pelo voto de qualidade, rejeitar a argüição de decadência das contribuições para o SESI. Vencidos os conselheiros Carolina Wanderley Landim (relatora), Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, que reconheciam a decadência destas contribuições até a competência 11/2002. III) Por maioria de votos, para as demais contribuições, declarar a decadência até a competência 11/2002. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, que rejeitava a argüição de decadência. IV) Por unanimidade de votos, rejeitar o pedido de exclusão dos nomes dos Diretores do Relatório de Representantes Legais REPELEG. V) Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para declarar improcedente as cobranças com base nos levantamentos PLR. Vencida a conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, que declarava a nulidade destes levantamentos por vício formal. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Kleber Ferreira de Araújo. Elias Sampaio Freire Presidente Carolina Wanderley Landim Relatora Kleber Ferreira de Araújo – Redator Designado Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim, Igor Araújo Soares, Kleber Ferreira de Araújo e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 782DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 690 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, apresentado às fls. 624653, interposto contra a decisão proferida pela 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG), às fls. 500521, que julgou parcialmente procedente o lançamento fiscal constante do Auto de Infração DEBCAD n. 37.027.0240, relativamente ao período compreendido entre 10/2000 a 13/2006, cuja ciência ocorreu em 11/12/2007. Considerando a exoneração do crédito tributário pela decisão impugnada, a DRJ submeteu a decisão à revisão de ofício, cujas razões foram posteriormente trazidas pela PGFN. De acordo com o Relatório Fiscal de Lançamento de Débito (fls. 224230), a cobrança ora discutida tem origem nos seguintes fatos: 1. Participação nos lucros para Empregados A Fiscalização constatou que a Recorrente efetuou, nos anos de 2002 e 2003, pagamentos a título de PLR a seus empregados, ressaltando, em relação à distribuição de lucros do ano de 2003, que: 2.1. Para o ano de 2003, não consta previsão para pagamento de PLR, uma vez que não foram estabelecidas e pactuadas previamente entre empresa, empregados e sindicatos, acordo ou convenção coletiva para este fim, portanto, os valores pagos correspondentes a 2003 constituemse em salário de contribuição. 2.2. Conforme Ata de Reunião Extraordinária da Diretoria, realizada em 31/07/2003, foi aprovada pagamento em julho/2003, de 0,5 (meio) salário como adiantamento de PR (participação Resultados). Quanto aos pagamentos efetuados no ano de 2002, relativos à PLR, os Fiscais reconheceram que tais pagamentos foram realizados com base em Acordo Coletivo de Trabalho. No entanto, em observância aos documentos entregues pelo contribuinte, ora Recorrente, no decorrer da fiscalização, algumas observações foram realizadas, senão vejamos. 2.3 Com relação ao ano de 2002 o PLR foi previsto em Acordo Coletivo de Trabalho. Contudo, consta da Ata de Reunião entre a comissão dos empregados do Programa de Remuneração Variável da FCA e a Ferrovia Centro Atlântica S/A do dia 18/02/2003 as seguintes considerações: 2.3.1 A Empresa informou que ficou prejudicado qualquer pagamento do programa relativo ao ano 2002, a título de adiantamento, por motivo de não cumprimento de metas. Fl. 783DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 4 2.3.2 Os representantes dos empregados refutaram tal afirmação da empresa alegando que as metas não foram negociadas durante o exercício de 2002. 2.3.3 Em razão do impasse ficou acordado a manutenção do adiantamento mais o pagamento de 50% do salário nominal. Anexa planilha onde consta os valores pagos, nome dos beneficiários e competência. Diante da suposta inobservância aos requisitos previstos na Lei nº 10.101/2000, os Fiscais concluíram pela inclusão dos valores pagos a título de Participação nos Lucros ou Resultados, nos anos de 2002 e 2003, no salário de contribuição, conforme se verifica do trecho conclusivo do relatório fiscal a esse respeito: 3. (...) A intitulada PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS (PLR) foi paga pela empresa em desacordo com os artigos 2° e 3° reproduzidos acima, como se pode observar pela análise das cláusulas constantes dos mencionados acordos: • Ausência de prévia negociação entre a empresa e seus empregados onde deveriam constar as regras quanto à fixação de princípios, critérios, condições para o efetivo pagamento da PLR; 2.Contribuições para o SESI Em relação ao pagamento das contribuições devidas para o SESI, incidentes sobre a folha de pagamento dos empregados, os Fiscais alegaram que a Recorrente deixou de efetuar tal recolhimento no período de 10/2000 a 12/2006, incluindo aquele referente ao pagamento do 13º salário. Segundo os Fiscais, a Recorrente não possui convênio com o SESI e alegou não estar sujeita ao pagamento das contribuições ao SESI por força de acórdão proferido pelo Tribunal Federal de Recursos, publicado no Diário da Justiça do dia 02 de julho de 1971. Ocorre, contudo, que o referido acórdão foi proferido nos autos de processo que tinha como parte a arrendada Rede Ferroviária Federal S/A, de modo que a coisa julgada formada naquele processo não é apta a prejudicar nem beneficiar terceiros, como, por exemplo, a ora Recorrente. Nesse sentido, conclui a Fiscalização: 4.3 Sendo assim, a empresa não pode estender a ela o beneficio do Acórdão em referência, sendo devidas todas as contribuições incidentes sobre pagamentos efetuados a todos os seus empregados, conforme planilha do salário de contribuição em anexo. 3. Representação para fins penais. Os Fiscais consideraram que a ausência de informação dos valores mencionados em GFIP configuraria crime contra a seguridade social, de modo que registraram a necessidade de envio das informações apuradas neste processo para que as autoridades competentes pudessem adotar as providências cabíveis. Fl. 784DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 691 5 4. Formação de grupo econômico Consta ainda no Relatório Fiscal, a existência de grupo econômico, formado entre a Recorrente e a Mineração Tacumã Ltda., além da listagem dos responsáveis pela empresa, conforme demonstra a Relação de Representantes Legais (REPELEG). DA IMPUGNAÇÃO A Autuada foi notificada em 11/12/2007 e apresentou impugnação às fls. 272292, através da qual alegou: 1. A necessidade de exclusão dos corresponsáveis · A Autuada informou que o STJ se manifesta de forma pacífica quanto à possibilidade de os Diretores responderem, por substituição, pelos créditos correspondentes à obrigação tributária apenas quando resultante de ato ou fato praticado com excesso de poderes ou com infração à lei, contrato social ou estatuto. · Assim, considerando que não consta nos autos qualquer fundamentação legal ou justificativa fática para tal inclusão, requereu a exclusão dos diretores relacionados na autuação. 2. Da decadência · A Autuada afirmou que teve ciência do Auto de Infração no dia 11/12/2007, de modo que, nos termos do art. 150, §4º c/c 156, V, ambos do CTN, estariam decaídas as parcelas anteriores a 12/2002. 3. Participação dos empregados nos lucros ou resultados · A Impugnante alegou que a distribuição de lucros poderia ser feita através de instrumento coletivo (acordo ou convenção) ou por meio de comissão de negociação e ressalta que, no caso ora analisado, a empresa detinha os dois. 4. Contribuições para o SESI · A Autuada argumentou que presta serviço de transporte ferroviário, não sendo possível vinculála como indústria, além da impossibilidade de percepção de vantagem oriunda da prestação de serviços ou apoio institucional da beneficiária. · Alegou, ainda, que obteve êxito no afastamento definitivo das contribuições sociais destinadas ao SESI, sob o argumento da inexistência de atividade industrial nas operações da companhia relacionadas com o serviço público de transportes. DA DILIGÊNCIA Fl. 785DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 6 A DRJ determinou o retorno dos autos à Unidade de Origem com o objetivo de que a autoridade notificante se manifestasse sobre três pontos, quais sejam: 2. Se, ao consignar como inexistente a previsão para pagamento de PLR referente 2003 em Acordo ou Convenção Coletiva, levou em consideração o disposto na cláusula 3ª do ACT 2002/2003, juntado às fls. 237/261 ou às fls. 305/316; 3. Se, ainda, para concluir pela inocorrência da previsão referenciada no item 1, observou a existência de Comissão de Empregados do Programa de Participação nos Lucros ou Resultados da FCA, prevista na Lei n° 10.101/2000; 4. Que elementos constatados propiciam a conclusão pela configuração de grupo econômico e por qual razão não se observou o disposto no artigo 749 da Instrução Normativa n° 03, de 14/072005. A DRJ requereu, ainda, a juntada do Relatório de Lançamentos, que não tinha sido anexada aos autos pela autoridade notificante, embora tenha sido disponibilizado pela Impugnante, ora Recorrente. Em cumprimento à diligência, foi juntado aos autos o Relatório de Lançamento, fls. 351409, bem como Relatório Fiscal Complementar, aduzindo, em síntese, que: (i) em relação ao ano de 2003, a Recorrente não apresentou memória de cálculo e demonstrativo das aferições de cumprimento de metas; (ii) os representantes da comissão de empregados assinaram as atas referentes ao PLR; (iii) identificouse a existência de grupo econômico, uma vez que, em 2003, a totalidade das ações da FCA detidas pela CSN foram vendidas à Mineração Tucumã Ltda. Intimada a se manifestar sobre o Relatório Fiscal Complementar, a FCA, além de trazer alguns argumentos que já tinham sido objeto da impugnação, alegou a impossibilidade de inovação dos fundamentos fáticos do lançamento em relação à distribuição de lucros ocorrida no ano de 2003. Isso porque, de acordo com o Relatório Fiscal Original, os Fiscais entenderam pela tributação da PLR apenas por conta da ausência de previsão em instrumento de negociação. Por conta disso, no entender da Recorrente, não poderia a Fiscalização, ao apresentar o Relatório Fiscal Complementar, alegar que a autuação se fundamentou na ausência de memória de cálculo e demonstrativos das aferições de cumprimentos de metas. Eventualmente, afirmou, que, ainda que se entendesse possível alterar o fundamento da autuação, também não teria razão o Fisco, uma vez que bastava a solicitação da memória de cálculos e dos referidos demonstrativos, o que, durante todo o processo administrativo, não foi sequer alvo de requerimento por parte dos Fiscais. A Recorrente sustentou, por fim, que o plano de metas não é uma exigência legal, já que a lei apenas determina que devam ser estabelecidas regras claras e objetivas para fixação da PLR, podendo, para tanto, ser considerado o plano de metas. IMPUGNAÇÃO DA MINERAÇÃO TACUMÃ LTDA. Fl. 786DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 692 7 A Mineração Tacumã Ltda., devidamente intimada, apresentou impugnação de fls. 448470, por meio da qual alegou, preliminarmente, a nulidade: (i) por ausência de fundamentação, pois a suposta responsabilidade solidária teve por base apenas o fato de ela fazer parte do mesmo grupo econômico da FCA; (ii) por ausência de cópia do Auto de Infração, pois a manifestante recebeu apenas uma lista das NFLD’s e AI’s que estavam lhe sendo imputados na suposta qualidade de responsável solidária. Em seguida, a Impugnante alegou a inconstitucionalidade do art. 30, IX da Lei 8.212/91, fundamento legal que embasou a existência de grupo econômico, bem como a decadência do crédito tributário, visto que foi notificada em 29/07/2008 e, sendo o prazo decadencial de cinco anos, nos termos do art. 150, §4º do CTN, estão decaídos os fatos geradores ocorridos antes de 29/07/2003. Informou, por fim, que não participou direta e ativamente da administração da FCA e, portanto, não tinha sequer conhecimento dos fatos, dos quais apenas tomou conhecimento através dos advogados da FCA para apresentar a defesa neste processo. Em seguida, reiterou os argumentos trazidos pela FCA. DO ACÓRDÃO DA DRJ Instada a se manifestar acerca da matéria, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) entendeu por bem julgar procedente em parte a autuação. Inicialmente, ao apreciar a formação do grupo econômico, concluiu conforme o trecho da ementa abaixo transcrito: GRUPO ECONÔMICO. Para a configuração de grupo econômico há necessidade de convergência de vários indícios e elementos fáticos. A mera participação societária majoritária de uma empresa em outra não é capaz, por si só, de ensejar a constituição do grupo. A partir do exame da documentação contida nos autos, insubsistente a configuração de grupo econômico e consequentemente, a responsabilização da entidade arrolada como solidária, excluindoa do pólo passivo do lançamento. Ao analisar a inserção dos diretores no Relatório de Representantes Legais da Empresa, a DRJ explicou que o arrolamento não tem por escopo atribuir aos diretores a responsabilidade pela obrigação tributária, mas sim relacionar todas as pessoas físicas e jurídicas, representantes legais do sujeito passivo, indicando a qualificação e o período de autuação de cada um deles. Em relação à alegação de decadência de parte dos créditos envolvidos, a DRJ entendeu pela aplicação do art. 173, I do CTN, considerando que não houve pagamento, o que impossibilita eventual homologação por parte do Fisco. Sendo assim, considerou que o prazo decadencial só poderia ser contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, de modo que entendeu decaído o período compreendido entre 10/2000 e 11/2001. Fl. 787DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 8 A DRJ também concluiu que são devidas as contribuições destinadas ao SESI, pois o dispositivo legal que disciplina a incidência destas contribuições (art. 3º do DecretoLei nº 9.403/46) estabelece que, além de ser devido o recolhimento pelos estabelecimentos industriais, são devidos também pelos estabelecimentos prestadores de serviço de transporte, justamente, o caso da FCA. Ressaltou, ainda, sobre as contribuições destinadas ao SESI, que não sendo a FCA parte do processo judicial mencionado, ela não poderia pleitear a aplicação dos efeitos da coisa julgada em seu favor. Já em relação à participação nos lucros e resultados, a DRJ se manifestou pela necessidade de o acordo para distribuição da participação dos lucros ser objeto de negociação entre a empresa e seus empregados com comissão escolhida pelas partes, por representante indicado pelo sindicato da categoria, devendo o instrumento ter regras claras e objetivas. Ressaltou, ainda, a necessidade de previsão do pagamento como requisito necessário à legitimidade do programa, bem como a especificação de critérios e condições a serem cumpridos pelas partes, acompanhados da respectiva forma de aferição. Ao analisar o presente caso, vejamos o raciocínio desenvolvido pela DRJ: No caso presente, a defesa ressalta que detinha os dois instrumentos de negociação previstos na legislação: o Acordo e a Comissão e enfatiza o caráter espontâneo do pagamento da PLR. Ocorre que apenas a previsão em acordo coletivo de trabalho ou a atuação de comissão representante das Partes não é procedimento bastante para enquadrar o pagamento da participação nos lucros e resultado da empresa nos pressupostos previstos na Lei. [...] De acordo com o demonstrado nos autos, para o ano de 2002, as regras não foram pactuadas previamente com os empregados. A empresa, em reunião realizada em fevereiro de 2003, considerou a meta de geração de caixa que, segundo ela, era utilizada como gatilho para pagamento da PLR desde 1997. Os empregados relutaram contra tal decisão afirmando que as metas não foram negociadas. A empresa, então, não apenas manteve o adiantamento pago em agosto de 2002 (50% do salário nominal), como também consentiu em pagar até 28/02/2003 outra parcela, novamente 50% do salário nominal, sem qualquer vinculação com o resultado obtido. A alegação da defesa, de que tendo as metas sido atendidas em parte, no ano de 2002, e, assim, apenas o pagamento de 50% do valor inicialmente pactuado restou acordado, não condiz com as informações registradas na ata da reunião de 18/02/2003, abaixo transcritas. Nessa ata, resta claro, como já mencionado, que a empresa, decidindo de forma totalmente desvinculada do resultado obtido, não só deixou de descontar o adiantamento feito aos empregados em agosto de 2002 (50% do salário nominal), como acordou em pagar outra parcela de mesmo valor. "(...)Iniciados os trabalhos, os representantes da FCA demonstraram que a meta de geração de caixa em 2002 ficou em Fl. 788DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 693 9 33,22%, valor bem abaixo da meta, sendo que a geração de caixa, desde 1997 é utilizada como gatilho para os Pagamentos Previstos no Programa, sendo portanto informado também que os empregados, a princípio, deveriam devolver a parcela recebida em agosto de 2002 a título de adiantamento. Os representantes dos empregados refutaram tal afirmação alegando que as metas não foram negociadas durante o exercício de 2002. Em razão do impasse criado restou definir que a solução seria negocial, tendo os representantes solicitado o pagamento de 88% do salário nominal para a quitação dos valores devidos em função do Programa, além dos valores já adiantados em agosto/2002. A empresa apresentou então uma contraproposta: (a) pagamento de 50% do salário nominal, além dos valores já adiantados até o dia 28 de fevereiro de 2003; (..)". Com relação ao ano de 2003, do Acordo Coletivo de Trabalho 2003/2004, vigência 01/09/2003 a 31/08/2004, não consta previsão para pagamento de PLR. Entretanto, vêse que de reunião ocorrida em 29/08/2003, participou a comissão de empregados do programa PLR da Ferrovia, o que atende satisfatoriamente a exigência prevista no art. 2º, inciso I da Lei nº 10.101/2000. Observase que na referida reunião a Ferrovia apresenta os novos indicadores que comporão a metodologia do Programa de Remuneração Variável de 2003 e propõe que seja adiantado o valor de 50% do saláriobase e assume que, caso não ocorra o atingimento das metas, este adiantamento não será descontado dos empregados, constituindose em risco exclusivo dela. Em março/2004, nova reunião aconteceu, presente a comissão dos empregados, onde a Ferrovia informou, conforme regras pactuadas, que os resultados alcançados foram insatisfatórios, inviabilizando qualquer pagamento da PLR em 2003. Manteve, no entanto, o compromisso de não descontar dos empregados os valores de adiantamento de 50% do saláriobase pagos em setembro de 2003. Assim, diante dos fatos narrados em linhas acima, a DRJ concluiu que, nos anos de 2002 e 2003, o resultado obtido foi insatisfatório e inexistiam critérios e condições previamente ajustados. Por fim, e em relação à aplicabilidade das multas, a DRJ entendeu que não é possível definir a multa mais benéfica no decorrer da fase do contencioso administrativo, mas sim no momento em que o pagamento for postulado pelo contribuinte. DO RECURSO VOLUNTÁRIO E MANIFESTAÇÃO AO RECURSO DE OFÍCIO A FCA interpôs recurso alegando, de início, o não cabimento do Recurso de Ofício, pois este só seria cabível se restasse verificada exoneração do sujeito passivo em relação ao pagamento de tributo e encargos de multa em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Fl. 789DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 10 Afirmou, ainda, que, no caso em análise, computandose a multa no percentual de 30%, nos termos do art. 35 da Lei 8.212/91, houve no julgamento da DRJ a exclusão do montante total, incluindo obrigações principais e acessórias, de R$ 809.451,36. Irresignada com a parcela da decisão acima lhe foi desfavorável, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário às fls. 624653, reiterando os termos da impugnação e da manifestação ao Relatório Fiscal Complementar. DO RECURSO DE OFÍCIO E CONTRARRAZÕES AO RECURSO VOLUNTÁRIO Em seguida, a PGFN apresentou as razões do Recurso de Ofício e Contrarrazões ao Recurso Voluntário. Inicialmente, afirmou que os juros devem ser considerados no cálculo do montante estimado para análise da configuração da hipótese de recurso de ofício por tratarse de encargo acessório do tributo. Nas contrarrazões ao Recurso Voluntário, alegou, em síntese, que: (i) é devida a manutenção do Relatório de Representantes legais, uma vez que o documento é meramente informativo; (ii)a aplicação do art. 173, inciso I, do CTN, para contagem do prazo decadencial, diante da inexistência de pagamento parcial; (iii) a ausência de regras claras e objetivas para a fixação na participação dos lucros nos anos de 2002 e 2003, que impossibilitam os trabalhadores conhecerem previamente os objetivos a serem cumpridos para a percepção dos lucros; (iv) é devida a contribuição ao SESI por tratarse de empresa de transporte, nos termos do art. 3º do DecretoLei nº 9.403/46. É o relatório. Fl. 790DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 694 11 Voto Vencido Conselheira Carolina Wanderley Landim, Relatora. Recurso tempestivo. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso interposto. Passamos, então, à análise das questões trazidas nos Recursos de Ofício e Voluntário, que ora serão examinadas. 1. Cabimento do Recurso de Ofício A Recorrente alega que para o cabimento do Recurso de Ofício devem ser considerados os valores exonerados apenas a título de tributo e de encargos de multa, cujo somatório deve ser superior a um milhão de reais, como determina a Portaria MF nº 3 de 03/01/20081; o que, no seu entender, não restou configurado no caso ora analisado. A PGFN, no entanto, afirma que os juros também são encargos acessórios ao tributo, vez que o crédito tributário é composto pelo tributo, juros e multa, nos termos do art. 161 do CTN, devendo o valor exonerado a título de juros ser considerado para a análise do cabimento, ou não, do Recurso de Ofício. Analisando o teor do artigo 1o da Portaria MF n. 3/2008, verificase que o recurso de ofício deve ser apreciado sempre que a exoneração do sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa ultrapassar R$ 1.000.000,00. Não há, assim, previsão de inclusão dos juros moratórios no cálculo do limite de alçada, diante do que deve ser rejeitado o recurso de ofício. 2. Decadência Conforme acima assinalado, tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito correspondente à ausência de recolhimento: (i) das contribuições previdenciárias sobre os montantes distribuídos aos empregados, a título de participação no lucro da empresa, nas competências de 02/2002, 08/2002, 02/2003 e 09/2003; (ii) das contribuições destinadas para o SESI no período compreendido entre as competências de 10/2000 a 12/2006. Tendo em vista o período dos débitos lançados, a DRJ entendeu por bem aplicar o art. 173, inciso I, do CTN, considerando como termo inicial para contagem do prazo decadencial o primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, diante da suposta inexistência de pagamento antecipado das rubricas que são objeto da autuação. 1Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo. Fl. 791DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 12 Desse modo, considerando que a contribuinte, ora Recorrente, havia sido cientificada do lançamento em 11/12/2007, reconheceu a decadência das contribuições lançadas no período de 10/2000 a 11/2001. Ocorre que, no caso em análise, embora não se verifique o pagamento específico das rubricas autuadas – PLR e SESI, a Recorrente afirma ter recolhido as contribuições previdenciárias sobre as parcelas de caráter salarial, as quais entende devidas, sendo inquestionável a existência de pagamento a ser homologado. De fato, da análise da íntegra dos autos, verificase que a fiscalização analisou Guias de Recolhimento da Previdência Social – GPS do período fiscalizado (vide Relatório Fiscal às fls. 224 e TEAF às fls. 208), diante do que é possível afirmar a existência de pagamento antecipado passível de ser homologado, nos termos do artigo 150, § 4o do CTN. Sobre a aplicação do artigo 150, §4o do CTN aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando antecipado o pagamento do tributo, convém transcrever manifestação do Superior Tribunal de Justiça: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. DECADÊNCIA. CINCO ANOS CONTADOS DO FATO GERADOR. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os artigos 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. "Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CNT). Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN" (REsp n. 183.603/SP, Rel. Min, Eliana Calmon, DJ de 13.08.2001). Embargos de divergência acolhidos. (STJ, EREsp, 278727/DF, Rel. Ministro FRANCIULLI NETTO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 27/08/2003, DJ 28/10/2003, p. 184). Entendo, portanto, que, no caso ora analisado, deve ser aplicado o art. 150, §4º, do CTN, de modo que o termo inicial para contagem do prazo decadencial corresponda à data da ocorrência do fato gerador. Desse modo, concluo que, quando da ciência da Recorrente acerca do lançamento fiscal – 11/12/2007, os débitos lançados de 10/2000 a 11/2002 já se encontravam decaídos, a teor do art. 150, §4º do Código Tributário Nacional. Sendo assim, além das contribuições destinadas para o SESI, no período compreendido entre as competências de 10/2000 a 11/2002, estava também decaída a parcela Fl. 792DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 695 13 de contribuições previdenciárias sobre os montantes distribuídos aos empregados, a título de participação no lucro da empresa, no ano de 2002. 3. Relatório REPLEG A Recorrente reitera o pedido de exclusão dos nomes dos Diretores do Relatório de Representantes Legais – REPLEG, uma vez que não restou comprovado que eles agiram com excesso de poder ou infringiram a lei. Entretanto, tal alegação não merece prosperar. Isto porque, a existência do Relatório de Representantes Legais não estabelece a vinculação dos representantes na condição de devedores. A responsabilização é da pessoa jurídica em que foi lavrado o Auto de Infração e não dos seus sócios e gerentes, que, por serem representantes legais do sujeito passivo, constam no relatório apenas para o cumprimento das formalidades exigidas pela Administração. Inclusive, esse entendimento já foi pacificado por esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais com a edição da súmula nº 88. Vejamos: Súmula CARF nº 88: “A Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais – RepLeg” e a “Relação de Vínculos – VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa. Sendo assim, considerando que a existência do relatório tem caráter meramente informativo, entendo pela sua manutenção. 4. PLR dos anos de 2002 e 2003 Diante da aplicação da decadência aos períodos até novembro de 2002, restaram no lançamento dois pagamentos realizados a título de PLR – um relativo ao mês de fevereiro de 2003, que se refere ao programa do ano de 2002; e outro relativo ao mês de setembro de 2003, que diz respeito à antecipação da PLR devida quanto ao ano de 2003. Passemos, assim, à análise dos argumentos levantados pela autoridade fiscal para motivar a autuação. 2002 Como se sabe, o art. 10, III, do Decreto nº 70.235 de 1972, estabelece a motivação como requisito material de validade do auto de infração, sem o qual a autuação se torna nula. Até porque, nos termos do art. 142 do CTN, para que haja a constituição do crédito tributário, é necessária a configuração da materialidade do tributo. Assim, quando não há descrição suficiente dos fatos que permita com clareza identificar a configuração do elemento material que faz nascer a obrigação tributária, o lançamento está viciado, pois o crédito não foi devidamente definido. Fl. 793DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 14 O presente Conselho já se manifestou nesse sentido. Vejamos: QUALIFICAÇÃO DO VÍCIO DA NULIDADE. VÍCIO MATERIAL QUE SE CARACTERIZA NA AUSÊNCIA OU INSUFICIÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE FATO E DE DIREITO DO ATO ADMINISTRATIVO. Quando o ato administrativo do lançamento traz fundamentação legal equivocada (pressuposto de direito) e/ou quando a descrição dos fatos trazida pela fiscalização (pressuposto de fato) é omitida ou deficiente, temos configurado um vício de motivação ou vício material. Lançamento Anulado por Vício Material. Carf, Relator Mauro José Silva, Acórdão 2301003.426 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária. Data: 14/03/2013. Passamos, então, à análise do plano referente ao ano de 2002. Quanto ao referido ano (2002), a autoridade lançadora, em seu breve relatório fiscal, afirma o seguinte: 2.3 Com relação ao ano de 2002 o PLR foi previsto em Acordo Coletivo de Trabalho. Contudo, consta da Ata de Reunião entre a comissão dos empregados do Programa de Remuneração Variável da FCA e a Ferrovia Centro Atlântica S/A do dia 18/02/2003 as seguintes considerações: 2.3.1 A Empresa informou que ficou prejudicado qualquer pagamento do programa relativo ao ano 2002, a título de adiantamento, por motivo de não cumprimento de metas. 2.3.2 Os representantes dos empregados refutaram tal afirmação da empresa alegando que as metas não foram negociadas durante o exercício de 2002. 2.3.3 Em razão do impasse ficou acordado a manutenção do adiantamento mais o pagamento de 50% do salário nominal. Anexa planilha onde consta os valores pagos, nome dos beneficiários e competência. 3. (...) A intitulada PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS (PLR) foi paga pela empresa em desacordo com os artigos 2° e 3° reproduzidos acima, como se pode observar pela análise das cláusulas constantes dos mencionados acordos: • Ausência de prévia negociação entre a empresa e seus empregados onde deveriam constar as regras quanto à fixação de princípios, critérios, condições para o efetivo pagamento da PLR; Pelo que se verifica do trecho acima transcrito do relatório fiscal, a fiscalização limitase a listar, nos itens 2.3.1 a 2.3.3., os fatos retratados na ata da reunião da comissão de empregados do programa de remuneração variável da Recorrente e, ao concluir, limitase a afirmar, de forma genérica, que a PLR foi paga pela empresa em desacordo com os Fl. 794DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 696 15 artigos 2o e 3o da Lei n. 10.101/2000, indicando especificamente como motivo da autuação a ausência de prévia negociação entre a empresa e seus empregados, onde deveriam constar as regras quanto à fixação de princípios, critério e condições para o efetivo pagamento da PLR. Da leitura da citada ata, contudo, concluise que a motivação da autuação, quanto ao PLR do ano de 2002, pago em fevereiro de 2003, não pode ser a ausência de prévia negociação entre a empresa e seus empregados, mas sim, provavelmente, o fato de que as metas traçadas não foram atingidas, tendo o pagamento decorrido unicamente de negociação entre a empresa e o Sindicato, desvinculada de qualquer critério ou meta préestabelecida. Para melhor análise, convém transcrever a íntegra da citada ata (grifos nossos): “Aos 18 dias do mês de fevereiro de 2003, reuniramse em Belo Horizonte os representantes da FCA e a Comissão de Empregados do Programa de Remuneração Variável da FCA, com a participação do representante dos Sindicatos conforme previsto na ACT 2002/2003, todos qualificados abaixo, para tratar dos assuntos relacionados com o referido programa. Iniciados os trabalhos, os representantes da FCA demonstraram que a meta de geração de caixa em 2002 ficou em 33,22%, valor bem abaixo da meta, sendo que a geração de caixa, desde 1992 é utilizada como gatilho para os Pagamentos Previstos no Programa, sendo portanto formado pela FCA que como o gatilho não foi atingido, ficou prejudicado qualquer pagamento do Programa relativo a 2002. Em razão do resultado alcançado foi informado também que os empregados, a princípio deveriam devolver a parcela recebida em agosto de 2002 a título de adiantamento. Os representantes dos empregados refutaram a afirmação alegando que as metas não foram negociadas durante o exercício de 2002. Em razão do impasse criado restou definir que a solução seria negocial, tendo os representantes solicitado o pagamento de 88% do salário nominal para a quitação dos valores devidos em função do programa, além dos valores já adiantados em agosto/2002. A empresa apresentou então uma contraproposta: (a) pagamento de 50% do salário nominal, além dos valores já adiantados, até o dia 28 de fevereiro de 2003; (b) definição das regras do Programa de Remuneração Variável de 2003 no prazo de 60 (sessenta) dias a partir desta data e (c) desobrigação do adiantamento previsto em julho de 2003, mesmo porque as regras do programa ainda estão por ser definidas no prazo previsto de 60 (sessenta) dias, quando este assunto será negociado. Com relação a eventuais empregos da empresa que não tenha recebido o adiantamento de 50% do salário nominal em agosto de 2002, a FCA se compromete a pagar o valor de 1 (um) salário nominal.” Da leitura da ata acima, é possível concluir que não há relação entre o seu teor e a alegada ausência de prévia negociação fixando regras para o pagamento da PLR. Por outro lado, não se pode admitir que a fiscalização simplesmente transcreva fatos – aqueles ocorridos em 18/02/2003 – deixando para o contribuinte, ou os órgãos julgadores, a tarefa de dar àqueles fatos o devido enquadramento legal. Fl. 795DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 16 Deveria a fiscalização ter expressado em que medida as deliberações tomadas na citada Reunião afastam a aplicação da imunidade aos pagamentos de participação nos lucros e resultados. Poderia a fiscalização, por exemplo, ter dito que o pagamento efetuado em fevereiro de 2003 não decorreu do atingimento das metas acordadas para o PLR do ano de 2002, mas sim de mera liberalidade, cedida em função da negociação que foi travada com os representantes dos empregados. E, ainda, que pagamentos dessa natureza, mesmo que esporádicos, sem o caráter da habitualidade, poderiam de algum modo ser considerados como salário de contribuição. Contudo, não foi esse o caminho trilhado pela autoridade fiscal, que preferiu deixar a cargo dos órgãos julgadores e contribuinte a tarefa de aplicar o direito ao fato e, com isso, extrair as conseqüências jurídicas e fundamentar o lançamento. Tanto é assim, que a DRJ, ao analisar a citada Ata, extrai dela as mais diversas razões para que os pagamentos não sejam tratados como PLR, tais como, a ausência de prévia fixação de metas, conforme reclamado pelo Sindicato e exigido por lei; o não atingimento dessas metas, o que afastaria a natureza do pagamento como de participação nos lucros. A fiscalização, contudo, não se desincumbiu do seu dever de descrever com clareza a ocorrência do fato gerador, vez que não deixa claro em que medida as deliberações da ata citada afastam a desoneração dos pagamentos de PLR. Diante do cenário acima, voto por afastar a cobrança sobre o pagamento efetuado em fevereiro de 2002, a título de PLR. 2003 Quanto ao pagamento de PLR efetuado em setembro de 2003, relativo à antecipação da participação quanto ao próprio ano de 2003, a Recorrente alega a nulidade do lançamento, diante da impossibilidade de modificação do seu fundamento, pois, embora o Relatório Fiscal tenha embasado a autuação na ausência de instrumento de negociação coletiva, a DRJ entendeu por bem acolher novo fundamento para sustentar o lançamento. Como se sabe, o lançamento é um procedimento vinculado e obrigatório da Administração Pública, a quem compete analisar os fatos e demonstrar a ocorrência do fato gerador diante da sua subsunção à norma e, em seguida, intimar o contribuinte dando início ao procedimento fiscal. O lançamento é regido pelo princípio da imodificabilidade, previsto nos arts. 1452e 1463do CTN. O primeiro deles, o art. 145 do CTN, define que o lançamento, regularmente notificado ao sujeito passivo, só pode ser alterado em razão da impugnação, recurso de ofício ou alguma das hipóteses legais previstas no art. 149 do CTN4, que correspondem ao limite 2Art. 145 O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de:I impugnação do sujeito passivo;II recurso de ofício;III iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no Art. 149. 3Art. 146 A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 4 Art. 149 O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos:I quando a lei assim o determine;II quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária;III quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recusese a prestálo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;IV quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;V quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte;VI quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à Fl. 796DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 697 17 temporal da revisão, a ocorrência de erro de fato, fraude ou falta funcional da autoridade ou omissão da formalidade funcional. O art. 146 do CTN, por sua vez, estabelece limite quanto à possibilidade de alteração do lançamento, impedindo a mudança do critério jurídico adotado pela autoridade administrativa no momento do lançamento. Verificase, portanto, que o objetivo da norma é proteger o contribuinte, preservando a relação jurídica e o vínculo entre sujeitos fixado pelo lançamento. Vejamos, então, a sucessão de fatos que ocorreu no presente processo. Da análise do Relatório Fiscal, verificase que a autuação referente à ausência de recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre o valor distribuído a título de participação nos lucros do ano de 2003 fundamentouse na inexistência de acordo entre a empresa e seus empregados. 2.1. Para o ano de 2003, não consta previsão para pagamento de PLR, uma vez que não foram estabelecidas e pactuadas previamente entre empresa, empregados e sindicatos, acordo ou convenção coletiva para este fim, portanto, os valores pagos correspondentes a 2003 constituemse em salário de contribuição. A DRJ, ao se manifestar nos autos, fez um resumo dos fatos, momento em que consignou, acerca da autuação em relação à distribuição de lucros no ano de 2003, o seguinte: Informa o referido relatório, no que se refere à participação no lucro ou resultado, que para o ano de 2003 não houve previsão para o pagamento de PLR, pois não foi estabelecido e pactuado previamente entre empresa, empregados e sindicatos, Acordo ou Convenção Coletiva para este fim. Após a análise dos argumentos trazidos pela então Impugnante, ora Recorrente, a DRJ concluiu pela necessidade de realização de diligência, questionando aos Fiscais: 1) Se, ao consignar como inexistente a previsão para pagamento de PLR referente 2003 em Acordo ou Convenção Coletiva, levou em consideração o disposto na cláusula 3' do ACT 2002/2003, juntado às fls. 237/261 ou às fls. 305/316; O Fiscal responsável, então, apresentou o seguinte esclarecimento: 1.1Com relação ao ano de 2003, no que pese o disposto na clausula do ACT, fls.. 237/261 a empresa não apresentou memória de cálculo e demonstrativos das aferições de cumprimento das metas, ver ata de reunião com a comissão de aplicação de penalidade pecuniária;VII quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;VIII quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior;IX quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade essencial.Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública. Fl. 797DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 18 empregados do programa de participação nos lucros ou resultados da Ferrovia Centro Atlântica S.A FCA do dia 23/03/2004 fls.328, portanto somos pela manutenção do débito. Pelo que se vê, o fiscal autuante alterou por completo o fundamento da autuação, que deixou de ser a ausência de acordo relativo a PLR, para se tornar falta de apresentação de memória de cálculo e demonstrativo de aferição de cumprimento de metas. O fiscal, ainda, faz referência à ata de reunião da comissão de empregados do programa de PLR do dia 23/03/2004, reunião esta em que foram apresentados os resultados das metas acordadas para o ano de 2003, as quais não foram novamente atingidas. Nesse contexto, a que memória de cálculo estaria o auditor fiscal se referindo? À memória que dá respaldo ao não atingimento de metas que foi discutido na citada reunião? Mais uma vez falta clareza ao lançamento. A DRJ, por sua vez, também reconheceu expressamente a existência de acordo, em cumprimento às exigências legais: Com relação ao ano de 2003, do Acordo Coletivo de Trabalho 2003/2004, vigência 01/09/2003 a 31/08/2004, não consta previsão para pagamento de PLR. Entretanto, vêse que de reunião ocorrida em 29/08/2003, participou a comissão de empregados do programa PLR da Ferrovia, o que atende satisfatoriamente a exigência prevista no art. 2º, inciso I, da Lei n° 10.101/2000. Contudo, ao invés de afastar a autuação, vez que a motivação da autuação não se sustenta, a DRJ entendeu por bem manter o lançamento, utilizandose, para tanto, de fundamentos totalmente distintos dos que serviram de base ao lançamento original. São eles: Conforme restou claro nos autos, não há como considerar que tenha havido pagamentos aos segurados empregados a título de participação nos resultados nos anos de 2002 e 2003, pois, no que se refere a 2002, o resultado obtido foi insatisfatório e inexistiram critérios e condições previamente ajustados; quanto a 2003, além dos parâmetros não terem sido acordados previamente (foram negociados em agosto/2003), o resultado proposto para ser distribuído não foi alcançado. Concluise, desse modo, que não há que se falar em participação nos lucros e resultados se o que se concede é um percentual sobre saláriobase, desvinculado do efetivo resultado da empresa nos exercícios em questão. Aceitar uma vantagem calculada apenas sobre saláriobase como participação nos lucros e resultados, seria acolher a hipótese da empresa dividir lucros ainda que tenha prejuízo, e contribuir para que a participação nos lucros e resultados deixe de ser "instrumento de integração entre capital e trabalho e de incentivo à produtividade". Portanto, as parcelas pagas, ora analisadas, integram o salário de contribuição. Ora, resta claro que, no caso em análise, houve alteração do fundamento jurídico utilizado para sustentar a autuação da incidência de contribuições previdenciárias sobre o valor distribuído a título de participação dos lucros no ano de 2003, seja pela própria autoridade fiscal, em sede de diligência fiscal, seja pelo órgão julgador a quo. Fl. 798DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 698 19 Acolher o Laudo Fiscal Complementar e considerar válido o lançamento com base em fundamento jurídico distinto traz prejuízos irreparáveis à contribuinte, ora Recorrente, uma vez que a própria DRJ demonstrou que não havia razão para a autoridade autuante lançar com base no fundamento jurídico por ela suscitado no momento em que se perfez o lançamento. Sendo assim, em observância ao exposto nos arts. 145 e 146 do CTN, analisados em linhas acima, entendo pela improcedência da autuação também quanto à PLR distribuída em setembro de 2003, com base no PLR de 2003. 5. Contribuição destinada ao SESI Por fim, a Recorrente alega que não deveria recolher as contribuições devidas ao SESI (Serviço Social da Indústria), pois: (i) é prestadora de serviço de transporte, não podendo vincularse como indústria, nem receber qualquer vantagem dos serviços prestados com o apoio do SESI; (ii) AC nº 22.456GB afastou a exigência de recolhimento de tais contribuições; (iii) eventualmente, caso entendesse que a decisão judicial não lhe beneficia, que fossem, então, considerados os seus fundamentos para sustentar a ausência de recolhimento pelas prestadores de serviço de transporte; (iv) o seu FPAS contem a descrição “indústria e transporte ferroviário”, pois o código abarca as duas atividades, embora ela apenas exerça a segunda atividade. A Lei n. 8.706/1993, ao criar o Serviço Social do Transporte SEST e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT, determinou que a sua manutenção seria proveniente da renda das contribuições compulsórias das empresas de transporte rodoviário, apenas: Art. 7º As rendas para manutenção do SEST e do SENAT, a partir de 1º de janeiro de 1994, serão compostas: I pelas atuais contribuições compulsórias das empresas de transporte rodoviário, calculadas sobre o montante da remuneração paga pelos estabelecimentos contribuintes a todos os seus empregados e recolhidas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social, em favor do Serviço Social da Indústria SESI e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI, que passarão a ser recolhidas em favor do Serviço Social do Transporte SEST e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte SENAT, respectivamente; (...) (grifamos) Assim, as empresas dedicadas a outros tipos de transporte, como o transporte ferroviário, continuaram contribuindo para a manutenção do Serviço Social da Indústria, nos termos do art. 3º do Decreto Lei n. 9.403/1946. A vinculação das empresas de transporte ferroviário ao SESI é esclarecida pelo art. 109C da Instrução Normativa n. 971/2009, que, apesar de posterior à ocorrência dos fatos geradores, é elucidativa quanto a essa questão. A IN determina a adoção do código FPAS para as empresas que exercem a atividade de transporte ferroviário, e pelo seu Anexo II, esclarece que as empresas sujeitas ao FPAS 507 devem contribuir para o SESI. Fl. 799DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO 20 Diante dos argumentos acima expostos, e considerando que a Recorrente é prestadora de serviço de transporte ferroviário – o que, digase de passagem, restou incontroverso nos autos – torna devido o recolhimento da contribuição destinada ao SESI. Em relação à existência de decisão judicial que afastou a necessidade de recolhimento da contribuição pela Recorrente, é importante notar que tal decisão sequer foi juntada aos autos e o trecho colacionado na peça apresentada não nos permite concluir sobre a extensão dos efeitos da decisão em prol da Recorrente, visto que o provimento jurisdicional foi proferido em processo envolvendo pessoa jurídica distinta. E, como se sabe, os efeitos da decisão judicial limitamse, em regra, às partes envolvidas no processo, justamente por conta da existência de limite subjetivo da coisa julgada, o que impede, por conseguinte, a extensão dos efeitos da decisão em prol da ora Recorrente. Em relação ao argumento utilizado pela Recorrente quanto à possibilidade de utilização do fundamento trazido na decisão judicial mencionada para eximila do recolhimento da contribuição, tampouco tal argumento deve prosperar. Isso porque, não há como aplicar os efeitos da decisão proferida em demanda judicial ao caso ora analisado, diante da impossibilidade de aferição da extensão destes efeitos, uma vez que, como já dito, o inteiro teor da decisão não foi colacionado a este processo. Deve, assim, ser mantida a cobrança quanto ao levantamento relativo ao SESI. 6. Conclusão Diante do acima exposto, dou provimento parcial ao presente recurso voluntário para: (i) reconhecer a decadência quanto aos fatos geradores ocorridos até 11/2006;e (ii) julgar improcedente as cobranças das contribuições lançadas sobre a PLR paga. É como voto. Carolina Wanderley Landim. Fl. 800DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO Processo nº 15504.001499/200753 Acórdão n.º 2401003.228 S2C4T1 Fl. 699 21 Voto Vencedor Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo Redator Designado Ouso divergir do bem fundamentado voto da Ilustre Relatora quanto à norma a ser utilizada para contagem do prazo decadencial. Ressalto, todavia, que o meu discenso centrase na contribuição destina ao SESI. É que em relação ao referido tributo a própria empresa alega que nada recolhia. Além de que não há de se confundir a contribuição destinada a esta entidade com as contribuições para a Seguridade Social. Nesse sentido, devese adotar para o presente caso o entendimento firmado pelo STJ no bojo do EREsp. n. 278727/DF, já transcrito no voto da Relatora, pelo qual se toma como marco inicial para a contagem do prazo decadencial, para os tributos submetidos ao lançamento por homologação, a norma do inciso I do art. 173 do CTN, nas situações em que não se verifica antecipação de recolhimento. Esse posicionamento, inclusive, deve obrigatoriamente ser seguido pelo CARF, por força do que dispõe o art. 62A do Regimento Interno do CARF, posto que o STJ decidiu essa questão na sistemática dos recursos repetitivos (art. 543C do CPC). A situação posta a nossa apreciação é exatamente esta, posto que exsurge dos autos que a recorrente nada recolhia de contribuição ao SESI, devendo, portanto, a caducidade ser aferida pela regra do inciso I do art. 173 do CTN. Nessa toada, para as contribuições ao SESI, concluo que, tendo a ciência do lançamento ocorrido em 11/12/2007, deve ser afastado pela decadência o período que vai de 10/2000 a 11/2001. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 801DF CARF MF Impresso em 02/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2014 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 05/08/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Ass inado digitalmente em 05/08/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.006200/2005-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri May 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Exercício: 2002, 2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO.
O Recurso Voluntário interposto fora do prazo previsto no art. 33 do Decreto 70.235/72 impõe ao Julgador o seu não conhecimento face à ocorrência da perempção.
INTIMAÇÃO VIA POSTAL. VALIDADE
É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2102-000.101
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200905
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2002, 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO. O Recurso Voluntário interposto fora do prazo previsto no art. 33 do Decreto 70.235/72 impõe ao Julgador o seu não conhecimento face à ocorrência da perempção. INTIMAÇÃO VIA POSTAL. VALIDADE É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Primeira Câmara
numero_processo_s : 10680.006200/2005-31
conteudo_id_s : 5377508
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-000.101
nome_arquivo_s : Decisao_10680006200200531.pdf
nome_relator_s : ALEXANDRE GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 10680006200200531_5377508.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Fri May 08 00:00:00 UTC 2009
id : 5607658
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:27:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030140502016
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-08-18T15:10:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - APV3302_10680006200200531_CIDOL.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: hp; dcterms:created: 2014-08-18T15:10:02Z; Last-Modified: 2014-08-18T15:10:02Z; dcterms:modified: 2014-08-18T15:10:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - APV3302_10680006200200531_CIDOL.doc; xmpMM:DocumentID: 3a064222-2945-11e4-0000-fe224fc734c0; Last-Save-Date: 2014-08-18T15:10:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-08-18T15:10:02Z; meta:save-date: 2014-08-18T15:10:02Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - APV3302_10680006200200531_CIDOL.doc; modified: 2014-08-18T15:10:02Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: hp; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: hp; meta:author: hp; meta:creation-date: 2014-08-18T15:10:02Z; created: 2014-08-18T15:10:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2014-08-18T15:10:02Z; pdf:charsPerPage: 1571; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: hp; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2014-08-18T15:10:02Z | Conteúdo => S3-C3T2 Fl. 100 1 99 S3-C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.006200/2005-31 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102-000101 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de maio de 2009 Matéria PIS Recorrente CIDOL COMÉRCIO E INDUSTRIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2002, 2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEREMPÇÃO. O Recurso Voluntário interposto fora do prazo previsto no art. 33 do Decreto 70.235/72 impõe ao Julgador o seu não conhecimento face à ocorrência da perempção. INTIMAÇÃO VIA POSTAL. VALIDADE É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente ad hoc. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES - Relator. EDITADO EM: 18/08/2014 Fl. 255DF CARF MF Impresso em 25/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por ALEXANDRE GOMES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Josefa Maria Coelho Marques, Walber José da Silva, Fabíola Cassiano Keramidas, Maurício Taveira e Silva, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, José Antonio Francisco, Gileno Gurjão Barreto Relatório Trata-se de Auto de Infração de PIS decorrente da verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte da Recorrente que resultou na constatação de Falta/Insuficiência de recolhimentos do tributo. Através de Termo de Inicio de Fiscalização, a Recorrente, foi instada a justificar e comprovar, mediante documentação hábil e inidônea, as diferenças existentes entre os valores informados a título de receita bruta constantes da ficha 14A da DIPJ 2002 no valor de R$ 627.453,83 e o valor da receita bruta consultada no sistema SICAF da Secretaria Estadual da Fazenda no valor de R$ 2.375.370,00, bem como as diferenças existentes entre os valores informados na DIPJ 2003 num total de R$ 522.903,66 e o valor consultado no SICAF da Secretaria da Fazenda Estadual, que apontava um valor de R$ 3.188.369,00. Em resposta ao TIAF (fls. 26) a Recorrente alegou em síntese: a) que em relação ao ano de 2001 deveria ser decotado o valor de R$ 8.195,97 referentes a devolução de mercadorias, e que os tributos devidos em relação ao saldo da diferença de receita bruta estariam incluídos no PAES e por isto não existira valor sujeito a imputação de penalidade ou lançamento de crédito tributário; b) que em relação ao ano de 2002 deveria ser decotado o valor de R$ 23.997,72, referentes a devolução de mercadorias, e que os tributos devidos em relação ao saldo da diferença de receita bruta estariam incluídos no PAES e por isto não existira valor sujeito a imputação de penalidade ou lançamento de crédito tributário; Após analise dos livros contábeis e verificada a existência de diferenças entre os valores escriturados de receita e os declarados em DIPJ, foi novamente intimada a Recorrente a justificar tais constatações (Termo de Intimação Fiscal 02, fls. 48). Esta intimação não foi respondida. Ante o silêncio da Recorrente, lavrou-se o Auto de Infração para a cobrança das diferenças apuradas. Intima em 12/05/2005 a Recorrente apresentou impugnação onde alegou: 1) que o “respectivo ato defeituoso não teve motivação; não preenche os requisitos legais de validade; não caracteriza a suposta infração que teria justificado a sua expedição; não indica sua data; o seu conteúdo fático legal, sendo correto e insofismável que a recorrente/impugnante sempre pagou suas obrigações decorrentes através de sua adesão ao PAES, bem como suas obrigações correntes...” 2) que haveria vicio de forma e de conteúdo no que diz respeito aos mencionados autos de infração, uma vez que não está perfeitamente formalizado, além de lhe Fl. 256DF CARF MF Impresso em 25/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10680.006200/2005-31 Acórdão n.º 2102-000101 S3-C3T2 Fl. 101 3 faltar requisitos essenciais de validade (...) caracterizando-se a absoluta falta de liquidez e certeza, bem como, por efeito, da indispensável exigibilidade. 3) No mérito afirma que o auto de infração deixou de: (i) considerar as transferências entre a conta de vendas à vista para a conta de vendas à prazo, o que altera a base de calculo dos tributos; (ii) afastar as receitas ditas financeiras (iii) considerar que contabilmente o valor do mês da Base de Calculo decorre da diferença entre os débitos e créditos respectivamente considerados (iv) que a não consideração das devoluções importa em ausência de liquidez e certeza do lançamento. A DRJ de Belo Horizonte manteve o lançamento em decisão que assim foi ementada: Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP Exercício: 2002 2003 Ementa: FORMALIDADE DO LANÇAMENTO Legítima a exigência de crédito tributário formalizado em auto de infração que satisfaça os requisitos legais e seja lavrado sem preterição do direito de defesa. EXECUÇÃO FISCAL Em sede de contencioso fiscal administrativo de primeira instancia, não se cuida de questões inerentes à execução fiscal. INCONSTITUCIONALIDADE A argüição de inconstitucionalidade não pode ser examinada na esfera administrativa, por transbordar os limites de sua competência. DEDUÇÕES DO FATURAMENTO As vendas a prazo e os juros não são deduzidos do faturamento para fins de cálculo do PIS. Desta decisão houve ciência em 22/03/2006, conforme se verifica do AR (fls. 228) que foi recebido na sede da Recorrente, na Rua Riachuelo, nº 1.778, Padre Eustáquio, Belo Horizonte- MG pelo Sr. Raimundo Jorge. Em 27/04/2007 o procurador da empresa declara ter tomado vista do processo, conforme se depreende da certidão juntada as folhas 229. Já em 23/05/07 a Recorrente apresenta Recurso Voluntário onde além de reprisar os argumentos lançados na Impugnação, alegando ainda que “esta se dando por intimada nesta data, do acórdão ora respeitosamente guerreado via deste RECURSO ADMINISTRATIVO ao CONSELHO DE CONTRIBUINTES, caracterizada a nulidade da intimação por não ter preenchido os requisitos legais, não ter sido feita pessoalmente, não ter sido recebida por que de direito, na forma do seu contrato social, sendo a titular da empresa recorrente, a pessoa de Lívia Gomes Cabral...” É o relatório. Fl. 257DF CARF MF Impresso em 25/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por ALEXANDRE GOMES 4 Voto Conselheiro Alexandre Gomes, Relator O presente Recurso é INTEMPESTIVO e dele não tomo conhecimento. Conforme exposto anteriormente a decisão da DRJ de Belo Horizonte foi encaminhada via correio para o endereço da Recorrente, sendo lá recebida em 22/03/2005. É de se registrar que o endereço consignado no AR que acompanhou a decisão é o mesmo que consta do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ juntado as folhas 28. Em seu recurso alega apenas que a pessoa que recebeu o AR não possuía poderes para representar a empresa, o que tornaria nula a intimação, e que esta deveria ter sido endereçada, recebida e assinada pela Sra. Lívia Gomes Cabral, que é a representante legal da empresa. O Decreto 70.235/72, que normatiza o processo administrativo fiscal, assim estabelece os procedimentos de intimação: Art. 23. Far-se-á a intimação: I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III - por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) (...) § 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) O dispositivo legal citado autoriza a realização das intimações por via postal, inclusive expressamente determina não existir ordem de preferência. Quanto a ilegalidade de intimação por pessoa diversa do representante legal, melhor sorte não assiste ao recorrente, uma vez que o decreto exige apenas que a intimação seja endereçada ao domicilio do sujeito passivo. Fl. 258DF CARF MF Impresso em 25/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10680.006200/2005-31 Acórdão n.º 2102-000101 S3-C3T2 Fl. 102 5 É este o entendimento sedimentado neste conselho através da sumula de nº 6, senão vejamos: “É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.” Por todo o exposto voto por não conhecer do Recurso, por intempestivo. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Fl. 259DF CARF MF Impresso em 25/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 22/08/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/08/2014 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10935.902413/2012-85
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 14/07/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO PLEITEADO PELO CONTRIBUINTE.
Por mais relevantes que sejam as razões de direito aduzidas pelo contribuinte, no rito da repetição do indébito é fundamental a comprovação da materialidade do crédito alegado. Diferentemente do lançamento tributário em que o ônus da prova compete ao Fisco, é dever do contribuinte comprovar que possui a materialidade do crédito.
Numero da decisão: 3802-002.568
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano DAmorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D'amorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi, Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn.
O conselheiro Solon Sehn declarou-se impedido.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 14/07/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO PLEITEADO PELO CONTRIBUINTE. Por mais relevantes que sejam as razões de direito aduzidas pelo contribuinte, no rito da repetição do indébito é fundamental a comprovação da materialidade do crédito alegado. Diferentemente do lançamento tributário em que o ônus da prova compete ao Fisco, é dever do contribuinte comprovar que possui a materialidade do crédito.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10935.902413/2012-85
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5380198
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 19 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.568
nome_arquivo_s : Decisao_10935902413201285.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
nome_arquivo_pdf_s : 10935902413201285_5380198.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano DAmorim - Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D'amorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi, Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn. O conselheiro Solon Sehn declarou-se impedido.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
id : 5619817
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030142599168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1806; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 121 1 120 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10935.902413/201285 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3802002.568 – 2ª Turma Especial Sessão de 25 de março de 2014 Matéria COFINS Recorrente JUMBO ALIMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 14/07/2006 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. DESCABIMENTO. Diante das regras vigentes, não é cabível pedido de restituição de COFINS que tenha por base a alegação de recolhimento a maior por inclusão do ICMS na base de cálculo. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/07/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DA MATERIALIDADE DO CRÉDITO PLEITEADO PELO CONTRIBUINTE. Por mais relevantes que sejam as razões de direito aduzidas pelo contribuinte, no rito da repetição do indébito é fundamental a comprovação da materialidade do crédito alegado. Diferentemente do lançamento tributário em que o ônus da prova compete ao Fisco, é dever do contribuinte comprovar que possui a materialidade do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 24 13 /2 01 2- 85 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano D’Amorim Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano D'amorim (Presidente), Waldir Navarro Bezerra, Claudio Augusto Gonçalves Pereira, Bruno Mauricio Macedo Curi, Francisco Jose Barroso Rios e Solon Sehn. O conselheiro Solon Sehn declarouse impedido. Relatório O contribuinte JUMBO ALIMENTOS LTDA. interpôs o presente Recurso Voluntário contra o Acórdão nº 0642.718, proferido em primeira instância pela 3ª Turma da DRJ de Curitiba/PR, que julgou improcedente o direito creditório pleiteado pelo sujeito passivo em sede de manifestação de inconformidade, rejeitandoa. Por bem explicitar os atos e fases processuais ultrapassados até o momento da análise da impugnação, adotase o relatório elaborado pela autoridade julgadora a quo: “Trata o processo de Despacho Decisório emitido pela DRF Cascavel/PR, em 01/08/2012, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do Per/Dcomp nº 09230.70625.161107.1.2.043114, rastreamento nº 029225053, devido à inexistência de crédito pleiteado de R$ 25.023,13, uma vez que o pagamento de COFINS (Código 5856), do período de 30/06/2006, efetuado em 14/07/2006, estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte do mesmo fato gerador. Cientificada da decisão em 13/08/2012, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, alegando, em síntese, a inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da Cofins sem a exclusão do ICMS da base de cálculo. Diz que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998, não pode ser elastecido a ponto de abarcar o conceito de “ingresso”, por isso, o ICMS não integra a base de cálculo das contribuições, por se tratar de mero ingresso de recursos, os quais devem ser repassados ao fisco estadual, e que o Supremo Tribunal Federal – STF tem entendido que o valor do ICMS não pode compor a base de cálculo do PIS e da Cofins. Dessa forma, solicita que os créditos sejam restituídos, acrescidos de juros de mora, desde seu pagamento indevido até a data da restituição/compensação. É o relatório.” Indeferida a manifestação de inconformidade apresentada, o órgão julgador de primeira instância sintetizou as razões para a improcedência do direito creditório na forma da ementa que segue: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 61DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.902413/201285 Acórdão n.º 3802002.568 S3TE02 Fl. 122 3 Data do fato gerador: 14/07/2006 COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PER/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/Pasep e à Cofins, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE DE NORMAS VIGENTES. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada acerca da decisão exarada pela 3ª Turma da DRJ de Curitiba, a interessada interpôs o presente Recurso Voluntário, no qual reitera os argumentos apresentados em sua manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Preenchidos os pressupostos de admissibilidade e tempestivamente interposto, nos termos do Decreto nº 70.235/72, conheço do Recurso e passo à análise das razões recursais. Da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS A Recorrente alega que possui direito de crédito amparada no fato de que incluiu, quando de sua apuração do PIS e da COFINS, o ICMS em sua base de cálculo; e que tal inclusão seria indevida, de modo que merece ser proporcionalmente restituída do montante decorrente desse procedimento. De início vale destacar que, ao invés de questionar a constitucionalidade da regra (o que levaria ao não conhecimento do presente Recurso), o contribuinte cerra sua discussão na extensão do conceito de faturamento – o que, na esteira da decisão proferida pelo STF no RE 346084, no qual se afastou a tributação sobre a receita bruta e se limitou ao Fl. 62DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 faturamento, assim entendido como as receitas decorrentes de vendas de mercadorias e prestações de serviços. Desse modo, o recurso é passível de conhecimento. Além disso, por mais que esteja sujeita ao regime não cumulativo do PIS e da COFINS, por entender que o conceito de faturamento deve ser apenas um (pois, independente do regime de tributação, temse em verdade dois únicos tributos, PIS e COFINS), comungo com o pressuposto de que o conceito de faturamento adotado com relação à lei 9.718 deve ser o mesmo válido também para os regimes das leis 10.637/2002 e 10.833/2003. A Recorrente fundamenta seu pleito defendendo que o ICMS não seria receita própria do sujeito passivo, o que implicaria na seguinte situação: Para tanto, espelhase em doutrina e em julgados que entendem que o ICMS não se enquadra no conceito de faturamento, por não representar vantagem do sujeito passivo, mas apenas receitas de terceiros. A DRJ, todavia, não acolheu o entendimento da Recorrente, pelo singelo fato de que as normas vigentes – às quais o julgador administrativo está adstrito – impõem a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS. Assim dispôs a decisão recorrida: “Pela manifestação de inconformidade apresentada, vêse, de pronto, que a pretensão da contribuinte implica negar efeito a disposição expressa de lei. Nesse contexto, cumpre registrar que não há na legislação de regência revisão para a exclusão do valor do ICMS das bases de cálculo do PIS e da Cofins, já que esse valor, ainda que assim não entenda a interessada, é parte integrante do preço das mercadorias e serviços vendidos, exceção feita para o ICMS recolhido mediante substituição tributária, pelo contribuinte substituto tributário, consoante se depreende da leitura dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998: (...)” Entendo que a DRJ está correta em suas considerações, apesar de uma pequena impropriedade ao se referir à lei 9.718/98 – pois o direito creditório decorre de PIS e COFINS recolhidos pela sistemática não cumulativa. As normas de direito vigentes, às quais o CARF está vinculado, impõem a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS. Nesse sentido, vejase o que dispõem as leis 10.637/2002 e 10.833/2003, que em matéria de ICMS autorizam a dedução somente no caso de exportação: Lei 10.637/2002 “Art. 1o A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.902413/201285 Acórdão n.º 3802002.568 S3TE02 Fl. 123 5 § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: VII decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996.” Lei 10.833/2003 “Art. 1o A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: VI decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996.” Logo, do ponto de vista normativo a Recorrente já não merece acolhida em seu pleito, ao menos no âmbito administrativo. E nem se diga que o conceito simples de faturamento, indicado no parágrafo 2o do artigo 1o das leis 10.637/2002 e10.833/2003, permitiria inferir que o ICMS incidente sobre as operações do próprio sujeito passivo, seria incompatível com a base de cálculo. Trata se de afastamento legal da base de cálculo, apenas para o caso excepcional do ICMS da exportação. E mesmo isso possui uma razão de ser, qual seja a desoneração das exportações. De todo modo, mesmo que se abstraia da letra fria das normas vigentes, ou se entenda que a dicção do inciso VI do § 3o do art. 1o das leis de regência da sistemática não cumulativa do PIS e da COFINS, entendo que não é cabível a exclusão do ICMS da base de cálculo dessas contribuições. E isso pela própria essência do ICMS. Desde que o STF entendeu, no RE 212209, que o ICMS compõe a própria base de cálculo, não restam dúvidas de que esse imposto integra o valor da operação. E não há, com a devida vênia a todos os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais trazidos pela Recorrente, condições de se decompor o valor da operação entre itens que integrariam sua receita, e outros (em especial, o ICMS) que implicariam receitas de terceiros. É o que se verifica, inclusive, do julgado do RE em tela, no qual o Ministro Marco Aurélio, relator, confrontou o Min. Nelson Jobim, redator para o Acórdão. Abaixo segue o questionamento e a resposta: Fl. 64DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 Esse raciocínio foi acompanhado pelo STJ, o qual, nos Edcl no REsp no 1.413.129SP, firmou tal entendimento, conforme se verifica do aresto abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. FUNGIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. CONTRADIÇÃO E AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. MATÉRIA EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. AFASTAMENTO. "Não procede ainda a afirmação de que a matéria de fundo é exclusivamente constitucional, pois o STJ conhece reiteradamente da questão e possui firme orientação de que a parcela relativa ao ICMS compõe a base de cálculo do PIS e da Cofins (Súmulas 68 e 94/STJ). Precedentes atuais: AgRg no REsp 1.106.638/RO, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 15/5/2013; REsp 1.336.985/MS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 8/2/2013; AgRg no REsp 1.122.519/SC, Rel. Ministro Ari Pargendler, Primeira Turma, DJe 11/12/2012" (AgRg no Ag 1301160/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 12/6/2013). A propósito, valhome do Acórdão proferido no RESP 8.541, o qual serviu como paradigma para as Súmulas 68 (que consagra a inclusão do antigo ICM na base de cálculo do PIS) e também 94 (que consagra a inclusão do ICMS na base de cálculo do antigo Finsocial) do STJ. Nele o Min. Ilmar Galvão, Relator, aponta as seguintes razões: Fl. 65DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.902413/201285 Acórdão n.º 3802002.568 S3TE02 Fl. 124 7 Apesar de se referir ao antigo ICM, a discussão travada (assim como o raciocínio espelhado) remanesce atual, pelo que me valho dessas razões de decidir. Sem embargo, o fato de o ICMS ser tributo de repercussão jurídica não me parece promover diferenças relevantes para o deslinde da causa. A não cumulatividade é, ao fundo, uma sistemática de tributação, destinada a atender a um propósito particular de política econômica, com o fito de evitar a verticalização da cadeia produtiva. Assim leciona Alcides Jorge Costa em O ICM na Constituição e na Lei Complementar (Ed. Resenha Tributária, São Paulo, 1978). Entender que o ICMS, por ser de repercussão jurídica, não significa receita própria, implica conseqüências tão graves no âmbito daquele tributo, que é mesmo incogitável admitir isso para o PIS e a COFINS. Apenas à guisa de ilustração, trago outro exemplo, além da inclusão do ICMS na própria base de cálculo (que teria que ser revista, pois perderia sua Fl. 66DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 8 razão de ser), que a inadimplência teria reflexos diametralmente opostos no ICMS se ele fosse considerado receita de terceiros. Esses reflexos, que podem ser suscitados como marginais ao PIS e à COFINS, em verdade guardam íntima relação com essas contribuições. Basta ver que, se o contribuinte considera que o ICMS é receita de terceiros, teria que observar todos os reflexos contábeis decorrentes disso – inclusive lançando a parcela de ICMS do seu preço em conta contábil própria, de receita de terceiros. De um modo ou de outro, seja do ponto de vista legal, de finalidade das normas, ou mesmo contábil, as próprias raízes do ICMS impedem que ele seja considerado receita de terceiros. E isso, em sede de PIS e COFINS, não pode ser considerado distinto, sob pena de instabilidade e insegurança jurídica absoluta. Os conceitos devem ser trabalhados de maneira uniforme. Por isso mesmo, no que toca os fundamentos do seu pedido de restituição, nego provimento ao Recurso Voluntário. Da ausência de comprovação da materialidade do crédito Ultrapassada a questão acima, o exame da materialidade do crédito do sujeito passivo também não resiste a uma análise mais acurada. Apesar de o despacho decisório afirmar que o crédito argüido pelo sujeito passivo foi integralmente utilizado para pagamento de outros débitos, a Recorrente não demonstrou, por meio de documentos hábeis, que o montante pleiteado referese ao ICMS incluído de modo (a seu ver) indevido na base de cálculo do PIS e da COFINS. Isso se verificou na manifestação de inconformidade e também no presente Recurso Voluntário. Ora, o processo administrativo tributário em si é regido pelo princípio da verdade material, que busca, mais do que qualquer formalismo, a essência do que é levado a revisão administrativa. Assim é que, no que tange ao pedido de restituição, é de responsabilidade do sujeito passivo demonstrar, mediante a apresentação de provas hábeis e idôneas, a composição e a existência do crédito pleiteado junto à Fazenda Nacional, para que sejam aferidas (i) sua legitimidade e (ii) a materialidade do seu crédito, para os fins do art. 165 do CTN. Neste espeque, a Recorrente, mesmo instada a tanto pela DRJ, não acostou aos autos documentação suficiente para comprovação de que efetivamente o crédito pleiteado se refere à inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS. Reiterese aqui, que no rito do processo de análise de pedidos de restituição, o sujeito passivo deve demonstrar a materialidade de seu crédito. Vale repisar que, diferentemente do processo de revisão do lançamento tributário, em que o ônus da prova compete ao fisco (demonstrando cabalmente as razões pelas quais o tributo deve ser exigido), no pedido de compensação o contribuinte deve demonstrar as razões pelas quais ele deve ser restituído no montante pleiteado. Assim sendo, não há nos autos fundamentos que legitimem a restituição pleiteada pela Recorrente, de modo que deve ser negado provimento ao presente Recurso Voluntário, não se reconhecendo o crédito requerido. Fl. 67DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.902413/201285 Acórdão n.º 3802002.568 S3TE02 Fl. 125 9 Conclusão Ante todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário para negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 68DF CARF MF Impresso em 19/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/0 9/2014 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10925.002514/2006-25
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL
Período de apuração: 31/01/2001 a 31/12/2001
O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei no 10.865, de 2004.
Numero da decisão: 9101-001.802
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade dos votos, recurso provido. Ausente justificadamente a Conselheira Karem Jureidini Dias, sendo substituída pela Conselheira Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada).
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : 1ª SEÇÃO
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Período de apuração: 31/01/2001 a 31/12/2001 O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei no 10.865, de 2004.
turma_s : 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 10925.002514/2006-25
conteudo_id_s : 5369192
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 08 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 9101-001.802
nome_arquivo_s : Decisao_10925002514200625.pdf
nome_relator_s : VALMAR FONSECA DE MENEZES
nome_arquivo_pdf_s : 10925002514200625_5369192.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade dos votos, recurso provido. Ausente justificadamente a Conselheira Karem Jureidini Dias, sendo substituída pela Conselheira Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada).
dt_sessao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5567332
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:26:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030145744896
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-07-11T19:02:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 9101001802_10925002514200625_201311; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 0.9.3; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: hp; dcterms:created: 2014-07-11T22:02:00Z; Last-Modified: 2014-07-11T19:02:00Z; dcterms:modified: 2014-07-11T19:02:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 9101001802_10925002514200625_201311; xmpMM:DocumentID: 7b66bdd9-0ba2-11e4-0000-4b69ca557369; Last-Save-Date: 2014-07-11T19:02:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 0.9.3; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2014-07-11T19:02:00Z; meta:save-date: 2014-07-11T19:02:00Z; pdf:encrypted: true; dc:title: 9101001802_10925002514200625_201311; modified: 2014-07-11T19:02:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: hp; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: hp; meta:author: hp; dc:subject: ; meta:creation-date: 2014-07-11T22:02:00Z; created: 2014-07-11T22:02:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2014-07-11T22:02:00Z; pdf:charsPerPage: 1951; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: hp; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2014-07-11T22:02:00Z | Conteúdo => CSRF-T1 Fl. 10 1 9 CSRF-T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10925.002514/2006-25 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9101-001.802 – 1ª Turma Sessão de 19 de novembro de 2013 Matéria CSLL Recorrente COOPERATIVA DE CREDITO RURAL DE VIDEIRA - SICOOB - SC Interessado FAZEND NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO L ÍQUIDO - CSLL Exercício: Período de apuração: 31/01/2001 a 31/12/2001 O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei no 10.865, de 2004. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade dos votos, recurso provido. Ausente justificadamente a Conselheira Karem Jureidini Dias, sendo substituída pela Conselheira Meigan Sack Rodrigues (suplente convocada). (Documento assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente. (Documento assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacilio Dantas Cartaxo (Presidente), Marcos Aurélio Pereira Valadao, José Ricardo da Silva, Francisco Sales Ribeiro de Queiroz, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Junior, Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Karem Jureidini Dias. Relatório Fl. 696DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 31/07/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Trata-se de recurso especial interposto pela contribuinte, às fl.s 591. inconformada com o Acórdão proferido pela Primeira Turma Especial do Primeiro Conselho de Contribuintes, que, por unanimidade de votos, negou provimento ao seu recurso voluntário, nos seguintes termos: “Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL Período de apuração: 31/01/2001 a 31/12/2001 Ementa: COOPERATIVAS. INCIDÊNCIA DA CSLL ANTES DA LEI N° 10.865/04 e de 1°/01/05 (arts. 39 c/c 40). ATOS COOPERADOS E NÃO COOPERADOS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOLIDARIEDADE. A Constituição Federal não concedeu imunidade tributária para a incidência de CSLL às sociedades cooperativas. Somente a partir de janeiro de 2005 a norma tributária concedeu-lhes a isenção dessa contribuição social. Até então a CSLL era devida pelas cooperativas e a base de cálculo é o resultado positivo auferido no exercício, não distinguindo a lei entre atos cooperados ou não cooperados, seguindo a norma que institui a CSLL o espírito do Poder Constituinte em responsabilizar toda a sociedade ao financiamento da seguridade social, privilegiando o princípio da solidariedade. RESULTADO POSITIVO. SOBRAS /LUCRO/RESULTADO. PROVA. Nas cooperativas, sobretudo as de crédito, o contribuinte deve comprovar que o resultado positivo do exercício reverteu totalmente em beneficio aos cooperados, mutuários, para descaracterizar a obtenção de 'lucro' na atividade, escapando da hipótese de incidência descrita na norma constitucional (art. 195, inciso I, alínea 'c', da Carta Magna). Recurso Voluntário Negado.” O recurso especial apresentado pela contribuinte discorre nos seguintes termos: “(...) Portanto, as cooperativas de crédito, embora guardem características peculiares, diante da captação de recursos e movimentação financeira, não deixam de estar marcadas, essencialmente, por atos cooperativos — por meio dos quais não auferem lucro ou receita, ainda que fora do âmbito de relação com seus cooperados. (...) Os recursos advindos das aplicações financeiras deverão necessariamente retornar à cooperativa, ainda que na forma de determinados fundos, para consecução de seus fins e objetivos. Não há de se falar, portanto, em faturamento, receita ou lucro. Embora assim reconheça, não excluo a possibilidade de que a sociedade cooperativa, inclusive a de crédito, pratique atos não cooperativos, gerando, por conseguinte, receita tributável, uma vez que a Lei 5.764/1971, após definir atos cooperativos, retira dessa esfera os atos que implicam operação de mercado, contrato de compra e venda de produtos ou mercadorias (art. 79, parágrafo único), além daqueles atos descritos nos arts. 85, 86, 88 e. Não só a receita auferida a partir dos atos que estejam fora dos limites estabelecidos pelo Estatuto Social da cooperativa mas também aqueles cujo produto não se reverta às finalidades próprias da cooperativa constituem base de cálculo para a CSLL. Fl. 697DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 31/07/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10925.002514/2006-25 Acórdão n.º 9101-001.802 CSRF-T1 Fl. 11 3 Embora a cooperativa tenha suas atividades marcadas essencialmente por atos cooperativos, tal fato não induz à conclusão de que essas sociedades não pratiquem atos não-cooperativos, mormente em razão da própria exclusão levada a efeito pelo legislador, contida no parágrafo único do art. 79 e nos arts. 85/87 da Lei 5.764/71. Ainda, o disposto no art. 30 da Lei 11.051, de 29/12/2004, estabeleceu que as sociedades cooperativas de crédito, na apuração dos valores devidos a título de COFINS e PIS - Faturamento, poderão excluir da base de - cálculo os ingressos decorrentes do ato cooperativo, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 15 da Medida Provisória 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e demais normas relativas às cooperativas de produção agropecuária e de infraestrutura. (...)” O recurso foi admitido, às fls. 617, tendo sido apresentado vários paradigmas, dentre os quais destacou, o despacho de admissibilidade, os seguintes: “Acórdão 108-08.482/05 CSL - INCIDÊNCIA NAS SOCIEDADES COOPERATIVAS DE CRÉDITO - resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus associados, os chamados atos cooperados, não integram a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Somente os resultados decorrentes da prática de atos com não associados estão sujeitos à tributação. Acórdão n°108-07.373/03 CSLL - RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PELAS SOCIEDADES COOPERATIVAS DE CRÉDITO - a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido não incide sobre o resultado positivo obtido pelas cooperativas nas operações que constituem atos cooperativos.” A Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contrarazões, às fls. 621, nos seguintes termos: Ocorre que, inexiste respaldo legal em sua alegação e, portanto, caberia ao contribuinte o ônus da prova de que os valores utilizados na apuração do tributo são sobras que se reverteram em beneficio dos cooperados e, portanto, estariam isentas da contribuição. É oportuno mencionar que, em caso análogo, julgado pela Sétima Câmara do Primeiro Conselho, veiculado no Acórdão 107-07914, foi firmado entendimento no sentido de que a conduta de aprofundamento da ação fiscal, exigida do Fisco pelo contribuinte, significaria uma inversão do ônus da prova, bem como exigiria do Auditor Fiscal um notável conhecimento de todas as atividades pertinentes à área de atuação Contribuinte. Concluiu-se, portanto, que exigir um aprofundamento por parte da fiscalização, no sentido de segregar despesas, incumbência esta sob responsabilidade do contribuinte, inviabilizaria a atividade fiscal. O entendimento firmado pela Câmara a quo foi de que, inexistindo a demonstração de que sobre os valores utilizados na apuração do tributo não haveria a incidência da CSLL, mediante a Fl. 698DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 31/07/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 prova de que o resultado positivo do exercício reverteu totalmente em beneficio aos cooperados, correto o procedimento adotado pela fiscalização ao considerar que a base de calculo do tributo é o resultado positivo auferido no exercício, já que a lei não fez distinção entre atos cooperados e não cooperados. Por todo o exposto, não há o que reparar na decisão da E. Câmara a quo, uma vez que inexiste embasamento legal para que se considere como isento da CSLL o resultado positivo auferido pela cooperativa que não foi revertido em benefício aos cooperados. É o relatório. Voto Conselheiro Valmar Fonseca de Menezes, Relator. O recurso preenche as condições de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Dispõe a Súmula CARF no. 83: “Súmula CARF nº 83: O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei no 10.865, de 2004.” O caso ora em análise se enquadra exatamente na situação prevista na referida súmula. Diante do exposto, e por se tratar de matéria sumulada, dou provimento ao recurso especial, sem maiores delongas, por economia processual e dando celeridade ao Processo Administrativo Fiscal. É como voto. (documento assinado digitalmente) Valmar Fonsêca de Menezes - Relator Fl. 699DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 31/07/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10735.002986/2008-87
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2102-000.170
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento deste recurso até que transite em julgado o acórdão do Recurso Extraordinário nº 614.406, que trata da tributação de rendimentos acumulados, nos termos do artigo 62-A do Anexo II do RICARF.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 22/11/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10735.002986/2008-87
anomes_publicacao_s : 201409
conteudo_id_s : 5381721
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2102-000.170
nome_arquivo_s : Decisao_10735002986200887.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10735002986200887_5381721.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento deste recurso até que transite em julgado o acórdão do Recurso Extraordinário nº 614.406, que trata da tributação de rendimentos acumulados, nos termos do artigo 62-A do Anexo II do RICARF. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 22/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5628157
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:28:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047030149939200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1433; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 144 1 143 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10735.002986/200887 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2102000.170 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 19 de novembro de 2013 Assunto Sobrestamentode julgamento Recorrente CELIO LOPONTE Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento deste recurso até que transite em julgado o acórdão do Recurso Extraordinário nº 614.406, que trata da tributação de rendimentos acumulados, nos termos do artigo 62A do Anexo II do RICARF. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 22/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 35 .0 02 98 6/ 20 08 -8 7 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10735.002986/200887 Resolução nº 2102000.170 S2C1T2 Fl. 145 2 Relatório Contra CELIO LOPONTE foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 14/17, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2006, exercício 2007, no valor total de R$ 31.205,73, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até 31/03/2008. A infração apurada pela autoridade fiscal foi omissão de rendimentos recebidos do Instituto Nacional do Seguro Social e do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva, nos valores de R$ 62.974,67 e R$ 830,00, respectivamente. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 01/08, que está assim resumida no Acórdão DRJ/CGE nº 0424.775, de 03/06/2011, fls. 93/99: Inconformado com o lançamento, apresentou Solicitação de Retificação de Lançamento, a qual foi indeferida sob a simples justificativa de que não foram comprovados os valores que deram origem ao lançamento, mesmo tendo comprovado por sólidos argumentos que não houve omissão de rendimentos. No ano de 2006 recebeu do INSS o valor de R$ 78.051,14, correspondente aos rendimentos de aposentados recebidos no próprio ano e os proventos atrasados, de 2000 a 2005, e declarou em 2006 apenas os rendimentos recebidos naquele ano, no valor de R$ 15.076,47; e entende que não pode ser prejudicado com o pagamento de um imposto que não existiria caso tivesse recebido os rendimentos de forma mensal e pontual, haja vista que sua aposentadoria soma R$ 789,99, na faixa de isenção do imposto; Devido a liminar, posteriormente confirmada por sentença, proferida em Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público Federal, o INSS deixou de reter o IRRF no total de rendimentos acumulados, no caso de pagamentos acumulados ou atrasados, por responsabilidade da previdência social, advindos de concessão, reativação ou revisão de benefícios, cujas rendas mensais originárias sejam inferiores ao limite de isenção do tributo, conforme exposto no artigo 390, III, “b”, da Instrução Normativa SRP nº 11, de 20/09/06. O imposto deve ser calculado sobre o valor dos rendimentos devidos em cada mês de competência, como se assim os tivesse recebido, e não sobre o total pago pela previdência social, sendo necessário observar a legislação vigente à época do benefício e as alíquotas e faixas de isenção previstas para recolhimento do imposto, posto que o contribuinte não pode ser penalizado com uma alíquota maior em razão do atraso do pagamento do benefício; esse é o mesmo entendimento adotado nas decisões de nossos tribunais, inclusive do Superior Tribunal de Justiça; Ao final, requereu o total acolhimento da impugnação e cancelamento da exigência fiscal, sob pena de ofensa ao princípio constitucional da Fl. 145DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10735.002986/200887 Resolução nº 2102000.170 S2C1T2 Fl. 146 3 isonomia, e que não lhe seja dado tratamento desigual em relação aos contribuintes que receberam os mesmos rendimentos de forma regular, sem atraso. A DRJ Campo Grande/MS julgou improcedente a impugnação. Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 14/10/2011, extrato, fls. 102, o contribuinte apresentou recurso voluntário, fls. 103/135, em 11/11/2011, no qual reproduz e reforça as mesmas alegações e argumentos da impugnação, acrescentando pedido para aplicação do art. 62A do Regimento Interno do CARF. É o Relatório. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10735.002986/200887 Resolução nº 2102000.170 S2C1T2 Fl. 147 4 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Na forma do art. 62A, caput e § 1º, do Anexo II, do RICARF, sempre que a controvérsia tributária seja admitida no rito da repercussão geral (art. 543B do CPC), deverão as Turmas de Julgamento do CARF sobrestar o julgamento de matéria idêntica nos recursos administrativos, aguardando a decisão definitiva da Suprema Corte. Daí, no âmbito das Turmas de Julgamento da Primeira e Segunda Câmaras da Segunda Seção do CARF, a controvérsia sobre a tributação dos rendimentos recebidos acumuladamente deve ter o julgamento administrativo sobrestado, pois o STF reconheceu a repercussão geral na matéria, como se vê abaixo (informação extraída do site www.stf.jus.br): Tema 228 Incidência do imposto de renda de pessoa física sobre rendimentos percebidos acumuladamente. – RE 614.406 – Relatora a Min. Ellen Grace. No presente caso, temse que a infração de omissão de rendimentos imputada ao contribuinte, versa sobre a matéria do Tema 228 e deve ter seu julgamento sobrestado, na forma do art. 62, caput e § 1º, do Anexo II, do RICARF. Ante o exposto, voto no sentido de SOBRESTAR o julgamento do recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora Fl. 147DF CARF MF Impresso em 24/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
