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Numero do processo: 13819.901063/2008-78
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Sep 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. PARCELAMENTO DA DÍVIDA. DESISTÊNCIA DO PERDECOMP.
A inclusão do débito não compensado em processo de parcelamento não autoriza o deferimento de desistência do Perdecomp em sede de julgamento administrativo.
INCLUSÃO DO DÉBITO EM PARCELAMENTO.
A verificação da efetiva inclusão do débito em processo de parcelamento compete à autoridade administrativa da circunscrição fiscal do contribuinte.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3403-003.281
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, devendo a autoridade administrativa zelar para que não haja cobrança em duplicidade, caso o débito resultante da não homologação da compensação tenha sido incluído em processo de parcelamento.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes (suplente), Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. PARCELAMENTO DA DÍVIDA. DESISTÊNCIA DO PERDECOMP. A inclusão do débito não compensado em processo de parcelamento não autoriza o deferimento de desistência do Perdecomp em sede de julgamento administrativo. INCLUSÃO DO DÉBITO EM PARCELAMENTO. A verificação da efetiva inclusão do débito em processo de parcelamento compete à autoridade administrativa da circunscrição fiscal do contribuinte. Recurso voluntário negado.
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NÃO HOMOLOGAÇÃO. PARCELAMENTO DA DÍVIDA. DESISTÊNCIA DO PERDECOMP. A inclusão do débito não compensado em processo de parcelamento não autoriza o deferimento de desistência do Perdecomp em sede de julgamento administrativo. INCLUSÃO DO DÉBITO EM PARCELAMENTO. A verificação da efetiva inclusão do débito em processo de parcelamento compete à autoridade administrativa da circunscrição fiscal do contribuinte. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, devendo a autoridade administrativa zelar para que não haja cobrança em duplicidade, caso o débito resultante da não homologação da compensação tenha sido incluído em processo de parcelamento. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 90 10 63 /2 00 8- 78 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 20/09/201 4 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes (suplente), Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de despacho de nãohomologação de compensação pela autoridade administrativa, em razão da não confirmação da existência do crédito informado, pois o pagamento consubstanciado no DARF discriminado pelo contribuinte no PER/DCOMP, foi utilizado integralmente para quitar débito anterior. Em sede de manifestação de inconformidade, o contribuinte alegou, em síntese, que temendo a não homologação da compensação, incluiu o débito compensado no processo de parcelamento nº 13819.000189/200661, deferido em 27/10/2006. Requereu a revisão de ofício do despacho decisório e o cancelamento do Perdecomp. A DRJ em Campinas SP indeferiu a manifestação de inconformidade. Ficou decidido que o contribuinte não contestou os fundamentos do despacho decisório, buscando demonstrar a existência do crédito com o qual pretendeu extinguir a obrigação tributária. A própria formulação do pedido de parcelamento representa a admissão por parte do contribuinte de que a extinção do crédito tributário não teria se materializado por compensação. No que tange à possibilidade de cancelamento ou desistência do Perdecomp, decidiu a DRJ que o art. 82 da IN 900/2008 só permite a desistência enquanto o perdecomp estiver pendente de decisão administrativa. Na fase de julgamento, a possibilidade de desistência é vedada tanto ao contribuinte quanto à autoridade julgadora. A DRJ manteve o despacho decisório ressalvando que na hipótese do débito ter sido incluído em parcelamento, que se adotem as providências no sentido de que não haja cobrança em duplicidade. Regularmente notificado da decisão de primeira instância, o contribuinte recorreu em tempo hábil a este Conselho, alegando, em síntese, que parcelou o débito antes da decisão quanto à homologação do Perdecomp, mas não efetuou o cancelamento do Perdecomp. Disse que embora não tendo cumprido o rito do art. 82 da IN 900/2008, não pode ser compelida a pagar o mesmo débito duas vezes. Requereu o cancelamento da cobrança consubstanciada neste processo. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. A insurgência do contribuinte reside única e exclusivamente no fato de considerar que está sendo cobrado duas vezes. Entretanto, depreendese da decisão de primeira instância que não haverá cobrança em duplicidade. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 20/09/201 4 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 13819.901063/200878 Acórdão n.º 3403003.281 S3C4T3 Fl. 3 3 Como bem decidiu a DRJ, é vedado aos órgãos de julgamento homologar a desistência do Perdecomp. Por outro lado, a verificação da efetiva inclusão do débito no processo de parcelamento é incumbência da autoridade administrativa da circunscrição fiscal do domicílio do contribuinte. Sendo assim, a única solução possível para este processo é manter o despacho decisório de não homologação da compensação e ressalvar à autoridade administrativa incumbida da execução do julgado que verifique se o débito não compensado neste processo está incluído no parcelamento. Se o débito estiver parcelado, obviamente que a própria autoridade administrativa se incumbirá de não encaminhar o Perdecomp para cobrança, pois não tem cabimento algum exigir a mesma dívida duas vezes. Com esses fundamentos, voto no sentido de negar provimento ao recurso, ressalvando que a autoridade administrativa deverá zelar para que não haja cobrança em duplicidade, caso o débito resultante da não homologação da compensação tenha sido incluído em processo de parcelamento. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Fl. 61DF CARF MF Impresso em 26/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 20/09/201 4 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10935.906251/2012-54
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 14/06/2006
Recurso Voluntário não conhecido
A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
Numero da decisão: 3802-003.218
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 14/06/2006 Recurso Voluntário não conhecido A manifestação de inconformidade apresentada fora do prazo legal não instaura a fase litigiosa do procedimento nem comporta julgamento de primeira instância quanto às alegações de mérito.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer o presente recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 62 51 /2 01 2- 54 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3a Turma da DRJ/CTA, a qual, por unanimidade de votos julgou pelo não acolhimento da manifestação de inconformidade apresentada. Em ato contínuo, o despacho decisório pela DRF de Cascavel/PR, que indeferiu o pedido de restituição formulado por meio do PER/DCOMP, devido à inexistência de crédito pleiteado, já que o pagamento de PIS/PASEP, do período acima indicado, estaria totalmente utilizado na extinção, por pagamento, de débito da contribuinte o mesmo fato gerador, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 14/06/2006 PIS/PASEP. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO EM PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado em PERD/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS/PASEP e à COFINS, pois aludido valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando for cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. CONTESTAÇÃO DE VALIDADE NORMAS VIGENTES JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. COMPETÊNCIA. Compete à autoridade administrativa de julgamento a análise da conformidade da atividade de lançamento com as normas vigentes, às quais não se pode, em âmbito administrativo, negar validade sob o argumento de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à inconstitucionalidade da cobrança do PIS e da COFINS, sem a exclusão do ICMS da base de cálculo, já que o conceito de faturamento trazido pela Lei nº 9.718, de 1998 não pode ser alargado ao ponto de abranger o conceito de ingresso. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que a matéria posta para análise – inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, não está afeta à competência desse Fl. 56DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10935.906251/201254 Acórdão n.º 1802003.218 S1TE02 Fl. 12 3 colegiado, já que não é permitido aos Conselheiros do CARF se pronunciarem sobre os aspectos constitucionais de lei tributária. É de rigor a aplicação da Súmula CARF nº 02 que determina: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Precedentes: Acórdão nº 10194876, de 25/02/2005 Acórdão nº 10321568, de 18/03/2004 Acórdão nº 10514586, de 11/08/2004 Acórdão nº 10806035, de 14/03/2000 Acórdão nº 10246146, de 15/10/2003 Acórdão nº 20309298, de 05/11/2003 Acórdão nº 201 77691, de 16/06/2004 Acórdão nº 20215674, de 06/07/2004 Acórdão nº 20178180, de 27/01/2005 Acórdão nº 20400115, de 17/05/2005. Portanto, pelas razões por mim aqui expostas, NÃO CONHEÇO do recurso ora interposto (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 57DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 27/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10073.001984/2007-21
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Sep 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1992 a 31/08/1997
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO HAVENDO COMPROVAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA PASSA A NÃO COMPORTAR O BENEFÍCIO DE ORDEM.
O tomador de serviços é solidário com o prestador quando não comprova o cumprimento da legislação. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade.
Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária.
VÍCIO FORMAL
No caso de vício formal a decadência do novo lançamento fiscal deve atender o disposto no art. 173, II do CTN.
A falta de complemento do dispositivo legal no relatório de fundamentos legais e discriminação mais detalhada do fato gerador caracterizam vício formal. Defeito ou falta, meramente formal, reparado no lançamento substituto para atender as formalidades legais necessárias à existência do ato observado pela fiscalização.
Há de se ressaltar que não houve alteração do objeto ou do fato gerador do lançamento fiscal. Não houve correção de vício substancial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-003.577
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento fiscal as competências 05/1996 e 08/1997, conforme informado na diligência fiscal resultante da Resolução nº 2803-000.027 - 3ª Turma Especial do CARF. Vencido Conselheiro Gustavo Vettorato que votou pelo vício material.
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1992 a 31/08/1997 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO HAVENDO COMPROVAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA PASSA A NÃO COMPORTAR O BENEFÍCIO DE ORDEM. O tomador de serviços é solidário com o prestador quando não comprova o cumprimento da legislação. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária. VÍCIO FORMAL No caso de vício formal a decadência do novo lançamento fiscal deve atender o disposto no art. 173, II do CTN. A falta de complemento do dispositivo legal no relatório de fundamentos legais e discriminação mais detalhada do fato gerador caracterizam vício formal. Defeito ou falta, meramente formal, reparado no lançamento substituto para atender as formalidades legais necessárias à existência do ato observado pela fiscalização. Há de se ressaltar que não houve alteração do objeto ou do fato gerador do lançamento fiscal. Não houve correção de vício substancial. Recurso Voluntário Negado.
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EMPRESAS EM GERAL. Recorrente COMPANHIA SIDERURGICA NACIONAL CSN E OUTRO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1992 a 31/08/1997 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ELISÃO DA RESPONSABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO HAVENDO COMPROVAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA PASSA A NÃO COMPORTAR O BENEFÍCIO DE ORDEM. O tomador de serviços é solidário com o prestador quando não comprova o cumprimento da legislação. A elisão é possível, mas se não realizada na época oportuna persiste a responsabilidade. Não há benefício de ordem na aplicação do instituto da responsabilidade solidária. VÍCIO FORMAL No caso de vício formal a decadência do novo lançamento fiscal deve atender o disposto no art. 173, II do CTN. A falta de complemento do dispositivo legal no relatório de fundamentos legais e discriminação mais detalhada do fato gerador caracterizam vício formal. Defeito ou falta, meramente formal, reparado no lançamento substituto para atender as formalidades legais necessárias à existência do ato observado pela fiscalização. Há de se ressaltar que não houve alteração do objeto ou do fato gerador do lançamento fiscal. Não houve correção de vício substancial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 00 19 84 /2 00 7- 21 Fl. 1852DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 2 Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento fiscal as competências 05/1996 e 08/1997, conforme informado na diligência fiscal resultante da Resolução nº 2803000.027 3ª Turma Especial do CARF. Vencido Conselheiro Gustavo Vettorato que votou pelo vício material. Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 1853DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10073.001984/200721 Acórdão n.º 2803003.577 S2TE03 Fl. 1.843 3 Relatório DO LANÇAMENTO A Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD em comento (37.048.3561/2006) fora lavrada em substituição à NFLD n°35.007.3546, cientificada ao sujeito passivo em 01/12/1999, e anulada pela 4° Câmara de Julgamento por intermédio do Acórdão n°724/2005 Oficio n° 10/4° CAJ/CRPS, de 04/04/2006, em face da omissão do dispositivo legal que autoriza o levantamento do débito por arbitramento no relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD, como também pelo fato de a NFLD ter arrolado, de forma generalizada, os 169 prestadores de serviço. Referese a contribuição previdenciária dos segurados empregados e parte patronal, exceto a outras entidades (terceiros), período 01/1992 a 07/1997. Conforme Relatório Fiscal, de fls. 54/57, a NFLD epigrafada fora lavrada para apurar e cobrar os créditos decorrentes do instituto da responsabilidade solidária. O fato gerador diz respeito às contribuições incidentes sobre a remuneração dos empregados da empresa RAWMEC IND. COM. DE SERVIÇOS LTDA (CNPJ n° 64.412.646/000169), aferidas com base nas notas fiscais, faturas e recibos de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, pelas quais o recorrente (contratante) responde solidariamente, conforme previsto no art. 31, da Lei 8.212/91, com as alterações do art. 2° da Lei 9.032/95 e art. 4° da Lei 9.129/95. Foi solicitado do contratante a documentação comprobatória dos recolhimentos previdenciários, inclusive as incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados incluída nas notas fiscais, relativamente aos serviços executados. Não houve comprovação do recolhimento. Assim, foi feito o lançamento por arbitramento, conforme o §3° do art. 33 da lei n° 8.212/91. DA IMPUGNAÇÃO Cientificada da notificação fiscal, a empresa prestadora de serviços RAWMEC IND. COM. DE SERVIÇOS LTDA apresentou a impugnação em 09/01/2007, de fls. 62/65, acompanhada dos documentos de fls. 66/124, alegando, em síntese, a decadência das competências lançadas. A Companhia Siderúrgica Nacional CSN não apresentou impugnação. Foi feita a juntada de cópia da liminar concedida à CSN (Mandado de Segurança de n° 2007.51.10.0000350, 5a. Vara Federal de São João de Meriti) suspendendo a exigibilidade dos créditos que se referiam a fatos geradores anteriores a 01/12/1994, fls. 127/131. O órgão julgador de primeira instância administrativa deu provimento parcial, fls. 153/162, considerando decadente o período de 01/1992 a 12/1993 em razão da Súmula Vinculante do STF n º 08/2008, e com base no art. 173, inciso I, do CTN, sendo legítimo o lançamento a partir da competência 01/1994. Fl. 1854DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 4 DO RECURSO A CSN foi cientificada da impugnação em 01/12/2008, fls. 165. A prestadora de serviços RAWMEC IND. COM. DE SERVIÇOS LTDA foi cientificada em 03/12/2008. fls. 166. Inconformada a CSN apresentou recurso voluntário às fls. 168 a 842, em 30/12/2008, alegando em síntese: Preliminarmente o recurso apresentado é tempestivo e não está obrigada ao depósito prévio administrativo; DA AUSÊNCIA DE RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA: os argumentos ora expostos não guardam qualquer relação com aqueles que estão sendo debatidos nos autos do Mandado de Segurança n° 2007.51.10.0000350. Naqueles autos discutese apenas a decadência dos fatos geradores do lançamento, questão que não será tratada neste recurso; No Mérito DA AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EXISTÊNCIA DO DÉBITO EXIGIDO: a responsabilidade solidária prevista no art. 31 da Lei 8.212/91, na sua redação originária, deve ser observada no momento da exigibilidade do crédito previdenciário e não na sua constituição, sendo obrigatória a averiguação, por parte da fiscalização, da efetiva inadimplência da prestadora de serviços antes de efetuar qualquer lançamento contra a tomadora. Nos termos do art. 37 da Lei 8.212/91, somente será lavrada notificação de débito se constatada pela fiscalização a ausência de recolhimento de contribuição. Em momento algum foi efetuada a análise da escrituração contábil da prestadora para fins de verificação da sua adimplência. Limitouse o Fiscal a utilizar os valores contidos nas notas fiscais emitidas pela prestadora Rawmec como base para aferição indireta das contribuições supostamente não recolhidas. Assim, não se pode constatar se houve ou não o pagamento das contribuições previdenciárias por parte do prestador dos serviços. É evidente que foi constituído um lançamento por presunção. Tendo ocorrido o pagamento por parte da prestadora estará configurada a situação prevista no art. 125, inciso I do CTN, sendo invalidada a cobrança contra o recorrente (contratante). O que se pretende esclarecer é que o recorrente não pode ser responsabilizado, ainda que solidariamente, por um débito cuja existência sequer foi constatada. Não é fornecida qualquer informação acerca da origem do débito que lhe é cobrado pela fiscalização. Para corroborar seu entendimento cita doutrina, jurisprudência do Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS, Parecer n° 2376/2000 Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, Orientação Interna do INSS/DIREP n° 7, de 17.06.04. O simples fato de as guias não serem apresentadas pelo tomador de serviços não caracteriza a inadimplência da prestadora. Assim vem se manifestando o judiciário (Acórdão proferido pela 2a. Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ nos autos do Recurso Especial n° 1039843/SP). Pelo exposto, o lançamento é nulo; DA INEXISTÊNCIA DE DÉBITO DA RAWMEC PERANTE A PREVIDÊNCIA SOCIAL: juntase as Certidões Negativas de Débito expedidas em nome da Rawmec (doc 2), o que demonstra, de plano, a falta de diligência da fiscalização ao lançar o débito que ora se visa anular. Outrossim, para que dúvidas não pairem acerca da insubsistência do débito, o recorrente anexa aos autos cópias dos seguintes documentos: (i) Guias de Recolhimento da Previdência Social GRPS (doc. 3) quitadas pela Rawmec; (ii) folhas de pagamento da Rawmec (doc. 4); (iii) recibos de pagamento de salários aos empregados da Rawmec (doc. 5) e (iv) termos de rescisão de contrato de trabalho relativos aos empregados Fl. 1855DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10073.001984/200721 Acórdão n.º 2803003.577 S2TE03 Fl. 1.844 5 desligados da Rawmec (doc. 6). Dos mencionados documentos inferese que a prestadora de serviços efetuou corretamente os recolhimentos previdenciários relativamente a todos os seus empregados, inclusive aqueles que foram cedidos ao recorrente, não havendo qualquer débito a ser exigido. Por fim, juntase declaração firmada pelos contadores da Rawmec no sentido de que a empresa encontravase com a sua contabilidade regular no período em que prestou serviços à CSN (doc. 7). pelo exposto, requer que seja julgado procedente o recurso, cancelando a notificação fiscal e seu crédito. Enviada intimação n° 066/2009, à Companhia Siderúrgica Nacional solicitando a apresentação dos originais dos documentos anexados ao Recurso, fls. 843 e 844. Em resposta à intimação, foi apresentado o requerimento de fls. 846 e 847, alegando que as cópias dos documentos que instruíram o recurso voluntário apresentado foram extraídas dos autos da NFLD n° 35.007.3546, a qual, inclusive, originou o presente processo. Diante disso e em virtude de tais documentos pertencerem à empresa Rawmec Indústria e Comércio Ltda sobre a qual o recorrente não tem ingerência não é possível juntar os originais. Não houve contrarrazões. Os autos foram encaminhados ao 2° Conselho de Contribuintes para julgamento. O julgamento foi convertido em diligência pela Resolução nº 2803000.027 3ª Turma Especial, datada de 08/02/2011, fls. 1702/1708 dos autos digitalizados, com objetivo do pronunciamento da fiscalização sobre os argumentos do recurso apresentado, inclusive, quanto a efetiva inadimplência da prestadora de serviços, abrindo prazo para o recorrente e solidários se manifestarem. Em resposta, a fiscalização emitiu informação fiscal (fls. 1724/1729) registrando: o lançamento seguiu o que determinava a legislação à época, onde, para a elisão da responsabilidade solidária, o tomador, antes do pagamento à prestadora de serviço, deveria exigir desta a emissão de folha de pagamento distinta e a cópia autenticada da GRPS quitada, o que não foi observado pela CSN; consta do cadastro da fiscalização que a prestadora RAWMEC foi fiscalizada no período de 07/1995 a 05/2003, por aferição indireta considerando a falta de escrituração contábil regular, diferentemente da alegação de escrituração regular da prestadora de serviços; houve lançamento fiscal AI nº 35.469.3654 na RAWMEC referente a tomadora CSN, compreendendo o período 05/1996 e 08/1997, que foi parcelado e liquidado; nas folhas de pagamento apresentadas não há qualquer menção de que se referem à tomadora (CSN). Pelas diversas Guias de Recolhimento GRPS constatou que a empresa RAWMEC também prestava serviços para várias outras tomadoras no mesmo período. Assim sendo, não há como concluir que as folhas de pagamento apresentadas se referem a todos os empregados, ou apenas parte deles. Não há prova inequívoca da adimplência da prestadora de serviço, uma vez que nas folhas de pagamento apresentadas não Fl. 1856DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 6 há qualquer referência de que as mesmas se referem aos empregados que laboraram junto à CSN (tomadora dos serviços); conclui a informação fiscal que devem ser excluídas do lançamento fiscal em epígrafe as competências 05/1996 e 08/1997, considerando que o crédito já teria sido lançado e parcelado pela empresa prestadora (AI nº 35.469.3654). As demais competências devem permanecer inalteradas. A CSN e a RAWMEC foram cientificadas do resultado da diligência fiscal. A CSN apresentou contestação à informação fiscal alegando em síntese (fls. 1740/1746): o lançamento fiscal não pode ser constituído por presunção; a decadência do lançamento nos termos do art. 173, I do CTN, em razão do lançamento original (NFLD 35.007.3546) ter sido anulado por vício material com no Acórdão nº 2301002.663 3a Câmara / 1a Turma Ordinária e não formal; reitera os argumentos do recurso voluntário e requer a anulação do AI nº 37.048.3561. É o Relatório. Fl. 1857DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10073.001984/200721 Acórdão n.º 2803003.577 S2TE03 Fl. 1.845 7 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O recurso é tempestivo, pressuposto de admissibilidade superado, passase ao exame das questões. DA ANÁLISE DO RECURSO E DA CONTESTAÇÃO DO RESULTADO DA DILIGÊNCIA FISCAL Preliminarmente O depósito prévio no valor mínimo de 30% da exigência fiscal como condição para seguimento do recurso voluntário foi declarado inconstitucional pela Súmula Vinculante do STF nº 21, DOU de 10/11/2009, não sendo mais exigível. A decadência dos fatos geradores do lançamento fiscal, debatidos nos autos do Mandado de Segurança n° 2007.51.10.0000350, foi acatada pela fiscalização que excluiu o período decadente. No Mérito O lançamento fiscal foi lavrado em substituição à NFLD n°35.007.3546, com ciência do sujeito passivo em 01/12/1999, e anulada pela 4° Câmara de Julgamento por intermédio do Acórdão n°724/2005 Oficio n° 10/4° CAJ/CRPS, de 04/04/2006, em face da omissão do dispositivo legal que autoriza o levantamento do débito por arbitramento no relatório de Fundamentos Legais do Débito FLD, como também pelo fato de a NFLD ter arrolado, de forma generalizada, os 169 prestadores de serviço. A decisão de primeira instância, Acórdão nº 1221.608 – 11a Turma da DRJ/RJOI de 30/10/2008, por unanimidade deu provimento parcial, reconhecendo a decadência de parte do lançamento originário (35.007.3546) pela regra do art. 173, I do CTN e mantendo as competências 01/1994 a 08/1997. Informa a decisão recorrida que a anulação do lançamento originário se deu por vício formal, assim, com base no art. 173, II do CTN não há que se falar em decadência do novo lançamento, pois o prazo para constituir o crédito se extingue após 5 (cinco) anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento efetuado. Como o lançamento substituto se deu em 14/12/2006 e a decisão que tornou nulo o lançamento anterior por vício formal foi em 20/04/2005, o novo lançamento foi feito dentro do prazo previsto de cinco anos, nos termos do art. 173, II do CTN. Quanto à aplicação da regra para anulação do lançamento originário por vício formal, temse que a hipótese prevista no art. 173, inciso II, do CTN estabelece apenas um novo prazo para que a autoridade fiscal efetue novo lançamento tributário corrigindo o vício formal que originou a anulação, contendo os mesmos elementos substanciais que se Fl. 1858DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 8 encontravam no anterior, não podendo outros serem incluídos. Tal ato é mera formalidade, como menciona o Ilustre Prof. Hugo de Brito Machado, "Curso de Direito Tributário", 28a edição, pg. 241. O vício formal que resultou na anulação do lançamento originário se deu em razão da forma de prescrição do dispositivo legal (falta de complemento do dispositivo legal do arbitramento no relatório de fundamentos legais) e da discriminação mais detalhada dos prestadores de serviços (discriminação individualizada). Defeito ou falta, meramente formal, cuja correção foi atendida no lançamento substituto. Há de se ressaltar que o novo lançamento apenas corrigiu o vício formal anterior, não havendo correção de vício substancial, pois não havia. Assim, não houve alteração do objeto ou do fato gerador do lançamento fiscal, apenas a inserção do fundamento legal do arbitramento e a separação do lançamento por prestador de serviço, para atender as formalidades legais necessárias à existência do ato observado pela fiscalização. Assim sendo, não há que se falar em anulação do lançamento originário por vício material, nem em lançamento por presunção. Os fatos narrados na autuação não são falsos à luz do dispositivo legal para o enquadramento do fato gerador, que diz respeito às contribuições incidentes sobre a remuneração dos empregados da empresa RAWMEC, aferidas com base nas notas fiscais de serviços executados mediante cessão de mão de obra, pelas quais o recorrente (CSN) responde solidariamente, em razão de não ter atentado para o previsto no art. 31, da Lei 8.212/91 e alterações. Desse modo, entendese ser correta a aplicação do art. 173, II do CTN por anulação de lançamento originário por vício formal. A falta de fundamentação no relatório de Fundamentos Legais é vício na formalização do ato administrativo, que pode ser corrigido com a colocação adequada no relatório mencionado. No mesmo sentido é o único lançamento para vários prestadores de serviços que recomenda o desmembramento em várias autuações fiscais com objetivo de individualizar e facilitar a defesa do contribuinte. Erro meramente de forma que pode ser reparado. Ademais, se restava dúvida quanto aos argumentos utilizados no acórdão do CRPS que anulou o crédito fiscal por não constar no relatório de fundamento legal do lançamento fiscal a capitulação legal do arbitramento fiscal, o enunciado 29 do CRPS tratou de esclarecer, em definitivo, asseverando que a fundamentação do arbitramento, quer no relatório fiscal ou no relatório de fundamentos legais do Débito – FLD garante o contraditório e ampla defesa do contribuinte, não gerando a anulação do lançamento, in verbis: Nos casos de levantamento por arbitramento, a existência do fundamento legal que ampara tal procedimento; seja no relatório Fundamentos Legais do Débito FLD ou no Relatório Fiscal REFISC garante o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, não gerando a nulidade do lançamento. Corrobora o entendimento do enunciado 29 do CRPS a decisão da 1a Turma do STJ, Processo: RESP 200600173840RESP – Recurso Especial – 812282, Relator Luiz Fux, Fonte: DJ data:31/05/2007 pg:00363, que por unanimidade de votos deu provimento ao recurso especial, no sentido de que quando a falha for superada pela juntada aos autos de documentos que supram a ausência da fundamentação legal, no caso do arbitramento, há o saneamento dos autos e não há que se falar em nulidade. São os termos do julgado: Fl. 1859DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10073.001984/200721 Acórdão n.º 2803003.577 S2TE03 Fl. 1.846 9 Ementa: PROCESSUAL CIVIL.TRIBUTÁRIO.EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CDA. ART. 2º, § 5º, DA LEF. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. JUNTADA DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. SANEAMENTO DO VÍCIO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. 1. A nulidade da (...). 5. In casu, tendo sido juntada aos autos cópia de todo o processo administrativo, atingindose, dessa forma, o objetivo maior da norma jurídica em tela, encontrase saneado o vício apontado, não se caracterizando o comprometimento da essência do título executivo. Conseqüentemente, tornase despiciendo, por parte do exeqüente, a instauração de um novo processo com base em um novo lançamento tributário para apuração do tributo devido, posto conspirar contra o princípio da efetividade, aplicável ao processo executivo extrajudicial. (Precedentes: REsp 686516 / SC, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 12/09/2005 REsp 271584/PR, Relator Ministro José delgado, DJ de 05.02.2001; RESP 485743, 1ª Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ 02/02/2004) 6. Destarte, não é qualquer omissão de requisitos formais da CDA que conduz à sua nulidade, devendo a irregularidade provocar uma efetiva dificuldade de defesa por parte do executado, máxime quando essa falha resta superada pela juntada aos autos de documentos que possibilitem o pleno exercício do direito de defesa, razão pela qual reputase incólume a presunção de liquidez e certeza do título executivo. 7. Recurso especial provido. Como se pode notar dos autos os interessados foram cientificados dos atos da fiscalização e tiveram todas as suas razões analisadas. Destarte, não há que se falar em ferimento ao contraditório, ampla defesa e à legalidade. A autoridade julgadora deve reconhecer de ofício a validade do enunciado 29 do CRPS e aplicálo nos casos de processo administrativo não transitado em julgado. A responsabilidade solidária tributária tem previsão legal, não comporta benefício de ordem e admite a retenção de importância devida para garantia do cumprimento da obrigação, nos termos do art. 124, inciso II, § único do CTN; art. 30, art. 31 e art. 33 da Lei 8.212/91. A responsabilidade encontrase demonstrada e fundamentada pela fiscalização. Não comporta benefício de ordem e o tomador dos serviços pode se elidir da responsabilidade solidária fazendo a retenção dos valores devidos, assim não há que se falar que devem ser esgotados todos os meios de cobrança da empresa cedente. Do mesmo modo, não há que se falar em ilegalidade. A exigência da contribuição do segurado empregado encontra respaldo no art. 30, inciso I; art. 31; c/c art. 33 todos da Lei 8.212/91. Consta dos Autos que a contratante (CSN) e a prestadora de serviço (RAWMEC) foram cientificadas dos atos da fiscalização com direito a contestação, sendo garantido a defesa e contraditório. A diligência fiscal resultante da Resolução nº 2803000.027 3ª Turma Especial informou que a prestadora RAWMEC foi fiscalizada no período de 07/1995 a Fl. 1860DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA 10 05/2003, por aferição indireta considerando a falta de escrituração contábil regular, diferentemente da alegação de escrituração regular da prestadora de serviço. Nos documentos apresentados em recurso constatouse que a empresa RAWMEC também prestava serviços para várias outras tomadoras no mesmo período fiscalizado. Não há prova inequívoca da adimplência do prestador de serviço, uma vez que nas folhas de pagamento apresentadas não há qualquer referência de que se refere aos empregados que laboraram junto à CSN (tomador do serviço). A fiscalização informou, ainda, que houve lançamento fiscal AI nº 35.469.3654 na RAWMEC referente a tomadora CSN, compreendendo o período 05/1996 e 08/1997, que foi parcelado e liquidado, sendo as competências excluídas do lançamento fiscal em epígrafe. As demais competências devem permanecer inalteradas. Por fim, a diligência fiscal asseverou que o lançamento foi fundamentado na legislação à época, onde, para a elisão da responsabilidade solidária, o tomador, antes do pagamento à prestadora de serviço, deveria exigir desta a emissão de folha de pagamento distinta e a cópia autenticada da GRPS quitada, o que não foi observado pela CSN. Demonstrado que o lançamento originário foi anulado por vício formal e que o lançamento substituto seguiu a regra da decadência contida no art. 173, II do CTN, correto a sua constituição. Devendo ser excluídas as competências 05/1996 e 08/1997 cujos recolhimentos foram comprovados pelo prestador de serviço RAWMEC. A fiscalização no relatório da diligência fiscal demonstrou o período fiscalizado no prestador de serviço RAWMEC e excluiu as competências 05/1996 e 08/1997 cujos recolhimentos foram comprovados e vinculados ao tomador do serviço (CSN). Foi constatado pelos documentos apresentados no recurso do contribuinte e analisados pela fiscalização que a prestadora não demonstrou o pagamento das contribuições dos empregados relativo aos serviços prestados ao tomador. Nos termos do art. 31, § 4o da Lei 8.212/91 c/c art. 46 do Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social – ROCSS, aprovado pelo Decreto n. 356/91, com a nova redação dada pelo Decreto n. 612/92, o cedente da mãodeobra deverá elaborar folhas de pagamento e guia de recolhimento distintas para cada empresa tomadora de serviço, que deve exigir do executor, quando da quitação da nota fiscal ou fatura, cópia autenticada da guia de recolhimento quitada e respectiva folha de pagamento. Destarte, as competências em que o prestador de serviço não comprovou o recolhimento das contribuições relativas aos empregados que executaram os serviços no prestador (CSN) foram mantidas no lançamento fiscal. As contribuições sociais devidas foram apuradas por aferição indireta, nos termos do art. 33 parágrafos 3o e 6o da Lei 8.212/91, constante do relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, anexo aos autos. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e §único, e arts. 97 e 114, todos do CTN, com período apurado, discriminação dos fatos geradores, discriminativo de débito; instrução para o contribuinte, os fundamentos legais do débito, Relatório Fiscal, e demais informações constantes dos autos, consoante artigo 33 da Lei 8.212/91, bem como demais dispositivos mencionados nos autos. CONCLUSÃO: Fl. 1861DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10073.001984/200721 Acórdão n.º 2803003.577 S2TE03 Fl. 1.847 11 Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para excluir do lançamento fiscal as competências 05/1996 e 08/1997, conforme informado na diligência fiscal resultante da Resolução nº 2803000.027 3ª Turma Especial do CARF. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 1862DF CARF MF Impresso em 16/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 11/ 09/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001869/2005-09
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL.
Exercícios: 2001, 2002, 2003, 2004
Ementa:O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei no 10.865, de 2004.
Numero da decisão: 9101-001.810
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por maioria dos votos, recurso não conhecido. Vencidos os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva e Henrique Pinheiro Torres
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria dos votos, recurso não conhecido. Vencidos os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva e Henrique Pinheiro Torres. (Documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres - Presidente-Substituto (Documento assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente - Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Francisco Sales Ribeiro de Queiroz, Karem Jureidini Dias, Valmar Fonseca de Menezes, Valmir Sandri, Jorge Celso Freire da Silva, João Carlos de Lima Junior, Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente). Ausente, Justificadamente, Otacilio Dantas Cartaxo (Presidente). Fl. 372DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, às fl.s XX. inconformada com o acórdão proferido que deu provimento ao recurso voluntário da contribuinte, nos seguintes termos: “ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Exercício: 2001, 2002, 2003, 2004 CSLL. SOCIEDADE COOPERATIVA. ATOS COOPERATIVOS. A contribuição social sobre o lucro das cooperativas tem como base de cálculo o resultado com atos não cooperativos, visto que em relação aos atos cooperativos, a entidade não percebe lucros como definido na legislação. Se o Fisco não afirma nem comprova a existência de atos não cooperativos, essa prática não pode ser presumida, e os atos praticados pela sociedade devem ser tidos como cooperativos. Assim, não pode prosperar o lançamento. CSLL. FALTA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. MULTAS EXIGIDAS ISOLADAMENTE. Se não ocorre a incidência tributária sobre os atos cooperativos, não se pode falar na obrigatoriedade de antecipação, muito menos em multas pela falta desse recolhimento. Descabe, pois, a exigência das multas isoladas.” O recurso especial apresentado pela Fazenda foi admitido pelo despacho de admissibilidade, às fls. XX, que conclui da seguinte forma: “Examinando o acórdão paradigma em seu inteiro teor verifica- se que até a edição da Lei nº 10865/04, que concedeu a isenção da contribuição a partir de 01/01/2005, a CSLL incidia inclusive sobre os atos cooperativos. De outra parte, o acórdão recorrido diverge desta interpretação ao dispor que a CSLL não incide sobre os atos cooperativos, que não se caracterizariam como lucros, mesmo no período anterior à vigência da Lei nº 10865/04. Portanto, as conclusões sobre a matéria ora recorrida nos acórdãos examinados revelam-se divergentes, restando plenamente configurada a divergência jurisprudencial apontada pela recorrente.” É o relatório. Voto Fl. 373DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11516.001869/2005-09 Acórdão n.º 9101-001.810 CSRF-T1 Fl. 11 3 Conselheiro Valmar Fonseca de Menezes, Relator Dispõe a Súmula CARF no. 83: “Súmula CARF nº 83: O resultado positivo obtido pelas sociedades cooperativas nas operações realizadas com seus cooperados não integra a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, mesmo antes da vigência do art. 39 da Lei no 10.865, de 2004.” O caso ora em análise se enquadra exatamente na situação prevista na referida súmula. Diante do exposto, e por se tratar de matéria sumulada, não conheço do recurso especial, sem maiores delongas, por economia processual e dando celeridade ao Processo Administrativo Fiscal. É como voto. (Documento assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes - Relator Fl. 374DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2014 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA, Assinado digitalmente em 13/07/2014 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 13401.000767/2005-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Aug 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
LANÇAMENTO. NULIDADE.
Não há que se falar em nulidade do lançamento quando cumpridas todas as exigências legais pelo Fisco.
DILIGÊNCIA. REQUISITOS LEGAIS.
Descabe a diligência se a Recorrente não cumpriu as exigências da Lei do Processo Administrativo Fiscal.
SIMPLES. RECEITA BRUTA. DEVOLUÇÃO DE VENDAS.
Na determinação da receita bruta auferida deverá ser deduzido a devolução de vendas ocorrida no respectivo período.
Numero da decisão: 1202-001.159
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada, em indeferir o pedido de diligência e, no mérito, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Marcos Antonio Pires (suplente), Nereida de Miranda Finamore Horta e Orlando José Gonçalves Bueno. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Geraldo Valentim Neto.
Nome do relator: PLINIO RODRIGUES LIMA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 LANÇAMENTO. NULIDADE. Não há que se falar em nulidade do lançamento quando cumpridas todas as exigências legais pelo Fisco. DILIGÊNCIA. REQUISITOS LEGAIS. Descabe a diligência se a Recorrente não cumpriu as exigências da Lei do Processo Administrativo Fiscal. SIMPLES. RECEITA BRUTA. DEVOLUÇÃO DE VENDAS. Na determinação da receita bruta auferida deverá ser deduzido a devolução de vendas ocorrida no respectivo período.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada, em indeferir o pedido de diligência e, no mérito, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo - Presidente. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Marcos Antonio Pires (suplente), Nereida de Miranda Finamore Horta e Orlando José Gonçalves Bueno. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Geraldo Valentim Neto.
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NULIDADE. Não há que se falar em nulidade do lançamento quando cumpridas todas as exigências legais pelo Fisco. DILIGÊNCIA. REQUISITOS LEGAIS. Descabe a diligência se a Recorrente não cumpriu as exigências da Lei do Processo Administrativo Fiscal. SIMPLES. RECEITA BRUTA. DEVOLUÇÃO DE VENDAS. Na determinação da receita bruta auferida deverá ser deduzido a devolução de vendas ocorrida no respectivo período. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada, em indeferir o pedido de diligência e, no mérito, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 40 1. 00 07 67 /2 00 5- 81 Fl. 241DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Marcos Antonio Pires (suplente), Nereida de Miranda Finamore Horta e Orlando José Gonçalves Bueno. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Geraldo Valentim Neto. Relatório Consta do Acórdão n° 1121.043 – 4ª Turma da DRJ/REC (Fls. 203 a 217), de 10/12/2007: Contra a contribuinte acima qualificada foram lavrados os Autos de Infração, às fls. 4 a 55 para exigência dos créditos tributários referentes ao ano calendário de 2002, adiante especificados: CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM REAIS TRIBUTO Fis. Imposto /Contrib Juros de Mora Multa Proporciona l TOTAL Imposto de Renda Pessoa Jurídica Simples 4/7 21.578,94 12.615,58 16.190,89 50.394,41 Contribuição para o PIS Simples 24/27 21.578;94 12.615,58 16.190,89 50.394,41 Contribuição Social sobre o Lucro Simples 32/35 33.213,99 19.409,78 24.910,43 77.534,20 Contribuição para a Seguridade Social Simples 40/43 66.427,99 38.819,62 49.820,93 /l 55.068,54 Contribuição para Seguridade Social INSS Simples 48/53 142.815,33 83.459,14 107.111,44 333.385,91 TOTAL 666.777,47 Os referidos autos de infração são decorrentes do procedimento de fiscalização efetuado junto à contribuinte, no qual a fiscalização constatou infrações à legislação do SIMPLES. Na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal dos respectivos autos de infração, consta que a contribuinte informou na Declaração Anual Simplificada do ano calendário de 2002, consoante cópia anexa às fls.68/71, valores de receita bruta inferiores aos constantes dos valores informados à SEFAZPE através das GIAM, cópia anexa às fls. 72/120, consolidados no demonstrativo de fl. 121. Assim, a fiscalização procedeu à autuação apontando as seguintes irregularidades: 1)DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO/PAGO, dos meses de fevereiro, e abril a dezembro de 2002, dos impostos e contribuições do SIMPLES (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS E INSS), decorrente da diferença entre as bases de cálculo informadas na PJSI/2003 e as bases de cálculo apuradas através das informações prestadas através das GIM à SEFAZPE, aplicandose a alíquota apropriada a cada período de apuração. 2)INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO, dos meses de janeiro a dezembrode 2002, dos impostos e contribuições do SIMPLES Fl. 242DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13401.000767/200581 Acórdão n.º 1202001.159 S1C2T2 Fl. 3 3 (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS E INSS),decorrente da diferença apurada relativa à utilização de percentual inferior ao efetivamente aplicável sobre a receita bruta declarada na PJSI/2003 Devidamente notificada, e não se: conformando com o procedimento fiscal, a contribuinte apresentou, tempestivamente, a sua peça impugnatória, às fls. 125/134, na qual questiona integralmente os autos de infração, apresentando seus argumentos de defesa, abaixo descritos sucintamente. A impugnante alega que a fiscalização exigiu tributos adicionais sob a justificativa da ocorrência de presumidas diferenças de base de cálculo sem contudo detalhar os fatos justificadores do ilícito fiscal, sendo, este, elemento obrigatório de qualquer auto de infração. Afirmou que a fiscalização procedeu ao lançamento em lide em detrimento ao princípio da legalidade, transcrevendo o entendimento do Tributarista Paulo de Barros Carvalho (fls.126/127). A impugnante alega que os valores extraídos das informações prestadas pela empresa ao fisco Estadual são, em boa parte, inconsistentes, principalmente o valor do faturamento mensal do mês de fevereiro, afirmando que, tal valor se encontra bastante elevado ferindo o princípio da razoabilidade/proporcionalidade, visto que a autuada é um mercadinho de bairro "cujo faturamento mensal, nos períodos de grandes vendas, atingiram no máximo o patamar de R$ 225.000,00 (duzentos e vinte e cinco mil reais). Como poderia em um só mês ter faturado R$ 1.578.914,00? "(sic) A autuada se insurge contra a utilização de informações atinentes ao ICMS, alegando se tratar de imposto diverso dos tributos administrados pela RFB, não servindo de prova do auferimento de receita atribuída à contribuinte. Afirma ainda que os valores utilizados como bases de cálculo, nos autos de infração em lide, são meras ficções. Sobre a utilização de "prova emprestada" cita o trabalho publicado pelo Advogado Francisco Mélega, à fl. 130, afirmando que o procedimento fiscal em lide atenta contra a segurança jurídica fisco/contribuinte. A impugnante assevera que os valores corretos de seus faturamentos mensais se encontram discriminados na declaração retificadora apresentada em 10/10/2005, consoante cópia anexa à fl. 135, cujos valores são em sua maioria superiores aos informados ao fisco estadual, exceto no mês de fevereiro de 2002, visto que, consta das próprias informações da GIAM o valor de R$ 1.578.914 no código 5.12, no entanto no código 1.32 consta o valor de R$ 1.500.002,00 "anulando os efeitos de Fl. 243DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO 4 um erro cometido no manuseio do equipamento de ECF da empresa. "(sic). Discorrendo acerca do lançamento fiscal, disposto no art 142, com a citação do entendimento doutrinário do Professor Alberto Xavier, e acórdão do Conselho de Contribuintes, a impugnante afirma que "em nenhum momento se esquivou de seus deveres fiscais. O que acontece é que infelizmente estava tendo dificuldades em localizar os livros solicitados relacionados à ação fiscal, fato este que por si só não autoriza o fisco a efetuar lançamento utilizando base de cálculo de consistência duvidosa, (sic)". Discorre ainda, às fls. 129/130 acerca do princípio da legalidade, tipicidade da tributação e presunção. A impugnante alega que os autos de infração em lide estão confusos, impedindo a sua plena manifestação de inconformidade, isto é, que sofreu o cerceamento de defesa assegurada nos termos do inciso LV, ao art. 5o da CF. Sobre o assunto cita, à fl.131, ementa do Recurso Especial n° 8.516SP, do STF. A impugnante requer a nulidade do lançamento em lide, nos termos do art. 59 inciso II do Decreto n° 70.235/72, alegando que a fiscalização deixou de realizar o efetivo trabalho fiscal, consoante dispõe o art. 10° do citado Decreto, e que optou por impor a fiscalizada, sem pelo menos antes têla notificado sobre os fetos, uma acusação de omissão de receita, embasado em apenas em demonstrativo elaborado sem as devidas técnicas contábeis. Concluindo a contribuinte requer o cancelamento dos autos de infração em lide, pela manutenção da cobrança dos valores informados na PJSI retificadora, espontaneamente apresentada. Assevera a impugnante que a fiscalização deveria ter feito as diligências necessárias para a validação dos elementos de prova, não podendo transferir ao contribuinte tal tarefa. Afirma ainda que a fiscalização optou por manusear as informações constantes das GIAM, sem contudo verificar a sua consistência, através de os arquivos "SEP' apresentados a Secretaria de Fazenda, os quais equivalem aos mencionados livros fiscais. A impugnante também se insurge contra a cobrança dos juros moratórios com base na taxa SELIC. Alega ainda que, por se tratar de uma empresa de pequeno porte, é detentora de privilégios outorgados pela Constituição Federal os quais não podem ser suprimidos pela burocracia fiscal. Do pedido. Diante das razões apresentadas, a impugnante requer preliminarmente a nulidade dos lançamentos em lide nos termos Fl. 244DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13401.000767/200581 Acórdão n.º 1202001.159 S1C2T2 Fl. 4 5 do inciso II, do art. 59 do Decreto n° 70.235/72, em face de a inobservância de requisitos formais apontados. Caso ultrapassada as preliminares argüidas, a impugnante requer: a improcedência do lançamento "haja vista que o fisco optou por formalizálo de modo açodado, abusivo e fundamentalmente ilegal, desfocado da realidade, e amparado em meros indícios da conduta irregular que acusa (sic) ". seja realizada diligência fiscal nos termos do art. 16, inciso IV, do Decreto n°70.235/72, com o objetivo de que se manifeste a verdade real do evento fiscal em questão, "relembrando que a presunção/indícios é apenas o ponto de partida de um fato que ao final deverá se confirmar para dar sustentação ao lançamento (sic) ". Consta da ementa da decisão em primeira instância: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 LANÇAMENTO.NULIDADE POR CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há que se falar em nulidade do lançamento por cerceamento do direito de defesa quando presentes nos autos demonstrativos e documentos utilizados pela autoridade administrativa para fins de apuração do crédito tributário, respeitado respectivo prazo regulamentar de defesa. PROVA EMPRESTADA.VALORES DECLARADOS AO FISCO ESTADUAL. Não constitui prova emprestada a receita bruta informada nas Guias de Informação Mensal de ICMS GIAM's prestada à Secretaria da Fazenda do Estado. Os valores informados e atestados como verídicos ao fisco estadual, pela contribuinte, mediante declaração firmada nas GIAM's, presumemse verdadeiros, cabendo prova em contrário, com elementos objetivos. DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE APÓS O INICIO DO PROCEDIMENTO FISCAL. A declaração do IRPJ retificadora, apresentada posteriormente ao início da ação fiscal, por contrariar o disposto no art. 147 § 1o da Lei n.° 5.172/66 (CTN), não pode ser considerada para efeito de ilidir a tributação calcada na comparação dos valores anteriormente declarados com os apurados pelo Auditor Fiscal. RECEITA BRUTA. DEDUÇÃO Fl. 245DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO 6 Na determinação da receita bruta auferida deverá ser deduzido a devolução de vendas ocorrida no respectivo período. Lançamento Procedente em Parte Intimada em 30/06/2008 (Fls. 223), a Recorrente interpôs o presente recurso (Fls. 224 a 234), com os mesmos argumentos da impugnação inicial. Subiram os autos ao CARF e distribuídos por sorteio a este relator. É o relatório. Voto Conselheiro Plínio Rodrigues Lima, Relator. Tratase de recurso contra decisão em primeira instância, a qual alterou a exigência de tributos na sistemática de apuração do SIMPLES, com base nos seguintes valores consolidados em 28/12/2007 (Fls. 218), acrescidos de multa de ofício de 75% e de juros de mora: Imposto de Renda Pessoa Jurídica Simples R$ 20.094,78 Programa de Integração Social Simples R$ 20.094,78 Contribuição Social s/Lucro Liquido Simples R$ 38.089,71 Contribuição p/ Financ. S.SocialSimples R$ 76.179,78 Contribuição p/ Segur. SocialSimples R$ 124.380,13 Conheço do presente recurso quanto ao requisito da tempestividade do art. 33, do Decreto n° 70.235, de 1972, a seguir transcrito, de acordo com o período transcorrido entre a intimação da decisão em primeira instância e a interposição deste, constante do relatório. Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Passo à análise dos pontos levantados pela Recorrente (Fls. 224 a 234): (...) Pelo exposto, estando demonstrado, A toda prova, a impertinência da exigência fiscal (acusação de receita omitida da Declaração do IRPJ/CONTRIBUIÇÕES — SIMPLES declaração inexata) objeto do AUTO DE INFRAÇÃO em questão, argumentos esses que repetiremos a seguir, em resumo, Fl. 246DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13401.000767/200581 Acórdão n.º 1202001.159 S1C2T2 Fl. 5 7 por absoluta necessidade de conclusão, rogamos a este E. CONSELHO DE CONTRIBUINTES a reforma da equivocada decisão de 1ª. Instância, com o reconhecimento preliminar da improcedência absoluta do dito lançamento fiscal, em face da inexistência de elementos jurídicos que legitimem o procedimento fiscal de lançamento imposto pessoa jurídica autuada. No caso, o reconhecimento da nulidade do auto de infração, pelos fatos suscitados à exaustão, fundamentalmente a inobservância de requisitos formais, mostrase aqui ser um imperativo legal, nos termos do inciso II, do art. 59, do Decreto n° 70.235/72. Em relação à preliminar de nulidade suscitada, não assiste razão à Recorrente, conforme os fundamentos da decisão em primeira instância, os quais passo a adotálos neste voto, transcrevendoos a seguir: (...) Em se tratando os presentes lançamentos de "autos de infração, o dispositivo que determina as formalidades que :elevem ser cumpridas é o disposto no artigo 10 do citado Decreto, que assim dispõe: • "Art. 10. 0 auto de infração será lavrado por servidor competente, no local, da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I — a qualificação do autuado; II — o local, a data e a hora da lavratura; III — a descrição do fato; IV— a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 (trinta) dias; VI — a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matricula. Os autos de infração em litígio, recebidos pela autuada em 24/10/2005, consoante AR à fl.123, contém todos os requisitos prescritos no diploma legal. As fundamentações legais constantes dos citados autos, e as penalidades cabíveis estão corretamente discriminadas tipificando perfeitamente a infração cometida em atendimento ao principio da legalidade. A elaboração do demonstrativo A fl. 121, onde constam as receitas brutas informadas A Receita Federal, as informadas à SEFAZPE, e a diferença entre elas, além de não se referir a lançamentos contábeis, que exigiriam a utilização das devidas técnicas para sua elaboração, não causou prejuízo à contribuinte quanto a compreensão dos fatos que serviram de objeto aos presentes lançamentos, por conseguinte, o pleno conhecimento dos valores lançados, das bases infringidas e da descrição dos fatos contidas no auto de infração, garantiram o Fl. 247DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO 8 pleno direito de defesa da contribuinte, o qual foi exercido, quando contestou o mérito do lançamento analisado a seguir. (...) Destarte, não havendo que se falar em nulidade do auto de infração, devese rejeitar a preliminar de nulidade suscitada. (...) Nesse sentido, comporta ainda argumentar e requerer: a) Contudo, se ficar entendido que as preliminares argüidas são ineficazes para o reconhecimento da ilegalidade do lançamento, apesar das evidências articuladas, que seja, após as análises dos aspectos meritórios desse lançamento fiscal, reconhecida sua inquestionável improcedência, haja vista que o fisco optou por formalizálo de modo açodado, abusivo e fundamentalmente ilegal, desfocado da realidade, e amparado em meros indícios da conduta irregular que acusa. Não assiste razão à Recorrente, uma vez que o Fisco seguiu todos os procedimentos legais para a autuação, conforme o exposto nos fundamentos da decisão recorrida, transcritos a seguir: Como já mencionado anteriormente a contribuinte foi intimada a apresentar a sua escrituração contábil e fiscal diversas vezes, em resposta às intimações da fiscalização, informou, à fl. 67, que estava com dificuldades de encontrar os livros e documentos solicitados, e que em decorrência de paralisação momentânea das operações da empresa estes provavelmente tinham sido extraviados. Constatase, então, que a contribuinte em nenhum momento apresentou qualquer registro contábil nem seus livros fiscais. Por outro lado, a autoridade autuante havia obtido, junto à Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco FISEP, cópias informatizadas das GIAM apresentadas pela contribuinte. A Guia de Informação e Apuração Mensal do ICMS GIAM é um demonstrativo mensal destinado à apuração do ICMS das empresas, tendo como base a escrita fiscal da contribuinte, abrangendo os valores relativos a todas as entradas e saídas, discriminados por Unidade da Federação. Assim como, encontramse obrigados a entregar as GIAM todos os contribuintes do ICMS estabelecidos neste Estado, situação esta em que se enquadra a impugnante. Como os dados sobre a receita bruta da impugnante, obtidos na SEFAZ/PE, foram apresentados por ela própria mediante as GIAM e diante da ausência de qualquer outra contraprova em razão da contribuinte não ter apresentado nenhum dado de sua escrituração contábil ou fiscal, corretamente agiu a autoridade Fl. 248DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13401.000767/200581 Acórdão n.º 1202001.159 S1C2T2 Fl. 6 9 autuante ao identificar as bases de cálculo dos lançamentos tributários a partir dos dados de receita bruta informados nas GIAM. Dessa forma, não se pode alegar que inexistem provas ou que não se tem conhecimento delas, pois elas se encontram inclusive anexadas ao presente processo às fls. 72 a 120. Quanto à alegação desque os valores constantes nas GIAM estão incorretos, sem a apresentação de qualquer elemento probante das citadas incorreções, não pode ser acatada por esta instancia julgadora. Porém, relativamente ao mês de fevereiro de 2002, verificamos a'existência de uma informação no código 1.32 (Devolução de Vendas de Mercadorias Adquiridas e/ou Recebidas de Terceiros) no valor de R$ 1.500.002,00, valor este que deve ser deduzido das vendas auferidas (código 5.12) no valor de R$ 1.578.914,00, para a determinação da receita bruta auferida. No entanto, verificamos que a fiscalização ao apurar a receita bruta no citado mês deixou de deduzir as devoluções de vendas informadas no próprio mês. Portanto, relativamente ao mês de fevereiro de 2002 a receita bruta auferida, consoante informações contidas nas GIAM (fls. 77/80) é de R$ 78.912,00 (1.578.914,00 1.500.002). Como o valor declarado em sua PJSI foi de R$ 480,00, o valor correto a ser cobrado é de R$ 78.432,00 (78.912,00 480,00). (...) Verificamos ainda que a contribuinte entregou uma declaração retificadora do SIMPLES, em 10/10/2005, tendo iniciado a fiscalização em 05/08/2005, consoante AR, fl. 64, e concluída com a entrega dos autos de infração em 24/10/2005 (AR fl.123), portanto, a entrega da retificadora ocorreu após o início do procedimento de ofício. Sobre o assunto temse que: A retificação da declaração de rendimentos da pessoa jurídica por iniciativa do contribuinte é tratada no art. 880 do RIR/94, o qual tendo por matriz legal o art. 21 do Decretolei n.° 1.967/82 e art. 6o do Decretolei 1.968/82 afirma: "A autoridade administrativa poderá autorizar retificação da declaração de rendimentos, quando comprovado erro nela contido? desde que sem interrupção do pagamento do saldo do imposto e antes de iniciado o processo de lançamento de oficio." Diante do acima exposto verificase que a entrega da declaração retificadora ocorreu quando a contribuinte já se encontrava em procedimento de ofício, portanto, não mais poderia ser procedida à retificação de declaração. Os valores de receita bruta contidos na PJSI retificadora são superiores aos apurados pela fiscalização, fato este que reforça a existência de omissão de receita cometida pela contribuinte. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO 10 (...) A legalidade, assim definida como princípio de administração pública, significa que o administrador público encontrase, na sua atividade funcional, sujeito aos ditames da lei e às exigências do bem comum, não podendo delas afastarse, sob pena de praticar ato inválido e exporse, segundo o caso, à responsabilidade disciplinar, civil e criminal. A autoridade administrativa tributária está, pois, vinculada às leis e aos atos complementares da legislação tributária, o que significa que deve agir estritamente de acordo com eles, não podendo deixar de aplicálos. Ora, o que houve no presente caso, na realidade, foi a devida subsunção do fato jurídico tributário, qual seja, a verificação de omissão de receita, com os dispositivos legais relacionados no Quadro da Descrição dos fatos e Enquadramento LegaL às fls 5/7; 25/27; 33/35; 41/43 e 49/51. Desta forma, como se vê, não há falar em mácula ao princípio da legalidade. (...) Em razão do exposto, nego provimento ao presente recurso quanto à improcedência do lançamento. (...) Por fim, se todas as argumentações apresentadas ainda forem insuficientes para formar a convicção da ilegalidade do lançamento fiscal, na sua plenitude, requerse que seja determinada a realização de diligência fiscal adicional, nos termos do artigo 16, inciso IV, do Decreto n° 70.235/72, tudo com o objetivo, considerando os amplos questionamentos anteriormente suscitados, de que se manifeste nesta oportunidade a verdade real do evento fiscal em questão, relembrando que a presunção/indícios é apenas o ponto de partida de um fato queao final deverá se confirmar para dar sustentação ao lançamento. Conforme mencionou a decisão recorrida, cujos fundamentos passo a adotá los: (...) Relativamente ao pedido de diligência requerida pela contribuinte no final de sua impugnação, além de ser desnecessária, pois os autos de infração do presente processo não têm elementos que possam gerar dúvidas, a contribuinte em seu requerimento não atendeu aos requisitos estabelecidos no art. 16, inciso IV, do Decreto 70.235/72, que determina que o pedido para realização de diligência ou perícia seja acompanhado dos motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados. Vale a pena lembrar o.art. 16, do Decreto 70.235/72, com alterações da Lei 9.532/97, assim descrito: Art. 16. A impugnação mencionará: Fl. 250DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 13401.000767/200581 Acórdão n.º 1202001.159 S1C2T2 Fl. 7 11 (...) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito; (Redação dada pelo art. 1." da Lei n.° 8.748/93) § 1. °. Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IVdo art. 16. (Acrescido pelo art. 1."da Lei n.°8.748/93) (...) Destarte, não atendidos os requisitos do art. 16, do Decreto 70.235/72 e sem motivos para realização de diligências ou perícias, indefiro o pedido da Recorrente. Em face de todo o exposto, indefiro o pedido de diligência, rejeito a preliminar de nulidade suscitada e, no mérito, nego provimento ao presente recurso. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Fl. 251DF CARF MF Impresso em 22/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/08/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 19/08/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/08/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Numero do processo: 10580.911784/2009-10
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/03/2007
Direito ao crédito não conhecido.
Ausência da prova do crédito pleiteado.
Numero da decisão: 3802-003.512
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/03/2007 Direito ao crédito não conhecido. Ausência da prova do crédito pleiteado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Ausência da prova do crédito pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negarlhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 84 /2 00 9- 10 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 2a Turma da DRJ/BHE, a qual, por unanimidade de votos, julgou pela IMPROCEDÊNCIA da manifestação de inconformidade, tendo em vista que, na ótica fazendária, o contribuinte não conseguiu comprovar o direito ao crédito e, por via de conseqüência, não houve a homologação da compensação pleiteada. Em ato contínuo, o processo de Declaração de Compensação fora realizado pelo contribuinte por meio eletrônico, no qual pretendia quitar os débitos declarados no referido documento, com créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado, por meio de DARF, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2007 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à identificação e exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS os medicamentos com incidência de alíquota zero, conforme decisão em seu favor, ainda não transitada em julgado, perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal sob o número 2009.34.00.0314472, de modo a manter a integralidade do crédito declarado e a homologar a compensação pleiteada por intermédio do PER/DCOMP. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que os requisitos de admissibilidade do presente recurso se fazem presentes, é de rigor dele tomar conhecimento e analisar o mérito da questão. Mérito Consultando os autos do processo noticiado pelo contribuinte, se verifica que houve a propositura de mandado de segurança coletivo, impetrado pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços, com o objetivo de suspensão da exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores feitas pela Lei nº 10.548/02, de modo a isentar ou impedir a cobrança de tais valores dos Hospitais e Clínicas substituídos. Nessa decisão de primeira instância do Pode Judiciário em favor ao recorrente, a qual está em segundo grau de jurisdição, a segurança foi concedida para Fl. 81DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911784/200910 Acórdão n.º 3802003.512 S3TE02 Fl. 112 3 determinar à autoridade fiscal que se abstivesse de exigir o recolhimento da contribuição para o PIS e COFINS sobre a receita proveniente da utilização de medicação, bem como foi declarado o direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. A partir da decisão judicial proferida pelo Justiça Federal, surge a seguinte situação: o contribuinte cumpre a determinação judicial e, por sua conta e risco, adota esse novo modelo tributário para o futuro e aqui sempre é bom lembrar que essa decisão judicial ainda não é definitiva, pois comporta recursos de ambas as partes envolvidas no processo até o seu ultimato da marcha processual. E, por outro lado, em relação ao passado, o contribuinte se antecipa e requer a compensação dos direitos decorrentes da própria decisão judicial. Pois bem! Para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e certeza decorrentes do artigo 170 do Código Tributário Nacional. E é justamente aqui se esbarra o direito do contribuinte. A compensação tributária dáse nas condições estipuladas pela lei, entre créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos do sujeito passivo. Não é possível o encontro de contas se o contribuinte não demonstrar, previamente, estes dois requisitos. No presente caso, o recorrente tem ao seu favor uma decisão judicial precária que suspende a exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores, bem como declaração do direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. Esta situação, por sua vez, não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários. A compensação de tributos devidos com créditos do particular em face do fisco é permitida em nossa legislação, desde que satisfeitos certos requisitos para tanto. Inicialmente, é interessante lembrar que a matéria está prevista no Código Tributário Nacional, no caput do art. 170: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Desde logo se verifica que o CTN é expresso ao afirmar que a lei poderá permitir a compensação, desde que seja ela feita com a utilização de créditos líquidos e certos. Não basta, assim, que existam hipotéticos pagamentos de um tributo posteriormente julgado indevido: é preciso que exista a certeza do pagamento, bem como o valor atualizado do seu montante. Por via de conseqüência, qualquer decisão judicial que autorize a compensação de créditos ilíquidos ou incertos estará violando o art. 170 do CTN. Interessante observar que o dispositivo transcrito acima não condiciona a compensação a uma necessária intervenção do Poder Judiciário. Não exige o CTN, assim, que somente possa compensar créditos aquele que tenha uma autorização judicial para tanto. O caput do art. 66 da Lei nº 8.383, de 30/12/91, autoriza a compensação prevista no art. 170 do CTN: "Art. 66. Os casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação Fl. 82DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes." Expressamente se verifica, inicialmente, que há de haver pagamento indevido ou a maior de tributos para que possa surgir o direito à compensação. Além disso, como mencionado acima, os créditos precisam ser líquidos e certos. Assim, se inexiste pagamento indevido ou a maior, não é possível compensar (art. 66 da Lei nº 8.383/91). Nesse sentido, se não há a certeza da existência dos pagamentos devidos, ou se estes não são líquidos, não é possível compensar (art. 170 do CTN). Presentes esses requisitos, tem o contribuinte o direito à compensação. Se não estão presentes esses requisitos, não tem o contribuinte o direito à compensação. Tendo em vista que, no presente caso, o contribuinte tem em seu poder uma decisão judicial passível de reforma, já que não houve o acertamento tributário definitivo, sou pelo CONHECIMENTO do presente recurso e dele NEGOLHE provimento para manter a decisão de primeira instância. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 83DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10925.002965/2007-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2005
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO.
Tendo a fiscalização comprovado que os bens que determinados bens estão ligados diretamente á produção, deve ser deferido o direto creditório, já que inexistente a controvérsia.
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. NÃO COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. APLICAÇÃO AO PROCESSO PRODUTIVO. DIREITO AO CRÉDITO.
O entendimento exposto pela fiscalização em relação a estes itens não condiz com a previsão legal, motivo pelo qual o crédito deve ser deferido.
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. NÃO COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. NÃO APLICAÇÃO AO PROCESSO PRODUTIVO. DIREITO AO CRÉDITO NEGADO.
Não é possível o creditamento sobre despesas que não guardam relação direta com o processo produtivo do contribuinte ou que não foram devidamente comprovadas.
RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-001.588
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator, vencido o conselheiro José Luis Feistauer de Oliveira, que negava e do Conselheiro Daniel Mariz Gudiño, que dava integral provimento.
JOEL MIYAZAKI Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 27/05/2014
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luis Feistauer de Oliveira, Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudiño e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2005 TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. Tendo a fiscalização comprovado que os bens que determinados bens estão ligados diretamente á produção, deve ser deferido o direto creditório, já que inexistente a controvérsia. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. NÃO COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. APLICAÇÃO AO PROCESSO PRODUTIVO. DIREITO AO CRÉDITO. O entendimento exposto pela fiscalização em relação a estes itens não condiz com a previsão legal, motivo pelo qual o crédito deve ser deferido. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. NÃO COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. NÃO APLICAÇÃO AO PROCESSO PRODUTIVO. DIREITO AO CRÉDITO NEGADO. Não é possível o creditamento sobre despesas que não guardam relação direta com o processo produtivo do contribuinte ou que não foram devidamente comprovadas. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator, vencido o conselheiro José Luis Feistauer de Oliveira, que negava e do Conselheiro Daniel Mariz Gudiño, que dava integral provimento. JOEL MIYAZAKI Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator. EDITADO EM: 27/05/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luis Feistauer de Oliveira, Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudiño e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. Tendo a fiscalização comprovado que os bens que determinados bens estão ligados diretamente á produção, deve ser deferido o direto creditório, já que inexistente a controvérsia. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. NÃO COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. APLICAÇÃO AO PROCESSO PRODUTIVO. DIREITO AO CRÉDITO. O entendimento exposto pela fiscalização em relação a estes itens não condiz com a previsão legal, motivo pelo qual o crédito deve ser deferido. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. PIS. CRÉDITO. BENS RELACIONADOS AO PROCESSO PRODUTIVO. NÃO COMPROVAÇÃO PELA FISCALIZAÇÃO. NÃO APLICAÇÃO AO PROCESSO PRODUTIVO. DIREITO AO CRÉDITO NEGADO. Não é possível o creditamento sobre despesas que não guardam relação direta com o processo produtivo do contribuinte ou que não foram devidamente comprovadas. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 00 29 65 /2 00 7- 43 Fl. 792DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.587 2 ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, dar parcial provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator, vencido o conselheiro José Luis Feistauer de Oliveira, que negava e do Conselheiro Daniel Mariz Gudiño, que dava integral provimento. JOEL MIYAZAKI – Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Relator. EDITADO EM: 27/05/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: José Luis Feistauer de Oliveira, Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudiño e Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento, cumulado com declaração de compensação, de créditos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, nãocumulativa, decorrentes de operações no mercado externo, que remanesceram ao final do primeiro trimestre de 2005, após as deduções do valor das contribuições a recolher, concernentes às demais operações. Na apreciação do pleito, manifestouse a Delegacia da Receita Federal em Joaçaba/SC pelo seu deferimento parcial, fazendoo com base no não acatamento da apuração de créditos em relação às seguintes operações: (a) aquisição de embalagens destinadas ao transporte dos produtos industrializados: entendeu a autoridade fiscal que não geram direito de crédito, por não se enquadram no conceito de insumo, as aquisições de materiais empregados em embalagens exclusivamente de transporte. (b) depreciação sobre máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado: foram glosados os créditos efetuados a título de depreciação relativos a bens do ativo imobilizado adquiridos antes de 01/05/2004, face a limitação da utilização desse tipo de crédito imposta pela Lei nº 10.865/2004; os demais créditos foram glosados em razão de a autoridade fiscal considerar que as máquinas e equipamentos não são utilizados na produção de bens destinados à venda, no caso, a produção de maçã; Fl. 793DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.588 3 Irresignada com o deferimento apenas parcial de seu pleito, encaminhou a contribuinte sua manifestação de inconformidade, por meio da qual contesta a decisão da DRF/Joaçaba/SC, pelas razões a seguir expostas. A contribuinte inicia contestando a glosa dos créditos relativos às aquisições de embalagens. Primeiro, esclarece que parte do total glosado referese a embalagens de transporte, que independentemente de sua função, consistem de insumos consumidos no processo de industrialização. Em relação à outra parte do valor glosado, afirma referiremse a embalagens aplicadas no acondicionamento de seu produto, que por objetivarem destacar e valorizar as frutas aos olhos do consumidor, caracterizamse como sendo de apresentação, e, portanto, dando direito de crédito. Assim argumenta: O acondicionamento da fruta ocorre após ultrapassado a fase de beneficiamento, as frutas dentro das caixas, são dispostas em camadas, assentadas em bandejas especialmente projetadas para separar, em cavidades, uma fruta da outra, mostrando ao consumidor o bom porte da maçã. Inclusive objetivando acentuar a característica da fruta, promovendo o produto. A própria cor da bandeja merece menção em razão de sua notória influência da apresentação da maçã frente ao consumidor, destacando a fruta, de cor vermelha em oposição a cor da bandeja. Referido acondicionamento é feito em caixas de papelão com bom acabamento em sua parte externa, contendo dizeres, figuras e símbolos de fins promocionais, impressos com a finalidade de valorizar o produto. Conforme pode ser observado, o processo de acondicionamento aos quais as maçãs são submetidas possui o objetivo de promover o produto através de sua apuradas apresentação aos olhos dos potenciais consumidores, preservando, também, a sua integridade, mas não somente isso. Argumenta que a legislação em vigor permite a utilização de créditos das compras de embalagens, considerada insumos pela requerente, sem a restrição imposta pela autoridade fiscal. Nesse sentido, faz expressa remissão ao inciso II do art. 3º da Lei nº 10.833 e ao Art. 8º na IN/SRF 404/2004 para fins de afirmar que tanto a Lei quanto os atos da Receita Federal, quando tratam de insumos, o fazem incluindo entre eles as embalagens, sem quaisquer restrições, já que elas (as embalagens) fazem parte do produto final destinado à venda. Traz a consulta respondida pela SRRF da 8.a Região Fiscal, a fim de corroborar a acepção ampla para o conceito de insumo. Menciona, ainda, a contribuinte, dispositivo legal que trata do IPI, no caso o Decreto 4.544/2002, que, a seu juízo, define o que se deve considerar como operação de industrialização (art. 4º) e como embalagem de transporte (art. 6º); e faz referência a uma decisão da DRJ/Juiz de Fora/MG para respaldar seu entendimento de que não cumpridos os requisitos postos no Fl. 794DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.589 4 citado decreto, restam caracterizadas as embalagens de que se utiliza como de apresentação. Ao final, alternativamente pugna, caso não se entenda que as embalagens sejam de apresentação, pela realização de diligência à SAORT a fim de que se possa comprovar tal fato. Em outro item de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte contesta a glosa de créditos vinculados a aquisição de cabeçote de impressora s600, fita de impressão tipo 60mm, fita de impressora iimak ksi e serviços de confecção, defendendo que tais produtos consistem de insumos consumidos durante o processo produtivo, integrando, portanto, o produto vendido. Por fim, contesta a glosa dos créditos relativos aos encargos com depreciação e amortização de bens incorporados ao ativo imobilizado argumentando que estes são empregados em sua atividade produtiva, que esclarece, pode ser dividida em duas partes: pomares e “packinghouse”. Assim explica: a)Bens utilizados nos pomares: nesse grupo podese dar destaque aos tratores e implementos agrícolas utilizados para produção e desenvolvimento dos frutos. Tais implementos são utilizados no transporte, adubação do solo e na aplicação de defensivos usados no controle de pragas e desenvolvimento dos frutos. Esses procedimentos são efetuados a cada nova safra e visam especificamente a produção dos frutos. Também foram glosadas caixas de apicultura, cujas abelhas são utilizadas para a polinização dos pomares, caixa d’agua e poços artesianos usados para irrigação das plantas e diluição de defensivos e sanitários utilizados nos pomares. Os bens do ativo imobilizado utilizados nos pomares são de fundamental de fundamental importância para o cultivo e produção da maçã, tendo, portanto, ação efetiva sobre o produto final. b) Bens utilizados no “packinghouse”: também foram glosados bens inclusos no packinghouse, tais são utilizados no processo final da industrialização dos frutos aprimorando o processo produtivo. Entre os bens que se encontram no packinghouse, podese dar destaque as estruturas de aço que ficam dentro das câmaras frigoríficas para armazenagem de Bins com frutas sendo uma espécie de “prateleira gigante” (Conjunto porta pallets em aço galvanizado a fogo (drivein), adquirido em 16/12/2004), bem como as peças utilizadas na classificadora de frutas (inversor de frequência e câmara com lente e filtro) que servem para separar os frutos por cor e calibre. (...) Fl. 795DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.590 5 Nos pomares ocorre todo o cultivo das plantas desde sua implantação até o momento da colheita. Ao longo do ano são realizados vários procedimentos (poda, adubação, irrigação, polinização, tratamentos fotossanitários e colheita) tendo como objetivo chegar a uma safra de qualidade. No “packinghouse” ocorre a industrialização dos frutos produzidos nos pomares. São lavados, selecionados e classificados de acordo com a cor e calibre, e embalados. Após estas etapas são vendidos ou acondicionados em câmaras frias que possuem o objetivo de conservar os produtos para que a venda possa ocorrer ao longo do ano. (...) A descrição dos bens glosados acima demonstra que estes são essenciais ao cultivo e industrialização da maçã, sendo aplicados diretamente no processo produtivo da empresa.... Afirma a contribuinte que seu direito ao crédito está expresso “na Lei n.o 10.833/2003, no seu art. 3º, VI e VII e art. 15, II, que possibilita a apuração de créditos sobre máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, utilizados na fabricação de produtos destinados à venda e também edificações e benfeitorias utilizadas nas atividades da empresa”. A corroborar seu entendimento, transcreve a ementa da Solução de Consulta nº 182 de 27 de dezembro de 2007. Ante essas alegações, pede, a contribuinte, que seja reformado o Despacho Decisório para que sejam incluídos na base de cálculo dos créditos de PIS nãocumulativo os valores contestados. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis/SC manteve o lançamento realizado, conforme Decisão DRJ/FNS nº 20.096, de 28/05/2010, fls. 408/422, assim ementada: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2005 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2005 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. Fl. 796DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.591 6 No regime da nãocumulatividade, só são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: aqueles utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda; as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. EMBALAGENS. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Apenas as embalagens que se caracterizam como insumos, ou seja, que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, é que dão direito a crédito. As embalagens que não são incorporadas ao produto durante o processo de industrialização (embalagens de apresentação), mas apenas depois de concluído o processo produtivo e que se destinam tãosomente ao transporte dos produtos acabados (embalagens para transporte), não podem gerar direito a creditamento relativo às suas aquisições. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. DESPESAS COM DEPRECIAÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime da nãocomutatividade, a pessoa jurídica poderá descontar créditos a título de depreciação de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado que estejam diretamente associados ao processo produtivo de bens destinados à venda. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Às fls. 423 o contribuinte é intimado, apresentado recurso voluntário de fls. 442/454. Com a apresentação do recurso, é dado seguimento ao processo. Iniciado o julgamento, o processo foi convertido em diligência e, após realizado e intimadas as partes, retorna para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator Fl. 797DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.592 7 Discutese nos autos a possibilidade de creditamento de COFINS não cumulativo sobre a aquisição de embalagens destinadas ao transporte e apresentação dos produtos industrializados e da depreciação sobre máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado. A decisão da DRJ afastou a glosa relativa aos bens que entendeu tenha sido comprovada sua utilização na industrialização dos produtos. A recorrente se irresigna, pleiteando o direito integral ao seu crédito. Como vemos, o debate se restringe a questões mais materiais que formais, pois a base da decisão proferida foi de negar provimento ao pleito da contribuinte porque esta não logrou comprovar suas alegações, como vemos às fls.381: A razão pela qual estas considerações são feitas neste item preambular do voto é a de que, como se verá em relação a grande parte dos créditos pleiteados no presente processo (ver itens a seguir), a contribuinte se limita a apresentar listagens, registros contábeis e documentos nos quais a falta de vinculação entre eles e a imprecisa identificação dos serviços e/ou bens adquiridos como pretensos insumos, impossibilita a perfeita e minudente cognição do conteúdo das operações negociais instrumentadas por aqueles registros, listagens e documentos. O que se dizer aqui firmar, portanto, é que quando tal imprecisão na identificação da origem e natureza do crédito atinge de modo generalizado o pedido formulado pelo contribuinte, não há como, em sede de julgamento administrativo, suprir esta omissão do contribuinte (em termos de cumprimento de seus ónus probandí) por via, por exemplo, de diligências ou perícias, já que, como acima já foi exposto, tais institutos não se destinam a tanto. Vemos que o contribuinte logrou juntar aos autos diversos documentos que, no seu entender, comprovariam o seu direito. A fiscalização, a contrario sensu, entendeu que aquelas informações e documentos não a satisfaziam, não sendo as necessárias para comprovar os referidos bens como insumos e, assim, deferir o direito de crédito pleiteado. Baixado em diligência, entendo que o processo restou devidamente instruído e, desta forma, comporta julgamento. Do direito ao crédito Uma análise fria da letra da lei quanto à não cumulatividade do PIS e da COFINS nos permite amplas discussões sobre o real alcance do direito ao creditamento daquelas parcelas na sistemática não cumulativa. Alguns entendem que o conceito de insumo deva ser equiparada às despesas necessárias (operacionais) utilizadas para fins de Imposto de Renda; outros, deve ser somente aqueles bens consumidos no processo produtivo, como o IPI, com ênfase para o Parecer Normativo CST nº 65 de 1979. Fl. 798DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.593 8 Entretanto, a jurisprudência e a doutrina estão caminhando para um meio termo, qual seja, utilizando o conceito de insumos frente ao grau de dependência que as despesas em questão guardam com o processo produtivo da Recorrente, a fim de avaliar se a glosa mantida pela decisão recorrida deve prosperar. Em outras palavras, as glosas deverão ser revistas sempre que a seguinte pergunta for respondida negativamente: o serviço poderia ser prestado sem que essa despesa fosse incorrida? Se o grau de dependência é tão grande que a ausência dessa despesa inviabiliza a própria prestação de serviços, tal despesa seguramente deve ensejar o direito ao crédito, ainda que o critério adotado pela autoridade julgadora não seja plenamente atendido. Um bom exemplo disso é a despesa com equipamentos de proteção individual que afastam a contaminação por cola dos empregados que atuam na industrialização de sapatos. Além de ser uma exigência legal, a não utilização dos equipamentos de proteção do trabalhador podem leválo, no mais extremo dos casos, à morte por intoxicação. Desse modo, como não considerar indispensável a aquisição de equipamentos de proteção individual que visam proteger o trabalhador e possibilitar a confecção do calçado, objetivo social da empresa? Tais despesas, por verto, são imprescindíveis à autuação da empresa, gerando então créditos de PIS e COFINS. Este é o entendimento que deve permear a discussão sobre o direito de crédito de PIS e COFINS, sendo esta a base do meu voto ao analisar os diferentes tipos de créditos pleiteados. Assim, a análise deve ser realizada casuisticamente, considerando o grau de dependência da despesas/serviço com a atividade prestada pelo potencial beneficiário do crédito da contribuição analisada. Neste sentido, a diligência realizada foi clara ao entender que os bens abaixo discriminados estão diretamente ligados ao processo produtivo da Recorrente: BENS: • Etiquetas; • Defensivos agrícolas. ITENS DO ATIVO IMOBILIZADO: • Disjuntor • Exaustor industrial; Fl. 799DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.594 9 • Medidor de diâmetro de fruta; • Motobomba; • Motor trifásico; • Separador magnético; • Navalhas para máquina picador; • Máquina classificadora; • Aparelho pulverizador; • Motosserra; • Panela isotérmica; • Pulmipur com campana; • Pulverizador; • Pulverizador jacto; • Escadas de ferro; • Adubadeira; • Centrífuga radial motorizada; • Hidroejetor; • Torneira de corte rápido; • Máquina semiautomática; • Refratômetro; • Decantador em aço inox; • Desoperculadora; e, • Distribuidor de calcário. Assim, sem maiores delongas, entendo que estes créditos dão direito ao crédito pretendido. Agora trataremos dos itens dos quais a fiscalização entendeu não serem considerados insumos para fins de creditamento. Abaixo de cada item há o entendimento deste relator. BENS: Fl. 800DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.595 10 • Caixa Tampa: embalagem utilizada precipuamente para acondicionamento dos produtos e transporte: O conceito de embalagem, segundo o Ministério do Meio Ambiente é1: A embalagem é essencial para a proteção dos produtos durante a sua etapa de distribuição, armazenamento, comercialização, manuseio e consumo. (...) Cabe à embalagem proporcionar segurança no manuseio do produto, manutenção de suas propriedades e informações legais sobre sua composição e validade, e mesmo rastreabilidade do lote de produção. Em certos casos cabe ainda à embalagem estender o prazo de vida dos produtos, evitando o seu desperdício. Lembramos, inclusive, que a legislação local de ICMS, usualmente mais restritiva que a legislação federal, entende que tais produtos dão direito a crédito, classificando os como material auxiliar. Neste sentido é o que abstraímos da Instrução Normativa nº 45/98, Título I, Capítulo V, seção 2.0, item 2.1.2, neste sentido: 2.1.2 Não se incluem entre as mercadorias usadas ou consumidas no estabelecimento: a)as matériasprimas e os materiais secundários, assim entendidas as mercadorias que se destinem a ser transformadas em constituintes do objeto central da produção, integrandose, agregandose ou incorporandose ao produto final por meio de qualquer processo, inclusive aquelas utilizadas na embalagem ou acondicionamento de mercadorias; (...) Ademais, a própria RFB permite o amplo e geral crédito sobre as compras de embalagem, entendoas como insumos, como vemos na IN 247/2002: Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep nãocumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: (...) § 5º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: ( Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003 ) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: ( Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003 ) 1 http://www.mma.gov.br/responsabilidadesocioambiental/producaoeconsumosustentavel/consumoconsciente deembalagem/oqueeembalagem, acessado em 10/10/2013. Fl. 801DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.596 11 a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003 ) (...) (grifo nosso) Assim, descabe qualquer outro debate sobre o tema. • Caixa Fundo: embalagem utilizada precipuamente para acondicionamento dos produtos e transporte: Conforme mencionado no item anterior, o direito de crédito é devido, ainda mais conforme a IN 247/2002 prevê. •Caixa Refrai: embalagem utilizada precipuamente para acondicionamento dos produtos e transporte: Conforme mencionado no item anterior, o direito de crédito é devido, ainda mais conforme a IN 247/2002 prevê. • Caixa Renar: embalagem utilizada precipuamente para acondicionamento dos produtos e transporte: Conforme mencionado no item anterior, o direito de crédito é devido, ainda mais conforme a IN 247/2002 prevê. • Caixa Natura: embalagem utilizada precipuamente para acondicionamento dos produtos e transporte: Conforme mencionado no item anterior, o direito de crédito é devido, ainda mais conforme a IN 247/2002 prevê. • Plásticos: utilizados na proteção dentro das caixas; A aplicação do produto está claramente identificado na proteção do produto para venda, sendo também enquadrado como material de embalagem, para que este chegue ao consumidor intacto, motivo pelo qual o crédito é devido, como bem prevê a legislação específica. • Sacolas Plásticas: embalagem utilizada precipuamente para acondicionamento e transporte: Idem ao anterior, pois se trata de material de embalagem. • Chapéu de Papelão: utilizado para proteção da fruta; Despesa inerente ao processo produtivo, destinado à proteger o produto até o seu consumidor final, motivo pelo qual dá direito à crédito, até porque também pode ser considerado material de embalagem, forte nas Leis n.º 10.833/2003 e 10.637/2002 e IN 247/2002, respectivamente: Fl. 802DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.597 12 Art. 3º Lei 10.833/2003 II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; Art. 3º Lei 10.637/2002 II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; IN 247/2002 Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep nãocumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: (...) § 5º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entendese como insumos: ( Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003 ) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: ( Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003 ) a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003 ) (...) (grifo nosso) • Bandejas: utilizadas precipuamente para transporte e proteção; Idem à explanação anterior, podendo tanto ser classificado como bens utilizados na produção quanto embalagem; Fl. 803DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.598 13 • Rede poliéster: utilizada como embalagem de transporte; Tratase de embalagem, dando direito à crédito, como já explanado. • Papel: utilizado como proteção dentro das embalagens de transporte; Tratase de embalagem, dando direito à crédito, como já explanado. • Arame: utilizado para montagem de caixas de madeira; Tratase de embalagem, dando direito à crédito, como já explanado. • Cola: utilizado para montagem das caixas de papelão; Tratase de embalagem, dando direito à crédito, como já explanado. • Termógrafos descartáveis: utilizados para controlar a temperatura durante o transporte: Despesa relacionada diretamente com o processo produtivo, pois sem a referida despesa o produto pode se deteriorar, o que impossibilitaria a própria existência da empresa. • Madeira bruta: utilizada na reforma dos bins; Os bins nada mais são do que caixas de madeira utilizadas para acondicionamento e transporte de maçãs diretamente dos pomares para os armazéns. Sendo despesa relacionada diretamente ao setor produtivo, dá direito ao crédito. • Alça plástica: compõe embalagem de transporte; Por se tratar de embalagem, dá direito ao crédito. • Rótulos: utilizados na identificação de embalagens de transporte; O rótulo dos produtos é também parte integrante do processo produtivo da empresa, motivo pelo qual dá direito ao crédito. Não há como pensar na venda do produto sem a sua correta identificação, bem como com todas as informações exigidas pela legislação. • Papel de seda: utilizado precipuamente para proteção do produto; Material de embalagem, dando direito ao crédito. • Plástico bolha: utilizado precipuamente para proteção do produto. Além de ser material de embalagem, é imperiosa a sua utilização para que o produto chegue de forma íntegra ao consumidor, motivo pelo qual gera direito ao crédito. ITENS DO ATIVO IMOBILIZADO: Fl. 804DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.599 14 • Analisador de gás: ativo utilizado para analisar e controlar os teores de gases no interior das câmaras de armazenagem dos produtos; Novamente, despesas relevante e imperiosa para que o produto produzido possa chegar íntegro ao consumidor final, motivo pelo qual gera direito ao crédito. • Termonebulizador marca Pulsfog modelo K 2: utilizado para desinfecção; Idem ao anterior, já que é despesa necessária, como já explanado anteriormente. • Aquecedor Britânia: utilizado para manter a temperatura em salas de teste; Idem ao anterior, já que é despesa necessária, como já explanado anteriormente. • Balança: utilizada para atender a requisitos de pesagem estabelecidos pelo Inmetro; Idem ao anterior, já que é despesa necessária, como já explanado anteriormente. • Bin: recipiente utilizado no acondicionamento da fruta até um momento anterior à embalagem final. Além de entender ser despesa necessária, como já explanado anteriormente, é também material de embalagem. • Bombas: utilizadas para o recalque de água dos poços; Entendo que esta despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Bureta: utilizada para análise laboratorial; Idem ao anterior, a despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Caçamba: usado para depósito temporário de lixo; A despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Carro hidráulico: utilizado para transportes internos; A despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Carro hidrocooler: utilizado para transportes internos; Fl. 805DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.600 15 A despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Chuveiro com lava olhos: equipamento de segurança; Por ser equipamento de segurança necessária á atividade da empresa, deve ser dado direito ao crédito, como bem já decidiu esta Corte quanto aos equipamentos de segurança, como bem decidiu a CSRF, ao julgar o processo 13053.000211/200672: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 PIS. INDUMENTÁRIA. INSUMOS. DIREITO DE CRÉDITO.ART. 3º LEI 10.637/02. Os dispêndios, denominados insumos, dedutíveis do PIS não cumulativo, são todos aqueles relacionados diretamente com a produção do contribuinte e que participem, afetem, o universo das receitas tributáveis pela referida contribuição social. A indumentária imposta pelo próprio Poder Público na indústria de processamento de alimentos exigência sanitária que deve ser obrigatoriamente cumprida é insumo inerente à produção da indústria avícola, e, portanto, pode ser abatida no cômputo de referido tributo. Recurso Especial do Procurador Negado. • Costuradeira elétrica: equipamento utilizado em consertos e reformas; A despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Disco com suporte de análise de cloro: equipamento de análise de índice de cloro em embalagens; Despesa relacionada ao processo produtivo, já que visa atestar e manter a qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • Escada: utilizada em deslocamentos internos de funcionários na empresa; A despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Esmerilhadeira: ferramenta elétrica para trabalhos em metais; A despesa não restou definitivamente comprovada a aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Evaporador: equipamento utilizado para auxiliar o resfriamento das câmaras de armazenagem; Fl. 806DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.601 16 Despesa relacionada diretamente ao setor produtivo, utilizado para manter o produto até sua venda, motivo pelo qual dá direito ao crédito. • Furadeira: ferramenta utilizada precipuamente para consertos ou instalações; Despesa não comprovada quanto à aplicação direta ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Grampeador: equipamento para utilização em escritório; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Guarda roupa: utilizado para guardar pertences dos funcionários; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Hidrolavadora: utilizada para lavagem de bins; Sendo a despesa comprovadamente aplicada na manutenção das embalagens para transporte, gera direito à crédito. • Impulsora pneumática: grampeador de etiquetas nos bins, de utilização interna na empresa; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Lavadora alta pressão: utilizada na limpeza de pisos, paredes, máquinas e bins; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Máquina de grampear: utilizada na confecção de caixas de papelão; Despesa relacionada à montagem das embalagens, o que gera direito ao crédito. • Máquina de lavar: utilizada para lavar roupas e tecidos; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Máquina semi S10: utilizada para o fechamento de embalagens de transporte; Despesa relacionada à montagem das embalagens, o que gera direito ao crédito. Fl. 807DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.602 17 • Mesa: utilizada para o controle de qualidade das frutas; Despesa relacionada ao setor produtivo, gerando direito ao crédito. • Módulo controller TSM: utilizado para monitorar as câmaras frigoríficas de armazenagem de frutas; Despesa relacionada ao setor produtivo e manutenção da qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • Módulo indicador 9091: utilizado na logística, após o processo produtivo; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Penetrômetro: utilizado para controle de qualidade; Despesa relacionada ao setor produtivo e manutenção da qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • Phmetro: utilizado em laboratório e para controle de qualidade; Despesa relacionada ao setor produtivo e manutenção da qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • Portapalete: utilizado para transporte de pallets; Comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual gera direito ao crédito. • Pulverizador: utilizado para aplicar defensivos na maçã; Despesa relacionada ao setor produtivo e manutenção da qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • Selador: utilizado para selar as embalagens de transporte; Despesa utilizada diretamente nas embalagens, gerando direito à crédito. • Serra tico: serra utilizada para madeira e ferro; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Unidade saída de usuário elo: utilizado para controle de gasto de energia; Não restou definitivamente comprovada a aplicação direta da despesa ao setor produtivo, motivo pelo qual não gera direito ao crédito. • Ventilador beija flor: utilizado para umidificação das câmaras frigoríficas de armazenagem; Fl. 808DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.603 18 Despesa relacionada ao setor produtivo e manutenção da qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • ventilador Britânia: utilizado para conforto dos funcionários; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Kit exaustor eólico: utilizado para conforto dos funcionários; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Abraçadeira com guia: utilizada em instalações da empresa de maneira geral; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Aspersores: utilizados nas câmaras de armazenagem; Despesa relacionada ao setor produtivo e manutenção da qualidade do produto, gerando direito ao crédito. • Caixas racks: utilizadas para acondicionamento; Despesa com material de embalagem, o que gera direito ao crédito. • Mangueiras para hidrantes: utilizadas para combate a incêndio; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Caixas plásticas: utilizadas na logística interna da empresa; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Aparelho de solda: utilizado em reparos de máquinas, equipamentos e barracões; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Bancada penetrômetro: utilizado no controle de qualidade; Despesa ligada à atividade produtiva, gerando direito ao crédito. • Carrinhos comboio: utilizados no transporte interno na empresa; Despesa não relacionada ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Condensador evaporativo: utilizado nas câmaras de armazenagem; Despesa ligada à atividade produtiva, gerando direito ao crédito. • Controlador de fator de potência: utilizado para controlar banco de capacitores; Fl. 809DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.604 19 Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Esticador: utilizado para esticar fitas nos pallets; Despesa devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, gerando direito a crédito. • Termômetro: utilizado para controlar a temperatura ambiente; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Ventilador centrífugo: utilizado para conforto térmico; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Inversor eletrônico: equipamento responsável por converter a frequência em equipamentos eletrônicos; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Multímetro: utilizado para medição de tensão e corrente; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Alicate tensionador: utilizado para tensionamento de fivelas ou fitas plásticas ou de aço, para a paletização; Despesa devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, gerando direito a crédito. • Aquecedor: equipamento de conforto térmico utilizado nos escritórios; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Arado: utilizado na preparação do solo para plantio; Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Armário: utilizado para armazenagem; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Balanças: utilizadas no controle fitossanitário e fertilização; Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. Fl. 810DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.605 20 • Banca: utilizado para acondicionamento de peças ou produtos; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Bomba: utilizada em poços artesianos ou bombas de combustível; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Cabina para trator: utilizada na proteção do operador; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Carrinho plataforma base madeira : utilizado no transporte interno na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Coveador duplo com adubadeira: utilizado durante o preparo do solo para o plantio. Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Fogão: utilizado para prepara alimentos não ligados à produção; Despesa não relacionada ao processo produtivo, não gerando direito a crédito. • Grade niveladora leve: utilizada durante o preparo do solo para o plantio. Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Hidrômetro: utilizado na medição de consumo de água; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Lavadora universal: utilizada para limpezas em geral; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Macaco: utilizado em manutenção de máquinas; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Máquina alceadora: utilizada em combinação com máquina copiadora; Fl. 811DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.606 21 Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Máquina enxertia: utilizada no período de formação de mudas para plantio. Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Rádio: utilizado para comunicação entre funcionários; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Roçadeira: utilizada para limpeza dos pomares; Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Tanque: utilizado no tratamento de plantas de maçã. Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Transportador florestal: utilizada na remoção de madeira; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Carreta agrícola: utilizada para transportes internos na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Montaria simples: utilizada para vigilância dos pomares; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Balde: utilizado na logística interna da empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Empilhadeira agrícola: utilizada para carga e descarga de bins; Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Perfurador solo: utilizado durante o preparo do solo para o plantio. Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Semeadeira: utilizada para lançar sementes ao solo. Fl. 812DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.607 22 Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. • Torre montada sem carro: utilizada para deslocamentos internos na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Transceptor VHF: utilizado na transmissão de mensagens; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Lava jato alta potência: utilizado na lavagem de tratores e pulverizadores; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Semireboque: utilizado para transporte interno na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Triturador de galhos: utilizado para triturar galhos nas podas; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Plataforma traseira: utilizado para transporte interno na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Carreta agrícola: utilizado para transporte interno na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Reboque: utilizado para transporte interno na empresa; Despesa não devidamente comprovada com relação ao setor produtivo, não gerando direito a crédito. • Adubadeira de cova para plantio: utilizada durante o preparo do solo para o plantio. Despesa ligada ao processo produtivo, gerando direito ao crédito. Assim, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. Fl. 813DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Processo nº 10925.002965/200743 Acórdão n.º 3201001.588 S3C2T1 Fl. 1.608 23 Sala das Sessões, em 25 de março de 2014. Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 814DF CARF MF Impresso em 18/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 15/08/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
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Numero do processo: 10580.911773/2009-30
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/06/2005
Direito ao crédito não conhecido.
Ausência da prova do crédito pleiteado.
Numero da decisão: 3802-003.501
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Ausência da prova do crédito pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negarlhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 73 /2 00 9- 30 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 2a Turma da DRJ/BHE, a qual, por unanimidade de votos, julgou pela IMPROCEDÊNCIA da manifestação de inconformidade, tendo em vista que, na ótica fazendária, o contribuinte não conseguiu comprovar o direito ao crédito e, por via de conseqüência, não houve a homologação da compensação pleiteada. Em ato contínuo, o processo de Declaração de Compensação fora realizado pelo contribuinte por meio eletrônico, no qual pretendia quitar os débitos declarados no referido documento, com créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado, por meio de DARF, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/06/2005 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à identificação e exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS os medicamentos com incidência de alíquota zero, conforme decisão em seu favor, ainda não transitada em julgado, perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal sob o número 2009.34.00.0314472, de modo a manter a integralidade do crédito declarado e a homologar a compensação pleiteada por intermédio do PER/DCOMP. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que os requisitos de admissibilidade do presente recurso se fazem presentes, é de rigor dele tomar conhecimento e analisar o mérito da questão. Mérito Consultando os autos do processo noticiado pelo contribuinte, se verifica que houve a propositura de mandado de segurança coletivo, impetrado pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços, com o objetivo de suspensão da exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores feitas pela Lei nº 10.548/02, de modo a isentar ou impedir a cobrança de tais valores dos Hospitais e Clínicas substituídos. Nessa decisão de primeira instância do Pode Judiciário em favor ao recorrente, a qual está em segundo grau de jurisdição, a segurança foi concedida para Fl. 89DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911773/200930 Acórdão n.º 3802003.501 S3TE02 Fl. 112 3 determinar à autoridade fiscal que se abstivesse de exigir o recolhimento da contribuição para o PIS e COFINS sobre a receita proveniente da utilização de medicação, bem como foi declarado o direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. A partir da decisão judicial proferida pelo Justiça Federal, surge a seguinte situação: o contribuinte cumpre a determinação judicial e, por sua conta e risco, adota esse novo modelo tributário para o futuro e aqui sempre é bom lembrar que essa decisão judicial ainda não é definitiva, pois comporta recursos de ambas as partes envolvidas no processo até o seu ultimato da marcha processual. E, por outro lado, em relação ao passado, o contribuinte se antecipa e requer a compensação dos direitos decorrentes da própria decisão judicial. Pois bem! Para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e certeza decorrentes do artigo 170 do Código Tributário Nacional. E é justamente aqui se esbarra o direito do contribuinte. A compensação tributária dáse nas condições estipuladas pela lei, entre créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos do sujeito passivo. Não é possível o encontro de contas se o contribuinte não demonstrar, previamente, estes dois requisitos. No presente caso, o recorrente tem ao seu favor uma decisão judicial precária que suspende a exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores, bem como declaração do direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. Esta situação, por sua vez, não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários. A compensação de tributos devidos com créditos do particular em face do fisco é permitida em nossa legislação, desde que satisfeitos certos requisitos para tanto. Inicialmente, é interessante lembrar que a matéria está prevista no Código Tributário Nacional, no caput do art. 170: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Desde logo se verifica que o CTN é expresso ao afirmar que a lei poderá permitir a compensação, desde que seja ela feita com a utilização de créditos líquidos e certos. Não basta, assim, que existam hipotéticos pagamentos de um tributo posteriormente julgado indevido: é preciso que exista a certeza do pagamento, bem como o valor atualizado do seu montante. Por via de conseqüência, qualquer decisão judicial que autorize a compensação de créditos ilíquidos ou incertos estará violando o art. 170 do CTN. Interessante observar que o dispositivo transcrito acima não condiciona a compensação a uma necessária intervenção do Poder Judiciário. Não exige o CTN, assim, que somente possa compensar créditos aquele que tenha uma autorização judicial para tanto. O caput do art. 66 da Lei nº 8.383, de 30/12/91, autoriza a compensação prevista no art. 170 do CTN: "Art. 66. Os casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação Fl. 90DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes." Expressamente se verifica, inicialmente, que há de haver pagamento indevido ou a maior de tributos para que possa surgir o direito à compensação. Além disso, como mencionado acima, os créditos precisam ser líquidos e certos. Assim, se inexiste pagamento indevido ou a maior, não é possível compensar (art. 66 da Lei nº 8.383/91). Nesse sentido, se não há a certeza da existência dos pagamentos devidos, ou se estes não são líquidos, não é possível compensar (art. 170 do CTN). Presentes esses requisitos, tem o contribuinte o direito à compensação. Se não estão presentes esses requisitos, não tem o contribuinte o direito à compensação. Tendo em vista que, no presente caso, o contribuinte tem em seu poder uma decisão judicial passível de reforma, já que não houve o acertamento tributário definitivo, sou pelo CONHECIMENTO do presente recurso e dele NEGOLHE provimento para manter a decisão de primeira instância. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 01/09/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10580.911718/2009-40
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/10/2004
Direito ao crédito não conhecido.
Ausência da prova do crédito pleiteado.
Numero da decisão: 3802-003.447
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negar-lhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim- Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Ausência da prova do crédito pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer o presente recurso e negarlhe provimento, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Sólon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 18 /2 00 9- 40 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 2a Turma da DRJ/BHE, a qual, por unanimidade de votos, julgou pela IMPROCEDÊNCIA da manifestação de inconformidade, tendo em vista que, na ótica fazendária, o contribuinte não conseguiu comprovar o direito ao crédito e, por via de conseqüência, não houve a homologação da compensação pleiteada. Em ato contínuo, o processo de Declaração de Compensação fora realizado pelo contribuinte por meio eletrônico, no qual pretendia quitar os débitos declarados no referido documento, com créditos decorrentes de recolhimento indevido realizado, por meio de DARF, nos termos do Acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/10/2004 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecimento. Em sede de impugnação e de recurso, o contribuinte apresenta os mesmos argumentos, que, em síntese, se referem à identificação e exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS os medicamentos com incidência de alíquota zero, conforme decisão em seu favor, ainda não transitada em julgado, perante a 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal sob o número 2009.34.00.0314472, de modo a manter a integralidade do crédito declarado e a homologar a compensação pleiteada por intermédio do PER/DCOMP. É o relatório. Voto Admissibilidade do Recurso. Tendo em vista que os requisitos de admissibilidade do presente recurso se fazem presentes, é de rigor dele tomar conhecimento e analisar o mérito da questão. Mérito Consultando os autos do processo noticiado pelo contribuinte, se verifica que houve a propositura de mandado de segurança coletivo, impetrado pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços, com o objetivo de suspensão da exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores feitas pela Lei nº 10.548/02, de modo a isentar ou impedir a cobrança de tais valores dos Hospitais e Clínicas substituídos. Nessa decisão de primeira instância do Pode Judiciário em favor ao recorrente, a qual está em segundo grau de jurisdição, a segurança foi concedida para Fl. 183DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911718/200940 Acórdão n.º 3802003.447 S3TE02 Fl. 112 3 determinar à autoridade fiscal que se abstivesse de exigir o recolhimento da contribuição para o PIS e COFINS sobre a receita proveniente da utilização de medicação, bem como foi declarado o direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. A partir da decisão judicial proferida pelo Justiça Federal, surge a seguinte situação: o contribuinte cumpre a determinação judicial e, por sua conta e risco, adota esse novo modelo tributário para o futuro e aqui sempre é bom lembrar que essa decisão judicial ainda não é definitiva, pois comporta recursos de ambas as partes envolvidas no processo até o seu ultimato da marcha processual. E, por outro lado, em relação ao passado, o contribuinte se antecipa e requer a compensação dos direitos decorrentes da própria decisão judicial. Pois bem! Para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e certeza decorrentes do artigo 170 do Código Tributário Nacional. E é justamente aqui se esbarra o direito do contribuinte. A compensação tributária dáse nas condições estipuladas pela lei, entre créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos do sujeito passivo. Não é possível o encontro de contas se o contribuinte não demonstrar, previamente, estes dois requisitos. No presente caso, o recorrente tem ao seu favor uma decisão judicial precária que suspende a exigibilidade do PIS e da COFINS proveniente de medicamentos que já sofreram tal tributação, na forma prevista pela Lei nº 10.147/00, com as alterações posteriores, bem como declaração do direito dos substituídos à compensação de todos os valores indevidamente recolhidos a título de PIS e da COFINS sobre a receita de medicamentos. Esta situação, por sua vez, não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários. A compensação de tributos devidos com créditos do particular em face do fisco é permitida em nossa legislação, desde que satisfeitos certos requisitos para tanto. Inicialmente, é interessante lembrar que a matéria está prevista no Código Tributário Nacional, no caput do art. 170: "Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública." Desde logo se verifica que o CTN é expresso ao afirmar que a lei poderá permitir a compensação, desde que seja ela feita com a utilização de créditos líquidos e certos. Não basta, assim, que existam hipotéticos pagamentos de um tributo posteriormente julgado indevido: é preciso que exista a certeza do pagamento, bem como o valor atualizado do seu montante. Por via de conseqüência, qualquer decisão judicial que autorize a compensação de créditos ilíquidos ou incertos estará violando o art. 170 do CTN. Interessante observar que o dispositivo transcrito acima não condiciona a compensação a uma necessária intervenção do Poder Judiciário. Não exige o CTN, assim, que somente possa compensar créditos aquele que tenha uma autorização judicial para tanto. O caput do art. 66 da Lei nº 8.383, de 30/12/91, autoriza a compensação prevista no art. 170 do CTN: "Art. 66. Os casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação Fl. 184DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes." Expressamente se verifica, inicialmente, que há de haver pagamento indevido ou a maior de tributos para que possa surgir o direito à compensação. Além disso, como mencionado acima, os créditos precisam ser líquidos e certos. Assim, se inexiste pagamento indevido ou a maior, não é possível compensar (art. 66 da Lei nº 8.383/91). Nesse sentido, se não há a certeza da existência dos pagamentos devidos, ou se estes não são líquidos, não é possível compensar (art. 170 do CTN). Presentes esses requisitos, tem o contribuinte o direito à compensação. Se não estão presentes esses requisitos, não tem o contribuinte o direito à compensação. Tendo em vista que, no presente caso, o contribuinte tem em seu poder uma decisão judicial passível de reforma, já que não houve o acertamento tributário definitivo, sou pelo CONHECIMENTO do presente recurso e dele NEGOLHE provimento para manter a decisão de primeira instância. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator Fl. 185DF CARF MF Impresso em 18/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 31/08/2014 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 18/09/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10166.007106/2001-94
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Sep 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Período de apuração: 01/04/1990 a 30/06/1992
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - ILL. SÓCIOS QUOTISTAS. ARTIGO 35 DA LEI Nº 7.7713, DE 1988.
Tratando-se de sociedade de responsabilidade limitada, a previsão distribuição imediata de seus lucros, expressa em contrato social, configura a hipótese de ocorrência do fato gerador do ILL.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-002.992
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Período de apuração: 01/04/1990 a 30/06/1992 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - ILL. SÓCIOS QUOTISTAS. ARTIGO 35 DA LEI Nº 7.7713, DE 1988. Tratando-se de sociedade de responsabilidade limitada, a previsão distribuição imediata de seus lucros, expressa em contrato social, configura a hipótese de ocorrência do fato gerador do ILL. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Período de apuração: 01/04/1990 a 30/06/1992 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO ILL. SÓCIOS QUOTISTAS. ARTIGO 35 DA LEI Nº 7.7713, DE 1988. Tratandose de sociedade de responsabilidade limitada, a previsão distribuição imediata de seus lucros, expressa em contrato social, configura a hipótese de ocorrência do fato gerador do ILL. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Ronnie Soares Anderson, Julianna Bandeira Toscano e Carlos André Ribas de Mello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 71 06 /2 00 1- 94 Fl. 661DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de Pedido de Restituição, fls. 10 a 17, dos valores recolhidos no período compreendido entre abril de 1990 a junho de 1992, a título de imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido ILL, no valor de R$ 428.137,35, para o fim de compensar com os débitos próprios de PIS e Cofins apurados no período de junho de 2001 a abril de 2003, conforme DARF e DCTF, fls. 18 a 114, e PER/DCOMP, fls. 115 a 182. O pedido foi inicialmente indeferido pela autoridade administrativa de primeira instância, sob o argumento de que o pleito havia sido alcançado pelo instituto da decadência. Após percorridas todas as instâncias do contencioso administrativo, a tese de decadência foi definitivamente afastada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, por meio do Acórdão 920200.713, fls. 388 a 411. Os autos foram devolvidos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Brasília para apreciação do mérito. O Despacho Decisório, fls. 522 a 529, indeferiu o Pedido de Restituição, assim como não homologou as compensações pleiteadas, sob o argumento de que a existência de previsão no contrato social (cláusulas 12ª e 13ª), fls. 220, da imediata disponibilidade jurídica, pelos sócios cotistas, do lucro apurado em 31 de dezembro de cada ano, impossibilita a aplicação da disposição contida no parágrafo único, do art.1º da IN SRF n° 63, de 1997. O interessado apresentou manifestação de inconformidade assim resumida no Acórdão 03046.679, proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília: a autoridade julgadora restringiu seu entendimento na forma de previsão de distribuição dos lucros, contida no contrato social, sem se ater ao fato que em todas as alterações contratuais anexadas, constou aumento do Capital Social com a integralização dos lucros acumulados nos respectivos exercícios, fato este que evidenciava a inexistência de distribuição dos lucros aos sócios; o seu direito, em pleitear a restituição decorre da suspensão do art. 35 da Lei 7.713/88, pela publicação da Resolução do Senado Federal n° 82/96 e pela expedição da Instrução Normativa n° 63/97, pela Secretaria da Receita Federal, que vedou a constituição de créditos da Fazenda Nacional relativamente ao ILL, em relação às sociedades por ações e as demais sociedades, nos casos em que o contrato social não previa a disponibilidade imediata ao sócio cotista do lucro líquido apurado, no encerramento do período base de apuração; atendendo a solicitação da autoridade julgadora, a apresentou aos 27/07/2011, cópias do seu contrato social, desde a constituição e alterações posteriores (fls. 218 a 221; 464 a 480), onde se é possível observar que, no período do indébito, abril de 1990 a junho de 1992, os lucros não foram distribuídos aos sócios, mas sim, utilizados na integralização para aumento do Capital Social, consoante alteração de cláusulas contratuais; embora as alterações do contrato fizesse menção a disponibilidade do lucro, referida menção era uma previsão de que referidos lucros poderiam ser distribuídos na forma ali determinada, previsão esta contrária a disponibilidade imediata prevista na Instrução Normativa n° 63, de 1997, fato não ocorrido, tendo os lucros acumulados sido integralizados ao Capital Social; Fl. 662DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007106/200194 Acórdão n.º 2802002.992 S2TE02 Fl. 653 3 a IN SRF n° 63, de 24 de julho de 1997, exigia, para a incidência do ILL, a disponibilidade "imediata ao sócio cotista, do lucro líquido apurado" fato não ocorrido e comprovado com a juntada dos contratos sociais, o que justifica o deferimento do seu Pedido de Restituição e a homologação da respectiva compensação; considerando período de apuração ocorrida a mais de 20 anos, não teve tempo hábil de localizar, em seus arquivos, os respectivos documentos que possibilitariam comprovar a inexistência da referida distribuição, motivo pelo qual protesta pela sua oportuna juntada; a compensação, à época, foi formalizada em conformidade com a legislação vigente (Lei n° 9.430, de 1996, art. 74), reguladora do procedimento administrativo fiscal à época dos fatos, inclusive, aquelas editadas pela própria Secretaria da Receita Federal, especialmente a Instrução Normativa n° 210/02; diante da legislação, bem como das jurisprudências apontadas, resta claro que o seu direito foi exercido em plena conformidade com a regra normativa, assistindolhe, pois, o direito em ter seu pedido deferido; os valores a serem restituídos devem ser atualizados monetariamente, nos termos pleiteados inicialmente, sob pena de incorrer a Administração em locupletamento ilícito, ofendendo ao princípio da moralidade administrativa (art. 37 da CF) e ao princípio da supremacia do interesse público. Por derradeiro, no pedido, requer seja acolhida a presente manifestação de inconformidade; reconhecido o seu direito creditório, relativo ao total dos valores recolhidos indevidamente com a aplicação integral dos índices de correção monetária, incluído os expurgos inflacionários, nos termos referidos no seu pedido inicial e posteriormente a UFIR, a contar de 1992 e a taxa SELIC a contar de 1996, bem como homologadas todas declarações de compensações. Examinando a manifestação de inconformidade a DRJ/BSB, mediante Acórdão nº 03046.679, fls. 580 a 587, manteve o indeferimento do pedido de restituição, nos seguintes termos de sua ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 Pedido de restituição de indébito relativo a recolhimentos o ILL. Comprovado no contrato social da manifestante a distribuição aos sócios dos lucros apurados em 31 de dezembro de cada ano, evidenciando a ocorrência do fato gerador do imposto fixado no art. 43 do CTN, é de se indeferir o pedido de restituição de suposto crédito relativo a recolhimento indevido de ILL. Compensação A compensação de créditos tributários somente poderá ser autorizada com crédito líquido e certo do sujeito passivo. Assim, por inexistência do crédito reclamado não há como homologar as compensações realizadas nos pedidos considerados declarações de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito de Crédito Não Reconhecido Fl. 663DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Cientificado em 16/04/2012, fls. 592, o contribuinte interpôs recurso voluntário em 14/05/2012, fls. 602 a 612, acompanhado dos documentos de fls. 613 a 647, reiterando as alegações apresentadas à DRJ para aduzir, em síntese, que: o direito em pleitear a presente restituição decorre da suspensão do art. 35 da Lei 7.713/88, pela publicação da Resolução do Senado Federal n° 82/96 e pela expedição da Instrução Normativa n° 63/97, pela Secretaria da Receita Federal, que determinou a vedação de constituição de créditos da Fazenda Nacional relativamente ao Imposto de Renda na fonte sobre o Lucro Líquido, em relação às sociedades por ações e as demais sociedades, nos casos em que o contrato social não previa a disponibilidade imediata ao sócio cotista do lucro líquido apurado, na data do encerramento do período base de apuração; a decisão recorrida persiste no entendimento de que a integralização de capital, com os lucros acumulados nos respectivos exercícios, se equipara a distribuição dos lucros, legitimando desta forma, a exigibilidade do ILL, e o indeferimento do direito de repetição pretendida; em que pese tal entendimento, a integralização do capital com os lucros acumulados jamais poderia ser equiparada a disponibilidade imediata aos sócios e assim justificar a tributação pretendida, diante da ausência de previsão legal, uma vez que não constitui renda nem mesmo fato gerador para a cobrança do ILL, ensejando o seu direito em reaver os valores indevidamente recolhidos a esse título; requer o acolhimento do pedido de restituição e a homologação das Declarações de Compensações DCOMP formalizadas. É o relatório. Voto Conselheiro Jaci de Assis Junior, Relator O recurso foi tempestivamente apresentado e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Conforme relatado, tratase de pedido de restituição efetuado pela recorrente, pleiteando a compensação do imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido – ILL recolhido em abril de 1990 e abril a junho de 1992, no valor total de R$ 428.137,35. A questão concernente à decadência do direito à restituição foi definitivamente afastada após a edição do Acórdão nº 920200.713, fls. 388 a 411, da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). Por sua vez, o enfrentamento da questão de mérito pela decisão recorrida resultou no indeferimento do pedido do suplicante ao argumento de que o contrato social da empresa por quotas de responsabilidade limitada confere ao sócio quotista a disponibilidade imediata dos lucros aos sócios. Fl. 664DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007106/200194 Acórdão n.º 2802002.992 S2TE02 Fl. 654 5 O tributo em questão está disciplinado pela sistemática de tributação introduzida pelos arts. 35 a 39 da Lei nº 7.713, de 1988, alterada pelo art. 71, da lei Nº 7.789, de 1989 e pelo art. 1º da Lei nº 7.959, de 1989, nos seguintes termos: “Art. 35. O sócio quotista, o acionista ou titular da empresa individual ficará sujeito ao imposto de renda na fonte, à alíquota de oito por cento, calculado com base no lucro líquido apurado pelas pessoas jurídicas na data do encerramento do período base. § 1º Para efeito da incidência de que trata este artigo, o lucro líquido do períodobase apurado com observância da legislação comercial, será ajustado pela: a) adição do valor das provisões (...); (...) c) exclusão do valor, corrigido monetariamente, das provisões adicionadas, (...); d) compensação de prejuízos contábeis apurados em balanço de encerramento de períodobase anterior, desde que tenham sido compensados contabilmente, ressalvado do disposto no § 2º deste artigo. (...) § 4º O imposto de que trata este artigo: a) será considerado devido exclusivamente na fonte, quando o beneficiário do lucro for pessoa física; b) (...); (Revogada pela Lei nº 7.759, de 1989) c) poderá ser compensado com o imposto incidente na fonte sobre a parcela dos lucros apurados pelas pessoas jurídicas, que corresponder à participação de beneficiário, pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliado no exterior. § 5º É dispensada a retenção na fonte do imposto a que se refere este artigo sobre a parcela do lucro líquido que corresponder à participação de pessoa jurídica imune ou isenta do imposto de renda. (Redação dada pela Lei 7.730, de 1989) § 6º O disposto neste artigo se aplica em relação ao lucro líquido apurado nos períodosbase encerrados a partir da data da vigência desta Lei. Art. 36. Os lucros que forem tributados na forma do artigo anterior, quando distribuídos, não estarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte. Parágrafo único. Incide, entretanto, o imposto de renda na fonte; Fl. 665DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 a) em relação aos lucros que não tenham sido tributados na forma do artigo anterior; b) no caso de pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa de lucros, quando o beneficiário for residente ou domiciliado no exterior. Art. 37. (...). Art. 38. O disposto no art. 63 do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, somente se aplicará aos lucros e reservas relativos a resultados de períodosbase encerrados à data da vigência desta Lei. Art. 39. O disposto no art. 36 desta Lei não se aplicará às sociedades civis de que trata o art. 1º do DecretoLei nº 2.397, de 21 de dezembro de 1987.” Da leitura de tal sistemática de tributação observase que os lucros apurados pelas pessoas jurídicas, das quais são participantes as pessoas físicas e/ou jurídicas relacionadas no caput do art. 35 da Lei nº 7.713, de 1988, ficam sujeitos ao imposto de renda na fonte à alíquota de 8%, independentemente de sua efetiva distribuição. De acordo com o art. 36, os lucros que forem tributados nessa sistemática (ILL) não estarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, quando forem distribuídos. Apreciando o Recurso Extraordinário nº 172.058/SC, em 30/10/1995, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela inconstitucionalidade da imposto de renda retido na fonte sobre o lucro líquido – ILL em relação ao acionista, tendo em vista que em tais sociedades a distribuição dos lucros depende, principalmente, da manifestação da assembléia geral. Por outro lado, em relação às sociedades limitadas, entendeu o STF que o ILL só é devido nos casos em que, na data do encerramento do períodobase de apuração, exista no Contrato Social previsão de disponibilidade econômica ou jurídica imediata, ao sócio cotista, do lucro líquido apurado. O teor de sua ementa, na parte que interessa ao caso ora sob exame, é o seguinte: “IMPOSTO DE RENDA – RETENÇÃO NA FONTE – SÓCIO COTISTA. A norma insculpida no artigo 35 da Lei nº 7.713/88 mostrase harmônica com a Constituição Federal quando o contrato social prevê a disponibilidade econômica ou jurídica imediata, pelos sócios, do lucro líquido apurado, na data do encerramento do períodobase. Nesse caso, o citado artigo exsurge como explicitação do fato gerador estabelecido no artigo 43 do Código Tributário Nacional, não cabendo dizer da disciplina, de tal elemento do tributo, via legislação ordinária. Interpretação da norma conforme o Texto Maior”. O art. 43 do CTN, a que se reporta a decisão em referência, assim dispõe: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Fl. 666DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.007106/200194 Acórdão n.º 2802002.992 S2TE02 Fl. 655 7 (...)” Diante do entendimento do STF haver condicionada a incidência ou não da exação à forma da distribuição de lucros estabelecida no contrato social, convém reproduzir a parte do contrato social da empresa, em vigor em 31/12/1989 e em 31/12/1991, relativamente à matéria em comento, fls. 220 (fls. 232 do processo digital): “Décima Segunda: A 31 de dezembro de cada ano, procederse á ao Balanço Geral da sociedade e ao levantamento da conta Lucros e Perdas. Décima Terceira: A distribuição dos lucros ou prejuízos verificados se fará aos sócios quotistas, observada a exata proporção de seus capitais.” Tratandose a recorrente de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, depreendese da simples leitura da cláusula Décima Terceira de seu contrato social, que, contrariando a afirmação o recorrente, nela há expressa previsão de distribuição imediata de lucros aos sócios. Observese que, no caso concreto, está claro que a distribuição de lucros se fará sem que para isso haja necessidade de manifestação ou deliberação por parte dos sócios. Diferente seria o tratamento tributário, caso houvesse previsão contratual que condicionasse a distribuição de lucros à previa deliberação de seus sócios. Nessa hipótese, a situação se assemelharia à dos acionistas que, conforme decidiu o STF, a distribuição de lucros não é imediata pois depende de deliberação da assembléia geral. Evidenciado, pois, que o caso concreto se amolda à hipótese na qual STF entendeu estar em harmonia com o texto constitucional, o lucro liquido, ajustado na forma estabelecida nos arts. 35 a 39 da Lei nº 7.713, de 1988, sujeitase ao imposto de renda na fonte à alíquota de 8% (oito por cento) independentemente da sua efetiva distribuição. Isso vale dizer que a tributação do ILL incidirá sobre os lucros apurados ainda que tenham sido posteriormente incorporados ao capital pois, segundo o mesmo entendimento firmado pelo STF, basta a previsão contratual de distribuição imediata dos lucros para que fique configurada a hipótese de ocorrência do fato gerador em face da aquisição de disponibilidade jurídica de renda e de rendimentos de qualquer natureza. Ainda no caso dos autos, também se verifica a disponibilidade econômica da renda e proventos de qualquer natureza, uma vez que o recorrente, em momento algum, contestou a existência do lucro líquido que serviu de base para o recolhimento do imposto de renda na fonte, cuja restituição/compensação é pleiteada nos presentes autos. Em outras palavras, a posterior incorporação ao capital social da empresa dos lucros submetidos ao regime de tributação do ILL, fls. 505 a 521 e 636 a 647, não afasta dos sócios a disponibilidade econômica e jurídica dos lucros a cada apuração anual de resultados, por força da expressa previsão contratual nesse sentido. Diante do exposto, no caso sob análise, ficou comprovado que, nas datas de encerramento dos períodos de apuração a que se referem o pedido de restituição/compensação integrante dos autos, os sócios adquiriram a disponibilidade econômica ou jurídica dos lucros da sociedade, de modo a configurar a ocorrência do fato gerador do tributo explicitado no artigo 43 do Código Tributário Nacional. Fl. 667DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Não há pois que se falar em equiparação de incorporação de capital à distribuição de lucros, conforme alegou o recorrente, mesmo porque a decisão recorrida, em nenhum, utilizouse de tal instituto para fundamento do seu entendimento. Ressaltese, finalmente, que o acórdão recorrido corretamente decidiu pela não homologação da compensação pleiteada, por inexistência do crédito liquido e certo utilizado nas compensações realizadas pelo recorrente nos pedidos de compensação, convertidos em declarações de compensação, fls. 13 a 115. Portanto, pelas razões expostas, entendo que a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, não reconhecendo o direito creditório e não homologando a compensação, não merece reforma. Voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Fl. 668DF CARF MF Impresso em 01/09/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/08/2014 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/08/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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