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Numero do processo: 10983.905049/2008-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.611
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. Júlio César Alves Ramos Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão que manteve Despacho Decisório eletrônico não homologando compensação constante de PER/DCOMP, cujo crédito tem origem, segundo a contribuinte, em retenções feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo o Despacho denegatório o DARF não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. O processo retorna a este Colegiado após duas diligências: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 05 04 9/ 20 08 -5 3 Fl. 141DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.905049/200853 Resolução nº 3401000.611 S3C4T1 Fl. 142 2 a primeira determinou ao órgão de origem se pronunciar sobre a DCTF retificadora e a existência de pagamento a maior ou não, quando a DRF de Florianópolis entendeu não caber qualquer revisão no Despacho Decisório que não reconheceu o crédito e, além do mais, afirmou que o recurso voluntário não devia ser conhecido porque firmado por pessoa sem poderes de representação para tanto; a segunda visou sanar a falha na representação e intimar a contribuinte a se pronunciar sobre o entendimento da DRF FlorianópolisSC, exposto na primeira diligência. Intimado por ocasião da segunda diligência, a contribuinte insiste na compensação, referindose a outros dois processos semelhantes a este – os de nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872 – e afirmando que as telas SIAFI demonstram a retenção pelos órgãos públicos. Requer a reforma do acórdão recorrido ou, então, nova diligência para que se proceda à juntada dos “Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS”, expedidos pelos órgãos públicos pagadores, que são espelhos das telas SIAFI, tal como adotado nos dois processos acima referidos, nos quais o valor compensado decorrente das retenções foi confirmado pela DRF. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator Diante da insuficiência das diligências realizadas até agora, e por ter sido regularizada a representação processual, carece realizar uma nova, desta feita para que a unidade de origem adote procedimentos semelhantes aos realizados nos processos nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872, investigando a fundo a existência de pagamento a maior ou não. Para tanto, deve buscar junto ao SIAFI os dados das retenções e, se necessário, solicitar à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS fornecidos por órgãos públicos (incluindo autarquias e fundações da administração pública federal) a pessoas jurídicas fornecedoras de bens ou prestadoras de serviços, nos termos do art. 64 da Lei nº 9.430/96. A Recorrente possui inúmeros processos semelhantes ao presente, sendo em que alguns foram comprovadas, ao menos em parte, as retenções alegadas. Diante dessas comprovações, reforçase a necessidade de nova investigação. Pelo exposto, voto por converter o presente julgamento em nova diligência para que a unidade de origem, primeiro, verifique as retenções alegadas, seja por meio do sistema SIAFI, seja obtendo junto à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS, e segundo, emita parecer conclusivo sobre a compensação, respondendo: a) se restaram comprovadas tais retenções, discriminando os seus valores em caso positivo, e b) se houve ou não compensação com os montantes devidos, elaborando demonstrativo com os valores retidos, compensados e os saldos porventura disponíveis. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.905049/200853 Resolução nº 3401000.611 S3C4T1 Fl. 143 3 Do parecer deve ser dada ciência à contribuinte, abrindoselhe o prazo de trinta dias para, querendo, se manifestar sobre o resultado desta nova diligência. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 143DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10940.901314/2008-21
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2003, 2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
Recurso Voluntário negado,
Numero da decisão: 3801-001.292
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
EDITADO EM: 13/09/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2003, 2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado,
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator)
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PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito sem os documentos fiscais comprobatórios de suas alegações. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário negado, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. EDITADO EM: 13/09/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 13 14 /2 00 8- 21 Fl. 44DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio De Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Paulo Sérgio Celani, Jacques Maurício Ferreira Veloso De Melo, Maria Inês Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu Sidney Eduardo Stahl (Relator) Fl. 45DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.901314/200821 Acórdão n.º 3801001.292 S3TE01 Fl. 36 3 Relatório Trata o presente processo administrativo de pedido de compensação realizado através de PER/DCOMP, transmitida em 20/09/2006 (fls. 08/12), com base em suposto pagamento a maior a título de PIS/PASEP do período de apuração de novembro de 2003, por meio de guia DARF cujo recolhimento se deu em 15/12/2003, com débitos de CSLL do período de apuração de agosto de 2004, tendo sido objetivada compensação no montante total de R$ 265,95. A DRF de origem proferiu despacho decisório (fls. 02) não homologando a compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade às fls. 01, sustentando, em síntese, que a origem do seu crédito decorre de pagamentos a maior, realizados em função da ausência de dedução da base de cálculo da Contribuição de valores legalmente dedutíveis, conforme supostamente lhe autorizaria a Lei nº 10.833/2003, sendo tais créditos aferíveis das respectivas DACON e DIPJ do período. A DRJ em Curitiba – PR, por sua vez, julgou improcedente a manifestação de inconformidade ofertada pelo contribuinte através do acórdão de fls. 18/19, considerando a ausência de comprovação do direito ao credito objeto da compensação materializada na PER/DCOMP, o que se confirmaria, inclusive, a partir inconsistências apuradas conta dos documentos mencionados pelo contribuinte na sua Manifestação de Inconformidade (DACON, DIPJ e DCTF) e planilha apresentada. Devidamente intimado para tanto (fls. 20), interpôs o contribuinte o presente Recurso Voluntário de fls. 21 (em 15/12/2003), através do qual sustenta, em síntese, que o argumento trazido em sua Manifestação de Inconformidade foi equivocado, e que em verdade “(...) os valores apropriados em Perd/Comp tem como sua origem o crédito de PIS nas entradas de Produtos e Serviços, como permite o contido no artigo 3º e parágrafos da MP 66/2002.” É o relatório. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. O argumento recursal fundamental é o de que a Recorrente tem direito a indébitos de PIS/COFINS por recolhimentos foram feitos a maior por conta de não aproveitamento dos créditos que teria direito em decorrência da legislação pertinente. Para tanto a Recorrente juntou as planilhas demonstrativas dos créditos não aproveitados em suas operações. A DRJ com base nas declarações da contribuinte (DACON, DIPJ e DCTF), entendeu não estarem comprovados os créditos requeridos, mantendo o mesmo suporte do despacho decisório. Despacho Decisório este, ressaltese, elaborado eletronicamente, isto é, a partir de um mero confronto de informações realizadas pelos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil (Dacon x DCTF x Darf), do qual exsurgiu a informação de que valor algum havia sido recolhido a maior, e, portanto, crédito algum haveria de ser reconhecido. No caso em concreto, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas do seu direito creditório. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. No processo administrativo fiscal, temse como regra que cabe àquele que pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo. À ora Recorrente, a comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento. Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que, em seu artigo 333, ao repartir o ônus probandi, o faz inadmitindo a mera alegação e a negação geral. Assim, na hipótese de ressarcimento pleiteado, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que as provas e argumentos sejam Fl. 47DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.901314/200821 Acórdão n.º 3801001.292 S3TE01 Fl. 37 5 carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente não apresentou documentos suficientes para demonstrar o seu crédito, juntando mera planilha de valores que pretende compensar de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal, notas fiscais que alega estarem canceladas e dos lançamentos contábeis o valor de seu crédito. Nesse sentido voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. É como voto. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 48DF CARF MF Impresso em 04/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 28/09/2012 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13749.001380/2008-63
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO. DECLARAÇÃO.
Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente porque os recibos não apresentam todos os requisitos exigidos pela lei, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2801-002.644
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$27.900,00, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Sandro Machado dos Reis. Ausente, Justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007 GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO. DECLARAÇÃO. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente porque os recibos não apresentam todos os requisitos exigidos pela lei, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa. Recurso Voluntário Provido em Parte
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RECIBOS EM DESACORDO COM A LEGISLAÇÃO. DECLARAÇÃO. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente porque os recibos não apresentam todos os requisitos exigidos pela lei, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$27.900,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 9. 00 13 80 /2 00 8- 63 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13749.001380/200863 Acórdão n.º 2801002.644 S2TE01 Fl. 61 2 Vasconcelos de Almeida, Sandro Machado dos Reis. Ausente, Justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 3ª Turma da DRJ/CGE (Fls. 24), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: LANÇAMENTO Trata o presente processo de notificação de lançamento do Imposto sobre a Renda Pessoa Física, de fls 0204 (frente e verso), em face do sujeito passivo acima identificado, referente ao exercício 2007, anocalendário 2006, com ciência em 01/09/2008 (fl. 17), sendo constituído crédito tributário no valor de R$ 15.696,37, composto das seguintes parcelas: Demonstrativo do Crédito Tributário Cód. DARF Valores em Reais (R$) IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA – SUPLEMENTAR (Sujeito a Multa de Ofício) 2904 8.274,75 MULTA DE OFÍCIO – (Passível de Redução) 6.206,06 JUROS DE MORA – (Calculados até 29/08/2008) 1.215,56 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA (Sujeito a Multa de Mora) 211 0,00 MULTA DE MORA – (Não Passível de Redução) 0,00 JUROS DE MORA – (Calculados até 29/08/2008) 0,00 Valor do Crédito Tributário Apurado 15.693,37 Conforme a DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL (fl. 03) foi lançado de ofício o presente crédito tributário, em decorrência das seguintes constatações no decorrer da ação fiscal: Dedução Indevida de Despesas Médicas Glosa do valor de R$ 30.090,00, indevidamente deduzido a título de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para a sua dedução. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13749.001380/200863 Acórdão n.º 2801002.644 S2TE01 Fl. 62 3 COMPLEMENTAÇÃO DA DESCRIÇÃO DOS FATOS Os recibos emitidos por Leandro de Lima Gonzaga, Thiago Montes Marques e Leonardo de Lima Gonzaga estão em desacordo com a legislação de irpf. Não foi encontrado recibos em nome de Hilton Alves Danc. Encontrado recibo de R$ 100,00 reais em nome de Dalmara Dalla Costa Marques Abla. IMPUGNAÇÃO Foi apresentada impugnação (fl. 01), em 30/09/2008 através da qual o sujeito passivo, após qualificarse, e resumir os fatos, apresentou sua defesa cujos pontos relevantes para a solução do litígio são: Por prescrição médica, submeteuse a longo tratamento fisioterápico, conforme declaração dos profissionais anexo. A declaração visa dirimir dúvidas e complementar informações; Não solicitou recibo do profissional Hilton Alves Danc, nem realizou pagamento com cheque nominal. PEDIDO Subtendese que o sujeito passivo requer o cancelamento do crédito tributário. Passo adiante, a 3ª Turma da DRJ/CGE entendeu por julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade. Cientificada em 27/04/2011 (Fls. 34), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 26/05/2011 (fls. 36 a 39); argumentando basicamente que: (...) Também é certo que o lançamento que deu origem ao presente processo administrativo representa típica violação ao princípio da verdade material, na medida em que, tendo sido identificadas supostas discrepâncias nas despesas médicas pagas pela requerente, em momento algum houve preocupação por parte da autoridade lançadora em saber o porquê, em investigar o origem e a comprovação dos gastos realizados. Portanto, havendo dúvida quanto à pertinência das despesas médicas, caberia à autoridade lançadora dar aplicação ao Fl. 62DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13749.001380/200863 Acórdão n.º 2801002.644 S2TE01 Fl. 63 4 princípio da verdade material, promovendo as diligência necessárias no sentido de buscar a verdade acerca da realização dos referidos gastos. No entanto, a única intimação dirigida à recorrente teve por objeto a apresentação dos comprovantes de despesas médicas, o que foi prontamente atendido. Mas não se convencendo da licitude dos procedimentos adotados pela recorrente, a autoridade lançadora e a DRJ em Campo Grande simplesmente mantiveram a exigência e não se preocuparam em buscar os motivos que levaram a recorrente a realizar as despesas. Pior ainda: sequer foi dirigida intimação à recorrente para comprovar os atendimentos a que se submeteu. Curiosamente, porém, a decisão recorrida manteve a exigência fiscal por falta de comprovação dos atendimentos médicos/fisioterapêuticos, sendo certo que , repitase à exaustão, a recorrente nunca foi intimada a comprovar as consultas a que se submeteu, a necessidade e a efetividade dos atendimentos médicos/fisioterapêuticos. (...) O tratamento com profissionais de fisioterapia decorreu de expressa determinação médica, conforme comprovam os documentos anexos (doc. 01). Portanto, todas as despesas médicas indicadas na DIPF/2007 referemse a tratamento da própria requerente, conforme também atestam os documentos anexos emitidos pelos profissionais de saúde (doc. 02). É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. As despesas médicas relativas aos profissionais Leandro de Lima Gonzaga, no valor de R$9.000,00, Thiago Montes Marques, no valor de R$9.700,00, e Leonardo de Lima Gonzaga, no valor de RS9.200,00, foram glosadas pela fiscalização unicamente porque esta entendeu que os recibos apresentados não possuíam todos os requisitos estabelecidos em lei; in verbis: Fl. 63DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13749.001380/200863 Acórdão n.º 2801002.644 S2TE01 Fl. 64 5 Os recibos emitidos por Leandro de Lima Gonzaga, Thiago Montes Marques e Leonardo de Lima Gonzaga estão em desacordo com a legislação de irpf. Não foi encontrado recibos em nome de Hilton Alves Danc. Encontrado recibo de R$ 100,00 reais em nome de Dalmara Dalla Costa Marques Abla.(pág. 03 dos autos) Do exposto, se verifica que a fiscalização não requisitou, nestes casos específicos, provas ao contribuinte da efetividade da prestação dos serviços, ou dos pagamentos. Por este motivo, não é o caso de se requerer, no presente momento, a análise do caso sob o aspecto da efetividade da prestação dos serviços, ou dos pagamentos; mas sim sob a ótica da adequação dos recibos e declarações como meios de prova na forma exigida pela fiscalização. Dentro deste contexto, no tocante as despesas com os profissionais Leandro de Lima Gonzaga, no valor de R$9.000,00, Thiago Montes Marques, no valor de R$9.700,00, e Leonardo de Lima Gonzaga, no valor de RS9.200,00, buscando suprir a única falha apresentada pela fiscalização, a contribuinte tratou de apresentar declarações dos médicos relacionados; que, em conjunto com os recibos já apresentados, possibilita identificar o paciente, o tratamento realizado, as datas dos pagamentos, os pagamentos, quem realizou os pagamentos, o médico emitente, e o endereço do médico emitente. Compreendese que sejam estas declarações os únicos documentos apresentados pela recorrente; posto que somente estes documentos já são suficientes para corrigir a única falha apontada pela fiscalização. Assim, na presente situação, entendo que a documentação apresentada pela recorrente supre a prova requerida pela fiscalização, e é suficiente para reverter as glosas relacionadas a Leandro de Lima Gonzaga, no valor de R$9.000,00, Thiago Montes Marques, no valor de R$9.700,00, e Leonardo de Lima Gonzaga, no valor de RS9.200,00. Razão pela qual deve ser revertida a glosa da despesa médica de R$27.900,00. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento parcial ao recurso, para restabelecer a dedução com despesas médicas no montante de R$27.900,00. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 64DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13749.001380/200863 Acórdão n.º 2801002.644 S2TE01 Fl. 65 6 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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Numero do processo: 10120.016350/2008-41
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
MULTA DE MORA. JUROS DE MORA. LEGALIDADE.
Presentes os pressupostos de exigência, cobram-se juros de mora e multa de mora pelos percentuais legalmente determinados.
ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.810
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, José Evande Carvalho Araujo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 MULTA DE MORA. JUROS DE MORA. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobram-se juros de mora e multa de mora pelos percentuais legalmente determinados. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Recurso Voluntário Negado.
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JUROS DE MORA. LEGALIDADE. Presentes os pressupostos de exigência, cobramse juros de mora e multa de mora pelos percentuais legalmente determinados. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, José Evande Carvalho Araujo, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 01 63 50 /2 00 8- 41 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10120.016350/200841 Acórdão n.º 2801002.810 S2TE01 Fl. 109 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2004, por meio do qual se exige do contribuinte o crédito tributário no montante de R$ 2.307,02. O lançamento é decorrente da apuração de compensação indevida de imposto complementar. Em sua impugnação, o contribuinte apresentou as razões de defesa abaixo, extraídas do Acórdão recorrido: “Argumenta que a Receita Federal tentou intimálo no endereço sito à SQN 204, Bloco I, apto 201 Asa Norte, Brasília DF, entretanto, teria se mudado deste endereço em meados de 2001, fato que foi notificado à RFB na declaração de 2002, sendo que o novo endereço foi repetido nas declarações relativas aos exercícios seguintes. Assume ter cometido o erro que motivou o lançamento, mas entende que caso a fiscalização o tivesse intimado no endereço correto, teria sido possível corrigir o equívoco, por esse motivo acredita não serem devidos os juros e a multa de ofício.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 77/83, que restou assim ementado: COMPLEMENTAR INDEVIDAMENTE COMPENSADO. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante, conforme art. 17, do Decreto n.° 70.235/72, com redação dada pelo art. 1°, da Lei n.° 8.748/1993 e art. 67, da Lei n.° 9.532/1997. MULTA E JUROS MORATÓRIOS. Nos casos de apresentação de declaração de rendimento e falta de recolhimento ou de recolhimento a menor, não cabe relevação de penalidade e nem dispensa dos acréscimos moratórios, por falta de previsão legal. Regularmente cientificado daquele acórdão em 08/04/2011 (fl. 103), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 91/99, em 29/04/2011. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10120.016350/200841 Acórdão n.º 2801002.810 S2TE01 Fl. 110 3 O recorrente limitase a discutir a aplicação (marco inicial e final) de juros e multa e o percentual de redução desta, alegando que não pode ser responsabilizado pelo fato de a Receita Federal não ter observado o correto endereço do Contribuinte, o que lhe retirou os direitos ora vindicados (pagamento imediato e redução de 50% da multa). Mesmo que se pudesse vislumbrar alguma irregularidade relativamente ao ato da ciência do lançamento ora analisado, este fato só se revestiria de maior importância, caso houvesse nos autos e, em especial, na impugnação, qualquer evidência de que o contribuinte não tivesse entendido os termos do procedimento de ofício e de que, por conta disto, tenha tido por dificultada a produção de sua defesa. Entretanto o recorrente apresentou sua impugnação que foi tomada como tempestiva pela decisão recorrida, tendo em vista o reconhecimento do erro ocorrido quanto ao endereço do contribuinte consignado na notificação sob exame. Em relação a eventual redução da multa de ofício, esclareçase que caberia ao contribuinte ter efetuado o pagamento tão logo apresentou a primeira peça destes autos, com cumprimento das formalidades previstas na legislação tributária, para ter direito ao referido benefício. Entretanto, observase que não há exigência de multa de ofício na notificação em tela (fl. 27), mas, sim, do imposto de renda, no valor de R$ 1.331,00, acrescido da multa de mora (não passível de redução) de R$ 266,20 e juros de mora (calculados até 26/12/2007) de R$ 709,82. As exigências de multa de mora de mora (art. 61, caput da Lei nº 9.430/96) e juros de mora (artigo 61, § 3º da Lei 9.430 de 1996) estão prevista em normas legais vigentes, regularmente citadas na notificação do lançamento, portanto, devem ser mantidas. No tocante à análise das alegações de ilegalidades e inconstitucionalidade de normas que respaldam o procedimento fiscal, importa esclarecer que não pode ser objeto de verificação inclusive por parte deste Conselho de Contribuintes, pois é questão pacificada na Súmula nº 2, do CARF, a saber: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, por falta de amparo legal à pretensão do recorrente, deve ser rejeitada sua solicitação. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10120.016350/200841 Acórdão n.º 2801002.810 S2TE01 Fl. 111 4 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 11/12/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN
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Numero do processo: 10665.901724/2010-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. INEXISTÊNCIA.
A inexistência de saldo credor impede o deferimento de pedido de ressarcimento
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3401-002.004
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Odassi Guerzoni Filho - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho e Fernando Marques Cleto Duarte.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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INEXISTÊNCIA. A inexistência de saldo credor impede o deferimento de pedido de ressarcimento Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça. Júlio César Alves Ramos Presidente Odassi Guerzoni Filho Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Júlio César Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho e Fernando Marques Cleto Duarte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 90 17 24 /2 01 0- 92 Fl. 303DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/11/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Tratase de PER/Dcomp relativa ao saldo credor de IPI apurado no 2º trimestre de 2006, que, em face de auditoria fiscal realizada no âmbito do processo administrativo nº 10665.001722/201000, em que foram detectadas infrações à legislação do IPI [reclassificação fiscal e glosa de créditos], o que resultou na reconstituição da escrita fiscal e, consequentemente, na apuração de novo saldo no Livro Reg. Apuração de IPI, não teve nenhum valor reconhecido como crédito a ser utilizado nas compensações declaradas. Referida auditoria fiscal foi realizada justamente para fins de se verificar a procedência dos saldo credores dos quatro trimestres dos anos de 2006 e de 2007 informados nos vários pedidos eletrônicos de ressarcimento, dentre os quais o que consta do presente processo. Na Manifestação de Inconformidade a interessada pugnou pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário até que seja proferida decisão em definitivo no referido processo que tratou da revisão de seu saldo credor e que resultou na lavratura de auto de infração. Juntou cópia da impugnação apresentada contra o referido lançamento. A 3a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de ForaMG manteve os termos do Despacho Decisório de indeferimento em decisão que suscitou a necessidade de aplicação da regra contida no art. 20 da IN SRF nº 600, de 28/12/2005, reproduzida no art. 25 da IN SRF nº 900, de 30/12/2008, segundo a qual “É vedado o ressarcimento a estabelecimento pertencente a pessoa jurídica com processo judicial ou com processo administrativo fiscal de determinação de exigência de crédito de IPI cuja decisão definitiva, judicial ou administrativa, possa alterar o valor a ser ressarcido.” No Recurso Voluntário a Recorrente argumentou que o dispositivo invocado pela DRJ somente poderia ser aplicado no caso de o processo judicial ou administrativo ser anterior à data das compensações, sob pena de violação da regra contida no artigo 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Entende a Recorrente que, em o crédito tendo sido apurado no momento da compensação pelo contribuinte e não pelo Fisco, e, ainda, que referido crédito fora estornado na escrita fiscal por determinação infralegal, não haveria de se glosar o que não mais existe. Considera também a Recorrente que o referido dispositivo invocado pela instância de piso não encontraria previsão no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, o que lhe daria a característica de ilegalidade por prever hipótese negativa sumária de recurso onde o Decreto que regula o processo administrativo não prevê. Para ela, estaria havendo violação do princípio da segurança jurídica por se invocar fato posterior que, obviamente, a seu ver, não tinha ciência à época da realização da compensação. Por fim, em face das circunstâncias, defende que haja o sobrestamento do processo e não o indeferimento sumário da manifestação de inconformidade. No essencial, é o Relatório. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/11/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10665.901724/201092 Acórdão n.º 3401002.004 S3C4T1 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Odassi Guerzoni Filho Cientificada da decisão da DRJ em 10/02/2012, uma sextafeira, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 12/03/2012, portanto, de forma tempestiva. Preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. Conforme relatado acima o julgamento deste processo está na inteira dependência do que restar decidido no âmbito do processo administrativo nº 10665.001722/201000, haja vista que nele é que foram lançadas as considerações da autoridade fiscal acerca da inexistência do saldo credor de IPI aqui postulado. E referida decisão já se deu aqui mesmo neste Colegiado durante a sessão do dia 25 de setembro de 2012, ocasião em que, por meio do Acórdão nº 3401001.946, negamos provimento ao Recurso Voluntário. Desta forma, naquele processo restou confirmado por esta Turma o entendimento da fiscalização quanto à necessidade de refazimento da escrita fiscal da Recorrente, de sorte que, em função da nova apuração, confirmouse também a inexistência de saldo credor a ser ressarcido para o para o período abrangido por este processo. Pelo exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário, prejudicadas as demais matérias suscitadas pela Recorrente e que versavam sobre a necessidade de se aguardar o julgamento do processo que tratou do auto de infração. Odassi Guerzoni Filho Relator Fl. 305DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 08/11/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 20/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10120.006540/2009-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Dec 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. EXTRAVIO DE AR. EDITAL DE NOTIFICAÇÃO. TEMPESTIVIDADE DA IMPUGNAÇÃO.
A inexistência nos autos do AR consubstanciando a tentativa da ciência da notificação de lançamento invalida a ciência via edital, considerando-se ocorrida a ciência quando da apresentação da impugnação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.613
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para afastar a intempestividade da impugnação apresentada, determinando o retorno dos autos à DRJ para enfrentamento do mérito, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Sandro Machado dos Reis. Ausente, Justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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EXTRAVIO DE AR. EDITAL DE NOTIFICAÇÃO. TEMPESTIVIDADE DA IMPUGNAÇÃO. A inexistência nos autos do AR consubstanciando a tentativa da ciência da notificação de lançamento invalida a ciência via edital, considerandose ocorrida a ciência quando da apresentação da impugnação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para afastar a intempestividade da impugnação apresentada, determinando o retorno dos autos à DRJ para enfrentamento do mérito, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Sandro Machado dos Reis. Ausente, Justificadamente, Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 65 40 /2 00 9- 31 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10120.006540/200931 Acórdão n.º 2801002.613 S2TE01 Fl. 86 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6ª Turma da DRJ/BSB (Fls. 59), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, referente ao exercício 2006, por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil da DRF/Goiânia (GO). O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: (em Reais) Imposto Suplementar (sujeito à multa de ofício) 6.258,52 Multa de Ofício (passível de redução) 4.693,89 Juros de Mora (cálculo até 31/10/2008) 1.865,03 Imposto Suplementar (sujeito à multa de mora) Multa de Mora (não passível de redução) Juros de Mora (cálculo até 31/10/2008) Total do Crédito Tributário 12.817,44 O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: Dedução Indevida a Título de Despesas Médicas – glosa de dedução de despesas médicas, pleiteada indevidamente pela contribuinte na Declaração de Imposto de Renda. Valor: R$ 22.758,24. Motivo: Em decorrência do não atendimento à intimação, foi glosado o valor de R$ 22.758,24, deduzido indevidamente a título de despesas médicas, por falta de comprovação. A base legal do lançamento encontrase nos autos. A contribuinte teve ciência do lançamento por meio do Edital nº 00030/2008 em 03/12/2008, conforme documento de fl. 5152 e, em 18/05/2009, apresentou impugnação, em petição de fl(s). 02 06, acompanhada dos documentos de fls. 0733, alegando, resumidamente, o que se segue: TEMPESTIVIDADE que somente teve conhecimento da Notificação de Lançamento quando se dirigiu à Receita Federal do Brasil no dia 23/04/09 e 07/05/09, desta vez acompanhada de advogado; que o servidor da Receita Federal informou que o Aviso de Recebimento (AR) foi devolvido pelo motivo de ausência; Fl. 86DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10120.006540/200931 Acórdão n.º 2801002.613 S2TE01 Fl. 87 3 entende que a ciência somente ocorreu no dia 23/04/09, quando do seu comparecimento à Receita Federal do Brasil. Por isso, considera que a impugnação foi protocolada dentro do prazo legal e, portanto, tempestiva. Passo adiante, a 6ª Turma da DRJ/BSB entendeu por não conhecer a impugnação, em decisão que restou assim ementada: IMPUGNAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. Considerase intempestiva a impugnação apresentada após o decurso do prazo de trinta dias a contar da data em que foi feita a intimação da exigência, não tendo a faculdade, portanto, de instaurar a fase litigiosa do procedimento fiscal. MÉRITO que apresenta os comprovantes das despesas médicas para comprovar o valor de R$ 22.758,24 informado na Declaração de Ajuste Anual. Por fim, solicita o cancelamento do débito fiscal. Cientificada em 10/01/2012 (Fls. 73), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 16/01/2012 (fls. 75 a 80); reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. A DRJ, mediante o acórdão recorrido, considerou intempestiva a impugnação interposta pela interessada, utilizando como base a data da entrega da notificação de lançamento constante da pesquisa ao sistema da RFB "Consulta Postagem" e o edital de notificação. Segundo a “consulta postagem” o AR da notificação de lançamento teria sido devolvido por motivo “ausente”; razão pela qual teria sido realizado o edital de notificação. A recorrente, por sua vez, contrapõese a tal alegação, afirmando ser tempestiva a dita impugnação. Diante disso, cumpre analisar, preliminarmente, a regularidade da intimação feita por via postal, com posterior edital, visando a ciência da Notificação de Lançamento. Fl. 87DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10120.006540/200931 Acórdão n.º 2801002.613 S2TE01 Fl. 88 4 Necessário se faz, para o deslinde da questão, lembrar dos mandamentos contidos no art. 23 do Decreto n° 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal): "Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de que o intimar; (Redação dada pelo art. 67 da Lei n°9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pelo art. 67 da Lei n°9.532, de 1997) (grifei) III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei n°11.196, de 2005) a) envio ao domicilio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei n° 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei n°11.196, de 2005) (..) § 1° Quando resultar improficuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela LEI N°11.941, DE 27 DE MAIO DE 2009 DOU DE 28/5/2009) § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pelo art. 67 da Lei n°9.532 de 1997) (...) § 4 Para fins de intimação, considerase domicilio tributário do sujeito passivo:(Redação dada pela Lei n°11.196, de 2005) I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais,a administração tributária; e (Incluído pela Lei n°11.196, de 2005) II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. (Incluído pela Lei n°11.196, de 2005)" Fl. 88DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10120.006540/200931 Acórdão n.º 2801002.613 S2TE01 Fl. 89 5 Tratandose, pois, de intimação por via postal, o documento hábil que comprova o recebimento da intimação é o Aviso de Recebimento do Correio (AR), devolvido diretamente pelo Correio à repartição fiscal. Havendo extravio do AR, deve o julgador entender que o prazo não se perdeu, isto é, a solução deve ser a favor de quem sofrerá o castigo da perda duvidosa, mediante presunção de que o prazo não foi ultrapassado, pois não há como exigir do contribuinte a produção de prova negativa, ou seja, provar que não a recebeu em determinada data. O aviso de recebimento assinado pelo destinatário da intimação é a prova da ciência e fica em poder da repartição fiscal que enviou a correspondência. Também entendo que a falta do AR da notificação de lançamento invalida o edital de notificação, na medida em que tal edital só deve ser realizado se restar improfícua a tentativa de notificação via postal. Ora, o AR da notificação é justamente a prova da tentativa de notificação via postal; não havendo tal AR é de se entender que não há prova da tentativa de notificação via postal. No caso em pauta, a Notificação de Lançamento foi emitida, mas não consta nos autos a prova da tentativa de ciência do lançamento via notificação postal (Aviso de Recebimento AR). A pesquisa ao sistema de informação da RFB denominada "Consulta Postagem", embora seja documento subsidiário, não pode, a meu ver, ser utilizada isoladamente para provar a ciência da autuação e, assim, servir de base para considerar válido o Edital de Notificação e a intempestividade da impugnação apresentada. Desse modo, tendo em vista os princípios da ampla defesa e do contraditório materializados no inciso LV do artigo 5° da Constituição Federal de 1988 e a inexistência do AR consubstanciando a ciência da notificação de lançamento em questão, considerase ocorrida a ciência quando da apresentação da impugnação. Assim sendo, devese considerar tempestiva a impugnação apresentada e dela se tomar conhecimento. Ante tudo acima exposto, e tudo mais que constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso, afastando a intempestividade da impugnação apresentada, e determinando o retorno dos autos a DRJ para enfrentamento do mérito. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 89DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10120.006540/200931 Acórdão n.º 2801002.613 S2TE01 Fl. 90 6 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 26/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 25/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10480.908691/2009-36
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/09/1999 a 30/09/1999
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOVAÇÃO NA FUNDAMENTAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
Acatada a preliminar de cerceamento de defesa, por supressão de instância, posto que a autoridade julgadora de primeira instância inovou em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-001.675
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, anular a Decisão da DRJ nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que negava provimento ao recurso e o Conselheiro Sidney Eduardo Stahl que dava provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Luiz Bordignon - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: JOSE LUIZ BORDIGNON
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INOVAÇÃO NA FUNDAMENTAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Acatada a preliminar de cerceamento de defesa, por supressão de instância, posto que a autoridade julgadora de primeira instância inovou em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, anular a Decisão da DRJ nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que negava provimento ao recurso e o Conselheiro Sidney Eduardo Stahl que dava provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 86 91 /2 00 9- 36 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), José Luiz Bordignon, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.908691/200936 Acórdão n.º 3801001.675 S3TE01 Fl. 93 3 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo a seguir: Tratase de manifestação de inconformidade protocolizada em 01/07/2009, em face do Despacho proferido eletronicamente pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Recife/PE DRF/REC/PE, mediante o qual foi indeferido/nãohomologada Pedido Eletrônico de Restituição/ Declaração de Compensação (PER/DCOMP. . 2. Consoante se verifica às fls. 01/05, a contribuinte, através de sobredito PER/DCOMP, declarou a compensação do débito descrito em sua página com conjecturado crédito, no montante originário de R$ 2.726,81, que seria derivado de pagamento indevido a título da COFINS, código de receita: 2172, do período de apuração de setembro de 1999, efetuado aos 15/10/1999. 3. Inferese, do Despacho Decisório de fl.06, que, com fundamento nos arts. 165 e 170, da Lei n° 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional CTN) e, ainda, no art. 74, da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, não foi reconhecido o direito creditório pleiteado e, por decorrência, foi não homologada a compensação no qual o pretenso crédito foi utilizado – pois o pagamento vinculado ao suposto indébito foi totalmente aproveitado para a extinção do débito de COFINS do período de apuração de setembro de 1999. 4. O sujeito passivo, cientificado de enfocado Despacho Decisório aos 02/06/2009 (vide aviso de recebimento de fl.42), interpôs a mencionada manifestação de inconformidade, na qual alega possuir créditos pautados em decisão judicial favorável à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco OAB/PE (à qual a empresa seria (sic) sindicalizada), garantidora da isenção do pagamento da COFINS às empresas exclusivamente prestadoras de serviços relativos a profissões legalmente regulamentadas, motivo por que teria direito ao reconhecimento do indébito do pagamento da COFINS tratado nos correntes autos e, conseqüentemente, à homologação das compensações realizadas por intermédio do PER/DCOMP aqui examinado. 5. Sustenta a recorrente, ainda, que, de acordo com informações colhidas junto ao Centro de Atendimento ao Contribuinte CAC da DRF/REC/PE, a conclusão atingida pelo Despacho Decisório censurado se deveria à nãoretificação, para o novo valor apurado, da respectiva Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) circunstância que, na visão da defendente, não anularia a existência do pretendido crédito. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 6. Á manifestação de inconformidade, o sujeito passivo anexou, dentre outros documentos, cópia de acórdão proferido pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região TRF/5ª Região (fls.24/39 e de certidão de trânsito em julgado (fl.40). 7. Este julgador juntou aos presentes autos os seguintes documentos: (i) extrato de consulta processual junto ao sítio do TRF/5ª Região à Ação Rescisória tombada sob o n° 2006.05.00.0442426 e ementas dos acórdãos proferidos naquela ação aos 23/11/2007, 27/02/2008 e 16/06/2010 (fls.43/54 ); e (ii) extrato de consulta processual junto ao sítio do Supremo Tribunal Federal STF à Reclamação etiquetada sob o n° 6.917/PE e decisão monocrática nela proferida aos 09/12/2008 pelo Exmo. Ministro Joaquim Barbosa (fls.55/58). A Delegacia de Julgamento em Recife (PE) proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/09/1999 a 30/09/1999 SOCIEDADE CIVIL. COFINS. ISENÇÃO RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. SUBSEQÜENTE POSICIONAMENTO DIVERSO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TITULO JUDICIAL. INEXIGIBILIDADE. É inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado que reconhece direito à isenção do pagamento da COFINS a sociedades civis prestadoras de serviços relacionados a profissão legalmente regulamentada, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal, especialmente quando a eficácia da decisão judicial transitada em julgado haja sido desconstituída em ação rescisória. COMPENSAÇÃO. INDÉBITO FUNDADO EM TÍTULO JUDICIAL INEXIGÍVEL. NÃOHOMOLOGAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. PROCEDÊNCIA. É procedente o Despacho Decisório que não homologa compensações em que é utilizado suposto direito creditório fundado em titulo judicial inexigível, por inexistir crédito líquido e certo a ser compensado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 69 a 74, aduzindo, em síntese. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.908691/200936 Acórdão n.º 3801001.675 S3TE01 Fl. 94 5 A decisão da DRF/Recife considerou não homologadas as compensações com base no fato de que os DARF’s aos quais estavam vinculados os créditos estavam totalmente utilizados. A Recorrente baseou sua manifestação de inconformidade em argumentos e fatos que tentavam ilidir a decisão da DRF/Recife, buscando demonstrar a existência dos créditos tributários em favor da empresa. Em sede de julgamento por parte da DRJ/Recife não está ocorrendo apenas a revisão proferida pela DRF/Recife, mas sim uma inovação completa do conteúdo do indeferimento inicial das compensações, que agora sustentase na apresentação das DCOMP antes do trânsito em julgado da ação, sem que tenha sido oportunizado à empresa a possibilidade de apresentar defesa sobre o assunto. Toda a decisão proferida pela DRJ/Recife prendese à análise da ação judicial, quando a decisão primeira, proferida pela DRF/Recife, ocorreu apenas em razão da falha procedimental da empresa. A decisão proferida pela 2ª Turma da DRJ/Recife, por ter cerceado o direito de defesa da empresa, ao inovar juridicamente nos argumentos sem prévia comunicação e abertura de prazo para alegações da empresa sobre novos fatos e informações apresentados ao processo, merece reparos. A argumentação da DRJ/Recife não condiz com a realidade dos fatos. Em seu item 19, a decisão da DRJ/Recife informa que não seria possível a utilização dos créditos para compensação em razão de existir liminar em sede de Reclamação suspendendo os efeitos da decisão que garantia aos filiados à OAB/PE o direito de isenção de COFINS. A decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício de isenção da COFINS já havia sido encerrada e reconhecido o direito. Apenas em sede de ação rescisória foi reanalisada a questão, na qual o TRF da 5ª Região decidiu por conceder parcial provimento à rescisória a fim de conceder efeitos ex nunc à decisão, ou seja, a rescisão da decisão que concedia o benefício isenção da COFINS somente surtiria efeitos para frente, não abrangendo os fatos pretéritos. Apenas contra esta decisão do TRF foi que concedeuse a liminar do Ministro Joaquim Barbosa do STF, suspendendo a modulação dos efeitos da decisão da rescisória. A liminar é decisão precária e não anulou os efeitos do decidido na ação rescisória. Seus efeitos estão apenas suspensos, aguardando um pronunciamento do órgão colegiado do STF quanto à manutenção ou não da liminar. DO PEDIDO: De todo o exposto e demonstrado nesta, restando provada a existência dos créditos relativos a pagamentos indevidos de COFINS e que a decisão proferida pela DRJ/Recife está em dissonância com a realidade dos fatos, requer que seja processado Fl. 96DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 regularmente o presente Recurso Voluntário, na forma do Decreto nº 70.235/72, de acordo com os mandamentos do art. 74, da Lei nº 9.430/96 e, ao final, julgado integralmente procedente para, reformando as decisões proferidas pela DRF/Recife e DRJ/Recife, reconhecer o direito de crédito da empresa relativo aos pagamentos indevidos, realizados a título de Cofins e, consequentemente, homologar a compensação realizada no PER/DCOMP relacionado a esse processo que utilizaram tais créditos. É o relatório. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.908691/200936 Acórdão n.º 3801001.675 S3TE01 Fl. 95 7 Voto Conselheiro José Luiz Bordignon, Relator O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Conforme já relatado, a Requerente teve seu pedido de compensação indeferido em razão do pagamento ter sido integralmente utilizado na quitação do débito declarado em DCTF, não restando saldo disponível a ser aproveitado para compensar com débitos informados no PerDcomp. Em sua Manifestação de Inconformidade, aduz a empresa que estava isenta do pagamento da contribuição para a COFINS na forma do decidido judicialmente, portanto todos os pagamentos realizados a tal título tornaramse indevidos consoante disposição do art. 165, I, do CTN. A Autoridade Julgadora de Primeira Instância, com fulcro no art. 741, II e parágrafo único do Código de Processo Civil, abaixo colacionado, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, mantendo a decisão da DRF/Recife, sob o fundamento de que é inexigível o título judicial, consubstanciado em decisão judicial transitada em julgado, quando sobrevindo a respeito posicionamento diverso consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal. Art. 741. Na execução contra a Fazenda Pública, os embargos só poderão versar sobre: [...] II inexigibilidade do título; [...] Parágrafo único. Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo, considerase também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a Constituição Federal. Por seu turno, a Recorrente se contrapõe aos fundamentos da DRJ/Recife, pontuando duas questões, a saber: Cerceamento de defesa em razão da inovação perpetrada pela DRJ/Recife que inovou o conteúdo do indeferimento inicial das compensações sem prévia comunicação e abertura de prazo para alegações da empresa sobre os novos fatos e alegações apresentadas ao processo. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 8 A decisão judicial em Mandado de Segurança que concedeu o benefício de isenção da Cofins já havia sido encerrada e reconhecido o direito. Apenas em sede de ação rescisória foi reanalisada a questão, na qual o TRF da 5ª Região decidiu dar parcial provimento à rescisória a fim de conceder efeitos exnunc a decisão e que apenas contra esta decisão do TRF foi proferida a liminar do Ministro Joaquim Barbosa do STF, suspendendo a modulação dos efeitos da decisão da rescisória. I Da preliminar de nulidade por cerceamento de defesa. Protesta a Requerente pela ocorrência de cerceamento de defesa em razão de inovação no conteúdo do indeferimento inicial, consubstanciado na ausência de comunicação prévia dos documentos acostados aos autos e abertura de prazo para manifestação. Passemos à análise do arguido. Da análise dos autos, constatase que foram juntados os documentos de fls. 43 a 58 , conforme informação de fls. 59, abaixo colacionada: 7. Este julgador juntou aos presentes autos os seguintes documentos: (i) extrato de consulta processual junto ao sítio do TRF/ 5ª Região à Ação Rescisória tombada sob o n° 2006.05.00.0442426 e ementas dos acórdãos proferidos naquela ação aos 23/11/2007, 27/02/2008 e 16/06/2010 (fls.43/54); e (ii) extrato de consulta processual junto ao sítio do Supremo Tribunal Federal STF à Reclamação etiquetada sob o n° 6.917/PE e decisão monocrática nela proferida aos 09/12/2008 pelo Exmo. Ministro Joaquim Barbosa (fls. 55/58). Importante registrar que a juntada dos referidos documentos ocorreu após a apresentação da manifestação de inconformidade pelo Contribuinte. Também, que não há impedimento legal para a juntada de novos documentos pela autoridade administrativa/julgadora, todavia o que não é permitido é inovar em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação. No caso presente, além do Contribuinte não ter sido cientificado da juntada de novos elementos ao processo, a razão de decidir estampada no acórdão se deu com fundamento nos novos documentos. Convém aclarar que, nos casos em que a autoridade administrativa/julgadora carrear aos autos documentos após a apresentação da peça impugnatória, é essencial que o contribuinte seja cientificado e aberto prazo para manifestação, se desejar, só assim estará garantido o pleno exercício de seu direito a ampla defesa e ao contraditório, postulados gravados na Constituição Federal e no Processo Administrativo Fiscal. Não obstante, a manifestação de inconformidade é ato que faz nascer o contencioso, repercutindo na mudança do procedimento administrativo preparatório para o de julgamento, comportando ao contribuinte as garantias relativas ao devido processo legal. Resta claro que o Despacho Decisório emanado pela DRF/Recife teve como fundamento a insuficiência de saldo disponível para procederse a compensação, enquanto que Fl. 99DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10480.908691/200936 Acórdão n.º 3801001.675 S3TE01 Fl. 96 9 a decisão da DRJ/Recife alicerçou –se nos efeitos das decisões judiciais prolatadas nos processos (i) AMS nº 80558/PE (2001.83.00.145250); (ii) Ação Rescisória nº 5471/PE (2006.05.00.0442426) e (iii) RCL/6917 – STF – Reclamação. O que não se pode, agora, em segunda instância administrativa de julgamento, é analisar fatos e documentos que não constavam da lide inicial, sob pena de afrontar garantias e princípios processuais, como por exemplo, o do duplo grau de jurisdição. É fato que a Recorrente tem o direito de participação no processo administrativo em relação a todo e qualquer ato ou documento juntado, sendo que a falta de comunicação acarreta cerceamento de defesa pela ausência de contraditório. Desse modo, as normas reguladoras do processo administrativo fiscal outorgam ao contribuinte o direito de ter a matéria litigiosa, seus fundamentos, argumentos e provas analisados pelas duas instâncias administrativas de julgamento, sem o que teríamos como conseqüência a supressão de uma delas. Desse modo, diante das razões acima expostas, encaminho meu voto no sentido de julgar procedente o recurso voluntário para declarar NULA a decisão da DRJ/Recife, como também todos os atos praticados posteriormente à referida decisão, posto que esta inovou em relação aos fundamentos primeiros apresentados pelo fisco sem que a Requerente tenha sido cientificada dos mesmos e oportunizada sua manifestação. A partir de então, deve o processo retornar à Unidade de Origem para: 1. Cientificar o contribuinte dessa decisão; 2. Cientificar o contribuinte dos documentos de fls. a , juntados pela DRJ/Recife; 3. Abrir prazo para manifestação, se assim desejar; 4. Aplicar o rito do PAF. É como voto. (assinado digitalmente) José Luiz Bordignon Fl. 100DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 10 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 25/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 08/02/2013 por JOSE LUIZ BORDIGNON, Assinado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 11020.003059/2006-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Dec 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
ALEGAÇÃO. PROVA.
Alegação deve ser acompanhada das provas necessárias ao deslinde da questão. O ônus de provar é de quem alega.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 3403-001.816
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Antonio Carlos Atulim - Presidente
Domingos de Sá Filho - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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PROVA. Alegação deve ser acompanhada das provas necessárias ao deslinde da questão. O ônus de provar é de quem alega. Recurso Negado. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente Domingos de Sá Filho Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de recurso voluntário em Manifestação de Inconformidade contra a decisão da DRJ em Porto AlegreRS que manteve o indeferimento parcial em que a Recorrente visava o aproveitamento de crédito presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, autorizado pelas Leis nos 9.779, de 19 de janeiro de 1999 e 10.276/2001, relativamente ao AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 30 59 /2 00 6- 31 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 4° trimestre de 2003, do valor das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, incidentes nas aquisições de insumos empregados na industrialização de produtos exportados relativo ao 3º trimestre de 2003, acumulado com pedido de compensação. Consta dos autos que a Recorrente requereu o ressarcimento do crédito presumido de IPI tendo sido parcialmente deferido nos termos do despacho decisório da Delegacia da Receita Federal em Caxias do SulRS, de fl. 127, acolheu os fundamentos do Relatório de Ação Fiscal (RAF) de fls. 89 a 92 homologando a compensação dentro do limite do crédito reconhecido. A glosa decorre de verificação da legitimidade dos créditos, quando a fiscalização constatou inconsistência nas informações constantes do DCP relativamente à Receita Operacional Bruta e ao Total da Receita de Exportação. Em virtude da retificação dessas informações, o cálculo do crédito presumido do 3° trimestre de 2003 sofreu uma redução de R$ 71.509,96 (setenta mil, quinhentos e nove reais e noventa e seis centavos). A consolidação da apuração do Crédito Presumido consta no demonstrativo de fls. 86/87. Inconformada com o indeferimento de parte do seu pedido de ressarcimento, conforme relatado acima, e, contra a não homologação integral do pedido de compensação, o requerente apresentou arrazoado manifestando em relação às glosas efetuadas. Alega sua irresignação em resumo, que as informações constantes no demonstrativo apresentado pelo auditorfiscal, fls. 86/87, que o valor de crédito presumido acumulado até o mês seria de R$ 528.371,63, havendo uma diferença a menor no cálculo apurado pela fiscalização de R$ 5.063,58. Ao final, requer o reconhecimento à restituição/compensação do valor de R$ 202.679,61 (duzentos e dois mil, seiscentos e setenta e nove reais e sessenta e um centavos). Por meio do Acórdão nº 241024.972, os membros da 3ª Turma de Julgamento da DRJ/POA, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade por falta de prova da alegação, para manter o despacho decisório que deferiu parcialmente o crédito presumido do IPI e não homologou a compensação além do crédito reconhecido. A ementa da decisão possui a seguinte redação: “CRÉDITO PRESUMIDO. ERRO DE CÁLCULO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Não basta alegar o erro de cálculo no valor do crédito presumido acumulado no mês, necessária a sua comprovação, ônus processual que cabe ao interessado” Inconformada, ciente em 19 de maio 2010 a contribuinte apresenta recurso de fls. 159/164, em 09 de junho de 2010, onde em síntese e fundamentalmente se insurge contra os termos da decisão explicitada pela ementa acima transcrita, por conseguinte, homologação da compensação objeto da glosa até o limite a ser reconhecido. É o relatório. Voto Conselheiro, DOMINGOS DE SÁ FILHO, Relator. O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. A matéria trazida para análise deste Colegiado se refere a erro aritmético no cálculo da apuração do crédito. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 11020.003059/200631 Acórdão n.º 3403001.816 S3C4T3 Fl. 5 3 A fiscalização ao apurar o crédito constatou e glosou o valor de R$ 71.509,96 (Setenta e um mil, quinhentos e nove reais e noventa e seis centavos), o que provocou redução do quanto pleiteado a título ressarcimento e compensação. A irresignação não alcança o valor total glosado pela fiscalização, apenas diz que faz jus ao montante de R$ 5.063,58 (cinco mil, sessenta e três reais e cinquenta e oito centavos), implica reconhecer divergência entre os cálculos, vez que, assevera utilizar os mesmos dados. O inconformismo aponta como sendo o ponto da discórdia o saldo acumulado do crédito presumido, que seria de R$ 528.371,63 (quinhentos e vinte e oito mil, trezentos e setenta e um reais e sessenta e três centavos), no entanto, deixa de informar qual teria sido o saldo utilizado pela fiscalização na determinação do crédito. Ao examinar as cópias dos livros trazidos aos autos não obtive êxito em localizar o valor apontado, imprescindível a comparação com o saldo acumulado utilizado pela fiscalização com o objetivo de estabelecer o ponto de divergência entre as duas apurações. Assim, impõe acompanhar a decisão recorrida diante da falta de elementos a corroborar o alegado, pois na qualidade de Interessado deveria demonstrar o desacerto do cálculo de fls. 86/87, trazendo à colação prova concreta do saldo acumulado indicado como sendo o fator preponderante do não reconhecimento do crédito que visa o aproveitamento em compensação, no caso não mais o valor glosado de R$ 71.509,96, mas sim de R$ 5.063,58 (cinco mil, sessenta e três reais e cinquenta e oito centavos). Ausente elemento capaz de proporcionar ao julgador aquilatar com certeza o equivoco a causar prejuízo ao contribuinte, impõe em manter a decisão recorrida. Diante do exposto, conheço do recurso e nego provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 08/12/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/12/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO
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Numero do processo: 10510.001537/2004-22
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002
MULTA QUALIFICADA - INAPLICABILIDADE.
Descabe a imputação de multa no percentual qualificado se a autoridade lançadora não especifica nos autos a conduta que em tese poderia ser motivo caracterizador do evidente intuito de fraude.
Numero da decisão: 9101-001.529
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Karem Jureidini Dias- Relator.
EDITADO EM: 16/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 MULTA QUALIFICADA - INAPLICABILIDADE. Descabe a imputação de multa no percentual qualificado se a autoridade lançadora não especifica nos autos a conduta que em tese poderia ser motivo caracterizador do evidente intuito de fraude.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (ASSINADO DIGITALMENTE) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias- Relator. EDITADO EM: 16/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1749; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 2 1 1 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10510.001537/200422 Recurso nº 152.102 Especial do Procurador Acórdão nº 9101001.529 – 1ª Turma Sessão de 22 de novembro de 2012 Matéria MULTA QUALIFICADA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SULNORTE SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 MULTA QUALIFICADA INAPLICABILIDADE. Descabe a imputação de multa no percentual qualificado se a autoridade lançadora não especifica nos autos a conduta que em tese poderia ser motivo caracterizador do evidente intuito de fraude. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (ASSINADO DIGITALMENTE) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relator. EDITADO EM: 16/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 51 0. 00 15 37 /2 00 4- 22 Fl. 1050DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 2 Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face do Acórdão n° 120100.055 de 13/05/2009, proferido pela 2ª Câmara, 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O auto de infração (fls. 09/29) exige pagamento de IRPJ e CSLL dos anos calendário de 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, em razão de a interessada ter adquirido embarcações no anocalendário de 1998, que teriam sido lançadas na contabilidade por valor superior ao de aquisição. Conforme relatado pelo acórdão recorrido, tal fato gerou a apropriação de despesas com depreciação referente a esses bens em montante superior ao efetivamente incorrido nos anoscalendário de 1999, 2000, 2001 e 2002. No que se refere ao anocalendário da aquisição (1998), pelo fato das operações terem ocorrido nos dois últimos dias do período, não haveria como a empresa ter apurado despesas com depreciação nesse ano, como efetivamente o fez. Assim, o valor correspondente também foi glosado. A autoridade lançadora aplicou a multa de oficio no percentual de 150%, sob justificativa de que o procedimento fiscal foi instaurado por solicitação do Ministério Público (IRPJ fls. 11; CSLL – fls. 21), conforme se extrai das fls. 11: “Como um dos motivos da abertura da fiscalização foi uma solicitação do PARQUET titular constitucional da ação penal, é necessário a realização da Representação Fiscal para Fins Penais junto com o respectivo Auto das Infrações já mencionadas. Pois cabe ao PARQUET, com exclusividade, a decisão da existência ou não do elemento subjetivo do dolo especifico.” (grifos nossos) O contribuinte impugnou o lançamento (fls. 261/278), arguindo em preliminar a decadência do lançamento correspondente ao anocalendário de 1998, bem como que não praticou qualquer ato que pudesse justificar a imputação da multa de 150%. Admitiu, ainda, que teria ocorrido erro na emissão das notas fiscais referentes à aquisição das embarcações, mas que tal fato não prejudicou o Erário, na medida em que apesar de contabilizados de maneira equivocada os valores foram efetivamente incorridos pela empresa, em outra venda. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento entendeu por converter o julgamento do recurso em diligência para que a Fiscalização prestasse esclarecimentos no que tange: (i) à contabilização das operações pela vendedora; (ii) o motivo pelo qual as notas fiscais teriam sido escrituradas com valor superior ao real e (iii) as razões que implicaram na imputação da multa no percentual qualificado (fls. 839/840). No relatório de diligência (fls. 866/869), a Fiscalização anexou documentos relativos ao registro das vendas, fez considerações quanto ao fato da vendedora e compradora serem do mesmo grupo econômico e terem diretores em comum e repetiu o argumento de que a principal razão para a multa qualificada foi a circunstância de a ação fiscal ter sido iniciada por solicitação do Ministério Público. A interessada manifestouse quanto à diligência às fls. 873/888, afirmando ter sido o relatório inconsistente. Retornado os autos para julgamento, A Delegacia da Receita Federal de Julgamento entendeu pela procedência parcial do lançamento (fls. 892/907), mantendo a multa qualificada em 150%. Fl. 1051DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10510.001537/200422 Acórdão n.º 9101001.529 CSRFT1 Fl. 3 3 O contribuinte interpôs Recurso Voluntário e o acórdão da 2ª Câmara, 1ª Turma Ordinária do Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, deu provimento parcial ao Recurso, em decisão que restou assim ementada: DECADÊNCIA. PRAZO. O prazo para a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação extinguese em 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme disposto no art. 150, § 4°, do CTN. Essa regra aplicase também à CSLL por força da Súmula n° 8 do STF. CUSTOS OU DESPESAS ATIVADOS INDEVIDAMENTE. EXCESSO DE DEPRECIAÇÃO. Correta a glosa de despesa com depreciação referentes a valores lançados indevidamente no ativo imobilizado, por se referirem a custos ou despesas que não se incorporam ao bem adquirido. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. INEXISTÊNCIA DE RAZÕES. INAPLICABILIDADE. Descabe a imputação da multa no percentual qualificado se a autoridade lançadora não especifica nos autos a conduta que teria caracterizado o evidente intuito de fraude. Em seu Recurso Especial (fls. 2012/2019), a Fazenda Nacional buscou demonstrar a existência de fraude na conduta do contribuinte, alegando que as provas apresentadas (de fls. 335 a 765) são suficientes para demonstrar a existência de dolo na conduta do agente, além de arguir quanto à falta de qualidade das provas apresentadas pelo ora recorrido e sua omissão na apresentação de outras que seriam necessárias. Requer, portanto, que seja restabelecida a exigência da multa qualificada, uma vez que o reconhecimento da inflação indevida do ativo imobilizado ensejaria, necessariamente, na utilização da multa qualificada de 150%. O despacho de admissibilidade de fls. 2.020/2.202 deu seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, tendo o contribuinte apresentado suas contrarrazões às fls. 2.024, argumentando pela validade e veracidade das provas existentes e requerendo a manutenção da decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, relatora. Fl. 1052DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 4 O Recurso é tempestivo e foi determinado seu seguimento em juízo de admissibilidade, pelo que dele conheço. A Fazenda Nacional, em seu Recurso Especial, requer a manutenção da multa qualificada em 150%, em razão da constatação de uma diferença de R$ 1.132.287,84 no valor dos investimentos encontrados no ativo imobilizado da empresa Sulnorte que, segundo o seu entendimento, não conseguiu demonstrar devidamente ao que se referem. Tal fato acarretou no excesso de depreciação dos ativos nos anos posteriores (1999, 2000, 2001 e 2002), elevando as despesas dedutíveis e reduzindo o saldo de tributos a pagar. Antes de analisar as situações fáticas do caso, cumpre verificar a natureza da sanção tributária, em especial da multa qualificada. O vocábulo sanção é adotado pelo direito positivo brasileiro tanto para indicar a aprovação de uma lei, quanto para indicar uma coerção. A sanção, enquanto meio coercitivo, é o dever preestabelecido por uma regra jurídica que o Estado utiliza como instrumento jurídico para impedir ou desestimular diretamente um ato ou fato que a ordem jurídica proíbe1. Assim, a sanção corresponde à conseqüência jurídica pela desobediência a determinada norma jurídica, sendo elemento a ela inerente. A desobediência de um dever imposto por uma norma jurídica corresponde ao denominado ilícito, o qual é a razão da imposição da sanção, consequência jurídica. Na norma sancionadora, verificase no antecedente um fato jurídico correspondente a determinado evento ilícito vertido em linguagem competente. No conseqüente, está a própria sanção com as indicações precisas dos sujeitos do vínculo (in casu, o contribuinte e a fazenda) e a forma de calcularse o montante da penalidade aplicável. Desta feita, a sanção é uma conseqüência jurídica que pode ser tanto de natureza indenizatória, anulando os efeitos do ato ilícito praticado, quanto penalizatória, apenando aquele que cometeu o ilícito. Sobre a natureza indenizatória e penalizatória da multa, Hector Villegas2 classificaas como repressivas ou repressivocompensatórias, dependendo da finalidade de castigar o infrator, ou castigálo e ressarcir o fisco pelos prejuízos sofridos. Em ambos os casos, a conseqüência jurídica deverá pretender coibir a ilicitude. Se a sanção é conseqüência jurídica da desobediência de uma determinada norma jurídica, então, a natureza da sanção está diretamente relacionada com a natureza da norma jurídica desobedecida, melhor dizendo, com o ilícito que tenta impedir. Dito isto, partindo do tipo de ilícito, passase ao elenco das espécies de sanções que se verificam em lançamentos de ofício de natureza tributária, mais especificamente, as multas. As multas, no direito tributário, podem ser aplicadas em decorrência, principalmente, do nãopagamento de tributo, da mora ou da inobservância de obrigação acessória. Em lançamentos de ofício poderão ser encontradas, isolada ou cumulativamente, sanções de natureza tributária, administrativa ou penaltributária. Será de natureza tributária, se aplicada em razão de descumprimento de uma obrigação tributária (obrigação de dar, entregar dinheiro aos cofres públicos). Será de natureza administrativa, se relacionada ao descumprimento de uma obrigação acessória (obrigação de fazer). E, será de 1 BECKER, Alfredo Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário.Carnaval Tributário. São Paulo: Saraiva, 1989, p556. 2 Curso de direito tributário, ob cit., p.259. Fl. 1053DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10510.001537/200422 Acórdão n.º 9101001.529 CSRFT1 Fl. 4 5 natureza penal tributária a sanção aplicada às infrações decorrentes de atos dolosos, visando a fraude ou a sonegação fiscal. Para o evento do não pagamento, nos lançamentos de ofício, verificamos a imposição de multa de ofício, espécie de sanção pecuniária. As multas de ofício são penalidades pecuniárias repressivocompensatórias ou, por vezes, predominantemente repressivas, que normalmente asseguram o recebimento do crédito tributário pelo erário. Tais multas podem aparecer como valores fixos ou por limites (máximo e mínimo), mas, via de regra, as multas de ofício constituemse em percentuais aplicáveis sobre o valor do tributo devido ou do fato jurídico. O percentual e a base (tributo devido ou fato jurídico), quantificadores da sanção, variam de acordo com a sua natureza predominantemente repressiva ou compensatória, dependendo das características do descumprimento da obrigação. No âmbito federal, a multa de ofício será agravada (percentual aumentado pela metade), nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar documentos. Será qualificada a penalidade (percentual duplicado), nos casos de sonegação e fraude. No caso de qualificação da penalidade, a Lei nº 9.430/96, em seu artigo 44, § 1º (na redação vigente à época do lançamento), estabelece que “o percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo [75%] será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis”. Ou seja, importante observar que a menção aos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/64 é feita para limitar a qualificação da multa apenas aos casos em que ocorrer sonegação, fraude ou conluio. Há, portanto, que se distinguir a fraude do mero erro ou entedimento do contribuinte acerca de determinado fato. Isto porque, a multa de ofício qualificada é sempre aplicada para os casos em que se pretende a fraude ou a sonegação. Por esta razão, a autoridade admininistrativa deve observar, para a imputação desta espécie de multa, a existência do elemento subjetivo, o dolo. O dolo se verifica pela vontade do agente de alcançar o resultado (in casu, fraude ou sonegação) ou assumir o risco de produzilo. Afirmase que a autoridade administrativa precisa averiguar se efetivamente existiu dolo para que então possa imputar a multa qualificada, com base no próprio Código Penal Brasileiro, o qual assevera no parágrafo único do artigo 18 que: “Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.” Ainda que se verifique falta de pressuposto para a imputação do que ora se denomina multa qualificada, pode ser esta reduzida para multa de ofício sem qualificação, não impedindo a manutenção do crédito tributário. Isto porque a responsabilidade pelo pagamento do imposto é objetiva. O elemento subjetivo só alcança a qualificação da multa. A multa qualificada, que se ousa descrever de natureza “penal tributária”, tem característica repressiva e punitiva devido à grave natureza do evento ilícito que se configura em sua hipótese. Neste passo, a sanção administrativa de natureza predominantemente punitiva será aquela única, dentre as multas tributárias, de natureza subjetiva, na qual se identifica a Fl. 1054DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 6 vontade do agente (intuito doloso) e o nexo entre sua atitude e a sonegação, a fraude ou o conluio. O conluio é o ajuste doloso entre duas pessoas (físicas e/ou jurídicas), visando a sonegação ou a fraude. Tanto a sonegação quanto a fraude correspondem a ações ou omissões tendentes a impedir ou retardar, total ou parciamente, o conhecimento ou acontecimento do fato jurídico tributário, respectivamente. Na definição de Ruy Barbosa Nogueira, a sonegação impede a apuração da obrigação tributária principal enquanto a fraude impede o pagamento do tributo já devido3. Assim, sem dúvida necessária, ao menos, a distinção entre ilícito penal e ilícito fiscal, pois, enquanto para o primeiro aplicase o elemento subjetivo (tratase de sanção de caráter personalíssimo), para o segundo, aplicase o critério objetivo. Enquanto as sanções penais e penaistributárias se referem à conduta do agente, as sanções meramente fiscais, assim como as sanções administrativas, referemse ao fato (ex. falta de pagamento de imposto). Nesse ponto, para a falta de pagamento do imposto aplicase a responsabilidade objetiva, prevista no artigo 136 do Código Tributário Nacional: “a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato”. Já a aplicação da “multa qualificada” pressupõe uma ilicitude especialmente qualificada. Para a aplicação da sanção administrativa de natureza “penal tributária”, além da infração tributária haverá que ser verificada a participação e vontade do agente. Sobre este aspecto, nunca é demais lembrar que a mera falta de pagamento de tributo não é crime, tampouco ato doloso. Arrematando a questão, o saudoso Ministro Aliomar Baleeiro4 também pugna pela responsabilidade pessoal do agente por infrações decorrentes de dolo específico, firmando o seguinte entendimento: “RESPONSABILIDADE PESSOAL DO AGENTE. Em princípio, a responsabilidade tributária por infrações da legislação fiscal cabe ao contribuinte ou ao coresponsável, como tais definidos no CTN Mas este, como vimos, em certos casos taxativos, também a estende a terceiros os arts. 134 e 135). Em certos casos especiais, a responsabilidade será de quem cometeu a infração o agente sem que nela se envolva o contribuinte ou sujeito passivo da obrigação tributária. Isso acontece, em princípio, quando o ato do agente também se dirige contra o representado ou quando se reveste de dolo específico. O CTN distingue três hipóteses. A primeira é a de a falta constituir ao mesmo tempo um crime ou contravenção penal. Mas, nesse caso, também, responde o contribuinte fiscalmente, se o agente estava no exercício regular de administração, mandato, função, emprego ou no cumprimento de ordem expressa de quem podia expedila. No terceiro caso, há diferentes hipóteses de o agente ter praticado atos contra os seus representados, mandantes, preponentes, patrões, etc. seria demais punilos quando já são 3 Curso de direito tributário, ob. cit., p.2O2. 4 Arquivo Judiciário 71/10, Revista Forense 115/143, in Trabalhos da Comissão Especial do CódigoTributário Nacional, Ministério da Fazenda, 1954. Fl. 1055DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10510.001537/200422 Acórdão n.º 9101001.529 CSRFT1 Fl. 5 7 vítimas e culpa não revelaram nas faltas dos prepostos. Mas entendase: a responsabilidade é exclusiva do agente quanto aos efeitos das infrações (multa, inclusive moratória, se se apossou dos fundos do mandante ou patrão e correção monetária,). Mas se o sujeito passivo continua responsável pelo imposto devido por atividade, ato ou coisa que fez surgir a obrigação tributária.” Concluise, assim, que a qualificação pressupõe a existência de fraude ou sonegação. Portanto, sempre que houver qualificação, esta deve ser motivada em separado, já que não se confunde com o próprio motivo do lançamento, sendo certo que a motivação pressupõe uma ilicitude especialmente qualificada de natureza penal tributária. Voltando ao presente caso, verifico que, de fato, a contabilização da empresa apresenta inconsistências em relação às operações efetivamente realizadas. Entretanto, daí não se pode afirmar que uma diferença não justificada na contabilidade do contribuinte, suficientemente a cancelar o lançamento, ensejaria o reconhecimento automático de uma conduta dolosamente direcionada a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento ou acontecimento do fato jurídico tributário pela Autoridade Fiscal. Ao proceder em tal afirmativa, a Fazenda não levou em consideração todo o conjunto de provas (fls. 335 a 765) trazido pela empresa em questão que, cumpre ressaltar, foram apresentados aleatoriamente pelo próprio contribuinte, uma vez que não foram utilizadas pelo AuditorFiscal responsável pela lavratura do auto de infração em questão. A partir da análise de documentos poderia o Sr. Auditor Fiscal, se o caso, motivar, com base em alegações pautada em conjunto probatório, a qualificação da penalidade. Uma coisa é o motivo para a constituição do crédito tributário, outra coisa é o motivo para a qualificação da penalidade. Entretanto, conforme se extrai do auto de infração (fls. 11), a motivação da multa qualificada dada pela fiscalização é a de que “cabe ao PARQUET, com exclusividade, a decisão da existência ou não do elemento subjetivo do dolo especifico”. Por tal razão, concluiu o fiscal pela qualificação da multa em 150%, bem como pela indicação da Representação Fiscal para Fins Penais. Apesar de o Ministério Público ter competência para decidir pelo prosseguimento ou não da Ação Penal, é da competência da fiscalização fundamentar a qualificação da penalidade, o que não foi feito adequadamente no presente caso. Independentemente de ter ou não o Ministério Público iniciado qualquer procedimento, a aplicação da multa qualificada requer a comprovação do comportamento doloso do contribuinte no sentido de ocultar ou dificultar a realização ou o conhecimento do fato gerador. Não se pode presumir o dolo do contribuinte apenas pela existência de um procedimento iniciado pelo Ministério Público. Por tais razões, entendo que as justificativas apresentadas pela Fazenda Nacional são insuficientes para a imposição da multa qualificada. Como afirmado no acórdão recorrido, já que os fundamentos que sustentariam a acusação de fraude ou sonegação não foram arguidos ou buscados em nenhum momento pela autoridade lançadora, não cabe ao julgador motivar sua decisão com fatos ou Fl. 1056DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS 8 circunstâncias que não foram tratadas no procedimento fiscal, sob pena de cerceamento do direito de defesa da autuada e de malfada inovação no lançamento. Afinal, não poderia a interessada defenderse de uma acusação que não lhe foi imputada no momento oportuno. Transcrevo abaixo trechos do Voto do Conselheiro Leonardo de Andrade do Couto: Assim, não foi apresentado qualquer motivo concreto para a que a multa fosse aplicada no percentual qualificado. Foi esse o posicionamento do relator da decisão recorrida que, no entanto, foi vencido por prevaleceu o entendimento de que a interessada contabilizou nota fiscal ideologicamente falsa com intuito de reduzir tributo. Em segundo lugar, mesmo que essa falsidade, por hipótese, tenha efetivamente ocorrido, não foi arguida em nenhum momento pela autoridade lançadora. Não cabe ao julgador motivar sua decisão com fatos ou circunstâncias que não foram tratadas no procedimento fiscal, sob pena de cerceamento do direito de defesa da autuada. Afinal, não poderia a interessada defenderse de uma acusação que não lhe foi imputada no momento oportuno. Nesse panorama, o Professor Marçal Justen Filho, ao lecionar acerca das sanções administrativas, defende que “o Estado Democrático de Direito excluiu o sancionamento punitivo dissociado da comprovação da culpabilidade. Não se pode admitir a punição apenas em virtude da concretização de uma ocorrência danosa material” Dessa forma, como não foi trazido aos autos um conjunto probatório suficiente a demonstrar a ocorrência de fraude, dolo ou simulação e como não é possível inovar quanto aos fundamentos, seja do lançamento, seja da qualificação da penalidade, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. Karem Jureidini Dias – Relatora. Fl. 1057DF CARF MF Impresso em 29/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por KAREM JUREIDINI DIAS
score : 1.0
Numero do processo: 13609.720068/2008-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003
CRÉDITO PRESUMIDO.
Não são passíveis de ressarcimento os créditos presumidos do IPI apurados no trimestre-calendário anterior. Necessidade de requerimento
CRÉDITOS BÁSICOS.
Geram créditos do IPI os produtos que são essenciais para o processo produtivo, desgastam-se com a utilização e não estão incluídos no ativo permanente.
Numero da decisão: 3401-002.023
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Júlio César Alves Ramos Presidente
Ângela Sartori - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. Não são passíveis de ressarcimento os créditos presumidos do IPI apurados no trimestre-calendário anterior. Necessidade de requerimento CRÉDITOS BÁSICOS. Geram créditos do IPI os produtos que são essenciais para o processo produtivo, desgastam-se com a utilização e não estão incluídos no ativo permanente.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1676; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 200 1 199 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13609.720068/200877 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.023 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de outubro de 2012 Matéria Ressarcimento IPI Recorrente Insivi Indústria Siderúrgica Viana Ltda. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2003 a 31/12/2003 CRÉDITO PRESUMIDO. Não são passíveis de ressarcimento os créditos presumidos do IPI apurados no trimestrecalendário anterior. Necessidade de requerimento CRÉDITOS BÁSICOS. Geram créditos do IPI os produtos que são essenciais para o processo produtivo, desgastamse com a utilização e não estão incluídos no ativo permanente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, nos termos do voto da Relatora. Júlio César Alves Ramos – Presidente Ângela Sartori Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 72 00 68 /2 00 8- 77 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Tratase de PER/DCOMP, transmitida em 26/12/2003 (fls. 03/55), por meio da qual foi efetivada a compensação de débitos da Recorrente, com créditos de ressarcimento de IPI referentes ao 1o trimestre de 2003, no valor de R$ 914.873,33, sendo R$ 885.398,91 referentes ao crédito presumido do período (fl. 27) e R$ 29.474,42 referentes aos créditos básicos (fl. 26). A DRF/Sete Lagoas/MG realizou diligência fiscal (conforme fls. 125/130), por meio do qual glosou as despesas referentes aos materiais refratários, as ventaneiras fundidas e a coluna de reação montada, ao argumento de que não entram em contato direto com o produto fabricado, conforme previsão nos Pareceres Normativos CST n. 260/71, 181/74 e 65/79. No que se refere ao crédito presumido no valor de R$ 885.398,91, pleiteado pela Recorrente, a Unidade local considerou apenas o valor de R$ 417.740,26, apurado no Demonstrativo do Crédito Presumido (DCP), transmitido pela Recorrente e escriturado no Livro de Registro do IPI. Informa, ter havido efetivo ajustes nos valores do DCO, objeto da linha 13 (março) – Compras com direito a crédito no mês e na linha 24 – Acréscimo no mês do valor excluído no ano anterior, tendo em vista, nesse último caso, constar valor diferente no DCP referente ao último trimestre de 2002. Em 15/12/2008, por meio do Despacho Decisório de fls. 141/142, a DRF/Sete Lagoas/MG reconheceu o direito ao crédito no valor de R$ 367.748,42, referente ao crédito presumido e R$ 1.206,28 em relação ao crédito básico. Em 15/01/2009, a Recorrente protocolou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade de fls. 147/152. Em 03/08/2010, foi prolatado o Acórdão nº 0118.635 pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Belém, (fls. 169/172), o qual considerou improcedente a manifestação de inconformidade, expressando seu entendimento por meio da seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 CRÉDITO. Geram direito ao crédito do imposto, além dos insumos que se integram ao produto final (matériasprimas e produtos intermediários, ‘stricto sensu’, e material de embalagem), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou, viceversa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, Fl. 258DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 13609.720068/200877 Acórdão n.º 3401002.023 S3C4T1 Fl. 201 3 em face dos princípios geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. CRÉDITO PRESUMIDO. São passíveis de ressarcimento apenas os créditos presumidos do IPI apurados no trimestrecalendário. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Em Recurso Voluntário tempestivo protocolado em 08/11/2010, de fls. 189/205, a Recorrente alega, em síntese, após resumir os fatos: Das Razões para Reforma do Acórdão Recorrido Crédito Presumido. Da Regular utilização dos créditos do 4o trimestre de 2002. Crédito a ser reconhecido Segundo a Recorrente, o crédito presumido já foi devidamente reconhecido pela fiscalização, restando o debate em torno da restrição temporal. Não tendo ocorrido, até a decisão da DRJ, qualquer explicação plausível para a não utilização do saldo acumulado relativo ao 4o trimestre de 2002. Inexplicavelmente a própria tela do SINCOR (fl. 138) reconheceu o crédito no valor de R$ 367.748,42 e apenas foi registrado como compensado o montante de R$ 264.910,24. Sustenta que apenas a DRJ ao apreciar a manifestação de inconformidade tentou fundamentar a exclusão do saldo acumulado no 4o trimestre de 2002 para compensar débitos atinentes aos demais tributos federais no trimestre posterior àquele, com base na IN SRF n. 210/2002 (não suscitada nas etapas anteriores do processo administrativo em tela). A interpretação dada pela DRJ à IN n. 210/2002 foi equivocada, vez que ela ignorou o parágrafo 2o que prevê a possibilidade de ressarcimento e utilização dos créditos na forma do art. 21 da IN; o parágrafo 1o não trata da compensação do IPI com demais débitos federais, logo, não estabelece a vedação arguida pela DRJ; o parágrafo 3o não veda a utilização de saldo remanescente de trimestrecalendário anterior, sendo, portanto, contraditório com a autorização do parágrafo 2o. Ademais, o art. 74 da Lei n. 9.430/96 que regula a compensação também não impede que o saldo credor acumulado no trimestrecalendário seja utilizado no período subsequente, não podendo uma normainfra legal estabelecer a vedação pretendida pela DRJ. O mérito está na interpretação equivocada do art. 74 da Lei n. 9.430/96 e do art. 21 da IN n. 210/2002, por parte da DRJ. Traz jurisprudência. Crédito Básico. Da comprovação do desgaste e consumo durante o processo de produção. Não composição do ativo permanente. Crédito a ser reconhecido. Em relação aos créditos básicos, a DRJ excluiu os valores referentes às ventaneiras, glendons e refratários, considerados pela DRJ não passíveis de constituição de crédito, citando como fundamento a glosa dos refratários (argamassa, tijolos e concretos) os Fl. 259DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 Pareceres Normativos CST ns. 260/71 e 181/74, que adotam interpretação genérica, contrariando a própria determinação do RIPI (art. 164, I). Logo, as exigências para a manutenção do crédito foram cumpridas, vez que os materiais não constam no ativo permanente da Recorrente e sofrem desgaste, dano e perda de propriedades no processo produtivo. Por outro lado, a decisão da DRJ se limitou a sustentar a validade dos pareceres normativos com base nos arts. 96 e 100 do CTN e concluir nos termos do Parecer Normativo CST n. 65 de 1979. Os pareceres não podem alterar o conteúdo de normas jurídicas hierarquicamente superiores. Os materiais glosados se desgastam em ação direta sobre o produto da fiscalização. Os refratários são indispensáveis para a Recorrente que é uma siderúrgica, vez que são isolantes térmicos cujo manuseio com altas temperaturas é constante, sendo, portanto, essenciais e imprescindíveis ao processo produtivo de uma siderúrgica. Traz jurisprudência nesse sentido. Provada a Essencialidade e o Consumo Imediato, os Produtos Glosados, na verdade, autorizam o crédito de IPI! Não bastasse o entendimento pacífico sobre o tema, a utilização e o consumo no processo produtivo dos materiais em tela foram demonstrados pela Recorrente desde a fase de fiscalização. Traz uma declaração de um engenheiro como meio de prova, assim como doutrina no sentido de que até o julgamento final, a prova deve ser apreciada. Exigência indevida de multa e juros por entrega em atraso da PERDCOMP A Recorrente demonstrou a possibilidade de reconhecimento integral dos créditos, tanto os presumidos, relativo ao saldo acumulado no 4o trimestre de 2002, quanto os básicos. Contudo, com base no art. 28 da IN n. 600/2005, houve a indevida cobrança de encargos moratórios acrescidos aos referidos débitos, por entrega em atraso da PER/DCOMP em 29/12/2003. Ocorre que a exigência é inaplicável, tendo em vista que a aplicação dos encargos moratórios, nos casos de pedidos de restituição/compensação efetuados junto ao Fisco Federal após o vencimento dos débitos compensados não se sustentam quando o crédito do contribuinte é originário de período de apuração anterior ao vencimento dos débitos objeto do encontro de contas. Sendo o caso dos autos, tendo em vista que o saldo acumulado do 4o trimestre de 2002 extinguiu débitos cujo vencimento se deu em janeiro de 2003 e os créditos do 1o trimestre de 2003 foram utilizados para extinguir débitos cujos vencimentos ocorreram no decorrer do ano a partir de abril de 2003. Ademais, se os recursos alocados à extinção do débito já se encontram na disponibilidade do Erário anteriormente ao surgimento do débito compensado, não se pode falar em mora no cumprimento da obrigação tributária principal. O PER/DCOMP transmitido intempestivamente diz respeito a um dever instrumental, de natureza acessória, não sendo apto a sustentar a aplicação de multa de mora por descumprimento da obrigação principal, na medida em que corresponde a uma obrigação Fl. 260DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 13609.720068/200877 Acórdão n.º 3401002.023 S3C4T1 Fl. 202 5 de fazer, destinada a dar publicidade à compensação, para que dele tome conhecimento o Fisco (credor) e emita sua decisão. O envio da DCOMP em atraso não é hábil a sustentar a aplicação de encargos moratórios, desde que o crédito seja oriundo de período anterior ao vencimento do débito compensado. Do Pedido Por fim a Recorrente pleiteia a procedência do Recurso Voluntário para que sejam reconhecidos na integralidade os créditos (presumidos e básicos), a insubsistência da exigência dos encargos moratórios (juros e multa) e a homologação total das compensações efetuadas por meio da DCOMP n. 28329.69974.261203.1.3.018487. É o relatório. Voto Conselheira Ângela Sartori Conheço do recurso por ser tempestivo e cumprir os pressupostos de admissibilidade. DO CRÉDITO PRESUMIDO No que se refere ao crédito presumido, o objeto da lide consiste no fato de que a Recorrente pleiteia que seja homologada integralmente a compensação efetuada por meio da DCOMP n. 28329.69974.261203.1.3.018487. A DRJ, por sua vez, não homologou o crédito presumido de IPI em relação ao 4o trimestre de 2002, tendo em vista que, segundo a DRJ, os parágrafos 1o e 3o do art. 14 da Instrução Normativa n. 210 de 30 de setembro de 2002 vigente à época, verbis: “Art. 14. Os créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), escriturados na forma da legislação específica, poderão ser utilizados pelo estabelecimento que os escriturou na dedução, em sua escrita fiscal, dos débitos de IPI decorrentes das saídas de produtos tributados. § 1o Os créditos do IPI que, ao final de um período de apuração, remanescerem da dedução de que trata o caput poderão ser mantidos na escrita fiscal do estabelecimento, para posterior dedução de débitos do IPI relativos a períodos subseqüentes de apuração, ou serem transferidos a outro estabelecimento da pessoa jurídica, somente para dedução de débitos do IPI, caso se refiram a: Fl. 261DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 6 I – créditos presumidos do IPI, como ressarcimento das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), previstos na Lei no 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e na Lei no 10.276, de 10 de setembro de 2001; II créditos decorrentes de estímulos fiscais na área do IPI a que se refere o art. 1o da Portaria MF n o 134, de 18 de fevereiro de 1992; e III – créditos do IPI passíveis de transferência a filial atacadista nos termos do item 6 da IN SRF n o 87/89, de 21 de agosto de 1989. § 2o Remanescendo, ao final de cada trimestrecalendário, créditos do IPI passíveis de ressarcimento após efetuadas as deduções de que tratam o caput e o § 1o, o estabelecimento matriz da pessoa jurídica poderá requerer à SRF o ressarcimento de referidos créditos em nome do estabelecimento que os apurou, mediante utilização do "Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI", bem assim utilizálos na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa. § 3o São passíveis de ressarcimento apenas os créditos presumidos do IPI a que se refere o inciso I do § 1o, apurados no trimestrecalendário, excluídos os valores recebidos por transferência da matriz, e os créditos relativos a entradas de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem para industrialização, escriturados no trimestre calendário. (...) Art. 21. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela SRF, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições sob administração da SRF.” (grifo nosso) Analisando a legislação tributária transcrita acmima, observase que não assiste razão à Recorrente, tendo em vista que o parágrafo 2o apenas permite o ressarcimento dos créditos remanescentes no trimestrecalendário anterior mediante pedido próprio de ressarcimento de créditos do IPI. Portanto, deve assim proceder a Recorrente, mediante pedido próprio dos créditos remanescentes nos termos da INSRF acima. Por esse motivo, deve o Recurso Voluntário ser julgado improcedente nesta parte. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 13609.720068/200877 Acórdão n.º 3401002.023 S3C4T1 Fl. 203 7 DO CRÉDITO BÁSICO A DRJ, com base no Parecer Normativo CST n. 65 de 1979 e no Parecer Normativo n. 181, de 1974, não homologou os créditos básicos decorrentes das ventaneiras, glendons e refratários, utilizadas, pois concluiu que eles não sofreram “em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, ou viceversa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, restando devidamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização.” Ao final, a DRJ entendeu que a Recorrente não deu maiores esclarecimentos ou apresentou prova de que os insumos glosados se desgastariam em ação direta. No que se refere ao creditamento dos estabelecimentos industriais, assim dispõe o art. 164, I do RIPI/2002, verbis: Art. 164. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I do imposto relativo a MP, PI e ME, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; Da leitura do citado dispositivo, verificase que para gerar crédito de IPI, mister se faz que os materiais sofram desgastes na fabricação, assim como não integrem o ativo permanente que é o presente caso, pois de acordo com os 2 laudos técnicos apresentados, um de fls 235/236 e outro por ocasião da apresentação dos Memorais (Laudo 2609/2012) o desgaste dos produtos ocorrem no decorrer do primeiro ano e não integram o ativo permanente. Nesse diapasão, restou comprovado que os citados produtos não integram o ativo permanente, assim como são essenciais para o processo produtivo da Recorrente que é uma siderúrgica e desgastamse com sua utilização. Com efeito, a duração, qual seja menos de um ano, a utilização e desgaste destes materiais foram devidamente comprovados na Declaração de fls. 235/236, assinada pelo Dr. Guaraci Franco de Paiva, Engenheiro Metalurgista, CREA n. 41.985, bem como pelo Laudo 2609/2012. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 8 Logo, assiste razão à Recorrente, vez que os materiais descritos como tijolos refratários, argamassa refratária, ventaneiras, timpas fundidas, glendons e concreto refratário geram créditos de IPI. Em face do exposto, dou provimento parcial ao recurso voluntário. Ângela Sartori (assinado digitalmente) Fl. 264DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2012 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/11/2012 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
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