Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,801)
- Primeira Turma Ordinária (16,299)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,206)
- Primeira Turma Ordinária (16,161)
- Primeira Turma Ordinária (16,119)
- Segunda Turma Ordinária d (15,869)
- Segunda Turma Ordinária d (14,477)
- Primeira Turma Ordinária (13,059)
- Primeira Turma Ordinária (12,440)
- Segunda Turma Ordinária d (12,383)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,434)
- Quarta Câmara (85,002)
- Terceira Câmara (67,587)
- Segunda Câmara (56,071)
- Primeira Câmara (20,360)
- 3ª SEÇÃO (16,206)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,675)
- Segunda Seção de Julgamen (114,657)
- Primeira Seção de Julgame (76,728)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,919)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,614)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- HELCIO LAFETA REIS (3,784)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,778)
- ROSALDO TREVISAN (3,230)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,753)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,578)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (14,732)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10314.722059/2012-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 29/03/2012
AUTO DE INFRAÇÃO. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. NULIDADE. IMPOSSIBILIDADE.
Não é passível de nulidade, o Auto de Infração lavrado por autoridade competente, com observância dos requisitos legais e ciência regular do sujeito passivo, que exerceu plena e adequadamente o direito defesa.
NULIDADADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DA ALEGADA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA.
Não é passível de nulidade por cerceamento do direito de defesa a decisão de primeira instância que não se pronunciou sobre razões defesa aduzidas em peça impugnatória complementar, apresentada após o término do prazo impugnatório e demonstrado que foram analisadas todas as alegações aduzidas na impugnação tempestiva.
PEDIDO DE DILGÊNCIA/PERÍCA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS LEGAIS. IMPOSSIBILIDADE.
Considera-se não formulado o pedido de diligência ou perícia que não atenda os requisitos previsto no inciso IV do art. 16 do Decreto 70.235/1972.
MULTA DE OFÍCIO. EFEITO CONFISCATÓRIO. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO ADMINISTRATIVO FISCAL (CARF) PARA SE AFASTAR LEI TRIBUTÁRIA VIGENTE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-002.317
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Oswaldo Leite de Moraes Filho, OAB/SP nº 32.881, advogado do sujeito passivo.
(assinado digitalmente)
Ricardo Paulo Rosa Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Luiz Feistauer de Oliveira, Miriam de Fátima Lavocat de Queiroz e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 29/03/2012 AUTO DE INFRAÇÃO. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. NULIDADE. IMPOSSIBILIDADE. Não é passível de nulidade, o Auto de Infração lavrado por autoridade competente, com observância dos requisitos legais e ciência regular do sujeito passivo, que exerceu plena e adequadamente o direito defesa. NULIDADADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DA ALEGADA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade por cerceamento do direito de defesa a decisão de primeira instância que não se pronunciou sobre razões defesa aduzidas em peça impugnatória complementar, apresentada após o término do prazo impugnatório e demonstrado que foram analisadas todas as alegações aduzidas na impugnação tempestiva. PEDIDO DE DILGÊNCIA/PERÍCA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS LEGAIS. IMPOSSIBILIDADE. Considera-se não formulado o pedido de diligência ou perícia que não atenda os requisitos previsto no inciso IV do art. 16 do Decreto 70.235/1972. MULTA DE OFÍCIO. EFEITO CONFISCATÓRIO. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO ADMINISTRATIVO FISCAL (CARF) PARA SE AFASTAR LEI TRIBUTÁRIA VIGENTE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 22 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10314.722059/2012-14
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5414115
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3102-002.317
nome_arquivo_s : Decisao_10314722059201214.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
nome_arquivo_pdf_s : 10314722059201214_5414115.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Oswaldo Leite de Moraes Filho, OAB/SP nº 32.881, advogado do sujeito passivo. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Luiz Feistauer de Oliveira, Miriam de Fátima Lavocat de Queiroz e Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
id : 5778428
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474315198464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 36; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2441; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 100 1 99 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10314.722059/201214 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3102002.317 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de novembro de 2014 Matéria CONVERSÃO DA PENA PERDIMENTO EM MULTA Recorrente DAY BY DAY COMERCIAL DE COUROS E IMPORTADORA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 29/03/2012 INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA NA OPERAÇÃO DE IMPORTAÇÃO. OCULTAÇÃO DO REAL IMPORTADOR. PRÁTICA DA INFRAÇÃO. POSSIBILIDADE. MERCADORIA DADA A CONSUMO. PENA DE PERDIMENTO. CONVERSÃO EM MULTA. POSSIBILIDADE. A ocultação do real importador e adquirente das mercadorias, na declaração de importação e demais documentos que instruem o despacho aduaneiro de importação, com objetivo de quebrar a cadeia de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), configura prática da infração por interposição fraudulenta na importação, sancionada com a pena de perdimento da mecadoria, convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria, uma vez não localizada, consumida ou revendida a mercadoria. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 29/03/2012 AUTO DE INFRAÇÃO. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. NULIDADE. IMPOSSIBILIDADE. Não é passível de nulidade, o Auto de Infração lavrado por autoridade competente, com observância dos requisitos legais e ciência regular do sujeito passivo, que exerceu plena e adequadamente o direito defesa. NULIDADADE. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DA ALEGADA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não é passível de nulidade por cerceamento do direito de defesa a decisão de primeira instância que não se pronunciou sobre razões defesa aduzidas em peça impugnatória complementar, apresentada após o término do prazo impugnatório e demonstrado que foram analisadas todas as alegações aduzidas na impugnação tempestiva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 72 20 59 /2 01 2- 14 Fl. 219464DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 2 PEDIDO DE DILGÊNCIA/PERÍCA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS LEGAIS. IMPOSSIBILIDADE. Considerase não formulado o pedido de diligência ou perícia que não atenda os requisitos previsto no inciso IV do art. 16 do Decreto 70.235/1972. MULTA DE OFÍCIO. EFEITO CONFISCATÓRIO. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO ADMINISTRATIVO FISCAL (CARF) PARA SE AFASTAR LEI TRIBUTÁRIA VIGENTE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Oswaldo Leite de Moraes Filho, OAB/SP nº 32.881, advogado do sujeito passivo. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, José Luiz Feistauer de Oliveira, Miriam de Fátima Lavocat de Queiroz e Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, reproduzse a seguir excertos relevantes do relatório encartado na decisão de primeira grau: Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em 29/03/2012, em face do contribuinte em epígrafe, formalizando a exigência de multa proporcional ao valor aduaneiro da mercadoria no valor de R$ 17.788.089,88 em virtude dos fatos a seguir descritos. No exercício das funções de AuditoraFiscal da Receita Federal do Brasil, em cumprimento ao disposto nos arts. 194 a 197 do Código Tributário Nacional (CTN – Lei nº 5.172/1966) e nos arts. 54 e 138 do DecretoLei nº 37/1966, e em atendimento à programação do Serviço de Fiscalização Aduaneira I (Sefia I) da Inspetoria da Receita Federal do Brasil em São Paulo (IRF/SPO), foi realizada ação fiscal nas empresas do GRUPO LE POSTICHE, LE SAC COMERCIAL CENTER COUROS LTDA., CNPJ 61.777.009/0001O6 (doravante apenas LE SAC Fl. 219465DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 101 3 61), DAY BY DAY COMERCIAL DE COUROS E IMPORTADORA LTDA., CNPJ 00.565.362/000120 (doravante apenas DAY BY DAY), e LE SAC COMERCIAL CENTER COUROS LTDA., CNPJ 29.026.689/000105 (doravante apenas LE SAC29), com o objetivo específico de verificar indícios de ocultação do contribuinte LE SAC61 por parte dos contribuintes DAY BY DAY e LE SAC29 em operações de importação registradas entre 01/01/2009 e 31/12/2010. Após a realização dos devidos procedimentos fiscais, a fiscalização concluiu que a LE SAC29 e a DAY BY DAY fizeram parte de esquema de ocultação do real interessado nas importações de mercadorias, com a finalidade principal de promover a quebra da cadeia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ficou evidente para a fiscalização que embora existam três CNPJ distintos, há uma confusão patrimonial e operacional tão grande entre as empresas que se pode considerar que, de fato, tratase de uma única empresa. Cientificado do auto de infração, via Aviso de Recebimento, em 04/04/2012, o contribuinte, protocolizou impugnação, tempestivamente em 30/04/2012, na forma do artigo 56 do Decreto nº 7.574, de 29/09/2011. Na forma do artigo 57 do Decreto nº 7.574, de 29/09/2011, alegou que: DAS PRELIMINARES DA POSSIBILIDADE DA PRESENTE MANIFESTAÇÃO Inicialmente, com a simples leitura do Relatório Fiscal temse a impressão de que não se fiscalizou as empresas da qual atesta têlas feito, por um fato muito simples, todos os documentos anexados na impugnação comprovam exatamente o contrário, não só das irresponsáveis afirmações e conclusões lançadas no Relatório. Para cada fato pela fiscalização destacado que, na sua totalidade improcede, será apresentado um documento provando exatamente o contrario, de forma a evidenciar que a mesma não leu os documentos, não fiscalizou as empresas, não conheceu dos procedimentos nem da dinâmica empresarial e pior, lançou conclusões irreais e irresponsáveis atacando pessoas de caráter e de reputação ilibada. DA PRELIMINAR DE NULIDADE A unanimidade dos Ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal já decidiram que o Erro de Direito não autoriza a retificação do ato administrativo exarado, confirmando a tese de que a existência de equívoco por parte do ente publico não lhe garante ulterior revisão mas, apenas, a nulidade do ato administrativo praticado. Fl. 219466DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 4 Junta textos da Jurisprudência Judicial da 2a Turma do Supremo Tribunal Federal a respeito do assunto. Junta textos da doutrina de Rubens Gomes de Souza e Estevão Horvath a respeito do assunto. Junta textos da Jurisprudência Administrativa do Egrégio Conselho de Contribuintes a respeito do assunto. A ausência da ciência do processo pela falta de reconhecimento de firma na procuração. Como a advogada da empresa foi impedida de ter acesso ao processo, devido, somente, pela falta de reconhecimento de firma na procuração, exigência ilegal. Configurouse a violação aos incisos constitucionais, elencados acima. A Multa de caráter confiscatório. Outro ponto a se destacar: multa no nível que pretende é claramente confiscatória. Por todos os motivos encimados, podemos concluir que o Auto de Infração é absolutamente viciado por Erro de Direito, e, portanto NULO, pelo o que deve ser desconsiderado. NO MERITO A Contribuinte, ora Impugnante, na persecução de seus objetivos sociais, efetuou, durante o período em questão, todos os recolhimentos de acordo com a legislação. Como cediço, a fiscalização examinou toda a documentação e lançamentos efetuados. Apesar de auditar todas as contas por mais de 12 meses, inclusive quebrando o sigilo bancário, por meio de RMF, só apontou algumas poucas irregularidades (menos de 5%, do total de lançamentos). E pasmem, até mesmo estas poucas apontadas, comprovaremos documentalmente que as mesmas estão corretas, ou seja, não permitiria esta conclusão porque os documentos a ela entregues, conforme demonstraremos ao longo desta Impugnação, provam exatamente o contrário. Alegou as seguintes inconsistências na ação fiscal: Alega a fiscalização que a Le Sac 61 sempre comercializou uma considerável quantidade de produtos, contudo, a Le Sac 61, antes da incorporação, tinha como receita principal os valores de royalties fato este registrado e devidamente comprovado pelas respectivas declarações do Imposto sobre a Renda e pelos contratos de licenciamento celebrados com a Alfa Licenciadora. Cabendo registrar, por verídico que, quem detinha as lojas não era a Le Sac 61 mas a Le Sac 29. Assim a fiscalização no bojo de suas declarações e justificativas enorme confusão com a Le Sac 29 e 61 que, a partir de agosto de 2009 tornaramse uma só, incorporadora e incorporada . Outra inconsistência, registrase é que a Day by Day realmente fica no interior da Le Sac, estas estão no mesmo prédio mas em local distinto e separado, com funcionários próprios e diversos. Existe logicamente contrato de locação do espaço com a Day By Day e RAIS de seus empregados. Logicamente poderá ocorrer de Fl. 219467DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 102 5 funcionários que eram da Le Sac, futuramente trabalharem na Day By Day e viceversa, como qualquer empresa de mesmo grupo econômico, ainda mais após a criação da importadora. Outro fato isolado e sem qualquer fundamento é o fato de haver uma só recepção no local, não configurarseia ser uma mesma empresa. As mercadorias adquiridas e transferidas para os seus respectivos estoques, são depois encaminhadas para as lojas licenciadas, cada qual com seu respectivo CNPJ e diferente das lojas próprias do grupo. Outro fator real e importante reforçar, fundamentase que todo o pedido de compra realizado na China pela Day By Day até o desembarque das mercadorias no Brasil pode levar até seis meses, período em que certamente as mercadorias já são vendidas, fazendo com que, no seu despacho, o estoque tenda a praticamente zero. Como qualquer sociedade comercial, são as queimas de estoque e realização de liquidações de estoque, este fato foi incompreendido pela fiscalização que demonstra a inexatidão das informações: o fato da Day By Day já ter realizado várias liquidações por preços bem menores, afim de liquidar seu estoque, quando alcança uma margem de tempo sem saída. Que jamais haveria, como não houve qualquer simulação de pessoas ou de vendas, alias todas as vendas, historicamente registradas e contabilizadas, são caracterizadas com realização plena e com efetiva margem de lucro, inclusive para as empresas licenciadas e lojas próprias. Se analisadas isoladamente as vendas ocorridas às empresas licenciadas, registrará facilmente que a margem de venda e lucratividade será ainda maior. A margem de lucratividade de venda para as lojas Le Sac é e deve ser sempre menor que as praticadas pelas licenciadas, até porque não precisa ter custos com a armazenagem dos produtos comercializados, entre outros motivos. Outro ponto importante a esclarecer é que na Av. Prof. Ascendino Reis, existe uma loja Mega Store da Le Postiche e o escritório na rua lateral e em entrada independente pela Rua Agostinho Rodrigues Filho. O mesmo questionamento traduz quanto ao fato e o porquê da empresa Le Sac ter tantos bancos e o porquê das transferências bancarias entre eles e que isto visava burlar a fiscalização, questiona ainda a entrada de dinheiro nos bancos, vale lembrar que uma empresa comercial diariamente recebem recursos em espécie e que são depositados diariamente em contas bancarias, dentro de cada Shopping Center, e em função disto, justificase os muitos bancos para realização destes depósitos, já que hoje, praticamente, não podese, por questões de segurança sair do shopping com qualquer dinheiro, para depositar em uma única conta corrente da empresa. Justificase em função da segurança das pessoas envolvidas e o alto custo um carro forte para buscar o dinheiro nas lojas, salientase, contudo que cada venda é contabilizada em dinheiro , cartão de credito e cartões de débito. Fl. 219468DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 6 Outro ponto que vale registro é citado por onde saem os recursos para cobrir as operações de comercio exterior. Chega a afirmar que os mesmos saem tanto da Le Sac como da Day By Day, o que não tem qualquer coerência, uma vez que a Le Sac, compra e comercializa suas mercadorias, tem entrada de recursos diários, através de pagamentos em espécie ou através das administradoras de cartões, como normalmente registra uma loja, quanto a Day By Day tem créditos através da compra e venda de suas mercadorias a seus cliente, também recebe diariamente recursos através de pagamentos de seus clientes e, caso não sejam suficientes para pagar seus compromissos, esta poderá ir até ao mercado financeiro e tomar empréstimo ou negociar recebíveis com os bancos a que tem conta. As empresas têm alguns sócios em comum, porém têm sócios que só figuram no quadro social de uma delas. O que prova que são quadros societários distintos. Conforme os fatos citados e provas aqui produzidas, todas contabilizadas e não vistas pela fiscalização, explicado portanto, não encontrase nenhuma Lei que proíba esta forma de atuação praticada pelas empresas. O que vem comprovar que não há nenhuma ilegalidade ou fraude nos fatos relatados, ao contrario, procedimentos normais, usuais e até recomendados pelo fisco que quer todos os fatos registrados e transparentes. É cristalino o entendimento, que a Impugnante tem o direito de proceder contabilizando, informando, registrando e até procedendo compensações, se assim o fato constituir. DOS FATOS Objetiva o presente item demonstrar haver equívoco e máfé nas afirmações da auditora fiscal sobre o giro dos estoques. Entendeu a fiscalização que: “O prazo médio de estoque era inferior a 4 dias e em alguns casos inferior a 24 horas.” Como se vê, o entendimento comporta a análise do conceito que trata do prazo médio de permanência nos estoques. ESTATÍSTICAS PRAZO DE PERMANÊNCIA NOS ESTOQUES Na rotina de atacadista/importadora onde a empresa Day by Day atua, possui centros de distribuição diversificados, e para isso adota políticas comerciais e operacionais de acordo com o custo e gastos que incidem na operação, por esta maneira entendemos que o mecanismo utilizado em nossa distribuição contribua de forma clara e objetiva para reduzir os custos da companhia. Para demonstrar os números operacionais, prazo médio de estocagem da companhia (Day by Day) utilizou fórmulas de avaliação do prazo médio de estocagem pautadas nos Balanços Patrimoniais dos períodos (2009 e 2010), apurando o resultado de 10,31 dias para o período de 2009 e de 12,20 para o período de 2010. Fl. 219469DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 103 7 Comentários sobre as afirmações do Processo Administrativo 10314722.059/ 201214. Day By Day A Le Sac 61 de fato nunca realizou operações de importação. A Le Sac 61 e a Le Sac 29 são a mesma empresa a partir da Incorporação em 07/2009. A Le Sac, tanto 29 quanto 61, possuíam endereços distintos até sua Incorporação; A Day By Day funciona em local distinto, inclusive com Filiais em outros Estados; Cada empresa possui seus números de telefones, devidamente cadastrados na telefônica; Cada uma das empresas Le Sac possuía sua folha de Pagamento distinta, lembrando que a Le Sac 61 somente recebia Royalties de franqueados e equivalência patrimonial, por ser sócia da 29, até o momento de incorporação; Estas pontuações quanto a funcionários e pessoas que recebem correspondências, corresponde ao princípio de serem empresas coligadas, visto que uma participava do capital social da outra, quando falamos em Le Sac. Quando neste item referese ao espaço de tempo em que as mercadorias importadas são armazenadas, ocorre por razões óbvias, em que a empresa distribui rapidamente suas mercadorias nos pontos de venda, que são suas Filiais. A não habilitação no Sistema RADAR. Alega a fiscalização que o Sistema RADAR apresenta ocultação do real adquirente das mercadorias, devendo para tanto efetuar apresentação destes históricos, uma vez que a empresa nunca foi restringida em seus desembaraços; Não foram encontradas falsidades. É uma questão interpretativa da Fiscalização; Se for analisado o faturamento total, podese verificar que há outros clientes na empresa Day By Day; Esta diferença de margem é razão lógica entre vendas por Atacado e Varejo; De maneira geral, os produtos importados pela Day By Day, são vendidos à rede própria e franquias da Le Postiche e por esta razão a etiqueta identifica o exposto; A existência de maior fluxo financeiro entre as empresas Le Sac e Day By Day em datas próximas aos do fechamento de câmbio, dáse por negociação comercial entre elas. Operação normal e usual neste tipo de transação comercial; Uma empresa Licenciadora da marca, contratualmente tem o poder de decidir quais mercadorias que são vendidas pelos seus licenciados; Dano ao erário, da interposição fraudulenta no comércio exterior e gravidade da sua prática. Das pessoas mencionadas neste relatório e do enquadramento de sua forma de operação. Fl. 219470DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 8 Identifica as empresas citadas, tais como Dirre, Eximbiz, Capital Trade, Sidmex e licenciados; O fato de a mercadoria ser adquirida pela Filial Barueri, dáse por razão logística,visto que lá encontrase o Depósito; A contagem de filiais, do CNPJ 61 e do 29, não corresponde à realidade. Como pode ser verificado no cadastro da Receita Federal, visto que indica 109 filiais; As razões a respeito da Incorporação está especificada no Termo de Intenções de Incorporação devidamente registrado na JUCESP, pouco importando o relato dado; As razões de baixa do CNPJ 29, após o início da fiscalização, deuse por razões de procedimentos necessários perante a própria Receita Federal e não por qualquer outra razão. A composição societária da empresa DIRRE, demonstra que não é parte do mesmo grupo econômico. . Embora especificar a Berriville como indício de lavagem de dinheiro, não prova o suposto, tampouco a conclusão de que procurador de empresa é equivalente a sócio, são figuras distintas na vida e no direito. Da presente fiscalização Este item indica que a motivação desta ação de fiscalização, teve início em um procedimento ocorrido em Itajaí na data de 20/08/2010; Ainda neste item especifica o resumo das provas apresentadas. No Anexo 3 é especificado a margem de lucro apurada pela empresa La Sac, comparada as aquisições que fez da empresa Day By Day e a própria margem apurada pela empresa importadora Day By Day, o que apresenta grande distorção. Para análise da margem apurada pela empresa Le Sac, foram extraídas informações do valor de venda, do site da Le Postiche, na data de realização da consulta, ou seja, em 2012. Improvável e o que pode não corresponder ao valor praticado à época do fato gerador, ou ainda o real preço de venda da mercadoria. Na parte B, do mesmo item, são totalizadas as operações realizadas pela Day By Day Espírito Santo, através do Anexo 5, que especifica nota por nota seus destinatários. Vale ressaltar, por verdadeiro, que o valor apresentado, é próximo do valor apurado através de planilha anteriormente apresentada. Nos Anexos 6, 7, 8, 9 e 10, foram efetuadas as análises financeiras das empresas, utilizando para tanto a Requisição de Movimentação Financeira, RMF, perante aos Bancos em que as empresas têm movimentação. Anexo 11 Na observação constante na folha 81, a AFRF trata como uma informação importante e descreve o fato de que a conta 617272 é de titularidade do CNPJ 61, o que não corresponde a verdade e que pode ser comprovada através de prova bancária; na observação constante na folha 81 alega que não há Fl. 219471DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 104 9 movimentação bancária registrada na RFB da conta existente perante a CEF a qual existe e é devidamente contabilizada, conforme pode ser observado em lançamentos existente no diário, exemplificado pelos lançamentos de números: 29481, 26236, 26308, 23238 e 29576 e Escrituração SPED lançamentos 8141, 8264, 8614, 8704 e 10174. Na folha 81 diz ainda ter recebido informações do Banco Real de que não haveria movimentação nesta conta em titularidade do CNPJ 29, o que não corresponde a verdade, conforme pode ser apresentada prova bancária além dos lançamentos contábeis a seguir exemplificados: 29463, 29459, 26381, 29559, 29560 e 29616 e Escrituração SPED lançamentos 8139, 8744, 8833, 10014, 10536 e 12976. Indaga esta mesma AFRF ainda: De onde veio este dinheiro? O que a própria descrição da Notificação explica e se lido fosse, está devidamente contabilizado no lançamento do Diário número 29463 e Escrituração SPED lançamentos 8139; Incisivas vezes a fiscalização cita a ausência de lançamentos dos Contratos de Câmbios n.°(s) 09/013024, 09/013249 e 09/045537, o que não corresponde a verdade visto que se analisado os lançamentos no Livro Diário de n.°(s) 23435, 23441 na Le Sac 29 e lançamento 2224 em 24/08/2009 na Le Sac 61, ou seja, iá incorporada respectivamente e Escrituração SPED lançamentos 16798. 17076 e 2133. sendo o último na forma já incorporada e através do Unibanco. Na folha 84 cita a fiscalização sobre uma conta que teria sido não contabilizada oriunda do Unibanco e de número 122475, que se faz necessário o rastreamento de sua existência junto ao Banco, visto que de fato não há contabilização; Verificar se não tratase de uma conta investimento vinculada a conta contabilizada; Na folha 87 cita que não foram contabilizados lançamentos das contas do Banco Itaú da empresa Day By Day, os quais especifico, por amostragem devido a quantidade apresentada. Como pode a fiscalização se apegar a descrição contida no histórico do lançamento contábil se as contas contábeis envolvidas no lançamento Banco “Recebimento de Clientes Nacionais”, descreve o fato ocorrido, através do lançamento no Livro Diário sob n.° 5265 e Escrituração SPED lançamentos 4881? E mais, como pode haver receita de importação se não há uma contrapartida de conta contábil que corresponda a esta descrição? Na folha 91, a descrição do histórico está errada, nos dois lançamentos citados. Ademais, se verificado na conta de clientes a receber, verifícase o saldo de valores a receber que justifica exatamente os citados, tais créditos efetuados; Fl. 219472DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 10 Ainda na mesma folha 91, a fiscalização mais uma vez se apega a históricos descritos no lançamento contábil, que de maneira óbvia a Day By Day recebe de sua cliente Le Sac valores continuadamente ao longo de todo tempo. Que absurdo!! Na folha 92 há indagações a respeito de acordo firmado com o licenciado Recife, o qual deverá ser explicado pela Le Sac para correta interpretação do que de fato ocorreu. Na folha 93, por mais uma vez, questiona o crédito oriundo do recebimento do cliente Le Sac no valor de R$ 565.136,43. Sempre que ocorrer estes casos, deverá ser justificado o encontro de contas que é feito para amparar o crédito efetuado. Na folha 94 a fiscalização diz haver simulação na origem das mercadorias adquiridas no exterior, de forma a sugerir que tenham sido havidas no mercado interno. Isto não é fato, é falácia. Basta verificarse na Demonstração do Resultado do Exercício de cada ano, ali se identificará, de forma cristalina e real, todas as mercadorias classificadas como Mercadorias Importadas que, exemplificando, no ano de 2010, perfazem o total de R$ 29.887.389,11. O que sempre são colocados em questão, são os pagamentos realizados, que nada tem haver com a possibilidade de querer ocultar a correta operação realizada, já que erroneamente, os lançamentos foram efetuados contra a conta de Fornecedores Nacionais, que ela mesma em momentos anteriores afirma que a totalidade das mercadorias adquiridas pela Day By Day são do Mercado Externo; Na folha 96 a fiscalização irresponsavelmente expõe que nenhuma das operações de cambio realizadas, junto ao Banco Safra, foram contabilizadas. Isso não expressa a verdade, conforme exposição feita na impugnação a partir das folhas 43. Na folha 98 repetemse as indevidas citações e afirmações constantes ao já exposto na folha 94. As alegações indevidas e inexistentes também foram citadas as folhas 101, podese constatar facilmente que, ao contrário da lógica apresentada pela insigna AFRF, não houveram contratos de câmbio que não foram contabilizados nem houveram lançamentos identificados nos extratos bancários que não tenham sido objeto de contabilização. Da mesma forma não houveram aquisições de mercadorias de fornecedores nacionais conforme, poderá ser facilmente identificado, nas Demonstrações do Resultado do Exercício. Inexiste qualquer transferência ou jogo de recursos financeiros entre bancos que sejam objetos de tentativa de mascarar lançamentos contábeis. Apenas existe a citação imaginária da ilustre autoridade fiscal. Quebra da Cadeia do IPI A fiscalização em citação momentânea, alega, ou melhor, afirma, não ser da competência daquela divisão da Receita Federal, analisar assuntos relacionados ao IPI. Fl. 219473DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 105 11 Contudo e ao mesmo tempo, aponta um suposto valor, da diferença entre compras e vendas entre as duas empresas, para um débito de IPI, extraindo informações de valores de venda atuais, relacionandoos como supostos valores praticados à época dos fatos. Da análise dos documentos disponibilizados pelas fiscalizadas enfocase como natural e até normal entre empresas de mesmo grupo econômico ou entre esta e as franqueadas a política de preços e descontos praticados entre as mesmas, em detrimento ou benefício do mercado corporativado situação esta ocorrida por razões comerciais. Razões idênticas e normais de mercado em apontar empréstimos realizados entre estas mesmas empresas. O que não é comum e nem devido é o tratamento dispensado pela fiscalização AFRF quando, em um momento trata como operacional e outro, tais transações, são tratadas como a tentativa de fraudar o real importador. Todas as operações e suas classificações foram clara e devidamente contabilizadas. A autoridade autuante informa ainda como base que, especificados valores identificados como sendo transferências de Mercadorias entre a Le Sac e a Day By Day são meios de fraudar o real importador, quando o importador sempre foi o conhecido e o outro logisticamente desempenhado. Analises retiradas das notas fiscais disponibilizadas pela Le Sac 29 A logística sempre foi evidenciada e descrita nas inúmeras intimações e documentos trocados entre as empresas fiscalizadas e a AFRF. Existem duas logísticas detalhadas e evidenciadas para atender as suas finalidades. No Espírito Santo a empresa contratada é a Eximbiz Armazéns e em São Paulo a empresa do próprio grupo realiza a logística de forma a distribuir por todas as lojas próprias e as empresas licenciadas que exploram o nome fantasia Le Postiche. Outras análises relevantes a Le Sac 29 Relevante esclarecer que os atos civis de qualquer sociedade jurídica versa entre a tomada de decisões, atos, registros e oficialização desses atos. O que importa dizer que, num processo de incorporação de sociedades, enquanto o primeiro ato se consolida o último ainda nem dá para se ver, ou seja, o pedido de registro na Junta Comercial e o efetivo registro pode demorar até anos; do registro até a unificação de CNPJs, outra eternidade e assim, sucessivamente. Registrase este fato por oportuno e para esclarecer que a AFRF, cm visão míope, entende que, uma vez requerida a incorporação, a sociedade incorporada não pode mais movimentar conta bancária, não pode mais comprar, vender, importar ou praticar qualquer ato para a subsistência dela e deus seus empregados, por esta visão míope a mesma não consegue entender que o ato decisório de uma incorporação perante os vários atos e compromissos civis e administrativos com repercussões de caráter Municipal, Fl. 219474DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 12 Estadual e Federal, caminham de forma isolada mas paralela c chegam ao final de forma oblíqua. Desta forma não cabe hoje imaginar que o CNPJ da incorporada não poderia ter movimentação bancária, fiscal e contábil apos o início do processo de incorporação, importante reafirmar que a interpretação dada pela fiscalização é de como se as coisas acontecessem, no âmbito da Receita Federal, como um passe de mágica, e de que não existe o chamado Cadastro Sincronizado entre Receita e Estado, que obriga a comunicação conjunta dos atos de alteração nos dois entes ao mesmo tempo, sendo que se não deferido por um, não se aplica ao outro. Isso certamente responderá o que a empresa continuou a realizar suas operações de crédito junto aos bancos e devidamente contabilizálas, mesmo após o registro perante a JUCESP que se deu em 11/08/2009 e somente após comunicado as demais repartições. Analises retiradas da contabilidade da Day By Day A Fiscalização referese mais uma vez aos históricos utilizados. Se observarmos os documentos e os registros de forma escorreita facilmente verificarseá que a conta contábil utilizada é a de Fornecedores Nacionais em uma, e Clientes Nacionais na outra, o que significa dizer que no histórico somente referese a tratar de uma compra de mercadoria importada, mas no mercado interno. Outro ponto relevante a demonstrar é a contradição constante que a AFRF demonstra na simples leitura dos autos aplicados, quando afirma que, quase a totalidade das mercadorias adquiridas pela Day By Day, tem origem importada, e vem negar o mesmo fato em outro momento, quando diz que a empresa camuflava tratando como se fossem adquiridas no mercado interno. Tornando difícil até a defesa destes itens. Analises retiradas das nota fiscais disponibilizadas pela Day By Day Verificase que, mesmo após a empresa Le Sac 29 ter sido incorporada pela Le Sac 61, houve emissões de diversas notas fiscais de saídas da Day By Day, no período de 03/08/2009 a 15/07/2010 para a Le Sac 29, considerando que a mesma não existia mais; Mais uma vez a fiscalização considera equivocadamente que toda a alteração se dá num único dia, na comunicação dos atos junto as esferas públicas, visto que esta comunicação conseguiu ter efeito apenas em 07/06/2011 conforme pode ser verificado no pedido de baixa do CNPJ “29”. Mas, como a característica própria de uma incorporação, ainda assim, a incorporadora assumiu todos os ativos e passivos da incorporada. Análises retiradas da contabilidade da Le Sac 61 Na análise em exame, a fiscalização argumenta que na conta “Fornecedores”, encontramse lançados valores que referemse materiais de embalagem e suprimentos, alegando que deveriam estar classificados na conta “contas a pagar”, mas desta não faz Fl. 219475DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 106 13 parte, visto que o importante a registrar é a totalidade de mercadorias importadas comercializadas pela Le Sac, são oriundas ou não da empresa Day By Day. Tanto que adiante a mesma descreve e concorda com as operações realizadas pela Le Sac, através de cartões de crédito e débito, afirmando ser compatível com as operações, embora nas saídas de mercadorias com notas fiscais modelo 1 tenham sido efetuadas sem a identificação do consumidor. Análises retiradas das notas fiscais da Le Sac 61 Neste item a fiscalização exemplifica as saídas da Le Sac 61 para comprovar a origem oriunda da Day By Day, sem qualquer relevância ou registro a comentar. Outras análises relativas à Le Sac 61 Estranho que neste item , a fiscalização argumenta que o número de empregados na quantidade de 82 é bem superior aos 9 da Day By Day, o que em sua tese reforça novamente que a Day By Day é um braço de comércio exterior dentro da Le Sac e não ao contrario, como tentou, desde o início, evidenciar. Das Requisições de informações sobre a Movimentação Financeira Quando a autoridade autuante trata da requisição de movimentação financeira junto aos bancos, da empresa Day By Day, esta alega não ter sido fornecido conforme solicitado na Intimação e por força do não fornecimento os requisitou junto aos bancos nos termos do Art. 3o X do Decreto 3.724/2001. Desta forma não conseguiu e jamais conseguirá concatenar os registros e os fatos, sem passar pelo histórico fiscal e contábil à vincular a movimentação financeira, ou seja, se parte a fiscalização com base em um único item sem analisar os demais registros, o resultado será sempre errôneo. Como aqui, efetivamente, ocorreu. A fragilidade e a tentativa de configurar o perdimento da carga e a aplicação da multa tem de estar vinculada obrigatoriamente a fraude ou a simulação, supedâneos indispensáveis a alicerçar a procedência desta aplicável multa. Essa matéria já foi, também, amplamente discutida na esfera administrativa. Junta textos da Jurisprudência Administrativa do Conselho de Contribuintes a respeito do assunto. Pensemos no absurdo que nos tenta impor a fiscalização quando quer determinar a forma de atuar de cada empresa, por suas convicções e empenho pessoal, sem se informar como funciona ou deve funcionar a maioria das empresas no país. Ela parte de fatos reais, para, através de silogismos, chegar a conclusões falaciosas. Registrese que aos cidadãos c contribuintes é permitido fazer tudo que a Lei efetivamente não proíba. Desta forma agem as empresas, no estrito limite da Legislação. A fiscalização parece querer legislar e impor formas de atuação Fl. 219476DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 14 que a Lei não exige. Contrariando pelo seu “achismo”a Lei Maior, que se pauta constitucionalmente na Livre Iniciativa. A Day by Day é uma empresa especializada em comércio exterior, tendo em seu quadro funcional pessoas especializadas neste tipo de comercialização. São especialistas em logística, em transações internacionais, em câmbio e outras atividades que exigem o conhecimento específico de cada uma. Diferente do quadro funcional da Le Sac, que é especializado na comercialização de produtos no comércio varejista. Fica muito claro, por qualquer lógica, que não se conseguiu provar as teses em que se apoiam suas conclusões e a sua vontade de autuar. A i. auditora demonstrou, ao longo do procedimento fiscal, não ter o conhecimento necessário à auditoria contábil realizada. Qualquer perícia contábil pode verificar a correta contabilização dos fatos ocorridos e atestar a precisão dos lançamentos originais. Desta fora, cabe e requer, ainda nesta fase administrativa de defesa, o requerimento e o deferimento uma perícia contábil, para, de forma independente e com lisura, apurar o se todos os lançamentos e registros contábeis estão corretos. Pelo exposto, concluise que não há nenhuma motivação fática, fiscal, contábil ou jurídica que possa supedanear ou justificar alguma autuação. Ainda que fosse, as realização de importação ocultando o real importador com fins específicos para quebra da cadeia do IPI, ressalta a impugnante que, na prática isto jamais poderia ocorrer, uma vez que o IPI tem como fato gerador a nacionalização dos produtos e não a comercialização dos mesmos. A empresa autora, como já observado, pratica operações em que adquire mercadorias do exterior e as revende no Brasil, sendo que a Capital Trade e a empresa Eximbiz Comércio Internacional S/A viabilizam a entrada de mercadorias no território nacional, por conta e ordem da impugnante, sendo esta quem efetivamente paga todos os tributos e despesas decorrentes da importação, bem como decorrentes da venda da mercadoria importada. Este tipo de operação é classificada por conta e ordem de terceiros ou por encomenda, cujas características serão tratadas adiante. Na essência, a impugnante realiza o contato com o exportador, no exterior, e em seguida contrata os serviços destas tradings para viabilizar a entrada da mercadoria importada no Brasil, funcionando a trading como uma importadora prestadora de serviços de nacionalização, formalizando a relação de comércio internacional. Após as negociações e conclusões de viabilidade, uma vez fechado o negócio, o exportador envia a mercadoria ao Brasil, em nome da empresa importadora, ora Impugnante, que a recebe aqui e dá a destinação adequada, conforme o caso. Fl. 219477DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 107 15 Ao chegar ao Brasil, seja via modal marítimo, aéreo ou rodoviário, a mercadoria, já em zona alfandegada (zona primaria), que pode ser aeroporto, porto ou zonas de fronteira, é submetida ao procedimento denominado despacho aduaneiro, que se inicia com o registro da Declaração de Importação — DI, documento responsável por trazer todas as informações necessárias para o início do procedimento. Neste procedimento, com o registro da DI, é que são verificadas todas as questões de ordem técnica relacionadas aos produtos importados, tais como classificação tarifária, quantidade, peso, especificações, veracidade de informações, legitimidade dos produtos, dentre outras questões. Com o registro da Declaração de Importação — DI e o início do despacho aduaneiro, todos os tributos incidentes nesta fase são devidamente recolhidos, de forma antecipada, sendo a liberação das mercadorias condicionada a este prévio recolhimento, sem o qual o procedimento não segue normalmente. Uma vez atendidos os requisitos legais e devidamente recolhidos os tributos, não havendo impedimento contrário por parte da fiscalização, as mercadorias são desembaraçadas e, a partir de então, nacionalizadas. Notese, por oportuno, que neste momento já recaíra sobre a operação a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI/importação, anteriormente, por força do desembaraço aduaneiro, conforme inciso I do art. 46 do CTN. A partir de então as mercadorias seguem para a empresa, entrando física e fiscalmente em seu estoque. Sem que sofram qualquer modificação que enseje industrialização, as mercadorias são revendidas, comercializadas, em características idênticas àquelas de quando foram nacionalizadas, sem alterações, sendo que, nesta nova fase da cadeia, qual seja a saída das mercadorias para comercialização, a empresa impugnante mais uma vez recolhe o Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, importando clara e nitidamente em pagamento do mesmo tributo duas vezes, ou seja, evidente a bitributação no caso vertente, o que, como cediço, é vedado por forma constitucional. É de se notar que a incidência do IPI, neste caso, ocorre duas vezes, sendo que, na segunda, de forma equivocada, haja vista a inexistência de relação jurídicotributária ao caso em apreço, uma vez que o tributo fora recolhido na importação, não havendo na operação seguinte qualquer operação de industrialização que pudesse justificar nova cobrança. Além disso, há que se observar o texto legal, precipuamente o Código Tributário Nacional —CTN, para que se entenda pela não incidência dupla do IPI, detalhe técnico que será devidamente abordado à frente. Fl. 219478DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 16 Portanto, de forma bem clara, o que se busca demonstrar com o presente relato é demonstrar a essa fiscalização que autuou, formalmente, a inexistência de relação jurídicotributária quando da saída das mercadorias importadas, sem industrialização, para comercialização no mercado interno, uma vez que o fato gerador neste caso é a importação/desembaraço aduaneiro, e não a saída da mercadoria para revenda. DOS FUNDAMENTOS DE DIREITO Do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Para que se considere ocorrida a industrialização, para fins de incidência do IPI, além daqueles requisitos acima apontados pela doutrina, também há a necessidade de que a operação modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto. Sem tais requisitos, não se pode considerar por efetiva a industrialização. Nesta sequência, aterrissando as colocações e trazendoas para o caso em apreço, temse que as saídas das mercadorias importadas de estabelecimento importador, ora impugnante, para comercialização ou transferência, sem que sofram as alterações e modificações previstas em lei, nada tem por receber, em sua operação, o ônus desta exação tributária. Do fato gerador do IPI, do contribuinte e a dupla incidência O legislador derivado definiu, como fato gerador do IPI, não só uma situação isolada e bem definida, mas três alternativas para sua incidência, devidamente expressas pelos incisos I a III do art. 46 do Código Tributário Nacional. Em primeiro lugar, e logo de forma incisiva, há que se considerar, por uma questão lógica e sistêmica, que apesar de o legislador derivado ter estabelecido mais de um momento e mais de um contribuinte para o referido imposto, não se pode concluir pela incidência sempre que um desses fatos venha a ocorrer. Este critério é definitivamente alternativo. Isso porque, em determinadas situações, como no caso em tela, os fatos previstos no CTN como geradores da obrigação tributária principal de pagamento do IPI ocorrerão por mais de uma vez. Explicase. E que na prática, tanto o desembaraço aduaneiro quanto a saída da mercadoria para comercialização vem a ocorrer, uma vez se tratar de uma operação de importação. Logo, de fácil constatação que esta dupla incidência é deveras indevida, ao violar de morte não só a própria legislação como também diversos princípios constitucionais, como, por exemplo, o da isonomia. Não se pode admitir que as empresas importadoras paguem duplamente o IPI, no desembaraço e na saída, ao passo em que as industriais internas só o pagam uma vez, quando da saída de Fl. 219479DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 108 17 seus estabelecimentos. Não seria isonômico este tratamento, colocando em “cheque” as operações advindas do exterior. Se assim não fosse, estarseia diante de um nítido caso de inconstitucionalidade dos dispositivos, pela ocorrência do fenômeno da bitributação, uma vez que estariam criando mais de uma regramatriz de incidência tributária para o mesmo imposto, o que, como cediço, não é legal. In casu, ou a incidência se dá no desembaraço aduaneiro ou na saída para comercialização, vedada a incidência nos dois casos. Por tais razões, podese concluir facilmente pelo não cabimento do recolhimento do IPI na saída das mercadorias de estabelecimento importador/comercial para outros estabelecimentos, sob pena de se estar onerando, indevida e ilegalmente, certos contribuintes. Do posicionamento unânime da Jurisprudência face à ilegalidade da dupla incidência do IPI A tese ora defendida, apenas pelos argumentos balizados até o momento, já seria demasiadamente aceitável e imediatamente aplicável, uma vez que a violação neste caso se mostra gritante e de fácil constatação. Em que pesem estes argumentos, temse que, corroborando, já se pronunciou nosso judiciário, em primeiro, segundo tribunal superior, todos favoráveis a tese em voga. Junta textos da Jurisprudência Judicial, proveniente da Seção Judiciária de Santa Catarina e do Superior Tribunal de Justiça, a respeito do assunto. Destarte, não restam dúvidas de que a incidência do IPI na saída de estabelecimentos importadores/comerciais, quando já onerados no desembaraço aduaneiro pelo mesmo tributo, se mostra evidentemente indevido, pois fere, dentre outras questões, a isonomia e a vedação à bitributação, nos termos do voto do Relator acima, Ministro Francisco Falcão. Da prova inequívoca e verossimilhança da alegação A prova inequívoca e a verossimilhança da alegação é o que conhecemos como o fumu boni iuris, ou fumaça do bom direito, que tem como escopo central a busca da certeza de se estar diante de uma afirmativa ou suposição verídica, ou, em melhor hipótese, de uma suposição com grande possibilidade de se confirmar. São casos em que as provas e alegações préconstituídas tenham tamanha pertinência que, de imediato, se verifica estar diante de um caso em que o direito pleiteado tenha uma probabilidade positiva imediata. E um juízo de valor antecipado, baseado numa análise sumária, mas de fácil e nítida constatação. Assim, como prova inequívoca, têmse as próprias guias de recolhimento do IPI na saída do estabelecimento da impugnante, Fl. 219480DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 18 em operações comerciais que não tem qualquer viés de industrialização, pagamentos estes que ocorrem após o pagamento do IPI na importação, gerando, por pressuposto, a dupla incidência. Além destes comprovantes que cabalmente demonstram o duplo pagamento, trazse à baila as decisões cristalinas em caso idêntico, que reforçam e subsidiam a verossimilhança esperada para se conceder a medida antecipatória. DO PEDIDO Isto posto, com base no farto conteúdo probatório, produzido e os demais que se fizerem necessários até o julgamento desta impugnação, aliados a prova pericial contábil e documentação superveniente já citada e, demonstrada a insubsistência e improcedência da autuação, requer a IMPROCEDÊNCIA da autuação supra aplicada. Sobreveio a decisão de primeira instância (fls. 219052/219129), em que, em preliminar, por unanimidade de votos, a impugnação foi julgada improcedente e mantido o crédito tributário exigido, com base nos fundamentos resumidos nos enunciados das ementas que seguem transcritos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 08/09/2009 Ocultação do sujeito passivo. Embora existam três CNPJ distintos, há uma confusão patrimonial e operacional tão grande entre as empresas que se pode considerar que, de fato, tratase de uma única empresa. Não houve qualquer erro de critério jurídico por parte da fiscalização. Pelo contrário. O Relatório Fiscal que acompanha o Auto de Infração em análise é pródigo em reunir fatos probandos no sentido de enquadrar a conduta das empresas autuadas na infração na conduta de prática efetiva da interposição fraudulenta de terceiros. O MPF está cingido à fase instrutória, onde são apurados os fatos para a formação de convicção inicial da fiscalização quanto à existência ou não de ilicitude, seja ela qual for. O procedimento fiscaladministrativo que tem por função identificar o sujeito passivo pode muito bem negar essa condição a quem apenas a aparenta. Se as importações efetuadas pela já possuiam compradores antes do respectivo registro da Declaração de Importação, seja na condição de adquirentes, seja na condição de encomendantes a legislação exige que esses compradores sejam apresentados à autoridade aduaneira, sob pena de se configurar a ocultação do sujeito passivo. A autuada tinha o tinha pleno controle das importações, portanto o domínio do fato, sendo a responsável pelas operação de comércio exterior. Fl. 219481DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 109 19 A autuada DAY BY DAY foi cientificada da decisão de primeira instância em 3/7/2013 (fl. 219138). Inconformada, em 10/7/2013 (fls. 219245), apresentou o recurso voluntário de fls. 219247/219329, em que reafirmou os argumentos aduzidos na peça impugnatória, em relação às questões de mérito e à necessidade da realização de perícia. Por sua vez, a autuada LE SAC COMERCIAL CENTER COUROS LTDA. foi cientificada em 21/6/2013 (fl. 219137). Irresignada, em 11/7/2013 (fls. 219139), apresentou o recurso voluntário de fls. 219141/219224, em que reafirmou as razões de defesa apresentadas na fase impugnatória, em relação às questões de mérito e à necessidade da realização de perícia. Em aditamento às razões de defesa suscitadas nas respectivas peças impugnatórias, em preliminar, as recorrentes alegaram nulidade da decisão de primeira instância por supressão instância e cerceamento do direito de defesa, sob o argumento de que, no citado julgado, não foram analisadas as razões de defesa aduzidas nas impugnações complementares (fls. 212679/212736 e 215867/215923), apresentadas em 12/12/2012. Ainda, em sede de preliminar, alegaram as recorrentes nulidade da decisão recorrida, sob argumento de que não houve qualquer contraponto ou indício de análise em relação à argumentação suscitada na peça impugnatória acerca da suposta ocultação do real interessado nas operações de importação, com a finalidade de quebrar a cadeia do IPI devido na saída do estabelecimento equiparado à industrial pela venda de mercadorias importadas no mercado interno, fundamento que não servia de amparo para a imposição da referida penalidade, na medida em que era posicionamento unânime da jurisprudência a ilegalidade da chamada dupla incidência do IPI ou bitributação. Em 11/6/2014, depois de quase um ano de expirado o prazo recursal, a recorrente DAY BY DAY apresentou as razões recursais complementares de fls. 219354/219377, em que alegou: a) nulidade do auto de infração, em face da (i) nulidade das provas obtidas, sob argumento de que não constava dos autos a motivação da proposta de expedição de Requisição de Movimentação Financeira (RMF) e (ii) do erro na determinação do fato gerador da multa de conversão da pena de perdimento aplicada; e b) ausência de subsunção do fato à norma, pois o importador e o destinatário das mercadorias eram as mesmas pessoas. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator. Os recursos voluntários são tempestivos e preenchem os demais requisitos de admissibilidade, portanto, devem ser conhecidos. Nos recursos voluntários apresentados pelas autuadas DAY BY DAY COMERCIAL DE COUROS E IMPORTADORA LTDA. (fls. 219246/219329), doravante denoninada de DAY BY DAY, e LE SAC COMERCIAL CENTER COUROS LTDA. (fls. 219140/219224), doravante denominada de LE SAC61, foram apresentadas as mesmas razões de defesa, dada essa circunstância eles serão apreciados em conjunto. Fl. 219482DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 20 A controvérsia limitase as contestações suscitadas nos referidos recursos. Nas referidas peças recursais, em síntese, as recorrentes aduziram o seguinte: a) em sede de preliminar, alegaram nulidade da decisão recorrida por cerceamento do direito de defesa, sob o argumento de que houve supressão de instância, porque, no julgado recorrido, não foram análisados os argumentos aduzidos nas impugnações complementares de fls. 212679/212736 e 215867/215923 nem o orgumento apresentado na impugnação original sobre a ilegadade da dupla incidência ou bitributação do IPI, que descaracterizaria a imputada quebra de cadeia do IPI apontado como motivo da ocultação da responsável solidária; b) nulidade do auto de infração, em face da (i) nulidade das provas obtidas, sob argumento de que não constava dos autos a motivação da proposta de expedição de Requisição de Movimentação Financeira (RMF) e (ii) do erro na determinação do fato gerador da multa de conversão da pena de perdimento aplicada; c) reiteraram o pedido de realização diligência para fim de produção de prova pericial, para fim de aferir se, diante da estrutura operacional adotada, era possível ou não demonstrar a quebra da cadeia do IPI e para que fosse confirmada se nas operações de importação teria havido interposição fraudulenta e se as pessoas jurídicas LE SAC29 e DAY BY DAY havia figurado nas DI e se possuíam recursos suficientes para realizar as importações; e c) no mérito, alegaram que: i) as operações de importação objeto da autuação não caracterizavam interposição fraudulenta comprovada ou presumida, capitulada no art. 23, V, e § 2º, do Decretolei 1.455/1976; ii) a legalidade das pessoas jurídicas que integravam o “GRUPO LE POSTICHE”, das operações entre elas realizadas e a inexistência da elegada confusão patrimonial e operacional; iii) faltava previsão legal para que a suposta importação por encomenda caracterizasse a infração capitulada no art. 23, V, § 2º, do Decretolei 1.455/1976 e que a presução legal de interposição fraudulenta também não existiria, uma vez que não comprovada a fraude ou simulação; iv) o enquadramento da conduta das recorrentes no art. 23, V, § 2º, do Decretolei 1.455/1976 e no art. 33 da Lei 11.488/2007, distorciam a natureza dessas infrações e os objetivos almejados pelo legislador; v) eram totalmente equívocados os indícios e conclusões apresentados pela fiscalização em relação as condutas imputadas às recorrentes; vi) não houve quebra da cadeia do IPI, posto que ocorrera regular pagamento do IPI nas operações de importação e venda efetuadas pela recorrrente DAY BY DAY; vii) ausêcia de causalidade e proporcionalidade entre a multa imposta às recorrentes e os alegados prejuízos ao erário; e viii) o caráter confiscatório da pena de perdimento e a sua conversão em pena pecuniária. I Da Preliminar de Nulidade da Decisão Recorrida Em sede de preliminar, as recorrentes alegaram nulidade da decisão recorrida por cerceamento do direito de defesa, sob o argumento de que houve supressão de instância no âmbito do julgado recorrido, porque não foram analisados os argumentos aduzidos nas impugnações complementares de fls. 212679/212736 e 215867/215923 nem o orgumento apresentado na impugnação original sobre a ilegadade da dupla incidência ou bitributação do IPI, que descaracterizaria a imputada quebra de cadeia do IPI apontada como o motivo da ocultação da responsável solidária. Sem razão a recorrente, porque as referidas impugnações complementares foram apresentadas em 12/12/2012, ou seja, em data bem posterior ao prazo final de impugnação de 30 (trinta) dias, que se expirou em 4/5/2012. Fl. 219483DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 110 21 Aliás, o fato de a Turma de Julgamento de primeiro grau não ter apreciado os argumentos aduzidos nas citadas peças, bem como os documentos que a elas foram colacionados, está em perfeita consonância com o disposto nos arts. 15 e 16 do Decreto 70.235/1972, doravante denominado de PAF, que exigem respectivamente, que: a) a impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, seja apresentada ao órgão preparador no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias; e b) a prova documental seja apresentada junto com a impugnação tempestiva, sob pena de preclusão, exceto se (i) demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maio, (ii) refirase a fato ou direito superveniente e (iii) destinese a contrapor fatos ou razões supervenientes, o que não ocorreu no caso em tela. Também não tem procedência a alegação das recorrentes de que não foi analisado no questionado julgamento o orgumento apresentado na impugnação tempestiva, acerca da ilegadade da dupla incidência ou bitributação do IPI, assim como da descaracterização da imputada quebra de cadeia do IPI, apontada como o motivo da ocultação da responsável solidária. Com efeito, contrariamente ao que alegou às recorrentes, da leitura do extenso e profundo voto condutor do julgado recorrido observase que a matéria foi aborda em várias passagens, em especial, no item XIII do citado voto (fls. 219115/219117), em que, com brilhantismo, o nobre Relator, com base em fundamentos legais sólidos e do contejo entre as imputações feitas pela fiscalização e dos argumentos de defesa aduzidos pelas impugnantes, concluiu que a quebra da cadeia do IPI não só tinha sido quebrada, mas que tinha acarretado um elevado prejuízo à arrecadação do referido imposto. Por essas razões, rejeitase a preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa, pois não houve a alegada supressão de instância suscitada pelas recorrentes. II Da Preliminar de Nulidade do Auto de Infração Na razões recursais complementares, a recorrente DAY BY DAY alegou nulidade do auto de infração, sob argumento de que foram obtidas de forma indevida, sob argumento de que não constava dos autos a motivação da proposta de expedição de Requisição de Movimentação Financeira (RMF). Sem a razão à recorrente. Com efeito, compulsando o Subitem 5.12.1 do citado Relatório Fiscal, verificase que a solicitação de informações bancárias foi feita de forma regular e com estrita observância ao disposto no Decreto 3.724/2001, uma vez que devidamente intimadas a disponibilizar, em até 20 dias, cópia de seus extratos bancários relativos ao período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010, as recorrentes não atenderam a solicitação da fiscalização. Portanto, diferetemente do alegado pela recorrente, a expedição das correspondentes RMF foram motivadas e em consonância com o disposto na legislação vigente. Também não procede a alegação da recorrente de que houve erro na determinação do fato gerador da multa de conversão da pena de perdimento aplicada por meio do Auto de Infração em apreço, pois, sabidamente, a data do fato gerador da multa não é data do fato gerador do tributo, como alegou a recorrente, mas a data da lavratura do auto de infração. Fl. 219484DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 22 Com base nessas considerações, rejeitase a alegação de nulidade do Auto de Infração, aduzida pela recorrente DAY BY DAY. III Do Pedido de Perícia As recorrentes reiteraram o pedido de realização diligência para fim de produção de prova pericial, para fim de aferir se, diante da estrutura operacional adotada, era possível ou não demonstrar a quebra da cadeia do IPI e para que fosse confirmada se nas operações de importação teria havido interposição fraudulenta e se as pessoas jurídicas LE SAC29 e DAY BY DAY havia figurado nas DI e se possuíam recursos suficientes para realizar as importações. O referido pedido de produção de prova pericial não merece guarida. A uma, porque formulado em desacordo com os requisitos do fixados no art. 15, IV, do PAF, pois, além de não indicar os quesitos referentes aos exames desejados, não indicou o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito, o que, por força do disposto no § 1º do referido artigo implica em considerar como não formulado o referido pedido. Além disso, os pedidos de confirmação apresentados pelas recorrentes, induvidosamente, prescindem de realização de diligência ou perícia, haja vista que se referem à informação facilmente verificável em documentos que se encontram coligidos aos autos, ou que poderiam ser coligidos aos autos pelas próprias recorrentes. Com base nessas considerações, com fundamento no art. 18, combinado com o disposto no art. 28, ambos do PAF, indeferese o pedido de diligência/perícia formulado. IV Da Análise das Questões de Mérito Inicialmente, cabe esclarecer que a presente autuação trata apenas das Declaraçõeos de Importação (DI), registradas no período de 8/9/2009 a 28/12/2010, referentes às operações de importação realizadas, formalmente, por conta e ordem da autuada DAY BY DAY, por intermédio da filial de Itajaí (a totalidade das importações discriminadas na planilha de fls. 183/189) e da filial do Espírito Santo (33,89% das importações discriminadas na planilha de fls. 189/192), e que foram vendidas diretamente às pessoas jurídicas LE SAC29 e LE SAC61. De acordo com subitem 6.4 do Relatório Fiscal que integra a autuação em questão (fls. 181/183), informou a fiscalização que ficara provado que, nas referidas importações, a autuada DAY BY DAY ocultou as reais importadoras e adquirentes das mercadorias, as pessoas jurídicas LE SAC29 e LE SAC61, concorrentes direta para a prática da infração capitulada no art. 23, V, do Decretolei 1.455/1976, a seguir transcrito: Art. 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: [...] V estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) [...] Fl. 219485DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 111 23 Além disso, no referido subitem do citado Relatório Fiscal (fls. 181/183), informou a fiscalização que as autuadas, ora recorrentes, DAY BY DAY e LE SAC61, foram incluídas no polo passivo da autuação na condição de beneficiárias e por terem concorrido diretamente para a prática da infração de ocultação do real adquirente, tipificada no citado preceito legal, em conformidade com o estabelecido no art. 95, I, do Decretolei 37/1966, a seguir reproduzido: Art. 95 Respondem pela infração: I conjunta ou isoladamente, quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática, ou dela se beneficie; [...] (grifos não originais) Dados esses breves esclarecimentos, fica evidenciado que, nos autos, inexiste controvérsia em relação ao fato de que as citadas operações de importação, formalmente, foram realizadas por conta e ordem da autuada DAY BY DAY, conforme consignado pela fiscalização nas referidas planilhas (fls. 183/193) e pelas recorrentes nas correspondente DI, foram por elas colacionadas aos autos na fase impugnatória (fls. 200253/204546), tendo como importadoras empresas comerciais importadoras (tradings companies). Além disso, não tem relevância para o deslinde da controvérsia se a interposição fraudulenta em questão foi do tipo comprovada ou presumida, já que as pesssoas jurídicas importadoras não foram arroladas no polo passivo da autuação. No caso, o cerne da controvérsia gira em torno da questão atinente a quem, de fato, foi a real importadora e adquirente das referidas mercadorias, se (i) a autuada DAY BY DAY, formalmente declarada nas respectivas DI, ou (ii) a autuada LE SAC61, adquirente das mercadorias formalmente importadas por conta ordem da primeira autuada. Com efeito, para a fiscalização, a real importadora e adquirente das mercadorias foi a pessoa jurídica autuada LE SAC61, ocultada das respectivas DI. Segundo a fiscalização (fl. 27), quem precisava de mercadorias importadas para comercializar era a LE SAC61, “a ‘verdadeira LE POSTICHE’, e que a LE SAC29 e a DAY BY DAY são empresas inseridas no grupo apenas para figurarem como interpostas pessoas, quebrando a cadeia do IPI e, assim, gerando menores obrigações tributárias para a LE SAC61.” Já para as recorrentes a real importadora e adquirente das mercadorias foi a autuada DAY BY DAY, corretamente informada nas correspondentes DI, conforme explicitado no trecho extraído dos citados recursos, a seguir transcrito: [...] nas operações de importação realizadas, sobre as quais recaem a exigência em combate, não houve qualquer ocultação do real adquirente das mercadorias importadas, posto que que o real adquirente dessas mercadorias, conforme o caso, a LE SAC 29 ou a DAY BY DAY, previamente informou à RFB acerca da contratação das Tradings Companies que, nos termos da legislação pertinente, iriam importar mercadorias por sua conta e ordem, figurou nas respectivas Declarações de Importação como tal, também em perfeita observância à legislação federal, e possuía recursos suficientes para fazer frente a tais importações, ou seja, possuía capacidade financeira para arcar com todos os custos e despesas decorrentes das importações realizadas; Fl. 219486DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 24 Antes analisar os pontos controvertidos suscitados pelas recorrentes, cabe responder a seguinte indagação apresentada pelas recorrentes: [...] qual a hipótese legalmente prevista para a caracterização de interposição fraudulenta de terceiros em operações de comércio exterior teria ocorrido para que a DAY BY DAY, real adquirente das mercadorias importadas, tomadora dos serviços de importação prestados pelas Tradings Companies que contratou, fosse tida como "pessoa interposta" em tais importações, na medida em que a 23ª Turma da DRJ/SP1, limitouse a abordar aspectos teóricos acerca do tema? Induvidosamente, a resposta a essa indagação encontrase na leitura do citado subitem 6.4 do Relatório Fiscal (fls. 181/183), onde se encontra expressamente consignado que o motivo da autuação foi a ocultação da real importadora e adquirente das mercadorias importadas, a pessoa jurídica LE SAC61, e a infração cometida foi corretamente capitulada no art. 23, V, do Decretolei 1.455/1976, incluído pela Lei 10.637/2002. Definido o contorno da controvérsia e prestados esses esclarecimentos, passa se a análise das razões de defesa aduzidas pelas recorrentes. Da inexistência da interposição fraudulenta. As recorrentes alegaram que as operações de importação objeto da autuação não caracterizavam interposição fraudulenta comprovada ou presumida, capituladas, respectivamente, no V e no § 2º do art. 23 do Decretolei 1.455/1976, sob o argumento de que “os procedimentos legalmente previstos para a realização de tais operações foram observados tanto pela DAY BY DAY (real adquirente das mercadorias importadas), como pelas Tradings Companies por ela contratadas para prestar serviços de importação”. Sem razão a recorrente. O motivo da autuação não foi o descumprimento dos requisitos formais exigidos para as importações por conta e ordem, mas o fato de a pessoa jurídica DAY BY DAY, informada nas DI como a importadora e adquirente das mercadorias, de fato, não ter sido a real importadora e adquirente das mercadorias. Para fiscalização (fls. 25/34), a real importadora e adquirente das mercadorias era a autuada LE SAC61, que foi, intencionalmente, omitida nas DI com o objetivo de quebrar a cadeia do IPI. Relata a fiscalização que, a partir da incorporação da LE SAC29, sob ponto de vista formal, a autuada DAY BY DAY assumiu as importações do GRUPO LE POSTICHE antes realizadas em nome da LE SAC29, de modo que a qualidade de real adquirente das mercadorias importadas da LE SAC61 continuasse sendo ocultada nos documentos de importação. Para esse mister, a DAY BY DAY passou a atuar por meio (i) da filial no Espírito Santo, ocultando as empresas franquiadas/licenciadas da LE POSTICHE e a LE SAC61 e (ii) da filial em Santa Catarina (Itajaí), ocultando apenas LE SAC61, uma vez que todas importações eram revendidas diretamente para esta pessoa jurídica. Da leitura dos fatos consignados no citado Relatório Fiscal (fls. 7/208), resta demonstrado que a conduta dolosa imputada as recorrentes reside no fato de ocultar, esconder ou encobrir a pessoa jurídica LE SAC61, com a finalidade de quebrar a cadeia do IPI e, dessa forma, evitar o pagamento do IPI sobre os valores de vendas normais das operações praticadas no mercado interno. Assim, fica demonstrado que o motivo da autuação não foi o descumprimento dos procedimentos legais determinados para realização da importação por Fl. 219487DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 112 25 conta e ordem, mas o fato de a pessoa jurídica informada como sendo a real importadora ou adquirente, de fato, não ostentar essa condição. Da confusão patrimonial e operacional. As recorrentes alegaram a legalidade das pessoas jurídicas que integravam o “GRUPO LE POSTICHE”, das operações entre elas realizadas e a inexistência da elegada confusão patrimonial e operacional, com base no argumento de que era notório que a semelhança dos membros dos quadros societários das citadas empresas não podia (nem devia) servir de indício e/ou de base para a conclusão de que essas empresas não existiam de fato, nem de direito, porque não havia qualquer dispositivo, no nosso ordenamento jurídico, que autorizasse ou sustentasse esse entendimento. No que tange à semelhança do quadro societário, alegaram as recorrentes que era notório que tal condição não podia nem devia servir de indício e/ou de base à conclusão de que essas empresas não existem de fato, nem de direito. Não procedem os argumentos aduzidos pelas recorrentes, porque a fiscalização não afirmou, em parte alguma do Relatório Fiscal, que as recorrentes não existiam de fato e direito, até porque se essa fosse a conclusão, por dever de ofício, a fiscalização, certamente, teria proposto a declaração da inaptidão da inscrição dos referidas pessoas jurídicas no CNPJ. Entretanto, diferentemente do alegado, o que a fiscalização concluiu foi que a autuada DAY BY DAY fora utilizada para fim de ocultação da autuada LE SAC61, a real importadora e adquirente das mercadorias, com a evidente finalidade de promover a quebra da cadeia do IPI. Ainda alegaram as recorrentes, que a existência de sócios em comum apenas caracterizava a relação de interdependência entre as autuadas, nos termos do art. 520 do RIPI/2010, situação que implicava fixação de valor tribubável mínimo para as transações entre as empresas, nos termos do art. 136 do citado Regulamento. Tratase de argumentos estranhos aos autos. Tal assunto diz respeito a cobrança do IPI, matéria que não foi contemplada na autuação em apreço. As recorrentes ainda alegaram que a organização das empresas fora feita por meio de atos válidos, lícitos e na forma prescrita em lei, o que era um direito do contribuinte. A opção, em razão de estratégia mercadológica, pela constituição de nova empresa, assegurando seu crescimento empresarial, ainda que isso gerasse um gravame menos oneroso em relação ao IPI, não podia ser questionada pelo fiscalização, porque o procedimento encontrava amparo na lei e decorria da prática de atos lícitos. Com base nesses argumentos, as recorrentes concluíram que (i) não era dado ao Fisco substituir o contribuinte na escolha da melhor forma, entre as legalmente possíveis de alcançar os resultados econômicos pretendidos e (ii) a interpretação econômica feria os princípios da legalidade, da tipicidade e da segurança jurídica. Outra tetativa das recorrentes de trazer à apreciação deste Colegiado questões estranhas aos autos. Deveras, compulsando o citado Relatório Fiscal, em parte alguma, foi encontrada qualquer afirmação de que os atos de constituição e negociais praticados pelas recorrentes eram ilegais. Tampouco a fiscalização fez qualquer interpretação de natureza econômica com vistas a descaracterizar a condição de real importadora e adquirente das mercadorias atribuída pelas recorrentes à autuada DAY BY DAY. Ademais, em nenhum momento a fiscalização demonstrou que tivesse a intenção de substituir o contribuinte na escolha da melhor forma, entre as legalmente possíveis de alcançar os resultados econômicos pretendidos. Fl. 219488DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 26 Com efeito, o que fez a fiscalização, concernente apenas às operações de importação, foi demonstrar uma situação artificial e trazer a lume a real importadora, que fora ocultada nos documentos de instrução dos despachos aduaneiros de importação, com o evidente objetivo de fraudar o pagamento do IPI devido nas operações de revenda das mercadorias no mercado interno. E para justificar tal conclusão, ela apresentou uma conjunto de fatos que, de forma congruente, ratificam que a autuada DAY BY DAY, nos respectivos despachos de importação, cumprira apenas o desiderato de ocultar a autuada LE SAC61, comprovadamente, a real importadora e adquirente das mercadorias. Tais fatos foram contestados pelas recorrentes e serão a seguir analisados. As recorrentes alegaram que as autuadas efetivamente existiam, tinham sede e filiais próprias, objetos sociais específicos, apesar da relação de interdependência estabelecida entre elas, conforme atestavam os contratos sociais e a documentação da incorporação homologada pela Junta Comercial. Se a fiscalização não tratou da existência jurídica das recorrentes e nem questionou o referenciado ato de incorporação, inequivoamente, tratase de alegação de alegação fora de contexto, que nada contribui para o deslinde da controvérsia. As recorrentes também alegaram que se elas tinham folha de pagamento própria e quadro de funcionários distintos, tal situação implicava que elas tinham independência operacional, gerando despesas e receitas próprias. Além de se tratar fato insignificante, comparado com a gravidade dos demais fatos apontados pela fiscalização, no que tange à mãodeobra, a fiscalização asseverou que “as mesmas pessoas ora estão empregadas por uma empresa ora por outra, os Avisos de Recebimento das correspondências enviadas pela fiscalização são recebidos pelos mesmos empregados, não importando a qual empresa a correspondência estava endereçada”, fato que foi ratificado pelas autuadas ao afirmarem que “ocorrências dessa natureza em empresas que apresentam alguma relação operacional, no presente caso notada pela interdependência, são absolutamente comuns e representam apenas decisões operacionais e gerenciais no intuito de melhor se atender aos interesses de cada uma delas, sua estrutura e foco de atuação.” Em relação aos empréstimos e transferências bancárias entres as autuadas, as recorrentes limitaramse em argumentar que tais fatos deramse de forma lícita e foram devidamente contabilizados, tendo como justificativa nada mais que as razões negociais e operacionais de cada uma delas, no intuito de melhor atender aos seus interesses. Além de não ter feito qualquer afirmação acerda da licitude das referidas operações financerias, o que torna inócua tal alegação, as recorrentes deixaram de justificar a imputação feita pela fiscalização de que, da análise do fluxo financeiro entre elas, fora constatado uma série de transferências bancárias de uma empresa para outra em datas próximas à liquidação dos câmbios. Por todas essas razões, fica demonstrada a improcedência das alegações suscitadas pelas recorrentes neste tópico. Dos fatos imputados às autuadas. Para a fiscalização, embora tivessem CNPJ distintos, havia uma confusão patrimonial e operacional tão grande entre as duas empresas autuadas que, de fato, elas funcionavam com se fossem uma única empresa. Para essa conclusão, a fiscalização baseouse nos fatos, corroborados por documentos colacionados aos autos, a seguir relacionados: Fl. 219489DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 113 27 a) a LE SAC61, principal empresa do “GRUPO LE POSTICHE”, sempre comercializara uma considerável quantidade de produtos importados, mas nunca registrara um única DI; b) os produtos comercializados pela LE SAC61 eram os mesmos importados pela DAY BY DAY; c) A LE SAC61 e a DAY BY DAY apresentavam, praticamente, o mesmo quadro societário, os mesmos endereços, os mesmos números de telefone, a mesma mãodeobra (as mesmas pessoas ora estão empregadas por uma empresa ora por outra, os Avisos de Recebimento das correspondências enviadas pela fiscalização são recebidos pelos mesmos empregados, não importando a qual empresa a correspondência estava endereçada); d) as filiais da DAY BY DAY promotoras das importações nada mais eram do que espaços para armazenamento das mercadorias por curtíssimo espaço de tempo antes de sua distribuição para as lojas do “GRUPO LE POSTICHE”; e) as autuadas possuem, no sistema RADAR, uma série de fichas registradas que indicam um histórico de ocultação do real adquirente entre elas mesmas; f) as fiscalizadas prestaram informações comprovadamente falsas no curso da fiscalização, o que faz com que seja questionada a sua credibilidade como um todo; g) antes da incorporação da LE SAC29 pela LE SAC61, a LE SAC29 promovia as importações, simulava uma venda das mercadorias à DAY BY DAY e recomprava essas mesmas mercadorias da mesma DAY BY DAY, quebrando, assim a cadeia do IPI (os valores das vendas da LE SAC29 à DAY BY DAY e das compras da LE SAC29 para a DAY BY DAY eram quase idênticos); h) após a incorporação da LE SAC29 pela LE SAC61, a DAY BY DAY assumiu as atividades de ocultação da LE SAC29; i) a filial da DAY BY DAY em Itajaí, uma das promotoras das importações do grupo, só tinha a LE SAC29 e a LE SAC61 como clientes; j) o prazo médio de permanência das mercadorias nos estoques da filial da DAY BY DAY em Itajaí era de apenas 4 (quatro) dias, sendo que várias mercadorias entravam na DAY BY DAY em Itajaí e dela saiam no mesmo dia; k) a margem de lucro da filial da autuada DAY BY DAY em Itajaí era muitíssimo inferior à da LE SAC61; l) a filial da DAY BY DAY no Espírito Santo, outra promotora das importações do grupo, só tinha a LE SAC29, a LE SAC61 e empresas Fl. 219490DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 28 filiadas/franquiadas da rede LE POSTICHE como clientes (apenas 0,321% das mercadorias da filial da DAY BY DAY no Espírito Santo são destinadas a outras pessoas); m) da análise do fluxo financeiro entre as empresas, foi constatado uma série de transferências bancárias de uma empresa para outra em datas próximas à liquidação dos contratos de câmbio; n) em várias notas fiscais, no campo destinatário constava o nome da LE SAC (LE SAC COMERCIAL CENTER COUROS LTDA.), mas o CNPJ era o da DAY BY DAY, o que comprovava que os funcionários dessas empresas tratavamnas como uma unidade; o) no contrato de licenciamento da DAY BY DAY com a marca LE POSTICHE, havia cláusulas que demonstravam que era a LE SAC61 quem dava a palavra final na escolha das mercadorias a serem importadas; p) da análise da contabilidade das empresas, apurou a fiscalização que: i) a DAY BY DAY admitia manter acordo de importações com as licenciadas; ii) a DAY BY DAY contabilizava recebimentos da LE SAC para cobrir despesas com as importações; iii) a DAY BY DAY registrava importações como se fossem compras no mercado interno; iv) as fiscalizadas apresentavam uma política de desconto entre elas não aplicável às outras empresas; v) havia uma série de empréstimos da LE SAC à DAY BY DAY; vi) era comum uma das autuadas pagar despesas da outra; e vi) havia o registro de pagamento de aluguéis da DAY BY DAY à LE SAC, que comprova que a área por ela ocupada pertencia à LE SAC. Apesar da extensa relação de fatos que, de forma congruente, corroboram a conclusão da fiscalização, as recorrentes limitaramse apenas em contestar alguns deles, que serão analisados seguir, com exceção dos que foram já apreciados em tópicos anteriores. Em relação ao fato de que a LE SAC61 sempre comercializara uma considerável quantidade de produtos importados, mas nunca registrara um única DI, alegaram as recorrentes que antes da incorporação da LE SAC29 pela LE SAC61, a sua receita principal originavase dos valores de royalties decorrentes dos contratos de licenciamento celebrados. Tratase de alegação que não se aplica a esta autuação, que compreende as operações de importação realizadas, formalmente, por conta e ordem da autuada DAY BY DAY, após a incorporação da LE SAC29 pela LE SAC61. No que tange aos fatos de que os produtos comercializados pela LE SAC61 eram os mesmos importados pela DAY BY DAY, as recorrentes alegaram que era natural que a autuada LE SAC61 comercializasse os mesmos produtos importados pela autuada DAY BY DAY, pois esta empresa, mediante licenciamento da marca, era a responsável pela importação, logística e distribuição dos produtos para a LE SAC61 e para as outras empresas franqueadas da marca LE POSTICHE, sendo certo que era uma consequência lógica que a autuada LE SAC61 comercializasse os referidos produtos importados. Sem razão as recorrentes. Inicialmente, cabe esclarecer que não é verdade que a autuada DAY BY DAY fosse a responsável pela distribuição das mercadorias importadas às lojas franqueadas da LE POSTICHE. Diferentemente do alegado, os fatos relatados nos Fl. 219491DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 114 29 autos, corroborados com documentação adequada, comprovam que a autuação compreende apenas as mercadorias importadas (“por conta e ordem”) pela autuada DAY BY DAY (filial Itajaí e Espírito Santo) e, logo em curtíssimo prazo, revendidas diretamente à autuada LE SAC 61, por preço muitíssimo inferior ao que era praticada por esta autuada nas revendas que, também logo em seguida, eram feitas para as lojas franqueadas das citadas lojas. Tal movimentação encontrase explicitada, com clareza, nos fluxogramas das mercadorias importadas pela autuada DAY BY DAY (filial Itajaí e Espírito Santo) consignado no citado Relatório Fiscal (fls. 74 e 76). No que tange a esse argumento, cabe ainda ressaltar que, de acordo com subitem 5.8.2 do Relatório Fiscal (fls. 71/76), a fiscalização informou que: a) a totalidade das importações realizada pela filial de Itajaí da DAY BY DAY foi vendida (com margem de lucro média de 26,18%) diretamente à filial da LE SAC61 de Barueri, que, em seguida, revendera (distribuía) às lojas franqueadas (com margem de lucro média de 314,03%); e b) apenas 33,89% das importações realizadas pela filial do Espírito Santo da DAY BY DAY foi vendida à LE SAC61, que, em seguida, revendia (distribuía) para lojas franqueadas. De acordo com planilha de fl. 193, apenas o percentual de 33,89% das importações realizadas pela filial do Espírito Santo da DAY BY DAY, vendidas diretamente à filial da LE SAC61, foram incluídas na base de cálculo da multa objeto da presente autuação. Assim, fica evidenciado que não se aplica ao caso em tela a alegação das recorrentes de que parte das importações realizadas pela autuada DAY BY DAY foram destinadas a outras empresas franqueadas da marca LE POSTICHE, haja vista que esta parcela das importações não foram objeto da autuação. Em relação ao fato de que as filiais da DAY BY DAY, realizadoras das importações, nada mais eram do que espaços para armazenamento das mercadorias por curtíssimo espaço de tempo antes de sua distribuição para as lojas do “GRUPO LE POSTICHE”, as recorrentes se limitaram em alegar, sem comprovar, que: a) as filiais seriam espaços de armazenamento, funcionavam regularmente, praticando operações regulares e se encontravam em situação igualmente regular perante as fiscalizações Estaduais e Municipais, inclusive recolhendo todos os impostos decorrentes das atividades praticadas; b) na impugnação original demonstraram que a alegação da fiscalização em relação ao tempo curtíssimo de armazenagem não procedia, pois prazo de permanência médio das mercadorias (estocagem) seria de 30 a 35 dias. No que tange ao primeiro argumento, como ele não foi suscitado pela fiscalização, tratase de matéria estranha à lide. Já em relação ao segundo, o prazo médio calculado pelas recorrentes foi baseado no Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) e no Estoque Médio (EM), com a utilização da seguinte fórmula algébrica: PRAZO MÉDIO DE ESTOCAGEM = 360 x CMV/EM Onde 360 representa o número de dias do ano. Fl. 219492DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 30 Por sua vez, de acordo com o explicitado no subitem 5.8.2 do Relatório Fiscal (fls. 71/73), a fiscalização apurou o prazo médio de estocagem com base nas DI e notas fiscais de entrada e saída. Do cotejo dos dois critérios, induvidosamente, o que foi utilizado pela fiscalização representa, com maior fidelidade, o fluxo real de entrada e saída das mercadorias importadas no estabelecimento da autuada DAY BY DAY, ao passo que o adotado pelas recorrentes tem como referência os valores médios dos estoques extraídos do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício, tendo como resultado um índice médio impreciso. Assim, entre o prazo médio calculado com os dados reais e o prazo médio calculado como valores médios, induvidosamente, por ser o mais preciso, deve prevalecer o primeiro. Para contestar os dados apresentados pela fiscalização, a recorrente deveria ter utilizado o mesmo critério de apuração, como não o fez, temse por verdadeiros os percentuais calculados pela fiscalização, a seguir reproduzidos: MÉDIA: 04 DIAS (isso significa que, em média, as mercadorias importadas pela DAY BY DAY ficaram apenas 04 dias em seus estoques, sendo repassadas quase imediatamente ao real adquirente – LE SAC); MODA: ZERO DIAS (isso significa que o prazo de permanência de maior ocorrência é de ZERO DIAS, ou seja, grande parte das mercadorias importadas pela DAY BY DAY foram repassadas ao real adquirente – LE SAC – sem ficar um dia sequer nos estoques da DAY BY DAY); MEDIANA: 02 DIAS (isso significa que mais da metade das mercadorias importadas pela DAY BY DAY ficaram menos de dois dias em seus estoques antes de serem repassadas ao real adquirente – LE SAC). CONCLUSÃO: A DAY BY DAY – ITAJAÍ repassa muito rapidamente à LE SAC as mercadorias por ela importadas, o que significa que a DAY BY DAY NÃO TEM FUNCIONAMENTO INDEPENDENTE DA LE SAC (ou seja, essas mercadorias já eram destinadas à LE SAC antes mesmo de seu embarque no exterior). No que tange ao fato de a margem de lucro da filial da autuada DAY BY DAY em Itajaí ter sido muitíssimo inferior à da LE SAC61, as recorrentes alegaram que não levou em conta a diferença de preço existente entre as mercadorias negociadas no atacado e no varejo, a destinação da mercadoria, prazo de pagamento, o “markup” dos produtos comercializados e a tabela de preços da época das operações. Ainda segundo as recorrentes, outro fator desprezado pela fiscalização, que impactava diretamente no relatório por ela elaborado, eram as variações nos preços e, consequentemente, nas margens de lucro, levando se em conta a região do território nacional onde se encontrava o destinatário, prazo e forma de pagamentos e períodos de liquidação e “queima” de estoques, na medida em que os preços podem variar segundo esses critérios que, ao serem desprezados, contribuíram para imperfeição dos dados obtidos pela fiscalização. Os dados sobre margem de lucro em comento, apresentados pela fiscalização (fls. 73/74), extraídos da documentação e escrituração contábilfiscal das autuadas, foram os seguintes: Fl. 219493DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 115 31 DAY BY DAY LE SAC MARGEM DE LUCRO MÉDIA 26,18% 314,03% MARGEM DE LUCRO MEDIANA 22,34% 294,53% MARGEM DE LUCRO MODA 16,94% 543,35% Os valores apresentados evidenciam que os preços praticados pela LE SAC 61 eram muitíssimo superiores àqueles praticados pela DAY BY DAY. A contestação desses percentuais precisava da apresentação de dados claros e objetivos, calculados e extraídos de fontes idôneas. No entanto, ao invés de apresentar os dados consolidados e de fácil compreensão, como fez a fiscalização, inexplicavelmente, as recorrentes trouxeram aos autos, junto com a impugnação original e as impugnações complementares (respectivamente de fls. 206984/207090 e 214665/214803) extensas tabelas de preços supostamente pracicados pela autuada DAY BY DAY e relativas apenas aos meses de julho de 2010 a janeiro de 2011. Em outras palavras, além de incompleta, as recorrentes não se deram ao trabalho de compilar e resumir tais dados e assim prestar uma informação valiosa para o julgamento da lide. Como apresentados não é possível estabelecer qualquer comparação com os percentuais apresentados pela fiscalização. Da mesma forma, as recorrentes procederam em relação à margem do preço de venda no mercado interno em relação ao preço na DI, denominado de DI x MARKUP. Em quase de 2.000 páginas, colacionadas à impugnação original e às impugnações complementares (respectivamente de fls. 205260/207090 e 214804/215791), as recorrentes desfilam um amotoados de números sem nenhuma utilidade, haja vista a impossibilidade de se estabelecer qualquer relação com os valores apresentados pela fiscalização. Como apresentados tais dados não tem qualquer utilidade para fim de comparação com os percentuais apresentados pela fiscalização. Ainda em relação a esse ponto, as recorrentes alegaram que, independentemente de qualquer outra cogitação, a DAY BY DAY sempre comercializou suas mercadorias acima de seu custo, o que lhe gerava receitas, notadamente, lucro e, consequentemente, viabilidade operacional. Tratase de argumento sem qualquer relevância para o deslinde do controvérsia, posto que também a fiscalização comprovou que a referida autuada vendera suas mercadorias com margem de lucro médio de 22,34%. Portanto, não foi a inexistência da margem de lucro o fato apontado pela fiscalização como corroborador da ocultação da real importadora e autuada da LE SAC61, mas sim a baixíssima margem de lucro das vendas da autuada DAY BY DAY para a autuada LE SAC61. Dada esssa circunstância, seria de enorme relevância que as recorrentes tivessem trazidos aos autos dados consolidados, inteligíveis e comparáveis, o que não foi feito no caso em tela, haja vista o amotoado de número que foram consignados nas referenciadas tabelas/planilhas. Em relação ao fluxo financeiro, as recorrentes alegaram que ele decorria negociações comerciais entre elas, normal e usual nas atividades por elas desenvolvidas. Acontece que, diferentemente do alegado, com base nos dados apresentados na planilha de fl. 153, não constestados pelas recorrentes, a fiscalização concluiu que toda a movimentação financeira da DAY BY DAY foi realizada por meio de sua matriz, não havendo qualquer Fl. 219494DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 32 registro de Declarações de Informações sobre a Movimentação Financeira (DIMOF) para suas filiais que realizam importações, o que representava “mais um indício de que as filiais da DAY BY DAY do Espírito Santo e de Santa Catarina não têm um funcionamento regular, tendo sido abertas exclusivamente para ocultar a LE SAC61 no processo de importação.” No que tange ao fato de que o contrato de licenciamento da DAY BY DAY com a marca LE POSTICHE continha cláusulas que demonstravam que era a LE SAC61 quem dava a palavra final na escolha das mercadorias a serem importadas, as recorrentes alegaram que tal fato não representava indício algum, senão mera consequência da existência de um contrato de licenciamento entre as partes, que nada impactava nas conclusões da fiscalização, o que torna essa alegação sem qualquer relevância para o deslinde controvérsia. Com base na análise da contabilidade das autuadas, a fiscalização apurou várias irregularidades, anteriormente relatadas, em relação as quais as recorrentes limitaramse em alegar que a própria informação da fiscalização de que não havia identificado adiantamentos de recursos entre as empresas autuadas para cobrir despesas com importações, conjugada com as alegações suscitadas na peça impugnatória, contrariava as irregularidades apontadas pela fiscalização. Mais uma vez, as recorrentes apresentam uma alegação genérica, sem respaldo em elementos probatórios idôneos, o que, certamente, não têm o condão de infirmar as fortes irregularidades encontradas na contabilidade das autuadas e relatadas pela fiscalização no citado Relatório Fiscal. Por todas essas razões, rejeitase os argumentos aduzidos pelas recorrentes, por não infirmarem as referidas irregularidades relatadas pela fiscalização. Da falta de caracterização da interposiação fraudulenta. As recorrentes alegaram que faltava previsão legal para que a suposta importação por encomenda caracterizasse a infração capitulada no art. 23, V, § 2º, do Decreto lei 1.455/1976 e que a presução legal de interposição fraudulenta também não existiria, uma vez que não comprovada a fraude ou simulação. Tratase de alegação estranha aos autos. O motivo da autuação foi a ocultação da real importadora e adquirente das mercadorias. Da leitura subitem 6.4 do Relatório Fiscal (fls. 181/183) não existe qualquer referência a importação por encomenda ou presumida. Mais uma vez, as recorrentes tentam, sem nenhuma justificativa plausível, trazer para o bojo controvérsia matérias que não fazem parte do litígio. Assim, por ser matéria estranha aos autos e sem qualquer relevância para o deslinde da lide, não se toma conhecimento dessas alegações. Do enquadramento da infração. As recorrentes alegaram que o enquadramento da conduta das recorrentes no art. 23, V e § 2º, do Decretolei 1.455/1976 e no art. 33 da Lei 11.488/2007, distorciam a natureza dessas infrações e os objetivos almejados pelo legislador. Inicialmente, cabe esclarecer que, conforme anteriormente exposto, as condutas das recorrentes foram enquadradas apenas no inciso V do art. 23 do Decretolei 1.455/1976, conforme excerto extraído do Relatório Fiscal (fl. 182), a seguir transcrito: Fl. 219495DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 116 33 Ficou comprovado, neste relatório, que, para as importações mencionadas nos dois pontos acima, a DAY BY DAY ocultou diretamente a real adquirente LE SAC29/LE SAC61, incorrendo na conduta prevista no DecretoLei nº 1.455/1976 e no Decreto nº 6.759/2009 (Regulamento Aduaneiro): DecretoLei nº 1.455/1976: Art. 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: ........................................................................................ V estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002) Decreto nº 6.759/2009: Art. 689. Aplicase a pena de perdimento da mercadoria nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário (Decreto Lei nº 37, de 1966, art. 105; e DecretoLei no 1.455, de 1976, art. 23, caput e § 1o, este com a redação dada pela Lei no 10.637, de 2002, art. 59): ...................................................................... XXII estrangeira ou nacional, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros. (grifos do original) Portanto, se não foi feita qualquer menção ao § 2º do art. 23 do Decretolei 1.455/1976, fica demonstrada que, na autuação em apreço, não houve imputação da conduta de interposição fraudulenta presumida, coforme entendera as recorrentes. Além disso, a presente autuação não trata da infração e penalidade fixadas no art. 33 da Lei 11.488/2007. A multa prevista no referido preceito legal destinase a sancionar a conduta do importador ou importador aparente, ou seja, aquele cedeu o seu nome com o objetivo de ocultar os reais importadores ou adquirentes das mercadorias importadas (ou intervenientes ou beneficiário das operações de comércio exterior), hipótese que não se vislumbra no caso em tela. Para que não reste dúvida, transcrevese a seguir o referido preceito legal: Art. 33. A pessoa jurídica que ceder seu nome, inclusive mediante a disponibilização de documentos próprios, para a realização de operações de comércio exterior de terceiros com vistas no acobertamento de seus reais intervenientes ou beneficiários fica sujeita a multa de 10% (dez por cento) do valor da operação acobertada, não podendo ser inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Fl. 219496DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 34 Parágrafo único. À hipótese prevista no caput deste artigo não se aplica o disposto no art. 81 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (grifos não originais) Em relação ao enquadramento da infração no art. 23, V, do Decretolei 1.455/1976, os fatos relatados, corroborados por provas documentais robustas, demonstram que a real importadora e adquirente das mercadorias foi autuada LE SAC61, omitida nas correspondentes DI, portanto, corretamente enquadrada na infraçaõ no citado preceito legal. Dessa forma, fica demonstrada a improcedência das alegações suscitadas pelas recorrentes neste tópico. Da presunção de redução no recolhimento do IPI. As recorrentes alegaram que não houve a alegada quebra da cadeia do IPI, mas regular pagamento deste imposto nas operações de importação e venda efetuadas pela recorrrente DAY BY DAY à autuada LE SAC61, que, financeiramente, suportou o ônus do IPI quando adquiriu as mercadorias (incluído o IPI pago desembaraço aduaneiro), na qualidade de contribuinte de fato e mesmo o recolhimento desse imposto efetuado por ocasião da venda no mercado interno. Logo, no máximo, poderseia cogitar do não recolhimento do IPI sobre suposta diferença existente entre preço de compra e o preço de venda, caso a fiscalização lograsse comprovar a inobservância ao valor mínimo tributável, fixado no art. 195 do RIPI/2010, em decorrência da relação de interdependência entre as empresas. Previamente, enfatizase mais uma vez que, na autuação em apreço, foram incluídas na base de cálculo da multa aplicada apenas o valor das importações realizadas pela autuada DAY BY DAY e revendidas diretamente a autuada LE SAC61 para subsequente e imediata distribuíção às lojas franqueadas da LE POSTICHE, portanto, não há que se cogitar de pagamento do IPI nas operações de venda (distribuição) realizadas pela autuada LE SAC 61. Em relação à alegação de que a autuada DAY BY DAY realizou o regular pagamento do IPI, tanto no desembaraço aduaneiro, quanto na operação seguinte de venda à autuada LA SAC61, tratase de matéria estranha aos autos, posto que não foi objeto da questionada autuação. Também não tem qualquer relevância para o deslinde da controvérsia, o fato de a recorrente e autuada LE SAC61 ter suportado o ônus financeiro do IPI pago nas operações anteriores, até porque, certamente, tal valor foi incluído no preço de venda às lojas franquiadas e, por fim, repassados ao consumidor final, que é quem, de fato, sofre o impacto de toda a carga tributária da cadeia de comercialização das citadas mercadorias. Aliás, o fato de a recorrente LE SAC apresentar tão elevada margem nos preços de venda, constitui evidente demonstração de que tal ônus, inequivocamente, foi repassado para às lojas franquiadas da rede LE POSTICHE. Por essas razões,deixase de acatar os argumentos aduzidos pelas recorrentes. Da ausência de causalidade e proporcionalidade entre o valor da multa aplicada e os prejuízos ao erário e o seu caráter confiscatório. As recorrentes alegaram ausêcia de causalidade e proporcionalidade entre a multa imposta às recorrentes e os alegados prejuízos ao erário e feição confiscatória da multa que lhes foi imposta. Fl. 219497DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10314.722059/201214 Acórdão n.º 3102002.317 S3C1T2 Fl. 117 35 Tratase de alegações que exige a análise prévia da constitucionalidade da normal legal vigente, veiculada no art. 23 do Decretolei 1.455/1976, com as alterações posteriores, que estabelece a infração e penalidade questionadas pelas recorrentes. Dessa forma, por falta de competência deste Colegiado, deixase de conhecer das referidas alegações. Nesse sentido, cabe ressaltar que, à instância administrativa de julgamento, é vedado apreciar a legalidade e/ou constitucionalidade de norma legal vigente, conforme expressamente determinado no art. 26A1 do Decreto nº 70.235, 06 de março de 1972 (PAF), com redação dada Lei nº 11.941, de 2008. Tal atribuição é reservada ao Poder Judiciário. No âmbito deste Conselho, tal vedação encontrase determinada no art. 622 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, e consolidada no enunciado da Súmula CARF nº 2, que tem o seguinte teor, in verbis: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária”. Com base nessas considerações, rejeitase as presentes alegações. V Da Conclusão Por todo o exposto, votase por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, para manter na íntegra o acórdão recorrido. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento 1 "Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) [...] § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)" 2 "Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993". Fl. 219498DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A 36 Fl. 219499DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19 /12/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROS A
score : 1.0
Numero do processo: 10730.720229/2010-53
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 16 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2101-000.165
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, para esclarecimento de questões de fato, relativas à localização do imóvel no Parque Estadual e à apresentação de Ato Declaratório Ambiental. Vencida a Conselheira Maria Cleci Coti Martins, que negava provimento ao recurso. Designado para redigir a Resolução o Conselheiro Eduardo de Souza Leão.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
MARIA CLECI COTI MARTINS - Relatora.
EDUARDO DE SOUZA LEÃO - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS, EIVANICE CANARIO DA SILVA, EDUARDO DE SOUZA LEAO.
Relatório
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200407
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10730.720229/2010-53
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5407005
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2101-000.165
nome_arquivo_s : Decisao_10730720229201053.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10730720229201053_5407005.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, para esclarecimento de questões de fato, relativas à localização do imóvel no Parque Estadual e à apresentação de Ato Declaratório Ambiental. Vencida a Conselheira Maria Cleci Coti Martins, que negava provimento ao recurso. Designado para redigir a Resolução o Conselheiro Eduardo de Souza Leão. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. MARIA CLECI COTI MARTINS - Relatora. EDUARDO DE SOUZA LEÃO - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS, EIVANICE CANARIO DA SILVA, EDUARDO DE SOUZA LEAO. Relatório
dt_sessao_tdt : Fri Jul 16 00:00:00 UTC 2004
id : 5760045
ano_sessao_s : 2004
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474328829952
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1836; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 2 1 1 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.720229/201053 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2101000.165 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 16 de julho de 2004 Assunto ITR Recorrente FAZENDAS REUNIDAS SAO JOAQUIM E PIEDADE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, para esclarecimento de questões de fato, relativas à localização do imóvel no Parque Estadual e à apresentação de Ato Declaratório Ambiental. Vencida a Conselheira Maria Cleci Coti Martins, que negava provimento ao recurso. Designado para redigir a Resolução o Conselheiro Eduardo de Souza Leão. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. MARIA CLECI COTI MARTINS Relatora. EDUARDO DE SOUZA LEÃO Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (Presidente), ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS, EIVANICE CANARIO DA SILVA, EDUARDO DE SOUZA LEAO. Relatório O contribuinte apresentou recurso voluntário contra o acórdão 0348.748 da 1a. Turma da DRJ/BSB que manteve o auto de infração de ITR para o exercício 2006, relativamente ao imóvel FAZENDA REUNIDA SÃO JOAQUIM E PIEDADE (NIRF RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 30 .7 20 22 9/ 20 10 -5 3 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 03/12/ 2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, As sinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10730.720229/201053 Resolução nº 2101000.165 S2C1T1 Fl. 3 2 3.415.6283), com área declarada de 1839,2ha., localizado no município de Cachoeiras de Macacu, RJ. O referido acórdão manteve o crédito tributário tendo em vista que o contribuinte não apresentou documentação comprobatória bastante das alegações relativas à reserva legal e área de preservação permanente. No recurso voluntário o recorrente utiliza os mesmos argumentos apresentados na impugnação. Anexa aos autos documentos já existentes no processo e que foram considerados insuficientes para o fim de isenção de ITR. A área declarada para o NIRF 3.415.6283, denominada FAZENDA REUNIDA SÃO JOAQUIM E PIEDADE, tem 1.820,0 ha. Declaradas como de preservação permanente e 6,5 há de reserva legal que, segundo o contribuinte, encontravase no exercício 2006 inteiramente dentro do Parque Estadual dos Três Picos, conforme Decreto 31343/2006. Informa que declarou o ADA para o exercício 2006 em nome da pessoa física cuja área, está localizada totalmente dentro do Parque Estadual dos Três Picos e, por isso, isenta do ITR/2006. O referido ADA para o exercício 2006 não consta dos autos do processo. No processo foram anexados os documentos a seguir. ADA exercício 2008 (fls. 45) para o imóvel Fazenda Brasil, protocolo do IBAMA n. 10833330009222, transmitido em 01/08/2008. Este imóvel foi declarado com 19.360,00 ha, definidos como reserva legal. ADA exercício 2009 (fls. 44), número do recibo 10933330244480, transmitido em 28/12/2009, imóvel registrado na RFB sob n. 33318727. Não foi declarada área nem a localização do imóvel. ADA exercício 2010 (fls. 43) –número do recibo 11033330504170, imóvel registrado na RFB sob n. 33318727. O imóvel foi declarado com 1936ha de área de preservação permanente e 1 há com mineração. Também neste documento foi informada a localização geográfica da sede, sendo Latitude 22o26’ 57 8’ ‘S, e Longitude 42o 36’ 45,6 ‘ W. Cópias de diário oficial do Estado Rio de Janeiro que cria o Parque Estadual dos Três picos e do decreto estadual 31343/2002. Laudo agronômico para fins de recadastramento de propriedade rural junto ao INCRA (fls. 33), sem data. Cadastro técnico federal– certificado de regularidade – IBAMA – permitindo o uso de Recursos Naturais para atividade agrícola e pecuária.(fls. 46) Declaração da Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu de que as fazendas Reunidas Joaquim e Piedade e Fazenda Brasil encontrase em área de preservação permanente, datado de 2003.(fls. 86) Apesar de ter sido tratado no acórdão recorrido, o contribuinte insurgese novamente contra a aplicação da multa de 75%, por ser improcedente o lançamento. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 03/12/ 2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, As sinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10730.720229/201053 Resolução nº 2101000.165 S2C1T1 Fl. 4 3 Menciona os dispositivos legais que garantiriam a isenção do ITR na propriedade sob análise, a saber, art. 104 da lei 8171/91, par. 1o. art. 10 da lei 9393/96, decreto 4382/02. O documento à fls. 58 – Termo de Transferência de Crédito Tributário – informa que em 18/03/2011 foram transferidos créditos deste processo para o processo 10730 720.597/201182. Argumenta com decisões do Conselho de Contribuintes sobre a desnecessidade do ADA para o reconhecimento da exoneração. Cita também decisões das Cortes superiores que corroborariam o entendimento da desnecessidade de ADA para isenção de ITR nas áreas de preservação permanente. Embasa o pedido no Decreto Estadual do Estado do Rio de Janeiro n. 31343/2002 que criou o Parque Estadual dos Três Picos. Solicita que seja declarado insubsistente o crédito tributário e que seja cancelada a Notificação de Lançamento n. 07102/00004/2010, tendo em vista que a área declarada é de preservação permanente, sendo esta isenta do ITR. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Maria Cleci Coti Martins O recurso voluntário é tempestivo, atende aos requisitos legais e dele conheço. Conforme legislação vigente, já amplamente mencionada no acórdão recorrido, o reconhecimento de isenção de ITR tanto de área de preservação permanente quanto de área de reserva legal depende de documentos bastante comprobatórios de que o imóvel realmente está inserido no contexto que alega. O legislador, para garantir o direito do proprietário do imóvel junto à Receita Federal, previu documentos que não poderiam ser refutados pela Receita Federal para conceder a isenção, quais sejam: Ato Declaratório Ambiental Lei 6938/81 Art. 17O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no item 3.11 do Anexo VII da Lei no9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de Vistoria.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) § 1oA. A Taxa de Vistoria a que se refere ocaputdeste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA.(Incluído pela Lei nº 10.165, de 2000) § 1oA utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.(Redação dada pela Lei nº 10.165, de 2000) Fl. 119DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 03/12/ 2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, As sinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10730.720229/201053 Resolução nº 2101000.165 S2C1T1 Fl. 5 4 Averbação da área de Reserva Legal Decreto 4382/2002 Art.12. São áreas de reserva legal aquelas averbadas à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, nas quais é vedada a supressão da cobertura vegetal, admitindose apenas sua utilização sob regime de manejo florestal sustentável(Lei nº4.771, de 1965, art. 16,com a redação dada pelaMedida Provisória nº2.16667, de 2001). §1ºPara efeito da legislação do ITR, as áreas a que se refere ocaputdeste artigo devem estar averbadas na data de ocorrência do respectivo fato gerador. Como já repisado no acórdão de impugnação, a documentação acostada aos autos não comprova a quantidade de área da propriedade que estaria comprometida com reserva legal ou com preservação permanente. Os documentos comprovam a existência do Parque Estadual dos Três Picos, que abrange municípios onde a propriedade está inserida, e que áreas da a propriedade teriam sido objeto de preservação permanente/reserva legal. Um laudo anexado aos autos para fins de recadastramento da propriedade junto ao INCRA informa que a propriedade estaria dentro do referido parque. Contudo, não existe qualquer documento legal hábil que comprove tal afirmação. Mais ainda, não há nos autos, documentação que comprove a quantidade de área de reserva legal ou de preservação permanente na propriedade, no exercício 2006. O contribuinte faz referência à apresentação de ADA no ano 2006, entretanto, não juntou o documento aos autos em nenhum momento. O art. 150 do Código Tributário Nacional (lei 5172/1966) define o lançamento por homologação como “aquele em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa e operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa”. Contudo, caso seja intimado para prestar esclarecimentos em procedimento de fiscalização, o contribuinte deverá apresentar os documentos comprobatórios dos dados utilizados para o cálculo do tributo. A aplicação das multas é uma imposição legal e está determinada no art. 14 da lei 9363/1996 e definidas no art. 44, inc. I da lei 9430/1996. As decisões em processos tanto administrativos quanto judiciais são aplicáveis às partes nos respectivos processos, i.e., no contexto em que foram proferidas. Dado o exposto, negase provimento ao recurso. Maria Cleci Coti Martins Relatora Voto Vencedor Não obstante as lúcidas informações trazidas no Relatório e no bem fundamentado Voto da Ilustre Conselheira Relatora, entendo que o feito em julgamento carece Fl. 120DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 03/12/ 2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, As sinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10730.720229/201053 Resolução nº 2101000.165 S2C1T1 Fl. 6 5 de esclarecimentos quanto a questões de fato, objetivando realizar a melhor justiça fiscal administrativa. Ora, conforme identificado pela Ilustre Conselheira Relatora, foram trazidos aos autos documentos que comprovam a existência do Parque Estadual dos Três Picos, que abrange municípios onde a propriedade do imóvel em análise, estaria inserida. Do mesmo modo se observou a existência de um laudo realizado para fins de recadastramento do imóvel junto ao INCRA, contendo informação que a propriedade estaria dentro do referido parque. Portanto, percebemse fortes indícios de que áreas do imóvel referente à “FAZENDA REUNIDA SÃO JOAQUIM E PIEDADE”, com NIRF nº 3.415.6283, sejam objeto de preservação permanente e/ou de reserva legal. Nesse sentido, para evitar qualquer injustiça, em respeito ao princípio da verdade material, que predomina no processo administrativo, onde se busca descobrir a ocorrência ou não do fato gerador, assim como a real base de cálculo do imposto, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação, voto no sentido de converter o julgado em diligência a ser realizada pela Repartição de origem, para que: sejam intimados os Cartórios de Registro de Imóvel porventura existentes no Município de Cachoeiras de Macacu, no Estado do Rio de Janeiro, para que informem, por meio de certidão, todos os registros ocorridos relativamente ao imóvel denominado “FAZENDA REUNIDA SÃO JOAQUIM E PIEDADE”, com NIRF nº3.415.6283, em especial quanto a averbação de áreas de reserva legal e de preservação permanente; seja oficiado o INCRA, por meio da sua Superintendência Regional no Estado do Rio de Janeiro, para que informe os dados contidos referente ao imóvel denominado “FAZENDA REUNIDA SÃO JOAQUIM E PIEDADE”, com NIRF nº3.415.6283, em especial quanto à sua localização no Parque Estadual dos Três Picos; seja oficiado o IBAMA, por meio da sua Superintendência no Estado do Rio de Janeiro, para que informe os dados contidos referente ao imóvel denominado “FAZENDA REUNIDA SÃO JOAQUIM E PIEDADE”, com NIRF nº 3.415.6283, relativo à sua localização no Parque Estadual dos Três Picos, quanto à apresentação de Ato Declaratório Ambiental no ano de 2005, e em especial sobre as áreas identificadas como de preservação permanente e de reserva legal, existentes no referido imóvel. Após a obtenção das respostas, a Recorrente deverá ser cientificada e informada de que poderá se manifestar sobre o resultado da diligência dentro do prazo de 30 dias. É como voto. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, Assinado digitalmente em 03/12/ 2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 27/11/2014 por MARIA CLECI COTI MARTINS, As sinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10880.920516/2009-12
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 23/02/2006
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGADA DCTF RETIFICADORA. APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO. EFEITO. INEXISTENTE.
A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que não homologou a compensação, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, não tem o condão de alterar a decisão proferida.
PROVA. RETIFICAÇÃO DE DCTF. REDUÇÃO DE DÉBITO. APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO ADMINISTRATIVA. ÔNUS. CONTRIBUINTE.
Compete ao contribuinte o ônus da prova de erro de preenchimento em DCTF, consubstanciada nos documentos contábeis que o demonstre.
Numero da decisão: 3803-006.314
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 23/02/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGADA DCTF RETIFICADORA. APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO. EFEITO. INEXISTENTE. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que não homologou a compensação, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, não tem o condão de alterar a decisão proferida. PROVA. RETIFICAÇÃO DE DCTF. REDUÇÃO DE DÉBITO. APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO ADMINISTRATIVA. ÔNUS. CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte o ônus da prova de erro de preenchimento em DCTF, consubstanciada nos documentos contábeis que o demonstre.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 16 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.920516/2009-12
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5407373
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 16 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-006.314
nome_arquivo_s : Decisao_10880920516200912.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10880920516200912_5407373.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5762251
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474331975680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1680; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 180 1 179 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.920516/200912 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803006.314 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de julho de 2014 Matéria COFINS IMPORTAÇÃO COMPENSAÇÃO Recorrente TIM CELULAR S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 23/02/2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGADA DCTF RETIFICADORA. APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO. EFEITO. INEXISTENTE. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que não homologou a compensação, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, não tem o condão de alterar a decisão proferida. PROVA. RETIFICAÇÃO DE DCTF. REDUÇÃO DE DÉBITO. APÓS CIÊNCIA DE DECISÃO ADMINISTRATIVA. ÔNUS. CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte o ônus da prova de erro de preenchimento em DCTF, consubstanciada nos documentos contábeis que o demonstre. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 92 05 16 /2 00 9- 12 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/10/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues e Samuel Luiz Manzotti Riemma. Relatório Esta Contribuinte transmitiu Declaração de Compensação servindose de crédito de Cofins Importação, decorrente de alegado pagamento a maior. Despacho Decisório do DRF/ indeferiu a DComp, tendo em vista que, a partir das características do DARF discriminado, foram localizados um ou mais pagamentos abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível a compensar Em manifestação de inconformidade apresentada, a Contribuinte alegou que: a) possuir "elevada quantia creditícia" perante a RFB, a titulo de IRRF, CIDE, PISImportação e CofinsExportação, em valores que teria utilizado para quitar débitos de Cofins, referentes ao período de apuração dos anocalendário 2006 e 2007, mediante PeR/DComp; b) juntamente com o Despacho Decisório eletrônico em comento, foram emitidos outros cento e quarenta e sete, todos decidindo pela não homologação de compensações declaradas pela Contribuinte; c) deixou de retificar as DCTF relativas aos períodos que entende ter havido recolhimentos a maior de IRRF, CIDE PISImportação e CofinsExportação, entendendo ser esta a razão do indeferimento das compensações; d) mero equivoco no preenchimento das DCTF não poderia geral débitos fiscais e que o fato deveria ser reconhecido de plano pela RFB; f) o Despacho Decisório carece de fundamentação, em violação ao principio do contraditório e ampla defesa, alegando, ainda, que não foram atendidas as garantias constitucionais na decisão proferida na dita decisão, entendendo ser nulo o ato ora impugnado; g) o mero erro de preenchimento da DCTF não geraria crédito em favor da Fazenda Nacional, pelo que reclamou que "se fosse dado ao contribuinte a chance de apresentar explicações antes de sofrer a autuação, certamente a Fazenda Nacional pouparia preciso tempo desta Delegacia de Julgamento com cobranças infundadas como esta" ; h) qualquer agente fiscal que " ... analisasse com a mínima cautela a situação apresentada nos fatos, notaria que houve tãosomente um erro no preenchimento da declaração, o que não justifica a glosa ora Impugnada"; i) declarara em DCTF débito que fora pago em DARF que, após revisão teria constatado que os cálculos estavam sendo feitos de maneira incorreta, restando inexigível a existência de créditos de IRRF após a correção do montante efetivamente devido; j) à luz dos princípios da capacidade contributiva e da busca da verdade material não admite cobrança de tributo decorrente de erro na prestação de informações ao Fisco, citando decisão do TRF da 1ª Região que embasaria o que alegou, além de acórdão do Conselho de Contribuintes; Fl. 181DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/10/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.920516/200912 Acórdão n.º 3803006.314 S3TE03 Fl. 181 3 k) foi exíguo o prazo para apresentar cento e quarenta e oito defesas em apenas trinta dias e informou que já estaria levantando toda a documentação comprobatória de seu direito, mormente a DCTF retificadora que comprovaria a existência do crédito; Por fim. requereu a suspensão da cobrança dos débitos declarados em PeR/DComp, a nulidade do despacho decisório e a conversão do julgamento em diligencia para ser comprovado o que alega. Em julgamento da lide a DRJ/São Paulo I argumentou que: a) ao contrário do que alegara a Manifestante, o despacho decisório neste processo não é nulo pois, foi assinado por servidor competente no exercício de suas funções, sem preterimento do direito de defesa, de acordo com o art. 59 do Decreto n° 70.235/72; b) deveria ser óbvio para a Contribuinte que se ela apresenta DCTF informando determinado débito e efetua recolhimento desse debito, em DARF, no exato valor declarado em DCTF, não há apuração de qualquer pagamento a maior. Estando essa informação perfeitamente clara no citado despacho decisório, a Contribuinte pôde se defender amplamente, como o fez; c) quanto aos erros cometidos no preenchimento da DCTF e que uma vez sanados haveria o crédito que utilizou nas DComps, observou que a Contribuinte limitouse a alegar o fato mas não logrou apresentar qualquer prova; d) a retificação da DCTF para reduzir débitos declarados, feita após a decisão prolatada pela autoridade fiscal que examinou os pedidos de restituição e compensação, não pode, simplesmente, ser acolhida como argumento de defesa; e) a manifestação de inconformidade deve ser dirigida a apontar erros que teriam sido cometidos na analise do crédito da contribuinte, feita com base nas informações constantes dos Sistemas da Receita Federal prestadas pelos próprios contribuintes através das declarações fiscais. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Data do fato gerador: 13/12/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DCOMP ALTERAÇÃO DE DCTF A1 PÓS CIÊNCIA DE DECISÃO QUE NÃO HOMOLOGOU A COMPENSAÇÃO. A apresentação de DCTF retificadora, após o despacho decisório que não homologou a compensação, em razão da coincidência entre os débitos declarados e os valores recolhidos, não tem o condão de alterar a decisão proferida, uma vez que tanto as DRJ como o CARF limitamse a analisar a correção do despacho deciSório, efetuado com bases nas declarações e registros constantes nos sistemas da RFB na data da decisão. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/10/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 PRINCIPIO DA VERDADE MATERIAL NÃO OFENSA CORREÇÃO DE ALTERAÇÃO DE DCTF NÃO COMPROVADA EM DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA Qualquer alegação de erro de preenchimento em DCTF deve vir acompanhada dos documentos que indiquem prováveis erros cometidos, no cálculo dos tributos devidos, resultando em recolhimentos a maior. Não apresentada a escrituração contábil/fiscal, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF, mantémse a decisão proferida, sem o reconhecimento de direito creditório, com a conseqüente nãohomologação das compensações pleiteadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada da decisão em 24 de janeiro de 2011, irresignada, a Recorrente apresentou recurso voluntário em 23 de fevereiro de 2011, em que reiterou todos os termos da manifestação de inconformidade, destacandose as alegações: a) de carência de fundamentação do despacho decisório; b) da violação aos princípios da estrita legalidade, da verdade material, da razoabilidade e da proporcionalidade; e c) de ter executado um escorreito procedimento de compensação. Ao fim, requer que seja declarado nulo o Despacho Decisório ante a patente carência de fundamentação, caso assim não se entenda, seja determinada a conversão do julgamento em diligência na forma do Regimento Interno deste E. Conselho para que seja efetivamente examinada a sua escrita fiscal, confirmandose a compensação declarada. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A Recorrente reconhece que o valor dos pagamentos do débito em DARF estava de acordo com o débito declarado em DCTF. Na sequência, sustenta que o fato de não ter retificado a DCTF em tempo hábil, antes da transmissão das compensações, não pode lhe subtrair o direito ao crédito. Correta está a Recorrente em sua afirmação. Ocorre que a Administração Tributária somente veio a ter ciência de erro no preenchimento das DCTFs na manifestação de inconformidade. Logo o sistema PER/DCOMP ao realizar a compensação não poderia ter encontrado saldo credor no DARF utilizado na Declaração de Compensação (DComp), eis que estava alocado ao débito segundo informado na DCTF. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/10/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.920516/200912 Acórdão n.º 3803006.314 S3TE03 Fl. 182 5 O Despacho Decisório emitido em resultado do procedimento eletrônico fez então registrar: Limite do crédito analisado correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 17.012,94 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Não há previsão legal para a existência de contraditório no itinerário entre a transmissão da DComp, pelo contribuinte, e a análise do crédito e subsequente decisão administrativa, pois os procedimentos dãose em torno de dados do sistemas, alimentados pelo próprio contribuinte. O contraditório e o exercício da ampla defesa, segundo previsto no Decreto nº 70.235/72, ocorrem a partir do processo, que somente surge com a Manifestação de Inconformidade. O texto do Despacho Decisório possui clareza suficiente na descrição do fato verificado, de sorte que permite a sua compreensão por qualquer técnico de inteligência mediana que opera com DCTF, DARF, PERD/COMP, sendo elementar que sobre tal fato esta Contribuinte haveria de construir a sua ampla defesa. Reiterese que a declaração antes prestada pela Contribuinte, no exercício do seu ofício legal de apurar e antecipar o pagamento de tributos, no regime de lançamento por homologação procedimento que supre de dados os sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) , é o que a impediu de lograr êxito no seu procedimento de compensar débitos utilizando parcela de pagamento em DARF já alocado integralmente a outro débito, por si declarado. A declaração de compensação que o contribuinte transmite configura o uso de um direito potestativo, que, nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430/96, apura a existência de crédito perante a RFB. Pela natureza jurídica deste direito é que a compensação extingue o crédito tributário, independentemente de apreciação prévia do órgão fazendário, nada obstante sob a condição resolutiva de ulterior verificação da legitimidade do procedimento, no prazo de cinco anos. Uma demonstração da veracidade deste efeito é a possibilidade de o contribuinte extrair certidão negativa de débito momentos após a transmissão da DComp. Dada esta feição das relações FiscoContribuinte, neste particular, é que ao transmitir a compensação o contribuinte extingue o seu débito, mas o faz por conta e risco seu. Noutra vertente, outro efeito a compensar o ganho do contribuinte na agilidade da extinção do seu débito é que ao malograr no seu intento por se verificar inexistência de crédito é ele que tem que provar que possui o crédito com que quitara o seu débito. Não é a Fazenda que tem que ir lá esquadrinhar a sua contabilidade para buscar a verdade material do seu crédito. Não. Não nesta hipótese. Em auto de infração, por meio do qual a Fazenda acusa, sim. Neste caso, o dever de ir em busca da verdade dos fatos é da Fazenda. E assim dispõe o Decreto nº 70.235/72, em seu art. 16, verbis: Art. 16. A impugnação mencionará: Fl. 184DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/10/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 [...] III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; Pelo que foi dito acima, não é nulo o despacho decisório e a Contribuinte não foi obstada no seu direito ao contraditório e à ampla defesa. A decisão de primeira instância, à míngua de provas que deveriam ter sido carreadas junto com a manifestação de inconformidade, consideroua improcedente e indeferiu a solicitação. E foi específica e pontual ao dizer que “Assim, a contribuinte deveria ter acostado aos autos a sua escrituração contábil/fiscal do período, em especial os Livros Diário e Razão, além da movimentação comercial da empresa”. Entre ser verdadeira a afirmação da Contribuinte, segundo a qual o fato de não ter retificado a DCTF em tempo hábil antes da transmissão das compensações , não lhe pode subtrair o direito ao crédito, e reconhecerlhe o direito a esse crédito, passa, inapelavelmente, pelo vão das provas, que a ela competia trazer aos autos, exercendo, com isto, sim, sua ampla defesa, ainda que fosse na segunda instância. Se juntasse as provas no recurso voluntário contaria com a possibilidade de seu acolhimento em segunda instância. Ressaltese que, um ano e meio entre a manifestação de inconformidade e o recurso voluntário não lhe bastaram para conseguir coligir tais provas, ou até mesmo indícios de prova. Por fim, em nada repercute apenas proceder à retificação a destempo da DCTF, ausente dos documentos e demonstrações que a supriram de novos dados. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 185DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/10/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/10/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10730.904694/2009-10
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 15/04/2004
LUCRO PRESUMIDO. REGIME CUMULATIVO. ALÍQUOTA DE 3%.
As pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido sujeitam-se à tributação da Cofins no regime cumulativo, por força do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, à alíquota básica de 3%, prevista no art. 8º da Lei nº 9.718, de 27/11/1998.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PROVA. MOMENTO.
No julgamento de segunda instância administrativa, devem ser apreciados e aceitos como prova do direito de crédito utilizado em declaração de compensação não homologada, documentos fiscais e contábeis apresentados no recurso voluntário, quando apenas na decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o despacho decisório eletrônico, fica claro que a não-apresentação destes documentos é a razão para o indeferimento do pedido de crédito e a não-homologação da declaração de compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-004.345
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Sergio Celani Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 15/04/2004 LUCRO PRESUMIDO. REGIME CUMULATIVO. ALÍQUOTA DE 3%. As pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido sujeitam-se à tributação da Cofins no regime cumulativo, por força do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, à alíquota básica de 3%, prevista no art. 8º da Lei nº 9.718, de 27/11/1998. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PROVA. MOMENTO. No julgamento de segunda instância administrativa, devem ser apreciados e aceitos como prova do direito de crédito utilizado em declaração de compensação não homologada, documentos fiscais e contábeis apresentados no recurso voluntário, quando apenas na decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o despacho decisório eletrônico, fica claro que a não-apresentação destes documentos é a razão para o indeferimento do pedido de crédito e a não-homologação da declaração de compensação. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 06 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10730.904694/2009-10
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5414462
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-004.345
nome_arquivo_s : Decisao_10730904694200910.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : PAULO SERGIO CELANI
nome_arquivo_pdf_s : 10730904694200910_5414462.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5778775
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:34:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474335121408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2067; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.904694/200910 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801004.345 – 1ª Turma Especial Sessão de 18 de setembro de 2014 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente SUCESI REPRESENTACOES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 15/04/2004 LUCRO PRESUMIDO. REGIME CUMULATIVO. ALÍQUOTA DE 3%. As pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido sujeitamse à tributação da Cofins no regime cumulativo, por força do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, à alíquota básica de 3%, prevista no art. 8º da Lei nº 9.718, de 27/11/1998. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PROVA. MOMENTO. No julgamento de segunda instância administrativa, devem ser apreciados e aceitos como prova do direito de crédito utilizado em declaração de compensação não homologada, documentos fiscais e contábeis apresentados no recurso voluntário, quando apenas na decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve o despacho decisório eletrônico, fica claro que a nãoapresentação destes documentos é a razão para o indeferimento do pedido de crédito e a nãohomologação da declaração de compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges votaram pelas conclusões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 90 46 94 /2 00 9- 10 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10730.904694/200910 Acórdão n.º 3801004.345 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Relatório Conforme relatório do acórdão recorrido, tratase o presente processo de apreciação de compensação declarada em PER/DCOMP, de crédito referente a valor da Cofins que teria sido recolhido a maior com débito trituário da contribuinte. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem, por meio de despacho decisório eletrônico, não reconheceu ou reconhecer parcialmente o direito de crédito pleiteado, sob o fundamento de que o pagamento foi total ou parcialmente utilizado para quitar débito declarado em DCTF. Cientificada do despacho eletrônico, a interessada apresentou manifestação de inconformidade, na qual alega que, no exercício de 2004 e parte de 2005, a empresa pagou indevidamente a COFINS com base na alíquota de 7,4% quando deveria ser de 3%, porque enquadravase no regime cumulativo. Demonstrou, para o período de apuração que ensejou o pagamento indevido ou a maior, o erro no cálculo, como apurou o valor a que teria direito e como apropriou este valor na compensação de débito para com a Fazenda Nacional. Afirma que a Secretaria da Receita Federal do Brasil –RFB estaria cometendo um equívoco, ao alegar que o crédito já foi utilizado em quitação de débitos da empresa. A Delegacia da Receita Federal do Julgamento em Ribeirão PretoDRJ/RPO julgou a manifestação de inconformidade improcedente, conforme ementa a seguir: “Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: (...) MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. ALEGAÇÃO SEM PROVAS. Cabe ao contribuinte no momento da apresentação da manifestação de inconformidade trazer ao julgado todos os Fl. 57DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10730.904694/200910 Acórdão n.º 3801004.345 S3TE01 Fl. 4 3 dados e documentos que entende comprovadores dos fatos que alega.” Após, foi apresentado recurso voluntário, no qual a recorrente repete as alegações da manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para ser julgado por esta turma especial. A recorrente afirma que apesar de estar submetida à tributação do IRPJ com base no lucro presumido, o que implicaria ter que recolher a Cofins à alíquota de 3% sob o regime cumulativo, equivocadamente calculou a contribuição aplicando alíquota maior. Após ter verificado o erro, procedeu à compensação dos valores que entendeu ter recolhido a maior com débitos perante a Fazenda Nacional de Cofins, contribuição para o PIS/Pasep, IRPJ e CSLL. São vários os processos em julgamento nesta Turma Especial. Nos processos em que a recorrente compensou os supostos créditos com IRPJ e CSLL, as Declarações de Compensação evidenciam que a recorrente se enquadrava no lucro presumido, o que ensejaria a tributação da Cofins no regime cumulativo, por força do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, à alíquota básica de 3%, prevista no art. 8º da Lei nº 9.718, de 27/11/1998. Cito: “Art. 10 . Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1º a 8º: ( Vide Medida Provisória nº 252, de 15/06/2005 ). I as pessoas jurídicas referidas nos §§ 6º, 8º e 9º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, e na Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983; II as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado; III as pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES; IV as pessoas jurídicas imunes a impostos; V os órgãos públicos, as autarquias e fundações públicas federais, estaduais e municipais, e as fundações cuja criação tenha sido autorizada por lei, referidas no art. 61 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição; (...)” Fl. 58DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10730.904694/200910 Acórdão n.º 3801004.345 S3TE01 Fl. 5 4 A decisão da Delegacia da Receita Federal de origem, por meio de despacho eletrônico, pela nãohomologação da compensação declarada baseouse na nãocomprovação da existência de crédito disponível. A decisão da Delegacia da Receita Federal do Julgamento que manteve o despacho decisório fundamentouse na nãoapresentação de comprovantes fiscais e contábeis, em especial notas fiscais e livros fiscais e contábeis, relativos ao crédito pleiteado por meio de despacho eletrônico, constando do voto do acórdão recorrido que a contribuinte limitouse a afirmar que efetuou pagamento indevido, sem demonstrar contabilmente como teria apurado o novo valor do tributo devido. Compulsando os autos, constato que a empresa apresentou, antes do julgamento de primeira instância administrativa, planilha com demonstrativo de pagamentos a maior, informando para o período de apuração o faturamento, o valor pago, o valor devido e o valor pago a maior; cópia de nota fiscal de serviços; e cópia de comprovante de recolhimento. Em julgamentos anteriores de casos semelhantes, votei por negar provimento ao recurso voluntário, na falta de comprovação plena da certeza e liquidez do crédito pleiteado, porém, após ficar vencido sozinho em todos eles, considerando o princípio do colegiado, adoto a posição majoritária da turma, nos casos de despacho eletrônico em que a contribuinte apresenta na fase recursal documentos e demonstrativos que indiquem possuir bom direito, para aplicar o princípio da verdade material e da vedação ao enriquecimento sem causa para mitigar em parte a exigência de plena comprovação na manifestação de inconformidade ou mesmo no recurso voluntário da liquidez do crédito, limitandome a tratar da existência do direito de crédito e ressalvando à Secretaria da Receita Federal do Brasil o poder/dever de verificar na escrita fiscal e contábil da interessada sua liquidez. Esclareço que esta postura leva em consideração que a retificação da DCTF não é condição para o deferimento do pedido de crédito ou para a homologação da compensação declarada e que a ausência nos autos dos livros contábeis e fiscais, quando apresentados os documentos fiscais e demonstrativos dos cálculos do tributo recolhido a maior ou indevidamente e do tributo devido, pode ser suprida, no momento da execução da decisão administrativa, por meio de diligência fiscal ou intimação fiscal para apresentação dos livros pela contribuinte. No presente caso, em que a decisão administrativa se concretizou por meio de despacho eletrônico sem qualquer intimação para que a interessada prestasse informações ou apresentasse provas necessárias à análise do pleito, a Lei nº 9.784, de 29/01/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, ampara o entendimento segundo o qual a administração tributária poderia. Cito: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. (...) Fl. 59DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10730.904694/200910 Acórdão n.º 3801004.345 S3TE01 Fl. 6 5 Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. A mesma lei estabelece que nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados; interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer, com base nas notas fiscais e demonstrativos acostados aos autos, o direito de crédito referente à diferença entre a Cofins efetivamente paga e a devida pela tributação cumulativa à alíquota de 3%, e homologar a compensação declarada até o limite do crédito disponível, ressalvando que a Delegacia da Receita Federal do Brasil deverá apurar a liquidez do crédito com base nos livros fiscais e contábeis da contribuinte. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 22/12/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 24/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13819.001730/2003-14
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 31/07/1999 a 31/12/2002
FALTA DE COMPROVAÇÃO DA TEMPESTIVIDADE DE IMPUGNAÇÃO APRESENTADA PELA VIA POSTAL.
O documento emitido pelos Correios, de emissão de SEDEX não é prova suficiente de cumprimento do prazo de apresentação da impugnação. Necessário se faz a comprovação de recebimento da defesa pela Administração Pública.
Numero da decisão: 3201-001.324
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Joel Miyazaki Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudino.
Nome do relator: Relator
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 31/07/1999 a 31/12/2002 FALTA DE COMPROVAÇÃO DA TEMPESTIVIDADE DE IMPUGNAÇÃO APRESENTADA PELA VIA POSTAL. O documento emitido pelos Correios, de emissão de SEDEX não é prova suficiente de cumprimento do prazo de apresentação da impugnação. Necessário se faz a comprovação de recebimento da defesa pela Administração Pública.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13819.001730/2003-14
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5426678
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3201-001.324
nome_arquivo_s : Decisao_13819001730200314.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : Relator
nome_arquivo_pdf_s : 13819001730200314_5426678.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo- Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudino.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5812925
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474353995776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1762; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 93 1 92 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.001730/200314 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.324 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de junho de 2013 Matéria CPMF Recorrente INYLBRA TAPETES E VELUDOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 31/07/1999 a 31/12/2002 FALTA DE COMPROVAÇÃO DA TEMPESTIVIDADE DE IMPUGNAÇÃO APRESENTADA PELA VIA POSTAL. O documento emitido pelos Correios, de emissão de SEDEX não é prova suficiente de cumprimento do prazo de apresentação da impugnação. Necessário se faz a comprovação de recebimento da defesa pela Administração Pública. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Joel Miyazaki – Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Joel Miyazaki (Presidente), Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Mercia Helena Trajano Damorim, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudino. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 00 17 30 /2 00 3- 14 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 10/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 2 Relatório Referese o presente processo administrativo a auto de infração para a cobrança de contribuição provisória sobre movimentação ou transmissão financeira CPMF, multa de oficio e juros de mora calculados até 30/04/2003, por força de provimento judicial,posteriormente revogado. Em 04/08/2003, a Recorrente apresentou petição informando que a sua inclusão no Programa de Parcelamento Especial, na forma da Lei n. 10.684, de 30 de maio de 2003, requerendo a desistência parcial, expressa e irrevogável da defesa, relativa apenas quanto ao valor do principal, prosseguindose o litígio no que concerne a multas e juros. Cientificado do lançamento em 26/06/2003, em expediente protocolado em 11/08/2003 (fls. 147/149), a Recorrente apresentou impugnação, em que discute, preliminarmente, a tempestividade de sua impugnação, relatando que em 28/07/2003 tentou protocolar a impugnação no horário de funcionamento da repartição, mas não conseguiu, por “falta de agendamento”. Por essa razão, a impugnação foi enviada pelos Correios, pelo serviço Sedex com aviso de recebimento, cujo comprovante de postagem, foi juntado por cópia aos autos. A Delegacia de Julgamento de Campinas, no entanto, não admitiu a impugnação apresentada, por intempestiva, aplicando ao caso o Ato Declaratório Normativo n° 15, de 12/07/1996, assim se manifestando: Embora o dia coincida com o afirmado, nada mais existe nos documentos trazidos pela contribuinte que indique o conteúdo da correspondência eventualmente enviada, menos ainda que se trate da impugnação ao lançamento. Com efeito, não há descrição de conteúdo no comprovante brandido pela defesa. Por seu turno, se a correspondência foi enviada com Aviso de Recebimento, como afirma a defesa, tal aviso não foi trazido aos autos como prova de recebimento e conteúdo que são imprescindíveis para dar suporte aos argumentos. Não existem nos autos nem mesmo a cópia do recebimento ou do envelope que conteria a impugnação enviada, praxe administrativa em casos dessa natureza. Nem mesmo a ocorrência de anormalidades no expediente administrativo foi validamente provada de forma a permitir a extensão do prazo de protocolo da impugnação. Da mesma forma a limitação de acesso dentro do horário de expediente. No recurso voluntário, a Recorrente reitera os argumentos quanto à tempestividade, referindose à impossibilidade de agendamento para o protocolo, bem como o envio pelos Correios da Impugnação, conforme comprovante de fls.306, dirigido à “DEL DA REC FEDERAL”. Fl. 329DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 10/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 13819.001730/200314 Acórdão n.º 3201001.324 S3C2T1 Fl. 94 3 No mais, reiterou a informação sobre o parcelamento do principal, bem como da ilegitimidade na cobrança da multa e dos juros moratórios pela taxa SELIC. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso voluntário preenche as condições de admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Conforme relatado, o litígio a ser apreciado referese à questão da tempestividade da impugnação apresentada. A ora Recorrente afirma que protocolou a sua petição de defesa pelos Correios, conforme comprovantes de fls.306, muito embora não tenha juntado o Aviso de Recebimento, que o próprio comprovante faz menção. Por outro lado, conforme sublinhado na decisão recorrida, não há nos autos, quaisquer provas que demonstrem o recebimento da defesa pela via postal, seja o envelope, seja a cópia do Aviso de Recebimento. A protocolização da impugnação por via postal, bem como os atos de intimação e notificação, são expressamente admitidos no rito do processo administrativo fiscal federal, conforme estabelecido no art.23, II do Decreto n. 70235/72 e, especialmente, no caso da impugnação, no Decreto n. 7574/2011, no caput do art.56: Art.56. A impugnação, formalizada por escrito, instruída com os documentos em que se fundamentar e apresentada em unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo, bem como, remetida por via postal, no prazo de trinta dias, contados da data da ciência da intimação da exigência, instaura a fase litigiosa do procedimento (Decreto no 70.235, de 1972, arts. 14 e 15). Esse mesmo dispositivo, no §5o, estabelece que a data do cumprimento do prazo será aquela constante do aviso de recebimento, como se depreende: §5o Na hipótese de remessa da impugnação por via postal, será considerada como data de sua apresentação a da respectiva postagem constante do aviso de recebimento, o qual deverá trazer a indicação do destinatário da remessa e o número do protocolo do processo correspondente. É certo que o §6o do art. 56 prescreve que “na impossibilidade de se obter cópia do aviso de recebimento, será considerada como data da apresentação da impugnação a constante do carimbo aposto pelos Correios no envelope que contiver a remessa, quando Fl. 330DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 10/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO 4 da postagem da correspondência”, sendo que, caberá à unidade de preparo juntar, por “anexação ao processo correspondente, o referido envelope”, de acordo com o §7o. No caso em tela, a Recorrente não apresentou o respectivo aviso de recebimento e, por outro lado, não traz qualquer argumento quanto à impossibilidade de fazê lo. Da mesma forma, o envelope que traria a impugnação não foi juntado aos autos, porém , não é, da mesma forma contestado esse fato, não se suscitando que a autoridade preparadora apresentasse qualquer manifestação. Por outro lado, ainda que se considerasse que o comprovante de postagem trazido pela Recorrente referese à expedição da peça de impugnação, esta não é prova suficiente para comprovar a tempestividade da defesa, e assim, instaurar a fase litigiosa. Destarte, é inerente ao conceito de contraditório a ideia de ato comunicacional, que pressupõe não só a emissão da mensagem, como a sua recepção pelo destinatário, em decorrência da dialética processual. Tal como na notificação, em que só o aviso de recebimento aperfeiçoa esse ato, por decorrência lógica, assim deve ser no caso dos atos processuais produzidos pelo contribuinte, por via postal. Por conseguinte, e, porque não há nos autos quaisquer provas que se remetam ao recebimento pela Administração Pública, da impugnação tempestiva, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 331DF CARF MF Impresso em 12/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 10/02/2014 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 07/02/2014 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 10725.000817/2003-17
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/1989 a 31/12/1991
LANÇAMENTO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO FÁTICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. CANCELAMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO.
Deve ser cancelado o auto de infração quando a motivação do lançamento (proc jud não comprova) não se mostrou verdadeira, notadamente em face do conteúdo fático-probatório trazido aos autos.
RECURSO ESPECIAL DO PROCURADOR NEGADO.
Numero da decisão: 9303-003.129
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator
Participaram do presente de julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo (Substituta convocada), Antonio Carlos Atulim (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1989 a 31/12/1991 LANÇAMENTO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO FÁTICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. CANCELAMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO. Deve ser cancelado o auto de infração quando a motivação do lançamento (proc jud não comprova) não se mostrou verdadeira, notadamente em face do conteúdo fático-probatório trazido aos autos. RECURSO ESPECIAL DO PROCURADOR NEGADO.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 02 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10725.000817/2003-17
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5423473
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 02 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9303-003.129
nome_arquivo_s : Decisao_10725000817200317.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : RODRIGO DA COSTA POSSAS
nome_arquivo_pdf_s : 10725000817200317_5423473.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Relator Participaram do presente de julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo (Substituta convocada), Antonio Carlos Atulim (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5801465
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474360287232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1634; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 713 1 712 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10725.000817/200317 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9303003.129 – 3ª Turma Sessão de 25 de setembro de 2014 Matéria PAF Nulidade. Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SIQUEIRA CIA LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1989 a 31/12/1991 LANÇAMENTO ELETRÔNICO. FUNDAMENTAÇÃO FÁTICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. CANCELAMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO. Deve ser cancelado o auto de infração quando a motivação do lançamento (“proc jud não comprova”) não se mostrou verdadeira, notadamente em face do conteúdo fáticoprobatório trazido aos autos. RECURSO ESPECIAL DO PROCURADOR NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Especial. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator Participaram do presente de julgamento os conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 00 08 17 /2 00 3- 17 Fl. 228DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/10/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo (Substituta convocada), Antonio Carlos Atulim (Substituto convocado), Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela PGFN contra acórdão que deu provimento, por maioria de votos, ao Recurso Voluntário, conforme ementa abaixo transcrita: Relator: Flávio de Castro Pontes Acórdão: 380100.826 ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/1989 a 31/12/1991 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/05/1998 a 30/11/1998 LANÇAMENTO FUNDAMENTAÇÃO FÁTICA AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO Não se confirmando os fundamentos de fato que deram origem à autuação, elemento obrigatório do auto de infração, é incabível a manutenção do lançamento. Recuso Voluntário Provido O Auto de Infração foi lavrado em decorrência de revisão interna de DCTF, relativo à Cofins fins de suspensão da exigibilidade dos débitos declarados, conforme se vê do "Anexo I Demonstrativo dos Créditos Vinculados Não Confirmados", da coluna "ocorrência", que consigna “proc.jud. não comprovado”. lrresignada, a contribuinte apresentou impugnação, alegando, em preliminar, que o auto de infração é nulo por não conter a descrição dos fatos, apoiando o pleito em acórdãos dos Conselhos de Contribuintes. A PGFN argumenta que não houve alteração na motivação do lançamento e, mesmo que houvesse, qualquer novo fundamento suscitado pelo contribuinte não teria o condão de modificar a situação prática verificada no processo administrativo, pois o lançamento é uma imposição legal. Em resumo, nas contrarazões, a empresa repisa seus argumentos do recurso Voluntário, pugnando pela nulidade do lançamento, quer por desatendimento dos requisitos essenciais previstos no art. 10º do Decreto n° 70.235/72. É o relatório Voto Fl. 229DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/10/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10725.000817/200317 Acórdão n.º 9303003.129 CSRFT3 Fl. 714 3 O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. O relator do voto vencedor, Conselheiro José Luiz Bordignon,descreve os fatos de uma forma sucinta e completa. Vejamos: Como visto anteriormente, o presente auto de infração originou se da realização de auditoria interna na DCTF relativa ao período compreendido entre 31/05/1998 a 30/11/1998, tendo sido constatada, segundo a descrição dos fatos e o demonstrativo de créditos vinculados não confirmados, a falta de recolhimento da COFINS, decorrente de declaração inexata, não se comprovando a existência do processo judicial informado pelo contribuinte, vinculado a compensação. Consta nos autos cópia da sentença relativa à Ação Ordinária nº 94.00377827 (fls. 73), informada na DCTF objeto do lançamento (fl. 08/09), por meio da qual a autuada requer a restituição dos valores indevidamente recolhidos a título da contribuição Finsocial em face da declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da majoração das alíquotas da referida exação. Conforme comprova a documentação anexada, a empresa efetivamente ajuizou a Ação Ordinária nº 94.00377827, nos termos do pedido formulado. Desta forma, concluise que a ocorrência que deu origem à presente autuação, “Processo judicial não comprovado”, não se confirma, uma vez que a autuada efetivamente figura como autora na Ação Ordinária nº 94.00377827, cujo nº foi corretamente informado na DCTF em questão (fl. 08/09). Não procede, portanto, o lançamento, por não se comprovar a fundamentação fática que o originou, ressaltandose que não integra o objeto deste voto a correção, ou não, do procedimento adotado pelo contribuinte em relação aos créditos tributários objeto do lançamento, em função da decisão judicial obtida, uma vez que tal questão não foi analisada quando da realização do lançamento. Com base nas decisões judiciais, a empresa efetivamente informou na DCTF o valor da COFINS devida, na condição de compensada. Portanto, a partir das informações contidas na DCTF em análise, caberia à autoridade autuante avaliar a correção ou não do procedimento adotado pelo contribuinte. No entanto, tal procedimento não foi realizado na autuação em questão, restringindose a ocorrência que fundamentou o lançamento à não comprovação da existência do processo judicial informado pelo contribuinte na DCTF, estando, porém, a numeração informada, como se viu, correta. Portanto, não se comprova a fundamentação fática que baseou o lançamento, elemento obrigatório do auto de infração, nos Fl. 230DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/10/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 termos do artigo 10º do Decreto nº 70.235/72, não podendo este, em decorrência, ser mantido. Incontroverso o fato de que houve erro na descrição dos fatos que ensejou o lançamento. O processo judicial informado na DCTF, ao contrário do informado no auto de infração existia e assegurava o direito à realização das compensações efetuadas. O lançamento decorre da suposta inexistência de processo judicial informado como justificativa para a suspensão da exigibilidade dos débitos quitados por compensação autorizada em sede de tutela antecipada. Com efeito, no presente caso, houve inovação na matéria que foi objeto de apreciação nos autos. Foi trazida uma matéria jurídica não presente originariamente. Esse fato traz um inaceitável cerceamento ao direito de defesa. O contribuinte se defende dos fatos e não do direito. Assim, se houvesse mera modificação da fundamentação legal, não haveria que se falar em nulidade do lançamento, o que não ocorreu na presente lide. A descrição incorreta do fato motivador do lançamento ofendeu o art. 10ª, inciso III, do Decreto n° 70.235/72, que regula o Processo Administrativo Fiscal, verbis: "Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: III a descrição do fato; " (destaquei) Ao não descrever de forma correta o fato que ensejou a autuação, o Fisco deixou, também, de especificar corretamente a matéria tributável, de cuja essência se consubstanciaria o motivo do lançamento. A descrição correta dos fatos formam a motivação do lançamento, que significa a descrição dos motivos que ensejam o lançamento, que é responsável pela materialização da obrigação tributária, tornandose possível identificar os sujeitos da obrigação e quantificar o crédito. Com efeito, a motivação é um requisito formal do ato administrativo, que é o lançamento. Um vício de motivação não poderá ser sanado no decorrer do processo administrativo tributário, não restando outra alternativa, senão a nulidade do ato ( auto de infração). A lei processual tributária (Dec. 70.235/72 e Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011) é bem clara ao trazer como requisito do lançamento a descrição dos fatos. De fato houve uma afronta à legislação tributária e processual tributária que deve ensejar a anulação do auto de infração nos exatos termos do acórdão recorrido. Examinando situação semelhante a esta, a eminente Conselheira Maria Teresa Martinez López assim se manifestou (Acórdão n 2 20217.721, de 25/05/2006): "A ausência desses elementos ou de algum deles, inquestionavelmente, dá causa à nulidade do lançamento por defeito de estrutura e não apenas por um vício formal, caracterizado, pela inobservância de uma formalidade exterior Fl. 231DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/10/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10725.000817/200317 Acórdão n.º 9303003.129 CSRFT3 Fl. 715 5 ou extrínseca necessária para a correta configuração desse ato jurídico. É lícito concluir que as investigações intentadas no sentido de determinar, aferir, precisar o fato que se pretendeu tributar anteriormente, revelamse incompatíveis com os estreitos limites dos procedimentos reservados ao saneamento do vício formal. Sob o pretexto de corrigir o vício formal detectado no auto de infração, não pode. Fisco intimar o contribuinte para apresentar informações, esclarecimentos, documentos etc. tendentes a apurar a matéria tributável. Se tais providências forem necessárias, significa que a obrigação tributária não estava definida e o vício apurado não seria apenas deforma, mas, sim, de estrutura ou da essência do ato praticado. Destarte, por meio da descrição dos fatos, revelamse os motivos que levaram à autuação. Não é necessário que a descrição seja extensa, bastando que se articule de modo preciso os elementos de fato e de direito que levaram o auditor ao convencimento de que a infração deve ser imputada à contribuinte. Ainda acerca da impossibilidade de aperfeiçoamento do lançamento, cabe acrescentar colação os acórdãos abaixo: "Acórdão n° 10320.074 (Rec. 118.581), sessão de 19/8/99. Ementa: É vedado à Autoridade Julgadora o aperfeiçoamento do lançamento em face da previsão legal atribuindo tal atividade à Autoridade Lançadora. Publicado no DOU de 8/10/99 n° 194E. Acórdão n° 10320.754 (Rec. 125.219), sessão de 17/10/01 (DOU de 12/12/01). Ementa: (.) IRPJ Inovação quanto ao Lançamento no Ato Decisório da Delegacia da Receita Federal de Julgamento Impossibilidade. 0 deverpoder de decidir conferido ao Delegado da Receita Federal de Julgamento está adstrito aos termos do lançamento efetuado pela autoridade fiscal, não lhe cabendo aperfeiçoálo ou transformálo de qualquer forma, sob pena de transposição de sua competência legal. CSSL Erro na Apuração da Base de cálculo Impossibilidade de Aperfeiçoamento por este órgão Julgador. Não tendo a autoridade lançadora obedecido aos preceitos legais para a fixação da base de cálculo da contribuição, não cabe a este órgão aperfeiçoar o lançamento, mas apenas afastar a exigência, diante do erro ocorrido. (.) Recurso conhecido e provido em parte. Acórdão n° 10706.463 (Rec. 127.319), sessão de 7/11/01. Ementa:Processo Administrativo Fiscal Auto de Infração. Não deve subsistir o Auto de Infra cão que não contenha exigências tributárias, nem mesmo relativas à redução no estoque de prejuízos a compensar. Se houve erro em sua lavratura não cabe ao órgão julgador o seu aperfeiçoamento." Fl. 232DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/10/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 Do exposto, voto pelo não provimento do presente recurso, mantendose, na íntegra, a decisão do colegiado a quo. Rodrigo da Costa Possas Relator Fl. 233DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 23/10/2 014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 10920.908174/2009-31
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1801-000.370
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. Ausente justificadamente o Conselheiro Alexandre Fernandes Limiro.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Fernanda Carvalho Álvares, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10920.908174/2009-31
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5403599
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1801-000.370
nome_arquivo_s : Decisao_10920908174200931.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ANA DE BARROS FERNANDES WIPPRICH
nome_arquivo_pdf_s : 10920908174200931_5403599.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. Ausente justificadamente o Conselheiro Alexandre Fernandes Limiro. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Fernanda Carvalho Álvares, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
id : 5745733
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474362384384
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1968; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.908174/200931 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1801000.370 – 1ª Turma Especial Data 25 de novembro de 2014 Assunto Solicitação de Diligências Recorrente IMOSET INDÚSTRIA DE MÓVEIS E ESTOFADOS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. Ausente justificadamente o Conselheiro Alexandre Fernandes Limiro. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich– Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Fernanda Carvalho Álvares, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich. RELATÓRIO E VOTO A empresa recorre do Acórdão nº 0356.227 exarado pela Quarta Turma de Julgamento da DRJ em Brasília/DF, efls. 76 a 80, que julgou improcedente o direito creditório pleiteado pela contribuinte, bem como decidiu não homologar as pertinentes compensações deste crédito com débitos tributários, formalizados nos Per/Dcomp (pedidos de restituição e declaração de compensação), objetos destes autos. A empresa argumenta que procedeu a recolhimentos de tributos, via DARF, em valores maiores que os efetivamente devidos. Apresenta cópia de DIPJ, folha do Razão e DCTF retificadora pretendendo comprovar o erro cometido na DCTF originalmente entregue. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 20 .9 08 17 4/ 20 09 -3 1 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 28/11/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.908174/200931 Resolução nº 1801000.370 S1TE01 Fl. 3 2 O Despacho Decisório eletrônico restringese a denegar o pedido com base no fato de o valor recolhido por intermédio do Darf haver sido inteiramente alocado no período correspondente. A Turma Julgadora de Primeira Instância entendeu serem insuficientes as provas oferecidas pela empresa para comprovar o efetivo erro de recolhimento do tributo, alegado como efetuado em valor maior do que o devido. Assim restou ementado o Acórdão: DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE PARA COMPROVAR EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO A MAIOR. Para se comprovar a existência de crédito decorrente de pagamento a maior, comparativamente com o valor do débito devido a menor, é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábil fiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A simples entrega de declaração retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido ou a maior. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de créditos tributários só pode ser efetuada com crédito líquido e certo do sujeito passivo; no caso, o crédito pleiteado é inexistente. A empresa interpôs tempestivamente1 o Recurso de efls. 84 a 177, reiterando os termos da defesa exordial e acrescentando, em síntese, que procedeu ao recolhimento a maior do tributo em razão de haver incluído como receita financeira variações cambiais ativas relativa a uma atualização cambial feita indevidamente. Esclarece que o lançamento contábil errôneo foi devidamente estornado na contabilidade em 01/12/2005 e que a DIPJ foi corretamente preenchida, enquanto a DCTF relativa ao período em que houve o lançamento contábil indevido, não. Assim que flagrouse do erro, procedeu à retificação da DCTF, a qual não foi admitida. Para comprovar o alegado, junta ao Recurso Voluntário, entre outros documentos, em cópias: extratos bancários dos meses de abril, maio e junho de 2005; folhas do Diário e do Razão relativas aos lançamentos contábeis de variação cambial ativa e passiva, bem como dos tributos a pagar (IRPJ e CSLL); planilha demonstrando os cálculos das variações cambiais; notas fiscais de liquidações comprovando as operações em abril, maio e junho de 2005, planilhas de cálculo de apuração do IRPJ e CSLL. É o suficiente para o relatório. Conheço do recurso interposto, por tempestivo. 1 AR – 18/12/2013, efls. 86; Recurso – 16/01/2014, efls. 88 Fl. 181DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 28/11/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.908174/200931 Resolução nº 1801000.370 S1TE01 Fl. 4 3 A recorrente pleiteia restituição da CSLL relativa ao 2º trimestre de 2005, que alega ter recolhido com erro, a maior. Diz que informou equivocadamente em DCTF – original que o valor referente a CSLL do referido trimestre era da ordem de R$ 2.150,35 (pago em duas cotas), mas o valor correto é de R$ 1.675,90. Requer a devolução da diferença sobre as duas cotas. Este processo tem como objeto o DARF, segundo a recorrente, relativo a uma das parcelas, e a diferença pleiteada é da ordem de R$ 237,23. A Turma Julgadora de Primeira Instância não admitiu o pedido de restituição/compensação com fundamento no fato de serem insuficientes as provas exibidas pela recorrente, não sendo hábil para comprovar o erro alegado a apresentação de DCTF retificadora. No entanto, se houve efetivamente erro no cálculo do IRPJ devido, é direito da recorrente reaver o indébito tributário, ainda que tenha confessado anteriormente qualquer outro valor, em razão do princípio da indisponibilidade do crédito tributário. A norma tributária veda a retificação da Declaração de Compensação e Pedido de Restituição (Per/Dcomp) após o despacho decisório, mas não alcança as retificações de DIPJ (meramente informativa) ou DCTF. Ressaltese que a DCTF retificadora substitui em todos os efeitos a DCTF original e não surtirá efeitos nas hipóteses que a norma tributária estabelece. Determina o artigo 11 da Instrução Normativa RFB nº 903/08: DA RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver Fl. 182DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 28/11/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.908174/200931 Resolução nº 1801000.370 S1TE01 Fl. 5 4 prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. § 4º Na hipótese do inciso III do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 9º. (grifos não pertencem ao original) Para comprovar o erro, todavia, mister é a apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos completa. A DIPJ original, cuja natureza é meramente informativa, e a DCTF retificadoras são, de fato, insuficientes. Mas, entendo que ao trazer, ainda que em fase recursal, os registros contábeis pertinentes, a recorrente faz início de prova do direito que alega fazer jus. Todavia, não prescinde o exame da contabilidade completa escriturada à época para verificarse os valores devidos de IRPJ, no caso, relativo ao 2º trimestre de 2005 e o porquê da exclusão dos valores de variação cambial ativa que originalmente foram oferecidos à tributação. Voto na conversão do julgamento na realização de diligência para que, a fim de reratificar os cálculos da recorrente, a autoridade fiscal verifique o valor da base de cálculo do IRPJ relativo ao 2º trimestre de 2005 junto a contabilidade completa da recorrente, bem como a correção do procedimento em expurgar a variação cambial ativa e Saldo do IRPJ apurado, explicitando os cálculos em Relatório Fiscal e juntando aos autos, em cópia, os registros contábeis pertinentes. A recorrente deverá ser cientificada do resultado da diligência proposta para, desejando, manifestarse em prazo regulamentar. Após, retornem os autos a esta Conselheira. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich Fl. 183DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 28/11/2 014 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10907.002102/2003-61
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Dec 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
EXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EFEITOS.
Sendo realizados, pelo contribuinte, depósitos judiciais, com o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, não cabe à fiscalização a lavratura de auto de infração pela ausência de recolhimento do tributo, se não restar comprovado que o depósito não foi realizado no montante integral
Numero da decisão: 3801-003.459
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário para cancelar o lançamento. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Paulo Sérgio Celani.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sergio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 EXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EFEITOS. Sendo realizados, pelo contribuinte, depósitos judiciais, com o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, não cabe à fiscalização a lavratura de auto de infração pela ausência de recolhimento do tributo, se não restar comprovado que o depósito não foi realizado no montante integral
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Dec 05 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10907.002102/2003-61
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5404388
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 05 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-003.459
nome_arquivo_s : Decisao_10907002102200361.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 10907002102200361_5404388.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário para cancelar o lançamento. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Paulo Sérgio Celani. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sergio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5748660
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:33:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474368675840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2146; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10907.002102/200361 Recurso nº 001 Voluntário Acórdão nº 3801003.459 – 1ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS Recorrente DIGERSC COMERCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/2014 DECADÊNCIA PRAZO ESTIPULADO PELOS ARTIGOS 45 E 46 DA LEI Nº 8.212/91 INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL O Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade do prazo decadencial fixado pelos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91. Nos termos do artigo 62A do Regimento Interno do CARF, este Conselho deve seguir as decisões proferidas pelo plenário do STF. Aplicação da Súmula nº 08 do STF. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 EXISTÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. EFEITOS. Sendo realizados, pelo contribuinte, depósitos judiciais, com o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, não cabe à fiscalização a lavratura de auto de infração pela ausência de recolhimento do tributo, se não restar comprovado que o depósito não foi realizado no montante integral Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário para cancelar o lançamento. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Paulo Sérgio Celani. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 90 7. 00 21 02 /2 00 3- 61 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sergio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes (Presidente). Relatório Para descrever os fatos, transcrevo o relatório constante no voto proferido pela Delegacia da Receita Federal de Florianópolis (SC): Trata o presente processo do Auto de Infração n° 0000209 As fls. 08/12, decorrente de auditoria interna nas DCTF dos primeiro, segundo, terceiro e quarto trimestres de 1998 em que, consoante descrição dos fatos, A fl. 09, e anexos, de fls. 10/12 e 46 são exigidos: • Para os períodos de apuração de janeiro a dezembro de 1998, por "FALTA DE RECOLHIMENTO OU PAGAMENTO DO PRINCIPAL, DECLARAÇÃO INEXATA", RS 35.391,73 de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — COFINS, com enquadramento legal nos art. 1° ao 4° da Lei Complementar n" 70/1991, art. 1° da Lei n°9.249/1995 e art. 57 da Lei n°9.069/1995, art. 56, §único, 60 e 66 da Lei n° 9.430/96, art. 53 e 69 da Lei n° 9.532/97; e R$ 26.543,80 de multa de oficio de 75%, com fundamento no art. 160 da Lei n.° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 1° da Lei n.° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, e art. 44, I e § 1 0, I, da Lei n.° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além dos acréscimos legais. 2. As fls. 10/32 e 46, no "DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS", constam valores informados na DCTF, a titulo de "VALOR DO DÉBITO APURADO DECLARADO", cujos créditos vinculados, informados como "Exigibilidade Suspensa", em face da existência do Processo Judicial n° 96.00185484, não foram confirmados, sob a ocorrência: "Proc Jud não comprovad". 3. Cientificada da exigência fiscal, a interessada, por intermédio do procurador habilitado (doc. fl 13), apresentou, conforme atestado pela autoridade preparadora à fl. 41, tempestiva impugnação (fls. 01/07) em 31/07/2003, cujo teor será a seguir sintetizado: • Preliminarmente, alega que os débitos exigidos, referentes aos períodos de apuração 01/1998 a 05/1998, já foram atingidos pela decadência, considerando que, de acordo com o artigo 150, §4°, do Código Tributário Nacional, o prazo para a Fazenda Fl. 89DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10907.002102/200361 Acórdão n.º 3801003.459 S3TE01 Fl. 12 3 Pública constituir o crédito tributário é de cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, conforme jurisprudência administrativa e judicial; • Aduz, ainda, que os depósitos judiciais vinculados à conta judicial da Ação Ordinária 96.00185484 não mais poderão ser convertidos em renda da Unido, visto que são objeto de suspensão de exigibilidade e não de extinção do correspondente débito, portanto, a liquidação e certeza desses valores não são garantidas a Fazenda Nacional se não constituídos dentro do período de decadência; • No mérito, alega que os depósitos judiciais, por ocasião da constituição do crédito suspenso para prevenção da decadência, garantem A empresa a segurança de estar imune da punibilidade e da exigência dos juros de mora; • Por fim, requer, em caso de não ser acolhida a decadência invocada, seja cancelada a exigências de multa de oficio e dos juros moratórios, bem como declarada suspensa qualquer pretensão quanto a inscrição do crédito tributário na divida ativa da Unido. Em decisão proferida, a Impugnação do contribuinte foi julgada improcedente, recebendo a seguinte ementa: ASSUNTO: NORIVEAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/05/1998 DECADÊNCIA. PRAZO. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito relativo a COFINS decai em dez anos. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 FALTA DE RECOLHIMENTO. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. APLICAÇÃO. LEGALIDADE. São aplicáveis no lançamento fiscal, por falta de recolhimento, a multa de oficio e os juros de mora previstos em lei, ainda que em face da existência de depósitos judiciais. Lançamento Procedente Inconformado com a decisão exarada, o contribuinte, ora Recorrente, apresentou Recurso Voluntário, no qual repisou os argumentos apresentados em sua impugnação. É o relatório. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora Presentes os requisitos de admissibilidade do Recurso Voluntário, dele conheço. Primeiramente, cumpre esclarecer que a razão social do Recorrente, lançada nas peças do presente procedimento administrativo, consta como sendo LBE – Locadora Brasileira de Equipamentos Ltda.. O CNPJ indicado é o de nº 80.794.365/000174. Contudo, em consulta ao site da Receita Federal do Brasil este CNPJ é o da empresa DIGERSC COMERCIO LTDA, que consta como Recorrente no presente procedimento. Desta forma, partese da premissa de que houve alteração da razão social da Recorrente, o que não impede a análise do presente Recurso Voluntário. Pois bem. Como demonstrado no relatório acima, o ora Recorrente, DIGER SC COMERCIO LTDA., teve auto de infração lavrado em seu nome em 13/06/2003, na qual a Receita Federal do Brasil constituiu créditos tributários de COFINS, cujos fatos geradores se deram 01/01/1998 e 31/12/1998. Em sua impugnação, o Recorrente alegou a decadência do direito de a fazenda pública constituir os créditos tributários anteriores à Junho de 1998, pela aplicação do § 4º, do artigo 150 do CTN. No julgamento realizado, a douta Delegacia de Julgamento de Curitiba entendeu pela aplicação do disposto no artigo 45 da Lei 8.212/91, que, diferentemente do CTN, fixava o prazo decadencial de 10 (dez) anos para que a fazenda pública constituísse o crédito tributário em desfavor dos contribuintes. Entendeu ainda que o referido dispositivo se aplicava à COFINS. Contudo, assiste razão ao contribuinte. O Supremo Tribunal Federal, ao analisar a constitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que fixavam prazos decadencial e prescricional diferentes do Código Tributário Nacional, entendeu pela inconstitucionalidade dos dispositivos. Assim, houve a edição da súmula vinculante nº 8, com a seguinte redação: SÃO INCONSTITUCIONAIS O PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 5º DO DECRETOLEI Nº 1.569/1977 E OS ARTIGOS 45 E 46 DA LEI Nº 8.212/1991, QUE TRATAM DE PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Não se pode olvidar, neste sentido, que os conselheiros deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais estão vinculados às decisões preferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos do disposto no artigo 62A do Regimento Interno. Confirase: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Fl. 91DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10907.002102/200361 Acórdão n.º 3801003.459 S3TE01 Fl. 13 5 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Assim, deve ser considerado, in casu, o prazo decadencial fixado pelo Código Tributário Nacional. Como a autuação se deu em 13/06/2003, houve a decadência dos créditos tributários cujos fatos geradores ocorreram anteriormente a esta data. Com relação ao mérito, no qual o Recorrente alega que realizou os depósito judiciais e que os efeitos deles não foram respeitados pela autuação perpetrada, também há razão no Recurso Voluntário apresentado. É que a fiscalização, ignorando os depósitos judiciais realizados, entendeu por bem constituir a integralidade do crédito tributário, uma vez que, a princípio, não conseguiu identificar os depósitos. Ocorre que, o Recorrente trouxe aos autos comprovantes das depósitos realizados e alegou que os mesmos foram realizados de forma integral, ou seja, deveriam suspender a exigibilidade do crédito tributário. Desta feita, sendo incontroverso nos autos que foram realizados depósitos judiciais, caberia à fiscalização verificar se estes estavam de acordo com as declarações apresentadas pelo contribuinte, podendo, inclusive, não homologar estas declarações dentro do prazo legal. Contudo, isso não foi feito. A constituição do crédito foi integral, de acordo com os créditos constituídos em DCTF pelo contribuinte, créditos estes que estavam depositados judicialmente, em ação proposta pelo Recorrente. Neste sentido, argumentou o ilustre julgador Jorge Frederico Cardoso de Menezes, cujo voto foi vencido no julgamento de 1ª instância administrativa. Confirase: É dizer, considerados os estreitos limites de cognição que ensejaram a "autuaçãoeletrônica", nos casos em que o contribuinte declara não ter pago o débito em face de ter obtido na justiça a suspensão de sua exigibilidade, compete à autoridade administrativa inexoravelmente verificar qual foi o ato processual que ensejou a referida suspensão, se tal ato afasta, ou não, a aplicação de penalidades e, ademais disso, tendo sido informada a suspensão com base em depósitos, se os mesmos foram efetuados, de fato, pelo montante integral exigível, se houve, ou não, o trânsito em julgado da ação e, sobretudo, se tais depósitos foram, ou não, convertidos em renda da Unido e em que medida este último fato afetou a exigibilidade do crédito. Portanto, não demonstrado, na autuação que os depósitos judiciais realizados pelo contribuinte não foram realizados em montante integral e, por consequência, não teriam o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, deve ser julgado como improcedente o lançamento. Por todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário e a ele deu provimento, para anular, na totalidade, o crédito tributário constituído pela Fazenda Pública, tendo em vista, preliminarmente, a decadência do período anterior à data da autuação e, no mérito, pela falta de comprovação, pela fiscalização, de que os depósitos judiciais realizados pelo contribuinte não foram realizados em montante integral. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora Fl. 93DF CARF MF Impresso em 05/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 21 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13502.000882/2001-93
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1999, 2000
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS.
O contribuinte tem direito à restituição/compensação de saldo negativo de IRPJ decorrente do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e estimativas mensais, desde que haja comprovante de recolhimento das estimativas e comprovada a retenção do imposto de renda com apresentação de documentação idônea.
O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido ou a maior e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova, não é suficiente para o atendimento do pleito.
Numero da decisão: 1802-002.360
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira e Henrique Heiji Erbano.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999, 2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS. O contribuinte tem direito à restituição/compensação de saldo negativo de IRPJ decorrente do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e estimativas mensais, desde que haja comprovante de recolhimento das estimativas e comprovada a retenção do imposto de renda com apresentação de documentação idônea. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido ou a maior e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova, não é suficiente para o atendimento do pleito.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13502.000882/2001-93
anomes_publicacao_s : 201412
conteudo_id_s : 5403380
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1802-002.360
nome_arquivo_s : Decisao_13502000882200193.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 13502000882200193_5403380.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Presidente (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira e Henrique Heiji Erbano.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 21 00:00:00 UTC 2014
id : 5742410
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474405376000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2128; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13502.000882/200193 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1802002.360 – 2ª Turma Especial Sessão de 21 de outubro de 2014 Matéria Pedido de Restituição e Declaração de Compensação. Recorrente PROQUIGEL QUÍMICA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1999, 2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS. O contribuinte tem direito à restituição/compensação de saldo negativo de IRPJ decorrente do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e estimativas mensais, desde que haja comprovante de recolhimento das estimativas e comprovada a retenção do imposto de renda com apresentação de documentação idônea. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido ou a maior e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova, não é suficiente para o atendimento do pleito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Presidente (documento assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 00 08 82 /2 00 1- 93 Fl. 578DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA 2 Ester Marques Lins de Sousa Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira e Henrique Heiji Erbano. Relatório Por economia processual e bem descrever os fatos adoto o Relatório da decisão recorrida que transcrevo a seguir: Trata o processo do Pedido de Restituição (PER) e Declaração de Compensação (em papel) de págs. 3/45, protocolizados em 28/11/2001, requerendo crédito de Saldo Negativo (SN) de IRPJ dos anos calendário 1999 e 2000, no valor original total de R$224.417,15, decorrente de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – IRRF a maior que o IRPJ devido nas apurações anuais; os débitos a serem compensados foram informados como 2172Cofins, 8109PIS, 2374CSLL e 1097IPI vincendos no total de R$264.622,02. Os valores do crédito requerido são, conforme despacho e extratos de págs.486/190: SN IRPJ 31/12/1999 R$50.112,54, objeto do presente processo; SN IRPJ 31/12/2000 – R$174.304,61, objeto do processo nº 13502.720114/201393, apensado ao presente. 2. Às págs. 236/238, na Informação Sarac nº17/2008, de que não houve pedido formal de compensação, porque o contribuinte não discriminou na Declaração de Compensação os débitos que desejava compensar (tributo, código, período de apuração, vencimento, valor), tampouco indicados em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, apenas apresentada em 29/09/2004 (pág. 157), Termo de Intimação 28624 (pág. 126), sendo que nessa data já vigia a regulamentação de que a Declaração de Compensação deveria ser apresentada em meio eletrônico (Dcomp), orientação que foi transmitida ao contribuinte no Despacho de págs. 158/159; por estes motivos comunicouse ao contribuinte (em 15/10/2008, pág. 238) que a demanda será tratada como PER; e que apenas um débito inscrito na Dívida Ativa, referente ao Imposto sobre Produtos Industrializados IPI,período de apuração 11/2001, vencimento em 30/11/2001, no valor original de R$69.730,00, estaria relacionado a este processo; às págs. 242/243, em 26/02/2010, o contribuinte havia declarado que renuncia a quaisquer alegações de direito exclusivamente em relação ao referido débito. 3. Às pág. 408/410, Despacho Decisório DRF/CCI nº 484/2012, decidiu pelo: a) NÃO RECONHECIMENTO TOTAL DO DIREITO CREDITÓRIO PLEITEADO pela empresa PROQUIGEL QUÍMICA S/A n° 27.515.154/000172,referente a saldo negativo Fl. 579DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 13502.000882/200193 Acórdão n.º 1802002.360 S1TE02 Fl. 3 3 de 1RPJ dos anos calendário de 1999 e 2000 pleiteados às fls. 03. 4. Cientificado em 13/12/2012, pág. 411, apresentou a manifestação de inconformidade tempestiva de págs. 415/425, por meio de seus representantes legais de págs.412/413. 5. Diz que, em atendimento à diligência, nos termos da intimação SAORT 864/2012, a Impugnante apresentou os documentos necessários demonstração do crédito; que a autoridade administrativa comprovou as retenções procedidas pelas instituições financeiras, conforme informe de rendimentos apresentados em fase de fiscalização. 6. Mas que foram glosadas as retenções nos valores de R$17.824,28 e R$44.499,71, decorrentes do recebimento de pagamentos de empréstimo feito à empresa CPB Central de Polímeros da Bahia, no valor de R$924.405,00, conforme documentos trazidos aos autos; que a efetividade do empréstimo foi atestada pela autoridade administrativa, nos termos do item 07 do Despacho Decisório recorrido. 7. Que o saldo negativo objeto do presente pedido de restituição tem origem nas retenções sofridas pela Impugnante durante os anos calendário de 1999 e 2000; e, em parte, decorrem de aplicações financeiras da Impugnante, todas devidamente demonstradas pela juntada dos informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras e já comprovadas pela autoridade administrativa e, em parte, de pagamentos vinculados ao empréstimo feito à empresa CPB Central de Polímeros da Bahia. 8. Os valores das parcelas e seus respectivos vencimentos estão demonstrados em planilha já acostada aos autos (Doc. 03). Fato gerador Vencimento Imposto 20% SELIC Juros pg dez/99 Valor Total jan/99 03/02/99 2.055,41 17,86 367,10 2.422,51 fev/99 03/03/99 8.907,58 14,53 1.294,27 10.201.86 mar/99 03/04/99 7.23S.04 12,18 881,23 8.116,27 abr/99 03/05/99 1.866,52 10,16 189,64 2.056,16 jun/99 03/07/99 949,55 6,83 64,85 1.014,40 jul/99 03/08/99 4.103,05 5,26 215,82 4.318,87 ago/99 03/09/99 4.193,53 3,77 158,10 4.351,62 set/99 03/10/99 3.958,63 2,39 94,61 4.053,25 out/99 03/11/99 4.708,45 1,00 47,08 4.75S.54 nov/99 03/12/99 6.732,07 0,00 6.732,07 TOTAIS 44.709,83 3.312,70 48.022,53 Fl. 580DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA 4 Fato gerador Vencimento Imposto 20% SELIC Valor Total Jun/00 05/07/00 2.552,26 0% 2.552,26 Jul/00 03/08/00 4.508,23 0% 4.508,23 Ago/00 05/09/00 6.674,54 0% 6.674,54 Set/00 04/10/00 3.301,46 0% 3.301,46 Out/00 06/11/00 586,91 0% 586,91 TOTAIS 17.623,40 17.623,40 9. Diz que os referidos valores foram quitados por compensações vinculadas aos Pedidos de Restituição n° 13819.002580/9965 e n° 13819.000955/0031 (Doc. 04 c Doc. 05). 10. Ressalta que no Pedido de Restituição n° 13819.002580/99 65 foi proferido despacho decisório reconhecendo a maior parte do credito pleiteado, sendo que a discussão quanto ao saldo remanescente permanece pendente de apreciação pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Doc. 06 Despacho Decisório). Por outro lado, o crédito objeto do pedido de restituição n° 13819.000955/0031 já foi integralmente reconhecido e as compensações vinculadas homologadas, conforme se verifica do despacho decisório anexado (Doc. 06) e que, dessa forma, restam demonstrados os recolhimentos dos valores de R$17.824,28 e R$ 44.499,71. 11. Com relação à Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF, esclarece que até o momento não foi possível localizar a declaração enviada à época. Entretanto, a declaração foi devidamente apresentada à Receita Federal, pelo que a autoridade administrativa tem meios de acessar as informações prestadas, conforme prevê o art. 37 da Lei n° 9.784, de 1999. 12. Portanto, considerando que a efetividade do empréstimo já foi comprovada pela autoridade administrativa e tendo em vista a movimentação das contas e o saldo sendo liquidado no balancete, conforme Diário Contábil novembro/2011 n° 198; autenticado na JUCEB s/ n° 02/00120384 (conta contábeis 00011610.00024, 00011610.00025 e 00011610.00027) (Doc. 07), bem como a demonstração do efetivo recolhimento através de compensação, resta evidenciado que estes valores devem compor o saldo de crédito de saldo negativo. 13. Por fim, a Impugnante esclarece que os balancetes de redução e suspensão foram devidamente escriturados nos respectivos livros Diário 1999 e 2000, e que serão posteriormente acostados aos autos. 14. Diz que o direito à restituição e compensação, objeto do presente processo, é assegurado expressamente pelo artigo 74 da Lei n° 9.430, de 1996. 15. A Instrução Normativa RFB n° 1.300, de 2012, que disciplina a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo ou contribuição administrados pela Receita Federal do Fl. 581DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 13502.000882/200193 Acórdão n.º 1802002.360 S1TE02 Fl. 4 5 Brasil, dentre outras hipóteses, prevê, expressamente, a restituição do saldo negativo de IRPJ, assim como decisões da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Curitiba/PR) deferiu parcialmente o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 0644.236, de 13 de novembro de 2013, cientificado ao interessado em 19/12/2013. A decisão recorrida possui a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 31/12/1999, 31/12/2000 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ.31/12/1999. Inexiste direito creditório se o contribuinte apura saldo zero de IRPJ a pagar. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ.31/12/2000. Reconhecese o direito creditório correspondente ao saldo negativo de IRPJ decorrente de IRRF confirmado em Dirf das fontes pagadoras, referente a receitas financeiras declaradas. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 14/01/2014 no qual apresenta, em síntese, os mesmos argumentos aduzidos na Manifestação de Inconformidade, portanto, desnecessário repetilos. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. Conforme relatado, tratase de Pedido de Restituição do saldo negativo de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica — IRPJ no valor original de R$ 264.622.02, relativo aos anos calendário de 1999 e 2000, não reconhecido pelo Despacho Decisório proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Camaçari/BA. Todavia, em sede de primeira instância, a Delegacia de Julgamento de Curitiba/PR, ao julgar a manifestação de inconformidade procedente em parte, não reconheceu direito creditório em relação ao ano Fl. 582DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA 6 calendário de 1999 mas reconheceu parcialmente o direito creditório no valor original de R$ 135.349,01, relativo ao Saldo Negativo do IRPJ de 31/12/2000. Para melhor entender os fatos transcrevo a seguir o item 18 da decisão recorrida em relação às DIPJs de 2000 e 2001 apresentadas pelo interessado: 18. O contribuinte apurou nas DIPJ espontâneas: Ano calendário 1999 2000 IRPJ 1.846.454,79 3.131.166,85 () Isenção e/ou redução do Imposto 1.450.678,35 3.113.342,57 () IRRF 351.276,73 174.304,61 ()IR mensal estimativa 44.499,71 17.824,28 (=) IR a pagar 0,00 174.304,61 ... A Recorrente diz que o saldo negativo objeto do presente pedido de restituição tem origem nas retenções sofridas por ela durante os anos calendário de 1999 e 2000. No tocante ao ano calendário de 1999, tanto o Despacho Decisório quanto a decisão de primeira instância demonstraram que o próprio contribuinte em sua DIPJ/2000 não apurou saldo negativo de IRPJ, embora deduzido o IRRF no valor de R$ 351.276,73 e IR mensal estimativa no valor de R$ 44.499,71. A Recorrente não alega e não comprova que houve erro na mencionada DIPJ/2000, portanto, razão não há para alegar crédito tributário a ser restituído ou compensado em relação ao ano calendário de 1999. Quanto ao saldo negativo do ano calendário de 2000, concluiu a decisão recorrida que o saldo negativo declarado pelo contribuinte na DIPJ/2001 não pode resultar em R$ 174.304,61 e sim, R$ 135.349,01, isto, porque não foram comprovados os recolhimentos de estimativa no valor de R$ 17.824,28 e do IRRF deduzido do IRPJ devido foi comprovado apenas o montante de R$153.173,29. A Recorrente simplesmente repete que os valores transcritos no item “8” do Relatório (no total de R$ 17.623,40) estão demonstrados em planilha já acostada aos autos (Doc. 03, Impugnação). E que, os referidos valores foram quitados por compensações vinculadas aos pedidos de restituição n° 13819.002580/9965 e n° 13819.000955/0031. Ressalta novamente que no pedido de restituição n° 13819.002580/9965 foi proferido despacho decisório reconhecendo a maior parte do crédito pleiteado, sendo que a discussão quanto ao saldo remanescente permanece pendente de apreciação pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. E que, o crédito objeto do pedido de restituição n° 13819.000955/0031 já foi integralmente reconhecido e as compensações vinculadas homologadas, conforme se verifica do despacho decisório já acostado aos autos. A Recorrente alega que as retenções na fonte decorrem, em parte, de aplicações financeiras da Recorrente, todas devidamente demonstradas pela juntada dos informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras e já comprovadas pela d. Fl. 583DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 13502.000882/200193 Acórdão n.º 1802002.360 S1TE02 Fl. 5 7 autoridade administrativa e, em parte, de pagamentos vinculados ao empréstimo feito à empresa CPB — Central de Polímeros da Bahia. A Recorrente embora reitere os mesmos argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade rechaçados pela DRJ, o recurso voluntário em nada inova para contraditar com provas os fundamentos aduzidos na decisão recorrida, que também adoto como razão de decidir, a saber: 21. Quanto ao SN IRPJ 31/12/2000, que apurou no valor de R$ 174.304,61,verificouse: a. Os pagamentos de estimativas mensais não foram confirmados nos sistemas da RFB, págs. 493/497; b. O contribuinte declarou R$752.741,75 de 24.Outras Receitas Financeiras na Ficha 06A Demonstração do resultado; c. As Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF referentes a esse ano calendário, de págs. 504/509, informam R$153.173,29 de IRRF, sendo R$145.972,73 de 3426 IRRF APLICAÇÕES FINANCEIRAS RENDA FIXA PJ, referentes a R$729.863,70 de Receita Financeira correspondente: ... IRRF Total 153.173,29 d. Mútuo: i. consta Créd c/Pessoa Ligada no Ativo Realizável a LP, nas DIPJ apresentada pelo litigante, conforme quadro supra; assim como no Passivo Exigível LP no balanço patrimonial da Unigel, págs. 501/502; ii. às págs. 291/298, contrato de mútuo com a CPB – Central de Polímeros da Bahia S/A (ou Pronor Petroquímica S/A), CNPJ 13.552.070/000102, e ainda com a Unigel Participações, Serviços Inds e Representações Ltda, tendo a primeira como interveniente anuente; a Dirf emitida pela CPB/Pronor está incluída no quadro supra; iii. os Darf de IRRF alegadamente sobre mútuo e pedidos de compensação dos mesmos de págs. 454/463, processos 13819.002580/9965, págs.464/473 e 13819.000955/0031,págs. 474/480, de 2000, no total de R$17.623,40: 1. no entanto, os saldos da conta 16.CRED.DE PESS.LIGADAS(FIS./JUR.) confirmam empréstimos porém não o pagamento de juros nem em que montante; não foi apresentada Dirf pela Unigel; meras anotações nos Darf não comprovam que se refiram a mútuo com o contribuinte interessado; a contabilização dos pagamentos dos juros e das retenções de IRRF não está demonstrada na documentação acostada pelo litigante. Fl. 584DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA 8 22. Portanto, cabe reconhecer R$153.173,29 de IRRF (incluído o mútuo) e nenhuma de estimativa recolhida, o que resulta em R$135.349,01 de SN IRPJ de 31/12/2000: Ano calendário 2000 IRPJ 3.131.166,85 () Isenção e/ou redução do Imposto 3.113.342,57 () IRRF 153.173,29 ()IR mensal estimativa 0,00 (=) IR a pagar 135.349,01 ... Gizse que, a Recorrente faz referência a dois processos (13819.002580/99 65 e n° 13819.000955/0031) que de acordo com pesquisa no eprocesso temse como interessado a empresa UNIGEL PARTS SERVS INDS E REPRESENTAÇÕES LTDA sucedida por CIA BRASILEIRA DE ESTIRENO que pleiteia direito creditório para compensações. Do Despacho Decisório proferido pela Delegacia de Administração Tributária em São Paulo — DERAT no Processo n° 13819.000955/0031da UNIGEL, apesar de haver reconhecido o direito creditório no valor de R$ 2.464.382,37 para compensar débitos ali elencados, não faz qualquer referência à quitação de estimativas da Recorrente ou IRRF de que tratam os presentes autos. Portanto, não há prova da conexão argüida pela Recorrente. Também não há prova da conexão em relação ao processo nº 13819.002580/9965 da mesma empresa UNIGEL como se depreende do Acórdão nº 120100926 de 13/12/2013 de lavra da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que negou provimento ao recurso voluntário. Como explicitado na decisão recorrida itens 21 a 22 acima transcritos, as Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF referentes a esse ano calendário, de págs. 504/509, informam R$153.173,29 de IRRF. Sobre as DIRFs, a Recorrente diz que até o momento não foi possível localizar a declaração enviada à época. Entretanto, a declaração foi devidamente apresentada à Receita Federal, pelo que a autoridade administrativa tem meios de acessar as informações prestadas. A Recorrente apenas repete o que aduzira na Manifestação de Inconformidade mas sem qualquer prova contrária com respaldo em comprovante de rendimentos suficiente para elidir os valores constantes das DIRFs ou acrescentar valores que não foram informados em DIRF de modo a comprovar o valor do IRRF declarado na DIPJ/2001 em sua totalidade. Como cediço, somente são passíveis de restituição ou compensação os créditos líquidos e certos. O que se observa nos autos é que a interessada não traz qualquer elemento que comprove suas alegações, o que viola a regra jurídica adotada pelo direito pátrio de que a prova compete ou cabe à pessoa que alega o fato, conforme se depreende do abaixo transcrito artigo 16, caput, III, do Decreto n° 70.235, de 1972 (PAF), que regulamenta o Fl. 585DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 13502.000882/200193 Acórdão n.º 1802002.360 S1TE02 Fl. 6 9 Processo Administrativo Fiscal no âmbito federal, e do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil,verbis: Decreto n° 70.235, de 1972: Art. 16. A impugnação mencionará: III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. CPC Art. 333. 0 ânus da prova incumbe: I — ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; ... O reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Como registrado acima, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus da prova dos fatos constitutivos do seu direito. Logo, o indébito tributário deve ser necessariamente comprovado sob pena de pronto indeferimento. No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, compete ao sujeito passivo que teria apurado saldo negativo, pois, somente o contribuinte detém em seu poder os registros de prova necessários para a elucidação da verdade dos fatos. Nesse sentido, o Pedido de Restituição apresentado, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento pela autoridade administrativa de crédito junto à Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto nos artigos 165 e 170 do Código Tributário Nacional (CTN). É certo que o artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. A busca da verdade material não autoriza o julgador a substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da Recorrente. É dever do Fisco proceder a análise do crédito e, o contribuinte que reclama o pagamento indevido tem o dever de comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova não é suficiente para o atendimento do pleito. Fl. 586DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA 10 Assim, entendo que a Recorrente não logrou êxito em comprovar, de forma idônea e fidedigna, o montante das estimativas e do IRRF declarados, o que implica, na exclusão do valor de R$ 17.824,28 em relação ao IR estimativa e glosa de parte do IRRF, nos exatos moldes do que decidiu a Delegacia de Julgamento, redundando o saldo negativo em R$ 135.349,01. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 03/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/11/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/ 12/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2014 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA
score : 1.0
Numero do processo: 36750.002728/2005-53
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005
NORMAS GERAIS. MULTAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. NATUREZA JURÍDICA. PENALIDADE. IDENTIDADE.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN), a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
No caso, para aplicação da regra expressa no CTN, deve-se comparar as penalidades sofridas, a antiga em comparação com a determinada pela nova legislação, o que não ocorreu, motivo do provimento do recurso.
Numero da decisão: 9202-003.378
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado) e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
(assinado digitalmente)
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 NORMAS GERAIS. MULTAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. NATUREZA JURÍDICA. PENALIDADE. IDENTIDADE. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN), a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso, para aplicação da regra expressa no CTN, deve-se comparar as penalidades sofridas, a antiga em comparação com a determinada pela nova legislação, o que não ocorreu, motivo do provimento do recurso.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 36750.002728/2005-53
anomes_publicacao_s : 201501
conteudo_id_s : 5421953
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9202-003.378
nome_arquivo_s : Decisao_36750002728200553.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 36750002728200553_5421953.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado) e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Elias Sampaio Freire.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5797129
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:35:21 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047474432638976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1820; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 36750.002728/200553 Recurso nº 259.951 Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.378 – 2ª Turma Sessão de 18 de setembro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL (PGFN) Interessado GUSTAVO ALBERTO ZANARDO ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 NORMAS GERAIS. MULTAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. NATUREZA JURÍDICA. PENALIDADE. IDENTIDADE. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN), a lei aplica se a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso, para aplicação da regra expressa no CTN, devese comparar as penalidades sofridas, a antiga em comparação com a determinada pela nova legislação, o que não ocorreu, motivo do provimento do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado) e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 75 0. 00 27 28 /2 00 5- 53 Fl. 218DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Pedro Anan Junior (suplente convocado), Maria Helena Cotta Cardozo, Gustavo Lian Haddad, Elias Sampaio Freire. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 36750.002728/200553 Acórdão n.º 9202003.378 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 0103, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), contra acórdão, fls. 093, que decidiu dar provimento parcial a recurso voluntário do sujeito passivo, nos seguinte termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal O fato gerador das contribuições ocorre durante o período de execução da obra, no caso, para a Matrícula CEI 38.700.11084/64, a obra de construção teve início em 1992 e um primeiro término parcial em 21.07.1995, com área total de 469,20 m2, e um segundo término parcial em 16.02.2004, área total de 103,60 m2. A cientificação da NFLD pela recorrente se deu em 11.08.2005, e o período do débito é 05/2005. Dessa forma, para o primeiro término parcial da obra em 21.07.1995, com área total de 469,20 m2, constatase que com fulcro na Súmula Vinculante nº 8,, STF, que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, tanto nos termos do artigo 150, § 4o, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN. Em relação ao segundo término parcial da obra, em 16.02.2004, área total de 103,60 m2 , naturalmente, não incide a hipótese de decadência dado que a ciência da NFLD ocorreu em 16.08.2005. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO AFERIÇÃO INDIRETA. Fl. 220DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA 4 Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado por unanimidade de votos, em acolher a preliminar de decadência até a competência 07/1995, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, excluindose do débito o correspondente à área edificada de 469,20 m2 . No mérito, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Esclarecendo, o litígio em questão versa sobre a forma de aplicação da retroatividade benigna, determinada no Art. 106, do CTN. Em seu recurso especial a PGFN alega, em síntese, que: 1. Há decisões divergentes quanto à forma de aplicação da retroatividade benigna, determinada pelo CTN; Fl. 221DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 36750.002728/200553 Acórdão n.º 9202003.378 CSRFT2 Fl. 4 5 2. O acórdão deve ser retificado, conforme a decisão paradigma; 3. Espera acolhimento e provimento de seu recurso. Por despacho, fls. 0154, deuse seguimento ao recurso especial. O sujeito passivo apresentou suas contra razões, fls. 0175, argumentando, em síntese, que a decisão recorrida deve ser mantida. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA 6 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e divergência confirmada e não reformada conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. Sobre a questão de qual multa deve ser aplicada nos lançamentos de ofício, na análise da questão verificamos que assiste razão ao pleito da recorrente. Concordo com o acórdão recorrido a respeito da aplicabilidade do Art. 106 do CTN: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: ... II tratandose de ato não definitivamente julgado: ... c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Portanto, pela determinação do CTN, acima, a administração pública deve verificar. nos lançamentos não definitivamente julgados, se a penalidade determinada na nova legislação é menos severa que a prevista na lei vigente no momento do lançamento. Só não posso concordar com a análise feita, que leva à comparação de penalidades distintas: multa de ofício e multa de mora. A Lei 8.212/1991 trazia a seguinte redação quando tratava de multas: Lei 8.212/1991: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 223DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 36750.002728/200553 Acórdão n.º 9202003.378 CSRFT2 Fl. 5 7 c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). § 1º Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos. (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar.(Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o Fl. 224DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA 8 acréscimo a que se refere o § 1º deste artigo.(Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) Com a edição da Medida Provisória 449/2008 ocorreram mudanças na legislação que trata sobre multas, com o surgimento de dois artigos: Lei 8.212/1991: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). ... Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ocorre que o acórdão recorrido comparou, para a aplicação do Art. 106 do CTN, penalidade de multa aplicada em lançamento de ofício, com penalidade aplicada quando o sujeito passivo está em mora, sem a existência do lançamento de ofício, e decide, espontaneamente, realizar o pagamento. Para tanto, na defesa dessa tese, há o argumento que a antiga redação utilizava o termo multa de mora. Lei 8.212/1991: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: ... Fl. 225DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 36750.002728/200553 Acórdão n.º 9202003.378 CSRFT2 Fl. 6 9 II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: Esclarecemos aqui que a multa de lançamento de ofício, como decorre do próprio termo, pressupõe a atividade da autoridade administrativa que, diante da constatação de descumprimento da lei, pelo contribuinte, apura a infração e lhe aplica as cominações legais. Em direito tributário, cuidase da obrigação principal e da obrigação acessória, consoante art. 113 do CTN. A obrigação principal é obrigação de dar. De entregar dinheiro ao Estado por ter ocorrido o fato gerador do pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária. A obrigação acessória é obrigação de fazer ou obrigação de não fazer. A legislação tributária estabelece para o contribuinte certas obrigações de fazer alguma coisa (escriturar livros, emitir documentos fiscais etc.): são as prestações positivas de que fala o §2º do art. 113 do CTN. Exige também, em certas situações, que o contribuinte se abstenha de produzir determinados atos (causar embaraço à fiscalização, por exemplo): são as prestações negativas, mencionadas neste mesmo dispositivo legal. O descumprimento de obrigação principal gera para o Fisco o direito de constituir o crédito tributário correspondente, mediante lançamento de ofício. É também fato gerador da cominação de penalidade pecuniária, leiase multa, sanção decorrente de tal descumprimento. O descumprimento de obrigação acessória gera para o Fisco o direito de aplicar multa, igualmente por meio de lançamento de ofício. Na locução do §3º do art. 113 do CTN, este descumprimento de obrigação acessória, isto é, de obrigação de fazer ou não fazer, convertea em obrigação principal, ou seja, obrigação de dar. Já a multa de mora não pressupõe a atividade da autoridade administrativa, não têm caráter punitivo e a sua finalidade primordial é desestimular o cumprimento da obrigação fora de prazo. Ela é devida quando o contribuinte estiver recolhendo espontaneamente um débito vencido. Essa multa nunca incide sobre as multas de lançamento de ofício e nem sobre as multas por atraso na entrega de declarações. Portanto, para a correta aplicação do Art. 106 do CTN, que trata de retroatividade benigna, o Relator deveria ter comparado penalidades determinadas na antiga legislação, com a penalidades determinadas atualmente. Conseqüentemente, divirjo do acórdão recorrido, pelas razões expostas e dou provimento ao recurso, nos termos solicitado. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA 10 CONCLUSÃO: Em razão do exposto, dou provimento ao recurso da PGFN, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 227DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/01/2015 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
