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Numero do processo: 10850.003261/2007-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.708
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra Presidente
(assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo-Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes.
Nome do relator: PEDRO SOUSA BISPO
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RESOLVEM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra –Presidente (assinado digitalmente) Pedro Sousa BispoRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (presidente da turma), Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Diego Diniz Ribeiro, Cynthia Elena de Campos, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo e Rodrigo Mineiro Fernandes. RELATÓRIO Por bem relatar os fatos, adoto o relatório do acórdão recorrido com os devidos acréscimos: O presente processo administrativo foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .0 03 26 1/ 20 07 -1 7 Fl. 2177DF CARF MF Processo nº 10850.003261/200717 Resolução nº 3402001.708 S3C4T2 Fl. 2.178 2 Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta pela contribuinte por meio de seus representantes legais, conforme instrumento de mandato a fl. 081/082, em face do Despacho Decisório resultante da apreciação do Pedido de Restituição em papel e não numerado (fls. 003), protocolado em 26/12/2007, por meio do qual a contribuinte pretende ter restituído o valor total de R$ 52.089,15. A solicitante esclarece em seu pedido que se utilizou do formulário em papel devido à impossibilidade de se utilizar do programa PER/DCOMP (art. 3º, §1º, da IN SRF nº 600/2005), por este não possuir os campos adequados. Conforme informado pela contribuinte em seu pedido, o valor a ser restituído seria correspondente à compensação a maior de valor de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins por meio da Declaração de Compensação original (fls. 008) entregue em 15/07/2003 utilizando crédito oriundo de restituição solicitada no processo nº 13804.000951/200164, que teria sido indevidamente apurado a maior sob o fundamento de inconstitucionalidade da parcela da receita que não se enquadra no conceito de faturamento incluída na base de cálculo. A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto, que, em 15/04/2009, emitiu Despacho Decisório em papel (fls. 061/067), no qual a autoridade competente indeferiu o Pedido de Restituição, com base nos seguintes fundamentos: não confirmação da existência do crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior e impossibilidade de considerar exclusão da base de cálculo além das expressamente previstas nas normas aplicáveis, apenas em face de inconstitucionalidade não ampliável à contribuinte. Cientificada do Despacho Decisório, em 30/04/2009 (fl. 068), a contribuinte ingressou, em 01/06/2009, com a manifestação de inconformidade de fls. 069/078 e documentos anexos, na qual se manifesta, em síntese, conforme o disposto a seguir. 1. Preliminarmente pede a suspensão do presente processo até o julgamento do processo administrativo nº 13804.000951/200164, cujo objeto é a compensação que daria causa à presente restituição. Esclarece que aquele processo já teve o indeferimento proferido em Despacho Decisório, e que tal indeferimento foi anulado pelo CARF, resultando em novo Despacho Decisório que deferiu parcialmente o pedido, decisão que atualmente encontrase pendente de julgamento de manifestação de inconformidade apresentada. Em face dessa pendência de decisão definitiva em relação àquele processo, cuja matéria seria prejudicial em relação à presente, é que a contribuinte solicita a suspensão do presente processo, com fundamento no art. 265, inciso IV, alínea a, do Código de Processo Civil. Acrescenta ainda que não poderia aguardar o desfecho daquele processo para apresentar novo pedido de restituição, em virtude do prazo decadencial para apresentação desse novo pedido, estabelecido pela Lei Complementar nº 118, que seria de cinco anos a partir da extinção do crédito tributário. 2. Quanto ao mérito, sustenta que o art. 3º, §1º, da Lei nº 9.718/1998, ampliou significativamente a base de cálculo da contribuição de forma inconstitucional, ao prescrever que nela fosse considerada a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, e não simplesmente seu faturamento, ofendendo frontalmente o art. 195, inciso I, da Constituição Federal, que se restringia somente ao faturamento, e o art. 110, do Código Tributário Nacional, que proíbe a alteração, pela lei tributária, da definição, do conteúdo e do alcance dos institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal para definir ou limitar competências tributárias. Nesse sentido, referese à jurisprudência do STF, citando julgados, e à posição da 2ª instância administrativa, trazendo exemplos de decisões dessa instância, ressaltando em especial o entendimento daquele órgão de que a posição Fl. 2178DF CARF MF Processo nº 10850.003261/200717 Resolução nº 3402001.708 S3C4T2 Fl. 2.179 3 do STF nos recursos extraordinários deve ser aplicada pelas autoridades fazendárias em suas decisões. Argumenta, ainda, que a matéria já foi considerada pelo STF de repercussão geral e será objeto de sumula vinculante, conforme voto que transcreve. Em conseqüência, a base de cálculo da contribuição somente deveria incluir valores correspondentes ao faturamento. Portanto, no caso específico do presente processo, o débito total de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins apurado no período de junho de 2003, no valor de R$ 55.330,53, conforme cópia da DCTF do 2ºT/2003 anexada aos autos, seria indevido o valor de R$ 52.089,15, que corresponde à parcela da contribuição calculada sobre receitas financeiras, conforme comprovado por cópias do balancete, do Livro Razão e de planilha de cálculos, o qual deve ser restituído. Conclui requerendo o acolhimento e provimento da presente manifestação de inconformidade, com o reconhecimento do direito da requerente à restituição da contribuição calculada sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, informa que a matéria objeto da manifestação de inconformidade não foi submetida à apreciação judicial e protesta prova o alegado por todos os meios de prova admitidos, especialmente a produção de perícia, a realização de diligências e a juntada de documentos. Ato contínuo, a DRJRIBEIRÃO PRETO (SP) julgou a Manifestação de Inconformidade do Contribuinte nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 PAF. SOBRESTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste a figura do sobrestamento do processo administrativo. O princípio da oficialidade obriga a administração a impulsionar o processo até sua decisão final. CONSTITUCIONALIDADE. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis e somente pode afastar as normas declaradas inconstitucionais nos casos expressamente previstos no ordenamento jurídico. RESTITUIÇÃO. QUITAÇÃO. AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTO ESSENCIAL. A préexistência inequívoca de quitação líquida e certa é pressuposto essencial à restituição do valor eventualmente quitado indevidamente ou a maior e a ausência ou incerteza dessa quitação torna improcedente o pedido nela fundado. RESTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE SALDO A RESTITUIR. Verificado que o crédito pleiteado tem seu valor totalmente vinculado à quitação de débitos declarados em DCTF, resta impossibilitada, por falta de saldo, a restituição. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto Fl. 2179DF CARF MF Processo nº 10850.003261/200717 Resolução nº 3402001.708 S3C4T2 Fl. 2.180 4 à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Em seguida, devidamente notificada, a Empresa interpôs o presente recurso voluntário pleiteando a reforma do acórdão. No Recurso Voluntário, a Empresa suscitou as mesmas questões preliminares e de mérito, repetindo as argumentações apresentadas na manifestação de inconformidade. Este Colegiado, em sessão realizado no dia 21 de fevereiro de 2017, resolveu converter o julgamento em diligência por entender que o processo não se encontrava maduro para julgamento pois necessitava dos esclarecimentos quanto a natureza das receitas auferidas pela empresa, bem como que fosse informado quais delas deveriam ser excluídas da base de cálculo das contribuições por força do RE 585.235, julgado sob sistemática de Repercussão Geral. Cumprida a solicitação do Colegiado, o processo foi a mim distribuído por sorteio, tendo em vista que o Conselheiro Relator originário, (Carlos Daniel) neste ínterim, foi nomeado Conselheiro de outra Seção de julgamento do CARF. É o relatório. VOTO O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele se deve conhecer. A matéria aqui discutida é costumeira aqui neste Colegiado, visto que todos aqueles que recolheram contribuições sociais ao PIS e a COFINS com a base de cálculo ampliada pelo §1º do artigo 3º da Lei nº 9718/98 passaram a ingressar administrativamente, dentro do interregno legal do direito à restituição, buscando reaver os valores pagos indevidamente. Visando comprovar o seu direito creditório, o contribuinte juntou ao seu Recurso Voluntário planilhas que indicam, supostamente, a existência de receitas financeiras na apuração da base de cálculo das contribuições sociais. Este Colegiado, em sessão realizado no dia 21 de fevereiro de 2017, resolveu converter o julgamento em diligência por entender que o processo não se encontrava maduro para julgamento pois necessitava dos esclarecimentos a seguir indicados: I) Que a DRF intime o contribuinte a apresentar os livros contábeis e a documentação fiscal necessária à identificação da natureza das receitas que compuseram a base de cálculo das contribuições sociais do período cuja restituição pleiteia o Recorrente. II) Após o recebimento e análise da documentação a ser entregue pelo Recorrente, a autoridade fiscalizadora deverá elaborar relatório discriminando a parcela da base de cálculo correspondente às receitas excluídas por força do Recurso Extraordinário RE 585.235, julgado Fl. 2180DF CARF MF Processo nº 10850.003261/200717 Resolução nº 3402001.708 S3C4T2 Fl. 2.181 5 sob sistemática de Repercussão Geral, calculando o valor do tributo correspondente. A DRF de origem analisou detalhadamente cada rubrica contábil reivindicada pela Recorrente que supostamente não comporia a base de cálculo das contribuições por força da declaração de inconstitucionalidade do §1º do artigo 3º da Lei nº 9718/98. Em suma, concluiu que dentre todas as rubricas analisadas, as referentes as contas contábeis 37201.00002 – ENTRADA DE PEÇAS P/ ESTOQUE, 37201.00003 – VENDA INTERNA, 3620100014 – REMUNERAÇÃO S/ CONSÓRCIO, 37201.00006 – RECEITAS DE INVEST. EM CONSÓRCIO e 37201.00007 – OUTRAS RECEITAS deveriam compor o faturamento para efeito de incidência das contribuições. Em seguida, foram refeitos os cálculos do período em análise, com base no demonstrativo e registros contábeis que lhes foram apresentados, incluindo na base de cálculo todas as receitas operacionais e excluindo as receitas financeiras, estranhas ao conceito de faturamento, onde apurouse Cofins a pagar do período de apuração de junho/03 no valor de R$ 55.307,20, fls. 2048. Por fim, concluiu que houve compensação a maior no montante de R$ 23,33, fls.2.049 e 2.050, na comparação entre a Cofins a pagar apurada na diligência com a compensação apontada como pagamento a maior, no Pedido de Restituição em análise. No entanto, a Recorrente, em sua manifestação sobre os resultados da diligência fiscal, afirma que, por equívoco seu e da Fiscalização, não foram considerados na apuração da COFINS devida a dedução os custos dos veículos usados vendidos (planilha de apuração de apuração da COFINS, fls. 2.048), nos termos da IN SRF nº247/2002. Informa, ainda, que os documentos contábeis comprovantes dos custos de veículos usados foram juntados anteriormente ao processo. Como se sabe, a determinação da receita tributável na venda de veículos usados adquiridos para revenda se dá pela diferença entre o valor de venda e o valor de aquisição, de acordo com os §§ 4º e 5º do art.10, da IN SRF nº247/02, in verbis: Art.10. As pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, observado o disposto no art. 9º, têm como base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins o valor do faturamento, que corresponde à receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade por elas exercidas e da classificação contábil adotada para a escrituração das receitas. (...) § 4º A pessoa jurídica que tenha como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores deve apurar o valor da base de cálculo nas operações de venda de veículos usados adquiridos para revenda, inclusive quando recebidos como parte do pagamento do preço de venda de veículos novos ou usados, segundo o regime aplicável às operações de consignação. § 5º Na determinação da base de cálculo de que trata o § 4º será computada a diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado, constante da nota fiscal de venda, e o seu custo de aquisição, constante da nota fiscal de entrada. Fl. 2181DF CARF MF Processo nº 10850.003261/200717 Resolução nº 3402001.708 S3C4T2 Fl. 2.182 6 Tendo em vista a legislação citada e uma vez que constam nos autos documentos que sugerem a existência do direito a dedução dos custos de veículos usados na apuração da COFINS devida, com reflexos no pedido de restituição ora analisado, entendo que há necessidade da conversão do processo em diligência para que a Autoridade Fiscal de origem confirme a procedência da dedução proposta na apuração da COFINS. Diante dessas considerações, à luz do art. 29 do Decreto n.º 70.235/72, proponho a conversão do presente processo em diligência para que a Autoridade Fiscal de origem (Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto/SP) realize os seguintes procedimentos: I) Que a DRF analise a documentação contábil já juntada aos autos para verificar se é suficiente para comprovar os custos na aquisição de veículos usados revendidos. Caso a referida documentação não seja suficiente, intimar a empresa a apresentar outros elementos necessários a comprovação dos custos citados. II) Após a análise da documentação, a Autoridade Fiscalizadora deverá elaborar relatório e refazer as planilhas constantes das fls.2048 a 2050, levando em consideração a dedução do custo na aquisição dos veículos usados revendidos, por ventura apurados; e III) Elaborado o relatório, devese dar ciência ao contribuinte para manifestação sobre o teor do relatório da diligência, retornando então o processo a este Colegiado para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo Relator Fl. 2182DF CARF MF
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Numero do processo: 11020.001737/2004-60
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004
RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. INSUFICIÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO.
Quando o recurso especial de divergência se refere a matéria que não afeta a denegação do direito material pleiteado, não há razão de pedir no recurso especial que justifique seu conhecimento. No caso, foi dado provimento ao Recurso Voluntário por motivo autônomo e suficiente, contudo, a recorrente somente se insurge contra um aspecto do lançamento que só afetaria o resultado da decisão se aquela matéria fosse também revista. Inexistindo recurso especial de divergência com relação àquele motivo autônomo, é despiciendo o presente recurso especial.
Numero da decisão: 9303-007.511
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em não conhecer do Recurso Especial, vencidos os conselheiros Demes Brito (relator), Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que conheceram do recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Demes Brito - Relator.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
Nome do relator: DEMES BRITO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. INSUFICIÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. Quando o recurso especial de divergência se refere a matéria que não afeta a denegação do direito material pleiteado, não há razão de pedir no recurso especial que justifique seu conhecimento. No caso, foi dado provimento ao Recurso Voluntário por motivo autônomo e suficiente, contudo, a recorrente somente se insurge contra um aspecto do lançamento que só afetaria o resultado da decisão se aquela matéria fosse também revista. Inexistindo recurso especial de divergência com relação àquele motivo autônomo, é despiciendo o presente recurso especial.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em não conhecer do Recurso Especial, vencidos os conselheiros Demes Brito (relator), Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que conheceram do recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Demes Brito - Relator. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício).
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TIMBER EXPORTACAO E IMPORTACAO LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. INSUFICIÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. Quando o recurso especial de divergência se refere a matéria que não afeta a denegação do direito material pleiteado, não há razão de pedir no recurso especial que justifique seu conhecimento. No caso, foi dado provimento ao Recurso Voluntário por motivo autônomo e suficiente, contudo, a recorrente somente se insurge contra um aspecto do lançamento que só afetaria o resultado da decisão se aquela matéria fosse também revista. Inexistindo recurso especial de divergência com relação àquele motivo autônomo, é despiciendo o presente recurso especial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em não conhecer do Recurso Especial, vencidos os conselheiros Demes Brito (relator), Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que conheceram do recurso. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Demes Brito Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 00 17 37 /2 00 4- 60 Fl. 358DF CARF MF Processo nº 11020.001737/200460 Acórdão n.º 9303007.511 CSRFT3 Fl. 359 2 (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em exercício). Relatório Tratase de Recurso Especial de divergência interposto pela Contribuinte, ao amparo do art. 67, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, contra o acórdão nº 380200.348, proferido pela 2ª Turma Especial, que deu provimento parcial ao Recurso Voluntário, cuja ementa ficou assim redigida: REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/2004 a 28/02/2004 PIS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. UTILIZAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS COMO INSUMOS. CREDITAMENTO. AMPLITUDE DO DIREITO. No regime de incidência não cumulativa do PIS/Pasep e da COFINS, as Leis 10.637 de 2002 e 10.833 de 2003 (art. 3º, inciso II) possibilitam o creditamento tributário pela utilização de bens e serviços como insumos na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, ou ainda na prestação de serviços, com algumas ressalvas legais. Diante do modelo prescrito pelas retrocitadas leis dadas as limitações impostas ao creditamento pelo texto normativo vêse que o legislador optou por um regime de não cumulatividade parcial, onde o termo “insumo”, como é e sempre foi historicamente empregado, nunca se apresentou de forma isolada, mas sempre associado à prestação de serviços ou como fator de produção na elaboração de produtos destinados à venda, e, neste caso, portanto, vinculado ao processo de industrialização, atividade que tem no IPI imposto especialmente instituído para sua tributação. Assim, não há nenhum disparate em conceber ao termo “insumo” o mesmo sentido tradicionalmente proclamado pela legislação do IPI e espelhado nas Instruções Normativas SRF nos 247/2002 (art. 66, § 5º) e 404/2004 (art. 8o, § 4º), posto que estas retrataram propósito que está em sintonia com o desiderato do legislador ordinário, não sendo razoável admitir, pois, a acepção de insumo na amplitude do termo dada por seu aspecto econômico. Concernente ao uso terminológico do termo “insumo” na atividade de prestação de serviços, referidas instruções normativas consideram como Fl. 359DF CARF MF Processo nº 11020.001737/200460 Acórdão n.º 9303007.511 CSRFT3 Fl. 360 3 insumos “os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço” (artigo 66, § 5º, II, “b”, da IN SRF 247/2002 e art. 8º, § 4º, II, “b”, da IN SRF 404/2004), prescrições as quais estão em sintonia com o inciso I, § 3o, artigo 3º, das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE DO PIS/PASEP. CREDITAMENTO DECORRENTE DE CUSTOS E DESPESAS COM INSUMOS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA APLICAÇÃO DOS INSUMOS NO PROCESSO PRODUTIVO OU NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. O creditamento objeto do regime da não cumulatividade do PIS/Pasep e da COFINS, além da necessária observação das exigências legais, requer a perfeita comprovação, por documentação idônea, dos custos e despesas decorrentes da aquisição de bens e serviços empregados como insumos na atividade da pessoa jurídica. Recurso a que se dá provimento em parte. Não conformada com tal decisão, a Contribuinte interpõe o presente Recurso, aduz divergência de interpretação da legislação tributária referente ao conceito de insumo das contribuições do PIS e da COFINS, contesta o entendimento de que seja aplicável a definição do conceito de insumo prevista na legislação do IPI. Para comprovar o dissenso em relação à matéria, foram colacionados, como paradigmas no recurso, os Acórdãos nºs 330200.226 e 930301.035. Em seguida, o Presidente da 3ª Seção do CARF, deu seguimento ao recurso, nos termos do despacho de admissibilidade, ás fls. 338/342. Devidamente cientificada, a Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, ás fls. 344/356, requer que seja negado provimento ao Recurso interposto. No essencial é o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Demes Brito Relator O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, deles tomo conhecimento e passo a decidir. In caso, tratase de indeferimento parcial de pedido de ressarcimento (PER/DECOMP), relativo ao saldo credor de PIS/Pasep não cumulativo, visando a ter reconhecido direito a se ressarcir do creditamento de valores referentes à aquisições de partes, peças, combustíveis e despesas diversas, que foram glosadas em face da impossibilidade de sua caracterização como insumos dentro da sistemática de apuração de créditos pela não cumulatividade de Pis e Cofins. Fl. 360DF CARF MF Processo nº 11020.001737/200460 Acórdão n.º 9303007.511 CSRFT3 Fl. 361 4 No julgamento do Recurso Voluntário, a 2ª Turma Especial, deu parcial provimento ao recurso, reconhecendo o creditamento de custos com serviços de extração de toras de pinus elliot, considerando que nas razões para a glosa das despesas com o serviço em questão não foi feita nenhuma alusão a eventual não comprovação dessas despesas, e que referido serviço guarda relação com a atividade produtiva da recorrente, negou provimento, quanto aos direito a crédito referente aos dispêndios relacionados a combustíveis e lubrificantes, partes e peças para manutenção de máquinas e serviços prestados (empilhamento de toras). Entretanto, como o colegiado decidiu por não conhecer do recurso, deixo de me manifestar acerca do mérito da questão. É como voto. (Assinado digitalmente) Demes Brito Voto Vencedor Luiz Eduardo de Oliveira Santos Redator designado Com a devida vênia do i. relator, entendo que não se deva conhecer do recurso especial de divergência da contribuinte. O acórdão recorrido tem duas vertentes para não provimento parcial do recurso voluntário, uma teórica e outra de natureza comprobatória, esta, (a) concernente à comprovação da aplicação dos insumos ou de que as despesas a eles referidas seriam relativas à atividade produtiva e aquela, (b) tratando da acepção do conceito de insumo basearse na mesma concepção utiliza da para o IPI, com fulcro nas Instruções Normativas RFB de nº 247/2002 e nº 404/2004. Ao tratar da matéria (a), o voto do relator acórdão de recurso voluntário expressa o entendimento, às efls. 271 e 272: Em resumo, para fins do regime de nãocumulatividade do PIS/Pasep e da COFINS, penso que não se pode admitir a acepção de insumo no seu amplo sentido econômico, como defendido pela recorrente e por parte da doutrina, até porque a norma em tela diz respeito a regime de tributação, e a palavra “insumo” – além de seu emprego na atividade de prestação de serviços – vem associada ao processo fabril da empresa, atividade que, como já ressaltado, é especificamente tributada pelo IPI. (Negritei.) Nesse sentido, o recurso especial de divergência da contribuinte adequadamente apresentou acórdão paradigma da divergência com relação a matéria teórica (a) citada, e por isso foi admitido pelo então Presidente da 3ª Seção, com a seguinte argumentação, à efl. 341: Fl. 361DF CARF MF Processo nº 11020.001737/200460 Acórdão n.º 9303007.511 CSRFT3 Fl. 362 5 Por sua vez, os acórdãos paradigmas firmam entendimentos diversos, ao tratarem da mesma matéria relativa às hipóteses de apuração de créditos dentro da sistemática não cumulativa das contribuições PIS e Cofins, ambos afirmam claramente que o conceito de insumo previsto na legislação de IPI não deve ser aplicado aos casos de análise de créditos oriundos de PIS e Cofins, em face da legislação destas contribuições dar um alcance diverso, mais amplo, a tal conceito. (Negritei.) Contudo, relativamente à questão probatória, há que se destacar ser a atividade da recorrente: reflorestamento, beneficiamento de madeira, exportação de madeira e ela, em seu recurso especial, afirma, às efls. 323 e 324: Pelo fundamentação do acórdão recorrido, o indeferimento do crédito se deu pelos seguintes motivos: 1) indeferimento dos combustíveis e lubrificantes, ao contrário do entendimento firmado na decisão, eles são utilizados no processo produtivo da recorrente; 2) o indeferimento dos itens relativos às partes e peças para manutenção de máquinas, também ao contrário do entendimento firmado no acórdão devem ser considerados insumos para fins de apuração do crédito de PIS/COFINS; e 3) apuração de créditos sobre serviços prestados, igualmente fazem parte do processo produtivo da empresa, pois antes de serrar a madeira é necessária a sua extração, o arrasto e empilhamento de toras e antes disso, é necessário que sejam feitas roçadas paro abrir caminhos na floresta. O argumento para o indeferimento é de que a recorrente não comprovou sua utilização no processo produtivo, não tendo demonstrado sua segregação. (Negritei.) Ou seja, a própria recorrente entendeu que as questões que levaram ao indeferimento eram de natureza probatória, o que se exemplifica com os excertos do voto do acórdão recorrido a seguir: efls. 273 e 274 Relativamente à utilização de combustíveis e lubrificantes como insumos. (...) Mas quanto do combustível e dos lubrificantes teria sido utilizado como insumo do processo produtivo? A glosa do creditamento decorrente da aquisição dos insumos combustíveis e lubrificantes decorreu, exatamente, da impossibilidade de segregação do uso dos mesmos no período em questão, conforme atesta a fiscalização no Relatório de Verificação Fiscal – fls. 135v. E procedeu o fisco de forma correta, dada a constatação de que houve, sim, utilização desses produtos – ao menos em parte – em atividades não diretamente Fl. 362DF CARF MF Processo nº 11020.001737/200460 Acórdão n.º 9303007.511 CSRFT3 Fl. 363 6 envolvidas no processo produtivo a ponto de serem consideradas como insumos das atividades características do objeto social da empresa, que, para fazer uso do creditamento decorrente da nãocumulatividade das contribuições sociais, necessitaria, obrigatoriamente, demonstrar contabilmente as despesas com os bens utilizados efetivamente como insumos de sua atividade produtora. (...) Sobre o direito creditório decorrente da aquisição de partes, peças e despesas diversas. (...) Mas ainda concernente ao tema, a fiscalização ressaltou também que, mesmo em relação a alguns produtos passíveis de serem considerados como insumos, tais poderiam ter tido outras destinações, “[...] uma vez que o contribuinte utiliza veículos para fins diversos à produção [...]”. Aqui constatase que a glosa decorreu da mesma razão pela qual não foram admitidos os gastos com combustíveis, ou seja, carência de comprovação da aplicação dos insumos na atividade produtiva da empresa. Correto, portanto, o entendimento adotado pelo fisco. efl. 275 Finalmente, em relação ao reclamado direito creditório decorrente do pagamento de serviços necessários à atividade da suplicante, convém sejam feitas as seguintes considerações. (...) Contudo, ainda em relação aos referidos serviços de extração de toras de pinus elliot, importa ressaltar que não deverão ser aceitas as despesas correspondentes aos documentos não caracterizados como “nota fiscal” (ou seja, que não apresentam a inscrição “nota fiscal”). Sobre essa questão, não vejo como acolher o argumento da recorrente de que a omissão do termo “nota fiscal” teria sido decorrente de mero erro de grafia. Os documentos nessa condição, a meu ver, não satisfazem os requisitos de admissibilidade mínimos para comprovar a transação neles consignada a ponto de dar ensejo ao reconhecimento do direito creditório pleiteado. Para essas questões de natureza probatória não há se falar em acórdãos divergentes, a própria contribuinte não o fez, e assim, ainda que o então Presidente da 3ª Seção tenha admitido o recurso especial sobre a matéria teórica proposta nos paradigmas, restaria o fundamento probatório, independente daquele, e que levou à parte não provida do acórdão a quo. Quando a contribuinte apresenta divergência apenas quanto a matéria teórica, conceito de insumo para fins de PIS/Cofins não cumulativos, sem apresentar qualquer divergência quanto ao decisum no tocante à questão probatória de aplicação dos insumos e valores, em nada se pode alterar o resultado do acórdão recorrido. Fl. 363DF CARF MF Processo nº 11020.001737/200460 Acórdão n.º 9303007.511 CSRFT3 Fl. 364 7 Dessarte, sendo a única divergência suscitada despicienda para a alteração do conteúdo do acórdão, voto por não conhecer do recurso especial de divergência da contribuinte, haja vista que a alegada divergência não implica qualquer alteração em relação ao decidido no aresto combatido. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 364DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.916645/2010-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/03/2000
HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA.
Não decorrendo 5 (cinco) anos, do pedido de PER/DCOMP e da decisao do despacho decisório, não ocorre homologação tácita nos termos do art. 74, §5º da Lei 9430/96.
ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO PELO ART. 56 DA LEI No 9.430/96.
A isenção da COFINS, das sociedades civis de prestação de serviços profissionais foi revogada pelo art. 56, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Precedentes do STF.
Numero da decisão: 3201-004.577
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. A conselheira Larissa Nunes Girard (suplente convocada) acompanhou o relator pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior e Vinicius Guimarães (suplente convocado em substituição ao conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Leonardo Correia Lima Macedo e Paulo Roberto Duarte Moreira.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/03/2000 HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Não decorrendo 5 (cinco) anos, do pedido de PER/DCOMP e da decisao do despacho decisório, não ocorre homologação tácita nos termos do art. 74, §5º da Lei 9430/96. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO PELO ART. 56 DA LEI No 9.430/96. A isenção da COFINS, das sociedades civis de prestação de serviços profissionais foi revogada pelo art. 56, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Precedentes do STF.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. A conselheira Larissa Nunes Girard (suplente convocada) acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior e Vinicius Guimarães (suplente convocado em substituição ao conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Leonardo Correia Lima Macedo e Paulo Roberto Duarte Moreira.
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ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. Recorrente J. CARDOSO ASSESSORIA TRIBUTÁRIA LTDA ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2000 HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Não decorrendo 5 (cinco) anos, do pedido de PER/DCOMP e da decisao do despacho decisório, não ocorre homologação tácita nos termos do art. 74, §5º da Lei 9430/96. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO PELO ART. 56 DA LEI No 9.430/96. A isenção da COFINS, das sociedades civis de prestação de serviços profissionais foi revogada pelo art. 56, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Precedentes do STF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. A conselheira Larissa Nunes Girard (suplente convocada) acompanhou o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Laercio Cruz Uliana Junior e Vinicius Guimarães (suplente convocado em substituição ao conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Leonardo Correia Lima Macedo e Paulo Roberto Duarte Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 66 45 /2 01 0- 31 Fl. 48DF CARF MF Processo nº 10880.916645/201031 Acórdão n.º 3201004.577 S3C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Declaração de Compensação – DCOMP lastreada em recolhimento indevido ou a maior de COFINS. O contribuinte alega, em síntese, que é uma sociedade civil de profissão regulamentada, prevista na Lei Complementar 70/91, podendo gozar do direito ao crédito apontado em virtude de estar isenta da contribuição. Diante de tal fato, foi proferido despacho decisório eletrônico. O pleito foi indeferido sob o fundamento de que, embora tenha sido localizado o pagamento indicado na DCOMP em análise, os créditos foram integralmente utilizados para quitação de débitos do Contribuinte, não restando crédito disponível para compensação do débito informado na DCOMP. Inconformado, apresentou Manifestação de Inconformidade que foi julgada pela DRJ/São Paulo. O Acórdão 16042.490 que possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/03/2000 PAGAMENTO A MAIOR. INOCORRÊNCIA. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Somente podem ser objeto de compensação créditos líquidos e certos, cuja comprovação da disponibilidade deve ser efetuada pelo Contribuinte, sob pena de não ter seu crédito reconhecido. Tendo sido o pagamento constante do DARF, ao qual foi atribuído o crédito utilizado na DCOMP, integralmente alocado para a quitação de débitos confessados pelo Contribuinte, não cabe reforma do Despacho Decisório que não homologou a compensação. A insuficiência da apresentação de prova inequívoca mediante documentação hábil e idônea, com vistas a comprovar a existência de crédito proveniente de recolhimento indevido ou a maior, acarreta a negativa de reconhecimento do direito creditório e, por conseqüência, a nãohomologação da compensação declarada, em face da impossibilidade da autoridade administrativa aferir a liquidez e certeza do pretenso crédito. ISENÇÃO. SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. REVOGAÇÃO. A isenção da COFINS que beneficiava as sociedades civis de profissão legalmente regulamentada, prevista na Lei Complementar no 70, de 1991, deixou de vigorar com a publicação da Lei nº 9.430, de 1996. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação, ou deixar de observar lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade, cujo reconhecimento encontrase na esfera de competência do Poder Judiciário. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 49DF CARF MF Processo nº 10880.916645/201031 Acórdão n.º 3201004.577 S3C2T1 Fl. 4 3 Não se conformando com a decisão de primeira instância apresentou Recurso Voluntário a este Conselho. Em síntese, alega: a) em preliminar, que ocorreu homologação tácita, pois a decisão foi proferida aos 360 (trezentos e sessenta) dias após o seu protocolo, afrontando o art. 24, da Lei 11.457/07; b) no mérito, que o artigo 56 da Lei 9.430/96, ao revogar a isenção das sociedades civis, descumpriu comando constitucional expresso no artigo 146, inciso III, que exige lei complementar para estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3201004.574, de 11/12/2018, proferido no julgamento do processo 10880.916643/201042, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3201004.574): "O Recurso é tempestivo e o conheço. Inicialmente não se pode aplicar o art. 24, da Lei 11.457/07 no presente caso, pois, tal regramento não se trata de homologação tácita, mas sim, obrigatoriedade de analise de pedidos realizados pelo Contribuinte no âmbito da Procuradoria da Fazenda Nacional. Contudo, nos termos do art. 74, § 5º, da Lei 9430, prescreve que o prazo para homologação tácita é de 5 (cinco) anos, caso que não ocorrido no caso em tela. Assim, deve ser REJEITADA a preliminar de homologação tácita. O mérito não merece ser provido. Pois o Contribuinte sustenta: No que respeita à decisão recorrida, o recorrente ora reafirma os termos da Manifestação de Inconformidade, pois aceitar a decisão contestada seria admitir que a não imposição fiscal da Lei Complementar 70/91, do inciso II do art. 6°, fosse anulada por norma impositiva do artigo 56 da Lei 9.430/96. Se, anteriormente, a Lei Complementar 70 tivesse imposto a cobrança às sociedades civis, seria possível que a lei ordinária eventualmente viesse a isentálas. O contrário, entretanto, como acontece neste caso, não é possível, pois representaria a criação de uma tributação sem que a Lei Complementar a tivesse instituído, isto é, não ocorreu a introdução de uma norma de isenção pela lei ordinária, mas a criação de imposição fiscal pela lei ordinária, por meio de revogação parcial de norma complementar que não a prevê. Tendo em consideração o expendido, reafirma as razões expostas na Manifestação de Inconformidade, no sentido da validade da restituição pleiteada. Fl. 50DF CARF MF Processo nº 10880.916645/201031 Acórdão n.º 3201004.577 S3C2T1 Fl. 5 4 Contudo, o Supremo Tribunal Federal fixou a seguinte tese em repercussão geral no Recurso Extraordinário no 377.4573, vejamos: EMENTA: Contribuição social sobre o faturamento – COFINS (CF, art. 195, I). 2. Revogação pelo art. 56 da Lei 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão regulamentada pelo art. 6o, II, da Lei Complementar 70/91. Legitimidade. 3. Inexistência de relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. Questão exclusivamente constitucional, relacionada à distribuição material entre as espécies legais. Precedentes. 4. A LC 70/91 é apenas formalmente complementar, mas materialmente ordinária, com relação aos dispositivos concernentes à contribuição social por ela instituída. ADC 1, Rel. Moreira Alves, RTJ 156/721. 5. Recurso extraordinário conhecido mas negado provimento. ACORDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas por maioria de votos, desprover o recurso. Em seguida o Tribunal, tendo em vista o disposto no artigo 27 da Lei no 9.868/99, rejeitou pedido de modulação de efeitos. Prosseguindo, o Tribunal rejeitou questão de ordem que determinava a baixa do processo ao Superior Tribunal de Justiça, pela eventual falta da prestação jurisdicional. Por maioria, resolvendo questão de ordem, entendeu que estava correta a submissão do recurso extraordinário na forma proposta pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista a questão de ordem para permitir a aplicação do artigo 543B do Código de Processo Civil, nos termos do voto do relator. Diante do exposto, REJEITO a preliminar de homologação tácita, e no mérito em NEGAR PROVIMENTO Recurso Voluntário." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado NEGOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 51DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10830.910446/2010-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO.
O ressarcimento previsto no artigo 11 da Lei nº 9.779/99 somente se opera à vista da comprovação da existência de créditos provenientes da aquisição de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem. Comprovada em procedimento fiscal a inexistência de tais créditos, faz-se necessário o indeferimento do pedido de ressarcimento e a não homologação de eventual compensação decorrente.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-006.120
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. O ressarcimento previsto no artigo 11 da Lei nº 9.779/99 somente se opera à vista da comprovação da existência de créditos provenientes da aquisição de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem. Comprovada em procedimento fiscal a inexistência de tais créditos, faz-se necessário o indeferimento do pedido de ressarcimento e a não homologação de eventual compensação decorrente. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Raphael Madeira Abad.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RESSARCIMENTO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. O ressarcimento previsto no artigo 11 da Lei nº 9.779/99 somente se opera à vista da comprovação da existência de créditos provenientes da aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem. Comprovada em procedimento fiscal a inexistência de tais créditos, fazse necessário o indeferimento do pedido de ressarcimento e a não homologação de eventual compensação decorrente. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Rodolfo Tsuboi (Suplente Convocado) e Raphael Madeira Abad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 04 46 /2 01 0- 13 Fl. 8832DF CARF MF Processo nº 10830.910446/201013 Acórdão n.º 3302006.120 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de indeferimento do ressarcimento de crédito de IPI e de não homologação da compensação declarada, tendo como fundamento a inexistência do crédito pleiteado, dada a inobservância do valor tributável mínimo nas transações da fiscalizada com sua única cliente, empresa interdependente, Unilever Brasil Ltda., conforme reconstituição da escrita fiscal. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento do seu direito, arguindo que determinadas compensações por ele declarados haviam sido homologadas tacitamente, situação essa não reconhecida no trabalho fiscal. Alegou, ainda, que estava ocorrendo cobrança de tributo em duplicidade, em razão da glosa ocorrida em outro processo, e teceu comentários sobre o "valor tributável mínimo". A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 14064.320, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, considerando que o ressarcimento previsto no art. 11 da Lei nº 9.779/98 somente se operava à vista da comprovação da existência de créditos provenientes da aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, sendo que, uma vez verificada a inexistência de tais créditos, faziase necessário o indeferimento do pedido de ressarcimento e a não homologação de eventual compensação decorrente. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, repisando praticamente os argumentos de defesa encetados na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Fl. 8833DF CARF MF Processo nº 10830.910446/201013 Acórdão n.º 3302006.120 S3C3T2 Fl. 4 3 Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.118, de 27/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 10830.910444/201016, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.118): O Recurso Voluntário é tempestivo, trata de matéria da competência deste Colegiado e atende aos pressupostos legais de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. I Preliminar Sobrestamento e vinculação de processos A recorrente em seu apelo solicitou o sobrestamento do presente feito, até final julgamento de processos judicial, que tem por objeto a existência do crédito objeto do pedido de ressarcimento. Entretanto, entendo não haver a possibilidade de ser atendido o pedido da recorrente, uma vez que o processo administrativo no qual discutiase a existência do crédito, já fora finalizado, sendo certo que em sua decisão restou consignado não existir o crédito pleiteado. Ademais, entendo que um dos princípios que regem o processo administrativo é o da oficialidade, que determina que o processo deva ser impulsionado ex officio, nos exatos termos do inciso XII, do parágrafo único, do art. 2º da Lei nº 9.784/1999. Vale dizer, não há qualquer previsão legal ou regimental que autorize a suspensão do andamento do processo administrativo em razão de processo judicial. Por tais razões rejeito a preliminar trazida pela recorrente. II. Da homologação Tácita Argumenta a recorrente que haveria a homologação tácita das compensações declaradas, tendo em vista ter percorrido o prazo de 5 anos contados da data de entrega da declaração e a prolação do despacho decisório que denegou a compensação. Entretanto, entendo que não há razão que de guarida às alegações trazidas pela recorrente, tendo em vista que o prazo para a contagem do prazo da homologação tácita começa a transcorrere a partir de 04/05/2009, data da retificadora informada no presente processo (art. 78 IN 1300). II Mérito Fl. 8834DF CARF MF Processo nº 10830.910446/201013 Acórdão n.º 3302006.120 S3C3T2 Fl. 5 4 No que diz respeito ao mérito, entendo que melhor sorte não socorre as alegações da recorrente. O que estamos decidindo é a possibilidade de ser deferido o pedido de ressarcimento e homologação de compensação efetuada pela recorrente. As matérias trazidas pela recorrente em seu recurso voluntário que dizem respeito exclusivamente à formação do crédito, não são aqui tratadas, vez que já definitivamente julgadas no processo nº 10480.724644/201156, onde restou decidido não haver crédito em favor da recorrente que pudesse fazer frente a presente pedido de ressarcimento e compensação. Assim, conforme informado no despacho decisório, bem como na decisão da DRJ, não existe crédito passível de ser utilizado para liquidar o débito objeto do pedido de restituição e compensação efetuado pela recorrente. Vale lembrar que a própria recorrente reconhece que o processo administrativo relacionado a existência do crédito esta definitivamente julgado na esfera administrativa, porém, por não concordar com a decisão, discute novamente a matéria, desta vez na esfera judicial. Por derradeiro, ressaltase que as alegações trazidas pela recorrente em seu recurso foram apresentadas de forma genérica, reprisando o que outrora fora discutido em outro processo, como dito no parágrafo anterior, motivo pelo qual não há como serem reconhecidas. Portanto, correto o despacho decisório que não homologou o pedido de compensação. Por todo o exposto, voto por conhecer parcialmente o recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento. Ressaltese que, quanto à alegação do Recorrente de homologação tácita da compensação, neste processo ela também não se configurou, pois, conforme se verifica à fl. 351, a Declaração de Compensação original fora transmitida em 27/09/2007, tendo o contribuinte sido cientificado do Despacho Decisório respectivo em 04/06/2012 (fl. 8518). Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu conhecer em parte o recurso voluntário e, na parte conhecida, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 8835DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10725.720362/2014-11
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2011
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE - RESERVA REMUNERADA
Conforme Súmula nº 43 do CARF os rendimentos da reserva remunerada, atendidos os demais requisitos legais, são passíveis de serem considerados isentos em caso de moléstia grave.
Numero da decisão: 2002-000.529
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para considerar isentos os proventos dos meses de maio a dezembro de 2011.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator.
Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2011 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE - RESERVA REMUNERADA Conforme Súmula nº 43 do CARF os rendimentos da reserva remunerada, atendidos os demais requisitos legais, são passíveis de serem considerados isentos em caso de moléstia grave.
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS ISENÇÃO POR MOLÉSTIA GRAVE RESERVA REMUNERADA Conforme Súmula nº 43 do CARF os rendimentos da reserva remunerada, atendidos os demais requisitos legais, são passíveis de serem considerados isentos em caso de moléstia grave. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para considerar isentos os proventos dos meses de maio a dezembro de 2011. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 72 03 62 /2 01 4- 11 Fl. 117DF CARF MF 2 Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (efls. 57 a 61), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu autuação pela omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. Tal omissão gerou lançamento de imposto de renda pessoa física suplementar de R$ 2.995,18, acrescido de multa de ofício no importe de 75%, bem como juros de mora. Impugnação A notificação de lançamento foi objeto de impugnação, às efls. 02 a 47 dos autos, que conforme decisão da DRJ: O contribuinte tomou ciência da Notificação de Lançamento em 01/04/2014, de acordo com o Aviso de Recebimento de fl. 63, tendo protocolizado, em 29/04/2014, a impugnação de fls. 02/05 onde consta em síntese: que é portador de moléstia grave (neoplasia maligna de cólon), conforme Laudo Médico Pericial, emitido pelo Serviço da Divisão de Oncologia – Oncocentro do Hospital Lauro Alvim – convênio com o Sistema Único de Saúde. cita o art. 6º, inciso XV, da Lei 7.713/88 que apresentou Declaração Retificadora classificando seus rendimentos como isentos. A impugnação foi apreciada na 19ª Turma da DRJ/RJO que, por unanimidade, em 17/11/2017, no acórdão 1293.640, às efls. 91 a 96, julgou a impugnação improcedente. Recurso voluntário Ainda inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, às efls. 103 a 107 no qual alega, em síntese: · que em 11/12/2008 já estava aposentado; · que em 10/05/2011 ficou constatada a moléstia grave; · assim, na condição de portador de moléstia grave e integrante da reserva remunerada, seus proventos estariam isentos. É o relatório. Voto Fl. 118DF CARF MF Processo nº 10725.720362/201411 Acórdão n.º 2002000.529 S2C0T2 Fl. 114 3 Conselheiro Thiago Duca Amoni Relator Pelo que consta no processo, o recurso é tempestivo, já que o contribuinte foi intimado do teor do acórdão da DRJ em 01/12/2017, efls. 99, e interpôs o presente Recurso Voluntário em 29/12/2017, efls. 103, posto que atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Conforme os autos, o lançamento tributário foi baseado na omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica. O contribuinte, em sua defesa, alega que seus rendimentos são isentos por ser portador de moléstia grave e que desde 11/12/2008 integrava o quadro da reforma remunerada. A DRJ assim se posicionou: Da leitura dos dispositivos legais transcritos, depreende se que para a fruição da isenção do imposto de renda dos rendimentos decorrentes de aposentadoria, reforma ou pensão percebidos por portadores de moléstia grave, há que se atender, cumulativamente, a dois requisitos: a) a natureza dos rendimentos deve ser proventos de aposentadoria, reforma ou pensão; e b) o contribuinte deve comprovar ser portador de moléstia especificada em lei. (...) Sem sombra de dúvida, no ano calendário em lide (2011), o contribuinte não atendia a um dos requisitos acima, exigidos pela legislação de regência, qual seja o de ser aposentado ou reformado. Sua Reforma deuse pelo ato de ofício acima transcrito, e a contar de 22/10/2012. Observase que o laudo médico que constata a moléstia grave não foi objeto de questionamento pela Fiscalização, apenas a natureza dos proventos e a data de aposentadoria do recorrente. Assim, entendeu que o contribuinte não atendia os requisitos legais pois sua reforma se deu em 22/10/2012, desconsiderando que já integrava o quadro de reforma remunerada desde 11/12/2008, sob argumento que esta condição não seria passível de isenção dos proventos, por falta de previsão legal. Da exegese do artigo 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88, do artigo 39, XXXI, do Regulamento de Imposto de Renda (RIR Decreto 3.000/99) e do artigo 30 da Lei nº 9.250/95 para o gozo da regra isentiva devem ser comprovados, cumulativamente (i) que os rendimentos sejam oriundos de aposentadoria, pensão ou reforma, (ii) que o contribuinte seja portador de moléstia grave prevista em lei e (iii) que a moléstia grave esteja comprovada por laudo médico oficial. Fl. 119DF CARF MF 4 Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) XIV – os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma; (...) Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XXXI os valores recebidos a título de pensão, quando o beneficiário desse rendimento for portador de doença relacionada no inciso XXXIII deste artigo, exceto a decorrente de moléstia profissional, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após a concessão da pensã(...) XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma Art. 30. A partir de 1º de janeiro de 1996, para efeito do reconhecimento de novas isenções de que tratam os incisos XIV e XXI do art. 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pelo art. 47 da Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (...) Fl. 120DF CARF MF Processo nº 10725.720362/201411 Acórdão n.º 2002000.529 S2C0T2 Fl. 115 5 A jurisprudência deste CARF segue a mesma linha: REQUISITO PARA A ISENÇÃO RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA OU PENSÃO E RECONHECIMENTO DA MOLÉSTIA GRAVE POR LAUDO MÉDICO OFICIAL LAUDO MÉDICO PARTICULAR CONTEMPORÂNEO A PARTE DO PERÍODO DA AUTUAÇÃO LAUDO MÉDICO OFICIAL QUE RECONHECE A MOLÉSTIA GRAVE PARA PERÍODOS POSTERIORES AOS DA AUTUAÇÃO IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ISENÇÃO O contribuinte aposentado e portador de moléstia grave reconhecida em laudo médico pericial de órgão oficial terá o benefício da isenção do imposto de renda sobre seus proventos de aposentadoria. Na forma do art. 30 da Lei nº 9.250/95, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. O laudo pericial oficial emitido em período posterior aos anoscalendário em debate, sem reconhecimento pretérito da doença grave, não cumpre as exigências da Lei. De outro banda, o laudo médico particular, mesmo que contemporâneo ao período da autuação, também não atende os requisitos legais. Acórdão nº 10616928 29/05/2008) Apesar do texto legal não fazer menção expressa a reserva remunerada, a melhor interpretação dada ao dispositivo é que quando a legislação se vale da locução "aposentados", referiuse aos inativos, que no caso dos militares é a transferência para a reserva remunerada. A matéria é sumulada pelo CARF: Súmula CARF nº 63: Para gozo da isenção do imposto de renda da pessoa física pelos portadores de moléstia grave, os rendimentos devem ser provenientes de aposentadoria, reforma, reserva remunerada ou pensão e a moléstia deve ser devidamente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Declarante Súmula CARF nº 43: Os proventos de aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, motivadas por acidente em serviço e os percebidos por portador de moléstia profissional ou grave, ainda que contraída após a aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, são isentos do imposto de renda. Fl. 121DF CARF MF 6 Assim, conforme efls. 33, o contribuinte está na reserva remunerada desde 11/12/2008 e acometido pela moléstia grave desde 10/05/2011. Desta maneira, como o exercício em comento é o ano de 2011, o contribuinte tem direito a isenção dos meses de maio a dezembro deste ano. Diante do exposto, conheço do presente Recurso para, no mérito darlhe parcial provimento para considerar isentos os proventos dos meses de maio a dezembro de 2011. (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Fl. 122DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.903910/2013-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012
RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA.
É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
Numero da decisão: 3402-005.657
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
Nome do relator: Relator Diego Diniz Ribeiro
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2008 a 31/12/2012 RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado).
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INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decretolei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário, por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Renato Vieira de Ávila (suplente convocado) e Cynthia Elena de Campos. Ausente justificadamente a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz, sendo substituída pelo Conselheiro Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Relatório Trata o presente processo de recurso voluntário contra o indeferimento de manifestação de inconformidade postulada ante o não reconhecimento de pedido de restituição de PIS formulado pela recorrente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 39 10 /2 01 3- 81 Fl. 153DF CARF MF 2 Aludida restituição restou indeferida pela DRF de origem, posto que: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição” Regularmente cientificada, apresentou, a interessada, manifestação de inconformidade, julgada improcedente pela DRJ, nos termos do acórdão nº01033.587.: Cientificado desta decisão apresentou o recurso voluntário ora em apreço. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402005.626, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10935.903869/201343, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402005.626): "I. Da intempestividade do recurso voluntário interposto 5. Como é sabido, o prazo para interposição de Recurso Voluntário no âmbito do processo administrativo federal é de 30 (trinta) dias, conforme prevê o art. 33, caput do Decretolei n. 70.235/72. 6. Não obstante, segundo o disposto no art. 5o. do sobredito Decretolei, os prazos no processo administrativo federal são contínuos e deverão ser contados excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Este também é o teor do art. 66 da lei n. 9.784/991. 7. Pois bem. No presente caso o fecorrente foi cientificado via eletrônica da decisão guerreada, sendo a correspondente mensagem aberta em 24 (vinte e quatro) de fevereiro de 2017 (sextafeira) (fl. 142). Logo, levando em consideração as disposições legais acima mencionadas, o termo inicial para a contagem do prazo recursal teve início em 27 (vinte e sete) de fevereiro de 2017 (segundafeira), vencendo, por sua vez, no dia 28 (vinte e oito) de março de 2017 (terçafeira). Acontece que o recurso em apreço só foi interposto em 30 (trinta) de março de 2017 (fl. 145), ou seja, quando já transcorrido o prazo legal. 8. Patente está, portanto, a intempestividade do recurso voluntário interposto, motivo pelo qual não o conheço. Dispositivo 1 "Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindose da contagem o dia do começo e incluindose o do vencimento." Fl. 154DF CARF MF Processo nº 10935.903910/201381 Acórdão n.º 3402005.657 S3C4T2 Fl. 3 3 9. Diante do exposto, em razão da intempestividade do recurso voluntário interposto, deixo de conhecêlo. 10. É como voto." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do recurso voluntário por ser intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 155DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11128.722712/2011-24
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 10 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2011
DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO.
Para fins de contagem do prazo decadencial, deverá ser levado em consideração a data de constituição do crédito tributário por meio do lançamento. Decadência não configurada no caso vertente.
ILEGITIMIDADE PASSIVA. AGENTE MARÍTIMO. INOCORRÊNCIA.
O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na prestação de informações de embarque responde pela multa sancionadora correspondente. Ilegitimidade passiva afastada.
MULTA ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA.
As multas dispostas no art. 107 do Decreto-lei nº 37/1966 deverão ser aplicadas sempre que houver subsunção do fato à norma.
Numero da decisão: 3002-000.535
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Larissa Nunes Girard - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem.
Nome do relator: MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2011 DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. Para fins de contagem do prazo decadencial, deverá ser levado em consideração a data de constituição do crédito tributário por meio do lançamento. Decadência não configurada no caso vertente. ILEGITIMIDADE PASSIVA. AGENTE MARÍTIMO. INOCORRÊNCIA. O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na prestação de informações de embarque responde pela multa sancionadora correspondente. Ilegitimidade passiva afastada. MULTA ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA. As multas dispostas no art. 107 do Decreto-lei nº 37/1966 deverão ser aplicadas sempre que houver subsunção do fato à norma.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard - Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem.
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NÃO CONFIGURAÇÃO. Para fins de contagem do prazo decadencial, deverá ser levado em consideração a data de constituição do crédito tributário por meio do lançamento. Decadência não configurada no caso vertente. ILEGITIMIDADE PASSIVA. AGENTE MARÍTIMO. INOCORRÊNCIA. O agente marítimo que, na condição de representante do transportador estrangeiro, comete a infração por atraso na prestação de informações de embarque responde pela multa sancionadora correspondente. Ilegitimidade passiva afastada. MULTA ADMINISTRATIVA. SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA. As multas dispostas no art. 107 do Decretolei nº 37/1966 deverão ser aplicadas sempre que houver subsunção do fato à norma. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 72 27 12 /2 01 1- 24 Fl. 201DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem. Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão da DRJ, à fl. 104 dos autos: 1. O presente processo é pertinente ao Auto de Infração de fls. 28 a 42, referente à multa regulamentar (não passível de redução) – Código de Receita DARF 2185, no valor de R$ 5.000,00, pelo descumprimento de obrigação acessória de prestação de informação sobre veículo ou carga transportada ou sobre operações que executar. 1.1. As folhas citadas neste Relatório referemse à numeração do processo digital. 2. A emissão do auto de infração foi assim justificada pela Auditoria, por descumprimento do prazo para registro da escala, posto que em 22/11/2011 foi protocolada Petição, às fls. 02, solicitando o desbloqueio no sistema CARGA da escala n° 11000412851 pois esta foi registrada fora do prazo estabelecido em norma, o que ocasionou bloqueio automático gerado pelo sistema: 001 – NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÕES QUE EXECUTAR INTRODUÇÃO O autuado deixou de cumprir o prazo estabelecido para prestação de informações relativas a chegada de veículo procedente do exterior, o que ensejou a aplicação de penalidade prevista na legislação em vigor, como ficará demonstrado no decorrer do presente auto de infração. DO SISCOMEX CARGA O artigo 37 do DecretoLei no 37, de 18 de novembro de 1966, impõe ao transportador a seguinte obrigação: "Art. 37. 0 transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. § 1° O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. § 2o Não poderá ser efetuada qualquer operação de carga ou descarga, em embarcações, enquanto não forem prestadas as informações referidas neste artigo. (...)" (grifouse) Regulamentando este artigo foi editada a IN RFB n° 800/2007 que especifica a forma e o prazo em que os transportadores deverão prestar as informações sobre carga e veiculo procedente do exterior ou a ele destinado. Esta norma complementar prevê em seu art. 1º que estas informações serão prestadas de forma eletrônica, e controladas por um sistema denominado SISCOMEX CARGA: (...) DO PRAZO PARA PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO No que tange ao prazo para prestação da informação, dispõe a IN RFB n° 800/2007 em seu artigo 22: Art. 22. São os seguintes os prazos mínimos para a prestação das informações á RFB: Fl. 202DF CARF MF Processo nº 11128.722712/201124 Acórdão n.º 3002000.535 S3C0T2 Fl. 202 3 I As relativas ao veículo e suas escalas, cinco dias antes da chegada da embarcação no porto; e (...) DOS FATOS Em 23/11/11 foi protocolado uma petição (fls. 02 a 05) solicitando o desbloqueio, no sistema CARGA, da escala nº 11000412851 (fls. 06 a 07), pois este(s) foi (ram) registrado(s) fora do prazo estabelecido em norma, o que ocasionou bloqueio automático gerado pelo sistema. Pesquisando no Siscomex Carga, verificase que figura como transportador responsável, portanto obrigado a prestar as informações à RFB, a empresa ISS MARINE SERVICES LTDA, CNPJ nº 05.429.268/0003 29. Na acepção da Lei n° 10.833, de 2003, considerase o interveniente as pessoas físicas ou jurídicas citadas no art. 76, § 2°, abaixo transcrito: § 2° Para os efeitos do disposto neste artigo, considerase interveniente o importador, o exportador, o beneficiário de regime aduaneiro ou de procedimento simplificado, o despachante aduaneiro e seus ajudantes, o transportador, o agente de carga, o operador de transporte multimodal, o operador portuário, o depositário, o administrador de recinto alfandegado, o perito, o assistente técnico, ou qualquer outra pessoa que tenha relação, direta ou indireta, com a operação de comércio exterior. Além disso, dispõe a IN RFB n° 800, de 2007, no seu art. 3°, 4° e 5°: "Art. 3° O consolidador estrangeiro é representado no País por gente de carga. Parágrafo único. O consolidador estrangeiro é também chamado de NonVessel Operating Common Carrier (NVOCC). Art. 4° A empresa de navegação é representada no País por agência de navegação, também denominada agência marítima. § 1° Entendese por agência de navegação a pessoa jurídica nacional que represente a empresa de navegação em um ou mais portos no País. § 2° A representação é obrigatória para o transportador estrangeiro. § 3° Um transportador poderá ser representado por mais de uma agência de navegação, a qual poderá representar mais de um transportador. Art. 5° As referências nesta instrução Normativa a transportador abrangem a sua representação por agência de navegação ou por agente de carga." Portanto, nos termos das normas de procedimentos em vigor, a empresa supra é considerada responsável para efeitos legais e fiscais pela apresentação dos dados e informações eletrônicas na forma e no prazo estabelecidos pela Receita Federal do Brasil RFB. (...) DA INFRAÇÃO Não tendo prestado as informações dentro do prazo estabelecido em norma, o transportador sonegou informações importantes ao controle aduaneiro, impedindo uma prévia análise de risco quanto a carga, a logística, enfim a operação como um todo. Dispõe a IN RFB n° 800/2007 no seu art. 45: "Art. 45. O transportador, o depositário e o operador portuário estão sujeitos à penalidade prevista nas alíneas "e" ou "f” do inciso IV do art. 107 do Decreto Lei no 37, de 1966, e quando for o caso, a prevista no art. 76 da Lei no 10.833, de 2003, pela não prestação das informações na forma, prazo e condições estabelecidos nesta Instrução Normativa" (g rifouse) A alínea "e" do inciso IV do art. 107 do Decretolei n° 37/1966, com a redação dada pela Lei n° 10.833/2003, diz: "Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...)IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Fl. 203DF CARF MF 4 (..)e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga" (grifouse) Portanto, a conduta omissiva do transportador materializou claramente a hipótese infracional acima descrita, punida com a pena de multa de R$ 5.000,00. ENQUADRAMENTO LEGAL Art. 15, 17, 26, 32, parágrafo único, 31, 32, 33, 37 a 45, 54, 55, 56, 57, 60 e 61 do Decreto nº 6.759/09. Art. 107, inciso IV, alínea "e" do DecretoLei nº 37/66 com a redação dada pelo art. 77 da Lei n° 10.833/03, regulamentado pelo art. 728, inciso IV, alínea “e” do Decreto nº 6.759/09. 3. Às fls. 02 consta a cópia do pedido formulado pela autuada, em 22.11.2011, de solicitação de desbloqueio de escala conforme n° 1100412851, devido a inclusão da mesma ter ocorrido fora do prazo estabelecido. Ref. Solicitação de Desbloqueio de Escala Mv.: Forth Bay Imo n°: 9111280 Escala n°11000412851 Data da Escala: 16/11/2011 A ISS Marine Services Ltda; estabelecida na cidade de Santos SP à Rua General Câmara n° 141 cj 11 inscrita no CNPJ Sob n° 05.429.268/000329, vem respeitosamente através desta solicitar desbloqueio de escala conforme n° 11000412851, devido a inclusão da mesma ter ocorrido fora do prazo estabelecido. 3.1. Às fls. 03 a 05, temse a cópia da tela do sistema Siscomex Carga, indicando que a inclusão da escala foi feita no dia 16/11/2011 às 18:11:11h, sendo que a primeira Atracação ocorreu em 21/11/2011 às 13:19:00h. DA IMPUGNAÇÃO 4. A Autuada foi intimada em 23.01.2012, conforme Aviso de Recebimento – AR às fls. 50, tendo ingressado com a Impugnação de fls. 52 a 60, em 14.02.2012. 5. Entre outras alegações, argumenta a Impugnante em apertada síntese: 5.1. É parte ilegítima pois não é o sujeito passivo do auto de infração. 5.2. Argumenta que não deixou de prestar informações, mas sim realizou pedido de desbloqueio da escala, que foi aceito e deferido. Também argumenta que a escala foi incluída em 21.11.2011 e a atracação no Porto de Santos ocorreu no mesmo dia 21/11/2011. 5.3. Da denúncia espontânea – a autuada não deixou de prestar informações, mas registrou a informação antes de qualquer fiscalização. Não houve intenção de lesar o fisco. 5.4. Faz requerimento das seguintes diligências e provas: REQUER QUE JUNTE A RECEITA FEDERAL JUNTE AOS AUTOS O REGISTRO DA ATRACAÇÃO DO NAVIO FORTH BAY, BEM COMO, OS REGISTROS DE DESEMBARAÇO DAA CARGAS, DEMONSTYRANDO QUE NÃO HOUVE QUALQUER PREJUÍZO À FISCALIZAÇÃO. AINDA, QUE A RECEITA FEDERAL JUNTE AOS AUTOS TERMO DE INÍCIO DE FISCALIZAÇÃO OU PROVA DE PREJUÍZO DO QUANTO RELATADO NO AUTO DE INFRAÇÃO. Com sua impugnação, o contribuinte juntou os documentos de fls. 61/97, quais sejam: instrumentos de constituição e representação da empresa, documento de identificação do signatário da impugnação, telas do sistema mostrando consulta de escala, petição de desbloqueio de escala e cópias de decisões administrativas e judiciais. Fl. 204DF CARF MF Processo nº 11128.722712/201124 Acórdão n.º 3002000.535 S3C0T2 Fl. 203 5 Ao analisar o caso, a DRJ entendeu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação, conforme decisão (fls. 102/117) que restou assim ementada: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2011 ADUANA. AGENTE MARÍTIMO. REPRESENTANTE DE TRANSPORTADOR MARÍTIMO ESTRANGEIRO. LEGITIMIDADE PASSIVA. O Agente Marítimo, por ser o representante do transportador estrangeiro no País, responde pelas penalidades decorrentes da prática de infração à legislação aduaneira, em razão de expressa determinação legal. ADUANA. CONTROLE ADUANEIRO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PRESTAÇÃO E RETIFICAÇÃO DE INFORMAÇÕES. NÃO CABIMENTO. Nos termos do art. 102, § 1.º, "b", do DecretoLei n.º 37/66, não se considera espontânea a denúncia apresentada após o procedimento administrativo de bloqueio automático do sistema, pois este procedimento administrativo previsto quando do não cumprimento de informação da Escala no prazo correto, atrai a inteligência do o art. 102, § 1º, "b", do Decretolei nº 37/66, com redação dada pela Lei 12.350/2010, de forma a se afastar a denúncia espontânea. Em outro diapasão, afastase a alegação de que não deixou de prestar informações e que houve o pedido de desbloqueio da Escala pois a descrição do fato que ensejou a aplicação da multa foi realizada de forma clara e precisa nos termos do Decreto 70.235/1972, configurandose tal fato no prazo mínimo para o transportador registrar, no Siscomex, os dados pertinentes às escalas ser de cinco dias antes da chegada da embarcação no porto, nos termos do art. 107, inciso IV, alínea "e" do DecretoLei n° 37/66 com redação dada pelo art. 77 da Lei n° 10.833/2003) e também no art. 22, inciso I e art. 45 da IN RFB n° 800/2007. ADUANA. CONTROLE ADUANEIRO. INFRAÇÃO. MULTA DE NATUREZA ADMINISTRATIVOTRIBUTÁRIA. A multa estabelecida no art. 107, inciso IV, alíneas “e” do DecretoLei nº 37, de 18 de novembro de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, é aplicável uma vez que ocorre odescumprimento da obrigação acessória de informar as escalas das embarcações na forma e prazos definidos na legislação. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O contribuinte foi intimado acerca desta decisão em 24/01/18 (vide Termo de ciência por abertura de mensagem à fl. 123 dos autos) e, insatisfeito com o seu teor interpôs, tempestivamente (vide termo, à fl. 126, registrando a solicitação de juntada do recurso em 02/02/18), Recurso Voluntário (fls. 127/142). Em seu recurso, o contribuinte relatou que prestou as informações devida e tempestivamente, mas realizou retificações posteriores, o que teria gerado o auto de infração Fl. 205DF CARF MF 6 em tela, mesmo existindo entendimento pacífico da RFB no sentido de que retificações não gerariam multa. Alegou, em preliminar de mérito: i) que teria ocorrido a decadência do direito de constituir o crédito tributário, pois o fato gerador teria ocorrido em 23/11/11 e a Fazenda possuiria o prazo de cinco anos pra lavrar a CDA, o que não ocorreu; ii) falta de interesse de agir, diante da aplicabilidade da Cosit nº 2, segundo a qual retificação de informações não geraria multas; iii) ilegitimidade passiva, por inexistência de responsabilidade do agente marítimo. No mérito, argumentou que as informações em questão foram prestadas, tendo ocorrido depois sua retificação, o que não geraria punição. Ao final, requereu o cancelamento do débito reclamado. O contribuinte juntou nova petição, de fls. 175/183, alegando trazer informação de fato novo, na qual argumenta que, não obstante os fatos discutidos terem ocorrido anteriormente a 2016, a publicação da Solução de Consulta Interna nº2 – COSIT em fevereiro de 2016 gerou a perda da aplicabilidade da multa ora discutida. Alegou que a contrariedade do auto de infração ao atual entendimento da RFB o tornaria inválido. Apresentou precedentes administrativos e judiciais da aplicação da Cosit nº 2. Requereu, assim, a consideração dos fundamentos apresentados para cancelarse o crédito tributário através da aplicação da Cosit nº 2. Juntou os documentos de fls. 148/174, e 184/200, que se tratam de cópia da Solução de Consulta Interna nº2 – COSIT e precedentes judiciais. Os autos, então, vieramse conclusos para fins de análise do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. É o relatório Voto Conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora: O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Consoante acima narrado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário por meio do qual alegou: 1. em sede de preliminar: i) que teria ocorrido a decadência do direito de constituir o crédito tributário, pois o fato gerador teria ocorrido em 23/11/11 e a Fazenda possuiria o prazo de cinco anos pra lavrar a CDA, o que não teria ocorrido; ii) ilegitimidade passiva, por inexistência de responsabilidade do agente marítimo; iii) falta de interesse de agir, diante da aplicabilidade da Cosit nº 2, segundo a qual retificação de informações não geraria multas; 2. no mérito, argumentou que as informações em questão foram prestadas, tendo ocorrido depois sua retificação, o que não geraria punição. Tais argumentos serão devidamente analisados em sucessivo. 1. Das preliminares 1.1. Da decadência Fl. 206DF CARF MF Processo nº 11128.722712/201124 Acórdão n.º 3002000.535 S3C0T2 Fl. 204 7 De início, alega o contribuinte que teria ocorrido a decadência do direito de constituir o crédito tributário, pois o fato gerador teria ocorrido em 23/11/11 e a Fazenda possuiria o prazo de cinco anos pra lavrar a CDA, o que não teria ocorrido até o momento. Este fundamento não chegou a ser analisado pelo acórdão recorrido, visto que não foi trazido à colação quando da apresentação de impugnação administrativa, tendo surgido pela primeira vez no Recurso Voluntário interposto. Em que pese a inovação em sua argumentação, é cediço que esta matéria deverá ser analisada por este órgão julgador nesta oportunidade, visto que, por se tratar de matéria de ordem pública, pode ser suscitada a qualquer tempo, podendo ser reconhecida inclusive de ofício. Superada esta questão prejudicial, passo à análise da argumentação em si. Não assiste razão à Recorrente. Isso porque, como é cediço, o ato relevante para fins de configuração da decadência é a constituição definitiva do crédito tributário por meio do seu lançamento, que se dá com a lavratura do auto de infração. Ao contrário do que defende a Recorrente, a inscrição do débito em questão na dívida ativa da União (CDA) não possui qualquer relevância para fins de contagem do prazo decadencial. Nesse sentido, inclusive, é o que dispõem os artigos 142 e 173 do Código Tributário Nacional, trazidos à colação pelo Recorrente em seu recurso. E, no caso concreto aqui analisado, verificase que o fato gerador ocorreu em 23/11/2011, e o auto de infração fora lavrado em 09/01/2012. Logo, não há que se falar em transcurso do prazo decadencial. Sendo assim, deverá ser afastado esse fundamento preliminar suscitado. 1.2. Da ilegitimidade passiva De início, argumenta a contribuinte que seria parte ilegítima para figurar no polo passivo da presente demanda, em razão da inexistência de responsabilidade do agente marítimo pelo pagamento de multas, pois o responsável seria o transportador. Defende que, diante da inexistência de responsabilidade solidária, seria inafastável aa aplicação do princípio in dubio pro contribuinte. Em sua defesa, Traz à colação, ainda, julgados do STJ e o teor da súmula nº 192 do TFR. Entendo que não assiste razão ao contribuinte em seus fundamentos, consoante restará devidamente esclarecido em sucessivo. A súmula nº 192 do extinto Tribunal Federal de Recursos assim dispõe: O agente marítimo, quando no exercício exclusivo das atribuições próprias, não é considerado responsável tributário, nem se equipara ao transportador para efeitos do DecretoLei n° 37, de 1966. Sabese, contudo, que o conteúdo desta súmula já foi há muito superado pela jurisprudência pátria. Sobre o tema objeto da presente contenda, inclusive, foi proferida pelo STJ decisão em sede de recursos repetitivos (REsp 1.129.430), que tratou sobre a legitimidade da Fl. 207DF CARF MF 8 solidariedade tributária do agente marítimo em relação ao transportador estrangeiro. Por meio da referida decisão, o STJ assentou que o agente marítimo, no exercício exclusivo de atribuições próprias, no período anterior à vigência do DecretoLei nº 2.472/88 (que alterou o art. 32, do DecretoLei nº 37/66), não ostentava a condição de responsável tributário, porque inexistente previsão legal para tanto. Entretanto, concluiu que, a partir da vigência do Decreto Lei nº 2.472/88, já não há mais óbice para que o agente marítimo figurasse como responsável tributário. Isso porque, foi o DecretoLei nº 2.472/1988 que instituiu a responsabilidade do transportador, como se vê do teor do art. 32 do Decretolei nº 37/66: Art. 32. É responsável pelo imposto: (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) I o transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso interno; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988); II o depositário, assim considerada qualquer pessoa incubida da custódia de mercadoria sob controle aduaneiro. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) Parágrafo único. É responsável solidário: (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I o adquirente ou cessionário de mercadoria beneficiada com isenção ou redução do imposto; (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II representante, no País, do transportador estrangeiro; (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) c) o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora; (Incluída pela Lei nº 11.281, de 2006) d) o encomendante predeterminado que adquire mercadoria de procedência estrangeira de pessoa jurídica importadora. (Incluída pela Lei nº 11.281, de 2006) E, nos moldes do inciso II do parágrafo único acima transcrito, responde solidariamente o representante, no país, do transportador estrangeiro. Logo, não resta dúvidas que, no caso vertente, que versa sobre fato gerador ocorrido em 2003, não há mais óbice para que o agente marítimo, por ser o representante do transportador estrangeiro no país, seja responsabilizado solidariamente com este, em relação à eventual exigência de tributos e penalidades decorrentes da prática de infração à legislação aduaneira. Fl. 208DF CARF MF Processo nº 11128.722712/201124 Acórdão n.º 3002000.535 S3C0T2 Fl. 205 9 Nesse mesmo sentido, já se pronunciou a Câmara Superior de Recursos Fiscais deste Conselho, a exemplo do Acórdão nº 9303003.276, oriundo de julgamento realizado em 05/02/2015, cuja ementa transcrevo a seguir: ASSUNTO:IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 ILEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE DO AGENTE MARÍTIMO.O Agente Marítimo, representante no país do transportador estrangeiro, é responsável solidário e responde pelas penalidades cabíveis. Recurso Especial da Fazenda provido. E, uma vez verificada a inexistência de qualquer dúvida acerca da responsabilidade do agente marítimo no caso concreto aqui analisado, decorrente, inclusive, de expressa previsão legal, não há que falar em aplicação do princípio do in dubio pro contribuinte. Há de ser afastada, portanto, a alegação de ilegitimidade passiva do Recorrente. 1.3. Da falta de interesse de agir Ainda preliminarmente, alega a Recorrente que estaria configurada a falta de interesse de agir, diante da aplicabilidade da Solução de Consulta Interna COSIT nº 02/2011, segundo a qual retificação de informações não geraria a aplicação de multas. Contudo, considerando que este argumento finda por se confundir com o argumento de mérito apresentado pelo contribuinte, deixarei para analisálo no tópico subsequente. 2. Do mérito No mérito, argumenta o contribuinte que a sua conduta não se enquadraria na infração indicada, pois eventuais retificações não equivalem a deixar de prestar informações. Defende, então, que seria aplicável ao seu caso o disposto na Solução de Consulta Interna COSIT nº 02/2011. De início, é importante registrar que este argumento não chegou a ser analisado pelo acórdão recorrido, visto que fora suscitado pelo contribuinte tão somente quando da interposição do Recurso Voluntário. De todo modo, entendo que este fundamento deva ser conhecido por este órgão de julgamento nesta oportunidade. Isso porque, tendo esta matéria chegado ao conhecimento deste Colegiado, entendo que cumpre ao mesmo apreciála. Até porque, caso se constate que se está diante de caso de retificação, entendo que haveria de ser cancelada a autuação combatida, nos termos da jurisprudência pacífica deste Colegiado sobre o tema. Feitas essas considerações preliminares, passo à análise do caso concreto em testilha. A fiscalização, ao individualizar o caso, assim se manifestou (vide fls. 30 e seguintes dos autos): Fl. 209DF CARF MF 10 INTRODUÇÃO O autuado deixou de cumprir o prazo estabelecido para prestação de informações relativas a chegada de veículo procedente do exterior, o que ensejou a aplicação de penalidade prevista na legislação em vigor, como ficará demonstrado no decorrer do presente auto de infração. (...). DOS FATOS Em 23/11/11 foi protocolado uma petição (fls. 02 a 05) solicitando o desbloqueio, no sistema CARGA, da escala nº 11000412851 (fls. 06 a 07), pois este(s) foi (ram) registrado(s) fora do prazo estabelecido em norma, o que ocasionou bloqueio automático gerado pelo sistema. Pesquisando no Siscomex Carga, verificase que figura como transportador responsável, portanto obrigado a prestar as informações à RFB, a empresa ISS Marine Services Ltda –CNPJ nº 05.429.268/000329. (...) DA INFRAÇÃO Não tendo prestado a informação dentro do prazo estabelecido em norma, o transportador sonegou informações importantes ao controle aduaneiro, impedindo uma prévia análise de risco quanto a carga, a logística, em fim, a operação como um todo. (...). Portanto, a conduta omissiva do transportador materializou claramente a hipótese infracional acima descrita, punida com a pena de multa de R$ 5.000,00. No documento de fl. 03 dos autos, consta que a escala foi incluída no sistema em 16/11/2011 às 18:11 e que a atracação ocorrera em 21/11/2011 às 13:19. E, no documento de fl. 04 consta o motivo do bloqueio: inclusão de escala após o prazo. Ocorre que, nos termos do art. 22 da IN RFB nº 800/2007, o prazo mínimo para a prestação de informações relativas ao veículo e suas escalas é de cinco dias antes da chegada da embarcação no porto. Como se vê, o auto de infração em tela foi lavrado em razão da não prestação da informação dentro do prazo de 5 dias estabelecido na norma, fato este extraído do reconhecimento expresso realizado pelo contribuinte por meio da petição protocolizada em 23/11/2011, cujo teor transcrevo a seguir: Em outras palavras, em razão da referida petição, a fiscalização tomou ciência da ocorrência da infração (inobservância do prazo para registro da escala), a qual se apresenta incontroversa no presente caso, e, agindo em observância ao seu dever de ofício, lavrou o auto de infração que aqui se analisa. Fl. 210DF CARF MF Processo nº 11128.722712/201124 Acórdão n.º 3002000.535 S3C0T2 Fl. 206 11 Sendo assim, não se está diante de auto de infração lavrado em razão da solicitação da retificação das informações, mas sim de auto de infração lavrado em razão da não apresentação de informação dentro do prazo legal. Verificase, portanto, que a argumentação trazida pelo contribuinte em seu Recurso Voluntário, no sentido de que se estaria diante de caso de retificação, na intenção de que lhe seja aplicada a Solução de Consulta COSIT nº 02/2011, não se coaduna com a hipótese dos presentes autos, razão pela qual há de ser afastada por este Colegiado. Logo, uma vez constatada a inobservância do prazo disposto na legislação para fins de registro da escala, a lavratura de auto de infração é medida que se impõe à fiscalização. Até porque, sabese que, por força do disposto no parágrafo único do art. 142 do CTN, a atividade da autoridade autuante é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Logo, a legislação pertinente deverá ser aplicada sempre que se verificar a sua hipótese de incidência, a qual apresentase incontroversa no caso concreto ora analisado (a informação foi, de fato, enviada fora do prazo determinado pela legislação, consoante reconhecimento expresso realizado pelo próprio contribuinte na petição de fl. 02 dos autos). 3. Da conclusão Diante do acima exposto, voto no sentido de rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao Recurso Voluntário interposto. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora Fl. 211DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001327/2003-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 1998
EMBARGOS INOMINADOS. LAPSO MANIFESTO.
Constatado o lapso manifesto apontado pelos embargos, deve-se promover sua imediata correção.
COMPENSAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL.
É de 5 anos o prazo decadencial para a compensação de créditos tributários.
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. COMPETÊNCIA. A competência para o julgamento de manifestação de inconformidade relativamente a compensações não homologadas é da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, conforme inc. 9, 10 e 11 do art. 74 da Lei 9.430/96.
Numero da decisão: 2401-006.040
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos inominados, sem efeitos infringentes, para sanar o erro material quanto ao número do acórdão.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Presidente
(assinado digitalmente)
Matheus Soares Leite - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Andréa Viana Arrais Egypto, Matheus Soares Leite, Miriam Denise Xavier (Presidente) e Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada).
Nome do relator: Matheus Soares Leite
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 1998 EMBARGOS INOMINADOS. LAPSO MANIFESTO. Constatado o lapso manifesto apontado pelos embargos, deve-se promover sua imediata correção. COMPENSAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL. É de 5 anos o prazo decadencial para a compensação de créditos tributários. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. COMPETÊNCIA. A competência para o julgamento de manifestação de inconformidade relativamente a compensações não homologadas é da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, conforme inc. 9, 10 e 11 do art. 74 da Lei 9.430/96.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos inominados, sem efeitos infringentes, para sanar o erro material quanto ao número do acórdão. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier - Presidente (assinado digitalmente) Matheus Soares Leite - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Andréa Viana Arrais Egypto, Matheus Soares Leite, Miriam Denise Xavier (Presidente) e Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1420; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 316 1 315 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.001327/200333 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2401006.040 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de fevereiro de 2019 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Embargante CONSELHEIRA MARIA CLECI COTI MARTINS Interessado FAZENDA NACIONAL TRW AUTOMOTIVE LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 1998 EMBARGOS INOMINADOS. LAPSO MANIFESTO. Constatado o lapso manifesto apontado pelos embargos, devese promover sua imediata correção. COMPENSAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL. É de 5 anos o prazo decadencial para a compensação de créditos tributários. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. COMPETÊNCIA. A competência para o julgamento de manifestação de inconformidade relativamente a compensações não homologadas é da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, conforme inc. 9, 10 e 11 do art. 74 da Lei 9.430/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos inominados, sem efeitos infringentes, para sanar o erro material quanto ao número do acórdão. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente (assinado digitalmente) Matheus Soares Leite Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 13 27 /2 00 3- 33 Fl. 316DF CARF MF Processo nº 10865.001327/200333 Acórdão n.º 2401006.040 S2C4T1 Fl. 317 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Andréa Viana Arrais Egypto, Matheus Soares Leite, Miriam Denise Xavier (Presidente) e Sheila Aires Cartaxo Gomes (Suplente Convocada). Relatório Tratase de Embargos Inominados (fl. 288), apresentados pela Conselheira Relatora à época para o processo, com fundamento no art. 66 da Portaria MF 343/2015 (RICARF), em face do Acórdão n° 2401000.479 (fls. 282/286), de 27/01/2016, proferido pela 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 2ª Seção, que determinou o retorno dos autos para a Delegacia da Receita Federal de Julgamento como órgão de primeira instância do contencioso administrativo fiscal, sob a alegação de erro na numeração do Acórdão que estaria, equivocadamente, na sequência de numeração de Resolução. O Sr. Presidente da 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 2ª Seção do CARF à época, admitiu os embargos para que a turma pudesse se posicionar sobre a numeração correta da decisão proferida naquela oportunidade. Em seguida, em razão de a Conselheira relatora não mais integrar o colegiado, os autos foram redistribuídos e sorteados a este Conselheiro para apreciação e julgamento dos Embargos Inominados (fl. 288). É o relatório. Voto Conselheiro Matheus Soares Leite – Relator 1. Juízo de Admissibilidade. Considerando que se trata de Embargos Inominados (fl. 288), oposto nos termos do art. 66, da Portaria MF n° 343/2015 (RICARF), não há que se apreciar a questão da tempestividade, pois não há prazo para a correção de erro manifesto. Dessa forma, CONHEÇO DO RECURSO já que presentes os requisitos de admissibilidade. 2. Mérito. Nos presentes embargos, o erro manifesto consiste na numeração da decisão de fls. 282/286, que, de forma inadequada, utilizou a sequência de Resolução, quando, na verdade, a decisão proferida tem natureza de Acórdão, pois determinou o retorno dos autos para a Delegacia da Receita Federal Julgamento competente, como órgão de primeira instância do processo administrativo, a fim de que fosse apreciada a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, quanto à parte do auto que não foi exonerada pela revisão de ofício, sob pena de supressão de instância. Em pesquisa à jurisprudência deste Conselho, verifico que decisões dessa natureza têm recebido a numeração de Acórdão, conforme se constata a seguir: Acórdão n° Fl. 317DF CARF MF Processo nº 10865.001327/200333 Acórdão n.º 2401006.040 S2C4T1 Fl. 318 3 2202003.567 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária; Acórdão n° 2201003.794 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária; Acórdão n° 2402005.163 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária; Acórdão n° 2202004.724 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária. Destaco que a correção do número, nesta oportunidade, é inviável, inclusive por questões técnicas e, sobretudo, em razão da seqüência das decisões proferidas por este Conselho, de modo que, o que se apresenta, agora, como solução, é sanar o erro material da decisão de fls. 282/286, quanto ao número do Acórdão, sem alteração do resultado do julgamento. Nesta oportunidade, cabe transcrever a decisão proferida anteriormente, nos termos que seguem abaixo: ***************************************************** Relatório Lançamento de ofício efetuado em 16/06/2003 (fls. 36 A 74), que englobou os tributos: IRRF/1998, MULTA PAGA A MENOR, JUROS PAGOS A MENOR OU NÃO PAGOS E MULTA ISOLADA. Após a impugnação do contribuinte, foi feita revisão de ofício pela Delegacia da Receita Federal relativamente aos valores lançados os quais o contribuinte comprovou a quitação dos pagamentos antes do início do procedimento fiscal. Contudo, o crédito lançado, que o contribuinte alega ter sido quitado através de compensações com saldos negativos de IRPJ, continua sendo discutido administrativamente neste processo. O Despacho decisório à efl. 189 trata dos créditos revisados de ofício. Nesse procedimento foram exonerados do lançamento aqueles valores para os quais foram apresentados os comprovantes de pagamentos (fls. 189 a 191). Assim está a ementa da decisão daquele Despacho Decisório. O Despacho Decisório, de 28/02/2011 informa que após os ajustes no sistema SIEF/Processos, e a ciência do contribuinte, o processo seria encaminhado para o SEORT para análise e decisão relativa à alegação de compensação de débitos com saldo negativo de IRPJ. Fl. 318DF CARF MF Processo nº 10865.001327/200333 Acórdão n.º 2401006.040 S2C4T1 Fl. 319 4 A representação de fls. 199 visa formalizar novo protocolo para abrir o débito do período de apuração 05/06/1998, vencimento em 08/07/1998, no valor de R$ 242.684,79, que resta de alegação de pagamento confirmado, porém alocado em data anterior ao lançamento de ofício. Em 2011, o SEORT/DRF/Limeira não homologou as compensações solicitadas pelo contribuinte, aonde destaco a seguir trecho do despacho decisório (à fl. 229): Em 20/10/2011, o contribuinte interpôs, Manifestação de Inconformidade ante o não reconhecimento das compensações, cuja ciência da não homologação ocorreu em 22/09/2011 (fl. 230). A DRF considerou que tal manifestação, apresentada tempestivamente referese apenas à parcela do auto de infração ainda pendente, e a enviou a este Conselho, como segunda instância do contencioso administrativo. As razões do contribuinte estão sumarizadas a seguir. 1. O direito creditório (saldo negativo de IRPJ) relativo a uma empresa sucedida do contribuinte, apurado em 31/12/1996, fora indicado em DCTF para utilização nas compensações não homologadas. A autoridade fiscal entendeu que tal direito creditório estaria prescrito por ter se aperfeiçoado há mais de 5 (cinco) anos do pedido de compensação. A DCTF que incluiu as compensações teria sido apresentada em 23/03/1999 (DCTF Complementar n. 000.100.1999.00607686 à fl. 215). O auto de infração que apurou as irregularidades data de 16/06/2003. 2. Observa, contudo, que, em razão de erro de fato, os débitos inscritos naquela DCTF Complementar haviam sido indicados como compensados com DARF, como se estes tivessem a compensação com a utilização de pagamentos indevidos ou a maior (primeiro parágrafo da fl. 241). 3. Enfatiza que detinha o direito a compensação dos valores indicados incorretamente na DCTF Complementar. 4. Afirma que a apresentação da DCTF na qual informou a compensação com o aproveitamento da base de cálculo negativa do IRPJ de 31/12/1996, se dera em 23/03/1999, portanto dentro do prazo de 5 anos (penúltimo parágrafo da fl. 242). Assim, a partir da compensação indicada em 1999 por DCTF Complementar, a Fazenda teria 5 anos para homologar ou não a referida compensação. A não homologação ocorreu em 16/06/2003, com a lavratura do Auto de Infração objeto deste processo. 5. Assim, em 2003 já se teria transcorrido o lapso temporal superior a 5 anos e assim o contribuinte não mais poderia apresentar recurso. Contudo, conforme entendimento amplamente aceito pela jurisprudência, a partir da data da compensação(23/03/1999), abrese um novo período de 5 anos (23/03/2004) para a decadência e prescrição sobre os valores Fl. 319DF CARF MF Processo nº 10865.001327/200333 Acórdão n.º 2401006.040 S2C4T1 Fl. 320 5 compensados(no caso, crédito negativo de IRPJ). Transcreve o artigo 74 da Lei 9.430/96. Assim, no limite, considerando que o contribuinte tem 5 anos para efetuar a compensação e o fisco tem 5 anos para homologála, o prazo para a discussão do assunto pode alcançar até 10 anos. Com o crédito era de 31/12/1996, o contribuinte teria até 31/12/2001 para compensar tais valores e o fisco teria até 31/12/2006 para homologar ou não as compensações. 6. Assim, o contribuinte entende que não houve decadência/prescrição do seu direito. É o relatório. Voto Conselheira Maria Cleci Cotti Martins Primeiramente devese verificar a competência deste conselho para analisar a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, tendo em vista que a impugnação não fora objeto de análise pela DRJ, primeira instância do contencioso administrativo fiscal. O contencioso administrativo tributário está disciplinado no Decreto 70235/72 e, no que interessa a este processo, assim estão as atribuições das DRJ's e deste Conselho. Art. 25. O julgamento do processo de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal compete: (Redação dada pela Medida Provisória n° 2.15835, de 2001) (Vide Decreto n° 2.562, de 1998). I em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento, órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001). a) aos Delegados da Receita Federal, titulares de Delegacias especializadas nas atividades concernentes a julgamento de processos, quanto aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (Vide Medida Provisória nº 232, de 2004) (Vide Lei nº 11.119, de 2005). b) às autoridades mencionadas na legislação de cada um dos demais tributos ou, na falta dessa indicação aos chefes da projeção regional ou local da entidade que administra o tributo, conforme for por ela estabelecido. II – em segunda instância, ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão colegiado, paritário, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, com atribuição de julgar recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, bem como recursos de natureza especial. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Observo que, conforme o Despacho Decisório à fl. 190, a impugnação do contribuinte foi recebida, mas foi analisada como revisão de ofício do lançamento (CTN, art. Fl. 320DF CARF MF Processo nº 10865.001327/200333 Acórdão n.º 2401006.040 S2C4T1 Fl. 321 6 149, VIII), que é atribuição do Delegado da Receita Federal que atua na área territorial do domicílio tributário do autuado. A justificativa para a revisão de ofício baseouse no Despacho DRJ/RPO/SECOJ N. 0272, de 22 de março de 2004, e foi norteada pelo princípio da eficiência, vez que muitas outras manifestações do mesmo tipo teriam tido tratamento similar. Assim, a matéria foi primeiramente examinada no âmbito do órgão fazendário subregional, através da revisão de ofício. Na revisão de ofício foram exonerados os valores que o contribuinte apresentou comprovantes de quitação dos débitos antes do início da ação fiscal. Os débitos remanescentes, que o contribuinte alega ter quitado via compensação com saldo negativo de IRPJ e que a compensação não fora homologada, é que fazem parte desta contenda e motivo de Manifestação de Inconformidade pelo contribuinte. O rito processual relativamente aos pedidos de compensação/restituição/ressarcimento de tributos deve seguir o definido pelo art 74 da Lei 9430/96, conforme a seguir. Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) (Vide Medida Provisória nº 608, de 2013) *** § 9o É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7o, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) § 10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) § 11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9o e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Entendo que o despacho decisório à fl. 190 tratase ainda do resultado da Revisão de Ofício feita internamente pela SRF. Logo, a Manifestação de Inconformidade do contribuinte quanto à parte do auto que não foi exonerada pela revisão de ofício deve ser submetida à apreciação da Delegacia da Receita Federal de Julgamento como órgão de primeira instância do contencioso administrativo. Assim, voto por determinar o retorno dos autos para a Delegacia da Receita Federal do Julgamento competente, como órgão de primeira instância do contencioso administrativo fiscal. Fl. 321DF CARF MF Processo nº 10865.001327/200333 Acórdão n.º 2401006.040 S2C4T1 Fl. 322 7 Maria Cleci Coti Martins Relatora ***************************************************** Assim, entendo por conhecer e acolher os embargos inominados, sem efeitos infringentes, para sanar o erro material quanto ao número do acórdão. Conclusão Ante o exposto, voto por conhecer e acolher os embargos inominados, sem efeitos infringentes, para sanar o erro material quanto ao número do acórdão. É como voto. (assinado digitalmente) Matheus Soares Leite Relator Fl. 322DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.917140/2013-37
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Feb 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/01/2013
DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO
É válido o despacho decisório eletrônico que menciona que "foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados", demonstra os cálculos e apuração, proferido por autoridade competente e que segue os demais requisitos legais, não havendo de se falar em mácula ao contraditório.
ÔNUS DO CONTRIBUINTE. DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DE SEU CRÉDITO.
É do Contribuinte interessado na compensação de tributos demonstrar a liquidez e certeza do crédito que alega possuir, trazendo aos autos não apenas as DCTFs mas também documentação que possa fazer a prova ou ser indício do direito creditório.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-006.383
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente em exercício e Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente em exercício), Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/01/2013 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO É válido o despacho decisório eletrônico que menciona que "foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados", demonstra os cálculos e apuração, proferido por autoridade competente e que segue os demais requisitos legais, não havendo de se falar em mácula ao contraditório. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DE SEU CRÉDITO. É do Contribuinte interessado na compensação de tributos demonstrar a liquidez e certeza do crédito que alega possuir, trazendo aos autos não apenas as DCTFs mas também documentação que possa fazer a prova ou ser indício do direito creditório. Recurso Voluntário Negado
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/01/2013 DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO É válido o despacho decisório eletrônico que menciona que "foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados", demonstra os cálculos e apuração, proferido por autoridade competente e que segue os demais requisitos legais, não havendo de se falar em mácula ao contraditório. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DE SEU CRÉDITO. É do Contribuinte interessado na compensação de tributos demonstrar a liquidez e certeza do crédito que alega possuir, trazendo aos autos não apenas as DCTFs mas também documentação que possa fazer a prova ou ser indício do direito creditório. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente em exercício), Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 71 40 /2 01 3- 37 Fl. 77DF CARF MF Processo nº 10880.917140/201337 Acórdão n.º 3302006.383 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de homologação apenas parcial da compensação declarada, pelo fato de que os pagamentos informados já haviam sido parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte não trouxe aos autos qualquer alegação de mérito ou qualquer documento que pudesse corroborar o seu alegado direito ao crédito, limitandose a alegar a nulidade da decisão, sob o argumento de ausência de fundamentação. Questionou o então Manifestante a validade da decisão eletrônica, não submetida ao crivo de um Auditor Fiscal, e discorreu acerca do instituto da nulidade dos atos administrativos, trazendo aos autos farta doutrina e jurisprudência. Pugnou, também, pela posterior produção de provas, considerando a ausência de motivação da decisão a impossibilitar o conhecimento prévio da prova a ser produzida. A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 1451.432, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, declarando a validade do Despacho Decisório, sob o argumento de que o documento, ainda que eletrônico, possuía todos os elementos legalmente exigidos, proferido por autoridade competente e motivado pela verificação dos valores objeto de outras declarações. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, repisando os argumentos de defesa encetados na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.361, de 13/12/2018, proferida no julgamento do processo nº 10880.917118/201397, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.361): Sinteticamente, a Recorrente questiona a validade do Despacho Decisório por meio do qual foi denegado o pedido de compensação de tributos, sob o argumento de que ele limitouse a afirmar. Fl. 78DF CARF MF Processo nº 10880.917140/201337 Acórdão n.º 3302006.383 S3C3T2 Fl. 4 3 "A análise do direito creditório está limitada ao "crédito original na data de transmissão" informado no PER/DCOMP, no valor de 1.248,99 Valor do crédito original reconhecido: 114,34 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante do exposto, HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada. Valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, para pagamento até 31/05/2013. (...) Para detalhamento da compensação efetuada, verificação de valores devedores e emissão de DARF, consultar o endereçowww.receita.fazenda.gov.br, menu "Onde Encontro", opção "PERDCOMP", item "PER/DCOMPDespacho Decisório". Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 1996. Art. 36 da IN RFB nº 900, de 2008." Em sua Manifestação de Inconformidade, a ora Recorrente não traz aos autos qualquer prova documental e para a dilação de sua entrega invoca o artigo 16, § 4º, a), do Dec. 70235 sob o argumento de que "... demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna por força maior." eis que ao seu ver "... a autoridade administrativa quedouse inerte em expor os motivos pelos quais entendeu por não reconhecer o direito creditório e, por conseguinte, não homologar as compensações realizadas." Já no Recurso Voluntário também sustenta tratarse de um ato vinculado que, portanto, necessita ser realizado em conformidade com o ordenamento jurídico. Inicialmente, pela análise do Despacho Decisório é possível aferir que, data venia, ao contrário do que afirma a Recorrente, foi redigido de forma a permitir o exercício do devido processo legal, inclusive com expressa menção à legislação atinente e ao motivo do deferimento parcial. Este colegiado possui entendimento consolidado no sentido de que a Manifestação de Inconformidade é a ocasião em que o Contribuinte possui a oportunidade de trazer aos autos os elementos probatórios que estiverem ao seu alcance produzir, como notas fiscais e livros contábeis. É por meio da apresentação de tais provas, ou apenas indícios, se for o caso, que é possível, por exemplo, determinar a produção de outras mais robustas ou que se mostrem mais adequadas. O que não se pode admitir é que a Recorrente apresente alegações genéricas, sob o argumento de que não compreendeu o perfeito sentido e alcance do Despacho Decisório. Em relação à interpretação do artigo 16 do Dec. 70.235, vale destacar que ele permite a ulterior apresentação de provas em caso de força maior, e não a posterior alegação de argumentos por incompreensão do Despacho Decisório. Fl. 79DF CARF MF Processo nº 10880.917140/201337 Acórdão n.º 3302006.383 S3C3T2 Fl. 5 4 Quanto aos elementos essenciais ao ato administrativo, temse que encontramse presentes todos eles, quais sejam a autoridade competente, motivo, finalidade, objeto e forma. Especificamente no que diz respeito à motivação, a própria Recorrente reconhece que o ato foi motivado pela verificação da inexistência de crédito disponível a ser aproveitado, apresentando cálculos, cabendo a ela, interessada na compensação do crédito, demonstrar a existência do referido crédito, com documentação idônea. No caso concreto a Recorrente não trouxe aos autos qualquer alegação ou qualquer indício de crédito, limitandose a afirmar que não lhe foi indicado quais teriam sido os pagamentos localizados, eis que lhe foi informado haver "... um ou mais pagamentos..." Desta forma, diante do fato de que o Contribuinte, ora Recorrente, não se desincumbiu do seu ônus processual de comprovar a liquidez e certeza de seu crédito, não havendo trazido aos autos qualquer documento, indício ou mesmo argumento de liquidez e certeza de seu crédito, e não vislumbrando qualquer ilegalidade no despacho por tratarse de não desincumbência do ônus de demonstrar a origem do direito, é de se negar provimento ao Recurso Voluntário. Por estes motivos, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 80DF CARF MF
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Numero do processo: 10983.904302/2014-08
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1402-000.789
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10983.904301/2014-55, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edeli Pereira Bessa, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Paulo Mateus Ciccone (Presidente).
Nome do relator: PAULO MATEUS CICCONE
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 10983.904301/201455, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edeli Pereira Bessa, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Paulo Mateus Ciccone (Presidente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 04 30 2/ 20 14 -0 8 Fl. 782DF CARF MF Processo nº 10983.904302/201408 Resolução nº 1402000.789 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento a quo, que negou provimento à Manifestação de Inconformidade apresentada pela Contribuinte, mantendo integralmente o Despacho Decisório que deixou de homologar a compensação pretendida, por entender que "A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP (...) foram localizados um ou mais pagamentos (...), mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Em sua Manifestação de Inconformidade, a Recorrente requereu a análise dos documentos apresentados, alegou que esses confirmam o valor correspondente ao crédito, especialmente em função do princípio da verdade material, que norteia inúmeras decisões proferidas no procedimento administrativo fiscal. Ao seu turno, a DRJ a quo proferiu o Acórdão, ora recorrido, em que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade e não reconheceu o direito creditório, com o entendimento que "a manifestante não juntou aos autos seus registros contábeis e fiscais, acompanhados de documentação hábil, para comprovar a redução de valores da base de cálculo de débito confessado em DCTF", portanto uma vez não comprovada nos autos a existência de direito creditório líquido e certo do contribuinte contra a Fazenda passível de restituição/compensação, não há o que ser reconsiderado na decisão dada pela autoridade administrativa. Inconformado com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, no qual requer a conversão do julgamento em diligência para manifestação do órgão fazendário acerca da documentação contábilfiscal juntada ao recurso, para comprovar a existência de crédito tributário. Argumenta em que pese o entendimento de que a Recorrente não tenha demonstrado seu direito creditório líquido e certo, tanto o poder judiciário como também o CARF tem prestigiado o princípio da Verdade Material, aceitando a juntada extemporânea, deliberandose por converter o julgamento em diligência, para que a Fazenda Nacional se manifeste sobre a juntada da documentação, objetivando respeitar procedimento processual, para posterior prosseguimento do julgamento. É o relatório. Fl. 783DF CARF MF Processo nº 10983.904302/201408 Resolução nº 1402000.789 S1C4T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Paulo Mateus Ciccone Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 1402000.788, de 13/12/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10983.904301/2014 55, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1402000.788): "O Recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos, portanto dele conheço. Em síntese, a recorrente alega que a documentação contábilfiscal apresentada comprova a existência do crédito tributário pleiteado. A recorrente requer a conversão do julgamento em diligência com fundamento no princípio da verdade material. Diante das alegações da recorrente e dos documentos apresentados, apresentase a necessidade de diligência para confirmar o referido crédito e verificar a (in)subsistência das compensações. Após a realização da diligência, prestados os esclarecimentos, poderá ser definitivamente formada a convicção necessária ao julgamento meritório deste feito. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência, remetendose os autos do presente feito à Unidade Local, para que: Pronunciarse sobre a procedência das alegações/documentos apresentados pela recorrente, a confirmação do crédito alegado e a (in)subsistências das compensações. Elaborar relatório, trazendo a fundamentação das constatações alcançadas, com justificativas e explicações claras. Após a formulação e juntada do Relatório de Diligência, deverá ser dado vista à recorrente, para que se manifeste, dentro do prazo legal vigente, garantindo o contraditório e a ampla defesa. " Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Fl. 784DF CARF MF
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