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Numero do processo: 13839.001787/2003-77
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Jan 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2001 a 02/02/2002
EMBARGOS ACOLHIDOS, SEM EFEITOS INFRINGENTES, PARA INVALIDAÇÃO DE JULGAMENTO PROFERIDO EM DUPLICIDADE.
Deve ser invalidado segundo julgamento realizado em face de julgamento anterior com acórdão devidamente formalizado nos autos.
Numero da decisão: 3201-004.672
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os Embargos de Declaração, sem efeitos infringentes, para declarar a invalidade do Acórdão de fls. 185/188, esclarecendo ser válido o Acórdão de fls. 166 a 168. Vencido o conselheiro Marcelo Giovani Vieira, que não conhecia dos Embargos.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
(assinado digitalmente)
Tatiana Josefovicz Belisário - Relatora.
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocada em substituição ao conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo.
Nome do relator: TATIANA JOSEFOVICZ BELISARIO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2001 a 02/02/2002 EMBARGOS ACOLHIDOS, SEM EFEITOS INFRINGENTES, PARA INVALIDAÇÃO DE JULGAMENTO PROFERIDO EM DUPLICIDADE. Deve ser invalidado segundo julgamento realizado em face de julgamento anterior com acórdão devidamente formalizado nos autos.
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Deve ser invalidado segundo julgamento realizado em face de julgamento anterior com acórdão devidamente formalizado nos autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os Embargos de Declaração, sem efeitos infringentes, para declarar a invalidade do Acórdão de fls. 185/188, esclarecendo ser válido o Acórdão de fls. 166 a 168. Vencido o conselheiro Marcelo Giovani Vieira, que não conhecia dos Embargos. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente. (assinado digitalmente) Tatiana Josefovicz Belisário Relatora. (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocada em substituição ao conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 17 87 /2 00 3- 77 Fl. 294DF CARF MF 2 Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo. Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos por Conselheiro outrora Relator do feito em face do acórdão nº 3803006.131, proferido por esta desta 1ª Turma da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF em 27 de maio de 2014. Inicialmente observase que a própria Delegacia da Receita Federal de jurisdição do contribuinte, em despacho de fl. 242, consignou: Tratase de auto de infração eletrônico relativo ao PIS, períodos de apuração de 01/1998 a 12/1998. Ressalvese, preliminarmente, que o presente processo nasceu em papel e foi integralmente digitalizado e convertido em digital. As referências às folhas, neste despacho, referemse sempre à numeração dos autos digitais. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais já havia apreciado o recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo, dandolhe provimento, conforme o Acórdão nº 340200.629, de 25/05/2010, às fls. 192/195. Houve interposição de recurso especial pela PGFN (fls. 198/207), que foi admitido pelo despacho de fls. 219/220. O contribuinte apresentou contrarrazões, juntadas às fls. 226 e seguintes, e o processo foi remetido, através do sistema e Processo, ao CARFMFDF, para julgamento do recurso especial interposto pela PGFN (cf. fl. 234). Não obstante, o processo retornou a este SECATDRFJUN com novo acórdão de recurso voluntário, anexado às fls. 235/239. Desse modo, face ao lapso manifesto, proponho o retorno do presente processo ao CARFMFDF, na atividade “Receber retorno de processo”, para saneamento do processo e posterior seguimento regular do contencioso administrativo. Recebidos os autos neste Conselho, o então Relator do Feito acatou o despacho anterior, e propôs a nulidade do referido acórdão nº 3803006.131, às fls. 242/244: Em 20 de agosto de 2007 (fls. 142151), a 4ª Turma da DRJ de Campinas, por unanimidade, julgou improcedente a impugnação apresentada pelo Recorrente. Referida decisão foi objeto de recurso voluntário interposto pelo contribuinte (fls. 154 e ss.), distribuído a esta 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, sob minha relatoria. Fl. 295DF CARF MF Processo nº 13839.001787/200377 Acórdão n.º 3201004.672 S3C2T1 Fl. 3 3 A Turma, por sua vez, na sessão do dia 21 de novembro de 2011, negou provimento ao recurso voluntário, por meio do Acórdão nº 380200744 (fls. 235239). Posteriormente, entretanto, por ocasião da remessa dos autos à unidade de origem, foi constatado que, na verdade, a distribuição não só ocorreu de forma equivocada, como o recurso voluntário, em decisão anterior (Acórdão nº 340200.629, de 25 de maio de 2010), já havia sido julgado procedente pela 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da Terceira Seção de Julgamento; e que, ademais, houve interposição de recurso especial por parte da Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 234 e ss.), pendente de julgamento. Notase, portanto, que o julgamento ocorrido na sessão de 21 de novembro de 2011 e, por conseguinte, o Acórdão nº 380200744 são nulos de pleno direito, uma vez que o recurso voluntário já havia sido julgado e porque a competência para julgamento do recurso especial é exclusiva da Câmara Superior de Recursos Fiscais (Regimento Interno, art. 9º). Assim, considerando que a Administração Pública tem o dever de anular seus atos eivados de nulidade absoluta conforme reconhecido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, nas Súmulas n.° 346 (“A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos”) e n.° 473 (“A Administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos [...]”) bem como a competência prevista no art. 17 do Regimento Interno, segundo a qual aos presidentes de turmas julgadoras incumbe “zelar pela legalidade do procedimento de julgamento” (inciso VI) e “corrigir, de ofício ou por solicitação, erros de procedimento ou processamento” (inciso VII), propõese a anulação do Acórdão nº 380200744, com a remessa dos autos para fins de distribuição e julgamento do recurso especial. O então Presidente da extinta 2ª Turma Especial da Terceira Seção anuiu com o proposto. Às fls. 292/293 do autos o Presidente desta 1ª Turma Ordinária, 2ª Câmara, 3ª Seção do CARF, proferiu despacho de admissibilidade nos seguintes termos: Em vista disso, recebo o despacho apresentado como embargos de declaração tempestivos, com fundamento no art. 65, §1º, da Portaria MF nº 343, de 2015. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Josefovicz Belisário Fl. 296DF CARF MF 4 Conforme dito, tanto a DRF como o Relator original do feito apontaram a existência de dois julgamentos realizados em face de um mesmo Recurso Voluntário do Contribuinte. Com efeito, às fls. 192/195 identificase o Acórdão nº 340200.629, de 25/05/2010, proferido pela 2ª Turma Ordinária, 4ª Câmara, 3ª Seção, dando provimento ao Recurso Voluntário do Contribuinte: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AUTO DE INFRAÇÃO. SUPORTE FÁTICO. AUSÊNCIA. Comprovada a ausência do suporte fático que ensejou o lançamento, deve este ser cancelado. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. A Fazenda Nacional apresentou Recurso Voluntário às fls. 198/2007, devidamente admitidos à fls. 219/220. O contribuinte apresentou contrarrazões, às fls. 226/227. À fl. 235 a Autoridade de Origem propôs a remessa dos autos à este CARF para julgamento do Recurso Especial interposto pela PGFN. Não obstante, já a partir da fl. 236, consta novo julgamento de Recurso Voluntário: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1998 TAXA SELIC. SÚMULA CARF No 02. CONTROLE DE INCONSTITUCIONALIDADE DE ATOS NORMATIVOS NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De acordo com a Súmula Carf no 02, o Conselho não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de atos normativos fora das hipóteses previstas no art. 62 do Regimento Interno. Matéria não conhecida. CONCOMITÂNCIA DE MATÉRIA DISCUTIDA NA ESFERA ADMINISTRATIVA E JUDICIAL. RENÚNCIA TÁCITA À INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. SÚMULA CARF Nº 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula Carf no 01). Fl. 297DF CARF MF Processo nº 13839.001787/200377 Acórdão n.º 3201004.672 S3C2T1 Fl. 4 5 PIS/PASEP. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, DO CTN. NÃO OCORRÊNCIA. Ainda que se adote como termo inicial o prazo do § 4º do art. 150, não há decadência quando o crédito tributário é constituído dentro do prazo de cinco anos previsto no caput do art. 173 do CTN. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Como se verifica pelo exame dos autos, não há qualquer justificativa para que tenha sido proferido um novo julgamento, tampouco declaração de nulidade do primeiro julgamento realizado. Assim, do mesmo modo que restou consignado (i) pela Delegacia da Receita Federal de jurisdição de contribuinte, (ii) pelo Relator original do feito e (iii) pelo então Presidente da Turma de julgamento, entendo que se trata de erro de procedimento deste CARF na tramitação do feito, que levou à prolação de um julgamento injustificado. Prevalece, portanto, o Acórdão nº 340200.629, de 25/05/2010, proferido pela 2ª Turma Ordinária, 4ª Câmara, 3ª Seção, às fls. 192/195 dos autos. Assim, devese ACOLHER os EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, sem efeitos infringentes, para declarar a invalidade do Acórdão de fls. 185/188, esclarecendo ser válido o Acórdão de fls. 166 a 168. Por conseguinte, o Recurso Especial já interposto pela PGFN e devidamente contrarrazoado pelo Contribuinte deverá prosseguir seu trâmite ordinário neste CARF. Tatiana Josefovicz Belisário Fl. 298DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13002.000189/2010-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 31/01/2010
MULTA ATRASO ENTREGA DACON. PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA. NÃO CONHECIMENTO.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela impugnante, precluindo o direito de defesa trazido somente no Recurso Voluntário. O limite da lide circunscreve-se aos termos da Impugnação Administrativa.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3402-006.118
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Thais De Laurentiis Galkowicz e Cynthia Elena de Campos.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 31/01/2010 MULTA ATRASO ENTREGA DACON. PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA. NÃO CONHECIMENTO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela impugnante, precluindo o direito de defesa trazido somente no Recurso Voluntário. O limite da lide circunscreve-se aos termos da Impugnação Administrativa. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 31/01/2010 MULTA ATRASO ENTREGA DACON. PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA. NÃO CONHECIMENTO. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela impugnante, precluindo o direito de defesa trazido somente no Recurso Voluntário. O limite da lide circunscrevese aos termos da Impugnação Administrativa. Recurso Voluntário Não Conhecido. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Thais De Laurentiis Galkowicz e Cynthia Elena de Campos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 2. 00 01 89 /2 01 0- 42 Fl. 40DF CARF MF Processo nº 13002.000189/201042 Acórdão n.º 3402006.118 S3C4T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento para exigência de multa por atraso de entrega do DACON. Inconformada, a empresa apresentou Impugnação Administrativa, alegando problemas com o provedor da internet, julgada improcedente nos termos do Acórdão da DRJ nº 10042.138. Intimada desta decisão, a empresa apresentou Recurso Voluntário tempestivo alegando, em síntese, que a impugnação apresentada configurou forma de denúncia espontânea, sendo o tributo autodeclarado pela empresa antes de qualquer procedimento administrativo. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402006.109, de 31 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10840.000562/201003, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402006.109): "Não obstante o Recurso Voluntário seja tempestivo, observese que os argumentos de mérito nele desenvolvidos não foram levados à análise da Delegacia de Julgamento, não merecendo ser conhecido. Com efeito, em seu Recurso Voluntário, sustenta a Recorrente, exclusivamente, a ocorrência de suposta denúncia espontânea, com fulcro no art. 138, do CTN. Por sua vez, em sua impugnação, a empresa se ateve a afirmar o descabimento da multa em razão dos problemas incorridos no provedor da internet. Observase, portanto, que a Recorrente pretende que seja aqui analisada matéria que não foi objeto de Impugnação e que não foi analisada pela DRJ (denúncia espontânea). Assim, como a discussão travada no Recurso Voluntário se restringe à matérias que não foram trazidas em sede de Impugnação, sua análise restou preclusa nesta instância administrativa, na forma Fl. 41DF CARF MF Processo nº 13002.000189/201042 Acórdão n.º 3402006.118 S3C4T2 Fl. 4 3 do art. 17 do Decreto n.º 70.235/721. Com isso, não se tratando de matérias passíveis de serem conhecidas de ofício por este colegiado, delas não tomo conhecimento sob pena de supressão de instância e de ferir o devido processo legal. Nesse sentido é o entendimento deste E. CARF: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003 PRECLUSÃO. INOVAÇÃO DE DEFESA. NÃO CONHECIMENTO Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela manifestante, precluindo o direito de defesa trazido somente no recurso voluntário. O limite da lide circunscrevese aos termos da manifestação de inconformidade." (Processo 10875.903610/200978 Relator Juliano Eduardo Lirani Acórdão n.º 3803004.666. Unânime grifei) Diante do exposto, voto por não conhecer do Recurso Voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra 1 "Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante." Fl. 42DF CARF MF
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Numero do processo: 13888.000492/2003-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1997
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LIMITAÇÃO.
Os prejuízos fiscais de períodos anteriores somente podem ser compensados até o limite de trinta por cento.
ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas devem vir acompanhadas das provas documentais correspondentes, sob risco de impedir sua apreciação pelo julgador administrativo.
MULTA DE OFÍCIO.
Aplica-se a multa de ofício nos casos de declaração inexata.
Numero da decisão: 1301-003.484
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente
(assinado digitalmente)
Bianca Felícia Rothschild - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente), Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Bianca Felícia Rothschild.
Nome do relator: BIANCA FELICIA ROTHSCHILD
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LIMITAÇÃO. Os prejuízos fiscais de períodos anteriores somente podem ser compensados até o limite de trinta por cento. ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas devem vir acompanhadas das provas documentais correspondentes, sob risco de impedir sua apreciação pelo julgador administrativo. MULTA DE OFÍCIO. Aplicase a multa de ofício nos casos de declaração inexata. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 04 92 /2 00 3- 06 Fl. 282DF CARF MF 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente), Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Giovana Pereira de Paiva Leite, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Bianca Felícia Rothschild. Fl. 283DF CARF MF Processo nº 13888.000492/200306 Acórdão n.º 1301003.484 S1C3T1 Fl. 283 3 Relatório Inicialmente, adotase o relatório da decisão recorrida, o qual bem retrata os fatos ocorridos e os fundamentos adotados até então: Em revisão da declaração de rendimentos da empresa supra, segundo consta da descrição dos fatos, foi apurado compensação indevida de prejuízos fiscais, referente ao anocalendário de 1997, por inobservância do limite máximo legal de 30% do lucro real antes das compensações. O crédito tributário lançado totalizou R$ 23.143,49, tendo sido lavrado o auto de infração de fls. 66/67, com fulcro no Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 1.041, de 11 de janeiro de 1994 (RIR/1994), arts. 193, 196, III, e 197, parágrafo único, e na Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995, art. 15 e parágrafo único. Notificada do lançamento, a interessada, por seu representante legal, ingressou com a impugnação de fls.74/81, alegando, em suma, que a administração se alheou da verdade material, criando uma constrição ilegítima. Acrescentou que foram colhidos apenas os dados que ofereciam, escrituralmente, vantagens à Fazenda, abandonando os outros, cuja combinação revelaria que a verdade não era aquela apurada. Aduziu que a empresa foi autuada pelo que ela mesma informou, inobstante a informação contraria fatos e não prestar para a conclusão fiscal. Afirmou que, na totalidade do anocalendário, como o lucro líquido foi de R$ 19.058,31, este deveria ser o valor base para efeito do cálculo do excesso de composição de prejuízos anteriores. Alegou serem flagrantes os artifícios que levaram à lavratura de auto de infração, quando poderia ser resolvido com simples revisão interna, que se desaguaria em lançamento suplementar, com incidência de multa de mora, não superior a 20%, e não de 75%. Acrescentou ser aplicável à espécie o § 4o do art. 835 do RIR, que, na chamada revisão de declaração, sujeita o contribuinte ao lançamento de ofício apenas quando deixar de atender a pedido de esclarecimento. A autoridade de primeira instancia julgou procedente a impugnação da contribuinte, cuja acórdão encontrase as fls. 94 e segs. e ementa encontrase abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1997 Ementa: COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LIMITAÇÃO. Os prejuízos fiscais de períodos anteriores somente podem ser compensados até o limite de trinta por cento do lucro real. Fl. 284DF CARF MF 4 Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 1997 Ementa: IMPUGNAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. As alegações apresentadas na impugnação devem vir acompanhadas das provas documentais correspondentes, sob risco de impedir sua apreciação pelo julgador administrativo. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1997 Ementa:MULTA DE OFÍCIO. Aplicase a multa de ofício nos casos de declaração inexata. Lançamento Procedente Cientificado da decisão de primeira instancia em 02/08/2006, o contribuinte apresentou, fl. 104 e segs, em 24/08/2006, recurso voluntário, repisando os argumentos levantados em sede de impugnação. Em sessão de 17 de setembro de 2007, a 3a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento ao Recurso Voluntário do contribuinte reconhecendo a decadência de ofício através do acórdão 10516.670 (fl. 118 e segs), cuja ementa passase a reproduzir abaixo: DECADÊNCIA TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA SRF A partir de janeiro de 1992, por força do artigo 38 da Lei 8.383/91, os tributos administrados pela SRF passaram a ser sujeitos ao lançamento por homologação. O inicio da contagem do prazo decadência é o da ocorrência do fato gerador do tributo, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, nos termos do parágrafo 4o do artigo 150 do CTN. Lançamento insubsistente Uma vez admitido Recurso Especial protocolado pela Fazenda Nacional, a Câmara Superior de Recursos Fiscais deste Conselho, em sessão 10 de novembro de 2008 apreciou o tema e acordou em negar provimento ao referido Recurso Especial, em acórdão de no. 105158.494. Transcrevese abaixo ementa do citado acórdão: DECADÊNCIA. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, o termo inicial para contagem do prazo qüinqüenal de decadência para constituição do crédito é a ocorrência do respectivo fato gerador, a teor do art. 150, parágrafo 4o do CTN. Precedentes da CSRF. Recurso Especial não provido. Uma vez admitido Recurso Extraordinário protocolado pela Fazenda Nacional, o Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais deste Conselho, em sessão 7 de dezembro de 2011 apreciou o tema e acordou em dar provimento ao referido Recurso Extraordinário para afastar a argüição de decadência, em acórdão de no. 9100000.217, solicitando retorno dos autos a câmara a quo para julgamento das demais razões de defesa do contribuinte em sede de recurso voluntário. Transcrevese abaixo ementa do citado acórdão: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1998 REGIMENTO INTERNO CARF. DECISÃO DEFINITIVA DE Fl. 285DF CARF MF Processo nº 13888.000492/200306 Acórdão n.º 1301003.484 S1C3T1 Fl. 284 5 MÉRITO STJ ART. 62A DO ANEXO II DO RICARF. UTILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DE PRECEDENTES JUDICIAIS. IDENTIDADE DAS SITUAÇÕES FÁTICAS. NECESSIDADE. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543C do Código de Processo Civil, devem ser reproduzidas no julgamento dos recursos no âmbito deste Conselho (Art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010). O disposto no art. 62A do RICARF não implica o dever do julgador administrativo em reproduzir a decisão proferida em sede de recurso repetitivo, sem antes analisar a situação fática e jurídica que ensejou a decisão do precedente judicial. A finalidade da disposição regimental é impedir que decisões administrativas sejam contrárias a entendimentos considerados definitivos pelo Superior Tribunal de Justiça, na sistemática prevista pelo art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil. DECADÊNCIA. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. APLICAÇÃO DO ART. 173, INCISO I, DO CTN. TERMO INICIAL. INTERPRETAÇÃO CONFORME RECURSO ESPECIAL Nº 973.733/SC. IMPOSSIBILIDADE. A contagem do prazo decadencial, na forma do art. 173, I, do CTN, deve se iniciar a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em poderia ter sido efetuado o lançamento de ofício, nos exatos termos do aludido dispositivo. Recurso Extraordinário Provido. Tendo em vista o acima, os autos retornaram à Turma ordinária para julgamento dos temas de mérito levantados em sede de recurso voluntário. É o relatório. Fl. 286DF CARF MF 6 Voto Conselheira Bianca Felícia Rothschild Relatora Recurso Voluntário Admissibilidade A admissibilidade do Recurso Voluntário já foi apreciada desta forma passa se a analise do mérito. Fatos O presente caso tratase de analisar lançamento referente ao IRPJ do ano calendário de 1997, em que se apurou compensação indevida de prejuízos fiscais, por inobservância do trava legal de 30% do lucro. A Recorrente repisa seus argumentos levantados em sede de impugnação, defendendo que adotou em sua contabilizarão o sistema de caixa, quando deveria utilizarse o sistema de competência. Vale mencionar que o tema de decadência levantado de ofício pela 3a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes apesar de confirmado pela turma ordinária da Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF deste Conselho foi derrubado pelo Pleno da CSRF em julgamento de Recurso Extraordinário protocolado pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Tendo em vista o acima, passase a analise das questões de mérito suscitadas pela Recorrente. Mérito Entendo que caberia à contribuinte fazer prova de suas alegações, não havendo como se determinar tal fato apenas pela análise de sua declaração de rendimentos, como pretendido. No que se refere à alegação de que se deveria usar o valor do lucro líquido do anocalendário como base para o cálculo do excesso de compensação de prejuízos fiscais, há que se ressaltar que a contribuinte apurou seu lucro no referido anocalendário trimestralmente (fl.14). A legislação do IRPJ permite à pessoa jurídica compensar os prejuízos fiscais apurados em períodosbase anteriores, mensais, trimestrais ou anuais. A partir de 1 o de janeiro de 1995, essa compensação está limitada a um máximo de 30 % (trinta por cento) daquele lucro. Segundo a Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, arts. 1o e 2o, a partir do anocalendário de 1997, o IRPJ é determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por períodos de apuração trimestrais, podendo a pessoa jurídica optar pelo pagamento do Fl. 287DF CARF MF Processo nº 13888.000492/200306 Acórdão n.º 1301003.484 S1C3T1 Fl. 285 7 imposto, em cada mês, sobre base de cálculo estimada, com apuração do lucro real em 31 de dezembro de cada ano. No presente caso, como dito anteriormente, a opção expressa da Recorrente para o anocalendário de 1997, na declaração de rendimentos respectiva, foi pela sistemática de apuração por períodosbase trimestrais. Se equívoco houve, decorreu apenas da incorreta interpretação, por parte da contribuinte, quanto à possibilidade de compensação integral de prejuízos fiscais de períodos base anteriores em cada trimestre do anocalendário. E que, na sistemática de apuração do IRPJ anual, temse, como conseqüência, uma absorção automática de prejuízos fiscais de um mês com os lucros de outros meses do mesmo anocalendário, uma vez que a apuração em 31 de dezembro envolve o resultado de todo o anocalendário. Já a sistemática de apuração trimestral está sujeita às regras de limitação da compensação de prejuízos fiscais de períodosbase anteriores, a cada trimestre. Logo, considerandose que, no presente caso, a contribuinte efetuou a opção de tributação pela sistemática de apuração trimestral, estão corretas as glosas efetuadas, não merecendo reparos a exigência fiscal. Multa No que se refere à solicitação de que se aplicasse a multa máxima de 20%, esclareçase que essa multa se aplica aos casos de recolhimento fora do prazo, mas espontâneo, de débitos decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. A multa de 75% foi aplicada com base na legislação que rege a matéria, qual seja a Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 44. Portanto, a determinação da multa é efetuada por determinação legal, e não pelo tipo de lançamento efetuado. Não há nada que corrobore a tese da Recorrente de que o contribuinte "apenas" estará sujeito a lançamento de ofício se deixar de atender a pedido de esclarecimento. Fl. 288DF CARF MF 8 Conclusão Diante de todo o acima exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Bianca Felícia Rothschild. Fl. 289DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10283.724916/2015-78
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 09 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2011
RESERVA DE REAVALIAÇÃO. USO PARA INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL.
A empresa que aumentar seu capital social mediante a utilização de reserva decorrente da reavaliação de bens do ativo deverá obedecer aos requisitos legais para que o valor não seja computado na determinação de seu lucro real do período. Ademais, tratando-se de benefício fiscal, deve ser interpretada restritivamente a legislação, sendo certo que a utilização de bem para integralização de capital em outra sociedade equivale a realização da reserva.
MULTA CONFISCATÓRIA.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2).
Numero da decisão: 1401-003.001
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente.
(assinado digitalmente)
Letícia Domingues Costa Braga - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Lívia De Carli Germano, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Daniel Ribeiro Silva, Abel Nunes de Oliveira Neto, Letícia Domingues Costa Braga, Cláudio de Andrade Camerano e Sérgio Abelson (suplente convocado).
Nome do relator: LETICIA DOMINGUES COSTA BRAGA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2011 RESERVA DE REAVALIAÇÃO. USO PARA INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL. A empresa que aumentar seu capital social mediante a utilização de reserva decorrente da reavaliação de bens do ativo deverá obedecer aos requisitos legais para que o valor não seja computado na determinação de seu lucro real do período. Ademais, tratando-se de benefício fiscal, deve ser interpretada restritivamente a legislação, sendo certo que a utilização de bem para integralização de capital em outra sociedade equivale a realização da reserva. MULTA CONFISCATÓRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente. (assinado digitalmente) Letícia Domingues Costa Braga - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Lívia De Carli Germano, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Daniel Ribeiro Silva, Abel Nunes de Oliveira Neto, Letícia Domingues Costa Braga, Cláudio de Andrade Camerano e Sérgio Abelson (suplente convocado).
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USO PARA INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL SOCIAL. A empresa que aumentar seu capital social mediante a utilização de reserva decorrente da reavaliação de bens do ativo deverá obedecer aos requisitos legais para que o valor não seja computado na determinação de seu lucro real do período. Ademais, tratandose de benefício fiscal, deve ser interpretada restritivamente a legislação, sendo certo que a utilização de bem para integralização de capital em outra sociedade equivale a realização da reserva. MULTA CONFISCATÓRIA. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula CARF nº 2). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por unanimidade de votos, afastar a preliminar de nulidade e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente. (assinado digitalmente) Letícia Domingues Costa Braga Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 72 49 16 /2 01 5- 78 Fl. 3377DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Lívia De Carli Germano, Luciana Yoshihara Arcângelo Zanin, Daniel Ribeiro Silva, Abel Nunes de Oliveira Neto, Letícia Domingues Costa Braga, Cláudio de Andrade Camerano e Sérgio Abelson (suplente convocado). Relatório Adoto como relatório, aquele da decisão de primeira instância, complementando a seguir: Cuidam os presentes autos de infrações apuradas no imposto de renda e reflexos na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, sendo o contribuinte cientificado, por via postal em 28/12/2015, referente ao anocalendário 2010, multa de 75%, com valores de créditos descritos abaixo: A autoridade lançadora resume a fiscalização como se segue: II. DOS FATOS APURADOS E DOCUMENTOS ANALISADOS 4. Em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo supracitado nos anoscalendário 2010, 2011 e 2012, referentes aos Tributos IRPJ, CSLL, PIS, COFINS E IPI, demos início aos trabalhos, emitindo o competente Termo de Início do Procedimento Fiscal em 01/09/2014, tendo sido cientificado o sujeito passivo por via postal, mediante de aviso de recebimento (anexo), intimandoo apresentar documentos e as informações constantes no Termo de Início de Procedimento Fiscal. 4.1 A auditoria constatou o seguinte: 4.1.1 O sujeito não informou a Receita Federal através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF à existência de débitos sobre o IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI. 4.1.2 No ano calendário de 2010 o sujeito passivo declarou em DIPJ que suas atividades industriais proporcionaram Lucro Operacional (1.693.898,21) e Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o lucro líquido CSLL a pagar. Contudo, foram deduzidos desses débitos valores de CSLL e IRPJ supostamente retidos em fonte, o que resultou na redução a zero dos valores a pagar desses tributos, conforme tabela a seguir: 4.1.3 A auditoria intimou o sujeito passivo a apresentar os documentos referentes aos valores retidos informados em DIPJ, mencionados acima, mas até presente data Fl. 3378DF CARF MF Processo nº 10283.724916/201578 Acórdão n.º 1401003.001 S1C4T1 Fl. 3.360 3 não foram entregues os referidos documentos. Na resposta apresentada em 04/12/2015, a empresa reconhece que não há valores retidos na fonte a abater do valor do IRPJ apurado na DIPJ, conforme transcrevemos a seguir: "Ainda com relação a elaboração da DIPJ2010/2011, no ato de seu preenchimento, em relação a essas fichas foram informadas compensações ou reduções, como se retidas na fonte, mesmo que indevidamente e inexistentes, tendo como justificativa a falta de uma linha específica para informar a diferença pela utilização da trava, procedimentos que não foram devidamente revisados antes da entrega da DIPJ 2010/2011, o que evitaria questionamentos fiscais" (Sic). 4.1.4 O sujeito passivo limitouse a apresentar cópia de um Diário do ano calendário 2000 argumentando que possuía crédito de IRPJ e CSLL e efetuou esta compensação em 2010. Os argumentos apresentados não foram acatados haja vista que o sujeito passivo não apresentou documentos hábeis e idôneos a fim de respaldar a compensação efetuada: A compensação deve ser formalizada por meio de PROCESSO ESPECÍFICO PERDCOMP , mediante o qual devem ser demonstradas as origens dos créditos utilizados na compensação, os débitos compensados e os saldos subsistentes a pós a compensação. Tais elementos não foram apresentados pela fiscalizada. 4.1.5 No período fiscalizado o sujeito passivo possuía 04(quatro) estabelecimentos em atividade fabril. A autoridade tributária, na sua visão, define a principal infração apurada: 4.1.8 DO IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) e CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LIQUIDO (CSLL). Quanto à apuração desses tributos, foram constatados os seguintes fatos: 4.1.8.1 O sujeito passivo efetuou avaliação dos bens do ativo em 2003 através de laudo técnico (em anexo) e contabilizou o valor de R$ 45.065.819,34 na conta contábil 22201000 Reserva de Reavaliação (crédito), a qual foi mantida até a data de 30/06/2010. A seguir, demonstraremos que o referido saldo foi realizado em decorrência daquilo que a legislação estabelece como "alienação sob qualquer forma" e, devido a esse fato, o respectivo valor deveria ter sido oferecido à tributação do IRPJ e da CSLL. 4.1.8.1.1 Com o lançamento dos valores de Avaliação do seu ativo na conta de reserva, o sujeito apurou o imposto de renda e CSLL, efetuando as provisões constante nas contas contábeis 21401017 Provisão para Imposto de Renda no valor de R$11.751.839,77 e 21401018 Provisão p contr. Social no valor de R$ 4.230.374,30. 4.1.7.1.2 Em 30/06/2010 foram contabilizados inúmeros lançamentos em função dos valores constantes na conta 22201000 Reserva de Reavaliação conforme relatamos abaixo: a) Efetuou lançamento a débito na conta 22201000 — Reserva de Reavaliação no valor de R$ 45.065.819,34 em contrapartida a credito da conta 13201100 AJUSTES A VALORES DE MERCADO. b) Foi solicitado esclarecimento (tese n. 2) ao sujeito passivo referente a este lançamento, com relação ao qual o mesmo simplesmente respondeu que estava atendendo às normas do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). c) Inicialmente, verificase que o fato de ter baixado o valor da conta de reserva de reavaliação indica a realização da mesma, no ano de 2010, fato esse confirmado pela auditoria, conforme expomos abaixo. A matéria é regulada, para o caso em espécie, pelo dispositivo a seguir: Fl. 3379DF CARF MF 4 Medida Provisória n° 2.013/99, art. 4o, convertida na Lei n° 9959/2000 e art 435 inciso II do RIR/99: Art. 4º A contrapartida da reavaliação de quaisquer bens da pessoa jurídica somente poderá ser computada em conta de resultado ou na determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido quando ocorrer a efetiva realização do bem reavaliado. Por fim a fiscalização conclui: g) Concluímos, portanto, que os inúmeros lançamentos contábeis acima descritos tinham como objetivo principal mascarar a realização da Reserva de Reavaliação no valor de R$45.065.819,34 (Quarenta cinco milhões, sessenta cinco mil, oitocentos e dezenove reais, trinta e quatros centavos). DA IMPUGNAÇÃO A fiscalizada alega cerceamento de direito de defesa: CERCEAMENTO DE DEFESA MPF e TDPF Diz o Auto de Infração que a autuação foi realizada em cumprimento ao Termo de Distribuição de Procedimento Fiscal TDPF n° 0220100.2014.00397. O Auto de Infração, o Termo de Início de Procedimento Fiscal e todos os Termos de Intimação, de Constatação e Solicitação de Esclarecimentos fazem referência ao MPF 0220100.2014.00397. Todavia, a fiscalização não cumpriu as determinações da Portaria RFB n° 3014, de 29 de junho de 2011, nem da Portaria RFB n° 1687, de 17 de setembro de 2014, que revogou a de 2011. A impugnante pretende que a DIPJ tenha efeitos de declaração de dívida a semelhança da DCTF: DA INFORMAÇÃO DE DÉBITOS EM DIPJ E DA INAPLICABILIDADE DE MULTA PUNITIVA A autoridade fiscal pretende a aplicação de multa punitiva à impugnante, no importe de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto não recolhido artigo 44, I da Lei n° 9430 de 1996, sob ausência de declaração dos valores devidos em DCTF. Ocorre que referida punição não pode permanecer, haja vista que a ausência de DCTF não pode simplesmente se sobrepor à DIPJ entregue, como se declaração não houvesse. A DIPJ possui efeitos jurídicos de declaração e espontaneidade, e precisa ser aqui considerada como forma de constituição dos créditos do IPI com lançamento por homologação. A impugnante se insurge contra a infração mais relevante lhe imputada no auto de infração: Fl. 3380DF CARF MF Processo nº 10283.724916/201578 Acórdão n.º 1401003.001 S1C4T1 Fl. 3.361 5 INEXISTÊNCIA DE ALIENAÇÃO/REALIZAÇÃO DE RESERVA NA INTEGRALIZAÇÃO DE BENS NO CAPITAL SOCIAL DA PATRIMÔNIA A situação fática da presente autuação é simples: alega o Fisco que a Impugnante, ao INTEGRALIZAR bens no capital social da Empresa Patrimônia Administração e Participação Ltda., conforme o mesmo valor contábil de seus registros, teria feito uma alienação, que seria equivalente a uma realização de reserva sobre a qual haveria incidência de IRPJ/CSLL Ocorre que INTEGRALIZAÇÃO é muito diferente de ALIENAÇÃO. Argumenta o sr. auditor fiscal que a integralização de bens no capital social de outra empresa constitui ato de alienação, na prevêm os artigos 247, 249 em inciso III, 439 em seu parágrafo único e inciso 1,111 e IV5 e artigo 440 no parágrafo único, todos do Regulamento do Imposto de Renda/99. Entretanto, nem sempre tal operação implica em disponibilidade jurídica ou econômica de renda, sendo de direito o esclarecimento do significado dos termos jurídicos que envolvem o presente caso em tela. Ademais, tanto que não foi realizada a reserva de reavaliação que o fato foi, inclusive, colocado na pág. 6 do Relatório Fiscal do auto de infração aqui impugnado: e) Corroborando com a tese da realização da reserva de reavaliação em 30/06/2010, verificase que o sujeito passivo efetuou lançamento a credito da conta de ativo 13201100 AJUSTES A VALORES DE MERCADO com a contrapartida 13102001 PATRIMONIA ADM PART LTDA no valor de R$40.770.395,00 (Quarenta milhões, setecentos e setenta mil, trezentos noventa cinco reais), referente a transferência de ativos (cópia em anexos) para empresa Patrimonia Adm Part Ltda. que pertence à empresa INDUSTRIAS NOVACKI S/A. e o Sr. Mauro Novacki. Surpreende ainda como o Sr. auditor fiscal pode ter alegado alienação com realização de reserva/ganho, se os bens foram integralizados na Patrimonia pelo mesmo montante registrado no ativo da impugnante: g) Concluímos, portanto, que os inúmeros lançamentos contábeis acima descritos tinham como objetivo principal mascarar a realização da Reserva de Reavaliação no valor de R$ 45.065.819,34 (Quarenta cinco milhões, sessenta cinco mil, oitocentos e dezenove reais, trinta e quatros centavos). A fiscalizada se insurge contra glosas de créditos PIS/Cofins: MERAS PRESUNÇÕES: AUSÊNCIA DE PROVAS PELA FISCALIZAÇÃO Fl. 3381DF CARF MF 6 O Sr. auditor, ao glosar os créditos de Pis e Cofins, o fez com base em meras presunções. Ocorre que é dever da fiscalização provar a insubsistência dos créditos para que a glosa seja legítima. Não foi o que ocorreu neste caso, porque a fiscalização não conseguiu reunir provas contra a impugnante. Ao contrário, sem qualquer respaldo documental, o Sr. Auditor, apenas por "acreditar" que os lançamentos nas contas correntes poderiam ser fictícios, decidiu lavrar Auto de Infração para promover uma glosa. A empresa argumenta que não se pode cobrar juros sobre multas de ofício: IMPOSSIBILIDADE DE EXIGIR JUROS SOBRE MULTAS PUNITIVAS A incidência de juros só é permitida por lei no caso de não pagamento do tributo, e não para penalidades Para a multa punitiva, caso venha a ser mantida, não há lei que preveja a incidência de juros ou correção monetária, uma vez que o art. 61 da Lei n° 9.430/96 prevê a aplicação de juros somente débitos decorrentes de tributos e contribuições. Pela mesma razão falta de previsão legal é indevida a incidência dos juros com base no art. 161 do CTN sobre a multa de ofício. A imputação de juros em multa de ofício fere dois princípios jurídicos deveras importantes, que devem ser aplicados com mais ênfase no Direito Tributário: o da Segurança Jurídica e o da Não Surpresa. Finaliza a contribuinte com o seguinte pedido: DO PEDIDO Diante do exposto, requer seja recebida e provida a presente impugnação, para ao final reconhecer a nulidade e ou a improcedência da autuação, com os devidos efeitos (cancelamento/exclusões/reduções). A decisão de primeira instância restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2010 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. São considerados nulos somente atos e termos lavrados por pessoa incompetente e despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa, nos termos do art. 59, incisos I e II, do Decreto nº 70.235, de 1972, hipóteses cuja ocorrência não restou comprovada, sobretudo tendo em conta que os autos de infração e seus anexos foram formalizados de modo a Fl. 3382DF CARF MF Processo nº 10283.724916/201578 Acórdão n.º 1401003.001 S1C4T1 Fl. 3.362 7 permitir à contribuinte a perfeita compreensão das infrações que lhe foram imputadas, tanto que delas se defendeu de forma detalhada e consistente. FASE INQUISITÓRIA DO PROCEDIMENTO FISCAL.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. No curso do procedimento investigatório de cumprimento de obrigação tributária injustificável a alegação de cerceamento do direito de defesa. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. Os conceitos constitucionais de contraditório e ampla defesa somente estão presentes quando, como resultado do procedimento fiscal, se formalize processualmente qualquer exigência. DCTF CONFISSÃO DE DÍVIDA X DIPJ INFORMATIVA. A partir do exercício de 2000, anocalendário de 1999, os saldos a pagar de IRPJ e CSLL informados na DIPJ não mais se constituem em confissão de dívida, exceto se os valores estiverem confessados em DCTF (ac. 203 09.922/2004 CARF, no DOU de 160306). Com isso, se os saldos devedores informados na DIPJ não estiverem informados na DCTF, o prazo decadencial para efetuar os lançamentos está correndo. ÔNUS DA PROVA. É do sujeito passivo o ônus de reunir e apresentar conjunto probatório capaz de demonstrar o alegado em sua defesa em sede de impugnação, sob pena de em não fazêlo ser perempto o seu direito. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão da DRJ, foi interposto recurso voluntário alegando as mesmas razões da impugnação, que são em síntese: 01) Mérito que não houve a realização da reserva de reavaliação tendo em vista que apenas deuse a integralização de capital de outra sociedade. 02) Excesso de multa punitiva; 03) juros sobre multa; 04) Vícios de forma no MPF 05) Ilegalidade na lavratura do Auto de Infração pois o débito deveria ter sido inscrito em dívida ativa. Argui ainda que as glosas não fundamentadas de crédito e PIS e COFINS cerceou o direito de defesa do recorrente. Fl. 3383DF CARF MF 8 Este é o relatório do essencial. Voto Conselheira Letícia Domingues Costa Braga Relatora O recurso é tempestivo e dele conheço. Pois bem, cuidam os autos de IRPJ e CSLL de 2010, quando a sociedade utilizouse de uma reserva de reavaliação para integralizar o capital social de outra sociedade da qual essa era sócia, qual seja, a PATRIMÔNIA ADM E PART. LTDA.. Considerou a fiscalização que, tendo em vista que a autuada integralizou o capital social de uma controlada com a reserva de reavaliação, a baixa de tal reserva equivaleria a uma alienação por qualquer forma e, portanto, o valor da reavaliação deveria ser acrescido à base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Subsumindose a situação real à hipótese descrita na norma, esta estabelece a consequência jurídica: o valor da reserva de reavaliação deve ser computado na determinação do lucro real do período em que se verificou sua utilização. A base legal da autuação foi o art. 390 do RIR. Dúvidas não restam que o valor de reserva de reavaliação de foi utilizado para integralização de capital em outra sociedade. Conforme dispõe a norma, o valor da reserva de deveria ter sido baixado em 2008 ou mantidos até a sua efetiva realização: LEI Nº 11.638, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2007. (...) Art. 6o Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício social em que esta Lei entrar em vigor.. Assim, poderia recorrente ter optado pela baixa do valor em 2008 e, se houvesse a integralização do capital social com esses mesmos bens, deveria ter sido pago ganho de capital em razão desses valores. Contudo, optou a sociedade por não baixar a reserva e aguardar a sua realização. O que ocorreu quando da integralização do capital social de outra sociedade. Esse tipo de tentativa do contribuinte de aumentar o seu capital social sem o pagamento do imposto está vedado pela própria legislação que prevê que a reserva de reavaliação reflexa deve ser tributada, conforme demonstrado abaixo (RIR): Reavaliação de Bens na Coligada ou Controlada Art. 390. A contrapartida do ajuste por aumento do valor do patrimônio líquido do investimento em virtude de reavaliação de bens do ativo da coligada ou controlada, por esta utilizada para Fl. 3384DF CARF MF Processo nº 10283.724916/201578 Acórdão n.º 1401003.001 S1C4T1 Fl. 3.363 9 constituir reserva de reavaliação, deverá ser compensada pela baixa do ágio na aquisição do investimento com fundamento no valor de mercado dos bens reavaliados (art. 385, § 2º, inciso I) (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 24). § 1º O ajuste do valor de patrimônio líquido correspondente à reavaliação de bens diferentes dos que serviram de fundamento ao ágio, ou a reavaliação por valor superior ao que justificou o ágio, deverá ser computado no lucro real do contribuinte, salvo se este registrar a contrapartida do ajuste como reserva de reavaliação (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 24, § 1º). § 2º O valor da reserva constituída nos termos do parágrafo anterior deverá ser computado na determinação do lucro real do período de apuração em que o contribuinte alienar ou liquidar o investimento, ou em que utilizar a reserva de reavaliação para aumento do seu capital social (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 24, § 2º). § 3º A reserva de reavaliação do contribuinte será baixada mediante compensação com o ajuste do valor do investimento, e não será computada na determinação do lucro real (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 24, § 3º): I nos períodos de apuração em que a coligada ou controlada computar sua reserva de reavaliação na determinação do lucro real (art. 435); ou II no período de apuração em que a coligada ou controlada utilizar sua reserva de reavaliação para absorver prejuízos. Como se pode observar, na vigência do art. 390, § 2º do RIR/99 (Decreto Lei 1598/77, art. 24, § 2º), a reserva de reavaliação reflexa deveria ser computada na determinação do lucro real do período de apuração em que o contribuinte alienasse ou liquidasse o investimento, bem como quando utilizasse a reserva de reavaliação para aumento do seu capital social. Estamos pois diante de um caso análogo onde a contribuinte se utiliza de valor de reserva de reavaliação para, de certa forma, aumentar seu capital social. Ou seja, também seria, a meu ver, uma realização da reserva de reavaliação de forma reflexa. Por esse motivo entendo que efetivamente ocorreu a realização da reserva de reavaliação, pois a alienação de qualquer forma comporta o efetivo recebimento de valor. Como a recorrente teve efetivamente seu capital social majorado em virtude de participação societária quando foi integralizado em outra sociedade bens reavaliados, não há como desconsiderar que foi realmente realizada a sua reserva. Por outro lado, a hipótese de inocorrência de tributação da reserva de reavaliação somente seria possível se fosse utilizada essa reserva para majorar o capital social da mesma sociedade e não de uma controlada ou coligada. Diante de todo o exposto, entendo como regulares os créditos tributários de IRPJ (e, consequentemente, de CSLL) constituídos pela Fiscalização em função da ausência de Fl. 3385DF CARF MF 10 adição, ao lucro real, do valor das reservas de reavaliação utilizadas para fins de integralização do capital social de outra empresa no anocalendário de 2010. Por esta razão, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário interposto pela contribuinte. Em relação à confiscatoriedade da multa e seu eventual excesso, certo é que esse Conselho não tem competência para verificar inconstitucionalidades da legislação tributária: A autoridade administrativa não tem competência legal para decidir sobre a legalidade ou inconstitucionalidade de normas legais, sendo o contencioso administrativo foro impróprio para discussões desta natureza. Os mecanismos de controle da constitucionalidade das leis estão regulados na própria Constituição Federal, todos passando necessariamente pelo Poder Judiciário, que detém com exclusividade essa prerrogativa, conforme se infere dos artigos 97 102 da Carta Magna. Essa orientação tem sido igualmente seguida pelo Conselho de Contribuintes, conforme súmula 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Em relação ao juros sobre multa, essa matéria foi recentemente sumulada por esse Conselho, nos seguintes termos: Súmula CARF 108: Incidem juros moratórias, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. Já sobre a alegado vício de forma do MPF, certo é que nenhum prejuízo trouxe ao contribuinte, não cabendo qualquer nulidade. Com relação a outra ilegalidade de que não deveria ter o fiscal lançado o valor de sim inscrito em dívida ativa o débito e, ainda quanto a alegada PIS e COFINS que foi sequer autuada, não alterou nada a recorrente a sua fundamentação, devendo ser mantida a decisão por seus próprios fundamentos conforme abaixo: A impugnante no tópico: MERAS PRESUNÇÕES: AUSÊNCIA DE PROVAS PELA FISCALIZAÇÃO, se insurge contra a fiscalização em virtude de glosas de créditos de PIS e Cofins, porém o presente processo trata apenas de IRPJ e CSLL, como o procedimento fiscal também gerou o processo 10283 724.761/201570, onde estão controlados autos de infração de PIS e Cofins acredito que houve um engano da empresa, posto que é razoável supor que as alegações apresentadas tenham o endereço do citado processo. Com relação à CSLL, tratandose de lançamentos reflexos, a decisão prolatada no lançamento matriz é aplicável, no que couber, aos decorrentes, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula. Conclusão Pelo acima exposto, conduzo meu voto para negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fl. 3386DF CARF MF Processo nº 10283.724916/201578 Acórdão n.º 1401003.001 S1C4T1 Fl. 3.364 11 Letícia Domingues Costa Braga Fl. 3387DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10280.720223/2015-36
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Feb 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 2009
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. SEM NOVOS ARGUMENTOS OU PROVAS NO RECURSO VOLUNTÁRIO.
A verificação da liquidez e a certeza do crédito são indispensáveis para a homologação da Declaração de Compensação. A Ausência desses requisitos impede a compensação. Cabe ao contribuinte produzir provas de liquidez e certeza do crédito.
Numero da decisão: 1003-000.366
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Bárbara Santos Guedes - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente).
Nome do relator: BARBARA SANTOS GUEDES
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1376; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T3 Fl. 2 1 1 S1C0T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10280.720223/201536 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1003000.366 – Turma Extraordinária / 3ª Turma Sessão de 16 de janeiro de 2019 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente ALBINO F SANTOS & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2009 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. SEM NOVOS ARGUMENTOS OU PROVAS NO RECURSO VOLUNTÁRIO. A verificação da liquidez e a certeza do crédito são indispensáveis para a homologação da Declaração de Compensação. A Ausência desses requisitos impede a compensação. Cabe ao contribuinte produzir provas de liquidez e certeza do crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Bárbara Santos Guedes Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Abelson, Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Carmen Ferreira Saraiva (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 02 23 /2 01 5- 36 Fl. 86DF CARF MF Processo nº 10280.720223/201536 Acórdão n.º 1003000.366 S1C0T3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão de nº 1152.790, de 29 de abril de 2016, da 4ª Turma da DRJ/REC, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade da Recorrente, não reconhecendo o direito creditório. A Recorrente apresentou pedido de compensação, PER/DCOMP nº 05588.45319.280410.1.3.043567, em razão de suposto crédito de pagamento indevido ou a maior oriundo da CSLL paga por estimativa, código 6773. O crédito informado, no valor original na data da transmissão de R$ 2.891,13, seria decorrente de pagamento indevido relativo ao DARF de valor R$ 3.593,67, recolhido em 29/10/2009. Por meio do Despacho Decisório Eletrônico nº 051, de 02/02/2015, às fls. 13, a Autoridade Competente decidiu não homologar a compensação fundamentando o seguinte: O presente processo trata da Declaração de Compensação (DCOMP) no 05588.45319.280410.1.3.04 3567 (fls. 02/06), por meio da qual o contribuinte compensa débito com crédito proveniente de Pagamento Indevido ou Maior, sob o código de receita 6773, período de apuração 08/08/1980, discriminado à fl. 04. À fl. 07, constatase que o DARF foi integralmente utilizado para quitação de débito do processo nº 10280.006.088/200893, não restando crédito disponível para compensação do débito informado na DCOMP. Diante do exposto, com base nas informações e documentos constantes deste processo e no uso da competência estabelecida pelo art. 302, inciso VI, da Portaria MF nº 203/2012, DOU de 17/5/2012, c/c a delegação prevista no art. 3°, III da Portaria DRF/BEL nº 107/2012, DOU de 22/8/2012 resolvo: a) NÃO RECONHECER o direito creditório correspondente a pagamento indevido ou a maior, código de receita 6773, período de apuração 08/08/1980, no valor original de R$ 2.891,13, por inexistência de crédito; b) NÃO HOMOLOGAR a compensação pretendida na DCOMP no 05588.45319.280410.1.3.043567; c) DETERMINAR A COBRANÇA do débito confessado na DCOMP acima mencionada, uma vez que a DCOMP constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para cobrança dos débitos nela declarados, nos termos do art. 74, § 6º da Lei nº 9.430/1996. A contribuinte apresentou tempestivamente manifestação de inconformidade e defendeu o seguinte: (i) que a empresa apurou CSLL em sua DIPJ/2006, anocalendário 2005, valor a pagar de R$ 2.891,13. Informa que efetuou o pagamento indevidamente do mesmo valor, via DARF, pela Lei nº 11.941/2009, no dia 20/11/2009, sendo esse pagamento Fl. 87DF CARF MF Processo nº 10280.720223/201536 Acórdão n.º 1003000.366 S1C0T3 Fl. 4 3 indevido compensado através do PER/DCOMP nº 05588.45319.280410.1.3.043567; (ii) pelo exposto, requereu a improcedência da cobrança e a homologação da compensação pleiteada. A DRJ/REC analisou a impugnação e julgou o pedido da Recorrente improcedente, nos moldes da ementa abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2009 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO EXISTENTE Comprovada a existência de direito creditório, referente a pagamento indevido ou a maior, é permitida a sua utilização na extinção de débitos mediante apresentação de Declaração de Compensação. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário que repetiu os argumentos e provas acostados na manifestação de inconformidade. É o Relatório. Voto Conselheira Bárbara Santos Guedes, Relatora O recurso é tempestivo e cumpre com os demais requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual deles tomo conhecimento e passo a apreciar. A Recorrente fundamenta seu recurso sob a alegação de que o crédito em análise foi gerado em razão de pagamento indevido, visto que a empresa apurou CSLL na DIPJ/2006, anocalendário 2005, valor a pagar de R$ 2.891,13 e efetuou o pagamento da mesma. Contudo, afirma que teria efetuado o pagamento do citado valor indevidamente, via DARF, pela Lei nº 11.941/2009, no dia 20/11/200. A PER/DCOMP apresentada pela Recorrente de nº 05588.45319.280410.1.3.043567 (fls. 2 a 6), informa ser o crédito originado a partir do DARF, CSLL, código de receita 6773, com vencimento em 30/10/2009, no valor de R$ 3.593,67.. Fl. 88DF CARF MF Processo nº 10280.720223/201536 Acórdão n.º 1003000.366 S1C0T3 Fl. 5 4 A Autoridade administrativa, ao analisar a liquidez e certeza do crédito, identificou, através do Despacho Decisório (fls. 13), que o DARF informado no PER/DCOMP como pagamento indevido foi integralmente utilizado para quitação de débito do processo nº 10280.006.088/200893, não restando crédito disponível para compensação do débito informado na DCOMP. A DRJ, ao analisar as informações da manifestação de inconformidade e confrontar com as informações constantes nos sistemas da RFB, verificou o seguinte: a contribuinte apresentou, em 15/05/2008, a Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ 2006 –, relativa ao anocalendário de 2005, onde consta, no período de Dez/2004, na FICHA 16 CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO MENSAL POR ESTIMATIVA , CSLL a pagar no valor apurado de R$ 8.013,65: a contribuinte apresentou, em 30/10/2008, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF Retificadora relativa a Julho/2004, onde consta no período CSLL cód. 6773 no valor apurado de R$ 2.891,13, sem informação de qualquer espécie de quitação: Por outro lado, o DARF informado no PER/DCOMP, ora apreciado, no valor total de R$ 3.593,67 (valor principal R$ 2.891,13 e valor dos juros R$ 702,54), arrecadado em 29/10/2009, foi totalmente utilizado e está vinculado ao processo nº 10280.006088/200893, o qual se encontra arquivado: Verificase que apenas a Autoridade Fiscal se referiu ao Processo nº 10280.006088/200893, sendo justamente nesse processo onde se encontra vinculado o DARF no valor de R$ 3.593,67, recolhido em 29/10/2009. Todavia, a Impugnante não negou a existência desse processo, nem alegou ser inválido. A contribuinte referese, em sua Manifestação de Inconformidade, a parcelamento pela Lei nº 11.941/2009, mas não informa o número do processo que supostamente conteria outro pagamento em duplicidade. Observese que na DCTF do período não consta a forma de quitação do débito de CSLL cód. 6773, ou seja, encontrase em aberto. A contribuinte, portanto, não conseguiu demonstrar e comprovar a ocorrência de pagamento em duplicidade Dessa forma, concluise que o DARF no valor total de R$ 3.593,67, arrecadado em 29/10/2009, encontrase integralmente vinculado ao débito de CSLL cód. 6773 do período de apuração dez/2005, no processo nº 10280.006088/200893, não sendo possível reconhecer o direito creditório pleiteado.. Assiste razão à DRJ. Não há nos autos informações ou provas que pudessem corroborar as alegações de pagamento em duplicidade realizado pela contribuinte. Pelas informações constantes no processo, o DARF está alocado no processo de nº 10280.006088/200893 e o parcelamento informado foi realizado para quitar o débito de CSLL do período. Fl. 89DF CARF MF Processo nº 10280.720223/201536 Acórdão n.º 1003000.366 S1C0T3 Fl. 6 5 Não há outros documentos nos autos que suportem a alegação de pagamento em duplicidade. Ademais, todos os argumentos de defesa e as provas devem ser colacionadas na Manifestação de Inconformidade, sob pena de preclusão do direito, nos moldes determinados pelo Decreto nº 70.235/1972, art.16. No presente caso, nem a manifestação de inconformidade nem o recurso voluntário esclarecem como foi realizado o pagamento em duplicidade e nem traz documentos que possam corroborar a tese ventilada nas defesas. O extrato do Processo de nº 10280720250/201517 e o DARF de recolhimento de CSLL do período de apuração 08/08/1980 acostados no Recurso Voluntário, desprovidos de outras informações que o integrem à demanda, não ajudam na solução da questão. A Lei nº 11.941/2009 alterou a legislação tributária federal relativa ao parcelamento ordinário de débitos tributários e concedeu remissão nos casos em que especificados na citada norma. A Recorrente, contudo, não informou se estava enquadrada nos requisitos da Lei, nem juntou qualquer documento que comprovasse ter havido a remissão no caso concreto, fato que também não foi identificado pelas autoridades administrativas que instruíram o processo. Isto posto, voto pela improcedência do recurso voluntário, mantendo a decisão da DRJ/REC. (assinado digitalmente) Bárbara Santos Guedes Fl. 90DF CARF MF
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Numero do processo: 13876.000472/2006-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Exercício: 2003
INCENTIVOS FISCAIS. FINOR. OPÇÃO. ATIVIDADE REGIONAL. PROJETOS DE INTERESSE. COMPROVAÇÃO DE CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS
A aplicação em incentivos fiscais em projetos considerados de interesse para o desenvolvimento e o incremento de atividades regionais, baseada na Lei n. 8.167, de 1991, requer correspondência entre o beneficiário do incentivo e o efetivo aplicador, ou ainda, para empresas coligadas que detenham mais de 50% do capital da empresa incentivada, o que foi comprovado no caso concreto.
A diligência logrou êxito em comprovar o cumprimento de todos os requisitos para fruição do benefício.
Numero da decisão: 1401-003.107
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente
(assinado digitalmente)
Daniel Ribeiro Silva - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Daniel Ribeiro Silva (Vice-Presidente), Abel Nunes de Oliveira Neto Carlos André Soares Nogueira, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (Conselheira Suplente convocada), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano e Letícia Domingues Costa Braga.
Nome do relator: DANIEL RIBEIRO SILVA
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ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Exercício: 2003 INCENTIVOS FISCAIS. FINOR. OPÇÃO. ATIVIDADE REGIONAL. PROJETOS DE INTERESSE. COMPROVAÇÃO DE CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS A aplicação em incentivos fiscais em projetos considerados de interesse para o desenvolvimento e o incremento de atividades regionais, baseada na Lei n. 8.167, de 1991, requer correspondência entre o beneficiário do incentivo e o efetivo aplicador, ou ainda, para empresas coligadas que detenham mais de 50% do capital da empresa incentivada, o que foi comprovado no caso concreto. A diligência logrou êxito em comprovar o cumprimento de todos os requisitos para fruição do benefício.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (assinado digitalmente) Daniel Ribeiro Silva - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Daniel Ribeiro Silva (Vice-Presidente), Abel Nunes de Oliveira Neto Carlos André Soares Nogueira, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (Conselheira Suplente convocada), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano e Letícia Domingues Costa Braga.
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FINOR. OPÇÃO. ATIVIDADE REGIONAL. PROJETOS DE INTERESSE. COMPROVAÇÃO DE CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS A aplicação em incentivos fiscais em projetos considerados de interesse para o desenvolvimento e o incremento de atividades regionais, baseada na Lei n. 8.167, de 1991, requer correspondência entre o beneficiário do incentivo e o efetivo aplicador, ou ainda, para empresas coligadas que detenham mais de 50% do capital da empresa incentivada, o que foi comprovado no caso concreto. A diligência logrou êxito em comprovar o cumprimento de todos os requisitos para fruição do benefício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente (assinado digitalmente) Daniel Ribeiro Silva Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 6. 00 04 72 /2 00 6- 17 Fl. 1261DF CARF MF 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente), Daniel Ribeiro Silva (VicePresidente), Abel Nunes de Oliveira Neto Carlos André Soares Nogueira, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (Conselheira Suplente convocada), Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Cláudio de Andrade Camerano e Letícia Domingues Costa Braga. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face do acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal em Ribeirão Preto (SP) que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte. Por sua vez, a Manifestação de Inconformidade fora apresentada, tendo em vista o indeferimento do Pedido apresentado de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais (PERC) relativo ao anocalendário de 2003, cujas ocorrências impeditivas de aplicação listadas no extrato de fls. 793, registram, dentre outras, a de nº 11, correspondente à existência de débitos e a de n. 15, que se refere à opção sem efeito, em face de a empresa não estar enquadrada no art. 9º da Lei n. 8.167, de 1991. O PERC foi indeferido, por meio do despacho decisório DRF/SOR/SEORT n° 475/2008 de fls. 825/827, por entender a autoridade fiscal que “a recorrente não apresentou todos os documentos necessários para a análise do processo”. Diante da decisão supracitada, a parte apresenta Manifestação de Inconformidade, alegando “não ter recebido a intimação nº 923/2008 (fls. 807) embora sua regularidade fiscal tivesse sido comprovada em outra oportunidade, nos termos de certidões positivas com efeitos de negativa emitidas no âmbito do presente processo administrativo, contemporâneas ao pedido (fls. 20,21 e794)”. O Acórdão ora Recorrido (1428.183 – 3ª Turma da DRJ / RPO) recebeu a seguinte ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário. Exercício: 2003 INCENTIVOS FISCAIS. FINOR. OPÇÃO. A Medida Provisória n. 2.1285, publicada em 27/12/2000, aboliu a opção de investimento por meio de recolhimento aos cofres públicos ou quando da entrega da Declaração de Informações Econômicofiscais (DIPJ), restringindoo à modalidade de depósitos efetuados na rede bancária credenciada. INCENTIVOS FISCAIS. FINOR. OPÇÃO. ATIVIDADE REGIONAL. PROJETOS DE INTERESSE. A aplicação em incentivos fiscais em projetos considerados de interesse para o desenvolvimento e o incremento de atividades regionais, baseada na Lei n. 8.167, de 1991, requer correspondência entre o beneficiário do incentivo e o efetivo aplicador. Fl. 1262DF CARF MF Processo nº 13876.000472/200617 Acórdão n.º 1401003.107 S1C4T1 Fl. 1.262 3 Impugnação Improcedente. Conforme entendimento da Turma julgadora, “não poderia optar por aplicação em incentivo fiscal no anocalendário de 2003, tendo em vista que a medida provisória n° 2.128, publicada em 27/12/2000, aboliu a opção de investimento por meio de recolhimento aos cofres públicos ou quando da entrega da DIPJ, restringindoo à depósitos efetuados na rede bancária credenciada”. E de que “não poderia optar por aplicar em investimento em projetos considerados de interesse para o desenvolvimento, nos termos do art. 9° da lei n° 8.167/1991, haja vista que a autorização para o investimento foi dirigida expressamente para a empresa Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A”. Ciente da decisão do Acórdão em 31/02/2012 (fls. 1052) o interessado interpõe Recurso Voluntário em 01/03/2012 (fls. 1053/1058), trazendo as seguintes razões: 1. Do preenchimento dos requisitos exigidos pelo art. 90 da lei n° 8.167/1991 a autorizar a aplicação do incentivo em questão: Afirma que “o artigo 9° da lei 8.167/1991, trata da aplicação de recursos em projetos próprios, por pessoas jurídicas ou grupos de empresas coligadas que, isolada ou conjuntamente, detenham, pelo menos, 51% do capital votante de sociedade titular de projeto beneficiário do incentivo”. 2. Aduz que é “beneficiária dos incentivos do FINOR a pessoa jurídica PRIMO SCHINCARIOL INDÚSTRIA DE CERVEJAS E REFRIGERANTES DO NORDESTE S/A, inscrita no CNPJ sob o n° 01.278.018/000112. Ocorre que, à época da opção pela aplicação em incentivos, isto é, em junho de 2004, a recorrente detinha 55,48% do capital votante da Primo Schincariol Indústria de cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A(...) O capital da Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A era composto por 77.929.246 ações, sendo 19.140.000 ordinárias, conforme Ata da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Sociedade de 19 de maio de 2004”. 3. Concluindo que “em junho de 2004, a recorrente detinha 55,48% do capital votante da sociedade incentivada Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A. Assim, restaram preenchidos os requisitos do artigo 90 da lei n° 8.167/1991, merecendo ser acolhido o PERC formulado”. 4. Requereu o provimento do recurso interposto para o deferimento do PERC apresentado. Fl. 1263DF CARF MF 4 Às fls. 1091/ 1093 dos autos – Petição do Contribuinte – Reiterando os termos do R.V interposto. Às fls. 1121/1127 dos autos Resolução de nº 1401000.233 da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária do CARF – CONVERSÃO DO FEITO EM DILIGÊNCIA para: 1. Aprofundar “a investigação no sentido de verificar o real atendimento a todas as condições do art. 9 da Lei n. 8.167/91 e Instrução Normativa SRF nº 267, de 23 de dezembro de 2002, ultrapassando no caso o entendimento de questão de direito relativa à interpretação o referido artigo, baseandose na interpretação já acima mencionada”; 2. Investigar, inclusive, a seguinte ressalva feita pela DRJ: “Abstraindo se o fato de a aprovação do Parecer (fls. 991/992) viger à época em que a contribuinte efetuou recolhimentos à conta do Finor, dado que fora emitido em 1997”; 3. Caso “os pressupostos e condições acima sejam atendidos, avançar nas demais questões relativas ao indeferimento do PERC, ou seja, verificar quais eram os débitos efetivamente existentes por ocasião da entrega a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo na linha da Súmula do CARF n. 37”. 4. Caso “se torne impossível aferir tal regularidade no momento da entrega da declaração através do cotejo de pesquisas nos sistemas da SRF e PFN e a documentação já acostada aos autos, intimar a contribuinte de forma a lhe oportunizar dessa feita, a sua regularidade fiscal atual, por qualquer meio de prova, inclusive através de certidões (negativas ou positivas com efeitos de negativas)”. Às fls. 1139/1141 dos autos – Petição do Contribuinte, afirmando que “a Empresa Primo Schincariol Indústria de Cerveja e Refrigerantes do Nordeste S/A estava devidamente regular com os pressupostos exigidos na concessão do incentivo fiscal ao FINOR, assim, está devidamente amparada pela legislação tributária à aplicação de parte do Imposto de Renda em projetos financiados pelo FINOR”. Às fls. 1178 dos autos DRF/SOR/SEORT Nº798/2017 requerendo: 1. Comprovação documental de que o projeto da empresa Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A(CNPJ 01.278.018/000112), referente ao Parecer DAI/ATT 027/97(PROCESSO 03040000181/9648), aprovado pela RESOLUÇÃO Nº11.113, em Junho/2004 encontravase em situação de regularidade, cumpridos todos os requisitos previstos e os cronogramas aprovados, nos termos determinados pelo §1º do artigo 105 da Instrução Normativa SRF 267/2002; 2. Documento referente ao projeto supracitado que informe o prazo final para a sua implantação. Fl. 1264DF CARF MF Processo nº 13876.000472/200617 Acórdão n.º 1401003.107 S1C4T1 Fl. 1.263 5 Esclarecemos que os laudos apresentados em 07/11/2017, referentes ao processo 03040 004656/9756, diverso daquele requerido, não atendem às solicitações presentes na Intimação DRF/SOR/SEORT nº 712/2017 como entende o contribuinte. Às fls. 1191 dos autos – Petição do Contribuinte, aduzindo que “cumpriu com todas as solicitações indicadas na Intimação DRF/SOR/SEORT nº 798/2017 ASKK, e concluise que a empresa Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A estava devidamente regular com os pressupostos exigidos na concessão do incentivo fiscal ao FINOR, assim está devidamente amparada pela legislação tributária a aplicação de parte do IR em projetos financiados pela FINOR”. Às fls. 1202/1208 dos autos Despacho da DRF SOR/SEORT nº 002, de 21 de junho de 2018, trazendo a informação de que “em 29/06/2004 não havia certidão que comprovasse a regularidade do contribuinte, e não há documentos, neste processo, que possibilitem averiguar tal regularidade”. Dessa forma, despachouse no sentido de intimar o contribuinte para apresentar a sua regularidade fiscal atual”. Às fls. 1209 dos autos INTIMAÇÃO DRF/SOR/SEORT Nº091/2018– ASKK. Às fls. 1215 dos autos – Juntada de CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS AOS TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. Às fls. 1237/1244 dos autos Despacho da DRF SOR/SEORT nº 101, de 25 de julho de 2018, comprovando que fora juntado pelo contribuinte os documentos solicitados na intimação, em seguida, encaminhando os autos para as demais providências determinadas. Concluiu ainda que: 1. No ano de 2003, Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S/A(CNPJ 50.221.019/000136) detinha 55,48% do capital votante de Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A(01.278.018/000112); 2. A Resolução nº11.113/97 e o Parecer DAI/ATT 027/97 encontramse às fls.1195/1196 e 1197 a 1199, respectivamente. O Projeto de Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S/A foi considerado como de interesse para o desenvolvimento do Nordeste e, consequentemente, merecedor da colaboração financeira do FINOR. 3. Entendeu que o contribuinte, no anocalendário 2003, encontravase apto, no tocante à existência de projetos aprovados e em implantação nos termos do artigo 9º da Lei 8167/1991, para aplicar parcelas do IRPJ nos Fundos de Investimentos Regionais. 4. Em 19/07/2018, foi juntada, ao presente processo, a Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos Relativos aos Tributos Federais e Fl. 1265DF CARF MF 6 à Dívida Ativa da União de fls.1215, emitida em 11/07/2018, com validade até 07/01/2019, a qual comprova a regularidade fiscal ora solicitada. Às fls. 1253 dos autos – Petição do contribuinte, afirmando que cumpriu com todos os requisitos necessários ao deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais PERC, e que tal fato restou comprovado na diligência realizada. É o relatório do essencial. Voto Conselheiro Daniel Ribeiro Silva Relator. Observo que as referências a fls. feitas no decorrer deste voto se referem ao eprocesso. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, por isto dele conheço. Tratase de pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC, referente à declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, anocalendário de 2003. O fundamento da não emissão do Incentivo Fiscal foi a revogação da opção para aplicação nos Fundos de Investimentos FINOR/FINAM; bem assim irregularidades nos recolhimentos de tributos e contribuições sociais a teor do art. 60 da Lei nº 9.069/95. A DRJ manteve o indeferimento analisando apenas a primeira motivação por entender bastante o suficiente para tal. Segundo ela, não se comprovou o contribuinte era detentor de projeto próprio beneficiário do incentivo, prioritário para o desenvolvimento regional, caracterizado no art. 9 da Lei n° 8.167,de 1991. Para fazer face a essa prova o contribuinte trouxe em sede impugnatória, indícios suficientes para no mínimo se fazer uma investigação melhor a respeito. Trouxe estatutos consolidados de Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S.A. e Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S.A., cópias de ata de assembléia geral de Schincariol Participações e Representações S.A., cópias dos Livros de Registro de Ações Nominativas de Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S.A. e Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S.A., além de cópia do aceite da Resolução n. 11.113, que aprovou o Parecer DAI/ATT027/97, ambos do Ministério do Planejamento e Orçamento, que aprovou o Parecer DAI/ATT027/ 97, que considerou viável projeto de implantação abrangido pelo Finor, em favor de Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S.A. Como bem ressaltado na Resolução proposta pelo antigo Relator Conselheiro Antônio Bezerra, a negativa da DRJ deuse principalmente pelo motivo de não haver a correspondência direta entre a destinatária da autorização para investir em projeto considerado de interesse para o desenvolvimento de atividade regional, no caso, a Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes do Nordeste S. A., e a efetiva aplicadora no incentivo fiscal. (Recorrente). Fl. 1266DF CARF MF Processo nº 13876.000472/200617 Acórdão n.º 1401003.107 S1C4T1 Fl. 1.264 7 Entretanto, a interpretação abraçada pela DRJ vai de encontro ao que dispõe o teor do Art. 9 da Lei 8.167/91: Art. 9o As Agências de Desenvolvimento Regional e os Bancos Operadores assegurarão às pessoas jurídicas ou grupos de empresas coligadas que, isolada ou conjuntamente, detenham pelo menos cinqüenta e um por cento do capital votante de sociedade titular de empreendimento de setor da economia considerado, pelo Poder Executivo, prioritário para o desenvolvimento regional, a aplicação, nesse empreendimento, de recursos equivalentes a setenta por cento do valor das opções de que trata o art. 1o, inciso I. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.199 14, de 2001) E nesse sentido foi que o processo foi convertido em diligência através da Resolução de nº 1401000.233 (fls. 1121/1127), para se verificar o cumprimento de todos os requisitos para fruição do benefício. A conclusão da diligência, como já relatado, foi absolutamente favorável ao contribuinte, razão pela qual, acolhendo o seu resultado, voto por dar provimento integral ao Recurso Voluntário apresentado. É como voto. (assinado digitalmente) Daniel Ribeiro Silva Fl. 1267DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.904943/2010-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Feb 13 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Data do fato gerador: 30/06/2003
COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DIREITO AO CRÉDITO NEGADO.
Não se reconhece o direito creditório quando o contribuinte não logra comprovar com documentos hábeis e idôneos que houve pagamento indevido ou a maior.
Numero da decisão: 2201-004.847
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Douglas Kakazu Kushiyama - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DOUGLAS KAKAZU KUSHIYAMA
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PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DIREITO AO CRÉDITO NEGADO. Não se reconhece o direito creditório quando o contribuinte não logra comprovar com documentos hábeis e idôneos que houve pagamento indevido ou a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 49 43 /2 01 0- 41 Fl. 115DF CARF MF 2 Tratase de Recurso Voluntário de fls. 81/85 interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP), de fls. 63/66, a qual indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada, mediante a qual a DEINF SÃO PAULO homologou parcialmente a compensação declarada com base nos seguintes fundamentos: A análise do direito creditório está limitada ao "crédito original na data de transmissão" informado no PER/DCOMP, no valor de R$ 71.401,74. Valor do crédito reconhecido: 68.754,39. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PERDCOMP. Da Manifestação de Inconformidade Recebida a cientificação da mencionada decisão, a interessada apresentou manifestação de inconformidade, alegando em síntese: a) A empresa UFJ Bank Ltd., residente e domiciliada no Japão, ao receber juros sobre o capital próprio de ações do Banco Bradesco S/A, pagos no período de 3/7/2000 a 3/1/2005, sofreu tributação do IRRF à alíquota de 15% quando o correto seria de 12,5%, nos termos do art. 10, §2°, da Convenção entre os Estados Unidos do Brasil e o Japão. b) Ao preencher a DCTF do 2° trimestre de 2003, declarou como devido o valor de R$ 5.764.745,61, relativo ao recolhimento de IRRF, código 9453, período de apuração 30/06/2003. Foi recolhido o valor de R$ 5.850.000,00. c) Tendo efetuado corretamente o lançamento na DCTF, onde se pode identificar o crédito relativo ao valor recolhido a maior, deve ser reconhecido o direito creditório de R$ 71.401,74. Da Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP) Quando da apreciação do caso, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP) entendeu pelo não reconhecimento do direito creditório que a interessada afirmava ter, conforme ementa abaixo (fl. 63): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE I R R F Data do fato gerador: 30/06/2003 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Não se reconhece o direito creditório quando o contribuinte não logra comprovar com documentos hábeis e idôneos que houve pagamento indevido ou a maior. Fl. 116DF CARF MF Processo nº 16327.904943/201041 Acórdão n.º 2201004.847 S2C2T1 Fl. 116 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Do Recurso Voluntário A Recorrente, devidamente intimada da decisão da DRJ apresentou o recurso voluntário de fls. 81/85, praticamente repete os argumentos apresentados em sede de manifestação de inconformidade Este recurso compôs lote sorteado para este relator em Sessão Pública. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Relator Douglas Kakazu Kushiyama O Recurso Voluntário é tempestivo e dele conheço. No caso em questão, aplicável o disposto no artigo 57, § 3º do RICARF Art. 57. Em cada sessão de julgamento será observada a seguinte ordem: (...). § 1º A ementa, relatório e voto deverão ser disponibilizados exclusivamente aos conselheiros do colegiado, previamente ao início de cada sessão de julgamento correspondente, em meio eletrônico. (...) § 3º A exigência do § 1º pode ser atendida com a transcrição da decisão de primeira instância, se o relator registrar que as partes não apresentaram novas razões de defesa perante a segunda instância e propuser a confirmação e adoção da decisão recorrida. (Redação dada pela Portaria MF nº 329, de 2017) O Recorrente apresentou o Per/DComp nº 33735.88423.111105.3.043810 declarando o crédito existente no valor de R$ 71.401,74. O despacho decisório reconheceu o crédito no valor de R$ 68.754,39. Conforme relatado anteriormente, o Recorrente alegou que: a) A empresa UFJ Bank Ltd., residente e domiciliada no Japão, ao receber juros sobre o capital próprio de ações do Banco Bradesco S/A, pagos no período de 3/7/2000 a 3/1/2005, sofreu tributação do IRRF à alíquota de 15% quando o correto seria de Fl. 117DF CARF MF 4 12,5%, nos termos do art. 10, §2°, da Convenção entre os Estados Unidos do Brasil e o Japão. b) Ao preencher a DCTF do 2° trimestre de 2003, declarou como devido o valor de R$ 5.764.745,61, relativo ao recolhimento de IRRF, código 9453, período de apuração 30/06/2003. Foi recolhido o valor de R$ 5.850.000,00. c) Tendo efetuado corretamente o lançamento na DCTF, onde se pode identificar o crédito relativo ao valor recolhido a maior, deve ser reconhecido o direito creditório de R$ 71.401,74. De acordo com o Recorrente, trouxe provas suficientes à comprovação do alegado e serviriam como prova: •Cópia de Darf no valor de R$ 5.850.000,00 (fls. 26); •Cópia do Termo de Quitação (fls. 28); •Demonstrativo "Pagamento de Juros sobre o Capital Próprio" (fls. 29); •Extrato para simples conferência 2ª via Valores a ressarcir IR UFJ Bank (fls. 31); •Planilha para lançamentos contábeis (fls. 32/33); •Cópia de recibo de entrega da DCTF e das páginas 1 a 3 da DCTF relativa ao 4º trimestre de 2003 (fls. 35/37) Na fundamentação do despacho decisório constante à fl. 65, extraímos o seguinte trecho: O Darf de R$ 500.000,00 foi recolhido fora do prazo, em 10/07/2003. Por isso, parte do pagamento de R$ 5.850.000,00 foi alocado aos acréscimos legais, no valor total de R$ 21.500,00 (fls. 56). O valor do principal utilizado foi de R$ 16.500,00 (11.500 + 5000 fls. 57/59). Por conseguinte o valor disponível do pagamento foi de R$ 68.754,39 (5.850.000,00 5.764.745,61 11.500,00 5.000,00). Este valor foi reconhecido como direito creditório no despacho decisório. A diferença entre o valor original pleiteado no Per/Dcomp e o valor reconhecido é de R$ 22.507,60. Na planilha de fls. 29 consta que na Assembléia de 30/6/2003 foi deliberado pagamento de R$ 2.856.069,53 ao UFJ Bank Limited, com retenção de R$ 428.410,42 (alíquota de 15%). A diferença corresponde a R$ 71.401,74. A cópia do termo de quitação demonstra que a manifestante assumiu o encargo, nos termos do art. 166 do CTN: "Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de têlo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebêla. " Fl. 118DF CARF MF Processo nº 16327.904943/201041 Acórdão n.º 2201004.847 S2C2T1 Fl. 117 5 No entanto, não foi anexado nenhum elemento da escrituração contábil para demonstrar que foi pago ao UFJ Bank Limited o valor líquido de R$ 2.427.659,11 (2.856.069,53 428.410,42). Apenas foram anexados cópias dos registros contábeis relativos ao reembolso da diferença de IRRF ao UFJ Bank Limited. Além disso, também é necessária a demonstração dos cálculos e registros contábeis que levaram à apuração do IRRF devido no 30° dia de junho de 2003. Conforme ressaltado na decisão recorrida, caberia ao Recorrente demonstrar, com base em documentação, a liquidez e certeza do direito creditório para que fosse possível aferir que os valores pagos à título de Imposto de Renda Retido na Fonte é o correto e, por consequência, o direito ao crédito também é o que alega ter direito, conforme preceitua o disposto no artigo 74 da Lei nº 9.430/96: “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. Nos termos do disposto no artigo 74 da Lei nº 9.430/96 com as alterações introduzidas pelas Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, acima transcrito, verificase a possibilidade de se compensar os valores desde que seja administrado pela Secretaria da Receita Federal e que sejam passíveis de restituição ou de ressarcimento. Devese ressaltar que o Recorrente teve tempo hábil a comprovar ou mesmo trazer aos autos os elementos que afastariam as dúvidas quanto à certeza e liquidez do crédito pleiteado, de modo que devese negar provimento ao recurso. Sendo assim, não há o que reparar na decisão proferida em primeira instância. Conclusão Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Relator Douglas Kakazu Kushiyama Fl. 119DF CARF MF 6 Fl. 120DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.011712/2003-85
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 31/10/2002 a 31/12/2002
DCTF. DÉBITOS DECLARADOS. SALDO A PAGAR ZERADO. SUSPENSÃO NÃO COMPROVADA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE.
Os débitos tributários declarados nas respectivas DCTFs com saldos zerados, vinculados à suspensão de suas exigibilidades, cuja liminar em mandado de segurança não foi comprovada, podem e devem ser lançados de ofício, inclusive, com exigibilidade imediata.
MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Tratando-se de ato não definitivamente julgado aplica-se retroativamente a lei nova quando mais favorável ao contribuinte que a lei vigente ao tempo do lançamento, excluindo a multa de ofício pelo fato de os débitos lançados terem sido declarados na respectiva DCTF
Numero da decisão: 9303-007.626
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do Recurso Especial, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que não conheceram do recurso. No mérito, por maioria de votos, acordam em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer o auto de infração sem a aplicação da multa de ofício, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas (relator), que lhe deu provimento integral e as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento. Portanto, perfazem sete votos pela exclusão da multa de ofício. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal.
(Assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e relator
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal - Redator designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 31/10/2002 a 31/12/2002 DCTF. DÉBITOS DECLARADOS. SALDO A PAGAR ZERADO. SUSPENSÃO NÃO COMPROVADA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. Os débitos tributários declarados nas respectivas DCTFs com saldos zerados, vinculados à suspensão de suas exigibilidades, cuja liminar em mandado de segurança não foi comprovada, podem e devem ser lançados de ofício, inclusive, com exigibilidade imediata. MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratando-se de ato não definitivamente julgado aplica-se retroativamente a lei nova quando mais favorável ao contribuinte que a lei vigente ao tempo do lançamento, excluindo a multa de ofício pelo fato de os débitos lançados terem sido declarados na respectiva DCTF
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do Recurso Especial, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que não conheceram do recurso. No mérito, por maioria de votos, acordam em dar-lhe provimento parcial, para restabelecer o auto de infração sem a aplicação da multa de ofício, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas (relator), que lhe deu provimento integral e as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento. Portanto, perfazem sete votos pela exclusão da multa de ofício. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e relator (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal - Redator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 31/10/2002 a 31/12/2002 DCTF. DÉBITOS DECLARADOS. SALDO A PAGAR ZERADO. SUSPENSÃO NÃO COMPROVADA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. Os débitos tributários declarados nas respectivas DCTFs com saldos zerados, vinculados à suspensão de suas exigibilidades, cuja liminar em mandado de segurança não foi comprovada, podem e devem ser lançados de ofício, inclusive, com exigibilidade imediata. MULTA DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. APLICAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de ato não definitivamente julgado aplicase retroativamente a lei nova quando mais favorável ao contribuinte que a lei vigente ao tempo do lançamento, excluindo a multa de ofício pelo fato de os débitos lançados terem sido declarados na respectiva DCTF Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do Recurso Especial, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que não conheceram do recurso. No mérito, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento parcial, para restabelecer o auto de infração sem a aplicação da multa de ofício, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas (relator), que lhe deu provimento integral e as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento. Portanto, perfazem sete votos pela exclusão da multa de ofício. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 01 17 12 /2 00 3- 85 Fl. 312DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 3 2 (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente em exercício e relator (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Redator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto tempestivamente pela Fazenda Nacional contra o Acórdão nº 3102001.579, de 17/07/2012, proferido pela Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento deste CARF. O Colegiado da Câmara Baixa, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso de ofício interposto pela DRJ e, pelo voto de qualidade, negou provimento ao recurso voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da seguinte ementa, transcrita na parte que interessa ao litígio, nesta fase recursal: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1999 a 28/02/1999, 01/04/1999 a 30/06/1999, 01/08/1999 a 31/10/2000, 01/12/2000 a 31/01/2001, 01/03/2001 a 31/03/2001, 01/07/2001 a 31/07/2001, 01/09/2001 a 31/12/2001 COFINS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. VALORES CONFESSADOS É inexequível o lançamento de ofício em relação aos valores confessados por intermédio de DCTF por se tratar de exigência em duplicidade, tendo em vista que os débitos confessados nessa modalidade podem ser objeto de inscrição em Dívida Ativa da União independentemente de lançamento de ofício.” Intimado desse acórdão, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial, suscitando divergência, quanto ao improvimento do recurso de ofício, apresentando como paradigmas os acórdãos nºs. 20309.707 e 20400.187, cujas ementas foram reproduzidas em seu recurso. Segundo seu entendimento, o lançamento dos valores declarados em DCTFs com saldos zerados tem amparo no art. 142 do CTN. Alegou que de acordo com a sistemática vigente para as declarações apresentadas até 29/10/2003, somente o "saldo a pagar" era dívida confessada e que, nos casos destes autos, a DCTF apresentada, em 14/02/2003, informou saldo a pagar zerado para todos os débitos declarados. As INs SRF nº 45/1998, 77/1998 e 126/1998 determinavam o lançamento de ofício dos débitos informados em DCTFs e não pagos. Fl. 313DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 4 3 Por meio do despacho às fls. 262e/266e, o Presidente da Primeira Câmara da Terceira Seção deu seguimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Notificado do acórdão recorrido, do recurso especial da Fazenda Nacional e do despacho da sua admissibilidade, o contribuinte apresentou suas contrarazões, requerendo, em preliminar, o seu não conhecimento, sob os argumentos de que a matéria não foi prequestionada e que os paradigmas apresentados não servem para comprovar a suscitada divergência; pugnou pela manutenção da decisão recorrida pelos seus próprios fundamentos. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, relator. O recurso apresentado pela Fazenda Nacional atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. A preliminar de não conhecimento suscitada pelo contribuinte, em suas contrarrazões, não merece prosperar. Ao contrário do seu entendimento, a matéria foi prequestionada, ou seja, decidida no acórdão recorrido. Também, os paradigmas apresentados comprovam a divergência suscitada. Ambos tratam de lançamentos de débitos e/ ou saldos devedores a pagar declarados em DCTFs. Assim, rejeito as preliminares suscitadas pelo contribuinte e conheço do recurso da Fazenda Nacional. A matéria em discussão nesta fase recursal se restringe ao recurso de ofício interposto pela DRJ, pelo fato de ter exonerado a parte do crédito tributário correspondente às competências de outubro a dezembro de 2002, declarados em DCFF, cujo valor extrapolou seu limite de alçada. O contribuinte transmitiu, 14/02/2003, a DCTF do 4º trimestre de 2002, cópia às fls. 129e/132e, declarando saldos da Cofins zerados para todos os meses. Os valores a pagar foram zerados, sob o argumento de que os débitos estavam com suas exigibilidades suspensas por conta de liminar concedida no mandado de segurança nº 1998330032953. Contudo, tal suspensão não foi comprovada, em momento algum. Ao contrário, a cópia do mandado de segurança anexada aos autos, às fls. 110/125, comprova que a suspensão da exigibilidade da contribuição não foi requerida naquele mandado. Além disto, consulta ao sítio do TRF da Primeira Região consta que o processo já foi baixado para arquivos, com decisão desfavorável ao contribuinte. As normas assim dispõem, quanto ao lançamento de tributários declarados em DCTF: Medida Provisória (MP) Nº 2.15835, DE 24/08/2001: "Art.90. Serão objeto de lançamento de ofício as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou Fl. 314DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 5 4 suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. (destaque não original) IN SRF nº 45/1998: "Art. 2º Os saldos a pagar, relativos a cada imposto ou contribuição, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, imediatamente após o término dos prazos fixados para a entrega da DCTF. § 1º Os saldos a pagar relativos ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas IRPJ e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL serão objeto de verificação fiscal, em procedimento de auditoria interna, abrangendo as informações prestadas nas DCTF e na Declaração de Rendimentos, antes do envio para inscrição em Dívida Ativa da União. § 2º Os demais valores informados na DCTF, serão, também, objeto de auditoria interna. § 3º Os créditos tributários, apurados nos procedimentos de auditoria interna a que se referem os parágrafos anteriores, serão exigidos por meio de lançamento de ofício, com o acréscimo de juros moratórios e multa, moratória ou de ofício, conforme o caso, efetuado com observância do disposto na Instrução Normativa SRF Nº 094, de 24 de dezembro de 1997. (...)." IN SRF nº 77/1998: "Art. 1º Os saldos a pagar, relativos a tributos e contribuições, constantes das declarações de rendimentos das pessoas físicas e jurídicas e da declaração do ITR, quando não quitados nos prazos estabelecidos na legislação, e da DCTF, serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União. (...). Art. 2º Os débitos apurados nos procedimentos de auditoria interna, decorrentes de verificação dos dados informados na DCTF, a que se refere o art. 2º da Instrução Normativa SRF n° 45, de 1998, na declaração de rendimentos da pessoa física ou jurídica e na declaração do ITR, serão exigidos por meio de auto de infração, com o acréscimo da multa de lançamento de ofício e dos juros moratórios, previstos, respectivamente, nos arts. 44 e 61, § 3º, da Lei n.º 9.430, de 27 de dezembro de 1996, observado o disposto nas Instruções Normativas SRF nºs 94, de 24 de dezembro de 1997, e 45, de 1998.”(Redação original) . (destaque não original)" IN SRF nº 126/1998 Fl. 315DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 6 5 "Art. 7º Todos os valores informados na DCTF serão objeto de procedimento de auditoria interna. § 1º Os saldos a pagar relativos a cada imposto ou contribuição, informados na DCTF, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, imediatamente após a entrega da DCTF. § 2º Os saldos a pagar relativos ao imposto de renda e à contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas sujeitas à tributação com base no lucro real, apurado anualmente, serão, também, objeto de auditoria interna, abrangendo as informações prestadas na DCTF e na Declaração Integrada de Informações da Pessoa Jurídica ‑ DIPJ, antes do envio para inscrição em Dívida Ativa da União. § 3º Os débitos apurados nos procedimentos de auditoria interna serão exigidos de ofício, com o acréscimo de multa, moratória ou de ofício, conforme o caso, efetuado com observância do disposto nas Instruções Normativas SRF nº 094, de 24 de dezembro de 1997, e nº 077, de 24 de julho de 1998.” (Redação original) (destaque não original). Segundo estes dispositivos, os débitos e/ ou saldos devedores, em aberto, declarados nas DCTFs devem ser exigidos por meio de lançamento de ofício. A Nota Conjunta COSIT/COFIS/COSAR n° 535, de 23 de dezembro de 1997, determina que, para os débitos declarados em DCTF, não é necessária a formalização da exigência por meio de auto de infração, sendo suficiente tãosomente a própria DCTF, que, além de se constituir em confissão de dívida, é instrumento hábil para se prosseguir na cobrança do débito, juntamente com os juros de mora e a multa de mora devidos. Assim dispõe a referida nota: "4.4 no caso em que já tenha sido efetuado o lançamento de oficio de valores constantes da DCTF; (...) 4.4.2 existente a impugnação, ;deverá ser eliminada, inicialmente, a eventual duplicidade de cobrança (controladas pelo contacorrente e PROFISC), suspendendose o registro no contacorrente até que seja cancelada a exigência constante do processo; 4.4.3 — quando do julgamento, compete o cancelamento da referida exigência porquanto desnecessárias (subitens 3.1, 3.2 e 3.3), devendo a Unidade apôs cientificada pela DRJ, reativar o débito no contacorrente; 4.4.4 havendo recurso, de oficio ou voluntário, o feito terá prosseguimento normal" No entanto, no presente caso, conforme demonstrado e provado, o contribuinte transmitiu a DCTF do 4º trimestre de 2002, com a informação falsa de que os valores declarados para todas as competências mensais, daquele trimestre, estavam com a Fl. 316DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 7 6 exigibilidade suspensa, por força de liminar concedida no mandado de segurança nº 1998.33.0032953. Contudo, conforme demonstrado e provada tal liminar, de fato, não existia. O lançamento de ofício de débitos declarados em DCTF somente é dispensável, quando também são informados os saldos devedores a pagar. Nessa situação, a DCTF constitui confissão de dívida e instrumento legal para a cobrança dos saldos devedores declarados. Se não há saldos devedores, o Fisco não tem como cobrar. Foi o que aconteceu neste caso. O contribuinte transmitiu a DCTF do 4º trimestre de 2002, objeto do lançamento em discussão, com saldos devedores zerados, quando, de fato, havia saldos devedores para todas as competências mensais daquele trimestre. Como os saldos foram zerados, de forma indevida, não há como cobrar os débitos por meio da DCTF. O extrato da DCTF processada, às fls. 169e, demonstra que, para aquele trimestre, os débitos declarados totalizaram apenas R$ 285,86 e os créditos vinculados R$ 285,86; e, saldos a pagar zerados. Onde estão os débitos do 4º trimestre de 2002, no valor total de R$1.321.988,93? Como cobrálos, senão por meio de lançamento de ofício!? Conforme já demonstrado, na decisão judicial foi discutida a exigência Cofins, nos termos em que foi lançada e exigida. Contudo tal decisão transitou em julgado desfavoravelmente ao contribuinte, conforme consta às fls. 174e. Dessa forma, correto o lançamento de ofício para exigir a contribuição devida para o 4º trimestre de 2002. A luz do exposto, DOU PROVIMENTO ao recursos especial da Fazenda Nacional, para restaurar integralmente o lançamento, exigindose a contribuição pelo total lançado no auto de infração. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator Fl. 317DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 8 7 Voto Vencedor Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal, redator designado Com todo respeito ao voto do ilustre Relator, mas discordo de suas conclusões, apenas e tão somente, quanto à exigência da multa de ofício sobre o lançamento de débitos declarados nas respectivas DCTF. A multa de ofício teve como fundamento o art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430/1996, pelo fato de o contribuinte ter declarado os débitos da Cofins, para as competências mensais do 4º trimestre de 2002 a ao mesmo tempo ter informado valores zerados para todos os meses deste trimestre sobre o entendimento equivocado de dispunha de liminar em mandado de segurança suspendido suas exigências. O art. 18 da Lei nº 10.833/2003 assim dispõe sobre o lançamento de ofício, como no presente caso: "Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitar seá à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida e aplicarseá unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei no4.502, de 30 de novembro de 1964." Ora, segundo este dispositivo legal, a aplicação de penalidade no lançamento de débito declarados na respectiva DCTF, em decorrência de compensação indevida e/ ou suspensão de suas exigibilidades por medida judicial, sem comprovação, limitarseá à imposição de multa isolada e deverá ser aplicada unicamente nas hipóteses elencadas no art. 18 citado e transcrito acima. Assim, por força do princípio da retroatividade benigna das leis, previsto no art. 106, II, "c", do CTN, a multa de ofício, exigida com fundamento no inciso I do art. 44 da Lei nº 9.430/1996, deve ser exonerada. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, para restabelecer o auto de infração, sem a aplicação da multa de ofício, exigindose os valores das parcelas mensais acrescidas apenas dos juros de mora à taxa Selic. Depois de concluído o julgamento deste processo, foi juntada uma petição do contribuinte, no eProcesso, na qual informa e alerta que os débitos do 4º trimestre/2002 foram Fl. 318DF CARF MF Processo nº 10580.011712/200385 Acórdão n.º 9303007.626 CSRFT3 Fl. 9 8 incluídos no parcelamento, depois de terem sido executados pela PFN. Assim, a Autoridade Administrativa, na execução deste acórdão deve verificar se, de fato, os débitos em discussão neste, Cofins correspondentes aos fatos geradores de outubro a dezembro de 2002, foram realmente parcelados, evitando a cobrança em duplicidade. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal. Fl. 319DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.660635/2012-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2012
APRESENTAÇÃO DE PROVAS. PRECLUSÃO. MOMENTO PROCESSUAL
A prova documental deve ser produzida até o momento processual da reclamação, precluindo o direito da parte de fazê-lo posteriormente, salvo prova da ocorrência de qualquer das hipóteses que justifiquem sua apresentação tardia.
Consideram-se preclusas as alegações não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente na fase recursal.
DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. RETIFICAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO CREDITÓRIO
A DCTF é instrumento formal de confissão de dívida, e sua retificação, posterior à emissão de despacho decisório, exige comprovação material a sustentar direito creditório alegado.
Numero da decisão: 3201-004.625
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2012 APRESENTAÇÃO DE PROVAS. PRECLUSÃO. MOMENTO PROCESSUAL A prova documental deve ser produzida até o momento processual da reclamação, precluindo o direito da parte de fazê-lo posteriormente, salvo prova da ocorrência de qualquer das hipóteses que justifiquem sua apresentação tardia. Consideram-se preclusas as alegações não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente na fase recursal. DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. RETIFICAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO CREDITÓRIO A DCTF é instrumento formal de confissão de dívida, e sua retificação, posterior à emissão de despacho decisório, exige comprovação material a sustentar direito creditório alegado.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo.
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DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Recorrente AGT ARMAZÉNS GERAIS E TRANSPORTES LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2012 APRESENTAÇÃO DE PROVAS. PRECLUSÃO. MOMENTO PROCESSUAL A prova documental deve ser produzida até o momento processual da reclamação, precluindo o direito da parte de fazêlo posteriormente, salvo prova da ocorrência de qualquer das hipóteses que justifiquem sua apresentação tardia. Consideramse preclusas as alegações não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente na fase recursal. DCTF. CONFISSÃO DE DÍVIDA. RETIFICAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO CREDITÓRIO A DCTF é instrumento formal de confissão de dívida, e sua retificação, posterior à emissão de despacho decisório, exige comprovação material a sustentar direito creditório alegado. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Larissa Nunes Girard (suplente convocado para substituir o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 66 06 35 /2 01 2- 06 Fl. 144DF CARF MF Processo nº 10880.660635/201206 Acórdão n.º 3201004.625 S3C2T1 Fl. 3 2 Relatório O interessado recorre a este Conselho de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte. O presente processo trata de Per/Dcomp transmitida com o objetivo de compensar o(s) débito(s) nele discriminado(s) com crédito de COFINS. A unidade de origem indeferiu o pleito do contribuinte sob o fundamento de que, "a partir das características do DARF descrito no PerDcomp, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PerDcomp". Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. O interessado apresentou manifestação de inconformidade alegando que houve erro no preenchimento da DCTF, já retificada, após a ciência do despacho. A DRJ/Belo Horizonte julgou improcedente a manifestação de inconformidade por intermédio do Acórdão 02056.778. A decisão foi assim ementada: ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Anocalendário: 2012 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite compensação com crédito que não se comprova existente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário visando a reforma da decisão recorrida, para que lhe seja reconhecido o direito creditório e homologada a sua compensação. Traz como argumento novo que o crédito decorre do ativo imobilizado, com fundamento nas Leis nº 10.865/2004 e 12.546/2011, conforme o documento "Demonstrativo Contábil", cujo valor é o que informa no documento "Planilha para credito de PIS/Cofins sobre ativo imobilizado". Por fim, afirma que a exigência de certeza e liquidez do direito creditório está comprovada com os documentos que apresenta em sede de recurso voluntário. É o relatório. Fl. 145DF CARF MF Processo nº 10880.660635/201206 Acórdão n.º 3201004.625 S3C2T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3201004.621, de 12/12/2018, proferido no julgamento do processo 10880.660628/201204, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3201004.621): (...) "O Recurso Voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Consta dos autos que o litígio versa sobre o inconformismo do contribuinte em face do despacho decisório, mantido hígido na decisão a quo, que não homologou a Dcomp em razão de inexistência de comprovação de certeza e liquidez do crédito pretendido. Não há matéria preliminar, passemos à questão de mérito. O despacho decisório consignou que o Darf a que a contribuinte atribuiu o crédito por pagamento a maior que o devido foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para a compensação informada. Interposta manifestação de inconformidade, a contribuinte alegou ter demonstrado pagamento a maior na apresentação de sua DCTF retificadora e DARF de pagamento da Contribuição, após a prolação do despacho decisório. Em sede de julgamento na DRJ, o relator assentou que as retificações no Dacon e DCTF não evidenciaram o suposto pagamento a maior, porquanto apenas informaram um valor diverso do original. Conquanto os julgadores entenderam que as retificações após a ciência no despacho decisório não produzem efeitos para a redução dos débitos, porque não tem força de convencimento, o fundamento da decisão a quo é a ausência de prova do erro nas declarações anteriormente transmitidas. No recurso voluntário, a recorrente alega que "... tenha efetivamente demonstrado o seu direito ao crédito mediante a apresentação de toda a documentação necessária...". Faz menção ao DARF, ao lançamento fiscal da Contribuição devida originalmente e ao valor a qual foi reduzido o débito. Pois bem; constatase a inexistência nos autos de qualquer documento que demonstra lançamentos efetuados para a pretendida redução da Contribuição do PIS/Cofins em função da apuração de créditos com ativo imobilizado. A recorrente, agora em recurso voluntário, apresenta quadro demonstrativo com informações de bens e serviços (benfeitorias, adaptações, manutenções, pintura e instalações) Fl. 146DF CARF MF Processo nº 10880.660635/201206 Acórdão n.º 3201004.625 S3C2T1 Fl. 5 4 de seu ativo imobilizado e o documento "Planilha para Credito de PIS/Cofins sobre Ativo Imobilizado" no qual relaciona possível fornecedores e valores das Contribuições, que informa materializarse nos créditos. Como se vê, a esses documentos a contribuinte atribui a certeza e liquidez de seu direito creditório, que sequer demonstra a apuração e os registros em sua escrita contábil dos pretensos créditos, antes e após as retificações de Dacon e DCTF, e que resultaram em pagamento a maior de PIS e Cofins. A transmissão de Dacon e DCTF retificadoras consignando um valor de tributo menor que o originalmente informado não é suficiente para comprovar a certeza e liquidez de seu créditos. Esse era o fundamento sustentado pela contribuinte em sua manifestação de inconformidade. Os documentos que pretendem fazer prova do direito creditório, não apresentados em sede de julgamento de 1ª instância, mas somente em recurso voluntário, são meras informações sem a comprovação de lastro na escrita regular e em documentos idôneos, e tampouco submetido à análise fiscal quanto aos insumos e despesas com direito ao crédito de PIS e Cofins dispostos no art. 3º das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03. Ademais, a recorrente não observou e não atendeu aos dispositivos legais que trazem regramentos às declarações retificadoras do contribuinte, ao momento da apresentação da prova, sua ausência na instauração da fase litigiosa e ao ônus probatório de quem alega os fatos constitutivos de seu direito. As matérias estão disciplinadas nos artigos 14 a 17 do Decreto nº 70.235/76 PAF, art. 373 da Lei nº 13.105/2015 Novo CPC, e art. 147 da Lei nº 5.172/1966 CTN: Decreto n° 70.235, de 1972: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. [...] Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 147DF CARF MF Processo nº 10880.660635/201206 Acórdão n.º 3201004.625 S3C2T1 Fl. 6 5 c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997). Lei nº 13.105/2015 CPC: "Art. 373. O ônus da prova incumbe: I — ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II — ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor." Lei nº 5.172/1966 CTN: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º. A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento Cabe assinalar que à luz do art. 170 do CTN1, o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. A fim de comprovar a certeza e liquidez do crédito, o interessado deve, sob pena de preclusão, instruir sua manifestação de inconformidade com os motivos de fato e de direito que fundamentam sua pretensão, acompanhados dos documentos que respaldem suas afirmações, considerando o que dispõem os dispositivos legais transcritos. Este Colegiado tem flexibilizada o entendimento quanto à preclusão, mormente em face de despacho decisório em que o tratamento do Perdcomp tenha sido apenas eletronicamente, desde que a apresentação de provas, apenas em recurso voluntário, tenha respaldo em algumas das hipóteses elencadas no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72 ou se consubstanciam (as provas) na complementação de elementos indiciários que indubitavelmente já apontavam para a provável veracidade da pretensão creditória é o que se denomina "prova mínima" ou "início de prova". Tratandose de direito creditório pleiteado, decorrente de retificação de DCTF com a redução de PIS/Cofins devido no período de apuração, sem respaldo na escrita contábil regular e em documentos fiscais que comprovassem de forma hábil e idônea o alegado pagamento a maior, importa em reconhecer o acerto da decisão recorrida em não homologar a compensação declarada 1 Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Fl. 148DF CARF MF Processo nº 10880.660635/201206 Acórdão n.º 3201004.625 S3C2T1 Fl. 7 6 É dever/ônus do contribuinte municiar sua defesa com os elementos de prova que suportassem as informações consignadas em suas DCTFs retificadoras. A simples retificação da DCTF, com a redução do valor do PIS devido, sem qualquer comprovação de erro no preenchimento da declaração original não atribui certeza e liquidez à pretensão de pagamento a maior e importa inadmissibilidade da DCTF retificadora, consoante o § 1º do art. 147 do CTN. Denotase ainda que as explicações e demonstrativos apresentados no tocante aos supostos créditos decorrentes de encargos de depreciação, sem a necessária força probatória e apenas no julgamento do recurso voluntário são extemporâneos pois ausentes os requisitos que autorizariam o afastamento da preclusão de que trata as alíneas do § 4º do art. 16 do PAF. Ademais, consoante o art. 17 do PAF, considerase não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante, sendo inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Desse modo, a contribuinte não se desincumbiu do ônus probatório do seu direito creditório, que restou incerto e ilíquido. Assim, não vislumbro espaço para reanálise do despacho decisório, tampouco qualquer reforma na decisão recorrida, mantendose não reconhecido o direito creditório e não homologada a compensação declarada. Conclusão Diante de todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado NEGOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 149DF CARF MF
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Numero do processo: 13846.000791/2008-33
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2003
DECADÊNCIA. MULTA.
O prazo decadencial para lançamento da multa por falta de entrega da DCTF e de cinco anos a partir do primeiro dia do exercicio seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
DCTF. FALTA DE ENTREGA. MULTA.
A falta de entrega da DCTF sujeita o contribuinte à multa estabelecida pela legislação tributária.
LITISPENDÊNCIA.
A litispendência entre processos, na forma preconizada pelo CPC, é verificada a partir da igualdade das partes, do pedido e da causa de pedir.
Numero da decisão: 1001-001.008
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA - Presidente.
(assinado digitalmente)
EDUARDO MORGADO RODRIGUES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues, José Roberto Adelino da Silva e Lizandro Rodrigues de Sousa (Presidente)
Nome do relator: EDUARDO MORGADO RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2003 DECADÊNCIA. MULTA. O prazo decadencial para lançamento da multa por falta de entrega da DCTF e de cinco anos a partir do primeiro dia do exercicio seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DCTF. FALTA DE ENTREGA. MULTA. A falta de entrega da DCTF sujeita o contribuinte à multa estabelecida pela legislação tributária. LITISPENDÊNCIA. A litispendência entre processos, na forma preconizada pelo CPC, é verificada a partir da igualdade das partes, do pedido e da causa de pedir.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2003 DECADÊNCIA. MULTA. O prazo decadencial para lançamento da multa por falta de entrega da DCTF e de cinco anos a partir do primeiro dia do exercicio seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DCTF. FALTA DE ENTREGA. MULTA. A falta de entrega da DCTF sujeita o contribuinte à multa estabelecida pela legislação tributária. LITISPENDÊNCIA. A litispendência entre processos, na forma preconizada pelo CPC, é verificada a partir da igualdade das partes, do pedido e da causa de pedir. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA Presidente. (assinado digitalmente) EDUARDO MORGADO RODRIGUES Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 84 6. 00 07 91 /2 00 8- 33 Fl. 73DF CARF MF Processo nº 13846.000791/200833 Acórdão n.º 1001001.008 S1C0T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues, José Roberto Adelino da Silva e Lizandro Rodrigues de Sousa (Presidente) Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 60 a 69) interposto contra o Acórdão nº 1425093, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto/SP (fls. 50 a 53), que, por unanimidade, julgou improcedente a Impugnação apresentada pela ora Recorrente, decisão esta consubstanciada na seguinte ementa: " Assumo: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendario: 2003 DECADÊNCIA. MULTA. O prazo decadencial para lançamento da multa por falta de entrega da DCTF e de cinco anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DCTF. FALTA DE ENTREGA. MULTA. A falta de entrega da DCTF sujeita o contribuinte à multa estabelecida pela legislação tributária. LITISPENDÊNCIA. A litispendência entre processos, na forma preconizada pelo CPC, é verificada a partir da igualdade das partes, do pedido e da causa de pedir. Lançamento Procedente" Por sua precisão na descrição dos fatos que desembocaram no presente processo, peço licença para adotar e reproduzir os termos do relatório da decisão da DRJ de origem: " Versa o presente processo sobre auto de infração (fl. 12), mediante o qual é exigido da contribuinte acima identificada crédito tributário relativo à multa por falta de entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), relativa ao 3° trimestre do anocalendário de 2003, no valor de R$ 500,00. Ciente do lançamento, a contribuinte ingressou com impugnação (fls. 1/11) na qual alegou que, por ter sido excluída do Simples, em 01/03/1999, por atividade econômica não permitida, ingressou com ação declaratória de reconhecimento de enquadramento em regime tributário especial e conseqüente declaração de nulidade de ato cancelatório de inscrição, com pedido de tutela antecipada (processo n° 2004.61.22.0005157). Informou que, em razão da improcedência da apelação, apresentou recursos especial ao STJ (processo n° 2008.03.00.0129108) e extraordinário ao STF (processo n° 2008.03.00.00129110), tendo o TRF da 3ª Região negado seguimento a tais recursos, estando pendentes de julgamento os agravos de instrumento impetrados (2008.065.009AGRESP/DRAD e 2008065010AGREX/DRAD). Fl. 74DF CARF MF Processo nº 13846.000791/200833 Acórdão n.º 1001001.008 S1C0T1 Fl. 4 3 Concluiu que ocorreu litispendência, pois se a ação declaratória for julgada procedente, a consequência será a extinção da presente execução. Assim, o presente lançamento deve ser cancelado ou, no mínimo, sobrestado até que a decisão final daquela ação seja transitada em julgado. Alegou que ocorreu a decadência do direito de a Fazenda Pública lançar a multa exigida nos autos de infração n° 803737701, 803737715, 803737729 e 803737732. Solicitou, se não for decretada a extinção do lançamento, que seja determinada a suspensão da exigência dos períodos em que não ocorreu decadência, tendo em vista a existência de litispendência, porque demonstrada a existência de ação tramitando na Justiça Federal”. Inconformada com a decisão de primeiro grau que indeferiu a sua Impugnação, a ora Recorrente apresentou o recurso sob análise com base nos mesmos elementos que já havia apresentado em primeira instância. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues O presente Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Em atenção ao disposto no §3º do art. 57 do RICARF, e por concordar com seu teor, adoto as razões exaradas pela decisão da DRJ ora combatida. Para tanto, reproduzo os tópicos atinentes às matérias ora tratadas: "(...) Tratase de analisar lançamento referente à multa por falta de entrega da DCTF relativa ao 3° trimestre do anocalendário de 2003, no valor de R$ 500,00. A contribuinte alega que ocorreu litispendência, pois ingressou com ação declaratória de reconhecimento de enquadramento em regime tributário especial (processo n° 2004.61.22.0005157), devendo, o presente lançamento ser cancelado ou, no mínimo, sobrestado até que a decisão final daquela ação seja transitada em julgado. Cabe esclarecer que a litispendência busca evitar pronunciamentos diversos sobre a mesma matéria, proferidos por juízos distintos. A verificação de litispendência impede a instauração válida de um segundo processo Fl. 75DF CARF MF Processo nº 13846.000791/200833 Acórdão n.º 1001001.008 S1C0T1 Fl. 5 4 idêntico a outro já em curso, mas o impedimento só se aplica quando ambos os processos correm perante o Poder Judiciário; sendo um judicial e o outro administrativo, isso não ocorre. Ademais, no presente caso não se configura a identidade entre este processo administrativos a ação judicial mencionada, pois enquanto aqui se discute a cobrança de multa por falta de entrega da DCTF, na Justiça o litígio se refere ao enquadramento no Simples. Assim, não ha que se falar em cancelamento ou sobrestamento do presente processo, tendo em vista a ocorrência de litispendência. Quanto à decadência, tratandose de lançamento de oficio de multa, aplicase o disposto no art. l73, I do Código Tributário Nacional (CTN) verbis: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I. do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Assim, o crédito tributário referente à multa aplicada no 3° trimestre de 2003 poderia ter sido lançado ainda no ano de 2003, sendo, 01/01/2004 o primeiro dia do exercício seguinte, e, 31/12/2008, o prazo final para cientificar a contribuinte do lançamento. Tendo, o auto de infração sido cientificado ao sujeito passivo em 16/12/2008, verificase que não ocorreu a decadência do lançamento. A contribuinte afirma na impugnação que foi excluída do Simples em 01/03/1999 e ingressou na justiça solicitando o cancelamento dessa exclusão. Entretanto, não obteve nenhum provimento judicial que lhe beneficiasse. Dessa forma, permanece excluída do referido regime, estando obrigada a entregar a DCTF. Não tendo cumprido essa obrigação estabelecida pela legislação, mantémse o lançamento. (...)" Assim, com base nos argumentos supra colacionados, provenientes da DRJ de origem, entendo que os argumentos esposados pela Recorrente não devem ser acolhidos. Portanto, a decisão de primeira instância não merece qualquer reparo. Desta forma, VOTO no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, mantendo in totum a decisão de primeira instância. É como voto. (assinado digitalmente) Fl. 76DF CARF MF Processo nº 13846.000791/200833 Acórdão n.º 1001001.008 S1C0T1 Fl. 6 5 Eduardo Morgado Rodrigues Relator Fl. 77DF CARF MF
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