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Numero do processo: 13736.003333/2008-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. TRIBUTAÇÃO.
O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme
determina a legislação tributária.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010)
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-001.954
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
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TRIBUTAÇÃO. O adicional por tempo de serviço é rendimento tributável, conforme determina a legislação tributária. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Súmula CARF nº 68, Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010) Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos – Presidente Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 27/04/2012 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 10/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/04/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13736.003333/200801 Acórdão n.º 210201.954 S2C1T2 Fl. 2 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Contra JOSÉ DE ALMEIDA foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 04/06, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2004, exercício 2005, no valor total de R$ 1.439,59, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até 29/08/2008. A infração apurada pela autoridade fiscal foi omissão de rendimentos do trabalho recebidos do Comando do Exército, no valor de R$ 14.354,46. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 01/02, alegando em síntese que não incide tributação sobre os rendimentos considerados omitidos, recebidos do Comando do Exército, por tratarse de valores recebidos a título de adicional por tempo de serviço, conforme disposto na Lei nº 8.852, de 4 de fevereiro de 1994. A autoridade julgadora de primeira instância julgou, por unanimidade de votos, procedente o lançamento, conforme Acórdão DRJ/RJ2 nº 1326.371, de 25/09/2009, fls. 27/28. Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 30/10/2009, Aviso de Recebimento (AR), fls. 29, o contribuinte apresentou, em 05/11/2009, recurso voluntário, fls. 31/32, onde reitera e reforça os mesmos argumentos trazidos na impugnação. É o Relatório. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 10/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/04/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13736.003333/200801 Acórdão n.º 210201.954 S2C1T2 Fl. 3 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Cuidase de rendimentos recebidos à título de adicional por tempo de serviço, que o contribuinte afirma tratarse de rendimentos não tributáveis, em virtude do disposto na Lei nº 8.852, de 1994. De pronto, cumpre esclarecer que a Lei nº 8.852, de 1994, que dispõe sobre a aplicação dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal, cuida da definição de vencimento, vencimento básico e remuneração. Contudo, não traz em seu bojo hipóteses de isenção ou nãoincidência de imposto de renda sobre valores recebidos por servidores públicos. Outrossim, no artigo 6º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que relaciona os rendimentos percebidos por pessoas físicas isentos do imposto de renda, o adicional por tempo de serviço não está contemplado. Portanto, são tributáveis os rendimentos recebidos mediante tal rubrica. Aliás, tal entendimento já se encontra pacificado neste Colegiado, conforme súmula, abaixo transcrita, aplicável ao caso: Súmula CARF nº 68: A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física. (Portaria MF nº 383, DOU de 14/07/2010) Portanto, não pode prevalecer a hipótese de nãoincidência do imposto de renda sobre os rendimentos recebidos a título de adicional por tempo de serviço, conforme entende o contribuinte. Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 56DF CARF MF Impresso em 10/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/04/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13736.003333/200801 Acórdão n.º 210201.954 S2C1T2 Fl. 4 4 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 10/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/04/2012 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 30/04/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 10855.000412/2001-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 1998
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. DECISÃO FAVORÁVEL TRANSITADA EM JULGADO.
Não é tributável a parcela dos rendimentos assim reconhecida em decisão proferida em Mandado de Segurança Coletivo transitada em julgado.
DIREITO CREDITÓRIO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO.
Não é possível reconhecer o direito creditório quando o recolhimento do valor aos cofres públicos não se encontra comprovado nos autos.
Numero da decisão: 2101-001.524
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento em parte ao recurso, para reconhecer a parcela não tributável de R$ 7.185,33, diante da decisão favorável em Mandado de Segurança Coletivo, transitada em julgado em 13.04.2006, e a dedução de previdência oficial, de R$ 6.880,78.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
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DECISÃO FAVORÁVEL TRANSITADA EM JULGADO. Não é tributável a parcela dos rendimentos assim reconhecida em decisão proferida em Mandado de Segurança Coletivo transitada em julgado. DIREITO CREDITÓRIO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO. Não é possível reconhecer o direito creditório quando o recolhimento do valor aos cofres públicos não se encontra comprovado nos autos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso, para reconhecer a parcela não tributável de R$ 7.185,33, diante da decisão favorável em Mandado de Segurança Coletivo, transitada em julgado em 13.04.2006, e a dedução de previdência oficial, de R$ 6.880,78. (assinado digitalmente) _______________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) _________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Gonçalo Bonet Allage, Eivanice Canário da Silva (suplente), José Raimundo Tosta Santos, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Celia Maria de Souza Murphy (Relatora). Ausente o Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka. Relatório Em desfavor de MARIA FÁTIMA DE ALMEIDA NAKAMURA foi emitido o Auto de Infração às fls. 7 e seguintes (eprocesso), no qual é cobrado imposto sobre a renda de pessoa física (IRPF) correspondente ao anocalendário de 1997 (exercício 1998), no valor de R$ 1.531,06 (mil, quinhentos e trinta e um reais e seis centavos). O valor de R$ 106,06 (cento e seis reais e seis centavos) é acrescido de juros de mora e multa de mora e o imposto suplementar de R$ 1.425,00 (mil, quatrocentos e vinte e cinco reais) acrescido de multa de lançamento de oficio e de juros de mora. O valor total do crédito tributário, calculado até setembro de 2000, perfaz um total de R$ 3.342,94 (três mil, trezentos e quarenta e dois reais e noventa e quatro centavos). No Demonstrativo das Infrações (fls. 12), consta que a Fiscalização apurou ter havido dedução indevida a título de despesa com instrução e com doação. A contribuinte apresentou impugnação, na qual concordou com as glosas efetuadas, mas alegou ter deixado de deduzir parcela correspondente à contribuição à Previdência Oficial. Anexa demonstrativo elaborado com a finalidade de esclarecer a situação (fls. 4), apresenta Comprovante de Rendimentos às fls. 5 e diz que está providenciando a retificação da Declaração Ano base 1997. Ao examinar o pleito, a 6.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo 2 decidiu pela procedência do lançamento, por meio do Acórdão n.º 1719.002, de 4 de julho de 2007, cuja ementa, a seguir, transcrevo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 1997 GLOSA DE DEDUÇÃO DE DESPESAS COM INSTRUÇÃO. GLOSA DE DEDUÇÃO DE INCENTIVO DECORRENTE DE DOAÇÃO. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideramse não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas, ou com as quais a contribuinte concorda. DEDUÇÕES DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA OFICIAL. ERRO NO VALOR INFORMADO. Tendo a contribuinte informado valor de Contribuição Previdenciária Oficial divergente daquele constante em seu Comprovante de Rendimentos, tal valor deveria ser retificado no cálculo efetuado pelo lançamento, o que geraria imposto a pagar maior do que o apurado, sendo, no entanto, inviável o agravamento em vista do transcurso do prazo decadencial. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10855.000412/200131 Acórdão n.º 210101.524 S2C1T1 Fl. 55 3 Lançamento Procedente Em 17 de agosto de 2007, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 44 a 49), no qual informa que, a partir do Auto de Infração, resolveu rever sua declaração de ajuste, e observou que o valor da Contribuição Previdenciária Oficial informado era divergente daquele constante em seu Comprovante de Rendimentos. Observou também que parcela isenta do IR não havia sido excluída do valor do campo "Total de Rendimentos Tributáveis". Com isso, refez a sua declaração, elaborando uma planilha, cujo resultado revelou que recolheu imposto de renda (R$ 106,06) quando tinha direito à restituição no valor de R$ 189,14. Manifesta sua discordância dos itens 06 a 08 do Acórdão da DRJ, nos quais se afirma, em síntese, que o valor de R$ 7.185,53, constante do campo "Informações Complementares" de seu Comprovante de Rendimentos, não interfere na tributação do Imposto de Renda. Sobre o assunto, salienta que o campo "Informações Complementares" do Comprovante de Rendimentos Anocalendário 1997, tem dois itens distintos: 1°) "Contribuição Previdenciária Oficial — IPESP/IAMSPE/INSS", que não está em discussão. 2°) " R$ 7.185,53 — Valor integrante do campo total de rendimentos, não tributado por força de medida judicial interposta em 16/11/95, l.ª V.F.P", em discussão. No tocante ao segundo item, esclarece que os Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo que prestavam serviços em unidades fiscais localizadas na divisa do Estado percebiam verba indenizatória e aqueles com função externa percebem ajuda de custo para locomoção, denominada adicional de transporte, verbas essas que sofriam indevidamente a incidência do Imposto de Renda na Fonte. Para garantir o direito dos Agentes Fiscais de Renda de não sofrer desconto na fonte, o SINAFRESP — Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo impetrou, em 16/11/1995, Mandado de Segurança Coletivo perante a l.ª Vara da Fazenda Pública. Em 07/06/1996, a sentença, favorável ao pleito do Sindicato, determinou que, a partir daquele momento, o Departamento de Despesa deveria suspender o desconto do imposto, e o valor não tributado passou então a compor o 2° item do campo "Informações Complementares" do Comprovante de Rendimentos. A decisão favorável foi mantida pelo Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. O processo teve seu trânsito em Julgado em 13/04/2006, conforme Certidão de Objeto e Pé juntada a este Recurso. Sendo assim, entende que o total de rendimentos tributáveis desta Declaração é R$ 86.011,37 (R$ 93.196,90 R$ 7.185,53), de acordo com o Demonstrativo do Imposto Devido já trazido aos autos em fase de impugnação, e que junta novamente com o Recurso Voluntário. Requer, ao final, que se cancele o lançamento efetuado, restituindolhe o valor de R$ 106,06 indevidamente recolhido e confirmese a restituição no valor de R$ 189,14 perfazendo o total de R$ 295,20. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 É o Relatório. Voto Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O Recurso Voluntário apresentado preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Do exame dos autos do presente processo, observei que, mesmo tendo apresentado uma peça impugnatória bastante confusa, a contribuinte, fez constar no demonstrativo, às fls. 4, seu entendimento que o valor de R$ 7.185,53, constante do campo “Informações Complementares” de seu Comprovante de Rendimentos Pagos e Retenção de Imposto de Renda na Fonte não seria tributável. Em sua declaração de ajuste anual correspondente ao exercício de 1998, acostada às fls. 17 e 18, entre outros erros identificados pela Fiscalização, a contribuinte informou equivocadamente esse valor (R$ 7.185,53) como se correspondesse à contribuição previdenciária oficial, e, em sua defesa, alegou ter deixado de deduzir essa parcela. A falta de clareza da Recorrente em sua impugnação levou a um entendimento equivocado de seu pedido, tal como se verifica do conteúdo do voto do Relator da DRJ, cujo trecho a seguir transcrevo: “6. A impugnação da contribuinte não tem relação com as infrações apuradas no lançamento, e sim, apenas no tocante ao valor dos rendimentos tributáveis, pois de acordo com o seu cálculo (fl. 03), entende que o montante que deveria ser considerado é R$ 86.011,37, que é o total inicialmente declarado, de R$ 93.196,90 menos R$ 7.185,53, tendo em vista o que consta descrito em seu comprovante de rendimentos, â. fl. 04, nos seguintes termos: " CONT. PREVIDENCIÁRIA OFICIAL — IPESP/IAMSPE/INSS R$ 7.185,53 — VALOR INTEGRANTE DO CAMPO TOTAL DE RENDIMENTOS, NÃO TRIBUTADO POR FORCA DE MEDIDA JUDICIAL INTERPOSTA EM 16/11/95, 1.ª V.F.P." 7. No entanto, é improcedente o pleito da contribuinte, pois o que se pode inferir da descrição do campo "Informações Complementares", que consta do Comprovante de Rendimentos à fl. 04, é que o valor de R$ 7.185,53 não foi tributado pela Contribuição Previdenciária Oficial, em virtude de decisão judicial favorável, o que nada interfere na tributação do Imposto de Renda. 8. Portanto, o lançamento, na realidade, apurou valor até menor do que o devido, beneficiando a contribuinte, haja vista que a mesmo havia considerado, indevidamente, em sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física, o valor de R$ 7.185,53 como dedução a titulo de Contribuição Previdenciária, enquanto que o valor correto é o valor de R$ 6.880,78 que consta em seu Comprovante de Rendimentos.[...]” Fl. 65DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10855.000412/200131 Acórdão n.º 210101.524 S2C1T1 Fl. 56 5 Somente em sede de Recurso Voluntário a contribuinte esclareceu que a observação integrante do campo “Informações Complementares” de seu Comprovante de Rendimentos dizia respeito a uma sentença favorável que justificava a não retenção na fonte do imposto de renda correspondente à verba indenizatória por serviços prestados em unidades fiscais localizadas na divisa do Estado e adicional de transporte. Também juntou aos autos Certidão de Objeto e Pé emitida pelo Cartório do Primeiro Ofício da Fazenda Pública da Capital do Estado de São Paulo, correspondente ao Mandado de Segurança n.º 583.53.1995.4163533/000000000, impetrado pelo Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo – Sinafresp, contra o Diretor do Departamento de Despesa de Pessoal do Estado de São Paulo, na qual se comprova que a ação, decidida de forma favorável à categoria, transitou em julgado em 13.4.2006. Ante os esclarecimentos e as provas dos autos, concluo que assiste razão à Recorrente, e o valor de R$ 7.185,53 corresponde a verbas não tributáveis por decisão transitada em julgado no referido Mandado de Segurança Coletivo. Sendo assim, o total dos rendimentos tributáveis a ser considerado no ano calendário de 1997 é de R$ 86.011,37 (R$ 93.196,90 R$ 7.185,53). A base de cálculo do imposto sobre a renda é o valor dos rendimentos tributáveis menos a contribuição previdenciária oficial (R$ 6.880,78) e dedução com dependentes (R$ 1.080,00) e despesas médicas (R$ 1.478,80), que resulta no valor de R$ 79.130,59. Aplicandose a Tabela Progressiva correspondente, temos então o seguinte valor de imposto devido: R$ 76.571,79 x 25% R$ 3.780,00 = R$ 15.362,94 Tendo em vista que houve retenção de imposto na fonte de R$ 15.552,08, a contribuinte faz jus a uma restituição de R$ 189,14. A Recorrente pede, ainda, a restituição de R$ 106,06, valor que alega ter indevidamente recolhido, perfazendo um total a ser restituído de R$ 295,20. No entanto, não faz prova de ter efetivamente recolhido esse valor aos cofres públicos. Sendo assim, não é possível reconhecerlhe o direito creditório. Conclusão Essas as razões pelas quais voto por dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para, do total de rendimentos de R$ 93.196,90, reconhecer a parcela não tributável de R$ 7.185,33, diante da decisão favorável em Mandado de Segurança Coletivo, transitada em julgado em 13.04.2006, e a dedução de previdência oficial no valor de R$ 6.880,78. (assinado digitalmente) __________________________________ Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 66DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 6 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 04/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 22/ 03/2012 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 29/03/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10314.006317/2007-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II
Data do fato gerador: 06/06/2007
PROCESSO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO.
CONCOMITÂNCIA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
A propositura de ação judicial contra a Fazenda Nacional, com o mesmo
objeto do recurso voluntário, configura renúncia às instâncias
administrativas, não devendo ser conhecido o recurso apresentado pela
contribuinte.
CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PREVENÇÃO DA
DECADÊNCIA. AUTO DE INFRAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Admitese
a constituição em auto de infração do crédito tributário cuja
exigência houver sido suspensa por decisão judicial, com vistas à prevenção
da decadência do direito de exigilo,
ainda que nenhuma infração tenha sido
cometida pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-01.422
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do Recurso na parte em que há concomitância de processos administrativo e judicial e
em negar provimento ao recurso nas demais questões suscitadas, nos termos do relatorio e
votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 06/06/2007 PROCESSO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial contra a Fazenda Nacional, com o mesmo objeto do recurso voluntário, configura renúncia às instâncias administrativas, não devendo ser conhecido o recurso apresentado pela contribuinte. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. AUTO DE INFRAÇÃO. POSSIBILIDADE. Admitese a constituição em auto de infração do crédito tributário cuja exigência houver sido suspensa por decisão judicial, com vistas à prevenção da decadência do direito de exigilo, ainda que nenhuma infração tenha sido cometida pelo contribuinte. Recurso Voluntário Não Conhecido Recurso Voluntário Negado.
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DE SENHORAS DO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 06/06/2007 PROCESSO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. RENÚNCIA À ESFERA ADMINISTRATIVA. A propositura de ação judicial contra a Fazenda Nacional, com o mesmo objeto do recurso voluntário, configura renúncia às instâncias administrativas, não devendo ser conhecido o recurso apresentado pela contribuinte. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PREVENÇÃO DA DECADÊNCIA. AUTO DE INFRAÇÃO. POSSIBILIDADE. Admitese a constituição em auto de infração do crédito tributário cuja exigência houver sido suspensa por decisão judicial, com vistas à prevenção da decadência do direito de exigilo, ainda que nenhuma infração tenha sido cometida pelo contribuinte. Recurso Voluntário Não Conhecido Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso na parte em que há concomitância de processos administrativo e judicial e em negar provimento ao recurso nas demais questões suscitadas, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Ricardo Paulo Rosa – Presidente Substituto e Relator. EDITADO EM: 07/06/2012 Fl. 345DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 p or RICARDO PAULO ROSA 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Winderley Morais Pereira, Mara Cristina Sifuentes , e Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho. Ausentes justificadamente os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Gomes e Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. O interessado foi autuado em face da infração de “importação não amparada por imunidade”. Foram lançados tributos. Os autos de infração foram lavrados com exigibilidade suspensa em face de decisão judicial interlocutória, a qual reconheceu o direito do interessado à imunidade tributária (vide fls. 14, 16, 4176). Intimado em 10/7/2007, o interessado apresentou impugnação em 8/8/2007, juntada às fls. 103 e ss. Alega, em síntese: Embora a fiscalização justifique o lançamento para resguardar os interesses da Fazenda Nacional, o meio se configura inadequado. Não houve falta que ensejasse o lançamento via auto de infração, que se justifica somente quando da necessidade de aplicação de penalidades a infrações cometidas. Não havendo infrações, devese utilizar a notificação de lançamento. Não houve infração, no presente caso, pois o impugnante procedeu ao desembaraço dos bens sob respaldo de decisão judicial. Cita decisão (fl. 106). No mérito, alega que possui direito à imunidade tributária. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 06/06/2007 O Decreto nº 70.235/1972 não condiciona o lançamento via auto de infração aos casos de imposição de penalidade. Havendo decisão judicial não transitada em julgado contrária à Fazenda Nacional, cabe o lançamento de ofício com exigibilidade suspensa, para prevenir a decadência. A promoção de ação judicial com o mesmo objeto do lançamento configura renúncia ao contencioso administrativo. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na impugnação ao lançamento. Reitera nulidade do auto de infração por não ter sido eleita a via adequada para constituição do crédito com vistas à prevenção da decadência. Entende que não deveria Fl. 346DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 p or RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10314.006317/200754 Acórdão n.º 310201.422 S3C1T2 Fl. 3 3 ser utilizado o auto de infração, pelo fato de não ter “incidido em qualquer falta que ensejasse a utilização de tal via”. Entende que somente ocorre a concomitância quando a ação judicial é proposta depois de constituído o crédito tributário. Por isso, requer “seja anulada a decisão recorrida com a determinação de que outra seja proferida em seu lugar, com a efetiva apreciação de todos seus argumentos de defesa, especialmente em relação à imunidade da Recorrente frente aos tributos ora exigidos” e volta a defender, no mérito, ser imune aos tributos constituídos no auto de infração. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Tratase de caso típico de concomitância de processos administrativo e judicial. Na essência, o que justifica a negativa ao contribuinte do direito de discutir o assunto na esfera administrativa quando o mesmo opta por discutilo em juízo, é o fato de que, ante a decisão tomada na esfera judicial, a decisão administrativa não terá nenhum efeito, sendo absolutamente despicienda qualquer iniciativa tendente a dar andamento ao processo administrativo, já que a decisão judicial sempre prevalecerá. Neste sentido, não pode prosperar a sugestão de que a concomitância somente ocorra quando a ação judicial é proposta depois de constituído o crédito tributário. Uma vez que se tenha conhecimento de que o administrado optou pela discussão do direito perante o Poder Judiciário, caracterizada estará a concomitância e, corolário, a renúncia ao direito de discutir o mesmo assunto administrativamente. Também não vejo qualquer prejuízo às partes pelo fato de o crédito tributário ter sido constituído em auto de infração em lugar de notificação de lançamento. Entendo que a previsão legal de dois instrumentos hábeis à constituição do crédito decorre do fato de que certos tributos não são lançados por homologação, dependendo de que o contribuinte seja notificado do lançamento, situação na qual não há porque se falar em auto de infração, mas sim em notificação de lançamento. A despeito disso, não vejo como a utilização de um ou de outro expediente possa trazer quaisquer consequências à lide. Inadmissível seria a Fiscalização Federal impor qualquer tipo de penalidade pelo fato de estar lançando mão de auto de infração, o que não aconteceu, é claro. Ademais, como já mencionado nos autos, a legislação, via de regra, nem mesmo distingue os casos nos quais deve ser utilizado o auto de infração daqueles que exigem a notificação de lançamento. A leitura que se faz, como a neste veiculada, decorre de entendimento doutrinário, que não se constitui em base legal e, por conseguinte, não justifica qualquer questionamento em relação à validade dos atos praticados em desacordo com a tese proposta pelos diferentes doutrinadores. Fl. 347DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 p or RICARDO PAULO ROSA 4 Quanto a isso, vêse que a própria Lei que trata da constituição do crédito tributário suspenso por medida judicial fala indistintamente em lançamento com ou sem multa de ofício, sem qualquer menção ao veículo que deva ser utilizado. Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. § 2º A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. Por derradeiro, de se acrescentar que tratase matéria sumulada no âmbito deste Conselho. Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Ante o exposto, considerando que a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, VOTO POR NÃO CONHECER o recurso voluntário apresentado pelo contribuinte na parte em que discute o mérito, e POR AFASTAR a preliminar de nulidade do auto de infração. Sala de Sessões, 22 de março de 2012. Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 348DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por EUNICE AUGUSTO MARIANO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 p or RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 11080.007951/2004-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: COFINS
Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004
Ementa:
COFINS. Competência para julgamento
Compete à 3ª Seção o julgamento de processos referentes á COFINS
Numero da decisão: 1302-000.939
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, unanimidade de
votos, declinar da competência em favor da 3ª sessão de julgamento (documento assinado
digitalmente)
Nome do relator: MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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ementa_s : Assunto: COFINS Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 Ementa: COFINS. Competência para julgamento Compete à 3ª Seção o julgamento de processos referentes á COFINS
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1375; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 118 1 117 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.007951/200415 Recurso nº 171.393 Voluntário Acórdão nº 130200.939 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 04/07/2012 Matéria COFINS Recorrente ALIBEM COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: COFINS Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 Ementa: COFINS. Competência para julgamento Compete à 3ª Seção o julgamento de processos referentes á COFINS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, unanimidade de votos, declinar da competência em favor da 3ª sessão de julgamento (documento assinado digitalmente) (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello – relator e presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Eduardo de Andrade, Paulo Roberto Cortez, Marcio Rodrigo Frizzo e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Relatório Fl. 118DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11080.007951/200415 Acórdão n.º 130200.939 S1C3T2 Fl. 119 2 Trata o presente da Compensação em que a contribuinte pretendeu a extinção do débito de CSLL e IRPJ com os créditos de COFINS não cumulativo dos períodos de julho a setembro de 2004. Para examinar os valores dos créditos em cumprimento a mandado de Procedimento Fiscal, foi realizada ação fiscal junto ã interessada pela DRF em Porto Alegre, originando a Informação Fiscal de fls. 44/46 e ao Despacho Decisório n° 230/2008 (fl. 49) que reconheceu o direito creditório parcial, homologando as compensações ate este valor e cobrando o valor remanescente relativo a CSLL. A diferença foi ocasionada por não ter a interessada oferecido ã tributação o valor do crédito presumido de ICMS e por ter incluído na compensação o valor do credito presumido das atividades de agroindústria, além de ter se equivocado na aliquota aplicada nos créditos decorrentes de compras de animais vivos e de milho. A contribuinte apresentou tempestivamente a Manifestação de Inconformidade (fls. 68/92), por procurador devidamente habilitado (instrumento de f1.93), reclamando das glosas efetivadas pela fiscalização, em relação aos créditos que apurou com base na Lei n° 10.833, de 2003. Passa a analisar as irregularidades apontadas no Relatório da Fiscalização rebatendoas. Relativamente ao crédito presumido de ICMS afirma que somente constitui receita, e portanto base de cálculo das contribuições para o PIS/Cofins, o ingresso de novos valores ao patrimônio da empresa. Como os créditos de ICMS não configuram esta situação, considera incorreto o procedimento da sua inclusão como receita para o cálculo das contribuições. Já quanto à compensação indevida de credito presumido de atividades agroindustriais, pretende fazer jus à utilização do beneficio do crédito presumido para as agroindústrias, conforme previsto na Lei n° 10.925, de 23 de julho de 2004, já que tem por objetivo, dentre outros, a industrialização de produtos alimentares derivados de aves, suínos, bovinos e outros animais. A possibilidade de ressarcimento em dinheiro ou de compensar os saldos dos créditos veio através do artigo 16 da Lei no 11.116, de 18 de maio de 2005. A restrição tanto ao ressarcimento quanto ã compensação teria sido ordenada pelo Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 15, de 22 de dezembro de 2005, reforçada pela Instrução Normativa SRF no 636, revogada pela IN SRF n° 660, de 17 de julho de 2006. As restrições de disposições de Lei, assim implementadas via Ato Declaratório Normativo ou Instrução Normativa afrontariam os princípios da legalidade, da não cumulatividade, da isonomia e da neutralidade da tributação. No que se refere a aliquota a ser aplicada sobre os insumos comprados para a agroindústria, estabelecida pela Lei no 10.925, de 2004, teria sido alterada pela Instrução Normativa SRF n° 660/06. Da mesma forma argumenta que uma Instrução Normativa não poderia alterar a aliquota estabelecida por Lei. A DRJ decidiu: Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO A partir de agosto de 2004, as pessoas jurídicas sujeitas sistemática de nãocumulatividade da Contribuição ao PIS/Pasep e à Cofins que produzirem mercadorias relacionadas no caput do art. 8° da Lei ri° 10.925, de 2004, na redação dada pela Lei n° 11.051, de 2004, ou as adquirirem na forma do § 1° do mencionado artigo, desde que atendidos todos os requisitos exigidos pela legislação tributária, poderão Fl. 119DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11080.007951/200415 Acórdão n.º 130200.939 S1C3T2 Fl. 120 3 usufruir de crédito presumido, o qual somente poderá ser utilizado para dedução das respectivas quantias devidas, conforme o mesmo dispositivo. 0 crédito presumido de ICMS não é de ser excluído da base de cálculo de PIS e de Cofins, pois inexiste previsão legal para tal. Solicitação Indeferida A recorrente tomou ciência do acórdão DRJ em 19/08/2008 e apresentou recurso em 11/09/2008. Em seu recurso reitero os argumentos apresentados em sede de impugnação. Voto Fl. 120DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 11080.007951/200415 Acórdão n.º 130200.939 S1C3T2 Fl. 121 4 Embora tempestivo, o recurso não pode ser conhecido por este colegiado. Prescreve o RICARF: Art. 4° À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), inclusive as incidentes na importação de bens e serviços; Art. 7° Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1° A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso e declinar da competência em favor da 3ª Seção de Julgamento do CARF. (documento assinado digitalmente) Marcos Rodrigues de Mello relator Fl. 121DF CARF MF Impresso em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/07 /2012 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
score : 1.0
Numero do processo: 13629.001298/2006-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
Ementa: ALEGAÇÕES APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO.
PRECLUSÃO.
Consideramse
precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos não
submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na
fase recursal.
CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. INSUMOS.
Na incidência não cumulativa do PIS, instituída pela Lei nº 10.637/02 e da
Cofins, instituída pela Lei nº 10.833/03, devem ser compreendidos por
insumos somente bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção ou
fabricação do produto, ou seja, que integrem o processo produtivo e que com
eles estejam diretamente relacionados.
CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. FRETE INTERNACIONAL.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO.
A partir de 01/05/2004, por meio da Lei nº 10.865/04, foi instituída a
exigência de contribuição para o PIS e Cofins na importação de bens e
serviços. Em contra partida foi autorizado o desconto de créditos relativos às
importações sujeitas ao pagamento da contribuição, nas hipóteses previstas
em seu art. 15, dentre as quais não se verifica despesa com pagamento de
frete internacional.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-000.868
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos
do voto do relator.
Nome do relator: MAURICIO TAVEIRA E SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 Ementa: ALEGAÇÕES APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. INSUMOS. Na incidência não cumulativa do PIS, instituída pela Lei nº 10.637/02 e da Cofins, instituída pela Lei nº 10.833/03, devem ser compreendidos por insumos somente bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto, ou seja, que integrem o processo produtivo e que com eles estejam diretamente relacionados. CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. FRETE INTERNACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. A partir de 01/05/2004, por meio da Lei nº 10.865/04, foi instituída a exigência de contribuição para o PIS e Cofins na importação de bens e serviços. Em contra partida foi autorizado o desconto de créditos relativos às importações sujeitas ao pagamento da contribuição, nas hipóteses previstas em seu art. 15, dentre as quais não se verifica despesa com pagamento de frete internacional. Recurso Voluntário Negado
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PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. INSUMOS. Na incidência não cumulativa do PIS, instituída pela Lei nº 10.637/02 e da Cofins, instituída pela Lei nº 10.833/03, devem ser compreendidos por insumos somente bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto, ou seja, que integrem o processo produtivo e que com eles estejam diretamente relacionados. CONTRIBUIÇÃO NÃO CUMULATIVA. FRETE INTERNACIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. A partir de 01/05/2004, por meio da Lei nº 10.865/04, foi instituída a exigência de contribuição para o PIS e Cofins na importação de bens e serviços. Em contra partida foi autorizado o desconto de créditos relativos às importações sujeitas ao pagamento da contribuição, nas hipóteses previstas em seu art. 15, dentre as quais não se verifica despesa com pagamento de frete internacional. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Fl. 170DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 170 2 (ASSINADO DIGITALMENTE) RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) MAURICIO TAVEIRA E SILVA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Rodrigo Pereira de Mello e Maria Teresa Martínez López. Relatório NOVA ERA SILICON S/A, devidamente qualificada nos autos, recorre a este Colegiado, através do recurso de fls. 150/166, contra o acórdão nº 0227.348, de 28/06/2010, prolatado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte MG, fls. 136/146, relativo à Pedido de Ressarcimento de crédito de PIS não cumulativo, referente ao 1º trimestre de 2004, no valor de R$178.719,21, cumulado com Declaração de Compensação, conforme relatado pela instância a quo, nos seguintes termos: O contribuinte acima qualificado apresentou pedido de ressarcimento de créditos de PIS com incidência nãocumulativa (exportação) no montante de R$ 178.719,21, relativos ao 1º trimestre de 2004, e utilizado para compensar os débitos das declarações de compensação relacionadas à fl. 95. A fiscalização da DRF de origem verificou o direito ao ressarcimento pleiteado e elaborou o Parecer Fiscal de fls. 71/78, que vem acompanhado de documentos, demonstrativos e planilhas, concluindo pelo deferimento parcial do pedido de ressarcimento, com a glosa de créditos no valor de R$ 20.043,51. Foram glosados pagamentos efetuados às empresas Mol Brasil Ltda., Oceanus Agência Marítima S/A, Pennant Serviços Marítimos Ltda. e Wilson Sons Agência Marítima Ltda., por serem apenas agentes marítimos, e Hamilton Azevedo Rebello Filho e “VIX Cargo Serviços Aduaneiro”, por se tratar de serviço de supervisão das operações de recebimento de descarga e ovação de FeSi em containers ou de despachante, que não se enquadram nas hipóteses de armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda (inciso IX do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003). No caso dos pagamentos a agentes marítimos, a fiscalização constatou que estes são apenas prepostos do armador, que, por sua vez, presta o serviço de transporte marítimo internacional. Como o transportador não é domiciliado no País, as despesas com frete internacional não podem gerar crédito, nos termos do art. 3º, §3º, inciso II, da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº Fl. 171DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 171 3 10.833, de 2003. Tal despesa, incorrida na venda de mercadorias, não se caracteriza como insumo, pois não é aplicada ou consumida na fabricação do produto exportado. Assim, também não pode ser aproveitado o crédito conforme o art. 15 da Lei nº 10.865, de 2004, porque o frete internacional não está relacionado entre as hipóteses possíveis de desconto de crédito previstas na Lei. Com base no parecer da autoridade fiscal, decidiu a autoridade jurisdicionante homologar em parte as compensações declaradas até o limite do crédito deferido, nos termos do Despacho Decisório nº 3.261, de 3 de setembro de 2009 (fls. 94/96). Cientificado da decisão em 11/09/2009 (fl. 97), o contribuinte manifestou, em 13/10/2009, sua inconformidade, alegando, em síntese e fundamentalmente, que (fls. 98/109): Sendo uma empresa de caráter essencialmente exportador que explora o ramo da metalurgia, contratou, quando da ocorrência das operações de exportação, os serviços da empresa Mol Brasil Ltda. para cuidar de todos os procedimentos necessários ao transporte da mercadoria. Sabendo ser detentora de créditos decorrentes da contratação dos serviços de uma companhia domiciliada no Brasil, formalizou as Dcomps relacionadas. Embora já tenha esclarecido essa situação quando da apresentação de resposta a Termo de Constatação e Intimação Fiscal, a autoridade fiscal lavrou Auto de Infração, pois entendeu que a Nova Era Silicon S/A teria contratado uma empresa domiciliada no Japão, Mitsui O. S. K. Lines Ltda., para transportar suas mercadorias, importando a prestação de serviços desta. Porém, independentemente da premissa da qual se parta contratação de empresa domiciliada no Brasil ou importação de serviços possui direito aos créditos não reconhecidos. Em relação à autuação que sofreu em 2008, esclareceu em sua defesa que não houve pagamentos relativos a serviços de frete a companhias de navegação marítima domiciliadas no exterior, mas, ainda assim, a autoridade fiscal entendeu dessa forma. Também esclareceu que o art. 2º, X, da Lei nº 10.865, de 2004, estabelece que o PIS e a Cofins não incidirão sobre o custo do transporte internacional e de outros serviços que tiverem sido computados no valor aduaneiro. E o art. 7º da mesma lei dispõe o que vem a ser valor aduaneiro, concluindose que os custos com transporte internacional e com outros serviços podem ser computados no valor aduaneiro e, uma vez isso se dando, não haverá a incidência da contribuição relativa à importação. Argumentou também a contrariedade ao art. 195, §9º, da CF/1988 pois, seguindo a interpretação dada pelo fiscal à Lei nº 10.865, de 2004, esta teria reservado tratamento diferenciado a quem contrata com empresa situada no exterior. Expôs, ainda, naquela defesa, que os valores que paga à Mol poderiam ir para os cofres da Mitsui, mas por conta da relação societária que ambas mantêm. Assim, é frágil o argumento fiscal de que a Mol Fl. 172DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 172 4 repassa à Mitsui os valores que recebe da Nova Era Silicon S/A e que isto descaracterizaria a relação entre a Nova Era e a Mol para estabelecer vínculo direto e imediato entre a Nova Era e a Mitsui. Por fim, foi aventado que, na eventualidade de prevalecer o entendimento do fisco, nos termos da Lei nº 10.865, de 2004, as empresas sujeitas à nãocumulatividade do PIS e da Cofins que recolhem essas contribuições sobre a importação podem se creditar, para fins de determinação daquelas, do montante pago a título destas, como adiante será demonstrado. Como já dito, contrata os serviços de uma companhia domiciliada no território nacional para cuidar de todos os procedimentos relativos ao transporte da mercadoria para o exterior. Essa operação, conjugada com o fato de que é seu o encargo do recolhimento do valor relativo ao frete, gera o direito ao crédito de PIS/Cofins, conforme o disposto no art. 3º, §3º, I, das Leis nºs 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003. Mesmo que se considere o entendimento do fisco de que teria havido importação de serviços de transporte de mercadorias de uma empresa japonesa, a Lei nº 10.865, de 2004, em seu art. 15, concede créditos de PIS/Cofins nesse caso. A legislação citada também prevê que, do valor apurado, o contribuinte poderá descontar créditos calculados em relação a serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens destinados à venda. Como as citadas leis deixaram de conceituar o termo “insumos”, na ausência de definição legal e não havendo norma obrigando à utilização subsidiária da legislação do IPI, deve ser considerado o sentido comum desse termo, conforme determina o art. 11, I, “a”, da LC nº 95, de 1998. Assim, devese entender como insumo, a “combinação dos fatores de produção (matérias primas, horas trabalhadas, energia consumida, taxa de amortização, etc.) que entram na produção de determinada quantidade de bens ou serviço”. E, sendo o transporte marítimo um fator necessário para a produção de um bem, criandose uma despesa operacional, tal dispêndio gera direito a créditos que podem ser descontados do PIS/Cofins. Se a tributação deve recair sobre o valor agregado ao preço dos produtos, é porque está assegurado o direito de se tomar créditos em relação aos bens, serviços e encargos que, no decorrer da cadeia produtiva, tornaramse um custo ou despesa operacional. Isso fica claro quando o legislador insere nas normas a possibilidade de descontar os valores despendidos com combustível e lubrificantes. A relação de custos e despesas inerentes à obtenção de receitas disposta nos arts. 290 e 299 do Regulamento do Imposto de Renda serve como referência para aferição do que pode ser considerado “insumos”. Assim, o gasto realizado com o frete, que é uma despesa operacional, poderá ser descontado como crédito de PIS/Cofins, enquadrandose perfeitamente no disposto na legislação mencionada. Fl. 173DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 173 5 Por fim, requer sejam acolhidas as suas razões, para que reste reformada a decisão combatida e cancelada a cobrança, extinguindose o crédito tributário, tendo em vista o direito ao crédito a que faz jus. A DRJ indeferiu a solicitação cujo acórdão restou assim ementado: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 Incidência nãocumulativa. Direito de crédito. Frete internacional. Os gastos com fretes internacionais arcados pela vendedora, decorrentes da exportação de seus produtos, não dão direito a crédito para desconto dos valores devidos a título de PIS, na sistemática de nãocumulatividade, se o transportador for pessoa jurídica domiciliada no exterior, mesmo se o agente do transportador tiver domicílio no País. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Tempestivamente, em 13/08/2010, a contribuinte protocolizou recurso voluntário de fls. 150/166, no qual, em apertada síntese, repisa seus argumentos de defesa anteriormente apresentados, exceto em ralação à solicitação de suspensão deste processo até que haja decisão definitiva no processo nº 10680.016014/200852, por meio do qual será definido se ocorrerá ou não o desembolso do PIS/Cofins importação. Este tema é colocado somente na fase recursal. Os demais argumentos foram postos nos seguintes termos: a) a fiscalização apegase ao fato de haver contrato firmado entre a Recorrente e uma empresa denominada Mitsui para daí extrair a conclusão de que é esta última e não a brasileira Mol, a responsável pela realização do transporte. Como a Mitsui é estabelecida no Japão, o Fisco entende que teria ocorrido importação de serviço de transporte, o que ensejaria, a seu sentir, a incidência do PIS/CotinsImportação. Por outro lado, a Mitsui possui o equivalente a 99,8% da composição societária da Mol Brasil. Assim, revelase frágil o argumento fiscal de que a Mol repassa à Mitsui os valores recebidos da Recorrente e que isto descaracterizaria a relação entre Recorrente e Mol para fins de estabelecer vínculo direto e imediato entre a Recorrente a Mitsui; b) na interpretação do fisco a Lei nº 10.865/04, teria reservado tratamento diferenciado (e mais gravoso) a quem contrata com empresa situada no exterior, extrapolando os quatro exaustivos critérios estabelecidos na CRFB. Sendo essa a interpretação, concluise pela inconstitucionalidade da norma; c) por conta da sistemática da não cumulatividade, caso a recorrente devesse pagar PIS/Cofins Importação, bem assim, por conta dos serviços utilizados como insumos, faz jus a créditos, devendo ser considerados para fins de aferição do montante a recolher a título de PIS e de Cofins. Por fim, requer a suspensão deste processo até que venha a ser definitivamente julgado o de nº 10680.016014/200852. Quanto ao mérito requer seja reconhecida a pertinência do crédito indevidamente glosado. É o Relatório. Fl. 174DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 174 6 Voto Conselheiro MAURICIO TAVEIRA E SILVA, Relator O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual, dele se conhece. Conforme relatado anteriormente, a interessada teve o ressarcimento solicitado glosado parcialmente, em virtude de os créditos decorrentes do transporte marítimo não terem sido considerados pelo fisco pelos seguintes motivos: a) o transportador não é domiciliado no País. Assim, as despesas com frete internacional não podem gerar crédito; b) mesmo que a contribuinte houvesse recolhido a contribuição não cumulativa, tal despesa, incorrida na venda de mercadorias, não se caracteriza como insumo, pois não é aplicada ou consumida na fabricação do produto exportado; c) o frete internacional não está relacionado entre as hipóteses possíveis de desconto de crédito previstas na Lei (art. 15 da Lei nº 10.865/04). Por outro lado a contribuinte aduz ter sido autuada por meio do processo nº 10680.016014/200852, pois, de acordo com o fisco, teria ocorrido importação de serviço de transporte o que ensejaria incidência do PIS/CofinsImportação. Assim, pede o sobrestamento deste até decisão definitiva da autuação, por entender que sua condenação nos autos de 2008 ensejará créditos a serem utilizados neste processo. O sobrestamento solicitado não deve ser deferido, conforme se demonstrará. Embora o processo referente à autuação date de 2008 e a manifestação de inconformidade relativa a estes autos tenha sido protocolizada posteriormente, em outubro de 2009 (fl. 98), não consta qualquer pedido de postergação de julgamento tratandose, portanto, de argumento novo trazido aos autos somente na fase recursal. Conforme os art. 16, III e 17 do Decreto nº 70.235/72, com a redação dada pelas Leis nos 8.748/93 e 9.532/97 as alegações e provas devem ser apresentadas em primeira instância, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual. Portanto, não cabe a este colegiado apreciação de matéria trazida aos autos em sede de recurso voluntário, sob pena de ferir as regras do Processo Administrativo Fiscal. Ademais, de se registrar a inexistência de previsão legal que ampare o sobrestamento pleiteado, até porque valores cobrados por meio de auto de infração poderão ser objeto de parcelamento. Assim, como seriam considerados os créditos? Na medida em que as parcelas fossem sendo quitadas? Portanto, além de não haver previsão legal, não há razoabilidade em se aguardar o julgamento do processo precitado. A interessada entende que poderá descontar créditos calculados em relação a serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens destinados à venda, devendo ser entendido como insumo, a combinação dos fatores de produção que entram na elaboração de determinado bem ou serviço. Nessa toada, sendo o transporte marítimo um fator necessário para a produção de um bem ou serviço, tal dispêndio gera direito a créditos que podem ser descontados do PIS/Cofins. Fl. 175DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 175 7 Também em relação a este tema, não assiste razão à recorrente. Visando normatizar a previsão contida no art. 3º, inciso II, das Leis nos 10.637/02 (PIS) e 10.833/03 (Cofins), foram editadas as IN SRF nos 247/02 (art. 66, § 5º, I, “b”) e 404/04 (art. 8º, § 4º, I “b”), dispondo no seguinte sentido: Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep não cumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: [...] §5º Para os efeitos da alínea “b” do inciso I do caput, entende se como insumos: (incluído pela IN SRF nº 358, de 2003) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: (Incluído pela IN SRF nº 358, de 09/09/2003) a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF nº 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; (Incluído pela IN SRF nº 358, de 09/09/2003) (grifei) No menso sentido dispõe a norma que trata da Cofins: Art. 8º. Do valor apurado na forma do art. 7º, a pessoa jurídica pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: [...] §4º Para os efeitos da alínea “b” do inciso I do caput, entende se como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; [...] §9º Aplicase ao PIS/Pasep nãocumulativo de que trata a Lei nº 10.637, de 2002, o disposto: Fl. 176DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 176 8 I na alínea “b” do inciso I do caput, e nos §§ 4º, 5º e 6º, a partir de 1º de janeiro de 2003; e II na alínea “e” do inciso II e no inciso III do caput, a partir de 1º de fevereiro de 2004. (grifei) Portanto, consideramse insumos, para fins de desconto de créditos na apuração da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, os serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na fabricação de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. Assim sendo, conforme bem observou a instância a quo, o termo insumo não pode ser interpretado como todo e qualquer bem ou serviço que produz despesa necessária à atividade da empresa, mas, tão somente, como aqueles bens e serviços que, adquiridos de pessoa jurídica, sejam, direta e efetivamente, aplicados ou consumidos na produção de bens destinados à venda ou na prestação do serviço. Destarte, não prospera o entendimento da interessada de que frete contratado para o transporte internacional de mercadoria exportada possa ser considerado como um insumo utilizado no processo de produção ou fabricação desses produtos. Feitas essas considerações, passase ao cerne da questão, qual seja, o fato de o transportador não ser domiciliado no País e, como consequência, as despesas com frete internacional não gerarem crédito. A interessada alega que contratou os serviços de transporte marítimo, para exportação de sua produção, por meio da empresa Mol Brasil Ltda., sediada em São Paulo. Assim, indevida a glosa, vez que a empresa responsável pela realização do transporte possui domicílio no País. Compulsando os autos do processo, a partir do Parecer Fiscal às fls. 72/73, verificase que, em resposta à intimação endereçada à MOL Brasil Ltda. (fls. 22/28), esta afirma ser apenas preposto do transportador marítimo (armador), Mitsui 0.S.K Lines Ltd, com sede na cidade de Tokyo, Japão, conforme segue, in verbis: “A Intimada esclarece em primeiro lugar que, MOL BRASIL LTDA, empresa com sede na Av. Paulista, n.°283, 14° andar, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP. 01311000, inscrita no CNPJ/M:F sob n° 69.070.092/000182, conforme determina seu contrato social tem por objeto social o agenciamento marítimo, tendo atualmente como seu principal cliente o transportador marítimo (armador) MITSUI 0.S.K LINES LTD, com sede na cidade de Tokyo, Japão, em 1 1, Toranomon, 2Chome, Minato ku. Para alguns portos do Brasil a Intimada contrata a título de subagente marítimo a empresa WILSON SONS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA, com sede na Avenida Rio Branco, 25 — 4°. e 7°. andares — Centro — Rio de JaneiroRJ, inscrita no CNPJ/MF sob n.° 00.423.733/000139, com filiais nos municípios de Rio Grande RS, Porto Alegre RS, São Francisco do Sul SC, Paranaguá PR,Santos SP, São Sebastião SP, Rio de Janeiro RJ, Vitória ES,Salvador BA, Recife (Suape) PE, Fortaleza (Pecém) CE, São Luiz MA,Belém PA e Manaus AM. Fl. 177DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 177 9 Como mandatário do armador MITSUI 0.S.K LINES LTD, a Intimada confirma receber em nome e por conta e ordem deste, valores da empresa NOVA ERA SILICON S.A, inscrita no CNPJ/MF sob n.° 19.795.665/000167. Esclarece ainda que tais valores recebidos em nome e por conta do armador MITSUI 0.S.K LINES LTD são todos originários do contrato de transporte marítimo internacional celebrado entre este armador e a empresa NOVA ERA SILICON S.A. Operacionalmente, os valores pagos pela NOVA ERA SILICON S.A a título de transporte marítimo internacional são creditados através de depósitos bancários/transferência eletrônica de fundos na conta bancária da Intimada e, após a confirmação do crédito bancário, esta comunica o recebimento, bem como solicita ao seu subagente, no caso a WILSON SONS AGÊNCIA MARÍTIMA LTDA, a emissão de recibo contábil, possibilitando o desembaraço aduaneiro da carga. Seguem anexas cópias de uma operação completa (BL, comprovante de depósito, recibo, fechamento de câmbio, etc).(Doc.2) [...]” (grifos constam do original) Em virtude desses esclarecimentos o precitado Parecer Fiscal à fl. 73 registra: Desta forma foi solicitado à NOVA ERA, via contato telefônico, que fossem apresentados os contratos de prestação de serviço envolvendo a MOL BRASIL. Sendo que em 28/08/2008 foram apresentados os documentos de fls. 29 a 42. No contrato, em língua inglesa verificase que as partes são MITSUI 0.S.K UNES, LTD. (intitulada "Carrier": "indivíduo ou entidade que faz transportes de bens ou pessoas de um lugar para outro, mediante pagamento de uma tarifa" ) e NOVA ERA SILICON SA (intitulada "shipper": "remetente, expedidor") sendo que a MOL (BRASIL) LTDA é designada a representante legal ("legally represented by"). Portanto, a prestação do serviço de transporte tem origem nos contratos de transporte marítimo internacional celebrados entre a empresa japonesa e a recorrente. Já a empresa Mol Brasil Ltda. consta nos contratos como representante legal da Mitsui O. S. K. Lines Ltd. Registrese que a relação societária existente entre as empresas Mol Brasil Ltda. e Mitsui O. S. K. Lines Ltd. não tem qualquer influência nas questões trazidas à lide, vez que a transferência integral dos valores recebidos pela Mol (da Nova Era Silicon S/A) para a Mitsui, decorreram do contrato marítimo internacional celebrado entre a contribuinte e a Mitsui O. S. K. Lines Ltd. e não em função da empresa estrangeira deter quase a totalidade das cotas da Mol Brasil Ltda. Por outro lado, em consonância com o que dispõe o art. 3º, § 3°, II, da Lei n° 10.637/02, e da Lei n° 10.833/03 (o direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País), para que o dispêndio possa gerar crédito, é preciso que as despesas sejam pagas ou creditadas a pessoa jurídica domiciliada no País, o que não se verificou na espécie. Fl. 178DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 178 10 Na mesma toada, não prospera o argumento da interessada de que, por conta da sistemática da não cumulatividade, caso a recorrente devesse pagar PIS/Cofins Importação, com supedâneo no art. 15 da Lei nº 10.865/04, faz jus a créditos, devendo ser considerados para fins de aferição do montante a recolher a título de PIS e de Cofins. Cumpre registrar que, a partir de 01/05/2004, por meio da Lei nº 10.865 de 30/04/2004, art. 1º, foi instituída a exigência de contribuição para o PIS e a Cofins na importação de bens e serviços. Em contra partida foi autorizado o desconto de créditos relativos às importações sujeitas ao pagamento das contribuições, nas hipóteses de: Art. 15. As pessoas jurídicas sujeitas à apuração da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, nos termos dos arts. 2o e 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar crédito, para fins de determinação dessas contribuições, em relação às importações sujeitas ao pagamento das contribuições de que trata o art. 1o desta Lei, nas seguintes hipóteses: I bens adquiridos para revenda; II – bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustível e lubrificantes; III energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica; IV aluguéis e contraprestações de arrendamento mercantil de prédios, máquinas e equipamentos, embarcações e aeronaves, utilizados na atividade da empresa; V máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1o O direito ao crédito de que trata este artigo e o art. 17 desta Lei aplicase em relação às contribuições efetivamente pagas na importação de bens e serviços a partir da produção dos efeitos desta Lei. [...] Assim, conforme bem registrado pela instância a quo, em conformidade com o § 1º do art. 15, impõese como condição para o direito ao crédito o efetivo pagamento das contribuições incidentes sobre a importação, fato que não ocorreu, uma vez que a contribuinte foi autuada e encontrase discutindo administrativamente os lançamentos de PIS/Cofins sobre a importação de serviços. Ademais, dentre as hipóteses que o referido art. 15 menciona como possíveis de descontar créditos em relação às importações sujeitas ao pagamento destas contribuições, não há referência a despesas com pagamento de frete internacional. Fl. 179DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13629.001298/200633 Acórdão n.º 3301000.868 S3C3T1 Fl. 179 11 De se ressaltar que, em virtude da clareza da norma em questão também não prospera a alegação da interessada de que, sendo essa a interpretação, a lei seria inconstitucional, pois teria extrapolando os quatro exaustivos critérios estabelecidos na CRFB ao estabelecer tratamento diferenciado (e mais gravoso) a quem contrata com empresa situada no exterior. Conforme a Súmula CARF nº 2, “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” Portanto, não há reparos a fazer à decisão recorrida. Sendo essas as considerações que reputo suficientes e necessárias à resolução da lide, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (ASSINADO DIGITALMENTE) MAURICIO TAVEIRA E SILVA Fl. 180DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA Assinado digitalmente em 07/06/2011 por MAURICIO TAVEIRA E SILVA, 08/06/2011 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
score : 1.0
Numero do processo: 13016.000051/2010-94
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 14/08/2007 a 31/12/2008
ISENÇÃO DA COTA PATRONAL PREVIDENCIÁRIA. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITO OBRIGATÓRIO.
Tanto sob a égide do revogado art. 55 da Lei n.º 8.212/1991, quanto da Lei n.º 12.101/2009, é obrigatória a posse do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para que a entidade possa usufruir da isenção do recolhimento das contribuições para a Seguridade Social.
PEDIDO DE RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. INÍCIO DOS EFEITOS DO CERTIFICADO.
Formulado o pedido de renovação antes de vencido o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, o novo certificado passa a produzir efeitos da data de expiração do anterior, todavia, para os protocolos efetuados após o vencimento do certificado, o deferimento do pedido somente passa a valer a
partir da data de entrada do requerimento no órgão competente.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2401-002.229
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I)
indeferir o requerimento de sobrestamento do feito; e II) negar provimento ao recurso.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITO OBRIGATÓRIO. Tanto sob a égide do revogado art. 55 da Lei n.º 8.212/1991, quanto da Lei n.º 12.101/2009, é obrigatória a posse do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para que a entidade possa usufruir da isenção do recolhimento das contribuições para a Seguridade Social. PEDIDO DE RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. INÍCIO DOS EFEITOS DO CERTIFICADO. Formulado o pedido de renovação antes de vencido o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, o novo certificado passa a produzir efeitos da data de expiração do anterior, todavia, para os protocolos efetuados após o vencimento do certificado, o deferimento do pedido somente passa a valer a partir da data de entrada do requerimento no órgão competente. Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) indeferir o requerimento de sobrestamento do feito; e II) negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Fl. 157DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13016.000051/201094 Acórdão n.º 240102.229 S2C4T1 Fl. 158 3 Relatório Tratase do Auto de Infração – AI n.º 37.248.0947, lavrado contra o sujeito passivo acima identificado, visando à exigência das contribuições patronais para a Seguridade Social, inclusive aquela destinada ao financiamento dos benefícios acidentários. De acordo com o Relatório Fiscal, os fatos geradores contemplados no lançamento foram os pagamentos de remuneração a segurados empregados e contribuintes individuais no período de 08/2007 a 12/2008. Continuando, o Fisco assevera que as remunerações foram obtidas das informações prestadas através da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informação à Previdência Social – GFIP. Informase ainda que a empresa teve cancelada a isenção da cota patronal previdenciária pelo Ato Declaratório Executivo n.º 28, de 15 de janeiro de 2010, expedido pelo Delegado da Receita Federal do Brasil em Caxias do Sul (RS), cujos efeitos retroagiram a 14/08/2007. O motivo do cancelamento foi o fato da empresa não possuir o Certificado de Entidade Beneficentes de Assistência Social CEBAS, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social CNAS. Acrescentase que a multa foi aplicada considerandose as alterações legislativas instituídas pela MP n.º 449, posteriormente convertida na Lei n.º 11.941/2009, para as competências em que a norma vigente foi mais benéfica ao contribuinte. Cientificado do lançamento em 04/02/2010, o Hospital ofertou impugnação, fls. 89/98, no qual alega que requereu tempestivamente a renovação do CEBAS, sob o protocolo de n.º 71010.001326/200415, além de que, com o advento da Lei n.º 12.101/2009, não há mais necessidade desse Certificado para gozo da isenção previdenciária. Afirma ainda que requereu novamente o CEBAS em 23/01/2009, sendo que este pedido tem efeito retroativo a 23/01/2006. Colaciona decisões judiciais que reconhecem que o certificado de entidade filantrópica tem caráter declaratório, com efeito ex tunc. Ao final, requereu a produção de prova documental e testemunhal. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora (MG) declarou a impugnação improcedente, mantendo o crédito lançado. Inicialmente, afastouse a pretensão da impugnante por novas dilações probatórias. O órgão recorrido concluiu que o pedido de certificação feito ao CNAS em 2004 redundou na concessão do certificado para o período de 14/08/2004 a 13/08/2007, portanto,não abrangeu as competências lançadas. Também concluiu a DRJ que, mesmo na Lei n.º 12.101/2009, há a necessidade de certificação da entidade para usufruir da desoneração tributária em questão. Afastouse ainda a possibilidade de aplicação retroativa da lei, nos termos do art.106, II, do CTN, uma vez que a mesma implicaria em falta de recolhimento de tributo. A possibilidade de retroação do pedido do CEBAS em 2009 foi repelida, entendendo o órgão de primeira instância que não caberia esse efeito, uma vez que o Fl. 159DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 requerimento foi formulado sob a égide do art. 55 da Lei n.º 8.212/1991 e dos artigos 205 e 206 do Regulamento da Previdência Social, em que era o direito à isenção cessava do momento em que deixavam de ser atendidos os requisitos normativos e que, a partir de então, somente um novo pedido, em que se comprovasse o cumprimento das exigências, poderia restabelecer o direito à isenção. Inconformado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário, no qual, em apertada síntese, aduziu que: a) o seu primeiro registro no CNAS data de 1951, tendo mantido desde então regulares as suas certificações; b) comprova que pediu tempestivamente a renovação do CEBAS, portanto, a sua certificação permanece válida, posto que, tanto o revogado Decreto n.º 2.536/1998, quanto a Lei n.º 12.101/2009 estendem os efeitos dos certificados aos pedidos de renovação tempestivamente protocolizados; c) mediante o processo n.º 71010.001326/200415 requereu ao CNAS a renovação do certificado antes da expiração do anterior; d) antes de julgado o processo mencionado na alínea “c”, deu entrada no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome de pedido de renovação do CEBAS (processo n.º 71000.060045/200928), o qual foi remetido ao Ministério da Saúde, em razão das mudanças de competência trazidas pela Lei n.º 12.101/2009; e) como a legislação prevê que o protocolo do pedido de renovação estende a validade do certificado anterior até o julgamento do pedido, não há o que se falar em perda de validade da certificação; f) na situação sob julgamento, mesmo que referente a períodos anteriores à Lei n.º 12.101/2009, os ditames desta devem retroagir por força do inciso II do art. 106 do CTN, portanto, não é cabível a exigência do CEBAS; g) a recorrente cumpre todos os requisitos da Lei n.º 12.101/2009, tendo enviado ao órgão da Receita Previdenciária, todos os dados que comprovam o cumprimento dos requisitos normativos exigíveis para gozo da isenção; h) o pedido de renovação protocolizado em 2009 tem efeitos retroativos a 2006, abrangendo o período do lançamento; i) a jurisprudência pátria tem reconhecido que a concessão do certificado em tela tem caráter declaratório, para tanto colaciona vários julgados; Ao final, requer o cancelamento do crédito lançado ou, alternativamente, o sobrestamento do feito até o julgamento, pelo Ministério da Saúde, do pedido de renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social formulado pela recorrente. É o relatório. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13016.000051/201094 Acórdão n.º 240102.229 S2C4T1 Fl. 159 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Entidades Beneficentes de Assistência Social – isenção da cota patronal previdenciária – legislação aplicável Abordarei de início uma questão que me parece essencial para o deslinde da contenda sob enfoque, qual seja, a aplicação temporal das regras jurídicas de normatização do gozo do benefício de isenção do recolhimento das contribuições previdenciárias pelas Entidades Beneficentes de Assistência Social, restringindo a análise ao período do lançamento, para não ser por demais enfadonho. Para as contribuições destinadas à Seguridade Social, o legislador constituinte reservou o § 7.º do art. 195, quando pretendeu tratar desonerar as entidades beneficentes de assistência social. Eis o dispositivo: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. (...) Para regulamentar esse preceptivo da Carta Magna foi inserido no ordenamento o hoje revogado art. 55 da Lei n. 8.212/1991, o qual regulou a matéria na época da ocorrência dos fatos geradores. Eis o texto: Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: I seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; II seja portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos; Fl. 161DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 III promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência; IV não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título; V aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades. § 1º Ressalvados os direitos adquiridos, a isenção de que trata este artigo será requerida ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, que terá o prazo de 30 (trinta) dias para despachar o pedido. § 2º A isenção de que trata este artigo não abrange empresa ou entidade que, tendo personalidade jurídica própria, seja mantida por outra que esteja no exercício da isenção. (...) O Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/1999, tratando da regulamentação do tema, assim dispunha: Art.206. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 201, 202 e 204 a pessoa jurídica de direito privado beneficente de assistência social que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: (Revogado pelo Decreto nº 7.237, de 2010). I seja reconhecida como de utilidade pública federal; II seja reconhecida como de utilidade pública pelo respectivo Estado, Distrito Federal ou Município onde se encontre a sua sede; III seja portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos; (Redação da pelo Decreto nº 4.032, de 2001) IV promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência; V aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais, apresentando, anualmente, relatório circunstanciado de suas atividades ao Instituto Nacional do Seguro Social; e VI não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores, benfeitores, ou equivalentes, remuneração, vantagens ou benefícios, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes são atribuídas pelo respectivo estatuto social. VII esteja em situação regular em relação às contribuições sociais. (Incluído pelo Decreto nº 4.032, de 2001) Fl. 162DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13016.000051/201094 Acórdão n.º 240102.229 S2C4T1 Fl. 160 7 (...) Art.208. A pessoa jurídica de direito privado deve requerer o reconhecimento da isenção ao Instituto Nacional do Seguro Social, em formulário próprio, juntando os seguintes documentos: (Revogado pelo Decreto nº 7.237, de 2010). (...) Verificase que um dos requisitos exigidos pela legislação vigente no período de ocorrência dos fatos geradores (08/2007 a 12/2008) era a posse do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS, emitido pelo Conselho Nacional de Assistência Social e renovado a cada três anos. Outra exigência que merece ser destacada é que a entidade deveria requerer a isenção à Administração Tributária, comprovando o preenchimento dos requisitos necessários a sua fruição. O Decreto n.º 2.536/2008 tratava da concessão do CEBAS, assim dispondo: Art.3º Faz jus ao Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social a entidade beneficente de assistência social que demonstre, cumulativamente:(Redação dada pelo Decreto nº 4.499, de 4.12.2002) (...) § 2º O Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos terá validade de três anos, a contar da data da publicação no Diário Oficial da União da resolução de deferimento de sua concessão, permitida sua renovação, sempre por igual período, exceto quando cancelado em virtude de transgressão de norma que regulamenta a sua concessão. § 3º Desde que tempestivamente requerida a renovação, a validade do Certificado contará da data do termo final do Certificado anterior. Assim, entidade beneficente deveria requerer a cada três anos a renovação do CEBAS e, desde que o pedido fosse formulado antes da expiração do anterior, a validade do certificado iniciaria a partir da data final do que houvera se expirado. Em 30/11/2009, com a publicação da Lei n.º 12.101, foi alterada substancialmente a sistemática de reconhecimento da isenção da cota patronal previdenciária. Nos termos do art. 21, a competência para analisar os pedidos de concessão renovação dos certificados de entidade de assistência social passou a ser do Ministério a que estivesse vinculada a área de atuação da entidade e não mais exclusiva do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Eis a norma: Art. 21. A análise e decisão dos requerimentos de concessão ou de renovação dos certificados das entidades beneficentes de assistência social serão apreciadas no âmbito dos seguintes Ministérios: I da Saúde, quanto às entidades da área de saúde; Fl. 163DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 II da Educação, quanto às entidades educacionais; e III do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, quanto às entidades de assistência social. (...) Quanto aos pedidos de renovação do certificado, a Lei 12.101/2009 determinou: Art. 24. Os Ministérios referidos no art. 21 deverão zelar pelo cumprimento das condições que ensejaram a certificação da entidade como beneficente de assistência social, cabendolhes confirmar que tais exigências estão sendo atendidas por ocasião da apreciação do pedido de renovação da certificação. § 1o O requerimento de renovação da certificação deverá ser protocolado com antecedência mínima de 6 (seis) meses do termo final de sua validade. § 2o A certificação da entidade permanecerá válida até a data da decisão sobre o requerimento de renovação tempestivamente apresentado. (...) Art. 35. Os pedidos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolados e ainda não julgados até a data de publicação desta Lei serão julgados pelo Ministério da área no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da referida data. (...) Art. 38. As entidades certificadas até o dia imediatamente anterior ao da publicação desta Lei poderão requerer a renovação do certificado até a data de sua validade. Outra alteração significativa na nova sistemática de reconhecimento da isenção diz respeito à desnecessidade de requerimento à Administração Tributária para gozo do benefício. Assim, nos termos do art. 29 da referida Lei, as entidades beneficentes, desde que certificadas, devem apenas cumprir os requisitos ali elencados para passar a usufruir da isenção, os quais são os seguintes: Art. 29. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: I não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; II aplique suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional, na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais; Fl. 164DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13016.000051/201094 Acórdão n.º 240102.229 S2C4T1 Fl. 161 9 III apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS; IV mantenha escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade; V não distribua resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto; VI conserve em boa ordem, pelo prazo de 10 (dez) anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial; VII cumpra as obrigações acessórias estabelecidas na legislação tributária; VIII apresente as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006. Regulamentando essa Lei, foi editado o Decreto n.º 7.237/2010, que, ao tratar da renovação da certificação, assim prescreve: Art.43.As entidades certificadas até 29 de novembro de 2009 poderão requerer a renovação do certificado até o termo final de sua validade. (...) Art.46.Os requerimentos de concessão e de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolados e ainda não julgados até a data de publicação da Lei no 12.101, de 2009, serão remetidos aos Ministérios responsáveis, de acordo com a área de atuação da entidade, e julgados de acordo com a legislação em vigor à época da protocolização do requerimento. Parágrafo único. Das decisões de indeferimento dos requerimentos de renovação previstos no caput, caberá recurso com efeito suspensivo, no prazo de trinta dias, dirigido ao Ministro de Estado responsável pela área de atuação da entidade. Uma vez feito esse apanhado normativo, passo agora a análise do caso que nos é posto a julgamento. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 A norma vigente no período do lançamento, 08/2007 a 12/2008, era o art. 55 da Lei n.º 8.212/1991, todavia, o recorrente suscita a aplicação da novel legislação, justificando a sua tese no que dispõe o art. 106, II, “b”, do CTN, verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Assevera o Hospital autuado que não havendo na lei nova a exigência do CEBAS, a retroação da legislação mais favorável retiraria a necessidade de certificação para que a entidade pudesse gozar da desoneração fiscal. Esse entendimento me parece equivocado. É que a Lei n.º 12.101/2009, na cabeça do art. 29, deixa bem claro que a isenção somente alcança as entidades certificadas. Não custa voltar a transcrever o dispositivo: Art. 29. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: (...) Como se percebe não houve extinção da exigência do certificado, mas apenas alterouse a competência para sua emissão, portanto, é descabida a alegação da recorrente, uma vez que a certificação permanece a ser um requisito indispensável às entidades beneficentes de assistência social que pretendam não recolher a cota patronal previdenciária. Até o advento da Lei n.º 12.101/2009, a certificação era concedida exclusivamente pelo Ministério vinculado à assistência social, a partir desse marco legal, no entanto, passou a ser competência dos Ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, conforme a área de atuação da entidade requerente. Não se pode, portanto, afirmar que foi extinto o CEBAS e que, por esse motivo, mesmo as entidades que não o detinham na vigência do art. 55 da Lei n.º 8.212/1991 poderiam fazer jus a isenção. Na verdade a novel legislação, manteve a sistemática da norma revogada, prevendo a certificação como requisito essencial ao gozo da desoneração pretendida pelo recorrente. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 13016.000051/201094 Acórdão n.º 240102.229 S2C4T1 Fl. 162 11 A certificação do recorrente É fato incontroverso nos autos que o Hospital autuado detinha o CEBAS até o dia 13/08/2007, o qual acobertava o período referente ao triênio anterior, ou seja, desde 14/08/2004. Todavia, o mesmo não teve o pedido de renovação, supostamente remetido em 03/08/2007, recepcionado pelo órgão concedente, na época o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS. Em 23/01/2009, a empresa protocolizou novo pedido, o qual por força do art. 35 da Lei n.º 12.101/2009, foi remetido ao Ministério da Saúde, não se tendo notícia de seu desfecho. Pretende a recorrente que esse pedido formulado em 2009 venha a suprir a falta do certificado, retroagindo os seus efeitos a 23/01/2006. Não hei de concordar com essa tese. Pela sistemática de renovação do CEBAS vigente antes da edição da Lei n.º 12.101/2009 a entidade deveria requerer a renovação do certificado no período de sua validade, para que o novo certificado pudesse começar a surtir efeito na data da expiração do anterior (§ 3.º do art. 3.º do Decreto n.º 2.536/1998). Quando o requerimento de renovação era protocolizado após a expiração do certificado, uma vez deferido o pleito, este somente teria validade a partir da data do requerimento, não havendo retroação à data de expiração do certificado anterior. Esse era o procedimento aplicado pelo CNAS que seguia o entendimento vinculante firmado no Parecer CJ/MPAS n.º 2.575/2001, o qual pode ser visualizado no endereço eletrônico (http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/60/2001/2575.htlm). Portanto, o pedido de renovação formulado em janeiro de 2009, em tramitação no Ministério da Saúde, caso seja deferido, surtirá efeitos a partir de 23/01/2009 e não a partir de 23/01/2009, como pretende o recorrente. É que na análise do requerimento o Ministério da Saúde irá adotar a legislação vigente na data de formalização do pedido, conforme prescreve o “caput” do art. 46 do Decreto n.º 7.237/2010: Art.46.Os requerimentos de concessão e de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolados e ainda não julgados até a data de publicação da Lei no 12.101, de 2009, serão remetidos aos Ministérios responsáveis, de acordo com a área de atuação da entidade, e julgados de acordo com a legislação em vigor à época da protocolização do requerimento. É de se concluir, portanto, que desde 14/08/2007 até 23/01/2009 a entidade recorrente esteve totalmente desacobertada quanto à certificação, nesse sentido não fazia jus à isenção da cota patronal previdenciária no período do lançamento, que vai de 08/2007 a 12/2008. Quanto ao pedido de sobrestamento do feito até o julgamento do pedido de certificação que hoje tramita no Ministério da Saúde, entendo que não deva ser acatado. É que, mesmo que haja o deferimento do pleito, o fato não interferirá no destino do presente Fl. 167DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 lançamento, uma vez que conforme já ponderei, o certificado somente passaria produzir seus efeitos a partir da data da protocolização. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por indeferir o requerimento de sobrestamento do feito e por negar provimento ao recurso. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 168DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 09/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 06/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 16327.001988/2006-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2001
IRPJ. DILIGÊNCIA FISCAL. ANALISE DETALHADA DAS PROVAS TRAZIDAS PELA CONTRIBUINTE.CONFIRMAÇÃO DO DIREITO DO CONTRIBUINTE. RECURSO DE OFÍCIO NÃO PROVIDO.
Restando provado nos autos do processo que assiste razão o contribuinte em parte das suas alegações, mediante procedimento de baixa e diligência, sendo investigado forma pormenorizada as provas trazidas pela contribuinte cumpre manter a decisão da DRJ, que cancelou em parte o lançamento.
Recurso de Ofício conhecido e não provido.
Numero da decisão: 1201-000.650
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
provimento ao apelo oficial, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Rafael Correia Fuso
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DILIGÊNCIA FISCAL. ANALISE DETALHADA DAS PROVAS TRAZIDAS PELA CONTRIBUINTE.CONFIRMAÇÃO DO DIREITO DO CONTRIBUINTE. RECURSO DE OFÍCIO NÃO PROVIDO. Restando provado nos autos do processo que assiste razão o contribuinte em parte das suas alegações, mediante procedimento de baixa e diligência, sendo investigado forma pormenorizada as provas trazidas pela contribuinte cumpre manter a decisão da DRJ, que cancelou em parte o lançamento. Recurso de Ofício conhecido e não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao apelo oficial, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Presidente. (documento assinado digitalmente) RAFAEL CORREIA FUSO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), Rafael Correia Fuso, João Carlos De Lima Junior, Marcelo Cuba Netto, João Bellini Junior e Regis Magalhães Soares De Queiroz. Fl. 1367DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado pela fiscalização que cobra IRPJ em razão de suposta insuficiência de recolhimento do tributo ou falta de declaração, apurado pelo confronto de dados constantes da DIPJ do contribuinte com os declarados e recolhimentos efetuados na DCTF do ano calendário de 2001. O contribuinte, segundo a fiscalização, apresentou resposta parcial. Foi lavrado Auto de Infração para salvaguardar os interesses da Fazenda Nacional quanto a evitar a decadência. O enquadramento legal apontado pela fiscalização foi: artigo 841, incisos I, III e IV do RIR/99. Multa de 75%, artigo 44, inciso I, da Lei n° 9.430/96. A contribuinte apresentou impugnação em 26/01/2007, alegando em síntese que: a) Analisandose o Mandado de Procedimento Fiscal ("MPFF") n° 08.1.66.002006002670, a fls. 001 dos autos, notase que os Srs. Fiscais detinham autorização para fiscalizar apenas a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL", no ano calendário de 2001; b) Assim sendo, a fiscalização e os lançamentos de supostos valores devidos a, titulo de IRPJ foram realizados em afronta à Portaria no 6.087, de 21 de novembro de 2005, motivo pelo qual deverão ser anulados por esta E. Turma de Julgamento; c) Portanto, o simples fato de o Sr. Agente Fiscal ter fiscalizado tributos distintos daquele indicado no MPFF (IRPJ), em clara afronta ao dispositivo da mencionada Portaria, é razão suficiente para a decretação de nulidade dos autos de infração, conforme já se posicionou o E. Conselho de Contribuintes, verbis: "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAS PROCESSUAIS — NULIDADE — Afora as hipóteses de expressa dispensa do MPF, é inválido o lançamento de crédito tributário formalizado por agente do Fisco relativo a tributo não indicado no MPFF, bem assim cujas irregularidades apuradas não repousam nos mesmos elementos de prova que serviram de base a lançamentos de tributo expressamente indicado no mandado. Recurso de oficio a que se nega provimento". (Primeira Câmara, acórdãos nos 132783 e 130521). d) Nem se alegue que a fiscalização seria válida em razão da emissão do MPFComplementar no 08.1.66.0020060026701, que estendeu a fiscalização para o IRPJ, no período de janeiro a dezembro de 2001. Isso porque, uma vez que o MPFF padece de nulidade, os atos fiscalizatórios subseqüentes, tal como o MPFComplementar, também são inválidos por coerência lógica. Fl. 1368DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 4 3 e) Desta forma, resta claro que o Sr. Agente Fiscal não detinha autorização para a fiscalização do IRPJ, razão pela qual deve ser reconhecida a nulidade do respectivo auto de infração por essa E. Turma de Julgamento. f) Quanto ao mérito, afirma que a diferença entre os valores declarados em DCTF e os informados em DIPJ correspondem a compensações efetuadas pela Impugnante (i) de saldos negativos de IRPJ, acumulados em razão de incorporação de outras empresas; e (ii) de IR/Fonte. g) Informa que, conforme se observa pela análise da declaração anexa (doc. 13), a Impugnante procedeu a retificação de sua DCTF relativa ao 4° Trimestre de 2001, de forma a demonstrar as compensações realizadas no anocalendário de 2001. h) Conforme demonstrado pela Impugnante no decorrer do procedimento de fiscalização, ela possuía um crédito de IRPJ referente a saldo negativo de exercícios anteriores no valor de R$ 1.495.583,49 (um milhão, quatrocentos e noventa e cinco mil, quinhentos e oitenta e três reais e quarenta e nove centavos), o qual era composto da seguinte forma: Origem do Crédito Valor Saldo negativo de IRPJ relativo ao anocalendário de 2000 (DIPJ 2001), referente à empresa HSBC CTVM S/A R$ 495.539,23 Retenção na Fonte relativa ao anocalendário de 2000 (DIPJ 2001), referente à empresa HSBC CTVM S/A R$ 41.644,37 Retenção na Fonte relativa ao anocalendário de 2000 (DIPJ 2001), referente ã empresa HSBC CTVM S/A R$ 83.743,08 Saldo negativo de IRPJ relativo ao anocalendário de 2000 (DIPJ 2001), referente A empresa HSBC CTVM S/A R$ 774.789,09 Saldo negativo de IRPJ relativo ao anocalendário de 2000 (DIPJ 2001), referente 6 empresa CCF Brasil Commodities Ltda. R$ 99.867,72 Valor Total R$ 1.495.583,49 i) Por seu turno, no anocalendário de 2001, a Impugnante apurou um IRPJ a pagar no valor de R$ 1.506.175,48 (um milhão, quinhentos e seis mil, cento e setenta e cinco reais e quarenta e oito centavos) que, descontado o incentivo fiscal referente ao PAT (R$ 10.591,99), corresponde exatamente ao valor dos créditos por ela compensados. Fl. 1369DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 5 4 j) Contudo, inexplicavelmente, no momento da lavratura do auto de infração, a Fiscalização houve por bem lavrar o auto de infração no valor do Imposto de Renda apurado no valor de R$ 1.010.636,25 (R$ 1.506.175,48 – R$ 495.539,23), ignorando o incentivo fiscal em referência, o qual já havia sido reconhecido pela própria Fiscalização no Termo de Intimação e Inicio de Fiscalização. k) Assim, carece de liquidez e certeza o auto de infração lavrado, motivo pelo qual deverá ser julgamento improcedente por esta colenda Turma Julgadora, cancelandose o crédito tributário indevidamente constituído. l) Conforme demonstrado no decorrer do procedimento de fiscalização, parte do IRPJ devido no final do anocalendário de 2001 foi compensado com créditos de IR/Fonte recolhidos no curso desse mesmo anocalendário. m) Com efeito, verificase pela análise da Linha 07, da Ficha 11, da DIPJ 2002 que em quase todos os meses do anocalendário de 2001 a Impugnante teve retido, na fonte, imposto sobre renda, os quais totalizam a quantia de R$ 125.387,45 (R$ 41.644,37 + R$ 83.743,08). (docs. 04 e 10). n) Sendo assim e como não poderia deixar de ser, a Impugnante, utilizando da prerrogativa que lhe confere o artigo 231 do Regulamento do Imposto sobre a Renda de 1999, utilizou esses créditos de IR/Fonte para dedução do valor do imposto devido no final do ano. o) Conforme demonstrado no decorrer do procedimento de fiscalização, a Impugnante, no anocalendário de 2000, apurou um saldo negativo de IRPJ correspondente a 1.129.533,68 (um milhão, cento e vinte e nove mil, quinhentos e trinta e três reais e sessenta e oito centavos). Faz prova disso a DIPJ 2001 acostada presente defesa. (doc. 11) p) Sendo assim e como não poderia deixar de ser, já no próximo ano calendário (2001) esse valor foi utilizado em compensações com IRPJ devido por estimativa nesse período, sendo que, em dezembro de 2001, esse crédito perfazia o montante de R$ 774.789,09 (setecentos e setenta e quatro mil, setecentos e oitenta e nove reais e nove centavos), o qual foi utilizado na compensação com o IRPJ devido nesse anocalendário. Tais compensações podem ser facilmente comprovadas por meio da análise do Livro Razão Auxiliar (IRPJ a compensar) que instrui a presente defesa. (doc. 11) q) Salientese que referida compensação também foi devidamente informada pela Impugnante em DCTF retificadora apresentada em 11/10/2006. (doc. 13) r) Conforme exposto anteriormente, a empresa CCF Brasil Commodities Ltda. (inscrita no CNPJ/MF sob o no 61.825.857/000135), alterou sua denominação social para HSBC Commodities — Exportadora e Corretora de Mercadorias & Futuros (Brasil) Ltda., a qual, por sua vez, foi incorporada pela Impugnante (antiga CCF Brasil Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A). s) Pois bem, no anocalendário de 2000, a CCF Brasil Commodities Ltda., apurou um saldo negativo de IRPJ correspondente a R$ 254.460,23 (duzentos e cinqüenta e quatro mil, quatrocentos e sessenta reais e vinte e três centavos). Faz prova disso a DIPJ 2000 acostada 6 presente defesa. (doc. 12) Fl. 1370DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 6 5 t) Sendo assim e como não poderia deixar de ser, parte desse crédito (R$ 99.867,72) foi utilizado na compensação com o IRPJ devido no anocalendário de 2001. Tal compensação pode ser facilmente comprovada por meio da análise do Livro Razão Auxiliar (IRPJ a compensar) que instrui a presente defesa. (doc. 12) u) Salientese que referida compensação também foi devidamente informada pela Impugnante em DCTF retificadora apresentada em 11/10/2006. (doc. 13) v) Alega ainda o não atendimento ao disposto ao artigo 142 do CTN, além da ilegalidade da cobrança do tributo pela Taxa Selic. Ao final, requereu provimento à impugnação. Juntou todos documentos mencionados em sua defesa, conforme narrado acima. Os autos baixaram em diligência a pedido da DRJ, para averiguar o seguinte: A presente Diligência foi solicitada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo (DRJ/SPI) em Despacho às fls. 364/366. Solicita relatório conclusivo por parte do diligenciante sobre as verificações solicitadas. Na primeira verificação solicita a motivação da DCTF retificadora de fls. 356/357. Na eventualidade da ocorrência de equivoco por parte da Fiscalização, devem ser consultados os registros contábeis da contribuinte, a fim de se verificar a correção dos valores declarados em DCTF, fazendose, se for o caso, os devidos ajustes no valor lançado de oficio. A seguir, solicita a motivação da glosa que motivou o lançamento referente ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), no montante de R$ 10.591,99. Solicita, finalmente, que a fiscalização diligencie, junto ao contribuinte, para verificação da documentação fiscal e respectivos registros contábeis, a fim de averiguar a procedência das alegações de compensações e retenções de IRRF. O relatório fiscal da diligência apontou as seguintes informações: A DCTF retificadora foi apresentada no dia 11 de outubro de 2006, as 15:21, ou seja, 16 dias antes do inicio da ação fiscal, ocorrida em 27 de outubro de 2006 (fl. 01). Tal retificação não estava disponível nos sistemas informatizados da Receita Federal à época. Referida Delegacia Especial De Instituições Financeiras Em São Paulo – DEFIS, Rua Avanhandava, 55, 50 andar São Paulo SP CEP 01306001 Tel: (11) 21129189, declaração havia sido enviada pelo contribuinte, mas não havia sido "validada" pelos diversos filtros e malhas dos sistemas informatizados. Fl. 1371DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 7 6 Observamos que o débito de IRPJ constante da DCTF retificadora foi informado como integralmente compensado, ou seja, sem saldo a pagar. Logo, tal débito não constituiria confissão de divida, nem poderia ser inscrito em Divida Ativa da União, e, portanto, estaria sujeito ao lançamento de oficio. (Acórdão 10707.789 em 01/12/2004 do 10° CC / 7ª. Câmara). (...) O lançamento efetuado abriu oportunidade para a discussão administrativa da compensação do débito, atendendo ao principio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Vide entendimento manifestado neste sentido no acórdão n° 1617309 de 29/05/2008 da 8ª Turma da DRJSPOI. Com relação ao valor referente ao PAT, no montante de R$ 10.591,99, o contribuinte apresentou a documentação necessária, devendo tal valor ser deduzido do montante global lançado no presente Auto de Infração. Na DCTF retificadora, o contribuinte informa débito de IRPJ no valor de R$ 874.656,81. O débito teria sido totalmente compensado da seguinte forma: saldo negativo apurado em 31/12/2000, no valor de R$ 774.789,09 e saldo negativo apurado em 31/12/2000 na sucedida, CCF Brasil Commodities Ltda, CNPJ 61.825.857/000135, no valor de R$ 99.867,72. Com relação ao valor referente ao PAT, no montante de R$ 10.591,99, o contribuinte apresentou a documentação necessária, devendo tal valor ser deduzido do montante global lançado no presente Auto de Infração. Na DCTF retificadora, o contribuinte informa débito de IRPJ no valor de R$ 874.656,81. 0 débito teria sido totalmente compensado da seguinte forma: saldo negativo apurado em 31/12/2000, no valor de R$ 774.789,09 e saldo negativo apurado em 31/12/2000 na sucedida, CCF Brasil Commodities Ltda, CNPJ 61.825.857/000135, no valor de R$ 99.867,72. Em relação aos créditos próprios compensados, reproduzimos abaixo as informações presentes na DIPJ 2001/2000: IRPJ devido em 2000 R$ 0,00 IRRF R$16.385,12 IR mensal pago por estimativa R$ 1.113.148,56 IR a pagar R$1.129.533,68 Em 18 de dezembro de 2008, o contribuinte produziu um detalhamento do quadro acima, utilizado para elucidação dos fatos em questão (vide fl. 1271): Como observado no quadro acima, A linha (b) retenção de terceiros, o contribuinte alega um valor superior ao informado em DIRF (fl.1263). Foi intimado a apresentar comprovantes de Fl. 1372DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 8 7 rendimentos do período, mas apresentou somente dois informes (fls. 881 e 882), referentes às linhas (c) e (d), em 18 de dezembro de 2008. Na manifestação que acompanhou a entrega de documentos referida acima, informa que não conseguiu, no tempo estabelecido, levantar a totalidade de rendimentos retidos na fonte, relativos aos anoscalendário de 2000 e 2001 e solicita que seja realizada diligência junto às fontes pagadoras (fl. 871). Entendemos descabida a diligência, vez que o contribuinte tem obrigação legal de manter tais documentos, a teor do RIR199, Art. 264. O contribuinte pretende compensar parte do crédito tributário com compensação de saldo negativo — próprio de R$ 774.789,09, referente ao anocalendário de 2000. Porém, o demonstrativo de cálculo da compensação (fls. 1231/1237), resulta em um valor disponível para compensação de R$ 653.826,22 e um saldo de débito remanescente de R$ 18.377,54. Do valor informado de compensação de pagamentos a maior — próprio, R$ 774.789,00, validamos o valor de R$ 756.411,55. Foi informado ainda na DCTF compensação do crédito de saldo negativo de IRPJ relativo ao anocalendário de 2000, referente A empresa CCF Brasil Commodities — Exportadora e Corretora de Mercadorias & Futuros Ltda, CNPJ 61.825.857/000135, no valor de R$ 99.867,72, que foi descrita pelo contribuinte nos seguintes documentos: (i) item 2.3 da resposta de fl. 130; (ii) quinto item da tabela de fl. 44; (iii) item "iv", de fls. 47/48; (iv) documentos de fls. 323/355. Referida empresa foi cindida em maio de 2000; a parcela cindida foi incorporada pelo Banco CCF Brasil S/A, CNPJ 33.254.319/000100. Como consequência da incorporação, o capital social do Banco ficou inalterado, tendo em vista que era detentor das cotas canceladas como consequência da cisão parcial; seu investimento foi substituído em seu ativo pelo patrimônio incorporado. Também como consequência da incorporação, o Banco sucedeu a empresa cindida em todos os direitos e obrigações relativas à parcela cindida (fls. 1174 1176). Em 14 de dezembro de 2000, a empresa CCF Brasil Commodities alterou sua denominação social para HSBC Commodities — Exportadora e Corretora de Mercadorias & Futuros (Brasil) Ltda. Por sua vez, em 19 de março de 1999, a empresa HSBC Bamerindus S/A Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários, CNPJ 76.528.660/000101, alterou sua denominação social para HSBC Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários (Brasil) S/A. Em 29 de junho de 2001, as empresas acima referidas (HSBC Commodities e HSBC Corretora de Câmbio) foram incorporadas Fl. 1373DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 9 8 pela ora impugnante que, à época, denominavase CCF Brasil Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A (fl. 43). Abaixo reproduzimos parte dos dados da DIPJ entregue por ocasião da cisão. Vide cópia da DIPJ às fls. 12381247. DIPJ janeiro a maio de 2000 IRPJ devido em 31/05/2000 R$ 333219,70 PAT R$275,66 IRPJ pago por estimativa R$ 763.720,20 IR a pagar R$ 430.776,16 Em 18 de dezembro de 2008, o contribuinte produziu um demonstrativo (fl. 1043) em que detalhou o quadro acima. Abaixo reproduzimos parte do mesmo (vide fls. 1273) (...) As retenções na fonte informadas pelo contribuinte são compatíveis com os valores constantes na DIRF (fls. 1248/1251). Nos quadros abaixo reproduzimos parte da DIPJ 1999 do contribuinte, cujos dados principais encontramse às fls. 1252/1260. Verificamos que o saldo negativo do contribuinte no anocalendário de 1998 mostrase consistente com os valores presentes nos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil (fls. 1261/1262). DIPJ 199911998 IRPJ devido R$ 2.991.376,32 PAT R$ 967,53 IRRF R$ 3.787.477,98 IR mensal pago estimativa R$ 8.369.810,27 IR a pagar R$ 9.166.879,46 A vista do acima exposto, consideramos consistente o aproveitamento do valor de R$ 99.867,72, da CCF Brasil Commodities Ltda, CNPJ 61.825.857/000135, efetuado pelo contribuinte no anocalendário de 2001. A DRJ solicita ainda, no segundo quesito do item três do Despacho supramencionado, que esta Diligência verifique as retenções de IRRF relativas ao anocalendário de 2000, que foram descritas pelo contribuinte nos seguintes documentos: (i) itens 2.1 e 2.2 da resposta de fl. 129; (ii) segundo e terceiro itens da tabela de fl. 44; (iii) item "ii" de fl. 46; (iv) documentos de fls. 120/123 e 152/279. Fl. 1374DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 10 9 No item acima, o ilustre julgador menciona o ano de 2000. Entretanto acreditamos que o correto seria o ano de 2001. Parecenos que a origem do equivoco devese ao fato de que tanto o contribuinte como seus advogados mencionaram o ano de 2000 às fls. 44 e 129. Porém, na fl. 46, na manifestação dos advogados, verificamos que há menção ao anocalendário de 2001. Observamos, também, as fls. 93 a 96, onde encontramos a ficha 11 — Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa da DIPJ 2002, que os valores de IRRF referemse ao ano calendário de 2001. Assim sendo, passamos a analisar o valor de IRRF utilizado pelo contribuinte no referido anocalendário de 2001 e que totaliza R$ 125.387,45 (R$ 41.644,37 + R$ 83.743,08). Consultando os sistemas internos da RFB, verificamos que o IRRF informado em DIRF totaliza R$ 91.389,26 (fl. 1264). Conforme já mencionamos no item quatro, o contribuinte tem o dever legal de manter os informes de rendimento sob sua guarda. No entanto,nenhum informe de rendimento foi apresentado. As cópias dos Darfs de fls. 152 a 279 referemse ao código 8045 (autorretenção) e totalizam R$ 76.718,51. Estes valores já estão computados no resumo geral da DTRF do anocalendário de 2001, informado no item anterior. Dessa forma, não havendo sido apresentados os informes de rendimentos de 2001, será utilizado o valor de retenção na fonte informado na DIRF, ou seja, o valor de R$91.389,26. A luz dos esclarecimentos prestados pelo contribuinte e considerando os valores que constam nos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil, a conclusão do presente relatório encontrase no quadro abaixo: Resumo do Relatório Fiscal IRPJ lançado neste Auto de Infração R$ 1.010.636,25 () PAT (item 10) R$ 10.591,99 () IRRF (item 34) R$ 91.389,26 () Compensação de saldo negativo próprio (item 18) R$ 756.411,55 () Compensação cindida/incorporada (item 27) R$ 99.867,72 (=) IRPJ devido R$ 52.375,73 A vista da análise da documentação juntada pelo contribuinte na impugnação e nas respostas as intimações desta Divisão de Fiscalização, chegamos à conclusão de que o valor lançado de IRPJ deve ser revisto, de R$ 1.010.636,25, para R$ 52.375,73. Fl. 1375DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 11 10 Em resposta à diligência, a contribuinte informa: Assim, tendo em vista que a Impugnante concorda com o resultado da diligência fiscal, serve a presente para informar que, relativamente parcela do IRPJ no valor principal de R$ 52.375,73, a Impugnante realizará o pagamento ou parcelamento, nos termos da Lei no 11.941/2009. Ante o exposto, tal como dispõe o art. 13 da Portaria PGFN/RFB no 006/2009 1, a Requerente apresentará posteriormente, no prazo previsto pela Portaria no 013/2009, o Anexo I com a desistência parcial da impugnação interposta no presente processo administrativo. Por fim, com relação ao crédito tributário de IRPJ remanescente, cuja regularidade da compensação foi expressamente reconhecida pela Divisão de Fiscalização, a Impugnante requer a essa I. Turma de Julgamento que acolha as conclusões do Relatório de Diligência Fiscal, a fim de que seja dado parcial provimento à impugnação apresentada, com o conseqüente cancelamento definitivo do débito no montante de R$ 958.260,52. A DRJ acolheu na íntegra o parecer da fiscalização, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2001 IRPJ. RESULTADO DE DILIGÊNCIA FISCAL. ANALISE DETALHADA DAS PROVAS TRAZIDAS PELA CONTRIBUINTE. Exonerase parcialmente a contribuinte do recolhimento do IRPJ cobrado no auto de infração, quando restar provado nos autos do processo, mediante diligência fiscal que analisou de forma pormenorizada as provas trazidas pela contribuinte, que assiste razão em parte aos argumentos apresentados pelo sujeito passivo. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Tendo sido o lançamento efetuado com observância dos pressupostos legais, é incabível cogitar a nulidade do Auto de Infração. DIPJ. AUSÊNCIA DE ATRIBUTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. A DIPJ, a partir do exercício de 2000, passou a ter caráter meramente informativo, não ostentando o tributo de confissão de divida. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Fl. 1376DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 12 11 A utilização da taxa SELIC para o cálculo dos juros de mora decorre de disposição expressa em lei, não cabendo aos órgãos do Poder Executivo afastar sua aplicação. PRODUÇÃO DE PROVAS APÓS A IMPUGNAÇÃO. PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de a impugnante faze10 em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a ocorrência de algumas das hipóteses previstas no §4° do art. 16 do Decreto n° 70.235/72. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Exonerado O Recurso a ser julgado é de ofício, em razão do valor do cancelamento de parte do Auto de Infração. Este é o relatório! Voto Conselheiro RAFAEL CORREIA FUSO Entendo que a decisão recorrida não se sujeita a reparos, pelos fundamentos a seguir expostos. Quanto ao resultado da diligência, com maestria, a fiscalização acolheu de forma fundamentada e fulcrada em investigação de documentos trazidos pelo contribuinte e da posse da própria Receita Federal, parte dos fundamentos trazidos pelo Impugnante do lançamento, inclusive refazendo os cálculos daquilo que permaneceu como devido nos autos. Reporto nesse julgamento às justificativas trazidas pela fiscalização, para concluir pela procedência parcial do lançamento, com os destaques abaixo: A DCTF retificadora foi apresentada no dia 11 de outubro de 2006, as 15:21, ou seja, 16 dias antes do inicio da ação fiscal, ocorrida em 27 de outubro de 2006 (fl. 01). Tal retificação não estava disponível nos sistemas informatizados da Receita Federal à época. Referida Delegacia Especial De Instituições Financeiras Em São Paulo – DEFIS, Rua Avanhandava, 55, 50 andar São Paulo SP CEP 01306001 Tel: (11) 21129189, declaração havia sido enviada pelo contribuinte, mas não havia sido "validada" pelos diversos filtros e malhas dos sistemas informatizados. Observamos que o débito de IRPJ constante da DCTF retificadora foi informado como integralmente compensado, ou seja, sem saldo a pagar. Logo, tal débito não constituiria Fl. 1377DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 13 12 confissão de divida, nem poderia ser inscrito em Divida Ativa da União, e, portanto, estaria sujeito ao lançamento de oficio. (Acórdão 10707.789 em 01/12/2004 do 10° CC / 7ª. Câmara). (...) Com relação ao valor referente ao PAT, no montante de R$ 10.591,99, o contribuinte apresentou a documentação necessária, devendo tal valor ser deduzido do montante global lançado no presente Auto de Infração. (...) Do valor informado de compensação de pagamentos a maior — próprio, R$ 774.789,00, validamos o valor de R$ 756.411,55. (...) As retenções na fonte informadas pelo contribuinte são compatíveis com os valores constantes na DIRF (fls. 1248/1251). (...) A vista do acima exposto, consideramos consistente o aproveitamento do valor de R$ 99.867,72, da CCF Brasil Commodities Ltda, CNPJ 61.825.857/000135, efetuado pelo contribuinte no anocalendário de 2001. (...) A vista da análise da documentação juntada pelo contribuinte na impugnação e nas respostas as intimações desta Divisão de Fiscalização, chegamos à conclusão de que o valor lançado de IRPJ deve ser revisto, de R$ 1.010.636,25, para R$ 52.375,73. Portanto, adotandose integralmente o fundamentado trabalho da fiscalização quanto à analise objetiva dos questionamentos trazidos pela DRJ em sua solicitação, entendo que não há reparos a fazer na decisão recorrida, visto que fundamentada em diligência da fiscalização, acima colacionada. Diante do exposto, CONHEÇO do recurso de ofício e no mérito NEGOLHE provimento, mantendo a decisão da DRJ. É como voto! (documento assinado digitalmente) RAFAEL CORREIA FUSO Relator Fl. 1378DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS Processo nº 16327.001988/200685 Acórdão n.º 120100.650 S1C2T1 Fl. 14 13 Fl. 1379DF CARF MF Impresso em 22/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 10/02/2012 por RAFAEL CORREIA FUSO, Assinado digitalmente em 17/02/2012 por CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS
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Numero do processo: 13121.000315/2004-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Apr 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
IRPF. DESPESAS MÉDICO-ODONTOLÓGICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Em conformidade com a legislação regente, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora, sendo devida a glosa quando há elementos concretos e suficientes para afastar a presunção de veracidade dos recibos, sem que o contribuinte prove a realização das despesas deduzidas da base do cálculo do imposto.
DESPESAS MÉDICAS-ODONTOLÓGICAS. RESTABELECIMENTO.
Devem ser restabelecidas as despesas a título de tratamento médico ou odontológico, quando encontram-se elementos suficientes para se formar a convicção que os serviços foram efetivamente prestados com ônus do contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2102-001.907
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR parcial ao recurso para restabelecer as despesas comprovadas pelas notas fiscais de fls. 19/20 no valor total de R$ 1.887,22. Vencida a Conselheira Núbia Matos Moura que negava provimento ao recurso.
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
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DESPESAS MÉDICOODONTOLÓGICAS. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Em conformidade com a legislação regente, todas as deduções estarão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora, sendo devida a glosa quando há elementos concretos e suficientes para afastar a presunção de veracidade dos recibos, sem que o contribuinte prove a realização das despesas deduzidas da base do cálculo do imposto. DESPESAS MÉDICASODONTOLÓGICAS. RESTABELECIMENTO. Devem ser restabelecidas as despesas a título de tratamento médico ou odontológico, quando encontramse elementos suficientes para se formar a convicção que os serviços foram efetivamente prestados com ônus do contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em DAR parcial ao recurso para restabelecer as despesas comprovadas pelas notas fiscais de fls. 19/20 no valor total de R$ 1.887,22. Vencida a Conselheira Núbia Matos Moura que negava provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Giovanni Christian Nunes Campos Presidente. Assinado digitalmente. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13121.000315/200464 Acórdão n.º 210201.907 S2C1T2 Fl. 128 2 Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 07/05/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. Ausente justificadamente a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Relatório Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 79 a 83: Contra o contribuinte em epígrafe foi emitido Auto de Infração do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF (fls. 48 a 54), referente ao exercício 2001, ano calendário 2000, por Auditor Fiscal da Receita Federal, da DRF/AnápolisGO. Após a revisão da Declaração foram apurados os seguintes valores (fl. 48): Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar 9.841,48 Multa de Ofício (passível de redução) 7.381,11 Juros de Mora (cálculo válido até 08/2004) 5.887,17 Total do Crédito Tributário 23.109,76 O lançamento acima foi decorrente da(s) seguinte(s) infração(ões): Dedução Indevida de Despesas Médicas. Não comprovou as despesas. Glosa de R$ 35.787,22. Enquadramento legal: art. 8º, inciso II, alínea "a" e parágrafos 2º e 3º da Lei 9.250/95; arts. 37 e 41 a 46 da IN SRF nº 25/96 (fl. 50). O contribuinte apresenta impugnação, datada em 06/12/2004 (fls. 01 a 05), acompanhada da documentação, na qual, em síntese, expõe os motivos de fato e de direito que se seguem: Em nenhum momento, desde a apresentação da Declaração de Ajuste, qualquer Autoridade Fazendária o intimou, o que configura o cerceamento de defesa e claro descumprimento dos preceitos constitucionais. Transcreve excerto do art. 5º, II, LIV e LV, da Constituição Federal e CTN, art. 3º. Conclui que o tributo só pode ser exigido quando está vinculado ao comando legal, não havendo espaço para a atuação fiscal que não seja a estrita obediência ao comando legal. Transcreve, no sentido de sua argumentação, o art. 844 do RIR/1999. Repete que está clara e evidente a impropriedade da ação fiscal, uma vez que não foi, em nenhum momento, notificado de qualquer irregularidade acerca da sua declaração de ajuste. Transcreve entendimentos jurisprudenciais administrativos e Judiciais no sentido de sua argumentação. É o relatório. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação Fl. 132DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13121.000315/200464 Acórdão n.º 210201.907 S2C1T2 Fl. 129 3 unânime, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que os argumentos da recorrente não foram acompanhadas de provas suficientes para comprovar a efetiva prestação dos serviços e pagamento das despesas médicas declaradas, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2001 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. DESPESAS MÉDICAS. Considerase não impugnada, portanto não litigiosa, a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte. PRELIMINAR. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. Não se configura cerceamento do direito de defesa se o contribuinte demonstrar ter pleno conhecimento dos atos processuais e lhe for assegurado o direito de resposta ou de reação. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 90 a 92, ratificando os argumentos de fato e de direito expendidos em sua impugnação e requerendo pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência, cujo conteúdo se resume nos seguintes excertos: I. Declarou as despesas odontológicas realizadas com os seus filhos e com o próprio contribuinte, os quais não foram declarados na declaração de imposto de renda na qualidade de dependentes; II. Ressaltou que nos anos posteriores e anteriores procedeu da mesma forma, declarando apenas as despesas dos filhos e não os colocando na qualidade de dependentes na declaração de imposto de renda, tendo em vista que os mesmos são dependentes da mãe deles, e ficando as despesas hospitalares e odontológicas a seu cargo; III. Pede que sejam considerados os gastos com os filhos em razão das despesas realizadas, e caso não sejam consideradas que seja consideradas as despesas realizadas para tratamento odontológicos realizadas pelo próprio contribuinte devidamente comprovadas e IV. Requer ao final, pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. É O RELATÓRIO. Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. ADMISSIBILIDADE Fl. 133DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13121.000315/200464 Acórdão n.º 210201.907 S2C1T2 Fl. 130 4 O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Para o exame da questão transcrevemse a seguir os dispositivos que regulam a matéria: Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 Art.8º – A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I – de todos os rendimentos percebidos durante o ano calendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II – das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Conforme se depreende dos dispositivos acima, cabe ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução, no período assinalado. Em princípio, admitese como prova idônea de pagamentos, os recibos fornecidos por profissional competente, legalmente habilitado. Entretanto, existindo dúvida quanto à idoneidade do documento por parte do Fisco, pode este solicitar provas não só da efetividade do pagamento, mas também da efetividade dos serviços prestados pelos profissionais. Neste processo, discutese as seguintes glosas no valor de R$ 35.787,22, referentes aos recibos apresentados às fls. 15 a 32. Em relação as despesas dos filhos, não inclusos na respectiva DIRPF, não há o que se discutir sobre as glosas, pela falta de previsão legal, uma vez que, somente são dedutíveis despesas do próprio declarante e seus dependentes, conforme artigo 80 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999). Fl. 134DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13121.000315/200464 Acórdão n.º 210201.907 S2C1T2 Fl. 131 5 O contribuinte, desde o início dessa fiscalização, para comprovar a efetividade das despesas juntou apenas os recibos indicados. Ora, somente a apresentação destes recibos não solidificam uma contraposição minimamente suficiente para rebater as provas e razões que embasaram o lançamento, não reforçando em matéria de prova a substância que se procura. A opção não usual pelo pagamento em espécie, de todas as despesas glosadas, embora lícita e permitida, implica na ampliação da dificuldade da contribuinte provar o pagamento, com os riscos inerentes ao exercício da vontade individual. Saliento que dadas as quantias envolvidas, é pouco provável que os pagamentos tenham sido realizados todos em moeda corrente. E se o foram, em remota possibilidade, é certo que os saques correspondentes seriam de fácil identificação em extratos bancários, haja vista que o impugnante informou em sua DIRPF “rendimentos tributáveis” recebidos exclusivamente de pessoas jurídicas, Prefeitura, que usualmente faz os pagamentos dos vencimentos de seus funcionários e aos prestadores de serviços por meio de créditos em contas/correntes dos beneficiários. A comprovação citada no Decreto acima deve ser feita com a apresentação de documentos auxiliares para formar um conjunto probante convincente, como a apresentação de cópias de cheque e/ou extratos bancários ou, ainda, exames, fichas de atendimento e laudos médicos atestando e justificando o serviço prestado, o que até este ponto do processo não foi feito. Por outro lado, dentre as despesas, duas foram comprovadas por meio de Nota Fiscal de Serviço, fls. 19/20, com a devida identificação do recorrente como usuário dos serviços. Dessa forma, entendo que para essas notas fiscais, restou comprovada as respectivas despesas, nos valores de R$ 787,22 e R$ 1.100,00. Portanto, salvo as notas fiscais, não há in casu justificativa para o deferimento do pedido de juntada de provas pleiteada, não se podendo olvidar que é da Recorrente o ônus de provar os fatos extintivos e modificativos do direito da Fazenda Nacional, nos termos do art. 16, inciso III, do Decreto nº 70.235/72, c/c o disposto no art. 333 do Código de Processo Civil, que subsidia o Processo Administrativo Fiscal. Cumpre, ainda, ressaltar que o imposto de renda tem relação direta com os fatos econômicos. Quando a um ato jurídico se segue a tributação, não quer dizer que se tribute aquele, mas sim o fenômeno econômico que está por detrás dele. Não pode o contribuinte alegar simples forma jurídica, pleiteando a aceitação de simples recibos, como comprovação de despesas médicas pleiteadas, se o fenômeno econômico não ficar provado. É oportuno citar o art. 333 do Código de Processo Civil: Art. 333 O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Concluise, portanto, que o ônus da prova recai sobre aquele que aproveita o reconhecimento do fato. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13121.000315/200464 Acórdão n.º 210201.907 S2C1T2 Fl. 132 6 Desta forma, temse que no caso de deduções da base de cálculo do imposto de renda, que é o caso das despesas médicas, o ônus da prova da efetividade de tais despesas é do contribuinte, que se beneficia da dedução. Não pode, portanto, prevalecer a tese do contribuinte de que o Fisco deveria comprovar, p.ex., o não pagamento dos valores consignados nos recibos e a não efetivação dos serviços, ou ainda, verificar se os prestadores declararam os valores recebidos. Além disso, menciono a seguir julgado do Conselho de Contribuintes relativas à matéria, para reforçar o entendimento aqui manifestado: IRPF – DESPESAS MÉDICAS – DEDUÇÃO – Inadmissível a dedução de despesas médicas, da declaração de ajuste anual, cujos comprovantes não correspondam a uma efetiva prestação de serviços profissionais, nem comprovado os desembolsos. Tais comprovantes são inaptos a darem suporte à dedução pleiteada. Legítima, portanto, a glosa dos valores correspondentes, por se respaldar em recibo imprestável para o fim a que se propõe (Ac. 1o CC 104 – 16647/1998) CONCLUSÃO Pelo exposto, VOTO PELO PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO, restabelecendo as despesas comprovadas pelas notas fiscais de fls. 19/20 no valor total de R$ 1.887,22 e mantendo as demais exigências lançadas. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 07/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 36202.002486/2007-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/1999 a 30/06/2001
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a dectaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada
Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In caste, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN).
PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO.
Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2401-001.109
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO • Processo n° 36202.002486/2007-76 Recurso n° 165.888 Voluntário Acórdão n° 2401-01.109 — 4" Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2010 • Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente BRASFLEX TUBOS FLEXÍVEIS LTDA E OUTROS Recorrida DRJ- RIO DE JANEIRO II/RJ • ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/04/1999 a 30/06/2001 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO • QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a dectaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's d's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada, Súmula Vinculante n° 08, disciplinando a matéria. In caste, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4° ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4° Câmara / i a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. • , . . a Xe" ELIAS SA • 1 FREIRE - Presidente ,CÁ-217S ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA— Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 • Processo n°36202.002486/2007-76 S2-C4T1 Acórdão n.° 2401-01.109 Fl. 877 Relatório Trata-se de recurso repetitivo a ser julgado com a adoção do procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos moldes em que disciplina a Portaria CARF 11083, de 24/09/2009. No julgamento do Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n°2401-01.096, assim ementado: Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁ RIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos • legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidacle do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's n's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n" 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150„f 4' ou 173, do CEN). É o relatório. Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora Inicialmente há de se esclarecer que o presente acórdão supre o despacho previsto no art. 2°, § 2 0 Portaria CARF n°83, de 24/09/2009. No Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.00029612005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n° 2401-01.096. Portanto, decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão. Pelo exposto, voto por reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2010 ELAINE CUM 1NA MUNI ElKO E SILVA VIEIRA — Relatora 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS n:',:;-;?::‘.& QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO- -.•• Processo n°: 36202.002486/2007-76 Recurso n°: 165.888 . TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2401-01.109 Brasili , 12 Ide março de 2010 ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ 1 Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / 'rocurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10830.004908/2006-77
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/06/1993 a 30/09/1995
RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. PRESCRIÇÃO.
Para pedidos protocolados até 09/06/2005, o prazo prescricional para a
repetição de pagamentos indevidos ou a maior é de 10 anos a contar do
recolhimento. Nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal a Lei
Complementar 118/2005 possui natureza interpretativa.
Numero da decisão: 3302-001.490
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento
parcial ao voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro José Antonio
Francisco, quanto à semestralidade.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/1993 a 30/09/1995 RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. PRESCRIÇÃO. Para pedidos protocolados até 09/06/2005, o prazo prescricional para a repetição de pagamentos indevidos ou a maior é de 10 anos a contar do recolhimento. Nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal a Lei Complementar 118/2005 possui natureza interpretativa.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1666; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 114 1 113 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.004908/200677 Recurso nº 501.575 Voluntário Acórdão nº 330201.490 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de março de 2012 Matéria PIS Recorrente PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARIUNA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/1993 a 30/09/1995 RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. PRESCRIÇÃO. Para pedidos protocolados até 09/06/2005, o prazo prescricional para a repetição de pagamentos indevidos ou a maior é de 10 anos a contar do recolhimento. Nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal a Lei Complementar 118/2005 possui natureza interpretativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao voluntário, nos termos do voto do relator. Vencido o conselheiro José Antonio Francisco, quanto à semestralidade. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. EDITADO EM: 02/04/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Alan Fialho Gandra, Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 2 Relatório Por bem retratar a matéria tratada no presente processo, transcrevese o relatório produzido pela DRJ de Campinas: Tratase de Pedido de Restituição e declarações de compensação vinculadas ao crédito solicitado, encaminhados eletronicamente por meio do programa PER/Dcomp (fls. 13/31). Inicialmente a contribuinte foi intimada a apresentar os Darfs veiculados no pedido de restituição e nas declarações de compensação apresentadas. Em 19/09/2006, a interessada protocolou o requerimento de fls. 1/6, no qual alegava que seu crédito se referia ao Pasep recolhido indevidamente com base nos DecretosLeis n° 2.445, de 29 de junho de 1988, e n° 2.449, de 21 de julho de 1988, que foram declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Alegava ainda que o Superior Tribunal de Justiça teria reconhecido que o prazo para pedir a restituição seria de dez anos contados da data da publicação da Resolução do Senado Federal n° 49, de 1995. Na oportunidade, esclareceu ainda que os valores objeto de compensação não se encontravam em um único Darf, mas em uma série de Darfs recolhidos entre os anos de 1993 e 1995, cujas cópias foram anexadas aos autos. A DRF em Campinas, por meio do Despacho Decisório de fls. 49/57, apreciando o pedido de restituição e as declarações de compensação apresentadas, não reconheceu o direito creditório, indeferindo o pleito da interessada e não homologando as compensações efetuadas, sob a fundamentação de que já estaria extinto o direito de pleitear a restituição e a pretensão da contribuinte de considerar como base de cálculo do Pasep o faturamento de seis meses anteriores à ocorrência do fato gerador não procede, pois a Lei Complementar n° 8, de 1970, não tem dispositivo semelhante ao parágrafo único do art. 6° da Lei Complementar n° 7, de 1970. Cientificada desse despacho em 26/10/2006 (fl. 59), a interessada apresentou manifestação de inconformidade em 27/11/2006 (fls. 60/78), na qual alega: • efetuou o recolhimento do Pasep no período compreendido entre 1993 e 1995 conforme dispunham os DecretosLeis n° 2.445, de 1988, e n° 2.449, de 1988, ou seja, no mês seguinte àquele da apuração da receita que lhe servia de base de cálculo; • os citados decretosleis foram julgados inconstitucionais pelo STF e o Senado Federal suspendeu sua vigência por meio da Resolução n° 49, de 09/10/1995, voltando à vigência as Leis Complementares n° 7 e n° 8, de 1970, que originalmente regulavam a matéria, dispondo que os recolhimentos deveriam ser feitos no sexto mês posterior à apuração da receita que servia de base de cálculo do referido tributo, especificamente em relação ao Pasep na forma do art. 14 do Decreto n° 71.618, de 26/12/1972; Fl. 145DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10830.004908/200677 Acórdão n.º 330201.490 S3C3T2 Fl. 115 3 • as contribuições previstas nas Leis Complementares n° 7 e n° 8, de 1970, foram posteriormente unificadas pela Lei Complementar n° 26, de 1975, passando a receber tratamento unificado; • a RFB, por meio da Instrução Normativa SRF n° 31, de 1997, o Presidente da República, por meio da Medida Provisória n° 1.175, de 1995, e posteriores reedições, bem como o Congresso Nacional, por meio da Lei n° 10.522, de 2002, dispensaram a constituição do crédito tributário correspondente ao PIS/Pasep, exigidos pelos DecretosLeis n° 2.445, de 1988, e n° 2.449, de 1988; • o reconhecimento da inconstitucionalidade com efeito erga omnes ocorreu com e publicação da Resolução do Senado Federal n° 49, de 09/10/1995, e c\, reconhecimento legislativo se deu somente por meio da Lei n° 10.522, de 19/07/2002. Logo, tendo sido apresentado o pedido de restituição e as declarações a partir de janeiro de 2004, foi respeitado o prazo decadencial reconhecido pelo STJ; • considerando o art. 10 do DecretoLei n° 2.052, de 3 de agosto de 1983, que prevê o prazo de dez anos para cobrança do Pasep, contados a partir da data prevista para seu recolhimento, seria ferir o princípio constitucional da isonomia pretender aplicar prazos prescricionais diferentes para a contribuinte; • com a edição da Lei n° 10.522, em 22/07/2002, foi possibilitado à interessada o exercício de seu direito à restituição, na medida em que o Poder Legislativo veio introduzir, em nosso ordenamento, o reconhecimento definitivo de que os lançamentos de Pasep efetuados nos termos dos DecretosLeis n° 2.445, de 1988, e n° 2.449, de 1988, foram realizados indevidamente. E assim o fez a contribuinte, protocolando o pedido de restituição aproximadamente dois anos da data em que editada essa lei, estando, portanto, dentro do prazo prescricional; • conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a extinção do crédito tributário operase com a homologação do lançamento, o que na prática resulta num prazo de dez anos: cinco para a homologação tácita e mais cinco para o exercício do direito à restituição de recolhimento indevido; • o STJ já se manifestou com relação à Lei Complementar n° 118, de 2005, firmando seu entendimento de que ela não é interpretativa, não cabendo, pois, a aplicação do art. 106, inciso I, da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional (CTN). A par dos argumentos lançados na manifestação de inconformidade apresentada, a DRJ entendeu por bem indeferir a solicitação em decisão que assim ficou ementada: Fl. 146DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/1993 a 30/09/1995 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo pago indevidamente extinguese após o transcurso do prazo de cinco anos contados da data do pagamento. Solicitação Indeferida Contra esta decisão foi apresentado Recurso onde são reprisados os argumentos lançados na manifestação de inconformidade apresentada. É o relatório. Voto Conselheiro Relator ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório acima transcrito, tratase de pedido de restituição transmitido em 22/01/2004 (fls. 13) e relacionado a supostos pagamentos indevidos de PASEP no período de 01/06/1993 a 30/09/1995, alegando teriam ocorrido recolhimentos a maior em virtude da declaração de inconstitucionalidade dos DecretosLeis 2.445 e 2.449. A DRF de Campinas indeferiu o pedido da Recorrente em virtude da ocorrência da prescrição do credito pleiteado e também por entender que o PASEP, nos termos da Lei Complementar 8/70, não possuía dispositivo que determinasse a aplicação da semestralidade da base de cálculo. A Delegacia Regional de Julgamento limitouse a analisar o caso sob a ótica da prescrição dos créditos, omitindose quanto ao segundo tema da controvérsia, qual seja a semestralidade do PASEP. Em que pese a omissão da DRJ, que implicaria na nulidade da decisão proferida, por evidente preterição do direito de defesa da Recorrente, passo a analisar as matérias por entender que tal nulidade pode ser suplantada neste caso específico, sem que haja prejuízo para a parte, tudo com intuito de dar maior celeridade e efetividade ao presnete processo administrativo fiscal. Como já me manifestei em outras oportunidades, coaduno com o entendimento de que o prazo de restituição dos tributos recolhidos indevidamente iniciase decorridos cinco anos, contados a partir do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, computados a partir do termo final do prazo atribuído à Fazenda Pública para aferir o valor devido referente à exação. Ou seja, considero que somente após a homologação é que se inicia o curso do prazo prescricional qüinqüenal, de modo que, na prática, o prazo total fixado para restituição é de dez anos após o recolhimento indevido. Neste sentido, o E. STJ, após inúmeras reviravoltas pacificou seu entendimento, senão vejamos: Fl. 147DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10830.004908/200677 Acórdão n.º 330201.490 S3C3T2 Fl. 116 5 TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. DECRETOS LEIS 2.445/88 E 2.449/88. PRESCRIÇÃO. CINCO ANOS DO FATO GERADOR MAIS CINCO ANOS DA HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INAPLICABILIDADE DO ART. 3º DA LC N. 118/2005. INÍCIO DA VIGÊNCIA SOMENTE APÓS 120 DIAS CONTADOS DA PUBLICAÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 4º DA MESMA LEI. Está uniforme na 1ª Seção do STJ que, no caso de lançamento tributário por homologação e havendo silêncio do Fisco, o prazo decadencial só se inicia após decorridos 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento. Estando o tributo em tela sujeito a lançamento por homologação, aplicamse a decadência e a prescrição nos moldes acima delineados. O disposto no artigo 3º da Lei Complementar n. 118, de 09 de fevereiro de 2005 é inaplicável, uma vez que ainda não iniciada a sua vigência, a qual somente terá início após 120 dias contados da publicação, a teor do artigo 4º da mesma lei. Agravo regimental não conhecido.1 Ocorre que, com o advento da Lei Complementar 118/05, a questão da prescrição do direito a repetição do indébito ganhou nova conotação, senão vejamos: Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3o, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional Não obstante afastar a interpretação que vinha sendo consagrada pela doutrina e pelo judiciário, a nova lei ainda determinou sua aplicação retroativa, uma vez que determinou a observância do disposto do art. 106, inciso I do CTN, que assim prescreve: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: 1 AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 653.771 SP (2005/00095396). RELATOR : MINISTRO Francisco Peçanha Martins. Segunda Turma. 05/05/2005. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 6 I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; É bom destacar que a respeito da legalidade do disposto no art. 4º da Lei Complementar 118/05, o STJ já manifestou sua posição, entendendo pela manifesta inconstitucionalidade dos dispositivos, conforme se depreende da decisão proferida no Resp nº 644.736/PE, cuja ementa segue abaixo transcrita: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. LC 118/2005. INCONSTITUCIONALIDADE DA APLICAÇÃO RETROATIVA. 1. Sobre a prescrição da ação de repetição de indébito tributário de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a jurisprudência do STJ (1ª Seção) assentou o entendimento de que, no regime anterior ao do art. 3º da LC 118/05, o prazo de cinco anos, previsto no art. 168 do CTN, tem início, não na data do recolhimento do tributo indevido, e sim na data da homologação – expressa ou tácita do lançamento. Assim, não havendo homologação expressa, o prazo para a repetição do indébito acaba sendo de dez anos a contar do fato gerador. 2. A norma do art. 3º da LC 118/05, que estabelece como termo inicial do prazo prescricional, nesses casos, a data do pagamento indevido, não tem eficácia retroativa. É que a Corte Especial, em sessão de 06/06/2007, DJ 27.08.2007, declarou inconstitucional a expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional", constante do art. 4º, segunda parte, da referida Lei Complementar. 3. Embargos de divergência a que se nega provimento. Contudo, o Pleno do Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE 566.621 de relatoria da Ministra Ellen Greice, analisou a natureza e as determinações contidas na Lei Complementar 118/2005 e decidiu que esta possui natureza interpretativa, o que implicou no reconhecimento da legalidade da redução do prazo para a restituição dos tributos (10 anos para 5 anos) recolhidos a maior ou indevidamente, para os pedidos protocolados a partir de 09/06/2005, como vemos de sua ementa que segue transcrita: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato Fl. 149DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10830.004908/200677 Acórdão n.º 330201.490 S3C3T2 Fl. 117 7 gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Ou seja, para pedidos de restituição protocolados até 09/06/2005 teremos o prazo de 10 anos, e para os pedidos protocolados em datas posteriores teremos o prazo de 5 anos. No presente caso o pedido foi protocolado em 22/01/2004, estando assim submetido ao prazo de 10 anos conforme interpretação conferida pela Lei Complementar 118/2005. Como o período relacionado aos alegados pagamentos indevidos compreende as competências 01/06/1993 a 30/09/1995, somente parte dos créditos esta atingida pela prescrição. Isto posto, os alegados pagamentos a maior relativos aos período de 22/01/1994 a 30/09/1995, não estão prescritos, devendo a Delegacia da Receita Federal competente analisar os pedidos de restituição, verificando a existência dos alegados créditos e promovendo sua quantificação, bem como se eram suficientes para a quitação das compensações efetuadas. Por fim, vale registrar que o Regimento Interno do CARF determina a obrigatoriedade da aplicação das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal, com aplicação do rito estabelecido no art. 543 B do CPC, senão vejamos: Fl. 150DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES 8 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Noutro ponto, em relação ao aplicação da semestralidade da base de cálculo no caso do PASEP, entendo também assistir razão a Recorrente. Buscamos no texto do Decreto 71.618/72 a sistemática de calculo e recolhimento do PASEP: Art. 14. A contribuição ao PASEP será calculada, em cada mês, com base na receita e nas transferências apuradas no 6º (sexto) mês imediatamente anterior Tal sistemática de apuração da contribuição para o PASEP perdurou até a entrada em vigor do DecretoLei 2.445/88 e Decreto Lei 2.449/88 que pretenderam modificar a forma de calculo dos tributos. Ocorre que estas alterações foram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal EMENTA: CONSTITUCIONAL. ART. 55II DA CARTA ANTERIOR. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. DECRETOSLEIS 2.445 E 2.449, DE 1988. INCONSTITUCIONALIDADE. I CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS: SUA ESTRANEIDADE AO DOMÍNIO DOS TRIBUTOS E MESMO AQUELE, MAIS LARGO, DAS FINANÇAS PÚBLICAS. ENTENDIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA EC Nº 8/77 (RTJ 120/1190). II TRATO POR MEIO DE DECRETOLEI: IMPOSSIBILIDADE ANTE A RESERVA QUALIFICADA DAS MATÉRIAS QUE AUTORIZAVAM A UTILIZAÇÃO DESSE INSTRUMENTO NORMATIVO (ART. 55 DA CONSTITUIÇÃO DE 1969). INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOS LEIS 2.445 E 2.449, DE 1988, QUE PRETENDERAM ALTERAR A SISTEMÁTICA DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS. (RE 148754 / RJ RIO DE JANEIRO Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO. DJ 24/06/1993) Ou seja, as contribuições para o PASEP devem ser calculadas com a observância do determinado pelo Decreto 71.618/72, ou seja, respeitandose o critério da semestralidade da base de cálculo. No mesmo norte é forte a jurisprudência do antigo Conselho de Contribuintes: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1988 a 31/12/1995 Ementa: SEMESTRALIDADE. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10830.004908/200677 Acórdão n.º 330201.490 S3C3T2 Fl. 118 9 Até o advento da Medida Provisória n 2 1.212/95 a base de cálculo do PIS corresponde ao sexto mês anterior ao de ocorrência do fato gerador. BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO AO PASEP. RECEITA OPERACIONAL BRUTA. A base de cálculo da contribuição para o Pasep é a receita operacional bruta, conforme Lei Complementar n2 8/70. COMPENSAÇÃO. SEMESTRALIDADE. Indiscutível o crédito remanescente da base de cálculo exigida pelos DecretosLeis ns 2.445 e 2.449, ambos de 1988, porque ferindo o estabelecido no parágrafo único do art. 62 das LCs n2s 7/70 e 8/70 facultando ao contribuinte a compensação com o próprio PIS/Pasep. Recurso provido em parte. 2 Neste contexto, devem o processo retornar a DRF para que sejam analisados os alegados créditos, verificandose a sua existência e valor respeitando o critério da semestralidade do calculo e afastandose a prescrição. Por todo o exposto, voto por PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário para afastar a prescrição em relação aos pagamentos realizados entre 22/01/1994 a 30/09/1995, bem como garantir a sistemática da semestralidade na apuração dos eventuais pagamentos a maior.. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator 2 Processo n° 10510.001466/200387 Recurso n° 139.517 Voluntário de ã Matéria RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE PIS sego° Acórdão n° 20218.717 Sessão de 12 de fevereiro de 2008 Recorrente DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DREO DDAAGEM E SERGIPE Recorrida DRJ em Salvador BA Fl. 152DF CARF MF Impresso em 09/04/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 03/04/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 02/04/2012 por ALEXANDRE GOMES
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