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Numero do processo: 11442.000208/2010-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DE PIS/PASEP E COFINS INCIDENTES SOBRE PRODUTOS SUJEITOS A TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE VAREJISTA. INDEFERIMENTO.
No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento ou restituição de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetiva-se uma única vez, portanto, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente.
Após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da Contribuição para o PIS/Pasep e para a COFINS incidente sobre a venda de automóveis para o comerciante varejista.
Numero da decisão: 3301-002.427
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O conselheiro Andrada Canuto Natal votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl.
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005 PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DE PIS/PASEP E COFINS INCIDENTES SOBRE PRODUTOS SUJEITOS A TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE VAREJISTA. INDEFERIMENTO. No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento ou restituição de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetivase uma única vez, portanto, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente. Após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da Contribuição para o PIS/Pasep e para a COFINS incidente sobre a venda de automóveis para o comerciante varejista. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. O conselheiro Andrada Canuto Natal votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 44 2. 00 02 08 /2 01 0- 26 Fl. 153DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Maria Teresa Martinez Lopez, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 4 3 Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento Eletrônico, por meio do qual a interessada requer o ressarcimento de créditos que julga possuir, oriundo de créditos da COFINS NãoCumulativa. A interessada não transmitiu Declarações de Compensação vinculadas ao Pedido de Ressarcimento acima citado. Intimada a apresentar documentos e informações a contribuinte informou que os supostos créditos pleiteados no PER foram motivados pela comercialização de veículos automotores classificados na Tabela TIPI nas classificações fiscais 87032100, 87043190, 87042190, 8704219001 e 8703231001, pleiteando seus créditos com base no artigo 17 da Lei n° 11.033, de 21 de dezembro de 2004. Indeferido o pedido apresentou Manifestação de Inconformidade solicitando a reforma do Despacho Decisório, com uma rica argumentação onde discorre sobre dois marcos normativos importantes que não teriam sido observados: o art. 17 da Lei 11.033, de 2004 que lhe daria o direito de se creditar da Cofins e do PIS incidente sobre a fase anterior em regime de substituição tributária; e o art. 42 da Lei 11.727, de 2008, que revogou a sistemática de não cumulatividade ainda mantida pelas leis 10.833, de 2003 e 10.637, de 2002 para alguns casos específicos previstos no inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do art. 8º das referidas leis, respectivamente para a Cofins e o PIS, o que teria eliminado qualquer discussão sobre as normas de não cumulatividade que, por princípio, devem permitir o crédito sobre as contribuições que incidiram na fase anterior da cadeia produtiva. A DRJ de Ribeirão Preto/SP julgou improcedente o pedido da contribuinte sendo o acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2004 a 30/09/2004 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTES ATACADISTAS E VAREJISTAS DE AUTOMÓVEIS E PEÇAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. Em razão da técnica legalmente implementada de tributação concentrada nos fabricantes e importadores de automóveis e peças, as receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda desses produtos são submetidas à alíquota zero de PIS e Cofins, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses bens. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 155DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 5 4 Inconformada apresenta a recorrente o presente recurso voluntário apontando as mesmas razões apontadas na Manifestação de Inconformidade. É o que importa relatar. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. A Recorrente pleiteou o ressarcimento dos valores atualizados da COFINS incidente sobre aquisição de veículos automotores classificados na Tabela TIPI nas posições 87032100, 87043190, 87042190, 8704219001 e 8703231001. No âmbito do PIS e da COFINS, os veículos automotores, bem como as autopeças mencionadas nos anexos I e II da lei n.° 10.485/2002, estão sujeitos ao regime de tributação monofásica desde o advento desse diploma legal, cujos artigos. 1º e 3º, após as alterações introduzidas pela lei n.º 10.865/2004, trazem a seguinte redação: Art. 1º. As pessoas jurídicas fabricantes e as importadoras de máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados TIPI, aprovada pelo Decreto n.º 4.070, de 28 de dezembro de 2001, relativamente à receita bruta decorrente da venda desses produtos, ficam sujeitas ao pagamento da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, às alíquotas de 2% (dois por cento) e 9,6% (nove inteiros e seis décimos por cento), respectivamente. (...) Art. 3º As pessoas jurídicas fabricantes e os importadores, relativamente às vendas dos produtos relacionados nos Anexos I e II desta Lei, ficam sujeitos à incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS às alíquotas de: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), respectivamente, nas vendas para fabricante: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) de veículos e máquinas relacionados no art. 1º desta Lei; ou (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) de autopeças constantes dos Anexos I e II desta Lei, quando destinadas à fabricação de produtos neles relacionados; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) Fl. 157DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 7 6 II 2,3% (dois inteiros e três décimos por cento) e 10,8% (dez inteiros e oito décimos por cento), respectivamente, nas vendas para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores. (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) § 1º Fica o Poder Executivo autorizado, mediante decreto, a alterar a relação de produtos discriminados nesta Lei, inclusive em decorrência de modificações na codificação da TIPI. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 10.865, de 2004) § 2º Ficam reduzidas a 0% (zero por cento) as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, relativamente à receita bruta auferida por comerciante atacadista ou varejista, com a venda dos produtos de que trata:(Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I o caput deste artigo; e II – o caput do art. 1º desta Lei, exceto quando auferida pelas pessoas jurídicas a que se refere o art. 17, § 5o, da Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001. O sistema de incidência monofásica consiste na concentração de tributação das contribuições do PIS e da COFINS no início da cadeia produtiva, isto é, ocorre a incidência de alíquotas mais elevadas nas etapas de produção e importação, desonerandose as fases seguintes da comercialização, mediante atribuição de alíquota zero. Vale dizer, o fato gerador ocorre uma única vez nas vendas realizadas pelos fabricantes/importadores, não havendo mais incidência dessas contribuições nas vendas realizadas nas etapas seguintes da cadeia econômica. A concentração funciona, assim, como uma antecipação da cobrança do tributo que normalmente seria cobrado nas operações subseqüentes à cadeia inicial. Essa sistemática foi instituída nos termos dos artigos acima apontados que estabeleceu o regime de incidência monofásica, na origem, ou seja, nos fabricantes e importadores, em conformidade com o previsto no art. 149, § 4º, da CF/1988, assim expresso: Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (...) § 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. Na incidência monofásica os fabricantes e importadores passaram a efetuar o recolhimento das citadas Contribuições somente na condição de contribuinte (de fato e direito), deixando de ser contribuintes substitutos dos demais intervenientes nas etapas de comercialização seguintes (as distribuidoras e os varejistas). Fl. 158DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 8 7 Em decorrência da nova modalidade de incidência, as receitas dos varejistas provenientes das vendas desses produtos ficaram excluídas do pagamento das referidas Contribuições, com base no regime da alíquota zero, conforme § 2º do artigo 3º, supra citado. Não é demais ressaltar que, a partir da nova forma de incidência a tributação dos fabricantes e varejistas passaram a ser realizadas de forma autônoma. Em decorrência, o que for recolhido pelo fabricante não mais significa antecipação do que seria devido nas etapas subseqüentes. Logo, a incidência das mencionadas contribuições sobre os fabricantes ou importadores, assim como os pagamentos por eles realizados são considerados definitivos, independentemente de qual seja o desfecho que venham ter os fatos geradores posteriores à aquisição dos produtos para revenda. Nesse sentido, é pertinente trazer à colação o entendimento dos renomados Professores Sacha Calmon Navarro Coêlho e Misabel Abreu Machado Derzi, externados no excerto extraído da Revista Dialética de Direito Tributário n.º 86, página 113, a seguir transcrito: “... cabe agora dizer que no caso em exame não temos substituição tributária e tampouco nãoincidência (imunidade, isenção ou alíquota zero), mas uma categoria jurídica diferente, a da tributação monofásica”. (grifos do original) Logo, a eficácia das modificações introduzidas pela MP n.º 1.99115, de 2000, no que tange à nova redação do art. 4º da Lei n.º 9.718, de 1998, conforme determinado no seu art. 46, II, verificouse, como já mencionado, desde 01/07/2000, não mais existindo, a partir daí, o regime de substituição tributária. Ressaltese, ainda, que o referido dispositivo constou em todas as reedições posteriores da citada MP, sendo repetido na atual MP n.º 2.158 35, de 24 de agosto de 2001 (art. 92, II), que em face do disposto no art. 2º da EC n.º 32/2001, não carece de reedição. Assim, a MP n.º 1.99115, de 2000, extinguiu o citado regime de substituição tributária aplicável às duas Contribuições, determinando a tributação em uma única fase (monofásica). Por sua vez, a MP 1.99118, de 2000, a Lei n.º 9.990, de 1990 e a Lei n.º 10.865, de 2004, sem alterar o regime jurídico de incidência monofásica, modificaram apenas as alíquotas aplicáveis as operações em análise. Nesse sentido, no regime monofásico de incidência não há previsão de ressarcimento ou restituição de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetivase uma única vez. No presente Recurso, sustentou a interessada que, a despeito da alíquota zero aplicável às operações de venda de veículos, ela teria direito ao crédito relativo às aquisições dos referidos produtos junto ao fabricante, conforme expressamente reconhecido no artigo 17 da Lei n.º 11.033, de 2004. Não assiste razão a Recorrente. O citado preceito legal, não comporta tal conclusão, conforme observase de sua redação, in verbis: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 9 8 Da leitura do transcrito comando legal, resta indubitável que ele se aplica, exclusivamente, a manutenção de créditos, calculados sobre custos, encargos e despesas que tenham antes sofrido a tributação das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, segundo sistemática da nãocumulatividade, ou seja, quando a cadeia de incidência não é a em exame. Além disso, por força do artigo 3º, inciso I, alínea “b”, da Lei n.º 10.637, de 2002 é expressamente vedado descontar créditos calculados em relação aquisições de veículos objetos da presente discussão. Assim, ao se referir à “manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados” às operações de vendas com isenção, alíquota zero ou nãoincidência das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, o dispositivo em análise, na verdade, está se referindo aos créditos relativos aos custos, encargos e despesas legalmente autorizados a gerar créditos das ditas Contribuições, no âmbito do regime de incidência nãocumulativa, sem contudo alterar a força normativa do inciso alínea “b” do I do art. 3º da Lei n.º 10.637, de 2002, e da Lei n.º 10.833, de 2003, que, de forma expressa, veda a utilização de crédito relativo às aquisições dos produtos revendidos, cuja receita está sujeita aos regimes especiais de tributação, especificamente, o de incidência monofásica em apreço. Ademais, tendo em conta a natureza específica de cada uma das formas de incidência — e não regime de tributação — das citadas Contribuições anteriormente abordadas, não vislumbro qualquer incompatibilidade entre o disposto na alínea “b” do inciso I do art. 3º das Leis n.ºs 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, e o estabelecido no art. 17 da Lei 11.033, de 2004. Na verdade, ambos os preceitos legais tratam de sistemáticas distintas de incidência, não podendo o regramento de uma ser invocado para fins de apuração e cobrança por meio de outra sistemática, sem que haja grave distorção nos regimes de apuração e cobrança das referidas Contribuições. Em consideração ao caso tomo a liberdade de apontar a expressão do parágrafo oito da exposição de motivos da MP 66/2002, convertida na Lei n.º 10.637/2002, a saber (os destaques são nossos): 8. Sem prejuízo de convivência harmoniosa com a incidência não cumulativa do PIS/Pasep, foram excluídos do modelo, em vista de suas especificidades, as cooperativas, as empresas optantes pelo Simples ou pelo regime de tributação do lucro presumido, as instituições financeiras e os contribuintes tributados em regime monofásico ou de substituição tributária. Esse foi o cuidado tomado pela Lei, explicitar que os regimes são distintos e não intersectáveis e na condição de Conselheiro, ao qual a discussão da óbvia inconstitucionalidade, não é permitida. Até tenho me posicionado que quando a empresa opera com produtos do sistema monofásico e no regime da nãocumulatividade, poderá descontar créditos quanto às máquinas e veículos utilizados como insumo na fabricação ou prestação de serviços, mas não como se pretende no presente caso, porque para a revenda esse aproveitamento é expressamente vedado. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 10 9 Assim, os comerciantes distribuidores, atacadistas e varejistas que comercializam mercadorias sujeitas ao regime de incidência monofásica — mecanismo de incidência monofásica, forma de incidência monofásica ou qualquer sinonímia que se queira dar à essa forma de incidir —, mesmo que submetidos ao regime nãocumulativo, são proibidos de descontar créditos em relação à aquisição de tais produtos quando adquiridos para revenda. Essa restrição é específica aos produtos sujeitos à incidência monofásica adquiridos para revenda, portanto, a aquisição de produtos submetidos à incidência monofásica para serem utilizados em processos de industrialização ou prestação de serviços (insumos), não estão abrangidos pela restrição. A título de exemplo, suponhamos que uma fábrica de automóveis adquira filtros de combustíveis, sujeitas à incidência monofásica, para serem empregadas na fabricação daquele produto. Nesta hipótese, a empresa poderá descontar créditos normalmente, sendo que as alíquotas aplicáveis no cálculo dos créditos serão de 1,65% para o PIS/Pasep e 7,60% para a Cofins, ou seja, não serão aplicadas as alíquotas diferenciadas. É verdade que a Presidência da República vem tentando, sistematicamente, restringir através de Medidas Provisórias (MP's), a apropriação dos créditos sobre os custos, despesas e encargos relacionados à venda dos produtos sujeitos ao regime monofásico, todavia, essa tentativa de restrição não perdurou nas respectivas conversões em Lei. Assim, podemos concluir que é admitido aos atacadistas e varejistas o desconto de créditos em relação aos demais custos, despesas e encargos relacionados à venda dos produtos sujeitos ao regime monofásico das contribuições, ou seja, a restrição abrange apenas a aquisição dos produtos adquiridos para revenda e não os utilizados como insumo. O referido artigo 17 foi antes da conversão da Lei expresso no artigo16 da MP 206/2004, cuja justificativa na exposição de motivos é simplória expressando que “as disposições do art. 16 visam esclarecer dúvidas relativas à interpretação da legislação da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS”, no meu exame, serviu para informar que o crédito das contribuições relativos aos custos, encargos e despesas legalmente autorizados a gerar créditos devem permanecer e que a restrição é com relação aos produtos destinados à revenda. No mais, se serve para esclarecer dúvidas, não serve para inovar, garantindo um direito novo, diferente do ante existente. Cabe destacar ainda que existe uma diferença marcante entre a previsão de alíquota zero apontada no artigo 17 da Lei n.º 11.033, de 2004, e aquela outra estabelecida no inciso I do artigo 50 da Lei n.º 10.833, de 2003. A primeira visa exonerar determinadas receita de venda da cobrança das citadas Contribuições, ao passo que a segunda tem por objetivo a implementação da técnica de apuração e cobrança de forma concentrada ou monofásica. No caso em tela, caso fosse acatado o entendimento esposado pela Recorrente, o que se admite apenas para fins argumentativos, teria direito ao crédito tanto o comerciante atacadista, quando houver, como, por ex., no caso de distribuidoras de combustíveis, quanto o varejista. Em decorrência, com a fruição dos créditos por ambos os contribuintes, chegarse ia ao absurdo de a Fazenda Nacional recolher um valor para em seguida devolvêlo em dobro. Ante o exposto, fica demonstrado que, seja pelo prisma estritamente jurídico, seja pelo lado racional que norteia a técnica da tributação concentrada, as receitas dos comerciantes atacadistas e varejistas decorrentes das vendas de automóveis estão sujeitas à Fl. 161DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11442.000208/201026 Acórdão n.º 3301002.427 S3C3T1 Fl. 11 10 alíquota zero das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, sendo expressamente vedado, de outra parte, o aproveitamento dos créditos atinentes às aquisições desses bens dos fabricantes e importadores, únicos responsáveis pela apuração e recolhimento das ditas Contribuições incidentes em toda a cadeia de venda. Tenho, por fim, que explicitar que o que existe é um mecanismo de incidência monofásica no qual alguns produtos se submetem à opção do legislador e o regime da nãocumulatividade que permite a apuração de créditos dentro dos limites também delimitados pelo legislador pátrio, estando os produtos sujeitos à incidência monofásica, quando adquiridos para revenda, fora dos permitidos para a apuração dos créditos. Assim, para esses, não há que se cogitar nem de débito nem de crédito das referidas Contribuições, por expressa determinação legal. Nesse sentido, voto por negar provimento ao presente Recurso Voluntário. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 162DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10314.006290/2011-86
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Dec 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 10/06/2011
CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUB JUDICE. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA.
É lícito ao Fisco, visando prevenir a decadência, lavrar auto de infração para constituir crédito tributário cuja exigibilidade encontrava-se suspensa por força de liminar em mandado de segurança. O crédito assim constituído deve permanecer com a exigibilidade suspensa enquanto não modificados os efeitos da medida judicial.
JUROS DE MORA. LANÇAMENTO PARA PREVENIR DECADÊNCIA. LEGALIDADE.
Os juros de mora acrescidos ao principal objeto de lançamento para prevenir decadência declaram a mora e o dies a quo da sua contagem, para fins da incidência no ato da sua cobrança, se e quando se erguer a eficácia do lançamento com o desprovimento da ação judicial.
Numero da decisão: 3803-006.654
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração, em não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário, e em negar provimento quanto aos juros.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Paulo Renato Mothes de Moraes.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 10/06/2011 CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUB JUDICE. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. É lícito ao Fisco, visando prevenir a decadência, lavrar auto de infração para constituir crédito tributário cuja exigibilidade encontrava-se suspensa por força de liminar em mandado de segurança. O crédito assim constituído deve permanecer com a exigibilidade suspensa enquanto não modificados os efeitos da medida judicial. JUROS DE MORA. LANÇAMENTO PARA PREVENIR DECADÊNCIA. LEGALIDADE. Os juros de mora acrescidos ao principal objeto de lançamento para prevenir decadência declaram a mora e o dies a quo da sua contagem, para fins da incidência no ato da sua cobrança, se e quando se erguer a eficácia do lançamento com o desprovimento da ação judicial.
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BENEFICIENTE DE SENHORAS HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 10/06/2011 MATÉRIA SUBMETIDA AO JUDICIÁRIO. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. INTIMAÇÕES. ATOS PROCESSUAIS. PROCURADOR As normas do Processo Administrativo Fiscal não têm previsão para que a Administração Tributária efetue as intimações de atos processuais administrativos na pessoa e no domicílio profissional do advogado constituído pelo sujeito passivo da obrigação tributária. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 10/06/2011 CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUB JUDICE. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. É lícito ao Fisco, visando prevenir a decadência, lavrar auto de infração para constituir crédito tributário cuja exigibilidade encontravase suspensa por força de liminar em mandado de segurança. O crédito assim constituído deve permanecer com a exigibilidade suspensa enquanto não modificados os efeitos da medida judicial. JUROS DE MORA. LANÇAMENTO PARA PREVENIR DECADÊNCIA. LEGALIDADE. Os juros de mora acrescidos ao principal objeto de lançamento para prevenir decadência declaram a mora e o dies a quo da sua contagem, para fins da AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 4. 00 62 90 /2 01 1- 86 Fl. 301DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 incidência no ato da sua cobrança, se e quando se erguer a eficácia do lançamento com o desprovimento da ação judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração, em não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário, e em negar provimento quanto aos juros. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Paulo Renato Mothes de Moraes. Relatório O presente processo é constituído de autos de infração, lavrado para exigência de crédito tributário referente a Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados, CofinsImportação e PISImportação, incidentes sobre a importação de equipamentos de procedência estrangeira destinados, conforme declarado pela Interessada, à utilização nas atividades essenciais da entidade. Conforme a descrição dos fatos, os desembaraços das Declarações de Importação (DIs), foram efetuados sem o recolhimento dos tributos incidentes na importação, em cumprimento da decisão nos autos do processo judicial 2004.61.00.0289717, aviado na 22ª Vara Federal de São Paulo, em que foi determinado que se procedesse ao desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas por esta pessoa jurídica. O objeto da ação judicial é a declaração da inexistência da relação jurídico tributária que a obrigue a recolher impostos e contribuições sociais federais devidos na importação, tendo como fundamento a imunidade de que goza em relação aos impostos e isenção às contribuições. Houve decisão favorável ao deferimento de tutela antecipada, e, posteriormente, a confirmação por meio de sentença, sem decisão definitiva transitada em julgado até a data das autuações. Ante este provimento, os autos de infração foram lavrados com o fito de prevenir a decadência, sendo informando que a exigibilidade estava suspensa até a decisão final. Em impugnação apresentada, a Autuada arrazoou, em síntese, que: a) o Auto de Infração é meio que se configura inadequado à constituição do crédito tributário, nas circunstâncias do caso. Se não houve prática de infrações por parte do Fl. 302DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10314.006290/201186 Acórdão n.º 3803006.654 S3TE03 Fl. 302 3 contribuinte, não se trata o caso de aplicação de penalidade, decorrendo disso que o instrumento jurídico correto é a Notificação de Lançamento; b) os juros moratórios devem ser afastados, pois inexistem os pressupostos de fato que autorizariam a sua imposição; c) é uma entidade de assistência social, que atua na área da saúde, tendo sido declarada de utilidade pública federal, fazendo jus, portanto, à imunidade prevista na Constituição Federal; d) o Ato Declaratório n° 9/06 do Procurador Geral da Fazenda Nacional reconhece a imunidade de entidades como a da Impugnante, encerrando qualquer discussão; Em julgamento da lide, a DRJ/Florianópolis assentou, em síntese, que: a) a interessada indicou na declaração de importação não haver valor de crédito tributário a ser recolhido. O benefício que pleiteou não foi reconhecido pela Autoridade Aduaneira; b) a lavratura de Auto de Infração não pode ser considerada inadequada, visto que sob a ótica da Fazenda a interessada deixou de recolher, por ocasião do registro da declaração de importação, os tributos em questão; c) dos dispositivos do art. 9º e 10º do Decreto n° 70.235/72 tanto a exigência do crédito tributário quanto a aplicação de penalidade isolada podem ser formalizados por Auto de Infração ou Notificação de Lançamento; visto que a redação do dispositivo legal não permite estabelecer limites ao alcance de cada espécie de instrumento para formalização; d) a formalização do presente crédito tributário mediante a lavratura de Auto de Infração assegura maior benefício ao exercício do direito de defesa e do contraditório à Interessada, pois este instrumento possui não apenas a Disposição Legal Infringida, mas a Descrição do Fato; Quanto ao mérito: a) da incidência dos tributos na importação, em face de imunidade não conheceu do recurso, por ter sido a matéria levada à apreciação do Judiciário, o que implica em renúncia às instâncias administrativas. b) da incidência dos juros de mora no lançamento sustentou que mesmo inexigível o crédito tributário, o prazo de pagamento do tributo não é alterado, prevalecendo tal prazo para fins de sua incidência no caso de decisão judicial final desfavorável ao contribuinte. Considerou que, a rigor, os juros de mora não precisam ser indicados na autuação para serem exigidos, porque, como acessório, seguem o principal. O destaque dos juros de mora incidentes até a data da lavratura da autuação é apenas demonstrativo. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 10/06/2011 Fl. 303DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS. LANÇAMENTO DESTINADO A PREVENIR DECADÊNCIA. FORMALIZAÇÃO CABÍVEL. A discussão da matéria tributável na esfera judicial não elide o dever da autoridade administrativa de constituir o crédito tributário. A propositura de qualquer ação judicial anterior, concomitante ou posterior a procedimento fiscal, com o mesmo objeto da autuação, importa em renúncia ou desistência à apreciação da mesma matéria na esfera administrativa, porém a matéria divergente terá prosseguimento normal. Cientificada da decisão em 09/10/2013, irresignada, a Interessada apresentou recurso voluntário, em 18/10/2013, em que reitera os termos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, dele conheço. Preliminar de Nulidade Auto de Infração como meio inadequado à constituição do crédito tributário A Recorrente apela para a nulidade da constituição do crédito tributário, em virtude de ter sido formalizada por meio de Auto de Infração e não Notificação de Lançamento, uma vez que o crédito constituído encontrase com a exigibilidade suspensa, não tendo cometido qualquer infração à legislação. Vista unicamente sob o seu ângulo, tem razão a Defendente quando afirma não ter cometido infração, considerando que se encontra amparada pelo provimento judicial provisório antecipatório da tutela, obtido em 29//11/2004. Sob o olhar do Fisco, porém, a subsistência da lide, o mérito da controvérsia em aberto e a possibilidade (não importa em que medida) de resultado favorável à Fazenda, são os eventos que motivaram a constituição do crédito tributário. Neste prisma, o campo Descrição dos Fatos do Auto de Infração consigna o registro tanto do fato jurídico tributário como do fato jurídico da ocorrência da infração consistente na falta de recolhimento, ao desamparo da imunidade invocada. 001 IMPORTAÇÃO NÃO AMPARADA POR IMUNIDADE II 001 IMPORTAÇÃO NÃO AMPARADA POR IMUNIDADE IPI 001 FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS IMPORTAÇÃO DI 001 FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PIS/PASEP IMPORTAÇÃO DI 0 importador submeteu a despacho aduaneiro de importação, pleiteando IMUNIDADE TRIBUTARIA para o Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e para as contribuições sociais (PIS e COFINS) incidentes na Fl. 304DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10314.006290/201186 Acórdão n.º 3803006.654 S3TE03 Fl. 303 5 importação das mercadorias descritas e amparadas pelas declarações de importação no 09/02330394 e 10/12642404 (anexo I). Cumpre observar que a alegada imunidade abrange apenas os impostos sobre patrimônio, renda e serviços das entidades previstas na alínea "c", do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Este entendimento tem como fundamento o disposto na alínea "a" do inciso III do art. 146 da Constituição Federal, que remete a Lei Complementar a definição das diversas espécies de tributos. Esta definição, por sua vez, é tratada pelo Código Tributário Nacional (aprovado pela Lei no 5.172/66 e recepcionado pelo atual texto constitucional) em seu Titulo III. [...] Além de todo o exposto acerca da não extensão da imunidade constitucional, o importador ao pleitear a imunidade dos tributos não apresentou, no curso do despacho, documentação que atestasse o cumprimento dos requisitos necessários para obtenção da renuncia fiscal dos tributos bem como Certificado de Entidade de Assistência Social válido, documento que atesta seu caráter de assistência social, pleiteando a liberação das mercadorias com base na ação judicial preventiva supracitada. Portanto, entende esta fiscalização que o beneficio fiscal da imunidade não pode ser concedido à autuada. [...] A multa prevista no art. 44, inciso I da Lei no 9.430/96 não foi aplicada em cumprimento ao disposto no § 1º do artigo 63 do mesmo dispositivo Legal (a Decisão Judicial suspendeu a exigibilidade do crédito tributário em 29/11/2004, anterior ao registro das DI's). O registro do fato jurídico tributário implicou no lançamento, que corresponde ao valor dos tributos que deveriam ter sido recolhidos no desembaraço aduaneiro. O registro do fato jurídico da ocorrência da infração, traz na esteira a sustação do seu efeito que corresponderia à imposição da multa de ofício, em face da tutela antecipada obtida na ação judicial aviada sob o nº 2004.61.00.0289717[1]. Assim, não obstante descrita a infração, o Auto de Infração deixa de fixar apenas a relação jurídica quanto à imposição da penalidade. Dado o contorno sob o qual se lavra Auto de Infração para prevenção de decadência quando sua materialidade encontrase em discussão na esfera judicial e presente a infração, ante o não reconhecimento do direito pleiteado, pela Autoridade aduaneira , podese sustentar que este instrumento não é impróprio para a constituição do crédito tributário, pelo fato de seu conteúdo estar adstrito unicamente ao lançamento. Este entendimento encontrase bem ajustado ao que dispõe o art. 9º do Decreto nº 70.235/72, que não distingue os usos do Auto de Infração e da Notificação de Lançamento seja para tributo ou penalidade, verbis: 1 Em cumprimento ao art. 63, § 1º, da Lei nº 9.430/96. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 Art. 9o A exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. (Grifos acrescidos) Entre os requisitos obrigatórios do Auto de Infração está a descrição do fato, ausente das exigências para a Notificação de Lançamento, ao tempo em que o seu inciso III aponta para a necessidade de indicação da disposição legal infringida (ainda que na condição de "se for o caso"), denotando que este instrumento pode veicular também penalidade: Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do autuado; II o local, a data e a hora da lavratura; III a descrição do fato; IV a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de trinta dias; VI a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. A doutrina, por sua vez, apenas identifica o uso indistinto de um ou outro instrumento de que as Administrações Tributárias tem se servido para introduzir suas imposições, tanto tributárias como sancionatórias. Assim, esclarece James Marins: "O auto de infração, no âmbito da Receita Federal e a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD), utilizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), são espécies de documentos fiscais elaborados pela Administração para corporificar atos de imposição. O auto de infração ou a NFLD frequentemente engloba no mesmo suporte físico vários atos impositivos referentes a diversas relações jurídicas, ora não Fl. 306DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10314.006290/201186 Acórdão n.º 3803006.654 S3TE03 Fl. 304 7 sancionatórias, como o lançamento, ou relações jurídicas sancionatórias, como aplicação de multa por Paulo de Barros Carvalho, na mesma vertente, noticia o uso do auto de infração como peça portadora não só do ato de imposição de penalidade: Em súmula, dois atos administrativos, ambos introdutores de norma individual e concreta no ordenamento positivo: um, de lançamento, produzindo regra cujo antecedente é fato lícito e o consequente uma relação jurídica de tributo; outro, o auto de infração, veiculando u'a norma que tem, no suposto, a descrição de um delito e, no consequente, a instituição de liame jurídico sancionatório, cujo conteúdo da prestação tanto pode ser um valor pecuniário (multa) como uma conduta de fazer ou não fazer. Tudo seria simples, realmente, se o auto de infração apenas conduzisse para o ordenamento a mencionada regra individual e concreta que mencionei. Nem sempre é assim. Que, de vezes, sob a epígrafe "auto de infração", deparamonos com dois atos: um de lançamento, exigindo o tributo devido; outro, de aplicação de penalidade, pela circunstância de o sujeito passivo não ter recolhido, em tempo hábil, a quantia pretendida pela Fazenda. Dáse a conjunção, num único instrumento material, sugerindo até possibilidades híbridas. Mera aparência. Não deixam de ser normas jurídicas distintas postas por expedientes que, por motivos de comodidade administrativa estão reunidas no mesmo suporte físico. Pela frequência com que ocorrem essas conjunções, falam alguns, em "auto de infração" em sentido largo (dois atos no mesmo instante) e "auto de infração"stricto sensu", para denotar a peça portadora de norma individual e concreta de aplicação de penalidade a quem cometeu ilícito tributário. A lição acima destaca a natureza distinta dos atos administrativos do lançamento e da imposição sancionatória e a decorrente autonomia destes. Uma vez autônomos e, via de regra, postos no mesmo instrumento de constituição das exigências, o Auto de Infração, não se deve ver inadequação se vier veicular apenas um desses atos: a formalização da relação jurídica tributária tendente a prevenir decadência, mesmo que inexista a penalidade. Pelo exposto, rejeito a preliminar. Mérito Da incidência dos tributos na importação, em face de imunidade Travase no processo judicial nº 2004.61.00.0289717 discussão sobre a in/existência de relação jurídica tributária que obrigue a Recorrente ao pagamento de tributos tais como os lançados no presente Auto de Infração , que não estejam classificados no rol dos impostos obre o patrimônio, na acepção restrita que dá a Fazenda a esta classe de tributos. Fl. 307DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 Corroboro o entendimento já assentado na decisão recorrida, segundo o que este debate não pode ser travado no âmbito deste processo administrativo. O provimento que aqui se der ou negar tornarseá sem efeito ante decisão superveniente em rumo diverso no aludido processo. Logo, de raso, devese aplicar a Súmula CARF nº 1, eis que presente a conexão de matérias[2]. Da incidência dos juros de mora no lançamento Cabe lembrar que o presente processo é dependente da ação nº 2004.61.00.0289717. O provimento judicial definitivo, a seu tempo, deitará por terra este processo. Alternativamente, o desprovimento referenderá a incidência prevenida, suscitará a mora e ensejará a cobrança dos tributos aqui lançados com a inclusão dos juros de mora, com amparo do art. 61, § 3º, cujo lapso de tempo de sua aplicação estenderseá até o mês do pagamento. Uma vez que é vedada a incidência somente da multa de ofício no lançamento para prevenir decadência, os juros podem ser incluídos no lançamento, sem o caráter de ser valor fixo, como o são o principal e a multa. Demais disso, considero que os juros não estão constituídos na data e na linguagem normativa do lançamento, distintamente do que se dá com o principal. Concebo que ao estarem presentes em todo e qualquer lançamento representam o conteúdo declaratório da mora até o momento em que não haja impugnação, para fins da incidência futura, na conformidade com o art. 61, § 3º, da Lei nº 9.430/96, quando se tornar eficaz o lançamento, seja com o trânsito em julgado do desprovimento do pedido em ação judicial ou com a definitividade da decisão em processo administrativo. Os juros não estão a incidir (no que entendo ser o melhor sentido jurídico deste verbo), na composição do crédito tributário pelo lançamento, porquanto seu valor não é definitivo, na hipótese de suspensão de exigibilidade, vindo a sêlo somente quando, em tempo futuro, a então Contribuinte vier a ser chamada a efetuar a quitação do crédito lançado. Nesse diapasão, os juros no lançamento são mero indicativo de sua aderência ao principal e do dies a quo do intervalo de tempo até o mês do pagamento, na ocasião da cobrança. Se se pudesse dizer que os juros têm sua constituição efetivada no lançamento, como admitir a sua fluência protraindose no tempo até a quitação do crédito tributário? Por fim, mesmo não estando configurada a mora no momento do lançamento, em face da suspensão da exigibilidade, a presença dos juros no lançamento, pela razão supra, não representa prejuízo algum à Recorrente. Pedido de intimação no endereço do advogado Quanto a este pedido, no rito do Processo Administrativo Fiscal não há respaldo legal para que a Administração Tributária efetue as intimações na pessoa e no domicílio do advogado constituído pelo contribuinte. Este entendimento é assente nos julgamentos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). O princípio do informalismo é próprio do processo administrativo, e nesse pressuposto os administrados detêm a capacidade de postular, sendo facultativa a representação por advogado. Em observância das disposições do art. art. 23 do Decreto nº 70.235/72, as 2 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 308DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10314.006290/201186 Acórdão n.º 3803006.654 S3TE03 Fl. 305 9 intimações devem ser feitas diretamente ao administrado, em seu domicílio tributário, não implicando em nulidade do acórdão o desatendimento deste pleito da Contribuinte: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. [...] § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; III se por meio eletrônico: a) 15 (quinze) dias contados da data registrada no comprovante de entrega no domicílio tributário do sujeito passivo; b) na data em que o sujeito passivo efetuar consulta no endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, se ocorrida antes do prazo previsto na alínea a; ou c) na data registrada no meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo; IV 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. § 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. Fl. 309DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 10 § 5o O endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária informarlheá as normas e condições de sua utilização e manutenção. § 6o As alterações efetuadas por este artigo serão disciplinadas em ato da administração tributária. [grifos aqui] Pelo exposto, voto por rejeitar a preliminar de nulidade do auto de infração; por não conhecer do recurso quanto à matéria submetida à apreciação do Judiciário, e por negar provimento quanto à incidência dos juros no lançamento. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 310DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/12/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 17/12/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10120.907902/2011-27
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 16 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2006
SALDO NEGATIVO DE IRPJ/CSLL - COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO DE PERÍODOS ANTERIORES NÃO EFETIVADAS.
Deve ser glosada a parcela do SNIRPJ de um período resultante da indevida declaração de SNIRPJ de períodos anteriores na linha 06 (dedução relativa ao IRPJ devido nos meses anteriores) da Ficha 11 da DIPJ/07. O IRPJ devido sobre a receita bruta ou sobre balancete de redução só pode ser compensado por meio de apresentação de DCOMP e limitado ao valor devido.
Numero da decisão: 1302-001.566
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Márcio Frizzo, Guilherme Pollastri e Leonardo Marques.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Deve ser glosada a parcela do SNIRPJ de um período resultante da indevida declaração de SNIRPJ de períodos anteriores na linha 06 (dedução relativa ao IRPJ devido nos meses anteriores) da Ficha 11 da DIPJ/07. O IRPJ devido sobre a receita bruta ou sobre balancete de redução só pode ser compensado por meio de apresentação de DCOMP e limitado ao valor devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Márcio Frizzo, Guilherme Pollastri e Leonardo Marques. Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 03051.479 da 4ª Turma da DRJ/BSB, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 79 02 /2 01 1- 27 Fl. 649DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Anocalendário: 2006 NULIDADE – CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – VÍCIO FORMAL – ARGÜIÇÃO REJEITADA. Incabível a alegação de cerceamento de defesa se constam dos autos os elementos de prova necessários à solução do litígio, relatórios e documentos de análise, bem assim consta que a contribuinte tomou ciência do Despacho Decisório e apresentou tempestivamente sua inconformidade, inclusive. SALDO NEGATIVO DE IRPJ/CSLL – COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO DE PERÍODOS ANTERIORES NÃO EFETIVADAS. Valores de Saldos Negativos de exercícios anteriores só podem integrar o Saldo Negativo do período quando efetivadas no respectivo anobase. Na espécie, a contribuinte não comprova que compensou débitos de 2006 com créditos de saldos negativos de exercícios anteriores. DILIGÊNCIA/PERÍCIA DESNECESSIDADE Desnecessária a realização de diligência ou perícia, haja vista a suficiência dos elementos de prova contidos nos autos para formar convicção sobre a matéria, objeto da lide. FUNDAMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE – PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – VEDAÇÃO. É vedado ao órgão de julgamento afastar a aplicação de lei, sob o fundamento de inconstitucionalidade, no âmbito do Processo Administrativo Fiscal. DEVER DO JULGADOR – OBSERVÂNCIA DO ENTENDIMENTO DA RFB. É dever do julgador observar o entendimento da RFB expresso em atos normativos. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A recorrente, cientificada do Acórdão nº 03051.479 em 24/06/2013 (AR a fls. 617), interpôs, em 24/07/2013 (Termo a fls. 636), recurso voluntário (doc. a fls. 619 e segs.), no qual alega as seguintes razões de defesa: a) que a contribuinte foi cientificada sobre a não homologação de seus pedidos de compensação através de Despacho Decisório, por meio do qual a douta Delegacia deixou de homologar o valor principal de R$ 596.986,08; b) que contrariamente ao que restou decidido no acórdão recorrido, o Despacho Decisório é nulo em razão da falta de intimação prévia da recorrente para prestar esclarecimentos sobre o crédito detido que se pretendia compensar; c) que se trata de SNIRPJ apurado com base no lucro real anual, o qual foi utilizado para compensação de débitos diversos da contribuinte; d) que o crédito em questão foi constituído a partir do anocalendário 2003, conforme demonstra o gráfico abaixo: COMPOSIÇÃO DO SALDO NEGATIVO DE IRPJ DATA Saldo negativo anterior CRÉDITOS DÉBITOS Saldo negativo (credor) Fl. 650DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10120.907902/201127 Acórdão n.º 1302001.566 S1C3T2 Fl. 650 3 31/12/2003 97.518,62 171.524,16 0,00 269.042,78 31/12/2004 309.775,86 54.498,22 0,00 364.274,08 31/12/2005 428.240,61 205.277,09 245.809,61 387.708,09 31/12/2006 437.015,83 719.121,86 219.248,06 936.889,63 e) que o saldo existe de fato e sua composição está demonstrada, vez que fruto de acúmulos de saldos negativos de períodos anteriores a 2006, que com este foi somado para fins de apuração do saldo credor total, tudo facilmente identificado pelos documentos já incluídos; f) que ditos saldos negativos, relativos ao AC 2006 e anteriores, são facilmente identificados mediante consulta ao próprio banco de dados da RFB; g) que, quanto ao SNIRPJ/2002, requer que seja observado, no presente caso, para efeito de decadência, a tese dos 5 mais 5 anos, conforme jurisprudência que cita; h) que deve ser permitida a recorrente a produção da imprescindível prova pericial. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por mandatária com poderes para tal, conforme procuração a fls. 21, razão pela qual dele conheço. Primeiramente, há que se afastar a preliminar de nulidade, pois o que se verifica dos autos é que o rito processual estabelecido pelo Decreto 70.235/72 foi observado. Ademais, não estava a Delegacia da Receita Federal obrigada a intimar a recorrente a prestar esclarecimento antes de proferir a sua decisão. Por sua vez, foi dada ciência do Despacho Decisório à recorrente e ela recorreu tempestivamente. Tratase assim de alegação de nulidade totalmente descabida. A prova pericial tem como destinatário o julgador e só ele pode avaliar a sua necessidade, a qual não se faz necessário para conhecimento das questões postas em julgamento, conforme a seguir restará demonstrado, razão pela qual voto por indeferir o pedido de perícia. No mérito, incialmente, vale a transcrição do seguinte excerto da decisão recorrida: “No mérito, a própria interessada afirma que o saldo negativo de IRPJ/CSLL é apurado pela soma positiva de créditos provenientes dos pagamentos mensais (Darf) a título de antecipações, mais Impostos Fl. 651DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Retidos na Fonte sobre receitas e créditos de saldos anteriores utilizados, deduzido do débito anual do imposto apurado com base no balanço. Ora, examinandose os autos não se constata que a empresa tenha entregue Dcomp para compensar débitos do anobase de 2005 com créditos de saldos negativos de exercícios anteriores, condição necessária para incluir aqueles valores compensados na composição do saldo negativo de 2006. Na verdade, a contribuinte adotou procedimento equivocado quando adicionou os saldos negativos de exercícios anteriores diretamente ao saldo negativo de 2006. Deveria ter adicionado somente os valores que foram efetivamente compensados. Observese que o fato dos saldos negativos estarem registrados em sua escrituração e nos documentos fiscais (Declarações de Imposto de Renda da empresa), não significa que houve compensação daqueles valores, esta se consuma pela entrega da Dcomp no respectivo período. Portanto, os valores de Saldos Negativos de exercícios anteriores só podem integrar o Saldo Negativo do período quando efetivadas no respectivo anobase. Na espécie, a contribuinte não comprova que compensou débitos de 2006 com créditos de saldos negativos de exercícios anteriores e nem os sistemas de informação da Receita Federal acusam qualquer recepção de referidas compensações.”. Os documentos acostados aos autos são suficientes para deixar claro que são perfeitas as conclusões do I. Relator do Acórdão recorrido, se não vejamos o que se segue. Na PER/DCOMP (doc. a fls. 509), a recorrente informou um SNIRPJ/AC 2006 no valor de R$ 936.880,43, o que só foi conseguido porque, ao informar a linha 06 (dedução relativa ao IRPJ devido nos meses anteriores) da Ficha 11 da DIPJ/07, a partir do mês de março (doc. a fls. 359), somou indevidamente ao IRPJ devido nos meses anteriores o valor do SNIRPJ de PA anteriores que sustenta ter direito (R$ 437.015,83). Com isso, começou a gerar um imposto de renda a pagar negativo na apuração do IR com base em balancete de suspensão. Ora, qualquer compensação de IRPJ devida sobre a receita bruta ou sobre balancete de redução só poderia ser compensado até o valor devido. Ademais, na linha 6 da Ficha 11, deve ser informado apenas valores devidos nos meses anteriores do próprio ano. Assim, se a recorrente quisesse compensar os IRPJ devido sobre a bases mensais (estimativa ou balancete) deveria ter apresentado PER/DCOM e ficaria limitada ao valor devido. A declaração equivocada da linha 6 da Ficha 11 da DIPJ/07, revela que a recorrente não somente inflou indevidamente o SNIRPJ/AC 2006, como também deixou de fazer as antecipações mensais que estava obrigada por lei. Ao final, tal procedimento resultou na seguinte composição da Ficha 12A: Discriminação Valor IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL 01.À Alíquota de 15% …………………………………………………………………………………………………149.537,74 02.Adicional ………………………………………………………………………………………………………..........75.691,83 DEDUÇÕES 03.()Operações de Caráter Cultural e Artístico …………………………………………………………………..…………..0,00 04.()Programa de Alimentação do Trabalhador …………………………………………………………..……………..5.981,51 05.()Desenvolvimento Tecnológico Industrial / Agropecuário ………………………………………………………………0,00 06.()Atividade Audiovisual …………………………………………………………………………………………..............0,00 07.()Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente ………………………………………………………………….….. 0,00 08 ()Isenção de Empresas Estrangeiras de Transporte ………………………………………………………………….……0,00 09.()Isenção e Redução do Imposto …………………………………………………………...……………………………...0,00 10.()Redução por Reinvestimento ……………………………………………………………………………………………0,00 Fl. 652DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10120.907902/201127 Acórdão n.º 1302001.566 S1C3T2 Fl. 651 5 11.()Imp. Pago no Ext. s/ Lucros, Rend. e Ganhos de Capital………………………………………………………………..0,00 12.()Imp. de Renda Ret. na Fonte ………………………………………………………………………………........41.460,99 13.()IR Retido na Fonte por Órgãos, Aut. e Fund. Fed. (Lei nº 9.430/1996) ………………………………………………...0,00 14.()IR Retido na Fonte p/ Demais Ent. da Adm. Púb. Fed. (Lei n° 10.833/2003) ………………………………………….0,00 15.()Imp. Pago Inc. s/ Ganhos no Mercado de Renda Variável ………………………………...............................................0,00 16.()Imp. de Renda Mensal Pago por Estimativa ………………………….……………………………….........1.114.676,50 17.()Parcelamento Formalizado de IR sobre a Base de Cálculo Estimada …………………………………………………...0,00 18.IMPOSTO DE RENDA A PAGAR ………………………………………………………………..…………….936.889,43 19.IMPOSTO DE RENDA A PAGAR DE SCP ……………………………………………………………………………...0,00 20.IMPOSTO DE RENDA SOBRE A DIFERENÇA ENTRE O CUSTO ORÇADO E O CUSTO EFETIVO……………...0,00 21.IMPOSTO DE RENDA POSTERGADO DE PERÍODOS DE APURAÇÃO ANTERIORES…………………………...0,00 Confirma tudo o quanto antes dito o fato de que o valor declarado na linha 16 como IRPJ pago por estimativa (R$ 1.114.676,50) foi indevidamente inflado, pois resultou, conforme se pode verificar da PER/DCOMP a fls. 512/516, do somatório de todos os IRPJ estimativas pagos (R$ 677.660,67) mais o SNIRPJ de PA anteriores que a recorrente alega ter direito em sua peça recursal no início de 2006 (R$ 437.015,83). Assim, correto Despacho Decisório (a fls. 559) ao reduzir o SNIRPJ do AC 2006 de R$ 936.889,43 para R$ 499.873,60, ou seja, em reduzilo em R$ 437.015,83, valor que foi indevidamente inserido pela recorrente no cálculo do SNIRPJ/AC 2006. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 653DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10680.935254/2009-39
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2007
ESTIMATIVA. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE.
O art. 11 da Instrução Normativa RFB n° 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor de estimativa, pago a maior ou indevidamente, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicando-se, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1° de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. (SCI Cosit n° 19, de 2011).
Numero da decisão: 1801-002.222
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao Recurso Voluntário e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição para a análise do mérito do litígio, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Alexandre Fernandes Limiro
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente
(assinado digitalmente)
Neudson Cavalcante Albuquerque Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Fernanda Carvalho Álvares, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
Nome do relator: NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Ano-calendário: 2007 ESTIMATIVA. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. O art. 11 da Instrução Normativa RFB n° 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor de estimativa, pago a maior ou indevidamente, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicando-se, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1° de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. (SCI Cosit n° 19, de 2011).
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COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. O art. 11 da Instrução Normativa RFB n° 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor de estimativa, pago a maior ou indevidamente, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicando se, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1° de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa. (SCI Cosit n° 19, de 2011). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao Recurso Voluntário e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição para a análise do mérito do litígio, nos termos do voto do Relator. Ausente justificadamente o Conselheiro Alexandre Fernandes Limiro (ASSINADO DIGITALMENTE) Ana de Barros Fernandes Wipprich– Presidente (ASSINADO DIGITALMENTE) Neudson Cavalcante Albuquerque – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 93 52 54 /2 00 9- 39 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.935254/200939 Acórdão n.º 1801002.222 S1TE01 Fl. 63 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Neudson Cavalcante Albuquerque, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Fernanda Carvalho Álvares, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich. Relatório RURAL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida no Acórdão nº 0233.106 (fl. 22), pela DRJ Belo Horizonte, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. O recorrente apresentou à Receita Federal do Brasil a declaração de compensação de nº 15155.68768.040107.1.3.048051, que não foi homologada por aquele órgão, nos termos do despacho decisório de fl. 7 Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a titulo de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Ciente dessa decisão, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade de fl. 1, em que afirma ter se equivocado ao apontar crédito de pagamento indevido de estimativa, quando o correto seria apontar crédito de saldo negativo. Afirma, também, que a IN SRF nº 600, de 2005, foi revogada pela IN RFB nº 900, de 2008, pela qual deixou de existir o impedimento de utilizar em compensação indébito de estimativa. Por fim, combate a exigência de multa de mora e de juros de mora. A DRJ julgou improcedente a manifestação de inconformidade, dando a seguinte ementa à sua decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2007 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR ESTIMATIVA MENSAL De acordo com a norma vigente à época da transmissão da DComp original, a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda a título de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ devido ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ do período. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.935254/200939 Acórdão n.º 1801002.222 S1TE01 Fl. 64 3 Cientificado dessa decisão em 23/11/2011, por meio de remessa postal (fl. 33), o contribuinte interpôs o presente Recurso Voluntário (fl. 35), em 23/12/2011, em que reforça os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. É o relatório Voto Conselheiro Neudson Cavalcante Albuquerque, Relator. O recurso voluntário apresentado atende aos pressupostos de admissibilidade, sendo digno de conhecimento. O contribuinte apresentou DCOMP apontando indébito oriundo de pagamento a maior de estimativa de IRPJ referente a setembro de 2006. Ao apreciar a referida declaração, a Receita Federal do Brasil não homologou a compensação, sobre o fundamento de que o pagamento de estimativa não é passível de compensação, devendo compor a apuração anual da contribuição. A decisão da DRJ fez coro com a decisão da DRF por não homologar a compensação em razão de seu crédito ter origem em pagamento a maior de estimativa, o que seria defeso. Todavia, a IN RFB nº 900, de 2008, retirou a referida proibição do ordenamento tributário e é pacífico na jurisprudência administrativa o entendimento de que seus efeitos devem retroagir para alcançar as compensações pendentes de decisão administrativa. Esse entendimento é adotado pela própria Administração Tributária, exteriorizado por meio da Solução de Consulta Interna Cosit n° 19, de 5/12/2011, assim ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ESTIMATIVAS. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. O art. 11 da IN RFB n° 900, de 2008, que admite a restituição ou a compensação de valor pago a maior ou indevidamente de estimativa, é preceito de caráter interpretativo das normas materiais que definem a formação do indébito na apuração anual do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aplicandose, portanto, aos PER/DCOMP originais transmitidos anteriormente a 1° de janeiro de 2009 e que estejam pendentes de decisão administrativa” No âmbito deste Tribunal Administrativo, a matéria foi pacificada por meio da Súmula CARF nº 84: Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.935254/200939 Acórdão n.º 1801002.222 S1TE01 Fl. 65 4 Considerando a aplicação retroativa da IN RFB nº 900, de 2008, entendo que a decisão recorrida deve ser reformada, para que seja superada a questão legal preliminar que a fundamentou. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de compensação de indébitos de estimativa por meio de DCOMP, devendo a unidade de origem apreciar a liquidez e a certeza do indébito declarado. (assinado digitalmente) Neudson Cavalcante Albuquerque Fl. 65DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 13/01/2015 por NEUDSON CAVALCANTE ALBUQUERQUE, Assinado digitalmente em 20/01/2015 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10140.001902/2004-54
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002
COFINS. DECADÊNCIA. BASE DE CÁLCULO. ART. 62-A DO RICARF.
Tributo sujeito a lançamento por homologação tem prazo qüinqüenal contado a partir do pagamento. O conceito de faturamento compreende as vendas de mercadorias e da prestação de serviços.
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9303-003.114
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Antonio Carlos Atulim, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 COFINS. DECADÊNCIA. BASE DE CÁLCULO. ART. 62-A DO RICARF. Tributo sujeito a lançamento por homologação tem prazo qüinqüenal contado a partir do pagamento. O conceito de faturamento compreende as vendas de mercadorias e da prestação de serviços. Recurso Especial do Contribuinte Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Antonio Carlos Atulim, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1817; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.003 1 1.002 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10140.001902/200454 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303003.114 – 3ª Turma Sessão de 23 de setembro de 2014 Matéria COFINS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente SONORA ESTÂNCIA S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 COFINS. DECADÊNCIA. BASE DE CÁLCULO. ART. 62A DO RICARF. Tributo sujeito a lançamento por homologação tem prazo qüinqüenal contado a partir do pagamento. O conceito de faturamento compreende as vendas de mercadorias e da prestação de serviços. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Antonio Carlos Atulim, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Teresa Martínez López e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 00 19 02 /2 00 4- 54 Fl. 1003DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10140.001902/200454 Acórdão n.º 9303003.114 CSRFT3 Fl. 1.004 2 Relatório Em Recurso Especial de Divergência, fls. 856/866, admitido pelo Despacho nº 061 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária (fl. 910/912), datado de 20.04.2009, insurge a contribuinte contra o Acórdão 203.12.206 (fls. 779/794), que negou provimento ao recurso I) por unanimidade de votos, para afastar a decadência; II) por maioria de votos, em relação ao alargamento da base de cálculo da contribuição; III) por unanimidade de votos, quanto às demais matérias. O acórdão traz a seguinte ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS: Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa apreciação da inconstitucionalidade das leis, vez que neste juízo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese, negarlhes execução. COFINS. DECADÊNCIA. PRAZO. DEZ ANOS. LEI Nº 8.212/91. O prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador, consoante o art. 45 da Lei n° 8.212/91, combinado com o art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. PIS. BASE DE CÁLCULO. RECEITAS FINANCEIRAS. LEI N° 9.718/98. Todas as receitas da pessoa jurídica integram a base de cálculo da contribuição, nos moldes previstos pela Lei nº 9.718, de 1998. COMPENSAÇÃO. ALEGAÇÃO COMO MEIO DE DEFESA. Descabida argumentação de realização de compensação para afastar exigência contida em auto de infração. COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. IMPOSSIBILIDADE. Para fazer jus à compensação, deve o contribuinte observar todas as exigências previstas na legislação de regência, sob pena de, a bem do princípio da legalidade e da indisponibilidade do interesse público, não ser possível o almejado encontro de contas. No caso, a interessada, de forma direta e sem observar os requisitos legais pedido de restituição, seguido de pedido ou declaração de compensação – considerou quitados débitos do PIS/Pasep mediante seu confronto com créditos originados da figura, digase, de passagem, já não mais vigente em nosso ordenamento jurídico, do "CréditoPrêmio de IPI". JUROS DE MORA. TAXA SELIC. Fl. 1004DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10140.001902/200454 Acórdão n.º 9303003.114 CSRFT3 Fl. 1.005 3 A exigência dos juros de mora com base na taxa Selic tem autorização legal no Código Tributário Nacional. Recurso negado. Em seu recurso de divergência a contribuinte ataca, especialmente, dois pontos da decisão recorrida: I) o prazo decadencial para o lançamento da COFINS, que no seu entender, é de 5 anos a contar do fato gerador do tributo, em razão da inaplicabilidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91; II) a ampliação da base de cálculo da COFINS, visto que o auto de infração tributou tanto receitas não operacionais quanto financeiras da empresa. Para rebater o entendimento da 2ª Câmara, a recorrente aduz que o art. 45 da Lei nº 8.212/91 não é aplicável à espécie, devendo ser observado o prazo decadencial prescrito pelo § 4º do art. 150 do Código Tributário Nacional. Para tanto, trouxe os acórdãosparadigmas CSRF/0105.553 e CSRF/0105.475, ambos proferidos por esta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Buscando afastar de uma vez por todas o argumento da decisão recorrida, que admite a ampliação da base de cálculo da COFINS para abarcar toda e qualquer receita auferida pela pessoa jurídica, a contribuinte traz à baila o Acórdão nº 10195.764, proferido pela Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, o qual considera inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 e determina a exclusão das receitas financeiras da base de cálculo do PIS e da COFINS em reconhecimento à decisão proferida pelo STF no julgamento do RE 390.840MG. Ao final, pugna para que sejam excluídas da exigência as parcelas que tenham sido calculadas com base nas receitas financeiras e não operacionais da empresa, bem como, para que prevaleça o posicionamento desta Câmara Superior de Recursos Fiscais quanto a contagem do prazo decadencial aplicável à COFINS. A contribuinte manifestouse pela desistência parcial do recurso interposto quanto às demais matérias discutidas nos autos para fins de parcelamento ou pagamento a vista da exação com os benefícios da MP nº 470/2009, conforme Despacho de fl. 995. Contrarrazões às fls. 917/941. Defende a Fazenda Nacional que a pretensão da recorrente para afastar a aplicação do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, com base em declaração de inconstitucionalidade proferida em controle difuso pelo Supremo Tribunal Federal, extrapola a esfera de atuação do Conselho de Contribuintes, tendo em vista que tal prerrogativa é conferida apenas ao Senado Federal nos termos do art. 52, X, da Constituição Federal de 1988 e ao Presidente da República, nos termos do § 3º do art. 1º do Decreto nº 2.346/97. Excepcionalmente, poderiam o Secretário da Receita Federal e o Procurador Geral da Fazenda Nacional declarar a inconstitucionalidade de lei, tratado ou ato normativo em matéria tributária, prerrogativa esta conferida pelo art 4º do Decreto nº 2.346/97. Para corroborar seus argumentos, cita a Súmula nº 02, do Segundo Conselho de Contribuintes, e o Acórdão nº 20401.543, com as considerações do voto vencedor. Aduz, ainda, que o conceito de receita bruta é considerado pela jurisprudência como equivalente ao conceito de faturamento, não tendo a EC nº 20/98, neste Fl. 1005DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10140.001902/200454 Acórdão n.º 9303003.114 CSRFT3 Fl. 1.006 4 ponto, introduzido mudança significativa, senão para explicitar a identidade entre os dois conceitos. Outrossim, argumenta que a Lei nº 9.718/98 só produziu efeitos, no que tange às mudanças na base de cálculo e na alíquota da COFINS e do PIS, em relação a fatos geradores que ocorreram após a vigência da EC nº 20/98. Finalmente, requer seja negado provimento ao Recurso Especial e mantido o inteiro teor do acórdão proferido pela Câmara a quo. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Relator O Recurso preenche condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Os pontos do presente litígio são por demais conhecidos e dizem respeito ao § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 quanto à base de cálculo e ao art. 45 da Lei nº 8.212/91 quanto à decadência. Quanto ao primeiro dispositivo (Lei 9.718/98), no RE 357.950/RS o Eg. STF declarou inconstitucional a ampliação do conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas e o segundo dispositivo (Lei nº 8.212/91) em razão de não ter observado o instrumento próprio que seria a lei complementar. Foi, inclusive, editada a Súmula Vinculante nº8 pela inconstitucionalidade. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Especial. Sala das Sessões, 23 de setembro de 2014. Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Fl. 1006DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 18/11/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.912302/2012-52
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do Fato Gerador: 31/10/2008
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito da ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-003.781
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do Fato Gerador: 31/10/2008 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 91 23 02 /2 01 2- 52 Fl. 85DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/10/2008 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO. Não há previsão legal para retificação de DCOMP por meio de manifestação de inconformidade. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), identificando, em tese, incorretamente o valor do crédito. O valor do crédito original informado não era suficiente para a quitação o débito, já que teria sido integralmente utilizado em outros débitos. Apesar de afirmar o erro, não retificou a Per/Dcomp, supostamente por não ter conseguido fazêlo em razão da superveniência de decisão administrativa. A DRJ manteve a não homologação, porque não houve comprovação, por meio de documentação hábil, idônea e suficiente, do erro no preenchimento da declaração. A Recorrente, nas razões de fls. 60 e ss., alega que teria tentado retificar o PER/Dcomp, corrigindo o valor original do crédito inicial, do crédito acumulado e do saldo do crédito original. Porém, devido à superveniência do despacho decisório, não conseguiu transmitir a retificação. Sustenta ter direito à retificação, bem como a veracidade do direito de crédito. Apresenta como prova do direito de crédito: “a) INCONFORMIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO; b) PERDCOMP ORIGINAL transmitida; c) PERDCOMP RETIFICADORA não transmitida por motivo de impedimento acima identificado; d) Comprovante de Arrecadação; e) Última alteração Contratual; f) Procuração; d) Cópias C.I. Responsável Legal e do Procurador”. Pleiteia, assim, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn Fl. 86DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11020.912302/201252 Acórdão n.º 3802003.781 S3TE02 Fl. 86 3 O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 04/11/2013 (fls. 57), interpondo recurso tempestivo em 29/11/2013 (fls. 60). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. A compensação, consoante destacado, não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO Fl. 87DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11020.912302/201252 Acórdão n.º 3802003.781 S3TE02 Fl. 87 5 (CARF. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o Recorrente limitouse a apresentar como prova da “veracidade” do crédito: “a) INCONFORMIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO; b) PERDCOMP ORIGINAL transmitida; c) PERDCOMP RETIFICADORA não transmitida por motivo de impedimento acima identificado; d) Comprovante de Arrecadação; e) Última alteração Contratual; f) Procuração; d) Cópias C.I. Responsável Legal e do Procurador”. Tais documentos, contudo, são insuficientes para demonstrar a liquidez e a certeza do direito de crédito, porque apenas veiculam a insurgência do Recorrente em face do despacho decisório (item “a”), comprovam o preenchimento do PER/Dcomp retificado (item “b” e “c”), a regularidade da representação do Recorrente (itens “e”, “f” e “d”), bem como o pagamento do Darf (itens “d”). Estão distantes, como se vê, de qualquer relação de pertinência com a prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 89DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000548/2003-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1998
COFINS. DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO.
Na falta de antecipação do pagamento do tributo, o prazo decadencial é de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I do CTN).
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3301-002.500
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Fábia Regina Freitas, Luiz Augusto do Couto Chagas, Mônica Elisa de Lima, Sidney Eduardo Stahl e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: Andrada Márcio Canuto Natal
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DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. Na falta de antecipação do pagamento do tributo, o prazo decadencial é de cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I do CTN). Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Fábia Regina Freitas, Luiz Augusto do Couto Chagas, Mônica Elisa de Lima, Sidney Eduardo Stahl e Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 05 48 /2 00 3- 11 Fl. 250DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10315.000548/200311 Acórdão n.º 3301002.500 S3C3T1 Fl. 225 2 Relatório Contra o Contribuinte supraqualificado foi lavrado Auto de Infração referente à Declaração de Contribuições e Tributos Federais DCTF, concernente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, fls. 48/58, relativo ao primeiro, terceiro e quarto trimestres do anocalendário de 1998, para formalização e cobrança dos créditos tributários nele estipulado, no valor total de R$ 47.144,44, incluindo encargos legais. O lançamento decorreu de auditoria interna em DCTF, a qual não localizou o processo judicial informado pelo contribuinte. De fato o processo informado na DCTF não corresponde a nenhum dos processos judiciais informados em sua impugnação. Em sua impugnação o contribuinte faz referência aos processos judiciais nos quais buscava o direito de compensar os valores recolhidos a maior de Finsocial, sendo que tinha sentença favorável ao pleito em Mandado de Segurança, de forma que o auto de infração não poderia ter sido lavrado. Ao analisar referida impugnação a DRJ/Fortaleza CE, manteve o lançamento do tributo, porém afastou a aplicação da multa de ofício em razão da retroatividade benigna prevista no art. 106, inc. II, “c” do CTN. Assim se manifestou aquela DRJ: (...) 4.8 Assim, a constituição do crédito tributário deve ser mantida, para que se possa assegurar o direito de a Fazenda Nacional proceder à cobrança da contribuição, caso a Decisão Judicial definitiva não seja favorável ao Contribuinte, ou o direito creditório seja insuficiente para quitar todos os débitos compensados. (...) “4.10 Cumpre também observar que a propositura da Ação Judicial pela Autuada importou em renúncia à Instância Administrativa, no que concerne à matéria tratada no processo judicial (direito à compensação da COF1NS com o FINSOCIAL), nos termos do disposto no Ato Declaratório Normativo 03, de 14/02/96,... 4.11 Desta forma, deixarei de analisar o direito de compensação pleiteado pelo Sujeito Passivo, haja vista que a matéria já está sendo objeto de análise por parte do Poder Judiciário, conforme demonstrado nos autos. (...) 4.20 Ressaltese todavia que, tendo em vista a existência de processos judiciais que envolvem a discussão da matéria objeto do presente litígio, conforme demonstrado nos autos, a Autoridade Responsável pela execução do Acórdão deverá proceder ao acompanhamento das referidas ações, verificando se há algum impedimento para cobrança do crédito tributário mantido, e adotar as providências legais cabíveis.” Fl. 251DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10315.000548/200311 Acórdão n.º 3301002.500 S3C3T1 Fl. 226 3 O contribuinte apresentou recurso voluntário, fls. 87/91, por meio do qual apresenta as mesmas questões colocadas em sede de sua impugnação, acrescentando alegação de decadência parcial do crédito tributário, o que impediria a sua constituição. Conhecendo do recurso voluntário, a Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, proferiu o Acórdão nº 20219.319, de 04/09/2008, com a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/03/1998, 01/07/1998 a 31/12/1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. COMPENSAÇÃO DECLARADA EM DCTF COM BASE EM LIMINAR. FALTA DE PRESSUPOSTO PARA 0 LANÇAMENTO. De acordo com o art. 90 da Medida Provisória nº 2.158 35/2001, só serão objeto de lançamento de oficio as diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados. Recurso provido. Posteriormente a 3ª Turma da CSRF, por meio do Acórdão nº 9303002324, de 20/06/2013, em decisão unânime, deu provimento ao recurso especial apresentado pela PFN. O Acórdão teve o seguinte dispositivo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/03/1998, 01/07/1998 a 31/12/1998 DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF, VINCULADOS À COMPENSAÇÃO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO POSSIBILIDADE. É lícito o lançamento de ofício para constituir o crédito tributário devido à Fazenda Nacional quando os débitos declarados em DCTF foram vinculados a compensações informadas pelo declarante, sem saldo a recolher. A confissão de dívida não alcança todos os débitos declarados, mas apenas o saldo devedor informado pelo sujeito passivo. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos à instância a quo para examinar as demais questões trazidas no recurso voluntário. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10315.000548/200311 Acórdão n.º 3301002.500 S3C3T1 Fl. 227 4 Em atendimento a esta decisão, os autos retornaram a esta turma para julgamento. É o relatório do essencial. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10315.000548/200311 Acórdão n.º 3301002.500 S3C3T1 Fl. 228 5 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso voluntário já foi admitido e conhecido quando a Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, proferiu o Acórdão nº 20219.319, de 04/09/2008. De acordo com o que foi decidido pela 3ª Turma da CSRF, o presente processo voltou a esta turma de julgamento para que fossem examinadas as demais questões trazidas no recurso voluntário. A única questão que não foi objeto de julgamento pela 2ª Câmara, no Acórdão nº 20219.319, foi a alegação de decadência parcial do crédito tributário lançado. Na verdade esta matéria foi inovada no recurso voluntário, pois não foi apresentada por ocasião de sua impugnação. Desta forma seria matéria preclusa, nos termos do art. 17 do Decreto nº 70.235/72 – PAF. Porém, por se tratar de matéria de ordem pública, passo a analisar se houve efetivamente o transcurso do prazo decadencial no lançamento de que trata o presente processo. O contribuinte defende que os fatos geradores ocorridos antes de cinco anos da ciência do lançamento estariam decaídos, pois a Cofins é tributo sujeito ao lançamento por homologação e, desta forma, aplicaria o prazo decadencial previsto no § 4º do art. 150 do CTN. Com este raciocínio estariam decaídos os fatos geradores referentes aos meses janeiro a março e junho/1998, uma vez que o lançamento foi cientificado em 02/07/2003. Vejamos o que dispõe o CTN a respeito da decadência do lançamento: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.(grifei) Fl. 254DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10315.000548/200311 Acórdão n.º 3301002.500 S3C3T1 Fl. 229 6 De acordo com este dispositivo do CTN, se houver antecipação do pagamento, e não ocorrendo as situações de dolo, fraude ou simulação, o prazo para a fazenda pública efetuar o lançamento decai em cinco anos contados do fato gerador. Da análise do lançamento pode constatarse que não foram efetuados pagamentos pelo contribuinte. Em relação aos fatos geradores de janeiro a março/1998 a auditoria eletrônica gerou o Anexo 1a, fl. 54, onde evidenciase que não foram localizados os DARF correspondentes aos pagamentos. Da mesma forma o fato gerador de junho/1998, cujos valores devidos teriam sido decorrentes de compensação em processo judicial que não foi localizado. No seu recurso voluntário o contribuinte cita jurisprudência administrativa a respeito da contagem do prazo decadencial, mas não traz provas de que efetuou antecipações de pagamentos para contrapor os elementos que constam do auto de infração, no qual não foram localizados DARF relativos a recolhimentos da Cofins dos respectivos fatos geradores. Como não houve antecipação de pagamento, o início do prazo decadencial é o previsto no art. 173, inc. I do CTN, in verbis: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) Com esta regra a contagem do prazo de cinco anos para os fatos geradores ocorridos em 1998, iniciamse em 1º/01/1999, tendo a fazenda pública a possibilidade de efetuar o lançamento até 31/12/2003. Como o lançamento foi realizado em 02/07/2003, não houve o alegado transcurso do prazo decadencial. Portanto, voto por negar provimento ao recurso voluntário no que pertine à matéria devolvida à análise desta turma. Entretanto, por entender de bom alvitre, reforço a recomendação exarada pela DRJ/Fortaleza, quando do julgamento em primeira instância administrativa, abaixo transcrita: “Ressaltese todavia que, tendo em vista a existência de processos judiciais que envolvem a discussão da matéria objeto do presente litígio, conforme demonstrado nos autos, a Autoridade Responsável pela execução do Acórdão deverá proceder ao acompanhamento das referidas ações, verificando se há algum impedimento para cobrança do crédito tributário mantido, e adotar as providências legais cabíveis.” Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 255DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10315.000548/200311 Acórdão n.º 3301002.500 S3C3T1 Fl. 230 7 Fl. 256DF CARF MF Impresso em 11/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
score : 1.0
Numero do processo: 15374.724348/2009-61
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 01 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3402-000.665
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros presentes GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, LUIZ CARLOS SHIMOYAMA (SUPLENTE), SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, JOãO CARLOS CASSULI JUNIOR, MONICA ELISA DE LIMA (SUPLENTE), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente, justificadamente, a conselheira NAYRA BASTOS MANATTA.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros presentes GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO DEÇA, LUIZ CARLOS SHIMOYAMA (SUPLENTE), SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, JOãO CARLOS CASSULI JUNIOR, MONICA ELISA DE LIMA (SUPLENTE), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente, justificadamente, a conselheira NAYRA BASTOS MANATTA.
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RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros presentes GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO (Presidente Substituto), FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’EÇA, LUIZ CARLOS SHIMOYAMA (SUPLENTE), SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, JOãO CARLOS CASSULI JUNIOR, MONICA ELISA DE LIMA (SUPLENTE), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente, justificadamente, a conselheira NAYRA BASTOS MANATTA. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .7 24 34 8/ 20 09 -6 1 Fl. 704DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 3 2 Relatório Versam os autos de Declaração de Compensação (DCOMP), relativa a crédito de COFINS pago indevidamente ou a maior no período de 12/2001, no montante original de R$28.968.556,72 (vinte e oito milhões, novecentos e sessenta e oito mil, quinhentos e cinqüenta e seis reais e setenta e dois centavos). O Parecer Conclusivo nº. 102/2010, proferido pela DEMAC/RJO às fls. 173182 (numeração eletrônica), indeferiu o pedido do contribuinte – não homologando consequentemente a compensação transmitida – fundamentando, em síntese, que tendo sido intimado a comprovar a origem da base de cálculo reduzida da COFINS (constante de sua DCTF retificadora), limitouse o contribuinte a apresentar cópias de balancetes e planilhas de apuração da contribuição, indicando ainda algumas liminares do Poder Judiciário e demais planilhas extracontábeis de ajustes, sem, porém, atualizar a situação das ações judiciais que fundamentavam seu direito creditório. O referido despacho esclareceu que na busca da verdade material, ao conferir a apuração correta da COFINS do contribuinte (para a verificação da real existência do suposto indébito), já excluiu das bases de cálculo da contribuição as receitas de exportações, as devoluções e os descontos incondicionais, mas que, no entanto, não exclui as receitas de vendas de “óleo diesel”, “gasolina” e “GLP”, pois a redação do art. 74 da Lei 9.430/96 estabelece que a compensação de crédito oriundo de decisão judicial somente pode ser efetuada após o transito em julgado da respectiva sentença, o que não teria ocorrido no caso das correspondentes ações/liminares, e ainda,“além disso, caso a decisão judicial proferida considerasse a obrigação tributária em comento como hipótese de substituição tributária, o reconhecimento do suposto indébito somente poderia ser efetuado se a contribuinte comprovasse que assumiu o respectivo encargo financeiro ou que está expressamente autorizada a repetir o referido valor, nos termos do art. 166 do Código Tributário Nacional. Ou seja, somente quando a contribuinte possui o provimento judicial definitivo e os demais requisitos exigidos pelo CTN, surge a possibilidade da repetição do indébito tributário. E no presente caso, a requerente, apesar de intimada limitouse a descrever como tratou os eventos à época das liminares, sem se preocupar, contudo, em atualizar a situação das ações que fundamentavam o solicitado direito creditório.” Também apontou o despacho que o contribuinte interessado não considerou o valor negativo de R$7.224.558,66 indicado na conta “354202 – CORR. MONET. SUBS. E CONTR.”, e que apesar de não interferirem na apuração de IRPJ e CSLL, as variações monetárias ativas ou receitas financeiras, importam à COFINS. Tal preceito aplicase também à exclusão indevida das receitas da conta “3540009 RECEITAS FINANC. TIME DESPOSITS”, no valor de R$532.138,00. Ao final do despacho, a Autoridade recompôs a base de cálculo da contribuição entendida, por sua vez, como correta, considerando as alterações efetuadas, e concluiu: “Considerando a análise realizada com base nos ajustes extracontábeis efetuados pela empresa, constatase a inexistência de pagamento indevido. Com efeito, de acordo com a apuração realizada de ofício a contribuinte deveria ter recolhido a título de Cofins relativa ao mês de dezembro de 2001 o montante de R$485.606.063,744 e, no entanto, pagou somente Fl. 705DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 4 3 R$456.950.728,89. Mesmo considerando os valores que teriam sido compensados sem processo [informados como: "Nota de crédito (ref. Cofins cobrada a maior)"] R$5.167.483,67; R$10.277.777,94; R$420.795,87; R$ 2.373.754,43; e R$ 13.656,77 a posição da empresa em relação à Fazenda ainda é devedora. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificada do referido Parecer Conclusivo e do Despacho Decisório de fls. 283, o sujeito passivo apresentou a competente Manifestação de Inconformidade em 09/06/2011, cujos fundamentos, por bem resumidos pela DRJ/RJI, merecem ser reproduzidos: a) A resposta à intimação fiscal e a documentação apresentada respaldam o direito creditório e merecem nova análise, o que se requer; b) A variação cambial positiva não pode ser enquadrada dentro do conceito de receita até que haja a liquidação do contrato que a lastreia, tendo em vista que não representa acréscimo patrimonial. Respalda seu procedimento no art. 3º, § 1º e § 2º, inc. II, da Lei 9.430/96; c) A doutrina é uníssona no que tange á impossibilidade de se tributar a variação cambial; d) Diversos acórdãos do Segundo Conselho de Contribuintes corroboram o entendimento adotado pela contribuinte; e) O STJ apresenta diversos julgados que reforçam o mesmo entendimento; f) O STF declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º, da Lei 9.718/98. Foi reconhecida a repercussão geral da questão e o referido dispositivo foi revogado pela Lei 11.941/2009; g) A própria 5ª Turma da DRJ/RJO II, no acórdão 1333.328, sessão realizada em 03/02/2011 reconheceu tal fato; h) Os cálculos realizados pela Petrobrás justificam o crédito declarado, conforme demonstrados nas Tabelas 1 a 4; i) Requer seja julgada procedente a manifestação de inconformidade, para que seja homologada a compensação declarada. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Em análise e atenção aos pontos suscitados pelo contribuinte em sua defesa, a 17ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro (DRJ/RJ1), proferiu o Acórdão de nº. 1246.476, ementado nos seguintes termos: Fl. 706DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 5 4 “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2001 a 31/12/2001 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO SUB JUDICE. É vedado, para fins de compensação, aproveitar crédito, objeto de disputa judicial, antes de transitar em julgado a decisão favorável ao sujeito passivo. BASE DE CÁLCULO. ALTERAÇÃO. LEI Nº 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL Declarada a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo plenário do STF, em sede de controle difuso, e tendo sido, posteriormente, reconhecida por aquele Tribunal a repercussão geral da matéria em questão e reafirmada a jurisprudência adotada, deliberandose, inclusive, pela edição de súmula vinculante, deixase de aplicar o referido dispositivo, conforme autorizado pelos Decretos nºs 2.346/97 e 70.235/72. IMPUGNAÇÃO. ALEGAÇÃO SEM PROVAS. A manifestação de inconformidade apresentada contra decisão que reconheceu em parte o direito creditório pleiteado deverá conter os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e deverá vir acompanhada dos dados e documentos comprovadores dos fatos alegados. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Não Reconhecido” A decisão de Primeira instância segregou seu entendimento por assuntos, relativamente aos motivos de indeferimento do crédito: (i) no que tange aos valores de crédito relativos às receitas de venda de óleo diesel e gasolina às empresas detentoras de liminar judicial, a DRJ foi categórica e sucinta em utilizar a regra do artigo 170A do CTN, reputando imprescindível o trânsito em julgado da ação para a certeza, liquidez e exigibilidade do crédito pretendido; (ii) quanto às receitas financeiras não incluídas pelo contribuinte na base da contribuição, a DRJ deu parcial procedência ao pleito, entendendo que “ao recompor a base de cálculo da COFINS mediante inclusão de receitas não declaradas anteriormente pelo contribuinte, a autoridade fiscal nada mais fez do que constituir o crédito tributário não declarado/confessado”, incluindo de ofício receitas já declaradamente consideradas inconstitucionais pelo STF, as quais deveriam ser excluídas da base de cálculo demonstrada no Parecer Conclusivo; e (iii) no que se refere aos outros ajustes efetuados pela Autoridade Preparadora na apuração da base de cálculo da COFINS devida pelo contribuinte, a referida Autoridade, ao verificar que a contribuinte excluiu das receitas de venda de gasolina a receita relativa à venda de gasolina para aviação (combustível para aviões) e excluiu Propeno das receitas de venda de GLP, com fundamento de que estas receitas não estariam sujeitas a tributação monofásica da contribuição (alíquota de 12,45%), mas sim submetidas a alíquota da COFINS em geral (3%) – o que gerou indébito relativamente ao pagamento a da mesma, a DRJ entendeu que o contribuinte não logrou êxito em comprovar que tais receitas poderiam/deveriam ser excluídas das demais receitas, mantendo o procedimento adotado no Parecer Conclusivo. DO RECURSO Fl. 707DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 6 5 Ciente em 05/04/2013 do Acórdão de 1ª Instância, e não se conformando com a referida decisão, o contribuinte apresentou em 18/04/2013, conforme Termo de Solicitação de Juntada de fls. 270 (numeração eletrônica) Recurso Voluntário a este Conselho, alegando, resumidamente, os seguintes fundamentos: Que quanto às vendas para distribuidoras liminaristas, as Petrobrás atuou sob regime de substituição tributária, sendo, portanto, a responsável pelo recolhimento da contribuição; Que as referidas decisões liminares, considerando este contexto, obrigavam a Companhia a não realizar os recolhimentos da COFINS e que a Fazenda Nacional possuía pleno conhecimento do conteúdo das referidas decisões, não podendo a empresa ser prejudicada por respeitar as decisões do Poder Judiciário; Quanto à exclusão da receita de venda de gasolina para aviação das receitas de venda de combustíveis em geral, a Recorrente informa que equivocouse, incluindo indevidamente a gasolina para aviação – tributada à alíquota de 3%, na receita de combustíveis em geral – com tributação diferenciada/monofásica e alíquota de 12,45% , gerando assim um pagamento a maior, cuja prova de seu montante pode ser extraído das notas fiscais de venda do referido produto anexadas ao recurso; A mesma coisa ocorreu para a inclusão indevida da receita de vendas de Propeno Grau Polímero nas receitas de vendas de GLP, ocorrendo um pagamento a maior; Por fim, quanto às receitas financeiras, em face da decisão plenária do STF – que declarou inconstitucional o §1º do art. 3º da Lei 9.718/98, devem as mesmas serem desconsideradas das bases tributáveis da COFINS; Requereu ao fim o provimento do recurso para a reforma do Acórdão da DRJ e a homologação da compensação declarada; DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a este relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 01 (um) Volume, numerado até a folha 702 (setecentos e dois), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do CARF. É o relatório. Fl. 708DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 7 6 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. O recurso é tempestivo e atende os pressupostos de tempestividade e admissibilidade, devendose dele, portanto, tomar conhecimento. Do que se pode ler do relato acima, em resumo o processo se deslinda a partir do fato em que a autoridade preparadora, na análise do direito creditório necessário à homologação da compensação objeto destes autos, teve de reapurar a base de cálculo da COFINS do contribuinte, a fim de evidenciar ou não o indébito alegado, resultando, por fim, em inclusão de receitas não declaradas pelo mesmo em sua base tributável, e, consequentemente, ao invés de indébito a repetir, apurouse débitos a pagar, ocorrendo a glosa do crédito pretendido. A questão trazida no despacho decisório que fundamentou o indeferimento do crédito e a não homologação da compensação pautouse em três principais discussões de direito, quais sejam: (i) no não reconhecimento do crédito com origem em decisões liminares; (ii) na inclusão de ofício de receitas financeiras – variações monetárias ativas – na receita tributável do contribuinte; e, por fim (iii) no não reconhecimento do indébito relativo ao pagamento dito como indevido de COFINS na alíquota de 12,45% (tributação monofásica) de valores correspondentes às receitas de vendas de gasolina para aviões (combustível de aviação) e de Propeno nas receitas de GLP, pois que aduziu o contribuinte que sua tributação deveria ter sido realizada à alíquota geral da contribuição, ou seja, 3%. O mérito das questões acima resumidas foi devidamente enfrentado pela Delegacia de Julgamento em Primeira Instância, tendo, entretanto, sido afastado o direito relativo ao “item 3” acima elencado, pela falta de provas dos valores que correspondiam à estas receitas ditas como “pagas indevidamente” pelo contribuinte (relativas à diferença de alíquota de 12,45% para 3% no recolhimento), o que, diante da juntada de documentos ao recurso voluntário, me traz o entendimento de que antes de mais nada, merecem então análise as referidas provas, prejudicando o julgamento que aqui se poderia realizar. Consigno que o “item 2”, relativo à inclusão de ofício de receitas na base de cálculo tributável do contribuinte, gerando um lançamento indireto de COFINS (deduzida do crédito tributário pretendido pela empresa) é questão superada, pois que foi devidamente “afastada/exonerada” pela DRJ/RJI, ao cumprimento do entendimento dos Tribunais Superiores do país, considerandose inconstitucional o §1º, do artigo 3º da Lei 9.718/98. Resta assim, a análise pura e simples do crédito utilizado na compensação, seja daquele oriundo de decisões judiciais liminares, seja daquele decorrente do recolhimento á alíquota indevida de COFINS, ao qual a DRJ considerou inexistente por falta de provas. No que concerne a esta questão (das receitas que o sujeito passivo alega ter indevidamente tributado à alíquota monofásica – junto com as demais receitas de venda de combustíveis) a DRJ, conforme já mencionado, entendeu que se o contribuinte quisesse mesmo lograr êxito no reconhecimento de tal direito, deveria o mesmo ter sido capaz de apresentar documentos relativos ao montante destas receitas, afim de que se pudesse quantificar o valor correspondente, bem como sua proporcionalidade no recolhimento efetivamente efetuado da Fl. 709DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 8 7 contribuição – o então que foi atenciosamente observado pelo contribuinte interessado, que em seu recurso voluntário trouxe todas as notas fiscais de vendas dos referidos produtos (documentos de fls. 323 a 697 – numeração eletrônica) relativas ao mês de Dez/2001. Assim, considerando as afirmações do sujeito passivo, juntamente com a juntada das notas fiscais que demonstram, ao menos, um início de prova relativo aos montantes de receitas de vendas de gasolina para aviões e de Propeno, as quais podem ser então verificadas se inseridas ou não indevidamente na receita de vendas de combustíveis em geral – e tributadas com alíquota superior ao que lhe determina a legislação – tornase necessária a conversão deste julgamento em diligência, para que sejam então verificados os ditos valores, e, desta verificação, a cargo da Administração (inclusive sob o pálio do contraditório), haja manifestação expressa sobre tais fatos e documentos. Para casos como o ora analisado, o próprio regulamento do Processo Administrativo Fiscal (Decreto nº 70.235/72) prevê, no art. 29, o seguinte: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Assim sendo, entendo que o processo não se encontra suficientemente instruído e as provas existentes não foram ainda totalmente exauridas e analisadas sob o pálio do contraditório, não se encontrando, consequentemente, em condições de receber um julgamento justo, razão pela qual voto por converter o julgamento em diligência, para que a Autoridade Preparadora adote as seguintes providências: a) Verifique, a partir dos documentos trazidos aos autos pela Recorrente no Recurso Voluntário e de seu cotejo com outros documentos a serem solicitados ou verificados na sede do contribuinte, se na receita de venda de combustíveis encontrase inserida receita de venda de combustíveis para avião, bem como, se na receita de venda de GLP, encontrase incluída receita de venda de Propeno; b) Em caso afirmativo, segregar as receitas de venda de combustíveis daquelas de venda de combustíveis para aviação, bem como, as receitas de venda de GLP, daquelas relativas à venda de Propeno. No mesmo sentido, apurar a COFINS devida sobre cada uma das respectivas receitas de acordo com a alíquota efetivamente aplicável, indicando se existem pagamentos a maior relativos a COFINS especificamente com relação a estas receitas; c) Em sendo positivo o quesito da alínea b acima, recompor a apuração do período em questão, indicando se houve recolhimento indevido ou a maior por parte do sujeito passivo, bem como o respectivo montante; d) Confeccionar “Relatório Conclusivo” da diligência, relativamente a análise dos documentos acostados aos autos após o Recurso Voluntário, considerando as verificações acima determinadas; e) Após, seja intimando o contribuinte para que se manifeste sobre o “Relatório Conclusivo”, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, após o que, Fl. 710DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 15374.724348/200961 Resolução nº 3402000.665 S3C4T2 Fl. 9 8 com ou sem manifestação, sejam os autos remetidos a este Conselho para reinclusão em pauta para prosseguimento no julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator Fl. 711DF CARF MF Impresso em 02/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/1 1/2014 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11516.000766/2005-13
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2000, 2001
NORMAS PROCESSUAIS - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA -
Não se conhece do recurso especial se não restou demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outro colegiado do CARF.
Numero da decisão: 9101-001.905
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por maioria de votos, recurso não conhecido. Vencidos os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Jorge Celso Freire da Silva, André Mendes de Moura (Suplente Convocado) e Henrique Pinheiro Torres.
(documento assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres
Presidente Substituto
(documento assinado digitalmente)
Valmir Sandri
Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, André Mendes de Moura (Suplente Convocado), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada), Marcos Vinicius Barros Ottoni (Suplente Convocado) e Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado).
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2000, 2001 NORMAS PROCESSUAIS - RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA - Não se conhece do recurso especial se não restou demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outro colegiado do CARF.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por maioria de votos, recurso não conhecido. Vencidos os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Jorge Celso Freire da Silva, André Mendes de Moura (Suplente Convocado) e Henrique Pinheiro Torres. (documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, André Mendes de Moura (Suplente Convocado), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Valmar Fonseca de Menezes, Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada), Marcos Vinicius Barros Ottoni (Suplente Convocado) e Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1789; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 2 1 1 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11516.000766/200513 Recurso nº 153.074 Especial do Procurador Acórdão nº 9101001.905 – 1ª Turma Sessão de 20 de março de 2014 Matéria IRRF Recorrente Fazenda Nacional. Interessado Prosul Projetos Supervisão e Planejamentos Ltda. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000, 2001 NORMAS PROCESSUAIS RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA Não se conhece do recurso especial se não restou demonstrado que o acórdão recorrido deu à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outro colegiado do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FFIISSCCAAIISS, por maioria de votos, recurso não conhecido. Vencidos os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Jorge Celso Freire da Silva, André Mendes de Moura (Suplente Convocado) e Henrique Pinheiro Torres. (documento assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, André Mendes de Moura (Suplente Convocado), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Valmar AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 07 66 /2 00 5- 13 Fl. 2080DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 11516.000766/200513 Acórdão n.º 9101001.905 CSRFT1 Fl. 3 2 Fonseca de Menezes, Meigan Sack Rodrigues (Suplente Convocada), Marcos Vinicius Barros Ottoni (Suplente Convocado) e Paulo Roberto Cortez (Suplente Convocado). Relatório Em sessão plenária de 17 de abril de 2008, a Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, analisando recurso voluntário em face de decisão da 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Florianópolis, nos autos do presente processo, por unanimidade de votos deulhe provimento parcial, nos termos do voto do relator, conforme Acórdão 105 16.954 (integrado em embargos pelo Acórdão nº130100.134). Inconformada, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, alegando que o Colegiado deu à matéria interpretação divergente da que lhe fora atribuída por outros colegiados. O recurso especial foi parcialmente admitido pelo Presidente da 3ª Câmara da 1ª Seção, em despacho ratificado pelo Presidente da CSRF. A matéria admitida restringiuse à exigência sobre pagamentos sem causa ou a beneficiários não identificados, especificamente aos pagamentos efetuados à empresa SIM Marketing S/C Ltda., excluídos pela decisão recorrida porque a empresa em questão teria sido efetivamente a beneficiária dos pagamentos nos termos de contrato, ainda que a efetividade da prestação dos serviços não tivesse sido comprovada. A interessada apresentou contrarrazões às fls. 1892 e seguintes. É o relatório. Voto Conselheiro VALMIR SANDRI, Relator. De acordo com o art. 67 do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF 256, de 2009, cabe Recurso Especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais contra decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. No que interessa ao presente, a decisão recorrida encontrase assim ementada: PAGAMENTOS A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFICADOS E/OU SEM CAUSA COMPROVAÇÃO Para a perfeita caracterização da incidência tributária de que trata o artigo 674 do RIR/99, necessário se faz comprovar a entrega dos recursos , por parte da pessoa jurídica, a terceiros; além disso, o Fl. 2081DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 11516.000766/200513 Acórdão n.º 9101001.905 CSRFT1 Fl. 4 3 beneficiário do pagamento deve restar não identificado ou, de outra sorte, não haver comprovação sobre a operação que motivou o pagamento. Havendo falha em algum desses elementos, é de se exonerar o lançamento. Por seu turno, os paradigmas ostentam as ementas a seguir transcritas: Acórdão 10708074: (...) IRF PAGAMENTO SEM CAUSA OU A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO TRIBUTAÇÃO E MULTA DE OFÍCIO As saídas de valores de contas do disponível, propiciadas pela contrapartida da contabilização de custos/despesas inexistentes, subsumese à hipótese legal de pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado a que alude o art.61, da Lei n"8.981/95. Acórdão 10614359: PAGAMENTO A BENEFICIÁRIO NÃO IDENTIFICADO/PAGAMENTO A BENEFICIÁRIO SEM CAUSA PAGAMENTO EFETUADO SEM COMPROVAÇÃO DA OPERAÇÃO OU CAUSA ARTIGO 61 DA LEIN° 8.981/95 CARACTERIZAÇÃO A pessoa jurídica que efetuar pagamento a beneficiário não identificado ou não comprovar a operação ou a causa do pagamento efetuado ou recurso entregue a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, bem como não comprovar o pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos ou mercadorias ou a utilização de serviços, sujeitarseá à incidência do imposto, exclusivamente na fonte, à alíquota de 35%. A admissão do recurso encontrase assim motivada no Despacho de fls. 1894/5: “Entretanto, relativamente aos pagamentos efetuados à empresa SIM Incentive Marketing, penso que assiste razão à recorrente. A decisão recorrida sustenta que, identificado o beneficiário, não caberia a tributação pelo IRF mesmo que a efetividade dos serviços não restasse comprovada. Tal entendimento conflita com o paradigma (Acórdão 106 14359) que manifestase pela incidência do IRF quando ‘....não se comprovar a operação ou a causa do pagamento efetuado....’(destaque acrescido).” A tributação discutida está fundamentada no art. 61 da Lei nº 8.981/95, que dispõe: Art. 61. Fica sujeito à incidência do Imposto de Renda exclusivamente na fonte, à alíquota de trinta e cinco por cento, Fl. 2082DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 11516.000766/200513 Acórdão n.º 9101001.905 CSRFT1 Fl. 5 4 todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado, ressalvado o disposto em normas especiais. § 1º A incidência prevista no caput aplicase, também, aos pagamentos efetuados ou aos recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa,(...). O pressupostos para a incidência da tributação na fonte sobre pagamentos efetuados, prevista no art. 61 da Lei nº 8.981/95, são a não identificação do beneficiário e/ou não comprovação da operação ou da sua causa. Inicialmente, destaco que em momento algum o acórdão recorrido menciona que os pressupostos para a incidência da tributação na fonte sobre pagamentos efetuados são cumulativos, bastando que não ocorra um deles para afastar a tributação. Não é isso. O que o acórdão vergastado afirma é que, no caso, não ocorreu nenhuma das condições, uma vez que está identificado o beneficiário (SIM Incentive Marketing Ltda.) bem como a causa (contrato de prestação de serviços). A conferir: “Apesar das considerações acima, verifico que não se encontram presentes as condições indispensáveis à incidência do imposto de renda na fonte de que trata o art. 674 e seu Parágrafo 1º, do RIR/99. O beneficiário dos pagamentos efetuados pela recorrente_à_SIM INCENTIVE MARKETING foi, claramente, esta última empresa, por conta de contrato firmado entre elas. O fato de que a efetividade da prestação dos serviços não restou comprovada, motivando a glosa das despesas para fins do IRPJ, não pode servir, por si só, para embasar a tributação na fonte que aqui se pretende.”(sublinhei). Assim, a interpretação do acórdão recorrido é de que basta a não identificação do beneficiário do pagamento ou a não comprovação da operação ou causa que o justificou para que ocorra a incidência. Contudo, identificado o beneficiário (SIM) e comprovada a causa (contrato de prestação de serviços), a não comprovação da efetividade da prestação do serviço previsto no contrato (causa ao pagamento) é condição não prevista na norma para impor a incidência na fonte (embora o seja para a glosa de despesa na apuração da base de cálculo o IRPJ). E isso tem toda a lógica com a tributação exclusiva na fonte, justificada pela necessidade de impedir a tributação da receita/ rendimento pelo beneficiário. Identificado o beneficiário do pagamento e sua causa, a tributação se faz de acordo com a norma específica prevista para a natureza do rendimento pago. No caso, houve a retenção na fonte sobre prestação de serviços, como consta destacado em todas as notas fiscais. Os acórdãos indicados como paradigmas não veiculam interpretação divergente, isto é, não dispõem que, identificado o beneficiário e provada a operação ou causa, a falta de comprovação da efetividade do serviço justifica a incidência do mencionado art. 61 (art. 647 do RIR/99). Embora a ementa do paradigma utilizado no exame de admissibilidade (106 14.359) possa dar a entender que a Sexta Câmara adotou interpretação divergente, ao se referir a outra condição alternativa para a tributação (...bem como não comprovar o pagamento do Fl. 2083DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 11516.000766/200513 Acórdão n.º 9101001.905 CSRFT1 Fl. 6 5 preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos ou mercadorias ou a utilização de serviços, sujeitarseá à incidência do imposto, exclusivamente na fonte, à alíquota de 35%), a situação fática analisada no paradigma da Sexta Câmara é totalmente diferente, não se prestando a caracterizar a divergência. O caso analisado pela Sexta Câmara tratava de auditoria em empresa na qual fora comprovado desvio na aplicação de recursos públicos provenientes do FINAM, efetivamente entregues à empresa, que se encontrava em fase préoperacional à época. A empresa não mantinha escrituração e não apresentou os livros e documentos exigidos em intimação. Também não apresentou os extratos bancários a que fora intimada. A partir dos extratos obtidos diretamente das instituições financeiras, mediante RMF, a fiscalização solicitouse que a empresa apresentasse justificativas para as operações que haviam dado causa aos pagamentos, comprovando as mesmas através de documentação hábil e idônea (na oportunidade, foram enviados a relação completa dos pagamentos que careciam de comprovação e as cópias de todos os cheques em questão), não tendo sido atendida. A fiscalização promoveu ampla circularização dos beneficiários dos cheques, solicitando a estes que informassem qual operação dera causa aos pagamentos e o encaminhamento da documentação comprobatória. Para os beneficiários que responderam e apresentaram a documentação comprobatória, a fiscalização excluiu o valor para fins de tributação na fonte. Para os beneficiários que não responderam ou que responderam de forma evasiva e desprovida de documentação, foi exigido o IRRF na forma do art. 61 da Lei 8.981/95. Analisando o processo, a Sexta Câmara decidiu nos termos do voto do relator, que consigna: É cristalino que houve a realização de diversos pagamentos. Entretanto, se a autuada não trouxe aos autos documentação comprobatória que os dá causa e comprovando a operação, está evidente, que os recursos foram repassados para alguém não identificado ou quando identificado não ficou comprovada a operação ou a sua causa. Somente o fato da identificação dos beneficiários dos pagamentos e não restando comprovada a operação ou a sua causa, já estariam caracterizadas com perfeição as hipóteses previstas no artigo 61, da Lei n° 8.981/95. Ainda é de se esclarecer, que os pressupostos de incidência são diversos, ou seja, "quando não for indicada a operação", "quando não for indicada a causa", e "quando o comprovante do pagamento não individualizar o beneficiário". Como também é evidente que os pressupostos de incidência previstas neste artigo não são cumulativos, ou seja, basta ocorrer um deles para que ocorra o fato gerador do imposto de renda na fonte.; Portanto, a interpretação da Sexta Câmara não discrepa da do acórdão recorrido. Diferentemente do caso analisado pela acórdão guerreado, no qual estava Fl. 2084DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI Processo nº 11516.000766/200513 Acórdão n.º 9101001.905 CSRFT1 Fl. 7 6 identificado o beneficiário (SIM) e a causa (contrato de prestação de serviços), no caso analisado pela Sexta Câmara, estavam identificados (pelos cheques) os beneficiários, mas não estava identificada a causa. Os pressupostos de incidência apontados na decisão da Sexta Câmara são: (i) "quando não for indicada a operação"; (ii) "quando não for indicada a causa", e "(iii ) quando o comprovante do pagamento não individualizar o beneficiário"., situações não ocorridas no caso analisado pelo Acórdão recorrido. O segundo paradigma indicado, e que não foi objeto de análise no exame de admissibilidade (Ac. 10708707), também não se presta para indicar divergência de interpretação, pois trata de pagamento a beneficiários não identificados, como se pode conferir do trecho do voto que aborda o assunto: Tratase, como visto do registro de documentos emitidos em nome de pessoa jurídica inexistente de fato que possibilitou a indevida redução do lucro líquido e consequentemente viabilizou a saída de recursos de contas do disponível (caixa ou bancos) para terceiros não identificados, sócios ou não, nos precisos termos da norma cogente. Pelas razões expostas, não conheço do recurso da Fazenda Nacional. É como voto. Sala das Sessões, em 20 de março de 2014. (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Fl. 2085DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HE NRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 07/01/2015 por VALMIR SANDRI
score : 1.0
Numero do processo: 13888.000392/00-85
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2000
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3403-003.484
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita das compensações tratadas neste processo.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita das compensações tratadas neste processo. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 03 92 /0 0- 85 Fl. 1094DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Tratase de pedido de ressarcimento do saldo credor de escrita do IPI do 1º Trimestre de 2000, formalizado em 08/05/2000, com base no art. 11 da Lei nº 9.779/99. Ao pedido de ressarcimento no montante de R$ 1.483.896,89, foram vinculados pedidos de compensação formulados em 11/05/2000 e 23/05/2000 (fls. 725 a 728); 10/08/2000 (fl. 738); 20/06/2002 (fl. 742). Por meio das petições de fls. 730/731, 733/734 de 25/07/2000 o contribuinte retificou alguns pedidos de compensação, conforme formulários de fls. 732 e 735. A somatória dos débitos indicados nos formulários válidos de fls. 732, 735, 738, e 742 totaliza R$ 1.483.896,82. Com base na informação fiscal de fls. 766/768, o despacho decisório de fls. 780/783 deferiu em parte o ressarcimento pleiteado e homologou parcialmente os pedidos de compensação que haviam sido transformados em declarações de compensação por força do art. 74, § 4º da Lei nº 9.430/96. O motivo para o deferimento parcial do crédito foi o descumprimento do art. 5º da IN SRF nº 33/99, pois o contribuinte teria incluído no pedido de ressarcimento o saldo credor acumulado em 31/12/1998, que não era passível de ressarcimento. O contribuinte tomou ciência do despacho de homologação parcial das compensações em 16/06/2005 (AR de fls. 787). Irresignado, apresentou em tempo hábil manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que a questão discutida neste processo é a mesma que gerou o auto de infração albergado no processo 13890.000681/200411. A glosa do ressarcimento deveria ser suspensa até o julgamento do referido auto de infração. Ocorreu a decadência do direito do fisco estornar da escrita o saldo credor acumulado em 31/12/1998. O critério utilizado pela fiscalização para arbitrar o giro do estoque com o intuito de determinar o valor do estorno não tem base legal e está eivado de erro porque não considerou as operações isentas ou imunes (fls. 840). Por meio do Acórdão 9.679, de 26 de outubro de 2005, a 2ª Turma da DRJ Ribeirão Preto anulou o despacho decisório, conforme fls. 986/897. A DRJ entendeu que o critério adotado pela fiscalização para determinar o giro do estoque não tinha amparo legal e que a fiscalização teria cometido um erro material, pois ao tentar esgotar o saldo credor de 31/12/1998 e recompor o livro de IPI, a fiscalização teria somado o saldo credor de 31/12/1998 aos créditos de 1999, para dedução do IPI devido, conforme parágrafo 11 da fundamentação da DRJ (fls. 928). O processo retornou à DRF. A fiscalização procurou justificar seu procedimento e contestou o Acórdão da DRJ na informação fiscal de fls. 843/845. A DRF proferiu novo despacho decisório às fls. 846/853 mantendo os mesmos fundamentos adotados no despacho anulado. Neste novo despacho foram acrescentados alguns argumentos destinados a rechaçar alegações da impugnação e do voto condutor da DRJ, concluindo a DRF por manter a mesma decisão que foi adotada no despacho anulado. Fl. 1095DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 13888.000392/0085 Acórdão n.º 3403003.484 S3C4T3 Fl. 4 3 Regularmente notificado do novo despacho decisório em 10/12/2009 (AR de fls. 858), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade reprisando os argumentos da manifestação anterior. Por meio do Acórdão 28.165, de 17 de março de 2010, a 2ª Turma da DRJ Ribeirão Preto proferiu decisão mantendo a glosa do direito de crédito efetuada pela fiscalização. Desta feita a DRJ entendeu que o contribuinte não tinha direito a nenhum ressarcimento e que em virtude do princípio da non reformatio in pejus não poderia reverter o ressarcimento que já havia sido concedido. Foi rejeitada a alegação de decadência do direito do fisco estornar o saldo credor de 31/12/1998. Foi decidido que o fato do auto de infração albergado no processo 13890.000681/200411 ter sido julgado improcedente não autoriza a conclusão de que os créditos devem ser ressarcidos. Regularmente notificado do acórdão de primeira instância em 02/07/2010, o contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 927 e ss. em 02/08/2010, alegando, em síntese: 1) conexão com o processo 13890.000681/200411; 2) decadência do direito do fisco recompor o saldo da escrita existente em 31/12/1998; 3) nulidade do despacho decisório por falta de motivação; 4) ilegalidade do crítério adotado para arbitrar o giro do estoque. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. O art. 74, § 4º da Lei nº 9.430/96 estabelece que os pedidos de compensação pendentes de análise por parte da autoridade administrativa serão considerados como declarações de compensação desde a data dos respectivos protocolos, para fins do disposto no art. 74. Em 30/12/2002, data da publicação da Lei nº 10.637/2002, que introduziu o parágrafo 4º no art. 74 da Lei nº 9.430/96, todos os pedidos de compensação apresentados pelo contribuinte neste processo, originais e retificadores, estavam pendentes de apreciação da autoridade administrativa, uma vez que o primeiro despacho decisório só foi notificado ao contribuinte em 16/06/2005 (AR de fls. 787). Sendo assim, todos os pedidos albergados neste processo, originais e retificadores, foram transformados em declaração de compensação por força do art. 74, § 4º da Lei nº 9.430/96. O § 5º do art. 74 da referida lei estabelece que o prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. O referido prazo é de decadência e não está sujeito a interrupções e suspensões. Fl. 1096DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Em 16/06/2005, data da ciência do primeiro despacho decisório, já estavam homologadas por decurso de prazo as compensações declaradas até 16/06/2000. Remanescia o direito do fisco quanto à homologação das declarações de compensação apresentadas em 10/08/2000 (fl. 738) e 20/06/2002 (fl. 742). Entretanto, o despacho decisório de 16/06/2005 foi anulado pela DRJ. Não se trata de nulidade formal, mas sim de vício de mérito, pois o julgador de piso considerou ilegal o critério adotado para o estabelecimento do giro do estoque e considerou que houve a ocorrência de erros materiais na recomposição do saldo credor do contribuinte. Assim, não há que se cogitar de reinício da contagem do prazo de decadência com base no art. 173, I do CTN, mesmo porque não se trata de nulidade de lançamento de ofício por vício de forma. A declaração de compensação mais recente albergada neste processo foi apresentada em junho de 2002. O despacho decisório válido foi notificado ao contribuinte apenas em 10/12/2009 (AR de fls. 858). Assim, é inequívoco que transcorreu um prazo muito superior a 5 anos entre as datas de protocolo de cada declaração e a data do despacho decisório válido, sendo forçoso reconhecer a ocorrência da homologação tácita. Considerando que o valor do pedido de ressarcimento (crédito) é idêntico ao somatório dos tributos compensados (débito), não há mais interesse em apreciar e discutir as demais questões versadas no recurso voluntário. Com esses fundamentos, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para reconhecer a homologação tácita das compensações albergadas neste processo. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Fl. 1097DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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