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Numero do processo: 10882.900407/2008-70
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/07/2002
NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE.
Não cabe à Administração suprir, por meio de diligências, mesmo em seus arquivos internos, má instrução probatória realizada pelo contribuinte. Sua denegação, pois, não constitui cerceamento do direito de defesa que possa determinar a nulidade da decisão nos termos dos arts. 59 e 60 do Decreto 70.235/72. A ausência de prova do direito alegado, autoriza seu indeferimento.
Recurso Especial do Contribuinte Negado.
Numero da decisão: 9303-002.460
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Nanci Gama e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva votaram pelas conclusões.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/07/2002 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. Não cabe à Administração suprir, por meio de diligências, mesmo em seus arquivos internos, má instrução probatória realizada pelo contribuinte. Sua denegação, pois, não constitui cerceamento do direito de defesa que possa determinar a nulidade da decisão nos termos dos arts. 59 e 60 do Decreto 70.235/72. A ausência de prova do direito alegado, autoriza seu indeferimento. Recurso Especial do Contribuinte Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Nanci Gama e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva votaram pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 04 07 /2 00 8- 70 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900407/200870 Acórdão n.º 9303002.460 CSRFT3 Fl. 169 2 Relatório Tratase de Declaração de Compensação transmitida pela Contribuinte com amparo em direito creditório oriundo de suposto pagamento efetuado a maior. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório objeto da decisão recorrida, sintetizado pelos fragmentos a seguir transcritos: “A empresa acima transmitiu eletronicamente diversos PerdComp comunicando compensações com direito creditório de PIS e COFINS que entende terem sido recolhidos indevidamente nos períodos de apuração compreendidos entre 2000 e 2005. As declarações eletrônicas foram examinadas inicialmente pela DRF Osasco, que considerou inexistente o direito creditório ao constatar que ele correspondia exatamente aos valores das contribuições espontaneamente confessadas pela empresa em suas DCTF. Foram, por isso, expedidos despachos decisórios simplificados não homologatórios das compensações comunicadas. Tais despachos foram objeto de manifestações de inconformidade em que a empresa procurou justificar o seu direito pela afirmação de que teria efetuado recolhimentos das contribuições sobre receitas obtidas com a venda de produtos para empresas sediadas na Zona Franca de Manaus (ZFM) que ela entende serem isentas de ambas as contribuições em todo o período. Reconheceu não ter retificado as DCTF anteriormente à entrega das Dcomp, mas informou que estava procedendo a isso. A empresa anexou diversos documentos à manifestação de inconformidade. Para a maioria dos processos, mas não a totalidade, entre eles se encontra planilha demonstrativa do valor pretendido, em que é discriminada, por nota fiscal, a receita obtida com aquelas vendas. Mesmo nos processos em que consta tal planilha, ela não veio acompanhada dos próprios documentos fiscais ou livros fiscais ou contábeis. Analisadas pela DRJ Campinas, as manifestações não foram acolhidas, ainda que tenha sido reconhecido que a empresa àquela altura já retificara as DCTF, pondoas em conformidade com as compensações pretendidas. Para não reconhecer o direito creditório, a DRJ ratificou o entendimento administrativo, objeto do Parecer PGFN nº 1789/2002, de que até o período de apuração dezembro de 2000 não há qualquer ato que conceda isenção a tais vendas ou qualquer outra forma de desoneração. No entender da administração, apenas no período compreendido entre 22 de dezembro de 2000 e 25 de julho de 2004 há isenção quando as vendas para a ZFM se enquadrem, ademais, nas disposições dos incisos IV, VI, VIII ou Fl. 169DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900407/200870 Acórdão n.º 9303002.460 CSRFT3 Fl. 170 3 IX da Medida Provisória 2037 e suas reedições. A partir de 26 de julho de 2004, passou a haver desoneração, sob a forma de redução a zero das alíquotas, para toda e qualquer venda realizada para aquela região, mesmo que não enquadrada nas disposições acima. Destarte, para os recolhimentos relativos a fatos geradores ocorridos até 21 de dezembro de 2000 afirmou não haver o direito alegado. Para os recolhimentos relativos ao período compreendido entre 22 de dezembro de 2000 e 26 julho de 2004 afirmou que caberia à empresa provar que as vendas se enquadram nas disposições acima o que, sozinha, a planilha untada (quando presente) não consegue fazer. Para recolhimentos posteriores, a julho de 2004 afirmou não ter a empresa juntado qualquer elemento comprobatório de seu direito, como lhe competia, nem mesmo a mencionada planilha. Os recursos, todos ofertados tempestivamente, requerem preliminarmente a nulidade da decisão porque teria inovado nos fundamentos do despacho decisório, que em nenhum momento analisou o fundamento do pedido nem requereu esclarecimentos adicionais, limitandose a denegálo porque condizente com confissão de dívida anterior. Também porque a DRJ não analisou, com base nas informações de que dispõe internamente, a procedência do pedido ao menos naqueles meses em que reconhece possível o direito alegado, o que também constituiria cerceamento do seu direito de defesa. No mérito, defende haver a isenção em todo o período porque o DecretoLei nº 288, que criou a ZFM, teria equiparado as vendas para lá a uma autêntica exportação para todos os efeitos fiscais e que tal disposição ganhou o status de lei complementar em virtude da edição, na mesma data, do Ato Complementar nº 35/67, em que se estendeu aquela equiparação a todas as zonas francas e áreas de livre comércio. Assim, desde que reconhecida a isenção das contribuições para a receita de exportações (Lei Complementar 85/2002 e Lei nº 7.714/88) esta também se aplicaria às vendas à ZFM e não poderia ter sido revogada por lei ordinária como pretendeu a Medida Provisória 2037. Afirma que esse entendimento já seria assente no Poder Judiciário, inclusive objeto de decisão liminar concedida pelo Ministro Marco Aurélio na ADIn nº 3101 que questionava tal revogação, o que teria provocado a ausência do mesmo dispositivo nas reedições daquela MP. Aduz ainda que já há diversas decisões do STJ reconhecendo a não incidência na hipótese, de que cita exemplo, pugnando pela sua observância na esfera administrativa em respeito ao decreto 2.346/97.” Julgando o feito, a Câmara recorrida negou provimento ao recurso voluntário, em acórdão assim ementado: NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. Não cabe à Administração suprir, por meio de diligências, mesmo em seus arquivos internos, má instrução probatória realizada pelo contribuinte. Sua denegação, pois, não constitui cerceamento do direito de defesa que possa Fl. 170DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900407/200870 Acórdão n.º 9303002.460 CSRFT3 Fl. 171 4 determinar a nulidade da decisão nos termos dos arts. 59 e 60 do Decreto 70.235/72. PIS e COFINS. RECEITAS DE VENDAS A EMPRESAS SEDIADAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS. INCIDÊNCIA. Até julho de 2004 não existe norma que desonere as receitas provenientes de vendas a empresas sediadas na Zona Franca de Manaus das contribuições PIS e COFINS, a isso não bastando o art. 4º do nº288/67. Inconformado, o sujeito passivo apresenta recurso especial, onde, em apertada síntese, reedita os mesmos argumentos expendidos no recurso especial. O especial foi admitido pelo presidente da câmara recorrida, em relação às duas questões trazidas no recurso, quais sejam: i) a ausência de lastro probatório mínimo a referendar o pedido de restituição formulado; e, ii) o próprio mérito do pleito, consistente na repetição de PIS/Cofins incidentes sobre as vendas a empresas localizadas na Zona Franca de Manaus. Regularmente cientificada do apelo do sujeito passivo, a Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, defendendo a manutenção do acórdão vergastado, pois, segundo entende, o sujeito passivo não fez prova de que as mercadorias foram remetidas à Zona Franca de Manaus, e a ele caberia esse ônus. Ainda, de acordo com a PGFN, as remessas para a ZFM não estavam isentas das contribuições. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, dele conheço. A teor do relatado, duas sãos as questões trazidas a debate: a ausência de lastro probatório mínimo a referendar o pedido de restituição formulado; e, ii) o próprio mérito do pleito, consistente na repetição de PIS/Cofins incidentes sobre as vendas a empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, que a recorrente defende estar amparada por isenção fiscal. Inicialmente, deve ser enfrentada a questão referente ao ônus da prova. A recorrente defende em seu especial que o Fisco não envidou todos os esforços no sentido de transparecer a realidade dos fatos, de forma a possibilitar a constatação da ocorrência ou não do direito do crédito pleiteado pela Recorrente. Ainda segundo a defesa, é certo o dever da Fiscalização, da DRJ diligenciar para requerer toda documentação necessária, a fim de buscar a realidade dos fatos e, se o caso, decidir em prol da Recorrente. Esta questão de a quem pertence o ônus da prova é muito bem definida no Código de Processo Civil, mais precisamente no art. 333 que assevera: Fl. 171DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900407/200870 Acórdão n.º 9303002.460 CSRFT3 Fl. 172 5 Art. 333 O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Na realidade, esse artigo nada mais representa do que a positivação do princípio geral de direito, segundo o qual, o ônus da prova recai sobre aquele que alega. Desde Roma já se conhecia esse princípio, verbalizado no brocardo, alegar e não provar é o mesmo que não alegar. A síntese da distribuição do ônus da prova é muito fácil de compreender: todo aquele que demandar alguém tem o dever de provar o direito objeto de sua demanda. No caso de auto de infração, cabe ao Fisco demonstrar as razões de fato e de direito que embasam a acusação fiscal. De outro lado, nos pedidos de repetição de indébito, incumbe ao sujeito passivo a prova do pagamento indevido ou a maior que o devido. Sobre a necessidade de as partes produzirem as provas necessárias à formação da convicção do julgador, preciosas as palavras do Conselheiro Gilson Rosenburg Filho, em julgamento de caso análogo ao aqui em debate. “Um dos principais objetivos do direito é fazer prevalecer a justiça. Para que uma decisão seja justa, é relevante que os fatos estejam provados a fim de que o julgador possa estar convencido da sua ocorrência. A certeza vai se formando através dos elementos da ocorrência do fato que são colocados pelas partes interessadas na solução da lide. Mas não basta ter certeza, o julgador tem que estar convencido para que sua visão do fato esteja a mais próxima possível da verdade. Como o julgador sempre tem que decidir, ele deve ter bom senso na busca pela verdade, evitando a obsessão que pode prejudicar a justiça célere. Mas a impossibilidade de conhecer a verdade absoluta não significa que ela deixe de ser perseguida como um relevante objetivo da atividade probatória. A verdade encontra se ligada à prova, pois é por meio desta que se torna possível afirmar idéias verdadeiras, adquirir a evidência da verdade, ou certificarse de sua exatidão jurídica. Ao direito somente é possível conhecer a verdade por meio das provas. Posto isto, concluímos que a finalidade imediata da prova é reconstruir os fatos relevantes para o processo e a mediata é formar a convicção do julgador. Os fatos não vêm simplesmente prontos, tendo que ser construídos no processo, pelas partes e pelo julgador. Após a montagem desse quebracabeça, a decisão se dará com base na valoração das provas que permitirá o convencimento da autoridade julgadora. Assim, a importância da prova para uma decisão justa vem do fato dela dar verossimilhança às circunstâncias a ponto de formar a convicção do julgador.” Fl. 172DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900407/200870 Acórdão n.º 9303002.460 CSRFT3 Fl. 173 6 Em outro giro, ao contrário do que quer fazer parecer a defesa, o princípio da verdade material não é remédio para todos os males processuais; não serve para inverter o ônus da prova, tampouco dispensa o demandante de provar o direito alegado. Na realidade, a verdade material contrapõese ao formalismo exacerbado, presente no Processo civil, mas, de maneira alguma, priva o procedimento administrativo das necessárias formalidades. Tampouco altera o papel a ser desempenhado pelas partes. Daí se dizer que no Processo Administrativo Fiscal convivem harmonicamente os princípios da verdade material e da formalidade moderada. De sorte que se busque a verdade real, mas preservando as normas processuais que asseguram a segurança, a celeridade, a eficiência e o bom andamento do processo. Releva ainda transcrever excerto do acórdão recorrido, para arrimar este voto. Sem esquecer as devidas homenagens, com a palavra o Nobre Relator, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos: “Não considero caber à Administração a instrução probatória em substituição ao contribuinte nem é isso o que esta Casa tem reconhecido, como postula o recurso. Realmente, há decisões que determinam que a Administração supra a ausência de um dado documento cuja apresentação deveria ter sido promovida pela parte. Mas tal entendimento não tem o alcance pretendido na defesa. Limitase ele aos casos em que o próprio documento já esteja de posse da administração e tenha sido difícil ou impossível à parte sua apresentação tempestiva. Isso se dá, por exemplo, com documentos tais como DARF e declarações entregues. Nesses termos, descabível indeferir uma compensação que aponte com clareza o recolhimento indevido (data, código de recolhimento) simplesmente porque a empresa não tenha juntado sua cópia nos autos, o mesmo se passando com a DCTF ou a DIPJ comprovadamente entregues. Aqui, diferentemente, o que se tem é a necessidade, no entender da instância de piso, de apurar se as vendas alegadas se enquadram nas disposições dos incisos IV, VI, VIII ou IX da MP 2037. Tal apuração passa pela constatação da atividade da empresa compradora e dos requisitos postos na legislação: inscrição no REB, ser comercial exportadora inscrita na SECEX, ser trading company ou ser ship’s Chandler. Nenhum deles se encontra expresso em qualquer documento interno em posse da SRF. Por fim, quanto ao período em que, sem qualquer condição, não deveria ter sido recolhido PIS nem COFINS sobre tais vendas – a partir de julho de 2004 – a empresa nada juntou nos autos que comprovasse as vendas alegadas. O recurso alega que a DRJ estaria obrigada, ainda assim, a promover as diligências que pudessem permitir a ela, recorrente, apresentar suas provas. Não está. De fato, ausente por completo a prova quando primeiramente se defende a empresa, o máximo que temos admitido é a apresentação da mesma em grau de recurso. Notese que, ao fazêlo, ultrapassase a letra fria do decreto 70.235 que a exige, Fl. 173DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900407/200870 Acórdão n.º 9303002.460 CSRFT3 Fl. 174 7 impreterivelmente no momento da apresentação da “impugnação”. Só o fazemos, pois, em respeito ao princípio da verdade material, quando o elemento probante trazido extemporaneamente tem a força de desconstituir lançamento que houver sido mantido pela sua ausência. Do contrário, estarseia a afrontar o princípio constitucional da legalidade. Novamente não é o que se passa aqui. A empresa não aproveitou a oportunidade de coligir e apresentar a prova faltante. Pelo contrário, limitase a postular que a decisão seria nula porque não determinara a DRJ as diligências que a poderiam provar. Ocorre que as diligências previstas no Decreto 70.235 a isso não se destinam. Deveras, elas objetivam apenas permitir a formação da convicção do julgador quando os elementos presentes nos autos não sejam suficientes. Nesse sentido, houvesse a empresa trazido aos autos alguma “prova”, a exemplo da planilha elaborada para o outro período, que constituísse ao menos indício de que as vendas realmente ocorreram, justificarseia um exame mais detalhado. Como já dito, neste último período nada há. Rejeito, por isso, as alegações de nulidade contra a decisão atacada e passo ao mérito.” Diante de todo o exposto, entendo ser totalmente descabida a pretensão da recorrente no sentido de se baixar os autos ao órgão de origem, com a determinação de que a Fiscalização seja instada a apontar, pormenorizadamente, quais documentos a demandante deveria apresentar para provar o seu direito. A ausência da prova do direito alegado, por si só, autoriza o indeferimento da pretensão da recorrente, e por conseguinte, torna prejudicada a análise do mérito do direito pleiteado. Com essas considerações, nego provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Henrique Pinheiro Torres Fl. 174DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 15586.000985/2010-97
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO.
Demonstrada a contradição no voto do acórdão do julgamento, a mesma deve ser saneada, indiferentemente da manutenção de seu julgamento anterior.
Embargos de Declaração Acolhidos Parcialmente.
Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.488
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira Redator designado.
Acordam os membros do Colegiado:
I- por unanimidade de votos, em acolher em parte os embargos de declaração, no sentido de declarar o cancelamento dos créditos relativos ao fornecimento de cestas básicas e vales/tickets alimentação (alimentação in natura).
II- por voto de qualidade, em manter o lançamento fiscal para os valores decorrentes de planos de assistência médíca-hospitalar e odontológica pagos a dependentes dos empregados, nos termos do voto do Redator designado Eduardo de Oliveira. Vencidos os Conselheiros Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Demonstrada a contradição no voto do acórdão do julgamento, a mesma deve ser saneada, indiferentemente da manutenção de seu julgamento anterior. Embargos de Declaração Acolhidos Parcialmente. Recurso Voluntário Provido Em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Redator designado. Acordam os membros do Colegiado: I- por unanimidade de votos, em acolher em parte os embargos de declaração, no sentido de declarar o cancelamento dos créditos relativos ao fornecimento de cestas básicas e vales/tickets alimentação (alimentação in natura). II- por voto de qualidade, em manter o lançamento fiscal para os valores decorrentes de planos de assistência médíca-hospitalar e odontológica pagos a dependentes dos empregados, nos termos do voto do Redator designado Eduardo de Oliveira. Vencidos os Conselheiros Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Demonstrada a contradição no voto do acórdão do julgamento, a mesma deve ser saneada, indiferentemente da manutenção de seu julgamento anterior. Embargos de Declaração Acolhidos Parcialmente. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira – Redator designado. Acordam os membros do Colegiado: I por unanimidade de votos, em acolher em parte os embargos de declaração, no sentido de declarar o cancelamento dos créditos relativos ao fornecimento de cestas básicas e vales/tickets alimentação (alimentação in natura). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 09 85 /2 01 0- 97 Fl. 278DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.000985/201097 Acórdão n.º 2803002.488 S2TE03 Fl. 257 2 II por voto de qualidade, em manter o lançamento fiscal para os valores decorrentes de planos de assistência médícahospitalar e odontológica pagos a dependentes dos empregados, nos termos do voto do Redator designado Eduardo de Oliveira. Vencidos os Conselheiros Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.000985/201097 Acórdão n.º 2803002.488 S2TE03 Fl. 258 3 Relatório Os presentes Embargos de Declaração da Fazenda Nacional buscam o saneamento de contradição no voto do presente relator quanto à questões que não teriam sido argüidas pela Recorrente. Em Recurso Voluntário (fls.309 e seguintes) foi interposto contra decisão da DRJ(fls.289 e seguintes do processo digital), que manteve o crédito tributário referente a sanção pecuniária contra a empresa acima identificada, por ter a mesma apresentado a declaração a que se refere a Lei n° 8.212, de 24/07/91, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/97 e redação da MP n°449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009, com informações incorretas ou omissas. Ante o descumprimento da obrigação acessória acima, a autoridade fiscal aplicou a multa capitulada na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32A, caput, inciso I e parágrafos 2° e 3°, incluídos pela MP n° 449, de 03/12/2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27/05/2009, respeitado o disposto no art. 106, inciso II, alinea "c", da Lei n° 5.172, de 25/10/1966 – CTN. A lavratura do presente Auto de Infra cão decorre da constatação de que o contribuinte, apresentou Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP e/ou GFIP Retificadoras, antes do inicio do procedimento fiscal, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias recolhidas, referentes as competências 01/2006, 02/2006, 04/2006, 05/2006, 06/2006, 07/2006, 08/2006, 10/2006, 12/2006, 01/2007, 02/2007, 03/2007, 04/2007, 06/2007 e 11/2007". Conforme o relatório fiscal: "Na análise das GFIP apresentadas, ficou constatado que NÃO foram declarados à Secretaria da Receita Federal do Brasil, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária, conforme especificados a seguir: a) Remunerações pagas aos segurados Empregados da Empresa, constantes das Folhas de Pagamento e seus respectivos resumos, consideradas pela mesma como base de incidência das contribuições previdenciárias, que estão relacionadas por segurado na CATEGORIA 1, em planilha anexa ao presente relatório ANEXO I. b) Remunerações pagas por serviços prestados sem vinculo empregaticio nas atividades de tradução, auditoria e transporte rodoviário autônomo (fretes pessoa fisica taxistas), etc. aos segurados discriminados na planilha anexa ao presente relatório – ANEXO I, nas CATEGORIAS 13 e 15" A ciência do auto de infração inaugural foi em 10.09.2010 (fls. 83, dos autos digitais). Em impugnação a Recorrente requereu a improcedência do lançamento de forma específica: Diante de todo o exposto, REQUER, seja recebida, processada e provida a presente defesa, para decretar a insubsistência no Auto de Infração DEBCAD no 37.258.4179, em face da exigência do recolhimento da Fl. 280DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.000985/201097 Acórdão n.º 2803002.488 S2TE03 Fl. 259 4 contribuição social incidente sobre o Auxilioeducação, plano de assistência médicohospitalar e odontológico para filhos de empregados e participação dos lucros e resultados, dos terceiros. Em razão disso, somente essas matérias foram apreciadas em primeiro grau, pois as demais foram consideradas como não contestadas, portanto não impugnadas (art. 17, do Dec. 70.325/1972). Sendo improvida a impugnação, conforme acima relatado. Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: as verbas objetos de autuação têm natureza indenizatória ou de auxílio de custos, sem natureza remuneratória, a natureza indenizatória do fornecimento de alimentos a título de vales/tickets e cestas de alimentação independentemente de inscrição ao Programa de Alimentação do Trabalhador, do auxíliosaúde (pagamento de planos médicohospitalares e odontológicos) aos dependentes não tem natureza remuneratória, pagamento de seguro de vida e de acidentes pessoais, que o aluguel de imóvel residencial para Charles Lussier era para fins de habita;áo fornecidos pela empresa ao empregado para tabalhar em localidade distante da de sua residência, os valores referentes ao programa de qualidade não de natureza social e preventivos à própria saúde pública, que o abono pago em 1/2007 não integra o salário (art. 28, par. 9o., item 7, da Lei n. 8.212), que o auxílioeducação pagos aos dependentes dos funcionários não tem natureza remuneratória, equiparados a auxílio alimentação(art. 28, par. 9o., alinea t, da Lei n. 8.212), que a participação dos lucros e resultados está prevista em Acordo Coletivo, falta de clareza da autuaçáo quanto aos pagamentos aos contribuintes individuais autônomos. Em sessão, fora realizada sustentação oral da patrona da Recorrente, Dra. Dyna Hoffmann Assi Guerra, OAB/ES nº 8.847. Após a devida discussão e votos foi consignado o julgamento a seguir ementado: INFORMAR FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS EM GFIP. Deixar de informar em GFIP os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias constitui infração ao artigo 32, Inciso IV, da Lei n° 8.212/1991, na redação dada pela Lei n°9.528/1997, e artigo 225, IV, do Decreto n. 3.048/1999. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Se a matéria não é contestada em primeiro grau de julgamento, será considerada não impugnada, não podendo ser apreciada em recurso, salvo em casos justificados ou de clara nulidade, sob pena de supressão de instância. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. AUXÍLIOEDUCAÇÃO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. PAGAMENTO EM DESACORDO COM A LEI. Integram o salário de contribuição, os valores pagos a segurados empregados a titulo de auxilioeducação, assistência médica e participação nos lucros e resultados, quando tais pagamentos não atenderem às exigências legais. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.000985/201097 Acórdão n.º 2803002.488 S2TE03 Fl. 260 5 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE.. O auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. AUXÍLIOSAÚDE.DEPENDENTES. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. O art. 28, par. 9o., alinea q, da Lei n. 8.212/1991, não limita que o plano de saúde deva limitarse apenas à pessoa funcionário ou dirigente da empresa, mas que deve ser oferecido a todos os seus colaboradores. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Contudo a Fazenda Nacional em observação ao seguinte trecho do voto vencedor, repetido em parte da ementa, demonstrou haver contradição: II – Preliminarmente, em razão da não impugnação das matérias trazidas em recurso voluntário em primeiro grau de instância, sob pena de desobediência ao art. 17, do Dec. 70.235/1972, bem como supressão de instância não justificada (art. 1o. do Regimento Interno do CARF/MF), restaram prejudicados os questionamentos que não forem o auxílioeducação, plano de assistência médicohospitalar e odontológico para filhos e dependentes dos empregados e participação dos lucros e resultados, bem como aqueles com clara permissão de afastamento da aplicação da lei (auxílioalimentação) por dever de ofício. Ainda, quanto à suposta inconstitucionalidade dos fundamentos legais apontados nos outros pontos do recurso, não apreciados em razão de não terem sido contestados, é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A do Regimento Interno do CARFMF Assim, vieram os autos para saneamento e integração da decisão a quo. Esse é o relatório. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.000985/201097 Acórdão n.º 2803002.488 S2TE03 Fl. 261 6 Voto Vencido EM PARTE. Conselheiro Gustavo Vettorato Relator I Os embargos de declaração foram tempestivos, bem como demonstraram que há contradição, contudo os fundamentos para alteração do resultado não merecem acolhimento. II – O trecho transcrito pelos embargos realmente foi contraditório, pois representava um entendimento anterior à discussão da respectiva decisão, o que por equivoco permaneceu como na minuta anterior do voto. Entretanto, passase a corrigila. Conforme colocado na decisão anterior, realmente, matérias como a incidência de contribuições previdenciárias sobre valores pagos a funcionários a título de auxílioeducação, plano de assistência médicohospitalar e odontológico para filhos e dependentes dos empregados e participação dos lucros e resultados não foram questionados em impugnação. Contudo o a impugnação e recurso voluntário, trouxeram discussões sobre a totalidade do auto, bem como o último devolveu toda a matéria do lançamento a julgamento por questões, ressaltadas inclusive na sustentação oral da patrona, assim, por dever de ofício (princípios da legalidade, moralidade administrativa e verdade material), o acórdão observou todos os pontos em que havia clara a situação de afastamento da aplicação da lei em sentido estrito, na forma autorizada pelos artigos 62 e 62A, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, bem como nos caso em que não há incidência da norma tributária. Dessa forma, o presente voto realiza o saneamento da decisão anterior, cumprindo a sua função integradora, e demonstrou os motivos da declaração parcial da improcedência do lançamento, cujo os pontos individuais foram plenamente explicados e demonstrados na mesma. VII – Conclusão Isso posto, voto por acolher parcialmente os Embargos de Declaração, para, no mérito, para sanear a contradição no voto integralizando a decisão, contudo sem alterar o Provimento Parcial ao Recurso Voluntário, no sentido de declarar a insubsistência e decretar o cancelamento do lançamento e respectivos créditos tributários das sanções aplicadas com base no fornecimento de cestas básicas e vales/tickets alimentação (alimentação in natura) e em valores decorrentes de planos de assistência médícahospitalar e odontológica pagos a dependentes dos empregados. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 283DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 15586.000985/201097 Acórdão n.º 2803002.488 S2TE03 Fl. 262 7 Voto Vencedor EM PARTE. Conselheiro Eduardo de Oliveira – Redator. O presente voto cingise, exclusivamente, a rubrica planos de assistência médica hospitalar e odontológica pagos a dependentes dos empregados, pois nos termos do artigo 28, parágrafo 9º, alínea, “q”, tal verba não é base de incidência da contribuição previdenciária, apenas quando paga a empregados e dirigentes da empresa, ou seja, a lei é silente quanto a não incidência em razão de dependentes dos trabalhadores e desta forma não há como excluir do campo da tributação o valor destinado a satisfação do plano para dependentes, devendo tal rubrica ser mantida. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Fl. 284DF CARF MF Impresso em 17/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 17/01/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digital mente em 17/01/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 15374.917006/2009-93
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72
Numero da decisão: 3803-004.543
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Voluntário. O conselheiro Juliano Aduardo Lirani votou pelas conclusões. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado Arlyson George Gann Horta, OAB/DF 24613.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues..
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Voluntário. O conselheiro Juliano Aduardo Lirani votou pelas conclusões. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado Arlyson George Gann Horta, OAB/DF 24613. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues..
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Voluntário. O conselheiro Juliano Aduardo Lirani votou pelas conclusões. Fez sustentação oral pela recorrente o advogado Arlyson George Gann Horta, OAB/DF 24613. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 70 06 /2 00 9- 93 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo De Sousa E Jorge Victor Rodrigues.. Relatório Tratase de compensação não homologada. Por meio de Despacho Decisório Eletrônico emitido em 09/04/2009, a autoridade administrativa após analisar o crédito constante de DARF pelo seu valor original, constatou a sua utilização integral para pagamento de outros débitos próprios, não restando saldo credor suficiente para a compensação declarada. Por conseguinte não homologou a compensação declarada. Manifestando a sua inconformidade ao teor do despacho a interessada aduziu pela existência de erro material no preenchimento da DCTF, mês de competência de dezembro/2003, eis que o valor efetivamente devido seria de R$ 3.769,73 e não de R$ 10.388,82, para requerer pelo reconhecimento do crédito e extinção do débito indevidamente imputado . Conclusos foram os autos levados a sessão de julgamento em 14/07/2011, quando por meio do Acórdão nº 1238.694 a 3ª Turma da DRJ/RJ1 proferiu decisão sintetizada ementa adiante transcrita: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o interessado fazêlo em outro momento processual. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 160DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 15374.917006/200993 Acórdão n.º 3803004.543 S3TE03 Fl. 5 3 Anocalendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. I0F. ANOCALENDÁRIO DE 2003. DIREITO CREDITÓRIO NÃO COMPROVADO. Mantémse o Despacho Decisório se não elidido o débito ao qual o alegado .pagamento indevido ou a maior foi alocado. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. 10F. ANOCALENDÁRIO 2003. EMPRÉSTIMOS. LEGITIMIDADE. O responsável tributário tem direito à restituição do IOF que recolheu nessa condição, desde que autorizado por aquele que efetivamente suportou tal encargo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. A ciência da decisão deuse por meio de AR em 08/12/11, e a interposição do recurso voluntário em oposição à mesma ocorreu em 13/12/11, conforme consta do envelope digitalizado. na ocasião a interessada reiterou minudentemente os termos exarados na exordial, inclusive conclamando pela conversão do julgamento em diligência, se porventura a prova produzida não for suficiente para à comprovação da regularidade da compensação. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. O recurso interposto preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. O apelo apresentado perante esta Corte busca reformar a decisão que indeferiu a manifestação de inconformidade, que não reconheceu o direito creditório alegado pela contribuinte e não homologou a compensação por ela declarada, ante a constatação de inexistência de saldo credor à satisfação dos débitos nela informados. O debate enfrentado nos autos não comporta discussão sobre matéria de direito, resumindose o deslinde da querela à demonstração pela contribuinte de que faz jus à homologação da compensação intentada. Compulsando os autos verificouse que a recorrente apenas fez colação de relação dos valores pagos a título de IOF, entretanto, sem disponibilizar outro documento para exame pela fiscalização, por meio do qual fosse possível atestar que tais valores efetivamente constituíam o crédito informado e mais, que estes créditos corresponderiam ao mesmo montante de débitos tributários previamente informados aos sistemas de dados da Receita Fl. 161DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Federal do Brasil, na data de transmissão do Per/Dcomp, por meio das DCTF e/ou demais declarações que servem para aferir a regularidade fiscal da contribuinte. Com isso a recorrente nem logrou apontar em que irregularidade incorreu o despacho decisório eletrônico, portanto presumese, desde logo que o mesmo não merece reparo, nem mesmo conseguiu demonstrar a liquidez, a certeza e a disponibilidade de saldo credor o bastante para ensejar a homologação da compensação declarada, cuja forma poderia ser em consonância com o disposto no artigo 333 do CPC. Finalmente no que atine ao pedido de diligência, entendo não haver razoabilidade no mesmo, uma vez que cabe à contribuinte no momento de apresentação de sua impugnação aduzindo os motivos de fato e de direito, também fazêlo em relação às provas documentais que possam a vir demonstrar o alegado, nos termos do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, precluindo o direito subjetivo de apresentação em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Ademais, o instituto da diligência é uma faculdade de que dispõe o julgador, discricionária, a ser utilizada para sanar dúvidas acerca de determinada prova/documentos, que deveriam fazer parte dos autos e lá não se encontram, impedindo que o juiz firme a sua convicção em relação ao direito sobre o qual deve se pronunciar com vista ao deslinde da querela, não sendo este o caso encontrado nos autos sob exame. As assertivas ora formuladas por este julgador encontram ressonância nos diversos precedentes, à unanimidade, onde partes e objeto foram coincidentes. Ante todo o exposto nego provimento ao recurso interposto. É como voto (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 162DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 16327.002197/00-61
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Dec 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 07/03/1995
Ementa:
DECADÊNCIA LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos, por força do art. 62-A do RICARF, devem ser observados no julgamento deste Tribunal Administrativo.
A contagem do prazo decadencial para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação de que cuida o art. 150 do CTN rege-se pela disposição do art. 173, na ausência de antecipação de pagamento do tributo ou contribuição.
Recurso Especial da Fazenda provido.
Numero da decisão: 9303-002.627
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente substituto
JOEL MIYAZAKI - Relator.
EDITADO EM: 04/12/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. (Presidente substituto).
Nome do relator: JOEL MIYAZAKI
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 07/03/1995 Ementa: DECADÊNCIA LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos, por força do art. 62-A do RICARF, devem ser observados no julgamento deste Tribunal Administrativo. A contagem do prazo decadencial para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação de que cuida o art. 150 do CTN rege-se pela disposição do art. 173, na ausência de antecipação de pagamento do tributo ou contribuição. Recurso Especial da Fazenda provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente substituto JOEL MIYAZAKI - Relator. EDITADO EM: 04/12/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. (Presidente substituto).
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AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos, por força do art. 62A do RICARF, devem ser observados no julgamento deste Tribunal Administrativo. A contagem do prazo decadencial para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação de que cuida o art. 150 do CTN regese pela disposição do art. 173, na ausência de antecipação de pagamento do tributo ou contribuição. Recurso Especial da Fazenda provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Terceira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann. Luiz Eduardo de Oliveira Santos– Presidente substituto JOEL MIYAZAKI Relator. EDITADO EM: 04/12/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 21 97 /0 0- 61 Fl. 530DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 04/12/2013 por JO EL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. (Presidente substituto). Relatório Adoto e transcrevo abaixo o relatório da decisão que converteu o julgamento em diligência às fls.134 a 134 do processo papel: Por bem retratar os fatos objeto do presente litígio, adoto e passo a transcrever o relatório da DRJ em Campinas SP, ipsis literis: Tratase de Auto de Infração do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, fls. 01/08, que constituiu o crédito tributário total de R$ 389.694,10, somados o principal, multa de oficio e juros de mora calculados até 31/10/2000. 2. Na descrição dos fatos do Auto de Infração, à fl. 03, a autoridade lançadora contextualiza da seguinte forma o lançamento: "001 IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO, OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF FALTA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO, OU RELATIVAS A TÍTULOS/ VALORES MOBILIÁRIOS O contribuinte não fez a retenção nem o recolhimento do IOF, quando da realização de operação de compra de câmbio, realizada no dia 07/03/1995, através do Bank of Arnérica Intl New York, sendo comprador o contribuinte em epígrafe e o vendedor a CRPM Cia Portuguesa Rádio Marconi de Macau/Ásia (cópia contrato de câmbio fls. 18 a 20). Nesta operação transaciouse a compra de moeda estrangeira no valor de U$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares norte americanos), o que correspondia na época ao valor de R$ 1.758.000,00 ( um milhão, setecentos e cinqüenta e oito mil reais) em moeda nacional. Esta operação foi registrada em sua contabilidade, erroneamente, como Capital Estrangeiro de Curto Prazo, quando a finalidade operacional foi de Empréstimo a Residentes no País, sendo empresa beneficiária a Mobitel S/A Telecomunicações CNPJ 67.313.221/000190, conforme se observou no contrato de mútuo. (fls. 21 a 22). Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) 07/03/1995 R$ 1.758.000,00 75,00 Enquadramento Legal: Artigos 5°e 6°, da Lei 8.894/94; Portaria MF 534/94." 3. Cientificado do lançamento em 27/11/2000, o sujeito passivo apresentou impugnação em 26/12/2000, fls. 36/45, na qual requer o arquivamento dos autos e a conseqüente desconstituição do crédito Fl. 531DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 04/12/2013 por JO EL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 16327.002197/0061 Acórdão n.º 9303002.627 CSRFT3 Fl. 3 3 tributário, alegando que a lavratura do auto de infração foi efetuada posteriormente a extinção do prazo para que o sujeito ativo pudesse constituir o crédito tributário. 4. Sustenta que o IOF é um imposto sujeito ao lançamento por homologação, conforme preconiza o art.150 do CTN, pois de acordo com a Lei n°8.894, de 21 de junho de 1994 as instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio são as responsáveis pela retenção, que deve ocorrer no momento que a moeda estrangeira é disponibilizada. Desse modo, assevera a impugnante que em razão da operação de câmbio ter sido realizada no dia 07 de março de 1995, esta é a data inicial que deve ser considerada para a contagem de prazo da decadência de 5 anos, conforme determina o parágrafo 4o , do artigo 150 do CTN. Assim, entende a impugnante que o direitodever da Fazenda Pública constituir o crédito tributário relativamente à operação de câmbio realizada em 07 de março de 1995, extinguiuse em 07 de março de 2000, e, portanto, não há como subsistir o lançamento efetuado, uma vez que a autuada tomou ciência do auto de infração em 27/11/2000. 5. A seguir, a interessada discorre sobre a ilegalidade e inconstitucionalidade da utilização da Selic como juros de mora. Cita Ives Gandra da Silva Martins, Gabriel Lacerda Troianelli, e o Ministro Franciulli Netto para corroborar o entendimento de que a fixação da referida taxa visa a remuneração do investidor, de uma forma competitiva e não deve ser aplicada como sanção por atraso no cumprimento de obrigação. Acrescenta que essa taxa não foi criada para fins tributários e que sua utilização ofende o principio constitucional da legalidade e o art. 161 , parágrafo 1o do CTN. Irresignado com a decisão de Primeira Instancia, o contribuinte em epígrafe interpôs o presente Recurso Voluntário a este Egrégio Conselho de Contribuintes, reiterando os termos de sua peça impugnatória. É o relatório. O colegiado decidiu pela conversão do julgamento em diligência para verificar se havia ou não ocorrido algum pagamento de IOF pela contribuinte . No retorno da diligência a autoridade preparadora atestou a ausência de recolhimento, fato confirmado pela contribuinte às fls. 166. O Colegiado a quo, decidindo o feito, deu provimento ao recurso voluntário em acórdão assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS – IOF Data do fato gerador: 07/03/1995 IOF. DECADÊNCIA. Fl. 532DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 04/12/2013 por JO EL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 0 prazo para a constituição de crédito tributário de IOF é de 05 (cinco) anos, contado da data de ocorrência do fato gerador, previsto no art. 150, § 4 0 , do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Provido O Recurso Especial da Fazenda Nacional , às fls. 183 a 198. foi admitido em despacho de admissibilidade de 18 de outubro de 2012 e argumenta pela aplicação do art. 173, I, do CTN. A contribuinte apresentou suas contrarrazões em petição de 28 de janeiro de 2013 em que, além de repisar a argumentação pela aplicação do §4o do art. 150 do CTN, traz novas alegações, quais sejam : a de que o fato gerador do IOF é diário e a de que efetuou diversos pagamentos a título de IOF sobre operações de crédito (receita 1150) e sobre operações de seguro (receita 3467) no período de 08/03/1995 a 15/03/1995. Voto Conselheiro Joel Miyazaki O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Conforme relatado, a questão ora em debate restringese ao tema da limitação temporal para a Fazenda Pública constituir créditos tributários. Este tema já se encontra pacificado neste Tribunal Administrativo por força do art. 62A do RICARF. Assim, abaixo reproduzo excerto da ementa do julgado em que o STJ, na forma do art. 543C do Código de Processo Civil, pôs fim à discussão: RECURSO ESPECIAL Nº 973.733 SC (2007/01769940) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito Fl. 533DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 04/12/2013 por JO EL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 16327.002197/0061 Acórdão n.º 9303002.627 CSRFT3 Fl. 4 5 A contribuinte alega nas contrarrazões que efetuou pagamentos de IOF sobre operações de crédito (receita 1150) e sobre operações de seguro (receita 3467) no período de 08/03/1995 a 15/03/1995. No entanto estes recolhimentos não aproveitam ao caso em exame que trata de IOF sobre operações de Câmbio. Conforme relatado, no retorno da diligência solicitada pela instância a quo, restou comprovado que não houve antecipação de recolhimento do IOF – Câmbio. Por não ter sido apresentada na impugnação e nem no recurso voluntário, considero preclusa a alegação quanto ao termo “exercício” referirse a intervalo de tempo diário ou anual. Tendo em vista que não houve antecipação de pagamento e, atendendo ao disposto no art. 62A do RICARF, voto no sentido de dar provimento ao especial fazendário, restabelecendo integralmente o crédito tributário lançado, com retorno à instancia a quo para apreciação das demais questões trazidas pela contribuinte no recurso voluntário. Joel Miyazaki Relator Fl. 534DF CARF MF Impresso em 12/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 04/12/2013 por JO EL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 10480.903849/2011-04
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/03/2007 a 31/03/2007
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO.
O contencioso administrativo instaura-se com a impugnação, que deve ser expressa, considerando-se não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante.É defeso a apreciação em sede recursal de matéria não suscitada na instância a quo.
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.249
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/03/2007 a 31/03/2007 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO. O contencioso administrativo instaura-se com a impugnação, que deve ser expressa, considerando-se não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante.É defeso a apreciação em sede recursal de matéria não suscitada na instância a quo. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado
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PRECLUSÃO. O contencioso administrativo instaurase com a impugnação, que deve ser expressa, considerandose não impugnada a matéria que não tenha sido diretamente contestada pelo impugnante.É defeso a apreciação em sede recursal de matéria não suscitada na instância a quo. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 90 38 49 /2 01 1- 04 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 107 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 108 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: 1. Tratase de Declaração de Compensação (nº 06766.85716.130607.1.3.040322), elaborada com a utilização do Programa PER/DCOMP, transmitida em 13/06/2007, que tem por origem do crédito um suposto pagamento indevido da Contribuição para o PIS cumulativa (Código 8109), apresentando o DARF as seguintes características: Apuração Vencimento Arrecadação Principal Multa Juros Total 31/03/2007 20/04/2007 20/04/2007 12.350,62 12.350,62 1.1. Na DCOMP teria sido utilizada uma parcela daquele suposto crédito, no valor original de R$ 933,81, que, com a Selic acumulada, seria suficiente para a compensação de um débito, também da Contribuição para o PIS cumulativa, Código 8109, relativo a abril de 2007, no valor de R$ 1.575,86, com vencimento em 18/05/2007, mais acréscimos legais. 2. A DCOMP foi analisada de forma automática, pelo Sistema de Controle de Créditos e Compensações – SCC, culminando com a emissão, em 04/05/2011, do Despacho Decisório eletrônico Nº de Rastreamento 930835445, devidamente chancelado pela autoridade administrativa competente – no caso, o titular da DRF/Recife –, do qual a interessada foi cientificada, por via postal, em 17/05/2011. 2.1. O DARF informado na DCOMP foi encontrado nos Sistemas Informatizados da RFB, mas já havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte. Diante da inexistência do crédito, a compensação não foi homologada, resolvendose integralmente a extinção do débito, que passou a ser exigível, com os acréscimos legais devidos, calculados desde o vencimento. 3. Irresignada, a interessada apresentou, em 13/06/2011, Manifestação de Inconformidade, onde diz que, pelo que se depreende do teor do Despacho Decisório, “Tratase então, de apenas proceder as retificações das respectivas DCTFs ..., o que não invalida o direito de proceder a compensação do pagamento efetuado indevidamente ou a maior” e sustenta que “exerceu o seu direito conforme disposto na legislação vigente da época em que procederam as referidas compensações e utilizouse dos mecanismos exigidos pela Receita Federal, ou seja, PER/DCOMP, para finalizar o processo de compensação de pagamento indevido ou a maior, sendo que apenas não procedeu a retificação das DCTFs e demais obrigações acessórias”. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 109 4 3.1. Em seguida transcreve os dispositivos do art. 74 da Lei nº 9.430/96, que regula as compensações dos tributos administrados pela RFB, enfatizando que a compensação com valores pagos indevidamente ou a maior não se enquadra em nenhuma das vedações legais. 3.2. Sintetiza os ponto de discordância da seguinte forma (in verbis): a) Da inexistência do crédito para a compensação constante do PER/DCOMP e do respectivo DARF; b) Do direito em retificar as DCTFs e demais obrigações acessórias. 3.3. Ao final, “demonstrada a insubsistência e improcedência do indeferimento de seu pleito, requer que seja acolhida a presente Manifestação de Inconformidade”. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife (PE) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/03/2007 a 31/03/2007 DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. PRESSUPOSTOS. O direito à restituição decorre do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido (art. 165, I, do CTN), do qual se origina a obrigação tributária, inalterável até a extinção do crédito tributário dela decorrente (art. 113, § 1º, 139 e 140, do CTN). COMPENSAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. O direito à compensação pressupõe a existência de créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública (art. 170 do CTN). DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. COBRANÇA. Constatada a inexistência de direito creditório para fazer frente ao débito declarado em DCOMP, a compensação não será homologada, implicando a cobrança do valor indevidamente compensado, com os acréscimos legais cabíveis (§§ 2º e 7º do art. 74 da Lei nº 9.430/96). ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/03/2007 a 31/03/2007 PROVA DO INDÉBITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 110 5 Ressalvadas as hipóteses das alíneas “a”, “b” e “c” do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, as provas da existência do direito creditório, a cargo de quem o alega (art. 36 da Lei nº 9.784/99 e art 333, I, do CPC), devem ser apresentadas por ocasião da interposição da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito de posterior juntada. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/03/2007 a 31/03/2007 RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. ADMISSÃO. UNIDADE DE ORIGEM. Cabe à Unidade de Origem decidir sobre a admissibilidade de retificação da DCTF ou de qualquer outra declaração, falecendo competência às Delegacias da Receita Federal de Julgamento para apreciar pedidos desta natureza. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho alegando, em síntese, que o seu direito creditório decorre de mandado de segurança coletivo movido pelo Sindhospe Sindicato dos Hospitais de Pernambuco voltado à permissão de compensação de créditos oriundos de Pis e Cofins incidentes sobre a venda de medicamentos, ante à suspensão da exigibilidade de tais tributos, cuja sentença lhe foi favorável, tendo, inclusive, transitado em julgado. Alega ainda que ingressou com um pedido administrativo de habilitação de crédito, o qual gerou o processo n° 10480.732928/201205, que teria permitido a compensação de créditos decorrentes do pagamento do Pis e da Cofins sobre a venda de medicamentos, reconhecidos na referida ação judicial. É o relatório. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 111 6 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Conforme relatado, a recorrente transmitiu PERDCOMP no qual pleiteia a compensação de débitos com um suposto crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de contribuição PIS e COFINS. Posteriormente, em sede de recurso voluntário, alegou que o seu direito creditório decorre de ação judicial na qual havia sido reconhecido o direito à compensação de créditos oriundos de Pis e Cofins incidentes sobre a venda de medicamentos. Conforme Despacho Decisório emitido pela unidade de origem, a compensação declarada foi não homologada sob a seguinte fundamentação: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP O direito creditório não existiria, segundo despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam todos vinculados a débitos já declarados e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. A alegação de erro na apuração dos débitos que teriam dado ensejo ao crédito de pagamento indevido ou a maior não foram acompanhadas na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte, ainda mais porque não foi acompanhada de qualquer alegação de impossibilidade na sua apresentação, bem como, dos documentos comprobatórios que poderiam até embasar uma eventual retificação de ofício. Quanto ao mérito do direito creditório alegado em sede recursal, devemos atentar ao disposto no Decreto nº 70.235/1972, in verbis: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (...) Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 112 7 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei no 9.532, de 1997): b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997); c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997). Tais dispositivos refletem o princípio da Preclusão presente no PAF, ou seja, a impugnação do contribuinte estabelece os limites do litígio, não podendo haver inovação em sede de recurso voluntário. Entretanto, este princípio muitas vezes é sopesado pela busca da verdade material, sendo admitida a apresentação de novas provas destinadas à comprovação de alegações já postas. No caso em tela, a recorrente inovou em relação as alegações apresentadas à 1ª Instância, bem como, não juntou nenhuma documentação comprobatória que pudesse embasar o seu direito. A recorrente alega ainda que o seu direito creditório foi reconhecido pela própria Receita Federal do Brasil através do despacho decisório exarado no Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, com cópia nos autos. No entanto falece razão à recorrente nesse aspecto, pois não é essa a finalidade do citado procedimento. No procedimento de habilitação se realizam as verificações constantes no art. 71, § 4º, da IN/RFB 900/08 sendo que nessa fase não se realizam os cálculos para apurar o direito creditório, visto que nessa fase não se instaura o contencioso: Art. 71. Na hipótese de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, a Declaração de Compensação, o pedido de restituição, o pedido de ressarcimento e o pedido de Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 113 8 reembolso somente serão recepcionados pela RFB após prévia habilitação do crédito pela DRF, Derat ou Deinf com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. (...) § 4º O pedido de habilitação do crédito será deferido pelo titular da DRF, Derat ou Deinf, mediante a confirmação de que: I o sujeito passivo figura no pólo ativo da ação; II a ação tem por objeto o reconhecimento de crédito relativo a tributo administrado pela RFB; III houve reconhecimento do crédito por decisão judicial transitada em julgado; IV o pedido foi formalizado no prazo de 5 (cinco) anos da data do trânsito em julgado da decisão ou da homologação da desistência da execução do título judicial; e V na hipótese de ação de repetição de indébito, bem como nas demais hipóteses de crédito amparado em título judicial passível de execução, houve a homologação pelo Poder Judiciário da desistência da execução do título judicial ou a comprovação da renúncia à sua execução, e a assunção de todas as custas e dos honorários advocatícios referentes ao processo de execução. § 5º Será indeferido o pedido de habilitação do crédito nas seguintes hipóteses: I as pendências a que se refere o § 2º não forem regularizadas no prazo nele previsto; ou II não forem atendidos os requisitos constantes do § 4º. § 6º O deferimento do pedido de habilitação do crédito não implica homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, de ressarcimento ou de reembolso nem alteração do prazo prescricional quinquenal do título judicial referido no inciso IV do § 4º.(grifamos) O deferimento do pedido de habilitação do crédito não implica homologação da compensação ou o deferimento do pedido de restituição ou de ressarcimento. Significa apenas autorização para transmissão do PER/DComp. O valor constante do pedido de habilitação é informativo e de responsabilidade do contribuinte. Não implica reconhecimento de direito creditório desse valor, quando deferido o pedido. Somente após a inserção de todos esses dados no sistema CPERDCOMP é que o contribuinte conseguirá transmitir os PER/DComp correspondentes ao crédito habilitado, sendo que no caso vertente as declarações de compensação foram transmitidas muito antes do referido Pedido de Habilitação e, inclusive, anteriormente ao próprio trânsito em julgado da decisão judicial na qual a recorrente alega ter embasado o seu direito creditório . Quanto à verdade material, muito embora no processo administrativo o julgador não pode se contentar apenas com a verdade formal, ou seja, aquela verdade que Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES Processo nº 10480.903849/201104 Acórdão n.º 3801002.249 S3TE01 Fl. 114 9 resulta das provas e alegações trazidas aos autos pelas partes, tal dever atribuído ao julgador não pode ser estendido para além dos limites do rito procedimental a não ser quando entender que as provas trazidas tempestivamente não espelham a realidade dos fatos. No mais, considerandose que as informações prestadas no PERDCOMP situamse na esfera de responsabilidade do próprio contribuinte, cabe a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Salientamos que em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I. Assim, é defeso a apreciação em sede recursal de matéria não suscitada na instância a quo, bem como, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para NÃO HOMOLOGAR as compensações. É assim que voto. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 10/02/201 4 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 08/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES
score : 1.0
Numero do processo: 10680.722705/2012-75
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2005
INÉPCIA DO RECURSO. AUSÊNCIA DE DIALETICIDADE RECURSAL.
É inepto o recurso não orientado pela dialeticidade recursal, segundo a qual os motivos da contrariedade, bem como a necessidade de reforma da decisão atacada, devem ser expostos de forma clara e objetiva.
Numero da decisão: 3803-004.614
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão de sua inépcia.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira e Juliano Eduardo Lirani. Ausente justificadamente o conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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AUSÊNCIA DE DIALETICIDADE RECURSAL. É inepto o recurso não orientado pela dialeticidade recursal, segundo a qual os motivos da contrariedade, bem como a necessidade de reforma da decisão atacada, devem ser expostos de forma clara e objetiva. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, em razão de sua inépcia. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira e Juliano Eduardo Lirani. Ausente justificadamente o conselheiro Jorge Victor Rodrigues. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 27 05 /2 01 2- 75 Fl. 104DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 01/11/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10680.722705/201275 Acórdão n.º 3803004.614 S3TE03 Fl. 105 2 Os presentes autos foram formalizados para fins de julgamento do recurso voluntário interposto pelo contribuinte, em contraposição à decisão da DRJ Belo Horizonte/MG proferida no âmbito do processo administrativo nº 10680.933040/200928, processo esse encerrado no sistema da Receita Federal em razão do reconhecimento integral do direito creditório ali analisado. O contribuinte havia transmitido Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DComp), nº 05673.42024.080409.1.7.040890, referente a crédito decorrente de alegado pagamento a maior da Cofins, no valor atualizado de R$ 18.667,08, destinado a quitar débito de sua titularidade. Por meio de despacho decisório eletrônico, a repartição de origem não homologou a compensação, pelo fato de que o pagamento declarado no PER/DComp já havia sido integralmente utilizado na quitação de outros débitos da titularidade do sujeito passivo. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu a homologação da compensação declarada, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, que exercera o seu direito, assegurado por lei, de compensar os créditos apurados em sua contabilidade, não podendo a falta de retificação da DCTF e das demais obrigações tributárias ser motivo de indeferimento da restituição do indébito devidamente demonstrado. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias de documentos societários, do DARF e do despacho decisório. A DRJ Belo Horizonte/MG julgou procedente a Manifestação de Inconformidade, com o reconhecimento do direito creditório, em razão do fato de que, diferentemente do alegado pelo contribuinte, ele havia, sim, retificado a DCTF, no prazo legal, tendo declarado um débito equivalente ao informado no Dacon, débito esse que, confrontado com o montante recolhido, indicaria a existência de saldo credor no valor original de R$ 35.796,21, tudo em conformidade com o art. 11 da Instrução Normativa RFB nº 903, de 2008. Ressaltou o julgador de piso que, naquele momento, não se procedera à análise de outros PER/DComps em que, eventualmente, se estivesse pleiteando a utilização do mesmo crédito, cabendo à repartição de origem a operacionalização da homologação da compensação declarada até o limite do direito creditório reconhecido. De acordo com o Termo de Ciência e Notificação (fl. 30) enviado ao contribuinte, o crédito total reconhecido neste processo não havia sido suficiente para compensar o débito informado neste processo e aqueles declarados em outros três PER/Dcomps. O agente fiscal destacou que o contribuinte, se fosse o caso, poderia recorrer ao CARF no prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência do referido termo. Cientificado do acórdão da DRJ Belo Horizonte/MG em 7 de março de 2012, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 4 de abril do mesmo ano e requereu a reforma da decisão de primeira instância, com a homologação total da compensação declarada, argumentado que, na decisão atacada, não se teria reconhecido a DCTF retificadora, em flagrante confronto às disposições da Instrução Normativa RFB nº 903, de 2008, da Lei nº 9.430, de 1996, e do art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Fl. 105DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 01/11/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10680.722705/201275 Acórdão n.º 3803004.614 S3TE03 Fl. 106 3 Argumentou o Recorrente que, neste processo, diferentemente do alegado pelo julgador de piso, não se procedera ao tratamento manual e individualizado da declaração de compensação, o que violaria o princípio da isonomia, com indevido tratamento privilegiado da Fazenda Pública, em desfavor do contribuinte, dado o não reconhecimento da retificação de suas obrigações tributárias. Junto à peça recursal, o contribuinte trouxe aos autos, além das cópias que já haviam sido apresentadas na primeira instância, cópias do acórdão recorrido, da DCTF retificadora e do Dacon retificador. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, mas dele não conheço, em razão das questões a seguir abordadas. Conforme se verifica do relatório supra, a DRJ Belo Horizonte/MG reconheceu a totalidade do direito creditório declarado pelo contribuinte neste processo, tendo se fundamentado nas retificações da DCTF e do Dacon, ambas efetuadas no prazo legal, não obstante o então Manifestante ter afirmado, peremptoriamente, a inocorrência dessas mesmas retificações. Constou expressamente da decisão recorrida que, no momento do julgamento, não se procedera à análise de outros PER/DComps em que, eventualmente, se estivesse pleiteando a utilização do mesmo crédito, verificação essa que caberia à repartição de origem no momento da operacionalização da homologação da compensação, até o limite do direito creditório reconhecido. Verificase que a decisão da Delegacia de Julgamento configurouse ilíquida, pois que, expressamente, condicionou a execução do acórdão à verificação de existência de outras declarações de compensação envolvendo o mesmo direito creditório, tarefa essa necessária ao aperfeiçoamento da decisão da Delegacia de Julgamento. De acordo com o Termo de Ciência e Notificação (fl. 30), o contribuinte foi informado que o saldo creditório reconhecido pela Delegacia de Julgamento não teria sido suficiente para homologar totalmente a compensação declarada em razão da existência de outros PER/DComps, em que o mesmo crédito havia sido pleiteado para quitar outro débito de sua titularidade. Contudo, no Recurso Voluntário, ao invés de se contrapor à decisão da repartição de origem que, na execução do acórdão da Delegacia de Julgamento, homologou apenas parcialmente a compensação declarada, o contribuinte passa a se insurgir quanto a um alegado não reconhecimento da DCTF retificadora por parte do julgador de piso, alegação essa totalmente desvinculada da realidade fática dos autos, pois foi o mesmo relator, e não o contribuinte, que trouxe aos autos a informação acerca da existência de DCTF e Dacon retificadores. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 01/11/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10680.722705/201275 Acórdão n.º 3803004.614 S3TE03 Fl. 107 4 Alega o Recorrente, expressamente, que a Delegacia de Julgamento indeferira a sua solicitação, não reconhecendo o direito creditório pleiteado, afirmação essa totalmente alheia ao conteúdo da decisão recorrida. Confrontandose o teor da DCTF retificadora com a decisão recorrida, constatase que os valores indicados pelo relator de primeira instância coincidem com aqueles retificados, não se justificando as alegações de não reconhecimento da retificação e de indeferimento do pedido. O Recorrente não faz qualquer referência ao outro processo administrativo em que o mesmo crédito fora declarado, pautando sua defesa no alegado não reconhecimento das retificações da DCTF e do Dacon, alegações essas, conforme já dito, totalmente opostas ao que havia sido arguido na Manifestação de Inconformidade, quando a sua defesa se centrara na inexigibilidade de retificação das declarações para fins de deferimento do indébito. Notase que o Recorrente, ao mesmo tempo em que inova em relação a sua defesa, contrariando a regra prevista no art. 17 do Decreto nº 70.235, de 19721, argui questões alheias aos fatos presentes nos autos e, o que é pior, não refuta o elemento central que restou controvertido, qual seja, o fundamento fático que ensejou a homologação apenas parcial da compensação declarada, evidenciandose ausência de contestação ou, em outros termos, ausência de lide, o que torna o processo definitivamente julgado. Nesse contexto, temse por configurada a ausência de dialeticidade recursal, não se encontrando expostos, de forma clara e objetiva, os motivos da contrariedade e a necessidade de reforma da decisão atacada, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. Segundo Humberto Theodoro Júnior, “[pelo] princípio da dialeticidade exige se que todo recurso seja formulado por meio de petição na qual a parte, não apenas manifeste sua inconformidade com o ato judicial impugnado, mas, também e necessariamente, indique os motivos de fato e direito pelos quais requer o novo julgamento da questão nele cogitada” 2. E acrescento eu, motivos de fato e direito que encontrem respaldo nos dados e documentos presentes nos autos. Com base no teor do inciso II do parágrafo único do art. 295 do Código de Processo Civil, é possível constatar que se considera inepto o pedido em que da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. Nos presentes autos, a questão que restou em aberto após a decisão de primeira instância, reafirmese, foi somente a execução do acórdão por parte da repartição de origem no sentido de homologar apenas parcialmente a compensação declarada, em razão da existência de outro processo em que o mesmo crédito havia sido informado, fato esse não abordado, nem de longe, pelo Recorrente. O pedido de reforma da decisão de primeira instância, também, evidencia o desencontro dos argumentos aduzidos pelo Recorrente em relação à realidade dos autos, uma vez que a DRJ Belo Horizonte/MG reconheceu totalmente o direito creditório pleiteado, nada havendo em sua decisão que desfavoreça o Recorrente, muito pelo contrário. 1 Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. 2 THEODORO JÚNIOR, Humberto. O processo civil brasileiro no limiar do novo século. Rio de Janeiro: Forense, 1999, p. 169. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 01/11/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10680.722705/201275 Acórdão n.º 3803004.614 S3TE03 Fl. 108 5 A despeito do desconhecimento externado pelo então Manifestante quanto à retificação de suas declarações, foi a autoridade julgadora que trouxe esse dado aos autos, frise se, dado esse fundamental à decisão então tomada. Não fosse a pesquisa efetuada pelo relator de piso nos sistemas internos da Receita Federal, o encaminhamento deste processo teria sido outro, muito provavelmente o indeferimento da totalidade do direito creditório por ausência de prova do indébito reclamado, uma vez que nenhum elemento de prova foi trazido aos autos para comprovar a existência do alegado pagamento a maior. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso, em razão de sua inépcia. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 108DF CARF MF Impresso em 26/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 01/11/2013 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 24/10/2013 por HELCIO LAFETA REIS
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Numero do processo: 16095.720347/2012-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-002.345
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Freitas de Souza Costa e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009 MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1588; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16095.720347/201242 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.345 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de novembro de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente F.W. TECNOLOGIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PEÇAS PARA MÁQUINAS OPERATRIZES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009 MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Freitas de Souza Costa e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 09 5. 72 03 47 /2 01 2- 42 Fl. 390DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratamse de Autos de Infração – AI DEBCAD nº 51.016.4676 (EMPRESA) no valor original de R$ 788.310,72 (setecentos e oitenta e oito mil trezentos e dez reais e setenta e dois centavos), AI DEBCAD 51.031.3191 (SEGURADOS) no valor original de R$ 212.316,48 (duzentos e doze mil trezentos e dezesseis reais e quarenta e oito centavos), e AI DEBCAD 51.031.3205 (TERCEIROS), no valor de R$ 107.223,98 (cento e sete mil duzentos e vinte e três reais e noventa e oito centavos) lavrados em face de F.W. TECNOLOGIA IND. E COM. PEÇAS PARA MÁQUINAS OPERATRIZES LTDA. No Relatório Fiscal, fls. 230/233, consta a informação de que as contribuições previdenciárias são incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados e aos contribuintes individuais que prestaram serviço à autuada, constituindo o presente auto de dois levantamentos: FP – Folha de Pagamento e LD – Lançamento nos Livros Diários. Quanto ao primeiro levantamento, as contribuições são relativas ao ano calendário de 2009 e não foram recolhidas e nem declaradas em GFIP. A base de cálculo foi apurada com base em folhas de pagamento de salários e nos Livros Diário n. 10 e n. 11, registrado na JUCESP sob o n. 99.623 e n. 99.620. Das contribuições consignadas nas folhas de pagamento, foram deduzidos os declarados em GFIP, antes do início da ação fiscal. Quanto a segunda, estas se referem as contribuições da Parte Empresa e Parte Segurados, devidas ao INSS, incidentes sobre o pagamento efetuado a contribuintes individuais. Durante a ação fiscal, o fiscal constatou que a autuada efetuou inúmeros pagamentos de despesas particulares de pessoas físicas sem vínculo empregatício com a empresa, tais como: pagamento de contas de telefone, escola dos filhos, planos de saúde familiares, despesas em supermercados, cartões de crédito, TV a cabo, etc. Tais despesas teriam sido contabilizadas em subcontas de prólabore, assim identificada na escrita contábil. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 284/286. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 6ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento no em Campinas – SP, DRJ/CPS, prolatou o Acórdão n° 05 40.039, de fls. 346/352, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/12/2009 MULTA. CONFISCO. Fl. 391DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16095.720347/201242 Acórdão n.º 2403002.345 S2C4T3 Fl. 3 3 A vedação ao confisco, como limitação ao poder de tributar, é dirigida ao legislador, não cabendo a autoridade administrativa afastar a incidência de lei. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. ARGUIÇÃO. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre inconstitucionalidade ou ilegalidade de lei ou ato normativo. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. O recolhimento de contribuições previdenciárias feito em atraso sujeitase à incidência de juros calculados com base na taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, nos termos da legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 370/373, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, alegando em suma que a multa aplicada é confiscatória. É o relatório. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme documentos de fls. 367 e 370 temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA INCONSTITUCIONALIDADE ALEGADA A recorrente ventila argumentos de inconstitucionalidade, com base no art. 150, da Constituição Federal. Ao contrário do que pretende a Recorrente, não cabe ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, afastar a aplicação de uma lei sob a alegação de inconstitucionalidade, nos termos da Súmula n. 2 do CARF, verbis: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de lei tributária.” Mister destacar que os incisos I e II do Parágrafo único do art. 62 do Regimento Interno do CARF trazem exceções a essa regra, contudo, não sem aplicam ao caso em tela, verbis: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Por não tecer o recorrente outros argumentos de fato ou de direito capazes de infirmar a autuação fiscal, não merece provimento o recurso. Fl. 393DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 16095.720347/201242 Acórdão n.º 2403002.345 S2C4T3 Fl. 4 5 CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso voluntário para, no mérito, negar provimento. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 394DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 13971.000094/2010-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2009
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ISENÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA.
É devida a incidência de contribuição social previdenciária quando a entidade beneficente de assistência social, não demonstra atendimento aos pressupostos legais para obter os benefícios fiscais estabelecidos pela legislação previdenciária.
No presente caso a entidade não cumpriu a totalidade dos requisitos determinados no art. 55 da Lei 8.212/91, vigente no período abrangido pela presente autuação fiscal, recaindo sobre si a contribuição previdenciária respectiva.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2301-003.778
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Damião Cordeiro de Moraes - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ISENÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. É devida a incidência de contribuição social previdenciária quando a entidade beneficente de assistência social, não demonstra atendimento aos pressupostos legais para obter os benefícios fiscais estabelecidos pela legislação previdenciária. No presente caso a entidade não cumpriu a totalidade dos requisitos determinados no art. 55 da Lei 8.212/91, vigente no período abrangido pela presente autuação fiscal, recaindo sobre si a contribuição previdenciária respectiva. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 00 94 /2 01 0- 61 Fl. 614DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzáles Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva. Relatório 1. Cuidase de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte IASI INSTITUTO DE APOIO A SAÚDE DO VALE DO NORTE DO ITAJAI TRANSPORTES LTDA. em face da decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DF) que julgou improcedente a impugnação interposta, bem como manteve o crédito tributário. 2. De acordo com o relatório fiscal da infração (ff. 32/35), a constituição do crédito tributário teve como objeto as contribuições sociais patronais (parte empresa e RAT), cujos fatos geradores são as remunerações dos segurados empregados (competências 01/2005 a 09/2009) e o prólabore de contribuintes individuais (competências 05/2005 a 09/2009). 3. Por oportuno, transcrevo abaixo parte do relatório fiscal: “3. Constituem fatos geradores das contribuições previdenciárias lançadas: 3.1. Levantamentos RCI – Z1 Z2: Constituem fatos geradores das contribuições lançadas as Remunerações pagas e/ou creditadas aos Segurados Contribuintes Individuais (ProLabore) da empresa autuada, cujos valores foram apresentados pela empresa (Anexo VI), nas competências 05/2005 a 09/2009 e estão indicados no campo "14 C.ind/adm/aut" do Discriminativo do Débito DD integrante deste AI. 3.2. Levantamentos RSE Z3 Z4: Constituem fatos geradores das contribuições lançadas as Remunerações pagas e/ou creditadas aos Segurados Empregados da empresa autuada, cujos valores foram informadas na GFIP Guia do Fundo de Garantia e Informação a Previdência Social (Extrato no Anexo V), nas competências 01/2005 a 09/2009 e estão indicados no campo "01 – SC Empreg/avulso" do Discriminativo do Débito — DD integrante deste AI. 4. Requisitos para enquadramento como ENTIDADE BENEFICÍENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: 4.1. A IASI informa em GFIP o código do FPAS 639, código utilizado pelas ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, com isenção requerida e concedida pela Previdência Social e recolhe apenas o valor da contribuição descontada dos empregados no código 2305 (Filantrópicas com Isenção CNPJ). 4.2. Considerase isenta das contribuições destinadas à Seguridade Social, previstas nos arts. 22 e 23, as Entidades Beneficentes de Assistência Social que cumpre os requisitos previstos no artigo 55, todos da Lei n° 8.212, de 24/07/1991. Fl. 615DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13971.000094/201061 Acórdão n.º 2301003.778 S2C3T1 Fl. 615 3 4.3. No entanto, verificase que a IASI não possuem todos os requisitos previstos no artigo 55 da Lei n° 8.212, de 24/07/1991, motivo pelo qual motivou o lançamento das contribuições sociais não alcançadas pela isenção(...)” 4. Após ser devidamente intimado, o contribuinte apresentou impugnação tempestiva (ff. 277/291). Ao analisar as razões colacionadas pelo contribuinte, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DF) julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário constituído. O acórdão recorrido restou ementado nos termos que transcrevo abaixo: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2009 AIOP DEBCAD N° 37.213.2316 ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ISENÇÃO NÃO COMPROVADA. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei 8.212/91 apenas a entidade beneficente de assistência social que atenda, cumulativamente, aos requisitos dispostos no art. 55 da mesma lei. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido.” 5. Irresignado com a decisão proferida, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário tempestivo (ff. 578/593), no qual, vertendose unicamente à tese de imunidade tributária, aduz que: a) desde sua constituição teve sempre o caráter de entidade beneficente sem fins econômicos e lucrativos, conforme demonstram seus atos constitutivos; b) sempre prestou serviços ligados à saúde da família, notadamente ao Programa da Saúda da Família (PSF); c) seus dirigentes jamais receberam remuneração na condição de sócio, diretores ou associados, à exceção dos integrantes da secretaria executiva, que recebem na condição de empregados, como, de fato, o são; d) faz jus à imunidade das contribuições sociais, posto que preenche os requisitos do art. 55, da Lei nº. 8.212/91, possuindo, inclusive, certificação como “Entidade de Utilidade Pública Federal” conferida pelo Ministério da Justiça; e) a imunidade a que faz jus emerge do efetivo exercício de atividades de assistência social, bastando que o Poder Público declare esses serviços como de utilidade ao Estado para que incida o benefício tributário; f) em razão do exercício de atividade de assistência social, o auto de infração deve ser cancelado. 6. Em seu pedido recursal, assinala o contribuinte, in verbis: “POSTO ISTO, aguarda confiantemente a recorrente, que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), receba o presente recurso, haverá de conhecêlo e dar provimento, nos termos da fundamentação, já que a entidade comprovou o efetivo exercício de atividade de assistência Fl. 616DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 social, preenchendo os requisitos legais para obtenção da imunidade tributária prevista no artigo 195 § 7º da Constituição Federal, sendo que o Instituto recorrente preenche o estatuído e atua nas condições do artigo 199 § I, igualmente da Constituição Federal, e assim, considera que inexistiu a infração apontada pela Autoridade Fiscal Lançadora, haja vista a imunidade a que tem direito na forma da Constituição Federal e legislações ordinárias pertinentes, pelo o que, requer o cancelamento do Auto de Infração, por ser de merecida JUSTIÇA.” 7. Não tendo o fisco apresentado contrarrazões, o processo foi remetido a este Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS RECURSAIS 1. Conheço do recurso voluntário manejado pelo contribuinte, uma vez que é tempestivo e atende aos pressupostos recursais. DO MÉRITO 2. Nos termos do relatório fiscal consta a motivação para o lançamento fiscal foi a seguinte: 4.1. A IASI informa em GFIP o código do FPAS 639, código utilizado pelas ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, com isenção requerida e concedida pela Previdência Social e recolhe apenas o valor da contribuição descontada dos empregados no código 2305 (Filantrópicas com Isenção CNPJ). 4.2. Considerase isenta das contribuições destinadas à Seguridade Social, previstas nos arts. 22 e 23, as Entidades Beneficentes de Assistência Social que cumpre os requisitos previstos no artigo 55, todos da Lei n° 8.212, de 24/07/1991. No entanto, verificase que a IASI não possuem todos os requisitos previstos no artigo 55 da Lei n° 8.212, de 24/07/1991, motivo pelo qual motivou o lançamento das contribuições sociais não alcançadas pela isenção, conforme segue: 4.3.1. Artigo 55. I da Lei8.212: " I seja reconhecida como de utilidade pública federal, e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; O único certificado apresentado foi o de Utilidade Pública Federal (cópia no anexo III), concedido em 19/03/2009, ou seja, muito tempo após a entidade começar a usufruir o benefício da isenção das contribuições sociais. 4.3.2. Artigo 55. II da Lei 8.212: "II seja portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos; (Redação dada pela Medida Provisória n° 2.18713, de 2001)." A IASI foi intimida no Termo de Início de Procedimento Fiscal, cuja ciência se deu em 21/09/2009, e não apresentou o Certificado emitido pelo Conselho Nacional de Assistência Fl. 617DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13971.000094/201061 Acórdão n.º 2301003.778 S2C3T1 Fl. 616 5 Social. Em pesquisa realizada nos sistemas informatizados da SRFB não foram encontrados o Registro e o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo CNAS. 4.3.3. Artigo 55. IV da Lei 8.212: "IV não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título;" Notase que alguns diretores (conselho de Administração) recebem remuneração na entidade (Anexo VII), conforme abaixo: Presidente: Gilberto Lenzi CPF: 706.930.56991 Período: 01/03/2004 até a presente data Remuneração: recebe remuneração como empregado – período 01/12/2004 a 13/01/2006 e 01/04/2006 em diante Última Função:Secretário Executivo. Tesoureiro: Thiago Filipe Cirico CPF: 040.301.00988 Período: 22/05/2006 a 25/08/2008 Remuneração: recebeu remuneração como empregado período: 01/06/2004 a 01/10/2008 Última Função: Coordenador Financeiro. João Bueno Soares Filho CPF: 878.501.41849 Período: 25/08/2008 até a presente data Remuneração: recebe remuneração como empregado período: 01/08/2006 em diante Última Função: Coordenador de RH.” 3. A decisão recorrida enfatiza a situação fática encontrada na entidade para manter a autuação fiscal: “Intimada a apresentar o Certificado emitido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, não o apresentou, apresentando tão somente o de utilidade Publica Federal, concedido em 19/03/2009, ou seja, muito tempo após a entidade se declarar isenta das contribuições sociais. Em pesquisa realizada nos sistemas informatizados da RFB, não foram encontrados o Registro nem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo CNAS. Durante a fiscalização, ficou constatado que alguns diretores (Conselho de Administração) foram remunerados pela entidade, conforme discriminado no item 4.3.3 do rela tório fiscal. (f. 563)”. 4. Em despacho exarado, a autoridade fiscal efetuou pesquisa nos sistemas informatizados da Receita Federal e não foram encontrados o Registro nem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome”. “3. Conclusão: A entidade pretendente à isenção da cota patronal previdenciária deveria, antes de tudo, comprovar as certificações regulares exigidas legalmente o que, em nenhum momento, restou comprovado durante a ação fiscal nem na impugnação, uma vez que em pesquisa realizada nos sistemas informatizados da Receita Federal, não foram encontrados o Registro nem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.” 5. E no meu sentir o levantamento do débito realizado pelo auditor fiscal não merece retificação, eis que embasado na legislação previdenciária aplicável ao caso concreto, Fl. 618DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 notadamente as exigências asseveradas no art. 55, da Lei n.º 8.212/91. O contribuinte, a seu turno, não trouxe provas suficientes para determinar quaisquer reparos na decisão vergastada. 6. Consta, ainda, a lavratura na mesma ação fiscal de dois outros autos de infração, razão pela qual mantenho os lançamentos fiscais dos créditos previdenciários, relativos a contribuições não declaradas em GFIP: a) auto de infração de obrigação principal: AIOP n° 37.213.2316 (empresa e RAT); e b) auto de infração de obrigação acessória: AIOA no 37.213.2332 (CFL 68) omissão de fatos geradores em GFIP. 7. Ante o exposto, voto no sentido de julgar procedente o lançamento fiscal, mantendo o crédito previdenciário exigido, considerando que a entidade em questão não gozava da isenção previdenciária por ela declarada, ou seja, não cumpria a totalidade dos requisitos determinados no art. 55 da Lei 8.212/91, vigente no período abrangido pela presente autuação. CONCLUSÃO 8. Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER do Recurso Voluntário, para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes – Relator Fl. 619DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 11/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 13836.000172/96-17
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 11 00:00:00 UTC 2001
Ementa: IRPF — NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO- AUSÊNCIA DE REQUISITOS — NULIDADE — VÍCIO FORMAL — A ausência de normalidade intrínseca determina a nulidade do ato.
Lançamento anulado por vicio formal.
Numero da decisão: PLENO/00-00.002
Decisão: ACORDAM os Membros do PLENO da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar suscitada para ANULAR o lançamento por vicio formal, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros João Holanda Costa, Celso Alves Feitosa,Verinaldo Henrique da Silva, Antonio de Freitas Dutra, Marco Vínicius Neder de Lima, Henrique Prado Megda, Márcio Nunes bário Aranha Oliveira, Jorge Freire e lacy Nogueira Martins Morais.
Nome do relator: Manoel Antonio Gadelha Dias
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'tlya MINISTÉRIO DA FAZENDA 4""t ' CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS P:5 PLENO Processo n° :13836.000172/96-17 Recurso n° :RD/102-0.804 ( PLENO) Matéria :IRPF Recorrente :FAZENDA NACIONAL Recorrida :1° TURMA DA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS. Sujeito Passivo :FRANCISCO CARLOS PETERLINI. Sessão de 11 DE DEZEMBRO DE 2001 Acórdão n° :CSRF/PLEN0-00.002 1/PF — NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO- AUSÊNCIA DE REQUISITOS — NULIDADE — VÍCIO FORMAL — A ausência de normalidade intrínseca determina a nulidade do ato. Lançamento anulado por vicio formal. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros do PLENO da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar suscitada para ANULAR o lançamento por vicio formal, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros João Holanda Costa, Celso Alves Feitosa, Verinaldo Henrique da Silva, Antonio de Freitas Dutra, Marco Vínicius Neder de Lima, Henrique Prado Megda, Márcio Nunes bário Aranha Oliveira, Jorge Freire e lacy Nogueira Martins Morais. • 'IN PE" re RODRIGUES PRESIDENT MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS RELATOR FORMALIZADO EM: , 25 JAPI 2C62 shit, "elikl• 02...14 Processo n° : 13836.000172/96-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros: CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, VICTOR LUIS DE SALLES FREIRE, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, SÉRGIO GOMES VELLOSO, REMIS ALMEIDA ESTOL, NILTON LUIZ BARTOLI, JOSÉ CARLOS PASSUELLO, MARIA GORETTI DE BULHÕES CARVALHO, PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES, FRANCISCO MAURÍCIO R. DE A SILVA, JOSÉ CLÓVIS ALVES e DALTON CÉSAR CORDEIRO DE MIRANDA. Ausentes justificadamente os Conselheiros OTACILIO DANTAS CARTAXO e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉej 2 ( •• : • • Processo n° : 13836.000172/96-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 Recurso n° : RD/102-0.804 Recorrente : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Fazenda Nacional, por seu i. Procurador junto à Câmara Superior de Recursos Fiscais, e com fulcro no art. 50, II e § 4° do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55/98, recorre para o PLENO desta instância especial da decisão consubstanciada no Acórdão n° CSRF/01- 02.575, de 07/12/98, que traz a seguinte ementa (fl. 54): *IRPF — DENÚNCIA ESPONTÂNEA — MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO — Não há incompatibilidade entre o disposto no art. 88 da Lei 8.981/95, e o art. 138 do CTN, que pode e deve ser interpretado em consonância com as diretrizes sobre o instituto da denúncia espontânea estabelecidas pela Lei Complementar. Recurso provido? Destacou a recorrente a existência de dissídio jurisprudencial, apontando como paradigma o Acórdão n° CSRF/02-0.829, de 08/11/99, assim ementado (fl. 69): -DCTF — DENÚNCIA ESPONTÂNEA — É devida a multa pela omissão na entrega da Declaração de Contribuições e Tributos Federais. As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo artigo 138, do CTN. Precedentes do STJ. Recurso a que se dá provimento. Asseverou a douta Procuradoria (fls. 67/68): °(...) deve prevalecer a tese sustentada pela 28 Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por representar a melhor interpretação da legislação de regência — art. 138 do CTN — e a melhor 3 6(19 t" • • Processo n° : 13836.000172/96-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 representação da universalidade da jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes e do Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, a matéria acima identificada, como sabido, foi efetivamente objeto de controvérsias e contradições junto aos Conselhos de Contribuintes — e mesmo junto à Câmara Superior de Recursos Fiscais -, mas hodiemamente o tema encontra-se pacificado, inclusive junto à 1° Turma da CSRF (prolatora do acórdão recorrido), no sentido ora sustentado pela Fazenda Nacional: para o cumprimento de obrigações acessórias (obrigações formais) não se aplica o art. 138 do CTN. Esta interpretação revela-se a mais sistemática, pois o art. 138 do CTN está inserto no Capítulo V de seu Titulo II, capitulo que versa sobre a 'responsabilidade pelo crédito tributário" (art. 128 do CTN), o qual, por sua vez, caracteriza-se exclusivamente como aquele que decorre da obrigação tributária principal e tem a mesma natureza desta (arts. 139 e 113, § 1°, ambos do CTN). Assim, não cabe — salvo, obviamente, se houvesse expressa disposição na matéria em sentido contrário — retirar o dispositivo de sua órbita conceituai para interpretá-lo, pois este seria um procedimento hermenêutico contrário à manifesta disposição do legislador do CTN. E diversamente não ocorre no âmbito judiciário, onde a matéria, nos termos ora propugnados à sua interpretação, encontra firme acolhimento pela jurisprudência de ambas as Turmas de direito público do Superior Tribunal de Justiça, conforme verifica-se nos RESP n°s 195.161/G0 (1 8 Turma, rel. Min José Delgado) e 208.097/PR (28 Turma, rel. Min. Hélio Mosimann).' O recurso especial foi admitido em 15/02/2001, por despacho do Presidente da E. Câmara Superior de Recursos Fiscais (fls. 83/85). Intimado, o sujeito passivo ofereceu contra-razões às fls. 90/91, ressaltando o invocado pelo Conselheiro Relator vencido no acórdão ora recorrido, no sentido de que a notificação de lançamento de fl. 02 teria deixado de observar o diposto no art. 11 do Decreto n° 70.235/72. Ao final, requer o sujeito passivo (fls. 90/91): 11- no caso aqui tratado não há que se questionar a matéria já julgada pelo STJ, mas há que se levar em conta que o lançamento nãoo 4 -8° .. I t" .. • t• é.. . Processo n° : 13836.000172/96-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 preenche os requisitos contidos no citado art. 11 do Decreto n° 70235/72, ou seja, deve, de pronto, ser anulado em função do vicio existente; - dessa forma, requer a Vossa Senhoria que na apreciação seja levada em consideração o fato de que a Notificação é nula, face a inexistência de identificação da autoridade responsável pelo lançamento.' É o breve relatório.0 5 Processo n° : 13836.000172196-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 VOTO Conselheiro MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, Relator O recurso especial é tempestivo e, observados os demais pressupostos, merece ser conhecido. A Fazenda Nacional, em seu recurso especial, pretende seja restabelecida a multa prevista no art. 88, § 1°, letra "a', da Lei n° 8.981/95, em razão de o contribuinte FRANCISCO CARLOS PETERLINI ter apresentado a declaração DIRPF do exercício de 1995, ano-base de 1994, após o prazo legal. Questão preliminar, contudo, merece ser examinada e diz respeito ao fato, suscitado pelo sujeito passivo em contra-razões ao recurso especial, de a notificação de lançamento de fl. 02, emitida pela repartição fiscal, não conter o nome, o cargo ou função e a matrícula do seu chefe. Registro que essa mesma preliminar chegou a ser examinada no acórdão ora recorrido, suscitada de ofício que fora pelo Conselheiro Relator, tendo sido rejeitada (se bem me lembro, uma vez que o voto vencedor é omisso no particular), em razão de a decisão de mérito ter sido favorável ao sujeito passivo, a quem aproveitaria a declaração de nulidade. No âmbito do Primeiro Conselho de Contribuintes o tema é por demais conhecido, e tem sido objeto de inúmeras decisões das Câmaras, no sentido de, em casos como o dos autos, anular, de ofício, o lançamento, em razão de a notificação de lançamento estar em desacordo com as disposições contidas no art. 11 do Decreto n° 70.235f72. 6 a . IN:: t- : . s7 .. . Processo n° : 13836.000172/96-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 Mesmo em sede de instância especial, e ainda que não prequestionada a matéria, a nulidade tem sido reconhecida de ofício, notadamente porque a própria Administração Tributária reconhece a invalidade da notificação de lançamento que não contenha os mencionados requisitos (Instrução Normativa SRF n° 54, de 13/06/97, e Instrução Normativa SRF n° 94, de 24/12/97). Nesse sentido os Acórdãos n°s CSRF/01-02.860, de 13/03/2000, CSRF/01-02.861, de 13/03/2000, CSRF/01-03.066, de 11/07/2000, CSRF/01-03.252, de 19/03/2001, entre outros. Ressalvando o meu entendimento, absolutamente divergente do esposado nos aludidos julgados do Primeiro Conselho de Contribuintes e da própria Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, acerca da interpretação emprestada ao art. 11, e em especial o seu parágrafo único, do Decreto n° 70.235112, este Conselheiro tem se curvado ao pensamento amplamente dominante naquelas duas Cortes Administrativas, mormente para evitar tratamento desigual a contribuintes em situações idênticas. De todo modo, sendo certo que, no caso dos autos, em nenhum momento se cogitou da incompetência (hipótese de nulidade absoluta) do chefe do órgão que expediu a referida notificação de lançamento, pode-se afirmar, indubitavelmente, que a hipótese dos autos é de nulidade relativa, em face da ausência de formalidades entendidas essenciais à validade da notificação de lançamento, a saber nome, cargo ou função e matricula do chefe da repartição fiscal. Nesse sentido é também o entendimento da Administração Tributária, gil externado no Ato Declaratório Normativo COSIT N° 2, de 03/02/1999. 7 • Processo n° : 13836.000172/96-17 Acórdão n° : CSRF/PLEN0-00.002 Nessa conformidade, voto no sentido de ANULAR, por vício formal, o lançamento formalizado pela notificação de fl. 02, podendo a repartição fiscal proceder a novo lançamento, observado o disposto no art. 173, II, do CTN. É como voto. Brasilia(DF), 11 de dezembro de 2001 MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS — RELATOR Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10166.722650/2010-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/2005 a 30/12/2009
SALÁRIO INDIRETO - AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO E PRODUTIVIDADE
REMUNERAÇÃO - CONCEITO
Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho.
AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO IN NATURA - NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura, conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN
PRODUTIVIDADE - PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS
Para ocorrer a isenção fiscal sobre os valores pagos aos trabalhadores a título de participação nos lucros ou resultados, a empresa deverá observar a legislação específica sobre a matéria.
Ao ocorrer o descumprimento da Lei 10.101/2000, as quantias creditadas pela empresa aos empregados passa a ter natureza de remuneração, sujeitas, portanto, à incidência da contribuição previdenciária.
O PRL pago em desacordo com o mencionado diploma legal integra o salário de contribuição.
MULTA DE MORA
As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996.
LISTA DE CO-RESPONSÁVEIS
A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2301-002.783
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva que votou em negar provimento ao Recurso nesta questão; b) em manter a aplicação da multa, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pelo afastamento desta multa, até 11/2008; c) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, até 11/2008. para que seja aplicada a multa referente o previsto no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; d) em dar provimento ao recurso voluntário, nas preliminares, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira que votaram em dar provimento parcial para deixar claro que o rol de co-responsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, nos termos do voto da Relatora; b) em negar provimento ao recurso na questão dos levantamentos FO, FP e SI, nos termos do voto da Relatora; c) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) Redator: Damião Cordeiro de Moraes.
Marcelo Oliveira - Presidente.
Bernadete De Oliveira Barros - Relator.
Damião Cordeiro de Moraes - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2005 a 30/12/2009 SALÁRIO INDIRETO - AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO E PRODUTIVIDADE REMUNERAÇÃO - CONCEITO Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO IN NATURA - NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura, conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN PRODUTIVIDADE - PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Para ocorrer a isenção fiscal sobre os valores pagos aos trabalhadores a título de participação nos lucros ou resultados, a empresa deverá observar a legislação específica sobre a matéria. Ao ocorrer o descumprimento da Lei 10.101/2000, as quantias creditadas pela empresa aos empregados passa a ter natureza de remuneração, sujeitas, portanto, à incidência da contribuição previdenciária. O PRL pago em desacordo com o mencionado diploma legal integra o salário de contribuição. MULTA DE MORA As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996. LISTA DE CO-RESPONSÁVEIS A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva que votou em negar provimento ao Recurso nesta questão; b) em manter a aplicação da multa, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pelo afastamento desta multa, até 11/2008; c) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, até 11/2008. para que seja aplicada a multa referente o previsto no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; d) em dar provimento ao recurso voluntário, nas preliminares, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira que votaram em dar provimento parcial para deixar claro que o rol de co-responsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, nos termos do voto da Relatora; b) em negar provimento ao recurso na questão dos levantamentos FO, FP e SI, nos termos do voto da Relatora; c) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) Redator: Damião Cordeiro de Moraes. Marcelo Oliveira - Presidente. Bernadete De Oliveira Barros - Relator. Damião Cordeiro de Moraes - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes
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AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO IN NATURA NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de alimentação fornecidos in natura, conforme entendimento contido no Ato Declaratório nº 03/2011 da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional PGFN PRODUTIVIDADE PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Para ocorrer a isenção fiscal sobre os valores pagos aos trabalhadores a título de participação nos lucros ou resultados, a empresa deverá observar a legislação específica sobre a matéria. Ao ocorrer o descumprimento da Lei 10.101/2000, as quantias creditadas pela empresa aos empregados passa a ter natureza de remuneração, sujeitas, portanto, à incidência da contribuição previdenciária. O PRL pago em desacordo com o mencionado diploma legal integra o salário de contribuição. MULTA DE MORA As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 26 50 /2 01 0- 51 Fl. 1668DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 LISTA DE CORESPONSÁVEIS A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento os valores oriundos de auxílio alimentação pagos in natura, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva que votou em negar provimento ao Recurso nesta questão; b) em manter a aplicação da multa, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Conselheiro Mauro José Silva, que votou pelo afastamento desta multa, até 11/2008; c) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, até 11/2008. para que seja aplicada a multa referente o previsto no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; d) em dar provimento ao recurso voluntário, nas preliminares, para afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira que votaram em dar provimento parcial para deixar claro que o rol de coresponsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo Fisco, já que, posteriormente, poderá servir de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso na questão da produtividade, nos termos do voto da Relatora; b) em negar provimento ao recurso na questão dos levantamentos FO, FP e SI, nos termos do voto da Relatora; c) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a) Redator: Damião Cordeiro de Moraes. Marcelo Oliveira Presidente. Bernadete De Oliveira Barros Relator. Damião Cordeiro de Moraes Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes Fl. 1669DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722650/201051 Acórdão n.º 2301002.783 S2C3T1 Fl. 3 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte dos segurados, não arrecadadas pela empresa e não recolhidas. Conforme Relatório do AI, o débito apurado se refere a contribuições dos segurados, incidentes sobre os pagamentos habitualmente efetuados a segurado empregado, a título de auxílio alimentação sem inscrição no PAT (levantamentos AA e AL) e produtividade (levantamentos PR e PT) , considerados remuneração pela auditoria fiscal, verificados em Folha de Pagamentos e na Contabilidade, e não declarados em GFIP, bem como sobre outros pagamentos efetuados pela empresa a seus empregados, declarados em folha de pagamento (levantamentos FO e FP), e não declarados na FP (levantamento SI). Segundo relato fiscal, integram também o lançamento a contribuição de contribuintes individuais que prestaram serviços à autuada, incidentes sobre suas remunerações, incluídas ou não em folhas de pagamento (CI, CO, C1 e C2). A autoridade lançadora informa que a apuração dos valores de remuneração foi feita a partir das Folhas de Pagamentos, dos registros contábeis e de planilhas fornecidos pelo Contribuinte em meio digital. Esclarece que, ao se comparar o valor da multa aplicada na forma da legislação vigente à época do fato gerador com aquele resultante da aplicação da legislação vigente à época da lavratura do Auto de Infração, verificouse condição de penalidade menos severa ao Contribuinte quando aplicada a legislação vigente à época da ocorrência do fato gerador. A recorrente impugnou o débito e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 0342.882, da 7a Turma da DRJ/BSB (fls. 1.606), julgou a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo, alegando, em síntese, o que se segue. Em relação ao auxílio alimentação concedido in natura (cartão magnético), argumenta que não há que se falar em ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, uma vez que a ausência de renovação de inscrição no PAT e mesmo a ausência da própria inscrição não afasta a natureza não salarial de tal verba. Relativamente a verbas pagas a título de produtividade, alega que tratase de pagamentos realizados com base na Lei 10.101/2000 e não de remuneração que ensejasse incidência de contribuição previdenciária. Fl. 1670DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 Observa que a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa constitui garantia constitucional prevista no inciso XI do art. 7o, da CF, que exclui, de forma expressa, a natureza remuneratória da referida verba, e que nenhuma norma infraconstitucional teria o condão de fazer incidir a contribuição previdenciária sobre o pagamento realizado a esse título. Afirma que a premiação paga pela empresa aos seus empregados atende perfeitamente a regra matriz de exclusão da incidência da contribuição previdenciária, não se caracterizando como salário de contribuição e cita a jurisprudência do STJ para demonstrar que é pacífico o entendimento de que não incide contribuição sobre a participação nos lucros a empregados Quanto ao valor de R$13.300,00 que, segundo a fiscalização, corresponderia a pagamento de remuneração à segurada empregada Vilma, sustenta que, de fato, tratase de valor pago pela empresa a título de adiantamento no dia 10/09/2008, mas que, ao contrário do que restou consignado no relatório fiscal, há sim comprovação de sua devolução à empresa no dia 11/09/2008, conforme registrado nos Livros Razão e Diário. Da mesma forma, relativamente ao pagamento feito pela empresa ao sócio Valmir Antônio Amaral, a título de adiantamento no dia 10/09/2008, tratase de distribuição de lucros futuros, configurando, assim, despesa salarial, o que afasta a exação pretendida. Com relação aos pagamentos realizados a segurado contribuinte individual pelos serviços prestados à empresa, defende que é relevante considerar, no ponto, é que não houve emissão de nota fiscal pelo suposto prestador dos serviços, não restando caracterizado, por conseguinte, o fato gerador da obrigação previdenciária, pois, para a deflagração da incidência tributária em questão, não basta o mero reconhecimento contábil da despesa pela empresa. Entende que considerase ocorrido o fato gerador da obrigação previdenciária principal, em relação à empresa, no mês em que for paga ou creditada a remuneração, sendo certo que se considera creditada a remuneração na data da emissão do documento comprobatório, qual seja, a nota fiscal de prestação de serviços. Requer que seja afastada, ou ao menos reduzida, a multa de ofício aplicada no percentual de 75% do tributo a pagar, por ser excessivo e desproporcional e possuir caráter confiscatório, sob pena de afronta ao princípio da vedação ao confisco, previsto no art. 150, IV, da CF. Solicita que seja afastada a responsabilização pessoal dos sócios pelas dívidas tributárias da empresa, ressaltando que não restou demonstrado, pela autoridade fiscal, a prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Finaliza concluindo que impõese a reforma do acórdão, julgandose improcedente o auto de infração em todos os seus termos, e requerendo que seja julgado improcedente o lançamento. É o relatório. Fl. 1671DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722650/201051 Acórdão n.º 2301002.783 S2C3T1 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros O recurso é tempestivo e todos os requisitos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice para seu conhecimento. Da análise do recurso apresentado, registro o que se segue. Inicialmente, a autuada insurgese contra o lançamento de contribuição sobre a concessão de auxílio alimentação in natura, argumentando que não há que se falar em ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, uma vez que a ausência de renovação de inscrição no PAT e mesmo a ausência da própria inscrição não afasta a natureza não salarial de tal verba. Em relação a essa matéria, é oportuno observar que a ProcuradoriaGeral da Fazenda NacionalPGFN emitiu o Ato Declaratório nº 03/2011, publicado no D.O.U em 22/12/2011, autorizando a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílioalimentação não há incidência de contribuição previdenciária”, Diante do citado Ato, e considerando que o Decreto 70.235/72 estabelece que o disposto no caput do art. 26A não se aplica aos casos de lei ou ato normativo que fundamente crédito tributário objeto de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, e que a Lei 10.522/2002, citada no art. 26A, determina que os créditos tributários já constituídos relativos à matéria de que trata o seu artigo 19 devem ser revistos de ofício pela autoridade lançadora, entendo que devam ser excluídos do débito, por provimento, a contribuição lançada incidente sobre o fornecimento de alimentação in natura, por não integrar o salário de contribuição, independente de a empresa ter ou não efetuado adesão ao PAT. Relativamente a verbas pagas a título de produtividade, a recorrente alega que tratase de pagamentos realizados com base na Lei 10.101/2000 e não de remuneração que ensejasse incidência de contribuição previdenciária. No entanto, o conceito de salário de contribuição expresso no art. 28 inciso I da Lei 8.212/91 é “...a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma,...” (grifei). A própria Constituição Federal, preceitua, no § 4º do art. 201, renumerado para o § 11, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98, o seguinte: § 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüentemente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. (grifei) Fl. 1672DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 Portanto, a condição de se tratar ou não de salário não está vinculada ao interesse da fonte pagadora ou do empregador em, com aquele pagamento, assalariar ou não seu empregado. Ou seja, não é o nome do pagamento ou a vontade da empresa em si que vai determinar sua natureza jurídica. O que irá afastar a verba paga da incidência tributária é a estreita observância à legislação específica que trata da matéria. No presente caso, não resta dúvida que a verba intitulada “produtividade”, não está incluída nas hipóteses legais de isenção previdenciária, previstas no § 9º, art. 28, da Lei 8.212/91. De fato, a alínea “j”, do § 9º, do art. 28 da Lei 8.212/91, isenta de contribuição previdenciária apenas a participação nos lucros ou resultados da empresa quando paga ou creditada de acordo com a lei específica, no caso a Lei nº 10.101/99, o que não é o caso em tela, já que a fiscalização constatou que a referida verba foi paga pela autuada em desacordo com o mencionado diploma legal, integrando, portanto, o salário de contribuição. Assim, está correto o procedimento fiscal em incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária os valores pagos pela recorrente a título de produtividade, como está correta a decisão recorrida em manter tal rubrica no lançamento. A recorrente argumenta que a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa constitui garantia constitucional prevista no inciso XI do art. 7o, da CF, que exclui, de forma expressa, a natureza remuneratória da referida verba, e que nenhuma norma infraconstitucional teria o condão de fazer incidir a contribuição previdenciária sobre o pagamento realizado a esse título. Porém, como exposto acima, o legislador isentou da contribuição previdenciária apenas os PLR pagos de acordo com lei específica que, no caso, é a Lei 10.101/00. Dessa forma, para que não incida a contribuição social, a empresa deve, sim, observar o disposto na Lei 10.101/00. Esse também é o entendimento da ministra Eliana Calmon, do STJ, que se manifestou no sentido de que, para ocorrer a isenção fiscal sobre os valores pagos aos trabalhadores a título de participação nos lucros ou resultados, a empresa deverá observar a legislação específica sobre a questão. Para a ministra, ao ocorrer o descumprimento da Lei 10.101/2000, as quantias creditadas pela empresa aos empregados passa a ter natureza de remuneração, sujeitas, portanto, à incidência da contribuição previdenciária. A fiscalização constatou que os pagamentos eram mensais, o que contraria o disposto no § 2o, do art. 3o, da Lei 10.101/00, além de não constar, no texto das Convenções Coletivas de Trabalho, regras claras e objetivas quanto às metas a serem alcançadas ou quanto periodicidade da distribuição, conforme exige o § 1º do art. 2º , do mesmo diploma legal. Cumpre observar ainda que, ao contrário do que defende a autuada, a não vinculação da participação nos lucros à remuneração não é auto aplicável, já que a Constituição Federal remeteu à lei a função de estabelecer critérios e regras para desvincular a participação nos lucros da remuneração, o que, entendo, foi feito com muita propriedade pelo legislador, ao editar a Lei 10.101/00. Fl. 1673DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722650/201051 Acórdão n.º 2301002.783 S2C3T1 Fl. 5 7 Nesse sentido, não é a simples previsão em acordo coletivo ou o pagamento de parcelas intituladas pelo empregador de PRL é que vai retirar a natureza salarial da verba em comento. Em que pese o entendimento da recorrente de que as Convenções Coletivas de Trabalho, conforme a CLT, produzem efeitos de lei entre as partes, conforme o art. 7o, XXVI da CF, vale esclarecer que a doutrina há muito já consagrou a autonomia científica do Direito Previdenciário em face do Direito do Trabalho. O conceito de saláriodecontribuição não se confunde com o conceito de remuneração retirado do Direito Laboral. Segundo Wladimir Novaes Martinez (Comentários à Lei Básica da Previdência Social), “O conceito previdenciário de saláriodecontribuiçao não tem de coincidir exatamente com a definição trabalhista de remuneração ou, com mais razão, com a descrição de salário. Para isso é necessário o tipo legal circunscrever o fato gerador, impondo suas condições”. Ademais, os efeitos indenizatórios pactuados em acordos coletivos somente repercutem na esfera da relação de emprego, não atingindo terceiros estranhos à relação laboral, entre os quais, a Previdência Social. Nesse sentido, nos ensina Adriana Hilgenberg de Araújo (Direito do trabalho e direito processual do trabalho: temas atuais, Editoria Juruá, p 55 e 56) : “ Como visto, as convenções e acordos coletivos são fontes do Direito do Trabalho, cujas cláusulas serão aplicadas a todos os pertencentes a uma determinada categoria ou empresa (no caso dos acordos). As cláusulas, tanto as obrigatórias (CLT artigo 616), facultativas, obrigatórias ou normativas, devem respeitar o ordenamento legal, não podendo ferir preceitos, sejam eles constitucionais ou infraconstitucionais, salvo expressa autorização .” (grifei). Assim, a observância ao ordenamento jurídico infraconstitucional não agride a garantia constitucional do reconhecimento das convenções e acordos coletivos, prevista no inciso XXVI, art. 7º, da Constituição Federal, vez que se encontra insculpida, em toda a Constituição, o respeito ao princípio da legalidade. Em conseqüência, os acordos coletivos não têm a força de alterar disposições legais, em especial, as inseridas nas Leis 8.212/91 e 10.101/00. Ademais, a própria autuada afirma que os valores pagos pela empresa a título de produtividade possui a natureza de prêmio. E, segundo Amauri Mascaro Nascimento: "A natureza jurídica do prêmio não sofre, praticamente, contestações. É uma forma de salário vinculado a um fator de ordem pessoal do empregado ou geral de muitos empregados, via de regra a sua produção. Daí falarse, também, em salário por rendimento ou salário por produção. Caracterizase, também, pelo seu aspecto condicional. Uma vez verificada a condição de que resultam, devem ser pagos". (In “Teoria Jurídica do Salário”, Editora LTR, 1994, pg. 256). Portanto, prêmio é remuneração. Esse também é o entendimento do TST: “Prêmio é gratificação, e gratificação é salário, se ajustada expressa ou tacitamente, porque a CLT não exige o ajuste expresso" TST pleno ERR 1943/82 DJU 06/12/85 pág. 22644” . Fl. 1674DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 E, sendo o lançamento um ato vinculado, a fiscalização, ao constatar a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária e o não recolhimento do valor devido, lavrou o competente AI, em estrita observância aos ditames legais. Dessa forma, não há amparo legal para a nãoincidência de contribuição previdenciária sobre a verba intitulada “produtividade”, pago pela empresa em favor de seus empregados. A fiscalização constatou, ainda, que a empresa pagou à empregada Vilma e ao sócio Valmir Amaral, a quantia de R$13.300,00 que, segundo a fiscalização, corresponde a pagamento de remuneração. A recorrente não nega tais pagamentos, mas apenas se justifica alegando tratarse, no caso da empregada Vilma, de adiantamento pago no dia 10/09/2008, e devolvido pela beneficiária no dia 11/09/2008. Contudo, não prova o alegado. Ou seja, a empresa apenas insiste em afirmar que não houve o fato gerador da contribuição social sem, contudo, apresentar provas. O art. 333 do Código de Processo Civil estatuiu que o ônus da prova cabe a quem alega, ou seja, aquele que alega um fato é quem deve provar. A parte que não produz prova, convincentemente, dos fatos alegados, sujeitase às conseqüências do sucumbimento, porque não basta alegar. Há mandamento expresso na Lei 9.784/99 quanto ao ônus probatório, conforme segue: ART 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Em que pese a autuada insistir em afirmar que a devolução da quantia citada está registrado nos Livros Razão e Diário, não juntou cópia dos referidos registros para provar suas alegações, ou outros elementos para serem analisados por este Conselho, não havendo, portanto, que se falar em cancelamento das exigências lançadas por meio do AI ora discutido. Da mesma forma, relativamente ao pagamento feito pela empresa ao sócio Valmir Antônio Amaral, a título de adiantamento no dia 10/09/2008, não traz provas de que tratase de distribuição de lucros futuros, conforme alegado. Já os registros contábeis fazem prova de que tais pagamentos não se tratam de adiantamento de remuneração ao de distribuição de lucros futuros, devendo, dessa forma, serem mantidos os lançamentos relativos à contribuição do segurado incidente sobre os valores pagos a título de adiantamento. É ainda objeto do lançamento objeto do presente processo administrativo fiscal a contribuição de contribuinte individual que prestou serviços à empresa, incidente sobre os pagamentos a ele realizados. Observase que a recorrente não nega que tenha tomado os serviços do segurado citado no Relatório Fiscal, mas apenas alega que, por não ter sido emitida nota fiscal de serviços, não restou caracterizado o fato gerador da obrigação previdenciária, pois entende que, para a deflagração da incidência tributária, não basta o mero reconhecimento contábil da despesa pela empresa, mas considerase ocorrido o fato gerador da obrigação previdenciária principal em relação à empresa no mês em que for paga ou creditada a remuneração, sendo certo que se considera creditada a remuneração na data da emissão do documento Fl. 1675DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722650/201051 Acórdão n.º 2301002.783 S2C3T1 Fl. 6 9 comprobatório, qual seja, a nota fiscal de prestação de serviços. Contudo, a IN 03/2005 e a IN 971/2009, vigentes à época da ocorrência do fato gerador, deixam claro que considerase ocorrido o fato gerador da obrigação previdenciária principal e existentes seus efeitos, em relação à empresa, no mês em que for paga ou creditada a remuneração, o que ocorrer primeiro, ao segurado contribuinte individual que lhe presta serviços e considerase creditada a remuneração na competência em que a empresa contratante for obrigada a reconhecer contabilmente a despesa ou o dispêndio ou, no caso de equiparado ou empresa legalmente dispensada da escrituração contábil regular, na data da emissão do documento comprobatório da prestação de serviços. No caso da empresa recorrente, não há a dispensa da escrituração contábil regular, e seus livros contábeis registraram as despesas com os pagamentos ao referido contribuinte individual, devendo ser mantida a contribuição previdenciária incidente devida. A recorrente insurgese, ainda, contra a multa e a correção aplicada. Contudo, é oportuno salientar que a utilização da taxa para atualizações e correções dos débitos apurados e a multa aplicada encontram respaldo nos art. 34 e 35, da Lei 8.212/91, vigentes à época da ocorrência do fato gerador, por ser mais benéfica ao contribuinte. Cabe destacar, ainda, que a atividade administrativa é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais. Nesse sentido, o ilustre jurista Alexandre de Moraes ( curso de direito constitucional, 17ª ed. São Paulo. Editora Atlas 2004.314) colaciona valorosa lição: “o tradicional princípio da legalidade, previsto no art. 5º, II, da CF, aplicase normalmente na administração pública, porém de forma mais rigorosa e especial, pois o administrador público somente poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em lei e nas demais espécies normativas, inexistindo, pois, incidência de vontade subjetiva. Esse principio coadunase com a própria função administrativa, de executor do direito, que atua sem finalidade própria, mas sem em respeito à finalidade imposta pela lei, e com a necessidade de preservarse a ordem jurídica” E sendo a atividade administrativa vinculada aos ditames legais, a fiscalização lavrou o competente Auto, fazendo incidir juros e multa, em observância à legislação que rege o lançamento. Em relação ao argumento de ausência de prejuízo, mister lembrar que o descumprimento de obrigações legais, sejam elas acessórias ou principais, sempre prejudica o erário, e é com o objetivo do melhor funcionamento da administração tributária, para que não se faça letra morta à lei e se evite a sonegação fiscal em massa é que o legislador impôs a penalidade pecuniária ao sujeito passivo que vilipendia obrigação legal a todos imposta. A empresa autuada requer, ainda, que seja afastada a responsabilização pessoal dos sócios pelas dívidas tributárias da empresa, ressaltando que não restou demonstrado, pela autoridade fiscal, a prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Todavia, cumpre esclarecer que a inclusão do nome dos coresponsáveis é um dos requisitos necessários para a constituição do crédito. O sujeito passivo que deve suporta o ônus contido no AI em tela é a própria empresa, sendo ela, em primeira análise, a responsável pelo crédito ora discutido, não podendo Fl. 1676DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 se afirmar que sejam as pessoas arroladas no relatório de coresponsáveis, neste momento, o sujeito passivo da obrigação inadimplida. Desse modo, a indicação dos sócios e administradores no anexo denominado de CORESP nada mais representa do que documento instrutório do AI, previsto na legislação previdenciária. Como o art. 79, inciso VII, da Lei n.º 11.941/2009, revogou o art. 13 da Lei n.º 8.620/93, a simples indicação dos representantes legais da empresa por meio do CORESP não implica a sua inscrição de imediato em dívida ativa. Registrese que a lista nominal serve apenas como uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo fisco, já que posteriormente servirá de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional. Porém, para deixar claro que o fisco não pode incluir as pessoas físicas relacionadas no CORESP de pronto na certidão da dívida ativa, entendo que deva ser deixado consignado o provimento parcial do recurso, eis que necessário para o dispositivo final do julgado. Nesse sentido, acato o requerimento formulado pela recorrente, a fim de afastar a coresponsabilidade dos representantes legais. Pelo exposto e Considerando tudo mais que dos autos consta, VOTO por CONHECER DO RECURSO, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para excluir do débito os valores relativos ao Auxílio Alimentação, por improcedência, e para deixar claro que o rol de coresponsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo fisco, podendo servir, posteriormente, de consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional É como voto Bernadete de Oliveira Barros Relatora Voto Vencedor Conselheiro Damião Cordeiro de Moraes – Redator DO CORESP Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa RÁPIDO BRASÍLIA TRANSPORTE E TURISMO LTDA em face da decisão que manteve o lançamento referente às contribuições devidas e não pagas a Terceiros e Fundos (FNDE, INCRA, SEBRAE, SEST e SENAT). No caso em análise, não obstante o bom arrazoado trazido pela nobre Conselheira Relatora, no sentido de que o rol de coresponsáveis é apenas uma relação indicativa de representantes legais arrolados pelo fisco, que pode servir, posteriormente, de Fl. 1677DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722650/201051 Acórdão n.º 2301002.783 S2C3T1 Fl. 7 11 consulta para a Procuradoria da Fazenda Nacional, tenho como certo que a responsabilidade da pessoa física não pode decorrer da simples falta de pagamento de tributo. Além disso, é inquestionável que o lançamento tributário tem sua exigibilidade em face da sociedade contribuinte. O que é questionável é a exigibilidade de tais créditos perante o administrador dessa sociedade. A sujeição passiva da obrigação principal no direito tributário, como é sabido, se dá de duas formas: por contribuição (CTN 121, parágrafo único, inciso, I) ou por responsabilização (CTN 121, parágrafo único, inciso II). No caso em tela, inegável a condição de contribuinte da sociedade. De outro lado, é completamente dúbia a condição de responsável do administrador por esses créditos. O que o sistema tributário prevê é a responsabilidade tributária do administrador por atos irregulares – atos ultra vires –, seja este administrador sócio ou não. A forma da responsabilização daquele que exerça cargo de administração ou gerência encontrase presente no art. 135, inc. III do CTN, que dispõe: “Art. 135 – São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: [...] III – os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.” De maneira que, sem a presença dos requisitos do art. 135, não há de se falar em responsabilidade do sócio administrador. Nesse sentido leciona o prof. Luciano Amaro: “Para que incida o dispositivo, um requisito básico é necessário: deve haver prática de ato para qual o terceiro não detinha poderes, ou de ato que tenha infringido a lei, o contrato social ou o estatuto de uma sociedade. Se inexistir esse ato irregular, não cabe a invocação do preceito em tela”(in Direito Tributário Brasileiro. 9 ed. São Paulo: Saraiva, 2003. P.319). In casu, o fisco não colacionou aos autos nenhuma manifestação que delimite a ter havido a prática de ato para o qual os relacionados não detivessem poderes, ou de ato que tenha infringido a lei, o contrato social ou o estatuto da empresa. Nesse sentido, uníssono é a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ): “TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. SÓCIO. RESPONSABILIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA. EXCEÇÃO DE PRÉEXECUTIVIDADE. CABIMENTO. ART. 135, III. DO CTN. PRECEDENTES.1. A arguição da exceção de pré executividade com vista a tratar de matérias de ordem pública em processo executivo fiscal – tais como condições da ação e pressupostos processuais – somente é cabível quando não for necessária, para tal mister, dilação probatória. 2. A imputação da responsabilidade prevista no art. 135, III, do CTN não está vinculada apenas ao inadimplemento da obrigação tributária, mas à comprovação das demais condutas nele descritas: prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos.3. Recurso especial provido”[g.n] Fl. 1678DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 12 (REsp 426.157/SE, Rel. Min. João Otávio de Noronha, DJ 18.08.2006 p. 361).” Assim, ante a impossibilidade de responsabilização tributária dos administradores da recorrente pelos créditos lançados (art. 135 do CTN), ante a ausência de provas no sentido da prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei contrato social ou estatutos, devem ser excluídos da relação de vínculos as pessoas nele relacionadas, no que dou provimento ao recurso voluntário nesta parte. DA MULTA E no que se refere à multa aplicada, tornase importante apreciar, de ofício, a matéria, tendo em vista se tratar de questão de ordem. Dessa forma, em respeito ao art. 106 do CTN, inciso II, alínea “c”, deve o Fisco perscrutar, na aplicação da multa, a existência de penalidade menos gravosa ao contribuinte. No caso em apreço, esse cotejo deve ser promovido em virtude das alterações trazidas pela Lei nº 11.941/2009 ao art. 35 da Lei nº 8.212/1991, que instituiu mudanças à penalidade cominada pela conduta da Recorrente à época dos fatos geradores. Assim, identificando o Fisco benefício ao contribuinte na penalidade nova, essa deve retroagir em seus efeitos, conforme ocorre com a nova redação dada ao art. 35 da Lei nº 8.212/1991 que assim dispõe: “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” E o supracitado art. 61, da Lei nº 9.430/96, por sua vez, assevera que: “Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (...) § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento.” Confrontando a penalidade retratada na redação original do art. 35 da Lei nº 8.212/1991 com a que ora dispõe o referido dispositivo legal, vêse que a primeira permitia que a multa atingisse o patamar de cem por cento, dado o estágio da cobrança do débito, ao passo que a nova limita a multa a vinte por cento. Sendo assim, diante da inafastável aplicação da alínea “c”, inciso II, art. 106, do CTN, concluise pela possibilidade de aplicação da multa prevista no art. 61 da Lei nº Fl. 1679DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.722650/201051 Acórdão n.º 2301002.783 S2C3T1 Fl. 8 13 9.430/1996, com a redação dada pela Lei nº 11.941/2009 ao art. 35 da Lei nº 8.212/1991, se for mais benéfica para o contribuinte. No mais, acompanho as doutas considerações da relatora em seu voto condutor. CONCLUSÃO Diante do exposto, CONHEÇO do recurso voluntário, para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO PARCIAL, nos seguintes termos: a) preliminarmente, voto no sentido de afastar a responsabilidade dos administradores da recorrente inseridos na lista do anexo CORESP; b) aplicar a multa prevista no art. 35 da Lei n.º 8.212/91 combinado com o art. 61, §2 º da Lei nº 9.430/96, até A COMPETÊNCIA 11/2008, se benéfica ao contribuinte. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Redator designado Fl. 1680DF CARF MF Impresso em 04/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 07/08 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/07/2013 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 28/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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