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Numero do processo: 13558.000386/2001-94
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2003
Ementa: COFINS. INCLUSÃO DE DÉBITOS NO REFIS. A inclusão de débitos no REFIS deve obedecer aos procedimentos estabelecidos nos atos normativos expedidos, sob pena de ficarem sujeitos a lançamento de ofício. CONTRIBUIÇÃO DECLARADA NA DIPJ. INAPLICABILIDADE DA MULTA DE OFÍCIO. O requisito básico para que um débito seja considerado como declarado é sua inserção em declaração regularmente exigida pelo Fisco e na qual conste tratar-se de confissão irretratável de dívida. A penalidade aplicável a débito declarado e não recolhido é a multa de mora. VALORES APURADOS PELA FISCALIZAÇÃO NA ESCRITA FISCAL DA EMPRESA NÃO DECLARADOS E NÃO RECOLHIDOS. APLICABILIDADE DA MULTA DE OFÍCIO. Aplica-se a multa de ofício aos débitos apurados por meio de procedimento fiscal instaurado junto ao contribuinte, nos termos do art. 44 da Lei nº 9.430/96. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 203-08767
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento em parte ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa
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De 42 I OZ 1200(i 22 CC-MF ‘,. 7, :4—Liii Ministério da Fazenda Fl. ll`.7:1::nZ't Segundo Conselho de Contribuintes ;;Lç.,St v St Processo ng : 13558.000386/2001-94 Recurso n2 : 119.758 Acórdão n' : 203-08.767 Recorrente : CONSTRUNOR — CONSTRUTORA DO NORDESTE LTDA. Recorrida : DRJ em Salvador - BA COFINS. INCLUSÃO DE DÉBITOS NO REFIS. A inclusão de débitos no REFIS deve obedecer aos procedimentos estabelecidos nos atos normativos expedidos, sob pena de ficarem sujeitos a lançamento de oficio. CONTRIBUIÇÃO DECLARADA NA DIPJ. INAPLICA- BILIDADE DA MULTA DE OFÍCIO. O requisito básico para que um débito seja considerado como declarado é sua inserção em declaração regularmente exigida pelo Fisco e na qual conste tratar-se de confissão irretratável de dívida. A penalidade aplicável a débito declarado e não recolhido é a multa de mora. VALORES APURADOS PELA FISCALIZAÇÃO NA ESCRITA FISCAL DA EMPRESA NÃO DECLARADOS E NÃO RECOLHIDOS. APLICABILIDADE DA MULTA DE OFICIO. Aplica-se a multa de oficio aos débitos apurados por meio de procedimento fiscal instaurado junto ao contribuinte, nos termos do art. 44 da Lei n° 9.430/96. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: CONSTRUNOR — CONSTRUTORA DO NORDESTE LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. Sala das essões, em 19 de março de 2003 EP, • %.‘ Otacilio D.1" as Cartaxo Presidente MorIA -al;2,t-Ce, ana Cristina Roza da o elat stpLa Cri Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antônio Augusto Borges Torres, Valmor Fonseca de Menezes, Mauro Wasilewski, Maria Teresa Martinez López, Luciana Pato Peçonha Martins e Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Renato Scalco Isquierdo. lao/cUja 1 - 22 CC-MF V Ministério da Fazenda - Fl. ts'/IN : 42r• Segundo Conselho de Contribuintes Processo n" 13558.00 0386/200 1-94 Recurso n" : 119.758 Acórdão n2 : 203-08.767 Recorrente : CONSTRUNOR — CONSTRUTORA DO NORDESTE LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 4 ' Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador, BA, referente à constituição de crédito tributário relativo à insuficiência de recolhimento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS, no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2000, no valor total de R$ 350.3 69,41. O procedimento fiscal consta do relatório da decisão de primeira instância como segue: "2. As bases de cálculo desta contribuição, que compõem os demonstrativos de . fls. 06/08, foram extraídas de levantamento efetuado com base nas DIPJ, ano- calendário de 1999, e Demonstrativo de Receitas, fls. 37/40, fornecido pela contribuinte, para o ano-calendário de 2000, conforme noticia de fl. 04, demonstrativo de fls. 19/20 e xerocópias de j7s. 22/36. 3. A fiscalização informa, ainda, à fl. 04, que os Créditos Apurados foram a somatória dos pagamentos efetuados com os valores constantes do REFIS, e que os débitos declarados foram aqueles constantes de DCTF. 4. No presente lançamento foi aplicada a aliquota de 2% sobre a base de cálculo do mês de jczneiro/1999, e de 3% sobre as demais bases de cálculo apuradas, e as datas de vencimento das obrigações aqui levantadas obedeceram a legislação vigente à época do fato gerador de cada período. 5. A contribuinte tomou ciência do Auto de Infração em 30/05/2001 (fl. 03) e, inconformada com a exigência, apresenta, em 28/06/2001, impugnação de fls. 43/46, apresentando como razões de defesa, em síntese: • Os valores relativos aos períodos de janeiro/I999 a janeiro/2000 são objeto do REFIS, e a sua exigência através de Auto de Infração significa duplicidade de cobrança; • Concorda com a exigência relativa ao período de fevereiro/2000 a dezembro/2000; • Efeito confiscatório das penalidades aplicadas ao lançamento, bem como a aplicação da taxa Selic; • Abuso do poder da Fazenda ao divulgar o nome de seus devedores, inclusive com inscrição no CADIN,- e-/ 2 A 3, 2° CC-MF Km Ministério da Fazenda v''':-:":?"- 3') •:;5- Segundo Conselho de Contribuintes Fl. •;,,eine.• 40' Processo e : 13558.000386/2001-94 Recurso II' : 119.758 Acórdão : 203-08.767 • O Auto foi emitido antes de qualquer pedido de informação à contribuinte, ocasionando, assim, cerceamento do direito de defesa; • A Solicitação aposta, no final é que seja deferido pedido de parcelamento para os débitos do período de fevereiro a dezembro/2000, retirando-se a cobrança da multa de caráter confiscató rio, a inscrição da Dívida Ativa, os títulos executórios extrajudiciais ilíquidos, incertos e inexigíveis, bem como a respectiva execução fiscal." A 4. Turma da DRJ em Salvador — BA proferiu o julgamento, sintetizado na seguinte ementa: "Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO. É legítimo o lançamento de oficio decorrente da falta e/ou insuficiência de recolhimento desta contribuição. PARCELAMENTO. A competência para decidir acerca de parcelamento é da DRF ou IRF-A do domicílio fiscal da pessoa jurídica requisitante. MULTA DE OFICIO. CONFISCO. A limitação constitucional que veda a utilização de tributo com efeito de confisco não se refere às penalidades. JUROS DE MORA. A inadimplência quanto ao recolhimento de tributos e contribuições sujeita o sujeito passivo à incidência de juros de mora. Cobram-se juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para títulos federais, por expressa previsão legal. INCLUSÃO NO CADIN. Não compete a este órgão julgador manifestar-se sobre os procedimentos de inclusão no Cadin. INCLUSÃO DE VALORES CONSTANTES DA DECLARAÇA-0 DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA EM AUTO DE INFRAÇÃO. Os valores constantes da DIPJ não constituem confissão de dívida e, portanto, podem ser incluídos em lançamento de oficio. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não constitui cerceamento de direito de defesa o fato de a contribuinte não ter sido intimada, especificamente a prestar esclarecimentos sobre as situações constatadas em ação fiscal, já que foi cientificada, através do Termo de Início de Fiscalização, que a partir daquela data encontrava-se sob procedimento fiscal. REFIS. 3 CC-MF ir Ministério da Fazenda ' KJ .Qt Segundo Conselho de Contribuintes Fl. ;itçt;4' Processo n2 : 13558.000386/2001-94 Recurso n° : 119.758 Acórdão : 203-08.767 Débitos não constantes do Refis podem ser objeto de lançamento de oficio. Lançamento Procedente". Intimada para conhecer da decisão em 07/12/2001 (sexta-feira), a empresa, ainda discordando da exigência fiscal, apresentou, em 08/01/2002, recurso voluntário a este Conselho de Contribuintes, elencando as seguintes razões de dissentir: a. que concordou com a exigência fiscal do período de fevereiro a dezembro de 2000; b. que não concordou com o lançamento de oficio relativo ao período de janeiro de 1999 a janeiro de 2000, tendo em vista tratar-se de débito confessado e incluso no REFIS, bem como declarado na DIPJ; c. apresenta provas da inclusão do débito reclamado no REFIS, uma vez que a decisão recorrida assim não o reconheceu, alegando ausência de provas nos autos; e d. discorda da multa exasperada de 75% para todo o período autuado, inclusive o excluído da lide, por concordar com a exigência, sendo correta a multa de mora de 20%, de vez que os valores foram extraídos da DIPJ e de demonstrativos de receitas fornecidos pela recorrente. Reporta-se à jurisprudência do Primeiro Conselho de Contribuintes. Requer, ao final, o provimento do recurso. A autoridade preparadora informa, à fl. 112, a efetivação do arrolamento de bens como garantia de instância. É o relatório. e 4 J. CC-MF4.ét .V. Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes 4'etft. Processo n' : 13558.000386/2001-94 Recurso n' : 119.758 Acórdão n2 203-08.767 VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA O recurso voluntário atende aos pressupostos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Do período sob exame, exclui-se o principal e o juros de mora do período de fevereiro a dezembro de 2000, em razão da concordância da recorrente com a exigência. Resta examinar o período de janeiro de 1999 a janeiro de 2000 e a multa de oficio aplicada sobre todo o período autuado. Alega a recorrente que os valores relativos ao período em foco encontram-se declarados na DIPJ — período de janeiro a dezembro de 1999 (fls. 31 a 36 e fl. 78) e, incluídos nos débitos confessados e parcelados através do REFIS, o mês de janeiro de 2000 (fl. 76). Por esses motivos reflita energicamente a aplicação da multa de oficio de 75%, posto que a cabível e já aplicada na consolidação dos débitos no REFIS é a multa de 20%. A decisão recorrida alega, nos itens 22 e 23, corno apontado pela recorrente, que os valores não se encontram incluídos no REFIS, consoante extrato do demonstrativo de débitos consolidados anexados — fls. 54 e 55. Os referidos extratos, expedidos pelo sistema controlador da inclusão de débitos no REFIS, efetivamente, não comprovam a inclusão dos referidos débitos no REFIS. De fato, a recorrente acostou aos autos os documentos de fls. 73 a 78 pretendendo fazer prova da inclusão no REF1S. Porém, verifica-se que tais provas constituem-se em correspondência trocada entre a recorrente e terceiros, que não envolve a Fazenda Nacional, por conseguinte, nada provando daquilo que alega. Constata-se, às fls. 22 a 29, e informa o autuante que a recorrente apresentou, trimestralmente, como determina a norma, as Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais — DCTF, para o período de janeiro de 1999 a dezembro de 2000, sendo que os débitos e o saldo a pagar informados estão reduzidos a zero. Por outro lado, não há como olvidar que os tributos declarados na DIPJ constituem-se em confissão irretratável de dívida. E isso ocorre com o período de janeiro a dezembro de 1999. A Fazenda Nacional, sobrepondo a exigência da mesma informação em declarações diversas, todas elas contendo referida confissão irretratável, estabeleceu mais de uma forma de declaração do débito. Portanto, em qualquer uma dessas declarações em que ele informar corretamente os valores devidos não pode a Fazenda alegar ausência de declaração como justificativa para efetuar o procedimento de oficio. 5 20 CC-MF ir. Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n9 : 13558-000386/2001-94 Recurso n° : 119.758 Acórdão n: 203-08.767 Desse modo, entendo que, estando a Fazenda instrumentalizada para proceder à execução fiscal do débito, por estar ele confessado em declaração regularmente apresentada, não comporta lançamento de oficio dos mesmos valores. Se para que possa a Fazenda operacionalizar a execução fiscal faz-se mister efetuar o lançamento, não cabe sobre o mesmo a aplicação da multa de oficio, posto tratar-se de débito declarado. Em relação ao mês de janeiro de 2000, não consta prova nos autos de que tenha sido regularmente declarado. Quanto à multa de oficio, encontra ela respaldo na legislação de regência, reproduzida no enquadramento legal aposto no auto de infração. Seu supedâneo legal está na norma que a estabeleceu. Não cabe ao julgador administrativo negar vigência à norma regularmente editada, exceto quando pacificado no Poder Judiciário a sua ilegalidade ou inconstitucionalidade. A referida multa será devida sempre que o lançamento incorrer em uma das situações previstas no artigo 44 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, cujo inciso I impõe a multa de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, bem como nos de declaração inexata, sendo esta a circunstância da recorrente, uma vez que as DCTF do período foram apresentadas com ausência de valor em relação à COFINS. Concluo, portanto, arrimada pelo entendimento pacificado nesta Câmara, que não cabe multa de oficio para os meses de janeiro a dezembro de 1999, por estarem declarados corretamente na DIPJ do exercício de 2000, comportando a aplicação da referida multa para o período de janeiro a dezembro de 2000, em razão da não apresentação, até o início da ação fiscal, da DIPJ do exercício de 2001 e de não existir débito declarado nas DCTF açambarcadoras do período. Pelo exposto, voto pelo provimento parcial do recurso para excluir o lançamento da multa de oficio relativa ao período de janeiro a dezembro de 1999, por se referir a débito declarado em DIPJ e manter o lançamento em seus demais elementos. Sala das Sessões, em 1 9 de março de 2003 ilad.dcz n. Ge--ARIA CRISTINA ROZA DA COSTA 6
score : 1.0
Numero do processo: 13161.000010/96-23
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IRPJ - EX. 1995 - ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - MULTA - A entrega intempestiva da Declaração de Rendimentos, sujeita a pessoa jurídica ao pagamento de multa, equivalente a 1% (um por cento), por mês ou fração, sobre o imposto devido apurado na Declaração, fixado este valor, a partir de 1995, em no mínimo 500 UFIR, ainda que dela não resulte imposto devido.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-15661
Decisão: NEGADO PROVIMENTO POR MAIORIA. VENCIDOS OS CONSELHEIROS ROBERTO WILLIAM GONÇALVES E JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO QUE PROVIAM O RECURSO.
Nome do relator: Maria Clélia Pereira de Andrade
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-17T18:10:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-17T18:10:47Z; Last-Modified: 2009-08-17T18:10:47Z; dcterms:modified: 2009-08-17T18:10:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-17T18:10:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-17T18:10:47Z; meta:save-date: 2009-08-17T18:10:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-17T18:10:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-17T18:10:47Z; created: 2009-08-17T18:10:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-08-17T18:10:47Z; pdf:charsPerPage: 1195; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-17T18:10:47Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDAevr,r;f4i "Ytèj tf PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ‘=1:!.r.::> QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Recurso n°. : 113.771 Matéria : IRPJ - Ex: 1995 Recorrente : PEDRO BOCACINA - ME Recorrida : DRJ em CAMPO GRANDE - MS Sessão de : 09 de dezembro de 1997 Acórdão n°. : 104-15.661 IRPJ - EX. 1995 - ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - MULTA - A entrega intempestiva da Declaração de Rendimentos, sujeita a pessoa jurídica ao pagamento de multa, equivalente a 1% (um por cento), por mês ou fração, sobre o imposto devido apurado na Declaração, fixado este valor, a partir de 1995, em no mínimo 500 UFIR, ainda que dela não resulte imposto devido. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PEDRO BOCACINA - ME ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves e José Pereira do Nascimento que proviam o recurso. LEI MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE ,/~ d ret. MARIA CLÉL A PERiEI 1• o e. • e RELATORA FORMALIZADO EM: 20 FEV 1998 4,:pt MINISTÉRIO DA FAZENDA ;̀, n‘-'4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES )- QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SÉRGIO MURILO MARELLO (Suplente Convocado), ELIZABETO CARREIRO VARÃO, LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA e REMIS ALMEIDA ESTOL. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA ki:E{:,..nke PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ";t3,15:-.15 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 Recurso n°. : 113.771 Recorrente : PEDRO BOCACINA - ME RELATÓRIO PEDRO BOCACINA - ME, jurisdicionado pela DRJ em Campo grande - MS, recorre a este Colegiado de decisão que manteve a exigência de pagamento de multa por atraso na entrega de Declaração de Rendimentos relativa ao exercício de 1995, ano- calendário 1994. A contribuinte, em sua impugnação de fls. 03/05, requer o cancelamento da exigência, alegando que entregou sua Declaração de Rendimentos antes de qualquer procedimento fiscal. Esclarece que, nos termos do artigo 138 do Código Tributário Nacional (Lei n°5.172 de 25.10.66) a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora. Que não apresentou a declaração de rendimentos do IRPJ Ex. 1995 por ter passado por dificuldades financeiras que motivaram a paralisação das suas atividades, apenas entregando-a em 10.01.96 porque pretende retomar seus negócios. Afirma que a notificação de lançamento foi lavrada sem que tenha sido notificada ou intimada de qualquer ato ou ação fiscal antes da apresentação espontânea da declaração, o que a isentaria de qualquer autuação conforme o artigo 138 do CTN. Após analisar as alegações da contribuinte e demais peças contidas nos autos, à vista da legislação de regência, a autoridade julgadora singular mantém a exigência encontrando-se a decisão ementada como segu si ti ri 3 ?A.a. ‘4" • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 "I. RENDA PESSOA JURÍDICA - Ex. 1995 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO A natureza jurídica da multa por atraso na entrega de declaração de rendimentos é de multa de mora do Direito Tributário, e a ela não cabe o benefício do instituto da denúncia espontânea, a qual não se aplica às obrigações com prazo de vencimento marcado IMPUGNAÇÃO IMPROCEDENTE." Em suas Razões de recurso, acostadas aos autos, a contribuinte reitera basicamente os argumentos já expendidos na fase impugnatória, acrescentando que o artigo 138 do Código Tributário Nacional, de acordo com a hierarquia legislativa, se sobrepõe à legislação citada no processeti) É o Relatório. 4 tia,„fr, MINISTÉRIO DA FAZENDA "" et ;;n"1/4' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010196-23 Acórdão n°. : 104-15.661 VOTO Conselheiro MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, Relatora Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele tomo conhecimento. A entrega da Declaração de Rendimentos pelas pessoas físicas e jurídicas é obrigação legal, e a falta ou atraso em seu cumprimento enseja na cobrança de multa. A penalidade aplicável, encontra-se disciplinada, a partir de 1° de janeiro de 1995, pela Lei n° 8.981, que "Altera a legislação tributária federal e dá outras providências.", e, em especial no disposto no seu artigo 88, verbis: "Art. 88. A falta de apresentação da declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado, sujeitará a pessoa física ou jurídica: I - à multa de mora de um por cento ao mês ou fração sobre o imposto de renda devido, ainda integralmente pago; , II - à multa de duzentas UFIR a oito mil UFIR, no caso de declaração de que não resulte imposto devido;: i § 1° o valor mínimo a ser aplicado será: 1 a) de duzentas UFIR, para as pessoas físicas; b) de quinhentas UFIR, para pessoas jurídicas; 1 § 2° - A não regularização no prazo previsto na intimação ou em caso de reincidência, acarretará o agravamento de multa em cem por cento sobre o valor anteriormente aplicado.i 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA •;-,,tk-,,- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA • Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 § 30 - As reduções previstas no art. 6° da Lei n° 8.218, de 29 de agosto de 1991 e o art. 60 da Lei 8.383, de 1991, não se aplicam às multas previstas neste artigo. § 4° - (Revogado pela Lei n°9.065, de 20/06/1995.)" As normas sobre o valor das penalidades em vigor foram bastante divulgadas, tendo constado das instruções para preenchimento de declarações de ajuste, sendo o prazo de entrega destas, em 1995, prorrogado, para superar quaisquer dificuldades que pudessem ter ocorrido na obtenção de formulários e disquetes. Não pode prosperar, também a assertiva de que, correspondendo a entrega de Declaração uma obrigação acessória, a penalidade decorrente de seu não cumprimento somente subsistiria no caso de haver infração referente á obrigação principal. Ou seja, não incidiria nos casos em que não houvesse apuração de imposto devido. A exigência de multa não se confunde com a apuração de imposto de renda. O fato gerador da penalidade é o atraso no cumprimento da obrigação de prestar informações ao fisco. A obrigação acessória converte-se em obrigação principal, conforme disposto no § 3° do artigo 113 do Código Tributário Nacional, a seguir transcrito: Art. 113 - A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1° - A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 2° - A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3° - A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. , 6 e 1.-44 MINISTÉRIO DA FAZENDA n.:1 ;n),1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 5_-:"-St:: • QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 Por outro lado, não pode prosperar o entendimento de alguns, que pretendem caracterizar a cobrança da multa como um confisco. A multa por atraso na entrega da Declaração de Ajuste constitui penalidade aplicada como sanção de ato ilícito, não se revestindo das características de tributo, sendo inaplicável o conceito de confisco previsto no inciso IV do artigo 150 da Constituição Federal. A Constituição de 1988, veda expressamente a utilização de tributos com efeito de confisco, pelo que nem mesmo cabe a discussão sobre este tópico, haja visto tratar-se, nos presentes autos, de multa, penalidade pecuária prevista em lei, conforme transcrito acima. Apenas a título de ilustração, transcreve-se definição constante da Lei 5.172/66 - Código Tributário Nacional: "Migo 3° - Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada." Sobejamente demonstrada a legalidade da cobrança da multa por atraso na entrega de declaração de imposto de renda, citados os dispositivos legais em que se fundamenta, a sua natureza de obrigação acessória e a decorrente impossibilidade de enquadrá-la como 'confisco", cabe, finalmente, verificar se a ela pode ser oposta a figura da denúncia espontânea, prevista no artigo 138 do CTN. Reza o Migo 138 do Código Tributário Nacional: °M. 138 - A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela a oridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apura o. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA ;Ci:ct; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 Parágrafo único - Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração." O mestre ALIOMAR BALEEIRO, ao comentar o artigo acima transcrito (in Direito Tributário Brasileiro, Ed. Forense, 2a Edição), assim se manifesta: "EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE PELA CONFISSÃO Libera-se o contribuinte ou o responsável, ainda mais, representante de qualquer deles, pela denúncia espontânea da infração acompanhada, se couber no caso do pagamento do tributo e juros moratórios, devendo segurar o Fisco com depósito arbitrado pela autoridade se o quantum da obrigação fiscal ainda depender de apuração. Há nessa hipótese, confissão e, ao mesmo tempo, desistência do proveito da infração. A disposição, até certo ponto, equipara-se ao art. 13 do C. Penal: "O agente que, voluntariamente, desiste da consumação do crime ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados." A cláusula "voluntariamente" do C.P é mais benigna do que a "espontaneamente" do C.T.N., que o § única desse art. 138, esclarece só ser espontânea a confissão oferecida antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionada com a infração. A contrario sensu, prevalece a exoneração se houve procedimento ou medida no processo sem conexão com a infração: benigna amplianda." Do texto transcrito se depreende que a outorga do benefício pressupõe uma confissão, uma denúncia. Segundo DE PLÁCIDO E SILVA (in Vocabulário Jurídico, Vol. I e II, ed. Forense a/ ff/ 8 _. ii, 4 ..t. rr,t7kti , MINISTÉRIO DA FAZENDA414-,--; e ic ""k l'i& k PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 "CONFISSÃO - Derivado do latim confessio, de confiteri, possui na terminologia jurídica, seja civil ou criminal, o sentido de declaração da verdade feita por quem a pode fazer. Em qualquer dos casos, é a confissão o reconhecimento da verdade feita pela própria pessoa diretamente interessada nela, quer no cível, quer no crime, desde que ela própria é quem vem fazer a declaração de serem verdadeiros os fatos argüidos contra si, mesmo contrariando os seus interesses, e assumindo, por esta forma, a inteira responsabilidade sobre eles. " DENÚNCIA - Derivado do verbo latino denuntiare ( anunciar, declarar, avisar, citar), é vocábulo que possui aplicação no Direito, quer Civil, quer Penal ou Fiscal, com o significado genérico de declaração, que se faz em juízo, ou noticia que ao mesmo se leva, de fato que deva ser comunicado. Mas, propriamente, na técnica do Direito Penal ou do Direito Fiscal, melhor se entende a declaração de um delito, praticado por alguém, feita perante a autoridade a quem compete tomar a iniciativa de sua repressão. " Segundo consta do Dicionário do Mestre AURÉLIO, denunciar significa "fazer ou dar denúncia de, acusar, delatar "dar a conhecer, revelar, divulgar "publicar, proclamar, anunciar "dar a perceber, evidenciar. Em qualquer das acepções da palavra, existe o sentido de tomar pública, de conhecimento público um fato qualquer. No caso em exame, o fato concreto é conhecido da autoridade fiscal - existe um prazo legal, prefixado em que deve ser cumprida a obrigação. O descumprimento tempestivo da obrigação de fazer implica na imposição da multa. Ocorrendo o fato gerador 1' da multa no momento do decurso do prazo legal sem seu adimplemento, a cobrança, 1 ( / 9 '-;i:.-<3/4;; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '? QUARTA CÂMARA Processo n°. : 13161.000010/96-23 Acórdão n°. : 104-15.661 obrigatoriedade do pagamento independe de que o cumprimento extemporâneo da obrigação ser espontâneo, ou decorrente de intimação específica. Resta claro que a contribuinte se omitiu no dever de informar, deixando de prestar auxílio á fiscalização no exercício pleno de seu dever. Pode-se afirmar, ainda, que a ausência de mecanismos de coerção legal, aplicáveis quando do não cumprimento de obrigações de prestação de informações, destituiriam a norma jurídica de justificativa para sua existência. Considerando que a ora Recorrente em nenhum momento contesta o fato de haver procedido á entrega de sua Declaração de Rendimentos com atraso, ou especificamente o cálculo do valor da multa cobrada; Considerando que a ora Recorrente não logrou carrear aos autos quaisquer fatos, provas ou razões novas passíveis de elidir o acerto da decisão recorrida, Considerando o acima exposto e o que mais dos autos consta, Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 09 de dezembro de 1997 ti MARIA CLÉLIA 'EREIRA DE ANDRADE lo Page 1 _0007500.PDF Page 1 _0007600.PDF Page 1 _0007700.PDF Page 1 _0007800.PDF Page 1 _0007900.PDF Page 1 _0008000.PDF Page 1 _0008100.PDF Page 1 _0008200.PDF Page 1 _0008300.PDF Page 1
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Numero do processo: 13116.001447/2005-63
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
Preliminar rejeitada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-23.123
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar argüida pela Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Preliminar rejeitada. Recurso negado.
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I 4'514 4,ki .444L MINISTÉRIO DA FAZENDA ,wt• ,oP :t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •.,;(4-1°,1;)' QUARTA CÂMARA Processo n° 13116.001447/2005-63 Recurso n° 156.246 Voluntário Matéria IRPF Acórdão n° 104-23.123 Sessão de 23 de abril de 2008 Recorrente SILVIA DE FÁTIMA CORDEIRO RAMOS Recorrida V. TURMA/DRJ-BRASILIA/DF AsSuino: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício. 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI N°. 9.430, de 1996 - Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Preliminar rejeitada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SILVIA DE FÁTIMA CORDEIRO RAMOS. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar argüida pela Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 9-Ua+-•-:07ZILL"-4- /MARIA HELENA COTTA CARDOZ Presidente Ikr 9 Processo n° 13116.00144712005-63 cCOI/C04 Acórdão n.° 104-23.123 Fls. 2 Atm NTONI firdrykr)/ A PO WilARTINEZ Relator FORMALIZADO EM: 06 juN 2008 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nelson Mallmann, Heloisa Guarita Souza, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Renato Coelho Borelli (Suplente convocado) e Gustavo Lian Haddad. 2 • Processo n° 13116.001447/2005-63 CCOI/C04 Acórdão n.° 104-23.123 Fls. 3 Relatório Em desfavor de SILVIA DE FÁTIMA CORDEIRO RAMOS, acima identificada foi lavrado por auditor da Delegacia da Receita Federal em Anápolis, o auto de infração de fls. 50/67, referente ao imposto de renda pessoa física, exercício 2004, ano- calendário 2003, do qual tomou ciência em 08.12.2005. 0 crédito tributário apurado está assim constituído: Imposto 115.625,66 Juros de Mora (calculados até 31/10/2005) 28.837,03 Multa de oficio (passível de redução) 86.719,24 Valor do Crédito Tributário apurado 231.181,93 O lançamento teve origem na constatação da infração de: 001 OMISSÃO DE RENDIMENT'OS CARACTERIZADA POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS COM ORIGEM NÃO COMPROVADA - Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em conta de depósito mantida junto ao HSBC Bank Brasil S/A — Banco Múltiplo, durante o ano-calendário de 2003, em relação aos quais a contribuinte, regularmente intimada, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações, no valor de R$427.446,40. De acordo com o termo de verificação fiscal de fls. 53 a 63: - O total dos depósitos de origem não comprovada da mencionada conta foi dividido entre os titulares da mesma, na proporção de 50% para cada um, por se tratar de conta conjunta. - No decorrer da ação fiscal, foram emitidos os Mandados de Procedimento Fiscal, todos devidamente notificados à contribuinte. - Através do termo de início de fiscalização, a contribuinte foi intimada a informar, por escrito, apresentando documentação hábil e idônea, coincidente em datas e valores, a origem dos depósitos/créditos efetuados na conta n°20681-34, agência 0416, do HSBC Banck Brasil S.A., conforme planilha anexa. - Na oportunidade foram encaminhados para ciência da contribuinte, os extratos bancários da referida conta, relativos ao ano-calendário de 2003, enviados à fiscalização pelo titular da conta, Sr. Marcos Antonio de Almeida Ramos,11.111136. - Em atendimento a contribuinte presta as seguintes informações: a conta corrente n° 20681-34 do HSBC é conjunta com o cônjuge e que ino exercício em causa eles apresentaram declaração em separado; 3 Processo n° 13116.001447/2005-63 CCOI/C04 Acórdão n.° 104-23.123 Fls. 4 alguns dos valores lançados são decorrentes, de salários recebidos e disponibilidades financeiras dos declarantes, existentes em 31/12/2002; os demais valores depositados são originados em operações de empréstimos nos termos da informação prestadas por seu cônjuge em atendimento à solicitação da fiscalização, fls. 46. - Não havendo comprovação da origem dos valores depositados na mencionada conta, foi lavrado o auto de infração, ora, impugnado. Às fls. 75/84, a autuada contesta o lançamento efetuado sob as alegações que a seguir serão, transcrita do relatório da autoridade recorrida: - Alega em sede de preliminar a inexistência de responsabilidade pelo auto de infração, vez que não tem qualquer participação na movimentação bancária da conta corrente do HSBC. - Argumenta que embora conste como um dos titulares, nunca movimentou a referida conta, não fazendo nenhum depósito e não assinando nenhum cheque. Afirma que toda a movimentação era feita única e exclusivamente pelo titular Marcos Antonio de Almeida Ramos, seu marido, conforme declaração em anexo, assinada por ele. - Como não foi responsável pela movimentação apurada pela fiscalização, não sabe explicá-la, sendo uma injustiça fiscal autuá-la em razão de algo que não participou. - Quando ao mérito do lançamento, ela faz em síntese, as seguintes alegações, para demonstrar a improcedência do lançamento, e diz que o faz em obediência ao princípio da eventualidade, vez que já demonstrado não ter responsabilidade no imposto apurado. - A autoridade fiscal declarou haver omissão de receitas, caracterizando a pretensa irregularidade única e exclusivamente os depósitos bancários efetuados no ano de 2003. Argumenta que os depósitos bancários, por si só, não autorizam o lançamento efetuado, por não constituir fato gerador do imposto de renda, tendo em vista não caracterizar disponibilidade de renda e proventos, não podendo, por conseqüência caracterizar sinais exteriores de riqueza. - Seguindo esta linha de raciocínio, ela aduz, que é imprescindível seja comprovada a utilização dos valores depositados como renda consumida e que o simples fato de alguém efetuar depósitos em um banco não é, por si só, comprobatório de que ela tenha auferido rendimentos tributáveis. È necessário o nexo da evidência do recebimento de rendimentos, diz ela, fazendo a seguinte citação de Lauro Limborço " A LEI fala em "evidência de renda", e não em evidência de depósito", pois este poderá decorrer de muitas outras causas". - Prosseguindo em sua defesa ela alega que a autoridade fiscal não demonstrou a utilização destes valores dos depósitos tidos como não explicados como renda auferida, como gastos incompatíveis com o rendimento declarado ou até mesmo crescimento patrimonial injustificado. A esse respeito, acrescenta, que da análise de sua 4 • Processo n° 13116.001447/2005-63 CCOI/C04 Acórdão n.° 104-23.123 Fls. $ declaração percebe-se que não houve qualquer acréscimo patrimonial no ano autuado. - Repisa o fato de que o lançamento teve como fundamento único à existência dos depósitos, porém, nada foi devidamente comprovado, e que a própria legislação determina que o dever de prova é do fisco. - Continuando diz que a movimentação financeira não traz nenhuma presunção relativa, porque não se deposita somente renda. Entender diferente é aceitar que para se obter rendimento não é necessário qualquer investimento, custeio ou despesas de qualquer natureza. Exemplifica que uma pessoa pode movimentar R$1.000.000,00 e ter rendimentos de apenas R$12.000,00, ou até mesmo ficar no prejuízo. - Para corroborar o seu entendimento cita jurisprudências administrativas do Primeiro Conselho de Contribuintes e Câmara Superior de Recursos Fiscais, e judicial do STI Conclui, que, como os depósitos bancários analisados isoladamente não podem ser considerados renda, não tem como prosperar o lançamento, que deverá ser cancelado em sua totalidade. - Ao final, esclarece que as declarações de ajuste anual do titular da conta Sr. Marco Antonio, justificam plenamente a movimentação realizada, conforme argumentado por ele em sua impugnação ao processo n°13116.001448/2005-16. Em 30 de março de 2006, os membros da 3 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Brasília proferiram Acórdão que, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar, e considerou procedente o lançamento, nos termos da Ementa a seguir transcrita. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - 1RPF Exercício: 2004 Ementa: DEPÓSITOS BANCÁRIOS - ANO-CALENDÁRIO 2003 - PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/97, a Lei 9.430/96, no seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados. ÓNUS DA PROVA. PRESUNÇÃO LEGAL Quando se tratar de presunções legais, cabe ao contribuinte o ónus de produzir provas hábeis e irrefutáveis da não-ocorrência da infração. Lançamento Procedente Cientificado em 22/05/2006, o contribuinte, se mostrando irresignado, apresentou, em 19/07/2006, o Recurso Voluntário, de fls. 107/118, reiterando as razões da sua impugnação, às quais já foram devidamente explicitadas anteriormente que podem ser sintetizadas da seguinte forma: 5 • Processo n°13116.001447/2005-63 CCOI/C04 Acórdão re 100-23.123 Fls. 6 - Preliminar da inexistência de responsabilidade da recorrente, uma vez que não tem qualquer participação na movimentação da conta bancária objeto do lançamento. - No mérito, indica que os depósitos bancários não caracterizam disponibilidade de renda ou proventos. - E finaliza observando que as declarações do titular das contas Marcos Antonio justificam plenamente a movimentação realizada. É o Relatório. 6 • Processo n°13116.001447/2003-63 CCM /C04 Acórdão n.° 104-23.123 Fls. 7 Voto Conselheiro ANTONIO LOPO MARTINEZ, Relator O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Da Preliminar de Inexistência de Responsabilidade No que toca a preliminar de inexistência de responsabilidade pela não movimentação da conta bancária, cabe registrar que o conjunto normativo determina a realização do procedimento fiscal nos termos aplicados pela fiscalização. A autoridade recorrida ao enfrentar essa questão na sua decisão assim se pronunciou: A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, em observáncia ao art. 42 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, que, com as alterações posteriores introduzidas pelo art. 4° da Lei n°9.481, de 13/08/1997, e pelo art. 58 da Lei n° 10.6371 de 30/12/2002 (conversão em lei da Medida Provisória n° 66, de 29/08/2002), que em seu § 6°, assim dispõe: § e Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares. Assim procedeu corretamente a fiscalização. Como o casal apresentou declaração em separado, se a conta bancária é em conjunto com o cônjuge, e, se ambos efetuaram depósitos de salários e outras disponibilidades financeiras, conforme informação prestada à fiscalização, uma simples declaração do cônjuge não pode descaracterizar a tributação em questão. Diante do exposto, não há como acatar a preliminar argüida. Da Omissão de Rendimentos fundamentada em Depósitos Bancários. O lançamento fundamenta-se em depósitos bancários. A presunção legal de omissão de rendimentos com base nos depósitos bancários está condicionada apenas à falta de comprovação da origem dos recursos que transitaram, em nome do sujeito passivo, em instituições financeiras, ou seja, pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, tem-se a autorização para considerar ocorrido o "fato gerador quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos 7 • Processo n° 13116.001447/2005-63 CCOIC04 Acórdão n.° 10423.123 Fls. 8 créditos efetuados em sua conta bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer outra prova. Via de regra, para alegar a ocorrência de "fato gerador", a autoridade deve estar munida de provas. Mas, nas situações em que a lei presume a ocorrência do "fato gerador" (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso, ao Fisco cabe provar tão-somente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico tributário (obtenção de rendimentos). No texto abaixo reproduzido, extraído de "Imposto sobre a Renda - Pessoas Jurídicas" (Justec-RJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa questão: O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova: invocando-a, a autoridade lançadora fica dispensada de provar, no caso concreto, que ao negócio jurídico com as características descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato económico que a lei presume - cabendo ao contribuinte, para afastar a presunção (se é relativa) provar que o fato presumido não existe no caso. Assim, o comando estabelecido pelo art. 42 da Lei n° 9430/1996 cuida de presunção relativa Guris tantum) que admite a prova em contrário, cabendo, pois, ao sujeito passivo a sua produção. Nesse passo, como a natureza não-tributável dos depósitos não foi comprovada pelo contribuinte, estes foram presumidos como rendimentos. Assim, deve ser mantido o lançamento. Antes de tudo cumpre salientar que a presunção não foi estabelecida pelo Fisco e sim pelo art. 42 da Lei n° 9.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o seguinte poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos). Assim, não cabe ao julgador discutir se tal presunção é equivocada ou não, pois se encontra totalmente vinculado aos ditames legais (art. 116, inc. III, da Lei n° 8.112/1990), mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional - CTN). Nesse passo, não é dado apreciar questões que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal que, de modo inequívoco, estabelece a presunção legal de omissão de receita ou de rendimento sobre os valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa fisica ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações (art. 42, caput, da Lei n°9.430/1996). Da Renda Declarada pelo Cônjuge Cabe enfatizar, por pertinente, que os depósitos bancários sobre os quais se constrói a presunção devem ser comprovados individualizadamente. Isto é, não basta alegar que havia renda declarada para que seja eliminada a presunção. É imprescindível que seja justificada a origem de cada um dos mesmos. 8 a e Processo n° 13116.001447/2005-63 CCOI/C04 Acórdão n.° 101-23.123 Fls. 9 Assim diante do exposto, voto por REJEITAR a preliminar de inexistência de responsabilidade e no mérito NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 23 de abril de 2008 111TON (111 340 riRTINEZ 9 Page 1 _0019500.PDF Page 1 _0019600.PDF Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019800.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1 _0020000.PDF Page 1 _0020100.PDF Page 1 _0020200.PDF Page 1
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Numero do processo: 13558.000660/2001-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IRPJ/CSL - MULTA AGRAVADA – PROCEDÊNCIA. A ação dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento com a utilização de documentos inidôneos justifica a multa qualificada.
Numero da decisão: 107-06608
Decisão: PUV, NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas- presunção legal Dep. Bancarios
Nome do relator: Natanael Martins
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Recorrida : DRJ em SALVADOR - BA Sessão de : 18 de abril de 2002 Acórdão n°. : 107-06.608 IRPJ/CSL - MULTA AGRAVADA — PROCEDÊNCIA. A ação dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento com a utilização de documentos inidôneos justifica a multa qualificada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEL SERGIPANO LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 4s 4 CLJVIS ALVES ESIDENTE 4/14,4444A 1144)14)fr NATANAEL MARTINS RELATOR FORMALIZADO EM: 23 M A I 7002 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIZ MARTINS VALERO, FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS, FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES, NEICYR DE ALMEIDA e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. . . Processo n°. : 13558.000660/2001-25 2 Acórdão n°. : 107-06.608 Recurso n°. : 129.134 Recorrente : COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEL SERGIPANO LTDA. RELATÓRIO COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEL SERGIPANO LTDA., já qualificado nestes autos, em face da petição de fls. 479/483, recorre a este Colegiado da decisão prolatada pela 2 8 Turma de Julgamento da DRJ em Salvador — BA, fls. 464/473, que julgou parcialmente procedentes os lançamentos consubstanciados nos autos de infração de IRPJ, fls. 08 e Contribuição Social, fls. 21. A constituição do crédito tributário ora questionado diz respeito à constatação das seguintes irregularidades: 1) Omissão de receitas, caracterizada pela diferença entre as receitas de vendas de mercadorias registradas nos livros contábeis e aquelas constantes do Livro de Registro de Apuração do ICMS. Para justificar as diferenças apuradas, a contribuinte alegou que se tratavam de devoluções de vendas, apresentando como comprovação várias notas fiscais que foram consideradas pelos agentes fiscais como documentos inidõneos, conforme descrição dos fatos no Termo de Verificação fiscal de fls. 28/31, o que motivou a aplicação de multa agravada; 2) Lucros não declarados, por haver apresentado a declaração de rendimentos do exercício de 1988, em branco, apesar de constar no LALUR, lucros apurados no primeiro e terceiros etrimestres. i . . Processo n°. : 13558.000660/2001-25 3 Acórdão n°. : 107-06.608 Inaugurando a fase litigiosa do procedimento, o que ocorreu com protocolização da peça impugnativa de fls. 342/346, seguiu-se a decisão de primeira instância, assim ementada: sIRRI: ano-calendário 1997, 1998, 1999, 2000 OMISSÃO DE RECEITAS Verificada diferença a maior entre os valores de vendas de mercadorias registrados no livro de apuração do ICMS e aqueles contidos na escrituração contábil, não devidamente justificada com documentação idônea, cabível o lançamento de ofício, a título de omissão de receitas. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. Verificada pelo fisco, a ocorrência de infração à legislação tributária que ensejam o lançamento do imposto de renda, cabível a aplicação concomitante da multa de ofício, nos moldes da legislação vigente. MULTA AGRAVADA. APLICAÇÃO. A utilização de notas fiscais adulteradas, para justificar devoluções de vendas, constitui fraude e impõe a aplicação de penalidade agravada. LUCROS /VÃO DECLARADOS. A falta de declaração de lucros apurados enseja o lançamento de ofício, devendo ser abatidos, do imposto devido, os valores recolhidos espontaneamente. CSLL — LANÇAMENTO DECORRENTE Em se tratando de bases de cálculo originárias das infrações que motivaram o lançamento principal, deve ser observado para o lançamento decorrente o que foi decidido para o matriz, no que couber. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE." Ciente da decisão de primeira instância em 13/12/01 (fls. 476), a contribuinte interpôs tempestivo recurso voluntário, protocolo de 14/01/02 (fls. 479), onde apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: a) que é incabível a multa agravada, tendo em vista que o valor t questionado já estava consignado no livro de Apuração do ICMS; \k/ Processo n°. : 13558.000660/2001-25 4 Acórdão n°. : 107-06.608 b) que houve um erro de fato quando o encarregado do setor efetuou o lançamento das notas fiscais nos livros fiscais e não considerou as mesmas na escrita contábil; c) que os autuantes também cometeram erro quando consideraram a infração como omissão de receitas e não como declaração inexata; d) que a jurisprudência é clara no sentido de que a diferença apurada como no caso dos autos, ou seja, quando a escrita fiscal é maior do que a escrita contábil, o correto é considerar a infração como declaração inexata e não como omissão de receitas; e) que reconhece devido o imposto como declaração inexata e a multa de mora de 20%, que é a correta de acordo com a legislação pertinente e a jurisprudência dominante no 1° Conselho de Contribuintes. Às fls. 487, o despacho da DRJ em Salvador - BA, com encaminhamento do recurso voluntário, tendo em vista o atendimento dos pressupostos para a admissibilidade e seguimento do mesmo. fÉ o relatório. Processo n°. : 13558.000660/2001-25 Acórdão n°. : 107-06.608 VOTO Conselheiro NATANAEL MARTINS, Relator. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como visto do relatório, a presente lide trata, tão somente, da possibilidade ou não da aplicação da multa majorada pela utilização de documentos inidóneos, tendo em vista que, em relação à diferença tributável, a recorrente reconhece o débito lançado pela fiscalização, querendo rotulá-lo, todavia, como decorrente de declaração inexata. No Termo de Verificação Fiscal (fls. 28/31), consta o seguinte: ) Da análise dos documentos apresentados, verificamos que: As operações registradas sob o código 5.32 não são abatidas das operações de vendas, vez que não são devoluções de saídas. Uma operação de saída de mercadorias só poderia ser 'anulada' por uma operação de entrada de mercadorias, e não por outra operação de saída. O contribuinte, mesmo nos livros retificados (cópia do LA1CMS e do Livro Registro de Saldas em anexo), manteve o valor das operações de vendas, o que indica que tais operações (vendas) não tiveram o seu montante questionado por ele. Consta do livro de Registro de Saídas, na maioria dos períodos retificados, uma única operação com o valor total da diferença por nós encontrada. Cabe ressaltar ainda que devoluções, no caso de venda de combustível, são situações bastante raras — e as notas fiscais apresentadas indicam como produto 'diesel'. A seqüência das notas fiscais apresentadas correspondem todas a emissões ocorridas durante o ano de 1988, embora parte delas (2 esteja datada de 1997, 1999 e 2000. t.. Processo n°. : 13558.000660/2001-25 6 Acórdão n°. : 107-06.608 No caso da nota fiscal 4688, a data de emissão é 16/12/97; todavia a data de impressão da nota fiscal pela Gráfica e Editora Mesquita Ltda.,é de abril de 1998, posterior, portanto, à data de emissão ali constante. As notas fiscais de numeração próxima a esta (4688), como a nota fiscal 4687, 4689 (cancelada) e 4690 (cópia em anexo) têm como data de emissão 30/04/98. A conta "clientes a receber" do livro razão de 1998 acusa o registro de notas fiscais com numeração englobando as notas fiscais que nos foram apresentadas e que, a princípio, teriam sido emitidas em 1997, 1999 e 2000. Consta em anexo cópia da última página desta conta do livro razão de 1997, onde pode ser verificado que as notas fiscais emitidas em 1997 têm numeração bastante inferior a 4688. Da análise das últimas páginas da mesma conta do razão de 1988, também pode ser verificado que a numeração a ser utilizada no ano de 1999 e 2000, é bastante superior à das notas fiscais que nos foram apresentadas para justificar operações de 1999 e 2000 (notas fiscais de número 705, 717, 757, 722, 857 e 887). A nota fiscal 887 foi-nos apresentada em sua 2a e e via (amarela — destinada a ficar fixa ao talão e verde — destinada ao fisco de origem); todavia o corpo das duas vias é divergente. A 2 8 via indica uma operação ocorrida em 28/02/2000 e tem como total $ 18.092,30, enquanto a 48 via teria sido emitida em 26/0212000 e teria como total $ 32.073,02. Todas as notas fiscais que acobertariam as operações realizadas sob o código 5.32 têm como destinatário a empresa Flama Diesel Com. e Transp. de Derivados de Petróleo Ltda., CNPJ 00.231.792/0001-05, a qual conforme extrato do Sistema CNPJ da SRF em anexo) tem como responsável o sr. Feliciano Carvalho Peixoto, CPF 726.629.568-87, o mesmo responsável pela interessada; e o endereço cadastral desta empresa é o mesmo onde efetivamente encontra-se o contribuinte ora autuado. Desta forma, fica caracterizado que o contribuinte pretendeu burlar o fisco, o que constitui motivo suficiente para agravamento da penalidade devida — sem prejuízo das sanções penais cabíveis." Ora, do exposto verifica-se que no caso em análise não se vislumbra a ocorrência de simples erro no preenchimento das declarações originalmente entregues, mas sim de típica ocorrência dolosa pela utilização de notas fiscais ideologicamente falsas, conforme comprova o exaustivo trabalho realizado pelas autoridades autuantes.si ( , , Processo n°. : 13558.000660/2001-25 7 Acórdão n°. : 107-06.608 Demonstrou-se nos autos a intenção deliberada de sonegar os tributos devidos pela recorrente com a prática reiterada de expediente doloso, ou seja, o preenchimento de valor diferente nas vias da mesma nota fiscal, bem como a utilização de nota fiscal em data materialmente impossível, vale dizer, data anterior ao de autorização de impressão do documento fiscal. O enquadramento legal da multa deu-se com base no art. 44, inciso II da Lei n° 9.430/96, verbis": "Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: (..) II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis." Por sua vez, os artigos citados na Lei n° 4.502/64, têm a seguinte redação: "Ad. 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I — da ocorrência do fato gerador da obrigação tributaria principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II— das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributado correspondente. Art. 72. Fraude é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido ou a evitar ou diferir o seu pagamento." Vê-se dos autos, pois, que o recorrente, deliberadamente, pretendeu fraudar a Fazenda Pública, ou seja, pretendeu reduzir o montante do imposto i0 devido, através da inserção de elementos inexatos(utilização de notas • Processo n°. : 13558.000660/2001-25 Acórdão n°. : 107-06.608 calçadas/inidõneas), com a conseqüente alteração da base tributável, tendo como resultado a redução do valor devido a título de imposto de renda e de contribuição social sobre o lucro. Trata-se, realmente, de comportamento planejado com o propósito de impedir o conhecimento da ocorrência do fato gerador do imposto pela autoridade fiscal, não se configurando, nesse contexto, como mera declaração inexata que, para tanto, pressuporia regular escrita contábil, fato este que, a toda evidência, não se configurou, não se prestando a esse pretexto a circunstância de que as operações estariam devidamente escrituradas nos livros de ICMS.. Com efeito, "a ação dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do imposto devido, ou a evitar ou diferir o seu pagamento" (dicção da lei ao tipificar o ilícito), fundamenta a imposição da penalidade fiscal agravada de 150%. Com respeito ao lançamento decorrente a título de Contribuição Social sobre o Lucro, a exigência fiscal deve ser mantida porque, em se tratando de contribuição lançada com base nos mesmos fatos apurados na autuação referente ao imposto de renda o lançamento para sua cobrança é reflexo e, assim, a decisão de mérito prolatada naquela exigência constitui prejulgado na decisão do lançamento decorrente. Por tudo isso, nego provimento ao recurso voluntário interposto. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 18 de abril de 2002. Malfitintel ttOáV __g> NATANAEL MARTINS $)( Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007400.PDF Page 1
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Numero do processo: 13525.000059/00-77
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2002
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
EXERCÍCIO 1995
VALOR DA TERRA NUA (VTN).
A revisão do Valor da Terra Nua mínimo - VTNm é condicionada à apresentação de laudo técnico, nos termos do art. 3º, § 4º, da Lei nº 8.847/94, que retrate a situação do imóvel à época do fato gerador, e contenha formalidades que legitimem a alteração pretendida.
QUANTITATIVO DE ANIMAIS
A revisão do quantitativo de animais existentes no imóvel é condicionada à apresentação de prova inequívoca.
Negado provimento por unanimidade.
Numero da decisão: 302-35210
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto da Conselheira relatora.
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR EXERCÍCIO 1995 VALOR DA TERRA NUA (VTN). A revisão do Valor da Terra Nua mínimo - VTNm é condicionada à apresentação de laudo técnico, nos termos do art. 3º, § 4º, da Lei nº 8.847/94, que retrate a situação do imóvel à época do fato gerador, e contenha formalidades que legitimem a alteração pretendida. QUANTITATIVO DE ANIMAIS A revisão do quantitativo de animais existentes no imóvel é condicionada à apresentação de prova inequívoca. Negado provimento por unanimidade.
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NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 11 de julho de 2002 010 HENRIQUE DO MEGDA Presidente Paun /MARIA HELENA COITA CIDitter Relatora o 3 SET200Z Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ELIZABETH EMILIO DE MORAES CHIEREGATTO, LUIS ANTONIO FLORA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR, WALBER JOSÉ DA SILVA, SIDNEY FERREIRA BATALHA E PAULO ROBERTO CUCO ANTUNES. tine MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.120 ACÓRDÃO N° : 302-35.210 RECORRENTE : JONAS FERREIRA DA SILVA RECORRIDA : DRJ/SALVADOR/BA RELATOR(A) : MARIA HELENA COITA CARDOZO RELATÓRIO O interessado acima identificado foi notificado a recolher o ITR/94 e contribuições acessórias (fls. 06), incidentes sobre a propriedade do imóvel rural denominado "FAZENDA TRAVESSÃO DO HORIZONTE", localizado no município de Miguel Calmon - BA, com área de 489,4 hectares, cadastrado na SRF O sob o n° 0159269.6. No exercício em questão, o VTN de R$ 4.050,00, declarado pelo contribuinte, foi alterado pela Receita Federal para R$ 114.182,78, de acordo com os mínimos por hectare fixados pela N SRF n° 16/95, razão pela qual foi o lançamento impugnado (fls. 01/02). Como prova, o interessado apresentou o Laudo de Avaliação Patrimonial de fls. 07 a 11 e os documentos de fls. 14 a 16. A autoridade julgadora de primeira instância considerou procedente em parte o lançamento, em decisão assim ementada (fls. 21 a 27): "LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO. PROVA INSUFICIENTE O Laudo Técnico de Avaliação, mesmo acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, com valores extemporâneos à data de apuração da base de cálculo do ITR e com omissão de requisitos recomendados pela NBR 8.799, de 1985, da ABNT, não é suficiente como prova para a revisão do VTNm questionado pelo contribuinte. RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO. OMISSÃO ESCUSÁVEL DE INFORMAÇÕES NA DECLARAÇÃO. O lançamento do ITR será alterado quando constatado erro de preenchimento na declaração, que serviu de base para o lançamento e atualização destas informações por meio de laudo técnico. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE" yi,X 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.120 ACÓRDÃO N° : 302-35.210 Assim, a autoridade julgadora monocrática determinou a retificação da DITR/94 relativa ao imóvel em questão, no sentido de ser considerada a área de pastagem plantada de 360,0 hectares, e alterando a área ocupada com benfeitorias, de 10,0 para 1,5 hectares. Inconformado com a decisão singular, o interessado interpôs, tempestivamente, recurso voluntário (fls. 31), acompanhado de Cadastro do Criador das Fazendas Caraíba Grande e Travessão do Horizonte. Às fls. 33 encontra-se o comprovante de recolhimento do depósito recursal. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. • 37 (última), que diz respeito ao trâmite dos autos, no âmbito deste Conselho. A folha. correspondente a de número 36 (encaminhamento dos autos, da DRJ em Salvador para o Conselho de Contribuintes), encontra-se sem numeração. É o relatório. • 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.120 ACÓRDÃO N° : 302-35.210 VOTO Cumpridas os requisitos de admissibilidade, e constatada a tempestividade do recurso, este merece ser conhecido. Tratam os autos, de solicitação de revisão de lançamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, relativo ao exercício de 1994. A tributação em questão teve como base a Lei n° 8.847/94, que estabeleceu, verbis: • "Art. 3°. A base de cálculo do imposto é o Valor da Terra Nua — VTN, apurado no dia 31 de dezembro do exercício anterior. Par. 2° O Valor da Terra Nua mínimo — VTNm por hectare, fixado pela Secretaria da Receita Federal ouvido o Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, em conjunto com as Secretarias de Agricultura dos Estados respectivos, terá como base levantamento de preços do hectare da terra nua, para os diversos tipos de terras existentes no Município." Em cumprimento à determinação legal, foi emitida a Instrução Normativa SRF n° 16/95, que fixou os VTNm para o exercício de 1994. Por outro lado, o art. 3°, par. 4°, da Lei n° 8.847/94, prevê a possibilidade do seu questionamento, por parte do contribuinte, desde que seja • apresentado laudo técnico de avaliação emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica, ou profissional devidamente habilitado, que retrate a situação particular do imóvel focalizado, explicitando as razões que conduziriam a uma diminuição do seu VTN. Dentro desta sistemática, o laudo técnico individualizado, focalizando a situação específica de um determinado imóvel, à época da ocorrência do fato gerador, desde que obedecidas as formalidades exigidas, configura inegavelmente a fidedignidade máxima em matéria de avaliação, por isso mesmo reconhecida por lei como capaz de alterar valores mínimos regularmente fixados. Quanto o Laudo de Avaliação Patrimonial de fls. 07 a 11, este deixa de cumprir vários dos itens previstos pela norma NBR n° 8.799/85, da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, mormente aqueles constantes do item 10, dentre os quais: especificação da data da vistoria e do nível de precisão empregado na ge 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA RECURSO N° : 124.120 ACÓRDÃO N° : 302-35.210 avaliação, indicação das fontes dos valores mencionados, bem como dos métodos e critérios utilizados na avaliação. Ressalte-se que referido laudo está datado de 29/05/2000, enquanto que os autos versam sobre o lançamento do ITR do exercício de 1994, cuja base de cálculo é o VTN apurado em 31/12/93 (art. 3°, capta; da Lei n°8.847/94). A extemporaneidade do laudo, por si só, não constituiria óbice à sua aceitação, tendo em vista que a exigência do ITR e contribuições de que se trata somente foi formalizada em 1999. Não obstante, embora confeccionado em 2000, aquele documento de avaliação teria de refletir a realidade da época de ocorrência do fato gerador, o que não está especificado no corpo do laudo. Quanto ao documento de fls. 14, informando que a questionada avaliação corresponde aos exercícios de 1994 a 1996, este só deixa patente que o laudo efetivamente não se presta ao fim a que se propõe, posto que não reflete especificamente o momento de ocorrência do fato gerador, mas sim um período de três anos. De resto, o laudo não logra demonstrar quais seriam os fatores que, em particular, estariam a atuar sobre o imóvel em questão, a ponto de promoverem a sua desvalorização, em relação aos demais imóveis rurais de sua região. No que tange ao pedido de alteração do número de animais existentes na propriedade, o documento apresentado como prova, às fls. 32, não pode ser aceito, posto que diz respeito a dois imóveis rurais, cujos quantitativos encontram- se globalizados, sem que se saiba qual a situação correspondente ao imóvel em tela. Assim, tendo em vista que não foi apresentado documento capaz de • promover a revisão de lançamento pretendida, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. Sala das Sessões, em 11 de julho de 2002 IMnA ENA COTTA CARtOcalatora e. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .;:"I'IM• 21 CÂMARA Processo n°: 13525.000059/00-77 Recurso n.°: 124.120 TERMO DE INTIMAÇÃO • Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à r Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n.° 302-35.210. Brasília- DF, 04/017(0L1 ... du.', Ainda Presidenta eJ Camara • Ciente em: 3,9, zoo? rftwE prrJ )D f MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA O ACÓRDÃO N° 302-35.211 - , ' ANULADO PELO ACÓRDÃO N° 302-35.560 MV tal . de ContrIbulata tà, tOtow OrCarta Xadalena alva met cereis O1 1 Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1
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Numero do processo: 13405.000099/2002-17
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 09 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Jul 09 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/2002 a 31/03/2002
CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA Preparações para limpeza (detergente em pó), acondicionadas para venda a retalho (venda direta a consumidores), classificam-se no código 3402.20.00 da TIPI, a partir de 1996.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar os recursos sobre a aplicação da legislação referente à isenção e à utilização de créditos do IPI e suas decorrências.
RECURSO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, NEGADO PROVIMENTO
DECLINADA A COMPETÊNCIA AO 2º CONSELHO NA PARTE NÃO CONHECIDA
Numero da decisão: 301-34605
Decisão: Por unanimidade de votos, conheceu-se em parte do recurso. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso. Na parte não conhecida, por unanimidade de votos, declinou-se a competência em favor do 2º Conselho de Contribuintes.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/2002 a 31/03/2002 CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA Preparações para limpeza (detergente em pó), acondicionadas para venda a retalho (venda direta a consumidores), classificam-se no código 3402.20.00 da TIPI, a partir de 1996. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar os recursos sobre a aplicação da legislação referente à isenção e à utilização de créditos do IPI e suas decorrências. RECURSO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, NEGADO PROVIMENTO DECLINADA A COMPETÊNCIA AO 2º CONSELHO NA PARTE NÃO CONHECIDA
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T15:37:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T15:37:42Z; Last-Modified: 2009-11-10T15:37:43Z; dcterms:modified: 2009-11-10T15:37:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T15:37:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T15:37:43Z; meta:save-date: 2009-11-10T15:37:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T15:37:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T15:37:42Z; created: 2009-11-10T15:37:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-11-10T15:37:42Z; pdf:charsPerPage: 1420; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T15:37:42Z | Conteúdo => CCO3/C01 Fls. 610 4q n• • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES :-%,"•-n) PRIMEIRA CÂMARA Processo IV 13405.000099/2002-17 Recurso n" 136.830 Voluntário Matéria IPI/CLASSIFICAÇÃO FISCAL Acórdão n" 301-34.605 Sessão de 09 de julho de 2008 Recorrente IPI/CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrida INDÚSTRIAS REUNIDAS RAYMUNDO DA FONTE S/A ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/01/2002 a 31/03/2002 CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA Preparações para limpeza (detergente em pó), acondicionadas para venda a retalho (venda direta a consumidores), classificam-se no código 3402.20.00 da TIPI, a partir de 1996. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR DE IPI. COMPETÊNCIA DE JULGAMENTO. Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar os recursos sobre a aplicação da legislação referente à isenção e à utilização de créditos do IPI e suas decorrências. RECURSO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, NEGADO PROVIMENTO • DECLINADA A COMPETÊNCIA AO 2° CONSELHO NA PARTE NÃO CONHECIDA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, conhecer em parte do recurso. Na parte conhecida, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Na parte não conhecida, por unanimidade de votos, declinar a competência em favor do 2° Conselho de Contribuintes. 41nÇ'kx OTACÍLIO DANT • ARTAXO - Presidente Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.605 Fls. 611 -‘212 LUIZ ROBERTO DOjG07_ Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Valdete Aparecida Marinheiro e Susy Gomes Hoffmann. • 2 ,, , Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n° 301-34.605 Fls. 612 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que indeferiu pedido de ressarcimento de IPI, tendo em vista considerar a classificação fiscal adotada pela contribuinte na importação como sendo incorreta. Considerando a forma minuciosa com que foi elaborado, adoto e transcrevo em todos os seus termos o relatório da Delegacia da Receita Federal e Julgamento em Recife/PE, como segue: "A interessada acima qualificada formalizou, em 10 de abril de 2002, pedido de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos • Industrializados — IPI (fls. 02), relativos ao 1° Trimestre/2002, no valor de R$ 322.309,15, cumulado com pedido de compensação com débitos da COFINS (fls. 05). 2. Foi realizada fiscalização para a apuração do valor correto do IPI passível de ressarcimento, sendo lavrado o Termo de Informação Fiscal de fls. 427/434 que apresentou, em síntese, as seguintes informações: 2.1 Com base nos documentos analisados, os valores registrados na escrita fiscal foram considerados passíveis de creditamento. Também não foram encontradas divergências entre os valores lançados nas notas fiscais de saída e aqueles escriturados nos livros fiscais. 2.2. No entanto, foram constatados erros de classificação fiscal e alíquota, implicando insuficiência de lançamento do imposto. 2.3. O estabelecimento fiscalizado é fabricante de produtos de limpeza, • em sua maioria com a marca "BRILUX", dentre os quais desengordurantes, detergentes, lava-roupas líquido, limpa vidros, limpadores instantâneos "multi uso" e tira-odores, todos classificados na posição 3402 da TIPI. 1 2.4. Porém, as classificações adotadas pela fiscalizada — 3402.90.39, 3402.90.90 e 3402.90.20 — que correspondem a uma alíquota de 5% (cinco por cento), aplicam-se a produtos NÃO acondicionados para venda a retalho. Como os produtos vendidos pela interessada são I acondicionados para venda a retalho, a classificação correta é 3402.20.00, para a qual, no período de apuração, a alíquota vigente era de 10% (dez por cento). 2.5. Considerando os débitos e créditos escriturados pelo contribuinte no livro Registro de Apuração do IPI e os débitos decorrentes de insuficiência de lançamento, foi levantado o saldo credor acumulado no 1° trimestre de 2002, que resultou R$ 266.657,88. 2.6. A legislação manda efetuar o ressarcimento dos créditos, inicialmente, mediante compensação com débitos do IPI relativos a operações no mercado interno. Como o pedido foi protocolado ainda 3 Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n°301-34.605 Fls. 613 no 1" decêndio de abril/2002, não havia débitos de IPI a serem compensados, estando disponível para utilização todo o saldo credor acumulado do I" trimestre de 2002. 3.Através de Despacho Decisório SEORT/IPI (fls. 436), a DRF/Recife decidiu pelo deferimento parcial do pedido de ressarcimento, reconhecendo o direito creditório no valor de R$ 266.657,88, e homologou as compensações até o limite do crédito reconhecido. 4. Cientificada da decisão, em 20 de junho de 2005, a interessada apresentou, em 19 de julho de 2005, manifestação de inconformidade tempestiva (fls. 458/465), nos seguintes termos: 4.1. A matéria em disputa resulta de conflito de classificação fiscal de produtos, considerando-se os critérios adotados pela requerente e pela fiscalização. 4.2. Os produtos em análise, produtos de limpeza diversos, são todos classificados na posição 3402, sendo este fato incontroverso, uma vez reconhecido pela própria Receita Federal. 4.3. O posicionamento adotado pela Receita Federal contraria as "Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado", o Decreto n" 4.542/2002, que aprovou a TIPI e a IN SRF n" 157/2002, que aprovou o texto consolidado das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias - NESH. 4.4. A posição adotada pela requerente é mais especifica que aquela adotada pela Receita Federal e, de acordo com a Regra 3 para Interpretação do Sistema Harmonizado, a posição mais específica prevalece sobre as mais genéricas. 4.5. A Receita Federal não pode criar outro critério que não seja o identificado no Sistema Harmonizado e na TIPI. • 4.6. A classificação dos produtos na posição 3402.20 contraria o princípio constitucional da seletividade do IPI em razão da essencialidade, pois a alíquota do produto não deveria variar pela destinação imediata do produto, não importando se aquele que vai receber o produto é atacadista, varejista, industrial ou consumidor final. Por isso, uma alíquota mais gravosa para um mesmo produto, não pode ser determinada pelo seu simples acondicionamento para venda a retalho. 5.Requer, finalmente, que seja dado provimento à sua manifestação de inconformidade, para que seja reformada a decisão recorrida, para fins de ser reconhecida a integralidade do direito creditó rio pleiteado. É o relatório." Diante disso, a DRJ — Recife/PE indeferiu a solicitação da contribuinte pelas razões consubstanciadas na seguinte Ementa: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI 4 Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.605 Fls. 614 Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002 Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE PRODUTOS NA TIPI — REGRAS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO - SUBPOSIÇÃO MAIS ESPECÍFICA - COMPARÁVEIS APENAS SUBPOSIÇÕES DO MESMO NÍVEL A classificação de produtos na TIPI far-se-á de conformidade com as Regras Gerais para Interpretação (RGI), Regras Gerais Complementares (RGC) e Notas Complementares, todas da Nomenclatura Comum do Mercosul. A classificação de mercadorias nas subposições de uma mesma posição é determinada, para efeitos legais, pelos textos dessas subposições e das notas de subposição respectivas, entendendo-se que apenas são comparáveis subposições do mesmo nível. A AUTORIDADE ADMINISTRATIVA É INCOMPETENTE PARA 111 DECIDIR SOBRE A INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. Não compete à autoridade administrativa decidir sobre a constitucionalidade da legislação, em razão dos mecanismos de controle da constitucionalidade, regulados pela Carta Magna, passarem necessariamente pelo Poder Judiciário. Solicitação Indeferida." A Recorrente foi intimada da decisão supra em 18/05/2006 e interpôs Recurso Voluntário em 02/06/2006, alegando que: a) os produtos objetos dessa autuação são preparações para lavagem e limpeza (detergentes), conforme classificação da ANVISA e da Resolução RDC n": 184/01; b) todos os pedidos de registro foram feitos perante ao Ministério da 111 Saúde e foram inclusive homologados por esse órgão; c)conforme julgados do Conselho dos Contribuintes o registro perante o Ministério da Saúde é decisivo para a correta classificação fiscal do produto, não havendo dúvida de que os produtos devem ser classificados na posição 34.02. d) sendo os produtos comprovadamente detergentes, a base de tensoativos, que não o nonifenol etoxilado, correta é a classificação adotada pela recorrente: 34.02.90.39 e) a regra 3 "a" determina sobre interpretação do Sistema Harmonizado, que a posição mais específica deve prevalecer sobre a mais genérica, assim como há previsão específica para detergentes à base de outros tensoativos que não o nonilfenol etoxilado, qual seja, 3402.90.39, deve esta prevalecer em relação à regra geral dos produtos acondicionados para venda a retalho posição 3402.20; É o Relatório. 5 , . Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n°301-34.605 Fls. 615 Voto Conselheiro Luiz Roberto Domingo, Relator O Recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual, dele tomo conhecimento em parte para analisar apenas a classificação fiscal dos produtos, uma vez que a matéria "pedido de ressarcimento de IPI" é de competência do Eg. Segundo Conselho de Contribuintes. Verifica-se que consta dos autos lide a respeito da classificação fiscal adotada para os seguintes produtos: "detergente para lavar louças", "limpa vidros" e "multi-uso", os quais, a recorrente entende, devam ser classificados na posição NCM 3402.90, enquanto que a ÓFiscalização entende que tais produtos devam ser classificados no código NCM 3402.20.00. Assim, não há dúvidas no que tange a classificação dos referidos produtos importados na posição 3402: "34.02 AGENTES ORGÂNICOS DE SUPERFÍCIE (EXCETO SABÕES); PREPARAÇÕES TENSOATIVAS, PREPARAÇÕES PARA LAVAGEM (INCLUÍDAS AS PREPARAÇÕES AUXILIARES) E PREPARAÇÕES PARA LIMPEZA, MESMO CONTENDO SABÃO, EXCETO OS DA POSIÇÃO 34.01" A dúvida surge a partir da subposição na qual a mercadoria deva ser enquadrada, passemos então à análise. Pelos documentos juntados ás fls. 532/638, referentes ao pedido de registro dos produtos junto à ANVISA, resta indubitável que se trata dos seguintes produtos: "detergente para lavar louças", "limpa vidros" e "multi-uso". • Conforme exarado no voto proferido na primeira instância segue abaixo as regras que devem ser adotadas para se obter a classificação tarifária correta: , As regras de interpretação do Sistema Harmonizado estabelecem que as comparações apenas podem ser feitas entre subposições, itens, subitens, ou "ex" do mesmo nível, conforme Regra 6 das RGI - Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado; Regra I das Regras Gerais Complementares (RGC), e Regra Geral Complementar da TIPI (RGC/TIPI), transcritas a seguir: "REGRAS GERAIS PARA INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO 6. A CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS NAS SUBPOSIÇÕES DE UMA MESMA POSIÇÃO É DETERMINADA, PARA EFEITOS LEGAIS, PELOS TEXTOS DESSAS SUBPOSIÇÕES E DAS NOTAS DE SUBPOSIÇÃO RESPECTIVAS, ASSIM COMO, MUTATIS MUTANDIS, PELAS REGRAS PRECEDENTES, ENTENDENDO-SE QUE APENAS SÃO COMPARÁVEIS SUBPOSICÕES DO MESMO 6 • Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n.°301-34.605 Fls. 616 NÍVEL. PARA OS FINS DA PRESENTE REGRA, AS NOTAS DE SEÇÃO E DE CAPÍTULO SÃO TAMBÉM APLICÁVEIS, SALVO DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO. "(grifei) "REGRAS GERAIS COMPLEMENTARES (RGC) 1. AS REGRAS GERAIS PARA INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA HARMONIZADO SE APLICARÃO, MUTATIS MUTANDIS, PARA DETERMINAR DENTRO DE CADA POSIÇÃO OU SUBPOSIÇÃO, ITEM APLICÁVEL E, DENTRO DESTE ÚLTIMO, O SUBITEM CORRESPONDENTE, ENTENDENDO-SE QUE APENAS SÃO COMPARÁVEIS DESDOBRAMENTOS REGIONAIS (ITENS E SUBITENS) DO MESMO NÍVEL. "REGRA GERAL COMPLEMENTAR DA TIPI (RGC/TIPI) (RGC/TIPI-1) AS REGRAS GERAIS PARA INTERPRETAÇÃO DO 111 SISTEMA HARMONIZADO SE APLICARÃO, MUTATIS MUTANDIS, PARA DETERMINAR, NO ÂMBITO DE CADA CÓDIGO, QUANDO FOR O CASO, O "EX" APLICÁVEL, ENTENDENDO-SE QUE APENAS SÃO COMPARÁVEIS "EX" DE UM MESMO CÓDIGO." Analisando a Tarifa Externa Comum (TEC) temos que a posição 3402 congrega a subposição 20 para as PREPARAÇÕES ACONDICIONADAS PARA VENDA A RETALHO e a subposição 90 para as OUTRAS. Dentro da subposição 90 há os seguintes Destaques NCM: "Destaque da NCM 030 — Detergente doméstico" "Destaque da NCM 031 — Detergente industrial" "Destaque da NCM 032 — Detergente profissional" "Destaque da NCM 001 — Detergente não biodegradável" Ocorre que, apesar das citações expressas aos produtos comercializados pela Recorrente, as Regras Gerais de Interpretação não permitem a classificação de tais produtos no código 3402.90.39, pretendido pela Recorrente, uma vez que o modo de exibição e comercialização é elemento decisivo para determinar a posição mais adequada, ou melhor, a posição correta. A característica "venda a retalho", indica a destinação do bem e essa circunstância está nominalmente indicada no código 3402.20.00. A questão não é nova para esta Câmara que já teve sua posição consagrada pelo voto condutor do Acórdão n°. 301-32.142, de 18/10/2005, do Eminente Conselheiro José Luiz Novo Rossari, cujas razões de decidir são porto seguro para este caso análogo, conforme segue: "Essa classificação foi estabelecida para vigência desde 1°/1/1997 pela TIPI/96 aprovada pelo art. 1° do Decreto no 2.092/96, conforme art. 30 da mesma norma, com base na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), a qual passou a constituir a nova Nomenclatura Brasileira de Mercadorias baseada no Sistema Harmonizado (NBM/SH). 7 Processo n° 13405.000099/2002-17 CCO3/C01 Acórdão n.° 301-34.605 Fls. 617 Importa aqui destacar, por oportuno e apenas para proporcionar o melhor entendimento a respeito da matéria, que sob a égide da TIPI/88, que antecedeu a TIPI196 acima citada, o produto era igualmente classificado na mesma subposição 3402.20, referente a "Preparações acondicionadas para venda a retalho", devendo apenas ser observado que à época havia a separação dessa subposição em item 01 para "Detergentes" e item 9900 para "Outras". Em decorrência da alteração da estrutura da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM), que passou a ser constituída pela própria Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), houve a eliminação de 2 dígitos, permanecendo no código 3402.20.00 todas as preparações acondicionadas para venda a retalho. A matéria foi, inclusive, objeto de apreciação específica na Solução de Divergência Coana n°. 10, de 2002, que considerou a orientação da 6' Regra Geral de Interpretação (RGI 6') para explicitar que, "a subposição 3402.20 é a mais adequada para receber as preparações acondicionadas para venda a retalho" referindo-se às preparações para limpeza de pisos e para lavagem de roupas ali examinadas e ao conceito de acondicionamento • para venda a retalho contido nas NESH, vale dizer, "acondicionamento apto à venda direta aos consumidores"." Note-se que pelos documentos juntados pela Recorrente, Há prova da presença de tensoativos, mas esse fato não altera a classificação adotada pela fiscalização para os produtos, pois não há dúvida da classificação quando há expressa indicação de posição para o modo de comercialização "venda a retalho". Essa posição atrai os "AGENTES ORGÂNICOS DE SUPERFÍCIE (EXCETO SABÕES); PREPARAÇÕES TENSOATIVAS, PREPARAÇÕES PARA LAVAGEM E PREPARAÇÕES PARA LIMPEZA, MESMO CONTENDO SABÃO, EXCETO OS DA POSIÇÃO 34.01" da posição 3402 que se encontrarem nessa situação, ainda que tenham características intrínsecas denotativas de outras posição. Assim, inaplicável à espécie a RGI 3 "a". Prevalece a regra geral de indicação dos textos de posição e de subposição, ou seja, RGI 1' (texto da posição 3402), RGI 6 (texto da subposição 3402.20) e RGC-1, para classificar o produto no código 3402.20.00 da TIPI. • Quanto à alegação da Recorrente sobre o pedido de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI, trata-se de matéria de competência do Segundo Conselho de Contribuintes, conforme prevê expressamente o art. 21, inciso I, "a", do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes. Diante do exposto, conheço do Recurso Voluntário em parte para NEGAR-LHE PROVIMENTO, no que respeita à classificação fiscal das mercadorias objeto de ação fiscal, e seja DECLINAR A COMPETÊNCIA para julgamento em favor do Eg. Segundo Conselho de Contribuintes no que respeita ao pedido de ressarcimento de créditos do IPI sobre os produtos comercializados pela Recorrente. Sala das - ões, e 6210grilh.o d e 2008 daria — - LUIZ ROBERTO DOMINGO - Relator 8
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Numero do processo: 13405.000150/96-09
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFÍCIO. CONGRUÊNCIA COM O JÁ DECIDIDO NA APRECIAÇÃO DE RECURSO VOLUNTÁRIO - 1. Recurso de ofício, julgado posteriormente a recurso voluntário, deve ser-lhe congruente nas mesmas matérias e nas que são decorrentes do entendimento antes professado.
2. Tendo sido decidido no acórdão nº 103-21.218, pertinente ao recurso voluntário oriundo do mesmo lançamento, haver erro de identificação do sujeito passivo, não deve ser conhecido este recurso de ofício, por perda de objeto. Recurso de ofício não conhecido. (Publicado no D.O.U. nº 123 de 30/06/03).
Numero da decisão: 103-21219
Decisão: Por unanimidade de votos, NÃO TOMAR CONHECIMENTO do recurso por perda de objeto face ao decidido pelo acórdão nº 103-21.218
Nome do relator: João Bellini Junior
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PRODUTOS ELÉTRICOS Sessão de :13 de maio de 2003 Acórdão n° :103-21.219 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO DE OFÍCIO. CONGRUÊNCIA COM O JÁ DECIDIDO NA APRECIAÇÃO DE RECURSO VOLUNTÁRIO. 1.Recurso de oficio, julgado posteriormente a recurso voluntário, deve ser-lhe congruente nas mesmas matérias e nas que são decorrentes do entendimento antes professado. 2.Tendo sido decidido no acórdão n° 103-21.218, pertinente ao recurso voluntário oriundo do mesmo lançamento, haver erro de identificação do sujeito passivo, não deve ser conhecido este recurso de oficio, por perda de objeto. Recurso de oficio não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do recurso, interposto pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM RECIFE - PE., ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO TOMAR conhecimento do recurso por perda de objeto, face ao decidido pelo acórdão n° 103.21.218, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. . 41-Siri;r0D-CIG-UES ER 1 - - SIDENTEl kiFá L - ' J O BELLINI JÚN LATOR FORMALIZADO EM: 24 JUN 2003 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, NADJA RODRIGUES ROMERO, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, ALOYSIO JOSÉ PERCiNIO DA SILVA, JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO e VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE. km - 03/06/03 . \ • • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';52-=̀,4frir TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 Recurso n° :131.011 Recorrente : GENERAL ELETRIC DO NORDESTE SÃ PRODUTOS ELÉTRICOS RELATÓRIO DRJ-RECIFE/PE recorre de oficio recorre a este Conselho de sua Decisão DRJ/RCE n° 2.055, de 14/11/2000 (fl(s). 346-73), que julgou procedente em parte as impugnações da empresa GENERAL ELETRIC DO NORDESTE S.A. PRODUTOS ELÉTRICOS, já qualificada nos autos, protocolizadas em 30/10/96 (fl(s). 206-20) e 23/03/2000 (fl(s). 340-5), as quais contestavam auto de infração cuja ciência fora em 01/10/96 (fl(s). 02-40). São as seguintes as matérias tributadas (fl(s). 196-203): 1-ANO-CALENDÁRIO 1993 1.1 —EXCLUSÕES INDEVIDAS Escrituração em despesas operacionais de provisões para pagamento da contribuição para o PIS sub judice. Tais valores, adicionados ao lucro líquido no próprio mês de competência, foram dele excluídos no mês seguinte. 1.2 — VALORES INDEDUTIVEIS NÃO ADICIONADOS NA APURAÇÃO DO LUCRO REAL • Contabilização em despesas operacionais de provisões para pagamento de contribuições para o PIS sub judia sem adicioná-las ao lucro liquido para formação do lucro real no mês de competência. 1.3 — DESPESA INDEVIDA DE CORREÇÃO MONETÁRIA A autuada escriturou, em 30/06/93, encargo de variações monetárias lo pis — 03/0603 2 '41 • :44„, --py MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 dos meses de janeiro a maio de 1993 na conta de despesa n° 974045 "Correção monetária pós fixada s/ exigibilidades a longo prazo" (em contrapartida às rubricas "Pis a recolher — 392022 e "Cofins a recolher — 392023), quando tal registro deveria ser efetuado em conta de patrimônio líquido (lucros acumulados), por se tratarem de encargos de meses anteriores. Essa inobservância do regime de escrituração provocou correção monetária do balanço a maior (sobre o PL). 1.4 — DESPESA INDEVIDA DE CORREÇÃO MONETÁRIA A autuada escriturou provisão relativa aos encargos de variações monetárias dos meses de fevereiro a dezembro de 1993 na conta de despesa n° 974045 °Correção monetária pós fixada s/ exigibilidades a longo prazo" (em contrapartida à rubrica "Pis a recolher — 392022). Nos valores de tal provisão estão embutidos encargos de variação monetária sobre a contribuição sub judice, sendo apurada a parcela não-dedutivel. 1.5 — POSTERGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO INDEDUTIVEL Escrituração em despesas operacionais de provisões para pagamento da contribuição para a COFINS sub judie°, no período de 01193 a 04/93. Tais valores, adicionados ao lucro líquido no próprio mês de competência, foram dele excluídos no mês seguinte, sendo recolhidos em 01194. 1.6 — POSTERGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO INDEDUTíVEL Escrituração em despesas operacionais de provisões para pagamento da contribuição para a COFINS sub judice, no período de 06/93 a 12/93, sem adicionar tais valores ao lucro líquido do mês de competência. Os mesmos oram recolhidos em 01/94. , jms —03/0603 3 • ii"4. " b,-65....7., MINISTÉRIO DA FAZENDA• .;4: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';f344,1"-1 TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 1.7 — POSTERGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO INDEDUTÍVEL Escrituração em despesa, na conta n° 974045 "correção monetária pós fixada s/ exigibilidades alongo prazo" em contrapartida com a conta 392023 "COFINS a recolher, provisão referente aos encargos de variações monetárias dos meses de fevereiro a dezembro de 1993. Foi calculada a parcela não-dedutivel, uma vez que nos valores da provisão estão embutidos encargos de variação monetária sobra a contribuição sub Judite. 2 — ANO-CALENDÁRIO 1994 2.1 — VALORES INDEDUTÍVEIS NÃO ADICIONADOS NA APURAÇÃO DO LUCRO REAL Contabilização em despesas operacionais de provisões para pagamento de contribuições para o PIS sub Judite sem adicioná-las ao lucro liquido para formação do lucro real no mês de competência. 2.2 — VALORES INDEDUTÍVEIS NÃO ADICIONADOS NA APURAÇÃO DO LUCRO REAL A autuada escriturou provisão relativa aos encargos de variações monetárias dos meses de janeiro a junho de 1994 na conta de despesa n° 974045 "Correção monetária pós fixada s/ exigibilidades a longo prazo" (em contrapartida à rubrica "Pis a recolher — 392022). Nos valores de tal provisão estão embutidos encargos de variação monetária sobre a contribuição sub Judite, sendo apurada a parcela não-dedutivel. A interessada impugnou tempestivamente o auto de infração (fl(s). 206- 20). 13 A DRJ Recife solicitou diligência a fim de esclarecer dúvidas acerca do ias-03/0603 4 Vk . . i- -r= •.-- --I- MINISTÉRIO DA FAZENDA-.2; 0: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° : 103-21.219 lançamento da Contribuição para o PIS (se realizado conforme o Decreto-lei n 9 07/70 ou Decretos-lei nçsi 2.445/88 e 2.449/88), identificar se valores lançados foram tributados na empresa incorporadora (e se foi o caso de postergação), apurar se existia consulta da interessada à SRF e, caso positivo, qual seu resultado e se existiram pagamentos de COFINS em 1994 e a sua relação com os valores lançados (fi(s). 250- 3). Realizada a diligência (fl(s). 257-8), foram juntados documentos pela autuada (fl(s). 260-99). Como resultado da diligência: a) foram as exigências relativas à PIS adequadas ao disposto na Lei n 2 9.430/96, art. 77, Decreto n9 2.194/97 e IN SRF n°31/97; b) foi verificado que a autuada transferiu para a empresa incorporadora (GE-BRASIL) o valor de R$727.476,99, a titulo de "PIS a pagar"; em 31/06/95 tais valores foram lançados na GE-BRASIL como receita (códigos n°s 961899.0 — "outras receitas operacionais" e 974045.0 — "receita de correção monetária"), sendo tributada pelas regras dos Decretos-lei n 99 2.445/88 e 2.449/88; c) foi constatada a existência de consulta à SRRF 4° Região (processo 10480.009470/92-56), considerada ineficaz em parecer assim ementado: "É ineficaz a consulta que versar sobre fato declarado em disposição literal de lei ou quando estiver disciplinado em ato normativo, publicado antes de sua apresentação ou, ainda, formulado em desacordo com o art. 46 do Decreto rtg 70.235/72 (art. 5Z I, V e VI)." d) foi verificada a existência de postergação relativa aos itens 1.1, 1.2, 1.3, 1.4, 2.1 e 2.2 do termo de encerramento de ação fiscal (fl(s). 196-203) para 31/07/95, sendo adequados os cálculos à situação e acrescida a capitulação legal s seguintes artigos:L5 jau -03/0603 5 • eji‘z.44, rt MINISTÉRIO DA FAZENDA 1:11/4? PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ;* TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 RIR 80: 155, 171, 172 e 387, II; RIR 94: 194„ 219, 220 e 222. e) foi identificado que tais valores reconhecidos e tributados não foram computados nos itens 1.5 a 1.7, os quais tratam do lançamento relativo à COFINS; f) foi verificada a existência de pagamentos concementes à COFINS que se encontrava sub judice, atinente aos períodos de apuração de 04/92 a 12/93, pagas integralmente em 24/01/94; foi esclarecido que os valores lançados a título de postergação (itens 1.5 e 1.6) referem-se aos períodos de 01/93 a 04/93 e 06/93 a 12/93; no item 1.7 foi considerada a variação monetária sobra a COFINS mencionada nos itens 1.5 e 1.6, também tratada como postergação. Como decorrência da diligência a fiscalização, em fevereiro de 2000, refez os lançamentos dos itens 1.1, 1.2, 1.3, 1.4, 2.1 e 2.2, considerando os efeitos da postergação e reabiu o prazo para impugnação (fl(s). 300-37). Tempestivamente, a interessada reiterou seus argumentos iniciais, no sentido de que não houve postergação nem qualquer outra infração à legislação tributária (fl(s). 340-5). A autoridade monocrática julgou o lançamento procedente em parte, em decisão assim ementada: "PRELIMINAR DE NULIDADE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA POR ERRO NA INDICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. NULIDADE NÃO OCORRIDA. Não énulo por cerceamento de defesa, o auto de infração lavradoem nome da empresa incorporada, se a incorporação, ocorrida após o fato o fato gerador, for noticiada na peça acusatória e dela tenha sido intimada a empresa incorporadora. DEDUTIBILIDADE DOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES Nos anos-calendário de 1993 e 1994, as obrigaçõe referentes a tributos e45 ima -03'0603 6 . 'n • -e 49_ t--.> • MINISTÉRIO DA FAZENDAw' ..5.---, •rr.-..t,-, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4 e :1. TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° : 103-21.219 contribuições, inclusive os encargos sobre elas incidentes, somente serão dedutíveis, para fins de apuração do lucro real, quando efetivamente pagas, não se incluindo nesta hipótese os depósitos judiciais. POSTERGAÇÃO DE RECEITA Ao serem reconhecidos valores correspondentes a despesas indevidamente deduzidas, em exercício subseqüente, deve o sujeito passivo da obrigação tributária incorporar aos valores declarados, os acréscimos legais relativos a essas importâncias. ALCANCE DE DECISÃO JUDICIAL Decisão de Poder Judiciário proferida incidentalmente somente aproveita às partes integrantes do processo judicial. CONSULTA INEFICAZ Nãoproduz efeito a consulta formulada que versar sobre constitucionalidade ou legalidade da legislação tributária. SUSPENSÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Não suspende o credito tributário a consulta formulada quando o fato estiver definido ou declarado em disposição leteral de lei. MULTA DE OFICIO. RETROAÇÃO DE LEGISLAÇÃO MENOS GRAVOSA. Aplica-se ao fato pretérito, objeto do processo ainda não definitivamente julgado, a legislação que imponha penalidade menos gravosado que a prevista na legislação vigente ao tempo da sua ocorrência. DECADÊNCIA. INOVAÇÃO DE MATÉRIA. Em estando os períodos fiscalizados atingidos pelo instituto da decadência, não é de se manter o crédito tributário decorrente de inovação de matéria, mesmo que o novo enquadramento legal do fato gerador reduza a obrigação — - tributária constituída no aiída no auto de infraçãoconespondente. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE" Como decorrência do entendimento da autoridade de 1° instância no que tange à decadência, foram cancelados os lançamentos atinentes aos itens 1.1 a 1.4, 2.1 e 2.2 do termo de encerramento de ação fiscal (fl(s). 196-203), uma vez que: "à época da constatação de que havia tão somente uma postergação de receitas e não sua redução (fevereiro de 2000), relativamente ao ano- calendário onde se deu a ocorrência do fato gerador t' utário, 1993, já havia ims - 03/0603 7 ‘,..0.-e-34.,• xne;Tt-:_yr. MINISTÉRIO DA FAZENDA ',tf:kr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 transcorrido o prazo decadencial de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário encontrado, conforme disciplina o artigo 173 do Código Tributário Nacional". (fl(s). 365) É o relatório. Passo a decidi, (II(' jau — 03/0603 8 h: a, - MINISTÉRIO DA FAZENDA• w;•!•-4. !ti PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •};-•..vtzd" TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 VOTO Conselheiro JOÃO BELLINI JÚNIOR, relator Tomo conhecimento do recurso de oficio por estarem presentes os seus elementos condicionantes, ou seja, a exoneção do sujeito passivo do pagamento do tributo e encargos de multa de valor total (lançamento principal e decorrentes) superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) (Portaria MF n° 333, de 11112/97). DO ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO Esta Câmara entendeu por conhecer de oficio, neste processo, preliminar de erro na identificação do sujeito passivo, que fora alegado no recurso voluntário atinente à matéria mantida pela decisão sob recurso. O erro de identificação teria ocorrido uma vez que foi autuada, em 01/10/96, a General Eletric do Nordeste S.A. Produtos Elétricos, empresa incorporada em 01/08/94 pela General Eletric do Brasil Ltda.. Em meu entender, não existe o alegado erro de identificação do sujeito passivo. Explico. A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador (CTN, art. 113, § 19. Desde este momento fica estabelecido o direito do Fisco em receber o valor equivalente ao crédito tributário e o dever da contribuinte em recolhê-lo. O lançamento, na forma como positivado no art. 142 do CTN, nada mais faz do que conferir exigibilidade ao crédito tributário. Por isto se diz ser o lançamento declaratório do crédito tributário e constitutivo de sua exigibilidade. Neste sentido, a lição do Ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Mário Velloso, em O arbitramento em matéria tributária (Revista de Direito Tributário n 2 63, ed. Malheiros, p. 177-86). O professor Paulo de Barros Carvalho dedica a este assunto minucioso estudo, em seu Curso de Direito Tributário, em capitulo intitulado "Crédito Tributário e Lançamento" (São Paulo, Ed. Saraiva, 1993, p. 248-87). Cito, por suficiente (o ., p. 266): jrns — 03 /0603 g . ktrf, •,› MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 "Acaso não fossem imprescindíveis à configuração do crédito tributário a declaração do acontecimento factual, a identificação do sujeito passivo da obrigação correspondente e a determinação da base de cálculo e da allquota aplicável, com a conseqüente formalização do crédito, e diríamos, mesmo, que estipular os termos da exigibilidade seria a mais relevante função do lançamento." No mesmo sentido, Alfredo Augusto Becker (Teoria geral do direito tributário. São Paulo, Ed. Saraiva, 1963, p. 327): `Antes do lançamento, o direito existe, porém sem exigibilidade (não pode ser exigido). O fato jurídico do lançamento acrescenta o efeito jurídico da exigibilidade àquele preexistente direito? (grifos no original). Ou seja, a partir do vencimento está a cargo do Fisco exercer o seu poder/dever de constituir a exigibilidade de crédito tributário já existente. Com a incorporação do sujeito passivo em outra empresa, a esta se transmitem as obrigações tributárias daquela (CTN, art. 132). O fato de ter sido, no auto de infração, nominado como sujeito passivo a empresa incorporada não importa nulidade alguma, em razão de que a obrigação surgiu em nome desta. E, no caso em concreto, com mais motivo ainda, uma vez que a incorporadora era detentora de 100% das ações da incorporada e o auto de infração reportou o fato da incorporação. _ Para uma melhor compreensão do assunto, reviso a legislação e a jurisprudência acerca da responsabilidade tributária. A responsabilidade dos sucessores é tratada, no CTN, na Seção II do Capítulo V, abrangendo os artigos 129 a 133. Especificadamente em relação à matéria aqui tratada, reza o art. 132 que a pessoa jurídica de direito privado que resultar de incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas ssoas jurídicas de direito privado incorporadas: jms —03/0603 10 S-4 Â:.??‘ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 "Art. 132. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até a data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas." Já o art. 129 preceitua que os comando de toda a seção aplicam-se a créditos tributários definitivamente constituídos, em curso de constituição ou constituídos posteriormente à incosporação, desde que relativos a obrigaçõies tributárias surgidas até a sua data: "Art. 129. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos, aos constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data." Neste sentido a jurisprudência dos Tribunais Superiores: 'TRIBUTÁRIO - EMPRESA INCORPORADORA - SUCESSÃO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO SUCESSOR - MULTA FISCAL (MORATÓRIA) - APLICAÇÃO - ARTS. 132 E 133, DO CTN - PRECEDENTES - 1. Recurso Especial interposto contra V. Acórdão segundo o qual não se aplicam os arts. 132 e 133, do CTN, tendo em vista que multa não é tributo, e, mesmo que se admita que multa moratória seja ressalvada desta inteligência, o que vem sendo admitido pelo STJ, in casu trata-se de multa exclusivamente punitiva, uma vez que constitui sanção pela não apresentação do livra diário geraL 2. Os arts. 132 e 133, do CTN, Impõem ao sucessor a responsabilidade Integral tanto pelos eventuais tributos devidos quanto pela multa decorrente, seja ela de caráter moratório ou punitivo. A multa aplicada antes da sucessão se incorpora ao patrimônio do contribuinte, podendo ser exigida do sucessor, sendo que, em qualquer hipótese, o sucedido permanece como responsável. Portanto, é devida a multa, sem se fazer distinção se é de caráter moratório ou punitivo, visto ser ela imposição decorrente do não pagamento do tributo na época do vencimento. 3. Na expressão "créditos tributários" estão incluídas as multas moratórias. 4. A empresa, quando chamada na qualidade de sucessora tributária, é responsável pelo tributo declarado pela sucedida e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória. 5. Precedentes das 10 e 2° Turmas desta Corte Superior e do colendo STF. 6. Recurso provido. (STJ - RESP 432049 - SC - 1° T. - Rel. Min. José Delgado- DJU 23.09.2002') Assim sendo, importa ao Fisco determinar qual o autor do ilícito tributário. No caso em apreço, foi a empresa incorporada; por este motivo, constou como sujeito passivo da obrigação tributária. À empresa corporadora, como jrns - 03/0603 11 _ ("Aa,t - MINISTÉRIO DA FAZENDAPr. k: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES '1 144 TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 responsável tributária, compete o pagamento do respectivo crédito. Caso se entendesse que o sujeito passivo que devesse constar do auto de infração fosse a ora recorrente, estar-se-ia apontando, com sujeito passivo, uma empresa que não existia à época dos fatos tributados. E a incorporadora não é contribuinte, mas responsável. Neste sentido a jurisprudência deste Colegiado: 'PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - RECURSO DE OFÍCIO - NULIDADE DO LANÇAMENTO POR ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO - INCORPORAÇÃO - RESPONSABILIDADE NA SUCESSÃO - Não configura erro na eleição do sujeito passivo da obrigação principal, suscitado de ofício pelo julgador singular, a hipótese em que, embora formalizado em nome da incorporada, o instrumento de constituição do crédito tributário menciona, expressamente, a pessoa jurídica incorporadora, a qual sucede a primeira, nos temos do artigo 132, do CTN. Recurso de ofício a que se dá provimento. Recurso provido." (Acórdão 105-13732,21/02/2002, 10768.017268/97-22) "PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL — NULIDADE NÃO OCORRIDA — Não é nulo auto de infração lavrado contra empresa incorporada, se a incorporação, ocorrida após o fato gerador, for noticiada na peça acusatória e dela tenha sido intimada a empresa incorporadora. IRFON — GANHOS DE CAPITAL — Se não ocorreu nenhuma transferência de numerário entre fonte situada no Brasil e beneficiário domiciliado ou residente em país estrangeiro, tanto que nenhuma operação de câmbio foi realizada ao longo do procedimento descrito no auto de infração, improcede a tributação baseada no art. 555, item I, do RIR/80, ainda que o resultado econômico obtido tenha - sido idêntico. Recurso provido? (1° CC — Ac. 106-10.297 — 6° C — Rel. Luiz Femando Oliveira de Moraes — DOU 17.12.1998)" Aponta para este entendimento a jurisprudência de nossos Tribunais Regionais Federais, que se aplica mutatis mutandis: 'TRIBUTARIO. SUCESSÃO IMOBILIARIA. EXECUÇÃO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTARIA. ALIENANTE. RESPONSABILIDADE PELAS CUSTAS E VERBA HONORARIA. 1. NA HIPOTESE DE TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE IMOBILIARIA, SEM QUITAÇÃO DOS DEBITOS FISCAIS RESPECTIVOS, AJUIZADA A EXECUÇÃO CONTRA O CONTRIBUINTE, EM CUJO NOME SE ENCONTRA CADASTRADO O BEM, DISPENSA-SE A PROPOSITU A DE NOVA AÇÃO E REINSCRIÇÃO DO DEBITO, A BASE DO QUE PRE NIZA O ART. 568, jins -03/0603 12 • - frt MINISTÉRIO DA FAZENDA "e-14 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES l• TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 INC. V, DO CPC, PARA CITAÇÃO DO ADQUIRENTE QUE INTEGRARA A LIDE E RESPONDERA PELO TRIBUTO EM QUESTÃO, COMO SUCESSOR, HIPO TESE TIPICA DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTARIA. ...(omissis)...". (Origem: TRF - PRIMEIRA REGIÃO Classe: AC - APELAÇÃO CIVEL - 01003389 Processo: 199001003389 UF: MT órgão Julgador TERCEIRA TURMA Data da decisão: 28/0511990 Documento: TRF100003462, DJ DATA: 06/08/1990) "PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. ITR. REDIRECIONAMENTO DO PROCESSO CONTRA O NOVO PROPRIETÁRIO. POSSIBILIDADE. 1- O FATO DE NÃO CONSTAR DA CDA O NOME DO ATUAL PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL NÃO IMPEDE O REDIRENCIONAMENTO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL, COM A INCLUSÃO DO DEVEDOR NO PÓLO PASSIVO E SUA REGULAR CITAÇÃO. 2-A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DOMINANTE É NO SENTIDO DE QUE SE O IMÓVEL TEM NOVO TITULAR, QUER COMO RESPONSÁVEL POR SUCESSÃO, QUER COMO CONTRIBUINTE ORIGINÁRIO, NÃO HÁ NECESSIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA, DA QUAL APENAS CONSTE O NOME DO ANTECESSOR, PARA O PROSSEGUIMENTO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO CONTRA O REAL DEVEDOR. 3-AGRAVO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. (Origem: TRIBUNAL - TERCEIRA REGIÃO Classe: AG - AGRAVO DE INSTRUMENTO Processo: 95030051096 UF: SP órgão Julgador QUARTA TURMA Data da decisão: 10/09/1997 Documento: TRF300041352, DJ DATA: 14/10/1997 PÁGINA: 85169) No entanto, em face do decidido no acórdão n° 103-21.218, pertinente ao recurso voluntário concernente ao crédito tributário mantido pela decisão DRJ ora recorrida, no qual fui vencido, assumo as razões do decidido naquele acórdão, uma vez que necessariamente o lá decidido a respeito de ter havido erro y identificação do sujeito passivo no lançamento aplica-se a este recurso de ofício4u4 trata do mesmo lançamento. 13 ima - 03/0603 , , . ... MINISTÉRIO DA FAZENDA Ia" : 1:-e., rtz 1.°1,-, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13405.000150/96-09 Acórdão n° :103-21.219 CONCLUSÃO Voto por não tomar conhecimento deste recurso de ofício por perda de objeto, face ao decidido pelo acórdão n° 103.21.218. É.Sala s Sessões - DF em 13 de maio de 2003 - UttiA,‘• JOÃ BELLINI JUNIO O > 14 ima — 03/0603 Page 1 _0045700.PDF Page 1 _0045900.PDF Page 1 _0046100.PDF Page 1 _0046300.PDF Page 1 _0046500.PDF Page 1 _0046700.PDF Page 1 _0046900.PDF Page 1 _0047100.PDF Page 1 _0047300.PDF Page 1 _0047500.PDF Page 1 _0047700.PDF Page 1 _0047900.PDF Page 1 _0048100.PDF Page 1
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Numero do processo: 13412.000093/99-86
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2003
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.NULIDADE DO LANÇAMENTO.As hipóteses de nulidade são as previstas no artigo 59 do Decreto nº 70.235/72, que trata dos atos praticados por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa. Não ocorre cerceamento do direito de defesa quando são obedecidos todos os pressupostos estabelecidos pela norma processual, tendo o contribuinte exercido, comprovadamente, tal mister. PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. NORMAS PROCESSUAIS. INCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADES. Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa a apreciação da inconstitucionalidade das leis, uma vez que neste juízo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese, negar-lhes execução. Preliminares rejeitadas. COFINS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO TEMPORAL. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de mora são aplicados em percentual equivalente à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, conforme determina o artigo 13 da Lei nº 9.065/95. INFRAÇÕES. PENALIDADES. A interpretação da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida, presente no artigo 112 do Código Tributário Nacional, somente se aplica à lei tributária que defina infrações ou lhe comine penalidades. Recurso negado.
Numero da decisão: 203-08809
Decisão: Por unanimidade de votos: I) rejeitou-se a preliminar de nulidade por cerceamento do direito de defesa; II) rejeitou-se a argüição de inconstitucionalidade; e, II) no mérito, negou-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Valmar Fonseca de Menezes
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Recorrida : DRJ em Recife - PE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO. As hipóteses de nulidade são as previstas no artigo 59 do Decreto n° 70.235/72, que trata dos atos MIN t/AFAZEM A - 2 - praticados por pessoa incompetente ou com preterição do direito :-.....cle defesa. Não ocorre cerceamento do direito de defesa quando CONFERE JC9IM 0 e4I'l IJ.g. . o obedecidos todos os pressupostos estabelecidos pela norma ,BRASII-W[4.74. / Cl.___./Q. • ocessual, tendo o contribuinte exercido, comprovadamente, tal '1fiei_ (81-0 (aejl. iister. ' i' OVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no 1 -mpo previstos na legislação que rege o processo adminis- trativo fiscal. NORMAS PROCESSUAIS. 1NCONSTITUCIONALIDADE. ILEGALIDADES. Não se encontra abrangida pela competência da autoridade tributária administrativa a apreciação da inconstitucionalidade das leis, uma vez que neste juizo os dispositivos legais se presumem revestidos do caráter de validade e eficácia, não cabendo, pois, na hipótese, negar-lhes execução. Preliminares rejeitadas. . COFINS. TAXA SELIC. APLICAÇÃO TEMPORAL. A partir de 1" de abril de 1995, os juros de mora são aplicados em percentual equivalente à Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, conforme determina o artigo 13 da Lei n°9.065/95. 1 INFRAÇÕES. PENALIDADES. A interpretação da maneira 1 mais favorável ao acusado, em caso de dúvida, presente no artigo 112 do Código Tributário Nacional, somente se aplica à lei tributária que defina infrações ou lhe comine penalidades. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DISBESAL DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS SALGUEERENSE LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de r: Contribuintes, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares de nulidade • , 1 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. ',2"/ tk ItI- Segundo Conselho de Contribuintes \-g o• Processo n° : 13412.000093/99-86 Recurso n° : 121.751 Acórdão n° : 203-08.809 lançamento por cerceamento do direito de defesa e de inconstitucionalidade; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. Sala das isk es, em 15 de abril de 2003 Otacilio i tas Cartaxo President Vai mar Menezes ' 'ator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Antônio Augusto Borges Torres, Mauro Wasilewslci, Maria Teresa Martinez López, Luciana Pato Peçanha Martins e Francisco Mauricio R. de Albuquerque Silva; Ausente, justificadamente, o Conselheiro Renato Scalco Isquierdo. Eaal/cf Mfft DA FAZENDA - L. CONFERE ÇO)N1 O ORIGINA4 CRASILIA / j0(( I I VI. 70 2 MIN DA FAZENDA - 2.° CCear 2Q CC-MF Ministério da Fazenda957, CONFERE CO II o ORIGINA Fl. Segundo Conselho de Contribuintes 1 BRASÍLIA o 40% Processo n° a : 13412.000093/99-86 isto. Recurso n° : 121.751 Acórdão n° : 203-08.809 Recorrente : DISBESAL DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS SALGUE1RENSE LTDA. RELATÓRIO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual transcrevo a seguir. "Contra a empresa acima qualificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 02 a 05 do presente processo, para exigência do crédito tributário referente aos períodos de apuração janeiro a dezembro de 1995, outubro de 1996 a junho de 1997 e janeiro a dezembro de 1998, (..). De acordo com os autuantes, o referido Auto é decorrente da falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, conforme descrito àfl. 03. Inconformada com a autuação, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 113 a 124, à qual anexou a procuração de fl. 125 e cópias de fls. 126 a 132, onde requer seja o Auto de Infração julgado nulo, inepto e improcedente, por afirmar que o critério utilizado para o cálculo do débito nele exigido é irregular, inexato e arbitrário; a multa e os juros aplicados têm percentual abusivo e índices exorbitantes de correção monetária. Entre todas as alegações, acima resumidamente descritas, de fls. 113 a 124, ainda encontram-se trechos de legislação, doutrina e jurisprudência no sentido de não poder prosperar a referida autuação." A DRJ em Recife — PE proferiu decisão, na forma a seguir ementada: "Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1995, 01/10/1996 a 30/06/1997, 01/01/1998 a 31/12/1998 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRELLVINAR DE NULIDADE Estando os atos administrativas, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTAM°. LANÇAMENTO. ATIVIDADE FISCAL. A atividade administrativa de lançamento é vinculada à lei, devendo ser obrigatoriamente obedecida, sob pena de responsabilidade funcional. 3 e• b • 29 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 13412.000093/99-86 Recurso n° : 121.751 Acórdio n° : 203-08.809 FALTA DE RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO. A falta de pagamento de tributo ou contribuição, quando detectada por procedimento de oficio, enseja a aplicação da multa de oficia LANÇAMENTO PROCEDENTE". Inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário a este Conselho, à fl. 146, apresentando as seguintes razões de recurso: • o auto de infração padece de nulidade, por não ser possível depreender da leitura do mesmo, com clareza, quais as suas razões e nem mesmo quais os direitos invocados, nos termos do artigo 50 da Lei n° 9.784; • o critério utilizado para a apuração dos débitos é irregular, inexato e arbitrário, não concordando a recorrente com os cálculos efetuados; • a Taxa SELIC, que serviu de base para os juros cobrados, é ilegal e inconstitucional; e • a SELIC, se não afastada pelo Conselho, somente pode ser aplicada a partir de janeiro de 1997, e não a partir de abril de 1995, como pretende a fiscalização. Requer a aplicação do artigo 112 do Código Tributário Nacional, em caso de dúvida Para efeito de admissibilidade do Recurso Voluntário procedeu-se à juntada de informação noticiando medida liminar determinando o recebimento do recurso independente- mente de depósito recursal (fl. 173). É o relatório. MIN IA FAZENDA - 2.* CC CONFERE ÇCO31 O ORIGINAL BRASÍLIA ti / C)q. gni V :TO 4 , • MIN DA FAZENDA - 2.° CC 22 CC-MF Ministério da Fazenda - • Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE ÇOI O ORIGINAL Fl. BRASILIA1.04 r "•„fl 0. Processo n° : 13412.000093/99-86 ISTO Recurso n° 121.751 Acórdão n° : 203-08.809 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR VALMAR FONSECA DE MENEZES O recurso preenche as condições de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. DA PRELIMINAR DE NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. Em relação à preliminar de nulidade, referindo-se à suposta ausência de clareza, com relação aos motivos e direitos invocados no procedimento, o que levaria a prejuízo do direito de defesa, entendo que não deva prevalecer a argumentação da defesa. Senão, vejamos. A autuação foi procedida conforme as formalidades legais exigidas, com ênfase no cumprimento do disposto no Decreto n° 70.235/72 e alterações posteriores, diploma legal norteador do Processo Administrativo Fiscal. Do ponto de vista formal, pois, está revestido das condições de legalidade o presente processo. A descrição dos fatos e o enquadramento legal constam do próprio corpo do auto de infração, à fl. 03, bem como o demonstrativo de apuração da contribuição devida, com capitulação legal da multa e juros aplicados à fl. 11. Também está presente nos autos o Termo de Encerramento, à fl. 12, onde se descreve o desenvolver da ação fiscal. Todos os termos contam com a ciência da recorrente. Improcede, pois, a preliminar de nulidade, visto que não ocorreu nenhuma das hipóteses previstas no artigo 59 do Decreto n° 70.235/72, instrumento legal disciplinador do Processo Administrativo Fiscal, bem como nenhuma agressão ao que dispõe a Lei n° 9.784/99, citada pela defesa. DA PRELIMINAR DE INCONSITTUCIONALIDADE DA TAXA SELIC. Já se constitui em jurisprudência pacifica deste Colegiado que não se insere em sua competência o julgamento da validade ou não de dispositivo legais vigentes, bem como da constitucionalidade ou não dos mesmos. As multas e juros cobrados no auto de infração foram 1 aplicados em virtude dos dispositivos legais discriminados no próprio auto de infração, à fl. 02, razão por que não cabe a este Colegiado questioná-los, mas apenas garantir-lhes plena eficácia_ Apenas como subsidio, recorro ao eminente Conselheiro José Antônio Minatel, através do Acórdão rr9- 108-03.820, da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, cujas razões de decidir adoto, transcrevendo parte do voto condutor de referido acórdão: "Primeiramente, quero consignar que tenho entendimento firmado no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade de norma, em caráter originário e com grau de definitividade, é tarefa da competência reservada, com 5 r CC-MF Ministério da Fazenda Fl. '.-/P 1/4 "" Segundo Conselho de Contribuintes *20.; > Processo n° : 13412.000093/99-86 Recurso n° : 121.751 Acórdão n° : 203-08.809 exclusividade, ao Supremo Tribunal Federal, a teor dos artigos 97 e 102, III 'b', da Carta Magna O pronunciamento do Conselho de Contribuintes tem sido admitido não para declarar a inexistência de harmonia da norma com o Texto Maior, por lhe faltar esta competência, mas para certificar, em cada caso, se há pronunciamento definitivo do Poder Judiciário sobre a matéria em litígio e, em caso afirmativo, antecipar aquele decisum para o caso concreto sob exame, poupando o Poder Judiciário de ações repetitivas, com a antecipação da tutela, na esfera administrativa, que viria mais tarde a ser reconhecida na atividade jurisdicional". Neste mesmo sentido, ratificando o entendimento até aqui defendido, dispõe o Parecer COSIT/DITfit n° 650, de 28/05/93, expedido pela Coordenação-Geral do Sistema de Tributação, em decisão de processo de consulta: "5.1 - De fato, se todos os Poderes têm a missão de guardiões da Constituição e não apenas o Judiciário e a todos é de rigor cumpri-la, mencione-se que o Poder Legislativo, em cumprimento a sua responsabilidade, anteriormente à aprovação de uma lei, a submete à Comissão de Constituição e Justiça (C.E, art. 58), para salvaguarda de seus aspectos de constitucionalidade e/ou adequação à legislação complementar. Igualmente, o Poder Executivo, antes de sancioná-la, através de seu órgão técnico — Consultoria-Geral da República, aprecia os mesmos aspectos de constitucionalidade e conformação à legislação complementar. Nessa linha sequencial, o Poder Legislativo, ao aprovar determinada lei, o Poder Executivo, ao sancioná-la, ultrapassam em seus âmbitos, nos respectivos atos, a barreira da sua constitucionalidade ou de sua harmonização à legislação complementar. Somente a outro Poder, independente daqueles, caberia tal argüição. 5.2 - Em reforço ao exposto, veja-se a diferença entre o controle judiciário e a verificação de inconstitucionalidade de outros Poderes: como ensina o Professor José Frederico Marques, citado pela requerente, se o primeiro é definitivo hic et nunc, a segunda está sujeita ao exame posterior pelas Cortes de Justiça. Assim, mesmo ultrapassada a barreira da constitucionalidade da Lei na órbita dos Poderes Legislativo e Executivo, como mencionado, chega- se, de novo, em etapa posterior, ao controle judicial de sua constitucionalidade. 5.3 - (.) Pois, se ao Poder Executivo compete também o encargo de guardião da Constituição, o exame da constitucionalidade das leis, em sua órbita, é privativo do Presidente da República ou do Procurador-Geral da República (C.F., artigos 66, par. te 103, 1 e VI)." MIN uA FAZENDA - 2.° CC CONFERE ÇQM O wicifig, BRASILIA.04t 6 ili et • ' ISTO MIN DA FAZENDA - 2• I •e 22 CC-MF -,• ;!...L4 Ministério da Fazenda '• 't• Segundo Conselho de Contribuintes Fl.CONFERE ÇQM O ORIGINA), PP .iggsz_ Processo n° : 13412.000093/99-86 g, V z1- Recurso n° : 121.751 0 Acórdão : 203-08.809 Não há, portanto, como apreciar o mérito nem a constitucionalidade da exação, cujo campo de discussão eleito pela recorrente é adstrito ao âmbito de competência do Poder Judiciário. DO MÉRITO: DA APLICAÇÃO TEMPORAL DA TAXA SELIC: A recorrente argúi, alternativamente, que a SELIC não poderia ser aplicada a partir de abril de 1995. Observe-se que a própria recorrente, em sua peça recursal, transcreve o artigo 13 da Lei n° 9.065, à fl. 160, dispositivo legal que determina a aplicação da referida taxa justamente a partir do período questionado. Sendo assim, considerando o texto expresso de tal dispositivo legal, e as razões acima expendidas, conclui-se pela improcedência e incoerência da argumentação suscitada. DA RETROAÇÃO BENIGNA DA LEGISLAÇÃO: Não cabe, por sua vez, a aplicação do artigo 112 do Código Tributário Nacional, visto que tal dispositivo se refere à aplicação de infrações ou penalidades, em caso de dúvida, o que não é o caso em questão. Somente para clareza, o transcrevemos, a seguir, verbis: "Art. 112 - A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: 1 - à capitulação legal do fato; ii - à natureza ou às circunstancias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidotle; IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação." Rejeito, pois, as preliminares suscitadas. DO CRITÉRIO ADOTADO PARA APURAÇÃO DOS DÉBITOS. A recorrente faz vagas alegações de que o critério adotado nos cálculos seria irregular, inexato e arbitrário, não concordando a recorrente com os cálculos efetuados, mas não trazendo nenhum elemento concreto de discordância que possa justificar tais assertivas. A propósito, se entende a defesa que a verdade material não está contida nos documentos que forneceu à fiscalização e nos demonstrativos elaborados pelo Fisco, deveria trazer ao processo elementos probantes do contrário. A propósito, sobre a apresentação de provas no Processo Administrativo Fiscal, vale ressaltar o que a seguir expomos. 7 V.:4m 22 CC-MF Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes 'se 4 Processo n° : 13412.000093/99-86 Recurso n° : 121.751 Acórdão n° : 203-08.809 Pode-se afirmar que é um direito do contribuinte apresentar as provas que julgar necessárias para reforçar seu ponto de vista. No entanto, o Decreto n° 70.235/72, com as alterações promovidas pelo artigo 1° da Lei n° 8.748/93, estabelece parâmetros a serem observados na apresentação dessas provas. Dentre eles, destacam-se: "as provas devem ser apresentadas no momento da impugnação (artigo 16, LH); "admite-se ajuntada de provas documentais até o momento da interposição do recurso voluntário" (artigo 17); "os pedidos de diligências ou perícias devem ser acompanhados dos motivos que as justifiquem, dos quesitos a serem respondidos e, no caso de perícia, dos dados referentes ao perito indicado pelo impugnante" (artigo 16, IV); "considera-se não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos acima mencionados" (artigo 16, § 1°)". O procedimento ficou ainda mais rigoroso com o advento da Lei n° 9.532, de 10/12/97, resultante da conversão da MT n° 1.602/97, que estabeleceu as seguintes modificações na redação dos artigos 16 e 17 do Decreto n°70.235/72: "Ar1.16 — (...) § 4° - A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de/orça maior; b) refira-se a fato ou a (breio superveniente; c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 50... A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. § 6° - Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. Art. 17 - Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.". Assim, a respeito desses parâmetros e com relação ao presente processo, pode- se afirmar que este voto considera as provas apresentadas pela contribuinte até o momento, o que nos leva a decidir pela total improcedência destas argumentações da recorrente. MIN liA FAZEN A - 2. CC CONFERE çom O ORIGINAL BRASILIA 4 Q__ 8 o ldelf. • • 18TO .y. ti . li '4A. . . 22 CC-MF -, k----; ;-, Mmistério da Fazenda Fl. *. -, . n"'ç Segundo Conselho de Contribuintes Processo n° : 13412.000093/99-86 Recurso n° : 121.751 Acórdão n° : 203-08.809 Por todo o exposto, voto no sentido de que sejam rejeitadas as preliminares de inconstitucionalidade e de nulidade por cerceamento do direito de defesa, e, no mérito, de que seja negado provimento ao recurso. Sala das Sessões, em de abril de 2003 F i4 : • V . . . FO FA 0 MENEZES 1 MIN. DA FAZENDA - 2 ' DO CONFERE gOid O Ofttr-;••••••• 8RASILIA_;4. ,..0 .,/ CA ;kW • • 0 ..átra • " Erro ..* 9
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Numero do processo: 13362.000115/98-41
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Mar 19 00:00:00 UTC 2003
Ementa: IRPJ - IRPJ. DIFERENÇA DE CORREÇÃO MONETÁRIA IPC/BTNF DO SALDO DE PREJUÍZO A COMPENSAR EM 31/12/1990 - A diferença de correção monetária IPC/BTNF (1990) do saldo de prejuízos fiscais a compensar em 31/12/1990, somente poderia ser excluída na apuração do lucro real, a partir de janeiro de 1993, se atendida a hipótese do parágrafo §2º do artigo 40 do Decreto 332 de 1991. (Publicado no D.O.U. nº 84 de 05/05/03).
Numero da decisão: 103-21187
Decisão: POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.
Matéria: IRPJ - multa por atraso na entrega da DIPJ
Nome do relator: Julio Cezar da Fonseca Furtado
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-03T19:17:37Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-03T19:17:37Z; Last-Modified: 2009-08-03T19:17:37Z; dcterms:modified: 2009-08-03T19:17:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-03T19:17:37Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-03T19:17:37Z; meta:save-date: 2009-08-03T19:17:37Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-03T19:17:37Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-03T19:17:37Z; created: 2009-08-03T19:17:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2009-08-03T19:17:37Z; pdf:charsPerPage: 1319; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-03T19:17:37Z | Conteúdo => ,. :1:C.t-, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Recurso n° :130.938 Matéria : IRPJ - Ex(s): 1994 Recorrente : SISTEMA CONSULTORIA E PLANEJAMENTO FLORESTAL LTDA. Recorrida : DRJ-FORTALEZA/C E Sessão de :19 de março de 2003 Acórdão n° :103-21.187 IRPJ - IRPJ. DIFERENÇA DE CORREÇÃO MONETÁRIA IPC/BTNF DO SALDO DE PREJUÍZO A COMPENSAR EM 31/12/1990 - A diferença de correção monetária IPC/BTNF (1990) do saldo de prejuízos fiscais a compensar em 31/12/1990, somente poderia ser excluída na apuração do lucro real, a partir de janeiro de 1993, se atendida a hipótese do parágrafo §2° do artigo 40 do Decreto 332 de 1991 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por SISTEMA CONSULTORIA E PLANEJAMENTO FLORESTAL. ACORDAM os membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto do relator que passam a integrar o presente julgado. - • • 5 • - ODRlSUENEUBERS P . SIDENTE - 1QapJULIO CEZAR ONSECA FURTADO REATOR FORMALIZADO EM: 25 ABR 2003 Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros: JOÃO BELLINI JÚNIOR, MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, NADJA RODRIGUES ROMERO, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE e VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE 130.938*MSR*20/03/03 MINISTÉRIO DA FAZENDA ..; xt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ;r:>• TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 Recurso n° : 130.938 Recorrente : SISTEMA CONSULTORIA E PLANEJAMENTO FLORESTAL LTDA. RELATÓRIO Cuidam os presentes autos de cobrança de crédito tributário, apurado com base na revisão sumária da declaração de rendimentos do exercício de 1994, ano base 1993, em razão das seguintes irregularidades: - TRANSPORTE A MENOR DO LUCRO LIQUIDO DO PERÍODO BASE PARA A DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL; - PREJUÍZO FISCAL INDEVIDAMENTE COMPENSADO NA DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO REAL. A autuação teve como enquadramento legal os artigos 154, 155, 156 e 225, parágrafo primeiro, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n°85.480/1980, art. 18, da Lei n°7.450/1985, e art. 3°, da Lei n°9.541/1992. A autuação foi devidamente impugnada às fls. 01, nos seguintes termos: "CONFORME O SEU AUTO DE INFRAÇÃO HOUVE ERRO NO PREENCHIMENTO NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DO ANO BASE DE 1993 DA EMPRESA SISTEMA CONSULTORIA E PLANEJAMENTO FLORESTAL LTDA. CONFORME ESTE RECURSO A DECLARAÇÃO ENVIADA NO BASE DE 1993 DEIXA DE EXISTIR POR FALHA NO PREENCHIMENTO E VIGORA A DECLARAÇÃO RETIFICADORA." Às fls. 02/23 encontram-se as declarações citadas na peça impugnatória supra. A Delegacia da Receita Federal em Floriano/PI, pela Decisão DRF/FAO/SOTRI N° 68, de 06/09/2000, de fls. 73/75, considerou tempestiva a impugnação de fls. 01, pelo fato de não ter sido possível localizar o AR relativo ao Auto de Infração, em obediência ao princípio da Ampla Defesa, concluindo, no entanto, que inão cabia a sua remessa à Delegacia de Julgamento, e que a ol citação de retificação 130.938*MSR*20/03/03 2 ki e 2•n "' MINISTÉRIO DA FAZENDA n v: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 não atende hipótese de admissibilidade, não devendo ser homologada, propondo o encaminhamento do processo ao SOART para prosseguimento da cobrança do crédito tributário (As. 74/75). Foi dado ao contribuinte o prazo de 30 (trinta) dias para pagamento, sob pena de cobrança executiva, ressalvado o direito, no mesmo prazo, de interpor recurso, quanto ao indeferimento da declaração retificadora, à Delegacia da Receita Federal de Julgamento—DRJ/Fortaleza (CE), conforme despacho de 13/09/2000, às fls. 75/76. Às fls. 77, consta o AR de 19/01/2001, encaminhado à interessada, no endereço da Av. Rio Branco 3345, sala 401, - CEP 95.047-610 - CAXIAS DO SUURS, no qual se faz referência à Decisão 68/2000 - Processo 13362.000115/9841. Nos autos, contudo, não consta qualquer intimação formal feita ã ora Recorrente. Às fls. 80, 81, 81/84, constam demonstrativo de débito para inscrição em divida ativa da União, despacho de inscrição e Termo de Inscrição de Dívida Ativa. Às fls, o Ofício n° 052/DRF/FLO/PI/GABIN, de 26/04/2001, dirigido ao Procurador Chefe, solicitando a devolução do processo 13362.000115/98-41, em razão de ter sido apresentado recurso da Decisão, através do processo n° 11924.000376Q001- 16. Às fls. 89/114, encontra-se o processo n° 11924.000376/2001-16, com o recurso e documentação apresentada pela empresa, que constituem o recurso, apresentado em 09/02/2001, contra a decisão DRF/FAO/SOTRI N°68, de 06/09/2000. Às fls. 117, tendo em vista a apresentação tempestiva do recurso, foi solicitada pela DRF/FLO/SOART, a baixa da inscrição e retorno 10 processo para envio 130.938*M5R*20/03/03 3 .t» (4,3 11.* ..;;; MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES s. TERCEI RA CÂMARA Processo n° : 13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 à DRJ/Fortaleza/CE, para julgamento, bem como o despacho de cancelamento da inscrição pelo Procurador Chefe da PFN/Pl. Em suas razões de recurso de fls. 90/96, a interessada alega, em síntese, o seguinte: - a declaração retificadora não visava a alterar os resultados do exercício ou diminuir o imposto a pagar, mesmo porque não havia resultado a ser tributado, eis que totalmente compensado com prejuízos acumulados, conforme legislação de regência. Tanto é assim que as duas declarações seriam idênticas, não fosse a particularidade de na "Retificadora" ter sido preenchido o Anexo 2 que, por equivoco, não foi preenchido, na original; - além disso, não são aplicáveis, no caso, os arts. 832 e 833 do RIR199, eis que se referem à retificação visando a corrigir valores erradamente informados na declaração original. Nada tem a ver com o presente caso onde se pretendeu, apenas, corrigir omissão no preenchimento de um determinado campo; - outro aspecto que deve ser enfocado é o de que, sempre que houver qualquer infração ã obrigação tributária de "fazer', descabe qualquer pretensão à imposição de tributo. O máximo que pode a autoridade fazendária proceder é a aplicação de penalidade especifica para aquela infração, quando expressamente prevista em lei. Jamais pretender a exigência de pagamento de tributo, no caso imposto de renda, o que é totalmente descabido, eis que renda tributável não houve, em face da legítima compensação com prejuízos acumulados, - denominada "declaração retificadora" não foi propriamente retificadora da declaração original. Mais apropriado seria dizer tratar-se de uma "declaração connplementadora", eis que não modificou ou retificou nenhum dos valores anteriormente declarados. Apenas complementou a declaração original, mediante o preenchimento de campo que permanecera em branco. - dessa forma, manter a exigência imposta pela respeitável decisão ofende os arts. 43 e seguintes do Código Tributário Nacional, combinados com as disposições que regem a compensação de prejuízos acumulados nas empresas de atividade rural. - Outrossim, como não há matéria tributável, o máximo que se poderia aplicar à recorrente seria a penalidade própria do descumprimento de mera obrigação de fazer. Jamai/sa exigência d: imposto e acréscimos 130.938*MSR*20/03/03 4 • '24 MINISTÉRIO DA FAZENDA -rn PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° : 103-21.187 legais. Através da decisão DRJ/FOR n° 213, de 25/10/2001, de fls. 134/139, a 3° turma de Julgamento, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento efetuado, cujo Acórdão porta a seguinte ementa: "Ementa: Processo Administrativo Fiscal Ano Calendário: 1993 Ementa: NULIDADE INCAPACIDADE DO AGENTE - Sendo de competência privativa das Delegacias a Receita Federal de Julgamento julgar, em primeira instância, os processos de exigência de tributos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, é de se considerar nula a decisão do Setor de Tributação, Fiscalização e Controle Aduaneiro da Delegacia da Receita Federal que declarou ineficaz a impugnação da exigência, por considerar que o contribuinte não mencionou os motivos de fato e de direito em que se fundamenta. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano calendário: 1993 Ementa: COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS - A ação fiscal deve levar em conta, ao proceder o lançamento de ofício, os prejuízos fiscais declarados pelo contribuinte, compensando-os. A compensação independe de opção na declaração de rendimentos. Lançamento Procedente em Parte." O voto condutor do mencionado Acórdão para considerar parcialmente -procedente o lançamento foi no sentido de: "a) Preliminarmente, considerar sem efeito a decisão DERF/FAO/SOTRI n° 68/2000, fls. 73176, no que se refere ao direito do contribuinte questionar a presente exigência; b) Acolher a impugnação do contribuinte, fls. 01, como se tempestiva fosse para, no mérito, considerar devido o crédito tributário abaixo discriminado: Mês Imposto mantido % Multa de em UFIR Oficio Jan/93 16.715,45 75 Abr/93 22.039,22 75 130.938*M5R*20/03/03 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 Às fls. 142, consta o AR, postado em 15/11/2001, com a declaração de conteúdo "COMUNICADO CIÊNCIA REF. PROC. N° 13362.000115/9841", para o endereço RIACHO DAS SOLTAS - VÃO DAS COLHERES - Z RURAL - CEP 64865-000 - RIBEIRO - GONÇALVES - Pl. Às fls. 143, o TERMO DE PEREMPÇÃO. A seu turno, às fls. 145, como endereço da interessada: RUA 13 DE MAIO 710 C - NORTE - CENTRO - MUNICÍPIO DE TEREZINA, portanto, diferente do que está indicado no AR supra- mencionado. Às fls. 147/153, a Recorrente oferece recurso voluntário para este Conselho de Contribuintes, acompanhado dos documentos de fls. 154/188, protocolado em 25/03/2002, no MINISTÉRIO DA FAZENDA — GERÊNCIA REGIONAL DE ADM DO ME PI, onde, em síntese repete as mesmas razões de impugnação e rebate a decisão recorrida na parte que lhe foi desfavorável relativamente à exigência do imposto para as competências de janeiro e abril de 1993. É o relatóri. 130.938*M5R*20/03/03 6 1. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 VOTO Conselheiro JULIO CEZAR DA FONSECA FURTADO, Relator De acordo com o Termo de Perempção de fls. 143 e a informação de fls. 147, o recurso voluntário de fls. 147/148, não foi interposto no prazo legal, não preenchendo, portanto, as condições de admissibilidade previstas no caput do artigo 33, do Decreto n° 70.235/72, embora esteja acompanhado da garantia recursal, consistente no arrolamento de bens (fls. 154/155 e 193/196). Portanto, impõe-se, preliminarmente, saber-se se o recurso voluntário de fls. 147/148 está ou/não perempto. Estabelece o artigo 23, incisos I e II, § 2°, incisos I e II, e § 3°, do Decreto n° 70.235/72: 'art. 23- Far-se-á a intimação; I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão arrecadador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II - por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo; (-). § 2°- Considera-se feita a intimação: I - na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II - no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (...) § 3° - Considera-se domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo o do endereço postal, eletrônico ou de fax, por ele fornecido, para fins cadastrais, à Secretaria da Federal,n" 130.938•MSR*20/03103 7 • .1.•44 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,,••• • tep ,t.ztz. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES f'> CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 De acordo com os documentos de fls. 140, 145, 146, 190, 193 E 194, o domicílio tributário da interessada é: RUA 13 DE MAIO 710 C - NORTE - CEP 64000-150 - CENTRO - TERESINA - Pl. Do exame dos autos, com exceção da INTIMAÇÃO DE FLS. 194, constata-se que não existe qualquer outra INTIMAÇÃO à Recorrente para ciência e cumprimento do Acórdão proferido pela DRJ/FOR N° 213, de 25/10/2001, de fls. 134/139, nem tampouco o correspondente AVISO DE RECEBIMENTO — AR de tal intimação. Existe, apenas, o AR de fls. 142, que se refere a "COMUNICADO CIÊNCIA REF. PROC. NR 13361.000115/98-41", postado e recebido em 05/12/01 para o endereço: "POV RIACHO DAS SOLTAS VÃO DAS COLHERES - 1 RUAL - CEP 64865-000 - RIBEIRO GONÇALVES/PI", que não é o do domicílio tributário eleito pelo contribuinte, conforme acima já esclarecido. Nestas condições, na ausência de regular intimação do contribuinte, outra alternativa não resta a este Relator senão a de considerar tempestivo o recurso de Os. 147/153, razão pela qual dele tomo conhecimento. Isto decidido, verifica-se que o acórdão recorrido julgou sem efeito a decisão DERF/FAO/SOTRI n° 68/200, fls. 73/76, no que se refere ao direito do contribuinte questionar a exigência, e acolheu, em parte o pleito para permitir a compensação do saldo do prejuízo fiscal do período-base de 1990, que não fora considerado no SAPLI de fls. 120/131, pelo fato de ainda persistir saldo de imposto a pagar em relação ao mês de janeiro de 1993, e de por não mais existir saldo de prejuízo a compensar, manteve a exigência, também, quanto ao mês de abril de 1993. Em seu recurso voluntário de fls. 147/153, a Recorrente, em síntese, repete as mesmas razões de impugnação e rebate a decisã recorrida na parte que lhe 130.938*MSR*20/03/03 8 • 4. n :4' • . MINISTÉRIO DA FAZENDA • : ktri PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 foi desfavorável relativamente à exigência do imposto para as competências de janeiro e abril de 1993, da seguinte forma: 11/ /. Relativamente as competências de janeiro e abril de 1993, conforme se verifica no Anexo 2, o resultado positivo foi compensado com prejuízos de exercícios anteriores. 12. Na competência de janeiro (doc. 3.3) o valor do lucro real foi de Cr$ 2.995617,00 (linha 39) e, em razão da Recorrente ter prejuízo acumulado no ano-base de 1989, exercício de 1990 foi amortizado a totalidade do lucro obtido (linha 40 do quadro 4, do anexo), remanescendo um saldo de Cr$ 211.746.081,55. Os prejuízos podem ser comprovados pelas cópias do LALUR (doc. 1.1) ou pelo relatório obtido no Sistema de Acompanhamento do Prejuízo Fiscal e do Lucro Inflacionário - SAPLI - fls. 120/131. 13. Na competência abril/93 cujo valor do lucro operacional foi de Cr$ 1.809.730,00 a compensação deu-se com o saldo do prejuízo fiscal do ano-base de 1989 no valor de Cr$ 1.384.390,00 (linhas 40 e 41 do Quadro 4 do Anexo 2 e doc. 1.1 e 1.2). 14. Assim, nas competências de janeiro/93 e abril/93 não havia base positiva para ser tributada, pois a Recorrente estava autorizada por lei a utilizar prejuízos fiscais de exercícios anteriores. 15. Tanto era possível fazer a compensação que parte da compensação do prejuízo fiscal de 1990 foi reconhecida pelo Fisco, na decisão de fls. 138, independente de opção na declaração de rendimentos, o que gerou diminuição na base de cálculo de IR. 16. Portanto, considerando as informações constantes no Anexo 2 da "Declaração Retificadore s" conclui-se que não houve base de cálculo positiva do IRPJ em tais períodos, sobretudo nos meses de janeiro e abril ou quais foram objeto de tributação. 17. Não procede a alegação de que nos demais meses objeto da autuação, não existiam valores de prejuízos fiscais existente pois os mesmos já haviam sido integralmente utilizados na apuração do crédito tributário (fls. 1380). É possível se verificar pelas informações constantes na "Declaração Retificadora" e no LALUR que havia prejuízo a ser compensado. Tais prejuízos se referiam aos anos-base de 1989, 1990 e 1991. 18.Há que se considerar, ainda, que sequer havia necessidade do Fisco considerar o prejuízo do ano-base de 1993 para compensar o lucro do referido exercício, pois conforte demons - o documento 1.3, a 130.938*MSR*20/03/03 9 e 1..4a 4% • . MINISTÉRIO DA FAZENDA ;;. P . I? PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/96-41 Acórdão n° :103-21.187 Recorrente havia saldo de prejuízo fiscal suficiente para compensar o lucro apurado naquele ano-base." Portanto, como se vê, a matéria de fundo está delimitada às exigências dos períodos-base de janeiro e abril de 1973, cuja procedência a Recorrente contesta, apresentando documentos que demonstrariam a existência de prejuízos nos anos-base de 1989, 1990 e 1991 a serem compensados e que não foram considerados pela decisão recorrida. Conforme relatado, o auto de infração refere-se a glosa de compensações de prejuízos, efetuada indevidamente na apuração do IRPJ no ano- calendário de 1993. A contribuinte alega que possuía um saldo de prejuízo a compensar maior que o considerado pela decisão recorrida, conforme Lalur, de fls.156/162. Pois bem. Analisando o referido documento constata-se que o saldo de prejuízo a compensar registrado em 31/1211989 é igual ao do demonstrativo da SRF à fl. 29. Todavia, na correção monetária desse prejuízo, efetuada em 31/12/90, a contribuinte incluiu o índice da diferença IPC/BTNF, apurando um valor a maior de Cr$ 17.338.369,93, descumprindo o artigo 40 do Decreto 332 de 1991, que dispõe: Art. 40. Os valores que constituirão adição, exclusão ou compensação a partir do período-base de 1991, registrados na parte "B" do Livro de Apuração do Lucro Real, desde o balanço de 31 de dezembro de 1989, serão corrigidos na forma deste Capítulo, e a diferença de correção será registrada em folha própria do livro, para adição, exclusão ou• compensação na determinação do lucro real, a partir do período-base de 1993. § 1° Tratando-se de prejuízos fiscais, a diferença de correção será compensada em quatro períodos-base, à razão de vinte e cinco por cento ao ano, a partir do período-base de 1993 até o de 1996. § 2° Somente poderá ser deduzida a diferença de correção monetária relativa ao ano de 1990, de prejuízos fiscais apurados até 31 de dezembro de 1989, se a pessoa jurídica tiver lucro real nos períodos-base encerrados de 1990 a 1993 • ficiente, em cada ano, 10130 938*MSR*20/03/03 , . -44 4 , MINISTÉRIO DA FAZENDA .1/4 11 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e. TERCEIRA CÂMARA Processo n° :13362.000115/98-41 Acórdão n° :103-21.187 para a compensação dos valores corrigidos pelo !PC em 1990 e pelo 11./PC nos anos seguintes. (grifei) Ocorre que, nos anos de 1990 a 1992, a contribuinte não apurou lucros suficientes para compensar essa diferença de correção monetária do prejuízo, conforme demonstrado em seu próprio Lalur, portanto, não poderia utilizá-la para reduzir o lucro real em janeiro ou abril de 1993. O correto seria a contribuinte registrar a diferença de correção monetária IPC/BTNF de 1990 em folha própria do Lalur e somente proceder a exclusão em 4 anos, a partir do ano de 1993, se implementada a condição estabelecida no parágrafo 2° do artigo 40 do Decreto 332/1991 supra transcrito, o que não ocorreu. CONCLUSÃO Diante exposto, e de tudo o mais que consta do processo, oriento meu voto no sentido de considerar tempestivo o recurso, e no mérito negar-lhe provimento. É como voto. Sala das Sessões - DF, em 19 de março de 2003 Arn440.sásás.;•- — - JULIO CEZAR DA F .1 URTADO - 130.938*MSR*20/03/03 11 Page 1 _0025700.PDF Page 1 _0025900.PDF Page 1 _0026100.PDF Page 1 _0026300.PDF Page 1 _0026500.PDF Page 1 _0026700.PDF Page 1 _0026900.PDF Page 1 _0027100.PDF Page 1 _0027300.PDF Page 1 _0027500.PDF Page 1
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Numero do processo: 13603.000689/95-41
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: DECADÊNCIA – IRPJ - A Câmara Superior de Recursos Fiscais uniformizou entendimento no sentido de que, até a edição da Lei 8.383/91 o lançamento do imposto de renda de pessoa jurídica era por declaração (Acórdão CSRF 01-02.620/90). Assim, o lançamento só estaria atingido pela decadência se decorridos cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA- Para o período-base de 1989 havia autorização para deduzir a PDD constituída segundo critérios estabelecidos pelo BACEN, e considerando que não restou demonstrado que a provisão não obedeceu a esses critérios, deve ser provido o recurso quanto a este item.
CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO- DIFERENÇA DE CORREÇÃO CREDORA- Se o resultado de correção monetária do balanço com base no Razão Auxiliar em BTN resulta em saldo credor superior apropriado pela empresa em sua escrituração, resta caracterizada omissão de receita de correção monetária de balanço.
AJUSTE CIRCULAR BACEN 1429/89- Uma vez que os ajustes contábeis determinados pela Circular Bacen 142989 ajuste não podem alterar os efeitos tributários decorrentes dos atos dos atos legais e complementares que disciplinam a determinação do lucro real das atividades de arrendamento mercantil, é necessário, para apurar o lucro real, segregar o resultado da correção monetária das contas originárias do ajuste.
REDUÇÃO INDEVIDA DO LUCRO REAL- LUCRO INFLACIONÁRIO DO EXERCÍCIO- A atualização das contraprestações de arrendamento mercantil integra o valor da receita de arrendamento.
Numero da decisão: 101-96.306
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de decadência. Declarou-se impedido de participar do julgamento desta matéria o Conselheiro Valmir Sandri, em face do disposto no art. 15, § 1°, inciso II do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF 147/2007. No mérito,
por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para afastar a glosa despesas com crédito de liquidação duvidosa, item 1 do auto de infração do IRPJ, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Sandra Maria Faroni
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Sessão de : 13 de setembro de 2007 Acórdão n°. : 101-96.306 DECADÊNCIA — IRPJ - A Câmara Superior de Recursos Fiscais uniformizou entendimento no sentido de que, até a edição da Lei 8.383/91 o lançamento do imposto de renda de pessoa jurídica era por declaração (Acórdão CSRF 01- 02.620/90). Assim, o lançamento só estaria atingido pela decadência se decorridos cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA- Para o período-base de 1989 havia autorização para deduzir a PDD constituída segundo critérios estabelecidos pelo BACEN, e considerando que não restou demonstrado que a provisão não obedeceu a esses critérios, deve ser provido o recurso quanto a este item. CORREÇÃO MONETÁRIA DE BALANÇO- DIFERENÇA DE CORREÇÃO CREDORA- Se o resultado de correção monetária do balanço com base no Razão Auxiliar em BTN resulta em saldo credor superior apropriado pela empresa em sua escrituração, resta caracterizada omissão de receita de correção monetária de balanço. AJUSTE CIRCULAR BACEN 1429/89- Uma vez que os ajustes contábeis determinados pela Circular Bacen 142989 ajuste não podem alterar os efeitos tributários decorrentes dos atos dos atos legais e complementares que disciplinam a determinação do lucro real das atividades de arrendamento mercantil, é necessário, para apurar o lucro real, segregar o resultado da correção monetária das contas originárias do ajuste. REDUÇÃO INDEVIDA DO LUCRO REAL- LUCRO INFLACIONÁRIO DO EXERCÍCIO- A atualização das contraprestações de arrendamento mercantil integra o valor da receita de arrendamento.ri • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por BMG Leasing S.A. Arrendamento Mercantil. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar de decadência. Declarou-se impedido de participar do julgamento desta matéria o Conselheiro Valmir Sandri, em face do disposto no art. 15, § 1°, inciso II do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF 147/2007. No mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para afastar a glosa despesas com crédito de liquidação duvidosa, item 1 do auto de infração do IRPJ, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ANT r= IOJOSÉPr AGADESOUZA PRESIDENTE .p SANDRA MARIA FARONI RELATORA FORMALIZADO EM: O miT 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ RICARDO DA SILVA, PAULO ROBERTO CORTEZ, CAIO MARCOS CÂNDIDO e ALEXANDRE ANDRADE LIMA DA FONTE FILHO. Ausente, justificadamente, o Conselheiro JOÃO CARLOS DE LIMA JÚNIOR. 2 • Processo n° 13603.000689195-41 Acórdão n° 101-96.306 Recurso n°. : 119.090 Recorrente : BMG Leasing S.A Arrendamento Mercantil RELATÓRIO Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração pra exigência do IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido do ano-calendário de 1989. Conforme explicitado no Termo de Verificação Fiscal que integra os autos de infração, as irregularidades que deram ensejo às exigências são as seguintes: 1- Diferença, no resultado da correção monetária de balanço, resultante de : a. Diferenças entre o apurado pelo fisco e o apropriado na escrituração do contribuinte, resultando em saldo credor apropriado a menor, relativas aos itens "Bens Arrendados- Portaria 140/84" e "Patrimônio Líquido". b. Diferenças decorrentes do ajuste da Circular BACEN 1429, de 20/01/89, que, conforme ADN 34/87, não podem alterar os efeitos tributários. 2- Glosa de exclusão a maior, na apuração do lucro real, a titulo de rendas a apropriar/superveniências de depreciação, em resultado do ajuste da Circular BACEN 1429. 3- Diferimento a maior do lucro inflacionário do período-base de 1989. 4- Glosa de despesas com a provisão para créditos de liquidação duvidosa. . Em razão dessas irregularidades, as matérias tributáveis identificadas ao final do Termo de Verificação são as seguintes: I. Diferença de saldo credor de correção monetária, apurado com base nos artigos 347 e 348 do RIR/90 : NCz$ 8.980.329,17 (item 2 do AI do IRPJ) II. Segregação dos efeitos da correção monetária das contas originárias do Ajuste Circular Bacen 1.429/89, com base na Lei 6.099/74, Lei 7.132/83, Portarias 564/78 e 140/84 e ADN 34/87 : NCz$ 29422.745,61 (item 3 do AI do IRPJ) III. Glosa de exclusão a maior referente a Rendas de Arrendamento/Superveniências de Depreciação, apurada conforme Circular 3 ... . 1 • • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 Bacen 1.429/89, ADN 34/87 e art. 289 do RIR/80: NCz$1.744.786,57 (item 4 do AI do IRPJ) IV. Glosa de despesas com PDD não comprovada (base legal art. 221 do RIR/80 e IN 176/87: NCz$ 26.352.587,84 (item 1 do AI do IRPJ) V. Lucro Inflacionário: (item do AI 5 do IRPJ) a- (+) diferença para mais no lucro inflacionário de período-base : NCz$ 114.029.888,00 b- (-) diferença para menos no lucro inflacionário realizado: NCz$ 27.808.650,00 A empresa apresentou impugnação tempestiva, alegando, em síntese, o seguinte: A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída de acordo com os ditames da regulamentação baixada pelo Banco Central, que foram recepcionadas pela legislação fiscal, em face da supremacia do BACEN para aquele fim, sendo procedente a dedução das despesas nos moldes em que foi praticada. A diferença que deu azo à alegada contabilização insuficiente de correção monetária decorre, em parte, de divergências apuradas pelo Fisco com base em registros extra-contábeis (Livro Razão Auxiliar em OTN), conflitando com os valores lançados na contabilidade da empresa, e em parte da correção monetária de prejuízo apurado na cisão realizada em 30/03/89, na qual se incluíra, como montante tributável, a soma resultante da correção monetária de dividendos distribuídos antecipadamente, cuja última correção abrange o período de outubro a dezembro de 1989. Diz que o Razão Auxiliar tem natureza acessória, não podendo se sobrepor aos registros contábeis, e assim, eventual incompatibilidade entre ambos não pode ser tomada como vicio insanável, devendo perquirir-se a causa. Assevera que deve prevalecer o registro contábil, e que a correção monetária credora efetivamente registrada montou NCz$271.907.028,00, o que pode ser corroborado por perícia contábil, que deve ser o ponto de partida quanto às dúvidas suscitadas pelo Fisco no que conceme à falta de registro da correção monetária do prejuízo apurado por ocasião da cisão. Sobre a correção monetária dos dividendos distribuídos, diz que o Fisco não considerou um crédito no valor de R$9.167.300,79 que estava compreendido no saldo registrado. Ressalta que a correção monetária dos 4 r • • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 dividendos distribuídos antecipadamente aumenta a carga tributária de forma fictícia, por não se constituir em acréscimo patrimonial. Ao inverso, o pagamento antecipado de dividendos gera decréscimo patrimonial e quando corrigido, gera receita fictícia, pois o montante distribuído será incorporado no lucro por tributar no encerramento do exercício, motivo pelo qual não tem lugar a atualização de tal lucro no próprio exercício. Ainda sobre esse item, argumenta que mesmo que assistisse razão ao fisco, ainda assim seria inadmissível a correção monetária no período-base de 1989 dos elementos componentes do balanço, pois a Lei 7.730/89 revogou o sistema de correção monetária, que foi reinstituído em junho de 1989, pela Lei 7.799/89, somente aplicável a partir do período-base de 1990, pelo princípio da anterioridade. No que concerne ã correção monetária do prejuízo apurado na cisão, diz haver divergência entre a quantia apurada pelo Fisco e a efetivamente incorrida, pois se o total do lucro apurado em 30.06.89 havia sido distribuído antecipadamente, em outubro de 1989, e se tal distribuição passou a ser corrigida monetariamente, tal lucro compreende o prejuízo apurado em 30.03.89, data da cisão. Aduz que tal prejuízo já estaria atualizado no período de março a dezembro de 1989 o que, por conseqüência, determinou a apuração indevida do montante de NCz$ 6.219.427,12 de receita de correção monetária não registrada, quando o montante correto seria NCz$5.241.586,00, considerando-se que o montante de NCz$977.830,00 já se encontra corrigido de outubro a dezembro . Mas, se confirmada a necessidade de contabilização dessa receita de correção monetária, o diferimento deve ser recomposto necessariamente, vez que a empresa já havia diferido o total do lucro inflacionário. Quanto à segregação dos efeitos da correção monetária das contas originárias do Ajuste Circular Bacen 1.429/89, diz que a imputação de falta de adição ao lucro líquido do resultado do ajuste não pode prosperar, pois seguiu as determinações do BACEN, e que a Lei 7.799 não determina expressamente que a correção deva anteceder ao ajuste Diz que a correção antecipada é estabelecida pela COSI F. No que respeita à glosa de exclusão a maior referente a Rendas de Arrendamento/Superveniências de Depreciação, concorda com a glosa efetuada, 5 V.--- .., . .. • Processo n° 13603.000689195-41 Acórdão n° 101-96.306 mas contesta o percentual de juros moratórios, que incluiu a TRD no período de fevereiro a dezembro de 91. Argumenta que só devem ser considerada receitas de arrendamento mercantil aquelas que excederem a recomposição dos valores do contrato, ou seja, os juros remuneratórios do capital investido, porque o saldo credor de correção monetária representa o emprego, pela empresa, de recursos tomados de terceiros e decorre do desequilíbrio entre a atualização desses recursos, computada como variação monetária passiva, e a correção do permanente, no qual foram aplicados os recursos. Observa que o lucro inflacionário só se constitui em ganho tributável quando realizado. Diz que seria absurdo desconsiderar a receita de variação monetária dos contratos mantendo a dedução do saldo credor total da variação passiva contabilizada, pois se estaria tributando ganho não realizado, uma vez que a dedução integral da variação monetária passiva implica considerar antecipadamente realizado o ativo permanente. O titular da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte entendeu parcialmente procedente a ação fiscal, apenas para subtrair do crédito tributário a parcela relativa à TRD no período de 4 de fevereiro a 29 de julho de 1991. Ciente da decisão a interessada apresentou recurso tempestivo, reeditando as razões declinadas na impugnação e propugnando pela decadência. Incluído em pauta na sessão de 17 de outubro de 2000, por proposta do Relator, Conselheiro Sebastião Rodrigues Cabral, o julgamento foi convertido em diligência a fim de que: (a) seja promovida a elaboração de demonstrativo, com utilização de dados constantes dos assentamentos contábeis, no qual fiquem evidenciados os elementos que integraram a base de cálculo da PDD, no período fiscalizado; (b) seja intimada a pessoa jurídica autuada para, querendo, apresentar os elementos que entenda necessários à revelação da causa que deu margem à . diferença apurada sobre "Insuficiência de Receita de Correção Monetária. Cumprida a diligência, encontra-se o processo em condições de ser votado. yÉ o relatório. ../r 6 .'• . • • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 VOTO Conselheira SANDRA MARIA FARONI, Relatora Inicialmente, registro que, não havendo razões especificas relacionadas à exigência da CSLL, a ela se aplica o decidido em relação ao IRPJ. Decadência A recorrente suscita a decadência em relação a fatos geradores ocorridos em 1989. Ressalvado meu entendimento pessoal, de que desde a edição do Decreto-lei n° 1.967/82 o IRPJ é tributo sujeito a lançamento por homologação, a Câmara Superior de Recursos Fiscais uniformizou entendimento no sentido de que, até a edição da Lei 8.383/91 o lançamento do imposto de renda era por declaração (Acórdão CSRF 01-02.620/90). Assim, para o ano-base de 1989, o termo inicial da decadência era o 1° dia de janeiro de 1991, e o lançamento em discussão não está atingido pela decadência. Glosa de despesas PDD O primeiro item do auto de infração do IRPJ (item V do Termo de Verificação) se refere à glosa de despesa com provisão para créditos de liquidação duvidosa não comprovada. No Termo de Verificação Fiscal, a autoridade autuante consignou que o contribuinte não incluiu, no item 42 do Anexo B da Declaração do IRPJ, a Provisão para créditos de Liquidação Duvidosa, no montante de NCz$26.549.836,94, embora tenha apropriado a correspondente despesa. Considerando que o contribuinte, intimado, não demonstrou satisfatoriamente a origem da provisão apurou qual seria a provisão admitida com base no item 2 da IN SRF 176/87 (1% sobre o total dos créditos a receber constantes do balanço a que se refere a provisão) e glosou o excedente. O valor sobre o qual foi aplicado o percentual foi o consignado no item 20 do Anexo B da declaração (saldo dos contratos de arrendamento a receber em 31.12.89). Na ocasião precedente em que o recurso foi submetido à Câmara, ponderou o relator que a questão não se resolve apenas com a indicação do 7 • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 percentual, mas de indicação dos valores que compuseram a base de cálculo da provisão. Por isso, o julgamento foi convertido em diligência a fim de que ficassem evidenciados os elementos que integraram a base de cálculo da PDD. O auditor encarregado da diligência intimou o contribuinte a: (1) elaborar demonstrativo dos créditos de arrendamento mercantil em atraso, dos créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa e dos demais créditos que serviram de base, em 1989, para a constituição da PDD; (2) demonstrar os cálculos das despesas de provisão e detalhar os valores que compoem o total das despesas com a constituição de provisões, conforme lançado no itens 49 e 50 do Quadro 12 da declaração do período de abril a dezembro de 1989 e item 47 do período de janeiro a março; (3) anexar cópia das folhas do livro razão onde se encontrem lançados os respectivos valores, bem como cópia do balancete final levantado pela empresa. Com os documentos e esclarecimentos apresentados, concluiu o diligenciante que o total apropriado como despesas com a PDD correspondeu a 100% dos ajustes no saldo a receber dos arrendamentos em liquidação. O que se tem, neste caso, é que nem o auditor autuante, nem o auditor responsável pela diligência demonstraram que o valor contabilizado como despesa com a constituição da provisão excedeu o permitido pela legislação. E o artigo 9° do Decreto n° 70.235/72 determina que o auto de infração deve estar instruido com todos os demonstrativos e elementos de prova indispensáveis "a comprovação do ilícito. Desde a impugnação, e ainda no recurso, a interessada afirma que provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída de acordo com os ditames da regulamentação baixada pelo Banco Central, que foram recepcionadas pela legislação fiscal, em face da supremacia do BACEN para aquele fim, sendo procedente a dedução das despesas nos moldes em que foi praticada. A decisão de primeira instância ponderou que a preeminência do Banco Central, no caso, fica adstrita ao âmbito da escrituração mercantil, mas não se sobrepõe à legislação tributária. Concluiu o julgador monocrático que, embora a contabilidade da empresa pudesse estar em conformidade com as ordens da autoridade monetária, não cumpria a ela a regulamentação tributária, de sorte que o (dz.. r 8 • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 fisco procedeu acertadamente ao subtrair os excessos resultantes do confronto com o disposto no item 2 da IN SRF 176/87. Está correta a autoridade quando afirma que as normas do Banco Central não têm prevalência sobre a legislação tributária, para fins de determinação da base de cálculo do tributo. Mas esse fato não permite concluir pela procedência da infração apontada. A evolução legislativa permite identificar três fases distintas para dedução das despesas de que se trata. A primeira, até 31/12/94, em que a matéria era tratada nos artigos 60 e 61 da Lei 4.506/64, a segunda, a partir de 01/01/95 e até 31/12/96, quando a legislação de regência passou a ser o art. 43 da Lei 8.981/95 (originada da MP 812/94), com as alterações dos artigos 1° e 2° da Lei 9.065, de 20/06/95, e a terceira, a partir de 01/01/97, quando a matéria foi toda reformulada pelos artigos 9° a 14 da Lei 9.430/96. Inicialmente, a dedutibilidade da provisão para créditos de liquidação duvidosa encontrava seu fundamento nos artigos 60 e 61 da Lei 4.506/64, consolidado nos sucessivos Regulamentos do Imposto de Renda nos artigos 165 e 166 do RIR166, 166 e 167 do RIR/75. 220 e 221 do RIR/80 . Previa a Lei 4.506/64: M. 60- Poderão ser registradas como custo ou despesas operacionais as importâncias destinadas à formação de provisões: para créditos de liquidação duvidosa; Art. 61- A importância dedutível para créditos de liquidação duvidosa será a necessária para tornar a provisão suficiente para absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento dos créditos existentes ao fim de cada exercício. § 1°- O saldo adequado da provisão será fixado periodicamente pela Divisão do Imposto de Renda, a partir de 1° de janeiro de 1965, para vigorar durante o prazo mínimo de um exercício, como percentagem do montante de créditos verificados no fim de cada ano, atendida a diversidade de operações e excluídos os de que trata o § § 2°- Enquanto não forem fixadas as porcentagens previstas no parágrafo anterior, o saldo adequado da provisão será de 3% (três por cento) sobre o montante dos créditos, excluídos os provenientes de vendas com reserva de domínio, ou de operações com garantia real, podendo essa percentagem ser excedida até o máximo da relação observada nos 3 (três) últimos anos, entre os créditos não liquidados e o total de créditos da empresa. § 4°- Além da percentagem acima, a provisão poderá ser acrescida de: a) a diferença entre o montante do crédito e a proposta de liquidação pelo concordatário nos casos de concordata, desde o momento em que essa for requerida; b) até 50% (cinqüenta por cento) dos créditos nos casos de falência, desde\oi momento de sua decretação. 9 • ... . ' • • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 § 5°- Nos casos de falência ou concordata do devedor, não serão admitidos como perdas os créditos que não forem habilitados ou que tiverem sua habilitação denegada. § 6°- Os prejuízos realizados mo recebimento dos créditos serão obrigatoriamente debitados à provisão referida neste artigo? Para os fatos geradores ocorridos em 1989, a legislação de regência era a Lei 4.506/64. Sob a égide dessa lei, havia embasamento legal (§ 1° do art. 61) para que atos fazendários fixassem periodicamente o saldo adequado da provisão. No uso dessa competência, atos específicos do Ministro da Fazenda ( Portarias 450/76, 296/78, 565/78, 630/78, 229/81, 241/81) ou do Secretário da Receita (IN SRF 176/87, 105/90, 46/93) criaram normas especiais para o cálculo da provisão pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Com a revogação das normas previstas nos artigos 60 e 61 da Lei 4.505/64 pelo art. 43 da Lei 8.981/95, tais instituições ficaram sujeitas às mesmas normas previstas para as pessoas jurídicas em geral. É inquestionável que, de acordo com o artigo 4°, inciso XII, da Lei n° 4.595/64, a competência do Conselho Monetário Nacional é a de "expedir normas gerais de contabilidade e estatísticas e serem observadas pelas instituições financeiras" e, portanto, não tem o efeito de garantir a dedutibilidade para efeitos de apuração da base de cálculo do imposto de renda. Todavia, a Secretaria da Receita Federal, no uso de suas atribuições, expediu a Instrução Normativa SRF n° 176/87, cujo item 5 faculta (temporariamente) a dedutibilidade da provisão constituída segundo os critérios estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, e esta autorização foi reiterada pela Instrução Normativa SRF n° 86/88 e n° 105/90. A Instrução Normativa SRF n° 176/87 foi revogada pelo art. 8° da Instrução Normativa SRF n° 46, de 12 de abril de 1993, já que no ano de 1993 estava em vigor o artigo 9° da Lei n° 8.541/9n2. Porém a norma vigorou enquanto não superada pela nova lei. Uma vez que havia autorização para deduzir a PDD constituída segundo critérios estabelecidos pelo BACEN, e considerando que não restou demonstrado (sequer foi alegado) que a provisão não obedeceu a esses critérios, t /77, deve ser provido o recurso quanto a este item. , 10 • • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 Resultado da correção monetária de balanço O segundo item do auto de infração do IRPJ (item II do Termo de Verificação) se refere à insuficiência de receita de correção monetária (NCz$ 8.980.329,17). A fiscalização apurou o resultado de correção monetária do balanço com base no Razão Auxiliar em BTN, obtendo saldo credor de NCz$298.048.011,17, superior em NCz$ 8.980.329,17 ao saldo credor apropriado pela empresa em sua escrituração. A empresa diz ser improcedente a diferença apurada pela fiscalização, alegando que ela decorre de três fatos: (a) as cifras lançadas no Razão em BTN diferem dos valores lançados na escrituração mercantil; (b) não foi computada a correção monetária dos dividendos distribuídos antecipadamente; (c) não foi computada a correção do prejuízo apurado por ocasião do balanço levantado na cisão (30.03.89). Quanto ao primeiro dos fatos apontados pela empresa, a interessada não trouxe a prova da alegada divergência entre os lançamentos no Razão e a escrituração contábil. A fiscalização procedeu corretamente ao apurar a correção monetária do balanço a partir do Livro Razão em BTN. Para demonstrar ao julgador o equívoco da autoridade fiscal, na representação do fato gerador, cabe ao sujeito passivo demonstrar, desde ao inauguração do litígio, mediante apresentação dos documentos que os legitimam, a veracidade dos fatos registrados em sua contabilidade. Se o livro apresenta lançamentos errados, cabe ao contribuinte identificar os erros e demonstrar a divergência com a escrituração. Ao invés de fazê- lo, o contribuinte postulou por perícia. Porém, não compete à fiscalização suprir a deficiência da prova cujo ônus é do contribuinte, mediante perícia. Quando da conversão do julgamento em diligência, foi dada nova oportunidade à Recorrente para desincumbir-se do seu ônus de prova, quando foi ela intimada a, querendo, apresentar elementos que entenda necessários à revelação da causa que deu margem à diferença apurada sobre a "Insuficiência de Receita de Correção Monetária". Todavia, a interessada limitou-se a apresentar os esclarecimentos de fl. 514, ou seja, repetiu as alegações da impugnação e do recurso. Quanto ao procedimento adotado pelo fiscal, corrigindo as contas retificadoras de Patrimônio Líquido, está ele de acordo com,jras de regênci 11 • Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 A recorrente reconhece que as contas retificadoras de PL devem ser corrigidas e geram crédito de correção monetária, mas não admite que isso se dê no momento da antecipação dos dividendos, e não no final do exercício. Não obstante, esse entendimento da recorrente é equivocado, e sequer suporta qualquer discussão, visto que a correção pelo método do Razão auxiliar é de clareza meridiana. As contas passíveis de correção são registradas no Razão auxiliar pelo seu valor (no caso) em BTNF, e na data do Balanço são reconvertidas para moeda. A contrapartida da diferença é na conta transitória de correção monetária, a crédito, se referentes a contas de ativo ou retificadoras de PL, e a débito, se referentes a contas de PL ou retificadoras de PL. O valor dos dividendos antecipados (conta retificadora de PL), lançado no Razão auxiliar quando do pagamento ou crédito dos dividendos pelo seu valor em BTNF, ao ser reconvertido para moeda corrente na data do balanço, tem como contrapartida crédito na conta transitória de correção monetária. Da mesma forma, o prejuízo apurado por ocasião da cisão, transposto para o Razão auxiliar pelo equivalente em BTNF da data do evento, figurando no balanço como conta retificadora de PL, ao ser reconvertido para moeda corrente gerará crédito de correção. Deve ser mantido este item. Postulou a recorrente que, mantida a exigência relativa a esse item, seja recomposto o valor para admitir o diferimento integral do lucro inflacionário não realizado. Todavia, o valor do lucro inflacionário a ser diferido é aquele indicado pelo contribuinte em sua declaração. A jurisprudência deste Conselho é no sentido de ser incabível o diferimento no caso de diferenças apuradas em ação fiscal, a exemplo dos Acórdãos 101-74.181/83, 101-75.814/85, 103-6.783/85, 103-5.362/83. Ajuste Circular Banco Central 1429/89 Os itens 3 e 4 do auto de infração do IRPJ se relacionam com o ajuste contábil determinado pela Circular BACEN 1429, de 20/01/89. Referido ajuste contábil é decorrente do confronto entre o valor presente das contraprestações dos contratos e o valor contábil dos contratos e tem por objetivo que as empresas de arrendamento mercantil apresentem, para efeito de controle do próprio Banco Central, o seu resultado financeiro, de maneira a refletir o valor adequado da carteira de arrendamento. 12 • Processo n° 13603.000689/95-41• Acórdão n° 101-96.306 A norma do BACEN prevê: 5. A escrituração contábil e as demonstrações financeiras ajustam- se com vistas a refletir os resultados das baixas dos bens arrendados. Os ajustes efetuam-se mensalmente, conforme segue: a) calcula-se o valor presente das contraprestações dos contratos, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contato (...); b) apura-se o valor contábil dos contratos pelo somatório das contas abaixo: c) o valor resultante da diferença entre "a" e "b", acima, constitui o ajuste da carteira, em cada mês. 6. O valor do ajuste apurado conforme a letra "c" do item supra registra-se por complemento ou estorno, em DESPESAS DE ARRENDAMENTOS ou RENDAS DE ARRENDAMENTOS - RECURSOS INTERNOS ou outra conta adequada, em contrapartida com INSUFICIÉNCIA DE DEPRECIAÇÕES OU SUPER VENIÊNCIA DE DEPRECIAÇÕES, contas do Imobilizado (Circ. 1429)." Assim, de acordo com o item 6 da norma do BACEN, o ajuste é registrado em conta de resultado, como complemento ou estorno em "Despesas de Arrendamentos Financeiros" ou "Rendas de Arrendamento Financeiros", em contrapartida com as contas "Insuficiência de Depreciação" ou "Superveniência de Depreciação". Referido ajuste contábil é decorrente do confronto entre o valor presente das contraprestações dos contratos e o valor contábil dos contratos, e tem por objetivo que as empresas de arrendamento mercantil apresentem, para efeito de controle do próprio Banco Central, o seu resultado financeiro. Não obstante, tal ajuste não deve alterar os efeitos tributários decorrentes dos atos legais e complementares que disciplinam a determinação do lucro real das atividades de arrendamento mercantil. Para resguardar a neutralidade tributária do ajuste, determina o Ato Declaratório (normativo) n° 34 de 23 de abril de 1987, da Coordenação do Sistema de Tributação da Secretaria da Receita Federal, que o valor é excluído ou adicionado, conforme o caso (Rendas ou Despesas), ao lucro liquido, para determinação do lucro real, como a seguir I - Na determinação do lucro liquido das sociedades de arrendamento mercantil deverão ser observadas as disposições da Lei n° 6.099, de 12 de setembro de 1974, com as alterações introduzidas pela Lei n° 7.132, de 26 de outubro de 1983 e o disciplinado nas Portarias MF nas 376-E, de 28 de setembro de 1976, n° 564, de 3 de novembro de 1978 e 140, de 27 de julho de 1984, permitidos os ajustes determinados pela aplicação do Plano de Contas aprovado pelo Banco Central do Brasil. II - Os ajustes de que trata o item anterior, quando relacionados com fatos administrativos cuja apropriação está disciplinada pelos atos ministeriais referidos, não serão computados na apuração do lucro real e deverão ser segregado 13 . • . • • - Processo n° 13603.000689195-41 Acórdão n° 101-96.306 contabilmente, de forma a permitir seja determinada sua composição e o tratamento tributário a eles dispensados. III — O mencionado procedimento de ajustes não poderá alterar os efeitos tributários decorrentes da aplicação das disposições dos atos legais referidos no item I O item 4 do AI do IRPJ (item III do Termo de Verificação)corresponde a exclusão a maior a titulo de Rendas de Superveniência de Depreciação. O auditor apurou, nos lançamentos contábeis da empresa, os seguintes valores transferidos para Rendas de Arrendamento, em contrapartida à Superveniência de Depreciação: • Insuficiência Depreciação/Prov. Superveniência baixada, 31.12.89 NCz$ 5.511.673,06 • + Correção Monet. Insuf. Deprec./Prov.Superveniência Nez$ 53.710.644,53 • +Saldo Supev Deprec. apurado balanço 31.12.89 NCz$ 128.498.807.31 • Total Rendas Arrendamento/Suoerv.Deprec. NCz$ 187.821.124,90 • Valor excluído LALUR NCz$ 189.821.124.90 • Exclusão indevida a tributar NCz$ 1.744.786,57 Quanto ao item 3 do Auto de Infração do IRPJ (item V do Termo de Verificação), segundo consta do Termo, a exigência decorre de procedimento errado da empresa, que para fins de adição e exclusão, não considerou a correção monetária das contas resultantes do ajuste da Circular Bacen 1.429/89. Esclarece o autuante que, para não alterar os efeitos tributários, o ajuste só deveria afetar o resultado do exercício via saldo apurado e apropriado em cada balanço, sendo necessário, para fins de apurar o lucro real, segregar o resultado da correção monetária das contas originárias do ajuste. Ora, se o procedimentos de ajuste determinados pelo BACEN não podem alterar os efeitos tributários decorrentes dos atos legais, e se a norma do BACEN determina a correção monetária das contas originárias do ajuste, outra não pode ser a conclusão senão a de que os efeitos dessa correção também não podem afetar o lucro real. Deve ser mantido esse item. •Lucro Inflacionário • Finalmente, o item 5 do AI do IRPJ (item IV do Termo de Verificação) corresponde a redução indevida do lucro real a título de lucro inflacionário do exercício. (1.7 14 . - Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 A irregularidade teria ocorrido em razão de a interessada classificar inadequadamente receitas que integram as contraprestações de arrendamento mercantil, alocando no Quadro 10 da DIRPJ apenas o valor nominal das contraprestações, enquadrando como variações monetárias ativas as parcelas correspondentes a sua atualização. Ponderou a interessada que, ainda que o Banco Central prescreva que esses valores sejam contabilizados em conta especifica de rendas de arrendamento, a atualização monetária das contraprestações nada mais é que variação monetária ativa, e que o procedimento adotado pela fiscalização implica violação da essência do conceito de lucro inflacionário. Aduz que o art. 289 do RIR/80 determina que as operações de arrendamento mercantil reger-se-ão pelas disposições da Lei 6.099/94, devendo ser observadas as normas de correção monetária e de apuração de resultado fixadas pelo Ministro da Fazenda. Diz que a Portaria 564/78 exige a classificação como variação monetária, e que essa norma não foi alterada palas Portarias 14/84 e 133/88. A decisão recorrida, dentre outros argumentos, pondera que, no aspecto contábil, a variação monetária corresponde a conta patrimonial, visto que deve retratar um direito ou uma obrigação, e que conta de resultado, seja receita, seja despesa, enquanto tal, não produz variação monetária, já que, uma vez reconhecida, se está incorrendo em receita ou despesa. Com razão a decisão recorrida. O argumento da Recorrente, de que a Portaria 564/78 exige a classificação como variação monetária, não é suficiente para autorizar o reconhecimento, como receita de arrendamento, apenas do valor original da contraprestação. A Portaria 564/78 determinou que: a) No mês no inicio do contrato será registrado em conta de ativo circulante ou realizável a longo prazo, conforme o caso, o recebimento de arrendamento (soma de todas as contraprestações a que contratualmente se obrigou a arrendatária, excetuadas as receitas provenientes de comissões de agenciamento ou negociações e as provenientes de taxas de compromisso), em contrapartida de : (i) conta de ativo imobilizado retificadora da conta representativa do custo de aquisição, pelo valor a recuperar (custo de aquisição x taxa mensal de depreciação x número de meses do 15 . . ' • • - Processo n° 13603.000689/95-41 Acórdão n° 101-96.306 arrendamento); (ii) conta de resultados de períodos futuros, pela receita de arrendamento (diferença entre o recebimento de arrendamento e o valor a recuperar). b) A receita de arrendamento será reconhecida nos períodos de vigência do contrato, independentemente do recebimento de contraprestação. de acordo com a fórmula estabelecida na Portaria. c) No arrendamento contratado com cláusula de correção monetária ou cambial, a contrapartida da correção do saldo do arrendamento será computada : (1) a crédito de conta de resultado de exercícios futuros, pela correção do saldo da receita de arrendamento; (ii) no resultado do período, como variação monetária, pela diferença. O reconhecimento da correção monetária de que trata o item (i) será feito simultaneamente com o reconhecimento das parcelas de receitas de arrendamento a que correspondam. Assim, o valor a ser reconhecido como variação monetária corresponde à diferença entre o valor creditado a resultado de exercícios futuros (correção monetária do saldo devedor) e a receita de arrendamento reconhecida no mês. E a fórmula estabelecida na Portaria Ministerial para determinar a receita de arrendamento a ser reconhecida a cada mês (P io leva em conta a parcela de recebimento que naquele mês deve ser paga pelo arrendatário (RA k) , o que implica que a parcela a ser apropriada a cada mês não corresponde ao valor original, mas sim ao valor da contraprestação já afetado pela correção monetária. Pelas razões expostas, rejeito a preliminar de decadência e dou provimento parcial ao recurso para excluir da matéria tributável a parcela correspondente à glosa da PDD. Sala das Sessões, DF, em 13 de setembro de 2007 c) SANDRA MARIA FARONI 16 Page 1 _0021100.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021500.PDF Page 1 _0021600.PDF Page 1 _0021700.PDF Page 1 _0021800.PDF Page 1 _0021900.PDF Page 1 _0022000.PDF Page 1 _0022100.PDF Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1
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