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Numero do processo: 10283.001294/93-67
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 1996
Ementa: IPI - PRODUTO ISENTO - Emissão de notas fiscais sem que delas conste a data de saída dos produtos do estabelecimento, importa em considerá-las inidôneas, sujeitando-se o estabelecimento emitente à multa prevista no art. 364 do RIPI/82. Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 203-02634
Nome do relator: TIBERANY FERRAZ DOS SANTOS
1.0 = *:*
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-30T10:24:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-30T10:24:31Z; Last-Modified: 2010-01-30T10:24:31Z; dcterms:modified: 2010-01-30T10:24:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-30T10:24:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-30T10:24:31Z; meta:save-date: 2010-01-30T10:24:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-30T10:24:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-30T10:24:31Z; created: 2010-01-30T10:24:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-01-30T10:24:31Z; pdf:charsPerPage: 1087; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-30T10:24:31Z | Conteúdo => 2.0 PUBLICADO NO D. O. U. Q3 / I991- MINISTÉRIO DA FAZENDA ce I Rubriça SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10283.001294/93-67 Sessão 24 de abril de 1996 Acórdão : 203-02.634 Recurso : 98.010 Recorrente : MARCOS MARCELINO DA AMAZÔNIA S/A Recorrida : IRF/ALF/Porto de Manaus - MA DPI - PRODUTO ISENTO - Emissão de notas fiscais sem que delas conste a data de salda dos produtos do estabelecimento, importa em considerá-las iniclôneas, sujeitando-se o estabelecimento emitente à multa prevista no art. 364 do RIPI182. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: MARCOS MARCELINO DA AMAZÔNIA S/A ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 24 de abril de 1996 Afanasie residente ---4 • n • \ — ÃnSr Ferraz n 6" Santos - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mauro Wasilewski, Celso Ângelo Lisboa Gallucci, Ricardo Leite Rodrigues, Sebastião Borges Taquary e Henrique Pinheiro Torres (Suplente). FCLB/ 1 , MINISTÉRIO DA FAZENDA 'NÓS> SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 472ar Processo : 10283.001294/93-67 Acórdão : 203-02.634 Recurso : 98.010 Recorrente : MARCOS MARCELINO DA AMAZÔNIA S/A RELATÓRIO Consta da denúncia fiscal de fls. 01, verso, ter o auditor "... constatado que as Notas Fiscais que acobertavam o embarque de aparelhos telefac-similes "Qualifax 7240", foram emitidos de forma irregular, em desacordo com a exigência prevista no inciso VII do artigo 242 do Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto n° 87981 D.O.U. 30/12/82. Tal inobservância é reputado como sem valor de acordo com o artigo 252, inciso I do supra citado Regulamento, sujeitando-se ao recolhimento de multa de 100% do valor do imposto, equivalente a 584204 UFIR (Unidade Fiscal de Referencia) conforme demonstrativo abaixo e legislação em vigor." Demonstra o crédito fiscal a seguir. Traz como fundamentação legal do procedimento o art. 10 do Decreto n° 70.235/72, arts. 242-VII; 252-1; 364, § 1° e 385-1, todos do RIPI182, combinados com os termos do Decreto n°624/92 e Lei n°8.383/91, esta nos seus artigos 53, VII, § 2°, 54, § 2° e 59. Às fls. 02 a 26 estão juntadas as notas fiscais objeto do procedimento, autenticada pelo agente fiscal, constando como destinatária Xerox do Brasil S.A. - Rio de janeiro. Impugnando o feito, sobreveio a Decisão monocratica de fls. 72/75, cujo Relatório adoto e lei em sessão, na qual a digna autoridade julgadora decidiu pela procedência do lançamento, assim ementando sua decisão: "04.00.00.00 - IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. 04.50.01.01 - MULTA. EMENTA: Emissão de Nota-Fiscal sem que nela conste a data da efetiva saída dos produtos. Quando o produto nela descrito for isento do tributo, essa omissão importa na aplicação da multa prevista no art. 364, II, do R1131182, "ex vi" do disposto no § 1°, inciso I, desse mesmo artigo. AÇÃO FISCAL PROCEDENTE" 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA 7f4ter,;, et-•,mer.. SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10283.001294/93-67 Acórdão : 203-02.634 Inconformada, interpôs Recurso Voluntário de fls. 83/89, em cuja peça argüi preliminares: a) desatendeu o julgador singular ao art. 31 e 59 - II do Decreto n° 70.235/72, omitindo-se na apreciação da prova processual e na fundamentação legal de sua decisão; b) indeferiu prova pericial; c) que a decisão foi lavrada por autoridade incompetente. No mérito repisou os termos da Impugnação e ao final pleiteando a anulação do lançamento questionado. É o relatório. 3 O MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES _ Processo : 10283.001294/93-67 Acórdão : 203-02.634 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR T1BERANY FERRAZ DOS SANTOS Recurso em prazo e em condições de admissibilidade, dele conheço, pois. As preliminares argüidas não podem prosperar. Com efeito, a decisão recorrida está tecnicamente perfeita, contendo todos os requisitos previstos no art. 31 do Decreto n° 70.235/72, a tanto, bastando verifica-Ia às fls. 72/75, contendo relatório resumido do processo (fls. 72), por sinal adotado neste acórdão, fundamentos legais (fls. 73/74), conclusão e ordem de intimação (fls. 74/75); irreparável pois, neste particular a decisão prolatada, não vejo omissão ou obscuridade em seu conteúdo; quanto à segunda preliminar, entendo que agiu acertadamente o julgador ao declarar a desnecessidade da realização de perícia ou diligência, mesmo porque, diante da natureza de acusação, os fatos que eles deram origem estão documentalmente demonstrados à vista das notas fiscais de fls. 02/26, daí o porquê da desnecessidade da dilação probatória; ao final, improcede também a terceira preliminar argüida, tendo-se presente que a autoridade prolatora da decisão de fls. 72/ 75 era competente a tanto, competência esta somente extinta com o advento da lei n° 8.748, de 09.12.93, à qual foi atribuída exclusivamente aos Delegados Titulares de Delegacias Especializadas de Julgamento; logo, não havendo nulidades a ser suprida na decisão combatida, repilo as preliminares argüidas. Meritoriamente melhor sorte não assiste à recorrente. A matéria em debate não é nova neste Colegiado, por isso já mereceu julgamento anteriores, acolhendo decisões singulares ao improver os recursos apresentados. Com efeito, nessa linha peço vênia para aqui transcrever trecho do Voto proferido pelo D. Conselheiro Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Voto este condutor do V. Acórdão n°202-07.155, de 19.10.94, in verbis: "No mérito, uma vez que a Recorrente reconhece a inexistência da data de saída dos produtos nas Notas Fiscais em apreço, o que caracteriza infração ao disposto no inciso VII do art. 242 do RIP1/82, de nada lhe socorre a alegada ocorrência de lapso cometido pelo responsável pela emissão das Notas Fiscais, dado o princípio da responsabilidade objetiva no que concerne às infrações de natureza tributária (CTN, art. 136). Dai a procedência da aplicação da penalidade estabelecida no inciso II do art. 364, nos termos do § 1 0, inciso I, deste mesmo artigo do R1P1182, 4 Y;Mv MINISTÉRIO DA FAZENDA 4kSrern: SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10283.001294/93-67 Acórdão : 203-02.634 considerando a condição de fabricante de produtos isentos da Recorrente, por ter tido seu projeto industrial aprovado pela SUF'RAMA." No mesmo sentido o entendimento esposado pelo ilustre Conselheiro Oswaldo Tancredo de Oliveira, lançado no V. Acórdão n°202-07.779, de 24.05.95, a saber: "O presente litígio decorre de uma infração, objetivamente caracterizada de comprovada, na emissão de uma nota fiscal, pela falta de indicação da data da saída da mercadoria, conforme se vê da referida nota fiscal acostada aos autos. Quer o autuante, mas especialmente a decisão recorrida, em longo arrazoado e considerações, passar em revista os dispositivos do RIPI em que se enquadra dita infração, com transcrição dos referidos textos. A partir do inciso VII, do art. 241, do RIPI182, que prevê expressamente a referida obrigação, descumprida pela recorrente, e daí às suas conseqüências: a inidoneidade do documento fiscal assim emitido, a sua prova somente em favor do Fisco e, por fim, a penalidade prevista para a hipótese, expressamente no art. 364, § 1°, I e § 2° do RIPI182, que é a multa igual ao valor do imposto" como se devido fosse. E, nesse caso, há que se eleger a base de cálculo, que é o valor da operação, de cujo valor, nos termos do art. 15 da Lei 7.798, de 1989, não podem ser excluídos os descontos. Portanto, agiu a fiscalização, com confirmação da decisão recorrida, nos precisos termos da lei aplicável à espécie. Quanto ao rigor da justiça ou injustiça de que se reveste a penalidade aplicável à hipótese, repita-se que estando a matéria expressamente prevista em lei, não compete ao julgador administrativo apreciá-lo sob aquele aspecto, em prejuízo do texto legal. Diga-se, por fim, que sobre essa mesmíssima matéria, reiterados têm sido os pronunciamentos desta Câmara, no sentido de acolher as decisões singulares, como é o caso dos autos." Destarde, o caso é típico de infração formal, cujos resultados independem de intenção do agente mesmo porque nela está por si só contido o ilícito fiscal; é a responsabilidade objetiva estampada no art. 136 do Código Tributário Nacional - CTN. Por outro lado e como afirma a recorrente, o seu procedimento consistiu na prática de infração de obrigação acessória; todavia, não há negar que a infração em apreço está literalmente tipificada no art. 80, § 1°, inciso I, da Lei n° 4.502/64; ademais, a imposição da 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA tgfer% SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10283.001294/93-67 Acórdão : 203-02.634 penalidade, tal como posta no caso, não caracteriza fraude ou sonegação, aspectos estes, aliás, não versados nos autos. Enfim, a tipificação da infração está perfeitamente definida no RIPI/82, destarte, afastando-se por isso mesmo o principio contido no artigo 112 do CTN, mesmo porque inocorreram as hipóteses descritas no seus incisos, que ensejasse a aplicação do beneficio. A multa cominada está em conformidade com a descrição do art. 364, § 1°, Incisos I e II do RIPI/82. Por estas razões, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 24 de abril de 1996 ..„4.ANy _ Á TIB FE " 11),:` les e S 6
score : 1.0
Numero do processo: 10580.006502/90-62
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 09 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Thu Jul 09 00:00:00 UTC 1992
Ementa: PRAZOS - REVELIA - A instauração da fase litigiosa do procedimento dá-se com a impugnação da exigência (art. 14 do Decreto nº 70.235/72), apresentada no prazo legal (art. 15). Não observado o preceito, não se toma conhecimento do recurso, por falta de objeto.
Numero da decisão: 202-05184
Nome do relator: Hélvio Escovedo Barcellos
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Recorrida DRF EM SALVADOR - BA PRAZOS - REVELIA - A instauração da fase litigiosa do procedimento dá-se com a impugnação da exigência. (art. 14 do Decreto nc 70.235/72), apresentada no prazo legal (art. 15). Não observado o preceito, não se toma conhecimento do recurso, por falta de objeto. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS SALVADOR LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Cãmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em não conhecer do recurso por falta de objeto. Vencidos os Conselheiros OSCAR LUIS DE MORAIS e ACÁCIA DE LOURDES RODRIGUES. Ausente o Conse- lheiro SEBASTIÃO BORGES TAQUARY. Sala das Se sae , em 09 d- ulho de 1992. • HELVIO CeVAsop III. • esidente e Relator Vr e aos2 CA • L05\ 2 AL E PA LEMOS - Procurador-Represen tante da Fazenda cional VISTA EM SESSÃO DE 2 e AGO 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ELIO ROTHE, ROSALVO VITAL GONZAGA SANTOS (Su p lente) e SARAH LA 2365 ',,frk mwf MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - Processo Ng 10580-006.502/90-62 Recurso NP: 87.085 Accrdão 1,12: 202-5.184 Recorrente: DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS SALVADOR LTDA. RELATÓRIO Contra a firma acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03, onde se exige o pagamento da contribuição ao PIS/FATURAMENTO, relativa à receita omitida no período de 1985 a 1988, apurada em fiscalização do IRPJ. Devidamente cientificada, por via postal, em 05.10.90, a Autuada ingressou, em 16.11.90, com a impugnação de fls. 19, on de, insurgindo-se apenas contra a cobrança do FINSOCIAL, alega, ba sicamente, que a aplicação da penalidade envolve época anterior à data da norma legal. Acrescenta ainda, não poder ser-lhe imposta culpa por falta de recolhimento ou diferença de imposto ocorrida há muitos anos. A fls. 27/29, a autoridade de primeira instancia com base no decidido no processo relativo ao IRPJ, julgou procedente a ação fiscal. Inconformada, a empresa apresentou a este Conselho o recurso de fls. 37/39, no qual solicita o sobrestamento do presen- te feito ate o julgamento final do processo relativo ao IRPJ (Pro- cesso nç 10580-006.508/90-49). Y313 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Processo nQ 10580-006.502/90-62 Acórdão nQ 202-5.184 VOTO DO CONSELHEIRO -RELATOR HELVIO ESCOVEDO BARCELLOS Como se observa do aviso de recebimento de fls. 18, a ora Recorrente tomou ciência do Auto de Infração em 05.10.90 e somente em 16.11.90 apresentou ã repartição preparadora a Impugna ção de fls. 19; fora, portanto, do prazo legal que vencia em 06.11.90. Acrescente-se ainda que, além da inexistência de qual quer despacho concedendo dilatação do prazo para a entrega da im pugnação, conforme previsto no art. 6Q, inciso I, do Decreto nQ 70.235/72, o expediente de fls. 20 comprova sua intempestividade. Dispõe o Decreto nv 70.235/72, em seus artigos 14 e 15, respectivamente: "art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e ins truída com os documentos em que se fundamentar, sera apresentada ao orgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigencia. (os grilos não são do original). Assim, tendo em vista a não instauração da fase liti- giosa do processo; tendo em vista que falece competência à autori dade singular para reabertura do prazo para impugnação, fora das hipóteses previstas no art. 20 do citado Decreto nQ 70.235/72, en tendo nula a decisão de fls. 27/29, não havendo, portanto, mate ria a ser apreciada por este Colegiado. Diante do exposto, voto no sentido de não tomar conhe cimento do recurso apresentado, por falta de objeto, restando autoridade de primeira instância a adoção das providências previs tas no art. 21 do jã mencionado Decreto nQ 70.235/72. -.. 0a SERVICO PUBLICO FEDERAL Processo /IQ 10580-006.502/90-62 Acórdão nQ 202-5.184 Sala das Sessões, emO' de julho de 1992. / SE„2-0 il0 E O EDO BA',
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Numero do processo: 10166.001473/2003-46
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 03 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Jun 03 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF
Data do fato gerador: 04/08/1999, 11/08/1999
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL.
Para o procedimento fiscal realizado é dispensada a emissão de MPF pelo art. 11 da Portaria SRF nº 3.007/2001.
INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS.
O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Súmula nº 2, do Segundo Conselho de Contribuintes.
RECURSO VOLUNTÁRIO. PROVAS.
Não apresentadas provas contrárias àquelas trazidas ao processo pela autoridade julgadora a quo, consistentes na expressa manifestação de vontade do contribuinte vedando o débito da contribuição em conta corrente, restam sem fundamento as alegações de recurso.
MULTA DE OFÍCIO.
São devidos os consectários legais decorrentes do lançamento de ofício, nos termos do art. 44, I, da Lei nº 9.430/1996.
JUROS DE MORA.
É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia - Selic para títulos federais. Súmula nº 3 do Segundo Conselho de Contribuintes.
Recurso negado.
Numero da decisão: 202-19042
Matéria: CPMF - ação fiscal- (insuf. na puração e recolhimento)
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa
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MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA MF — SEGUNDO CONSELHO DE CON1MBUINTES Processo n0 10166.001473/2003-46 CONFERE COM O ORIGINAL Or Recurso n° 150.587 Voluntário •vana Cláudia Silva Castro Matéria CPMF Mat. Sia .e 92136 MF-Sogundo Conselho de ContribuintesAcórdão n° 202-19.042 Pubticndo no Diário Oficia! da " • Sessão de 03 de junho de 2008 Rubrica Recorrente FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL Recorrida DRJ em Brasília - DF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF Data do fato gerador: 04/08/1999, 11/08/1999 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. Para o procedimento fiscal realizado é dispensada a emissão de MPF pelo art. 11 da Portaria SRF n 2 3.007/2001. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS. O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Súmula n2 2, do Segundo Conselho de Contribuintes. RECURSO VOLUNTÁRIO. PROVAS. Não apresentadas provas contrárias àquelas trazidas ao processo pela autoridade julgadora a quo, consistentes na expressa manifestação de vontade do contribuinte vedando o débito da contribuição em conta corrente, restam sem fundamento as • alegações de recurso. MULTA DE OFÍCIO. São devidos os consectários legais decorrentes do lançamento de oficio, nos termos do art. 44, I, da Lei n 2 9.430/1996. JUROS DE MORA. E cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para, com _ a .União,_ decorrentes de_ tributos_ e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com base na , taxa • referencial do Sistema Especial de Liqüidação e Custódia - Selic • para títulos federais. Súmula n2 3 do Segundo Conselho de Contribuintes.. Recurso negado. o . — . , . , • Processo n° 10166.001473/200346 ME - SEGUICO CONSELHO DE COA Acórdão n.° 202-19.042 CONFERE COMO ORIGINAL CCO2/CO2 ' ' 1B rasiiia, Or r O Fls. 280 Ivana Cláudia Silva Castro Mat. Sia 92136 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os membros da segunda câmara do segundo conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Fez sustentação oral o Dr.Alberto Limoeiro, OABJDF n 2: 21:718, advogado da recorrente. ANT6N /4011/.4.4jt," I CARLOS ATULIM • Presidente (5/ ait/ta CRISTINA ROZqt.7A COSTA +elatOra Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gustavo Kelly Alencar, Nadja Rodrigues Romero, Domingos de Sá Filho, Antonio Zomer, Antônio Lisboa • Cardoso e Maria Teresa Martinez Lépez. • • „ 2 : _ 4 • -At-44g44rirw~i--...n••,,. - , • ; . • - • Processo n° 10166.001473/200346 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.042 CONCE-110—Cfl CONTiciBUWES Fls. 281 CONFERE COM O ORIGINAL 022 / or lvana Cláudia Silva Castro Mat. Sia_pe 92136 Relatório Trata-se de recurso .voluntário apresentado contra decisão proferida pela 22 Turma de Julgamento da DRJ . em Brasília - DF. Informa o relatório da decisão recorrida a lavratura de auto de infração relativo à CPMF, dos fatos geradores ocorridos em 04 e 11 de agosto de 1999. Na descrição dos fatos consta que, em face de medida judicial, a CPMF devida, em função de débitos efetuados em conta da contribuinte, deixou de ser retida na fonte pelas instituições financeiras citadas à fl. 06. Ocorre que esta medida judicial foi revogada posteriormente, tendo sido a contribuinte convidada a recolher a contribuição. Entretanto, como se constata nos autos, não houve o pagamento, ensejando a lavratura do citado auto de infração, em cumprimento ao disposto na Medida Provisória n2 2.113-30/2001. Cientificada do lançamento, foi apresentada a impugnação, na qual os argumentos, em síntese, foram, em preliminar: (i) nulidade em razão da ausência de MPF; (ii) não encerrou conta, não desautorizou o recolhimento nem tampouco possuía fundos • insuficientes; (iii) ilegitimidade passiva, uma vez que a responsabilidade é da instituição financeira. No mérito, alegou: (i) vícios formal e material da Emenda Constitucional n2 21/99, com ofensa aos princípios constitucionais da segurança jurídica, princípio federativo (sic) e da capacidade contributiva; (ii) descabimento da multa de oficio e dos juros de mora por se tratar de ação coletiva. As penalidades ofendem o princípio da razoabilidade. Ilegalidade e inconstitucionalidade da taxa selic como juros de mora; (iii) não abstenção de julgar sob alegação de incompetência para apreciar ilegalidade ou inconstitucionalidade. Requer a aplicação das normas subsumidas aos princípios constitucionais. O julgamento, naquela instância, foi convertido em diligência à unidade administrativa de origem para informar qual ação judicial amparou a não retenção da CPMF identificada no auto de infração; anexar os documentos que comprovem qual o fato que • motivou a não retenção da contribuição. Em razão da diligência, foram anexados documentos e a informação fiscal de fls. 229/231, na qual consta contra-informação das alegações da impugnante, no sentido de, em • três das quatro instituições financeiras identificadas, existir expressa oposição da empresa à • retenção do tributo. E na quarta instituição financeira, a mesma não soube informar o motivo da não retenção por se tratar-de ocorrência havida em banco que incorporou. Cientificada do resultado dá diligência, a contribuinte não se manifestou. Apreciando as alegações de defesa e o resultado da diligência demandada, a Turma Julgadora proferiu decisão conforme ementa a seguir reproduzida: CÁ1" 3 1\? ,, =.` " - SC: 1,INZ; CONSUMO DE comisugçrEs GQ;VFg4 COMO ORIGNAL Processo n° 10166.001473/2003-46 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.042 Bra Ma- / 01 or Fls. 282 lvana Clitudia Silvá Castro Mat. Sia • e 92136 "Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira — CPMF - Ano-calendário: 1999 • CPMF. RESPONSABILIDADE SUPLETIVA. Comprovado que o contribuinte deu causa à falta de retenção da CPMF, a legitimidade ad causam é do contribuinte (cliente) em face da responsabilidade supletiva. JUROS À TAXA SELIC E EMENDA CONSTITUCIONAL 21/99. ARGUMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE. INCOMPETÊNCIA. É o administrador um mero executor de leis não lhe cabendo questionar a legalidade ou constitucionalidade do comando legal. A • análise de teses contra a constitucionalidade ou legalidade de normas é privativa do Poder Judiciário. JUROS DE MORA. NATUREZA COMPENSATÓRIA. • Os juros de mora incidem, sempre, seja nos pagamentos espontâneos após o prazo de vencimento da exação fiscal, seja nos lançamentos de oficio. A justificativa legal, para tanto, decorre do fato dos juros de mora não terem natureza de penalidade , mas sim natureza compensatória; sendo remuneração do capital da Fazenda Pública em posse do contribuinte moroso. MULTA DE OFÍCIO. FALTA DE RECOLHIMENTO DE TRIBUTO. Comprovado nos autos que o contribuinte deu causa à falta de recolhimento da CPMF, é devida a exigência de multa de oficio. Lançamento Procedente em Parte". O provimento parcial foi para excluir a exigência relativa à quarta instituição financeira acima citada, uma vez que restou comprovada a improcedência da informação prestada à Secretaria da Receita Federal, pela apresentação de retenção do valor apontado na declaração encaminhada à SRF. Cientificada da decisão em 30/10/2007, a empresa apresentou, em 28/11/2007, recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes com as mesmas alegações postas na impugnação, reforçando-a com transcrição de doutrina e jurisprudência. Alfim requer seja reconhecida a improcedência do auto de infração lavrado, quer pela preliminar, quer pelo mérito, cancelando-se o lançamento tributário e a conseqüente reforma da decisão recorrida: É o Relatório. (111 • • 4 :": , , • • ,• Processo n° 10166.001473/2003-46 CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.042 , Fls. 283 gGUIV,0 C0N3ELHO DE CONTRii3UWE:5 CONNRA COM O ORIGINAL BragMa; .,(227-j O, O( . Ivana Cláudia Silva Castro o., lat. Sia e 92136 Voto Conselheira MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA, Relatora , , O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições necessárias para sua admissibilidade e conhecimento. As alegações da recorrente são exatamente as mesmas apresentadas em sede de impugnação. . A autoridade administrativa enfrentou a matéria exaustiva e definitivamente, • com respaldo em normas legais e documentos acostados aos autos. A recorrente não se reportou a nenhum dos pontos abordados, analisados e comprovados pela decisão recorrida. Limitou-se a reproduzir as mesmas alegações. • Quanto à apreciação de inconstitucionalidade e ilegalidade por este Colegiado, deve ser abordado o fato de este Conselho de Contribuintes haver editado a Súmula n 2 2, relativa à apreciação de inconstitucionalidade, como a seguir reproduzido: - • "Súmula n° 2 — O segundo Conselho de Contribuintes não é • competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária." Quanto às demais matérias, nada há a acrescentar ao voto proferido pela turma julgadora a quo. Como dito, a análise dos argumentos se deu à luz da legislação e de documentos, dos quais a recorrente fez tábula rasa, para insistir em alegações sem fundamento legal ou sem contra-prova documental. A cada um dos argumentos, a decisão recorrida demonstrou: 1. MPF — o tipo de fiscalização realizada dispensa a emissão de MPF — art. 11 da Portaria SRF n2 3.007/2001 (fls.240/241); 2. falta de manifestação contrária à retenção — em três das quatro instituições financeiras que deram ensejo à autuação ficou comprovada, por diligência, a manifestação expressa da recorrente para não realização da retenção. Na quarta instituição, demonstrado o engano na informação prestada à SRF, a decisão recorrida afastou a exigência (fls. 85 a 89, 97 e 98, 115, 208, 209, 241/242); 3. multa de mora e juros de mora — comprovada a responsabilidade direta da recorrente na não efetivação da retenção, são devidos os consectários legais • decorrentes da atividade fiscal, conforme art. 161 do CTN e art. 44, inciso I, da Lei n2 9.430/96 (fls. 244/245). 0)(2. MF SEGUtogr,NO ECROENctrécim 0ELP,0 oGINlItALnir,;,i3UãirES4 Processo n° 10166.001473./2003-46 c CCO2/CO2 Acórdão n.° 202-19.042 - Brasilla • lvana --1-211audia—S°Il lvra Cia"— Fls. 284 steo Mat. Sia e 92136 , Quanto aos juros de mora com bases na taxa Selic, este Conselho de Contribuintes editou a Sumula n 2 3 confirmando a correção legal de sua aplicação. Por todo o exposto; voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 03 de junho de 2008. IA CRISTINA ROZ tiDA COSTA • • 6 _ Page 1 _0025400.PDF Page 1 _0025500.PDF Page 1 _0025600.PDF Page 1 _0025700.PDF Page 1 _0025800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10380.005148/2002-37
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 1997
Ementa: MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Exclui-se integralmente a multa de ofício lançada, pela aplicação retroativa do art. 44 da Lei nº 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo art. 18 da Medida Provisória nº 303, de 29 de junho de 2006, com fundamento no art. 106, II, “c”, do CTN.
Recurso provido.
Numero da decisão: 202-17.346
Decisão: ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Os Conselheiros Kelly Alencar, Mirian de Fátima Lavocat de Queiroz e Maria Teresa Martínez votou pela conclusão, por entenderem que a denúncia espontânea exclui a multa de mora
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: Antonio Carlos Atulim
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-05T13:00:00Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-05T13:00:00Z; Last-Modified: 2009-08-05T13:00:00Z; dcterms:modified: 2009-08-05T13:00:00Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-05T13:00:00Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-05T13:00:00Z; meta:save-date: 2009-08-05T13:00:00Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-05T13:00:00Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-05T13:00:00Z; created: 2009-08-05T13:00:00Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-05T13:00:00Z; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-05T13:00:00Z | Conteúdo => , • -# • Fls. I MINISTÉRIO DA FAZENDA n SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .'i.41•‘*" •SCSaty SEGUNDA CÂMARA- Processo n° 10380.005148/2002-37 Recurso n° 129.018 Voluntário de Matéria Multa isolada MF-SegundoConselohociCío jaSibuintesn PulatonoW_i U i Acórdão n° 202-17.346 de Rubrica 4111.". Sessão de 20 de setembro de 2006 E#'12-14 5Adt, o0 P • 0_, Recorrente - Indústria Brasileira de Artefatos Plásticos S/A - IBAP noo - - Recorrida DRJ em Recife - PE • Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - FPI Ano-calendário: 1997 Ementa: MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUiNTES CANCELAMENTO. RETROATIVIDADE BE- CONFEP.E COM O ORIGINAL NIGNA. Brasiiia. O.! O Exclui-se integralmente a multa de ofício lançada, pela aplicação retroativa do art. 44 da Lei n2. lvana Cláudia Silva Castro Mat. Sinre x2136 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo art. 18 da4. Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006, • com fundamento no art. 106, II, "c", do CTN. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Os Conselheiros . Kelly Alencar, Mirian de Fátima Lavocat de Queiroz e Maria Teresa Martíne :pez vo am pela conclusão, por entenderem que a denúncia espontânea exclui a m ha de mora. A •N •CARLOS A ULIM Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Nadja Rodrigues Romero e Antonio Zomer. Ausente ocasionalmente o Conselheiro Ivan Allegretti (Suplente). ME • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIGUINTES Processo n.° 10380.005148/2002-37 CONFERE COM O ORIGINAL Acórdão n.° 202-17.346 O t. Fls. 2•Brasilia. Dl I O 41 Ivana Cláudia Silva Castro Mut Siupt: 92136 Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado para exigência isolada de multa de ofício, com fundamento no art. 44, § 1 2, II, da Lei n2 9.430/96. O lançamento decorreu do pagamento do tributo após o prazo de vencimento, sem o acréscimo da multa de mora. A decisão de primeira instância manteve a exigência, posto que o lançamento foi perfeitamente enquadrado nas disposições legais constantes do art. 44 da Lei n 9.430/96. No recurso voluntário, devidamente instruído com o arrolamento de bens, a empresa reedita seus argumentos de defesa, pugnando pela reforma da decisão recorrida, com o conseqüente cancelamento do auto de infração. É o Relatório. • • ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIE3UiNTES Processo n.° 10380.005148/2002-37 CONFERE COMO ORIGINAL Acórdão n.°202-17.346 Fl 3 Brasília. __I 4 I p1-' s. lvana Cláudia Silva Castro Siape 92136 Voto Conselheiro ANTONIO CARLOS ATULIM, Relator O recurso é tempestivo e cumpre os requisitos legais para ser admitido, pelo que dele conheço. A exigência fiscal está fundamentada no art. 44 da Lei ri 2 9.430/96, cuja redação vigente à época do lançamento assim dispunha, verbis: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de • declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; § 1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: I - juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; II - isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; ". • Ocorre que o art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006, deu nova redação ao art. 44 da Lei n2 9.430/96, que passou a regular a matéria da seguinte forma: "Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I - de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de tributo, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II - de cinqüenta por cento, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 812 da Lei na 7 713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa Mica; b) na forma do art. 2a desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. • § 12 O percentual de multa de que trata o inciso I do caput serei duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4502, de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 22 Os percentuais de multa a que se referem o inciso Ido caput e o § la, serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTiOCIU,NTE6 •e CONFERE COM O ORIGINAL Processo C10380.005148/2002-37 Acórdão C202-17.346 Brasiba. 0-2. I 04 I 01' Fls. 4 Ivana Claudia Silva Castro Siape 92136 1 - prestar esclarecime , II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38." Examinando as hipóteses de imposição de multa de ofício isolada constantes do dispositivo supratranscrito, constata-se que a que fundamentou o presente lançamento não mais• encontra previsão legal. Assim, com fundamento no art. 106, II, "c", do Código Tributário Nacional (Lei n2 5.172/66), a contribuinte deve ser exonerada da totalidade da multa de ofício lançada isoladamente, pela aplicação retroativa do art. 44 da Lei n2 9.430/96, na redação que lhe foi dada pelo art. 18 da Medida Provisória n2 303, de 29 de junho de 2006. Ante o exposto, dou provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 20 de setembro de 2006. /ff s ANTONIO CARLOS ATULIM • •l Page 1 _0029400.PDF Page 1 _0029500.PDF Page 1 _0029600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10120.008358/2004-18
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 29 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Mar 29 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Solcial - COFINS
Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004.
Ementa: COFINS. OMISSÃO DE RECEITA. PROVA. INFORMAÇÕES FORNECIDAS POR SECRETARIA DE ESTADO.
A omissão de receita apurada com base em informações fornecidas por Secretaria de Estado, referentes a declarações prestadas pelo contribuinte ao Fisco Estadual, faz prova das operações comerciais e financeiras do contribuinte, mormente quando, na fase impugnatória, o interessado não apresentar provas suficientes para descaracterizar a autuação, devendo ser mantida a exigência tributária. Não se pode negar valor probante à prova emprestada, coligida mediante a garantia do contraditório. Precedentes.
BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÕES. PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ISONOMIA.
A parcela relativa ao ICMS inclui-se nas bases de cálculo da Cofins e do PIS. Precedentes do STJ. As autoridades administrativas e tribunais - que não dispõem de função legislativa - não podem conceder, ainda que sob fundamento de isonomia, benefícios de exclusão da base de cálculo do crédito tributário em favor daqueles a quem o legislador, com apoio em critérios impessoais, racionais e objetivos, não quis contemplar com a vantagem. Entendimento diverso, que reconhecesse aos magistrados e administradores essa anômala função jurídica, equivaleria,
em última análise, a convertê-los em inadmissíveis legisladores positivos, condição institucional esta que lhes é recusada pela própria Constituição Federal.
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-80205
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça
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II - TÉRrocUtiçeArcia..... -..._._. : SEG •- 11 • e • es • °MET • " • BUINFES • •,' tj:V> • • "C").-2,;:4# PRIMEIRA CÂMARA Processo n• 10120.00835812004-18 Recurso n° 134.358 Voluntário . Matéria COFINS - OMISSÃO DE RECEITA Acórdão n° . 201-80.205 de coontasy0 mp-Segurldcineetran:0" tél:21.—Sessão de 29 de março de 2007 • Pl3t1-Q-32----)de * Recorrente MOVAP LTDA. Rutso eive. Recorrida DRJ em Brasília - DF Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Solcial - COFINS Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004. Ementa: COFINS. OMISSÃO DE RECEITA. PROVA. INFORMAÇÕES FORNECIDAS POR SECRETARIA DE ESTADO. A omissão de receita apurada com base em informações fornecidas por Secretaria de Estado, referentes a declarações prestadas pelo contribuinte ao Fisco Estadual, faz prova das operações comerciais e financeiras do contribuinte, mormente quando, na fase impugnatória, o interessado não apresentar provas suficientes para descaracterizar a autuação, devendo ser mantida a exigência . tributária. Não se pode negar valor probante à prova emprestada, coligida mediante a garantia do contraditório. Precedentes. BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÕES. PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ISONOMIA. A parcela relativa ao ICMS inclui-se nas bases de cálculo da Cofins e do PIS. Precedentes do STJ. 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ACORDAM os Membros da PRIMEIRA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. S ddbanict, - À MAMA COELHO iviAKQU S Presidente A \ktmamd410kida» FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA •. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Maurício Taveira e Silva, José Adão Vitorino de Morais (Suplente) e Gileno Gurjão Barreto. Ausente o Conselheiro Roberto Velloso (Suplente convocado). MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRI Processo n.O 10120.008358,2004-18 COM O ORIGINALBUINTES CCOLCO1 Acerar) n.o 201-80.205 CONFERE Fls. 3045 araSilikati Márcio Cris .na Ge22,23„ia Relatório m.il s iut, 302 Trata-se de recurso voluntário (fls. 3.015/3.040, vo . XV) contra o Acórdão n2 16.792, de 17/03/2006, constante de fls. 2.985/2.992 (vol. XV), exarado pela 2 2 Turma da DRJ em Brasilia - DF, que, por unanimidade de votos, houve por bem julgar procedente em parte o auto de infração de acordo com os demonstrativos de fls. 2.970 a 2.980 e o lançamento original de Cofms (NIPF n2 0120100/00225103), notificado em 21/12/2004 (fis. 2.511/2.553, vol. XIII), no valor total de R$ 4.774.785,96 (Cofins: R$ 1.594.593,98; juros de mora: R$ 788.301,24; multa proporcional: R$ 2.391.890,74), que acusou a ora recorrente de falta de recolhimento da Cotins, apurada em razão de diferenças entre o valor escriturado e o declarado e pago, acusado nos seguintes termos: • "Cofins não declarado e não pago, em decorrência de insuficiência na determinação da base de cálculo nos períodos de 04/1998 ao 09/2004. Ficou constatado no curso da presente ação fiscal, por intermédio do batimento RECEITA-BRUTA-CONTABIL/FISCAL x DCTF/D1PJ/ VALORES PAGOS que o contribuinte durante o período citado, deixou de apresentar declaração de contribuições e tributos federais ou as apresentou com .valores menores ao efetivamente devido à titulo do referido tributo, conforme demonstrados nas planilhas relacionadas nas fls. 2.472 a 2.510. Constatamos que o contribuinte prestou informações inexatas nas declarações citadas acima, de modo reiterado e continuado, durante os anos de 1998 a 2004, declarando faturamento menor que os valores escriturados na coluna de saldas de men.uuti ;Cai do :1-izó fiz Apuração de 1CMS original da matriz e DP1's (Declarações Periódicas de Informações) da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás, a que temos acesso devido ao Convênio de Cooperação Técnica, firmado em 04/11/1998, entre a Secretaria da Receita Federal e a Secretaria da Fazenda - do Estado de Goiás, em conformidade com o disposto nos artigos 7° e 199 do Código Tributário Nacional, artigo 276 do Decreto n°3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/99) e na instrução Normativa SRF n° 20, de 17/02/1998. Cabe salientar queas DPI 's decorrem de obrigações acessórias relativas à legislação do ICMS e foram fornecidas pelo Contribuinte periodicamente à SEFAZ/GO, no qual é demonstrado o faturamento da empresa e o pagamento do ICMS respectivo. O Contribuinte foi intimado em 28/03/2003, conforme Termo de Inicio de Ação Fiscal (fls. 08 e 09), a apresentar diversos documentos e livros fiscais e contábeis, para que a fiscalização pudesse tecer a verificação da correta base de cálculo e recolhimento dos tributos federais, relativos aos períodos de 04/1998 a 09/2004. Foram entregues à fiscalização Livros de Apuração de 1CMS e Saídas com valores escriturados bem inferiores aos declarados à Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás por meio de DPI, conforme resumo nas fls. 1706 a 1.953, L973 a 2 119 e 2.120 a 2.300. Solicitamos os blocos de notas fiscais da empresa por meio de Termo de Intimação (fls. 55), no qual constatamos que muitas notas estavam escrituradas a menor no livro de Registro de Saídas. Outro fato foi a constatação da falta de I / kIDUL F - SEGUNDO COM e.ELHO DE CONTRIBUINTESProcesso n.° 10120.008358/2004-1 CCO2/C01 Ac6rclio ri, 201-80.205 CONFE-.E: C' 19): O OR:C2J:Al Fls. 3046 BrasiHaDÇ 0(5)- muitas not, nos bkk49JY iA.VOW 1 1,010211t~am objet, de intimação. para entreg1/4---mar—ester—nao .• id • • • • e 70 a 72). Procedemos então, a intimação de vários clientes da empresa para apresentarem as suas vias das notas de vendas da MOVA? LTDA com a intenção de obtermos informações das notas não entregues. Novamente, constatamos que algumas destas notas também só tinham uma fração do seu valor escriturado no Livro de Saídas. Os resumos das diferenças apuradas com este procedimento nos anos de 1999, 2000 e 2001, encontram-se nas fls. 165 a 1.270 e 1.335 a 1.705. Comparecemos na Secretaria da Fazenda do Estado para verificar a fidedignidade das autenticações constantes nos livros de ICM!S e Saldas, entregues pelo contribuinte, onde confirmamos que as referidas autenticações foram grosseiramente fals(ficadas, alguns carimbos de autenticação continham até como órgão no cabeçalho 'Superintendência da Receita Federal', quando deveria ser Receita Estadual. Trazemos formalmente tal conclusão da Secretaria da Fazenda pelos oficios em anexo e resposta (fls. 1.271 a 1.705 e 2.132 a 2.300). Diante deste fato, tivemos a certeza da existência de outros livros de Apuração de ICNIS e Saldas originais. Por meio da própria Secretaria da Faze" nda Estadual tivemos acesso aos verdadeiros Livros de Apuração de 1CMS e Saídas, os quais foram apreendidos por esta fiscalização, para instrução do processo de Representação Fiscal para Fins Penais n210120.008363/2004-12. Estes procedimentos demonstram a consciência da conduta do Contribui& visando eximir-se do pagamento de parte dos tributos federais, peta omissa° de cieckirwilu Z.. ; ande ittncr.L2 n7.2 !aturamento da empresa e pela ação fraudulenta de falsificar livros fiscais na tentativa de ludibriar a fiscalização, constituindo, desta forma, crime contra a ordem tributária previsto no art. 2°, inciso 1, da Lei n° 8.137 de 27 de dezembro de 1990. Por este motivo, a Multa de Oficio foi qualificada para 150%. Os valores foram apurados de acordo com as DPI's (fls. 1.706 a 1.953), Livro de Apuração de ISS gli. 1.954 a 1.972), Livro de Apuração de ICMS da matriz originais (fis. 1.973 a 2.119). DIPJ (fls. 74 a 139), DCTF's (/ls. 140 a 164) e Planilhas de Apuração do Tributo (fls. 2.472 a 2.510), relativos aos períodos de 04/1998 a 09/2004." Em razão desses fatos a d. Fisacalização considerou infringidos os arts. 77, inciso III, do Decreto-Lei n2 5.844/43; 149 do CTN; 22 e 32 e 82, da Lei n2 9.718/98, com as alterações da Medida Provisória n2 1,807/99 e suas reedições; arts. 22, inciso II, parágrafo único, 32, 10,22 e 51, do Decreto n2 4.524/2002, e ainda exigíveis a multa de 150%, capitulada nos arts. 86, § 1 2, da Lei n9 7.450/85; 22 da Lei n2 7.683/88; e art. 44, inciso II, da Lei n2 9.430/96, e juros à taxa Selic, nos termos do att. 61, § 3 2, da Lei n2 9.430/96. Após a apresentação da impugnação (fls. 2.55312.578, vol. XIII), foi realizada diligência (fl. 2.651, vol. XV), que resultou na retificação de fls. 2.97012.980 (vol. XV), que reduziu os valores originalmente lançados (Cofias: R$ 1.21 / .397,43; juros de mora: RS 604.374,70; multa proporcional: R$ 1.817.096,00), e cujo relatório de encerramento (fls. , 2.981/2.982, vol. XV) concluiu que: • Processo n/' 10120.00835812004-18 CONFERE COMO ORlea CCO2/C0 1 Acórdilo n.° 201-80.205 Mr- "-e CONSELHO DE GOSTE., Bf Fls. 3047asitiatk—C-1 -- Márcia "Esta diligênc •• fiscal teve um. .1. :citação da DRI/BSB • afim de consi. erarmos na apuração dos tributos lançados as retenções CrieS---"Era n oriesto Garcia realizadas pelos órgãos públicos indicados pelo contribuinte em sua defesa e a verificação de outras possíveis retenções feitas por órgãos públicos, conforme fls. 2.651. Realizamos inicialmente a consulta no sistema IRF(Imposto de Renda na Fonte) da Receita Federal a fim de obtermos todos os órgãos públicos ou empresas públicas/estatais(a partir de 2004) que declararam a MOVAP como beneficiário de retenções sob os códigos 6147 e 6190 no período de 03/1998 a 09/2004. As listagens obtidas estão em anexo nas fls. 2.656 a 2.788. Para as entidades que, segundo o contribuinte (fls. 2573 a 2576), realizaram a retenção, mas não fizeram parte da listagem obtida pelo sistema 1RF, emitimos intimações aos respectivos órgãos ou empresas públicas/estatais. As intimações e respostas foram anexadas as fls. 2.789 a 2.937. Após a coleta das informações foi elaborada planilha de Retenções de Orgãos/ Empresas Públicas Federais, onde foram relacionados os valores retidos por mês de apuração, e realizada a divisão dos valores retidos entre o PIS, a COFINS, a CSLL e o 1RPJ (fls. 2.938 a 2.954). Os valores de créditos dos tributos federais foram todos relacionados na planilha de compensação constante nas fls. 2.955 a 2.962. Os novos valores apurados a lançar, consideradas as retenções de &gaio/empresas pa1ntic.£4.5 e n c;;;;:;:antc.:.- fr. 2.472 C! 2.502, foram obtidos por meio do Demonstrativo de Situação Fiscal Apurada (fls. 2.963 a 2.969). Para aqueles meses (04/1998, 05/1998, 02/1999, 03/1999, 04/1999, 06/2002, 07/2002 e 05/2004) que tiveram os valores de créditos no mês . superior • ao valor do tributo devido compensamos os vaiares excedentes com o tributo devido nos meses seguintes, conforme valores relacionados na planilha de compensação nas fls. 2.955 a 2962. Provavelmente este fato ocorreu em alguns meses porque notas fiscais podem ter sido emitidas em um mês e pagas e retido o tributo no mês seguinte. Encerramos, nesta data, a diligência fiscal levada a efeito no contribuinte acima identificado, tendo sido cumpridas as solicitações da DRJ/BSB, constante na fls. 2.651. Os valores remanescentes do presente auto de infração são apresentados nos demonstrativos de fls. 2.970 a 2.980, com valores de juros atualizados até dezembro/2004. O resumo final dos novos valores apurados são apresentados na tabela a seguir: Fica o contribuinte cientificado que possui 30 (trinta) dias contados da ciência deste Relatório de Diligência Fiscal, nos termos dos arts. 50, 15, 16 e 17 do Decreto n° 70.235/72, com as alterações introduzidas . MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES i .Processo n.* 10120.008358 .2004-1E CCO2/011 Acórdão n.° 201-80.205 CONFERE COM O ORIGINAL 1 Fls. 3048 Brasika,DS __I 6 LUA/1- n` - L\Stpwpelas Leis 8.748/9 aenr,)Yri .. O gthit'ffestação quanto ao seu1.. . , •i , ,_ teor. E, para constar e surtir seus efeitos legais, lavramos o presente termo, em 03 (três) vias de igual teor, assinado pelo(s) Auditor(es)-Fiscal(is) da Receita Federal e pelo representante da fiscalizada, que neste presente ato recebe uma das vias. É o que tínhamos a relatar no momento. Goiânia, 28 de Julho Pedro Sousa Bispo •Mat. 15.443." Reconhecendo expressamente que a impugnação atendia aos requisitos de admissibilidade, a r. Decisão de fls. 2.985/2.992 (vol. XV), exarada pela 2 ! Turma da DRJ em Brasília - DF, houve por bem julgar procedente em parte o auto de infração, de acordo com os demonstrativos de fls. 2.961 a 2.972, aos fundamentos sintetizados em sua ementa, nos seguintes termos: "Asszmto:Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004. Ementa: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL PRORRO- GAÇÃO. Estando o demonstrativo de emissão e prorrogação de MPF aispontvei para consulta pelo contribuinte, via Internei, o fato de não ter sido fornecido ou ter sido fornecido no final ao autuado não invalida o ' procedimento. COMPETÊNCIA DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL - Os AFRF têm competência para a formalização de lançamentos visando à constituição de créditos tributários correspondentes aos tributos e contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal e, inclusive, para consignar no auto de infração a multa correspondente. INCONSTITUCIONALLDADE DE NORMAS LEGAIS - A instância administrativa não é foro apropriado para discussões desta natureza, pois qualquer discussão sobre a constitucionalidade de normas jurídicas deve ser submetida ao crivo do Poder Judiciário que detém, com exclusividade, a prerrogativa dos mecanismos de controle repressivo de constitucionaliclade regulados pela própria Constituição Federal. Lançamento Procedente em Parte". Em suas razões de recurso voluntário (fls. 3.015/3.040, vol. XV) oportunamente apresentadas e instruídas com Arrolamento de Bens (cf. fl. 3.041), a ora recorrente sustenta a Subsistência da autuação e da decisão de 1 ! instância na parte em que a manteve, tendo em vista: a) a nulidade, em razão do vencimento do prazo do MPF sem indicação de novo AFRF; b) a inaplicabilidade da multa agravada; c) o fundamento para recolhimento com base no lucro ilit'1/4A-' . 4, MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES' Processo n.° 10120.008358/2004-18 CONFERE COMO ORIGINAL CCO21C01 Acórdão n.° 201-80.205 Brasilia,= 6 1,7 () (57" Fls. 3049 • Márcia stina Moreira Garcia 31 l bruto; d) a violação do prin . . .. , aix 5112 S da base de cálculo do PIS; f) a tributação do mecanismo da substituição tributária; e g) a exclusão do reembolso d base de cálculo do PIS e da Cofins. É o Relatório. • _ - . • _ Processo n.° 10120.00835872004-18 CCOVCO I Acórdâo C201-80.205 MF et Fls. 3050Gaion r ‘'ONSEL n '4-INFERE Btasitta -E CDAIrRIBUINTES At. Voto 'areia irL 0;2T:ri! Garcia Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GA , LOBI D'EÇA, Relator O recurso voluntário reúne as condições de admissibilidade, mas, no mérito, não merece provimento. A omissão de receita apurada com base em informações fornecidas por Secretaria de Estado, referentes a declarações prestadas pelo contribuinte ao Fisco Estadual, faz prova das operações comerciais e financeiras do contribuinte, mormente quando, na fase irnpugnatoria, o interessado não apresentar provas suficientes para descaracterizar a autuação, devendo ser mantida a exigência tributária. Não se pode negar valor probante à prova emprestada, coligida mediante a garantia do contraditório, como já assentou a jurisprudência do Egrégio STJ e se pode ver da seguinte e elucidativa ementa: "PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. LANÇAMENTO. PROVA EMPRESTADA. FISCO ESTADUAL. ARTIGO 199 DO CTN. ART. 658 DO REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA (ART. 936 DO RIR VIGENTE). I. O artigo 199 do Código Tributário Nacional prevê a mútua assistência entre as entidades da Federação em matéria de fiscalização de tributos, autorizando a permuta de informações, desde que observada a forma estabelecida, em caráter geral ou especifico, rins. fo; "tf nortristin 2. O art. 658 do Regulamento do Imposto de Renda então vigente (Decreto n° 85.450/80, atualmente art. 936 do Decreto n.° 3.000/99) estabelecia que 'são obrigados a auxiliar a fiscalização, prestando informações e esclarecimentos que lhe forem solicitados, cumprindo ou fazendo cumprir as disposições deste Regulamento e permitindo aos fiscais de tributos federais colher quaisquer elementos necessários à 'repartição, todos os órgãos da Administração Federal, Estadual e Municipal, bem como as entidades autárquicas, paraestatais e de economia mista'. 3. Consoante entendimento do Supremo Tribunal Feder4 não se pode negar valor probante à PROVA EMPRESTADA, coligida mediante a garantia do contraditório (R77 559/265). 4. Recurso especial improvido." (cf. Acórdão da 22 Turma do STJ no REsp n2 81.094-MG, Reg. n2 1995/0063138-5, em sessão de 0510812004, rel. Min Castro Meira, publ. in DJU de 06109/2004, p. 187) (negritei) Por outro lado, como acertadamente ressaltou a r. decisão recorrida, ao contrário do que ocorre com o IPI, o ICMS, por expressa disposição do art. 13 da LC n9 87196, integra o preço da mercadoria faturado que é apurado "por dentro", não havendo previsão legal para a exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição para o PIS, contrariamente ao que ocorre no caso do IP] (art. 3 2 da Lei n2 9.715/98). Nesse sentido anoto que a matéria já se pacificou no j, âmbito do STJ, como se pode ver da seguinte e elucidativa ementa: • ik9». MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES O ORI GINAL Processo n.° 10120.008358.'2004-18 CONFERE COM CCO2.1C01 Acórdão n.°201-80.205 Fls. 3051Brasile, j2_5:1/6_ ja2_201 Márcia ('ris! :á a. "PROCESSU I IL. 7RIB f lit E=RGOS tE DECLA- RAÇÃO. ERRO MATERIAL st Ni A fn LUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SÚMULAS 68 E 94 DO STJ. 1.A parcela relativa ao 1C1vLS' inclui-se na base de cálculo da COF1NS e do PLS, ante a raio essendi das Súmulas 68 e 94 do STJ. 2. Precedentes jurisprudenciais do STJ: Ag 666548/RJ, desta relatoria, DJ de 14.12.2005; RESP 496.969/RS, Relator Ministro Franciulli Netto, DJ de 14/03/2005; RESP 668.571/RS, Relatora Ministra Eliarta • Calmon, DJ de 13/12/2004 e RESP 572.805/SC, Relator Ministro José Delgado, DJ de 10/05/2004. 3. Embargos de declaração acolhidos para sanar o erro material e negar provimento ao recurso especial interposto por Irmãos Amalcaburio Ltda e Outros (fls. 564/592)." (cf. Acórdão da 1 2 Turma do STJ no EDcl no AgRg no REsp n2 706.766-RS, Reg. ris 2004/0168598-2, em sessão de 18/05/2006, rel. Min. Luiz Fux, publ. in DJU de 29/05/2006, p. 169) A jurisprudência desta Corte Administrativa também já assentou que a autoridade administrativa não é competente para decidir sobre a constitucionalidade e a legalidade dos atos baixados pelo Poder Legislativo, sendo certo ainda que, no caso excogitado (exclusão de base de cálculo não prevista em lei), a Suprema Corte tem reiterado que, tal como ocorre com as autoridades administrativas, mesmo "os magistrados e Tribunais - que não dispõem de função legislativa - não podem conceder, ainda que sob fundamento de isonomia, o benefício da exclue/7o de nrkfitn i'r!!•••.!Árte, eni ferir rfaçveles a rern a;;;; !egfrieder, acn? "rir or? rritérle, impessoais, racionais e objetivos, não quis contemplar com a wgem da isenção. Entendimento diverso, que reconhecesse aos magistrados essa anômala função jurídica, equivaleria, em última análise, a converter o Poder Judiciário em inadmissível legislador positivo, condição institucional esta que lhe é recusada pela própria Lei Fundamental do Estado. Em tema de controle de constitucionalidade de atos estatais, o Poder Judiciário só atua como legislador negativo (RTJ 146/461, ReL Min. Celso de Mello)." (cf. Acórdão da 1 2 Turma do STF no Agr. Reg. no Al n2 171.733- SP, rel. Min. Celso de Mello, publ. in RTJ, vol. 188/237) No mais, a r. Decisão de fls. 2.985/2.992 (vol. XV), exarada pela 2! Turma da DRJ em Brasília - DF, deve ser mantida por seus próprios e jurídicos finidamentos, que, por razões de brevidade, permito-me reproduzir e adoto como razões de decidir, eis que contesta com maestria e vantagem um a um os argumentos do recurso: "Na apreciação da lide, inicialmente é preciso delimitar a competência deste colegiado administrativo, ressaltando também o caráter vin- culado da atividade fiscal. E o administrador um mero executor de leis, não lhe cabendo questionar a legalidade ou constitucionalidade do comando legal. A análise de teses contra a constitucionalidade de leis é privativa do Poder Judiciário. Nesse sentido é vasta a jurisprudência dos colegiados administrativos: 2° CC - 3° Câm. Acórdão n°203-00947. Data da sessão: 27/01/94. `IPI - CONSTITUCIONALIDADE - VIGÊNCIA DA LEI - A autoridade administrativa Falece competência para apreciar a constitucionalidade e/ou a legalidade de legislação aplicável. Vinculação do artigo n° 142 do CTN.' MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo ri.° 10120.008358/2004-18 CONFERE COM O ORIGINAL CCO21C01 Até/tilo n.°201-80.205 Brasilia O S- 1 6 .2 2007 Fls. 3052 Márcia C is ia Moreira Garcia 2° CC - 2° Cán. Acórdão n°20 - a da sessão:] V11/98. eLEGALIDADE/CONSTITUCIONALJDADE DE LEIS - Compete exclusivamente ao Judiciário o exame da legalidade/constitucionalidade das leis. Recurso negado.' O Decreto 73.529/74 trata da matéria nos seguintes termos: 'Art. 1°- E vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais contrarias à orientação estabelecida, para a administração direta e autárquica em atos de caráter normativo ou ordinatório. Art. 2° - Observados os requisitos legais e regulamentares, as decisões judiciais . a que se refere o artigo 1° produzirão seus efeitos apenas em relação às partes que integraram o processo judicial e com estrita observância do conteúdo dos julgados. Art. 3° - A orientação administrativa firmada ou autorizada pelo Presidente da República somente será suscetível da revisão mediante proposta de Ministro de Estado ou de dirigente de órgãos integrantes da Presidência da República'. Sobre este principio vale transcrever as palavras do mestre Helly Lopes Meirelles: '0 agente público fica inteiramente preso ao enunciado da Lei, em todas as suas especificações .. a liberdade de ação do administrador é mínima, pois terá que se ater à enumeração minuciosa do Direito Positivo.' (Meirelles, Helly Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 19 0 ed. - São Paulo, Revista dos Tribunais, 19;4, pás. lel). Assevera-se, ainda, o disposto no artigo 7° da Portaria MF n°258, de 4 de agosto de 2001: 'Art. 7°0 julgador deve observar o disposto no art. 116, III, da Lei n° 51 .112, de 11 de dezembro de 1990, bem assim o entendimento da Secretaria da Receita Federal (SRF,) expresso em atos tributários e aduaneiros.' Nesse contexto, a autoridade administrativa, por força de sua vinculação ao texto da norma legal e ao entendimento que a ele dá o Poder Executivo, deve limitar-se a aplicá-la, sem emitir qualquer juizo • de valor acerca da sua constitucionalidade ou outros aspectos de sua validade, como por exemplo, o principio da Razoabilidade, da Proporcionalidade, do principio do não Confisco em matéria tributária, do principio da Capacidade Contributiva, do principio da Legalidade tributária, da Irretroatividade da lei tributária Assim, alegações de que o principio da Isonomia, Capacidade Contributiva, Confisco, da Igualdade, Eqüidade ou da não inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins invocados para alterar &em de cálculo são inócuos nesta esfera. Essa vinculação somente deixa de prevalecer quando a norma em discussão já tiver sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal Este, aliás, é o entendimento manifestado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (Parecer PGFN/CRE/n° MF -SEGUNDO CONSELHO DE CONTRiSUINIL. Processo n.° 10120.008358%2004-18 CONFERE COM O OF'dONAL CCO2C01 Acórdâo n.° 201-80.205 Fls. 3053 &25a. os Márch CI Imra Garniê 948/98 de 2 d. julho de 1998), awe' sponçao conti• • no Decreto n°2.346, de 1 • e ou :oro • e • . Ainda, a respeito ao 1CMS, como a própria contribuinte escreveu a Lei n° 9.718/98 prevê a exclusão do 1CMS cobrado por substituição tributária assim, somente neste caso o 1CMS poderá ser excluído. Como a contribuinte não apontou onde ela teria utilizado (se é que utilizou) tal mecanismo não há reparos afazer no auto de infração. O sujeito passivo alega que o MPF-F não teria sido regularmente prorrogado assim causando nulidade do procedimento fiscal. Antes da dar seguimento à análise do argumento, transcrevo o conteúdo do art. 13, parágrafo 2° da Portaria n 2 3.007/2001, que trata da prorrogação de prazo de validade dos 1t4PF (atentar para o fato de que a partir da vigência desta portaria não há emissão de MPF-C para prorrogação de prazo, ao contrário do que acontecia com a Portaria n2 1.265/99): 'Art. 13. § 2° Após cada prorrogação, o AFRF responsável pelo procedimento fiscal fornecerá ao sujeito passivo, quando do primeiro ato de oficio praticado junto ao mesmo, o Demonstrativo de Emissão e Prorrogação, contendo o MPF emitido e as prorrogações efetuadas, reproduzido a partir das informações apresentadas na Internet, conforme modelo ennerante ela Anexo VI (Grifai), Pretende o sujeito passivo que a entrega do Demonstrativo de Emissão e Prorrogação funcione como requisito de validade do procedimento fiscal Entretanto, convém registrar que em nenhum momento a Portaria SRF n° 3.007/2001 estabelece qualquer disposição nesse sontidn. Tanto assim que no demonstrativo não consta campo para que o contribuinte aponha expressamente a sua ciência, diversamente do que ocorre quando do início da fiscalização com a apresentação do Mandado de Procedimento Fiscal e com os MPF-C para alteração de período de apuração, tributo e/ou fiscal. Além do mais, configura-se, no caso, absoluta falta de interesse de agir do sujeito passivo. A informação da prorrogação estava na internei, tendo o sujeito passivo amplo acesso. Como pode agora alegar que não teve ciência de que a Fiscalização estava em curso? Tivesse dúvida acerca da legitimidade dos trabalhos do auditor-fiscal, poderia, a qualquer tempo, ter consultado a Receita Federal, impetrado mandado de segurança ou outro instrumento processual adequado a impedir a prática de atos ilegítimos pelo servidor público. Quanto à questão de incompetência, não dá nem para começar a discussão, pois, o MPF-F 01.2.01.00-2003-00225-2 foi adequadamente prorrogado. Syst& • ME - SEGUNDO CONSELHO CO CE CONTRIBUINTES• NERE Processo n.° 10120.008358;2 F Cr'à004- . ORIGINAL CCO2/C01 Acórdão n.° 201-80.205 araSMiiiiaajrc .i -ra CrLeucce Fls. 3054 ira Garcia Mal x. 0 7 I Ademais, com respei e e e , eade contida a impugnação, cumpre registrar que a legislação citada pelo rec amante, bem como os seus argumentos contrapõem-se o artigo 7° da Lei n° 2.354, de 29/11/50, que dá base legal ao artigo 911 do RIR/99 dispõe: Art. 7° Suprima-se [...], e acrescentem-se os seguintes: 'Art. Os agentes fiscais do imposto de renda procederão ao exame dos livros e documentos de contabilidade dos contribuintes e realizarão as diligências e investi gações necessárias para apurar a exatidão das declarações, balanços e documentos apresentados, e das informações prestadas e verificar o cumprimento das obrigações fiscais'. • É mister consignar, também, que a classe de agente fiscal do imposto de renda foi transformada por força do artigo 3° do Decreto-lei n° 1.024, de 21/10/69, na de Agente Fiscal de Tributos Federais, a qual, por seu turno, foi transposta para a carreira Auditoria do Tesouro Nacional pelo disposto no artigo 2° do Decreto-lei n°2.225, a carreira Auditoria do Tesouro Nacional era composta dos cargos de Auditor— Fiscal do Tesouro Nacional (AFTT9 e Técnico do Tesouro Nacional. Atualmente, Auditor-Fiscal da Receita Federal (AFRF) e Técnico da Receita Federal Concluiu-se, a partir do encadeamento dos dispositivos legais citados, que o AFRF autuante no presente processo têm competência legal para realizar auditoria fiscal no interesse da Fazenda Nacional Acrescente-se que o Código Tributário Nacional nos artigos 194, 195 e 197, confere aos agentes da Administração Tributária amplos poderes de investigação sobre o cumprimento das obrigações tributárias, e que o art. 144 da mesma lei autoriza o exame de fatos pretéritos com o emprego de processos introduzidos e poderes ampliados por lei posterior. Os Auditores Fiscais da Receita Federal têm poderes de fiscalizacão. Este poder de fiscalização significa aptidão para determinar e apreciar ato de terceiros. Dessa forma, consistindo os atos praticados no curso da auditoria fiscal em medidas preparatórias ao ato administrativo do lançamento, inclui-se ai o direito de tomar a termo declarações sem a presença de advogado, buscar dados disponíveis nos arquivos da Secretaria da Receita Federal (Situação cadastral dos fornecedores) e outras providências necessárias e indispensáveis ao preparo do lançamento, que tecnicamente se denominam como procedimentos que antecedem ao ato - lançamento. Em resumo, a expressão 'poderes da fiscalização: significa o conjunto de aptidões conferidas por lei à administração tributária, para, por seus agentes apurar fatos ou esclarecer situações que possam dar azo a constituição de oficio do crédito tributário, ou à apreensão de papéis, arquivos magnéticos e bens, independente do curso superior que seja portador o Auditor Fiscal da Receita Federal, cuja contrapartida consiste no dever dos indivíduos (contribuintes) de tolerar essa conduta A Lei n°10.593, de 6 de dezembro de 2002 dispõe: 144tk-. _ _ _ MF SEGgárFECROENeS0 EL:0000%?ONTRIBUINTES • Processo n.° 10120.008358,2 0 * -18 CCO2./C0i Admiti° n.° 201-80.205 eresia • IGINAL Fls. 3055 cr. , 'Art. 6' Sittratribuiçãea ttoicargo Auditor-Fiscal da Receita Federal, no exercia6 da-coà. . 'a da S. retaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, relativamente aos tributos e às contribuições por ela administrados: I - em caráter privativo. a) constituir, mediante lançamento, o crédito tributário; b) elaborar e pra ferir decisões em processo administrativo-fiscal, ou delas participar bem como em relação a processos de restituição de tributos e de reconhecimento de benefícios fiscais; c) executar procedimentos de fiscalização, inclusive os relativos ao controle aduaneiro, objetivando verificar o cumprimento das obrigações tributárias pelo sujeito passivo, praticando todos os atos definidos na legislação especifica, inclusive as relativos à apreensão de mercadorias, livros, documentos e assemelhados; d) proceder à orientação do sujeito passivo no tocante à aplicação da legislação tributária, por intermédio de atos normativos e solução de consultas; e e) supervisionar as atividades de orientação do sujeito passivo efetuadas por intermédio de midia eletrônica, telefone e plantão fiscal; e - em caráter geral, as demais atividades inerentes à competência da Secretaria da Receita Federal.' Pelo explicitado constata-se que não existe qualquer consistência nos argumentos da interessada, quanto às atribuições e poderes dos Auditores Fiscais da Secretaria da Receita Federal, pois, estas atribuições são decorrentes de lei. A propósito, o Auditor fiscal se não lançasse uma infração por ele detectada estaria sujeito às penas da lei Quanto à alegação de que o contador da empresa "lides de Oliveira dos Santos, foi o responsável pela adulteração dos livros e dos documentos, convenhamos não merece atenção, pois, sabemos que os contadores são apenas funcionários sem autonomia e só fazem o que lhes é mandado. Assim, se foi este senhor que falsificou os documentos o fez cumprindo ordens. Assim, quanto à multa de I 50%, ficou mais que caracterizada o dolo, não só devido à falsificação de documentos, mas também pela reiteração da conduta. Sem sentido a defesa de que na DIPJ e na DCTC a contribuinte teria declarado pela diferença entre receitas e compras, por discordar do comando legal, e assim não teria dolo. Quanto à diligência, a autoridade responsável pela diligência primeiramente consultou no sistema IRF da Receita Federal para obter todos os órgãos públicos ou empresas públicas/Estatais (a partir de 2004) que declararam a MOVAP como beneficiário de retenções fl. 2.656 a2.788. \JL W Processo n.° 10120.098358'2004- 8 - SEGO5JD0 CONSELHO DE CCO2/C01 " Acórdao n.°201-80.205 CONFER— CONTRet/INT e--. ate„,) °RIGINAL ES Fls. 3056 Brasilia, — Para as entidades nas ai .ktgundo,act. contribu me realizaram retenção, mas não fizeram p istagetWaobtida p• lo sistema IRF, foram emitidas intimações, e as respaiiiif • adas fl. 2.789 a 2.937. Os novos valores de créditos dos tributos federais foram todos relacionados na planilha de compensação constante na fi. 2.955 a 2.962. Para os meses de 04/1998, 05/1998, 0211999, 03/1999, 04/1999, 06/2002, 07/2002 e 05/2004 que teve o valor de créditos no mês superior ao valor do tributo devido à autoridade que realizou a diligência compensou os valores excedentes com o tributo devido nos meses seguintes, conforme valores relacionados na planilha de • compensação nas ,f1. 2.955 a 2.962. Quanto aos valores acima, a autoridade que realizou a diligência considerou que: 'notas fiscais podem ter sido emitidas em um mês e pagas e retido o tributo no mês seguinte', assim, na prática não teríamos compensações de oficio, não aceita por esta turma, mas sim, apenas a correção de cálculo devido ao regime de competência. Os valores remanescentes do presente auto de infração são apresentados nos demonstrativos dell. 2.970 a 2.980." Isto posto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para manter a r. decisão de primeira instância e o lançamento ex-officio retificado de fls. 2.970/2.980 (vol. XV), que já reduziu os valores originalmente lançados (Cotins: R$ 1.211.397,43; juros de mora: R$ 604.734,70; multa proporcional: R$ 1.817.096,00). É como voto. Sala das Sessôes, em 29 de março de 2007. \11»,,,,ampleMora,00(' • FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1 _0007500.PDF Page 1 _0007700.PDF Page 1 _0007900.PDF Page 1 _0008100.PDF Page 1 _0008300.PDF Page 1 _0008500.PDF Page 1 _0008700.PDF Page 1 _0008900.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13888.900010/2008-16
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Declaração de Compensação
Ano calendário: 2000
Ementa:
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL E IRPJ.
INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DEMONSTRANDO A APURAÇÃO DOS TRIBUTOS RECOLHIDOS A TÍTULO DE ESTIMATIVAS E DA APURAÇÃO DO MONTANTE EFETIVAMENTE DEVIDO. RECURSO NEGADO.
Nos pedidos de compensação, a parte interessada deve apresentar DIPJ demonstrando a existência de saldo negativo do IRPJ ou de CSLL. Não basta alegar que o crédito a ser utilizado na compensação é decorrente de saldo negativo de IRPJ ou de CSLL, sem trazer aos autos os documentos que demonstram tal alegação.
Recurso negado.
Numero da decisão: 1402-000.372
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Antônio José Praga de Souza e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Participou do julgamento, o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
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SALDO NEGATIVO DE CSLL E IRPJ. INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DEMONSTRANDO A APURAÇÃO DOS TRIBUTOS RECOLHIDOS A TÍTULO DE ESTIMATIVAS E DA APURAÇÃO DO MONTANTE EFETIVAMENTE DEVIDO. RECURSO NEGADO. Nos pedidos de compensação, a parte interessada deve apresentar DIPJ demonstrando a existência de saldo negativo do IRPJ ou de CSLL. Não basta alegar que o crédito a ser utilizado na compensação é decorrente de saldo negativo de IRPJ ou de CSLL, sem trazer aos autos os documentos que demonstram tal alegação. Recurso negado. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 13888.900010/200816 Acórdão n.º 140200.372 S1C4T2 Fl. 2 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Antônio José Praga de Souza e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Participou do julgamento, o Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima (presidente da turma), Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira (vicepresidente), Antonio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar e Relator Moises Giacomelli Nunes da Silva. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 13888.900010/200816 Acórdão n.º 140200.372 S1C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Declaração de Compensação de fls. 05/10, por meio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de CSLL com crédito decorrente de pagamento a maior do mesmo tributo. Conforme despacho de fl. 31, não foi homologada a compensação, tendo em vista que o pagamento informado como origem do crédito foi inteiramente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, não restando valores disponíveis para compensação dos débitos informados na DCOMP. Para melhor compreensão, transcrevo o despacho de fl. 31: “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 1.050,02 partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima Identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos Informados no PER/DCOMP.” Período de apuração Código de Receita Valor Total do DARF Data de Arrecadação 30/11/2000 2484 1.050,02 22/12/2000 Utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no PER/DCOMP Número do Pagamento Valor original total Processo(PR)/PCECOMP(PD)/Débito (DB) Valor Original utilizado 2799884698 1.050,02 Db cód 2484 PA 30/11/2000 1.050,01 Valor Total 1.050,02 Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada, a contribuinte ingressou com manifestação de inconformidade em 31/03/2008, alegando, em síntese, que houve erro no preenchimento DCOMP, pois foi informado crédito de pagamento a maior, ao invés de saldo negativo de CSLL. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 13888.900010/200816 Acórdão n.º 140200.372 S1C4T2 Fl. 4 4 A DRJ de origem, no acórdão de fls. 35/40, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação, conforme se verifica na decisão que resultou assim ementada: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Data do fato gerador: 28/12/2000 RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. SALDO NEGATIVO. O reconhecimento de direito creditório a título de saldo negativo reclama efetividade no pagamento das antecipações calculadas por estimativa, comprovação contábil do valor devido na apuração anual e que referido saldo negativo não tenha sido utilizado para compensar a contribuição social sobre o lucro líquido devida nos períodos posteriores àqueles abrangidos no pedido. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Data do fato gerador: 28/12/2000 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Solicitação Indeferida “ Intimada em 08/09/2009 (fl. 43), a autuada interpôs recurso em 08/10/2009 (fls. 44/48), reiterando os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 13888.900010/200816 Acórdão n.º 140200.372 S1C4T2 Fl. 5 5 Voto Conselheiro Relator Moises Giacomelli Nunes da Silva O recurso é tempestivo, na conformidade do prazo estabelecido pelo artigo 33 do Decreto n°. 70.235, de 06 de março de 1972, foi interposto por parte legítima, está devidamente fundamentado. Assim, conheçoo e passo ao exame do mérito. Em decisão anterior, este colegiado, em processo por mim relatado, a partir de considerações feitas pelo ilustre Conselheiro Antônio Praga, firmou entendimento de que é possível procederse, de ofício, a correção de pedido de compensação nas situações em que o sujeito passivo informa que o crédito a ser utilizado na compensação é decorrente de pagamento a maior quando, na realidade, pretendia destacar que o mesmo era decorrente de saldo negativo de imposto de renda. O erro quanto à denominação do crédito a ser utilizado na compensação não obsta o regular processamento do pedido de compensação, nos termos do artigo 74, da Lei n° 9.430, de 1996. No caso concreto, alega a recorrente que, ao preencher o pedido de compensação, informou que o mesmo tinha origem em pagamento a maior quando na realidade dito pedido tinha como causa o saldo negativo do recolhimento de estimativas de IRPJ, conforme previsto nos artigos 2º e 6º, da Lei nº 9.430, de 1996, a seguir transcritos: “Art. 2º A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995. (Regulamento) § 1º O imposto a ser pago mensalmente na forma deste artigo será determinado mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento. § 2º A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) ficará sujeita à incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. § 3º A pessoa jurídica que optar pelo pagamento do imposto na forma deste artigo deverá apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas hipóteses de que tratam os §§ 1º e 2º do artigo anterior.” Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 13888.900010/200816 Acórdão n.º 140200.372 S1C4T2 Fl. 6 6 “Art. 6° .... § 1º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será: I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no § 2º; II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior.” Partindo da premissa de que o fato gerador do imposto de renda e da contribuição social para as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real se concretiza no final de cada anocalendário, é a partir deste momento que se encontra o saldo do imposto a pagar ou o montante do saldo negativo a ser compensado, nos termos do inciso II, do § 1º, do artigo 6º, da Lei nº 9.430, de 1996. A existência de saldo negativo do IRPJ só é possível ser verificada a partir dos registros contábeis e da DIPJ onde se identifica o valor do imposto devido e o montante recolhido a título de estimativas. Nos casos em que o recolhimento a título de estimativas mensais ultrapassa o valor do imposto devido, apurado ao término de cada anocalendário, temse o saldo negativo de IRPJ que pode ser utilizado a título de compensação. Nos pedidos de compensação, conforme apontou o acórdão recorrido, não basta que a parte interessada apresente a DCOMP sem prova da existência de saldo negativo do IRPJ. Neste sentido, no mínimo, o referido pedido deve vir acompanhado da DIPJ e, nos casos em que a Fiscalização não localizar no sistema, dos respectivos DARF`s provando o recolhimento das estimativas mensais. No caso presente, nenhum dos documentos referidos no parágrafo anterior vieram aos autos, sendo corretos os fundamentos do acórdão recorrido, do qual transcrevo a seguinte passagem que agrego ao meu entendimento: “...Portanto, não basta à interessada alegar o pagamento a maior do tributo, mas também deve trazer, por ocasião do presente contencioso, provas, lastreadas em lançamentos contábeis, que identifiquem, inequivocamente, a base de cálculo da CSLL, o saldo negativo de CSLL apurado e, por conseguinte, os registros contábeis relativos às compensações da CSLL devida nos períodos subseqüentes à apuração do indigitado saldo negativo de CSLL. Inclusive, por se tratar de contribuinte sujeita ao regime de apuração dos tributos com base no lucro real, esta deveria, ao fim de cada períodobase de incidência do tributo, apurar o lucro líquido do exercício mediante a elaboração, com observância das disposições da lei comercial, do balanço Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL Processo nº 13888.900010/200816 Acórdão n.º 140200.372 S1C4T2 Fl. 7 7 patrimonial, da demonstração 'do resultado do exercício e da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, que serão transcritos no Livro de Apuração de Lucro Real (LALUR), nos termos dos artigos 7° e seu § 4°, e 8°, inciso I, ambos do DecretoLei n° 1.598, de 1977. (...)” ISSO POSTO, em não havendo provas nos autos da existência do saldo negativo de imposto decorrente do pagamento das estimativas mensais, voto no sentido de negar provimento ao recurso. É o voto. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/03/2011 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SIL Assinado digitalmente em 01/03/2011 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, 01/03/2011 por MOISES GIACOM ELLI NUNES DA SIL
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Numero do processo: 10320.001673/92-55
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 1995
Ementa: IPI - Contrato de empreitada da construção civil sobre bens originados da operação de concretagem. Não-incidência do IPI. Precedentes do Segundo Conselho. Recurso provido.
Numero da decisão: 202-08034
Nome do relator: DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO
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J. 2' Da 0(p O k is C MINISTÉRIO DA FAZENDA 1161- ' " C RubricaVd.1, SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10320.001673/92-55 Sessão • 19 de setembro de 1995 Acórdão : 202-08.034 Recurso : 98.150 Recorrente : BRASIL BETON S/A Recorrida : DRJ em Fortaleza-CE IPI - Contrato de empreitada da construção civil sobre bens originados da operação de concretagem. Não-incidência do IPI. Precedentes do Segundo Conselho. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por BRASIL BETON S/A. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Elio Rothe, Antonio Carlos Bueno Ribeiro e Tarásio Campelo Borges. Sala das Sessões, em 19 se setembro de 1995 Ã;0,40 Helvio c9 edo Bar ellos Presid4e 1 1-)I (-- (2/1- Daniel Corrêa Homem de Carvalho Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Oswaldo Taneredo de Oliveira, José de Almeida Coelho e José Cabral Garofano. itmild/ja/m1 1 ejL4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10320.001673/92-55 Acórdão : 202-08.034 Recurso : 98.150 Recorrente : BRASIL BETON S/A RELATÓRIO A empresa foi autuada por "Falta de lançamento e recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados devido". A empresa opera no ramo de argamassa e concreto utilizados na construção civil, adquirindo matérias-primas (pedra, areia, cal e cimento) e procedendo a mistura em caminhões betoneiras e os fornecendo ao mercado. A autoridade autuante entendeu estar a atividade classificada na TIPI na posição 3823.50.0000, tributado a uma alíquota de 10%, caracterizando-se a industrialização sob a modalidade de transformação. Entendeu, ainda, o autuante que o produto fabricado pela empresa estava beneficiado pela isenção da Lei n°. 4.864/65, em seu artigo 31, do Decreto-Lei n°. 1.593/77, art. 29, que alterou o art. 40• do Decreto-Lei n°. 400/68, e da Portaria MF n°. 263/81. Entretanto, tal isenção foi extinta face à norma do parágrafo 1°. do artigo 41 do ADCT. Em sua impugnação a empresa alega em síntese que: a) não se tratava de isenção para a atividade da recorrente, visto ocorrer hipótese de não incidência. Por não ocorrer industrialização não cabe a autuação, já que se trata de prestação de serviços, tributada pelo Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, da alçada do Município; b) o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou nessa linha, em voto do Ministro Moreira Alves, cujos trechos transcreve; e c) a doutrina dominante e inclusive a administração já se pronunciaram no mesmo sentido. A autoridade recorrida julgou procedente a ação fiscal entendendo estar caracterizada a industrialização sob a forma de tranformação, e que a isenção que acobertava o produto exauriu-se em razão do que dispõe o parágrafo 1°. do artigo 41 do ADCT da Constituição Federal. Irresignada, a empresa recorre a este Conselho sob os mesmos argumentos da impugnação. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10320.001673/92-55 Acórdão : 202-08.034 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO Em síntese, a fiscalização entende que os produtos de fabricação da recorrente encontram-se previstos na posição 3823.50.0000 da TIPI e que tais produtos confiscados pela isenção prevista no artigo 45, VIII, do RIPI182, tiveram-na perdido em face da norma do artigo 41, parágrafo 1°., do ADCT. Do outro lado, a recorrente entende que sua atividade encontra-se sob a esfera de incidência do ISS. Trata-se, de fato, no dizer de Geraldo Ataliba e Cleber Gindino (in Revista do Direito Tributário, Vol. 37, p. 147/148) necessidade da "distinção entre produtos resultantes de urna atividade industrial e bens resultantes de uma atividade de serviços". Entendo que o deslinde dessa difícil questão, submetida à apreciação desta corte, está na definição de produto industrializado como aquele destinado ao tráfico comercial e das "coisas" oriundas das atividades de serviços que não estão submetidas ao comércio por já estarem, originalmente, absorvidas pelo contrato de serviços na qual está inserida. A recorrente afirma que "celebra com seus clientes contratos de empreitada de construção civil, objetivando a prestação de serviços de concretagem, nos volumes e condições especificados nos próprios contratos". O que implica uma individualização dessa prestação material, não atacado pela autoridade autuante. É significativo o voto do Ministro Moreira Alves cujos trechos transcrevemos: "A preparação do concreto, seja feita na obra como ainda se faz nas pequenas construções - seja feita em betoneiras acopladas a caminhões, é prestação de serviços técnicos, que consiste na mistura, em proporções que variam para cada obra, de cimento, areia, pedra britada e água, e mistura que, segundo a Lei Federal 5.194/65, só pode ser executada para fins profissionais, por quem foi registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, pois demanda cálculos especializados e técnica para sua correta aplicação." "...concluo que a mistura física de materiais não é mercadoria produzida pelo empreiteiro, mas parte do serviço a que este se obriga...". 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA ° SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10320.001673/92-55 Acórdão : 202-08.034 A lista de serviços dada pela Lei Complementar n°. 56/87 em seu item 32 também pode ser aplicada ao caso: "32. Execução por administração, empreitada ou subempreitada de construção civil, de obras hidráulicas e outras obras semelhantes e respectiva engenharia consultiva, inclusive serviços auxiliares ou complementares." Este Conselho já se manifestou em situações que envolviam serviços de composição gráfica (notas fiscais por encomenda do usuário), fitas de vídeo por encomenda, indicando a incidência do ISS. No Acórdão de no. 202-04.313, de 14/06/91, cujo relator foi o ilustre Conselheiro Elio Rothe, a matéria é tratada com meridiana clareza: "IPI - INCIDÊNCIA - Operação de prestação de serviços para terceiro, incluída na lista de serviços anexa a legislação complementar sobre o Imposto sobre Serviços (ISS está excluída da incidência do IPI - operação de gravação de som de fita magnética para terceiros." Parte importante do referido Acórdão reza que: "De acordo com o Sistema Tributário Nacional, previsto na Constituição Federal, as competências para instituir tributos sobre as correspondentes operações estão perfeitamente definidas enquanto o IPI é de competência da União, o ISS compete ao Município a sua instituição. Por isso que uma mesma operação para fins dos referidos tributos, não pode ser ao mesmo tempo industrialização e prestação de serviços para terceiros, dada a referida delimitação de competência. A possibilidade de conflitos sobre a matéria foi eliminada com a mencionada legislação complementar, que listou as operações como incidência no ISS e, conseqüentemente excluído do campo de incidência tais operações, mesmo que se enquadrassem nos conceitos de industrialização específicos do IPI." 4 001 4;4'4 MINISTÉRIO DA FAZENDA tntrf-J X;i7 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES _,"??(;"tr," Processo : 10320.001673/92-55 Acórdão : 202-08.034 Em recente Acórdão deste Conselho, Primeira Câmara, tratou-se de matéria idêntica a que ora tratamos, julgando na linha do entendimento de que sobre a referida operação incide o ISS. Pelas razões de fato e de direito assim expostas, dou provimento ao presente recurso. Sala das Sessões, 19 de setembro de 1995 j4 «vL DANIEL CORRÊA HOMEM DE CARVALHO 5
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Numero do processo: 10183.002528/95-83
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 15 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu May 15 00:00:00 UTC 1997
Ementa: ITR - VTNm. O Valor da Terra Nua - VTN, declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecida pela legislação tributária. Recurso não provido.
Numero da decisão: 202-09228
Nome do relator: Antônio Sinhiti Myasava
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O. U. 2.2 Da c95 O 4- / ia 9 4- 4 C A c MINISTÉRIO DA FAZENDA . C Rubrica r adiami~ SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002528/95-83 Sessão 15 de maio de 1.997 Acórdão : 202-09.228 Recurso : 99.928 Recorrente : OSCAR POS SER Recorrida : DRMSANTA MARIA-RS. ITR - VTNm. O Valor da Terra Nua - VTN, declarado pelo contribuinte ou atribuído por ato normativo, somente pode ser alterado mediante prova lastreada em laudo técnico, na forma e condições estabelecida pela legislação tributária. Recurso não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por OSCAR POS SER. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso. Sala das Iões, em 15 de maio de 1.997 oPlIA , os Vinicius Neder de Lima P esidente 1P4A) Anto (PiTipON, asava Rela I r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Carlos Bueno Ribeiro, Helvio Escovedo Barcellos, Tarasio Campelo Borges, Oswaldo Tancredo de Oliveira, José de Almeida Coelho e José Cabral Garofano. 1 ot-VJ ." .4%.1 MINISTÉRIO DA FAZENDA • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002528/95-83 Acórdão : 202-09.228 Recurso : 99.928 Recorrente : OSCAR POS SER RELATÓRIO OSCAR POSSER, inscrito no CPF sob n° 660.629.428-20, proprietário do imóvel rural cadastrado no INCRA sob n° 901.342.007420-1 e na Receita Federal sob n° 3607540.0, situado no município de Vera-MT., inconformado com a decisão de primeira instância que manteve a exigência, recorre a este Segundo Conselho de Contribuinte, sob as seguintes matérias de fato e de direito: "Afirma que os valores fixados para o Estado do Mato Grosso, se tivesse realizado através de pesquisas, não seriam tão discrepantes e traz tabela comparativa dos exercícios de 1.992 a 1.995, dos municípios de Alta Floresta, Apiacas, Cuiabá, Canabrava Brava Norte, Nova Mutum, Paranaita, Rosário do Oeste, Vera e Sorriso, com isto, tentando demonstrar as variações de um exercício para outro e de município a município, o que vem confirmar a sua tese da falta de critério na valoração da terra nua. Indaga ainda, quanto ao município de Vera o que houve para justificar as enormes flutuações apresentadas nos exercícios de 1.992 a 1.995? E certo que as ocorrências não se deveram ou podem ser justificados por meios técnicos e objetivos, diante de tal fato não pode o Sujeito Passivo concordar com os argumentos da Douta Autoridade Julgadora, sob pena de se estabelecer o arbítrio ou estabeleceria concordando com as falhas, por ventura existentes, na determinação do VTN pela Secretaria da receita Federal. Salutar foi o legislador, ao reconhecer que seres humanos não são infalíveis, ao prever no parágrafo 4°, art. 3°, da Lei n° 8.847/94, que a Autoridade Julgadora poderia rever o VTN fixado por Ato do Secretario da Receita Federal, mediante Laudo Técnico. Protesta pela forma da atualização dos valores a partir de 1.993, pois há casos de acréscimos e decréscimos, desta maneira entendendo ser realizado de fornia aleatória, o que vem afrontar os princípios basilares do Estado de Direito, especialmente o art. 5°. inciso II e art. 151, inciso I, (princípio da Uniformidade), todos da Constituição Federal." A decisão de primeira instância, traz esclarecimento sobre o VTNm e a sua utilização para o lançamento do ITR, desta forma para que o contribuinte possa atribuir ao seu imóvel rural valores diferentes daquele, há necessidade de Laudo Técnico, obedecido as Normas Técnicas da ABNT/NBR n° 8799. Diz finalmente que o Laudo Técnico apresentado pelo recorrente não preenche os requisitos. 2 Ot'9 MINISTÉRIO DA FAZENDA o SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002528/95-83 Acórdão : 202-09.228 A Procuradoria da Fazenda Nacional se manifesta em sua contra-razões, confirmando a decisão de primeira instância e trazendo doutrinas administrativas ensinadas por Hely Lopes Meireles e Carlos Ari Sundfeld. É o relatório. 3 c9- MINISTÉRIO DA FAZENDA ,,rrfoZíln . 4 SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo : 10183.002528/95-83 Acórdão : 202-09.228 VOTO DO CONSELHEIRO RELATOR-ANTONIO SINHITI MYASAVA O recurso apresentado em 08 de julho de 1.996, na DRF/Cuiabá-Mt., é tempestivo, portanto dele tomo conhecimento. Tendo em vista que o lançamento foi realizado com base no VTNm, a sua alteração só é possível mediante Laudo Técnico, demonstrando que o seu imóvel rural tem valor inferior àquele fixado em Ato Normativo da Secretaria da Receita Federal, portanto a impugnação deve estar acompanhada, individualmente, dos elementos comprobatorio do novo valor que o recorrente quer atribuir ao seu imóvel rural. Nestas condições o pedido encontrará amparo legal no § 4 0, art. 30, da Lei n° 8.847, de 28/01/94, que autoriza: "A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico, emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, que vier a ser questionado pelo contribuinte." Entretanto é fundamental que o laudo técnico indique os critérios utilizados e os elementos comparativos, com a identificação individualizada, de forma precisa e específica dos bens avaliados, assinados por profissionais da área como engenheiros civis, engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, médicos veterinários (quando se tratar de criação/engorda de animais), etc. ou entidades públicas ou privadas de reconhecida capacitação técnica, acompanhada de cópia da ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, devidamente registrada no CREA, se for o caso, e de conformidade com as normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnica - (NBR 8799). O valor da avaliação deve reportar-se a 31 de dezembro do exercício anterior ao lançamento, com a demonstração do calculo da terra nua, nas condições estabelecida no "Quadro de Cálculo do Valor da Terra Nua da DITR", com prova das fontes pesquisada e dos métodos avaliatórios, podendo ser aquelas realizadas pelas Fazendas Públicas Estaduais ou I Municipais, Secretarias de Agriculturas dos Estados, inclusive da EMATER, EMBRAPA, etc., devendo elas estar anexado ao Laudo Técnico. Quando se tratar de animais de grande ou pequeno porte, as informações deverão estar acompanhada de declaração de entidade pública, com base em ficha de controle de vacinação contra a febre aftosa, de doenças epidêmicas ou endêmicas que o contribuinte declarar ao órgão, movimentação e controle interna de animais, etc., e quando pertencente a terceiros os respectivos instrumentos contratuais. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .W7 Processo : 10183.002528/95-83 Acórdão : 202-09.228 Se houver alteração a ser realizada em área de exploração agrícola, agropecuária, florestal, reservas legais, indígenas, área de preservação ambiental, etc., as informações deverão estar acompanhadas de projetos ou laudos fornecidos por entidades públicas como os das Secretarias de Agriculturas, Secretarias de Meio-Ambiente, Certidões de Registro de Imóveis, quando sujeito a averbação, Empresas Públicas que controla o setor, Bancos Regionais de Desenvolvimentos, etc. E, por fim em se tratando de informações relativa a mão de obra rural, da entidade que represente a categoria, como o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura ou do CONTAG, etc. Não tendo o Laudo Técnico de Avaliação, seguido as condições acima estipulada, conforme determina a legislação tributária e o CREA, que possa comprovar a superavaliação do valor da terra nua de seu imóvel rural, é de se entender correta a decisão de primeira instância. Como se examina a decisão de primeira instância, já se manifestou de que o Laudo Técnico, deverá seguir o estabelecido nas Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 8799), acompanhada da ART, seguindo assim todas técnicas adotado para avaliação de imóveis rurais, acenando com a possibilidade da revisão do VTN que serviu de base ao lançamento ITR/94.. É possível ainda, que o Laudo Técnico de Avaliação, fosse encaminhado na fase recursal, como foi orientado na própria decisão monocrática, no entanto o pretenso documento apresentado pelo recorrente, não preenche os requisitos relativo a determinação legal. Por todas estas razões, nego provimento ao recurso. Sala das sessões, em • de maio de 1.997 11Pn1111 411PdP ANTONIO .1: 'HIT,4 ILTASAVA 5
score : 1.0
Numero do processo: 10120.002986/90-24
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 1993
Ementa: ITR - INALTERABILIDADE DO LANÇAMENTO - O Valor da Terra Nua - VTN declarado pelo Contribuinte e não impugnado pelo órgão legalmente competente é a base de cálculo para o lançamento do ITR. O crédito tributário regularmente lançado, a partir desta base de cálculo, reúne as condições de plena validade e eficácia, não podendo, pois, ser alterado. ENCARGO DA TRD - Não são devidos no período de 04.02.91 a 01.08.91 por força dos artigos nºs 80 a 85 da Lei nº 8.383/91. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 203-00889
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Cãmara do Segund..) Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência a TRb no período de 04/02 a 01/08/91.
Nome do relator: CELSO ÂNGELO LISBOA GALLUCCI
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T12:31:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T12:31:54Z; Last-Modified: 2010-01-29T12:31:54Z; dcterms:modified: 2010-01-29T12:31:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T12:31:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T12:31:54Z; meta:save-date: 2010-01-29T12:31:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T12:31:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T12:31:54Z; created: 2010-01-29T12:31:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-01-29T12:31:54Z; pdf:charsPerPage: 1566; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T12:31:54Z | Conteúdo => 14 UURUCT NO U.Ogf ' 4,2&J__CL) C - .4, • C 4:~7, MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEAMENTO RIAbriM • • ,•• SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . . Processo no 10120.002986/90-24 SessXo de 09 de dezembro de 1993 ACORDO No. 203-00.889 1 Recurso no 92.259 Recorrente:: SILVIO FERRAZ PIRES Recorrida DRF EM RIBEIRMO PRETO - SP ITR - INALTERABILIDADE DO LANÇAMENTO - O Valor da Terra Nua - VTN declarado pelo Contribuinte e nWo impugnado pelo earOo legalmente competente é a , base de cálculo para o lançamento do ITR. O , crédito tributário regularmente lançado, a .partir desta base de cálculo, reUne as condiOes de plena validade e eficácia, nVo podendo, pois, ser alterado. ENCARGO DA TRD - NWo s'ão devidos no período de 04.02.91 'a 01.08.91 por força dos artigo 80 a 85 da Lei n2 8.383/91. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SILVIO FERRAZ PIRES. ACORDAM os Membros da Terceira Cãmara do Segund..) Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência a TRb no período de 04/02 a 01/08/91. Ausentes os Conselheiros MAURO WASILEWSKI e TIDERANY FERRAZ DOS SANTOS. Sala das SessZes, e 09 de dezembro de 1993. . • ....~~aendle,„„ OSVALDO '')SE D:.(SOLL.- - Presidente • CE_ OA :Lato r. 14)0 /6aaa SILVIC JOSE RNANDES - Procurador-Representante da Fazenda Nacional VISTA EM SESSMO DE 24 FEV 1994 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros RICARDO LEITE RODRIGUES, MARIA THEREZA VASCONCELLOS DE ALMEIDA', SERGIO AFAHASIEFF e SEBASTIMO BORGES TAWARY. fclb/ • -. 30 , ,_ • . t4a‘, •MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO 'vg,-.4Atlà, 44A: , SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , Processo no 10120.002986/90-24 . .. Recurso No: 92.259 . Ac6rd2(o Np: 203-00.889 . Recorrente: SILVIO FERRAZ PIRES • -:( RELATORIO . . . . . O Contribuinte •em epígrafe insurge-sc tempestivamente contra a exiOncia • do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR referente ao exercício de 1990 relativa j • ao imóvel registrado no INCRA sob o código 931.055.008.141-7; • argumentando que o valor lançado de Cr$ 150.219,54 significa . o aumento, que considera absurdo, de 8.000% em relaçWo ao do exercício anterior, .que foi de Cr$. 1.876,59, acrescentando que . nada justifica tal maioraçMo, tendo em vista que a inflaçMo anua ' .1.acumulada até outubro é de 1.343%. Para fazer prova de que alega, • junta cópias do Certificado de Cadastro do exercício de 1985 •• (fls.. 03) e a retificaçWo do ITR/1990 (fls. 04). Conclui •• . requerendo a retificaçWo do lançamento. . As fls. 10, o INCRA presta a InformaçMo Técnica nq . 1.096/91 aduzindo que o Impugnante obteve as deduçaes previstas .• na legi.slação de regOncia, e que o aumento ocorreu em razWo da atualiza0o do Valor da Terra • Nua - VII') em 90,737, +. , conformidade com o que estabeleceu a Portaria Interministerial. - MEFP/MARA - n2 560, de 27.09.90 " 6„ em atendimento ao disposto np ,•- artigo le da Lei n2 8.022/90, no parárjrafo 72 do artigo 46 da Lei . n2 4.504/64 e nos parágrafos 22 e 50 do Decreto no 84.865/80. . A Autoridade • de Primeira Instãncia julgou • iMprocédente a Impugna0o ao fundamento de ciue, conforme • informaçWo do INCRA de fls. 10, o ITR/90 foi lançado em funçab c a ,• atualizaçMo do VIM" segundo . disposiçWo da Portaria Interministerial -n2 560/90 e foi processado de acordo com as informaçffes pretadas pelo próprio Contribuinte em sua DeciaraçZo • :ara Cadastro de Imóvel Rurai . e a•legislaçMo em vigor. • Ainda inconformado, o Contribuinte interpft o • • Recurso de fls. 19 em que reitera as razeJes trazidas na peça' impugnatória, acrescentando que possui outra propriedade rural nc• .Estado de Minas Gerais que foi tributada com índice _compatível,.1 com a inflaçMo do período. , . . • Foi juntado aos .autos o quadro demonstrativo da'' consolida0o de débitos fiscais em 14.12.92, referente ao ITR em •- questWo. . - . . As. . fis. 27, o Recorrente adita novas razffes ao. , .. , Recurso. Aduz que o item encargo do aviso de cobrança se refere A •.:. cobrança da TR acumulada desde a data do vencimento do mp sto , . 2 .... . . . • 0,-4.V • 65,---Z _., MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . • ' - Processo no 10120..002986/90-24 Acórchlo na 203-00.889 . até 02.,01.92. Argüi que, conforme a jurisprudOnc::ia dos Tribunais 1: egionais 1". c.:, clerais„ bem como do Tribunal Superior c:le Uust :15;:a„ imposto n'iNo pode ser corrigido com base na variaç eão da TR„ mesmo . após seu vencimento. Em ref orço de sua tese„ invoca clisposiç7,to dá ,. - Lei. na 8.383/91 que determinou que quem pagou imposto atualizadb • pela T R p o deria efetuar a compensaçab cle tais valores., Parx reforçar a a rg ume n ta çZ'to ,•, Junta cópia do artigo publ i ca cl o 110 jornal DCI. . • - • E o relatório. • A-------- • . , • . , ' , , . . , • , . . • . • , , . . • , •. -... ,.5 •, 386 .. ..»; . . . MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO . 4,V,wiíe . SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .. .-. ,.... • Processo no 10120.002986/90-24 . •.. . AcórdWo no 203-00.889 . • . • _ • • VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR CELSO ANGELO LISBOA GALLUCCI . . . ' . O Recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. • O Recorrente manifesta inconformidade com' o - aumento verificado de um exercício para outro, mas nWo apresenta' prova de que tenha ocorrido erro no lançamento do ITR/90. A varia0o, segundo Informa0o Técnica no 1.096/1P1 do INCRA, decorreu da aplica0o do índice de 90,737 sobre o VT „. . em obediOncia ao que estabeleceu a. Portaria Interministeri.A1 . MEFP/MARA nq 560, de 27.09.90. O Uulgador de Primeira Imstãne4ia.- . 4.Afirma que o lançamento . foi processado de acordo com as. infármaçffes prestadas . pelo próprio Contribuinte. - NWo encontro, nos.autos„ motivos que me levem & • discordar da decisab recorrida quanto ao valor do lançamento do,'.- ITR/90 consubstanciado na NotificaçWo de fls. 04. Entendo que os fundamentos %Mo consistentes e nãb foram infirmados na peça recursal. . ., Questiona o Recorrrente no Adendo ao Recurso de fls. 27, o valor do encargo que consta no quadro demonstrativo da. consolidaçXo do débito fiscal até 14.12.92 (fls. 22), com validade para pagamento até 30.12.92. Argumenta que o valor do .. encargo em causa foi calculado com -a aplicaçXo da TRD acumulAda desde a data do vencimento até 02.01.92. • Entendo que a Lei .8.383/91,- ao autorizar, nos artigos ec, a 87 a compensa0o ou a restituiçWo dos valores pa4oS a título do encargo instituído pelo artigo 92 da Lèi 8.1770'1, calculado pela TRD, considerou tais encargos indevidos. Por outro . lado, i-1 .?Co se há de aplicar retroativamente o disposto no art4go 30 da Lei 8.218/91 -que determinou a incidOncia de juros de mpra equivalentes à TRD sobre os débito com a Fazenda Nacional. Este tem " si.idc.) o entendimento deste , 'Colegiado em reiterádos julgamentos. Pelas razffes acima expostas, dou provimento parcial ao Recurso, para excluir da exigOncia o encargo da .TRIS no período de 04.02.91 a 01.08.91. . . . , Sala das Sessffes,•em 09 de dezembro de 1993. _ CELSO N -1. LISBO GALLUCCI ' . . • 4 •.
score : 1.0
Numero do processo: 10315.000133/89-19
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Mar 23 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Mar 23 00:00:00 UTC 1993
Ementa: PIS-FATURAMENTO - SALDO CREDOR DE CAIXA. A constatação de saldo credor na conta "Caixa", em virtude de contabilização de Recursos que restaram incomprovados, autoriza a presunção de omissão de receita. Recurso negado.
Numero da decisão: 202-05641
Nome do relator: JOSÉ CABRAL GAROFANO
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O. ,..1 I al.04 C Dz.» / fifir 19 / 4%t-tcp_. MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO tiN* SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e ",.. i n-• Processo no 10.315-000,.133/69-19 Sessão ner. 23 de março c.k .: • 993 ACORDO no 202-05,.641 Recurso no: 83..259 Recorrente r. ICASA -- INDUSTRIA E COMERCIO DE ALGOD/40 S/A Recorrida :: DRF EM Junzn RO DO NORTE --, CE PIS-FATORAMENTO --- srm..on CREDOR DE CAIXA,. A constatação de s.U.do credor na con'La "Caixa" „ Of1/ t,',‘b.i.liz a ção de Re CUrSOS Cl ue restaram :J. n com orevad ois-:7------1:n. z6-‘ a -estun-0,-Ço—dikLomii <:' ao de receita,. Recurso negado.. Vist OS, relatados e d :i.scut idos os preSel I 'Les autos de recurso interposto por ICASA - INDUSTRIA E COMERCIO DE Al...013DAD S/A. ACORDAM us Membros da iiegiAnd..). ( ..tmara do SeD LM cio C0119; C91 hO de Cont ribuintes,, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso., Sala (1915 :3e1s ffe s • em 23 d i março de 1993. di, / 1-IELV I O ESC „VE•O Bn" "r.-1 i O c ' -- Preti d en te ril 40 . jOSE CADI' ca / -•,..„ nI 4 ~agi JOSH. 1...CS 1.9 . Pd...PU . DA LEMOS -- Procurador-Renre--I . sent ante daz end a Na c i on a :I. • VISTA El SESSA0 DE 1 e j1IN 1993 ' Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros EL. IO ROTEE, TERESA cRIslINn GONÇALVES PANTO$A, ANTONIO CARLOS EUENO RIBEIRO, jOSE ANTONIO AROCHA DA COMA e TARASIO CAMPEA.0 BORGES. OPR/mias/CF--GE 1 , -~, MINISTÉRIO DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANEJAMENTO :;Int ...'Si SWUNDIDCONSELHODECONTRMUNTIM Processo no 10.315-000.133/89-19 Recurso no n 83.259 Acórdao no: 202-05.641 Recorrente: ICASA - INDUSTRIA E COMERCIO DE ALOODAD S/A RELATORI O O presente recurso já foi apreciado por 1‘";tA CAmara em Ses~ de 20/02/90, oportunidade em nue seu i ii 1 namentn foi convertido em diligencia à Reparti. flo de OrigPMN conforme Rel i fóri o e Vol.ri de_ILLs. 43J(1.54;_eus_Lp.s..F.4_s_flt(a.1, o'aiN---gw:U~ lembrança dos flustres Conselheiros. Cumprida a diligencia, retornam presentemente os autos, após juntada dos elementos solicitados, que incluem a opta do Acord:a'o no 103-10.192, da Terceira Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes (fls. 176/162), que, por maioria de votos, negou provimento ao recurso voluntário interposto no processo relativo à exigencia do Imposto de Renda Pessoa jurídica -- IRPO. E o relatório. 2 . CAD ) a A).:R,-,- ? MINISTÉRIO DA ECONOMIA. FAZENDA E PLANEJAMENTO SEGUNDOCONSELNODECOWNIMUNUS',a1;t11: Processo no g 10.315-000.133/89-19 AcórdWo no g 202-05.641 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR jOSE CABRAL OAROFAMO Creio ri Wo haver muito a apreciar neste processo, visto a deciao inserta na acerda"o do TRPJ. Tanto naquele acer~ como neste recurso, a matéria tática tratada foi prática de ------7an-Fatt2Ee-4€-4_, ca1tas -- comum a ambas exigencias fiscais - pelo que os argumentos de defeCrfrarratAmus__- )roduçWo de provas que pudessem infirmar as asserOes da liscalizaçãb. Wáo trazendo a Re 'corrente a este processo qualquer outro elemento de prova, alem das apresentadas no processo de IRE1J, que pudesse arrostar as constata;ffes levantadas pela Fazenda Pública e, ainda, pela objetividade e iusteza contidas nas razetes dp ri ::i. d i r do voto condutor, elaboradas pelo ilustre Conselheiro-Relator do mencionado acerd:No do IRPJR rio encontro outras tais que mo levem a entender a mesma matéria de forma diferente. Absim, por tudo até aqui apreciado e pelo princípio da simetrjt” ub1 eadem ratio ibi eadem lenis dispositio -- "onde há a Me5Mià raflio, deve-se aplicar a mesma disposi0o legal" -. voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntarlo. Sala das Sessffes, em 23 de março de 1993. er -_, . JOSE CABR/ ; .;-• nOFAND ' :n
score : 1.0
