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Numero do processo: 35405.004451/2006-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2006 a 31/08/2006
RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PAGAS. FORMULAÇÃO DE PEDIDO. NECESSIDADE.
Somente são passíveis de restituição os valores de contribuições sociais pagas indevidamente e objetos de Requerimento de Restituição de Valores Indevidos - RRVI.
Numero da decisão: 2201-005.438
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
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FORMULAÇÃO DE PEDIDO. NECESSIDADE. Somente são passíveis de restituição os valores de contribuições sociais pagas indevidamente e objetos de Requerimento de Restituição de Valores Indevidos - RRVI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente) Relatório 1- - Adoto inicialmente como relatório a narrativa constante do V. Acórdão da DRJ (e- fls. 82/85) por sua precisão e clareza, sendo que todos os documentos estão sendo indicados na sua respectiva folha digital: Fatos De acordo com os autos, com a numeração das folhas efetuada a partir do processo digitalizado (e-processo), o contribuinte protocolou, em 15/09/2006, o Requerimento de Restituição de Valores Indevidos – RRVI (fls. 04) para a competência 08/2006, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 40 5. 00 44 51 /2 00 6- 41 Fl. 96DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-005.438 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 35405.004451/2006-41 referente ao recolhimento espontâneo para regularização da Declaração e Informação Sobre Obra – DISO n° 927/2006, em vista das contribuições devidas relativas a esta obra de construção civil terem sido objeto da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD nº 35.902.381-9, correspondente à DISO, emitida ex-officio, n° 1005/2005. Os documentos anexados mostram que foi executada obra de construção civil com área total de 148,50 m², matriculada sob o n° 21.548.01268/64, conforme Certidão da Prefeitura Municipal de Torrinha, a qual especifica o início da obra em 21/12/1992 e término em 03/07/2006 (fls. 31). Constam as seguintes regularizações: - 74,25 m² em 03/1999, conforme DISO nº 269/99 e respectivo Aviso Para Regularização de Obra – ARO, de 18/03/1999, quitada através de Guia de Recolhimento da Previdência Social – GRPS no valor autenticado de R$ 804,93 (fls. 32/34); - em 31/10/2005, foi emitida a DISO n° 1005/2005 (fls. 11/12) e Aviso Para Regularização de Obra – ARO (fls. 19/20), objetivando a regularização total da área construída, cujo valor foi objeto de lançamento fiscal, mediante a NFLD nº 35.902.381- 9; - Em data posterior ao recebimento da notificação fiscal acima citada, o contribuinte compareceu espontaneamente à Unidade de Atendimento em Jaú, com nova DISO, que recebeu o n° 927/2006, em 14/08/2006 (fls. 29/30), e a Certidão da Prefeitura Municipal de Torrinha (fls. 31), gerando valor a recolher de R$ 1.513,12, na competência 08/2006, recolhido através de Guia da Previdência Social – GPS. Portanto, houve a emissão de duas DISO para a regularização da mesma área construída. O proprietário apresentou impugnação ao crédito lançado, porém conforme despacho de fls. 51, intempestivamente e sem a produção de provas que importassem na revisão de ofício, implicando em revelia, mantendo-se o crédito lançado. Como o recolhimento relativo à DISO n° 927/2006 foi efetuado em data posterior à constituição do crédito previdenciário, por determinação do auditor fiscal analista, foi efetuada a apropriação da GPS no valor de R$ 1.513,12 ao lançamento fiscal, não havendo valor a restituir, motivo pelo qual foi indeferido o RRVI (fls. 51/57). Manifestação de Inconformidade Cientificado da decisão, o interessado protocolou, tempestivamente, a manifestação de inconformidade de fls. 61/64, através de recurso ao Conselho de Contribuintes, na qual, inicialmente solicitou que todas as intimações fossem realizadas no endereço do procurador constituído e, alegando que o débito lançado pela NFLD n° 35.902.381-9 foi quitado pela guia paga em 04/09/2006, no valor de R$ 1.513,12, solicitou o deferimento da restituição para a GPS recolhida em 18/01/2007, no valor de R$ 1.592,89, com os devidos acréscimos legais. Encaminhamento do processo Foi o processo enviado ao Segundo Conselho de Contribuintes, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, o qual, por força da Portaria nº 14 de 09/12/2008, o devolveu ao órgão de origem, que o encaminhou a esta DRJ/RPO (Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto).” Fl. 97DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-005.438 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 35405.004451/2006-41 02- A impugnação do contribuinte foi julgada improcedente de acordo com decisão da DRJ abaixo ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2006 a 31/08/2006 RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PAGAS. FORMULAÇÃO DE PEDIDO. NECESSIDADE. Somente são passíveis de restituição os valores de contribuições sociais pagas indevidamente e objetos de Requerimento de Restituição de Valores Indevidos - RRVI. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. ENDEREÇO CADASTRAL. ENDEREÇAMENTO DE INTIMAÇÃO A REPRESENTANTE. INDEFERIMENTO. O domicílio tributário do sujeito passivo é o endereço postal fornecido pelo próprio contribuinte à Receita Federal do Brasil (RFB) para fins cadastrais ou eletrônico autorizado. Dada a inexistência de previsão legal, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 03 - Houve a interposição de recurso voluntário pelo contribuinte às fls. 90/92 refutando os termos da decisão de piso. Voto Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, Relator. 04 – Conheço do recurso por estarem presentes as condições de admissibilidade. 05 – A decisão de piso nega o pedido de restituição do contribuinte fundamentando a decisão da seguinte forma: “Em sua manifestação de inconformidade, o contribuinte solicitou a restituição do valor de R$ 1.592,89, recolhido em 18/01/2007, que não foi objeto do pedido inicial, motivo pelo qual o pedido não merece prosperar, devendo o contribuinte, se entender cabível, apresentar novo pedido de restituição relativo ao valor recolhido em 18/01/2007.” 06 – O contribuinte por sua vez recorre alegando que consignou o pedido para restituir o valor recolhido indevidamente e mesmo que se tenha descrito valor errado entende tratar-se de mero erro material em decorrência de uma formalidade não elidindo o seu pedido, não havendo necessidade de novo pedido de restituição. Fl. 98DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-005.438 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 35405.004451/2006-41 07 – Entendo que deve ser mantida a decisão de piso por seus próprios fundamentos, uma vez que o contribuinte efetuou o pedido de restituição somente em 15/09/2006 e relativo a GPS no valor de R$ 1.513,12 fora utilizada para extinguir o lançamento da NFLD nº 35.902.381-9 lançada em decorrência da emissão de duas DISO, conforme a análise de fls. 55/57 (Despacho Decisório) e por isso não foi deferido o pedido de restituição. 08 - Logicamente em sua defesa técnica, apresentada posteriormente, às fls. 61/64 o contribuinte esclarece alguns fatos não indicado no formulário de fls. 04, (o da restituição protocolizado em 15/09/2006) e junta às fls. 69 a GPS com autenticação bancária e recolhida, contudo somente em 18/01/07, e pede a sua restituição, (apesar de indicar a competência 01/2007 ela identifica, com clareza, conforme alegado pelo contribuinte, tratar-se de recolhimento em duplicidade da NFLD nº 35.902.381-9): 09 – Contudo, verifica-se que o pedido de fls. 04 foi efetuado antes do recolhimento da referida GPS de fls. 69 e portanto, essa GPS a que alude a defesa, deve ser objeto de novo pedido de restituição, uma vez que o pedido de fls. 04 houve o indeferimento com base na utilização da GPS da época dos fatos, em crédito anteriormente lançado para sua extinção, conforme bem destacado no despacho decisório verbis: “6. Conforme consta nas telas de consulta da Dataprev - INSS, Sistema de Cobrança (fls. 36 e 39) o valor pago de R$ 1.513,12 foi apropriado a NFLD N° 35.902.381-9. No despacho de fl. 42 há a informação de que a GPS foi averbada por Auditor Fiscal, portanto não há valor a restituir. (...) omissis 8. Nos termos do artigo 89 da lei n° 8.212, somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social-INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. Assim a alegação do proprietário no pedido de restituição, de que a DISO N° 927/2006 foi cancelada devido a emissão da NFLD N° 35.902.381-9 relativo a DISO (ex-officio) N° 1005/2005, não procede por que o valor correspondente ao crédito lançado era devido, emitido de ofício, porque não providenciou a regularização na época própria, portanto não houve recolhimento indevido.” (Grifei) Fl. 99DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2201-005.438 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 35405.004451/2006-41 10 - Não há a possibilidade de se dar provimento ao pleito do contribuinte, sob a alegação de que está implícito no pedido o valor da GPS recolhida em janeiro de 2007, pois senão, estaria implícito em todos os pedidos qualquer valor, não havendo delimitação da matéria, e inclusive de valores a título de juros e competências, até mesmo para fins de contagem de prazos prescricionais, tanto em relação à Fazenda quanto ao contribuinte. 11 – Portanto, verifica-se que o contribuinte mudou o seu pedido, contudo, durante o processo de restituição, na fase de defesa contra o despacho decisório, cujo eventual crédito, não foi objeto de análise da autoridade competente. 12 - Esse fato é importante, não sendo mero formalismo, pois, pode ocorrer muitas vezes, que tal crédito solicitado a posteriori durante o trâmite da defesa, ter até sido compensado com eventuais outros débitos do sujeito passivo, e, não informado no processo, e com isso, o julgador estar dando provimento a um direito que não cabe ao contribuinte, portanto, é o mesmo (guardadas as devidas proporções) que o contribuinte tentar mudar a causa de pedir e pedido durante o trâmite processual de uma ação judicial. 13 – Portanto, como bem exposto na decisão de piso, há a necessidade de novo pedido de restituição. Conclusão 14 - Diante do exposto, conheço e NEGO PROVIMENTO ao recurso na forma da fundamentação. (documento assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Fl. 100DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.911012/2012-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3301-001.264
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, para confirmar os valores de receitas financeiras apresentados pela Recorrente.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira Relator e Presidente
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
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decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, para confirmar os valores de receitas financeiras apresentados pela Recorrente. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Relator e Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-15T14:05:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-15T14:05:35Z; Last-Modified: 2019-10-15T14:05:35Z; dcterms:modified: 2019-10-15T14:05:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-15T14:05:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-15T14:05:35Z; meta:save-date: 2019-10-15T14:05:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-15T14:05:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-15T14:05:35Z; created: 2019-10-15T14:05:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2019-10-15T14:05:35Z; pdf:charsPerPage: 2318; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-15T14:05:35Z | Conteúdo => 0 S3-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10980.911012/2012-71 Recurso Voluntário Resolução nº 3301-001.264 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2019 Assunto CONTRIBUIÇÃO PARA PIS/PASEP Recorrente TICCOLOR VIDEO FOTO SOM EIRELI - EPP Interessado FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, para que a Unidade Preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, para confirmar os valores de receitas financeiras apresentados pela Recorrente. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira – Relator e Presidente Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente). Relatório Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em face da não homologação da compensação declarada por meio do PER/DComp nos termos do despacho decisório emitido pela Unidade de Origem. Na aludida DComp, transmitida eletronicamente, a contribuinte indicou um crédito de correspondente a uma parte do pagamento de Cofins/PIS, supostamente recolhida a maior, para extinguir débitos de sua responsabilidade. Segundo o despacho decisório, a compensação não foi homologada porque o pagamento indicado como indevido encontrava-se totalmente alocado ao débito de Cofins/PIS. Devidamente cientificada, a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, onde alega que o crédito buscado decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998. Esclarece que utilizou a valor correspondente à contribuição incidente sobre as receitas financeiras para compensar débitos de sua responsabilidade. Diz que o seu direito está expresso no art. 170 do CTN e no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, e suas alterações. Cita e transcreve jurisprudência e afirma que tendo o tributo sido declarado indevido, os contribuintes têm direito à restituição ou à compensação. Ao final, requer a homologação da compensação. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 11 01 2/ 20 12 -7 1 Fl. 59DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 3301-001.264 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.911012/2012-71 Por seu turno, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento negou provimento a Manifestação de Inconformidade. Segundo a decisão proferida, prevaleceu o entendimento de que, para fins de homologação de compensação declarada pelo contribuinte, o direito creditório decorrente de recolhimento indevido ou a maior em virtude da declaração de inconstitucionalidade de dispositivo relativo ao alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins deve ser comprovado mediante documentação hábil e idônea. Irresignada com a decisão, a Recorrente interpôs recurso voluntário repisando os argumentos da manifestação de inconformidade e trazendo aos autos documentos fiscais que comprovariam a existência de receitas financeiras incluídas na base de cálculo das contribuições. É o relatório. VOTO Conselheiro Winderley Morais Pereira - Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplica-se o decidido no Acórdão 3301-001.155, de 26 de setembro de 2017, proferido no julgamento do processo 10930.904292/2012-56, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcreve-se, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301-001.155). A teor do relatado, trata-se de pedido de compensação não homologado em auditoria eletrônica de PERDCOMP. Em sua defesa, a autuada alega erro no preenchimento da DCTF e que os créditos seriam oriundos de receitas financeiras que foram equivocadamente incluídas na base de cálculo da contribuição. A discussão sobre a não apresentação de provas, objeto da decisão de primeira instância é o ponto principal a ser analisado. A Recorrente, conforme consta do processo, não foi intimada em nenhum momento a apresentar esclarecimentos sobre as conclusões da auditoria eletrônica que motivaram o indeferimento parcial do pedido de compensação. Estamos diante de um procedimento, adotado pela Receita Federal, de auditoria interna, que consiste na revisão de declarações de forma eletrônica. Entendo não existir nenhum obste legal ou equivoco neste procedimento. Entretanto, quando a pessoa fiscalizada é cientificada de decisão que lhe é desfavorável tem o direito ao contraditório e que sejam analisadas as suas alegações. Caso a autoridade, responsável pela apreciação destes argumentos, entenda que as provas apresentadas não são suficientes para a convicção no julgamento, poderá determinar a busca de informação complementares, por meio direto, se lhe for possível ou por determinação de diligência nos termos previstos no Processo Administrativo Fiscal – PAF. Ressalto que a apresentação genérica de argumentos, alegando simplesmente ilegalidade no procedimento fiscal, sem apontar fatos concretos ou quaisquer provas que indiquem erro na decisão prolatada pelo Fisco, não pode prosperar, visto que, a produção de provas é obrigação de quem contesta e não da autoridade julgadora. O fato que estamos discutindo na presente lide é se foram apresentadas provas e se estas são suficientes para a comprovação das alegações constantes do Recurso apresentado. No caso em tela, entendo que as provas constantes dos autos, trazidas no recurso voluntário apontam para a existência de receitas financeiras que podem ter sido Fl. 60DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 3301-001.264 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10980.911012/2012-71 consideradas na base de cálculo e portanto, diante da posição já consolidada que tais receitas não sofrem a incidência das contribuições do PIS e da Cofins, entendo necessária a verificação adequada da Receita Federal para confirmar os valores apresentados pela Recorrente com os documentos fiscais constantes do recurso voluntário. Diante do exposto, entendo ser necessário determinar a baixa dos autos para que a autoridade preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, verificando se o as informações sobre as receitas financeiras estão de acordo com os registros constantes dos documentos fiscais apresentados. Concluída a diligência o relatório fiscal deverá ser cientificado à Recorrente para manifestação no prazo de 30 (trinta) dias e em seguida os autos retornem a este Conselho para prosseguimento do julgamento. Aplicando-se a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora proceda à verificação dos fatos alegados no recurso, verificando se o as informações sobre as receitas financeiras estão de acordo com os registros constantes dos documentos fiscais apresentados. Em seguida, deve ser dada ciência às partes e aberto prazo de 30 dias para manifestações, nos termos do parágrafo único do artigo 35 do Decreto nº 7.574/2011. Posteriormente aos procedimentos, que sejam devolvidos os autos ao CARF para prosseguimento do rito processual. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Relator Fl. 61DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12268.000202/2007-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/07/2005
NÃO CONHECIMENTO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA.
Estando preclusa toda a discussão quanto à obrigação principal, não caberá sua reapreciação nos autos em que é imposta a obrigação acessória.
Numero da decisão: 2202-005.650
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
(assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(assinado digitalmente)
Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Leonam Rocha de Medeiros, Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Nome do relator: LUDMILA MARA MONTEIRO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2003 a 31/07/2005 NÃO CONHECIMENTO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA. Estando preclusa toda a discussão quanto à obrigação principal, não caberá sua reapreciação nos autos em que é imposta a obrigação acessória.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Leonam Rocha de Medeiros, Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/07/2005 NÃO CONHECIMENTO. PRECLUSÃO PROCESSUAL. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA. Estando preclusa toda a discussão quanto à obrigação principal, não caberá sua reapreciação nos autos em que é imposta a obrigação acessória. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson Presidente (assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ludmila Mara Monteiro de Oliveira (Relatora), Leonam Rocha de Medeiros, Marcelo de Sousa Sáteles, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por ALTERLOG REPRESENTACOES COMERCIAIS LTDA. contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (DRJ/CTA), que rejeitou a impugnação apresentada para manter o auto de infração, lavrado em razão do descumprimento da obrigação acessória prevista no art. 30, inc. I, “al.” a da Lei 8.212/91 (CFL 59). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 8. 00 02 02 /2 00 7- 84 Fl. 467DF CARF MF Processo nº 12268.000202/200784 Acórdão n.º 2202005.650 S2C2T2 Fl. 468 2 Por bem sintetizar a matéria devolvida a esta instância revisora, colaciono ainda a ementa do objurgado acórdão (f. 395): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/07/2005 AI Nº 37.062.7180 DEIXAR A EMPRESA DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO, AS CONTRIBUIÇÕES DOS SEGURADOS. Constitui infração ao artigo 30, I, "a", da Lei n.° 8.212, de 24 de julho de 1991, e ao artigo 42, caput, da Lei n.° 10.666, de 08 de maio de 2003, deixar a empresa de arrecadar a contribuição dos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestem serviços, mediante desconto de suas remunerações. Intimada do acórdão, a recorrente apresentou, em 28/08/2009, recurso voluntário (f. 425/437), replicando parcela das razões declinadas em sede de impugnação, salvo as que perpassavam supostas violações aos princípios da razoabilidade, proporcionalidade e não confisco. Diz que sequer poderia ter sido lavrado o auto de infração, “(...) justamente porque não se trata de remuneração que deva ser inserida naquele documento.” (f. 46) Pleiteou fosse reconhecida a insubsistência da cobrança, que alberga a exigência da obrigação principal, bem como a extinção da multa exigida nestes autos. É o relatório. Voto Conselheira Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Relatora Conforme narrado, as razões declinadas pela ora recorrente tratam, exclusivamente, da (in)subsistência da obrigação principal. À data de 21.11.2012, entretanto, foi proferido o Acórdão nº 2302002.211 por este Conselho, que restou assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/07/2005 NFLD. ÔNUS DA PROVA. IMPUGNAÇÃO SEM ESTEIO EM PROVAS MATERIAIS. A elaboração deficiente das folhas de pagamento e das GFIP, marcadas pelo não registro de todas as remunerações pagas a todos os segurados a seu serviço e de todos os dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária, respectivamente, autoriza o Fisco a lançar a contribuição previdenciária que reputar devida, recaindo sobre o sujeito passivo o ônus da prova em contrário. O Recurso pautado unicamente em alegações verbais, sem o amparo de indício de prova material, não desincumbe o Recorrente do ônus probatório imposto pelo art. 33, §3º, in fine da Lei nº 8.212/91. PREMIAÇÃO. PROGRAMA DE INCENTIVO. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. A verba paga pela empresa a segurados obrigatórios do RGPS por intermédio de Cartões de Premiação tem natureza jurídica de gratificação, sendo, portanto fato gerador de contribuições previdenciárias. Fl. 468DF CARF MF Processo nº 12268.000202/200784 Acórdão n.º 2202005.650 S2C2T2 Fl. 469 3 SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. GRATIFICAÇÃO. HABITUALIDADE. O conceito jurídico de Salário de contribuição aviado no art. 28 da Lei nº 8.212/91 em momento algum vincula a natureza jurídica das parcelas integrantes da base de cálculo das contribuições previdenciárias à habitualidade de seu recebimento. Sendo a natureza da verba auferida qualificada juridicamente como gratificação de desempenho, basta para a sua sujeição à tributação previdenciária o seu mero recebimento pelo segurado obrigatório do RGPS, mesmo que tal pagamento tenha ocorrido uma única vez no histórico funcional do beneficiário. Recurso Voluntário Negado. Por estar preclusa toda a discussão quanto à obrigação principal, com decisão definitiva proferida nesta esfera administrativa, deixo de conhecer do recurso. De toda sorte, ainda que fosse conhecido, não seria possível acolhêlo. Em confronto ao que defende a ora recorrente, pela leitura da ementa e do inteiro teor do acórdão que apreciou a obrigação principal, resta claro que os prêmios concedidos aos funcionários constituem uma gratificação que compõem, sim, o salário de contribuição dos segurados. Como fora lançado, [t]ivesse o sujeito passivo cumprido, com o devido rigor, as obrigações acessórias impostas pela legislação, os fatos geradores teriam sido apurados diretamente nas folhas de pagamento e nas GFIP. Mas assim não ocorreu. A não observância das formalidades exigidas pela legislação tributária quebrou o mecanismo idealizado pelo legislador ordinário para a apuração ágil e precisa dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, obrigando os agentes fiscais a investigar uma série de outros documentos para a captação dos fatos jurígenos tributários de sua competência, no cumprimento efetivo do seu dever de ofício. (CARF. Processo nº 12268.000203/200729. o acórdão nº 2302002.211 – f. 12). Se mantida a obrigação principal, há de subsistir a obrigação acessória ora discutida. Ante o exposto, não conheço do recurso. (assinado digitalmente) Ludmila Mara Monteiro de Oliveira Fl. 469DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10950.720491/2010-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI)
Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009
CRE´DITOS. AMAZO^NIA OCIDENTAL.
Comprovado que o fornecedor dos insumos estava amparado por Resoluc¸a~o emitida pelo Conselho de Administrac¸a~o da Superintende^ncia da Zona Franca de Manaus para gozar da isenc¸a~o prevista no art. 6º do Decreto-Lei nº 1.435/75, reverte-se a glosa de cre´ditos efetuada no adquirente dos insumos a partir da data daquela Resoluc¸a~o.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3301-006.859
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Valcir Gassen - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: VALCIR GASSEN
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009 CRE´DITOS. AMAZO^NIA OCIDENTAL. Comprovado que o fornecedor dos insumos estava amparado por Resoluc¸a~o emitida pelo Conselho de Administrac¸a~o da Superintende^ncia da Zona Franca de Manaus para gozar da isenc¸a~o prevista no art. 6º do Decreto-Lei nº 1.435/75, reverte-se a glosa de cre´ditos efetuada no adquirente dos insumos a partir da data daquela Resoluc¸a~o. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Winderley Morais Pereira, Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls. 1620 a 1652) interposto pelo Contribuinte, em 27 de agosto de 2013, contra decisão consubstanciada no Acórdão nº 10-44.226 (fls. 1611 a AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 72 04 91 /2 01 0- 11 Fl. 1735DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 1615), de 29 de maio de 2013, proferido pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (RS) – DRJ/POA – que decidiu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade (fls. 1028 a 1047) apresentada pelo Contribuinte. Visando a elucidação do caso e por economia processual adoto e cito o relatório do referido Acórdão: Trata- protocolizada em 23 de setembro de 2 fls. 1021 a 1024, emitido em Recebimento (AR) da fl. 1027. Decla nº - referente ao quarto trimestre de 2009, iscal das fls. 3 a 5, os quais seguem resumidos. - ompras na coluna “ ” creditando- - amparo legal o. adquiriu m - dessa feita, escriturou essas compras “ ” de Entradas, mas se creditand primas ad “ ” apropriouse indevidamente de no Livro Regist “ anterior” A infor nº 2002.70.00.071380-5, Federal (TRF) da 4ª Fl. 1736DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 con I devido. segue. E Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) nº 0910500/00484/09, para cob de 2005 e outubro de 2009, Zona Franca tributados pelo IPI. apresentou imp de sos Fiscais (Carf), ainda pendente. í neste processo deve estar em conformidade com a objeto deste processo, que deve ficar sobrestado. 6º do Decretolei nº 1.435, de 16 de dezembro de 1975. nº isento do IPI, a proferida nº 7.778, que recon 91.00477834 aos associados da A Agravo de Instrumento nº vo no qual foi deferida medida liminar, p Fl. 1737DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 presente caso. Na se Conclui, pedindo a reforma do desp É o relatório. Voto Conselheiro Valcir Gassen, Relator. O Recurso Voluntário interposto em face da decisão consubstanciada no Acórdão nº 10-44.226 é tempestivo e atende os pressupostos legais de admissibilidade, motivo pelo qual deve ser conhecido. O ora analisado Recurso Voluntário visa reformar decisão que possui a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009 SALDO CREDOR. RESSARCIMENTO. DENEGAÇÃO. É vedado o ressarcimento do crédito do trimestre-calendário cujo valor possa ser alterado total ou parcialmente por decisão definitiva em processo judicial ou administrativo fiscal de determinação e exigência de crédito do IPI. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O presente processo trata de despacho decisório que não reconheceu o crédito formulado em Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), em que foi solicitado e utilizado, a título de ressarcimento de IPI, referente ao quarto trimestre de 2009. O Contribuinte alega em seu recurso que o saldo credor de IPI, que oferta suporte ao PER/DCOMP, procede e tem por origem a aquisição de insumos isentos (concentrados), oriundos da Zona Franca de Manaus e elaborados com matéria-prima agrícola de produtor situado na Amazônia Ocidental, utilizados na fabricação de produtos sujeitos ao IPI (refrigerantes). Em seguida trata 1) da inaplicabilidade do art. 25 da IN/RFB nº 1.300/12 (dispositivo equivalente ao art. 20 da IN/SRF nº 600/2005 e ao art. 25 da IN/RFB nº 900/2008); 2) da relação direta entre a compensação realizada e os AIS MPF 0910500/00484/09 - Processo nº 10950.000026/2010-52; 3) do direito ao crédito relativo à aquisição de insumos isentos – 3.1. do benefício previsto no art. 6º do Decreto-Lei nº1.435/1975 e 3.2. do direito ao crédito do IPI relativo à aquisição de matéria-prima isenta oriunda de fornecedor situado na ZFM; 4) do direito Fl. 1738DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 à compensação; 5) da impossibilidade de exigência de multa, e, por fim, pede o provimento do recurso com a homologação integral da compensação realizada. No que tange ao item 2 acima (da da relação direta entre a compensação realizada e os AIS MPF 0910500/00484/09 - Processo nº 10950.000026/2010-52), o Contribuinte argumenta: 4.1. A própria DECISÃO reconhece a relação direta entre o presente processo administrativo e os AIs MPF 0910500/00484/09 porque, em ambos casos, discute-se a validade dos créditos de IPI apurados no período de outubro de 2009, relativos à aquisição de insumos isentos oriundos da Zona Franca de Manaus e elaborados com base em matéria-prima agrícola de produtor situado na Amazônia Ocidental, utilizados na fabricação de produtos sujeitos ao IPI (refrigerantes). 4.2. Ou seja, tendo em vista a identidade das questões discutidas, a decisão a ser proferida neste processo deve estar em conformidade com a decisão a ser proferida no PA nº 10950.000026/2010-52. 4.3. Por sua vez, a discussão administrativa, objeto dos autos de infração, encontra-se ainda em fase litigiosa e ainda não está encerrada, pois o julgamento do PA nº 10950.000026/2010-52 foi sobrestado pela 3ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF, nos termos da Resolução nº 3403-000.425. 4.4. Em outras palavras, a existência, ou não, do direito ao crédito de IPI em questão será apreciada no processo administrativo originado pelos autos de infração, razão por que ora se justifica o sobrestamento do presente processo. 4.5. Logo, o exame da compensação realizada deve aguardar a decisão final a ser proferida no PA nº 10950.000026/2010-52. Verifica-se que o auto de infração lavrado para exigir o crédito tributário relativo ao IPI, multa de ofício e juros de mora, pela falta de recolhimento do imposto decorrente de glosa dos créditos indevidos, no período de apuração de janeiro de 2005 a outubro de 2009, foi objeto de litígio no Processo nº 10950.0000026/2010-52. Neste sentido cito trecho da decisão ora recorrida que bem precisa os fatos: 6º do art. 8º SRF nº procedimento administra Segundo Conselho de Contribuintes (hoje Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), possa alterar o valor do ressa nº nº SRF nº nº nº -- ca Fl. 1739DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 dispositivos citados no item precedente, por ter sido autuado no Processo nº 10950.000026/2010- nº 1429.376, de 2 de junho de 2010, da Segunda nº 3403000.425, pela 3ª 4ª no Recurso Extraor nº Franca de Manaus (ZFM). nº 1.300, de 2012, e demais di Note- í saldo credor do IPI. disposto no art. 45 da atual IN RFB nº nº 900, de 30 de dezembro de 2008). Em face do exposto, voto no sentido de indeferir o pedido de sobrestamento deste processo e de julg Em referência ao Processo nº 10950.000026/2010-52, que cuida do auto de infração, proferiu-se a Resolução nº 3403-000.362, em 21 de agosto de 2012, convertendo o julgamento em diligência para que o Contribuinte apresentasse, em resumo, a documentação para comprovar sua filiação à Associação dos Fabricantes Brasileiros de Coca-Cola ou se é membro fundador da referida entidade, bem como, a data em que a referida associação ajuizou o mandado de segurança coletivo nº 91.0047783-4. Consta nos autos às fls. 1673 e seguintes, a Resolução nº 3403-000.425, de 26 de “ tário até que Fl. 1740DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 º ” -A, § 1º do Regimento Interno do CARF. Já em 15 de outubro de 2014, o Processo nº 10950.0000026/2010-52 foi submetido a julgamento. Por intermédio do Acórdão nº 3403-003.323 deu-se provimento parcial ao recurso para reverter as glosas dos créditos fictos de IPI provenientes de aquisições da Amazônia Ocidental efetuadas pela fiscalização a partir de 11/12/2007, inclusive. Assim ficou a ementa do referido acórdão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI 62A do RICARF, o RE 212.484 tornou- RE 592.891. º do Decreto-Lei no 288/67. Comprovado º - - A Fazenda Nacional ingressou com Recurso Especial junto a Câmara Superior de Recursos Fiscais e por intermédio do Acórdão nº 9303-007.540, de 18 de outubro de 2018, não se conheceu do recurso por falta de acórdão paradigma que contrapusesse o decidido no Acórdão. Como no Processo nº 10950.000026/2010-52, referente ao auto de infração, discutiu-se a procedência ou não dos créditos alegados pelo Contribuinte e que dão suporte ao PER/DCOMP discutido no presente processo, sobre sua certeza e liquidez, entendo que a decisão tomada no Acórdão nº 3403-003.323 deve ser aplicada. Neste sentido cito o relatório e o voto do Acórdão nº 3403-003.323 como razões para decidir: Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Relator. Tribunal Federal, com o advento da Portaria MF 545, de 18 de novembro de Fl. 1741DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 2013, foram revogados os §§ 1º e 2º do art. 6 Considerando que recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade, dele se toma conhecimento. Conforme se pode verificar nas notas fisc e III, do RIPI/2002. O que significa que o fornecedor valeu- para produtos industrializados na Zona Franca de Manaus, prevista no art. 9º do Decreto-Lei nº 288/67; mas t prevista para produtos industrializados na - º do Decreto-Lei nº 1.435/75. processo administrativo e a 2002.70.00.0713805, pois o processo judic - fl. 542, in verbis: os insumos contemplados pela alíquota zero, Imunidade e não art . 153, II, § 3º lhe concede tal direito;(...)" Procuradoria da Fazenda Nacional co concentrados foram utilizados especificado interposta. Nas fls. 543/561, verifica- do direito dos associados -prima isenta a fornecedor situado na Zona Franca d Sendo assim, cabe analisa . A DRJ mencionado no pedido Fl. 1742DF CARF MF Fl. 9 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 TIPI aprovada pelo Decreto nº 97.410, de 23/12/1988, na qual os refrigerantes produzidos pelos fabricantes se classificavam fatos geradores obje estavam em º 4.542, de 26/12/2002 e 6.006, de 28/12/2006, por meio das quais os refrigerantes passaram a ser class o 2202.10. Tratam- 2202.10. No que concerne a uma das fundadoras d foi impetrado no Rio de Janeiro, exclusivamente em face de atos que viessem a ser praticados pelo Delegado da Receita Federal no Rio de Janeiro. oridade administrativa distinta da arrola proferida no mandado de - do Rio de Janeiro, foi ratificado pelo Supremo Tribunal rnet. (https://www.stf.jus.br/arquivo/djEletronico/DJE_20110629_124.pdf.) Federal, pois com no julgamento do RE nº 566.819 o STF reformou seu entendimento quanto to do IPI na aquisi isentos. º pendente de julgamento pelo STF, o qu e definitividade do que o tribunal pode modificar seu entend sobrestou o julgamento deste recurso enquanto vigeram os §§ 1º e 2º do art. 62- A do RICARF. no mandado de segura Fl. 1743DF CARF MF Fl. 10 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 concedidas ao seu fornecedor em Manaus, previstas no art. 9º do Decreto-Lei nº 288/67 e no art. 6º do Decreto-Lei nº 1.435/75. º do Decreto-Lei nº 288/67, foi regulamentada pelo art. 69, I e II, do RIPI/2002. Da leitura desses dispositivos legais e regulamentares se consta direito do contribuinte efetuar o A def e o escriturou no livro, houve falta 127 e 488 do RIPI/2002. A defesa pleiteou o reconhecimento desse c o nos mesmos arg (art. 153, IV, § 3º º 4.544/2002 (RIPI/2002) para reconhe º 288/67 porque o art. 26A do Decreto nº º do Decreto-Lei nº º do art. 6º do Decreto e no art. 175 do RIPI/2002. Assim, o reconhecimento do dire ser feito na via administrativa, se o contribuinte comprovar o atendimento dos requisitos legais e regulamentares. - Procuradoria da Fazenda Nacional em sede de co º º 224/2007. Por seu turno, a partir de dezembro de 2007, apesar inexistentes, em face do concentrado sabor do art. 6º do Decreto-Lei nº nº 387/93. rais do Parece º nº 387/93 encontram- de atualizar seu p Fl. 1744DF CARF MF Fl. 11 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 reconheceu apenas o b visto no Decreto-Lei nº 288/67, conforme se pode verificar no excerto a seguir (fl. 1435), in verbis: "(...) RESOLVE Zona Franca de Manaus, na forma º bebida, elducorante e corante caramelo concentrado, concedendo- Tran 988, Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, regulamentado pelo Decreto nº 61.244, de 28 de agosto de 1967, alterado pelo Decreto-Lei nº 1.435, de 16 de dezembro de 1975, com a nov Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991 (...)" º 387/93, na qual aquela autoridade procurou "emen Conselho de Ad cio do art. 6o do Decreto-Lei nº emitidos com a pelo colegiado do CAS. de Adm MA, a teor do art. 4º . O art. 1º da Lei Complementar nº 6 Lei n° 288, de 28 de fevereiro II um representante de cada um dos seguintes Economia, Fazenda e Planejamento; c) da InfraEstrutura; Fl. 1745DF CARF MF Fl. 12 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 ica; V o Superintendente da Suframa; um representante das classes produtoras; VIII um representante das classes trabalhadoras (...) A partir de 14/01/2010 a Lei Complementar nº 68/91 foi revogada pela Lei Complementar nº 2º I - 10 (dez) Ministros de Estado, definidos em regulamento pelo Poder Executivo;. II - Governador e Prefeito da capital dos seguintes Estados: a) Amazonas; b) Acre; III - Superintendente da Suframa; IV - BNDES; V - Presidente BASA; VI - 1 (um) representante das classes produtoras; e VII - 1 (um) representante das classes trabalhadoras. (...) do Consel gional" contido no art. 6º do Decreto-Lei nº 1.435/75. direito estabelecido no art. 6º, § 1º, do Decreto-Lei nº 1.435/75 º 298/2007 (fls. 1455/1456). da Fazenda Nacional, quando argumentam que mesmo a pa - z v o processo nada, abso Fl. 1746DF CARF MF Fl. 13 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 º escrito com todas as letras que o concentrado p por produtores rurais do interior do Estado do Amazonas. Assim, h a ado na escrita em virtude de recolhimento indevido do imposto. defesa: em qual dispositivo legal ou regulamentar existe amparo para tal procedimento? A respo em nenhum! mantida a glosa efet “ ” da Lei nº umos isentos. Embora em processo fiscal, inc (...)" -se tacitamente revogado desde outubro de 1966. O art. 2º, § 1º posterior revoga a a lei anterior. administrativas, passando a exigir mantida a penalidade sobre o c remanescente neste processo. 12/2007, inclusive. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Cabe lembrar que na decisão acima citada, referente ao auto de infração (Processo nº 10950.000026/2010-52, Acórdão nº 3403-003.323), julgou-se pela procedência dos créditos fictos provenientes de aquisições da Amazônia Ocidental a partir de 11/12/2007. Fl. 1747DF CARF MF Fl. 14 do Acórdão n.º 3301-006.859 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10950.720491/2010-11 Verifica-se que na decisão, frente ao auto de infração, a parte favorável ao Contribuinte alcança o período do quarto trimestre de 2009, que é o objeto no presente processo que cuida de PER/DCOMP. Do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário do Contribuinte. (documento assinado digitalmente) Valcir Gassen Fl. 1748DF CARF MF
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Numero do processo: 10814.008452/2007-01
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 21/01/2007
NULIDADE DO LANÇAMENTO. OMISSÃO OU ERRO DO ENQUADRAMENTO LEGAL. DESCRIÇÃO PRECISA DOS FATOS. INOCORRÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
Tendo em vista que o lançamento fiscal encontra-se devidamente motivado, com descrição dos fatos precisa e detalhada, tanto que a matéria foi plenamente compreendida pela autuada, eventual omissão ou erro no enquadramento legal não é suficiente para eivar de nulidade o Auto de Infração, e muito menos caracterizar cerceamento do direito de defesa.
DIREITO DE DEFESA. OFENSA CARACTERIZADA. NULIDADE DA DECISÃO.
Configura nulidade quando a decisão administrativa não aprecia argumento essencial do sujeito passivo, apto a afastar, ao menos em tese, a autuação fiscal.
Numero da decisão: 3003-000.573
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de cerceamento de defesa suscitada, tornando insubsistente a decisão recorrida e determinando o retorno dos autos à instância a quo para que seja exarado novo acórdão, de forma a exaurir sua competência originária prevista no artigo 25, inciso I do Decreto nº 70.235/1972, e ao disposto no art. 31 do mesmo decreto, evitando-se a supressão de instância.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Vinícius Guimarães - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente), Vinícius Guimarães, Márcio Robson da Costa, Müller Nonato Cavalcanti Silva.
Nome do relator: VINICIUS GUIMARAES
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 21/01/2007 NULIDADE DO LANÇAMENTO. OMISSÃO OU ERRO DO ENQUADRAMENTO LEGAL. DESCRIÇÃO PRECISA DOS FATOS. INOCORRÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Tendo em vista que o lançamento fiscal encontra-se devidamente motivado, com descrição dos fatos precisa e detalhada, tanto que a matéria foi plenamente compreendida pela autuada, eventual omissão ou erro no enquadramento legal não é suficiente para eivar de nulidade o Auto de Infração, e muito menos caracterizar cerceamento do direito de defesa. DIREITO DE DEFESA. OFENSA CARACTERIZADA. NULIDADE DA DECISÃO. Configura nulidade quando a decisão administrativa não aprecia argumento essencial do sujeito passivo, apto a afastar, ao menos em tese, a autuação fiscal.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-29T16:01:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-29T16:01:25Z; Last-Modified: 2019-10-29T16:01:25Z; dcterms:modified: 2019-10-29T16:01:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-29T16:01:25Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-29T16:01:25Z; meta:save-date: 2019-10-29T16:01:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-29T16:01:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-29T16:01:25Z; created: 2019-10-29T16:01:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-10-29T16:01:25Z; pdf:charsPerPage: 2003; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-29T16:01:25Z | Conteúdo => S3-TE03 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10814.008452/2007-01 Recurso Voluntário Acórdão nº 3003-000.573 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária Sessão de 19 de setembro de 2019 Recorrente VRG LINHAS AÉREAS S/A (SUCESSORA DE GOL TRANSPORTES AÉREOS S/A) Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 21/01/2007 NULIDADE DO LANÇAMENTO. OMISSÃO OU ERRO DO ENQUADRAMENTO LEGAL. DESCRIÇÃO PRECISA DOS FATOS. INOCORRÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Tendo em vista que o lançamento fiscal encontra-se devidamente motivado, com descrição dos fatos precisa e detalhada, tanto que a matéria foi plenamente compreendida pela autuada, eventual omissão ou erro no enquadramento legal não é suficiente para eivar de nulidade o Auto de Infração, e muito menos caracterizar cerceamento do direito de defesa. DIREITO DE DEFESA. OFENSA CARACTERIZADA. NULIDADE DA DECISÃO. Configura nulidade quando a decisão administrativa não aprecia argumento essencial do sujeito passivo, apto a afastar, ao menos em tese, a autuação fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de cerceamento de defesa suscitada, tornando insubsistente a decisão recorrida e determinando o retorno dos autos à instância a quo para que seja exarado novo acórdão, de forma a exaurir sua competência originária prevista no artigo 25, inciso I do Decreto nº 70.235/1972, e ao disposto no art. 31 do mesmo decreto, evitando-se a supressão de instância. (documento assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Presidente (documento assinado digitalmente) Vinícius Guimarães - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente), Vinícius Guimarães, Márcio Robson da Costa, Müller Nonato Cavalcanti Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 81 4. 00 84 52 /2 00 7- 01 Fl. 118DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3003-000.573 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10814.008452/2007-01 Relatório Por bem retratar os fatos, transcrevo o relatório do acórdão recorrido: Trata-se de auto de infração pela não informação tempestiva dos dados de embarque no SISCOMEX relativos à declaração de exportação (DDE) citada na fl. 3, embarcada em 18/01/2007. A fiscalização fundamentou o auto nos artigos 37 e 107, IV, “e” do Decreto-Lei n° 37/66 com a redação dada pela Lei n° 10.833/03 e com a regulamentação da INSRF n° 28/94, em razão de registro de embarque em 29/01/2007. Através do presente auto de infração, cobrou-se a multa de R$ 5.000,00 sobre dados de embarque informados intempestivamente. Intimada do Auto de Infração, a interessada apresentou impugnação e documentos, alegando em síntese: - fica impossibilitada de se defender sem a descrição clara e precisa do fato que motivou a autuação e das circunstâncias em que foi praticado; - o fiscal limitou-se a reproduzir o decreto-lei; - seu pedido de registro em 19/01/2007 não foi aceito, tendo sido excluído do SISCOMEX em razão de aparente divergência no peso da carga; - a discrepância entre os dados foi decorrente de erro de digitação; - agiu de boa-fé; - protesta por todos os meios de direito para comprovar que efetuou o registro tempestivo junto ao SISCOMEX. A 2ª Turma da DRJ em São Paulo II negou provimento à impugnação, nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 21/01/2007 Falta de informações do embarque no prazo regulamentar. A multa por falta de informação dos dados de embarque de exportação, dentro do prazo regulamentar, prevista no art. 107, IV, “e”, do Decreto-Lei n° 37/66, com a redação dada pela Lei n° 10.833/03, regulamentada pelo art. 37 da IN SRF n° 28/94, deve ser aplicada em relação a cada veículo transportador. Inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário, no qual sustenta, em síntese, 1. Em preliminar, que: (i) o auto de infração é nulo, um vez que não teria consignado, de maneira precisa, os fundamentos da autuação; (ii) a decisão recorrida é nula por omitir-se na apreciação dos argumentos trazidos na impugnação – ocorrência de denúncia espontânea. 2. no mérito, que: (i) a autuação é insubsistente, pois na data de embarque da mercadoria (18/01/2007) teria tentado registrar as informações no SISCOMEX, tendo o registro sido excluído em razão de discrepância, por erro de digitação, na informação do peso da carga – na DDE, constava peso de 1.874,65 Kg, enquanto que no MAWB e HAWB, o peso era de 1.874,65 Kg; aduz que a multa é desproporcional, pois teria procedido com boa fé e lisura, tendo a intempestividade na prestação de informação decorrido de problemas no sistema da autoridade administrativa, o qual não aceitou, por divergência de apenas cinco gramas, a transmissão da informação; postula pela prevalência dos princípios da verdade material, legalidade, proporcionalidade, efetividade e formalismo moderado, os quais devem guiar os atos administrativos. (ii) ao seu caso se aplica a denúncia espontânea – com a consequente exclusão da multa -, uma vez que teria comparecido espontaneamente “perante o Fisco para esclarecer o equívoco ocorrido” – petição apresentada em 07/02/2007 configuraria denúncia espontânea. Fl. 119DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3003-000.573 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10814.008452/2007-01 (iii) a multa aplicada é desproporcional ao prejuízo causado pelo atraso, uma vez que “não houve lesão ao erário público ou embaraço à fiscalização”; aduz que a falha do sistema da RFB que impossibilitou a prestação de informações de forma tempestiva, devendo ser afastada a multa, pois tem caráter punitivo e visa “afastar distorções e desvios de carga ou qualquer outra manobra com o escopo de elidir a tributação”; sustenta que “uma diferença na informação de apenas 0,05 kg, ou, em outras palavras, de um único digito, não gera dano ao erário ou prejuízo ao efetivo exercício do controle aduaneiro”. 3. Postula, por fim, que os advogados da recorrente sejam também intimados da presente decisão. É o relatório. Voto Conselheiro Vinícius Guimarães, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos e requisitos de admissibilidade para julgamento desta Turma. A controvérsia pode ser resumida nos seguintes tópicos: I - Preliminares (i) nulidade do auto de infração por fundamentação imprecisa; (ii) nulidade da decisão recorrida por preterição do direito de defesa; II - Mérito (iii) insubsistência da autuação; (iv) ocorrência de denúncia espontânea; (v) afronta aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Passo à análise de cada tópico. I - Preliminares (i) nulidade do auto de infração por fundamentação imprecisa A recorrente sustenta que o auto de infração é nulo, pois não traz, de forma clara e precisa, os fatos e as circunstâncias que deram azo à atuação, implicando violação à ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Não vislumbro qualquer vício de nulidade no auto de infração. A autuação fiscal traz claramente seus fundamentos, enunciando, de forma inteligível, os fundamentos de fato e de direito que ensejaram a aplicação da multa. Compulsando o acórdão recorrido, observa-se que o colegiado a quo enfrentou a questão atinente à nulidade do auto de infração, tendo apresentado os seguintes fundamentos para sua decisão: Não houve cerceamento de defesa. Resta claro que o auto foi lavrado em função de registro de operação fora do prazo legal. Nos documentos de fls. 8 e 9 constam a data de embarque e a data do registro de embarque, respectivamente, 18/01/2007 e 29/01/2007. Fl. 120DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3003-000.573 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10814.008452/2007-01 A fiscalização enquadrou a infração no art. 107, IV, alínea “e” do Decreto- Lei n° 37/66, com a redação dada pela Lei n° 10.833/03: “Art. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: IV- de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...)e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta-a-porta, ou ao agente de carga; ” São precisos os fundamentos da decisão recorrida. Analisando o auto de infração (à fl. 7) 1 , observa-se que o lançamento fiscal encontra-se devidamente motivado, com descrição precisa, inteligível e detalhada dos fatos e normas aplicáveis ao caso concreto. Nesse contexto, não restou caracterizado cerceamento de defesa, sobretudo quando, no curso do processo administrativo, confirmou-se que o sujeito passivo compreendeu os fundamentos da autuação e deles se defendeu. Saliente-se que, diante de decisões minuciosas, com fundamentos claros e suficientes, não há que se falar em ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa. No caso concreto, a análise do conteúdo da impugnação e do recurso voluntário demonstra que a recorrente compreendeu plenamente a razão e os motivos da autuação, tendo apresentado, em impugnação e recurso voluntário, contestação que ataca diretamente os fundamentos do auto de infração. Em especial, pela leitura do recurso voluntário, depreende-se que a recorrente demonstrou possuir pleno conhecimento dos fundamentos da autuação e da decisão administrativa, tendo formulado defesa específica contra tais decisões. Revela-se, portanto, improcedente o argumento de fundamentação imprecisa da autuação fiscal, não se verificando, no caso concreto, qualquer afronta à ampla defesa, contraditório e devido processo legal. Ademais, o auto de infração não suscita qualquer indício de violação às determinações contidas no art. 59 do Decreto 70.235/1972. Pode-se dizer, em síntese, que não há que se cogitar em nulidade da decisão administrativa: (i) quando o ato preenche os requisitos legais, apresentado clara fundamentação; (ii) quando inexiste qualquer indício de violação às determinações contidas no art. 59 do Decreto 70.235/1972; (iii) quando o processo administrativo proporciona plenas condições do exercício do contraditório e do direito de defesa; (iv) quando o sujeito passivo demonstra, no curso do processo, possuir clareza dos fundamentos da autuação. Todas essas condições foram verificadas nos autos, de maneira que a nulidade se revela inaplicável ao caso concreto. (ii) nulidade da decisão recorrida por preterição do direito de defesa A recorrente sustenta que deve ser reconhecida a nulidade do aresto vergastado, tendo em vista que não teria se pronunciado sobre o argumento, trazido na impugnação, de ocorrência de denúncia espontânea no caso dos autos. Eis o conteúdo da alegação da recorrente: 14. No presente caso, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo não tratou sobre a configuração da denúncia espontânea, argumento trazido na impugnação, sendo, portanto, patente, a preterição do direito de defesa da RECORRENTE, até mesmo porque, no caso sub judice, não há possibilidade de oposição de embargos de declaração para sanar a omissão da autoridade julgadora de primeira instância.. 1 Neste voto, as referências às folhas processuais seguem a numeração do e-processo. Fl. 121DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 3003-000.573 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10814.008452/2007-01 15. Como será explicitado adiante, a denúncia espontânea é a denúncia realizada anteriormente ao processo de fiscalização e, in casu, resta evidente com a comunicação do fato pela RECORRENTE à autoridade competente, e registro no sistema das informações exigidas pela legislação. 16. A cabal demonstração da verificação da denúncia espontânea e da observância dos requisitos legais para sua configuração foram apresentadas no item III da impugnação, sendo reiteradas no bojo do presente Recurso Voluntário no item III.2. Compulsando a impugnação, consta-se que, de fato, o sujeito passivo apresentou argumentos acerca da aplicação da denúncia espontânea ao seu caso, conforme se observa no tópico “III. DA CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA”. Da leitura da decisão recorrida, depreende-se que o colegiado a quo não teceu qualquer consideração sobre a possibilidade de aplicação da denúncia espontânea ao caso concreto. Mesmo no relatório, não há qualquer menção ao tópico no qual a multa é atacada pelo argumento da aplicação da denúncia espontânea ao caso dos autos. Se, por um lado, o sujeito passivo deve apresentar sua impugnação com todos os fundamentos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância, razões e provas que possuir, por outro lado, o órgão julgador tem o dever de análise das provas, matérias e argumentos essenciais da impugnação, sob pena de violação ao direito de defesa do sujeito passivo. No presente caso, a decisão recorrida não analisou questão essencial da impugnação, qual seja, a ocorrência de denúncia espontânea, argumento autônomo dos demais e suficiente para afastar, ao menos em tese, a autuação. Tal matéria representa uma das questões centrais do litígio, reclamando, desse modo, inevitável análise por parte do órgão julgador de primeira instância. Destarte, voto por acatar, em parte, a preliminar suscitada, tornando insubsistente a decisão recorrida e determinando o retorno dos autos à instância a quo para que seja exarado novo acórdão, de forma a exaurir sua competência originária prevista no artigo 25, inciso I do Decreto nº 70.235/19724, e ao disposto no art. 31 do mesmo decreto, evitando-se a supressão de instância. (documento assinado digitalmente) Vinícius Guimarães Fl. 122DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13502.901050/2012-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-002.328
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo Mineiro Fernandes Presidente
(documento assinado digitalmente)
Maria Aparecida Martins de Paula Relatora
Participaram do julgamento os Conselheiros: Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes, Cynthia Elena de Campos e Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente convocado).
Nome do relator: MARIA APARECIDA MARTINS DE PAULA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Maria Aparecida Martins de Paula Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes, Cynthia Elena de Campos e Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente convocado).
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. (documento assinado digitalmente) Rodrigo Mineiro Fernandes – Presidente (documento assinado digitalmente) Maria Aparecida Martins de Paula – Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Maria Aparecida Martins de Paula, Thais De Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes, Cynthia Elena de Campos e Muller Nonato Cavalcanti Silva (Suplente convocado). Relatório Trata-se de recurso voluntário contra decisão da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora que julgou procedente em parte a manifestação de inconformidade da contribuinte. Versa o processo sobre o PER nº 37347.31592.191211.1.1.08-4315, mediante o qual a interessada requer o ressarcimento de crédito relativo a PIS/Pasep não cumulativo – exportação referente ao 2º trimestre de 2011. Posteriormente foram vinculadas as Dcomps nºs 30258.68527.191211.1.3.08-3502 e 18153.57916.240112.1.3.08-4752, visando compensar os débitos nelas declarados com o referido crédito. A autoridade administrativa reconheceu parcialmente o direito creditório e homologou a compensação até o limite do crédito reconhecido, em conformidade com o Termo de Verificação Fiscal, planilhas e demonstrativos das fls. 18/327. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 35 02 .9 01 05 0/ 20 12 -4 9 Fl. 351712DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 A interessada apresentou manifestação de inconformidade, sustentando a legitimidade de seus créditos, a qual foi acolhida parcialmente pela Delegacia de Julgamento para reconhecer o direito creditório mediante acórdão sob a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2011 PIS/PASEP - COFINS. INSUMOS O conceito de insumos para fins de crédito de PIS/Pasep e COFINS é o previsto no § 5º do artigo 66 da Instrução Normativa SRF 247/2002, que se repetiu na IN 404/2004. PIS/PASEP - COFINS. CRÉDITO SOBRE FRETE Somente os valores das despesas realizadas com fretes contratados para a entrega de mercadorias diretamente aos clientes adquirentes, desde que o ônus tenha sido suportado pela pessoa jurídica vendedora, é que podem gerar direito a créditos a serem descontados das Contribuições. PIS/PASEP - COFINS. CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS Para apropriar extemporaneamente créditos do PIS e da Cofins, a pessoa jurídica deve recalcular os tributos devidos em cada período de apuração e retificar as respectivas declarações entregues à Receita Federal, observando as restrições temporais e normativas impostas a essas retificações. PIS/PASEP - COFINS. CRÉDITO SOBRE DESPESAS COM USO DE REDE DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Nos termos da Solução de Consulta nº 274 – SRRF08/Disit, de 19/11/2012, as despesas com uso de rede de transmissão de energia elétrica não fazem jus ao crédito das contribuições. PIS/PASEP - COFINS. CRÉDITOS DECORRENTES DAS DESPESAS DE DEPRECIAÇÃO DE ATIVO IMOBILIZADO O o valor comprovado de crédito relativo a depreciação de bens do ativo imobilizado deve ser reconhecido à empresa, independentemente de estar declarado no Dacon. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Cientificada da decisão de primeira instância em 13/12/2017, a interessada apresentou recurso voluntário em 11/01/2018, sob os seguintes itens: 2. Do conceito de insumo - Da correta interpretação das normas de regência e da Contribuição ao PIS - A. Água bruta; B. Água desmineralizada; C. Água clarificada; D. Resinas Catiônica, Iônica e Permutadora de íons; E. Insumos Utilizados no Tratamento da Agua: Sulfato de Alumínio, Soda Cáustica, Cloro Líquido, Cal Hidratada, Cal Virgem, Hidróxido de Cálcio, Carvão Ativado e Kuriverter; F. Antiespumantes; G. Gás Nitrogênio e Nitrogênio Líquido; H. Propano; I. Solvente DMF; J. Gás Freon; K.Tego Antifoam; L. Inibidores de Corrosão, Sequestrantes de Oxigênio e Biocidas; M- Kurita QXA 101, KurinPower A-407 e Kurita OXM 201; N. Óleo Compressor; O. Hipocloríto de Sódio, Kuriroyal e Kurizet; P. Petroflo; Q. BetzDearborn H218; R. GLP; S. Lauril Sulfato de Sódio e Sulfito de Sódio T. Tambor; U. Vaselina; V. Vaselina BYK; W. Carbonato de Sódio; X. Areia; Y.TEAL - Trietil Alumínio e Isoprenil; Z. Hidrogênio; AA. Óleo Mineral; BB. Esferas de Cerâmica; CC. Dianodic e Spectrus; DD. Queimadores de Gases; EE. Junta de Vedação; FF. Partes e Peças de Reposição utilizadas na manutenção rotineira; GG. Material de Embalagem; HH. Clorofórmio, Acetona, Solução Tampão e Ar Sintético; II.Monoctilenoglicol; JJ. Catalisadores; KK. Graxa; LL. Equipamentos de Proteção Individual – EPIs; MM. Vapor; NN. CARVÃO REF 3700 E ÓLEO COMBUSTÍVEL; OO. GÁs NATURAL; PP. Outros Produtos - Dos SERVIÇOS UTILIZADOS COMO INSUMOS NO PROCESSO PRODUTIVO, A. Serviços de Transporte dos Insumos B. Serviços relativos aos materiais de embalagem C. Serviços de Manutenção e Conservação Industrial: C1. Pintura Industrial; C.2. Inspeção de Equipamentos e Manutenção Civil; C.3. Isolamento Térmico, Refratário e Antiácido; C.4. Assessoria e Consultoria Técnica para Manutenção; C.5. Manutenção de Equipamentos de Laboratório; C.6. Serviços de Caldeiraria, de Mecânica e de Elétrica; C.7 Serviços de Acesso para Fl. 351713DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 Manutenção e Montagem; C.8. Serviços de Maquinas e Cargas; C.9. Gerenciamento de empreendimentos e paradas; C10. Serviço de Montagem de Células; C.11. Serviços de Instrumentação C.12. Serviços de Tubulação D. Serviços Variáveis: Serviços de Limpeza Industrial e de Tratamento de Efluentes e Análises Físico-Químicas de Efluentes 3. DAS GLOSAS SOBRE AS AQUISIÇÕES DE ENERGIA: A. Ar de instrumento; B. Ar de serviço 4. DA ANÁLISE DOS CRÉDITOS DECORRENTES DAS DESPESAS DE DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO 4.1. DOS CRÉDITOS DECORRENTES DAS DESPESAS DA DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO REFERENTES AOS RELATÓRIOS DO "SAP" A) DAS NOTAS FISCAIS COM DATAS DE INÍCIO DA DEPRECIAÇÃO SUPOSTAMENTE ANTERIORES ÀS DATAS DE AQUISIÇÃO B) DAS NOTAS FISCAIS REFERENTES AOS CENTROS DE CUSTO ADM1, COM1, DIS1, MAN1 E PED1 Serviços de Manutenção (MAN1) Serviços de Pesquisa e Desenvolvimento (PEDI e D1S1) Serviços vinculados às Áreas Administrativa (ADM1) e Comercial (CQM3) 4.2 DOS CRÉDITOS DECORRENTES DAS DESPESAS DA DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO REFERENTES AOS RELATÓRIOS DO "LEGADO" 4.3 DA VALIDAÇÃO DOS CRÉDITOS DO ATIVO IMOBILIZADO POR AUDITORIA EXTERNA INDEPENDENTE 5. DA GLOSA INDEVIDA DAS DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA. 6. DA GLOSA INDEVIDA DAS DESPESAS COM FRETE. Dos FRETES NAS TRANSFERÊNCIAS DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA RECORRENTE 7. DOS CRÉDITOS A QUE A RECORRENTE FAZ JUS INDEPENDENTE DAS GLOSAS PERPETRADAS PELA FISCALIZAÇÃO 7.1 Dos créditos originários de períodos anteriores 7.2 Dos créditos originários da empresa incorporada Petroquímica Triunfo S/A Mediante petição juntada ao processo em 08/02/2018, a interessada informa da apresentação tempestiva dos documentos digitais em meio físico de planilha acerca da depreciação de bens do imobilizado (doc. 09 do Recurso Voluntário), tendo em vista a impossibilidade de juntada via PGS (Programa Gerador de Solicitação de juntada de documento) em face do tamanho dos arquivos. É o relatório. Voto Conselheira Maria Aparecida Martins de Paula, Relatora Atendidos aos requisitos de admissibilidade toma-se conhecimento do recurso voluntário. Após o despacho decisório sobreveio a Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF, da Procuradoria da Fazenda Nacional, com a aprovação da dispensa de contestação e recursos sobre o tema abordado no REsp nº 1.221.170/PR, com fulcro no art. 19, IV, da Lei nº 10.522, de 2002, c/c o art. 2º, V, da Portaria PGFN nº 502, de 2016, que vincula a Receita Federal nos atos de sua competência. No julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo rito dos recursos repetitivos, o STJ decidiu no sentido de que o conceito de insumo deveria ser aferido segundo os critérios de essencialidade ou da relevância para o processo produtivo da contribuinte, bem como de que há Fl. 351714DF CARF MF Fl. 4 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 ilegalidade no conceito de insumo previsto nas Instruções Normativas SRF nºs 247/2002 e 404/2004. Os critérios da essencialidade e relevância considerados são aqueles delimitados no Voto da Ministra Regina Helena Costa, conforme observação que constou na Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF: 35. O STJ, seguindo o voto da Ministra Regina Helena Costa adotou a posição intermediária quanto ao conceito de insumo, ao adotar os critérios de relevância e essencialidade – também adotadas no CARF – e afastando o conceito de insumo da legislação do IPI e IRPJ. De acordo com o voto da Ministra Regina Helena estabeleceu- se o critério de relevância – mais abrangente que o de pertinência adotado pelo Ministro Mauro Campbell Marques. Os Ministros Mauro Campbell Marques e Napoleão Nunes Maia Filho realinharam os seus votos para acompanhar Ministra Regina Helena Costa. (...) Observação 1. Observa-se que o STJ adotou a interpretação intermediária acerca da definição de insumo, considerando que seu conceito deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância. Deve-se, pois, levar em conta as particularidades de cada processo produtivo, na medida em que determinado bem pode fazer parte de vários processos produtivos, porém, com diferentes níveis de importância. Vale destacar que os critérios de essencialidade e relevância estão esclarecidos no voto da Ministra Regina Helena Costa, de maneira que se entende como critério da essencialidade aquele que “diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou serviço”, a)”constituindo elemento essencial e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço” ou “b) quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência”. Por outro lado, o critério de relevância “é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja: a) “pelas singularidades de cada cadeia produtiva” b) seja “por imposição legal.” A Receita Federal, por sua vez, trouxe outros delineamentos para a interpretação do conceito abstrato de insumo do STJ mediante o PARECER NORMATIVO COSIT/RFB Nº 05, de 17 de dezembro de 2018. No mais, o conceito de insumo delimitado no REsp nº 1.221.170/PR não diverge muito do entendimento que já vinha sendo adotado predominantemente neste CARF sobre a matéria, a qual reclamava há muito tempo uniformização na jurisprudência, razões pelas quais este Colegiado tem se curvado a esse entendimento do STJ antes do seu trânsito em julgado conforme orienta a Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF. Conforme consta no Parecer Técnico 20 465-301, de 05/06/2012, elaborado pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que avaliou os processos da recorrente com “enfoque nos insumos e serviços utilizados nas etapas produtivas, visando à análise de suas funções e necessidades no decorrer da produção”, a sua atuação pode ser assim descrita: Ocorre que o processo não está pronto para imediato julgamento em face da ausência das planilhas apresentadas pela recorrente em meio físico acerca das despesas de depreciação do ativo imobilizado em face do tamanho dos arquivos (doc. 09 do recurso Fl. 351715DF CARF MF Fl. 5 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 voluntário). A matéria diz respeito especificamente ao tópico 4.2 do Recurso Voluntário (4.2 DOS CRÉDITOS DECORRENTES DAS DESPESAS DA DEPRECIAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO REFERENTES AOS RELATÓRIOS DO "LEGADO"). No que concerne a essa matéria, a fiscalização, na diligência efetuada em sede de primeira instância, descreveu os elementos faltantes nas planilhas apresentadas pela interessada que impossibilitariam a análise de eventual direito creditório desses encargos de depreciação, nos seguintes termos: 225. Relativamente aos documentos “DOC. 04 – Crédito Sistema antigo Braskem ( BR10) PIS”, “DOC. 05 – Crédito Sistema antigo Braskem (BR10) COFINS”, “DOC. 06 - Crédito Sistema antigo Pet. Paulínia (BR35) PIS”, “DOC. 07 - Crédito Sistema Antigo Pet. Paulínia (BR35) COFINS” correspondentes aos sistemas antigos que continham os dados correlatos às aquisições de bens ou serviços vinculados ao ativo imobilizado ocorridas antes de 2009 e às aquisições ocorridas após esta data, porém relacionadas a projetos de expansão e modernização do parque fabril iniciados atá dezembro/2009 apresentadas pelo contribuinte se verificou a insuficiência de informações necessárias ao reconhecimento do direito creditório. Ainda que necessárias e solicitadas mediante Termo de Intimação Fiscal 03, tais planilhas não contêm informações relativas ao número da nota fiscal, à data da efetiva imobilização, à data de aquisição do bem/serviço, ao valor contábil do bem, a taxas de depreciação, à efetiva utilização no processo produtivo, etc. As informações contidas basicamente se resumem no valor de aquisição do bem por ano e os valores dos créditos das contribuições por mês de apuração. Inclusive tais planilhas correspondem àquelas entregues à época da manifestação de inconformidade, vide doc. 09 e 10, anexos ao processo 13502.901049/2012-14 ( Cofins 3T/2011). 226. Em reunião realizada com representantes do contribuinte, em 23/10/2015, foi exposto a inutilidade dos documentos apresentados sem informações adicionais, quais sejam, informações relativas ao número da nota fiscal, à data de aquisição do bem/serviço, à data da efetiva imobilização, ao valor contábil do bem, a taxas de depreciação, à efetiva utilização no processo produtivo, etc. Reconhecida pelo contribuinte a falta de informações suficientes para a análise do direito creditório ficou acertada a elaboração de uma intimação fiscal com o objetivo de trazer informações necessárias ao reconhecimento do direito creditório. 227. Intimado mediante Termo de Diligência Fiscal 07 com o objetivo de apresentar informações adicionais para a análise do direito creditório, quais sejam, número da nota fiscal, efetiva imobilização, taxas de depreciação, data de aquisição do bem/serviço, comprovação da utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, o contribuinte apresentou “Doc. 03 - Relatório por notas EMSCPS_BR10” , “Doc. 03 - Relatório por notas EMSIPQ_BR10” , “Doc. 03 - Relatório por notas MICROSIGA_BR35”, “Doc. 03 - Relatório por notas BAAN_ B R10” e “Doc. 04 – Contabilidade”. a) Relativamente ao relatório “Doc. 03 - Relatório por notas EMSCPS_BR10” não se consegue obter infomações relativas à imobilização do item. Não há informações quanto às taxas de depreciação, bem como a efetiva imobilização do item. Não há indicação das contas do razão nas quais foram contabilizadas tais aquisições. E ainda que fossem trazidas as informações necessárias a análise do direito creditório, não se consegue, mediante análise da planilha, se obter um valor mensal de base de cálculo do crédito no ano em análise. b) Relativamente ao relatório “Doc. 03 - Relatório por notas MICROSIGA_BR35” (...) [idem ao item a)] c) Relativamente ao relatório “Relatório por notas BAAN_BR10” (...) [idem] d) Relativamente ao relatório “Relatório por notas EMSIPQ_BR10” (...) [idem] 228. Ao albergue do que dispõe o art. 333, I, do CPC, cumpre ao autor o ônus da prova, quanto a fato constitutivo do seu direito, que deveria ser produzida, então, in casu, pelo contribuinte. No caso especifico de pedidos de restituição, ressarcimento e declaração de compensação, a contribuinte deve cumprir o ônus que a legislação lhe atribui, Fl. 351716DF CARF MF Fl. 6 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 trazendo aos autos os elementos de prova que demonstrem a existência do direito creditório pretendido. 229.Tal demonstração, no caso de pessoas jurídicas, está, por vezes, associada a uma conciliação entre os registros contábeis e documentos que respaldem tais registros, e assim, para comprovar a existência de um crédito vinculado a um registro contábil, não basta apresentar o registro contábil, mas também indicar, de forma especifica, os documentos que respaldam referido registro. 230.Em regra, portanto, cumpre a contribuinte vincular registros contábeis à documentos fiscais, estabelecendo com clareza a natureza das operações por ele efetivadas. A atividade probatória não se limita, simplesmente, a juntar documentos/planilhas ao processo. Nos casos em que há inúmeros registros associados a inúmeros documentos, provar significa associar efetivamente registro contábeis e documentosde forma individualizada. 231. Assim, relativamente aos “DOC. 04 – Crédito Sistema antigo Braskem ( BR10) PIS”, “DOC. 05 – Crédito Sistema antigo Braskem (BR10) COFINS”, “DOC. 06 - Crédito Sistema antigo Pet. Paulínia (BR35) PIS”, “DOC. 07 - Crédito Sistema Antigo Pet. Paulínia (BR35) COFINS” correspondentes aos sistemas antigos que contêm os dados correlatos às aquisições de bens ou serviços vinculados ao ativo imobilizado ocorridas antes de 2009 e às aquisições ocorridas após esta data, porém relacionadas a projetos de expansão e modernização do parque fabril iniciados atá dezembro/2009 não serão admitidos os valores de crédito imputados pelo contribuinte. Esse entendimento foi acatado pelo o julgador a quo, que decidiu no seguinte sentido: No entanto, em que pese a argumentação da empresa, da análise dos citados relatórios (planilhas excel) depreende-se que, de fato, não é possível obter a individualização dos dados necessários para a validação dos créditos requeridos, entre eles, a informação de qual o centro de custo em que está locado o bem. Os créditos de PIS/pasep e de Cofins não-cumulativa, pela sua natureza exoneratória e por se tratar de um incentivo ou benefício fiscal implementado pelo Estado, devem estar comprovados de forma inequívoca por parte da requerente, o que não vislumbro no caso dos créditos do ativo imobilizado constantes no sistema denominado de legado. De outra parte, argumenta a recorrente que “merece ser revista a manutenção integral das glosas referentes aos créditos de depreciação do ativo imobilizado objeto dos "Relatórios do Legado", tendo em vista que, ao contrário do quanto pontuado pelo Sr. Fiscal diligente, os documentos apresentados não só demonstram a existência dos créditos em análise, como trazem informações detalhadas acerca destes”. Aduz a recorrente que “foram fornecidas uma infinidade de informações para o Sr. Fiscal diligente, tais como: número da nota fiscal de aquisição do bem / serviço, nome e CNPJ do fornecedor, valor de aquisição, data do documento fiscal, data de registro do documento fiscal, etc”. Acrescenta a recorrente que apresentou planilha com informações mais completas do que aquelas já existentes (doc. 09): A recorrente também se apoia em Parecer Técnico (doc. 04 da Manifestação à Diligência Fiscal e doc. 10 do recurso voluntário), elaborado pela Deloitte Touche Tohmatsu – Auditores Independentes, que teria analisado as glosas de depreciação do sistema SAP e do Fl. 351717DF CARF MF Fl. 7 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 sistema “Legados”, e com relação a este último teria validado as informações da contribuinte por amostragem, nestes termos: Em face dos novos elementos trazidos pela recorrente e da ausência nos autos da planilha apresentada em formato físico, entendo que a fiscalização precisa reanalisar a situação dos créditos da recorrente de despesas de depreciação sob os sistemas SAP e “Legados”. De outra parte, com relação aos créditos extemporâneos, em análise da questão apenas quanto ao aspecto da admissibilidade de pedidos de ressarcimento/compensação dessa natureza, há entendimentos no CARF, como aqueles veiculados nos Acórdãos nºs 3402-002.809, 3402-002.603 e 3403-002.717, no sentido de que é possível o aproveitamento de crédito posteriormente ao mês em que os bens ou serviços foram adquiridos (ou as despesas foram incorridas) desde que seja comprovado por parte da requerente que não houve aproveitamento anterior pela contribuinte (entre o mês da aquisição do bem ou serviço e o mês de aproveitamento extemporâneo). Dessa forma, deve ser dada oportunidade à recorrente para tal comprovação. Na oportunidade, tendo em vista a superveniência do REsp nº 1.221.170/PR e do Parecer Normativo COSIT/RFB nº 05/2018, que mudou o entendimento da Receita Federal acerca do conceito abstrato de insumo para fins de creditamento das contribuições sociais não cumulativas, é conveniente que a fiscalização também verifique o devido enquadramento dos bens e serviços glosados no conceito de insumo segundo os critérios da essencialidade ou relevância. Assim, voto no sentido de determinar a realização de diligência, nos termos do art. 18 do Decreto nº 70.235/72 e dos arts. 35 a 37 e 63 do Decreto nº 7.574/2011, para que a Unidade de Origem: 1. Intime a recorrente a, dentro de prazo razoável, a) demonstrar sucintamente o devido enquadramento de cada bem e serviço glosado e contestado no recurso, inclusive frete e transmissão de energia, no conceito abstrato de insumo segundo os critérios da essencialidade ou relevância, em conformidade com os entendimentos constantes no Voto da Ministra Regina Helena Costa proferido no REsp nº 1.221.170/PR, no Parecer Fl. 351718DF CARF MF Fl. 8 da Resolução n.º 3402-002.328 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13502.901050/2012-49 Normativo COSIT/RFB nº 05/2018 e na Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF, correlacionando as informações técnicas de cada item com a descrição correspondente em Laudo ou Parecer Técnico já constante nos autos ou a ser juntado na ocasião; e b) Comprovar a não utilização dos créditos extemporâneos em outros períodos de apuração. 2. Em relação às despesas de depreciação do ativo imobilizado, analisar os fatos e fundamentos trazidos pela recorrente no item 4 do recurso voluntário (4.1, 4.2 e 4.3), inclusive nova planilha (doc. 09) e Parecer Técnico elaborado pela Deloitte Touche Tohmatsu – Auditores Independentes (doc. 10), e sua habilidade para possibilitar a análise do pleito remanescente da contribuinte relativamente aos Relatórios “SAP” e “Legados”. Em caso positivo, manifestar-se sobre o quantitativo de eventual direito creditório adicional a ser reconhecido no presente processo. 3. Elabore Relatório Conclusivo acerca da apuração das informações solicitadas acima, manifestando-se expressamente acerca: a) do eventual enquadramento dos bens e serviços analisados no conceito abstrato de insumo delimitado neste Voto; b) do eventual direito ao creditamento sobre as despesas de depreciação sob os sistemas SAP e “Legados” e em que medida; e c) da eventual comprovação de não utilização pela recorrente dos créditos extemporâneos em outros períodos. 4. Após a intimação da recorrente do resultado da diligência, concedendo-lhe o prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, nos termos do art. 35 do Decreto nº 7.574/2011, devolva o processo a este Colegiado para prosseguimento. (documento assinado digitalmente) Maria Aparecida Martins de Paula Fl. 351719DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13971.002507/2004-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2002
OPÇÃO. ATIVIDADE VEDADA. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO CARACTERIZADA.
Não caracterizado o efetivo serviço de cessão de mão de obra, não há óbice para permanência no SIMPLES.
Numero da decisão: 1401-003.848
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Cláudio de Andrade Camerano Presidente Substituto
(documento assinado digitalmente)
Eduardo Morgado Rodrigues - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano (Presidente Substituto), Daniel Ribeiro Silva, Eduardo Morgado Rodrigues, Letícia Domingues Costa Braga, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Carmen Ferreira Saraiva (Suplente Convocada) e Wilson Kazumi Nakayama (Suplente Convocado). Ausente o Conselheiro Luiz Augusto de Souza Gonçalves.
Nome do relator: EDUARDO MORGADO RODRIGUES
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2002 OPÇÃO. ATIVIDADE VEDADA. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. NÃO CARACTERIZADA. Não caracterizado o efetivo serviço de cessão de mão de obra, não há óbice para permanência no SIMPLES. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Cláudio de Andrade Camerano – Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) Eduardo Morgado Rodrigues - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos André Soares Nogueira, Cláudio de Andrade Camerano (Presidente Substituto), Daniel Ribeiro Silva, Eduardo Morgado Rodrigues, Letícia Domingues Costa Braga, Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin, Carmen Ferreira Saraiva (Suplente Convocada) e Wilson Kazumi Nakayama (Suplente Convocado). Ausente o Conselheiro Luiz Augusto de Souza Gonçalves. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls. 96 a 104) interposto contra o Acórdão nº 07- 19.566, proferido pela 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC (fls. 80 a 93), que, por unanimidade, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela ora Recorrente, decisão esta consubstanciada na seguinte ementa: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 25 07 /2 00 4- 02 Fl. 107DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1401-003.848 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.002507/2004-02 " ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EXCLUSÃO. ATIVIDADE VEDADA. LOCAÇÃO E CESSÃO DE MAO- DE-OBRA. A pessoa jurídica que se dedica à cessão de mão-de-obra ou de locação de mão-de-obra está impedida de exercer a opção pelo Simples Nacional. SIMPLES NACIONAL. ATIVIDADE DE CONSTRUÇÃO CIVIL. APLICAÇÃO RETROATIVA. Inexistindo vedação expressa à opção pela sistemática do SIMPLES por empresas que explorem atividades instalação e manutenção elétrica, (abrangidas no conceito de construção civil) na Lei n° 9.317, de 1996, e existindo permissão expressa à opção na Lei Complementar n° 123, de 2006, para as empresas que desenvolvem atividade de construção de imóveis e obras de engenharia em geral, a empresa deve ser mantida no SIMPLES, por força a aplicação da legislação mais benéfica." Por sua precisão na descrição dos fatos que desembocaram no presente processo, peço licença para adotar e reproduzir os termos do relatório da decisão da DRJ de origem: " Trata o presente processo de manifestação de inconformidade apresentada pela empresa acima qualificada, contra sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples, mediante o Ato Declaratório Executivo (ADE) n° 027, de 04 de abril de 2009 (fl. 23). A motivação para a exclusão do Simples foi o exercício de atividade vedada prevista no art. 9°, incisos V e XII, “t”, e §4°, da Lei n° 9.317, de 05 de dezembro de 1996. O procedimento se iniciou devido à representação administrativa de fls. 02/03, de 17/12/2004, do Instituto Nacional do Seguro Social/Gerência Executiva em Blumenau/SC, onde o auditor-fiscal informa que a prestadora de serviços optou pelo Simples em 01/01/1997, e tem como objeto social, de acordo com o Contrato Social Consolidado, item 3, a exploração do ramo de comércio atacadista de material elétrico, serviços de instalações e manutenção elétricas, telefônicas, redes, sistemas de emergência eletrônicas e montagens de painéis elétricos, projetos e instalações com demanda até 800 KVA. Discorre que a empresa presta serviços de mão-de-obra elétrica em obras de construção civil, conforme notas fiscais de serviços n°s 0486, 0558, 0581, 0658 e 0701, anexas (fls. 10 a 14), emitidas contra a construtora Speranzini Eg. Construções Ltda. Menciona, ainda, que não foi apresentado o contrato de mão-de-obra entre as empresas. A Delegacia da Receita Federal em Blumenau, no Despacho Decisório DRF/BLU n° 053/2009, à fl. 22 e em consonância com o relatório de fls. 17/21, analisou as atividades desempenhadas pela contribuinte descritas na representação fiscal e concluiu pela exclusão da empresa do Simples, mediante emissão do referido Fl. 108DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1401-003.848 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.002507/2004-02 ADE, com efeitos retroativos à 01/04/2002. No relatório de fl. 17/21, é esclarecido que a empresa é optante pelo Simples desde 01/01/1997 e que está enquadrada na Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE sob o código “4321.5.00 - instalação e manutenção elétrica”. Anteriormente, seu enquadramento na CNAE correspondia aos códigos 4673700 e 5153505 (comércio atacadista de material elétrico), sendo que, no periodo compreendido entre sua constituição e 09/12/2000, sua classificação era dada pelo código 4541100 - instalação e manutenção elétrica em edificações, inclusive elevadores, escadas, esteiras rolantes e antenas. Que ao cumprir com seus objetivos sociais, prestou serviços de construção civil, mediante a empreitada de mão-de-obra para a realização de serviços elétricos, atividades estas que são vedadas à opção pelo Simples. Inconformado, o contribuinte interpôs manifestação de inconformidade às fls. 36/46, acompanhada de procuração e contrato social (fis. 47 a 58), onde impugna o ato de exclusão, alegando, em síntese, o que se passa a expor. Em nota introdutória, resume os fatos que ensejaram a exclusão do Simples Nacional. No mérito, alega que o ato declaratório não poderia ter se embasado na Lei n° 9.317, de 1996, e Instruções Normativas que a regulamentavam, em face da superveniente Lei Complementar n° 123/2006, que a revogou. Diz que há falta de motivação do ato administrativo, uma vez que passados quase três anos de vigência do novo estatuto, sequer há menção à modificação das leis. Cita precedente jurisprudencial que aplicou a nova legislação aos casos de exclusão com base na Lei n° 9.317/1996, quando esta for mais benéfica ao contribuinte. Que a Lei Complementar n° 123/1006 veda tão-somente a atividade de loteamento o a incorporação de imóveis. Quanto ao inciso XII, “Í”, do art. 9° da Lei n° 9.317, de 1996, manteve-se a vedação, porém este não é o caso da impugnante. Diz que a caracterização da atividade exercida pela empresa é incorreta, pois o seu objeto social é, em síntese, instalação e manutenção elétrica, que em nada se relaciona com a locação de mão-de-obra, citando precedentes da jurisprudenciais. Diz que o ato declaratório busca uma interpretação ampla na hipótese impeditiva e que tal leitura viola garantias do contribuintes, introduzindo instabilidade e insegurança nas relações jurídicas. Reforça que não se dedica à construção de imóveis e suas atividades não estão abrangidas pela vedação do art. 9° parágrafo 4°, da Lei “ 9.317, de 1996 e que os serviços prestados pela requerente na obra do Edificio Tamisa, realizados pela construtora Speranzini Egn. e Construções Ltda., foram de empreitada. Cita que o princípio da legalidade obriga a Administração Pública e que portanto o art. 9° da Lei n° 9.317/1996 não prevê expressamente as atividades de instalação e manutenção elétrica como vedação para ingresso no Simples, o qual não admite o emprego de analogia ou interpretação extensiva. Apresenta distinção entre a cessão de mão-de-obra e a empreitada e reafirma que a empresa prestou serviços de empreitada conforme contrato que anexa, pois tem como objeto um resultado pretendido. Além disso, não existe qualquer vinculo de subordinação do empreiteiro em relação ao dono da obra. Conceitua, ainda, a locação de mão-de-obra. Fl. 109DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1401-003.848 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.002507/2004-02 Menciona que o Código Civil de 2002 permaneceu omisso quanto a conceituação de empreitada, encarregando-se a doutrina de sua definição. Ao final, requer seja acolhida a manifestação de inconformidade, determinando- se a reforma do ato executivo n° 27/2009, que a excluiu do Simples e, por conseguinte, seja efetuado o restabelecimento da sua opção. Anexou o contrato particular de empreitada de fl. 54/58." Inconformada com a decisão de primeiro grau que indeferiu a sua Manifestação de Inconformidade, a ora Recorrente apresentou o recurso sob análise defendendo que realizou serviço de empreitada, atividade não vedada no SIMPLES, estando, portanto, equivocado o ato de exclusão. É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues, Relator. O presente Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Conforme narrado a Recorrente foi excluída de ofício do regime do SIMPLES sob alegação de exercício de atividade vedada, nos termos do então vigente art. 9º, XII, alínea “f”, da Lei 9.317/96. Transcrevo: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) XII - que realize operações relativas a: (...) f) prestação de serviço vigilância, limpeza, conservação e locação de mão-de-obra; Mais precisamente, a Fiscalização entendeu que a Recorrente prestou serviços de cessão de mão de obra para a empresa Speranzini Eg. Construções Ltda. durante as obras do Edifícios Tâmisa, em que esta era incorporadora. A decisão de piso que indeferiu a Manifestação da ora Recorrente baseou-se em dois pilares principais: (i) o Contrato de prestação de serviço firmado entre a Interessada e a Speranzini Eg. Construções Ltda (fls. 69 a 77) que, segundo sua interpretação, denotaria cessão Fl. 110DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 1401-003.848 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.002507/2004-02 de mão de obra; e (ii) os destaques de 11% a título de contribuição previdenciária nas notas fiscais (fls 11 a 15) carreadas aos autos pela fiscalização, que igualmente demonstrariam hipótese de cessão de mão de obra. Primeiramente, analisando o contrato de prestação de serviços não compactuo com a interpretação dada pelo julgador a quo. Explico. Conforme bem trouxe a Recorrente, a melhor doutrina conceitua contratos de empreitadas da seguinte forma: “através do contrato de empreitada uma das partes - o empreiteiro - se compromete a executar determinada obra pessoalmente ou por meio de terceiros, em troca de certa remuneração fixa a ser paga pelo outro contratante - o dono da obra - de acordo com instruções deste e sem relação de subordinação. (RODRIGUES, Sílvio. Direito civil: dos contratos e das declarações unilaterais da vontade. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 1997.)” Nestes trilhos, o serviço de empreitada é aquele em que o empreiteiro realiza a obra encomendada pelo contratante sob sua própria conta e risco, mediante remuneração fixa. Pois bem, passo a analisar o contrato. Logo em sua Cláusula Segunda tem-se: Resta claro pela leitura do disposto acima que o escopo do projeto são pequenas obras bem definidas e com remuneração fixa e previamente determinada para cada uma. Fl. 111DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 1401-003.848 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.002507/2004-02 Outrossim, tem-se a Cláusula Terceira que estabelece as responsabilidades da Contratada, o qual se extrai os seguintes excertos: (...) (...) (...) Dos excertos acima nota-se que a responsabilidade da Recorrente neste serviço prestado vai além da mera cessão de funcionários para realizar as obras de interesse da sua contratante, verdadeiramente sua responsabilidade alcança o próprio resultado final, correndo por sua inteira conta e risco o desenvolvimento da obra e a garantia do resultado acordado no escopo do contrato, fornecendo, inclusive, os equipamentos necessários para o desenvolvimento dos trabalhos. Outrossim, é de se salientar que em momento algum no Contrato há o estabelecimento de qualquer forma de controle ou subordinação direta dos funcionários da Recorrente pela Contratante, como é típico de contratos de cessão de mão de obra. Nem sequer número de funcionários empregados no serviço é estabelecido pelo contrato. Todas as clausulas que tratam da fiscalização se reportam diretamente à qualidade do resultado final, estabelecendo o direito de recusar e/ou reter o pagamento dos serviços cujo resultado que não correspondam aos projetos contratados. Desta forma, resta evidente que tal contrato se trata efetivamente de uma empreitada e não uma cessão de mão de obra. Outrossim, o argumento utilizado pela fiscalização de que os destaques de contribuição previdenciária nas notas fiscais denotariam cessão de mão de obra não podem prosperar. Fl. 112DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 1401-003.848 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13971.002507/2004-02 Conforme §4º do art. 31 da Lei 8.212/91, também deve realizar o destaque de 11% na nota fiscal os serviços de Empreitada de Mão de Obra, como é o caso em tela. In Verbis: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, observado o disposto no § 5 o do art. 33 desta Lei. (...) § 4 o Enquadram-se na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: (...) III - empreitada de mão-de-obra; Destarte, o recolhimento previdenciário realizado nas notas fiscais citadas não tem o condão de sustentar a tese da fiscalização. Finalmente, uma vez que não se percebe a realização da atividade vedada de cessão de mão de obra, não pode prosperar a exclusão do SIMPLES realizada. Desta forma, VOTO por DAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário e reconhecer o direito da Recorrente em manter-se no regime do SIMPLES. É como voto. (documento assinado digitalmente) Eduardo Morgado Rodrigues Fl. 113DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10283.005501/2004-49
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Oct 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2000
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. DEMONSTRAÇÃO DO CONSUMO DE RENDA PELO FISCO. DESNECESSIDADE.
A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada.
Numero da decisão: 9202-008.152
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardoso- Presidente.
(assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada), Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Maurício Nogueira Righetti, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Ausente a conselheira Patrícia da Silva, substituída pela conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa.
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
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DEPÓSITOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. DEMONSTRAÇÃO DO CONSUMO DE RENDA PELO FISCO. DESNECESSIDADE. A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Luciana Matos Pereira Barbosa (suplente convocada), Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Maurício Nogueira Righetti, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Ausente a conselheira Patrícia da Silva, substituída pela conselheira Luciana Matos Pereira Barbosa. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 00 55 01 /2 00 4- 49 Fl. 437DF CARF MF 2 Tratase de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 380500.098, proferido pela 5ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF, em 28 de maio de 2009, no qual restou consignada a seguinte ementa, fls. 372: Assunto: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EXERCÍCIO: 2000 OMISSÃO DE RECEITAS. INEXISTÊNCIA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DE SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA. Não se caracterizam como omissão de receita ou de rendimentos os valores simplesmente creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira acaso o Fisco não demonstre ter havido sinais exteriores de riqueza. Recurso provido. No que se refere ao recurso especial, fls. 377 a 381, houve sua admissão, por meio do Despacho de fls. 406 a 409, para rediscutir a matéria relativa à necessidade de demonstração pelo fisco do consumo da renda creditada nas contas bancárias do Contribuinte, quando da omissão de rendimentos caracterizada depósitos bancários de origem não comprovada. Em seu recurso, aduz a Fazenda Nacional, em síntese, que: a) o Fisco tem o ônus de provar tãosomente a existência de omissão de receitas originárias de depósito bancário. De outra banda, o contribuinte tem o ônus da prova sobre a origem cada um dos depósitos bancários; b) resta patente a divergência entre o r. acórdão desafiado e os r. arestos paradigmas; c) o Fisco tem o ônus tãosomente da demonstração da existência dos créditos nas contas bancárias e não do consumo da renda; d) devemos observar o entendimento firmado pelo e. CARF por meio do enunciado nº 26 de Súmula. Intimada, a Contribuinte apresentou contrarrazões, fls. 413 a 424, sustentando, em suma: a) em que pese ter o Contribuinte apresentado justificava idônea da origem dos recursos movimentados, a Fiscalização entendeu que não restou comprovada a origem dos recursos movimentados, considerandoos como OMISSÃO DE RECEITA, nos termos do previsto no art. .42, da Lei n° 9.430/96; b) concernente aos Acórdãos paradigmas coligidos aos autos pelo Recorrente, não há que se falar em divergência, visto que o entendimento neles esposados é, com todas as vênias, bastante sutil, pois a jurisprudência majoritária é no sentido de que o ônus da prova cabe ao Fisco no que tange a existência de crédito nas contas bancárias do Fiscalizado, mas a condição sine qua non é de que faça prova de que o Contribuinte possui sinais exteriores de riqueza, sendo que, Fl. 438DF CARF MF Processo nº 10283.005501/200449 Acórdão n.º 9202008.152 CSRFT2 Fl. 3 3 no caso sub examine, não logrou provar a Fazenda Nacional tais sinais; c) é imperiosa a comprovação da utilização dos valores depositados como renda consumida, evidenciando sinais exteriores de riqueza, visto que, por si só, como dito, depósitos bancários não constituem fato gerador do imposto de renda, pois não caracterizam disponibilidade econômica de renda e proventos; d) o lançamento constituído só é admissível quando restar comprovado o nexo causal entre os depósitos e o fato que represente omissão de rendimento. É o relatório. Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora 1. Do conhecimento Alega o Recorrido que os Acórdãos paradigmas coligidos aos autos pelo Recorrente não demonstram a divergência jurisprudencial suscitada, pois o entendimento neles esposado é bastante sutil, considerando que a jurisprudência majoritária se encontra sedimentada no sentido de que o ônus da prova cabe ao Fisco no que tange a existência de crédito nas contas bancárias do Fiscalizado, mas a condição “sine qua non” é de que faça prova de que o Contribuinte possui sinais exteriores de riqueza, sendo que, no caso sub examine, não logrou provar a Fazenda Nacional tais sinais. Apesar dos argumentos trazidos acerca da ausência de divergência jurisprudencial, pelo teor do Despacho de Admissibilidade, fls. 406 a 409, com a análise dos paradigmas colacionados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, verificase que o acórdão recorrido entende que o Fisco teria o ônus da prova do consumo dos valores creditados nas contas bancárias do Contribuinte, enquanto os paradigmas indicados expressam o entendimento que o Fisco tem o ônus da prova tãosomente da existência dos créditos nas contas bancárias do Contribuinte e não do consumo da renda pelo Contribuinte. Resta, portanto, patente a divergência jurisprudencial, motivo pelo qual conheço do Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. 2. Do mérito Consoante narrado, o objeto de rediscussão por esse Colegiado é a questão relativa à necessidade de demonstração pelo fisco do consumo da renda creditada nas contas bancárias do Contribuinte, quando da omissão de rendimentos caracterizada depósitos bancários de origem não comprovada. O tema em análise se encontra pacificado no âmbito do CARF com a edição do Enunciado de Súmula CARF n.º 26, que assim dispõe: Súmula CARF nº 26 A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos Fl. 439DF CARF MF 4 depósitos bancários sem origem comprovada. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). Portanto, é uníssono o entendimento no sentido da desnecessidade de comprovação do consumo da renda pelo fisco, nos casos de aplicação do art. 42 da Lei n.º 9.430/96, razão pela qual merece reforma o acórdão recorrido. Diante do exposto, voto por conhecer do Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional e, no mérito, darlhe provimento. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Fl. 440DF CARF MF
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Numero do processo: 11128.004960/2008-94
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO (II)
Data do fato gerador: 12/04/2008
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. EXTRAVIO. ARMAZÉM. INCIDÊNCIA.
Demonstrado em procedimento de vistoria aduaneira o extravio de mercadorias dentro do armazém alfandegado de rigor a incidência do imposto de importação e das multas e à exigência junto ao Depositário.
Numero da decisão: 3401-006.947
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso e na parte conhecida negar provimento.
(documento assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Oswaldo Gonçalves de Castro Neto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente).
Nome do relator: OSWALDO GONCALVES DE CASTRO NETO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO (II) Data do fato gerador: 12/04/2008 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. EXTRAVIO. ARMAZÉM. INCIDÊNCIA. Demonstrado em procedimento de vistoria aduaneira o extravio de mercadorias dentro do armazém alfandegado de rigor a incidência do imposto de importação e das multas e à exigência junto ao Depositário.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso e na parte conhecida negar provimento. (documento assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente (documento assinado digitalmente) Oswaldo Gonçalves de Castro Neto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente).
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EXTRAVIO. ARMAZÉM. INCIDÊNCIA. Demonstrado em procedimento de vistoria aduaneira o extravio de mercadorias dentro do armazém alfandegado de rigor a incidência do imposto de importação e das multas e à exigência junto ao Depositário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte do recurso e na parte conhecida negar provimento. (documento assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente (documento assinado digitalmente) Oswaldo Gonçalves de Castro Neto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente). Relatório 1.1. Trata-se de auto de infração para exigência de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados, PIS e COFINS incidentes sobre mercadoria extraviada em depósito no valor total de R$ 13.659,51. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 49 60 /2 00 8- 94 Fl. 170DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-006.947 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.004960/2008-94 1.2. Para tanto, narra o auto de infração que em procedimento de vistoria aduaneira em depósito foi constatada ausência de 311,620 quilos de ligas de níquel (arame) sendo que no momento da desova (sem a presença de auditor fiscal) foi constatada avaria no contêiner, sem violação de lacre e peso semelhante ao manifestado em conhecimento de transporte. 1.3. Irresignada, a Recorrente apresentou Impugnação em que alega: 1.3.1. Os volume extraviado não foi embarcado na origem, o que se constata pela equivalência do peso bruto (embalagem e carga) na origem e no destino; 1.3.2. “Na operação de desova de contêiner não há obrigatoriedade do recinto alfandegado solicitar o comparecimento da fiscalização aduaneira, basta tão- somente emitir o evento 18 estabelecido pelo sistema DT-E, que a responsabilidade da impugnante estará resguardada”; 1.3.3. Como o extravio ocorreu na origem, a mercadoria estrangeira não entrou em território nacional, logo, não ocorreu o fato gerador dos tributos em voga; 1.3.4. A indiferença no peso do contêiner decorre da estufagem das cargas consolidadas, ou seja, o peso do material de estufagem é semelhante ao da carga extraviada; 1.3.4. “Em relação à todas as multas há total improbidade em sua imputação vez que não existe na legislação pátria sua previsão, tanto é que o limo. Auditor não fez a referência legislativa clara”. 1.4. A DRJ de São Paulo, julgou improcedente a impugnação apresentada eis que: 1.4.1. A soma do peso de todos os Houses do B/L ANRMA8BREA0040X mais a tara do contêiner equivale ao peso verificado quando do recebimento do contêiner, logo, o extravio ocorreu dentro do armazém alfandegado; 1.4.2. “Com relação à alegação de que o container poderia conter elementos de suporte, comuns no regime LCL, não apresentou a impugnante qualquer prova nesse sentido”; 1.4.3. Não houve constatação de divergência de peso nas demais cargas consolidadas neste contêiner; 1.4.4. “Incabível a alegação de falta de previsão legal da multa por extravio da mercadoria visto que a mesma está transcrita acima no art. 106, II, “d” do Decreto-lei nº 37/66 e também estava citada no corpo da Notificação de Lançamento à fl. 6”. 1.5. Intimada a Recorrente busca guarida neste Conselho, reiterando as teses da Impugnação somada às seguintes: 1.5.1. O extravio ocorreu por caso fortuito ou força maior, que excluem a responsabilidade da Recorrente; Fl. 171DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-006.947 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.004960/2008-94 1.5.2. O Ato Declaratório Interpretativo 12/2004, que afasta o furto e o roubo como hipóteses de caso fortuito ou força maior é inconstitucional. Voto Conselheiro Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Relator. 2.1. De início, deixo de conhecer a tese acerca do CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR vez que ventiladas apenas em sede de Voluntário, o que torna preclusa a matéria. Ademais, a prova do caso fortuito e da força maior é encargo da Recorrente porquanto fato impeditivo do crédito tributário. Por fim, este Conselho é incompetente para manifestar-se acerca de inconstitucionalidade (Súmula 2 CARF). 2.2. Na forma da autuação e do Acórdão da DRJ em 06 de abril de 2008 o contêiner com as mercadorias extraviadas adentraram o armazém alfandegado de titularidade da Recorrente, o que se constata pela pouca diferença de peso entre o declarado no conhecimento de transporte e o aferido na pesagem na entrada no armazém: 2.2.1. Todavia, em 12 de abril de 2008, com as mercadorias importadas depositadas em armazém de titularidade da Recorrente, observou-se diferença de 786 quilos entre o peso manifestado e o declarado, bem como a falta de uma embalagem: 2.2.2. Em sequência foi instaurado procedimento de vistoria aduaneira em que o Ilustre Auditor Fiscal Responsável verificou a falta de 311,620 quilos de ligas de níquel (arame). Logo, todo os fatos constitutivos do direito do Erário Público foram provados, na forma do artigo 60 § 1° e § 2° inciso II do Decreto-Lei 37/66 (vigente à época): Art. 60 (...) § 1° Os créditos relativos aos tributos e direitos correspondentes às mercadorias extraviadas na importação serão exigidos do responsável mediante lançamento de ofício. Fl. 172DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-006.947 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.004960/2008-94 § 2° Para os efeitos do disposto no § 1°, considera-se responsável: I – o transportador, quando constatado o extravio até a conclusão da descarga da mercadoria no local ou recinto alfandegado, observado o disposto no art. 41; II – o depositário, quando o extravio for constatado em mercadoria sob sua custódia, em momento posterior ao referido no inciso I. 2.2.3. Como matéria de defesa a Recorrente argumenta que a mercadoria extraviada não foi embarcada na origem e que a identidade de peso pode ser atribuída ao material de estufagem, sem trazer aos autos qualquer prova do fato impeditivo do direito do Erário, o que já seria suficiente para manter a autuação. Inobstante; o conhecimento de transporte Master e House e a Declaração do Exportador de e-fls. 58 dão conta de que a mercadoria extraviada foi embarcada na origem: 2.2.4. Assim, de rigor a INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO A CARGO DO DEPOSITÁRIO de mercadoria comprovadamente extraviada dentro do armazém de sua titularidade. Fl. 173DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 3401-006.947 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.004960/2008-94 2.3. Por fim, a MULTA POR EXTRAVIO DAS MERCADORIAS encontra-se claramente descrita às e-fls. 6, sendo que a Recorrente não contesta sua incidência e, efetivamente, nem poderia fazê-lo já que há enquadramento perfeito na hipótese legal no presente caso: Art.106 - Aplicam-se as seguintes multas, proporcionais ao valor do imposto incidente sobre a importação da mercadoria ou o que incidiria se não houvesse isenção ou redução: (...) II - de 50% (cinqüenta por cento): d) pelo extravio ou falta de mercadoria, inclusive apurado em ato de vistoria aduaneira; 3. Pelo exposto, conheço em parte do Recurso Voluntário e na parte conhecida nego provimento. (documento assinado digitalmente) Oswaldo Gonçalves de Castro Neto Fl. 174DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10730.900436/2012-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Oct 02 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005
DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO
O ônus de comprovar a legitimidade do crédito incumbe a quem o pleiteia, isto é, ao contribuinte. Se não o faz, o direito creditório não deve ser reconhecido.
Numero da decisão: 3301-006.701
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Costa Marques d'Oliveira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
Nome do relator: MARCELO COSTA MARQUES D OLIVEIRA
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 DIREITO CREDITÓRIO. COMPROVAÇÃO O ônus de comprovar a legitimidade do crédito incumbe a quem o pleiteia, isto é, ao contribuinte. Se não o faz, o direito creditório não deve ser reconhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Costa Marques d'Oliveira - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente).
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COMPROVAÇÃO O ônus de comprovar a legitimidade do crédito incumbe a quem o pleiteia, isto é, ao contribuinte. Se não o faz, o direito creditório não deve ser reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Costa Marques d'Oliveira - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Winderley Morais Pereira (Presidente). Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância: “Trata-se de apreciar Manifestação de Inconformidade interposta contra Despacho Decisório n_° 019110665 (fl. 17) que não homologou a compensação declarada por meio do Pedido de Ressarcimento ou Restituição-Declaração de Compensação - PER/DCOMP nº 7063.14093.061009.1.3.04-0916, transmitido em 06/10/2009. O pedido de compensação objetiva compensar alegado pagamento a maior de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofíns, referente ao período de apuração 31/10/2005. efetuado em 30/11/2005 sob o código 2172 (fl. 22/23). O demonstrativo da compensação é apresentado à fl. 25. O Despacho AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 90 04 36 /2 01 2- 51 Fl. 66DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-006.701 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10730.900436/2012-51 Decisório considerou improcedente o crédito informado no PER/DCOMP. à luz da seguinte fundamentação: A análise do direito creditório está limitado ao valor do “crédito original na data da transmissão" informado no PERDCOMP. correspondendo a : 57.078,51. A partir das características do DARF discriminado no PERDCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. O referido decisório está arrimado no seguinte enquadramento legal: arts. 165 e 170 da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN); art. 74 da Lei n.° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificado da decisão em 16/03/2012, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 16/04/2012, requerendo a homologação da compensação pleiteada com crédito oriundo de pagamento a maior. O pedido está fundamentado basicamente nas seguintes alegações: • A empresa efetuou diversas DCTF's retificadoras para o período de apuração no qual o pagamento foi utilizado; • O débito no qual os sistemas informatizados da Receita Federal encontraram o pagamento que compõe o crédito foi declarado em DCTF que deveria estar cancelada por retificações • A Receita Federal cancelou as DCTF s posteriormente entregues a que esta ativa atualmente, por alegação de serem indevidas, por motivo de se encontrar a PJ sob procedimento de fiscalização; • O procedimento adotado pela RFB foi equivocado uma vez que o processo do Auto de Infração se encontra no CARF; • A decisão de não homologar a compensação foi tomada com fundamento em procedimento fiscal não definitivamente julgado, não oferecendo segurança jurídica, seja para a RFB, seja para o contribuinte; • A decisão acerca da compensação deve ser sobrestada até o julgamento definitivo do auto de infração de 2005; O contribuinte finaliza a sua defesa requerendo a nulidade da decisão que não homologou o PERDCOMP e o sobrestamento da decisão sobre a homologação da compensação até o julgamento final do auto de infração do ano-calendário de 2005. Anexei as fls. 32/39 com extratos de consultas feitas aos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil - RFB. É o relatório. A DRJ em Fortaleza (CE) julgou improcedente a manifestação de inconformidade e o Acórdão nº 08-29.977 foi assim ementado: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES. PROCEDIMENTO FISCAL INICIADO. PERDA DA ESPONTANEIDADE. O início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação aos atos anteriores e, independentemente de intimação, a dos demais envolvidos nas infrações verificadas, não surtindo qualquer efeito sobre o lançamento de ofício a DCTF retificadora entregue durante a ação fiscal. Fl. 67DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-006.701 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10730.900436/2012-51 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/2005 a 31/10/2005 PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. UTILIZAÇÃO. Não há crédito compensável quando o débito supera o pagamento objeto do PER/DCOMP. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário, em que apresentou, basicamente, as mesmas alegações contidas na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Marcelo Costa Marques d'Oliveira O recurso voluntário preenche os requisitos legais de admissibilidade e deve ser conhecido. A DRF em Niterói (RJ) não homologou a compensação, porque o direito creditório tinha suporte em pagamento que não se revelou como indevido, porque integralmente vinculado a débito declarado. Em suas defesas, a recorrente alegou que apresentou DCTF retificadoras com indicação do pagamento a maior. Contudo, a fiscalização não as considerou, porque adotou a premissa incorreta de que foram protocolizadas no curso de ação fiscal. Com efeito, a auditoria fiscal que se converteu nos processos administrativos nº 15540.000452/2009-06 e 15540.000056/2010-12 teria sido iniciada em 11/06/08 e as DCTF retificadoras transmitidas em outubro e novembro de 2007. Alega ainda que o presente feito deveria ser sobrestado ate´ a conclusão do processo administrativo nº 15540.000056/2010-12, pois eventual conclusão favorável validará a DCTF em que o crédito está evidenciado. Encerra, pleiteando a declaração de nulidade do Despacho Decisório, em razão dos fatos anteriormente descritos. Inicio, consignando que, à luz dos artigos 10 e 59 do Decreto n° 70.235/72 , 2º e 50 da Lei nº 9.784/99 e 142 do Código Tributário Nacional, não se identifica no despacho decisório ou na decisão de piso qualquer vício que os eivasse de nulidade. E que o processo administrativo nº 15540.000056/2010-12 já foi encerrado e com resultado desfavorável à recorrente. Trata-se de lide sobre crédito, cujo ônus da prova é do contribuinte (art. 373 do Novo Código de Processo Civil). Entretanto, a recorrente não trouxe qualquer documento que legitimasse o direito que alega deter. Não juntou a apuração da COFINS, conciliada com livros contábeis e guia de pagamento. Já está consagrado no CARF o posicionamento de que a comprovação da Fl. 68DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-006.701 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10730.900436/2012-51 legitimidade do crédito supera qualquer discussão acerca de apresentação e/ou conteúdo de DCTF. Com base no acima exposto, nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Marcelo Costa Marques d'Oliveira Fl. 69DF CARF MF
score : 1.0
