Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,797)
- Primeira Turma Ordinária (16,268)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,177)
- Primeira Turma Ordinária (16,126)
- Primeira Turma Ordinária (16,115)
- Segunda Turma Ordinária d (15,858)
- Segunda Turma Ordinária d (14,456)
- Primeira Turma Ordinária (13,024)
- Primeira Turma Ordinária (12,395)
- Segunda Turma Ordinária d (12,382)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,433)
- Quarta Câmara (84,928)
- Terceira Câmara (67,526)
- Segunda Câmara (55,905)
- Primeira Câmara (20,315)
- 3ª SEÇÃO (16,177)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,442)
- Segunda Seção de Julgamen (114,527)
- Primeira Seção de Julgame (76,632)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,890)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,778)
- HELCIO LAFETA REIS (3,758)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,730)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,922)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,550)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (14,244)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11020.721014/2010-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINTO PELO PAGAMENTO.
Incabível a exigência por procedimento de ofício de crédito tributário já extinto nos termos do art. 156 do CTN.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2102-002.535
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Assinado digitalmente
Rubens Maurício Carvalho Presidente em Exercício
Assinado digitalmente
Núbia Matos Moura Relatora
EDITADO EM: 08/05/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Ewan Teles Aguiar, Francisco Marconi de Oliveira, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2009 CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINTO PELO PAGAMENTO. Incabível a exigência por procedimento de ofício de crédito tributário já extinto nos termos do art. 156 do CTN. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11020.721014/2010-29
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5309572
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2102-002.535
nome_arquivo_s : Decisao_11020721014201029.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : NUBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 11020721014201029_5309572.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Assinado digitalmente Rubens Maurício Carvalho Presidente em Exercício Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora EDITADO EM: 08/05/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Ewan Teles Aguiar, Francisco Marconi de Oliveira, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5190223
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368590757888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1585; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 89 1 88 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.721014/201029 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.535 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de abril de 2013 Matéria IRPF Omissão de rendimentos Moléstia grave Recorrente ANTONIO SOMENSI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2009 CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINTO PELO PAGAMENTO. Incabível a exigência por procedimento de ofício de crédito tributário já extinto nos termos do art. 156 do CTN. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Assinado digitalmente Rubens Maurício Carvalho – Presidente em Exercício Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Relatora EDITADO EM: 08/05/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Ewan Teles Aguiar, Francisco Marconi de Oliveira, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 72 10 14 /2 01 0- 29 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/09/2013 po r RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA Processo nº 11020.721014/201029 Acórdão n.º 2102002.535 S2C1T2 Fl. 90 2 Relatório Contra ANTONIO SOMENSI foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 50/55, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2008, exercício 2009, no valor total de R$ 1.694,28, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até 29/10/2010. A infração apurada pela autoridade fiscal foi omissão de rendimentos recebido do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, no valor de R$ 10.198,99. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 02, onde alega que os rendimentos considerados omitidos são isentos em razão de ser portador de moléstia grave. A autoridade julgadora de primeira instância considerou, por unanimidade de votos, improcedente a impugnação, justificando sua decisão no fato de o contribuinte ser portador de moléstia grave apenas a partir de 29/07/2009, conforme laudo, fls. 15. (Acórdão DRJ/POA nº 1032.754, de 13/07/2011, fls. 57/61) Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 19/09/2011, Aviso de Recebimento (AR), fls. 69, o contribuinte apresentou, em 28/09/2011, recurso voluntário, fls. 69/71, onde acolhe a decisão recorrida, no sentido de que somente é portador de moléstia grave a partir de 29/07/2009, contudo, afirma que o imposto exigido no lançamento já havia sido recolhido em 29/04/2009, conforme DARF, fls. 72. É o Relatório. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/09/2013 po r RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA Processo nº 11020.721014/201029 Acórdão n.º 2102002.535 S2C1T2 Fl. 91 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. De imediato, cumpre observar que o lançamento é decorrente de revisão de Declaração de Ajuste Anual (DAA), exercício 2009, anocalendário 2008, retificadora. Na DAA original, fls. 73/78, o contribuinte havia apurado saldo de imposto a pagar, no valor de R$ 898,35, que foi devidamente recolhido, dentro do prazo legal, conforme DARF, fls. 72, em 29/04/2009. Já na DAA retificadora, fls. 79/84, o contribuinte apurou saldo de imposto a restituir, no valor de R$ 320,78. Destaquese que tal quantia não chegou a ser restituída para o contribuinte, advindo a Notificação de Lançamento, que exige do contribuinte imposto suplementar de R$ 898,35, que corresponde exatamente a quantia já recolhida, mediante DARF, fls. 72. Ora, de acordo com o inciso I do art. 156 da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN), o pagamento extingue o crédito tributário e estando o mesmo extinto não pode, por óbvio, ser exigido do contribuinte mediante lançamento de ofício. Veja que, a exigência no lançamento de imposto já pago implica em onerar o contribuinte com multa de ofício sobre valores já recolhidos antes do lançamento. Nestes termos, devese manter a infração imputada ao contribuinte, contudo, o crédito tributário deve ser exonerado, posto que o valor do principal já havia sido recolhido pelo contribuinte na data do vencimento do tributo. Ante o exposto, voto por DAR provimento ao recurso para cancelar o crédito tributário exigido no lançamento. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 91DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/09/2013 po r RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA Processo nº 11020.721014/201029 Acórdão n.º 2102002.535 S2C1T2 Fl. 92 4 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/09/2013 po r RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NUBIA MATOS MOURA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003932/2007-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2001, 2003, 2004, 2005, 2006
CONTRADIÇÃO INTERNA. NÃO DEMONSTRADA.
Apenas a contradição verificada entre as proposições e conclusões do próprio julgado - contradição interna - enseja reparo pela via dos declaratórios.
OMISSÃO. NÃO DEMONSTRADA.
A omissão que desafia embargos de declaração é apenas aquela que decorre da não apreciação de alguma questão preliminar ou de mérito que compõe o pedido da parte.
Numero da decisão: 1302-001.287
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não acolher os embargos de declaração. O Conselheiro Hélio Araújo acompanhou o Relator pelas conclusões.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Marcelo Guerra, Guilherme Silva e Hélio Araújo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2001, 2003, 2004, 2005, 2006 CONTRADIÇÃO INTERNA. NÃO DEMONSTRADA. Apenas a contradição verificada entre as proposições e conclusões do próprio julgado - contradição interna - enseja reparo pela via dos declaratórios. OMISSÃO. NÃO DEMONSTRADA. A omissão que desafia embargos de declaração é apenas aquela que decorre da não apreciação de alguma questão preliminar ou de mérito que compõe o pedido da parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.003932/2007-17
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5326399
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 21 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1302-001.287
nome_arquivo_s : Decisao_19515003932200717.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 19515003932200717_5326399.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não acolher os embargos de declaração. O Conselheiro Hélio Araújo acompanhou o Relator pelas conclusões. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Marcelo Guerra, Guilherme Silva e Hélio Araújo.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5311392
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368596000768
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1626; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.064 1 1.063 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.003932/200717 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1302001.287 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 13 de fevereiro de 2014 Matéria CSLL Embargante Companhia Brasileira de Distribuição Interessado Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2001, 2003, 2004, 2005, 2006 CONTRADIÇÃO INTERNA. NÃO DEMONSTRADA. Apenas a contradição verificada entre as proposições e conclusões do próprio julgado contradição interna enseja reparo pela via dos declaratórios. OMISSÃO. NÃO DEMONSTRADA. A omissão que desafia embargos de declaração é apenas aquela que decorre da não apreciação de alguma questão preliminar ou de mérito que compõe o pedido da parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não acolher os embargos de declaração. O Conselheiro Hélio Araújo acompanhou o Relator pelas conclusões. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Marcelo Guerra, Guilherme Silva e Hélio Araújo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 39 32 /2 00 7- 17 Fl. 1064DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Versa o presente processo sobre embargos de declaração opostos pela contribuinte em face do Acórdão nº 1302001.130, cuja ementa assim dispõe: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2001, 2003, 2004, 2005, 2006 COISA JULGADA. AFASTADA. Por força do disposto no art. 13 combinado com o art. 42 da Lei Complementar nº 73/93, este Colegiado é obrigado a observar as conclusões da PGFN/CRJ/Nº 492/2011, por ter sido ratificado pelo Ministro de Estado da Fazenda. DECADÊNCIA. CSLL. Tratandose de situação em que não houve o recolhimento antecipado da CSLL, aplicase, in casu, a regra decadencial do art. 173, I, do CTN. DECADÊNCIA. MULTA ISOLDADA. Ao lançamento de multas, inclusive a multa isolada por falta de recolhimneto da estimativa, aplicase sempre a regra decadencial do art. 173, I, do CTN. MULTA ISOLADA. A multa isolada pune o contribuinte que não observa a obrigação legal de antecipar o tributo sobre a base estimada ou levantar o balanço de suspensão, logo, conduta diferente daquela punível com a multa de ofício proporcional, a qual é devida pela ofensa ao direito subjetivo de crédito da Fazenda Nacional. O legislador dispôs expressamente, já na redação original do inciso IV do § 1º do art. 44, que é devida a multa isolada ainda que o contribuinte apure prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa ao final do ano, deixando claro, assim, que estava se referindo ao imposto ou contribuição calculado sobre a base estimada, já que em caso de prejuízo fiscal e base negativa, não há falar em tributo devido no ajuste; que o valor apurado como base de cálculo do tributo ao final do ano é irrelevante para se saber devida ou não a multa isolada; e que a multa isolada é devida ainda que lançada após o encerramento do anocalendário. Em seus embargos de declaração, a embargante alega o seguinte: a) que há erro na redação da ementa do acórdão embargado, pois consta que a matéria debatida nos autos está relacionada aos tributos IRPJ e CSLL, quando na verdade, trata só de CSLL; b) que há erro formal no voto embargado, pois o Relator se equivocou ao mencionar na fundamentação do tópico “Da Multa Isolada”questões envolvendo a ausência de pagamento de IRPJ; c) que há contradição entre a decisão embargada e o Parecer PGFN/CRJ/Nº 492/2011, o qual limita o direito de cobrança, pelo Fisco, do trbuto relativo a fatos geradores ocorridos exclusivamente a partir de 26 de maio de 2011, data da sua publicação, em respeito ao disposto no artigo 146 do CTN, confira‐se: “5. Face aos princípios da segurança jurídica, da não surpresa e da proteção à confiança, bem como por força do art. 146 do CTN, nas hipóteses em que o advento do precedente objetivo e definitivo do STF e a consequ ente cessação da eficácia da decisão tributária transitada em julgado sejam pretéritos ao presente Parecer, a publicação deste configura o marco inicial a partir do qual o Fisco retoma o direito de cobrar o tributo em relação aos fatos geradores praticados pelo contribuinteautor. Fl. 1065DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.003932/200717 Acórdão n.º 1302001.287 S1C3T2 Fl. 1.065 3 …. 77. Essa nova exigência, relativa aos fatos geradores anteriores ao presente Parecer, tendo como marco inicial a data, no passado, do advento da decisão do STF, além de causar ao contribuinteautor surpresa que não parece compatível com a segurança jurídica e a confiança que devem iluminar as relações travadas entre o Fisco e os contribuintes, também representaria ofensa direta ao disposto no art. 146 do CTN, segundo o qual “a modificação introduzida, de ofício ou em consequ .ncia de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução”. Esse dispositivo legal, cuja essência claramente se inspira nos já invocados princípios da não surpresa e da proteção da confiança, veda que novos critérios jurídicos introduzidos pela Administração Pública Tributária em sua atividade de lançar atinja fatos geradores ocorridos em momento anterior à sua introdução, o que parece impedir que o entendimento contido no presente Parecer que, inequivocamente, configura um novo critério jurídico relativo a lançamento tributário apliquese às situações que lhe são pretéritas.”. d) que houve omissão pela ausência de verificação do art. 62‐A do Regimento Interno do CARF; e) que houve contradição na decisão embargada, por ir contra a aplicação do regimento interno deste E. CARF, violando, assim, a coisa julgada ao sustentar as suas razões no Parecer exarado pela Procuradoria da Fazenda Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior Os embargos de declaração são tempestivos e foram subscritos por mandatários com poderes para tal, conforme documentos a fls. 1020 e segs., razão pela qual deles conheço. Os embargos de declaração são o remédio processual adequado quando a decisão embargada incorre em obscuridade, em contradição entre a sua fundamentação e a sua parte dispositiva; ou em omissão na apreciação de algumas das questões preliminares ou de mérito que compõem o pedido da parte. DO ERRO NA REDAÇÃO DA EMENTA Fl. 1066DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Equivocase a embargante quando alega que há erro na redação da ementa, pois essa, assim considerada apenas o rol resumido das matérias julgadas, trata efetivamente de CSLL. Todavia, o erro está no cabeçalho do acórdão embargado, pois foi indevidamente informado que o IRPJ também era matéria tratada naquela decisão, quando o recurso voluntário e, consequentemente, a decisão só versaram sobre questões relativas à CSLL. Assim, voto por retificar de ofício o erro por lapso manifesto contido no cabeçalho do Acórdão nº 1302001.130, de forma que fique declarado que a matéria tratada em tal decisão resumese a questões relativas apenas à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). DO ERRO FORMAL DO VOTO EMBARGADO Neste ponto, não tem razão o embargante, pois não há qualquer erro formal no voto do Relator. Da leitura mais atenta do referido voto, fica claro que o Relator jamais sustentou que os autos versassem sobre multa isolada de IRPJ. Com efeito, o Relator expressamente declarou e pediu vênia aos demais conselheiros para transcrever voto proferido em outras assentadas, no qual enfrentou cada uma das questões envolvendo a cobrança da multa isolada, se não vejamos o seguinte excerto da decisão embargada: “Inicialmente, friso que este Colegiado tem firmado diferentes posições sobre o tema, se não vejamos: a) há quem sustente que não se aplica a multa isolada após o encerramento do anocalendário, pois, a partir desse momento, só caberia a multa de ofício sobre o imposto de renda devido sobre o lucro real, já que não se pode penalizar duas vezes pela mesma infração; b) há quem sustente que só se aplica a multa isolada sobre o valor que o montante do imposto sobre as bases estimadas superarem o imposto de renda sobre o lucro real devido ao final do ano; c) há quem sustente que, até a entrada em vigor da redação dada pela Lei 11.488/07, a literalidade da redação original do art. 44, § 1º, IV, da Lei 9.430/96 impunha que a multa isolada só fosse devida quando a pessoa jurídica deixasse de pagar o IRPJ e a CSLL e que os valores calculados sobre a base estimada são meras antecipações, logo não se confundem com tais tributos; d) há quem sustente que a multa isolada não é devida juntamente com a multa de ofício por ser aplicável o instuto do Direito Penal da “consunção”. Trata se assim de questão de amplo conhecimento deste Colegiado, razão pela qual, peço vênia aos meus pares para reproduzir voto proferido em outras assentadas, no qual enfrentei cada uma dessas posições.” Assim, houve apenas a transcrição de um voto anteriormente proferido, para aproveitamento dos seus fundamentos, os quais se aplicam inteiramente à decisão acerca da multa isolada por falta de recolhimento da CSLL sobre a base estimada. Por essas razões, neste ponto não acolho os embargos, por entender que não houver erro formal. Fl. 1067DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.003932/200717 Acórdão n.º 1302001.287 S1C3T2 Fl. 1.066 5 DA CONTRADIÇÃO ENTRE A DECISÃO EMBARGADA E O PARECER Nº 492/2011 Para analisar esse ponto dos presentes embargos de declaração, vale lembrar algumas lições de processo civil, quais sejam, que a contradição deve ser interna ao julgado embargado, ou seja, não justifica a interposição de embargos de declaração a contradição entre o acórdão e outra decisão proferida eventualmente no mesmo processo ou ainda, a contradição entre o acórdão embargado e o que conste de alguma peça dos autos, pois, nesses casos, o que há é error in iudicando. Nesse sentido, trago à colação um dos muitos julgados que poderiam confirmar o acima sustentado, in verbis: EDcl nos EDcl no Ag (de instrumento) 872.957 SC Relator(a): Ministro CASTRO MEIRA Julgamento: 14/08/2007 Órgão Julgador: T2 SEGUNDA TURMA Publicação: DJ 27/08/2007 p. 210 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO INTERNA DO JULGADO. AUSÊNCIA. INTEMPESTIVIDADE. FAX. CERTIFICAÇÃO DE RECEBIMENTO PELA SECRETARIA DO TRIBUNAL. AUSÊNCIA. 1. Apenas a contradição verificada entre as proposições e conclusões do próprio julgado contradição interna enseja reparo pela via dos declaratórios. 2. "A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo registro no protocolo da Secretaria, e não pela data da entrega na agência do correio" (Súmula 216/STJ). 3. Embargos de declaração rejeitados. Assim de plano, já voto por negar seguimento a esse ponto dos embargos, no qual a embargante tenta demonstrar uma contradição entre a decisão deste Colegiado e o Parecer PGFN/CRJ/Nº 492/2011. Todavia, ainda que ultrapassássemos tal obstáculo processual, constataríamos que não há qualquer contradição entre a decisão embargada e o Parecer PGFN/CRJ/Nº 492/2011. Aliás, a conclusão do embargante sobre o teor do Parecer nº 492/2011 deve resultar de uma leitura pouco atenta. Isso porque ele pinça o parágrafo 5º da ementa do referido parecer, cujo fundamento estaria no parágrafo 77, o qual levaria a conclusão de que o parecer não seria aplicável aos fatos geradores anteriores a sua publicação. Essa é uma leitura equivocada do embargante, pois o entendimento exarado no parágrafo 77 são exclusivamente dentro do contexto estabelecido nos parágrafos 75 e 76 que o antecedem, se não vejamos como dispõem: “75. Para que bem se compreenda quais são essas situações específicas, e o porquê da necessidade de se excepcionálas, basta pensar na hipótese, que bem as exemplifica, em que um dado contribuinte tenha deixado de efetuar o pagamento de determinado tributo por reputar que assim estava autorizado em Fl. 1068DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 razão de coisa julgada formada, a seu favor, considerando inexistente a correspondente relação jurídica tributária, apesar de esse não pagamento ter se dado quando já existia precedente objetivo e definitivo do STF em sentido contrário ao sufragado na coisa julgada, proferido e transitado em julgado em momento anterior à aprovação e publicação do presente Parecer. E mais: mesmo com o advento desse precedente da Suprema Corte, favorável à Fazenda Nacional que, segundo aqui se entende, fez cessar a eficácia vinculante da decisão tributária transitada em julgado e, portanto, legitimaria a cobrança do tributo relativo aos fatos geradores ocorridos a partir de então , o Fisco quedouse inerte durante anos, não efetuando as correspondentes exigências tributárias. 76. Notese que, na hipótese acima aventada, o contribuinteautor deixou de pagar o tributo por considerar que assim estava respaldado por coisa julgada, e o Fisco, mesmo diante do precedente do STF, não efetuou as correspondentes exigências tributárias, numa postura omissiva que, de certo modo, demonstrou a sua adesão ao comportamento do contribuinte. Em hipóteses desse jaez em que (i) a cessação da eficácia da decisão tributária transitada em julgado, face ao advento de precedente objetivo e definitivo do STF, ocorreu em momento anterior à publicação deste Parecer e (ii) não houve lançamento em relação aos fatos geradores ocorridos após o advento do precedente do STF , não há como legitimamente pretender que, agora, com o entendimento esposado neste Parecer, possa o Fisco exigir, do contribuinteautor, o tributo relativo a todos esses fatos geradores passados (por óbvio, desde que ocorridos há menos de 5 anos). 77. Essa nova exigência, relativa aos fatos geradores anteriores ao presente Parecer, tendo como marco inicial a data, no passado, do advento da decisão do STF, além de causar ao contribuinteautor surpresa que não parece compatível com a segurança jurídica e a confiança que devem iluminar as relações travadas entre o Fisco e os contribuintes, também representaria ofensa direta ao disposto no art. 146 do CTN, segundo o qual “a modificação introduzida, de ofício ou em consequ ência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução”. Esse dispositivo legal, cuja essência claramente se inspira nos já invocados princípios da não surpresa e da proteção da confiança, veda que novos critérios jurídicos introduzidos pela Administração Pública Tributária em sua atividade de lançar atinja fatos geradores ocorridos em momento anterior à sua introdução, o que parece impedir que o entendimento contido no presente Parecer que, inequivocamente, configura um novo critério jurídico relativo a lançamento tributário apliquese às situações que lhe são pretéritas. Ou seja, o Parecer PGFN/CRJ/Nº 492, de 07/02/2011 não será aplicável aos fatos geradores anteriores a sua publicação se o Fisco quedou inerte, o que não é o caso dos autos cujo auto de infração data de 07/12/2007, ou seja, mais de três anos antes da data de publicação do parecer. Isso está muito bem explicado no parágrafo 79 do mesmo Parecer, in verbis: “79. Em outras palavras: este parecer não retroage para alcançar aqueles fatos geradores pretéritos, que, mesmo sendo capazes, à luz do entendimento ora defendido, de fazer nascer obrigações tributárias, não foram, até o presente momento, objeto de lançamento. Por óbvio, se nas situações pretéritas o Fisco já tiver Fl. 1069DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.003932/200717 Acórdão n.º 1302001.287 S1C3T2 Fl. 1.067 7 adotado o entendimento ora defendido, efetuando a cobrança relativa aos fatos geradores ocorridos desde a cessação da eficácia da decisão tributária transitada em julgado, em relação a essas situações pretéritas o critério jurídico contido no presente Parecer não poderá ser considerado “novo”, o que afasta a aplicação do princípio da não surpresa e do art. 146 do CTN; esses lançamentos, portanto, deverão ser mantidos.”. Assim, crendo na boafé dos embargantes, só resta concluir que as suas equivocadas conclusões se devem a uma leitura açodada do Parecer PGFN/CRJ/Nº 492, de 07/02/2011, razão pela qual não acolho este ponto dos embargos. DA OMISSÃO PELA AUSÊNCIA DE VERIFICAÇÃO DO ART. 62A DO RICARF A omissão que desafia embargos de declaração é aquela que decorre da não apreciação de alguma questão preliminar ou de mérito que compõe o pedido da parte. Assim sendo, este ponto dos embargos não deve ser acolhido, pois não havia qualquer questão levantada no recurso voluntário acerca do art. 62A do RICARF, aliás, seria de causar espécie que o tivesse, já que o recurso voluntário data de 2008 e o RICARF foi editado em 2009. Assim, o que o embargante deseja é rediscutir a matéria sob a perspectiva de um argumento que ele traz em embargos, o que é totalmente inaceitável. DA CONTRADIÇÃO DA DECISÃO POR SER CONTRÁRIA AO RICARF Como já afirmado, a contradição que desafia embargos é a interna à decisão, ou seja, aquela entre os fundamentos da decisão e a sua parte dispositiva. Se a decisão tivesse realmente ofendido o RICARF, ela teria incorrido em error in procedendo, o qual deveria ser atacado pela via recursal, não por embargos de declaração. Assim, não acolho também esse ponto dos embargos. Em face do exposto, voto por rejeitar os embargos de declaração e por retificar de ofício o erro por lapso manifesto contido no cabeçalho do Acórdão nº 1302 001.130, de forma que fique declarado que a matéria tratada na decisão embargada resumese a questões relativas apenas à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1070DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 Fl. 1071DF CARF MF Impresso em 21/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 19/0 2/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10882.910064/2011-57
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000
PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO.
Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.202
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10882.910064/2011-57
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5326138
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.202
nome_arquivo_s : Decisao_10882910064201157.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SOLON SEHN
nome_arquivo_pdf_s : 10882910064201157_5326138.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS - Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5307951
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368616972288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1762; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 49 1 48 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.910064/201157 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802002.202 – 2ª Turma Especial Sessão de 26 de novembro de 2013 Matéria COFINSCOMPENSAÇÃO Recorrente FERTIBRÁS S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA IMPOSSIBILIDADE. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. Nos casos de PER/Dcomp transmitida visando a restituição ou ressarcimento de tributos, não há que se falar em homologação tácita por falta de previsão legal. Restituição e compensação se viabilizam por regimes distintos. Logo, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 91 00 64 /2 01 1- 57 Fl. 49DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Francisco Jose Barroso Rios (Presidente em exercício), Mara Cristina Sifuentes, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Claudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 24): ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de Apuração: 01/08/2000 a 31/08/2000 Ementa: RESTITUIÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. IMPOSSIBILIDADE. Sendo diferentes os regimes pelos quais a restituição e a compensação podem ou não ser viabilizadas, e por falta de previsão legal, o prazo estipulado no §5º, do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 para a homologação tácita da declaração de compensação não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Por sua vez, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade alegando ter ocorrido a homologação tácita do pedido, devido ao decurso de cinco anos entre a apresentação do PER/Dcomp e a prolação do despacho decisório. A DRJ entendeu que o prazo estipulado no §5º, do art. 74, não seria aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição, em decorrência da diversidade do regime jurídico da restituição e da compensação, bem como por ausência de previsão legal. O Recorrente, nas razões recursais de fls. 33, reitera a alegação de homologação tácita, requerendo o provimento do recurso voluntário e a consequente reforma da decisão recorrida. É o Relatório. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS Processo nº 10882.910064/201157 Acórdão n.º 3802002.202 S3TE02 Fl. 50 3 Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 23/05/2013 (fls. 31), interpondo recurso tempestivo em 17/06/2013 (fls. 33). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. A Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, teve por objetivo unificar o regime de compensação, extinguindo a compensação realizada na Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais), na escrituração contábil ou condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Todas essas modalidades foram substituídas pelo regime de autocompensação, que ressaltadas as contribuições previdenciárias compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, como se sabe, a extinção do crédito tributário é considerada tacitamente homologada após o decurso do prazo de cinco anos, nos termos do § 5º do art. 74 da Lei nº 9.430/1996: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) [...] § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003). Notase, portanto, que o prazo do §5º do art. 74 não é aplicável aos pedidos de ressarcimento ou restituição. O fato destes serem transmitidos pelo mesmo instrumento da declaração de compensação (o PER/Dcomp) não autoriza nem mesmo por analogia, como sustentou a Recorrente a aplicação do prazo de cinco anos para a homologação tácita, até porque, ao contrário do que ocorre na compensação, não haveria uma extinção do crédito tributário prévia a ser homologada. Votase, assim, pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS 4 (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 52DF CARF MF Impresso em 20/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 13855.721801/2012-45
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 02 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. MULTA. INFRAÇÃO.
Constitui infração deixar a empresa de apresentar qualquer documento ou livro relacionado com as contribuições previdenciárias, ou apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-002.306
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. MULTA. INFRAÇÃO. Constitui infração deixar a empresa de apresentar qualquer documento ou livro relacionado com as contribuições previdenciárias, ou apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 02 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13855.721801/2012-45
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5315607
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 02 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2403-002.306
nome_arquivo_s : Decisao_13855721801201245.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 13855721801201245_5315607.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5240931
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368624312320
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1481; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13855.721801/201245 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.306 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 17 de outubro de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente AGROPECUÁRIA VÓ BÁSSIMA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. MULTA. INFRAÇÃO. Constitui infração deixar a empresa de apresentar qualquer documento ou livro relacionado com as contribuições previdenciárias, ou apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 5. 72 18 01 /2 01 2- 45 Fl. 1591DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 1592DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13855.721801/201245 Acórdão n.º 2403002.306 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário interposto em face do Acórdão nº. 14 40.867, fls. 1551/1558, que julgou improcedente a Impugnação apresentada, mantendose incólume a multa aplicada, consubstanciado no AI DEBCAD 51.006.1982, no valor de R$ 16.170,98 (dezesseis mil cento e setenta reais e noventa e oito centavos). Segundo o Termo de Verificação Fiscal, fls. 841/852, a empresa deixou de contabilizar parte das notas fiscais de venda de carvão vegetal relacionadas nos Anexos 1, 2 e 3 do Termo de Verificação Fiscal, descumprindo o art. 33, parágrafos 2º e 3º da Lei n. 8.212/91 c/c art. 283, j do RPS. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com a autuação, a empresa impugnou o lançamento através do documento de fls. 855/864. DO DESPACHO E DA DILIGÊNCIA A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto – SP, DRJ/RPO, prolatou em 26 de novembro de 2012 o Despacho 35, fls. 866/867, em razão de uma das alegações do então impugnante, a respeito da ausência de provas na autuação fiscal, no que concerne à omissão de rendimentos. Afirmou que analisando os documentos juntados ao processo, constariam dois documentos intitulados Resposta à intimação, as quais não corresponderiam às respostas das empresas Siderpa e Siderbrás, assim como não se refeririam às notas fiscais mencionadas pela fiscalização como documentos contabilizados. Por esta razão, a DRJ determinou o retorno do processo ao órgão de origem para manifestação do auditor autuante sobre as alegações da empresa em sua impugnação, por falta de provas. Em resposta ao despacho, o auditor Flávio Paulo de Faria elaborou Termo de Informação Fiscal, fl. 1548, afirmando que foram juntados ao processo as provas necessárias, relativas as notas fiscais de entrada de mercadorias e que o termo estava sendo encaminhado ao contribuinte via Domicílio Tributário Eletrônico para manifestação no prazo de 10 (dez) dias, tendo ocorrido o decurso de prazo, fl.1549, sem manifestação do contribuinte. DO ACÓRDÃO DA DRJ Após o retorno da diligência, em análise aos argumentos da então impugnante, a 7ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto/SP, julgou, na sessão de 21 de março de 2013, o acórdão 1440.867, fls. 1551/1558, pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito lançado, em decisão que restou ementada da seguinte forma: Fl. 1593DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 20/06/2012 EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS COM OMISSÃO DE INFORMAÇÕES. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração à legislação previdenciária a apresentação de documento ou livro relacionado com as contribuições para a Seguridade Social com omisso de informações sobre comercialização de produção rural. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformado com a decisão, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, nas fls. 1572/1577, com os seguintes argumentos, em suma, a ausência de provas para sua responsabilização, a aplicação da multa mais benéfica. É o relatório. Fl. 1594DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13855.721801/201245 Acórdão n.º 2403002.306 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme documento de fl. 178, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO DAS PROVAS Apesar de as provas terem sido juntadas apenas em sede de diligência, determinada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, estas foram devidamente anexadas aos autos e foi determinada a cientificação do contribuinte para apresentação de manifestação quanto a elas, no prazo de 10 (dez) dias, tendo o prazo transcorrido in albis. Em razão disso, não há qualquer nulidade no auto de infração lavrado pois as provas foram juntadas posteriormente e foi oportunizada a defesa do recorrente, não havendo qualquer prejuízo, bem como não tendo havido qualquer retificação no lançamento. DA MULTA APLICADA Segundo o Termo de Verificação Fiscal, fls. 841/852, a empresa deixou de contabilizar parte das notas fiscais de venda de carvão vegetal relacionadas nos Anexos 1, 2 e 3 do Termo de Verificação Fiscal, descumprindo o art. 33, parágrafos 2º e 3º da Lei n. 8.212/91 c/c art. 283, j do RPS, in verbis: Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). (...) § 2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros Fl. 1595DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). § 1o O disposto neste artigo não se aplica às penalidades previstas no art. 32A desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o O reajuste dos valores dos saláriosdecontribuição em decorrência da alteração do saláriomínimo será descontado por ocasião da aplicação dos índices a que se refere o caput deste artigo.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). ************************************************** Art. 283. Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: j) deixar a empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento ou apresentálos sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação verdadeira; A autoridade aplicou o valor da multa acima no importe de R$ 16.170,98 conforme o art. 8, V, da Portaria Interministerial MPS/MF n. 2, de 6 de janeiro de 2012, que Fl. 1596DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13855.721801/201245 Acórdão n.º 2403002.306 S2C4T3 Fl. 5 7 dispõe sobre o reajuste dos benefícios pagos pelo INSS e os demais constantes do RPS, in verbis: Art. 8º A partir de 1º de janeiro de 2012: (...) V o valor da multa indicada no inciso II do art. 283 do RPS é de R$ 16.170,98 (dezesseis mil, cento e setenta reais e noventa e oito centavos); É correta a aplicação do quantum acima, uma vez que para a multa por descumprimento da obrigação acessória em apreço deve ser aquela vigente à época da sua aplicação. Tendo a empresa deixado de contabilizar parte das notas fiscais de venda de carvão vegetal relacionadas à autuação, as quais foram obtidas apenas através de diligências fiscais perante terceiros, empresas SIDERBRÁS, SIDERPA e V&M Florestal, está a situação fática em consonância com norma acima prescrita. Portanto, não merece qualquer modificação a autuação procedida. CONCLUSÃO Ante o exposto, conheço do Recurso Voluntário para, no mérito, negar provimento. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 1597DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/12/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 02/12 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 26/12/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10880.910776/2008-91
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 30/04/2001
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-002.021
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 30/04/2001 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.910776/2008-91
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5324178
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-002.021
nome_arquivo_s : Decisao_10880910776200891.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SOLON SEHN
nome_arquivo_pdf_s : 10880910776200891_5324178.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
id : 5295335
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368630603776
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1803; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 201 1 200 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.910776/200891 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802002.021 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de setembro de 2013 Matéria PIS/PASEPCOMPENSAÇÃO Recorrente FLEURY S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/04/2001 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples retificação, desacompanhada de qualquer prova, não autoriza a homologação da compensação. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 07 76 /2 00 8- 91 Fl. 201DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 13ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 64): “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador28/02/2002 DESPACHO DECISÓRIO. AUSÊNCIA DE SALDO DISPONÍVEL. MOTIVAÇÃO. Motivada é a decisão que, por conta da vinculação total de pagamento a débito do próprio interessado, expressa a inexistência de direito creditório disponível para fins de compensação. ALTERAÇÃO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PAGAMENTO HOMOLOGADO TACITAMENTE. IMPOSSIBILIDADE. Crédito tributário definitivamente constituído e extinto pelo pagamento, em virtude do transcurso do lustro previsto no § 4º, art. 150 do CTN, não é passível de alteração pelo Contribuinte e nem pela Administração Tributária. DCOMP. DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO. Considerando que o DARF indicado no Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação PER/DCOMP como origem do crédito foi utilizado para quitar débito confessado em Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, e que o Contribuinte não logra comprovar que a verdade material é outra, não há que se falar em pagamento indevido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Embora o contribuinte tenha retificando a Dctf após o despacho decisório, a DRJ não a admitiu, porquanto ocorrida após cinco anos do fato jurídico tributário, quando já operada a homologação tácita do pagamento. Entendeu ainda que o Darf indicado no PER/Dcomp como origem do crédito teria sido utilizado para quitar o débito confessado em Dctf; e que o contribuinte não logrou provar que a verdade material seria outra. O Recorrente, nas razões de fls. 74 e ss., alega que, após revisar os seus lançamento contábeis e declarações, verificou que o saldo devedor a título de PIS seria inferior ao que foi recolhido. Sustenta ter retificado a Dctf para que esta refletisse as informações que Fl. 202DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.910776/200891 Acórdão n.º 3802002.021 S3TE02 Fl. 202 3 constavam de seus livros fiscais. Aduz ter direito à compensação, porquanto a Dctf seria apenas um obrigação acessória imposta para a declaração dos tributos pagos; que eventuais formalidades no preenchimento de documentos fiscais não devem prejudicar a compensação; que os atos anteriores a não homologação da compensação não influem na obrigação tributária. Requer, assim, diante da liquidez e da certeza do direito de crédito, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 23/01/2012 (fls. 73), interpondo recurso tempestivo em 22/02/2012 (fls. 74). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. No presente feito, consoante destacado, a compensação não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). “COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto Fl. 204DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10880.910776/200891 Acórdão n.º 3802002.021 S3TE02 Fl. 203 5 nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido.” (Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) Fl. 205DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 No presente caso, o contribuinte limitouse a retificar a Dctf, sem apresentar qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Portanto, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque cabe ao interessado o ônus da prova nos pedidos de compensação e de restituição. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 206DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 02/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000267/2008-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 13 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2301-000.353
Decisão: Resolvem os membros do colegiado I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, que votou em analisar e apreciar o recurso. Redator designado: Wilson Antônio de Souza Correa.
(Assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira Presidente
(Assinado digitalmente)
Bernadete de Oliveira Barros Relatora
Wilson Antônio de Souza Correa Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva Adriano Gonzales Silvério
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 13 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 16095.000267/2008-91
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5316973
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 13 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-000.353
nome_arquivo_s : Decisao_16095000267200891.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 16095000267200891_5316973.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, que votou em analisar e apreciar o recurso. Redator designado: Wilson Antônio de Souza Correa. (Assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente (Assinado digitalmente) Bernadete de Oliveira Barros Relatora Wilson Antônio de Souza Correa Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva Adriano Gonzales Silvério
dt_sessao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5251189
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368667303936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1574; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 7 1 6 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16095.000267/200891 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2301000.353 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 23 de janeiro de 2013 Assunto Contribuição Previdenciaria Recorrente FANAVID FÁBRICA NACIONAL DE VIDROS DE SEGURANÇA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Redator(a). Vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, que votou em analisar e apreciar o recurso. Redator designado: Wilson Antônio de Souza Correa. (Assinado digitalmente) Marcelo Oliveira – Presidente (Assinado digitalmente) Bernadete de Oliveira Barros – Relatora Wilson Antônio de Souza Correa – Redator Designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Mauro José Silva Adriano Gonzales Silvério RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 60 95 .0 00 26 7/ 20 08 -9 1 Fl. 242DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Processo nº 16095.000267/200891 Resolução nº 2301000.353 S2C3T1 Fl. 8 2 Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente a contribuições devidas à Seguridade Social, correspondente à parte dos empregados, à da empresa, à destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros. Conforme do Relatório Fiscal da NFLD (fls. 77 a ), o fato gerador da contribuição lançada é o pagamento de valores fora da folha de empregados e, conseqüentemente, não declarados em GFIP, e que representam uma omissão média mensal de base de cálculo na razão de 24,8%, tomados na quantidade de meses do período do levantamento. A recorrente apresentou defesa e a Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da DecisãoNotificação nº 21.4254/019/2005 (fls 55), julgou o lançamento procedente. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo (fls. 165), alegando, em síntese, o que se segue. Inicialmente, alega afigurase completamente descabida a possibilidade de constituir crédito através de refiscalização não motivada e sem análise efetiva da documentação da empresa. Observa que o órgão julgador de primeira instância não demonstrou os motivos da refiscalização diante da existência de fiscalizações anteriores com verificação total da contabilidade e ainda, tais lançamentos são objeto de executivo fiscal em curso. Entende que o MPF é ilegal, sendo nulo de pleno direito, uma vez que não apresentou a motivação para o procedimento de refiscalização e exigiu documentos do período de janeiro de 1995 a agosto de 2004, sendo certo que a empresa fora fiscalizada, com fiscalização total ate 04/2001. Transcreve os artigos 1o e 7° do Decreto n° 3.969/01 para comprovar que o MPF deve vir acompanhado de motivação clara e precisa do ato que se pretende praticar, principalmente em se tratando de ação de refiscalização. Assevera que o procedimento de refiscalização é ato que deve ser motivado, sob pena de perecimento da segurança jurídica do contribuinte, lembrando que o art. 149 do CTN disciplina as modalidades em que o lançamento pode ser revisto, e o seu parágrafo único estabelece que a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública. Requer se digne a autoridade administrativa fornecer documento comprobatório das fiscalizações realizadas denominado C.F.E Cadastro de Fiscalizações de Empresa, em que conste a data de todas as fiscalizações sofridas pela empresa e o tipo de ação fiscal, além das observações consignadas à época das auditorias. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Processo nº 16095.000267/200891 Resolução nº 2301000.353 S2C3T1 Fl. 9 3 Discorre sobre os princípios que regem o processo administrativo fiscal para demonstrar que não pode o Fisco agir de forma mais conveniente, constituindo crédito com o fito único de aumento de arrecadação, mas sim, verificar os fatos, buscandose a legalidade e a verdade material. Por fim, insurgese contra a aplicação da taxa SELIC para atualização do crédito tributário, alegando sua ilegalidade e inconstitucionalidade. É o relatório. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Processo nº 16095.000267/200891 Resolução nº 2301000.353 S2C3T1 Fl. 10 4 VOTO VENCIDO Inicialmente, a notificada alega e insiste que é irregular a fiscalização de período que já tenha sido objeto de ação fiscal anterior, ou seja, a refiscalização sem a devida motivação, contrariando os normativos vigentes. Contudo, da leitura do MPF e do Relatório Fiscal, verificase que não constam referências ao procedimento de refiscalização, ou à revisão do lançamento, prevista no art. 149, do CTN. A autoridade notificante não traz quais foram os motivos que ensejaram a refiscalização, ou informações sobre a fiscalização anterior como, por exemplo, período fiscalizado, elementos examinados e resultado do procedimento fiscal, e, como observado pela recorrente, não juntou cópias dos CFEs das fiscalizações anteriores. Verificase, que, de fato, a recorrente foi submetida a ação fiscal anterior abrangendo parte do período objeto do presente lançamento. A Instrução Normativa INSS/DC nº 100, de 18/12/2003, vigente à época do lançamento, dispunha sobre a refiscalização em seu art. 587: Art. 588. A AuditoriaFiscal Previdenciária (AFP) ou Fiscalização é o procedimento fiscal externo que objetiva orientar, verificar e controlar o cumprimento das obrigações previdenciárias por parte do sujeito passivo, podendo resultar em lançamento de crédito previdenciário, em lavratura de Auto de Infração ou em apreensão de documentos de qualquer espécie, inclusive aqueles armazenados em meio digital ou em qualquer outro tipo de mídia, materiais, livros ou assemelhados. § 1º A AFP poderá, a critério da autoridade competente, ser determinada com vistas a abranger períodos e fatos já objeto de ações fiscais anteriores. § 2º Do procedimento fiscal realizado na forma do § 1º deste artigo, poderá resultar novo lançamento ou a revisão de lançamento de crédito previdenciário nas hipóteses previstas no art. 149 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN).(grifei) Em nenhum momento a autoridade lançadora enquadrou o procedimento por ele adotado nas hipóteses do art. 149 do CTN. Entendo que o lançamento, como ato administrativo, deve sempre ser bem fundamentado, ou seja, motivado, e indicar, de forma clara e precisa, os fatos e dispositivos legais que lhe deram suporte. Tratandose de refiscalização, com mais razão o lançamento levado a efeito pelo fisco deve estar devidamente motivado, tendo em vista os limites e condições impostos pela legislação de regência para tal procedimento. O julgador monocrático, na DN recorrida, argumenta que a resficalização encontra amparo no art. 149, do CTN, e transcreve o dispositivo legal sem, contudo, apontar qual dos seus incisos motivou a revisão de ofício. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Processo nº 16095.000267/200891 Resolução nº 2301000.353 S2C3T1 Fl. 11 5 No caso presente, não restou demonstrada, pela fiscalização, a quem compete o lançamento, a ocorrência das hipóteses do art. 149 acima mencionado, conforme determina a legislação. E a autoridade julgadora de primeira instância, ao tentar justificar o procedimento adotado pela fiscalização, inovou ao fundamentar o procedimento fiscal no art. 149, do CTN, retirando, dessa forma, uma instância administrativa da recorrente, em clara ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Da mesma forma, a fiscalização deixou de motivar o procedimento de aferição indireta por ela adotado Não ficou claro no Relatório Fiscal, o motivo pelo qual a fiscalização recorreu à presunção e arbitrou o débito, invertendo, assim, o ônus da prova. Para a adoção do procedimento de aferição indireta do débito, deverá ocorrer uma das situações descritas no § 3o, do art. 33, da Lei 8.212/91, transcrito a seguir: § 3° Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social — INSS e o Departamento da Receita federal — DRF podem , sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de oficio importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário." O agente fiscal não apontou, em seu Relatório, qual motivo previsto no dispositivo legal transcrito acima ensejou o procedimento de aferição indireta. Ou seja, não informou se houve recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou mesmo sua apresentação deficiente, sendo que apenas na DN recorrida é que a autoridade julgadora monocrática afirmou que a notificada, apesar de intimada por meio do TIAD, “recusouse a apresentar os documentos contábeis, entre outros, à última fiscalização”. A motivação veio apenas na decisão de primeira instância, suprimindo mais uma vez uma instância administrativa da recorrente. Mesmo assim, a afirmação veio desacompanhada de provas. Não consta, dos autos, a informação de que a empresa tenha sido autuada por falta de apresentação de documentos. E a convicção da autoridade julgadora advém, no processo administrativo fiscal, dos elementos probatórios carreados pela fiscalização e pela recorrente. Daí a necessidade de se juntar aos autos elementos comprobatórios dos fatos alegados. Vale reiterar que o lançamento, como ato administrativo, deve ser fundamentado, ou seja, motivado, indicando, de forma clara e precisa, os fatos e dispositivos legais que lhe deram suporte, de maneira a oportunizar ao contribuinte o pleno exercício do seu direito de defesa e contraditório, sob pena de nulidade do procedimento. Entendo que a clareza e precisão na caracterização do fato gerador são atributos imprescindíveis para validade do ato administrativo, conforme disposto no art. 37, da Lei 8.212/91, com a redação dada à época: Fl. 246DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Processo nº 16095.000267/200891 Resolução nº 2301000.353 S2C3T1 Fl. 12 6 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento das contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de benefício reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. (grifo nosso). E, para exigir o cumprimento da obrigação tributária, a autoridade fiscal, a quem compete o lançamento do crédito previdenciário, deveria ter feito constar, no Relatório fiscal, as razões que o levaram a presumir a ocorrência do fato gerador e a inverter o ônus da prova. As inconsistência relatadas viciaram todo o lançamento, impondo sua nulidade. Nesse sentido e Considerando tudo o mais que dos autos consta; Voto no sentido de CONHECER DO RECURSO e ANULAR A NFLD por vício formal. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros – Relatora Fl. 247DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA Processo nº 16095.000267/200891 Resolução nº 2301000.353 S2C3T1 Fl. 13 7 VOTO VENCEDOR Wilson Antônio de Souza Correa – Redator Designado Com o devido e imperioso respeito ao voto da nobre Relatora, mas dele divirjo nas razões abaixo expostas. Trata a questão de lançamento fiscal às contribuições devidas à Seguridade Social e a Terceiros, tidas como não recolhidas no devido tempo, incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados, apuradas com base nos valores declarados nas RAIS, do período de 01/2000 a 08/2004. Diz a Recorrente que o Mandado de Procedimento Fiscal é nulo de pleno direito, uma vez que exigiu documentos do período de janeiro de 1995 a agosto de 2004, sendo certo que a empresa fora fiscalizada, com fiscalização total até 04/2001. Além de o mencionado MPF não ter apresentado a motivação para o procedimento de refiscalização, o que o torna nulo. Requer a Recorrente que a autoridade administrativa apresente documentos demonstrativos e probatórios das fiscalizações realizadas anteriormente, mormente o C.F.E Cadastro de Fiscalizações de Empresa, em que conste a data de todas as fiscalizações sofridas pela empresa e o tipo de ação fiscal, além das observações consignadas à época das auditorias. No meu modesto entender, tal documento é de suprema importância e não deve deixar de ser juntado aos autos para que se possa ter uma decisão fulcrada em fatos reais e concretos. Diante do exposto tenho que há de ser acostado nos presentes autos, pela autoridade preparadora, o C.F.E Cadastro de Fiscalizações de Empresa, da Recorrente, para demonstrar a data de todas as fiscalizações antes realizadas nela, bem como o tipo de ação fiscal, inclusive a que se trata em tela, razão pela qual deverão os autos ‘baixar’ em diligência para que tais providências sejam executadas. É como voto (assinado digitalmente) Wilson Antonio de Souza Corrêa – Relator Designado De Acordo: (assinado digitalmente) Marcelo de Oliveira – Presidente Fl. 248DF CARF MF Impresso em 13/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/01/2014 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARRO S, Assinado digitalmente em 20/12/2013 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
score : 1.0
Numero do processo: 10945.900839/2012-85
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003
PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO.
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda.
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.620
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10945.900839/2012-85
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5325605
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-002.620
nome_arquivo_s : Decisao_10945900839201285.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10945900839201285_5325605.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5295619
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368678838272
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1782; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 65 1 64 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10945.900839/201285 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801002.620 – 1ª Turma Especial Sessão de 28 de novembro de 2013 Matéria RESTITUIÇÃO Recorrente MONDAY COMERCIO E DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 08 39 /2 01 2- 85 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900839/201285 Acórdão n.º 3801002.620 S3TE01 Fl. 66 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900839/201285 Acórdão n.º 3801002.620 S3TE01 Fl. 67 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo do Pedido de Restituição – PER nº 05005.40520.051007.1.2.043010 por meio do qual a contribuinte solicita o crédito no valor de R$ 47.414,29, relativo ao DARF de Cofins (código de receita 2172), no valor de R$ 52.475,00, recolhido em 29/01/2004. Em 01/08/2012 (Rastreamento nº 029227482) o pedido de restituição foi indeferido, pelo fato de que o DARF discriminado na PER acima identificada estava integralmente utilizado para quitação do débito de Cofins do período de apuração de dezembro03 e na PER/DCOMP nº 24682.79925.021204.1.2.040670, não restando saldo de crédito disponível para o reconhecimento do crédito solicitado. Uma vez cientificada do despacho decisório a contribuinte apresentou em 03/09/2012 a Manifestação de Inconformidade cujo conteúdo é resumido a seguir. Após um breve relato dos fatos, a interessada alega o direito à restituição pleiteada em face do entendimento, adotado em algumas sentenças judiciais, de que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da Cofins. Sustenta que o ICMS não integra o conceito de faturamento (receita bruta), uma vez que tratase de mero ingresso de recursos, os quais devem ser repassados ao fisco estadual. Argumenta que o Supremo Tribunal Federal STF tem entendido que o valor do ICMS não pode compor a base de cálculo das contribuições (PIS e Cofins) e transcreve, para fundamentar sua tese, parte do voto do ministro relator proferido no RE 2407852/ MG. Diz, também, que a inclusão do ICMS na base dessas contribuições é ilegal, posto que o mesmo não representa riqueza da contribuinte. Diante do exposto, requer a interessada o acolhimento da manifestação para o fim de deferir integralmente o pedido de restituição. Pede adicionalmente, que os valores a serem restituídos sejam acrescidos da taxa Selic. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003 INCONSTITUCIONALIDADE Fl. 67DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900839/201285 Acórdão n.º 3801002.620 S3TE01 Fl. 68 4 Não compete à autoridade administrativa apreciar argüições de inconstitucionalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento jurídico, cabendo tal controle ao Poder Judiciário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2003 a 31/12/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado no PER/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. IMPOSSIBILIDADE. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo da contribuição, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual repisa as razões apresentadas por ocasião da impugnação. É o relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900839/201285 Acórdão n.º 3801002.620 S3TE01 Fl. 69 5 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Conforme asseverado no presente recurso, a questão da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS é objeto do Recurso Extraordinário (RE) nº 240.7852 MG, que não foi ainda julgada até a presente data. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da mesma matéria, o STF reconheceu a repercussão geral da demanda e deferiu medida cautelar para determinar que, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF, juízos e tribunais suspendessem o julgamento dos processos em trâmite que envolviam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei no 9.718/98. A suspensão dos julgamentos deferida liminarmente foi sucessivamente prorrogada nas sessões plenárias realizadas em 04/02/2009, em 16/09/2009, e, finalmente, em 25/03/2010, quando o Tribunal, pela última vez, prorrogou por mais 180 dias a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Quanto ao RE nº 240.7852/MG, o mesmo foi também sustado até o julgamento do ADC no 18, já que o Plenário do STF, ao julgar questão de ordem levantada pelo Ministro Marco Aurélio, decidiu que o julgamento da ADC deveria preceder o julgamento do RE em tela, uma vez que a ADC, por tratarse de controle concentrado de constitucionalidade, repercutiria sobre os demais processos relativos à matéria. Por conta da suspensão dos julgamentos determinada pelo STF, os processos envolvendo a mesma matéria, pendentes de serem examinados por este Conselho, ficaram também suspensos, em sintonia com o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo 62A1 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/07/2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, e na Portaria CARF nº 01, de 3/01/2012. Contudo, findo o prazo suspensivo liminarmente concedido pelo STF, tendo em vista não haver nenhuma decisão vigente nesse sentido nos julgamentos que versam sobre a matéria, bem como, com a edição Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013, que revogou os parágrafos do aludido artigo, preliminarmente entendo que não há que se falar em sobrestamento dos autos. Isto posto, no mérito, veremos que não assiste razão à recorrente. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900839/201285 Acórdão n.º 3801002.620 S3TE01 Fl. 70 6 Apesar da recorrente argumentar que o ICMS, por não representar riqueza do contribuinte e sim receita do Erário Estadual, é um ônus fiscal e não faturamento. Esse, porém, referese a uma universalidade, um todo composto pelas receitas da empresa, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. A Lei nº 9.718/98, em seu art. 3º, § 2º, I autoriza apenas a exclusão do ICMS “quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário”. Em nenhum momento, porém, autoriza a exclusão do ICMS das próprias vendas. Em relação ao PIS, a Jurisprudência encontravase pacificada, sendo editada a Súmula nº 68 pelo Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: Súmula: 68 A PARCELA RELATIVA AO ICM INCLUISE NA BASE DE CALCULO DO PIS. Em relação ao FINSOCIAL, que também tinha por base de cálculo o faturamento, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula nº 94, que estabelece: Súmula 94. A PARCELA RELATIVA O ICMS INCLUISE NA BASE DE CÁLCULO DO FINSOCIAL. Este também é o entendimento exarado pelo STJ, superada a suspensão liminar dos julgamentos dos processos envolvendo a matéria determinada pelo STF, no âmbito do REsp no 1.127.877SP (transitado em julgado em 20/06/2012), no sentido de que o ICMS integra sim a base de cálculo do PIS e da COFINS, através de decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, com base em jurisprudência da citada Corte, conforme excerto abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. INCLUSÃO DO ICMS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. A jurisprudência deste Tribunal pacificouse no sentido de que "a parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ" (AgRg no REsp 1.121.982/RS, 2ª T., Min. Humberto Martins, DJe de 04/02/2011). Nesse sentido, os seguintes julgados: AgRg no Ag 1.069.974/PR, 1ª T., Min. Francisco Falcão, DJe de 02/03/2009; REsp 1.012.877/PR, 2ª T., Min. Mauro Campbell Marques, DJe de 08/02/2011; AgRg no Ag 1.169.099/SP, 2ª T., Min. Herman Benjamin, DJe de 03/02/2011; AgRg no Ag 1.005.267/RS, 1ª T., Min. Benedito Gonçalves, DJe de 02/09/2009. A recorrente alega ainda a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins, inclusive colacionando entendimento expresso no voto do eminente Relator do RE nº 240.7852/MG em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ocorre que as alegações acerca da inconstitucionalidade da legislação tributária não são oponíveis na esfera administrativa, uma vez que sua apreciação foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer instância, não dispondo esta de competência legal Fl. 70DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900839/201285 Acórdão n.º 3801002.620 S3TE01 Fl. 71 7 para examinar hipóteses de violação às normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional. Com efeito, a apreciação dessas questões achase reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos de validade das normas jurídicas deve ser submetida àquele Poder. Portanto, é inócuo suscitar tais alegações na esfera administrativa, pois à autoridade administrativa é vedado desrespeitar textos legais em vigor, sob pena de responsabilidade funcional, sendo defeso a apreciação da matéria por esse órgão julgador. A alegação de inconstitucionalidade de lei também é objeto da abaixo transcrita súmula n° 2 do CARF, de observância obrigatória por parte de seus membros, por força do disposto no art. 72, caput, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009: Súmula CARF nº 2 (D.O.U de 22/12/2009, Seção 1) O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária No mais, o julgamento do Recurso Especial (REsp) no 1.127.877SP foi submetido ao rito do artigo 543C do CPC, razão pela qual o entendimento ali expresso deverá ser seguido pelos conselheiros no âmbito do CARF, conforme caput do artigo 62A do Regimento Interno deste Conselho, acima transcrito. Assim, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antônio Borges Fl. 71DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10882.001874/2009-04
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DESNECESSIDADE DE PROVA DE TRANSAÇÃO BANCÁRIA ENTRE A PESSOA JURÍDICA E A PESSOA FÍSICA.
Não há qualquer exigência na legislação para que a distribuição de lucros somente seja reconhecida se provada a efetiva transferência de recursos entre as contas bancárias da pessoa jurídica e da pessoa física do sócio, se regularmente escriturada.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-003.155
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada e Tânia Mara Paschoalin. Fará Declaração de Voto a Conselheira Tânia Mara Paschoalin.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DESNECESSIDADE DE PROVA DE TRANSAÇÃO BANCÁRIA ENTRE A PESSOA JURÍDICA E A PESSOA FÍSICA. Não há qualquer exigência na legislação para que a distribuição de lucros somente seja reconhecida se provada a efetiva transferência de recursos entre as contas bancárias da pessoa jurídica e da pessoa física do sócio, se regularmente escriturada. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10882.001874/2009-04
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5309560
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 25 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-003.155
nome_arquivo_s : Decisao_10882001874200904.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10882001874200904_5309560.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada e Tânia Mara Paschoalin. Fará Declaração de Voto a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5190211
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368684081152
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1679; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 764 1 763 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.001874/200904 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.155 – 1ª Turma Especial Sessão de 13 de agosto de 2013 Matéria IRPF Recorrente DENISSON MOURA DE FREITAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DESNECESSIDADE DE PROVA DE TRANSAÇÃO BANCÁRIA ENTRE A PESSOA JURÍDICA E A PESSOA FÍSICA. Não há qualquer exigência na legislação para que a distribuição de lucros somente seja reconhecida se provada a efetiva transferência de recursos entre as contas bancárias da pessoa jurídica e da pessoa física do sócio, se regularmente escriturada. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Marcelo Vasconcelos de Almeida, Márcio Henrique Sales Parada e Tânia Mara Paschoalin. Fará Declaração de Voto a Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 00 18 74 /2 00 9- 04 Fl. 764DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 765 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 9a Turma da DRJ/SP2 (Fls. 372), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra o contribuinte acima qualificado foi lavrado, em 31/07/2009, o Auto de Infração de fls. 190/193, acompanhado dos demonstrativos de apuração de fls. 188/189. que lhe exige crédito tributário no montante de R$ 653.521,28, correspondente ao imposto (R$307.727,69), multa proporcional (R$ 230.795,76), e juros de mora (R$114.997,83, calculados até 30/06/2009), relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, Exercício 2006, Anocalendário 2005. Conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 192), foi efetuado o lançamento de ofício em referência, tendo em vista a constatação da seguinte infração: 001 ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO Omissão de rendimentos tendo em vista a variação patrimonial a descoberto, onde verificouse excesso de aplicações sobre origens, não respaldado por rendimentos declarados/comprovados, conforme demonstrado no Termo de Verificação Fiscal, parte integrante deste Auto de Infração: Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto (R$) Multa (%) 31/10/2005 278.239,49 75,00 30/11/2005 21.871,38 75,00 31/12/2005 818.898,90 75,00 O procedimento fiscal que resultou na constituição do crédito tributário acima referido encontrase relatado no Termo de Verificação Fiscal de fls. 185/187, cujos trechos destaco abaixo: o contribuinte foi intimado, em 10/03/2008, a apresentar o documento de aquisição e/ou alienação de todos os bens móveis e imóveis, em seu próprio nome e de seu cônjuge e dependentes, relativos ao anocalendário 2005, bem como a comprovar os rendimentos isentos e não tributáveis declarados; Fl. 765DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 766 3 vencido o prazo, e nada tendo sido apresentado, no dia 07/04/2008, o contribuinte foi novamente intimado a apresentar a documentação solicitada no Termo de Início de Fiscalização; a intimação foi atendida parcialmente, não tendo sido comprovado os rendimentos isentos e não tributáveis declarados; em 29/05/2008 o contribuinte foi reintimado a apresentar os comprovantes hábeis e idôneos dos lucros e dividendos recebidos (cópia de cheque, depósito bancário ou extrato bancário da transferência, etc), declarados na DIRPF/2006, no valor de R$ 2.692.081,36, junto com o Demonstrativo Mensal; em resposta, o contribuinte requereu dilação de prazo. Vencido o prazo concedido, não houve manifestação pelo interessado; em 13/04/2009 o contribuinte foi novamente reintimado a apresentar os documentos especificados no termo de 25/09/2008, junto com os livros Diário e Razão ou Caixa do anocalendário 2005, das empresas que distribuíram os lucros/dividendos; no dia 23/04/2009 o fiscalizado requereu dilação de prazo, mas não se manifestou até o momento, motivo pelo qual foi constituído o crédito tributário com base no Demonstrativo de Evolução Patrimonial anexo. Cientificado da autuação em foco, em 05/08/2009 (AR de fls. 195), o contribuinte, por intermédio de seu representante legal (fls. 233/234), apresentou a impugnação de fls. 209/221, instruída com os documentos de fls. 240/278, aduzindo o que se segue: a evolução patrimonial é plenamente amparada pelos rendimentos isentos auferidos no ano pelo contribuinte. Foi ignorado completamente o caráter isento e não tributável dos valores recebidos pelo impugnante a título de distribuição de lucros e dividendos informados na declaração de ajuste anual, na forma do art. 39, XXIV do Decreto 3000/99; apresentou todas as provas que lhe cabiam em relação aos rendimentos declarados, ou seja, os comprovantes de rendimentos pagos fornecidos pelas fontes pagadoras, nos moldes da IN SRF 120/2000. Tais documentos são idôneos para comprovar a origem e a natureza da renda auferida pelo contribuinte e não podem ser ignorados pela autoridade fiscal, pois comprovam o recebimento do montante de R$ 2.692.081,36 a título de dividendos; por ter sido excluído do quadro societário da empresa First S/A, não está sendo possível o acesso aos documentos da pessoa jurídica exigidos pela fiscalização. Ainda assim, informa que está envidando esforços visando a obtenção de todos os documentos antes do encerramento do processo administrativo fiscal; Fl. 766DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 767 4 não se justifica o lançamento, uma vez que não tem qualquer interesse jurídico ou econômico em criar um suposto lucro inexistente na pessoa jurídica; o agente fiscal nada fez para determinar a verdade real, limitandose a encaminhar uma intimação para apresentação de documentos absolutamente desnecessários para o esclarecimento dos fatos. A veracidade das informações prestadas na DIRPF poderia ter sido esclarecida mediante o cruzamento de dados com os da DIPJ das fontes pagadoras; através de simples consulta o agente fiscal teria constatado que a empresa First S/A obteve lucro de R$ 2.876.378,22, distribuindo a metade (R$ 1.438.189,11) para o impugnante, detentor de 50% das ações. Também é possível verificar que a empresa Ásia Distribuidora teve lucro de R$ 1.468.867,00 que, somados ao saldo de lucro acumulado de períodos anteriores (R$ 2.394.410,09), descontados os ajustes devedores de períodos anteriores (R$ 1.461.764,68), totalizou a quantia de R$ 2.404.314,34 passíveis de distribuição, dos quais R$ 1.253.892,25, cerca de 50% (proporção do capital social), foram pagos ao impugnante; por equívoco, foi declarada a distribuição de R$ 778.840,49 na DIPJ da Ásia Distribuidora, porém, tal informação não corresponde à verdade dos fatos, tratandose de erro de preenchimento sanável, já corrigido no comprovante de rendimentos; se a empresa obteve lucro, oferecendoa à tributação normalmente, não haveria porque pagar seu sócio de outro modo senão pela própria distribuição. O resultado obtido pela empresa permitiu tranqüilamente o pagamento de dividendos aos sócios, não havendo razão para considerar que esses rendimentos tenham outra natureza; se o fisco possuía conhecimento, por meio da análise das declarações e demais informações prestadas periodicamente, do lucro apurado por ambas as empresas e constatou que os valores suportavam os rendimentos informados pelo contribuinte, o erro de preenchimento da DIPJ deixa de impactar na apuração da verdade material; exigir a apresentação de informações adicionais quando a própria autoridade fazendária já as dispõe contraria o princípio da proibição de excesso ou da proporcionalidade; o contribuinte auferiu um rendimento líquido de R$ 2.839.464,27 decorrentes de prólabore e lucro recebidos das empresas em que é sócio e, ainda, de ganho de capital sobre imóvel adquirido por cerca de R$ 150.000,00 e alienado por R$ 200.000,00 (quadro às fls. 218 da impugnação). Por outro lado, sua evolução patrimonial foi equivalente a R$ 2.542.206,69 (quadro às fls. 219 da impugnação); Fl. 767DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 768 5 diante da análise de todas as informações já prestadas ao fisco, verificase que não só a evolução patrimonial é respaldada pelos rendimentos auferidos, como também os valores recebidos possibilitaram ao sócio a manutenção de um padrão de vida condizente com os bens e fontes de renda que possui (quadro às fls. 219 da impugnação); mesmo que não fosse possível a fiscalização fazer a ligação entre os rendimentos auferidos pelo impugnante e o lucro contabilizado pelas empresas, somente através das informações que possui da pessoa física, certamente poderia considerar que os lucros declarados pelas empresas tiveram alguma destinação que, em via de regra, costuma ser a distribuição; se for mantida a infração, estará caracterizada a violação direta ao art. 10 da Lei n° 9249/95 (art. 39, XXIX do RIR), que isenta do imposto de renda os rendimentos auferidos através de lucros e dividendos de empresas, uma vez que o lucro já foi devidamente tributado nas pessoas jurídicas em que é sócio; se for esse o caso, a Receita Federal deve também determinar o estorno proporcional e a restituição dos valores pagos pela pessoa jurídica a título de IRPJ e CSLL apurados e recolhidos em relação ao período, bem como os reflexos correspondentes a título de PIS/Cofins e IPI. Requer, pelos motivos expostos, a improcedência do Auto de Infração. Caso não seja esse o entendimento, que sejam estornados com a aplicação de juros Selic, os valores de IRPJ e CSLL pagos pela empresa, uma vez que a lei veda que o mesmo valor seja tributado concomitantemente na pessoa jurídica e na física de seus sócios. Passo adiante, a 9ª Turma da DRJ/SP2 entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. Para que os alegados lucros auferidos pelo contribuinte possam fazer parte da planilha de cálculo do acréscimo patrimonial a descoberto, na condição de origens de recursos, é necessário que fique demonstrado, pelo sujeito passivo, por meio de documentação hábil, o seu efetivo recebimento. Cientificado através do seu representante legal em 16/08/2011 (Fls. 384), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 15/09/2011 (fls. 389 a 408), reiterando os argumentos apresentados quando da impugnação. Em 13/06/2012 (Fls.571 a 573) o Recorrente anexou petição para apresentar documentação comprobatória complementar ao Recurso Voluntario, onde argumenta, em apertada síntese: (...) Fl. 768DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 769 6 5. No caso em exame, devese ter presente que o contribuinte foi excluído dos quadros societários da empresa (Frist .A.), devido a quebra da efectio societatis entre os sócios, o que restringiu significativamente o acesso às referidas informações para instrução da impugnação com o comprovante dos dividendos distribuídos. 6. Dessa forma, face às dificuldades para obtenção dos documentos, a Recorrente se viu obrigada a ajuizar a Interpelação Judicial n°023.11.054616, que tramitou na 5ª Vara Cível da Comarca de Florianópolis/SC (Doc.01) requerendo o fornecimento das informações. 7. Recentemente, a empresa respondeu a interpelação, confirmando documentalmente a distribuição de lucros, no valor de R$1.438.189,11, sendo R$ 756,997,97 em dinheiro e R$681.191,14 em pagamento direto de despesas pessoais, financiamento, reforma e decoração de imóveis e transferência de participação societária (DOC 02). 8. Não há dúvidas, portanto, de que efetivamente houve a distribuição dos lucros. 9. Os documentos amparados pelos comprovantes juntados no momento da apresentação do Recurso, juntamente com as informações prestadas pela empresa First S.A, anexadas nesse momento ao processo, permitem a anulação total da variação patrimonial considerada como descoberta pela fiscalização. (...) Anexa em conjunto a cópia da interpelação Judicial e vasta reposta documental dada pela empresa First S.A. O processo foi posteriormente encaminhado a este conselheiro. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. A decisão recorrida fundamenta a mantença do auto na ausência de prova efetiva do pagamento realizado a título de distribuição de lucros. No entendimento da fiscalização e da DRJ, somente com provas do efetivo recebimento dos valores distribuídos seria possível aceitar a distribuição dos lucros. Fl. 769DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 770 7 O Recorrente sustenta a não tributação dos rendimentos recebidos, pela ausência de dever legal de transferência efetiva dos valores entre a PJ e a PF do sócio. Sustenta o valor probante dos livros contábeis e a ausência de proibição legal à realização de depósitos de cheques de clientes da pessoa jurídica diretamente na conta da pessoa física do sócio. Alega, ainda, desde sua impugnação, que ingressou com ação judicial para que a empresa First S/A apresentasse a documentação contábil que comprova a distribuição dos lucros. É evidente o erro na acusação fiscal e na exigência de prova não prevista em lei. A legislação de regência (artigo 10 da Lei n. 9.429/95) isenta a distribuição de dividendos ou lucros, por ocasião do seu recebimento pelo sócio. Não traz a legislação qualquer exigência no sentido de que tais valores devem necessariamente sair da conta bancária da pessoa jurídica e entrar na conta da pessoa física. É bem verdade que o contribuinte tem o dever de guarda de documentos, da forma como afirmado pela DRJ, nos termos do artigo 264 do RIR. Entretanto, a exigência inicial de comprovação da efetiva distribuição, carece de sustentação legal e despreza o valor probante dos documentos contábeis juntados aos autos. Embora não fosse obrigação do contribuinte apresentar os livros fiscais da empresa que comprovassem a distribuição dos lucros, uma vez que tal documento não é de sua livre disponibilidade, o contribuinte tratou de conseguir, através de ação judicial, o livro razão, e a DIPJ da empresa pagadora; documentos estes que comprovam a distribuição de lucros para o recorrente no valor de R$1.438.189,11. Tal valor é suficiente para excluir o acréscimo patrimonial a descoberto no valor de R$1.119.009,37 apontado pela fiscalização. Ressalto que os fatos registrados na escrita contábil possuem fé pública e podem ser opostos ao fisco, se revestidos das formalidades. In verbis: Decretolei 1598 de 1977: Art. 9º A determinação do lucro real pelo contribuinte está sujeita a verificação pela autoridade tributária, com base no exame de livros e documentos da sua escrituração, na escrituração de outros contribuintes, em informação ou esclarecimentos do contribuinte ou de terceiros, ou em qualquer outro elemento de prova. § 1º A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Tratou ainda o recorrente de anexar cópia de vários cheques, emitidos pela empresa First S/A para terceiros, através dos quais se verifica que estes terceiros os receberam em pagamentos de vendas ou prestação de serviços para o recorrente. Fl. 770DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 771 8 Assim, nenhum outro documento serlheia exigido, eis que eventual irregularidade deveria ser aferida junto à sociedade. De resto, tenho o entendimento de que, quando o contribuinte informa o recebimento de valores isentos ou não tributáveis, cabe a fiscalização averiguar se tais valores realmente são isentos ou não tributáveis, e não se o contribuinte recebeu ou não tal verba. Nesta diapasão, se o contribuinte declara o recebimento de determinada renda, seja ela lícita ou ilícita, não há embasamento legal para a fiscalização determinar que tal verba não foi recebida. Penso, por conseguinte, que, se o contribuinte não apresenta qualquer documento acerca do recebimento de lucros, como declarado, cabe a fiscalização autuar dito contribuinte pela omissão de receitas tributáveis. Ou seja: se o contribuinte declara ter recebido uma importância, declara que tal importância é isenta ou não tributável, mas não apresenta qualquer documentação sobre tais valores, a fiscalização deve entender que tais valores foram recebidos pelo contribuinte, e que tais valores não são isentos ou não tributáveis. Se o contribuinte declara que recebeu valores, não pode, e não deve, a fiscalização presumir que tais valores não foram recebidos. Assim, entendo que a fiscalização, caso não provada a existência de lucro e sua distribuição, poderia autuar o contribuinte pela omissão de receitas tributáveis (valores recebidos das empresas ou de terceiros), mas jamais poderia presumir que os valores não foram recebidos e ignorálos na planilha da evolução patrimonial do contribuinte. Ressalto que a fiscalização presumiu que os valores não foram recebidos; e tal presunção não tem amparo legal Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 771DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 10882.001874/200904 Acórdão n.º 2801003.155 S2TE01 Fl. 772 9 Declaração de Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin. Quanto ao meu voto, no que diz respeito aos valores declarados pelo contribuinte à título de lucros distribuídos, venho expressar o entendimento de que é necessária a prova da transferência financeira dos lucros ao sócio para que sejam considerados como origem de recursos na análise da evolução patrimonial do contribuinte. No presente caso, o contribuinte demonstra a efetividade da distribuição dos lucros pela empresa First S/A mediante documentos apresentados, às fls. 566/676, juntados aos autos somente em sede de recurso, haja vista que foi necessária determinação judicial para que a empresa First S/A apresentasse a documentação contábil que comprovasse a distribuição dos lucros. Nesse sentido, assiste razão ao contribuinte no sentido de que os lucros que foram distribuídos da empresa First S/A devem ser incluídos na análise da evolução patrimonial do período em tela. Por conseguinte, constatase que não resta acréscimo patrimonial a descoberto no presente caso, uma vez que o valor dos recursos não computados anteriormente lucros distribuídos da empresa First S/A supera o total do acréscimo patrimonial apurado pela fiscalização. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 772DF CARF MF Impresso em 25/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 27/10/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 18470.722861/2012-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1202-000.220
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Viviane Vidal Wagner - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plinio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Alexei Macorin Vivan.
Nome do relator: VIVIANE VIDAL WAGNER
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 18470.722861/2012-13
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5305844
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1202-000.220
nome_arquivo_s : Decisao_18470722861201213.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : VIVIANE VIDAL WAGNER
nome_arquivo_pdf_s : 18470722861201213_5305844.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente em exercício (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plinio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Alexei Macorin Vivan.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
id : 5163421
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368689324032
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1277; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 2 1 1 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18470.722861/201213 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1202000.220 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 9 de outubro de 2013 Assunto adições ao lucro líquido Recorrente BHP BILLITON BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente em exercício (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plinio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Alexei Macorin Vivan. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 84 70 .7 22 86 1/ 20 12 -1 3 Fl. 944DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 3 2 Tratase de recurso voluntário do contribuinte em face de decisão de primeira instância que julgou improcedente a sua impugnação contra o lançamento de IRPJ e o ajuste da base de cálculo da CSLL no anocalendário de 2008. Na descrição dos fatos consta que foram detectadas três infrações: Infração 0001. Despesas não comprovadas: Glosa de despesas a título de juros não comprovadas, no valor de R$1.547.868,10, apuradas e contabilizadas como despesas financeiras no período de apuração e não adicionadas ao Lucro Líquido do período, para a determinação do Lucro Real, em face de opção pelo reconhecimento tributário na data de liquidação das variações monetárias ativas; Infração 0002. Adições não computadas na apuração do lucro real: Glosa de Variações cambiais passivas no valor de R$1.555.035,40, contabilizadas como despesas financeiras e constantes de DIPJ no período de apuração e não adicionado ao Lucro Líquido do período, para a determinação do Lucro Real, em face de opção pelo reconhecimento tributário na data da liquidação das variações monetárias ativas; Infração 0003. Adições. Preços de Transferências. Juros Recebidos. Mútuo com pessoa vinculada no exterior: Valor de R$32.479.775,00, referente à diferença entre os juros ativos creditados decorrentes de empréstimos a pessoa vinculada no exterior e os juros mínimos que devam ser reconhecidos de acordo com a legislação e não adicionados ao Lucro Liquido do período, para a determinação do Lucro Real. De acordo com o Termo de Verificação (fls.), quanto à infração 001, verificou a autoridade fiscal que o valor transferido no mês de junho foi no dia 24, e não em 27/06/2008 segundo consta no razão contábil da Interessada (conta n° 129039) e que ao reverso do que registra a Interessada no referido livro ao apontar um débito à BHPBilliton Finance BV de R$218.495.965,36, a remessa ao BofA, via CitiBank, revela o montante de R$220.043.833,46. O descompasso reside no fato de a Interessada ter, equivocadamente, descontado deste último registro, o equivalente a R$1.547.868,10 atribuíveis à despesa de variação cambial no mês de junho. Posteriormente, retifica a Interessada a sua informação prévia, alegando ter sido a diferença de R$1.547.868,10 lançada a título de despesas com juros. Conclui o fiscal que a parcela de R$1.547.868,10, lançada na conta contábil n° 868000 (Despesas de Juros ), em 17/06/2008, sob o histórico de Encargos Bancários, em verdade tratase de recursos que foram depositados na conta da Interessada mantida no BOFA, em 24/06/2008 e, modo contínuo, transferidos por procuração para a empresa BHP Billiton Finance BV, naquele montante de R$220.043.833,46. Quanto à infração 002, consignou a autoridade fiscal que a faculdade de tributar as variações cambiais apenas na liquidação ou quando as mesmas forem reconhecidas, contabilmente, pelo regime de competência, instituída pelo artigo 30 da Medida Provisória 2.15835/01 pode ser adotada desde que observadas três restrições: (i) que seja aplicada para todos os tributos (IRPJ e CSLL); (ii) que seja adotada para todos os ativos e passivos sujeitos a variação cambial; e (iii) que seja aplicada a todo o anocalendário. Ocorre que, não obstante a Interessada ter adotado o regime de competência, com adições das variações cambiais passivas e exclusões das ativas no Lalur, portanto dando ao reconhecimento das variações, para efeitos tributários, o regime de caixa, acabou por reconhecer, pelo regime de competência, e sob a Fl. 945DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 4 3 égide de Outras Despesas Financeiras (conforme Ficha 06 A, linha 40) parte de sua variação cambial passiva representada pela soma de R$1.555.035,40, não adicionandoa ao Lalur; Quanto à Infração 003, verificou a autoridade fiscal que a Interessada, no ano calendário de 2008, excluiu do lucro líquido, a título de variação cambial, o valor de R$483.830.041,93, conforme Ficha 06 A., Grupo 17, linha 18, da DIPJ. Intimada, informou que o fizera com base no artigo 30, c/c §1°, da MP 2.15835/01, que prescreve a faculdade de se reconhecer os efeitos da variação cambial sobre os ativos colocados à disposição de coligada estrangeira com efeito tributário apenas quando da liquidação da respectiva operação (regime de caixa); que os valores referemse a investimento mantido em coligada no exterior; e que dividendos são depositados na conta corrente da investida, sendo os valores após a sua conversão em dólares, transferidos como disponibilidades ou haveres no exterior, para fins de investimentos, sendo inicialmente segregados em conta de sua titularidade, junto ao Bank of America (BofA), em Londres, e, a partir daí, ficam à disposição da empresa BHP Billiton Finance BV (com sede na Holanda), para a concreção dos investimentos. Para comprovar, juntou extratos bancários emitidos pelo BofA e, similarmente, instrumento de procuração outorgando poderes às pessoas que nomina (Willem Johannes Murray Membro Diretor dos Conselhos das empresas BHP Billiton Finance PLC e BHP Billiton Group Limited), além dos demais membros outorgados dessas mesmas empresas, conforme consulta, via internet, tendo designado, no mesmo instrumento, o BofA como depositário de seus fundos, concedendo aos outorgados prerrogativas para movimentar os referidos fundos depositados naquela conta. Observou o fiscal que, apesar da expressiva soma movimentada, não há qualquer contrato expresso firmado entre as empresas intervenientes e que, desde 2005 e até o último dia do mês de dezembro de 2008 os valores ativos a esse título foram aumentados em benefício do grupo. Durante a fiscalização, a Interessada informou que, por mera política interna, o grupo centraliza o seu caixa em uma empresa específica, a exemplo do que ocorre entre grandes empresas, como é o seu caso e que, sobre os fundos transferidos, houve o reconhecimento de juros ativos, segundo a taxa libor, menos spread de 12.5 bps, (“pontos base sobre as taxas”), conforme conta de razão contábil n° 592500. Observou o fiscal que, pelo instrumento de procuração 02 (acostado em resposta ao Termo Fiscal n° 08), os outorgados passaram a deter absoluto controle dos recursos depositados pela Interessada no BofA, comprovado pelo fato de que o saldo em conta corrente no dito banco é nulo após receber as transferências de recursos da Interessada, via Citibank (vide documento 01 do Termo Fiscal n° 08 e extratos bancários apensados em resposta ao Termo Fiscal n° 06). Isso lhe permitiu concluir que os valores contemplados foram carreados para BHP Billiton Finance BV, ao contrário da alegação da Interessada de que tais movimentações estariam voltadas para a concreção de investimentos externos, conforme demonstrado em planilha denominada de Conta Corrente dos Investimentos Externos, apresentada à Interessada com o Termo Fiscal n° 11. De acordo com o fiscal, foram carreados recursos para o exterior, via Citibank, sob a égide de "Capital de Curto Prazo Disponibilidades no Exterior”, código este instituído pelo Banco Central do Brasil sob o n° 55000 (conforme resposta ao Termo Fiscal 06), estando tal código presente,similarmente, nas cópias dos contratos de câmbio apresentados pela Interessada, diferentemente do código de operação seria o de n° 68303 ou similar, se a hipótese versasse sobre investimentos no exterior, como alega a interessada. Sustenta que os Fl. 946DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 5 4 recursos foram canalizados para o exterior, com destinação ao BofA, com o objetivo de serem utilizados pelo Grupo Empresarial, em troca de uma remuneração por juros à taxa libor mensal, menos o spread de 12.5 bps (conforme resposta ao item 3 do Termo fiscal n° 08). Como a Interessada não comprovou que o reconhecimento dos juros ativos tivesse origem em aplicações financeiras promovidas pela empresa BHP Billiton Finance BV, não obstante a ela debitados, conclui o fiscal que se trata de operação de mútuo entre empresas ligadas ou vinculadas, direta ou indiretamente. Consignou a autoridade fiscal que a interessada, na condição de supridora, deveria observar como preço parâmetro o montante que não exceda ao valor calculado com base na taxa libor para depósitos em dólares dos Estados Unidos da América pelo prazo de 6 meses, acrescida de 3% anuais a título de spread, proporcionalizados em função do período a que se referirem os respectivos juros, conforme determinado pelo art. 22 e §§ da Lei n° 9.430. de 27/12/1996 e (IN SRF nº. 243, de 2002, art. 27, § 8°), além da Carta Circular n° 3.319, de 07 de maio de 2008 do Bacen, que revela que tais movimentações externas, uma vez registradas no Bacen, não precisam a partir daí ser submetidas ao crivo do Banco Central, entretanto não dispensa a obrigatoriedade de que essas operações devam retornar ao território pátrio sempre atreladas à operação original, composta do principal e dos rendimentos de capital, o que não ocorreu no presente caso, desde o seu nascedouro no anocalendário de 2005. Considerando que a movimentação livre de recursos não prescinde do cumprimento das obrigações tributárias decorrentes, verificou o fiscal que a declaração de capitais apresenta valores de rendimentos em US$ que, convertidos, não se harmonizavam com qualquer registro contábil da Interessada, só se conciliando com o resultado final, em dólares, exibido pela Planilha de Suporte Variação Cambial. Nessa planilha, ficou consignado que, mesmo excluído do estoque do exercício, uma parcela de juros sem qualquer correlação com os rendimentos do ano de 2008, os valores finais declarados, em dólares, similarmente não se aliam, o que provocou o ajuste na conversão dos estoques de moeda mantida no exterior, bem assim os rendimentos constantes da respectiva declaração. Concluiu o fiscal que a diferença apurada anualmente, decorrente da taxa de juros praticada em relação à taxa parâmetro de juros deverá ser adicionada ao lucro líquido para apuração do lucro real, bem como à base de cálculo da CSLL em 31 de dezembro de 2008, tendo em vista que o sujeito passivo, naquele ano, optara pelo regime de apuração anual de seu imposto (com base no art. 22, §3°, da Lei n° 9.430/96). Na Tabela A, “Conta Corrente dos Empréstimos Externos”, às fls.563, feita com base no inciso II do art. 845 do RIR/99, foram detalhadas as bases de cálculo e os vetores que concorreram para a sua formação, tendo como fonte as informações do Banco Central do Brasil adquiridas no respectivo endereço eletrônico, devendo ser adicionado ao resultado o valor de R$32.479.775,00 (infração 003). Quanto à CSLL, considerados os estoques remanescentes de Base de Cálculo Negativa da CSLL, não houve lançamento de CSLL, mas redução nas bases de cálculos negativas compensadas em 2008. Na impugnação ao lançamento, a interessada alegou, em síntese: que, embora tenha optado pelo regime de competência, com as respectivas adições das variações cambiais passivas e exclusões das variações cambiais ativas do LALUR, essa opção é meramente para fins de pagamento dos tributos, sendo que, para fins contábeis, o resultado da variação cambial deve continuar sendo calculado em observância ao regime de Fl. 947DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 6 5 competência, conforme artigos 177, §2o; 183, inciso 1, c/c 184, inciso II, da Lei n° 6.404/76 (Lei das S.A.). Em razão disso, foi necessária a exclusão da variação cambial ativa não realizada na "DIPJ" 2009 apresentada; que a cópia de todos os extratos comprovante de TED, bem como dos contratos de câmbio devidamente registrados no Banco Central do Brasil, (Doc.2), comprovam todo fluxo financeiro, além das respectivas origens e favorecidos; que os valores de sua titularidade junto ao Bank of America foram disponibilizados no exterior à BHP Billiton Finance, uma empresa do mesmo grupo econômico e responsável pela gestão dos seus investimentos no exterior e que o investimento financeiro realizado no exterior, bem como a receita de juros dele proveniente, permaneceram disponível no Brasil tendo sido devidamente reconhecida e refletido na sua contabilidade, mas, por mero equívoco, foi contabilizou indevidamente como despesa de juros na ficha 6 A linha 40 da DIPJ, sob o histórico de "Encargos Bancários", o montante de R$1.547.868.10 (item II.5 demonstrado no livro razão Doc. 3), o qual se refere ao montante dos recursos financeiros disponibilizados, para fins de investimentos, na sua conta corrente no Bank of America em Londres, ou seja, despesas de variações cambiais, que deveria ter sido adicionada ao Lucro Líquido para fins de apuração do Lucro Real, mas em razão de estar sob fiscalização, não pôde proceder à retificação de suas escritas fiscais e contábeis, bem como proceder aos respectivos recolhimentos; como ficou claro que o valor de R$1.547.868.10 referente a variação monetária foi contabilizado indevidamente como despesa de juros, a Fiscalização na autuação da infração 0002, pretende penalizála por duas vezes pela mesma infração, uma vez que, os valores apurados na infração 0001 apenas existiram em razão do equívoco cometido na contabilização, sendo certo que os mesmos se referem à despesas de variação cambial não computada; que reconheceu a receita de juros, relativos a investimentos no exterior, tendo, inclusive, declarado em sua DIPJ tais rendimentos, no montante de R$43.341.609,31, conforme Ficha 9A da DIPJ (Doc. 4) e tributado devidamente; que a Fiscalização não questionou o método utilizado para cálculo do preço de transferência, limitandose a indicar na Tabela A que instrui o Auto de Infração impugnado que “a taxa de juros indicada pela empresa examinada achase fundada na taxa mensal da libor anualizada”, estando o método aplicado está em perfeita sintonia com o disposto pelos artigos 18, 19 e 22, todos da Lei n° 9.430/96, fazendo jus à aplicação daquele que mais lhe favoreça; Quanto à retificação do estoque de prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa da CSLL, sustenta que o valor informado como estoque de prejuízo fiscal reflete exatamente os valores informados nas DIPJs relativas ao exercício de 2009 (ano calendário 2008) e exercício de 2008 (ano calendário 2007), não sendo possível verificar as diferenças apontadas pelo fiscal. Por fim, requereu a realização de diligência, nos termos do inciso IV, do artigo 16 do Decreto n° 70.235/72, para confirmar todas as informações prestadas e o correto recolhimento dos valores à suposta infração por remessa de recursos ao exterior. A decisão de primeira instância considerou o lançamento procedente, nos termos da seguinte ementa: Fl. 948DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 7 6 Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2008 SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA. Descabe a realização de diligência, quando todos os elementos de prova que necessita o julgador para elucidar os fatos que ensejaram o lançamento já se encontram nos autos. ESCRITURAÇÃO. FORÇA PROBANTE. A escrituração contábil mantida com observância das disposições legais somente faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados se forem comprovados por documentos hábeis e idôneos, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. DESPESAS. GLOSA. Devem ser glosadas as despesas reconhecidas na contabilidade quando não estão acompanhadas de documentos comprobatórios. RECEITAS FINANCEIRAS. TRIBUTAÇÃO. No caso de mútuo não registrado no Banco Central do Brasil, realizado com pessoa vinculada, a pessoa jurídica mutuante, domiciliada no Brasil, deverá reconhecer, como receita financeira correspondente à operação, no mínimo o valor calculado com base na taxa Libor, para depósitos em dólares dos Estados Unidos pelo prazo de seis meses, acrescida de 3% a título de spread, proporcionalizados em função do período a que se referirem os juros. Artigo 22, da Lei nº. 9.430, de 1996. LANÇAMENTO DECORRENTE. Decorrendo o lançamento da CSLL de infração constatada na autuação do IRPJ, o julgamento daquela segue a mesma sorte deste, em virtude da relação de causa e efeito que os une. Inconformado, o contribuinte, cientificado em (fl.) apresentou recurso voluntário ao CARF em 04/02/2013 (fl.) em que, basicamente, repisa as razões da impugnação, afirmando, em síntese, o quanto se segue. Relativamente aos itens 001 e 002 da acusação fiscal, afirma que ofereceu à tributação valor superior ao apurado pela fiscalização, o que resulta em crédito a favor da recorrente, visto que equivocadamente ajustou a base de cálculo do IRPJ e da CSLL incluindo a título de ajuste o montante de R$ 43.341.609,31, e ofereceu à tributação o montante de R$ 68.472.375,31, referente a R$ 25.130.766,00 de juros mais R$ 43.341.609,31 referente a ajustes de Preços de Transferência. Diante disso, aduz que as glosas de R$ 1.555.035,40 (item 001 da autuação) e R$ 1.547.868,10 (item 002 da autuação) não devem subsistir. Quanto ao item 003 da autuação, afirma incorreta a premissa da fiscalização ao considerar como valor contabilizado pela recorrente a título de juros o montante de R$ 25.101.026,00, sem qualquer informação sobre o ajuste a título de Preços de Transferência e chega ao resultado a ser tributado de R$ 32.479.775,00 pela diferença entre R$ 57.580.801,00 e R$ 25.101.026,00. Todavia, sustenta que, na verdade, foram contabilizados a título de juros a receita equivalente a R$ 25.130.766,00 e, com base nas normas de Preços de Transferência, o Fl. 949DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 8 7 valor de R$ 43.341.609,31 (Ficha 9A da DIPJ), resultando no oferecimento à tributação de valor superior ao apurado pela fiscalização, o que demonstra a insubsistência do lançamento. Apresenta laudo técnico da Ernst & Young (doc. 04). Argumenta, ainda, que inexiste um sistema de registro de capitais brasileiros no exterior formulado pelo Banco Central do Brasil e que a única obrigação exigida pela autoridade monetária com relação aos mútuos ativos concedidos por pessoa jurídica brasileira é a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior e o registro das operações cambiais no SISBACEN, pelo que entende que, uma vez cumpridas tais exigências, a recorrente entende que devem ser considerados registrados os empréstimos concedidos à sua vinculada no exterior, para fins de aplicação das normas de preços de transferência relativas a juros ativos. Considera que não existe previsão legal para registro para mútuos concedidos por contribuinte domiciliado no Brasil a mutuário domiciliado no exterior junto ao Banco Central do Brasil, mas, sim, o dever de declarar ao BACEN os valores, ativos em moeda, bens e direitos fora do território nacional, nos termos prescritos no item 4 do Capítulo 2 do RMCCI, instituído pela Circular BACEN nº 3.280/05, efetuada através da Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior – DCBE. Por fim, questiona a incidência de juros sobre a multa de ofício. Em contrarrazões ao recurso voluntário, a PGFN ressalta, em síntese, que: em relação às infrações 001 e 002, autuada não mais contesta o mérito, mas apenas alega que ofereceu à tributação valor superior ao apurado pela fiscalização, decorrente de equívoco que a fez apurar ajustes a maior nas bases de cálculo do IRPJ e CSLL, todavia, sem comprovar que os fatos foram os mesmos que ocasionaram o reconhecimento na Ficha 9A da DIPJ, de uma receita financeira no valor de R$ 43.341.609,31, tampouco demonstrou o cálculo a maior os ajustes de preços de transferência; na impugnação ao lançamento, a recorrente se limitou a argumentar que declarou na DIPJ o valor de R$ 43.341.609,31 referente a ajustes de preços de transferência, e que o cálculo utilizado estaria em perfeita sintonia com o disposto pelos artigos 18,19 e 22, todos da Lei 9.430/96, não tendo sido questionada a necessidade, possibilidade ou legalidade de se registrar, no Banco Central, os contratos de mútuos ativos concedidos por pessoas brasileiras a estrangeiros, e que “o contribuinte não pode, em sede de recurso voluntário, inovar na lide, contestando novos aspectos do auto de infração não contestados quando da impugnação”, à luz do disposto no art. 17 do Decreto 70235/72. ainda que isso fosse possível, não tem razão a recorrente ao alegar que não existe previsão de registro, no Banco Central, para mútuos concedidos por domiciliado no Brasil a mutuário domiciliado no exterior, mas apenas a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior e o registro das remessas e ingressos de capital no SISBACEN, formalidades que teriam sido cumpridas pela recorrente. Cita o art. 22 da Lei 9.430/96, com a redação vigente à época dos fatos geradores (2008), ressaltando, no que tange às operações de mútuo ativas, que a Lei não estabeleceu nenhuma condição relacionada a registro no BACEN e cita precedentes do CARF que afastam a aplicação do referido §4º do art. 22 da Lei 9.430/96 nas hipóteses de mútuos ativos de pessoas jurídicas brasileiras com coligadas estrangeiras; ainda que se adote o entendimento de que o §4º do art. 22 da Lei 9.430/96 é aplicável também ao §1º, ou seja, aos mútuos ativos, não há como se aplicar ao caso concreto Fl. 950DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 9 8 os juros determinados com base na taxa registrada, visto que não há contrato registrado no Banco Central. Rechaça a pretensão da recorrente de que seja aplicada a retroatividade benigna, em vista da reforma do art. 22 da Lei 9.430/96 pelas Leis 12.715/12 e 12.766/12, já que “a substituição do parâmetro de controle não é algo que se sujeite à retroatividade prevista no artigo 106 do CTN.” Sustenta, por fim, que o disposto no caput do art. 161 do CTN autoriza a exigência de juros de mora sobre a multa de ofício, e cita precedente da 1ª Turma da CSRF. É o relatório. Conselheira Viviane Vidal Wagner, Relatora O recurso é tempestivo e assente em lei, razão pela qual é conhecido. As infrações fiscais apuradas (glosas de despesas e adições não computadas) se verificam a partir da análise da DIPJ respectiva. A defesa da recorrente, contudo, vem apontar elementos que parecem não ter sido analisados devidamente até o presente momento. Relativamente aos itens 001 e 002 da acusação fiscal, a recorrente afirma que já ofereceu à tributação valor superior ao apurado pela fiscalização, o que resultaria em crédito a favor da recorrente, visto que equivocadamente ajustou a base de cálculo do IRPJ e da CSLL incluindo a título de ajuste o montante de R$ 43.341.609,31, e ofereceu à tributação o montante de R$ 68.472.375,31, referente a R$ 25.130.766,00 de juros mais R$ 43.341.609,31 referente a ajustes de Preços de Transferência. Diante disso, aduz que as glosas de R$ 1.555.035,40 (item 001 da autuação) e R$ 1.547.868,10 (item 002 da autuação) não devem subsistir. Segundo a autoridade fiscal, a Infração 0001 decorreu do fato de o valor que foi transferido no mês de junho de 2008 à BHPBilliton Finance BV, foi de R$220.043.833,46 e não o valor que constou no Livro Razão, R$218.495.965,36, sendo que a diferença, R$1.547.868,10, foi indevidamente contabilizada como despesa de juros. Em relação à Infração 0001 (Despesas de juros não comprovadas no valor de R$1.547.868,10), assim se manifestou a DRJ: Conforme relatado, a Fiscalização informou que, conforme Tabela A, “Conta Corrente dos Empréstimos Externos”, o valor transferido no mês de junho foi no dia 24, e não em 27/06/2008 segundo consta no razão contábil da Interessada (conta n° 129039). Acrescentou a Fiscalização que, diferentemente do que registrou a Interessada no Livro Razão referente a uma remessa à BHP Billiton Finance BV de R$218.495.965,36, tal remessa ao Bank of America (BofA), via CitiBank, foi, na realidade, no montante de R$220.043.833,46. Tal diferença residiu no fato de a Interessada ter, erradamente, descontado deste último registro, o equivalente Fl. 951DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 10 9 a R$1.547.868,10 atribuíveis à despesa de variação cambial no mês de junho, conforme resposta ao T.Fiscal n° 8 às fls.473. A Fiscalização acrescentou, também, que, em correspondência de 16 de março de 2012, em resposta ao T. Fiscal n°.11, fls.535, a Interessada retificou a sua informação anterior, alegando ter sido a diferença de R$1.547.868,10 lançada a título de despesas com juros. Assim, segundo a Fiscalização, a parcela de R$1.547.868,10, lançada na conta contábil n°.868000 (Despesas de Juros), em 17/06/2008, sob o histórico de Encargos Bancários, em verdade tratouse de recursos que foram depositados na conta da Interessada mantida no Bofa, em 24/06/2008 e, após isto, transferidos por procuração para a empresa BHP Billiton Finance BV, naquele montante de R$220.043.833,46. Concluiu então a Fiscalização que a diferença de R$1.547.868,10, contabilzada a título de juros, deveria ser glosada. Por sua vez, a Interessada, na impugnação, informou que, por mero equívoco, contabilizou indevidamente como despesa de juros na ficha 6 A linha 40 da DIPJ, sob o histórico de "Encargos Bancários", o montante de R$1.547.868.10 (item II.5 demonstrado no livro razão Doc. 3). Acrescentou que, tal valor referese, justamente, ao montante dos recursos financeiros disponibilizados, para fins de investimentos, na sua conta corrente no Bank of America em Londres, ou seja, despesas de variações cambiais. Após isto, reconheceu a Interessada que a citada receita deveria ter sido adicionada ao Lucro Líquido para fins de apuração do Lucro Real mas em razão de estar sob fiscalização, não pôde proceder à retificação de suas escritas fiscais e contábeis, bem como realizar os respectivos recolhimentos. Do exposto, voto por negar provimento à impugnação. A recorrente, apesar da confissão anterior, em seu recurso voluntário, alega que ofereceu montante superior à tributação e que a glosa não se justificaria. A Infração 0002 (Variações cambiais passivas no valor de R$1.555.035,40, não adicionadas ao Lucro Líquido do período) decorreu do fato de a Interessada, apesar de ter dado o reconhecimento das variações, para efeitos tributários, o regime de caixa, acabou por reconhecer, pelo regime de competência, a título de Outras Despesas Financeiras parte da variação cambial passiva no valor de R$1.555.035,40, não adicionandoa ao Lalur, tendo a DRJ se manifestado: Neste contexto, cabe averiguar se a Interessada, efetivamente, optou pelo regime de competência no que tange ao Fl. 952DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 11 10 reconhecimento das variações cambiais passivas, (parágrafo 1º., do artigo 30, da MP 2.15835/01), ou seguiu a regra geral do regime de caixa, cáput do mencionado artigo, já acima analisado, e, em sendo assim, especificamente, para a parcela de R$1.555.035,40, a reconheceu, pelo regime de competência. Do exame da Ficha 06 A, linha 40, da DIPJ, fls.07, constatase que a Interessada deduziu o valor de R$1.555.035,40 a título de outras despesas financeiras, sendo certo que tal valor corresponde à variação cambial negativa, uma vez que a Interessada na impugnação não nega tal afirmação, limitandose a alegar que optou pelo regime de competência, conforme abaixo transcrito: [...] Ora, conforme já analisado, optando o contribuinte pelo regime de competência no reconhecimento das variações cambiais passivas, não há que se fazer qualquer adição ou exclusão no Lalur, eis que a contabilidade e o regime de reconhecimento das ditas variações monetárias é o mesmo, o da competência. Registrese que a Interessada quando da ação fiscal, em resposta ao Termo Fiscal nº.4, fls.97/99, informou à Fiscalização que adotou o regime de caixa para o reconhecimento das variações cambiais. De um modo ou de outro, a Interessada não comprovou que o valor de R$1.555.035,40, que constou na Ficha 06 A, linha 40, da DIPJ, fls.07, deduzido a título de outras despesas financeiras, decorreu da aplicação do regime de competência, ou, se foi aplicado o regime de caixa, quando, então, caberia a Interessada comprovar a adição do dito valor na Ficha 09A da DIPJ. Há de se ter em conta que o ônus da prova da legalidade e da legitimidade da despesa acima mencionada incumbe à Interessada, uma vez que, a despesa é elemento que beneficia o contribuinte, resultando daí, a indissociável obrigatoriedade da apresentação de documentação hábil para comproválas. Assim, o ônus da prova quanto às despesas que importam em redução do crédito tributário é do contribuinte e a dedutibilidade de despesas está condicionada à comprovação de sua efetiva ocorrência. A escrituração contábil mantida com observância das disposições legais somente faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados somente se forem comprovados por documentos hábeis e idôneos, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Os documentos acostados pela Interessada aos autos, (DOC.02), não comprovam a legitimidade da dedução do valor acima mencionado. Fl. 953DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 12 11 Devese registrar que a faculdade instituída pelo artigo 30 da Medida Provisória 2.15835/01, deve ser aplicada para todos os ativos e passivos sujeitos a variação cambial. Portanto, não cabe aplicar o regime de competência para alguns elementos, e o de caixa para outros. Voto por negar provimento à impugnação da Interessada. Assim como no primeiro item, a recorrente, em seu recurso voluntário, limitase a alegar que ofereceu montante superior à tributação e que a glosa não se justificaria. Em relação à Infração 0003 (Adições. Preços de Transferências. Juros Recebidos. Mútuo com pessoa vinculada no exterior. Valor de R$ 32.479.775,00), a operação fiscalizada tratou de mútuo com recebimento de juros com base em taxas remuneratórias vigentes da libor mensal, menos o spread de 12.5 bps, conforme informação foi fornecida na resposta ao item 3 do Termo Fiscal n° 08 (fls.473). Sobre o tema, assim dispõe o art. 22 da Lei nº 9.430/96: Art.22. Os juros pagos ou creditados a pessoa vinculada, quando decorrentes de contrato não registrado no Banco Central do Brasil, somente serão dedutíveis para fins de determinação do lucro real até o montante que não exceda ao valor calculado com base na taxa Libor, para depósitos em dólares dos Estados Unidos da América pelo prazo de seis meses, acrescida de três por cento anuais a título de spread, proporcionalizados em função do período a que se referirem os juros. §1º No caso de mútuo com pessoa vinculada, a pessoa jurídica mutuante, domiciliada no Brasil, deverá reconhecer, como receita financeira correspondente à operação, no mínimo o valor apurado segundo o disposto neste artigo. [...]§4º Nos casos de contratos registrados no Banco Central do Brasil, serão admitidos os juros determinados com base na taxa registrada. (destacouse) Da leitura dos dispositivos acima, se extrai que, no caso de mútuo com pessoa vinculada, a pessoa jurídica mutuante, domiciliada no Brasil, deverá reconhecer, como receita financeira correspondente à operação, no mínimo o valor calculado com base na taxa Libor, para depósitos em dólares dos Estados Unidos pelo prazo de seis meses, acrescida de 3% a título de spread, proporcionalizados em função do período a que se referirem os juros. Por consequência, deverá ser adicionada ao lucro real, presumido ou arbitrado, e na base de cálculo da CSLL, a diferença apurada entre a taxa mínima de juros acima mencionada e a reconhecida na contabilidade com base no contrato de mútuo. Do exame da Tabela A do Termo de Verificação Fiscal (fl.563) e do item “Explicando a Tabela A” (fl.564), constatase que os juros foram calculados pela autoridade fiscal, nos termos determinados pela legislação, com base nos valores que constaram na contabilidade da recorrente e nos índices e taxas encontrados nos boletins do BACEN. Do confronto dos juros devidos e aqueles reconhecidos pela recorrente em sua contabilidade, a autoridade fiscal apurou o valor de R$32.479.775,00, referente à diferença entre os juros ativos creditados decorrentes de empréstimos a pessoa vinculada no exterior e os juros mínimos que Fl. 954DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 13 12 devem ser reconhecidos de acordo com a legislação, não adicionados ao Lucro Líquido do período, para a determinação do Lucro Real. Quanto ao item 003 da autuação, afirma incorreta a premissa da fiscalização ao considerar como valor contabilizado pela recorrente a título de juros o montante de R$ 25.101.026,00, sem qualquer informação sobre o ajuste a título de Preços de Transferência e chega ao resultado a ser tributado de R$ 32.479.775,00 pela diferença entre R$ 57.580.801,00 e R$ 25.101.026,00. Todavia, sustenta que, na verdade, foram contabilizados a título de juros a receita equivalente a R$ 25.130.766,00 e, com base nas normas de Preços de Transferência, o valor de R$ 43.341.609,31 (Ficha 9A da DIPJ), resultando no oferecimento à tributação de valor superior ao apurado pela fiscalização, o que demonstraria a insubsistência do lançamento, assim como em relação aos itens 1 e 2. A DRJ considerou que a Interessada não comprovou que os fatos que deram causa aos valores acima mencionados foram os mesmos que ocasionaram o reconhecimento na Ficha 9A da DIPJ, de uma receita financeira no valor de R$43.341.609,31. Para a formação da convicção do julgador, a prova constante dos autos é elemento essencial, ressaltandose que “na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72. A partir das alegações da defesa, verificase, da DIPJ/2009 constante dos autos, que foram declarados os seguintes valores: Ficha 6A Linha 22 Outras receitas financeiras............................................... R$ 25.130.766,00 Ficha 9 A Linha 10 Ajustes Decorr. Métodos – Preços de Transferências..... R$ 43.341.609,31 Ficha 29A Operações Financeiras – Receitas Auferidas: Linha 10 Operações não registradas no Banco Central – Pessoas Vinculadas................R$ 31.743.560,32 Ademais, das Fichas 30 e 31, constam informações complementares sobre entradas de divisas a título de juros. Assim, a partir das informações declaradas na DIPJ/2009, temse um indício de que a alegação da recorrente sobre o oferecimento de valor maior à tributação do que o apurado no procedimento fiscal teria fundamento, ao menos em relação ao item 3. Todavia, apenas isso não basta, pois é necessário verificar a vinculação dos valores declarados com os valores objeto de lançamento, cabendo um aprofundamento do exame dos fatos com vistas à apuração da materialidade da infração tributária. Diante disso, deve ser convertido o julgamento em diligência, para que a autoridade autuante, ou outra de mesma competência na unidade de origem: a) intime a recorrente a demonstrar contabilmente e comprovar com documentos hábeis e idôneos, como se compõe a receita financeira no valor de R$43.341.609,31, declarada na Ficha 9A da DIPJ/2009; Fl. 955DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 18470.722861/201213 Resolução nº 1202000.220 S1C2T2 Fl. 14 13 b) a partir de tais informações, relacione o referido valor com as infrações objeto de lançamento, apresentando um relatório conclusivo; c) intime a recorrente do resultado da diligência; d) devolva os autos ao CARF para prosseguimento no julgamento. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Fl. 956DF CARF MF Impresso em 11/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 31/10/2013 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 11/11/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
score : 1.0
Numero do processo: 13227.000388/2009-82
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2004
RECOLHIMENTO INDEVIDO DE ESTIMATIVAS. DÉBITO DECLARADO NA SISTEMÁTICA DO LUCRO OU RESULTADO PRESUMIDO. COMPENSAÇÃO. MESMO TRIBUTO, MESMO MONTANTE E MESMO PERÍODO. DESCABIMENTO DE MULTA DE MORA.
No caso específico em que foram recolhidos indevidamente, a título de estimativas, valores que, no seu conjunto, correspondem exatamente ao mesmo tributo, mesmo montante e mesmo período que o débito declarado na sistemática do lucro ou resultado presumido, não é cabível a exigência de multa de mora, mesmo tendo sido apresentada Declaração de Compensação posteriormente ao vencimento do referido débito.
Numero da decisão: 1803-001.793
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(Assinado Digitalmente)
Walter Adolfo Maresch - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Meigan Sack Rodrigues - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Walter Adolfo Maresch, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman.
Nome do relator: MEIGAN SACK RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2004 RECOLHIMENTO INDEVIDO DE ESTIMATIVAS. DÉBITO DECLARADO NA SISTEMÁTICA DO LUCRO OU RESULTADO PRESUMIDO. COMPENSAÇÃO. MESMO TRIBUTO, MESMO MONTANTE E MESMO PERÍODO. DESCABIMENTO DE MULTA DE MORA. No caso específico em que foram recolhidos indevidamente, a título de estimativas, valores que, no seu conjunto, correspondem exatamente ao mesmo tributo, mesmo montante e mesmo período que o débito declarado na sistemática do lucro ou resultado presumido, não é cabível a exigência de multa de mora, mesmo tendo sido apresentada Declaração de Compensação posteriormente ao vencimento do referido débito.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Dec 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13227.000388/2009-82
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313186
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 10 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1803-001.793
nome_arquivo_s : Decisao_13227000388200982.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MEIGAN SACK RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 13227000388200982_5313186.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Walter Adolfo Maresch - Presidente. (Assinado Digitalmente) Meigan Sack Rodrigues - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Walter Adolfo Maresch, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5216686
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046368704004096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1706; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 111 110 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13227.000388/200982 Recurso nº Acórdão nº 1803001.793 – 3ª Turma Especial Sessão de 06 de agosto de 2013 Matéria IRPJ Recorrente R & S COM E TRANSP DE MAT PARA CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2004 RECOLHIMENTO INDEVIDO DE ESTIMATIVAS. DÉBITO DECLARADO NA SISTEMÁTICA DO LUCRO OU RESULTADO PRESUMIDO. COMPENSAÇÃO. MESMO TRIBUTO, MESMO MONTANTE E MESMO PERÍODO. DESCABIMENTO DE MULTA DE MORA. No caso específico em que foram recolhidos indevidamente, a título de estimativas, valores que, no seu conjunto, correspondem exatamente ao mesmo tributo, mesmo montante e mesmo período que o débito declarado na sistemática do lucro ou resultado presumido, não é cabível a exigência de multa de mora, mesmo tendo sido apresentada Declaração de Compensação posteriormente ao vencimento do referido débito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado Digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 22 7. 00 03 88 /2 00 9- 82 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 10/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 111 (Assinado Digitalmente) Meigan Sack Rodrigues Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Walter Adolfo Maresch, Maria Elisa Bruzzi Boechat, Meigan Sack Rodrigues e Victor Humberto da Silva Maizman. Relatório Com a finalidade de melhor retratar os fatos do presente feito, adoto o relatório do acórdão recorrido (fls. 37/38): Tratase de declaração de compensação transmitida em 29/07/2005 pela contribuinte acima identificada, no valor de R$ 5.350,53, na qual indicou o crédito resultante de pagamento indevido ou a maior originário de DARF relativo à receita de código 2484, do período de apuração de 30/06/2004, com arrecadação em 29/07/2004, no valor originário de R$ 5.350,53. A Delegacia de origem, em análise datada de 25/05/2009 (fl. 07), deferiu o pleito, homologando parcialmente a compensação declarada vez que “analisadas as informações prestadas (...), constatouse a procedência do crédito original informado no PER/DCOMP, reconhecendose o valor do crédito pretendido (...)Entretanto (...) o crédito reconhecido revelouse insuficiente para quitar os débitos informados no PER/DCOMP...”. Cientificada, a interessada apresentou, em 01/07/2009, Manifestação de Inconformidade (fl. 10), na qual alega que: R & S COMÉRCIO E TRANSPORTES DE MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO LTDA, empresa comercial, com sede a Av. Celso Mazutti n° 4467, na cidade de Vilhena/RO, devidamente 2 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 10/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 111 cadastrada no CNPJ/MF n° 15.864.341/000182, vem mui respeitosamente à presença de V.Sª., apresentar MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE ao DESPACHO DECISÓRIO N° 835774759 pelas razões que passa a expor: 1. Em: a. 28/05/2004, a empresa efetuou pagamento de: CSLL Código da Receita: 2484 PA: 04/2004 Valor: R$ 5.008,63 (cinco mil e oito reais e sessenta e três centavos) . (DARF anexo); b. 29/06/2004, a empresa efetuou pagamento de: CSLL Código da Receita: 2484 PA: 05/2004 Valor: R$ 4.913,53(quatro mil, novecentos e treze reais e cinqüenta e três centavos). (DARF anexo); c. 29/07/2004, a empresa efetuou pagamento de: CSLL Código da Receita: 2484 PA: 06/2004 Valor: R$ 5.350,53 (cinco mil, trezentos e cinqüenta reais e cinqüenta e três centavos). (DARF anexo); 2. Os recolhimentos, foram efetuadas mensalmente, os quais everiam ter sido recolhidos após o encerramento do trimestre, motivo pelo qual foi entregue o Per/DComp para compensação com os valores declarados em DCTF e DIPJ, conforme abaixo: • O valor pago, corresponde a soma dos DARFs descritos no itera 1, a,b e c”; 3. Por isso, não justifica apuração de valores diferentes destes declarados, pois os valores são exatamente iguais, estando os pagamentos idênticos aos valores devidos naquela ocasião, tudo em conformidade com a PER/DCOMP transmitida sob n° 14494.69159.290705.1.3.045737; (PER/DCOMP anexo); 4. No PER/DCOMP, foi informado o DARF de pagamento, como origem do crédito. Portanto, a compensação foi efetuada de forma legal, o que torna o Despacho Decisório n° 835774759 sem nenhum efeito. Diante dos fatos apresentados, requer a 3 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 10/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 111 anulação do referido Despacho Decisório, por ser de Justiça e Direito. A decisão de primeira instância restou assim ementada: CRÉDITO E DÉBITO OBJETO DE COMPENSAÇÃO. VALORAÇÃO. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão acrescidos de juros compensatórios e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, até a data da entrega da respectiva DCOMP, na forma da legislação de regência. DCOMP. CRÉDITO E DÉBITO. EQUIVALÊNCIA. AUSÊNCIA. A falta de equivalência entre o total de crédito e de débitos apontados como compensáveis, valorados na forma da legislação que rege a espécie, impõe a homologação apenas parcial da DCOMP apresentada pelo sujeito passivo. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio. Devidamente cientificada da decisão de primeira instância a empresa recorrente apresenta recurso voluntário de forma tempestiva arguindo o já disposto na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheira Meigan Sack Rodrigues. O Recurso Voluntário preenche as condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Temse, do exerto da decisão recorrida (fls. 38 e 39), o seguinte: No Detalhamento da Compensação, integrante do Despacho Decisório, notese que na análise do pleito foi procedida a atualização do valor restituído, tendo sido utilizado na compensação o crédito corrigido. A homologação apenas parcial deuse em função do acréscimo de multa e juros moratórios do débito compensado, haja vista que tanto a valoração do crédito quanto a atualização do débito ocorrem na data de entrega da Declaração de Compensação. 4 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 10/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 111 Dessa forma, resulta notória a impossibilidade de que seja acolhida a pretensão do sujeito passivo. A assertiva da referida decisão a que se recorre está correta na generalidade dos casos. Com efeito, [...], tratandose de restituição de crédito relativo a tributo administrado pela RFB, esta devese realizar com o acréscimo de juros Selic acumulados mensalmente e de juros de um por cento no mês em que houver a entrega da declaração de compensação, da forma que procedeu a delegacia de origem (fls. 38 – ND). De outro modo, Em relação aos acréscimos legais aplicados a débitos vencidos vinculados em PER/DCOMP, a legislação de regência, referida no caput do art. 36 da IN RFB nº 900/2008, nos termos dispostos no art. 161 do Código Tributário Nacional determina que os débitos decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora (destituída de caráter punitivo, dada sua natureza reparatória), calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso, limitada a vinte por cento, bem como sofrerão a incidência de juros Selic, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento (fls. 38 ND). Contudo, o que se pode aferir, no caso concreto, é que se trata do mesmo tributo, atinente a períodos equivalentes, ou seja, recolhimentos de estimativas mensais de CSLL (código 2484) que, somados, correspondem exatamente ao montante devido de CSLL no trimestre correspondente, apurado pela sistemática do resultado presumido (código 2372). Assim, nesse caso especificamente entendo não ser cabível se falar em exigência de acréscimos legais (multa de mora), mesmo tendo sido apresentada Declaração de Compensação um ano depois do vencimento do referido débito, posto não se tratar de crédito diverso do débito que se pretende extinguir. Os recolhimentos de CSLL, a título de estimativa são referentes ao mesmo período que o débito de CSLL (mesmo trimestre) declarado pelo resultado presumido e totalizam o mesmo montante. Como bem observa a Recorrente (fls. 43): Os recolhimentos foram efetuados mensalmente, os quais deveriam ter sido recolhidos após o encerramento do trimestre, [...]. 5 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 10/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 111 Diante do expoto voto em DAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Meigan Sack Rodrigues – Conselheira 6 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 10/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES, Assinado digitalmente em 05/12/201 3 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MEIGAN SACK RODRIGUES
score : 1.0
