Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,801)
- Primeira Turma Ordinária (16,326)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,173)
- Primeira Turma Ordinária (16,159)
- Segunda Turma Ordinária d (15,885)
- Segunda Turma Ordinária d (14,478)
- Primeira Turma Ordinária (13,059)
- Primeira Turma Ordinária (12,482)
- Segunda Turma Ordinária d (12,422)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,434)
- Quarta Câmara (85,076)
- Terceira Câmara (67,622)
- Segunda Câmara (56,324)
- Primeira Câmara (20,556)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,303)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,160)
- Segunda Seção de Julgamen (114,852)
- Primeira Seção de Julgame (76,802)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,969)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,614)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,885)
- HELCIO LAFETA REIS (3,799)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,763)
- WILDERSON BOTTO (2,640)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,493)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,592)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2026 (15,531)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11080.930925/2011-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003
MATÉRIA NÃO CONTESTADA EM IMPUGNAÇÃO.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO EM DUPLICIDADE. COMPROVAÇÃO DA INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO.
Comprovada a inexistência do direito creditório por se encontrar alocado a outros débitos (pagamento/compensação), deve o pedido de restituição ser indeferido.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-006.470
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad. Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 MATÉRIA NÃO CONTESTADA EM IMPUGNAÇÃO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO EM DUPLICIDADE. COMPROVAÇÃO DA INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. Comprovada a inexistência do direito creditório por se encontrar alocado a outros débitos (pagamento/compensação), deve o pedido de restituição ser indeferido. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 11080.930925/2011-11
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5965515
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3302-006.470
nome_arquivo_s : Decisao_11080930925201111.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 11080930925201111_5965515.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad. Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
id : 7624337
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418379681792
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1437; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.930925/201111 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3302006.470 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 30 de janeiro de 2019 Matéria RESTITUIÇÃO Recorrente COMPANHIA RIOGRANDENSE DE MINERAÇÃO CRM Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2003 a 31/08/2003 MATÉRIA NÃO CONTESTADA EM IMPUGNAÇÃO. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO EM DUPLICIDADE. COMPROVAÇÃO DA INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. Comprovada a inexistência do direito creditório por se encontrar alocado a outros débitos (pagamento/compensação), deve o pedido de restituição ser indeferido. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, em lhe negar provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud e Raphael Madeira Abad. Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 93 09 25 /2 01 1- 11 Fl. 91DF CARF MF Processo nº 11080.930925/201111 Acórdão n.º 3302006.470 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de indeferir o Pedido de Restituição (PER), em razão do fato de que o pagamento informado já se encontrava alocado a outros débitos declarados pelo próprio contribuinte. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte requereu o reconhecimento do seu direito, com a anulação do despacho decisório, arguindo o seguinte: a) trata o pedido de restituição de créditos da contribuição (PIS/Cofins) incidente sobre a receita bruta decorrente da venda de carvão mineral destinado à geração de energia elétrica, cuja alíquota havia sido reduzida a zero por força do art. 2º da Lei nº 10.312/2001; b) tem direito à restituição com base no art. 165 do CTN e na Lei nº 10.312/2001, tratandose de incentivo dado pelo governo, tendo em vista o risco do País em ficar dependente exclusivamente de energia gerada pelo setor hidrelétrico; c) diante do contido no art. 13 da Lei nº 10.438/2002, que criou em seu art. 13 a Conta de Desenvolvimento Energético, os valores recebidos a título de reembolso, representando um subsídio ou uma subvenção, não podem ser classificados como receita, estando fora do campo de incidência das contribuições (PIS/Cofins), pois, no conceito de receita, incluise apenas o ingresso de recursos constitutivos do patrimônio da empresa; d) a autoridade Fiscal, sem qualquer justificativa fática ou legal, ignorou o disposto na Lei nº 10.312/2001, bem como o art. 165 do CTN, afrontando princípios constitucionais invioláveis, ao deixar de reconhecer o pedido de restituição. A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 10043.390, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, considerando que a aplicação da redução de alíquota da contribuição prevista nos art. 1º e 2º da Lei n.º 10.312/2001 restou condicionada à publicação de ato conjunto dos Ministros de Estado de Minas e Energia e da Fazenda, ainda não efetivada, tratandose, portanto, de norma de eficácia limitada ou condicionada, não aplicável de imediato por depender de regulamentação. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, reiterando as alegações concernentes à redução a zero das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a venda de gás natural canalizado e de carvão mineral, previstas nos artigos 1º e 2º da Lei nº 10.312/2001, e à não incidência das contribuições sobre o reembolso da Conta de Desenvolvimento Energético, previsto no artigo 13 da Lei nº 10.438/2002, por se tratar de subvenção. Ainda pugnou pela ilegalidade e inconstitucionalidade do artigo 58 do Decreto nº 4.524/2002, ao estabelecer requisito condicional para a redução a zero sobre a venda de carvão mineral, não existente na Lei nº 10.312/2001. É o relatório. Fl. 92DF CARF MF Processo nº 11080.930925/201111 Acórdão n.º 3302006.470 S3C3T2 Fl. 4 3 Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.454, de 30/01/2019, proferida no julgamento do processo nº 11080.930902/201115, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.454): O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. A recorrente, desde a manifestação de inconformidade, alegou que o crédito seria decorrente das apurações das contribuições para o PIS/Pasep nãocumulativo, decorrente da redução a zero sobre as vendas de carvão mineral destinado à geração de energia elétrica e da não incidência sobre o reembolso da Conta de Desenvolvimento Energético, previsto no artigo 13 da Lei nº 10.438/2002, por se tratar de subvenção, tendo a decisão de primeira instância analisado a matéria de direito relativa a esta redução, bem como considerando a ausência de prova de que os valores objeto da restituição seriam oriundos do reembolso da referida Conta de Desenvolvimento e, ainda que estivesse comprovado, tal reembolso seria tributável por ausência de previsão legal . Ocorre que toda a discussão travada é estranha ao motivo do indeferimento do pedido de restituição. Observase que o despacho decisório de efl. 27 indeferiu a restituição por ter o crédito pleiteado sido utilizado em outra declaração de compensação de nº 33017.86154.300905.1.7.042407, entregue em 30/09/2005, portanto, anterior à aqui considerada, que foi entregue em 30/03/2006. Constatase que à efl. 33, consta tela do sistema SIEF no qual o valor de R$ 11.693,53 do DARF recolhido em 15/04/2004, relativo ao fato gerador de 31/03/2004, foi bloqueado e vinculado à declaração de compensação nº 33017.86154.300905.1.7.042407, cujo débito era de R$ 13.168,08, que foi totalmente homologada. Assim, a discussão sobre as matérias de direito até agora aqui travadas são completamente estranhas ao motivo de indeferimento do pedido de restituição, que se referiu, tão simplesmente, à já utilização do referido DARF em outra declaração de compensação anteriormente transmitida e homologada. Assim, o crédito relativo ao DARF de R$ 11.693,53 já foi reconhecido pela Administração Tributária e utilizado para compensar débito da declaração de compensação 33017.86154.300905.1.7.042407, já homologada. Destarte, não há qualquer litígio sobre a natureza jurídica do direito creditório, mas apenas Fl. 93DF CARF MF Processo nº 11080.930925/201111 Acórdão n.º 3302006.470 S3C3T2 Fl. 5 4 o indeferimento de sua duplicidade de utilização, o que sequer foi contestado pela recorrente em sua manifestação de inconformidade. Diante do exposto, voto para conhecer, parcialmente, do recurso voluntário e, na parte conhecida, para negarlhe provimento. Ressaltese que, também no presente processo, o motivo do indeferimento do pedido de restituição foi a alocação anterior do crédito pleiteado, conforme tela(s) de consulta ao sistema de Arrecadação presente(s) à(s) efl.(s) 31. Portanto, aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu conhecer parcialmente do recurso voluntário e, na parte conhecida, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 94DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.907857/2012-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Data do fato gerador: 31/10/2007
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA.
Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a declaração de débitos por seus valores corretos com pagamento posterior ao respectivo vencimento não configura denúncia espontânea. mas constitui mero pagamento a destempo, sobre o qual deve incidir multa de mora.
Numero da decisão: 2201-004.846
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Douglas Kakazu Kushiyama (Relator), que lhe deu provimento por entender configurada a denúncia espontânea. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente / Redator designado.
(assinado digitalmente)
Douglas Kakazu Kushiyama - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: DOUGLAS KAKAZU KUSHIYAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Data do fato gerador: 31/10/2007 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a declaração de débitos por seus valores corretos com pagamento posterior ao respectivo vencimento não configura denúncia espontânea. mas constitui mero pagamento a destempo, sobre o qual deve incidir multa de mora.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 16327.907857/2012-51
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5964389
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2201-004.846
nome_arquivo_s : Decisao_16327907857201251.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : DOUGLAS KAKAZU KUSHIYAMA
nome_arquivo_pdf_s : 16327907857201251_5964389.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Douglas Kakazu Kushiyama (Relator), que lhe deu provimento por entender configurada a denúncia espontânea. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente / Redator designado. (assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
id : 7619253
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418403799040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1638; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 143 1 142 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.907857/201251 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201004.846 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de janeiro de 2019 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Recorrente BANCO BRADESCO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Data do fato gerador: 31/10/2007 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. Nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a declaração de débitos por seus valores corretos com pagamento posterior ao respectivo vencimento não configura denúncia espontânea. mas constitui mero pagamento a destempo, sobre o qual deve incidir multa de mora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Douglas Kakazu Kushiyama (Relator), que lhe deu provimento por entender configurada a denúncia espontânea. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo – Presidente / Redator designado. (assinado digitalmente) Douglas Kakazu Kushiyama Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Debora Fofano, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 78 57 /2 01 2- 51 Fl. 143DF CARF MF 2 Tratase de Recurso Voluntário de fls. 97/111 interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP), de fls. 88/91, a qual indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada, mediante a qual a DEINF SÃO PAULO indeferiu o pedido de restituição formalizado mediante o PER nº 27007.77306.280809.1.2.045018, com crédito de pagamento a maior de IRRF sobre aplicações financeiras, código 8053, PA 10/12/2006, arrecadação em 31/10/2007, no valor de R$ 166.322,00. Foi proferido despacho decisório que não homologou a compensação declarada com base nos seguintes fundamentos: Da Manifestação de Inconformidade Recebida a cientificação da mencionada decisão, a interessada apresentou manifestação de inconformidade, alegando em síntese: O despacho decisório está eivado de nulidade, em razão da superficialidade da busca das informações necessárias para a sua adequada decisão, o que fere o príncípio da verdade material; A requerente efetuou cinco Darfs para quitação do montante devido a título de IRF sobre aplicações financeiras de renda fixa, código 8053, no montante de R$ 6.638.268,04, cujo vencimento ocorreu em 13.12.2006; Referidos Darfs foram realizados seis dias após o vencimento, ou seja, em 19.12.2006; Tratandose de denúncia espontânea, os pagamentos foram efetuados sem multa de mora, com fulcro no art. 138 do CTN, e sem juros, visto que o mês de dezembro não havia se encerrado; Os recolhimentos foram efetuados antes de qualquer medida de fiscalização, tendo o requerente levado os débitos ao conhecimento do Fisco em 06.02.2007, por meio da DCTF; Como os sistemas da RFB efetuaram, incorretamente, imputação proporcional do pagamento efetudo em 19.12.2006, restou em aberto o débito de R$ 128.295,29 a título de saldo devedor do débito de R$ 6.638.268,04 de IRF do 1º decêndio de dezembro de Fl. 144DF CARF MF Processo nº 16327.907857/201251 Acórdão n.º 2201004.846 S2C2T1 Fl. 144 3 2006 (PA de 10.12.2006), cód receita 8053, vencido em 13.12.2006; Embora discordasse veementemente de tal cobrança, diante da necessidade de imediata obtenção de CND, a requerente efetuou, em 31.10.2007, a quitação desse saldo devedor, acrescido de juros e multa de mora, no valor de R$ 166.322,00; Requer seja reformado o despacho decisório recorrido, deferindose a restituição pleiteada. Da Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP) Quando da apreciação do caso, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP) entendeu pelo não reconhecimento do direito creditório que a interessada afirmava ter, conforme ementa abaixo (fl. 72): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Data do fato gerador: 31/10/2007 PER. PAGAMENTO INDEVIDO. IRF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138 DO CTN. A responsabilidade excluída pela denúncia espontânea referese a infrações tributárias, nas quais não se inclui a multa moratória. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Do Recurso Voluntário A Recorrente, devidamente intimada da decisão da DRJ apresentou o recurso voluntário de fls. 97/111, praticamente repete os argumentos apresentados em sede de manifestação de inconformidade Este recurso compôs lote sorteado para este relator em Sessão Pública. É o relatório do necessário. Voto Vencido Conselheiro Relator Douglas Kakazu Kushiyama O Recurso Voluntário é tempestivo e dele conheço. Fl. 145DF CARF MF 4 A principal alegação da Recorrente é a de que o pagamento feito com apenas 6 (seis) dias de atraso e que configura denúncia espontânea nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional, que dispõe: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Por outro lado, o atraso no pagamento de tributos também encontra previsão no Código Tributário Nacional, artigo 161: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. No âmbito federal, a matéria principal em discussão nos presentes autos está regulada pela Lei nº 9.430, artigo 61: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998) (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Entretanto, não há deixar de aplicar o disposto no artigo 62 do RICARF, ao qual estamos vinculados: Fl. 146DF CARF MF Processo nº 16327.907857/201251 Acórdão n.º 2201004.846 S2C2T1 Fl. 145 5 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 1º O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (...) II que fundamente crédito tributário objeto de: (...) b) Decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, na forma disciplinada pela Administração Tributária; (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) c) Dispensa legal de constituição ou Ato Declaratório da ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda, nos termos dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; Especificamente quanto à denúncia espontânea e quanto à inexigibilidade de multa de mora ou punitiva, já foi reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça, pela sistemática prevista no artigo 543C do CPC, cuja ementa transcrevese na íntegra, nos termos do disposto no artigo 62, § 2º do RICARF: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA.ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: Fl. 147DF CARF MF 6 REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Consequentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1149022/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/06/2010, DJe 24/06/2010) – grifos nossos A decisão proferida ainda ganha reforço, nos termos do disposto no artigo 62, § 1º, II, alínea "c" transcrita anteriormente, na medida em que, quanto à matéria objeto dos presentes autos, há o Ato Declaratório nº 8/2011 da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional: ATO DECLARATÓRIO Nº 08 /2011 A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista Fl. 148DF CARF MF Processo nº 16327.907857/201251 Acórdão n.º 2201004.846 S2C2T1 Fl. 146 7 a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2124 /2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 15/12/2011, DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que discutam a caracterização de denúncia espontânea na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), notificando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente”. JURISPRUDÊNCIA: RESP 1.149.022/SP, REL. MINISTRO LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, JULGADO EM 9/6/2010, DJE 24/6/2010 ATO DECLARATÓRIO Nº 04/2011 A PROCURADORAGERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da competência legal que lhe foi conferida, nos termos do inciso II do art. 19, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do art. 5º do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/Nº 2113/2011, desta ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda, conforme despacho publicado no DOU de 15/12/2011 , DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “com relação às ações e decisões judiciais que fixem o entendimento no sentido da exclusão da multa moratória quando da configuração da denúncia espontânea, ao entendimento de que inexiste diferença entre multa moratória e multa punitiva, nos moldes do art. 138 do Código Tributário Nacional”. JURISPRUDÊNCIA: REsp 922.206, rel. min. Mauro Campbell Marques; REsp 1062139, rel. min. Benedito Gonçalves; REsp 922842, rel. min. Eliana Calmon; REsp 774058, rel. min. Teori Albino Zavascki e AGRESP 200700164263, rel. min. Humberto Martins. Sendo assim, devese dar provimento ao recurso. Conclusão Diante do exposto, dou provimento ao recurso voluntário para deferir o pedido de restituição apresentado. Relator Douglas Kakazu Kushiyama Fl. 149DF CARF MF 8 Voto Vencedor Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo Redator designado Em que pese a pertinência das razões e dos fundamentos legais que amparam o entendimento do Ilustre Relator, que considera, no caso ora sob apreço, configurada a denúncia espontânea a justificar o provimento do recurso, com a devida vênia, ouso divergir de suas conclusões, valendome dos próprios fundamentos legais utilizados no curso de seu voto. O Nobre Relator apontou com maestria os comandos legais que fundamentam a denúncia espontânea e a cobrança de acréscimos legais no caso de recolhimentos efetuados a destempo, sendo oportuno rememorálos: O artigo 138 da Lei 5.1752/66, Código Tributário Nacional, trata da denúncia espontânea da infração e assim dispõe: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Não obstante, o mesmo diploma legal, em artigo 161, prevê que, independentemente do motivo, os débitos não integralmente pagos até a data do seu vencimento sofrem acréscimos de juros de mora, além de outras penalidades cabíveis prevista no próprio CTN ou em lei tributária: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Neste sentido, a Lei nº 9.430/96, em seu artigo 61, prevê que os débitos pagos fora do prazo serão acrescidos de multa de mora calculada à taxa de 0,33% ao dia de atraso, percentual este que fica limitado em 20%, além de juros de mora calculados a partir do vencimento à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente. Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, Fl. 150DF CARF MF Processo nº 16327.907857/201251 Acórdão n.º 2201004.846 S2C2T1 Fl. 147 9 serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Portanto, temse que as exigências fiscais pagas após o seu vencimento sofrem o acréscimos de multa e de juros de mora. Por outro lado a responsabilidade pela infração é excluída pela denúncia espontânea, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de moratórios. É bem verdade que a Receita Federal do Brasil sempre entendeu que a exclusão da responsabilidade pela infração ocasionada pela denúncia espontânea estaria relacionada às penalidades conhecidas por "multas de ofício", já que estas teriam um caráter punitivo, não alcançando as multas de mora, em razão de seu caráter compensatório. Diante da discordância de tal interpretação institucional, contribuintes submeteram o tema ao Superior Tribunal de Justiça que, pela sistemática prevista no artigo 543C do CPC, interpretou a legislação conforme ementa abaixo transcrita: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA.ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Fl. 151DF CARF MF 10 Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Consequentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1149022/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/06/2010, DJe 24/06/2010) Grifouse. Assim, considerando que, nos termos do § 2º do art. 62 do Regimento Interno deste Conselho administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF 343/20151, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em 1 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 152DF CARF MF Processo nº 16327.907857/201251 Acórdão n.º 2201004.846 S2C2T1 Fl. 148 11 matéria infraconstitucional, na sistemática do art. 543C da Lei nº 5.869, de 1973, devem ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, as conclusões do STJ supracitadas devem ser prontamente aplicadas ao caso concreto. Não obstante, como se viu nos excertos em destaque, a denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, nos casos de lançamento por homologação, após efetuar a declaração parcial do débito tributário e extinguílo por pagamento, retifica a informação declarada antes de qualquer procedimento de ofício, noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. Ademais, o mesmo provimento judicial é claro ao prescrever que a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco. Ou seja, pela denúncia espontânea o sujeito passivo corrige um erro e se retrata com o pagamento concomitante à correção. Já a situação posta nos autos, em que o contribuinte declarou corretamente o valor do seu débito, recolhendoo seis dias após o vencimento, constitui mero pagamento a destempo, que não se confunde com denúncia espontânea, e sobre o qual deve incidir todos os acréscimos legais previstos legalmente (juros e multa de mora). E não poderia ser diferente, pois, entender que um debito declarado corretamente (sem qualquer infração) e pago após o seu vencimento configuraria denúncia espontânea e afastaria a penalidade moratória, resultaria no esvaziamento integral do preceito legal previsto no caput do art. 61 da Lei 6.430/96, situação injustificável diante das mais basilares regras de hermenêutica. Conclusão Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário, já que não há ajustes a serem feitos na decisão recorrida. (...) § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou dos arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Fl. 153DF CARF MF 12 (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Fl. 154DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13227.720358/2017-04
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2013
IRPF. RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
Conforme o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72 da decisão da DRJ caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão.
Aplicação da Súmula nº 9 deste CARF.
Numero da decisão: 2002-000.531
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente
(assinado digitalmente)
Thiago Duca Amoni - Relator.
Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: THIAGO DUCA AMONI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2013 IRPF. RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Conforme o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72 da decisão da DRJ caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Aplicação da Súmula nº 9 deste CARF.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13227.720358/2017-04
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948761
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2002-000.531
nome_arquivo_s : Decisao_13227720358201704.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : THIAGO DUCA AMONI
nome_arquivo_pdf_s : 13227720358201704_5948761.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni - Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7571943
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418422673408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1322; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C0T2 Fl. 64 1 63 S2C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13227.720358/201704 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2002000.531 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria IRPF OMISSÃO DE RENDIMENTOS Recorrente AGOSTINHO CASTELLO BRANCO FILHO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2013 IRPF. RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. Conforme o artigo 33 do Decreto nº 70.235/72 da decisão da DRJ caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Aplicação da Súmula nº 9 deste CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Relator. Participaram das sessões virtuais não presenciais os conselheiros Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 22 7. 72 03 58 /2 01 7- 04 Fl. 65DF CARF MF 2 Relatório Notificação de lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento – NL (efls. 33 a 37), relativa a imposto de renda da pessoa física, pela qual se procedeu autuação pela omissão de rendimentos recebidos de pessoa física. Tal omissão gerou lançamento de imposto de renda pessoa física suplementar de R$ 8.466,53, acrescido de multa de ofício no importe de 75%, bem como juros de mora. Impugnação A notificação de lançamento foi objeto de impugnação, às efls. 02 e 06 dos autos, que conforme decisão da DRJ: Em 24/05/2017, o sujeito passivo apresentou impugnação, fls. 34, alegando que é isento do pagamento do imposto de renda por ser portador de moléstia grave, conforme laudo médico. A impugnação foi apreciada na 1ª Turma da DRJ/CGE que, por unanimidade, em 18/12/2017, no acórdão 0444.727, às efls. 22 a 25, julgou à unanimidade, a impugnação improcedente. Recurso voluntário Ainda inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, em 03/04/2018 às efls. 35 a 59 no qual alega, em síntese: · preliminarmente, informa que anexou aos autos TERMO DE RECEPÇÃO DE REQUERIMENTO, apresentando laudos que confirmam que é portador de moléstia grave; · suscita que seja desconsiderada a intempestividade da resposta à intimação nº 006/2018, vez que estava em viagem e quem a recebeu foi o porteiro do seu prédio; · no mérito, pede que seja afastada a autuação e que seja reconhecida a moléstia grave que o acomete, de forma a considerar seus rendimentos como isentos. É o relatório. Voto Fl. 66DF CARF MF Processo nº 13227.720358/201704 Acórdão n.º 2002000.531 S2C0T2 Fl. 65 3 Conselheiro Thiago Duca Amoni Relator O presente recurso é intempestivo, vez que, conforme efls. 29, o contribuinte foi intimado da decisão da DRJ no dia 23/01/2018, apresentando recurso voluntário no dia 26/03/2018, efls. 38, desrespeitando requisito essencial de admissibilidade, conforme artigo 33 do Decreto nº 70.235/72, cuja redação é: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Ainda, quanto a alegação do contribuinte de que o porteiro de seu prédio assinou a notificação postal entregue em seu domicílio, temos a súmula CARF nº 9, de aplicação obrigatória aos Conselheiros, suja redação é: Súmula CARF nº 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Diante do exposto, não conheço do Recurso Voluntário interposto pelo Contribuinte, visto que intempestivo. (assinado digitalmente) Thiago Duca Amoni Fl. 67DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.693860/2009-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 28/07/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO.
O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-006.292
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 28/07/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO. O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10880.693860/2009-15
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5953142
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3302-006.292
nome_arquivo_s : Decisao_10880693860200915.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10880693860200915_5953142.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7579223
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418424770560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1334; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.693860/200915 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3302006.292 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente SAS INSTITUTE BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 28/07/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO. O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 69 38 60 /2 00 9- 15 Fl. 122DF CARF MF Processo nº 10880.693860/200915 Acórdão n.º 3302006.292 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de não homologação da Declaração de Compensação, relativa a alegado crédito da contribuição (PIS/Cofins), em razão da inexistência do crédito declarado. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte juntou documentos e alegou que o crédito pleiteado não havia sido considerado em razão da declaração errônea de débitos efetuada em DCTF não retificada. A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 1630.688, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o crédito sob o argumento de inexistência de documentos que justificassem a alteração dos valores originalmente registrados em DCTF. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, repisando os argumentos de defesa encetados na Manifestação de Inconformidade e arguindo que realizara remessas ao exterior a título de direitos autorais sobre programas de computadores à empresa SAS Institute Inc., tendo apurado e recolhido a contribuição nos termos da Lei n.° 10.865/2004. Não obstante, ainda segundo o Recorrente, por um equívoco em seu procedimento de apuração, efetivara recolhimento a maior sobre referidas operações, não tendo, contudo, promovido a devida retificação da DCTF para o fim de refletir a redução do débito, o que poderia ser comprovado por meio dos documentos acostados aos autos. É o relatório. Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.287, de 28/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 10880.693857/200900, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.287): 1. DA ADMISSIBILIDADE O presente Recurso Voluntário foi apresentado de forma tempestiva (e fls. 47 e 49), revestese dos demais requisitos legais, razão pela qual dele conheço. Fl. 123DF CARF MF Processo nº 10880.693860/200915 Acórdão n.º 3302006.292 S3C3T2 Fl. 4 3 2. DO MÉRITO RECURSAL A Recorrente insurgese contra o ato (Despacho Decisório efls. 02, de 23.10.2009) que não homologou a compensação declarada. Em sua Manifestação de Inconformidade (efls. 11) a Contribuinte se limitou a afirmar que: "Da Preliminar O valor do pagamento indevido ou a maior é passível de compensação através do programa Per/Dcomp. Do Mérito A empresa solicita que o PER/DCOMP n°. 07406.32577.290409.1.3.048977 de 29/04/2009 seja homologado. Senhor julgador, são estes, em síntese, os pontos de discordância apontados nesta Manifestação de Inconformidade: a) A empresa possui crédito de Pagamento indevido ou a maior b) Os débitos foram compensados corretamente c) Alterar o lançamento na DCTF DCTF JULHO/2008 do valor incorreto de R$ 3.061.349,29 para o valor correto devido de R$ 2.967.634;52, no código 5442 referente Cofins sobre importação de serviços na pagina 9." A Recorrente, quando da apresentação da Manifestação de Inconformidade, trouxe aos autos as DCTFS de efls. 30 a 40. A Recorrente não trouxe à Manifestação de Inconformidade qualquer outro documento que pudesse minimamente demonstrar o seu direito ou mesmo a mera plausibilidade de sua alegação, sua verossimilhança, também chamada fumaça de direito. Assim, ao prolatar o Acórdão 1630.685, a DRJ admitiu que "... não pode ser acatada a mera alegação de erro de preenchimento desacompanhada de elementos de prova que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF.". Entendeu a DRJ que "... o prazo para apresentação de provas documentais visando esclarecer o eventual equívoco cometido no preenchimento de DCTF finda na data da apresentação da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito do Contribuinte fazêlo em outra oportunidade. (...) Nessas circunstâncias, não comprovado o erro cometido no preenchimento da DCTF, com documentação hábil, idônea e suficiente, a alteração dos valores declarados anteriormente não pode ser acatada, pelo que se mantém procedente a não homologação da compensação requerida." Este colegiado, entretanto, já possui entendimento consolidado no sentido de que o momento para a apresentação da documentação demonstrativa do seu direito a crédito é o da apresentação da Manifestação de Inconformidade, na qual o contribuinte deve produzir provas ou trazer indícios que indiquem a verossimilhança de sua alegação. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido, se o Fl. 124DF CARF MF Processo nº 10880.693860/200915 Acórdão n.º 3302006.292 S3C3T2 Fl. 5 4 contribuinte comprova sua liquidez e certeza, por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. (Acórdão n. 3301004.857 prolatado no bojo do processo 15582.000109/201009, publicado no dia 25.07.2018, Rel. Marcelo Costa Marques D. Oliveira.) A retificação das DCTF e DCOMP após a emissão do Despacho Decisório, por si só, não é suficiente para a demonstração do direito creditório invocado. É ônus do interessado demonstrar a certeza e liquidez de seu crédito, apresentando os documentos e elementos de sua contabilidade que demonstram referido direito. Se é verdade que o princípio da verdade material norteia o processo administrativo fiscal, também é certo que existem outros princípios em colisão como a duração razoável do processo, a certeza da aplicação do direito e a eficiência da administração pública que, cotejados em conjunto pelo rito do processo administrativo fiscal, estabelecem momentos e prazos para a prática dos atos, sob pena da perpetuação do processo administro pois, a todo momento cada uma das partes poderia reiniciar o procedimento desde o início. Por este motivo, voto no sentido de negar provimento ao presente Recurso Voluntário. Ressaltese que, não obstante o processo paradigma se referir apenas à Cofins, a decisão ali tomada se aplica nos mesmos termos à Contribuição para o PIS. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 125DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13401.000325/2002-91
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3003-000.012
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o presente julgamento em diligência, para que a unidade de origem tome as providências delineadas nos termos do voto do relator.
Marcos Antonio Borges - Presidente.
Vinícius Guimarães - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva.
Relatório
Nome do relator: VINICIUS GUIMARAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
turma_s : Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13401.000325/2002-91
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5964077
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3003-000.012
nome_arquivo_s : Decisao_13401000325200291.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : VINICIUS GUIMARAES
nome_arquivo_pdf_s : 13401000325200291_5964077.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o presente julgamento em diligência, para que a unidade de origem tome as providências delineadas nos termos do voto do relator. Marcos Antonio Borges - Presidente. Vinícius Guimarães - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva. Relatório
dt_sessao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
id : 7618172
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418437353472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 952; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T3 Fl. 2 1 1 S3C0T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13401.000325/200291 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3003000.012 – Turma Extraordinária / 3ª Turma Data 23 de janeiro de 2019 Assunto AUTO DE INFRAÇÃO DCTF Recorrente CREDIMOVEIS NOVOLAR LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o presente julgamento em diligência, para que a unidade de origem tome as providências delineadas nos termos do voto do relator. Marcos Antonio Borges Presidente. Vinícius Guimarães Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges (presidente da turma), Márcio Robson Costa, Vinícius Guimarães e Müller Nonato Cavalcanti Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 34 01 .0 00 32 5/ 20 02 -9 1 Fl. 105DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 3 2 Relatório Por bem retratar a realidade dos fatos, transcrevo o relatório do acórdão recorrido: Trata o presente processo do Auto de Infração nº 0001546, às fls. 04 111, decorrente de auditoria interna na DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) do 2º trimestre do anocalendário de 1997, por meio do qual foi lançado um crédito tributário no valor total de R$ 12.968,87, com os acréscimos legais cabíveis até a data da lavratura (28/02/2002), referente à Contribuição para o PIS/PASEP dos períodos de apuração abril a junho de 1997. Consoante Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fl. 7), parte integrante do auto de infração, é possível ver o contexto da autuação: O presente Auto de Infração originouse da realização de Auditoria Interna na(s) DCTF discriminada(s) no quadro 3 (três), conforme IN SRF nº 045 e 077/98. Foi(ram) constatada(s) irregularidade(s) no(s) crédito(s) vinculado(s) informado(s) na(s) DCTF, conforme indicada(s) no Demonstrativo de Créditos Vinculados não Confirmados (Anexo I), e/ou no "Relatório de Auditoria Interna de Pagamentos Informados na(s) DCTF" (Anexos Ia ou Ib), e /ou "Demonstrativo de Pagamentos Efetuados Após o Vencimento" (Anexos IIa ou IIb), e/ou no "Demonstrativo do Crédito Tributário a Pagar" (Anexo III) e/ou no "Demonstrativo d e Multa e/ou Juros a Pagar Não Pagos ou Pagos a Menor" (Anexo I V ). Para efetuar o pagamento da(s) diferença(s) apurada(s) em Auditoria Interna, objeto deste Auto de Infração, o contribuinte deve consultar as "Instruções de Pagamento" (Anexo V). 2. À fl. 8, no “ANEXO I DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS”, para o período de apuração 03/1997, consta o valor informado na DCTF, a título de “VALOR DO DÉBITO APURADO DECLARADO”, R$ 1.169.446,51, cujo crédito vinculado, declarado como “Comp c/ DARF s/ Processo”, não foi confirmado, apresentando no campos ocorrência a seguinte mensagem: “Ver anexo próprio”. 3. No "ANEXO Ia – RELATÓRIO DE AUDITORIA INTERNA DE PAGAMENTOS INFORMADOS NA DCTF”, está demonstrado que para os meses de abril a junho de 1997, o sistema não localizou os DARF informados nas DCTF, mediante a seguinte ocorrência "Pgto não localizado": 4. À fl. 9, encontrase o “ANEXO III DEMONSTRATIVO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO A PAGAR”, conforme abaixo: Fl. 106DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 4 3 5. Cientificado em 28/03/2002, o autuado apresentou a impugnação de fls. 0203, em 30/04/2002, por meio de procurador (instrumento às fls. 3741), na qual alega a improcedência do lançamento, mediante as seguintes justificativas: 5.1. Afirmou que os débitos do PIS/PASEP, relativos ao 2º trimestre de 1997, foram corretamente informados na DCTF, tendo, no entanto, laborado em erro quando das informações correspondentes aos DARF, pois os referidos débitos foram compensados pelo processo administrativo nº 10480.003587/9795; 5.2. Solicita que a DCTF retificadora, em anexo, substitua a original e que o referido auto de infração seja cancelado, pois a cobrança dos valores nele contidos são indevidos. 6. Segundo consta no Termo de Informação Fiscal de fl. 58, a unidade de origem por meio da DECISÃO SESIT/IRPJ/Nº 43/98, acostada aos autos às fls. 5458, não deferiu as compensações dos débitos do PIS/PASEP em exame, tendo em vista que, à época, a decisão judicial que o contribuinte possuía, a título de FINSOCIAL, só permitia a compensação com débitos de mesma espécie, ou seja, débitos da Cofins. As citadas compensações foram formalizadas nos processos administrativos nº 10480.005193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756. Neste Termo de Informação Fiscal também está dito que o contribuinte não apresentara recurso contestando o indeferimento das compensações. 7. Dessa forma, em concordância com os fundamentos expostos no Termo de Informação Fiscal citado, a unidade administrativa jurisdicionante exarou o DESPACHO DECISÓRIO DRF/RECIFE PESSOA JURÍDICA, de fl. 59, mantendo a exigência dos débitos de PIS/PASEP lançados no presente processo. 8. Cientificado em 20/03/2012, o sujeito passivo autuado apresentou em 19/04/2012 a petição de fls. 6768, alegando: 8.1. Esclareceu que, com base no Mandado de Segurança 960014463 0, a DRF levantou todos os créditos pagos a maior e efetuou encontro de contas destes com vários débitos, entre os quais diversos débitos relativos ao PIS/PASEP; 8.2 Após tal procedimento, a empresa autuada foi intimada acerca de crédito remanescente (documento nº 03), o que comprovaria que as decisões dos processos nº 10480.005193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756 não devem ser levadas em consideração como base para manter as presentes cobranças relativas ao PIS/PASEP, haja vista que, do contrário, haverá decisões proferidas pela DRF totalmente distintas em um caso exatamente semelhante, o que não pode ser concebido; Fl. 107DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 5 4 8.3. Na hipótese de não ser este o entendimento, justificou que as pretensas cobranças devem ser consideradas prescritas, tendo em vista que as decisões que indeferiram as compensações se deram há mais de 13 anos, sem que, até o momento, os valores não homologados fossem objeto de interposição de recurso por parte do contribuinte, tampouco encaminhados para a Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição em Dívida Ativa da União (DAU); 8.4 Aduziu que as decisões administrativas proferidas nos processos nº 10480.005193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756 ocorreram em datas anteriores a existência do lançamento efetuados nestes autos; 8.5. Esclareceu que os lançamentos fiscais se deram com base em informações prestadas em DCTF, o que equivale à constituição definitiva do crédito, razão pela qual dúvidas não restam de que as pretensas cobranças foram fulminadas pelo instituto da prescrição, já que decorreram mais de 5 anos do lançamento sem que a DRF efetuasse as cobranças; 8.6. Cita decisões do Superior Tribunal de Justiça para amparar sua tese, requerendo, ao final, o cancelamento dos créditos fiscais em exame. A 2ª Turma da DRJ em Recife proferiu decisão, dando parcial provimento à impugnação, nos termos da ementa transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/1997 a 30/06/1997 AUDITORIA DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS EM DCTF. DECLARAÇÃO INEXATA. INSUFICIÊNCIA DE CRÉDITO. LANÇAMENTO. Sob a égide do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158 35, de 2001, em sua redação original, cabível o lançamento de ofício na parcela da contribuição em que ficar caracterizada a declaração inexata e a insuficiência de pagamento (crédito) vinculado em DCTF, apurada em auditoria interna. LANÇAMENTO REALIZADO COM BASE NO ART. 90 DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.15835, DE 2001. MULTA DE OFÍCIO. EXONERAÇÃO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Em função do princípio da retroatividade benigna, deve ser exonerada a multa de ofício de débito objeto de auto de infração lavrado na forma do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, em razão da não confirmação de pagamento (crédito) vinculado em DCTF, que fica sujeito apenas à incidência da multa de mora e aos juros de mora. Inconformada, a recorrente interpôs recurso voluntário, no qual alega, em síntese, que: 1 os débitos de PIS, objeto da autuação, teriam sido extintos por meio de compensação, já apreciada pela RFB, com créditos de FINSOCIAL decorrentes de decisão judicial definitiva. A recorrente aduz que os Anexos II e IV da Informação Fiscal, exarada em 02/09/2009, comprovam que a RFB fez o encontro de contas entre os débitos de PIS e os referidos créditos de FINSOCIAL. Além disso, junta cópia de despacho decisório da RFB (processo nº. 10480.003097/9716) para demonstrar que vários débitos, entre os quais de PIS, foram já objeto de compensação com os créditos de FINSOCIAL. Fl. 108DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 6 5 2 ocorreu a prescrição para a cobrança dos débitos em litígio, uma vez que as decisões que teriam indeferido as compensações ocorreram há mais de treze anos sem qualquer recurso interposto. Nessa esteira, a recorrente sustenta que as compensações constituem confissão de dívida, de maneira que os débitos deveriam ter sido encaminhados para inscrição em dívida ativa, já em 1998. Além disso, a recorrente aduz que "como o lançamento fiscal efetuado com base em informações prestadas em DCTF equivale à constituição definitiva do crédito, dúvidas não restam de que independentemente do que restou decidido pela DRJ em Recife, a pretensa cobrança foi fulminada pelo instituto da prescrição, já que decorreu mais de cinco anos do LANÇAMENTO DEFINITIVO sem que a DRFB efetuasse a cobrança, porquanto neste tipo de lançamento os requerimentos administrativos não têm o condão de suspender a contagem da prescrição" (fl. 88).1 Argumenta, por fim, para reforçar a alegação de prescrição, que o lançamento dos débitos em discussão se deu com base nas Instruções Normativas nºs. 45 e 77, de 1988, as quais estabeleciam que os "saldos a pagar relativos a cada imposto ou contribuição, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, imediatamente após o término dos prazos fixados para a entrega da DCTF" (fl. 89). É o relatório. Voto Conselheiro Vinícius Guimarães, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos e requisitos de admissibilidade. O valor do crédito em litígio está dentro da alçada de competência desta turma extraordinária. 1 Prescrição para a cobrança dos débitos autuados No caso dos autos, não há que se falar em prescrição, uma vez que a exigibilidade do crédito tributário devidamente constituído, por meio de auto de infração, está suspensa em razão de pendência de apreciação de recurso no presente processo administrativo essa é, precisamente, uma das hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, ex vi do art. 151, III, do CTN. O raciocínio é bastante simples: se está suspensa a exigibilidade do crédito tributário, o crédito não pode ser cobrado (exigido), de onde se conclui que não há razão para o transcurso do prazo para sua cobrança: ou seja, não há que se falar em fluência do prazo prescricional. Tampouco poderia se falar, no presente caso, em prescrição intercorrente, tendo em vista que o CARF já se pronunciou sobre tal matéria, tendo sido exarada a Súmula CARF nº. 11, com efeitos vinculantes: Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.(Vinculante, conformePortaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). 1 Neste voto, as referências às folhas processuais seguem a numeração do eprocesso. Fl. 109DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 7 6 Registrese que a mencionada súmula é de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72, Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF). No tocante à alegação de que os débitos de PIS constituídos pelo auto de infração já haviam sido constituídos pelas compensações realizadas e/ou por meio das DCTFs transmitidas, podendo ser enviados diretamente para inscrição em dívida ativa para cobrança decorrendo, então, a suposta prescrição , não assiste razão à recorrente. Explico. O lançamento de ofício das diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrente de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, tem como fundamento o art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001: Art. 90. Serão objeto de lançamento de ofício as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Art. 2º Os saldos a pagar, relativos a cada imposto ou contribuição, serão enviados para inscrição em Dívida Ativa da União, imediatamente após o término dos prazos fixados para a entrega da DCTF. § 1º Na hipótese de indeferimento de pedido de compensação, efetuado segundo o disposto nos arts. 12 e 15 da Instrução Normativa SRF Nº 21, de 10 de março de 1997, alterada pela Instrução Normativa SRF Nº 73, de 15 de setembro de 1997, os débitos decorrentes da compensação indevida na DCTF serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União, trinta dias após a ciência da decisão definitiva na esfera administrativa que manteve o indeferimento. § 2º Os saldos a pagar relativos ao Imposto de Renda das Pessoas JurídicasIRPJ e à Contribuição Social sobre o Lucro LíquidoCSLL serão objeto de verificação fiscal, em procedimento de auditoria interna, abrangendo as informações prestadas nas DCTF e na Declaração de Rendimentos, antes do envio para inscrição em Dívida Ativa da União. § 3º Os demais valores informados na DCTF, serão, também, objeto de auditoria interna. § 4º Os créditos tributários, apurados nos procedimentos de auditoria interna a que se referem os §§ 2º e 3º, serão exigidos por meio de lançamento de ofício, com o acréscimo de juros moratórios e multa, moratória ou de ofício, conforme o caso, efetuado com observância do disposto na Instrução Normativa SRF Nº 094, de 24 de dezembro de 1997. Fl. 110DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 8 7 Tal sistemática vigorou até a edição da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003, cujo art. 18 derrogou o art. 90 da MP nº 2.15835, de 2001, estabelecendo que o lançamento de ofício deveria se limitar à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas, aplicandose, unicamente, nas hipóteses de o crédito (ou débito) não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964. Assim, observase que, na sistemática anterior à vigência do art. 18 da MP nº. 135/03, a DCTF não era suficiente para a constituição dos débitos nela informados na condição de suspensos por medida judicial ou de compensação. No caso concreto, os lançamentos foram realizados em face de DCTFs transmitidas antes do advento do art. 18 da MP nº 135/2003, constituindose, portanto, atos plenamente válidos e subsistentes em face das normas vigente à época em que foram lavrados, de maneira que a alegação da recorrente se revela improcedente. Quanto ao pedido de compensação, à época dos fatos, não tinha o caráter de confissão de dívida em relação aos débitos nele declarados. Isso só veio a ser alterado com o advento da já referida MP nº 135/2003, que introduziu, por meio de seu art. 17, no § 6º do art. 74 da Lei nº 9.430/96, disposição expressa para conferir à declaração de compensação os efeitos de constituição dos débitos nela informados: O art. 74 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, alterado pelo art. 49 da Lei no 10.637, de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 74 (...)§6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. (...)"Válido, portanto, o lançamento efetuado, tendo em vista que a apresentação das compensações pela recorrente se deu em período anterior à vigência da norma acima transcrita, período no qual o pedido de compensação não era hábil para constituir os débitos nele informados, tornandose necessário seu lançamento de ofício. Desse modo, tendo em vista a validade do lançamento dos débitos sob discussão, não há que se falar em prescrição, uma vez que, como visto, a instauração do contencioso administrativo, pela impugnação, suspendeu a exigibilidade do crédito tributário, status que só será alterado após decisão definitiva na esfera administrativa. Observese que, no caso concreto, onde ainda não se verificou a constituição definitiva do crédito tributário, pois ainda há pendência de conclusão da discussão administrativa dos débitos autuados, o prazo prescricional ainda não foi iniciado. Nesse sentido prescreve o art. 174 do CTN: "Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva." Fl. 111DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 9 8 2 Extinção dos débitos autuados por meio de compensação A recorrente sustenta que os débitos de PIS, objeto da autuação, teriam sido extintos por meio de compensação, já apreciada pela RFB, com créditos de FINSOCIAL decorrentes de decisão judicial transitada em julgado. Segundo a recorrente, os Anexos II e IV da Informação Fiscal, exarada em 02/09/2009, comprovam que a RFB fez o encontro de contas entre os débitos de PIS e os referidos créditos de FINSOCIAL. Aduz, ainda, que a cópia do despacho decisório da RFB, trazido junto com seu recurso, serve para demonstrar a extinção dos débitos em litígio. O litígio se resume, então, à questão de saber se os débitos de PIS dos períodos de apuração de 04/97 a 06/97 foram ou não extintos por compensações efetuadas a partir de créditos de FINSOCIAL reconhecidos judicialmente. No tocante à tal questão, os excertos da decisão recorrida, reproduzidos a seguir, são elucidativos (fls. 79 a 80) (grifei algumas partes): 10. Na impugnação em exame o contribuinte alega ter laborado em erro ao vincular recolhimentos inexistentes na DCTF para o PIS/PASEP dos meses de abril, maio e junho de 1997, quando na verdade deveriam ter sido informadas compensações. 11. Compulsando os autos, verificase que o contribuinte obteve decisão da 4ª Vara Federal Seção Judiciária de Pernambuco no Mandado de Segurança nº 9600144630, fls. 4853, na qual foi reconhecido o direito para ver compensados os valores pagos a maior a título de FINSOCIAL com contribuições vencidas e vincendas da Cofins (fl. 53). 12. As compensações que o contribuinte depreca o efeito de extinguir parcelas de débitos do PIS/PASEP referente aos meses de abril, maio e junho de 1997, estão acostadas às fls. 27, 33 e 35, foram apresentadas em papel, por meio de Pedidos de Compensação, os quais receberam os números de processos administrativos já citados no item 6 deste Voto. 13. O contribuinte foi cientificado em 19/03/1998 do teor da DECISÃO SESIT/IRPJ Nº 43/98, que indeferiu as pretendidas compensações de débitos do PIS/PASEP, não apresentando qualquer recurso, consoante mencionado no Termo de Informação Fiscal de fl. 58, fato não contestado pelo defendente. 14. O impugnante sustenta que a unidade jurisdicionante, na utilização do crédito, autorizou a compensação de débitos do PIS/PASEP com o crédito do FINSOCIAL, pago a maior, objeto da decisão mencionada. Neste sentido apresenta o documento de fls. 7375. 15. Tratase de comunicação por meio da qual se cientifica o contribuinte do teor de uma Informação Fiscal, exarada em 02/09/2009, constando desta que: (i) foi proferido o Despacho SEORT COMPENSAÇÃO, o qual determinou a utilização dos saldos credores para as compensações autorizadas pela referida ação judicial n° Fl. 112DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 10 9 96.00144630; (ii) após os procedimentos compensatórios, foi verificada a existência de saldos credores não utilizados; (iii) que os saldos credores não foram restituídos, ou compensados de ofício, em razão de não existirem pedidos de repetição de indébito nas decisões judiciais relativas ao processo, nem também pedidos de restituição no âmbito administrativo. 16. Conforme se verifica, no citado documento não se confirma a hipótese sustentada pelo impugnante, isto é, utilização do crédito de FINSOCIAL na compensação de débitos do PIS/PASEP. Verificase tão somente que a comunicação analisada aponta que as compensações efetuadas, àquela época, se deram com base na ação judicial n° 96.00144630, a qual autorizou a compensação com débitos da Cofins, conforme já exposto alhures. 17. Ademais, por ter sido apresentada extemporaneamente, consoante já mencionado, a contestação do indeferimento das compensações objeto dos processos nº 10480.005193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756 não pode ser apreciada por esta unidade de julgamento administrativo. 18. Com efeito, não contestado o indeferimento das compensações, no prazo de 30 dias, extinguese a possibilidade de discussão na via administrativa do pleito, uma vez que se consuma a preclusão, que é, na seara processual, a perda do direito de agir nos autos em face da perda da oportunidade, conferida por certo prazo. Este fenômeno processual está previsto no art. 473 do Código Processual Civil, aplicável subsidiariamente ao Processo Administrativo Fiscal: "Art. 473. É defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão." 19. Diante disso, o lançamento de ofício deve ser mantido integro, não havendo como acolher os argumentos apresentados pelo impugnante, relativamente à regularidade das compensações objeto dos processos nº 10480.005193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756. Compulsando os autos, podese verificar que os débitos de PIS, declarados em DCTF, atinentes aos períodos de 04/97 a 06/97, foram objeto de pedidos de compensação às fls. 29, 33 e 35 , tendo sido indicado o processo nº. 10480.003587/9795 processo de crédito citado pela recorrente em sua impugnação e informado nas DCTFs transmitidas (fls. 21 a 23). Da leitura do Termo de Informação Fiscal, à fl. 58, verificase que a autoridade tributária analisou o processo 10480.003587/9795, concluindo que os pedidos de compensação dos débitos de PIS, objetos da autuação, foram apreciados nos processos administrativos nºs. 10480.5193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756, tendo sido exaradas, nos referidos processos, decisões que afastaram as compensações pretendidas, uma vez que a decisão judicial que previa a compensação de créditos do FINSOCIAL restringiu a compensação com débitos da mesma espécie. Na informação fiscal, há o registro de que não houve recurso contra as decisões de não homologação das compensações, sendo, portanto, definitivas. Fl. 113DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 11 10 Em face do teor do referido Termo de Informação Fiscal, a decisão recorrida entendeu, como pode ser lido nos excertos acima transcritos, que os débitos objetos da autuação devem ser mantidos, uma vez que não foram extintos pelas compensações realizadas nos processos nºs. 10480.5193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756, cujos despachos de homologação seriam definitivos na esfera administrativa. Debruçandose sobre o argumento da impugnante sobre a extinção dos débitos litigiosos por meio de compensação realizada no processo administrativo nº. 10480.003097/97 16 com a impugnação, foi apresentada a Informação Fiscal à fl. 74 , a decisão recorrida sustentou, conforme se depreende dos excertos acima transcritos, que a Informação Fiscal, exarada em 02/09/2009, apenas trouxe a informação de que: 1 havia sido proferido despacho do SEORT, determinando a utilização de saldos credores para as compensações autorizadas pela ação judicial nº. 96.00144630; 2 após os procedimentos de compensação, foi verificada a existência de saldos credores não utilizados; e 3 os saldos credores não foram restituídos ou compensados de ofício, em razão de não existirem pedidos de repetição de indébito nas decisões judiciais relativas ao processo nem pedidos de restituição na esfera administrativa. Analisando os autos, constato que não há cópias das decisões nos processos administrativos nºs. 10480.5193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756, as quais se mostram fundamentais para sabermos se as compensações ali tratadas são, de fato, atinentes aos débitos versados no presente litígio. Além disso, verifico que a recorrente juntou, no curso do presente processo, documentos para sustentar seu argumento de que os débitos controvertidos foram compensados em processo administrativo: à fl. 74, foi juntada a Informação Fiscal, analisada, como visto, pela decisão recorrida, e, às fls. 98 e 99, a recorrente trouxe, com seu recurso, o Despacho Decisório do SEORT, referido na citada Informação Fiscal. Pois bem. Analisando os documentos às 98 e 99, constatase que, no curso processo administrativo nº. 10480.003097/9716, foram integralmente homologadas as compensações concernentes aos débitos de PIS dos períodos de apuração de 04/97 a 06/97, conforme tabela apresentada no item 2, do referido despacho, reproduzida abaixo: Fl. 114DF CARF MF Processo nº 13401.000325/200291 Resolução nº 3003000.012 S3C0T3 Fl. 12 11 Por sua vez, compulsando a Informação Fiscal à fl. 74, podese constatar que as compensações no processo nº. 10480.003097/9716 tiveram como origem do crédito a ação judicial 96.00144630, atinente ao FINSOCIAL, sendo que um dos processos de créditos indicado na referida informação fiscal é justamente o processo nº. 10480.003587/9795, o qual, como visto, foi informado nas DCTFs transmitidas. Diante do exposto, considerando que a recorrente apresentou, no curso do processo, documentos robustos para demonstrar seu pleito, em homenagem ao princípio da verdade material, voto por converter o presente julgamento em diligência para que a Unidade de Origem tome as seguintes providências: 1. Analisar se houve extinção dos débitos de PIS, objetos do auto de infração do presente processo, pelo despacho decisório à fl. 98 e 99, no qual foi exarada decisão que homologou, de forma integral, as compensações relativas aos débitos de PIS dos períodos de apuração de 04/97 a 06/97. A autoridade tributária deverá analisar o processo nº. 10480.003097/9716 e verificar se há decisão definitiva acerca de compensações que abarcam os débitos de PIS autuados no presente processo ( nº. 13401.000325/200291). 2. Analisar se as compensações realizadas nos processos administrativos nºs. 10480.5193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756, se referem aos débitos do presente processo. A autoridade tributária deverá analisar cada processo e verificar se houve decisão definitiva sobre as compensações nele contidas, informando se as compensações abarcam os débitos autuados no presente processo ( nº. 13401.000325/200291). 3. Apresentar relatório com parecer conclusivo, justificando, de forma minuciosa e fundamentada, as análises acima enunciadas, trazendo todos os documentos e esclarecimentos necessários para sustentar seu parecer. O parecer deverá, ao final, trazer manifestação conclusiva quanto à subsistência dos débitos questionados no presente processo. 4. Trazer, ao presente processo, cópias das decisões definitivas nos processos administrativos nºs. 10480.003097/9716, 10480.5193/9781, 10480.006536/9761 e 10480.008142/9756, juntando, ainda, os documentos essenciais que suportam as referidas decisões. 5. Dar ciência à recorrente desta Resolução e, ao final, do resultado desta diligência, abrindolhe o prazo previsto no Parágrafo Único do art. 35 do Decreto nº. 7.574/11. Vinícius Guimarães Relator Fl. 115DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.915804/2012-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3402-001.617
Decisão:
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente. e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10980.915804/2012-14
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5959130
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 04 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3402-001.617
nome_arquivo_s : Decisao_10980915804201214.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : WALDIR NAVARRO BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 10980915804201214_5959130.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente. e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2018
id : 7596388
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:37:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418446790656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1081; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 187 1 186 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.915804/201214 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402001.617 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 29 de novembro de 2018 Assunto CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente VECODIL COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente. e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Cynthia Elena de Campos, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Rodrigo Mineiro Fernandes e Renato Vieira de Ávila (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, a Conselheira Thais De Laurentiis Galkowicz. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .9 15 80 4/ 20 12 -1 4 Fl. 178DF CARF MF Processo nº 10980.915804/201214 Resolução nº 3402001.617 S3C4T2 Fl. 188 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade interposta contra o Despacho Decisório, que indeferiu o pedido de compensação da Contribuinte por concluir que não restou saldo disponível. No Recurso Voluntário ora em apreço, alega a Recorrente que: Transmitiu eletronicamente o Per/Dcomp para compensação de débitos diversos com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de COFINS não cumulativa; A compensação não foi homologada face a erro de preenchimento da DCTF e da Dacon correspondente ao período do crédito submetido no Perd/Comp; Quando tomou ciência do indeferimento do pedido de compensação, imediatamente transmitiu as declarações retificadoras, a fim de que constasse o valor correto; Ressaltase que tais retificações foram efetuadas dentro do prazo legal de cinco anos, não tendo precluído o direito da Reclamante de fazêlo. Com isso, invocando o Princípio da Verdade Material, pede pela análise dos documentos anexados com o recurso para o fim de que seja possível confirmar a existência do crédito e a legitimidade da compensação efetuada, com a consequente homologação da compensação pleiteada e extinção do débito vinculado a referida declaração. É o Relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido n Resolução 3402001.601 29 de novembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10980.913460/201217, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402001.601) "Pressupostos legais de admissibilidade Nos termos do relatório, verificase a tempestividade do recurso, bem como o preenchimento dos demais requisitos de admissibilidade, resultando em seu conhecimento. Fl. 179DF CARF MF Processo nº 10980.915804/201214 Resolução nº 3402001.617 S3C4T2 Fl. 189 3 Da necessidade de diligência para julgamento do litígio Constatase às fls. 6 a 10 dos autos que a Recorrente apresentou em data de 29/10/2010 o PERD/COMP nº 30906.57244.291010.1.3.04 4640, pelo qual prestou as seguintes informações: Por sua vez, a retificação foi transmitida em 07/12/2012, sendo que a documentação mencionada pela defesa de fato foi anexada nestes autos por ocasião da interposição do Recurso Voluntário. Para julgamento deste processo, fazse necessário buscar a Verdade Material sobre o objeto do litígio, apurando a legitimidade do crédito discriminado em PER/DCOMP, bem como a documentação apresentada, analisando a suficiência de crédito disponível para compensação com os débitos igualmente informados. Por tais motivos, proponho a conversão do julgamento em diligência, com a baixa dos autos para que a Unidade de Origem proceda à análise dos documentos fiscais acostados às fls. 57 a 184, bem como outros que se fizerem necessários solicitar à Contribuinte, apurando eventual saldo credor passível de compensar com os débitos informados no PERD/COMP nº 30906.57244.291010.1.3.044640 e respectiva retificação. Após a diligência, deverá a autoridade fiscal lavrar as conclusões em Relatório de Diligência e proceder às intimações da Contribuinte e da Fazenda Nacional para, querendo, apresentar manifestação sobre o resultado no prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do artigo 35, parágrafo único do Decreto n. 7.574/2011. Cumpridas a providência acima, com ou sem resposta das partes, retornem os autos a este Colegiado para julgamento." Importante frisar que os documentos juntados pela contribuinte no processo paradigma, como prova do direito creditório, encontram correspondência nos autos ora em análise. Desta forma, os elementos que justificaram a conversão do julgamento em diligência no caso do paradigma também a justificam no presente caso. Fl. 180DF CARF MF Processo nº 10980.915804/201214 Resolução nº 3402001.617 S3C4T2 Fl. 190 4 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu converter o presente processo em diligência, com a baixa dos autos para que a Unidade de Origem proceda à análise dos documentos fiscais trazidos quando da apresentação do Recurso Voluntário, bem como outros que se fizerem necessários solicitar à Contribuinte, apurando eventual saldo credor passível de compensar com os débitos informados no PERD/COMP em tela e respectiva retificação. Após a diligência, deverá a autoridade fiscal lavrar as conclusões em Relatório de Diligência e proceder às intimações da Contribuinte e da Fazenda Nacional para, querendo, apresentar manifestação sobre o resultado no prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do artigo 35, parágrafo único do Decreto n. 7.574/2011. Cumpridas a providência acima, com ou sem resposta das partes, retornem os autos a este Colegiado para julgamento. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 181DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10283.000753/2008-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999
RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO
Não deve ser conhecido o Recurso de Ofício, haja vista que o montante de crédito Tributário exonerado situar-se abaixo do limite de alçada vigente.
Numero da decisão: 2401-005.874
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício.
(Assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Andréa Viana Arrais Egypto - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Suplente Convocada), Andréa Viana Arrais Egypto, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier (Presidente).
Nome do relator: ANDREA VIANA ARRAIS EGYPTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO Não deve ser conhecido o Recurso de Ofício, haja vista que o montante de crédito Tributário exonerado situar-se abaixo do limite de alçada vigente.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10283.000753/2008-13
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948747
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2401-005.874
nome_arquivo_s : Decisao_10283000753200813.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANDREA VIANA ARRAIS EGYPTO
nome_arquivo_pdf_s : 10283000753200813_5948747.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. (Assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier - Presidente. (Assinado digitalmente) Andréa Viana Arrais Egypto - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Suplente Convocada), Andréa Viana Arrais Egypto, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2018
id : 7571905
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418454130688
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1043; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.000753/200813 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 2401005.874 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 8 de novembro de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado SOCIEDADE AMAZONENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA LIDA E OUTROS ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO Não deve ser conhecido o Recurso de Ofício, haja vista que o montante de crédito Tributário exonerado situarse abaixo do limite de alçada vigente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício. (Assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente. (Assinado digitalmente) Andréa Viana Arrais Egypto Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 00 07 53 /2 00 8- 13 Fl. 280DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cleberson Alex Friess, Luciana Matos Pereira Barbosa, Jose Luis Hentsch Benjamin Pinheiro, Rayd Santana Ferreira, Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Suplente Convocada), Andréa Viana Arrais Egypto, Matheus Soares Leite e Miriam Denise Xavier (Presidente). Relatório Tratase de Recurso de Ofício interposto em face da decisão da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém – PA (DRJ/BEL), que, por unanimidade de votos, considerou improcedente o lançamento, conforme ementa do Acórdão nº 0111.788 (fls. 259/267): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/01/1999 DECADÊNCIA. DECADÊNCIA. PRAZO. NOVO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APLICAÇÃO DO CTN. O Supremo Tribunal Federal decidiu pela inconstitucionalidade do prazo decadencial de 10 (dez) anos estabelecido na legislação previdenciária. Aplicarseá, assim, o prazo geral de 5 (cinco) anos determinado pelo CTN. Lançamento Improcedente O presente processo trata de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – DEBCAD nº 37.145.0942 (fls. 03/45), relativo ao período de janeiro de 1997 a dezembro de 2004, consolidado em 26/12/2007, no valor total de R$ 103.465,53 já inclusos multa e juros. Conforme descrito no Relatório Fiscal (fls.71/81), o crédito se refere às contribuições devidas pela empresa à Seguridade Social, Parte da empresa, Segurados, ao financiamento da complementação das prestações por acidente do trabalho (Seguro de Acidente de Trabalho SAT), Contribuição da empresa para financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa incidentes sobre remuneração paga a empregados. A Fiscalização aduz ainda que a empresa não elidiu a solidariedade na obrigação dos recolhimentos devidos A Previdência Social, consoante o contido na legislação transcrita no item 4 do Relatório Fiscal (fls.72/73) e por esse motivo foi aplicado o que dispõe a Ordem de Serviço n° 51, de 06/10/92 com vigência até 31/07/97, e Ordem de Serviço 165/97, com vigência de 01/08/97 a 18/05/00, que fixa o percentual de 40% da Nota Fiscal/Fatura como Salário de Contribuição. Em 28/12/2007 a empresa contratada, Construtora Espírito Santo Ltda., foi notificada, via Correio, do lançamento (AR – fl. 93) e em 02/01/2008 o Sujeito Passivo Solidário também foi notificado, via Correio, do crédito (AR – fl. 91). Em 30/01/2008, tempestivamente, apenas o Sujeito Passivo Solidário apresentou sua Impugnação de fls. 97 a 139, instruída com os documentos relacionados nas fls. 141 a 251. Fl. 281DF CARF MF Processo nº 10283.000753/200813 Acórdão n.º 2401005.874 S2C4T1 Fl. 3 3 Diante da impugnação tempestiva, o processo foi encaminhado à DRJ/BEL para julgamento, onde, através do Acórdão nº 0111.788, em 21/08/2008 a 5ª Turma, resolveu julgar improcedente a NFLD, em razão da decadência quinquenal, conforme interpretação do Supremo Tribunal Federal, com caráter vinculante para a Administração Pública. Diante da decisão proferida o Presidente da 5' Turma da DRJ/Bel recorre de oficio ao 2° Conselho de Contribuintes, nos termos do artigo 366, inciso I e §§ 2° e 3° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, com a redação dada pelo Decreto n° 6.224/07, em razão de o valor exonerado ultrapassar o valor de alçada, de que trata o art. 1° da Portaria/MF n° 03, de 03/01/2008. Em 05/05/2009 o Sujeito Passivo Solidário tomou ciência do Acórdão (AR – fl. 273), sendo em seguida o processo encaminhado ao CARF para julgamento. É o relatório Voto Conselheiro Andréa Viana Arrais Egypto Relatora Juízo de admissibilidade A Delegacia da Receita Federal de Julgamento considerou improcedente a NFLD lavrada contra a contribuinte, valor de R$ 103.465,63, tendo em vista a ocorrência de prescrição quinquenal, consoante a novel interpretação do Supremo Tribunal Federal, com caráter vinculante para a Administração Pública. Deste ato a Presidente da 5ª Turma da DRJ/Bel recorre de oficio ao então 2° Conselho de Contribuintes, nos termos do artigo 366, inciso I e §§ 2° e 3° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, com a redação dada pelo Decreto n° 6.224/07, em razão de o valor exonerado ultrapassar o valor de alçada, de que trata o art. 1° da Portaria/MF n° 03, de 03/01/2008. Ocorre que em 10 de fevereiro de 2017 foi publicada a Portaria MF nº 63 que alterou o valor limite para interposição de Recurso de Ofício para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), vejamos: Portaria MF nº 63/07 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). Fl. 282DF CARF MF 4 Com efeito, a verificação do "limite de alçada", em face de Decisão da DRJ favorável ao contribuinte, ocorre em dois momentos: primeiro na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), para fins de interposição de Recurso de Ofício, no momento da prolação de decisão favorável ao contribuinte, observandose a legislação da época, e segundo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), para fins de conhecimento do Recurso de Ofício, quando da apreciação do recurso, em Preliminar de Admissibilidade, aplicandose o limite de alçada então vigente, conforme sedimentado pela Súmula Carf nº 103, assim ementada: Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Portanto, depreendese que o limite de alçada a ser definitivamente considerado será aquele vigente no momento da apreciação, pelo Conselho, do respectivo Recurso de Ofício. No presente caso, o montante de crédito Tributário exonerado foi abaixo desse novo limite. Por todo o exposto, não conheço do Recurso de Ofício, haja vista que o montante de crédito Tributário exonerado situarse abaixo do limite de alçada vigente. Conclusão Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do Recurso de Ofício. (Assinado digitalmente) Andréa Viana Arrais Egypto. Fl. 283DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.720362/2011-39
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3401-001.680
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB indique, de forma conclusiva e documentada, os desmembramentos da conta "outras receitas financeiras" (Susep 3619) no período correspondente ao lançamento, elaborando relatório conclusivo, que deve ser cientificado à recorrente para que esta, desejando, manifeste-se, retornando os autos a este CARF, para prosseguimento do julgamento.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Lázaro Antonio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201812
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 16327.720362/2011-39
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5956373
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-001.680
nome_arquivo_s : Decisao_16327720362201139.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : LEONARDO OGASSAWARA DE ARAUJO BRANCO
nome_arquivo_pdf_s : 16327720362201139_5956373.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB indique, de forma conclusiva e documentada, os desmembramentos da conta "outras receitas financeiras" (Susep 3619) no período correspondente ao lançamento, elaborando relatório conclusivo, que deve ser cientificado à recorrente para que esta, desejando, manifeste-se, retornando os autos a este CARF, para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Lázaro Antonio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (Vice-Presidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7587221
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418457276416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1411; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 704 1 703 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.720362/201139 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401001.680 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 12 de dezembro de 2018 Assunto PIS E COFINS Recorrente ITAU SEGUROS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB indique, de forma conclusiva e documentada, os desmembramentos da conta "outras receitas financeiras" (Susep 3619) no período correspondente ao lançamento, elaborando relatório conclusivo, que deve ser cientificado à recorrente para que esta, desejando, manifestese, retornando os autos a este CARF, para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros Lázaro Antonio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (VicePresidente) e Rosaldo Trevisan (Presidente). Ausente, justificadamente, a Conselheira Mara Cristina Sifuentes. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .7 20 36 2/ 20 11 -3 9 Fl. 705DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 705 2 Tratase de autos de infração lavrados contra a contribuinte, entidade seguradora, para a constituição de crédito tributário relativos à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins e à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, nos respectivos valores de R$ 55.629.748,75 (fls. 211) e R$ 9.617.846,17 (fls. 232), já acrescidos de juros de mora calculados até 28/02/2011 e multa de ofício de 75%, relativos a fatos geradores ocorridos nos anoscalendário de 2006, 2007 e 2008.A contribuinte autuada apresentou impugnação tempestiva na qual requereu a total improcedência do auto de infração lavrado. Em 31/10/2017, a 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo (SP) prolatou o Acórdão DRJ nº 1680.644, que julgou, por unanimidade de votos, improcedente a impugnação apresentada, mantendo o crédito tributário exigido, e cuja ementa abaixo se transcreve: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/01/2006, 28/02/2006, 31/03/2006, 30/04/2006, 31/05/2006, 30/06/2006, 31/07/2006, 31/08/2006, 30/09/2006, 31/10/2006, 30/11/2006, 31/12/2006, 31/01/2007, 28/02/2007, 31/03/2007, 30/04/2007, 31/05/2007, 30/06/2007, 31/07/2007, 31/08/2007, 30/09/2007, 31/10/2007, 30/11/2007, 31/12/2007, 31/01/2008, 29/02/2008, 31/03/2008, 30/04/2008, 31/05/2008, 30/06/2008, 31/07/2008, 31/08/2008, 30/09/2008, 31/10/2008, 30/11/2008, 31/12/2008 PIS. BASE DE CÁLCULO. OPERADORAS DE SEGUROS. A atividade de seguro promovida pelas operadoras de seguro, ainda que não submetida ao ato de faturar, enseja receitas que correspondem ao faturamento ou receita bruta a que aludem os arts. 2o e 3o, caput, da Lei 9.718, de 1998, restando tal realidade inabalada pela declaração de inconstitucionalidade do §1o ao art. 3o da Lei n. 9.718, de 1998. A redação do art. 195, I, b, da Carta Política, conferida pela Emenda Constitucional n. 20, de 1998, serve de fundamento de validade aos arts. 2o e 3o da Lei n. 9.718, de 1998, de cuja inconstitucionalidade não se cogita, conformando arcabouço a reclamar a exação tributária referida. Conseqüentemente, uma vez vinculada e obrigatória a atividade administrativa de lançamento, inexiste alternativa ao agente fazendário, limitado que se encontra, consoante parágrafo único ao art. 142 do CTN, ao estrito cumprimento da legislação tributária, expressão que compreende leis, tratados, convenções internacionais, decretos e normas complementares. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/01/2006, 28/02/2006, 31/03/2006, 30/04/2006, 31/05/2006, 30/06/2006, 31/07/2006, 31/08/2006, 30/09/2006, 31/10/2006, 30/11/2006, 31/12/2006, 31/01/2007, 28/02/2007, 31/03/2007, 30/04/2007, 31/05/2007, 30/06/2007, 31/07/2007, 31/08/2007, 30/09/2007, 31/10/2007, 30/11/2007, 31/12/2007, 31/01/2008, 29/02/2008, 31/03/2008, 30/04/2008, 31/05/2008, 30/06/2008, 31/07/2008, 31/08/2008, 30/09/2008, 31/10/2008, 30/11/2008, 31/12/2008 COFINS. BASE DE CÁLCULO. OPERADORAS DE SEGUROS. Fl. 706DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 706 3 A atividade de seguro promovida pelas operadoras de seguro, ainda que não submetida ao ato de faturar, enseja receitas que correspondem ao faturamento ou receita bruta a que aludem os arts. 2o e 3o, caput, da Lei 9.718, de 1998, restando tal realidade inabalada pela declaração de inconstitucionalidade do §1o ao art. 3o da Lei n. 9.718, de 1998. A redação do art. 195, I, b, da Carta Política, conferida pela Emenda Constitucional n. 20, de 1998, serve de fundamento de validade aos arts. 2o e 3o da Lei n. 9.718, de 1998, de cuja inconstitucionalidade não se cogita, conformando arcabouço a reclamar a exação tributária referida. Consequentemente, uma vez vinculada e obrigatória a atividade administrativa de lançamento, inexiste alternativa ao agente fazendário, limitado que se encontra, consoante parágrafo único ao art. 142 do CTN, ao estrito cumprimento da legislação tributária, expressão que compreende leis, tratados, convenções internacionais, decretos e normas complementares. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual alega, em síntese: (i) erro da interpretação do julgador de primeira instância administrativa sobre a extensão dos efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário nº 390.840, ao entender, na acepção dada pelo ministro Cezar Peluso, que o faturamento deve compreender os produtos derivados da atividadefim da empresa, enquanto que o colegiado teria entendido, na verdade, que corresponde à venda de mercadorias e à prestação de serviços, ou à combinação de ambos; (ii) impossibilidade de enquadramento das receitas financeiras e equiparadas no conceito de contraprestação pela prestação de serviço, pois, no caso do leasing, não há prestação de serviço, obrigação de fazer, pois o que se remunera é o capital, e não o esforço humano, e tampouco venda de mercadoria, pois o bem arrendado está fora do comércio, devendo o arrendatário pagar em contrapartida a seu uso uma prestação previamente estabelecida; (iii) inaplicabilidade do Parecer PFN/CAT nº 2.773/2007, sobre o qual se funda o lançamento realizado pela autoridade fiscal, pois embasado ora no GATS, que se aplica exclusivamente no âmbito do comércio internacional e entre os Estadosmembros, enquanto que questões de tributação se referem à atuação interna de cada ente federado, ora no CDC para a caracterização de serviços, que tampouco seria uma disposição apta ao nascedouro de obrigação tributária relativa às contribuições sociais em disputa por não terem o condão de modificar a natureza jurídica das atividades financeiras e equiparadas para qualificálas como serviços para fins tributários; (iii) impossibilidade da aplicação da multa de ofício uma vez que, no momento da lavratura do auto de infração, a recorrente dispunha de provimento jurisdicional obtido no Mandado de Segurança nº 001092933.2005.4.03.6100, que suspendia a exigibilidade dos tributos ora discutidos incidentes sobre receitas não provenientes da venda de mercadorias e serviços ou da combinação de ambos, em conformidade com a declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Supremo Tribunal Federal com efeitos erga omnes; (iv) ilegalidade da cobrança dos juros sobre a multa; e (v) subsidiariamente, a necessidade do sobrestamento do presente feito até Fl. 707DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 707 4 o ulterior julgamento definitivo do Recurso Extraordinário nº 609.096/RS, com repercussão geral reconhecida. É o Relatório. Voto Conselheiro Leonardo Ogassawara de Araújo Branco, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele conheço. A discussão se volta à perquirição dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 pelo Pleno do STF (RE 357.950, RE 390.840, RE 358.273 e RE 346.084), naquilo que concerne às instituições financeiras, i.e., se o aresto afastou ou não a tributação sobre as receitas financeiras, neste caso, de instituição financeira, da base de cálculo das contribuições sociais, matéria que, de todo modo, permanece em discussão no Recurso Extraordinário nº 609.096/RS, sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Observese que a questão não é nova a este Conselho, tendo a 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais se pronunciado no Acórdão CSRF nº 9303002.934, publicado em 31/01/2014, no sentido de que as receitas decorrentes das atividades do setor financeiro, na qualidade de "atividade empresarial típica", estão sujeitas à incidência das contribuições do PIS e da COFINS, na forma dos arts. 2º, 3º, caput e nos §§ 5º e 6º do mesmo artigo, exceto no que diz respeito ao disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, considerado inconstitucional pelo STF, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data da publicação do acórdão: 31/01/2014 PIS/PASEP. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.718/98. INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO STF. REPERCUSSÃO GERAL. As decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, reconhecidas como de Repercussão Geral, sistemática prevista no artigo 543B do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas no julgamento do recurso apresentado pelo contribuinte. Artigo 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Declarado inconstitucional o § 1º do caput do artigo 3º da Lei 9.718/98, integra a base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS e da Contribuição para o PIS/Pasep o faturamento mensal, representado pela receita bruta advinda das atividades operacionais típicas da pessoa jurídica. Recurso Especial do Contribuinte Negado. Fl. 708DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 708 5 A questão versada no presente caso ganha contornos próprios na medida em que se está diante de uma seguradora. Por outro lado, a conta em apreço se refere simplesmente a "outras receitas financeiras" (Susep 3619), não havendo como se verificar, neste momento, a que sorte de receitas se referem, o que implica a inviabilidade de se concluir pela coincidência ou não de objeto com relação à matéria discutida no âmbito do Poder Judiciário. Tal ocorre porque, como se sabe, a incidência de tais tributos sobre as receitas financeiras tem sido objeto de questionamento no âmbito do Supremo Tribunal Federal, ao tratar da abrangência da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998, o que tem sido discutido no Recurso Extraordinário nº 609.096/RS, com repercussão geral reconhecida, e cujos efeitos desbordarão sobre as instituições financeiras, que apuram sob a sistemática cumulativa. Há de se recordar, sob tal perspectiva, que remanesceu, após o julgamento dos Recursos Extraordinários nº 357.950, nº 390.840, nº 358.273 e nº 346.084 em 18/05/2005, dúvida e insegurança sobre a base de cálculo das contribuições para empresas que exploram as atividades financeiras, como é o caso da recorrente. A incerteza se intensificou, ademais, com o voto do Ministro Cezar Peluso proferido nos autos do Recurso Extraordinário nº 400.4798/RJ, em que afirmou que o conceito de faturamento envolve não apenas a venda mercadorias e a prestação de serviços, mas a soma das receitas de suas atividades empresariais, o que ensejou, de todo modo, a edição da Nota Técnica COSIT nº 21/2006 pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional que expressou entendimento no sentido de que os serviços bancários, em conformidade com a Lista Anexa da Lei Complementar nº 116/2003, e de intermediação financeira estariam albergados pelo conceito de faturamento. No ano seguinte, o órgão editou também o Parecer PGFN/CAT nº 2.773/2007, utilizado como fundamento pela autoridade fiscal para realizar o lançamento ora combalido, que, com base no voto acima, nas disposições do General Agreement on Trade in Services (GATS), e do Código de Defesa do Consumidor (CDC), concluiu que as receitas decorrentes do objeto social da empresa (receitas operacionais) deverm compor o faturamento. A latere, ainda em virtude da decisão da Suprema Corte de maio de 2005, foi editada, em 03/12/2008, a Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, que alterou a Lei nº 9.718/1998 para a finalidade de restringir a base de cálculo das contribuições ao faturamento. A questão, não obstante, ganhou novo colorido jurídico com a edição da Medida Provisória nº 627/2013, posteriormente convertida na Lei nº 12.973/2014, cujo art. 2º, ao alterar a redação do DecretoLei nº 1.598/1977, inovou o ordenamento jurídico ao definir a receita bruta como (i) o produto da venda de bens nas operações de conta própria; (ii) o preço da prestação de serviços em geral; (iii) o resultado auferido nas operações de conta alheia; e (iv) as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica não compreendidas nas hipóteses anteriores. Como é cediço, questão sensivelmente diversa, ora tratada como excursus, voltada a empresas que apuram pelo regime nãocumulativo, é aquela referente ao §2º do art. 27 da Lei nº 10.865/2004, que concedeu ao Poder Executivo autorização para reduzir e restabelecer, até os percentuais previstos nos incisos I e II do art. 8º da lei em referência, as alíquotas das contribuições em comento incidentes sobre as receitas financeiras. O art. 1º do Decreto nº 5.442/2005, com fundamento de validade no dispositivo acima descrito, reduziu a zero as alíquotas incidentes sobre as receitas financeiras; contudo, no contexto do chamado "ajuste fiscal", o Poder Executivo editou, em 1º de abril de 2015, o Decreto nº 8.426/2015, restabelecendo as alíquotas das contribuições, com as correções do Decreto nº 8.451/2015. Discutese a inconstitucionalidade da Lei nº 10.865/2004 e, por decorrência, das disposições infralegais que a tomaram como pressuposto de validade, seja por afronta a predicados de Fl. 709DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 709 6 reserva de lei para a majoração de tributos, salvo nos casos excepcionalíssimos que atendem a funções de indução do comportamento dos agentes econômicos, ou de indelegabilidade de funções ao Poder Executivo, o que implicaria a nãorevogação (e não a repristinação, pelo caráter interpretativo da decisão) do Decreto nº 5.442/2005. A questão se encontra em julgamento no Recurso Especial nº 1.586.950, que tramita na 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça , sob a relatoria do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, havendo manifestação, ainda, da Ministra Rosa Weber, no Recurso Extraordinário nº 981.760/RS, de que a discussão, que versa sobre legislação infraconstitucional, não é da competência do Supremo Tribunal Federal. A presente discussão, como se percebe, uma vez contextualizada com os elementos acima delineados, cingese à incidência das contribuições sobre receitas financeiras de seguradoras. Uma vez apresentado o pano de fundo no contexto do qual deverá ser analisado o mérito, fazse necessário se indagar, entre outros pontos controversos, em primeiro lugar se, no julgamento dos Recursos Extraordinários nº 357.950, nº 390.840, nº 358.273 e nº 346.084, em 18/05/2005, de fato restou assentado que o conceito de faturamento é aquele inerente à exploração das "atividades típicas" do objeto social da empresa, como entendeu o Acórdão CSRF nº 9303002.934, ou simplesmente aquela receita decorrente da venda de mercadorias e da prestação de serviços ou da combinação de ambos; em segundo lugar, sobre como deverá ser realizada a aplicação das normas que regem o PIS e a Cofins sob a sistemática cumulativa, para fatos geradores praticados no período de apuração de janeiro a dezembro de 2008, diante da decisão extraída dos Recursos Extraordinários nº 547.245/SC e nº 592.905/SC; em terceiro lugar, há de se cotejar a interpretação que se extrai dos itens anteriores com o conceito de faturamento vigente no período, sem se olvidar da disposição contida no art. 2º da Lei Complementar nº 70/1991; e, por fim, qual a extensão do termo "receita financeira" para fins de definição da matéria tributável. Mesmo naqueles casos em que os contribuintes questionam judicialmente a incidência das contribuições, não é possível se afirmar de maneira peremptória a aplicação da súmula obstativa nº 01 deste Conselho, conforme se depreende da Resolução CARF nº 3403000.157, determinada pela 3ª Turma Ordinária desta Câmara, sob a relatoria do Conselheiro Ivan Alegreti e presidência do Conselheiro Antonio Carlos Atulim: Fl. 710DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 710 7 Neste sentido também a posição já assentada por esta turma na Resolução CARF nº 3401000.917, de relatoria do Conselheiro Rosaldo Trevisan, em votação unânime ocorrida em sessão de 23/02/2016, ocasião em que também se observou a indevida recalcitrância da autoridade administrativa, e de cujo voto se extrai o seguinte excerto: "Aqui remetemos à segunda "discordância" da autoridade administrativa, que informa ter havido revogação do § 1o do art. 62A do Regimento Interno do CARF (RICARF), que estabelecia o sobrestamento administrativo como consequência do sobrestamento judicial diante de Repercussão Geral, entre outros, pela Portaria MF no 545, de 18/11/2013. Ocorre que a Resolução pela baixa em diligência, recordese, é de 24/10/2012. Por certo que não poderia este tribunal antever revogação futura do dispositivo que configurava óbice ao julgamento do processo. Em síntese, deveria efetivamente a unidade preparadora ter acompanhado o processo judicial, para verificar o que se passa a discorrer a seguir (andamentos do processo de 2012 até a presente data, providência que sequer foi tomada no despacho da autoridade responsável pela diligência, redigido em 2015 para afirmar que a diligência demandada em 2012 era indevida). (...) Assim, o andamento do processo judicial revelou que a composição da base de cálculo, para efeitos de apuração da Contribuição para o PIS/PASEP, não pode ser levada a cabo pela Administração antes do pronunciamento judicial no caso concreto, visto que a ação judicial da recorrente passa a contemplar não só a questão da Fl. 711DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 711 8 inconstitucionalidade em sentido estrito do § 1º do artigo 3º da Lei no 9.718/1998, mas a determinação do que deve ser considerado faturamento para instituições financeiras após a referida declaração de inconstitucionalidade. Não há, assim, como apurar administrativamente a liquidez do crédito, no caso concreto, antes do pronunciamento do Poder Judiciário. Pelo exposto, reafirmase o entendimento anteriormente externado na conversão em diligência de que o presente processo deve aguardar o desfecho do processo judicial, simplesmente porque não há como operacionalizar a compensação antes de se saber qual será o provimento judicial obtido em relação à composição da base de cálculo da contribuição. Voto, destarte, no sentido de nova conversão em diligência, para que se aguarde, na unidade preparadora (DRFAracaju), o desfecho do processo judicial no qual se determinará a composição da base de cálculo, necessária à verificação administrativa da liquidez do crédito tributário". Em idêntico sentido, ademais, decidiu esta turma, por unanimidade de votos, na Resolução CARF nº 3401001.131, de minha relatoria, em sessão de 26/01/2017. Há de se admitir, por outro lado, que, uma vez não reconhecida a concomitância da discussão que implicaria a aplicação da Súmula CARF nº 01, mas mera matéria conexa (e uma vez que se reconheça que a conexão não implica necessariamente prejudicialidade), o sobrestamento do processo administrativo tem por objetivo unicamente a precaução ou prudência de evitar uma potencial prejudicialidade externa, de maneira se esperar que o Supremo melhor esclareça não apenas se há ou não a incidência, mas também sobre o que se deve entender como receita financeira. Em que pese termos votado, em tais casos, para que os processos de tal jaez aguardem na unidade local até o ulterior trânsito em julgado do Recurso Extraordinário nº 609.096/RS, que sobre o presente processo desbordará seus efeitos transubjetivos, devese atentar o aplicador para o fato de que se está diante de uma seguradora no presente caso. Assim, diante da particularidade retromencionada, voto converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB indique, de forma conclusiva e documentada, os desmembramentos da conta "outras receitas financeiras" (Susep 3619) no período correspondente ao lançamento, elaborando relatório conclusivo, que deve ser cientificado à recorrente para que esta, desejando, manifestese em prazo não inferior a 30 dias, retornando os autos a este CARF, para prosseguimento do julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Leonardo Ogassawara de Araújo Branco Relator Fl. 712DF CARF MF Processo nº 16327.720362/201139 Resolução nº 3401001.680 S3C4T1 Fl. 712 9 Fl. 713DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10183.901201/2013-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1402-000.796
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora
(Assinado digitalmente)
Edeli Pereira Bessa - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Júnia Roberta Gouveia Sampaio - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Ailton Neves da Silva (suplente convocado), Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Ausente o conselheiro Paulo Mateus Ciccone substituído pelo conselheiro Ailton Neves da Silva.
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10183.901201/2013-10
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5964034
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 18 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1402-000.796
nome_arquivo_s : Decisao_10183901201201310.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
nome_arquivo_pdf_s : 10183901201201310_5964034.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora (Assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa - Presidente. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Ailton Neves da Silva (suplente convocado), Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Ausente o conselheiro Paulo Mateus Ciccone substituído pelo conselheiro Ailton Neves da Silva.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
id : 7618129
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418467762176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1449; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 291 1 290 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10183.901201/201310 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1402000.796 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 23 de janeiro de 2019 Assunto Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ Recorrente ABACO TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora (Assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa Presidente. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Ailton Neves da Silva (suplente convocado), Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Junia Roberta Gouveia Sampaio e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Ausente o conselheiro Paulo Mateus Ciccone substituído pelo conselheiro Ailton Neves da Silva. Relatório Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade (fl. 2/8) contra o Despacho Decisório (fls. 16) que não homologou a compensação formalizada por meio da declaração nº 20073.52633.300113.1.3.040761 (PerDcomp), sob o fundamente de que, embora RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 83 .9 01 20 1/ 20 13 -1 0 Fl. 337DF CARF MF Processo nº 10183.901201/201310 Resolução nº 1402000.796 S1C4T2 Fl. 292 2 confirmado o pagamento considerado pela contribuinte como indevido, este não pode ser utilizado na presente compensação, uma vez que foi integralmente utilizado para quitação de outros débitos. Cientificada em 14/05/2013 (efls. 20), a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (efls. 2/8), em 07/06/2013, alegando, que, no mesmo período de apuração objeto da Per/Dcomp, revisou suas declarações e considerou, na nova apuração, o cancelamento de notas fiscais de prestação de serviços, que alega não terem sido executados conforme quadro abaixo: Alegou ainda que a autoridade lançadora não homologou a compensação, pois não considerou a última DCTF retificadora, mas o montante constante na DCTF original. Diante da retificação das declarações, deve ser gerado o crédito devido no período que validaria as informações constantes na Per/Dcomp; A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I (RJ) julgou improcedente (fls.126) a manifestação de inconformidade por entender que a simples retificação da DCTF e da DIJP não dá origem ao direito creditório, conforme se verifica pelo trecho abaixo transcrito: 10. Em sede recursal, o interessado apresenta suas razões de defesa alegando que ao rever a composição da base de cálculo da CSLL do terceiro trimestre de 2012 (competência de setembro), verificou que havia declarado valor a maior pois não tinha considerado o valor das notas fiscais canceladas do item 4 do Relatório. 11 Após novas apurações, verifiquei que o interessado retificou a DCTF original a fim de reduzir a CSLL a pagar, de R$ 255.965,83 para R$ 144.421,76, no mês de setembro de 2012, o que, no seu entender, deu origem ao direito creditório ora pleiteado no valor de R$ 111.544,07 (efls. 12). 12 Vêse, portanto, que a origem do direito creditório pleiteado no PerDcomp ora em análise decorre de retificação de valores declarados em DCTF e informados também em DIPJ. 13 Nesse sentido, convém observar que a simples retificação da DCTF e da DIPJ, diferentemente do que sustenta o interessado, não dá Fl. 338DF CARF MF Processo nº 10183.901201/201310 Resolução nº 1402000.796 S1C4T2 Fl. 293 3 origem a direito creditório. Notese que a sobredita retificação teve por objetivo reduzir o valor do tributo devido. Nessa linha, dispõe o § 1o. do art. 147, do CTN, que “a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento”. 14 Aos autos não foi acostada qualquer prova que pudesse demonstrar eventual erro de declaração de débito em DCTF. 15 A fim de comprovar o erro alegado, caberia ao interessado, além de retificar a DCTF, acostar aos autos provas documentais (exemplo: livros contábeis e fiscais, notas fiscais emitidas no período, as notas fiscais canceladas no período, etc.), sem as quais não há como reconhecer a certeza e liquidez do direito creditório pleiteado. 16. Nesse contexto, para fazer jus ao direito creditório ora pleiteado, caberia ao interessado demonstrar a composição da base de cálculo da CSLL, com eventuais adições e exclusões cabíveis para a apuração no 3º trimestre. Além disso, caberia apresentar todas as notas fiscais emitidas e receitas do período, em conjunto com notas fiscais eventualmente canceladas, como alega na manifestação de inconformidade. 17.Cabe ressaltar que, em consultas realizadas nos sistemas da RFB, em relação a demonstração do resultado, em nenhuma DIPJ apresentada (original ou retificadora) constam vendas canceladas, devoluções ou descontos incondicionais concedidos, conforme se reproduz abaixo da última DIPJ apresentada e anexada aos autos Cientificada, em 09 de março de 2017 (AR fls. 134), a contribuinte apresentou o Recurso Voluntário de fls. 137/139 no qual reitera as alegações já suscitadas. Tendo em vista que a decisão recorrida apontou como razão para desprover a manifestação de inconformidade a ausência de comprovação dos cancelamentos que teriam dado origem ao crédito, a Recorrente juntou ao recurso cópias das notas fiscais já mencionadas. A Recorrente esclareceu ainda que, após o cancelamento das notas fiscais, a empresa excluiu o registro contábil das referidas notas da conta 3.1.3.02.001 de receita de serviços prestados, no 3º trimestre de 2012. Por esse motivo, não há registro contábil das notas canceladas em conta específica não havendo informação a ser alocada na linha 10 vendas canceladas, devoluções e descontos incondicionais da DIPJ. Ressalta, no entanto, que é possível confirmar que as notas fiscais acima descritas foram canceladas por meio de acesso ao site de verificação de autenticidade da prefeitura http://free.notaeletronica.com.br/cuiaba/NotaDigital/VerificaAutenticidade.aspx, aportando o numero do código de verificação de autenticidade contido nas notas fiscais. Junta as notas fiscais canceladas (fls.151/161) Alega que a base de cálculo do imposto de renda do 3º trimestre de 2012 quando do recálculo foi de R$ 1.469.404,87, sendo que após a aplicação da alíquota e as deduções legais, a contribuição devida no trimestre resultou em R$ 144.421,76: Junta as notas fiscais de fls. (fls. 169/228); Fl. 339DF CARF MF Processo nº 10183.901201/201310 Resolução nº 1402000.796 S1C4T2 Fl. 294 4 Para comprovação do referido cálculo requereu a juntada dos seguintes documentos: a) DCTF Retificadora nº 100.2012.2013.1861243924 enviada em 20/05/2013; (fls. 143/144) b) DIPJ retificadora nº 001653993 recepcionada em 26/07/2016 (fls.145/150 ) Para comprovar o valor da receita utilizado na apuração do resultado, anexou ao recurso: a) razão analítico da conta 3.1.3.02.001 receita de serviços prestados (fls 162/168.); b) balancete contábil do trimestre e as notas fiscais de receita com prestação de serviço do período que perfazem o montante de R$ 11.465.485,23, mesmo valor apresentado na declaração da DIPJ folha 12 linha 05 receita de prestação de serviços (fls. 229/256 ) Por fim, alega que o valor a compensar consta como disponível para empresa no próprio site da Receita Federal do Brasil. É o relatório Voto Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora A decisão recorrida negou provimento à manifestação de inconformidade por entender que a simples retificação da DCTF e da DIPJ não eram suficientes para gerarem o direito ao crédito pretendido. Logo em seguida a decisão afirma que, para comprovar o erro alegado pela Recorrente, "caberia ao interessado, além de retificar a DCTF, acostar aos autos provas documentais (exemplo: livros contábeis e fiscais, notas fiscais emitidas no período, as notas fiscais canceladas no período, etc.), sem as quais não há como reconhecer a certeza e liquidez do direito creditório pleiteado." Em situação como a dos autos, este conselho tem entendido que a retificação da DCTF, depois de prolatado o despacho decisório, não impediria o deferimento do pedido de compensação quando acompanhada de provas documentais que comprovassem o erro cometido. Nesse sentido, mencionese a decisão proferida no Acórdão 1301003.341 relatado pelo Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto: Fl. 340DF CARF MF Processo nº 10183.901201/201310 Resolução nº 1402000.796 S1C4T2 Fl. 295 5 O crédito a que refere a recorrente é de IRPJ, antecipação, e segundo a recorrente quando realizou o pagamento do DARF para quitar a antecipação, não levou em consideração os valores pagos em meses anteriores, levandoo a pagar um valor maior. Apresentou planilhas em que se demonstra tal cálculo, e em sede recursal juntou a DCTF retificadora e livros de apuração. O ponto aqui é que a DCTF foi somente retificada após o Despacho Decisório, não gerando a informação de crédito para a RFB. Porém, ainda que a DCTF tenha sido transmitida posteriormente ao Despacho decisório, é certo que a declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, nos termos do art. 19, da MP 199026/ 1999, dessa forma, prevalece a declaração retificadora. Ademais, no caso em tela, de acordo com a DIPJ, a recorrente apurou seu IRPJ em todos os meses do ano com base em balancete de suspensão ou redução, não caracterizando alteração de regime. Em situações semelhantes, temos o entendimento de que a retificação da DCTF depois de prolatado o despacho decisório não impediria o deferimento do pedido, quando acompanhada de provas documentais comprovando a erro cometido no preenchimento da declaração original, tal como preconiza o § 1º do art. 147 do CTN: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Assim, tendo em vista o princípio da busca da verdade material, já que juntou documentos, ainda que em sede recursal daquilo que faria jus ao seu direito, voto no sentido de se afastar o óbice de desconsideração da DCTF retificadora. E dessa forma, a unidade de origem poderá verificar o mérito do pedido, acerca da existência do crédito e da respectiva compensação, bem como analisar a liquidez e certeza do referido crédito, nos termos do art. 170, do CTN. Em atenção às objeções apontadas na decisão recorrida, a contribuinte trouxe a) razão analítico da conta 3.1.3.02.001 receita de serviços prestados (fls 162/168.) e o balancete contábil do trimestre e as notas fiscais de receita com prestação de serviço do período que perfazem o montante de R$ 11.465.485,23, mesmo valor apresentado na declaração da DIPJ folha 12 linha 05 receita de prestação de serviços (fls. 229/256) para comprovar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Em face do exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que: Fl. 341DF CARF MF Processo nº 10183.901201/201310 Resolução nº 1402000.796 S1C4T2 Fl. 296 6 a) a unidade de origem confirme, na escrituração contábil fiscal do sujeito passivo, o valor do IRPJ e CSLL devido no período indicado e manifeste sobre existência e suficiência do crédito elaborando, ao final, em relatório circunstanciado e conclusivo; b) Dê ciência ao sujeito passivo para, querendo, se manifestar. (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 342DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10920.004731/2010-86
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA. DISPÊNDIOS VINCULADOS A ATOS COOPERATIVOS. CRÉDITO.
Não é permitida a apropriação de créditos incidentes sobre despesas de energia elétrica, aluguéis, depreciações, armazenagem e fretes, vinculados proporcionalmente aos atos cooperativos, posto que não se configuram como adstritos ao regime não cumulativo das contribuições.
RESSARCIMENTO. CRÉDITOS VINCULADOS A RECEITAS TRIBUTADAS.
Os saldos credores de Pis e Cofins, no regime da não cumulatividade, vinculados a receitas tributadas, somente podem ser aproveitados para compensação dos débitos da mesma contribuição, no contexto da não cumulatividade, e não podem ser ressarcidos.
Numero da decisão: 3201-004.533
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA. DISPÊNDIOS VINCULADOS A ATOS COOPERATIVOS. CRÉDITO. Não é permitida a apropriação de créditos incidentes sobre despesas de energia elétrica, aluguéis, depreciações, armazenagem e fretes, vinculados proporcionalmente aos atos cooperativos, posto que não se configuram como adstritos ao regime não cumulativo das contribuições. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS VINCULADOS A RECEITAS TRIBUTADAS. Os saldos credores de Pis e Cofins, no regime da não cumulatividade, vinculados a receitas tributadas, somente podem ser aproveitados para compensação dos débitos da mesma contribuição, no contexto da não cumulatividade, e não podem ser ressarcidos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10920.004731/2010-86
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5955798
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-004.533
nome_arquivo_s : Decisao_10920004731201086.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10920004731201086_5955798.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7586214
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051418469859328
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1873; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 2 1 1 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.004731/201086 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3201004.533 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES NÃO CUMULATICAS. COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA. CRÉDITO. RESSARCIMENTO. Recorrente SOCIEDADE COOPERATIVA UNIÃO AGRÍCOLA CANOINHAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA. DISPÊNDIOS VINCULADOS A ATOS COOPERATIVOS. CRÉDITO. Não é permitida a apropriação de créditos incidentes sobre despesas de energia elétrica, aluguéis, depreciações, armazenagem e fretes, vinculados proporcionalmente aos atos cooperativos, posto que não se configuram como adstritos ao regime não cumulativo das contribuições. RESSARCIMENTO. CRÉDITOS VINCULADOS A RECEITAS TRIBUTADAS. Os saldos credores de Pis e Cofins, no regime da não cumulatividade, vinculados a receitas tributadas, somente podem ser aproveitados para compensação dos débitos da mesma contribuição, no contexto da não cumulatividade, e não podem ser ressarcidos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Orlando Rutigliani Berri (suplente convocado), Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Leonardo Correia Lima Macedo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 47 31 /2 01 0- 86 Fl. 285DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Pedido Eletrônico de Ressarcimento (PER) amparado em crédito decorrente da Contribuição para o PIS/Pasep Mercado Interno, utilizado para a extinção de créditos tributários próprios por meio da transmissão de diversas Declarações de Compensação (DCOMPs). Reproduzo, em parte, o relatório da primeira instância administrativa: Importante mencionar a existência do Mandado de Segurança de nº 500392024.2010.404.7201, impetrado pela manifestante tendo por fundamento o art. 24 da Lei nº 11.457, de 2007, que estabelece o prazo de 360 dias para que o autoridade administrativa profira a decisão pertinente aos documentos por ela apresentados, prazo que teria transcorrido sem que a providência houvesse sido adotada, motivo com base no qual requereu a decretação, por parte do Poder Judiciário, da análise imediata da questão. Em decisão datada de 10/11/2010, (...), deuse a concessão parcial da segurança, sendo determinada a apreciação da questão no prazo de 60 (sessenta) dias. Os Pedidos de Ressarcimento a serem analisados e deliberados pela unidade jurisdicionante da pessoa jurídica, a DRF Joinvile/SC, referemse ao PIS/Pasep Mercado Interno e à Cofins Mercado Interno dos fatos geradores compreendidos entre o 3º Trimestre/2004 e o 4º Trimestre/2008, conforme a seguir detalhado: Processo Tributo PERDCOMP PA 10920.004711/201013 Cofins 17455.71035.310709.1.5.112060 3° Trimestre/2004 10920.004723/201030 PIS/Pasep 30642.26493.290709.1.5.107959 3° Trimestre/2004 10920.004710/201061 Cofins 28375.24544.310709.1.5.116324 4° Trimestre/2004 10920.004724/201084 PIS/Pasep 29897.60316.290709.1.5.104505 4° Trimestre/2004 10920.004709/201036 Cofins 15328.79211.310709.1.5.116830 1° Trimestre/2005 10920.004725/201029 PIS/Pasep 25689.76192.290709.1.5.102921 1° Trimestre/2005 10920.004708/201091 Cofins 30424.34979.310709.1.5.115072 2° Trimestre/2005 10920.004726/201073 PIS/Pasep 39774.00532.290709.1.5.100185 2° Trimestre/2005 10920.404707/201047 Cofins 23790.46725.310709.1.5.116148 3° Trimestre/2005 10920.004728/201062 PIS/Pasep 02417.08395.290709.1.5.100094 3° Trimestre/2005 10920.004706/201001 Cofins 37964.06050.310709.1.5.114270 4° Trimestre/2005 10920.004727/201018 PIS/Pasep 21861.29156.290709.1.5.106247 4° Trimestre/2005 10920.004705/201058 Cofins 06970.81145.310709.1.5.111410 1° Trimestre/2006 10920.004729/201015 PIS/Pasep 28541.03638.310709.1.5.104332 1° Trimestre/2006 10920.004716/201038 Cofins 07960.33360.310709.1.5.111850 2° Trimestre/2006 10920.004732/201021 PIS/Pasep 22249.79328.310709.1.5.107100 2° Trimestre/2006 10920.004717/201082 Cofins 19624.55898.310709.1.5.112757 3° Trimestre/2006 10920.004733/201075 PIS/Pasep 31301.78029.050308.1.1.101768 3° Trimestre/2006 10920.004718/201027 Cofins 36617.64721.060308.1.1.115747 4° Trimestre/2006 10920.004730/201031 PIS/Pasep 42697.96779.050308.1.1.108306 4° Trimestre/2006 10920.004712/201050 Cofins 15943.22182.060308.1.1.116378 1° Trimestre/2007 10920.004731/201086 PIS/Pasep 35701.48279.060308.1.1.107085 1° Trimestre/2007 10920.004715/201093 Cofins 28956.87473.060308.1.1.116300 2° Trimestre/2007 Fl. 286DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 4 3 10920.004734/201010 PIS/Pasep 22709.19031.130308.1.1.109949 2° Trimestre/2007 10920.004714/201049 Cofins 41188.20386.060308.1.1.114335 3° Trimestre/2007 10920.004735/201064 PIS/Pasep 21497.17327.130308.1.1.102500 3° Trimestre/2007 10920.004713/201002 Cofins 19868.38705.060308.1.1.112304 4° Trimestre/2007 10920.004736/201017 PIS/Pasep 14116.48037.130308.1.1.106736 4° Trimestre/2007 10920.004719/201071 Cofins 32429.08130.130109.1.1.114306 1° Trimestre/2008 10920.004737/201053 PIS/Pasep 07150.17502.290709.1.5.102770 1° Trimestre/2008 10920.004720/201004 Cofins 39665.94856.310709.1.5.119731 2° Trimestre/2008 10920.004738/201066 PIS/Pasep 01050.62515.310709.1.1.109626 2° Trimestre/2008 10920.004721/201041 Cofins 03226.66128.310709.1.1.110966 3° Trimestre/2008 10920.0047391201042 PIS/Pasep 12003.75662.310709.1.1.100828 3° Trimestre/2008 10920.004722/201095 Cofins 39583.82165.310709.1.1.11 4456 4° Trimestre/2008 10920.004740/201077 PIS/Pasep 40010.52467.310709.1.1.100090 4° Trimestre/2008 Os créditos presentes nos Pedidos de Ressarcimento suprarrelacionados foram utilizados pela pessoa jurídica em numerosos procedimentos compensatórios, com base nos quais extinguiu créditos tributários de sua responsabilidade. Sentença datada de 14/12/2010 confirmou a liminar, na parte que determinou a apreciação dos Pedidos de Ressarcimento e das Declarações de Compensação no prazo de 60 (sessenta) dias, e declarou o direito de a impetrante “ver aplicada correção monetária aos créditos de PIS/COFINS objeto dos referidos requerimentos, a partir do dia imediatamente posterior ao vencimento do prazo previsto no art. 24 da Lei nº 11.457, de 2007, até a data do crédito na contacorrente da empresa, à variação da taxa selic”, (...). Objetivando dar cumprimento à determinação judicial, a autoridade administrativa responsável pelos trabalhos emitiu a Intimação Fiscal (...), tendo a pessoa jurídica sido instada a apresentar os balancetes mensais que contêm a demonstração das receitas e despesas declaradas nos DACONs dos períodos alcançados pela auditoria fiscal; a relação dos produtos revendidos pela sociedade cooperativa, com as respectivas classificações NCM; a relação dos clientes adquirentes dos produtos comercializados; a fundamentação legal utilizada para considerar que todas as receitas são isentas, não alcançadas pela incidência das contribuições, com suspensão ou sujeitas à alíquota zero; cópias de todas as faturas de energia elétrica informadas nos DACONs; cópias dos contratos e a comprovação dos pagamentos dos aluguéis de prédios locados pela pessoa jurídica, informados nos DACONs; e a cópia do contrato/estatuto social da SOCIEDADE COOPERATIVA UNIÃO AGRÍCOLA CANOINHAS, além da documentação de identificação da pessoa natural responsável pela pessoa jurídica. (...) Concluído o procedimento fiscal, deuse a edição de Despacho Decisório que reconheceu parcialmente o crédito postulado e homologou também de forma parcial as compensações manejadas pela pessoa jurídica, (...). O contribuinte considerou que todas as receitas auferidas, sejam decorrentes dos atos cooperativos, sejam da atividade com não Fl. 287DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 5 4 cooperados, ensejavam direito ao ressarcimento o que, segundo a autoridade fiscal, não tem cabimento. Nas palavras do AFRFB, “o contribuinte considera que tanto as exclusões da base de cálculo das contribuições como as receitas de vendas com alíquota zero configuram hipótese em que é autorizado o ressarcimento e a compensação do saldo credor com outros débitos”. Ainda que o efeito sobre o valor apurado das contribuições sociais seja o mesmo, “legalmente são sujeições distintas e inconfundíveis, não se permitindo atribuir os efeitos de uma a outra, por analogia”. Discorreu, em seguida, sobre a Lei nº 5.764, de 1971, que trata do regime jurídico das sociedades cooperativas. Os atos cooperativos não são operações de compra e venda, mas atos praticados entre a sociedade cooperativa e seus cooperados, voltados para seus interesses e suas necessidades como, por exemplo, a entrega da produção à cooperativa para que a comercialize em condições mais favoráveis, e o fornecimento ao cooperado de insumos adquiridos pela cooperativa em melhores condições que a compra individual. Pode, outrossim, a cooperativa atuar como uma empresa comercial qualquer, adquirindo bens de terceiros não associados e os revendendo a clientes não pertencentes ao seu quadro social. Também é possível que atue como prestadora de serviços de armazenagem e beneficiamento prestados a terceiros não associados. Tais operações devem ser contabilizadas em separado dos atos cooperativos e seu resultado deve ser oferecido à tributação. No caso fiscalizado, a pessoa jurídica exerce ambas as atividades. Pratica atos cooperativos além de comprar e vender bens e serviços a não cooperados. Em vista do disposto no art. 87 da Lei nº 5.764, de 1971, contabiliza separadamente as operações com terceiros, como observado nos balancetes apresentados. Assim, “às receitas decorrentes do ato cooperativo [...] aplicase a legislação específica, ao passo que às demais receitas decorrentes de operações com terceiros não cooperados aplica se o regramento geral da nãocumulatividade das contribuições pois aí a cooperativa atua como uma empresa comercial comum. É dizer, quando as receitas forem decorrentes do ato cooperativo são exclusões da base de cálculo das contribuições (ainda que os produtos entregues estejam sujeitos à alíquota zero no mercado em geral)”, conforme disposto pelo art. 15 da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, medida que também é assegurada pelo art. 17 da Lei nº 10.684, de 2003, que além da exclusão dos valores relativos aos atos cooperativos admite a exclusão adicional dos custos agregados ao produto agropecuário aos associados, quando da sua comercialização. Fl. 288DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 6 5 A RFB editou a Instrução Normativa nº 635, de 2004, regulamentando o PIS/Pasep e a Cofins das sociedades cooperativas. O art. 11 da norma lista as exclusões e define “custos agregados ao produto agropecuário dos associados como os dispêndios pagos ou incorridos com [...] locação, manutenção, depreciação e demais bens aplicados na produção, beneficiamento ou acondicionamento [...] bem assim os de comercialização ou armazenamento do produto entregue pelo cooperado (§ 8º). Portanto, além das receitas do ato cooperativo, os custos da cooperativa para praticálos também são exclusões da base de cálculo das contribuições”. Como verificado nos DACONs transmitidos e nas memórias de cálculo apresentadas à fiscalização, “as despesas de energia elétrica, aluguéis, depreciações e frete foram consideradas pelo contribuinte simultaneamente como exclusão da receita bruta e como base de cálculo de créditos da nãocumulatividade, em claro equívoco”. Ainda segundo informado nos DACONs, “não houve contribuição devida sobre receitas em nenhum mês, informação que diverge dos balancetes, onde constam PIS e COFINS devidos sobre receitas auferidas com não associados”. Decidiu então a autoridade fiscal “desconsiderar todas as informações prestadas nos DACONs e apurar os montantes de créditos passíveis de ressarcimento com base nos balancetes. Para tanto, e por não ter o interessado contabilidade de custos integrada, fazse necessário separar do total de receitas aquilo que é decorrente do ato cooperativo, estabelecendo uma proporção para rateio das despesas comuns (energia elétrica, aluguéis, depreciações e frete) entre o que é custo agregado ao produto agropecuário e o que é vinculado às demais operações com não associados”. Sobre as despesas vinculadas aos atos com não associados calculou os créditos nos termos do art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, procedendo ao rateio proporcional de acordo com a sua vinculação às receitas tributadas à alíquota normal da nãocumulatividade e às receitas sujeitas à alíquota zero, neste último caso passível de ressarcimento após o desconto da contribuição devida, conforme disposto pelo art. 16 da Lei nº 11.116, de 2005, e 17 da Lei nº 11.033, de 2003. Apresentou, em seguida, planilhas em que segregou as receitas a partir de informações constantes dos balancetes apresentados pela cooperativa em Receitas de revenda de mercadorias (A), Receitas de vendas a não associados (B) e Receitas de serviços prestados a terceiros (C), chegando ao percentual de receita decorrente do ato cooperativo [A / (A + B +C)]) e ao percentual de receita auferida com não associados [(B + C) / (A + B + C)]. No que tange às receitas auferidas com não associados (B + C), promoveu a distinção entre receitas tributadas à alíquota normal (obtidas pela divisão dos valores de PIS/Pasep e de Cofins contabilizados pela pessoa jurídica, informados em seus balancetes, pelas alíquotas respectivas de cada uma desta Fl. 289DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 7 6 contribuições = L) e as receitas sujeitas à alíquota zero [N = (B + C) – L]. Prosseguindo, aplicou sobre os valores de despesas informados nos DACONs (P) os percentuais de receita do ato cooperativo (H) e de receitas auferidas com não associados (J), obtendo o valor do Custo agregado ao produto agropecuário (Q) e a Parcela vinculada às demais receitas (R), sendo este último valor entendido como aquele passível apurar o desconto de crédito a que tem direito o contribuinte. Sobre a Parcela vinculada às demais receitas (R), tida como a base de cálculo para a apuração dos créditos, aplicou as alíquotas de 1,65% para o PIS/Pasep (S) e de 7,6% para a Cofins (V). Sobre estes dois últimos valores fez incidir o percentual de receita tributada à alíquota normal (M) e o percentual de receita tributada à alíquota zero (N), chegando aos valores de crédito vinculados à receita normal, não passíveis de desconto (T e X) e os valores de crédito vinculados à receita sujeita à alíquota zero, estes sim, passíveis de desconto (U e Y). Concluindo o procedimento, dos créditos considerados como passíveis de desconto deduziu os valores de PIS/Pasep e de Cofins apurados pelo contribuinte e constantes de seus balancetes chegando, finalmente, aos valores de crédito a serem reconhecidos pela autoridade fazendária competente. Registrou que a apuração do PIS/Pasep e da Cofins devidos em cada mês não fez parte de seu trabalho, em que apenas considerou o valor constante dos balancetes de verificação disponibilizados pela interessada. Quanto ao Mandado de Segurança de nº 5003920 24.2010.404.7201, em cuja Sentença foi determinada a incidência de juros Selic a partir do dia imediatamente posterior ao vencimento do prazo de um ano previsto no art. 24 da Lei nº 11.457, de 2007, até a data do crédito em contacorrente da impetrante, registrou que na lista de documentos constantes da decisão além dos Pedidos de Ressarcimento existem também Declarações de Compensação (as chamadas DCOMPs) em relação às quais a decisão judicial não encontra aplicabilidade. Tendo o contribuinte optado por compensar a integralidade do crédito consignado nos Pedidos de Restituição, afirmou o representante fazendário que a requerente “já se aproveitou do crédito pleiteado muito antes do vencimento do prazo de 360 dias para apreciação do pedido”. (...) Em 01/02/2011, a sociedade cooperativa foi notificada do Despacho Decisório que reconheceu de modo parcial o crédito informado no Pedido de Ressarcimento e do Despacho da SAORT/DRF Joinvile/SC que relacionou os créditos tributários decorrentes das compensações não homologadas, (...). No dia 02/03/2011 a pessoa jurídica apresentou a sua manifestação de inconformidade, (...). Fl. 290DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 8 7 No entendimento da litigante, a decisão da autoridade fiscal mostrase “assaz confusa e obscura”, já que o procedimento por ela adotado, na apuração dos créditos em pauta, tem por sustentáculo o comando legal inserto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, e até mesmo em ato infralegal constante do art. 23 da Instrução Normativa SRF nº 635, de 2006, norma que expressamente admite a apuração de créditos em relação à energia elétrica consumida nos estabelecimentos da sociedade cooperativa e aos aluguéis de prédios utilizados nas atividades da sociedade cooperativa, dentre outras possibilidades. Ao contrário do afirmado pelo Auditor Fiscal, pouco importa a discussão sobre a “exclusão ou não de crédito tributário”, já que existe norma permitindo a manutenção do crédito, como antes dito. No caso concreto, o desconto de crédito referente às despesas de energia elétrica, aluguéis, depreciação e frete possui permissão legal expressa no art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, como também na Lei nº 10.865, de 2004. O art. 16 da Lei nº 11.116, de 2005, assegura que uma vez apurado saldo credor em favor da insurgente, tal quantia poderá ser utilizada para a quitação de outros débitos de sua responsabilidade, procedimento por ela adotado, ou então requerido em ressarcimento. O entendimento da autoridade fiscal, atinente à desconsideração dos créditos de PIS/Pasep e Cofins relacionados às despesas incorridas, na proporção dos atos cooperativos e não cooperativos, representa procedimento arbitrário pois praticado ao arrepio da lei, devendo ser corrigido pela autoridade julgadora de primeira instância. Importante observar que a decisão do Senhor AFRFB carece de fundamentação pois em nenhum momento apresentou o dispositivo legal que o levou a glosar parcialmente os créditos referentes às despesas incorridas. Sem disposição legal que impeça o desconto do crédito, este é admissível, tratandose de raciocínio decorrente do princípio de legalidade tributária (art. 150, inc. I da Constituição Federal). O ato administrativo atacado carece de motivação, o que também o fulmina de nulidade. Assegurou o agente fazendário ser de “fácil percepção que às receitas decorrentes do ato cooperativo (afora não se tratarem de operações de compra e venda) aplicase a legislação específica”. Todavia, deixou de esclarecer qual seria a tal da “legislação específica”. Não bastasse a ilegalidade apontada, a decisão ora contraditada atenta contra o princípio da isonomia na medida em que em situação absolutamente idêntica, tratada no processo nº 13984.001478/200919, a autoridade fazendária conferiu integralmente o crédito pleiteado pela Cooperativa Agrícola Frutas de Ouro, (...). Fl. 291DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 9 8 Até mesmo a DRF Joinvile, em situação absolutamente idêntica, reconheceu o direito pleiteado em decisão proferida no processo nº 10920.000414/201091, (...). Sendo a norma vinculada, deve atentar para a estrita legalidade, não sendo admitido que os agentes públicos a interpretem de forma discricionária, de modo a aplicála de modo diverso em relação a fatos absolutamente idênticos. O art. 150, inc. II da Constituição Federal representa um verdadeiro corolário do princípio constitucional da isonomia, o que veda o tratamento diferenciado para situações idênticas, como ocorre no caso presente. Demonstrado o flagrante equívoco promovido pelo AFRFB responsável pelo procedimento fiscal, pugna a requerente pela reforma da combatida decisão fiscal, determinandose a baixa dos autos em diligência a fim de que seja apurada a forma correta dos créditos referentes aos insumos adquiridos pela requerente. Também existe equívoco da autoridade fiscal, no que se reporta à determinação judicial de valoração do crédito pela taxa Selic a partir da extrapolação do prazo determinado pelo art. 24 da Lei nº 11.457, de 2011, o que deve ser corrigido por essa instância julgadora. Em abono ao princípio da economia processual e para evitar o cerceamento do direito de defesa e ao contraditório, bem como para evitar julgamentos descompassados em relação a matérias pertinentes, requereu a reunião ao presente dos demais processos da requerente que dizem respeito a créditos de outros fatos geradores, assinalando a existência de provas documentais existentes no processo nº 10920.004716/201038 que devem ser consideradas em todos os demais processos. Finalizando, requereu que a presente manifestação de inconformidade seja declarada procedente, possibilitando ao contribuinte o ressarcimento dos valores de PIS/Pasep e de Cofins glosados, devidamente atualizados pela taxa Selic, o que redundará nas homologações das compensações vinculadas ao crédito em comento. A DRJ/Fortaleza/CE, por meio do Acórdão 08036.353, decidiu pela improcedência da Manifestação de Inconformidade. Transcrevo a ementa: ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS VINCULADOS AO MERCADO INTERNO. COMPENSAÇÃO. Os créditos do PIS/Pasep apurados em relação a custos, despesas e encargos que não puderem ser aproveitados na dedução de débitos da própria contribuição social poderão ser utilizados na compensação de débitos próprios, vencidos Fl. 292DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 10 9 ou vincendos, relativos a tributos administrados pela RFB, desde que vinculados à receita de exportação. Quanto ao saldo credor acumulado em virtude de vendas efetuadas no mercado interno, somente poderá ser utilizado em procedimento compensatório na hipótese de as vendas haverem sido efetivadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência da contribuição social em apreço, ex vi o determinado pelo art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. APROPRIAÇÃO DIRETA OU RATEIO PROPORCIONAL. REQUISITOS PARA ELEIÇÃO DA METODOLOGIA ADOTADA. A pessoa jurídica sujeita à cobrança nãocumulativa do PIS/Pasep que aufira receitas no mercado interno vinculadas a operações tributadas e a operações não tributadas (sujeitas à suspensão, isenção, alíquota zero ou nãoincidência), no caso de existirem custos, encargos e despesas vinculados a ambas as espécies de receitas a apuração do valor do crédito passível de ressarcimento ou de compensação será determinada pelo método da apropriação direta se existir sistema de contabilidade de custos integrado e coordenado com o restante da escrituração, adotandose o método do rateio proporcional, em caso contrário. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido No Recurso Voluntário, a cooperativa reforça os argumentos de defesa. Circunscreve o litígio assim: “Cumpre lembrar que a presente discussão se circunscreve basicamente ao aproveitamento de créditos alusivos à energia elétrica, alugueis, armazenagem e fretes que, no entendimento da fiscalização, somente poderiam ter sido aproveitados de forma proporcional às vendas realizadas para terceiros à alíquota zero.” Deixa de argumentar quanto à atualização dos créditos. É o relatório. Fl. 293DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 11 10 Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3201004.507, de 28/11/2018, proferido no julgamento do processo 10920.004705/201058, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3201004.507): "O recurso é tempestivo, preenche os requisitos de admissibilidade e deve ser conhecido. A recorrente é cooperativa de produção agrícola, tendo efetuado atividades com cooperados e não cooperados. Pede ressarcimento das contribuições que restaram com saldos credores ao final do trimestre. Remanescem no Recurso Voluntário duas matérias em litígio: 1 – Direito de crédito sobre os custos e despesas vinculados à parcela das receitas excluída da base de cálculo das cooperativas de produção, conforme art. 15 da MP 2.15835/2001 e artigo 17 da Lei 10.684/2003 O Fisco glosou os créditos incidentes sobre a parcela dos custos, despesas e outros dispêndios, proporcionais à parcela das receitas que foram excluídas da base de cálculo da cooperativa, excluídas por comando do artigo 15 da MP 2.15835/2001, e artigo 17 da Lei 10.684/2003. Transcrevo trechos do Despacho Decisório pertinentes ao exame em foco (fl. 135 e seguintes “...é de fácil percepção que às receitas decorrentes do ato cooperativo (afora não se tratarem de operações de compra e venda) aplicase a legislação específica, ao passo que às demais receitas decorrentes de operações com terceiros não cooperados aplicase o regramento geral da nãocumulatividade das contribuições pois aí a cooperativa atua como uma empresa comercial comum. É dizer, quando as receitas forem decorrentes do ato cooperativo são exclusões da base de cálculo das contribuições (ainda que os produtos entregues estejam sujeitos à alíquota zero no mercado em geral), nos termos do art. 15 da Medida Provisória 2.15835/2001: (...) A Lei nº 10.684/2003 também traz hipótese de exclusão [art. 17]: (...) Portanto, além das receitas do ato cooperativo, os custos da cooperativa para praticálos também são exclusões da base de cálculo das contribuições. Fl. 294DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 12 11 Segundo as informações das fichas de apuração dos créditos dos DACONS e as memórias de cálculo entregues em meio digital, as despesas de energia elétrica, aluguéis, depreciações e frete foram consideradas pelo contribuinte simultaneamente como exclusão da receita bruta e como base de cálculo de créditos da não cumulatividade, em claro equívoco. (...) Para tanto [calcular os créditos passíveis de ressarcimento], e por não ter o interessado contabilidade de custos integrada, fazse necessário separar do total de receitas aquilo que é decorrente do ato cooperatibvo, estabelecendo uma proporção para rateio das despesas comuns (energia elétrica, aluguéis, depreciações e frete) entre o que é custo agregado ao produto agropecuário e o que é vinculado às demais operações com não associados (§§7º e 8º do art. 3º das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, também rateados proporcionalmente de acrodo com a vinculação às receitas tributadas à alíquota normal da nãocumulatividade e a vinculação à receitas sujeitas à alíquota zero, este último passível de ressarcimento após o desconto da contribuição devida, nos termos dos artigos 16 da Lei nº 11.116/2005 e 17 da Lei nº 11.033/2003:” A glosa é correta. Os dispêndios relatados, energia elétrica, aluguéis, depreciações e frete, encontram previsão legal de direito de crédito, para as pessoas jurídicas em geral, nos termos do artigo 3º das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003. No caso de regimes tributários diferenciados, convivendo dentro de uma mesma pessoa jurídica, os créditos somente podem ser apropriados quando vinculados ao regime não cumulativo, nos termos do §7º do mesmo artigo: § 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência não cumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. A parcela dos dispêndios proporcional aos atos cooperativos, também é ato cooperativo, isto é, faz parte da atividade cooperativista, e não se sujeita à tributação. O STJ, no âmbito do REsp 1.164.716, sob o rito dos repetitivos (art. 543C do CPC), com trânsito em julgado em 22/06/2016, decidiu que a tributação de Pis e Cofins somente incide sobre atos nãocooperativos: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. NÃO INCIDÊNCIA DO PIS E DA COFINS NOS ATOS COOPERATIVOS TÍPICOS. APLICAÇÃO DO RITO DO ART. 543C DO CPC E DA RESOLUÇÃO 8/2008 DO STJ. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. 1. (…) 2. O art. 79 da Lei 5.764/71 preceitua que os atos cooperativos são os praticados entre as cooperativas e seus associados, entre estes e aquelas e pelas cooperativas entre si quando associados, para a consecução dos objetivos sociais. E, ainda ,em seu parág. único, alerta que o ato cooperativo não implica operação de mercado, nem contrato de compra e venda de produto ou mercadoria. 3. No caso dos autos, colhese da decisão em análise que se trata de ato cooperativo típico, promovido por cooperativa que realiza operações entre seus próprios associados (fls. 126), de forma a Fl. 295DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 13 12 autorizar a não incidência das contribuições destinadas ao PIS e a COFINS. 4. O parecer do douto Ministério Público Federal é pelo desprovimento do Recurso Especial. 5. Recurso Especial desprovido. 6. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 8/2008 do STJ (sic), fixandose a tese: não incide a contribuição destinada ao PIS/COFINS sobre os atos cooperativos típicos realizados pelas cooperativas. Portanto, essa parcela não pode gerar créditos, posto que os créditos somente podem ser calculados em relação à parcela das receitas submetidas ao regime não cumulativo. A parcela das receitas fora do campo da tributação, os atos cooperativos, não gera créditos. O art. 17 da Lei 11.033/2004 somente se aplica às receitas e despesas adstritas ao regime não cumulativo das contribuições, o que não é o caso das receitas e despesas vinculadas aos atos cooperativos. 2 – Direito de ressarcimento total dos créditos, sem limitação à proporcionalidade com as receitas exportadas, ou vendidas no mercado interno com isenção, alíquota zero ou não incidência. A recorrente pretende o ressarcimento integral, com compensação, dos créditos apurados. Regra geral, em operações normais, nunca haveria saldos credores de Pis e Cofins não cumulativos, pois cada operação comercial agrega valor aos produtos, e portanto, a saída tem valor maior que a entrada, resultaNdo em saldos devedores de tributos não cumulativos. Desse modo, a lógica básica dos tributos não cumulativos é que se compensem créditos, da entrada, e débitos, na saída, e recolhase a diferença, via de regra, maior. Todavia, há casos em que determinadas operações são tributariamente incentivadas, com isenções, alíquota zero, ou não incidência. Nesses casos, a operação resultará, eventualmente, em saldos credores de tributos, posto que aproveitam créditos na entrada e não incidem débitos na saída. Assim, os benefícios permaneceriam sem utilidade se não pudessem ser ressarcidos em dinheiro, porque não teriam débitos para compensar. O ressarcimento em dinheiro pode, ainda, ser compensado com outros tributos diferentes, tal como organiza toda a legislação pertinente, em especial o artigo 74 da Lei 9.430/96. Desse modo, o ressarcimento é exceção à regra geral, e deve ser expressamente previsto na legislação para que possa ser aplicado. A referência que a recorrente faz às MP´s 552/2012 e 556/2012 não têm pertinência ao caso, pois tratase de permissão de ressarcimento de créditos presumidos, desonerados à saída, por exportação, isenção, não tributação ou alíquota zero. Aqui, se nega o ressarcimento a créditos vinculados a saídas tributadas com alíquotas positivas. Portanto, os dispêndios vinculados aos atos não cooperativos geram crédito, porém as receitas tributadas a alíquotas positivas não se subsumem ao disposto no artigo 17 da Lei 11.033/2004, e os créditos vinculados a essas receitas tributadas com alíquotas positivas somente podem ser compensados com eventuais débitos da mesma contribuição, apurados pela cooperativa, no próprio mês ou em meses subsequentes, conforme artigo 3º, §4º das Leis 10.833/2003 e 10.637/2002, e não podem ser ressarcidos ou compensados com outros tributos. Fl. 296DF CARF MF Processo nº 10920.004731/201086 Acórdão n.º 3201004.533 S3C2T1 Fl. 14 13 Conclusão Pelo exposto, voto negar provimento ao Recurso Voluntário." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado NEGOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 297DF CARF MF
score : 1.0
