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Numero do processo: 15374.913750/2008-38
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.082
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1215; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.913750/200838 Recurso nº 876.894 Resolução nº 1401000.082 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 26 de maio de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente BARUDAN DO BRASIL COMERCIO E INDUSTRIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes De Mattos e Karem Jureidini Dias Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913750/200838 Resolução n.º 1401000.082 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Os fatos constantes dos processos nº 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815 são os mesmos. Tratam os feitos de pedido de restituição cumulado com declaração de compensação não homologada pela DERAT – RJ, ao argumento de inexistência do direito creditório indicado em PER/DCOMP. Segundo consta dos autos, a Recorrente realizou o pagamentos a título de antecipação do imposto de renda pago devido por estimativa na apuração do imposto de renda pelo lucro real anual. Classificando referido recolhimento como “Pagamento Indevido ou a Maior”, a Recorrente pretende, por meio da presente DCOMP, a utilização de referido crédito para compensação com débitos de IRPJestimativa de anoscalendário posteriores. Em análise perante a DERAT/RJ, foi identificado que os pagamentos objeto de pedido de restituição constam no sistema da RFB como tendo sido utilizado e não disponível. Assim, foi negada a compensação postulada, por inexistência do creditório objeto de restituição. Em cada um dos processos, intimada a contribuinte acerca do despacho denegatório da compensação, a Recorrente apresentou idêntica manifestação de inconformidade, em que alegou ter acumulado durante os anoscalendário de 1998 a 2002, sucessivos saldos negativos de imposto de renda. Alega, ainda “que as compensações efetuadas até o mês de setembro de 2002, não estavam sujeitas a elaboração de procedimento formal para a Receita federal, ou seja, não era necessária a elaboração do formulário de compensação”. Diante disso, alega que “no exercício de 2001, a empresa apurou um imposto a pagar no valor de R$ 30.433,97, que por sua vez, foi devidamente compensado com os créditos gerados pelas antecipações efetuadas no exercício de 1999”. Por fim, a Recorrente reconhece que “a declaração deveria ter sido apresentada como saldo negativo” mas que “naquela época, ainda existia muitas dúvidas em relação ao preenchimento da declaração em questão (PERDCOMP), naquele momento, por uma interpretação, a declaração foi preenchida como pagamento indevido a maior”. Assim, a Recorrente apresentou nova DCOMP, como original, mas com o objetivo de retificar a declaração originalmente apresentada. Postas as manifestações de inconformidade em julgamento perante a DRJ do Rio de Janeiro, foram as mesmas rejeitadas ao fundamento de que não seria possível, em sede recursal, alterarse o crédito objeto de restituição para formalizar a compensação originalmente postulada e que havia sido negada pela inexistência do direito creditório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913750/200838 Resolução n.º 1401000.082 S1C4T1 Fl. 3 3 Inconformada, a Recorrente apresentou recursos voluntários, em que alega não ter havido alteração do direito creditório na manifestação de inconformidade. Segundo entende, a nomenclatura “saldo negativo” teria sido criada pela IN nº 600, de 2005, razão pela qual a Recorrente se utilizou de referido termo, mas que pretende a restituição do mesmo crédito, composto pelo recolhimento “a maior” das estimativas no curso do anocalendário. No entanto, no seu entendimento, “pouco importa a nomenclatura que se dê para o direito creditório declarado. O simples erro de classificação do direito creditório não deve ensejar a cobrança de valores que efetivamente inexistem. Isto porque é relevante a existência em si do crédito, sendo indiferente a classificação que lhe for atribuída”. Fundada assim, no princípio da verdade material, a Recorrente pugna pela reforma das decisões recorridas e o efetivo reconhecimento do direito creditório. Como prova de seu crédito, apresentou planilha com a composição das antecipações do IR recolhidos por estimativa e do imposto de renda a pagar nos anos calendário 1995 a 2002. Dada a identidade material dos processos 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815, promovo, com base no disposto no § 7º do art. 58 do RICARF, o julgamento conjunto dos processos. É este, em suma, o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Relator Os recursos são tempestivos e, atendidos os demais requisitos legais, deles conheço. Identifico no caso dos autos que a Recorrente errou, de fato, ao indicar como direito creditório, as estimativas recolhidas no curso dos anoscalendário. No entanto, identifico também que existiu inequívoca intenção de postular a restituição do saldo negativo apurado em referidos anos. Na verdade, encerrado o anocalendário, as estimativas recolhidas no período se consolidam para a formação do saldo de imposto e, caso haja recolhimento acima do apurado, este é trazido na formação do saldo negativo. Assim, em essência, o saldo negativo nada mais é do que os recolhimento a maior do imposto no curso do anocalendário a título de estimativas ou de imposto retido na fonte. Assim, em homenagem ao princípio da verdade real e do não enriquecimento ilícito do estado, entendo que os pedidos de restituição em análise devem ser processadas como Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913750/200838 Resolução n.º 1401000.082 S1C4T1 Fl. 4 4 o sendo em relação ao saldo negativo, na esteira de inúmeros pronunciamentos anteriores desta mesma 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara do CARF. Lado outro, identifico que existem informações no sistema da Receita Federal do Brasil suficientes para a identificação do direito creditório postulado, tendo em vistas as declarações de imposto de renda e DIRF’s constantes do sistema. Diante disso, proponho seja o presente feito convertido em diligência, para apuração do seguinte: 1) seja extraídas do sistema da RFB e colacionadas aos autos as DIPJ’s dos anoscalendário em que foram recolhidas as estimativas objeto do pedido de restituição; 2) seja verificado o direito creditório nas DCOMP’s em análise, tomandose o pedido de restituição das estimativas como pedido de restituição do respectivo saldo negativo do ano em que foram recolhidas; 3) sejam promovidas as diligências e verificações necessárias à constatação do direito creditório, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 4) seja elaborado parecer conclusivo acerca dos PER/DCOMP, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 5) seja notificado o contribuinte acerca dos termos da presente diligência. Cumpridos os termos da diligência, retornem os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE
score : 1.0
Numero do processo: 15374.913734/2008-45
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
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Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.074
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes De Mattos e Karem Jureidini Dias Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913734/200845 Resolução n.º 1401000.074 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Os fatos constantes dos processos nº 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815 são os mesmos. Tratam os feitos de pedido de restituição cumulado com declaração de compensação não homologada pela DERAT – RJ, ao argumento de inexistência do direito creditório indicado em PER/DCOMP. Segundo consta dos autos, a Recorrente realizou o pagamentos a título de antecipação do imposto de renda pago devido por estimativa na apuração do imposto de renda pelo lucro real anual. Classificando referido recolhimento como “Pagamento Indevido ou a Maior”, a Recorrente pretende, por meio da presente DCOMP, a utilização de referido crédito para compensação com débitos de IRPJestimativa de anoscalendário posteriores. Em análise perante a DERAT/RJ, foi identificado que os pagamentos objeto de pedido de restituição constam no sistema da RFB como tendo sido utilizado e não disponível. Assim, foi negada a compensação postulada, por inexistência do creditório objeto de restituição. Em cada um dos processos, intimada a contribuinte acerca do despacho denegatório da compensação, a Recorrente apresentou idêntica manifestação de inconformidade, em que alegou ter acumulado durante os anoscalendário de 1998 a 2002, sucessivos saldos negativos de imposto de renda. Alega, ainda “que as compensações efetuadas até o mês de setembro de 2002, não estavam sujeitas a elaboração de procedimento formal para a Receita federal, ou seja, não era necessária a elaboração do formulário de compensação”. Diante disso, alega que “no exercício de 2001, a empresa apurou um imposto a pagar no valor de R$ 30.433,97, que por sua vez, foi devidamente compensado com os créditos gerados pelas antecipações efetuadas no exercício de 1999”. Por fim, a Recorrente reconhece que “a declaração deveria ter sido apresentada como saldo negativo” mas que “naquela época, ainda existia muitas dúvidas em relação ao preenchimento da declaração em questão (PERDCOMP), naquele momento, por uma interpretação, a declaração foi preenchida como pagamento indevido a maior”. Assim, a Recorrente apresentou nova DCOMP, como original, mas com o objetivo de retificar a declaração originalmente apresentada. Postas as manifestações de inconformidade em julgamento perante a DRJ do Rio de Janeiro, foram as mesmas rejeitadas ao fundamento de que não seria possível, em sede recursal, alterarse o crédito objeto de restituição para formalizar a compensação originalmente postulada e que havia sido negada pela inexistência do direito creditório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913734/200845 Resolução n.º 1401000.074 S1C4T1 Fl. 3 3 Inconformada, a Recorrente apresentou recursos voluntários, em que alega não ter havido alteração do direito creditório na manifestação de inconformidade. Segundo entende, a nomenclatura “saldo negativo” teria sido criada pela IN nº 600, de 2005, razão pela qual a Recorrente se utilizou de referido termo, mas que pretende a restituição do mesmo crédito, composto pelo recolhimento “a maior” das estimativas no curso do anocalendário. No entanto, no seu entendimento, “pouco importa a nomenclatura que se dê para o direito creditório declarado. O simples erro de classificação do direito creditório não deve ensejar a cobrança de valores que efetivamente inexistem. Isto porque é relevante a existência em si do crédito, sendo indiferente a classificação que lhe for atribuída”. Fundada assim, no princípio da verdade material, a Recorrente pugna pela reforma das decisões recorridas e o efetivo reconhecimento do direito creditório. Como prova de seu crédito, apresentou planilha com a composição das antecipações do IR recolhidos por estimativa e do imposto de renda a pagar nos anos calendário 1995 a 2002. Dada a identidade material dos processos 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815, promovo, com base no disposto no § 7º do art. 58 do RICARF, o julgamento conjunto dos processos. É este, em suma, o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Relator Os recursos são tempestivos e, atendidos os demais requisitos legais, deles conheço. Identifico no caso dos autos que a Recorrente errou, de fato, ao indicar como direito creditório, as estimativas recolhidas no curso dos anoscalendário. No entanto, identifico também que existiu inequívoca intenção de postular a restituição do saldo negativo apurado em referidos anos. Na verdade, encerrado o anocalendário, as estimativas recolhidas no período se consolidam para a formação do saldo de imposto e, caso haja recolhimento acima do apurado, este é trazido na formação do saldo negativo. Assim, em essência, o saldo negativo nada mais é do que os recolhimento a maior do imposto no curso do anocalendário a título de estimativas ou de imposto retido na fonte. Assim, em homenagem ao princípio da verdade real e do não enriquecimento ilícito do estado, entendo que os pedidos de restituição em análise devem ser processadas como Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913734/200845 Resolução n.º 1401000.074 S1C4T1 Fl. 4 4 o sendo em relação ao saldo negativo, na esteira de inúmeros pronunciamentos anteriores desta mesma 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara do CARF. Lado outro, identifico que existem informações no sistema da Receita Federal do Brasil suficientes para a identificação do direito creditório postulado, tendo em vistas as declarações de imposto de renda e DIRF’s constantes do sistema. Diante disso, proponho seja o presente feito convertido em diligência, para apuração do seguinte: 1) seja extraídas do sistema da RFB e colacionadas aos autos as DIPJ’s dos anoscalendário em que foram recolhidas as estimativas objeto do pedido de restituição; 2) seja verificado o direito creditório nas DCOMP’s em análise, tomandose o pedido de restituição das estimativas como pedido de restituição do respectivo saldo negativo do ano em que foram recolhidas; 3) sejam promovidas as diligências e verificações necessárias à constatação do direito creditório, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 4) seja elaborado parecer conclusivo acerca dos PER/DCOMP, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 5) seja notificado o contribuinte acerca dos termos da presente diligência. Cumpridos os termos da diligência, retornem os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE
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Numero do processo: 10166.722297/2010-17
Data da sessão: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.098
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que dava
provimento ao recurso por entender que o lançamento era insubsistente.
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Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e votos que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que dava provimento ao recurso por entender que o lançamento era insubsistente. (assinado digitalmente) Antonio José Praga de Souza – Relator (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 1349DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO BIG TRANS COMERCIAL DE ALIMENTOS S/A recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância administrativa, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Transcrevo e adoto o relatório da decisão recorrida: Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foram lavrados os autos de infração às fls. 1.089 a 1.145, formalizando lançamento de ofício do crédito tributário a seguir discriminado, relativo aos anoscalendário de 2007 e 2008, incluindo juros de mora calculados até 30/09/2010 e multa proporcional de 150%, perfazendo um total de R$ 7.455.745,13: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ 3.922.823,60 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL 1.879.038,00 Contruibuição para o PIS 295.516,13 Contribuição p/Financiamnto da Seguridade Social Cofins 1.358.367,32 Consoante Termo de Verificação Fiscal às fls. 1.057 a 1.088, o procedimento fiscal foi realizado com o objetivo de verificar a efetividade de diversos custos com aquisições de mercadorias para revenda, relativos aos anoscalendário 2007 e 2008, visto que a fiscalização da Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal (SEF/DF) identificara a inexistência de fato de diversos fornecedores da empresa sob análise. Foi também objeto de verificação a correspondência entre os valores declarados e os apurados na escrituração contábil/fiscal, em relação aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, no período especificado no Mandado de Procedimento Fiscal MPF. Por meio do Relatório n° 03/COINF/SUREC/05 JUN 2009, a SEF/DF informou ao fisco federal a existência de um grupo organizado na emissão e distribuição de "notas frias" com o objetivo de fraudar a fazenda pública. Comunicou, ainda, que, em virtude dos fatos constatados nas diligências realizadas, as empresas fictícias tiveram a sua inscrição no Cadastro Fiscal do Distrito Federal (CF/DF) cancelada. Também foi declarada a inidoneidade de grande parte das notas fiscais autorizadas pela SEF/DF a essas pessoas jurídicas, conforme segue: CNPJ Empressa Notas Edital DODF Pg 08.719.009/000169 Distribuidora de Prod. Alimenticios Cosmos Ltda Todas 54 12/05/09 37 08.417.803/000158 Distribuidora de Prod. Alimenticios Mercador Ltda 3001 a 6000 55 12/05/09 37 09.487.324/000170 Distribuidora de Prod. Alimenticios Explendor Ltda Todas 56 12/05/09 37 02.366.483/000178 Nova Brasília Distrib. de Prod. Alimenticios Ltda A partir de 06/2006 52 12/05/09 37 05.878.918/000151 Cemar Industria e Com. de Prod. Alimenticios Ltda (antiga Macem Ind. e Com. de Prod. Aliment. Ltda) A partir de 06/2006 53 12/05/09 37 Fl. 1350DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 3 3 08.273.842/000129 QNL Distribuidora de Produtos Alimenticios Ltda Todas 50 12/05/09 36 07.416.916/000176 California Comercial de Alimentos Ltda Todas 51 12/05/09 36/ 37 04.826.166/000112 Terra Com. Atacadista de Prod. Alimenticios Ltda 1001 a 4000 17 18/05/09 56 37.079.183/000192 Comercial Oriente Ltda 1 a 750 15 18/05/09 55 06.092.732/000135 Oestefort Com. Export, e Import, de Cereais Ltda Todas 8 13/01/06 33 10.413.585/000125 Magalhães e Almeida Distrib. de Prod.Aliment. Ltda Todas 35 08/05/09 40 05.498.980/000118 Plenna Com. de Alimentos e Prod. de Higiene Ltda 2001 a 3500 57 12/05/09 37 09.269.213/000198 Comercial de Alimentos Setor Sul Ltda Todas 35 08/05/09 40 10.188.772/000152 Satierf Comercio e Representação de Café Ltda Todas 38 11/05/09 54 09.100.757/000121 Guga Comercial de Alimentos Ltda Todas 35 08/05/09 40 37.059.920/000195 Tsaleah Industria e Com. de Prod. Aliment. Ltda após 04/2007 69 12/06/09 47 Ciente dos fatos, a fiscalização federal emitiu o MPF de nº 01.1.01.002010 001481, tendo sido iniciado o procedimento fiscal correspondente em 04/03/2010. De posse da escrituração contábil da fiscalizada, a autoridade lançadora identificou as notas fiscais de entrada, relativas aos anos de 2007 e 2008, emitidas pelos fornecedores fictícios anteriormente listados, e intimou a empresa a apresentar os originais de tais documentos, bem como o respectivo comprovante de pagamento (cópias de cheque, boletos bancários, transferências entre contas etc). A intimação foi atendida parcialmente em 14/06/2010, ocasião em que foram apresentadas apenas parte das notas fiscais, sem a devida comprovação de pagamento. Em 12/07/2010, a contribuinte foi reintimada a apresentar os comprovantes de pagamento, bem como as notas fiscais originais ainda não apresentadas. Em resposta datada de 04/08/2010, a interessada relatou que deixou de apresentar os comprovantes de pagamento porque estes eram realizados por meio de caixa e boletos que não foram localizados. Os originais das notas fiscais foram utilizadas para compor o processo de representação fiscal para fins penais, de acordo com o art. 915, § 1º, do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR/99). Esclarece, ainda, a Fiscalização que, no Termo de Intimação Fiscal n° 3, a autuada foi intimada a confirmar se utilizara créditos de PIS e COFINS (não cumulativos) calculados sobre as notas fiscais de entrada emitidas durante os anos de 2007 e 2008 pelos fornecedores fictícios identificados pela SEF/DF. Em resposta, o sujeito passivo esclareceu que: “numa conferência sumária no prazo concedido, não identificamos nenhuma nota que não tenha sido utilizado o respectivo crédito”. Como resultado, a Fiscalização constatou as seguintes irregularidades: Fl. 1351DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 4 4 21. Glosa dos Custos: a contribuinte contabilizou como custo das mercadorias vendidas (compras) notas fiscais declaradas inidôneas pela SEFDF e, intimada e reintimada, não apresentou os comprovantes dos efetivos pagamentos das mercadorias representadas por essas notas fiscais. Portanto, estamos glosando os valores referentes às notas fiscais contabilizadas, mas que não corresponderam a uma efetiva transação comercial de compra e venda. 23. Os valores glosados são aqueles discriminados no item 13 acima, sendo que o Anexo I individualiza as importâncias glosadas por nota fiscal e as consolida mensalmente. 24. Fundamento legal IRPJ: Artigo 249, inciso I, 251 e parágrafo único, 256, 289, e 300 do Decreto nº 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/99). 25. Enquadramento legal CSLL: Artigo 2o e §§, da Lei n° 7.689/88; Art. 1o da Lei n° 9.316/96; Art. 28 da Lei n° 9.430/96 e Artigo 37 da Lei n° 10.637/02. 26. IRPJ E CSLL (1º TRIMESTRE DE 2008) – DIFERENÇA APURADA ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO EM DCTF: tendo sido objeto desta fiscalização a verificação da correspondência entre os valores de débitos declarados em DCTF e os valores a pagar apurados em sua escrituração contábil e fiscal, verificamos divergências entre estes valores, no primeiro trimestre de 2008. Sendo assim, elaboramos o Termo de Constatação Fiscal nº 01/2010, solicitando, entre outros elementos, esclarecimentos sobre as diferenças mencionadas. Não houve resposta ao item 1 do Termo de Constatação. Desta maneira, nesta infração estão sendo lançadas as diferenças oriundas do confronto entre os valores a pagar de IRPJ e CSLL informados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e aqueles declarados em DCTF, referentes ao primeiro trimestre de 2008. [...] 28. Enquadramento legal IRPJ: Artigos 247 e 841 do Decreto nº 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99). 29. Enquadramento legal CSLL: Artigo 1º da Lei nº 9.316/96, artigo 28 da Lei 9.430/96 e artigo 37 da Lei nº 10.637/02. 30. GLOSA DE CRÉDITOS DE PIS E COFINS (REGIME NÃO CUMULATIVO): a contribuinte utilizou, indevidamente, como crédito na apuração do PIS e da COFINS nãocumulativos, notas fiscais declaradas inidôneas pela SEFDF e, intimado e reintimado, não apresentou os comprovantes dos efetivos pagamentos dos produtos representados por essas notas fiscais. Portanto, estamos glosando os valores referentes aos créditos oriundos dessas notas fiscais contabilizadas, mas que não corresponderam a uma efetiva transação comercial de compra e venda. 31. Os valores glosados são aqueles discriminados no item 13 acima, sendo que o Anexo II (PIS) e o Anexo II (Cofins) discriminam a apuração dos valores lançados de ofício. 32. Enquadramento Legal PIS: arts. lº, 3o e 4o da Lei n° 10 .637/2002. 33. Enquadramento Legal COFINS: arts. lº, 3o e 5o da Lei n° 10.333/2003. Fl. 1352DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 5 5 Diante da conduta da contribuinte de utilizar notas fiscais de entrada fictícias em sua escrituração contábil e fiscal, a autoridade autuante entendeu que a contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, com o objetivo de reduzir os montantes dos tributos devidos e, por conseguinte, foi aplicada a multa qualificada de 150% (§ 1º do art. 44 da Lei nº 9.430/96). Além disso, foi elaborada a Representação Fiscal para Fins Penais, em atenção ao art. 66, inciso I, da Lei de Contravenções Penais (DecretoLei n° 3.688/41); art. 116, incisos VI e XII do Regime Jurídico Único (Lei n° 8.112/90); art. 16 da Lei n° 8.137/90, art. 1º do Decreto nº 2.730/98 e arts. 1º e 5º Portaria RFB n° 665/08, a qual foi formalizada no processo sob o nº 14041.000263/201027. Cientificada das exigências pessoalmente em 22/10/2010, conforme ciência constante dos autos de infração, a contribuinte apresentou em 18/11/2010 a petição impugnativa de fls. 1.153 a 1.174. Apoiada nos documentos acostados aos autos às fls. seguintes, a peça de defesa, em suma, discorre sobre os pontos a seguir expostos. Da Tempestividade. Aduz a requerente que foi notificada em 22/10/2010 (sextafeira) e que o prazo de 30 dias para a apresentação da impugnação encerrouse em 23/11/2010 (terçafeira); conclui, assim, que a impugnação foi apresentada tempestivamente. Das Preliminares. Afirma a interessada que é nulo o procedimento fiscal, uma vez que o MPF não atendeu os requisitos previstos na legislação para a sua finalidade, faltandolhe formalidades a ele inerentes, tais como a ultrapassagem do prazo estipulado e a renovação reiterada sem que houvesse intimação ao contribuinte. Além disso, assevera que, durante a fiscalização, as diligências e intimações para apresentação de documentos também não observaram a legislação, visto que os prazos eram “exíguos e incompatíveis com o cumprimento de obrigação de prestação de informações que demandavam uma quantidade enorme de documentos e pesquisas”. Do Mérito. Documento inidôneo. Glosa de custos. Argumenta a impugnante que a legislação determina que o documento, para ser considerado inidôneo, requer a publicação de ato declaratório e que, no caso em tela, não houve inidoneidade declarada na área federal, mas somente pela Secretaria de Fazenda do Distrito Federal. Além disso, defende que, quando publicado, tal ato não pode retroagir para ser aplicado em casos de documentos emitidos em data anterior à publicação. Cita, então, os arts. 80, § 2º, e 82, da Lei n° 9.430/96, bem como jurisprudência judicial sobre o assunto. Afirma, ainda, que a contabilidade do contribuinte faz prova plena daquilo que está registrado em sua escrituração comercial e fiscal e que a presente autuação baseouse apenas em informação do Fisco Distrital sobre as idoneidades, não tendo realizado os auditores desse procedimento nenhuma pesquisa ou exame desses casos específicos, para corroborar, se fosse o caso, a procedência da Fl. 1353DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 6 6 referida inidoneidade fiscal. Conclui, dessa forma, que o lançamento realizouse por presunção. Nessa linha de raciocínio, defende que eventuais indícios, suspeitas ou suposições não autorizam concluir pela ocorrência de sonegação fiscal e que cumpriria uma melhor análise dos elementos de convicção e certeza indispensáveis à constituição do crédito tributário com suporte em prova direta. Cita jurisprudência administrativa sobre o assunto. Consigna a interessada que as notas fiscais glosadas representam compras efetivas de mercadorias destinadas à sua atividade comercial, que adentraram em seu estabelecimento e foram vendidas, compondo a sua receita de venda operacional, e que eventuais irregularidades com a situação fiscal dos fornecedores não podem atingir a autuada, que agiu de boafé. Defende que os custos glosados são legítimos porque estão de acordo com o RIR/99, em seus arts. 300 e 299, sendo, pois, passíveis de dedutibilidade, porquanto necessários e indispensáveis ao desenvolvimento da atividade da autuada. Novamente cita jurisprudência administrativa sobre a matéria. Aduz, ainda, a requerente que o procedimento fiscal ora impugnado glosou os custos das mercadorias vendidas, porém manteve a tributação integral das receitas de vendas correspondentes a essas mercadorias, o que teria provocado duplicidade de tributação. Acrescenta que a jurisprudência é no sentido de que não basta examinar a eventual idoneidade do documento fiscal, mas também os efeitos que geraram na contabilidade do contribuinte e na tributação dela decorrente. Diferenças Apuradas de IRPJ e CSLL. Alega a interessada que as diferenças apuradas em decorrência do confronto entre o escriturado e o declarado, transcritas no preâmbulo da impugnação, são indevidas porque, ou foram corrigidas por declarações retificadoras, ou inexistiam, conforme esclarecimento prestado em respostas às intimações fiscais efetuadas no curso da ação fiscal. Erros materiais. A esse título, a impugnante aduz que o lançamento fiscal comete erros materiais ao não considerar os prejuízos fiscais ocorridos nos trimestres, o que resultou em tributos lançados em valor superior ao devido. Afirma, também, que houve erro material no cálculo do adicional do IRPJ, relativamente aos ajustes do limite de R$ 60.000,00, cuja tributação adicional ocorre apenas no excedente. Alega, ainda, que houve erro material no cálculo do IRPJ e da CSLL, pois a auditoria fiscal deixou de considerar, como dedutível do lucro real, os valores de PIS e Cofins lançados de ofício. No tocante às diferenças de PIS e da Cofins, aduz que os valores corretos constam dos arquivos eletrônicos da autuada e que foram entregues à fiscalização. Por fim, consigna que esses erros materiais nulificam o procedimento fiscal. Fl. 1354DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 7 7 Multa confiscatória de 150%. Alega a impugnante que a multa de ofício de 150%, ainda que prevista na legislação fiscal, não tem amparo e é inaplicável à hipótese do presente procedimento fiscal, merecendo a sua nulidade, pois tem efeito confiscatório. Cita jurisprudência judicial. Ausência de materialidade de sonegação ou fraude. Em relação à qualificação da multa e à formalização de processo de representação fiscal para fins penais, assevera a impugnante que os documentos fiscais foram escriturados regularmente na contabilidade da autuada e em seus livros fiscais, e foram prestadas todas as informações solicitadas pelo Fisco. Além disso, reafirma que a autuada não pode ser responsabilizada se não havia o ato de declaração da situação irregular e de inidoneidade das empresas fornecedoras e respectivas notas fiscais por ocasião da aquisição das referidas mercadorias, na forma prevista nos arts. 80 a 82 da Lei n° 9.430/96. Cita, por fim, jurisprudência administrativa. Multa de 150% em Diferenças do Conta Correntes. Consigna a interessada que é incabível a aplicação da multa de 150% sobre a diferença apurada entre os valores declarados e os escriturados, uma vez que, quando há declaração e escrituração, como foi o caso presente, fica afastada qualquer intenção dolosa. Elementos dos dados e elementos autuados. No caso da autuação da CSLL, defende que não cabe a exclusão da despesa do lucro real como indedutível, uma vez que a base desta é o lucro líquido. Cita, em sua defesa, o Acórdão 107 08.297 do 1º Conselho de Contribuintes. Ademais, diz que apresentou a documentação solicitada e respondeu a todos os termos de intimação fiscal, e que a afirmação no Relatório Fiscal e no Termo de Constatação Fiscal de que não teria havido a resposta a determinada informação não corresponde à realidade. Pedido de juntada de novas provas. A contribuinte protesta, desde já, pelo aditamento à presente impugnação e pela juntada de outros esclarecimentos ou documentos adicionais para o deslinde da questão. Por fim, pugna a requerente que se julgue improcedente a ação fiscal e o seu consequente lançamento, anulando in totum o crédito tributário, bem como os efeitos dele decorrentes. A decisão recorrida está assim ementada: MPF. VALIDADE. PRORROGAÇÃO DE PRAZO. As alterações no MPF, decorrentes de prorrogação de prazo, são procedidas mediante registro eletrônico efetuado pela respectiva autoridade outorgante. INTIMAÇÃO. PRAZOS. Reputamse válidos os termos de intimação cujos prazos de atendimento são estabelecidos em consonância com o disposto na legislação de regência, qual seja, art. 71 da MP nº 2.15835/2001. Fl. 1355DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 8 8 DOCUMENTOS INIDÔNEOS. EFETIVIDADE NÃO COMPROVADA. Não restando comprovado o pagamento de notas fiscais emitidas por empresas inexistentes de fato, conforme provas colhidas por outro órgão fiscalizador, bem como o efetivo ingresso das mercadorias constantes de tais documentos, devem estes ser considerados inidôneos. PROVA EMPRESTADA. ADMISSIBILIDADE. É lícito ao Fisco valerse de informações e provas colhidas em outros processos, desde que guardem pertinência com os fatos cuja prova se pretenda oferecer. PREJUÍZOS FISCAIS. Não há erro no cálculo do tributo devido quando, no lançamento, é efetuada a devida compensação do prejuízo constante do LALUR no período de apuração correspondente, mediante a dedução dessa quantia do valor da infração lançada, para a determinação do valor tributável e consequente imposto devido. ADICIONAL DO IRPJ. Quando resta comprovado que o lucro real constante do LALUR é inferior ao limite de isenção trimestral de R$ 60.000,00 para o cálculo do adicional do IRPJ, há que se proceder à sua concessão no auto de infração, mediante a dedução, do valor da infração apurada, da diferença ainda não utilizada pelo contribuinte. DEDUTIBILIDADE DAS CONTRIBUIÇÕES LANÇADAS DE OFÍCIO. É incabível a dedutibilidade, na determinação do lucro real, das contribuições apuradas em ação fiscal. DIFERENÇAS APURADAS ENTRE O VALOR ESCRITURADO E O DECLARADO. Constatada diferença entre os valores escriturados e os declarados, relativamente a tributo administrado pela RFB, não esclarecida pelo contribuinte, há que se constituir o crédito tributário dela decorrente. MULTA QUALIFICADA. CONFISCO. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Os órgãos julgadores administrativos não detêm competência para apreciar arguições de inconstitucionalidade contra diplomas legais regularmente editados, devendo a autoridade administrativa aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. MULTA QUALIFICADA. DOLO. NOTAS FISCAIS INIDÔNEAS. A prática reiterada de contabilização de notas fiscais inidôneas, relativas a operações cuja efetividade não resta comprovada, constitui fato que caracteriza fraude e implica qualificação da multa de ofício. MULTA QUALIFICADA. DOLO. VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS. Incabível a aplicação da multa de 150% sobre valor de tributo lançado em decorrência da constatação de diferença entre o valor escriturado e o declarado à RFB, nas situações em que tal fato ocorre em apenas um período de apuração e não é apresentado nenhum outro fato que comprove a existência de dolo por parte do contribuinte. PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO. Indeferese pedido de produção de provas adicionais quando estas são desnecessárias à solução do litígio e a solicitação é apresentada em desacordo com o art. 16 do Decreto nº 70.235/72, que dispõe sobre a preclusão do direito de apresentar novas provas após a impugnação. CSLL. DESPESA INEXISTENTE. A contabilização de notas fiscais inidôneas traduzse em despesa inexistente, que enseja redução indevida tanto do lucro líquido como do lucro real, devendo ser glosada para a correta apuração do tributo devido. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Fl. 1356DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 9 9 Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins LANÇAMENTO DECORRENTE. A solução dada ao litígio principal, relativo ao IRPJ, aplicase aos lançamentos decorrentes, por resultarem dos mesmos elementos de prova e se referirem à mesma matéria tributável. DIFERENÇAS CONTESTADAS. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTOS E DE PROVAS. Reputase inválida a contestação consistente em negação ampla, desprovida de argumentos específicos e desacompanhada de provas que lhe dêem suporte. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento, nos seguintes termos (verbis): É o relatório. Fl. 1357DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 10 10 VOTO Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. DAS PRELIMINARES Início apreciando as preliminares, haja vista que conselheiro Leonardo Oliveira, foi vencido ao votar por acolher a preliminar de impossibilidade de utilização da prova empresta. Antes, porém, fazse necessário alguns esclarecimentos. Consoante registrado no Termo de Verificação Fiscal (TVF), a contribuinte tem por nome de fantasia “BIG BOX SUPERMERCADOS”, nome este utilizado por um grupo de empresas do Distrito Federal, que foram fiscalizadas em conjunto pela Receita Federal do Brasil (RFB), em face de representação do Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal (SEFDF), segundo a qual tais empresas utilizaramse de notas frias, emitidas por diversos fornecedores, com o objetivo de fraudar a Fazenda Publica. A Fiscalização da RFB aduz que na esfera das receitas estaduais, essas notas geraram créditos fictícios de ICMS, reduzindo o montante de tributos a recolher; já no âmbito Federal as notas inflaram os custos dos produtos vendidos, reduzindose o lucro e, consequentemente, o IRPJ e CSLL devidos. Segundo a Fiscalização, ainda no âmbito Federal, essas notas também geraram créditos de PIS e Cofins, uma vez que a contribuinte estava sujeita ao regime de apuração nãocumulativo dessas contribuições. Em pesquisa nos processos em julgamento neste Conselho, identifiquei 8 (oito) recursos voluntários de contribuintes do grupo “BIG BOX”, submetidos à mesma operação fiscal, cujas exigências foram mantidas integralmente na DRJ Brasilia, sendo que as peça recursais apresentam o mesmo teor e foram apresentadas pelos mesmos signatários, a saber: Item Contribuinte Processo 1 VIA PARK COMERCIAL DE ALIMENTOS S/A 10166722232201063 2 SIBERIA COMERCIAL DE ALIMENTOS S/A 10166722209201079 3 SUPERMERCADO TATA S/A 10166722455201021 4 SOLEDADE COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA 10166722189201036 5 BIG TRANS COMERCIAL DE ALIMENTOS S/A 10166722297201017 6 BRUNELA COMERCIAL DE ALIMENTOS S/A 10166722766201090 7 COMERCIAL DE ALIMENTOS CERES S/A 10166722765201045 8 COMERCIAL SÃO PATRICIO S/A 10166722945201027 Fl. 1358DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 11 11 Os itens 1 e 3 acima, foram sorteados para a 1a. Turma desta Câmara do CARF, e foram pautados concomitantemente com os itens 4 a 8 (sorteados para esta 2a. Turma). A 1a. Turma já julgou os 3 primeiros, negando provimento aos recursos por unanimidade,enquanto a 2a. Turma converteu os demais em diligência. O item 1 acima, processo 10166.722232/201063, julgado em 16/1/2012, acórdão 140100704, recebeu as seguintes ementas e decisão: MPF. PRORROGAÇÃO DE PRAZO. VALIDADE Rejeitase a preliminar de nulidade, uma vez comprovado que as prorrogações de prazo foram feitas de acordo com a legislação de regência. INTIMAÇÃO. PRAZOS. Rejeitase a preliminar de nulidade, uma vez comprovado que os termos de intimação respeitaram os prazos estabelecidos pelo art. 71 da MP nº 2.15835/2001. DOCUMENTOS INIDÔNEOS. EFETIVIDADE NÃO COMPROVADA. Não restando comprovado o pagamento e o efetivo ingresso das mercadorias objeto de notas fiscais emitidas por empresas inexistentes de fato, as citadas notas devem ser consideradas inidôneas. PREJUÍZOS FISCAIS. Correto o cálculo do tributo devido, uma vez realizada a devida compensação do prejuízo declarado e constante do LALUR no período de apuração correspondente, mediante a dedução dessa quantia do valor da infração lançada, para a determinação do valor tributável e consequente imposto devido. ADICIONAL DO IRPJ. Correta a apuração do adicional de IRPJ, uma vez que somente foi tributado o valor excedente ao limite trimestral de R$ 60.000,00. CONTRIBUIÇÕES LANÇADAS DE OFÍCIO. INDEDUTIBILIDADE. É incabível a dedução, na determinação do lucro real, das contribuições apuradas em ação fiscal. MULTA QUALIFICADA. CONFISCO. Os órgãos julgadores administrativos não detêm competência para apreciar arguições de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2. MULTA QUALIFICADA. DOLO. A prática reiterada de contabilização de notas fiscais inidôneas, relativas à operações cuja efetividade não resta comprovada, enseja a qualificação da multa de ofício. LANÇAMENTOS DECORRENTES A decisão tomada em relação ao lançamento principal (IRPJ) aplicase aos lançamentos decorrentes (CSLL, PIS e COFINS), em razão da íntima relação de causa e efeito existente entre os mesmos. CSLL. DESPESA INEXISTENTE. A contabilização de notas fiscais inidôneas representa despesa inexistente, que deve ser deduzida tanto do lucro líquido como do lucro real, para a correta apuração do tributo devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares de nulidade e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Fl. 1359DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 12 12 Tal qual neste colegiado, as preliminares foram todas rejeitas, pelo que peço vencia para transcrever e adotar nessa parte os fundamentos do voto condutor do aludido acórdão, da lavra do Ilustre conselheiro Fernando Mattos, verbis: Irregularidades relativas ao MPF Preliminarmente, a recorrente arguiu a nulidade do lançamento, sob a alegação de que o MPF não atendeu os requisitos previstos na legislação para a sua finalidade. Sobre o tema, assim decidiu o acórdão recorrido, fls. 844: No caso em concreto, conforme se vê no Termo de Início de Ação Fiscal (fl. 83 e 84), a interessada foi devidamente cientificada do MPFF (Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização nº 01.1.01.002010001392), que determinou a execução da ação fiscal. Por meio do mesmo Termo, foi cientificada do código que lhe possibilitava o acesso, via internet, a todas as informações relacionadas com o aludido mandado. As prorrogações do prazo de validade do MPF foram devidamente registradas na internet e, desse modo, não pode a interessada alegar seu desconhecimento. Ademais, a contribuinte foi informada, em termos de intimação, sobre a continuidade da ação fiscal e sobre a possibilidade de consultar o MPF no sítio da RFB na internet, por meio do aludido código de acesso. Não existe, portanto, a irregularidade noticiada. Em sua peça recursal, a contribuinte não trouxe nenhuma alegação inovadora, razão pela qual, em relação a este tema, adoto as razões de decidir constantes do acórdão recorrido, retrotranscritas. Irregularidades relativas a prazos concedidos no curso da fiscalização Dando continuidade às suas razões de recurso, a contribuinte afirmou que durante os procedimentos fiscalizatórios as diligências e intimações para apresentação de documentos também não observaram a legislação, em vista de terem sido os prazos exíguos e incompatíveis com a complexidade das informações solicitadas. Mais uma vez, adoto e transcrevo as razões de decidir constantes do acórdão recorrido, fls. 844845: Entretanto, o que se constata da análise dos autos é que a Fiscalização agiu em conformidade com o comando expresso no art. 71 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, in verbis: Art.71. O art. 19 da Lei nº 3.470, de 28 de novembro de 1958, passa a vigorar com as seguintes alterações: Art.19. O processo de lançamento de ofício será iniciado pela intimação ao sujeito passivo para, no prazo de vinte dias, apresentar as informações e documentos necessários ao procedimento fiscal, ou efetuar o recolhimento do crédito tributário constituído. Fl. 1360DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 13 13 §1º Nas situações em que as informações e documentos solicitados digam respeito a fatos que devam estar registrados na escrituração contábil ou fiscal do sujeito passivo, ou em declarações apresentadas à administração tributária, o prazo a que se refere o caput será de cinco dias úteis. §2º Não enseja a aplicação da penalidade prevista no art. 44, §§ 2º e 5º, da Lei nº 9.430, de 1996, o desatendimento a intimação para apresentar documentos, cuja guarda não esteja sob a responsabilidade do sujeito passivo, bem assim a impossibilidade material de seu cumprimento." (NR)(g.n.o) No caso em tela, no termo de início da ação fiscal e no termo de intimação nº 3, foi concedido um prazo para atendimento de 20 dias, em consonância, portanto, com o caput do art. 19, antes transcrito. Quanto aos termos nº 2, 4 e 5, as intimações efetuadas dizem respeito a informações e documentos que devem estar registrados na escrituração contábil ou fiscal do contribuinte, situação que se enquadra no §1º do dispositivo reproduzido; em decorrência, foi concedido, corretamente, o prazo de 5 dias úteis ou 8 dias. Restou demonstrado, portanto, que durante os procedimentos de fiscalização todos os prazos foram concedidos em estrita conformidade com a legislação. Por esta razão, rejeito esta preliminar arguida pela recorrente. Prova emprestada Na sequência, a contribuinte discutiu a forma como a prova emprestada foi utilizada pelo Fisco Federal. Sobre o tema, assim se manifestou a recorrente: [...] não basta alegar, com fez a DRJ, que as informações foram obtidas em colaboração com outro Fisco, mas era necessário que o Fisco Federal tivesse laborado o seu ofício dentro do seu mister específico e de suas posições cadastrais, porque a falta desses demonstrativos nos autos ou de aprofundamento da fiscalização nesse sentido é causa de nulidade do procedimento fiscal. Não assiste razão à recorrente. Para demonstrar esse fato, considero suficiente transcrever pequenos trechos do acórdão recorrido (grifado): Entretanto, cumpre observar que a autoridade autuante não se limitou a acolher as conclusões expostas nos relatórios elaborados pelas autoridades competentes do fisco distrital. Foram utilizadas, sim, as constatações verificadas nas diligências, porém, a partir desses documentos, e com base nas respostas às intimações efetuadas no curso da ação fiscal, a autoridade lançadora construiu seu entendimento acerca dos fatos ocorridos. Em verdade, a autoridade lançadora, baseada nos fatos apurados, buscou novas informações junto à contribuinte, a qual não logrou êxito em comprovar os pagamentos e tampouco a entrada das mercadorias objeto das notas fiscais em análise. [...] Portanto, tentar resumir o procedimento fiscal apenas ao trabalho efetuado pelo fisco distrital é fechar os olhos à realidade dos autos. A fiscalização federal executou trabalho de auditoria fiscal, em busca da verdade material, Fl. 1361DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 14 14 colhendo provas, intimando o contribuinte a esclarecer fatos e apresentar documentos. [...] Em vista do exposto, constatase que a autoridade autuante, com base nas informações prestadas pela Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, buscou confirmar os indícios apontados, intimando a interessada a comprovar o pagamento das mercadorias adquiridas. Logo, foi concedida à autuada a oportunidade de demonstrar sua boafé mediante a comprovação da efetividade da transação comercial. Entretanto, em vez de efetivar essa comprovação, limitouse a impugnante a argumentar em torno da possibilidade de utilização de atos declaratórios publicados na esfera distrital e de seus efeitos temporais. Nestes termos, também rejeito esta preliminar apresentada pela recorrente. Documentos inidôneos A recorrente afirmou que na relação de empresas supostamente inexistentes havia muitas empresas com operações e existências reais, inclusive integrantes de regimes especiais criados pelo Distrito Federal (TARE ou REA). Afirmou, outrossim, que por várias vezes foi concedida AIDF (Autorização para Impressão de Documentos Fiscais) para algumas dessas empresas, em quantidades razoáveis (até 8000 documentos). Além disso, diversas FAC (Fichas de Alteração Cadastral) destas empresas teriam sido acatadas pelo Fisco Distrital. Com base nestes argumentos, a recorrente afirma que “os contribuintes adquirentes foram vítimas dessas situações e não fraudadores como que a autuação impugnada”. Tais alegações se revelam totalmente desprovidas de sentido. Afinal, a declaração de inidoneidade dos documentos fiscais daquelas empresas foi apenas o ponto de partida da presente autuação. Posteriormente, foi dado à contribuinte a oportunidade de apresentar as vias originais das notas fiscais, bem como o respectivo comprovante de pagamento. A contribuinte, por seu turno, apresentou apenas parte das notas fiscais, e sem a devida comprovação de pagamento. Ora, se as empresas em questão realmente existiam e se as operações comerciais tivessem sido reais, certamente a recorrente teria apresentado todos os comprovantes solicitados, elidindo por completo a suspeita de utilização de documentos fiscais inidôneos. No item “g” das suas alegações preliminares, a recorrente alegou que apresentou apenas parte das notas fiscais solicitadas, pelo fato de as vias originais terem ficado na posse do Fisco do Distrito Federal. Tal alegação, contudo, não se encontra comprovada nos, posto que a recorrente não juntou qualquer Fl. 1362DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 15 15 comprovante de entrega de tais documentos às autoridades fiscais distritais. Além disso, a recorrente se absteve por completo de justificar a falta de apresentação dos supostos comprovantes de pagamento relativos a tais notas fiscais. Em resumo: o fator determinante para a presente autuação não foi a mera declaração de inidoneidade da documentação emitida pelos fornecedores da contribuinte, ora recorrente. Na realidade, o fator determinante para o presente lançamento foi a ausência de comprovação, por parte da recorrente, da efetividade daquelas operações. Como facilmente se percebe, a recorrente limitouse a apresentar simples alegações, de cunho exclusivamente retórico. Com o intuito de elidir a presente autuação, a recorrente deveria ter trazido aos autos a comprovação do efetivo pagamento das supostas operações comerciais, amparadas por documentação inidônea. Diante da ausência de qualquer comprovação de pagamento, merece ser rejitada a presente alegação apresentada pela recorrente. Irretroatividade dos efeitos de ato declaratório de inidoneidade de documento fiscal e necessidade de declaração de inidoneidade também pelo Fisco Federal Em relação a este tema, a recorrente alegou que os Atos Declaratórios de inidoneidade somente foram publicados em 2009, razão pela qual não poderiam abranger as notas fiscais objeto do presente lançamento, as quais foram emitidas em 2007 e 2008. Além disso, para alguns fornecedores sequer teria havido o ato de declaração de inidoneidade. Por fim, não teria havido declaração de inidoneidade pelo Fisco Federal, mas tão somente pelo Fisco Distrital. No tocante à tais alegações, adoto e transcrevo as razões de decidir constantes do acórdão recorrido: Assim, não obstante o rito estabelecido para a declaração de inaptidão, a redação do caput do art. 82 deixa bem claro que a inidoneidade de documentos em virtude de inscrição declarada inapta não exclui as demais formas de inidoneidade de documentos previstas na legislação. A Instrução Normativa RFB nº 1.005, de 8 de fevereiro de 2010, em seu art. 45, § 4º, esclarece, ainda, que, além de não excluir as demais formas de inidoneidade, a declação de inaptidão tampouco legitima os documentos inidôneos emitidos antes da publicação de tal ato, verbis: § 4º A inidoneidade de documentos em virtude de inscrição declarada inapta não exclui as demais formas de inidoneidade de documentos previstas na legislação, nem legitima os emitidos anteriormente às datas referidas no § 3º. Resta claro, portanto, que a consideração ou declaração de inaptidão constituise em uma das hipóteses de inidoneidade de documentos prevista na legislação, mas não a única. Ademais, devese elucidar a natureza declaratória dos atos de inaptidão da RFB, que, como o próprio nome indica, apenas declara uma situação Fl. 1363DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 16 16 irregular que já se verificava no passado, não tendo, portanto, a característica de ato constitutivo. Dessa forma, sendo os elementos de prova acostados aos autos do processo suficientes para caracterizar a inidoneidade dos documentos fiscais, não é necessário que se aguarde a declaração de inaptidão das empresas envolvidas. E foi justamente isso que ocorreu no caso concreto e que se demonstrará mais adiante. Ainda em alusão aos atos declaratórios, aduz a impugnante que a autuação baseouse exclusivamente em declaração de inidoneidade publicada na esfera distrital, não sendo esta válida para efeito de lançamento de tributos administrados pelo fisco federal. Nesse sentido, acrescenta que cumpriria à autoridade lançadora efetuar uma melhor análise dos elementos de convicção e certeza indispensáveis à constituição do crédito tributário. Entretanto, cumpre observar que a autoridade autuante não se limitou a acolher as conclusões expostas nos relatórios elaborados pelas autoridades competentes do fisco distrital. Foram utilizadas, sim, as constatações verificadas nas diligências, porém, a partir desses documentos, e com base nas respostas às intimações efetuadas no curso da ação fiscal, a autoridade lançadora construiu seu entendimento acerca dos fatos ocorridos. Em verdade, a autoridade lançadora, baseada nos fatos apurados, buscou novas informações junto à contribuinte, a qual não logrou êxito em comprovar os pagamentos e tampouco a entrada das mercadorias objeto das notas fiscais em análise. [...] Neste ponto, é importante assinalar que as provas carreadas pela fazenda distrital são de abrangência e efetividade suficientes para a formação da convicção quanto aos fatos ocorridos, o que torna prescindível a realização de novas diligências. Além disso, não há que se perder de vista que tanto o fisco distrital quanto o federal detêm o poder de polícia e suas afirmações gozam da presunção de veracidade. Dessa forma, a realização das mesmas diligências, já efetuadas em outra esfera, tornase desnecessária. Pelas razões expostas, concluo que os fatos arguidos pela recorrente são completamente inaptos para eivar de nulidade os presentes lançamentos. Por esta razão, também esta preliminar merece ser rejeitada. O ilustre conselheiro Leonardo Oliveira sustentou seu voto acerca nulidade da exigência, asseverando que haveria muitas inconsistências no procedimento fiscal e, “sendo fato que no universo das notas fiscais consideradas inidôneas há grande número que não se subsume a espécie, o crédito tributário padece de liquidez e certeza, passível de os lançamentos de ofício do IRPJ e tributação reflexa serem julgados insubsistentes, face à existência de vício material na determinação da matéria tributável ex vi do disposto no art. 142 do CTN”. Discordei veementemente desse posicionamento, isso porque a glosa dos custos não se deu em razão da inidoneidade das notas fiscais apurada pela SEFDF, e sim pela não comprovação da efetividade das operações de que tratam essas e outras notas fiscais, cujos valores foram deduzidos na apuração do lucro liquido da contribuinte (custos). Não há qualquer inconsistência no procedimento fiscal da RFB. A contribuinte foi regularmente intimada durante a auditoria para comprovar a efetividade da aquisição dos Fl. 1364DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 17 17 produtos constantes em diversas notas fiscais emitidas pelas empresas objeto da representação do SEFDF, bem como os comprovantes pagamento aos fornecedores. Apesar de as operações superarem a casa dos milhões de Reais, nenhum comprovante de pagamento via bancária foi apresentado. À inteligência dos artigos 249, inciso I, e 259 parágrafo único do Regulamento do Imposto Renda (RIR/99), citados na base legal dos Autos de Infração, em se tratando de lucro real, cabe à contribuinte fazer prova da efetividade dos custos e despesas contabilizados, incluídos na apuração do resultado tributável. Frisese que tanto nos Autos de Infração, quanto no TVF, dos quais a contribuinte foi cientificada, está patente que o lançamento se deu pela glosa de custos em face da ausência ou insuficiência de comprovação. Portanto, no presente caso, não há que se falar em exigência fiscal calcada em prova emprestada, e sim em falta de provas, pelo que essa a preliminar deve mesmo ser rejeitada. Concluo, pois, por rejeitar todas as preliminares. DA CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA À luz do art. 29 do Decreto 70.235 de 1972, que rege o Processo AdministrativoTributário no âmbito Federal (PAF), “Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.”. Frisese que esta redação original é uma das poucas que jamais foi alterada ao longo desses 40 anos de vigência do PAF. Consoante já registrado neste voto, enquanto a 1a. Turma desta Câmara ao apreciar concomitantemente outros 3 (três) processos, oriundos da mesma operação fiscal que este, entendeu por negar provimento aos recursos, diante da insuficiência ou ausência de provas da efetividade dos custos contabilizados, que repito estão mesmo a cargo do contribuinte, o colegiado da 2a. Turma acolheu a proposta deste conselheiro para converter o julgamento em diligência para que sejam efetuadas verificações adiante detalhadas. É certo que não estamos diante de processos ou lançamentos decorrentes, isso porque, embora haja coincidência de fatos e atos, não se trata da mesma ação fiscal, muito menos do mesmo contribuinte ou coligados/sócios/cônjuges, tampouco há qualquer referência nos autos ao disposto no parágrafo único do art. 7o. do PAF. Situações que, a meu ver, implicariam na necessidade de julgamento em conjunto dos processos ou da aplicação do princípio da decorrência. Pois bem, vejamos então parte dos fundamentos de mérito do voto condutor do acórdão 140100.704: Compras efetivas Em relação a este tema, a recorrente afirmou que as notas fiscais glosadas representam compras efetivas de mercadorias destinadas a revenda. Afirmou Fl. 1365DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 18 18 que eventuais irregularidades com a situação fiscal dos fornecedores não podem afetar/prejudicar a autuada, que agiu de boa fé. Tais alegações constituem meras repetições dos argumentos apresentados no tópico correspondente às preliminares. Naquela oportunidade, restou demonstrado que o fator determinante para a presente autuação não foi a mera declaração de inidoneidade da documentação emitida pelos fornecedores da contribuinte, ora recorrente. Na realidade, o fator determinante para o presente lançamento foi a ausência de comprovação, por parte da recorrente, da efetividade daquelas operações. Se a contribuinte, ora recorrente, efetivamente tivesse agido de boa fé, certamente teria trazido aos autos os alegados comprovantes de pagamento relativos àquelas operações. No entanto, a recorrente não apresentou nenhum elemento de prova (documentos, pagamentos, recebimentos, fretes etc.) visando sustentar sua argumentação, quer por ocasião da autuação, quer no momento da impugnação, quer no momento do recurso voluntário. A completa ausência de comprovação de tais pagamentos por parte da recorrente, aliada à declaração de inidoneidade dos documentos fiscais emitidos pelos seus fornecedores, comprovam à exaustão que as aludidas operações comerciais não existiram, razão pela qual os valores correspondentes não podem ser considerados como custos para a contribuinte. Diante do exposto, em relação a este tema a decisão recorrida merece ser confirmada. Glosa de custo sem glosa da receita correspondente No entender da recorrente, ao se proceder a glosa de custos, as autoridades fiscais também deveriam ter procedido a glosa das receitas correspondentes. Alegação totalmente desprovida de sentido. Afinal, não resta qualquer dúvida acerca da efetiva das receitas, devidamente declaradas e contabilizadas pela contribuinte. A presente autuação versa, exclusivamente, sobre a glosa de custos não comprovados, tendo em vista a ausência de comprovação do seu efetivo pagamento (cumulada com a declaração de inidoneidade dos documentos fiscais emitidos pelos seus fornecedores). Assim sendo, não merece prosperar esta alegação da recorrente. Necessária dedutibilidade do custo das mercadorias vendidas Segundo a recorrente, não foi correta a glosa dos custos, porque decorrem de operações que foram efetivamente realizadas e são necessários à empresa e à sua fonte produtora, e achamse devidamente escrituradas nos livros da autuada, o que faz prova a seu favor. Fl. 1366DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 19 19 Tratase de mera reiteração da alegação feita no item anterior, o que dispensa maiores considerações sobre o assunto. Por mera formalidade, cumpre repetir que, no presente caso, a contribuinte efetivamente não comprovou que as mercadorias entraram em seu estabelecimento, não tendo demonstrado ter agido de boafé. Importante destacar que a fiscalização atuou com fundamento em provas diretas, e não com base em indícios, suspeitas ou suposições, conforme indevidamente alegado pela recorrente. Em síntese: a insuficiência de elementos comprobatórios impede o acatamento das razões da impugnante. Não há, pois, que se falar em dedutibilidade de custos, uma vez que não restou comprovada a efetividade daquelas operações. Ônus da prova A recorrente admitiu ter o ônus da prova de comprovar a efetividade das operações comerciais realizadas com seus fornecedores. No entanto, sustentou que esta comprovação deve ser realizada por meio de seus livros contábeis. Pelo fato de manter escrituração regular, caberia ao Fisco o ônus de desconstituir as provas registradas em sua contabilidade. Alegação totalmente desprovida de sentido. Ab initio, esclareçase que a contabilidade da contribuinte não era mantida com estrita observância das disposições legais. Afinal, um dos requisitos legais é que todos os lançamentos contábeis sejam alicerçados em documentos hábeis e idôneos. No caso concreto, quando intimada a comprovar o efetivo recebimento e o efetivo pagamento das mercadorias adquiridas junto a determinados fornecedores, a contribuinte abstevese, por completo, de apresentar qualquer documento comprobatório. Sobre o tema, manifestouse com grande propriedade o acórdão recorrido: Sujeitamse, pois, à comprovação, sob pena de glosa dos valores registrados, todas as operações realizadas pela pessoa jurídica, mormente aquelas que envolvem documentos fiscais sob suspeitas de inidoneidade, porque emitidos por empresas irregulares, para fornecer o bem ou para prestar o serviço constante da nota fiscal. Dessa forma, procedeu corretamente a fiscalização à intimação da empresa para que comprovasse o efetivo pagamento dos custos contabilizados, de forma a validar as despesas computadas como dedutíveis na escrituração da empresa. Entretanto, a impugnante não apresentou nenhum elemento de prova sequer (documentos, pagamentos, recebimentos, fretes etc.), quer quando da autuação, quer no momento da impugnação, para alicerçar a argumentação vertida na peça de defesa. [...] Fl. 1367DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 20 20 Assim sendo, é imprescindível que as provas e argumentos carreados aos autos, no sentido de refutar o procedimento fiscal, se revistam de força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, consequentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Isso não obstante, em que pese a argumentação apresentada na peça impugnatória, a contribuinte não comprovou que as mercadorias efetivamente entraram em seu estabelecimento, não tendo demonstrado, dessa forma, ter agido de boafé. Pelo contrário, as provas acostadas aos autos são consistentes e inequívocas, as quais, inclusive, autorizam concluir pela ocorrência de máfé da contribuinte. Destaquese, ainda, que a fiscalização atuou com fundamento em provas diretas, e não com base em indícios, suspeitas ou suposições. Diante do exposto, considero que, em relação a este tema, o acórdão recorrido não merece quaisquer reparos. A partir da análise dos presentes autos, em confronto com as razões de decidir do ilustre conselheiro Fernando Mattos naquele outro processo, acima transcritas, conclui que, embora o ônus da prova seja da contribuinte, especialmente quanto aos custos contabilizados, é possível que tais custos tenham correspondência com a venda de produtos cujas receitas foram contabilizadas e tributadas. Os valores glosados variam em torno de 10% a 15% do total dos custos contabilizadas (isso em todas as empresas e períodos de apuração), logo, é possível que a contribuinte tenha mesmo adquiridos as mercadorias desses fornecedores e contabilizado as vendas, conforme alega a contribuinte. Esses percentuais também coadunam com a acusação fiscal de que não houve ingresso das mercadorias e que as receitas contabilizadas correspondem a vendas dos outros produtos efetivamente adquiridos. Justamente por serem valores significativo e, principalmente, por se tratar em sua maioria de produtos industrializados, alguns produzidos pelas principais indústrias do país, aliado ao fato de o contribuinte possuir contabilidade regular, formei convencimento da pertinência de uma diligência fiscal, priorizando a verdade material, para trazer aos autos elementos seguros quanto a efetividade, ou não, da entrada deste produtos, bem com fazer verificações que certamente irão robustecer o convencimento do Colegiado. Diante do exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência para que a Fiscalização da DRF Brasilia efetue os seguintes procedimentos: 1. Identifique nas notas fiscais glosadas pelo menos 2 (dois) produtos fabricados por indústrias nacionais de grandes porte, revendidos por cada uma dos fornecedores considerados inidôneos, listados no TVF, por exemplo de Mucilon (Nestlé), Sopão Knnor, Farofa Yoki. Caso sejam identificados produtos de mesmo fabricante fornecidos por varias empresas consideradas inidôneas, a escolha deve recair sobre esses, facilitando as verificações Fl. 1368DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA Processo nº 10166.722297/201017 Resolução n.º 140200.098 S1C4T2 Fl. 21 21 1.1 Fazer verificação in locu nas prateleiras dos supermercados BIG BOX para apurar o CNPJ dos fabricantes, bem como se os produtos são realmente vendidos nos estabelecimentos, juntando aos autos reprodução da imagem das embalagens. 2. Expedir intimações à essas indústrias (fabricantes) para informar as vendas efetuadas desses produtos, nos anos de 2007 e 2008, tanto para os emitentes das notas fiscais glosadas, quanto para o contribuinte (diretamente) solicitando informar data da venda, numero da NF, quantidades vendidas, valor unitário/total e forma de pagamento. 2.1 Solicitar também às indústrias que informem o total das vendas mensais efetuadas ao contribuinte naqueles anos, nesse caso englobando todos os produtos. 3. Escolher pelo menos 1 (um) trimestre do ano calendário 2007, e outro(s) do anocalendário de 2008, e intimar o contribuinte para que elabore demonstrativos a partir das contabilizações de estoques/entradas/devoluções e vendas desses produtos (quantidades e valores), identificando também se foram realizadas compras de outros fornecedores que não a indústria (fabricante) e das empresas glosas. 3.1 A Fiscalização deverá verificar/atestar a correção desses demonstrativos, mediante análise da escrituração contábil do contribuinte fornecida durante a auditoria fiscal. O objetivo desse item da diligência é apurar a correspondência entre a quantidade desses produtos vendidos e suas respectivas quantidades disponíveis para venda, determinando se nas quantidades vendidas incluemse as compras glosados. Certamente há meios para fazer esse batimento, haja vista que é público e notório que os cupons fiscais emitidos pelos supermercados do Grupo BIG BOX atendem a legislação, individualizando os produtos vendidos, alimentando os sistemas informatizados. 3.2 Elaborar tabela comparativa dos preços médios unitários de compra e venda dos produtos auditados, em cada trimestre (preço da Indústria, preço do fornecedor compras glosados, preço de venda ao consumidor). 4. A Fiscalização poderá realizar outros procedimentos e verificações, alem dos acima solicitados, deste que concernentes com o objetivo da diligência, qual seja, determinar se os produtos relacionados nas notas glosadas foram vendidos pelo contribuinte e compõe as receitas contabilizadas, bem com a pertinência do valor das operações. 5. Ao final, a Fiscalização deverá lavrar relatório consubstanciado, cientificando a contribuinte para, caso deseje, manifestarse no prazo de 30 dias. (assinado digitalmente) Antonio José Praga de Souza Fl. 1369DF CARF MF Impresso em 04/03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 04/ 03/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA, Assinado digitalmente em 02/03/2012 por ANTONIO JOSE PRA GA DE SOUZA
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Numero do processo: 13502.000172/2004-14
Data da sessão: Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Apr 08 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1401-000.033
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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DE FERRO LIGAS BAHIA FERBASA Recorrida DRJ-SALVADOR/BA Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. VIVIANE VIDAL WAGNER— Presidente A4j- „ia TON O EZERRA NETO - Relator EDITADO EM: 1 MAi LUt U Participaram, da presente sessão de julgamento, os Conselheiros: Viviane Vidal Wagner, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Mauricio Pereira Faro e Alexei Marcorin Vivan. Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 2 Relatório Trata-se de recurso voluntário contra o Acórdão n° 15-17.861, da i a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador-BA. Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: "Trata-se do Auto de Infração de fis. 04 a 08 no qual se exige crédito tributário relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, no valor de 1.235.142,41 (um milhão e duzentos e trinta e cinco mil e cento e quarenta e dois reais e quarenta e um centavos), já incluídos a multa de oficio, juros de mora e multas isoladas, conforme abaixo: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 149.447,72 Juros de Mora 102.190,67 Multa Proporcional 112.085,78 Multa Isolada 871.418,24 Valor total do crédito 1.235.142,41 O lançamento imputa ao contribuinte o cometimento das seguintes infrações: a) no ano-calendário de 2002, a falta de adição ao lucro líquido de provisões indedutíveis no valor tributável de R$ 118.551,99 com exigência da CSLL no valor de R$ 10.669,66; b) no ano-calendário de 1999, a falta de adição ao lucro líquido antes da CSLL, do valor da CSLL compensada com 1/3 da Contribuição Social sobre o Faturamento — COF1NS que teria sido registrada como custo ou despesa, no valor tributável de R$ 1.254.774,59 com exigência da CSLL no valor de R$ 138.778,06; c) nos anos-calendário de 1999 a 2002, a falta de pagamento da Contribuição Social sobre a base estimada que resultou na aplicação de multas isoladas no valor de R$ 871.418,24. Cientificada da autuação em 29/03/2004, em 23/04/2004 a interessada protocoliza tempestivamente a sua defesa (fls. 167 a 192), apresentando, em síntese, os seguintes argumentos: a) inicialmente pede com base no art. 142 do CTN, a nulidade do auto de infração, argumentando que a autoridade fiscal ao desconsiderar sem justificativa OS pedidos de ressarcimento/restituição/compensação, não teria determinado com clareza a matéria tributável, bem como, não teria calculado o tributo de forma apropriada; r\\ 2 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 3 b) alega que em função da greve promovida pelos agentes da receita federal, teve dificultado o seu acesso aos documentos que serviram de base à autuação fiscal, pelo que pede seja autorizada a apresentação de razões complementares de defesa, já que não lhe foi dada a oportunidade de conhecer todos os documentos que serviram de base para a lavratura do auto de infração, sob pena de prejudicar o seu direito à ampla defesa e, via de conseqüência, em ofensa manifesta ao devido processo legal; c) com referência ao item 01 do auto de infração, alega que o crédito tributário calculado em relação à diferença não adicionada ao lucro líquido do ano-calendário de 2002, não foi apurado com a necessária exatidão, erro que teria provocando uma diferença a maior de R$ 500,00 na base tributável. "Diante desta constatação, há que ser recalculado o crédito tributário exigido através do item 01 do auto de infração, devido à diferença de R$ 88,41 entre o crédito tributário apurado pelas autoridades administrativas e o crédito efetivamente devido pela impugnante, em função da imputação errônea do montante de R$ 500,00 no valor da base tributável pela CSLL"; d) quanto a alegada falta de adição ao lucro líquido do valor da CSLL compensada com 1/3 da COFINS, argumenta que reconheceu no resultado contábil relativo ao ano-calendário de 1999, apenas 2% (dois por cento) da COFINS, ou seja, dos 3% (três por cento) da COFINS recolhida, registrou como despesa apenas 2%, considerando I% (um por cento) como ativo ressarcível da CSLL, o qual não estaria incluso no resultado do exercício. Para comprovação, anexa cópias do balancete sintético de dezembro de 1999 «Is. 935 a 942) evidenciando o lançamento da despesa de 2% referente à COFINS; e) contesta a aplicação das multas isoladas por falta de pagamento da Contribuição Social sobre a base estimada, alegando que a autoridade fiscal teria desconsiderado sem justificativa, compensações regularmente efetuadas e que "considerou para fins de dedução da CSLL devida, o valor da CSLL devida em meses anteriores, e não a CSLL efetivamente paga, fato este que ensejou a aplicação da multa sobre os mesmos valores, conquanto a impugnante realizou ao - longo dos períodos-base de 1999, 2000, 2001 e 2002, pagamentos em excesso ao valor devido". Em 15/06 de 2004, através do documento de fls. 915 a 934, a interessada apresenta razões complementares de defesa, aduzindo o seguinte: a) que "à impugnante não foi conferido até o momento do protocolo da defesa, o direito de obter vista da integralidade dos documentos que perfaziam o auto do processo administrativo, e que serviram de base e fundamento para a lavratura do combativo auto de infração,. conquanto o mesmo ainda não havia sido devidamente autuado e colocado à disposição da impugnante, em função da greve dos servidores"; b) "somente agora a impugnante possui pleno conhecimento da extensão e do conteúdo da exigência fiscal (dos documentos e planilhas que serviram de base para lavratura do auto de infração) o que tornou possível o exame dos autos para sua plena defesa"; 3 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 4 c) anexando planilha exemplificativa informa que "a despesa contabilizada a título de COFINS representa apenas os 2%(dois por cento) da totalidade das receitas auferidas pela empresa no exercício de 1999, o que por si só comprova de forma irrefutável que a Impugnante respeitou os ditames legais, ou seja, registrou apenas 2% (dois por cento) dos 3% (três por cento) da Cofins como redução de receita e/ou despesa operacional. O 1% (um por cento) foi considerado ativo ressarcível da CSLL (não compondo, portanto, o resultado do exercício)"; d) que as autoridades fiscais quando da determinação do valor supostamente devido a título de multa isolada, desconsideraram a escorreita sistemática de apuração da base de cálculo da CSLL com base na estimativa, conquanto considerou para fins de dedução da CSLL devida, o valor da CSLL devida mês a mês e não a CSLL efetivamente paga, fato que ensejou a aplicação da multa sobre os mesmos valores, conquanto a impugnante realizou ao longo dos períodos-base de 1999, 2000, 2001 e 2002, pagamentos em excesso ao valor devido, como demonstram as DIPT e os DARF já juntados quando do protocolo da impugnação, bem como os pedidos de compensação juntados "; e) as autoridades fiscais ao considerarem apenas os valores devidos com base nos meses anteriores declarados em DIPT, deixaram de deduzir a integralidade dos valores pagos anteriormente pela Impugnante, fato este que representa uma alteração substancial no cálculo promovido pela autoridade fiscal, negando vigência à faculdade do contribuinte em cessar ou suspender o pagamento da estimativa, sempre que o valor pago superar o devido"; analisando ano a ano o lançamento referente às multas isoladas, alega que ano-calendário de 1999, além do equívoco das autoridades fiscais sobre a não inclusão na base de cálculo da CSLL , do valor da COFINS utilizado na compensação da CSLL (1/3 do valor pago), ocorreu "outro equívoco que refere-se a não consideração, na apuração anual da CSLL do ano-base de 1999, dos valores pagos a maior em determinados meses de 1999". Inclusive verifica-se que as multas isoladas aplicadas nos meses de julho, setembro e outubro, decorrem em parte, da falta de dedução de valores pagos nos meses anteriores"; g.) quanto ao ano-calendário de 2000, esclarece que "as autoridades administrativas deixarem de considerar quando da identificação dos valores efetivamente recolhidos no período, as compensações de saldo negativo de CSLL apurado em 1997, 1998 e 1999, promovidos pela impugnante nos meses de fevereiro, março, abril, agosto e setembro de 2000"; h) quanto aos anos-calendário de 2001 e 2002, alega que o equívoco decorre exclusivamente da utilização da CSLL devida no mês anterior ao invés da CSLL efetivamente paga ou compensada. Em 07 de agosto de 2007 o processo foi submetido a diligência, no intuito de se definir sobre a efetividade dos valores relativos à base tributável da CSLL, com o seu retorno à repartição de origem para a adoção das providências a seguir discriminadas: 4 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 5 I) examinar a contabilidade da Contribuinte no intuito de verificar se o valor de 1/3 (um terço) da COFINS efetivamente paga e utilizada na compensação da CSLL devida do ano-calendário de 1999, teria sido contabilizada em conta de ativo como crédito a recuperar ou teria sido deduzida como custo ou despesa na apuração do resultado do referido ano; 2) intimar a Contribuinte a demonstrar a contabilização de todos os valores da COFINS recolhidos no decorrer do ano-calendário de 1999, tanto dos valores deduzidos como custos ou despesas, quanto àqueles utilizados para fins de compensação da CSLL daquele ano- calendário; 3) que a Autoridade Fiscal examine e se manifeste sobre a liquidez e certeza do crédito tributário constante dos "Pedidos de Compensação", das "Declarações de Compensação", "Créditos Decorrentes de Decisão Judicial", informados ou não nas "DCTF's", as quais, segundo alegações da defesa, não teriam sido consideradas na apuração da base tributável (fls. es. 943 a 1.105). Em 30/01/2008, foi emitido o primeiro Relatório de Diligência (fls. 1.310 a 1.316), tratando das providências solicitadas pela DRI nos itens 01 e 02, onde se concluiu o seguinte: De posse da documentação, foram elaboradas as seguintes planilhas: 1) Apuração e contabilização mensal da COFINS 2) Resumo da apuração e contabilização anual da COFINS 3) Demonstrativos de débitos e créditos escriturados nas contas 41010002055(despesas com COFINS), 44030001090 (Cofins sobre receitas financeiras) e 11040001007 (contribuição social estimativa). Nesta última conta existem diversos lançamentos, porém só foram demonstrados aqueles cujo histórico faz referência ao aproveitamento de 1/3 da COFINS paga. Pela análise dos dados verificou-se que o contribuinte no ano- calendário de 1999, apurou COFINS com base na alíquota de 2% para o mês de janeiro, e 3% para os demais meses, lançando os seguintes valores no ano-calendário de 1999: Período: Janeiro de 1999 DIC CONTA GRUPO DESCRIÇÃO VALOR • 4.1.01.0002.055 Resultado Despesa com COFINS 81.302,68 C 2 . 1.03 .0001 .002 Passivo Cofins a pagar 81.302,68 Período fevereiro a dezembro de 1999 D/C CONTA GRUPO DESCRIÇÃO VALOR 5 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 6 • 4.1.01.0002.055 Resultado Despesa com COF1NS 2.380.295,07 • 4.4.03.0001.090 Resultado COFINS s/despesa financeira 118.294,57 • 1.1.04.0001.007 Ativo Contribuição Social Estimativa 1.241.286,46 C 2.1.03.0001.002 Passivo Cotins a pagar 3.739.876,10 Resumo da Apuração e contabilização anual da COFINS Ano-calendário - 1999 Janeiro Fevereiro a Dezembro Base de Cálculo 4.060.184,15 124.615.056,28 Cofins apurado pelo contribuinte 81.203,68 3.738.451,69 Percentual aplicado pelo contribuinte 2% 3% Cofins devida à aliquota de 2% 81.203,68 2.492.301,13 Cofins devida à aliquota de I% - 1.246.150,56 Total COFINS devida 81.203,68 3.738.451,69 LANÇAMENTOS CONTÁBEIS (saldo final) Janeiro Fevereiro a Dezembro CONTA SALDO SALDO Despesa com COFINS 81.203,68 2.380.295,07 Desp. Cofias Rec. Financeira 118.294,57 Contribuição social estimativa 1.241.286,46 TOTAL DAS CONTAS 3.739.876,10 Os dados apresentados, juntamente com as planilhas descritas no item 04 atendem o solicitado nos itens 2.1 e 2.2 do despacho DRJ. A providencia descrita no item 2.3, deve ser atendida pela SARAC/DRF/CCI, seção responsável pela análise dos pedidos de compensação e créditos decorrentes de decisão judicial. Assim, após o encerramento da diligência por esta seção, o processo deverá ser encaminhado à SARAC para as providências complementares. O processo foi então encaminhado para a equipe de restituição, ressarcimento e compensação da Seção de Arrecadação e Cobrança — SARAC da DRF Cama çari, que em 08/08/2008 elaborou minucioso parecer esclarecendo o seguinte: 6 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 7 "01) Os débitos de CSLL, código de receita 2484, constantes das fls. 943 e 944, descritos na tabela abaixo, foram incluídos no processo n° 13502.000766/2001-74, cujas compensações utilizaram crédito referente a saldo negativo de IRPJ, exercícios 1998 e 2000, conforme demonstra o Parecer Saort/DRF/CCI n° 76/2005, de fls. 1328 a 1337. PA Vencimento Valor (R$) set/01 31/10/2001 395.000,00 out/01 30/11/2001 475.000,00 Conforme se depreende do extrato emitido pelo PROFISC, fls. 1321 a 1325, do referido Parecer, do Despacho Decisório, de fls. 1326 e 1327, e do Acórdão proferido pela DRI/SDR, de fls. 1338 a 1352, foram homologadas todas as compensações constantes daquele processo. 2) Os débitos de CSLL, código de receita 2484, constantes das fls. 945 e 946, descritos abaixo, foram incluídos no processo n° 13501.000188/2001-86, no qual foram tratadas compensações que pretendeu utilizar crédito de saldo negativo de IRPJ/2001, não tendo sido integralmente homologada apenas a compensação relativa ao débito de PA dez/2001, para o qual resta saldo devedor no valor de R$ 498.088,06 (quatrocentos e noventa e oito mil, oitenta e oito reais e seis centavos), em razão da insuficiência de crédito, conforme o demonstrado pelo extrato do processo emitido pelo sistema SIEF, à fl. 1432, e pelos Parecer e o Despacho Decisório emitidos por esta DRF, anexado às fls. 1358 a 1365, bem como pelo Acórdão de fls. 1366 a 1383, emitido pela DRJ/SDR (vide nesse sentido, ainda, docs. às fls. 1355 a 1357, 1430 a 1431, e 1434 a 1435). PA Vencimento Valor (R$) nov/01 28/12/2001 281.000,00 dez/01 31/01/2002 692.973,56 Após análise pela DRJ/SDR, o referido processo foi encaminhado a essa DRF, conforme consulta defls. 1354, para ciência ao interessado. 3) Os demais Pedidos e Declarações de Compensação, constantes das fls. 947 a 959, referem-se a débitos de CSLL, código de receita 2484, abaixo listados, incluídos no processo n° 13501.000019/2002-27, que trata de pedido de restituição de crédito de IPI, concedido por meio de decisão judicial proferida na Ação Ordinária n° 00.0060209-4. Conforme se depreende da análise dos extratos do processo, às fls. 1385 a 1399 (em particular, fls. 1395 e 1396), e do Despacho Decisório DRF/CCl/SAORT N.° 24/2007, cópia anexada às fls. 1400 a 1411, não foram homologadas as respectivas compensações. PA Vencimento Valor (R$) dez/01 31/01/2001 1.007.026,43 jan/02 28/02/2002 207.000,00 fev/02 28/03/2002 300.000,00 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 8 mar/02 30/04/2002 230.000,00 abr/02 31/05/2002 275.000,00 mai/02 08/06/2002 270.000,00 jun/02 31/07/2002 321.000,00 ju1/02 30/08/2002 620.000,00 ago/02 30/09/2002 335.000,00 set/02 31/10/2002 718.000,00 out/02 29/11/2002 978.000,00 nov/02 30/12/2002 I . 100.000,00 dez/02 31/01/2003 670.000,00 Apesar de apresentada Manifestação de Inconformidade pelo interessado, a DRI/SDR manteve a não homologação das referidas compensações, conforme decisão de fls. 1412 a 1426. Em razão da apresentação de recurso voluntário, o referido processo foi encaminhado ao Segundo Conselho de Contribuintes em 01/04/2008, conforme demonstra consulta ao sistema COMPROT, às fls. 1436. Vale ainda ressaltar, sobretudo, que da análise da planilha de fls. 10 a 12 infere-se que os valores constantes das tabelas acima foram efetivamente levados em consideração quando da lavratura do auto de infração em apreço. 04) no que se refere as demais compensações informadas pelo interessado às fls. 926, caracterizadas como auto compensação/compensação sem DARF, mostram-se necessárias algumas considerações quanto à liquidez e certeza do crédito utilizado. Às fls. 926, o interessado indicou como crédito utilizado nas auto compensações dos débitos de estimativa mensal de CSLL, ano- calendário 2000, o seguinte: PA de fevereiro, março, abril - Saldo Negativo de CSLL apurado na DIRPJ/1998 (AC 1997), exclusivamente; PA de agosto - Saldo Negativo da DIRPJ/1998 (parcela do débito = R$ 103.547,49), SN CSLL da DIRI/1999 (parcela do débito = R$ 63.414,32) e SN CSLL da DIPJ 2000 (parcela do débito = R$ 42.517,74); PA de setembro — SN CSLL da DIPJ/2000, exclusivamente. Ao se verificar a composição do Saldo Negativo de CSLL/1998, depreende-se da análise da Ficha 11 — CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO, DIPJ/1998, às fls. 457, que o interessado procedeu à dedução do valor de R$ 769.001,84 (setecentos e sessenta e nove mil, um real e oitenta e quatro centavos), conforme linha 22 — Contr. Social s/ Lucro Mensal por Estimativa, originando para aquele ano-calendário saldo negativo de CSLL no valor de R$ 185.406,64 (cento e oitenta e cinco mil quatrocentos e seis reais e sessenta e quatro centavos). 8 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 9 À Ficha 09 — IR E CSLL MENSAL POR ESTIMATIVA/ANTECIPA. OBRIGATÓRIAS, D1PJ/1998, às fls. 444 a 455, linha 25, foi informado pela interessada a inexistência de saldo de CSLL em razão de estarem os débitos apurados com exigibilidade suspensa, indicada à linha 24, dessa mesma ficha. Contudo, em resposta à intimação de fls. 73 e 74, o interessado juntou aos autos cópia de petição, anexada às fls. 81 e 82, por meio da qual, reconheceu como devidos os débitos CSLL referentes ao período do 1997 e 1998, em razão do julgamento proferido pelo STF, o qual considerou constitucional a cobrança do referido tributo, não obstante a existência de decisão judicial anterior, exarada em seu favor. Não foi, contudo, encontrada nos autos, ou mesmo nos sistemas informatizados da RFB, comprovação dos pagamentos CSLL — estimativa mensal, referentes ao período de 1997, de forma a dar lastro ao saldo negativo desse tributo, indicado na Ficha 11 da DIPJ/1998. 05) Em relação ao exercício 1999 (AC 1998), conforme o demonstrado às fls. 516, por meio da FICHA 30 — Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, linhas 26, 28, 29 e 35, foi informado o valor de R$ 47.644,12 (quarenta e sete mil, seiscentos e quarenta e quatro reais e doze centavos), referente a saldo negativo de CSLL. Ressalte-se, ter sido o referido saldo negativo formado a partir da dedução do valor de R$ 824.541,00 (oitocentos e vinte e quatro mil, quinhentos e quarenta e um reais), informado na linha 29 - pagamentos, Ficha 30. No que se refere às estimativas mensais, informadas na Ficha — 29 — Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Mensal por Estimativa, às fls. 510 a 515, foi informado pelo interessado, assim como no período de 1997, tributo com exigibilidade suspensa (exceto outubro/1998, informado pagamento). Da mesma forma que em relação ao ano-calendário anterior, não foram encontrados nos autos, ou mesmo nos sistemas informatizados da RFB, comprovação dos pagamentos CSLL — estimativa mensal, referentes ao período de 1998, de forma a dar lastro ao saldo negativo desse tributo, indicado na Ficha 30 da DIPJ/1999. Dessa forma, fica claramente demonstrada a impossibilidade de utilização de créditos relativos a saldo negativo de CSLL apurado nas DIRPJ/1998 e DIPJ/1999. Na DIPJ/2000, conforme demonstra a Ficha 30 — Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, às fls. 1427, foi informado à linha 31 — CONTRIBUIÇÃO A PAGAR, o valor de R$ 77.859,49 (setenta e sete mil, oitocentos e cinqüenta e nove reais e quarenta e nove centavos), a título de saldo negativo de CSLL. Infere-se da consulta ao sistema SINAL05, anexado às fls. 1428, que existem pagamentos de estimativas, efetuados no ano de 1999, suficientes a lastrear a dedução de R$ 2.070.541,74 (dois milhões, setenta mil, quinhentos e quarenta e um reais e setenta e quatro centavos), assim como da consulta ao SIEF — FISCEL, fls. 1429, verifica-se que o valor informado na DIPJ/2000, Ficha 30, linha 25 — / 9 Processo n° 13502.000172/2004-14 SI-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 10 1/3 da COFINS efetivamente paga, é compatível com os valores informados nas demais declarações. Não obstante as declarações entregues pelo interessado e os respectivos pagamentos lastrearem o saldo negativo de CSLL apurado na DIPJ/2000, o próprio auto de infração em apreço, conforme o demonstrado às fls. 06, 07 e 13, apurou valor devido de CSLL para o período de 1999, bastante superior ao indicado como saldo negativo, demonstrando-se indevida a utilização de saldo credor de CSLL para o referido período". Intimada do resultado da diligência, a impugnante protocoliza petição em 19/08/2008 (fls. 1.444 a 1.452), trazendo ao processo as seguintes informações: 1) com referência ao item 02 da diligência, alega "que apesar de não conclusivo, o relatório da diligência demonstra o saldo da conta de COFINS a pagar no passivo, no total de R$ 3.739.876,10". Calculado 1/3 sobre este saldo, obtém-se o valor de R$ 1.246.625,37. O valor identificado pelas autoridades fiscais a título de contribuição social estimativa (no ativo) foi de R$ 1.241.286,46, montante ligeiramente inferior ao que poderia ter sido utilizado pela Requerente com base nos ditames legais"; 2) que no processo administrativo n° 13502.000766/2001-74, foram compensados débitos de CSLL dos períodos de apuração setembro e outubro de 2001, nos montantes, respectivamente, de R$ 395.000,00 e R$ 475.000,00, com saldo negativo de IRPJ apurado nos anos calendário 1998 e 2000. Como constatado pelas autoridades fiscais, com base em relatórios emitidos pela própria Receita Federal do Brasil, a compensação constante no processo mencionado foi devidamente homologada 3) que no processo administrativo 13501.000188/2001-86, foram compensados débitos de CSLL dos períodos de apuração novembro e dezembro de 2001, nos montantes, respectivamente, de R$ 281.000,00 e R$ 692.973,56, com saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário de 2001. Em 12/08/2008 a ora Requerente foi intimada do Acórdão DRJ/SDR n° 15-13.657 de 13/09/2007 e o Acórdão DRJ/SDR n° 15- 15.239 de 21/02/2008 proferidos nos autos do Processo Administrativo em questão. Sucede que, que nos referidos acórdãos foram homologadas em parte as compensações solicitadas, restando para ora Requerente interpor o competente Recurso Voluntário para o Conselho de Contribuintes; 4) com referência ao Processo Administrativo 13501.00019/2002- 72 informa que este "abarca pedido de restituição de crédito-prêmio de IPI, concedido por meio de decisão judicial proferida nos autos da Ação Ordinária 00.0060209-4, e conseqüentes pedidos de compensação de débitos de diversos tributos, dentre os quais a CSLL Com base no Despacho Decisório DRF/CCl/SAORT n° 24/2007, mencionadas compensações ainda não foram homologadas, e em razão de recurso voluntário interposto, o processo aguarda julgamento no Segundo Conselho de Contribuintes"; Processo n° 13502.000172/2004-14 Sl-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 11 5) tratando das auto compensações promovidas no ano- calendário 2000 com o saldo negativo de CSLL apurado em 1997 e 1998, esclarece que "nos anos-calendário 1997 e 1998, discutia judicialmente a constitucionalidade da cobrança da CSLL, informando nas obrigações acessórias pertinentes (DIPJ e DCTF) referidos débitos em exigibilidade suspensa". Não obstante decisão judicial favorável, a Requerente, em virtude da decisão do STF sobre a constitucionalidade do tributo, recolheu os valores devidos a título de CSLL no montante de R$ 769.001,84 (1997) e R$ 784.114,00 (1998), valendo-se da anistia concedida pela Medida Provisória 1.807. Este valor foi pago através de DARF no valor total de R$ 1.517.117,00, cuja cópia segue anexo ql. 1.465).). Vale ressaltar, que referido pagamento não foi encontrado nas bases de dados da RFB, pois foi utilizado por equívoco o código de receita 2362, ao invés do código 2484, para débitos da CSLL. Em sendo assim, a ora Requerente apresenta REDARF com o código devidamente correto (tl. 1.466)"; 6) no tocante às informações de que o saldo negativo dos anos- calendário de 1997 e 1998 não seria suficiente para quitação dos débitos do ano-calendário de 2000, esclarece que a comprovação cio pagamento tratada no item anterior corrige o problema; 7) quanto ao saldo negativo de R$ 77.859,49, apurado no ano- calendário de 1999, cujo valor foi alterado em função da exigência contida no item 02 do presente auto de infração, aduz que "a nova base de cálculo promovida pelas autoridades fiscais levou em consideração a parcela de 1/3 da COFINS, como se não houvesse sido considerada sua indedutibilidade pela Requerente em sua apuração original". Contudo, como já argüido e demonstrado na impugnação, tais valores já foram incluídos no valor da despesa da CSLL, motivo pelo qual não devem ser aceitos os argumentos das Autoridades Fiscais"; Pede ao final, que seja dado total provimento à impugnação, para anular o débito em comento com seu conseqüente arquivamento." A DRJ, por maioria de votos, considerou procedente em parte o lançamento, nos termos da ementa abaixo: "ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002 NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO. Incabível a argüição de nulidade do Auto de Infração se a legislação limitou tal hipótese aos atos e termos lavrados por pessoa incompetente, ou ao preterimento ao direito de defesa, o que não se aplica à presente situação, eis que a legislação em vigor conferiu ao Auditor Fiscal da Receita Federal competência exclusiva para a realização do lançamento e o contribuinte, em sua defesa, demonstrou pleno conhecimento da matéria que deu causa à lavratura do Auto. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL 11 Processo n° 13502.000172/2004-14S1-C4T1• Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 12 Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002 LANÇAMENTO. ADIÇÃO À BASE TRIBUTÁVEL DA CSLL. 1/3 DA COFINS EFETIVAMENTE PAGA. Incabível o lançamento que adicionou à base tributável da CSLL o valor de 1/3 da COFINS efetivamente paga, se este foi contabilizado como ativo ressarcivel e não transitou em contas de resultado. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A compensação de indébitos tributários visando extinguir crédito tributário da mesma espécie e destinaçã o constitucional, conquanto prescinda de formalização de pedido, para ter validade, deve ser devidamente declarada em DCTF antes do início da ação fiscal. ESTIMATIVA. PAGAMENTO. BALANÇO OU BALANCETE DE SUSPENSÃO. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual poderá suspender ou complementar o recolhimento do valor devido a título de estimativa mensal da CSLL, desde que demonstre que os valores pagos até a data do levantamento do balanço de suspensão ou redução foram iguais ou superiores ao valor devido apurado com base no referido balanço levantado no mês-calendário. ESTIMATIVA. FALTA DE PAGAMENTO. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Configurada a falta do pagamento da CSLL com base em estimativa, verifica-se cabível a aplicação isolada da multa de oficio no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) calculada sobre o valor da estimativa que deixou de ser recolhida, a qual, em face da retroatividade benigna prevista no artigo 106, do CTN, deve ser reduzida para o percentual de 50% (cinqüenta por cento)." Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este Conselho, visando reverter a manutenção das multas isoladas por estimativas não pagas que ainda remanesceram após a decisão de piso, nos seguintes temos: - Em relação à março de 1999, alega que "efetuou o recolhimento da multa referente ao não pagamento da antecipação em junho do próprio ano, conforme se comprova pelo DARF anexo" (f1.1511); - Em relação ao ano 2000, "não há que se falar em não recolhimento, pois todos os valores foram devidamente quitados através de DARF's ou compensados, conforme resumo: Período Antecipação Valor Antecipado Referência Fev/00 8.851,82 9.267,27 A Mar/00 3.524,44 3.524,44 Abr/00 175.890,66 175.890,66 C 12 \‘"\ Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 13 Jun/00 5.237,38 Jul/00 269.929,01 249.910,79 E Ago/00 44.136,09 272.880,53 A) Compensação automática com saldo negativo de 1997, informado em DCTF (R$ 6.667,68) e pagamento a maior no próprio ano (Jan/00), informado em DCTF (R$ 2.599,59); B) Compensação automática com saldo negativo de 1998, informado em DCTF (R$ 3.524,44); C) Compensação automática com saldo negativo de 1997, informado em DCTF (R$ 175.891); D) O Acórdão da DRJ considerou como valores pagos nos meses anteriores apenas o que pago via DARF (R$ 1.086.923,87). Os valores compensados de R$ 188.682,37 não foram considerados. Se considerados, a CSLL total quitada nos meses anteriores seria de R$ 1.274.814,52, restando saldo a pagar no valor de R$ 508.351,78, contra um valor recolhido admitido pelo acórdão de R$ 691.005,05; E) O Acórdão também não considerou o pagamento via DARF no valor de R$ 248.726,12 (Doc. 02), devidamente informado em DCTF e compensação automática do pagamento a maior feito no próprio ano de R$ 1.184,67; F) O Acórdão considerou como pago em agosto o valor referente ao mês de setembro. O valor devido de CSLL naquele mês (agosto), no montante de R$ 272.880,59, foi quitado através de compensações com parcela atualizada do saldo negativo remanescente do ano-calendário de 1997 (R$ 103.547,49), saldo negativo do ano-calendário de 1998 (R$ 63.414,32), saldo negativo do ano-calendário de 1999 (R$ 42.517,74) e saldo de pagamento a maior efetuado em períodos anteriores (R$ 63.401,04); 2) Em relação ao mês de novembro do ano-calendário de 2001, não há que se falar em falta de recolhimento no valor de R$ 34.543, pois tal estimativa foi compensada de forma automática com o próprio saldo negativo gerado em 2001; 3) Em relação ao ano 2002, o autuante considerou como não recolhidos os seguintes valores: Período Antecipação (R$) Multa isolada (R$) Jan/02 3.640 1.820 Ago/02 378 189 Set/02 3.136 1.568 Dez/02 2.237 1.119 13 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 14 No que se refere à janeiro/02 apresenta em anexo (fl. 1512) DARF que comprovaria o valor do recolhimento mencionado, caindo por terra a multa isolada. Alega ainda que o valor pago ou compensado no ano a título de CSLL é de R$ 6.027.639,50, ao passo que o valor devido ratificado no Acórdão é de R$ 6.026.237,49. Dessa forma, conclui que "as multas isoladas impostas em agosto, setembro e dezembro decorrem de premissa de nã o recolhimento da antecipação de janeiro, ora refutada nesse recurso." - Pede por fim, o provimento integral do recurso, com o conseqüente cancelamento do débito consolidado na carta de cobrança. É o relatório. 14 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 15 Voto Conselheiro ANTONIO BEZERRA NETO, Relator. O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Delimitação da lide Conforme relatado, consta do lançamento as seguintes infrações: a) no ano-calendário de 2002, a falta de adição ao lucro líquido de provisões indedutiveis no valor tributável de R$ 118.551,99 com exigência da CSLL no valor de R$ 10.669,66; . b) no ano-calendário de 1999, a falta de adição ao lucro líquido antes da CSLL, do valor da CSLL compensada com 1/3 da Contribuição Social sobre o Faáramento — COFINS que teria sido registrada como custo ou despesa, no valor tributável de R$ 1.254,774,59 com exigência da CSLL no valor de R$ 138.778,06; c) nos anos-calendário de 1999 a 2002, a falta de pagamento da Contribuição Social sobre a base estimada que resultou na aplicação de multas isoladas no valor de R$ 871.418,24. A DRJ, por sua vez, cancelou as infrações "b" e parte de "a" "c". No caso, então, remanesce na lide apenas a infração "c" — multa isolada sobre estimativas não pagas referentes aos anos de 1999 a 2002, pois a recorrente acata o que remanesceu da infração "a". Estimativas não pagas — Multa isolada (50%) Ano-calendário de 1999 - Em relação à março de 1999, alega que "efetuou o recolhimento da multa referente ao não pagamento da antecipação em junho do próprio ano, conforme se comprova pelo DARF anexo" (fl.1511); Ano-calendário de 2000 - Em relação ao ano 2000, alega que "não há que se falar em não recolhimento, pois todos os valores foram devidamente quitados através de DARF 's ou compensados, conforme resumo:" 15 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 16 Período Antecipação Valor Antecipado Referência Fev/00 8.851,82 9.267,27 A Mar/00 3.524,44 3.524,44 Abr/00 175.890,66 175.890,66 C Jun/00 5.237,38 Jul/00 269.929,01 249.910,79 E Ago/00 44.136,09 272.880,53 A) Compensação automática com saldo negativo de 1997, informado em DCTF (R$ 6.667,68) e pagamento a maior no próprio ano (Jan/00), informado em DCTF (R$ 2.599,59); B) Compensação automática com saldo negativo de 1998, informado em DCTF (R$ 3.524,44); C) Compensação automática com saldo negativo de 1997, informado em DCTF (R$ 175.891); D) O Acórdão da DRJ considerou como valores pagos nos meses anteriores apenas o que pago via DARF (R$ 1.086.923,87). Os valores compensados de R$ 188.682,37 não foram considerados. Se considerados, a CSLL total quitada nos meses anteriores seria de R$ 1.274.814,52, restando saldo a pagar no valor de R$ 508.351,78, contra um valor recolhido admitido pelo acórdão de R$ 691.005,05; E) O Acórdão também não considerou o pagamento via DARF no valor de R$ 248.726,12 (Doc. 02), devidamente informado em DCTF e compensação automática do pagamento a maior feito no próprio ano de R$ 1.184,67; F) O Acórdão considerou corno pago em agosto o valor referente ao mês de setembro. O valor devido de CSLL naquele mês (agosto), no montante de R$ 272.880,59, foi quitado através de compensações com parcela atualizada do saldo negativo remanescente do ano-calendário de 1997 (R$ 103.547,49), saldo negativo do ano-calendário de 1998 (R$ 63.414,32), saldo negativo do ano-calendário de 1999 (R$ 42.517,74) e saldo de pagamento a maior efetuado em períodos anteriores (R$ 63.401,04); Em resumo, insurge-se a recorrente contra decisão DRJ que desconsiderou as compensações sem processo, efetuadas no ano-calendário de 2000 (fevereiro, março, abril, agosto e setembro), com utilização do saldo negativo dos anos-calendário de 1997, 1998 e 1999, bem assim pagamentos via DARF. 16 Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 17 Em que pese o resultado de diligência já indicar a falta de saldo negativo desses anos a fim de amparar as compensações pretendidas no ano-calendário 2000, não foi esse o motivo da negativa. O motivo foi a perda da espontaneidade para retificar as DCTF's do ano- calendário de 2000 a fim de indicar as compensações sem processo. Sendo matéria de direito não será aqui motivo de averiguação por parte desta proposta de diligência os itens correlacionados com esse problema. Ano-calendário de 2002 No que se refere à janeiro/02 apresenta em anexo (fl. 1512) DARF pago em junho de 2003, no valor principal de R$ 3.639,52 (total de R$ 6.999,15 com multa e encargos) que comprovaria o valor do recolhimento mencionado, caindo por terra a multa isolada. Portanto, diante principalmente da necessidade de se averiguar se os novos DARFs trazidos em fase recursal estão disponíveis para imputação e não foram restituídos ou aproveitados de alguma outra forma, bem assim diante outras dúvidas suscitadas na fase recursal, torna-se indispensável a conversão do julgamento em diligência para que seja adotada as seguintes providências pela autoridade arrecadadora: A) Pronunciar-se sobre a disponibilidade dos seguintes DARFs. A .1) Em relação à março de 1999, o DARF (fl.1511), no valor total de R$ 50.452,49 (com encargos), deve ser checada a sua disponibilidade primeiro e imputado ao débito da multa isolada referente à março de 2009 no valor de R$ 45.893,50. A 2) No que se refere à janeiro/02 apresenta em anexo (fl. 1512) DARF pago em junho de 2003, no valor principal de R$ 3.639,52 (total de R$ 6.999,15 com multa e encargos) que comprovaria o valor do recolhimento mencionado, caindo por terra a multa isolada. Da mesma forma deve ser checada a disponibilidade desse DARF. A.3) Checar os itens "D" e "E" supracitados também em relação à disponibilidade dos respectivos DARFs lá envolvidos. B) Por fim verificar, verificar a veracidade da seguinte assertiva da recorrente: "O Acórdão da DRJ considerou como valores pagos nos meses anteriores apenas o que pago via DAR_F (R$ 1.086.923,87). Os valores compensados de R$ 188.682,37 não foram considerados. Se considerados, a CSLL total quitada nos meses anteriores seria de R$ 1.274.814,52, restando saldo a pagar no valor de R$ 508.351,78, contra um valor recolhido admitido pelo acórdão de R$ 69 1.005,05 " C) Apresentar outras informações e esclarecimentos que entender pertinentes à solução da lide. D) A autoridade fiscal deverá elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas nos itens anteriores, inclusive, se for o caso, propondo alteração do lançamento em seu critério quantitativo para se conformar às parcelas eventualmente excluídas do mesmo. i) 17 • Processo n° 13502.000172/2004-14 S1-C4T1 Resolução n.° 1401-00.033 Fl. 18 Ao final entregar cópia do relatório à interessada e conceder prazo de 30 (trinta) dias para que ela se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que, o processo deverá retornar a este CARF para prosseguimento do julgamento. ANTONIO :1 ZERRA NETO 18 •
score : 1.0
Numero do processo: 17546.001044/2007-77
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 11/03/2005
Ementa:
MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
Constitui infração, punível com multa, deixar a empresa de apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.468
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
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ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 11/03/2005 Ementa: MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração, punível com multa, deixar a empresa de apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza e Eivanice Canário da Silva (suplente). Ausentes os conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 178DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília, Acórdão 0322.679 5ª Turma da DRJ/BSA, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária acessória. No Relatório Fiscal da Infração, folhas 12 e 13, a infração foi assim descrita: 1. A empresa deixou de apresentar os documentos abaixo discriminados, documentos, estes, relacionados com as contribuições previdenciárias, solicitado por escrito através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos TIAD, infringindo, assim, o parágrafo 2° do artigo 33 da Lei n°8212/91. 2. Documentos solicitados e não apresentados: a) LIVRO DIÁRIO e LIVRO RAZÃO relativo ao período de agosto/2000 a outubro/2004; b) Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) período de 2000 a 2004. Foi aplicada multa no valor de R$ 10.359,14. O dispositivo legal infringido e a descrição da infração foram assim apresentados: DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Deixar a empresa, o servidor de órgão publico da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o sindico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n. 8.212, de 24.07.91, ou apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira, conforme previsto no art. 33, parágrafos 2. e 3. da referida Lei, combinado com os artigos 232 e 233, parágrafo único do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. A ciência do lançamento acorreu em 15/03/2005. Inconformada com a decisão de primeira instância, a empresa apresentou recurso, onde resumidamente, alega o seguinte: Fl. 179DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.001044/200777 Acórdão n.º 240300.468 S2C4T3 Fl. 162 3 • A recorrente litiga com a Delegacia da Receita Federal, por meio de procedimento administrativo (doc. 0278), onde deseja ver reconhecida sua condição de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES Federal, e assim, usufruir do tratamento tributário diferenciado concedido pela Lei Federal 9.317/96. • A ação fiscal deveria absterse de autuar a recorrente, até que a Receita Federal ou posteriormente a Justiça Federal decidissem, in concreto, e ,em definitivo, a qual regime tributário a recorrente estaria sujeita. • A exigibilidade das obrigações tributárias decorrentes do desenquadramento do SIMPLES somente seriam exigíveis após o julgamento definitivo da questão. • Em relação aos livros fiscais não houve infração. • A empresa apresentou para a fiscalização os documentos PPRA, LTCAT e PCMSO e junta ao recurso os referidos documentos. • Inconstitucionalidade do PPRA e PCMSO. É o Relatório. Fl. 180DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Preliminar Inconstitucionalidade competência A contribuinte alega ilegalidades e/ou inconstitucionalidades de documentos exigidos pela fiscalização. Cumpre esclarecer que não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais. Notese, que o escopo do processo administrativo fiscal é verificar a regularidade/legalidade do lançamento à vista da legislação de regência, e não das normas vigentes frente à Constituição Federal. Essa tarefa é de competência privativa do Poder Judiciário. Nesse sentido, quando da Consolidação das Súmulas dos Conselhos de Contribuintes, foi editada a Súmula CARFnº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Dessa forma, não há como se acolher a pretensão da contribuinte, em relação a ilegalidade e inconstitucionalidade de normas ou atos normativos que fundamentaram o presente lançamento. Mérito A empresa foi autuada por não apresentar os seguintes documentos ao fisco: a) LIVRO DIÁRIO e LIVRO RAZÃO relativo ao período de agosto/2000 a outubro/2004; b) Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) período de 2000 a 2004. A Lei 8.212/91 estabelece que o procedimento de deixar de apresentar ao fisco, ou apresentar de forma deficiente, documentos e livros relacionados com o tributo enseja aplicação de multa. Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das Fl. 181DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.001044/200777 Acórdão n.º 240300.468 S2C4T3 Fl. 163 5 contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). § 2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. A recorrente registra que discute com a administração tributária, por meio do processo 13819.000531/200461 sua inclusão retroativa no SIMPLES, o que lhe desobrigaria dos livros Diário e Razão. Registra também a recorrente que apresentou à fiscalização os documentos LTCAT, PCMSO e PPRA e anexa cópia desses documentos. Pela leitura da lei, concluise que basta a não apresentação de 1 documento solicitado para se caracterizar a infração. O Relatório Fiscal da Infração registra os documentos que não foram apresentados, dentre os quais: Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) período de 2000 a 2004 A recorrente juntou ao processo o PPRA vigente para o período 07/03/2005 a 06/03/2006 e LTCAT emitidos em 07/03/2005, o que desatende o solicitado pela fiscalização, que intimou a apresentação dos documentos até o ano 2004. Em face dos comandos normativos acima transcritos, dos documentos trazidos ao processo e à vista dos fatos relatados no "Relatório Fiscal da Infração", revelase procedente a autuação. Conclusão À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso.. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 182DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Fl. 183DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 11/04/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10783.902076/2006-69
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1803-000.078
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o
julgamento em diligência. Vencido o relator Sérgio Rodrigues Mendes.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencido o relator Sérgio Rodrigues Mendes. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidente substituto e Redator designado (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Roberto Armond Ferreira da Silva e Maria Elisa Bruzzi Boechat. Fl. 282DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 252 2 Relatório. Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido, na parte ainda objeto de litígio (fls. 153 a 169): O presente feito tem por objeto diversos pedidos de reconhecimento de direito creditório, para fins de extinção, por compensação, de tributos administrados pela Receita Federal. Esses pedidos estão consignados neste e em processos apensos, conforme se vê abaixo: Processo Origem do crédito Anocalendário Valor R$ 10783.902076/200669 (este processo) Saldo negativo do IRPJ 2000 98.622,31 10783.902075/200614 (apenso) Saldo negativo de CSLL 2000 17.958,13 10783.902077/200611 (apenso) Saldo negativo do IRPJ 2001 331.426,67 10783.902074/200670 (apenso) Saldo negativo do IRPJ 2002 307.019,68 15578.000209/200791 (apenso) Saldo negativo de CSLL 2002 107.771,35 Para cada pedido desses vinculamse DCOMPs, para fins de compensação de tributos administrados pela Receita Federal. Essas DCOMPs podem ser observadas às folhas iniciais de cada um desses processos. Após análise pelas autoridades da Delegacia da Receita Federal do Brasil de VitóriaES, esses pedidos foram individualmente objeto de despachos decisórios do Sr. Delegado daquela unidade, os quais se basearam em pareceres do seu Serviço de Orientação e Análise Tributária – Seort. Os resumos dessas decisões seguem abaixo. Resumo das decisões da DRF/Vitória/ES 1) Processo – 10783.902076/200669. Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.725/2008 e Despacho Decisório de fls. 77/82. Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário de 2000, no valor de R$ 98.622,31. Primeira Dcomp transmitida em 15/08/2003 (fls. 01), ciência da decisão em 30/04/2008 (fls. 83). O pedido do crédito tributário foi indeferido totalmente e as compensações não foram homologadas, conforme as seguintes fundamentações observadas no referido parecer: 1.1 O crédito se refere a saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 98.622,31, referente ao anocalendário de 2000. 1.2 Os débitos que busca extinguir por compensação se referem ao IRPJ mensal estimado dos meses 04/2003, 05/2003 e 11/2003. 1.3 No anocalendário de 2000, a empresa optou por apurar seu IRPJ pelo lucro real anual com recolhimentos por estimativa mensal. 1.4 O saldo negativo peticionado referese basicamente a retenções na fonte do IR, conforme DIPJ de fls. 31/40. 1.5 O IRRF foi confirmado. 1.6 Do cotejo entre a DIPJ/2001 e os lançamentos contábeis, a autoridade da DRF encontrou inconsistências que resultaram na revisão dos valores declarados. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 253 3 1.7 Em referência à Demonstração do Resultado, a Reversão dos Saldos das Provisões Operacionais (Ficha 6A/Linha 29) consigna valor inferior ao correto no montante de R$ 1.281.049,64, quando em confronto com a Reversão do Saldo das Provisões Não Dedutíveis na Demonstração do Lucro Real (Ficha 9A/Linha 25). A diferença de R$ 1.281.049,64 (R$ 5.002.837,30 R$ 3.721.787,66), a título de provisões não dedutíveis, não foi oferecida à tributação, tendo em vista que foi excluída do Lucro Real sem ter transitado pela Demonstração do Resultado do Exercício. 1.8 Da análise da escrita contábil apresentada, a autoridade da DRF verificou divergência entre os valores levantados no Balancete de 12/2000 e aqueles descritos no LALUR, fl. 65. A Reversão das Provisões no Balancete Analítico de Dezembro de 2000 foi lançada no mesmo montante que na FICHA 6A/Linha 29 da DIPJ/2001 (R$ 3.721.787,66), enquanto no LALUR foi escriturado, a título de Reversão de Provisões (exclusão), o mesmo valor constante da FICHA 9A/25 da DIPJ/2001 (R$ 5.002.837,29). 1.9 Segue aquela autoridade aludindo que, em sendo confirmado no LALUR, livro eminentemente fiscal, o valor a maior excluído do Lucro Real na DIPJ/2001 (Ficha 9A/Linha 25) em relação ao que transitou na Demonstração do Resultado do Exercício (Ficha 6A), tal montante (R$ 1.281.049,64), deve ser adicionado na Demonstração do Resultado para o cálculo do Lucro Líquido do Exercício, perfazendo R$ 2.129.391,04 (R$ 848.341,40 + R$ 1.281.049,64). 1.10 Consequentemente, do recálculo do Lucro Real resulta uma base de cálculo de R$ 1.419.088,21. Assim, em vez de saldo negativo de Imposto de Renda apurado em 31/12/2000, existe saldo de imposto a pagar, conforme demonstrado abaixo: TABELA 02 Recálculo do IRPJ de 31/12/2000 sobre o Lucro Real Recalculado (AC 2000) Descrição Valor (R$) IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL À Alíquota de 15% Ficha 12A/Linha01 212.863,32 Adicional Ficha 12A/Linha03 117.908,82 () Programa de Alimentação do Trabalhador (Ficha 12A/Linha05) 828,23 () Imposto de renda Retido na Fonte (Ficha 12A/Linha 13) 55.970,97 () Imposto de renda Mensal pago por Estimativa (Ficha 12A/Linha 16) 62.528,31 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (Fichal2A/Linha 18) 211.444.63 1.11 Salienta a autoridade a quo que apenas as provisões autorizadas pela legislação tributária podem ser deduzidas da apuração do Lucro Real (Decreto nº 3.000, arts. 335/338). Os valores, in casu, referemse a provisões não permitidas pela legislação tributária como redutoras do Lucro Real e, portanto, devem ser oferecidas, em sua integralidade, à tributação. 1.12 Quando da realização de qualquer dessas provisões, poderão ser baixados os correspondentes valores, sem transitar pelo resultado do exercício, isto é, sem reconhecer receitas de reversão. A autoridade da DRF registra que também não houve reversão de provisão não dedutível a título de outros créditos oferecidos à tributação na Demonstração do Exercício (Ficha 6A). 1.13 Destaca a DRF que, para os anoscalendário 1998 e 1999, também não houve parcelas de provisões não dedutíveis tributadas pendentes de exclusão do Lucro Real. Não há registro de Provisões não dedutíveis no LALUR nº 05 de JAN a DEZ/2000, parte B, que tenham sido tributadas em outros exercícios pendentes de Fl. 284DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 254 4 exclusão como reversão de provisão em anosanteriores, valores que pudessem ter sido inseridos na Ficha 9A/Linha 25 da DIPJ/2001. 1.14 Os montantes de R$ 1.631.153,06 (Provisão para Ajuste de Estoque a Excluir) e de R$ 1.000.000,00 (Provisão para Bonificação a Clientes a Excluir), referentes ao anocalendário 1999, controlados na Parte B do LALUR n° 05/2000, não foram incluídos (Reversão de Provisão) na Demonstração do Resultado do ano calendário 1999, e, portanto, não foram oferecidos à tributação naquele ano, fls. 68/73 e 74/75 (DIPJ/2000 e LALUR n° 05 JAN/DEZ 2000, Parte B). 1.15 Dessa forma, concluiu a autoridade da DRF, não há crédito de saldo negativo de IRPJ para o exercício 2001 (AC 2000); portanto, não há compensação alguma passível de homologação, por absoluta inexistência do direito creditório alegado. Em verdade, haveria saldo de imposto a pagar para o ano de 2000. 2) Processo – 10783.902075/200614. Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.724/2008 e Despacho Decisório de fls. 83/89. Saldo Negativo de CSLL do ano calendário de 2000, no valor de R$ 17.958,13. Primeira Dcomp transmitida em 31/07/2003 (fls. 01). Ciência da decisão em 30/07/2008 (fls. 90). O pedido do crédito tributário é indeferido totalmente e as compensações não são homologadas, conforme as seguintes fundamentações observadas no referido parecer: 2.1 Não há compensação nenhuma passível de homologação, dado que o direito creditório utilizado nas compensações é inexistente, conforme afirma a autoridade da DRF. 2.2 Depreendese da DIPJ/2001 (AC 2000) que o saldo negativo de CSLL do exercício 2001, apurado em 31/12/2000, decorre de suposto adimplemento de estimativa, no valor de R$ 29.783,68 (CSLL OUT/2000). Entretanto, a DRF constatou, em relação ao adimplemento da estimativa de outubro declarada em DCTF (4º TRIM/2000), não ter havido qualquer lançamento na escrituração contábil apresentada. Conclui aquela autoridade que não houve adimplemento da referida estimativa de CSLL. Ainda que a contribuinte possuísse direito creditório em face da Fazenda Nacional, deveria têlo utilizado, o que não o fez. 2.3 Na escrita contábil apresentada apenas foram encontrados registros contábeis referentes à atualização do direito creditório. Em referência às compensações com o saldo negativo de 1998, encontrase escriturado no LALUR n° 05 de JAN/DEZ/2000 e no RAZÃO JAN/DEZ 2000 o valor da estimativa de CSLL apurado em dezembro de 2000, a saber, R$ 11.825,55. 2.4 Da análise do Lucro Líquido do anocalendário 2000, realizada no processo n° 10783.902076/200669, constataramse divergências entre os valores informados na DIPJ/2001 em confronto com lançamentos contábeis referentes a provisões indedutíveis. 2.5 Tais inconsistências resultaram na adição de R$ 1.281.049,64, ao Lucro Líquido do Exercício, por ter sido constatado erro no preenchimento da DIPJ/2001 (Ficha 6A/29). 2.6 Consequentemente, do recálculo da base de cálculo da CSLL resulta R$ 1.412.444,62. Portanto, ao proceder ao cálculo correto da CSLL de 31/12/2000, na apuração anual, a rigor, considerando o adimplemento da CSLL de 12/2000, temse: TABELA 02 Recálculo da CSLL 2001 (AC 2000) Fl. 285DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 255 5 Descrição Valor (R$) CSLL Total (Ficha 17/Linha 36) 127.120,01* () CSLL mensal paga por estimativa (Ficha 17/Linha 38) 11.825,55** CSLL A PAGAR (Ficha 17/Linha 42) 115.294,46 *CSLL recalculada ante a constatação de erro no preenchimento da DIPJ/2001. Valores apurados e demonstrados no processo n° 10783.902076/200669. **apenas reconhecido o adimplemento da estimativa de CSLL de 12/2000, por ter sido comprovadamente o único compensado comprovadamente na documentação contábil da contribuinte. 2.7 Registrase, ainda, que, da análise da planilha de atualização do saldo negativo de 1998, apresentada pela contribuinte, fl. 32, o crédito de CSLL/1998, não corresponde ao informado na DIPJ/1999. No cálculo anual da CSLL, em 31/12/1998, para a dedução da CSLL apurada no ano, as estimativas mensais de CSLL dos meses de janeiro, março e agosto foram utilizadas como dedução da CSLL devida. 2.8 Segue a autoridade fiscal afirmando que, para os referidos meses, foram confirmados no sistema SINAL (fl. 41) recolhimentos no montante de R$ 86.088,98, sendo que parte da estimativa mensal de agosto, no valor de R$ 9.570,72, foi compensada com saldo negativo de períodos anteriores (DIPJ/1999 e DIRPJ/1998 às fls. 46/74). 2.9 Malgrado não constar dados do adimplemento integral da estimativa de agosto de 1998 em DCTF (fls. 45 e 71), foi salientado, no parecer, que a contribuinte informou utilizar, na compensação, direito creditório referente ao saldo negativo de CSLL de 1997 (Planilha à fl. 32. Notese que a data foi inserida equivocadamente). 2.10 Ocorre que, em consulta à DIRPJ/1998, inexiste saldo negativo de CSLL apurado em 1997 (31/12/1997), fl. 64. Assim, do valor total de estimativas adimplidas em 1998, apenas os valores confirmados pagos foram aceitos pela DRF e utilizados para deduzir a CSLL anual apurada. Portanto, para o valor referente ao saldo negativo de CSLL de 31/12/1998, temse: TABELA 03 Recálculo do Saldo Negativo de CSLL 31/12/1998 (DIPJ/1999) Descrição Valor (R$) CSLL Total (Ficha 30/Linha 23) 29.708,43 () CSLL mensal paga por estimativa (Ficha 30/Linha 25) 86.088,98* CSLL A PAGAR (Ficha 30/Linha 35) 56.380,55 *valor deduzido de parte da estimativa de agosto de 1998, não adimplida por compensação por ausência de direito creditório referente à CSLL/1997 (R$ 9.570,72). 2.11 Assim, considerando as estimativas recolhidas e a Contribuição Social apurada para todo o exercício, existe saldo negativo para o ano 1998, contudo, em valor diferente do informado na DIPJ/1999. No entanto, registrase, tal crédito nunca foi usado para o adimplemento da estimativa de CSLL de outubro de 2000, tão somente em 12/2000. 2.12 Dessa forma, concluiu a DRF que a contribuinte não possui direito creditório referente à CSLL para o exercício 2001. 3) Processo – 10783.902077/200611. Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.722/2008 e Despacho Decisório de fls. 80/87. Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário de 2001, no valor de R$ 331.426,67. Primeira Dcomp transmitida em 15/08/2003 (Fls. 01). Ciência da decisão em 30/07/2008 (fls. 88). Fl. 286DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 256 6 O pedido do crédito tributário foi deferido parcialmente e as compensações foram homologadas no limite do crédito reconhecido, conforme as fundamentações observadas no referido parecer: 3.1 O crédito pedido se refere a saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/2001, no valor de R$ 331.426,67 (DIPJ/2002). 3.2 O suposto saldo negativo de IRPJ foi utilizado na compensação dos débitos enumerados no processo. 3.3 O contribuinte, no exercício 2002 (AC 2001), tributou o IRPJ com base no lucro real anual com recolhimentos por estimativas mensais. 3.4 De acordo com as informações consignadas na Declaração de Informações EconômicoFiscais do exercício 2002 (DIPJ/2002), o saldo negativo do IRPJ, apurado em 31/12/2001, foi determinado por retenções de imposto de renda na fonte, uma vez que houve prejuízo fiscal de R$ 3.629.835,84, portanto, não foi apurado imposto de renda a pagar, conforme DIPJ/2002 às fls. 18/27. 3.5 O montante declarado retido na fonte foi confirmado em DIRF, fl. 28, e os rendimentos foram confirmados quanto ao oferecimento à tributação. 3.6 Atesta a autoridade que há, em favor do contribuinte, crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2001; contudo, em valor diverso do declarado. Assim, inexiste, para as DCOMPs trabalhadas manualmente nesses autos, crédito remanescente de saldo negativo de 2002, apurado em 31/12/2001. 3.7 Assim, encontrase demonstrado na DIPJ/2002 (AC 2001) o cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real: TABELA 02 –Calculo do IRPJ 2002 (AC 2001) DIPJ/2002 Descrição Valor (R$) IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL A alíquota de 15% (Linha 01 da Ficha 12A) 0,00 Adicional (Linha 03 da Ficha 12A) 0,00 () Imposto de Renda Retido na Fonte (Linha 13 da Ficha 12A) 331.426,67 () IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (Linha 18 da Ficha 12A) 331.426,67 3.8 O montante declarado de IRRF foi confirmado em DIRF. 3.9 Ocorre que, da análise do oferecimento à tributação dos rendimentos ensejadores da retenção na fonte, foram observados lançamentos a menor que os pagos, declarados pelas fontes pagadoras em DIRF. 3.10 As fontes examinadas quanto aos rendimentos pagos sobre Aplicações Financeiras de Renda Fixa foram BANCO BRADESCO S.A., CNPJ 60.746.948/0001 e BANCO ABN AMRO REAL S.A., CNPJ 39.624.465/000159. Do confronto entre os lançamentos atinentes ao IRRF, conta n° 4.4.2.0.0.0005 IMPOSTO DE RENDA A COMPENSAR IRRF , e os valores lançados na conta n° 7.6.8.0.0.0001 RENDIMENTOS DE APLICAÇÃO RDB E CDB, verificouse que os lançamentos da conta de receita foram menores que os informados pelos bancos. 3.11 Também não foram localizados, na escrita contábil (Livros Razão), em outras contas de receita, os lançamentos de tais valores, fls. 33/34 e 57/74. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 257 7 3.12 Assim, avaliando todos os valores referentes a receitas de aplicação financeira concernentes aos rendimentos de aplicação financeira BRADESCO, a soma anual oferecida à tributação, considerando o estorno efetuado na contabilidade em junho, é de R$ 21.374,50. (conta n° 7.6.8.0.0.0001, meses 01, 04, 05 e 06/2001). 3.13 Em relação aos pagamentos de aplicação financeira pelo BANCO ABN AMRO REAL S.A., o total anual oferecido à tributação, considerando o estorno efetuado em junho, é de R$ 123.597,35 (conta n° 7.6.8.0.0.0001, meses 01, 02, 03, 05 e 06/2001). 3.14 A autoridade da DRF dá conta que, nas DIRFs apresentadas pelas fontes pagadoras, foram consignados os seguintes valores: (i) R$ 77.787,81 de rendimentos pagos e R$ 15.557,53 para o IRRF, pelo BANCO BRADESCO S.A.; e (ii) R$ 694.116,75 de rendimentos pagos e R$ 138.823,30 em relação ao IRRF, pelo BANCO ABN AMRO REAL S.A, fls. 33/34. 3.15 Aduz a autoridade fiscal que o contribuinte lançou precisamente os valores do imposto retido, no entanto, lançou a menor os correspondentes rendimentos pagos sobre as aplicações financeiras em relação às duas fontes mencionadas. 3.16 O não oferecimento à formação do Lucro Real implica a indedutibilidade do imposto retido na fonte quando do cálculo do imposto devido. Assim, apenas 20% dos rendimentos oferecidos à tributação em relação aos pagamentos efetuados pelas fontes BANCO BRADESCO S.A., CNPJ 60.746.948/0001 e BANCO ABN AMRO REAL S.A., CNPJ 39.624.465/000159, declarados em Dirf, é que poderão ser utilizados pela contribuinte. A alíquota aplicada é a determinada pelos art. 729 do Decreto n° 3.000/99 e 730, IV, do RIR, de 1999. 3.17 Deste modo, salienta o parecer, em relação aos rendimentos pagos pelas duas fontes pagadoras mencionadas, como apenas foi oferecido à formação da base de cálculo do imposto de renda, os rendimentos no montante de R$ 144.971,85 (R$ 21.374,50 + R$ 123.597,35) o imposto retido permitido pela legislação como dedutível do imposto de renda a pagar é de R$ 28.994,37 (IRRF dedutível em relação às fontes pagadoras mencionadas). Todos os demais valores declarados pelas fontes pagadoras em DIRF foram mantidos. 3.18 Assim, em vez de R$ 331.426,67 a título de IRRF dedutível do devido na apuração anual, apenas o saldo de R$ 206.040,21 poderá ser utilizado quando da apuração anual. 3.19 Dessa forma, assim ficou o saldo negativo de IRPJ para o exercício 2002, recalculado pela DRF: TABELA 03 Recálculo do IRPJ 2002 (AC 2001) Descrição Valor (RS) IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL A alíquota de 15% (Linha 01 da Ficha 12A) 0,00 Adicional (Linha 03 da Ficha 12A) 0,00 () Imposto de Renda Retido na Fonte (Linha 13 da Ficha 12A) 206.040,21* Imposto de Renda Pago por Estimativa (Linha 16 da Ficha 12A) 0,00 () IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (Linha 18 da Ficha 12A) 206.040,21 *IRRF dedutível do imposto a pagar na apuração anual. (Referente às receitas oferecidas à formação do Lucro Real). Fl. 288DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 258 8 3.20 Dessa forma, apurouse, para o anocalendário 2001, saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 206.040,21. 3.21 Seguindo seu parecer, a DRF observa que, da análise do processo administrativo n° 10783.902074/200670, verificase que a contribuinte utilizou todo o saldo negativo apurado em 31/12/2001 em compensações de estimativas de IRPJ procedidas em sua contabilidade e informadas à SRF por meio de apresentação de DCTF’s n°s 00001.002.002/31017923 e 00001.002.002/21143266 (1º e 2º TRIM/2002). Contudo, tal crédito sequer foi suficiente para satisfazer aquelas compensações. Portanto, em referência ao saldo negativo apurado em 31/12/2001, reconhecido nestes autos, inexiste diferença passível de utilização pela declarante, dada a utilização do referido crédito em compensações procedidas em sua contabilidade, a saber, em estimativas mensais de IRPJ apuradas em janeiro, fevereiro e abril de 2002. 3.22 Em vista disso, decidiuse pela não homologação das compensações, por inexistência de saldo remanescente do direito creditório passível de utilização pela declarante. 4) Processo – 10783.902074/200670. Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.723/2008 e Despacho Decisório de fls. 181/189. Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário de 2002, no valor de R$ 307.019,68. Primeira Dcomp transmitida dia 30/12/2003 (fls. 01). Ciência da decisão em 30/07/2008 (fls. 190). O pedido do crédito tributário é indeferido totalmente e as compensações não são homologadas, conforme as seguintes fundamentações observadas no referido parecer: 4.1 O contribuinte, no exercício 2003 (AC 2002), tributou o IRPJ com base no lucro real anual com recolhimentos por estimativas mensais. 4.2 De acordo com as informações consignadas na Declaração de Informações EconômicoFiscais do exercício 2003 (DIPJ/2003), o saldo negativo do IRPJ, apurado em 31/12/2002, foi determinado por retenções de imposto de renda na fonte e, em maior parte, pelo adimplemento das estimativas mensais de IRPJ apuradas nos meses de janeiro, março e abril de 2002. 4.3 Para aquele anocalendário houve prejuízo fiscal, portanto, não foi apurado imposto de renda a pagar, conforme DIPJ/2003 às fls. 44/55. 4.4 Assim encontrase demonstrado o Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real na DIPJ/2003: TABELA 01 Calculo do IRPJ de 31/12/2002 informado na DIPJ/2003 (AC 2002) Descrição Valor (R$) Imposto sobre o Lucro Real (Ficha l2A/Linha 01) 0,00 () Imposto de renda Retido na Fonte (Ficha 12A/Linha 13) 17.899,62 () Imposto de renda Mensal pago por Estimativa (Ficha 12A/Linha 16) 289.120,06 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (Ficha 12A/Linha 18) 307.019,68 4.5 O parecer da DRF salienta que o montante do imposto declarado retido na fonte foi confrontado com os dados informados em DIRF, do ano 2002, pelas fontes pagadoras, sendo, então, confirmado em DIRF o valor de R$ 17.854,54, fls. 74/75. 4.6 Nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF’s) do 1° e 2° TRIM/2002, foram declarados os débitos de estimativas mensais de IRPJ de Fl. 289DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 259 9 janeiro, fevereiro e abril de 2002 como adimplidos por compensação com saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/2001, exercício 2002, fls. 71/73. 4.7 Entretanto, considerandose a análise do referido crédito no processo n° 10783.902077/200611, em que a autoridade reconheceu, como saldo negativo apurado em 31/12/2001, somente o valor de R$ 206.040,21, temse que tal valor é insuficiente, portanto, ao adimplemento total das estimativas mensais de IRPJ de janeiro, fevereiro e abril de 2002. 4.8 Assim, em referência ao adimplemento das estimativas de IRPJ de janeiro, fevereiro e abril de 2002, a autoridade a quo entendeu que apenas o valor de R$ 215.809,62 devia ser considerado como saldo de estimativas adimplidas (montante do crédito reconhecido, atualizado, utilizado nas compensações das estimativas de 01, 03 e 04 de 2002 cálculo das compensações às fls. 99/102). 4.9 Não obstante as retenções de IR na fonte e o adimplemento de estimativas mensais, outros aspectos foram analisados em referência à apuração do saldo negativo de IRPJ para o anocalendário 2002. 4.10 Considerouse como montante retido na fonte aquele declarado em DIRF pelas fontes pagadoras, qual seja, R$ 17.854,54, fls. 74/75. 4.11 Seguindo o verificado no parecer da DRF, da análise da DIPJ/2003 em cotejo com os lançamentos contábeis, foram encontradas inconsistências técnicas e jurídicas que resultaram na revisão dos valores declarados. [...]. 4.16 Quanto à parte da conta 6844 Provisão Devedores Duvidosos , no montante de R$ 736.600,37, escriturada na Ficha 5A/30, Outras Despesas Operacionais, sendo tal valor declarado como dedutível e não incluído na parcela indedutível desta rubrica, de igual forma procedeuse à glosa. 4.17 A provisão para créditos de liquidação duvidosa, antes prevista no art. 277 do Decreto n° 1.041/1994 (RIR/94), deixou de ser dedutível como provisão desde 1°/01/97, quando entraram em vigor novas regras para a dedução de perdas no recebimento de créditos, objeto dos artigos 340 a 343 do Decreto n° 3.000/99. Somente as perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesas (Decreto n° 3.000/99, art. 340). 4.18 Em relação à conta 68800 0000 Despesas Financeiras Diversas , para os lançamentos descritos abaixo (Tabela 2), não foram apresentados documentos que comprovassem tais despesas e, em razão disso, procedeuse à glosa. Tabela 02 — Lançamentos relacionados no item 4.5 do Termo de Solicitação de Informações Fiscais n° 115/2008 Item (TSI n° Histórico do Lançamento Valor Data 4.5.1.1 "DEPÓSITO SP Conf. ccmail da Adriana 18/12/01" R$ 50.505,12 02/05/02 4.5.1.2 "DEPÓSITO SP Conf. cmail da Adriana 11/04/2002" R$ 26.058,13 02/05/02 4.5.1.3 "DEPÓSITO SP Conf. cmail da Adriana 31/05/02" R$ 20.830,88 02/05/02 4.5.1.4 "DEPÓSITO SP Conf. cmail da Adriana 29/05/2002" R$ 49.467,47 02/05/02 Fl. 290DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 260 10 4.5.1.5 "VOLVO Conf. CCmail do P. Ségio" R$ 10.056,77 05/06/02 4.5.1.6 "ZACHARIAS DEPÓSITO SP Bonif. Autorizada por Salvador", R$ 21.816,73 01/07/02 4.5.1.7 "ZACARIAS DEPÓSITO RJBonif. Zacharias dec.11" R$ 10.821,08 05/08/02 4.5.1.8 "VENDOR ENCARGOS 08/2002" R$ 12.317,70 31/08/02 4.5.1.9 "VOLVO CONF Cl EM ANEXO FÁTIMA" R$ 32.260,90 26/12/01 TOTAL R$ 234.134,78 4.19 Em razão das glosas acima, a inclusão no Lucro do Exercício dos valores considerados deduzidos indevidamente resultou na adição de R$ 1.782.930,82 ao Lucro do Exercício, resultando em R$ 739.236.90 (Lucro Líquido recalculado) e, consequentemente, ao contrário do prejuízo fiscal apurado pela contribuinte, foi verificado Lucro Real de R$ 1.759.700.02. Assim, em vez de saldo negativo de Imposto de Renda, concluiu a DRF que o que existe é saldo de imposto a pagar, como demonstrado abaixo: TABELA 03 Recálculo do IRPJ de 31/12/2002 sobre o LucroReal Recalculado (AC 2002) Descrição Valor (R$) IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL A Alíquota de 15% Ficha 12A/Linha 01 263.955,00 Adicional Ficha 12A/Linha 03 151.970,00 () Imposto de renda Retido na Fonte (Ficha 12A/Linha 13) 17.854,54 () Imposto de renda Mensal pago por Estimativa (Ficha 12A/Linha 16) 215.809,62* IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (Ficha 12A/Linha 18) 182.260,84 *Estimativas adimplidas até o montante do crédito reconhecido (atualizado) no processo nº 10783.902077/2006 11. 4.21 Deste modo, conclui a decisão da DRF que não há crédito de saldo negativo de IRPJ para o exercício 2003 (AC 2002) e, portanto, compensação alguma passível de homologação, por absoluta inexistência de direito creditório líquido e certo. 5) Processo – 15578.000209/2007. Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.778/2008 e Despacho Decisório de fls. 68/74. Saldo Negativo de CSLL do ano calendário de 2002, no valor de R$ 107.771,35. Primeira Dcomp transmitida em 15/08/2003 (fls. 01). Ciência da decisão em 06/08/2008 (fls. 75). O pedido do crédito tributário foi deferido parcialmente e as compensações foram homologadas no limite do crédito reconhecido, conforme as seguintes fundamentações observadas no referido parecer: 5.1 O contribuinte, no exercício 2003 (AC 2002), tributou o IRPJ e a CSLL com base no lucro real anual com recolhimentos por estimativas mensais. 5.2 De acordo com as informações consignadas na Declaração de Informações EconômicoFiscais do exercício 2003 (DIPJ/2003), o saldo negativo da CSLL apurado em 31/12/2002 foi determinado pelo adimplemento das estimativas mensais de CSLL apuradas nos meses de janeiro, março e abril de 2002. Fl. 291DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 261 11 5.3 Para aquele anocalendário houve base negativa de CSLL, portanto não foi apurada CSLL a pagar, conforme DIPJ/2003. 5.4 Assim encontrase demonstrado o Cálculo da CSLL na DIPJ/2003: TABELA 01 Cálculo da CSLL de 31/12/2002 informado na DIPJ/2003 (AC 2002) Cálculo da CSLL Valor (R$) CSLL (Ficha 17/Linha 36) 0,00 () CSLL mensal estimativa (Ficha 17/Linha 38) 107.771,35 CSLL a pagar (Ficha 17/Linha 42) 107.771,35 5.5 O parecer da DRF menciona que, em consulta às DCTF’s dos 1° e 2° TRIM/2002, foi observado que as estimativas de janeiro, março e parte da estimativa de abril, nos valores respectivamente de R$ 24.086,75, R$ 36.415,87 e R$ 29.538,70, foram adimplidas por compensação com crédito de saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/2001. A outra parte da estimativa apurada em abril foi adimplida por pagamento. Ocorre que, para 2001 (AC), segundo informações prestadas pela própria contribuinte na DIPJ/2002, inexiste apuração de saldo negativo (Ficha 17 da DIPJ/2002, às fls. 51). 5.6 Portanto, apenas parte da estimativa de abril, no valor de R$ 17.730,03, devidamente confirmado no sistema SINAL, teria se configurado como estimativa adimplida. 5.7 Verificouse, na documentação contábil apresentada pela contribuinte, que foram escriturados lançamentos que historiam as compensações das referidas estimativas, nas quais teria havido utilização do saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/1998, fl. 33. 5.8 Lembra a autoridade que as compensações entre tributos de mesma espécie eram procedidas pelo próprio contribuinte em sua contabilidade, ficando sujeitas a posterior exame pela autoridade tributária. 5.9 Observa ainda aquela autoridade que, em informação prestada pela contribuinte na ficha estimativas compensadas com saldo de períodos anteriores, ficha referente ao crédito utilizado na DCOMP n° 23983.77395.301203.1.7.033019, as estimativas de janeiro, março e parte da estimativa de abril teriam sido compensadas com saldo negativo do exercício 1999. A outra parte da Estimativa de abril, de igual forma, teria sido compensada com saldo negativo de CSLL do exercício 2001. Lembra aquela autoridade que esse saldo negativo foi constatado como inexistente no processo n° 10783.902075/200614. 5.10 Mais ainda, a contribuinte apresentou planilha informando que o crédito que utilizara para o adimplemento das estimativas apuradas de 01 e 03/2002 e parte da estimativa de 04/2002, seria relativo a saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/1998. 5.11 Assim, diante das divergências entre as informações prestadas nas DCTF’s do 1° e 2º TRIM/2002 e na DCOMP n° 23983.77395.301203.1.7.033019 (Ficha estimativas compensadas com saldo de períodos anteriores), a autoridade da DRF, no que toca ao crédito utilizado no adimplemento das estimativas de janeiro, março e parte da estimativa de abril de 2002, definiu o seguinte: (a) para os valores referentes à integralidade das estimativas de janeiro, de março e de parte da estimativa de abril de 2002, foi utilizado pela contribuinte saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/1998 para adimplilos por compensação, ressalvando que a escrituração contábil historia tais compensações e a DCOMP Fl. 292DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 262 12 esclarece que a parcela da estimativa de 04/2002 foi adimplida com o crédito de CSLL apurado em 31/12/1998; e (b) em referência à segunda parte da estimativa de abril de 2002, não adimplida com crédito de CSLL de 1998, nem por pagamento, segundo informação prestada na DCOMP n° 23983.77395.301203.1.7.033019, teria sido supostamente compensada com saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/2001. Ocorre que tal crédito é inexistente, tal como demonstrado no âmbito do processo administrativo n° 10783.902075/200614. 5.12 Segue a autoridade fiscal entendendo que está patente o equívoco cometido nas informações apresentadas à SRF mediante DCTF. 5.13 Dessa forma, a autoridade da DRF considera que os valores das estimativas de janeiro, março e parte da estimativa de abril foram efetivamente compensadas com saldo negativo do exercício 1999, o que perfaz um montante de R$ 68.651,46. 5.14 Foi igualmente levada em conta a outra parte da estimativa de abril, paga mediante DARF no valor de R$ 17.730,03. Contudo, há uma parte restante da estimativa de abril, no valor de R$ 21.389,86, que permaneceu sem adimplemento, isso porque o crédito eleito para sua compensação (saldo negativo apurado em 31/12/2001) foi dado como inexistente no processo n° 10783.902775/200614. 5.15 Assim, temse o montante de R$ 86.381,49, a título de estimativas mensais de CSLL apuradas em 2002 e efetivamente adimplidas. 5.16 Segue a autoridade da DRF em sua análise, destacando que, nos autos do processo administrativo n° 10783.902074/200670, que cuidou da análise do saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/2002, foram examinados valores informados na DIPJ/2003 que, quando em confronto com a escrita contábil apresentada, demonstraram inconsistências técnicas e jurídicas que resultaram na revisão do cálculo do Lucro Real. Cópia do Parecer SEORT/DRF/VIT n° 1.723/2008 às fls. 52/60. 5.17 Logo, segue a análise da DRF, em razão das glosas procedidas naqueles autos, a inclusão ao Lucro do Exercício dos valores considerados deduzidos indevidamente implica a adição de R$ 1.782.930,82 ao Lucro do Exercício, o que resulta numa base de cálculo positiva de CSLL no montante de R$ 739.236.90. Procedendose ao recálculo da CSLL apurada em 31/12/2002, temse: TABELA 03 Recalculo da CSLL 2003 (AC 2002) Descrição Valor (R$) BASE DE CÁLCULO DA CSLL (Linha 34 da Ficha 17) 693.261,11 CÁLCULO DA CSLL CSLL (Linha 36 da Ficha 17) 62.393,49 () CSLL mensal paga por estimativa (Linha 38 da Ficha 17) 86.381,49 () CSLL a pagar (Linha 42 da Ficha 17) 23.987,99 5.18 Conclui a autoridade da DRF que, diante do exposto, o saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/2002 seria de somente R$ 23.987,99, e não de R$ 107.771,35, como declarado. 5.19 Procedeuse, então: a) ao reconhecimento do direito creditório referente ao saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/2002, no valor originário de R$ Fl. 293DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 263 13 23.987,99; e à homologação das compensações declaradas nas DCOMP’s trabalhadas, manualmente nestes autos, até o montante do crédito reconhecido. Manifestações de inconformidade A interessada manifestou sua inconformidade contra cada um dos mencionados despachos decisórios antes resumidos. Seguindo a sequência apresentada acima, apresentarei abaixo a síntese das alegações apresentadas em cada uma dessas manifestações. A) Manifestação de inconformidade de fls. 86/93 nos autos do Processo – 10783.902076/200669, contra as conclusões do Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.725/2008 e Despacho Decisório de fls. 77/82. Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário de 2000, no valor de R$ 98.622,31. Alegações 1) que o valor de R$ 1.281.049,64 é composto das seguintes rubricas, conforme planilha abaixo e documentos anexos: Conta Valor Provisão de estoque 228.145,81 Gastos comerciais 1.000.000,00 Perda caução Fundap 84.791,43 Participação no resultado 24.142,05 PDD 56.029,65 Total 1.281.049,64 2) [...]; 3) [...]; 4) [...]; 5) que, com relação aos gastos comerciais de R$ 1.000.000,00; perda caução Fundap de R$ 84.791,43; e participação no resultado de R$ 24.142,05, da análise das contas “Outros credores” e “Bancos”, onde foram efetuadas as baixas pelos pagamentos das provisões de bonificações, constatase que as reversões realizadas no Lalur não estão amparadas pelas contabilizações realizadas em 1999; 6) que esses valores também não foram contabilizados na conta de despesa a título de bonificações; 7) que, desse modo, os pagamentos foram realizados, mas as baixas se deram diretamente na conta de passivo “outros credores”. Assim, como as despesas se efetivaram no exercício de 2000, e apesar de não haver o registro na conta de despesa a débito e na receita pela reversão da provisão, a exclusão feita no Lalur não gerou perda alguma ao Erário, uma vez que esta exclusão ajustou o resultado fiscal, compensando a falta de contabilização da despesa no exercício de 2000; 8) que o mesmo entendimento se aplica à participação no resultado realizada em 1999, no valor de R$ 24.142,05, isso porque R$ 11.261,25 foram constituídos e revertidos dentro do mesmo resultado; 9) que, diante disso tudo, não devem prosperar as conclusões das autoridades da DRF; e Fl. 294DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 264 14 10) que a manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos confessados até a decisão final a ser proferida pela Receita Federal. B) Manifestação de inconformidade de fls. 94/101 nos autos do Processo – 10783.902075/200614, contra as conclusões do Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.724/2008 e Despacho Decisório de fls. 83/89. Saldo Negativo de CSLL do ano calendário de 2000, no valor de R$ 17.958,13. Alegações As alegações da interessada no processo 10783.902075/200614 são idênticas àquelas apresentadas no processo anterior, pois a matéria discutida em ambos (exclusão indevida do lucro líquido no anocalendário de 2000) é a mesma, apenas se tratando, esse, de apuração de CSLL e, naquele, do IRPJ. Não repetirei aqui o já antes relatado. C) Manifestação de inconformidade de fls. 92/100 nos autos do Processo – 10783.902077/200611, contra as conclusões do Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.722/2008 e Despacho Decisório de fls. 80/87. Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário de 2001, no valor de R$ 331.426,67. Alegações 1) que, no exercício de 2002, anocalendário de 2001, além do recolhimento por estimativa, o contribuinte sofreu retenção do imposto na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras e resultados positivos em operações de swap; 2) que as estimativas compensadas foram declaradas em DCTF; 3) que é equivocada a conclusão de que teria se aproveitado dos valores integrais de IRRF informado pelas instituições financeiras, mas que teria deixado de oferecer à tributação os correspondentes rendimentos de aplicação; 4) que há saldo de IRRF no anocalendário de 2000, que foi trazido para 2001; 5) que, segundo o registro contábil observado em planilha que traz anexa, há saldo de R$ 1.175.158,51 na conta nº 76800.0001 (registro dos rendimentos de aplicação), e desses rendimentos foram gerados R$ 118.499,87 de IRRF; 6) que, em virtude de essas retenções do IR não terem sido utilizadas para compensação com outros débitos do próprio anocalendário de 2000, foram elas utilizadas em 2001; 7) que a receita correspondente foi oferecida à tributação em 2000, conforme se observa (documentos juntados) na Ficha 6A da DIPJ do anocalendário de 2000, a qual aponta, na linha 24 (“outras receitas financeiras”), o total de R$ 7.362,765,86, do qual faz parte, como demonstrado em planilha e na conta “7.6.8.0 – Outros produtos financeiros”, subconta “7.6.8.0.00001 – Rendimentos de aplicação RDB e CDB”, o valor de R$ 1.175.158,51; 8) que, diante disso tudo, não devem prosperar as conclusões das autoridades da DRF; e 9) que a manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos confessados até a decisão final a ser proferida pela Receita Federal. Fl. 295DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 265 15 D) Manifestação de inconformidade de fls. 196/208 nos autos do processo – 10783.902074/200670, contra o Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.723/2008 e Despacho Decisório de fls. 181/189. Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário de 2002, no valor de R$ 307.019,68. Alegações 1) que, no exercício de 2003, anocalendário de 2002, além do recolhimento por estimativa, o contribuinte sofreu retenção do imposto na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras e resultados positivos em operações de swap; 2) que as estimativas compensadas foram declaradas em DCTF; 3) que – repetindo o argumento utilizado na manifestação anterior é equivocada a conclusão de que o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2001 seria de somente R$ 206.040,21, 4) que é equivocada a conclusão de que teria se aproveitado dos valores integrais de IRRF informado pelas instituições financeiras, mas que teria deixado de oferecer à tributação os correspondentes rendimentos de aplicação; 5) que há saldo de IRRF no anocalendário de 2000 que foi trazido para 2001; 6) que, segundo o registro contábil observado em planilha que traz anexa, há saldo de R$ 1.175.158,51 na conta nº 76800.0001 (registro dos rendimentos de aplicação), e desses rendimentos foram gerados R$ 118.499,87 de IRRF; 7) que, em virtude de essas retenções do IR não terem sido utilizadas para compensação com outros débitos ao do próprio anocalendário de 2000, foram elas utilizadas em 2001; 8) que a receita correspondente foi oferecida à tributação em 2000, conforme se observa (documentos juntados) na Ficha 6A da DIPJ do anocalendário de 2000, a qual aponta na linha 24 (“outras receitas financeiras”) o total de R$ 7.362,765,86, do qual faz parte, como demonstrado em planilha e na conta “7.6.8.0 – Outros produtos financeiros”, subconta “7.6.8.0.00001 – Rendimentos de aplicação RDB e CDB”, o valor de R$ 1.175.158,51; 9) que, feitas essas observações preliminares, as inconsistências observadas pela autoridade da DRF relativamente a esse processo são equivocadas; [...]; 14) que, no que toca à parte da provisão para devedores duvidosos, é equivocado o procedimento da autoridade de adicionar o valor de R$ 736.600,37 à base de cálculo do IRPJ, pois, como se pode observar nos documentos anexados, o valor total da provisão para créditos de liquidação duvidosa era de R$ 1.141.854,52, ao passo que foram adicionados ao lucro somente R$ 405.254,15; 15) que procedeu à reversão contábil de tal provisão, no valor de R$ 880.752,10, sendo que o impacto de tal reversão no montante já oferecido à tributação foi de exatos R$ 358.903,39; ou seja, ao se reverter contabilmente o montante de R$ 880.752,10 da provisão para créditos de liquidação duvidosa, o montante de R$ 405.254,15, que já havia sido oferecido à tributação, foi retificado, de modo a que dele se reduzissem R$ 358.903,39; Fl. 296DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 266 16 16) que, desse modo, o montante a oferecer à tributação era de apenas R$ 46.350,76; 17) que a glosa dos R$ 736.600,37 simplesmente não levou em conta a reversão da provisão de R$ 880.752,10; 18) que não se pode assim admitir que R$ 736.600,37 sejam mais uma vez oferecidos à tributação; 19) que, no que toca à falta de comprovação das deduções a título de despesas financeiras diversas, essas se referem à concessão de bonificações a clientes; 20) que esses bônus concedidos a clientes são dedutíveis na forma do art. 299 do RIR, de 1999, e conforme a solução de consulta nº 162/2004, da 7ª RF, que cita; 21) que, diante disso tudo, não devem prosperar as conclusões das autoridades da DRF; e 22) que a manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos confessados até a decisão final a ser proferida pela Receita Federal. E) Manifestação de inconformidade de fls. 79/91 nos autos do processo 15578.000209/2007, contra o Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.778/2008 e Despacho Decisório de fls. 68/74. Saldo Negativo de CSLL do anocalendário de 2002, no valor de R$ 107.771,35. Alegações As alegações da interessada no processo 15578.000209/2007 são idênticas àquelas apresentadas no processo anterior, pois as matérias discutidas em ambos são as mesmas, apenas se tratando, esse, de apuração de CSLL e, aquele, do IRPJ. Não repetirei aqui o já antes relatado. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada, na parte ainda objeto de litígio (fls. 151): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002 PROVISÕES. DEDUTIBILIDADE. REVERSÃO DE PROVISÃO. O montante das provisões não dedutíveis que tenha sido adicionado ao lucro líquido deverá ser excluído do lucro líquido do período em que se verificar a efetiva perda provisionada, ao mesmo tempo em que tal valor deverá ser lançado a crédito de receita do mesmo período da reversão. PROVISÃO. DEVEDORES DUVIDOSOS. Devem ser glosadas da apuração do lucro tributável as despesas com provisão para devedores duvidosos, caso seu valor não tenha sido adicionado ao lucro líquido do período. [...]. DESPESAS OPERACIONAIS. DEDUTIBILIDADE. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Fl. 297DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 267 17 Devem ser glosadas da apuração do lucro real as despesas cuja dedutibilidade, para fins fiscais, não sejam comprovadas mediante documentação hábil e idônea. Rest/Ress. Def. em Parte/Comp. Homolog. em Parte 3. Cientificada da referida decisão em 30/08/2010 (fls. 197), a tempo, em 29/09/2010, apresenta a interessada Recurso de efls. 220 a 240 numeração digital, instruído com os documentos de efls. 241 a 249, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. 4. É o que importa relatar. Em mesa para julgamento. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 268 18 Voto Vencido Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 5. Obedecese, aqui, à mesma sequência adotada pela decisão recorrida em seu Voto. 1) Manifestação de inconformidade de fls. 86/93 nos autos do Processo – 10783.902076/200669, contra as conclusões do Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.725/2008 e Despacho Decisório de fls. 77/82. Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário de 2000, no valor de R$ 98.622,31. 6. Persistem, como objeto de discussão, nesta parte, as rubricas das exclusões denominadas “gastos comerciais” (Provisão bonificação de clientes), de R$ 1.000.000,00, “perda caução Fundap”, de R$ 84.791,43, e “participação no resultado”, de R$ 24.142,05, que compuseram o valor indicado na “Reversão do Saldo das Provisões Não Dedutíveis na Demonstração do Lucro Real” (Ficha 9A, Linha 25, da DIPJ 2001). 7. Afirmou a Recorrente, em sua manifestação de inconformidade, que se estaria tratando, em verdade, não de despesas provisionadas que tenham sido recuperadas, mas, sim, de despesas provisionadas que teriam sido efetivadas no anocalendário de 2000. 8. Essa alegação foi rechaçada pela decisão recorrida, sob o seguinte argumento (fls. 174 e 175, destaques do original): Entendo que a interessada, mesmo ciente dessa situação claramente identificada pela autoridade fiscal, nada trouxe que nos fizesse acreditar que houve efetivamente um erro de preenchimento da DIPJ. Caso essas ditas bonificações provisionadas em 1999 tenham sido efetivamente incorridas (pagas?), haveríamos de conhecer a sequência da baixa dessa provisão, ou seja, os lançamentos que alega ter feito em contas de passivo (“outros credores”) e de disponibilidades (“bancos”); porém, nada disso nos foi trazido. Mais grave ainda foi a omissão da interessada em comprovar que essas ditas bonificações representam despesas efetivamente dedutíveis na apuração do lucro real. Como podemos observar nos autos, sequer um único documento que nos fizesse conhecer da efetiva natureza dessas operações foi colacionado pela interessada. Limitouse a alegar, sem nada comprovar. O mesmo vale para as demais rubricas de exclusões glosadas pela autoridade fiscal (Perda caução Fundap, Participação no resultado e PDD). Em todos esses casos, igualmente não se sabe a natureza desses lançamentos, nem se são essas provisões indedutíveis recuperadas ou não. 9. Concluiu, assim, a decisão recorrida, que “não houve a devida justificação do procedimento de exclusão por parte da interessada” (fls. 175). Fl. 299DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 269 19 10. Em seu Recurso, a Recorrente assim se expressa, quanto a esta parte, além do que já havia dito na manifestação de inconformidade (efls. 225): 11. Como se percebe, limitouse a Recorrente, para sustentar a sua alegação de erro no preenchimento da DIPJ, a apresentar os supostos lançamentos de baixa da provisão de bonificação de clientes (“gastos comerciais”), abstendose, porém, de comprovar – como bem observado pela decisão recorrida – que se tratam, efetivamente, de despesas dedutíveis, e não de despesas indedutíveis, como houvera anteriormente declarado (fls. 175): Mais grave ainda foi a omissão da interessada em comprovar que essas ditas bonificações representam despesas efetivamente dedutíveis na apuração do lucro real. Como podemos observar nos autos, sequer um único documento que nos fizesse conhecer da efetiva natureza dessas operações foi colacionado pela interessada. Limitouse a alegar, sem nada comprovar. 12. Reiterese: pretende a Recorrente retificar dados constantes de sua DIPJ, para o fim de ter, como despesas dedutíveis, valores anteriormente identificados como “Reversão do Saldo das Provisões Não Dedutíveis na Demonstração do Lucro Real” (Ficha 9A, Linha 25, da DIPJ 2001), sem, para tanto, apresentar quaisquer comprovações da real natureza dessas supostas despesas. 13. Mantenho esta parte do indeferimento. 2) Manifestação de inconformidade de fls. 94/101 nos autos do Processo – 10783.902075/200614, contra as conclusões do Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.724/2008 e Despacho Decisório de fls. 83/89. Saldo Negativo de CSLL do anocalendário de 2000, no valor de R$ 17.958,13. 14. Tratase, basicamente, da mesma situação descrita no item anterior, apenas se reportando à CSLL, e não ao IRPJ. São válidas as observações feitas anteriormente. 15. Mantenho esta parte do indeferimento. 3) Manifestação de inconformidade de fls. 92/100 nos autos do Processo – 10783.902077/200611, contra as conclusões do Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.722/2008 e Despacho Decisório de fls. 80/87. Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário de 2001, no valor de R$ 331.426,67. 16. A questão se restringe ao oferecimento à tributação dos rendimentos ensejadores da retenção na fonte, em montantes menores que os declarados pelas fontes pagadoras em Dirf. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 270 20 17. A Recorrente, em sua manifestação de inconformidade, alegou que haveria um saldo de IRRF do anocalendário de 2000, de R$ 118.499,87, que teria sido trazido para 2001, em virtude de essas retenções do IR não terem sido utilizadas para compensação com outros débitos do próprio anocalendário de 2000. 18. A decisão recorrida assim decidiu essa questão (fls. 177 e 178): Entendo que a alegação da interessada não pode prosperar. Os rendimentos de aplicação financeira auferidos ao longo do ano calendário de 2001, ou seja, de competência de tal ano, e o IRRF a eles correspondentes, podem ser claramente observados pelos dados do próprio contribuinte trazidos em sua declaração (fls. 27) e nos informes de rendimentos declarados pela fontes pagadoras (fls. 28 e ss). Fica claro que o IRRF que o contribuinte leva à Ficha 12A de sua declaração (fls. 27), no valor de R$ 331.436,75, é, sim, decorrente de rendimentos auferidos somente em 2001, e não em 2000, como alega, pois tudo coincide: valores, período etc. Caso seja verídico que o contribuinte tivesse IRRF relativo a 2000 não completamente utilizado, nem levado a constituir o saldo negativo daquele ano, isso em nada se comunica com o saldo negativo de IRPJ de 2001, o qual, como dissemos, dado o prejuízo e a ausência de estimativa no anocalendário de 2001, passou a constituir a integralidade do saldo negativo do período. Assim, não há reparo no procedimento da autoridade de, ao verificar que, com relação às fontes denominadas BANCO BRADESCO S.A., CNPJ 60.746.948/0001, e BANCO ABN AMRO REAL S.A., CNPJ 39.624.465/000159, parte do rendimento relativo à totalidade do IRRF do anocalendário de 2001 não fora oferecida à tributação, admitir, como IRRF a servir para formar o saldo negativo do ano, apenas 20% dos rendimentos efetivamente oferecidos relativos a essas fontes pagadoras. Ressalvando que 20% é a alíquota específica para retenção do IR nesses casos, consoante a sistemática de tributação determinada pelos arts. 729 e 730, IV, ambos do RIR de 1999. 19. Em seu Recurso, limitase a Recorrente a (re)afirmar o seguinte (efls. 228): 20. Ora, o crédito pleiteado se refere a saldo negativo de IRPJ apurado em 31/12/2001, no valor de R$ 331.426,67 (DIPJ/2002), decorrente de IRRF devidamente confirmado em DIRF. 21. Assim, sem qualquer lógica pretenderse indicar, como parte da origem do crédito requerido, valor que nele não poderia estar contido: a saber, o IRRF referente ao ano calendário de 2000 que, se efetivamente existente, deveria compor o saldo negativo do mesmo anocalendário, e não do ano seguinte. 22. Concordase, nesse ponto, inteiramente com a decisão recorrida, com fundamento, inclusive, na Súmula CARF nº 80: Fl. 301DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 271 21 Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. 23. De todo modo, observou a DRF que, da análise do processo administrativo nº 10783.902074/200670, verificouse que a Recorrente utilizara todo o saldo negativo apurado em 31/12/2001 em compensações de estimativas de IRPJ procedidas em sua contabilidade e informadas à SRF por meio de apresentação de DCTF’s nºs 00001.002.002/31017923 e 00001.002.002/21143266 (1º e 2º TRIM/2002), não tendo sido tal crédito sequer suficiente para satisfazer aquelas compensações. 24. Essa afirmação não foi contraditada pela ora Recorrente. 25. Mantenho esta parte do indeferimento. 4) Manifestação de inconformidade de fls. 196/208 nos autos do processo – 10783.902074/200670, contra o Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.723/2008 e Despacho Decisório de fls. 181/189. Saldo Negativo de IRPJ do anocalendário de 2002, no valor de R$ 307.019,68. 26. Como bem destacado pela decisão recorrida (fls. 178): [...] foram quatro as circunstâncias que motivaram o indeferimento do reconhecimento do direito creditório pedido, os quais podem assim ser titulados: a) Estimativa não integralmente adimplida por compensação; b) Subavaliação de estoque; c) Indedutibilidade de provisão de devedores duvidosos; e d) Despesas sem comprovação. 27. O primeiro item (estimativa não integralmente adimplida por compensação) decorre do tópico anterior, já decidido (redução do saldo negativo de IRPJ em 31/12/2001, de R$ 331.426,67 para R$ 206.040,21). Quanto ao segundo item (subavaliação de estoque), foi acatada, nessa parte, a manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente. 28. No que se refere ao terceiro item (indedutibilidade de provisão de devedores duvidosos), limitase a Recorrente, em seu Recurso, apenas a repetir as alegações trazidas na anterior manifestação de inconformidade, brilhantemente rechaçadas pela decisão recorrida (fls. 181 e 182): Aqui, a autoridade, com base no resumo do balancete de fls. 104 e da DIPJ de fls. 48, adicionou ao lucro líquido do período uma parte da Provisão para Devedores Duvidosos, no montante de R$ 736.600,37, escriturada na Ficha 5A/30, Outras Despesas Operacionais, haja vista que foi declarada como dedutível. Não vejo reparo no procedimento fiscal nesse ponto. É patente que, no ano de 2002, foram feitos, na contabilidade, lançamentos de despesas relativas à provisão para devedores duvidosos (PDD) num montante de R$ 1.141.854,52 (fls. 104). É igualmente patente que, desse valor, apenas R$ 405.254,15 foram adicionados ao lucro líquido (fls. 106); logo, R$ 736.600,37 de provisão foram tratados deliberadamente como sendo dedutíveis para fins de apuração do lucro real, mesmo se sabendo que se trata de provisão que, por ser indedutível para fins Fl. 302DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 272 22 fiscais, deveria ser integralmente adicionada no período da apuração do lucro real. A interessada, em sua impugnação, busca afirmar que, em verdade, houve uma reversão contábil de tal provisão, no valor de R$ 880.752,10, que, ao reverter contabilmente esse montante, o valor de R$ 405.254,15, que já havia sido oferecido à tributação, foi retificado, de modo a que dele se reduzissem R$ 358.903,39, e que, desse modo, o montante a oferecer à tributação era de apenas R$ 46.350,76. Em relação a essas alegações, a interessada trouxe aos autos o demonstrativo de fls. 278/280, que consignaria títulos vencidos a receber num montante total de R$ 472.182,18. Desse valor, segundo se vê ali, R$ 425.831,42 seriam efetivamente dedutíveis, pois seguiriam as regras de dedutibilidade de perdas do art. 340. Pois bem, ressalto que, a par de não haver coincidência entre essas supostas perdas e o valor escriturado como PDD dedutível, a interessada não comprova que esses lançamentos, que montam R$ 425.831,42, seriam perdas que tenham antes sido provisionadas e adicionadas ao lucro líquido, com a respectiva exclusão no Lalur quando do reconhecimento dessa perda. Esse seria o procedimento de praxe. Ou, mesmo, que seriam, eles, créditos não antes provisionados como duvidosos, mas que, com a verificação da efetividade da perda, teriam eles sido tratados como tal, perda; todavia, nessa hipótese, não se estaria falando em PDD, mas em perda direta, o que contraria a própria contabilização feita pela interessada. Ora, estamos lidando aqui não com lançamentos de perdas, mas tãosomente provisionamento de perda no valor [de] R$ 736.600,37. Dessa forma, por se tratar de provisão de créditos de liquidação duvidosa, a sua adição ao lucro líquido era exigência da legislação fiscal. Ademais, a interessada colaciona (fls. 287) o razão da conta 784400000, Reversão Prov. Dev. Duvidosos, em que o valor total ali lançado, a crédito em 2002, foi dos mencionados R$ 880.753,10. Esse valor, segundo alega, anularia provisão de devedores duvidosos que tratou como dedutível. Ora, ao lado de também aqui não ver a coincidência entre os montantes (R$ 736.600,37 de PDD e de R$ 880.753,10), a simples verificação das informações das reversões de provisão lançadas tanto no Lalur (fls. 50 e 107) quanto na linha 29 da Ficha A da DIPJ (fls. 49) nos leva a concluir que, pelo menos no que tange ao aspecto fiscal, não houve o lançamento, como receita, dessa alegada reversão de provisão de R$ 880.753,10. Dessa forma, não se verifica essa alegada neutralização do lançamento, como despesa dedutível da provisão para devedores duvidosos, no montante de R$ 736.600,37. Em vista disso, mantenho a glosa proposta pela autoridade da DRF. 29. Por fim, quanto ao quarto item (despesas financeiras diversas sem comprovação), afirma a Recorrente, tanto na manifestação de inconformidade, quanto no Recurso, que essas despesas se referem à concessão de bonificações a clientes, e que esses bônus concedidos são dedutíveis na forma do art. 299 do RIR de 1999, e conforme a Solução de Consulta nº 162/2004, da 7ª RF (efls. 237): Fl. 303DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 273 23 30. O fato, porém, é que não foram apresentados em nenhum momento , documentos que comprovassem tais despesas e, em razão disso, procedeuse à glosa. Em outras palavras: não se trata de discutir a dedutibilidade dessas despesas, mas a sua própria existência. 31. Como bem ressaltado pela decisão recorrida (fls. 182 e 183): Vejamos, como se vê às fls. 81, a interessada foi intimada não só a descrever a natureza desses lançamentos, com também a apresentar a documentação comprobatória desses eventos. Limitouse, à época, a trazer a escrituração dessas operações (fls. 121 e ss.), sem nada dizer sobre a natureza da matéria, nem se dignou a trazer documentação que permitisse à autoridade da DRF aferir se, efetivamente, essas operações possuem os atributos da dedutibilidade nos contornos definidos na legislação fiscal. Ainda sem nada a trazer de documento sobre esses eventos tratados como despesa, a interessada, em sua manifestação de inconformidade, informa serem eles referentes a bônus concedidos a clientes. Ora, mesmo que, em tese, estivéssemos tratando das bonificações a clientes que se assemelham a descontos incondicionais, essas só são efetivamente dedutíveis, para fins de apuração do IRPJ e da CSLL, caso se verifique que, efetivamente, se vinculam a operações ou transações realizadas pela empresa, como se vê nas ementas abaixo: [...]. A interessada, repito, nada trouxe de documentação acerca dessas operações. Assim, sem a comprovação do alegado por parte da interessada, manifestome no sentido de corroborar o procedimento da autoridade da DRF, em não levar em conta essas despesas na apuração do lucro tributável do ano. 32. Por outro lado, a só escrituração dessas operações, trazida pela Recorrente, nada esclarece a respeito, como segue: Tabela 02 — Lançamentos relacionados no item 4.5 do Termo de Solicitação de Informações Fiscais n° 115/2008 Item (TSI n° Histórico do Lançamento Valor Data 4.5.1.1 "DEPÓSITO SP Conf. ccmail da Adriana 18/12/01" R$ 50.505,12 02/05/02 4.5.1.2 "DEPÓSITO SP Conf. cmail da Adriana 11/04/2002" R$ 26.058,13 02/05/02 4.5.1.3 "DEPÓSITO SP Conf. cmail da Adriana 31/05/02" R$ 20.830,88 02/05/02 4.5.1.4 "DEPÓSITO SP Conf. cmail da Adriana 29/05/2002" R$ 49.467,47 02/05/02 4.5.1.5 "VOLVO Conf. CCmail do P. Ségio" R$ 10.056,77 05/06/02 Fl. 304DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 274 24 4.5.1.6 "ZACHARIAS DEPÓSITO SP Bonif. Autorizada por Salvador", R$ 21.816,73 01/07/02 4.5.1.7 "ZACARIAS DEPÓSITO RJBonif. Zacharias dec.11" R$ 10.821,08 05/08/02 4.5.1.8 "VENDOR ENCARGOS 08/2002" R$ 12.317,70 31/08/02 4.5.1.9 "VOLVO CONF Cl EM ANEXO FÁTIMA" R$ 32.260,90 26/12/01 TOTAL R$ 234.134,78 33. Acrescentese que um quinto item, ainda, a motivar o indeferimento do reconhecimento do direito creditório pedido, diz respeito à diferença do IRRF declarado (R$ 17.899,62) e do tido por comprovado por Dirfs (R$ 17.854,54), o qual não foi contraditado pela Recorrente. 34. Mantenho esta parte do indeferimento. 5) Manifestação de inconformidade de fls. 79/91 nos autos do processo 15578.000209/2007, contra o Parecer Seort/DRF/Vit nº 1.778/2008 e Despacho Decisório de fls. 68/74. Saldo Negativo de CSLL do anocalendário de 2002, no valor de R$ 107.771,35. 35. Tratase de questão idêntica ao do item anterior, dele divergindo, apenas, por se tratar de CSLL, e não de IRPJ. 36. Aqui foram, também, apontadas divergências envolvendo a compensação de estimativas declaradas, questão não contraditada pela Recorrente, como bem observado pela decisão recorrida (fls. 184): [...]. Destaco que, além das alterações que fez na apuração do ajuste do lucro líquido, conforme visto antes nesse voto, a autoridade da DRF também entendeu que só foi comprovado, como estimativa efetivamente adimplida em 2002, o valor de R$ 86.381,49. Contudo, toda essa apreciação quanto à validade das estimativas de 2002 não foi contestada pela interessada, situação que me faz tratála como matéria não litigiosa; portanto, é de se tomar como já aperfeiçoado administrativamente o entendimento exarado pela DRF em tal ponto. 37. Mantenho esta parte do indeferimento. 38. Em complemento ao Voto inicialmente elaborado no mês de março de 2013, e por decorrência das discussões que se sucederam em Sessão de Julgamento nos meses de abril e junho de 2013, adito os comentários a seguir. 39. Estão os votos divergentes bem entendido pretendendo reconhecer a decadência de procedimento de verificação fiscal da existência e suficiência de crédito pleiteado pelo sujeito passivo em declaração de compensação. 40. Mas – questionase onde está registrado no Código Tributário Nacional – CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), que haveria decadência de procedimento de verificação fiscal da existência e suficiência de crédito pleiteado pelo sujeito passivo em declaração de compensação? Fl. 305DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 275 25 41. Em lugar nenhum!!! 42. Tanto é assim que referidos votos divergentes fazem alusão a uma suposta figura de “lançamento de ofício por vias transversas”... 43. Ora, não há qualquer lançamento de ofício nos autos. 44. O que há é o estrito cumprimento do que dispõe o CTN, em seu art. 170, no sentido de que deva ser procedida, pela autoridade fiscal, a análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado. 45. Essa análise, obviamente, passa pelo exame de todas não de algumas, reiterese, mas de todas as parcelas que deram origem ao pretenso crédito pleiteado, exigindo se a sua imprescindível comprovação, sob pena de não ser dado cabal cumprimento àquele mandamento legal. 46. E se, porventura, sucede de não ser essa comprovação satisfatória, não é caso de “lançamento de ofício por vias transversas”, senão de “iliquidez, total ou parcial, do crédito pleiteado”. 47. Não por outro motivo a Instrução Normativa SRF nº 210, de 30 de setembro de 2002, em seu art. 4º, vigente quando da apresentação dos Per/DComps analisados, assim dispunha: Art. 4º A autoridade competente para decidir sobre a restituição poderá determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo, a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. 48. Menciono, ainda, o seguinte precedente administrativo: A verificação da base de cálculo do tributo não é cabível apenas para fundamentar lançamento de ofício, mas deve ser feita, também, no âmbito da análise das declarações de compensação, para efeito de determinação da certeza e liquidez do crédito, invocado pelo sujeito passivo, para extinção de outros débitos fiscais. [1º CC, Acórdão nº 10323.528, de 13/08/2008] Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Formatted Fl. 306DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 276 26 Voto Vencedor Conselheiro Walter Adolfo Maresch, Redator Designado O voto do ilustre conselheiro relator não foi acompanhado pela maioria desta turma julgadora, tendo sido vencedor o entendimento de que algumas matérias postas em litígio no processo necessitam de uma melhor elucidação. Com efeito, as diversas matérias em discussão se entrelaçam e repercutem nos diversos períodos que foram objeto de análise pelas autoridades que concluíram pelo indeferimento parcial do direito creditório postulado em diversos PER/DCOMP relativos aos anos calendários 2000, 2001 e 2002. Também me parece superficial e açodada a maneira como foi realizado o procedimento fiscal que em sede de apreciação de direito creditório em processos de restituição/compensação, adentrou também na análise da base de cálculo do IRPJ e CSLL dos diversos anos calendários, inclusive já decaídos para efeitos de lançamento de qualquer diferença de tributos. Se é reconhecida pela maioria dessa corte julgadora administrativa a possibilidade de análise do direito creditório, sob o ponto de vista das parcelas redutoras do imposto a pagar (estimativas, ir fonte, etc) inclusive para períodos já decaídos (para efeito de lançamento fiscal), o mesmo não se pode dizer sobre a alteração da base de cálculo que implica na alteração do imposto devido antes de qualquer dedução. Entendo também que a alteração da base de cálculo do tributo mesmo para efeito de negar eventual restituição/compensação equivale a revisão da DIPJ e não pode prescindir do correspondente lançamento na forma preconizada pela legislação processual tributária. Não obstante esta observação, concluiu a turma julgadora que antes que se profira qualquer decisão a respeito, seja melhor esclarecida a efetiva situação de parcelas que supostamente deveriam ser adicionadas à base de cálculo dos tributos (exclusões ou despesas indevidas) ou glosadas por falta de comprovação do registro de receitas no caso do imposto de renda retido na fonte principalmente em relação ao ano calendário 2001, já que em relação a diferença de 2002 a recorrente não se insurgiu. Apresentou a recorrente diversas alegações que embora verossímeis carecem de melhor comprovação para serem acolhidas ou rejeitadas de plano por esta turma julgadora. Passo a análise das parcelas para as quais pendem dúvidas acerca da efetividade e dedutibilidade das exclusões ou custos apropriados aos respectivos anos calendários, e ausência de comprovação da contabilização de receitas, na mesma seqüência exposta nos autos e no voto do ilustre relator: Fl. 307DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 277 27 1. ANO CALENDÁRIO 2000. Neste ano calendário, a autoridade fiscal que apreciou o direito creditório, adicionou com base na DIPJ (Fl. 34) à base de cálculo do IRPJ e CSLL as parcelas abaixo, indevidamente excluídas no LALUR (fl. 65): Provisão para estoques R$ 228.145,81 (parcela já exonerada pela DRJ) Reversão Provisão Bonificação Clientes – R$ 1.000.000,00 Reversão Provisão Perda Fundap – R$ 84. 791,43 Reversão Provisão Participação Resultados – R$ 24.142,05. Afirma a recorrente de que não houve prejuízos ao Fisco pois tratase de parcelas dedutíveis que não transitaram nas contas de resultado e que foram lançadas diretamente nas contas de outros credores e bancos, ajustando o lucro tributável. Quanto a estes itens impõemse esclarecer: a) Por que motivo tais valores não transitaram pelas contas de resultado como recomendam as normas contábeis? b) Qual é efetivamente a natureza dos supostos custos e ou despesas excluídos no LALUR mas que não transitaram em contas de resultado do ano calendário 2000, demonstrando tratarse de custos/despesas dedutíveis? c) Que documentos amparam os lançamentos contábeis que supostamente dão amparo às exclusões de reversão de provisões realizadas no LALUR em 2000? 2. ANO CALENDÁRIO 2001. Para este ano calendário foi objeto de glosa, parcela do Imposto de Renda na fonte decorrente de aplicações financeiras por suposta falta de comprovação da contabilização de parte das receitas financeiras correspondentes. Ou seja, o imposto de renda na fonte consta dos comprovantes das instituições financeiras mas foi glosado parcialmente por suposta omissão no registro das correspondentes receitas financeiras. Afirma a recorrente, que o imposto de renda glosado se refere a receitas já tributadas no ano anterior (2000) em virtude da adoção do regime de competência sendo o imposto de renda aproveitado em 2001. Diante do exposto, impõese comprovar: a) Que a contabilização das receitas financeiras correspondentes ao imposto de renda retido na fonte constante dos comprovantes do ano calendário 2001, ocorreu no ano calendário 2000 ou no próprio ano calendário 2001 em outras contas contábeis. 3. ANO CALENDÁRIO 2002. Fl. 308DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.902076/200669 Resolução n.º 1803000078 S1TE03 Fl. 278 28 Nesse ano calendário, a turma divergiu quanto ao voto vencido apenas no tocante à falta de adição da Provisão para Devedores Duvidosos no montante de R$ 736.600,37. Não houve contestação por parte da recorrente em relação ao imposto de renda retido na fonte glosado e tampouco foi acolhida pela turma de julgamento a comprovação sobre despesas sem os correspondentes documentos hábeis e idôneos para dedutibilidade. Alega a recorrente que registrou uma provisão de devedores duvidosos (PDD) no montante de R$ 1.141.854,52 dos quais R$ 405.254,15 já foram devidamente adicionados ao LALUR. Como houve uma reversão no montante de R$ 880.752,10, não haveria qualquer motivo para adicionar os R$ 736.600,37 aventados pela fiscalização. Ante o exposto, deve ser devidamente comprovado pela diligência: a) A efetiva reversão de R$ 880.752,10 a título de Provisão para Devedores Duvidosos no ano calendário 2002 ou algum outro lançamento contábil ou fiscal que possa ter neutralizado para fins tributários a indedutibilidade do saldo da Provisão de Devedores Duvidosos (R$ 736.600,37). Ante o exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que a unidade de origem realize procedimento no sentido de obter da recorrente os elementos constantes dos itens 1 a 3 do presente voto, bem como informações adicionais que julgar pertinentes para a completa elucidação dos fatos. Após a conclusão da diligência a mesma deve ser submetida à contribuinte pelo prazo de 30 (trinta) dias para que se manifeste querendo. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Fl. 309DF CARF MF Impresso em 17/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10845.004681/93-70
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 26 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.068
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, aprovar a preliminar de diligência ao CTIC, através da Repartição de Origem, vencido o relator, Luiz Felipe Galvão Calheiros. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Sérgio de Castro Neves, na forma do
relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, aprovar a preliminar de diligência ao CTIC, através da Repartição de Origem, vencido o relator, Luiz Felipe Galvão Calheiros. Designado para redigir o acórdão oConselheiro Sérgio de Castro Neves, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 26 de julho de 1996 'L; [ft(rtD" " O "uU 'I. 1996 . D dtI tI. 'on~\• ~ NS~ltett10rt ç:?t.e~d~ -".ut't cUl'ado1' , Participaram, ainda, do presente júlgamHllo, os seguintes Conselheiros : MARCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, LEDA RUIZ DAMASCENO. Ausentes os Conselheiros JOÃO BAPTISTA MOREIRA e FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO. RC 117.190 RECURSOW RESOLUÇÃO N° RECORRENTE •I • ~ I • • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA 117.190 301-1068 RlTZ IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA RECORRlDA DRF - SANTOS/SP RELATOR LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS RELATOR DESIGNADO : SERGIO DE CASTRO NEVES RELATÓRlO A empresa foi autuada por ter subfaturado o preço de um veículo importado como se usado'fosse, mediante a apresentação de guia de importação obtida através de medida liminar em mandado de segurança. Intimada a recolher a diferença de tributos e a multa por infração ao controle administrativo das importações de que trata o artigo 526, inciso III do RA, apresentou longa impugnação tempestiva, onde alega, basicamente, a falta de provas de que o veículo seja novo, afirmando ser subjetiva a conclusão da fiscalização a partir da conferência física. A autoridade julgadora de primeira instância, em decisão de fls. 55 a 60, tendo em vista, entre outros aspectos, a total inconsistência argumentativa da defesa e, especialmente o fato de que em nenhum momento a autuada menciona o certificado de origem do veículo, prova cabal da sua condição de novo, considerou procedente a ação fiscal. Inconformada, a autuada recorre a este Conselho~reafirmando que o automóvel é usado e menciona, pela primeira vez, os certificados de origem, alegando que estes documentos não se prestam "a atestar se o carro é novo ou usado por ocasião do desembaraço alfandegário". Afirma que documentos estrangeiros não têm valor legal e que a recorrente "não deu, nem dá qualquer importância a esses certificados de origem, pois trouxe carros usados adquiridos de exportadora em M. . "(')laml.. . SIC. É o relatório. 2 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA '. RECURSOWRESOLUÇÃO N° 117.190301-1068 VOTO VENCEDOR •• ••I Proponho a conversão do presente julgamento em diligência à SECEX do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, para que se digne informar o seguinte: - Valor médio das transações de automóveis idênticos ao referido no presente processo, importados dos Estados Unidos da América, no período compreendido entre os 04 (quatro) meses imediatamente anteriores e posteriores ao registro da Declaração de Importação a que se refere o processo. Encarece-se, outrossim, anexar à resposta cópias de Guias de Importação relativas às operações de importação que tenham servido para o cálculo do dito valor médio. Sala das Sessões, e 26 de julho de 1996. I SERGIO DE CASTRO N ES - RELATOR DESIGNADO. 3 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N°RESOLUÇÃO N° 117.190301-1068 VOTO VENCIDO • De início, citarei alguns aspectos do processo: a) a guia de importação foi obtida através de medida liminar em mandado de segurança e dela consta a advertência de que ficará sem valia o docum,ento caso seja revogada a media liminar e/ou denegado o mandado de segurança (fls. 10); b) a autuada solicitou prorrogação do prazo para apresentação de sua impugnação o que lhe foi concedido (fls. 25); c) a recorrente, segundo informações de fls. 45, nunca importou quaisquer veÍCulospelo porto de Santos e no endereço indicado no CGC, ou seja, rua Napoleão Laureano 800, funciona uma clínica de fraturas; d) o Departamento Técnico de Intercâmbio Comercial do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, informa às fls. 50 que o valor médio de referência para os veículos BMW 3251/4 portas e o FORD ESCORT LX VAGON é, de respectivamente, US$ 29.760 e US$ 10.580; e) não consta do processo qualquer outro documento, como por exemplo o contrato de câmbio, que possa comprovar o preço efetivamente pago pela mercadoria. Somente a fatura questionada, emitida pela US Ambraz, Inc. apresenta o . preço de US$ 8.500,00. Isto posto, devo afirmar que estou, pelo detalhado exame do processo, absolutamente convencido da má fé e da intenção prévia , planejada e • inequívoca, da recorrente em burlar o fisco, como se as autoridades aduaneiras ~ brasileiras fossem uma coorte de débeis mentais que não soubessem a diferença entre I um automóvel novo e outro usado. Não só a palavra do AFTN que tem fé de ofício, ! como os inúmeros indícios que do processo constam, levam à mesma conclusão. Contudo, ressalto que a questão poderia ter sido evitada, se a autoridade administrativa tivesse solicitado laudo técnico por engenheiro credenciado. Essa omissão tomou-se ponto fundamental da defesa da autuada, que clama pela "prova provada". Na realidade, todavia, o "certificado de origem", tão aviltado e sem valor para a recorrente, é no meu entender, a prova definitiva da fraude. Dele, existem várias cópias neste processo, mas o original e sua tradução juramentada encontram-se às fls. 40, 43 e 44 do processo 10845.005032/93-22, apenso. Como se pode verificar, o certificado de origem é um documento oficial, onde o representante do fabricante do veículo declara solenemente em 21 de abril de 1993, que, através da fatura 70601 transferiu o veículo ali identificado para o distribuidor ATHENS BMW, SENDO A PRIMEIRA TRANSFERÊNCIA DESTE VEÍCULO AUTOMOTOR NOVO EM. 4 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA • RECURSOWRESOLUÇÃO N° 117.190301-1068 • NEGÓCIO REGULAR. No verso do certificado, onde consta que cada um dos vendedores abaixo assinados certifica, sujeito às sanções da lei, que o veículo É NOVO e não foi registrado neste ou em qualquer outro Estado por ocasião da entrega, aparece a segunda transferência, em 6 de maio de 1993 da ATHENS BMW, de Atlanta, para a NORTH AMERlCAN MOTORS, de Miami; e, finalmente, em 8 . de maio, da NORTH AMERlCAM MOTORS para a USA AMBRAZ. Esta última empresa, também de Miami, foi a que emitiu a fatura 0975 para o importador brasileiro, onde descreve o automóvel como usado, com o preço aviltado de US$ 8.500,00. É de se notar que a USA AMBRAZ, estabelecida, segundo a fatura, na sala 750 do prédio n° 2600 SW, da Terceira Avenida, em Miami, é signatária do certificado de origem norte-americano, onde afirmou que o veículo era novo! Aliás, o nome do signatário é Rafael Santana. De resto, é ainda de se registrar a benevolência da autoridade de primeira instáncia, por não ter aplicado a multa por declaração indevida, prevista no inciso I do artigo 4° da Lei 8.128/91. Nessas condições, sem mais comentários, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, PARA MANTER, INTEGRALMENTE, A DECISÃO RECORRIDA. Sala das Sessões, em 26 de julho de 1996. • LUIZ FELIPE O CALHEIROS - CONSELHEIRO 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 10580.100218/2004-75
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
Anos-calendários: 2001 e 2002
Ementa: RETORNO DE DILIGÊNCIA. CONSTATAÇÃO DA VERACIDADE DOS PREJUÍZOS FISCAIS DECLINADOS EM LALUR. COMPENSAÇÃO.
A constatação da existência de saldo de prejuízos fiscais passíveis de compensação, à época da ocorrência do fato gerador, impõe sua compensação, especialmente na situação em que se verifica que referido montante não foi utilizado na apuração dos lançamentos perpetrados.
Numero da decisão: 1803-000.833
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Primeira Seção de
Julgamento, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anos-calendários: 2001 e 2002 Ementa: RETORNO DE DILIGÊNCIA. CONSTATAÇÃO DA VERACIDADE DOS PREJUÍZOS FISCAIS DECLINADOS EM LALUR. COMPENSAÇÃO. A constatação da existência de saldo de prejuízos fiscais passíveis de compensação, à época da ocorrência do fato gerador, impõe sua compensação, especialmente na situação em que se verifica que referido montante não foi utilizado na apuração dos lançamentos perpetrados.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anoscalendários: 2001 e 2002 Ementa: RETORNO DE DILIGÊNCIA. CONSTATAÇÃO DA VERACIDADE DOS PREJUÍZOS FISCAIS DECLINADOS EM LALUR. COMPENSAÇÃO. A constatação da existência de saldo de prejuízos fiscais passíveis de compensação, à época da ocorrência do fato gerador, impõe sua compensação, especialmente na situação em que se verifica que referido montante não foi utilizado na apuração dos lançamentos perpetrados. . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Primeira Seção de Julgamento, DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente Fl. 3DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0322.11133.RLD4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.100218/200475 Acórdão n.º 1803000.833 S1TE03 Fl. 2 2 (assinado digitalmente) Benedicto Celso Benício Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Marcelo Fonseca Vicentini, Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes e Sérgio Luiz Bezerra Presta. Relatório Tratase de auto de infração (fls. 03/13) relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), lavrado em 22/10/2004, para exigência de crédito tributário no montante de R$ 35.568,03 (trinta e cinco mil, quinhentos e sessenta e oito reais e três centavos), assim discriminado (fl. 03): Imposto de Renda Pessoa Jurídica: R$ 16.361,44 Juros de Mora (calculados até 30/09/2004): R$ 6.935,54 Multa proporcional: R$ 12.271,05 Conforme descrição dos fatos constante no referido auto de infração (fl. 04), o lançamento foi efetuado em decorrência de diferença entre o valor escriturado e o declarado/pago (verificações obrigatórias), ocasião em que a Fiscalização apurou o Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) em tela, a partir da base de cálculo informada no Livro Razão (2001 e 2002) e no “Demonstrativo da Composição da Base de Cálculo” (1999 e 2004) fornecido pelo contribuinte, cotejandoo com o valor pago ou declarado em DCTF, utilizado como enquadramento legal os artigos 247 e 841 do RIR/99 (fl. 05). O contribuinte tomou ciência da autuação em 04/11/2004 (fl. 03) e apresentou a sua defesa, em 30/11/2004 (fls. 180/181), arrolando, em síntese, os seguintes argumentos: em relação aos anoscalendários de 2001 (2º e 3º trimestres) e 2002 (3º trimestre), o impugnante apurou novo saldo de IRPJ a pagar, alegando ajustes no valor tributável para o cálculo do referido imposto, com base na escrituração do LALUR (compensação de 30% com os prejuízos fiscais de períodos anteriores) e suposta compensação e recolhimentos indevidos efetuados que reduziriam o valor do imposto apurado pelo autuante; no tocante ao 4º trimestre de 2002, alegou ajustes no valor tributável decorrentes de compensação do prejuízo fiscal constante no LALUR, apresentando valor de IRPJ menor que o constante no auto de infração; Fl. 4DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0322.11133.RLD4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.100218/200475 Acórdão n.º 1803000.833 S1TE03 Fl. 3 3 em relação ao anocalendário de 2004 (1º e 2º trimestres), apresentou o cálculo do IRPJ a pagar e alegou ter recolhido tais valores em conformidade com DARF’s que teriam sido anexados à impugnação; conclui sua defesa alegando que, “baseado no LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real, não apresentado junto com a documentação solicitada em virtude de não ter sido localizado pelo contador tempestivamente”, não haveria IRPJ a recolher referente aos períodos impugnados, restando R$ 197,18 (06/2001), R$ 1.500,31 (09/2001), R$ 982,16 (09/2002) e R$ 1.979,37 (12/1999). A 5ª TURMA – DRJ – RIBEIRÃO PRETO – SP, ao analisar a peça impugnatória apresentada, houve por bem indeferila, sob argumentos assim ementados: “Anocalendário: 1999, 2001, 2002, 2004 PREJUÍZO FISCAL. COMPENSAÇÃO. A utilização de prejuízos fiscais para fins de compensação com o lucro real apurado está condicionada à existência de saldo na data da compensação. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Descabe à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento apreciar pedido de compensação antes da manifestação do titular da Delegacia da Receita Federal da jurisdição do sujeito passivo, sob pena de supressão de instância. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CABIMENTO, ESPONTANEIDADE. Verificada a ocorrência de ilícito tributário em procedimento regular de fiscalização, é cabível o lançamento de ofício em cumprimento a expressa determinação legal. A denúncia espontânea somente se caracteriza com a satisfação de seus elementos formais (comunicação da infração) e material (pagamento do tributo e encargos legais) antes do procedimento de ofício” Cientificado da decisão, interpôs o contribuinte tempestivo Recurso Voluntário a este Conselho, por meio do qual aduziu, em suma, que: houve cerceamento de defesa, na medida em que não foram acatados os pagamentos realizados, não sendo formalizados novos cálculos; Fl. 5DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0322.11133.RLD4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.100218/200475 Acórdão n.º 1803000.833 S1TE03 Fl. 4 4 a decisão deveria ter considerado o direito do contribuinte de juntar documentos, depois da apresentação da defesa; a Administração não buscou, em sua decisão, a verdade material, já que não analisou a documentação apresentada pelo contribuinte; não foram convalidados os pagamentos e as compensações realizadas, a despeito de mostradas. Dito recurso foi distribuído, então, para minha relatoria, em sessão de julgamento de 19/03/2009. Na ocasião, verifiquei que a insurgência da recorrente se cingia, substancialmente, à alegação de que as bases de cálculo apuradas pela Fiscalização, para o 2º e o 3º trimestres de 2001, de um lado, e para o 3º e o 4º trimestres de 2002, de outro, estariam equivocadas, em virtude da desconsideração da compensação de prejuízos fiscais anteriormente constatados, até o limite legal de 30% (trinta por cento). A fim de embasar, então, tais alegações, trouxe o contribuinte, a lume, cópia dos livros LALUR do período, indicativas da existência de prejuízos compensáveis. Tendo em vista, no entanto, a falta de registro destes escritos, de um lado, e o fato de as DIPJ’s atinentes não indicarem a existência destes saldos, de outro, entendi por escorreito converter o feito em diligência, a fim de que fosse averiguada, escrituralmente, a realidade dos citados saldos. Em atendimento a esta determinação, procedeuse à intimação do contribuinte, para que este apresentasse seus livros fiscais. A partir de então, elaborou o i. AFR competente o Termo de Diligência Fiscal de fls. 426/427, acerca do qual se abriu oportunidade para a autuada se manifestar (fl. 448). É o relatório do essencial. Voto Conselheiro Benedicto Celso Benício Júnior, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. Consoante relatado, o presente recurso impugna, primacialmente, lançamentos de IRPJ pertinentes aos 2º e 3º trimestres do anobase de 2001, banda uma, e aos 3º e 4º trimestres do anocalendário de 2002, banda outra. O contribuinte assevera, então, que as majoradas bases de cálculo de IRPJ apuradas pela Fazenda, ensejadoras dos lançamentos em análise, deixaram de levar em conta a compensação de prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores, controlados nos livros LALUR competentes. Ditos saldos compensáveis poderiam, então, ser comprovados a partir da perscrutação de seus escritos, cabendo ao Fisco empreender o abatimento junto ao lucro real dos períodos fiscalizados, até o teto legal. Fl. 6DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0322.11133.RLD4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.100218/200475 Acórdão n.º 1803000.833 S1TE03 Fl. 5 5 Pois bem. Realizadas as diligências outrora propostas, logrouse constatar a existência dos seguintes prejuízos fiscais acumulados (fl. 427): LUCRO/PREJ CONTÁBIL PREJUÍZO A COMPENSAR LUCRO/PREJ FISCAL IMPOSTO A PAGAR PREJUÍZO FISCAL Débito Crédito Saldo Observação 31/12/1999 13.195,81 0,00 13.195,81 1.979,37 0,00 31/03/2000 (1.264,56) (1.264,56) 1.264,56 1.264,56 Prej Fiscal a Compensar 30/06/2000 (19.003,29) (19.003,29) 19.003,29 20.267,85 Prej Fiscal a Compensar 30/09/2000 (13.927,52) (13.927,52) 13.927,52 34.195,37 Prej Fiscal a Compensar 31/12/2000 (26.330,56) (26.330,56) 26.330,56 60.525,93 Prej Fiscal a Compensar 31/03/2001 (2.354,80) (2.354,80) 2.354,80 62.880,73 Prej Fiscal a Compensar 30/06/2001 15.301,08 4.590,32 10.710,76 1.606,61 4.590,32 58.290,41 Baixa por Aproveitamento 30/09/2001 26.960,14 8.088,04 18.872,10 2.830,81 8.088,04 50.202,36 Baixa por Aproveitamento 31/12/2001 (22.131,73) (22.131,73) 22.131,73 72.334,09 Prej Fiscal a Compensar 31/03/2002 13.959,80 4.187,94 9.771,86 1..465,78 4.187,94 68.146,15 Baixa por Aproveitamento 30/06/2002 21.016,25 6.304,88 14.711,38 2.206,71 6.304,88 61.841,28 Baixa por Aproveitamento 30/09/2002 28.633,31 8.589,99 20.043,32 3.006,50 8.589,99 53.251,29 Baixa por Aproveitamento 31/12/2002 19.530,47 5.859,14 13.671,33 2.050,70 5.859,14 47.392,15 Baixa por Aproveitamento As cifras assim formatadas foram, então, anuídas pelo contribuinte, depois de regularmente intimado, nos moldes da petição de fl. 448. Em tal cenário, creio não haver dúvidas de que, efetivamente, devem ser consideradas, na apuração do IRPJ lançado, as compensações de prejuízos fiscais aduzidas pelo contribuinte, indicadas na planilha acima exposta. Restando reconhecida a existência dos saldos em questão, e desde que assegurada a observância do limite máximo de 30% (trinta por cento), impende serem reduzidas as bases imponíveis apuradas pelo trabalho lançador, minorandose os respectivos débitos. Isto posto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para determinar a recomposição das bases de cálculo do IRPJ pertinente ao 2º e ao 3º trimestres do anobase de 2001, de um lado, e ao 3º e ao 4º trimestres do anocalendário de 2002, de outro, mediante reconhecimento da compensação legal dos saldos de prejuízos fiscais apurados. Sala das Sessões, em 23 de fevereiro de 2011 Fl. 7DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0322.11133.RLD4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.100218/200475 Acórdão n.º 1803000.833 S1TE03 Fl. 6 6 (assinado digitalmente) Benedicto Celso Benício Júnior Fl. 8DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP27.0322.11133.RLD4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR em 27/03/2011 19:13:36. Documento autenticado digitalmente por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR em 27/03/2011. Documento assinado digitalmente por: SELENE FERREIRA DE MORAES em 04/04/2011 e BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR em 27/03/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 27/03/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP27.0322.11133.RLD4 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: BB784AD25503DC856221637E3D479F07CBE05DAA Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10580.100218/2004-75. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 10166.009504/2002-26
Data da sessão: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Nov 05 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.025
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, declinar a competência para 2ª Seção do CARF, nos termos do voto da relatora. Ausente temporariamente justificadamente o Conselheiro Walter Adolfo Maresch.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10166.009504/2002-26 Recurso n° 165.308 Resolução o° 1803-00.025 — 3' Turma Especial Sessão de 05 de novembro de 2009 Matéria IRF - ANO-CALENDÁRIO: 1997 Recorrente BRB - BANCO DE BRASÍLIA S/A. — Recorrida 4' TURMA/DRJ-BRASILIA/DF Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, declinar a competência para 2' Seção do CARI, nos termos do voto da relatora. Ausente temporariamente justificadamente o Conselheiro Walter Adolfo Maresch. 4r1 ENE FERREIRA DE MORAES — Presidente riTA 'MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA — Relatora . DO EM: 0 9 ABR 2010 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, Benedicto Celso Benicio Júnior, Luciano Inocêncio dos Santos, Marcos Antônio Pires e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. Processo n° 10166.009504/2002-26 81-TE03 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.° 1803-00.025 F1. 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra decisão de primeira instância que julgou parcialmente procedente o lançamento fiscal decorrente de trabalhos de auditoria interna referentes às DCTF s dos 3° e 4° trimestres de 1997, visando a cobrança de diferenças de IRRF referente aos meses de julho a dezembro de 1997 no valor total de R$ 42.465,75, assim como da multa de oficio isolada no montante de R$ 28.072,06, conforme razão às fls. 23 a 30. Ciente da lavratura do auto de infração em 11.06.2002 (fls. 35), em 09.07.2002 a Recorrente apresentou impugnação de fls. 01 a 03, juntando DARF's de pagamentos de fls. 05 a 19. Dada a clareza do relatório da 4' Turma da DRJ de Brasília/DF, tomo a liberdade de reproduzir parte do quanto fora ali discorrido no tocante às alegações do Recorrente em sua impugnação: "-o débito n°. 3983352, foi recolhido corretamente, por meio de dois DARF, nos valores de R$ 17,94 e R$ 10,76; • -os débitos de n's 3983442 e 3983429, os valores devidos constantes da DCTF do 3° trimestre/97 estão errados, pois quando do preenchimento da DCTF foram incluídos os valores das multas; -os débitos 3983385, 3983361, 4135841, 4135906 e 4135892, foram recolhidos corretamente; -os débitos n's 4135822, 4135823, 4135824, 4135825, 4135826 e 4135827, informa que seus recolhimentos foram efetuados indevidamente com o CNPJ n° 00.000.208/0022-35, quando deveriam ter sido com o C1VPJ da matriz (00.000.208/0001-00), conforme anexos de 07 a 12". Em julgamento proferido em 30.10.2007, a 4' Turma da DRJ de Brasilia/DF (fls. 153 a 156), julgou parcialmente procedente os lançamentos, conforme ementa abaixo transcrita: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF Ano-calendário: 1997 PROVAS/DCTF - Se na fase impugnatória a contribuinte comprovar a improcedência do lançamento referente a tributos informados em DCTF, seja por recolhimentos já efetuados ou por outra razão qualquer, há que se cancelar a importância da exigência fiscal correspondente. Por outro lado será mantido o valor do crédito tributário cujo recolhimento não for comprovado. MATÉRL4 NÃO IMPUGNADA — Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo sujeito passivo. MULTA ISOLADA —RETROATIVIDADE BENIGNA. O ordenamento jurídico vigente prevê a aplicação de lei superveniente quando comina penalidade menos severa que a prevista no tempo do ato cometido. Lançamento Procedente em Parte". 2 fltA Processo rd 10166,009504/2002-26 S1-TE03 Erra! A origem da referencia aio foi encontrada. a? 1803-00.025 Fl. 3 Da ementa acima transcrita, cabe elucidar o quanto discorrido às fls. 156, in verbis: "a2) os valores de 35,75 — P.A 02-08/97, código 3426 e R$ 57,09 — P.A02- 08/97, código 8053, folha 25, devem permanecer na tributação, pois a interessada não apresentou nenhum documento capaz de provar suas alegações quanto a estes valores terem sido informados erradamente na DCTF do 3 0 trimestre/97, ou seja, quando do preenchimento da DCTF foram incluídos os valores das multas. Isto é, não anexou documentos contábeis do período correspondente a exigência fiscal. Ver, também, revisão de oficio, folha 149, 1° e 2° itens". Ciente da decisão de primeira instância em 02.01.2008 (fl. 160), o Recorrente interpôs recurso voluntário em 01.02.08 (fls. 161 a 163), juntando documentos de fls. 164 a 177, alegando em apertada síntese: I) O valor de R$ 18,87 referente ao débito n°. 3983357, foi recolhido pela Recorrente em 15.07.2002, comprovado por meio de DARF anexado à fl. 164; 2) O valor de R$ 57,09 referente ao débito n°. 3983442, IRRF código de receita 8053, cujo vencimento se deu em 13.08.1997, foi recolhido a destempo no dia 14.08.1997, de modo que ao valor principal de R$ 17299,76 foi adicionada a multa diária de 0,33%, a saber R$ 57,09, conforme previsto na legislação. Porém, quando do preenchimento da DCTF o valor da multa foi preenchido como se principal fosse (fl. 167); 3) O valor de R$ 35,75 referente ao débito n°. 3983429, 1RRF código de receita 3426, cujo vencimento se deu em 13.08.1997, foi recolhido a destempo no dia 14.08.1997, de modo que ao valor principal de R$ 10.832,61 foi adicionada a multa diária de 0,33%, a saber R$ 35,75, conforme previsto na legislação. Porém quando do preenchimento da DCTF o valor da multa foi preenchido como se principal fosse (II. 168); É o relatório. 3 Pnxesso Tf 10166.009504/2002-26 51-TE03 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.° 1803-00.025 Fl. 4 VOO Conselheira LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Relatora A matéria tratada decorre de lançamento fiscal de trabalhos de auditoria interna referentes às DCTF's dos 3° e 4° trimestres de 1997, visando a cobrança de diferenças de IRRF referente aos meses de julho a dezembro de 1997 no valor total de R$ 42.465,75, assim como da multa de oficio isolada no montante de R$ 28.072,06, conforme razão às fls. 23 a 30. Não há qualquer ligação deste lançamento com fatos que resultaram em lançamento de IRPJ ou CSLL. Nos termos do Capítulo I, do artigo 3°, inciso R, do Anexo II do Regimento do CARF, aprovado pela Portaria do Ministro da Fazenda n ° 256-02, este processo é competência da r . Seção. Nestes termos resolvo que não sou competente para apreciar a matéria e recomendo a distribuição deste processo à 2 a Seção. .. „man, iff ___—n"" rL I. • ORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA • 4À
score : 1.0
Numero do processo: 10480.003748/95-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Os documentos estrangeiros devem ser apresentados com tradução
efetuada por tradutor oficial, reconhecida a firma do mesmo e
carimbada pelo consulado. O não cumprimento pelo contribuinte
destas formalidades, reiteradamente, constata a não validade do
documento.
NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO
Numero da decisão: 301-28.625
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEDA RUIZ DAMASCENO
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ementa_s : Os documentos estrangeiros devem ser apresentados com tradução efetuada por tradutor oficial, reconhecida a firma do mesmo e carimbada pelo consulado. O não cumprimento pelo contribuinte destas formalidades, reiteradamente, constata a não validade do documento. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T03:30:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T03:30:38Z; Last-Modified: 2009-08-07T03:30:38Z; dcterms:modified: 2009-08-07T03:30:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T03:30:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T03:30:38Z; meta:save-date: 2009-08-07T03:30:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T03:30:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T03:30:38Z; created: 2009-08-07T03:30:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-07T03:30:38Z; pdf:charsPerPage: 1166; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T03:30:38Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA - PROCESSO : 10480.003748/95-61 SESSÃO DE : 10 de dezembro de 1997 ACÓRDÃO N' : 301-28.625 RECURSO N' : 117.778 RECORRENTE : FRIGORIFICO IBÉRICO LTDA. RECORRIDA : DRJ - REC1FEJPE Os documentos estrangeiros devem ser apresentados com tradução efetuada por tradutor oficial, reconhecida a firma do mesmo e carimbada pelo consulado. O não cumprimento pelo contribuinte destas formalidades, reiteradamente, constata a não validade do documento. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO 111; Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 10 de dezembro de 1997 MOAer DE MEDEIROS • NTE aEDA R AMA' ENO RELATORA 'ff( .fuciona Cortei Weriz Pontes Proc./Mn da Fazenda Nacional 1 JIP/Vri 09 . 03 . e Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ, ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, MARIA HELENA DE ANDRADE (suplente) e MÁRIO RODRIGUES MORENO. Re MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.778 ACÓRDÃO N' : 301-28.625 RECORRENTE : FRIGORIFICO IBÉRICO LTDA. RECORRIDA . DRJ - RECIFE/PE RELATOR(A) LEDA RUIZ DAMASCENO RELATÓRIO E VOTO O julgamento deste processo foi convertido em diligência, conforme resolução 301 1-040, retomando sem o cumprimento da mesma, por parte da recorrente. Às fls. 54, foi reiterada a diligência, no intento de que fosse apresentado o documento de fis.51 , com a respectiva tradução, efetuada por tradutor oficial, reconhecimento pelo consulado uruguaio, sem, contudo, cumprir a exigência. Desta forma, mantenho a exigência fiscal contida no Auto de Infração, e NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. Sala das Sessões, em 10 de dezembro de 1997 , L DA • UIZ D CÈNO - RELATORA :1/43 2 •
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